••• ENTREVISTA
Rancho Folclórico de Faro comemora 90 anos de tradição P.4 e 5
••• REGIÃO
Nasceu uma banda nas ruas de Faro que promete agitar P.8 e 9
••• REGIÃO
DE LOULÉ PARA O MUNDO EMPRESA APRESENTA SOLUÇÕES RELACIONADAS COM O OZONO
DISTRIBUÍDO COM O EXPRESSO VENDA INTERDITA Diretor Henrique Dias Freire • Ano XXXIII Edição 1240 • Quinzenário à sexta-feira 6 de março de 2020 • Preço 1,50€
postaldoalgarve 131.002
Sofia Costa cria conceito que apresenta o Algarve noutra perspectiva P.23
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Redação: Rua Dr. Silvestre Falcão, 13 C 8800-412 Tavira - ALGARVE Tel: 281 320 900 Fax: 281 023 031 E-mail: jornalpostal@gmail.com Online: www.postal.pt FB: facebook.com/postaldoalgarve FB: facebook.com/ cultura.sulpostaldoalgarve Issuu: issuu.com/postaldoalgarve Twitter: twitter.com/postaldoalgarve Diretor: Henrique Dias Freire Diretora executiva: Ana Pinto Redação: Ana Pinto (CO-721 A) Cristina Mendonça (CP 3258) Filipe Vilhena Henrique Dias Freire (2207 A) Stefanie Palma (7753 A) Design: Bruno Ferreira Colaboradores: Afonso Freire, Alexandra Freire, Alexandre Moura, Beja Santos (defesa do consumidor) Colaboradores fotográficos e de vídeo: Luís Silva / Miguel Pires / Rui Pimentel Departamento comercial, publicidade e assinaturas: Anabela Gonçalves, Helena Gaudêncio José Francisco Propriedade do título: Henrique Manuel Dias Freire (mais de 5% do capital social) Edição: Postal do Algarve - Publicações e Editores, Lda. Centro de Negócios e Incubadora Level Up, 1 8800-399 Tavira Contribuinte: nº 502 597 917 Depósito Legal: nº 20779/88. Registo do título (DGCS): ERC nº 111 613 Impressão: LUSOIBÉRIA – Av. da República, n.º 6, 1.º Esq. 1050-191 Lisboa Telf.: +351 914 605 117 e-mail: comercial@lusoiberia.eu Distribuição: Banca - Logista, ao sábado com o Expresso/ VASP - Sociedade de Transportes e Distribuição, Lda e CTT Estatuto editorial disponível: www.postal.pt/quem-somo
Tiragem desta edição:
6.673 exemplares
••• OPINIÃO
Beja Santos
Ana Amorim Dias
Henrique Dentinho
Assessor do Instituto do Consumidor e consultor do POSTAL
Escritora anamorimdias@gmail.com
Artista plástico
A tosse não é uma doença, é um sinal de alerta
Mantém-te simples
Harakiri
Quem tosse, com mais ou menos regularidade, deve estar informado de que se trata de um sintoma, pode ser uma manifestação de algumas doenças do aparelho respiratório, mas também um reflexo de proteção para expulsar partículas estranhas ou muco do sistema respiratório. Há medicamentos cujos efeitos secundários podem desencadear tosse, é o que pode acontecer com certos hipertensores. Quem apresenta tosse persistente sem expetoração sem causa aparente deve falar com o seu médico. Nem todas as tosses são iguais. Há a chamada tosse seca, irritativa, pode ser um mecanismo de defesa, mas existem situações em que é necessário recorrer à medicação. Este tipo de tosse pode ser tratado com antitússicos, alguns dos quais requerem receita médica e podem interferir com a capacidade de atenção e condução. A tosse com expetoração não deve ser suprimida de forma repentina, pois a expetoração pode ficar retida nos brônquios e daí surgirem complicações graves. Por esta razão a tosse com expetoração não pode ser tratada com antitússicos mas com expetorantes ou mucolíticos (substâncias que tornam a expetoração menos espessa e mais fácil de ser eliminada). Um exemplo representativo de que o tratamento da tosse requer aconselhamento profissional é o caso do doente diabético por causa do uso de medicamentos sem açúcar. Há ainda outras situações em que o aconselhamento farmacêutico é fundamental. É importante ter em conta que a tosse nas crianças pode estar associada a asma, a infeções respiratórias. De uma forma geral, as crianças com menos de 2 anos devem ser encaminhadas para consulta médica. Temos aqui situações bem elucidativas como se deve usar e abusar do aconselhamento farmacêutico. Indo à farmácia para solicitar um medicamento para a tosse, deve ter o cuidado de informar se a tosse é seca ou se possui expetoração, se está relacionada com alguma infeção das vias respiratórias, se fuma; deve saber que o farmacêutico avalia a tosse quanto à sua duração e à existência ou não de expetoração. O farmacêutico pondera se a tosse é aguda ou crónica. No caso da tosse aguda, procura esclarecer se o doente tem sintomas de constipação ou de gripe, de rinite alérgica, se inalou partículas estranhas ou, no caso da tosse crónica, procura saber qual a sua causa, pois o doente pode ser asmático ou ter refluxo gastroesofágico, por exemplo; o doente deve comunicar abertamente com o seu farmacêutico se existem outras patologias que condicionem o tratamento da tosse ou que possam estar na sua origem, como é o caso da insuficiência cardíaca crónica. O seu farmacêutico informá-lo-á, também, das doses, da duração do tratamento, de possíveis reações adversas, o que fazer no caso de não melhorar e explicar-lhe-á as medidas complementares a tomar.
Mantém a tua comida simples, as tuas roupas simples, os teus atos e pensamentos, tudo simples, muito simples! Mantém a vida toda simples! Vai para casa pelo caminho mais bonito, mesmo que seja o mais longo; abraça quando te apetecer abraçar; ouve música, cantarola; acorda cedo só pelo prazer de estar desperto mais tempo; vai à tasca beber minis; almoça uma sandes à janela e ri-te: é tão simples! Pode parecer complicado manter uma vida simples, mas não! É simples. Volta às bases, manda o superficial às urtigas. Entende o que é fundamental e o que podes deixar de carregar como um fardo. Fica longe das religiões e une-te à fé. Manda a fome de poder para o espaço e sente o poder invadir-te. Dá um pontapé à ganância e torna-te abundante. Sorri, ri, ignora, não ligues. Passa por cima do que não importa e depois anda na natureza de pés descalços. Sê simples. Chora com simplicidade, sente saudades sem dor, vive as dores sem desespero, da mais simples das maneiras. Experimenta tomar banho num rio, iluminar-te com velas, fazer castelos com nuvens, dizer "amo-te" quando o sentes. Experimenta. Sê simples numa vida simples e de caminho, se por acaso te sentires divino, é porque o exercício da simplicidade te ensinou a chegar à mais complexa sublimação.
O harakiri, no Japão, era o ritual de enfiar um punhal na barriga, rasgando-a, acabando assim com a vida, por uma questão de honra. Na vida actual o harakiri é apenas uma questão de valores, que se alojam no corpo, sem deitar sangue. Este espirra nas algibeiras dos grandes ladrões. Algibeiras esfarrapadas ou esburacadas, pelo uso da mão, não só para retirar o lenço do espirro, abafando o som do santinho... santinho. Escrever livros da roubalheira, sem que algum faça o harakiri e o traduza com a verdade no personagem da novela, como o grande servidor duma intitulada democracia, talvez… porque não há faca que corte os intestinos mentais.
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COOPERATIVA AGRICOLA DOS PRODUTORES DE AZEITE DE SANTA CATARINA ASSEMBLEIA GERAL CONVOCATÓRIA De acordo com o disposto no Parágrafo segundo do art. 23º, e no Parágrafo segundo do art. 25º dos Estatutos da Cooperativa Agrícola dos Produtores de Azeite de Santa Catarina da Fonte do Bispo, CRL, convoco os seus associados a reunirem-se em Assembleia Geral, em sessão ordinária, no dia 25 de Março de 2020, pelas 17 horas na sua sede e com a seguinte ordem de trabalhos: 1º- Aprovação de Contas de 2019; 2º- Eleição dos órgãos sociais para o triénio dois mil e vinte a dois mil e vinte e dois; 3º- Discussão de outros assuntos de interesse para a Cooperativa. Se à hora marcada não estiver presente o número legal de sócios, a Assembleia Geral reunirá uma hora depois, em segunda convocatória, no mesmo local e com a mesma ordem de trabalhos, podendo deliberar com qualquer número de associados. Santa Catarina, 24 de Fevereiro de 2020 O Presidente da Assembleia Geral Alberto Maria Vilela Boto Pimentel (POSTAL do ALGARVE, nº 1240, 06 de Março de 2020)
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Castro Marim vai ter lar para pessoas com Alzheimer e demências foto d.r.
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A obra será a primeira do género a sul do Tejo e vai custar cerca de quatro milhões de euros A Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim vai construir uma unidade de cuidados a pessoas com Alzheimer ou outras demências para responder ao surgimento de cada vez mais casos de doenças degenerativas neurológicas. A obra da nova unidade, que segundo os promotores do projeto será a primeira do género a sul do Tejo, a instalar num edifício próximo do lar da Santa Casa da Misericórdia (SCM) de Castro Marim “pode começar em junho ou julho”, precisou à Lusa o provedor daquela Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), José Cabrita. “As razões que levaram a SCM a avançar para este lar foi o facto de cada vez serem mais as pessoas com demência - e notamos isso aqui no lar da Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim –, e de considerarmos que o nosso lar não tem capacidade de tratar pessoas nestas circunstâncias”, justificou aquele responsável.
José Cabrita considerou que os atuais funcionários do lar da terceira idade “têm preparação” para lidar com doentes com problemas degenerativos neurológicos ou demências e antecipou a necessidade de “formar trabalhadores para depois prestarem serviço” na nova unidade. “Por isso, entendemos que devíamos tentar fazer esta obra e construir um lar para doentes de Alzheimer e outras demências”, acrescentou, sublinhando que ”o crescimento do número de pessoas afetadas por estas doenças nota-se em todo o país” e os cuidados específicos para estas pessoas “já fazem falta”. A obra será a primeira do género a sul do Tejo O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim, concelho do distrito de Faro muito afetado pelo envelhecimento populacional e desertificação do território,
considerou que, “do [rio] Tejo para baixo, esta será “a primeira unidade deste género” a ser construída e irá dar apoio a “pessoas do concelho, do Algarve ou do país”, contando “com capacidade para 80 pessoas”. “A obra vai custar cerca de quatro milhões de euros, sendo 1,2 milhões provenientes de fundos comunitários do [programa de apoio regional] Algarve2020. A Câmara entrará com 25% e o restante será custeado através de um empréstimo bancário, que já foi concedido pelo Banco Montepio à Santa Casa”, adiantou. A mesma fonte esclareceu que o concurso para escolher o empreiteiro “está a decorrer” e que “termina a 10 de março”, estimando que “lá para o mês de junho, princípios de julho” se possa iniciar a obra. Questionado sobre quando poderá estar concluída, José Cabrita respondeu que “o prazo de execução é de 18 meses”. AF_CA_CampanhaAgricultura2020_210x285mm_cv.indd 1
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Rancho Folclórico de Faro comemora 90 foto filipe vilhena
/ postal d.r.
Amabélio Pereira é o vice-presidente do Rancho Folclórico de Faro, onde começou a dançar aos 16 anos Filipe Vilhena / Henrique Dias Freire
jornalpostal@gmail.com
Surgiu com o nome Rancho Regional Algarvio e foi formado a 10 de junho de 1930 pelas mãos de Serafim Rodrigues, conhecido como “Carmona”. No início era apenas um grupo de pessoas que se juntaram para dançar, de modo informal. Não se sabe exatamente o que aconteceu nos dois primeiros anos, pois os registos oficiais começaram apenas em 1932. As primeiras músicas do rancho foram a “Tia Anica” e a “Alma Algarvia”. Após a morte de Serafim Rodrigues, surge como ensaiador Bernardo Rodrigues. O grupo ressentiu-se com a perda de Carmona, mas não desistiu. Começou a ensaiar com mais regularidade e apostou no aumento do número de músicas e coreografias. Em 1951, o grupo fez uma paragem. A garra fez o grupo ressurgir um ano depois, com o nome Grupo Folclórico e de Variedades de Faro. Henrique Ramos regressa à liderança, que fez a sua primeira apresentação à cidade, num espetáculo que contou com folclore e fado. Os anos seguintes não foram fácies. O grupo passava por uma crise de elementos. Eram apenas cinco elementos masculinos e dois femininos. Já com o nome Grupo Folclórico de Faro, a coletividade
fundiu-se com o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Conceição de Faro, que estava nos seus primeiros anos de vida. O grupo parecia agora ter encontrado estabilidade e, já com mais elementos, participou no espetáculo do Coliseu dos Recreios, a favor da Santa Casa da Misericórdia, em Lisboa. Em 1959, Mário da Encarnação, responsável pelo grupo de Conceição de Faro, faz uma compilação das danças, cantares e coreografias do rancho, que constituiu o primeiro trabalho de cariz etnográfico e folclórico dedicado à região algarvia. Porém, em 1963 a alegria e felicidade cessavam com discordâncias entre os dois grupos, o que levou novamente à sua separação.
danças tradicionais” e “aceleram as músicas e as saias começaram a subir e a ganhar cores mais exageradas”. O turista começou a ser o foco principal dos ranchos, o que para o atual vice-presidente “foi bom porque surgiram mais grupos”. Começou a dar-se aos visitantes do nosso país o que eles queriam ver e o que atraía: “cor, alegria e movimento”. O lado mais negativo desta aposta no folclo-
Amabélio Pereira começou a dançar aos 16 anos. Apesar de ter estudado em Lisboa, o braço direito de Helena Franco tentava comparecer nas atuações. Pode dizer-se que a sua vida toda foi passada no palco do Rancho Folclórico de Faro. O seu casamento aconteceu precisamente com o grupo, que estava trajado, assim como os noivos. Foi uma cerimónia marcada pelo amor mas também pela
mam o grupo. Amabélio Pereira diz que “vamos sempre somando e nunca perdendo”, pois há alturas em que algumas pessoas estão mais afastadas e noutras acabam por estar mais presentes. Ao longo dos anos, o Rancho Folclórico de Faro acolhe homens e mulheres das mais diversas idades, que permitiram ao grupo ir aumentando a sua extensão e também criar “sub-grupos”. Atualmente, o grupo de Faro tem o Grupo Folclórico Infantil, que dá oportunidade aos mais novos de dançarem. Já o Cancioneiro do Grupo Folclórico de Faro é composto pelo mesmo número de elementos, sendo alguns do grupo principal também. Por fim, a Escola de Acordeão dá oportunidade aos alunos de aprenderem a tocar o instrumento principal para as músicas de folclore. O Rancho Folclórico de Faro já viajou por diversos pontos de mundo. Alguns dos destinos do grupo algarvio foram Marrocos (1986), Itália (1995 e 1998) e Estados Unidos da América (2010). As viagens levam as tradições de Portugal para o mundo e deixam os elementos muito orgulhos pelo trabalho que desenvolvem. Na sequência desta troca de tradições e costumes, o Grupo Folclórico de Faro orgulha-se de organizar o FOLKFARO, o maior festival internacional do sul. É certificado pelo Conselho Internacional das Organizações de Festivais de Folclore - CIOFF e nasceu em 2003. Rapidamente se tornou um sucesso junto da população, por mostrar todos os anos grupos oriundos de sete países di-
fotos d.r.
A década do turismo e alteração das músicas e trajes A década de 60 foi um marco muito importante para os grupos de rancho. O turismo começara a crescer no Algarve e o folclore tornou-se a grande atração dos visitantes. Amabélio Pereira tem 53 anos e é o atual vice-presidente do grupo. É o braço direito de Helena Franco, presidente. Para ele, o grupo “é uma segunda família”. O representante do grupo recorda estes tempos como “a febre do turismo”. Amabélio Pereira admite que “houve uma deturpação do que eram as
O Rancho Folclórico de Faro é composto pelo grupo de adultos, crianças, cancioneiro e ainda pela escola de acordeão re, foi a perda do “rigor etnográfico”. Amabelio Pereira lembra o grupo de São Bartolomeu de Messines como uma peça fundamental para a recolha das verdadeiras tradições algarvias, com a aposta em danças e trajes mais adequados à realidade que se viveu anteriormente.
tradição e o sonho deste homem. Atualmente, os seus filhos também frequentam o grupo. A dimensão do grupo e os apoios É difícil dizer um número exato acerca de quantos elementos for-
ferentes, numa festa que dura nove dias. Amabélio Pereira admite as dificuldades e trabalho na organização deste evento, mas diz com orgulho que “compensa o esforço”. O FOLKFARO atrai turistas e curiosos de todos os cantos do mundo, sendo um evento muito importante
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0 anos de tradição pelo país e pelo mundo
O rancho já realizou atuações por todo o país e além-fronteiras
O FOLKFARO é o maior festival internacional e promove a cultura e turismo de Faro
> para a região algarvia. O esforço mobilizado resulta num festival vi-
sitado todos os anos por cerca de 15 mil pessoas por ano. Um grande
passo, que melhorou a organização do FOLKFARO foi a sede do grupo,
que nasceu há apenas dois anos. Amabélio o Pereira reconhece que “sem ela seria impossível guardar os materiais”. Muitas vezes, os apoios são poucos para os grupos, mas o Rancho Folclórico de Faro orgulha-se de ter “conquistado o respeito das instituições” e de ter o apoio do Município de Faro, Direção Regio-
nal da Cultura, o INATEL e a União de Freguesias de Faro. Sem estes apoios seria impossível continuar a atividade do grupo. Prestes a comemorar 90 anos, o grupo mais antigo do Algarve continua com o mesmo fôlego a dançar. Com passos mais rápidos ou mais lentos, o baile segue pelo país e pelo mundo. pub
ALTA TECNOLOGIA AO SERVIÇO DO AGRICULTOR • Ampla gama de equilíbrios que podem incluir macronutrientes secundários e micronutrientes, em formas solúveis ou granuladas. • Aumenta exponencialmente a capacidade de troca catiónica (CTC) do solo; • Foca a energia da planta na produção; • Aumenta a disponibilidade de nutrientes para a planta; • Diminui a “despesa” energética na assimilação de nutrientes; • Adubação por medida ao longo do ciclo vegetativo.
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Associação Portuguesa de Imprensa desenvolve programa contra manipulação jornalística e desinformação fotos stefanie palma
João Palmeiro salientou que o projeto “tem como principal objetivo chamar a atenção disto para os seniores, depois para jovens e finalmente para jornalistas, professores e também para os cuidadores dos seniores”. “Em relação aos seniores, as três principais áreas de preocupação são a saúde, a nutrição e a área financeira”, complementou. João Lameiro afirmou que o projeto tem várias ações distintas: “temos as ações que chamamos de Universidade Media Veritas, que é levar a universidades seniores ou universidades mais jovens este projeto, com a possibilidade deles contactarem com estas ferramentas, através das plataformas em que desenvolvemos conteúdos e
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de as pessoas organizarem qualquer coisa como, por exemplo, uma tertúlia num café, um jantar de amigos em que convidem alguém para falar do projeto”, explica. “Nós pagaremos a deslocação e o jantar da pessoa que vai lá falar e se a pessoa exigir que se lhe pague alguma coisa para ela lá ir, nós pagamos”, elucida. João Lameiro é peremptório: “esta matéria é tão de todos, que não tem um modelo”. “É livre, mas tem de chamar as consciências das pessoas. Os jornais também têm de ajudar a chamar. Temos um modelo de uma coluna no jornal que estamos a propor a todos os jornais, regionais, nacionais, muito semelhantes àquilo que um projeto
O projeto contempla uma vertente de e-learning e desenvolve igualmente talks presenciais Stafanie Palma / Henrique Dias Freire
stefanie.palma.postal@gmail.com
A Associação Portuguesa de Imprensa está a desenvolver um programa de Literacia Mediática contra a manipulação jornalística e a desinformação. Um dos eixos do programa é incutir nos jovens, entre os 12 e os 25 anos, e nos seniores um pensamento crítico. O projeto contempla uma vertente de
e-learning com vários documentos, apresentações e vídeos explicativos online e desenvolve igualmente talks presenciais e outras atividades. O POSTAL esteve presente numa dessas atividades, no passado dia 28 de fevereiro, na Escola Secundária de Loulé, numa ação de formação para professores de Português. João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, esteve à conversa com o POSTAL e explicou ao nosso jornal os eixos estruturantes do programa.
A formação foi dirigida aos professores de Português
“O Media Veritas é um projeto fundamentalmente de luta contra a iliteracia mediática, a desinformação e a manipulação. São três coisas diferentes e há o resultado de um estudo que a Reuters faz regularmente desde 2013, que mostra que os portugueses distinguem perfeitamente estas áreas/abordagens possíveis da informação noticiosa”, começou por referir. Portugueses preocupam-se com a imperfeição das notícias O presidente da Associação Portuguesa de Imprensa afirmou que aquilo que mais preocupa os portugueses é a imperfeição das notícias. “Foi muito importante termos tido a oportunidade de vir aqui a esta escola em Loulé, neste grupo de professores de Português, porque os portugueses são muito sensíveis quanto a este aspeto”, destaca. “Um dos principais objetivos do programa é desenvolver a análise crítica, no fundo, desenvolver uma visão crítica. E não digo crítica no sentido de criticar, mas sim de perceber que nós temos o direito, primeiro, e a obrigação, depois, de nos questionarmos em relação às coisas que achamos que têm alguma possibilidade de não corresponderem à realidade”, explicou.
João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, falou sobre a importância do projeto Media Veritas
a partir das recomendações da UNESCO, que fez o ano passado uma série de recomendações didáticas de como é que se devia tratar a relação de ensino ou de chamada da atenção para esta matéria”. “A partir daí temos os embaixadores Media Veritas, que é a possibilidade
paralelo a este, que não tem como objetivo a iliteracia, mas sim o desenvolvimento de competências digitais que se chama Muda num Minuto, já está a fazer. Nós queremos ter também nesse mesmo modelo de uma coluna assuntos sobre as questões da iliteracia mediática”, salienta.
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Tavira acolhe debate sobre a eutanásia na Igreja de Santiago foto d.r.
A eutanásia vai estar em debate numa mesa redonda, no próximo dia 14 de março, pelas 21 horas, na Igreja de Santiago, em Tavira. O evento será moderado por Luciana Gomes Henriques, médica especialista em Medicina Geral e Familiar, e contará com a participação de Miguel Oliveira da Silva, professor de Ética Médica na Faculdade de Medicina de Lisboa; José Gonçalves, advogado; e o padre Fernando Rafael Rocha,
pároco da Luz de Tavira, Santo Estevão e Conceição de Tavira, que representa os sacerdotes da Vigararia de Tavira. O debate, organizado pela Vigararia de Tavira, é aberto à população e procurará esclarecer sobre este tema que recentemente mereceu a aprovação dos deputados da Assembleia da República e aguarda ser regulamentado para início da sua aplicação.
PS Tavira promove conferência “Amanhã é Dia da Mulher”
O encontro é aberto à população e vai esclarecer sobre o tema pub
tavira.pt
foto d.r.
Debate tem como convidada a deputada Telma Guerreiro A sede do Partido Socialista em Tavira vai ser placo de uma conferência/ debate intitulada “Amanhã é Dia da Mulher”, no próximo sábado, a partir das 16 horas, no âmbito da comemoração do Dia Internacional da Mulher. Na sessão será exibida a curta metragem 24 FM produzida pelo tavirense Fernando José Mártires sobre a violência doméstica, realizada em Tavira, seguindo-se um debate, que tem como convidada a deputada Telma Guerreiro, ativista nos direitos de igualdade e no com-
bate à violência doméstica. Será uma sessão de reflexão e debate, onde os temas da violência doméstica, igualdade de género e do papel das mulheres nos nossos dias serão abordados. A conferência é promovida pela estrutura de Tavira das Mulheres Socialistas MS-ID e pela Concelhia de Tavira do Partido Socialista. A organização convida “à participação no evento de todas as mulheres e homens, independentemente das suas opções políticas”.
“sem algũa dúvida é, ao presente, e foi sempre a principal de todo o Reino do Algarve” Frei João de São José in “Corografia do Reino do Algarve”, 1577
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“The Threw”: A banda que nasceu nas fotos d.r.
Faro tornou-se a cidade de Andrei Serotini, Rodrigo Silva e Allan Abade, que dizem ter encontrado o lugar onde se sentem felizes Filipe Vilhena / Henrique Dias Freire
jornalpostal@gmail.com
O caminho dos três cruzou-se por acaso. Andrei Serotini e Rodrigo Silva já eram músicos no Brasil. Desde sempre que tocar e cantar fez parte da sua vida. Já Allan Abade surge na história porque era amigo de Andrei e tinham uma ideia conjunta para um
projeto. E foi mais ou menos assim que nasceram os “The Threw”. Esta história merece ser contada. O Brasil é o quinto maior país do mundo. Tem 26 Estados e nos últimos censos, em 2017, tinha 209,3 milhões de habitantes. Rodrigo Silva tem 27 anos e nasceu em Bauru, uma pequena cidade no interior de São Paulo. Numa visita a Portugal, onde veio apenas tratar de assuntos pessoais, o jovem decide conhecer os bares farenses e, num deles, encontrou Andrei Serotini, que estava a tocar. Rodrigo Silva ficou
a apreciar o concerto e admite que “ele estava a cantar em inglês mas eu percebi logo que era brasileiro”. Em seguida decide pedir uma música. A resposta que obteve de Andrei Serotini foi negativa, pois ele não tocava aquela música. Em seguida, Andrei convida Rodrigo para tocar a música que ele havia pedido. Nisto, o recém-chegado a Portugal sobe ao palco. No final do concerto, os dois trocaram algumas impressões, nomeadamente, as suas origens. Rodrigo confessa que “eu
disse-lhe que era de Bauru, mas que ele não deveria conhecer, pois é uma cidade no interior”. A surpresa vem quando Andrei responde que era exatamente da mesma cidade. E foi assim que o caminho dos dois jovens se cruzou. Andrei Serotini tem 27 anos e fez a sua licenciatura em Portugal. Ingressou no curso de Ciências da Comunicação, com o sonho de ser jornalista. Uma das suas paixões é a banda Beatles. Desde que chegou a Portugal que o músico tocava
em alguns sítios da “Rua do Crime”. Em conjunto com Allan Abade, já tinham pensado criar um projeto musical, mas o primeiro ensaio nunca tinha chegado. Allan tem 26 anos e também é brasileiro. Nasceu em Santos, uma cidade no sul de São Paulo. Para aumentar as coincidências, Rodrigo passava férias na sua cidade com frequência e diz “talvez já nos tenhamos cruzado ou até tenhamos saído juntos lá”. Se pensarmos, os três já se podem ter cruzado no Brasil, mas foi Faro e a música que os uniu.
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s ruas de Faro e por lá quer continuar >
Formação da banda aconteceu de forma natural A formação da banda acontece de forma natural. A voz principal é de Andrei, que também toca violão ou guitarra. Rodrigo assume a voz secundária e toca baixo. Já Allan toca cajon. A escolha do nome, porém, “foi para despachar, não sei se amamos o nome ou não”, como assume Andrei Serotini entre risos. A formação das palavras “The Threw” é difícil de pronunciar e de escrever. Allan Abade vai mais longe e diz que “não nos acostumámos e as pessoas erram muito”. A verdade é que nos cartazes já foi escrito o nome de diversas formas, o que não é problema para a banda e até lhe causa alguma piada. Com o nome decidido, o próximo passo foi encontrar um reportório que representasse os três. A tarefa não foi difícil e a sintonia dos jovens brasileiros notou-se mais uma vez, pois os estilos musicais e os gostos são parecidos. Das suas músicas, fazem parte “A Hard Day’s Night” e “Eight Days a Week”, ambas dos Beatles. Existem também algumas músicas em português do cantor Gilberto Gil. Os ensaios da banda decorrem precisamente durante os concertos e esse é dos maiores segredos do grupo. O improviso marca as atuações e vinca a naturalidade como a energia passa para o público. Há cerca de de 3 anos e meio que a
A Marina de Faro é o principal sítio de atuação do grupo e onde mais gostam de dar concertos banda se juntou. Rodrigo Silva deu o mote para começarem a atuar na rua, pois ele já o fazia quando viveu em Dublin. Os “The Threw” assumem-
-se com uma banda de rua e assim querem continuar. São felizes a tocar na Marina de Faro, com o pôr do sol atrás. Andrei Serotini diz que “quan-
do tocamos em bares noturnos, tocamos para um público específico” e Allan Abade completa em tom de brincadeira “que no noutro dia nem se lembra do que aconteceu”. Tocar na rua é estar em contacto direto com as pessoas
Rodrigo Silva tem um bar com o nome "Baixaria", onde os "The Threw" costumam atuar aos fins de semana
Tocar na rua é para os três estar em contacto direto com as pessoas. Admitem sentir-se muito acarinhados pela população algarvia. A verdade é que já conhecem muitos moradores e até enumeram alguns nomes. Durante os concertos interagem muito com o público. Allan conta que “existe uma senhora que tem uma quinta e quando nos ouve tocar traz sempre três bananas”. É esta a interação de que falam e que talvez em palco não seria possível, pois estariam “acima do público” e o contacto iria ser menor, uma vez que “não consegues transmitir a energia quando tocas num palco”, diz Allan. Graças às suas atuações na Marina, os “The Threw” foram convidados pelo Café do Coreto para tocarem mais vezes na Baixa de Faro, o que deixou a banda muito contente. Numa das suas atuações, uma senhora pediu-
-lhes o contacto mas, como referem “não esperamos nada em troca quando nos pedem o contacto”. Contudo, dois meses depois foram convidados para a apresentação de um relógio da marca Channel, em Madrid. Os convites começaram a surgir e a levá-los mais longe. O próximo objetivo é lançar alguns originais, em plataforma digital ou mesmo nos concertos. A banda confessa que a história mais engraçada que lhes aconteceu foi quando, durante uma atuação, uma cegonha voou perto da caixa que eles usam para o público deixar dinheiro e deixou uma carcaça de peixe lá dentro, como se fosse a sua oferta pela atuação. É uma história curiosa, se atendermos também ao facto de que a cegonha já foi o símbolo oficial de Faro. Para além desta história, os “The Threw” já serviram de banda sonora para um pedido de casamento. São histórias que marcam a banda e que os vão acompanhar pela estrada. Se encontrar Andrei Serotini, Rodrigo Silva e Allan Abade nas ruas a tocar, lembre-se que é lá que eles são felizes e que os “The Threw” querem continuar. As ruas algarvias continuarão a ser o palco destes jovens músicos. pub
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••• REGIÃO
Alvor é um dos 25 destinos mundiais emergentes para 2020 foto d.r.
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Alvor é o único destino português eleito para este ano e já está na mira dos viajantes A Tripadvisor revelou recentemente os vencedores do "Travelers 'Choice Awards for Destinations" 2020, prémios anuais de destinos que incluem este ano duas novas categorias: Tendências - que reconhece os destinos que registaram o maior número de avaliações positivas, interesse em reservas e pesquisas no último ano; e Emergentes - os que os viajantes já estão a considerar para uma próxima viagem através da Tripadvisor. Segundo esta plataforma de pub
avaliação turística, “os destinos emergentes resumem-se ao que aí vem, isto é, os destinos fora do radar que os viajantes inteligentes já estão a guardar no Tripadvisor (e sobre os quais toda a gente vai falar no próximo ano)”. “Esta antiga vila pesqueira no sul de Portugal tornou-se um “resort popular”. Passe um dia na Praia de Alvor, ou encontre uma das enseadas reservadas ao longo da costa. De noite, passeie pelas ruas estreitas de pedras da cidade, expe-
rimente os frescos frutos do mar locais e curta a música ao vivo em um dos muitos bares animados.” Nas sugestões de visita merecem destaque o passadiço de Alvor, a Praia dos Três Irmãos e a Praia de Alvor. A plataforma ainda enumera 66 coisas para fazer na vila de Alvor. A pitoresca vila de Alvor representa uma ligação entre a história, o património e a beleza natural. Passear nas suas ruas poderá ser um exercício para os sentidos.
Município de Tavira Edital n.º 14/2020
Ana Paula Fernandes Martins, Presidente da Câmara Municipal de Tavira TORNA PÚBLICO, que nos termos do n.º1 do artigo 56.º do anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, em reunião ordinária de Câmara Municipal, realizada no dia 26 de fevereiro de 2020, foram tomadas as seguintes deliberações: 1. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º54/2020/CM - Suspensão de mandato de Vereador; 2. Aprovada por maioria a Proposta n.º47/2020/CM - 03-Emp/18- Ponte sobre o Rio Gilão na ligação do Largo da Caracolinha à Rua do Cais - Processo 2019/300.10.001/16 - Aprovação da 1.ª Revisão de preços provisória; 3. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º48/2020/CM - Atribuição de apoio ao CNE- Corpo Nacional de Escuta - Agrupamento 100 de Tavira - III Grande Caracolada à Escuteiro - dia 17 de maio de 2020; 4. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º49/2020/CM - Abertura de concurso externo de ingresso para recrutamento de trabalhador por tempo indeterminado - 1 posto de trabalho para Técnico de Informática, Grau 1, Nível 1 (carreira não revista); 5. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º50/2020/CM - Atribuição de apoio ao Rancho Folclórico de Santo Estevão - VI Encontro de Folclore Algarvio; 6. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º52/2020/CM - Atribuição de apoio à Associação Rock da Baixamar - 12.ª Maré de Contos | 2020; 7. Aprovada por maioria a Proposta n.º53/2020/CM - 03-Emp/18 - Ponte sobre o Rio Gilão na ligação do Largo da Caracolinha à Rua do Cais - Processo 2019/300.10.001/16 - Trabalhos complementares (3.º adicional); 8. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º55/2020/CM - Alteração à tabela de preços; 9. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º56/2020/CM - Aditamento ao protocolo celebrado entre a Sociedade Pólis Litoral Ria Formosa, S.A., a Docapesca, Portos e Lotas, S.A. e o Município de Tavira Construção do novo cais da ilha de Tavira e da rampa / varadouro; 10. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º57/2020/CM - Atribuição de apoios, no âmbito da Semana Santa - Tavira 2020; 11. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º58/2020/CM - Atribuição de apoio ao Instituto Lusíada de Cultura, no âmbito das Comemorações da elevação de Tavira a Cidade. Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos de costume. Paços do Concelho, 26 de fevereiro de 2020 A Presidente da Câmara Municipal, Ana Paula Martins (POSTAL do ALGARVE, nº 1240, 06 de Março de 2020)
Mensalmente com o POSTAL em conjunto com o
MARÇO 2020 n.º 136 www.issuu.com/postaldoalgarve
6.673 EXEMPLARES
MISSÃO CULTURA •••
Trabalhar para a Educação e para a Cultura nas Ruínas Romanas de Milreu - I
Ficha técnica
foto d.r.
As Ruínas de Milreu podem envolver a aprendizagem em torno de várias disciplinas de forma criativa e dinâmica •
As Ruínas Romanas de Milreu estão classificadas como Monumento Nacional desde 1910. Situadas no concelho de Faro e junto da vila de Estoi, têm aptidão para serem dinamizadas junto da comunidade. É que um sítio arqueológico pode envolver a aprendizagem em torno de várias disciplinas de forma criativa e dinâmica. Esta abordagem tem vindo a ser explorada através da colaboração com várias associações e entidades regionais desde 2015, através de um pequeno e eficaz financiamento da DRC Algarve – o DiVaM. Os principais beneficiados deste programa são os alunos da Escola de Estoi. A vontade e a vitalidade das Professoras Cidália Teixeira, Conceição Graça, Isabel Trindade e a proximidade física da Escola ao Monumento (o seu percurso é a pé, dispensando a reserva de autocarros escolares do município) foram indispensáveis a esta frutuosa colaboração. A exploração dos provérbios, por exemplo, desenvolve a reflexão em torno de temas, como o meio ambiente, as relações entre pessoas e gerações, a justiça e a moral. Os provérbios foram o mote para contar
histórias com sombras chinesas, com materiais reutilizados, com marionetas, com representações de grupo, sempre com a presença da música. Manifestações vivas da experiência das comunidades, os provérbios viajam, tendo Fernão de Magalhães conduzido os alunos numa viagem em diferentes línguas e até Tavira. Ali, participaram no Congresso Internacional de Paremiologia, conviveram com os especialistas, no simpático hotel Vila Galé, tendo como anfitriões os Doutores Rui e Marinela Soares. Milreu recebeu também uma autêntica invasão de cientistas da Universidade do Algarve, que mostraram o quanto se pode ensinar, brincando nas ruínas arqueológicas! Desde aprender como se vivia sem frigorífico na época romana, identificar as espécies de peixes da costa algarvia, o uso das plantas na saúde, estética ou bem-estar, tomar refeições nos confortáveis triclinia, explorar a caligrafia romana, as rochas do Algarve, as técnicas de construção e medição no mundo romano, e até um marco miliário levaram para casa. Sem esquecer os
simpáticos campus ludi à sombra da amendoeira, onde os mais pequenos brincavam “à romana”. Tudo foi dinamizado pela fantástica equipa do Centro de Ciência Viva do Algarve. Os utentes da ASMAL também usufruíram deste espaço, expondo as suas experiências artísticas em pintura, tapeçaria e barro, de exploração do património cultural algarvio, acarinhados pelas vozes do grupo “Cleftomania”, ou cozinhando e saboreando receitas da Antiguidade. O grupo de teatro da Escola Pinheiro e Rosa realçou a vocação cénica de Milreu, tendo sido recriadas interessantes peças, cujos temas cruzam a antiguidade clássica com a actualidade, através da dedicada orientação dos Professores Ana Oliveira e António Gambóias. Em Milreu, ouviram-se maravilhosos concertos de abertura e encerramento do ano letivo (com a Academia de Música de Lagos), contaram-se belíssimas e divertidas histórias, modelaram-se peças de barro, fizeram-se os dias de Arqueologia para todos, as oficinas de cinema e leitura (com o Cineclube de Faro) e também o ciclo de conferên-
cias “Amatores in Situ” (associação Civis, com UAlg e Associação Portuguesa de Estudos Clássicos). Muito mais há para contar sobre esta aventura de divulgar Milreu. Este artigo surgiu a propósito de uma reflexão sobre o trabalho desenvolvido, suscitando a recordação de todos os que têm acarinhado este monumento (por isso foi acrescentado “I” ao título). Finalmente Milreu vê a sua equipa reforçada (de 4 para 6 elementos), originando um novo desafio: reforçar os laços criados com entidades e associações, acolher projetos
Direcção: GORDA Associação Sócio-Cultural Editor: Henrique Dias Freire Paginação e gestão de conteúdos: Postal do Algarve Responsáveis pelas secções: • Artes visuais: Saúl Neves de Jesus • Espaço ALFA: Raúl Grade |Coelho • Espaço AGECAL: Jorge Queiroz • Espaço ao Património: Isabel Soares • Filosofia dia-a-dia: Maria João Neves • Letras e literatura: Paulo Serra • Missão Cultura: Direção Regional de Cultura do Algarve • Reflexões sobre urbanismo: Teresa Correia • Colaboradores desta edição: Cristina Tété Garcia Parceiros: Direcção Regional de Cultura do Algarve e-mail redacção: geralcultura.sul@gmail.com e-mail publicidade: anabelag.postal@gmail.com online em: www.postal.pt e-paper em: www.issuu.com/ postaldoalgarve FB: www.facebook.com/ postaldoalgarve/ Tiragem: 6.673 exemplares
inovadores e pôr em prática com as escolas um programa de atividades e oficinas pedagógicas. Um óptimo 2020 para todos! l Cristina Tété Garcia (Coordenadora das Ruínas Romanas de Milreu – DRC Algarve)
Milreu recebeu concertos de abertura e encerramento do ano letivo •
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LETRAS E LEITURAS •••
A Educação dos Gafanhotos, de David Machado Romance trata a ténue relação entre a literatura e a vida
fotos d.r.
Paulo Serra
Doutorado em Literatura na Universidade do Algarve; Investigador do CLEPUL
David Machado nasceu em Lisboa em 1978 e a sua obra é publicada pela Dom Quixote. O seu livro Índice Médio da Felicidade foi adaptado ao cinema por Joaquim Leitão e vencedor do Prémio da União Europeia para a Literatura. Escreve ainda literatura infanto-juvenil, com obras de destaque como Não te afastes ou O Tubarão na Banheira. Depois de Debaixo da Pele, aqui recenseado em 2017, David Machado aventura-se num romance sobre dois jovens, David e Marco, que no Verão de 2001 estão numa road trip pelos Estados Unidos da América. Apesar do narrador na primeira pessoa, o leitor pode sempre levar o seu devido tempo a querer
Os livros de David Machado estão publicados em mais de uma dezena de línguas •
associar o nome da personagem ao do autor. Estes dois jovens irreverentes e recém-licenciados, que se envolvem em situações por vezes controversas, decidem suspender com esta viagem o desfecho que é convencionalmente esperado ao terminar os seus cursos. A «viagem depois da viagem» é uma espécie de horizonte sem metas, em que se alimenta o sonho de viver sem prisões nem regras. A única certeza que norteia David e Marco é serem livres e não cair na armadilha de uma vida normal, feita de rotinas e hábitos: «Pouco tempo antes, eu também fora assim, orientando-me
pelo mesmo guião aborrecido pelo qual toda a gente regia a sua vida, sem questionar nada, uma normalidade convencionada, um logro cómodo para todos, porque tudo o que era diferente exigia um esforço que preferíamos evitar. Olhávamos o mundo através da mesma lente baça. Todos os nossos gestos eram repetidos – embora não soubéssemos explicar porquê. Éramos réplicas perfeitas uns dos outros, ovelhas num rebanho autónomo, sem necessidade de pastor, seguindo-se umas às outras. Eu tinha vinte e três anos: estava na altura de deixar o rebanho.» (p. 10)
Estes dois gafanhotos, aos saltos entre uma cidade e outra – até que subitamente são de tal forma abanados pela realidade que percebem qual é o seu inevitável destino –, transportam consigo muito pouco além dos seus cadernos que servem de diário da viagem. Pois essa é outra certeza a que se agarram: querem ser escritores. Os eventos que lhes ocorrem podem assim ser definidos de duas formas – “isto é muito Faulkner” ou “isto é Hemingway puro”: «Enquanto Hemingway descreve sem grande detalhe os acontecimentos – deixando espaço para o leitor interpretar aquilo que as personagens estão a sentir e a pensar -, Faulkner narra sem freios e de forma exaustiva o caos interior de um ser humano – oferecendo ao leitor todos os ângulos e leituras possíveis. De certa forma, podemos considerá-los pais de toda a literatura que se lhes sucedeu, pois, de maneira mais ou menos consciente, qualquer escritor acaba por escolher uma destas duas abordagens.» (p. 21) A Educação dos Gafanhotos é ainda isso – um romance que trata a ténue relação entre a literatura e a vida e qual delas pode ser mais verosímil. De como a literatura só interessa quando bebe da vida, apesar de esta por vezes superar qualquer plausibilidade e lógica. De como um escritor pode até ter muito mau génio e detestar pessoas, apesar de escrever para elas – e é sintomático que o jovem David acabe por ser esmurrado algumas vezes em virtude das suas diatribes verbais, pois cospe a verdade como um veneno e nem todos reagem bem quando se vêem confrontados com as mentiras que contam a si próprios. De como alguém sente necessidade de escapar à sua verdade perante os outros e de se redefinir na mentira mediante as mais rocambolescas ficções. E de como a literatura pode ser o derradeiro escape para alcançar a liberdade e reescrever a sua própria história: «Escrever era a minha forma de rejeitar qualquer definição que o mundo me quisesse impingir. Através da literatura, eu mesmo me definiria» (p. 145). E de como a memória pode trair um escritor, ao ponto de as personagens e situações que narra conforme aconteceram parecerem tão inverosímeis que o próprio narrador suspeita se terá realmente acontecido assim ou se agora o imagina. l
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História da Violência, de Édouard Louis Pode dizer-se de um livro que é claustrofóbico? O livro História da Violência, publicado pela Elsinore, é uma narrativa de pendor autobiográfico em que Édouard Louis narra a violência de que foi vítima. Mas conforme a narrativa se reparte em múltiplas vozes – com a irmã de Édouard a contar ao marido a sua versão da história pontuada pelos seus apontamentos sobre o que pensa e sente em relação ao irmão, os polícias que tomam nota da queixa com o seu indisfarçado preconceito, os próprios apartes de Édouard que surgem aqui e ali entre parênteses, como se não fosse ele o narrador e autor, mas sim alguém que ao coligir uma série de fragmentos que compõem a versão oficial dos factos não consegue impedir de deixar os seus comentários – percebemos que este relato não é uma confissão mas quase uma carta de amor. Édouard foi, lamentavelmente, uma vítima. Um jovem homossexual que foi abordado na rua por Reda, um estrangeiro sedutor que o ilude. Esta é a sua história de como uma noite de um amor fugaz entre dois homens estranhos se transforma num pesadelo, de uma noite de amor consentido, pelo menos no início, cujo acto se repete por várias vezes, se converte numa violação e numa violentação que deixa marcas. Mas, e é aí que o livro oprime, Édouard também se apaixona pelo seu agressor, nessa noite em que fizeram amor – é mesmo assim que o acto sexual é designado. Lê-se na contracapa do livro: «A história de Édouard é difícil, íntima e dolorosa; tanto que, sem espaço para devaneios da imaginação, lhe resta apenas o relato agitado, por vezes, implacável, daquilo que a realidade um dia lhe trouxe». Mas na verdade Édouard ilude-se. Ao ponto de inventar pedaços da história do homem que o violentou. De criar histórias que insere na infância do homem que lhe deu atenção naquele dia e que o fez sentir-se especial. Édouard narra de forma honesta e crua, como uma confissão pessoal A narrativa de Édouard é feita de forma honesta e crua, como uma confissão pessoal. «Nessa noite, não percebia como é que a minha história podia já não me dizer respeito (isto é, que eu estava excluído da minha própria história e que, simultaneamente, estava incluído nela à força, uma vez que me obrigavam a falar ininterruptamente dela, isto é, que a inclusão era a condição da exclusão, que ambas eram uma coisa só (...), a história da qual já não tinha o direito de sair).» (p. 41) Mas da mesma forma que a história
vida.» (p. 71) Édouard Louis nasceu em Hallencourt, França, em 1992. Estudou História na Universidade de Picardia e Sociologia na Escola Normal Superior de Paris. Venceu o Prémio Goncourt para Primeiro Romance com a publicação do seu livro de estreia, Acabar com Eddy Bellegueule (Fumo Editora, 2014 – actualmente esgotado), onde se unem o pendor autobiográfico confessional e a força do romance moderno. Uma nota acerca da tradução ou revisão do livro: não deixa de ser estranho que a obra de estreia do autor seja mencionada neste romance (aparentemente escrita um mês antes), referindo-se o título original (pág. 82) sem qualquer alusão ao facto de haver edição do mesmo em Portugal. l
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Na sua obra, Édouard Louis narra a violência de que foi vítima •
de Édouard rapidamente lhe escapa, o relato do que lhe sucedeu converte-se num retrato da actualidade, em que explora o ódio racial e o mal-estar da França e da Europa de hoje. Porque Reda é cabila (argelino)... «Mataram-no, foi uma agressão, um árabe estrangulou-o, foi estrangulado por um filho da puta de um árabe» (sempre a mesma tendência para chamar árabe a tudo o que se situa para lá da Espanha, incluindo os portugueses, os gregos e até os espanhóis)» (p. 134) Releve-se a passagem em que o autor-narrador afirma a sua necessidade de uma clivagem social, de se demarcar da família (o que lembra Regresso a Reims, de Didier Eribon). «Reda quis saber porque é que, com pouco mais de vinte anos, tinha deixado a família e sobretudo porque é que não passava o Natal
com ela. (...) Respondi-lhe que para mim os estudos tinham sido para mim mais uma consequência da minha fuga. Que primeiro tinha fugido. Os estudos, a ideia de estudar tinha surgido muito mais tarde, quando compreendi que esse seria o único caminho possível, ou pelo menos o único caminho que me permitiria afastar-me não só geograficamente, mas também simbolicamente, socialmente, e, portanto, totalmente do meu passado. Podia tornar-me operário, como o meu irmão, numa fábrica a trezentos quilómetros de casa dos meus pais e nunca mais os ver; essa fuga seria parcial. A presença dos meus tios, dos meus irmãos ficaria em mim: o mesmo vocabulário, as mesmas expressões, os mesmos hábitos alimentares e de vestuário, os mesmos interesses e mais ou menos o mesmo modo de
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REFLEXÕES SOBRE URBANISMO •••
As cidades e as epidemias fotos d.r.
Teresa Correia
Arquitecta / urbanista arq.teresa.correia@gmail.com
A circulação de pessoas e bens como base da Economia A circulação de pessoas e bens tem sido a base da criação de um mercado único e concorrencial na qual se procura o aumento de mercados por blocos ao nível mundial, tendencialmente em crescimento. A existência de um vírus que gera uma pandemia ao nível global é agora uma ameaça brutal e ninguém está preparado para tal. As economias serão altamente atingidas com a expansão de uma doença fortemente contagiosa, criando uma suspensão de viagens turísticas e de negócios, entre outras. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que o risco global é "alto". Nomeado oficialmente de 2019-nCoV, o novo coronavírus causa uma infeção respiratória aguda, sendo de grande contágio. O cerco de cidades inteiras em quarenta e a ponderação quase sem nexo de encerramento de fronteiras europeias é um sinal de pânico geral que revela onde poderemos chegar face às dificuldades em saber lidar com a situação. As estações de comboios, assim como os transportes fluviais e aéreos são aqueles que mais facilmente se poderão controlar pelas suas interfaces. Já no que diz respeito aos transportes rodoviários será
A existência de um vírus que gera uma pandemia ao nível global é uma ameaça brutal •
de muito maior dificuldade, embora possível, como se pode observar pela cidade de Wuhan. As cidades e as emergências médicas Nos países mais atingidos, as decisões dos governantes vão no sentido
de isolar os espaços públicos, fechar escolas e suspender os eventos de impacte relevante, nomeadamente internacionais, como seja os desfiles de moda em Itália, por exemplo. Será sempre um congelamento na vida das pessoas, como se estivessem em prisão domiciliária, como já alguém se referiu.
Nas nossas cidades, não se encontram os meios hospitalares adequados, logo desde o início, nem para a vivência normal, como é na região do Algarve. Outra questão é
colocação de recursos como “pontos” para lavagem de mãos, em equipamentos públicos, e por último uma coordenação entre os meios de segurança e saúde, ou seja, pugnar
O cerco de cidades inteiras em quarenta é um sinal de pânico geral •
As economias serão altamente atingidas com a expansão de uma doença fortemente contagiosa •
se existirão formas de controlar as entradas nos aeroportos, com medição de temperaturas ou outras, ou até por meio fluvial. Não parece existir uma reação rápida, embora possa estar previsto nos órgãos governamentais. Face à existência iminente de uma retração económica, decorrente de um refreamento dos fluxos turísticos, numa região tão dependente como o Algarve, deste sector, quais as reações que os administradores públicos das cidades podem fazer? Higienização forte, divulgação de medidas a ter em conta nas empresas, e nos serviços públicos,
para que haja infraestruturas preparadas com tempo para aquilo que é certo que vem. É preciso ação concertada, mas rápida e eficaz, no controlo e não apenas confiar na sorte. As ações de planeamento não são apenas de urbanismo, mas também de emergência, com planos de contingência que deverão ser pensados e revistos nestes momentos. É bastante óbvio, que essa deverá ser uma prioridade para os governantes, a prevenção, e o estudo do problema aplicado à sua região, em nome da defesa dos interesses da população. l
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ESPAÇO AGECAL •••
Fazer quinhentos anos “Nada nos velhos portos da expansão espanhola, se assemelha à estranha fisionomia do remate das casas de Tavira. Por um lado eles não pertencem ao património das tradições muçulmanas tão bem conservado nas cidades espanholas do sul. Por outro lado, a navegação com as Índias Ocidentais, sem tocar directamente a China ou a India, não podia ter trazido para os portos da Metrópole elementos semelhantes aos que se encontram nos de Portugal”.
foto d.r.
Orlando Ribeiro, in “Geografia e Civilização temas portugueses” Fazer quinhentos anos não é uma efeméride, é memória social, marítima, económica, cultural, militar, urbanística, arquitectónica, artística, das ciências,… Quinhentos anos são conhecimentos indispensáveis nos dias que vivemos, integram milhares de informações, documentos guardados em arquivos, à espera de quem os leia e analise, exercícios indispensáveis para a compreensão de um País antigo inserido no mundo e a actualidade. Sem uma elite culta a dirigir os destinos do País nesses dois séculos nada de relevante teria sido possível nos séculos XV e XVI, porque o poder do armamento e dinheiro, ontem como hoje, não bastam. Foram necessários sábios, matemáticos, cartógrafos, astrónomos, engenheiros construtores e carpinteiros dos navios, arquitectos e mestres pedreiros, marinheiros que eram também pescadores,… As viagens dos portugueses pelo mundo foram criação de uma economia mercantil internacional que ajudou à edificação do Estado Moderno, contributo de várias gerações, de monarcas da primeira e segunda dinastias, de D. Dinis a D.João II, com
Tavira celebra este ano quinhentos anos de elevação a cidade •
envolvimento de muitas cidades portuguesas, Lisboa, Porto, Évora, Setúbal, Tavira, Lagos e outras… Tavira foi, como todos os autores o referem, de Frei João de São José a Joaquim Romero de Magalhães, a “Principal” do Reino do Algarve nos séculos XV e XVI, mas o mistério é a quase ausência de referências a esta cidade nas várias Histórias de Portugal. As explicações são várias e não cabem neste texto. Portugal transformou-se no século XV no “Portugal de aquém e de além-mar em África” pela acção militar e mercantil das gentes de Afonso V “O Africano”, homem de cultura
guerreira e temperamento instável, pouco dado a repousos de corte, que em Tavira e no Algarve esteve por várias vezes nas suas idas e vindas ao norte África… Não foi por acaso que neste período esplendoroso se projectou no mundo a cultura, as ciências e as artes portuguesas, que herdámos as obras de GiI Vicente, João de Barros, Bernardim Ribeiro, Damião de Góis, André de Resende, Sá de Miranda, Luis de Camões, Pedro Nunes, Garcia de Resende, Álvaro Pires, Garcia da Orta, Diogo de Teive, Fernão Mendes Pinto, Diogo Boitaca, Francisco Arruda, Jorge Afonso, Grão Vasco,
Francisco de Holanda,… Seria possível conceber hoje Lisboa sem o Mosteiro dos Jerónimos ou a Torre de Belém? E Tavira sem as marcas desses séculos nos seus conventos e igrejas, no urbanismo e nos telhados de tesouro, nos seus cidadãos,… O perfil de cidade cultural ficou para sempre, Orlando Ribeiro a descreveu com o olhar de um geógrafo que compreendia Portugal e também o fotografava. Curiosamente, na mesma data e um ano depois, Fernão de Magalhães chegava às Filipinas a 16 de Março de 1521. Um ano antes D. Manuel I decidiu escrever a Tavira a carta honorífica,
justificando-a pelos méritos da então vila algarvia, que ele próprio certamente bem conheceu quando em 1508 veio à urbe para organizar a maior concentração militar de que havia memória no sul do País. Fazer quinhentos anos, herdar cidades como Tavira, é uma responsabilidade que obriga à compreensão e preservação de um País que várias gerações construíram ao longo de quase mil anos. Portugal se quiser ter futuro tem que ter o seu passado como bússola. l Jorge Queiroz (Sociólogo e sócio da AGECAL) pub
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MARCA D'ÁGUA •••
Storytelling: o poder da palavra e a arte de contar Maria Luísa Francisco Investigadora na área da Sociologia; Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa luisa.algarve@gmail.com
Se o leão não contar a sua história, o caçador o fará. (Provérbio africano) Storytelling é uma palavra inglesa que está relacionada com uma narrativa e com a capacidade de contar histórias com impacto. É difícil indicar a data precisa da criação do Storytelling, mas é sabido que tem milhares de anos, já que contar histórias sempre foi uma característica do ser humano, mesmo
antes de existir a linguagem escrita. O especialista em Storytelling, James McSill, refere que “os nossos ancestrais já tinham o hábito, quando, ao fim de cada dia, se reuniam à volta das fogueiras e contavam as suas fantásticas caçadas e vitórias. Já naqueles tempos, essa era a maneira de legitimar uma liderança por meio da referência.” O Storytelling é uma emoção viva com base na memória e no fluir do saber estar e do saber dizer. E hoje em dia pode ser usado de muitas formas: como estratégia de marketing, para motivar os colaboradores internos de uma empresa, para ajudar no lançamento de um produto, numa campanha de publicidade, numa campanha política, na área motivacional e transformacional, etc… Actualmente, o Storytelling está presente em várias áreas de expressão, como o cinema, televisão, literatura, teatro e até mesmo
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NOTARIADO PORTUGUÊS JOAQUIM AUGUSTO LUCAS DA SILVA NOTÁRIO EM TAVIRA
Certifico: Que no dia 20-12-2019, a folhas 62, do livro de notas para escrituras diversas número 205-A, deste Cartório, foi lavrada uma escritura de JUSTIFICAÇÃO, na qual MÁRIO AUGUSTO MONTEIRO, NIF 177.620.382, natural da freguesia de Duas Igrejas, concelho de Miranda do Douro e mulher MARIA JOAQUINA RODRIGUES, NIF 206.894.066, natural da freguesia de Cachopo, concelho de Tavira, casados sob o regime imperativo da separação de bens, residentes em 61, Rue de Bitche, 92400 Courbevoie, França, declararam, que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio urbano, composto por edifício de um piso, tipo T-dois, destinado a habitação, sito em Mealha, freguesia de Cachopo, concelho de Tavira, a confrontar do norte com herd. de Maria Serafina, do sul com o próprio, do nascente com herd. de João Rodrigues e do poente com Manuel Lourenço, com a área de setenta e seis virgula dezasseis metros quadrados, inscrito na matriz sob o artigo 1.855. Que adquiriram o referido prédio por compra verbal e não titulada por escritura pública, feita em data imprecisa do ano de mil novecentos e cinquenta e cinco a Manuel Afonso Martins e mulher Maria da Encarnação, residentes que foram no referido sitio de Mealha, pelo que adquiriram os prédios por usucapião. Tavira, em 20 de Dezembro de 2019 A funcionária por delegação de poderes, Ana Margarida Silvestre Francisco – Inscrita na O.N. sob o n.º 87/03 Conta registada sob o nº. PAO 1920 Factura nº. 01910 (POSTAL do ALGARVE, nº 1240, 06 de Março de 2020)
videojogos. James McSill refere que “uma história adequadamente alinhada vai encantar, sem haver encantamento, não há vendas nos dias de hoje. Raramente compramos um produto ou serviço, compramos o sonho ou a esperança de que aquilo nos fará melhores”. Uma boa história é autêntica, criativa, apela aos sentidos, faz conexão emocional e pessoal, inspira acção e leva o público por novos caminhos de mudança e transformação. Faz parte do tempero do Storytelling um toque emocional. A emoção conquista, envolve e desperta e é nesse contexto que pode surgir a transformação. Algumas frases que anotei nas formações em Storytelling com James McSill e, no Algarve com Ângela Martins, foram: “o ser humano estabelece ligações interpessoais
através do acto de contar histórias e estas deixam uma representação de nós próprios nos outros”. E ainda: “o que nos define é o somatório das nossas histórias, por isso elas são um legado”. Uma história pode ser contada de improviso ou pode ser uma história retocada e trabalhada. Também pode ser usada no contexto da aprendizagem, sendo uma importante forma de transmissão de elementos culturais tal como regras e valores éticos. O Storytelling é uma aptidão que pode ser desenvolvida e algumas pessoas já têm uma aptidão inata. Desde criança que me lembro de contar histórias e divertir-me a recriá-las acrescentando a imitação de sotaques. Adaptava os diálogos entre os personagens para tornar as histórias mais divertidas, dando-lhes uma marca de algarviandade! Mais tarde apercebi-me, já enquanto professora, que era impor-
tante contar histórias impactantes e coerentes que ilustrassem os conteúdos de forma a tornar as matérias mais interessantes para os alunos. Há uma frase do pedagogo brasileiro Paulo Freire que diz que as matérias entram mais facilmente na cabeça quando passam pelo coração. James McSill, o maior especialista mundial em Storytelling, tem vários livros publicados, faz palestras e ministra cursos em todo o mundo. Tive a oportunidade de ter formação com ele e ter terminado no mês passado a Certificação Internacional em Storytelling. É uma ferramenta importante e útil para quem escreve e cria conteúdos, faz palestras e organiza eventos. Escolhendo e amando as palavras, numa simbiose narrativa, o Storytelling transmite uma mensagem, deixando o interlocutor emocionalmente atento à arte de contar que existe em si! l
Município de Alcoutim nomeado para os Portugal Trade Awards foto d.r.
O município de Alcoutim é um dos nomeados para o Portugal Trade Awards. O evento realizado pelo Jornal Publituris, que promove dois eventos para distinguir a excelência no Turismo: os Portugal Trade Awards e os Portugal Travel Awards. Esta iniciativa, única no seu
género em Portugal, teve a sua génese em 1969 sob o nome de “Os Melhores do Turismo em Portugal”. Este ano, estão mais de 90 nomeados a concurso em 16 categorias, sendo uma das categorias “Município”. Os nomeados foram escolhidos
pela equipa do Publituris e os vencedores serão eleitos por uma média ponderada entre os votos dos assinantes da newsletter do Publituris (40%) e dos votos do júri (60%). Na categoria encontram-se nomeados os Municípios de Alcoutim, Cascais, Leiria, Lis-
boa, Loulé, Porto e Viseu. A eleição online decorre até o próximo dia 10 de março, no site https://premios.publituris.pt/trade/2020/. Os vencedores serão conhecidos no próximo dia 17 de março, pelas 10:30, n' O Clube Monsanto Secret Spot, em Lisboa.
6 de março de 2020
CULTURA • SUL
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FILOSOFIA DIA-A-DIA •••
O mal de superfície e o prazer de deslizar fotos d.r.
Maria João Neves Ph.D Consultora Filosófica
Nestas curtíssimas férias de Carnaval desafiaram-me para esquiar. Mais vale tarde do que nunca, pensei. Disponibilidade motora não me falta, arrojo também não, e a perspectiva de cair em neve fofa não me assusta... Já levantar-se de skis postos tem bastante que se lhe diga, mas isso não sabia eu quando aceitei o desafio. Tem algo de anti-natural este desporto: se baixamos o centro de gravidade, coisa que instintivamente se faz ao prever uma queda, a velocidade aumenta; trava-se, pelo menos no início, metendo os pés para dentro e abrindo os calcanhares; e, last but not least há que colocar o corpo direito e o peso à frente para se manter o controlo dos skis... É um constante dizer ao cérebro para reagir ao contrário! Quando por fim o descontrolo deu lugar a algum equilíbrio, comecei a sentir o prazer de deslizar. Bastava elevar os braços à frente e o corpo movia-se sem esforço, ligeiras inclinações proporcionavam curvas discretas. Com o olhar na brancura imensa da neve brilhante naquele sol que, dir-se-ia de verão, deixei-me escorregar com suavidade pela pista da montanha e então... Deslizei dentro de mim para a memória de um texto da filósofa Chantal Maillard, que encontrei em Málaga há 22 anos atrás, e que aqui traduzo: “O mal de super�ície e o prazer de deslizar Andar na superfície tem a sua arte, e a arte tem algo de dom, e algo também de perseverança e dedicação. Nem a todos nos é dado saber andar na superfície; inclusivamente, dir-se-ía que oferece mais dificuldades e, sem dúvida, maiores perigos que a descida às profundezas. Maiores dificuldades porque a seriedade é uma atitude natural ou anterior no desenvolvimento do indivíduo social. O natural, o prévio é identificar-se com as situações que se padecem, suportam ou vivem. A profundidade supõe a identificação, supõe implicar-se no vivido. A profundidade oferece-se naturalmente à pessoa séria. Mais perigo porque, se bem que a profundidade não admite dispersão, a superfície oferece todas as possíveis. Não há nela caminho traçado nem objectivo que brilhe como um ponto final ou uma chamada, senão uma extensa rede com um horizonte circular. Seguir é o lema da profundidade; perder-se
A filósofa Chantal Maillard considera que "deslizar requer uma certa delicadeza de corpo e de espírito e também o ter sabido escolher entre a justiça e a intimidade" •
é o lema da superfície. A arte de andar em superfície é o deslizar. Traçar com o aflorar da própria existência as conexões que tornarão o gesto irrepetível, ao mesmo tempo que irá criando novos núcleos: espaços para o aparecer. Deslizar requer uma certa delicadeza de corpo e de espírito e também o ter sabido escolher entre a justiça e a intimidade, como diz Jankélévitch a respeito do homem irónico. A intimidade, realmente, torna o corpo mais pesado, porque a intimidade é uma forma de posse, e toda a posse cria lastro obstaculizando o deslizar. A justiça, pelo contrário, permite o alargamento tanto dos sentimentos como do conhecimento. A justiça: o dividir da atenção, supõe a aproximação compreensiva às múltiplas formas
de que o outro se reveste. Mas à justiça deve acompanhá-la um tempo adequado. É necessário que o movimento esteja em correspondência com o tempo interior. Isto é válido tanto para a superfície como para a profundidade, só que, na superfície o tempo dilata-se, enquanto que na profundidade se concentra. Um dos males que aflige o indivíduo na nossa sociedade ocidental é o de querer que os seus actos se realizem a uma velocidade que não se adequa ao ritmo próprio. Um exemplo claro pode encontrar-se no campo do saber, concretamente, do saber filosófico. Como consequência do desenvolvimento dos sistemas de comunicação, o saber quantificou-se. Todo o investigador se sente obrigado a estar informado sobre o que se disse, nas mais
diversas partes do mundo, acerca dos múltiplos temas sobre os quais se pensa na actualidade. A acumulação de informação disponível ultrapassa a capacidade de qualquer indivíduo normal. Quem é que não tem, numa ou em várias esquinas do seu quarto ou escritório, algumas pilhas de livros à espera de vez? Então, recorre-se a armazenar toda a informação possível na memória dos computadores. Isto tem uma consequência muito sintomática: sabe-se sem compreender. O saber sem compreender já não é exclusivo daqueles que só têm capacidade para armazenar dados. É também daqueles que, tendo capacidade de compreensão e criatividade, se vêem, no entanto, forçados a renunciar a pô-las à prova devido à falta de tempo de amadurecimento, de
recolhimento, e de sossego que para tal se requer. Esta íntima falta de conexão com os universos referenciais do que se diz provoca o discurso estéril, típico da época actual, da palavra cockteil: agitação de significados cujos referentes imediatos são discursos alheios que, por sua vez, se estruturaram a partir de outros discursos, e assim sucessivamente; a experiência original do primeiro discurso referencial perde-se no tempo. Falar a partir da experiência pessoal tornou-se algo estranho, próprio apenas das pessoas 'fora do comum'. Quem, no entanto, está 'fora do comum' se a condição humana é o nosso chão comum? O mal de superfície aflige aqueles que não possuem a arte de deslizar. À força de permanecer na superfície sem saber como deslizar, alguns tomam consciência de que algo seu, pessoal e comum ao mesmo tempo, adoece. Pretendendo curar-se empreendem a busca dos antigos caminhos do profundo, mas dão-se conta, com horror, de que que já não servem. Alguns descobrem então que os seus movimentos são inadequados, que tão somente se trata de aprender uma nova forma de honradez: investigar as crenças em que estamos, tomar consciência do vazio, da página em branco, da possibilidade de ser: de se fazer. A agitação, então, cessou e ocorreu uma experiência fundamental. A partir daí, poderão começar a falar”. l Inscrições para o Café Filosófico: filosofiamjn@gmail.com
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6 de março de 2020
••• REGIÃO
Associação Coração100Dono abriga mais de 300 animais abandonados em Loulé fotos stefanie palma
espaços que forAm abertos”. Marisa Teixeira tem 180 cães neste abrigo, no entanto, também é responsável pelo Estaleiro Municipal. “Quando as pessoas em São Brás de Alportel dizem que não têm um canil é mentira porque têm o meu refúgio à disposição de São Brás há 20 anos e também o estaleiro. Ainda tenho cerca de 10 animais em São Brás na rua para recolher. Também tenho lá uma colónia de gatos. Ao todo trato diariamente de quase 300 animais”.
/ postal d.r.
Marisa Teixeira sempre teve o sonho de ter muitos animais A responsável afirma que sempre gostou bastante de animais. “Desde miúda sempre tive o sonho de ter muitos animais, mas nunca pensei ter tantos. Isto vai crescendo, quer queiramos, quer não. Encontramos um que precisa e outro que precisa e quando damos por nós já estamos assim. Quando se gosta de verdade é isto que acontece”, destaca.
recolher animais do que duas do Estado porque nós trabalhamos com o coração e eles com a razão”, defende. Marisa Teixeira é peremptória: “Eles querem as ruas limpas e nós queremos salvar os animais. Há esta diferença”. “Eu acho que todas as câmaras deviam trabalhar como trabalha a de São Brás, pois aqui não temos um canil onde os animais estejam em boxes”, afirma. “A máxima de que todos os cães
Marisa tem o abrigo há 12 anos Marisa Teixeira adquiriu o terreno há cerca de 12 anos. “Este espaço já salvou tantas vidas. Eu não gosto de ver animais presos em boxes porque acho que eles ao verem-se uns aos outros através das boxes stressam muito”, conta. “Eu idealizei fazer este espaço redondo porque assim eles têm a sensação de estar numa casa deles. Têm a casa, vão lá dentro quando querem e vêm ao espaço exterior quando entenderem e acho que isso causa menos stresse e ansiedade aos animais. Aqui, eles sabem que podem dormir e comer a qualquer hora porque têm tudo à disposição deles”, afirma. A responsável explica que tem um protocolo de entreajuda com a Câmara Municipal de São Brás de Alportel: “eles começaram a ajudar-me há cerca de 7 anos e temos um protocolo de colaboração. Tenho um subsídio mensal que é atribuído por eles”. Marisa Teixeira é a fundadora da associação Coração100Dono que se localiza no Cerro da Goldra em Loulé
Stafanie Palma / Henrique Dias Freire
stefanie.palma.postal@gmail.com
São mais de 300 e têm uma caraterística em comum: foram abandonados, precisam de um lar e de muito carinho. A associação Coração100Dono, através de Marisa Teixeira, cuida de cerca de duas centenas de animais, no Cerro da Goldra, em Loulé, e cerca de 100 em São Brás de Alportel. “Eu fui morar para São Brás de Alportel há 23 anos e foi lá que me deparei com o problema do abandono. Em pub
Faro não notava muito esta realidade e, então, desde essa altura, tenho ajudado sempre os animais de rua”, começou por explicar, em entrevista ao POSTAL. Marisa Teixeira revela que sempre teve mais de 20 cães em casa e que, “entretanto, surgiu a oportunidade de comprar e ficar com este terreno”. “Ao adquirir o espaço, a ideia inicial era trazer para aqui os animais quando os encontrasse e passar o meu tempo livre com eles, ao mesmo tempo que salvava vidas, no entanto, ao fim de um ano isto estava completamente lotado, assim como outros
Marisa afirma que o abrigo tem sempre as portas abertas A criadora da associação tem sempre as portas abertas para receber visitas. “Eu gosto sempre que as pessoas venham aqui. Não gosto muito de fazer feiras de adoções. Prefiro que as pessoas venham cá durante dois ou três dias e convivam um pouco com eles, vejam a empatia que há com o animal. É sempre mais fácil para depois não serem devolvidos”, explica. “Depois também tenho um problema: os meus animais estão habituados a este espaço. Se forem para apartamentos já é um pouco mais difícil. Eles gostam de estar em liberdade”, revelou.
A associação Coração100Dono cuida atualmente de cerca de três centenas de animais
“Nós temos uma ideia errada de que só nós é que abandonamos. Não é verdade. Nos outros países também se abandona. Eles recolhem é mais rapidamente do que nós para canis do Estado. Aqui, talvez tenha falhado, até agora, essa parte da recolha através do Estado. Eu prefiro que existam 10 associações privadas a
vão ter um lar é mentira. 60 a 70% dos cães vão viver a vida toda num refúgio, então que seja bem, felizes, em liberdade, com carinho, amor, comida e deixando-os ser aquilo que eles gostam de ser: animais que gostam de liberdade. Este é o meu conceito de salvar os animais”, manifesta.
6 de março de 2020
REGIÃO •••
foto d.r.
Ativista Greta inspira revista à portuguesa do Boa Esperança O Boa Esperança Atlético Clube Portimonense estreia a 14 de março, pelas 20:30 horas, a revista à portuguesa “Com a Greta pelo ar…”, que ficará em cena na sala de espetáculos da coletividade até 31 de maio próximo. A atualidade noticiosa volta a inspirar as divertidas rábulas, com oportunos e certeiros apontamentos sobre o quotidiano de Portimão e suas gentes, mantendo viva uma tradição com mais de meio século, através da crítica bem-humorada. Iniciativa originalmente carnavalesca, a revista à portuguesa
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do Boa Esperança tem evoluído e já se transformou num espetáculo com projeção nacional. Exemplo disso é este novo desafio, cheio de humor e ritmo, onde o espetador acompanhará a viagem mm balão de ar quente protagonizada pela pequena sueca “Greta”, que estará acompanhada pelos amigos na demanda por uma solução para a preservação do planeta… Ou será que arranjaram uma maneira airosa para faltarem à escola? Com textos e letras originais de Carlos Pacheco, o espetáculo será representado pelo próprio
autor, à frente de um elenco composto por Flávio Vicente, Sandra Rodrigues, Soraia Correia, João Cintra, Ricardo Neto, Filipa Goulart, Mariana Jobin, Lara Guerreiro, Rita Ferreira e Vânia Lourenço. As atuações terão lugar às sextas-feiras e sábados, a partir das 21:30, e nos domingos às 14:30 e às 17:30, podendo os bilhetes ser reservados entre as 15 e as 21 horas através dos números 282 422 976, 967188290 e 910 418 476, onde também deverm ser solicitadas informações complementares. pub
20 6 de março de 2020
NECROLOGIA
Município de Tavira
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Edital n.º 02/2020
Consulado-Geral do Brasil em Faro
LIVRO: 9 FOLHA(S): 157 TERMO: 2379
JOSÉ OTÍLIO PIRES BAIA, Presidente da Assembleia Municipal de Tavira
EDITAL DE CASAMENTO Emílio Antônio França Gonçalves Raro, Vice-Cônsul do Brasil em/no(a) Faro, usando das atribuições que lhe confere o art. 18 da Lei de Introdução ao Código Civil faz saber que pretendem casar JOHN LYRON DA CRUZ AGUIAR natural de(o)(a) Fortaleza, Ceará, Brasil nascido a 22/07/1997, residente e domiciliado no(a) Praceta dos Morgados, Lote 12, 3º D, Quinta da Ouriva, Portimão, Portugal, Código Postal: 8500-484, nesta jurisdição consular, filho de Jayeksberwargner Cardoso Muniz Aguiar e de Antonia Aurileda da Cruz Aguiar e LARISSA ELAINE ARAÚJO DA SILVA natural de(o)(a) Fortaleza, Ceará, Brasil nascida a 03/03/1998, residente e domiciliada no(a) Rua Horta do Palácio, Edif. Palácio, Lote 3, Apto 1303, Portimão, Portugal, Código Postal: 8500-512, nesta jurisdição consular, filha de Antonio Hélio Souza da Silva e de Lucileide de Araújo Silva. Apresentaram os documentos exigidos pelo Art.º 1.525 do Código Civil. Se alguém souber de algum impedimento, oponha-o na forma da Lei. Lavrado o presente para ser afixado em lugar visível da Chancelaria deste(a) Consulado-Geral."
TORNA PÚBLICO, que nos termos do n.º1 do artigo 56.º do anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, em sessão ordinária de Assembleia Municipal, realizada no dia 27 de fevereiro de 2020, foram tomadas as seguintes deliberações: 1. Aprovado por unanimidade o Voto de Pesar pelo falecimento de José Carlos Stattmiller Saldanha Albuquerque Pinheiro, apresentado pelo PS; 2. Aprovada por unanimidade a Moção conjunta dos presidentes das assembleias municipais do Algarve: Pelo Hospital Central do Algarve; 3. Aprovada por unanimidade e aclamação a Saudação pela passagem dos 500 anos da elevação de Tavira a cidade; 4. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º 10/2020/CM - Suspensão Parcial do PDM de Tavira e do Regulamento de Medidas Preventivas; 5. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º 32/2020/CM - 01Emp/20 - Requalificação da Rua Capitão Jorge Ribeiro em Cabanas de Tavira - Compromissos Plurianuais; 6. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º 43/2020/CM - Cemitério da Luz de Tavira – ampliação; 7. Aprovada por maioria a Proposta n.º 44/2020/CM - Aquisição de serviços de auditoria externa | Contas de 2019; 8. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º 45/2020/CM - Contrato de comodato com a Freguesia de Cachopo - prédio urbano denominado "A Lançadeira" sito em Cachopo.
Adriana Lívia Torres Manzolillo "Oficial de Registro Civil "ad-hoc" (POSTAL do ALGARVE, nº 1240, 06 de Março de 2020)
CESALTINA DA SILVA DE JESUS 22-07-1931 20-02-2020 Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos a acompanharam em vida e nas suas cerimónias exéquias ou que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade. CONCEIÇÃO TAVIRA SANTA MARIA E SANTIAGO TAVIRA
Reze 9 Ave-Marias com uma vela acessa durante 9 dias, pedindo 3 desejos, 1 de negócios e 2 impossíveis ao 9º dia publique este aviso, cumprir-se-á mesmo que não acredite. A.G.
Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos de costume. Paços do Concelho, 27 de fevereiro de 2020 O Presidente da Assembleia Municipal,
Reze 9 Ave-Marias com uma vela acessa durante 9 dias, pedindo 3 desejos, 1 de negócios e 2 impossíveis ao 9º dia publique este aviso, cumprir-se-á mesmo que não acredite. M.S.
José Otílio Pires Baia (POSTAL do ALGARVE, nº 1240, 06 de Março de 2020)
LUCIANO GAUDÊNCIO VIER A VIEGAS
MARIA ONDINA DOS SANTOS DE BRITO
MARIA GR ACIETE GUIMAR ÃES DE FREITAS PIRES
03-07-1938 21-02-2020
10-12-1928 22-02-2020
14-10-1935 24-02-2020
Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.
Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos a acompanharam em vida e nas suas cerimónias exéquias ou que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade.
Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.
SANTIAGO TAVIRA SANTA LUZIA TAVIRA
SANTA MARIA TAVIRA SANTA MARIA E SANTIAGO TAVIRA
VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO SANTA MARIA E SANTIAGO
Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.
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6 de março de 2020
ANÚNCIOS •••
CARTÓRIO NOTARIAL DE CASTRO MARIM
Clínica Geral
NOTÁRIA Isabel Alexandra Dinis da Silva Esteves Nunes de Almeida
Mesoterapia
Nos termos do número 1, do artigo 100º, do Código do Notariado, eu, Isabel Alexandra Dinis da Silva Esteves Nunes de Almeida, Notária no Cartório Notarial de Castro Marim, Urbanização Castro Marim Sol, lote 2, 1º E, CERTIFICO que, no dia vinte de Janeiro de dois mil e vinte, foi lavrada neste Cartório, de folhas dois a folhas cinco do Livro de Notas para Escrituras Diversas número Vinte e Seis -A, uma escritura de justificação, na qual outorgou Paulo Jorge Cavaco Paulino, casado, natural da freguesia e concelho de Alcoutim, onde reside, no Monte Vascão, titular do Cartão de Cidadão número 09175733 9 ZX4, emitido pelas entidades competentes da República Portuguesa, válido até 16/08/2028, que Outorga na qualidade de Vice-Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, no uso de competências subdelegadas do Senhor Presidente, em representação do “MUNÍCIPIO DE ALCOUTIM”, pessoa coletiva número 506.772.446, com sede na Rua do Município, número 12, 8970-066, freguesia e concelho de Alcoutim, o qual declarou com exclusão de outrem, o Município de Alcoutim, é dono e legítimo possuidor dos prédios urbanos a seguir identificados, todos situados na Rua de São Sebastião, lugar e freguesia de Martim Longo, concelho de Alcoutim, não descritos na Conservatória do Registo Predial de Alcoutim: I- PRÉDIO URBANO composto por um Reservatório, com a área total de mil e quinhentos metros quadrados, correspondendo à área coberta ou de implantação cento e noventa metros quadrados e à área descoberta mil trezentos e dez metros quadrados, que confronta a Norte com Município de Alcoutim e via pública, a Sul com Município de Alcoutim e Cabeça de Casal de António Afonso Teixeira, a Nascente com via pública e Cabeça de Casal de António Afonso Teixeira e a Poente com Município de Alcoutim e via pública, inscrito na respetiva matriz predial urbana em nome do Município de Alcoutim, sob o artigo número 3055, da freguesia de Martim Longo, sem proveniência matricial, com o valor patrimonial tributável de 74.000,00€ (setenta e quatro mil euros), ao qual é atribuído mesmo valor. II- PRÉDIO URBANO composto por um Estacionamento coberto e não fechado - Hangar, com a área total de oitocentos metros quadrados, correspondendo à área coberta ou de implantação quatrocentos e oitenta metros quadrados e à área descoberta trezentos e vinte metros quadrados, que confronta a Norte e a Nascente com Município de Alcoutim, a Sul com Diogo Luis Fernandes e Cabeça de casal de António Afonso Teixeira e a Poente com via pública, inscrito na respetiva matriz predial urbana em nome do Município de Alcoutim, sob o artigo número 3056, da freguesia de Martim Longo, sem proveniência matricial, com o valor patrimonial tributável de 33.210,00€ (trinta e três mil duzentos e dez euros), ao qual é atribuído mesmo valor. III- PRÉDIO URBANO composto por um Jardim, com a área total e descoberta de quatrocentos e oitenta metros quadrados, que confronta a Norte e a Poente com via pública, a Sul com Município de Alcoutim e a Nascente com via pública e Município de Alcoutim, inscrito na respetiva matriz predial urbana em nome do Município de Alcoutim, sob o artigo número 3054, da freguesia de Martim Longo, sem proveniência matricial, com o valor patrimonial tributável de 1.190,00€ (mil cento e noventa euros), ao qual é atribuído mesmo valor. Que, os supra identificados prédios pertenciam à Fazenda Pública. Que, em virtude da distância temporal, o Município de Alcoutim desconhece a forma e a data em que os identificados prédios passaram a pertencer à Fazenda Pública. Que, o Município de Alcoutim é dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrem, dos prédios urbanos supra identificados, por os haver adquirido por inversão do título da posse, relativamente à Fazenda Pública, nos termos seguintes: Que, por deliberação da Câmara Municipal de Alcoutim tomada em reunião de trinta de Outubro de mil novecentos e setenta e nove, foi adjudicada a obra de abastecimento de água e saneamento de Martim Longo, a Joaquim Pedro Baltazar, vindo posteriormente, em trinta de Novembro de mil novecentos e setenta e nove, a ser celebrado o contrato de empreitada entre o Município de Alcoutim e o mencionado Joaquim Pedro Baltazar, pelo preço de catorze milhões cento e vinte e três mil duzentos e vinte e três escudos, obra a que foi concedida o Auto de Receção Provisória, em vinte e seis de Maio de mil novecentos e oitenta e três, pela Comissão de Receção da Empreitada, à data composta pelo Senhor Manuel Carvalho, Vereador da Câmara Municipal de Alcoutim e José Pedro Restani, Técnico de Engenharia do G.A.T. de Tavira. Que, tendo a empreitada de abastecimento de água e rede de esgotos a Martim Longo iniciado em Dezembro do ano de mil novecentos e setenta e nove e terminado cerca de trezentos e sessenta e cinco dias úteis depois, desde esse período, o Município ora justificante arrogou-se dono e legítimo possuidor do direito de propriedade do Reservatório, correspondente ao identificado artigo número 3055, sem qualquer oposição, desde o início, sem interrupção e ostensivamente, com conhecimento e acatamento de todos, cuidando da sua manutenção como coisa própria, autónoma e exclusiva, pagando as respetivas contribuições e impostos e nele praticando os atos materiais correspondentes ao direito de propriedade, pelo que o Município justificante adquiriu o referido direito de propriedade por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, título extrajudicial normal capaz de provar este seu direito. Que, na mesma data, em parcelas de terreno contíguas ao referido Reservatório, para abrigo dos aparelhos de manutenção do identificado Reservatório, o Município de Alcoutim construiu um hangar, correspondente ao identificado artigo número 3056, e por razões estéticas ambientais e para limpeza do mato existente, construiu um jardim, correspondente ao identificado artigo número 3054, pelo que, também desde meados do mês de Janeiro de mil novecentos e oitenta, sem qualquer interrupção no tempo, portanto há cerca de quarenta anos, tem estado o Município de Alcoutim, ora justificante, na posse dos identificados hangar e jardim, utilizando-os, conservando-os e usufruindo de todas as potencialidades dos mesmos, pagando as respetivas contribuições e impostos, sempre com ânimo de quem exercita direito próprio, sem a menor oposição de quem quer que fosse, posse que sempre exerceu sem interrupção e ostensivamente, com conhecimento de todos, agindo sempre por forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, tendo por isso uma posse pública, pacífica, contínua e de boa-fé, que dura há mais de vinte anos, pelo que os adquiriu por usucapião, não tendo, todavia, dado o modo de aquisição, documento algum que permita proceder ao registo dos mencionados prédios, em nome do Município, na Conservatória do Registo Predial. Que, desta forma, justifica, para o Município de Alcoutim, a integrar no domínio privado municipal, a aquisição dos supra três identificados prédios por usucapião. Está conforme o original. Castro Marim, vinte de Fevereiro de dois mil e vinte.
Isabel Nunes de Almeida Conta registada sob o n.º 215 Fatura/Recibo: FAC 2020001/151Data de Emissão: 20-02-2020 (POSTAL do ALGARVE, nº 1240, 06 de Março de 2020)
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- Atestados / Carta de Condução e outros - Renovações - Domicílios
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Município de Tavira Edital n.º 13/2020
Ana Paula Fernandes Martins, Presidente da Câmara Municipal de Tavira
TORNA PÚBLICO, que nos termos do n.º1 do artigo 56.º do anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, em reunião extraordinária de Câmara Municipal, realizada no dia 18 de fevereiro de 2020, foram tomadas as seguintes deliberações:
CONVOCATÓRIA Convocam-se todos os associados da Associação Oncológica do Algarve (AOA) para a Assembleia Geral Ordinária a realizar no dia 27 de Março de 2020, pelas 16:30 horas, na Rua Manuel Belmarço, n.º 28- 1º Esq.º, 8000-390, Faro, com a seguinte ordem de trabalhos: 1- Apresentação, discussão e votação das contas do exercício de 2019. Caso à hora marcada não esteja presente o número de associados necessário para formar quórum, a Assembleia Geral reunirá meia hora depois, com o número de associados presentes. A Presidente da Assembleia Geral Dra. Nídia Maria Manjua Brás Jesus (POSTAL do ALGARVE, nº 1240, 06 de Março de 2020)
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1. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º 43/2020/ CM - Cemitério da Luz de Tavira - ampliação; 2. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º 44/2020/ CM - Aquisição de serviços de auditoria externa | Contas de 2019; 3. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º 45/2020/ CM - Contrato de comodato com a Freguesia de Cachopo - prédio urbano denominado "A Lançadeira", sito em Cachopo; 4. Aprovada por unanimidade a Proposta n.º 46/2020/ CM - Atribuição de apoio no âmbito do RMAAD - Federação Portuguesa de Ciclismo - Proteção Médica 46.ª Volta ao Algarve Cofidis. Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos de costume.
Paços do Concelho, 18 de fevereiro de 2020 A Presidente da Câmara Municipal, Ana Paula Martins (POSTAL do ALGARVE, nº 1240, 06 de Março de 2020)
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••• REGIÃO
Empresa algarvia Solution Ozone já abriu em Loulé com um conceito inovador foto stefanie palma
a descobrir coisas novas”. “Nós queremos substituir o máximo de produtos químicos que estão a destruir o planeta e, lamentavelmente, as pessoas não têm conhecimento de todo o potencial que o ozono tem para oferecer”, destaca.
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A empresa passou a ter um espaço mais amplo em Loulé “Neste local temos um espaço mais amplo, que nos permitirá concentrar num mesmo local a fábrica, o armazém, os escritórios, o laboratório e as clínicas”, esclarece. O objetivo da Solution Ozone é desenvolver novos produtos na vertente doméstica, clínica, industrial e comercial. Com o laboratório próprio, a Solution Ozone realiza as suas próprias investigações, desenvolvimento e produção de equipamentos. O responsável refere ainda o facto de que “o ozono é 100% natural e é um dos maiores desinfetantes do mundo. O ozono tem muita ciência e muita tecnologia por trás que é preciso conhecer e saber como utilizar e é aí que marcamos a diferença”. A empresa vai apresentar várias soluções relacionadas com o ozono
Bruno Felício, criador da empresa Solution Ozone, e a mulher, Sandra Silva Stafanie Palma / Henrique Dias Freire
stefanie.palma.postal@gmail.com
A empresa algarvia Solution Ozone, que se dedica à investigação e desenvolvimento de sistemas de ozono e à redução de produtos químicos, abriu ao público no passado dia 28 de fevereiro. “É realmente uma satisfação ver o sonho tornado realizado. Deu mui-
to trabalho. Sem dúvida que é um momento especial na vida, um momento que marca”, afirmou Bruno Felício, criador da Solution Ozone, em entrevista ao POSTAL. O projeto Solution Ozone teve início há cerca de ano e meio “Nós viemos há dois anos da Irlanda e já há alguns anos que eu queria iniciar
este projeto com ozono, porque já tenho alguns anos de experiência na área e então surgiu a oportunidade de nos instalarmos no CRIA – Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia da Universidade do Algarve”, conta Bruno Felício. O responsável explica que “desenvolver novas soluções com ozono implica um grande trabalho de investigação, pois temos de estar sempre
A empresa pretende trabalhar para um mercado internacional. “O ozono já é muito conhecido lá fora e aquilo que nós pretendemos é dar uma alternativa natural a muitas situações do nosso dia a dia”, explica. “Muitas pessoas estão preocupadas com a sua pegada ecológica, mas todos os dias cometem erros crassos em termos de poluição e nós queremos ser a alternativa no máximo de aplicações possíveis”, salienta. O responsável diz que “a Solution Ozone é uma empresa com uma grande vertente aliada às tecnologias verdes. Nós pretendemos trazer todos os benefícios do ozono para a saúde e vida das pessoas e ao mesmo tempo ajudar o planeta”. “Temos sempre a porta aberta. Se as pessoas quiserem vir conhecer o ozono teremos todo o prazer em mostrar e apresentar o ozono e os nossos produtos, contudo, o nosso core business é o canal de distribuição porque vamos investigar e produzir novos produtos”, referiu. “O ozono pode ser utilizado em tantas coisas e é tão esquecido no nosso quotidiano. Vamos usar o ozono e reduzir a utilização de químicos. Estamos a procurar novas soluções, novos equipamentos, novas formas de entregar produto”, destaca.
Presidente da Sociedade Portuguesa de Ozonoterapia explicou as potencialidades do ozono José João Gonçalves, médico ortopedista e presidente da Sociedade Portuguesa de Ozonoterapia, explicou ao POSTAL as potencialidades do ozono. “O ozono é um derivado do oxigénio e nós precisamos imensamente do oxigénio. Ao fim de cinco minutos sem oxigénio, nós morremos e, portanto, a vida depende dele e o O3 é um derivado do oxigénio”, começou por explicar. O responsável salienta que o ozono “tem particularidades que o caraterizam diferentemente do oxigénio. É uma molécula mais ativa, com maior capacidade de se dissolver na água. Dissolve-se 10 vezes mais do que o oxigénio na água e é uma molécula com um ativador energético”. “O ozono pode ser utilizado de muitas formas, preservando as suas capacidades oxidativas, utilizando as suas capacidades de estimulação do nosso sistema imunitário. Pode ser utilizado devido ao efeito hermético que é o aumento das enzimas antioxidantes no nosso organismo”. José Gonçalves refere que “pela sua capacidade oxidativa, o ozono destrói bactérias e fungos, destrói vírus, parasitas e por essas particularidades já é importante para cuidar da água, do ambiente, dos alimentos que ingerimos e por outro lado ser um fator terapêutico”. O responsável não tem dúvidas de que “é muito importante divulgar o ozono, porque esta substância é transversal à nossa vida. É de extrema relevância para a nossa saúde, para a água, para a agricultura e para tudo o que nos rodeia”. Hugo Barros defende a importância do projeto Por sua vez, Hugo Barros, coordenador do CRIA - Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia da Universidade do Algarve - também não tem dúvidas de que esta empresa é extremamente importante para a região. “Eu acho que é o projeto que está completamente alinhado com aquilo que é a estratégia da região, ou seja, é um produto altamente escalável, um produto qualificado e que tem recursos humanos qualificados. Estamos a falar de uma área que trabalha com saúde, bem-estar, área de especialização da estratégia regional”, afirmou.
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REGIÃO •••
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Sustainable Travels: nasceu uma agência para mostrar o Algarve genuíno foto stefanie palma
maior. “Posso dar um exemplo de um parceiro que tenho em Olhão, de um rapaz que começou a fazer passeios de barco. Ele era mariscador e quis dar a volta à sua vida e usar a ria de outra forma, de modo a que lhe desse mais rendimento e então começou com um barco a fazer os passeios e, atualmente, já tem uma empresa com vários trabalhadores e três barcos. O turismo deu-lhe uma nova oportunidade”, recorda. “Eu faço parcerias com essas empresas familiares, a nível de alojamento. Tenho vários alojamentos rurais que são de irmãos que pegaram em propriedades dos pais ou dos avós e decidiram abrir um pequeno turismo rural”, explica. A responsável salienta que “procura sempre que os parceiros tenham uma sensibilização ambiental acrescida, no sentido de minimizar possíveis impactos negativos que tenham no ambiente, que respeitem códigos de conduta quando vão, por exemplo, para a observação de fauna para passeios na natureza e que os alojamentos tenham formas alternativas de energia, que reduzam os resíduos que produzam. É esse o conceito”.
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O objetivo do projeto é mostrar que o Algarve tem mais para oferecer
Sofia Costa é a mentora da agência de viagens Sustainable Travels Stafanie Palma / Henrique Dias Freire
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A empresa Sustainable Travels, que iniciou a sua atividade no início do ano, pretende mostrar o Algarve noutra perspetiva. O POSTAL esteve à conversa com Sofia Costa, a mentora do projeto. “Eu tentei explicar logo o conceito no nome, ou seja, é um conceito de
viagens mais sustentável. O que é que isto significa? São viagens feitas de forma a beneficiar o local em que são praticadas, tanto a nível das populações, a nível cultural, como ambiental, preservando o espaço para quem queira usufruir dele no futuro”, começou por referir ao nosso jornal. Sofia Costa afirma que só faz parcerias com pequenas empresas locais, para que o efeito na região, na economia e nas populações seja
Sofia Costa é peremptória: “o objetivo do projeto é mostrar o Algarve noutra perspetiva e mostrar que a região tem mais para oferecer durante todo o ano, do que só sol e praia no verão, que continua a ser o que é mais procurado e isso tem impactos negativos e não é nada sustentável”. “Durante os três, quatro meses de verão temos um grande número de turistas também concentrado nas mesmas zonas, no mesmo período, o que causa um impacto muito grande sobre os recursos e a vida das populações”, destaca. O objetivo da Sustainable Travels é criar alternativas durante todo o ano em zonas do Algarve que ainda não são tão divulgadas lá fora. “Neste momento temos pacotes na parte central do Algarve (Olhão, Faro, São Brás de Alportel e Loulé), mas estamos a desenvolver dois novos, um em Castro Marim e ou-
A observação de aves faz parte do Pacote Vida Selvagem tro na zona de Sagres”, disse. A maioria do target que tem procurado esta agência vem do norte da Europa e Reino Unido. “O nosso objetivo é, no entanto, também atingir mercados mais longínquos, como é o caso da América ou do Canadá porque são pessoas muito sensibilizadas para a cultura e para a natureza”, refere. Projeto engloba vários pacotes de atividades O projeto engloba vários pacotes de atividades. Sofia Costa referiu ao POSTAL que existe o pacote Vida Selvagem, em que as atividades se centram num passeio de observação de cetáceos com partida de Olhão e um passeio de observação de aves, que dura um dia inteiro, onde os clientes vão passar por vários pontos de interesse ao longo da região e, por fim, um passeio na quinta de Marim para tentar observar o camaleão, com a ajuda de um guia. “A nível cultural temos gastronomia e natureza, que oferece um passeio na natureza no barrocal algarvio, em que as pessoas vão almoçar num restaurante típico, há uma ida a uma queijaria, para ver o fabrico de um queijo artesanal, e também a uma fábrica de licores tradicional. Inclui ainda um passeio cultural e gastronómico em Faro, em que é feita a ligação entre a cultura e a história de cidade e a gastronomia da região. Neste pacote, sugerimos ainda um workshop para aprender a fazer cataplana”, propõe. Sofia Costa é licenciada em Eco-Turismo
Sofia Costa tem 30 anos e é licenciada em Eco-Turismo. “Há bastante tempo que tenho esta ideia do turismo sustentável, do turismo mais vantajoso para o local onde é praticado, mas depois ao longo dos anos acabei por nunca trabalhar na área”, realça. A mentora do projeto já trabalhou em hotelaria, na receção e num projeto de conservação ambiental, “O RIAS”, mas a ideia de fazer algo diferente sempre pairou na sua mente. “Ficou sempre o bichinho de fazer alguma coisa na área em que estudei e o Algarve tem imenso potencial e comecei a ver cada vez surgirem mais pequenos negócios, pequenas empresas que desenvolvem essa atividade, mas achei que faltava algo que reunisse esses negócios. Então surgiu esta ideia de criar a agência com estes pacotes para quem venha de fora não ter de procurar”, explica. A responsável afirma que a aceitação e o feedback das pessoas tem sido bastante positivo. “Já existem muitas atividades na natureza, inclusivamente noutras agências de viagem, mas nós vamos mais longe, pois procuramos que o impacto seja maior e que o lado cultural prevaleça”, destaca. “Às vezes as pessoas podem achar que por ser sustentável é mais caro, mas isso não é verdade. Temos pacotes de cinco dias a partir de 430 euros, portanto é bastante acessível”, salienta. O pacote inclui a estadia, as atividades, o seguro durante as atividades e ainda um pequeno guia, com dicas sobre a região, informações gerais sobre o Algarve, gastronomia e outras opções locais a visitar nos tempos livres. pub
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6 de março de 2020
Tiragem desta edição: 6.673 EXEMPLARES
O POSTAL regressa dia 20 de março
••• ÚLTIMA
Laboratório de Atividades Criativas em Lagos
dá palco à criação artística há 25 anos foto stefanie palma
podem ficar e cozinhar, com custos bastante reduzidos”, evidenciou. Nuno Pereira revela que dentro das residências existe um projeto pioneiro de arte urbana que é contínuo no tempo. “Normalmente desenvolvemos este projeto em setembro e convidamos cinco artistas de renome internacional para vir trabalhar no LAC durante duas semanas com o objetivo de conceberem uma exposição num espaço tão particular como é a cadeia", explica. “A questão que diferencia este de outros projetos é o facto de os artistas trabalharem em conjunto, no sentido de haver uma troca de experiências, uma troca de conhecimento e intercâmbio entre eles”, destaca. A exposição fica patente no LAC, todos os anos, até ao final de outubro.
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LAC está muito próximo da comunidade escolar
Nuno Pereira está no LAC há cerca de duas décadas Stafanie Palma / Henrique Dias Freire
stefanie.palma.postal@gmail.com
O LAC – Laboratório de Atividades Criativas é uma associação cultural sem fins lucrativos com sede em Lagos, e que, este ano, assinala uma data histórica: 25 anos de existência. “O LAC está sediado na antiga cadeia de Lagos, que por si é um espaço emblemático, pois revela uma dicotomia interessante entre prisão/ reclusão vs criatividade/liberdade, e que é um ponto de partida para muitos projetos que desenvolvemos aqui”, começa por referir Nuno Pereira, diretor da associação, em entrevista ao POSTAL. Nuno Pereira fala sobre os principais projetos desenvolvidos pelo LAC Nuno Pereira revelou ao nosso jornal os projetos que estão a ser desenvolvidos pela associação. “Neste momento desenvolvemos projetos em quase todas as disciplinas das artes. Temos duas grandes áreas: as artes performativas que englobam a música, as artes de rua e o novo circo e as artes visuais que integram as artes plásticas, a fotografia e a
arquitetura”, conta. A associação é um espaço de residências artísticas que tem como prioridade desenvolver e alargar o PRALAC – Programa de Residências Artísticas no LAC, com o objetivo de promover e dinamizar a criação artística no Algarve. Nuno Pereira explicou que “dentro do PRALAC existem duas grandes tipologias: as residências de longa duração e as de pequena duração”. “As residências de longa duração são dirigidas aos artistas de Lagos que cá trabalham o ano todo, enquanto que as de curta duração são dirigidas a todos os artistas que cá queiram fazer uma residência, que sejam de fora da cidade e que cá queiram permanecer até três meses”, acrescentou. Durante o ano, o espaço é usado por 50 pessoas, quer nas artes plásticas, quer nos estúdios de música. O diretor reforça que “uma residência artística é um trabalho artístico que é desenvolvido durante um determinado tempo, num determinado espaço”. Nas residências de curta duração, existe um espaço cedido pela Câmara Municipal de Lagos no centro da cidade – o edifício LAR – onde os artistas ficam hospedados. “Lá existem 10 quartos, onde eles
O LAC está muito próximo da comunidade escolar e tem regularmente visitas de escolas, visitas guiadas e workshops dentro da temática da arte urbana para mostrar aos alunos tudo o que é inerente ao universo das artes. “Temos ainda uma componente de formação que integra pequenos workshops, de curta duração de fotografia, de arte urbana, música, pintura, escultura, artes plásticas, teatro, entre outras disciplinas artísticas”, conta. Nuno Pereira salienta que existem dois públicos distintos: “temos formações direcionadas para a comunidade local, que fazemos aqui na nossa sala de formação e outras mais específicas com as escolas, onde muitas vezes somos nós que vamos lá dar pequenos workshops”. “As formações são dadas por artistas especializados em cada uma das áreas e podem ser frequentadas por qualquer pessoa, com um custo simbólico de 15/20 euros”, esclarece o responsável. Nuno Pereira diz que “existe um outro projeto de exposições na galeria. Numa sala temos um ciclo de exposições temporárias e na outra sala temos os trabalhos dos artistas que cá estão em residência”. O LAC atingiu recentemente um novo patamar bastante importante: a participação em projetos internacionais. “Nós já estamos envolvidos em projetos internacionais. Fomos a única associação a sul do Tejo a ser apoiada no âmbito do Europa Criativa, que consiste numa parceria alargada entre países como os Barbados, Reino
Unido, Espanha, Itália, Chipre e nós”, explica. “Em todos os países foram criadas parcerias com associações semelhantes à nossa. Esse projeto pressupõe o intercâmbio, a experiência e a capacitação de técnicos, nós e os artistas que estão no projeto”, reforça. “Neste momento temos três artistas em residência no âmbito desse projeto e vamos ter uma exposição que inaugura a 13 de março e que vai até ao final de abril”, refere. Nuno Pereira recorda ainda que existe anualmente um evento muito importante para a associação: O LAC Dia Aberto. “Este é o maior evento anual da associação e que agora em 2020 foi financiado pelo 365 algarve”, realça. Nuno Pereira é peremptório: “o que se pretende é que seja uma mostra coletiva dos trabalhos resultantes da residência artística. Temos exposições, concertos, aulas abertas, workshops, performances, distribuídos por dois dias intensivos de programação”.
conta. “O objetivo do LAC – Laboratório de Atividades Criativas é atingir todas as camadas da população. É difícil abranger todos os gostos porque, para já, nós trabalhamos naquela parte mais alternativa, não trabalhamos na parte mais comercial”, salienta. O responsável afirma que a “associação tenta atingir um grande leque da população, desde as pessoas que gostam de exposições, as pessoas que gostam de concertos, de workshops em determinadas áreas, pessoas que vêm ter aulas, encontros e debates informais que também promovemos na galeria. Para cada uma há pequenos nichos em que tentamos inseri-los”. A Câmara Municipal de Lagos é o principal parceiro do LAC. “O município dá-nos os espaços e todas as condições para desenvolvermos esta atividade”, salienta. O LAC está aberto 24 horas por dia durante 7 dias por semana. “Todos os artistas têm a chave e
O LAC está sediado na antiga Cadeia de Lagos Nuno Pereira está no LAC há cerca de duas décadas Nuno Pereira está na associação praticamente desde que ela foi criada. “Comecei a envolver-me porque também sou artista, pois para além de diretor, também sou músico”,
podem vir trabalhar à hora que quiserem. Considero que este ambiente de prisão/ reclusão vs liberdade/criatividade acaba por ser um ponto de partida para a criação artística, onde os próprios artistas cooperam, ajudam-se, descobrem coisas novas e partilham o conhecimento”, conclui.