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Aerovisão 282 - Jan/Fev/Mar de 2026

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Edição n° 282 - Ano 53

Janeiro / Fevereiro / Março - 2026

Paraquedistas do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, (PARA-SAR), realiza salto a Grande Altitude, por meio da aeronave KC-390 Millennium.

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ENTREVISTA

O Comandante da Aeronáutica, TenenteBrigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, destaca as principais iniciativas, avanços e desafios da Força Aérea Brasileira (FAB) ao longo de 2025.

AEROESPACIAL

A Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S.A. (ALADA) fortalece o desenvolvimento de soluções estratégicas e amplia a capacidade nacional no setor aeroespacial.

INOVAÇÃO

O Parque Industrial e Tecnológico Aeroespacial, em construção na Bahia, impulsionará a inovação e a pesquisa no setor aeroespacial brasileiro, sob liderança do Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (CIMATEC).

28 PROJETO ESTRATÉGICO

O Brasil deu um passo histórico ao apresentar o primeiro caça F-39 Gripen fabricado em território nacional, marco que consolida avanços tecnológicos e fortalece a Base Industrial de Defesa (BID).

EDUCAÇÃO

As obras da nova unidade do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em Fortaleza (CE) avançam em ritmo acelerado, ampliando o acesso à excelência acadêmica e impulsionando a formação aeroespacial no Nordeste.

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VITORIOSO REGRESSO

A atuação dos militares brasileiros na Segunda Guerra Mundial é relembrada nos 80 anos do retorno das tropas ao país, marcando um capítulo histórico de bravura, sacrifício e dedicação à Pátria.

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NOVA SEDE

O Comando da Aeronáutica reafirma seu compromisso com a história e a cultura da FAB com a inauguração da sede do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), em Brasília (DF).

Acesse a versão digital!

CULTURA

Publicação oficial da Força Aérea Brasileira, a revista Aerovisão é produzida pela Agência Força Aérea , do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER).

Esplanada dos Ministérios, Bloco M, 7º Andar CEP: 70045-900 - Brasília - DF

Contato: redacao@fab.mil.br

O Museu Aeroespacial Paulista (MAPA) surge como novo espaço cultural em São Paulo, fruto da parceria entre a FAB e o Museu Asas de Um Sonho.

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EXERCÍCIO MILITAR

O Exercício de Campanha de Emprego de Logística, Saúde e Intendência Operacional (EXCELSIOR), maior ação humanitária já realizada pela FAB na Amazônia, alia treinamento operacional ao atendimento direto às populações de áreas remotas. 58

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66 VOO MENTAL

O cineasta e documentarista Erik de Castro compartilha sua trajetória e seu trabalho na preservação da memória brasileira na Segunda Guerra Mundial por meio do cinema documental.

Chefe do CECOMSAER: Major-Brigadeiro do Ar Daniel Cavalcanti de Mendonça

Vice-Chefe do CECOMSAER: Coronel Aviador Marco Antonio Aidar Ribeiro

Chefe da Divisão de Comunicação Integrada: Coronel Aviador Bruno Perrut Gomes Garcez dos Reis

Chefe da Subdivisão de Produção e Divulgação: Tenente-Coronel Aviador Andrews Soares Ribeiro

Chefe da Seção de Produção: Major Aviador Gleydson Mafra de Paiva

Chefe da Subseção Agência Força Aérea: Capitão Jornalista Emília Cristina Maria (MTB - 14234/RS)

Editor-Chefe:

Tenente Jornalista Johny Lucas Vasconcelos dos Santos (MTB - 1484/AM)

Editora: Tenente Jornalista Eunice Myrea Amorim Calazans

Diagramação: Soldado SAD Arthur Augusto Aranha

Arte de Capa:

Tenente Publicitário Rodney Amorim Calazans

Estão autorizadas transcrições integrais ou parciais das matérias, desde que mencionada a fonte.

FORÇA AÉREA ELEVANDO O BRASIL A UM NOVO PATAMAR GLOBAL - MAIS FORTE, MAIS TECNOLÓGICO E MAIS SOBERANO

Nesta edição da revista Aerovisão, destacamos como os projetos estratégicos da FAB têm promovido essa projeção do país no cenário mundial, além de fortalecer a indústria nacional e fomentar o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social brasileiro.

Do avanço significativo das obras do novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em Fortaleza (CE), que visa descentralizar e impulsionar a formação acadêmica de alto nível, ao fortalecimento da soberania tecnológica com a ativação da Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S.A. (ALADA), cada iniciativa mostra que investir no poder aeroespacial é investir no futuro científico e econômico do Brasil. Nas páginas desta edição, exploramos aspectos importantes da expansão do Parque Industrial e Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA), que transforma a Base Aérea de Salvador (BASV) em um forte polo de pesquisa, inovação e qualificação profissional — um verdadeiro catalisador de desenvolvimento social e econômico para toda a região.

No campo operacional e industrial, o País segue avançando com conquistas que mudam o patamar da indústria brasileira. Nesse sentido, evidenciamos os impactos do avanço do projeto F-39 Gripen, assim como a montagem do primeiro caça produzido em território nacional. Em paralelo, celebramos um marco cultural histórico com a criação do Museu Aeroespacial Paulista (MAPA), projetado para ser um dos maiores acervos aeronáuticos do mundo, que nasce para inspirar novas gerações, fortalecer a cultura aeronáutica e movimentar a economia criativa de São Paulo.

E, enquanto olhamos para o futuro, também honramos o passado. Nas matérias sobre o Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER) e os 80 anos do Vitorioso Regresso, reforçamos o compromisso da Força Aérea com a memória histórica, a educação e a valorização de sua contribuição para a sociedade brasileira, legado que continua ecoando em cada operação, cada missão e cada projeto realizado atualmente. Além disso, levamos você por uma jornada nos bastidores da Operação Excelsior 2025, um exemplo consolidado de demonstração da capacidade operacional e logística da FAB em todo o território nacional.

“Sempre pronta, sempre presente, onde o Brasil precisar”

Major-Brigadeiro do Ar

Daniel Cavalcanti de Mendonça

Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

PalavrasdoComandante

A FORÇA AÉREA BRASILEIRA EM 2025

Foi 2025 um ano de singular importância para a Força Aérea Brasileira, o qual se fez marcado pelas celebrações dos 80 anos do Vitorioso Regresso dos militares da FAB, fato esse traduzido em um feito histórico em que a coragem, o amor à Pátria e o espírito de corpo, até os dias de hoje, inspiram todos os que envergam o azul.

Ao honrar esse legado, a Força Aérea deu um passo decisivo no fortalecimento de sua capacidade operacional, com a incorporação da décima aeronave F-39 Gripen à frota de caças de última geração, representando essa conquista não somente a modernização de seus meios, mas também a consolidação de uma doutrina de dissuasão aérea compatível com os desafios do nosso tempo.

A FAB também destacou-se em ações de policiamento e controle do espaço aéreo. Por meio de sua atuação, garantiu a soberania do país e a proteção de nossas fronteiras, tendo realizado diversas medidas de interceptação e de apreensão de aeronaves, envolvidas com o tráfico ilícito, além da detecção e neutralização de embarcações semissubmersíveis, na tentativa de transporte de entorpecentes, próximo ao Arquipélago do Marajó, no Pará.

Na área espacial, a Força Aérea marcou presença, escrevendo um novo capítulo na história do Brasil, com a criação da Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S.A. – ALADA, cuja finalidade é impulsionar o Programa Espacial Brasileiro, de modo a viabilizar o acesso autônomo ao espaço.

Além disso, a Força Aérea, neste ano, reafirmou o seu continuado compromisso com a sociedade brasileira, por meio de ações humanitárias de grande alcance, dentre as quais o Exercício Excelsior, o maior já realizado na Amazônia.

Na área de controle do tráfego aéreo, o profissionalismo garantiu ao Brasil o reconhecimento internacional, com o país sendo o mais votado em recente eleição da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Aliado a tal conquista, ressalta-se que o Sistema de Controle do Espaço Aéreo nacional ganhou ainda mais destaque, em 2025, inclusive em eventos internacionais, como a COP-30, e nas reuniões dos BRICS, evidenciando a confiabilidade e a competência dos nossos controladores e do nosso sistema de defesa aérea.

Por fim, notório é o expressivo avanço das obras do Instituto Tecnológico de Aeronáutica de Fortaleza (ITA-FZ). Assim, denota que, em breve, teremos a formação de novos engenheiros altamente qualificados.

Assim, em 2025, a Força Aérea Brasileira, ao reiterar sua vocação de servir ao país, com excelência, projeta o Brasil para o futuro, elevando, cada vez mais alto, a sua missão como as “Asas que protegem o País”.

Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno

Comandante da Aeronáutica

CONSOLIDAÇÃO DA CAPACIDADE DISSUASÓRIA DO PAÍS

Desde 2023 à frente do Comando da Aeronáutica, o Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno tem conduzido uma gestão pautada pela valorizaçãodosprojetosestratégicosepelofortalecimentodascapacidades operacionais.Nestaentrevista,oComandantedaAeronáuticafazumbalanço das principais ações e resultados da FAB.

TENENTE JORNALISTA MYREA CALAZANS

Ao assumir o Comando da Força Aérea Brasileira, em 2023, o senhor destacou a importância de manter máxima atenção aos projetos estratégicos da Instituição, assegurando o contínuo aperfeiçoamento das capacidades operacionais rumo ao futuro almejado. Passados três anos de gestão, qual balanço o senhor faz do emprego do KC-390 nesse período, especialmente nas Operações Taquari I e II, em que a FAB atuou de forma intensa e multifacetada em áreas como logística e apoio à saúde?

Ao fazer o balanço do uso do KC-390 nesses três anos de gestão, considero que a aeronave confirmou, na prática, a vocação multimissão que justificou sua aquisição e desenvolvimento. O KC-390 Millennium consolidouse como plataforma logística de alto desempenho, capaz de integrar operações de transporte estratégico e tático, apoio a populações isoladas, emprego em missões de combate a incêndio, lançamento de carga e movimentação de meios sensíveis, tudo isso com maior capacidade de carga, automação e velocidade do que os cargueiros que substitui. Em operações como Taquari I e Taquari II — em que a FAB atuou intensamente com tarefas logísticas, transporte de sistemas e apoio à saúde — o KC-390 demonstrou sua utilidade operacional ao permitir deslocamentos mais rápidos, maior quantidade de insumos embarcáveis e flexibilidade na configuração da cabine para atendimento aeromédico, transporte de tropas e movimentação de equipamentos. Esse conjunto de atributos proporcionou ganho tangível em tempo-resposta e em sustentação logística, elementos essenciais quando a missão exige presença do Estado em áreas de difícil acesso.

Do ponto de vista institucional, esses três anos permitiram amadurecer procedimentos operacionais, rotinas de manutenção e doutrinas de emprego do KC-390 em missões cívico-militares e de defesa. Também

consolidamos a interoperabilidade com outros meios, tanto nacionais quanto parceiros, e identificamos pontos para aperfeiçoamento em formação de tripulações e em cadeia logística de peças e componentes — um caminho natural para qualquer plataforma nova que atinge emprego operacional contínuo. Em suma: o KC390 passou do estágio experimental e de certificações para o patamar de peça chave na operação da Força Aérea, com resultados mensuráveis nas Operações Taquari e em diversas outras frentes de atuação.

No que se refere à soberania do espaço aéreo e à capacidade de defesa do país, como o senhor avalia o papel estratégico do KC390 para a Força Aérea Brasileira? Considerando marcos recentes, como o primeiro emprego do sistema MAFFS sob sua gestão e a certificação de reabastecimento em voo, que avanços essa aeronave representa para o fortalecimento operacional e tecnológico do Brasil?

O KC-390 representa, para a defesa e para a soberania do espaço aéreo brasileiro, um salto de capacidade técnica e operacional. Primeiramente, por sua característica multimissão: além do transporte e da projeção logística, a plataforma tem sido adaptada e empregada em funções especializadas — entre elas o apoio ao combate a incêndios por meio do sistema MAFFS (ou versões modulares similares), que amplia consideravelmente nossa capacidade de resposta em grandes incêndios florestais e de cobertura territorial. O transporte e a integração desse módulo nos permitiram, em diversas missões, lançar grandes volumes de água e atuar em conjunto com outros meios do Estado, o que reforça a FAB como instrumento de proteção civil.

Adicionalmente, o marco técnico mais relevante deste período foi a certificação do reabastecimento em voo (REVO) entre o KC-390 e o F-39

Gripen. A validação dessa capacidade operacional — fruto de planejamento técnico rigoroso, ensaios em voo e coordenação entre equipes e programas de integração — amplia sobremaneira o alcance tático e estratégico da nossa aviação de caça. O REVO entre um cargueiro-tanque nacional e o caça de nova geração reduz a dependência de terceiros, estende o raio de ação dos vetores de combate e permite maior persistência em missões de defesa aérea e dissuasão. Do ponto de vista tecnológico, os ensaios e a certificação demonstram que a cadeia industrial, de engenharia de ensaios e de formação de recursos humanos brasileiros é capaz de conduzir operações complexas, somando maturidade técnica ao programa KC-390 Millennium e ao programa F-39 Gripen. Em termos operacionais, estes avanços traduzemse em maior autonomia e resiliência para o país.

Em relação ao aumento da capacidade operacional da Força Aérea Brasileira, como o senhor avalia os impactos do avanço do projeto F-39 Gripen, especialmente com a chegada da décima primeira aeronave ao país? E, olhando para o futuro, quais são as perspectivas quanto à produção nacional desse caça e à consolidação de sua unidade fabril no Brasil?

A chegada de unidades adicionais do F-39 Gripen ao Brasil não é apenas um incremento numérico da nossa frota de caça: é a materialização do programa de renovação tecnológica da aviação de combate, que combina aquisição de plataformas modernas com transferência de tecnologia e produção nacional. A entrada da décima primeira aeronave reforça a capacidade de geração de surtidas, pronta-resposta e patrulha, ampliando a cobertura do espaço aéreo e a capacidade de dissuasão. Cada nova entrega permite acelerar a curva de aprendizado das

unidades operacionais — desde as equipes de solo até as tripulações — e otimizar a sustentação logística.

No campo industrial, a implantação da linha de produção em parceria entre Saab e Embraer, em Gavião Peixoto (SP), constitui um divisor de águas. Produzir um vetor de 4ª/5ª geração em território nacional significa ganhos tecnológicos diretos — capacitação de mão de obra especializada, desenvolvimento de fornecedores locais, e possibilidade de inserção do Brasil em cadeias de valor aeronáuticas globais. A perspectiva é que, com a consolidação dessa unidade fabril, tenhamos não somente manutenção e montagem local, mas também o fortalecimento de um cluster de engenharia e produção que pode servir tanto à manutenção das aeronaves da FAB quanto a futuras oportunidades de exportação e de cooperação internacional. Do ponto de vista estratégico, essa combinação de capacidade operacional (mais aeronaves em serviço) e inserção industrial (produção nacional) aumenta a soberania tecnológica do País e reduz riscos logísticos a médio e longo prazo.

Ainda no contexto de expansão das capacidades da Força Aérea Brasileira, de que forma o senhor avalia que os recentes avanços no setor aeroespacial — exemplificados por operações como a Spaceward e pela incorporação de armamentos de alta tecnologia, como os mísseis BVR Meteor e Harpoon — contribuem para o desenvolvimento econômico, o fortalecimento da soberania nacional e a projeção do Brasil no cenário global?

O desenvolvimento da capacidade aeroespacial e a incorporação de armamentos de alta tecnologia são eixos que se reforçam mutuamente. Operações como a Spaceward, que envolvem segurança de lançamentos e a interface entre agentes nacionais e atores

internacionais no Centro de Lançamento de Alcântara, demonstram que a FAB está preparada para atuar como provedor de segurança, controle e coordenação em empreendimentos espaciais — condição essencial para atrair investimentos privados e parcerias estrangeiras no setor aeroespacial. A presença do Estado, organizada e previsível, reduz riscos para empreendimentos comerciais e estimula o desenvolvimento regional e tecnológico.

No plano capacitivo de defesa, a incorporação de mísseis ar-ar do tipo Beyond Visual Range (BVR), como o Meteor, e de armas antinavio como o Harpoon, elevam significativamente o espectro de ação de nossas aeronaves de combate. Esses armamentos ampliam a

letalidade, a capacidade de dissuasão e a interoperabilidade com outras Forças, ao mesmo tempo em que demandam investimentos em sensores, integração de sistemas e doutrina de emprego. O efeito econômico e estratégico é duplo: por um lado, o país obtém aumento das capacidades de proteger interesses nacionais em espaço aéreo e marítimo; por outro, a demanda por desenvolvimento, industrialização e manutenção desses sistemas movimenta cadeia produtiva e competência técnica local, com reflexos positivos em inovação e em geração de empregos qualificados. Assim, a convergência entre operação espacial responsável e modernização de armamentos contribui para a soberania, para o fortalecimento industrial e

para a inserção internacional do Brasil como ator confiável em áreas de alta tecnologia.

Comandante, é evidente que a Força Aérea Brasileira tem ampliado de forma significativa seus investimentos na área de ensino e pesquisa, com destaque para o avanço das obras do ITA Fortaleza e a inauguração do Parque Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA). De que maneira essas iniciativas refletem a estratégia da FAB de fortalecer a formação de profissionais e estimular a inovação tecnológica no país?

Investir em ensino e pesquisa é investir na base da soberania

tecnológica. O avanço das obras do campus do ITA em Fortaleza reflete nossa estratégia de descentralizar formação de alto nível em engenharia aeroespacial e de multiplicar polos de excelência no País. A presença do ITA no Ceará amplia o acesso a cursos de referência, aproxima o setor acadêmico às necessidades da indústria aeronáutica e cria sinergias locais com centros de pesquisa e com o ecossistema produtivo da região. Essas ações resultam em formação de pessoal com competências críticas para o desenvolvimento e sustentação das nossas plataformas.

Paralelamente, o Parque Industrial e Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA) constitui um instrumento

Foto:
Sargento Marcos / CECOMSAER

prático para articular empresas, centros de ensino e pesquisa, além de promover a capacitação técnica em manutenção, produção e inovação. Ao viabilizar laboratórios, cursos técnicos e incubadoras, o PITA-BA ajuda a formar a cadeia de fornecimento necessária para manter aeronaves, para desenvolver componentes e para fomentar startups de base tecnológica. Juntos, ITA Fortaleza e PITA-BA criam um amplo espectro homogênio: da formação acadêmica avançada até a aplicação industrial e a capacitação técnica — tudo alinhado à estratégia da FAB de garantir recursos humanos

qualificados e de estimular a inovação no setor aeroespacial brasileiro.

Comandante, a Operação Excelsior 2025 registrou um recorde de atendimentos e resultados operacionais, consolidando-se como uma das maiores ações integradas da Força Aérea Brasileira. Como o senhor avalia o impacto dessa conquista na demonstração da capacidade operacional e logística da FAB em todo o território nacional?

A Operação Excelsior 2025 teve importância singular por demonstrar,

de forma quantitativa e qualitativa, a capacidade da Força Aérea de projetar saúde e assistência a regiões remotas. Ao ultrapassarmos a casa das dezenas de milhares de atendimentos em saúde — com etapas que registraram mais de 10 mil atendimentos em localidades da Amazônia e somando mais de 30 mil ao longo da operação — consolidamos uma cadeia capaz de planejar, mobilizar e executar ações humanitárias em larga escala. Esse recorde de atendimentos reflete tanto a capacidade logística de transporte (evacuação aeromédica, transporte de equipes e insumos) quanto o preparo das equipes médicas embarcadas

Foto:

e a coordenação interagências.

Em termos operacionais e institucionais, o impacto é duplo: primeiro, demonstra à sociedade a efetividade da FAB como instrumento do Estado para levar serviços essenciais; segundo, fortalece a experiência institucional em gerir operações complexas, com lições aplicáveis a planos futuros de mobilização, interoperabilidade e gestão de recursos humanos e materiais. Esse acúmulo de experiência também retroalimenta nossa doutrina e contribui para aprimorar processos, garantindo que missões de grande efeito social sejam cada vez mais eficazes, seguras e sustentáveis.

Comandante, além da reeleição do DECEA na OACI, a FAB também tem participado ativamente de fóruns multilaterais como o G20, o BRICS e a COP30. Como essas participações fortalecem a posição do Brasil nas discussões globais sobre segurança, sustentabilidade e inovação, e de que maneira a Força Aérea tem contribuído para projetar o país como uma referência em tecnologia, cooperação e responsabilidade internacional?

A atuação ativa do Departamento de Controle do Espaço Aéreo

(DECEA) em fóruns multilaterais e a reeleição do Brasil em instâncias relevantes da aviação internacional são elementos que ampliam nossa voz e nossa capacidade de influir em normas, padrões e cooperações técnicas. A reeleição do Brasil para o Conselho da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), e a presença do DECEA em eventos internacionais, colocam o País numa posição de protagonismo em temas como segurança operacional, gerenciamento de tráfego aéreo e normatização técnica — fatores essenciais para que a aviação civil

e a aviação militar evoluam em consonância com melhores práticas globais.

A participação em fóruns como G20, BRICS e COP30, ainda que contemple agendas amplas, abre espaço para que temas de segurança, sustentabilidade e inovação tecnológica sejam articulados de forma integrada. A FAB, por meio de sua experiência em gestão do espaço aéreo, em logística de grande escala e em tecnologias aplicadas, contribui com conhecimento técnico

nas discussões sobre resiliência, redução de emissões e adaptação de infraestrutura. Esta atuação reforça a imagem do Brasil como ator cooperativo e tecnicamente relevante, capaz de oferecer soluções práticas e de participar de consórcios que tratem de tecnologia, segurança e sustentabilidade em âmbito global. Entendo que a interlocução técnica e diplomática contribui diretamente para a projeção internacional do País e para a aproximação com potenciais parceiros industriais e científicos.

Recentemente, a FAB prestou homenagem aos 80 anos do “Vitorioso Regresso”, celebrando os combatentes brasileiros que lutaram nos céus da Itália. Como essas ações, aliadas aos avanços do INCAER e à criação do Museu Aeroespacial Paulista, reforçam o compromisso da Força Aérea com a memória histórica, a educação e a valorização de sua contribuição para a sociedade brasileira?

Homenagear a memória dos

combatentes do “Vitorioso Regresso” e, simultaneamente, investir em instituições de ciência, tecnologia e memória é uma combinação que traduz a vocação da FAB: honrar sua história enquanto prepara o futuro. As iniciativas comemorativas dos 80 anos do Vitorioso Regresso — eventos, exposições e solenidades que resgatam episódios da participação brasileira na Segunda Guerra — reforçam a consciência institucional e pública sobre o sacrifício e a contribuição desses militares para

a história nacional. Essas ações têm impacto educacional, fortalecem a identidade institucional e aproximam a sociedade do patrimônio simbólico da Aeronáutica.

Paralelamente, o fortalecimento do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER) e a criação do Museu Aeroespacial Paulista (MAPA) são investimentos concretos em memória, educação e tecnologia. O INCAER mantém viva a preservação, a pesquisa e a difusão da história da Aeronáutica, contribuindo para

a formação cultural e institucional das novas gerações; já o MAPA, com projeto de grande escala no Campo de Marte, reunirá acervo, tecnologia e experiências imersivas que aproximarão o público da história da aviação e das inovações aeroespaciais. Juntos, esses locais asseguram que a lembrança dos veteranos e a transmissão de conhecimento técnico caminhem lado a lado: memória que inspira inovação; história que orienta formação técnica e cidadã.

ALADA MARCO ESTRATÉGICO PARA O FUTURO AEROESPACIAL DO BRASIL

A criação da Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S.A. (ALADA) representa um passo decisivo para o fortalecimento da soberania tecnológica nacional e para a consolidação do Programa Espacial Brasileiro.

TENENTE JORNALISTA SUSANNA SCARLET

Concebida para atuar como catalisadora de projetos aeroespaciais, a ALADA tem como missão impulsionar a indústria nacional, ampliar a autonomia estratégica do Brasil e posicioná-lo de forma competitiva no mercado global. Mais do que uma nova estatal, tratase de uma iniciativa estruturante, capaz de gerar empregos altamente qualificados, estimular a transferência de tecnologia e atrair investimentos para setores de ponta. A ativação da empresa foi celebrada em uma solenidade presidida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo

Kanitz Damasceno, em julho deste ano, que ressaltou o caráter histórico da criação da estatal. “A ALADA é a materialização do espírito inovador que sempre guiou a Força Aérea. Trata-se de um marco histórico, pois representa o início de uma jornada de progresso que ampliará a autonomia do Brasil no espaço e consolidará nossa vocação de transformar ciência em soberania”, afirmou o Comandante. Com capital inicial previsto de R$ 85 milhões, a ALADA está estruturada para atuar como gerenciadora de projetos aeroespaciais, oferecendo à indústria nacional acesso à infraestrutura tecnológica já disponível na FAB.

Entre esses recursos estão laboratórios especializados em ensaios de vibração, aerodinâmica, compatibilidade eletromagnética e balística, além de centros de rastreio e lançamento espacial, com destaque para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), reconhecido internacionalmente por sua localização privilegiada. Essa abertura permite que empresas de diferentes portes, desde grandes companhias até startups inovadoras, possam integrar-se a projetos estratégicos, contribuindo para a formação de um ecossistema mais dinâmico, competitivo e sustentável no setor aeroespacial.

Estrutura e governança

O Conselho de Administração da ALADA é presidido pelo Comandante da Aeronáutica e reúne representantes civis e militares, assegurando a convergência entre os objetivos estratégicos do Estado e a execução das políticas de inovação. Já a Diretoria-Executiva, sob a liderança do Tenente-Brigadeiro do Ar Sergio Roberto de Almeida, conduz o planejamento e a implementação das ações que darão forma ao portfólio de projetos da estatal. Essa estrutura de governança, alinhada às melhores práticas de transparência e eficiência,

garante que a empresa atue de forma integrada com os diversos atores do setor, desde instituições de pesquisa e universidades até indústrias e agências internacionais. A criação da ALADA responde a um cenário internacional em que o setor espacial cresce de maneira acelerada, com estimativas que apontam para uma movimentação superior a um trilhão de dólares na próxima década. Para o Brasil, que reúne condições geográficas únicas e tradição no desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais, esse é um campo de oportunidades estratégicas.

Ao estimular a autonomia nacional em áreas sensíveis, como o desenvolvimento de satélites, veículos lançadores e sistemas de monitoramento, a ALADA reduz a dependência de fornecedores externos e fortalece a posição do país como ator relevante em iniciativas globais. Além disso, abre caminho para que o Brasil se torne referência não apenas na exploração espacial, mas também na aplicação dual das tecnologias, com benefícios tanto para a defesa quanto para setores civis, como telecomunicações, agronegócio e gestão ambiental.

Foto: Sargento Vanessa Sonaly / CECOMSAER

Para a Força Aérea Brasileira, a ALADA simboliza a materialização de um projeto de longo prazo: transformar ciência em soberania, inovação em desenvolvimento e sonhos em conquistas concretas. A estatal representa não apenas um reforço à capacidade do país no espaço, mas também uma plataforma de integração entre governo, indústria e academia.

Cada parceria firmada, cada tecnologia desenvolvida e cada projeto executado pela ALADA será um passo em direção a um Brasil mais independente, competitivo e preparado para os desafios do futuro. Assim, a empresa se consolida como instrumento de transformação nacional, ao mesmo tempo em que honra a tradição da FAB de ser protagonista nos avanços tecnológicos do país.

A ativação da ALADA inaugura uma nova etapa na trajetória da Força Aérea e do Brasil no campo aeroespacial. Ao reunir infraestrutura, conhecimento e visão estratégica, a empresa abre horizontes para que o país ocupe um espaço de protagonismo no cenário global.

O Presidente da ALADA, TenenteBrigadeiro do Ar Sergio Roberto de Almeida, reforça esse compromisso. “Nosso propósito é fazer da ALADA um símbolo de excelência e inovação, capaz de unir a competência da Força Aérea à criatividade da indústria nacional. Cada projeto será conduzido com a responsabilidade de quem sabe que está construindo o futuro do Brasil no espaço. Mais do que uma empresa, a ALADA é a expressão de um sonho coletivo de soberania e progresso”, disse o Oficial-General. Um

PARQUE TECNOLÓGICO AEROESPACIAL DA BAHIA

INOVAÇÃO A SERVIÇO DA SOCIEDADE BRASILEIRA

A Base Aérea de Salvador tornou-se palco de uma iniciativa inédita no Brasil: o Parque Industrial e Tecnológico Aeroespacial da Bahia foi pensado para ser um polo de referência em inovação, pesquisa e formação de talentos, fortalecendo a indústriaaeroespacialededefesanacional.

TENENTE JORNALISTA RENAN ALCHORNE

Com quase 1 milhão de metros quadrados de área, o Parque Industrial e Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITABA) nasce com a missão de integrar academia, indústria e poder público em torno de projetos de alta complexidade tecnológica. Seu foco está em setores estratégicos como aeronáutica, espaço, defesa e mobilidade aérea autônoma, com reflexos diretos na geração de conhecimento, no fomento à economia regional e na entrega de benefícios concretos para a sociedade brasileira.

A cerimônia oficial de formalização das primeiras parcerias, realizada em

julho de 2025, representou o início efetivo das operações do PITA-BA. O evento reuniu autoridades civis e militares, entre elas o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, além de representantes da indústria e do setor educacional.

Na ocasião, foram assinados memorandos de entendimento e protocolos de intenções com empresas e instituições estratégicas, como Aba On Tech, Digex Aircraft, FCX Aero, Helisul Táxi Aéreo, Viasat Brasil e Innex, além da Agência

Nacional de Aviação Civil (ANAC) e da Agência Espacial Brasileira. Essas parcerias inauguram uma nova fase de colaboração público-privada, ampliando a capacidade de pesquisa, desenvolvimento e inovação no país. O Comandante da Aeronáutica destacou o papel transformador do projeto. “A partir de agora temos a concreta demonstração de que, quando nobres ideias saem do papel e encontram pessoas dispostas e comprometidas com o progresso, um futuro de oportunidades desvela-se sob os olhos da Nação”, afirmou.

Um dos pilares do PITA-BA é a capacitação de profissionais para o setor aeroespacial. Já em andamento, o Curso Técnico em Manutenção de Aeronaves, ofertado em parceria com o SENAI CIMATEC, abriu 50 vagas para jovens e adultos. A formação tem duração de quatro semestres e contempla disciplinas como motores a combustão, sistemas de aviônica, estruturas metálicas e compostas, somando 1.304 horas de atividades teóricas e práticas em laboratório próprio já instalado na BASV. Além desse, estão confirmados os cursos de Especialização em Engenharia

Aeronáutica e de Especialização em Engenharia de Sistemas Complexos. Outras formações em estudo incluem áreas emergentes, como sistemas de pilotagem remota (drones), inteligência artificial aplicada à defesa, cibersegurança e manutenção avançada de equipamentos aeroespaciais.

O Comandante da Base Aérea de Salvador (BASV), Coronel Aviador Saulo Vinicius Sobreira, ressalta o impacto local dessa formação. “O PITABA representa um salto estratégico para a formação de profissionais altamente qualificados, alinhados às demandas da aviação moderna e da

defesa nacional, sendo formados aqui mesmo na Bahia, no nosso ‘quintal de casa’, o que contribui diretamente para o fomento da indústria local”, destacou.

Para o Diretor-Geral do SENAI CIMATEC, Leoni Andrade, a parceria institucional é decisiva para o êxito do projeto. “Estamos muito felizes com essa parceria com a Força Aérea, porque são duas instituições movidas por um propósito maior: o de apoiar e impulsionar o desenvolvimento do nosso país. É justamente por isso que tudo tem convergido e avançado tão bem e com tanta agilidade”, declarou.

O PITA-BA foi estruturado em ilhas de atuação, que tratam de áreas críticas para o futuro da aviação e da defesa: propulsão e combustíveis sustentáveis, sistemas embarcados, novos materiais e simulação computacional. Essas linhas de pesquisa visam aproximar a academia da realidade do setor produtivo e fortalecer a soberania tecnológica nacional.

O Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Walcyr Josué de Castilho Araújo, destacou a relevância estratégica da

iniciativa. “O PITA-BA e o Escritório Avançado do DCTA em Salvador representam um novo eixo de desenvolvimento para os produtos de defesa aérea do Brasil. Estamos criando aqui um ambiente fértil para a inovação, onde a indústria, a academia e a Força Aérea caminharão juntas em prol da soberania tecnológica nacional”, disse.

Mais do que um espaço físico, o PITA-BA já se projeta como um ciclo virtuoso de educação, inovação e desenvolvimento socioeconômico. Jovens capacitados em solo baiano

estarão aptos a atender à crescente demanda da indústria aeronáutica, ao mesmo tempo em que novos projetos de pesquisa e desenvolvimento impulsionarão a competitividade brasileira em um setor global altamente tecnológico.

Com expansão gradual de sua infraestrutura e o fortalecimento de suas parcerias, o PITA-BA consolidase como um dos mais ambiciosos polos tecnológicos do país, alinhado ao compromisso da FAB de promover inovação a serviço da defesa e do desenvolvimento nacional.

F-39 GRIPEN

MUITO MAIS DO QUE UMA AERONAVE

ProjetoF-X2representadissuasão,tecnologia,renovaçãoe, principalmente,umlegadoqueimpactapositivamentetodo o Brasil a partir do fortalecimento da indústria nacional

TENENTE JORNALISTA KELLY ERDMANN

Cada vez que um novo F-39 Gripen faz seu percurso entre a Suécia e o Brasil, sendo entregue oficialmente à Força Aérea Brasileira (FAB), o país dá mais um passo para se consolidar como polo de alta tecnologia no setor aeronáutico de defesa. Mas, como isso é possível? Afinal, as dez aeronaves

do Projeto F-X2 que já chegaram ao território brasileiro foram fabricadas a milhares de quilômetros de distância em uma indústria com DNA sueco.

Ao ver o caça incorporado à frota da FAB e voando pelo céu do Brasil, o que poucos sabem é que ele significa um marco histórico não apenas para a Força

Aérea, mas também para a indústria nacional. Em termos de defesa do país, o F-39 Gripen representa o estado da arte. Já para a Base Industrial de Defesa (BID), é a força motriz de um acordo de compensação que reverbera geração de empregos, qualificação da mão de obra e, claro, fortalecimento da economia.

Ao todo, 63 projetos de offset integram o F-X2. Na prática, isso denota transferência de tecnologia e formação de profissionais altamente capacitados no país. Desde que foi firmado, há pouco mais de uma década, o contrato entre FAB e SAAB, fabricante do F-39 Gripen, já resultou em treinamento para 350 engenheiros brasileiros na Suécia, mais de dois mil empregos diretos e dez mil postos de trabalho indiretos e até criação de produtos inovadores associados à aeronave.

Dentro do acordo de compensação, cerca de 70% dos créditos já foram reconhecidos, resultando em ganhos financeiros e capacitação para a Base Industrial de Defesa. Hoje, entre as empresas beneficiadas, há aquelas preparadas para fazer desde manutenções essenciais até

a produção de partes da fuselagem e do display da aeronave, tudo em solo brasileiro, inclusive, exportando itens para os aviões que voarão na Suécia e em outros países.

De acordo com o Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, Tenente-Brigadeiro do Ar Mauro Bellintani, a ampla participação empresarial mostra que o F-X2 vai além da simples aquisição de caças, sendo também um motor de desenvolvimento industrial e tecnológico no Brasil. “A Embraer é responsável pela montagem final de 15 aeronaves. A AEL Sistemas produz três dos principais sistemas aviônicos, todos equipamentos de altíssima complexidade. Já a Saab Brasil fabrica partes da aeroestrutura e a Atech contribui com o desenvolvimento das

estações de planejamento de missão e simuladores de voo, essenciais para a preparação de pilotos e planejamento operacional. A Akaer, por sua vez, atua em engenharia de estruturas ao desenvolver seções da fuselagem e asas”, explica. Além dos 63 projetos de offset do F-39 Gripen, também estão em andamento outros sete projetos do acordo de compensação do Meteor, míssil de longo alcance que equipa a aeronave. Paralelamente ao salto na capacidade de combate aéreo, o armamento ainda garante à FAB conhecimento de emprego e funcionamento de tecnologias relacionadas. Entre as beneficiadas, estão organizações da Força Aérea, como Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) e Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV).

Vídeo: primeiro caça F-39 Gripen produzido no Brasil.

A apresentação do primeiro caça F-39 Gripen produzido no Brasil marcou, no dia 25 de março, o início de uma nova etapa para a soberania e a indústria de defesa nacional. A cerimônia foi realizada na unidade da Embraer, em Gavião Peixoto (SP), e contou com a presença do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do Vice-Presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, do Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, e do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno.

A aeronave, montada na unidade da Embraer, representa o amadurecimento do processo de produção local e foi submetida a rigorosos testes e cheques técnicos que antecederam sua entrega à Força Aérea Brasileira. O momento simboliza não apenas um avanço tecnológico histórico, mas também a consolidação da capacidade da indústria nacional em atender aos mais elevados padrões internacionais

de qualidade exigidos em programas militares de alta complexidade.

“Este estágio não apenas simboliza o amadurecimento do processo de produção local, mas também confirma a capacidade da indústria nacional de executar com excelência padrões internacionais de qualidade exigidos em programas militares de alta complexidade”, destaca o TenenteBrigadeiro do Ar Mauro Bellintani.

O Diretor do DCTA ainda enfatiza que a produção local de uma aeronave de combate de última geração coloca o Brasil em um patamar de destaque no cenário da aviação militar mundial, insere a indústria nacional em uma cadeia de valor extremamente sofisticada e gera empregos qualificados. “É um passo fundamental para consolidar o Brasil como um polo de alta tecnologia no setor aeronáutico de defesa”, complementa.

Do total de 36 aeronaves encomendadas pela FAB junto à Saab, 15 terão a montagem final realizada no Brasil. Essa divisão, segundo o gerente do Projeto F-X2,

Coronel Aviador Claucio Oliveira Marques, busca assegurar que a indústria nacional absorva conhecimento técnico avançado e desenvolva competências para atuar em todas as fases do ciclo de vida do caça, desde a montagem até o suporte logístico e futuras modernizações. Em relação à produção no Brasil, cabe ressaltar que não há diferenças entre as aeronaves produzidas na Suécia e aquelas fabricadas em território nacional. De acordo com o gerente do F-X2, todas seguem os mesmos padrões de projeto, certificação e qualidade, assegurados pela supervisão conjunta da Saab e da Embraer. “Isso significa que os caças entregues à FAB terão a mesma performance, confiabilidade e nível tecnológico, independentemente do local de fabricação. Essa equivalência reforça a credibilidade da produção nacional e demonstra que a indústria brasileira alcançou patamares compatíveis com os exigidos pelas mais avançadas fabricantes de caças do mundo”, enfatiza.

Assista ao vídeo do reabastecimento em voo do caça F-39 Gripen pelo KC-390 Millennium.

Ganhos para a FAB e o Brasil

O F-39 Gripen garante avanços significativos para a FAB, uma vez que a aeronave amplia a capacidade de defesa e dissuasão do país. Mas, os ganhos vão além disso e oferecem ao Brasil a qualificação da indústria

nacional para manutenção e atualização do caça, ou seja, mais autonomia operacional, o que reduz a dependência de fornecedores estrangeiros e, em contrapartida, o aumento da segurança estratégica do país.

Em relação à BID, os benefícios incluem transferência de conhecimento crítico, geração de empregos em engenharia e manufatura, possibilidade de participação em futuros negócios internacionais e fortalecimento de

empresas nacionais em áreas de alta complexidade tecnológica. “Esses avanços também têm efeito multiplicador, pois, tecnologias desenvolvidas para a aeronave podem gerar aplicações em outros segmentos civis e militares”,

explica o Presidente da COPAC.

O F-39 Gripen possui tecnologias de ponta e é capaz de cumprir missões de defesa aérea, ataque ao solo e reconhecimento. A aeronave, reconhecida pela eficiência, baixo custo

de operação e elevada disponibilidade, configura um importante salto operacional para a FAB. A incorporação ao esquadrão de caça da FAB amplia significativamente a capacidade de defesa e dissuasão do país.

Foto: Sargento Neris / CECOMSAER

Entre os treinamentos que possibilitaram marcos significativos do F-39E Gripen à soberania e ao desenvolvimento tecnológico do país, esteve o Exercício Técnico (EXTEC) BVR-X, realizado no mês de novembro de 2025, em Natal (RN). A atividade central do EXTEC consistiu em dois disparos reais do míssil Meteor, a partir do F-39E Gripen contra alvos aéreos manobráveis Mirach 100/5. O objetivo principal foi desenvolver e aperfeiçoar as capacidades operacionais da Força no emprego de armamentos além do alcance visual (BVR, do inglês, Beyond-Visual-Range).

Assista ao vídeo do lançamento do míssel Meteor pelo caça F-39 Gripen.

Versão modernizada do T-25 Universal aprimora a instrução aérea, aumenta a segurança e representa avanço tecnológico na formação de aviadores da FAB.

ITA EM FORTALEZA OBRAS AVANÇAM E SEGUEM À FRENTE DO CRONOGRAMA DE ENTREGAS

Criado em 1950, por inspiração do Marechal Casimiro Montenegro Filho e intensa cooperação internacional, o ITA é considerado um centro de referência no ensino de engenharia no Brasil.

TENENTE JORNALISTA LEONARDO ALVES

A rotina na Base Aérea de Fortaleza (BAFZ) já não é a mesma há pouco mais de dez meses. Desde a assinatura da primeira ordem de serviço para a construção do novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o primeiro fora da sede em São José dos Campos (SP), centenas de trabalhadores se dedicam a erguer uma das obras mais importantes para a região e para o desenvolvimento tecnológico do país. O ritmo segue acelerado, com etapas avançadas em relação ao cronograma inicial que tem previsão de entrega da primeira etapa em maio de 2026. Criado em 1950, o ITA completa 75 anos em plena expansão, encarando um dos maiores desafios de sua história: expandir para o nordeste brasileiro o legado de excelência que o consagrou

como uma das instituições de ensino mais respeitadas do Brasil. Vinculado ao Ministério da Defesa (MD) e ao Comando da Aeronáutica (COMAER), o ITA tem a missão de realizar a formação integral de profissionais de nível superior e expandir o conhecimento nas áreas de Ciência, Tecnologia e Engenharia, por meio do ensino, da pesquisa, da inovação e da extensão, a fim de contribuir para o fortalecimento do poder aeroespacial e o desenvolvimento nacional.

Assim como a rotina, o cenário na BAFZ também está diferente. No local, já é possível acompanhar o estado avançado da primeira etapa das obras, que contempla um bloco acadêmico, que abrigará os cursos de Engenharia de Energia e Engenharia de Sistemas, áreas de formação inéditas no ITA. Também

estão na previsão inicial de entrega os laboratórios, salas de aula, ambientes para professores, bibliotecas e outras estruturas essenciais à vida acadêmica. Paralelamente, também contemplado na primeira etapa, está sendo construído o primeiro bloco de alojamentos, com capacidade para 88 estudantes, incluindo quartos adaptados para Pessoas com Deficiência (PCD).

A dimensão do projeto é tamanha que inclui até a implantação de uma subestação de energia elétrica própria, necessária para atender à alta demanda. Como o consumo previsto superará a atual capacidade da concessionária local para o bairro, foi firmada parceria com o governo estadual, por meio do Programa de Investimentos Especiais em Energia Elétrica, coordenado pela Secretaria da Infraestrutura (SEINFRA) do Ceará.

Com entrega da primeira etapa prevista para maio do próximo ano, essa fase já apresenta avanço em relação ao cronograma inicial, reflexo do empenho conjunto da Força Aérea Brasileira (FAB), do Ministério da Educação (MEC) e do governo cearense.

A segunda etapa, que também já teve início, deve ser concluída em novembro de 2026. Nela, estão previstos investimentos em infraestrutura

energética, hidráulica, logística e hidrossanitária, além do novo prédio administrativo. Outro destaque é a construção de um novo bloco de alojamentos, cuja ampliação alcançará a plenitude da capacidade do campus, visando receber até 150 alunos nos dois cursos criados.

A execução do projeto é o resultado da articulação de diferentes instituições. Os recursos vêm do Ministério da

Educação, a fiscalização e execução ficam a cargo do Governo do Ceará, por meio da Superintendência de Obras Públicas (SOP-CE), e a Diretoria de Infraestrutura Aeronáutica (DIRINFRA), por meio do Centro de Estudos e Projetos de Engenharia da Aeronáutica (CEPE) e da Comissão de Obras de Fortaleza (CO-FZ), oferece suporte técnico e acompanha a coordenação com os parceiros e as empresas contratadas.

O Comandante da BAFZ e atual Diretor Interino do Campus Avançado do ITA em Fortaleza, Coronel Aviador Tony Gleydson Barbosa Costa, destaca que o esforço conjunto das instituições tem sido fundamental para garantir a qualidade e a agilidade do projeto. Para ele, o novo campus é mais do que a construção de prédios, é a consolidação de um projeto estratégico e de Estado para o futuro do Brasil.

“O ITA é uma Escola de excelência reconhecida no Brasil e no mundo, e vê-lo expandir suas fronteiras é motivo de orgulho. Aqui, em Fortaleza, estamos construindo um espaço que vai transformar a realidade de jovens talentos, abrindo novas portas para oportunidades”, afirma o Coronel Gleydson. Ele ainda reforça que o impacto vai muito além dos muros do

campus. “A chegada do ITA ao Ceará vai irradiar benefícios para toda a sociedade, seja pelo estímulo à pesquisa, pela geração de inovação ou pela formação de mais profissionais altamente capacitados. Quando vemos cada bloco ganhar forma, sabemos que não estamos apenas levantando paredes, mas construindo um legado que ficará para as próximas gerações”, conclui.

Além da estrutura física, essencial para o sucesso do novo campus em Fortaleza, outro pilar fundamental também está em desenvolvimento: a captação dos profissionais que irão formar e acompanhar os futuros estudantes. Nos meses de setembro e outubro, o ITA realizou as provas do processo seletivo que contratará 110 novos servidores para atuar em Fortaleza e em São José dos Campos.

Ao todo, foram abertas 50 vagas para Professor da Carreira de Magistério Superior, 15 para Pesquisador da Carreira de Ciência

e Tecnologia, 20 para Tecnologista da Carreira de Desenvolvimento Tecnológico e 25 para Técnico da mesma carreira. Do total, 64 profissionais atuarão diretamente na nova unidade.

Todo o concurso seguiu rigorosos critérios, desde a escolha das bancas examinadoras até a elaboração e aplicação das provas, passando pelas etapas práticas e pela divulgação dos resultados. O processo envolveu dezenas de professores e servidores do ITA, além de representantes de instituições parceiras de ensino e pesquisa.

A Vice-Reitora do ITA e Presidente da Comissão Organizadora do Concurso ITA 2025, Professora Doutora Emilia Villani, ressaltou a importância dessa etapa para a consolidação da expansão. “Estamos selecionando profissionais altamente qualificados, alinhados à missão do ITA e ao desafio de inaugurar um novo campus. Esses servidores não serão apenas parte de uma Instituição de ensino, mas protagonistas de um momento histórico, ajudando a construir um ambiente de excelência acadêmica e de impacto para o país”, afirmou.

A criação do campus em Fortaleza marca uma nova etapa na história do Instituto, mas não altera a essência que o tornou referência ao longo de 75 anos. A expansão vem acompanhada do compromisso de manter a mesma excelência acadêmica, a tradição na formação integral de engenheiros e a forte integração entre ensino, pesquisa e inovação, por meio da

atuação conjunta da Tríplice Hélice da Inovação: Governo, Academia e Indústria.

O Reitor do ITA, Professor Doutor Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi, reforçou que a Instituição permanece única, mesmo com a presença em duas cidades, e que o que está sendo construído em Fortaleza não é uma segunda Escola,

mas a ampliação de um projeto nacional de ciência, tecnologia, inovação e extensão. “Somos um só ITA, guiados por uma mesma missão. Independentemente do campus em que estejam, nossos alunos, professores e pesquisadores terão acesso à mesma qualidade de ensino e ao mesmo espírito que sempre definiram o ITA”, completou.

NOS CÉUS DA ITÁLIA E NO CORAÇÃO DO BRASIL

Em 1945, os militares brasileiros retornaram da Segunda GuerraMundialcomvitóriaehonra,fortalecendoaForçaAérea Brasileira. Em 2025, o Vitorioso Regresso completou 80 anos, celebrandoabravuradessesheróiseseulegadoparaoPaís.

TENENTE JORNALISTA ENIELE SANTOS

No dia 16 de julho de 1945, o Brasil parou para celebrar um dos momentos mais emocionantes de sua história: o Vitorioso Regresso. Mais que um simples desfile militar, a chegada dos combatentes brasileiros que participaram da Segunda Guerra Mundial representou a consagração de um esforço coletivo que colocou o país no cenário internacional, como uma

nação capaz de se organizar, combater e vencer em solo estrangeiro. Em um intervalo de apenas dois dias, o país recebeu de volta seus heróis. No dia 16 de julho, pousaram no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, os aviadores do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) da Força Aérea Brasileira (FAB), pilotando os caças P-47

Thunderbolt. Conhecidos como “Jambocks”, foram calorosamente recebidos por autoridades e pela população, após participarem de missões decisivas nos céus da Itália, ao lado das forças aliadas. A chegada simbolizou o triunfo da coragem, disciplina e ousadia da aviação brasileira em um dos maiores conflitos da história moderna.

Foto: Sargento
Viegas / CECOMSAER

Dois dias depois, em 18 de julho, foi a vez dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e de outros militares da FAB desembarcarem no porto do Rio de Janeiro, a bordo do navio norte-americano General Meigs. Aproximadamente 5.300 soldados retornaram em meio a uma comoção nacional. Sirenes ecoaram, apitos de navios ressoaram, sinos badalaram e

aviões sobrevoaram a cidade para marcar a recepção. Multidões tomaram as ruas, transformando a Avenida Rio Branco em um corredor de emoção, decorada com arcos de flores e bandeiras, enquanto músicas como Lili Marlene e a Canção do Soldado embalaram os reencontros de familiares e amigos separados pela Guerra. O impacto foi imediato: aplausos e

lágrimas de um país que reconhecia em seus heróis, símbolos da unidade nacional e da coragem brasileira. O povo brasileiro os recebeu com entusiasmo e gratidão. Bandeiras tremulavam das janelas, crianças agitavam cartazes improvisados e cada passo dos combatentes pela Avenida Rio Branco era saudado com palmas e lágrimas.

A Força Aérea em 1945

Fundada em 1941, a Força Aérea Brasileira ainda era jovem quando recebeu a missão de integrar o esforço aliado. Em 1943, foi criado o 1º Grupo de Aviação de Caça, que treinou intensamente nos Estados Unidos antes de embarcar para a Itália em 1944.

Sob o comando do então Tenente-

Coronel Nero Moura, os aviadores brasileiros participaram de operações no Vale do Pó, na Itália, enfrentando tropas nazifascistas. Em aeronaves P-47 Thunderbolt, realizaram mais de 445 missões de combate, destruindo alvos estratégicos e apoiando diretamente o avanço das tropas terrestres da FEB. O lema “Senta a Pua!”, criado pelos

próprios pilotos, tornou-se símbolo da coragem dos brasileiros que, a cada voo, reafirmavam o compromisso do país com a liberdade e a democracia. Além disso, a FAB também se destacou em patrulhamentos aéreos no território nacional e em águas sob jurisdição brasileira, assegurando a defesa aérea em tempos de incerteza.

O retorno que emocionou o Brasil

Em celebração aos 80 anos do Vitorioso Regresso, a Força Aérea Brasileira realizou, no dia 16 de julho de 2025, uma cerimônia militar na Base Aérea de Brasília (BABR). Mais do que uma solenidade, o evento simbolizou a vitória moral e histórica de um país que consolidava seu espaço no cenário internacional. O retorno vitorioso de seus

soldados e aviadores elevou a autoestima nacional e fortaleceu a confiança do povo brasileiro em suas Forças Armadas.

“Rendemos justa homenagem às Forças Armadas de hoje – Marinha, Exército e Força Aérea – herdeiras legítimas de tão caras tradições, instituições respeitadas e honradas pelo povo brasileiro. Prestamos, igualmente,

nosso tributo aos bravos combatentes que, reconhecendo a gravidade do momento em que viveram e movidos pelo mais elevado senso de dever cívico, entregaram a própria vida, lutando e vencendo um inimigo que ameaçava a paz. Que suas memórias sejam eternamente reverenciadas, seus feitos honrados e seus exemplos sirvam de inspiração

para nossa dedicação, determinação, coragem e fé”, destacou o Ministro da Defesa, Jose Múcio Monteiro Filho, em referência aos 80 anos do episódio.

O desempenho do 1º GAVCA foi amplamente reconhecido pelos aliados e se tornou referência na história da aviação militar. A experiência adquirida deu à FAB maturidade operacional,

doutrinas modernas e o impulso necessário para se firmar como braço estratégico da Defesa Nacional.

Depois de 80 anos, a Força Aérea mantém vivo o legado dos aviadores brasileiros que lutaram na Itália e o transmite às novas gerações como símbolo de bravura, soberania e identidade nacional.

Desde então, cada missão — seja transporte de órgãos, operações de resgate, humanitárias ou a defesa do espaço aéreo — carrega o espírito dos aviadores que marcaram o Vitorioso Regresso. Esse legado segue vivo, inspirando gerações de militares e reforçando a identidade da Força Aérea como guardiã da soberania nacional.

Foto: Sargento Muller Marin / CECOMSAER

Homenagem aos 80 anos

Em 2025, durante cerimônia realizada em Brasília (DF), no dia 16 de julho, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, destacou que celebrar os 80 anos do Vitorioso Regresso é lembrar que aqueles homens escreveram, com suor e sangue, uma das páginas mais importantes da história do Brasil. “Eles demonstraram que a Força Aérea Brasileira nasceu com vocação para a grandeza e para o cumprimento das missões mais desafiadoras. O legado do 1º Grupo de Aviação de Caça é permanente. A cada decolagem de um caça, a cada missão de transporte ou de resgate, está presente o espírito

daqueles aviadores que, nos céus da Itália, mostraram ao mundo a coragem do povo brasileiro”, ressaltou.

A memória desse episódio ganhou nova dimensão em 2020, com a criação do Dia do Veterano da Força Aérea Brasileira, também celebrado em 16 de julho, dia da chegada dos aviadores do 1º GAVCA ao Brasil. A data simboliza não apenas o retorno triunfal, mas também o reconhecimento institucional àqueles que serviram com honra, lealdade e amor à pátria.

Os veteranos da FAB representam valores como disciplina, integridade e patriotismo. Suas trajetórias, muitas vezes marcadas por sacrifícios

pessoais, ajudaram a moldar o Brasil democrático e soberano de hoje, inspirando militares e civis a compreender que servir ao país é uma das mais nobres formas de cidadania.

O Vitorioso Regresso ultrapassa a memória militar e integra o patrimônio histórico brasileiro. Relembrar esse momento é reconhecer o valor do sacrifício e da coragem de milhares de homens que lutaram pela liberdade.

O Brasil que aplaudiu seus heróis em 1945 é o mesmo que, em 2025, comemora 80 anos desse feito. A Força Aérea Brasileira, moderna e equipada, ainda ecoa o “Senta a Pua!” como lema de bravura e profissionalismo.

A missão real, retratada na imagem, foi realizada pelo Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV) – Esquadrão Falcão, com a aeronave H-36 Caracal.

INCAER PRESERVANDO A MEMÓRIA DA AVIAÇÃO BRASILEIRA

Com a mudança para Brasília, o INCAER amplia sua atuação,mantendoatradiçãodeserumespaçodeestudos, pesquisas e atividades culturais ligadas à Aviação

TENENTE RELAÇÕES PÚBLICAS WANESSA LIZ

O Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), criado em 1986 por decreto presidencial, tem como missão pesquisar, desenvolver, divulgar, preservar, controlar e estimular as atividades referentes à memória e à cultura da aeronáutica brasileira. A ideia de sua criação surgiu ainda em 1940, no livro Aeronáutica Brasileira, de Domingos Barros, mas só se concretizou décadas depois, graças à iniciativa do Tenente-Brigadeiro do

Ar Deoclécio Lima de Siqueira, que apresentou o projeto ao Ministro da Aeronáutica e, posteriormente, ao então Presidente José Sarney. A aprovação oficial, pelo Decreto nº 92.858, de 27 de junho de 1986, marcou o início das atividades do Instituto.

Originalmente sediado no Rio de Janeiro, o INCAER ocupa o prédio histórico da Antiga Estação de Passageiros de Hidroaviões do Aeroporto Santos Dumont, inaugurado

em 1938 pelo Presidente Getúlio Vargas e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1957. Adaptado para abrigar o Instituto, o edifício preserva sua configuração original e abriga também exposições sobre temáticas voltadas à história e à cultura aeronáutica e uma biblioteca com cerca de 13 mil exemplares, incluindo obras raras da literatura aeronáutica brasileira e estrangeira.

Atualmente, o INCAER conduz, de forma planejada, a transferência de sua sede do Rio de Janeiro para Brasília, um processo acompanhado pelo Grupo de Trabalho instituído pelo Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER). O objetivo é garantir a continuidade das atividades do Instituto e a preservação de seu acervo histórico e cultural, composto por documentos, livros, objetos e equipamentos de valor histórico.

A mudança envolve a transferência de bens culturais materiais, como os Livros Históricos e o Estandarte do INCAER, que serão realocados na nova sede em Brasília.

Outros itens históricos permanecerão na sede do Rio de Janeiro, que abrigará, futuramente, o Centro Cultural Força Aérea Brasileira (CCFAB), difundindo a história e a atuação da FAB, e valorizando seu patrimônio material e imaterial por meio da preservação, pesquisa e

divulgação de sua memória.

Com a mudança para Brasília, o INCAER amplia sua atuação, mantendo a tradição de ser um espaço de estudos, pesquisas e atividades culturais ligadas à Aviação. A nova sede permitirá maior integração com Órgãos Federais, Instituições de Ensino e pesquisadores, consolidando o papel do Instituto como referência na preservação da memória e cultura aeronáutica no país.

MUSEU AEROESPACIAL PAULISTA UM NOVO MARCO CULTURAL EM SÃO PAULO

LocalizadonoCampodeMarte,emSãoPaulo,oMuseunascedeumaparceria entreaForçaAéreaBrasileiraeoMuseuAsasdeUmSonho,comoobjetivode preservarahistóriadaaviaçãonacionaleinternacional.

TENENTE RELAÇÕES PÚBLICAS ANDREI BESSA

A história da aviação brasileira ganha um novo capítulo com a criação do Museu Aeroespacial Paulista (MAPA), espaço cultural que surge a partir de uma parceria estratégica entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e o Museu Asas de Um Sonho . Localizado no Campo de Marte, em São Paulo, o museu ocupará uma área superior a 80 mil metros quadrados, integrada ao Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP), e tem a missão de preservar e difundir a memória da aviação nacional e mundial.

O projeto nasceu do alinhamento entre o propósito da FAB de ampliar a valorização da cultura aeronáutica e o legado histórico reunido pelo MAS desde sua fundação, em 1996, por Rolim Adolfo Amaro e João Francisco Amaro. A iniciativa foi oficializada em dezembro de 2024, com o apoio da Associação dos Amigos do Museu Aeroespacial Paulista (AMAPA), consolidando a união entre instituições públicas e a sociedade civil em torno da preservação da história da aviação.

O acervo inicial contará com

aproximadamente 100 aeronaves históricas, resultado da cessão de 40 exemplares pelo Museu Asas de Um Sonho e da incorporação de outras 60 aeronaves provenientes do Museu Aeroespacial (MUSAL), no Rio de Janeiro, e da própria FAB. Entre os destaques estão raridades como o Supermarine Spitfire, o F-4 Corsair e o Messerschmitt Bf 109, ícones da aviação mundial, além do P-47 Thunderbolt, símbolo da participação da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial.

Foto: Sargento André Sousa / CECOMSAER

Mais do que uma coleção de aeronaves, o MAPA nasce com o propósito de transformar-se em um dos principais museus de aviação do mundo, unindo memória, cultura e educação em um só espaço. Sua missão é preservar a história da aviação para inspirar jovens e adultos, despertando a curiosidade científica e o espírito de superação que marcaram a evolução do setor ao longo do tempo.

De acordo com os organizadores, o museu terá impacto cultural e

econômico de grande relevância. A expectativa é receber até 1 milhão de visitantes por ano, o que pode representar uma movimentação econômica entre R$ 300 milhões e R$ 600 milhões anuais na cidade de São Paulo, sobretudo na região do Campo de Marte. Na primeira fase, já em andamento, estão sendo mobilizados R$ 50 milhões para viabilizar a montagem e a abertura ao público, com previsão de investimentos graduais que podem chegar a R$ 300 milhões.

O projeto também reforça a integração entre civis e militares em torno de um ideal comum: preservar a história da aviação brasileira e universal. Cada aeronave, cada peça de engenharia e cada relato reunido no MAPA traduz a coragem de pilotos, mecânicos, engenheiros e visionários que ajudaram a construir o legado aeronáutico nacional. Além de ícones militares, o espaço dará destaque a marcos da aviação comercial, como o lendário Lockheed Constellation e o Fokker 100, aeronave

que projetou a companhia TAM no cenário internacional na década de 1990. Esses exemplares reforçam a pluralidade do acervo, que contempla tanto a aviação de combate quanto a aviação civil e de transporte, ressaltando a importância do setor para o desenvolvimento do país.

O MAPA também terá papel central como espaço educativo e cultural, promovendo atividades de formação, exposições interativas e programas voltados a estudantes de diferentes faixas etárias. A proposta é transformar

o museu em um ambiente de aproximação entre ciência, tecnologia, história e sociedade, despertando novos sonhos e consolidando valores que unem gerações.

Fruto da visão estratégica do Comandante da Aeronáutica, TenenteBrigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, e do empenho de apoiadores da sociedade civil, o MAPA simboliza a convergência entre passado e futuro. Ao mesmo tempo em que resgata feitos que marcaram a aviação, projeta uma nova

perspectiva para o Brasil no cenário internacional de preservação cultural e inovação museológica.

O Museu Aeroespacial Paulista, cuja inauguração está prevista para até 2027, na cidade de São Paulo, não é apenas um espaço de exposição — é um patrimônio vivo, que celebra a capacidade humana de sonhar, projetar e voar mais alto. Um legado construído de forma conjunta por militares, civis, doadores e voluntários, que agora se abre à sociedade para inspirar as próximas gerações.

EXCELSIOR MAIOR AÇÃO HUMANITÁRIA DA FAB NA AMAZÔNIA

AForçaAérearealizou,entreosdias12e28dejunhode2025,oExercício de Campanha de Emprego de Logística, Saúde e Intendência Operacional – EXCELSIOR 2025, considerado a maior ação de ajuda humanitária já realizadapelaInstituiçãonaregiãoamazônica.

TENENTE JORNALISTA JOHNY VASCONCELOS

A ação contou com parcerias fundamentais, como a Organização Não Governamental Voluntários do Sertão e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que atuaram ao lado dos militares da FAB em ações de saúde, cidadania e orientação preventiva. O Hospital de Campanha da FAB (HCAMP) ofereceu atendimentos em especialidades como

Clínica Médica, Ginecologia, Pediatria, Oftalmologia, Ortopedia, Cardiologia, Psicologia e Odontologia — esta última, a especialidade com o maior número de atendimentos registrados. Também estiveram disponíveis exames de ultrassonografia, raio X, eletrocardiograma, análises laboratoriais e distribuição gratuita de medicamentos.

A estrutura do HCAMP foi montada sobre quatro balsas da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA), possibilitando a mobilidade entre os municípios atendidos. A capacidade instalada permitiu milhares de atendimentos por dia.

De acordo com o Comandante do exercício, Major-Brigadeiro do Ar José Virgílio Guedes de Avellar, o EXCELSIOR 2025 representou uma oportunidade concreta de levar saúde de qualidade a quem mais precisa, além de reforçar a capacidade operacional da Força Aérea em contextos reais. “A Força Aérea realiza o EXCELSIOR para treinar suas equipagens e todo o efetivo, preparando-os para uma eventual atuação em situações reais. Ao mesmo tempo, é uma ação humanitária voltada para atender as populações mais carentes da Amazônia, levando assistência e presença do Estado onde mais se precisa”, destacou.

Em Breves, última cidade a receber a ação, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro

do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, visitou as instalações do hospital flutuante e os pontos de atendimento dos voluntários, acompanhado por membros do Alto-Comando da Aeronáutica e por parlamentares, que puderam conhecer de perto o impacto da missão.

“Estamos na última fase do exercício e atingindo a marca de 50 mil atendimentos. A nossa expectativa inicial era menor, mas esse número mostra a nossa capacidade de ampliar o atendimento diário — chegamos a 2.500 atendimentos por dia. Isso comprova o quanto nosso planejamento foi eficiente, sempre olhando para algo maior. EXCELSIOR é uma palavra grande, que carrega força e estrutura. E assim tem sido este exercício: uma operação conjunta

entre o meio militar e a sociedade civil”, destacou o Comandante da Aeronáutica.

O EXCELSIOR é uma ação do Comando da Aeronáutica (COMAER) voltada ao atendimento de comunidades em áreas de difícil acesso, por meio das Ações Cívico-Sociais (ACISO).

A edição de 2025 reuniu esforços integrados de diversas Organizações Militares da FAB, como o Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), a Diretoria de Saúde da Aeronáutica (DIRSA), a Diretoria de Administração da Aeronáutica (DIRAD), o Primeiro Comando Aéreo Regional (I COMAR), a COMARA, o Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica (CTLA) e o Grupamento de Apoio Logístico de Campanha (GALC), entre outras.

VOO MENTAL

Em 2026, fará 25 anos do lançamento de meu documentário ‘Senta a Pua!’ nos cinemas. Projeto de sonhos do menino que ao entrar na Biblioteca do pai - exmilitar e assinante da Bibliex - em 1985, aos 14 anos, já com decisão tomada de ser cineasta, procurava por alguma história ali, “que desse filme...”. Encontrei de cara o livro, a capa, a mítica: ‘SENTA A PUA!’, de Rui Moreira Lima.

Corta para 1997, aos 26 anos, eu filmava “SENTA A PUA!”. Conheci o Brigadeiro Rui apresentado por Batista pai, o Brigadeiro ex-Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), grande amigo de meu pai, Haroldo de Castro. A conexão com Rui foi imediata, mas demorou alguns meses de convivência com os veteranos em reuniões, almoços e confraternizações para o Brigadeiro Rui decretar, com seu sorriso característico e voz mansa “Confiança não se impõe menino, se conquista. E você conquistou a nossa... Pode ligar sua câmera”.

O resto é história. Os veteranos do Primeiro Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira foram eternizados - como prometi a eles - em celuloide. Me juntei à frente de historiadores, pesquisadores e aficionados, cujo mote em relação a seres humanos que lutaram contra o nazifascismo sempre será “Jamais serão esquecidos...”. Carlos Lorch e Jackson Flores, dois desses profissionais - posteriormente Jambocks Honorários, como eu - se juntaram à

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SENTA A PUA MINHA GENTE!

Erik de Castro é Cineasta, Roteirista e Diretor dos filmes “Cano Serrado”, “Federal” e “Amado”. Produziu a Trilogia de documentários “O Brasil na II Guerra”, com: “Senta a Pua!”, “A Cobra Fumou” e “O Brasil na Batalha do Atlântico”, disponíveis pelo Canal ‘Na Telinha’, do Youtube.

equipe de “SENTA A PUA!”. Os filhos dos veteranos Paulo Assis e Regina Moura também. O resultado é um conjunto de imagens e depoimentos que, ano que vem, em comemoração aos 25 anos do lançamento do documentário em cinema, pretendo disponibilizar para o público em formato de minissérie, em versão estendida e mais completa do que o corte final que foi para as telas. Serão 8 episódios de aproximadamente 26 minutos cada, com um material que apenas um público restrito à época teve acesso em exibição histórica, na sede da Firjan no Rio de Janeiro, em 1999 e, em DVD duplo ‘Edição Especial para Colecionadores’, lançado no mercado brasileiro em 2003, já esgotado.

Essa minissérie só está sendo possível graças à iniciativa, estímulo e financiamento do produtor maranhense, como Rui, Joaquim Haickel, da Guarnicê Produções. Joaquim tem em Rui uma referência, um “herói local” que, assim como eu, cresceu admirando, junto a seus companheiros de Grupo de Caça, também pelas páginas de “SENTA A PUA!”, obra-prima imortal da literatura de guerra, por um autor de prosa única, que transforma cada passagem num “page turner”.

Essa parceria com Joaquim, também autor e membro da Academia Maranhense de Letras, rendeu outros frutos, como é o caso do projeto de vida, acalentado após anos de convivência com os veteranos e contínua pesquisa no assunto SENTA A PUA. Finalmente pude sentar e escrever a saga do Grupo em formato de ‘romance com pegada cinematográfica’, em 12 capítulos de uma história de tirar o fôlego. Inspirados pela obra de Stephen Ambrose e Donald

L. Miller (de Band of Brothers e Masters of the Air), nosso ‘Acerte-os com Força, o Senta a Pua, na II Guerra Mundial, está pronto para sair do forno. O livro é a base do sonho maior de menino: uma épica minissérie de ficção, baseada em história real, que narraria a saga do 1° Grupo de Aviação de Caça do Brasil na 2ª Guerra Mundial.

Carlos Lorch, quando perfilados juntos anos depois do lançamento do documentário “SENTA A PUA!”, para recebermos condecoração do STM, ele na área da Comunicação e eu na da Cultura, me forneceu, sem saber, estímulo derradeiro para todos esses sonhos e Missão que acalento com SENTA A PUA: Sorriso no rosto, ele soltou: “Admiro tua vontade. Você sonha e faz, Erik...”. Palavras dele, por quem tenho admiração recíproca, por anos de dedicação ao universo de nossa Força Aérea.

Sim, o Cineasta é um sonhador por natureza e, para completar, por que não mais um sonho ‘Audiovisual’? “FUMAÇA - A ESQUADRILHA DO BRASIL”. Já tem até título. Inspirado e influenciado pelos ‘Blue Angels’, ‘Thunderbirds’ e ‘Senta a Pua!’ da vida e pelas belas solenidades oficiais que tenho testemunhado, como convidado recentemente, a última em 23 de outubro na Base Aérea de Brasília, por que não mais um arrebatador filme histórico e, ao mesmo tempo moderno, eternizando os feitos da Esquadrilha de Demonstração, ao meu ver, mais espetacular do planeta?

Sim, porque nossaos pilotos de caça são os melhores! E nossa Fumaça é a melhor! Afinal de contas, como diria o Brigadeiro Rui: “Sou brasileiro, Porr...!!”.

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