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Setembro - 2013

OPERACIONAL

oze pilotos operacionais, de quatro unidades de primeira linha da Aviação de Caça, além de quatro controladores militares, sendo dois de uma Unidade de Controle e Alarme em voo e outros dois do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, treinaram, durante uma semana, táticas e técnicas aplicadas ao combate BVR, do inglês Beyond Visual Range, ou seja, além do alcance visual. Tudo isso ocorreu em um dos mais modernos centros de treinamento simulado do mundo localizado na Suécia. No Centro de Simulação de Combate sueco, oito pilotos podem atuar simultaneamente dentro de um ambiente onde vários fatores podem ser configurados: desempenho da aeronave, tipo e quantidade de armamentos, tipo de radar etc. Nesse mesmo ambiente, os controladores podem interagir com as aeronaves como se estivessem em suas posições rotineiras, com a vantagem de

Pilotos, controladores e representantes da III FAE participam de treinamento

da missão, execução e, finalmente, a crítica de cada “voo” realizado. “Esse foi um ponto importante, pois todos operaram como uma equipe, trocando experiências, e permitindo

uma avaliação das táticas e técnicas empregadas por nossos pilotos de combate e controladores de voo”, afirma o Coronel Aviador Jefson Borges, comandante da missão.

Aspirantes escolhem: Transporte ou Patrulha

té o fim deste ano, a Força Aérea Brasileira (FAB) deve ter mais dez pilotos de aviação de patrulha e 54 da aviação de transporte. Mais cinco meses de estudos e voos de instrução separam os 64 Aspirantes-a-Oficial do sonho de se tornarem aviadores operacionais da FAB. É nesse clima de expectativa e concentração que vive atualmente o Esquadrão Rumba, de Fortaleza (CE). No próximo ano, a turma estará espalhada por várias unidades da FAB, já cumprindo missões reais. Em agosto, durante o “Simpósio de Aviações”, ocorreu o aguardado momento de definição da futura aviação dos Aspirantes. Aqueles com melhores notas nas provas aéreas e teóricas, além de teste físico e conceito militar, puderam fazer a escolha de acordo com o gosto pessoal. Foi o caso do Aspirante Felipe de Paula. “Sempre tive o sonho de servir na Amazônia, ajudar no apoio social

1º/5º GAV

A

acompanhar, pessoalmente, tanto a preparação quanto a crítica da missão. Além disso, podem visualizar, juntamente com os pilotos, toda a arena de combate em modo tridimensional, tornando o aprendizado no treinamento muito eficiente. Além das aeronaves “pilotadas”, o Centro de Simulação de Combate permite a inclusão de aeronaves de diversos tipos no cenário tático, aumentando a quantidade e a complexidade dos combates aéreos. Tudo isso dentro de um mundo virtual que utiliza o datalink. Essa tecnologia permite que diversas aeronaves troquem, automaticamente, informações entre si, aumentando a capacidade dos pilotos em perceber o ambiente à sua volta – a chamada consciência situacional. Junto com os pilotos e controladores brasileiros, pilotos e controladores suecos participaram do treinamento, interagindo desde o preparo

III FAE

D

III FAE treina em centro de simulação na Suécia

Aspirantes voam o C-95 Bandeirante modernizado durante instrução em Fortaleza (CE)

que é dado naquela área”, confessa. Ele optou pela aviação de transporte e quer agora disputar uma vaga no Esquadrão Arara, de Manaus (AM), equipado com os aviões C-105 Amazonas.

Já o Aspirante Thales Araújo preferiu ir para a aviação de patrulha. “Gostaria muito de participar de uma Ágata”, disse. Em 2014, já como Oficial, ele deverá ser piloto

de aviões P-95 das bases de Florianópolis (SC) ou Belém (PA). Mas até lá é preciso concluir a segunda fase do curso de especialização operacional, com missões de busca, de vigilância e de ataque com lançamento de foguetes. “É um desafio, mas a programação da instrução facilita esse aprendizado”, conta. Depois de voarem os treinadores T-25 e T-27 na Academia da Força Aérea, os Aspirantes voam no Esquadrão Rumba os bimotores C-95M Bandeirante. É a primeira experiência deles com aeronaves de porte maior e com dois pilotos sentados lado-a-lado na cabine de comando. O “Simpósio de Aviações” é um dos momentos mais importantes do ano porque encerra a fase inicial de treinamento no C-95M e marcar o começo dos voos mais complexos, voltados para o cumprimento de missões.

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Jornal NOTAER - Edição de setembro de 2013  

SEGURANÇA DE VOO - Simpósio do CENIPA alerta para número de acidentes

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