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03 Um Show de Reality Alguns Reality Shows que marcaram a televisão aberta brasileira 09 1984 Filme sobre política inspira reality show 11 Big Brother Brasil Dê uma espiadinha e descubra alguns segredos que você não viu na TV 20 Efeito Tsunami As Pessoas e Seus Egos 16 Ralf Krause Who’s Ralf?

O ser humano tem o estranho fascínio de destruir os sonhos alheios. Quando você tiver um sonho, corra atrás dele e não deixe que nenhuma pessoa te diga que você não é capaz, que seu sonho é impossível. Nada é impossível! Somos feitos de partículas de poder, capazes de transformar o mundo. Com amor e fé podemos tudo. E a POP magazine é um exemplo disso, aos poucos estou fazendo com que meu sonho torne-se realidade. Obrigada à todos que de alguma forma estão colaborando para essa realização. Andréa Alves

POP magazine Editora: Andréa Alves Redação: Andréa Alves, Florence Manoel

e Nágila Câmara Capa: Rodrigo Gazola Designer e Diagramação: Andréa Alves

@POPmagazine


Por Nágila Câmara ____________________________________________________________________________________________

Um show de Reality

Alguns Reality Shows que marcaram a televisão aberta brasileira

Fatos reais ocorrendo com pessoas de verdade, e não personagens fictícios, atraíram e atraem os olhares de milhares de telespectadores em todo o mundo. No Brasil não poderia ser diferente, nos últimos anos, o tipo de programa televisivo que se destacou e caiu nas graças do povo foi o Reality Show. Tudo começou com a exibição de No Limite, em 23 de Julho de 2000, pela Rede Globo. O programa baseou-se em uma produção chamada Survivor, existente nos Estados Unidos, e após três temporadas, essa inspiração fez com que a emissora brasileira fosse acusada de copista e obrigada a suspendê-lo por alguns anos. Somente em julho deste ano houve a quarta edição e por enquanto não há previsão para a próxima, já que a última não atingiu índices de audiência tão relevantes quanto às anteriores. No reality, apresentado por Zeca Camargo e dirigido por J.B. de Oliveira (Boninho), os participantes eram divididos em duas tribos, inicialmente, para mais tarde se fundirem em uma só, e monitorados 24 horas por dia num lugar inabitado, onde aconteciam todas as provas de resistência física e psicológica e onde viviam em condições primitivas, caçando, pescando, numa luta pela sobrevivência. Em todas as edições o cenário é praticamente o mesmo: matas, coqueirais, dunas, rios, lagos, praias e manguezais; mas em locais diferentes, sequencialmente, na Praia dos Anjos (Ceará), na Chapada dos Ventos (Mato Grosso), na Ilha de Marajó (Pará) e em Flecheiras (Ceará). Uma das partes mais chocantes do programa é a prova em que os concorrentes ao prêmio, no valor de 300 mil reais e um carro zero quilômetros nas três primeiras temporadas e de 500 mil reais na mais recente, precisam comer alimentos exóticos, como olho de cabra, larvas, brigadeiro de besouro, entre outros. A cabeleireira paulista Elaine Cristina Castro de Melo foi a surpreendente vencedora da primeira edição, na única final não realizada ao vivo. Em seguida, na edição exibida de janeiro a março de

2001, o campeão foi Leonardo Rassi, o “Léo”. A terceira edição, também exibida em 2001, começou em outubro e teve seu desfecho em 23 de dezembro, premiando o policial militar Rodrigo Trigueiro. Oito anos se passaram até a quarta edição, que durou de julho a setembro de 2009. Nessa edição apareceram algumas novidades, o último participante a entrar na competição foi escolhido pelo público, o voto popular na primeira fase do programa, o início da disputa com 20 pessoas (nas edições anteriores eram 12), totalizando na participação de 23 candidatos por desistência de alguns que já estavam no jogo, são algumas delas e, quem se deu melhor foi a bombeira Luciana Luiza de Araújo, campeã da temporada. Com o sucesso de No Limite, o SBT, principal concorrente da Rede Globo, lançou a Casa dos Artistas em outubro de 2001. O programa era uma espécie de Big Brother com participantes famosos e alcançou índices incríveis de audiência na primeira temporada. O apresentador e também dono da emissora, Silvio Santos, comandou o reality, e animado com essa grande repercussão, não hesitou em lançar a segunda edição em fevereiro de 2002 e a terceira em junho do mesmo ano. Os aspirantes ao prêmio de 400 mil reais ficavam trancados em uma casa e também eram monitorados por câmeras o tempo todo, participavam de provas e aos domingos um deles era eliminado pela votação do público. A primeira edição ficou marcada pela desistência do cantor Leandro Lehart, do grupo Art Popular, logo na segunda semana, pela saída de Alexandre Frota do programa e seu retorno em POP magazine 03


seguida, pela tentativa de Núbia Óliiver em organizar uma resistência feminina contra os homens, pela paixão assumida de Patrícia Coelho por Alexandre Frota quando ele ainda era casado, pela briga de Matheus Carrieri com a mesma, pela “chorona” Mari Alexandre e, principalmente, pela vitória da atriz Bárbara Paz e seu romance com o cantor Supla. A Casa dos Artistas 2 não obteve tanta audiência quanto a primeira, mesmo com algumas polêmicas, como o selinho que a cantora Syang deu na radialista e socialite Mariana Kupfer, a tentativa do marido e empresário da cantora, Daniel Sabbá, em fazê-la deixar o programa depois da demonstração recíproca de interesse entre ela e o modelo Gustavo Mendonça, a irritação e a saída do rapper Xis após a entrada do lutador Vitor Belfort, que reatou, na casa, um romance com Joana Prado, acusada de uso excessivo de anabolizantes por estar com o corpo masculinizado, e ainda, com a saída da socialite Carola, que brigou com os outros participantes e desistiu da disputa. Além do romance entre Joana e Vitor, que perdura, Ellen Roche e Ricardo Macchi começaram a namorar logo que deixaram a casa e continuam juntos, diferente de André Gonçalves e Cynthia Benini e Syang e Gustavo. O vencedor dessa edição foi o cantor Rafael Vanucci, filho da também cantora Vanusa. Na terceira temporada houve uma mudança no programa, que mesclou artistas e seus fãs nessa convivência diária. A iniciativa não atingiu muito sucesso e, ao contrário do que se previa, não apresentou grandes emoções ao telespectador. Carola, que participou da segunda edição, voltou ao reality mas resolveu se comportar, e as brigas e polêmicas ficaram por conta do cantor Aguinaldo Timóteo. Os romances foram protagonizados pela personal trainer Solange Frazão e o modelo Flávio Mendonça, e também por Luiza Ambiel e Sérgio Paiva, fã de Solange e ganhador do prêmio. 04 POP magazine

Em 2002, surgiu o Big Brother Brasil, uma produção da Rede Globo que se destaca entre os reality shows para televisão aberta e continua em alta. Com a compra dos direitos autorais do Big Brother, a Globo acusou o SBT de plágio, que para não sofrer outros processos, paralisou a Casa dos Artistas, retornando ao ar em 2004 numa nova versão, totalmente diferente das anteriores. A Casa dos Artistas 4: Protagonistas de Novela confinava 14 participantes que recebiam aulas de interpretação, dança e canto, e tinham as suas apresentações avaliadas por conhecidos nomes da teledramaturgia brasileira. O prêmio prometia uma vaga como ator (atriz) principal na novela Esmeralda, produzida pelo SBT, mas acabou sendo um papel coadjuvante conquistado por Carol Hubner, vencedora do programa. Apesar da baixa audiência da temporada, as críticas especializadas foram boas. No ano seguinte, também no SBT, surgiu o reality O Grande Perdedor, em que os participantes sofriam de obesidade e dentro da casa, divididos em duas equipes – azul e vermelha – e auxiliados por um treinador em cada equipe, travavam uma luta monitorada e diária contra a balança. Eles praticavam atividades físicas, tinham uma dieta regulada, sem açúcares, e toda semana aqueles que perdiam menos peso iam para o “bandejão” e eram eliminados do programa. No final, ganhava o participante com uma soma maior de perda de peso e gordura eliminada. O peso era verificado todo domingo no palco e anunciado pelo apresentador Silvio Santos, já o índice de gordura, era medido apenas antes da entrada na casa e na última semana, aumentando a expectativa sobre quem seria o vencedor. E realmente foi o índice de gordura o fator determinante para a vitória de Andréia sobre Marcelo “Xepa”, na primeira temporada, garantindo assim, o prêmio de 300 mil reais, já que Marcelo havia perdido mais peso que ela. Dois anos depois, o programa mudou de nome, apresentador e dia de exibição, passando a ser chamado Quem Perde, Ganha sob o comando de Lígia Mendes e exibido as quintas e sábados. O vencedor dessa edição foi Reginaldo, tendo a família como principal incentivo para perder peso.


Voltando ao ano de 2002, a Rede Globo produziu o reality Acorrentados, apresentado no Caldeirão do Huck. No quadro, sete pessoas ficavam presas por correntes e vigiadas diariamente, frenquentavam cinemas, restaurantes, tomavam banho juntas, etc. O participante que procurava namorado (a) permanecia no centro e os outros seis, do sexo oposto ao dele, eram acorrentados de acordo com a sua escolha, ele também era o responsável pelas eliminações e na última exclusão, o participante escolhido decidia se queria namorá-lo ou se preferia uma quantia em dinheiro. Ao todo, aconteceram três edições. O Caldeirão do Huck entrou nessa onda, e nos anos de 2002 e 2003 produziu mais dois reality shows: Amor a Bordo e Guerra do Sono. O primeiro teve duas edições, nas quais os participantes viajavam em um iate com paradas em ilhas no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro. Eles deveriam formar sete casais e aquele que demonstrasse maior entrosamento seria o casal vencedor. O segundo teve apenas uma edição e dez pessoas na disputa. Foi construído um loft no Projac e após 24 horas acordados, os participantes eram submetidos a várias provas de esforço físico e aquele que aguentasse

mais tempo venceria. Ainda em 2002, a Rede Globo lançou a primeira edição de Fama com o intuito de revelar novos talentos no cenário musical. O programa foi apresentado por Angélica e Toni Garrido na primeira e na segunda edição e somente por Angélica nas duas posteriores. Os competidores eram aspirantes a cantor e deveriam permanecer por dez semanas na Academia Fama, praticando aulas de canto, dança, expressão corporal, interpretação e recebendo aulas teóricas sobre atualidades e cultura. Todo sábado era apresentado um show, onde os participantes mostravam a

música ensaiada durante a semana e os jurados escolhiam os quatro piores desempenho. Dois dos escolhidos eram salvos pelos companheiros de competição e pelos professores, os outros dois iam para a disputa no voto popular. A campeã da primeira temporada foi a paulista Vanessa Jackson, que ganhou a gravação de um CD nos Estados Unidos, com canções inéditas e regravações, totalizando 13 faixas. O Fama bis, iniciado logo após o término do primeiro, teve como vencedor o mineiro Marcus Vinícius, premiado com a gravação de um CD e uma música tema de abertura de uma novela da emissora. A terceira edição aconteceu em julho de 2004, premiando Tiago Silva, que gravou um CD junto com Hugo Alves, seu parceiro de academia. Um ano depois, no Fama 4, o baiano Fabio Souza, superando um problema de gagueira, venceu a disputa, gravou um CD, ganhou um carro zero quilômetros e um show na casa de espetáculos Canecão, no Rio de Janeiro. Apesar de ser considerado um dos melhores programas por alguns críticos e da sua significativa audiência, foram poucos os participantes que emplacaram algum sucesso.

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A Rede Record também introduziu os realities em sua programação, exibindo a primeira temporada de O Aprendiz em 2004. Os participantes ficam hospedados em um hotel de luxo em São Paulo e só podem deixá-lo quando são “demitidos”. A demissão era decretada pelo empresário e apresentador das seis primeiras edições, Roberto Justus, que sempre tinha em sua companhia dois conselheiros. O desempenho dos candidatos nas diversas tarefas envolvendo marketing, finanças, vendas, promoções, negócios imobiliários, arrecadação de fundos, administração de bens, publicidade e gerenciamento de negócios, ações filantrópicas e realização de grandes eventos é o fator mais relevante na sua eliminação. Nas três primeiras temporadas, nos anos de 2004, 2005 e 2006, o formato do programa foi praticamente o mesmo, dividindo os competidores em duas equipes com separação de sexo e os premiando com um contrato de um ano em importantes empresas. Os ganhadores foram Vivianne Ventura Brafmann, Fábio de Oliveira Porcel e Anselmo Martini, respectivamente. A quarta e a quinta temporada, nomeada como Aprendiz – O Sócio, buscava uma pessoa para compor uma sociedade com Justus. As equipes foram divididas por sorteio e sem distinção de sexo, já que o número de homens e mulheres não era equivalente. Na quarta edição, os candidatos levavam seus projetos para um novo negócio, diferenciando-se da quinta, onde a proposta é a mesma para todos. Os vencedores foram Tiago de Aguiar Pereira, em 2007, criando uma empresa de lenços para lavar carros sem água, e Clodoaldo Araújo, em 2008, que recebeu cotas numa empresa e uma quantia em dinheiro. Já na sexta temporada, em 2009, foi a vez de jovens estudantes, sem experiência no mercado de trabalho, terem espaço no programa. Todos os participantes eram universitários e disputavam uma vaga de trainee em uma empresa, com uma bolsa mensal de 10 mil reais por pelo menos um ano e um prêmio de um milhão de reais. As equipes foram dividas pela escolha de duas voluntárias a líder (o líder também era o responsável por vetar de recompensas o participante menos colaborativo em alguma tarefa vencida pelo grupo). A estudante de Publicidade e Propaganda, Marina Erthal, foi a escolhida por Justus, que usou a seguinte frase no programa: “Escolhi alguém que tinha o meu perfil. Ela tem um estilo mais parecido com o meu por sua impetuosidade e vontade de fazer acontecer.” Com a saída de Roberto Justus da Rede Record, a sétima temporada em 2010, também Aprendiz – Universitário, será apresentada pelo empresário João Dória Júnior. Em maio de 2009, estreou na mesma emisso06

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ra o reality A Fazenda, sob o comando do jornalista Britto Júnior e em algumas provas com Chris Couto apresentando. As 14 celebridades disputavam o prêmio de um milhão de reais e para isso, deveriam permanecer em confinamento numa fazenda, cumprindo tarefas obrigatórias como tirar leite de vaca, cuidar da horta e dos animais, recolher ovos e as demais atividades que envolvem o ambiente rural. Todas as terças aconteciam o Desafio Semanal, onde o “peão” perdedor da prova era indicado para o “Tá na roça”, esperando até o dia seguinte para conhecer os outros dois “peões” (um indicado pelo Fazendeiro da semana, participante responsável por distribuir as tarefas da fazenda, e o outro pelo restante dos competidores, numa votação aberta) que disputariam com ele os votos populares, via internet, SMS e telefone. Nessa primeira edição, o ator e cantor Dado Dolabella foi o vencedor. Após ter frequentado por mais vezes o “Tá na roça” e conseguido permanecer na casa, gerou-se uma polêmica a cerca da vitória de Dado, o humorista Carlinhos, também participante do programa, “sugeriu” que a emissora falsificou o resultado e se declarou o “grande e verdadeiro vencedor”. Dado também foi acusado, por alguns competidores, de estar atuando na Fazenda, mas para os fãs, ele foi sincero e merecedor do prêmio. Para a Rede Record, o programa fez tanto sucesso de audiência que A Fazenda 2 já está sendo preparada e, em breve, seus admiradores poderão apreciar a nova temporada. Pelo jeito, o Reality Show continuará fazendo parte da vida dos brasileiros, que torcem para que apareçam cada vez mais programas de qualidade na televisão aberta. “Todos nós fazemos parte de realities. Sempre estamos sendo observados por câmeras e até mesmo pelas pessoas ao nosso redor.”


Em um certo momento, você ficou com fama de má dentro da casa. Você acha que isso afetou a sua imagem quando saiu do confinamento? Não. Não é que eu seja má, quando estou dentro de um jogo onde a regra básica é ganhar, ou quando estou dentro de um projeto onde a visibilidade maior é o ganho do dinheiro todos são contra todos. Não que eu seja vilã, é apenas um jogo. Hoje as pessoas têm medo de chegarem até mim porque acham que eu sou brava.

Núbia Cássia F. de Oliveira, mais conhecida como Núbia Óliiver, nasceu em Uberaba, Minas Gerais, e iniciou a sua carreira em um concurso de beleza, em 1993. No ano seguinte, apareceu pela primeira vez na televisão, de, sete anos mais tarde, participaria da Casa dos Artistas 1 no SBT, alcançando maior popularidade. Hoje, sua prioridade é a filha Anne e, além de empresária, trabalha como modelo, atriz e apresentadora.

“Estou muito feliz com minha vida, ainda mais que me sinto madura, paciente e MÃE.” O que a levou a participar de um reality? Desde quando eu recebi o convite sabia que para mim seria um grande desafio. Você é chamada e sabe que aquilo poderia mudar uma história de profissionalismo construída até ali. Participei porque poderia mudar toda a minha carreira, mas realmente foi um grande desafio na minha vida.

Quais foram as mudanças ocorridas em sua vida depois do programa? Tudo. Eu tinha uma carreira de revista e novelas, programas e modelo, mas a notoriedade que o realty show teve, as revistas não tiveram. Atingimos um grande sucesso por ter sido o primeiro, fiquei mais conhecida do que já era. Isso já veio agregar a minha carreira, foi chutar a bola para fazer gol. Até a grafia do meu nome passou a ser feita da maneira correta e as pessoas puderam conhecer um pouco da minha personalidade, não apenas me verem superficialmente como antes ocorria.

Hoje, se tivesse outra oportunidade de participar de um reality, você aceitaria? Não. Por nenhum motivo. Porque já participei e tive esse gostinho, agora sou mãe, minha prioridade é outra. Por que as pessoas gostam tanto desse estilo de programa? Porque saber do vizinho é mais gostoso do que cuidar do seu próprio problema? A cultura do mundo é assim, é sempre mais gostoso saber da vida alheia. A gente tem uma fuga nessas coisas, deixando um pouco os nossos problemas de lado e prestando mais atenção nos problemas e na falha dos outros. É o próprio cotidiano da fofoca o que você está tendo ali. Que conselho você daria para alguém que quisesse participar de um reality? Que todas as pessoas venham a ter a consciência de que a vida muda e não sairão normais de lá, algum tipo de loucura vão ter. Tem que ter consciência disso. É uma prisão domiciliar, você não tem o direito de ir e vir e quando esse direito é tirado do ser humano, você morre e se sente inútil, fragilizada, impotente no lado profissional e pessoal. POP magazine 07


A cantora Luka ficou entre os 32 candidatos que disputavam 12 vagas no programa Fama, da Rede Globo. Seu primeiro CD teve a música “Tô nem aí” como maior sucesso, repercutida em todo o país. Ela começou sua carreira tocando na noite e deixou o Rio Grande do Sul para participar do Fama. Agora está lançando seu terceiro CD, “O Próximo Trem”, gravado totalmente ao vivo. Como foi a sua passagem no programa Fama? E como você encarou a eliminação? Bom, na verdade, foi um pouquinho diferente, porque eu fui uma das "eliminadas" do programa antes dele começar, isto é, eu estava entre os trinta e dois candidatos que disputaram as 12 vagas para entrar no reality show. Claro que, na época, eu fiquei desapontada, mas eu desconhecia completamente os critérios de escolha, então, de certa forma, eu não tinha o perfil do programa. O mais interessante é que enquanto rolavam os três meses de programa, eu já estava gravando meu primeiro CD autoral. Assim que saiu do Fama você emplacou a música “Tô nem aí”, o quanto desse sucesso você atribui ao programa? O meu sucesso é um conjunto de fatores, eu não teria como atribuir a uma coisa isolada, acho que todo o sucesso de um empreendimento ou de um evento, ou seja lá do que for, depende de determinação, organização, talento, sorte, equipe e de uma mãozinha do cara lá de cima. Mas, com certeza, a fama da "Tô nem aí" foi a mais nobre resposta que eu poderia dar aos jurados do FAMA. Você acha que programas como Popstars, Ídolos, Astros e o próprio Fama, ajudam a revelar talentos? Acho esse tipo de programa muito perigoso, pode sim revelar talentos, mas a emissora quer audiência em primeiro lugar, então nem sempre o candidato vai poder cantar o que gosta, ele vai ter de se moldar aos padrões do reality e isso pode comprometer no futuro da carreira. Além do mais, tudo o que vem muito rápido, vai embora como uma onda quando o mar recua. Como surgiu a inspiração para a música “Tô nem aí”? De fato foi uma experiência própria? A “Tô nem aí” foi feita para um ex que me transformou em um "alce" de tanto que me chifrou. Acho que a mulherada se identificou pelo fato de ela ter algo de "grito de independência" sabe?! Algo como, agora é minha vez de ser feliz e foi você quem perdeu... Eu fui campeã de cartas femininas e isso me emocionava muito, cada carta que eu lia era uma história diferente de alguém que deu a volta por cima, que saiu da depressão... foi muito gratificante! Quais foram as reais mudanças em sua vida após o Fama? Quando fui eliminada do Fama, eu ralei muito. Teve um produtor musical que me viu na matéria do FANTÁSTICO sobre o reality show e entrou em contato comigo. Eu vendi meu carrinho velho, juntei as minhas moedinhas e vim de vez morar no Rio e gravar meu CD. Mas nessa época, nem tudo foram flores, muito pelo contrário, antes de ter um jardim florido eu passei por um deserto bem árido... Fui recepcionista de uma empresa, onde o que eu ganhava, mal pagava o meu aluguel, às vezes eu lavava a cabeça com sabonete, porque não tinha dinheiro pra comprar xampu... então, claro que eu fico triste quando as pessoas falam que eu "estourei do nada", só eu sei o que eu passei... Além de cantora, você também é compositora. Como ocorre este processo de criação? O processo de criação é quase mágico! Normalmente, eu preciso estar sozinha e me conectar com o mundo das ideias... Não gosto de compor em estúdio, eu prefiro estar em casa, no banho, ou sozinha no carro, eu componho muito no carro, quando fecha o sinal, eu começo a escrever a letra sem parar e gravo a melodia no celular. A “Porta Aberta” eu fiz no tapete da sala pro pai da minha filha, já a "Cinderela Doida" foi para a "ex" do meu marido que não parava de perturbar! Você começou tocando na noite em alguns barzinhos. O quanto essa experiência influenciou e influencia na sua carreira? Tocar em bares foi a melhor escola que eu poderia ter tido! Quando você cai na estrada é que realmente decide se quer seguir essa vida de música ou não. Tenho MUITO orgulho de ter tocado em barzinho, não acho vergonha nenhuma não! A minha essência é sentar num banquinho com meu violão e fazer a alegria da galera!

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Por Florence Manoel

Filme sobre política inspira reality show

Big Brother: do clássico ao pop

O Reality show Big Brother foi inspirado no livro 1984, um clássico de George Orwell, posteriormente adaptado para o cinema pelo diretor Michael Radford. A obra, escrita em 1948, discute a dominação das massas pelo governo em um regime ditatorial, através da manipulação dos meios de comunicação. O personagem Winston Smith, para quem “permanecer vivo não é tão importante quanto permanecer um ser humano” e “liberdade é liberdade de dizer 2+2 = 4” é um homem comum, que aspira á liberdade e está submetido á um regime totalitarista. Winston vive na Inglater-

ra, que é cercada pelas teletelas, uma espécie de televisor que é utilizado tanto para veicular noticias quanto para vigiar os espectadores. Ele é membro do partido e trabalha na área de informações (Ministério da Verdade) manipulando as notícias e divulgando apenas o que é de interesse do partido. A obra é uma paródia da URSS de Stalin e da Alemanha de Hitler; a doutrinação ideológica promove a imposição de comportamentos e idéias. Na Oceania de Winston, é necessária a autorização do governo para namorar e casar, e o sexo, se não tiver como fim a procriação é considerado um ato criminoso.

Existe também um bombardeio de notícias, que aliena os personagens, já que nenhuma delas lhes prende a atenção. Essa abundância de informações desvia a atenção da realidade, e reafirma o caráter de dominação cultural e política. O próprio Winston é julgado pela sua falta de memória: ele não sabe sequer contra quem o país está em guerra. Também é condenado pelo “Ministério do Amor” por namorar escondido e por se identificar com as ideias de Emmanuel Goldstein, escritor tido como traidor e atacado constantemente pela propaganda do governo. POP magazine 09


Qualquer semelhança não é mera coincidência Pode-se traçar vários paralelos entre 1984 e o reality show Big Brother exibido pela rede Globo: as pessoas são vigiadas por câmeras o tempo inteiro, suas condutas determinam ou justificam sua sobrevivência (seja na história ou no programa de tevê), a demanda de comida enviada para a cidade de Winston ou para a mansão do reality show depende de quem comanda os dois sistemas; e existe um “toque de recolher” em ambas as situações, indicando a hora de dormir e a hora de acordar, além das diversas funções estabelecidas. A tensão por serem vigiados não é pequena para os personagens do romance de Orwell, que tendem a se camuflar constantemente, assumindo posturas que não são próprias de suas personalidades; renunciando a naturalidade,

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assim como a liberdade de ser, estar e sentir; em busca de um prêmio essencial que é o direito de continuar vivendo. Embora, de maneira direta, os participantes do Big Brother não corram risco de vida, a tensão a que se submetem também é imensurável. Muitos se empenham na construção da imagem que acreditam ser a mais vendável, o que nem sempre dá certo. O fato é que além do prêmio em dinheiro, também está em jogo a aceitação do público, que pode ser a garantia de inúmeros trabalhos futuros ou de uma cruel rejeição generalizada.

Saber que um país inteiro os observa e avalia pode ser considerada uma espécie de tortura moral e psicológica.

O grande vilão O grande vilão do romance de George Orwell é um déspota onipresente que controla toda a população, utilizando para isso as teletelas. Como o

governante não mostra o rosto, ele tem sua existência questionada. Esse tirano, que é chamado de Grande Irmão, direciona o modo de pensar e de agir dos habitantes da Inglaterra, utilizando-se de pressão psicológica e de manipulação da linguagem e da verdade. No reality show global os participantes são subordinados ao julgamento dos demais jogadores e ao poder do diretor Boninho e do apresentador Pedro Bial – que é o único contato fixo que eles têm fora da casa onde ficam confinados. A edição do programa determina em que ordem os fatos são levados ao público e consequentemente, influencia a construção da imagem de cada um deles como um personagem ficcional. Boninho e Bial representam neste jogo o papel do vilão todo poderoso do mundo ocidental futurista apresentado em 1984, estimulando e persuadindo os confinados, delineando assim a exposição do perfil de cada um deles.


Por Andréa Alves

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Big Brother Brasil Dê uma espiadinha e descubra alguns segredos que você não viu na TV Big Brother no Mundo A grande inspiração do nome Big Brother – Grande Irmão - vem do livro “1984”, escrito pelo inglês George Orwel, onde todos os moradores de uma cidade são monitorados por câmeras. O programa foi criado em 1999, na Holanda, e foi ao ar no dia 16 de setembro no canal Veronica, onde bateu índices de audiência assustadores. Segundo a empresa Endemol, criadora do Big Brother, hoje são 42 países que fazem a sua versão do programa. Em 2002, eram apenas 19, quando o Brasil fez sua primeira edição. Desde então, o programa virou sinônimo de sucesso, fama instantânea e entretenimento por todo o mundo.

Big Brother no Brasil O reality show Big Brother Brasil caminha para sua 10ª edição e ainda continua sendo o programa de maior audiência na televisão brasileira. Quando o primeiro programa foi ao ar no dia 29 de janeiro de 2002, as pessoas pararam em frente as suas TVs para verem o que era aquilo, quem eram aqueles malucos, que ficariam trancados por 64 dias em uma casa com câmeras, vigiados 24 horas por dia e observados por todo o Brasil. Passada a euforia inicial, os telespectadores começaram a tomar partido pelos participantes, cada pessoa tinha o seu preferido, os critérios eram os mais diversos, uns achavam que determinado participante era merecedor por ser mais “pobrinho”, outros achavam que o merecedor era o mais engraçado, outros a gostosona da casa e por aí iam os palpites. O felizardo foi Kleber “Bambam”, o dançarino de origem humilde, que era satirizado pelos outros participantes por ter o sotaque caipira e uma inocente ingenuidade, até hoje posta em dúvida. Bambam saiu da casa no dia 2 de abril, sendo aclamado como um verdadeiro herói. Um helicóptero o esperava, onde acompanhado por André Marques iria direto aos estúdios do

Programa do Jô para a sua primeira entrevista, de muitas que viriam, como o primeiro ganhador do BBB. Na 2ª edição, venceu novamente um rapaz do interior, provando que o Brasil se rendia à simplicidade e ao carisma do ‘caipira’. Rodrigo Leonel, o Cowboy, sagrou-se o campeão, graças também a Nossa Senhora Aparecida, mas não por se tratar de um milagre, mas sim pelo fato de o moço ter declarado sua árdua devoção à Santa mais popular do Brasil. Eis que chega o BBB 3, e a visão dos ‘juízes’ começa a mudar. André Dhomini é descaradamente o tipo safado; quando entrou na casa, mantinha um longo namoro, mas isso não o impediu de flertar com uma das participantes, com a qual manteve um relacionamento dentro da casa e que teve continuidade quando saiu, já como o campeão desta edição. E para a surpresa de todos, na quarta edição, a vencedora foi uma mulher, Gecilda, ou simplesmente Cida, que havia entrado na casa por um sorteio de uma revista, que na época era vendida para que qualquer pessoa tivesse a chance de entrar na casa mais vigiada do país. Nessa edição, volta os critérios anteriores ao Dhomini, e ganha a participante que segundo os telespectadores precisava mais do dinheiro. O professor Jean Willys foi o vencedor do quinto programa, sendo o primeiro a ganhar o prêmio de 1 milhão de reais. Intelectual, devoto de São Jorge e assumidamente homossexual, o que segundo alguns foi um dos fatores de sua vitória, já que a comunidade gay mobilizou-se para mantê-lo na casa e provavelmente para fazer dele o grande vencedor. Como no BBB 4, a 6ª edição teve uma mulher como vencedora, Mara, assim como Cida era de origem humilde e entrou na casa por pura sorte. A baiana é considerada a vencedora mais bem sucedida, entre todas as edições, em termos financeiros. Ela investiu boa parte de seu milhão em imóveis e em diversos setores ligados ao comércio, no interior da Bahia, onde vive até hoje. Depois de oscilações, o vencedor da 7ª edição é um homem de classe média alta, POP magazine 11


viajado, culto, bonito e declaradamente sem-vergonha. Diego Alemão manteve um triângulo amoroso dentro da casa, chamou para a briga quem o desafiava e declarava para quem quisesse ouvir que estava lá apenas para se divertir. Esse paulista de Osasco venceu, talvez, a edição mais quente entre todas. Começava, então uma nova tendência, nada de ‘pobrinhos’ e coitadinhos, o Big Brother é um jogo e a partir daí venceria o melhor jogador. Rafinha conquistou as adolescentes e se manteve longe de confusões, sendo essa sua tática para chegar à final. Ele jogou de um jeito mais discreto, de temperamento calmo, foi ‘comendo pelas bordas’ e abocanhou o prêmio do BBB 8. A nona edição começou com muitas novidades, já mostrando qual seria o clima dessa vez. Em princípio, os participantes foram separados em dois lados, o A e o B, o que já fez com que se formassem as tais ‘panelas’ que acontecem em todas as edições. Dois sexagenários participaram do programa, dois casais passaram uma semana em uma casa de vidro em um shopping, sendo que apenas um casal foi escolhido, 12

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por voto popular, para participar do BBB e bem no meio do programa mais um casal entrou na casa, o que provocou um certo furor. Além do surgimento do apavorante quarto branco. Max Porto, declaradamente jogador, desde o primeiro dia era apontado como o vencedor. Entre idas e vindas de vários paredões, ele sagrou-se campeão por uma pequena porcentagem da segunda colocada: Priscila Pires. As inscrições para a décima edição já estão abertas e se especula que a décima primeira, quando o programa completará 10 anos, será recheada de grandes surpresas; uma delas é a possibilidade da casa ser composta de ex-participantes de edições anteriores.

Inscrições As inscrições podem ser feitas pelos correios ou pela internet, a forma mais popular atualmente. Inscreva-se no site: www.globo.com/bbb, informando todos os seus dados, como nome completo, idade, CPF, etc. Assim que o cadastro for preenchido, você terá acesso as perguntas que devem ser respondidas de forma direta, criativa e inteligente, é a partir delas que começará a seleção. No site 8p, deverá colocar um vídeo, conforme as especificações do regulamento. Poderá colocar fotos e interagir com os outros candidatos.

O prazo termina dia 31 de outubro. “Segue teu sonho e seja feliz”, como diria Ralf Krause.


O cowboy do BBB No melhor estilo “caipira pirapora”, Rodrigo Fraga Leonel conquistou a segunda edição do reality show Big Brother Brasil. Sua frase “Firma daí, que eu firmo daqui.” foi uma de suas marcas registradas na casa mais vigiada do país. Em junho de 2002, o Cowboy, como ficou conhecido, entrava pela porta do BBB com o pé direito, usava uma camisa xadrez azul, calça jeans, botas, fivela prateada e um chapéu com a imagem de Nossa Senhora Aparecida em seu interior. Foi assim que começou a saga de Rodrigo no programa, alguns familiares apostavam que ele não passaria da primeira semana, mas contrariando todas as previsões chegou à final e faturou o prêmio de 500 mil reais. Não há um lugar que ele passe, onde não seja reconhecido até hoje. Isso sem citar a imensa popularidade que, esse moço de Ribeirão Preto, tem entre os apaixonados por rodeio. Ele não consegue dar um passo sem que seja parado, na Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, onde frequenta desde antes da fama, é assediado principalmente atrás dos bretes, seu lugar preferido em todo o parque. Esse caipira sangue bom, vive cercado de amigos e não dispensa uma boa prosa, ainda mais se for acompanhada de um churrasco e muita diversão. Rodrigo soube como administrar seu prêmio, mas isso não quer dizer que esteja com a vida mansa. O Cowboy apresenta um programa na TV local, faz participações em eventos e viaja constantemente ao estado de Goiás, onde mantém uma f azenda. Mesmo na estrada, Leonel fez questão de arrumar um tempo pra dar essa entrevista, provando mais uma vez, que nunca deixa os amigos na mão, mesmo sendo o famoso Cowboy do Big Brother Brasil. Qual a dica para ganhar o BBB? Você tem que ser você mesmo e evitar ficar se metendo em briguinhas lá dentro. O resto é o povo quem decide. Nas edições depois da sua já colocaram mais dois ‘cowboys’, mas todas as vezes que é citado ‘O Cowboy’ do BBB, é você quem é lembrado. A que você atribui esse fato? Acho que é porque eu fui o primeiro a aparecer de chapéu e bota no programa. Está sendo cogitado que na 11ª edição haverá a participação de alguns ex-BBB. Você toparia participar novamente do programa? Nem estava sabendo disso. Mas é melhor esperar pra ver. Quem sabe...

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Espalhado e misturado, assim é Zulu “Participar do BBB é uma experiência incrível de vida. convivência, disputa, fama, dinheiro, tudo misturado numa só casa!”

Marcelo Santos Martins Gomes, conhecido pelos amigos e fãs apenas por Zulu, aos 29 anos, no alto de seu 1,77m e 88 kg esse menino de Niterói é puro sorriso e simpatia. Contrariando a imagem já batida de que lutador tem pinta de Bad Boy, ele faz amigos por toda parte, dono de um humor peculiar atormenta todos que o cercam, mas mesmo assim não há que não goste dessa figura. Depois de ficar conhecido nacionalmente pela participação do reality show Big Brother Brasil 4, Zulu chama a atenção em qualquer lugar por onde passa, sendo assediado constantemente por fãs de todas as idades. Membro titular da Seleção Brasileira de Luta Olímpica desde 2000, ele viu no programa a oportunidade que faltava para tentar o sonho olímpico. Muitos o criticaram quando abandonou a faculdade de Engenharia de Telecomunicações, que cursava na Universidade Federal Fluminense, para ingressar, talvez na mais louca das aventuras de sua vida, participar do Big Brother, mas o que poucos sabiam era que seu verdadeiro sonho não era a fama e muito menos tentar a vida como artista, o que Zulu sonhava, na verdade, era divulgar o seu esporte e conseguir patrocínio para os Jogos Olímpicos de 2008. E quando tudo parecia estar se normalizando, ele decide largar sua casa, seus amigos e toda a estabilidade que possuía para correr atrás de outro sonho, no ano de 2006 mudou-se para Curitiba, a convite do seu grande amigo Buba para treinar MMA – Mixed Marcial Arts, em uma das mais bem conceituadas academias do país. Zulu adotou a capital paranaense, como seu novo lar, mas sempre que pode voa para Niterói onde mata a saudade da família e dos muitos amigos que ainda tem por lá, a maioria deles, conquistados ainda na infância. Dono de bom humor e otimismo impressionantes, Zulu nasceu de bem com a vida. Mesmo quando ‘a parada tá sinistra’ – como diria ele mesmo, não há o que o derrube. Estar ao seu lado é certeza de boas vibrações e infinitas gargalhadas.

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“Ser atleta é um estilo de vida, saber perder, se preparar pra vencer e acima de tudo respeitar seus adversários.” Disciplinado, persistente, valente, guerreiro e extremamente cara de pau, esses são alguns dos adjetivos que podem definilo. Quando perguntado se era mulherengo, lembrando a ele o fato de ter dado em cima de todas as mulheres da casa enquanto estava confinado, ele simplesmente cai na gargalhada e diz que ali era muito mais brincadeira do que dar em cima. Marcelo Zulu é muito mais do que um ex BBB, é o melhor atleta do Brasil na sua categoria e boa praça do começo ao fim.


Jaque Khury, a musa

Em seu site ela revela: “Refletindo sobre a vida, percebi que poucas pessoas têm o privilégio de perceber a dádiva que receberam de Deus: a sua própria Vida.

Jaqueline Khury, ou Jaque, foi considerada a musa do BBB 8. Ela afirma que um dos motivos que a levou a participar do reality, foi a possibilidade de ter mais trabalhos como modelo. Atualmente apresenta um programa de games na RedeTV, “Vou investir onde eu tiver oportunidade”, diz Jaque. É atriz há 8 anos, mas se queixa de nunca ter tido a chance de atuar, “tive a chance de me mostrar como apresentadora e estou amando, quero aprender cada vez mais e seguir com um programa maior, com mais variedades”, comenta.

“As pessoas que estão na TV querem ser queridas pelo público, isso é normal. Mas no BBB tem um milhão em jogo, e as pessoas podem sim alterar a personalidade para ganharem, é um jogo!”

Feliz de quem vive com o que tem, sendo feliz com o que é! Aproveite a vida, pois ela é uma só! Sou Jaque Khury, com muito orgulho.... De quem sou, De onde vim, Do que já fiz, De quem me criou LOVE & PEACE Quando perguntada se ser uma ex-BBB a incomoda, ela dispara: “Serei sempre grata por ser ex-BBB. Posso provar que sou capaz de qualquer coisa com caráter e perseverança. Preconceito já era. Todo mundo pode tudo. E eu posso me tornar uma grande apresentadora, ser ex-BBB faz parte do meu currículo e do meu passado, o Brasil me conheceu lá.” Ela não tem papas na língua e fala o que dá vontade. Uma de suas grandes paixões, é o Corinthians. Todas as vezes que pode acompanha os jogos do Timão. Jaque Khury, é considerada uma das musas do seu time do coração. Mas além do futebol, ela também destaca a escola de samba Gaviões da Fiel. “O carnaval é ótimo porque o sambódromo parece um estádio quando a Gaviões desfila. Unir samba e futebol de primeira... só o Corinthians”, ressalta a corinthiana.

Only God can judge me “

“Amizade de BBB é como amizade de colégio, só dura enquanto temos aula, ou no caso, enquanto estamos no programa. Depois cada um segue sua vida, mas tenho contato com muitos.”

“Com inteligência você tem meios de melhorar o visual. Inteligência é afrodisíaco. É melhor ficar ao lado de uma pessoa sábia do que bonita.” POP magazine 15


No BBB

Your name is Ralf Paulistano, 33 anos, empresário, piloto, participante do BBB 9, corinthiano roxo e taurino autêntico, Ralf Krause Reis Machado, é a grande prova, de que existe sim vida inteligente, e diga-se de passagem, muito inteligente no Big Brother Brasil. Simpatia, bom humor e lealdade são suas características mais marcantes. Porém, não o tirem do sério, defende suas opiniões e seus amigos com unhas e dentes, mas sempre com argumentos coesos e de forma pacífica, o que é comum aos praticantes da milenar arte do yoga. Se define como um híbrido de católico, espírita e budista. Ele foi um dos grandes estrategistas do BBB 9, declarando em alto e bom som que não estava ali a passeio. Seu vídeo de inscrição para o programa, continua sendo um sucesso de popularidade no site Youtube. A abertura, com o insistente, “my name is Ralf”, além de hilário, produz um efeito de mensagem subliminar. Ralf é um homem focado, nada o desvia de seus objetivos, talvez seja essa uma qualidade adquirida na época em que era militar, é um visionário, busca sempre novos desafios, não há o que o intimide, é adepto de esportes radicais e ligeiramente viciado em adrenalina. Está em um momento, em que descansar é um verbo inexistente em sua vida. Todos os dias sua agenda está lotada, mas não reclama, diz estar se divertindo e fazendo contatos profissionais importantes. E certamente, em breve, ele poderá confirmar que nem sempre o vencedor do BBB é o que mais se destaca depois que sai da casa.

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Dentro da casa, Ralf realmente mostrou quem era, sem máscaras, sem falsidades, defendendo seu ponto de vista do começo ao fim. Como já havia anunciado em seu vídeo de inscrição que era um cara polêmico, ele não decepcionou. Já nos primeiros dias “chamou” Max Porto para o combate. Segundo Max, Ralf era o seu grande oponente e o único que poderia travar um duelo com ele. Enfrentaram-se até o último instante e a saída de Ralf continua sem muita explicação, mas sem dúvidas, foi o que facilitou a vida de Max dentro da casa, já que os participantes que restavam não o ameaçavam. Em entrevista à produção doBig Brother confessou, "Perdi meu pai aos quatro anos de idade, e tive que lidar com meus problemas de forma direta. Isso me tornou um cara duro, mas também fez de mim um cara ponderado, capaz de analisar a situação antes de tomar alguma atitude e tentar entender as pessoas antes de julgá-las", disse ainda ser um líder nato e que talvez isso o atrapalhasse dentro do programa. Protagonizou momentos inesquecíveis, entre cenas calientes, discussões ponderadas e disputas pensadas. Ralf , Ton e Léo foram os três primeiros participantes a serem mandados ao temido ‘quarto branco’. Usou os conhecimentos de yoga para manter-se calmo e sereno, tentando ainda ajudar Léo Jancu a não perder o controle, mas isto foi em vão, não resistindo à pressão Léo apertou o botão vermelho. Ralf fez amigos, conquistou fãs por todo o país e acima de tudo, mostrou que dignidade e valores adquiridos valem muito mais do que 1 milhão.


This is Ralf

________________________________________________________________________________________ Durante um ano você serviu o exército. Essa esolha foi sua? Com 15 anos decidi que não iria me livrar do exército. Então eu procurei saber onde seria mais interessante, onde eu iria aprender mais dentro das forças armadas. E aí alguns amigos mais velhos me indicaram o caminho do CPOR – Centro de Preparação de Oficiais da Reserva. É uma maneira de durante o período obrigatório você poder se formar em Tenente do Exército que nada mais é que a formação de um gerente militar. Ao completar 18 anos eu me alistei e pra minha surpresa fui dispensado por excesso de contingente. A única maneira de eu fazer o exército era me voluntariando. Decidi então me voluntariar, entrei no CPOR, lá dentro escolhi armas de cavalaria, me apaixonei pela atividade e pela quantidade de conhecimento que eu estava adquirindo. Dediqueime fisicamente e intelectualmente e no final me consagrei com uma medalha do Prêmio Corrêa Lima, pelo primeiro colocado do curso de cavalaria de 95, recebendo minha medalha do general de divisão dentro do ginásio do Ibirapuera. Foi o primeiro momento em que tive orgulho de mim mesmo, o primeiro que tive orgulho de mim como homem. Passado o susto do seu princípio de enfarte, foi que você decidiu se inscrever no programa? Esse foi um dos motivos na verdade que me impulsionou a querer buscar outros caminhos na vida. Eu me sustento desde os meus 20 anos de idade, então não poderia me dar ao luxo de parar de trabalhar pra fazer uma escola de atores ou qualquer outra coisa sem estar ganhando dinheiro para me manter. Precisava de algo que movimentasse minha vida em pouco tempo e que me abrisse um novo caminho. Vi no Big Brother essa possibilidade. Gostava do programa e me sentia tranquilo pra em quaisquer situações dentro da casa eu deixaria uma boa imagem. Depois de 6 anos de terapia, alguns anos de budismo e yoga eu acho que me conheço suficientemente bem para saber que mesmo em estado de embriagues e monitorado 24 horas por dia eu seria o mesmo Ralf de sempre.

Qual o momento que você acha que foi determinante para a sua saída do programa? Eu acho que o fator determinante para a minha eliminação foi o monstro. Principalmente no último dia, porque eu já estava a praticamente duas noites sem dormir e eu devo ter perdido naqueles dois dias uns 2kg. Não conseguia dormir e comer direito, isso fez com que eu perdesse um pouco do meu humor, e acabei ficando abatido. O Bial até comentou que eu havia sentido o paredão, mas eu senti mesmo foi estar sem comer e sem dormir direito, além do humor péssimo devido as circunstâncias. Quais as partes boas e as ruins de ser um Big Brother? Se você sai com uma boa imagem você é bem quisto em todos os lugares, mesmo as pessoas que não viram muito o programa e que não lembram muito bem de você, te dizem “eu não sei quem é esse cara, mas tenho simpatia por ele”. A ruim é que dentro do meio artístico você é duramente discriminado, sendo tachado por uma pessoa vazia, arrogante e sem talento. Quais as suas dicas para o vídeo de inscrição do BBB? O candidato tem que fazer um vídeo curto, em que consiga se vender em poucas palavras. “Pense como se fosse um comercial de TV, em que você tem que vender um produto em 30s ou 1 min. Eles querem ver a sua desenvoltura, a sua expressão corporal e verbal. Relaxa, seja você mesmo e faça alguma coisa que, quando mostrar para os seus amigos as pessoas digam, que está legal, que está bacana e se empolguem. Como a banca examinadora do BBB deve se empolgar.”

Por que na final do BBB, quando fizeram edição dos melhores momentos de todos os participantes, não houve uma edição sua, um vídeo seu? Assim como ninguém entende que todos os sites de pesquisa diziam que eu permaneceria na casa e, mesmo quando o Bial disse que as votações estavam encerradas e os sites ainda mantinham essa preferência, eu saí com 64% dos votos. E mesmo na edição final colocando Mirla, Alexandre e Michelle como moscas mortas e se eles foram moscas eu que não fui editado sou o que? Coisas que não dão pra entender... Por que nessa edição vocês não usavam óculos de sol? Todos nós levamos os óculos , mas na última hora fomos proibidos de usá-los. Para que as expressões não fossem maquiadas e os telespectadores pudessem ver os nossos olhos. Sucesso e fama caminham juntos? Você pode ser famoso fazendo coisas ruins, vemos quantos políticos e criminosos ficam famosos fazendo coisa errada eles estão bem longe do sucesso. Mas se você junto com o sucesso consegue ter fama você consegue transmitir para um número muito maior de pessoas alguma coisa de bom que você faz e algum exemplo bom que você pode dar.

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Existe, sim, vida inteligente no Big Brother Brasil Quando falamos do reality show Big Brother Brasil, logo vem à mente, homens e mulheres com o corpo esculpido e com a cabeça vazia, Caímos no velho ditado, “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”. Porém, engana-se quem pensa dessa forma. O programa é sim um show de narcisismo, mas também é um jogo onde a inteligência é o seu principal aliado. Não seria um preconceito afirmar que uma pessoa não possa ser bonita e inteligente ao mesmo tempo? Se inteligência não é o forte do programa, como se explica a vitória de André Dhomini, Diego Alemão e Max Porto? Participantes como o Dr. Rogério Padovan, Dr. Marcelo Arantes e Ralf Krause, se não fossem inteligentes, como montariam verdadeiras táticas de guerrilha, já que foram dentro da casa, reconhecidamente grandes estrategistas? O Big Brother nada mais é do que um War televisivo, onde os participantes recrutam aliados, montam estratégias para eliminarem os inimigos e vão ganhando território, que nesse caso são os telespectadores, cada um deles pode ser considerado como um país conquistado. Se nós formos preconceituosos ao ponto de acharmos que uma pessoa que possui beleza não pode ser inteligente, podemos então, até imaginar que se nos fosse possível teríamos que optar entre beleza e inteligência, isso quer 18 POP magazine

dizer que cada um de nós teríamos que admitir que somos feios ou somos burros. Contraditório, não acha? Então, em um anúncio de emprego, quando se lê no jornal que, além de um bom currículo, precisa-se também de boa aparência, toda a população seria inapta de preencher qualquer vaga. Quando um participante do programa mostra-se inteligente e declara que sua maior estratégia para vencer o reality é usar a inteligência, já é visto com outros olhos pelos mesmos telespectadores, que acusam ser o Big Brother um show de exibicionismo. Analisando o caso de participantes como Dr. Rogério Padovan (BBB 5), Dr. Marcelo Arantes (BBB 7) e Ralf Krause (BBB 9), notamos nitidamente que, quando se mostraram estrategistas e líderes natos, foram imediatamente colocados no paredão pelos participantes que se sentiam ameaçados e em seguida foram excluídos da casa pelas pessoas que consideram ser este um programa de futilidades. Vai entender! Em contraponto, temos as

vitórias de André Dhomini (BBB 3), Diego Alemão (BBB 7) e Max Porto (BBB 9), que foram inteligentes o suficiente para não demonstrarem tanta inteligência no começo do jogo. Fizeram-se de injustiçados e perseguidos, já que o trio citado bateu recordes de paredão em suas edições, sendo que apenas nos últimos instantes é que deixaram transparecer que tudo era um jogo, um jogo de carisma, um jogo de estratégias bem definidas e bem sucedidas. Como podemos dizer que são desprovidos de inteligência depois de literalmente “levarem no bico” todo um país? Isso é para poucos, meus caros! Temos de aceitar que os fatos falam por si e, apesar de haver vários critérios para a escolha dos participantes do Big Brother, é certo que muitos são escolhidos sim pela beleza, afinal, ninguém quer ver gente feia na TV, mas muitos outros são escolhidos também, além da beleza, pela inteligência, que é o principal fator que os fazem ser notados pelo grande público.

Diego Alemão “O prego que se destaca é o que leva mais marteladas”


Aos olhos de quem não vê O Big Brother Brasil é um dos programas televisivos que mais gera polêmica. Muitos dos considerados intelectuais acham ser este, um show de aberrações. Mas o Big Brother, nada mais é do que um programa de entretenimento, onde pessoas comuns, como qualquer um de nós, têm a coragem de se expor para todo um país, mostrando suas fraquezas, suas dores, seus sonhos e todos os defeitos e qualidades que qualquer um pode ter.

Vamos parar de pré-conceitos e de preconceitos e simplesmente vamos nos divertir com o reality show mais popular do mundo e com todos os participantes que fazem loucuras para realizarem o sonho de serem vistos por todos nós. Agora, basta esperarmos o próximo programa, para dar ‘aquela espiadinha’...

Talvez seja esse o segredo do grande sucesso que é o BBB, em todas as edições, sempre tem aquele participante ao qual nos identificamos, ao qual achamos que poderíamos estar no lugar dele, sempre aquele pelo qual nos apaixonamos e sentimos ódio. Cada um deles tornam-se tão próximos, fazem tanto parte de nossas vidas, nesses quase 3 meses de confinamento, que quando nos deparamos com algum deles, temos a liberdade de chamá-los pelos apelidos, de dar conselhos e de achar que eles realmente são nossos ‘grandes irmãos’. Essa é a magia, essa é a química, a proximidade, a veracidade dos fatos, tudo o que eles têm, nós também temos, tudo o que acontece dentro da casa, pode acontecer dentro de qualquer outra casa, inclusive dentro da nossa, caso tivéssemos tantas pessoas convivendo conosco, ainda mais sendo elas de regiões diferentes, com culturas diferentes. POP magazine 19


Por Andréa Alves

As Pessoas e Seus Egos “...é que Narciso acha feio tudo o que não é espelho...” (Caetano Veloso - Sampa)

Incrível a necessidade que as pessoas têm em comunicar-se com seus próprios egos... travam verdadeiros monólogos com elas mesmas... mesmo que em volta haja uma multidão... disposta a dialogar... As pessoas e seus egos... os egos e as pessoas... um monólogo infindável... Insistem ainda que haja uma plateia ao redor... chegam a fazer questão... mas apenas pelo prazer de ignorá-la... apenas para que possam exaltar o próprio ego... que de tão grande... nem cabe em si... As pessoas e seus egos... os egos e as pessoas... um espetáculo desnecessário... Incontáveis são as vezes que perdemos o tempo... tentando inutilmente interagir com os grandes egos e com as

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pequenas pessoas que os acompanham... em vão... tempo perdido apenas... As pessoas e seus egos... os egos e as pessoas... um vai e vem de palavras sem sentido... Incompreensível e desprezível... pessoas com egos grandes e almas pequenas... mesmo sabendo que não vale a pena... contradizendo o poeta... As pessoas e seus egos... os egos e as pessoas... e todo o egoísmo que os acompanha... Insignificantes tornam-se até os amigos... pois o ego é egoísta... e não compartilha a pessoa que o pertence... simplesmente desdém quem o tem... As pessoas e seus egos... os egos e as pessoas... e o triste fim que logo vem!


“Determinação, coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso. Não importa quais sejam os obstáculos e as dificuldades. Se estamos possuídos de uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los.” (Dalai Lama)


Pop Magazine - Edição Especial - Reality Show  

A revista digital Pop Magazine está tomando força. Esta edição especial sobre reality show conta toda a sua trajetória no Brasil. A partir d...

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