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POSTAL 1242 10ABR2020

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Precisa de um "amigo" durante a pandemia? Saiba como P.6

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Clubes Rotários do Algarve doam 60 mil luvas a Centro Hospitalar P.9

RECEITA DE DISTRIBUÍDO COM O EXPRESSO VENDA INTERDITA Diretor Henrique Dias Freire • Ano XXXIII Edição 1242 • Quinzenário à sexta-feira 10 de abril de 2020 • Preço 1,50€

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Nasceu nova plataforma para ajudar pequenos negócios algarvios P.10

SOLIDARIEDADE TRÊS CHEFS TAVIRENSES UNEM-SE PARA COZINHAR PARA QUEM MAIS PRECISA

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10 de abril de 2020

Redação: Rua Dr. Silvestre Falcão, 13 C 8800-412 Tavira - ALGARVE Tel: 281 320 900 Fax: 281 023 031 E-mail: jornalpostal@gmail.com Online: www.postal.pt FB: facebook.com/postaldoalgarve FB: facebook.com/ cultura.sulpostaldoalgarve Issuu: issuu.com/postaldoalgarve Twitter: twitter.com/postaldoalgarve Diretor: Henrique Dias Freire Diretora executiva: Ana Pinto Redação: Ana Pinto (CO-721 A) Cristina Mendonça (2206 A) Filipe Vilhena Henrique Dias Freire (2207 A) Stefanie Palma (7753 A) Design: Bruno Ferreira Colaboradores: Afonso Freire, Alexandra Freire, Alexandre Moura, Beja Santos (defesa do consumidor) Colaboradores fotográficos e de vídeo: Luís Silva / Miguel Pires / Rui Pimentel Departamento comercial, publicidade e assinaturas: Anabela Gonçalves, Helena Gaudêncio José Francisco Propriedade do título: Henrique Manuel Dias Freire (mais de 5% do capital social) Edição: Postal do Algarve - Publicações e Editores, Lda. Centro de Negócios e Incubadora Level Up, 1 8800-399 Tavira Contribuinte: nº 502 597 917 Depósito Legal: nº 20779/88. Registo do título (DGCS): ERC nº 111 613 Impressão: LUSOIBÉRIA – Av. da República, n.º 6, 1.º Esq. 1050-191 Lisboa Telf.: +351 914 605 117 e-mail: comercial@lusoiberia.eu Distribuição: Banca - Logista, ao sábado com o Expresso/ VASP - Sociedade de Transportes e Distribuição, Lda e CTT Estatuto editorial disponível: postal.pt/arquivo/ 2019-10-31-Quem-somos

Tiragem desta edição:

6.615 exemplares

••• OPINIÃO

Beja Santos

Ana Amorim Dias

João Brum da Silveira

Assessor do Instituto do Consumidor e consultor do POSTAL

Escritora anamorimdias@gmail.com

Cardiologista e presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular

Quando a farmácia familiar é um verdadeiro ganho em saúde

Em quanto tempo estragámos o mundo?

Enfarte ou AVC. Como distinguir?

Não existe uma farmácia ideal, padronizada para toda a família. É verdade que há conteúdos de referência como sejam alguns medicamentos para a febre e dores, utilizados em automedicação, e utensílios como um termómetro, bem como artigos de primeiros socorros como compressas esterilizadas, pensos, ligaduras e adesivos. A restante composição fica dependente da natureza do agregado familiar e da existência, ou não, de doenças crónicas ou de tratamentos prolongados. Não há padronização possível de farmácia familiar porque o conteúdo tem a ver com a idade de quem toma medicamentos, se há pessoas com doença crónica, enfim, cada um tem necessidades diferentes em medicamentos e em cuidados de saúde. Esta farmácia familiar não é um armazém de medicamentos. Há medicamentos com prazo de validade bastante reduzido, caso das vacinas, a insulina, gotas para os olhos, certos xaropes, é indispensável estar atento ao seu modo de conservação e validade. Organizar a farmácia familiar é uma obrigação, a segurança acima de tudo. Separar medicamentos de uso interno (analgésicos, antipiréticos, xaropes para a tosse…), dos medicamentos para uso externo (caso dos desinfetantes, produtos para as picadas dos insetos, contra as queimaduras ou entorses…), do material diverso e que tem a ver com a chamada parafarmácia e o estojo de primeiros-socorros. Os medicamentos postos no armário precisam de ser escrutinados regularmente, há que os conservar na sua embalagem de origem, ler sempre o folheto informativo e, acima de tudo, estar consciente de que a nossa saúde também depende da boa utilização dos medicamentos. Pelo menos uma vez por ano, convém levar os medicamentos que estão na farmácia familiar e mostrá-los ao farmacêutico. Se estiverem fora da validade, vão para a Valormed, que é a entidade que trata os resíduos medicamentosos. Passe em revista com o profissional de saúde quais os medicamentos e produtos que devem estar lá guardados. Por exemplo, há quem advogue em inclusão de álcool a 70º, antialérgicos, água oxigenada, medicamentos para os vómitos, um laxante suave e um produto para gargarejar. E atenção, há produtos a que se deve barrar a entrar no armário de farmácia. Estão neste caso: produtos de limpeza doméstica, cosméticos e todos aqueles que não tenham qualquer relação com os cuidados médicos; e, claro está, os restos de medicamentos prescritos em tratamentos anteriores. Por último, sugere-se que na porta do armário deva ser colocada uma lista de números de telefone a utilizar em caso de emergência (médico, farmácia, polícia, SNS24 e INEM).

Explicava-lhe a minha teoria: - Acho que a responsabilidade do estado do mundo está, acima de tudo, no comportamento da humanidade nos últimos 30 anos. - Hã?!? - Sim! Já alguma vez te perguntaste em quanto tempo estragámos o mundo? Desconheço dados científicos ou estudos que o demonstrem (deve haver, com certeza) contudo não devo estar longe da verdade ao dizer-te isto: Acho que, durante toda a história da humanidade, o homem lixou o planeta em 20%; enquanto nos últimos 30 anos lixámos o planeta em 60%... - E os 20 % que faltam aí? - São a margem que nos resta para fazer marcha atrás. A constatação da salutar recuperação do planeta, neste ínfimo segundo planetário em que temos estado confinados deixou-me a pensar... Voltei aos meus 10 anos; a 1984, portanto. Voltei às prateleiras do supermercado do fundo da rua onde, à tarde, ia comprar um iogurte vigor, de morango ou de banana; não havia outras marcas nem sabores. Voltei a passar os olhos na zona das frutas e verduras produzidas localmente, e às prateleiras dos “empacotados”; havia meia dúzia de marcas de cada coisa? Ou seria uma ou duas? Voltei à sala de aulas e ao espanto ao ouvir um colega a dizer que os pais iam ao Rio de Janeiro. Nunca tinha andado de avião. Isso era coisa de ricos ou muito ricos? Recordem-me. Em 1984 quase ninguém viajava. Aliás, ir do Algarve a Lisboa, ou vice-versa, era como uma aventura rara. Mais: comparando, por exemplo, a primeira vez que fui a Roma, em 2005, com a segunda, doze anos depois, não pude deixar de me impressionar com os milhares de turistas a mais que a cidade tinha. Os exemplos que todos podemos dar são intermináveis e levam à constatação do óbvio: globalizámo-nos; movermo-nos pelo mundo (e a sua consequente pegada de carbono) tornou-se, mais do que um hábito, uma necessidade premente. Produz-se agora muito mais do que a humanidade consegue consumir. Aposto que, se todas as fábricas de roupa fechassem, nós, os sete biliões, teríamos o que vestir, ainda a estrear e em bom estado, durante os próximos cinquenta anos... Repito: estes sete biliões sustentam-se com muito menos do que se lhes tem feito acreditar. Mais: no grau de desenvolvimento tecnológico em que estamos, desconfio que há muitas soluções e alternativas ecológicas aos combustíveis que usamos, mas, como não produzem dinheiro, são-nos sonegados. Enfim, o que estou a tentar dizer é que talvez devêssemos aproveitar a actual infeliz provação mundial para, pelo menos, pensar nestas coisa e começar a planear mais a sério o que podemos, individual e colectivamente, fazer para aproveitar os 20% de saúde que ainda restam ao Planeta...

Em Portugal, as doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte. Estas doenças afetam o coração, os vasos sanguíneos e diferentes órgãos, mas são o enfarte agudo do miocárdio (no coração) e o Acidente Vascular Cerebral (no cérebro) os principais responsáveis pela elevada mortalidade. Apesar de serem duas situações clínicas que se localizam em órgãos diferentes, o enfarte do miocárdio e o AVC são associados a episódios vasculares, o que significa que envolvem os vasos sanguíneos e as artérias, em particular. No entanto, os sintomas são diferentes e devem ser distinguidos. No caso do enfarte, que ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao coração fica obstruída, as pessoas devem estar atentas a sintomas como dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Já no caso do AVC, que ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao cérebro fica obstruída (AVC isquémico) ou quando uma artéria do cérebro rompe (AVC hemorrágico), a pessoa pode sentir a face ficar assimétrica de uma forma súbita, parecendo um “canto da boca” ou uma das pálpebras estarem descaídas; falta de força num braço ou numa perna subitamente; fala estranha ou incompreensível; perda súbita de visão, de um ou de ambos os olhos, e forte dor de cabeça, sem causa aparente. Em ambas as situações, na presença destes sintomas recomenda-se que ligue rapidamente 112 e siga as instruções que lhe forem dadas. A melhor forma de prevenir estas doenças é apostar na prevenção, alterando o estilo de vida. Pratique exercício físico, mesmo que apenas 10 minutos por dia; evite o álcool; não fume; e controle a alimentação, optando por não consumir em excesso alimentos ricos em açúcar e gordura. A hipertensão arterial, o colesterol elevado, a diabetes, o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo contribuem significativamente para aumentar o risco de sofrer de uma destas doenças. Para aumentar a consciencialização para o enfarte agudo do miocárdio, a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) está a promover a campanha Cada Segundo Conta, uma iniciativa que tem como objetivos promover o conhecimento e compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce. Para mais informações sobre esta campanha consulte www.cadasegundoconta.pt


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Portimão Arena acolhe centro de colheita para despiste da Covid-19 O distrito de Faro passou a dispor de quatro centros de colheita para deteção da Covid-19 fora de ambientes clínicos, com a abertura de um ponto de recolha em Portimão, que funciona no sistema ‘drive-thru’. Este é o quarto ponto a funcionar no Algarve, a seguir aos de Faro, Silves e Lagos, destinados aos casos encaminhados e prescritos pelas autoridades de saúde e com marcação prévia, no sentido de evitar a deslocação de potenciais suspeitos portadores do novo coronavírus aos hospitais e centros de saúde. Fonte da Câmara de Portimão indicou à Lusa que o centro tem capacidade para processar entre 30 a 40 amostras diárias, funcionando diariamente entre as 8:30 e as 12:30 e as 14:30 e as 17:30, com os casos suspeitos a serem sujeitos à colheita de amostras em sistema 'drive-thru', sem que as pessoas saiam do veículo. A estrutura montada junto ao pavi-

lhão Portimão Arena pela autarquia é operacionalizada pelo laboratório Aqualab em parceria com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve. O atendimento é assegurado por duas equipas técnicas, formadas por duas pessoas, um elemento das forças de segurança e um vigilante, acrescentou a mesma fonte. Por seu turno, o presidente da ARS/ Algarve, Paulo Morgado, revelou em conferência de imprensa que o Algarve tem atualmente um total de 13 postos de colheita para despiste da covid-19, “entre entidades públicas e privadas, dentro e fora de ambientes clínicos”. O médico e responsável da ARS/Algarve admitiu que, embora existam vários pontos de colheita para deteção do novo coronavírus na região, “a falta de reagentes no mercado condiciona a quantidade de amostras processadas”.

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􀪭 O centro tem capacidade para processar entre 30 a 40 amostras diárias pub

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Albufeira destina 30.000 euros a associações defensoras de animais desenvolvido diversas ações de sensibilização na comunidade local para a necessidade de vacinação, desparasitação, esterilização e bons tratos aos animais. Tem recolhido os que se encontram errantes, em colaboração com o Centro de Bem Estar Animal, estrutura de Município, e promove a reabilitação dos mesmos, para além de realizar diversas ações direcionadas para a adoção. O presente protocolo prevê também que a Pata Ativa participe nas ações do Município relacionadas com a promoção dos direitos e bem-estar dos animais, assim como em ações ambientais e de saúde pública. Outra das cláusulas deste protocolo é a auscultação desta associação aquando de medidas tomadas pelo Município nesta matéria. A PRAVI - Projeto de Apoio a Vítimas Indefesas é outra das associações que firmou protocolo com o Município, também no valor de 10 mil euros, para as atividades de um ano. Esta associação compromete-se a conceber e realizar, sob a sua responsabilidade, anualmente, um programa destinado à prossecução das suas ativi-

fotos d.r.

dades, as quais se prendem com a recolha e tratamento médico veterinário, vacinação, desparasitação, identificação e esterilização, promoção de adoção responsável de animais errantes, abandonados e de animais detidos por famílias de baixos rendimentos económicos residentes no concelho de Albufeira. Compete ainda a esta associação, atender a casos que venham a ser sinalizados pelo Município. Para o presidente da autarquia, “com estes apoios para o exercício das atividades destas associações, bem como com a colaboração e abertura do Município, já podemos dar uma resposta cabal às necessidades dos animais”. José Carlos Rolo sublinha que “ainda há muito a fazer nesta matéria, nomeadamente quanto à sensibilização para os seus direitos” e que tratando-se de uma questão de “saúde pública, é também de cidadania”. José Carlos Rolo lança ainda um apelo: que a pandemia que se vive não seja motivo para “nos separamos daqueles que vivem para o nosso bem e que dizem do nosso equilíbrio no planeta”. pub

􀪭 O presidente da Câmara de Albufeira assinou três protocolos de colaboração com associações que cuidam dos animais de rua O Município de Albufeira assinou três protocolos de colaboração com associações que cuidam dos animais de rua e promovem campanhas de saúde e de sensibilização. No valor total de 30 mil euros, estes protocolos visam assegurar a recolha, tratamento médico e posterior adoção de cães e gatos.

Um dos protocolos foi com a AGA – Associação dos Amigos dos Gatos do Algarve, no valor de 10 mil euros e com uma vigência de um ano, renovável, tal como tem vindo a acontecer. A AGA é uma associação de Albufeira sem fins lucrativos que se dedica à recolha, tratamento médico veterinário, desparasitação e

esterilização de gatos ferais (vivem em colónias) e abandonados, que se encontram no concelho de Albufeira. A AGA também presta este apoio a gatos cujos donos não tenham possibilidades financeiras. Acresce que esta associação alberga temporariamente gatos e promove e assegura a

adoção dos que foram recolhidos, bem como, dinamiza ações de sensibilização para reconhecimento dos direitos dos animais na comunidade local. Outra das ações, prende-se com a limpeza e higienização dos espaços públicos de alimentação dos gatos abandonados. A AGA tem, de resto, vindo a colaborar com os serviços médicos veterinários do Município e com os serviços do centro de recolha de Albufeira, apoiando na reabilitação e auxílio de alguns desses animais. Outro protocolo assinado, foi com a PATA ATIVA – Associação de Defesa dos Animais e da Natureza de Albufeira, igualmente no valor de 10 mil euros, por um ano. Autarca de Albufeira apela para que não se abandonem animais A Pata Ativa é uma associação sem fins lucrativos que tem

Joaquim Lucas Silva Cartório Notarial de Tavira Certifico: Que no dia 01-04-2020, a folhas 94, do livro de notas para escrituras diversas número 206-A, deste Cartório, foi lavrada uma escritura de JUSTIFICAÇÃO, na qual MANUEL JOÃO MARTINS DIAS, NIF 185.339.034, solteiro, maior, natural da freguesia de Cachopo, concelho de Tavira, residente no sitio da Azinhosa, Cachopo, Tavira, declarou, que: Com exclusão de outrem, é dono e legítimo possuidor dos seguintes prédios rústicos, todos sitos na freguesia de Cachopo, concelho de Tavira, não descritos na Conservatória do Registo Predial de Tavira, a saber: UM – Prédio sito em Porto das Presas, que consta de terra de cultura e pastagem, com a área de mil oitocentos e noventa metros quadrados, que confronta do norte com Manuel António Martins, do sul com ribeira, do nascente com herdeiros de Manuel Henriques e do poente com João Rodrigues Marques, inscrito na matriz sob o artigo 9.009; DOIS – Prédio sito em Soalheira do Cerro Asno, que consta de terra de cultura e pastagem, com a área de dois mil oitocentos e noventa metros quadrados, que confronta do norte com Manuel Teixeira, do sul e nascente com João Rodrigues Marta e do poente com José Domingos, inscrito na matriz sob o artigo 12.041; TRÊS – Prédio sito em Cerca do Miguel, que consta de terra de cultura e pastagem, com a área de quatrocentos e noventa metros quadrados, que confronta do norte com Ribeiro, do sul com António Joaquim, do nascente com Francisco Valente e do poente com Manuel Cavaco, inscrito na matriz sob o artigo 12.723. Que adquiriu os referidos prédios por meio de compra verbal e nunca reduzida a escritura pública, no ano de mil novecentos e noventa e sete, em data que não é possível precisar, feita a Rafael Dias e mulher Maria Catarina, casados que foram sob o regime da comunhão geral de bens, residentes que foram no sitio da Azinhosa, Cachopo, Tavira, já falecidos, pelo que adquiriu os prédios por usucapião. Tavira, em 01 de Abril de 2020 A funcionária por delegação de poderes, Ana Margarida Silvestre Francisco – Inscrita na O.N. sob o n.º 87/03 Conta registada sob o nº. PA441/2020 Factura nº. 442 (POSTAL do ALGARVE, nº 1242 10 de Abril de 2020)


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Três chefs tavirenses unem-se para cozinhar para quem mais precisa foto d.r.

􀪭 João Dias, Luís Brito e o chef Almeida deram início ao “Chefe à porta”, uma iniciativa inovadora no Algarve Stafanie Palma / Henrique Dias Freire

stefanie.palma.postal@gmail.com

O Três chefs tavirenses decidiram juntar-se e criar um projeto para ajudar quem mais precisa durante a pandemia de covid-19. João Dias, Luís Brito e o chef Almeida deram início ao “Chefe à porta”, uma iniciativa inovadora no Algarve. O chef João Dias falou com o POSTAL e contou-nos todos os pormenores. “Eu e o meu sócio temos dois restaurantes em Tavira (Restaurante à Mesa e Ver Tavira) e tomámos a decisão de fechar no dia 15, antes até de ter sido decretado estado de emergência porque começámos a perceber a gravidade da situação e entendemos que os nossos colaboradores começaram também a ficar assustados e decidimos fechar”, explica João Dias revela que começou a pensar em formas de reinventar o negócio: “pensei numa forma de tentar ajudar os médicos, enfermeiros, auxiliares e não só porque eles estão na linha da frente no combate à pandemia e devem estar completamente estafados”.

“O nosso fornecedor é a Aviludo e eu vi uma publicação deles, onde referiam que iam começar a fazer entregas em casa. Ao ver aquilo, comecei a pensar que a Aviludo tem muito produto e que, provavelmente, teriam bens alimentares que se iriam estragar brevemente porque a validade assim o dita”, acrescentou. Os chefs decidiram falar com a Aviludo para dar início ao projeto. “Com um produto que eventualmente iria para o lixo, podemos transformá-lo e oferecer refeições às pessoas que neste momento necessitam. É uma forma de reaproveitar aquilo que ia para o lixo e ajudar ao mesmo tempo”, afirma o chef. “Nós metemos o nosso trabalho e a Aviludo mete a matéria prima, o que acaba por ser uma parceria”, esclarece. Projeto vai começar a dar os primeiros passos em Tavira João Dias avança que inicialmente o projeto vai ser implementado em Tavira. “Nesta fase temos de começar a contactar o Hospital de Faro e de

Portimão. Não serão só os hospitais que queremos ajudar neste sentido porque há outros sítios que provavelmente também poderão precisar”, acrescenta. No caso da Aviludo, eles “já têm associações que ajudam mesmo fora desta situação que estamos a passar agora e, então, seriam também essas associações, e outras que possam surgir. Nós apelamos a que se existirem pessoas ou associações que precisem, que nos contactem. Estamos dispostos a ajudar”. João Dias afirma que já “receberam um pedido de 22 famílias necessitadas através da Fundação Irene Rolo”. “Já contactámos também a diretora do Centro de Saúde de Tavira, que nós irá informar, para a semana, de quantas pessoas irão precisar de ajuda. O apoio será dado aos profissionais de saúde e até a alguns doentes”, afirmou. Entrega dos bens alimentares vai ser feita pela Aviludo “Este projeto junta-se à necessidade de nos salvarmos a nós próprios e

aos nossos colaboradores e então pensámos em juntar os três restaurantes e começarmos também a fazer comida para começar a entregar em casa às pessoas, através da Aviludo”, adianta. João Dias revela ainda que “vão reverter uma parte do dinheiro que angariarem com o Take Away para aumentar ainda mais o número de refeições de oferta para as pessoas que estão a precisar neste momento”. “Acaba por ser uma forma de nos ajudarmos todos uns aos outros neste momento”, acrescenta. A entrega dos bens alimentares aos profissionais de saúde também vai ser feita através da Aviludo: “o nosso fornecedor já tem a linha de distribuição montada e a ideia é aproveitar isso”. A nossa ideia é alargar este projeto ao nível do Algarve. Vamos começar em Tavira, o mais certo será depois Faro, Portimão e depois, eventualmente, existirá outro tipo de associações, lares, que possam precisar”. Os chefs vão começar a cozinhar nos

próximos dias. “Para a semana vão chegar vários produtos doados por algumas empresas, agricultores de Tavira, entre outras entidades para as 22 famílias, constituídas por 66 pessoas, o que corresponderá a 120 refeições por dia”, revela. “Penso que vamos conseguir oferecer cerca de 100/150 refeições no início e depois consoante a necessidade o número poderá aumentar”, prevê. O chefe João Dias afirma que o projeto vai ter continuidade: “estamos dispostos a ajudar as pessoas que neste momento estão necessitadas. Esperamos que isto passe e a ideia é continuar a fazer esse trabalho porque acho que faz parte da responsabilidade social das empresas ajudar”. “Neste momento temos de juntar-nos todos. Não vejo outra saída. Quem quiser ajudar, estamos disponíveis, nem que seja para darem somente uma ideia”, conclui. Para entrar em contacto com o restaurante basta aceder ao Facebook “Chefe à porta” ou através do número: 965 634 247.


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Precisa de um “amigo” durante a pandemia? A Apexa tem a solução foto d.r.

􀪭 Os utentes da APEXA vão continuar a ser apoiados durante a pandemia de covid 19 Stafanie Palma / Henrique Dias Freire

stefanie.palma.postal@gmail.com

O surto de Covid-19 tem provocado mudanças estruturais na sociedade e o mundo tenta adaptar-se a estas mudanças… As associações não são exceção. A APEXA (Associação de Apoio à Pessoa Excecional do Algarve) tem dado continuidade ao apoio aos seus utentes, através de novas estratégias de comunicação. Nuno Miguel Neto, responsável pelas Relações Externas e Projetos desta associação, esteve à conversa com o POSTAL e contou-nos o que mudou. “Desde que começou o surto de covid, a nossa principal preocupação tem sido sempre as cerca de 500 pessoas que apoiamos”, começou por explicar. Nuno Neto esclarece que a associação decidiu suspender as suas atividades presenciais no dia em que souberam que as escolas iriam fechar. “Temos tentado continuar a desenvolver alguma forma de chegar a estas pessoas. Elas não deixam de precisar de ajuda e então o que nós tentámos fazer foi arranjar estratégias para chegar até eles”, refere. Nuno Neto contou ao POSTAL que

a APEXA começou a dinamizar um projeto denominado “Amigo Excecional”, onde é criada uma rede de pessoas que “querem ser amigos” e pessoas que “precisam de amigos”. “Não queríamos que este projeto fosse, de certa forma, só ir levar os bens alimentares e fazer as compras às pessoas. Queríamos quase que fosse um sistema de companhia para que as pessoas pudessem ter algum tipo de apoio psicológico em casa para combater o isolamento”, afirma. Nuno Miguel Neto salienta que qualquer pessoa pode juntar-se a este movimento. “Neste momento, nós temos o nosso site apexa.org, onde criámos um separador (apexa.org/ amigo) e depois se as pessoas precisam de um amigo preenchem um formulário, se querem ser um amigo, preenchem outro formulário. No fundo, são duas bases de dados e depois o que nós fazemos é um cruzamento entre essas informações”, explica. A pessoa que precisa de um amigo “diz o que é que necessita e o amigo diz aquilo que pode oferecer e também diz a distância que está disponível a percorrer, no que diz respeito ao raio de ação”, refere. “Depois fazemos o cruzamento entre as moradas das pessoas que precisam e as moradas das pessoas que

se voluntariam”, acrescenta. Nuno Neto explica que, por uma questão de Responsabilidade Social, só estão a aceitar “pessoas mais formadas, de modo a poder dar um apoio mais especializado a estas pessoas”. “Há a tal disponibilidade de ajudar nos recados e nas coisas que as pessoas precisem fora de casa para não terem de sair, mas depois temos a vertente terapêutica, mais ocupacional, caso seja um psicólogo ou um terapeuta, por exemplo”, destaca. O responsável salienta ainda que também aceitam pessoas da área da música ou do teatro, “que possam efetivamente ir contar alguma história, fazer um pouco de companhia, manter uma conversa”. APEXA já realizou cerca de 20 atividades subjacentes ao projecto O projeto conta, atualmente, com cerca de 9 voluntários e já foram dinamizadas cerca de 20 ações. “Neste momento ainda estamos em análise do impacto da iniciativa, mas até agora o feedback tem sido extremamente positivo. Algumas pessoas até perguntam se o ‘Amigo Excecional’ não pode vir mais vezes”, conta, entre risos.

Na sequência do Amigo Excecional, surge a plataforma Apexa Online. “Nós temos consciência que, nesta iniciativa, estamos sempre dependentes da adesão das pessoas e então decidimos pensar em mais soluções. Os nossos técnicos estão em casa e começaram a sentir a necessidade de continuar a ajudar as pessoas”, refere. “Deste modo, achámos que a produção de conteúdos online poderia ser a forma mais fácil de apoiar, não só os nossos utentes, mas também qualquer pessoa que queira usufruir desses conteúdos. Nós disponibilizámos esta plataforma apexaonline.pt, em que todos os dias durante a semana vão sendo colocados diversos conteúdos gratuitos, como artigos ou vídeos, por exemplo, feitos pelos nossos técnicos”, destaca Nuno Miguel Neto. A plataforma online centra-se nas quatro áreas de intervenção da APEXA. “Temos a área da reabilitação, mais virada para a terapia, coisas que os pais podem fazer com os filhos ou dicas de como lidar com as birras do filho agora em época de isolamento, por exemplo”, conta. “Depois, temos a vertente da educação, que é mais virada para os jovens que estão na escola, em que temos coisas que as pessoas podem fazer

em casa mais viradas para a cultivação cognitiva”, acrescenta. Em seguida, “existem mais duas vertentes: a área do desporto e nutrição para as pessoas se manterem ativas e a vertente da comunidade, que é a vertente mais social”. APEXA criou uma linha telefónica de esclarecimento à população A APEXA criou uma linha de atendimento que funciona das 9 às 21 horas para esclarecer a população. “Decidimos chamar a este projeto ‘linha de urgência social’ exatamente para isso. Tal como existe a linha da Saúde 24 para o covid-19, nós decidimos criámos esta linha para esclarecimento de dúvidas”, reforça. “Através deste número, as pessoas podem perguntar-nos outras coisas ligadas à área social, ou até mesmo pedir ajuda. Estamos a tentar, através dos nossos parceiros e das redes sociais, sinalizar essas pessoas e disponibilizámos essa rede para isso mesmo, para que as pessoas possam pedir ajuda nesta área”, adianta. O conceito inovador que está aqui é “aproveitar os tempos mais difíceis, a pandemia, para nos reinventarmos um bocadinho, reinventar um bocadinho a nossa forma de comunicar e de chegar ao exterior”, remata.


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Lagos tem centro de colheitas para despiste de Covid-19 O centro de colheitas para despiste dos casos de Covid-19 está a funcionar no parque de estacionamento da Escola das Naus. Esta medida surge no seguimento dos esforços que têm sido levados a cabo pelo Ministério da Saúde – ARS Algarve, com a colaboração da Câmara Municipal de Lagos, para que estes testes sejam realizados fora do ambiente clínico ou hospitalar. Com o objetivo de testar doentes fora de meio hospitalar, em condições de conforto e segurança coletiva e ainda de aliviar o afluxo de potenciais suspeitos portadores de COVID-19 aos hospitais, esta unidade é dedicada à colheita de amostras para rastreio da doença. Este modelo permite que os suspeitos de infeção previamente referenciados pelo Serviço Nacional de Saúde, se desloquem até

ao ponto de recolha sem haver contacto com outras pessoas, levando à redução do risco de infeção em cada colheita”, pelo que as respectivas colheitas só poderão ser efetuadas mediante requisição prévia do SNS24 e do Centro de Saúde. A Câmara Municipal de Lagos, em parceria com a ARS do Algarve e demais entidades concelhias, continua a trabalhar diariamente para criar as melhores condições de luta e contenção da disseminação do vírus. Os contactos da autarquia continuam disponíveis para qualquer situação que queiram reportar ou esclarecer, devendo ser efectuada nos dias úteis, das 9 às 17 horas, através dos telefones 282 780 900 e 282 771 700 ou por correio electrónico para o endereço: expediente. geral@cm-lagos.pt.

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􀪭 O centro de colheitas está localizado no parque de estacionamento da Escola das Naus pub


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Frases originais nas ruas de Olhão pretendem "mandar" pessoas para casa fotos d.r.

􀪭 Campanha dirige-se a quem, "irresponsavelmente e sem motivo essencial, continua a circular pela rua" O Município de Olhão lançou uma campanha de sensibilização dirigida a quem, "irresponsavelmente e sem motivo essencial, continua a circular pela rua" em pleno estado de emergência. “O isolamento social é a única forma de conter este vírus”, afirma o município de Olhão, numa publicação de

Facebook. A Câmara de Olhão aprovou ainda um conjunto de medidas de apoio para “minimizar o efeito” da pandemia de covid-19, que inclui pagamento das rendas de habitação social de março, abril e maio em prestações, a partir de setembro. As medidas, que ainda vão ser sub-

metidas à Assembleia Municipal, também abrangem os mercados do concelho, com a isenção do pagamento das taxas de ocupação da via pública e publicidade em março, abril e maio, assim como de “50% das rendas dos espaços concessionados”, revelou a autarquia. A outra metade dos valores das ren-

das de espaços concessionados, será também diferida para ser paga a partir de setembro, “em 12 prestações sem juros”, num regime idêntico ao que será aplicado aos arrendatários de habitação social que solicitarem o adiamento dos pagamentos das rendas de março a maio, referiu o município numa nota publicada na

Internet. A empresas municipal Ambiolhão, que gere o abastecimento de água e o saneamento básico, também vai fazer o “diferimento dos pagamentos de março, abril e maio”, valores que serão também pagos “a partir de setembro, em 12 prestações sem juros”, acrescentou o município.


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Clubes Rotários do Algarve doam 60 mil luvas ao Centro Hospitalar Universitário do Algarve Stafanie Palma / Henrique Dias Freire

fotos d.r.

stefanie.palma.postal@gmail.com

Os Clubes Rotários do Algarve (Albufeira, Almancil, Estoi Palace Internacional, Faro, Lagoa Internacional, Lagos, Loulé, Olhão, Portimão, Praia da Rocha, Silves e Tavira) voltaram a unir-se e conseguiram entregar 60 mil luvas ao Centro Hospitalar Universitário do Algarve, de modo a colmatar uma necessidade urgente dos profissionais de saúde. Abílio Lopes, Governador do Distrito 1960 2016/2017 dos Rotários, explicou ao POSTAL que esta foi uma iniciativa efetuada em conjunto: “nós no Algarve temos uma caraterística muito específica quanto ao nosso distrito. Os clubes todos trabalham em conjunto em projetos agregadores e que são transversais a todo o Algarve”. “Cada clube tem o seu projeto que apoia a comunidade local e depois temos, todos os anos, um projeto mais abrangente, com mais dinheiro, mais apoio a uma iniciativa comum a todos os clubes”, avançou. Abílio Lopes recorda que, no ano passado, os Clubes Rotários do Algarve apoiaram a Associação Oncológica do Algarve com um aparelho de rastreio do cancro do pulmão. “Este ano temos, em seguimento, também para o Hospital de Faro um robot de suporte de vida, mas, entretanto, surgiu-nos este pedido e tínhamos de dar resposta”, afirma. Abílio Lopes conta que os Clubes Rotários receberam um pedido do Hospital de Faro, no início da pandemia: “recebemos um impulso nesse sentido e avançámos para esse apoio”. “A ideia no início era conseguirmos comprar 100 mil luvas e também gel, mas quando fomos fazer a encomenda o gel já tinha acabado e só restavam 60 mil luvas”, revela. Clubes Rotários do Algarve estão a desenvolver vários projectos O responsável afirmou ao POSTAL, que os Clubes Rotários do Algarve já angariaram mais de 1.000 euros para outro projeto. “Em princípio seria para equipamento para hospitais, gel ou luvas, mas estamos com uma dificuldade terrível em arranjar

fornecedores. Nós também pensámos em batas, máscaras, mas, de qualquer maneira, assim que aparecer oportunidade, já temos os valores e vamos avançar”, garante. “A nossa atividade principal é o apoio às IPSSs e já estamos a pensar que quando isto acabar, as instituições estão de tal maneira fragilizadas, que vamos ter de fazer alguma coisa, pois vão estar com uma necessidade muito grande de apoio”, afirma. Abílio Lopes deu ainda um exemplo da ajuda que o Rotary Clube de Tavira deu ao Centro Paroquial de Cachopo. “Chegou-nos, há poucos dias, um apelo do Centro Paroquial do Cachopo, uma entidade que apoiamos e com quem trabalhámos várias vezes. Os idosos estão lá e não podem receber visitas e existia uma necessidade de os utentes interagirem com os familiares e não tinham computador com internet e com câmara”, conta. “O Rotary Clube de Tavira conseguiu juntamente com os seus associados arranjar o dinheiro e eles já receberam um computador para que possam interagir com os seus familiares, o que os deixa mais aliviados, tanto de um lado, como de outro”, afirma. Abílio Lopes é peremptório: “nós tentamos ajudar as instituições naquilo que elas precisam”. “Todos juntos somos poucos. Pretendemos incentivar a sociedade civil e empresarial da nossa região a, nesta situação tão difícil, apoiar aqueles que lutam acima das suas forças para que ninguém fique sem cuidados médicos”, conclui.

􀪭 As luvas vão colmatar uma necessidade urgente dos profissionais de saúde


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••• REGIÃO

NOVOS TEMPOS, NOVAS VONTADES

Nasceu uma plataforma que ajuda os pequenos negócios algarvios a sobreviverem foto d.r.

􀪭 João Andrade, Filipa Freire, Eduardo Guilherme, Ana Cardoso e João Galhardo são colaboradores do projeto Filipe Vilhena / Henrique Dias Freire

jornalpostal@gmail.com

O que uma empresa de marketing pode trazer para a comunidade algarvia, numa altura em que se vive uma pandemia? Foi este o mote principal para a criação da TakeAways.PT., um projeto que chega às plataformas digitais, numa altura em que vivemos todos nas nossas casas e não podemos sair. Estamos a viver um período de adaptação. Nenhuma pessoa ou pub

empresa conseguiram ficaram indiferentes à chegada do novo coronavírus a Portugal. Todos tivemos de alterar hábitos, que antes eram considerados “banais”. Sair e ir até um restaurante era um deles. A pensar nisso, a empresa de marketing Navia Digital, que surgiu em janeiro deste ano, adaptou-se aos novos dias e criou um projeto que pretende satisfazer a vontade de quem quer encomendar comida em casa. Nasceu assim a TakeAways.PT. Este projeto surge das mãos da equipa da Navia Digital e aparece com um duplo objetivo. Por um lado, permite que quem está confinado em casa possa ter oportunidade de aceder a

serviços de entrega ao domicílio. Por outro, dá possibilidade a que prestadores de serviços locais, restaurantes e cafés locais possam sobreviver neste período complicado. João Andrade revela que “com o surgimento do novo coronavírus, os negócios tiveram dificuldade em perceber como continuariam a trabalhar e a promover-se, pois foi tudo abalado” e esta plataforma vai dar a oportunidade a muitos estabelecimentos mais “pequenos” sobreviverem. A TakeAways.PT. funciona com o registo dos prestadores de serviços locais, cafés e restaurantes, que criam um utilizador e, a partir dai, podem adicionar menus e fotografias.

Essas ferramentas estarão sempre disponíveis e podem ser alteradas a qualquer momento. A plataforma permite ainda que os utilizadores adicionem números de telefone, para que os contactos com os clientes sejam facilitados. João Andrade está integrado na equipa do projeto e diz que esta plataforma vai permitir “a promoção dos takeaways dos espaços algarvios”. Projeto pretende chegar a mais zonas do Algarve Este é um projeto embrionário. A plataforma foi lançada oficialmente no dia 1 de abril. Por ser uma novi-

dade, abrange ainda poucos locais. Até à data desta publicação, as localizações que o site atinge são Tavira, Cabanas de Tavira, Fuseta, Faro e Vila Real de Santo António. A TakeAways.PT. é um serviço totalmente gratuito, portanto, abre as portas a todos os locais. Por estarem todos encerrados, e os portugueses em casa, “é difícil saber quem está a trabalhar e o que tem a vender”. João Andrade garante que o lançamento foi um sucesso. Existem mais de 30 empresas interessadas até ao momento e já há requisições para Loulé e Almancil. Chegou tão longe, que até em Évora já é procurada. O responsável pelo projeto garante que “estou muito feliz com os resultados” e que pode haver melhoras na plataforma. A promoção da TakeAways.PT. aconteceu sobretudo online. A longo prazo, o projeto pretende chegar a mais zonas do Algarve, cobrindo assim o maior número possível de negócios locais. João Andrade fala da TakeAways.PT. como uma plataforma desenhada e encaixada na perfeição para a fase que o mundo está a viver. O grande desafio será fazer com que os estabelecimentos de takeaways que não utilizam internet comecem a usá-la para promover os serviços e produtos que têm, uma vez que “o Algarve sempre teve muitos turistas e talvez por isso não desenvolveram o canal online”. Os apoios das Câmaras Municipais são também importantes para tentar promover a funcionalidade da plataforma. Num momento em que temos de nos ajudar, esta iniciativa serve de ponte entre o consumidor e os pequenos negócios, para que estes continuem a sobreviver e ultrapassem da melhor forma a crise económica que se seguirá. Até ao dia 10 de abril, o objetivo é ter todas as cidades do Algarve envolvidas. Para quem tem algum projeto suspenso, tome este exemplo e adapte-se à nova realidade do mundo.


Mensalmente com o POSTAL em conjunto com o

ABRIL 2020 n.º 137 www.issuu.com/postaldoalgarve

6.615 EXEMPLARES

MISSÃO CULTURA •••

O que pode o património contra um inimigo invisível? O potencial da Marca do Património Europeu, por descobrir, aqui tão perto de nós... foto drcalg

/ joão pedro costa

Ficha técnica Direcção: GORDA Associação Sócio-Cultural Editor: Henrique Dias Freire Paginação e gestão de conteúdos: Postal do Algarve Responsáveis pelas secções: • Artes Visuais: Saúl Neves de Jesus • Espaço ao Património: Isabel Soares • Filosofia Dia-a-dia: Maria João Neves • Letras e Literatura: Paulo Serra • Marca D'água: Maria Luísa Francisco • Missão Cultura: Direção Regional de Cultura do Algarve • Reflexões sobre Urbanismo: Teresa Correia • Colaboradores desta edição: Raquel Roxo Parceiros: Direcção Regional de Cultura do Algarve e-mail redacção: geralcultura.sul@gmail.com e-mail publicidade: anabelag.postal@gmail.com online em: www.postal.pt e-paper em: www.issuu.com/ postaldoalgarve FB: www.facebook.com/ postaldoalgarve/ Tiragem: 6.615 exemplares

O Promontório de Sagres, de enorme beleza paisagística, apresenta uma forte carga telúrica, mitológica e semiótica •

Vivemos um tempo de grande incerteza, em que a recente pandemia parece ter suspendido as nossas vidas, e onde as coordenadas que norteiam a nossa existência parecem integrar-se cada vez mais numa realidade a roçar a distopia. Este inimigo invisível fez suspender os contactos humanos, a uma escala local, europeia e mundial, como nunca imaginámos poder assistir. Sabemos ainda, que depois desta crise, teremos uma outra, provavelmente mais longa, com consequências económicas, sociais e humanitárias ainda pouco previsíveis. No momento crítico que atravessamos, precisamos refletir sobre os modelos e estruturas que sustentam a nossa vida em sociedade, sobre os pilares em que a nossa civilização ocidental se ancora. Nesta perspetiva, o património pode deter um papel mais importante e decisivo do que à partida se poderia supor. Se entendermos o património não apenas como testemunho do passado, mas também como um imprescindível recurso e ainda como um proces-

so dinâmico em constante revisão e construção, onde se refletem os nossos desejos e aspirações para o futuro, podemos imaginar o que queremos para este património global que temos em mãos. Para esta mudança de paradigma, muito têm contribuído os critical heritage studies que encaram o património como recurso cultural, ideológico, social e político, que nos pode auxiliar a ultrapassar os problemas societais mais críticos e complexos. E é nesta perspetiva que interessa refletir e promover um projeto europeu muito especial, ainda pouco conhecido entre nós, mas que tem o potencial de constituir um importante agente de mudança: a Marca do Património Europeu (MPE). Esta é uma iniciativa da União Europeia, que distingue bens patrimoniais, sítios, documentos, monumentos e paisagens culturais que simbolizam a integração, a história e a cultura europeias e os seus valores comuns. A ideia de dimensão europeia promovida pela MPE integra uma narrativa baseada nas noções de pluralidade

cultural, associada a diversos processos históricos transnacionais, que reconhecem as ligações e redes de memórias, que se estendem também para lá da Europa. E é aqui que este projeto pode deter, de facto, um papel relevante, “saindo fora das portas europeias”, não se encerrando em narrativas fechadas sobre si mesmas, numa abordagem que tenta combater as práticas, as narrativas e as mentalidades eurocêntricas, colonizadoras, raciais ou elitistas, que excluem sempre um determinado “outro”. O projeto MPE tem ainda o potencial de promover um debate em torno do que é, efetivamente, o património para os cidadãos, para além das esferas política, da academia ou de especialistas. Pode significar também uma oportunidade de constituir um projeto verdadeiramente polifónico, ao incluir diferentes visões sobre o passado e sobre o presente e de as integrar no debate em torno de questões prementes e cruciais. Por outro lado, investigadores como Rodney Harrison, defendem uma

noção de património, onde se diluem as diferenças entre património cultural e património natural, e por isso o entende como uma série de escolhas que emergem de um diálogo entre atores humanos e não humanos, que estão comprometidos com práticas de proteção patrimonial, conceito cada vez mais abrangente, no momento presente. O Promontório de Sagres apresenta dimensões geofísicas, naturais, históricas e simbólicas que o tornam num território excecional, no âmbito da celebração dos valores, dos ideais, da cultura e da história europeia, que o levaram a ser distinguido com a Marca do Património Europeu, em 2015. Foi neste território que o Infante Dom Henrique idealizou o seu projeto expansionista que veio a proporcionar uma série de mudanças tecnológicas, científicas, culturais e epistemológicas, que foram decisivas na trajetória de construção da História Europeia e do Mundo. Como Almada Negreiros nos dizia, foi neste lugar que se iniciou a “universalidade da Europa”. Este território de enorme beleza

paisagística apresenta ainda uma forte carga telúrica, mitológica e semiótica, características únicas que nos fazem refletir sobre a importância do património natural desta finisterra e sobre a pertinência da revisão do conceito de património, que possa ir para além da dicotomia natural versus cultural, associada à dicotomia homem versus natureza. Poderá o Promontório de Sagres auxiliar-nos no debate urgente em torno do nosso património natural global? Que relação pode existir entre o Promontório de Sagres, o Forte Cadine (Trento/Itália) ou a Casa de Robert Shuman (França)? Para saber mais informação sobre estes ou os 38 sítios distinguidos com a Marca do Património Europeu, consulte: https://ec.europa. eu/programmes/creative-europe/ actions/heritage-label/sites_en l Raquel Roxo (Técnica superior da Direção Regional de Cultura do Algarve)


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LETRAS E LEITURAS •••

Chuva Miúda, de Luis Landero tória, que começou por ser trivial e até festiva e que acabou em ruína e em desastre, como ela intuiu desde o primeiro momento.» (p. 13)

fotos d.r.

Paulo Serra

Luis Landero estreou-se na literatura em 1989

Doutorado em Literatura na Universidade do Algarve; Investigador do CLEPUL

Gabriel planeia celebrar o octagésimo aniversário da mãe e, para isso, terá de contactar as suas duas irmãs Sonia e Andrea, com o propósito de reunir a família para este evento que deveria ser motivo de celebração e alegria. Depois de tanto tempo, um almoço de aniversário afigura-se a ocasião perfeita para se voltarem a juntar todos. Mas esta não é uma família dessa natureza. Se todas as famílias são felizes à sua maneira, esta sabe foçar particularmente bem na infelicidade e no rancor. Por isso mesmo esta sinopse enganosamente simples não pode dar conta da complexidade e singularidade deste romance.

tagónicos, sentimentos díspares, conforme é lembrado por cada uma das personagens. A narrativa abre e fecha com Aurora, que pelo seu sorriso bonito e triste, o seu ar terno e melancólico, sempre se revelou uma boa confidente para as histó-

Uma forte particularidade do romance é o modo como a vida das personagens é sempre tratada como uma história, em que todas elas são autoras das suas próprias narrativas, mesmo quando essa é uma narrativa vazia: «Nunca, nunca, mesmo que não aconteça nada, as pessoas param de contar a sua história e, se o Inferno existir, também nele continuarão a contá-la ao longo de séculos e mais séculos, dando corda uma e outra vez ao brinquedo das palavras, tentando compreender minimamente o mundo apalpando o absurdo da vida em busca talvez de um botão que abra o seu fecho cego, como a gruta de Ali Babá ante o conjuro da palavra mágica, revelando-nos o grande tesouro da razão, da luz, do real sentido das coisas...» (p. 199) A acção decorre ao longo de seis dias apenas, em que os segredos familiares são desenterrados, até que se desvela uma história particularmente macabra em torno de um homem que tem em casa um museu de brinquedos e que trata a mulher como se fosse a sua criança...

rias dos que com ela convivem. Mas Aurora coloca em risco a sua própria inocência e paz de espírito quando finalmente percebe que não há histórias inocentes, enquanto se deixa enredar nas teias de aranha destas histórias familiares: «(...) todas as versões de todas as histórias acabam por confluir em Aurora. Ela é, na verdade, a única dona absoluta da história, aquela que sabe tudo, o enredo e o avesso do enredo, porque só confiam nela e só falam com ela, com todo o tipo de detalhes, sem vergonha nem reparos, todos e cada um dos implicados nesta his-

Luis Landero, considerado um dos nomes essenciais da literatura espanhola, nasceu em Badajoz, em 1948. Licenciado em Filologia Hispânica pela Universidad Complutense, lecionou Literatura na Escuela de Arte Dramática de Madrid e foi professor convidado em Yale. Estreou-se na literatura em 1989, com o romance Jogos da Idade Tardia (Prémio da Crítica e Prémio Nacional de Narrativa 1990). Chuva Miúda, agora publicado pela Porto Editora e com tradução de Miguel Filipe Mochila, foi considerado pela crítica o Melhor Romance do Ano em Espanha. l

Luis Landero é considerado um dos nomes essenciais da literatura espanhola • Luis Landero constrói um poderoso romance polifónico, cuja

“Chuva Miúda” foi considerado pela crítica o Melhor Romance do Ano em Espanha •

maioria dos capítulos constitui diálogos, sempre por telefone, em que a conversa telefónica do momento alterna ainda, por vezes de modo sobreposto, com conversas anteriores que estão a ser agora relatadas ou recontadas ao telefone, pois quer Sonia quer Andrea, assim que ficam a par da intenção do irmão, ligam para a cunhada Aurora, a mulher de Gabriel, com quem desabafam as suas mágoas e os seus rancores. E é nesses telefonemas de Sonia, Andrea e, por vezes, até da mãe delas para Aurora, a confidente, sempre atenciosa e atenta, que estas mulheres destilam a peçonha que, décadas depois, continuam a conseguir extrair de velhos episódios familiares, retratados conforme a perspectiva de cada uma: «cada qual com a sua história, horas e horas de histórias intermináveis, quase todas cheias de minúcias mil vezes ouvidas e que elas nunca se cansavam de repetir, com as suas versões contraditórias, onde não havia episódio, por mais pequeno que fosse, que não tivesse variantes, que não rebatessem ou negassem entre elas, que não admitissem os mais prolixos e tortuosos comentários, de modo que Aurora tinha a esgotante impressão de estar imersa num pesadelo de que era impossível despertar. E assim, ano após ano, todos os dias de todos os meses, a qualquer hora, foi ficando a saber o argumento exato das vidas deles.» (p. 195) Um só acontecimento origina assim várias versões, relatos an-

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Os Testamentos, de Margaret Atwood fotos d.r.

Margaret Atwood conquistou o Booker Prize de 2019 com “Os Testamentos” •

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Quando estreou, em Abril de 2017, a série televisiva do canal de streaming Hulu que adaptava A História de uma Serva, de Margaret Atwood, superou todas as expectativas. A série The Handmaid’s Tale, que segue agora para a quarta temporada, tornou-se uma das mais populares dos últimos anos, até pela irónica coincidência de Gileade parecer representar o futuro dos Estados Unidos da América, com

sido lançado internacionalmente em 2019 e é a continuação, ou a conclusão, da história de Gileade, 35 anos depois da obra anterior. A intriga da narrativa tem lugar 15 anos depois do final em aberto de A história de uma Serva, até porque a segunda temporada da série se torna completamente independente da obra de Margaret Atwood. E a autora, depois de obras menos conseguidas como O Coração é

Gileade, com direito a estátua e a oferendas de laranjas e ovos que roçam a idolatria. Margaret Atwood consegue manter toda a suspensão de um mundo possível que é tão ou mais plausível do que a realidade que hoje vivemos, e fá-lo com a deliciosa ironia e humor a que nos habituou: «Se queres fazer Deus rir, conta-lhe os teus planos, costumava-se dizer; se bem que, nos dias que correm, a ideia de Deus a rir está muito perto da blasfémia. Um sujeito ultrassério é o que Deus é agora.» (p. 230)

pectadores para pegar em algumas pontas soltas, mesmo quando estas

nada têm a ver com a sua obra original... Por isso, ficaremos a saber o que aconteceu, 15 anos depois, com a Bebé Nicole (este nome é tomado da série), a filha da protagonista do romance anterior, bem como o que aconteceu afinal com Offred (Defred) – este nome é um patronímio, composto pelo pronome possessivo e pelo nome do seu dono. É quase impossível parar ao longo das 450 páginas deste livro, especialmente nas últimas 50 páginas, em que a acção se precipita e os capítulos são cada vez mais curtos, contando apenas o essencial da acção. A primeira parte do livro, contudo, forma-se num lento crescendo, em que as histórias alternadas tornam o cenário de Gileade vívido, ao mesmo tempo que se pressentem as falhas e fracturas que preparam a sua queda, laboriosa e ardilosamente tecida pela mais inesperada das personagens, cujas intenções a autora consegue indiciar muito subtilmente, sem nunca empurrar verdadeiramente o leitor. Além de que é muito difícil não sentir alguma piedade cristã pela Tia Lydia, antes uma poderosa juíza e defensora dos direitos das mulheres, conforme percebemos como foi tratada, assim como as outras mulheres, quando os E.U.A. se transformam no país ultra-religioso e patriarcal de Gileade. l

É quase impossível parar ao longo das 450 páginas deste livro

a eleição de Trump. A própria autora chega a aparecer numa das cenas mais perturbadoras da série. Entretanto, as distopias parecem ter-se tornado uma possibilidade cada vez mais próxima – parece aliás que vivemos numa, com esta pandemia, que levou a que praticamente o mundo inteiro se fechasse em casa. Os Testamentos, com tradução de Sofia Ribeiro, surge agora publicado pela Bertrand Editora, depois de ter

o Último a Morrer, está aqui em pleno fôlego criativo, tanto que arrecadou novamente o Booker Prize de 2019 com este livro. A narrativa alterna entre a história de três mulheres, totalmente diferentes: Agnes Jemima é uma jovem já criada no regime de Gileade, filha de um dos Comandantes mais destacados; Daisy foi criada no Canadá, país vizinho de Gileade; e a terceira narradora é uma mulher mais velha, uma das Fundadoras de

É absolutamente brilhante que se tome como protagonista uma das vilãs do livro anterior, pois a Fundadora é ninguém mais do que a execrável Tia Lydia: um pouco mais humana ou ambígua na série do que no livro, na minha perspectiva... Além de que é também ela que interpela directamente o leitor, sem qualquer pejo em revelar como a sua mente retorcida e sinuosa é capaz de tecer uma teia de aranha fatal, em que o destino das duas jovens se entretece... É ainda muito inteligente da autora procurar responder, com esta obra, aos leitores que lhe perguntavam como é que afinal caiu o reinado de Gileade, ao mesmo tempo que tirou partido do sucesso da série e do seu impacto junto de milhares de es-

O livro cativa o leitor do princípio ao fim •


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REFLEXÕES SOBRE URBANISMO •••

O urbanismo e os cercos fotos d.r.

Teresa Correia

Arquitecta / urbanista arq.teresa.correia@gmail.com

O Algarve e o espaços de isolamento Curiosamente, o isolamento tem sido aquilo que mais tem caraterizado a região do Algarve, nos tempos mais antigos, historicamente falando. No entanto, com o efeito do Turismo e da inclusão de mão-de-obra estrangeira na Agricultura, ficamos, de facto, mais expostos à penetração de qualquer situação maligna, neste caso, de contágio do vírus. As portas de entrada do Algarve são pelo ar, através dos aeroportos, ou terrestre da parte da ligação a Espanha, e por mar, pelos portos e marinas. As questões de isolamento de uma região face ao estrangeiro por exemplo são medidas difíceis de tomar, mas, neste caso, teria sido a mais óbvia, e que tardiamente se entendeu realizar. Como região, sendo uma área periférica em relação ao resto do país, sempre associada a descanso e a lazer, em época de Páscoa, é óbvio, que será a mais procurada com fluxos pelas vias municipais, naturalmente, sendo as estradas pouco controladas pelas autoridades policiais. No entanto, exatamente porque o Algarve não tem infraestruturas de ligação fortes e completamente estrutura-

Em dois meses, o vírus de Wuhan espalhou-se pelo mundo •

Fundamento para os cercos Em dois meses, o vírus de Wuhan espalhou-se pelo mundo devido ao efeito da forte globalização em que vivemos. Neste momento, é reavivado um conceito medieval que parecia ter ficado esquecido na história, o cerco. Wuhan viveu uma situação de isolamento forçado, fortemente policiado imposto pelo regime comunista da China, que muito provavelmente nas democracias ocidentais teria sido improvável.

riurbano. As ramificações das urbes estendem-se hoje pelo campo e distribuem-se em vasos capilares. O Algarve tem por caraterística um povoamento disperso, mas com alguma densificação nas cidades. O sistema urbano é polinucleado e tem grandes interdependências funcionais, face à nossa pequena escala. Será dramático nos tempos de hoje falarmos em cercos policiais à volta dos núcleos urbanos das cidades, mas parece já estar a ser uma prática, com postos de controlo. Estes cercos

reconhecer quais os pontos de ligação ao exterior de uma dada cidade, através dos locais de controlo policial e ainda pelas infraestruturas existen-

territórios. O Algarve, surpreendentemente, reagiu muito bem, porque o número de casos é diminuto ainda assim, e tem estado a cumprir

Os cercos antes eram realizados por muralhas à volta dos aglomerados urbanos e por água •

Será dramático nos tempos de hoje falarmos em cercos policiais à volta das cidades •

das, poderia ser muito facilmente controlada. A sua maior debilidade que é ter poucas ligações tanto ferroviárias, como rodoviárias, poderia agora transformar-se numa vantagem, pela facilidade de controlo.

Os cercos, que antes eram realizados por muralhas à volta dos aglomerados urbanos e por água, agora são difíceis de implementar, face à diluição entre o urbano e o rural, entre o consolidado e o pe-

à urbe que antigamente eram representados por exércitos de invasores, neste momento são realizados por autoridades do nosso Estado. A comparação até pode ser excessiva, mas a História é interessante. Poder-se-á

tes. Admite-se a necessidade desse rigor, face a alguma inconsciência dos cidadãos, no entanto, questiono o que irá acontecer às empresas e às estruturas produtivas que ainda temos no país. Por outro lado, se todas as cidades ou aglomerados tiverem esse cerco, como ficará o sistema polinucleado que existe hoje no Algarve, até no setor da saúde e de segurança? Provavelmente, sem grande resposta, porque não existindo muitas infraestruturas de suporte locais, tudo se centraliza em Faro. A resiliência dos territórios Dada a exigência deste estado de emergência, facilmente se conclui que esta pandemia é uma prova de resiliência das pessoas, empresas e

de forma exemplar as medidas de proteção. Apesar de uma região exposta, e com o maior pendor turístico do país, o crescimento da pandemia tem sido lenta, e com poucos casos. No que diz respeito à saúde, embora, possa ser uma região desprezada pelos sucessivos Governos, ela tem dado o seu melhor nos hospitais. Os casos estão a ser acompanhados e até agora, apesar do caos instalado na falta de meios e recursos, ainda existem pessoas que fazem os pequenos milagres de assistência, mantendo os equilíbrios necessários. Passado este tempo de contenção, virá a recessão, e as empresas e a economia levarão anos ou meses, a recuperar. A esperança é que quando existir recuperação, esta acontecerá primeiro no Algarve. l


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ARTES VISUAIS •••

Pode a arte ajudar-nos a aprender alguma coisa com o coronavírus? fotos d.r.

Saúl Neves de Jesus

Professor Catedrático da Universidade do Algarve; Pós-doutorado em Artes Visuais; http://saul2017.wixsite.com/artes

Em poucas semanas aquilo que pensávamos ser possível apenas em filmes de ficção científica tornou-se a nossa realidade. Algo invisível, um coronavírus, veio alterar as nossas rotinas e fazer com que todos os outros problemas mais globais ou locais se tornassem secundários. Os temas das preocupações mais mediáticas, como as guerras, o terrorismo, a crise dos refugiados, o Brexit, as alterações climáticas, o plástico nos oceanos, a necessidade de descarbonização, os incêndios ou a seca, ficaram abafados face à preocupação gerada pela doença Covid-19. No final de março, no mundo o número de casos confirmados aproxima-se do milhão, com quase 50 mil mortos. Esta doença apresenta uma taxa de mortalidade muito elevada, podendo atingir qualquer um de nós, de qualquer meio socioeconómico, sexo, raça ou idade. Para além de ser um grande problema de saúde pública, uma pandemia é também um grave problema económico, enquadrando-se no conceito de “cisne negro”, por se tratar de um acontecimento imprevisto e raro, com um grande impacto no tecido socioeconómico. Mas penso que o maior impacto é ao nível comportamental, sendo desde logo necessário o isolamento social, fazendo com que haja um confinamento no espaço em que podemos movimentar-nos fisicamente e uma grande alteração nos estilos de vida de cada um e de todos nós. Neste contexto, as novas tecnologias adquirem uma maior importância, sendo o grande instrumento para possibilitar a comunicação interpessoal, a aprendizagem, através do ensino remoto, e o próprio trabalho, através do teletrabalho, cujas potencialidades eram muitas vezes desvalorizadas face a uma cultura do “marcar o ponto”, em vez do alcance de objetivos. Toda esta situação provoca um elevado stresse, pois trata-se duma situação nova que exige importantes mudanças comportamentais. Embora todas as mudanças representem exigências de adaptação, pelo que são fator de stresse, neste caso há uma elevada incerteza, imprevisibilidade e insegurança, visto parecer quase impossível controlar o vírus a curto prazo, pois o acesso a uma vacina só parece ser possível daqui a cerca de um ano.

Obra “STOP! Este não é o caminho...”, de Saúl de Jesus (2020) •

Tudo isto nos faz sentir “pequenos”, mas isso pode ser uma oportunidade para desenvolvermos uma maior humildade, flexibilidade e tolerância, bem como uma maior consciência de que tudo é relativo. A incerteza, que já faz parte da Física há quase 100 anos, através do Princípio da Incerteza de Heisenberg, e a relatividade, que já era evidenciada por Galileu, começando a ser lei na Física a partir de Einstein, é realmente algo que

passe e que daqui a menos de um ano exista uma vacina e que nenhum outro vírus global nos atinja, seja biológico ou informático, mas devemos aproveitar este tempo em que nos encontramos em contenção, esta “paragem obrigatória”, não apenas para esperar que passe e volte tudo ao mesmo, mas para evoluirmos como seres humanos, nos nossos valores e nos nossos comportamentos. Para tal é fundamental termos cons-

Pormenor da obra, visto com lupa. •

devemos interiorizar como natural. Efetivamente, nada está completamente garantido na nossa vida. Esperemos que toda esta situação originada pelo novo coronavírus

ciência da necessidade dessa evolução enquanto pessoas e enquanto espécie, tornando-nos mais solidários e procurando viver em paz, connosco, com os outros e com o planeta.

Em artigos anteriores procurámos evidenciar que as artes visuais podem ser usadas como forma de consciencializar as populações e de contribuir para que as pessoas adotem comportamentos mais adequados em relação ao ambiente (nos artigos “Pode a arte ajudar a proteger o ambiente?” e “Pode a arte ajudar a proteger os oceanos?”), bem como podem ser um importante instrumento no sentido duma educação para a paz e para princípios éticos universais e valores humanistas, como sejam a honestidade e o respeito pelos outros (no artigo “Pode a arte contribuir para a paz?”), ou ainda podem contribuir para o desenvolvimento de atitudes mais favoráveis do sujeito em relação a si próprio, sensibilizando-o para estilos de vida mais saudáveis (no artigo “Pode a arte sensibilizar para comportamentos mais saudáveis?”). As artes visuais podem ajudar na criação de imagens que ajudem a sintetizar o essencial neste processo de consciencialização e de mudança de atitudes e comportamentos. A situação de pandemia é recente pelo que ainda devem ser poucas as obras criadas com o objetivo de nos ajudar a refletir sobre esta situação e os aspetos com ela relacionados. Da nossa parte procuramos dar um pequeno contributo através da obra “STOP! Este não é o caminho...” Nesta colocamos uma figura humana um pouco diluída, significando que o nosso corpo é frágil e tem um tempo de existência reduzido naquilo que é

a temporalidade do universo em que existimos e do planeta terra em que vivemos. E essa fragilidade é acentuada pelo atual coronavírus, invisível mas que pode pôr fim à nossa vida. Dessa forma, este vírus não é facilmente visível na pintura, sendo necessária uma lupa para o visualizarmos alojado no pulmão. É uma luta pela sobrevivência deste coronavírus, mas que começa a limitar a nossa capacidade de oxigenação e nos pode conduzir à morte. Mas afinal é isso que nós estamos a fazer com o nosso planeta, nomeadamente com os incêndios na Floresta Amazónica, o principal “pulmão” da Terra. E tudo isto por objetivos de poder económico, num caminho de ilusão da sociedade capitalista, imediatista e consumista, em que nos vamos afundando progressivamente num abismo. Seguramente este não é o caminho para a felicidade de todos e de cada um! Talvez o planeta esteja a pedir-nos para pararmos e alterarmos o caminho que estávamos a seguir, sendo necessário mudar alguns pressupostos, valores e comportamentos que não colocávamos em causa. Os próximos tempos não vão ser fáceis, colocando à prova a nossa capacidade de adaptação, serenidade e resiliência, mas aproveitemos para refletir sobre o que realmente é importante e para desenvolvermos atitudes e comportamentos mais adequados para nós mesmos, para com os outros e para com este planeta em que temos o privilégio de viver! l


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CULTURA • SUL

MARCA D'ÁGUA •••

Um novo tempo... com tempo! Que este tempo em que temos mais tempo, e que curiosamente coincide com a Quaresma, por si só um tempo de recolhimento e renascimento, seja isso mesmo, um renascer interior. Marcou-me esta frase do Papa Francisco proferida no passado dia 27 de Março, aquando da bênção Urbi et Orbi: “O nosso deserto florescerá!” Uma frase plena de esperança, porque este deserto não pode ser em vão! Uma frase que por sua vez remete para o recolhimento de Jesus Cristo, que durante 40 dias jejuou no deserto, antes de iniciar o seu ministério.

foto d.r.

Maria Luísa Francisco Investigadora na área da Sociologia; Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa luisa.algarve@gmail.com

Estávamos sempre a pensar no depois, como faremos, onde iremos… Agora é tempo de pensar no agora! Precisávamos de tempo e talvez, inconscientemente, desejássemos que tudo parasse três meses para nos reorganizarmos, porque o primeiro trimestre do ano estava a passar muito depressa e o tempo não dava para tudo. Agora que isto é real, e sem nos sentirmos culpados por tal pensamento, poderemos sentir que este é um tempo de reencontro connosco, um tempo para parar, para reflectir, para criar novos hábitos e valorizar o que já tínhamos e nem nos apercebíamos. Por estes dias, chegou a Primavera, a mudança da hora e quase nem demos por isso, talvez porque agora estamos centrados numa outra mudança: a mudança interior, a mudança de alguns hábitos e a reinvenção de novas formas de trabalhar e de nos relacionarmos. O jornalista português Paulo Dentinho escreveu uma inquietante frase sobre nós: “A nossa felicidade não pode ser indissociável da manutenção do equilíbrio da natureza, porque para o planeta nós é que estávamos a ser o vírus.” A nossa forma de consumir, de nos deslocarmos, de planearmos sem sustentabilidade não nos deixava

Quarent(en)a

Que nesta Páscoa possa florescer a semente de eternidade e de esperança que há em nós •

ouvir “o grito da Terra”. É certo que é um drama, mas se não olharmos a situação como tal e pensarmos na terapia do recomeço, talvez possamos compreender que o planeta Terra precisava de abrandar, e nós também!

Espero que esta paragem forçada, que contém muito sofrimento, sirva para mudar algo no nosso modo de vida e para melhor. Como hoje se ouve e se lê em imensos textos: “A vida não voltará a ser a mesma depois disto!”.

Existe todo um simbolismo associado ao número 40. Na Bíblia encontramos muitos exemplos: O dilúvio durou 40 dias e 40 noites; a fuga de Moisés deu-se aos 40 anos e 40 anos mais tarde foi conduzido a libertar o seu povo da escravidão egípcia e a referência ao Profeta Elias que esteve 40 dias no Montanha. Tanto a palavra Quarentena como a palavra Quaresma têm na sua origem a referência ao número 40. Na numerologia o 40 representa transformação, mudança, desafios e decisões. Os antigos tinham a crença de que não era bom sair com os bebés de casa antes de completarem 40 dias de vida. A ideia de que “a vida começa aos 40” está de certa forma ligada à mudança, como aconteceu a Moisés, a Maomé e ao próprio Buda que receberam o chamamento aos 40 anos. Estava a escrever este artigo quando, na RTP, comecei a ouvir uma entrevista àquele que foi o mais jovem Presidente da República Portuguesa. Ramalho Eanes foi eleito aos 41 anos

e foi reeleito em 1980, ou seja, há 40 anos. Parei e fiquei a ouvir as palavras que o General, de 85 anos, transmitiu com imensa lucidez e verdade e que merecem ser relembradas: “O homem, com os avanços da Ciência e da Tecnologia, julgou que era capaz de tudo, que podia dominar tudo. Esta situação pandémica mostrou que o homem continua a ser frágil, falível. Tem que estar permanentemente em ligação, em comunhão com os outros, não só para fazer o trabalho, mas para se proteger e ter futuro”. E acrescentou: “Esta crise é um momento de silêncio, de reflexão, de comunhão. Se não for assim, estaremos a perder uma oportunidade única”. O General Eanes surpreendeu-me ainda mais com estas palavras: “A espiritualidade não está no local de culto. A espiritualidade está em cada um de nós e na relação de nós com os outros. Todos nós ouvimos, todos nós lemos que ‘Cristo é amor puro’.” Que melhores palavras poderia eu encontrar para vos desejar Boa Páscoa? Uma Páscoa que nunca esqueceremos e que nos tornará mais fortes e com mais fé, porque juntos venceremos esta batalha! Por fim, gostaria de referir a Encíclica do Papa Francisco intitulada Laudato Si, que é um verdadeiro tratado sobre o cuidado da Casa Comum e sobre a “conversão ecológica”. Esta conversão passa pelo respeito para com a Mãe Terra, que precisa de equilíbrio para nos continuar a acolher como espécie consciente da fragilidade. Uma espécie que tem de ser cooperante e ter comportamentos coerentes com uma ecologia integral, porque todos somos um Todo e “ninguém se salva sozinho!” l

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FILOSOFIA DIA-A-DIA •••

Alegria, pela sua saúde! pectáculos e os bailaricos. Os aviões negra, se passou a exigir aos navios não levantam voo e os carros permaum isolamento de quarenta dias, annecem estacionados. De repente, tes de lhes ser permitido atracar nos abrem apenas os serviços essenciais portos a que arribavam. Porquê 40 Maria João Neves Ph.D e aprendemos, por fim, a destrinçar dias ninguém sabe ao certo... QuaConsultora Filosófica o indispensável do supérfluo. renta dias tem também a quaresma, Por todo o laque sucede aos excessos do carnaval . . do, comunicação e antecede as celebrações pascais. social, redes soA quaresma de 2020 iniciou a 26 ciais, familiares de Fevereiro com a Quarta-feira de e amigos, todos Cinzas e terminará no Domingo de nos falam deste Ramos a 5 de Abril. À imagem de perigo invisível, Cristo, que passou 40 dias em jejum um dito “corona no deserto e que sofreu até ao dia da vírus” que pode crucificação, os cristãos fazem uma estar em qualpequena penitência durante 40 dias quer lado, nas onde praticam algumas restrições. superfícies plástiEsta quarentena, coloca-nos a toCélulas Natural killer • cas ou metálicas, dos, católicos e não católicos, de nas roupas, nos quaresma! Simplesmente não saFalar em alegria em tempo de perdigotos! Res ínfima de grande bemos se durará “apenas” quarenta pandemia pode parecer um concapacidade contagiante, mutante e dias! Gregos e Troianos declararam tra-senso, mas não é! A tristeza mortífera! Mesmo os mais cépticos tréguas para os rituais fúnebres de enfraquece o nosso sistema imutêm de se render à evidência de que Heitor, filho de Príamo. Que bom nitário. Conservar o bom humor é algo de muito sério se passa quando seria o armistício, ou melhor ainda, extraordinariamente importante um ringue de patinagem se transa rendição do corona vírus em pleno para manter a saúde física e psíquica. forma em morgue, quando abrem domingo de Páscoa! Porém, temos A psico-neuro-endócrino-imunohospitais de campanha um pouco de estar preparados para que não logia é uma ciência que estuda as por todo o lado, quando a escassez seja assim. interacções entre o comportamento de meios obriga os profissionais de Já vimos que não podemos ene os sistemas nervoso, endócrino e tristecer porque isso imunológico. Em 1987 um conjunto diminui a capacidade de investigadores, Stone A., Cox D., imunitária. Também Valdimarsdottir e outros publicaram não podemos engorum artigo revolucionário intitulado dar porque criamos “Evidence that secretory IgA antimais problemas body is associated with daily mood”, de saúde! Ao ficom o resultado de estudos cientícar em casa tanto ficos que comprovam que o humor tempo, o frigorífico positivo está associado a um melhor torna-se uma granfuncionamento imunitário - medido de tentação! Mais pela secreção da imunoglubina A - e, ainda, o armário das vice versa, que o humor negativo gulodices recheaestá associado a um pior funcionado de chocolates, mento. bolachas, pipocas O nosso corpo tem uma espécie e batatas fritas! A de exército de defesa natural - os grande e sedutora Cauch potato • televisão, oferece fillinfócitos T - que são originados na medula óssea. Partem depois mes e séries sem fim! em direcção ao timo, onde sosaúde a escolher quem tem maiores Presos em casa sem horários, nem frem um processo de maturação, probabilidades de viver. Devido aos rotinas, estão criadas as condições diferenciando-se nas seguintes níveis de disseminação atingidos, perfeitas para nos transformarmos células guerreiras: T-helper, muito a Organização Mundial de Saúde num cauch potato - literalmente importantes para a produção de declarou no passado mês de Maruma “batata-sofá”, expressão angloanti-corpos; T-supressores, que ço o estado de pandemia. A origem -saxónica para designar uma pessoa finalizam a constituição desses mesetimológica da palavra elucida: do preguiçosa que passa o tempo todo mos anti-corpos; e T-natural killer, grego pan - tudo ou todos - e dea comer em frente à televisão. que desenvolvem uma actividade mos - povo. De supetão recebemos citotóxica. São células exterminatodos, sem excepção, uma ordem doras: combatem infecções virais e inaudita: fique em casa! E suprimiatacam as células tumorais. Estudos mos os convívios, abstemo-nos do científicos provam que nos estados contacto físico e lavamos as mãos depressivos a produção de células T freneticamente. É a chamada quadiminui. Portanto, toca a investir no rentena: reclusão de indivíduos bom humor para manter um sistema sadios durante o período de incuimunitário valente! bação da doença, contado a partir Talvez o leitor se pergunte como da data do último contacto com um é que é possível manter o bom hucaso clínico ou portador, ou da data mor com o actual estado de coisas. em que esse indivíduo sadio abanAgachamentos • Fecharam as escolas, as fábricas, donou o local em que se encontrava as lojas, os centros comerciais, os a fonte de infecção. A palavra surrestaurantes, os cafés, as fronteiras. ge em Veneza na época medieval, Que podemos fazer então? O Cancelaram-se os concertos, os esquando para conter o surto da peste exercício físico é uma óptima opfotos d r

ção. Se praticado com alguma intensidade e regularidade, tem benefícios a ambos níveis: mantém-nos fisicamente em forma e produz endorfinas, conhecidas como as hormonas da felicidade. Existem muitas aplicações e vídeos na internet com rotinas fáceis de seguir em casa. Aqui fica uma sugestão da minha prática diária que se pode realizar num espaço físico exíguo:

Flexões de braço •

3 séries (ou mais) sem descanso e a toda a velocidade de: 50 agachamentos / 30 tesouras / 20 flexões; 3 Saudações ao sol - Surya Namaskar - se treino de manhã; ou 3 saudações à lua - Chandra Namaskar - se treino ao fim do dia.

que também os olhos cedam ao peso da gravidade, entregando todo o peso do corpo à mãe-terra. Permaneça assim pelo menos 5 minutos. Realizar uma prática de meditação Tesouras • sentada após o relaxamento é também muito benéfico.

Saudação à Lua - Chandra Namaskar •

É evidente que temos de ser responsáveis e de nos manter informados; contudo, o contínuo bombardeamento de notícias calamitosas pode ter muito más consequências. Aqui ficam alguns truques para preservar a sua saúde psíquica: reduza o tempo de informação das notícias a uma vez por dia, utilizando fontes fidedignas; saia do circuito do “lixo corona” das redes sociais; enquanto lava as mãos, com a frequência e o tempo recomendados, aproveite para enumerar e agradecer mentalmente por todas as coisas boas; quando o telemóvel tocar, não atenda imediatamente, utilize esse som para se lembrar de respirar profundamente 3 vezes e ... agradeça! Está vivo!

Saudação ao Sol - Surya Namaskar •

Estas sequências de asanas de yoga podem ser praticadas nas suas versões mais simples para principiantes, ou incluir variações mais arrojadas, se já se tem mais experiência. Para terminar, pode alongar um bocadinho e seguidamente relaxar em savasana: deite-se num tapete no chão, de barriga para cima, com os braços ao longo do corpo e as palmas das mãos também viradas para cima. Coloque um cobertor por cima, para não arrefecer, e uma almofadinha de olhos ou um lenço, para reduzir a luminosidade e deixar

Meditação •

Talvez tenha chegado o tempo do ócio criativo e dos prazeres serenos: ler, escrever, desenhar, tocar um instrumento musical ou, simplesmente, contemplar... o azul do céu, o desabrochar das flores, as feições de um ente querido. Em resumo: não desperdice nem um bocadinho o lado bom desta quarentena! l


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••• REGIÃO

Hospital de São Gonçalo de Lagos recebe e trata doentes Covid O Hospital de São Gonçalo de Lagos - Grupo HPA Saúde recebe, desde a semana passada, casos suspeitos ou doentes já diagnosticados pela COVID-19, tendo já internado vários doentes. Toda a unidade hospitalar foi reestruturada e reforçada ao nível dos circuitos internos, acessibilidades, internamento e cuidados intensivos para tratar este tipo de doentes. A unidade tem capacidade para admitir 14 pacientes em enfermaria (1 paciente/quarto) e 4 em cuidados intensivos. Os recursos humanos foram igualmente preparados para a prestação exigente deste tipo de cuidados, tendo sido deslocados alguns profissionais do Hospital de Alvor para reforçar as equipas locais. O Atendimento Permanente, as consultas e os exames das situações “não covid” que eram efetuados no Hospital de São Gonçalo, serão a partir de agora assegurados pelo Hospital Particular de Alvor ou mesmo para o Hospital

Particular de Gambelas, caso se trate de atendimento pediátrico ou atendimento a grávidas. Por seu lado, e nesta primeira fase, estes dois hospitais encaminharão para Lagos todos os casos suspeitos para seguimento e o adequado tratamento. No entanto, o Hospital Particular de Gambelas está também a preparar um dos seus internamentos para caso seja necessário, começar também a internar casos suspeitos ou diagnosticados com o novo coronavírus. O presidente da Câmara de Lagos, Hugo Pereira, já visitou o Hospital de São Gonçalo e teve oportunidade de conhecer todos os circuitos da unidade, manifestando o seu reconhecimento pelo trabalho desenvolvido. O Grupo HPA Saúde está empenhado em colaborar com o SNS e apoiar as populações onde estamos inseridos, pois sabemos que "só com o esforço de todos será possível ultrapassar esta batalha que se vive em todo o mundo, refere a Administração”.

foto d.r.

􀪭 Toda a unidade hospitalar foi reestruturada e reforçada para tratar este tipo de doentes

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Joaquim Lucas Silva

Joaquim Lucas Silva

Cartório Notarial de Tavira

Cartório Notarial de Tavira

Certifico:

Certifico:

Que no dia 26-03-2020, a folhas 83, do livro de notas para escrituras diversas número 206-A, deste Cartório, foi lavrada uma escritura de JUSTIFICAÇÃO, na qual JOÃO JOSÉ AFONSO FERNANDES, NIF 126.418.683, natural da freguesia de Conceição, concelho de Tavira e mulher OLGA JOSÉ DIAS DA CRUZ AFONSO FERNANDES, NIF 126.418.691, natural de Angola, casados sob o regime da comunhão geral de bens, residentes na Rua Cidade de S. Paulo, número 9, 8.º Dto., Portela, Loures, declararam, que:

Que no dia 01-04-2020, a folhas 92, do livro de notas para escrituras diversas número 206-A, deste Cartório, foi lavrada uma escritura de JUSTIFICAÇÃO, na qual ANTÓNIO JOAQUIM PEREIRA, NIF 159.270.944, natural da freguesia de Cachopo, concelho de Tavira e mulher MARIA DA GRAÇA NOGUEIRA PEREIRA JOAQUIM, NIF 137.218.273, natural da freguesia de Ameixial, concelho de Loulé, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes em Mealha, C.P. 916-Z, Cachopo, Tavira, declararam, que:

Com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores são donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios rústicos, todos sitos em Gomeira, União das Freguesia de Conceição e Cabanas de Tavira, concelho de Tavira e não descritos na Conservatória do Registo Predial de Tavira, a saber:

Com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores são donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios rústicos, todos sitos na freguesia de Cachopo, concelho de Tavira, não descritos na Conservatória do Registo Predial de Tavira, a saber:

UM – Prédio composto por terra de cultura e amendoeiras, com a área de dois mil oitocentos e sessenta metros quadrados, que confronta do norte e poente com Tomásia Lima, do sul com Manuel de Jesus e do nascente com Francisco Dias, inscrito na matriz sob o artigo 974 (proveniente do artigo 104 da extinta freguesia de Cabanas de Tavira e do artigo 11.847 da extinta freguesia de Conceição); DOIS – Prédio composto por terra de cultura e amendoeiras, com a área de quatro mil trezentos e setenta metros quadrados, que confronta do norte com Ilda do Nascimento Viegas, do sul e poente com Marcelino José Magro e do nascente com caminho e Joaquim Matos, inscrito na matriz sob o artigo 982 (proveniente do artigo 108 da extinta freguesia de Cabanas de Tavira e do artigo 11.851 da extinta freguesia de Conceição), e TRÊS – Prédio composto por terra de cultura, amendoeiras e figueiras, com a área de oito mil e quatrocentos metros quadrados, que confronta do norte com Maria Julieta Mendes Pires, do sul com Joaquim Matos, do nascente com caminho e do poente com Francisco Dias, inscrito na matriz sob o artigo 990 (proveniente do artigo 112 da extinta freguesia de Cabanas de Tavira e do artigo 11.855 da extinta freguesia de Conceição). Que adquiriram o referido prédio por partilha verbal e não titulada por escritura pública, feita em data imprecisa do ano de mil novecentos e setenta, por óbito do avô do justificante marido, João José Fernandes, falecido no estado de viúvo, residente que foi em Cabanas de Tavira, Tavira, pelo que adquiriram os prédios por usucapião.

UM – Prédio sito em Barranco dos Mouros, Mealha, que consta de terra de pastagem e cultura, com a área de cinquenta e três mil seiscentos e vinte metros quadrados, que confronta do norte com José Gonçalves e outro, do sul com Manuel António e outros, do nascente com Manuel Iria e do poente com Adelino Francisco Coelho e outro, inscrito na matriz sob o artigo 19.565; DOIS – Prédio sito em Umbrias, Mealha, que consta de terra de pastagem, com a área de seis mil trezentos e quarenta metros quadrados, que confronta do norte com José dos Reis, do sul com Serafina Guerreiro Teixeira, do nascente com Liberto Gonçalves e do poente com José António, inscrito na matriz sob o artigo 19.659; TRÊS – Prédio sito em Taipas, Mealha, que consta de terra de pastagem, com a área de onze mil oitocentos e setenta metros quadrados, que confronta do norte com João Rodrigues, do sul e nascente com António Domingos e do poente com José Francisco da Palma, inscrito na matriz sob o artigo 19.686, e QUATRO – Prédio sito em Corgo dos Bornazeiros, Mealha, que consta de terra de cultura, pastagem, com oliveiras e quatro sobreiros, com a área de seiscentos e vinte metros quadrados, que confronta do norte, sul e nascente com Adelino Francisco Coelho e do poente com Custódio da Luz Brás e outros, inscrito na matriz sob o artigo 19.570. Que adquiriram o referido prédios por meio de compra verbal e nunca reduzida a escritura pública, no ano de mil novecentos e noventa e quatro, em data que não é possível precisar, feita a José Lourenço e mulher Maria Francisca, casados que foram sob o regime da comunhão geral de bens, residentes que foram no sitio da Redonda, Cachopo, Tavira, já falecidos, pelo que adquiriram os prédios por usucapião.

Tavira, em 26 de Março de 2020

Tavira, em 01 de Abril de 2020

A funcionária por delegação de poderes,

A funcionária por delegação de poderes,

Ana Margarida Silvestre Francisco – Inscrita na O.N. sob o n.º 87/03)

Ana Margarida Silvestre Francisco – Inscrita na O.N. sob o n.º 87/03

Conta registada sob o nº. PA431/2020 Factura nº. 431.

Conta registada sob o nº. PA440/2020 Factura nº. 441

(POSTAL do ALGARVE, nº 1242 10 de Abril de 2020)

(POSTAL do ALGARVE, nº 1242 10 de Abril de 2020)

Medicamento para eliminar piolhos poderá ser usado no combate ao Covid-19 Cientistas da Universidade australiana de Monash descobriram que existe um medicamento utilizado para matar piolhos que pode servir para pôr fim ao novo coronavírus em 48 horas. Parte da produção do Ivermectin é feita pela farmacêutica portuguesa Hovione. O nome do medicamento é Ivermectina e pode interromper o crescimento do vírus nas células. A notícia avançada pela Daily Mail, cita a Dra. Kylie Wagstaff, do Instituto Monash Biomedicine Discovery, que diz que "descobrimos que uma única dose poderia remover todo o RNA viral por 48 horas e que, após 24 horas, havia uma redução realmente significativa". O mesmo medicamento mostrou resultados positivos com as doenças de HIV e do vírus do Zika. O próximo passo é determinar a dosagem humana correta para garantir que o nível usado in vitro seja seguro para a população. Embora ainda se desconheça como a ivermectina funciona no vírus, o medicamento pode interromper a capacidade das células hospedeiras de eliminá-lo. Se o medicamento for usado no combate ao novo coronavírus, vai demorar pelo menos um mês a arranjar financiamento e a realizar ensaios pré-clínicos. O estudo é um trabalho conjunto do Monash Biomedicine Discovery Institute e do Instituto Peter Doherty de Infecção e Imunidade. Os resultados foram publicados na Antiviral Research.


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REGIÃO •••

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Castro Marim pede "por favor, coloque o lixo no contentor!" foto d.r.

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􀪭 Os funcionários que fazem a recolha têm-se deparado com a deposição dos sacos do lixo fora dos contentores

A Câmara de Castro Marim pede aos munícipes que colaborem com o serviço de gestão de resíduos, pois os funcionários, que todos os dias asseguram a recolha de resíduos sólidos, têm-se deparado com a deposição dos sacos do lixo fora dos contentores, mesmo que estes ainda tenham capacidade Os colaboradores, que todos os dias asseguram a recolha de resíduos sólidos, têm-se deparado com a deposição dos sacos do lixo fora dos contentoresFOTO D.R. A Câmara de Castro Marim pede "a todos os cidadãos que colaborem com o serviço de gestão de resíduos. Os nossos colaboradores, que todos os dias asseguram a recolha de resíduos sólidos, têm-se deparado com a deposição dos sacos do lixo fora dos contentores, mesmo que estes ainda tenham capacidade". A autarquia castromarinense lembra que "a maioria dos contentores pode ser aberto através de um pedal e, na eventualidade de não serem, podem recorrer a uma luva

ou à posterior desinfeção das mãos". Os colaboradores do Município de Castro Marim estão a trabalhar consecutivamente para assegurar estes que são serviços essenciais, pelo que apelamos a que "se respeite o esforço daqueles que não podem estar em isolamento nas suas casas para nos garantir algum equilíbrio e segurança nos dias que correm". “A dedicação destes colaboradores tem sido exímia, merecem todo o nosso respeito e atenção, expõem-se diariamente a um risco maior e nós devemos contribuir com tudo o que estiver ao nosso alcance, desde o nosso melhor comportamento cívico até à criação das condições de trabalho adequadas às circunstâncias”, sublinhou a vice-presidente da autarquia de Castro Marim, Filomena Sintra, adiantando que, neste sentido, a câmara municipal procedeu à aquisição de novos equipamentos e fardamentos, para que higienização dos mesmos se possa realizar nas melhores condi-

ções, dividiu os funcionários em equipas espelho e criou um espaço próprio para que possam tomar banho no final de cada turno, regressando às suas casas já sem as roupas de trabalho. Numa fase em que as circunstâncias nos obrigam a mudar de hábitos, lembra-se que "não podemos facilitar e devemos controlar o que nos é possível, sendo este um dos fatores que mais risco representa em questões de perigo para saúde pública". No caso de ter na sua família pessoas infetadas (ou com essa suspeita) deve colocar os resíduos em sacos de lixo resistentes e descartáveis, com enchimento até dois terços da sua capacidade (não encher totalmente os sacos). Os sacos devidamente fechados devem ser colocados dentro de um segundo saco, devidamente fechado, e este deve ser depositado no contentor de lixo comum (resíduos indiferenciados). As máscaras, luvas e lenços devem ser sempre colocados no contentor do lixo comum.

Crédito Agrícola anuncia moratórias para apoiar Particulares e Empresas O Crédito Agrícola acaba de lançar três linhas de crédito para apoiar as famílias e as Empresas portuguesas neste contexto de pandemia e de Estado de Emergência que o País vive. Com o objetivo de ajudar a mitigar os efeitos económicos e sociais que o surto do COVID-19 está a provocar na sociedade portuguesa, o Crédito Agrícola criou um mecanismo de moratória para os créditos regulares para particulares e empresas que permite uma carência de capital ou prorrogação do termo do prazo de pagamento até 12 meses, cumulativos entre carência e prorrogação. Este instrumento de apoio é elegível para os clientes que estejam em situação regular com Banco, abrangendo as operações de crédito à habitação, ao consumo e créditos ao investimento e tesouraria, para o caso das empresas. O Crédito Agrícola ajustará estas condições às orientações ou decisões que vierem a ser tomadas pelas autoridades legislativas ou regulatórias, europeias ou nacionais. Adicionalmente e para apoiar as empresas neste período especialmente conturbado, o Banco lançou ainda a Linha de Crédito de Apoio Especial – Fundo Maneio, dirigida a empresas e a empresários em nome individual, acessível a todo o tipo de empresas nacionais com necessidade de liquidez na atual conjuntura, com o objetivo de pagamento de salários, encargos com a manutenção da atividade, pagamento a fornecedores, e com um montante máximo de financiamento até 100 mil euros. O Crédito Agrícola associou-se ainda ao Estado Português e ao Sistema Nacional de Garantia Mútua na Linha de Crédito Capitalizar 2018 COVID-19 com um montante global de 200 milhões de euros e com um limite de financiamento de 1,5 milhões de euros por empresa e por linha específica. Para os particulares, foi lançada a Linha de Crédito de Apoio Especial Pessoas Singulares para fazer face aos encargos que tendem a aumentar, seja por despesas de saúde, seja pela contingência de passar a ficar em casa, com as despesas acrescidas que daqui, naturalmente resultam e os rendimentos serem reduzidos. No momento de pandemia que o país e o mundo atravessam, o CA recomenda sempre que possível a utilização dos canais digitais como meio preferencial de contacto entre os clientes e as suas agências.

Sobre o Crédito Agrícola: O Crédito Agrícola, o único banco cooperativo em Portugal, é uma instituição financeira de capitais exclusivamente nacionais, presente em todo o território nacional e com a maior rede de Agências do país, sendo reconhecido pelo mercado, como o melhor Banco da sua categoria, pela “Escolha do Consumidor 2019”.


20 10 de abril de 2020

••• REGIÃO

Farmácias criam linha telefónica gratuita para encomenda de medicamentos foto d.r.

􀪭 As farmácias garantem a dispensa de medicamentos ao domicílio em todo o país Já está em funcionamento, em todo o continente e ilhas, a linha telefónica gratuita que garante o acesso a medicamentos com aconselhamento farmacêutico 24 horas por dia. Quem necessitar de medicamentos basta ligar 1400, de qualquer rede móvel ou fixa, e fazer a sua encomenda. As chamadas são gratuitas. Há diversas modalidades de entregas ao domicílio garantidas em todo o país. O 1400 é especialmente recomendapub

do às pessoas que, pela sua idade ou condição de saúde, se devem abster de qualquer saída à rua durante a pandemia de COVID-19. Com uma chamada telefónica podem encomendar quaisquer medicamentos e produtos de farmácia. O centro de atendimento dará prioridade à satisfação dos pedidos de doentes crónicos e pessoas com mais de 60 anos. A linha pode ainda ser usada para planear visitas à farmácia. O serviço

1400 garante a cada português que tem à sua espera, na farmácia da sua preferência, todos os medicamentos e produtos de saúde de que necessita, com especial atenção aos mais urgentes. "As farmácias montaram em tempo record um serviço farmacêutico telefónico de abrangência nacional. Todos devemos evitar sobrecarregar a linha com pedidos desnecessários, para ser possível responder de imediato às necessidades urgentes e das

pessoas mais frágeis", apela Paulo Cleto Duarte, presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF). A escolha da farmácia cabe a cada cidadão. O atendimento telefónico informa quais as farmácias mais próximas com os medicamentos disponíveis. Antes de libertar qualquer encomenda, a farmácia escolhida contacta sempre o utente para o esclarecer quanto aos benefícios, riscos e instruções a seguir para o bom uso dos medicamentos.

As farmácias garantem a dispensa de medicamentos ao domicílio, em todo o país, com serviços próprios, em pareceria com autarquias, IPSS e os CTT. "A pandemia pode ter colocado em causa as visitas à farmácia, mas jamais o serviço farmacêutico completo e seguro. As farmácias continuam próximas de qualquer português, a cada segundo que passa", garante o presidente da ANF.


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SÓNIA LUZ:

“Vamos sair daqui mais unidos, mais iguais e com mais cooperação e amor entre todos” fotos d.r.

􀪭 Os materiais de proteção produzidos pelas mulheres de etnia cigana vão ser utilizados para apoiar os profissionais de saúde Filipe Vilhena / Henrique Dias Freire

jornalpostal@gmail.com

O sonho de Sónia Luz era apoiar a população mais vulnerável da freguesia de Quarteira, a sua cidade natal. Para ela, foi um “chamamento” conseguir empoderar as populações excluídas, estigmatizadas e vulneráveis. A “Associação Akredita em Ti” foi criada com elevado sentido de missão e compromisso, para apoiar a população mais carente. O primeiro passo foi inserir-se num bairro social. Contudo, para conseguir realizar um verdadeiro trabalho de intervenção, seria preciso um apoio maior, que foi conseguido através do financiamento do Programa Escolhas, que é promovido pela Presidência do Conselho de Ministros e integrado no Alto Comissariado para as Migrações – ACM, IP. Assim foi durante dois anos. Sónia Luz acredita que “as desigualdades, são a causa de pessoas com imenso potencial acabarem quebradas e seguirem caminhos que nada têm a ver com o seu real propósito de vida”. A sua infância não foi fácil, “sobretudo por ter sido pautada por negligencia e maus tratos”. A forma que encontrou para não cair no abismo, foi querer lutar para conseguir apoiar todos aqueles que se encon-

tram em situação de vulnerabilidade social, especialmente crianças e as suas famílias. No final do curso de Educação Social, Sónia Luz foi convidada pela Fundação António Aleixo a criar a Associação Juvenil Akredita em Ti, entidade esta que hoje é a entidade gestora do Projeto Akredita + E7G. Quando abraçou e fundou a associação, foi com “elevado sentido de missão e compromisso”. A missão, contudo, faz-se de altos e baixos e o mundo precisa mais do que nunca da união e solidariedade de todos. A pandemia de covid-19 está a encher hospitais e é preciso material para salvaguardar a proteção dos profissionais de saúde, que lutam diariamente para combater o vírus que nos colocou a todos confinados em casa. O Hospital de Faro pediu a colaboração à comunidade para conseguir materiais de proteção para combater o covid 19. Neste sentido, Sónia Luz explica que “contactei as meninas e mulheres ciganas no sentido de perceber se estariam dispostas a ajudar, tendo elas aceite com entusiasmo e ânimo este desafio”. Desta forma, a atividade seguiu para a etapa seguinte: a compra de materiais e verificação dos moldes, validação dos mesmos junto do hospital. Neste momento, as voluntárias encontram-se a confecionar botas de acordo com o solicitado pelo hospital.

“Talvez este vírus seja uma lição para todos nós” A missão destas mulheres está a decorrer a todo o gás e tem o apoio do programa governamental de âmbito nacional, promovido

IP, Câmara Municipal de Loulé e Junta de Freguesia de Quarteira. Sónia Luz apela que “os custos inerentes a projetos como este são sempre elevadíssimos, e aceitamos donativos de particulares ou empresas para este fim”.

são de etnia cigana. A colaboração de todas está a ser positiva a nível educacional, onde partilham conhecimentos, e nível cívico e emocional, uma vez que estão a lutar por uma causa social, que ultrapassa raças e etnias. Sónia destaca que este ano, pela primeira vez, houve representação ativa da comunidade cigana no desfile do Carnaval (evento que contribui para a economia local) e que este vírus “está a apelar para uma maior cooperação social e comunitária, ou seja em colaboração e sem julgamentos”. A população de etnia cigana encontra-se, muitas vezes, excluída e não lhes é dada condições para desenvolverem a consciência de que podem ajudar e que podem ter um importante papel no desenvolvimento da sociedade, o que mudou com a pandemia do novo coronavírus e comprova que todos são capazes e válidos para a sociedade. Talvez este vírus seja uma lição para todos nós. Quem o diz, é Sónia Luz, que reflete que “não adianta pensar que os problemas dos outros não nos baterão à porta, pois a doença não tem estrato social ou económico”. A fundadora do projeto Akredita + E7G diz que no fim de tudo isto, “vamos sair daqui mais unidos, mais iguais e com mais cooperação e amor entre todos”. Esperemos que o covid-19 que hoje nos afasta e obriga

􀪭 Sónia Luz nasceu em Quarteira e tinha o sonho de apoiar a população mais vulnerável pela Presidência do Conselho de Ministros e integrado no Alto Comissariado para as Migrações – ACM,

Os resultados estão a surpreender todos. O projeto é, no entanto, composto por outras mulheres que não

a uma distância social de 2 metros, no futuro possa ser a aproximação de pessoas.


22

NECROLOGIA

10 de abril de 2020

CARTÓRIO NOTARIAL DE OLHÃO Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, Notário Lic. António Jorge Miquelino da Silva

COMUNIQUE COM O POSTAL ANTÓNIO DA CONCEIÇÃO FERNANDES 23-03-1937  25-03-2020 Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.

Certifico narrativamente para efeito de publicação que por escritura de 13 de Março de 2020, exarada a folhas 11 do livro de notas deste Cartório número 171-A, a “FÁBRICA DA IGREJA DE SÃO TIAGO DE TAVIRA”, com sede na Rua D. Paio Peres Correia, freguesia de Santa Maria e Santiago, concelho de Tavira, Pessoa Colectiva número 501 438 599, entidade canonicamente erecta com personalidade jurídica, declara-se dona e legítima possuidora, com exclusão de outrém, do prédio urbano constituído por uma igreja, com dois pisos, sita na Rua de Santo António, Largo da Atalaia, freguesia de Santa Maria e Santiago, concelho de Tavira (mas na anterior freguesia de Santiago), com a área coberta de quinhentos e vinte e um vírgula cinquenta metros quadrados e a área descoberta de cento e catorze vírgula cinquenta metros quadrados, a confrontar do Norte e do Poente com Santa Casa da Misericórdia de Tavira, do Sul com Rua Santo António, e do Nascente com Isabel Paes, inscrito na matriz, em nome da Fábrica da Igreja São Tiago de Tavira, sob o artigo 8355 (proveniente do anterior artigo 3450 da união de freguesias de Santa Maria e Santiago e anterior artigo 4024 da freguesia de Santiago), com o valor patrimonial tributável de quinhentos e noventa e seis mil duzentos e oitenta euros, igual ao atribuído, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Tavira. Que o prédio foi adquirido por Entrega, em propriedade, da Fazenda Nacional à Fábrica da Igreja São Tiago de Tavira, em dezanove de Março de mil novecentos e quarenta e cinco, entrega esta feita ao abrigo do artigo 41.º do Decreto-Lei n.º 30 615, de 25 de Julho de 1940, cujo Auto original não foi encontrado nos diversos arquivos quer estatais quer eclesiásticos.

VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.

Que faltando o dito título de entrega, não tem a Fábrica da Igreja São Tiago de Tavira possibilidade de comprovar pelos meios normais a aquisição do dito prédio, não dispondo de documento que lhe permita obter o registo a seu favor, nem a possibilidade de o obter, pelo que para o efeito justifica o seu direito pela presente escritura. Está conforme: Cartório Notarial de Olhão sito na Rua Patrão Joaquim Casaca, lote 1, r/c, aos 13 de Março de 2020. Por delegação do Notário, artº 8/2 DL 26/2004, de 04/02, A Colaboradora autorizada aos 01.07.2019 Fernanda Maria Baleizão de Sousa Canhita – ON nº 222/14 Conta registada sob o nº 0775 / 2020

JAIME VICTOR DA GR AÇA LOPES (POSTAL do ALGARVE, nº 1242 10 de Abril de 2020)

15-07-1927  27-03-2020 Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade.

Reze 9 Ave-Marias com uma vela acessa durante 9 dias, pedindo 3 desejos, 1 de negócios e 2 impossíveis ao 9º dia publique este aviso, cumprir-se-á mesmo que não acredite. T.S.

MONCARAPACHO  OLHÃO SANTA MARIA E SANTIAGO  TAVIRA

Reze 9 Ave-Marias com uma vela acessa durante 9 dias, pedindo 3 desejos, 1 de negócios e 2 impossíveis ao 9º dia publique este aviso, cumprir-se-á mesmo que não acredite. G.F.

Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.

MANUEL JOSÉ FERNANDES DE JESUS

ROSÁRIA ROSA

MARIA DINA MARQUES ROMANO FARR AJOTA

15-01-1936  30-03-2020

15-03-1926  02-04-2020

18-04-1932  02-04-2020

Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.

Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade.

Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.

SANTA MARIA  TAVIRA SANTA MARIA E SANTIAGO  TAVIRA

ODELEITE  CASTRO MARIM SANTA MARIA E SANTIAGO  TAVIRA

SANTIAGO  TAVIRA SANTA MARIA E SANTIAGO  TAVIRA

Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.

Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.

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10 de abril de 2020

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Cartório Notarial de Tavira Certifico: Que no dia 01-04-2020, a folhas 96, do livro de notas para escrituras diversas número 206-A, deste Cartório, foi lavrada uma escritura de JUSTIFICAÇÃO, na qual JORGE MANUEL GUERREIRO NETO RODRIGUES, NIF 188.136.770, natural da freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim e mulher MARIA MANUELA MARTINS DIAS RODRIGUES NETO, NIF 194.854.531, natural da freguesia de Santiago, concelho de Tavira, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes no sitio da Azinhosa, Cachopo, Tavira, declararam, que:

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Município de Tavira Edital n.º 22/2020

Ana Paula Fernandes Martins,

TORNA PÚBLICO, que nos termos do n.º1 do artigo 56.º do anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, em reunião ordinária de Câmara Municipal, realizada no dia 31 de março de 2020, foram tomadas as seguintes deliberações: 1. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º87/2020/CM - Aprovação do Plano de contingência no âmbito da prevenção e controlo de infeção por novo Coronavírus COVID-19 para os serviços da Câmara Municipal de Tavira - Ratificação de despacho; 2. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º86/2020/CM - Concurso interno de acesso geral para o lugar de 2.º Comandante dos Bombeiros Municipais; 1. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º88/2020/CM - 5.ª Alteração Permutativa Orçamento/2020; 2. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º89/2020/CM - Atribuição de apoio à Associação para o Desenvolvimento do Centro Académico de Investigação e Formação Biomédica do Algarve, AD - ABC - Aquisição de Equipamentos Individuais de Proteção e Ventiladores - COVID-19 - ratificação de despacho; 3. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º90/2020/CM - Regulamento e Tabela de Taxas - versão final; 4. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º91/2020/CM - Minuta de acordo de cessão da posição contratual no contrato de aquisição de serviços para fornecimento de refeições em estabelecimentos de ensino do pré-escolar e do 1.º ciclo (4-CPu/17);

UM – Prédio sito em Porto das Presas, que consta de terra de cultura e pastagem, com a área de seis mil e duzentos metros quadrados, que confronta do norte e poente com Manuel Rodrigues Marta, do sul com Francisco Valente e do nascente com ribeira, inscrito na matriz sob o artigo 9.011;

5. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º92/2020/CM - Alteração de titularidade - loja n.º 11 do Mercado Municipal de Tavira;

TRÊS – Prédio sito em Rebola, que consta de terra de cultura, pastagem e duas alfarrobeiras, com a área de novecentos e noventa metros quadrados, que confronta do norte e nascente com herdeiros de Ana Marta, do sul com caminho e do poente com Francisco Valente, inscrito na matriz sob o artigo 12.600; QUATRO – Prédio sito em Cerca da Sobreira, que consta de terra de cultura e pastagem, com duas amendoeiras e uma oliveira, com a área de oitocentos e noventa metros quadrados, que confronta do norte e nascente com herdeiros de António Dias, do sul com caminho e do poente com José Marta e outros, inscrito na matriz sob o artigo 12.899; e CINCO – Prédio sito em Cerca Val Pereiro, que consta de terra de cultura e pastagem com duas oliveiras, com a área de quatrocentos e noventa metros quadrados, que confronta do norte com Manuel Rodrigues Marta, do sul com Manuel Teixeira Pereira, do nascente com Manuel António e do poente com Manuel Teixeira, inscrito na matriz sob o artigo 12.922. Que adquiriram os referidos prédios por meio de compra verbal e nunca reduzida a escritura pública, no ano de mil novecentos e noventa e sete, em data que não é possível precisar, feita a Rafael Dias e mulher Maria Catarina, casados que foram sob o regime da comunhão geral de bens, residentes que foram no sitio da Azinhosa, Cachopo, Tavira, já falecidos, pelo que adquiriram os prédios por usucapião.

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PRAÇA DA REPÚBLICA Nº 12, 1º ESQ – TAVIRA (DEFRONTE À CÂMARA) 281 322 491 | 936 396 022 Reze 9 Ave-Marias com uma vela acessa durante 9 dias, pedindo 3 desejos, 1 de negócios e 2 impossíveis ao 9º dia publique este aviso, cumprir-se-á mesmo que não acredite. A.S.

Município de Tavira Edital n.º 15/2020

Presidente da Câmara Municipal de Tavira

Com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores são donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios rústicos, todos sitos na freguesia de Cachopo, concelho de Tavira, não descritos na Conservatória do Registo Predial de Tavira, a saber:

DOIS – Prédio sito em Rocha Branca, que consta de terra de cultura e pastagem com duas amendoeiras, com a área de cinco mil e duzentos metros quadrados, que confronta do norte com Manuel Rodrigues Marta, do sul e nascente com Manuel António e do poente com António Cavaco e outros, inscrito na matriz sob o artigo 12.136;

6. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º93/2020/CM - 04-Emp/17 - Reabilitação do Cine Teatro António Pinheiro - 3ª Revisão de Preços Provisória; 7. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º94/2020/CM - Início de procedimento e participação procedimental - Projeto de regulamento do programa municipal de apoio ao arrendamento; 8. Aprovada por maioria a Proposta n.º95/2020/CM - 03-Emp/18- Ponte sobre o Rio Gilão na ligação do Largo da Caracolinha à Rua do Cais - Processo 2019/300.10.001/16 - 2.ª Revisão de preços provisória; 9. Aprovada por maioria a Proposta n.º96/2020/CM - 03-Emp/18 - Ponte sobre o Rio Gilão na ligação do Largo da Caracolinha à Rua do Cais - Processo n.º 2019/300.10.001/16 - Ratificação de despacho - Minuta do contrato de trabalhos complementares (3.º adicional); 10. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º98/2020/CM - Atribuição de apoio à Cruz Vermelha Portuguesa - Centro Humanitário de Tavira, por força do impacto da situação epidemiológica do novo Coronavirus - COVID 19; 11. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º 100/2020/CM - 6.ª alteração orçamental permutativa | Orçamento 2020; 12. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º102/2020/CM - Isenções - Medidas de apoio a agentes económicos e grupos sociais mais desfavorecidos, no âmbito do plano de prevenção da pandemia COVID 19.

ANA PAULA FERNANDES MARTINS, Presidente da Câmara Municipal, TORNA PÚBLICO, nos termos e para efeitos do disposto nos artigos 6.º, 89.º e 191.º do Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de maio, que a Câmara Municipal de Tavira, em reunião ordinária pública ocorrida a 11 de fevereiro de 2020, deliberou aprovar a Proposta de Plano de Urbanização de Tavira e proceder à abertura do respetivo período de discussão pública. Assim, cumpre proceder-se à abertura do período de DISCUSSÃO PÚBLICA DA PROPOSTA DE PLANO DE URBANIZAÇÃO DE TAVIRA, convidando-se todos os interessados a apresentar as suas reclamações, observações ou sugestões e informações, bem como pedidos de esclarecimento, no período compreendido ENTRE OS DIAS 11 MARÇO E 7 DE ABRIL DE 2020. O respetivo processo poderá ser consultado no sítio eletrónico do Município (www.cm-tavira.pt) ou nas instalações da Divisão de Planeamento, Turismo, Inovação e Empreendedorismo, todos os dias úteis, nas horas normais de expediente. Os interessados, devidamente identificados, poderão apresentar eventuais reclamações, observações ou sugestões e informações, bem como pedidos de esclarecimento, dentro do período atrás referido, por escrito e em impresso próprio a conceder pelos serviços, dirigidas à Senhora Presidente da Câmara Municipal, para Câmara Municipal de Tavira, Praça da República, 8800-951 Tavira ou para camara@cm-tavira.pt. O Aviso n.º 3692/2020 que publicita a discussão pública foi publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 44, de 3 de março de 2020. Para constar e produzir os efeitos legais se passou o presente EDITAL e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos do costume na área do Concelho e divulgados através do sítio eletrónico do Município de Tavira e da comunicação social.

Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos de costume.

Paços do Concelho, 03 de março de 2020

Tavira, em 01 de Abril de 2020 A funcionária por delegação de poderes,

Paços do Concelho, 31 de março de 2020

Ana Margarida Silvestre Francisco – Inscrita na O.N. sob o n.º 87/03

A Presidente da Câmara Municipal,

A Presidente da Câmara Municipal

Conta registada sob o nº. PA442/2020 Factura nº. 443 (POSTAL do ALGARVE, nº 1242 10 de Abril de 2020)

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Ana Paula Martins (POSTAL do ALGARVE, nº 1242 10 de Abril de 2020)

Ana Paula Fernandes Martins (POSTAL do ALGARVE, nº 1242 10 de Abril de 2020)


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10 de abril de 2020

Tiragem desta edição: 6.615 EXEMPLARES

O POSTAL regressa dia 24 de abril

••• ÚLTIMA

Tenha um ombro amigo nesta altura difícil com o The Pineapple Friend Projeto conta com 44 voluntários

fotos d.r.

Mais recentemente, Diana Pereira estendeu o The Pineapple Mind e criou em paralelo o The Pineapple Friends. Este novo projeto junta voluntários de Norte a Sul do país e foi desenvolvido para fazer frente à solidão que algumas pessoas possam estar a passar nesta altura de pandemia. O medo e a ansiedade são sentimentos normais de quem tem de estar agora fechado em casa. Caso precisem de desabafar, podem contar com estas pessoas, que estão disponíveis para “apoiar quem pede ajuda, orientar para a procura de apoio profissional (se necessário) e ser um ombro amigo”. Devemos realçar que os voluntários não fazem isto profissionalmente, “porque a maioria são ainda estudantes”. O Algarve já tem alguns membros no projeto, que no total conta com 44 voluntários. Raquel Branco é voluntária há pouco tempo, mas demonstra já uma grande garra. A jovem, de Conceição de Faro, entrou no projeto porque “o tema da saúde

mental me sensibiliza muito”. Para Raquel, o projeto é importante porque quer “que toda a gente saiba que não está sozinha”. Raquel Branco conta que está neste momento a ajudar um rapaz. Sem entrar em pormenores, diz que “noto algumas diferenças nele”. O diálogo com o rapaz faz-se de assuntos que o preocupam e também sobre outros temas mais gerais. Ao fim e ao cabo, a voluntária de 20 anos assume o papel de amiga desta pessoa que só precisa de um pouco de atenção e um conselho. Para ela a experiência “tem sido ótima até agora”. The Pineapple Friends pretende continuar ao lado de quem precisa, neste momento em que estamos todos mais ligados do que nunca e queremos lutar contra a pandemia. Como a mente também dói, salvaguardar o seu bem-estar psicológico é importante para estar bem e sorrir, quando tudo isto terminar. Quando quiser um amigo, lembre-se da Diana Pereira, da Raquel Branco e dos restantes voluntários deste projeto.

􀪭 Diana Pereira mantém ativas as redes sociais do projeto e partilha muitas dicas com os seus �ãs

Filipe Vilhena / Henrique Dias Freire

jornalpostal@gmail.com

Ajudar é a palavra de ordem devido ao momento que estamos a viver. Diana Pereira é estudante do quinto de medicina e criou um projeto que forma voluntários para serem o ombro amigo de quem mais precisa, numa altura em que a solidão, a ansiedade e o medo podem tornar-se os sentimentos de qualquer um de nós. Mas vamos como tudo começou. Diana Pereira estuda em Coimbra, onde está a tirar o curso de medicina. Apesar de sempre ter sido uma boa aluna, o quarto ano do curso trouxe-lhe uma surpresa menos agradável e que mudou a sua visão do mundo. A jovem de 24 anos teve uma depressão em 2017 e foi obrigada a congelar a matrícula da faculdade. Depois de ser tratada com medicação, foi em busca de algumas técnicas na internet, como psicoterapia e meditação e descobriu que existia uma grande falta de conteúdos portugueses sobre saúde mental. No ano seguinte, já de regresso à faculdade, teve uma cadeira

de neurociência e saúde mental, que despertou a sua atenção. Podemos dizer que foi este o ponto de partida para a criação do The Pineapple Mind. Graças aos conhecimentos teóricos sobre doenças, decidiu avançar para o projeto nas redes sociais, onde o principal objetivo seria alertar para a saúde mental e, de certa forma, “compensar” a falta de conteúdo português online sobre esta temática. À medida que foi crescendo, o projeto foi ganhando cada vez mais fãs e Diana Pereira diz orgulha que “estamos prestes a registar-nos como associação nacional”. O interesse do público era tanto, que “desde o início tive pessoas interessadas no tema a contribuírem com ideias e sugestões”. O projeto integra atualmente duas colaboradoras, que fazem as publicações no Twitter – mais viradas para o público jovem. Está também na equipa um colunista enfermeiro na área da saúde mental no site, na secção sobre isolamento. Para além disso, existe ainda uma equipa de mais oito colegas na Comissão Organizadora da Conferência sobre Saúde Mental, que se iria realizar caso a pandemia não tivesse tomado conta do mundo.

􀪭 Raquel Branco frequenta o curso de Ciências da Comunicação na Universidade do Algarve


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