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Director Henrique Dias Freire • Ano XXVII • Edição 1144 • Quinzenário à sexta-feira • 12 de Junho de 2015 • Preço € 1,40
DESTAQUE 2 TEATRO DAS FIGURAS CELEBRA UMA DÉCADA 4 BAIXA DE FARO REVOLUCIONA O CENTRO DA CIDADE 5 MONCHIQUE IMPLEMENTA PROJECTO-PILOTO DE CAPTAÇÃO DE ÁGUA 6 VILA REAL AVANÇA COM REQUALIFICAÇÃO DA ESTRADA DA MANTA ROTA 7 CLASSIFICADOS 9
24% da mortalidade da região deve-se ao cancro
ÀS SEXTAS EM CONJUNTO COM O PÚBLICO POR €1,60
Os dados do Instituto Nacional de Estatística, da Direcção-Geral de Saúde e da OMS dão mostras do poder devastador da doença. Mas há quem combata o flagelo todos os dias junto da comunidade algarvia, o projecto “Semear Saúde” é um exemplo de sucesso que traz a mensagem para a rua ps. 2 e 3
>
d.r. d.r.
Michael Nyman nos dez anos do Teatro das Figuras
Festival:
Os Ferro Gaita estão entre os nomes do MED que promete três dias de arromba entre 25 e 27 de Junho
Cultura: Dez anos completam-se a 1 de Julho sobre o nascimento do Teatro das Figuras em Faro. O génio de Michael Nyman assinala a data num espectáculo imperdível > 4 d.r.
FARO
Câmara revoluciona o centro da cidade >5
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Monchique aposta no Inverno para ter água
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>8
d.r.
d.r.
VILA REAL
Manta Rota vai ficar com acessos melhorados
>7
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destaque Alunas da UAlg levam luta contra o cancro para a rua Claúdia Brito e Eva Divino agitam consciências numa batalha pela prevenção OS NÚMEROS DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS)
não deixam margem para dúvidas, o cancro é um dos mais sérios flagelos da humanidade e desde que há estatísticas a tendência global da incidência das doenças nas suas mais variadas formas é de aumento. Em 2012, ano dos últimos dados disponibilizados pela (OMS), 8,2 milhões de pessoas morreram de cancro.
APOSTA NA PREVENÇÃO COMO OBJECTIVO De acordo com a
mesma fonte, 30% dos casos de cancro podem ser prevenidos, razão pela qual, sem descurar o apoio aos doentes, a aposta deve ser centrada também na prevenção da doença, nomeadamente na prevenção de práticas que aumentam a probabilidade de desenvolvimento de cancro. Os 30% de casos de cancro evitáveis dependem da acção dos governos e autoridades de saúde em todo o mundo, mas dependem acima de tudo de um reforço da consciência da população em geral para a realidade de que os riscos de desenvolver a doença podem ser minimizados através, fundamentalmente, da alteração de hábitos e comportamentos.
CLAÚDIA BRITO E EVA DIVINO, SÃO O ROSTO DE UM PROJECTO ALGARVIO CONTRA O CANCRO A batalha faz-se pois em várias frentes e no Algarve duas alunas do curso de Educação Social da Universidade do Algarve (UAlg), Claúdia Brito e Eva Divino, são o rosto de um projecto cujo enfoque está em promover a prevenção, a informação e a sensibilização para a problemática do cancro junto da comunidade. Levar a luta contra o cancro para a rua é assim o desafio a que se propuseram as duas alunas da academia algarvia no trabalho que desenvolvem no âmbito do projecto de final de
curso e, em parceria com a Associação Oncológica do Algarve (AOA), as iniciativas do projecto “Semear Saúde” têm-se multiplicado junto dos vários segmentos da comunidade. Mais de uma dezena de acções foram já desenvolvidas pelo projecto que aposta na continuidade para além da vida académica de Cláudia Brito e Eva Divino, envolvendo especialistas de várias áreas conexas com a prevenção do cancro e apostando em ambientes e enquadramentos diversificados como forma de aumentar o espectro da população atingida pelas iniciativas do projecto.
A DURA REALIDADE DOS NÚMEROS DA DOENÇA O trabalho das
duas estudantes é tão meritório quanto o peso dos números que as estatísticas da OMS sobre o cancro revelam. Em 2012, 14,1 milhões de novos casos de cancro foram diagnosticados no mundo, enquanto 32,6 milhões de pessoas - cerca de metade da população total do Reino Unido ou sensivelmente a população de Marrocos - viviam com cancro (com até cinco anos de sobrevivência após o diagnóstico). As mortes, essas saldaram-se em mais de oito milhões. Os dados assustadores não
ÔÔ A equipa que desenvolveu a iniciativa contra o cancro do projecto Semear Saúde na Praia de Faro deixam no entanto de estar aquém da realidade, bastando para perceber a sua inexactidão por defeito a compreensão de que em muitas zonas do globo o diagnóstico é deficiente. Em Portugal os tumores malignos ditaram a morte, em 2013, e de acordo com a Direcção-Geral de Saúde, a mais de 25 mil pessoas, sendo responsáveis por 24,3% dos óbitos registados naquele ano. A verdade crua e dura é que cerca de um quinto das mortes registadas no país em 2013 se deveram a doenças oncológicas (ver página seguinte).
ÔÔ Sensibilização para o problema do melanoma (cancro de pele)
A LUTA PELA PREVENÇÃO FEZ-SE NA PRAIA DE FARO A últi-
ma acção de sensibilização do projecto “Semear Saúde” teve recentemente lugar na Praia de Faro, com um programa virado para a importância de hábitos de vida saudáveis na prevenção do cancro, nomeadamente na área da prática desportiva. Identificada como uma das formas de melhorar o estado de saúde geral e por via disso reforçar a prevenção de doenças cancerígenas, a prática desportiva foi o desafio lançado à população pelas mentoras do projecto nesta iniciativa que adoptou o
nome “Nope 4 Cancer”. Actividades desportivas e recreativas como canoagem, ioga, stand-up paddle, bodyboard, zumba, canoagem e surf foram as propostas lançadas e não faltaram aderentes. Ao mesmo tempo a sensibilização para a problemática do cancro, em particular do cancro de pele face à época de Verão e de maior exposição ao sol que atravessamos, estiveram no foco de um dia inteiro pensado para divertir as pessoas que se juntaram à iniciativa, mas, acima de tudo, pensado para formar e informar sobre a luta contra um
ÔÔ Bodyboard, um dos desportos que integraram o “Nope 4 Cancer”
dos mais importantes desafios na área da saúde: ficar de fora das estatísticas de cancro.
SEMEAR SAÚDE EM DIVERSAS FRENTES Mas semear saúde
implica atacar o cancro em diversas frentes numa perspectiva alargada da promoção da saúde que ajuda nesta como noutras patologias. Cláudia Brito e Eva Divino apostam por isso em diversificar as acções que promovem e, neste âmbito, além do trabalho feito em conjunto com a Associação Oncológica do Algarve no terreno de forma persistente, as alunas da UAlg já desenvolveram o ciclo de palestras “Promoção da Saúde e Prevenção do Cancro”, onde temas como “Cancro e stress”, “Deixar de fumar é simples e barato”, “A alimentação na prevenção do cancro”, “O papel da AOA na prevenção do cancro e no apoio ao doente oncológico”, “Deixar de Fumar” ou “HPV e cancro”, foram apresentados a vários auditórios por especialistas, entre os quais, Diana Torrado, João Pestana, Mónica Teixeira, Nadine Silva, Francisco Amaral, Manuela Gamelas Cruz e Santos Pereira. Por detrás de cada uma destas iniciativas estiveram as estudantes Cláudia Brito e Eva Divino, que desenvolveram também workshops destinados a aprender como fazer uma alimentação saudável em pratos que vão da sopa às sobremesa e pratos vegetarianos. Outro dos momentos altos do projecto foi desenvolvido por altura do Dia Mundial do Cancro, no Mercado Municipal de Faro, com as alunas da Escola Superior de Educação e Comunicação a chamarem os farenses a “Trocar nicotina por Vitamina”, com a população aderente a trocar um cigarro por uma peça de fruta. Tudo numa batalha constante contra o cancro, que se faz neste projecto lado-a-lado com muitos outros todos os dias, fruto da vontade e empenho de cidadãos comuns que escolhem esta luta para dar de si aos outros. Uma caminhada de mérito que as duas alunas da UAlg prometem continuar a trilhar e que pode ser acompanhada nas redes sociais através da página www.facebook.com/PROJETOSEMEARSAUDE.
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Cancro: a relidade do Algarve Projecto “Semear Saúde”: a prevenção junto da comunidade
Textos: Ricardo Claro Fotos: D.R. “Pojecto Semear Saúde”
Quase um quarto das mortes no Algarve têm origem em cancros Dados do Instituto Nacional de Estatística e da Direcção-Geral de Saúde mostram o retrato da região O PANORAMA GERAL NO ALGARVE não é muito diferente
pessoas. No fim da lista estão o linfoma de Hodgkin, com apenas uma vítima neste ano e o melanoma maligno da pele com nove vítimas.
do resto do país no que toca a óbitos provocados pelos diversos cancros que podem afectar as pessoas. 24% das mortes registadas no Algarve são devidas a tumores malignos, um pouco abaixo dos 24,3% de que a doença é responsável no quadro do país.
Mortes por tipo de cancro no Algarve* ÔÔ Cólon (intestinos), recto e ânus - 194
Peso das mortes por cancro face a outras causas*
ÔÔ Traqueia, brônquios e pulmão - 191 ÔÔ Mama - 84
ÔÔ PT: 24,3% ÔÔ ALG: 24%
ÔÔ Estômago - 76
Homens: ÔÔ PT: 28,5% ÔÔ ALG: 27,8%
Mulheres: ÔÔ PT: 19,9% ÔÔ ALG: 20%
Os últimos números do Instituto Nacional de Estatística, relativos a 2013, mostram que em 27,8% dos homens e em 20% das mulheres algarvias a causa de morte esteve associada a doença oncológica, enquanto para os mesmos universos os números nacionais revelam valores de 28,5% e 19,9%. O mesmo é dizer que na região, os homens morrem um pouco menos de cancro do que no país e as mulheres ligeiramente mais. O Algarve, que representa 4,9% da população residente total do país (443.374 habitantes face a um universo de 8.889.392), representa a nível nacional 4,4% dos casos de morte associados a cancro, uma diferença pouco
ÔÔ Bexiga - 53 ÔÔ Próstata - 52
ÔÔ O cancro da mama é o que mais vitima as mulheres no Algarve significativa.
Mortes por cancro* ÔÔ PT: 25.860 ÔÔ ALG: 1.148
Homens: ÔÔ PT: 15.428 ÔÔ ALG: 687
Mulheres: ÔÔ PT: 10.432 ÔÔ ALG: 461
OS NÚMEROS ABSOLUTOS DAS MORTES POR CANCRO O INE
evidencia 1.148 óbitos por cancro em 2013 no Algarve, com as mulheres a somarem 461 vítimas e os homens 687. Este é o retrato em números absolutos do flagelo da doença na região, mas no país 25.860 pessoas faleceram da mesma causa, dos quais 15.428 foram homens
e 10.432 mulheres.
A IDADE, O CANCRO E OS ANOS DE VIDA PERDIDOS Já a idade
média dos doentes que perderam a batalha contra os tumores malignos fixou-se nos 71,9 anos no Algarve, idade um pouco mais baixa do que a média nacional que se fixou nos 72,5 anos. Sucumbiram ao cancro na região, uma vez mais no ano de 2013, 322 pessoas com menos de 65 anos e 827 com idade igual ou superior a 65 anos, com o país no todo nacional a ter também mais mortes por doença oncológica acima dos 65 anos de idade. Na região, os idosos representam 73% das mortes associadas ao cancro, enquanto no país o valor é superior, 73,1%. O INE revela que, face à esperança média de vida, no Algarve e só durante 2013, se perderam 5.190 anos de vida com as mortes prematuras devidas a cancro, já no país a
doença roubou 112.653 anos de vida aos portugueses.
Idade média das vítimas* ÔÔ PT: 72,5 anos ÔÔ ALG: 71,9 anos
Homens: ÔÔ PT: 71,6 anos ÔÔ ALG: 71,4 anos
Mulheres: ÔÔ PT: 73,7 anos ÔÔ ALG: 72,8 anos
OS CANCROS QUE MAIS MATAM NO ALGARVE Na região,
os cancros que mais mortes causaram em 2013, de acordo com o INE, foram os do cólon (intestino), recto e ânus, com 194 óbitos, seguidos de perto pelo grupo de tumores malignos da traqueia, brônquios e pulmão, que vitimaram 191
ÔÔ Vias biliares e fígado - 46 ÔÔ Pâncreas - 45 ÔÔ Leucemia - 32 ÔÔ Ovário - 23 ÔÔ Colo do útero - 13 ÔÔ Melanoma (pele) - 9
Nos homens, os cancros que mais vitimam no Algarve são os do grupo da traqueia, brônquios e pulmão (152) e os do grupo do cólon, recto e ânus (124), com o cancro da próstata a representar apenas 52 óbitos. Já nas mulheres o cancro da mama representa 84 óbitos e é o mais mortal, seguido de perto pelos tumores malignos do grupo do cólon, recto e ânus (70). Em termos comparativos com o resto do país, o Algarve representa nos casos mais negros 6,3% dos óbitos por cancro do colo do útero, 6% das mortes por cancro
do ovário e 5,7% dos cancros da bexiga. O peso da região no todo nacional é menor no caso do Linfoma de Hodgkin (2,4%), e nos cancros da próstata (3%) e do estômago (3,4%).
A EVOLUÇÃO DA PREVALÊNCIA DE CANCRO No que respeita à
incidência de cancro a nível nacional, a Direcção-Geral de Saúde (DGS) acompanha a Organização Mundial de Saúde no quadro pouco favorável que desenha. No relatório sobre doenças oncológicas de 2014 a DGS estima em 2015, cerca de 48 mil casos, e projecta em 2030, cerca de 55 mil casos de cancro. Apesar de não haver análise do quadro futuro de incidência de cancro para o Algarve, a supor que a região terá uma incidência próxima do seu peso na população residente nacional, à semelhança do que tem em termos de mortalidade, o retrato fixa a incidência de cancro no Algarve previsivelmente em cerca de dois mil casos em 2015 e 2.400 casos em 2030. Valores que não deixam dúvidas quanto ao peso real do flagelo do cancro no quadro regional e no que isso implica em perda de vidas, incapacidades e sofrimento e os impactos que a doença tem e terá em custos de saúde, custos económicos e encargos sociais. O grande desafio do Algarve enquanto comunidade é o mesmo que se coloca a todos os povos do mundo nesta matéria. Prevenir é a palavra de ordem e significa bem mais do que rastrear incansavelmente a população, passa por uma aposta reforçada nos cuidados de saúde primários e acima de tudo por uma profunda mudança de hábitos em favor de comportamentos mais saudáveis e menos propiciadores do desenvolvimento do tão temido cancro.
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região
Rua de Santo António, n.º 68 - 5º Esq. 8000 - 283 Faro Telef.: 289 820 850 | Fax: 289 878 342 dbf@advogados.com.pt | www.advogados.com.pt
Teatro das Figuras celebra uma década Sala pretende ser “um palco de todos os algarvios e, particularmente, dos farenses” d.r.
Ricardo Claro ricardoc.postal@gmail.com
A 1 DE JULHO DE 2005 Faro via
abrir as portas do Teatro das Figuras pensado para integrar a rede de salas de espectáculos de grandes dimensões do país e para responder simultaneamente à necessidade de uma sala de grande capacidade na capital do Algarve e na região. Com honras de inauguração pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, a estreia do palco fez-se ao som da Orquestra Sinfónica de Londres, dirigida por Sir Colin Davis. A infra-estrutura apresentada em 2001, no mandato de Luís Coelho (PS), por uma equipa de arquitectos liderada por Gonçalo Byrne, só em 2003 viu as obras avançarem, a tempo de ser inaugurado em plena Faro - Capital Nacional da Cultura, no mandato de José Vitorino na autarquia, e com um custo de 8,5 milhões de euros, dos quais cinco milhões oriundos do Programa Operacional da Cultura.
UMA DÉCADA NEM SEMPRE APROVEITADA Dez anos de-
pois, uma retrospectiva permite avaliar a primeira década de existência do teatro como globalmente positiva, mas a verdade não deixa de mostrar que nem sempre as potencialidades da sala foram aproveitadas em pleno, longe disso. Em particular com a chegada da crise em 2008, o teatro viu a sua programação reduzida de forma drástica e de portas praticamente fechadas tentou atravessar as tormentas de uma autarquia endividada e sem recursos ou génio para superar as dificuldades.
ÔÔ Maria Nunes recusa-se a abandonar a tecelagem
ÔÔ Joaquim Guerreiro, responsável pelo Teatro Municipal de Faro, aposta no reforço da programação e das condições técnicas da sala Já com a chegada ao Teatro das Figuras de Joaquim Guerreiro, actual responsável pela sala maior da cidade, o espaço ganha uma nova pujança e renasce das
cinzas com uma programação estruturada e pensada para a realidade actual, por isso mesmo “desenvolvida em mais de 60% em sistema de partilha do risco com as
produtoras através de apresentações ‘à bilheteira’”, referiu ao POSTAL Joaquim Guerreiro. O mesmo é dizer que as apresentações são feitas a custo zero ou próximo
Michael Nyman na celebração dos dez anos ÔÔ Para assinalar os dez anos de existência, o Teatro das Figuras traz ao Algarve o enorme Michael Nyman. O génio minimalista britânico, uma das personalidades mais reconhecidas no mundo da música e das artes a nível mundial, mostra toda a sua arte num concerto imperdível de 80 minutos, com início agendado para as 21.30 horas de dia 30 de Junho. Quanto a preços, um lugar na plateia deste concerto raro por terras do Algarve e do país pode custar entre 20
e 25 euros. No próprio dia de aniversário as portas do teatro abrem-se à população para visitas guiadas aos bastidores de forma gratuita, dando a conhecer os segredos da sala ao comum dos mortais e pela noite, com início às 22 horas, o foyer acolhe um set de música de dança com o DJ Xinobi. Razões de sobra para agendar uma visita ao Teatro das Figuras entre 30 de Junho e 1 de Julho, para celebrar a sala, mas, acima de tudo, a cultura.
do zero com o lucro da bilheteira a ser partilhado pela produção dos espectáculos e pelo teatro.
UM ORÇAMENTO REFORÇA-
DO A PENSAR NO FUTURO Em 2015 o Teatro das Figuras tem um orçamento de cerca de 800 mil euros para funcionar, um valor acima da média, conseguido através do reforço de verbas oriundo de fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional e que tem em vista a “aquisição de novo equipamento, nomeadamente de som, luzes e, maquinaria de cena e multimédia”, diz a mesma fonte. O FUTURO Com 762 lugares na plateia, condições de excelência para apresentar espectáculos diversificados e ainda uma black box (pequeno auditório) capaz de responder a espectáculos mais intimistas ou experimentalistas - a funcionar cerca de três vezes por mês actualmente - o Teatro das Figuras olha para o futuro com boas perspectivas. “O que se pretende é ter uma programação transversal à sociedade e que o teatro seja uma sala conhecida e frequentada por todos os farenses e algarvios para verem não só os espectáculos de que gostam, mas também para serem apresentadas produções que permitam conhecer novas realidades culturais e formar públicos”, diz Joaquim Guerreiro. O desafio da programação está pois definido e a experiência do homem que foi durante anos a alma do Festival MED em Loulé dá-lhe créditos já comprovados com a nova força que o Teatro das Figuras vem demonstrando. Dez anos depois, a grande sala de espectáculos de Faro está pronta para os desafios e promete manter a vivacidade que se impõe a uma estrutura desenhada para ser um grande palco de cultura.
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região
Vila Real avança com requalificação da Estrada da Manta Rota pág. 7
Baixa de Faro revoluciona o centro da cidade Ensombramento da baixa, recuperação do Arco da Vila e do edifício adjacente e, ainda, das muralhas estão na calha A CÂMARA DE FARO PROMETE iniciar até ao fim de Junho a instalação das estruturas de ensombramento das principais artérias comerciais do centro da cidade, numa obra orçada em 84.310 euros a que acresce IVA. As vias onde vão ser instaladas as telas em forma de vela são: Rua da Marinha; Rua Ivens; Rua Tenente Valadim; Rua Dom Francisco Gomes; Rua de Santo António; Rua 1.º de Dezembro; Rua Rebelo da Silva; Rua Vasco da Gama; Rua Baptista Lopes; Travessa da Mota e Rua Conselheiro Bivar, todas elas pedonais. A obra, que obteve luz verde da Direcção Regional de Cultura - para salvaguarda do património da cidade -, está neste momento na fase
de colocação dos pontos de ancoragem dos velames, sendo que a instalação destes últimos se iniciará, previsivelmente, no início do mês de Julho, apurou o POSTAL. O projecto contou com o apoio da ACRAL - Associação Multsectorial do Algarve e da Associação de Desenolvimento Comercial da Zona Histórica de Faro. A autarquia espera - refere um comunicado da edilidade - poder, “numa altura em que o calor começa a ‘apertar’, oferecer um novo conforto aos munícipes e turistas que visitam a baixa. Os toldos, para além da principal função de ensombramento, darão um ar mais alegre às principais artérias de Faro, transformando-a num espaço comercial a ‘céu
d.r.
aberto’, incentivando as caminhadas nesta zona e possibilitando uma revitalização do ‘coração’ da cidade”. Ainda de acordo com a autarquia, o prazo total de fornecimento das telas de ensombramento estende-se até o início de Abril de 2016, pelo que se espera a sua aplicação faseada.
BEJA É EXEMPLO Um dos exemplos nacionais de ensombramento das ruas comerciais é Beja, onde as telas que ali são coloridas foram também a opção da autarquia para melhorar as condições da zona comercial nobre da capital do Baixo Alentejo. OUTRAS OBRAS As obras - sabe o POSTAL - não se ficam por aqui. Na calha estão a recu-
ÔÔ Assinaladas a pontilhado as ruas que serão sombreadas com panejamento em forma de velas peração do Arco da Vila e do difício adjacente ao mesmo, pretendendo-se que o monumento ex-libris da cidade passe a ser visitável, e intervenções de recuperação das muralhas
da Cidade Velha. Todas estas obras contam com financiamento através do PO Algarve21, em que a Câmara se candidatou a obras de melhoramento urbanístico
e patrimonial que abrangem a Vila Adentro e a Baixa Comercial da cidade. No total o investimento cifrar-se-á em 477.192 euros, com um apoio de 310.175 euros. pub
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a) Os previstos no nº 1 art.º 81º do CCP e os exigidos no ponto 20 do Programa do Procedimento. 9 - ACESSO ÀS PEÇAS DO CONCURSO E APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS 9.1 - Consulta das peças do concurso
MUNICIPIO DE TAVIRA EDITAL Nº 20 /2015
Anúncio de procedimento n.º 3259/2015 MODELO DE ANÚNCIO DO CONCURSO PÚBLICO
Designação do serviço da entidade adjudicante onde se encontram disponíveis as peças do concurso para consulta dos interessados: Direção de Infraestruturas - Departamento de Engenharia Endereço desse serviço: Rua do Repouso, n.º 10
1 - IDENTIFICAÇÃO E CONTACTOS DA ENTIDADE ADJUDICANTE
Jorge Manuel do Nascimento Botelho
Código postal: 8000 302
NIF e designação da entidade adjudicante:
Localidade: Faro
Presidente da Câmara Municipal de Tavira
505176300 - Águas do Algarve, S. A.
Endereço Eletrónico: geral@aguasdoalgarve.pt
Serviço/Órgão/Pessoa de contacto: Dr.º José Manuel Perdigão, Administrador
9.2 - Meio eletrónico de fornecimento das peças do concurso e de apresentação das propostas
TORNA PÚBLICO, que em reunião de Câmara Municipal, realizada no dia 12 de maio de 2015, foram tomadas as seguintes deliberações: 1. Aprovada por maioria e a proposta da Câmara Municipal número 68/2015/CM, referente a 6.ª Alteração ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano de 2015; 2. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 69/2015/CM, referente a Atribuição de apoio ao Agrupamento de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia; 3. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 70/2015/CM, referente a Atribuição de apoio à Associação Oncológica do Algarve; 4. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 71/2015/CM, referente a atribuições de apoios ao abrigo do RMAAD; 5. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 72/2015/CM, referente a Atribuição de apoio à Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas D. Manuel I; 6. Aprovada por maioria a proposta da Câmara Municipal número 73/2015/CM, referente a Alteração à tabela de preços; 7. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 74/2015/CM, referente a Revogação da proposta n.º 7/2015/CM - Protocolo de Cooperação entre o Município de Tavira e a Universidade do Algarve; 8. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 75/2015/CM, referente ao Plano de transportes escolares - Ano letivo 2015/2016; 9. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 76/2015/CM, referente ao Protocolo para assegurar a constituição do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais – DECIF – Ano 2015; 10. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 77/2015/CM, referente a Patinagem Clube de Tavira - Festival de Verão “Disney sobre rodas” - Redução de taxas; 11. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 78/2015/CM, referente a Patinagem Clube de Tavira - “Torneio Regional de Benjamins” - Redução de taxas; 12. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 79/2015/CM, referente ao Curso de Marinheiro de 2.ª de Tráfego Local - FOR-MARCentro de Formação Profissional das Pescas e do Mar - Redução de taxas; 13. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 80/2015/CM, referente a Não aplicação pontual do agravamento sobre o valor de renda apoiada - Andreia Sofia Seco Arroteia; 14. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 81/2015/CM, referente ao Parecer genérico favorável para celebração e renovação de contratos de aquisição de serviços - Revogação da deliberação de 19 de janeiro de 2015 (proposta n.º 1/2015/CM); 15. Aprovada por maioria a proposta da Câmara Municipal número 82/2015/CM, referente ao Concurso Público para a concessão de exploração de estabelecimentos existentes no Parque de Campismo da Ilha de Tavira; 16. Aprovada por maioria a proposta da Câmara Municipal número 83/2015/CM, referente ao Parecer prévio vinculativo para celebração de contrato de aquisição de serviços de segurança privada e vigilância no Parque de Campismo da Ilha de Tavira; 17. Aprovada por maioria a proposta da Câmara Municipal número 84/2015/CM, referente ao Parecer prévio vinculativo para celebração de contrato de aquisição de serviços de manutenção das instalações do Parque de Campismo na Ilha de Tavira; 18. Aprovada por maioria a proposta da Câmara Municipal número 85/2015/CM, referente ao Parecer prévio vinculativo para celebração de contrato de aquisição de serviços de limpeza de instalações no Parque de Campismo na Ilha de Tavira; 19. Aprovada por maioria a proposta da Câmara Municipal número 86/2015/CM, referente ao Parecer prévio vinculativo para celebração de contrato de aquisição de serviços técnicos especializados de silvicu ltura para o Parque de Campismo da Ilha de Tavira; 20. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 87/2015/CM, referente ao Parecer prévio vinculativo para celebração de contrato de aquisição de serviços de apoio jurídico na área do direito do consumo; 21. Aprovada por maioria a proposta da Câmara Municipal número 88/2015/CM, referente a E65/09/CP – Empreitada de Construção do Centro Escolar da Horta do Carmo (EB1 JI) – Tavira - Receção Provisória e Mapa final; Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares de costume. Paços do Concelho, 12 de maio do ano 2015 O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL, Jorge Manuel Nascimento Botelho (POSTAL do ALGARVE, nº 1144, de 12 de Junho de 2015)
Endereço: Rua do Repouso, n.º 10 Código postal: 8000 302 Localidade: Faro Telefone: 00351 289899070 Fax: 00351 289899079 Endereço Eletrónico: geral@aguasdoalgarve.pt 2 - OBJETO DO CONTRATO Designação do contrato: Elaboração de Procedimentos de Contratação Pública para Substituição/Reabilitação de Coletores e Condutas Descrição sucinta do objeto do contrato: O objeto do presente procedimento compreende a elaboração dos documentos técnicos e técnico-jurídicos necessários à contratação de empreitadas para a substituição e/ou reabilitação de troços de coletores e condutas, que apresentam problemas de desempenho, podendo comprometer o normal funcionamento dos Sistemas Multimunicipais geridos pela Águas do Algarve, SA., através da observância das regras da contratação pública, definidas pelo Código dos Contratos Públicos, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiros e suas posteriores alterações e republicações.
Plataforma eletrónica utilizada pela entidade adjudicante: http://www.vortalgov.pt Preço a pagar pelo fornecimento das peças do concurso: 100,00 EUR (cem euros), acrescidos do IVA à taxa em vigor. O pagamento das peças do procedimento deverá ser efectuado por transferência bancária para a conta da ÁGUAS DO ALGARVE, S.A. com o NIB: 0019 0027 0020 0018 548 71. 10 - PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS OU DAS VERSÕES INICIAIS DAS PROPOSTAS SEMPRE QUE SE TRATE DE UM SISTEMA DE AQUISIÇÃO DINÂMICO Até às 18:00 do 22 º dia a contar da data de envio do presente anúncio 11 - PRAZO DURANTE O QUAL OS CONCORRENTES SÃO OBRIGADOS A MANTER AS RESPETIVAS PROPOSTAS 90 dias a contar do termo do prazo para a apresentação das propostas 12 - CRITÉRIO DE ADJUDICAÇÃO Proposta economicamente mais vantajosa Fatores e eventuais subfatores acompanhados dos respetivos coeficientes de ponderação: Qualidade Técnica da Proposta - 60%
Tipo de Contrato: Aquisição de Serviços
Preço Global - 40%
Valor do preço base do procedimento 114.000.00 EUR Classificação CPV (Vocabulário Comum para os Contratos Públicos)
14 - IDENTIFICAÇÃO E CONTACTOS DO ÓRGÃO DE RECURSO ADMINISTRATIVO
Objeto principal
Designação: Águas do Algarve, S.A.
Vocabulário principal: 71318000
Endereço: Rua do Repouso, n.º 10
Valor: 114.000.00 EUR
Código postal: 8000 302
3 - INDICAÇÕES ADICIONAIS
Localidade: Faro
O concurso destina-se à celebração de um acordo quadro: Não
Endereço Eletrónico: geral@aguasdoalgarve.pt
O concurso destina-se à instituição de um sistema de aquisição dinâmico: Não
Prazo de interposição do recurso: 5 dias
É utilizado um leilão eletrónico: Não
15 - DATA DE ENVIO DO ANÚNCIO PARA PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO DA REPÚBLICA
É adotada uma fase de negociação: Não 4 - ADMISSIBILIDADE DA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS VARIANTES: Não
2015/05/28
6 - LOCAL DA EXECUÇÃO DO CONTRATO
16 - O PROCEDIMENTO A QUE ESTE ANÚNCIO DIZ RESPEITO TAMBÉM É PUBLICITADO NO JORNAL OFICIAL DA UNIÃO EUROPEIA: Não
Faro
17 - OUTRAS INFORMAÇÕES
País: PORTUGAL Distrito: Faro
Nos termos do disposto na alínea a) do n.º 1 do artigo 27º do CCP, existirá possibilidade de adoção de Ajuste Direto.
Concelho: Faro
Regime de contratação: DL nº 18/2008, de 29.01
Código NUTS: PT150
18 - IDENTIFICAÇÃO DO AUTOR DO ANÚNCIO
7 - PRAZO DE EXECUÇÃO DO CONTRATO
Nome: José Manuel Perdigão
Restantes contratos
Cargo: Administrador
Prazo contratual de 180 dias a contar da celebração do contrato
408682986
8 - DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO, NOS TERMOS DO N.º 6 DO ARTIGO 81.º DO CCP O adjudicatário deve apresentar os seguintes documentos de habilitação:
(POSTAL do ALGARVE, nº 1144, de 12 de Junho de 2015)
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região
Loulé propõe três dias de mundo nas asas do MED pág. 8
Monchique inova na captação de água Sistema vai garantir um abastecimento público regular e de qualidade AS CAPTAÇÕES DE ÁGUA para
abastecimento público no concelho de Monchique vão ser reforçadas através de um sistema que prevê a recarga artificial dos aquíferos com água armazenada durante o Inverno, anunciou a empresa promotora. “Trata-se de um projecto-piloto que pretende manter a regularidade dos caudais das captações, através de um sistema simples de armazenamento de água no Inverno, para depois poder ser infiltrada nos aquíferos”, disse à Lusa José Martins Carvalho, director da empresa TARH promotora do projecto. Denominado “SOWAMO – Semear água na serra de Monchique”, o projecto consiste na construção de uma
estrutura que canalizará a água para bacias de armazenamento no subsolo, aproveitando os excedentes do Inverno para abastecimento dos aquíferos. “Não estamos a inventar nada, mas sim a implementar um sistema conhecido”, disse José Martins Carvalho. De acordo com este responsável, o projecto surgiu com o objectivo de demonstrar que é possível melhorar a produtividade e a regularidade de caudais das captações, através de um simples sistema de recarga de aquíferos”.
PROJECTO VAI SER IMPLEMENTADO ATÉ ABRIL DE 2016 Mon-
chique foi o concelho escolhido para a implementação do projecto-piloto, “devido à configuração das captações
de abastecimento público, sobretudo nascentes, galerias e furos horizontais, que as torna extremamente vulneráveis à variabilidade meteorológica”. “Face ao risco de alteração do regime de precipitações para eventos mais concentrados, torna-se necessário tomar passos no sentido de melhorar o sistema”, frisou José Martins Carvalho, acrescentando que o sistema de abastecimento público de Monchique utiliza os recursos hídricos subterrâneos para o seu funcionamento normal, garantindo água de qualidade a um preço reduzido. Além da construção de um canal, será efectuado “o registo e monitorização constante de dados”, sublinhou. Segundo José Martins
d.r.
ÔÔ Rui André considera o projecto uma mais-valia para o concelho
Carvalho, o projecto vai ser implementado até Abril de 2016, e está orçado em cerca de 200 mil euros, financiados por fundos da Noruega, Islândia e Liechtenstein. Por seu turno, o presidente da Câmara de Monchique, Rui André, considerou que o projecto, “se apresenta como uma mais-valia para garantir um abastecimento público regular e de qualidade que permite manter um custo baixo para os munícipes consumidores”. Lusa pub
MUNICIPIO DE TAVIRA EDITAL Nº 31 /2015
pub
Jorge Manuel do Nascimento Botelho Presidente da Câmara Municipal de Tavira TORNA PÚBLICO, que em reunião de Câmara Municipal, realizada no dia 01 de junho de 2015, foram tomadas as seguintes deliberações: 1. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 89/2015/CM, referente a atribuição de apoio à Academia Sénior de Aprendizagem e Solidariedade de Tavira; 2. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 90/2015/CM, referente a atribuição de apoio à Associação de Animação Infantil e Apoio Comunitário da Freguesia de Cachopo; 3. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 91/2015/CM, referente a atribuição de apoio à Associação das Obras Assistenciais da Sociedade de São Vicente de Paulo; 4. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 92/2015/CM, referente a atribuição de apoio anual à atividade da Associação Centro Ciência Viva de Tavira; 5. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 93/2015/CM, referente a atribuição de apoio anual à Associação Musical do Algarve; 6. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 94/2015/CM, referente a atribuição de apoio ao Grupo Motard Moto Manos da Luz de Tavira; 7. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 95/2015/CM, referente a atribuição de apoio em espécie à Sociedade Recreativa Musical Luzense; 8. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 96/2015/CM, referente ao Centro Europeu de Voluntariado - Ano 2015; 9. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 97/2015/CM, referente a Renovação dos protocolos de colaboração no âmbito Programa Tavira Solidária - Refeições Sociais; 10. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 98/2015/CM, referente a Revogação da proposta n.º 39/2015/CM - Atribuição de apoio em espécie à Associação Viver Cabanas; 11. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 99/2015/CM, referente a Projeto de Regulamento dos Períodos de Funcionamento dos Estabelecimentos Comerciais e de Prestação de Serviços do Concelho de Tavira; 12. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 100/2015/CM, referente a Regulamento e Tabela de Taxas – alteração; 13. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 101/2015/CM, referente a Patinagem Clube de Tavira - “Torneio Amizade” - Redução de taxas; 14. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 102/2015/CM, referente a Onda Sólida - Associação de Moradores - “Meia Maratona de Futsal do Arraial” - Polidesportivo da Bela Fria - Redução de taxas; 15. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 103/2015/CM, referente ao Clube Recreativo Tavirense - “Final de Dardos Alengarve” - Redução de taxas; 16. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 104/2015/CM, referente a anulação de receita referente a transporte em ambulância Tânia Patrícia Gonçalves Osório; 17. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 105/2015/CM, referente a alteração à tabela de preços; 18. Aprovada por maioria a proposta da Câmara Municipal número 106/2015/CM, referente ao Processo n.º 1-CPce/15 - Concurso Público para a Concessão de Exploração de Estabelecimentos Existentes no Parque de Campismo da Ilha de Tavira - Relatório Preliminar; 19. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 107/2015/CM, referente a autorização genérica para celebração de contratos de aquisição de serviços; 20. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 108/2015/CM, referente ao parecer prévio vinculativo para celebração de contrato de aquisição de serviços para reestruturação do centro de dados; 21. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 109/2015/CM, referente ao parecer prévio vinculativo para celebração de contrato de aquisição de serviços de manutenção do Cais de Cabanas T-94-AL; 22. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 110/2015/CM, referente à Prescrição de Jazigos Municipais em situação de abandono; 23. Aprovada por unanimidade a proposta da Câmara Municipal número 111/2015/CM, referente a Receção definitiva das infraestruturas - Alvará n.º 2/1998 Frandur Sete - Gestão Mobiliária e Imobiliária, Lda. - (Conceição - Tavira); Para constar e produzir efeitos legais se publica o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares de costume. Paços do Concelho, 01 de junho do ano 2015 O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL, Jorge Manuel Nascimento Botelho (POSTAL do ALGARVE, nº 1144, de 12 de Junho de 2015)
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região
Vila Real avança com requalificação da Estrada da Manta Rota Trabalhos devem estar concluídos até final do mês A CÂMARA DE VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO está a requa-
lificar e a pedonalizar o troço da Estrada da Manta Rota compreendido entre a Rua Tenente General Vila Lobos e o Largo da Manta Rota (antigo casino). Com esta medida, “serão criadas mais zonas de lazer, esplanadas e sombreamento e é melhorada a segurança de todos os moradores e veraneantes”, anuncia a autarquia vila-realense em nota de imprensa. Por outro lado, “é dada continuidade à requalificação da frente de praia da Manta Rota, onde foram investidos cerca de três milhões de euros entre os anos de 2005 e 2007”, explica.
A obra agora levada a cabo está orçamentada em 125 mil euros e viabiliza a delimitação dos passeios, assim como a sua ampliação (com largura a poente de 1.35m e a nascente de 2m), permitindo o igual acesso a cidadãos com mobilidade reduzida. Além da intervenção na Estrada da Manta Rota, a autarquia está a reorganizar o estacionamento no Largo da Manta Rota (antigo casino) e a demarcar lugares nas imediações das novas áreas pedonais. Alterações nos sentidos de trânsito e nos acessos à entrada e saída da praia Na sequência desta operação, serão realizadas algumas
alterações nos sentidos de trânsito e nos acessos à entrada e saída da praia, que serão devidamente sinalizadas no local. Serão, contudo, “garantidos os acessos a moradores e estabelecimentos comerciais, tendo sido previstas zonas de cargas e descargas”, informa a edilidade. Assim, a rua da Quinta da Manta Rota passa a ter dois sentidos, possibilitando o acesso à praia e aos parques de estacionamento nascente e poente, enquanto a rua do Barranco passa a ter sentido descendente. As entradas e saídas dos parques de estacionamento irão manter-se iguais. Os trabalhos devem estar pub
concluídos até ao final do corrente mês de Junho, permitindo a toda a população residente e flutuante desfrutar daquela zona balnear sem quaisquer transtornos. “A requalificação da rua da Manta Rota dá seguimento à empreitada de renovação dos sistemas de saneamento já efectuada naquele local, obra que, à semelhança do que está a ser efectuado em todo o concelho, põe fim a uma rede que misturava esgotos e águas pluviais, termina com os maus cheiros e permite a cobertura total do concelho de Vila Real com novas condutas de água e esgotos”, conclui a câmara vila-realense.
d.r.
ÔÔ Obra está orçamentada em 125 mil euros pub
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REGIÃO
Loulé propõe três dias de mundo nas asas do MED Festival volta a ser incontornável na agenda de Junho d.r.
Tudo sobre o programa: 25 JUN ÔÔ Palco Matriz Babylon Circus (FR) 00:15 Carminho (PT) 22:15 ÔÔ Palco Cerca Skip & Die (NL/ZA) 01:15 Jambinai (KR) 23:15 Cati Freitas (PT) 21:15
ÔÔ Artistas de todo o mundo vão pisar os palcos do Festival MED
ÔÔ Palco Castelo
JUNHO NÃO É JUNHO SEM MED
Clube Conguito (PT) 01:45 Brass Wires Orch. (PT) 23:45 Tape Junk (PT) 21:45
e o Algarve não seria o mesmo em termos culturais sem aquele que é o mais representativo festival de música do mundo da região. Este ano são novamente três dias de música non stop pela noite fora ao som de artistas de todo o mundo, apesar da marcada preponderância de nomes nacionais. O MED abre as hostilidades com o som dos franceses Babylon Circus, pouco depois da meia-noite de dia 25 e só fechará portas na tarde de dia 27 de Junho ao som do Ensamble de flautas de Loulé & alaúdes de Évora. Pelo meio nomes da world music como Skip & Die, da Holanda e África do Sul, Cumbia All Stars, do Peru, Batida, de Portugal e Angola, e Jean Paul Rena, da Holanda, misturam-se com cabeças-de-cartaz portugueses, como Carminho, Cati Freitas, Cloudleaf e os Ferro Gaita. Um sem fim de sonoridades para ouvir e muito para ver
naquele que é já um ponto de honra para quem vive, ou quem está de férias, por terras do Algarve.
BILHETES EM SALDOS ATÉ DIA 21 Para aceder ao MED, este ano os visitantes vão ter de desembolsar pelo bilhete diário singular 12 euros e pelo familiar (dois adultos e duas crianças até 16 anos) 25 euros. Já os três dias de música completos podem ser usufruidos com o bilhete integral do festival por 30 euros. Mas até ao próximo dia 21, há saldos nos ingressos para o MED e neste caso os preços serão respectivamente na versão diário para uma pessoa e para todo o festival, de 10 e 25 euros. Já as famílias essas não têm desconto de pré-venda. Mas a verdade é que o MED é mais do que um simples festival e os ingressos permitem aceder a um espaço pensado para a diversão e o relaxamento em tempos de estio, com uma oferta variada de propostas, absolutamente convidativas.
ÔÔ Palco Bica Keep Razors Sharp (PT) 00:00 We Bless This Mess (PT) 22:30 Them Strange Sick Blues (PT) 20:00
Danças Ocultas & Dom La Nena (PT/BR) 21:45
ÔÔ Palco Bica Vítor Bacalhau (PT) 00:00 Jean Paul Rena (NL) 22:30 The Miranda’s (PT) 20:00
Estatuto Editorial (Elaborado nos termos do Artº 17º da Lei n.º 2/99 de 13 de Janeiro)
1. O “POSTAL do ALGARVE” foi fundado a 4 de Junho de 1986. 2. O “POSTAL do ALGARVE” é um semanário regional de informação geral que tem como público alvo a população algarvia, sem prejuízo da informação veiculada a todos os leitores de outras regiões que beneficiam da amplitude da sua expansão. 3. Para cumprir o objectivo máximo de bem informar, o “POSTAL do ALGARVE” veicula a informação produzida na região, bem como a exarada com o âmbito nacional ou mundial e que seja importante para o universo dos seus leitores. 4. Rege a sua conduta pelo rigor informativo e com base nos princípios da liberdade de imprensa, no livre acesso às fontes de informação e no respeito pela dignidade humana. 5. As opiniões do “POSTAL do ALGARVE” são unicamente as emitidas através do Editorial. As restantes publicadas no jornal são da inteira responsabilidade dos autores. 6. O “POSTAL do ALGARVE” respeitará e assegurará a publicação de todas as opiniões desde que não originem, nem alimentem qualquer espécie de conflitos sociais, pressupondo sempre a boa fé dos leitores. 7. O “POSTAL do ALGARVE” prima pela independência, não mantendo qualquer vínculo ou subjugação com qualquer força ou corrente política, económica, religiosa ou ideológica. 8. O “POSTAL do ALGARVE” não se sujeitará a pressões ou censuras de qualquer origem e é respeitador da liberdade das forças e correntes referidas no número anterior, tratando-as com igualdade e isenção. 9. Assume-se como um jornal aberto e plural perante a sociedade e as matérias que lhe são facultadas com a finalidade de uma futura publicação jornalística, pese embora não prescinda dos direitos de: a) Aceitar ou recusar a sua publicação; b) Escolher a data que considere a mais propícia para a sua divulgação; c) Iniciar e prosseguir investigações jornalísticas; d) O “POSTAL do ALGARVE” compromete-se a divulgar os assuntos que entenda revestirem-se de interesse público, mesmo que haja oposição da parte de quem veiculou a informação. e) Denunciar todas as violações do direito de informar, incluindo aquelas que impeçam ou prejudiquem o normal exercício do jornalismo. 10. O “POSTAL do ALGARVE” obriga-se a salvaguardar a identidade das suas fontes, salvo nos casos de o jornalista estar a ser manipulado ou usado para canalizar informações falsas. 11. Em tudo o supra-referido e nas demais situações que possam ou não estar abrangidas pelos números anteriores, o “POSTAL do ALGARVE” orienta-se pelos princípios éticos e deontológicos que regem o jornalismo, respeitando a legislação vigente.
POSTAL DO ALGARVE PUBLICAÇÕES E EDITORES, LDA
ÔÔ Palco Arco An X Tasy (PT) 23:30 G.I.G.G.Y. (PT) 20:30
Contribuinte n.º 502 597 917
RELATÓRIO DE GESTÃO ( Exercício de 2014) Em cumprimento do Art.º 66 do Código das Sociedades Comerciais, a firma Postal do Algarve, Lda, com o número de pessoa colectiva 502 597 917, com sede social em Rua Dr. Silvestre Falcão, n.º 13 r/c, em Tavira, vem por este meio apresentar o Relatório
ÔÔ Palco Med Classic Symbiosis (PT) 19:30
27 JUN ÔÔ Palco Matriz Dj Marfox (PT) 02:15 Ferro Gaita (CV) 00:15 Nneka (NG) 22:15
e Contas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2014. 1. Evolução da Economia Nacional A situação da economia nacional e internacional ao longo do ano de 2014, caracterizou-se pela melhoria da crise financeira tendo-se verificado um crescimento relativo da economia em toda a zona Euro, com melhorias óbvias no mercado. 2. Actividade da Empresa em 2014 A empresa tem como objectivo a edição de publicações periódicas e não periódicas, serviços de publicidade, comunicação, fotografia e serviços recreativos. 3. Análise Económica e Financeira O volume de negócios da empresa, expresso em termos de valor conjunto das Vendas e Prestação de Serviços, evoluiu no exercício. Passando de 67.749,24 Euros para 112.143,13 Euros. O Resultado Líquido do exercício de 2014, foi positivo em 10.001,75 Euros. O Passivo da empresa situou-se, no respectivo exercício, em 83,52% do total do Activo. 4. Perspectivas de Futuro para a Empresa
ÔÔ Palco Arco
ÔÔ Palco Cerca
Cloudleaf (PT) 23:30 Luís Galrito (PT) 20:30
Alamedadosoulna (ES) 01:15 Baloji (DC) 23:15 Karyna Gomes (GW) 21:15
ÔÔ Palco Med Classic
ÔÔ Palco Castelo
26 JUN
Tiago Bettencourt (PT) 23:45 Giana Viscardi (BR) 21:45
ÔÔ Palco Matriz
ÔÔ Palco Bica
Cumbia All Stars (PE) 00:15 Ester Rada (IL) 22:15
Texabilly Rockets (PT) 00:00 Poli and the Chain Gang (PT) 22:30 Boris Buggerov (PT) 20:00
Balkan Beat Box (IL/US) 01:15 Aziza Brahim (SO) 23:15 Raquel Tavares (PT) 21:15
ÔÔ Palco Castelo Drumsprojx by Sylva Drums (PT) 01:45 Batida (PT/AO) 23:45
ajustamentos, com perspectivas de melhorias nos próximos anos. 5. Proposta de Aplicação de Resultados É proposto pela Gerência da Empresa que o Resultado Líquido do exercício de 2014, positivo, que se situou em 10.001,75 Euros, tenha a seguinte proposta de distribuição: Resultados Transitados: 10.001,75 Euros 6. Dívidas à Administração Fiscal:
Ensemble Med (PT) 19:30
ÔÔ Palco Cerca
A empresa a nível económico e financeiro encontra-se estável pelo facto de nos anos anteriores ter efectuado os necessários
ÔÔ Palco Arco Al-Khimia (PT) 23:30 Reflect (PT) 20:30
ÔÔ Palco Med Classic Ens. de flautas de Loulé & de alaúdes de Évora (PT) 19:30
A Empresa não tem em mora qualquer dívida à Administração Fiscal, Segurança Social e outras Entidades Públicas. Tavira, 30 de Março de 2015 O Gerente Henrique Manuel Dias Freire
Postal do Algarve, Lda DEMONSTRAÇÃO (INDIVIDUAL/CONSOLIDADA) DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
Período findo em 31 de Dezembro de 2014 Rendimentos e Gastos
Euros
Vendas e serviços prestados ........................................................................................................... 112.143,13 € Subsídios à exploração ...............................................................................................................................0,00 € Ganhos/perdas imputados de subsidiárias, associadas em empreendimentos conjuntos ...............................................................................................0,00 € Variação nos inventários da produção ........................................................................................................0,00 € Trabalhos para a própria entidade ..............................................................................................................0,00 € Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas .....................................................................0,00 € Fornecimentos e serviços externos ..................................................................................................-43.210,87 € Gastos com o pessoal ..................................................................................................................... -39.788,10 € Imparidade de inventários (perdas / reversões) ...........................................................................................0,00 € Imparidade de dívidas a receber (perdas / reversões) .................................................................................0,00 € Provisões (aumentos / reduções) ................................................................................................................0,00 € Imparidade de investimentos não depreciáveis/ amortizáveis (perdas / reversões) ...............................................................................................................0,00 € Aumentos / reduções de justo valor ............................................................................................................0,00 € Outros rendimentos e ganhos ..............................................................................................................1.612,96 € Outros gastos e perdas ..............................................................................................................................0,00 €
Resultado antes de depreciação, gastos de financiamento e impostos
28.256,20 €
Gastos / reversões de depreciação e de amortização ....................................................................... -12.030,39 € Imparidade de investimentos depreciáveis/ amortizáveis (perdas / reversões) ...............................................................................................................0,00 €
Resultado Operacional (antes de gastos de financiamento e impostos) 16.225,81 €
CONCERTO DE MIGUEL ARAÚJO É PONTO ALTO DA FESTIVIDADE
Gasto líquido de financiamento ............................................................................-4.918,23 €
Altura celebra Festas em Honra do Imaculado Coração de Maria
ALTURA CELEBRA as tradicio-
nais Festas em Honra do Imaculado Coração de Maria a partir desta sexta-feira e até domingo, numa organização conjunta da Paróquia, Junta de Freguesia e Câmara de Castro Marim. Na abertura, sexta-feira, pelas 19 horas, a Feira de Artesanato de Altura, que decorre durante
os três dias de festa, e mostra as artes e ofícios locais e uma enorme variedade de doçaria regional. O desfile etnográfico, pela Associação Cultural “Amendoeiras em Flor”, e a actuação da banda “Variações” animam o resto do serão. Sábado, é o dia das celebrações religiosas em Honra do
Imaculado Coração de Maria, que começam às 17.30 horas com a recitação do Terço Mariano, seguindo-se a Eucaristia às 18 horas, ambas na Igreja de Altura. Às 19 horas, a procissão percorre as ruas de Altura, como tradicionalmente. A noite traz uma arruada com o grupo popular “Pilha Galinhas”, às 20.30, e o concerto
de Miguel Araújo, às 22 horas. A fechar, um baile popular com o artista Sérgio Conceição. No último dia, domingo, as festas serão palco da Marcha Popular de Bordeira, às 20 horas, da Banda Musical Castromarinense, às 21, e, para fechar as comemorações, o grupo de dança “Arutla”, às 22 horas.
Resultado antes de imposto
11.307,58 €
Imposto sobre o rendimento do período .............................................................................................. 1.305,83 €
Resultado líquido do período
10.001,75 €
Resultado das actividades descontinuadas (líquido de impostos) incluído no res. líq. período Resultado líquido do período atribuível a: Detentores do capital da empresa-mãe Interesses minoritário..................................................................................................................................0,00 € Resultado por acção básico
A gerência Henrique Manuel Dias Freire
O técnico oficial de contas Antero Arcanjo Mendes Romeira
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12 de Junho de 2015 | 9
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classificados zzz
Farmácias de Serviço SEXTA
SÁBADO
DOMINGO
SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
QUINTA
ALBUFEIRA
Alves Sousa
Santos Pinto
Santos Pinto
Santos Pinto
Santos Pinto
Santos Pinto
Santos Pinto
ARMAÇÃO DE PÊRA
Edite
Edite
Sousa
FARO
Baptista
Alexandre
Crespo
Palma
Montepio
Higiene
LAGOA
Oliveira
Oliveira
Lagoa
José Maceta
José Maceta
José Maceta
José Maceta
LAGOS
Telo
Neves
Ribeiro
Lacobrigense
Silva
Telo
Neves
LOULÉ
Avenida
Martins
Chagas
Pinto
Avenida
Martins
Chagas
MONCHIQUE
Moderna
Moderna
Moderna
Hygia
Hygia
Hygia
Hygia
OLHÃO
Brito
Rocha
Pacheco
Olhanense
Ria
Nobre
Brito
PORTIMÃO
Arade
Rio
Central
P. Mourinha
Moderna
Carvalho
Rosa
QUARTEIRA
Miguel
Algarve
Algarve
Algarve
Algarve
Algarve
Algarve
SÃO BART. DE MESSINES
-
SÃO BRÁS DE ALPORTEL
S. Brás -
SILVES
Helena
-
Algarve
Dias Neves
Dias Neves
Guerreiro
João de Deus
-
-
-
Dias Neves -
S. Brás João de Deus
Central
Dias Neves
-
Algarve S. Brás
-
-
TAVIRA
Montepio
Mª Aboim
Mª Aboim
Central
Felix
Sousa
Montepio
VILA REAL de STº ANTÓNIO
Pombalina
Carrilho
Carrilho
Carrilho
Carrilho
Carrilho
Carrilho
Acordos com:
Multicare, C.G.D., Allianz Acordos com:
Medis, Multicare, C.G.D., Allianz
Vendem-se 3 Yorkshire Terrier machos
NOTARIADO PORTUGUÊS JOAQUIM AUGUSTO LUCAS DA SILVA NOTÁRIO em TAVIRA Nos termos do Artº. 100, nº.1, do Código do Notariado, na redacção que lhe foi dada pelo Dec-Lei nº. 207/95, de 14 de Agosto, faço saber que no dia vinte e cinco de Maio de dois mil e quinze, a folhas doze, do livro de notas para escrituras diversas número cento e setenta e seis – A, deste Cartório, foi lavrada uma escritura de justificação, na qual, MARIA DA GRAÇA MESTRE DA SILVA SANTOS DE JESUS, NIF 107.651.386, natural da freguesia de Santiago, concelho de Tavira e marido JOSÉ JOVIANO SANTOS DE JESUS, NIF 124.583.555, natural da freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo, concelho de Tavira, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes na Urbanização dos Pézinhos, lote 42, Tavira, declararam: Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto por terra de cultura, oliveiras, amendoeiras e alfarrobeiras, sito em Solteiras, União das Freguesias de Conceição e Cabanas de Tavira, concelho de Tavira, com a área de seis mil metros quadrados, a confrontar do norte com ribeiro, do sul com caminho, do nascente com Maria Juliana e do poente com Francisco Valente, inscrito na matriz sob o artigo 12.115 (anterior artigo 12.427 da extinta freguesia de Conceição). Que adquiriram o prédio por lhes ter sido doado verbalmente e nunca reduzido a escritura pública, feita pelos pais da justificante mulher, Maria do Nascimento, que também usava e era conhecida por Maria do Nascimento Mestre da Silva e António Bento da Silva, casados que foram sob o regime da comunhão geral de bens, residentes que foram no sitio do Cabeço, Conceição, Tavira, em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e cinco. Que desde esse ano possuem o prédio em nome próprio, usufruindo do mesmo, cultivando a terra, tratando das árvores e recolhendo os frutos, pagando contribuições e impostos devidos, sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente, sendo por isso uma posse pacífica, contínua e pública, pelo que adquiriram o prédio por usucapião.
Vacinados e desparasitados, disponíveis a partir de 20 de Maio. Pai com L.O.P prateado e dourado, mãe dourada.
Vai conforme o original. Tavira, em 25 de Maio de 2015
Valor 300 €.
A funcionária por delegação de poderes;
Contactar pela via S.M.S para o n° 927 573 639 ou por email ritadiasfreire@gmail.com, pelo que responderemos em seguida
Ana Margarida Silvestre Francisco – Inscrita na O.N. sob o n.º 87/3 Conta registada sob o nº. PAO785/2015 Factura nº. 0784 (POSTAL do ALGARVE, nº 1144, de 12 de Junho de 2015)
Tractor - Rega, Lda
Bruno Filipe Torres Marcos Notário Cartório Notarial de Tavira
Extrato de Escritura de Justificação CERTIFICO, para efeitos de publicação, nos termos do artigo 100.º do Código do Notariado que, por escritura pública de Justificação outorgada em vinte de Março de dois mil e quinze, exarada a folhas cento e trinta e seguintes do Livro de notas para escrituras diversas número Cinquenta e oito – A, do Cartório Notarial em Tavira, do Notário privado Bruno Filipe Torres Marcos, sito na Rua da Silva, n.º 17-A: Leonel Tomás Fernandes Afonso, NIF 176558365, e mulher Dina Maria Afonso Pedro, NIF 205935761, naturais do concelho de Tavira, ele da freguesia da Conceição e ela da freguesia de Tavira (Santiago), casados sob o regime da comunhão geral de bens, residentes no Sítio da Ribeira da Gafa, caixa postal 122-M, em Vila Nova de Cacela, Vila Real de Santo António, declararam: - Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, dos seguintes prédios urbanos, ambos sitos na Malhada de Peres, na União das Freguesias de Conceição e Cabanas de Tavira, concelho de Tavira, ambos não descritos na Conservatória do Registo Predial de Tavira: - prédio urbano composto por armazém destinado a actividade industrial, em estado de ruínas, com a área total de cento e trinta e seis metros quadrados, sendo a área coberta de cinquenta metros quadrados e a área descoberta de oitenta e seis metros quadrados, a confrontar do Norte com estrada, do Sul com Custódio João Fernandes, do Nascente com Leonel Tomás Fernandes Afonso e do Poente com caminho, inscrito na matriz da actual freguesia sob o artigo urbano 3029 , com proveniência no artigo 3984 da extinta freguesia da Conceição, com o valor patrimonial tributário de 1.400,00 €, igual ao atribuído para efeitos deste acto; e - prédio urbano composto por armazém destinado a actividade industrial, em estado de ruínas, com a área total de noventa e nove metros quadrados, sendo a área coberta de trinta e sete metros quadrados e a área descoberta de sessenta e dois metros quadrados, a confrontar do Norte com estrada, do Sul com Custódio João Fernandes, do Nascente com Horácio Viegas Martins Fernandes e do Poente com Leonel Tomás Fernandes Afonso, inscrito na matriz da actual freguesia sob o artigo 3028, com proveniência no artigo 3982 da extinta freguesia da Conceição, com o valor patrimonial tributário de 1.030,00 €, igual ao atribuído para efeitos deste acto; - Que os referidos prédios, com a indicada composição e área, chegaram à posse dos justificantes em data imprecisa do ano de mil novecentos e noventa e cinco, já no estado de casados entre si, por doação verbal feita pelos pais do justificante marido Manuel Custódio Afonso e mulher Florinda de Jesus Fernandes Afonso, casados sob o regime da comunhão geral de bens, ele já falecido, residentes que foram Sítio da Malhada do Peres, da Conceição de Tavira. - Que, assim sendo, não têm título suficiente da aquisição dos referidos prédios, estando, por isso, impossibilitados de comprovar a referida aquisição pelos meios extrajudiciais normais e de efectuar o registo do mesmos a seu favor.
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- Que, porém, desde aquele ano, portanto, há mais de vinte anos, de forma pública, pacífica, contínua e de boa fé, ou seja, com o conhecimento de toda a gente, sem violência nem oposição de ninguém, reiterada e ininterruptamente, na convicção de não lesarem quaisquer direitos de outrem e ainda convencidos de serem os únicos titulares do direito de propriedade sobre os identificados prédios, e assim o julgando as demais pessoas, têm possuído aqueles prédios – tendo já utilizado para armazenar alfaias agrícolas, ferramentas, lenha, feno e palha, tendo chegado a fazer obras de reparação, limpando os respectivos logradouro, suportando os respectivos encargos – pelo que, tendo em consideração as referidas características de tal posse, adquiriram os referidos prédios por USUCAPIÃO. Tavira, 20 de Março de 2015. O Notário, Bruno Filipe Torres Marcos Acto registado sob o n.º 2/566 (POSTAL do ALGARVE, nº 1144, de 12 de Junho de 2015)
10 | 12 de Junho de 2015
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NOTARIADO PORTUGUÊS JOAQUIM AUGUSTO LUCAS DA SILVA NOTÁRIO em TAVIRA
AGRADECIMENTO A família enlutada cumpre o doloroso dever de agradecer reconhecidamente a todas as pessoas que assistiram ao funeral do seu ente querido, realizado no dia 01 de Junho, para o Cemitério de Moncarapacho, bem como a todos os amigos que manifestaram o seu pesar e solidariedade. Agradecem também a todos que rezaram Missa do 7º Dia, pelo seu eterno descanso, celebrada dia 05
de Junho, sexta feira, pelas 18 horas, na Igreja de São Paulo em Tavira. “Paz à sua Alma”
Rua de Santo António, n.º 68 - 5º Esq. 8000 - 283 Faro Telef.: 289 820 850 | Fax: 289 878 342 dbf@advogados.com.pt | www.advogados.com.pt
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AGRADECIMENTO
Nos termos do Artº. 100, nº.1, do Código do Notariado, na redacção que lhe foi dada pelo Dec-Lei nº. 207/95, de 14 de Agosto, faço saber que no dia vinte e um de Maio de dois mil e quinze, a folhas três, do livro de notas para escrituras diversas número cento e setenta e seis – A, deste Cartório, foi lavrada uma escritura de justificação, na qual, MANUEL GONÇALVES DO NASCIMENTO REIS, NIF 105.526.665 e mulher MARIA DE FÁTIMA PAULINO VIEGAS REIS, NIF 198.274.564, ambos naturais da freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo, concelho de Tavira, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes no sitio da Umbria, Caixa Postal 263-U, Santa Catarina da Fonte do Bispo, Tavira, declararam: Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios rústicos, ambos sitos em Umbria, freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo, concelho de Tavira e não descritos na Conservatória do Registo Predial de Tavira, a saber: UM: Prédio composto por cultura, quatro oliveiras e sete figueiras, com a área de mil e cinquenta metros quadrados, que confronta do norte e nascente com João Simão, do sul com José dos Reis e do poente com Manuel José Francisco, inscrito na matriz sob o artigo 12.581; DOIS: Prédio composto por cultura, duas oliveiras e cinco alfarrobeiras, com a área de seiscentos e cinquenta metros quadrados, que confronta do norte com João Domingos Horta, do sul com ribeira, do nascente com José Gonçalves Jesus e do poente com João Simão, inscrito na matriz sob o artigo 12.690. Que adquiriram os prédios em data imprecisa do ano de mil novecentos e oitenta e cinco, por compra verbal e nunca reduzida a escritura pública, feita a Faustino Domingos e mulher Maria de Jesus, já falecidos, casados que foram sob o regime da comunhão geral de bens, residentes que foram no sitio dos Morenos, Santa Catarina da Fonte do Bispo, Tavira. Que desde esse ano possuem os prédios em nome próprio, usufruindo dos mesmos, cultivando a terra, tratando das árvores e recolhendo os frutos, pagando contribuições e impostos devidos, sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente, sendo por isso uma posse pacífica, contínua e pública, pelo que adquiriram os prédios por usucapião. Vai conforme o original. Tavira, em 21 de Maio de 2015 A funcionária por delegação de poderes;
Os seus familiares vêm, por este meio, agradecer a todos quantos a acompanharam em vida e nas suas cerimónias exéquias ou que de algum modo lhes manifestaram o seu sentimento e amizade
TAVIRA Rua Dr. Miguel Bombarda n.º 25 Tel. - 281 323 983 - 281 381 881
Ana Margarida Silvestre Francisco – Inscrita na O.N. sob o n.º 87/3 Conta registada sob o nº. PAO759/2015 Factura nº. 0758
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LUZ DE TAVIRA EN 125, n.º 32 – Tel. - 281 961 455 VILA REAL STO. ANTÓNIO Rua 25 de Abril n.º 32 – Tel. - 281 541 414 FUNERÁRIA PATROCÍNIO Tlm. - 968 685 719 Rua João de Deus, n.º 86 – Tel. -281 512 736
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AGRADECIMENTO
Os seus familiares vêm por este meio agradecer a todos quantos se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que, de qualquer forma, lhes manifestaram o seu pesar.
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12 de Junho de 2015 | 11
> > SOLUÇÃO da edição passada
> > ASSINALE A FRASE CORRETA
A – A abudancia e a carencia são realidades do mundo contemporâneo. B – A abundância e a carência são realidades do mundo contemporâneo. C – A abundancia e a carencia são realidades do mundo contemporâneo. D – A abundância e a carência são realidades do mundo contemporaneo.
A – Só uma grande inocencia justifica uma atitude tão magnânima. B – Só uma grande inucência justifica uma atitude tão magnanima. ;; C – Só uma grande inocência justifica uma atitude tão magnânima. D – Só uma grande inocência justifica uma atitude tão magnanima
Sobe & desce
Esta é uma iniciativa das Bibliotecas Paula Nogueira do Agrupamento de Escolas Professor Paula Nogueira (Olhão) em parceria com a Casa da Juventude de Olhão e o POSTAL, que semanalmente divulga os problemas e as soluções deste jogo. VáriasescolasdoAlgarve jáaderiramàiniciativa:AEProfessorPaulaNogueira(Olhão)/AEdaSé(Faro)/AED.AfonsoIII(Faro)/AEDr.AlbertoIria(Olhão)/ColégioBernardetteRomeira(Olhão)/AEDr.JoãoLúcio(Fuseta)/AEdeEstoi(Faro)/AEJoaquimMagalhães(Faro)/AEdoMontenegro(Faro)/AEdeCastroMarim (Vila Real de St. António) / AE Professora Diamantina Negrão / (Albufeira) / Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas (Mega Agrupamento de São Brás de Alportel) / Escola Secundária João de Deus (Faro) / Agrupamento de Escolas D. Paio Peres Correia (Tavira) / Casa da Juventude (Olhão) / Postal do Algarve. Convidamos todas as escolas e bibliotecas, interessadas em aderir ao Jogo da Língua Portuguesa e receber os materiais para o mesmo, a contactar: biblioteca.epnogueira@gmail.com ou jornalpostal@gmail.com.
Baixa de Faro
Cancro
Numa baixa que dá sinais de recuperação, com novos negócios e mais gente, a Câmara de Faro aposta agora num sistema de ensombramento das principais ruas pedonais, já era tempo de investimento público (Ler pág. 5).
Quase um quarto das mortes no Algarve em 2013 deveram-se a problemas oncológicos. É um mal que teima em minar a vida dos algarvios e que o projecto “Semear Saúde” combate junto da comunidade (Ler págs. 2 e 3).
E-mail da redacção:
Um olhar sobre as pessoas
jornalpostal@gmail.com
zes acompanhada de fome e doenças! Mas e as pessoas Senhor? As pessoas não podem, nem devem, ser vítimas indefesas desta “conjuntura”!
ficha técnica
Sebastião Ferreira Sede: Rua Dr. Silvestre Falcão, n.º 13 C - 8800-412 Tavira - Algarve Tel: 281 320 900 | Fax: 281 320 909 E-mail: jornalpostal@gmail.com On-line: www.postal.pt Director: Henrique Dias (CP 3259). Editor: Ricardo Claro (CP 9238). Redacção: Cristina Mendonça (CP 3258), Humberto Ricardo (CP 388). Design: Profissional Gráfica. Colaboradores fotográficos: José A. N. Encarnação “MIRA” Colaboradores: Beja Santos (defesa do consumidor), Nelson Pires (CO76). Departamento Comercial, Publicidade e Assinaturas: Anabela Gonçalves, José Francisco. Propriedade do título: Henrique Manuel Dias Freire Edição: Postal do Algarve Publicações e Editores, Lda. Contribuinte nº 502 597 917. Depósito Legal: nº 20779/88. Registo do Título (dgcs): ERC nº 111 613. Impressão: Naveprinter Distribuição: Banca - Logista, à sexta-feira com o Público/VASP - Sociedade de Transportes e Distribuição, Lda e CTT. Membro: APCT - Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação; API - Associação Portuguesa de Imprensa.
Tiragem desta edição:
8.166 exemplares
opinião
Jurista e escritor Jsf105@gmail.com
1 - A solidão (vou ser breve, por hoje, nesta questão tão importante!) afecta dezenas de milhares de pessoas no nosso país! O envelhecimento da população, disparates dos decisores políticos, a crise que afecta a UE e nomeadamente Portugal, contribui para essa dramática solidão, muitas ve-
2 - O facebook e outras redes sociais podem ajudar, embora pouco, a atenuar a solidão de muitas pessoas e a dar-lhes ânimo! Existem centros de dia, onde as pessoas podem conviver umas com as outras e aprender com os seus semelhantes que aí trabalham a usar o computador. Podem “falar” com os filhos que estão em Setúbal, ou no Brasil! Isso ajuda um pouco! Um exemplo de um pequeno conto, no facebook: Dois
3 - Parabéns ao Sporting, que, com dez jogadores, durante 75 minutos, e a perder 2 a 0, conseguiu ganhar o jogo e a Taça de Portugal! Parabéns a todos os jogadores e ao grande treinador Marco Silva!!
ursinhos falam entre si: Urso A - que dia é hoje?; Urso B -
hoje é hoje. Urso A - é o meu dia preferido!
4 - Leiam, se quiserem/puderem, um bom livro; indico o romance “Número Zero”, do grande escritor UMBERTO ECO, com 163 páginas, muito interessante, acho, e de preço bem acessível (editora Gradiva, publicado em Maio de 2015). O preço aqui, também conta!
Amar é deixar viver. É potenciar as experiências do
outro mesmo quando não estamos nelas. É ficar feliz com o enriquecimento do outro como se acontecess connosco. Poderia dizer também que amar bem é deixar partir, mas estaria a falhar uma das premissas mais básicas: ninguém é dono de ninguém para se arrogar o direito de permitir ou proibir o que quer que seja. Amar é deixar viver. E é proporcionar um apoio feliz a cada nova partida. Só assim o nosso par entende todo o nosso valor e regressa não só mais rico e belo... como a morrer de saudades.
Amar e deixar viver Ana Amorim Dias - Escritora
www.anaamorimdias.blogspot.com anamorimdias@gmail.com
- Sabes onde estou?? - Sei. Algures em Itália, numa esplanada, a beber uma cerveja com os teus amigos... - Vá lá! Tenta! Se acertares, levo-te uma prenda! Fiquei realmente feliz com todo aquele entusiasmo.
- Desisto, diz-me tu. - Estamos na praça de São Marcos, em Veneza! Os amigos, ao fundo, confirmavam o facto. - Ohhhh pááá... Que bom!!!- exclamei, com um sorriso rasgado. No dia anterior, depois de aterrar em Bolonha, o Ricardo ligou-me com uma vozinha triste: - Está a chover... Tenho saudades tuas. É tão bom viajar contigo... És tão divertida... é diferente. - Deixa de ser parvo! Temos o resto da vida para conhecer o Mundo. Agora vai divertir-te e aproveitar a
companhia dos teus amigos, palerma!
O POSTAL Tiragem desta edição:
8.166 exemplares
regressa no dia 3 de Julho
última
Defesa do consumidor lança petição para acabar com roaming Recolha de assinaturas para eliminar tarifas nas ligações internacionais a partir de Dezembro A DECO, A OCU - ORGANIZAÇÃO DE CONSUMIDORES E USUÁRIOS DE ESPANHA , o
Eixo Atlântico, a Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças - RIET, com o apoio da Organização Europeia de Consumidores - BEUC, lançaram, conjuntamente, uma campanha digital a nível europeu, de recolha de assinaturas, para apoiar a posição do Parlamento Europeu relativa à eliminação do roaming telefónico a partir de Dezembro de 2015. A campanha lançada sob o lema “Zero Roaming”- www. change.org/zero-roaming, “quer mobilizar os cidadãos contra o injustificado sobre-
custo que, atentatório do Mercado único Europeu, afecta os direitos dos cidadãos e constitui a última fronteira da Europa”, explica a associação de defesa do consumidor. O roaming constitui a última fronteira da Europa, com um impacto muito negativo para os cidadãos, prejudicando uma grande parte da população europeia. Este não é só um problema exclusivo dos turistas, mas também de estudantes residentes no estrangeiro, empresários, trabalhadores e cidadãos que habitam nas regiões das fronteiras internas da União Europeia. Por isso, a Comissão Eu-
ropeia propôs “a sua eliminação e o Parlamento ratificou-a, concretizando o seu desaparecimento para o dia 15 de Dezembro de 2013. Lamentavelmente, a posição de alguns Governos dos Estados-membros, especialmente os do sul, travou a proposta do Parlamento, privilegiando as posições das operadoras, em detrimento da posição dos cidadãos e pretende adiar, de maneira injustificada, a eliminação do roaming até ao ano de 2018”, refere a DECO. Coincidindo com a reunião do Parlamento, a Comissão e Estados-membros, de que se espera avanços significativos pub
d.r.
ÔÔ Problema do roaming afecta grande parte da população europeia sobre um possível acordo an-
tes do Verão, as organizações
promotoras lançam esta petição para que os cidadãos façam ouvir a sua voz, a favor do fim do roaming. “Este é mais um exemplo de como as grandes empresas impõem os seus interesses particulares, em detrimento dos interesses dos cidadãos e contra as decisões das organizações que os representam. Para lutar pelo interesses dos cidadãos, pedimos o apoio de todos para exigir o cumprimento da proposta do Parlamento Europeu e a eliminação do roaming em Dezembro de 2015”, pode ler-se na nota de imprensa enviada à nossa redacção. pub
d.r.
Espaço AGECAL: d.r.
Territórios sustentáveis, paisagens culturais e o Algarve
p. 8
p. 2
Letras e Leituras:
Nossa Senhora das Ondas: Regresso ao esplendor
d.r.
Eleanor Catton – Uma jovem autora confirmada
p. 4
Artes visuais: d.r.
Qual o ‘lugar’ da Psicologia da Arte? p. 6 d.r.
Espaço ao Património: d.r.
JUNHO 2015 n.º 81
A culpa é da Comunicação?
p. 10
Mensalmente com o POSTAL em conjunto com o PÚBLICO 8.166 EXEMPLARES
www.issuu.com/postaldoalgarve
As setes vidas de um programador cultural p. 5
2
12.06.2015
Cultura.Sul
Editorial
Espaço AGECAL
Pela igualdade, assinar! Assinar!
Territórios sustentáveis, paisagens culturais e o Algarve
Ricardo Claro
Editor ricardoc.postal@gmail.com
AGENDAR
As menoridades, ainda que impostas por terceiros, vencem-se tendo delas consciência - e neste caso consciência da sua origem - e trilhando um caminho em prol da sua superação e/ou do desbaste dos seus pretensos argumentos. Nos apoios plurianuais da Direcção-Geral das Artes (DG ARTES) às NUTS nacionais, assentes num quadro legislativo, que a pouco mais convida do que ao aproveitamento do seu talhe recheado de conceitos indeterminados, a margem de manobra da DG Artes tem brindado o Algarve com uma sucessiva e despudorada menoridade. Sim, somos apenas um quinto da população nacional. Mas ainda que fosse a população o critério - inadmissível enquanto singela ponderante -, o Algarve não deveria contar com apoios de somente 250 mil euros para a totalidade das vertentes artísticas por oposição ao resto das regiões que - ainda que legitimamente - se amancebam com gloriosos 400 mil por cada área cultural. Enfumada de cerrado nevoeiro, a fórmula de ponderação da atribuição das dotações base da DG Artes, impõe a oposição do sonoro algarvio. Não podemos ser coniventes com a indefinição conveniente ao desmando e às lateralidades e se por cá não temos o silvo do Bugio que leva a bom porto os dinheiros da Cultura, ainda temos o Farol de São Vicente, entre os mais potentes do Mundo. Nem de propósito, Luís Vicente, director da ACTA, está entre os primeiros defensores de um abaixo assinado, disponível no Teatro Lethes para quem queira assinar, que exige tratamento igualitário para o Algarve na distribuição das verbas da DG Artes. Já assinou?!
Jorge Queiroz Sociólogo, Sócio da AGECAL
A palavra sustentável tem origem no termo latino “sustentare”, que significa segurar, apoiar, conservar. O conceito de “sustentabilidade” relaciona-se com actividades humanas correctas do ponto de vista ecológico, economicamente viáveis, socialmente justas e respeitadoras da diversidade cultural. Em 1987 a Comissão Mundial da ONU sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento definiu desenvolvimento sustentável como “o progresso ou desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer as capacidades das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades”. A situação global não é animadora. A procura de recursos no planeta é hoje 50% superior ao que a natureza pode renovar, necessários seriam 1,5 planetas para os produzir. As populações de peixes, aves,
mamíferos, anfíbios e répteis diminuíram 52% desde 1970. Os países ricos deixam uma “pegada ecológica” cinco vezes maior do que a dos países subdesenvolvidos e as “doenças da civilização”, não transmissíveis e do comportamento, estão entre as primeiras cinco causas de morte no mundo. O rosto do planeta alterou-se. Em Maio de 2007, a população urbana ultrapassou a rural pela primeira vez na História da Humanidade e grande parte da população já não sabe ou pode produzir os seus alimentos. As 200 maiores bacias hidrográficas, das quais depende um terço da humanidade, têm escassez de água severa durante pelo menos um mês por ano. O discurso produtivista domina, como se não se verificassem alterações no clima. A protecção das paisagens culturais e alimentares é hoje uma das linhas de defesa da biodiversidade e da qualidade da vida humana. Na Convenção da UNESCO para a Protecção do Património Mundial, Cultural e Natural de 1972 define-se como paisagens culturais «bens culturais» que representam «obras conjugadas do homem e da natureza» (art.º 1). As paisagens culturais «ilustram a evolução da sociedade e dos esta-
belecimentos humanos ao longo dos tempos, os condicionalismos materiais e/ou as vantagens oferecidas pelo ambiente natural, as influências económicas e culturais, internas e externas». A «identidade paisagística» e a «qualidade paisagística» resultam da identificação das populações com a protecção do seu património cultural e ambiental, sendo as formas de vida colectiva parte integrante, como elementos de afirmação, diferenciação e personalização. Em Portugal foram classificadas como Património da Hu-
manidade a paisagem cultural de Sintra (1995), o Alto Douro Vinhateiro (2001) e a Paisagem da Cultura da Vinha na Ilha do Pico (2004). Confirmaram-se elevados benefícios, a melhoria e requalificação da economia local, nomeadamente nas produções e no sector do turismo. São necessárias medidas de ordenamento e gestão, com inclusão das paisagens culturais nos PDMs. Impõe-se legislação de protecção à agricultura familiar e às produções endógenas. Uma das questões que o Algarve enfrenta e de uma forma geral
todo o País, é como manter os territórios vivos, produtivos, atractivos e sobretudo sustentáveis. Entre os problemas já conhecidos acresce nos últimos anos a emergência de uma agricultura intensiva de “produções de todo o ano”, com elevados consumos de água em solos com valor biológico e maior fertilidade, que está a alterar a paisagem algarvia com proliferação de plásticos. Este tipo de agricultura que poderia encontrar zonas e terrenos mais apropriados, a crescer a este ritmo em breve comprometerá o futuro ambiental e turístico da região. Há alternativas de compatibilidade entre economia e preservação das paisagens culturais. Sinergias e complementaridades entre sectores económicos, ambientais e culturais, permitem inverter processos de desertificação, criar novas funções em espaços rurais, a revitalização demográfica e serviços de turismo sustentável, agriculturas de proximidade associadas à protecção da biodiversidade e à revalorização das paisagens culturais. O futuro está nas economias de alto valor ambiental e económico-cultural como a “dieta mediterrânica”, a que o Algarve está associado por decisão da UNESCO em 2013 com implicações jurídicas no plano da salvaguarda.
organizadas pelo município em parceria com as entidades vocacionadas para a juventude de todo o concelho. Esta tem sido uma oportunidade da juventude mostrar a sua dinâmica e da comunidade olhanense apoiar e orgulhar-se do trabalho apresentado pelas gerações mais novas. O apoio do Município tem sido essencial e revela que, em termos de polÍticas de
juventude, Olhão é inovador e sabe responder às necessidades e interesses dos jovens, disponibilizando recursos humanos e matérias para a concretização das várias iniciativas. Realizado no mês de aniversário da Casa da Juventude, esta é também uma forma deste espaço municipal mostrar a sua dinâmica e apresentar o trabalho que desenvolve ao longo do ano.
Também o Auditório, um espaço de excelência da nossa terra, abriu as portas ao talento dos jovens olhanenses, nas várias áreas. Um exemplo da utilização das estruturas e recursos em prol dos olhanenses. Ao longo do mês, foram vários os espetáculos de grande qualidade realizados pelos nossos jovens e sempre com sala cheia. Que venha a próxima edição!
Paisagem do Alto Douro Vinhateiro
Juventude, artes e ideias
IV MOSTRA-TE Jady Batista
Coordenação Jornal J
Olhão mostrou a sua vitalidade e a dinâmica da sua juventude em mais uma edição do MOSTRA-TE. Na sua
quarta edição, esta iniciativa é já um marco no concelho e a nível da região. Trata-se de uma iniciativa Ímpar, pelos objetivos, pelas entidades que envolve e pela sua duração. 31 dias sem parar Durante 31 dias, Olhão não pára, com atividades diárias de âmbito cultural, social, artístico e desportivo,
“AS MARIAS…” 12 JUN | 21h30 | Teatro das Figuras - Faro António Raminhos leva o público numa viagem pelos dramas e peripécias da infância, adolescência, casamento e paternidade, da forma muito própria a que já nos familiarizou...
“PORTUGAL, PAÍS DAS MARAVILHAS” 22 e 27 JUN | 21.00 | Centro Cultural de Lagos O Boa Esperança, apesar da crise já há algum tempo instalada e de tantas outras contrariedades, promete não poupar nas gargalhadas na sua Revista à Portuguesa
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Momento
Ponha aqui o seu Pézinho Foto de Ana Omelete
Cinema no Museu de Faro Com a chegada do bom tempo, os claustros do Museu Municipal de Faro voltam a transformar-se numa sala de cinema a céu aberto, acolhendo as sessões do Cineclube de Faro. A abrir as hostes destas noites cinéfilas, dia 16 de junho, às 21.30: - Silêncio! Que vamos ter “Fado Camané”, do realizador Bruno de Almeida. Esta é uma longa-metragem documental sobre uma das maiores vozes da actualidade que vai explorar o processo de criação de uma das obras essenciais do fado, e centrar-se na relação de Camané com o compositor e produtor José Mário Branco e a poetisa Manuela de Freitas. A 23 de junho, continuamos com produções nacionais e o destaque vai para a derradeira longa-metragem de Paulo Rocha, “Se Eu Fosse Ladrão… Roubava”; uma evocação da infância e juventude do pai do realizador, em particular, o sonho obsessivo deste de emigrar para o Brasil, para onde partiu efectivamente em 1909. A fechar este mês, no dia 30 de
Cineclube de Tavira fotos: d.r.
Programação: www.cineclubetavira.com 281 971 546 | cinetavira@gmail.com SESSÕES REGULARES | CINE-TEATRO ANTÓNIO PINHEIRO | 21.30 HORAS 11 JUN | LEIJONASYDAN – HEART OF A LION (CORAÇÃO DE LEÃO), Dome Karukoski – Finlândia/Suécia 2013 (104’) M/16
Claustros do Museu Municipal de Faro junho, propomos “Mr Turner”, de Mike Leigh, que nos oferece um impressionante retrato (ou será impressionista?) dos últimos anos de vida de um dos mais importantes e radicais artistas ingleses, o pintor inglês Joseph Mallord William Turner. O cartaz de cinema do CCF para o Verão não fica no entanto por
aqui, a partir de Julho, as sessões de cinema ao ar livre mudam-se para o que pretende ser um espaço de cultura e lazer na cidade velha de Faro, que irá contar com a dinamização de várias associações culturais para trazer cinema, exposições, encontros, c≠oncertos e muito mais à zona histórica da cidade. Cineclube de Faro
18 JUN | GETT (O PROCESSO DE VIVIANE AMSALEM), Ronit e Shlomi Elkabetz – Israel/Al/F 2014 (115’) M/14 25 JUN | I LOVE KUDURO, Mário Patrocínio – Port/Angola 2014 (96’) M/12
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Cultura.Sul
Letras e Leituras
Eleanor Catton – Uma jovem autora confirmada fotos: d.r.
Paulo Serra
Investigador da UAlg associado ao CLEPUL
Eleanor Catton é uma jovem autora, nascida em 1985 no Canadá, que cresceu e vive na Nova Zelândia. Formada em escrita ficcional publicou duas obras. O seu romance de estreia, O Ensaio, publicado pela Gradiva, gira em torno de um escândalo sexual numa escola secundária mas o que dá impulso à obra não é a história do escândalo em si, enquanto assunto mais ou menos recorrente e sensacionalista de tablóides, mas sim o tratamento dado ao tema. O escandâlo está aliás consumado quando conhecemos as várias personagens que estão mais ou menos directamente ligadas ao mesmo. A força motriz do romance é, afinal, a própria consciência que os estudantes ganham de si, da sua identidade e da sua
sexualidade, face ao sucedido, como se o tornar público de algo inominável e proibido despoletasse toda a libertação de desejos e pulsões íntimas. Um grupo de raparigas adolescentes ganha assim consciência do poder que detêm, nomeadamente quando são chamadas a reunir com um psicólogo que de alguma forma procura remoer o assunto de modo a assegurar que do escândalo não resultam traumas e mazelas. Se, por um lado, parece haver um tratamento cuidadoso e púdico do tema, por outro lado, a publicidade repentina que a escola sofre vai ser aproveitada como intriga central de uma peça de teatro que será inteiramente concebida e interpretada por um grupo de actores no primeiro ano do Instituto, uma escola de artes dramáticas local de grande reputação. Todos os anos é pedido aos jovens actores que criem a sua própria peça, de modo a mostrar aos professores bem como a toda a comunidade o seu valor e o próprio tema da peça é sempre mantido em segredo mesmo junto dos professores. Esta peça resolve converter o escândalo num espectáculo e,
Eleanor Catton é uma jovem escritora que já publicou ‘O Ensaio’ e ‘Os Luminares’ tal como o próprio título indica, ao longo da obra cada acto e cada gesto parecem resultar numa performance teatral. Os próprios diálogos parecem por vezes solilóquios dramáticos, e o livro acompanha afinal os ensaios desta peça que servirá de afirmação aos jovens actores, da mesma forma que este momento da vida das jovens protagonistas (e de um único rapaz, Stanley), entre os 15 e os 18 anos, se pode definir como uma prova de acesso, retratando-se os dilemas e os conflitos emocionais que definem estas idades. O final da adolescência surge assim como ensaio da própria idade adulta, em que é preciso experimentar e arriscar de forma a descobrir. A comprovar que são os adolescentes que ganham protagonismo no livro temos o pormenor de que todos os jovens têm nomes enquanto que os adultos, isto é, os professores ou pais, são apenas designados pela sua profissão: professor de Movimento, psicólogo, etc. A conduzir a intriga temos a figura um pouco soturna e misteriosa da professora de Saxofone. Esta figura que se coloca sempre distante, enquanto observadora, tem no entanto a capacidade de manipular as pessoas que passam pelo seu estúdio: não somente as alunas inocentes e ignorantes dos meandros da complexidade e da mal-
dade humana, mas também as mães que desesperadamente parecem apelar à professora que tenha uma atenção especial para com as suas filhas. No final do livro temos um momento muito bem orquestrado em que já não sabemos, de tal forma se cruza o ensaio com a realidade, se foi a professora a manipular duas das suas alunas a unirem-se amorosamente, numa espécie de compensação da história amorosa que ela nunca teve com a sua própria professora, que terá recusado os seus impulsos, ou se são as próprias alunas a vingar-se da professora por ter tentado manipular as suas vidas. A única personagem central masculina, Stanley, é um jovem actor promissor, tão competente que veste completamente a personagem de Mr. Saladin, desempenhando o seu papel até às últimas instâncias, quando, no final do romance, se apercebe de que está a namorar a irmã da jovem vítima de assédio sexual e ele próprio tem 18 anos, enquanto ela ainda não atingiu a maioridade. Numa espécie de reviravolta própria das antigas tragédias gregas, a própria jovem só irá tomar consciência na noite de estreia da peça, à qual levou os pais para lhes poder mostrar o seu novo namorado. Temos ainda o pai de Stanley, psicólogo, que mantém um sórdido jogo psicológico com o filho, que consiste em tentar chocar o outro com as mais ordinárias piadas relacionadas com pedofilia.
Em suma, temos um livro que toma como ideia central o facto de que todos nós usamos máscaras e desempenhamos constantemente um papel, e mesmo quando algo muito íntimo deflagra e se torna do domínio público, como o escândalo sexual entre Victoria e o professor, as fronteiras entre o real e a ficção continuam difíceis de esbater. A segunda obra, Os Luminares, publicada pela Bertrand, confirmou, quatro anos depois, o talento ficcional da autora que arriscou com um livro denso de 888 páginas, cuja originalidade foi reconhecida com o Man Booker Prize 2013, o que faz de Eleanor Catton a mais jovem autora de sempre a receber o prémio bem como com o romance mais extenso. Numa noite de tempestade, para realçar desde logo o ambiente de mistério, um jovem de Edimburgo, Walter Moody, entra no primeiro hotel que lhe aparece assim que desembarca da sua viagem até à cidade de Hokitika, na Nova Zelândia. É curioso notar como ao tentar guiar-se pelas estrelas, o jovem descobre que o céu agora lhe aparece invertido, com as constelações fora do seu lugar habitual, o que acentua todo o sentimento de estranheza em que se vê mergulhado bem como do que se seguirá. Apesar de abalado pelo incidente sobrenatural que presenciou no barco, aperceber-se-á que interrompeu uma reunião entre 12 homens que estão, eles próprios, a tentar deslindar o
seu próprio mistério, cujo segredo cruza peças tão díspares como uma prostituta, um traficante de ópio, um jovem misteriosamente desaparecido, uma fortuna desaparecida e a, até então, desconhecida viúva de um eremita, também vidente. Os Luminares situa-se, ao jeito pós-moderno, entre géneros, pois tem tanto de romance policial como de romance histórico, e arrisca a vários níveis: inovador pelo tema, com um mistério por resolver no século XIX; pelo número extenso de personagens, pois em torno desse mistério agrupa-se o destino desses 12 personagens, desde europeus a chineses, passando por uma personagem Maori, o que serve para definir a variedade intercultural desse novo mundo; pela estrutura que lembra a dos romances vitorianos, com pequenos resumos dos acontecimentos centrais de cada capítulo a abrir o mesmo; pela divisão do livro em várias secções, novamente em doze, bem como pelo tratamento sequencial da intriga, que no final, é contada de trás para a frente, em capítulos cada vez mais curtos, dado o conhecimento prévio que o leitor tem do que já leu e cujas peças começam finalmente a fazer sentido; e pela novidade da introdução de cartas astrológicas a abrir cada secção do romance, onde há inclusivamente a referência da posição dos planetas nas respectivas casas. Um desafio a não perder!
Cultura.Sul
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Panorâmica
As sete vidas do programador cultural
Paulo Pires
Programador cultural no Município de Silves esteoficiodepoeta@gmail.com
No imaginário colectivo associa-se a expressão “sete vidas” ao gato devido à eficiência do seu sistema imunológico e à sua agilidade/habilidade e resistência quando confrontado com situações de adversidade e risco. O número sete é místico por excelência, indicando, segundo os antigos, o processo transformador de passagem do conhecido para o desconhecido. Não é difícil fazer o paralelismo com o perfil e função do programador cultural: imaginação, ousadia, (sobre) vivência e fôlego criativos, curiosidade (felina) e atenção sensível ao que o rodeia, resiliência, elasticidade (para saltar/fazer pontes), foco estratégico, capacidade de estimulação e envolvimento (do outro: político, público, agente, criador, intérprete). Sete vidas, que são, no fundo, sete desafios (+1) para o programador enquanto agente do circuito cultural: 1/ Há uma percepção (deseja-se que não acrítica nem passiva) de que o país vive actualmente, sobretudo em cidades pequenas/médias, numa frequência cultural (dominantemente) de concessão ao mainstream, dada uma maior secundarização da cultura em detrimento de necessidades mais imediatas e “básicas”. O consumo cultural imediato tem sido mais remetido para a esfera privada (casa) através do acesso aos livros, imprensa escrita, televisão e internet, e a fruição social da cultura (acesso a espaços públicos) parece passar mais pela adesão às tendências e modas dominantes, com menor disponibilidade psicossocial, dadas as restrições económicas, para formatos mais alternativos. Se esta realidade acaba condicionando as opções de programação de não poucos equipamentos culturais no sentido de uma (tentadora, menos arriscada e mais “pacífica”) aposta em propostas mais populares e mediáticas, a mesma também acentua a inegável importância de, em nome da criação/formação de públicos e dos valores de diversidade e complementaridade que as estruturas culturais estatais, de serviço público, devem estimular e perseguir, não prescindir, em paralelo, da apresentação de propostas mais out of the box que privilegiem áreas artísticas menos visíveis/conhecidas e suas diversas ramificações criativas, bem como linguagens mais contemporâneas e abordagens interdisciplinares centradas na fusão e experimentalis-
mo estéticos – explorando assim o incomum, o imprevisível, o desconhecido e questionando/alargando os horizontes dos seus destinatários. Trata-se, no fundo, de conjugar, dosear/temperar, reiterar e alternar (com sensatez, realismo e arrojo) estas duas vertentes, em moldes que variam em função das estratégias de programação, dos públicos, dos equipamentos em si (e recursos adstritos) e dos contextos culturais e criativos envolventes. 2/ Se os equipamentos culturais visam não só a formação de públicos,
afins, isto ao nível das áreas artísticas a priorizar, de eventuais colaborações a encetar e da própria calendarização dos eventos, de modo a reforçar a coexistência institucional e a tornar mais eficaz o impacto das várias propostas dirigidas a uma mesma comunidade. 4/ Dadas as assimetrias patentes no Algarve em termos de capacitação cultural e de adesão de público, as limitações orçamentais com que muitas entidades se deparam e as ainda reduzidas práticas de cooperação existentes entre municípios ao nível das suas estrutu-
tas vezes descurada pelos agentes culturais – com a componente de mediação de públicos revela-se, a este nível, fulcral, afirmando-se como um meio imprescindível para uma efectiva inclusão e captação de receptores para certos programas propostos que, pelas suas características, carecem de maior envolvimento ao nível da educação cultural e artística. Esta mediação, ou construção/facilitação de pontes, concretiza-se quer nas chamadas actividades paralelas (workshops, encontros, conversas pré ou pós-espectáculo, visitas guiadas e serviços especiais), quer nos serviços educativos vocacionados para d.r.
Cultura e escuta-inclusão-formação de públicos mas também o estímulo e interacção com os agentes culturais e criativos da comunidade em que se inserem, a realização de uma programação partilhada e/ou comprometida, assente em projectos participativos, afigura-se fundamental para alcançar esses objectivos. Para além das potencialidades inclusivas que esse caminho pode oferecer, a integração dos públicos e/ ou comunidades próximas no processo de programação – assumindo estes um papel criador e/ou curador – pode constituir ainda uma estratégia eficaz de escuta dos receptores culturais relativamente às suas reais necessidades e expectativas. 3/ Nos grandes centros urbanos é possível definir, para cada estrutura, linhas de programação para áreas artísticas específicas (segmentando mais determinado tipo de oferta e aprofundando toda a sua tentacularidade) dada a quantidade e heterogeneidade de equipamentos existentes, o arco geográfico que os mesmos cobrem e o considerável público-alvo a que se destinam. Nas cidades de menor peso demográfico, em que não abundam os espaços culturais, cada um destes procura, à partida, proporcionar um leque mais ecléctico de possibilidades e facetas, “tocando vários instrumentos”. Mas também nestes meios é essencial a articulação e complementaridade entre equipamentos de âmbito cultural inseridos no mesmo território de intervenção e dotados de missões similares/
ras/equipamentos culturais (recorde-se, contudo, um bom exemplo, ocorrido em 2011-2012, com o projecto “Movimenta-te”, financiado por fundos europeus e que juntou as autarquias de Faro, Loulé, Olhão, S. Brás de Alportel, Tavira e o Teatro Municipal de Faro na promoção das artes performativas), é fundamental o estabelecimento de parcerias ao nível local/regional e nacional, e de mecanismos intermunicipais de programação em rede (de maior ou menor espectro), de modo a captar financiamentos, agilizar recursos, reduzir/distribuir custos de produção, estimular fluxos de público e potenciar dinâmicas e projectos, sendo que a Rede de Museus do Algarve (criada em 2007 como estrutura informal e já com uma dinâmica assinalável), o surgimento da Rede de Arquivos do Algarve em 2011 e, mais recentemente, a concertação encetada entre os teatros/auditórios municipais da região visando uma articulação conjunta são indicadores esperançosos a este nível. 5/ No que toca sobretudo (mas não só) a propostas de programação mais alternativas, ligadas a certas linguagens performativas e a temáticas/conteúdos mais herméticos e complexos, há que adoptar ferramentas que, em conexão com a programação, convoquem públicos diferenciados (os “nichos”), promovam o conhecimento de novas práticas culturais e fomentem a reflexão, partilha e conhecimento, apurando sensibilidades e sentidos críticos. A preocupação – mui-
grupos escolares e famílias, quer ainda nos projectos continuados, sendo que as residências artísticas também podem ter aqui um papel de relevo. 6/ A comunicação é outro oxigénio essencial à vida do programador, visto ser uma área técnica que, como coadjuvante do processo de implementação de um projecto cultural e artístico, requer, por parte dos responsáveis por esse sector, um conhecimento consistente do mesmo e do seu target, e um domínio das ferramentas mais adequadas para a sua valorização e conhecimento públicos. Daí a importância de definir e difundir atempadamente um plano de programação a médio-prazo (trimestral, semestral, anual), de adoptar os meios e estratégias de divulgação mais adequados ao mesmo (a nível de timings, locais, segmentos de público, suportes, parcerias, etc.), bem como de envolver efectivamente (e qualificar quando necessário) todos os intervenientes que estão integrados nos vários contextos de interface com o público (as frentes de casa, a bilheteira, os gabinetes de comunicação), bem como as equipas técnicas, para os objectivos e conteúdos da programação apresentada. 7/ Acessibilidade cultural: muitos equipamentos, municipais e/ou ligados à administração central, debatem-se actualmente com orçamentos muito diminutos (ou menos, inexistentes), fruto de um gradual desinvestimento estatal na área cultural, já não falando em estruturas profissionais privadas ligadas às artes
performativas, que sofreram cortes significativos (ou até integrais) em termos de subsidiação pública. A ausência ou défice, nos equipamentos culturais públicos, de recursos financeiros para programação acarreta um notório aumento de “acolhimentos” e de partilhas de bilheteira em moldes de co-produção, o qual, não obstante permitir que muitos teatros/auditórios continuem a funcionar (dado o exíguo esforço económico empreendido), apresenta, quando se torna dominante e muito regular, várias desvantagens em termos de acesso, nomeadamente: um claro encarecimento do valor dos ingressos (o que, ainda assim, não parece inibir a procura sempre que se trata de certos fenómenos mediáticos [veja-se os efeitos “Zambujo” ou “família Carreira”, entre outros], mas que provoca, por exemplo, um maior retraimento dos receptores perante propostas de qualidade mas de teor mais alternativo); um significativo menor encaixe de receita de bilheteira para os equipamentos que acolhem as produções; e um menor controlo do programador sobre a qualidade, coerência, solidez, regularidade e impacto inerentes ao seu “plano”. Por outro lado, para as estruturas dotadas de orçamento a adopção de valores fixos de referência (com décalages próximas) para determinadas tipologias/ formatos de evento pode constituir uma mais-valia em termos de atractividade e adesão de público, criando um “chip” mental que permite consolidar rotinas de fruição relativamente à oferta cultural apresentada. A adopção de cartões aderentes com condições especiais de acesso (a valores reduzidos) para eventos programados, numa lógica de rede, por vários equipamentos é outra via que pode revelar-se frutífera. Duas notas finais sobre uma tentação: se o conceito de programação autoral constitui uma dimensão essencial do processo de produção cultural, conferindo identidade, originalidade e diferenciação ao projecto apresentado (dado que este também é, de alguma forma, o reflexo do gosto pessoal e, assim, subjectivo de quem o giza), é importante, ao mesmo tempo, não descurar (por eventuais motivações egocêntricas) criações e objectos de reconhecido interesse e qualidade artística que, não encaixando nas preferências do programador, podem, na óptica dos públicos, apontar valiosos caminhos de diversidade e democraticidade culturais que um serviço público deve trilhar. A um nível mais lato, e como enfatiza Maria Vlachou na sua obra Musing on Culture: management, communications and our relationship with people (2013), é importante lutar contra um certo autocentramento que ainda parece assaltar alguns programadores e gestores culturais, levando-os a questionar as suas práticas, a ler melhor o que os rodeia e a sair das suas zonas de conforto. Sim, porque os gatos podem até parecer narcisistas, mas nunca deixam de nos observar e de notar que existimos...
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Cultura.Sul
Artes visuais
Qual o ‘lugar’ da Psicologia da Arte?
Saul Neves de Jesus
Professor catedrático da UAlg; Pós-doutorado em Artes Visuais pela Universidade de Évora
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No último artigo analisámos de que forma as descobertas na ciência podem ser fonte de inspiração artística, verificando-se que diversos artistas têm procurado expressar nas suas obras descobertas ocorridas nas mais diversas ciências. A Psicologia tem sido uma das ciências mais inspiradora para os artistas. Desde logo, as descobertas ocorridas no âmbito da Psicologia da Forma (Gestalt), que se desenvolveu no início do século XX, tiveram influência no trabalho de Escher, artista gráfico que procurava criar imagens com efeitos de ilusões de ótica, representando construções “impossíveis”. A estreita relação entre o trabalho artístico de Escher e a Psicologia foi revelada no artigo de Penrose e Penrose, em 1958, no British Journal of Psychology, em que apresentaram os desenhos de Escher “Escada acima e escada abaixo” e “Queda de água”. Mas outros artistas foram influenciados pela teoria da Gestalt, pois segundo esta o que se vê depende do próprio observador, tendo em conta que o observador determina a própria realidade com a sua observação. Em particular, Salvador Dali realizou vários trabalhos em que são várias as percepções possíveis por parte do observador. Vejam-se, por exemplo, os seus trabalhos “O enigma interminável” (1938), “Rosto deitado” (1935) ou “O rosto de Mae West” (1934-35). Mas a influência da Psicologia na produção artística é apenas um dos vários aspetos que podem ser abordados quando se analisam as relações entre a Psicologia e as Artes Visuais. A Psicologia da Arte é um dos domínios de fronteira entre a ciência, neste caso a Psicologia, e
a arte. Traduz o desenvolvimento que a Psicologia tem tido em muitos âmbitos de investigação, sendo delimitados domínios cada vez mais específicos, constituindo áreas de fronteira entre a Psicologia e outras áreas científicas. Temos domínios mais actuais, como seja a Psicologia do Desporto, constituindo um domínio de fronteira entre a Psicologia e o Desporto, mas temos domínios de fronteira mais clássicos, como sejam a Psicologia da Saúde e a Psicologia da Educação. Daí estes domínios específicos tanto se incluírem na Psicologia, como nas outras áreas científicas, nestes casos, respectivamente as Ciências do Desporto, as Ciências da Saúde e as Ciências da Educação. No caso das Artes, talvez tivesse sentido a utilização da expressão Ciências Artísticas para traduzir as fronteiras que podem existir entre as Artes e certos domínios científicos próximos, podendo a Psicologia da Arte ser perfeitamente aqui integrada. Independentemente destes aspectos mais formais do enquadramento epistemológico da Psicologia da Arte, importa delimitar o conteúdo que dá especificidade a este domínio. Para tal, parece-nos importante fazer uma retrospectiva de como
se foi constituindo a Psicologia da Arte. Numa revisão da literatura sobre Psicologia da Arte, verifica-se que o primeiro trabalho consistente neste domínio é realizado por Vigotsky (1925), sendo a sua tese de doutoramento intitulada “Psicologia da Arte”, em que analisa os contributos das correntes do Behaviorismo, da Gestalt e da Psicanálise para o estudo da Arte. Curiosamente a formação de base de Vigotsky era em Direito, mas foi no domínio da Psicologia que mais se destacou. No início do século XX, também merecem destaque os estudos realizados por Freud, entre 1907 e 1928, sobre aspectos da vida e da obra de pintores, poetas e músicos famosos, como foram, respectivamente, Leonardo da Vinci, Goethe e Dostoievski. Estes trabalhos foram posteriormente compilados no livro “Psicanálise da Arte”. Um outro autor que se destacou na investigação em Psicologia da Arte foi Arnheim, em particular através dos livros “Art and Visual Perception” (1954) e “Towards a Psychology of Art. Entropy and Art” (1966). Embora na tradução do primeiro para a língua portuguesa, adquirida pela editora Thomson em 1980, o título seja
fotos: d.r.
Desenho “Queda de água”, de Escher “Arte e Percepção Visual. Uma Psicologia da Visão Criadora”, tendo sido acrescentado este subtítulo que aponta para o estudo dos processos criativos, os conteúdos deste não incidem directamente sobre o estudo da criatividade na produção artística. Assim, os tópicos
Desenho “Escada acima e escada abaixo”, de Escher “NOVOS MUNDOS” Até 19 de Julho | Museu de Portimão Timo Dillner nasceu em Wismar na Alemanha em 1966, vive em Bensafrim, Lagos, há 16 anos. ´e um artista multifacetado que apresenta p������������� inturas, poemas, obras gráficas, esculturas e vídeo
deste livro foram os seguintes: equilíbrio; configuração; forma; desenvolvimento; espaço; luz; cor; movimento; dinâmica; e expressão. Estes tópicos remetem fundamentalmente para aspectos relacionados com os contributos dos estudos no âmbito da percepção visual. É na segunda obra, traduzida para a língua portuguesa em 1997, pela Dinalivro, com o título “Para uma Psicologia da Arte. Arte e Entropia”, que a criatividade surge como um dos tópicos abordados. De entre os tópicos analisados neste livro, contam-se a visão, a gestalt, a emoção, os símbolos artísticos e a criatividade. Verifica-se assim que a criatividade, que não havia sido abordada até aos anos 50, predominando o estudo da percepção e dos contributos da Teoria da Gestalt, já surge nesta obra dos anos 60 como um dos tópicos de estudo em Psicologia da Arte. Embora estes livros tenham sido traduzidos para português, verifica-se que a primeira obra publicada em língua portuguesa ocorre nos anos 70 por Juan Mosquera (1973), no Brasil. No seu livro sobre “Psicologia da
Arte”, apresenta estudos sobre alguns artistas, no plano da arte visual (Van Gogh) e no plano da arte escrita (Gabriel Garcia Márquez), bem como sobre alguns temas como sejam a percepção, a estética, a educação artística e a criatividade. Nos anos 80, salientamos os livros de Howard Gardner (1982), “Art, mind and brain. A cognitve approach to creativity”, e de Ellen Winner (1982), “Invented worlds: The Psychology of the Arts”, este último publicado pela Harvard University Press e merecendo uma tradução em chinês no ano de 1997. Esta autora desenvolve ainda uma unidade curricular em Psicologia da Arte e da Criatividade no Boston College – Harvard Graduate School of Education, tendo como principais conteúdos o estudo da personalidade do artista, o cérebro e as aptidões artísticas, a influência da sociedade e do ambiente na criatividade e o pensamento criativo. Em Portugal salienta-se o livro de Carla Gonçalves (2000), em que, dentro da Psicologia da Arte, procura analisar os temas da percepção visual e da gestalt, da psicanálise e da criatividade. Embora os contributos iniciais da Psicologia para a Arte, no final do século XIX e início do século XX, se tivessem situado sobretudo nos aspectos ligados à percepção, como resultado das investigações realizadas no âmbito da Teoria da Gestalt (ou Teoria da Forma), verifica-se que a criatividade vai ocupando um lugar de cada vez maior destaque na Psicologia da Arte, incidindo muitas das investigações atuais sobre este tópico. Nota: Este artigo integra o livro “Construção de um percurso multidisciplinar, integrativo e de síntese nas Artes Visuais”, de Saul Neves de Jesus (snjesus@ualg.pt). Todas as receitas obtidas com a venda deste livro revertem a favor da compra de uma mesa de gravura para o curso de Artes Visuais da Universidade do Algarve. Pode ser adquirido na Fnac de Faro (Forum Algarve) ou em Fnac online (http://www.fnac.pt/ Construcao-de-um-Percurso-nas-Artes-Visuais-Saul-Neves-de-Jesus/a869599).
“AS MEMÓRIAS CIRCULAM NUM CANTO DO CÉREBRO” Até 30 JUN | Casa dos Condes - Alcoutim Exposição de artes plásticas de Maria Antónia Santos que, na sua obra, busca “uma relação inteligente entre o visível e o imaginário, entre o consciente e o inconsciente”
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Espaço ALFA
Novos horizontes na Fotografia
Paulo Côrte-Real Membro da ALFA
Atualmente, assiste-se a um crescente interesse pela fotografia. Quer se deva à proliferação e acesso relativamente fácil a máquinas fotográficas ou a dispositivos eletrónicos portadores de câmara fotográfica, nomeadamente telemóveis ou tablets, quer se deva ao fascínio que a imagem fotográfica exerce sobre as pessoas, com uma visibilidade quase viral através de aplicações e redes sociais, o facto é que nunca se assistiu a um tão intenso gosto pela arte fotográfica. A ALFA, Associação Livre Fotógrafos do Algarve, enquanto associação que visa a promoção da fotografia, de acordo com o objecto da sua actividade, tem vindo a desenvolver um Plano de
Atividade onde a formação, a par dos passeios fotográficos e exposições, tem assumido um forte papel social e cultural no campo fotográfico. Contando com fotógrafos profissionais como formadores, a ALFA tem dinamizado inúmeras formações de curta e média duração, onde os formandos podem optar por cursos de iniciação à fotografia, cursos de nível intermédio para aprofundamento de determinadas matérias ou ainda, cursos temáticos. Em todas as suas formações, a ALFA procura ir ao encontro das necessidades dos formandos, quer pela estruturação e rigor teórico dos assuntos abordados, quer pela disponibilização de uma forte componente prática, que confira aos mesmos a segurança na prática da arte fotográfica.
Workshop de Fotografia Noturna que foi ministrado na ALFA pub
Feira de artesanato e etnografia regressa a Alcoutim A envolvente da praia fluvial do Pego Fundo, em Alcoutim, vai receber, no próximo fim-de-semana, a 30ª edição da Feira de Artesanato e Etnografia, evento que atrai anualmente milhares de visitantes oriundos do Algarve e da vizinha Espanha. O certame constitui uma genuína viagem ao passado onde, a par do artesanato e da etnografia, também a gastronomia típica da
serra algarvia e a animação com música tradicional terão, como habitualmente, lugar de destaque. No sábado, os grupos “Ai Xico Xica” e “Ùs Sai de Gatas” vão animar o evento durante a tarde, ficando a animação nocturna a cargo de “Os Diabo na Cruz” e do “Duo José e Vítor Guerreiro”, que terminarão a festa com um baile tradicional com início marcado para as 23.30. No domingo, a
animação de rua durante a tarde estará mais uma vez a cargo dos grupos “Ai Xico Xica” e “Ùs Sai de Gatas”, estando o baile com o “Duo José e Vítor Guerreiro” agendado para as 21 horas. A Feira de Artesanato e Etnografia de Alcoutim é organizada pela Associação “A Moira”, em colaboração com o Município de Alcoutim, e decorre entre as 16 e as 24 horas.
Imouhar apresenta livro ‘Sentires de uma Alma’ em Albufeira O livro de poesia “Sentires de uma Alma”, da autoria de Imouhar, vai ser apresentado no próximo sábado, pelas 17 horas, na Biblioteca Municipal Lídia Jorge, em Albufeira. O evento vai decorrer num ambiente intimista de inspiração oriental. Imouhar é o pseudónimo escolhido por António Mourinho, um algarvio que desde muito cedo sentiu o apelo por viajar, conhecer o mundo e contactar com outras culturas. Um dia conheceu Marrocos e nasceu um amor que todos os anos o faz regressar a este país.
“Sou filho do vento que corre livre pelas areias do deserto … escrevo longe das prisões gramaticais. Escrevo todo o sentir que carrego na alma, e na alma vai a liberdade de uma alma perfumada de saudade”, é desta forma que o autor se define. Imouhar é bastante ecléctico, não se prende a conceitos nem a definições, utilizando um estilo simples, onde prevalece uma certa nostalgia associada à alegria de viver. A sua poesia é lírica, fala-nos directamente, despertando emoções, na exacta medida em que os versos surgem como estí-
mulos que provocam diferentes estados de alma. O livro “Sentires de Uma alma” é uma edição da Arandis editora, tem nota de apresentação de Vieira Calado e ilustrações de António Brigas, Beatriz Mourinho, Filomena Gonçalves e Maysi Vásquez Rubio. A apresentação de “Sentires de uma Alma” traz à cidade de Albufeira uma nova perspectiva de liberdade, sob a forma como a poesia é escrita pela mão e pelas palavras nostálgicas de Imouhar. A entrada é gratuita.
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Cultura.Sul
Um olhar sobre o património
Missão Cultura
António Rosa Mendes: Tavira mostra a renovada Igreja de N.ª Sr.ª das Ondas uma figura maior
Alexandre Ferreira
Licenciado em Património Cultural pela UAlg
No início do presente mês passaram dois anos sobre o falecimento de uma figura maior do Algarve, cujo contributo para a divulgação da História e da Cultura da região ainda está por alcançar. Ainda que no infortúnio do seu desaparecimento físico,
inconsciente colectivo. Homem pouco dado a encómios, não os poupando contudo a quem realmente os merecia, certamente coraria ao ver o número crescente de homenagens que são feitas em sua honra. Cada uma delas mais do que merecida, com certeza. É comovente constatar as homenagens que diversas entidades algarvias concedem em sua honra, seja através da atribuição do seu nome a Arquivos Históricos ou a Bibliotecas, seja através da atribuição de um Prémio Nacional de Ensaio Histórico do qual é patrono, atribuído pelo município de Vila Real
mentos académicos, de todo relevantes e fundamentais, o estimular e o promover a criação das condições necessárias para que cada um dos “seus” se pudesse exprimir na sua máxima plenitude. Também o autor destas linhas teve a boa fortuna de privar com este vulto maior da cultura do Algarve, cuja filosofia de vida humanista e com um profundo sentido de justiça, aliados aos seus princípios, sempre doseados com uma boa dose de humor, fazem com que a sua ausência seja porventura demasiado evidente. Como vem sendo hábid.r.
Direção Regional de Cultura do Algarve
De acordo com os registos históricos, a Igreja de Nossa Senhora das Ondas em Tavira remonta presumivelmente ao reinado de Manuel I, O Venturoso (Séc. XVI). Similarmente é denominada por Igreja de São Pedro Gonçalves Telmo ou Igreja do Corpo Santo, uma vez que foi erguida pela Confraria do Santo, composta por pescadores e mareantes.1 Por essa razão, igualmente era também conhecida pela Igreja do Compromisso Marítimo (edifício contíguo à Igreja), uma vez que os pescadores e mareantes se agremiavam na Corporação do Corpo Santo. Estilo renascentista, esta Igreja sofreu estragos com o terramoto de 1755, tendo sido posteriormente reconstruída parcialmente, e, desde 2012 é classificada como Património de Interesse Público 2. Percurso histórico
António Rosa Mendes marcou para sempre o panorama cultural algarvio para quem teve o privilé- de Santo António. Entregue to, permito-me desafiar o gio de com ele privar ficam de dois anos em anos, os caro leitor a partir na senos ensinamentos e a paixão laureados da primeira edi- da das riquezas do Algarve, pela Ciência, pela História, ção, cuja cerimónia ocorreu desta feita descobrindo “O Património Inpela Cultura e pela dustrial”, na 12ª Vida! Para aqueAntónio Rosa Mendes era assim. edição do Curso les que não tiveram Um apaixonado pelas tradições Livre de Históoportunidade de o da sua região ria do Algarve, conhecer, ficam as ocasião esta que suas publicações, os seus escritos e os projectos no passado dia 21 de maio, servirá também para homeque ficaram por acabar, mas data em que completaria 61 nagear o Professor António que na efemeridade da sua anos, Daniel Giebels e Mar- Rosa Mendes, por sinal um existência marcam significa- co de Sousa Santos, que por dos organizadores de grande tivamente o panorama cultu- sinal foram seus alunos, sin- parte das edições anteriores tetizaram nos seus discursos deste curso, numa organiral algarvio. António Rosa Mendes era de agradecimento, um dos zação do Centro de Estudos assim. Um apaixonado pelas maiores legados que o pro- em Património, Paisagem e tradições da sua região, pers- fessor António Rosa Mendes Construção e pelo Departacrutando as suas origens e de deixou aos seus alunos, e que mento de Artes e Humanidaque forma, de tão impregna- em boa hora é concretizado des da Faculdade de Ciências das que estão na sociedade, com a atribuição deste pré- Humanas e Sociais da Unise manifestam ainda hoje no mio: mais do que os ensina- versidade do Algarve.
Tendo sido herdada pela Segurança Social das antigas Casas dos Pescadores, esta, foi sua legítima proprietária durante largos anos até passar para “as mãos” do Município de Tavira através de um contrato de comodato. Cidade junto ao mar, com tradições e cultura marítimas presentes, sendo igualmente local de oração, foi-se assistindo aos malefícios provocados pelas intempéries e ausência de manutenção, vindo consideravelmente acentuar a sua degradação… tanto no interior como no exterior. Tomada de ação Decorre no ano de 2008 uma primeira fase de estudos, procurando-se soluções e técnicas que permitam a sua reabilitação, estudos estes elaborados pela equipa técnica do Município. Numa primeira fase, a cobertura e tetos, paredes interiores e exteriores, instalações e património integrado – conservação e restauro dos elementos que compõem todo o acervo religioso; numa segunda fase, o Coro Alto, o Arco Triunfal da Capela-mor e a estrutura de suporte do teto da nave da Igreja. Desenvolvidos os trabalhos a que se propuseram, procurando ter sempre presente a história e a
evolução artísticas das peças do acervo, verifica-se presentemente que através das técnicas de restauro utilizadas, confirmaram-se a existência de várias camadas de tratamentos (repinte) em muitos dos elementos, proporcionando-se desta forma restituir a estes, a sua beleza original. Exem-
Srª da Fruta e Nossa Srª das Ondas. Desde a consolidação de suportes, fixação e limpeza da policromia e superfícies douradas, passando pela execução efetiva de elementos em falta, tratamentos e reintegração de camadas cromáticas, enfim… tarefas executadas até à finalização, foram d.r.
Imagem do altar de São Pedro Gonçalves Telmo plo disso podemos observar no Mural do Coro Alto. Houve todo um conjunto de técnicas utilizadas e sobretudo aos técnicos que as realizaram (Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva), que se tornou possível proceder à remoção de argamassas à base de gesso degradadas e sem qualquer função bem como a colagem de elementos fraturados e destacados, reconstituição de volumes em falta e colmatação de lacunas existentes. O acervo O modelo concebido para o tratamento de todo o acervo religioso e patrimonial passou pela total desmontagem das peças existentes, sua catalogação pormenorizada e transporte para as oficinas da Fundação em Lisboa. A título de curiosidade, o Teto da Nave foi desmontado peça por peça, catalogado e igualmente transportado. Todos os suportes em madeira foram escovados e aspirados e muitos dos elementos deteriorados ao nível de suporte foram repostos em madeira de casquinha; outros elementos tiveram que ser colados por apresentarem fraturas e/ou fissuras através de técnicas específicas e no que se refere a elementos metálicos oxidados, estes, foram substituídos. Quanto às imagens representadas, podemos visualizar a beleza de óleos sobre tela nos Retábulos de São Francisco de Paula, Nossa Srª da Conceição, Nossa
percorridas muitas semanas de minucioso e intenso trabalho. Foi um privilégio esta Direção Regional poder acompanhar o desenvolvimento do trabalhos e igualmente observar através dos Relatórios todas as ações desenvolvidas de pormenor e do detalhe. A equipa da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva foi verdadeiramente essencial em “devolver a vida” das imensas peças do espólio. Decerto que também para a população mareante e pescadora, sentirá esta a grata satisfação ao usufruir de um espaço de oração renovado e pensado num seu todo e em simultâneo em particular, nas suas gentes do mar… nas presentes e vindouras mas sobretudo nas que já passaram. Bem hajam todos os intervenientes que de uma forma ou de outra contribuíram para devolver a todos nós a formosura ímpar de um local erguido pelos nossos antepassados. 1
M a r ea n t e s – qu e m a re i a ,
homem do mar, marinheiro. 2
Um bem considera-se de interes-
se público quando a respetiva proteção e valorização represente ainda um valor cultural de importância nacional, mas para o qual o regime de proteção inerente à classificação como de interesse nacional se mostre desproporcionado in ponto 5 da Lei Nº107/2001, de 8 de setembro, que estabelece as bases da políticas e do regime de proteção e valorização do património cultural.
Cultura.Sul
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O(s) Sentido(s) da Vida a 37º N
Junho Paulo Serra
cam mais este Mercadinho.
uso. Tratava-se de uma capa que cobria inteiramente quem a usava. A cabeça era oculta pelo próprio cabeção ou por um rebuço feito por qualquer xaile, lenço ou mantilha. Um século depois Joana Bandeira, jovem artista natural de Olhão, “agarra” no bioco Algarvio, despe-o do seu tradicional preto e reveste-o com novas cores, tecidos, padrões e acessórios, numa espécie de ode (e homenagem cromática) a todas as mulheres que outrora a usaram. A exposição estará patente em Santa Rita no CIIPC, Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela/CMVRSA (Antiga Escola Primária de Santa Rita) até 12 de Julho de 2015 e pode ser visitada de segunda a sexta-feira das 9h às 13h e das 14h às 17h (Junho) e das 9h às 15h (Julho)
Pedro Jubilot
pedromalves2014@hotmail.com canalsonora.blogs.sapo.pt
Retratos Cinéticos fotos: d.r.
Concertos ao entardecer
Peixe-Futuro
Para ver até 27 de agosto na FNAC do Algarve Shopping na Guia, a exposição de fotografia de Jorge Jubilot baseada no álbum ‹Retratos Cinéticos› com a banda Orblua. Uma mostra da paisagem, da vida, da cultura e das gentes do Algarve, focada na direção de uma perspetiva artística pessoal, global e integrada do mundo onde nos movemos.
Manhã É no glorioso desta manhã em que o céu não se mexe e o mar se calou que o acordar é sinónimo de esperança, embora não se saiba já se a parte que se perdeu do seu significado ainda seja recuperável.
Sem Medos
AGENDAR
Sem medos, meu amor, a caminho do solstício, surfando uma onda de gigante combustão psicadélica, seremos levados para fora das trevas em que nos afogamos nos dias em que nos vemos representados na tv a cores de um país a preto e cinzento.
Diz sobre o seu trabalho: «dá rosto às palavras do meu sangue. É autodecifração. Não é tanto o gosto, mas a necessidade dele. O meu desenho sou eu enquanto somos. É este ser que me interessa e persigo. Anima-me. O desenhar enquanto actividade subjectiva e inconsciente, deixa de o ser quando o desenho está acabado. São desejos que decifro, são vontades. A arte cria assim uma paralela à linha que a vida risca. Estas duas linhas confundem-se e são. Quem não vê não sabe e a ignorância não deixa ver a beleza que deslinda o mistério do ar do artista». Ver sobre o seu trabalho: em Faro na Igreja da Sé – pintura: «Faro de StªMaria» e na Raposeira na Ermida Nª Srª de Guadalupe – desenho: colectiva «Sim».
~ da lua desviando as águas circundantes ~ fio-de-contas à vida estagnada nas margens ~ resoluções sem bóia presa à âncora fundeada ~ no mar de um futuro-peixe enrolado na onda breve ~
Biocos Regressaram em Maio à vista ria os ‘Concertos ao Entardecer’ com a banda First Breath After Coma e depois o músico brasileiro Momo. Na sede da associação ArQuente, na rua António Maria Labóia, nº 1. Imperdíveis. Cada novo concerto uma surpresa ou uma estreia. Os próximos concertos, desta 5ª edição, sempre às 19h30, terão lugar a 20 de Junho com Éme e a 4 de Julho com Sequin.
Mercado de Verão
Essência
Cacela Velha prepara-se para receber, no próximo dia 21 de Junho (Domingo), mais um Mercadinho de Verão. Velharias e antiguidades; trocas & baldrocas, espaço onde se vendem artigos em segunda mão (discos, cd’s, livros, roupa, brinquedos, quadros, …); artesanato tradicional (empreita, cestaria, latoaria, cerâmica, trapologia…) e novas criações; produtos alimentares da região como o mel, pão, bolos, compotas, licores; flores; cremes e sabonetes naturais; brinquedos de madeira; livros e música mar-
A essência do amor é algo que está para lá da poesia, desfaz-se perante a aproximação do verso certo, da estrofe perfeita, das sílabas contadas como favas, nada está seguro, pelo cinto preso no banco da vida do amo-te para sempre, de quem não sabe que um texto nunca está acabado, como nunca está perto do fim, e que assim também se pode perder por qualquer uma razão desconhecida, surgida mesmo na eternidade etérea do pc para onde transcreves essa volatilidade de sentidos.
“UMA CADEIRA NA MONTANHA” 13 JUN | 21.30 | Teatro das Figuras - Faro Leitura encenada com crianças com idades compreendidas entre os 8 e os 12 anos e que resulta numa apresentação final aberta à comunidade
É por muitos considerado um trajo mítico e verdadeiramente popular no Algarve. Associam-no muitas vezes a Olhão por ter sido dos últimos lugares onde foi usado até aos anos 30 do séc. XX, mesmo depois da proibição do seu
“PINTURAS DE ROMAN MARKOV” Até 6 de JUL | Espaço de atendimento da EMARP As inspirações e principal tema das obras de Roman Markov são as paisagens e as gentes, pelas quais se enamora, ao longo das suas viagens
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Cultura.Sul
Espaço ao Património
Ficha Técnica:
A culpa é da Comunicação?
Direcção: GORDA Associação Sócio-Cultural fotos: d.r.
Cidália Pacheco
Técnica Superior de Marketing na Divisão de Comunicação da Câmara Municipal de Portimão
Apesar de habituada a usar a escrita no meu dia-a-dia, confesso que não sei por onde iniciar. Assim sendo, penso ser justo começar por agradecer à colega e amiga Isabel Soares, atual Chefe de Divisão do Museu de Portimão, o gentil convite que me endereçou para escrever este artigo. Sendo o ato de comunicar algo de essencial nos diversos planos que envolvem uma sociedade, neste caso em particular e tendo em conta a minha experiência profissional na comunicação de equipamentos e eventos, irei partilhar com os leitores desta rubrica algumas ideias acerca da comunicação enquanto processo que promove ou condiciona o sucesso de uma ideia. Penso que todos os Técnicos que trabalham nesta área, nalgum momento da sua vida profissional, já ouviram a frase “Foi a comunicação que falhou!”. Sim, quando algo corre menos bem e não se atingem os resultados esperados, por norma, ainda numa fase de pouca análise e reflexão, o primeiro ímpeto é assumir que a comunicação não funcionou. Sem dúvida pode acontecer, mas julgo que o insucesso ou sucesso de algo, na maioria das vezes, pois existem com certeza exceções, está sobretudo relacionado com a experiência de qualidade que é ou não percecionada, com a afinidade que é gerada perante determinada ideia, no fundo, com a necessidade que é ou não sentida de se fazer parte de algo. A última ideia exposta penso que é essencial na área dos equipamentos culturais, cada vez mais há uma necessidade premente de envolver, não queremos públicos passivos, precisamos de parceiros que são essenciais para a construção de uma história com futuro. O sucesso reside nas emoções, no sentimento de
Imagem do interior do museu de Portimão pertença. Este envolvimento não resulta de um “amor à primeira vista”. Uma marca bem posicionada, com uma identidade forte e definida, que é corretamente percecionada no seu mercado, não é o resultado de meia dúzia de ações de comunicação, é o produto de um longo caminho, que todos os dias é percorrido com empenho. Em outubro de 2008, entre outros projetos, fiquei com a responsabilidade de trabalhar a comunicação do Museu de Portimão, uma antiga fábrica de conservas, que tinha aberto as suas portas no ano anterior e eu ainda não tinha tido a oportunidade de visitar. Não demorou muito até me enamorar
e desde então que me confesso apaixonada por aquele espaço que, hoje com sete anos de existência, guarda na sua bagagem várias menções honrosas e algumas distinções internacionais, entre elas, o prémio “Museu Conselho da Europa”. “O meu Museu”, o “nosso Museu”, na larga maioria das vezes quando penso e escrevo sobre aquele espaço, é de forma natural que abuso de pronomes possessivos, e é precisamente com esta orientação que o trabalho é desenvolvido. É desta forma que queremos que este espaço cultural seja sentido no seio da sua comunidade, e este objetivo só é possível, porque é transversal a toda a
equipa, a qual tenho o maior orgulho de integrar, que tem feito um trabalho de proximidade, junto de diferentes gerações, absolutamente excecional. Assumidamente, no que diz respeito ao acesso à informação, entrámos numa nova era, em que o mundo digital alcançou um papel preponderante no universo da comunicação, em que é só querer e todos estamos conectados uns aos outros, bastando para isso ter acesso à internet. Comunicar tornou-se algo banal, qualquer pessoa tem uma enorme facilidade em disponibilizar conteúdos on line. Contudo, esta nova era que se apresenta fantástica na infinidade de
Uma noite à luz das conservas!
possibilidades e soluções que oferece aos comunicadores para serem bem-sucedidos no seu trabalho, particularmente num período em que a primeira variável a considerar num plano de comunicação é precisamente o orçamento, também traz consigo enormes desafios. O sentimento de quem privilegia a internet como canal informativo, deverá ser mais ou menos o mesmo sentimento de alguém que vai ao supermercado e entra num corredor com prateleiras repletas de um mesmo produto de marcas diferentes – o que escolher? O acesso a redes sociais como o Facebook é de tal forma massivo, que o verdadeiro desafio perante a panóplia de oferta, é precisamente promover a diferenciação, a mensagem tem que gerar algum tipo de emoção, promover empatia, fidelizar o utilizador. Através destes canais comunicamos, cada vez mais, para pessoas experientes, conhecedoras e com pouco tempo disponível, que com alguma facilidade estabelecem comparativos de avaliação, fazem as suas escolhas e com a mesma rapidez com que fizeram um “gosto” deixam de seguir essa mesma página. No caso do nosso Museu de Portimão, apanhamos naturalmente boleia da era digital que nos permite globalizar as ideias e o trabalho desenvolvido na escala local, mas o segredo reside sempre nas pessoas. Elas são a pedra basilar, a primazia do processo de comunicação, em primeira instância, acontece junto da comunidade que fez parte da história daquela fábrica, são as suas estórias que dão vida aos objetos, foram os seus relatos que permitiram dar corpo a um percurso. Não temos dúvidas que a era digital veio para ficar e continuará a evoluir à velocidade da luz, mas paralelamente com os novos canais, deveremos continuar a privilegiar os velhos métodos que promovem uma proximidade mais real e menos virtual, continuarmos a valorizar a troca de experiências é a nossa vantagem competitiva, porque não existem processos técnicos que dignifiquem um projeto, ideia ou evento que não tem essência.
Editor: Ricardo Claro Paginação e gestão de conteúdos: Postal do Algarve Responsáveis pelas secções: • Artes visuais: Saul de Jesus • Espaço AGECAL: Jorge Queiroz • Espaço ALFA: Raúl Grade Coelho • Espaço Cultura: Direcção Regional de Cultura do Algarve • Da minha biblioteca: Adriana Nogueira • Grande ecrã: Cineclube de Faro Cineclube de Tavira • Juventude, artes e ideias: Jady Batista • Letras e literatura: Paulo Serra • Momento: Ana Omelete • O(s) Sentido(s) da Vida a 37º N: Pedro Jubilot • Panorâmica: Ricardo Claro • Património: Isabel Soares • Sala de leitura: Paulo Pires • Um olhar sobre o património: Alexandre Ferreira Colaboradores desta edição: Cidália Pacheco Paulo Côrte-Real Parceiros: Direcção Regional de Cultura do Algarve, FNAC Forum Algarve e-mail redacção: geralcultura.sul@gmail.com e-mail publicidade: anabelag.postal@gmail.com on-line em: www.postal.pt e-paper em: www.issuu.com/postaldoalgarve
facebook: Cultura.Sul Tiragem: 8.166 exemplares
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Cultura.Sul
Da minha biblioteca
As mulheres que fizeram Roma, de Carla Hilário Quevedo d.r.
Adriana Nogueira
Pareceu-me importante esta contextualização para melhor enquadrar este livro, pois é sempre bom sabermos quem são os autores que lemos, principalmente quando não se trata de ficção.
Classicista Professora da Univ. do Algarve
Facto e ficção
adriana.nogueira.cultura.sul@gmail.com
Escrever sobre mulheres do mundo romano implica conhecer factos e reconhecer que muito do que foi escrito como verdade é, na realidade, ficção. A primeira história deste livro é a de Reia Sílvia, uma vestal (sacerdotisa da deusa Vesta, que tinha de ser virgem, sob pena de ser enterrada viva) que surge grávida, explicando o fenómeno por ter sido violada pelo deus Marte. Como contrapartida, os seus filhos (estava à espera de gémeos) seriam um marco na história da humanidade, visto que «um deles seria o fundador da grande cidade de um povo não menos grandioso» (p.24): Rómulo fundaria Roma. Para os romanos, Reia Sílvia fazia parte da sua história, tal como outras mulheres que sabemos que existiram. E sobre essas, o que se sabe é facto ou ficção? Carla Quevedo questiona muitas vezes as fontes que demonizavam algumas destas mulheres, não se coibindo de desmontar as acusações, quantas vezes absurdas, e emitir a sua opinião. Por exemplo, a propósito do desaparecimento de Tibério e do facto de Lívia, sua mãe, que tanto lutou para que o filho chegasse a imperador, ter sido uma das pessoas suspeitas de estarem envolvidas na sua morte, pois, «por causa do filho tinha perdido honras concedidas por Augusto», a autora afirma: «Esta hipótese que consideramos tresloucada é avançada por Tácito» (p. 112). Não quero com isto dizer que procure branquear os acontecimentos, mas sim que não aceita sem questionar as fontes que, muitas vezes, servem interesses políticos (contra os homens de
AGENDAR
Não é frequente serem editados livros de divulgação cultural, escritos originalmente em português, sobre a antiguidade clássica. Só isso já seria razão para me congratular com a recentíssima publicação deste As mulheres que fizeram Roma, da autoria de Carla Hilário Quevedo. Nestes dias em que saiu a notícia que os estabelecimentos de ensino podem ter, no Básico, como Oferta de Escola, disciplinas na área da Introdução à Cultura e Línguas Clássicas, a publicação deste livro só vem reforçar a importância desta componente na educação (relembro que o Latim e o Grego nunca saíram do Ensino Secundário, apesar de parecer que sim. Por exemplo, em Portimão, na Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, tem havido Grego no 12º ano, com muito sucesso). Mas a minha satisfação é maior, porque o livro é mesmo de leitura muito agradável. Não se deixem assustar com o subtítulo, 14 Histórias de poder e violência, pois também há histórias de amor, dedicação e honra. É verdade que tudo gira à volta do poder, mas a história tem destas coisas: não fala dos fracos. Carla Hilário Quevedo é cronista no jornal i e no semanário Sol, mas conheci a sua escrita no tempo em que publicava no Expresso, tendo depois passado a segui-la no blogue Bomba Inteligente. Já nessa época, Carla Quevedo manifestava o seu interesse pela antiguidade: conhecedora do grego moderno e licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês/Alemão), fez mestrado em Estudos Clássicos, tendo aprendido grego antigo e latim.
Carla Hilário Quevedo lançou recentemente o seu primeiro livro poder), nos retratos que fazem das mulheres. Sobre Messalina, diz-nos, no final do capítulo: «Messalina pode não ter sido a meretriz entediada que chegou até nós, mas havia muito no seu comportamento que não se adequava ao que era esperado de uma mulher da sua posição. Por isso não nos deverá surpreender que tenha sido usada quando se tratou de denegrir Cláudio e a sua dinastia. É verdade que pode não ter sido bem assim. Porém, temos a certeza de que não seria a candidata ideal para honrar a deusa Vesta. Ou como diríamos hoje, Messalina não era santa nenhuma» (p.122). O que se aprende Aprende-se muito com este livro. Não só sobre história de Roma, mas sobre relações humanas, familiares e de poder. Mas mais do que isso: concentra-se aqui, explicado de uma forma clara e simples, elementos de
“SEA CHANGE” Até 12 JUN | Biblioteca Municipal de Olhão Exposição de Rachel Ramirez, que recorre a uma técnica de impressão japonesa, o “goytaku”, transformando espécimes marinhos naturais e objectos artificiais em obras de arte
legislação romana (tão próxima de nós, ou não fosse o direito romano o nosso antepassado), de tradições, de cultura. A situação das mulheres no casamento é a questão que mais aparece, por serem elas as protagonistas e por só existirem e serem faladas pelo seu relacionamento com homens (normalmente maridos e filhos). No cap. II, ao referir o rapto das jovens sabinas (por parte dos romanos que queriam constituir família, tal era a escassez de mulheres), conta que apenas uma mulher casada foi raptada e, mesmo assim, por engano. A lei permitiria «matar um adúltero, i.e., um homem que adulterava a mulher casada, apanhado em flagrante, mas um homem que violasse uma mulher que não era casada tinha apenas que pagar uma multa» (p.33). Por coincidência, esse adúltero era o próprio Rómulo e foi Hersília, a sabina, que convenceu o mari-
do a não entrar em guerra com os romanos. Vamos vendo, assim, como as leis mudam ao sabor dos quereres dos imperadores, influenciados ou não por mulheres. Augusto, preocupado com a natalidade, «decretou multas para homens e mulheres sem filhos e estabeleceu recompensas monetárias para os plebeus que provassem ter filhos», penalizando ainda «os homens que casassem com prostitutas ou actrizes e regulamentou o divórcio. Instituiu o dever de casar para homens e mulheres viúvos que não tivessem no mínimo três filhos. Em 18 a.C. criou a lex Iulia de adulteriis, que penalizava o adultério» (p.102). Mais: «o marido de mulher adúltera que não se divorciasse imediatamente dela era considerado seu proxeneta. Estava proibido de a matar, mas podia decidir sobre o seu exílio» (p.118). Quando Agripina viu uma
possibilidade de «colocar [o filho] Nero na linha de sucessão do trono», sabia também que «teria primeiro de casar com o tio, que seduziu com competência. Fazendo uso do direito que tinha de lhe tocar, por ser sua sobrinha, Agripina depressa encantou Cláudio. Os casamentos entre familiares eram considerados incesto e por isso eram expressamente proibidos por lei. (…) Um ou outro suborno pode ter ajudado a persuadir senadores indecisos» (p.129) e a verdade é que a lei foi alterada. Catorze são as histórias de vida de mulheres sobreviventes, ao longo de mil anos (de 510 a.C. a 450 d.C.). Carla Quevedo rodeou-se de uma bibliografia (que apresenta no final) que poderá ser também muito útil para quem quiser ler mais sobre o assunto. Cada capítulo tem notas no fim do livro e não no pé da página, fazendo com que a leitura flua escorreita.
“A ÚLTIMA SEMANA DO FASCISMO?” Até 30 JUN | Biblioteca Municipal de Lagos Exposição de pintura de Manuela Caneco constituída por 14 obras originais, estruturadas em cinco séries: “Corrosão do Sistema”; “Repressã������������������� o em Lisboa”, “Tortura”, “Luta” e “Emigração forçada e clandestina”
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