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POSTAL 1148 - 21 AGO 2015

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Director Henrique Dias Freire • Ano XXVIII • Edição 1148 • Quinzenário à sexta-feira • 21 de Agosto de 2015 • Preço € 1,40

DESTAQUE 2 EM FOCO 4 FARO 6 PORTIMÃO 7 VRSA, CASTRO MARIM, ALCOUTIM 8 TAVIRA 9 OLHÃO 10 SÃO BRÁS, LOULÉ 11 ALBUFEIRA 13 LAGOA, SILVES, MONCHIQUE 14 LAGOS, VILA DO BISPO, ALJEZUR 15 REGIÃO 17 CLASSIFICADOS 20 OPINIÃO 22

Variante a Faro abre ao trânsito inacabada

ÀS SEXTAS EM CONJUNTO COM O PÚBLICO POR €1,60

> É a obra da década para Faro e uma melhoria inestimável para a mobilidade regional. Mas a abertura da Variante Norte a Faro com grande parte dos acessos à cidade por acabar deixa muito a desejar numa obra que os farenses desejavam e com razão para aliviar os problemas de tráfego.

págs. 4 e 5 ricardo claro

DIETA MEDITERRÂNICA d.r.

Feira abre portas em Tavira

>9

FESTIVAL F d.r.

Entrevista:

Vítor Guerreiro

“trabalhamos para e com os são-brasenses” Presidente da Câmara de São Brás de Alportel: O autarca, em entrevista exclusiva ao POSTAL, passa em revista dois anos de mandato. A meio caminho do trabalho confessa-se “muito satisfeito” e promete “não baixar os braços” em prol da vila e das suas gentes > 2 e 3

Faro com festa de arromba

>6 PUB

CA PORTUGUESES NO MUNDO Veja anúncio na pág. 13 PUB


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destaque

Textos: Ricardo Claro Fotos: Ricardo Claro / D.R.

Vítor Guerreiro passa em revista dois anos a “trabalhar para os são-brasenses” Assumiu há cerca de dois anos a presidência da

poder, o autarca de 45 anos faz em entrevista

dente é claro na aposta em cumprir o prome-

Câmara de São Brás de Alportel, depois de anos

ao POSTAL o balanço de metade do mandato.

tido nas eleições: trabalhar com e para as

como verador e vice-presidente, numa clara

Num concelho por muitos reconhecido como

pessoas de São Brás de Alportel e anuncia

aposta do PS na continuidade e na experiência.

exemplar, mais do que nas finanças autár-

alguns dos investimentos em curso e a fazer

A meio do primeiro mandato na cadeira do quicas, em muitos outros aspectos, o presi-

que prometem mudar a face da vila serrana. ta a capacidade da autarquia desenvolver a sua actividade? VG - A despesa corrente é muito difícil de reduzir numa Câmara que trabalha com o mínimo para funcionar como nós. A redução das despesas de investimento adequou-se às necessidades de despesa corrente e à queda das receitas da autarquia. Mas já conseguimos investir mais do que prevíamos fazer inicialmente.

A responsabilidade da função: POSTAL (P) - O primeiro mandato como presidente da Câmara está quase a meio, que balanço faz destes dois anos? Vítor Guerreiro (VG) - É extremamente positivo. Estive recentemente a olhar para o programa que apresentámos aos são-brasenses nas eleições e temos, nesta altura, uma elevada taxa de execução face ao que nos propúnhamos fazer. Constato que existem obras e, acima de tudo, apoios às populações que não estavam programados e que já são uma realidade como consequência de necessidades que foram surgindo. Por outro lado, encaramos com optimismo os próximos dois anos, conscientes do que há por fazer e que sabemos poderá ser realizado apesar de todas as contingências actuais. P - Diz que olhou recentemente para o programa eleitoral. Da análise, quais das propostas já desejava que estivessem mais avançadas? VG - As coisas estão a correr realmente muito bem , não obstante, há algumas questões que gostaria que tivessem melhor resposta e em que ainda não conseguimos atingir o patamar desejado por questões de contingências de pessoal. A limpeza urbana e a manutenção dos espaços públicos, nomeadamente os espaços verdes, apesar de São Brás ser já nestas

ÔÔ Vítor Guerreiro encara com optimismo os dois anos que lhe faltam para terminar o mandato matérias um bom exemplo, não estão como desejava. Não temos meios humanos para atingir o nível que gostaríamos. A reflorestação da serra e as medidas de prevenção de fogos florestais, nas quais estamos a trabalhar afincadamente, estão ainda aquém do que se pretende. P - Foi vereador durante anos. Quais as diferenças face ao cargo de presidente? VG - A diferença é grande, muito grande. Enquanto vereador eu queria fazer muita coisa e as preocupações orçamentais cabiam ao presidente. Agora sou eu muitas vezes que tenho de dizer aos vereadores o que me era dito a mim, então: “calma, vocês querem fazer muita coisa, mas o dinheiro não chega para tudo”.

Há responsabilidades do cargo de presidente muito grandes, em particular ao nível de gestão e de decisão, apesar de aqui termos uma equipa de vereadores com pelouros muito coesa, o que facilita todo o trabalho. P - Qual foi a decisão mais complicada ou que mais lhe custou ter de tomar até agora? VG - Há a toda a hora decisões complicadas que têm de se tomar, em particular aquelas que têm reflexos directos nas vidas das pessoas. Uma que me recordo particularmente difícil foi a de cortar as despesas de representação das chefias na autarquia. Apesar de em São Brás termos apenas três casos com este tipo de benefício, quando a decisão de o manter,

ou não, passou por lei para a Câmara optei pelo corte destes apoios às chefias como forma de exemplo de que os esforços, em períodos de dificuldade, recaem sobre todos os funcionários sem excepção.

O orçamento: P - O orçamento em 2015 diminuiu 1,4 milhões de euros (ME) face a 2014 e as grandes opções do plano mostram uma diminuição do investimento face a um crescimento da despesa corrente. Isto afec-

P - Qual é o peso das despesas de investimento no orçamento? VG - Cerca de 2,5 ME. [P - É o desejável? ] Não. Sinceramente gostaria de ter um equilíbrio maior entre despesa de investimento e corrente, mas é o possível. Não tenho onde cortar mais na despesa corrente. Não vou parar autocarros para deslocações de idosos e jovens a passeios e visitas de estudo que são tão importantes quando há cada vez mais dificuldades das famílias em poderem proporcionar estas saídas do concelho aos familiares mais jovens e mais idosos. Não vou cortar nos apoios sociais, que efectivamente cresceram em termos de despesa, mas que são fundamentais. Não vou cortar na despesa que assegura para muitas pessoas uma melhoria da qualidade de vida. P - A receita cresceu entre 2011 e 2013 e só em 2014 desceu (cerca de meio milhão de euros para os 8,3 ME), porquê? VG - A aproximação cada vez maior - e desejável - dos orçamentos nominais face à realidade implicam em boa medida a descida da receita prevista, assim, para acomodar a despesa corrente têm de se fazer alguns cortes na despesa de investimento.

Isto torna mais difícil a realização de determinados objectivos e obras, mas temos sabido contornar a questão de forma a não pôr em causa o que está projectado. P - Como está a situação da dívida da autarquia, que é sempre apontada como um exemplo na região? VG - Neste momento a dívida da Câmara ronda os 2,8 ME. [É um valor um pouco acima do registado no final de 2014, 2,6 ME... ] Sim e isso deve-se a dois factores, a conclusão da circular norte, cujos dois últimos troços foram realizados já neste mandato e um conjunto de investimentos que estamos a fazer aproveitando o que havia de fundos disponíveis no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), como é o caso da requalificação da entrada nascente em São Brás .São obras que exigiram investimento da autarquia, mas que constituem um aproveitamento ao máximo dos fundos de apoio disponíveis que de outra forma não seriam aplicados no concelho. P - Não obstante, estão longe do limite de endividamento, fixado para São Brás em 12,5 ME. Isto deixa-o confortável? VG - Deixa-me muito confortável, sendo certo que a somar à baixa dívida temos o cumprimento pontual dos compromissos financeiros. P - E isso tem um efeito importante na redução do custo daquilo que a autarquia compra aos seus fornecedores... VG - De forma notória, por


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São Brás de Alportel: Vítor Guerreiro em entrevista exemplo a última fase da circular norte foi a concurso por cerca de 2 ME e foi adjudicada por cerca de 700 mil euros. Como vê poupamos muito com uma política escrupulosa de cumprimento das nossas obrigações, da qual nem os meus antecessores, nem eu, abdicámos. P - Em face da assinalável saúde financeira da autarquia, como é que vê a obrigação de contribuir com 400 mil euros para o Fundo de Apoio Municipal destinado a ajudar as autarquias endividadas? VG - Todos temos um dever de solidariedade para com aqueles que atravessam situações de maior dificuldade. Esta é uma verdade ao nível europeu entre Estados, como o é ao nível nacional entre municípios. Quase meio milhão de euros numa Câmara com 11 ME de orçamento é uma verba substancial, que provoca grandes constrangimentos e nessa medida acho um pouco injusto quando se tem em linha de conta o esforço de todos os presidentes desta autarquia na manutenção da saúde financeira da Câmara. Aqui sempre se fez apenas aquilo para que havia dinheiro e sempre se definiram muito bem as prioridades ao contrário de outras autarquias que eram as grandes referências dos eventos e das megalomanias que agora todos estamos a pagar.

As obras: P - Como é que vê a evolução do concelho em termos de obras? VG - Este mandato tínhamos previsto poucas obras em face da crise. O nosso slogan era e foi, durante estes dois anos, “as grandes obras de futuro são as pessoas” . Foi nisso que apostámos no programa eleitoral, trabalhar com e para as pessoas, permitindo-lhes uma melhor qualidade de vida e uma resposta tão efectiva quanto possível aos problemas e dificuldades que vão surgindo fruto da situação difícil que todos conhecemos. Mas posso dizer-lhe que esta-

mos a fazer, mesmo assim, mais nesta área do que inicialmente estava previsto.

mos, a necessidade de melhorar o acesso a São Brás tem sido um cavalo de batalha nosso. Não - dadas as contigências económicas - com o projecto anterior de um acesso totalmente novo, mas com uma proposta concreta de melhoramento da E.N. 2 com rectificação de curvas, faixas de lentos e uma rotunda no actual cruzamento junto ao acesso da A22. Estamos a trabalhar afincadamente nesta matéria.

P - Quando é que fica terminada a circular norte? VG - Está pronta, mas quero abrir a obra com todos os arranjos, com a área de desporto, o passeio acessível e ciclável e a pista de trekking em condições. É uma obra estruturante para circulação rodoviária do núcleo urbano, mas mais do que isso a circular norte é hoje um dos pontos mais frequentados da vila para a população que aproveita a faixa pedonal e ciclável para passear, andar de bicicleta ou fazer desporto nas várias estações desportivas que instalámos. É algo de extraordinário que veio alterar a vida de centenas e centenas de pessoas em São Brás. P - A pavimentação de ruas e estradas do concelho tem sido uma preocupação da Câmara, que investimentos têm sido feitos nesta matéria? VG - Há estradas que foram pavimentadas há mais de uma década e que estão a necessitar de conservação para evitar obras mais caras mais tarde. Investimos todos os anos nesta matéria com a aplicação de camadas de desgaste que permitem evitar a degradação dos pisos. É um trabalho que não tem muita visibilidade, mas que permite manter as vias e poupar muito dinheiro destinado a outros projectos que também têm de avançar. Há dois anos, por exemplo, intervencionámos uma parte da estrada da serra e no próximo ano vamos realizar o resto. Não é visível porque a estrada ainda está boa e sem buracos, mas este é o momento de agir para evitar custos maiores no futuro. P - Como está o investimento em equipamentos sociais? VG - A manutenção dos equipamentos sociais tem um peso elevado no orçamento, mas que temos mantido. Temos feito alguns investimentos que respondem a necessidades identificadas no concelho. Exemplo disso é o Centro Comunitário de Parizes, resultado da requalificação da antiga escola, que é hoje um pólo social para a população, com uma técnica da autarquia que apoia as

ÔÔ Melhorar os acessos a São Brás tem sido um cavalo de batalha de Vítor Guerreiro pessoas no dia-a-dia e funciona como elo de ligação com a Câmara face às necessidades que vão sendo detectadas. Estas dinâmicas são fundamentais.

Apoios sociais: P - Entregou há dias cinco habitações sociais. Este continua a ser um problema no concelho? VG - Foi um momento importante para cinco famílias e para nós que conseguimos ajudar a resolver mais alguns problemas nesta área. Não temos margem para construção de habitação social, o que cria dificuldades na resolução de algumas situações mais complexas, mas temos feito algumas aquisições e recuperação de casas na vila que permitem dar respostas adequadas. Acabámos esta semana com a última barraca do concelho, o que nos dá uma grande satisfação. P - Lançou o Vale + Educação, apoio de 30 euros por cada aluno do primeiro ciclo. Apoia-se a totalidade dos alunos,

mas não há uma política de redistribuição da riqueza, porquê? VG - É um apoio pensado não na óptica da redistribuição, mas como apoio às famílias que têm encargos com os mais jovens no concelho e que simultaneamente apoia a economia local, uma vez que, os vales só podem ser utilizados em estabelecimentos comerciais do concelho. Mesmo os pais com mais recursos passam assim a gastar estes trinta euros no concelho em vez de o fazerem por exemplo em grandes superfícies. Há aqui um duplo ganho para a população e para a economia local. Dentro em breve vamos lançar o Vale + Natalidade que pretende apoiar os pais que tenham filhos no concelho, também aqui está prevista a obrigação de gastar o valor na economia local. P - Que políticas tem a Câmara desenvolvido no apoio ao desemprego? VG - O desemprego é um flagelo social transversal à região e ao país, que nos afecta também. Temos tentado ter políticas de apoio social que reduzem os efeitos do desemprego e de promoção do investimento no concelho, a par de apoio aos desempregados. É um trabalho difícil mas que vamos fazendo e que

P - Fomenta-se assim a atractividade para o investimento. E para atrair mais habitantes, que também são determinantes para a economia local? VG - É uma pergunta pertinente neste momento. Desde esta semana - depois de reunir com todas as imobiliárias do concelho - vou receber pessoalmente na Câmara todos os novos habitantes que escolhem São Brás para viver.

aposta sobretudo na atracção de investimento.

O futuro: Economia local: P - Como é que se atrai investimento na óptica da autarquia? VG - É com investimento que se cria emprego e nessa matéria além de não cobrarmos derrama, temos um gabinete de apoio aos investidores no concelho e temos todo um sistema de recepção, acompanhamento e apoio ao investimento que vai produzindo efeitos benéficos. Este trabalho de médio e longo prazo está a dar resultados que acredito se vão notar ainda mais no futuro. Em São Brás faço questão de receber pessoalmente todos aqueles que querem investir no concelho e acompanhar cada investidor caso a caso. P - Há constrangimentos ao investimento, nomeadamente a rapidez de acesso a Faro e à A22... VG - De facto. Quer na AMAL, quer junto da Infra-estruturas de Portugal, com quem já reuni-

P - Quais são os principais desafios de futuro? VG - Como lhe disse, estamos sempre, como nos comprometemos, de olhos postos nas pessoas e no seu bem-estar, essa foi e é a promessa eleitoral fundamental para o mandato. Na área dos projectos estruturantes temos neste momento em execução todo um plano de obras que visa tornar São Brás num exemplo ao nível das zonas urbanas com acessibilidade para todos e que vai revolucionar em breve a forma como se circula quer as pessoas com mobilidade reduzida, quer a pé ou de bicicleta - em grande parte da vila. Depois, a requalificação do Largo de São Sebastião, sala de visitas da vila que vai ser entrevencionada de forma a ser devolvido o espaço aos pedestres, reduzindo o tráfego e o estacionamento que entretanto já foi reforçado nas zonas limítrofes. Estamos a trabalhar, sempre com o olhos postos no desenvolvimento do concelho e no bem-estar de quem vive em São Brás.


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em foco Concluído na 1ª fase de construção da Variante Norte a Faro permite acesso ao Aeroporto, a Loulé e a Faro em direcção ao Forum Algarve.

Loulé

Aeroporto

ê

Obra entre as mais aguardadas e desejadas pelos farenses e por quem todos os dias tinha de enfrentar o trânsito da cidade quando tinha por destino outras localidades a poente da cidade abriu ao trânsito na passada segunda-feira, mas só o troço principal está plenamento concluído, os acessos continuam em obras e a não responder às necessidades de quem tem por destino a capital da região. Salva-se o trânsito de atravessamento, que escapa ao calvário das filas intermináveis.

Nó com a EN 125 (Faro Poente):

ê

Variante a Faro abre ao trânsito a meia haste

Textos: Ricardo Claro Fotos: Ricardo Claro / D.R

ê Faro

Forum Algarve

AGUARDADA HÁ MAIS DE DUAS DÉCADAS, a Variante Norte a

Faro (VNF) está desde há muito entre as prioridades dos farenses e dos algarvios no que respeita a obras estruturais. A resposta do Governo a uma necessidade da cidade, mas também da região para o congestionamento do troço da EN 125 na zona da capital de distrito foi dada pelo Governo PS, comandado então por José Sócrates. A solução final do problema - a construção da segunda fase da VNF entre o nó do aeroporto e o troço de ligação entre Faro e Olhão aberta ao trânsito na passada segunda-feira - passou por uma parceria público-privada, com a concessão a ser entregue à Rotas do Algarve Litoral. Sol de pouca dura as obras foram suspensas a menos de meio em plena crise por incapacidade de financiamento do concessionário, assumia o Governo de Pedro Passos Coelho face aos protestos dos algarvios resultantes da paragem por completo das obras de requalificação da EN 125 em toda a região. Só já este ano as obras foram retomadas e em poucos meses se fez o necessário para abrir ao tráfego a tão desejada via, queira-se ou não em pleno período pré-eleitoral, sujeitando-se o Governo à crítica de que a obra vem 'a tempo de ganhar votos'.

ÔÔ Variante vai libertar a capital algarvia de milhares de carros

OBRA VAI BENEFICIAR MILHARES DE AUTOMOBILISTAS O certo é

que a VNF está aberta ao trânsito desde o início desta semana e que com a infra-estrutura beneficiarão milhares de pessoas, residentes e turistas, fugindo às dificuldades de atravessamento do miolo urbano farense, em especial durante as horas de ponta.

ABERTURA AO TRÂNSITO COM MUITO POR FAZER Não obstan-

te, grande parte dos efeitos benéficos que se poderiam sentir com esta obra estão por alcançar, tudo porque apenas está aberto ao trânsito em pleno o troço principal da variante que liga a EN 125 entre o nó do aeroporto e a zona do Rio Seco em direcção a Olhão. De resto está tudo por concluir, e não é pouco.

Faltam concluir três pontes sobre a via destinadas a restabelecer o trânsito entre o Rio Seco e Bela Curral em direcção a Pechão, o acesso entre o Rio Seco e a Conceição de Faro pela EM 518 e um acesso à zona da Torre de Natal também na EM 518.

ACESSO A FARO POR CONCLUIR Já o nó de Faro Poente, que inclui uma rotunda aérea e uma segunda rotunda junto à pista de atletismo, na intersecção com a EM 518, está apenas a meio de ser terminado. Por realizar está o acesso à VNF a partir de Faro e o atravessamento da ribeira junto à rotunda da Avenida Cidade Hayward, onde apenas a estrutura base da ponte está concluída, faltando instalar infra-estrturas de cablagem e o respectivo tabuleiro.

Os números da Variante: Custo: 14 milhões de euros (valores de 2012) Extensão: 2.535 m Nós rodoviários: 2 Pontes: 3 Passagens superiores: 6 Passagens inferiores: 1 Vias: 4 (duas em cada sentido com 3,5 metros cada) Separador central Bermas com 2,5 metros

Esta situação implica que o trânsito na entrada poente da cidade mantenha grande parte das dificuldades que já antes existiam e que constituíam um dos problemas mais agudos de mobilidade em Faro. As filas às horas de ponta da manhã e da tarde continuam a

existir com quase nenhuma alteração, numa situação impensável para quem esperava ver a obra concluída.

NÓ DA EN 2 DEIXA SÃO BRÁS SEM ACESSO ATRAVÉS DA VARIANTE Mas o caso mais grave

no que respeita à falta de conclusão das obras da VNF está no nó entre esta via e a EN 2 (Estrada de São Brás) que devia permitir acesso à zona central da cidade de Faro e a São Brás de Alportel. Aqui, onde está previsto um nó rodoviário, nada está feito. O futuro nó, que deverá nascer por baixo de um viaduto junto à actual EN 2 naquele que é o canal reservado para a futura variante à EN 2, foi substituído pela colocação na Estrada de São Brás de uma 'mini' rotunda e pela criação de um cruzamento, ambos assinalavelmente perigosos. Neste caso quem transita a

partir de São Brás de Alportel ou do nó de Faro da A22 apenas pode entrar na VNF em direcção ao Aeroporto / Loulé, com aqueles que queiram dirigir-se a Olhão a terem de entrar e atravessar a cidade de Faro.

ÔÔ Vítor Guerreiro

VÍTOR GUERREIRO OFICIA INFRA-ESTRUTURAS DE PORTUGAL SOBRE A SOLUÇÃO PROVISÓRIA APLICADA NA EN 2 Ao POSTAL o

presidente da Câmara de São


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EM FOCO: Variante Norte a Faro

Nó Faro Poente:

ê

Destino preferencial para quem queira dirigir-se à Rotunda do Hospital, bem como ao Cais Comercial e às zonas do Bom João e Av. 5 de Outubro, o nó na variante está concluído. A solução encontrada pelos projectistas foi uma rotunda aérea, seguida de uma rotunda junto à pista de atletismo, que permite acesso à cidade e à zona da Conceição de Faro, terminando o acessso criado pelas obras da variante na rotunda junto às bombas de gasolina na entrada da cidade. Não obstante, quem aceda a Faro por este nó viário depara-

Faro Est. S. Brás ê

Nó com a EN 2:

Brás de Alportel confessou-se "disiludido" com a falta de acessibilidade de e para a VNF para o trânsito oriundo ou com destino a São Brás. Vítor Guerreiro afirmou ainda ao POSTAL que, relativamente à rotunda provisória colocada na EN 2, enviou um ofício à Infra-estruturas de Portugal no sentido de manifestar a sua preocupação com as dificuldades que aquela solução, ainda que provisória, causa no acesso de São Brás a Faro, em particular na hora de ponta". A situação actual que deixa São Brás de Alportel longe dos benefícios da VNF, revela o autarca, não foi alvo de qualquer consulta à autarquia são-brasense. Ao trânsito oriundo de Faro neste nó também só é permitido o acesso à variante em

da, incapaz de responder às necessidades de circulação. Além da perigosa rotunda, quem quer dirigir-se ao aeroporto e Loulé a partir de Faro, depara-se com um perigoso cruzamento para aceder à variante. O trânsito oriundo de São Brás pode entrar na variante para o aeroporto / Loulé, mas não pode fazê-lo para se ditigir a Olhão.

direcção ao aeroporto / Loulé. Para Olhão o acesso não existe. Apenas o trânsito que circula na variante no sentido Loulé / Olhão tem acesso a Faro e Loulé, mas no sentido Loulé / Faro os automobilistas que circulem na VNF não têm qualquer saída para a EN 2. Muito para fazer numa obra que abriu ao tráfego a meia haste, mas que com um investimento global de 14 milhões de euros, uma extensão de cerca de 2,5 quilómetros promete daqui a algum tempo resolver muitos dos problemas de quem todos os dias tem de se dirigir a Faro. A inauguração da VNF, prevista para a passada segunda-feira, foi cancelada devido ao acidente com três vítimas mortais na zona da Patã em sinal de respeito com as vítimas e repectivos familiares.

Legenda: Rotunda provisória na EN 2 Vias já existentes

Acesso Faro Poente em obras Nós da variante

ê

O nó com a EN 2 está ainda por concluir, permitindo apenas que quem circula na variante no sentido aeroporto - Loulé / Olhão tenha acesso a Faro e São Brás de Alportel. Quem circula no sentido Olhão / Loulé - aeroporto não tem qualquer saída da variante neste local. Uma rotunda provisória na EN 2 foi a solução encontra-

-se com um troço final de aceso à cidade em obras. Entre a rotunda junto à pista de atletismo e a rotunda de acesso à Avenida Cidade Hayward, o acesso está por concluir, incluíndo a ponte sobre a ribeira à entrada de Faro.. O trânsito continua a ter engarrafamentos às horas de ponta de saída e entrada na capital algarvia apesar das obras. Este era um dos problemas que os automobilistas mais desejavam ver resolvido e que, não obstante a abertura da variante e o consequente desvio do tráfego de atravessamento de Faro, se mantém.

Faro Hospital

ê

São Brás EN 2

Olhão

"UM DIA HISTÓRICO" CLASSIFICA A CÂMARA DE FARO

Três minutos bastam para percorrer o troço integral da Variante TRÊS MINUTOS BASTAM para

percorrer a distância entre o início da Variante Norte a Faro (VNF) a poente até ao nó do Aeroporto de ligação à EN 125. Um ápice no qual se poupam para atravessar a zona de Faro pela EN 125 uns garantidos 12 minutos sem trânsito no atravessamento da cidade. É esta, por enquanto, a maior façanha alcançada com a abertura do troço principal da VNF, mas Rogério Bacalhau, presidente da câmara local, sabe melhor o quanto esta via vai alterar em todos os aspectos a circulação ro-

doviária e a mobilidade da cidade. Mais sabe, como afirmou ao POSTAL, que "em termos de manutençao do pavimentos das ruas da cidade o alívio de tráfego será uma mais-valia", ainda mais quando a Câmara se prepara para "investir na repavimentação de algumas artérias da cidade em mau estado de conservação" com "verbas reservadas no orçamento municipal" para o efeito. Estes são alguns dos aspectos positivos da obra, considerada pelo executivo camarário

ÔÔ Rogério Bacalhau visitou a VNF na abertura ao trânsito

farense como uma resposta a um ansejo dos farenses "com mais de 20 anos". A autarquia não hesita em classificar a passada segunda-feira, dia da abertura à circulação automóvel, como "um dia histórico" e antecipa para dentro de meses a conclusão dos vários trabalhos que ainda se encontram por realizar. Razões de sobra para comemorar a obra da década na cidade de Faro e para esperar confiantes os enormes benefícios desta via para quem todos os dias faz de Faro a cidade onde trabalha e/ou vive.


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faro

Castro Marim convida a ‘viagem’ medieval pág. 8

Festival F regressa em Setembro com cartaz de topo Segunda edição do festival promete voltar a atrair dezenas de milhares de entusiastas da cena musical portuguesa da actualidade Ricardo Claro ricardoc.postal@gmail.com

O FESTIVAL F fez-se grande antes de ter idade para o ser, quando na primeira edição realizada no ano passado trouxe à Cidade Velha farense muitas dezenas de milhares de amantes da música portuguesa. Numa capacidade agregadora que poucas vezes se tinha visto na cidade, o festival, com um cartaz de abertura com ‘todos’ os grandes nomes de 2014 na música nacional, deu provas de capacidade organizativa e futuro. Depois de se despedir dos fãs com “Até para o ano!”, o Festival regressa nos próximos dias 4 e 5 de Setembro com alterações e novidades, mas acima de tudo com um novo cartaz recheado do que há de melhor em termos de música nacional. O CARTAZ A saber, António

Zambujo, David Fonseca, Diogo Piçarra e Linda Martini sobem aos vários palcos do ‘F’ no primeiro dia, e não vão estar sós. Nomes sonantes como Márcia, Mónica Ferraz, Moullinex, Paus, Norberto

Lobo, Filho da Mãe, Xinobi, João Lum e The Miranda’s, actuam também no dia 4. Se o dia de abertura promete, atrás não lhe fica a segunda noite com os notáveis Deolinda, Carlão, Rita Redshoes, Virgem Suta e We Trust. A dar tudo de si em palco estará também neste dia Manuel Cruz, “num dos três únicos espectáculos que dará este ano no país”, além de D’Alva, Sara Paço, Mazgani Peixe, Riot, Orblua e os Mopho, revelou ao POSTAL Joaquim Guerreiro, responsável pelo Teatro das Figuras, que a par da câmara local, presidida por Rogério Bacalhau, organizam o evento.

UM FESTIVAL DE MÚSICA, MAS COM MUITO MAIS PARA OFERECER Como referiu ao POSTAL

Joaquim Guerreiro, “o Festival F é um festival de música e é aí que centramos a nossa atenção”, num evento que “foi pensado como uma forma do teatro municipal sair do seu espaço de conforto e aproximar-se de outros públicos de forma transversal, quer os da cidade, quer os visitantes”. Numa paleta invejável, quer em diversidade, quer em quali-

d.r.

dentro em breve deixará de ser público. O ambiente único da Cidade Velha vai ainda acolher artes plásticas com a exposição do incontornável Cabrita Reis a ocupar a Galeria Trem, as obras de grandes dimensões do polaco Jaroslaw Flichinfky a mostrarem-se na antiga adega do Castelo e as obras dos alunos finalistas do curso de Artes Visuais da Universidade do Algarve a tomarem conta da Fábrica da Cerveja.

OS PREÇOS Com preços fixa-

ÔÔ Os Deolinda são um dos nomes sonantes do cartaz deste ano no festival farense dade incontestável, o ‘F’ junta cantautores, electrónica, pop, música tradicional com nova roupagem e muito mais sonoridades dignas de serem classificadas como um ‘pecado dos deuses’ e, pois, imperdíveis. Seis palcos - Afonso III, Claustros do Museu, Quintalão e bar Castelo, herdados da edição anterior, e os novos palcos do Espaço Q e do País das Maravilhas -, são as montras do que de melhor se vai pas-

sar em Faro nos primeiros dias de Setembro. Mas o F é muito mais do que música. Artesanato, street food, artes plásticas e literatura são outras das armas capazes de motivar - ainda mais - uma passagem pelo evento que vai ocupar durante dois dias de arromba a Vila Adentro.

LITERATURA, CINEMA E STAND-UP COMEDY SÃO NOVIDADES

Este ano a aposta do festival é reforçada com conversas com autores já consagrados da literatura nacional no Espaço Q. Nomes como Valter Hugo Mãe, Dulce Maria Cardoso, Afonso Cruz e Sandro Willian Junqueira são os senhores da arte da pena convidados para esta edição. Ainda no Espaço Q - o antigo Magistério Primário - lugar para cinema e stand-up comedy, num cenário que

dos em pré-venda nos 12 euros para o bilhete diário e 20 para o passe de dois dias e com as entradas a custarem 13 euros por dia no local, o Festival F regressa para animar a capital da região e promete repetir a dose de sucesso do ano anterior. Para quem duvidava que fosse possível manter um cartaz de luxo nesta segunda edição a resposta está dada e há mais de uma mão cheia de razões para apostar que este ano serão muitos mais milhares aqueles que escolherão Faro para passar as noites do primeiro fim-de-semana de Setembro.

NOVO ESPAÇO CUSTOU À CÂMARA DE FARO 89 MIL E 500 EUROS

Junta de Freguesia de Montenegro inaugura sede em Setembro AS OBRAS NA NOVA SEDE da

Junta de Freguesia de Montenegro, no concelho de Faro, estão quase concluídas. A empreitada, que tem como objectivo adaptar o espaço aos serviços da autarquia, arrancou no início de Agosto e “deve estar concluída em Setembro, mês em que se prevê a inauguração oficial da nova sede, em data a ser

anunciada em breve”, avança a Junta de Montenegro em nota de imprensa. O novo espaço, localizado a poucos metros das actuais instalações da Junta, numa zona central de Montenegro, foi adquirido pela autarquia pelo valor de 89 mil e 500 euros. Com uma área total de 220 m2, integra dois pisos (rés-do-chão e cave) e cinco gabinetes, alguns

dos quais multifuncionais. “Com esta nova sede vamos melhorar o atendimento aos cidadãos, assim como as condições de trabalho dos funcionários da Junta de Freguesia. Para além disso, conseguiremos uma redução de custos de cerca de nove mil euros por ano, valor que até então despendíamos para o aluguer mensal do espaço onde fun-

cionavam os serviços”, explica Steven Sousa Piedade, presidente da Junta de Freguesia de Montenegro. Os serviços da Junta de Freguesia são utilizados diariamente por mais de uma centena de fregueses, que beneficiarão com esta mudança de instalações. A nova sede situa-se na rua Carlos Paião, Loja P, na Ur-

d.r.

ÔÔ Imagem da nova sede

banização Monte da Ria. De referir que a freguesia de Montenegro foi criada em 1997. Actualmente tem cerca de dez mil habitantes, sendo uma das mais estratégicas do concelho, tendo em conta a localização, no respectivo território, do Aeroporto Internacional de Faro, da Praia de Faro e do Campus de Gambelas da Universidade do Algarve.


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Feira da Dieta Mediterrânica mostra património imaterial pág. 9

portimão

INEM reforça meios de socorro em Portimão

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Nova âmbulancia garante maior eficiência e capacidade na resposta de emergência pré- hospitalar d.r.

ÔÔ Reforço vem dar resposta ao aumento demográfico na época turística

O INSTITUTO NACIONAL DE EMERGÊNCIA MÉDICA (INEM)

reforçou o Posto de Emergência Médica dos Bombeiros de Portimão com mais uma Ambulância de Socorro. A Câmara de Portimão, por intermédio da presidente Isilda Gomes, solicitou no passado dia 26 de Junho o reforço de meios por parte do INEM face ao aumento da procura operacional no âmbito da emergência pré-hospitalar, que habitualmente se acentua durante a época balnear, e que no presente ano se tem revelado com maior expressão. No seguimento desta missiva entendeu o INEM reforçar com mais um meio de socorro o concelho de Portimão, sendo o mesmo operacionalizado, 24 horas por dia, pelo Corpo de Bombeiros de Portimão. Refira-se ainda que por ocasião do concerto do Tony

Carreira, no dia inaugural do Festival da Sardinha, o INEM também respondeu ao pedido da Protecção Civil Municipal e reforçou o dispositivo de emergência médica com mais uma Ambulância e um Motociclo de Emergência. No mês de Julho o Corpo de Bombeiros respondeu a quase cinco centenas de intervenções neste âmbito, que representa um aumento de 35% em relação ao período homólogo do ano passado e 52% em relação a Julho de 2013. Com este reforço “aumenta-se agora a capacidade do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) no concelho, acompanhando o aumento demográfico de um destino turístico internacional, por excelência, que vê a sua população quase que quintuplicar neste período estival”, explica a autarquia portimonense.

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8  |  21 de Agosto de 2015

vila real catro marim alcoutim

Festival do Marisco foi um sucesso pág. 10

Castro Marim convida a ‘viagem’ medieval

d.r.

Dias Medievais são destaque obrigatório no fim de Agosto Ricardo Claro ricardoc.postal@gmail.com

A CÂMARA DE CASTRO MARIM,

liderada por Francisco Amaral, volta este ano a marcar o fim do mês de Agosto com aquele que é o vento de recreação histórica mais importante do sotavento algarvio. Os Dias Medievais de Castro Marim regressam às anciãs fortificações da vila raiana ergui-

da nas margens do Guadiana, entre 26 e 30 de Agosto, e antecipa-se para o evento o sucesso que há 17 edições faz deste um momento incontornável da animação de Verão por terras do Algarve. Com organização a cargo da autarquia, os dias de magia e de fantástico, na sua pluralidade e nas suas contradições regressam à vida da vila, nesta 18ª edição, “com algumas

novidades”, antecipa a câmara.

CINCO DIAS DE ANIMAÇÃO Pela

primeira vez com a duração de cinco dias, os Dias Medievais de Castro Marim surpreendem este ano com o alargamento da Feira Medieval à zona nascente da vila. “Assim, com maior investimento e aumento de custos proporcional, o município de Castro Marim passará a cobrar entrada no recinto da vila, a partir dos 12 pub

MUNICíPIO DE TAVIRA EDITAL Nº 47 /2015 Jorge Manuel do Nascimento Botelho Presidente da Câmara Municipal de Tavira TORNA PÚBLICO, que em reunião de Câmara Municipal, realizada no dia 18 de agosto de 2015, foram tomadas as seguintes deliberações: 1 - Aprovada por maioria a proposta da Câmara Municipal número 163/2015/CM, referente a 10.ª Alteração ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano - 2015; 2 - Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 164/2015/CM, referente à atribuição de apoio à Cruz Vermelha Portuguesa; 3 - Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 165/2015/CM, referente ao apoio ao CBTT – Clube Bike Team Tavira – “III BTT Urbano Noturno” e redução de taxas; 4 - Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 166/2015/CM, referente à atribuição de apoio em espécie ao Grupo Desportivo de Vale Caranguejo; 5 - Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 167/2015/CM, referente à atribuição de apoio em espécie à Liga dos Combatentes; 6 - Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 168/2015/CM, referente à anulação de cobrança e restituição de verba – Proc.66/2015, em nome de Maria Celeste das Dores Palma; 7 - Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 169/2015/CM, referente à 5ª. Alteração ao Sistema de Controlo Interno; 8 - Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 170/2015/CM, referente ao parecer prévio vinculativo para celebração de contrato de aquisição de serviços de lecionação e dinamização do Programa de Promoção da Atividade Física do Concelho de Tavira; 9 - Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 171/2015/CM, referente ao parecer prévio vinculativo para celebração de contrato de aquisição de serviços de Vigilância e Segurança Aquática para as Piscinas Municipais de Tavira; 10 - Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 172/2015/CM, referente ao parecer prévio vinculativo para a celebração de contrato de aquisição de serviços de utilização para plataforma eletrónica de contratação pública; 11 - Aprovada por maioria a proposta da Câmara Municipal número 173/2015/CM, referente à redução do Horário de Funcionamento – Bar Polakos – Cabanas de Tavira; 12- Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 174/2015/CM, referente ao Concurso Público – 10Emp/15 – Reparação do CM 1231 entre Fuzeta e Cintados (até ao limite do Concelho) – Alteração do ponto 4 do artigo 9º. do programa de procedimento. Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares de costume. Paços do Concelho, 18 de agosto do ano 2015 O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL, Jorge Manuel Nascimento Botelho (POSTAL do ALGARVE, nº 1148, de 21 de Agosto de 2015)

anos, pelo valor de dois euros”, justifica a autarquia quando se fala de preços. Certo é que o valor está mais do que justificado, num evento que reúne milhares de visitantes anualmente e que proporciona uma viagem no tempo rara, num quadro natural e paisagístico de excepção. O palco principal continua a ser o castelo da vila, o cenário ideal para as principais recriações, como as de artes e ofícios, onde estão representadas mais de 45 profissões, e uma exposição de instrumentos de tortura e punição. É também aqui que se pode dar asas à alma de gastrónomo e provar iguarias de outros tempos, bem como assistir aos grandes espectáculos. De acordo com a autarquia castromarinense, “o acesso ao castelo, ao mercado e aos brindes também tem um custo de seis euros por pessoa, sendo que dos 6 aos 11 anos será apenas três euros. A edilidade recorda que os munícipes do concelho de Castro Marim terão acesso gratuito a todo o evento, tendo apenas que levantar as suas credenciais no

ÔÔ Castro Marim regressa à Idade Média durante cinco dias Gabinete de Apoio ao Munícipe (GAM) ou nas Juntas de Freguesia de Azinhal, Altura e Odeleite.

BANQUETE MEDIEVAL O ban-

quete medieval, assinado pelo chef Louis Anjos, que decorre também no castelo e é apenas acessível mediante reserva, tem um custo de 30 euros, garantindo acesso a tudo, mercado medieval, castelo e brindes. Personagens mitológicas e históricas, guerreiros, monstros, princesas, reis e rainhas, as várias classes sociais - clero, nobreza, burguesia e povo -, desfilarão pela vila de Castro Marim, num revivalismo da contradição barbárie e cultural, que tão bem carac-

teriza a Idade Média, palco de guerras, violência, da mortífera peste negra, de torturas, mas também de decisivos acontecimentos históricos e magníficas produções culturais e artísticas, como a criação da cidade, dos bancos, dos câmbios e também da universidade. “Não existe um universo imaginário que se preste mais à deambulação e ao sonho do que o medieval. A matéria de que é feita a memória desses tempos é vaga e imprecisa e nela se confundem acontecimentos e lendas, imagens e sonhos de origem obscura, o natural e o sobrenatural, o visível e o invisível”, remata a organização.

CONCERTOS, BAILES, DANÇA E FOGO-DE-ARTIFÍCIO ANIMAM AS FESTAS

Manta Rota revive tradição do Banho Santo AS TRADICIONAIS FESTAS de Verão em honra de São João da Degola regressam à praia da Manta Rota esta sexta-feira e prolongam-se até dia 30, com um vasto programa de animação que inclui concertos, bailes, dança e fogo-de-artifício. O ponto alto das comemorações acontece no dia 29, às 11 horas, com o famoso “Banho Santo”, em pleno areal da Manta Rota. O tradicional banho de mar é um encontro que se realiza anualmente a 29 de Agosto, assinalando a data em que, segundo a tradição, São João

Baptista foi degolado. Em anos idos, este era o dia em que as gentes oriundas da serra algarvia se deslocavam até à praia, acompanhadas dos seus animais de carga, para “dar banho” e fazer um piquenique. Para não deixar morrer a tradição, a associação “A Manta” e a Câmara de Vila Real apostam, mais um ano, na recriação histórica do evento, atraindo centenas de curiosos à praia da Manta Rota para ver como as coisas se passavam noutros tempos. O programa de festas tem iní-

cio na sexta-feira, dia 21, com uma série de concertos e bailes, a partir das 21 horas, por onde vão passar artistas como Domingos e Amigos, Som Ritmo, Uns e Outros, Bailasons, Duo Reflexo, entre outros. No sábado, dia 29, a programação começa com o Banho Santo, às 11 horas, na praia da Manta Rota. Às 18.30, há procissão e missa ao ar livre em honra de São João Batista. No domingo, dia 30, as festas encerram com uma demonstração do grupo de dança “Arutla” e baile com o “Duo Reflexo”.


21 de Agosto 2015  |  9 pub

Bruno Filipe Torres Marcos Notário

tavira

Cartório Notarial de Tavira

Extrato de Escritura de Justificação CERTIFICO, para efeitos de publicação, nos termos do artigo 100.º do Código do Notariado que, por escritura pública de Justificação outorgada em onze de Agosto de dois mil e quinze, exarada a folhas oitenta e duas e seguinte do Livro de notas para escrituras diversas número Sessenta e cinco – A, do Cartório Notarial em Tavira, do Notário privado Bruno Filipe Torres Marcos, sito na Rua da Silva, n.º 17-A, compareceram: - ABÍLIO LOPES XAVIER, NIF 125923457, e mulher VITALINA MARIA AFONSO CAVACO, NIF 178534056, casados sob o regime da comunhão geral, ambos naturais da freguesia de Cachopo, concelho de Tavira, residentes na Rua José Pedro de Almeida, Lote 5, 3.º Direito, 8000-505 Faro; - que declararam ser donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, dos seguintes prédios rústicos, localizados na freguesia de Cachopo, concelho de Tavira, não descritos na Conservatória do Registo Predial: Verba Um - prédio rústico no sítio de Vale Fuzil, que consta de terra de cultura com uma oliveira, a confrontar de norte com Manuel Fernandes, de sul com António Jacinto, de nascente com caminho e de poente com Manuel Domingos Horta, inscrito na respetiva matriz sob o artigo 2805, com a área total de trezentos e sessenta metros quadrados, com o valor patrimonial atual de 5,78 €; Verba Dois - prédio rústico no sítio do Atoleiro, que consta de terra de cultura com oliveiras, a confrontar de norte, sul e nascente com Maria da Palma Brito Lopes e de poente com Manuel Xavier, inscrito na respetiva matriz sob o artigo 17700, com a área total de seiscentos e cinquenta metros quadrados, com o valor patrimonial atual de 67,50 €; Verba Três - prédio rústico no sítio de Luiz Afonso – Corte Pequena, que consta de terra de cultura com uma nespereira e um sobreiro, a confrontar de norte com José Francisco dos Reis, de sul com Carlos Barão e outro e de nascente e poente com Manuel João Rodrigues, inscrito na respetiva matriz sob o artigo 18063, com a área total de trezentos metros quadrados, com o valor patrimonial atual de 34,46 €; Verba Quatro - prédio rústico no sítio de Luiz Afonso – Corte Pequena, que consta de terra de cultura com uma laranjeira, a confrontar de norte com José Francisco dos Reis e outros, de sul com Carlos Barão e outro, de nascente com Manuel João Rodrigues e de poente com Manuel Custódio, inscrito na respetiva matriz sob o artigo 18061, com a área total de cento e cinquenta metros quadrados, com o valor patrimonial atual de 17,23 €; Verba Cinco - prédio rústico no sítio de Vale Curral – Herdade de Cachopo, que consta de terra de cultura e pastagem com sobreiros, a confrontar de norte com António Ferro, de sul e poente com Rita da Palma do Brito Charneco e de nascente com Germano Gonçalves, inscrito na respetiva matriz sob o artigo 18159, com a área total de mil setecentos e cinquenta metros quadrados, com o valor patrimonial atual de 538,55 €; - Que os prédios identificados nas verbas um e dois, com a indicada composição e área, vieram à sua posse, por compra meramente verbal, no ano de mil novecentos e noventa, em data que não sabem precisar, e nunca reduzida a escritura pública, feita a Maria Vitorina Lopes da Costa Gonçalves e marido José Maria Pires Gonçalves, não tendo deste modo título que lhes permita fazer o registo dos prédios em seu nome. - Que os prédios identificados nas verbas três, quatro e cinco, com a indicada composição e área, vieram à sua posse, por compra meramente verbal, no ano de mil novecentos e oitenta e nove, em data que não podem precisar, e nunca reduzida a escritura pública, feita a José Diogo Cavaco e mulher Maria Serafina, casados sob o regime da comunhão geral, residentes que foram no Sítio da Catraia, Cachopo, Tavira, não tendo deste modo título que lhes permita fazer o registo dos prédios em seu nome. - Que, porém, desde aqueles anos, portanto, há mais de vinte anos, de forma pública, pacífica, contínua e de boa fé, ou seja, com o conhecimento de toda a gente, sem violência nem oposição de ninguém, reiterada e ininterruptamente, na convicção de não lesarem quaisquer direitos de outrem e ainda convencidos de ser os únicos titulares do direito de propriedade sobre os prédios, e assim o julgando as demais pessoas, têm possuído aqueles prédios – semeando a terra, tratando das culturas, colhendo os respetivos frutos, amanhando e limpando a terra, tratando das árvores, e deles retirando os respetivos rendimentos – pelo que, tendo em consideração as referidas características de tal posse, adquiriram os referidos prédios por USUCAPIÃO. Tavira, 11 de Agosto de 2015. O Notário, Bruno Filipe Torres Marcos Conta registada sob o n.º 2/1813 (POSTAL do ALGARVE, nº 1148, de 21 de Agosto de 2015)

Nos termos do Artº. 100, nº.1, do Código do Notariado, na redacção que lhe foi dada pelo Dec-Lei nº. 207/95, de 14 de Agosto, faço saber que no dia 11/08/2015, de folhas 139 a folhas 140, do livro de notas para escrituras diversas número 177 – A, deste Cartório, foi lavrada uma escritura de Aditamento, na qual, LILIANA DE JESUS FARROBINHA, NIF 108.878.520, solteira, maior, natural da freguesia de Luz, concelho de Tavira, residente no sitio da Arroteia, União das Freguesias de Luz de Tavira e Santo Estêvão, Tavira, vem declarar que o prédio urbano objecto da escritura aditada, tem a área total de 640m2, sendo a área coberta de 120m2 e a área descoberta de 524m2, estando actualmente inscrito na matriz da União das Freguesias de Luz de Tavira e Santo Estêvão, sob o artigo 2125, (anterior artigo 2019 da extinta freguesia de Luz de Tavira) e confronta actualmente, do N- com Manuel Baptista, do S- com Pláutília do Rosário Farrobinha, do Nas. com Joaquim Júlio Patarata e do P- com Manuel Amaro. Que o prédio está descrito na competente Conservatória sob o número 1494/23-10-1995, da freguesia de Luz, registada a aquisição a seu favor pela Ap. 34/23-10-1995.

Feira da Dieta Mediterrânica mostra património imaterial Certame abre portas nos primeiros dias de Setembro e garante enchente junto ao Rio Gilão Ricardo Claro ricardoc.postal@gmail.com

TAVIRA PREPARA-SE PARA DIAS SEM IGUAL com a tercei-

ra edição da Feira da Dieta Mediterrânica, um certame que nas duas primeiras edições levou às margens do Rio Gilão na cidade algarvia milhares de visitantes. O que marca a alma deste certame são as etnicidades e a consciência crescente de que o património imaterial é uma pluralidade herdada de singular valor. Verdadeira mostra da identidade mediterrânica, a feira garante aos visitantes um périplo pelos mais profundos meandros da forma única de ser e estar dos

povos distinguidos com a classificação de Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Porta estandarte de Portugal e da classificação nacional recebida em Baku, capital do Azerbaijão, das mãos da UNESCO, Tavira mostra na Feira da Dieta Mediterrânica o que de melhor Portugal e os países de cultura mediterrânica têm para oferecer. Uma feira diferente e recheada de surpresas, onde música, cultura, gastronomia, animação e muito mais se plasmam sob a égide de uma identidade colectiva policromada, o evento marca desde o seu início a entrada do Algarve no mês de Setembro e é já para milhares incontornável

d.r.

ÔÔ Feira da Dieta Mediterrânica volta a Tavira entre 3 e 6 de Setembro em termos de agenda de final de Verão.

TRABALHO DA CÂMARA TORNOU CERTAME NUMA REFERÊNCIA A

aposta que o executivo camarário liderado por Jorge Botelho pub

MUNICíPIO DE TAVIRA pub

NOTARIADO PORTUGUÊS JOAQUIM AUGUSTO LUCAS DA SILVA NOTÁRIO em TAVIRA

Noite Branca regressa a Loulé pág. 11

EDITAL Nº 44 /2015 Jorge Manuel do Nascimento Botelho Presidente da Câmara Municipal de Tavira TORNA PÚBLICO, que em reunião de Câmara Municipal, realizada no dia 04 de agosto de 2015, foram tomadas as seguintes deliberações: 1. Aprovada por maioria a proposta da Câmara Municipal número 156/2015/CM, referente a 9.ª Alteração ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano/2015; 2. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 157/2015/CM, referente ao Programa Municipal “Tavira Férias Ativas” 2015 - Atribuição de bolsas de participação aos jovens; 3. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 158/2015/CM, referente ao Protocolo de Cooperação com o Agrupamento de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia - Ratificação; 4. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 159/2015/CM, referente a Concessão de entradas gratuitas no Museu Municipal de Tavira/Palácio da Galeria e Núcleos - Dia Internacional da Juventude (12 de agosto); 5. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 160/2015/CM, referente a alteração à Tabela de Preços; 6. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 161/2015/CM, referente ao parecer prévio vinculativo para celebração de contrato de aquisição de serviços na área de medicina no trabalho; 7. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 162/2015/CM, referente a 10-Emp/15 - Empreitada de Reparação do C.M. 1231 entre Fuzeta e Cintados, até ao Limite do Concelho, na freguesia de Tavira (Santa Maria e Santiago); Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares de costume.

Tavira, em 11/08/ 2015.

Paços do Concelho, 04 de agosto do ano 2015

A funcionária por delegação de poderes;

O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL,

Irene Maria Pereira Lourenço Rodrigues – Inscrita na O.N. sob o n.º 87/4

Jorge Manuel Nascimento Botelho

(POSTAL do ALGARVE, nº 1148, de 21 de Agosto de 2015)

(POSTAL do ALGARVE, nº 1148, de 21 de Agosto de 2015)

fez ao assumir para o encargo de levar a bom porto a candidatura portuguesa à UNESCO, numa aposta transnacional, continua a dar frutos ao longo do ano e celebra neste certame a afirmação popular do esforço em prol da salvaguarda do património da Dieta Mediterrânica. Um trabalho meritório da autarquia que fará o seu caminho no médio-longo prazo e de forma notória à medida que se consolidarem as iniciativas locais, regionais e nacionais que enquadram a classificação atribuída a Portugal. Na programação, que será apresentada em pormenor no próximo dia 24, em Tavira, não vão faltar - sabe o POSTAL - eventos, seminários, concertos, visitas, mostras e muito mais para dar a conhecer a todos o património da humanidade numa verdadeira mostra viva da pujança da cidade e do concelho. É desta forma que Tavira vai, ano após ano, assumindo um protagonismo regional e nacional como nunca antes teve, o que faz da cidade muito mais do que a ‘cidade das igrejas’, juntando aos activos do concelho uma das mais cobiçadas classificações mundiais, a de Património Imaterial da Humanidade. Uma mais-valia inestimável para a cidade e o concelho de Tavira, que ganham de forma assinalável com o sucesso contínuo deste certame.


10  |  21 de Agosto de 2015

olhão

São Brás apresenta projecto de prevenção de fogos pág. 12

Festival do Marisco foi um sucesso

ESTUDO EFECTUADO ENTRE 2009 E 2013 REVELA:

Olhão lidera subida dos proveitos totais na hotelaria d.r.

Certame voltou a levar a Olhão um ‘mar’ de gente d.r.

TERMINOU DA MELHOR MANEIRA a edição de 2015 do Festival

do Marisco, com Daniela Mercury a levar ao rubro os milhares de pessoas que encheram o recinto do Jardim Pescador Olhanense para a derradeira noite do certame. Acompanhada por três dançarinos, a cantora luso-brasileira mostrou porque é apelidada de “furacão da Bahia”, tendo arrastado consigo o público numa onda de música, dança e boa disposição. O entusiasmo dos fãs fez mesmo com que Daniela Mercury actuasse durante quase três horas, para delírio dos muitos admiradores. Também na noite anterior, 14 de Agosto, José Cid juntou avós, filhos e netos à volta do palco, e todos cantaram em uníssono os êxitos do cantor e compositor, que é um dos nomes maiores da música portuguesa. Na sua passagem por Olhão interpretou mesmo temas alusivos à cidade e adaptou outros, para gáudio dos olhanenses ali presentes. Pelo palco do recinto do Festival do Marisco passaram este ano, para além de Daniela Mercury e José Cid, Mickael Carreira, Richie Campbell, Fado & Further e Anselmo Ralph.

ÔÔ Olhão foi onde as receitas do sector hoteleiro mais subiram

UM ESTUDO DA PORDATA, re-

ÔÔ A cantora luso-brasileira Daniela Mercury levou a assistência ao rubro Nomes que permitiram a realização de um cartaz ecléctico com pessoas de várias idades a serem cativadas para o maior evento musical e gastronómico a sul do Tejo. Animação musical e marisco voltaram a ser, lado a lado, os dois principais motivos de atracção do público, num certame que se mostrou, 30 anos depois da primeira edição, re-

Assine o

novado e reinventado. Projectar a Ria Formosa, a cidade e o concelho de Olhão e dar a conhecer o saber das suas gentes, são os objectivos sempre renovados do Festival, que atrai anualmente dezenas de milhares de visitantes, que encontram no Festival do Marisco o que de melhor o mar e a Ria Formosa têm para oferecer. O que começou por ser um

pequeno evento organizado pelos dois clubes da terra – Sporting Clube Olhanense e Marítimo Olhanense – na Avenida da República, há precisamente 30 anos, tornou-se num dos grandes eventos gastronómicos e musicais do sul do país. Terminado o último concerto, muitos eram os que se despediam, à saída, com um “Até para o ano!”.

centemente divulgado, revela que foi no concelho de Olhão que os proveitos totais de estabelecimentos hoteleiros mais aumentaram. Os dados resultam de um estudo efectuado entre 2009 e 2013 nos 308 concelhos de Portugal continental e ilhas. A Pordata, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, trabalha dados estatísticos de turismo desde 2013 mas, este ano, decidiu analisar os dados por municípios, divididos em três grandes áreas: Alojamentos Turísticos, Ocupação de Alojamentos Turísticos e Receitas de Alojamentos Turísticos. “Olhão destaca-se pela positiva, liderando o ranking dos concelhos onde as receitas do sector hoteleiro

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NOME __________________________________________________________________________________________________________________________ MORADA __________________________________________________________________________________________ NIF

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mais subiram neste período. Estes números referem-se aos proveitos totais, ou seja, englobam não só os proveitos com as dormidas, mas também as refeições e outros serviços”, revela a autarquia olhanense. “Dos 308 municípios, apenas 47 acompanham Olhão nesta tendência positiva no período em causa”, acrescenta. Ainda de acordo com a Pordata, “globalmente a maioria dos turistas hospedados em Portugal são estrangeiros, embora só em 34 municípios tal se verifique. As regiões com maior percentagem de hóspedes estrangeiros são a Região Autónoma da Madeira, o Algarve e a Área Metropolitana de Lisboa”.

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Munícipes de Albufeira já escolheram projectos do Orçamento Participativo pág. 13

são brás loulé

Noite Branca regressa a Loulé Festa de despedida do Verão algarvio atrai milhares NO ÚLTIMO SÁBADO DE AGOSTO, dia 29, o espírito do bran-

co regressa a Loulé naquela que é a festa oficial de despedida do escaldante Verão algarvio, a Noite Branca de Loulé. Depois de um ano de interregno, este evento, que atrai milhares de veraneantes à cidade, volta a ser uma das festas mais aguardadas do Algarve.

EVENTO FOI PIONEIRO NO GÉNERO A NÍVEL NACIONAL A Noite

Branca de Loulé, pioneira em Portugal, pretende proporcionar aos visitantes um programa cultural e de animação único e inesquecível mas, acima de tudo, momentos de puro prazer e descontracção, repletos de glamour. O branco é obrigatório e transversal às várias manifestações que aqui têm lugar reservado, da música à

animação de rua, da moda à pintura, do novo circo às artes plásticas. As ruas, ruelas e pracetas da cidade ganham uma nova vida, vestidas de branco e com uma surpresa a cada esquina, apresentando performances em que, por vezes, os visitantes são também protagonistas. Mais de uma centena de artistas de rua dão alma e cor à festa, entre malabaristas, cuspidores de fogo, homens-estátua, palhaços, mágicos, músicos, ginastas ou bailarinos. A música Chill Out e electrónica acompanha toda a filosofia do evento e por todos os cantos deste centro urbano vão ecoar os sons de djs e bandas. Considerando que o factor surpresa é uma das imagens de marca desta festa, a programação integral só

d.r.

ÔÔ Mais de uma centena de artistas de rua vão dar alma e cor à festa

será divulgada no dia do evento. “Vista-se de branco, aproveite para se divertir com a família e amigos na festa oficial de despedida do Verão algarvio!”, este é o convite que a autarquia de Loulé deixa a todos. A entrada é livre neste que é um dos mais marcantes eventos do Algarve em Agosto nos últimos anos e que apesar da paragem não deixa de ser uma oportunidade rara de experimentar uma forma diferente de usufruir a noite por terras algarvias, numa cidade que pára para ver salpicar de branco ruas, praças e largos num adeus de rara beleza aos tempos de férias e de estio. Acompanhe tudo em: www.facebook.com/noitebrancadeloule.

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FOLCLORE

FolkFaro leva músicas e danças do mundo a Loulé A CIDADE DE LOULÉ aco-

lhe, esta sexta-feira e no sábado, dois espectáculos que integram a 13.ª edição do FolkFaro, certame anual organizado pelo Grupo Folclórico de Faro e que constitui o maior festival de folclore do sul de Portugal. Hoje, sexta-feira, pelas 21.30 horas, o Ballet Folklórico de Sucre, da Bolívia, actua no recinto de S. Sebastião (freguesia de S. Sebastião), sendo acolhido pelo Rancho Folclórico e Etnográfico de São Sebastião, que também se apresentará a público. No sábado, à mesma hora, é a vez de o Grupo de Danza Adolfo de Castro, de Cádiz (Espanha) pisar o palco do Cine-Teatro Louletano, sendo precedido pelo Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão. No FolkFaro estão repre-

sentadas as tradições populares de povos de diferentes latitudes, através de grupos de sete países, num total de mais de trezentos participantes, entre bailadores e músicos, que mostram assim a riqueza das danças, cantares e trajes das suas regiões. “Aguarela de Sons e Tradições!...” é o mote da edição deste ano, que acontece até ao próximo domingo. Os grupos participantes foram seleccionados com base em critérios de qualidade e representatividade, rumando ao Algarve delegações vindas da Bolívia, Bósnia-Herzegovina, Eslovénia, Espanha, Irlanda do Norte e Taiwan. Para além dos grupos internacionais, as tradições portuguesas estão também representadas.


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são brás

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loulé

ZZZ pág. ##

Vinho em destaque na FATACIL deste ano pág. 14

São Brás apresenta projecto de prevenção de fogos Objectivo é a preservação da Serra do Caldeirão A CÂMARA DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL anunciou ter apre-

sentado uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020 para prevenção de incêndios na Serra do Caldeirão. “O projecto tem como objectivo essencialmente a prevenção dos fogos florestais, mais alguns investimentos nessas áreas que são fundamentais para preservar a nossa serra”, disse à Lusa o presidente da Câmara de São Brás de Alportel, Vítor Guerreiro.

Em comunicado, a autarquia explicou que “o projecto incide sobre quatro tipos de intervenção: beneficiação e construção da rede primária da faixa de gestão de combustíveis; beneficiação e construção de pontos de água; beneficiação da rede viária e sinalética de defesa da floresta contra incêndios”.

VALOR DO PROJECTO ULTRAPASSA OS 360 MIL EUROS O valor do projecto ultrapassa os 360 mil euros e está a

d.r.

aguardar resposta, recordando também o impacto do incêndio de 2012 que “devastou metade do território do concelho”. “Esta dura realidade, associada às alterações climatéricas e à percepção de risco elevado [de] investimento na gestão florestal, tem vindo a causar uma cada vez mais marcada desertificação das zonas serranas, preocupação que se assume prioritária para o município de São pub

ÔÔ Incêndio de 2012 devastou metade do território são-brasense Brás de Alportel, que tem na Serra do Caldeirão uma das

maiores potencialidades turísticas do território e o

berço de uma das melhores cortiças do mundo, matéria-prima do sector económico mais representativo do concelho”, pode ler-se no comunicado da câmara. “Temos também prevista a construção de um ponto de água na zona do barrocal, aproveitando uma nascente que tem água o ano inteiro”, disse o autarca. Vítor Guerreiro sublinhou que também se pretende fomentar a criação de “mais condições para a reflorestação de algumas zonas, com espécies que podem funcionar como corta-fogo”. Lusa

CONCELHO É PIONEIRO NO PROJECTO

Cadastro predial de Loulé em consulta pública até Setembro d.r.

A OPERAÇÃO DE EXECUÇÃO DO CADASTRO PREDIAL no Muni-

cípio de Loulé está em fase de consulta pública até ao próximo dia 22 de Setembro. Nesta fase, o cidadão poderá consultar a caracterização provisória de todos os prédios cadastrados no âmbito deste trabalho. Os proprietários de prédios localizados no concelho de Loulé, devem comparecer num dos gabinetes de atendimento instalados nas Juntas de Freguesia, para se pronunciarem sobre a informação respeitante aos seus prédios recolhida durante a operação de execução do cadastro predial. Recorde-se que no dia 1 de Julho de 2013, iniciou-se a operação de execução do cadastro predial no Município de Loulé. Este concelho foi seleccionado pelo Estado Português para o avanço pioneiro do projecto de Execução do Cadastro Predial para implementação do Sistema Nacional de Exploração e Gestão de Informação Cadastral (SiNErGIC), da responsabilidade de Direcção-Geral do Território. “Esta iniciativa viabilizará a existência de cadastro predial em Portugal, enquanto conjunto

ÔÔ Louletanos podem pronunciar-se sobre a informação dos seus prédios de dados exaustivos, metódicos e actualizados, caracterizador e identificador das propriedades existentes no território nacional, constituindo-se como uma ferramenta indispensável para as políticas de ordenamento do território, ambiente e económicas (em particular a agrícola e a florestal), fiscal e de obras públicas”, explica a autarquia louletana. “Assegurar a identificação inequívoca dos prédios, unificar os conteúdos cadastrais existentes e a produzir, permitir uma gestão uniforme e informática dos conteúdos cadastrais, garantir a sua compatibilidade com os sistemas electrónicos utilizados pelas várias entidades envolvidas no projecto, assegurar que

a descrição do registo predial é acompanhada de um suporte gráfico, possibilitar a utilização generalizada do sistema pela Administração Pública e assegurar o acesso à informação pelo cidadão e pelas empresas são os seus objectivos”, conclui. Qualquer dúvida ou esclarecimento poderá ser colocada através dos gabinetes de atendimento, do telefone 213 819 600 ou do email sinergic@dgterritorio.pt. Para informação adicional, pode ser consultado o sítio electrónico da Direcção Geral do Território:http://www. dgterritorio.pt/cadastro/cadastro_predial/municipio_ de_loule/ .


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albufeira

Ponte D. Maria reaberta ao trânsito em Lagos pág. 15

Munícipes já escolheram projectos do Orçamento Participativo

d.r.

A Requalificação do Polidesportivo da Guia foi o projecto mais votado OS RESULTADOS DO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO (OP)

Albufeira 2016 já estão apurados. A fase de votação decorreu entre 21 de Maio e 21 de Junho. O projecto nº 8, Requalificação do Polidesportivo da Guia, e o projecto n.º 5, Reabilitação da zona de Recreio da Escola Básica nº 1 de Albufeira, foram os mais votados, respectivamente com 31% e 22 % da votação total. No total das duas formas de votação (presencial e telefónica) foram contabilizados 1.034 votos, 1.020 dos quais foram

considerados válidos, 98,6% da votação total. O projecto nº 8, Requalificação do Polidesportivo da Guia, foi o mais votado, com 318 votos válidos. A obra, que consiste em algumas intervenções de melhoramento do equipamento, tem um custo de 54 mil e 500 euros, e não esgota a verba destinada ao OP.

ALBUFEIRA VAI CONCRETIZAR DOIS PROJECTOS Desta forma, e

de acordo com a normas de OP 2016, vai ser possível concretizar

também o segundo projecto mais votado, o nº 5 – Reabilitação da zona de Recreio da Escola Básica nº 1 de Albufeira, que tem um valor de execução de 40 mil euros. A propósito desta segunda edição do OP, o autarca local Carlos Silva e Sousa refere que “foi uma experiência muito positiva, tendo sido aprovado um projecto que é de extrema importância para o concelho e para a Freguesia da Guia em particular. A Requalificação do Polidesportivo da Guia irá criar pub

novas valências sociais e culturais, contribuindo para o melhoramento da qualidade de vida dos munícipes”. O edil destacou ainda que “possibilitou a aprovação do segundo projecto mais votado – Reabilitação da Zona de Recreio da Escola Básica nº 1 de Albufeira – que apesar de envolver um investimento mais reduzido é de enorme importância para as crianças daquele estabelecimento de ensino, que desta forma irão ficar com um espaço mais convidativo e com mais se-

ÔÔ Intervenção tem um custo de 54 mil e 500 euros gurança para desenvolverem as suas actividades”. O presidente da Câmara de Albufeira sublinha que “esta é a prova de que a população albufeirense está atenta, participa e que através deste mecanismo pode procurar encontrar soluções para algumas necessidades sentidas no seu dia-a-dia. Por isso, o OP é uma experiência para continuar”. O autarca concluiu que o OP tem por objectivo “garantir

uma maior transparência na gestão municipal, ao mesmo tempo que aproxima os munícipes dos decisores políticos através da sua participação activa na tomada de decisões”. O OP de Albufeira realiza-se pelo segundo ano consecutivo, sendo que logo na primeira edição teve uma forte adesão tendo como projecto vencedor o “Centro de Bem-Estar Animal de Albufeira”, actualmente em esxecução. pub


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lagoa silves monchique

Festival das Aves volta a Sagres pág. 16

Vinho em destaque na FATACIL deste ano Certame anima Lagoa a partir desta sexta-feira até dia 30 de Agosto A 36ª FATACIL – Feira de Arte-

sanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa decorre a partir desta sexta-feira e até ao próximo dia 30 no Parque Municipal de Feiras e Exposições. Trata-se de uma das maiores feiras nacionais, que tem, este ano, como tema o “Vinho e a Vinha” – no âmbito da programação do Município de Lagoa para 2015: “Ano do Vinho e da Vinha – Lagoa Sabor da Cultura” – e integra uma grande Mostra de Vinhos Portugueses, de diversas regiões vitivinícolas nacionais, com a presença de empresas produtoras e distribuidoras das regiões do Algarve, Alentejo, Península de Setúbal, Ribatejo, Lisboa, Beira Interior, Dão, Bairrada, Douro, Vinhos Verdes, Madeira. Cada dia do programa da FATACIL 2015 terá um tema com actividades alusivas ao mesmo. Conforme refere a autarquia lagoense em nota de imprensa, “é indiscutível a importância da FATACIL na criação de riqueza, concretização de negócios, promoção e comercia-

d.r.

lização de marcas, produtos e serviços de empresas expositoras e patrocinadores, junto dos residentes e dos turistas nacionais e estrangeiros a passar férias no Algarve, tendo muitos deles já colocado este evento no seu roteiro obrigatório”.

FATACIL REGISTA CRESCIMENTO DE 17% Este ano a FATACIL re-

gista um crescimento de cerca de 17% em relação a 2014, com 700 expositores: Sector Comercial/Industrial – 275; Sector Artesanato Nacional e Internacional – 200; Sector Institucional – 40; Sector Agro-pecuário – 150 e Sector Gastronómico – 35. Apresentando artesanato ao vivo; exposição de comércio e indústria; gastronomia variada; espectáculos equestres: Noite Ibérica - A Arte Equestre Portuguesa e Espanhola, Doma Natural de Cavalos, Concursos de Saltos de Obstáculos, de Modelo e Andamentos, Equitação de Trabalho, Desfile de Trajes à Portuguesa, Apresentação do Centro Hípico Belmonte, Baptismos Equestres e Exposição de 100 Cavalos Lu-

ÔÔ A apresentação da 36ª FATACIL teve lugar na Quinta dos Vales em Estômbar sitanos; exposição de animais, parque de diversões; animações de rua e concertos com artistas de renome, a 36ª FATACIL conta com três palcos: o Palco Fatacil (principal), situado no mesmo local de 2014 mas com maior capacidade para público, devido a alterações feitas no seu posicionamento - Concertos (22.30 h): dia 21, Carminho; dia 22, Os Azeitonas; dia 23, David Carreira; dia 24, The Black Mamba; dia 25, Quim Barreiros; dia 26, Amor

Electro; dia 27, João Pedro Pais; dia 28, Richie Campbell; dia 29, Daniela Mercury e dia 30, Anselmo Ralph; o Palco Lagoa, no recinto das Tasquinhas, onde actuarão artistas locais e regionais, com o principal objectivo de promover os valores do concelho de Lagoa em particular e do Algarve em geral. Neste palco, nos três últimos dias da feira, vão realizar-se, pela primeira vez, “After Hours”, da 1 às 3 horas, com música de dj’s; o Palco Cultura,

situado junto ao restaurante principal, vai ter como cartaz a actuação de Ranchos Folclóricos do barlavento ao sotavento algarvio.

FEIRA TERÁ CERCA DE 40% DE EXPOSITORES NOVOS O Espaço

“aMARaTERRA” (grande mostra dos produtos de excelência do Algarve) é coordenado pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, parceiro institucional do Muni-

cípio de Lagoa, desde 1996, promovendo e valorizando os produtos de qualidade da região do Algarve, dando-os a conhecer aos algarvios e a todos os visitantes. Como novidades, a FATACIL 2015 terá cerca de 40% de expositores novos, mais artesãos a trabalhar ao vivo, maior diversidade regional no sector gastronómico, maior oferta cultural e de projectos interactivos com os visitantes, aumento da capacidade dos parques de estacionamento, reforço dos meios de prevenção e emergência médica da feira, nomeadamente com a certificação de DAE (Desfibrilhação Automática Externa), criação no recinto da feira de um espaço para colóquios e palestras integrados no programa e, pela primeira vez, o lançamento de uma pulseira-passe para os dez dias, com o valor de 20 euros, custando o bilhete individual 3,50 e o bilhete para família de quatro pessoas, 12,50 euros. O horário da feira é das 18 à 1 hora.

PRAGA PODE ORIGINAR GRAVES PROBLEMAS DE SAÚDE PÚBLICA

FEIRA MEDIEVAL

Silves recolheu 250 quilos de resíduos Câmara de Lagoa combate a lagarta do pinheiro A CAMPANHA DE RECOLHA e

separação de resíduos desenvolvida pelo Município de Silves permitiu a recolha de 101 quilos de embalagens e 144 quilos de cartão. Ao todo, 59 munícipes colaboraram e receberam bilhetes para a Feira Medieval e para os espectáculos que se realizam nesse evento. Segundo informa, a autarquia pondera “a realização de nova campanha na próxima edição da feira, com algumas melhorias, nomeadamente a possibilidade de os resíduos serem recolhidos nas várias freguesias, de modo a ter maior

d.r.

adesão dos munícipes, facilitando-lhes a entrega dos materiais que se destinam a reciclagem”. A campanha decorreu entre 27 de Julho e 7 de Agosto, sendo dinamizada pela Divisão de Serviços Urbanos e Ambiente, em colaboração com a Comissão Organizadora da Feira Medieval.

A CÂMARA DE LAGOA está a

realizar, desde o passado mês de Junho, uma campanha de combate à lagarta do pinheiro, colocando cintas adesivas nos pinheiros localizados em zonas públicas e, em particular, nas escolas de ensino básico, pretendendo, assim, contribuir para o controlo da processionária do pinheiro. A acção é acompanhada por um folheto explicativo, que é enviado aos munícipes junto aos recibos da água, e vai continuar até ao final de Agosto, sendo “complementada com a colocação de ninhos de Chapim nas

escolas, pelo facto destas aves incluírem na sua alimentação a lagarta do pinheiro, o que faz com que sejam um dos seus maiores predadores”, explica autarquia lagoense. A lagarta do pinheiro é um insecto desfolhador que ataca pinheiros e cedros. Embora não cause a morte das árvores, os seus sucessivos ataques e desfolhas muito severas levam ao enfraquecimento das mesmas e à sua predisposição a outros agentes secundários, podendo levar à morte. A lagarta, a partir do terceiro estádio, no Inverno, possui

d.r.

ÔÔ A lagarta é perigosa para humanos mas também para animais pelos urticantes que causam alergias na pele, globo ocular e aparelho respiratório. Dependendo da sensibilidade de cada pessoa, estes sintomas podem manifestar-se na forma de urticária, irritações

nos olhos e dificuldade em respirar. A praga também afecta os animais domésticos, por isso se tiver um e notar alguma alteração, geralmente na coloração da língua, deve recorrer ao veterinário.


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lagos vila do bispo aljezur

Acidentes na EN 125 já fizeram 11 mortes este ano pág. 17

Ponte D. Maria reaberta ao trânsito Lagos com mobilidade reforçada após uma obra que demorou mais de três anos d.r.

Ricardo Claro ricardoc.postal@gmail.com

UM MÊS DEPOIS DA DATA ANTECIPADA ao POSTAL pela pre-

sidente da Câmara de Lagos, abriu ao trânsito na passada semana a Ponte D. Maria que une naquela cidade algarvia as margens da Ribeira de Bensafrim, dentro do perímetro urbano. Passa agora novamente a ser possível utilizar este acesso preferencial para quem deseja aceder do centro da cidade à zona da Marina, à Meia Praia e à zona alta poente, sobranceira à Marina de Lagos. Três anos e meio depois de encerrada devido a perigo eminente de derrocada, a infra-estrutura, que a autarca afirmou ao POSTAL “ser fundamental para a circulação viária dentro da cidade e do concelho”, volta a estar disponível, num investimento de um milhão, 93 mil e 248 euros, comparticipados em 65% por fundos oriundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional, cabendo à edilidade suportar o restante. Em declarações à Lusa, a presidente da autarquia Maria Joaquina Matos fez questão de “agradecer a colaboração das várias entidades em todo o decorrer do processo, nomeadamente à

ÔÔ Ponte voltou a unir as duas margens da cidade Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, à Agência Portuguesa do Ambiente, à Direcção Regional de Cultura do Algarve, à empresa Águas do Algarve e à EDP”. Para o executivo municipal, a conclusão desta obra é considerada “um marco relevante para Lagos”, por permitir “resolver uma situação de acessibilidades, vital para a ligação entre margens e o bom funcionamento de equipamentos (escolares e outros), das unidades hoteleiras, empresas e comércio,

da marina e infra-estruturas portuárias e ferroviárias, que, desde 2012, vinham sentindo algum prejuízo nas suas actividades”.

OS DETALHES DA OBRA Acima de tudo a intervenção estrutural foi a mais importante nos trabalhos realizados na Ponte D. Maria, com reforço estrutural dos pilares com microestacas, a reabilitação arquitectónica da obra de arte e a construção de um novo tabuleiro. Este, totalmente novo, apresenta agora uma configuração que situa ao mesmo ní-

vel - embora fisicamente separados - as vias rodoviárias e os passeios entretanto alargados para permitir a circulação concomitante de peões e ciclistas. Com 11,75 metros de largura e duas faixas de rodagem de 6,5 metros cada, a ponte pode no futuro com este sistema de nivelamento de passeios e vias rodoviárias ser reconfigurada para poder abranger mais uma faixa de rodagem.

MOBILIDADE REFORÇADA Lagos

apresenta depois da reabertura da Ponte D. Maria e em conjunto com a recente-

mente inaugurada Variante de Lagos à EN 125 uma mobilidade reforçada de forma assinalável, acabando com dois dos mais fortes constrangimentos ao tráfego da cidade. Recorde-se que a Variante Norte permite, desde o início de Julho, que o trânsito da EN 125 que atravessava Lagos de este para oeste e vice-versa se passe a fazer sem percorrer todo o miolo urbano da cidade, encurtando a travessia de Lagos em cerca de 10,5 quilómetros. Para tanto investiram-se perto de 3,5 milhões de euros na construção da obra que une, numa extensão de cerca de 1,5 quilómetros, a rotunda do Modelo à Rotunda da Praia da Luz, atravessando toda a extensão do Vale da Fonte Coberta. A variante garante ainda ligação à Via do Infante de forma mais eficiente para quem chega a Lagos vindo de Vila do Bispo, uma vez que se encontra ligada à rotunda intermédia do acesso da cidade à A22. A ligação da nova variante à rotunda da Marina de Lagos e à EN 125 em direcção a Portimão faz-se agora a partir da rotunda do Modelo através da Avenida da Fonte Coberta, passando pela rotunda da Caravela.

ASSOCIAÇÃO TERRAS DO INFANTE ENTREGA VIATURA

Aljezur recebe veículo de combate a incêndios A EQUIPA MUNICIPAL DE INTERVENÇÃO FLORESTAL DE ALJEZUR recebeu na semana

passada um novo veículo de primeira intervenção para operar no território dos municípios de Aljezur, Lagos e Vila do Bispo, no âmbito da prevenção, vigilância e combate aos incêndios florestais. Adquirido pela Terras do Infante - Associação de Municípios,

com um custo total de 58 mil e 500 euros, destina-se a substituir o antigo veículo com dez anos de serviço e mais de 171 mil quilómetros percorridos. Equipado com depósito de água, grupo motobomba, agulhetas, mangueiras e material sapador, este novo equipamento vai potenciar as acções desenvolvidas pelos cinco sapadores florestais que consti-

tuem esta equipa sediada no concelho de Aljezur, com uma extensa área florestal e um risco elevado de incêndios em espaço natural. A iniciativa enquadra-se no esforço desenvolvido ao longo da última década pela Associação Terras do Infante e pelos municípios que a constituem, no âmbito da defesa da floresta contra incêndios.

d.r.

ÔÔ Veículo vai operar nos concelhos de Aljezur, Lagos e Vila do Bispo

AVENTURA

Passeio pedestre para ‘viajar’ entre Vila do Bispo e Sagres d.r.

VILA DO BISPO PROMOVE o passeio “Paisagens Partilhadas: Geologia, Arqueologia & Natureza” no próximo dia 6 de Setembro, no âmbito da iniciativa “Actividades Ciência Viva no Verão”. O percurso tem a duração de quatro horas e a idade mínima para participar nesta iniciativa é dez anos. Para participar é obrigatório proceder à respectiva inscrição em http://www. cienciaviva.pt. Trata-se de um passeio pedestre de dez quilómetros, entre Vila do Bispo e Sagres, entre o megalitismo menírico de Vila do Bispo, a Reserva Biogenética do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e as arrebatadoras paisagens geológicas do Martinhal. Assim, ao longo de um percurso linear de cerca de dez quilómetros, os participantes terão a oportunidade de contactar com um diversificado complexo paisagístico a nível natural e cultural, de inegável beleza e pleno de singularidades locais. As paisagens visitadas serão partilhadas por diferentes mas complementares perspectivas: Natureza (fauna e flora), Geologia, Arqueologia, História e Etnografia. O percurso será guiado por Ana Carla Cabrita (guia de natureza), Beatriz Oliveira (investigadora da Geologia e Paleontologia locais) e Ricardo Soares (arqueólogo da Câmara de Vila do Bispo). Esta actividade conta com o apoio da Câmara de Vila do Bispo.


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lagos

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vila do bispo

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Festival das Aves volta a Sagres Evento propõe cerca de duzentas actividades com muitas novidades O FESTIVAL DE OBSERVAÇÃO DE AVES & ACTIVIDADES DE NATUREZA , em Sagres, no

concelho de Vila do Bispo, vai decorrer entre 1 e 4 de Outubro. Este ano, o maior evento de observação de aves do país, que trouxe ao concelho o prémio de “Município do Ano”, tem previsto cerca de duzentas actividades, e como já vem sendo habitual, muitas novidades. Ateliers de educação ambiental, observação de golfinhos ou aves, passeios com burro ou cavalo, caminhadas pedestres, mini-cursos sobre vários temas, visitas guiadas sobre a história de Sagres, passeios interpretativos de flora, geologia e arqueologia, sessões de anilhagem de aves, passeios orientados por pessoas locais, várias palestras que darão a conhecer projectos de conservação são ape-

nas algumas das actividades disponíveis durante os quatro dias do festival. A complementar as actividades de natureza e para proporcionar momentos de descontracção, estão também previstas sessões de yoga, alongamentos e massagens. O evento, promovido pela Câmara de Vila do Bispo juntamente com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e com a Almargem, acontece nesta altura do ano para coincidir com a época alta da migração outonal, altura em que as aves migradoras abandonam o nosso país rumo às terras quentes de África. Celebra-se também a nível europeu, nesta mesma altura, o Fim de Semana de Observação das Aves. Segundo Adelino Soares, presidente do Município de Vila do Bispo, “o evento tem

d.r.

ÔÔ Festival atrai cada vez mais visitantes nacionais e estrangeiros a Vila do Bispo contribuído para consolidar Vila do Bispo como um importante destino de Turismo

PROJECTO PRETENDE ENCAMINHAR AS EMBALAGENS PRODUZIDAS DURANTE O VERÃO

de Natureza, atraindo cada vez mais visitantes nacionais e estrangeiros. O investimen-

to feito nesta iniciativa, que decorre na chamada época baixa do ponto de vista

turístico, tem-se reflectido positivamente nos restantes meses do ano, com turistas a regressarem e a usufruírem dos serviços das empresas locais parceiras do Festival”. Quem desejar participar deve consultar o programa do festival, disponível durante o mês de Agosto no site do evento (http://www. birdwatchingsagres.com/) e inscrever-se nas actividades que deseja. “Existem actividades gratuitas e outras, dinamizadas pelas empresas parceiras, que apresentam um preço especial de Festival”, informa a organização. “Todos os anos há muitas actividades que esgotam pouco tempo após a abertura das inscrições, pelo que, quem desejar participar deve inscrever-se rapidamente!”, aconselha.

LAURETE VAI DAR NOME A RUA SITUADA NA URBANIZAÇÃO DO PORTO DE MÓS

Campanha “Vidra-te em Mim” inicia-se Lagos presta homenagem a defensora em Lagos de emigrantes em França d.r.

O OBJECTIVO DA CAMPANHA “VIDRA-TE EM MIM”, é garantir

o correcto encaminhamento das embalagens de vidro produzidas durante o período de Verão do Algarve. A acção é exclusivamente direccionada aos estabelecimentos comerciais (canal Horeca) e iniciou-se em Lagos no final de Julho. De acordo com a ALGAR, entidade promotora desta campanha, “o projecto pretende promover o desvio dos recicláveis provenientes do comércio e serviços da eventual deposição em aterro; aumentar as quantidades de embalagens recicladas recolhidas; melhorar a qualidade desse material e eliminar a má prática (ambiental e social) da sua deposição à volta dos ecopontos existentes na via pública. Com o objectivo de minimizar aquela má prática e oferecer mais possibilidades para uma maior colaboração da população na reciclagem das embalagens de vidro, estão a ser colocados, para o canal Horeca, novos ecopontos na via pública, com sistema de baldeamento assistido,

ÔÔ Iniciativa é direccionada aos estabelecimentos comerciais disponibilizando-se assim uma maior capacidade de deposição”. Segundo a ALGAR, “os referidos equipamentos (consultar www.algar.com.pt) facilitam muito o processo da deposição das embalagens de vidro no ecoponto, realizado pelos estabelecimentos comerciais, uma vez que apenas será necessário utilizar um contentor, que será cedido pela ALGAR (120 L), fixando-o ao ecoponto e, através de baldeamento assistido, o material contido no seu interior é descarregado rapidamente para o ecoponto do vidro”. Os contentores estão a ser colocados na Marina de Lagos; Rua

Victor da Costa e Silva (traseiras do Restaurante Adega da Marina); Rua José da Conceição Conde (junto aos balneários públicos – Luz); Praça Infante D. Henrique e Avenida dos Descobrimentos (junto ao tribunal de Lagos). De referir que esta acção, exclusivamente dirigida a estabelecimentos comerciais (nomeadamente bares, cafés e restaurantes), teve início nos concelhos de Lagos e Silves, devendo alargar-se posteriormente a toda a região. Assim, os estabelecimentos que estiverem interessados em depositar o seu vidro nos contentores cyclea devem contactar o telefone 282 780 520.

d.r.

A CÂMARA DE LAGOS vai pres-

tar homenagem à filha da terra Laurete de Jesus Fonseca (19362001), perpetuando o seu nome na história da cidade de Lagos. A cerimónia de descerramento de uma placa toponímica, de cariz público, vai ter lugar no próximo sábado, a partir das 10.30 horas, no Salão Nobre dos Antigos Paços do Concelho, na Praça Gil Eanes. A iniciativa será composta por dois momentos: uma Sessão Solene de Homenagem a Laurete de Jesus Fonseca, em reconhecimento pelo seu importante papel na defesa dos direitos dos emigrantes portugueses, em França, nos anos 60/70 e um segundo momento que consistirá no descerramento da placa toponímica, atribuída a uma rua situada na Urbanização do Porto de Mós.

QUEM FOI LAURETE Laurete de

Jesus Fonseca nasceu a 18 Julho de 1936, na Rua das Alegrias, em Lagos. Casada com Carlos Fonseca, partiu para França em Novembro de 1962, na altura

ÔÔ Laurete destacou-se pelos seus gestos altruístas e solidários em que a ditadura de Salazar e a perseguição da polícia política provocou uma enorme vaga de emigração. Depois de uma estadia na Argélia, a família volta a França em 1968 instalando-se em Massy, um bairro às portas de Paris, próximo do “bidonville” onde se encontravam tantos outros emigrantes portugueses. Tudo corria relativamente bem, até que em 1971, a situação se torna difícil para os emigrantes que viviam em Massy... O Governo decide acelerar a destruição das barracas do “bidonville”, mas Laurete é a intermediária do povo

num protesto juntamente com centenas de portugueses para se oporem a esta decisão... O Estado francês acabou por responsabilizá-la pela desordem pública e Laurete viu-se na eminência de pagar caro pelos seus gestos altruístas e solidários, correndo sério risco de expulsão do país. Várias pressões continuaram a ser exercidas sobre ela durante muitos anos, mas Laurete resiste e acaba por ficar em França (Massy) onde, sempre muito estimada pela comunidade local, viveu o resto dos seus dias. Vítima de doença, viria a falecer em Janeiro de 2001.


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região

Modernização da Linha do Algarve custa 860 mil euros pág. 18

Consultório do Consumidor Leitura do contador “Mudei de comercializador de energia eléctrica. Agora quem faz as leituras do contador?”

A DECO responde... Cabe ao operador da rede de distribuição assegurar a leitura presencial do contador a cada três meses. Esta leitura também pode ser feita por si ou pelo seu comercializador. Para garantir que paga a electricidade que realmente gasta, o melhor é comunicar mensalmente a leitura ao comercializador. Pode fazê-lo por telefone ou através de meios electrónicos (site, aplicações móveis ou SMS). Por lei, as facturas devem indicar uma linha de apoio ao cliente, que esclareça a melhor forma de transmitir as leituras. Na factura, encontra também o CPE (Código do Ponto de Entrega, aplicável à electricidade). É um código alfanumérico que permite identifica r o loca l exac to da instalação de electricidade da sua casa. É constituído por 2 letras no início (identificam o país), seguidas de 16 números (os 4 primeiros identificam o operador de rede) e, no final, mais 2 letras, num total de 20 caracteres. Sempre que comunicar a leitura, tenha presente o número de cliente (também está na factura), o NIF do titular do contrato e o CPE. Esteja atento à data limite para enviar a informação (algumas facturas indicam-na), de forma a garantir que a leitura real será considerada na factura do mês seguinte. No contador, retire os números com o fundo de cor branca ou preta. Ignore as casas decimais. Nalguns contadores mais antigos, pode existir uma separação do número com uma vírgula ou em fundo vermelho. Ignore esses números também. Se tiver uma tarifa bi-horária, retire as leituras dos períodos de vazio e fora de vazio. Para a tarifa tri-horária, considere também a leitura das horas de ponta. Em caso de dúvida, contacte a linha de apoio ao cliente.

Acidentes na EN 125 já fizeram 11 mortes este ano Vítimas representam um terço do total de 29 falecimentos em todo o Algarve d.r.

A GNR JÁ REGISTOU, desde

o início do ano e até 17 de Agosto, 11 vítimas mortais na Estrada Nacional 125, que atravessa longitudinalmente o Algarve, tendo as últimas três sido motivadas por uma colisão frontal ocorrida na passada segunda-feira. Os dados dos acidentes que a Guarda Nacional Republicana (GNR) registou desde 1 de Janeiro, e aos quais a Lusa teve acesso, dão conta de oito vítimas mortais até 16 de Agosto, mas o número aumentou logo no dia seguinte, com a morte de três jovens entre os 19 e os 24 anos cujo veículo colidiu com outro automóvel ligeiro na zona da Patã, no concelho de Loulé. Este número representa cerca de um terço das 29 vítimas mortais registadas nos primeiros oito meses de 2015 em todas as vias da principal região turística de Portugal e iguala já o total de mortos que a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) contabilizou no dis-

ÔÔ A EN 125 é a única solução para evitar o pagamento de portagens na Via do Infante (A 22) trito de Faro em todo o ano de 2014. Do total de 11 mortes registadas em acidentes rodoviários na Estrada Nacional 125 (EN 125) desde o início do ano e até segunda-feira, mais de metade ocorreram no Verão, período de maior afluência de turistas ao Algarve e no qual a população presente na região quase que triplica. Além das três mortes re-

gistadas na colisão frontal ocorrida na segunda-feira, a EN 125 também foi o cenário de outro acidente fatal com duas vítimas mortais, verificado a 9 de Agosto, quando outros dois veículos ligeiros chocaram, na zona de Lagoa, causando também quatro feridos graves. A 18 de Julho, por ocasião da concentração de motos de Faro, uma mulher de 24 anos

também perdeu a vida após ter sido colhida por um motociclo, na EN125/10, estrada que faz a ligação ao aeroporto de Faro e ao recinto onde se realiza a concentração. A estas seis mortes, somam-se cinco registadas até ao início do Verão, o que perfaz um total de 11 vítimas mortais desde o início do ano de 2015 na EN 125, a única estrada alternativa à Via do

Infante (A22) e a única solução para evitar o pagamento de portagens na antiga Auto-estrada Sem Custos para o Utilizador (SCUT) do Algarve. As 11 vítimas mortais representam cerca de um terço do total de 29 mortes verificadas pela GNR nos primeiros oito meses do ano em todo o Algarve, de acordo com os dados fornecidos pela GNR. Assim, nos primeiros oito meses deste ano, já foi registado no Algarve o mesmo número de mortes contabilizado em todo o ano de 2014 pela Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária na região. Os 29 mortos verificados até segunda-feira no Algarve igualam assim o número de vítimas mortais de 2014, superam as 21 mortes registadas em 2013, mas ficam aquém dos 43 mortos que ANSR contabilizou em 2012, primeiro ano da entrada em vigor das portagens na Via do Infante. Lusa

IPMA ADMITE QUE A SITUAÇÃO SE INTENSIFIQUE TENDO EM CONTA A ÉPOCA DO ANO

Quase 80% do território continental em seca severa ou extrema A SECA SEVERA OU EXTREMA afectava já 79% do território continental no final de Julho, segundo o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), que admite que a situação se intensifique tendo em conta a época do ano. O último boletim climatológico do IPMA indica ainda que os restantes 21% do território nacional estavam em seca fraca a moderada. Em 31 de Julho, segundo o índice meteorológico de seca PDSI, que tem em conta os dados da quantidade de precipitação, temperatura do ar

e capacidade de água disponível no solo, a situação de seca mantinha-se em todo o território, verificando-se um ligeiro aumento nas classes de seca severa e extrema face ao mês anterior. “Tendo em conta a época do ano, é expectável que a situação de seca meteorológica se mantenha ou intensifique”, salienta o IPMA. Julho foi um mês quente e seco com valores da temperatura média na ordem dos 23,2 graus, superiores ao normal, e da temperatura máxima na ordem dos 30,4

d.r.

ÔÔ Seca tem vindo a agravar-se graus, o nono valor mais elevado desde 1931 e o quinto mais alto desde 2000.

A temperatura mais elevada foi registada no dia 16, em Mirandela (Bragança), quando os termómetros chegaram aos 42,1 graus, enquanto a mais baixa, 5,9 graus, ocorreu no dia 02 em Montalegre (Vila Real). Durante o mês de Julho registou-se igualmente uma onda de calor com a duração de seis dias nas estações meteorológicas de Mirandela, Guarda, Portalegre, Évora e Mértola. Mirandela, Reguengos, Amareleja e Mértola tiveram temperaturas superio-

res a 30 graus durante os 31 dias do mês. A quantidade de precipitação, 3,5 milímetros, foi inferior ao valor médio (13,8 milímetros), seguindo a tendência dos últimos oito meses. A quantidade de água armazenada em Julho desceu em todas as bacias hidrográficas, das 59 albufeiras monitorizadas, sete apresentavam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e três tinham disponibilidades inferiores a 40%. Lusa


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região

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Modernização da Linha do Algarve custa 860 mil euros Alcantarilha, Estômbar, Silves e Mexilhoeira entre os novos troços intervencionados A EMPREITADA de substitui-

ção de travessas de madeira por betão, nas estações de Alcantarilha, Silves, Estômbar e Mexilhoeira Grande foi consignada no passado dia 31 de Julho. A medida dá “continuidade ao plano de investimentos previstos para a Linha do Algarve, visando a melhoria da eficiência e competitividade do sistema ferroviário”, refere a Infra-estruturas de Portugal em comunicado de imprensa enviado à nossa redacção. A intervenção, adjudicada à empresa OPWAY pelo valor de 549 mil e 436 euros e um prazo de execução de 90 dias, que engloba tam-

bém a substituição de carris de barra curta por carril de barra longa soldada, é complementar às já executadas nas estações de Olhão, Fuzeta, Tavira, Cacela e Vila Real de Santo António e tem em vista o reforço das condições de segurança, o incremento da disponibilidade e fiabilidade da infra-estrutura e do conforto para os passageiros. “No primeiro semestre de 2015 foram concretizadas, na Linha do Algarve, as empreitadas de alteamento das plataformas das Estações de Portimão e Cacela, com o objectivo de facilitar o processo de embarque/desembarque dos passageiros, e desenvolvidas várias acções mitiga-

d.r.

ÔÔ Investimentos visam a melhoria da eficiência e competitividade do sistema ferroviário doras da prática de atravessamento indevido do canal

ferroviário por parte de confinantes e transeuntes, ob-

viando situações de risco para os infractores e para a

tripulação e passageiros dos comboios”, informa a Infra-estruturas de Portugal. “Encontram-se em curso os trabalhos de substituição da cobertura do edifício de passageiros da Estação de Albufeira e renovação de instalações sanitárias e o alteamento das plataformas das Estações de Vila Real de Santo António e Fuseta”, acrescenta. Até ao final de 2015 será ainda concretizado o alteamento das plataformas da Estação de Silves, com um custo estimado de 160 mil euros. Estas intervenções representam um investimento global na ordem dos 860 mil euros. pub


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rir é o melhor remédio Caça grossa Dizia um caçador lisboeta numa tasca alentejana depois de um dia de caça: - Hoje cacei 100 coelhos, 200 perdizes e 300 tordos. Diz-lhe um alentejano: - Atão você é tal e qual coma mim.

- Ah! Então o senhor também é caçador? - Nã senhori, sou munta mentiroso!

Cogumelos venenosos - A minha primeira mulher morreu por ter comido cogumelos

venenosos, coitadinha... - Oh, que horror! E a segunda? - A segunda morreu com uma pancada na cabeça. - Ah!... Como foi isso? - Não queria comer os cogumelos...

Enterro da sogra À porta do cemitério há uma grande bicha de homens. Por curiosidade ele vai perguntar o que é. Responde-lhe um homem com um lobo d’Alsácia à trela: - Foi o enterro da minha sogra, mordida na garganta por este

zzz

meu cão. - Ah! - diz o outro, um pouco espantado - Olhe lá! E o senhor não me quer vender esse belo animal? - Bem. Talvez se chegue a um acordo. Entre aí na bicha e espere pela sua vez.

lazer agenda cultural

Albufeira Escultura e pintura Exposição de pintura de Jorge Cabrita e de pintura de Monika Matias, na Galeria Municipal. Até 11 de Setembro.

Alcoutim Pintura Exposição de Dominique Chaumelle, “Fil tiré – Raci-

agenda cinema FARO CINEMAS NOS FORUM ALGARVE 289 887 212 Férias* (m/14) | Sala 1 | 12h50, 15h45, 21h25, 23h45 » Descarrilada (m/14) | Sala 1 | 18h25 » Sininho e a Lenda do Monstro do Nunca* (m/6) | Sala 2 | 13h10, 15h35, 17h30, 19h35 (diariamente), 11h10 (Sáb e Dom) » A Família Bélier* (m/12) | Sala 2 | 21h35, 00h00 » O Pátio das Cantigas (m/12) | Sala 3 | 13h20, 15h55, 18h35, 21h15, 23h50 » Divertida-Mente (m/6) | Sala 3 | 11h00 (Sáb e Dom) » Quarteto Fantástico (m/12) | Sala 4 | 21h40, 00h05 » Mínimos (m/6) | Sala 4 | 13h00, 15h15, 17h20, 19h25 » Missão Impossível - Nação Secreta (m/12) | Sala 5 | 12h35, 15h25, 18h15, 21h05, 23h55 »

nes coupés”, de segunda a sexta-feira, das 8.30 às 13 e das 14 às 16.30 horas, na Casa dos Condes. Até dia 28.

Faro Teatro Nilton ao Vivo, sexta-feira, dia 28, às 21.30 horas, no Teatro Lethes.

LAGOA Música Concertos na XXXVI FATACIL, diariamente, às 22.30 horas. Entre 21 e 30 de Agosto.

LAGOs Música

na Praça do Infante/Cais das Descobertas.

Portimão

Loulé

Exposição de Elsa Martins Esteves, “Entre o Rio e o Mar”, na EMARP. Até 11 de Setembro.

Pintura Exposição de Artemisa Santa Rita, na Galeria de Arte da Associação Social e Cultural de Almancil. Até 25 de Setembro.

Fotografia

São Brás Pintura Exposição de Yvonne Landsbergen, “Cores de Verão”, no

Festival Caixa a Sul, sexta-feira, dia 22, às 22 horas,

Missão Impossível - Nação Secreta (m/12) | Sala 1 | 17h00, 21h30 (diariamente), 00h00 (Sex, Sáb) » Mínimos (m/6) |Sala 1 | 14h40, 19h30 » O Pátio das Cantigas (m/12) | Sala 2 | 19h00, 21h30 (diariamente), 00h00 (Sex e Sáb) » Divertida-Mente (m/6) | Sala 2 | 17h00

OLHÃO C. C. Ria Shopping 289 703 332 Missão Impossível - Nação Secreta (m/12) | Sala 1 | 15h30, 18h30, 21h30 (diariamente), 23h45 (Sex, Sáb) » O Pátio das Cantigas (m/12) | Sala 2 | 15h30, 18h30, 21h30 (diariamente) 23h45 (Sex e Sáb)

Tavira Música Concerto de Pedro Abrunhosa & Comité Caviar, sexta-feira, dia 21, às 22 horas, no Parque do Palácio da Galeria.

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Centro Museológico do Alportel. Até 30 de Setembro.

» Mínimos (m/6) | Sala 3 | 13h30, 15h30 (diariamente), 10h30, 13h30, 15h30 (Dom) » A Família Bélier* (m/12) | Sala 3 | 17h30, 19h30, 21h30 (diariamente), 23h30 (Sex e Sáb)

CINEMAS DE PORTIMÃO 282 411 888 Sininho e a Lenda do Monstro do Nunca (m/6) | Sala 1 | 13h45, 15h15 » Missão Impossível - Nação Secreta (m/12) | Sala 1 | 16h45, 21h30, 00h00 » Mínimos (m/6) | Sala 1 | 19h15 » Mínimos (m/6) | Sala 2 | 13h45 » Férias* (m/14) | Sala 2 | 15h30, 19h45, 21h45 » O Pátio das Cantigas (m/12) | Sala 2 | 17h30

Gran-Plaza Cinemas Nos 16996 Missão Impossível - Nação Secreta (m/12) | Sala 1 | 12h45, 15h40, 18h30, 21h20, 00h15 » Férias* (m/14) | Sala 2 | 13h00, 15h30, 18h10, 21h10, 23h45 » Pátio das Cantigas (m/6) | Sala 3 | 12h50, 15h20, 18h00, 21h00, 23h50 » Mínimos (m/16) | Sala 4 | 13h10, 15h50; 18h20 (diariamente), 10h50 (Dom) » Um Encontro com o Destino (m/12) | Sala 4 | 21h25, 23h40 » A Família Bélier* (m/12) | Sala 5 | 13h30, 16h00, 21h30, 23h55 » Descarrilada (m/14) | Sala 5 | 18h35

horóscopo Carneiro (de 21/03 a 20/04) Terá excelentes oportunidades para tornar a sua vida sentimental viva e apaixonante.

Touro (de 21/04 a 20/05) A harmonia e o entendimento vão reinar nas suas relações pessoais e profissionais.

Gémeos (de 21/05 a 20/06) Conseguirá ultrapassar todos os obstáculos e desafios que lhe sejam colocados.

Caranguejo (de 21/06 a 22/07) Caso ainda não o tenha feito está num bom período para fazer projectos a longo prazo.

Leão (de 23/07 a 22/08) A sua vida profissional ocupa o primeiro lugar das suas preocupações neste período.

Virgem (de 23/08 a 22/09) Poderá fazer planos para uma compra a longo prazo, tal como casa ou carro.

Balança (de 23/09 a 22/10) Momentos de convívio prometem novos conhecimentos que serão importantes na sua vida afectiva.

Escorpião (de 23/10 a 21/11) Atenção aos excessos alimentares. Terá tendência para o aumento de peso.

Sagitário (de 22/11 a 21/12) A sua vida sentimental poderá ser marcada por significativas modificações.

Capricórnio (de 22/12 a 19/01) O stresse pode instalar-se no seu quotidiano, leve tudo com a maior calma.

Aquário (de 20/01 a 18/02) A sua equipa de trabalho está desmotivada e depende de si alterar o estado das coisas.

Peixes (de 19/02 a 20/03 Fortes oscilações na sua vida sentimental não lhe permitem sentir-se na sua melhor forma.


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Variante a Faro Falta de conclusão de obras à parte, a abertura da Variante Norte a Faro é um momento positivo de especial relevo para Faro e para a região. É caso para dizer “finalmente!” e motivo justificado de celebração (Ler págs. 4 e 5).

EN 125: Estrada da morte Verão ao rubro e trânsito em magotes pela EN 125 são parte da razão pela qual o número de mortes nesta estrada não pára de aumentar. Pela A22 portajada poucos andam e soluções nem vê-las (Ler pág. 17).

O Quartel da Atalaia em Tavira é para dissolver? d.r.

Director: Henrique Dias (CP 3259). Editor: Ricardo Claro (CP 9238). Redacção: Cristina Mendonça (CP 3258), Humberto Ricardo (CP 388) Design: Profissional Gráfica. Colaboradores fotográficos: José A. N. Encarnação “MIRA” Colaboradores: Beja Santos (defesa do consumidor), Nelson Pires (CO76). Departamento Comercial, Publicidade e Assinaturas: Anabela Gonçalves, José Francisco. Propriedade do título: Henrique Manuel Dias Freire Edição: Postal do Algarve Publicações e Editores, Lda. Contribuinte nº 502 597 917. Depósito Legal: nº 20779/88. Registo do Título (dgcs): ERC nº 111 613. Impressão: Naveprinter Distribuição: Banca - Logista, à sexta-feira com o Público/VASP - Sociedade de Transportes e Distribuição, Lda e CTT. Membro: APCT - Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação; API - Associação Portuguesa de Imprensa.

Tiragem desta edição:

9.624 exemplares

Arnaldo Casimiro Anica Capitão na reforma

Como é sabido, a minha profissão na idade adulta foi a de militar, até que me reformaram por ter atingido o limite a isso instituído. Mas, apesar disso, tenho continuado a olhar com atenção para o que com a Tropa se passa. Por isso tenho procurado estar atento a tudo que no Quartel da Atalaia desta cidade se passa, talvez porque resido na sua proximidade imediata. E foi assim que no meu livro “Tavira e o seu Termo” inseri vária informação sobre o mesmo Quartel (ver o volume I, páginas 255 a 269). Mas agora deparei no jornal tavirense POSTAL, de 24-7-2015, página 23, com um artigo do Senhor José Delgado Martins,

ÔÔ O Quartel da Atalaia em Tavira, cuja guarnição - o Regimento de Infantaria 1 - e a sua redução têm suscitado aceso debate

no qual o seu autor, sob o título “O Quartel da Atalaia, que futuro?” propõe que um amplo movimento de opinião procure evitar que o referido Quartel “vá parar a mãos erradas”, acrescentando ele que a sua proposta é de que se impõe ou que consiste na reconversão daquele Quartel num equipamento destinado à instalação de um

Centro Cultural no qual existisse uma área orientada para formação e ensino com outra (área) de natureza museológica orientada para a divulgação de artes visuais e formativas. Ora, nesse contexto, eu permito-me, com toda a consideração pelo referido Senhor José Delgado Martins, apresentar aqui outra proposta diferente

daquela: como se sabe, o Algarve dispôs, desde finais do século XVII, de três unidades militares: uma em Faro; outra em Lagos, junto da residência do Governador Geral do Algarve; e outra em Tavira. A de Faro e a de Lagos eram Regimentos, mas a de Tavira era um Batalhão. Em 1755 em resultado da transferência do referido Go-

Mantenha os pés saudáveis no Verão

Rafaela Nogueira Podologista

Os pés são a base de sustentação de todo o corpo, suportam toda a pressão exercida e, por isso, apesar de a sua pele ser mais espessa e resistente do que a do resto do corpo, sofrem um desgaste diário natural e estão sujeitos a inúmeras agressões. Mais do que uns pés bonitos, é importante ter uns pés saudáveis

e hidratados. Durante o Verão, os pés entram em contacto direto com inúmeras superfícies e o calçado que utilizamos é, por norma, menos resistente e descoberto, por isso, os pés ficam mais expostos e “indefesos”, com maior propensão para a secura do calcanhar e o aparecimento de fissuras, exigindo cuidados especiais. Para manter os pés saudáveis durante o Verão é importante ter em conta os seguintes conselhos: 1 - O tipo de calçado é fundamental para manter os pés saudáveis. O calçado deve ser o mais confortável possível, e deve certificar-se de que está limpo. O calçado apertado e desconfortável pode causar deformações re-

sultantes da fricção direta com a pele, como calosidades na planta dos pés e por cima dos dedos; 2 - Lavar os pés correctamente deve ser uma preocupação. No Verão, os pés estão em maior contacto com o chão. Para garantir que ficam bem limpos, pode recorrer a um gel de lavagem indicado para pés e a uma escova que permita eliminar toda a sujidade e as células mortas. Depois, devem ser bem secos com uma toalha, principalmente entre os dedos, para assegurar que esta zona fica livre de humidade. Os problemas de odor são também muito comuns devido à transpiração. Os anti-transpirantes em pó ou em spray podem ser aplicados diariamente e são

uma boa solução, permitindo eliminar o ambiente quente e húmido que se cria entre o pé e o calçado, muito propício ao desenvolvimento de fungos. Estes produtos permitem também evitar o aparecimento de fissuras entre os dedos, o designado Pé de Atleta. 3 - Hidratação. Deve ser aplicado um creme hidratante diariamente, sobretudo à noite, antes de dormir, para que a pele regenere durante a noite. O creme hidratante pode ser aplicado com uma massagem simples, feita em movimentos circulares e com alguma pressão nas zonas do pé onde a pele estiver mais seca. A aplicação pode ser repetida sempre que sentir a pele dos pés seca.

4 - Na praia e piscinas, ou sempre que os pés estiverem demasiados expostos ao sol, é importante aplicar protector solar nos pés, uma vez que estão tão expostos aos raios ultravioleta como qualquer outra parte do corpo. 5 - Sempre que necessário para remover calosidades utilize limas esfoliantes as elétricas são mais práticas - em média uma a duas vezes por semana, para que a sua utilização não provoque o efeito contrário, ou seja, que a pele se torne mais espessa como mecanismo de defesa. 6 - Se fizer longas caminhadas ou sempre que necessitar de usar sapatos de salto alto, utilize meias sem costuras, protetores de bolhas, protetores de calos ou

vernador para Tavira devido às destruições provocadas pelo Terramoto desse ano, foi resolvido transformar o Batalhão de Tavira em Regimento. Mas como em Tavira não houvesse ainda um quartel, foi resolvido construir um, de raiz, nesta cidade, obra que só teve início em 1795. É precisamente esse o Quartel agora em causa. Isto porque, segundo consta, o Regimento de Infantaria nº 1, que presentemente ocupa este Quartel, vai em breve para o Quartel de Beja e não consta que venha então outro Regimento para Tavira. Não consta, mas eu não creio que o Quartel da Atalaia de Tavira fique abandonado, ou que seja entregue a quem mais dinheiro por ele der. Os governantes do Exército têm obrigação de prevenir, antes de remediar. E prevenir impõe que o Algarve não fique entregue a si próprio, no aspecto aqui em discussão. A cidade de Beja fica muito longe do Algarve. Se quiserem colocar o R.I. nº 1 em Beja, arranjem outro Regimento para o Algarve.

palmilhas que permitam um caminhar mais confortável e protejam de futuros problemas. 7 - Manter as unhas sem verniz durante um determinado período de tempo. No Verão, o calçado mais descoberto faz com que muitas mulheres, por uma questão estética, optem por pintar as unhas. É aconselhável deixar as unhas sem verniz, pelo menos durante dois dias, para que nesse intervalo as placas de queratina se restabeleçam e sejam renovadas com oxigénio. 8 - Espaços como ginásios, balneários ou piscinas são locais propícios a infecções. Fungos, micoses ou manchas, são, por isso, mais comuns durante o Verão - procure os produtos existentes no mercado e aconselhe-se com um profissional de saúde.


21 de Agosto 2015  |  23

O POSTAL

opinião

regressa no dia 11 de Setembro

A oferta e a procura de dados demográficos é a riqueza de um país

Beja Santos

Assessor do Instituto de Defesa do Consumidor e consultor do POSTAL

O livro intitula-se “A Demografia e o País”, e tem como autores Eduardo Anselmo Castro, José Manuel Martins e Carlos Jorge Silva, investigadores universitários, Gradiva, 2015. Esta exultação e exaltação da demografia é uma agradável surpresa, como os autores a apresentam: “Procuramos mostrar que o uso criterioso de informação estatística é um elemento base para uma discussão fundamentada de problemas relevantes para o futuro do país. Esperamos que os decisores políticos encarem o livro como uma ferramenta que os ajudará a fundamentar as suas opções e os incitará a procurar análises mais rigorosas que enquadrem as decisões que lhes cabe tomar. O que neste livro se escreve tem um peso tremendo, tem a ver com a problemática do declínio económico e demográfico do

Interior, estendendo-se a análise ao país. Temos aqui uma ampla reflexão sobre as questões ligadas às dinâmicas da população e às matérias conexas, que vão desde a economia, à educação e à saúde. As previsões detalhadas para Portugal, nomeadamente a desertificação do Interior, tal como as conclusões, não nos podem deixar indiferentes. Desmontam ideias feitas sobre catastrofismos, questões redistributivas e o pensamento escolástico que nos impede de tomar opções correctas no campo das opções políticas macroeconómicas. As previsões demográficas e económicas até 2014 trazem informações aflitivas, e a propósito de previsões os autores falam de responsáveis por tanta distorção e equívoco: os demógrafos tendem a ignorar a economia nas suas previsões, enquanto os economistas projectam crescimentos, influenciados pela dinâmica de um passado recente e ignorando as implicações demográficas dos valores que prevêem. A nossa população vai decrescer, entre 3 e 16%, conforme alguns cenários, esse decréscimo será mais doloroso para o Interior (aproximadamente 25%). E dizem mais: “A par do decréscimo geral, prevê-se um menor peso da população em idade activa,

que passará de 61% em 2010 para 47-49% em 2014. Embora os contrastes sejam mais reduzidos, este peso irá variar entre 45-46% no Interior (mais envelhecido), 48-49%, no Litoral e 53-55% nas ilhas”. E com outra constatação, também ela muito inquietante: “O paradigma do crescimento do emprego irá definitivamente acabar. Trata-se de um facto estranho, quando na ordem do dia estão os dramas de um desemprego generalizado, mas inelutável. O crescimento quantitativo tem de ser substituído por um paradigma qualitativo, que não pode, contudo, pôr de lado a inevitável atracção de imigrantes”. Nada se afigura risonho: menos crescimento, mais desfavoráveis os saldos migratórios, diminuição do emprego mais acentuada do que a redução da população, crescente envelhecimento. E expõem-se grandes mensagens onde se manifesta que não se pode viver sem a demografia: decidiremos sempre muito melhor quando soubermos integrar todas as informações que dispomos, usar bem a informação para saber superar as condicionantes ao desenvolvimento socioeconómico do país. A este propósito escrevem os autores: “Os sistemas de saúde, de ensino, de segurança

d.r.

social são exemplos claros onde a improvisação, a tomada de decisões que ignora os factos e o consequente desperdício de recursos têm de ser substituídos por sistemas integrados de apoio

à decisão, baseados nas melhores previsões das necessidades futuras”. Outra grande mensagem é de que é imperativo uma reforma administrativa integrada onde

hoje temos uma administração regional e local caótica, onde se tomam medidas avulsas e incoerentes. Mais adiante, faz-se a apologia da qualidade, critica-se as portagens nas auto-estradas que impedem a acessibilidade do Interior, haverá que encontrar uma nova formulação: atrair pessoas para que as empresas não tenham de ir embora. E depois: não adiante estimular o investimento sem garantir que há recursos humanos para o sustentar. Os tempos serão maus para a xenofobia ou não? Teremos que saber responder correctamente. E, por último: a insustentabilidade da segurança social é um tigre de papel. É talvez a grande mensagem positiva que os autores nos oferecem: “A morte anunciada do sistema público de segurança social não é minimamente confirmada pelos seus números. A não ser que as dinâmicas passadas se alterem, o efeito positivo da inovação e do progresso técnico será muito mais poderoso do que os impactos combinados do decréscimo e do envelhecimento demográfico”. Os autores estão de parabéns, ganharam a aposta com esta exaltação e exultação da demografia ao serviço do desenvolvimento, do progresso e da qualidade de vida dos portugueses.

Seremos nós o nosso maior inimigo?

Alexandre Ferreira

Licenciado em Património Cultural pela UAlg

Está enraizado em nós o (mau) hábito de desvalorizar o que de bom temos. Somos um povo com uma história profícua na criação de circunstâncias e contextos que favorecem o empobrecimento do nosso corpus intelectual, seja através da expulsão directa (séc. XV com a expulsão dos Judeus), seja do sábio “aconse-

lhamento” aos nossos jovens. Os reflexos deste empobrecimento científico, intelectual e cultural, manifestam-se a cada dia que passa, revelando uma identidade, ainda que riquíssima do ponto de vista histórico, completamente subaproveitada em diversos planos. O plano científico não o trago aqui à baila porque esse, hoje como antes, vê-se obrigado a procurar outros portos de abrigo, para aí florescer e contribuir para o crescimento de outros povos. É certo que vivemos num mundo globalizado, mas a identidade de um povo não se troca por meia dúzia de tostões. Já nos finais do século XV, com a expulsão dos Judeus e Muçulmanos de Portugal, que

tantos benefícios e conhecimentos trouxeram à nossa desdita aventura dos Descobrimentos, forçámos alguns dos maiores sábios a abandonar aquela que até à data era a sua pátria, fosse qual fosse a sua religião. Com esta manifestação de intolerância, ainda que não fosse assim percebida à altura, foi o próprio futuro desta aventura maior, que começámos a hipotecar. A desvalorização do conhecimento só nos leva a um fim... Regressando ao presente, seis séculos decorridos do nosso maior feito enquanto nação, parece que não conseguimos concretizar o desígnio final da História. Com efeito, e como moeda de troca para algo que ainda não nos

é tangível, não só criámos as condições, mas ainda aconselhámos, como exímios educadores das vidas de outrém que somos, a que os nossos maiores valores fossem procurar o seu futuro lá fora. Numa primeira análise, não é de todo chocante. Cada qual deve procurar o melhor para si, seja aonde for! Chocante é, aos olhos deste escriba, o próprio Estado fazer galão de que o melhor é ir para o estrangeiro, sem ter a mínima noção do empobrecimento técnico, científico e cultural que tal medida representa. Porque da competência dos portugueses que ninguém duvide, e não me refiro ao “desenrascanço”. Antes pelo contrário, em diversas áreas do conhe-

cimento, figuras portuguesas conseguiram constituir-se como referências do seu metier. Inúmeros projectos inovadores, da ciência à tecnologia, passando pelo design e pelas artes, criados e desenvolvidos por portugueses são casos de estudo no estrangeiro, onde a grande maioria foi criado. Não quero transformar estas linhas num lamento, mas não me é possível ficar indiferente a três factos: ao impacto social que a emigração tem nos laços familiares e afectivos; ao triste fado de um país desperdiçar os seus maiores talentos, forçando-os a sairem para o estrangeiro para se realizarem; e ao delapidar do corpus científico e técnico que o país está a conhecer,

cujas consequências se irão reflectir, em última instância no próprio desenvolvimento do país (num plano temporal mais curto), agora privado dos seus “cérebros”, mas acima de tudo no empobrecimento da cultura e identidade do nosso país e do nosso povo, se olharmos para um plano temporal mais longo, mas cujo impacto se irá sentir desde cedo. Nestes tempos que tanto se fala na destruição do património cultural da humanidade, olhemos igualmente para este património que é nosso e que tanto estamos a negligenciar. Porque, continuando assim, podemos vir a ser os nossos próprios carrascos! A troco de quê, pergunto eu...


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POSTAL 1148 - 21 AGO 2015 by POSTAL do ALGARVE - Issuu