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Notaer Maio 2022

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www.fab.mil.br I Ano XLVI I Nº 05 I Maio, 2022


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CARTA AO LEITOR

VIGILÂNCIA, PROTEÇÃO E CRESCIMENTO DA NOSSA FAB Caro leitor, acompanhando as mudanças tecnológicas, buscando inovações no campo da comunicação e após estudos técnicos, nosso time do CECOMSAER decidiu transformar o Jornal Notaer: agora ele será apenas em formato digital. Portanto, a partir desta edição, não haverá mais impressão do periódico e a sua leitura será exclusivamente pela tela do computador ou na palma da mão, por meio do tablet ou celular. Tudo isso para que a divulgação seja aperfeiçoada e alcance mais militares e civis, em todo o Brasil e fora dele. E para marcar este novo ciclo do jornal, a edição de maio destaca o Dia da Aviação de Patrulha, celebrada no dia 22. Cada Aviação tem sua particularidade e importância para a nossa Força Aérea, mas para mim, que escolhi cumprir mi-

nhas missões operacionais por meio da Patrulha, é com carinho que produzimos uma matéria que aborda nossa atividade-fim: vigiar e proteger o litoral brasileiro, além de mostrar as novidades e atualizações. Cabe, por exemplo, aos militares dos Esquadrões Orungan, Phoenix e Netuno a vigilância da Zona Econômica Exclusiva brasileira, localizada no Oceano Atlântico, onde são encontradas as maiores reservas nacionais de petróleo. Nesta edição, vamos mostrar que a nossa Força Aérea segue em crescimento, com a chegada dos F-39 Gripen ao Brasil, marcando o início de uma nova era para a Defesa Aérea Nacional. Após desembarcarem no Porto de Navegantes (SC), as aeronaves foram conduzidas pelos pilotos do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV) até o Centro de Ensaios em Voo, em

Gavião Peixoto (SP), onde a FAB, a Embraer e a Saab executarão testes em voo até que o Projeto F-39 Gripen receba o certificado militar, uma espécie de licença de operação inicial do avião. Não deixem de ler a matéria sobre o Dia das Mães, celebrado, sempre, no segundo domingo de maio. Além disso, a matéria do Dia do Peacekeepers, instituído em 29 de maio pela Organização das Nações Unidas (ONU), em alusão à primeira missão de paz sob o respaldo da ONU, iniciada no ano de 1948, na Palestina, é um dos destaques. Outra matéria, que mostra toda nossa capacidade operacional, é sobre a realização dos Exercícios Viking, IVR, Poseidon e Salto Livre. Boa leitura! Brigadeiro do Ar Adolfo Aleixo da Silva Junior Chefe do CECOMSAER

MÍDIAS SOCIAIS

FOTOS DO MOMENTO DA CHEGADA AO BRASIL DOS DOIS CAÇAS F-39 GRIPEN

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Expediente O j o r n a l N OTA E R é u m a publicação mensal do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) voltado ao público interno. Chefe do CECOMSAER: Brigadeiro do Ar Adolfo Aleixo da Silva Junior Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Luis Felipe da Silveira e Eliseu Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador João Gustavo Lage Germano Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente-Coronel Aviador Igor Correa da Rocha Editores: Tenente Jornalista Marayane Ribeiro (MTB/PB 3754) Aspirante Jornalista Roberta Nunes (SRTE/DF 10671) Colaboradores: Textos enviados ao CECOMSAER via SISCOMSAE Revisão Ortográfica e Gramatical: Suboficial SST Rogerio Braga Bandeira Diagramação: Sargento TIN Fabiana Gomes

O post no Instagram da FAB com a imagem dos dois novos F-39 Gripen chegando ao Porto de Navegantes (SC) foi o destaque nas mídias sociais. A publicação obteve 38 mil curtidas e mais 618 comentários. A FAB divulga em suas mídias sociais produtos elaborados pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) e pelos elos do Sistema de Comunicação Social da Aeronáutica.

Capa e Artes: Subdivisão de Publicidade e Propaganda Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte. Endereço: Esplanada dos Ministérios Bloco “M” 7º andar CEP: 70045-900 Brasília/DF


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PALAVRAS DO COMANDANTE

O FUTURO CHEGOU! Um sentimento convicto de que estamos seguindo trilhas precisas rumo ao futuro se apossa de nossa Instituição. Nossos homens e mulheres, apoiados por nossas máquinas, participam de um momento único para o desenvolvimento de uma Força Aérea moderna e adaptável aos desafios atuais, com elevada capacidade operacional para proteger os interesses nacionais. O Brasil já recebeu as duas primeiras aeronaves de produção em série F-39 Gripen. Uma nova era para a nossa defesa aérea foi inaugurada. Estamos orgulhosos, chegamos a um

seleto grupo de operadores de aeronaves de alta tecnologia e nos posicionamos entre as mais modernas Forças Aéreas do mundo. Pilotos do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), altamente preparados para conduzir tais aeronaves de combate, demonstraram sua aptidão nos primeiros voos realizados no espaço aéreo brasileiro. Para além da tecnologia, é imprescindível reconhecer o trabalho desses e de tantos outros profissionais que atuam no Projeto F-X2 e que tornaram esse momento possível. Também revestidos de

abnegação em nome de nossa defesa estão centenas de integrantes que se debruçam na vigilância e na proteção de todo o litoral nacional. Em maio, reconhecemos o trabalho da Aviação de Patrulha da Força Aérea Brasileira, que, por intermédio de seus esquadrões, cuida de uma área de aproximadamente 13,5 milhões de quilômetros quadrados. “Não importa a tormenta, se chove ou se venta, ela tem um caminho a trilhar. Salve a Patrulha!” Atingir o estado da arte em nossas aviações é uma tarefa árdua, que exige o com-

prometimento de todos os profissionais do Comando da Aeronáutica. Temos a certeza de que o futuro chegou, de que os homens e mulheres da FAB têm atingido o mais alto grau de conhecimento, mas não descansaremos na busca eterna pela excelência. Que esse rico momento seja fonte de inspiração para superarmos limites e vencermos desafios, alcançando novas façanhas para a gloriosa Força Aérea Brasileira. Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior Comandante da Aeronáutica


FOTO: CB SILVA LOPES

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DIA DA AVIAÇÃO DE PATRULHA

AVIAÇÃO DE PATRULHA: HÁ 80 ANOS, SUA MISSÃO É VIGIAR E PROTEGER O LITORAL BRASILEIRO Vigiar e proteger, 24 horas por dia, uma área de aproximadamente 13,5 milhões de quilômetros quadrados. Essa é a missão dos três Esquadrões que compõem a Aviação de Patrulha da Força Aérea Brasileira. No dia 22 de maio de 1942, pilotos brasileiros utilizaram uma aeronave B-25 Mitchell para atacar, durante a Segunda Guerra Mundial, o submarino italiano Barbarigo, que, quatro dias antes, havia lançado torpedos contra o navio

mercante brasileiro Comandante Lyra, que resultou na entrada do Brasil no conflito. A partir de então, a FAB iniciou as atividades de cobertura de todo o litoral nacional.

PATRULHAMENTO Cabe à Aviação de Patrulha, por exemplo, a vigilância da Zona Econômica Exclusiva brasileira, localizada no Oceano Atlântico, onde são encontradas as maiores reservas nacionais de petróleo. O Comandante do Terceiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (3°/7º GAV), FOTO: SGT REZENDE

Ten JOR Marayane Ribeiro

Tenente-Coronel Ciro Appip Lambiase, explicou que, nessas áreas, as ações que mais se destacam são de Patrulha Marítima e Busca e Salvamento (SAR). “Dessa forma, conseguimos controlar a área sobre o Oceano Atlântico e defender o nosso litoral, contribuindo com a missão da Força Aérea e com a nação brasileira”, pontuou. Em diversas ações, o 3°/7º GAV, localizado em Belém (PA), é acionado para agir na fiscalização de atividades ilícitas de embarcações ou em acidentes ambientais. Foi durante uma missão de treinamento, em 2021, que o Esquadrão Netuno foi informado pela Marinha do Brasil (MB) que existia uma embarcação encalhada em um banco de areia na foz do Rio Tocantins. Após receber as coordenadas da área do possível sinistro, os pilotos deixaram a região de treinamento e se engajaram para a busca à embarcação. As informações foram repassadas ao Navio

Patrulha da MB, que se direcionou para a área e realizou o resgate da tripulação. Ainda dentro da missão de Patrulha, cabe, também, ao Segundo Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (2º/7º GAV), localizado em Canoas (RS), a vigilância do mar territorial brasileiro, detectando, localizando e identificando embarcações nacionais e ou estrangeiras em coordenação com a MB, permitindo tomar medidas contra embarcações engajadas em atividades ilícitas, tais como o despejo de poluentes, contrabando ou pesca ilegal. “O Esquadrão Phoenix tem exercido o patrulhamento ostensivo das águas jurisdicionais brasileiras, a fim de evitar o acometimento de atos ilícitos e predatórios. Além disso, mantém equipes aprestadas e de sobreaviso permanentemente, que realizam a Ação de Busca e Salvamento”, explicou o Comandante do Esquadrão Phoenix, Tenente-Coronel Alexandre Tadeu Ferreira


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I N T E R C E P TA ÇÃO

Em março de 2022, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) engajou um dos Esquadrões da Aviação de Patrulha para cumprir a Operação Atlântico, conjuntamente com a Marinha, a partir da Base Aérea de Salvador. A operação consistiu de voos rotineiros de patrulhamento ostensivo da costa brasileira. Entretanto, a missão logo evoluiu para uma incansável busca por uma suposta embarcação suspeita de envolvimento com contrabando. Durante a ação, que durou alguns dias, os tripulantes da aeronave P-95 Bandeirulha obtiveram contato visual positivo com a embarcação suspeita do acometimento ilícito, cuja posição foi repassada imediatamente ao meio naval envolvido. Por consequência, em ação coordenada com a Polícia Federal, a MB, por meio da sua Corveta da Classe Imperial Marinheiro, interceptou a embarcação e a conduziu ao Porto de Salvador. Após a apreensão da carga, constatou-se que a embarcação contrabandeava

cerca de 90 toneladas de cigarros de origem desconhecida.

FOTO: BOEING

da Silva.

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VIGILÂNCIAABORDO DA AERONAVE P-3 É a bordo da aeronave P-3 AM Orion que o Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1°/7º GAV), localizado no Rio de Janeiro (RJ), também atua vigiando o litoral nacional. Em 2021, ano que marcou os 10 anos de incorporação da aeronave à FAB, o Grupo Akaer entregou o primeiro par de asas do P-3 completamente revitalizado. O procedimento buscou estender a vida útil das aeronaves por meio da substituição de diversos elementos primários das asas, tais como revestimentos superiores, longarinas dianteiras e traseiras, painéis superiores e inferiores, entre outras ações. “A Aviação de Patrulha é uma parte essencial para manter a segurança nacional, pois, graças às características da nossa aeronave multimissão P-3AM Orion, garantimos ao Brasil um grande poder dissuasório, com a

retomada da capacidade de guerra antissubmarino. Podemos empregar uma gama de torpedos bem como os mísseis antinavio Harpoon”, destacou o Comandante do 1°/7° GAV, Tenente-Coronel Cicero Vieira Ramos.

M ÍS S I L H A R P O O N Equipando a aeronave P-3, o míssil Harpoon veio para auxiliar ainda mais a proteção do mar territorial brasileiro. Com mais de 124 km de alcance, o armamento tem 3,8 metros de comprimento e 526 quilos e é movido por uma turbina, chegando a atingir 850 km/h. O míssil utiliza dados dos sis-

temas da aeronave lançadora para calcular e corrigir a rota até o alvo. Depois de lançado, o Harpoon voa próximo ao mar para evitar ser detectado. Somente a ogiva tem 226 quilos de material explosivo, o suficiente para que o Harpoon cause danos que levem um navio a afundar. Com o Harpoon e demais ferramentas que integram a Aviação de Patrulha, a FAB passa a ter um sistema game changer de patrulhamento e defesa, oferecendo amplo poder de dissuasão e inquestionável capacidade de combate às aeronaves que vigiam e protegem o território nacional.


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AVIAÇÃO DE CAÇA

CHEGADA DOS GRIPENS AO BRASIL MARCA INÍCIO DE UMA NOVA ERA NA AVIAÇÃO DE CAÇA

OS DOIS PRIMEIROS CAÇAS DE PRODUÇÃO EM SÉRIE F-39 GRIPEN REALIZARAM O PRIMEIRO VOO NOS CÉUS DO BRASIL EM ABRIL Ten JOR Marayane Ribeiro A chegada das duas primeiras aeronaves de produção em série F-39 Gripen ao Brasil marcou o início de uma nova era para a Defesa Aérea Nacional. Os dois aviões multimissão

vieram de Norrköping, na Suécia, transportados em um navio, e chegaram ao país no dia 1º de abril, pelo Porto de Navegantes (SC), quando também aconteceu o desembarque das duas aeronaves em solo brasileiro.

TRANSLADO Após o planejamento e a análise do melhor p e r c u r s o , a s a e r o n a ve s foram conduzidas pelas ruas da cidade, durante a madrugada, até o Aeroporto de Navegantes. Para o translado, vários aspect o s f o r a m o b s e r va d o s , dentre eles, a logística e a segurança, com a atuação

de profissionais especializados. Para a missão, foram acionados os Grupos de Segurança e Defesa (GSD) de Florianópolis (SC), Canoas (RS) e Santa Maria (RS), dentre diversas outras Organizações Militares da Força Aérea Brasileira (FAB), além da Polícia Militar de Santa


FOTOS: SGT MULLER MARIN/ CECOMSAER

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Catarina (PMSC), Guarda Municipal de Navegantes, Corpo de Bombeiros de Santa Catarina (CBMSC) e Bombeiros V o l u n t á r i o s . Ta m b é m contribuíram a Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Prefeitura Municipal de Navegantes, Fundação Municipal de Vigilância e Trânsito (NAVETRAN), CCR Aeroportos e Portonave.

PROJETO F-X2 O Gerente do Projeto F-X2 na Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Coronel Aviador Claucio Oliveira Marques, pontuou que a missão foi um desafio. "Foram muitas coordenações para que tudo ocorresse bem, não só da parte da FAB, mas também de outros órgãos. Foram muitas pessoas e muitas organizações envolvidas para que isso pudesse acontecer.

Aproveitamos a oportunidade para externar os agradecimentos a todos que participaram e contribuíram para o sucesso da missão", ressaltou. No hangar, as aeronaves passaram por uma série de procedimentos, como a instalação do assento ejetável e do kit de s o b r e v i vê n c i a , a l é m d o abastecimento e do preparo para acionamento em solo. Dessa forma, os dois aviões puderam estar prontos para o momento histórico: o primeiro voo das aeronaves de produção em série do modelo F-39 Gripen.

PRIMEIRO VOO As aeronaves foram conduzidas pelos pilotos do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), Tenente-Coronel Aviador Cristiano de Oliveira Peres e Major Aviador Abdon de Rezende Vasconcelos, que desde 2020 participaram de treinamentos, inclusive na Suécia, para estarem aptos para o voo histórico. O Te-

nente-Coronel Cristiano, que foi o comandante da missão, explicou que, para o voo, foi realizado um detalhado planejamento da rota e do combustível, bem como a seleção de todas as alternativas para o caso de uma emergência. O Oficial ainda destacou a honra que foi estar nesse projeto. “Para mim, como piloto de caça, foi uma satisfação muito grande poder liderar a primeira formação de Gripen no Brasil. Eu diria que voou na minha ala não apenas o Major Abdon, mas todos aqueles que trabalharam, desde 2014, para a concepção desse projeto grandioso para a Força Aérea Brasileira”, disse. O destino do voo foi o Centro de Ensaios em Voo, localizado em Gavião Peixoto (SP), onde pilotos de prova da FAB, da Embraer e da Saab executarão testes em voo até que a aeronave receba o certificado militar, que é uma espécie de licença de operação inicial do avião.

SUCESSO DA MISSÃO O Presidente da COPAC, Brigadeiro do Ar Antonio

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Luiz Godoy Soares Mioni Rodrigues, dedicou o sucesso da missão às 154 pessoas envolvidas em algum momento na operação. "Todos trabalharam arduamente, tanto no período em que estivemos em Navegantes como também no planejamento da missão, desde o desembarque das aeronaves no porto, passando pelo momento da decolagem, até o pouso em Gavião Peixoto. Tudo ocorreu exatamente como planejado graças à dedicação de todos", concluiu o Oficial-General.

F-39 GRIPEN O Gripen é conhecido por sua eficiência, baixo custo de operação, elevada disponibilidade e capacidade tecnológica avançada. Em várias Forças Aéreas no mundo é o vetor responsável pela soberania e proteção dessas nações, nas 24 horas do dia, assim como faz missões de policiamento aéreo em algumas regiões críticas. A sua entrada em serviço trará um importante salto qualitativo e tecnológico, com alguns dos recursos embarcados até então inéditos para a FAB.


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Maio - 2022 FOTO: MARCELO ALVES

EXPOSIÇÃO GRIPEN NO BRASIL

EXPOSIÇÃO DA RÉPLICA DO F-39 GRIPEN: SAIBA DAS PRÓXIMAS DATAS E LOCAIS da e fotografada. A entrada é gratuita e menores de 18 anos

DATA

devem ser acompanhados do responsável. Programe-se!

LOCAL

15 a 29 de abril

Esplanada do Centro Cultural da FGV

19 e 20 de maio

Exposição na SC Expo Defense, em Florianópolis.

25 de julho a 31 de Exposição da maquete no MUSAL, Rio de Janeiro. agosto FOTO: BIANCA / CECOMSAER

Curiosos e amantes da aviação terão a oportunidade não apenas de ver, mas de ter a mesma experiência de um piloto a bordo de uma aeronave de caça da Força Aérea Brasileira. A réplica em tamanho real do F-39 Gripen, a aeronave multimissão FAB, fará "pousos" em algumas cidades brasileiras por meio da exposição "Voo para o Futuro". O início dessa viagem começa pelo Rio de Janeiro, mais precisamente na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em parceria com a Instituição, a aeronave em tamanho real ficou em exposição até o dia 29 de abril. Na mostra, a FGV celebra também o Bicentenário da Independência do Brasil (1822 – 2022), um resgate de parte importante da história da nação. Já nos dias 19 e 20 de maio, os florianopolitanos terão a oportunidade de conhecer a réplica do F-39 Gripen durante a segunda edição da

Feira de Tecnologias e Produtos de Defesa (SC EXPO DEFENSE), evento que será realizado na Base Aérea de Florianópolis (BAFL) em parceria com o Ministério da Defesa. No dia 20 de julho, a réplica do avião desembarca na capital federal para as comemorações do dia do nascimento de Alberto Santos-Dumont, o Pai da Aviação, que serão realizadas na Base Aérea de Brasília (BABR). No período de 25 de julho a 31 de agosto, a Cidade Maravilhosa volta a receber a exposição no Museu Aeroespacial (Musal). O visitante poderá entrar no cockpit e conhecer todas as ferramentas necessárias para as missões. O F-39 Gripen é um caça supersônico preparado para enfrentar ameaças no ar, na terra e no mar. Sua cabine possui um display com resolução HDTV, sensível ao toque, com todas as informações do voo. Toda essa tecnologia de última geração pode ser vista, acessa-

FOTO: BIANCA / CECOMSAER

Ten JOR Raquel Alves


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TC PABLO RODRIGUES FONTES/ ONU

DIA DO PEACEKEEPERS Armadas, civis e policiais. Em muitos momentos, os Peacekeepers são chamados de Soldados da Paz ou Capacetes Azuis, em referência à cor do equipamento de proteção utilizado pelos militares que atuam em missões de paz conduzidas pela ONU.

BRASIL NAS OPERAÇÕES DE PAZ

OPERAÇÕES DE PAZ: A ATUAÇÃO DOS MILITARES DA FAB NAS MISSÕES DA ONU COM PEACEKEEPERS, MILITARES BRASILEIROS ATUAM EM 7 DAS 12 MISSÕES DE PAZ ATUAIS Asp JOR Eniele Santos Com o intuito de servirem como instrumento para auxiliarem países devastados por conflitos e criarem condições para que a paz seja alcançada no local, as missões de paz possibilitam a implementação de acordos que buscam a harmonia entre as nações, auxiliando, assim, não apenas na segurança, como também em quesitos sociais e políticos, como a construção de hospitais, incentivo ao respeito dos direitos humanos, realização de eleições democráticas, treinamento de

militares e apoio ao retorno de populações refugiadas e deslocadas. É nesse sentido que o termo Peacekeeping, (Manutenção da paz) é tão difundido, uma vez que é uma forma de resolução de conflitos internacionais. O dia 29 de maio foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o dia dos Peacekeepers, em 2002, em alusão à primeira missão de paz sob o respaldo da ONU, iniciada no ano de 1948, na Palestina. Foi o início de uma trajetória de mais de 70 missões dessa natureza, envolvendo militares das Forças

O Brasil tem ocupado posição de destaque nas operações de paz sob a égide das Nações Unidas, participando de 7 das 12 missões correntes da ONU. Cerca de 250 militares brasileiros, das Forças Armadas e policiais, participam de operações por todo o mundo: na República Centro-Africana, no Sudão do Sul, na República do Sudão, no Saara Ocidental e na República Democrática do Congo, dentre outros. Algumas de suas atribuições são distribuições de água e comida, resgates de reféns e proteção de civis, sendo o uso da força permitido apenas nas conjunturas de legítima defesa. Atualmente, a FAB atua na Missão das Nações Unidas para a Organização de um Referendo no Saara Ocidental (MINURSO), onde a Organização mantém uma missão desde

1991, com objetivo de monitorar um acordo de paz entre o Marrocos e a Frente Polisário, que busca a independência do território do Saara Ocidental. Como observador militar na MINURSO, o Tenente-Coronel Pablo Fontes cumpriu a função de verificar se ambas as partes do conflito estavam respeitando o cessar-fogo, de acordo com o mandato da missão. “Depois de seis meses, eu fui lotado para o sul da missão e para o lado marroquino, na região Team Site Awsard realizando a mesma função que é verificar e averiguar se as partes estavam cumprindo todas as regras do acordo”, destaca o militar da Força Aérea Brasileira que de 2014 a 2015 atuou como observador militar no continente africano. O Saara Ocidental é uma região controlada e administrada pelo Marrocos desde a chamada Marcha Verde - protestos realizados em 1975 que forçaram a Espanha a deixar o território. Depois de anos de guerra civil com o movimento político-revolucionário em favor da autonomia da região, foi instalada uma missão da ONU na Frente Polisário, que é uma região onde foi instituído um movimento de resistência à dominação marroquina.


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Maio - 2022 FOTO: SGT FIGUEIRA/ CECOMSAER

FAB EM AÇÃO: MÊS DE ABRIL É MARCADO POR EXERCÍCIOS E OPERAÇÕES MILITARES DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA PARTICIPARAM DO EXERCÍCIO OPERACIONAL DE INTELIGÊNCIA, VIGILÂNCIA E RECONHECIMENTO (IVR); DO EXERCÍCIO VIKING; DO ADESTRAMENTO CONJUNTO ESPECÍFICO DE SALTO LIVRE OPERACIONAL; ALÉM DAS OPERAÇÕES POSEIDON E ÁGATA CONJUNTA AMAZÔNIA Ten JOR Flávia Rocha abril na Base Aérea de Santa Maria (BASM), no Rio A Força Aérea Brasilei- Grande do Sul. O objetivo ra (FAB) participou de uma do treinamento foi adestrar série de treinamentos e e preparar os Esquadrões operações no mês de abril. q u e c u m p r e m a s A ç õ e s de Força Aérea de Reconhecimento Aeroespacial, IVR Um dos destaques foi a Controle Aéreo Avançado, quarta edição do Exercício Interferência Eletrônica e Operacional de Inteligên- Ataque. O adestramento cia, Vigilância e Reconhe- envolveu cerca de 150 micimento (IVR), que aconte- litares de nove Esquadrões ceu de 28 de março a 12 de das Aviações de Caça, Re-

FOTO: SGT FIGUEIRA/ CECOMSAER

EXERCÍCIOS OPERACIONAIS

EXERCÍCIOS OPERACIONAIS


POSEIDON Entre 04 e 09 de abril, ocorreu a Operação Poseidon 2022, com foco na interoperabilidade entre as Forças Armadas. Com treinamentos reais realizados na área marítima com-

preendida entre as cidades do Rio de Janeiro (RJ) e Cabo Frio (RJ), o Navio Doca Multipropósito (NDM) “Bahia” recebeu pilotos e tripulantes da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira para a realização de exercícios de qualificação e

requalificação de pouso. Ao todo, a ação contou com a participação de 900 militares das três Forças.

ÁGATA Cerca de 1.500 militares das Forças Armadas estiveram envolvidos na Operação

EXERCÍCIOS OPERACIONAIS

RQ-450.

FOTO: SO JOHNSON/ CECOMSAER

conhecimento e Patrulha, além de um Esquadrão de Comunicações e Controle e o Primeiro Grupo de Defesa Antiaérea. Participaram do Exercício as aeronaves A-1, R-99, P-3AM, P-95 BM e a s a e r o n a ve s r e m o t a mente pilotadas RQ-900 e

FOTO: COMPREP

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FOTO: COMPREP

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Ágata Conjunta Amazônia, com o objetivo de combater ilícitos nas fronteiras dos estados do Amazonas e de Roraima. A Operação aconteceu de 21 de março a 02 de abril. Ao todo, foram empregadas 14 aeronaves da FAB das Aviações de Caça, Asas Rotativas, Transporte e Reconhecimento, em ações preventivas e repressivas contra crimes como contrabando, descaminho e narcotráfico, além de exploração mineral e garimpo ilegais, praticados na faixa de fronteira.

VIKING 2022 A FAB participou, ainda, de 28 de março a 7 de abril, do Exercício Viking 2022, considerado o maior exercício multifuncional voltado para operações de paz do mundo. A 9ª edição da atividade contou com 1750 participantes de mais de 40 países. Desenvolvido,

simultaneamente, em cinco países (Brasil, Suécia, Bulgária, Finlândia e Catar), o Viking 22 foi marcado pela capacitação, cooperação, integração e interoperabilidade entre as Forças Armadas Brasileiras. Esta edição teve a participação de 31 militares da Força Aérea Brasileira ( FA B ) q u e t r a b a l h a r a m na área de Avaliação, cuja função é verificar se as atividades estão de acordo com os objetivos propostos pela FAB; na área de Coordenação que tem como atribuição inserir as atividades que devem ser respondidas pelos militares nas Unidades Aéreas e na área de Audiência de Treinamento que atuaram nos três modelos de aeronaves disponibilizadas: dois H-60, um C-105 e três A-29. O Exercício Viking 22 contou ainda com um sítio remoto na Suécia, do qual

FOTO: SGT BIANCA/ CECOMSAER

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militares da FAB participaram das ações ministradas, auxiliando o planejamento das operações militares em apoio ao Componente Civil da Missão das Nações Unidas em Midland (país fictício onde estava ocorrendo a operação). Entre os militares que estiveram na Operação, na Suécia, está o Coronel Aviador Luís Eduardo Pombo Celles Cordeiro que participou como

assistente do Chefe da Seção de Operações Correntes (U3) do quartel general (FHQ) do Componente militar. “Atualmente, temos unidades em condições de serem ofertadas pelo Brasil para missões de paz, portanto é de vital importância que tenhamos oportunidades como essa da Viking 22 para treinar nosso pessoal para esse tipo de atividade”, concluiu. FOTO: SGT BIANCA/ CECOMSAER

EXERCÍCIOS OPERACIONAIS

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PESQUISA

COMGEP E SEFA FARÃO PESQUISA PARA IDENTIFICAR NÍVEL DE SATISFAÇÃO DAS ATIVIDADES DE APOIO PSICOSSOCIAL E PROFISSIONAL DA FAB O OBJETIVO É MAPEAR OS PRINCIPAIS FATORES QUE INTERFEREM NO AMBIENTE PROFISSIONAL E NA MELHORIA DO DESEMPENHO HUMANO NAS ORGANIZAÇÕES Asp JOR Roberta Nunes

A iniciativa é do Comando-Geral do Pessoal (COMGEP) e da Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA), com vistas à aplicação de modernas práticas de gestão de pessoas para promover maior motivação e qualidade de vida no trabalho. A partir de 1º de junho de 2022, todo o público que integra a Família Aeronáutica terá a oportunidade

de manifestar os próprios níveis de satisfação em relação às condições de trabalho e suporte organizacional. A iniciativa é do Comando-Geral do Pessoal (COMGEP) e da Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA), com vistas à aplicação de modernas práticas de gestão de pessoas para promover maior motivação e qualidade de vida no trabalho. O desenvolvimento da Pesquisa envolve um esforço conjunto entre o Instituto de Psicologia da Aeronáutica (IPA), o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) e os Centros de Computação da Aeronáutica do

Rio de Janeiro (CCA-RJ) e Brasília (CCA-BR). A pesquisa abordará questões como motivação, organização do trabalho, gestão de pessoas e apoio ao efetivo, que permitirão mapear os fatores que interfiram positiva ou negativamente no ambiente de trabalho. O intuito é que estes resultados auxiliem na avaliação das necessidades da instituição, possibilitando o gerenciamento de processos e programas, e a criação e aplicação de políticas, que ampliem as condições necessárias para um trabalho que concilie, da melhor forma possível, a qualidade, a produtividade, a segurança e a saúde ocu-

pacionais. Esta iniciativa representa a importância do investimento no ser humano, visto como a principal engrenagem para a conquista da produtividade, qualidade e segurança dos trabalhos realizados. A participação coletiva é entendida como fundamental! Quanto maior for o número de respostas, mais fiel à realidade a pesquisa será. O formulário poderá ser respondido anonimamente e só trará benefícios. Fique ligado(a) nos canais de comunicação organizacionais e não deixe de responder a pesquisa de forma atenta e sincera!


FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

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DIA DAS MÃES

MISSÕES DE VIDA: MILITAR, AVIADORA E MÃE Ten JOR Letícia Faria Há 11 anos a Capitão Aviadora Marcela Strino vive o sonho de ser militar e piloto. Atualmente serve no Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo (6º ETA), na Base Aérea de Brasília (DF), e faz parte do Quadro de Tripulantes (QTs), juntamente com seu esposo, o também Capitão Aviador Douglas Gomes Gonçalves, onde cumpre suas missões operacionais pilotando as aeronaves C-97 Brasília e C-95 Bandeirante. E, há quatro anos realiza outro sonho: o de ser mãe do Murilo, que nasceu em Manaus e do Pedro, de um ano, nascido na Capital Federal. Os desafios de ser militar, aviadora e mãe, de acordo com a Capitão, são semelhantes aos de todas as mães, independente da profissão. “É possível conciliar com o auxílio de familiares e principalmente do meu companheiro de vida que cuida com primor da nossa famí-

lia. Somos do mesmo QTs e isso é benéfico para nossa realidade, pois conseguimos desconflitar nossas escalas de voo, assim mantendo pelo menos um de nós com os pequenos em casa, enquanto o outro cumpre missão fora”, comentou a Oficial, elencando algumas das tarefas do dia a dia. “São horas restritas de sono, com trabalho, missões aéreas com pernoite fora de casa e escalas de serviço na rotina, deixando os pequenos em casa para cumprir minha missão na caserna”, acrescentou. A Capitão conta que dentre todos os desafios diários de ser mãe e cumprir suas missões à serviço da Pátria, a volta para casa é o momento mais gratificante. “Ter o sorriso e o olhar de felicidade dos meus filhos é maravilhoso e faz com que tudo valha a pena! Digo a todos que, antes de ser mãe, me comprometi a servir ao meu País e, mesmo com essa nova realidade na minha vida pessoal, tento fa-

zer o possível para que tudo dê certo”, ressaltou. A Oficial relatou, também, as surpresas que a vida de militar proporciona, especialmente após a experiência em ser mãe. “O Esquadrão em que atuo é o que mais faz missões de transporte de órgãos na FAB. Um dia recebemos a visita de uma menina que havia recebido um coração transportado por nossos militares. A mãe agradeceu a todos pela vida da filha e isso me deixou emocionada, pois me coloquei no lugar daquela mãe e me sentindo grata em saber que consigo, de alguma forma, atingir e mudar a

vida de outros pelo que faço dentro da FAB”. A Capitão ingressou na Força Aérea Brasileira (FAB), por meio da Academia da Força Aérea (AFA), motivada por seu pai, que foi militar da FAB. “Sempre tive meu pai como exemplo a seguir. Ele é Coronel da Aeronáutica, aviador e, quando estava na ativa, era piloto de caça. Lembro-me de ir ao Esquadrão Aéreo ainda criança e ficar encantada com tudo que via. De alguma forma, esses momentos despertaram algo lá no fundo, que floresceu mais tarde, com a vontade de ser militar”, finalizou.


Maio - 2022

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ENTRETENIMENTO

CAÇA PALAVRAS Vigiar e PROTEGER 24 horas por dia uma área de aproximadamente 13,5 milhões de quilômetros quadrados. Essa é a missão dos três ESQUADRÕES que compõem a Aviação de PATRULHA da Força Aérea Brasileira, que é lembrada no dia 22 de maio. Nessa data, há exatos 80 anos, o Brasil se tornou alvo de sucessivos afundamentos de NAVIOS mercantes brasileiros por SUBMARINOS alemães e italianos. A partir de então, a FAB iniciou as atividades de cobertura de todo o LITORAL nacional. Fonte: Agência Força Aérea

Resposta do Caça Palavras da Edição de Abril de 2022


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