Ramiro Santos Jornalista BILHETE POSTAL
A CASA DA
FLORBELA
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Timing doou material de proteção ao hospital de campanha de Faro P.5
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DISTRIBUÍDO COM O EXPRESSO VENDA INTERDITA Diretor Henrique Dias Freire • Ano XXXIII Edição 1244 • Quinzenário à sexta-feira 22 de maio de 2020 • Preço 1,50€
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NA LINHA DA FRENTE
Portimão permite aumento das esplanadas na restauração P.11
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"Mundopardo": pandemia alterou os projetos da banda algarvia P.13
OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE SÃO APENAS ALGUNS DOS HERÓIS DESTA BATALHA, QUE QUEREMOS VENCER O QUANTO ANTES P.19
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Redação: Rua Dr. Silvestre Falcão, 13 C 8800-412 Tavira - ALGARVE Tel: 281 320 900 Fax: 281 023 031 E-mail: jornalpostal@gmail.com Online: www.postal.pt FB: facebook.com/ postaldoalgarve FB: facebook.com/ cultura.sulpostaldoalgarve Issuu: issuu.com/ postaldoalgarve Twitter: twitter.com/postaldoalgarve Diretor: Henrique Dias Freire Diretora executiva: Ana Pinto Redação: Ana Pinto (CO-721 A) Cristina Mendonça (2206 A) Filipe Vilhena Henrique Dias Freire (2207 A) Design: Bruno Ferreira Colaboradores: Afonso Freire, Alexandra Freire, Alexandre Moura, Beja Santos (defesa do consumidor) Colaboradores fotográficos e de vídeo: Luís Silva / Miguel Pires / Rui Pimentel Departamento comercial, publicidade e assinaturas: Anabela Gonçalves, Helena Gaudêncio José Francisco Propriedade do título: Henrique Manuel Dias Freire (mais de 5% do capital social) Edição: Postal do Algarve - Publicações e Editores, Lda. Centro de Negócios e Incubadora Level Up, 1 8800-399 Tavira Contribuinte: nº 502 597 917 Depósito Legal: nº 20779/88. Registo do título (DGCS): ERC nº 111 613 Impressão: LUSOIBÉRIA – Av. da República, n.º 6, 1.º Esq. 1050-191 Lisboa Telf.: +351 914 605 117 e-mail: comercial@lusoiberia.eu Distribuição: Banca - Logista, ao sábado com o Expresso/ VASP - Sociedade de Transportes e Distribuição, Lda e CTT Estatuto editorial disponível: postal.pt/arquivo/ 2019-10-31-Quem-somos
Tiragem desta edição:
6.693 exemplares
••• OPINIÃO
Beja Santos
Ana Amorim Dias
Paulo Serra
Assessor do Instituto do Consumidor e consultor do POSTAL
Escritora anamorimdias@gmail.com
Doutorado em Literatura na Universidade do Algarve e investigador do CLEPUL
O elementar sobre a caspa e os seus tratamentos
Como te faz sentir??
Os Informadores, de Juan Gabriel Vásquez
A caspa é uma dermatite do couro cabeludo. Carateriza-se por películas ou escamas, cabelo oleoso e comichão. Em torno da caspa há inúmeros preconceitos a que não devemos dar credo: não é uma doença contagiosa; a caspa não produz calvície e não tem qualquer fundamento o receio de lavar a cabeça todos os dias, pois a lavagem elimina a oleosidade excessiva. A caspa apresenta-se com películas minúsculas ou através de uma forma oleosa empastando o cabelo. No primeiro caso, desprendem-se minúsculas partículas e no segundo caso pode haver uma grande produção de escamas, vermelhidão no couro cabeludo. Se a caspa perdurar, é conveniente consultar um dermatologista. Nos adultos, a caspa é tratada com champôs que contêm zinco, sulfureto de selénio e ácido salicílico, entre outras substâncias. Estes tratamentos podem durar vários meses, podem exigir loções, champôs ou medicamentos, mas é muito importante rever os nossos hábitos, dado que alguns deles podem ser fatores predisponentes da caspa. Enquanto se trata a caspa não é recomendável que se pinte o cabelo. Outro fator relevante para o controlo da caspa é o regime alimentar que deve fugir à ingestão de comida gorda. Tratar da caspa passa por medidas como estas: usar um champô anticaspa adequado, alternado com uma fórmula neutra de uso diário; aplicar duas vezes esse champô. A primeira aplicação remove as escamas soltas e a gordura. A segunda é a que penetra nas células e trata; lavar diariamente: a sujidade contribui para a descamação do couro cabeludo. É compreensível que o leitor procure uma resposta oportuna quando a caspa persiste no seu cabelo. Recomenda-se a solução mais económica à partida: comece pelo aconselhamento do seu farmacêutico. Compete a este profissional de saúde prestar informação sobre as principais medidas a tomar no sentido de controlar a formação da caspa e depois a erradicação das películas. O farmacêutico deve acompanhar a evolução das respostas às medidas gerais recomendadas e também indicar quais os champôs apropriados quando as medidas gerais não se mostram efetivas. E deve ainda ser capaz de dirigir o doente para o médico nos casos de situações graves e resistentes ao tratamento. Importa nunca esquecer que as manifestações da caspa variam de indivíduo para indivíduo, haverá fatores predisponentes e outros que contribuem para o seu agravamento, como sejam a poluição atmosférica, o estado de tensão e os descuidos da higiene. Resta-nos uma palavra sobre a seborreia, esta afeta adultos e crianças, aparece no couro cabelo e no tronco dos adultos, e sobretudo nas costas e áreas interdigitais nas crianças. Manifesta-se por lesões escamativas ou escamas oleosas amareladas.
Estava numa das máquinas, no ginásio, e ia marcando as músicas elegíveis para a pasta “so happy”. Algumas, passava-as de imediato para a frente, outras guardava instintivamente na pasta. Houve uma qualquer, contudo, que me fez deter-me e obrigar-me à questão que tantas vezes, quase sem reparar, me coloco: “COMO É QUE ISTO TE FAZ SENTIR, ANA?” Aquela em particular, não me aqueceu nem arrefeceu, mas depois fiquei a ouvir outra qualquer, já sem lhe prestar atenção de tão presa que estava à reflexão: “Olha! Perceber a cada instante o que estamos a sentir é um mega super poder!!” (...) Nos últimos anos tenho procurado, consciente e incansavelmente, listar os super poderes que todos possuímos (sim, super poderes e sim: sem termos a mínima noção disso!), com a intenção de, algures num futuro próximo, os compilar num romance. E hoje, entre “arfanços” e caudalosos suores, descobri outro. Tão óbvio que assusta! Primeiro temos “só” que descobrir o que cada coisa nos faz sentir. Depois basta “apenas” construir a vida de maneira a podermos afastar o mais possível tudo o que nos desperta maus sentimentos. É que depois de o sabermos e nos habituarmos a pôr em prática é mesmo absurdamente simples.
A Alfaguara publica agora Os Informadores, primeiro romance do premiado autor colombiano Juan Gabriel Vásquez, um dos mais celebrados escritores contemporâneos de língua espanhola, sobejamente conhecido por A forma das ruínas. Quando o jornalista Gabriel Santoro – note-se que o protagonista do romance é homónimo do autor e, tal como ele, jornalista – publica o seu primeiro romance, escrito a partir da história pessoal de Sara Guterman, não pode imaginar que a crítica mais devastadora será escrita justamente pelo pai – crítica essa, aliás, que exacerbou justamente a visibilidade de um livro que provavelmente teria passado despercebido. Uma Vida no Exílio, o único livro de Gabriel Santoro filho (note-se também este jogo de espelhos em que pai e filho perfilham o mesmo nome), cristaliza a memória de Sara, uma amiga de família, criada com o pai, judia chegada à Colômbia nos anos 30, em fuga à Alemanha nazi. Mas esse livro representará também o exílio de Gabriel Santoro, quando o pai se afasta e não lhe perdoa ter remexido no passado, ao recontar a história de Sara – como se preferisse negar ou esquecer a história dos judeus. Até que, 3 anos depois, o pai convida Gabriel a ir a sua casa, como forma de se sentir menos sozinho face a uma operação que se torna iminente, também numa tentativa de escrever a sua segunda vida. Neste exercício literário de desvelamento, em que a verdade se vai despindo por camadas como uma cebola, Os Informadores é narrado numa sucessão de versões da história, em que os acontecimentos vão ganhando uma nova luz, conforme os segredos e as traições são desenterradas e, por conseguinte, originam uma nova versão de parte da história, e uma nova necessidade de a testemunhar por escrito: na última parte do livro, quase um prólogo, assume-se como Os Informadores é o título do segundo livro de Gabriel Santoro. Nos 6 meses depois da operação, o pai de Gabriel tenta sanar os erros do passado, mas não é ao filho que revela o verdadeiro motivo da sua irascibilidade perante o livro sobre Sara, a informadora de Gabriel que testemunha a história de um negro período em que a sombra da II Guerra chega à Colômbia. Lembremos as palavras de Gabriel pai numa das suas aulas (quando, na verdade, se dirige ao filho): «Nessa época todos tínhamos poder, mas nem todos sabíamos que o tínhamos. Apenas alguns o utilizaram. Foram milhares, claro: milhares de pessoas que acusaram, que denunciaram, que informaram. (...) o sistema das listas negras deu poder aos fracos, e os fracos são a maioria. Assim foi a vida durante esses anos: uma ditadura da fraqueza.» (p. 63)
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Hospital de Campanha de Portimão operacional até final do verão O Drive Thrue, instalado no Portimão Arena, vai permanecer em prontidão pelo menos durante o próximo verão, como medida preventiva face ao desenvolvimento da pandemia da Covid-19, em particular nesta fase de desconfinamento gradual. A novidade foi transmitida por Isilda Gomes a José Apolinário, durante a visita de trabalho que o secretário de Estado a desempenhar funções de coordenador na Região do Algarve da execução da Declaração da Situação de Calamidade, fez no passado dia 10 maio, ao Parque de Feiras e Exposições de Portimão onde se encontra instalado o Drive Thrue, o novo Hospital de Campanha de Portimão. Depois da visita ao centro de rastreio Drive Thrue, que estava a ser operacionalizado pelo ABC - Algarve Biomedical Center, onde estavam a ser realizadas as colheitas para testes à COVID-19 a todos os trabalhadores das Creches do Barlavento Algarvio, foi apresentado em pormenor "o Hospital de Campanha, instalado na nave do Portimão
fotos d.r.
A estrutura começou a ser montada pelo Município de Portimão no mês de abril Hospital de Campanha, "uma capacidade que não existia em Portimão e que foi necessário, num curto espaço de tempo, assegurar a sua montagem e operacionalização no âmbito da estratégia regional da Proteção Civil de combate à pandemia da Covid-19". "A unidade conta com 100 camas, 22 das quais articuladas, possuindo no seu conjunto três enfermarias com quar-
Hospital de campanha está devidamente apetrechado com material médico Este hospital de campanha está devidamente apetrechado com "equipamento médico de monitorização, diagnóstico e tratamento de doentes críticos, oxigenoterapia, contando ainda com um espaço dedicado à morgue, e contempla todos
A unidade conta com 100 camas, 22 das quais articuladas Arena e que mereceu os mais rasgados elogios das diversas entidades reponsáveis", afirma a Câmara de Portimão em comunicado. “Em Portimão temos de garantir as melhores respostas aos piores cenários", foi desta forma que a Isilda Gomes iniciou a apresentação deste
tos individuais (30 camas) e oito com quartos duplos (64 camas), além de uma unidade de doentes críticos (seis camas). Tem ainda áreas de decisão clinica, apoio médico e reuniões setoriais, bem como espaços de apoio psicossocial e de aprovisionamento", explica a autarquia.
os pormenores que a situação exige, com destaque para circuitos perfeitamente definidos e identificados, com pontos de entrada específicos para doentes, profissionais e familiares, e uma sinalética inerente à necessária segurança que o espaço exige separando claramente áreas de sujos das não
contaminadas, com um tratamento adequado de resíduos hospitalares".
Esta estrutura começou a ser montada pelo município de Portimão no mês de abril,
tendo para o efeito contado com o apoio científico, técnico e operacional do ABC - Algarve Biomedical Center, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portimão, da Cruz Vermelha Portuguesa e do Hospital Particular do Algarve. "Todos os equipamentos agora instalados no Portimão Arena foram adquiridos pela autarquia para este efeito", sendo que quando for tomada a decisão de desmontar o hospital de campanha, "toda a estrutura será arrumada em contentores, que permanecerão em Portimão e, em situações de acidente grave ou catástrofe, poderá ser montado num só dia, ficando prevista a sua mobilidade em transporte terrestre, ferroviário ou aéreo", pode ler-se no comunicado. pub
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Festival F em Faro assinalado em 2020 em moldes ainda por definir O Festival F, que devia realizar-se em Faro, em setembro, vai ser assinalado este ano em moldes ainda por definir, numa versão que será adaptada à “realidade atual”, anunciou a Câmara de Faro, responsável pela organização do evento Em comunicado, a autarquia refere que se recusa a “baixar os braços”, prometendo “adaptar o evento à realidade atual e assinalar o ano de 2020 como também um ano de Festival F”, mas “sempre em rigoroso cumprimento” das normas sanitárias. “Assim que possível comunicaremos os moldes em que estas ações irão decorrer”, indica o município, manifestando “profunda tristeza” pela proposta de lei que prevê a proibição de festivais em Portugal até 30 de setembro, embora “respeite as razões” que fundamentam a decisão. O festival, que se realiza desde 2014 na vila adentro da capital algarvia, tem como marca a aposta exclusiva em bandas e artistas de língua portuguesa, tendo no ano passado sido cabeças de cartaz nomes como Ornatos Violeta, António Zambujo ou David Carreira. “Num momento em que a música portuguesa vive um momento tão singular e dramático
sentimos que, mais do que nunca antes, é importante mantermos o Festival F como um irredutível aliado da música portuguesa”, lê-se no comunicado. A realização de festivais e espetáculos de natureza análoga foi proibida em Portugal até 30 de setembro, devido à pandemia de covid-19, como anunciou o Governo. Dos considerados grandes festivais de verão em Portugal, apenas o Primavera Sound tinha decidido que iria realizar-se ainda este ano, passando de junho para o início de setembro. No entanto, com a decisão anunciada, tal não será possível, refere a Lusa. A proibição do Governo abrange, entre muitos outros, o CoolJazz (01 a 31 de julho, em Cascais), o Alive (agendado para entre 8 e 11 de julho, em Oeiras), o Super Bock Super Rock (16 e 18 de julho, em Sesimbra), o Marés Vivas (entre 17 e 19 de julho, em Vila Nova de Gaia), o Sudoeste (entre 04 e 08 de agosto, em Odemira), o Bons Sons (de 13 a 16 de agosto, em Tomar), o Paredes de Coura (entre 19 e 22 de agosto, naquela localidade minhota), o Vilar de Mouros (entre 27 e 29 de agosto, na vila que lhe dá nome) e o Festival F (3 a 5 de setembro, em Faro).
foto rui bandeira
/ d.r.
O festival, que se realiza desde 2014, tem como marca a aposta exclusiva em bandas e artistas de língua portuguesa
Hotel Quinta do Marco em Tavira reabre a 8 de junho número de pessoas permitido, em cada área comum", pode ler-se.
fotos d.r.
Máscara e luvas vão passar a fazer parte do dia a dia dos funcionários Assim, a máscara e as luvas vão passar a fazer parte do dia a dia dos funcionários da Quinta do Marco, no restaurante serão tomadas medidas que proporcionem "o distanciamento social entre hóspedes, através do
da sugestão aos clientes de poderem optar por um Piquenique nos imensos espaços exteriores da propriedade, o que alia o prazer da vida no campo à proteção do vírus". O pequeno almoço poderá ser tomado, igualmente, "na varanda de cada quarto, ao aliar o distanciamento social com o prazer da audição do chilrear dos passarinhos a acompanhar a degustação de produtos regionais".
Antes da reabertura, será feita uma desinfeção em todo o hotel, nos espaços interiores e exteriores O Hotel Rural Quinta do Marco, localizado em Santa Catarina da Fonte do Bispo, em Tavira vai reabrir no próximo dia 8 de junho, após enceramento temporário devido à Covid-19. A unidade hoteleira, inserida numa vasta propriedade de 18 hectares, com milhares de árvores de fruto, é já uma referência nos hotéis rurais do país.
"O selo “Clean and Safe”, emitido pelo Turismo de Portugal, já foi obtido e os manuais de procedimentos, para clientes e outro para os colaboradores, irão incluir medidas de prevenção, proteção e alterações a nível operacional, para que todos os elementos estejam totalmente protegidos", explica a unidade em comunicado.
"Antes da reabertura, será feita uma desinfeção em todo o Hotel, nos espaços interiores e exteriores, por uma empresa especializada na área. As zonas de toque frequente e áreas comuns, tais como: portas, maçanetas, corrimões, instalações sanitárias, serão limpas e desinfetadas com uma frequência maior. Para garantir o distanciamento social, será reduzido o
A unidade hoteleira está inserida numa vasta propriedade de 18 hectares com milhares de árvores de fruto
aumento do período para refeições, de um sistema de reservas, e privilegiando o serviço de refeições nas esplanadas do hotel ou através
Inicialmente o SPA irá estar encerrado, de acordo com as recomendações da Direção Geral de Saúde.
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Timing doa 1.000 máscaras FFP2 e cirúrgicas ao hospital de campanha de Faro foto d.r.
União das Freguesias de Faro doa 90 estetoscópios A União das Freguesias de Faro foi convidada a conhecer as instalações e o funcionamento do hospital de campanha do CHUA que poderá, em caso de necessidade, receber doentes infectados pelo vírus SARS-CoV 2, tendo apoiado este hospital, com a doação de 90 estetoscópios, para serem utilizados pelos profissionais de saúde, refere esta autarquia em nota de imprensa.
"Com cinquenta camas e localizado no pavilhão do Sporting Clube Farense, este equipamento está a preparar as condições para receber doentes ligeiros afectados pela COVID-19, servindo, até pela sua proximidade, para funcionar como retaguarda ao Hospital de Faro disponibilizando todos os meios e cuidados médicos necessários através de equipamentos e técnicos de saúde, salienta a União das Freguesias de Faro.
"Esperando que não façam falta, doámos 1.000 máscaras FFP2 e cirúrgicas ao hospital de campanha”, disse Ricardo Mariano, CEO da Timing A Timing, empresa algarvia de recursos humanos, doou material de proteção ao hospital de campanha de Faro. A iniciativa contou com a parceria da empresa Open China, que se dedica "a ajudar empresas a estabelecer com sucesso as suas operações na China continental, de forma oportuna e rentável", disse ao POSTAL Ricardo Mariano, CEO do grupo de empresas do universo da Timing. "Esperando que não façam falta, doámos 1.000 máscaras FFP2 e ci-
rúrgicas ao hospital de campanha, que se encontra preparado ao detalhe para alguma urgência no âmbito da Covid-19", afirma o empresário farense. Ricardo Mariano salienta que esta contribuição foi "a pedido de Teresa Martins”, médica nas Urgência do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, que já enalteceu o gesto de solidariedade da Timing: "Em nome do Hospital, agradeço imenso a vossa generosidade". Além das camas dos hospitais de
campanha, para os casos mais graves, a maioria das camas está destinada a doentes ligeiros: 1.120 distribuídas por pavilhões e escolas, 50 no Pavilhão do Farense - preparado para funcionar como retaguarda ao Hospital de Faro - e ainda 680 em hotéis da região. Por ficar localizada a poucos metros do Hospital de Faro, a unidade do Pavilhão do Farense funcionará como uma zona de apoio, “caso venha a ser necessário”, com técnicos de saúde e cuidados médicos.
As ações de responsabilidade social junto da comunidade são uma prática comum no grupo de empresas liderado por Ricardo Mariano. Timing doou 700 quilos de ração A empresa Timing entregou recentemente 700 quilos de ração a canis e associações protetoras de animais. A iniciativa passou por “escolher um canil/associação da zona de cada uma das delegações desta
conhecida empresa - Tavira, Faro, Quarteira, Albufeira, Portimão, Lagos e Lisboa - e entregar 100 quilos de ração a cada. Os canis e associações escolhidas foram o Canil Municipal de Olhão, a Animal Rescue Algarve de Loulé, a Pravi de Albufeira, a Associação dos Amigos do Canil Municipal de Portimão, a Cadela Carlota de Lagos, a ADOTA, Associação dos Animais de Santa Luzia, Tavira e a AMIAMA, Associação dos Amigos dos Animais e do Ambiente da Amadora.
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Investigadora da UAlg integra equipa internacional que descobriu novos fósseis de Homo Sapiens foto d.r.
Vera Aldeias integra uma equipa internacional que tem efetuado escavações arqueológicas na Gruta de Bacho Kiro desde 2015 Vera Aldeias, investigadora da Universidade do Algarve, integra uma equipa internacional liderada por Jean-Jacques Hublin, Tsenka Tsanova e Shannon McPherron, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária (Leipzig, Alemanha) e Nikolay Sirakov e Svoboda Sirakova, do Instituto Nacional de Arqueologia do Museu da Academia de Ciências da Bulgária (Sofia, Bulgária), que tem efetuado escavações arqueológicas na Gruta de Bacho Kiro desde 2015. Dois artigos científicos, publicados hoje, dia 11 de maio, um na revista Nature, liderado por Hublin, e outro na revista Nature Ecology and Evolution, liderado por Fewlass, relatam "a descoberta de novos fósseis de Homo sapiens na Gruta de Bacho Kiro", revela a UAlg em comunicado de imprensa. Para Vera Aldeias, investigadora do Centro Interdisciplinar em Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) da UAlg, integrar esta equipa é uma oportunidade única para investigar a transição entre os Homo sapiens e os nossos “primos” mais próximos, os Neandertais. “As descobertas da Gruta de Bacho Kiro vêm demonstrar que os Homo sapiens chegaram à Europa cerca de 8 mil anos antes da extinção dos
Neandertais e que trazem com eles novas formas de trabalhar a pedra e o osso em utensílios e pendentes”, refere a investigadora. “Dada a antiguidade e relevância destas descobertas, um dos aspetos essenciais do meu trabalho consistiu em estudar a preservação destas ocupações. As minhas análises mostram que a camada de terra que contém estes achados foi selada por areias e argilas depositadas por água dentro da gruta, o que terá levado a uma excelente preservação destas antigas ocupações humanas, sem introduções de materiais de épocas mais recentes”, explica Vera Aldeias. Fósseis descobertos datam de há 45 mil anos Os fósseis descobertos datam de há 45 mil anos e estão diretamente associados com ferramentas em pedra lascada, restos de animais, utensílios em osso e ornamentos pessoais. Estas novas descobertas documentam "os primeiros Homo sapiens do Paleolítico Superior que chegaram à Europa e colocam o início da transição cultural entre os Neandertais do Paleolítico Médio e o advento da nossa espécie com o Paleolítico Superior em períodos
mais recuados", explica a UAlg, as caraterísticas das ferramentas de pedra encontradas mostram "uma ligação entre os ocupantes da Gruta de Bacho Kiro com outras ocupações que se estendem desde a Eurásia até ao leste da Mongólia". As descobertas mais espetaculares agora reportadas provêm de uma camada escura e arqueologicamente rica perto da base dos depósitos (camada I), onde a equipa descobriu milhares de ossos de animais, ferramentas em pedra e em osso, contas e pendentes, bem como os restos de cinco fósseis humanos. Com a exceção de um dente humano, "todos os outros fósseis humanos encontravam-se demasiado fragmentados para serem reconhecidos pela sua aparência. Em vez disso, foram identificados através da análise de sequências de proteínas", avança a UAlg. Para conhecer a idade destes fósseis e dos depósitos na Gruta de Bacho Kiro, a equipa trabalhou em estreita colaboração com Lukas Wacker na ETH Zurich (Suíça) usando datações por radiocarbono por acelerador de espectrometria de massa para produzir idades com maior precisão do que o normal, de forma a poder obter datações diretas nos ossos humanos.
“A maioria dos ossos de animais que datámos, provenientes da camada I escura e distinta, tem marcas de corte resultado do trabalho humano. Juntamente com as datações diretas dos ossos humanos, estes dados fornecem-nos balizas cronológicas claras de que os Homo sapiens começaram a ocupar a gruta entre 45.820 a 43.650 anos atrás e potencialmente desde há 46.940 anos”, diz Helen Fewlass, do Instituto Max Planck, em Leipzig. Homo sapiens trouxeram para a Gruta de Bacho Kiro pedra de alta qualidade Descobertas desta idade são geralmente atribuídas aos Neandertais, embora alguns investigadores tenham sugerido a existência de incursões ocasionais de Homo sapiens na Europa anteriores a estas datas. Para saber qual o grupo de seres humanos que produziu as ferramentas identificadas em Bacho Kiro, Mateja Hajdinjak e Matthias Meyer, da equipa de genética liderada por Svante Pääbo, do Departamento de Genética do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, sequenciaram o ADN dos fósseis identificados.
“Curiosamente, ao relacionar esses mtADNs com os de outros seres humanos antigos e modernos, as sequências de mtADN desta Camada I de Bacho Kiro inserem-se perto da base de três macrohaplogrupos principais de pessoas atuais que vivem fora da África Subsaariana”, esclarece Mateja Hajdinjak, bolseira de pós-doutoramento no Francis Crick Institute, em Londres, e investigadora no Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology (MPI-EVA). Os resultados demonstram que o Homo sapiens entrou na Europa e começou a impactar os neandertais há cerca de 45 mil anos e provavelmente ainda mais cedo. Eles trouxeram para a Gruta de Bacho Kiro pedra de alta qualidade a partir de fontes de matéria-prima provenientes de até 180 quilómetros de distância. Na gruta, produziram pontas sobre lâminas, talvez para caçar e muito provavelmente para abater animais encontrados na região. "Os restos de animais ilustram uma mistura de espécies adaptadas a temperaturas frias e quentes, sendo os bisontes e veados os mais frequentes", diz o paleontólogo Rosen Spasov, da New Bulgarian University.
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Água de Monchique doa mais de 2 mil garrafas de água aos centros de saúde e instituições de Loulé foto d.r.
A Sociedade Águas de Monchique tem vindo a apoiar unidades hospitalares em todo o país
Licenciado em Imagem Médica
e Radioterapia pela UAlg vence prémio foto d.r.
Tiago Cabrita, licenciado pela Escola Superior de Saúde da UAlg em 2019
Tiago Cabrita, licenciado pela Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve, em 2019, venceu a 2ª edição do Prémio Recém Licenciado ATARP - Associação Portuguesa
dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear. Este prémio tem como objetivo distinguir, em cada ano, "a melhor investigação realizada por um estudante finalista do curso de licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia", explica a UAlg em comunicado. O resultado agora divulgado distinguiu Tiago Cabrita com um trabalho intitulado “Dimensões e Volume da Glândula Pituitária e a sua correlação com a Idade e o Género (Estudo por Ressonância Magnética)”, obtendo a maior pontuação na avaliação dos 31 elementos da Comissão Científica, formada por elementos do exercício e da academia. O prémio traduz-se no valor monetário de 250 euros, ao qual acresce crédito de igual montante em formação ATARP (ou parceiros) e oportunidade de apresentar o trabalho no programa científico do Congresso Nacional de Radiologia 2020. O vencedor fez questão de enaltecer a importância desta vitória: “Após todo o empenho e dedicação que tive ao longo do curso de Imagem Médica e Radioterapia, é bastante gratificante ver o meu trabalho de investigação ser reconhecido”. Tiago Cabrita congratulou ainda a ATARP por ter desenvolvido esta iniciativa, que, na sua opinião, “permite aos recém-licenciados divulgarem o seu trabalho a nível nacional”. Para o premiado “esta é a prova de que todo o trabalho e esforço compensam"!
A Sociedade da Água de Monchique doou mais de 2 mil garrafas de água às extensões e centros de saúde e às instituições particulares de solidariedade social do concelho de Loulé, entidades que estão na linha da frente no combate à Covid-19. “A distribuição de quatro paletes de garrafas de 1,5 litros foi realizada na passada semana, por elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil”, afirma a autarquia de Loulé em comunicado. Esta iniciativa surge após uma solicitação da Câmara de Loulé à empresa que, de resto, tem vindo a apoiar unidades hospitalares em todo o país, entre as quais o CHUA – Centro Hospitalar Universitário do Algarve. Entretanto, também nos últimos dias, a autarquia procedeu à entrega de “equipamento de proteção individual a alguns serviços públicos”.
Assim, foram distribuídos 171 litros de gel desinfetante, 5.850 máscaras e 12.900 pares de luvas às 9 juntas de freguesia, IPSS’s e escolas secundárias do concelho. O CHUA também foi contemplado com 20.000 pares de luvas que se destinarão à proteção do corpo médico, enfermeiros e de outros profissionais do hospital. Este material médico e de proteção individual proveniente da China chegou ao país na semana passada e foi recebido em Lisboa pelo autarca Vítor Aleixo e pela secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira. “Não obstante esta fase de regresso gradual à normalidade que estamos a viver, mantemo-nos vigilantes quanto a esta situação pandémica e continuamos a apoiar aqueles que estão na linha da frente, promovendo a necessária confiança na frequência dos espaços públicos”, sublinhou Vítor Aleixo. pub
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Universidade do Algarve recebe apoio financeiro de 5.000 euros foto d.r.
A verba vai ajudar a dar resposta a situações de vulnerabilidade social por parte de estudantes O Município de Faro atribuiu um donativo de 5.000 euros à Universidade do Algarve (UAlg) para ajudar a dar uma resposta integrada a situações de vulnerabilidade social por parte de estudantes desta instituição
universitária. Esta iniciativa, implementada no âmbito do #FaroConsigo, um pacote de 47 medidas apresentadas pela Câmara de Faro para fazer face à crise pandémica, prevê que "esta verba
foto d.r.
A circulação de pessoas é limitada no interior das instalações camarárias
sirva para auxiliar alunos universitários da UAlg que tenham dificuldades ou não consigam suportar despesas relativas ao pagamento de propinas ou prestações de alojamento nas residências de estudantes".
O município farense entende que "nesta altura extraordinariamente difícil na vida de todos, não pode deixar de assumir as suas responsabilidades, também junto daqueles que poderão estar em dificuldades
num momento fulcral das suas etapas formativas, e que podem vir a ser agentes ativos importantes no futuro próximo do concelho, na região e no País". Ao todo, a autarquia já investiu cerca um total de 190 mil euros em diversos apoios sociais para fazer face a esta situação de emergência social relacionada com a pandemia por Covid-19. “Embora ainda longe do seu final, a crise pandémica já deixou marcas severas no tecido social e económico e neste momento, só com muito trabalho e unidade poderemos ultrapassar as dificuldades desta crise sem precedentes. É tempo de sermos solidários e de dar a todos pelo menos uma certeza, a de que o Município de Faro estará sempre presente nos momentos difíceis. Importa preparar o futuro e trabalhar para que, quando isto passar, possamos todos recuperar o tempo perdido e fazer mais pela nossa comunidade”, conclui Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro.
Acesso aos serviços municipais em Faro com medição de temperatura A Câmara de Faro reabriu serviços que se mantinham encerrados desde o decretamento do estado de emergência, mas o acesso só será possível mediante a medição de temperatura corporal, anunciou a autarquia. Em comunicado, a autarquia adianta que as pessoas que quiserem aceder aos serviços da autarquia “terão a temperatura corporal medida, sendo-lhes negado o acesso às instalações caso o registo seja superior a 37,5 graus centígrados. Paralelamente, à semelhança de outros equipamentos e espaços públicos, o uso de máscara é obrigatório, sendo privilegiado, sempre que possível, o contacto telefónico ou eletrónico com os serviços municipais, refere a Lusa. Caso o contacto “tenha de ser necessariamente presencial, só será realizado com marcação prévia e
em espaços que deverão ter uma barreira física (acrílico ou vidro), por forma a garantir o distanciamento e proteção dos envolvidos”, prossegue a nota. A circulação de pessoas (trabalhadores, clientes, fornecedores ou visitantes) é limitada no interior das instalações, assim como o número de utentes ou visitantes na receção ou área de atendimento, de forma a manter o distanciamento mínimo de dois metros entre si. As áreas de trabalho foram reorganizadas para garantir a mesma distância mínima entre trabalhadores, refere a autarquia, acrescentando que, nesta fase, o teletrabalho é também mantido para vários trabalhadores. “Em linha com o plano de contingência ativado pelo município, mantêm-se preparadas áreas de isolamento para eventuais casos
suspeitos ou confirmados de covid-19”, acrescenta o município. Os trabalhadores da autarquia foram ainda sensibilizados para um conjunto de regras de prevenção, devendo, ainda “ser evitada a partilha de objetos ou equipamentos de trabalho e o trabalho em grupo (reuniões de trabalho à porta fechada)”. Todas as áreas de trabalho “vão ser alvo de limpeza e higienização profunda, de acordo com as recomendações da Autoridade de Saúde, com particular atenção para as áreas comuns, de atendimento e com maior frequência de utilização”. Todas as medidas estarão em constante monitorização e poderão vir a ser revistas, mediante novas orientações que venham a ser definidas pela Autoridade de Saúde, conclui.
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A Rotunda do Km 738 assinala o final do percurso da Estrada Nacional 2
Faro aposta na valorização da mítica EN2 como ponto de atratividade A Estrada Nacional 2 (EN2), que atravessa Portugal de Norte a Sul, ligando Chaves a Faro, ao longo de 738,5 quilómetros, celebrou no passado dia 11 de maio 75 anos de vida. A intervenção recentemente concluída para implementação de uma nova rotunda na cidade de Faro, entre a Avenida Gulbenkian e a Rua do Alportel, serviu também para criação de um novo ponto de atratividade e visibilidade para o ponto de chegada da EN2, com uma estrutura semi elevada, com dez metros de diâmetro, em que está desenhado, em calçada portuguesa, o número 738, que remete para o quilómetro final desta rota. Ao centro da rotunda, foi ainda recolocado o mar-
co original da EN2, que ao longo dos últimos anos se tornou um símbolo para os viajantes que completam este mítico percurso que é cada vez mais um produto turístico nacional. Esta estrada, que atravessa "o país de ponta a ponta, pelo interior, passando por 11 distritos e 35 concelhos, foi registada no Plano Rodoviário Nacional a 11 de maio de 1945, cerca de 15 anos depois de terem começado a ser alcatroados troços de pedra e terra e constituídas as ligações necessárias para traçar esta rota histórica", refere a autarquia farense em comunicado de imprensa. "Tendo em conta a sua extensão única na Europa e as paisagens tão
diversificadas e deslumbrantes que atravessa, além das experiências sensoriais e da excelente gastronomia local que proporciona aos viajantes", esta estrada tem-se tornado "um verdadeiro produto turístico e destino de eleição para quem quer conhecer a verdadeira essência e identidade do nosso País. Nesse sentido, tem sido comparada à Ruta 40 (Argentina) ou à emblemática Route 66 (Estados Unidos da América)". A velha EN2 está hoje mais jovem do que alguma vez foi No dia 5 de novembro de 2016 foi constituída a Associação de Mu-
nicípios da Rota da EN2, com o objetivo de promover os territórios atravessados por esta mítica estrada. Em novembro de 2018, também a União de Freguesias de Faro e a sua congénere de Madalena e Samaiões, do concelho de Chaves – pontos de início (quilómetro 0) e de chegada (quilómetro 738,5) da EN2 – celebraram um protocolo de geminação que visa a promoção conjunta desta rota turística. O Município entende que, “no momento em que cumpre 75 anos de idade, a velha EN2 está hoje mais jovem do que alguma vez foi sendo caminho para milhares de viajan-
tes, que ao percorrerem os seus 738,5 quilómetros, tomam pulso ao País de lés a lés”. Assim, a autarquia convida todos "a conhecer e a percorrerem este percurso único na Europa, que atravessa cinco serras, 35 municípios e diversos patrimónios nacionais reconhecidos pela UNESCO". “Faro pode ser o fim da viagem, ou o início, como preferirem e, no princípio ou no fim, aqui estaremos, confiantes no futuro e com um novo monumento, recém inaugurado, para melhor receber ou ver partir todos os viajantes”, conclui Rogério Bacalhau, presidente da Câmara de Faro. pub
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União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta oferece máscaras sociais à população
Idosos do Centro Popular de Lagoa recebem tablets para comunicarem com a família A União das Freguesias de Lagoa e Carvoeiro adquiriu e ofereceu tablets a idosos do Centro Popular de Lagoa. Trata-se de uma ferramenta tecnológica que, em tempo de confinamento e de ausência de visitas, se tem revelado “fundamental para que os utentes daquela instituição, mesmo à distância, continuem a ver e a comunicar com os seus familiares, contribuindo dessa forma para atenuar as saudades e combater a solidão”, explica a união de freguesias em comunicado.
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A decisão da união de freguesias foi tomada por constatar que “a única forma que os utentes tinham de utilizar esta forma de comunicação era através dos dispositivos particulares de alguns funcionários”. Este é o segundo investimento que a autarquia faz na aquisição deste tipo de material, uma vez que anteriormente tinha investido 10 mil euros na compra de tablets e correspondentes meios de acesso à internet para as escolas.
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As máscaras são reutilizáveis, com duas camadas em algodão, antibacterianas e antifúngicas A União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta adquiriu máscaras sociais que vão ser oferecidas, uma por pessoa, aos residentes na freguesia, contribuindo assim para melhorar a sua proteção. "As máscaras são reutilizáveis, com duas camadas em algodão, antibacterianas e antifúngicas", refere a união de freguesias em comunicado. Este investimento vai de encontro ao recomendado pelas autoridades de saúde nesta situação de pandemia provocada pelo surto de Covid-19, que determinaram o uso obrigatório de máscaras pub
em espaços fechados. "Sabemos que muitas pessoas têm tido dificuldades em encontrar este equipamento e em pagar os preços praticados, pelo que as disponibilizamos gratuitamente nos nossos balcões de atendimento, em Moncarapacho e na Fuseta", informa a União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta. Assim, quem necessitar de máscara deverá solicitar a sua em Moncarapacho ou na Fuseta, nos dias úteis, entre as 9 e as 17 horas.
Os tablets vão contribuir para que os idosos atenuem as saudades da família
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Portimão permite aumento e isenta de taxas esplanadas na restauração foto d.r.
Os estabelecimentos podem estender a sua atividade para o espaço público, passeios, ruas e praças adjacentes Portimão vai isentar os estabelecimentos de restauração do pagamento das taxas de espla-
nadas, permitindo a instalação de novas e o aumento das existentes, para compensar o
impacto económico causado pela pandemia da covid-19, anunciou o município.
Algarve isenta esplanadas de taxas e vai avaliar aumento do espaço que ocupam foto d.r.
A autarquia de Portimão foi a primeira a anunciar a isenção de taxas nas esplanadas
Os 16 municípios algarvios vão isentar de taxas as esplanadas da restauração e estão disponíveis para avaliar um aumento do espaço que ocupam, disse o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL). “Há da parte dos municípios uma vontade de colaborar com os empresários, neste caso com os da restauração, isentando a ocupação do espaço público” afirmou António Pina à Lusa, acrescentando que o período de isenção “varia de município para município, sendo mais
longo em alguns que noutros”. Numa altura em que, devido à pandemia de covid-19, se privilegiam os espaços ao ar livre, as autarquias estão também disponíveis para “avaliar um aumento do espaço ocupado pelas esplanadas, caso a caso”, mas garantido sempre a passagem do peão. “Não se pode cobrir todo o passeio e condicionar a circulação de pessoas que tem de continuar a acontecer, garantindo o afastamento necessário. É preciso garantir o equilíbrio destes dois fatores”
destacou o também presidente da Câmara de Olhão. Como a área ocupada no espaço público determina o valor do pagamento, António Pina não vê qualquer impedimento num possível aumento do espaço das esplanadas uma vez que, com esta isenção, “os proprietários iriam pagar o mesmo, que é zero”. A autarquia de Portimão foi a primeira a anunciar a isenção de taxas nas esplanadas - que irá vigorar até ao final do ano, ao abrigo de um regime excecional e temporário -, medida que vai ainda ser submetida a discussão e aprovação na Assembleia Municipal. Questionado pela Lusa em relação a outros negócios – para além da restauração -, poderem vir a requerer esplanadas para compensar a redução na lotação dos estabelecimentos, o responsável considera que “seria difícil garantir o controlo de acessos e a higienização do material”.
A autarquia especificou, em comunicado, que as medidas vão vigorar até ao final do
ano, com “caráter excecional e temporário e visam mitigar os efeitos nefastos da crise originada pelo novo coronavírus no tecido social e empresarial de Portimão”. “A proposta teve em consideração a importância que a restauração e hotelaria têm para a economia local e o facto de este ser um dos setores que, nos últimos meses, maior impacto negativo tem sofrido”, lê-se no comunicado. O documento autoriza os estabelecimentos a estenderem a sua atividade para o espaço público, passeios, ruas e praças adjacentes, através de um procedimento extraordinário e simplificado de licenciamento de esplanadas. “Os restaurantes e similares podem aumentar a sua capacidade e garantir, ao mesmo tempo, mais condições de segurança aos seus clientes”,
indicou a autarquia. Os pedidos para o aumento das esplanadas existentes e para instalação de novos espaços na via pública, deverão ser requeridos nos termos do Regulamento da Ocupação da Via Pública, refere a Agência Lusa. A autarquia salvaguarda, no entanto, que os pedidos serão aprovados “sempre que não conflituam com as normas de segurança rodoviária e de circulação pedonal, nem com interesses particulares de outros”. Entretanto, a Câmara de Portimão anunciou que entregou cerca de 1.250 ‘kits’ de proteção individual – máscaras, luvas, viseiras, gel desinfetante e um autocolante de obrigatoriedade de uso de máscara - aos comerciantes que retomaram a atividade comercial no concelho. pub
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Albufeira arrenda “hostel” para acolher os sem-abrigo cidade deste espaço é de 43 camas". No dia a dia, este alojamento fica ao cuidado do C.A.S.A., o qual, no âmbito do seu objeto de ação, fornece já alojamento e refeições a pessoas sem-abrigo e que desenvolve também um trabalho que visa a reintegração na sociedade dessas pessoas, bem como apoio médico, medicamentoso, psicológico e jurídico. Está sediado em instalações cedidas pelo Município na Quinta da Palmeira, um aglomerado habitacional que contempla igualmente diversos serviços públicos e associativos, no centro da cidade.
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Medida significa um investimento de 50 mil euros
O Município de Albufeira desenvolveu um projeto inédito a nível nacional para reabilitação futura dos sem-abrigo do concelho
A Câmara de Albufeira arrendou um “hostel” por dois meses, situado nos Brejos, destinado aos sem-abrigo nesta fase da pandemia. O apoio logístico é efetuado através dos seus
serviços de Proteção Civil, Ação Social e Educação. Para além do alojamento, este apoio da Autarquia contempla também "segurança 24 horas por dia,
uma viatura de apoio para exames médicos e testes à Covid-19 aos seus utentes. Já lá se encontram 14 pessoas, prevendo-se entradas sucessivas, gradualmente. A capa-
“Este projeto é inédito no país, na medida em que visa edificar um projeto de vida para a reabilitação futura dos seus utentes”, refere José Carlos Rolo, satisfeito por ter encontrado esta solução, “que há muito me vinha a preocupar”. Esta medida significa um investimento de 50 mil euros da autarquia e “traduz não só a nossa preocupação para com todos os cidadãos que se encontram sem casa,
como também com a saúde pública”, refere o Autarca. O presidente da Câmara Municipal fez uma visita às instalações no início deste mês de maio para assistir ao normal funcionamento do centro, tendo na altura afirmado que “a atual situação causada pela pandemia COVID-19 agrava todas as dificuldades sentidas pelas pessoas em situação de sem-abrigo e pessoas socialmente desfavorecidas e não podíamos ignorar esta situação”. De referir a estrita colaboração de todos os serviços de saúde da região. A par disto, é também firme propósito de José Carlos Rolo “apostar numa reinserção social destas pessoas para que possam vir a ter um futuro com todas as condições de dignidade e esperança”. A medida conta com as parcerias externas do ABC – Algarve Biomedical Center para a realização dos testes à Covid-19, da Cruz Vermelha, que faz o transporte para a realização de exames médicos, do C.A.S.A. - Centro de Apoio ao Sem-Abrigo e Santa Casa da Misericórdia de Albufeira, que tem a seu cargo os serviços de lavandaria.
Material médico e de proteção proveniente da China chega ao Algarve O presidente da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo, . . acompanhado pelo presidente do Algarve Biomedical Center (ABC), Nuno Marques, e pelo vereador com o pelouro da Proteção Civil, Carlos Carmo, foram na semana passa a Lisboa levantar um lote de material médico e de proteção individual proveniente da China. O momento foi acompanhado pela secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, que teve um papel determinante em todo o processo de mediação entre Portugal e o país de proveniência. O lote levantado, com um valor total de mais de um milhão de euros, é composto por material adquirido pela Câmara de Loulé (parte de uma encomenda de 450 mil euros realizada em março), a AMAL e o ABC. O material, encomendado no início da pandemia em Portugal, “ainda não tinha chegado, devido a sucessivos problemas administrativos e de rutura de stock no país de origem, assim como dificuldades a nível do seu transporte aéreo”, explica a autarquia louletana em comunicado. De regresso ao Algarve, o autarca louletano sublinha que “apesar da acalmia vivida neste tempo de desconfinamento, é sempre reconfortante saber que temos em stock material para fazer face a eventuais problemas que possam surgir no futuro”. O material representou um investimento superior a um milhão de euros foto d r
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A banda já atuou em vários locais do Algarve
“Mundopardo”: A banda algarvia que deixou a “paixão em suspenso” Filipe Vilhena / Henrique Dias Freire
jornalpostal@gmail.com
Nasceram em 2013 em Faro e têm um percurso recheado de altos e baixos. Nos seus concertos misturam histórias cantadas no estilo pop e rock e fazem os fãs pensarem nas suas canções de amores e desamores, com inconformismo e crítica. Apesar das dificuldades, a paixão continua a comandar o grupo musical. Os “Mundopardo” são um grupo de 5 amigos que uniram o gosto comum pela música. A banda junta antigos elementos da Versus Tuna, da Universidade do Algarve. Fábio Silva, Luís Henrique, Paulo Franco, João Cardoso e Ricardo Silva são os nomes compõem o grupo. Ricardo Silva é o vocalista e confessa que se juntou aos amigos porque “precisava de alguma coisa para fazer para além do trabalho”.
As músicas são cantadas em português e fazem esta banda distanciar-se de outras. A voz do grupo refere que “hoje em dia, em Portugal já é muito visto bandas a tocarem em português, com o Diogo Piçarra, Carolina Deslandes e Agir”. O público parece estar mais disperto para a música portuguesa, mas a verdade é que muitas bandas com o mesmo estilo musical adotam a língua inglesa, onde também existe um reportório maior de músicas que podem servir de inspiração. Aos poucos, o quinteto foi crescendo e “amadurecendo o seu estilo”, tal como dizem. Em 2014 editaram o primeiro álbum. Com o nome “A Pequena Metrópole”, destacam a “experiência interessante” que tiveram no decorrer das gravações e onde puderam perceber melhor o processo. Contentes com o resultado na altura, Ricardo Silva confessa que “hoje, reconhecemos muitos
erros no disco”. Os erros fazem parte da aprendizagem e os “Mundopardo” não desistiram de continuar a crescer. Em 2019 chegou o segundo álbum, “A Arte de Esquecer”. Gravada entre 2015 e 2018, esta produção é inspirada no “círculo da vida e na forma como todos os problemas da sociedade acabam por ser redundantes”. A luta contra o conformismo e a procura para a mudança são algumas das questões que são abordadas nas 10 músicas que compõem o álbum. Sobre o resultado deste trabalho, a banda mostra-se muito feliz e admite que houve uma superação em relação ao primeiro álbum. A banda promovia “A Arte de Esquecer” quando a pandemia lhes alterou os planos Ao longo de 7 anos de histórias, a verdade é que o crescimento de uma
banda nem sempre é feito de forma exponencial. Ricardo Silva recorda que já tiveram concertos a tocar para apenas “duas ou três pessoas”, como também já houve concertos onde a sala estava cheia. É um caminho longo até ao reconhecimento e o trabalho nunca pode deixar de fazer parte desse percurso. Os “Mundopardo” já participaram num concurso de bandas universitárias, que os levou a tocar no Hard Rock Café em Lisboa. Além disso, já foram reconhecidos pela Rua FM. A banda promovia “A Arte de Esquecer” quando a pandemia chegou e lhes alterou os planos. Com eles, todos os artistas viram atuações canceladas e a impossibilidade de subir ao palco. Neste momento, “não há perspetivas para o futuro”, mas os “Mundopardo” confessam-se ansiosos para voltar aos concertos. Felizmente, nenhum deles vive exclusivamente da música e “têm
outros projetos”, como refere Ricardo Silva. Ainda assim, foi uma “paixão que ficou em suspenso” e que está à espera de melhores dias para acordar novamente. Certamente, se tivéssemos “a arte de esquecer”, iriamos passar uma borracha nos últimos meses que Portugal e o mundo estão a viver. Mas isso não é possível e, apesar da incerteza, os sonhos prosseguem. Os “Mundopardo” querem atingir o reconhecimento nacional e tocar em muitas rádios. É um objetivo a longo prazo, para já. No entanto, é importante não o esquecer, para ter forças para aguentar os dias difíceis que virão com a crise economia e a possível falta de concertos. Para estes 5 amigos, a paixão continua e a ansiedade de voltar supera todas as incertezas que vivemos. Quando ‘isto acalmar’, como dizem os populares, procure os “Mundopardo” num palco perto de si.
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Ponte Velha de Silves classificada como Monumento de Interesse Público foto d.r.
A ponte velha vai ser alvo de obras de reabilitação construtiva e estrutural A Ponte Velha de Silves, sobre o rio Arade, foi classifica-
da Monumento de Interesse Público, o que vem, assim,
reconhecer o valor cultural deste imóvel, ícone de Silves e
marco histórico nas acessibilidades ao barlavento algarvio, cuja origem remontará a meados do século XIV. O Município de Silves congratula-se com "esta classificação por parte do Estado, resultante do empenho e esforço da autarquia silvense em tomar medidas de proteção deste monumento histórico da cidade, e apresenta-se como o 12.º monumento do concelho classificado Monumento de Interesse Público, juntando-se, assim, à Cisterna Islâmica da Rua do Castelo, Ermida da Nossa Senhora do Pilar, Igreja Paroquial de Alcantarilha, Castelo de Alcantarilha, Igreja Matriz de São Bartolomeu de Messines, Fortaleza de Armação de Pêra, Pelourinho de Silves, Igreja de São Francis-
co, Quinta da Cruz, Ermida da Nossa Senhora dos Mártires e à Igreja da Misericórdia de Silves". "A classificação da Ponte Velha de Silves como Monumento de Interesse Público reflete os critérios relativos não só ao seu caráter matricial, mas também ao seu interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística, e à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva", destaca a autarquia silvense em comunicado A definição da zona especial de proteção (ZEP) tem em vista "a valorização do imóvel enquanto bem
cultural, considerando a sua implantação e a sua relação com a paisagem e a malha urbana da envolvente, e respeitando os nexos do lugar e da sua história". A ponte velha será alvo de obras de reabilitação construtiva e estrutural, tendo o Município concluído, recentemente, o processo de adjudicação da obra. "Esta intervenção, cujo investimento ronda os 355 mil euros, incluirá trabalhos de conservação, restauro e reforço com o objetivo de estabilizar os processos de degradação, reforçar estruturalmente a obra-de-arte, melhorar os acessos e circulação e harmonizar em termos estéticos todo o conjunto", conclui a autarquia.
© Marieke Wijntjes
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DOIS MINUTOS PARA OS DIREITOS HUMANOS 1. PORTUGAL A mais recente edição da Maratona de Cartas, o maior evento de ativismo da Amnistia Internacional, juntou milhares de pessoas e contou com 113.944 ações em Portugal, que contribuíram para um novo recorde a nível global superior a 6,5 milhões. Um dos casos em destaque foi o de Yasaman Ariany, condenada por distribuir flores sem o hijab, no Dia Internacional da Mulher. No total, mais de um milhão de ações foram organizadas em torno do caso desta jovem defensora dos direitos humanos iraniana.
2. ANGOLA Famílias das províncias de Luanda e Benguela alegam falta de transparência no programa de ajuda alimentar de emergência que foi aprovado no âmbito das medidas para fazer face aos impactos da COVID-19. Além disso, garantem que não receberam toda a informação relevante sobre a forma de candidatura. Nas províncias do sul, a braços com anos de seca e desvio de terras de comunidades pastorícias para grandes explorações pecuárias, o apoio também não chegou de forma massificada.
4. SUDÃO DO SUL 1
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Junte-se a nós. Encontre o grupo mais perto de si em www.amnistia.pt/grupos
O Conselho de Segurança da ONU deve renovar e reforçar a aplicação do embargo de armas, numa altura em que o país ainda vive uma situação de segurança instável. No início deste ano, investigadores da Amnistia Internacional conseguiram aceder a 12 acampamentos militares onde foi possível constatar a presença de armamento importado recentemente, o desvio de veículos blindados para usos militares não-aprovados à luz das licenças de transferência de armas e a existência de crianças-soldado.
3. GRÉCIA As dificuldades na resposta à pandemia de COVID-19 são exemplo de como as medidas de austeridade fragilizaram o sistema de saúde do país, denuncia um novo relatório da Amnistia Internacional. Os cortes registados desde 2010 deixaram várias pessoas sem capacidade de pagar e aceder a cuidados. Já os profissionais têm relatado carências significativas de pessoal e meios, incluindo ventiladores e vagas nas unidades de cuidados intensivos. Outro problema é a escassez de equipamentos de proteção individual.
5. EGITO As autoridades devem colocar um ponto final à repressão implacável aos média. No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, assinalado a 3 de maio, foi divulgado um documento que descreve práticas de censura pelo governo, interferência nas redações e o bloqueio de publicações. Desde 2016, são vários os casos de jornalistas alvo de violações de direitos humanos, apenas por realizarem o seu trabalho ou partilharem opiniões em diversas plataformas.
BILHETE POSTAL
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A CASA DA FLORBELA fotos d.r.
Ramiro Santos Jornalista
Ainda lá está, em Quelfes, pequena aldeola do concelho de Olhão. Era a casa de Verão* da Florbela. Em contraste com a vida atribulada da poetisa, a casa, igual entre iguais e discreta, não se dá por ela. Fica ao passar, rentinha à estrada. E nas suas paredes brancas com barras azuis, adivinham-se, impregnadas, rimas dispersas, carregadas de sentimentos fortes e emoções ardentes que marcam toda a sua obra poética. Como a sua vida! E que ela mesma explica: "Eu sou insaciável! Mal um desejo surge, outro desponta, e em mim há sempre latente a febre do sonho e
do desejo, e quando possuo alguma coisa de infinitamente consolador, como é a sua amizade, desejo mais, mais ainda, mais sempre! Conhece-se em mim o afecto, o amor, a ternura por um egoismo implacável que quer tornar muitos meus e só meus, os corações que se me dedicam um pouco." (in correspondência, 1921). Sobre a poetisa/poeta, diz, Teresa Rita Lopes: “Não me ocorre nenhuma ( poetisa) que a ela se iguale, nessa sua divina promiscuidade do corpo com a alma, da vida com a morte. Florbela, que cantou o seu “divino corpo de mulher”, foi mais alma que corpo ... O que ilimita estas sensações é que elas são fruto de mais do que os cinco sentidos, pelo menos de mais um outro a que apetece chamar cósmico!” Citando de cor, Teresa Rita Lopes diz mais ou menos isto: a dimensão tragicamente bela, da vida e obra de Florbela Espanca, reduz - neste plano do amor sofrido - Sophia e Natália Correia, a duas carochinhas à janela do verso!
" Longe de ti são ermos os caminhos, Longe de ti não há luar nem rosas, Longe de ti há noites silenciosas Há dias sem calor, beirais sem ninhos
*Devido a problemas de saúde, aqui passou Florbela Espanca um curto período da sua vida, a conselho médico. Nasceu em Vila Viçosa, 8 de Dezembro de 1894 – Faleceu em Matosinhos, 8 de Dezembro 1930, com 36 anos
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha, A essa hora dos mágicos cansaços, Quando a noite de manso se avizinha, E me prendesses toda nos teus braços.
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Associação de Olhão incentiva jovens a criarem hortas comunitárias a partir de casa A MOJU - Associação Movimento Juvenil em Olhão lançou um projeto de voluntariado jovem, inovador a nível local, que pretende incentivar a produção de alimentos essenciais em casa, reforçar a economia circular e incentivar à participação cívica. No âmbito de uma candidatura ao programa Geração Z, do Instituto Português do Desporto e Juventude, está a decorrer o projeto “Planta 1 Doa + 1”, que pretende agrupar jovens voluntários do concelho de Olhão e arredores para albergar em sua casa mini hortas comunitárias. O projeto começa a 1 de junho e termina a 21 de julho, em formato maioritariamente online, uma das prioridades do IPDJ, juntamente com a promoção da participação cívica. "Na primeira semana, os voluntários recebem formação para iniciar as suas hortas e para se compreender as necessidades de cada família, de forma a promover os materiais necessários e em quantidade suficiente para semearem para a sua família e ainda semearem outra parte que será doada a famílias sinalizadas", explica a MOJU em comunicado, e após "a análise das necessidades, os kits de iniciação à horta serão entregues aos voluntários pela associação". Catarina Arraes, presidente da MOJU diz que se pretende “que os voluntários tenham o mínimo de despesas possíveis. Apesar de receberem uma bolsa de voluntariado para despesas, é importante realçar que estamos numa época pandémica e muitos dos jovens estão a passar dificuldades. Há quem tenha casa, família com dificuldades, descendentes,… sendo assim, não queremos que
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Jovens vão semear para a sua família e para doarem a famílias que precisem as hortas tenham muitas despesas associadas, podendo focar-se nesta aprendizagem e dever cívico ao invés dos custos que acarreta”.
processo e deixar desafios para realizar (um adubo, inseticida natural, etc); também serão lançados temas de debate sobre empreendedorismo social (dinâmicas juvenis no concelho, troca de ideias para minimizar o impacto da pandemia a nível local, etc). “Muito mais do que plantar e dar, queremos também promover competências de empreendedorismo social”, defende a presidente da MOJU. Mestre em Economia da Inovação e Empreendedorismo, Catarina Arraes
Inscrições até 22 de maio No decorrer do projeto serão dados desafios e temas de debate: diariamente será feita uma captação fotográfica das tarefas realizadas pelos/as jovens; semanalmente serão realizadas reuniões para partilhar o
desenvolveu a sua tese na vertente do empreendedorismo social em Olhão “Empreendedorismo social em Olhão – O estudo de caso da associação MOJU” (2018). A presidente da associação juvenil olhanense refere que “temos muitas atividades de ocupação dos tempos livros para as crianças e jovens, é certo, mas poucas são as organizações que o fazem de forma gratuita e com o objetivo especifico de capacitar os jovens do concelho. É importante dar oportunidades aos
jovens para participar em debates, promover a autodescoberta, a iniciativa, espírito crítico e a autonomia. Não só criar atividades para jovens mas trabalhar com eles/as, perceber as suas necessidades e os seus sonhos e aí sim, criar com eles/as soluções para as lacunas que sentem.” As inscrições para o “Planta 1 Doa +1” para jovem dos 14 aos 30 anos decorrem até 22 de maio e devem ser feitas no site: https://programas.juventude. gov.pt/geracaoz/acoes/detalhe
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UAlg integra projeto estratégico para a sustentabilidade do Turismo no Mediterrâneo foto d.r.
Encontrar formas de atenuar a sazonalidade é o grande desafio do projeto Best Med
A Universidade do Algarve integra um novo porjeto, que visa projetar a governança do Mediterrâneo relativamente ao desenvolvimento turístico responsável, inclusivo e sustentável, estabelecendo uma estrutura ideal para a criação de melhores canais de comunicação entre os atores envolvidos. Trata-se do projeto Best Med - Beyond European Sustainable Tourism Med Path, inserido na Priority Axis 4: Enhancing Mediterranean Governance, O grande desafio do Best Med “passa por encontrar formas de atenuar a sazonalidade e minorar os processos relacionados com a falta de cooperação entre os atores turísticos
na área MED, incluindo a participação ativa das comunidades residentes ao nível do desenho de políticas, promovendo a criação de destinos sustentáveis a nível europeu”, explica a UAlg em comunicado. O projeto, aprovado em outubro de 2019, tem um orçamento próximo de 3 milhões de euros e decorrerá até junho de 2022. Coordenado pela Fundación Público Andaluza El Legado Andalusí (Espanha), conta com 11 parceiros de nove países: Espanha, Itália, Grécia, Eslovénia, Croácia, França, Malta, Montenegro e Portugal. A equipa da UAlg, liderada por Cláudia Ribeiro de Almeida (ESGHT), integra investigadores do Centro
de Investigação em Turismo, Sustentabilidade e Bem-Estar (CinTurs), Alexandra Rodrigues Gonçalves (ESGHT), Elsa Pereira (Escola Superior de Educação e Comunicação), Marisa Cesário (Faculdade de Economia), Íris Lopes (Faculdade de Economia) e Margarida Mascarenhas (Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa), e será responsável por uma das tarefas basilares do projeto: testar um conjunto de atividades relacionadas com o desenvolvimento de rotas culturais que permitam ao turista visitar e permanecer em áreas de interior e, deste modo, enaltecer o património natural e cultural existente. pub
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Câmara de Faro acaba com processos de licenciamento de obras em papel A Câmara de Faro pretende levar a cabo a desmaterialização dos procedimentos de controlo das operações urbanísticas desenvolvidas no concelho. Assim, a partir do próximo dia 1 de junho, já será possível apresentar "em formato digital requerimentos ou comunicações de operações de loteamento, de obras de urbanização, edificação ou demolição, de autorizações de utilização e suas alterações, ou seja, a tramitação de todo o tipo de processos de operações urbanísticas será feita de uma forma digital", especifica a autarquia em comunicado. A Câmara de Faro prepara-se para "implementar um programa de desmaterialização dos procedimentos administrativos relacionados com a gestão urbanística". A plataforma digital E-Paper corresponde a uma solução informática que "permite a receção e tramitação digital dos processos referentes às
várias operações urbanísticas, apresentando mais-valias no sentido da simplificação, sistematização e transparência dos mesmos". A medida é "mais um importante passo no processo de modernização autárquica, com o objetivo de simplificar a vida a todos os interessados, particulares, técnicos e outros e tornar os serviços camarários mais eficientes, com a vantagem de os requerentes terem possibilidade de acompanhar, via internet, a situação dos processos que submeteram". A Câmara de Faro aponta ainda como vantagens da instrução digital dos processos "a melhoria da capacidade de respostas na área do urbanismo, tornando os procedimentos menos burocráticos e mais céleres, a análise mais rigorosa e segura dos documentos e a redução do consumo de papel e outros consumíveis, contribuindo para a sustentabilidade ambiental".
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A partir de 1 de junho já é possível apresentar em formato digital processos referentes a várias operações urbanísticas
Docapesca renova equipamentos Castro Marim assegura no porto de Lagos para poupar transporte aos alunos custos com energia do concelho foto d.r.
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Medida permite que os alunos permaneçam na escola apenas o tempo estritamente necessário
A obra foi cofinanciada por fundos comunitários através do programa operacional Mar 2020 A Docapesca concluiu a empreitada de substituição dos equipamentos elétricos e instalação de luminárias LED no porto de pesca de Lagos, o que vai permitir reduzir os custos com a energia. A empresa do setor empresarial do Estado, responsável pela exploração e gestão dos portos de pesca e lotas, indicou em comunicado que a obra, no valor de 45 mil euros, contemplou a substituição e instalação de equipamentos para melhorar a
eficiência energética naquele porto. Segundo a Docapesca, os novos equipamentos permitem “uma poupança nos custos com energia como resultado da redução da potência instalada de 10.800 watts para 4.176 watts”. A intervenção incidiu na substituição geral do posto de transformação, a desmontagem dos equipamentos existentes e a montagem de 33 luminárias LED, nove projetores nas torres de iluminação e oito
candeeiros no estacionamento da lota, refere a Lusa. A obra foi cofinanciada por fundos comunitários através do programa operacional Mar 2020. A Docapesca – Portos e Lotas, S.A. é uma empresa do setor empresarial do Estado tutelada pelo Ministério do Mar, que tem a seu cargo, no continente, o serviço da primeira venda de pescado e a administração dos portos de pesca e marinas de recreio.
A Câmara de Castro Marim assegura o transporte dos alunos do 11 e 12º anos do concelho, cujas aulas reiniciam-se na passada segunda-feira. Assim, frequentando os alunos do Município de Castro Marim a Escola Secundária de Vila Real de Santo António e atendendo a que o transporte que até aqui era realizado pela EVA se encontra reduzido aos serviços mínimos, dispondo de poucas carreiras compatíveis com os horários resultantes desta nova diretiva, a autarquia delineou "um plano gratuito de transporte escolar especial que vai permitir a que os alunos permaneçam
na escola apenas o tempo estritamente necessário", explica a câmara castromarinense em comunicado. Desta forma vai também minimizar-se "os tempos de espera na envolvente da Escola Secundária de Vila Real de Santo António e evitar a necessidade de prolongar os tempos de circulação no espaço público". "O transporte escolar municipal assegura o cumprimento das medidas regulamentares da Direção-Geral de Saúde, no que se refere à ocupação da viatura e ao reforço das medidas de higienização", pode ler-se no comunicado.
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Flávia Ferreira e Joana Rato partilham com os leitores do POSTAL diferentes realidades vividas na linha da frente
Na linha da frente: A pandemia sob o olhar de profissionais de saúde Filipe Vilhena / Henrique Dias Freire
jornalpostal@gmail.com
Vivemos momentos de adaptação e mudança. Momentos em que valorizamos cada vez mais quem está na linha da frente. Essas pessoas têm um rosto e uma voz. Os profissionais de saúde são apenas alguns dos heróis desta batalha, que queremos vencer o quanto antes. Flávia Ferreira tem 26 anos e é enfermeira dos cuidados gerais do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, nomeadamente no serviço de internamentos a doentes com covid-19. Assim como nós, não esperava viver numa pandemia, onde o toque não ia ser permitido e a distância social seria a nossa realidade. Confessa que “a primeira vez que ouvi falar do novo coronavírus foi nos media” e “naquela altura, não tinha noção da gravidade da situação”. Como qualquer herói, Flávia já sabia que era inevitável que quando a covid-19 chegasse à Europa e, consequentemente a Portugal, ela e os seus colegas iriam estar na linha da frente. “Estávamos preparados para isso”, afirma. Contudo, é importante perceber que “mesmo antes do coronavírus, já vivíamos numa profissão de risco”. Foi a 2 de março que Portugal registou o primeiro paciente infetado com o novo coronavírus. Desde aí, passaram sensivelmente dois meses de pandemia no nosso país. Flávia Fer-
reira lida diariamente com doentes infetados e afirma que “da experiência que tenho, os doentes chegam a nós com muitas dúvidas. Existem alguns com a mentalidade de que vai ficar tudo bem, outros com mais receio e medo”. Mas, afinal, o que se diz a um paciente que está infetado? Como profissional de saúde, a enfermeira do CHUA diz que “tentamos transmitir calma e fazê-los perceber o que está a acontecer”. Acima de tudo, o mais importante é esclarecer que “não existe um tratamento, mas existem coisas que se podem fazer”. O vírus chegou em 2020 mas, anteriormente, já deveríamos ter intrínsecos alguns hábitos na nossa sociedade. Gestos como lavar as mãos frequentemente, tossir e espirrar para a zona do cotovelo, desinfetar corrimãos e escadas e usar máscara ou manter distanciamento social quando estamos doentes, são hábitos que fazem parte da etiqueta respiratória, que muitas vezes nos passou ao lado, perante a normalidade em que vivíamos. Flávia Ferreira não vê a sua família há dois meses Nesta batalha, muitos dizem que o pior já passou. Mas é preciso que a população esteja suficientemente informada. A profissional da linha da frente, reforça a ideia de que “ainda não entrou na cabeça de algumas pessoas que temos de adotar estes hábitos. Estamos nisto há apenas dois meses”. Quanto ao uso de
máscaras, revela que “vejo muitas mal colocadas. É preciso procurar informação”. Flávia Ferreira diz que “tem de haver uma consciencialização para ganhar esta batalha. Não está só nas mãos dos profissionais de saúde ou cientistas. Todos fazemos a diferença”. E por todos fazerem a diferença, Flávia Ferreira não vê a sua família há dois meses. “Já estive mais tempo sem estar com eles, mas não sei quando os vou voltar a ver novamente. É essa a incerteza que todos os profissionais de saúde vivem. Vamos trabalhar e não sabemos como vamos voltar. De um momento para o outro isto [o risco de contágio] pode mudar”. Nos últimos dias, a Direção-Geral de Saúde tem afirmado que estamos num bom caminho, mas é preciso ter consciência de que “se as pessoas não fizerem a sua parte, o Serviço Nacional de Saúde pode deixar de conseguir dar resposta”. Por isso mesmo, a enfermeira do CHUA diz que “se não houver controlo, vamos dar um passo atrás. E talvez, um passo maior do que aquele que demos para a frente”. Cada vez mais, vivemos tempos em que “pensar em nós, é pensar nos outros”. A frase é de Joana Rato, enfermeira na unidade de convalescença da Santa de Casa da Misericórdia de Portimão e também, em part time, no Lar de Silves. Vive uma realidade diferente da de Flávia Ferreira, uma vez que não está em contacto direto com pacientes infetados, pois “só pode dar entrada na
instituição [Santa Casa] quem tiver o teste negativo”. Aos 25 anos, Joana Rato explica que ficou “em pânico” ao saber que a pandemia tinha chegado a Portugal. “Ao início [quando o vírus ainda estava na China] descartei um pouco, talvez por ser nova na profissão. Mas, logo em seguida, apercebi-me de que realmente era uma situação grave. Os pacientes da Santa Casa da Misericórdia são, maioritariamente, idosos. Explicar a uma pessoa que já viveu tantos anos o que é uma pandemia, o que é o novo coronavírus e a gravidade que lhe está associada não é fácil, “os doentes perguntavam se tinham alguma doença quando começámos a andar de máscara”. Em tempos de pandemia, os cuidados devem ser redobrados Além disso, os idosos estranham “pedirmos para eles lavarem as mãos, mas nós explicamos sempre o porquê”. São hábitos que todos começámos a adotar, mas existem algumas coisas que ninguém se consegue habituar: deixar de ver e abraçar a família. As visitas foram restringidas e Joana Rato conta que os pacientes fazem muitas questões sobre este afastamento e, por vezes, é-lhes difícil entender o porquê. Ver a família ajuda na sua recuperação e é um momento em que “a comunicação terapêutica tem de acontecer” por parte dos profissionais. Felizmente, ninguém entrou em pânico, mas “com alguns sobre demência, a
orientação não está a 100%”. Joana Rato diz que a equipa foi dividida para evitar muitas trocas. Até agora, a Santa Casa da Misericórdia de Portimão não tem nenhum doente covid-19. Os idosos são o grupo de risco e a responsabilidade dos funcionários e profissionais de saúde do local aumenta. Joana não precisou afastar-se da família com quem vive, mas revela que em casa “tenho muitos mais cuidados. Retiro os sapatos na entrada, coloco a minha roupa à parte e lavo muito as mãos”. Apesar de não estar num hospital nem ter contacto com doentes infetados, a enfermeira de 25 anos está na linha da frente. “Faz muita confusão aos idosos terem de viver confinados nos quartos e não poderem utilizar a sala de convívio”. O trabalho de Joana Rato sempre foi zelar pelo bem-estar dos doentes, mas em tempos de pandemia, os cuidados devem ser redobrados para que tudo corra bem, não exista contágio e as visitas possam ser reativadas o mais rápido possível, dando oportunidade de pais e filhos se abraçarem novamente. Este vírus veio ensinar-nos algo. Para Flávia Ferreira, este surto pode considerar-se uma forma de entendermos que a nossa sociedade é muito consumista e vive em contrarrelógio. Já Joana Rato diz que “pensamos mais nos outros e estamos mais atentos à etiqueta respiratória”. Além disso, talvez esteja na altura de valorizar mais quem gostamos e nunca nos voltarmos a esquecer o valor de um abraço.
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Algar celebra 25 anos a "transformar o Algarve” foto d.r.
Para celebrar a data, a empresa lançou uma campanha on-line com o tema ”Algar 25 anos a transformar o Algarve” A Algar celebrou na passada quarta-feira 25 anos. Um quarto de século repleto de resultados positivos e que colocam o Algarve acima da média nacional no que toca ao tratamento e valorização dos seus resíduos. “Este sucesso é dos que trabalham diariamente na Algar mas também é dos seus parceiros”, sublinha a empresa, “é este trabalho conjunto que faz a diferença. E é isso que queremos celebrar e sublinhar neste 25º aniversário”. Assim, “o aniversário é da Algar, mas todos os algarvios estão de parabéns: as famílias; os municípios; o comércio e claro, os trabalhadores da Algar”. E estão de parabéns porque, em conjunto com a Algar, “ajudaram a tornar pub
o Algarve numa das regiões com melhores resultados na reciclagem e gestão de resíduos”. Para celebrar a data, a empresa decidiu promover uma campanha on-line com o tema ”Algar 25 anos a transformar o Algarve”, com o objetivo de transmitir a importância do trabalho da Algar na transformação do Algarve desde 1995 e a importância dos algarvios nessa mesma transformação. Na campanha, a Algar agradece às famílias por “contribuírem e transformarem embalagens em orgulho, com 507 milhões de quilos de recicláveis valorizados”. Agradece também aos municípios algarvios por “transformarem resíduos em qualidade de vida, com 8,8 mil milhões de quilos de resíduos tra-
tados”. Ao comércio algarvio por colaborarem e transformarem resíduos em valor acrescentado, com 73 milhões de quilos de embalagens separadas para reciclagem e aos seus trabalhadores por, mesmo em situações adversas, “manterem a responsabilidade de prestação de um serviço público, tratando e valorizando os resíduos, para os transformarem em produtos: materiais para reciclar, composto orgânico e energia eléctrica”. Algar encerrou as 22 lixeiras existentes na região Nestes 25 anos, a lembra que se empenhou “com grande responsabilidade na melhoria das condições ambientais da região do Algarve
no domínio dos resíduos urbanos”. A Algar encerrou “as 22 lixeiras existentes na região, iniciou a sua atividade de recolha seletiva, valorização e tratamento dos resíduos urbanos, dinamizou a criação de emprego (diretos e indiretos), a economia local, conseguiu estabelecer laços de confiança e de colaboração com a população e consolidou um novo paradigma na gestão operacional desta atividade, com evidentes benefícios para a população residente e para o turismo em particular, concretizando o grande objetivo assente na melhoria das condições ambientais da maior região turística nacional”. Ao longo deste quarto de século, a empresa “tem dinamizado e implantado soluções ambiental-
mente mais sustentáveis dentro da responsabilidade que detém na sua atividade de recolha, valorização e tratamento dos resíduos urbanos produzidos no Algarve”. No que respeita aos resíduos de natureza diferente, estes são alvo de “valorização e tratamento distintos, de acordo com as suas características”. A ALGAR promete continuar a apostar “na concretização de novas soluções que incorporem mais-valias sociais e ambientais, contribuindo de forma sustentável para a cadeia de valor da sua responsabilidade. Procuraremos continuar a ser uma empresa socialmente ativa e empenhada em melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”.
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Mais de 4,2 milhões de euros serão investidos no Centro de Saúde de Loulé e extensões de Almancil e Quarteira O Município de Loulé apresentou três projetos que vão reforçar a prestação dos cuidados de saúde à população, num investimento que ascende a 4,2 milhões de euros: o novo edifício da Saúde de Loulé e as requalificações das extensões de saúde de Almancil e Quarteira. Esta cerimónia, que teve lugar no passado dia 15 de maio, no Cine-Teatro Louletano, contou com a presença da secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, que homologou a celebração do contrato interadministrativo para a obra de Loulé, assinado pelo presidente da Autarquia, Vítor Aleixo, e pelo presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve, Paulo Morgado. As novas instalações irão integrar quatro valências, destacando-se, desde logo, a criação do primeiro Centro de Saúde Universitário do país, constituindo “o corolário do projeto estratégico que a Câmara está a desenvolver em parceria com a Universidade do Algarve, através do seu Centro Académico”, de acordo com o presidente da autarquia louletana. Como explicou o presidente da ARS, existe aqui “uma visão de futuro” já que este edifício estará preparado de raiz para o ensino pré-graduado. “Os nossos alunos de Medicina têm aulas num conjunto de centros de saúde da região mas aqui, em Loulé, vão ser ensinados pelos seus mestres com condições de primeiro mundo, aproveitando estas instalações e o equipamento que iremos colocar à sua disposição”, considerou Paulo Morgado. O edifício comportará igualmente as novas instalações da sede de Agrupamento de Centros de Saúde Algarve 1 – ACES Central, a Unidade de Saúde Familiar Lauroé, que serve 13.700 utentes, abrangendo algumas freguesias rurais do concelho, mas que funciona “em condi-
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A Câmara de Loulé apresentou três projetos que vão reforçar a prestação dos cuidados de saúde à população pub
ções precárias”, e a Unidade de Cuidados na Comunidade – UCC Gentes de Loulé, a maior da região, que ficará dotada de instalações mais amplas e modernas. Esta obra representa um investimento na ordem dos 3.700.000 euros dos quais 65% serão suportados pela Câmara e os outros 35% ficarão a cargo da ARS. A abertura do lançamento concursal para a execução da obra está prevista até ao final do mês e o edifício poderá ser uma realidade dentro de dois anos. Quanto ao atual edifício do Centro de Saúde, o autarca de Loulé garantiu que, com a transferência de competências na área da saúde, no momento em que a Câmara Municipal receber a gestão deste espaço, irá levar a cabo obras de reabilitação do edifício. Extensões de saúde de Almancil e Quarteira alvo de melhoramentos Mas não é só na cidade de Loulé que o serviço nacional de saúde ficará reforçado em termos de equipamentos. As duas freguesias com maior crescimento demográfico nos últimos anos - Almancil e Quarteira - irão igualmente beneficiar de uma melhoria
nos seus equipamentos de saúde. No caso de Almancil, “a extensão de saúde será ampliada para a zona onde se encontra atualmente o edifício da Junta de Freguesia, duplicando assim a sua área”, explica a autarquia louletana em comunicado. A intervenção passará pela criação de “8 gabinetes médicos, entre outros espaços, num investimento orçado em 325 mil euros”. Quanto à extensão do Centro de Saúde em Quarteira, a ampliação passará pela criação de “um novo bloco com cerca de 200 m2, onde serão criados 7 novos gabinetes médicos e 1 sala de tratamentos. Prevê-se que esta obra tenha um custo total de 200 mil euros. Os dois projetos encontram-se em fase de estudo prévio”. Paulo Morgado elogiou a “disponibilidade do Município de Loulé” para estes investimentos que serão decisivos para que Loulé possa ter uma cobertura de 100% em termos dos utentes com médicos de família. Até porque neste momento são 11 os médicos que se encontram a fazer a especialidade em Medicina Geral e Familiar no concelho mas, para que estes possam fixar-se aqui, será necessário resolver as carências em termos de espaços.
Câmara Municipal de Loulé
Aviso 1.ª ALTERAÇÃO AO REGULAMENTO DO PLANO DE PORMENOR DA ZONA NASCENTE DE QUARTEIRA Heloísa Bárbara Madeira e Madeira, Vereadora da Câmara Municipal de Loulé, torna público, nos termos do n.º 1 do artigo 119.º, conjugado como o n.º 1 do artigo 76.º e da alínea c) do n.º 4 do artigo 191.º, todos do regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial (RJIGT), com a redação conferida pelo Decreto -Lei n.º 80/2015, de 14 de maio, em articulação com a alínea t) do n.º 1 do artigo 35.º e do artigo 56.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, na sua redação atual, que estabelece o regime jurídico das autarquias locais, que a Câmara Municipal de Loulé, em reunião de 18 de março de 2020 [Proposta n.º 440/2020 [DP], deliberou dar início ao processo de alteração regulamentar ao Plano de Pormenor da Zona Nascente de Quarteira (PPZNQ), publicado através da Declaração da Direção Geral do Ordenamento do Território, no Diário da República nº172 –II série, de 28 de julho de 1992. Esta alteração tem como objetivo flexibilizar a definição prevista no n.º 4 do artigo 3.º do regulamento do PPZNQ (sob a epígrafe “Altura da construção”), pela introdução de uma exceção que se adapte à realidade territorial do plano, com o aditamento de um n.º2 no artigo 9.º (sob a epigrafe “Altura das Edificações”). Torna-se público que foram aprovados os Termos de Referência que fundamentam a oportunidade deste procedimento de alteração e fixam os respetivos objetivos, assim como a sua isenção de avaliação ambiental estratégica, nos termos do n.º 1 do artigo 120.º do RJIGT e do Decreto-Lei n.º 232/2007, de 15 de junho, alterado pelo Decreto-Lei n.º 58/2011, de 4 de maio, considerando que a alteração em causa, pela sua natureza e dimensão, não é suscetível de ter efeitos significativos no ambiente. Para a elaboração deste procedimento foi estabelecido um prazo de 12 meses, nos termos do n.º 1 do artigo 119.º, conjugado com o n.º 6 do artigo 76.º, ambos do RJIGT. Torna -se, ainda, público que foi deliberado a abertura de um período de participação pública de 15 (quinze) dias úteis, contados a partir da publicação do presente Aviso no Diário da República, nos termos do previsto no n.º 2 do artigo 88.º do RJIGT. Quaisquer reclamações e sugestões, observações e pedidos de esclarecimentos deverão ser dirigidos, por escrito, ao Presidente da Câmara Municipal de Loulé, Praça da República, 8104 -001 Loulé pelo correio ou através do endereço eletrónico cmloule@cm-loule.pt com indicação expressa em “assunto” de “1ª alteração ao regulamento do Plano de Pormenor da Zona Nascente de Quarteira (PPZNQ)” e com a identificação e morada de contacto do signatário. Torna-se, por último, público que o teor da deliberação de Câmara e demais elementos que acompanham este procedimento encontram-se disponíveis para consulta nos seguintes locais: -Junta de Freguesia de Quarteira; -Sítio da Internet da Câmara Municipal: http://www.cm -loule.pt/ em Serviços Municipais/ Planeamento, Urbanismo e Reabilitação Urbana/ Planeamento e Ordenamento do Território/ Consultas Públicas. 19 de março de 2020 A Vereadora, Heloísa Madeira (POSTAL do ALGARVE, nº 1244, 22 de Maio de 2020)
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NECROLOGIA
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SANTA LUZIA TAVIRA
LUISA VIEIR A DE OLIVEIR A COELHO PEDRO FILIPE DO SACR AMENTO BARROS NASCEU 6/09/1978 FALECEU 5/05/2020 A Mãe vêm muito reconhecidamente agradecer a todo o pessoal do Centro Paliativos de Tavira, todo o carinho e a atenção que lhe dispensaram no apoio domiciliário, como a todas as pessoas que o acompanharam até à ultima morada bem como a todos aqueles que manifestaram o seu pesar. Paz à sua Alma.”
14-06-1930 05-05-2020 Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.
SANTA ISABEL LISBOA SANTA MARIA E SANTIAGO TAVIRA Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.
CARLOS MANUEL DE BRITO CATARINA
ANA MARIA DOS SANTOS PEREIR A
12-11-1966 03-05-2020
26-02-1953 11-05-2020
Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.
Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade.
SANTIAGO TAVIRA CONCEIÇÃO E CABANAS DE TAVIRA TAVIRA
SANTIAGO TAVIRA SANTA LUZIA TAVIRA
Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.
Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.
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Contacto: 918 201 747 PEDRO FILIPE DO SACR AMENTO BARROS
JOÃO LUÍS
06-09-1978 05-05-2020
07-06-1928 15-05-2020
Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade.
Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.
SANTIAGO TAVIRA SANTA LUZIA TAVIRA
CACHOPO TAVIRA
Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.
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Reze 9 Ave-Marias com uma vela acessa durante 9 dias, pedindo 3 desejos, 1 de negócios e 2 impossíveis ao 9º dia publique este aviso, cumprir-se-á mesmo que não acredite. G.F.
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22 de maio de 2020
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Aviso Divulgação dos resultados da discussão pública da proposta de Plano de Urbanização de Tavira João Pedro da Conceição Rodrigues, Vereador do Urbanismo, Planeamento e Ambiente, torna público, nos termos e para os efeitos do disposto nos artigos 6.º e 89.º do Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de maio, que os resultados da discussão pública da proposta de Plano de Urbanização de Tavira, que decorreu entre 11 de março e 7 de abril de 2020, se encontram disponíveis para consulta na página da internet do Município de Tavira (www.cm-tavira.pt). Paços do Concelho, 30 de abril de 2020 O Vereador do Urbanismo, Planeamento e Ambiente, João Pedro Rodrigues (POSTAL do ALGARVE, nº 1244, 22 de Maio de 2020)
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(POSTAL do ALGARVE, nº 1244, 22 de Maio de 2020) Reze 9 Ave-Marias com uma vela acessa durante 9 dias, pedindo 3 desejos, 1 de negócios e 2 impossíveis ao 9º dia publique este aviso, cumprir-se-á mesmo que não acredite. E.S.
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Notificação de venda de terreno José António Gonçalves Carmo, proprietário e legítimo possuidor do prédio rústico situado em Casas Novas, inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 77 secção AL, da freguesia de Castro Marim, no concelho de Castro Marim, descrito na Conservatória do Registo Predial de Castro Marim sob o nº 7249, vem comunicar à todos os confinantes do referido prédio que é sua pretensão celebrar, sobre este imóvel, um contrato de compra e venda. O referido negócio será feito a favor de Mónica Alexandra Coelho Fernandes Pereira , pelo valor de 3.000,00 € (três mil euros).Pelo exposto vem, ao abrigo do disposto no artigo 1380º nº1 do Código Civil, conferir à qualquer dos confinantes, a faculdade de exercer o direito de preferência no contrato acima referido, devendo, no prazo de 8 dias após a publicação deste anúncio, conforme estipulado no nº 2 do artigo 416º do mesmo diploma legal, dizer se pretende exercer o seu direito de preferência no contrato supra mencionado, pelo preço acima indicado. Na falta de resposta no prazo legal, presumir-se-á a falta de interesse no exercício de tal faculdade. (POSTAL do ALGARVE, nº 1244, 22 de Maio de 2020)
COMUNIQUE COM O POSTAL Endereço: R. Dr. Silvestre Falcão 13 C, 8800-412 Tavira Contacto: 281 320 900 Administrativo: anabelag.postal@gmail.com Redação: jornalpostal@gmail.com
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22 de maio de 2020
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O POSTAL regressa dia 12 de junho
••• ÚLTIMA
Associação “Mãozinhas Solidárias” reforça apoio à população louletana em tempos de pandemia pagamento das terapias. Aproveito para referir que a privacidade das nossas famílias é uma prioridade para nós. Lidamos com situações bastante delicadas que envolvem vítimas de violência doméstica, crianças que foram negligenciadas pelos pais e entregues a avós, tios ou outros familiares; processos de regulação do poder parental e doentes crónicos, entre outras.
fotos d.r.
cabaz de alimentos e voltamos as costas. Tentamos perceber o que colocou a pessoa ou a família na situação de fragilidade em que se encontra e ajudá-la a arranjar uma solução para o seu problema. Fazemos as diligências necessárias para que as famílias tenham o apoio de que necessitam. Quem são as pessoas que apoiam o projeto?
A associação conta com o apoio de vários voluntários Quais são os sentimentos de poder ajudar alguém? Acima de tudo, é um enorme sentimento de gratidão por nos encontrarmos numa posição que nos permite ajudar. Em algum momento da nossa vida, a grande maioria de nós já precisou de ser ajudado e esta é uma forma de retribuirmos. Lembro-me de um dia em que um senhor nos bateu à porta, tinha eu talvez os meus 5 anos, o senhor trazia com ele a filha que era mais ou menos da minha idade. Foi o meu pai quem abriu a porta e o senhor pediu-lhe dinheiro para comprar comida. O meu pai convidou-os a entrar e explicou que não tínhamos grandes posses, mas que se havia de arranjar alguma coisa para comerem. E assim foi, a minha mãe pôs mais dois pratos na mesa e preparou um saco com fruta e umas sandes para os dois levarem.
Susana Luís diz que está numa posição privilegiada por poder ajudar os outros Filipe Vilhena / Henrique Dias Freire
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Susana Luís tem 39 anos e nasceu em Espinho. Vive em Quarteira desde os 10 anos. Trabalha como rececionista mas dedica grande parte do tempo à associação “Mãozinhas Solidárias”, que teve início em janeiro de 2015. Este projeto ajuda famílias carenciadas residentes no concelho de Loulé. Como surge a “Mãozinhas Solidárias” e qual é o seu objetivo principal? O projeto “Mãozinhas Solidárias” teve início em janeiro de 2015. Na
altura, tive conhecimento através do Facebook da existência de uns grupos de pessoas que faziam gorros, cachecóis e mantas, entre outros artigos em crochê e tricô que eram encaminhados para as crianças que se encontravam internadas ou a fazer tratamentos de radioterapia e quimioterapia nos IPO do país. Após ter verificado que não existia nenhum grupo do género no Algarve, decidi iniciar o meu próprio grupo. Convidei alguns amigos a contribuir com novelos de lãs, desafiei outros a transformar esses novelos em miminhos para as crianças doentes e, ao fim de pouco tempo, tínhamos caixas cheias de donativos para enviar. Entretanto, comecei a receber
pedidos de ajuda de grávidas e mães com crianças pequenas que se encontravam em situações delicadas e também de doentes oncológicos. Só em dezembro de 2018 foi constituída a associação. Quem são as pessoas que ajudam? O nosso objetivo é ajudar famílias carenciadas residentes no concelho de Loulé. As situações mais delicadas são sempre as que envolvem crianças e idosos. Há casos de crianças e jovens com paralisia cerebral a quem, pontualmente, fazemos entregas de bens alimentares e produtos de higiene pessoal. Para alguns, reunimos também todo o tipo de tampas, rolhas e caricas para os ajudar no
“Juntos temos conseguido fazer a diferença nas vidas de algumas famílias” Nesta altura de pandemia, os pedidos devem ter multiplicado. Como se gere este aumento? Sendo as “Mãozinhas Solidárias” uma associação sem fins lucrativos, só pode contar com as doações de amigos e seguidores das páginas do Facebook e do Instagram. A verdade é que nem sempre conseguimos responder de forma positiva a todos os pedidos de ajuda que recebemos e nesta altura em que os pedidos aumentaram consideravelmente não é diferente. Não entregamos simplesmente um
A associação é composta por 9 amigos que dedicam grande parte dos seus tempos livres ao voluntariado. Só assim conseguimos fazer chegar ajuda a quem precisa. Nenhum de nós tem formação na área social, sabemos que o trabalho que fazemos é uma gota no oceano, mas juntos temos conseguido fazer a diferença nas vidas de algumas famílias. A nós juntam-se, por vezes, outros voluntários que nos ajudam a fazer a triagem das roupas que recebemos e a separar os pedidos. Alguns desses voluntários são apoiados pela associação. Em termos de empresas, temos vários apoios também, a quem agradeço. Se tivesse de fazer um apelo a quem quer ajudar a associação a apoiar famílias, o que diria? Gostava de apelar à generosidade de todas as pessoas que tenham possibilidade de contribuir. Além da entrega dos bens alimentares e produtos de higiene, existem outras formas de ajudar e a mais fácil é tornando-se sócios. O valor das quotas é de 12 euros anuais. Outra forma, é através dos cartões de oferta dos supermercados, em que podem carregar o valor que quiserem. Esses cartões são geridos por nós ou entregues às famílias para comprarem os produtos frescos, que são aqueles que mais dificilmente conseguimos doar. Podem também fazê-lo através de transferência ou depósito bancário para a conta da associação. Quando a pandemia passar, a “Mãozinhas Solidárias” vai continuar a precisar de si. Nesta altura em que estamos a aprender tanto com o vírus, precisamos aprender também que a solidariedade deve ser feita todos os dias do ano.