n.º 4 maio . 2021
O PROFESSOR JOAQUIM MIRANDA SARMENTO, PRESIDENTE DO CEN, ACABA DE PUBLICAR UM LIVRO, EDITADO PELA BERTRAND, INTITULADO “PORTUGAL: LIBERDADE E ESPERANÇA”.
Rui Rio
Bruno Coimbra
1º FÓRUM 2021 DO CEN PORTO
MEDIDAS AMBIENTE
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Conheça as propostas
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Editorial Maio foi mais um mês horribilis para a governação socialista, com o governo a mostrar em toda a linha a sua presunção e crescente incapacidade de gestão. Da deselegância e hipocrisia das declarações de António Costa sobre o presidente do PSD, à arrogância (já costume) do ministro Pedro Nuno Santos na gestão do dossier “TAP/Ryanair”, a confirmação de que toda a hierarquia do governo está desorientada veio com a trapalhada, por parte do Secretário de Estado do Desporto, que vimos na final da Liga dos Campeões no Porto, que acabou por ser um espetáculo bonito no estádio, triste nas ruas e desrespeitoso para os portugueses. Quem também voltou a demonstrar uma enorme irresponsabilidade e incapacidade de gestão foi o ministro Eduardo Cabrita, tanto no planeamento falhado dos festejos do título do Sporting, como na desproporcional e gravosa invasão noturna ao complexo turístico Zmar, em Odemira. Infelizmente, já só surpreende é como Eduardo Cabrita ainda continua como ministro da Administração Interna. O PSD, por sua vez, denunciou e demonstrou com firmeza
e assertividade o descontentamento crescente dos portugueses com o rumo da governação, tanto através da sua direção, do seu grupo parlamentar e também através do CEN, como são exemplo as declarações do seu presidente Joaquim Miranda Sarmento, a lembrar que “não é a primeira vez que o primeiro-ministro diz disparates”. O PSD deixou também claro este mês, dúvidas houvesse, que não alinha nem alinhará com extremismos e populismos de nenhum tipo, cancelando a sua presença no congresso de encerramento do partido Chega depois de ultrapassados de forma inaceitável os limites do bom senso e da decência. Nesta última edição de primavera da CENews poderá consultar as atividades realizadas pelas várias secções temáticas, com destaque para as 15 medidas apresentadas pelo CEN Turismo para salvar a época turística durante o verão. Destaque também para a apresentação do novo livro do presidente do CEN, Joaquim Miranda Sarmento, intitulado “Portugal: Liberdade e Esperança”. A deputada Catarina Rocha Ferreira escreve-nos mais um excelente artigo nesta edição da CENews, onde aponta
medidas e alerta para os riscos e desafios da apanha ilegal de amêijoas no rio Tejo, riscos e desafios similares aos de Odemira. Convidamo-lo a ler a CENews onde poderá descobrir os Podcasts e webinars, as atividades para o mês de junho e ainda artigos e outras recomendações da equipa da CENews, de onde destacamos, por exemplo, o estudo “Os Sistemas de Transporte em Portugal”, da Fundação Francisco Manuel dos Santos e o excelente artigo do Dr. Pedro Fontes Falcão no JN sobre o impacto de determinadas alterações, como o preço de certas commodities ou o teletrabalho, na economia e nas empresas.
Ricardo Morgado Vogal da CPN
Lançamento do Livro
Portugal – Liberdade e Esperança
PRÉ-VENDA A PARTIR DE 1 DE JUNHO E VENDA A PARTIR DE 17 DE JUNHO O Presidente do CEN e Professor do ISEG, Joaquim Miranda Sarmento, acaba de publicar pela editora Bertrand, um livro que procura refletir sobre as causas do atraso e da estagnação económica em Portugal, bem como da sua visão para voltarmos a crescer e do Portugal 2030. O livro intitula-se Portugal – Liberdade e Esperança porque a principal causa do atraso nacional e da estagnação dos últimos 20 anos é, na opinião do autor, a falta de liberdade económica e social. Mas devemos ter a esperança de que o país possa retomar o crescimento e a convergência com a Europa, interrompidos no início deste século. Temos de ter a esperança de que, com as políticas certas, Portugal volte a tempos de bonança e de que os portugueses não estejam condenados ao atraso e à pobreza. O livro apresenta assim quatro grandes prioridades para Portugal: a qualidade, credibilidade e reforço da independência das instituições; o capital humano e a educação; a competitividade da economia e o crescimento económico; o “inverno demográfico”, a sustentabilidade da segurança social e as desigualdades.
O PSD, através do CEN, apresenta um conjunto de medidas para salvar a época turística de Verão em Portugal ENQUADRAMENTO GERAL
A
inda que, à data, a maior parte dos países continue encerrado ao turismo, parece ter ganhado força nas últimas semanas a perspetiva de uma retoma gradual das viagens internacionais durante o período do verão, admitindo-se uma especial preponderância daquelas a realizar no Espaço Europeu. Progressos entretanto registados no âmbito da União Europeia, no que se refere à adoção de um selo sanitário comum – o chamado “Certificado Digital Verde” –, associados à retoma das viagens de lazer transatlânticas dos cidadãos norte-americanos vacinados, nos próximos meses, de acordo com a intenção tornada pública pela Presidente da Comissão Europeia, vieram trazer algum ânimo aos hoteleiros e demais agentes da fileira turística. A entrada em vigor do “Certificado Digital Verde” – recorde-se, uma proposta do primeiro-ministro grego –, depende agora do desfecho das negociações interinstitucionais entre a Comissão, o Conselho o Parlamento Europeu, constituindo um desafio de relevo nos próximos dois meses para a Presidência Portuguesa. Através deste passaporte sanitário, que terá por trás uma solução tecnológica, as restrições impostas devido à pandemia podem ser levantadas de forma coordenada por todos os Estados-Membros, impulsionando a partir do segundo semestre a livre circulação de pessoas e de turistas no Espaço Europeu. Mas, para tal, é necessário que o certificado se assuma, de facto, como um regulamento, e não como uma simples recomendação.
Portugal não pode, no entanto, baixar a guarda sanitária, já que a ameaça de novas variantes e de uma quarta vaga é, de acordo com os epidemiologistas, real. A expectável mobilização em grande número de portugueses para férias – quer para destinos de baixa densidade, quer, em maior número, para regiões de sol e praia – bem como o início da retoma do turismo internacional, impõe um adequado planeamento e logística nas principais zonas recetoras, incluindo nas infraestruturas de chegada (aeroportos, nomeadamente). É fundamental manter um baixo índice de infeções e evitar a todo o custo a eclosão de surtos locais que possam prejudicar a imagem turística dos destinos e comprometer a retoma. Neste sentido, cremos que a importância económica e social do Turismo, que pelos vistos não terá sido suficiente para elevar o setor a prioridade de política no âmbito do Plano e Recuperação e Resiliência (PRR), terá de justificar numa dimensão temporal mais imediata: a adoção de medidas excecionais pelo Governo, considerando a absoluta necessidade de apoiar o setor e a sua recuperação. No quadro da União Europeia, as grandes medidas a tomar para salvar a época turística do verão, além da operacionalização do certificado digital até ao mês de junho, passam pela aceleração do processo de vacinação, pela adoção de regras comuns e claras para viagens aplicadas a toda a União e pela gratuidade dos testes obrigatórios à Covid-19. Estas medidas têm sido defendidas jun-
to das instâncias europeias pela eurodeputada do PSD, Cláudia Monteiro de Aguiar. A concorrência entre os países do sul da Europa perspetiva-se, no entanto, feroz, e não apenas no que se refere ao preço, estendendo-se à imagem de segurança que querem transmitir aos operadores e turistas. Isso talvez explique que, a despeito da iniciativa comum relativa ao passe sanitário europeu, alguns países tenham optado igualmente por ações unilaterais: por exemplo, o presidente francês anunciou na estação CBS a criação de um passe especial para os cidadãos norte-americanos, e Itália chegou-se mesmo à frente da União Europeia, ao avançar com a adoção de um passaporte de saúde próprio que estará em vigor em junho. Outros países, como o Egito e a Turquia, apostam na vacinação dos profissionais do turismo. A nível nacional, é igualmente possível formular um conjunto de medidas complementares que possam reforçar as que venham a ser tomadas à escala europeia, tendo como objetivo preparar o país para o reinício dos fluxos turísticos. É disso que trataremos de seguida. As ações propostas são, todas elas, de curto prazo e têm, nalguns casos, por base boas práticas que os nossos concorrentes estão a adotar. Procuram, globalmente, mas com ênfase no que é proposto nas medidas número dois a número cinco, criar e afirmar vantagens competitivas do país na dura batalha que será a disputa pelas dormidas e receitas do turismo no verão que se avizinha.
A sua adoção exigirá ao Governo mais do que retórica, e sim foco, coragem e determinação, tendo implícito o reconhecimento, pelos vários níveis da administração do Estado e das diversas áreas setoriais, que o Turismo, é, de facto, um setor estratégico na economia nacional, e que não perdeu esse estatuto na pandemia. As respostas que aqui se apresentam tentam ser proporcionais ao efeito avassalador que a pandemia provocou na economia e no emprego turístico e conexo. De acordo com cálculos da própria Secretaria de Estado, a cadeia de valor do turismo terá perdido, desde o ínicio da pandemia, à volta de 45 mil trabalhadores, 19 mil dos quais nas subatividades da hotelaria e da restauração. É urgente estancar esta sangria. Ao atuarem no cruzamento de ações de natureza sanitária com outras de índole intrinsecamente turística, as medidas propostas pelo CEN Turismo exigirão uma forte capacidade de organização do Estado com articulação a vários níveis, envolvendo a Task Force de Vacinação, o Ministério da Economia/Secretaria de Estado do Turismo, através do Turismo de Portugal, o Ministério da Saúde, através das Administrações Regionais de Saúde, a ANA, as Entidades Regionais de Turismo e as Agências Regionais de Promoção. Competiria à Secretaria de Estado do Turismo, através do Turismo de Portugal, a coordenação da respetiva implementação. Nas Regiões Autónomas, o processo será facilitado pela sua organização política e administrativa. A dinâmica em curso na Madeira, visível, entre outras iniciativas, no plano de vacinação para os profissionais, pode ser replicada nos Açores, sugerindo-se a realização de contactos e de encontros frequentes entre as duas administrações. Chegou a hora de o Estado dizer “sim”, como um todo, ao Turismo. Não salvar o verão está fora das opções do país!
MEDIDAS Na esteira do que se refletiu no ponto anterior, apresenta-se de seguida um conjunto de 15 medidas, cuja implementação é considerada inadiável e imperativa para que o verão de 2021 possa fazer renascer a dinâmica económica das áreas de destino e induza uma trajetória ascendente na recuperação do tecido empresarial. MEDIDA Nº 1 - Proceder no imediato à abertura das fronteiras, no seguimento do projeto de recomendação aprovado há uma semana pela Comissão Europeia, abrindo-se, assim, a possibilidade de realização de viagens por razões não essenciais para todas as pessoas vacinadas, com teste Covid-19 negativo e provenientes de países com uma boa situação epidemiológica. MEDIDA N.º 2 - Dar prioridade e acelerar, tanto quanto possível, a vacinação das populações das regiões de maior relevância turística, sem que isso prejudique o planeamento global definido pelas autoridades sanitárias. Impõe-se, no entanto, que o Governo tenha a necessária sensibilidade para a prioridade económica dos concelhos que dependem do turismo. MEDIDA N.º 3 - Vacinar no imediato os profissionais do Turismo, englobando nesta categoria os trabalhadores que têm um contacto
direto com o cliente-turista. Trata-se de uma medida estrutural para uma retoma rápida e sustentável (a Região Autónoma da Madeira já iniciou o processo). Países concorrentes de Portugal, como a Croácia, Turquia e República Dominicana já o estão a fazer. MEDIDA N.º 4 – Disponibilizar, no destino, testes a um preço simbólico aos turistas que vão necessitar deles para o seu regresso, o que, além da relevância sanitária, irá gerar publicidade positiva para o país e seus destinos regionais. Regiões como Menorca, em Espanha, já anunciaram que irão, inclusive, oferecê-los. MEDIDA N.º 5 - Assegurar a logística local de testes, evitando que os turistas sejam incomodados durante a estada. Devem ser previstos testes nos hotéis e nas farmácias, com o envio dos resultados diretamente para os telemóveis dos turistas, com QR CODE para o check-in na partida. MEDIDA N.º 6 - Melhoria e adequação logística dos aeroportos e portos de cruzeiros para lidar com os passaportes turísticos ou outras medidas de controle nessas infraestruturas. Deve ser prevista a realização de testes de diagnóstico à Covid-19. MEDIDA N.º 7 - Lançar um mecanismo célere de monitorização e verificação das condições de receção dos passageiros nos aeroportos nacionais, tomando como referência o trabalho realizado pela Região Autónoma da Madeira. Com esta medida, pretende-se evitar os constrangimentos e as situações pouco abonatórias para a imagem do país que aconteceram no pós 1.ª vaga da pandemia. MEDIDA N.º 8 – Criação de uma ferramenta informativa de apoio à tomada de decisão pelo turista, ajudando-o na escolha de Portugal como o seu destino de viagem. Com efeito, a pandemia veio criar uma espécie de “nova burocracia” de regras associadas ao ato de viajar em tempo de Covid, o que nem sempre é mobilizador da deslocação. Esta ferramenta, que deverá ser gerida pelo Turismo de Portugal, reunirá informação de várias fontes (Governo, SNS, ANA, Proteção Civil, outros). Deverá ser atualizada diariamente e exportada para ambientes noticiosos e digitais, nomeadamente nos mercados externos emissores. MEDIDA N.º 9 - Sistematização dos seguros de viagem existentes e disponíveis no mercado, no quadro da proteção à doença da Covid-19, com informação ao tecido empresarial, impulsionando a dinamização de processos abrangentes de “seguros de território” pelas estruturas regionais de turismo. MEDIDA N.º 10 - Comunicação em permanência com tour-operadores e companhias aéreas, por forma a garantir a segurança e eficácia das respetivas operações. MEDIDA N.º 11 - Monitorizar medidas tomadas por destinos concorrentes no sentido de as acompanhar, evitando perdas de competitividade (e.g.: Menorca oferece testes; Alasca e Sérvia oferecem vacinas aos turistas com opção de escolha; Croácia e Turquia estão a
vacinar todos os profissionais de turismo), com comunicação célere aos trades regionais e divulgação de informação no Travel BI do Turismo de Portugal. MEDIDA N.º 12 - Acelerar a implementação de programas globais de certificação de Destino Seguro nos destinos regionais, tendo como base protocolos validados, ou, não havendo, estimular junto das Entidades Regionais, através do Turismo de Portugal, a sua adoção, garantido ainda a informação contínua à comunidade local. Pretende-se também, com esta medida, prevenir eventuais conflitos entre as comunidades de destino e os visitantes, os quais chegaram a suceder, felizmente sem grande significado, no verão de 2020. MEDIDA N.º 13 - Criação de um plataforma de experiências seguras e sustentáveis, organizadas por destino regional e com conteúdos exportáveis para o site visitportugal (canais em idioma estrangeiro), contendo informação sobre o portefólio de serviços oferecidos pelos agentes de animação, enoturismos e atores da fileira turística em geral. Especificamente, no capítulo da promoção, apontam-se as seguintes propostas: MEDIDA N.º 14 - Acompanhar a evolução da imunidade coletiva dos principais mercados emissores, tendo em vista a melhor decisão quanto às opções promocionais prioritárias a realizar. Os mercados que devem merecer uma monitorização mais atenta são o Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Países Baixos, Bélgica e EUA. Propõe-se a criação de uma área específica, dedicada, resumida e facilmente acessível no Travel BI do Turismo de Portugal, contendo identificação clara e o mais completa possível sobre a situação de cada mercado emissor. MEDIDA N.º 15 – Implementação imediata de um plano de promoção externa com verbas robustas para estimular a retoma junto dos mercados com maior imunidade coletiva (e.g.: Nova Iorque vai investir 30 milhões de dólares no plano promocional de recuperação pósCovid). Neste sentido, dever-se-ia anunciar quais as verbas disponíveis para a promoção do país até ao final do ano, por um lado, e, por outro, antecipar para junho a preparação do novo ciclo de contratualização da promoção e comercialização turística externa, uma vez que o atual finda a 31 de dezembro. É sabido que, nesta fase, a concorrência entre destinos se tornará ainda mais efetiva. Veja-se, a título de exemplo, aquela que envolve as ilhas mediterrânicas, que disputam entre si o campeonato do “destino sem Covid”. Assim sendo, o alinhamento entre a promoção turística externa nacional e a do destinos regionais deve ser ainda mais efetivo e eficiente. PSD – CEN TURISMO 11 de maio de 2021
RUI RIO DIZ QUE O QUE “FALTA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA É OTIMIZAÇÃO DOS RECURSOS”
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“Liderança política é fundamental para a construção de cidades e vilas inteligentes e sustentáveis” Link do texto
Assista aqui: Entrevista com Dália Costa
Atividades do CEN MAIO
Assista aqui: Apresentação da candidatura da Marta Prates à CM Reguengos de Monsaraz, no dia 8 de maio
Evento Viseu
Evento PSD Seixal
Debate em Évora sobre habitação com a presença de JMS e Filipa Roseta
Atividades do CEN MAIO
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5 de maio, às 21h00 – CEN Negócios Estrangeiros - Dia Mundial da Língua Portuguesa: A importância da Comunicação Social na Diáspora.
14 de maio, às 18h30 - CEN Trabalho e Segurança Social - Futuro do Trabalho: Adaptar os modelos de proteção social.
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17 de maio, às 18h30 – CEN Agricultura - Renovar a agricultura: a política a seguir para os jovens agricultores.
18 de maio, às 21h30 – CEN Saúde - Que saídas profissionais para os jovens na área da saúde?
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24 de maio, às 21h00 – CEN Assuntos do Mar – O Mar: Um Desígnio Nacional? | Desafios e Oportunidades das Energias Renováveis em Portugal
25 de maio, às 21h15 – CEN Saúde - Unidade Local de Saúde, Parceria Público-Privada, Entidade Pública Empresarial – Qual o caminho? | Tendo em conta o tecido social, como poderá evoluir a saúde/SNS na sua região na próxima década?
Atividades do CEN MAIO
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26 de maio, às 21h00 - CEN Infraestruturas e Obras Públicas - Plano Ferroviário Nacional - vamos entrar nos eixos?
28 de maio, às 18h30 – CEN Turismo - O Regresso do Turismo - entre a salvação do verão e a recuperação total: o que há a fazer?
Assista aqui: 31 de maio, às 21h00 – CEN Negócios Estrangeiros - “A Governação das Cidades: Redes e Desafios Globais”
APANHA ILEGAL DE AMÊIJOAS NO TEJO: RISCOS E MEDIDAS QUE DEVEM SER TOMADAS
Catarina Rocha Ferreira Deputada e Vogal do Conselho Estratégico Nacional - CEN
Q
uem nunca se apercebeu das inúmeras pessoas que trabalham arduamente, caminhando longas distâncias pelo lodo, na apanha de amêijoas no estuário do Tejo? Só mesmo quem nunca lá passou... Mas, é à chegada, quando a maré sobe, que nos apercebemos da verdadeira dimensão desta atividade, são centenas e centenas de pessoas que subsistem da apanha de amêijoa-japonesa sem qualquer licença. Entre os recursos que têm sido alvo de exploração nos sistemas costeiros estuarinos, destaca-se a amêijoa-japonesa, atualmente presente em vários sistemas costeiros portugueses. Todavia, no Tejo a amêijoa-japonesa atingiu uma dimensão tão grande que passou a ser predominante comparativamente às espécies autóctones. Esta modificação na comunidade de moluscos bivalves marinhos veio trazer uma mudança profunda na comunidade piscatória que passou a explorar esta espécie. Sendo que, diariamente uma enorme quantidade de amêijoa-japonesa é retirada e comercializada sem qualquer garantia de segurança para a saúde de quem as irá consumir. Foi precisamente a abundância de amêijoa-japonesa, a sua ampla distribuição na zona intermédia do estuário do Rio Tejo e a sua atratividade em termos económicos, que vieram alterar a realidade da pesca de bivalves neste sistema estuarino, verificando-se um aumento exponencial no número de apanhadores. De igual forma, também o governo tem pleno conhecimento da existência da apanha ilegal de amêijoa no Tejo em grande escala e de todas as consequências e implicações que isso acarreta. Não obstante, é manifesto que o incremento do número de apanhadores está a ser totalmente desacompanhado de uma gestão da atividade. Neste sentido, verifica-se que a grande maioria dos apanhadores não está licenciado para exercer a apanha e pratica-a com recurso a arrasto com ganchorra, o que é, por sua vez, uma atividade não licenciada. Aliás, o governo tem sido sucessivamente questionado quanto a esta situação no Parlamento, com particular insistência pelos Deputados do PSD eleitos pelo círculo eleitoral de Setúbal. Porém, tem-se limitado a dar respostas vagas e, na verdade, nada tem sido feito para se regular a atividade, o que, além de colocar em risco a saú-
de pública, tem servido como polo de atração de mão de obra ilegal estrangeira, em condições muito precárias. A falha decorre nomeadamente de uma gestão incorreta das zonas costeiras e da correspondente exploração dos seus recursos renováveis, sendo que uma gestão adequada seria fundamental para se dar uma resposta também às variadas questões biológicas, económicas e sociais que se colocam. Não se podendo omitir a necessidade de, por um lado, se encontrar um equilíbrio entre os interesses das atividades económicas e das populações que estão dependentes das mesmas e, por outro, de se salvaguardarem as características ecológicas dos seres vivos destes ecossistemas. Face à gravidade da situação, o Grupo Parlamentar do PSD deu entrada de um Projeto de Resolução que recomenda ao Governo a adoção de medidas que regulem a apanha de bivalves no Estuário do Tejo e a sua comercialização. É, desde logo, incompreensível que o número de licenças atribuídas não seja adequado à disponibilização das espécies, devendo proceder-se à revisão da regulação da pesca e do licenciamento dos apanhadores. Acresce ser fundamental, que se proceda à implementação de verdadeiras medidas de fiscalização ao nível da comercialização de bivalves, no sentido de se promover um comércio mais justo em termos económicos e sociais. Consta que grande parte da amêijoa-japonesa vai para Espanha, mas é inevitável que alguma também se destine a restaurantes portugueses. Estima-se que a obrigatoriedade de registo na comercialização seja contornada através da sinalização de locais de origem distintos do Tejo que está atualmente classificado como zona C, ou seja, exige um processo de transformação e depuração antes da sua comercialização. Uma das principais consequências deste crescimento desregulado é a falta de condições que assegurem salubridade, uma vez que a venda da amêijoa-japonesa apanhada no estuário do Tejo não passa por centros de depuração e expedição, o que pode constituir um enorme perigo para a saúde pública. Não podemos ser indiferentes ao facto desta atividade representar uma elevada importância socioeconómica nos concelhos do estuário do Tejo (Barreiro, Seixal, Almada, Moita, Montijo e Alcochete). Assim, o PSD defende a adoção de modelos
de governança de gestão de pescas de moluscos bivalves marinhos, assim como regulamentação específica para esta atividade, tendo em conta a dicotomia do impacto ambiental e pressão socioeconómica. Como medida fundamental para se garantirem condições de saúde pública, o PSD recomenda a construção de uma unidade para depósito, transformação e valorização de bivalves capturados nos concelhos do estuário do Tejo, sendo esta a melhor forma de se garantir tanto as condições de saúde pública cruciais para a manutenção desta atividade, como para se impulsionar um comércio mais justo. Recorda-se que tal unidade já foi prometida pelo anterior Governo desde 2017, apesar de passados 4 anos ainda nada ter sido feito, nem tão pouco alguma construção estar em curso. A par da construção da infraestrutura, o PSD defende, ainda, que o modelo de gestão desta atividade inclua a monitorização a longo prazo da evolução da população de bivalves, envolvendo os “stakeholders” relevantes desta atividade económica, o que deverá ser acompanhado por uma integração compatível das condicionantes legislativas e dos instrumentos de gestão territorial das áreas exploradas.
O Presidente do CEN na imprensa CONSULTE OS ARTIGOS DE OPINIÃO PUBLICADOS NA IMPRENSA:
PSD responde a Costa. “Não é a primeira vez que o primeiro-ministro diz disparates” Link do texto de opinião
Declarações do Presidente do CEN à rádio Luxamburguesa “Radio 100,7” Link do texto de opinião
Um PRR para europeu ver Link do texto de opinião
“Governo lançou-se na aventura da TAP sem medir as consequências financeiras que isso pode ter para o país” Link do texto de opinião
“Governo lançou-se nesta aventura da TAP sem medir as consequências financeiras para o país” Link do texto de opinião
Portugal: Le secteur privé, gagnant de la manne européenne Link do texto de opinião
Carga fiscal recorde em ano de crise pandémica. Porquê? Link do texto de opinião
O plano que não nos leva a lado nenhum Link do texto de opinião
Coordenadores do CEN CONSULTE OS ARTIGOS DE OPINIÃO PUBLICADOS NA IMPRENSA:
Bruno Coimbra
Pedro Fontes Falcão
Secretário-Geral do CEN
Vogal Direção do CEN
Bruno Coimbra questiona o Ministro do Ambiente e da Ação Climática
Inflações e desinflações e impactos na economia
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Ministro do Ambiente de “olhos fechados” à expansão de estufas em Odemira Link do texto de opinião
Link do texto de opinião
O CEN ACONSELHA: ESTUDO FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS: TRANSPORT SYSTEMS IN PORTUGAL Link da notícia
CARLOS MOEDAS: “AS PROMESSAS NÃO VALEM NADA NA BOCA DE FERNANDO MEDINA”
PANDEMIA. PSD LAMENTA QUE O GOVERNO ESTEJA A GERIR A PANDEMIA COM BASE NA REAÇÃO E NÃO NA ANTECIPAÇÃO
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O DRAMA DAS MICROEMPRESAS FAMILIARES DOS SECTORES TRADICIONAIS
A VERDADE É COMO O AZEITE
Luís Todo Bom
André Coelho Lima
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AGENDA MÊS SEGUINTE 2.junho
18h30 – CEN Segurança e Proteção Civil - SISMOS E TSUNAMIS – Investir de verdade na prevenção | Perspetiva da proteção civil (Flyer em fase de aprovação)
10.junho
15h00 - CEN Negócios Estrangeiros - Dia das Comunidades Portuguesas
21.junho
18h30 – CEN Agricultura - Valorização da produção: melhorar a posição dos agricultores na cadeia de valor
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