

![]()


2° edição do Ranking As 5 Mais Escolhidas, em parceria com a Scanntech, re ete a preferência dos consumidores, tendo como base o crescimento de vendas das marcas após avaliação de tíquetes do varejo alimentar
GERENCIAMENTO DE CATEGORIA 4.0: A NOVA INTELIGÊNCIA DO VAREJO
A estratégia do GC tem se transformado, impulsionado pelo uso de dados e necessidade de integrar missões de compra, propósito e conveniência


COLUNA
GESTÃO 6
Gerenciamento por Categoria
TECNOLOGIA
Editorial VAREJO
Meios de pagamento digitais
MARKETING 28
PRÊMIO APAS ACONTECE 2025

LANÇAMENTOS
TECNOLOGIA
Cobertura NSG 2025
GESTÃO
TABELAS
• 48
Absorventemenstrual externo/Açúcar/Água/ Águacomgás/ Águasanitária
•
49
Alvejante e tira manchas / Amaciante / Amendoim / Antisséptico bucal/ Arroz • 50
Açaí • 52
Àgua de coco
• 54
Aveia
• 56
Atum / Azeitona / Batata congelada / Batata palha / Biscoito água e sala
• 57
Biscoito - outros Biscoito recheado / Biscoito wafer / Cachaça / Café em cápsula
• 58
Azeite
• 60
Bebida vegetal
• 62
Biscoito maisena
• 64
Café moído / Café solúvel / Caldo / Caramelo mastigável / Cera para piso
• 65
Cereal em barra / Cereal - família / Cereal matinal / Cerveja / Chá pronto
• 66
Chá em saché / Chocolatebombom / Chocolate - outros / Chocolate em tablete / Coco ralado
• 67
Condicionador / Creme de queijo / Creme de avelã / Creme de leite / Creme de pentear
• 68
Creme dental
• 70
Creme para assadura infantil / Desengordurante / Desinfetante / Desodorante e antitranspirante / Detergente líquido
• 71
Detergente para máquina de lavar louças / Doce de leite / Doce industrializado pronto / Edulcorante / Empanado - steak • 72
Desodorizador sanitário • 74
Energético / Esmalte de unha / Espuma e creme pra barra / Extrato de tomate / Farinha de mandioca • 75
Farinha de milho / Farinha de rosca / Farinha de tapioca / Farinha de trigo / Farofa • 76
Escova dental • 78
Esponja sintética• 80
Espumante • 82
Feijão / Fermento em pó / Fio dental / Fórmula infantil / Fralda geriátrica • 83
Fralda infantil / Gelatina / Gin / Goma de mascar / Granola • 84
Filtro de café • 86
Hastes flexíveis / Hidratante corporal / Inseticida / Isotônico / Ketchup • 87
Lã de aço / Lâmina de barbear / Lasanha / Leite com sabor - outros / Leite com sabor proteico • 88
Hambúrguer • 90
Iogurte • 92
Lâmpada • 94
Leite de coco / Leite em pó / Leite fermentado / Leite UHT / Lenço higiênico • 95
Licor / Limpador de banheiro / Lustra-móveis / Maionese / Manteiga • 96
Leite condensado • 98
Limpador multiuso
• 100
Margarina / Massa instantânea / Massa refrigerada / Mel / Milho em conserva • 101
Milho de pipoca / Mistura alcoólica / Mistura em pó para bolo / Modificador / Molho de pimenta • 102
Massa alimentícia • 104
Molho de soja / Molho para salada / Molho de tomate / Mostarda / Óleo
105
Palmito em conserva / Panelas e frigideiras / Pão - bisnaga / Pão de alho / Pão de forma
106
Pão de hambúrguer / Pão de queijo congelado / Papel higiênico / Pet - Alimento para cachorro / Pet - Alimento para gato • 107
Petisco - snack / Petit suisse / Pigmento capilar / Pilha e bateria / Pipoca para microondas • 108
Pipoca pronta / Preservativo / Protetor diário / Protetor solar / Queijo ralado• 109
Refrigerante / Repelente / Requeijão / Sabão em pedra / Sabão em pó • 110
Sabão líquido / Sabonete em barra / Sabonete infantil / Sabonete líquido / Salsicha • 111
Saponáceo / Saquê / Sardinha enlatada / Shampoo / Sobremesa pronta gelificada • 112
Sal • 114
Sorvete de massa / Sorvete no palito / Suco conscentrado / Suco em pó / Suco pronto • 115
Tempero industrializado / Tempero natural/especiaria / Tequila / Toalhas de papel / Torrada
• 116
Tratamento capilar / Vermouth / Vinagre / Vodka / Whisky • 118 Vinho
Aedição de novembro (282) da SuperVarejo já está disponível com reportagens exclusivas. Entre elas, trazemos o nosso último ranking do ano, realizado em parceria comaScanntechBrasil.Assimcomonasdemaispesquisaspublicadasem2025,cerca de 176 categorias compõem a segunda edição do estudo As 5 Mais Escolhidas, que aponta as marcas que mais cresceram nos tíquetes de compras dos brasileiros. Acompanhe o estudo e veja de que maneira aproveitar os dados na gestão de seu negócio.
Outra matéria importante é a que traz a cobertura da sétima edição do Next Supermarket Generation (NSG) 2025, que aconteceu no dia 28 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo.PromovidopelaAssociaçãoPaulistadeSupermercados(APAS),oeventoseapresentou, novamente, como um termômetro para o futuro do varejo supermercadista brasileiro. O tema “Apróximageraçãonãovainascerdoimproviso:ofuturopedeconsciênciaestratégica”reuniu executivos,sucessoresdeempresassupermercadistas,especialistaseminovação,tecnologia egovernançacorporativa,comoobjetivodeprovocarreflexõeseinsights,bemcomooferecer ferramentas para que os supermercadistas possam atuar com protagonismo em um setor cada vez mais digital, ágil e competitivo.
Entre as matérias de gestão, a que aborda o gerenciamento por categoria, ou GC, traz atualizações sobre uma estratégia que é aplicada no dia a dia pelos supermercados, mas que mudou muito no passar dos anos. Visto, inicialmente, como uma prática que tem por objetivo ajustar o mix, desenhar planogramas, definir espaço e organizar produtos na gôndola, hoje essa lógica ficou para trás.
Na atualidade, o GC evoluiu para uma plataforma estratégica de crescimento, essencial para conectar o que o shopper busca com o que o varejo oferece — no canal físico e digital, em tempo real. A transformação vem sendo impulsionada pela digitalização, uso intensivo de dados e pela necessidade de integrar missões de compra, propósito e conveniência. Confira a edição completa na versão ou no portal SuperVarejo (www.supervarejo.com.br)
Boa leitura e bons negócios.

DANIELA GUIRALDELLI
EDITORA CHEFE
SUPERVAREJO é uma publicação mensal da APAS – Associação Paulista de Supermercados, dirigida e distribuída gratuitamente a profissionais ligados ao setor. Os artigos assinados e as entrevistas não refletem, necessariamente, a opinião da revista.
supervarejo.com.br facebook.com/revistasupervarejo SuperVarejo SuperVarejo
NOSSA MISSÃO
Oferecer aos interessados no setor supermercadista brasileiro informações atualizadas quanto às melhores práticas desenvolvidas pelos supermercadistas nacionais e internacionais.

PARAANUNCIAR: (11) 3647-5000 comercial@apas.com.br
DIRETOR-GERAL
Carlos Correa
DIRETOR DE MARKETING E NEGÓCIOS
Fabiano Benedetti fabiano.benedetti@apas.com.br
GERENTE DE MARKETING E NEGÓCIOS
Maria Amélia Serafim Abdalla
EDITORA CHEFE
Daniela Guiraldelli daniela.guiraldelli@supervarejo.com.br
ASSISTENTE DE REDAÇÃO
Laura Hidalgo laura.hidalgo@supervarejo.com.br
ESTAGIÁRIA
Nina da Gloria nina.gloria@supervarejo.com.br
ANALISTA DE MARKETING PLENO
Karolaine Caine karolaine.caine@supervarejo.com.br
SUGESTÕES E CRÍTICAS redacao@supervarejo.com.br Tel.: (11) 3647-5000
GERENTE COMERCIAL
Rafael Suarez
COORDENADOR KA
Rubens Bernardi
COORDENADORA SÃO PAULO E OUTROS ESTADOS
Valéria Spirito
COORDENADOR INTERIOR SÃO PAULO
Ricardo Vieira
COORDENADORA INTERNACIONAL
Gabriela Meucci
INTELIGÊNCIA COMERCIAL
Jessica Araujo - Analista, Rosângela Rodrigues - Analista, Cleiziane RibeiroAssistente, Stephen Harrison - Analista
EXECUTIVOS
Joselina Bartolomeu - Executiva KA, Adriana Gadducci - Executiva KA, Simone Sicuto - Executiva KA, Flavio RamosExecutivo KA, Danilo Sobral - Executivo Sul do Brasil, Camila Loureiro - Executiva Guarulhos/ SP Leste e Norte, João Luis - Executivo Norte e Nordeste Brasil, Paulo Farias - Executivo SP Oeste e Sul, Emanuel Vieira - Executivo ABC, Helena Nogueira - Executiva Campinas 1, Fernando Noronha - Executivo Campinas 1, Juliana Franco - Executiva São José do Rio Preto
PRODUÇÃO
Pluvia Comunicação pluviadigital.com.br contato@pluviadigital.com.br (11) 98131-7500
DIRETORIA PLUVIA
José Augusto Neves e Marcella Anghinoni
DESIGN
Danielle Garcia Lima Leo Melo
REVISÃO
Maurício Pedroso
MPRESSÃO: Coan Gráfica
Distribuição: Nacional
Tiragem: 17.000 exemplares.



Dados, propósito e omnicanalidade impulsionam um novo modelo de gestão que transforma gôndolas em jornadas de valor
Por muito tempo, o Gerenciamento por Categorias (GC) foi visto como uma prática tática: ajustar o mix, desenhar planogramas, definir espaços e organizar produtos na gôndola. Hoje, essa lógica ficou para trás. O GC evoluiu para uma plataforma estratégica de crescimento, essencial para conectar o que o shopper busca com o que o varejo oferece no canal físico e digital, em tempo real.
Segundo Fátima Merlin, CEO da Connect Shopper, o GC deixou de ser um fim e passou a ser um meio para entregar soluções ao cliente. “Antes, falávamos em análise de sortimento e, agora, em orquestrar estratégia, execução e experiência do shopper”, explica. “A categoria passou de estrutura de exposição à plataforma de crescimento e isso muda tudo”, ressalta.
A transformação vem sendo impulsionada pela digitalização, pelo uso intensivo de dados e pela necessidade de integrar missões de compra, propósito e conveniência. “A lógica SKU por SKU cedeu espaço a uma abordagem baseada em dados, momentos de consumo e plataformas de crescimento, com decisões cada vez mais personalizadas e preditivas”, complementa Fátima.

Para Cristiano Calanca, gerente de price e gerenciamento por categorias do Jaú Serve, a estratégia de GC se tornou o coração da gestão varejista moderna. “O mercado está cada vez mais competitivo e exigente, onde conhecer o cliente é essencial e o GC permite isso com base em dados e colaboração”, afirma. Ele ressalta que o gerenciamento de categorias deve envolver toda a organização, não apenas uma área: comercial, marketing, operações, trade, logística, TI e até RH precisam estar alinhados à mesma visão. “Somente com estratégias integradas conseguimos atender às exigências de um consumidor mais informado e gerar fidelização nesse mercado desafiador”, salienta.
“No Jaú Serve, essa integração on e offline vem sendo aplicada para garantir consistência estratégica e personalização tática. Replicar a experiência da loja física no digital, com exposição intuitiva e navegação inteligente, é o grande desafio, mas, também, a maior oportunidade”, segundo Calanca.
No ambiente digital, o papel do GC se expande ainda mais. “O e-commerce e o omnichannel mudaram completamente a forma de pensar o gerenciamento de categorias”, reforça Fátima. “O digital não é mais um canal, é uma camada central que atravessa toda a jornada de compra e a gôndola virtual é guiada por SEO, filtros e atributos, onde o conteúdo se tornou parte da execução”, afirma a especialista. Fato é que o shopper está no centro das decisões, desde sempre e cada vez mais. E essa centralidade do cliente também é

CALANCA, DO JAÚ SERVE: “GC NÃO PODE SER RESTRITO A UM DEPARTAMENTO: COMERCIAL, MARKETING, OPERAÇÕES, TRADE, LOGÍSTICA, TI E RH PRECISAM ESTAR CONECTADOS À MESMA ESTRATÉGIA”.



destacada por Rosane Franco, gerente de gestão de categorias e trade marketing do Lopes Supermercados. “A gestão de categorias evoluiu de um processo centrado no produto para um modelo orientado ao shopper, com decisões que se baseiam em comportamento, missão de compra e papel da categoria dentro da jornada”.
Nesse cenário, o avanço da tecnologia e dos dados permite que as decisões sejam cada vez mais precisas e rentáveis e que, segundo Rosane, o uso de inteligência artificial começa a redesenhar a metodologia clássica dos ‘oito passos do GC’, ampliando para modelos mais complexos e preditivos. “Falamos agora em GC 4.0 com IA, automação, analytics e visão integrada de canais, em que o papel de cada categoria é redefinido conforme o comportamento do consumidor, o que exige inteligência de dados e sensibilidade estratégica”.
A executiva ressalta, ainda, que a gestão omnicanal trouxe uma visão inédita da cesta de compra e das oportunidades de cross-sell, onde o grande ganho está em entregar uma experiência fluida, na qual o shopper navega, compara e decide com facilidade, independentemente do canal.


Entre os cases recentes, um dos mais simbólicos vem do Dalben Supermercados, de Campinas (SP). A rede lançou, em setembro, um projeto inovador de Gerenciamento de Categorias com ambientação temática, criando quatro novos espaços na unidade Taquaral: Mundo Infantil e Kids, Mundo Teen, Espaço Bem-Estar e Espaço Longevidade. “Queremos acompanhar o consumidor em todas as etapas da vida, oferecendo soluções que vão além das gôndolas”, explica Fernanda Dalben, diretora de marketing e trade marketing da rede.
De acordo com a executiva, esses ambientes unem inovação, propósito e curadoria, transformando a experiência de compra em algo emocional e prático.
A iniciativa integra storytelling, visual merchandising e digital signage (uso de painéis e telas digitais) e reflete uma tendência que cresce em todo o setor: lojas que contam histórias e resolvem necessidades completas, e não apenas vendem produtos.


Um exemplo bem-sucedido no Lopes Supermercados foi sobre o reposicionamento da categoria de sacos de lixo em parceria com fornecedores, que gerou crescimento de mais de 50% em vendas em valor. “Quando a gestão é orientada por dados e shopper, o impacto é imediato”, diz Rosane.
A pandemia redefiniu prioridades e consolidou mudanças de comportamento. As categorias que mais cresceram – e que seguem ganhando relevância – são as ligadas à saúde, bem-estar, conveniência e higiene. “Produtos saudáveis, funcionais, plant-based e de limpeza ganharam protagonismo porque entregam valor percebido, propósito e praticidade”, observa Fátima. No Jaú Serve, alimentos proteicos, limpeza antibacteriana e soluções de conveniência estão entre os destaques. “O shopper busca praticidade e segurança e o mix precisa refletir
isso”, acrescenta Calanca. “Produtos biodegradáveis, orgânicos e veganos já fazem parte da curadoria e a comunicação nas gôndolas ajuda a educar o shopper”, pontua o executivo da rede.
A nova gestão de categorias também está incorporando critérios de ESG (ambiental, social e governança) à curadoria de produtos e fornecedores. “A integração de ESG ao GC está deixando de ser um diferencial para se tornar requisito estratégico”, diz Fátima. “Mais do que ter produtos sustentáveis, trata-se de criar valor compartilhado e de construir relevância junto a um shopper mais consciente”.
Rosane reforça: “Hoje, o sortimento leva em conta sustentabilidade, diversidade e inclusão, pois são atributos que o consumidor valoriza e que fortalecem a reputação das marcas”.
Seja no físico ou no digital, a colaboração entre indústria e varejo segue como pilar da GC moderna. “O verdadeiro valor está em construir uma verdade única de dados e planos conjuntos de negócio baseados
• +2 a +6 p.p. em sell-out da categoria em 3 a 6 meses com pilotos bem desenhados.
• +1 a +3 p.p. de margem bruta com mix inteligente e preço ajustado por missão.
• +5 a +10% no número de itens por cesta em categorias-âncoras.

em plataformas de crescimento e metas compartilhadas”, ressalta Fátima, que defende que, quando a relação deixa de ser transacional e passa a ser estratégica, os resultados crescem para os dois lados.
“O joint business planning e a troca de informações permitem desenvolver soluções que realmente agregam valor ao shopper, em que todos aprendem e evoluem juntos: varejo, indústria e consumidor”, adiciona Rosane.
A nova geração do Gerenciamento de Categorias está reescrevendo as regras do jogo. Mais do que gerenciar prateleiras, ela redefine como o varejo entende e entrega valor ao consumidor. Entre algoritmos e propósito, automação e empatia, o GC assume seu papel definitivo como a inteligência que une o negócio, o shopper e o planeta. “Estratégico, colaborativo, shopper-cêntrico e impulsionado por IA, o GC não apenas responde ao mercado, mas antecipa oportunidades e transforma a loja em um espaço vivo de aprendizado contínuo”, conclui Fátima.
• +8 a +20% de conversão no e-commerce, com conteúdo e SEO adequados.
• -15 a -30% de ruptura, com execução disciplinada e revisão contínua.



Supermercadistas investem em meios de pagamento que dispensam papel e plástico; há diversas novidades a caminho
Acarteira do consumidor está ficando cada vez mais leve. O motivo não é (apenas) a falta de dinheiro, e sim porque papel e plástico estão sendo deixados para trás. No lugar de cédulas, moedas e cartões, entram pagamentos por aproximação, QR Codes, carteiras digitais e biometria facial. Nos supermercados, onde agilidade e conveniência são decisivas para fidelizar o cliente, adotar meios de pagamento 100% digitais deixou de ser tendência para se tornar diferencial competitivo.
De acordo com o Banco Central, entre janeiro e setembro de 2025, o valor transacionado por meio do Pix foi de R$ 25,1 trilhões, um crescimento de R$ 18,9 bilhões em comparação com 2024. Essa expansão, ainda que significativa, reflete o crescimento contínuo do sistema e a implementação de novas funcionalidades, como o Pix automático e a melhoria da segurança do sistema.
No setor supermercadista, por exemplo, o Barbosa Supermercados oferece diversas formas de pagamento aos clientes, que dispensam o uso de dinheiro físico ou cartões de plástico. Entre elas, estão as carteiras digitais e os pagamentos por aproximação, como Pix, PicPay, Mercado Pago e de cartões de débito e crédito. Além disso, empresas parceiras que oferecem pagamento via aplicativo também são aceitas, o que amplia o leque de comodidade para nossos clientes.
“As carteiras digitais e os pagamentos por aproximação utilizam tecnologias de comunicação sem fio seguras, como Near Field Communication (NFC) e QR Codes dinâmicos, permitindo que o cliente conclua a compra de forma rápida, prática e segura, diretamente pelo smartphone, smartwatch ou outro dispositivo móvel. Essas plataformas conectam a conta bancária, cartão de crédito ou saldo do aplicativo, eliminando a necessidade do cartão físico e proporcionando uma experiência de compra mais fluida”, afirma Hélio Pereira, head de TI do Barbosa Supermercados.
A rede vem adotando soluções digitais desde que foram liberadas pelos parceiros financeiros e operadoras, acompanhando a evolução do comportamento do consumidor e as inovações do varejo. A decisão partiu da necessidade de oferecer mais agilidade, segurança e conveniência na hora do pagamento, além de atender um público cada vez mais digitalizado e acostumado a usar o celular para quase tudo.
O investimento inicial para se adequar ao mercado e oferecer as tecnologias aos clientes é controlado, já que depende, principalmente, da atualização de sistemas e equipamentos compatíveis com as tecnologias de pagamento, como terminais com NFC e integração com carteiras digitais. “No entanto, entendemos esse investimento como estratégico, pois traz retorno em eficiência operacional, melhora a experiência do cliente e fortalece a imagem de uma marca moderna e conectada”, explica.


Os cuidados para se evitar os crimes são muitos e começam dentro da própria operação. É fundamental que os supermercados tenham políticas internas de segurança da informação. Nenhum sistema é 100% imune a ataques, mas é possível minimizar riscos com boas práticas e monitoramento constante. A análise é de Fernando Moulin, que completa: “no caso dos meios de pagamento, as instituições financeiras parceiras já contam com sistemas antifraude avançados, que identificam transações suspeitas em tempo real”.
O ideal é que as áreas financeiras e tecnológicas dos supermercados trabalhem em conjunto com os bancos e operadoras, mantendo processos alinhados e atualizados. Assim, é possível reforçar a criptografia, a autenticação por múltiplos fatores e mecanismos, como o chargeback (devolução do valor em casos de fraude), que protegem tanto o lojista quanto o consu-
Na prática, os resultados no Barbosa têm sido muito positivos. Há um crescimento constante no uso dessas formas de pagamento, especialmente do Pix e do pagamento por aproximação, que se destacam pela facilidade e rapidez. Além disso, existe uma redução nas filas, maior satisfação dos clientes e diminuição do manuseio de dinheiro físico, o que melhora a segurança tanto para o consumidor quanto para os colaboradores. “As principais vantagens do investimento estão na eficiência operacional, segurança e redução de custos com processos físicos. Para os consumidores, o ganho é em comodidade, praticidade e rapidez nas transações, sem a necessidade de portar carteira ou cartão físico. E muitos meios de pagamento digitais oferecem programas de pontos, cashback e promoções, o que torna a experiência de compra ainda mais vantajosa”, destaca Pereira.
Segundo ele, para evitar fraudes, as empresas parceiras que fornecem as plataformas de pagamento digital aplicam rígidos protocolos de segurança, como criptografia de ponta a ponta, autenticação multifatorial e monitoramento em tempo real de transações suspeitas. O Barbosa Supermercados mantém uma parceria constante com os provedores, adotando as melhores práticas de conformidade e proteção de da-
midor. “Além disso, é importante ter atenção à inadimplência: muitas vezes, fraude e falta de pagamento caminham juntas e uma boa gestão de crédito ajuda a prevenir ambas”, diz. Nic Marcondes, da Cumbuca.com, ressalta que a prevenção de fraudes em pagamentos digitais requer uma abordagem multicamadas, combinando tecnologia, processos e treinamento de equipe. Para os supermercados, o caminho é implementar sistemas que exijam múltiplos fatores de autenticação, como biometria, senhas e códigos temporários, especialmente para transações de valores elevados.
O monitoramento em tempo real utiliza sistemas de inteligência artificial que detectam padrões anormais de compra e transações suspeitas, bloqueando-as automaticamente para verificação. Há, também, a tokenização, que garante que os dados sensíveis dos clientes sejam substituídos por tokens criptografados durante as transações, impedindo que informações reais sejam expostas, em caso de interceptação. “A certificação PCI DSS mantém a conformidade com os padrões de segurança da indústria de cartões de pagamento, realizando auditorias periódicas. Também é preciso manter softwares e equipamentos sempre atualizados com os patches de segurança mais recentes “, conclui Marcondes.

dos, seguindo as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
“O objetivo é garantir uma experiência totalmente segura e confiável para todos os nossos clientes”, afirma o executivo.
Já na Coop existe a seguinte escala (considerando em percentual do fornecimento): em primeiro lugar está o débito, em segundo, o crédito, depois estão o vale-alimentação e o vale-refeição, logo atrás o dinheiro vivo, na quinta posição o Pix e, por último, o cartão de crédito Coop. A rede, com aproximadamente seis mil colaboradores, tem 36 unidades: 28 no Grande ABC, uma em Piracicaba, três em São José dos Campos, duas em Sorocaba, duas em Tatuí, 69 drogarias e canais digitais.
“Hoje, quando falamos em meios digitais de pagamento, sem papel ou plástico, o principal deles é o Pix. Ele setornouumaferramentaessencial, já que é instantâneo: o valor é transferido na hora, o que melhora o fluxo de caixa e reduz a dependência de intermediários. Um varejista que nãoaceitaPix,defato,estáperdendo vendas”, explica Fernando Moulin, especialista em transformação digital e experiência do cliente.
Além do Pix, há, também, as carteiras digitais, amplamente utilizadaseme-commerceeemprogramas de fidelidade de redes varejistas, e os pagamentos por aproximação via celular ou smartwatch. Apesar de, tecnicamente, envolverem cartões integrados,aexperiênciaparaocon-
sumidor é completamente digital. “Outrosformatos,comopagamentos comcriptomoedasoutransferências diretas via NFC entre dispositivos existem, mas não têm relevância no varejosupermercadista.Nodiaadia, oquedominaocenáriosãomesmoo Pix e as carteiras digitais”.
Para Moulin, o setor supermercadista já aderiu amplamente a esses meios de pagamento. Ele analisa que é muito raro encontrar um supermercado que não aceite Pix ou pagamentos por aproximação. Esses meios estão disponíveis tanto nas lojas físicas quanto nas plataformas de e-commerce, junto de opções mais tradicionais, como boleto bancário e cartões. “O investimento para adequação não é alto.
Os varejistas costumam ter relações muito próximas com bancos e instituições financeiras, justamente porque o volume transacionado é grande. Essas instituições oferecem todas as soluções tecnológicas necessárias para que o supermercado aceite diferentes formas de pagamento”, analisa o especialista.
A adesão é muito alta. É possível observar o uso de Pix e pagamentos digitais em supermercados de qualquer porte e localidade. Em muitas cidades pequenas, o Pix já é o meio preferido dos consumidores. O que ainda pode limitar o uso de cartões, em alguns casos, é a taxa de administração cobrada pelas operadoras, que pesa no custo do lojista.
Para o consumidor, o principal benefício das facilidades “tecnológicas” é a liberdade de escolha. Ele pode pagar da forma mais conveniente sem depender de cartão físico ou dinheiro em espécie. Cada meio de pagamento oferece benefícios diferentes, como programas de pontos, descontos e parcelamentos. A grande vantagem para o supermercado, é não perder a venda por falta de opção de pagamento. Num setor de margens apertadas e alta concorrência, isso é crucial.
Permitir que o cliente pague da maneira que preferir significa garantir que a compra se conclua. “As próximas novidades neste segmento devem vir, principalmente, com a evolução do próprio Pix, como o Pix
parceladoeamoedadigitalbrasileira (Drex), que deve substituir parte das transações feitas com dinheiro físico”, diz Moulin. “Também veremos uma ampliação das carteiras digitais e das soluções integradas entre bancos, fintechs e varejistas. O setor supermercadista tende a se adaptar rapidamente a essas inovações, porque é um elo essencial da economia e todo mundo consome alimentos. Destaforma,osupermercadoé,naturalmente, um ambiente de expansão dessas tecnologias”.
Para Nic Marcondes, diretor de open finance na Cumbuca.com, empresa especializada em ecossistemas financeiros regulamentados no Brasil, o segmento de supermercados está aderindo gradualmente às facilidades de pagamento digi-



O Pix é uma tecnologia de pagamento instantâneo criada pelo Banco Central do Brasil. Ele permite transferências e pagamentos entre contas, de forma imediata e sem custos, 24 horas por dia.

tal. A adoção varia conforme o porte e a região.
As carteiras digitais funcionam como um ambiente virtual, onde o consumidor cadastra seus cartões e pode fazer pagamentos diretamente pelo aplicativo, sem precisar digitar dados ou portar o cartão físico.
Os pagamentos por aproximação (NFC) utilizam tecnologia de comunicação de curto alcance, permitindo que o cliente pague apenas aproximando o celular, relógio ou outro dispositivo.
O especialista diz que já implementou pagamentos extensos por Pix, QR Code e carteiras digitais em grandes supermercados, especialmente nas capitais e centros urbanos. Já as redes médias estão em processo de implementação, priorizando Pix por QR Code sonoro, por ser mais acessível e ter forte acesso do público.
Nos supermercados menores, detalha Marcondes, a adesãoémaislenta,masoPixtemsidooprimeiropasso, pela facilidade de implementação e baixo custo. “O Pix, em particular, teve adoção maciça desde seu lançamento, em 2020, tornando-se rapidamente um dos métodos de pagamento mais utilizados no varejo brasileiro. Já as tecnologias NFC ainda estão em fase de expansão, com crescimento gradual conforme a atualização da infraestrutura de pagamento”.
Ele também destaca que o investimento necessário para participar dos meios de pagamento digitais varia significativamente conforme a solução escolhida e o porte do estabelecimento. O Pix por QR Code dinâmico se mostra uma opção mais acessível. Ele requer apenas integração com o sistema de pagamento existente, com custos que, geralmente, variam entre R$ 500 e R$ 3 mil para implementação inicial, dependência do fornecedor e complexidade da integração.
Nãohánecessidadedenovosequipamentos,namaioria dos casos. O Pix por aproximação NFC exige terminais de pagamento compatíveis com a tecnologia. Se o supermercadojápossuimáquinasmodernas,ocustopodeser
apenas de atualização de software. Caso contrário, cada terminal NFC pode custar entre R$ 200 e R$ 800, dependendo do modelo e funcionalidades, mesmo por meio de contratos de comodato.
O wallet por aproximação utiliza a mesma infraestrutura do Pix por aproximação (terminais NFC). Portanto, o investimento em equipamento é semelhante. A integração com as carteiras digitais Apple Pay e Google Pay, por exemplo, geralmente já vem habilitada em terminais modernos. Outro caminho é a carteira digital automática. Este é o investimento mais significativo, pois envolve desenvolvimento de aplicativo, infraestrutura de segurança e manutenção contínua. Pode variar entre R$ 50 mil e R$ 500 mil ou mais, dependendo das funcionalidades e escala da operação.

“É importante destacar que o retorno sobre investimento (ROI) costuma ser positivo, considerando a redução de custos, diminuição de fraudes, agilidade no checkout, filas rápidas e menores taxas de transação (especialmente no Pix)”, lembra Nic Marcondes. “Para supermercados pequenos e médios, recomendamos começar pelo Pix por QR Code sonoro e que, na maioria dos terminais POS do mercado, já inclui suporte ao Pix por aproximação, que oferece o melhor custo-benefício e maior facilidade para os consumidores”, ressalta.
Para Marcondes, o segmento de pagamentos digitais em supermercados deve apresentar diversas inovações nos próximos anos: uma delas é a inteligência artificial no
pagamento, que são sistemas que sugerem opções mais vantajosas baseadas no perfil do cliente, ofertas disponíveis e limites de crédito. Ele ressalta que o Open Finance integrado terá maior agregação com o Open Finance brasileiro, permitindo experiências de pagamento mais personalizadas e ofertas de crédito instantâneo no ponto de venda.
Também haverá, na percepção do especialista, os superapps integrados, os aplicativos que consolidam pagamento, fidelidade, lista de compras, ofertas personalizadas e serviços adicionais em uma única plataforma. “Uma das novidades mais aguardadas é o Pix offline, que permitirá realizar transações mesmo sem conexão com a internet no momento do pagamento. Utilizando tecnologia NFC e criptografia avançada, o sistema armazenará, temporariamente, as transações nos dispositivos e as processará assim que fornecer conectividade”, diz Marcondes.
O professor mestre Clayton Alves
Cunha, coordenador adjunto dos cursos superiores de tecnologia da área de gestão e negócios e bacharelado em ciências econômicas da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), destaca que uma das principais novidades no setor é a implementação da biometria no checkout, ou seja, diretamente no caixa. “Isso já é utilizado pela Amazon em suas lojas ‘Amazon Go’, nos Estados Unidos, onde o cliente usa a biometria e, até mesmo, reconhecimento de íris em terminais no caixa e as compras já são debitadas automaticamente nos cartões cadastrados no app da própria Amazon”, explica.
Ele também indica que o Pix por aproximação deve ser a próxima novidade no segmento. “Veremos mais pagamentos biométricos, lojas com checkout automático e integração entre fidelidade e pagamento. No médio prazo, o real digital vai trazer novas possibilidades para o varejo”, afirma Daniel Pisano, head de investimentos da 87Labs.
GRUPO MATEUS EXPANSÃO
A companhia continua seu plano de expansão com a inauguração de um hipermercado em Teresina (PI). A loja representa a primeira operação da bandeira no formato hipermercado no Estado. Com uma área de vendas de 4.099 m², além de 28 checkouts e 324 vagas de estacionamento, a unidade conta com adega, bistrô, boulangerie, cafeteria e restaurante. Hoje, o Mateus opera 271 unidades no país.

A cidade de Santa Bárbara d’Oeste (SP) ganhou a primeira unidade do Paulistão Atacadista, que recebeu investimento de R$ 50 milhões do Grupo Savegnago, que passa a operar 9 lojas desta bandeira atacadista no interior do Estado de São Paulo. Com 8.600 m² de área construída e 3.900 m² destinados às vendas, a unidade conta, ainda, com 16 checkouts, dentre eles, 6 exclusivos para atacado e 4 selfcheckouts, para maior agilidade no atendimento ao consumidor.


GRUPO MUFFATO
A companhia inaugurou unidade do Max Atacadista, em Curitiba (PR). É a 116ª unidade do Grupo Muffato, a 66ª loja da bandeira e a 24ª loja na região metropolitana da capital paranaense. Com mais de 7 mil m² de área construída, a nova loja gerou 220 empregos diretos, trouxe caixas convencionais e self-checkouts, além de 250 vagas de estacionamento. Outros destaques da loja são os setores de padaria, açougue, hortifruti, frios porcionados, confeitaria, bazar e adega.

ATACADO
O Desco Atacado inaugurou mais uma unidade em Porto Alegre (RS). A loja conta com um mix de 7 mil itens, distribuídos entre produtos de mercearia, higiene, limpeza, perecíveis e bazar. Além dos setores de hortifruti, açougue e padaria, a unidade conta com 21 caixas, 15 com operadores e 6 de autoatendimento, e mais de 170 vagas de estacionamento.


valorização e fortalecimento da parceria entre indústria e supermercados

Premiação celebra o desempenho de fabricantes que impulsionam a e ciência e a inovação na cadeia de abastecimento
Promovido pela Associação Paulista de Supermercados (APAS), o prêmio APAS Acontece é um ranking desenvolvido pela Scanntech, empresa referência em inteligência de dados no varejo. O propósito é reconhecer e valorizar as indústrias com maior faturamento em cada categoria da premiação para o Estado de São Paulo. Em sua 25ª edição, a premiação, que será realizada em 3 de dezembro de 2025, no Espaço APAS (SP), consolida-se como um dos eventos mais aguardados do calendário do varejo alimentar.
Mais do que um reconhecimento, o prêmio representa a celebração da parceria, eficiência e do comprometimento dos fornecedores que fortalecem o crescimento e a competitividade do setor supermercadista. O encontro também se consolida como um importante momento de confraternização e troca de experiências entre os principais nomes do mercado.

METODOLOGIA
• Período: outubro de 2024 a setembro de 2025.
• Universo: PDVS do canal alimentar (supermercados, atacados e atacarejos) que compõem o universo do scann share no Estado de São Paulo e que mantiveram o envio das informações ao longo do período observado.
a peça se transforma em um símbolo de vitória, dedicação e transformação. Receber o troféu é sentir-se reconhecido e inspirado a prosseguir na trajetória de conquistas, lembrando da importância de brilhar, liderar e motivar outros ao longo do caminho.
Além de funcionar como uma plataforma de reconhecimento, o prêmio APAS Acontece atua como um verdadeiro catalisador de novos negócios, conexões e parcerias, estimulando o networking entre os players mais influentes e inovadores do setor. “Nosso propósito é valorizar as relações entre os fornecedores — empresas que abastecem os supermercados — e os próprios supermercadistas. O prêmio reconhece o atendimento, o relacionamento e o nível de serviço prestado aos supermercados no dia a dia, além de destacar as companhias que se sobressaem em performance de vendas”, conta Fabiano Benedetti, diretor de marketing e negócios da APAS.
O executivo reforça que a APAS busca, com essa premiação, engrandecer o trabalho dos fornecedores e agradecer, em nome dos supermercados e associados, todo o empenho da indústria. “Afinal, o varejo é uma cadeia de abastecimento que funciona de forma integrada. O prêmio celebra essa parceria, destacando tanto grandes empresas globais quanto negócios regionais, em categorias específicas. Nosso objetivo é sempre estreitar laços e fortalecer as relações entre indústria e supermercados, aprimorando continuamente o nível de serviço”, destaca.


O impacto do prêmio APAS Acontece vai muito além do prestígio que ele confere aos vencedores. As empresas contempladas tornam-se verdadeiras referências no mercado, ganhando visibilidade não apenas entre seus pares, mas, também, junto aos consumidores. Para muitas delas, conquistar o prêmio representa a consolidação da marca no setor supermercadista, fortalecendo relações comerciais e abrindo novas oportunidades de negócios.
A iniciativa também estimula uma competição saudável entre os participantes, incentivando a busca constante por excelência, inovação e melhoria contínua — pilares que sustentam o desenvolvimento do varejo alimentar paulista.
De acordo com Benedetti, os efeitos positivos da premiação são amplos e duradouros. “As empresas premiadas reforçam sua qualidade de atendimento, aprimoram serviços e mantêm o ritmo de inovação. Já aquelas que ainda almejam esse reconhecimento, se sentem motivadas a melhorar e se aperfeiçoar continuamente”, destaca o executivo.
Outro aspecto de destaque é o alcance regional do prêmio, que também valoriza companhias com atuação no interior paulista. Para essas empresas, o reconhecimento tem um peso simbólico e estratégico expressivo, pois reforça sua relevância local e impulsiona o crescimento de toda a cadeia. “O prêmio impacta positivamente desde as grandes indústrias com presença nacional e global, até os fornecedores regionais vinculados às nossas diretorias regionais”, completa Benedetti.


O troféu do prêmio APAS Acontece ganha uma releitura do modelo criado em 2019, com design exclusivo. O conceito por trás da peça é a “chama do varejo”, representando a determinação e o esforço daqueles que são reconhecidos. Assim como o fogo, que sobe constantemente, o troféu simboliza o desejo incessante de superação, inovação e sucesso. Produzido em acrílico maleável, o ganhador tem a liberdade de moldá-lo da forma que desejar, tornando cada troféu único. Mais do que um objeto decorativo, a peça se transforma em um símbolo de vitória, dedicação e transformação. Receber o troféu é sentir-se reconhecido e inspirado a prosseguir na trajetória de conquistas, lembrando da importância de brilhar, liderar e motivar outros ao longo do caminho.


APAS ACONTECE 2025

Açougue
Eficiência no abastecimento de gôndola
Leite UHT
Bebida Não-alcoólica
Fabricante
Regional (3 indústrias premiadas)
Limpeza
Mercearia Salgada
Perecíveis Industrializados
Nesta edição, a APAS renova sua parceria com a Scanntech Brasil, empresa referência em pesquisa de mercado e inteligência de dados, responsável por conduzir uma avaliação ampla e criteriosa sobre a performance das indústrias em 15 categorias de produtos comercializados nos supermercados de todos os portes do Estado de São Paulo.
Por se tratar de um prêmio de abrangência estadual, o levantamento considera exclusivamente empresas que atuam em território paulista. A metodologia envolve o cruzamento de diversas informações de mercado, permitindo identificar aquelas com melhor desempenho em suas respectivas categorias.
Além das grandes marcas, a APAS faz questão de reservar espaço especial para indústrias regionais que, tradicionalmente, contribuem para o fortalecimento dos pequenos e médios supermercadistas,
Bebidas Alcoólicas
Cerveja
Higiene e Beleza Lácteos
Mercearia Commoditie
Mercearia Doce
Produtos Pet Suplementos Nutricionais


agentes fundamentais no abastecimento das comunidades locais. No caso das premiações regionais, o critério é rigoroso: pelo menos 80% do volume de vendas da empresa precisa ser realizado dentro do Estado de São Paulo.
Todo o processo de apuração e classificação é conduzido com base em dados, métricas e total transparência, sob a supervisão técnica da Scanntech. Segundo Benedetti, a regionalização tem sido um foco crescente da entidade. “Desde o ano passado, ampliamos nosso olhar sobre as empresas que atuam, principalmente, no interior de São Paulo e em mercados de pequeno porte. O prêmio é uma forma de dar visibilidade a essas companhias e incentivá-las a crescer”, explica.
Para a associação, o fortalecimento das economias locais é essencial. “Muitas grandes empresas começaram pequenas e a APAS tem o papel de fomentar, divulgar e estimular a participação desses empreendedores”, acrescenta Benedetti. Ele lembra, ainda, que o incentivo vai além da premiação: “Realizamos feiras regionais em mais de 14 cidades do interior paulista, reforçando nossa presença e apoio a esse público. Queremos que as empresas locais se desenvolvam e continuem impulsionando toda a cadeia supermercadista”, conclui.




- Açougue
1. 2. 3.
A pesquisa foi conduzida junto a 17 redes varejistas com atuação no Estado de SãoPauloque,juntas,representamumfaturamento anual superior a R$ 70 bilhões.
Trata-se de uma amostra representativa do varejo alimentar paulista, considerando redes de diferentes portes e perfis operacionais.
A coleta de dados foi realizada por meio de questionário estruturado, aplicado diretamente às áreas de negócio das redes participantes. A principal questão investigada foi:
(*) Qual o percentual que cada marca representa do total das vendas que sua rede realiza de carne bovina?

A cerimônia da última edição do prêmio APAS Acontece foi realizada na própria sede da associação, na capital paulista, em 2024, e reforçou a importância da colaboração e inovação no setor, destacando fornecedores que se mostraram essenciais para a cadeia de suprimentos dos supermercados.
Entre os vencedores, algumas categorias ganharam destaque. A Mondelez levou o 1º lugar em Mercearia Doce, enquanto a Nestlé conquistou a mesma posição em Mercearia Salgada. Outra grande vencedora foi a Danone, que abocanhou o 1º lugar na categoria de Proteicos. No segmento de produtos pet, a grande vencedora foi a Mars. Na área de bebidas, a Coca-Cola FEMSA ganhou na categoria de Não Alcóolica, a Ambev na de Cerveja e a Diageo na de Alcóolicas (sem cerveja).

• Reconhece as três principais indústrias, cujo faturamento em 3 microrregiões do Estado de São Paulo representa 80% ou mais do seu faturamento total no Brasil.
• Avalia as indústrias com base em indicadores de ruptura e eficiência de reposição, reconhecendo aquela que apresentou a menor perda de vendas decorrente de falhas de estoque e o melhor desempenho operacional em reposição de gôndola.
Unilever (categorias Higiene e Beleza e Limpeza), Grupo Mantiqueira (FLVO - Frutas, Legumes, Verduras e Ovos), Friboi (Açougue), Italac (Lácteos), Bauducco (Pães e Produtos de Confeitaria), Camil (Mercearia Commoditie) e BRF (Perecíveis Industrializados) foram os outros vencedores do evento. Entre as empresas que conquistaram o prêmio de Top Fornecedor Regional, estão Sorvetes Jundiá, Da Terrinha, Fazenda Bela Vista, Kim, Picinin Alimentos e Damapel.

Relembre a edição da premiação de 2024 e conheça os os ganhadores da 24ª edição do Prêmio APAS Acontece





2° edição do Ranking As 5 Mais Escolhidas, em parceria com a Scanntech, re ete a preferência dos consumidores, tendo como base o crescimento de vendas das marcas após avaliação de tíquetes do varejo alimentar
Cercade176categoriascompõem a segunda edição da pesquisa As 5 Mais Escolhidas que aponta as marcas com maior relevância nos volumes de tickets de compras dos brasileiros.Oestudo,comdadosconsolidados pelaScanntechBrasil,compreendeoperíodo entrefevereiro-Julho/2025emcomparaçãoa fevereiro-Julho/2024, considerando o canal autosserviço de todo o Brasil.
“AS 5 MAIS ESCOLHIDAS”
Hoje a Scanntech lê mais de R$ 680 bilhões de reais de vendas ao consumidor (sell-out) por ano, através de cupons provenientes de mais de 60 mil pontos de vendas e mais de 13,5 bilhões de tíquetes. As informações são transmitidas via API, sem expansão ou qualquer intervenção humana.
Para cada categoria analisada no ranking de tíckets, foi calculada a penetração percentual de cada marca, ou seja, em quantos tíquetes da categoria a marca esteve presente, em relação ao total de bilhetes da categoria. As marcas com as maiores taxas de presença nos cupons foram ranqueadas em ordem decrescente, formando o estudo que aponta a maior penetração por categoria.
Para cada categoria analisada, foi calculada a diferença em valor absoluto (em R$, não em percentual) entre o faturamento de sell-out do período da pesquisa versus o mesmo período do ano anterior, para cada marca. As marcas foram então organizadas em ordem decrescente de crescimentoabsolutodefaturamento,eascincocommaior aumento compõem o Ranking. “Mais do que um estudo, o estudo propõe um olhar complementar sobre o mercado, nãoapenaspelaóticadofaturamento,maspelodinamismo do crescimento. Ele reforça a importância de varejo e indústriaadotaremumaposturacolaborativaeorientadapor dados, transformando informação em decisão estratégica. Acompanhar as marcas que mais crescem é, portanto, um convite à ação, uma vez que será possível repensar o sortimento, fortalecer o relacionamento com os fabricantes e se atentar a possíveis tendências emergentes”, afirma Felipe Passarelli Andreoni, head de Inteligência de Mercado da Scanntech Brasil.
Para esse estudo, foi determinado pela Scanntech o conceito de empate técnico, que passa a ser utilizado como critério pelo instituto para a definição das posições das empresas ou marcas no ranking. Essa escolha segue uma estatística prática comum em pesquisas que envolvem coleta de dados e está diretamente relacionada à tolerância estatística que indica o intervalo dentro do qual os resultados reais podem variar.
No caso do levantamento de tíckets, essa margem é de 1% para mais ou para menos. Isso significaque,quandoduasoumaismarcasapresentam resultados muito próximos — a ponto de existir sobreposição nas suas faixas de variação — considera-se que estão empatadas tecnicamente.
Esse cuidado é essencial para garantir justiça e precisão na interpretação dos dados. Ao reconhecer o empate técnico, o objetivo é evitar forçar uma hierarquia entre marcas que, estatisticamente, estão em posições equivalentes. Para esses casos, a visualização do estudo segue uma regra clara. As marcasempatadasdividemamesmacolocação,ea posiçãoseguinteéautomaticamentepulada,como forma de refletir essa equivalência.



Mas porque analisar informações é tão relevante para a estratégia das empresas supermercadistas e para a indústria? Para a indústria, o estudo representa uma ferramenta valiosa de diagnóstico competitivo. Identificar as marcas que mais crescem em cada categoria permite entender quais estratégias estão funcionando e quais ajustes podem ser necessários ao negócio. “Esses dados ajudam as indústrias a avaliar se o seu crescimento acompanha o ritmo do mercado e, quando possível, a comparar o desempenho dentro de diferentes redes varejistas. Essa visão possibilita alinhar estratégias de expansão e fortalecer parcerias com o varejo, construindo planos de crescimento conjuntoesustentável.Alémdisso,aoobservarquaismarcas estão ganhando relevância, as indústrias podem identificar oportunidades de diferenciação, o que se traduz em vantagem estratégica”, ressalta Andreoni.
Quando analisado do ponto de vista da operação do supermercado, o Ranking permite uma leitura prática e estratégica sobre as dinâmicas de crescimento das marcas dentro das categorias, permitindo que o varejista identifique movimentos que possam impactar diretamente seu desempenho. Mais do que mostrar quem vende mais, o estudo revela quem também está conquistando espaço no mercado, informação-chave para a construção de um sortimento eficiente e competitivo. Neste contexto, o estudo destaca marcas que vale a pena monitorar, conversar e, potencialmente, aproximar negociações. O ideal é que o varejo alimentar use essas informações para dialogar com os fabricantes e avaliar o sentido e a relevância dessas marcas em seu portfólio. “É importante, no entanto, reforçar que o estudo não sugere que as marcas que não aparecem devam ser deixadas de lado, mas sim que o varejo adote um olhar mais atento às que estão em ascensão, equilibrando assim a presença das grandes indústrias com as marcas em ascensão”, explica Andreoni.

1














1
1
1
5
BISCOITO RECHEADO
5








1
3
4
5
1
2


1 FARINHA LACTEA NESTLÉ 1 FARINHA LACTEA NESTLÉ
FARINHA LACTEA NESTLÉ
5
1
2






1











1
1




































1







PARA


















1
3
4
5










PARA TODOS OS MOMENTOS
Nestlé e Garoto lançaram Choco Pretzel, que faz parte da linha ChocoBakery e que já chegou aos pontos de venda em todo o Brasil. O produto aposta na tendência, unindo o biscoito pretzel, que é levemente salgado, ao sabor do chocolate, criando uma experiência multissensorial. Com o lançamento, Nestlé e Garoto ampliaram o portfólio da linha Chocobakery, que já conta com opções, como Choco Trio, Choco Biscuit e Choco Cookie.


A Coca-Cola FEMSA Brasil, fabricante do sistema Coca-Cola no país, anunciou a chegada do mais novo integrante da linha Juice Monster ao mercado brasileiro, o Rio Punch, inspirado na energia do Rio de Janeiro. A bebida tem uma combinação de frutas exóticas brasileiras e um toque especial de especiarias. O Juice Monster Rio Punch já está disponível em pontos de venda selecionados em todo o Brasil.

A Kellanova relançou a linha de biscoitos recheados de Sucrilhos, disponível em três versões: chocolate, morango e leite. A iniciativa aproveitou um segmento estratégico, já que recheados doces é um dos segmentos com maior penetração nos lares brasileiros. Os novos biscoitos chegaram às gôndolas em embalagens de 85 g, disponíveis nas principais redes supermercadistas de todo o país.



A Biscoitos Bela Vista ampliou seu portfólio com o lançamento dos Tuc’s Salgadinhos Crocantes, com embalagem de 320 g, que contêm biscoitos em quatro formatos diferentes. O lançamento pertence a uma nova linha de produto, que não substitui o clássico snack individual da marca. Os salgadinhos já estão disponíveis nas principais redes de varejo alimentar, com foco inicial nas regiões Sudeste e Sul. A expectativa é de expansão nacional até o final do ano.



Especialistas em tecnologia e lideranças supermercadistas se reuniram em São Paulo para a sétima edição do Next Supermarket Generation (NSG)
No dia 28 de outubro de 2025, o auditório do Distrito Anhembi, em São Paulo, foi palco da sétima edição do Next Supermarket Generation (NSG) 2025, evento promovido pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) que se apresenta, novamente, como um termômetro para o futuro do varejo supermercadista brasileiro. Sob o tema “A próxima geração não vai nascer do improviso: o futuro pede consciência estratégica”, o evento reuniu executivos, sucessores de empresas supermercadistas e especialistas em inovação, tecnologia e governança corporativa, com o objetivo de provocar reflexões e insights para que possam atuar com protagonismo em um setor cada vez mais digital, ágil e competitivo.

Ao longo de um dia intenso, os participantes tiveram acesso a palestras ministradas por especialistas renomados, além de painéis, que foram realizados em quatro palcos simultâneos, que se dividiram nos temas: sucessão familiar, inteligência artificial aplicada ao varejo, omnicanalidade, retail media, dados e experiência do consumidor. Também fizeram parte do evento vivências imersivas e espaços para networking trazidos pelas empresas patrocinadoras.
O empresário Elon Ortega, presidente da APAS, deu início aos trabalhos agradecendo a presença de todos os participantes ao evento que, mais uma vez, tem por objetivo levar tecnologia para ajudar os supermercados brasileiros a desenvolverem cada vez mais sua operação. O empresário ainda destacou a importância do setor supermercadista no país, que é responsável por 10% do PIB paulista atualmente, e reforçou a
importância da atualização constante dos profissionais e estratégias do setor. “Nosso trabalho precisa ser dinâmico para atender um consumidor que está cada vez mais conectado e, por consequência, mais exigente”, disse.
Em seguida, foi a vez de Gabriel Fernandes, diretor da vertical de varejo da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), falar sobre os principais pilares que nortearam todo o conteúdo do NSG 2025, que foram: inovação, tecnologia, comportamento e gerações e governança e sucessões. Em seu discurso, o especialista ressaltou que chegou o momento dos executivos do setor serem engenheiros de estratégias em inteligência artificial. “Hoje o NSG é uma provocação para refletirmos sobre as inúmeras mudanças tecnológicas e, mais que isso, sobre como faremos para equilibrar tecnologia com humanidade”, afirmou.
Dando início ao conteúdo do dia, a futurista Daniela Klaiman ministrou uma das principais palestras do evento, com o título de “Comportamentos para o futuro: os novos mindsets”. Entre outros pontos, a palestrante detalhou como as empresas podem começar a trabalhar os conceitos de “futuro de curto prazo” (eventos que ocorrerão de 0 a cinco anos e que são movidos pelo comportamento das pessoas/ consumidores) e “futuro de longo prazo” (eventos que ocorrerão de cinco a 50 anos e que são balizados pelo surgimento novas tecnologias). “A ideia, aqui, é anteciparmos o que vai acontecer para que estejamos prontos e não sermos pegos de surpresa, como aconteceu na pandemia”, alertou.
Os próximos cinco anos, explicou Daniela, sofrerão interferências que a especialista chamou

de “forças macro”, compostas por aspectos, como: a crise financeira global; mudanças climáticas; guerras descentralizadas e a alternância do poder e influência global das grandes potências mundiais; a pós-verdade (fomentada pelo uso da IA e das deep frauds), além da crise de saúde mental que já é uma realidade mundial. “Teremos um futuro próximo com ainda mais instabilidade e, por isso, as empresas precisarão ser muito flexíveis para mudar e adaptar estratégias, a fim de agir mais rápido”, preveniu.
A especialista ainda destacou o crescimento do mercado wellness (bem-estar) como um dos mais promissores para o futuro. “Hoje, ele fatura cerca de US$ 9 trilhões (cerca de R$ 48,3 tri) ao redor do mundo e todos os segmentos podem apostar nele como ponto de contato com os consumidores”, contou. Segundo a especialista, bem-estar não é mais um conceito elitizado. “Wellness é algo para todas as classes sociais e categorias de produto”, alertou.
De acordo com Daniela, outra necessidade para o futuro é o alinhamento das estratégias com a IA. “As buscas, a partir de agora, não serão mais em buscadores, mas dentro das ferramentas de IA, ou seja, as empresas precisam alimentar a inteligência artificial para que ela indique seus produtos e serviços, porque ela é quem conversará com os clientes daqui pra frente”, disse


O dia seguiu com a palestra intitulada “Inteligência Artificial e o futuro dos negócios”, na qual Fernanda Bromfman, head of commerce da Google Customer Solutions, apresentou uma série de soluções em IA que a gigante de tecnologia já disponibilizou e que podem colaborar com o trabalho dos supermercadistas. “A forma de buscar informações online já mudou e algumas empresas ainda seguem com as mesmas práticas para buscar resultados novos”, destacou. Completando os debates sobre o tema, Jaime de Paula, fundador da Freedom AI, conversou com o público sobre as inovações que movem o varejo. “IA, automação e gestão de dados com responsabilidade são pontos que não podem ser ignorados atualmente”, explicou.
Após as palestras principais, foi a vez de cada um dos quatro palcos receber especialistas, de forma simultânea. Entre os palestrantes, para abordar o tema “Legado e governança: os bastidores da transição nas empresas familiares”, José Milton Dallari, advogado, engenheiro e administrador de empresas, apresentou possibilidades para transições profissionais que não gerem problemas às empresas supermercadistas, conhecidas pela atuação familiar.


Por sua vez, Cinthia Ruiz, head de product design do Grupo Casas Bahia, compartilhou estratégias digitais para integrar o atendimento dos vendedores nos canais digitais e físicos. Com o tema “Loja que encanta: inovação na experiência de compra no varejo”, a especialista trouxe informações sobre ações de sucesso que, além de converter vendas, fidelizam consumidores.
Entre os painéis, também de forma simultânea, nos quatro palcos, especialistas se dividiram para debater temas diferenciados. Com moderação de Patricia Ceratti, head de inovação da APAS, o painel “IA em ação: atendimento, estoque e logística inteligente no varejo alimentar” abordou a presença da inteligência artificial no pequeno, médio e grande varejo. No início, os painelistas deram dicas sobre como começar o uso de IA no varejo. Rafaela Quinelato, proprietária do Supermercados Quinelato, narrou a experiência do uso da inteligência artificial
em um sistema de prevenção de perdas. “No começo, eu não acreditava que funcionaria, mas há três anos estamos utilizando e realmente funciona”, disse. Além disso, a executiva destacou outros processos da empresa que já contam com a colaboração da IA, como análise de relatórios, dados e otimização de documentos. Bruno Pedra, head digital do Grupo Supernosso, contou que a empresa também já conta com o
uso da IA. “Antes, demorávamos cerca de 25 dias para executar algumas tarefas que, hoje, levam menos de cinco minutos”, falou. A partir daí, relata o executivo, o Supernosso passou a aderir às tecnologias de IA em outras demandas.
Para os painelistas, a agilidade com que a IA entrega resultados é um dos pontos positivos que facilitam o trabalho no varejo. André Faria, CEO da Bluesoft, percebeu a necessidade de um cliente para automatizar alguns processos e facilitar o trabalho de um colaborador que analisava relatórios de ruptura. “Tínhamos que buscar informações manualmente, o que tomava muito tempo da equipe e não era funcional”, contou. Hoje, com o uso da IA, o profissional, que antes apenas analisava os relatórios, agora pode realizar outras funções mais importantes. Atualmente, além da automatização, o executivo explica que a IA generativa também traz insights para combinar com dados exter-

nos, o que otimiza as estratégias e o trabalho do dia a dia na empresa.
Daniel Grossi, cofundador e diretor da Liga Ventures, que também participou do painel, por sua vez, ressaltou o uso da IA para padronizar dados da empresa. “Por mais que o trabalho humano padronize dados, sabemos que humanos diferentes padronizam de formas diferentes”, pontuou. O executivo contou que, atualmente, a empresa usa a IA para acelerar o desenvolvimento de softwares.
Com mediação de Carlos Corrêa, diretor geral da APAS, o período da tarde do NSG 2025 teve início com o painel “A inovação como diferencial competitivo das empresas”.ParticiparamdadiscussãoDanielleCrahim, diretora de negócios do TikTok Brasil, e Pablo Lorenzo, CEO do Grupo Carrefour Brasil e América Latina.
A conversa começou com provocações do mediador
sobre o que inovar realmente significa para cada um dos executivos e as empresas que representam. “No TikTok, o nosso algoritmo é altamente personalizado e construído pelos usuários e isso já é inovador”, disse Danielle. A profissional explicou, ainda, que a plataforma tem transformado o consumo no mundo. “Estamos na era da community commerce, uma forma de consumir com forte validação da comunidade online, e não apenas do vendedor”, completou.
Para o executivo do Carrefour, a inovação para a rede é estar em todos os canais possíveis para atender a jornada do cliente. “Para que as nossas estratégias funcionem, precisamos compreender realmente o que o consumidor precisa e estar em contato com ele, seja on ou offline, e é fundamental para garantir inovações”, falou. Lorenzo apresentou a evolução da comunicação e do consumo, mostrando que a sociedade saiu do jornal impresso para as notícias compartilhadas via WhatsApp e que esse caminhoprecisaseracompanhadodepertopelosvarejistas.

A executiva do TikTok ainda destacouqueasferramentasonlinenão prejudicam o varejo físico, pelo contrário. “Temos dados que nos mostram que o TikTok aumenta em até três vezes a ida dos clientes até a loja física”, afirmou. Segundo Danielle, o trabalho na plataforma dá retorno quando aliado à criatividade e à linguagem da rede.
JáoexecutivodoCarrefouralertou que a inovação precisa combinar as novas tecnologias aos outros conhecimentos que as empresas já possuem, uma vez que ela não acontece sem o apoio de diferentes áreas do varejo.“Precisamoscombinartrabalhos,estruturaseculturasparacriarmos uma interseção positiva para o surgimento da inovação”, disse. Entre outros pontos, os profissionais ressaltaram que as empresas precisam saber primeiro quem é o seu público e que tipo de conteúdo eles consomem,enãoapenaspensarem gerar inovação por causa de tendências que estão em voga.
Encerrando as atividades do NSG 2025, João Branco, ex-VP de marketing do McDonald’s Brasil, subiu ao palco principal no final do dia, promovendo provocações e questionamentos. “Quem deveria comprar do seu concorrente?”, perguntou.Aprovocação“preparou o terreno” para o ponto central de sua palestra, que falou sobre qual o verdadeiro diferencial competitivo de uma empresa de varejo.
Para ilustrar, o especialista usou um videocase que ilustrou a transformação da marca McDonald’s em Méqui, no Brasil, como metáfora e reflexão para os varejistas. “Não vendemos apenas um produto,
vendemos uma experiência, um sentimento, uma expectativa cumprida”, enfatizou Branco. “O Méqui não precisa ser a marca que mais entende de hambúrguer no mundo. Precisa ser a marca que mais entende de quem come hambúrguer”, diferenciou. Em linhas gerais, isso significa mapear não só os comportamentos de compra, mas também os momentos de interação, o lifestyle, os princípios e outras subjetividades dos consumidores.
O especialista também destacou que, no ambiente hiperconectado atual, “marketing que parece publicidade pura” pode estar com os seus dias contados. Branco defende que a comunicaçãodevanascerdocliente, não do anúncio. Para o varejo, boas práticaspodemusarumalinguagem simples, de narrativas de marca que se conectam com o dia a dia do consumidor e que provocam empatia e identificação, como o Méqui fez no Brasil ao adaptar a marca ao modo
como os brasileiros falam.
Durante a palestra, a pergunta inicial se desdobrou e conectou os participantes com uma lógica diferente da competição. No caso do Méqui, a marca entendeu que os consumidores não queriam só hambúrguer, mas também rapidez, conveniência, humor e identificação cultural, o que passa pela linguagem. Para os supermercadistas, isso pode significar analisar os clientes “perdidos” para concorrentes, por exemplo, e mapear se a perda se deu por preço, por formato, por experiência, por conveniência ou por outro motivo. OrepertóriodeJoãoBranconoNSG 2025 reforçou que, para o varejo supermercadista, o caminho da diferenciação não está apenas em “ter mais” ou “preço menor”, mas em colocar o cliente no centro e fazer com que a marca seja relevante, memorável e coerente em todos os pontos de contato.


“Evento nesse gênero é bastante importante, porque conseguimos nos relacionar com os clientes no Estado de São Paulo, mostrar nossa tecnologia, aprender e se conectar com as palestras”, disse Wilson Souza, da Bluesoft.
“O evento, de fato, surpreendeu. A ativação na qual as pessoas tiveram que passar nos estandes foi bem bacana, pois conseguimos conversar com muitos supermercadistas, fizemos vários leads que a gente até tinha interesse, mas não tinha acesso. O evento proporcionou algo extremamente importante, que foi o acesso a essas pessoas. Então, com certeza, estaremos aqui no próximo ano”, ressaltou Paulo Líbano, da Arius Sistemas.
“A dinâmica foi muito boa. Conseguimos fazer bastante networking, muitos contatos. Estamos otimistas e queremos poder participar de outras edições”, disse Fábio Pastro Gomes, coordenador de marketing da NEO Estech.


“Achei muito empolgante. Foi acima das minhas expectativas. Conseguimos atender muitos clientes e gerar novos. E o selinho foi extremamente importante porque gerou curiosidade sobre os nossos produtos e atraiu realmente mais clientes”, explicou Alice de Oliveira, da Toledo do Brasil.
“A minha percepção foi que o evento teve uma dinâmica melhor, pois participamos do NSG em 2023. Referente às palestras, elas aconteceram sem atrasos. Também acho que, esse ano, o público esteve muito mais receptivo e engajado”, ressaltou Debora, da BST Cloud.
“É a segunda vez que participamos do evento. Achamos a feira muito bem organizada, público bem bacana e os conteúdos fantásticos. Todos os temas foram riquíssimos” afirmou Bárbara Jimenez, do Pagusbank.
“É a primeira vez que participamos do evento e tivemos boas prospecções de clientes, tanto do supermercadista quanto do varejista. Eu acho que o evento foi sensacional. Fizemos bastante negócio. Prospectamos muitos clientes novos“, afirmou Ilias Lima, da Blackschull.




De rações a acessórios, a categoria impulsiona vendas, deliza clientes e transforma supermercados em destinos estratégicos para tutores de animais
Com o avanço do consumo voltado aos animais de estimação, o setor supermercadista tem ampliado sua participação em um mercado antes dominado pelos pet shops: os produtos pet. Rações, petiscos e itens de higiene se consolidam como parte da cesta de compras de rotina, impulsionados pelo comportamento de tutores que integram o cuidado com os animais à própria dinâmica de consumo familiar. A conveniência e a recorrência transformaram o segmento em um importante vetor de fidelização e aumento do tíquete médio.
Os supermercados agora encaram a seção pet como uma oportunidade estratégica, capaz de gerar fluxo, relacionamento e valor. O crescimento da categoria reflete um movimento mais amplo, o da humanização dos animais e da busca por praticidade. Grandes redes e lojas regionais reforçam o sortimento, aprimoram o layout e desenvolvem ações promocionais que ampliam a visibilidade da categoria, tornando o corredor pet um destino recorrente dentro do ponto de venda.
De acordo com especialistas, o avanço dos produtos para animais de estimação nos supermercados é impulsionado por tendências, como conveniência, emoção e estratégia. Ou seja, o crescimento de produtos para animais de estimação no varejo alimentar é resultado direto da conveniência e da mudança de comportamento dos consumidores, que passaram a incluir o cuidado com os animais nas compras de rotina.
Segundo José Edson Galvão de França, presidente do conselho gestor da Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet), o movimento começou pela compra por oportunidade. “Nos últimos anos, os varejistas perceberam que muitos consumidores passaram a incluir produtos para animais, como rações, petiscos e itens de higiene, nas compras de rotina. Isso ocorreu porque os supermercados estão localizados em áreas de alto fluxo, entre a casa e o trabalho das pessoas, o que favorece a praticidade e a conveniência”, observa.
Diante desse comportamento, as redes ampliaram o
investimento em layout, exposição e organização das seções, estimulando compras não planejadas, mas recorrentes. “Apesar de avanços, a participação do varejo alimentar ainda é menor que a dos pet shops especializados. O principal desafio é transformar a compra por conveniência em uma compra recorrente e planejada”, explica França.
Conformeoporta-vozdaAbempet,ossupermercados precisam investir em espaços exclusivos, programas de fidelidade e campanhas promocionais. “Quando o consumidor percebe vantagens contínuas, ele tende a migrar da compra ocasional para uma relação mais estável com o supermercado”, comenta.
O especialista destaca, ainda, que as redes têm vantagens naturais. Uma delas é que a frequência de visitas é muito maior que nos pet shops, o que permite fidelizar o cliente com facilidade. E as grandes redes, especialmente, possuem estrutura para negociar melhores condições com fornecedores e oferecer preços mais acessíveis, sem perder margem.




A conveniência é apenas um dos vetores do crescimento da categoria, na opinião de José Mauro Nunes, professor de MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “As famílias passaram a integrar os animais de estimação em sua rotina de consumo, buscando praticidade e abastecimento em um único local. Além disso, o setor pet é impulsionado por um forte componente emocional — os ‘pets humanizados’ — que faz com que o consumidor aceite pagar mais por produtos premium”, analisa. Apesar disso, ele também salienta que o supermercado ainda enfrenta desafios frente aos pet shops especializados. “As principais barreiras estão em três dimensões: profundidade de sortimento, experiência de compra e comunicação segmentada.
Muitos supermercados ainda tratam o pet como uma categoria de conveniência, e não estratégica. Superar isso exige pensar o pet como um ‘minidepartamento’ dentro da loja, com layout, sinalização e mix de produtos adequado”, sugere.
Na visão do docente da FGV, o varejo alimentar tem três vantagens claras: frequência, dados e integração de jornada. Se o supermercadista souber explorar essas forças com uma comunicação emocional bem segmentada, pode capturar fatias importantes do mercado especializado. Nunes destaca, ainda, o impacto positivo do conceito pet friendly. “Quando o consumidor percebe que seu pet é bem-vindo, há um ganho simbólico na relação com o varejista. Isso gera afinidade emocional, tráfego adicional e tempo de permanência na loja”, ressalta. Para França, da Abem-
pet, e Nunes, da FGV, o fortalecimento das vendas dos itens voltados aos animais de estimação depende de visão estratégica e de um sortimento que una conveniência e valor agregado. “Os supermercados devem manter sempre o sortimento básico — ração standard, petiscos, produtos de higiene e acessórios essenciais. Mas é estratégico ampliar o mix premium, oferecendo rações superpremium, suplementos e brinquedos inteligentes”, diz França.
O professor Nunes complementa: “O supermercado que busca por diferenciação e rentabilidade precisa ampliar o mix premium e funcional: alimentos naturais, produtos sem corantes, brinquedos interativos, suplementos e acessórios personalizados. Essas categorias possuem maior margem e menor sensibilidade a preço”.


Nos corredores dos supermercados, os produtos pet ganham cada vez mais espaço e importância. A categoria, antes vista como complementar, vem se firmando como estratégica, atraindo fluxo, aumentando o tíquete médio e fidelizando clientes. O avanço reflete tanto o comportamento dos tutores quanto a visão dos varejistas, que passam a enxergar o pet como uma oportunidade real de diferenciação e relacionamento.
No Grupo Pão de Açúcar (GPA), a aposta é clara: fortalecer o sortimento e usar dados de comportamento de compra para ajustar o mix. “O sortimento da categoria é definido com base em dados de mercado e, também, no comportamento de compra dos nossos clientes”, afirma Carlos Ramiro, diretor comercial do grupo. Segundo ele, as linhas com melhor desempenho incluem sachês, tapetes higiênicos, petiscos e areia sanitária.
Com ações promocionais recorrentes, como o Festival do Pet, o GPA tem colhido resultados con-
sistentes. “O evento alcançou resultados acima da meta em vendas e volume, reforçando o potencial da categoria dentro do varejo alimentar”, completa o executivo. O grupo tem mais de 700 lojas físicas espalhadas em todo o país.
Na Coop, rede que conta com 33 unidades (16 hipermercados e 17 supermercados), a meta é que o segmento atinja 1% de participação de faturamento (hoje, está em 0,07%) em 12 meses. O número, segundo Alessandro Fernandes, gerente de compras não alimentos, é viável graças às campanhas promocionais e à boa resposta do consumidor. “Quando ativadas, as campanhas registram aumento médio de 50% nas vendas”, relata.
A Coop aposta em uma exposição bem organizada, por segmento — snacks, sachês, ração seca, higiene e acessórios — e separada entre produtos para gatos e cachorros. Fernandes acrescenta que o grupo também explora oportunidades fora da gôndola. “Algumas lojas possuem pet shop em suas galerias e a área de produtos financeiros oferece a Assistência Pet Coop, com cobertura de vacinas, consultas, emergências, hospedagem e até funeral para o pet”, explica.
Com quatro lojas no interior paulista, a rede Dalben Supermercados segue a mesma linha estratégica: ampliar a frequência e elevar o tíquete médio por meio do pet. Para Fernanda Dalben, diretora de marketing, mesmo com participação ainda pequena no faturamento, a categoria é decisiva. “Ela traz frequência e aumenta o tíquete médio das compras”,


afirma. Com base em dados, a rede busca equilíbrio entre produtos essenciais e linhas de conveniência. “Prezamos por opções acessíveis e linhas premium”, diz Fernanda. Os resultados confirmam a estratégia. “Os petiscos e produtos de higiene, como tapetes e areias, têm apresentado os melhores resultados”, destaca a executiva.
A diretora também ressalta o papel da categoria na fidelização. “O cliente que compra pet costuma ter um tíquete maior e comprar com mais frequência. Isso cria uma relação de longo prazo com a rede”, afirma. Além disso, a rede Dalben aposta em engajamento e propósito. “Trabalhamos com calendário promocional e ações sociais em parceria com ONGs, que sempre têm resposta positiva”, conta Fernanda.
No Covabra Supermercados, a categoria responde por 0,8% do faturamento, com meta de crescimento de 20%. A rede tem estruturado ações específicas para estimular a experimentação e a recompra. “As ações promocionais, como o Festival Pet Shop, ocor-
rem duas vezes ao ano e geram crescimento de 20 a 40%”, informa Fabiana Prata, gerente de compras. Ela explica que o layout das lojas foi ajustado para facilitar a navegação. “A exposição é dividida entre cuidados, snacks e alimentos úmidos e secos”, complementa. Atualmente, a rede soma 21 unidades no interior de São Paulo.
Os fabricantes têm desempenhado papel essencial no fortalecimento da categoria pet dentro dos supermercados, oferecendo suporte estratégico e inovações que ajudam a aumentar vendas, frequência e engajamento. Para as marcas, o canal supermercadista é central na estratégia de distribuição, garantindo presença consistente na rotina dos tutores e democratizando o acesso a produtos de qualidade.
Na Mars Pet Nutrition, a relevância do supermercado vai além do volume de vendas. Segundo
Gustavo Bruno, general manager da empresa no Brasil, as marcas Pedigree e Whiskas já estão profundamente inseridas na rotina dos consumidores. “Os supermercados têm um papel central na nossa estratégia de distribuição. Esse canal representa uma parcela muito relevante das vendas de Pedigree e Whiskas no Brasil”, diz.
Ele ressalta que, apesar da grande presença das marcas, muitos estabelecimentos de médio e pequeno porte ainda não incluem produtos pet em seus corredores. “Existem mais de 700 mil supermercados no país, mas apenas cerca de 300 mil têm pet food nos corredores. Essa ausência representa uma perda significativa de potencial de fluxo e faturamento”, pontua.
O trabalho da Mars inclui trade marketing ativo e gerenciamento de categoria. O foco é
impulsionar a visibilidade da categoria e apoiar o varejista na construção de um layout mais eficiente, que converta fluxo em vendas.
A estratégia também contempla portfólios ajustados à realidade econômica, com embalagens menores e

formatos acessíveis, promovendo conveniência e frequência de compra. “O supermercado pode se tornar um verdadeiro destino pet ao enxergar a categoria como estratégica, ampliando sortimento, investindo em exposição e oferecendo experiências que orientem a jornada de compra do consumidor”, declara Bruno.
Na BMG Foods, a estratégia ainda está em expansão. Ricardo Rinaldo, head de marketing, explica que a marca ainda não está nos supermercados, mas planeja inserir os produtos em breve em São Paulo e Minas Gerais, aproveitando a capilaridade das redes locais. “Como frigorífico, já temos alta penetração no canal e agora podemos oferecer ao varejista mais uma opção de negócio em uma categoria de alto crescimento”, avalia.
Ele destaca o papel da conveniência e da exposição estratégica. “Vemos grande oportunidade de expansão devido à capilaridade das lojas e à força que o supermercado já tem na categoria”, conta.
Além disso, a empresa já planeja novas inovações para o varejo alimentar, com foco em embalagens que privilegiam menor desembolso e maior giro. Para 2026,




a proposta é trazer mais dois itens para a linha Gran Cani, com apelo natural e sem conservantes.
A Bettanin, fabricante de produtos de limpeza, também identifica oportunidades no canal supermercadista, especialmente em cross merchandising entre limpeza e produtos para pets. Aguinaldo Fantinelli, diretor-geral, explica que a marca trabalha para facilitar a identificação dos itens indicados para ambientes com animais. “Como indústria do segmento de limpeza mecânica, entendemos que o canal supermercadista possui grande importância neste segmento. “O cross entre produtos de limpeza e bazar é fundamental”, fala.
A empresa lançou, recentemente, o selo pet friendly em diversas embalagens e expandiu seu portfólio com seis novas SKUs: escovas, saquinhos higiênicos, pá higiênica, rolo adesivo jumbo e vassoura emborrachada multiuso. “A ideia de trazer o selo Pet Friendly nas embalagens foi uma estratégia assertiva, fazendo com que produtos voltados à limpeza
de ambientes com pets tenham identificação mais fácil na hora da compra.”, explica Fantinelli, que enfatiza que a evolução da categoria depende do engajamento do consumidor. “Os supermercadistas precisam estar sempre evoluindo e disponibilizando os melhores itens, além de engajar o consumidor em ações pontuais que convidem a conhecer todos os itens disponíveis em loja”, finaliza.

