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Ambientalismo Gaúcho

Algumas ações da cidadania em defesa do Meio Ambiente e Qualidade de Vida no estado do Rio Grande do Sul


O Movimento Ambientalista GaĂşcho Origens do Movimento Ambientalista no estado do Rio Grande do Sul

Cartum de Santiago, premiado no SalĂŁo de Humor de Piracicaba. 1975 - GRAFAR - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul


O Movimento Ambientalista Gaúcho Origens do Movimento Ambientalista no estado do Rio Grande do Sul

Movimento Ecológico Gaúcho (Jornalista Vera Damian)

Não se sabe exatamente quando começou a luta ambiental no Rio Grande do Sul, mas como toda história precisa de um ponto de partida ela é contada a partir de Henrique Luís Roessler, um funcionário público estadual que, já em 1939, conseguiu ser credenciado pelo Ministério da Agricultura para atuar como fiscal voluntário na defesa do Rio dos Sinos. Em 1955 ele fundou a UPN - União Protetora da Natureza que no futuro seria apontada como a primeira entidade de luta ambiental no Brasil. Por esta mesma época (1941) o naturalista e padre jesuíta Balduíno Rambo traçava em livro uma radiografia da natureza do Estado e denunciava a derrubada indiscriminada das florestas.

Cartum de Lancast - GRAFAR - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul


O Movimento Ambientalista Gaúcho AGAPAN

A luta inicia

(Jornalista Vera Damian)

Em 1971, cinco meses antes da criação do próprio Greenpeace, era fundada concomitantemente em Porto Alegre e em São Leopoldo a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural – Agapan. As dificuldades financeiras que até hoje permeiam a entidade se explicam não só pela sua localização em pais de terceiro mundo, mas também pela proposta mantida até hoje de priorizar o trabalho voluntário como forma de manter sua autenticidade e autonomia. Até por isto faz questão de se identificar como uma “entidade ecológica” e não como uma “organização não-governamental”. A Agapan viria a inspirar a fundação de várias outras “PANs” nas décadas de 70 e 80. Destes tempos o Movimento Ecológico Gaúcho – MEG – ainda ostenta várias vitórias e o pioneirismo na luta contra os agrotóxicos e pela defesa das águas. No Vale dos Sinos surgiu o primeiro Comitê de Águas do Brasil e a pioneira lei das águas gaúcha inspiraria a criação da nacional. A adesão de organizações científicas, civis e comunitárias ao Movimento impediu a instalação de uma usina nuclear no Estado e posteriormente regulou a implantação de um pólo petroquímico impondo um rigor no tratamento de efluentes praticamente desconhecido para a época. O Movimento Ecológico Gaúcho se propõe a ser holístico desde “verdes anos”, com descentralização de poder e trabalho em rede. Neste formato criou a Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente – Apedema – que reúne 22 entidades, num conceito de democracia horizontal e com coordenação colegiada.


O Movimento Ambientalista Gaúcho AGAPAN

Lutzenberger AGAPAN - UMA HISTÓRIA DE LUTA PELA VIDA (jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues)

A AGAPAN surgiu no dia 27 de abril de 1971, em Porto Alegre. Naquela época, poucos no mundo, entendiam e pensavam os problemas que estavam acontecendo com a natureza. Quase ninguém sabia o que era a poluição. As fábricas jogavam e ainda jogam venenos na água dos rios, que além de matar os peixes, também sujam a água que bebemos. Além disso, muitas pessoas pensavam que cortar árvores não causava nenhum problema. Foi por isso que pessoas como José Lutzenberger e Augusto Carneiro resolveram se reunir e formar um grupo que passou a se chamar AGAPAN ASSOCIAÇÃO GAÚCHA DE PROTEÇÃO AO AMBIENTE NATURAL. Esta associação começou a ficar conhecida porque sempre que acontecia algum problema com a natureza ou alguém querendo cortar alguma árvore nativa, lá estava a AGAPAN chamando os jornalistas para que mais e mais pessoas soubessem do fato.

Cartum de Canini - GRAFAR - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul


O Movimento Ambientalista Gaúcho AGAPAN

Lutzenberger “Já não é necessário ser naturalista para ver que nossas cidades são monstruosas. Todos começamos a sentir que o que chamamos de “progresso” é, na verdade, uma corrida grotesca que nos torna cada dia mais neuróticos e desequilibrados. Necessitamos de compensações. O jardim pode ser uma destas compensações. Tivéssemos mais jardins públicos e privados, seria mais amena e menos embrutecedora a vida nas cidades.“ José Lutzenberger (ambientalista, agrônomo, fundador da AGAPAN)

José Lutzenberger costumava alertar seus colegas para que não comemorassem muito as conquistas do movimento:

“Quando o assunto é ecologia, as vitórias são passageiras. As derrotas é que são definitivas”.


O Movimento Ambientalista Gaúcho AGAPAN

Dayrel e a árvore (jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues)

Um dia, a Prefeitura de Porto Alegre daquela época, queria cortar muitas, mas muitas árvores na Avenida João Pessoa, em frente à Faculdade de Direito da UFRGS, para construir um viaduto. O pessoal da AGAPAN ficou sabendo e foi para lá. Um deles, o Carlos Dayrell, estudante de 21 anos subiu bem no alto de uma das árvores que iria ser cortada e disse: "Eu não saio daqui!... ninguém vai cortar esta árvore coisa nenhuma!..." Os jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas registraram o Dayrell na árvore.E no dia seguinte muitas pessoas ficaram sabendo do ocorrido, através das notícias de jornais, televisão e rádio. O prefeito ficou apavorado com tanta gente contra o corte das árvores, que desistiu da idéia. Até hoje aquelas àrvores existem, graças a este fato. Quando chegava a primavera, Porto alegre era muito feia e triste. As árvores não floresciam. Por quê? Todo o ano lá estava a Prefeitura cortando, podando muitos galhos delas. Aí, não tinha jeito. As flores que estavam quase brotando, pimba, morriam! Lá estava a AGAPAN conversando com o prefeito, vereadores...e, conseguiu fazer uma lei contra a poda indiscriminada das árvores. Hoje existe primavera florida em Porto Alegre. As árvores, os pássaros e nós agradecemos!


O Movimento Ambientalista Gaúcho AGAPAN

O caso Borregaard

(jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues)

Quando as pessoas de outros lugares vinham visitar a nossa cidade, logo que chegavam tinham que tapar o nariz de tão fedorenta. Aí, diziam: ah! É o cheiro da Borregard. È que a Borregard era uma fabrica de papel que existe até hoje, do outro lado do Lago Guaíba na cidade de Guaíba. Mudou de nome para Riocell e agora para Aracruz celulose. Esta fábrica, para fazer o papel e ganhar muito dinheiro, sujava e ainda suja a água com venenos para o papel ficar branco.Estes venenos eram despejados na água do Guaíba sem tratamento e, a fumaça que saia da sua chaminé era muito fedorenta. O pessoal da AGAPAN falou com o governador do nosso estado e a fábrica foi fechada por 120 dias. Mais uma vitória para os peixes, pássaros e para nós humanos. Claro, a fabrica reabriu, mas as chaminés aumentaram de tamanho para disfarçar um pouco o cheiro.

Crianças protestando contra a Borregaard


O Movimento Ambientalista Gaúcho AGAPAN

Lei dos Agrotóxicos

(jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues)

Hoje as pessoas sabem que as verduras, legumes e frutas ficam mais felizes se forem plantadas com adubo orgânico feito em composteira. Entretanto muitas pessoas plantam estes alimentos adubados com venenos, chamados agrotóxicos. Eles usam esta técnica para apressar o desenvolvimento da planta e matar os bichinhos que existem na terra e que são necessários para o crescimento saudável desses alimentos. A AGAPAN lutou muito e conseguiu aprovar a Lei Estadual dos Agrotóxicos, que proibiu o uso de alguns venenos na agricultura do nosso estado.

Cartuns de Edgar Vasques e Eugênio Neves- GRAFAR - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul


O Movimento Ambientalista Gaúcho AGAPAN

Subindo na Chaminé da Usina Em 17 de agosto de 1988 a chaminé de 124m de altura foi palco de uma inédita manifestação ecológica que visava chamar a atenção da cidade para a votação do Projeto Praia do Guaíba que ocorreria naquele dia na Câmara de Vereadores. Quatro ecologistas da AGAPAN (Gert Schinke, Guilherme Dorneles, Gerson Buss e Sidnei Sommer) escalaram a chaminé e em seu topo colocaram uma faixa de protesto ao pretendido projeto.

Manifestação “Subida na Chaminé da Usina do Gasômetro” A manifestação da chaminé do Gasômetro foi tida como uma das mais bem sucedidas pelo movimento ecológico gaúcho pois trouxe ao centro da agenda política a ocupação da orla do Rio Guaíba, objeto de permanente polêmica, a exemplo da recente que gerou a Consulta Pública realizada no dia 23 de agosto de 2009, e que evidenciou a vontade da população portoalegrense em não ceder a orla para a prédios residenciais, como propunha o projeto urbanístico Pontal do Estaleiro.


O Movimento Ambientalista Gaúcho MORADORES DE IPANEMA

Defendendo a Mata Nativa No bairro Ipanema, zona sul de Porto Alegre, a comunidade enfrenta um grande empreendedor ligado a um dos maiores grupos midiáticos brasileiros. No lugar da vegetação deveria ser construído um grande condomínio de luxo.


O Movimento Ambientalista GaĂşcho MORADORES DE IPANEMA

Defendendo a Mata Nativa


O Movimento Ambientalista Gaúcho MORADORES DE IPANEMA

Defendendo a Mata Nativa

Apesar da liberação do Tribunal de Justiça em 2004, ainda hoje o assunto encontra-se em discussão no judiciário e o condomínio não foi construído.

Mata nativa de Ipanema - maio de 2010.


Movimento Porto Alegre Vive Plano Diretor da cidade

Associações e Movimentos de Moradores da classe média vão às ruas O Movimento Porto Alegre Vive surgiu a partir da interação de vários movimentos que se denominavam “Vive” com Associações de Bairro e Ongs ambientalistas, pela percepção de uma identidade de concepções e propósitos com relação à cidade. Durante o processo que precedeu a primeira reavaliação do PDDUA (Plano Diretor de Desenvolvimento Ambiental), desde 2002, ocorreram muitas discussões que possibilitaram o reconhecimento de identidades, interesses e propostas para a cidade de Porto Alegre, favorecendo as aproximações para ações conjuntas.


Movimento Porto Alegre Vive Plano Diretor da cidade

Associações e Movimentos de Moradores da classe média vão às ruas Com o conhecimento das questões específicas de cada região da cidade foi sendo elaborada uma pauta conjunta de aspectos que deveriam ser revistos no Plano Diretor, que era percebido através do licenciamento das novas construções, causando apreensão e descontentamento.


Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho A Rua Mais Bonita do Mundo

Resistir ĂŠ preciso


Amigos da Rua Gonรงalo de Carvalho A luta para defender a rua das รกrvores


Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho A luta para defender a rua das árvores

A participação da internet


Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho A luta para defender a rua das árvores

Depois da Gonçalo, outros “Túneis Verdes” são declarados Patrimônios Ambientais da cidade.


F贸rum de Entidades Acompanhando a Revis茫o do Plano Diretor

Enfrentando o poder econ么mico e os pol铆ticos

Cartum de Kayser - GRAFAR - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul


F贸rum de Entidades Acompanhando a Revis茫o do Plano Diretor

Enfrentando o poder econ么mico e os pol铆ticos


F贸rum Municipal de Entidades Acompanhando a Revis茫o do Plano Diretor e os problemas ambientais

Entidades recusam-se a encerrar as atividades


F贸rum Municipal de Entidades Acompanhando a Revis茫o do Plano Diretor e os problemas ambientais

Pontal do Estaleiro

Cartum de Santiago - GRAFAR - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul


Movimento em Defesa da Orla Enfrentando o executivo Municipal, Câmara de Vereadores, Indústria da Construção Civil e a grande mídia

Pontal do Estaleiro


Movimento em Defesa da Orla Enfrentando o executivo Municipal, Câmara de Vereadores, Indústria da Construção Civil e a grande mídia

Pontal do Estaleiro


Movimento em Defesa da Orla Enfrentando o executivo Municipal, Câmara de Vereadores, Indústria da Construção Civil e a grande mídia

Pontal do Estaleiro


Movimento em Defesa da Orla Enfrentando o executivo Municipal, Câmara de Vereadores, Indústria da Construção Civil e a grande mídia

Pontal do Estaleiro


Movimento em Defesa da Orla Enfrentando o executivo Municipal, Câmara de Vereadores, Indústria da Construção Civil e a grande mídia

Pontal do Estaleiro Campanha NÃO aos espigões na Orla


Movimento em Defesa da Orla Enfrentando o executivo Municipal, Câmara de Vereadores, Indústria da Construção Civil e a grande mídia

Pontal do Estaleiro

80,7% votaram NÃO aos espigões na Orla


Movimento em Defesa da Orla Enfrentando o executivo Municipal, Câmara de Vereadores, Indústria da Construção Civil e a grande mídia

Copa de 2014

Cartum de Kayser - GRAFAR - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul


Movimento em Defesa da Orla Enfrentando o executivo Municipal, Câmara de Vereadores, Indústria da Construção Civil e a grande mídia

Projeto Cais do Porto


Movimento em Defesa da Orla Enfrentando o executivo Municipal, Câmara de Vereadores, Indústria da Construção Civil e a grande mídia

Fórum Social Mundial


Movimento em Defesa da Orla Enfrentando o executivo Municipal, Câmara de Vereadores, Indústria da Construção Civil e a grande mídia

Defesa do Código Ambiental do Estado

Cartum de Santiago - GRAFAR - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul


Movimento em Defesa da Orla Enfrentando o executivo Municipal, Câmara de Vereadores, Indústria da Construção Civil e a grande mídia

Defesa do Código Florestal do Brasil


Movimento em Defesa da Orla Enfrentando o executivo Municipal, Câmara de Vereadores, Indústria da Construção Civil e a grande mídia

Conferência das Cidades

Cartum de Kayser - GRAFAR - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul


Comitê Multidisciplinar de Planejamento da Orla Buscando soluções para a solução dos problemas urbanísticos da Orla do Guaíba

Apontando diretrizes para o desenvolvimento sustentável da Orla


Comitê Multidisciplinar de Planejamento da Orla Buscando soluções para a solução dos problemas urbanísticos da Orla do Guaíba

Projeto Museu das Águas de Porto Alegre


Porto Alegre - Rio Grande do Sul Não basta querer um mundo melhor, nós temos é que fazer ele melhor. (Haeni Ficht - fundador do Movimento dos Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho)


Ambientalismo Gaúcho  

Algumas ações do Movimento Ambientalista e de Entidades de Moradores de Porto Alegre.

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