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SuperVarejo - Maio/2026

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CONEXÃO x EFICIÊNCIA

O setor busca, junto com a profissionalização, inovação e avanço da tecnologia, resgatar aquilo que sempre o sustentou: o amor pelo supermercado e pelo cliente. Nesse sentido, a matéria de capa traz o tema do congresso do festival 2026 com uma resposta prática a um mercado que exige eficiência, mas que não deixa de abrir mão da conexão

ANO XXV Nº 287
MAIO 2026

Antônio Sá

Paixão pelo supermercado

ASuperVarejo chega ao número 287 em maio e, mais uma vez, traz a APAS SHOW como ingrediente principal da edição. Em 2026, o maior festival supermercadista das Américas - e o maior do mundo - completa 40 anos e reunirá mais de 900 marcas expositoras, receberá visitantes de todos os Estados brasileiros - e do mundo - e movimentará bilhões em negócios fechados.

Em 2025, o evento alcançou R$ 16,5 bilhões em negócios e recebeu mais de 151 mil visitantes. Para 2026, a expectativa é superar esses números, reforçando o papel do festival como plataforma essencial para a cadeia supermercadista. Nesse sentido, se reinventar, profissionalizar e investir em tecnologia é essencial para as companhias varejistas, mas não é o suficiente.

Em meio a algoritmos, automação, emprego da inteligência artificial e metas cada vez mais apertadas, o setor busca, ano a ano, resgatar aquilo que sempre o sustentou: o amor pelo supermercado e pelo cliente. E é justamente essa a provocação do tema do congresso deste ano: “Coração supermercadista: a paixão que transforma o varejo”, que ganha palco não como um discurso nostálgico, mas como uma resposta prática a um mercado que exige eficiência, mas que não deixa de abrir mão da conexão com o cliente e os colaboradores. Essa busca pela sinergia entre a paixão, a essência do negócio e a inovação também é tema da nossa matéria de capa. E não para por aí. A edição de maio está recheada de novidades. Trazemos artigos de especialistas de diversas áreas, além de reportagens exclusivas. Em linha com a 40ª edição da APAS SHOW, outra matéria que vale a pena conferir é sobre as empresas, indústrias ou marcas que participam do evento há mais de dez anos.

Ao longo dessas quatro décadas, a presença contínua de alguns nomes da indústria foi decisiva para a consolidação da feira como um ambiente estratégico de negócios, relacionamento e troca de conhecimento. Empresas que estiveram desde o início ajudaram a construir não apenas a história do evento, mas também o desenvolvimento do autosserviço nacional. Leia a matéria e conheça um pouco de como a evolução dessas companhias caminhou lado a lado com a evolução do evento.

Boa leitura e ótimos negócios.

SUPERVAREJO

NOSSA MISSÃO

é uma publicação mensal da APAS – Associação Paulista de Supermercados, dirigida e distribuída gratuitamente a profissionais ligados ao setor. Os artigos assinados e as entrevistas não refletem, necessariamente, a opinião da revista.

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Oferecer aos interessados no setor supermercadista brasileiro informações atualizadas quanto às melhores práticas desenvolvidas pelos supermercadistas nacionais e internacionais.

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IMPRESSÃO: Coan Gráfica

Distribuição: Nacional

Tiragem: 17.000 exemplares.

Varejo humano

“Visitas frequentes com cestas completas são mais valiosas do que compras esporádicas com carrinhos cheios” na visão do especialista, que traz insights que inspiram equipes varejistas ao redor do mundo

Bob Phibbs é CEO do The Retail Doctor® e o seu trabalho é transformar o desempenho das lojas por meio de treinamentos estratégicos em vendas. Estrategista de negócios reconhecido internacionalmente, especialista em atendimento ao cliente e palestrante keynote, Phibbs já ajudou milhares de varejistas a melhorar vendas, serviço e rentabilidade. Também é fundador do RetailDoc.com e criador do SalesRX, a plataforma de treinamento online utilizada por marcas, como LEGO, Seiko e Brother. Os programas SalesRX já treinaram mais de 250 mil profissionais do varejo em todo o mundo, transformando a venda no ponto de contato com o cliente em uma estratégia de lucro mensurável. Com o lançamento do SalesRX+, ele leva o coaching de vendas com simulações e apoio de inteligência artificial para as equipes de varejo, ajudando-as a obter uma excelente venda na prática — aumentando o engajamento e a conversão em todos os formatos de loja. Defensor do lado humano do varejo, Phibbs é reconhecido por redefinir a forma como tecnologia e conexão humana se unem no processo moderno de vendas. Com participações na ABC, FOX, MSNBC e PBS, além de destaque em veículos, como The New York Times, Entrepreneur e The Wall Street Journal, ele também apresenta o podcast Tell Me Something Good About Retail, referência entre profissionais do varejo, e é LinkedIn Top Voice, com uma audiência de quase meio milhão de profissionais do setor.

Bob Phibbs

Seus clientes vão de marcas Fortune 500 a negócios independentes que buscam aumentar a conversão, a fidelidade e o crescimento. Portador do Certified Speaking Professional™ (CSP®), já palestrou em dezesseis países e recebeu o Innovation Leadership Award do World Retail Forum por sua atuação na transformação do varejo. Seus insights inspiram equipes ao redor do mundo.

Também é conhecido por compartilhar experiências de compras de alto padrão — boas e ruins — para ajudar varejistas a retomarem o foco no cliente, e não no desconto. Ao redor do mundo, Phibbs capacita líderes a fazer aquilo que a tecnologia não consegue: conectar, inspirar e vender. Sua missão é transformar cada interação no varejo em um momento de conexão humana genuína e, na entrevista a seguir, ele ressalta a importância de encantar clientes e criar valor.

SuperVarejo: O setor supermercadista tradicionalmente compete por preço. Como o atendimento ao cliente pode se tornar um verdadeiro diferencial de vendas? Bob Phibbs: A competição por preço é uma corrida para o fundo do poço e a maioria dos varejistas não vence, apenas se esgota. O verdadeiro diferencial está no que acontece entre o momento em que o cliente entra na loja e o momento em que decide o que vai colocar no carrinho. É nesse intervalo que colaboradores treinados criam valor ou simplesmente passam despercebidos. Isso é ainda mais evidente em setores, como frios, açougue, peixaria, floricultura e padaria. São os pontos de maior contato humano dentro de um supermercado e onde a diferença entre um colaborador treinado e um despreparado fica mais clara. Um colaborador sem preparo apenas atende o pedido. Já um bem treinado cria conexão: faz um comentário leve, reconhece o cliente e pergunta o que ele pretende cozinhar. É por isso que os clientes voltam, não pelo produto em si, mas pela pessoa que os reconhece.

SV: Quais as vantagens de ter um cliente que se sente “bem atendido” na loja? BP: Um cliente que se sente genuinamente atendido, e não apenas “processado”, compra mais, retorna com mais frequência e ainda traz outras pessoas. Isso foi comprovado na Barkers/Max, na Nova Zelândia, onde as lojas registraram um aumento médio de 11,5% na conversão em mais de 35 unidades, chegando a 20% em alguns casos. Não é um resultado subjetivo, é margem mensurável.

SV: É possível medir o impacto do atendimento na rentabilidade da loja? Como? BP: O que não dá para medir diretamente é uma interação isolada. Mas é possível criar as condições para que um ótimo atendimento se torne inevitável e, então, observar o impacto nos resultados. Tudo começa com treinamento. Não um manual ou um dia de integração, mas um programa estruturado, com habilidades específicas e situações reais. Depois, é fundamental ter gestores que cobrem desempenho e reconheçam bons resultados.

Quando esses dois fatores estão presentes, acontece algo essencial: os colaboradores se sentem valorizados. E isso muda tudo. Eles passam a se dedicar mais aos clientes, permanecem na empresa mesmo diante de pequenas ofertas melhores, faltam menos e se engajam mais. Uma equipe completa, presente e comprometida é o que realmente impulsiona a rentabilidade: menor rotatividade, menor custo de recrutamento, mais consistência operacional e clientes mais fiéis. Tudo isso pode ser medido.

SV: Com o avanço do self-checkout e da automação, qual é o novo papel do fator humano no ponto de venda? BP: O self-checkout resolve transações, mas não faz ninguém se sentir bem-vindo. As pessoas desejam interação, mesmo que mínima. Para muitos clientes, um sorriso e um “bom dia” genuíno fazem parte dos pequenos momentos positivos do dia. Quanto mais a tecnologia assume a transação, mais impessoal a loja se torna e uma loja impessoal é vulnerável. Basta uma pequena diferença de preço ou uma fila menor em outro lugar para o cliente ir embora.

O papel humano vai além do caixa. Quando um cliente não encontra um produto, o correto não é apenas apontar a direção, mas dizer: “deixa que eu levo você até lá”. Acompanhar o cliente, ou ao menos se oferecer para isso, transforma uma simples compra em relacionamento. Ninguém se sente perdido quando alguém caminha junto. Isso é o que chamo de “janela de contato”: cada colaborador abre ou fecha essa janela a cada interação.

SV: Como equilibrar tecnologia e conexão humana sem perder eficiência? BP: O segredo está em entender para que a tecnologia realmente serve. Nos bastidores, como estoque, previsão de demanda, dados de fidelidade e comportamento de compra, a inteligência artificial já supera qualquer humano em identificar o que o cliente quer e quando. O risco está em levar isso para o chão de loja de forma equivocada.

Tecnologia que substitui o julgamento humano não aumenta eficiência, elimina, justamente, a principal vantagem competitiva da loja física frente ao online. A lógica correta é usar tecnologia para potencializar pessoas. Um exemplo é o uso

de IA para treinar equipes, simulando interações reais com clientes antes que elas aconteçam. A tecnologia deve tornar o atendimento melhor, não substituí-lo.

SV: Treinar grandes equipes com alta rotatividade é um desafio. O que realmente funciona? BP: Muitos varejistas tratam a integração como burocracia. O primeiro dia é focado em regras: seguir processos, entender padrões de limpeza, normas sanitárias e descarte. Isso não é treinamento, é triagem. O verdadeiro treinamento começa no segundo dia e é aí que se descobre se a pessoa é treinável. O ambiente supermercadista exige atenção a detalhes, respeito a processos e compreensão da importância da sequência correta de tarefas. Nem todos têm esse perfil e nenhum treinamento resolve isso. O que funciona é ser honesto desde o início sobre o perfil desejado e investir de verdade em quem se encaixa. Um exemplo: um gerente de hortifruti levava novos colaboradores para uma “degustação” dos produtos, incluindo itens premium, como laranjas especiais. Ele ensinava a equipe a oferecer provas aos clientes porque sabia que, ao experimentar, o produto se vendia sozinho. Esse tipo de treinamento, baseado em conhecimento real de produto, e não em roteiros prontos, é o que forma equipes capazes de vender.

SV: O que diferencia uma experiência comum de compra daquela que realmente aumenta o tíquete médio? BP: O objetivo do supermercado é simples de definir e difícil de executar: vender mais itens com maior valor agregado. A reação comum é apostar em promoções para abastecimento, mas isso reduz a frequência de visitas. Você enche a despensa do cliente, quando o ideal é construir as refeições dele. Visitas frequentes com cestas completas são mais valiosas do que compras esporádicas com carrinhos cheios. Isso muda completamente a lógica de exposição. Um ponto extra com molho barato reduz margem. Já uma montagem que simula uma cozinha, com molho de qualidade, massa e utensílios, cria inspiração. O cliente compra aquilo que consegue imaginar.

SV: Por que é importante encantar o cliente? BP: É preciso surpreender. Quando o cliente não sabe exatamente o que vai encontrar, ele presta mais atenção. Novidades, combinações inesperadas e mudanças na loja despertam curiosidade e isso impulsiona vendas. A estratégia mais profunda é interromper a lista de compras. Dados de fidelidade mostram padrões inesperados de comportamento. Com uma boa exposição e comunicação, como mensagens no corredor ou sugestões de consumo, a visita deixa de ser automática e passa a ser feita de decisões. É aí que o tíquete médio cresce.

GESTÃO | FFLVO: (frutas, flores, legumes, verduras e ovos)

FUNDAMENTAL ao negócio!

Tendências de consumo, inovação e eficiência operacional consolidam o hortifruti como área estratégica no supermercado, uma vez que o setor eleva o tíquete médio, fideliza clientes e fortalece

a identidade das lojas

Osetor de FFLVO - que reúne frutas, flores, legumes, verduras e ovosdeixou de ser apenas uma área complementar dentro dos supermercados para se consolidar como um dos principais termômetros de qualidade, frescor e identidade das lojas. Em um cenário em que o consumidor está mais atento à saúde, à procedência dos alimentos e à experiência de compra, a seção de hortifruti ganha protagonismo estratégico, influenciando desde a percepção de valor até a fidelização.

Mais do que abastecer, operar bem o setor exige curadoria, eficiência logística e sensibilidade ao comportamento do cliente. A escolha do mix ideal, o uso de embalagens adequadas e a redução de perdas ao longo da cadeia são desafios constantes que impactam diretamente a rentabilidade. Ao mesmo tempo, surgem oportunidades para inovação: seja na oferta de produtos prontos para consumo, na valorização de produtores locais ou na adoção de tecnologias que aumentem a vida útil dos itens.

Na prática, um hortifruti bem trabalhado colabora diretamente com o crescimento das lojas. De acordo com o especialista em gestão de supermercados, Leandro Rosadas, um supermercado sem essa seção pode perder cerca de 15% das vendas. A busca por saudabilidade segue como uma das principais alavancas de consumo, mas não é o único fator. Estratégia e conveniência também passaram a ser exigências básicas. “Os consumidores querem uma vida mais saudável, mas também estão sensíveis ao preço. Por isso, é fundamental oferecer frescor e qualidade com percepção de preço justo, usando produtos âncora como batata, alho e ovos para atrair”, explica.

A conveniência aparece como complemento natural dessa equação. Produtos porcionados, higienizados e prontos para uso não representam apenas praticidade, eles vendem tempo, um ativo cada vez mais valorizado. Nesse contexto, eficiência operacional torna-se indispensável. Embalagens adequadas e uma logística bem estruturada são fundamentais para reduzir perdas e garantir qualidade até a gôndola.

Conveniência, saudabilidade e preço justo guiam o consumo e a construção do mix;

Eficiência operacional e parcerias com indústria e entidades, como a IFPA, são decisivas para reduzir perdas e aumentar a rentabilidade. Hortifruti deixou de ser complementar e passou a influenciar diretamente percepção de qualidade, fluxo e vendas;

Foto: Shutterstock
TENHA EM MENTE:

A VISÃO DO VAREJO:

FLUXO, IMAGEM E RESULTADO

Na ponta do varejo alimentar, a percepção é unânime: o hortifruti é um dos principais responsáveis por atrair clientes. “Por sua alta atratividade, especialmente quando bem abastecida e com produtos frescos e de qualidade, essa área contribui diretamente para o aumento da frequência de visitas e para a geração de vendas adicionais em outras categorias”, afirma Ricardo Franco, gerente comercial da rede de supermercados Pague Menos.

Além do impacto direto nas vendas, o setor exerce forte influência na imagem da loja. Um hortifruti organizado, com boa exposição e variedade, transmite frescor, cuidado e confiança, que são atributos decisivos para a fidelização.

A definição do mix ideal passa por análise de dados, perfil do consumidor e características regionais. O equilíbrio entre produtos de alto giro, itens sazonais e categorias de maior valor agregado, como orgânicos e premium, permite atender diferentes públicos enquanto otimiza resultados.

Aspectos como conveniência, saudabilidade e sustentabilidade têm ganho protagonismo na decisão de compra e in-

fluenciado diretamente tanto a seleção dos produtos quanto o formato das embalagens. Porções menores, itens prontos para consumo e soluções sustentáveis agregam valor e aumentam a competitividade.

BRASIL AVANÇA NA PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE FFLVO;

NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2025, O VOLUME EXPORTADO DE FRUTAS CRESCEU 26% EM RELAÇÃO AO MESMO PERÍODO DO ANO ANTERIOR, TOTALIZANDO 301 MIL TONELADAS. O FATURAMENTO CHEGOU A US$ 311 MILHÕES.

Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

“ENTIDADES COMO A IFPA TÊM PAPEL IMPORTANTE AO PROMOVER BOAS PRÁTICAS E TROCA DE CONHECIMENTO EM ESCALA GLOBAL. ISSO ELEVA O PADRÃO DA CADEIA E PERMITE ADAPTAR TENDÊNCIAS INTERNACIONAIS À REALIDADE BRASILEIRA”, MARIANA PARRA, DIRETORA COMERCIAL E DE LOGÍSTICA DA MANTIQUEIRA BRASIL.

“OS CONSUMIDORES QUEREM UMA VIDA MAIS SAUDÁVEL, MAS TAMBÉM ESTÃO SENSÍVEIS AO PREÇO”, DIZ LEANDRO ROSADAS, ESPECIALISTA EM GESTÃO DE SUPERMERCADOS.

INDÚSTRIA E INOVAÇÃO: SUPORTE AO VAREJO

Para sustentar um hortifruti competitivo, a indústria tem investido em soluções que apoiam diretamente o varejo. “Trabalhamos para que os supermercadistas tenham as melhores práticas e resultados na categoria, evitando perdas e desperdícios”, afirma Ícaro M. Vidal Guimarães, gerente de trade marketing da Cooperativa Veiling Holambra.

Especializada em flores e plantas, a cooperativa investe continuamente em pesquisa, desenvolvimento e tecnologias que garantam qualidade e durabilidade. Entre as soluções estão porta-vasos (retornáveis e descartáveis) que permitem irrigação nas lojas, mantendo as plantas hidratadas e protegidas contra contaminações.

MAIS DE 65% DOS BRASILEIROS DESEJAM AUMENTAR O CONSUMO DE FRUTAS E VEGETAIS.

Fonte: International Fresh Produce Association (IFPA)The Brazil Conference & Expo 2025

Foto:

“O TREINAMENTO CONTÍNUO DA EQUIPE PARA O MANUSEIO ADEQUADO E O USO DE SISTEMAS DE PREVISÃO DE DEMANDA TAMBÉM CONTRIBUEM SIGNIFICATIVAMENTE PARA A EFICIÊNCIA DA OPERAÇÃO E A REDUÇÃO DE DESPERDÍCIOS”, DIZ RICARDO FRANCO, GERENTE COMERCIAL DA REDE DE SUPERMERCADOS PAGUE MENOS.

A parceria com a International Fresh Produce Association (IFPA) tem papel relevante nesse processo. A entidade global reúne produtores, varejistas e fornecedores da cadeia de alimentos frescos, promovendo boas práticas, capacitação e padronização. “Ao disseminar conhecimento por meio das ferramentas da IFPA, conseguimos melhorar a operação na ponta e reduzir perdas”, destaca Guimarães.

Além da atuação institucional, a IFPA também produz dados e análises sobre o setor. No Brasil, a entidade aponta crescimento consistente no consumo de frutas e hortaliças, impulsionado pela busca por alimentação saudável e pelo aumento da oferta de produtos com maior valor agregado. O país se mantém como um dos maiores produtores globais de alimentos frescos, com forte presença tanto no mercado interno quanto nas exportações.

OVOS EM ALTA ENTRE JANEIRO E ABRIL DE 2025, OS EMBARQUES BRASILEIROS DE OVOS PARA OS ESTADOS UNIDOS CRESCERAM 816%, SOMANDO 5,57 MIL TONELADAS.

Fonte: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Foto: Shutterstock

O PAPEL DA INDÚSTRIA DE OVOS E A INTEGRAÇÃO DA CADEIA

A integração entre indústria e varejo supermercadista também se mostra essencial na categoria de ovos. Segundo Mariana Parra, diretora comercial e de logística da Mantiqueira Brasil, a redução de desperdícios começa na origem. “Trabalhamos para garantir que os produtos cheguem higienizados, frescos e com atributos de qualidade, como gema de coloração adequada, clara firme e tamanho padronizado. Além disso, atuamos próximo aos clientes, compartilhando inteligência de abastecimento e orientações sobre giro, exposição e armazenagem”, afirma.

As embalagens também evoluíram. Embora o ovo já possua uma proteção natural, a casca, o desenvolvimento de materiais mais resistentes, sustentáveis e informativos contribui para preservar a qualidade,

BOAS PRÁTICAS PARA EFICIÊNCIA NO HORTIFRUTI

GESTÃO RIGOROSA DE ABASTECIMENTO E ESTOQUE

COMPRAS FREQUENTES E EM MENOR VOLUME

PARCERIAS COM PRODUTORES LOCAIS

PADRONIZAÇÃO E CONTROLE DE QUALIDADE

CLASSIFICAÇÃO E TRIAGEM DOS PRODUTOS

CONTROLE DE TEMPERATURA E UMIDADE

REPOSIÇÃO CONSTANTE AO LONGO DO DIA

APLICAÇÃO DA TÉCNICA FIFO (PRIMEIRO QUE ENTRA, PRIMEIRO QUE SAI)

Foto: Shutterstock

facilitar o manuseio e melhorar a organização no ponto de venda. A indústria também avança em iniciativas de economia circular, com uso de materiais reciclados e compensação ambiental.

Outro ponto relevante é a educação do consumidor. Orientações claras sobre conservação e validade ajudam a ampliar o aproveitamento dos produtos após a compra, reduzindo desperdícios fora da loja. A colaboração entre os diferentes elos da cadeia é vista como um dos principais caminhos para evolução do setor. “Entidades como a IFPA têm papel importante ao promover boas práticas e troca de conhecimento em escala global. Isso eleva o padrão da cadeia e permite adaptar tendências internacionais à realidade brasileira”, afirma Mariana. No fim, o sucesso do FFLVO no supermercado depende de uma equação que combina execução, estratégia e conexão entre indústria, varejo e instituições. Mais do que uma seção, o hortifruti se consolida como um ativo estratégico, capaz de traduzir, em poucos metros quadrados, a proposta de valor de toda a loja.

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“o jogo” no supermercado Setores de tráfego redefinem

Padaria, açougue e rotisseria ganham protagonismo estratégico e impulsionam investimentos em tecnologia,

automação e novos modelos de atendimento

Muito além de áreas tradicionais, setores como padaria, açougue e rotisseria, vêm se consolidando como verdadeiros motores das lojas físicas. Em um cenário com o consumidor mais exigente, busca por conveniência e margens pressionadas, esses espaços passaram a concentrar atributos decisivos para o varejo contemporâneo: experiência sensorial, soluções prontas para o consumo e alto potencial de fidelização. Na prática, isso se traduz em uma transformação profunda da operação, com avanço de equipamentos mais inteligentes, uso intensivo de dados e novos formatos de autosserviço. Essas áreas estão reposicionadas como ativos estratégicos capazes de gerar tráfego, aumentar o tíquete médio e diferenciar as redes em um mercado cada vez mais competitivo.

Do lado da indústria, fabricantes vêm investindo em soluções que combinam automação, gestão de dados e novas experiências de compra, redesenhando a dinâmica desses espaços estratégicos.

A Urano, tradicional no desenvolvimento de equipamentos de pesagem, aposta em tecnologia voltada à gestão e rastreabilidade para aumentar a eficiência, especialmente no açougue. Um dos principais lançamentos é a balança B40, equipada com pulseira eletrônica que permite a identificação automática dos operadores. A solução nasce de uma dor recorrente dos supermercadistas: a falta de controle e gestão nas operações do setor. Ao associar cada pesagem a um operador específico, o equipamento amplia a rastreabilidade dos processos e possibilita uma leitura mais precisa da produtividade.

Segundo Zenon Leite Neto, diretor da companhia, o conceito é simples, mas estratégico: aquilo que não é medido não pode ser gerenciado. Desta forma, a integração com o software Urano Integra permite consolidar dados tanto dos produtos pesados quanto do desempenho das equipes, trazendo uma camada adicional de inteligência para a operação. A proposta vai além da automação básica e se conecta à neces-

sidade crescente de decisões orientadas por dados dentro das lojas.

A empresa também reforça seu posicionamento em eficiência energética e sustentabilidade, destacando a geração própria de energia e o foco contínuo na redução de desperdícios. Para 2026, apesar de um cenário macroeconômico desafiador, a estratégia está centrada na inovação constante e na diversificação de produtos como motores de crescimento.

Já a ProMarket direciona seus esforços para a evolução do autosserviço, especialmente em padarias e rotisserias, áreas que vêm ganhando protagonismo no varejo alimentar. Entre os lançamentos, destaca-se um expositor de autosserviço para padaria que combina módulo refrigerado, estufa e vitrine seca em um único equipamento, permitindo maior autonomia ao consumidor e melhor organização dos produtos.

Outro destaque é a mesa mix para rotisseria, que integra opções quentes e frias em um só expositor, ampliando a variedade disponível e facilitando a operação. As soluções respondem diretamente à consolidação do modelo “pegue e leve”, impulsionado pela pandemia e, hoje, responsável por uma

fatia significativa do faturamento do setor.

De acordo com Fabricio Carvalho, gerente comercial da ProMarket, o avanço do autosserviço atende a múltiplas demandas: reduz filas, diminui a dependência de mão de obra, um dos principais gargalos do varejo, e melhora a experiência de compra. Para o consumidor, o ganho está na autonomia, na agilidade e na possibilidade de explorar os produtos de forma mais livre, o que também contribui para o aumento do tíquete médio.

No campo tecnológico, os equipamentos contam com monitoramento de temperatura em tempo real, integração com balanças com inteligência artificial e etiquetas eletrônicas de preço. A agenda ESG também aparece como pilar estratégico, com destaque para o uso de energia 100% renovável no parque industrial e iniciativas sociais e de governança. Com expectativa de crescimento de 14% em 2026, a empresa já registra forte adesão dos novos equipamentos por redes supermercadistas em todo o país.

Fechando o panorama dos fabricantes, a Visual Mix aposta na digitalização da frente de caixa como vetor de eficiência e experiência, através da solução Checkout Convertible, um equipamento híbrido que pode operar tanto como caixa tradicional quanto como self-checkout, com alternância instantânea entre os modos. A flexibilidade permite ao varejista adaptar rapidamente a operação conforme o fluxo de clientes, reduzindo filas e otimizando recursos.

Complementando a solução, o Fiscal Remoto introduz uma camada de gestão centralizada, permitindo que um único operador supervise múltiplos checkouts à distância. A tecnologia inclui monitoramento em tempo real, comunicação por voz com os operadores, acesso a câmeras e intervenção remota no ponto de venda, além de identificar falhas operacionais e comportamentos suspeitos, contribuindo, também, para a prevenção de perdas.

As soluções foram desenvolvidas a partir de demandas claras do setor: necessidade de reduzir custos com mão de obra, aumentar a produtividade e melhorar a experiência do consumidor. Ao mesmo tempo, refletem uma tendência mais ampla de digitalização e automação das lojas, com uso intensivo de dados e inteligência operacional.

Para 2026, a expectativa é de avanço consistente na adoção de tecnologias híbridas e automatizadas, consolidando um novo padrão de operação no varejo alimentar. Assim, a frente de caixa deixa de ser apenas um ponto de finalização da compra e passa a ocupar papel estratégico na jornada do consumidor.

Em comum, as três fabricantes apontam para um mesmo movimento: a transformação dos setores de maior tráfego em ambientes mais inteligentes, eficientes e orientados por dados, em que tecnologia, experiência e gestão caminham cada vez mais integradas.

Se do lado da indústria a inovação tem redesenhado os setores de maior tráfego dentro das lojas, na visão dos especialistas o movimento é ainda mais profundo: trata-se de uma mudança estrutural no papel de áreas, como padaria, rotisseria e açougue, dentro do supermercado.

Para o especialista em varejo Caio Camargo, esses setores seguem fundamentais porque entregam algo que o digital ainda não conseguiu replicar com a mesma potência: experiência. Elementos como frescor, apelo sensorial e interação humana transformam a

Foto: Shutterstock

ida ao supermercado em algo mais do que uma simples reposição de itens. “A padaria com cheiro de pão quente, o açougue com atendimento consultivo e a rotisseria com soluções prontas criam um motivo real para ir à loja”, resume. Essas áreas ajudam a posicionar o supermercado como destino, e não apenas como ponto de compra.

Essa vantagem competitiva se fortalece, especialmente, quando se trata de alimentos frescos e perecíveis. Segundo Camargo, embora o consumidor transite com facilidade entre canais para produtos industrializados, a loja física ainda é percebida como mais confiável quando o assunto é qualidade e segurança alimentar.

Do ponto de vista operacional, ele observa uma evolução clara nos equipamentos utilizados nesses setores. A tendência é de soluções mais inteligentes, eficientes e compactas, capazes de padronizar processos e reduzir o improviso. Fornos programáveis, sistemas de refrigeração mais econômicos e tecnologias de monitoramento em tempo real são alguns exemplos. “Equipamento, hoje, não é só infraestrutura, é ferramenta de produtividade, qualidade e margem”, afirma. Mais do que isso, há uma mudança cultural em curso: transformar operação em dados mensuráveis, capazes de orientar decisões e melhorar a jornada do consumidor.

A busca por conveniência também tem impacto direto. O supermercado ampliou seu papel e passou a atender não apenas a compra mensal, mas, também, demandas imediatas do dia a dia. Crescem categorias, como refeições prontas, kits para preparo rápido e porções menores, todas ancoradas justamente nesses setores. “O consumidor quer facilidade, mas sem abrir mão da percepção de comida fresca e bem feita”, diz. Outro ponto destacado por Camargo é o avanço da automação e da digitalização. Para ele, essas tecnologias tornam a operação mais previsível, rastreável e rentável, ao permitir controle mais preciso de variáveis, como produção, estoque, perdas e validade. Em áreas sensíveis, como açougue e padaria, esse ganho de controle se traduz diretamente em eficiência e competitividade.

Quando o tema é sustentabilidade, o especialista adota uma visão pragmática: ela avança no varejo,

principalmente quando está alinhada à eficiência econômica. Equipamentos que reduzem consumo de energia, aumentam a vida útil dos equipamentos e diminuem desperdícios deixam de ser apenas uma escolha ambiental - passam a ser uma decisão de negócio. “Desperdício menor, hoje não é discurso, é gestão”, resume.

Para os próximos anos, a perspectiva é positiva, mas com um alerta estratégico: não basta ter esses setores, é preciso operá-los bem. Segundo ele, o varejo caminha para uma divisão mais clara entre modelos focados em preço e aqueles que apostam em experiência, conveniência e qualidade. Diante da análise do especialista, padaria, açougue e rotisseria ganham ainda mais relevância como ferramentas de diferenciação e fidelização.

Uma leitura que converge com a análise de Jean Rebetez, sócio-diretor da Gouvêa Consulting, que reforça o papel dessas áreas como âncoras de desejo dentro da loja física. Para ele, esses setores não vendem apenas produtos, mas atributos intangíveis, como cheiro, frescor, ritual e confiança, elementos que ativam o lado mais emocional da compra.

Na prática, isso significa que, em um ambiente cada vez mais automatizado, são justamente essas áreas que mantêm a percepção de cuidado e proximidade com o cliente. “Elas humanizam a loja”, resume. Além disso, carregam um forte potencial de recorrência, já que estão diretamente ligadas ao consumo cotidiano de alimentos.

Rebetez também chama atenção para a natureza da transformação tecnológica em curso. Mais do que simplesmente incorporar novas ferramentas, o desafio do varejo é adotar tecnologias que resolvam problemas concretos da operação. Ele aponta três frentes principais: equipamentos mais inteligentes, ganho de produtividade e maior controle e rastreabilidade.

A conveniência aparece novamente como vetor central. O consumidor continua exigente em relação à qualidade, mas quer reduzir o esforço na jornada de compra. Isso se traduz na busca por produtos mais prontos para consumo, porcionados e com maior valor agregado, tendência que reforça ainda mais o protagonismo desses setores.

Assim como Camargo, Rebetez destaca que a digitalização está tornando a operação menos artesanal e mais previsível. E, no campo da sustentabilidade, reforça que o tema deixou de ser apenas reputacional para se tornar uma necessidade econômica, especialmente em um setor de margens apertadas, como o supermercadista.

Olhando para frente, a expectativa também é de crescimento, não apenas em volume, mas em relevância estratégica. Padaria, açougue e rotisseria se posicionam no cruzamento de três forças centrais do varejo atual: alimentação do dia a dia, conveniência e diferenciação competitiva.

Na leitura dos especialistas, portanto, esses setores deixam de ser apenas complementares e passam a ocupar um papel central na estratégia das redes. Em um cenário de concorrência acirrada e consumidor mais exigente, são eles que ajudam a definir não só o fluxo de clientes, mas, também, a identidade e o posicionamento de cada supermercado.

NA LOJA, NO PDV

Na ponta do varejo, onde a estratégia se materializa no dia a dia das lojas, supermercadistas reforçam, com exemplos práticos, o protagonismo crescente dos setores de maior tráfego. Na rede Enxuto, a diretora de marketing e trade, Doane Moda, destaca que esses setores concentram uma característica essencial: a conexão direta com o cotidiano do consumidor. “São áreas de alta frequência, com forte apelo de frescor, qualidade e conveniência”, afirma. Além disso, exercem um papel sensorial importante dentro da loja, influenciando a percepção de valor e a experiência de compra. O cliente pode até entrar pela promoção, mas volta pela experiência que encontra nesses setores”.

Essa mudança de papel também se reflete nos números e na relevância estratégica. Segundo Doane, a rotisseria cresce impulsionada pela busca por praticidade e soluções prontas, enquanto que a padaria amplia seu posicionamento com produtos de maior valor agregado. Já o açougue evolui para um modelo mais especializado, com foco em conveniência, como cortes prontos e temperados. “Além de contribuírem para o faturamento, são fundamentais para a fideli-

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zação e para a construção da marca”, resume.

No campo operacional, a executiva chama atenção para um dos principais desafios atuais do varejo: a escassez de mão de obra, especialmente em áreas técnicas. Os investimentos em equipamentos têm um objetivo claro: ganhar produtividade sem perder qualidade. “Buscamos soluções que simplifiquem processos, reduzam etapas e permitam operar com equipes mais enxutas”, explica. A tecnologia entra como aliada para potencializar o trabalho das equipes e garantir consistência entre as lojas.

A lógica de investimento também mudou. De acordo com Doane, o custo deixou de ser o único critério: o foco está no equilíbrio entre eficiência operacional, experiência do cliente e facilidade de uso. Equipamentos que trazem agilidade, padronização e melhoram a jornada de compra ganham prioridade, especialmente em um contexto em que cada ganho de produtividade faz diferença.

Entre os principais desafios operacionais, ela cita a gestão de perdas, a previsibilidade de demanda, a padronização e a dependência de mão de obra especializada. Nesse ponto, o uso de tecnologia e dados tem avançado como ferramenta de suporte à decisão. “Temos investido na integração de sistemas e no monitoramento em tempo real da produção e das vendas”, diz. A mudança é significativa: a operação deixa de depender apenas da experiência e passa a ser orientada por dados.

O movimento não é pontual. Essas áreas estão no

centro da estratégia de crescimento da rede, com projetos que envolvem modernização de layout, fortalecimento da rotisseria como solução de refeição e novos investimentos em equipamentos. A integração entre produção, venda e perdas aparece como prioridade, com o objetivo de escalar a operação com mais eficiência. “Esses setores deixaram de ser apenas operacionais e passaram a ser ativos estratégicos”, afirma.

Uma visão muito semelhante é compartilhada por Raphael Frazão, à frente da rede GoodBom. Segundo o executivo, hortifruti, padaria, açougue e rotisseria concentram o fluxo de clientes justamente por estarem ligados às necessidades mais frequentes e imediatas do consumidor, além de oferecerem forte apelo visual e sensorial dentro da loja.

Assim como no Enxuto, esses setores ganharam protagonismo estratégico dentro do GoodBom. A rotisseria cresce com a demanda por conveniência, a padaria se posiciona com produtos mais elaborados e o açougue avança na oferta de soluções práticas para o dia a dia. O resultado supera as vendas: trata-se de construir recorrência e diferenciação em um mercado cada vez mais competitivo.

Na operação, os desafios e caminhos são praticamente os mesmos. Frazão destaca a importância de equipamentos que aumentem produtividade, garantam padronização e tragam mais agilidade, especialmente diante da limitação de mão de obra. “O ganho está em escalar a operação com eficiência, mantendo o padrão entre as lojas”, afirma.

Inaugurações

GRUPO ÍTALO INAUGURAÇÃO

A rede anunciou a inauguração de sua quarta unidade na capital paranaense, prevista para junho de 2026, no bairro Campina do Siqueira. Localizada em ponto de alto fluxo, próximo ao Park Shopping Barigui, a loja terá sortimento premium com foco em perecíveis e estrutura de conveniência, incluindo restaurante próprio. O projeto reforça a estratégia multiformato do grupo, que combina varejo gourmet e cash & carry para ampliar alcance na região.

SUPERMERCADO ABC EXPANSÃO

O grupo inaugurou sua primeira loja no conceito premium, na cidade de Lavras, em Minas Gerais. A unidade ABC Plus fica localizada na avenida Coronel Juventino Dias Teixeira nº 1931 e 1931A, no bairro Vila Nilton Teixeira, e marca a terceira loja da rede na cidade. Com uma área construída de 5.854 m² e área de vendas de 2.112 m², o espaço conta com oito checkouts tradicionais, seis de autoatendimento e um estacionamento com 70 vagas. Um dos grandes destaques é o restaurante, que incorpora o conceito premium da loja.

E MOVIMENTAÇÕES DAS REDES PELO BRASIL

EXPANSÃO

A rede prepara sua chegada à Zona Sul de Porto Alegre com uma nova unidade no bairro Camaquã, com abertura prevista para maio. Localizada no Otto 2500 Shopping Mall, a loja terá 1.675 m² de área de vendas, sete checkouts tradicionais, seis de autoatendimento e estacionamento com 133 vagas. A operação deve gerar cerca de 150 empregos diretos e integra o plano de expansão do Grupo UnidaSul até 2029.

STOK CENTER INAUGURAÇÃO

A rede Stok Center inaugurou sua terceira unidade em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A loja está instalada na avenida Ipiranga nº 8450, no bairro Jardim Carvalho. Diferente de outras unidades da rede, a nova loja apresenta um perfil mais compacto, contando com 2.445 m² de área de vendas. A unidade possui mix com mais de 8.500 produtos e conta com 23 checkouts e 281 vagas de estacionamento, além de possuir espaço para farmácia, pet shop e operações de alimentação.

RISSUL
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Chegou a hora do supermercado brasileiro descer do muro quando o assunto é marcas próprias

Será que ainda faz sentido perguntar se devo ter marcas próprias na minha rede? O que as indústrias donas das grandes marcas vão achar?

E como ficam as bonificações que eu recebo das maiores indústrias?

Essas já não são mais as perguntas certas para 2026. O mercado de consumo vem mudando de forma acelerada nas últimas décadas e não há mais espaço para questionar estratégias que já se consolidaram globalmente e seguem evoluindo com força.

Países como Argentina, Peru e Chile possuem marcas próprias com mais de 10% de participação nas vendas. Os Estados Unidos seguem crescendo e já superam 20%. A Europa se aproxima de 35%, com países, como a Espanha, ultrapassando 50% do volume vendido em marcas próprias. E ainda há varejistas no Brasil questionando a viabilidade?

Na verdade, a pergunta correta não é mais “se”, mas “como” fazer bem feito. Não podemos tentar desenvolver marcas próprias como se fazia há 30 ou 40 anos no Brasil. Ligar para um fornecedor conhecido, pedir para imprimir um rótulo com seu logotipo e enviar para as lojas está muito longe de construir uma marca relevante.

Da mesma forma, é indispensável implementar um controle rigoroso e sistêmico da qualidade das fábricas, além de realizar análises técnicas e sensoriais profundas dos produtos que chegam às prateleiras.

ANTÔNIO SÁ é Especialista em varejo e professor da Fundação

Getúlio Vargas (FGV) e sócio-fundador da Amicci, empresa de tecnologia especializada no desenvolvimento e gestão de marcas próprias

Tive a oportunidade de conhecer de perto as operações de alguns dos maiores e melhores varejistas do mundo (CVS, Mercadona, Walmart, Tesco, entre outros) e eles tratam suas marcas próprias com método, ciência e estrutura dedicada. São equipes completas, processos robustos e uma visão estratégica clara, para garantir que essas marcas sejam, de fato, um diferencial competitivo — capaz de fidelizar clientes e ampliar margens de forma consistente.

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ESTRATÉGIAS DE MARCA PRÓPRIA DA TARGET E WALMART

Empresas varejistas de excelência global entendem que as marcas próprias não são uma tática temporária para espremer fornecedores – nessas empresas, elas são uma ferramenta estratégica de diferenciação e geração de valor. E quando esse posicionamento fica mais claro? Nos momentos em que o varejo fala de suas expectativas para os próximos anos.

Foi o que fez a americana Target, recentemente. Para voltar a crescer, a empresa elegeu três drivers estratégicos:

• Um investimento de US$ 1 bilhão em marketing, tecnologia, treinamento, aumentos de salários e mudanças nas lojas físicas;

• Modernização dos formatos de loja para melhorar a exposição dos produtos;

• Investimentos nas marcas próprias do grupo, como a Threshold, no segmento de casa. A marca passará a ter 200 store-in-store destacando tendências e coleções sazonais. Já a Cloud Island será expandida para o segmento de bebês, ocupando um espaço de entrada que será complementado por marcas premium da indústria.

O benchmark para a Target é, sem dúvida, a rival Walmart. O lançamento da marca própria Bettergoods, em 2024, abriu uma avenida de expansão para a varejista. A marca, que faturou US$ 500 milhões no ano passado, se concentra em alimentos premium com uma excelente relação custo/benefício, aumentando a força do Walmart em alimentos e atraindo mais clientes para as lojas. Segundo a empresa, 40% dos clientes voltaram a comprar produtos da marca e 70% dos produtos custam menos de US$ 5, eliminando barreiras à experimentação.

Esses dois casos, Target e Walmart, mostram que, para o varejo de excelência global, as marcas próprias estão no centro da estratégia de crescimento. E é por isso que essas empresas se diferenciam tanto dos concorrentes.

O QUE JÁ SABEMOS QUE NÃO FUNCIONA NO BRASIL

Agora voltamos à realidade brasileira. De forma geral, as lideranças das redes ainda conhecem muito pouco sobre o processo de desenvolvimento e gestão de marcas próprias.

O varejo tem, por natureza, o papel de comprar e vender produtos, operar bem as lojas, gerenciar supply chain e atender bem aos clientes. Desenvolver produtos, construir marcas e torná-las relevantes nunca foi o core do varejo. É um objeto estranho no cotidiano do varejista.

O QUE COSTUMA DAR ERRADO:

Designar um gestor comercial e esperar que ele “toque” sozinho toda a agenda de marcas próprias;

Escolher fornecedores com base em relacionamento pessoal, e não em critérios técnicos e de qualidade;

Apressar lançamentos e colocar dezenas (ou centenas) de produtos no mercado sem a devida estrutura;

Assumir — sem validar — que as indústrias já garantem o controle de qualidade dos produtos;

Começar pelas categorias mais difíceis ou que não entregam os melhores resultados;

Acreditar que marcas próprias precisam ser sempre as mais baratas da categoria.

E POR ONDE COMEÇAR, ENTÃO?

Bom, há tanta coisa relevante para estruturar que a melhor sugestão para um bom começo é: aprenda com quem já faz bem-feito.

Quais são as melhores empresas do Brasil nesse tema? Vá conversar com seus principais executivos. Converse com especialistas e aprofunde-se no assunto com o nível de rigor que ele exige.

Como em qualquer área estratégica, profundidade e domínio são fundamentais para evitar erros que outros já cometeram.

Pior do que não ter marcas próprias é fazê-las mal feitas. A rede enfrentará problemas recorrentes, desde falhas de fornecedores até reclamações de clientes.

Mas, para quem acerta e executa bem, o ganho é significativo: mais competitividade, diferenciação clara, aumento de margens e, principalmente, fidelização do cliente — que passa a priorizar suas lojas.

MAIS QUE COMBUSTÍVEL DE FOGO, COMBUSTÍVEL DE VENDAS.

Após adquirir a GTI, o Grupo Bem Bolado ampliou o portfólio da marca, que agora, junto com isqueiros, passa a contar também com gases ultra refinados, maçaricos e sedas. Mas essa não é a única mudança. A estrutura toda mudou. Um novo design e uma nova fábrica, mais moderna, eficiente e preparada. Isso significa um produto mais refinado, que entrega qualidade excepcional, ainda que acessível. Mas também significa mais controle, mais padrão e mais confiança para quem está na ponta.

O portfólio foi pensado para atender diferentes perfis de loja, regiões e ocasiões de consumo, gerando mais giro, margem e presença no PDV. Seguimos construindo uma marca sólida, com identidade clara e posicionamento consistente, pronta para ser a preferência do consumidor. Nos vemos nas gôndolas.

Entre em contato com a gente para aumentar seu giro e sua margem com a nova linha GTI: revenda@bemboladobrasil.com.br

RAIO X DO CLIENTE

Inédito no mercado, estudo revela o comportamento dos consumidores brasileiros no supermercado

Aoitava edição do Estudo Tendências de Compra e Consumo 2026 , feito anualmente por meio de uma parceria entre a Associação Paulista de Supermercados (APAS) e a Shopper Experience e realizado junto ao consumidor final em todo o Brasil, tem por objetivo compreender o comportamento e os principais fatores que influenciam a decisão de compra das famílias no varejo alimentar brasileiro. Em sua metodologia, a pesquisa é realizada com homens e mulheres acima de 18 anos, das

classes A, B e C, e nas diferentes regiões do país. “Conseguimos identificar um panorama claro das principais tendências que moldam o varejo alimentar. No geral, a percepção é de que o consumidor mantém seu perfil híbrido no momento de ir às compras, transitando entre o ambiente físico e o online. Enquanto a compra digital é motivada pela conveniência e por preços competitivos, a loja física se torna um importante ponto de experiência com marcas e espaço para estratégias de fidelização de clientes”, analisa Valéria Rodrigues, sócia e CEO da Shopper Experience.

HÁBITOS DE COMPRA EM SUPERMERCADOS

Para entender um pouco mais sobre a forma e de que maneira os brasileiros consomem no autosserviço, o estudo determina algumas perguntas com este objetivo. Foi perguntado aos entrevistados quem é responsável pelas compras de supermercado da sua casa e o estudo revelou que 54% dos

jovens entre 18 e 24 anos dividem a responsabilidade com outra pessoa, enquanto 74% dos adultos a partir dos 25 anos são os únicos responsáveis. Também foi perguntado quais tipos de compra para sua casa você costuma fazer. A pesquisa apontou uma tendência de crescimento das compras de reposição e emergência desde 2024.

Em se tratando dos hábitos de compra em supermercados de bairro, o estudo apontou que 61% dos entrevistados declararam frequentar lojas de bairro para realizar as compras do lar. E, entre as compras de reposição, emergência ou do mês, o abastecimento para reposição é o que mais cresce no canal, sendo as famílias da classe A as que mais gastam no formato.

Ainda se tratando do pequeno varejo, entre as tendências, o estudo aponta que a praticidade, ou a comodidade, ganha relevância como fator de fidelização no momento do consumo dos entrevistados. A importância de consumir fora de casa cresce de forma relevante e se torna o principal motivo em 2026, com (25%), indicando valorização da conveniência.

Em se tratando dos “drivers” que mais impactam nas decisões dos consumidores no momento de ir às compras no supermercado, a confiança na marca é o principal deles. A preferência por marcas já conhecidas e consumidas há mais tempo (58%) lidera a decisão, indicando forte peso da familiaridade e da segurança na compra. Preço, praticidade e saudabilidade aparecem como aspectos relevantes.

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Outro ponto de destaque do estudo diz respeito às mudanças nos hábitos de consumo no último ano. Entre os que reavaliaram seus hábitos, 64% afirmaram passar a levar para casa produtos mais saudáveis, fazendo disso um hábito. “Neste ano, estamos trazendo

um olhar para comportamentos de consumo que direcionam a escolha de categorias relevantes. O consumidor está mais consciente sobre a importância de se manter saudável buscando produtos mais naturais, proteicos e funcionais”, ressalta Valéria, da Shopper.

Quando se trata de saudabilidade, entre as categorias, no caso dos perecíveis, 91% dos entrevistados disseram comprar produtos com este perfil, tendo como base promoções, o que indica forte orientação a preço. Já a compra por oportunidade aparece diretamente ligada à maior oferta de produtos (sazonalidade) e os consumidores ajustam suas escolhas ao que está disponível e mais barato.

Quando se analisa os meios de pagamento, enquanto as classes A e B concentram as compras no cartão de crédito (34%), refletindo seu maior acesso a essa modalidade, na classe C, 27% priorizam o Pix e 14% o pagamento em dinheiro. O estudo também apontou que o Pix já se consolidou como principal meio de pagamento no Brasil, tendo alta penetração, uso frequente e impacto econômico relevante, tornando-se peça central nas transações do dia a dia nos supermercados.

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EXPERIÊNCIA NO PDV

Agora “mergulhando” no universo das lojas físicas, entre os pilares que são mais importantes na visão do cliente está o atendimento, que se mantém como o principal fator da experiência (78%), reforçando sua centralidade na percepção de valor da experiência

no ponto de venda.

Um ambiente amplo aparece no segundo lugar (64%) em importância, seguido pelo conforto térmico. Ambos apresentam crescimento relevante, indicando maior valorização do bem-estar e da comodidade durante a jornada de compra.

Ainda em se tratando da experiência no PDV, o uso ou não uso do self-checkout, ou caixa de autoatendimento, foi outro ponto levantado pelo estudo. De acordo com o levantamento, o caixa para autoatendimento é percebido como solução para agilidade na jornada de compra. A pesquisa apontou que diminuiu o percentual de lojas

sem self-checkout e permanece como maior barreira para o cliente a falta de informação para uso do terminal. “Nesse sentido, é importante que o supermercado considere auxílio humano para o cliente nas lojas, além de implementar uma estrutura de comunicação visual de acordo com o perfil do público”, ressalta Valéria.

COMPORTAMENTO ONLINE NO VAREJO ALIMENTAR

Com crescimento impulsionado pela pandemia, elas atingiram e mantêm o maior patamar desde 2023, tendo maior penetração nas classes A e B e junto ao público feminino - destaque para a faixa etária entre 25 a 34 anos. No supermercado, o abastecimento online é impulsionado, principalmente, por fatores, como preço e conveniência, enquanto percepção de variedade e disponibilidade apresentam leve queda recente.

O estudo apontou que o canal online é usado, principalmente, para compras de reposição. O consumidor distribui os gastos, mas o físico ainda predomina e o futuro aponta para a “convivência” entre canais. No geral, neste momento, o e-commerce não substitui a loja física, mas se consolida como complemento estratégico para reposições, conveniência e compras rápidas.

No universo online, plataformas de delivery se consolidam como principal porta de entrada para compras de supermercado, enquanto os canais próprios das redes enfrentam maior desafio de engajamento.

Quando perguntados sobre as barreiras que fazem com que não realizem compras online, 62% dos entrevistados disseram preferir ir até a loja e escolher os produtos, fazendo deste o principal motivo. Dos ouvidos pelo estudo, 41% afirmam gostar de passear pelo supermercado e ver novidades, indicador que até cresce em 2026, o que mostra uma valorização da experiência na loja física. Por outro lado, apenas 14% acreditam que os produtos são mais caros online, mostrando que a percepção de preço não é a principal limitação.

PETS E FILHOS ADOLESCENTES

Entre os entrevistados, 39% já deixaram de comprar no supermercado por falta de produtos para seu animal de estimação, indicando que a ausência desses itens, ou a sua indisponibilidade, pode levar a uma possível migração desse cliente para concorrentes ou canais especializados. O

estudo da Shopper x APAS indica uma tendência de adaptação do varejo alimentar a esta nova demanda por parte do consumidor. “A crescente presença de animais de estimação nos lares também traz a oportunidade de expansão da categoria pet nas lojas, enquanto a ruptura no PDV pode levar à perda de clientes”, alerta Valéria.

Assim como os animais de estimação, as crianças também passam a influenciar mais na jornada de compra das famílias, inclusive na escolha de marcas, tornando-se um público estratégico para o varejo e a indústria. Dos entrevistados, sete entre cada 10 crianças apresentam alguma ou muita influência nas compras de supermercado. “Cresce a influência dos adolescentes de até 15 anos nas compras de supermercado. Este novo consumidor chega com expectativas e necessidades, estabelecendo novas formas de relacionamento com as marcas. É uma geração que chegará ao mercado de consumo priorizando lojas que tenham jornadas simples e rápidas e que ofereçam marcas sustentáveis”, analisa Valéria.

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BEM-ESTAR E SUSTENTABILIDADE

O cuidado com a saúde também já é parte da rotina do consumidor, segundo o estudo, com destaque para o momento do sono e das atividades físicas. Mas ainda existem muitas oportunidades, em se tratando de cuidados com a saúde mental e práticas preventivas.

Nesse sentido, os dados apontam que o consumidor está evoluindo para uma alimentação mais consciente e funcional, com destaque para proteína e redução de açúcar, combinando mudanças estruturais na dieta com adaptações dentro das categorias. De olho nessa tendência, tem crescido na gôndola do varejo alimentar o espaço para essas categorias.

No caso das bebidas, as do tipo zero açúcar já fazem parte da rotina do consumidor, impulsionadas, principalmente, por controle de peso e saúde, mas ainda com espaço para evoluir em preferência e fidelização.

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Um detalhe que se destaca na pesquisa diz respeito aos medicamentos. Quando a pergunta é sobre remédios para controle de peso, o estudo apontou que o assunto já é amplamente conhecido, com uso ainda restrito, porém, realizado majoritariamente de forma consciente e com acompanhamento médico.

Mulheres da classe A concentram a maior parte dos usuários e cerca de 86% já ouviram falar sobre medicamentos injetáveis para controle de peso. Entre os 29% que usam ou usaram medicamentos emagrecedores, 93% informaram que o uso foi feito com prescrição médica.

Sustentabilidade também já é um valor consolidado pelos consumidores brasileiros em se tratando do consumo de produtos, mas ainda existe oportunidade para que ele se torne um fator ainda mais determinante na escolha das marcas.

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CHOCOLATE & CROCÂNCIA

A Bauducco, em parceria com a Netflix, lançou uma linha de snacks com foco no consumo durante maratonas, incluindo o Choco Pipoca, que combina pipoca caramelizada com cobertura sabor chocolate, e o Choco Brownie, biscoito com pedaços crocantes e gotas de chocolate. A linha traz, ainda, o Choco Biscuit Branco, com contraste entre biscoito escuro e cobertura, além de embalagens com identidade visual conjunta das marcas.

EXPERIÊNCIA & INOVAÇÃO

Apostando em textura e sabor, a Docile lançou as Tortinhas balas de gelatina, com textura dupla e sabores de sobremesa, como cheesecake, limão e banoffee, além das Estrelinhas, com formato lúdico e cores vibrantes na linha Regaliz. O portfólio inclui, ainda, a Jujulícia, que segue a tendência do azedinho com proposta sensorial mais intensa.

LEVE & COMPARTILHÁVEL

A Ambev lançou a Stella Pure Gold em garrafa de 600 ml, ampliando as ocasiões de consumo da cerveja premium sem glúten e com menos calorias. A novidade mantém o perfil leve da marca, com cerca de 17% menos calorias e 4,3% de teor alcoólico, e aposta no formato retornável para consumo coletivo, acompanhando a busca do consumidor por opções mais equilibradas.

DOCE

& SALGADO

O Nescafé Dolce Gusto lançou uma cápsula de cappuccino sabor caramelo salgado, que equilibra a doçura do caramelo com um toque sutil de sal, resultando em uma bebida cremosa e indulgente. A novidade chegou em caixa com 10 cápsulas, compatíveis com as máquinas do sistema, reforçando a estratégia da marca de ampliar o portfólio com sabores diferenciados e experiências sensoriais no consumo de café.

SABOR & VERSATILIDADE

A Ceratti ampliou sua linha de linguiças toscanas com novos sabores que exploram combinações diferenciadas, como limão siciliano com alecrim, pimenta jalapeño, cachaça com mel e versões com costela suína. As novidades apostam em perfis que vão do cítrico ao intenso, com foco em suculência e experiência gastronômica, além de versatilidade no preparo, podendo ir da churrasqueira à air fryer.

Reforma tributária: desafios práticos de um novo sistema

Agrande parte dos operadores do sistema tributário nacional tem como desafio diário o entendimento do complexo sistema de normas ao qual ele é formado, aliado a um “sem número” de normas publicadas diariamente, estas com fim, quase exclusivo, de ajustar o texto legal às mudanças econômicas, políticas e tecnológicas.

Estes ajustes, muito embora importantes para subsunção da norma ao fato, trazendo a tipicidade às regras tributárias, são realizados mais corriqueiramente em normas de menor hierarquia, tendo em vista que mudanças na constituição federal, por meio de emendas, ou mesmo, abaixo dela, nas leis complementares. Eles necessitam de maior quórum legislativo, qualificado, portanto, são mais difíceis de formar consenso e mais morosos, o que o direito tributário atual não pode se dar ao luxo de aguardar.

O quadro apresentado anteriormente é finalmente formado por um reflexo decorrente desta complexidade: o contencioso tributário. A formação dos processos tributários é, em grande parte, originada de diferentes interpretações da norma ou mesmo pelo simples não pagamento dos tributos, este último gerando, quase na totalidade, as execuções fiscais.

PAULO ENRIQUE MOSQUERA LOPEZ, Advogado Tributarista da APAS
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CAMINHOS PARA SIMPLICIDADE E O CONSEQUENTE DESTINO AO IVA

Assim, o grande objetivo para o direito tributário sempre foi estabelecer uma forma de simplificar sua implementação, cobrança e pagamento, isso dentro da legalidade imposta pela constituição federal. E, ainda, legislações estaduais e municipais tentando, via reflexa, não gerar contencioso administrativo ou judicial, especialmente pelo seu alto custo de manutenção ou mesmo pela demora em gerar resultado aos cofres públicos.

Nesta esteira, sempre se buscou observar o que estava sendo feito em outros países, não necessariamente com o mesmo estilo de formação de tributos. Exatamente o oposto, para se observar quais variáveis devem ser consideradas para buscar a forma mais eficiente e simples de formar a cadeia perfeita na operação com os tributos.

De início, ficou evidente que a simplicidade vinha de um menor número de tributos, não em suas espécies, tendo em vista que os fatos geradores são muito distintos em uma economia dinâmica, mas em menor número dentro de cada espécie. Diante desta constatação, e os tributos se concentrando especialmente sobre a renda - sobre os bens, o consumo e o serviço, neste caso, sob a forma de imposto quase na sua totalidade, cuja destinação em nosso ordenamento jurídico não pressupõe estar atrelada a uma despesa específica, o legislador entendeu que o imposto sobre valor agrega-

do, com foco no consumo de bens e serviços, poderia ser o grande começo desta almejada simplificação.

O Imposto sobre Valor Agregado, o IVA, sobre diferentes formas é adotado em diversos países e com grande sucesso, exatamente pela sua facilidade em operar na economia real, dando, sobretudo, como pretende o legislador nacional, transparência e simplicidade com eficiência arrecadatória, gerando, com isso, menos contencioso tributário.

Portanto, a conclusão do legislador, depois de uma maturidade legislativa que levou décadas para ser formada, amadureceu focada inicialmente na alteração da tributação do consumo de bens e serviços e está trazendo uma alteração sem precedentes para as normas tributárias, que levará à reconfiguração de legislações nos três níveis da federação, extinguindo tributos e criando novos, além de um novo regulamento que disciplinará de forma efetiva, espera-se, toda a gestão do IVA, tanto na questão da sua implementação prática, como na questão contenciosa.

Entretanto, o Brasil não é um país simples. Portanto, a simplicidade do IVA, incorporada de outros ordenamentos jurídicos alienígenas, teve que se adaptar e se adequar a inúmeras variáveis fáticas do nosso ordenamento, especialmente à composição de uma república formada por municípios, Distrito Federal, Estados e União federal, com um firme pacto federativo que foi devidamente considerado. Para viabilidade dessa profunda alteração legal, foi criado o IVA Dual, composto por uma premissa federal e outra estadual e municipal.

Esse modelo tributário cria uma forma que viabiliza os diversos interesses nas três esferas da federação, tratando de implementar uma camada que cuida de tributos federais e outra camada que cuida de impostos estaduais e municipais, denominados de Contribuição sobre Bens e Serviços e Impostos sobre Bens e Serviços, respectivamente. Neste diapasão, e com a criação destes dois novos tributos, a CBS e o IBS, uma vez que o IVA Dual é apenas o modelo e não um imposto necessariamente criado, outros tributos deixarão de existir de forma programada e sistemática.

Pela programação instituída pela emenda constitucional nº 132/23 e pela lei complementar nº 214/25, com a criação dos tributos citados, o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), em nível federal, o Imposto sobre Circulação de Bens e Serviços (ICMS), em nível estadual e, por fim, o

Imposto Sobre Serviços (ISS), em nível municipal, serão extintos até o final de 2032. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) será substituído pelo Imposto Seletivo (IS), federal, este com fim de desestimular o consumo de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, ainda com forte aplicação na Zona Franca de Manaus. A função principal destes novos tributos é a simplificação de um sistema tributário que, hoje, se demonstra caótico, sobre os diversos prismas já citados, reduzindo as normas tributárias e mesmo a gestão destes tributos, com a concentração de obrigações acessórias em um menor número de documentos fiscais e, ainda, pelo já implementado comitê gestor do IBS, que tem por finalidade a coordenação, administração e harmonização deste imposto.

O grande desafio deste novo modelo é transformar todo um sistema que opera de forma integrada. Isso precisará ser feito sem muitos conflitos de competência entre as esferas do governo, mas com importantes ajustes regionais atrelados, especialmente a benefícios fiscais dos mais variados. Ou, ainda, por diversas alíquotas que tratam de travar conflitos intermináveis entre municípios e Estados, em um sistema harmônico e li-

Mosquera Lopez

vre de interpretações dissonantes com o pensamento originário do legislador.

Neste importante papel, esse novo sistema conta com uma figura criada pela norma, o comitê gestor que, como já dito, junto com a Receita Federal, possibilitará uma forma de controle quanto à uniformização da interpretação da norma tributária. O comitê gestor, que é formado pelos representantes dos Estados, além do Distrito Federal e dos municípios, paritariamente vai oferecer uma gestão concentrada de toda a demanda advinda do novo IBS, gerando um controle sobre quaisquer opiniões governamentais atreladas a este imposto, sempre de forma participativa de todos os entes envolvidos.

Esta gestão concentrada serve para editar normas únicas para o IBS, de forma a centralizar especialmente a arrecadação, e mesmo sua distribuição automática, bem como, trazer uma gestão única ao contencioso administrativo, especialmente, tributário.

FUNÇÃO DA SOCIEDADE NA IMPLEMENTAÇÃO

DE UM NOVO SISTEMA

Certo, de um lado temos de forma bastante clara que o Estado está usando de todas as suas prerrogativas para transformar a aplicação dos tributos atrelados ao consumo de bens e serviços no Brasil em algo mais avançado, simples, eficiente e menos conflituoso. Mas, por outro lado, a sociedade tem que se adaptar, neste primeiro momento, com foco nas empresas.

Há um número grande e complexo de novas normas que estão alterando e continuarão assim o fazendo, em sobremaneira, o modus operandi que estas empresas vinham trabalhando por décadas, em especial, quanto a três vertentes: a operacionalização, a contabilização dos movimentos realizados pela empresa e o fluxo de caixa.

A operacionalização é entendida como o conjunto de processos, rotinas e atividades diárias, especial-

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mente focada, ao fim, para a correta precificação, garantindo uma estratégia de gestão eficiente, gerando liquidez a operação; a contabilização é o processo que leva a empresa a registrar e organizar todas as movimentações financeiras, com enorme desafio, diga-se, da não cumulatividade plena; e, por fim, o fluxo de caixa, que é a metodologia que permite acompanhar a saúde financeira para garantir capital de giro e tomada de decisões estratégicas sobre investimentos, pagamentos e recebimentos.

Aqui vale um pequeno exemplo prático ligado a não cumulatividade plena, apenas uma das inúmeras novas alterações trazidas por esse novo sistema, com veremos à frente, que é o fim da substituição tributária atrelada à cobrança do ICMS. Esse mecanismo de arrecadação é incompatível com a não cumulatividade plena, portanto, está tendo um fim gradual para os Estados que ainda o praticam e está gerando, a cada etapa desta descontinuação, uma forte discussão na formação final do preço, atrelando a este tema um pouco do que veremos no novo sistema que está sendo implementado.

Tratando aqui dessas principais alterações, a operacionalização tem como foco adaptar toda uma rede interna e externa, formada por trabalhadores, presta-

dores de serviços e fornecedores com fim de adaptar toda a operação às novas normas e tratar de estabelecer um alicerce para o desenvolvimento de um ambiente amigável, protegido e com visão à antecipação das alterações etapa a etapa. Isso envolve desde novos sistemas de controle de estoques, integração entre equipes até precificação correta, esta última com evidente foco em manutenção de margens.

Ainda na operação, a integração das equipes internas também deverá ser fator importante, porque agora o preço não mais é uma conta que se faz somente com a experiência de como se compunham os custos de cada produto ou serviço. Às vezes, somente de forma linear, até os contratos deverão ser revistos, porque a formação do preço vai depender do pagamento dos tributos pelo fornecedor, uma vez que a não cumulatividade plena vai ensejar compras mais vantajosas, em detrimento a outras que poderão gerar prejuízos significativos na operação como um todo.

A contabilização, por sua vez, vai tratar de se adaptar, focando na questão da não cumulatividade plena, como já dito, do crédito integral imediato, do destino da arrecadação e das novas obrigações acessórias, que serão em menor número, porém, mais integra-

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das aos sistemas, contará com maiores informações.

Muito do acima destinado à contabilidade será em função do Split Payment, sistema que também deverá ser incorporado em etapas e que terá importante papel na eficiência da arrecadação destes novos tributos. Ele terá a função de separar, no ato da compra de bens e serviços, o que é o valor de mercadoria ou serviço e o que é valor de imposto, tratando de enviar diretamente para os cofres públicos o que se relaciona à tributação daquela operação, ponderando, ainda, quanto aos créditos atrelados nesta mesma operação.

Sim, isso vai estabelecer uma última vertente de grande impacto na operação. Os valores que antes compunham o preço por meio dos tributos a ele inerentes e que entravam na conta corrente da empresa para, ao final da operação, serem contabilizados e destinados ao Estado, cada um em sua competência determinada pela norma, agora não compõe mais essa conta. Isso significa dizer que o fluxo de caixa vai diminuir substancialmente, isso porque o IBS e a CBS terão, dizem os estudos mais avançados sobre o tema, uma alíquota em torno de 28% do valor da mercadoria ou serviço. Assim, estamos falando de quase um terço do preço do valor agregado ao mesmo não compondo o fluxo financeiro da empresa.

Ao certo, nós sabemos que estamos diante de uma alteração que vai muito além de apenas novos tributos, em detrimento aos antigos. É um novo sistema que está sendo implementado pelo Estado brasileiro, que levou décadas para amadurecer, para formar consenso em toda uma federação e que vai trazer desafios para todos os elos da cadeia produtiva.

Portanto, o termo “reforma tributária” serve, aos olhos mais atentos, apenas como a camada superficial de um novo ecossistema, também tributário, que vai mudar premissas importantes em todos os setores da cadeia produtiva - serviços incluídos, tornando essencial entender a profundidade desse novo mecanismo de cobrar e arrecadar tributos no Brasil.

SUCESSO DE MARCAS CAMPEÃS 2026 reforça integração entre indústria e supermercado

Campanha valoriza parceiros comerciais, impulsiona execução no ponto de venda e abre caminho para a edição 2027

AAssociação Paulista de Supermercados (APAS) realizou, entre 28 de janeiro e 5 de abril de 2026, a 11ª edição da campanha Marcas Campeãs, com resultados expressivos e ampla mobilização das redes varejistas associadas e indústrias parceiras. A campanha, que reuniu supermercados e indústrias, contou, este ano, com a participação de nomes, como Supermercado Shibata, Nagumo, Rede Fonte Nova, Panco, Nestlé, Coca-Cola, Danone, Seara, Yoki, Tramontina, entre outros.

A mecânica de participação da campanha foi simples, por conta dos recursos digitais que ela proporciona tanto para os clientes dos supermercados, quanto para as indústrias participantes. Para participar da campanha, o consumidor precisou cadastrar os cupons das compras no site (www.promocaomarcascampeas. com.br ) e, a cada R$ 100,00 acumulados, ele ganhava 1 número da sorte e uma chance para concorrer a milhares de prêmios.

A 11ª edição da campanha alcançou mais de 600 mil consumidores cadastrados e ultrapassou dois milhões de participações, consolidando-se como uma das principais plataformas de ativação do varejo alimentar. Combinando mecânica promocional, comunicação integrada e monitoramento em loja, Marcas Campeãs reforçou seu papel estratégico ao conectar os supermercados participantes com a indústria, em uma mesma jornada de benefícios a favor dos clientes finais .

EXECUÇÃO E ESCALA SUSTENTAM OS RESULTADOS

A edição de 2026 também se destacou pela combinação entre alcance e consistência operacional. A geração de milhões de interações ao longo da campanha, aliada à distribuição de milhares de prêmios, reforçou o caráter massivo da iniciativa e sua capacidade de estimular o consumo no curto prazo.

No ambiente digital, Marcas Campeãs também ampliou sua presença, reforçando a conexão com o consumidor para além do ponto de venda. Foram mais de 5,1 milhões de visualizações em conteúdos diversos que promoveram as indústrias e as redes de supermercados participantes, com alcance superior a 2,3 milhões de contas únicas. Os painéis de acompanhamento online indicaram predominância do público feminino e maior concentração nas faixas entre 35 e 54 anos, reforçando a aderência da campanha ao perfil do shopper do varejo alimentar.

Na visão das redes varejistas participantes, no ponto de venda, o modelo de acompanhamento estruturado foi um dos pilares da campanha, garantindo maior controle sobre a execução e padronização das ativações nas lojas.

Comunicação reforça participação da loja na campanha

EXECUÇÃO EM LOJA INFLUENCIA DESEMPENHO

Entre os varejistas, Marcas Campeãs também foi percebida como uma ferramenta relevante para ampliar a visibilidade das marcas no ponto de venda, estimular a decisão de compra e fortalecer a relação com a indústria no ambiente de loja.

NÚMEROS MARCAS CAMPEÃS 2026

+4.500 prêmios entregues

+18 milhões de chances

Tíquete médio: R$ 178

+5,1 milhões de visualizações

+2,3 milhões de alcance

Comunicação da campanha nas áreas externas

Na rede Shibata, a campanha foi conduzida com foco na qualificação da experiência do consumidor, combinando comunicação visual reforçada e ativações no ponto de venda. “A participação do Supermercado Shibata foi bastante estratégica e engajadora”, afirma Tamires Lemes, gerente de marketing do Shibata, ao destacar como ponto fundamental o alinhamento das ações com as marcas participantes.

Esse direcionamento se traduziu em uma execução mais consistente em loja, considerada determinante para o desempenho ao longo da campanha. “Trabalhamos com ativações, comunicação visual destacada e ações promocionais alinhadas às marcas participantes”, pontua Tamires. Como resultado, houve mudança perceptível no com-

portamento do shopper, com maior interação com os produtos destacados. “Observamos um impacto positivo na interação dos clientes no ponto de venda com maior visibilidade para os produtos destacados pela campanha e, consequentemente, tivemos um incremento no sell-out. Além disso, tivemos a grata surpresa de sermos contemplados através de um de nossos clientes, na cidade de Caçapava/SP, como o grande ganhador do carro da promoção”, conclui a gerente de marketing da rede Shibata.

PLANEJAMENTO INTERNO E EXPOSIÇÃO AMPLIADA

Na rede Fonte Nova Supermercados, o desempenho da campanha esteve diretamente associado ao planejamento prévio e ao engajamento das equipes, que começaram a ser mobilizadas antes mesmo do início da ação. De acordo com Emerson Lopes do Nascimento, gerente de operações, a construção da estratégia partiu de uma preparação interna estruturada. “Procuramos fazer uma campanha muito positiva e

bem planejada”, afirmou. Esse planejamento se traduziu em ações concretas no ponto de venda, com foco na ampliação da visibilidade das marcas participantes e na melhoria da execução em loja. “Antes de iniciar a campanha, reunimos a equipe com o propósito de envolver a todos, fazer uma melhor divulgação dos produtos participantes, ter mais pontos extras e aumentar o espaço de gôndola das empresas participantes”, explicou Nascimento. Como resultado, a rede observou impacto direto em indicadores comerciais, especialmente no valor das compras realizadas. “Houve uma evidente melhora no tíquete médio com o investimento na campanha Marcas Campeãs”, disse. Além dos efeitos nas vendas, o executivo destaca ganhos no engajamento dos diferentes públicos envolvidos, tanto internamente quanto na relação com clientes e fornecedores. “A iniciativa ajudou a fortalecer o engajamento interno, com nossos clientes e, também, com os fornecedores parceiros”, afirmou o gerente de operações.

Na avaliação de Nascimento, a iniciativa também cumpre um papel relevante na dinâmica do setor ao aproximar os elos da cadeia. “A campanha Marcas Campeãs ajuda muito a estreitar o relacionamento entre indústria e varejo”, ressaltou.

Na rede Nagumo, a preparação começou bem antes da largada. A companhia envolveu todos os setores, investiu em treinamento e manteve o time focado em um único objetivo, que foi o de executar com excelência a campanha quanto o atendimento ao cliente.

De acordo com Bruno Nagumo, diretor de Marketing , o Nagumo encerrou a campanha entre os três primeiros no ranking de compras e clientes cadastrados e ainda teve colaboradores reconhecidos no cliente oculto. “Marcas Campeãs é o termômetro do varejo de qualidade no Brasil. Participar é um compromisso público com a excelência e para o Nagumo, é também um espelho. É uma iniciativa que eleva o setor inteiro, e a gente se orgulha muito de fazer parte disso”, afirmou o executivo.

Marcas Campeãs espalhada no PDV

INDÚSTRIA APONTA GANHOS EM EXECUÇÃO E EXPOSIÇÃO DA MARCA E PRODUTOS

Do lado das fabricantes, a campanha é percebida como uma plataforma relevante para ampliar visibilidade e impulsionar resultados no ponto de venda, especialmente quando associada a uma execução consistente.

A Panco esteve entre os destaques da 11ª edição e atribui seu desempenho ao alinhamento entre estratégia comercial e operação em loja. “A Panco teve, mais uma vez, uma parti-

EXECUÇÃO NO PONTO DE VENDA

+454 mil verificações em loja

+260 mil registros fotográficos

Monitoramento contínuo

Padrão de execução nas redes

Consumidoresfantasma

cipação de destaque na campanha Marcas Campeãs, figurando no top 3 da iniciativa. Esse resultado é reflexo do forte engajamento das equipes de vendas e merchandising, que atuaram com excelência na execução das categorias participantes”, avaliou Cristina Azambuja, gerente de trade marketing & merchandising da Panco.

A executiva também aponta diferença de desempenho entre os supermercados envolvidos na campanha e aqueles que ficaram de fora, reforçando a efetividade da iniciativa no ponto de venda. “As redes envolvidas na ação apresentaram desempenho superior quando comparadas às não participantes”, concluiu a gerente de trade e merchandising.

Nesse contexto, Marcas Campeãs já é vista como uma ferramenta estruturada dentro do calendário comercial do setor supermercadista, com impacto direto na visibilidade e na conversão, e se consolidou como uma iniciativa estratégica no calendário do varejo e da indústria.

Evento de relacionamento com a presença de supermercados e Indústrias participantes da campanha

Panfletagem nos caixas

EDIÇÃO 2027 DEVE AMPLIAR ALCANCE

Com o encerramento da edição de 2026, a APAS já iniciou o movimento de preparação para o próximo ciclo, com expectativa de expansão. A avaliação entre os participantes é de que os resultados obtidos neste ano, especialmente em termos de engajamento, execução em loja e integração entre indústria e varejo, criem uma base consistente para a evolução da campanha no próximo ano.

Nesse contexto, Fabiano Benedetti, diretor de marketing, negócios e CRM da APAS, afirma que, para 2027, haverá a ampliação da base de redes e indústrias participantes, além do aprimoramento das estratégias de ativação no ponto de venda. A 12º edição da campanha, em 2027, virá com tudo para superar a de 2026. “Para varejistas e indústrias, Marcas Campeãs seguirá como uma ferramenta relevante tanto para estímulo ao consumo no curto prazo quanto para fortalecimento de relacionamento e ganho de visibilidade no médio e longo prazos, reforçando o papel associativista da APAS

O maior prêmio da campanha 2026 saiu para um cliente da rede de supermercados Lopes, cidade de Guarulhos, e a entrega foi surpresa. Thiago Canuto foi convidado para ir ou supermercado para receber um vale compras que teria ganhado. Quando chegou ao local, foi surpreendido por executivos da Rede Lopes e da APAS e recebeu a notícia de ter ganhado o valor de uma casa com a sua participação na campanha Marcas Campeãs. “Não acredito que ganhei uma casa, preciso de uma água” reagiu Thiago entre aplausos, abraços e confetes.

e promovendo a evolução de toda a cadeia do varejo estadual”, afirma Benedetti.

A próxima edição também deverá se apoiar nos aprendizados operacionais e no uso de dados gerados ao longo da campanha 2026, como as mais de 450 mil auditorias realizadas e os mais de 260 mil registros em loja, para tornar as ações mais precisas e eficientes.

Com esse cenário, a edição de 2027 dará continuidade ao movimento de crescimento observado nos últimos anos da campanha, com potencial de ampliar alcance, engajamento e impacto comercial no varejo alimentar.

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Funcionários trabalham para promover a campanha

Inaugurações

COVABRA SUPERMERCADOS INAUGURAÇÃO

É a primeira unidade da rede na cidade, localizada na Av. Brasil nº 930, na Vila Santana, com 3.000 m² de área de venda. A loja conta com 22 checkouts tradicionais, 8 de autoatendimento, 17 espaços para lojas satélites e estacionamento com cerca de 250 vagas, reforçando o foco em conveniência e experiência de compra. A inauguração marca a 25ª operação do Covabra no interior paulista e amplia sua presença em regiões estratégicas de consumo.

CONDOR EXPANSÃO

Reforçando a estratégia de expansão no Paraná, a rede inaugurou sua terceira unidade na cidade de São José dos Pinhais, resultado de um investimento de R$ 50 milhões.

Localizada na Av. Rui Barbosa nº 10.470, a loja conta com 4 mil m² de área comercial, 26 checkouts (sendo seis de autoatendimento) e estacionamento ampliado.

E MOVIMENTAÇÕES

DAS

REDES PELO BRASIL

GRUPO MATEUS (MIX MATEUS) INAUGURAÇÃO

Dando sequência ao plano de expansão no Nordeste, o grupo inaugurou unidade com 4.624,98 m² de área de vendas, estruturada para atender tanto o consumidor final quanto pequenos e médios comerciantes. A loja conta com mais de 170 vagas de estacionamento e opera no modelo de atacarejo, com foco em volume, sortimento amplo e competitividade de preços. A inauguração reforça a estratégia de avanço em cidades de médio porte, além de gerar cerca de 300 empregos diretos.

BAVARESCO INAUGURAÇÃO

A rede segue em ritmo de expansão no litoral paranaense com a inauguração de uma nova loja em Paranaguá, que fica localizada no bairro Porto dos Padres. Com 7 mil m² de área construída e 130 vagas de estacionamento, a nova operação foi planejada oferece açougue, padaria, confeitaria, hortifrúti, congelados, mercearia e utilidades domésticas, além de produtos nacionais e importados.

CONSUMIDOR! Ao gosto do

Com alta recorrência e forte apelo de conveniência, molhos, condimentos e temperos crescem acima da média e exigem estratégia afinada de exposição e sortimento

No carrinho do consumidor brasileiro, poucas categorias combinam tão bem giro, margem e recorrência quanto condimentos, molhos e temperos. Presentes em mais de 90% dos lares, esses itens deixaram de ser apenas coadjuvantes para assumir papel estratégico no varejo alimentar, impulsionando o chamado “tíquete incremental”, que são as compras por impulso, de baixo valor unitário, mas com alta frequência. Dados de mercado indicam que o segmento movimenta bilhões de reais por ano no Brasil, com crescimento consistente acima da média de categorias básicas, puxado, principalmente, pela busca por praticidade e pela evolução do hábito de cozinhar em casa, tendência intensificada no pós-pandemia e que se mantém forte.

O comportamento do consumidor também mudou: hoje, ele transita entre o básico e o premium com naturalidade. De um lado, itens tradicionais, como ketchup, maionese e mostarda, seguem líderes em volume; de outro, cresce a demanda por molhos especiais (barbecue, teriyaki, pesto), pimentas, especiarias e mixes prontos, que entregam conveniência e experiência gastronômica. Há, ainda, vetores claros de crescimento, como produtos saudáveis (com menos sódio, açúcar ou conservantes), versões orgânicas e rótulos limpos, além da valorização de culinárias internacionais. Esse movimento amplia o sortimento e abre espaço para marcas nichadas e importadas, elevando o tíquete médio da categoria.

Para o supermercadista, o desafio e a oportunidade estão em transformar essa diversidade em estratégia de venda. A exposição inteligente, com cross merchandising (como molhos próximos a carnes, massas e snacks), o uso de ilhas temáticas e ações de degustação são decisivos para estimular a experimentação e aumentar o volume por compra. Além disso, o gerenciamento por missão de compra, do básico ao gourmet, permite organizar o mix de forma mais eficiente, atendendo diferentes perfis de consumidor. Em um cenário de alta competitividade no varejo, condimentos, molhos e temperos se consolidam como categorias-chaves para diferenciação, fidelização e incremento de rentabilidade.

Na rede Smartstore, companhia que opera minimercados autônomos, a categoria de temperos, molhos e especiarias já se consolida como uma frente relevante dentro do sortimento, ocupando a 12ª posição em faturamento. Com receita mensal de R$ 288,9 mil, aproximadamente 0,9% do total da loja, o desempenho ultrapassa a representatividade percentual e se destaca pelo alto giro e capilaridade. O tíquete médio é de R$ 6,55, com preço médio por item de R$ 7,66, sustentado pela venda de mais de 44 mil unidades em um portfólio amplo, com 1.148 SKUs. A análise de comportamento ainda indica forte sensibilidade a sazonalidades e estímulos culinários: itens como pimenta calabresa e creme de cebola registraram variações expressivas de preço, evidenciando que o consumidor aceita pagar mais em ocasiões específicas, como datas comemorativas ou preparos pontuais.

O crescimento da categoria na Smartstore revela uma dinâmica entre volume e valor agregado. De um lado, molhos de tomate tradicionais seguem como motores de giro, com vendas expressivas e papel fundamental na atração de fluxo. De outro, observa-se uma clara tendência de premiumização com avanço consistente de produtos de maior valor, como azeites extravirgens, molhos especiais e versões diferenciadas de condimentos clássicos. Esses itens com tíquetes superiores atendem a uma demanda crescente por conveniência e experiências gastronômicas mais elaboradas dentro de casa. Marcas líderes conseguem, inclusive, combinar alto volume com maior valor por unidade, reforçando o potencial de crescimento sustentável da categoria.

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A estratégia de loja da Smartstore é estruturada para capturar essas oportunidades por meio de uma arquitetura de preço bem definida e de ações de estímulo ao consumo. A gôndola é organizada em zonas que vão do básico ao premium, conduzindo o consumidor a migrar para produtos de maior valor agregado. O cross merchandising se mostra decisivo: a proximidade com categorias, como massas, carnes, congelados e frios, transforma a compra de itens isolados em soluções completas de refeição, ampliando o tíquete médio. Já as ações de degustação são aplicadas de forma seletiva, focadas em produtos premium e inovadores, em que a experiência sensorial ajuda a quebrar a barreira de preço. Na curadoria de sortimento, a decisão equilibra giro e margem, mas com peso crescente para inovação, especialmente em itens que tragam diferenciação, praticidade ou apelo saudável.

Na rede GoodBom, a categoria de molhos, condimentos e temperos vem apresentando crescimento consistente e acima da média da mercearia seca, impulsionada, principalmente, pela mudança no comportamento do consumidor. A busca por mais praticidade e variedade no preparo das refeições em casa tem ampliado o consumo desses itens, que também se destacam pela alta recorrência, especialmente nos produtos básicos, como ketchup, maionese e molho de tomate. Além disso, a categoria contribui diretamente para o aumento do tíquete médio, por se tratar de itens complementares que agregam valor à cesta.

A sazonalidade também é bem definida, com picos em períodos como verão e feriados, impulsionados pelo consumo ligado ao churrasco, além do inverno, quando crescem as vendas de molhos mais encorpa-

dos, massas e sopas. “O crescimento da categoria no GoodBom é puxado tanto por volume quanto por valor agregado. Entre os destaques, estão os molhos prontos premium, como pesto, funghi e queijos, além de condimentos especiais, como mostardas diferenciadas, pimentas e barbecue”, diz Ricardo Cobacho, diretor comercial da companhia. Também ganham espaço os temperos naturais e saudáveis com apelo clean label e produtos importados que contribuem para elevar a percepção de valor e diversificar o sortimento. Esse movimento reforça a tendência de um consumidor mais aberto à experimentação e disposto a investir em produtos que entreguem sabor e conveniência. No ponto de venda, a estratégia de exposição é tratada como fator decisivo para destravar vendas e estimular a compra por impulso. A organização vai além do tipo de produto e prioriza a lógica de ocasião de consumo, com segmentações, como churrasco, massas e linha gourmet, facilitando a jornada do cliente. O uso de pontos extras, como pontas de gôndola, ilhas promocionais e displays próximos a categorias correlatas, amplia a visibilidade e favorece compras não planejadas. O cross merchandising, inclusive, é apon-

tado como uma das ferramentas mais eficientes, com resultados concretos na venda conjunta de itens, como molhos próximos a massas, condimentos na área de carnes e itens, como maionese e ketchup, junto a frios e hambúrgueres.

A rede também aposta em ações de degustação e demonstração, especialmente para lançamentos e produtos premium, em que a experimentação ajuda a quebrar a barreira de preço e evidenciar diferenciais de sabor. Na curadoria do sortimento, a decisão equilibra critérios, como giro, margem, inovação, demanda do consumidor e posicionamento de preço, além de considerar a força das marcas, o apoio da indústria e as tendências de consumo. O objetivo é garantir um mix que não apenas performe em vendas, mas que também gere valor e percepção de qualidade para o consumidor.

Do lado da indústria, “o mercado de condimentos, molhos e temperos se tornou mais complexo, impulsionado por um consumidor mais consciente, exigente e orientado por propósito”, destaca Luciana Guernieri, diretora de trade marketing da Unilever Alimentos no Brasil, companhia que detém as marcas Hellmann’s e Knorr. “Hoje, ele espera posicionamento claro, coerência entre discurso e prática e marcas com impacto real”, afirma. Para ela, a conveniência se consolida como principal vetor de consumo, acompanhando uma mudança relevante no padrão alimentar: refeições tradicionais dão lugar, cada vez mais, a lanches, snacks e preparações rápidas, reduzindo o

tempo dedicado à cozinha e ampliando a demanda por soluções práticas.

Esse movimento impacta diretamente a estratégia das marcas. Em Hellmann’s, a resposta vem tanto na expansão de maioneses saborizadas em embalagens squeeze alinhadas à praticidade, quanto no avanço da linha premium Hellmann’s Supreme, voltada à entrega de experiência e indulgência. Já Knorr aposta na ampliação de seu portfólio com refeições prontas e soluções completas, como kits desenvolvidos em parceria com a Vapza, reforçando a combinação entre sabor e conveniência. Segundo a executiva, a tração dos lançamentos está diretamente ligada ao papel de cada marca na rotina do consumidor, com destaque tanto para itens premium quanto para produtos que simplificam o dia a dia.

No campo da inovação, a companhia trabalha para equilibrar formulação, sabor e acessibilidade, com avanços consistentes em redução de sódio e melhoria nutricional, sem comprometer a experiência do consumidor. Luciana ressalta, ainda, o papel estratégico das embalagens na decisão de compra, com formatos, como squeeze, ganhando preferência por sua conexão com ocasiões informais de consumo. Ao mesmo tempo, a sustentabilidade avança como pilar essencial, com metas de redução de plástico virgem e ampliação do uso de materiais recicláveis.

No ponto de venda, as estratégias mais eficazes são aquelas que transformam a gôndola em uma extensão da experiência da marca. Ativações cria-

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tivas e conectadas ao universo cultural, como campanhas temáticas e experiências imersivas em loja, têm gerado alto engajamento e impacto direto nas vendas. Além disso, iniciativas de cross merchandising, degustação e ações sazonais seguem como importantes alavancas de desempenho ao estimular a experimentação e ampliar as ocasiões de consumo. Para a executiva, o sucesso da categoria passa por uma construção conjunta com o varejo, baseada em dados, inteligência de mercado e entendimento profundo do comportamento do shopper, garantindo decisões mais assertivas de sortimento, exposição e gestão de categorias.

Já a Fugini enxerga a categoria de molhos, condimentos e temperos como uma das mais estratégicas dentro do varejo alimentar, especialmente pelo seu papel de alto giro e presença constante na cesta do consumidor. A companhia destaca que os molhos de tomate seguem como carro-chefe em volume, sustentando a base da categoria e garantindo frequência de compra, enquanto outros itens complementares ajudam a ampliar o tíquete médio. Esse equilíbrio entre produtos de entrada e itens de maior valor agre-

gado é visto como essencial para o crescimento sustentável do setor, sobretudo em um cenário onde o consumidor está mais atento ao custo-benefício, mas ainda aberto à experimentação.

A fabricante também observa uma evolução clara no comportamento de consumo, com avanço da busca por praticidade e versatilidade na cozinha. Produtos prontos para uso, embalagens funcionais, como sachês e versões squeeze, e soluções que simplificam o preparo das refeições ganham cada vez mais espaço. Ao mesmo tempo, há um movimento consistente de sofisticação, com maior interesse por molhos diferenciados, receitas inspiradas na culinária internacional e opções que entreguem mais sabor com conveniência. Para a Fugini, esse cenário abre

RICARDO COBACHO, DIRETOR COMERCIAL DA GOODBOM: “ENTRE OS DESTAQUES, ESTÃO OS MOLHOS PRONTOS PREMIUM, COMO PESTO, FUNGHI E QUEIJOS, ALÉM DE CONDIMENTOS ESPECIAIS, COMO MOSTARDAS DIFERENCIADAS, PIMENTAS E BARBECUE.”

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espaço tanto para inovação quanto para ampliação de portfólio, sempre com foco em atender diferentes perfis de shopper, do mais básico ao que busca novas experiências gastronômicas.

Na relação com o varejo, a empresa reforça a importância de uma execução eficiente no ponto de venda para potencializar resultados. A organização por ocasiões de consumo, o uso estratégico de cross merchandising, especialmente junto a massas, proteínas e itens de mercearia, e a clareza na exposição dos produtos são considerados fundamentais para estimular a compra por impulso e aumentar o tíquete médio. Além disso, a indústria aponta que ações promocionais bem direcionadas e o equilíbrio entre sortimento e rentabilidade são decisivos para o desempenho da categoria. Nesse contexto, a parceria entre fabricante e supermercadista se torna um fator-chave para traduzir tendências de consumo em vendas efetivas dentro da loja.

Luís Gustavo Saboia Ponte, coordenador de pós-graduação do Senac EAD, reforça o cenário que aponta a categoria de condimentos, molhos e temperos se consolidando no varejo como importante alavanca

de valor, ao combinar alto giro com capacidade de elevar o tíquete médio. Embora nem sempre liderem em volume absoluto, esses itens exercem forte influência na composição da cesta, impulsionados pela busca crescente por praticidade, diferenciação de sabor e conveniência no preparo das refeições. O especialista destaca, ainda, que o desempenho da categoria acompanha mudanças no comportamento alimentar, como o maior consumo dentro de casa e o interesse por experiências gastronômicas mais elaboradas, além de apresentar sazonalidade relevante em churrascos, festas de fim de ano e momentos de maior socialização.

Segundo o analista, o crescimento mais expressivo está concentrado em subcategorias que combinam conveniência, saudabilidade e apelo gastronômico. Produtos com conceito clean label, redução de sódio e sem aditivos artificiais ganham espaço, assim como itens que permitem ao consumidor sofisticar preparações do dia a dia com facilidade. Nesse contexto, destacam-se molhos especiais, pimentas artesanais, azeites aromatizados, mostardas diferenciadas, antepastos e condimentos inspirados em culinárias inter-

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nacionais. Há, também, avanço de itens premium e importados, especialmente quando o varejo consegue comunicar bem seu uso e valor agregado, ampliando a percepção de benefício por parte do consumidor. No ponto de venda, a recomendação é trabalhar a categoria como solução de consumo, indo além da simples organização por tipo de produto. A exposição orientada por ocasiões, como churrasco, massas, hambúrgueres, saladas ou culinária oriental, facilita a decisão de compra e estimula o consumo por impulso. O cross merchandising, nesse cenário, se mostra altamente eficiente ao aproximar os produtos do momento da decisão, como molhos próximos a massas ou condimentos ao lado de carnes e itens para churrasco, contribuindo diretamente para o aumento do tíquete médio. Já as ações de degustação seguem relevantes, sobretudo para produtos inovadores ou com maior valor agregado, desde que conduzidas com planejamento e rigor na segurança dos alimentos. Para a inclusão de novos itens, o especialista ressalta a importância de equilibrar giro, margem e inovação, sempre alinhados ao perfil do consumidor e à proposta de valor da loja.

Para Roberto Nascimento Oliveira, a categoria de condimentos, molhos e temperos vive um momento de forte dinamismo e transformação estrutural no varejo brasileiro. Professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), ele destaca que, nos últimos três anos, o segmento cresceu acima da média da mercearia seca, impulsionado por mudanças consistentes no comportamento do consumidor, como o aumento do hábito de cozinhar em casa no pós-pandemia e o interesse crescente por culinárias internacionais e regionais. Nesse contexto, a categoria se consolida como uma das mais estratégicas para geração de valor, já que combina produtos de alta rotatividade com itens capazes de elevar significativamente o tíquete médio.

O especialista detalha que a composição de preços dentro da categoria revela um equilíbrio importante entre acessibilidade e rentabilidade. Enquanto itens básicos, como extratos de tomate e temperos tradicionais, sustentam o volume de vendas e garantem competitividade, produtos premium, importados e orgânicos impulsionam a margem e ampliam o valor da cesta. Dados de sell-out reforçam essa tendência: molhos artesanais vêm registrando crescimento de dois dígitos, temperos sem sódio e orgânicos avançam cerca de 22% e molhos importados, como chimichurri, crescem em torno de 18%. Esses números evidenciam não apenas uma diversificação do consumo, mas também uma mudança mais profunda no paladar e nas prioridades do shopper.

Na execução em loja, Oliveira é categórico ao afirmar que a gôndola de condimentos é uma das mais sensíveis à estratégia de exposição. Com mais de 60% das compras sendo não planejadas, a forma como os produtos são organizados pode impactar diretamente tanto o volume quanto o tíquete médio. Boas práticas, como planogramas orientados pela decisão de compra, iluminação adequada e comunicação visual clara, podem elevar as vendas em até 25% sem necessidade de promoções. O posicionamento por ocasião de uso, agrupando itens para churrasco, massas ou culinárias específicas, é apontado como o princípio mais eficaz, ao facilitar a jornada do consumidor e estimular compras adicionais. Complementarmente, o bloqueio por marca e a organização por faixa de preço, do básico ao premium, ajudam a guiar o olhar e incentivar o trade-up.

O cross merchandising aparece, na visão do professor, como uma das ferramentas de maior retorno dentro da categoria, desde que aplicado com precisão. Posicionar molhos, temperos e condimentos junto a produtos âncora, como carnes, massas ou hortifruti, aumenta de forma significativa a probabilidade de compra conjunta. No entanto, ele alerta que a execução deve ser cirúrgica: ativações mal posicionadas geram ruído e não convertem. Já as ações de degustação continuam importantes, mas exigem critérios mais rigorosos, com foco em produtos que demandam experimentação para justificar seu valor, como itens premium ou inovadores.

Por fim, Oliveira ressalta que a curadoria de sortimento se tornou mais complexa diante da disputa por espaço nas gôndolas. A inclusão de novas SKUs deve considerar múltiplos fatores, como giro, margem, diferenciação, aderência às tendências e alinhamento com a estratégia da rede. Ele chama atenção, especialmente, para a necessidade de uma abordagem clara em relação à saudabilidade: categorias como produtos sem sódio, orgânicos e com apelo clean label não são mais nichos, mas vetores de crescimento que devem ganhar protagonismo nos próximos anos. “O varejo que não estruturar uma estratégia consistente para esses segmentos tende a perder relevância junto ao consumidor de maior valor”, conclui.

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Construção de relevância e fidelização no varejo

Como mudanças no comportamento do consumidor, avanço da IA e a nova lógica de confiança estão redefinindo o papel do varejo

Existe algo importante acontecendo no varejo. O consumidor está mudando seus hábitos e, consequentemente, transformando o significado de valor em suas relações. Os dados mais recentes da pesquisa nacional realizada pela Shopper Experience, em parceria com a Associação Paulista de Supermercados (APAS), mostram hábitos de compra em supermercados que impactam diretamente na relação dos consumidores com o varejo.

O consumidor está se tornando mais consciente e seletivo. Novos hábitos de saúde e bem-estar estão sendo incorporados na rotina. O canal digital ganhou importância na dinâmica da jornada. O cenário econômico influencia o poder de compra.

Hoje, 64% dos entrevistados realizam compras de itens de supermercado em canais digitais. O uso de apps de entrega já está na rotina de 58% dos consumidores, estabelecendo uma nova jornada com altas expectativas de agilidade e ofertas. Além de praticidade e conveniência, buscam oportunidade de consumo de novas categorias e marcas. As compras menores, de reposição e emergência, vêm crescendo ano a ano e os apps de delivery tem grande importância neste aspecto.

Mesmo com avanço do digital, as lojas físicas ainda são responsáveis pela maior parcela das compras do domicílio, representando 66% do

share. O que não é novidade, mas é sempre bom retomar, é a importância do ponto de venda como ponto de experiência com o varejo e com as marcas da indústria. Além de espaço para experiências, a loja física tem o papel de ser um ambiente de descoberta e território de confiança. Cerca de 58% dos consumidores declaram priorizar marcas que já conhecem e confiam. Para o varejo, oferecer marcas confiáveis e garantir excelência na jornada de compra garante a relação de confiança e estabelece a fidelização. Sabendo que 7 entre cada 10 consumidores frequentam, em média, 3 lojas para suas compras de supermercado, além do canal digital, fidelizar clientes deve ser prioridade.

Novos hábitos estão sendo incorporados na rotina dos indivíduos e famílias. Dados mostram que 64% passaram a consumir produtos mais saudáveis. A indústria está atenta ao movimento e já consegue oferecer linhas de

VALÉRIA RODRIGUES, Sócia e CEO da Shopper Experience
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produtos zero, triplo zero, proteicos, funcionais para atender esta demanda. Para o varejo, torna-se fundamental garantir a presença destas linhas de produto em suas lojas dando destaque e visibilidade. Outro comportamento que redefine prioridades de consumo é a maior presença de pets nos lares brasileiros. Reconhecidos como filhos ou membros da família, são foco de atenção e carinho, demandando cuidados, serviços e produtos específicos.

Antes de finalizar, não podemos deixar de falar sobre o impacto da IA na dinâmica de compra e consumo. A inteligência artificial já deixou de ser algo a ser pensado para o futuro e se tornou algo atual e estrutural em várias frentes, desde a gestão do negócio até a jornada do consumidor.

Para o shopper, a IA tem a possibilidade de atuar reduzindo fricções e ampliando a capacidade de decisão, seja por meio de recomendações mais precisas, busca inteligente ou experiências personalizadas em tempo real. Estudo realizado pela Shopper Experience demonstra que 64% dos consumidores já ouviram falar de agentes de IA que auxiliam no processo de compra. No entanto, somente 10% se sentem confortáveis com a ideia de ter a IA incorporada no processo

de compra, 57% têm receio de erros na tomada de decisão por agentes de IA e 53% temem pela privacidade de dados.

As empresas precisarão garantir total transparência, controle para o usuário e segurança para que os consumidores se sintam confortáveis em delegar suas decisões de compra. Será importante priorizar a transparência e o controle desenvolvendo interfaces que permitam ao usuário definir regras claras (limites de gasto, marcas preferidas, frequência) e ofereçam um controle fácil para pausar, alterar ou cancelar o serviço a qualquer momento.

Além disso, existe a oportunidade de agregar valor: focar a comunicação nos benefícios diretos para o cliente, como economia de tempo e otimização de gastos quando a IA busca a melhor oferta.

O MAIOR DESAFIO NÃO É A TECNOLOGIA, MAS A CONFIANÇA!

No relacionamento com o cliente, o impacto é estratégico. A IA potencializa o CRM ao permitir uma leitura mais profunda e dinâmica do comportamento do consumidor, tornando possível antecipar necessidades, personalizar ofertas e construir jornadas mais relevantes ao longo do tempo. Programas de fidelização deixam de ser transacionais e passam a ser inteligentes, adaptando benefícios e comunicações de acordo com o perfil e o momento de cada cliente.

Ao mesmo tempo, nos bastidores, ela transforma a operação: otimiza sortimento com base em dados preditivos, melhora a eficiência das compras ao antecipar demanda e reduz rupturas, além de apoiar a gestão de pessoas ao identificar padrões de produtividade, necessidade de treinamento e alocação mais eficiente de equipes.

Por fim, as relações no varejo passam a ser sobre relevância e confiança. Em um cenário de múltiplos canais, excesso de informação e decisões cada vez mais mediadas por tecnologia, não vence quem apenas oferece mais opções, mas quem consegue simplificar a escolha, reduzir incertezas e entregar consistência ao longo de toda a jornada. A IA amplia as possibilidades, mas é a confiança que sustenta a relação. E, no novo varejo, confiança não é construída no discurso. É construída na entrega, todos os dias.

CHOCOLATE COM KADAYIF

A Arcor lançou o Block Dubai Style, ampliando a linha de chocolates recheados com inspiração em doces árabes. O produto combina chocolate ao leite, recheio cremoso e a crocância do kadayif e vem disponível nos sabores pistache e paçoca e avelã, em embalagens de 165 g.

SABOR MILHO ARTESANAL

A Panco ampliou a linha Artesanale com o lançamento do pão sabor milho (350 g), reforçando presença no segmento de pães artesanais industrializados. O produto combina textura macia, sabor de milho e cobertura de fubá, integrando um portfólio que já inclui versões, como original, alecrim & azeite, 35% integral e coco.

SNACK PROTEICO

Scala e Mais Mu lançaram produto feito 100% de queijo parmesão, ampliando a presença no segmento de alimentos funcionais. Com alto teor de proteína, 134 kcal por porção, formulação clean label e sem aditivos artificiais, a novidade atende à demanda por opções salgadas na categoria.

BOLINHO MARSHMALLOW

A Bauducco, em parceria com a Fini, lançou o Duo Fini Torção Marshmallow (30 g), ampliando a linha Duo com inspiração no portfólio da marca de balas. O produto combina bolo com recheio sabor marshmallow, cobertura sabor chocolate e riscas de chocolate branco, reforçando a estratégia de co-branding na categoria.

CARNES PRONTAS DESFIADAS

A Costelata ampliou o portfólio no varejo com o lançamento da costela bovina desfiada e carne seca desfiada, reforçando a atuação além do food service. Os produtos são prontos para consumo, exigindo apenas aquecimento, e se somam à linha já existente da marca, que inclui versões de costela bovina em lata e cortes, como prime rib.

FESTIVAL APAS SHOW 2026:

a indústria mostra suas cartas

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Entre alimentos funcionais e inteligência artificial, marcas chegam ao Expo Center Norte com portfólios renovados, estratégias alinhadas e foco na conexão com o varejo

econhecido como o maior

Revento de alimentos e bebidas das Américas, a APAS SHOW reunirá, na edição 2026, centenas de expositores, dezenas de milhares de visitantes e um volume estimado de R$ 16,5 bilhões em negócios, segundo os números consolidados da edição anterior. A edição chega a 40ª edição e promete ser um divisor de águas para marcas que apostam em inovação, relacionamento e crescimento conjunto com o canal. Para quem quer entender para onde caminham os grandes players da indústria, não há palco melhor.

A SuperVarejo foi a campo ouvir os

protagonistas dessa história. De fabricantes de biscoitos a desenvolvedores de ERP, de produtores de azeite a especialistas em cuidados de higiene, as empresas que estarão presentes no evento chegam com agendas ambiciosas - e com uma convicção em comum: a APAS SHOW é o momento de mostrar ao varejo o que há de mais relevante em seus portfólios, fechar contratos estratégicos e antecipar as tendências que vão definir o consumo nos próximos meses. O que está em jogo, nas palavras dos próprios executivos, é bem mais do que exposição de marca: é a construção de parcerias capazes de transformar a equação da gôndola.

ALIMENTOS E BEBIDAS

O segmento de alimentos e bebidas segue sendo o coração pulsante da APAS SHOW e a edição de 2026 não vai decepcionar. Das tradicionais marcas de biscoito às inovações em proteína, passando por azeites premium, sidras artesanais e soluções para o maior evento esportivo do ano, a Copa do Mundo, a categoria chega ao Expo Center Norte com uma agenda de lançamentos densa, variada e estrategicamente alinhada às macrotendências de consumo.

A Cepêra entrará na feira com um trunfo inédito: uma parceria com a Chilli Beans, a primeira collab da marca com uma empresa fora do universo alimentício. Da união nasceram novas pimentas em dois sabores iniciais, com previsão de expansão da linha ao longo de 2026. A empresa também anunciará a chegada ao varejo dos molhos ketchup e mostarda do Madero, produtos, até então, exclusivos do canal food service, ampliando o acesso a uma marca de alto apelo junto ao consumidor. Para Dante Costa, coordenador de Marketing e Marcas da Cepêra, o momento é de expansão acelerada, com

lançamentos que combinam inovação, força de marca e geração real de oportunidades para os parceiros supermercadistas. “Ao longo do ano, teremos ainda mais lançamentos relevantes, combinando inovação, força de marca e oportunidades reais. O mercado pode esperar um ano bastante movimentado para a Cepêra”, diz o executivo.

A Danone optou por guardar suas principais revelações para o momento da feira, mas adiantou que as inovações refletem tendências mapeadas de comportamento do consumidor: a busca por saudabilidade, alimentos ricos em proteínas e conveniência para o dia a dia. O objetivo da empresa é reforçar seu posicionamento como o parceiro mais estratégico do supermercadista quando o assunto é saúde por meio da alimentação.

No segmento de chocolates, a Neugebauer chegará ao evento com novidades nas linhas de barras e bombons. Embora os detalhes sejam mantidos em sigilo, o presidente da empresa deixou claro que a participação na feira vai muito além de expor produtos: é uma oportunidade de demonstrar ao mercado supermercadista a tradição e a qualidade que consolidaram a marca ao longo de décadas. No estande,

o público encontrará clássicos como Nóig, Bib’s, Amor Carioca, Napolitano, Mu-Mu e Stikadinho, além da linha premium 1891. “Vamos para a APAS SHOW 2026 com a expectativa de reforçar junto ao mercado nacional os diferenciais da Neugebauer. Em um segmento cada vez mais desafiador, somos referência em tradição de qualidade”, avisa o presidente Ricardo Vontobel.

O Grupo Marilan planeja mostrar aos visitantes um portfólio renovado e estratégico. A empresa apresentará lançamentos que atravessam diferentes categorias: o wafer proteico Marilan, com adição de whey pro-

tein e 17 g de proteína por porção em embalagem de 60 g; a versão sem adição de açúcar do clássico maizena Marilan; o amanteigado de milho, com apelo sazonal junino; e a linha Choco Biscuit Teens, voltada ao público jovem. A Casa Suíça, também do grupo, dará um passo significativo ao ingressar na categoria de biscoitos com oito produtos premium, entre cookies, amanteigados, choco biscuits e um maizena premium. A linha Pit Stop ampliará os sabores salgados com pão de alho e pimenta mexicana, apostando no calendário da Copa do Mundo para ampliar ocasiões de consumo. “Participar da APAS é uma oportunidade estratégica para apresentarmos a evolução do nosso portfólio e reforçarmos nossa proximidade com o varejo. A expectativa é gerar novos negócios, fortalecer parcerias e impulsionar ainda mais a presença das nossas marcas no ponto de venda”, celebra Rodrigo Garla, diretor-presidente do Grupo Marilan.

A Casa Gallo levará ao evento dois movimentos de grande impacto para a categoria de azeites: a nova garrafa proprietária dos azeites Gallo — considerado um dos movimentos mais relevantes da marca nos últimos anos — e o lançamento do Gallo Do Seu Jeito

em formato squeeze, uma inovação inspirada nas cozinhas profissionais que amplia as ocasiões de uso do produto para além das finalizações. A empresa também reforçará sua presença como casa de marcas, apresentando Rossio de Abrantes (azeites superpremium) e De Olliva (óleo 100% oliva). Os lançamentos serão disponibilizados para o varejo a partir de junho de 2026. “A APAS é sempre um momento importante de proximidade com o varejo e de troca sobre os ca minhos de crescimento da catego ria. Queremos ampliar o consumo de azeite de oliva no dia a dia e con tinuar desenvolvendo a categoria junto aos nossos parceiros do va rejo”, afirma Yasmin Roiter, gerente de marketing da Casa Gallo.

Já o Grupo Heineken apostará em uma estratégia de ativação chamada “PDV Perfeito”, que vai mostrar aos parceiros do varejo como o portfólio da empresa pode ser trabalhado de forma integrada — desde o sortimento e a exposição até os materiais de ponto de venda — para maximizar a jornada do shopper e a performance do supermercadista. A proposta reforça que, para a companhia, marcar presença na APAS SHOW é sinônimo de parceria estratégica com o canal, não apenas de apresentação de produtos. “Nossa expectativa central é consolidar o evento como o ponto de partida para um novo ciclo de crescimento compartilhado com nossos clientes. Buscamos fortalecer parcerias e apresentar soluções que tornem

a experiência de compra mais eficiente e relevante”, ressalta Natália Urnikes, gerente Nacional de Trade Marketing do Grupo Heineken.

A Bem Brasil chegará com foco em inovação e valor agregado. Seu grande destaque na feira será a nova linha de dadinhos de batata em versões de queijo, bacon e vegetais, produto versátil pensado para o snacking e o segmento gourmet, e a batata palito rústico, que entregará experiência artesanal para o varejo e o food service. Com a Copa do Mundo como pano de fundo, a empresa quer aproveitar o evento para reforçar seu orgulho de ser a maior fabricante nacional de batatas.

“A APAS será a vitrine para mostrarmos aos nossos parceiros que a Bem Brasil é a marca que melhor entende o consumidor, oferecendo a confiança e a qualidade que só a

maior fabricante nacional de batatas pode garantir”, salienta o head de Marketing Gustavo Amaral.

A CRS Brands, que completa 100 anos em 2026, usa a efeméride para apresentar um novo capítulo da Cereser. A empresa lançará a long neck de Cereser, um RTD (pronto para beber) à base de sidra, nas versões com e sem álcool, e a linha Cristal, com sidras seca, meio-seca e 0,0% de álcool. A aposta acompanha uma tendência global de crescimento da categoria de bebidas mais leves, com menor teor alcoólico e à base de frutas: a IWSR projeta um CAGR de +4,7% para a categoria até 2028. “Na APAS deste ano, nossa proposta será consolidar a Cereser como referência no universo das sidras. Estamos empolgados para apresentar novos produtos que introduzem novos

rituais e ocasiões de consumo”, fala o diretor Comercial Bruno Cardoso de Faria.

O Moinho Globo almeja consolidar sua estratégia com foco na linha Famiglia Venturelli. Mais do que lançamentos pontuais, a empresa quer mostrar ao varejo como o portfólio completo entrega alta performance tanto para o consumidor quanto para o supermercadista. Nosso estande será o espaço ideal para receber nossos parceiros estratégicos durante os quatro dias do evento, estreitar relacionamentos com quem já confia na nossa qualidade e, claro, converter essa visibilidade em ótimos negócios que acompanhem nossa expansão no mercado”, diz Bruno Balbino, gerente de Marketing.

uma salsicha 100% bovina desenvolvida especificamente para a grelha, que expande as fronteiras do churrasco e oferece uma experiência premium, os minihambúrgueres feitos para a grelha e a inédita pasta de alho, pensada para quem quer fazer pão de alho com a própria escolha de pão.

A Seara apresentará um dos portfólios mais robustos da edição, estruturado em três pilares claros e complementares. O primeiro deles é a plataforma de churrasco, que ganha reforço em 2026 com um dado que justifica a aposta: 68% dos consumidores declaram que pretendem assistir aos jogos da Copa do Mundo fazendo churrasco. A empresa amplia a linha com a linguiça com queijo coalho, a smoked beef franks,

O segundo pilar é a tendência do consumo de alimentos de alto teor proteico, terreno em que a Seara é uma das principais referências do mercado. A marca projeta que 2026 será o “ano da proteína” na APAS SHOW e chegará à feira na vanguarda dessa macrotendência, com a expansão da linha Seara Protein — focada em alimentos congelados de rápido preparo que aliam nutrição, sabor e praticidade.

O terceiro pilar são as Marmitas Seara, linha inovadora de pratos prontos congelados desenvolvida sob o conceito de clean label: feita com ingredientes reais, daqueles que o consumidor reconhece e tem em casa, entregando a conveniência do congelado com o sabor e o cuidado da comida caseira. “A APAS SHOW é o principal termômetro do varejo alimentar e o palco

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ideal para estreitarmos nosso relacionamento com os parceiros supermercadistas. Estamos prontos para fechar grandes parcerias e fazer de 2026 um ano histórico para a marca e para o varejo”, declara Rafael Palmer, diretor de Marketing de Alimentos Preparados da Seara.

O Frango Rico anunciou um movimento estrutural de grande alcance: a aquisição das marcas Todo Dia e Sabor do Interior, abrindo um novo capítulo na trajetória da empresa. A novidade vem acompanhada de lançamentos em embutidos e cortes temperados, de uma linha de produtos IQF, congelados individualmente, o que facilita o uso fracionado pelo consumidor final, e da chegada de um novo frigorífico, adquirido em janeiro de 2026. Merlin Machado, diretor Comercial da empresa, conta que a decisão de participar da APAS SHOW foi estratégica e pessoal: expositor assíduo do evento desde 2007, ele precisou conven-

cer a própria presidência de que a feira seria um divisor de águas para os planos de expansão da companhia. “A APAS passou a ser um cartão de visita para clientes do exterior também. Nossa expectativa é de bons negócios, com aumento de 30% de atendimentos a clientes e parceiros durante o evento em um ambiente acolhedor e descontraído, pronto para receber nossos parceiros do jeito Rico”, afirma.

A Wow Nutrition retornará à APAS SHOW com um portfólio renovado sob as marcas Sufresh e Feel Good, apostando na crescente demanda por bebidas que combinam sabor, saúde e conveniência. Carlos Lopes, diretor Comercial da empresa, resume a filosofia da companhia em uma frase: qualidade, saudabilidade e sabor. Os lançamentos da edição incluem o Sufresh sabor pera, somado à atualização visual das embalagens da linha; o chá Feel Good Yuzu em formato de 200 ml, pensado para o público infantil e para pais que se preocupam com a alimentação escolar

dos filhos; e o Feel Good Fizz, bebida gaseificada nos sabores citrus e pitaya, voltado a quem não abre mão de uma bebida com gás, mas prioriza escolhas mais saudáveis. “Participo do evento da APAS desde 1989 e sei o quanto é importante estar presente. Desejamos reforçar nossa parceria, compartilhando e ouvindo desafios e soluções, além de apresentar nossa linha de produtos de qualidade, saudabilidade e sabor”, conta o executivo.

A Minalba Brasil participará pelo quarto ano consecutivo com o portfólio mais completo da categoria de água mineral natural — do segmento superpremium, com marcas icônicas, como São Lourenço, a uma forte e capilarizada presença regional. A edição de 2026 marcará um momento especialmente significativo para a companhia: a marca Minalba passa por evolução de identidade visual, com um rebranding que reforça atributos de pureza, origem e diferenciais de composição, alinhando o posicionamento a um patamar mais contemporâneo e de maior valor agregado.

Além da água mineral, a empresa antecipará para a APAS SHOW o lançamento de uma nova categoria de bebidas não alcoólicas, ampliando sua presença em diferentes ocasiões de consumo. No Nordeste, a expansão se materializa em produtos, como o energético Night Power Zero e o Refri Zero. A marca São Lourenço ganha evidência com atualização de rótulos, reforçando seus atributos de sofisticação e origem. Em

ESG, a Minalba Brasil destacará embalagens com braile, tampas acessíveis e uso de alumínio 100% reciclável — iniciativas que reforçam o compromisso com a economia circular e a preservação das fontes naturais. O estande de 88 m², concebido como um hub de relacionamento e negócios, vai traduzir em experiência imersiva o conceito “Brasil Plural”, que sintetiza a capilaridade da empresa e sua capacidade de adaptar o portfólio às dinâmicas regionais.

“A APAS SHOW marcará um momento estratégico para a marca Minalba, com a evolução de sua identidade visual, reforçando atributos, como pureza, origem e diferenciais de composição, alinhando a marca a um posicionamento mais contemporâneo e de maior valor agregado”, explica o CEO Aélio Silveira.

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Eliane
Cunha

A Pamplona Alimentos apostará em gramaturas menores para linguiças e queijos — em resposta ao movimento identificado no estudo Consumer Insights 2025 da Worldpanel, que aponta maior adesão do consumidor a embalagens menores, aliada à priorização de escolhas premium no lar. A empresa também ampliará o portfólio com produtos desenvolvidos para air fryer, refletindo a presença crescente do eletrodoméstico em mais de 44% dos lares brasileiros, segundo a Kantar. A Pamplona apresentará, ainda, seu e-commerce B2B, que dá autonomia aos clientes para compras a qualquer hora do dia. “A companhia reforçou seu investimento na APAS SHOW para mostrar todas as oportunidades do portfólio, com soluções para todas as ocasiões: café da manhã, almoço, happy hour e jantares”, avisa Irani Pamplona Peters, diretora-presidente da Pamplona Alimentos.

A Minerva Foods fecha este bloco com seu portfólio premium de marcas: Cabañas Las Lilas, Estância 92 e Pul. O destaque da edição será a linha Cabaña Las Lilas Grass Fed, produzida com gado de origem britânica criado em pastagens naturais no Rio Grande do Sul, com textura marcante e sabor intenso — ideal para grelhados. A empresa também apresentará a linha Pul Selection, desenvolvida especificamente para gôndola, e reforçará a Estância 92 Angus, marca de novilhos que não para de crescer desde seu lançamento, em 2019. “A APAS é uma plataforma estratégica para impulsionar conexões, identificar tendências e fortalecer o diálogo com o varejo e distribuidores.

Nossa participação reforça o compromisso da Minerva Foods com qualidade, excelência e consistência”, fala Daniela Arantes, head Global de Marketing e Comunicação da Minerva Foods.

TECNOLOGIA E SOLUÇÕES

A transformação digital do varejo supermercadista deixou de ser promessa para se tornar pauta operacional urgente — e a APAS SHOW 2026 vai concentrar, em seus pavilhões, um conjunto significativo de empresas que estão na linha de frente dessa mudança. De ERPs preparados para a nova Reforma Tributária a agentes autônomos de inteligência artificial, as soluções apresentadas no evento revelam um setor em acelerada evolução tecnológica.

A TOTVS chega ao evento com foco em apresentar a evolução do portfólio de soluções para o varejo supermercadista, com destaque para o TOTVS Varejo Supermercados — Linha Consinco, o TOTVS Varejo PDV e o TOTVS Varejo WMS. A empresa posiciona essas plataformas como ferramentas de integração operacional que ajudam redes supermercadistas a otimizar processos, aprimorar a gestão de estoque, vendas e logística — e quer usar o evento para fortalecer o relacionamento com clientes e parceiros do setor. “A expectativa da TOTVS com a participação na APAS SHOW 2026 é fortalecer ainda mais o relacionamento com clientes e parceiros do setor supermercadista, além de compartilhar experiências e discutir como a tecnologia pode apoiar a evolução do varejo alimentar no Brasil”, destaca João Giaccomassi, diretor de Produtos para Varejo Supermercados da TOTVS.

A Bluesoft chega com uma agenda densa. No centro das apresentações da empresa está o Bluesoft AI — plataforma de inteligência artificial com agentes autônomos que executam tarefas automaticamente para reduzir atividades manuais e acelerar processos no dia a dia do supermercado. Mas vai além: a empresa também apresentará avanços concretos na preparação para a Reforma Tributária, com entregas voltadas a CBS, IBS, regimes de redução de alíquota e diferimento, além de novos campos, relatórios e estrutura de IBS Municipal com motor de fórmulas. Outros destaques incluem a evolução do PCP (Planejamento e

Controle da Produção) para lojas com produção própria, com gestão por etapas, roteiros de produção e workflow visual, além de novas APIs em compras, logística e fulfillment. “Não queremos apresentar apenas a tecnologia, queremos mostrar os resultados concretos que a adoção dela oferece para o supermercadista: mais produtividade, mais conformidade, mais visibilidade operacional e mais capacidade de execução”, explica André Faria, CEO da Bluesoft.

A Elgin trará ao evento uma perspectiva diferente: a de fabricante de eletroportáteis e equipamentos que cada vez mais encontram espaço no mix dos supermercados. A empresa

Foto: Eliane Cunha

anunciará mais de 40 lançamentos apenas no primeiro semestre nos segmentos de eletroportáteis e climatização. Os destaques no estande serão o liquidificador Daily Blend, o mixer 5 em 1, a air fryer Family Fry e o ar-condicionado Eco Inverter 3, apresentado como o mais moderno e econômico de sua linha. “A participação da Elgin na APAS SHOW 2026 deve se consolidar como um dos principais motores de crescimento, com foco em ampliar a presença da marca dentro das redes e fortalecer o awareness junto aos decisores do varejo”, comemora Stephanie Dias, gerente de Produto.

HIGIENE E LIMPEZA

O segmento de higiene e limpeza chegará à APAS SHOW 2026 com dois players que apostam em inovação de produto e fortalecimento da relação com o varejo. A categoria, que sofreu forte impulso durante a pandemia e consolidou novos hábitos de consumo, segue em expansão — especialmente em nichos como microfibra, produtos de uso prático e linhas de cuidados pessoais.

A Mili reforçará, nesta edição, seu compromisso com o varejo ao trazer um portfólio completo com foco em inovação, qualidade e cuidado. Os destaques do estande serão as linhas de higiene pessoal e cuidados, incluindo toalhas umedecidas, absorventes e produtos da linha infantil, além de novidades que reforçarão o posicionamento da marca como próxima, acessível e conectada às necessidades do consumidor. Para a empresa, o evento é uma oportunidade estratégica de estreitar relacionamentos, gerar novos negócios e ampliar a conexão com o consumidor por meio de experiências de marca. “A participação da Mili na APAS SHOW reforça nosso compromisso em estar próximos do varejo e atentos às principais tendências do mercado. É uma oportunidade estratégica para fortalecer o relacionamento com parceiros, ampliar nossa visibilidade e consolidar a presença da marca em um dos eventos mais relevantes do setor”, conta Denise Pires, gerente de Marketing da Mili.

A Bettanin chegará com lançamentos que cobrem diferentes frentes de limpeza

doméstica. O destaque principal será a esponja EsfreBom Limpeza Extrema, desenvolvida para uso em limpeza pesada — como panelas, grelhas e formas — com atributos de conforto na mão, alta espumação, poder de limpeza e durabilidade. A empresa também apresentará novidades na linha de panos de microfibra da EsfreBom, apostando no crescimento acelerado dessa categoria no Brasil, impulsionado pela busca por soluções mais eficientes, práticas e duráveis. Completarão o portfólio de lançamentos quatro novas SKUs da linha de sacos para lixo EsfreBom, em diferentes tamanhos, materiais reforçados e embalagens econômicas, além de novidades em mops e escovas Noviça e minivarais EsfreBom. “Nos preocupamos em trazer soluções que vão ao encontro com as necessidades dos consumidores e supram os gargalos do mercado. A expectativa é fortalecer ainda mais o relacionamento com clientes e parceiros do varejo, além de ampliar a visibilidade das marcas apresentando os lançamentos do ano”, diz Aguinaldo Fantinelli, diretor de divisão da Bettanin.

A APAS SHOW 2026 abrirá suas portas com a promessa de um evento mais diversificado e mais estratégico do que nunca. Para o varejo brasileiro, que atravessa um momento de profunda transformação, marcado pela reforma tributária, pela digitalização acelerada, pela mudança nos hábitos de consumo e pelo pano de fundo da Copa do Mundo, a feira representa o termômetro mais preciso do que está por vir. E as empresas ouvidas chegarão ao Expo Center Norte com uma convicção compartilhada: quem não inova, perde espaço

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Quando a paixão e as relações são partes fundamentais da

ESTRATÉGIA DO VAREJO

NO FESTIVAL APAS SHOW 2026, O SETOR REVISITA SUA ESSÊNCIA

PARA MOSTRAR QUE, MESMO

DIANTE DA TECNOLOGIA E DA

PRESSÃO POR RESULTADOS, SÃO AS RELAÇÕES QUE CONTINUAM

MOVENDO O NEGÓCIO

Em meio a algoritmos, automação, emprego de inteligência artificial e metas cada vez mais apertadas, o varejo supermercadista parece, à primeira vista, caminhar para um modelo cada vez mais técnico. Mas basta observar mais de perto, especialmente dentro das edições da APAS SHOW, que segue para sua 40º edição, para perceber que o movimento do segmento é outro. O setor busca, ano a ano, junto com a profissionalização, inovação e avanço da tecnologia, resgatar aquilo que sempre o sustentou: o amor pelo supermercado e pelo cliente. É justamente essa a provocação do tema do Congresso “Coração supermercadista: a paixão que transforma o varejo”, que ganha palco, não como um discurso nostálgico, mas como uma resposta prática a um mercado que exige eficiência, mas que não deixa de abrir mão da conexão com o cliente e os colaboradores.

Os números do festival refletem essa busca pela essência. Com alto índice de satisfação e um volume expressivo de negócios gerados, o evento reforça que, mesmo em um ambiente altamente competitivo, o relacionamento segue sendo um ativo concreto, daqueles que impactam diretamente o resultado. E isso não é teoria.

Para Erlon Ortega, presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS), o diferencial do setor continua sendo aquilo que não cabe em planilhas. “O supermercado é um ambiente de confiança. O cliente não busca só produto, ele busca segurança, proximidade, alguém que entenda sua rotina”, afirma. Essa leitura ganha ainda mais peso quando colocada ao lado da visão de Carlos Correa, diretor geral da entidade. Para ele, o desafio atual não é escolher entre eficiência e sensibilidade, mas fazer as duas coisas coexistirem.

“Não existe resultado sustentável sem essa combinação, pois o dado orienta,

mas é o olhar humano que dá sentido à decisão”, ressalta.

Essa mesma lógica aparece na fala de Fabiano Benedetti, diretor de Marketing, Negócios e CRM da APAS, que acompanha de perto a evolução do festival e do setor. Segundo ele, a edição de 2026 é quase um reflexo desse equilíbrio. “O festival cresce em tecnologia, em internacionalização, em geração de negócios, mas tudo isso só faz sentido porque estamos falando de um setor que lida com pessoas o tempo todo”, diz.

E a própria estrutura do evento traduz isso. A presença da Itália como país anfitrião amplia o repertório do varejo brasileiro, enquanto iniciativas, como o Conexão de Negócios, aproximam indústria e supermercadistas em encontros mais qualificados. Ao mesmo tempo, soluções digitais, do aplicativo ao credenciamento automatizado, surgem não para substituir, mas para facilitar a experiência.

SUSTENTÁVEL SEM A COMBINAÇÃO ENTRE EFICIÊNCIA E SENSIBILIDADE.”

SAVEGNAGO, DO GRUPO SAVEGNAGO: “O CORAÇÃO SUPERMERCADISTA É UMA PRÁTICA

DIÁRIA, UMA PAIXÃO POR SERVIR.”

Foto: Shutterstock
CARLOS CORREA, DA APAS: “NÃO EXISTE RESULTADO

QUANDO O DISCURSO

ENCONTRA A LOJA

Se há um ponto em comum entre diferentes redes supermercadistas é a percepção de que esse “coração” não é conceito: é rotina.

Na Rede Confiança, por exemplo, a ideia de servir e encantar não fica restrita ao posicionamento de marca. Ela aparece no atendimento, no cuidado com o cliente e na forma como as equipes são preparadas. “A conexão nasce da confiança e isso se constrói todos os dias”, resume Eder Vieira, diretor de marketing e CRM da companhia. Essa construção cotidiana também define o Grupo Savegnago, que carrega na própria origem familiar a base desse relacionamento. Como destaca Murilo Savegnago, diretor de marketing da companhia, é essa proximidade que mantém o negócio relevante ao longo do tempo. “Desde o início, a estratégia foi simples: atender bem, com proximidade e foco em relacionamento, criando fidelização, mesmo com estrutura limitada”, explica Savegnago. O objetivo de melhorar a vida da família evoluiu com o tempo, mas sem perder a essência. “Assim, o ‘coração supermercadista’ segue vivo como prática: uma paixão por servir que sustenta negócios, famílias e comunidades, mesmo diante de grandes desafios”, conclui o executivo.

E este é o mesmo olhar do Dalben Supermercados, e nas palavras de Fernanda Dalben, diretora de marketing e trade marketing, o que move o varejo não são só números, mas o cuidado colocado em cada detalhe. “O tema do congresso da APAS SHOW deste ano reflete a essência do varejo supermercadista brasileiro, marcado por empresas familiares em que paixão e envolvimento são

fundamentais. E mais do que estratégia e resultados, é o cuidado com clientes, colaboradores e parceiros que sustenta o negócio”, diz a gestora. “No fim, o diferencial está no propósito e na dedicação, e é isso que realmente transforma o varejo”, afirma.

É nesse mesmo ponto de equilíbrio entre resultado e pessoas que se posiciona a Rede Top. Presente desde 2004, a rede enxerga o festival como um espaço estratégico para fortalecer conexões e impulsionar negócios. “A APAS SHOW é o momento ideal para construir e melhorar relacionamentos com fornecedores, além de promover alinhamentos e fechamentos, já que a alta liderança das empresas está presente”, afirma Graziela Schmoller, diretora de marketing e RH do Grupo.

ORTEGA, PRESIDENTE DA APAS: “O SUPERMERCADO É UM AMBIENTE DE CONFIANÇA. O CLIENTE NÃO BUSCA SÓ PRODUTO, ELE BUSCA SEGURANÇA, PROXIMIDADE, ALGUÉM QUE ENTENDA SUA ROTINA.”

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Dentro da operação, essa lógica se traduz em cultura. “Somos um time que gosta de alcançar resultados, bater metas e isso nos motiva todos os dias. E entendemos que, quanto maior o nosso resultado, maior é o investimento em pessoas”, explica. Segundo ela, o engajamento das equipes passa por iniciativas de reconhecimento, como almoços por metas atingidas, reuniões diárias de acompanhamento e ações constantes de motivação. Essa proximidade também se estende ao cliente. “Temos ações, como o ‘café com prosa’, além de incentivos a projetos com as comunidades, degustações e ativações no ponto de venda”, diz Graziela. Trata-se de uma abordagem que traduz, na prática, o conceito de “coração supermercadista”.

Em diferentes formatos e regiões, o discurso se repete com nuances próprias. No Grupo TriMais, por exemplo, a APAS SHOW é vista como um espaço onde estratégia ganha forma prática desde 2015, quando fez sua primeira participação no evento. “A gente sai daqui com ideias que, rapidamente, viram ação dentro da loja”, conta Bruno Solino, executivo de trade marketing. “Mais do que um evento, funciona como termômetro do setor, antecipando tendências e gerando impacto direto em todas as áreas, de compras e operações a finanças, RH e marketing”.

Já na Coop, essa transformação passa pelo vínculo com o cliente. Para Vanessa Siqueira Gonçalves, gerente de marketing, não existe consistência de resultado sem

conexão emocional e, por isso, a rede se sente alinhada ao tema “coração supermercadista”, já que equilibra foco em resultados, com relacionamento próximo, apostando no engajamento das pessoas como base para crescimento sustentável. “A APAS SHOW é uma alavanca estratégica que vai além da presença institucional, impulsionando negócios, benchmarking e qualificação das equipes, e onde reforçamos nossa atualização e competitividade, transformando conexões e aprendizados em ações práticas”, afirma Vanessa.

Há mais de uma década no festival, a rede Covabra vê o evento como essencial para negócios, networking, tendências e desenvolvimento profissional. Fabiana Fuzari, gerente executiva de gestão de pessoas, reforça que o principal ativo das empresas está nas pessoas. Por isso, é importante investir em colaboradores

para oferecer experiências e conexões genuínas. “Com o cliente no centro, combinamos estratégia e emoção para gerar resultados sustentáveis e impacto positivo nas comunidades”, diz. “E são os nossos colaboradores que dão vida à experiência”, reforça.

E quando o assunto é escala, o Sonda Supermercados reforça que acompanhar tendências e fortalecer parcerias deixou de ser diferencial para se tornar necessidade, especialmente em um ambiente de mudanças tão rápidas. “A participação do Sonda Supermercados no evento é fundamental para estarmos conectados às principais inovações e tendências do setor supermercadista, além de uma oportunidade valiosa para fortalecer parcerias, gerar novos negócios e trocar experiências que contribuem diretamente para a evolução da nossa operação”, relata Thiago Sonda, diretor da companhia.

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UMA CADEIA QUE SE CONECTA

Se o varejo materializa essa relação na ponta, a indústria e os parceiros ajudam a ampliá-la. Na prática, o que se vê é um movimento de aproximação cada vez maior. O Grupo Heineken, por exemplo, fala em construir estratégias conjuntas, transformando o ponto de venda em espaço de experiência. “O tema da APAS SHOW deste ano reflete seu propósito de criar conexões e momentos relevantes na vida das pessoas e vai ao encontro do que acreditamos: equilibrar estratégia e emoção ao oferecer um portfólio pensado para diferentes ocasiões, gerando valor para o varejo e experiências além do produto”, explica Natália Urnikes, gerente nacional de trade marketing do grupo. “Ao mesmo tempo, mantém foco em execução e qualidade na gôndola, fortalecendo parcerias e garantindo eficiência, sempre com o consumidor no

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VIEIRA, DA REDE CONFIANÇA: “A CONEXÃO NASCE DA CONFIANÇA E ISSO SE CONSTRÓI TODOS OS DIAS.”

centro”, reforça.

A Santa Helena, por sua vez, aposta na força da memória afetiva, algo que se conecta diretamente com o papel do supermercado no cotidiano das pessoas. “Para nós, a APAS SHOW é uma vitrine estratégica de inovação e um termômetro do varejo; palco onde apresentamos nossas novidades e validamos nossas estratégias para o futuro”, afirma Fabiano Leonardi Alves, diretor comercial. Segundo ele, mais do que gerar negócios, o evento permite entender o consumidor e fortalecer conexões: “Crescer não é só ganhar espaço no varejo, mas estar presente na rotina das pessoas, equilibrando inovação, eficiência e proximidade com o lado humano no centro das decisões”, pontua.

Essa lógica se estende para além do produto. Na GS1 Brasil, o uso de dados aparece como ferramenta para reduzir

BENEDETTI, DA APAS: “O FESTIVAL CRESCE EM TECNOLOGIA, EM INTERNACIONALIZAÇÃO, EM GERAÇÃO DE NEGÓCIOS, MAS TUDO ISSO SÓ FAZ SENTIDO PORQUE ESTAMOS FALANDO DE UM SETOR QUE LIDA COM PESSOAS O TEMPO TODO.”

FERNANDA, DO DALBEN SUPERMERCADOS: “O QUE MOVE O VAREJO NÃO SÃO SÓ NÚMEROS, MAS O CUIDADO COLOCADO EM CADA DETALHE.”

atritos e gerar confiança. “O evento funciona como um espaço estratégico de conexão e evolução do setor, onde conseguimos demonstrar, na prática, como padrões e tecnologias se transformam em soluções reais para o mercado”, afirma João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação - GS1 Brasil. “O ‘coração supermercadista’ está em usar dados e eficiência para reduzir fricções, gerar confiança e entregar valor real para o consumidor e toda a cadeia”.

Para a Selbetti Retail Experience, estratégia e resultado caminham junto com o fator humano. “Mesmo sendo uma empresa B2B, nossas soluções têm como objetivo melhorar a experiência do cliente do nosso cliente”, declara Paulo Moratore, head da empresa. “Acreditamos que o “coração supermercadista” está justamente nesse equilíbrio: usar tecnologia e estratégia para gerar resultados, sem perder de vista que tudo começa e termina nas pessoas”.

A APAS SHOW é vista pela BS&CO (WOW) como uma vitrine estratégica de negócios e conexão com o varejo. “É o momento de estar próximo dos parceiros, ouvir o mercado e construir soluções conjuntas em um cenário desafiador”, afirma Carlos Lopes, diretor comercial. Para ele, o diferencial está no equilíbrio entre resultado e pessoas: “Nossa estratégia combina eficiência com empatia, conectando metas a propósito e garantindo produtos de qualidade que atendam às reais necessidades do consumidor, assim como acontece na APAS SHOW”.

RELACIONAMENTO: A BASE DO VAREJO

Essa convergência de visões também aparece nas tendências que ganham espaço na edição de 2026. O avanço de produtos ligados à saudabilidade, o uso crescente de inteligência artificial e a busca por experiências mais completas mostram que o varejo está, de fato, se transformando.

Mas há um ponto que permanece constante: o supermercado continua sendo um dos poucos espaços onde o contato humano é inevitável e, mais do que isso, valorizado. Talvez por isso o congresso Update-se tenha escolhido justamente esse tema. Em um momento onde a tecnologia ganha protagonismo, a proposta não é frear a inovação, mas garantir que ela avance sem desconectar o setor daquilo que o tornou relevante.

No fim das contas, o que a APAS SHOW deixa claro é que o futuro do varejo não será definido apenas por quem tem mais tecnologia, mais dados ou mais escala. Será definido por quem consegue transformar tudo isso em algo maior: em uma relação.

Como resume Benedetti, da APAS: “Estamos falando de um setor que evolui o tempo todo, mas que não pode perder sua essência, porque é essa essência, esse coração, que realmente transforma o varejo”. E talvez seja exatamente isso que explica por que, mesmo em um ambiente cada vez mais digital, o supermercado continua sendo, acima de tudo, um negócio “de gente”.

O CORAÇÃO DO VAREJO, NA PRÁTICA

Se o tema “Coração supermercadista: a paixão que transforma o varejo” guia a narrativa da APAS SHOW 2026, é no congresso Update-se que ele ganha corpo - estruturado em uma programação que traduz esse conceito em estratégia, operação e gestão.

Distribuído entre auditórios temáticos, o congresso foi desenhado para refletir as diferentes frentes do varejo contemporâneo, conectando alta liderança, inovação, operação e pessoas em uma mesma jornada. Ao todo, a estrutura contempla espaços, como o Grande Auditório, além de outros seis auditórios temáticos, que se dividem na edição do evento 2026 em: Inovação Vibrante, Visão que Pulsa, Execução Harmônica, Ritmo de Vendas e Gente que Vibra, cada um dedicado a uma dimensão estratégica do setor.

Mais do que segmentar conteúdo, a proposta é integrar visões, exatamente como o próprio conceito do “coração supermercadista” propõe.

No Grande Auditório, a programação reunirá palestras magnas com nomes de destaque internacional, como Bob Phibbs, reforçando o olhar global sobre performance, experiência e transformação no varejo .

Já o painel “Perspectivas para o varejo alimentar do futuro” ampliará esse olhar estratégico ao reunir lideranças para discutir os caminhos do setor. “O encontro reunirá dois dos principais nomes do varejo alimentar no Brasil em um painel inédito, com uma visão estratégica e provocadora sobre os caminhos do setor”, afirma Jorge Herzog, membro do conselho de administração das lojas Quero-Quero e da Mob2Com. Segundo ele, o debate deve avançar sobre temas, como inteligência artificial, comportamento do consumidor e saudabilidade: “Vamos explorar o uso da inteligência artificial no varejo, as mudanças no comportamento dos consumidores e o surgimento de novas linhas de produtos. Também traremos reflexões sobre inovação, personalização e eficiência operacional em um cenário cada vez mais tecnológico”.

GRAZIELA, DA REDE TOP: “QUANTO MAIOR O RESULTADO, MAIOR É O INVESTIMENTO EM PESSOAS.”

DO GRUPO TRIMAIS: “A GENTE SAI DA APAS SHOW COM IDEIAS QUE, RAPIDAMENTE, VIRAM AÇÃO DENTRO DA LOJA.”

SOLINO,
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Cunha

No auditório Inovação Vibrante, o foco recairá sobre tendências globais, retail media e transformação digital, temas que já impactam diretamente o dia a dia das lojas. A proposta é discutir como dados, tecnologia e novos modelos de negócio podem ser aplicados de forma prática, sem perder a conexão com o consumidor, reforçando a ideia de que inovação só gera valor quando melhora a experiência.

A trilha Visão que Pulsa (ou Estratégia Visionária) ampliará o debate para temas estruturais, como economia circular, sustentabilidade e função social do varejo. Aqui, o “coração supermercadista” aparece sob uma ótica ainda mais ampla: a do supermercado como agente de transformação local, conectado às comunidades e às novas demandas da sociedade.

Já no auditório Execução Harmônica, o foco estará naquilo que sustenta o resultado no dia a dia: operação, logística e eficiência. A trilha traduz, na prática, o desafio de equilibrar pressão por margem com qualidade de execução: um dos pontos centrais do varejo supermercadista.

No espaço Ritmo de Vendas, os debates se voltarão

para estratégias comerciais e de marketing, abordando desde construção de valor até diferenciação no ponto de venda. Um dos destaques será a palestra “Marca própria como diferencial competitivo”, que coloca esse tema no centro da estratégia do varejo. “As marcas próprias deixam de ser apenas uma alternativa de preço para se tornarem uma estratégia central de posicionamento, fidelização e rentabilidade”, afirma Neide Montesano, CEO da Montesano Negócios e presidente da Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (ABMAPRO).

De acordo com Neide, o varejo evolui para portfólios mais inteligentes: “O painel mostra como dados, curadoria e inovação fortalecem a percepção de valor das marcas próprias, gerando diferenciação real no ponto de venda”, diz.

Se o tema do congresso coloca o fator humano no centro, é no auditório Gente que Vibra que essa discussão ganhará profundidade. O painel “O desafio da retenção de talentos no varejo” abordará um dos principais gargalos do setor: atrair, desenvolver e manter equipes engajadas. “Vamos discutir como o

RH pode atuar de forma estratégica, conectando cultura, negócio e inovação”, afirma Luciana Alves, diretora sênior de RH no Grupo Carrefour Brasil. Ela destaca, ainda, a importância de iniciativas concretas: “Vamos compartilhar exemplos de desenvolvimento de lideranças, construção de pipelines de talentos e o papel da diversidade e inclusão como alavancas de performance”, afirma.

A discussão ganhará uma camada ainda mais prática com a visão de Ana Paula Cestari, diretora da rede de Supermercados Pessotto: “O grande desafio do supermercadista, hoje, é equilibrar tecnologia, dados e sensibilidade humana. Porque não existe experiência para o cliente se não houver experiência para o colaborador”.

Outro ponto relevante da programação aparecerá no painel “Sucessão: novos olhares, mesma paixão”, que trará à tona um tema crítico para o setor, especialmente em empresas familiares.

“Ser sucessor vai muito além de assumir uma posição, é construir legitimidade

todos os dias”, afirma Xênia Pinheiro, diretora de desenvolvimento humano do Pinheiro Supermercados. Para ela, a sucessão precisa ser tratada como estratégia. “A legitimidade não é herdada, é conquistada por meio de atitudes, decisões consistentes e pela capacidade de equilibrar o respeito ao legado com a necessidade de evolução”.

Ao percorrer diferentes áreas, da liderança à operação, da inovação às pessoas, o congresso Update-se mostra que o “coração supermercadista” não é um conceito isolado. Ele está na forma como o varejo pensa o futuro, executa o presente e constrói relações ao longo de toda a cadeia.

Mais do que dividir o conteúdo em auditórios, a proposta do festival APAS SHOW 2026 é integrar essas dimensões, mostrando que resultado, tecnologia e relacionamento não competem entre si, mas se complementam. Afinal, o futuro do varejo não está em escolher entre eficiência e emoção, mas em saber operar com os dois, ao mesmo tempo.

VANESSA, DO COOP: “NÃO EXISTE CONSISTÊNCIA DE RESULTADO SEM CONEXÃO EMOCIONAL.”

SONDA, DO SONDA SUPERMERCADOS: “APAS SHOW É FUNDAMENTAL PARA ACOMPANHAR TENDÊNCIAS E FORTALECER PARCERIAS.”

TOMATE PREMIUM

A Heinz expandiu seu portfólio de atomatados com o lançamento do extrato de tomate, marcando entrada estratégica na categoria. O produto chegou em embalagem pouch de 240 g, com foco em rendimento, textura encorpada e sabor marcante, atendendo ao preparo doméstico.

MORANGO EM DESTAQUE

SABORES GLOBAIS EXCLUSIVOS

A Lay’s apresentou edição limitada inspirada na Copa do Mundo FIFA 2026, ampliando o portfólio com três novos sabores: picanha brasileira, taco mexicano e queijo camembert francês. A novidade aposta na conexão com o evento e na diversidade gastronômica, traduzindo diferentes culturas em experiências sensoriais adaptadas ao paladar brasileiro e reforçando o apelo de experimentação e engajamento com o consumidor.

A Fini lançou a bala de gelatina morango silvestre, ampliando o portfólio com foco no sabor mais consumido da categoria no Brasil. O produto chega em embalagens de 80 g, 250 g e a partir de 500 g, com distribuição nacional. O lançamento atende à demanda por variações dentro de sabores já consolidados, reforçando a estratégia de renovação do portfólio.

LIMPEZA PESADA EFICIENTE

A Bettanin ampliou o portfólio da marca EsfreBom com o lançamento da esponja Limpeza Extrema, voltada a demandas de alto desempenho. O produto utiliza a tecnologia Diamond, com fibra composta por micropartículas de diamante para remoção de sujeiras difíceis, além de íons de prata com ação antibacteriana.

Novasnopalco: as empresas que fazem sua estreia no festival APAS SHOW 2026

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Com segmentos que vão de beleza capilar a consultoria tributária, passando por snacks e soluções logísticas para frotas, empresas chegam com objetivos claros: visibilidade, conexões e crescimento acelerado

OFestival APAS SHOW APAS

SHOW é muito mais do queuma vitrine de produto: é o lugar onde o varejo brasileiro define rumos, firma parcerias e descobre tendências. E a cada edição, um grupo especial de empresas chega pela primeira vez, trazendo novidades, perspectivas frescas e a energia de quem tem tudo a mostrar.

Na edição de 2026, esse grupo é heterogêneo e revelador. Há indústrias em plena expansão nacional, marcas internacionais em busca de um primeiro contato com o canal alimentar, prestadoras de serviços que identificaram no evento uma janela estratégica e negócios que nasceram há pouco tempo, mas já chegam com proposta madura.

NOVIDADE PARA A GÔNDOLA

O Grupo New Pet, do Paraná, vive um momento de virada e a APAS SHOW 2026 é o palco escolhido para anunciá-lo ao varejo. Com uma nova planta fabril em construção em São Paulo e presença em expansão em diferentes regiões do país, a empresa tem na participação na feira a oportunidade de reforçar seu posicionamento nacional. O destaque do estande será a linha Dots, formada por Natural Dots e New Dots, com a apresentação de uma nova linha de rações superpremium como principal lançamento. O portfólio também inclui sachês, palitos de petiscos, comida natural e granulados higiênicos biodegradáveis, todos com ingredientes 100% naturais e livres de transgênicos, embalagens biodegradáveis e inclusão de carnes

e vegetais frescos. “Queremos reforçar nosso papel como uma solução completa em pet food e pet care para o varejo, com destaque para o fortalecimento da marca Dots nesse novo momento de expansão. Buscamos gerar novas conexões comerciais e con- solidar o posicionamento da empresa como parceira estratégica para redes que desejam crescer na categoria pet com inovação, qualidade e competitividade”, explica Leonel Mazzini, CEO do Grupo New Pet.

Fortalecida por um movimento corporativo de peso, a Skala desembarcará na APAS SHOW 2026 em uma nova fase: a marca passou a integrar o Grupo Bora Brasil, após fusão com a Lola from Rio, formando o quarto maior grupo de cuidados com os cabelos do país. O evento servirá de palco para o lançamento conjunto das duas marcas. A Skala apresentará as novas máscaras de tratamento Skala Brasil nas versões hidratação, nutrição e restauração e os hidratantes corporais Skala Brasil com nova fórmula de até 72 horas de hidratação e fragrância de pitanga com flor de cerejeira, disponíveis em 200 e 400 ml.

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Já a Lola from Rio celebrará seus 15 anos com a edição limitada da icônica máscara Morte Súbita, novos kits promocionais, a nova máscara de tratamento Basicão, que hidrata sem pesar os fios, e o creme de pentear multibenefício 10 em 1, produtos desenvolvidos especificamente para o canal alimentar. “A APAS SHOW é um evento de grande relevância e conexão com o setor. É a ocasião perfeita para estreitar parcerias com nossos clientes por meio de discussões de estratégias de negócios conjuntas e alinhamento dos nossos planos de crescimento para o ano”, afirma Marina Mizumoto, diretora de excelência comercial do Grupo Bora Brasil.

Uma das apostas mais inusitadas da edição virá do Paraná: fundada em 2025, a Loqui-

tos Indústria de Doces apresentará ao varejo a Brazilian Delight, uma releitura do Turkish Delight (ou manjar turco), agora com identidade 100% brasileira, ingredientes naturais e sabores tropicais. A proposta une a experiência de origem turca a uma leitura contemporânea do gosto brasileiro. O plano original da empresa era exportar para Europa e Estados Unidos, mas o forte interesse detectado no mercado local fez a companhia mudar de rota e priorizar a consolidação da marca no Brasil.

“Entendemos que era fundamental apresentar nossa proposta no lugar certo, no momento certo e para as pessoas certas. A APAS SHOW se mostrou o ambiente ideal para a nossa primeira participação. Queremos mostrar ao mercado que é possível transformar um doce centenário em uma experiência contemporânea, natural e com forte conexão com o

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Brasil”, declara Ibrahim Bakirhan, proprietário da empresa.

Na TZL Chocolates, o propósito é claro desde o início: reinventar a experiência do chocolate com cacau premium 100% brasileiro, sem abrir mão da saudabilidade. A marca nasceu do projeto de uma família apaixonada por oferecer sabor, textura e qualidade em cada etapa da cadeia produtiva. Entre os lançamentos da edição, estará o Only4 de morango liofilizado, que reforça o posicionamento da marca em produtos de autoindulgência para diferentes perfis de consumidor. “A APAS SHOW é a principal feira

voltada ao varejo alimentar, uma oportunidade única de conectar com diferentes redes de diferentes perfis e regiões. Estamos felizes e animados em participar, dada a relevância para o canal varejo”, falou Bruna Zillig, coordenadora de negócios internacionais e eventos da TZL.

Sediado no Rio Grande do Sul, o Grupo MDA Alimentos já exporta para Uruguai e países da África e, agora, mira o Brasil inteiro. A participação na APAS SHOW é o movimento escolhido para acelerar essa expansão e consolidar presença em todo o território nacional. O portfólio apresentado

incluirá linhas de batata congelada (o carro-chefe estratégico da companhia), batata chips, batata palha, extrusados (salgadinhos de milho), salgadinhos de trigo e a vodca de batata IchBin — produto que reforça o posicionamento de inovação da marca. “Mais do que participar, estamos indo com o objetivo de posicionar o Grupo MDA como um player relevante no cenário nacional e avançar ainda mais no mercado global. A APAS SHOW é uma das maiores vitrines do varejo da América Latina e estar presente representa acelerar conexões, abrir novos mercados e consolidar parcerias estratégicas”, sentencia Eduardo Müller Junior, CAO e diretor executivo administrativo.

A Fest Ball, de Ribeirão Preto, especializada em produtos para lojas de festas, dará seu primeiro passo no canal alimentar justamente na APAS SHOW 2026. A decisão veio de uma demanda concreta: a empresa passou a ser procurada por supermercados e atacadistas interessados em seu portfólio. “Para atender esse novo público, a Fest Ball conta com um mix específico para o canal, com balões premium e linhas sazonais e exclusivas distribuídas por segmento de tamanho de loja: grande, médio e pequeno porte”, diz Daniel Guimarães, representante do departamento comercial.

SOLUÇÕES QUE TRANSFORMAM A OPERAÇÃO DO VAREJO

Referência global em automação do varejo, a Diebold Nixdorf estreiará na APAS SHOW com um mix de soluções de inteligência artificial para o setor supermercadista. No estande, três inovações de IA integradas aos terminais de self-checkout: o Vynamic Smart Vision Fresh Produce Recognition, que identifica automaticamente itens frescos sem código de barras usando visão computacional; o Age Verification, que estima a idade do consumidor por câmera para liberar produtos com restrição sem interromper o fluxo da compra; e o Shrink Reduction, que detecta inconsistências na digitalização de produtos e previne perdas em tempo

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real. Além das soluções de IA, o estande apresentará o Scan&Go, que permite ao cliente registrar produtos pelo celular enquanto percorre a loja e finalizar a compra em um terminal com validação por balança integrada, e o DN Series Express Check&Go, terminal versátil que opera como self-checkout, checkout assistido ou dispositivo de informação, com versões em pé e de mesa. “Vemos que o segmento vive uma transformação mais estrutural, em que eficiência operacional e experiência do consumidor deixam de competir por prioridade e passam a ser tratadas de forma muito mais integrada.

Estar na APAS ‘SHOW neste contexto significa acompanhar de perto essa mudança enquanto ela acontece”, afirma Jean Bob, diretor comercial da Diebold Nixdorf no Brasil.

A Matrix Print, também de Ribeirão Preto, entrará na APAS SHOW com foco em uma dor concreta do varejo: o cartazeamento. A empresa apresentará uma solução completa que integra equipamen-

tos e softwares para a produção e gestão de cartazes no ponto de venda — uma frente operacional que, apesar de crítica para a comunicação e precificação nas lojas, ainda carece de soluções integradas no mercado. O objetivo da participação é fechar negócios e fortalecer o networking com gestores de varejo. “Estamos focados no crescimento da nossa marca e em apresentar uma solução para nossos clientes. O principal objetivo é o fechamento de negócios e o fortalecimento do nosso networking. Teremos uma solução completa no que diz respeito ao cartazeamento do varejo, com equipamentos e softwares integrados”, anuncia o gerente comercial Wagner Barros.

Poucos temas dominam tanto a pauta do varejo quanto a reforma tributária — e é exatamente aí que a MBW aposta sua primeira participação na APAS SHOW. O escritório de consultoria tributária já atua com centenas de supermercados em todo o Brasil e usará o evento para levar inteligência fiscal diretamente ao supermercadista.

O portfólio que será apresentado inclui três frentes: um estudo personalizado de impacto da reforma tributária em preço, margem e caixa; um projeto de recuperação de créditos tributários pagos indevidamente, com modelo de honorários condicionado ao uso do crédito; e uma consultoria de adequação à reforma, com foco em revisão de formação de preço, ajuste de pro-

cessos fiscais e preparação para IBS e CBS. “Mais do que marcar presença, a participação representará um movimento natural de posicionamento institucional: estar próximo do supermercadista, antecipar tendências tributárias e levar inteligência fiscal diretamente ao setor”, fala Mozarth Bielecki Wierzchowski, sócio da MBW. Produtividade e logística para o setor supermercadista: esse é o foco da Ford Pro em sua primeira participação na APAS SHOW. A empresa apresentará as novas versões da linha Ford Ranger XL 2026 — incluindo cabine simples e chassi com transmissão automática, além da XL cabine dupla automática — e a linha Transit nas versões Furgão e Chassi, projetadas para as necessidades logísticas do setor, com a versão Minibus com-

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pletando a oferta para transporte de passageiros. A participação terá como foco central o fortalecimento do relacionamento comercial e a prospecção de novos clientes no universo do varejo alimentar.

Transformar o supermercado em um hub de serviços de conveniência: essa é a proposta com que a Lavateria desembarcará na APAS SHOW 2026. A rede integra lavanderias autosserviço ao ambiente das lojas, respondendo a uma lógica crescente do consumidor que quer resolver múltiplas necessidades em um único ponto. A empresa apresentará modelos compactos e modulares desenvolvidos para rápida implantação em supermercados, postos e centros comerciais, além de um novo conceito de loja com ambiente mais moderno e tecnológico. A participação visa ampliar a presença da rede em locais de alto fluxo e consolidar parcerias com grandes players do varejo.

“A lavanderia autosserviço deixa de ser apenas um serviço e passa a atuar como um gerador de conveniência e valor para o varejo. O modelo da rede

se encaixa diretamente na nova lógica do consumidor, que busca otimizar tempo e resolver múltiplas necessidades em um único local”, explica Leandro Silva, CEO e fundador da Lavateria.

A diversidade dos estreantes da APAS SHOW 2026 diz muito sobre o momento do varejo brasileiro. Nunca a feira atraiu tantos

perfis diferentes: indústrias em expansão, startups com produtos inéditos, prestadoras de serviços especializados e empresas de setores até então distantes do canal alimentar. O que une todos eles é a leitura de que a APAS SHOW não é apenas mais uma feira, é o rito de passagem de quem quer ser levado a sério pelo varejo.

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Parcerias duradouras

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Expositores veteranos destacam por que a presença contínua no evento é vital para fortalecer vínculos, realizar benchmarking e transformar relacionamento em resultados reais

Desde as primeiras edições, marcas tradicionais acompanham a evolução da APAS SHOW e reforçam o papel do evento na construção do autosserviço brasileiro. Ao completar quatro décadas, o festival celebra o segmento, através do tema do congresso em 2026, que trará como mote: “Coração supermercadista - a paixão que transforma o varejo”.

A história da APAS SHOW se entrelaça com a própria trajetória do varejo supermercadista brasileiro. Desde sua primeira edição, em 1984, o evento organizado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) evoluiu de uma mostra setorial para se tornar o maior encontro supermercadista do mundo, acompanhando transformações profundas no consumo, na gestão e na relação entre indústria e varejo.

Ao longo desses mais de 40 anos, a presença contínua das indústrias foi decisiva para a consolidação da feira como um ambiente estratégico de negócios, relacionamento e troca de conhecimento. Empresas que estiveram desde o início ajudaram a construir não apenas a história do evento, mas também o desenvolvimento do autosserviço nacional.

Hoje, a APAS SHOW reúne mais de 900 marcas expositoras, recebe visitantes de todos os Estados brasileiros e do mundo e movimenta bilhões em negócios a cada edição. Em 2025, o evento alcançou R$ 16,5 bilhões em negócios e recebeu mais de 151 mil visitantes. Para 2026, quando completará 40 edições, a feira reforça seu papel como plataforma essencial para a cadeia supermercadista.

Ao longo das décadas, a feira também ampliou seu escopo, transformando-se em um verdadeiro festival supermercadista. “A gente passou a chamar de festival porque ele é agregador de várias iniciativas dentro do mesmo ecossistema”, explica Fabiano Benedetti, diretor de marketing, vendas e CRM da APAS. “Hoje, o evento reúne feira de negócios, 11 congressos com conteúdos específicos e um ambiente que conecta toda a cadeia”, ressalta.

Para Romano Pansero, estrategista global de varejo e consultor da APAS SHOW desde a primeira edição, o conteúdo sempre foi um diferencial. “A oportunidade de atualização que os congressos e painéis promovem ao longo dos anos é imprescindível e marcante para a transformação do setor”, afirma.

Hiperpersonalização: Entender o “coração supermercadista” através de dados;

PDV Perfeito: A integração entre execução de loja e sustentabilidade (ESG);

Digitalização: Soluções de selfcheckout e inteligência comercial para reduzir rupturas;

Experiência do shopper: Transformar o ato de compra em um momento de conexão emocional.

GIGANTES QUE ESTÃO DESDE O INÍCIO

A longevidade deste sucesso deve-se à presença contínua de indústrias que ajudaram a construir o desenvolvimento do autosserviço nacional. Entre as marcas históricas está a MBRF, companhia formada a partir da fusão entre Marfrig e BRF. Com presença histórica na APAS SHOW, a empresa vê o evento como parte central de sua estratégia de relacionamento com o varejo. “A MBRF tem um longo histórico de parceria com a APAS e de participação na APAS SHOW, evento que foi se consolidando e se tornou estratégico para a nossa companhia”, afirma Manoel Martins, vice-presidente de Mercado Brasil e Marketing da MBRF.

Para o executivo, a feira sempre foi um espaço fundamental para fortalecer vínculos com os supermercadistas, impulsionar negócios e apresentar soluções alinhadas às necessidades do setor. “É um momento importante para apresentar lançamentos e promover iniciativas e melhores práticas de execução no ponto de venda, que contribuem diretamente para o desenvolvimento do varejo”, destaca.

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TENHA EM MENTE:

A edição de 2026 ganha simbolismo adicional para a empresa por marcar a primeira participação após a criação da MBRF. “Será uma oportunidade de apresentar nosso portfólio multiproteínas completo, reunindo marcas icônicas, como Sadia, Sadia Bassi, Perdigão, Perdigão Montana e Qualy, com uma força comercial ainda mais integrada”, reforça Martins.

Outra companhia que acompanha a APAS SHOW desde seus primeiros passos é a Coca-Cola FEMSA Brasil. Presente desde as edições iniciais, a empresa testemunhou o crescimento da feira e sua consolidação como principal ponto de encontro do setor supermercadista. “A Coca-Cola FEMSA Brasil participa da APAS SHOW desde as primeiras edições, acompanhando a evolução do evento como o principal encontro do setor supermercadista”, afirma Guilherme Façanha, diretor Comercial Key Accounts da companhia.

Segundo Façanha, o evento sempre cumpriu papel estratégico na aproximação com clientes e parceiros. “A APAS SHOW é uma plataforma essencial para apresentar nosso portfólio, discutir soluções comerciais e compartilhar iniciativas alinhadas às tendências de consumo e sustentabilidade”, explica.

Nesse mesmo ritmo de tradição secular, a Selmi

mantém uma presença consistente há mais de 20 anos. Para Marcelo Guimarães, diretor comercial, o evento é uma vitrine qualificada para marcas, como Renata, Galo e Todeschini. “A feira é um ambiente de relacionamento e geração de negócios, onde a Selmi reforça seu posicionamento como uma indústria sólida, atenta às transformações do consumo”, afirma. “Além de impulsionar negociações e ampliar a visibilidade das marcas, a feira permite um olhar atento sobre o mercado por meio do benchmarking, da leitura de comportamento do shopper ou da identificação de novas demandas”, complementa. Em 2026, a grande aposta da companhia é o lançamento do biscoito Renata Saltix, que une tradição às novas ocasiões de consumo.

A Ambev também possui uma trajetória que se confunde com a da própria feira. Fábio Martini, diretor de off trade Brasil da Ambev, recorda que a empresa já participava com Brahma e Antarctica na primeira edição em 1984, antes mesmo da concepção da Ambev. “Como Ambev, estamos em todas as edições desde 1999, sendo as únicas exceções 2020 e 2021, por conta da pandemia”, diz. “É um evento muito importante, pois é a maior feira de supermercados do mundo e um grande momento de conexão com os nossos clientes e parceiros”, conclui.

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CONTINUIDADE E INOVAÇÃO

Para muitas empresas, a APAS SHOW é um termômetro vital do mercado. A Santa Helena Indústria de Alimentos, outra veterana no evento, tem uma trajetória de participações consistentes. Fabiano Alves, diretor Comercial, destaca: “É o local onde apresentamos ao mercado nossas novidades, como fizemos em 2024 com o lançamento da Paçoquita Zero e a parceria inovadora da Crokíssimo com a De Cabrón e, em 2025, quando levamos o projeto Girocast para conectar nossa equipe com parceiros e clientes de forma descontraída”. Para 2026, a empresa prepara lançamentos e novidades para a campanha junina.

A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil participa há mais de uma década. João Carlos de Oliveira, presidente, vê o evento como um espaço fundamental por reunir indústria, varejo e provedores de tecnologia. “É onde conseguimos demonstrar, na prática, como os padrões globais, como a identificação de produtos e seus respectivos dados, continuam evoluindo; e soluções, como o QR Code padrão GS1, já começam a ganhar escala e protagonismo”, afirma. Outra empresa que

marca presença há pelo menos duas décadas na APAS SHOW é a Olé Alimentos. Marcela Arjona, diretora de marketing, destaca a

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relevância estratégica para solidificar relacionamentos e apresentar inovações, como o fortalecimento da linha com o selo MasterChef e a presença do embaixador, o chef Erick Jacquin. “Além de potencializar oportunidades comerciais, o evento também é fundamental para o benchmarking, networking estratégico e atualização constante frente às demandas e transformações do setor”, ressalta a executiva.

Já a Natural One, presente há mais de 10 anos, usará a edição de 2026 para revelar sua nova identidade visual. Poliane Vitório, gerente de trade marketing, antecipa: “Vamos apresentar a evolução dos nossos produtos de sabor laranja, com frutas colhidas diretamente dos nossos mais de 6.000 hectares de pomares próprios, garantindo frescor e rastreabilidade”.

No segmento de higiene oral, a Dentalclean participa desde 2016. Leonardo Filoso, diretor de Marketing, vê o evento como um termômetro de mercado: “proporciona a oportunidade de fortalecer o relacionamento com clientes já consolidados, além de estabelecer novas conexões comerciais”,

pontua. “Por lá estão reunidos os principais players da indústria e do varejo, com forte presença de supermercadistas de todo o país, o que favorece não só a geração de negócios, mas também a aproximação estratégica com clientes e parceiros”, diz.

A BMG Foods chegará à sua 3ª edição em 2026 com quase o dobro do tamanho da área no segundo ano, quando ampliou em 300% o número de visitantes. “Este evento é muito estratégico para nossos planos de tornar nossas marcas mais conhecidas e ampliar nossa presença em nível nacional”, relata Ricardo Rinaldo, head de marketing. “Vemos na APAS SHOW uma grande vitrine de novidades da indústria, com tudo de importante para o setor acontecendo por lá, como lançamentos de produtos, inovações, novos entrantes no mercado e, por isso, não podemos ficar de fora”.

Para o Grupo Heineken, a APAS SHOW é o grande termômetro do varejo brasileiro, fundamental para consolidar sua posição como parceiros estratégicos de negócio. “Todos os anos, aproveitamos esse espaço não apenas para expor nossas marcas, mas

O QUE ESPERAR DA 40ª EDIÇÃO

• A APAS SHOW 2026 será marcada por expansão e inovação. Benedetti destaca a presença da Itália como país anfitrião e o avanço significativo na participação internacional. A tecnologia será central, com a ampliação do uso de recursos digitais e inteligência artificial.

• Novidades, como a APAS Run, corrida que ocorrerá no domingo anterior à feira, conectam o evento ao tema de bem-estar. O compromisso social e ambiental também é reforçado com ações de arrecadação de alimentos em parceria com a Polícia Militar e o Instituto Center Norte.

• O congresso Update-se contará com especialistas renomados, como Bob Phibbs, além de nomes como a apresentadora Angélica.

• Ao final de quatro dias de evento, o que ficará não serão apenas os bilhões em negócios, mas a certeza de que a tecnologia e a estratégia só fazem sentido quando estão a serviço das pessoas. Como bem define a organização do evento: “a APAS SHOW é onde o varejo e a indústria se encontram para fazer negócios acontecerem”, ratifica Benedetti. E para quem participa há décadas, esse encontro é o batimento cardíaco que mantém o setor vivo e pulsante.

para sentar à mesa com nossos clientes e revisar planos que garantam giro e rentabilidade na ponta”, explica Natália Urnikes, gerente nacional de Trade Marketing. “É o momento de discutir nossa categoria, entendendo como o nosso portfólio pode ajudar o varejista a otimizar a gôndola e aumentar o tíquete médio das lojas, além de uma oportunidade importante de benchmarking e troca com diferentes players do mercado, permitindo ampliar repertório, identificar novas oportunidades e acelerar a evolução das nossas estratégias”, complementa.

Desde 2022 no evento, a Heineken destaca a iniciativa do “PDV Perfeito”: “uma imersão em um ponto de venda ideal que demonstra como a execução pode acontecer de maneira estratégica e orientada à melhor experiência do shopper”, res-

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Itália puxa expansão internacional no festival

APAS SHOW

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e Shutterstock
País

anfitrião amplia visibilidade, consolida marcas e acelera relações comerciais com redes supermercadistas

Escolhido como país anfitrião do festival APAS SHOW 2026, a Itália não apenas ocupará posição de destaque no evento, como também consolidará uma estratégia robusta de expansão no Brasil. Com um pavilhão que reunirá 31 empresas do setor agroalimentar, o país chegará ao festival com uma presença recorde e um posicionamento cada vez mais alinhado às demandas do varejo nacional.

A evolução da participação italiana ao longo dos últimos anos evidencia esse movimento.

Em 2022, na estreia da iniciativa oficial, eram 12 empresas. Em 2026, o número saltou para 31, demonstrando o amadurecimento da estratégia e o crescente interesse das marcas italianas em ampliar sua atuação no Brasil. “A participação italiana na APAS SHOW reafirma a importância estratégica do mercado brasileiro para o setor agroalimentar e consolida a feira como uma plataforma central para ampliar negócios e fortalecer marcas”, afirma Milena Del Grosso, diretora para o Brasil da Italian Trade Agency (ITA).

Mais do que ampliar a presença física na feira, a Itália utilizará a APAS SHOW como plataforma central de negócios. O evento funcionará como ponto de encontro qualificado entre indústria, varejo e distribuição, favorecendo conexões diretas com importadores, redes supermercadistas e compradores estratégicos, fator decisivo para a consolidação de parcerias comerciais de longo prazo. “As conexões geradas na feira favorecem encontros com importadores, redes supermercadistas e distribuidores, criando um ambiente altamente qualificado para geração de negócios”, destaca Milena. Esse movimento está diretamente conectado ao desempenho das exportações italianas no setor. As importações brasileiras de alimentos e bebidas Made in Italy cresceram de US$ 278 milhões, em 2022, para US$ 410 milhões em 2025, um avanço de 47,5%. Com isso, o Brasil se consolida como o terceiro principal

destino dessas exportações nas Américas, atrás, apenas, de Estados Unidos e Canadá.

Para a executiva, a presença italiana na APAS SHOW está diretamente conectada a esse desempenho. “A feira exerce um papel relevante ao favorecer o relacionamento com compradores estratégicos e apoiar a expansão das marcas italianas no Brasil”, afirma.

Nesse contexto, o status de país anfitrião ampliará ainda mais o alcance da participação italiana. A visibilidade institucional se traduz em fortalecimento de marca, maior capacidade de articulação comercial e posicionamento estratégico junto ao varejo brasileiro. “A escolha da Itália como país anfitrião reforça o papel do país no aprofundamento das conexões comerciais, na oferta de produtos de alto valor agregado e no intercâmbio de conhecimento com o varejo nacional”, ressalta Milena.

MILENA, DA ITA (ITÁLIA): “A PARTICIPAÇÃO ITALIANA NA APAS SHOW REAFIRMA A IMPORTÂNCIA ESTRATÉGICA DO MERCADO BRASILEIRO E CONSOLIDA A FEIRA COMO UMA PLATAFORMA

CENTRAL PARA AMPLIAR NEGÓCIOS E FORTALECER MARCAS.”

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PORTFÓLIO MAIS ABRANGENTE

A estratégia de portfólio acompanha essa lógica. Diferentemente de edições anteriores, quando os vinhos tinham maior protagonismo, a atuação atual está direcionada ao canal supermercadista, com foco em categorias de alta demanda e giro, como massas, atomatados, azeites, vinagres, pães, bolos, biscoitos, queijos, presuntos e embutidos. “Hoje, a APAS SHOW se consolidou como um espaço prioritário para a promoção de alimentos voltados ao canal supermercadista, em linha com a demanda do varejo brasileiro”, explica a executiva.

Outro fator relevante é a consistência das marcas ao longo do tempo. Empresas como a Pasticceria Fraccaro, presente desde a primeira edição da participação oficial italiana, e a Coppola Foods, que mantém uma trajetória contínua no evento, reforçam a construção de relações duradouras com o mercado brasileiro, um ativo essencial para a consolidação de negócios internacionais.

A participação italiana também ocorre em um momento simbólico. O reconhecimento da cozinha italiana como patrimônio cultural imaterial da humanidade pela UNESCO reforça o valor histórico e identitário do país, enquanto marcos, como os 80 anos da República Italiana e os 100 anos da Agenzia ICE, ampliam o peso institucional dessa presença. “Essa participação reafirma não apenas a excelência do Made in Italy, mas também a profundidade de sua herança cultural e sua capacidade de se traduzir em negócios e inovação”, completa. Dentro desse contexto, a escolha como país anfitrião ampliará ainda mais o protagonismo italiano. “O status reforça a visibilidade das marcas, fortalece a imagem institucional do país e posiciona a Itália como referência global em qualidade, tradição e inovação no setor agroalimentar”, diz Milena. “Mais do que exposição, trata-se de uma oportunidade de aprofundar relações comerciais, ampliar negócios e intensificar o intercâmbio com o varejo brasileiro”, conclui.

AGNIESZKA, DA POLÔNIA: “O NOSSO OBJETIVO É DESTACAR A DIVERSIDADE E A QUALIDADE DO SETOR AGROALIMENTAR DA POLÔNIA, APRESENTANDO PRODUTOS JÁ RECONHECIDOS POR SEU EXCELENTE SABOR.”

Foto:

PAÍSES AMPLIAM PRESENÇA

E ACIRRAM A DISPUTA NAS GÔNDOLAS

Se a Itália lidera como anfitriã, outras delegações internacionais chegam à APAS SHOW 2026 com estratégias igualmente estruturadas, reforçando o caráter global do evento e a crescente competitividade no varejo brasileiro.

A Polônia apostará na força e na diversidade do seu setor agroalimentar para conquistar espaço no país. O portfólio apresentado inclui carnes, frutas e vegetais frescos, laticínios e uma ampla gama de doces premium, como biscoitos, chocolates, wafers e pralines. “O nosso objetivo é destacar a diversidade e a qualidade do setor agroalimentar da Polônia, apresentando produtos já reconhecidos por seu excelente sabor”, afirma Agnieszka Fidler, especialista sênior do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Para a delegação, o Brasil vem ganhando importância estratégica, impulsionando a necessidade de diversificação das exportações e o fortalecimento da presença dos produtos poloneses no mercado local. A participação na feira é vista como uma oportunidade direta de estabelecer relações comerciais com redes supermercadistas, distribuidores, restaurantes e atacadistas, além de ampliar a competitividade internacional do setor.

A Indonésia, por sua vez, ampliará sua atuação, sinalizando uma mudança importante no posicionamento dentro do varejo. Além de alimentos e bebidas, o país levará à feira produtos que dialogam com novas categorias em expansão, como suplementos herbais, vitaminas e minerais, acompanhando a ampliação da área de farmácia nos

supermercados brasileiros. “Estamos indo além da categoria de alimentos e bebidas, apresentando produtos que conectam a rica herança tropical da Indonésia a uma produção moderna e sustentável”, afirma Astri Permata Sari, diretora do Indonesian Trade Promotion Center São Paulo.

Outro diferencial é a capacidade de produção em marca própria. “Os fabricantes indonésios têm capacidade de produção em private label, acompanhando essa tendência crescente do varejo supermercadista brasileiro”, destaca a executiva. A participação contínua - este é o terceiro ano consecutivo no eventoreforça o compromisso de longo prazo com o mercado brasileiro e a construção de relações comerciais baseadas em confiança e presença recorrente.

Já Portugal marcará presença na APAS SHOW com uma estratégia claramente orientada para negócios. A delegação reunirá dez empresas com forte vocação exportadora e apresentará um portfólio alinhado às demandas do varejo, com

DEOLINDA, DA PORTUGALFOODS: “PROPOSTAS DIFERENCIADAS E FORTE FOCO NA EXPORTAÇÃO, REPRESENTANDO A CAPACIDADE DO SETOR AGROALIMENTAR PORTUGUÊS EM GERAR VALOR COMERCIAL NOS MERCADOS INTERNACIONAIS.”

categorias como azeites, conservas, pescado congelado, café, confeitaria e bebidas inovadoras. “A participação integra empresas com propostas diferenciadas e forte foco na exportação, que representam a capacidade do setor agroalimentar português em gerar valor comercial nos mercados internacionais”, afirma Deolinda Silva, diretora executiva da PortugalFoods. A expectativa é transformar a presença na feira em resultados concretos. “Queremos gerar negócio, abrir novos canais de distribuição e aumentar a presença de produtos portugueses no ponto de venda”, afirma a diretora.

Um dos destaques da participação portuguesa é o espaço “Vinhos de Portugal”, organizado pela ViniPortugal, que reunirá 21 produtores de diferentes regiões vitivinícolas. “A presença tem como objetivo fortalecer a imagem e a presença dos vinhos portugueses no mercado brasileiro, além de criar novas oportunidades de negócios e ampliar o relacionamento com importadores, distribuidores e redes supermercadistas”, destaca Daniela Costa, Area Manager & Wine Educator da Vini Portugal.

Ao reunir países com estratégias tão distintas, da tradição e escala italiana à diversificação da Indonésia, passando pela qualidade europeia da Polônia e pelo posicionamento premium de Portugal, o festival APAS

SHOW 2026 reforça seu papel como principal hub global de negócios do varejo supermercadista. “Mais do que uma feira, o evento se consolida como um Festival, um ecossistema onde o varejo brasileiro se conecta ao mundo e onde o mundo disputa espaço, cada vez mais preparado, nas gôndolas do Brasil”, define Fabiano Benedetti, diretor de marketing, vendas e CRM da Associação Paulista de Supermercados (APAS).

ITÁLIA EM NÚMEROS NO BRASIL

US$ 410 MILHÕES EM IMPORTAÇÕES

BRASILEIRAS (2025)

CRESCIMENTO DE 47,5% DESDE 2022

3º PRINCIPAL DESTINO NAS AMÉRICAS

31 EMPRESAS NO FESTIVAL APAS 2026 (VS 12 EM 2022)

Foto: Eliane Cunha

TECNOLOGIA GLOBAL TAMBÉM

GANHA ESPAÇO

A internacionalização do festival APAS SHOW 2026 não se limita ao sortimento de produtos. Empresas globais de tecnologia também utilizam o evento como plataforma estratégica para se aproximar do varejo brasileiro, caso da Diebold Nixdorf, que participa pela primeira vez da feira. “Participar da APAS SHOW agora é estar no centro de uma conversa que ganha cada vez mais escala e urgência, com operações mais digitalizadas e foco crescente na experiência do consumidor”, afirma Jean Bob, diretor comercial da companhia no Brasil.

Para a empresa, o evento funciona como um termômetro do setor supermercadista, permitindo acompanhar tendências, desafios operacionais e a evolução do comportamento do consumidor. “A APAS SHOW é um ambiente importante de

negócios e também de entendimento do que está funcionando no varejo e do que ainda precisa ser desenvolvido”, destaca o executivo.

Durante o festival, a companhia apresentará soluções baseadas em inteligência artificial, voltadas à eficiência operacional e à melhoria da jornada de compra. Entre os destaques, estão tecnologias aplicadas ao self-checkout, como reconhecimento automático de produtos frescos, verificação de idade e prevenção de perdas, além de sistemas que integram escaneamento móvel e pagamento ágil, reduzindo filas e etapas no processo de compra. “Eficiência operacional e experiência do cliente não são opostos , eles se complementam, e quanto mais simples e fluida a operação, mais espaço existe para fortalecer o vínculo com o consumidor”, pontua Jean Bob.

EMPRESAS QUE ESTARÃO NO PAVILHÃO ITALIANO

BOB, DA DIEBOLD NIXDORF: “QUANTO MAIS SIMPLES E FLUIDA A OPERAÇÃO, MAIS ESPAÇO EXISTE PARA FORTALECER O VÍNCULO COM O CONSUMIDOR.”

• AGROMONTE

• ALIMENTA PRODUZIONI

• CALLIPO

• CASA RINALDI

• CASEIFICIO CAVOLA

• COPPOLA FOODS - ANTIGA NA APAS SHOW

• COSTA D’ORO

• FLAMIGNI SRL

• FOODEAST TRADE

• GRUPPO MILO S.P.A.

• LA FABBRICA DELLA PASTA DI GRAGNANO

• LA MOLISANA

• M.E.I. MERCATO ECCELLENZE ITALIANE

• MANFREDI BARBERA E FIGLI SPA, MAZZETTI

L’ORIGINALE,

• MOLINO ROSSETTO

• MONARI FEDERZONI S.P.A.

• MULINO CAPUTO

• NOVI

• OLEIFICIO COPPINI ANGELO S.P.A.

• PASTA OTTIMA - ITALIAN TASTY ALIMENTS SRL

• PASTA SGAMBARO

• PASTICCERIA FRACCARO 1932 - A MAIS ANTIGA

NA APAS SHOW

• PASTIFICIO FRATELLI DE LUCA, RIZZOLI

EMANUELLI

• SASSONE TARTUFI

• SELEKTIA TARTUFI

• SIMONINI

• SUD ITALIA ALIMENTARI

• SUD ITALIA ALIMENTARI SRL

• WADI EL NILE ITALIA

Como a troca de gases refrigerantes impacta a operação dos supermercados

Osetor supermercadista vai enfrentar, nos próximos anos, um problema concreto — e caro: o fim do R-22. Não se trata de uma discussão ambiental distante. É uma mudança que afeta diretamente o custo, a operação e o risco das lojas.

A disponibilidade de R-22 já está sendo reduzida e, a partir de 2027, será insuficiente para sustentar o modelo atual.

Na prática, isso significa uma combinação perigosa: menos oferta e preços cada vez mais altos. Quem depende desse gás vai pagar mais — ou, simplesmente, não vai encontrar.

E há um agravante: muitos sistemas, hoje, operam com altas taxas de vazamento. Em alguns casos, a reposição anual chega a níveis incompatíveis com uma operação eficiente. Isso transforma o R-22 em um custo recorrente e crescente, pressionando margens que já são apertadas.

O risco não é apenas finan -

ceiro. A falta de fluido pode levar à parada de equipamentos, comprometendo a conservação de alimentos e gerando perdas diretas de mercadoria. Além disso, o uso de substâncias em fase de eliminação aumenta a exposição a riscos regulatórios e ambientais.

E o problema não termina com o R-22.

Os gases que hoje são usados como substitutos — como R-134a, R-404A e R-410A — também estão na mira de restrições globais. Ou seja, trocar o gás sem planejamento pode significar apenas adiar o problema.

PAULO ROBERTO DOS SANTOS POMPÍLIO

é primeiro vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e membro do conselho da Associação Paulista de Supermercados (APAS)

Foto:
Divulgação

O setor, portanto, enfrenta três desafios simultâneos:

• Aumento de custos operacionais com a alta do preço dos fluidos;

• Risco de descontinuidade por falta de disponibilidade de gás;

• Necessidade de investimento, seja em retrofite ou em novos sistemas.

Ignorar esse cenário tende a sair mais caro do que agir.

A primeira resposta não exige grandes investimentos: reduzir vazamentos. Sistemas bem operados não deveriam demandar recargas frequentes. Controlar

perdas é a forma mais rápida de diminuir custos e ganhar tempo.

Mas isso não resolve tudo.

Será inevitável, em maior ou menor grau, rever o parque de refrigeração. E essa transição precisa ser planejada. Decisões tomadas sem análise — ou adiadas por muito tempo — aumentam o custo total e o risco operacional.

A mudança dos gases não é uma escolha do setor. É uma imposição regulatória e econômica.

A diferença está em como cada empresa irá reagir: de forma antecipada e estratégica — ou tardia e mais cara. A APAS está estruturando uma área dedicada para tratar o tema.

FRAGRÂNCIAS CONCENTRADAS

FÓRMULA INFANTIL FUNCIONAL

A Piracanjuba Health & Nutrition lançou Plura, ampliando o portfólio com produto voltado a crianças de um a três anos. A fórmula reúne prebióticos, ômegas 3 e 6, além de vitaminas e minerais, com proposta de complementar a alimentação na primeira infância e acompanhar as fases de crescimento e desenvolvimento físico e cognitivo.

A Glade, marca da SC Johnson, lançou a linha Gotas Perfumadas, ampliando o portfólio em home care. O produto é formulado com óleos essenciais e proposta de alto rendimento, permitindo personalização do uso em diferentes ambientes da casa. Disponível nas versões lavanda, eucalipto, citronela, toque de maciez e lembranças de infância.

WHISKY SUPERPREMIUM

A Jack Daniel’s lançou no Brasil a linha Bonded Series, ampliando a atuação no segmento de maior valor agregado. Composta pelos rótulos Bonded, Bonded Rye e Triple Mash, a linha segue a certificação Bottled-in-Bond, com envelhecimento mínimo de quatro anos e teor alcoólico de 50%.

PASTA PROTEICA ZERO AÇÚCAR

A Paçoquita entrou na categoria com o lançamento da linha Paçoquita Power, ampliando o portfólio para além dos produtos tradicionais. Disponível em potes de 500 g nas versões original, caramelo salgado e cacau e avelã, a novidade é vegana, com zero adição de açúcares, zero lactose e sem glúten, acompanhando a demanda por produtos alinhados à proposta de indulgência com restrições.

Confiança sob controle: consumidor

de 2026

troca euforia por estratégia

Com Copa do Mundo, eleições e calendário promocional aquecido, ano traz oportunidades, mas o crescimento dependerá menos de volume e mais de gestão estratégica

Moldada por um cenário de maior racionalidade, seletividade e busca por valor, a confiança do consumidor emerge como um fator crucial em 2026. Longe de uma euforia, o mercado se depara com os brasileiros cada vez mais criteriosos, que planejam suas compras e valorizam o custo-benefício real. Embora os indicadores macroeconômicos mostrem alguma estabilização, o comportamento de compra revela um shopper ainda cauteloso, fragmentado e estratégico.

Os dados da Worldpanel by Numerator, apresentados no estudo “Consumer Insights - o shopper no controle: Como suas decisões reorientam o varejo e a indústria”, indicam que o varejo supermercadista continuará operando em um ambiente de controle de gastos e reorganização do orçamento familiar.

Mesmo com desemprego em 5,6%, aumento do salário-mínimo e inflação projetada pelo Boletim Focus em 3,99% para 2026, o poder de compra segue pressionado por juros elevados.

A Selic fechou 2025 em 15% ao ano e a previsão para 2026 é de 12,25%. O PIB, por sua vez, cresce em ritmo moderado, com estimativa em torno de 1,8% para 2026, o que explica porquê o consumo desacelera.

O consumo dentro do lar (in home) apresentou crescimento de +3,5% em unidades e +15,2% em valor em FY2025 vs FY2024, enquanto o consumo fora do lar (out of home) avançou apenas +0,2% em unidades e +3,5% em valor no mesmo período. Isso indica que a importância do consumo dentro do lar voltou a subir: passou de 64% para 66% na participação do total gasto entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. Já o fora do lar caiu de 36% para 34%.

Nas regiões metropolitanas, o consumo fora do lar acumula queda de -15% no longo prazo, reforçando a priorização do abastecimento doméstico. No geral, o consumidor está ampliando a experimentação e reduzindo a fidelidade automática às marcas, o que exige execução precisa no ponto de venda.

Para André Ramello, vice-presidente de marketing, inovação, pesquisa e desenvolvimento da Bimbo Brasil, a confiança será construída na coerência. “O consumidor está cauteloso economicamente, mas busca por segurança em marcas que demonstram consistência entre discurso e prática”, afirma. Ele acrescenta que há convivência entre racionalidade e indulgência: “O mesmo consumidor que prioriza a saudabilidade na segunda-feira busca uma indulgência acolhedora na sexta-feira”, afirma.

Bruno Benassi, CEO da Benassi SP, corrobora essa visão, afirmando que a confiança do consumidor em 2026 está “mais racional do que otimista”. Ele identifica três movimentos claros: a valorização do valor percebido mais do que preço baixo, a saudabilidade consolidada como padrão de escolha e uma indulgência controlada, reservada para momentos específicos. Benassi resume: “O consumidor quer equilíbrio: economiza no dia a dia, mas se permite pequenos prazeres estratégicos”, analisa.

Segundo o relatório Deloitte Consumer Future 2025/2026, 62% dos consumidores baseiam sua confiança na percepção de impacto concreto no dia a dia.

MAIS VISITAS, CARRINHOS MENORES

O consumidor não deixou de comprar, mas mudou a forma de consumir. A frequência média de compras dentro do lar chegou a 79,3 ocasiões, enquanto fora do lar ficou em 21 ocasiões. “O movimento consolida uma estratégia clara: mais visitas ao ponto de venda e menor volume por viagem”, explica Pedro Ghelfi, diretor de contas da divisão Worldpanel by Numerator. “No entanto, o número médio de marcas na cesta cresceu e, se comparado a 2023, o índice aponta que as classes A/B ampliaram variedade em +20,5% em 2024, mas recuaram -18,8% em 2025; já a classe C ampliou em 25,2% em 2024 e recuou 22,9% em 2025; enquanto as classes D/E cresceram 23,8% em 2024 e diminuíram 19,9% em 2025”, elenca.

A lealdade média das marcas caiu, com destaque para mercearia doce (-8,9%), bebidas (-7,5%), beleza (-8,4%) e perecíveis (-6,2%),

o que sinaliza que o consumidor mantém o premium, mas diversifica as escolhas.

Os dados deixam claro que 2026 será um ano de equilíbrio delicado, em que o consumidor seguirá resiliente, mas cauteloso, reduzindo ocasiões fora do lar, fragmentando compras e diversificando marcas.

Fato é que a tríade valor, conveniência e bem-estar ganha mais relevância enquanto o consumidor ainda não abre mão de pequenos momentos de recompensa e prazer. No entanto, em vez de “gastar mais”, passa a escolher melhor onde vale a pena.

Para Virginia Vaamonde, CEO da GS1 Brasil, o ponto central é que o consumidor segue mais atento ao orçamento, mas não decide apenas pelo menor preço. “Qualidade, transparência e propósito passam a influenciar diretamente a decisão de compra”, diz.

Nesse contexto, reequilibrar o sortimento entre marcas líderes e marcas próprias deixa de ser uma

RAMELLO, DA BIMBO BRASIL: “A CONFIANÇA SERÁ CONSTRUÍDA NA COERÊNCIA, ONDE O CONSUMIDOR, CAUTELOSO ECONOMICAMENTE, BUSCA SEGURANÇA EM MARCAS QUE DEMONSTRAM CONSISTÊNCIA ENTRE DISCURSO E PRÁTICA.”

troca simples. Trata-se de construir um portfólio orientado por valor e rentabilidade. Marcas líderes continuam fundamentais para gerar confiança e referência de qualidade.

Marcas próprias, por sua vez, tornam-se ferramenta estratégica de margem e fidelização, desde que entreguem qualidade percebida e consistência. “Valor, em 2026, também é confiança”, reforça Virginia. Ela antecipa um dado de pesquisa da GS1 Brasil, onde três em cada cinco consumidores utilizam a embalagem como principal ponto de consulta quando querem mais informações sobre um produto. Isso evidencia que informação clara e confiável passou a integrar a proposta de valor.

Nesse cenário, o QR Code padrão GS1 amplia acesso a dados de origem, com-

posição e rastreabilidade, fortalecendo indústria e varejo. “O consumidor segue mais atento ao orçamento, comparando preços, buscando promoções e priorizando escolhas com melhor custo-benefício”, destaca.

INDÚSTRIAS AJUSTAM ESTRATÉGIA

A leitura das empresas é convergente: o consumidor equilibra planejamento com prazer. É tempo de unir racionalidade com indulgência. Na Cia Muller, o entendimento é que bebidas continuam relevantes, mas com maior sensibilidade promocional. Ajuste fino de calendário e embalagens adequadas ao poder de compra tornam-se determinantes. Para Marina Flávia da Silva, head de marketing e

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2026: CONFIANÇA MODERADA, CONTROLE MÁXIMO

Os dados deixam claro que 2026 será um ano de equilíbrio delicado. O consumidor segue resiliente, mas cauteloso. Ele:

• PRIORIZA A FAMÍLIA

• REDUZ OCASIÕES FORA DO LAR

• FRAGMENTA COMPRAS

• DIVERSIFICA MARCAS

• AMPLIA A PRESENÇA DIGITAL

trade marketing da companhia, a confiança do consumidor em 2026 se traduz no fortalecimento de marcas consolidadas, mas, também, em abertura para novidades. “A liderança contínua da Cachaça 51, carro-chefe do portfólio, divide espaço com a inovação, como a linha de ready-to-drink 51 Ice, com sete sabores, incluindo versão zero álcool e sem açúcar”, exemplifica. “O sortimento deve equilibrar tradição e valor agregado, com linhas que atendam desde o consumo clássico até opções premium, voltado a ocasiões especiais”, diz.

Para Anderson Ozawa, CEO da Aozawa, o consumidor “está mais criterioso no básico, mas preserva momentos de indulgência”. Ele reforça que valor não significa apenas preço menor, mas coerência entre promessa e entrega. “Ele não deixou de consumir, deixou de errar, e a escolha acontece baseada no controle orçamentário e na busca por valor percebido, não em euforia econômica”, explica. “A indulgência permanece, porém, racionalizada, e a saudabilidade tornou-se critério prático de decisão”.

Nos dados da Shopping Brasil, isso aparece como intensidade promocional recorde: em 2025, o volume de ofertas cresceu 72% vs 2019 (pré-pandemia), batendo recordes sucessivos ano a ano. Isso é o varejo intensificando a disputa por tráfego e conversão. Também há uma segmentação clara por perfis e gerações convivendo no mesmo ambiente: vemos tabloides e comunicações totalmente focados em saudabilidade (orgânicos, integrais, proteicos) e, ao mesmo tempo, peças focadas em agressividade de preço (como itens a R$ 1 ou R$ 2) para gerar percepção rápida de economia. Em paralelo, há um movimento de redução do número de itens por oferta, refletindo o desafio de atenção, a busca por eficiência e a necessidade de preservar a margem.

“A confiança do consumidor em 2026 é condicional: ele está mais cauteloso, mais planejado e com atenção disputada”, afirma Renata Gonzalez, diretora comercial da Shopping Brasil.

VIRGÍNIA, DA GS1: “QUALIDADE, TRANSPARÊNCIA E PROPÓSITO PASSAM A INFLUENCIAR DIRETAMENTE A DECISÃO DE COMPRA”.

BENASSI, DO BENASSI: “O CONSUMIDOR QUER EQUILÍBRIO: ECONOMIZA NO DIA A DIA, MAS SE PERMITE PEQUENOS PRAZERES ESTRATÉGICOS”.

SORTIMENTO E SAUDABILIDADE

O desafio de reequilibrar o sortimento entre marcas líderes e marcas próprias para manter a margem é uma pauta central. Ramello explica que o equilíbrio é “menos sobre disputa de preço e mais sobre clareza de papéis estratégicos”. Ele vê as marcas líderes como “âncoras de suas categorias”, oferecendo segurança e inovação, enquanto as marcas próprias devem ser posicionadas como alternativas inteligentes, não segundas opções.

Já Benassi sugere que o reequilíbrio passa por uma “arquitetura de preço e posicionamento muito bem definida”. “As marcas próprias ganharam protagonismo por evoluírem em qualidade e comunicação e a margem, hoje, vem da gestão inteligente de mix e giro”. Ozawa descreve a marca própria como um “instrumento de arquitetura de portfólio”, não uma resposta emergencial, em que o equilíbrio ideal depende da sensibilidade à confiança por categoria, elasticidade de preço, frequência de recompra e risco percebido pelo consumidor.

As categorias que combinam saudabilidade e praticidade são as que mais devem crescer em 2026. A gôndola que cresce é a que entrega conveniência com proposta de saúde.

A seção de FLV avançou, segundo dados da GS1, 18,3% nos últimos dois anos, refletindo maior busca por frescor e naturalidade. Produtos com maior teor de proteína e foco em saúde intestinal e bem-estar ganham relevância.

No campo da praticidade, crescem itens prontos ou semiprontos, porções individuais e soluções “on the go”. Em bebidas, destacam-se RTDs e o segmento de zero e baixo teor alcoólico (NoLo), em expansão consistente.

Dados da Shopping Brasil apontam que, em saudabilidade, há um crescimento consistente em: proteínas frescas, hortifruti e produtos com apelo natural e menos processados; enquanto em praticidade, destacam-se aqueles prontos para consumo, congelados e demais soluções para refeições rápidas. “As ofertas mostram aumento de foco em categorias que geram recorrência e tráfego, sendo que perecíveis cresceram de 29% (2021) para 34% (2025) no mix de ofertas e mercearia se mantém como bloco dominante (38% em 2025). Isso indica que o varejo está reforçando abastecimento e recorrência”, pontua Renata.

PARA O VAREJO

SUPERMERCADISTA,

Benassi aponta crescimento de plant-based, produtos com menos açúcar e sódio, snacks proteicos, hortifruti pronto para consumo e refeições semiprontas. “O consumidor quer se alimentar melhor, mas sem gastar tempo”, resume.

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CALENDÁRIO ESTRATÉGICO

Grandes eventos, como a Copa do Mundo e as eleições de 2026, impactam diretamente o planejamento de estoque e as promoções sazonais. Jaqueline Cancela, diretora de marketing do Condor, vê a Copa como uma oportunidade para criar experiência e negócios, precisando ganhar espaço nos calendários promocionais.

A Bimbo Brasil também trata esses eventos como “catalisadores de momentos de consumo específicos”. Para a Copa, o foco é no consumo coletivo e na “indulgência prática”, com planos robustos para snacks e embalagens para compartilhamento. “Em relação às eleições, a estratégia é garantir a consistência da marca e a disponibilidade impecável dos produtos essenciais, dada a atenção fragmentada do consumidor”, afirma Ramello.

Marina, da Cia Muller, explica que eventos como a Copa do Mundo já fazem parte do planejamento de ativações e campanhas, reforçando o vínculo das marcas com o território do futebol e os momentos de celebração do consumidor brasileiro. “Para a Copa do Mundo, a nossa expectativa é manter ativações, eventos sociais, culturais, campanhas e lançamentos associados ao momento de comemoração”, diz.

Para Benassi, a Copa impacta categorias, como bebidas, snacks e carnes, exigindo antecipação de estoque e negociações estratégicas. O período eleitoral, por sua vez, gera maior cautela, demandando planejamento mais conservador em categorias não essenciais.

De acordo com Renata, a Copa tende a puxar planejamento de sortimento e promoção em categorias de ocasião e conveniência. “O Brasil não é um mercado único e os comportamentos são diversos em cada região, o que reflete diariamente nas ofertas”.

A GS1 Brasil corrobora com a percepção da consultora e espera que a Copa do

Mundo e outros eventos impulsionem o desempenho de alguns setores, com o varejo incorporando-os de forma estratégica no planejamento, com previsões refinadas de demanda e reforço de estoques. “Grandes eventos ampliam o volume e, também, o risco”, lembra Ozawa, destacando a necessidade de projeção realista de demanda, proteção de margem e monitoramento diário de sell-out. “Promoção sem planejamento gera crescimento aparente e rentabilidade comprimida”, conclui.

Em 2026, o consumidor não será expansivo, e sim, seletivo, buscando valor real, conveniência e bem-estar, exigindo informação confiável e coerência.

Isso requer uma estratégia mais inteligente de sortimento, preço e comunicação, além de eficiência operacional, governança sólida, uso avançado de dados e transparência. Mais do que preço, o que dita as regras agora é o valor e quem entregá-lo da melhor forma conquistará a preferência e a confiança do consumidor, transformando cautela em relacionamento duradouro.

“ELE NÃO DEIXOU DE CONSUMIR, DEIXOU DE ERRAR, E A ESCOLHA ACONTECE BASEADA NO CONTROLE ORÇAMENTÁRIO E NA BUSCA POR VALOR PERCEBIDO, NÃO EM EUFORIA ECONÔMICA”.

OZAWA, DA AOZAWA:
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PROXIMIDADE COM OFERTAS DIRECIONADAS

A diretora de marketing do Condor, que faz parte do Grupo Zonta, Jaqueline Cancela, avalia que 2026 será um ano de oportunidades para o varejo, impulsionado por um calendário aquecido, com eventos como a Copa do Mundo FIFA 2026 e as eleições, além de diversos feriados ao longo do ano.

Segundo ela, esse cenário tende a gerar efeito positivo no consumo e estimular ações promocionais mais estratégicas e, inclusive, a Copa já está incorporada aos calendários promocionais da rede. A estratégia é ampliar a exposição da temática nas lojas, criar experiências e gerar novas oportunidades de negócios ao longo do evento esportivo.

Em relação ao comportamento do consumidor, Jaqueline destaca a importância de entender as particularidades de cada loja para reequilibrar o sortimento entre marcas líderes e marcas próprias. “Cada cliente tem a sua preferência e isso muda de loja para loja, por isso, trabalhamos o mix de acordo com o perfil dos clientes que consomem nela”, afirma, reforçando a necessidade de uma gestão de categoria baseada em dados e perfil regional.

A executiva também aponta o uso do programa de

fidelidade como ferramenta central para ofertas preditivas e como forma de estreitar o contato com seus consumidores. A partir da análise do comportamento de compra, a rede busca antecipar necessidades e reduzir o custo de aquisição de novos consumidores. “Usamos como ferramenta para entender o nosso cliente e o comportamento de consumo para oferecer a ele o que é de seu interesse, antes mesmo que ele sinta a necessidade de recompra do produto”, explica.

No Condor, a comunicação com o cliente, o aplicativo, ganha protagonismo. Com apoio da inteligência de CRM, a personalização das ofertas deve substituir gradualmente os tabloides impressos, reduzindo custos operacionais e aumentando a conversão. “O app deve ser o principal meio de comunicação com o cliente”, ressalta Jaqueline.

O Grupo Zonta conta com 109 unidades de negócios, entre 27 hipermercados, 38 supermercados, 12 atacarejos, 3 indústrias, 21 postos de combustíveis, atacado, shopping, setor imobiliário, seguradora e banco. Atua em 25 municípios de dois Estados (Paraná e Santa Catarina) e atende mais de 60 milhões de clientes por ano.

DESTILADOS: menos volume, mais valor no copo

Impulsionado por um estilo de vida wellness, consumidor reduz a quantidade de álcool e aumenta a exigência por qualidade

Para entender o contexto atual das bebidas destiladas no Brasil, é necessário compreender a tendência de consumo wellness, que se refere à crescente busca das pessoas por bem-estar físico, mental e emocional. Mais do que produtos de saúde, a tendência é um estilo de vida que influencia decisões de consumo em diversas áreas, como alimentação, beleza, turismo, tecnologia e trabalho, entre outras.

No atual contexto, os especialistas da indústria de destilados percebem diferentes cenários. Inicialmente, vê-se retração na quantidade de litros consumidos, mas com equilíbrio na balança, visto que o consumidor está trocando a quantidade de álcool pela qualidade.

Segundo dados amplamente divulgados pelo IPC Maps, em 2025 as bebidas alcoólicas seguem em destaque na cesta dos consumidores. O segmento registrou alta de 11,3% em relação ao ano anterior, um total que passou de R$ 36,4 bilhões para R$ 40,5 bilhões gastos pelos brasileiros com a categoria. No Estado de São Paulo, o

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total direcionado para o consumo de bebidas alcoólicas somou R$ 10,4 bilhões, seguido por Minas Gerais, com R$ 4,2 bilhões, Rio de Janeiro e seus R$ 3,9 bilhões e Santa Catarina, na quarta posição, com R$ 3 bilhões.

Com mais de 35 lojas em funcionamento no Estado de São Paulo, tais cenários também são constatados na Rede de Supermercados Pague Menos. “Uma categoria que apresentou crescimento expressivo no varejo supermercadista nos últimos anos foi a de bebidas prontas para consumo, os chamados RTD (ready to drink - drink pronto para beber)”, relata Marcelo Guedes, comprador de bebidas quentes da companhia.

O profissional destaca que o movimento está muito relacionado à busca por praticidade e conveniência. “Os drinks prontos oferecem uma experiência completa, com sabores diferenciados, embalagem prática e preço geralmente mais acessível, além de, em muitos casos, apresentarem teor alcoólico mais baixo, o que dialoga com outras tendências de consumo mais moderado”, analisa.

Na visão de Guedes, as mudanças no comportamento do shopper são vistas de forma geral. “Temos um consumidor cada vez mais interessado em experiências de sabor, variedade e praticidade, o que favorece fortemente as categorias ligadas à coquetelaria, drinks prontos e a produtos que permitem criar bebidas mais elaboradas de forma simples no dia a dia”, detalha.

O movimento fomenta outras categorias de destilados. “Hoje, percebemos que parte dos consumidores também está migrando para produtos premium que oferecem diferenciais, como processos de produção mais cuidadosos, ingredientes selecionados e experiências de consumo mais sofisticadas. Itens com propostas específicas, como bebidas com menor teor alcoólico, versões sem álcool ou produtos que destacam características específicas, como menor teor calórico e ausência de glúten, também vêm despertando interesse crescente”. É um exemplo prático do desdobramento da tendência wellness incidindo sobre outras variáveis.

Para o executivo, apesar de tudo, há uma dinâmica complexa: “O varejo observa uma coexistência de perfis de consumo. Enquanto uma parcela do público busca por produtos premium e edições especiais, a outra continua valorizando opções mais acessíveis, especialmente para encontros informais e consumo ocasional”. Para suprir o contexto, Guedes destaca a necessidade dos supermercadistas contarem com um sortimento cada vez mais amplo e equilibrado.

“NOS ÚLTIMOS ANOS, TEMOS VISTO UM MOVIMENTO IMPORTANTE DE INOVAÇÃO DENTRO DA CATEGORIA DE DESTILADOS, PRINCIPALMENTE COM O AVANÇO DE PRODUTOS SABORIZADOS, NOVAS COMBINAÇÕES E PROPOSTAS QUE AMPLIAM AS OCASIÕES DE CONSUMO”, DIZ BRUNO CARDOSO DE FARIA, DIRETOR COMERCIAL DA CRS BRANDS.

“BRASILEIROS

GOSTAM DE DRINKS, MAS NÃO DE FAZÊ-LOS”

A ‘drinkabilidade’ proporcionada pelos RTDs e RTSs é um fato, mas nem sempre a indústria consegue entregar sabor para um cliente que, além da praticidade, quer qualidade, como destaca João Fogarolli, CEO da Begin, empresa especializada na produção de insumos para drinks. “Na pandemia, a grande indústria tentou emplacar itens RTD, mas pecou no sabor. Agora, entretanto, estamos em uma nova fase: drinkabilidade e premiumização estão juntas”, afirma.

O executivo também pontua que, apesar do consumo em quantidade ter diminuído, a busca por qualidade aumentou. “O consumidor brasileiro quer beber drinks bons, mas não quer prepará-los, ou seja, o mercado passou a produzir bebidas para paladar premium, com a praticidade necessária para o contexto”, explica.

A Begin comercializa drinks prontos para servir, cujas bebidas-base são de produção autoral da empresa, além do cardápio contar com drinks produzidos com frutas de verdade. Os consumidores conseguem ter acesso às bebidas em supermercados e, também, no delivery próprio da marca.

Outro nome do setor, a CRS Brands, constata a dinâmica atual. “Temos observado dois movimentos

RTD X RTS

RTD (READY TO DRINK) SIGNIFICA “PRONTO PARA BEBER”.

São bebidas totalmente preparadas, que podem ser consumidas diretamente da embalagem, sem necessidade de mistura, diluição ou preparo.

EXEMPLOS: bebidas energéticas e coquetéis enlatados.

IDEIA CENTRAL: abrir e beber.

RTS (ready to serve) significa “pronto para servir”.

A bebida já está preparada, mas, normalmente, é pensada para ser servida, muitas vezes em porções maiores ou após algum pequeno ajuste (como gelar, misturar ou colocar em copos).

Exemplos: drinks preparados em garrafas para servir em copos.

Ideia central: despejar e servir.

claros no comportamento do consumidor. O primeiro é a premiumização da categoria, com consumidores bebendo com menor frequência e menor volume, mas buscando produtos com maior qualidade e experiência de consumo”, explica Bruno Cardoso de Faria, diretor comercial.

Ao mesmo tempo, o executivo explica que existe uma democratização da drinkability (drinkabilidade), muito impulsionada por fenômenos que aproximam os destilados de um público mais amplo e de ocasiões de consumo mais informais. Além disso, Faria reforça a ideia de que o consumidor está cada vez mais aberto a novos sabores e combinações. Nesse contexto, a CRS Brands tem acompanhado a evolução da categoria, investindo na renovação de marcas tradicionais e na ampliação do portfólio com produtos conectados às novas demandas do consu-

JOÃO EDSON OLIVEIRA, GERENTE COMERCIAL DA CACHAÇA OURO 1:

“HOJE, COM O INVESTIMENTO EM PRODUÇÃO, TECNOLOGIA, EMBALAGENS E RÓTULOS, PRODUZIMOS ITENS COM MUITO MAIS QUALIDADE.”

midor. “Entre os nossos lançamentos recentes estão a vodca Roskoff sabor tutti-frutti, o Chanceler Sabores nas versões maçã verde e mel e canela e o rum Capitán Cortez, que vieram para reforçar a nossa estratégia de inovar em sabores e em novas experiências de consumo no ponto de venda”, revela Faria.

“Mais do que vodca, cachaça ou uísque, os consumidores vêm buscando cada vez mais por experiências e bebidas diferentes”, afirma Gustavo Paiva, sócio e CMO da rede Janela Bar, que também percebe a mudança na preferência dos clientes em suas mais de 30 lojas. “Não à toa, logo após a vodca, nossos destilados mais vendidos são licor de jambu, de canela e de banana, sempre inseridos em contextos de coquetéis. No consumo fora de casa, principalmente, os consumidores têm buscado novidades, coisas que não conseguem beber ou fazer em casa”, reforça.

PRODUTO “TOP”

A premiumização dentro da categoria acontece, inclusive, para bebidas mais tradicionais, como a cachaça. Para Wilson Barros, produtor da Cachaça Wiba, isso é visível. “A cachaça premium vem se destacando”. Pensando nisso, a empresa também investiu em lançamentos. “Temos muitas novidades para o mercado de destilados”.

A marca lançou uma aguardente de lichia, além do Doublé Soul, um blend de seis anos de envelhecimento, sendo três em barris de ex-bourbon, e, também, a DonaWiba, uma cachaça envelhecida 10 anos em carvalho francês. Barros ainda pontua que, para 2026, a tendência para o segmento também é de aumento das bebidas com baixo teor alcoólico.

Em 2025, a empresa lançou uma cachaça premium com armazenamento de oito anos em barril de carvalho e apresentada em uma garrafa quadrada, além do lançamento de uma linha de caipirinhas em lata. Para 2026, a empresa lançará uma cachaça envelhecida em tonéis de umburana por dois anos e envasada em uma garrafa âmbar.

O mercado de destilados passa por uma transformação que vai muito além da oferta de bebidas alcoólicas. O consumidor busca praticidade, experiências sensoriais diferenciadas e produtos de qualidade que dialoguem com um estilo de vida mais equilibrado. Para o varejo, o desafio passa a ser equilibrar sortimento, inovação e preço, atendendo tanto ao público que valoriza experiências superiores quanto àquele que procura conveniência para ocasiões informais. Quem conseguir traduzir essas demandas em oferta relevante no ponto de venda, tende a capturar as melhores oportunidades de crescimento da categoria.

Na Cachaça Ouro 1, a premiumização também é uma realidade, como detalha João Edson Oliveira, gerente comercial da empresa. “Nos supermercados, a tendência de crescimento são as cachaças de produtos artesanais de alambique com cada vez mais qualidade”. Antes, contextualiza Oliveira, a cachaça em geral era vista como um produto de segunda categoria. “Hoje, com o investimento em produção, tecnologia, embalagens e rótulos, produzimos itens com muito mais qualidade”.

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As 5 tendências da EuroShop para o varejo brasileiro

Quero compartilhar com você, de maneira bem objetiva, insights que tive e tendências observadas na minha visita à Euroshop 2026, que acontece a cada três anos, na Alemanha. Neste ano, em particular, foi muito gratificante ver que boa parte das tendências apresentadas na feira já estavam presentes, em algum grau, nas visitas técnicas em lojas europeias. Nas tendências que elenco abaixo, fiz questão de incluir algumas que você já pode aplicar hoje e outras que demandam análise para implantação:

ILUMINAÇÃO ENVOLVENTE

As luminárias de LED continuam sendo protagonistas. Mas ganham eficiência energética e entregam mais luz com menos consumo. Destaco, também, o uso da iluminação de forma mais intencional. Neste aspecto, vejo grande oportunidade para os supermercados brasileiros que, geralmente, priorizam a quantidade de lux (quantidade de luz que chega ao produto) e optam por uma iluminação geral sem pontos de destaque. A grande tendência da iluminação é usá-la para destacar o merchandising, escolhendo corretamente as temperaturas de cor para cada categoria, garantindo alto índice de reprodução de cor (IRC), pensando em intensidades variadas e trabalhando luz e sombra para criar espaços envolventes, como no exemplo abaixo:

KATIA BELLO é CEO da Opus Design

“FARM TO TABLE” DOCUMENTADO

O conceito ‘da fazenda para a mesa’ já foi tão amplamente usado como argumento de vendas que o consumidor quer saber até que ponto isso é real. Neste supermercado, na Alemanha, além de identificar a origem dos produtos, ele informa qual a distância percorrida da fazenda à loja e o tempo de chegada do produto, para que o conceito de frescor deixe de ser uma promessa e o cliente tenha dados reais para, de fato, entender o quão fresco é o produto. A comunicação visual do supermercado pode ser planejada para evidenciar as entregas reais da operação. Além da comunicação visual que identifica as áreas (açougue, padaria, hortifruti, entre outras), uma grande tendência é dar um passo a mais, pensar em quais informações são relevantes para divulgar os diferenciais de cada categoria naquele momento exato da compra.

TECNOLOGIA NA GÔNDOLA

Na Euroshop deste ano, a tecnologia vem como evolução em relação ao que já foi visto em edições anteriores. Não vi nada absolutamente disruptivo, contudo, as inovações estavam muito mais aplicáveis e operacionais. Destaco os painéis de LED usados nas prateleiras das gôndolas, que já eram uma solução conhecida. Porém, o “touch” agora ganha força, permitindo que o cliente adapte a diagramação, podendo, por exemplo, tocar na tela e ampliá-la quando tiver dificuldade de enxergar o tamanho da letra que descreve um produto ou preço. O LED se integra à gôndola e dispensa a utilização de réguas plásticas e porta-preços, proporcionando infinitas opções de design, integrando comunicação sobre produtos, sugestão de consumo, evidenciando oportunidades e destacando produtos em oferta.

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EQUIPAMENTOS COM IA

Vimos equipamentos com IA integrada muito focados na eficiência operacional, como este expositor 360º que tem abastecimento por trás. O produto vai para a frente por gravidade. Além de propiciar controle sobre o primeiro produto que entra, ser o primeiro que sai (FIFO = first in, first out) mantém o expositor sempre arrumado. A inteligência artificial monitora a baixa dos estoques em tempo real e já avisa o funcionário que está no backoffice qual o tipo de produto e a quantidade que deve ser reposta, aumentando o grau de eficiência do colaborador e reduzindo a ruptura dos produtos.

CONCEITO HÍBRIDO AMPLIADO

O conceito híbrido que estamos acostumados a ver em carros, também já utilizado para descrever operações que conjugam a experiência de compra física na loja com a digital, agora é ampliado. O atendimento ao cliente em uma loja pode ser híbrido, parte feito por humanos e parte por robôs. Num mesmo supermercado, a carne que você compra pode ser preparada por um açougueiro, enquanto o pão quentinho assado na hora pode vir até você por um robô, sem a necessidade de humanos no atendimento da padaria. O próprio robô pega o pão congelado, coloca no forno para assar, retirando-o diretamente para o expositor de autosserviço.

Todas essas tecnologias já existem, desde as mais complexas até as mais simples, como este robô que limpa a loja sozinho, presente, e funcionando, em várias lojas da Europa.

Os robôs podem ser multifunções. Enquanto limpam a loja, escaneiam as gôndolas identificando rupturas e notificando a necessidade de reposição, podendo, ainda, incluir telas de retail media acopladas circulando pela loja e impactando os clientes. A palavra “multifunção” descreve muitas inovações vistas este ano!

Talvez, a esta altura da leitura você esteja se perguntando: por onde começar? As opções são inúmeras, mas o que eu pude observar nas visitas técnicas é que, cada vez mais, conceitos de loja de posicionamento claro, com arquitetura pensada para integrar melhor a tecnologia, geram mais valor para os clientes. Pense nisso!

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O trabalhador não pode organizar a sua própria escala?!

Odebate sobre a escala de trabalho desperta aquela velha frase: “cada lado tem a sua razão” e, completando: “assim não teremos evolução”. Nos tempos de IA, a discussão de modelos engessados parece não fazer o menor sentido.

Sob a ótica de mais tempo com a família, melhor qualidade de vida e mais tempo para estudos, a jornada 5x2 com 40 horas semanais sai vencedora.

Sob a ótica do aumento do custo de vida, aumento da informalidade e do atual apagão de mão de obra, a jornada 5x2 com 40 horas semanais sai perdedora.

ERLON ORTEGA é presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS)

Algumas redes do Estado de São Paulo já estão praticando a escala 5x2, mantendo as 44 horas semanais com bons resultados, conseguindo que os colaboradores tenham dois dias de folga na semana sem que o custo operacional sofra aumentos.

Sabemos que o momento pré-eleitoral não deveria pautar instantaneamente uma discussão tão relevante para nossa sociedade. Também sabemos que os encargos sobre a folha de pagamento fazem com que a remuneração seja muito para quem paga e pouco para quem recebe — e isso não está sendo pautado, não é?

Mas faço uma pergunta: o trabalhador não pode organizar sua própria escala?

Hoje, quase 1/3 dos trabalhadores dos supermercados são jovens de até 25 anos e o jovem não quer mais o velho modelo de trabalho.

Ele quer flexibilidade: ser empreendedor pela manhã e trabalhar em um supermercado à tarde, ou estudar à tarde e trabalhar aos finais de semana.

Por outro lado, mais de 10% dos colaboradores do nosso setor fazem parte do atencioso grupo dos 50+, que preferem horários mais

compactos. Ou seja, jovens e experientes querem liberdade para acelerar ou reduzir seus ritmos de trabalho.

Horista, diarista ou jornada livre, qualquer que seja o título, deve manter todos os direitos trabalhistas na proporção trabalhada e este é o momento ideal para tal implantação.

Essa evolução traria para o mercado formal milhares de horistas e diaristas que estão na informalidade, garantindo direitos a essa grande parcela de trabalhadores.

O futuro do trabalho não deve estar no relógio de ponto, e sim, no relógio da liberdade

Por que a Geração Z está desmontando a lógica tradicional do consumo alimentar?

Existe um erro recorrente quando olhamos para o comportamento alimentar da Geração Z: tentar explicar o que está acontecendo com as lentes do passado. A verdade é mais desconfortável e mais interessante. Não estamos diante de uma mudança de preferência, mas de uma mudança de lógica. O consumo deixou de ser organizado por ocasiões previsíveis e passou a operar como um sistema vivo, fragmentado em micromomentos ao longo do dia.

Esses achados não são percepções isoladas. Eles emergem do estudo “Tendências de consumo alimentar da Croma”, que combina dados e leitura comportamental para entender como o brasileiro e, especialmente a Geração Z, está reorganizando sua relação com a alimentação. E o que esse estudo revela é claro: estamos diante de uma transformação estrutural.

A Gen Z não toma decisões alimentares, ela responde a contextos. E esses contextos são voláteis, emocionais e profundamente conectados ao ritmo da vida contemporânea. Comer deixou de ser um evento e passou a ser uma sequência de pequenas decisões distribuídas entre pausas, deslocamentos, distrações e estados mentais. É nesse espaço que os snacks ganham relevância, não como indulgência pontual, mas como ferramentas de regulação do cotidiano, energia, recompensa e alívio mental.

EDMAR BULLA, Fundador da Croma Foto:

Esse é o ponto central: o consumo não é mais sobre o que se come, mas sobre porquê e quando se come. A mesma pessoa que busca saudabilidade em um momento, escolhe indulgência no seguinte, sem conflito. Não existe mais a dicotomia entre saudável e indulgente. Existe uma lógica contextual, onde diferentes motivações coexistem e se ativam ao longo do dia. Quem ainda tenta segmentar consumidores por essa lógica binária está, na prática, olhando para um mundo que já não existe. Outro vetor que redefine esse comportamento é o preço. Para a Geração Z, ele não é apenas um critério, é um filtro estrutural. Ele define o que entra no jogo. Mas, uma vez dentro, quem decide é o impulso. E esse impulso é emocional, imediato e muitas vezes inconsciente. Em um cenário de sobrecarga cognitiva, hiperconectividade e falta de pausa real, o consumo se transforma em um mecanismo de ajuste emocional. Isso explica porquê entender a Gen Z é tão importante e tão difícil. Porque não se trata de acompanhar tendências, mas de decodificar sistemas. Estamos diante de uma geração que vive em fluxo contínuo, com fronteiras cada vez mais bor -

radas entre trabalho, lazer e descanso. E, nesse contexto, o consumo alimentar acompanha essa dinâmica: rápido, adaptável, funcional e profundamente integrado à rotina.

Para as marcas, o impacto é direto. Crescer não será mais uma questão de ganhar share dentro de categorias, mas de ganhar relevância dentro de momentos. Não basta ter o melhor produto. É preciso ser a melhor resposta para aquele micromomento específico. Isso exige uma mudança estrutural na forma de pensar portfólio, comunicação e inovação.

As empresas que entenderem isso primeiro vão capturar não apenas market share, mas frequência. E frequência, hoje, vale mais do que penetração isolada. Porque é na repetição cotidiana, quase invisível, que o consumo se constrói.

No fim, a grande pergunta não é mais “o que a Gen Z consome?”. A pergunta correta é: “em quais momentos da vida desses jovens a sua marca faz sentido?”. Quem responder isso com precisão não estará apenas acompanhando uma tendência. Construirá relevância em um novo sistema de consumo.

Liderança de times híbridos: o atual desafio da gestão

Em 2024, quando fui eleito Executivo de TI do Ano no Agronegócio e Destaque em Inteligência Artificial, o projeto que fundamentou esse reconhecimento nasceu de uma contratação inusitada. O “novo funcionário” começou atendendo chamados básicos, mas rapidamente evoluiu para uma interface estilo IA generativa, otimizando processos em todas as áreas. Inquieto, ele nos provocou: “por que não aprendo também sobre a cultura e as regras da empresa?”.

Em pouco tempo, ele mergulhou na base de conhecimento da companhia. Dúvidas de RH, políticas de compras ou códigos de conduta? Ele tinha a resposta. Quando não sabia, acionava os especialistas para aprender. O Tiagro — uma alusão à TI do Agro — tornou-se onipresente no organograma.

DIOGO VASCONCELLOS, Executivo de TI do Ano (2024), Startup Advisor e autor do livro “Liderança de Tecnologia em Cenários Complexos”

Esse fenômeno de interação homem-máquina já escala globalmente, como vemos nos robôs humanoides na China.

Estudos, como o da Universidade de Stanford (AI Index, 2025), confirmam que a IA é um caminho sem volta, com previsão de investimentos massivos por país.

Diante disso, surge a questão: se fomos treinados para liderar pessoas, como gerir times onde parte das atividades é executada por IAs agênticas, autônomas?

O modelo de competências atual resiste a essa transição?

Somado a isso, um estudo recente do Boston Consulting Group (BCG) traz um alerta crítico sobre a saúde mental e a produtividade dos integrantes das equipes híbridas. A pesquisa revela que a supervisão de múltiplos “agentes” de IA tem causado o que os autores chamam de “fritura ce-

rebral por IA”. Definida como uma fadiga mental aguda pelo uso excessivo ou supervisão de ferramentas além da capacidade cognitiva humana, essa condição deixa os trabalhadores exaustos e com dificuldade de concentração.

Esse cenário reforça que o engajamento, já fragilizado, segundo a Gallup (2025), pode entrar em colapso sem uma curadoria humana zelosa e um novo olhar sobre a carga de trabalho, conforme também apontam pesquisas do MIT (Kosmyna et al., 2025).

DICAS PARA A GESTÃO DE EQUIPES HÍBRIDAS (HUMANOS + IA)

Para navegar nessa nova configuração, considero que a liderança deve adotar três pilares fundamentais:

Curadoria e supervisão ética: o líder deixa de ser apenas um distribuidor de tarefas para se tornar um curador. É necessário garantir que a IA agêntica opere dentro dos valores da empresa, evitando vieses e garantindo que o “output” da máquina passe pelo crivo do conhecimento humano.

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Desenvolvimento de “human-centric skills”: com a IA assumindo o trabalho operacional e analítico, as habilidades interpessoais ganham valor adicional. O líder deve focar em segurança psicológica, empatia e gestão de expectativas, acolhendo os anseios do time frente à automação para manter o engajamento em alta.

Alfabetização de dados e IA (AI Literacy): não basta saber que a IA existe. O líder precisa entender as capacidades e limitações das ferramentas e das pessoas. Ele precisará saber onde a automação realmente agrega ou gera mais retrabalho. Isso permite redesenhar fluxos de trabalho onde humanos e agentes de IA colaboram em simbiose, delegando à máquina o processamento e ao humano a tomada de decisão estratégica e criativa, sem exageros.

O desafio agora é a liderança de equipes híbridas: tirar o máximo dos agentes de IA, mantendo (ou até ampliando) o foco no ser humano para mitigar as dúvidas e a exaustão que essa nova fronteira venha a proporcionar. Concluindo, os líderes vão precisar ajustar sua atuação para essa nova realidade. Não tem como fugir.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AI INDEX STEERING COMMITTEE. (2025, ABRIL). THE AI INDEX 2025 ANNUAL REPORT. INSTITUTE FOR HUMAN-CENTERED AI, STANFORD UNIVERSITY. HTTPS://DOI.ORG/10.48550/ARXIV.2504.07139

GALLUP. (2025). STATE OF THE GLOBAL WORKPLACE: UNDERSTANDING EMPLOYEES, INFORMING LEADERS. 2025 REPORT. GALLUP. RETRIEVED 05 09, 2025, FROM HTTPS://WWW.GALLUP.COM/WORKPLACE/349484/STATE-OFTHE-GLOBAL-WORKPLACE.ASPX

KOSMYNA, N., HAUPTMANN, E., YUAN, Y. T., SITU, J., LIAO, X.-H., BERESNITZKY, A. V., BRAUNSTEIN, I., & MAES, P. (2025, 06 10). YOUR BRAIN ON CHATGPT: ACCUMULATION OF COGNITIVE DEBT WHEN USING AN AI

ASSISTANT FOR ESSAY WRITING TASK. MIT MIDIA LABS, 216. HTTPS://DOI. ORG/10.48550/ARXIV.2506.08872

MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO. (2025). PLANO BRASILEIRO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. BRASÍLIA, DF, BRASIL. HTTPS://WWW.GOV. BR/MCTI/PT-BR/ACOMPANHE-O-MCTI/TRANSFORMACAODIGITAL/PLANOBRASILEIRO-DE-INTELIGENCIA-ARTIFICIAL-PBIA-_VF.PDF VASCONCELLOS, D. (2025). LIDERANÇA DE TECNOLOGIA EM CENÁRIOS COMPLEXOS (1ST ED.). BRASPORT.

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Assaí amplia sortimento saudável em 93 lojas

A rede acelerou sua entrada em categorias de bem-estar e nutrição em unidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. O projeto inclui itens, como whey protein, creatina, aveia, granola, sementes, grãos, barras e bebidas proteicas, reforçando a presença de produtos voltados à energia e qualidade de vida no dia a dia do consumidor.

Supermercados 24h: vale a pena investir nesse modelo?

O funcionamento ininterrupto voltou ao radar do varejo, mas deixou de ser apenas conveniência e passou a depender de viabilidade econômica, perfil de público e uso de tecnologia. O modelo acompanhou mudanças no comportamento do consumidor, com rotinas mais flexíveis e demanda fora do horário comercial, mas exige equilíbrio entre custos operacionais e retorno para ser sustentável.

Kraft Heinz investe R$ 50 milhões em nova linha de ketchup zero açúcar

A companhia ampliou o portfólio com o lançamento do Heinz Zero, reforçando a estratégia no segmento sem adição de açúcar. O produto foi desenvolvido ao longo de mais de um ano, com adaptação ao paladar brasileiro e apresenta zero adição de açúcares, 50% menos calorias e 25% menos sódio em relação à versão tradicional. A iniciativa integra o plano de crescimento da empresa no país, com meta de ampliar a participação da linha zero na categoria.

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Unilever Alimentos e McCormick anunciam fusão de US$ 44,8 bilhões

A operação combinou o negócio de alimentos da Unilever com a McCormick, criando uma nova gigante global em temperos, molhos e soluções culinárias. O movimento faz parte da estratégia da Unilever de focar em categorias de maior valor, enquanto a McCormick amplia escala e presença internacional, com expectativa de sinergias em inovação, portfólio e distribuição.

Corridas de rua: como supermercados transformam esporte em estratégia de negócio

Redes passam a usar o esporte como plataforma de relacionamento e geração de valor, indo além do marketing pontual. As corridas de rua impulsionam engajamento, fluxo nas lojas e vendas em categorias ligadas à saudabilidade, além de fortalecer a conexão com a comunidade e o posicionamento de marca.

A companhia ampliou sua estrutura industrial com a incorporação de uma nova unidade no interior paulista, fortalecendo a capacidade produtiva e a eficiência operacional. O movimento acompanha o ciclo de crescimento da empresa nos últimos anos e reforça sua atuação no mercado de cuidados pessoais, com ganhos em distribuição e atendimento à demanda nacional.

Flora chega à quinta fábrica após aquisição em Cesário Lange (SP)

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Unilever reforça aposta em bem-estar ao adquirir marca de suplementos Grüns

A companhia anunciou acordo para aquisição da Grüns, empresa norte-americana de vitaminas, minerais e suplementos, ampliando presença no segmento de maior valor agregado. Fundada em 2023, a marca se destaca por produtos em formato de gomas funcionais com vitaminas, minerais, fibras prebióticas e ingredientes vegetais, além de forte atuação digital. A operação integra a estratégia da Unilever de priorizar categorias de crescimento acelerado em saúde, beleza e bem-estar, com expectativa de expansão global da marca.

OXXO expande presença em São Paulo com lojas em metrôs e terminais de ônibus

A rede ampliou a presença em São Paulo com inaugurações em estações de metrô e terminais de ônibus, como Tatuapé Norte, Tatuapé Sul, Vila Ré, Penha e Mendes Vila Natal. O movimento reforça o foco em conveniência e consumo imediato, com atuação em pontos de alto fluxo alinhados à rotina urbana.

Grupo Ipanema Lácteos adquire Laticínio Na Morada, dono das marcas Serra das Antas e Chevre D’or

A companhia concluiu a aquisição e passou a atuar no segmento de queijos artesanais, incorporando marcas de leite de vaca e de cabra ao portfólio. A operação faz parte da estratégia de crescimento por aquisições, com foco em produtos de maior valor agregado e mix complementar, mantendo as marcas como unidade independente e preservando processos e identidade produtiva.

SV TÁ ON: Ségur Estates aposta em expansão no varejo brasileiro

No episódio, João Barbosa, CEO da Ségur Estates, destacou o avanço da marca portuguesa no país e o potencial da categoria de vinhos no setor supermercadista. A estratégia combina portfólio diversificado, com rótulos em diferentes faixas de preço e qualidade, buscando ampliar giro nas gôndolas e atender perfis variados de consumidores, além de reforçar a rentabilidade da categoria no varejo.

SV TÁ ON: APAS Run - a inovação que corre pelo festival APAS SHOW 2026

O episódio apresentou a APAS Run como uma iniciativa que conecta esporte, bem-estar e negócios dentro do maior evento supermercadista das Américas. A corrida, que antecederá o festival, propõe engajamento entre profissionais do setor e amplia o networking por meio de uma experiência imersiva, alinhada à tendência de integrar saúde, relacionamento e novas formas de conexão no varejo.

SV TÁ ON: Rogê destaca potencial de higiene e beleza no varejo supermercadista

O episódio analisou o papel estratégico da categoria dentro dos supermercados, que ainda opera abaixo do seu potencial de faturamento e margem. O debate destacou desafios, como definição de sortimento diante da multiplicação de marcas, pressão por preços e necessidade de gestão mais estratégica, além de apontar tecnologia, logística e parceria com fornecedores como pilares para crescimento sustentável.

PODCAST SV TÁ ON
Gustavo Oliveira
Henrique Del Bem & Carlos Correa
João Barbosa

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