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Ebook Prodam: 50 Anos de História - Anos 1990

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PRODAM

50 ANOS DE HISTÓRIA Anos 1990


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Ficha técnica Diretoria executiva Diretor-Presidente: Lincoln Nunes da Silva Diretor Técnico: Maurício Mizobe Diretora Administrativo-Financeiro: Cristianne Lima Martins

Redação de textos Isabela Xavier de Castro Catarino Valeska de Azevedo Silveira Carlos Taianne Mafra da Silva

Pesquisa Isabela Xavier de Castro Catarino Valeska de Azevedo Silveira Carlos Taianne Mafra da Silva

Editoração, diagramação e tratamento de imagens Ronildo Mourão de Albuquerque

Revisão de textos Maria Cristina Trigueiro Valeska de Azevedo Silveira Carlos

Fotografia Acervo da Prodam Acervo da Biblioteca Nacional Acervo pessoal de funcionários e ex-funcionários da Prodam Acervo Jornal do comércio Acervo SEFAZ-AM Pinterest

Agradecimentos Antônio César Vieira de Lima Aristóbulo Angelim Araújo Claudemir Ivan de Lima Gomes Francisco Queiroz Hiram Lopes Filho Evandro Iça Frank Jefferson de Farias Cardoso João Batista Lima Monteiro João de Deus Marcião Pereira José Maria Pinto de Figueiredo Maria Cristina Braga Trigueiro Rozete Roberto Campos Salim David Valdir Sato 3


Anos

1990


1. A Modernização do

BEA

Fachada da sede do Banco do Estado do Amazonas na Av. sete de setembro ao lado da Biblioteca Pública. Foto: Acervo da página Manaus de Antigamente (facebook)

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Os anos de 1990, apesar dos desafios do cenário econômico e político do período, foram marcados por projetos grandiosos confiados à Prodam. Entre eles, a histórica informatização do Banco do Estado do Amazonas - BEA, com início em meados de 1993. Com aproximadamente quatro anos de trabalho, a Prodam ajudou o BEA a dar um

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grande salto tecnológico em suas operações. Desde 1977, a Prodam já trabalhava para bancos privados e para o Banco do Estado do Amazonas, mas, só na década de 1990, o então presidente do BEA,

Ozias Monteiro Rodrigues Foto: galeria de exsuperintendentes da SUFRAMA (site gov.br)

Ozias Monteiro, iniciou o ousado e necessário projeto de modernização do Banco, tendo a PRODAM como sua principal executora. O BEA já estava ficando para trás em relação aos bancos privados, precisava se renovar, melhorar suas operações. O proeminente Ozias Monteiro, presidente do BEA, experiente gestor público, que já havia passado por cargos públicos importantes, como o de superintendente da Zona Franca de Manaus, secretário de Finanças no Ceará e no Distrito Federal e presidente do Banco do Estado do Piauí, tinha grandes expectativas sobre o avanço tecnológico daquela instituição financeira. Ozias Monteiro já tinha passado pela Secretaria de Fazenda do Amazonas, sendo responsável pela condução da

modernização dos sistemas fazendários entre os anos de 1983 e 1987, tendo a Prodam como parceira e executora daquele projeto. De lá, o senhor Ozias já conhecia o trabalho de Queiroz e o designou para representar a Prodam no planejamento do projeto. Queiroz participou da coordenação das primeiras tratativas, ainda na fase de planejamento estratégico e, posteriormente, no andamento da solução, acumulando a responsabilidade com a gerência da produção na Prodam. Durante cinco dias, equipes de TI do BEA, da PRODAM e a empresa de consultoria com foco em sistemas de bancos contratada pelo BEA reuniram-se no Novotel com o apoio metodológico da IBM. “Os diversos projetos foram delineados, profissionais de TI foram recrutados aqui e em outras praças, equipamentos foram adquiridos e instalados, agências bancárias ampliadas e reformadas, e intensivo treinamento de pessoal foi realizado, dentre tantas atividades”, relatou Queiroz. O analista de negócios Hiram Lopes também relembra as movimentações

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A modernização do BEA

dessa primeira fase, quando mais de 20 jovens, recém-formados, vieram de Campina Grande – PB para se unir à equipe. “Dentre aqueles jovens, alguns foram contratados pela Prodam, como a colega Cleany Fernandes e tantos outros que já se aposentaram. Também tinha a equipe da consultoria mineira, que era especializada na automação de bancos e muitos empregados da PRODAM”. Uma equipe multidisciplinar da PRODAM esteve dedicada ao desenvolvimento dos novos sistemas, sob a liderança de Valdir Sato, gerente de TI do BEA. As primeiras tratativas ocorreram em uma antiga capela existente no terreno onde estava edificada a sede do banco. De lá foi construído o planejamento tático indicando as diversas inciativas a serem desenvolvidas e os riscos a serem controlados, para não comprometer as operações diárias do banco. Os primeiros trabalhos de modernização dos sistemas eram realizados onde hoje é o auditório da PRODAM e utilizava-se o mainframe da Empresa. Posteriomente, o BEA com novas instalações, em um grande prédio, adquiriu seu próprio computador IBM.

Os diversos projetos foram delineados, profissionais de TI foram recrutados aqui e em outras praças, equipamentos fora foram ora adquiridos e instalados, agências bancárias ampliadas e reformadas, e intensivo treinamento de pessoal foi realizado, dentre tantas atividades. Francisco Queiroz

Curiosidade A analista de negócios Rozete Campos, relembrando os anos em que trabalhou no BEA, cedida pela PRODAM, nos contou a história do “Arcão”. Quem aí ainda lembra dessa? O Arcão era o jornalzinho interno do CPD, produzido e distribuído pelos próprios profissionais e dava destaque para os acontecimentos relacionados ao grupo que era composto por cerca de 280 pessoas. Era também o apelido dado ao CPD que ocupava dois andares do prédio e era composto por aproximadamente 280 profissionais. Segundo relatou Rozete, o apelido fazia

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Foto: Acervo pessoal da colaboradora Rozete Campos. Em destaque o sr. Sato

referência à arca de Noé, história contada no primeiro livro da Bíblia. “Se o CPD era um Arcão, seus ocupantes eram bichos!! Cada um tinha um apelido. Essa era uma das características do ambiente em que trabalhávamos – a descontração.” O ambiente conduzido por ‘seu’ Sató era de muito equilíbrio entre o foco nos resultados e a descontração e alegria do trabalho em equipe. Isso fazia com que as longas jornadas de trabalho ficassem mais amistosas.

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A modernização do BEA

Prédio do BEA década de 1980, na rua Silva Ramos. Foto: Pinterest

No início dos anos 90, o Banco do Estado do Amazonas (BEA) já era um banco bastante informatizado para a época. Ele tinha um mainframe da Unisys com terminais de teclado / máquina de escrever e monitores, além dos terminais de microcomputadores nas agências. Naquela época, os computadores da Unisys só perdiam em vendas para os da IBM e tinham como base os produtos Burroughs, em razão da fusão das empresas Burroughs e Sperry, entre 1986 e 1990, para a formação da Unisys. O Bea buscava acompanhar o ritmo de desenvolvimento dos bancos privados, implementando novas tecnologias e a automação dos seus serviços. Para isso, providenciou uma nova sede para o CPD e a aquisição de um supercomputador IBM. Após a fase de planejamento do projeto de modernização dos sistemas, os primeiros trabalhos começaram a ser desenvolvidos onde hoje é o auditório da PRODAM, utilizando o mainframe da Empresa. Na época, a Prodam utilizava o mainframe IBM 4381, com um processador dual de última geração, com memória de até 64 MB, que era 30% mais poderoso que o modelo anteriormente utilizado. Entre meados de 1980 e os anos de 1990, a Prodam usava um IBM 370,

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No anúncio acima, em 1991, o banco já contava sobre suas ações e planos de modernização e sobre os produtos que viria a ofertar com o avanço do seu desenvolvimento tecnológico. Entre os serviços estava o tele extrato, que possibilitou aos correntistas a consulta ao extrato de suas contas pelo terminal de micro, além de outros benefícios que viriam com a automação bancária, equiparando o banco estadual aos grandes bancos privados do País.

seguindo para a família 4331, depois para o 4341 e posteriormente para o 4381. Dentro de cada uma dessas "famílias" a IBM lançava diversos modelos, que basicamente traziam melhorias na capacidade de memória e na velocidade dos processadores. A Empresa chegou a ter dois 4381, porque o modelo da família superior à dele, o 3090, era refrigerado a água, o que inviabilizava sua instalação, e por ter a garantia por cinco anos após saírem da linha de produção da IBM. Por cerca de quatro anos de trabalho intenso para o desenvolvimento das soluções de que o banco precisava, a Prodam ajudou o BEA a dar um importante salto tecnológico em suas operações. Segundo relatos do senhor Valdir Sato, a grande equipe, que era composta por cerca de 280 profissionais, incluindo as equipes da Prodam, do Bea, da empresa de consultoria e profissionais contratados, chegou a desenvolver mais de trinta sistemas para o Banco do Estado do Amazonas.

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A modernização do BEA

Sob o mainframe do BEA, lembro que eles adquiriram um de Sobre família ou modelo superior ao da Prodam, pois precisariam fam utilizar por muito tempo. Lembro que o valor era muito alto os util presidentes da PRODAM e do BEA foram à diretoria da IBM no Rio de Janeiro e conseguiram condições especiais. Francisco Queiroz

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2. A história de como a Prodam se tornou um importante

centro de treinamento na área de informática

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o final dos anos 80 e início da década de 90, a Prodam avançava no uso de equipamentos de informática mais modernos e isso trazia alguns desafios, como a capacitação dos empregados para o uso das novas tecnologias. Para suprir essa necessidade contínua de treinamento, a Prodam começou a oferecer internamente cursos de atualização. Os treinamentos eram ministrados pelos empregados que se especializavam no assunto e depois atuavam como multiplicadores internos. Com o aumento da demanda, os cursos passaram a ser oferecidos também para o público externo, surgindo então a necessidade de contratar instrutores terceirizados. A Prodam avançava rumo à criação de seu próprio centro de treinamento. Em 1993, o então diretor-presidente da Prodam, Redomarck Nunes Castelo

A inauguração do Centro de Informática Professor Gilberto Mestrinho ocorreu no dia 21 de janeiro de 1994 e contou com presença de inúmeras autoridades, entre elas, o governador do Estado, que deu nome ao novo prédio da Empresa. Fonte: Arquivo Prodam

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Branco, obteve apoio institucional e financeiro do governador do Estado da época, Gilberto Mestrinho, para a obra de restruturação física do prédio da Prodam e construção do Centro de Informática da Empresa. A obra foi iniciada em 1º de abril de 1993 e concluída em menos de nove meses. No primeiro dia útil de 1994, o Centro de Informática já estava operando com os cursos regularmente. Os primeiros cursos oferecidos foram os de MS-DOS com introdução à microinformática, Wordstar, Lotus 1-2-3, dBase III e, pouco depois, Windows, Word, Excel, PowerPoint, Internet, Access. Os cursos eram pagos, exceto para alguns casos de programas sociais do governo do estado. A procura pelos cursos era muito grande. Havia lista de espera por vaga e as salas estavam sempre lotadas de alunos. Algumas empresas passaram a exigir formação no centro de treinamento da Prodam para preencher suas vagas de emprego. O principal público do centro de treinamento eram os servidores de órgãos estaduais. A Prefeitura (SEMEF e outras secretarias), o TCE e o TRT-11ª Região também foram clientes importantes, além de algumas empresas do Distrito Industrial, como Grupo Simões, Recofarma, Refrigerantes da Amazônia, TV Lar, Murano, Laboratório CPDE, entre outras. Até o ano de 2007, o centro de treinamento foi responsável pela formação de milhares de pessoas e ficou marcado na memória de muitos amazonenses como referência de capacitação na área de informática.

O Centro de Informática é destacado como um dos trabalhos importantes realizado na gestão de Redomarck no artigo publicado no Jornal do Commercio em 1994. Fonte: Biblioteca Nacional

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A história de como a Prodam se tornou um importante centro de treinamento na área de informática O Centro de Informática Professor Gilberto Mestrinho foi oficialmente inaugurado em janeiro de 1994. A partir daí, as atividades de treinamento da Prodam (clientes e funcionários) passaram a ser realizadas no novo prédio. Cristina Trigueiro, então chefe da Divisão de Treinamento, acompanhou todas as etapas de criação e consolidação do centro de treinamento da Empresa. Ela esteve presente, literalmente, da construção do prédio ao atingimento da fantástica marca de mais de 30 mil certificados emitidos pela Prodam.

Em 1994, fachada da Prodam, após a construção do Centro de Informática Professor Gilberto Mestrinho (entrada Nhamundá). Foto: Acervo Prodam

Instrutores A escolha dos instrutores externos para atuar no centro de treinamento da Prodam também fazia parte das atribuições de Cristina. A colaboradora conta que além da fase de análise curricular, os candidatos a instrutores tinham que preparar e ministrar uma aula sobre um tema de um dos cursos ali oferecidos. A aula era ministrada para alguns técnicos convidados e mais uma ou duas pessoas da equipe de treinamento. Entre os muitos instrutores que passaram pelo Centro de Informática, Cristina recorda do primeiro instrutor externo, Júlio Fábio; em seguida vieram Salim David, Michel Alessandro Barbosa e Paulo Ricardo. O centro de treinamento também contou com a expertise de alguns colaboradores que ainda hoje fazem parte do quadro da Prodam: Régis Muller,

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Paulo Saraiva, Márcio Belmont, Clodoaldo Silva, Aristóbulo Angelim, José Geraldo Gomes, Franklin Brito e Salim David. Os dois últimos atuaram como instrutores terceirizados e, anos depois, foram contratados pela Prodam via concurso público. Construção de uma boa reputação A excelência dos cursos de formação do Centro de Informática Professor Gilb erto Mestrinho era reconhecida dentro e fora da Prodam. Internamente, os melhores feedbacks vinham de comentários espontâneos feitos nos intervalos dos cursos. “Da minha sala, era possível ouvir os jovens comentando sobre o quanto um professor ensinava bem ou como estavam satisfeitos com as aulas. Os comentários eram sempre positivos; eu ia no céu e voltava”, recorda Cristina. A boa reputação do centro de treinamento também ultrapassava as dependências da Empresa. “Um dia, recebi a ligação de um jovem aflito, que estava disputando uma vaga em uma empresa do distrito industrial. Ele afirmava que precisava muito fazer os cursos de informática e tinha que ser na Prodam, porque essa era a exigência da empresa onde era candidato à vaga”, contou Cristina. O Centro de Informática Professor Gilberto Mestrinho faz parte da história da Prodam e também das centenas de pessoas que passaram por ele, seja na condição de aluno ou de instrutor.

Com uma área total de 916,41 m², a obra do Centro de Informática Professor Gilberto Mestrinho foi iniciada em 1º de abril de 1993 e concluída em menos de nove meses. Valor da construção do prédio: CR$ 46.042.767,00, (quarenta e seis milhões, quarenta e dois mil e setecentos e sessenta e sete cruzeiros reais no sistema monetário vigente à época da construção. Fotos: Acervo Prodam

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3. A história da

Primeira Fibra Ótica de Manaus Ligação de Sistemas da Prodam a Manaus

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pioneirismo sempre fez parte da história da Prodam. Uma prova disso é que, em 1994, a Empresa idealizou e implantou, em parceria com a IBM e a Telemazon, a primeira fibra ótica de Manaus, que ligava os sistemas da Prodam à Secretaria de Estado da Fazenda do

Amazonas (SEFAZ). A ligação dos sistemas via fibra ótica foi proposta pelo gerente de tecnologia, na época, Carlos Augusto Refkalefsky. Ele e o atual assessor da presidência, Queiroz, foram conhecer projetos similares em Porto Alegre e Belo Horizonte. Após vários estudos, Refkalefsky concebeu uma solução própria, que foi implantada pela Prodam. A iniciativa visava uma melhoria na qualidade dos serviços prestados à Sefaz, um dos principais clientes da Prodam, responsável também pelo maior faturamento da Empresa na época. A comunicação de dados por cabeamento metálico, tecnologia que se usava, tinha limitações na capacidade de transmissão, além de ser suscetível a falhas e risco de não atender uma demanda crescente, como a da Sefaz, que estava c o n t i n u a m e n t e ampliando os seus serviços e possuía um grande número de microcomputadores e terminais conectados a esses serviços.

Foto: Acervo Sefaz/AM

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O uso da fibra ótica, portanto, representou inúmeros avanços, entre eles: tinha capacidade de transmissão na velocidade da luz; zerou problemas e falhas na transmissão de dados; zerou custos com transmissão de dados e viabilizou a utilização da internet na Sefaz, que ocorreu em 1996. A ligação dos sistemas da Prodam à Sefaz via fibra ótica ocorreu na gestão do engenheiro Redomark Castelo Branco (diretor-presidente) e do diretor técnico, Marcos Veloso, no mandato do governador Gilberto Mestrinho.

No Jornal do Commercio veiculado no ano de 1994, Redomark cita a ligação dos sistemas da Prodam à Sefaz como “uma das maiores conquistas” de sua gestão. Fonte: Biblioteca Nacional

Saiba mais - As fibras óticas foram importadas dos Estados Unidos em um consórcio entre a IBM e a Telamazon. À IBM coube executar os serviços de terminação ótica, nas duas pontas, com a fusão das fibras aos cabos óticos que foram conectados aos equipamentos dos dois CPDs (da Prodam e da Sefaz). Já a Telamazon executou a construção da infraestrutura subterrânea, o encaminhamento e o lançamento do cabo de fibra ótica. Um fato interessante é que a fibra ótica instalada operou ininterruptamente por mais de dez anos. Em meados de 2005, uma obra na esquina da avenida Boulevard Álvaro Maia com a Rua Jonathas Pedrosa provocou o rompimento da fibra. Foi, então, lançado um cabo de fibra ótica, por via aérea. Durante todo esse tempo não houve qualquer custo de operação ou de manutenção, seja para a PRODAM, seja para a SEFAZ.

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4. A história da

Informatização do TJAM Como a PRODAM foi essencial para a modernização do Tribunal de Justiça do Amazonas

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m 1991, a Prodam assinou o primeiro contrato com o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Era o início de uma parceria que trouxe mais celeridade, eficiência e transparência aos processos do judiciário no Amazonas.

Foto: Acervo Sefaz/AM O início da parceria A informatização do TJAM começou pela folha de pagamento. Em dezembro de 1991, o titular do órgão, na época, o desembargador Catunda de Souza, assinou convênio com a Prodam para a implantação e processamento do Sistema de Cadastro e Folha de Pagamento de pessoal do Tribunal. A solução apresentada pela Prodam ao TJAM foi o Sistema de Cadastro e Folha de Pagamento (CFPP), que já era executado pela Prefeitura e pelo Estado. Segundo o assessor da presidência Antonio César, que fez parte do desenvolvimento do CFPP e participou ativamente da informatização do TJ, o

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modo como o CFPP foi desenvolvido permitia que ele fosse implantado em órgãos de diversas esferas, incluindo o judiciário. A implantação do sistema, realizada pelo setor de Manutenção da Folha de Pagamento, envolveu as atividades de: levantamento de dados, adequações no programa de cálculo, parametrização dos dados e ajustes no programa de cálculo. O Tribunal de Justiça do Amazonas utiliza até hoje o CFPP. No início, havia cerca de 800 servidores cadastrados, hoje são mais de quatro mil.

Informatização do serviço de distribuição processual de 1ª e 2ª Instância Acompanhando a informatização do Tribunal de Justiça do Amazonas, o desembargador Roberto de Hermidas Aragão, anunciou, no dia 15 de dezembro de 1991, o serviço automatizado de distribuição processual da Corregedoria Geral da Comarca de Manaus. A Prodam foi a responsável pelo desenvolvimento do sistema de automatização da distribuição de processos, que antes era feita manualmente. A implementação ocorreu em duas etapas: na primeira, a distribuição de processos da primeira instância e, depois, a da segunda instância do Tribunal de Justiça do Amazonas. João Batista Lima Monteiro, que integra o quadro de colaboradores da Prodam há mais de quatro décadas, recorda que a implantação do sistema de distribuição on-line do processos requereu um esforço extra, sobretudo por se tratar de uma mudança na forma como as atividades eram feitas. “Contávamos com um tempo bem reduzido para fazer as entregas do projeto. O anúncio do sistema foi feito no final do ano e a entrega

Foto: Acervo Sefaz/AM

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A história da Informatização do TJAM

ocorreu dois meses depois. Além disso, o sistema mudava totalmente a forma como os escrivães de cartórios e distribuidores de foro estavam acostumados a trabalhar”, contou Batista. Com a implantação do sistema, a distribuição dos processos passou a acorrer nos setores onde esses processos eram cadastrados. “O operador digitava as informações básicas sobre a identificação do processo e, em função da natureza, o sistema procedia imediatamente a distribuição e já emitia uma capa do processo com informações sobre a vara para onde foi distribuído. Isso garantia maior equidade da distribuição evitando direcionamentos de processos”, acrescentou César.

Fonte: Jornal do Commercio, 21 de dezembro de 1993

Em 1993, o Tribunal de Justiça buscava uma solução que proporcionasse mais celeridade aos processos do órgão e que tornasse a divisão das custas processuais mais justas entre os oficiais. Até então, as intimações e citações eram distribuídas manualmente e os oficiais é quem escolhiam os processos. Consequência disso: a fila de espera dos processos da área criminal era bem maior que a da área cível. Para encontrar uma solução que atendesse as necessidades do Tribunal, Antonio César e João Batista Monteiro visitaram o Fórum de Porto Alegre. Os técnicos da Prodam estavam acompanhados do juiz Cezar Bandeira, um dos

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maiores defensores da informatização do TJAM. A partir dessa visita técnica, a Prodam desenvolveu a Central de Mandados à semelhança do sistema de distribuição de processos, entregue pela Prodam dois anos antes. A Central de Mandados era responsável por gerar os mandados e distribuílos automaticamente e de forma igualitária para os oficiais de justiça. Para agilizar as entregas, a distribuição dos mandados passou a ser realizada também por região. “Os mandados eram cadastrados pelas varas e depois de gerados eram distribuídos automaticamente pelo sistema, que, dentre as funcionalidades, permitia a impressão e o registro das entregas dos mandados, e ainda a geração de relatório de produtividades das entregas”, explicou César.

Curiosidades Durante o desenvolvimento dos sistemas do TJAM, a equipe técnica da Prodam passou a ocupar uma das salas do Tribunal de Justiça, cuja sede, na época, ficava no bairro Aparecida. Para implementação do sistema de distribuição de processos, milhares de processos foram digitados. Essa tarefa envolveu parte da equipe da Prodam e do TJAM, dividida em dois turnos (manhã e tarde). O sistema de distribuição de processos da primeira instância foi desenvolvido pelo colaborador João Batista de Lima Monteiro com a participação dos programadores João de Deus, Edvaldo Barbosa e Eules Leonardo; os dois últimos já saíram da Empresa. O módulo de distribuição de mandados foi desenvolvido por Antonio César. Já a parte de programação foi realizada pelo colaborador Clodoado Ferreira dos Santos Junior e outro técnico que não faz mais parte do quadro de colaboradores da Prodam.

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5. A história de como a Prodam “sobreviveu” ao

BUG DO MILÊNIO

Central de operações contra o 'bug do milênio' em Los Angeles, nos EUA — Foto: Jim Ruymen/AFP/Arquivo G1

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essoas de diferentes culturas costumam se reunir para a contagem que anuncia a chegada de um novo ano. Na virada de 1999 para 2000, junto com os festejos típicos do Réveillon havia também a expectativa para outro “evento”, o chamado Bug do Milênio. Por

definição, bug é um defeito, falha ou erro no código de um programa que provoca seu mau funcionamento. E, era exatamente isso que se esperava dos sistemas na virada do milênio.

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Desde 1960, os sistemas e programas registravam os anos apenas com dois dígitos para economizar a memória do computador, que era cara. Essa estratégia somente se tornou um problema em 1999, pois o ano seguinte terminaria em 00. Como não havia uma programação para conversão automática, acreditava-se que a mudança causaria uma pane geral em sistemas e serviços que entenderiam o ano como 1900, e não 2000. Antes de conhecer como a Prodam “sobreviveu” ao Bug do Milênio, vamos fazer um rápido passeio pela história para entender a dimensão que o assunto ganhou e o cenário de medo que foi criado.

Bug do Milênio: o assunto do momento Na época, houve uma grande mobilização em todo o mundo. A convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) foi a primeira grande reunião oficial mundial para a discussão do problema do Bug. Mais de 100 autoridades participaram da convenção realizada no ano de 1998.

No Brasil, a Associação Brasileira de Empresas Estaduais de Processamento de Dados (Abep) também reuniu, em 1998, os representantes das 27 empresas de informática pública dos estados brasileiros para discutir meios para evitar o Bug do Milênio. Fonte: Jornal do Comércio, 1998.

O que era esperado do Bug do Milênio “Armazene mantimentos, encha o tanque de gasolina do seu carro e tire um pouco mais de dinheiro”. Esses foram os conselhos de Janet Abrams para as pessoas em relação aos possíveis problemas do Bug do Milênio. Ela integrava, na

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A história de como a Prodam “sobreviveu” ao Bug do milênio época, o Conselho da Presidência dos Estados Unidos. Muitas previsões catastróficas foram feitas sobre a passagem para o ano 2000. Entre elas, a de que os sistemas de aeroportos e usinas nucleares entrariam em colapso, ocasionando a queda de aviões e o vazamento de material radioativo. Outro temor era de que os sistemas dos bancos teriam grandes problemas na mudança de ano e as informações dos clientes se perderiam, quebrando os bancos e toda a economia. Como você deve saber, nada disso aconteceu. Quando os ponteiros do relógio anunciavam que um novo ano estava chegando, o único estouro mesmo foi o da champanhe.

Manchete do Jornal do Comércio em 1988 tranquilizava a população manauara sobre os efeitos oo Bug do Milênio Fonte: Arquivo Jornal do Comércio

“Computadores do estado estão livres do bug”. Essa foi a manchete do Jornal do Comércio em setembro de 1999. Faltando poucos meses para a virada do Milênio, o mundo inteiro vivia a expectativa do que aconteceria quando os relógios anunciassem a chegada de um novo ano. As empresas de tecnologia estavam sob os holofotes. E, em Manaus, coube à Prodam, o papel de afastar o temor de que os sistemas informatizados dos órgãos e secretarias do estado do Amazonas corressem o risco de entrar em pane no dia 1º de janeiro de 2000.

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José Maria Pinto, na época gerente comercial, conta que havia externamente um ambiente de muito medo e tensão a respeito dos danos do Bug do Milênio; internamente, a visão dos técnicos da Empresa sobre o assunto era menos catastrófica. “A Prodam estava vulnerável sim, mas não a ponto de causar um dano irreversível. Em resumo, tínhamos que definir o que seria feito com cada sistema”, relatou.

Solução-Prodam para corrigir o problema do Bug do Milênio Para corrigir as datas nos sistemas, que até então tinham apenas dois dígitos, muitas soluções foram avaliadas pela Prodam, entre elas, três se destacavam: (I) fazer a manutenção nos sistemas alterando todas as datas de todos os sistemas para quatro dígitos; (II) elaborar um programa que fizesse essa alteração nos sistemas; e (III) contratar sistemas de terceiros que fariam automaticamente esse serviço. Sob pressão da urgência, em 1998, a Prodam optou por realizar a manutenção dos sistemas de forma manual. A equipe de manutenção de software era formada pelos colaboradores Claudemir Ivan de Lima Gomes, Anderson Abreu do Nascimento, pertencentes ao quadro atual da Prodam, e pelo saudoso Daniel Veloso. Segundo Claudemir, ao iniciarem a manutenção do primeiro sistema, eles logo perceberam que, seria impossível cumprir o cronograma de entrega, ainda que estivessem trabalhando em jornada extra. “Era um trabalho braçal muito grande e tinha que ser feito com muita atenção e com grandes riscos de erro. Cada programa levava um expediente para ser alterado e testado”, lembrou Claudemir. A necessidade de acelerar o processo de manutenção corretiva nos sistemas aliada à expertise dos técnicos da Prodam resultou na criação do Cromo, uma ferramenta que rastreava os programas, encontrava as datas e realizava as alterações devidas. Tudo isso de forma automatizada. “O Cromo tinha um catálogo de palavras e um catálogo de formatos de datas e à medida que íamos convertendo os sistemas, esses catálogos iam se enriquecendo e os algoritmos do Cromo ficavam mais eficientes”, detalhou Claudemir. O trabalho da equipe de manutenção ficou concentrado em testar os sistemas e efetuar eventuais correções e ajustes no Cromo. Três meses antes da virada do ano, os técnicos da Prodam já haviam concluído os testes de todas as linhas de códigos do acervo de programas da Empresa.

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A história de como a Prodam “sobreviveu” ao Bug do milênio

Bug do Milênio: expectativa e realidade Com o objetivo de atender eventuais chamadas de emergência decorrentes do Bug do Milênio, no dia 30 de dezembro de 1999, foi publicada uma portaria na Prodam para escalar o grupo de colaboradores que ficariam de sobreaviso, no período entre meia-noite do dia 31/12 e 7 horas do dia 2/1/2000. O documento também designava quais técnicos da Prodam teriam que comparecer ao local de trabalho nos dias 1º e 2 de janeiro de 2000. No total, 45 técnicos foram envolvidos nessas ações de caráter preventivo. Felizmente, a expectativa de uma grande pane nos sistemas de informática não se concretizou. Os sistemas dos aeroportos e usinas nucleares não entraram em colapso. Os bancos não quebraram e os computadores do estado do Amazonas também ficaram ilesos ao Bug do Milênio.

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Protagonistas

QUEM SÃO E O QUE DIZEM OS PROTAGONISTAS DESSA HISTÓRIA

Aquiles Ventilari

Com colegas de trabalho da equipe de informática do BEA. Foto: acervo pessoal de Aquiles

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urante o período de formação da grande equipe de informática do Bea, na década de 1990, a PRODAM ajudou na condução de processos de seleção dos profissionais que seriam contratados pelo banco. Havia necessidade de pessoal qualificado para trabalhar com a linguagem de programação Natural, o que era muito difícil de encontrar na época!! Houve um processo de seleção realizado, primeiramente, com a linguagem COBOL e depois um “curso-concurso” onde os que alcançassem as melhores notas seriam selecionados para trabalhar no banco. É aqui que também começa a trajetória de Aquiles Freitas Ventilari (SPEDU) - do Bea à Prodam. Na década de 1990, Aquiles, formado em Eletrônica pela Escola Técnica Federal do Amazonas, trabalhava dando aulas de microinformática nos cursinhos da cidade, ensinando Basic, Lotus entre outros, quando sua irmã, Ana Patrícia, na época, funcionária da Prodam, comentou sobre a seleção de

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Min Minha irmã me levou para falar com o Queiroz, uma tentativa permitir que eu participasse da seleção. Eu só tinha o curso de p técnico de eletrônica, então o Queiroz disse: se você aprender a éc programar em Natural e Cobol em um mês, pode participar (risos), relatou Aquiles.

Eu dava umas dicas sobre a linguagem para ele. Logo ele foi, por iniciativa própria, lendo manuais, vendo programas e exemplos de comando, ele era muito interessado, logo xe aprendeu a linguagem Natural. Depois nos reencontramos no Bea e junto com a equipe da Prodam que foi desenvolver sistemas lá, continuamos a estudar e usar cada vez mais a linguagem Natural 2. Foi um tempo muito bom e especial porque fizemos novas amizades e ajudamos a fazer a modernização do BEA. Hoje, continua dedicado. É um dos colaboradores da equipe SPEDU, inclusive já foi um dos supervisores e é sempre requisitado pelos clientes quando novos serviços precisam ser feitos para a área da Educação.”, relatou Evandro

Na foto, com equipe de amigos do Bea, em pé, o primeiro, da esquerda para a direita, é Evandro Içá e o terceiro é Aquiles Ventilari, na é poca em que participavam dos torneios de futebol na Associação do banco. Foto: acervo pessoal de Aquiles

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Série Protagonistas: Aquiles Ventilari

Bug do Milênio: expectativa e realidade Era tudo o que Aquiles precisava ouvir para iniciar sua preparação para o concurso. De bicicleta, pedalava aproximadamente doze quilômetros para chegar na hora do almoço na casa da irmã, onde o colega de trabalho e funcionário da Prodam, Evandro Içá, às vezes almoçava. Esse breve tempo com a irmã e Evandro lhe garantia ter a correção de tudo o que estudava e programava sozinho. “Mostrava meus códigos para o Evandro que fazia as correções”. Mais tarde, Aquiles e Evandro trabalharam juntos no BEA. Aquiles participou do primeiro concurso, que procurava conhecedores de COBOL. A seleção foi frustrada por falta pessoas com conhecimento em naquela linguagem. Então, uma nova tentativa para contratar pessoal veio com um “curso-concurso” sobre a linguagem de programação Natural. Os que tivessem as maiores notas seriam selecionados para a equipe. Aquiles ficou entre os melhores, alcançando a segunda maior nota. Ele estava oficialmente aprovado para compor a equipe de informática do BEA. Foi a primeira parte de um sonho realizado! Na equipe do banco, o jovem discreto e dedicado, sempre estudava muito e se esforçava para que seus programas “rodassem direitinho”, ou seja, sem dar problemas. Seu trabalho foi reconhecido, Aquiles recebeu o convite a fazer parte da equipe Prodam. “O César me convidou para trabalhar na Prodam como programador, iniciei em maio de 1995, para atuar no sistema de trânsito do Detran.” Foi quando percebeu que as expectativas sobre ele eram grandes, tendo mais uma vez que provar que merecia estar ali. “Eline Mota e Claudio Valente eram muito exigentes, mas isso me ajudou a crescer ainda mais. Algum

Equipe Supervisão de Sistemas de Educação no ano de 2019, na ocasião da mudança do sistema do mainframe para o Nutanix. Foto: acervo Prodam

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tempo depois eu estava liderando a equipe de programação do Detran”, comentou. Aquiles começou a dominar outras linguagens de programação, como Delphi, Visual Basic, ASP, Java Script e um pouco de Web Design, ficando à disposição de várias equipes, até chegar na Supervisão de Sistemas de Educação, na época, comandada por Catarina Schettini, hoje aposentada. Já era por volta do ano 2000, a equipe de Catarina estava desenvolvendo o Sistema Integrado de Gestão Educacional do Amazonas (Sigeam), quando ela solicitou que Aquiles fosse remanejado definitivamente para a equipe de Educação, onde está até hoje. Aquiles, formou em processamento de dados em 2010, pela Universidade do Estado do Amazonas, é pai da Andressa Ventilari que fará 27 anos em maio. “Ela ainda era um bebê em meio àquelas incertezas iniciais e foi mais um motivo para eu enfrentar todos os desafios da minha nova profissão.” Também sou agradecido a todas as pessoas que contribuíram para meu crescimento profissional quer seja me ensinando, apoiando ou acreditando no meu trabalho.

Confira alguns dos trabalhos que Aquiles participou ao longo de sua carreira desde o BEA até os dias atuais. No BEA: Desenvolvimento do Sistema de Fundo de Aplicação Financeira - FAF (NATURAL); Desenvolvimento do Sistema de Títulos de renda fixa CDB e RDB (NATURAL) Na PRODAM: Equipe Detran - Desenvolvimento do módulo de Protocolo de Veículos e Multas. (NATURAL). Equipe de plataforma baixa - Desenvolvimento do sistema de protocolo para as secretarias do estado, SPRO, em linguagem (DELPHI). Equipe da educação - Desenvolvimento do módulo de matrículas de alunos da rede pública de ensino no SIGEAM (NATURAL e PHP).

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Série Protagonistas: Aquiles Ventilari

Na foto, placa em reconhecimento pelos serviços prestados na equipe de educação da Prodam. A homenagem foi concedida pela então secretária da Secretaria Municipal de Educação (SEMED Manaus), Kátia Helena Serafina Cruz Schweickardt em 2016. Foto: acervo pessoal de Aquiles.

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Protagonistas

QUEM SÃO E O QUE DIZEM OS PROTAGONISTAS DESSA HISTÓRIA

Salim

Salim David no evento Feira do Polo Digital, em 2019 Foto: acervo pessoal

E

m 1994, ano da inauguração do Centro de Informática da Prodam, Salim Silva David participou de um processo seletivo para trabalhar como instrutor na instituição. Na época, ele atuava como programador em uma construtora e tinha no currículo a experiência de ministrar aulas no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). Salim foi aprovado em todas as fases do processo, mas foi na etapa final que ele se destacou dos demais, quando ministrou uma aula de informática para que uma banca formada por técnicos da Prodam e pela administradora do Centro, Maria Cristina. Segundo Cristina, ele explicou tudo de uma maneira que qualquer pessoa, especialmente as leigas, conseguiriam entender. Foi aprovado com louvor e contratado! Esse foi o início de uma jornada que já dura mais de 27 anos. Os oito primeiros foram totalmente dedicados às aulas no Centro. “Eu tinha paixão por ser instrutor”, lembrou. Talvez a paixão explique a versatilidade do professor que dava aulas sobre tópicos que iam desde introdução à informática, passando por Windows básico, lógica de programação, linguagens de programação, até

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redes de computadores e sistemas operacionais Windows NT. Para quem se interessou por informática muito jovem e aprendeu a programar com apenas 14 anos, o trabalho no Centro de Treinamento da Prodam era uma oportunidade de se manter sempre atualizado e por dentro do que havia de mais moderno na área. Além disso, aos poucos o Centro foi ganhando fama e reconhecimento pela excelência dos seus cursos, garantindo aos seus instrutores um certo prestígio e ótima reputação, o que rendia muitos pontos no currículo. Além disso, ministrar aulas na Prodam era motivo de orgulho. “Até hoje encontro pessoas que possuem um certificado com meu nome no verso”, diz Salim. E o orgulho tem mesmo razão de ser, afinal, por muitos anos, o centro de treinamento foi considerado um dos melhores do país! Milhares de pessoas fizeram algum dos seus cursos e, mesmo tendo encerrado suas atividades em 2007, o Centro ainda hoje permanece na memória de muitos amazonenses como referência em tecnologia e formação de profissionais na área.

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Secretaria de Administração e Gestão

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