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POSTAL 1212 9NOV2018

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DISTRIBUÍDO COM O EXPRESSO VENDA INTERDITA Director Henrique Dias Freire • Ano XXXI Edição 1212 • Quinzenário à sexta-feira 9 de Novembro de 2018 • Preço 1,50€

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2018 n.º 121 NOVEMBRO EXEMPLARES

a Ficha técnic

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Direcção: GORDA Sócio-Cultural Associação Editor: Freire Henrique Dias : de conteúdos Paginação e gestão do Algarve Postal pelas secções: Responsáveis Artes visuais: • Saul de Jesus • Espaço ALFA: Dário Agostinho • Espaço AGECAL: Hilda Cezário : • Espaço ao Património Luís Campos • Filosofia dia-a-dia: Maria João Neves • Letras e literatura: Paulo Serra • Missão Cultura: Direcção Regional Algarve de Cultura do urbanismo: • Reflexões sobre Correia Teresa desta edição: Colaboradores Maia Cezário, Hilda Bárbara Luís Campos Parceiros: Direcção Regional Algarve de Cultura do e-mail redacção: ail.com e: geralcultura.sul@gm e-mail publicidad mail.com anabelag.postal@g tal.pt online em: www.pos www.issuu.com/ e-paper em: postaldoalgarve/ book.com www.face FB: postaldoalgarve/s exemplare Tiragem: 0.000

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MISSÃO

CULTUR

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PODE A ARTE AJUDAR A PROTEGER

••• REGIÃO

Quinta do Lago investe em centro desportivo de elite

OS OCEANOS?

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NESTA EDIÇÃO: LEIA O CADERNO CULTURA.SUL

Em 2050 pode haver mais plástico do que peixe nos oceanos è 14

••• REGIÃO

Algarve conquista três óscares do golfe è 10 d.r.

••• REGIÃO

LUZA Festival levou 30 mil visitantes a Loulé è 16 d.r.

è 17 FORA-DE-HORAS Descobrimos o resort mais moderno da Europa ROTEIRO GASTRONÓMICO Restaurantes Bruncheria, Churrasqueira Arenilha e Fonte Nova

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OPINIÃO •••

9 de Novembro de 2018

Manuel Tavares de Matos

Ana Amorim Dias

Beja Santos

Presidente da Sociedade Portuguesa

Escritora

Assessor do Instituto

de Patologia da Coluna Vertebral

anamorimdias@gmail.com

do Consumidor e consultor do POSTAL

Dores nas costas podem ser sintomas de espondilartrose

Valoriza quem não te grama!

Não se esqueça de se vacinar para prevenir a gripe e a pneumonia

A espondilartrose é uma doença que afecta as articulações da coluna vertebral e que resulta do processo de desgaste entre as vértebras da coluna. De causa sobretudo genética é agravada pela obesidade; ocupação profissional (vibração provocada em trabalhadores que usam martelos pneumáticos ou sobrecarga provocada pelo transporte de pesos); doenças endócrinas (diabetes mellitus, acromegalia e outras) e doenças metabólicas (como a doença de Paget, gota, etc.). É mais frequente a partir dos 40 anos. Os principais sintomas são dores intensas, normalmente na parte inferior das costas, sensação de peso, queimadura ou formigueiro na coluna, dificuldade em realizar movimentos simples como andar ou sentar e diminuição de força nas pernas. Estes sinais pioram quando a pessoa fica muito tempo na mesma posição, sobretudo “dobrada” ou faz algum esforço físico. Rigidez matinal pode acompanhar o quadro, assim como perda da flexibilidade da coluna. O diagnóstico pode ser feito com recurso a avaliação clínica, observação do doente, complementado com radiografias e ressonância magnética. O tratamento é variável e depende da causa, idade da pessoa, actividade, esperança de vida, qualidade do suporte ósseo, níveis atingidos, etc. O tratamento dos sintomas pode ser feito com analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia (recuperação funcional e meios físicos anti-inflamatórios). Pode ainda ser necessário o recurso a tratamentos cirúrgicos como a substituição artroplástica do disco, a fusão de vértebras adjacentes ou a infiltração com corticoides e/ou analgésicos. Para prevenir a espondilartrose é importante evitar esforços desnecessários; manter o peso dentro dos padrões considerados normais; fazer actividade física de modo regular (como caminhadas, bicicleta ou hidroginástica, por exemplo). A Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral foi fundada em 2003 com o objectivo de promoção, estudo, investigação e divulgação das questões inerentes à problemática da prevenção, diagnóstico e tratamento das patologias da coluna vertebral. Para mais informações consulte http:// sppcv.org/

Vi-o assim que estacionei; estava no passeio à conversa com duas pessoas. Também me deve ter visto a mim pois antes de ter tido sequer tempo para sair do carro já ele se estava a ir embora apressadamente. Entrei na loja constatando o óbvio: ele tinha fugido de mim. Um sorriso sereno e pleno de satisfação invadiu-me, trazendo consigo boa disposição para o resto do dia. Eu sei: o mais normal é ficarmos muito incomodados com os desafectos e as adversidades relacionais. O mais fácil é entristecermos com quem nos quer causar tristeza. O mais lógico é duvidarmos de nós e do nosso valor quando alguém se nos opõe ou manifesta simplesmente que não gosta de nós. Mas lá por isto ser o mais normal, fácil e lógico, não quer dizer que seja o mais certo ou o melhor para nós. As equações, neste campo, são até bastante simples, mas antes de avançarmos para elas há que distinguir certas coisas: Primeiro: que os outros não nos gramem não implica que nós tenhamos que ter por eles qualquer sentimento negativo. Segundo: de todos os motivos que podem fazer com que alguém nos deteste (medo, inveja, azia, ou simples repulsa de campos energéticos) só um nos pode importar: algum melindre eventualmente causado por acções ou omissões nossas que lhe tenham sido directa e intencionalmente dirigidos. Terceiro: é impossível passar pela vida sem atritos. Posto isto, avancemos: pessoas que cheguem à vida adulta sem terem feito, pelo caminho, algumas inimizades, são pessoas relativamente suspeitas. Suspeitas de não terem vivido nada, ou de se terem demitido sempre da tomada de posições, ou (o pior de tudo) de terem muitas caras e nenhum carácter. No fundo o que quero dizer é que devemos regozijar ante a constatação de termos quem não nos grame! Essas pessoas, e o desafecto de estimação que convictamente nutrem por nós, são as garantias personificadas de estarmos no bom caminho; são a prova de que estamos empenhados em viver, em ser socialmente participativos, em defender os nossos ideais e combater o que nos merece repulsa. Quem não nos grama tem o valor incrível de nos devolver a consciência do nosso carácter, rectidão e carisma. E isto é tanto mais verdade quanto a consciência em nada nos pesa e por eles nada mais sentimos que indiferença e gratidão. É por isto que valorizo muito quem não me fala, quem muda de passeio ou de rua ao ver-me, quem se esconde nos corredores do supermercado para não encarar comigo de frente. É por isso que, quando tal acontece, tais pessoas me deixam tão feliz quanto me deixariam se me adorassem.

É agora, no arrancar do Outono, que nos devemos vacinar, pois os picos da gripe e doença pneumocócica ocorrem geralmente no Inverno. O que se segue é uma recordatória de coisas que o leitor deve ter sempre presente. A gripe é uma infecção causada por um vírus chamado influenza que afecta predominantemente as vias respiratórias. É um vírus que sofre alterações, o que dificulta a existência de uma única vacina em todo o mundo e obriga à preparação de uma vacina específica todos os anos. Tais alterações que o vírus da gripe sofre não permitem que as pessoas fiquem protegidas em permanência. A prevenção é conseguida não só através da vacinação mas quando se adoptam alguns cuidados: lavar frequentemente as mãos com água e sabão, usar lenços de papel e quando se espirra ou tosse é importante proteger a boca com um lenço de papel ou com o antebraço, não utilizar as mãos. O vírus é transmitido através das partículas de saliva de uma pessoa infectada, expelidas sobretudo através da tosse e dos espirros. Mas também se pode transmitir por contacto directo, por exemplo através das mãos. No adulto, a gripe manifesta-se pelo aparecimento súbito de mal-estar, febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e tosse seca. Não se deve confundir gripe com constipação. Esta tem habitualmente um início gradual, a febre é baixa, pode anunciar-se por uma irritação de garganta, e a tosse (quando surge) é ligeira e moderada; as dores de cabeça e musculares são raras. A vacinação é recomendada às pessoas que têm maior risco de complicações: com mais de 65 anos; crianças com mais de seis meses que tenham doença crónica dos pulmões, do coração, dos rins ou do fígado; grávidas que, em Outubro, estejam no segundo ou terceiro trimestre de gravidez; profissionais de saúde. Não devemos esquecer a doença pneumocócica, termo utilizado para descrever infecções como pneumonia, septicemia e meningite. As bactérias que provocam esta doença transmitem-se através da tosse e do espirro ou por contacto próximo. As bactérias entram no nariz e na garganta, e aí podem permanecer sem provocar problemas, mas às vezes podem invadir os pulmões ou a corrente sanguínea. Os mais novos e os idosos têm um risco acrescido. A vulnerabilidade a esta doença é maior caso o doente tenha uma doença de coração ou pulmões, diabetes, não tenha baço ou tenha um sistema imunitário debilitado. Todas as pessoas com doenças crónicas devem vacinar-se contra a gripe e contra a pneumonia, o esclarecimento junto do médico ou do farmacêutico pode ser muito útil. Aos primeiros sinais de suspeita de gripe (febre alta, dores musculares generalizadas, fraqueza, falta de apetite,…), o doente deve consultar imediatamente o médico.

Sede: Rua Dr. Silvestre Falcão, 13 C 8800-412 Tavira - ALGARVE Tel: 281 320 900 Fax: 281 023 031 E-mail: jornalpostal@gmail.com Online: www.postal.pt FB: www.facebook.com/ postaldoalgarve/ FB: www.facebook.com/ cultura.sulpostaldoalgarve/ Issuu: issuu.com/ postaldoalgarve Twitter: twitter.com/ postaldoalgarve Director: Henrique Dias Freire Directora executiva: Ana Pinto Redacção: Ana Pinto (CO-721 A) Cristina Mendonça (CP 3258) Henrique Dias Freire (CP3259) Design: Bruno Ferreira Colaboradores: Afonso Freire, Alexandre Moura, Beja Santos (defesa do consumidor) Colaboradores fotográficos e de vídeo: Luís Silva / Miguel Pires Rui Pimentel Departamento comercial, publicidade e assinaturas: Anabela Gonçalves, Helena Gaudêncio José Francisco Propriedade do título: Henrique Manuel Dias Freire (mais de 5% do capital social) Edição: Postal do Algarve - Publicações e Editores, Lda. Contribuinte: nº 502 597 917 Depósito Legal: nº 20779/88. Registo do título (DGCS): ERC nº 111 613 Impressão: Naveprinter Distribuição: Banca - Logista, ao sábado com o Expresso/VASP - Sociedade de Transportes e Distribuição, Lda e CTT Estatuto editorial: disponível em www.postal.pt/ quem-somos/

Tiragem desta edição:

7.525 exemplares

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••• REGIÃO

9 de Novembro de 2018

CENTRO DE CIÊNCIAS DO MAR JÚRI NÃO ATRIBUIU ADQUIRE EQUIPAMENTO ÚNICO NA PENÍNSULA IBÉRICA

PRÉMIO MARIA VELEDA ESTE ANO

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􀪭􀪭 Equipamento abre novas potencialidades de investigação em diversas áreas O primeiro biossensor switchSENSE® da Península Ibérica foi adquirido pelo CCMAR e apresentado à comunidade académica. Este equipamento abre novas potencialidades de investigação em diversas áreas e contribui para elevar a competitividade científica da região do Algarve. O biossensor adquirido pelo CCMAR é um dos equipamentos mais sensíveis, eficazes e precisos para a análise de interacções moleculares e parâmetros biofísicos em tempo real. Este tipo de análises é especialmente importante para quem faz investigação na área da biotecnologia, biomedicina, farmácia, bioquímica e até aquacultura. O equipamento ficará integrado na plataforma de serviços do CCMAR, ProtMAR. O biossensor switchSENSE® adquirido pelo CCMAR Deborah Power, investigadora do CCMAR e professora na Universidade do Algarve, salienta que “este biossensor vai certamente elevar a capacidade científica do CCMAR, mas deve ser visto como um investimento de maior alcance – primeiro porque poderá também ser utilizado por toda a comunidade académica e industrial, e segundo porque nos vai permitir identificar mais rapidamente novas biomoléculas de origem marinha com potencial para uso humano”.

Adquirido através do projeto EMBRC.PT, com o co-financiamento do programa operacional CRESC Algarve 2020 gerido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Algarve, o equipamento foi apresentado à comunidade académica e científica do Algarve no decorrer da semana que passou, estando agora disponível para realizar análises inovadoras.

O Prémio Regional “Maria Veleda” este ano não foi atribuído. O júri, constituído por Alexandra Gonçalves, directora Regional de Cultura do Algarve; Gonçalo Pescada, professor de Música; João Guerreiro, professor universitário; José Gameiro, director Científico do Museu de Portimão; Manuel Brito, editor; Margarida Tengarrinha, artista plástica e professora; Maria Augusta Casaca, jornalista; Natividade Monteiro, professora e Iinvestigadora, Pedro Ferré, professor universitário, analisou as cinco candidaturas propostas este ano para a distinção e deliberou não atribuir o prémio. Do conjunto das candidaturas registadas, verificou-se que uma deu entrada fora do prazo. Na apreciação efectuada sobre as demais candidaturas o júri reconheceu que, pelo menos duas das candidaturas, reuniam uma acção destacada na dimensão cultural e cívica, todavia, não davam resposta ao critério estabelecido no número 1 do regulamento e não possuíam um “longo percurso cultural e cívico”. A Direcção Regional de Cultura do Algarve manifesta assim junto de todos os candidatos “votos para que prossigam com os projectos e acções que cada um tem concretizado e que em muito têm contribuído para o desenvolvimento sócio cultural do Algarve”. Com a criação deste Prémio, em 2014, a Direcção Regional de Cultura do Algarve, pretende “reconhecer o percurso cultural e cívico de personalidades protagonistas de

PRÉMIOS CONSTRUIR 2018 NOMEIAM

TRÊS PROJECTOS ALGARVIOS A região do Algarve tem três nomeações na 11ª edição dos Prémios Construir, iniciativa que pretende distinguir as melhores empresas e obras nas áreas de arquitectura, engenharia, construção e imobiliário no ano de 2018, que irá decorrer no dia 20 de Novembro, às 21 horas, no CINE – Teatro Capitólio, em Lisboa. Os nomeados são o Mar Shopping Algarve e o IKEA Loulé, por duas vezes. No sector do imobiliário, na categoria

Melhor Espaço Comércio e Serviços, está nomeado o Mar Shopping Algarve, promovido pela Ikea Centres. Este centro comercial conta uma área bruta de construção superior a 41 mil m2, num total de 110 lojas e cinco salas de cinema. Na corrida a este galardão está também o Évora Plaza. Já o IKEA Loulé, está nomeado em duas categorias. No sector da Construção, para o galardão de Melhor Projeto Privado, onde estão igualmente nomeados

o Campus da Nova SBE, a Fábrica da Sakthi Portugal e a Real Vinícola, e na categoria Prémio Fiscalização e Coordenação, juntamente com a Encosta do Castelo de Palmela e a Requalificação do Campo das Cebolas. A 11ª Edição dos Prémios Construir conta com a OTIS como main sponsor e o apoio da ROCA, KNX, Cimpor, Victoria Seguros, SAPA, GEP Tec, Umbelino Monteiro e Green Media.

intervenções particularmente relevantes e inovadoras na Região, e dar um contributo para a Promoção da Igualdade entre Mulheres e Homens nas Políticas Públicas”. O Algarve presta, desta forma, o seu reconhecimento público a personalidades com um percurso de vida onde se destaca, não só acções associadas à promoção da cidadania e igualdade de género, ou no combate à exclusão social; mas também no combate à desertificação do interior da região; na educação pela arte; na valorização do património imaterial - preservação das tradições, memórias e identidade; na revitalização dos núcleos e edifícios históricos; no desenvolvimento de projectos multidisciplinares, multiculturais e, ainda, projectos em rede na região. Em 2019 o Prémio Regional Maria Veleda terá nova edição.

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REGIÃO •••

9 de Novembro de 2018

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FARO CELEBRA CEM ANOS QUARTEIRA CORRE DO ARMISTÍCIO COM EXPOSIÇÃO E PALESTRA

PELA DIABETES NO DIA DE SÃO MARTINHO d.r.

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􀪭􀪭 Eventos destacam a participação dos combatentes farenses na 1ª Grande Guerra Mundial O Município de Faro, através da Unidade de Arquivo e Documentação, vai promover uma exposição documental, sobre os Combatentes Farenses na 1ª Grande Guerra Mundial, que pode ser vista até 17 de Novembro, no átrio da Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa. Esta exposição, que pretende assinalar o centenário do Armistício que pôs termo ao conflito e destacar a acção dos combatentes do concelho, é composta por materiais do Arquivo Histórico Municipal de Faro, do Arquivo Histórico Militar e do Arquivo da Marinha, sendo também patente uma listagem dos combatentes do concelho de Faro que participaram na Guerra.

Integrada no âmbito desta comemoração, o investigador Joaquim Vieira Rodrigues, proferirá, este sábado, 10 de Novembro, pelas 15:30 horas, no Auditório da Biblioteca, uma palestra abordando a temática da participação dos combatentes farenses neste conflito. Joaquim Vieira Rodrigues é doutorado em História pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade de Lisboa, com a tese O Algarve e a Grande Guerra: questão das subsistências (1914-1918). Para além de exercer a docência, é investigador do IHC – Instituto de História Contemporânea da mesma Universidade, sendo autor de diversos trabalhos académicos e orador em várias conferências.

18ª Corrida Fotográfica

Portimão

exposição

de

Museu de Portimão

De 10 Nov. 2018 a 13 de Jan. 2019

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A cidade de Quarteira recebe, no próximo domingo, 11 de Novembro, a “Caminhada pela Diabetes”. O início da prova acontece às 9:30 horas, em frente ao Centro Autárquico de Quarteira, seguindo-se dois percursos: de cinco e oito quilómetros. Durante a manhã, das 10 às 12 horas, também no espaço em frente ao Centro Autárquico, haverá um rastreio gratuito à diabetes destinado ao público em geral. Segue-se, às 13 horas, um almoço-convívio solidário de São Martinho, no Restaurante Wild Chicken, no valor de 25 euros. Durante a tarde, está prevista a realização de duas conferências, que terão como oradoras duas médicas: às 13 horas, o tema apresentado por Mara Marques será a diabetes, e às 14 horas, Maria José Pires vai falar sobre o trabalho levado a cabo pela Associação Oncológica do Algarve. Recorde-se que o Dia Mundial da Diabetes assinala-se a 14 de Novembro, com o objectivo de sensibilizar e chamar a atenção dos cidadãos e governantes para a problemática da Diabetes, travando o crescimento desta pandemia.

􀪭􀪭 Doença atinge mais de um milhão de portugueses

Actualmente, a Diabetes é a mais comum das doenças não transmissíveis com elevada prevalência e incidência crescente. Atinge já cerca de 415 milhões de pessoas em todo o mundo. Portugal posiciona-se entre os países europeus que registam uma das mais elevadas taxas - 13,3% da população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos, o que corresponde a mais de um milhão de indivíduos, de acordo com os últimos dados do Observatório Nacional da Diabetes. A “Caminhada pela Diabetes” é uma iniciativa promovida pelo Lions Clube de Vilamoura, com o apoio da Câmara de Loulé e da Junta de Freguesia de Quarteira.

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9 de Novembro de 2018

QUINTA DO LAGO INVESTE DEZ MILHÕES DE EUROS EM CENTRO DESPORTIVO DE ELITE Fotos d.r.

􀪭􀪭 Espaço é ideal para aqueles que gostam de desporto, independentemente da idade e do nível de treino The Campus é o mais recente projecto desportivo de elite da Quinta do Lago, que resulta de um investimento de dez milhões de euros e de uma estratégia de rejuvenescimento do empreendimento de luxo no Algarve, iniciada em 2009. Com uma área total de 48 hectares, o centro desportivo da Quinta do Lago "é um espaço único centrado na educação e na reabilitação, que representa um complemento muito importante para os clientes habituais do resort e para as equipas e profissionais que procuram instalações e equipamentos de qualidade superior, com os melhores profissionais", explica fonte daquele empreendimento de luxo. É também o espaço ideal para aqueles que gostam de desporto, independentemente da idade, e do nível de

treino, uma vez que permite a prática desportiva num complexo que dispõe da excelência e características fundamentais e procuradas por atletas profissionais. Tudo isto com uma localização excepcional, integrado num dos melhores resorts da Europa, a Quinta do Lago. No The Campus, os atletas podem praticar desde ténis e padel, passando pelo yoga, ballet ou barre fitness, programas de fitness como o zumba, até treinos de alta intensidade: treino de HIIT, pump no estúdio de fitness, indoor cycle, máquinas de cardio e pesos leves no ginásio funcional. No ginásio de alto desempenho está prevista também a ginástica funcional para todos aqueles que procuram aumentar a força muscular e corrigir a má postura.

Centro desportivo vem reforçar o posicionamento da Quinta do Lago The Campus é o espaço ideal para aqueles que gostam de desporto, independentemente da idade e do nível de treino Disponíveis encontram-se ainda as modalidades aquáticas nas duas piscinas exteriores aquecidas: uma para adultos e outra para crianças, assim como salas de tratamento médico, sauna, banho turco, jacuzzi, banho de gelo e bike shed (gerido pelo atleta paralímpico Mark Rohan, permite o aluguer de bicicletas para a realização de passeios dentro e fora do resort, programas de ciclismo para diferentes itinerários, fittings, treino e equipamento).

Os atletas que procuram o The Campus encontram as condições ideais para a prática desportiva, apoiados pelo Centro de Alto Rendimento e pelas condições meteorológicas. O lago privado com mais de 11 hectares é indicado para os treinos de natação, e as estradas e trilhos podem ser facilmente incluídos nos planos técnicos adaptados aos mais diversos níveis de dificuldade. Os atletas de triatlo encontram no resort as condições ideais para a prática dos três desportos.

Por seu lado, o campo de futebol já concluído, tem sido procurado por equipas de futebol oriundas do Reino Unido, França, China, Croácia, Dinamarca e também por equipas portuguesas. O centro desportivo vem reforçar o posicionamento da Quinta do Lago, já reconhecido internacionalmente como o resort de golfe e de férias em família de excelência no Algarve, mas sobretudo vem alargar a sua oferta como um destino privilegiado de desporto e de saúde e bem-estar.


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FESTIVAL DE BATATA-DOCE DE ALJEZUR

PROMETE TRÊS DIAS DE FESTA

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ALCOUTIM É UM DOS 35 NOMEADOS PARA O PRÉMIO MUNICÍPIO DO ANO Fotos d.r.

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􀪭􀪭 Concurso visa reconhecer as boas práticas de projectos implementados pelos municípios 􀪭􀪭 Festival atrai anualmente milhares de visitantes a Aljezur O Festival da Batata-Doce de Aljezur está de volta, entre 30 de Novembro e 2 de Dezembro, em mais uma edição que dá a conhecer a gastronomia, tradição e cultura da região. “A variedade da oferta gastronómica passará por quatro restaurantes, três tasquinhas, mas também por uma reforçada oferta de street food e uma zona petisqueira na tenda exterior que abordará a batata-doce de Aljezur de forma mais leve e ‘descomprometida’”, revela a Câmara de Aljezur. Durante três dias, em cada esquina do festival será fácil ser tentado por uma pastelaria variada de base da batata-doce de Aljezur, por um chocolate com batata-doce, um licor, uma compota, uma aguardente, um gelado, uma bebida quente ou

umas refrescantes e saborosas cervejas artesanais de Batata-Doce de Aljezur. Mais de uma centena de expositores trarão a cor, o artesanato e os produtos genuínos da região para deleite dos milhares de visitantes que são esperados neste fim-de-semana em Aljezur. Para eles estará também reservada “a melhor batata-doce do país e do mundo, possuidora do selo de Identificação Geográfica Protegida (IGP), garantida pela Associação de Produtores de Batata-doce de Aljezur que irá ainda disponibilizar a batata assada em forno de lenha e a batata-doce frita”, garante a autarquia aljezurense. A aposta e afirmação deste produto de qualidade tem sido uma das preocupações da associa-

ção que ao longo dos últimos anos tem norteado a acção da mesma e do próprio Município. É também este momento de celebração da melhor batata-doce do mundo, produto de características únicas, a variedade “Lira”. Também por isso, este certame revela-se da “maior importância para o concelho e já se impôs como um grande Festival Gastronómico a nível nacional, muito visitado por todos os que procuram os diferentes sabores desta região”. A animação será constante, salientando-se a confecção ao vivo de receitas variadas, por conceituados chefes. O festival pode ser visitado na sexta e no sábado, das 12 às 24 horas; e no domingo das 12 às 22. A entrada e o estacionamento são gratuitos.

Alcoutim é um dos 35 finalistas para a atribuição do Prémio Município do Ano. A cerimónia de entrega dos prémios realiza-se no próximo dia 16 de Novembro, no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães. A organização cabe à Universidade do Minho, através da plataforma UM-Cidades, e ao Município de Guimarães. Esta quinta edição contou com 56 candidaturas, estando nomeados projectos de 35 municípios para nove categorias e para o grande prémio final. Os finalistas nomeados em 2018 são Albufeira, Alcoutim e Loulé (Algarve); Avis, Coruche, Santarém e Sines (Alentejo); Cascais, Lisboa, Mafra e Sesimbra (Área Metropolitana de Lisboa); Arouca, Espinho, Gondomar e Vila Nova de Gaia (Área Metropolitana do Porto); Águeda,

Mealhada, Oliveira do Hospital e Seia (Centro); Figueira de Castelo Rodrigo, Idanha-a-Nova, Lousã e Sátão (Centro com menos de 20 mil habitantes); Braga, Ponte de Lima, Viana do Castelo e Vila Real (Norte); Alfândega da Fé, Armamar,

tos implementados pelos municípios com impacto no território, na economia e na sociedade, promovendo o crescimento, a inclusão e a sustentabilidade. Pretende também colocar na agenda a temática da territorialização

Montalegre e Valpaços (Norte com menos de 20 mil habitantes); Horta, Madalena do Pico, Ribeira Grande e Vila Praia da Vitória (Regiões Autónomas). Este concurso visa reconhecer as boas práticas de projec-

do desenvolvimento, perspectivada a partir da acção das autarquias, bem como valorizar realidades diversas que incluam as cidades e os territórios de baixa densidade nas diferentes regiões do país.


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9 de Novembro de 2018

ALGARVE CONQUISTA TRÊS ÓSCARES DO GOLFE

FUNDADOR DO PÚBLICO É CONVIDADO DA BIBLIOTECA

MUNICIPAL DE OLHÃO

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􀪭􀪭 O Monte Rei Golf & Country Club, em Vila Nova de Cacela, foi eleito “Melhor Campo de Golfe de Portugal”

􀪭􀪭 Rui Cardoso Martins é jornalista, cronista e argumentista

Portugal voltou a ser distinguido, pelo quinto ano consecutivo, como o melhor país da Europa e do mundo para se jogar golfe. Já os prémios para “Melhor Campo de Golfe de Portugal”, “Melhor Hotel de Golfe de Portugal” e “Melhor Operador Turístico de Golfe Inbound de Portugal” da edição de 2018 dos World Golf Awards, que celebram e distinguem a excelência no turismo de golfe, ficaram no Algarve. Em La Manga (Espanha), Portugal amealhou o principal galardão dos Óscares do golfe mundial ao ser eleito “Melhor Destino de Golfe do Mundo”, ultrapassando Abu Dabi, África do Sul, Argentina, Estados Unidos da América, Nova Zelândia, República Dominicana e o Vietname. Já o prémio de “Melhor Destino de Golfe da Europa” foi conquistado frente à Escócia,

Rui Cardoso Martins é o convidado de mais um “Encontro com o escritor” da Biblioteca Municipal José Mariano Gago, no sábado, 10 de Novembro, pelas 15 horas. O público olhanense, terá, assim, oportunidade de conhecer e conversar com um dos mais aclamados escritores nacionais, cujo talento se multiplica enquanto jornalista, cronista e argumentista. Autor de E se eu gostasse muito de morrer (2006), Deixem passar o homem invisível (Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores APE, 2009), Se fosse fácil era para

Inglaterra, Irlanda, Irlanda do Norte, Gales e Espanha, entre outros destinos de golfe consolidados. “Para estas conquistas tiveram um papel preponderante as voltas de golfe realizadas nos campos algarvios no ano passado, que totalizaram mais de 1,3 milhões e representaram mais de dois terços do total de voltas de golfe do país”, declara o presidente da Região de Turismo do Algarve, João Fernandes. “Por isso, é com redobrada satisfação que vemos o Algarve ser galardoado também com o melhor campo, o melhor hotel e melhor operador receptivo de golfe de Portugal”, conclui. O Monte Rei Golf & Country Club, localizado em Vila Nova de Cacela, foi eleito “Melhor Campo de Golfe de Portugal”, o Hilton Vilamoura As Cascatas Golf Resort

& Spa, em Vilamoura, recebeu o prémio de “Melhor Hotel de Golfe de Portugal” e a Portugal Algarve Golf Services, sediada em Vilamoura, é o “Melhor Operador Turístico de Golfe Inbound de Portugal”. Estes foram os vencedores algarvios da 5.ª edição dos World Golf Awards, em resultado da votação efectuada por profissionais de todo o mundo, que assim reconhecem o trabalho excepcional da indústria do turismo de golfe no Algarve. Em 2017 os 40 campos de golfe algarvios, que representam 50% da oferta do país, voltaram a bater recordes na região, ao registarem 1,34 milhões de voltas de golfe (+5% face ao ano anterior) e o Algarve vale agora cerca de 70% do total nacional de voltas de golfe.

os outros (2012) e O osso da borboleta (2014), Rui Cardoso Martins assina, desde 2016, a crónica “Levante-se o réu”, publicada aos domingos no Jornal de Notícias. É, também, cronista nas manhãs de quarta-feira na Antena 1, na rubrica “O fio da meada”. O autor, fundador do jornal Público, é, igualmente, co-fundador das Produções Fictícias e co-autor dos históricos programas de humor Contra-Informação, Herman Enciclopédia, Conversa da Treta e O Filho da Treta, para além de inúmeros trabalhos nas áreas do cinema, televisão e teatro.

ABERTAS CANDIDATURAS PARA A 3ª MOSTRA SILVES CAPITAL DA LARANJA d.r.

O período de inscrições para participação na 3.ª Mostra Silves Capital da Laranja decorre até ao próximo dia 14 de Dezembro. A iniciativa, promovida pela Câmara de Silves, decorre entre 15 e 17 de Fevereiro de 2019. Os interessados podem efectuar inscrição numa das modalidades de participação existentes (agricultura, produtos agroalimentares, máquinas / equipamentos, artesanato, restauração e entidades diversas), devendo formalizar a mesma através do preenchimento de formulário próprio disponível no portal da Câmara de Silves e do seu envio para o email capitaldalaranja@ cm-silves.pt, ou através de correio postal, dentro do período mencionado.

No portal do Município de Silves (www.cm-silves.pt) estão, também, disponíveis para consulta e download as normas de organização e funcionamento da 3.ª Mostra Silves Capital da Laranja. Destacar a citricultura que se faz no concelho de Silves nas suas mais diversas áreas e, simultaneamente, consolidar a marca Silves Capital da Laranja são alguns dos objectivos desta mostra. O telefone 282 440 800 e o endereço de correio electrónico capitaldalaranja@cm-silves.pt são os contactos da Divisão de Cultura, Turismo e Património da Câmara de Silves disponíveis para o esclarecimento e fornecimento de informações adicionais sobre a iniciativa.


Mensalmente com o POSTAL em conjunto com o

NOVEMBRO 2018 n.º 121 7.525 EXEMPLARES

www.issuu.com/postaldoalgarve

MISSÃO CULTURA •••

PROJETO MAGALHÃES: Indústrias culturais e criativas “A cultura como impulso ao desenvolvimento económico sustentável e à criação e difusão de uma oferta cultural inovadora” d.r.

Ficha técnica Direcção: GORDA Associação Sócio-Cultural Editor: Henrique Dias Freire Paginação e gestão de conteúdos: Postal do Algarve Responsáveis pelas secções: • Artes visuais: Saul de Jesus • Espaço ALFA: Raúl Grade |Coelho • Espaço AGECAL: Jorge Queiroz • Espaço ao Património: Isabel Soares • Filosofia dia-a-dia: Maria João Neves • Letras e literatura: Paulo Serra • Missão Cultura: Direcção Regional de Cultura do Algarve • Reflexões sobre urbanismo: Teresa Correia Colaboradores desta edição: Hilda Bárbara Maia Cezário, Luís Campos Parceiros: Direcção Regional de Cultura do Algarve e-mail redacção: geralcultura.sul@gmail.com e-mail publicidade: anabelag.postal@gmail.com online em: www.postal.pt e-paper em: www.issuu.com/ postaldoalgarve FB: www.facebook.com/ postaldoalgarve/ Tiragem: 7.525 exemplares

A região ficará dotada, até final de 2021, de um Centro Magalhães com pólos em vários pontos do Algarve interior •

Direção Regional de Cultura do Algarve

O Alentejo, o Algarve e a Andaluzia efectuaram uma candidatura conjunta com vista à consolidação de um ecossistema empreendedor que permita impulsionar a criação e a difusão de uma oferta cultural inovadora fundamentada nas raízes históricas, patrimoniais materiais, imateriais e culturais comuns, entre outras, com enfoque nas figuras dos descobridores e na comemoração de Magalhães. No passado mês de outubro, foi aprovada a candidatura do Projeto MAGALHÃES ICC ao programa Interreg V. O projeto visa o estabele-

cimento de uma rede de cooperação transfronteiriça para a criação de um Centro de Empreendimento de Industrias Criativas e Culturais - Centro Magalhães. A presença de um tecido produtivo de baixa densidade nos territórios com necessidade de intervenções destinadas a impulsionar a criação de iniciativas empresariais sustentadas (micro, pequenas e médias empresas) no setor das indústrias culturais e criativas, é o motor deste projeto dirigido à consolidação de um ecossistema empreendedor que permita impulsionar a criação e a difusão de uma oferta cultural inovadora para o Alentejo - Algarve – Andaluzia, fundamentada nas raízes históricas, patrimoniais materiais, imateriais e culturais comuns, entre outras, com enfoque nas figuras dos descobridores, na comemoração de Magalhães.

O Projeto MAGALHÃES_ICC envolve a criação de infraestruturas empresariais, programas de incubação/viveiro de empresas, de capacitação empresarial e setorial para empreendedores com o apoio e formação de gestão empresarial, projetos culturais, financiamento, planos de empresa, ateliers geradores de ideias, de capacitação específica em diversos setores das artes, do património, design, editoriais, da animação turística, dos ofícios, entre outros e um programa de fomento e difusão de projetos conjuntos. Com um investimento global previsto, no conjunto dos parceiros previsto de 27 milhões e 333 mil euros a executar até 2021, o projeto tem como parceiros a Gerência de Urbanismo do Ajuntamento de Sevilha, Instituto de Cultura e Artes de Sevilha, Andalucía Emprende - Fundación Pública Andaluza, Agencia Andaluza

de Instituciones Culturales, Universidade de Évora, Direção Regional de Cultura do Alentejo, Direção Regional de Cultura do Algarve, Comissão de Coordenação de Desenvolvimento do Algarve, Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Cooperativa para o Desenvolvimento dos Territórios da Baixa Densidade(QRER), Associação Portuguesa de Treino de Vela (APORVELA). Com este programa a região do Algarve estará dotada, até ao final de 2021, de um CENTRO MAGALHÃES com pólos em vários pontos do Algarve interior: Querença, Alcoutim, Espaço Tor, Loulé Criativo e Casa Poeta João de Deus. A participação da Direção Regional de Cultura do Algarve no MAGALHÃES ICC, tem enfoque na dinamização desta rede de suporte, através da investigação e criação de

conhecimento científico e de disponibilização de conteúdos associados aos Descobrimentos e aos Lugares de Globalização (Sagres, Aljezur, Lagos, Monchique e Silves), promovendo oficinas de trabalho conjuntas com os investigadores e os criadores do espaço transfronteiriço, e com a realização de eventos culturais, para desenvolvimento de propostas inovadoras de produtos e serviços e a concepção de produtos de merchandising regional com base nas artes e ofícios. Esta base de conhecimento partilhada contribuirá para a elaboração do documento “Nichos de actividade empresarial inovadora” relacionado com o reforço do valor do património cultural comum e para a criação de novos produtos, serviços e merchandising "Lugares de Globalização" e a elaboração de livro-guia "Lugares de Globalização". l


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CULTURA • SUL

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MARCA D'ÁGUA •••

Cultura e Santidade II

Maria Luísa Francisco

Investigadora na área da Sociologia; Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

luisa.algarve@gmail.com

Os céus dentro de mim são tão vastos como os que estão por cima de mim. Etty Hillesum (1914-1943) Começo com uma frase da mística em destaque na crónica do mês anterior, porque não me canso de a reler e de me surpreender. A beleza do que escreve no meio da dor, a capacidade de viajar no seu mundo interior, como forma de lidar com o horror do holocausto e deixar escrito um dos maiores testemunhos humanos e espirituais do nosso tempo, é algo arrebatador. No meio do maior abismo do século XX, ela não revela nem ódio, nem res-

sentimento, lança-se em voo livre nos braços de Deus e escreve: “vou ajudar-te, Deus, a não me abandonares”. Não é considerada uma santa, mas é uma mística, porque foi uma mulher com sede do Absoluto e através do seu sentir poético e da sua apurada sensibilidade aproximou-se do Divino. No seu diário partilha diálogos extremamente belos com Deus. Etty Hillesum e Edith Stein são duas grandes intelectuais do século XX, que para além de serem judias, morreram em Auschwitz. Viram-se uma única vez. Etty refere no seu diário que viu Edith e a irmã no campo holandês de Westerbork, precisamente antes da deportação para o campo de extermínio. A anotação no diário é muito breve, provavelmente não trocaram palavras, só os olhos e os rostos falaram!

Há um ensaio de Cristiana Dobner, intitulado O rosto. Princípio da Interioridade em que a autora imagina e descreve o que Etty e Edith teriam visto no rosto uma da outra. Reconstruiu o que os rostos disseram. “Um olhar que, sobretudo num momento tão dramático, sem dúvida era capaz de ler dentro, de captar o significado essencial daquele olhar-se recíproco”.

Edith Stein - de filósofa e discípula de Husserl a Santa Desde muito cedo que comecei a ler hagiografias (descrição da vida dos santos). A primeira que li foi de Santa Teresa de Lisieux, depois Santa Teresa d’Ávila, São Francisco de Assis, entre outros, e só mais tarde li Edith Stein. Curiosamente no mesmo ano em que comecei a dar aulas na Universidade. Chamou-me a atenção uma santa que foi profundamente intelectual e académica. Foi educada na religião judaica, teve uma crise de fé e seguiu um percurso agnóstico. A forte transformação do percurso de vida, tal como a sua fé e coragem, impressionou-me muito. Edith frequentava na Universidade de Göttingen o círculo intelectual liderado por Husserl (seu orientador de doutoramento), que agregava pensadores de renome como Martin Heidegger e Max Scheler. Foi uma das primeiras mulheres a doutorar-se em Filosofia na Alemanha. Um dia leu a autobiografia de Santa Teresa d'Ávila (1515-1582) e a sua vida mudou radicalmente. Esta leitura teve um impacto profundo e levou-a a converter-se

ao catolicismo, exercendo intensa actividade no meio católico, como professora, conferencista, tradutora e escritora. Ao mesmo tempo tornou-se cada vez mais contemplativa e mais despojada. A contemplação, como refere o Padre Tolentino de Mendonça, “não é uma sabedoria onde nos instalamos: é antes uma forma de exposição desarmada do olhar, uma colocação sem reservas, uma aprendizagem sempre a ser refeita, um despojamento dos porquês face aos instantes.” Em 1933, leva a sua conversão às últimas consequências e tornou-se freira, entrando para a austera Ordem das Carmelitas Descalças. Na clausura, escreveu o seu livro mais importante, Ser Finito e Ser Eterno, no qual procurou aproximar as filosofias de Husserl e de São Tomás de Aquino (1225-1274). Foi capturada pelos nazis quando foi do Convento na Alemanha para outro na Holanda, onde estava a sua

irmã. Foram enviadas para Auschwitz, onde morreram numa câmara de gás. Edith tinha 50 anos. É habitual as Irmãs Carmelitas optarem por um outro nome, que tenha a ver com a sua vivência espiritual e Edith escolheu este simbólico nome: Teresa Benedita da Cruz. . . A sua última obra intitulada A Ciência da Cruz ficou inacabada…ou talvez a tenha acabado de corpo e alma na sua cruz, a câmara de gás! Em 1998, a mártir e filósofa foi canonizada pelo papa João Paulo II, precisamente como Santa Teresa Benedita da Cruz, padroeira da Europa, pelo contributo cristão que deu não só à Igreja Católica, mas especialmente à sociedade europeia através do seu pensamento filosófico. A sua obra é estudada por investigadores de todo o mundo pelos seus contributos originais na área da filosofia, antropologia, psicologia, pedagogia e fenomenologia. Continua a ser inspiradora pela dimensão mística e por dar voz ao mais profundo de nós! l dr

FILOSOFIA DIA-A-DIA •••

Maria João Neves Ph.D Consultora Filosófica

Têm os queridos leitores e participantes do Café Filosófico insistentemente pedido para aprofundar temas de filosofia oriental. Muito me compraz satisfazer este desejo, permitindo-me assim falar de Tara, a versão feminina de Buda, a quem os tibetanos consideram “mãe de todos os Budas”. De acordo com a filosofia budista existem 21 emanações de Tara, cada uma de sua cor e com características específicas. Hoje falarei apenas da Tara Verde, conhecida como Buda da Actividade Iluminada. Ela supera obstáculos e salva os seres de situações perigosas. Tara significa precisamente

“aquela que salva”. A sua compaixão para com os seres vivos e o seu desejo de os salvar do sofrimento diz-se ser ainda mais forte do que o amor de uma mãe pelos seus filhos. A Tara Verde é representada com um brilho transparente e radiante como a mais pura esmeralda e sorri pacificamente. A sua mão direita repousa no joelho direito, enquanto a mão esquerda segura com o polegar e o dedo anelar o caule cuja flor azul, completamente desabrochada, se situa ao nível do ouvido esquerdo. Um disco lunar de tom alaranjado irradia da sua cabeça formando um círculo a partir da base dos seus ombros. Veste uma saia de tecidos azuis e alaranjados presa com uma fita e laço amarelo em redor da cintura baixa. Lenços e um pequeno manto branco bordado está colocado sobre os seus ombros. Está adornada com jóias: colares, várias pulseiras nos pulsos e tornozelos, brincos e o cabelo preso no topo da cabeça por uma grande gema está adornado com flores frescas. O resto da cabeleira flui livremente pelas

suas costas. Nada é deixado ao acaso nesta representação: os olhos de Tara representam insight e competência; os braços e as pernas são os quatro incomensuráveis que formam parte do treino de aspiração a bodhichita: bondade amorosa; compaixão; alegria; equanimidade. A face representa a esfera singular da dharmakaya, a verdade que se encontra para além do entendimento conceptual, aquela verdade que apenas a mente búdica consegue aceder. Dos muitos atributos simbólicos da Tara Verde, aquele que mais me chamou à atenção é que ela é dinâmica - é por isso que seu pé direito já está fora da posição de pernas cruzadas, saindo de padmasana - Tara está a pôr-se de pé para ir ajudar os seres que sofrem. Pratica-se meditação sentado na almofada para ganhar capacidades para verdadeiramente interceder para o bem de todos. A prática de Tara não é apenas meditação; Tara é acção! Importa esclarecer que o Budismo é uma filosofia e não uma religião, como algumas pessoas tendem a pen-

d.r.

Tara - A Face Feminina de Buda

sar. Numa religião existem deuses, no budismo não existem deuses que devamos adorar ou glorificar. De acordo com o pensamento budista, a natureza búdica é algo que todos temos dentro de nós e que podemos desenvolver. Os seres iluminados são seres que conseguiram alcançar essa natureza búdica. Aliás, “alcançar” talvez não seja a melhor palavra para nos referirmos ao que aqui está em causa, a natureza búdica não se alcança, desoculta-se! Ela existe em todos nós mas está encoberta por camadas de pensamentos

e emoções negativas: medos, raivas, todo o tipo de sofrimento, etc... À medida que vamos conseguindo acalmar e limpar a nossa mente, essa fonte de luz começa a emergir. Tal como uma jóia magnífica que tenha permanecido muitos anos no fundo de um pântano fica cheia de lama só mostra o seu brilho depois de limpa, assim também a natureza búdica só brilha quando desvelada. Tara no seu corpo esmeraldino adornado de jóias representa a mente pura e livre e encarna todas as qualidades e emoções positivas. Visualizar a imagem de Tara, acalma a mente, entoar o seu mantra dispõe-nos para a meditação. Existe um manancial de técnicas e exercícios muito práticos que podemos realizar para atingir o objectivo que nos propomos! Inscrições para o Café Filosófico: filosofiamjn@gmail.com l


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LETRAS E LEITURAS •••

A Nossa Alegria Chegou, de Alexandra Lucas Coelho

Paulo Serra

Doutorado em Literatura na Universidade do Algarve; Investigador do CLEPUL

A Nossa Alegria Chegou, o quarto romance de Alexandra Lucas Coelho e o seu décimo livro, publicado pela Companhia das Letras - que está a relançar as suas outras obras -, quebra diversas convenções e géneros, e instaura um território ficcional difícil de definir, sem a complexidade narrativa de deus-dará, onde sete narrativas se cruzam, em sete dias, num romance transgénero que liga passado e presente. «Alguns mamíferos sabem que vão morrer. Estes três sabem que podem morrer hoje.» (p. 17) Apesar das frases fatídicas com que o romance abre, a sensação que o leitor tem é de acordar com as três personagens num paraíso, como que um Génesis da Criação. Além do índice que indica antecipadamente que a acção decorre em doze capítulos, em contagem decrescente, do doze ao um, o que é reforçado pelo texto, a cada capítulo, conforme se reforça o tempo que resta aos jovens heróis: «Duas horas para o poente» (p. 159). Ossi, Ira, Aurora, são os nomes dos três jovens que, à excepção do da jovem Aurora, não permitem perceber de imediato os seus sexos, se bem que ao longo da narrativa ficará rapidamente claro que o género de cada um é pouco relevante à sua natureza e identidade. Inclusive os três jovens parecem ser inicialmente descritos como se se tratassem de um só ser, uma entidade mitológica: «Três corações, seis pulmões, biliões de nervos numa cama de rede, tórax com tórax, boca com nuca, côncavos, recôncavos, convexos. Jovens como a jovem flor do cacto de Alendabar, a praia onde acordam. Ossi segura o flanco de Ira, que segura o flanco de Aurora. Ela fecha os olhos, flecte o joelho esquerdo. Ira ganha ângulo e entra nela, com Ossi às costas. Primeira vez que acordam juntos, primeiro sexo a três, primeira hora de luz. Este dia esperou por eles para mudar tudo. Pacto.» (p. 17) Este primeiro dia na vida do jovem

Ossi, do jovem Ira, e da jovem Aurora, é afinal, como se anunciou logo de início, possivelmente o último das suas breves vidas de flores ainda a desabrochar. A musicalidade e a sensualidade da linguagem literária de Alexandra Lucas Coelho acompanham a sensualidade da relação entre os três protagonistas, cuja relação sexual a três é descrita logo nas primeiras páginas. Se em alguns momentos do livro, o leitor pode sentir-se balançado a pensar neste livro como uma narrativa juvenil é a carnalidade e o erotismo, a alegria dos sentidos, que fazem parte da relação entre cada um dos vértices deste triângulo amoroso que claramente puxam o leitor para uma narrativa que se quer real, factual, pese embora muito do que se leia pareça inventado, como aliás parece salientado logo na segunda página, quando Felix, um quarto jovem entra em cena, ao chegar à praia de Alendabar para espalhar as cinzas do pai. «Felix nunca esteve nesta parte do mundo. Nunca ouvira sequer o nome Alendabar: - Parece inventado – disse à mãe (…). Olho na estrada, Ursula respondeu: - Todos os nomes são inventados.» (p. 18) Os nomes de personagens são, de facto, inventados ou então, como com Felix, Ursula, Atlas, o Rei, são claramente simbólicos. Nomes de espécies de plantas e de animais são também inventados pela autora. Como a própria linguagem que se evoca neste romance é inventada. Por isso, o leitor pode novamente ser levado a pensar, num primeiro momento, que este é um mundo inventado (com direito a mapa no verso da contra-capa), num qualquer universo paralelo de ficção alternativa, ou de um antigo mundo, mas depois percebe-se que não se incorre aqui no domínio da ficção científica nem numa qualquer distopia num futuro improvável. Leia-se a seguinte passagem sobre as histórias: «cá estarão os três para as contar, como desde o começo foram contadas, criando o que não existe para entender o que existe. O humano é esse primata (…) que imagina histórias, ri com elas, chora com elas. Só ele sabe como estar vivo é o

grande buraco negro.» (p. 172) O reino de Alendabar é constituído por três aldeias, a do vulcão, a ribeirinha e a das terras altas. Referenciam-se deuses, pirâmides, escravos e um Rei do gado, mas gradualmente encontram-se elementos de ancoragem num mundo que é bem real e próximo, com lixo a poluir os mares, aviões, helicópteros, e computadores, onde não falta inclusivamente a mais recente tecnologia de ponta, como é o caso da inteligência artificial de Jade. Contudo, fica a sensação que Alendabar é um mundo à parte, de uma era mítica, e aquilo que chega de tecnologia vem do exterior, como o próprio lixo que começou a poluir o mar há um ano. O número três ganha também uma simbologia própria O número três, como já foi referido, ganha também uma simbologia própria, sendo que os próprios capítulos estão repartidos em vários episódios, separados pelo símbolo de três pequenas pirâmides que formam em si próprias uma pirâmide. A própria trindade formada por estes jovens de 17 anos é vista como uma unidade: «voltarão a ser três. Nenhum deles quer ser dois com alguém.» (p. 34) Três jovens heróis que já acarretam o peso do mundo de Alendabar às costas, todos eles unidos por uma perda cujo denominador comum é o Rei, a apostar no fim de um reinado, mesmo que isso implique a morte que não temem. Como acontecia em deus-dará, romance anterior da autora, nesta narrativa subverte-se a dicotomia do género, para chegar a um lugar onde não há masculino nem feminino, como acontece com Ira: «macho à força primeiro, fêmea à força depois, nem uma nem outro, agora.» (p. 25) «Os humanos são homens, mulheres, transgénero, intersexo.» (p. 92) A difusão de contornos acontece igualmente com a questão da mestiçagem, aqui traduzida na cor da pele: «Aurora corre pela beira-mar. De onde lhe vem tanta claridade? Pai escuro, mãe escura. Ira também saiu mais claro do que a mãe, mas pai não conheceu. Ossi é o mais negro dos três, de longe.» (p. 34)

Fotos d.r.

Quarto romance de Alexandra Lucas Coelho quebra diversas convenções e géneros •

Romance tem sempre mais de real do que de fantasia O romance de Alexandra Lucas Coelho tem sempre mais de real do que de fantasia, porque Alendabar está muito próximo dos males do mundo, pelo que há sempre ecos de referências quando se lê que um dique rebentou há uns anos e foi preciso pagar a muita gente mais para se calar, do que para reconstruir o dique. «Um hominídeo desce das árvores, o cérebro aumenta, o polegar roda, ele afia uma pedra na outra: primeira faca. Eras depois, ser matador é profissão, gravadas em templos que humanos visitarão outras eras depois, inclinando-se para a tinta semi-sumida, mas onde ainda é possível ver a matança de um mamífero, começando pelo afiar da faca. Os humanos da era digital farão ah! e oh!, impressionados com aquela violência primitiva, enquanto a não muitos quilómetros dali uma faca corta a garganta de mamíferos em série, que já cheiraram o sangue dos anteriores, e sabem que vão morrer. O que o primitivo fazia às claras, em pequeno número, o civilizado faz em larga escala, sem ver.» (p. 53) Quando Ira viveu na cidade, pôde ainda assistir à tragédia da desproporção humana configurada nos Invisíveis: «milhões que não bebiam água potável, e ainda assim, ou também por isso, rezavam a Deus.» (p. 159) Ira testemunha ainda a auto-imolação de um homem em protesto contra a poluição, a destruição do planeta, os combustíveis fósseis» (p. 160) Mas apesar do prenúncio de fim dos tempos que se vive no livro, vence sobretudo o sentimento de que Alendabar pode renascer, até na forma como a sua criação e os mitos

são constantemente relembrados. Até no gesto simbólico de Felix e Ursula que se preparam para comer as cinzas de Atlas, pai e marido, misturando-as com a polpa de um fruto de Alendabar, mito carnívoro de que se pode renascer a partir da ingestão do passado. O leitor colhe ainda indícios de uma ligação entre estes três jovens amantes que executam uma revolução de fim dos tempos. Indícios esses, como outros, que nunca se resolvem, pois mesmo que este seja um romance de leitura breve, quase de um fôlego, em contagem decrescente, há ainda muito mais que está para lá da realidade da história e que fica a cargo do leitor resolver, enquanto Alendabar será também transformado em mito: «aquele mundo imaginário que a partir de agora só existirá nas histórias» (p. 172) A Nossa Alegria Chegou é como um canto às armas, da mesma forma que Ira, Ossi e Aurora, esses «Três corações a bater juntos» (p. 57), preparam uma Revolução (como aquela outra de flores vermelhas que alguém lembra no livro) e têm as próximas doze horas até ao equinócio, altura de renovação, para tentar salvar o mundo em que vivem, «em contagem decrescente até anoitecer» (p. 22), conforme a própria narrativa ganha impulso e aceleração ao longo dos capítulos repartidos em cada uma das doze horas de luz que sobram do último dia de Verão, até que o sol esteja a dois dedos do mar. Num tempo em que os cactos de Alendabar também esperam voltar a florir. Porque a verdadeira revolução é alegria e prazer. A condizer com a belíssima capa, de João Paulo Feliciano, que talvez não por acaso faz uso das cores da bandeira nacional. l


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CULTURA • SUL

9 de Novembro de 2018

REFLEXÕES SOBRE URBANISMO •••

Urbanismo e Capital Europeia da Cultura

Teresa Correia

Arquitecta / urbanista arq.teresa.correia@gmail.com

A Cultura como forma de promoção das suas cidades Muito se tem falado de Cultura, no desenvolvimento das nossas cidades, e, claro, a propósito da candidatura de Faro à Capital Europeia da Cultura 2027, evidencia-se uma necessidade imperiosa de refletir.

As cidades são expressão de cultura, tanto pela sua arquitetura, património construído, como pelo seu tecido em termos urbanísticos. Por outro lado, são também palco de grandes eventos, com uma promoção relativamente mediática das suas elites, assim como uma regeneração socioeconómica alavancada pelos eventos em causa. Percebe-se que a Cultura tem vindo a ser sub-financiada, tantas vezes, exemplo disso é uma certa depressão das direções regionais, como pelos poucos investimentos na preservação de monumentos nacionais, entre outros. Para acontecer a Capital Europeia da Cultura, é inevitavel um investimento local significativo e pesado a propósito dessa consagração, sendo também uma oportunidade para a regeneração urbana e para a construção

de alguns edifícios emblemáticos. No Porto tivemos a Casa da Música e em Guimarães tivemos uma regeneração urbana notável, assim como a criação da Plataforma das Artes e da Criatividade. As regras europeias são exigentes e pormenorizadas. A escolha deverá ”obedecer a um contributo para a estratégia a longo prazo, a dimensão europeia do projeto, o conteúdo cultural e artístico, a capacidade de realização, o impacto e a gestão”. Está, pois, instalada a corrida por parte de várias cidades de Portugal, tais como Aveiro, Coimbra, Évora, entre outras.

A renovação urbanística que se impõe As estruturas edificadas de suporte a um evento desta dimensão, assim

como à escala europeia, obriga a um planeamento de longo prazo, tanto urbanístico como cultural, assim como uma visão estratégica no seu contexto regional. Faro tem potencial e um urbanismo que, ainda assim, tem dignidade e valor, mas será realista confirmar se temos capacidade de realização para tal dimensão de projeto. Cada largo e cada praça deverá ser renovada, o seu património valorizado, para que possamos ser uma cidade que recebe com dignidade os grandes da Cultura Europeia. Os eventos terão de ser cúmplices da cidade e integrarem-se no próprio tecido da mesma. A frente ribeirinha é essencial para a nova imagem da cidade, mas a cidade, toda ela, terá de ser equipada e integrada nessa operação. A renovação urbanística irá aqui ter significado especial e essa deverá ser

d.r.

As cidades são expressão de cultura •

trabalhada em conjunto com os pequenos proprietários de cada casa e de cada beco e travessa. Será preciso uma luz de inspiração nessa herculeana tarefa, e uma força persistente de regulação constante. l

ARTES VISUAIS •••

Pode a arte ajudar a proteger os oceanos? d.r.

Saul Neves de Jesus

Professor Catedrático da Universidade do Algarve; Pós-doutorado em Artes Visuais pela Universidade de Évora https://saul2017.wixsite.com/artes

No último número abordámos o tema “Pode ser criada arte a partir da poluição?”, em que fizemos referência ao artista Nut Brother que, em 2015, passou 100 dias a aspirar o ar das ruas de Pequim, durante cerca de quatro horas diárias, tendo no final fabricado um tijolo a partir da poluição aspirada, procurando consciencializar para o problema da poluição do ar em Pequim. Este mesmo artista realizou posteriormente uma outra iniciativa em que procurava consciencializar para a poluição considerada potável da água na China, tendo para o efeito enchido e exposto 1000 garrafas de água. No entanto, estas garrafas eram de plástico... Ora, a utilização de plástico representa um dos principais problemas com impacto ambiental na atualidade.

O plástico constitui cerca de 85 % do lixo encontrado nas zonas costeiras de todo o mundo. Todos os grandes oceanos têm acumulações de lixo flutuantes na sua zona central, os chamados “giros”, havendo dois no Pacífico, dois no Atlântico e um no Índico. Mas a “ilha de plástico” do Pacífico Norte é a maior, sendo o plástico cerca de 92% do lixo acumulado. São cerca de 80 mil toneladas de plástico a flutuar, segundo um estudo publicado recentemente na revista Scientific Reports, o que representa um valor muito superior às estimativas feitas em estudos anteriores. Estima-se agora que esta “ilha” de plástico a flutuar tenha 1,6 milhões de quilómetros quadrados, o que equivale a mais de 17 vezes o tamanho de Portugal. A maior parte do material que existe chega como detritos grandes, que se degrada ao longo do tempo em partículas nocivas cada vez mais pequenas, micropartículas que viajam da superfície do oceano para o fundo, microplásticos que, além de contaminarem o ambiente, entram na cadeia alimentar, vindo a afetar a saúde humana. Só os europeus geram, anualmente, 25 milhões de toneladas de resíduos de plástico, das quais apenas 30 % são reciclados. Nas águas do Mediterrâneo, cuja “rota de saída” passa por Portugal, o plástico representa atualmente 95% dos resíduos. Se tudo continuar como está, as previsões

indicam que em 2050 haverá mais plástico do que peixe nos oceanos. Assim, este problema ameaça o turismo, a pesca e a saúde das pessoas e do planeta. A arte tem sido usada como uma das principais manifestações no sentido de procurar consciencializar as populações para o perigo que representa o plástico existente nos oceanos. Por exemplo, a fotógrafa britânica Mandy Barker criou o projeto “SOUP” (sopa), nome dado pelos cientistas e ambientalistas à água misturada ao plástico suspenso no fundo do mar, e procura fotografar artisticamente o lixo encontrado nos oceanos. Em Portugal, a bióloga marinha Ana Pêgo criou o projeto “Plasticus maritimus”, sendo muito do lixo encontrado nas praias convertido em obras de arte. Na própria Universidade do Algarve, lançámos recentemente a campanha “UAlg + Saudável, com – Plástico”, pretendendo-se que o curso de artes visuais se envolva nesta campanha. Também gostaríamos de fazer referência ao projeto “Skeleton Sea – Arte do Mar”, da autoria dos artistas e surfistas João Parrinha (português), Xandi Kreuzeder (alemão) e Luis de Dios (espanhol), que procura sensibilizar a população para a preservação dos oceanos através da expressão artística. Neste momento, estes artistas

Imagem de obra na exposição "Keep The Oceans Clean", no Oceanário de Lisboa •

têm uma exposição no Oceanário de Lisboa, intitulada "Keep The Oceans Clean" (Mantenha os oceanos limpos), que reúne nove instalações artísticas feitas com lixo encontrado tanto em praias como no mar. Também merece destaque a exposição “Over Flow”, da autoria do artista japonês Tadashi Kawamata, patente na Galeria Oval do MAAT, até 1 de abril de 2019. Esta exposição convida o visitante, através de uma instalação imersiva, a focar-se em questões em torno do turismo e da ecologia globais. No fundo, o que podemos ver é uma catástrofe ecológica imaginária, em que os detritos transportados pelos oceanos engoliram a civilização. Tudo isto

resultado de um ano de pesquisa de campo em Portugal, fazendo parte da instalação resíduos de plástico e barcos abandonados, recolhidos na costa portuguesa durante as campanhas de limpeza de praias. Como mensagem final, gostaríamos de salientar que devemos reduzir os plásticos de uso único e mudar os nossos hábitos para uma economia circular, assente nos 3R: Reduza, Reutilize e Recicle! As novas gerações vão viver no mundo que ajudarmos a criar e, por muitas diferenças que haja entre as pessoas, as culturas e os países, o planeta terra é a Casa de todos nós, sendo fundamental ajudar a preservá-lo! l


CULTURA • SUL

d.r.

ESPAÇO AO PATRIMÓNIO •••

Marafado património imaterial

Luís Campos Cineasta

Deparo-me sempre com uma bicuda questão a cada nova pergunta sobre o meu local de origem. Nasci na Beira Baixa, mas sou um adolescente algarvio. Vivi tantos anos no estrangeiro como em qualquer um dos locais onde me fiz homem. Já tive uns 15 locais de residência em pouco mais de trinta anos de vida, distribuídos por meia-dúzia de países. A minha proveniência é uma espécie de imaterial definição do termo, mas estou hoje certo, como aliás sempre estive, de que nunca me conseguirei dissociar da minha marafada costela portimonense. Foi com naturalidade que comecei a trilhar um rumo profissional ligado à magia da sétima arte na sequência de uma contínua formação em cinema, a meias entre os deslumbramentos que recolhia dos extintos vídeo-clubes locais, das ainda então salas de romaria popular (quem não

se recorda do saudoso Cine-Esplanada na zona ribeirinha de Portimão?) e, mais tarde, dos ensinamentos obtidos pela frequência no ensino superior dedicado à área em questão. Apesar de nunca ter dado como certo o local onde me poderia achar em casa, sempre soube que o meu lar era algures no espaço que corresponderia ao cinema. Tem sido, aliás e invariavelmente, através do cinema que nos procuro e nos encontro enquanto espécie humana una e indivisa. É nos filmes que consigo encontrar reflexos e significados dos nossos comportamentos; e portanto zelo para que esse espaço não desapareça. Se me tirarem o cinema, fico sem abrigo. Hoje, com relativo distanciamento, percebo que é por essa razão que tenho vindo a aplicar esforços nas iniciativas que tenho promovido - todas elas de directa relação com a componente da escrita cinematográfica. Se a primeira, base de tudo o que seguiria, foi no lançamento do GUIÕES (www.guioes.com), certame que tem contribuído para estimular os índices de escrita cinematográfica em Língua Portuguesa, dar voz aos guionistas lusófonos espalhados pelo mundo que têm histórias por contar e para a aproximação das várias frentes da indústria cinematográfica em torno da prática e das valias da escrita de cinema.

Mais de seiscentas pessoas já procuraram o GUIÕES para exibir material que escreveram Mais de seiscentas pessoas já procuraram o GUIÕES para exibir material que escreveram - todas unidas por um mesmo desejo, o de poder contribuir para a contínua evolução do cinema (e da espécie humana por consequência). Seguiu-se o PLOT (www.plotscriptlab. com), um laboratório profissional de guiões que une profissionais de reconhecido mérito internacional com guionistas, realizadores ou produtores com projectos em desenvolvimento. Passadas três edições - a partir da última das quais em parceria com o renomado festival IndieLisboa -, mais de vinte pessoas já puderam aprimorar e reflectir sobre os projectos nos quais têm vindo a dedicar toda as suas fontes de criatividade e de energia. Para além da minha própria experiência enquanto guionista e realizador e das aulas/palestras que fui dando em instituições da Holanda, Brasil e Portugal, os últimos anos da minha vida foram repartidos nas actividades que vieram a permitir o nascimento e a subsistência das iniciativas acima descritas. Os complexos tempos que decorrem incidem cada vez mais na pertinência do cinema não poder cair

Segunda edição do DRAMA.pt está prevista para Junho de 2019 •

em desuso; é cada vez mais essencial continuar a pensar-se, discutir-se e a promover-se o cinema. O intrínseco desejo de partilhar os ensinamentos que fui adquirindo sobre o mundo da escrita cinematográfica e essa contínua missiva da promoção da arte e do ofício cinematográfico levou-me a desenvolver um sonho antigo: o DRAMA.pt, ou seja, uma actividade de formação em escrita cinematográfica ao longo de duas semanas que pudesse combinar o tema com o património cultural da região Portimonense. A ideia foi bem acolhida pelo município, pelo Museu de Portimão e por uma dezena de entidades locais cujas parcerias permitiram o nascimento da actividade neste último Julho de 2018. Doze participantes de diferentes origens tiveram a oportunidade de aprofundar o seu conhecimento sobre a escrita cinematográfica à medida em que iam descobrindo as paradisíacas propostas culturais e paisagísticas de Portimão. Entre passeios de bicicleta,

aulas de surf, passeios de kayak na Ria de Alvor, caminhadas por praias deslumbrantes e pela Serra de Monchique, sessões de cinema com cineastas internacionais convidados, aulas de ioga, degustações da gastronomia da região ou passeios de barco com visita às características grutas do Barlavento, o DRAMA.pt constituiu-se num imediato sucesso para quem com ele se cruzou. Está já prevista uma segunda edição, que irá decorrer em Junho de 2019, na qual se procura aperfeiçoar a lógica das dinâmicas a estabelecer entre visitantes e património regional. Os portugueses são caracterizados por uma inata capacidade de bem receber e eu sempre estive convicto de que a melhor forma de conseguir proporcionar uma inexcedível e memorável experiência aos participantes do DRAMA.pt seria através da demonstração daquilo que de melhor existe em mim: o mundo cinematográfico onde resido e esta marafada amiga costela que nunca m’empatará. l

ESPAÇO AGECAL •••

Há que se ter memória! Há que se passar à ação!

Hilda Bárbara Maia Cezário Museóloga

Sócia da AGECAL – Associação de Gestores Culturais do Algarve

Apesar do desmonte que o campo dos museus vem sofrendo no Brasil (e já agora, a ameaça a todas AS estruturas democráticas de poder) é preciso manter a memória viva e alerta, conhecendo a história e todos os seus avanços, para sabermos reconhecer os retrocessos quando nos deparamos com eles. Por isso, há que se ter memória! E para que estejamos atentos, trago à mesa aquilo que considero um dos maiores avanços do setor museológico brasileiro nos últimos tempos: a

criação da Política Nacional de Educação Museal (PNEM), publicada em Diário Oficial da União pela Portaria nº 422, de 30 de novembro de 2017, com direito, inclusive, a uma publicação do IBRAM no primeiro semestre deste ano – o Caderno da PNEM*. Após o lançamento da Política Nacional de Museus (PNM) em 2003, a criação do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) ** em 2009, a recém lançada PNEM deve ser compreendida não apenas como uma política pública, mas como uma consolidação de um modo de fazer política no campo dos museus. É preciso falar da importância que o processo de construção da política representa, sobretudo diante de um cenário que já evidenciava, a parcelas, o esfacelamento do setor museológico. A PNEM aponta princípios e diretrizes para o campo da Educação Museal, a partir de um amplo processo participativo e integrador. Este, teve por base o diálogo e a reflexão proveniente de espaços coletivos de discussão, iniciado

pelo IBRAM em 2010 e concluído no ano passado. Durante estes sete anos, o trabalho contou com a participação de servidores técnicos do IBRAM, dos profissionais do setor, professores, estudantes e usuários de museus interessados. Contudo, houve um protagonismo dos educadores em museus de todo o território nacional, presentes seja através das Redes de Educadores em Museus de vários estados, seja pelo compromisso das suas respectivas instituições ou mesmo individual. Resolvi trazer este caso, pois percebo que tanto aqui em Portugal como lá no Brasil existe um histórico de instituições museológicas predominantemente ligadas à estrutura do Estado, portanto, ao serviço deste, o que não quer dizer, necessariamente, que estão ao serviço da sociedade. Ao contrário do esperado, as instituições parecem anular-se enquanto parte da sociedade, reproduzindo o discurso que o Estado, enquanto poder político, deseja. Este estratagema evoca na nossa

memória os tempos do Estado Novo (tanto português como brasileiro), porém, com um discurso que surge dissimulado por entre os gracejos das inovações tecnológicas e a diversidade de recursos expositivos mais interativos, expressivos, etc. Assim, a ação educativa parece não passar de um serviço do Estado (paternalista) – da instituição para a sociedade. Por isso, falta-nos a renovação do modus operandi. Parar de produzir narrativas “pintadas de rosa”, nas quais tudo é bonito e não existem questões fraturantes. Importante parece ser o aprofundamento do nosso papel social, alterando o modo de fazer: passar do “fazer para” ao “fazer com”. É preciso colocarmo-nos como parte integrante da sociedade e, enquanto gestores e profissionais de museus, assumirmos o papel de construção conjunta por uma sociedade mais equilibrada. A corresponsabilidade pelas políticas públicas e pela promoção de espaços de diálogo e reflexão é

fundamental, sobretudo, no contexto privilegiado da construção de narrativas de memória e patrimônio. Acredito que processos como o caso da PNEM contribuem para um amadurecimento, não apenas das instituições públicas, mas, também, para a maturação da própria cidadania. Talvez este seja o ponto mais importante: o exercício da participação cidadã por pessoas, coletivos, instituições formais, públicas e privadas que, de forma associada, responsabilizam-se por algo que é de todos e para todos. A participação está relacionada ao processo de conscientização acerca da importância da nossa função social. Mas, para isso, há que se passar à ação! * Disponível em: https://www.museus. gov.br/wp-content/uploads/2018/06/Caderno-da-PNEM.pdf ** Órgão Federal recém extinto pelo governo “Temeroso”, dando lugar a ABRAM - Associação Brasileira de Museus. l


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••• REGIÃO

9 de Novembro de 2018

LUZA FESTIVAL LEVOU 30 MIL VISITANTES A LOULÉ

AMBIOLHÃO COMBATE A LAGARTA DO PINHEIRO Fotos d.r.

Fotos jorge leal

􀪭􀪭 Festival contou com a participação do público, artistas e organizadores A segunda edição do Algarve International Festival of Lght, mais conhecido como LUZA Festival, terminou no passado sábado, 3 de Novembro, e ao longo de três dias levou mais de 30 mil visitantes a Loulé. Este ano, o Festival manteve a abertura com a Torch Light Parade, actividade de cariz social que contou com a participação do público, artistas e organizadores. A segunda conferência Working with Light foi também um dos destaques do encerramento do LUZA, com a presença de especialistas sobre o assunto, mas de áreas de atuação totalmente distintas. Como novidades, o LUZA trouxe o LUZA Kids, que desmembrou-se para um workshop artístico e eco-friendly para toda a família durante o festival. Foi possível juntar conscientização

ambiental, arte e diversão. Ainda na vertente dos workshops, o público teve a oportunidade de aprender e experimentar sobre a Light Painting Photography e os fundamentos básicos desta arte.

O LUZA 2018 teve como objectivo proporcionar ao público, além do habitual impacto visual e sensorial, mais interactividade e conscientização através de instalações artísticas dinâmicas e experimentais.

A empresa municipal de ambiente de Olhão Ambiolhão já começou mais uma campanha de prevenção e controlo da lagarta do pinheiro ou processionária. Com esta acção, que irá decorrer nas próximas semanas, pretende-se evitar a formação de ninhos e consequente proliferação deste insecto junto da população. Os trabalhos estendem-se a todo o concelho e incidirão sobre os pinheiros localizados em áreas públicas, nomeadamente nas escolas de ensino básico, circuito de manutenção dos Pinheiros de Marim, Ilha da Armona e árvores localizadas em praças, largos, parques, jardins ou arruamentos. As acções preventivas realizam-se através de duas técnicas: a pulverização das árvores com um insecticida biológico (específico para esta praga, não tendo qualquer efeito noutros organismos) e a microinjeção dos pinheiros (endoterapia) que, para além de não provocar quaisquer danos à planta, evita a dispersão de partículas na atmosfera, contaminação do solo, água e ambiente envolvente.

A Ambiolhão alerta todos os munícipes para “se tiverem pinheiros nos seus próprios jardins e/ouquintais, contactarem empresas que realizem o serviço de prevenção e tratamento dos mesmos de modo a conseguir-se um controlo eficaz na disseminação desta praga”. Em ambiente urbano, é importante uma vigilância constante e um combate urgente e atempado, dadas as consequências que a processionária pode provocar em termos de saúde pública, devido à acção urticante dos pelos das lagartas, que causam reacções alérgicas. Os pelos funcionam como agulhas, injectando as substâncias tóxicas na pele ou mucosas. As crianças, por brincadeira, e os animais domésticos, são os principais afectados.


9 de Novembro de 2018

DESCOBRIMOS O RESORT MAIS MODERNO DA EUROPA

Entre uma soberba vista para o Rio Sado e um mar de perder de vista, o inesperado acontece e as expectativas tornam-se pequenas perante a grandiosidade e luxúria do hotel mais criativo do país. Texto e fotos: Ana Pinto anasp.postal@gmail.com Desta vez rumámos a Tróia, e após petiscarmos as deliciosas tiras de choco em Setúbal, embarcámos até este paraíso que fica tão perto e tão longe de tudo. Ainda do barco, avistámos um cenário fabuloso que nos encheu a alma e por segundos nos levou a viajar no tempo e no espaço. Não mãe, não estamos em Miami, recordou-me o Joãozinho. 􀪭􀪭 A deslumbrante vista de Tróia

Mas quase... a suave brisa sobre o pôr-do-sol, as palmeiras esvoaçantes, o cheiro a maresia e o nosso olhar deslumbrado pela linha arquitectónica que nos convidou a entrar. Se o design exterior marca a diferença, o ambiente interior não fica atrás. Requintado, moderno e elegante, apimentado por recantos de luxo onde nada foi deixado ao acaso. Difícil é ficar alheio a tanta beleza e arte. E os olhares são inevitavelmente desviados para o imponente sapato elaborado com tachos e panelas, da autoria da

grande Joana Vasconcelos. O staff é atento, eficiente e simpático, e está sempre disponível para as necessidades variadas dos clientes, sem esquecer os mais pequenos elementos das famílias, para os quais organizam animações constantes. Desde pinturas faciais, a palhaços distribuindo balões, à porta do elevador, todos os momentos são bons para provocar sorrisos. Os “quartos” são bastante espaçosos, cómodos e agradáveis, bem decorados, equipados com camas king size e distinguem-se pela tipologia: desde

pequenos estúdios a grandes apartamentos equipados com jacuzzi no terraço e uma vista de cortar a respiração. O pequeno-almoço tem lugar num restaurante de onde não dá vontade de sair. Mais uma vez, prima o design de excelência, desde o mobiliário envolvente até às loiças e decoração dos deliciosos pratos. A elevada qualidade da saborosa confecção, aliada à variedade que não descura até os clientes mais exigentes e refinados. A única preocupação é escolher o melhor programa: se desfrutar de uma das melhores praias do país ou mergulhar nas apetecíveis piscinas do hotel. Se a exterior fica situada no topo do edifício, beneficiando da vista que ninguém quer prescindir, a interior localiza-se mesmo ao lado, entre um ginásio altamente equipado e um “kid’s club” onde os mais pequeninos podem divertir-se caso consigam resistir à água morna e cristalina. E o que a distingue? Não tem restrições de idade nem de horários, o que normalmente é sempre um entrave às famílias com crianças de tenra idade. Animação nocturna também não falta, e para todos os gostos. Para além do próprio hotel ter entrada interna para o Casino de Tróia, realizam espectáculos com música ao vivo e outras variedades. No exterior, as esplanadas localizadas ao longo da marginal junto à lindíssima marina, os restaurantes, bares e comércio local com horário alargado, fazem as delícias de todos os que ali perdem o sono. Tróia, um paraíso onde nem o mar é o limite, onde nos perdemos sem vontade de nos encontrar.

􀪭􀪭 Ninguém fica indiferente ao design do hotel

Tróia Design Hotel Marina de Tróia, Carvalhal, Grândola

Como chegar: Ferryboat (para automóveis e

􀪭􀪭 O inesquecível pôr-do-sol de Tróia

passageiros) a partir de Setúbal Coordenadas GPS: 38º29’35.7”N 8º54’10.6”W

Telefone: 265 498 000 Email: reservas@troiadesignhotel.com Fb: Tróia Design Hotel Preços: a partir de 109€ (Deluxe Room)

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••• ROTEIRO GASTRONÓMICO

9 de Novembro de 2018

d.r.

Bruncheria Logo pela manhã, a Bruncheria, situada na zona histórica de Tavira, presenteia os visitantes com um pequeno-almoço digno de um britânico: omolete, panquecas e torradas. Mas, se preferir uma refeição mais inspiradora e nutritiva, saboreie uma brucheta de frango ou salmão com queijo de cabra, ovos e bacon ou uma panqueca salgada com bacon, ovo, frango, queijo cheddar, coberto com molho especial. Para os que não apreciam tanto as carnes e pretendam coisas mais ligeiras, as saladas, os brunch fruits e os smothie bowls tanto servem como opção ou complemento. Dá-se a provar açai batido com banana e yogurte grego, com kiwi, morangos, amêndoa, côco ralado e chia ou batido de espinafres, gengibre e frutas. Um universo de sabores e texturas que pode descobrir sentado na esplanada ou no aconchego do interior da bruncheria.

d.r.

Rua Alexandre Herculano, nº 13 – Tavira

􀪭􀪭 PRATO EMBLEMÁTICO

CALÓRICA Bacon, frango, queijo cheddar, ovo e molho especial.

281 328 204

37.125646, -7.649653

webruncheria@gmail.com

Seg a domingo das 8.30h às 18h

7,50€

d.r.

Churrasqueira Arenilha

Rua Alm. Cândido dos Reis, nº 89 - Vila Real Stº António

966 970 771

37.194554, -7.416688

geral@coracaodacidade.com

Todos os dias das 10h às 22h

12€

d.r.

Pertencente ao Grupo “Coração da Cidade”, que já conta com 30 anos de existência em Vila Real de Sto António, ocupa uma casa com arquitectura pombalina no centro histórico da cidade. A cozinha tradicional portuguesa foi implementada recorrendo a receitas antigas, começando pelos grelhados e percorrendo a carta, temos desde as caldeiradas às cataplanas e ao arroz de marisco, colocando os frutos do mar no pódio da qualidade. Não subestimando, a carne de porco ibérica, a carne de porco à alentejana e o bife à casa, são também muito apreciados. Luís Camarada, dono do restaurante e líder do grupo, não esqueceu a garrafeira, “tão ou mais importante do que o prato principal”, tendo apostado em vinhos de todas as regiões do país. Doces, como a gila e a amêndoa, os morgados, os dom rodrigos, os queijinhos doces… Faça uma pausa e ouça a voz do fado!

􀪭􀪭 PRATO EMBLEMÁTICO

BACALHAU À BRÁZ Bacalhau desfiado, ovos, cebola, alhos, folha de louro, batatas.

Restaurante Fonte Nova

d.r.

18

933 655 900

37.058271, -7.866990

jonimalha2@hotmail.com

De terça a domingo das 12h às 15.30h • Jantares – só com reserva

€ 7,50€

d.r.

Rua 25 abril nº 34– Pechão - Olhão

A cheirar ainda a mar, o peixe e o marisco, proveniente do mercado de Olhão, é colocado em cima do carvão, abrindo ali todo o seu aroma e frescura. Desde as douradas, aos sargos, corvinas e salmonetes, às lulas, aos chocos, polvo e bacalhau, o desfile não tem fim. Todo ele está exposto como se de uma galeria de arte se tratasse, de forma a ser facilmente escolhido pelo cliente. Entre outras especialidades, não deixe de experimentar o xerém de berbigão e o polvo à algarvia. Optando pela carne, o Fonte Nova sugere a mista de porco preto, bife de novilho, black angus, entre outros. O espaço é acolhedor, contando com duas salas climatizadas e com uma esplanada coberta. Uma vez por mês, ao jantar, o fado é cantado, previamente anunciado na página de facebook. Sugerimos que reserve com tempo o almoço/jantar de Natal da sua empresa. Vai ver que não se arrepende!

􀪭􀪭 PRATO EMBLEMÁTICO

POLVO À ALGARVIA Previamente cozido, o polvo é posteriormente salteado numa frigideira com alhos, legumes, orégãos e batata doce.


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Urbanização Varandas de S. João – Lote1 S. Sebastião 8600-576 Lagos Geral: 282 780 880 Frutaria: 282 780 887 Peixaria: 282 780 882 Talho: 282 780 884

Horta de S.Pedro Lote A Sítio do Poço Fojo 8500-998 Portimão Geral: 282 430 840 Frutaria: 282 430 845 Peixaria: 282 430 842 Talho: 282 430 847

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Vale Paraíso – Loteamento Serva 8200-567 Albufeira Geral: 289 580 940 Frutaria: 289 580 946 Peixaria: 289 580 949 Talho: 289 580 942

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••• REGIÃO

9 de Novembro de 2018

RESULTADO DO RESTAURO DE PRÉDIO CENTENÁRIO ABRE PORTAS AO PÚBLICO

LAGOA ENTRA NO ANO NOVO

COM “ARADE MUSIC FEST”

d.r.

O Centro de Congressos do Arade, no Parchal, vai ser palco de mais um réveillon com a chancela do Município de Lagoa. Já na sua quinta edição, o Réveillon “Arade Music Fest” continua a ter como cenário um edifício único no Algarve, dotado de excelentes instalações, e que continuará a apresentar um alto nível de conforto, segurança e uma excelente panorâmica sobre o rio Arade. O público será recebido pelas 20 horas com um “Espumante Cocktail”. O jantar de gala será servido a partir das 21:00, e será animado pelo dueto The Bossa Alibi. A partir das 22:30, o grupo The Bottles irá transportar o público aos loucos anos 60, com sucessos que marcaram toda uma geração. À meia-noite, da esplanada exterior do Centro de Congressos do Arade, poder-se-á contemplar um magnífico fogo-de-artifício. Seguir-se-á um momento animado, na pista de dança LED, com os hits mais dançáveis

Fotos henrique dias freire postal

Integrado num dos primeiros prédios construídos em Tavira após o terramoto de 1755, o último piso do edifício situado na Praça da República, nº 17, junto à Ponte Romana, está a ser completamente recuperado, com a traça original e os padrões da época. Segundo os proprietários, de origem sueca, o casal Birgitta e Ake Hamber: “houve a preocupação de conservar a grande maioria dos detalhes originais, tendo em conta o cunho cultural e histórico do prédio.” São mais de 600 metros

quadrados que ainda se encontravam em “open space” que estão a ser divididos em quatro magníficos apartamentos, três deles destinados ao mercado imobiliário. E é já para finais de Novembro, que este novo espaço vai abrir as portas para que o público em geral o possa visitar. Nessa altura, os interessados e possíveis investidores terão oportunidade de conhecer o trabalho final do cuidado restauro que manteve exemplarmente a traça antiga.

dos anos 70, 80 e 90, seleccionados pelo Dj Mark Guedes, responsável pelo programa semanal “Flash Dance”, da Rádio M80. Durante a noite, os Angels of Dance irão apresentar momentos de dança coreografados ao som de sucessos do rock and roll e disco sound. À semelhança das anteriores edições, o Município de Lagoa continua “a apostar numa organização cuidada e repleta de detalhes, direccionada para os que escolhem o concelho como destino na Passagem de Ano”. Os bilhetes de acesso ao evento já se encontram à venda no Convento de São José e no Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa.

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9 de Novembro de 2018

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Edital n.º 62/2018

Jorge Manuel do Nascimento Botelho, Presidente da Câmara Municipal de Tavira TORNA PÚBLICO, que nos termos do n.º1 do artigo 56.º do anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, em reunião ordinária de Câmara Municipal, realizada no dia 30 de outubro de 2018, foram tomadas as seguintes deliberações: 1. Aprovada por maioria a proposta número 234/2018/CM, referente à 11.ª Alteração ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano - 2018; 2. Aprovada por maioria a proposta número 235/2018/CM, referente à Determinação das taxas de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI); 3. Aprovada por maioria a proposta número 236/2018/CM, referente à Determinação da participação variável no IRS; 4. Aprovada por maioria a proposta número 237/2018/CM, referente à Determinação da derrama; 5. Proposta número 238/2018/CM, referente ao Orçamento Municipal e Mapa de Pessoal para 2019: - Ponto um - Orçamento Municipal para 2019 - Aprovado por maioria; - Restantes pontos - Mapa de Pessoal para 2019 e submeter a proposta número 238/2018/CM a aprovação da Assembleia Municipal - Aprovados por unanimidade; 6. Aprovada por unanimidade a proposta número 239/2018/CM, referente à Atribuição de apoio à atividade da Associação Centro Ciência Viva de Tavira - 2018; 7. Aprovada por unanimidade a proposta número 240/2018/CM, referente à Atribuição de apoio ao Centro Paroquial de Cachopo - Algarviana Ultra Trail; 8. Aprovada por unanimidade a proposta número 241/2018/CM, referente às Avaliação do ativo imobilizado do Município de Tavira; 9. Aprovada por unanimidade a proposta número 242/2018/CM, referente à Início de procedimento e participação procedimental - Regulamento municipal de urbanização e edificação; 10. Aprovada por unanimidade a proposta número 243/2018/CM, referente à Delegação de competência relativa à fiscalização do trânsito - Hidurbe – Serviços S.A.; 11. Aprovada por unanimidade a proposta número 244/2018/CM, referente à 4-Emp/17 - Reabilitação do Cine Teatro António Pinheiro – Ratificação dos despachos proferidos no auto de reinício dos trabalhos e nos planos de trabalhos e de pagamentos, de prevenção e gestão de resíduos de construção e demolição e no Plano de Segurança e Saúde. Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos de costume. Paços do Concelho, 30 de outubro de 2018 O Presidente da Câmara Municipal, Jorge Manuel Nascimento Botelho (POSTAL do ALGARVE, nº 1212, 9 de Novembro de 2018)

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Edital n.º 45/2018 Tel.: 289 792 674 / Fax.: 289 791 242 / www.tractor-rega.com

NOTARIADO PORTRUGUÊS JOAQUIM AUGUSTO LUCAS DA SILVA Notário em TAVIRA Certifico: Que no dia 02-11-2018, de folhas 111 a folhas 112, do livro de notas para escrituras diversas número 198–A, deste Cartório, foi lavrada uma escritura de JUSTIFICAÇÃO, na qual ANTÓNIO CAVACO MENDES, NIF 138.070.288 e mulher MARIA EUGÉNIA GONÇALVES MENDES, NIF 138.070.261, ambos naturais da freguesia de Cachopo, concelho de Tavira, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes na Pct. da Misericórdia, lote Q, S. Brás de Alportel, declararam: Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio urbano, composto por edifício térreo, com vários compartimentos, destinado a habitação, sito em Mealha, freguesia de Cachopo, concelho de Tavira, a confrontar do norte com José Simão Horta, do sul com José António, do nascente com José António e caminho e do poente com caminho, com a área total de duzentos e vinte e um virgula oitenta metros quadrados, sendo a superfície coberta de cento e quarenta e sete metros quadrados e a superfície descoberta de setenta e quatro virgula oitenta metros quadrados, inscrito na matriz sob o artigo 2.073, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Tavira. Que adquiriram o prédio por compra verbal e não titulada por escritura pública, feita em data imprecisa do ano de mil novecentos e noventa e cinco, a Maria da Encarnação Martins e marido José Matias, casados sob o regime da comunhão geral de bens, residentes que foram no referido sitio de Mealha, não dispondo os justificantes de título formalmente válido, pelo que adquiriram o prédio por usucapião. Tavira, em 02 de Novembro de 2018, A funcionária por delegação de poderes, Ana Margarida Silvestre Francisco – Inscrita na O.N. sob o n.º 87/3 Conta registada sob o nº. PAO 1686/2018 Factura nº. 1691 (POSTAL do ALGARVE, nº 1212, 9 de Novembro de 2018)

Reze 9 Ave-Marias com uma vela acessa durante 9 dias, pedindo 3 desejos, 1 de negócios e 2 impossíveis ao 9º dia publique este aviso, cumprir-se-á mesmo que não acredite. T.J.

Rui Miguel Vasconcelos de Andrade, Capitão-tenente e Capitão do Porto de Tavira 1. TORNA PÚBLICO, que está em organização nesta Capitania um processo para demolição e consequente cancelamento de registo de embarcação de pesca local, em PRFV de 1,430 TAB,T-157-L denominada "Flôr do Gilão", avaliada em zero euros (0€) propriedade de Aníbal Manuel das Dores Gomes, residente em Av. Dr. Eduardo Mansinho, nº12 1°Drt 8800-301Tavira. 2. Ao abrigo do nº 2 do Artº93º do Decreto - Lei nº265/72 de 31 de Julho, citam-se as possíveis credores ou quaisquer outros interessados que se acharem prejudicados com a demolição e cancelamento de registo da embarcação acima mencionada, para no prazo de 30 dias úteis a contar da data do presente edital, apresentarem por escrito nesta Repartição, as suas reclamações fundamentadas. Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares do costume. Capitania do Porto de Tavira, 22 de outubro de 2018 0 CAPITAO DO PORTO, Rui Miguel Vasconcelos de Andrade Capitao-tenente (POSTAL do ALGARVE, nº 1212, 9 de Novembro de 2018)

COMUNIQUE COM O POSTAL Endereço: R. Dr. Silvestre Falcão 13 C, 8800-412 Tavira Contacto: 281 320 900 Email: jornalpostal@gmail.com Envie este cupão para:

POSTAL DO ALGARVE - Rua Dr. Silvestre Falcão, nº 13 C, 8800-412 Tavira

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NECROLOGIA

9 de Novembro de 2018

LUÍS FERNANDO MELITA

JUDITE MARIA BATEIR A NUNES BARBOSA

06-10-1946 24-10-2018

21-08-1955 25-10-2018

Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.

Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos a acompanharam em vida e nas suas cerimónias exéquias ou que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade.

SANTA MARIA TAVIRA SANTA MARIA E SANTIAGO TAVIRA

SANTIAGO TAVIRA SÉ E SÃO PEDRO FARO

Agência Funerária Santos & Bárbara, Lda.

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MARIA DE LURDES MENDONÇA CAVACO

MARIA SALETE DA CONCEIÇÃO BELEZ A

16-09-1929 28-10-2018

05-12-1937 28-10-2018

Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.

Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos a acompanharam em vida e nas suas cerimónias exéquias ou que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade.

SANTA MARIA TAVIRA SANTA MARIA E SANTIAGO TAVIRA

SANTIAGO TAVIRA SÉ E SÃO PEDRO FARO

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BERNARDINO FR ANCISCO DOS MÁRTIRES

LEONARDA DA CONCEIÇÃO HORTA

RENATO JOSÉ GOMES PIRES

28-02-1936 30-10-2018

08-12-1931 04-11-2018

02-09-1937 06-11-2018

Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.

Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos a acompanharam em vida e nas suas cerimónias exéquias ou que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade.

Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.

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9 de Novembro de 2018

Tiragem deste edição: 7.525 EXEMPLARES

O POSTAL regressa dia 23 de Novembro

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