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SuperVarejo - Junho/2026

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Em sua 40º Edição, o evento reuniu nos pavilhões do Expo Center Norte cerca de 900 expositores, representantes de 24 países e gerou mais de 153 mil visitas, reafirmando sua relevância como plataforma estratégica de negócios, networking, inovação e conhecimento para o setor

Auditório

Auditório Temático Inovação Vibrante

Pavilhão Vermelho APAS

Fórum

Prêmio POPAI

Premiação

Sucesso consolidado

Aedição de junho (288) da SuperVarejo já está disponível e traz como reportagem principal a cobertura completa da 40ª edição do festival APAS SHOW, que se consolida a cada ano como o maior festival supermercadista do mundo e o principal evento de alimentos e bebidas das Américas. Ao longo de quatro dias (entre 18 e 21 de maio), o festival reuniu empresas, lideranças empresariais, autoridades públicas, supermercadistas, executivos e especialistas de diferentes segmentos do varejo alimentar, promovendo conexões estratégicas e debates sobre o futuro do consumo.

E os números de 2026 reforçam mais uma vez a importância do festival para o varejo alimentar brasileiro. Passaram pelos pavilhões do Expo Center Norte cerca de 900 expositores, representantes de 24 países e mais de 153 mil visitantes. O evento registrou crescimento de 7,9% em relação aos negócios gerados perante a edição anterior, com projeção de movimentar R$ 17,8 bilhões em comparação aos R$ 16,5 bilhões registrados em 2025, reafirmando sua relevância como plataforma estratégica de negócios, networking, inovação e conhecimento para o setor.

E a SuperVarejo esteve presente do começo ao fim, realizando uma cobertura completa para a sua edição impressa, além do portal, redes sociais e podcast (SV TÁ ON). Passaram pelo congresso UPDATE-SE “Coração supermercadista” nomes como Bob Phibbs, especialista internacional em varejo, vendas e experiência do consumidor. Conhecido mundialmente como “The Retail Doctor”, o especialista conduziu uma palestra dinâmica e bastante interativa, incentivando a participação do público e promovendo reflexões sobre o futuro do varejo supermercadista.

Outro destaque do congresso foi o painel “Coração supermercadista: paixão que transforma o varejo”, que reuniu importantes empresários do setor para discutir justamente aquilo que, segundo eles, continua sendo o principal diferencial do segmento no Brasil: o fator humano.

Já pelos pavilhões, muitas foram as novidades trazidas pelas empresas, seja em produtos, seja em serviços. Então leia a edição completa e fique por dentro de tudo que aconteceu no mais importante evento supermercadista do mundo!

Boa leitura e ótimos negócios!

SUPERVAREJO é uma publicação mensal da APAS – Associação Paulista de Supermercados, dirigida e distribuída gratuitamente a profissionais ligados ao setor. Os artigos assinados e as entrevistas não refletem, necessariamente, a opinião da revista.

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NOSSA MISSÃO

Oferecer aos interessados no setor supermercadista brasileiro informações atualizadas quanto às melhores práticas desenvolvidas pelos supermercadistas nacionais e internacionais.

PARA ANUNCIAR: (11) 3647-5000 comercial@apas.com.br

DIRETOR-GERAL

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SUGESTÕES E CRÍTICAS

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Joselina Bartolomeu - Executiva KA, Adriana Gadducci - Executiva KA, Simone SicutoExecutiva KA, Flavio Ramos - Executivo KA, Danilo Sobral - Executivo Sul do Brasil, João Luis - Executivo Norte e Nordeste Brasil, Paulo Farias - Executivo SP Oeste e Sul, FernandoExecutivo ABC, Helena Nogueira - Executiva Campinas 1, Thays Souza - Executivo Campinas e Juliana Franco - Executiva São José do Rio

Preto

PRODUÇÃO

Pluvia Comunicação pluviadigital.com.br contato@pluviadigital.com.br (11) 98131-7500

DIRETORIA PLUVIA

José Augusto Neves e Marcella Anghinoni

DESIGN

Danielle Garcia Lima

Leo Melo

REVISÃO

Maurício Pedroso

Inaugurações

SUPERMERCADOS SANTA FÉ INAUGURAÇÃO

A companhia ampliou sua presença na Grande São Paulo com a inauguração de uma loja no bairro Atalaia, em Cotia. Localizada na Estrada Morro Grande, a unidade, que anteriormente operava como San Supermercados, passou a integrar oficialmente a rede em maio, oferecendo estrutura renovada, mix variado de produtos e foco na experiência de compra dos consumidores.

ATACADÃO EXPANSÃO

O Atacadão reforçou sua expansão no Estado de São Paulo com a inauguração de sua segunda unidade em Santos, no bairro Vila Mathias. A loja conta com cerca de 3 mil m² de área de vendas, mais de 110 vagas de estacionamento, além de serviços, como padaria, açougue, setor de fatiados, flores e plantas e departamento de eletrodomésticos.

E MOVIMENTAÇÕES DAS REDES PELO BRASIL

FORT ATACADISTA EXPANSÃO

O Grupo Pereira ampliou sua presença no Sudeste com a inauguração da primeira unidade do Fort Atacadista em São Paulo, capital. A nova loja fica localizada no bairro de Interlagos e marca, também, a quarta operação da bandeira no Estado. A unidade chegou com serviços, como restaurante, cafeteria e peixaria, além de um amplo mix de produtos e ofertas voltadas ao consumidor.

SUPERMERCADOS IMPERATRIZ INAUGURAÇÃO

A rede ampliou sua atuação em Santa Catarina com a inauguração de sua 20ª loja, no bairro Ingleses, em Florianópolis. Com 1.453,74 m² de área, a unidade conta com padaria, cafeteria, rotisserie, sushi e açougue com atendimento, além de sete checkouts tradicionais, oito self-checkouts e estacionamento para 48 veículos.

Hora do banho: inovação,bem-estareautocuidado

impulsionamatransformaçãoda categoriadehigienepessoal

Sustentabilidade, multifuncionalidade, tecnologia e personalização estão redefinindo os hábitos de consumo de homens, mulheres e crianças, e abrindo novas oportunidades para a indústria e o varejo

Acategoria de higiene pessoal vive um dos momentos mais dinâmicos dos últimos anos. Impulsionado pela valorização do autocuidado, pela busca por bem-estar e por consumidores cada vez mais informados, o setor vem ampliando investimentos em inovação, tecnologia e sustentabilidade para atender às novas demandas que vão muito além da limpeza e da proteção básica. Os lançamentos apresentados durante a APAS SHOW 2026 evidenciaram essa transformação. Produtos multifuncionais, fórmulas mais limpas, ingredientes fun-

cionais, cuidados específicos para diferentes públicos e experiências sensoriais diferenciadas passaram a ocupar posição central nas estratégias das fabricantes. Para Rodrigo Catani, head da Gouvêa Consulting, o movimento acompanha uma mudança comportamental que vem se consolidando nos últimos anos. “As categorias masculina e infantil têm apresentado forte crescimento, até porque partiam de bases menores. Isso faz parte de uma tendência mais ampla de busca por bem-estar, autocuidado e qualidade de vida, que já era muito forte entre as mulheres e agora se expandiu para outros públicos”, afirma.

Segundo o especialista, a influência dos meios digitais também exerce papel decisivo. “O consumidor está muito mais informado, exigente e disposto a experimentar novas marcas, produtos e soluções. A disponibilidade de informações sobre produtos de higiene e autocuidado é gigantesca, tornando a disputa pela atenção cada vez mais intensa”, observa.

Essa nova realidade tem levado as empresas a investirem em produtos capazes de combinar eficácia, conveniência e atributos valorizados pelos consumidores, como sustentabilidade, transparência e benefícios adicionais para a saúde e o bem-estar.

CLEAN BEAUTY GANHA ESPAÇO NA ROTINA

Entre os destaques apresentados na APAS SHOW, esteve a evolução do portfólio da Herbíssimo, marca da Dana Cosméticos, que reforçou sua aposta em produtos alinhados ao conceito de clean beauty. A empresa lançou o gel desodorante antitranspirante, desenvolvido para oferecer hidratação e proteção prolongada, além do aerossol zero alumínio 100% antitranspirante, formulado com magnésios marinhos de alta pureza.

A marca também reformulou produtos tradicionais, eliminando ingredientes, como parabenos, petrolatos e silicones, e ampliando o tempo de proteção oferecido aos consumidores.

Segundo Alberto Filizzola, CEO da Dana Cosméticos, a mudança acompanha uma evolução clara do mercado. “O consumidor está cada vez mais atento à composição dos produtos, mas continua exigindo performance. Nosso desafio é unir fórmulas mais limpas, alinhadas às tendências de sustentabilidade e bem-estar, sem abrir mão da eficácia já reconhecida da marca”, afirma.

O executivo destaca que a sustentabilidade deixou de ser apenas um diferencial. “Hoje, ela está diretamente ligada à transparência e à responsabilidade. Temos investido continuamente na evolução das fórmulas para oferecer soluções que combinem eficiência, experiência sensorial e consciência ambiental”, orienta.

Para Filizzola, o fortalecimento do autocuidado deve continuar impulsionando o crescimento da categoria. “O autocuidado deixou de ser uma tendência passageira e passou a fazer parte da rotina dos consumi-

dores. Por isso, acreditamos que segmentos ligados à inovação e aos produtos funcionais devem crescer acima da média do mercado nos próximos anos”, afirmou. A expectativa da companhia é encerrar 2026 com crescimento nas vendas superior a 30% em relação ao ano anterior.

Outra tendência observada na feira foi o avanço de produtos que incorporam tecnologias associadas ao bem-estar e aos cuidados com a saúde da pele e dos cabelos. A Sinter apresentou uma nova linha capilar da marca Farnese, composta por shampoos e condicionadores enriquecidos com o Complexo Biocare, tecnologia desenvolvida para promover limpeza, cuidado e perfumação prolongada.

A empresa também ampliou o portfólio da marca Cloy com sabonetes e hidratantes formulados com prebióticos, ingredientes que auxiliam no equilíbrio da microbiota da pele. “O consumidor atual procura produtos que vão além da funcionalidade básica e entreguem valor agregado em sua rotina. As pessoas buscam experiências mais sofisticadas, benefícios percebidos e soluções que unam cuidado, tecnologia e bem-estar”, afirma Breno Grou, CEO da Sinter.

Segundo ele, categorias ligadas à hidratação, cuidados capilares, perfumação e produtos funcionais devem apresentar crescimento acima da média nos próximos anos.

“A aplicação de tecnologias voltadas ao bem-estar, como os prebióticos para cuidados com a pele, cria oportunidades importantes para o setor”, disse.

A companhia também vem reforçando iniciativas sustentáveis, incluindo participação em programas de compensação ambiental de embalagens e utilização de energia proveniente de fontes renováveis. Para 2026, a expectativa também é de crescimento próximo de 30%, impulsionado pelos lançamentos, expansão de distribuição e fortalecimento das marcas em categorias estratégicas.

APAS SHOW COMO VITRINE DE TENDÊNCIAS

Para indústria, varejo e especialistas, o festival segue consolidado como uma das principais plataformas para antecipação de tendências e geração de negócios. “Sem dúvida, a APAS SHOW cumpre muito bem o papel de antecipar tendências, lançar novos produtos e reunir toda a cadeia para fazer negócios”, afirma Catani.

Pedro Ferreira acredita que o setor de higiene pessoal ainda possui espaço para ampliar sua participação nas próximas edições. “Com os varejistas presentes em peso, o ambiente é extremamente favorável para apresentação de lançamentos, construção de relacionamento comercial e desenvolvimento de novos negócios”.

As novidades apresentadas em 2026 mostram que a categoria de higiene pessoal está cada vez mais distante do conceito de simples reposição. Hoje, o banho representa bem-estar, autoestima, saúde e experiência. Para fabricantes e varejistas, isso significa um mercado em constante evolução. Para os consumidores, a possibilidade de transformar um hábito cotidiano em um momento cada vez mais completo de cuidado pessoal.

Foto: Shutterstock

O AVANÇO DO AUTOCUIDADO MASCULINO

Se durante décadas o mercado de higiene esteve concentrado, principalmente, no público feminino, hoje os homens representam uma das principais oportunidades de expansão para a indústria. Na APAS SHOW, a Prohall Selve apresentou o shampoo masculino 3 em 1 “Putos Machos”, desenvolvido em parceria com os humoristas Danilo Gentili, Oscar Filho e Diogo Portugal. O produto reúne cuidados para cabelo, barba e corpo em uma única fórmula.

Segundo Guilherme Ascencio, diretor de vendas da Prohall, a praticidade foi um dos principais fatores que orientaram o desenvolvimento do lançamento. “O consumidor quer soluções multifuncionais que simplifiquem a rotina sem abrir mão da qualidade e do desempenho”.

A formulação reúne ativos naturais da Amazônia e é livre de parabenos e petrolatos, características cada vez mais valorizadas pelos consumidores. Para o executivo, a categoria masculina ainda possui amplo potencial de crescimento. “Os homens estão cada vez mais vaidosos e atentos ao autocuidado. Esse é um público que cresce rapidamente e que merece soluções específicas. O

lançamento do Putos Machos é apenas o início desse processo”, diz.

De acordo com Pedro Ferreira, coordenador da área de pós-graduação do Senac EAD, o mercado vive uma mudança estrutural. “Hoje, o consumidor não busca apenas um produto que cumpra sua função básica de higiene. Ele quer entender os benefícios oferecidos, a composição da fórmula, a reputação da marca, a experiência de uso e, até mesmo, os valores que a empresa representa”.

O especialista observa que temas, como sustentabilidade, ingredientes naturais, testes dermatológicos, responsabilidade socioambiental e bem-estar, passaram a influenciar diretamente as decisões de compra. Outro movimento crescente é o desenvolvimento de collabs entre marcas, personagens, influenciadores e empresas de entretenimento. “Essas parcerias criam conexão emocional com os consumidores e ajudam a diferenciar produtos em um mercado cada vez mais competitivo”, afirma.

Para Ferreira, a categoria vive um processo de democratização de atributos, antes restritos às linhas premium. “O que antes era concentrado em nichos específicos está se tornando parte das expectativas

O OLHAR DO VAREJO: O QUE ESTÁ IMPULSIONANDO AS VENDAS DE HIGIENE

Enquanto a indústria investe em fórmulas mais sofisticadas, produtos multifuncionais e soluções voltadas ao bem-estar, os supermercados já percebem essas mudanças diretamente no comportamento de compra dos consumidores.

No Covabra Supermercados, os destaques de crescimento da categoria em 2026 são os desodorantes, os produtos para cuidados com os cabelos, os sabonetes líquidos e os itens básicos de skincare. “O consumidor de higiene pessoal de hoje está muito mais criterioso do que o de há alguns anos. A decisão deixou de ser baseada apenas em preço e passou a considerar custo-benefício, qualidade, praticidade e sustentabilidade”, afirma Diana Machado, gerente de compras da rede.

Segundo a executiva, a categoria ganhou relevância estratégica dentro das lojas por reunir características importantes para o varejo, como margem elevada, frequência de compra e potencial de fidelização. “Hoje, a categoria tem muita importância não apenas pelo faturamento direto, mas, principalmen-

de um número cada vez maior de consumidores”.

Além das transformações do lado do consumo, a higiene pessoal continua sendo uma das categorias mais relevantes para os supermercados. Segundo Rodrigo Catani, trata-se de um setor que reúne alto potencial de rentabilidade e inovação. “A categoria de higiene é estratégica e importantíssima para os supermercados. É uma área geradora de margem e ligada ao autocuidado, à indulgência e ao bem-estar, fugindo da lógica de commodities”.

O especialista destaca, ainda, que a inovação faz parte da própria dinâmica do setor. “O consumidor é ávido por novidades. Muitas vezes vai às lojas justamente para descobrir o que há de novo e acaba comprando algo. Por isso, inovação e lançamentos são fundamentais para manter a competitividade”.

A execução no ponto de venda também desempenha papel decisivo. “Uma boa exposição, organizada de acordo com a forma como o consumidor toma suas decisões, é fundamental para o desempenho da categoria”, afirma.

te, pela capacidade de gerar margem, recorrência de compra, fidelização e aumento do tíquete médio”, destaca.

O Covabra também observa crescimento da procura por produtos premium, dermatológicos, sustentáveis e voltados ao autocuidado. “Os consumidores passaram a enxergar a higiene pessoal não apenas como uma necessidade básica, mas como um componente de saúde, experiência e cuidado pessoal”, afirma.

Na avaliação da varejista, os lançamentos continuam sendo um dos principais motores da categoria. “Essa é uma categoria que respira inovação. Os novos produtos ajudam a gerar fluxo para as lojas e estimulam compras por impulso”, diz Diana. Para potencializar os resultados, a exposição também desempenha papel fundamental. Pontas de gôndola, ilhas promocionais e espaços de destaque continuam entre as estratégias mais eficientes para ampliar a visibilidade e acelerar o giro dos produtos.

Foto: Shutterstock

Autocuidado

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Categoria de hidratação corporal se diversifica com fórmulas sensoriais, ativos de tratamento e opções voltadas a mulheres, homens e crianças

Omercado de beleza e cuidados pessoais amplia sua conexão com hábitos de bem-estar à medida que a hidratação corporal deixa de cumprir apenas uma função básica e passa a incorporar tratamento, fragrância e experiência de uso. Esse movimento impulsiona portfólios mais segmentados, com opções para mulheres, homens e crianças, além de fórmulas que valorizam ativos reconhecidos, texturas leves, praticidade e equilíbrio entre qualidade e preço. Os lançamentos das marcas refletem essa transformação do consumo e apontam oportunidades para o varejo supermercadista fortalecer a categoria nas gôndolas.

O movimento ocorre em um mercado relevante para o país. Segundo o panorama de beleza e cuidados pessoais da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), com base em dados da Euromonitor de 2024, o Brasil é o terceiro maior consumidor global do setor em valores, com US$ 37,4 bilhões e participação de 5,8%.

Entre as empresas que acompanham esse perfil de consumo está a CBSKIN, marca do Grupo Cottonbaby. Alex Rebelo, gerente nacional de trade, marketing e P&D do Grupo, afirma que a hidratação deixou de ser percebida apenas como necessidade básica e passou a integrar uma rotina de autocuidado, bem-estar e expressão pessoal, sobretudo entre consumidores mais jovens. Segundo informações apresentadas pela empresa, com base em dados da IQVIA, o mercado brasileiro de dermocosméticos movimentou cerca de R$ 12,3 bilhões em 2025, com crescimento de 8,3%, enquanto a categoria de cuidados corporais registrou alta de 22,4%.

Para a CBSKIN, a categoria feminina ainda lidera em volume e frequência de compra, especialmente em hidratantes com benefícios adicionais, como nutrição intensiva, firmeza, ação anti-idade e fragrâncias sofisticadas. Os homens ampliam a adesão a rotinas de skincare e autocuidado, favorecendo itens multifuncionais e de rápida absorção, enquanto o segmento infantil demanda formulações seguras, hipoalergênicas, dermatologicamente testadas e indicadas para peles sensíveis.

A marca identifica o avanço de produtos multifuncionais, com ativos funcionais, óleos nutritivos, manteigas hidratantes e texturas diferenciadas. Ingredientes reconhecidos, fragrância, sensorialidade, absorção rápida, adequação à pele e custo-benefício influenciam a compra.

A CBSKIN amplia sua presença em body care com sabonetes líquidos corporais, esfoliantes, mousse e loções hidratantes deo corporais. Na linha Frutas Vermelhas, o sabonete reúne glicerina e extrato de frutas vermelhas, o esfoliante mousse de morango combina manteiga de karité, sementes de apricot e quartzo rosa, e a loção hidratante deo corporal frutas vermelhas leva manteiga de karité e ácido hialurônico, com proposta de hidratação intensa, elasticidade e toque macio.

A linha Frutas Tropicais apresenta sabonete com glicerina e extrato de frutas tropicais, esfoliante mousse de maracujá com manteiga de karité, sementes de apricot e quartzo rosa, e loção hidratante deo corporal com niacinamida, manteiga de karité e nano vitamina C, textura leve, rápida absorção e efeito iluminador. A CBSKIN destaca fórmulas livres de sulfatos e parabenos, embalagens recicláveis, produtos não testados em animais, ativos inspirados na skincare facial, fragrâncias marcantes, comunicação inclusiva e sem gênero e alto impacto visual no ponto de venda.

FRAGRÂNCIA

E CUSTO-BENEFÍCIO ORIENTAM

ESCOLHAS

A busca por sensorialidade também aparece na estratégia da Skala. Luis Delfim, CEO do Grupo Bora Brasil, avalia que a hidratação corporal deixou de ser puramente funcional e passou a ocupar espaço ligado ao autocuidado e ao bem-estar, sem que o consumidor abra mão do equilíbrio entre qualidade e preço. Conforme pesquisas mencionadas pelo executivo, mais da metade das consumidoras considera hidratação e preço entre os principais motivadores de compra, seguidos por fragrância e benefícios extras.

Entre as tendências, Delfim destaca hidratantes com apelo “gourmand” e perfumes envolventes, exemplificados pelo lançamento Skala de pitanga e flor de cerejeira, que une o frescor da pitanga à delicadeza floral que, segundo a empresa, tem sido bem aceito pelas consumidoras. A Skala apresenta uma nova linha de hidratantes corporais com fórmulas completamente novas, hidratação por 72 horas, proposta de pele firme e tonificada, rápida absorção e fragrâncias desenvolvidas pelas principais casas perfumistas do mercado.

Além do relançamento das linhas Flor de Algodão e Leite Vegetal, Rosas e Amêndoas, Lavanda e Açaí, a empresa leva ao varejo a versão pitanga e flor de cerejeira, com fragrância de longa duração. As embalagens de 400 ml chegam em novo formato ergonômico, com pega fácil e tampa pump, e a marca também lança a versão de 200 ml, em resposta a uma demanda crescente de varejistas, farmácias e perfumarias.

A aproximação entre tratamento e cuidado cotidiano norteia a estratégia da Labotrat para expandir sua presença no canal alimentar. Raquel Carvalho, CEO da empresa, e André Rios, diretor de marketing e comercial, apontam que a categoria cresce com a procura por produtos multifuncionais, acessíveis e sensoriais, capazes de reunir hidratação, perfumação, nutrição, glow, toque seco e ação desodorante.

Segundo os executivos, mulheres lideram o consumo de itens com ativos de tratamento e experiência sensorial, enquanto homens buscam opções leves e práticas e crianças demandam fórmulas suaves e seguras. Na compra, preço permanece relevante, mas fragrância, absorção rápida e multifuncionalidade ganham peso.

Para expandir sua presença no canal alimentar, a Labotrat aposta na linha de séruns corporais, subdividida em reparação, clareamento e firmeza. Os produtos utilizam a tecnologia Ultra Effect 4D, que combina ácido hialurônico, ceramidas, niacinamida e pró-retinol e têm como benefícios informados pela marca até 72 horas de hidratação profunda, rápida absorção, uniformização de manchas e estímulo de colágeno.

A empresa atende às gerações Z e Alpha com os hidratantes It Girl, Bubblegum Witch e Green Breeze, com fragrâncias adocicadas, marcantes e nostálgicas. A submarca apresenta fórmulas veganas, cruelty-free e embalagens modernas e “instagramáveis”, associando hidratação a prazer e conexão com o autocuidado.

Para as crianças, a Labotrat apresenta o protetor solar Baby & Kids FPS 60, da Dermo Sun, indicado para uso a partir dos 6 meses de idade. Enriquecido com pantenol, o produto foi desenvolvido para manter a pele do bebê hidratada e protegida, tem textura leve, não pegajosa e, segundo a empresa, foi testado para não arder nos olhos.

Para os homens, a companhia destaca a linha Mr. Thomas, desenvolvida para a rotina e a pele masculinas. O portfólio contempla produtos de textura leve e rápida absorção para limpeza de corpo, cabelo e barba, tratamentos pré e pós-barba e cremes modeladores com efeito matte e molhado, formulados para manter o aspecto natural do cabelo sem pesar os fios ou deixar oleosidade e resíduos.

SKINIFICAÇÃO AMPLIA OPORTUNIDADE

NA CATEGORIA

A Bio Extratus observa a transferência de ativos e rotinas do cuidado facial para a pele do corpo, movimento identificado como “skinificação”. Janaina Gomes, diretora industrial do Grupo Bio Extratus, afirma que ingredientes, como ácido hialurônico, niacinamida e ceramidas, avançam nos cuidados corporais diante de consumidoras que desejam benefícios específicos além da hidratação.

Na análise da executiva, a fragrância determina a escolha inicial, mas a recompra depende da hidratação e da textura, já que as brasileiras valorizam fórmulas de rápida absorção. Produtos veganos, sem parabenos, sem corantes artificiais e não testados em animais também são procurados.

Em seu portfólio, a marca destaca a linha Bio Extratus Corpo, formada por seis hidratantes corporais de 200 g, com fórmulas veganas, ativos naturais, livres de parabenos e corantes artificiais e não testadas em animais. O hidratante com rosa mosqueta foi desenvolvido para o cuidado da pele negra, o hidratante com ácido hialurônico acompanha a skinificação, o hidratante de lavanda traz notas relaxantes e as versões avelã e camelina reúnem óleo de coco e fragrâncias florais, femininas e suaves, com alto potencial hidratante.

O lançamento mais recente é o body splash de pitaya, desenvolvido para compor com o hidratante de pitaya e coco, apontado pela empresa como o mais vendido da linha. A proposta forma um ritual corporal de fragrância feminina, encorpada e marcante, associado à tendência de mindfulness beauty e à compra conjunta de hidratante e body splash no ponto de venda.

Outras marcas apresentam soluções para ampliar o sortimento de beleza, higiene e bem-estar no canal supermercadista. A Mili destaca a linha infantil Hora do Banho, fraldas adultas e absorventes, com ações interativas e sampling. A Lola from Rio celebra 15 anos com edição limitada da máscara Morte Súbita, kits promocionais e ampliação da linha Basicão para hidratação diária. Já a Viveo lança a linha Topz Femme, voltada aos cuidados femininos com produtos de higiene e bem-estar. O Grupo Salvatore Cosméticos apresenta lançamentos das marcas Laevia e Querbem, entre eles, a linha de hidratantes corporais. Ao promover sampling e demonstrar seu potencial para desenvolvimento de marcas próprias, a empresa busca fortalecer o relacionamento com supermercadistas e ampliar oportunidades de negócios no setor.

A presença dessas marcas reforça a ampliação do sortimento de beleza, higiene e bem-estar no canal supermercadista. Com lançamentos, ações de experimentação e propostas voltadas ao cuidado diário, as empresas buscam fortalecer o relacionamento com o varejo e ampliar oportunidades de negócios no setor. Para supermercados, farmácias e perfumarias, o avanço desses produtos representa uma oportunidade de ampliar o sortimento, estimular compras combinadas e atender a um público que passou a buscar, no cuidado diário, eficácia, prazer de uso e acessibilidade.

PRESENTE em casa

Do churrasco à adega, dos kits presenteáveis às ilhas temáticas, o Dia dos Pais movimenta categorias, eleva o tíquete e transforma o supermercado

em destino de celebração

ODia dos Pais vem ganhando relevância crescente no calendário do varejo alimentar e, aos poucos, deixa de ser tratado apenas como uma data comemorativa para se consolidar como uma oportunidade comercial mais estratégica para supermercados, atacarejos e indústria. Impulsionada pelo avanço das ações promocionais, pela sofisticação das ativações no ponto de venda e pela mudança no comportamento de consumo, a sazonalidade passou a contar com planejamentos, investimentos e campanhas cada vez mais estruturados. A data reúne dois movimentos de compra particularmente relevantes para o setor: o abastecimento para encontros em família — especialmente em torno do churrasco — e a busca por itens presenteáveis, uma combinação que amplia o potencial de vendas em diferentes categorias.

CALENDÁRIO VIROU CESTA

Os números não deixam dúvida: o Dia dos Pais vem crescendo de forma consistente no varejo alimentar e o crescimento não se explica apenas pela inflação. Os dados da Scanntech, plataforma de inteligência de mercado com rastreamento de vendas em tempo real, mostram expansões reais de volume em categorias centrais da data entre 2022 e 2025. Suíno in natura cresceu 28% em valor e 13% em unidades; frango in natura, 27% em valor e 15% em unidades; bovino in natura, 19% em valor e 16% em unidades. Pão de alho avançou 22% em valor e 7% em unidades. Maionese subiu 27% em valor e farofa, 16% em valor com 6% de expansão em volume. O churrasco se consolidou como o ritual central da data e, com ele, veio toda uma cesta de complementos.

Para o curto prazo, em 2025 versus 2026, o movimento se mantém: bovino in natura cresce 13,7% em valor com 5,6% em unidades e fragrâncias se destacam com 15,2% em valor e 7,5% em unidades, a maior expansão real em perfumaria no período. “Os dados mostram crescimento consistente das categorias associadas ao Dia dos Pais ao longo dos últimos anos, com expansão real de consumo, não apenas de preço”, afirma Felipe Passarelli, head de inteligência de mercado da Scanntech.

COMPRAS PLANEJADAS

Os dados da Scanntech revelam um consumidor mais planejado do que impulsivo no Dia dos Pais. Um indicador claro é o comportamento de compra na cesta de açougue: as compras de abastecimento têm importância duas vezes maior do que nas demais categorias do varejo alimentar. Segundo um Google Consumer Survey realizado em junho de 2025 com 1.000 respondentes, 25% das compras acontecem na semana da data e outros 19% no próprio dia — mas categorias de maior tíquete, como bebidas, cestas e experiências, chegam a 31% de antecipação de um mês ou mais. O varejista que ativa essas categorias apenas na semana da data já perdeu parte da janela mais qualificada. A recomendação dos especialistas é clara: comunicação e ativação devem começar 30 dias antes, especialmente para bebidas premium e kits presenteáveis, quando o shopper ainda está no modo planejamento.

Sobre a premiumização nas bebidas, o executivo vai além: “O shopper que permanece em categorias, como a de whisky, está escolhendo versões mais caras. Há uma migração para produtos de maior valor unitário dentro da categoria”. Para o especialista, o gap entre o que o consumidor deseja e o que o varejista oferece ainda é grande: “eletrônicos lideram o desejo dos pais de ganhar presente com 48%, quase o dobro da intenção de quem vai comprar — o varejista que tem essa categoria no mix e que trabalha com comunicação voltada ao Dia dos Pais captura uma demanda que, hoje, pode estar migrando para outros canais”, completa.

A leitura de pricing reforça o argumento. Os dados da Shopping Brasil, empresa especializada em monitoramento de ofertas e preços no varejo, revelam que o total de promoções com temática de Dia dos Pais cresceu 11% em agosto de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, considerando TV, tabloides e redes sociais. Os supermercados ampliaram sua participação nas ofertas temáticas de 61% para 70% entre os dois anos, enquanto o atacarejo avançou de 14,5% para 19,2%. A movimentação regional também é expressiva: o Nordeste registrou alta de 102% nas ofertas com temática da data, seguido pelo Centro-Oeste, com 59%, e o Sul, com 55%.

“O VAREJO ALIMENTAR REPRESENTA O PRINCIPAL CANAL IMPULSIONADOR DE VENDAS PARA AS EMPRESAS DO SEGMENTO DE BEBIDAS. É NELE QUE OCORRE O PRIMEIRO CONTATO NA BUSCA POR SOLUÇÕES PARA OCASIÕES DE CONSUMO, COMO O ALMOÇO OU O JANTAR DE DIA DOS PAIS”, DIZ EDSON MARTINS, COO DA ZANLORENZI.

Para Renata Ribeiro González, diretora comercial da Shopping Brasil, a transformação é estrutural: “datas como o Dia dos Pais deixaram de ser apenas momentos comemorativos. Elas se tornaram janelas estratégicas de captura de fluxo, abastecimento e consumo em casa. O supermercado está disputando não só o presente, mas a ocasião completa de consumo”. Entre as categorias monitoradas, destilados cresceram de 4,2% para 5,5% no share de ofertas, enquanto cervejas alcoólicas recuaram de 5,5% para 4,5%. Vinhos, espumantes e fermentados, que sequer figuravam entre as principais categorias de 2024, chegaram a 3,2% do volume de ofertas em 2025. No entanto, a especialista faz um alerta sobre a armadilha do desconto indiscriminado: “o varejista precisa diferenciar preço baixo de preço competitivo. Em muitas categorias, especialmente nas mais sazonais ou presenteáveis, existe espaço para trabalhar percepção de valor, composição de kits e preservação de margem”. Entre os 100 produtos mais ofertados na data, a variação média entre o menor e o maior preço para

os mesmos itens foi de 79% — em um desodorante aerossol de 150 ml, chegou a 135%; em um whisky, a 90%. “Quando o preço mais frequente de um item está próximo de R$ 15, é preciso questionar se uma oferta a R$ 7,99 realmente é necessária ou se representa apenas queima de margem. Inteligência promocional é saber onde ser agressivo e onde preservar valor”, conclui Renata.

Além da questão de preços, o papel do supermercado na data tem sofrido uma transformação estrutural. Para Fernando Faro, diretor de operações da Varejo 360, o canal ainda precisa superar uma percepção limitada. O Dia dos Pais é considerado uma das melhores datas sazonais para o varejo, mas o supermercado ainda cumpre, muitas vezes, um papel secundário nesse cenário.

“Nestas datas, o supermercado cumpre mais um papel de conveniência de última hora e de abastecimento para as celebrações familiares, mas isso pode ser a alavanca para a venda de presentes, desde que exista planejamento”, afirma o executivo, que alerta para falhas básicas recorrentes.

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Ele lembra que, embora seja muito básico, não é incomum ter ruptura de carvão e gelo nas lojas nas sazonalidades — e isso compromete toda a experiência. Para o especialista, montar um corredor especial de kits presenteáveis na entrada da loja é uma estratégia concreta de reposicionamento: “preparar um corredor na entrada da loja com kits presenteáveis é uma excelente estratégia, com a vantagem do shopper pensar no estabelecimento em uma próxima sazonalidade como um local de opção para compra de presentes”, conclui.

A visão acadêmica aponta na mesma direção. Roberto Nascimento, professor de gestão de negócios no varejo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), descreve três tendências centrais que moldam o comportamento do consumidor no Dia dos Pais: premiumização com alta em cortes nobres, cervejas artesanais, vinhos de reserva e destilados premium; consumo imediato em kits que facilitam a decisão e aumentam o valor percebido; e conveniência radical que transforma o supermercado na loja de presentes para quem não foi ao shopping. “O sucesso no Dia dos Pais depende da capacidade

da loja em deixar de ser um depósito de produtos para se tornar um curador de experiências para a família”, afirma Nascimento. Para Nuno Fouto, docente da FIA Business School, o risco mais frequente é o oposto: “copiar os concorrentes ou basear-se em recomendações dos fornecedores sem realmente conhecer seus clientes e as respectivas situações de compra. Por exemplo, julgar que é apenas churrasco e cerveja, ignorando os diferentes perfis de pais”, alerta.

JORNADA DE COMPRA, TRADE E DADOS: COMO AS REDES TRABALHAM A DATA

Se os consultores apontam o caminho, os supermercadistas que já incorporaram o Dia dos Pais como data estratégica do calendário colhem resultados concretos. O movimento comum entre as redes ouvidas pela SuperVarejo é a migração de uma lógica de produto para uma de ocasião: o cliente não está comprando carne, cerveja ou vinho isoladamente. Ele está comprando um almoço em família, uma confraternização, um momento. E a loja que organiza sua jornada em torno dessa experiência captura mais vendas, mais itens por cupom e mais tíquete médio.

No Lopes Supermercados, rede com 32 lojas na Grande São Paulo, essa lógica já está consolidada. Wilian Oliveira, diretor comercial da rede, descreve um crescimento consistente nas categorias ligadas à confraternização nos últimos anos: carnes para churrasco, cervejas especiais, destilados, vinhos, snacks, queijos e itens premium. “O consumidor passou a enxergar o supermercado como um canal de solução completa para a data, não apenas para abastecimento, mas também para presentes e experiências gastronômicas” afirma Wilian.

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A estratégia de exposição combina ilhas temáticas de churrasco, adegas sazonais, pontos extras próximos às áreas de açougue e bebidas e espaços com comunicação emocional. “As estratégias que geram maior resultado são aquelas que criam impacto visual e reforçam a compra por ocasião. Também percebemos um resultado muito positivo em exposições que conectam categorias complementares em um único espaço, facilitando a jornada do cliente e estimulando compras adicionais”, afirma o porta-voz do Lopes.

O St. Marche, rede de supermercados com 31 lojas em São Paulo, Grande São Paulo, Campinas e Santos, trabalha o Dia dos Pais com foco nas missões de almoço em família e presente. Rodrigo Galdeano, diretor comercial da rede, reconhece: “em relação às margens, costumam ser um pouco mais pressionadas devido ao aumento da competitividade e das ações promocionais típicas

da sazonalidade. Ainda assim, é uma ocasião muito relevante para o varejo”. Ele destaca o retail media como ferramenta crescente. “O retail media tem um papel importante ao aumentar a visibilidade das ofertas e dos lançamentos dentro da jornada de compra. Além disso, ajuda a estimular compras por impulso e sugestões de presentes, principalmente em categorias, como vinhos, destilados, cervejas especiais e itens gourmet”, ressalta.

Na Coop, rede com mais de 30 lojas no Estado de São Paulo, Marcel de Pierre Amati, superintendente comercial, descreve um trabalho integrado entre planejamento comercial, sortimento e comunicação. “O foco não está apenas em vender produtos isolados, mas em criar soluções completas para o cliente. No Dia dos Pais, buscamos conectar categorias complementares e estimular compras por ocasião de consumo, como churrascos, almoços em família e presentes”, diz. Sobre o uso de dados, ele é direto. “Ferramentas de CRM, programas de fidelidade e análises de compra ajudam a personalizar ofertas, identificar oportunidades de consumo e direcionar campanhas mais assertivas. Isso aumenta a relevância das ações, melhora a conversão e contribui diretamente para crescimento de vendas e do tíquete médio”, pontua. Com cerca de 70 lojas físicas, o Hortifruti Natural da Terra identificou, nos últimos dois anos, uma nova frente de crescimento na data: as encomendas para almoço e pratos prontos. Luiz Elisio Melo, CEO da rede, descreve a modalidade como uma das grandes apostas sazonais da empresa. “Há dois anos, essa modalidade vem conquistando cada vez mais o coração e a mesa

dos nossos clientes durante o Dia dos Pais. Além de conveniência, temos o diferencial da alta qualidade dos nossos produtos, com um cardápio simultaneamente nutritivo e saboroso”, afirma Melo. O retail media também é peça central na estratégia da rede ao conectar marcas e consumidores de forma estratégica, promovendo experiências de compra mais relevantes e direcionadas ao longo da jornada do cliente.

No GoodBom, rede com 13 lojas no interior paulista, a diretora de TI e comunicação, Alice Miranda, destaca a clareza da proposta como fator decisivo de conversão. “As estratégias que mais convertem são aquelas que conectam produtos e contam uma história. Quanto mais clara for a proposta, como ‘pronto para o almoço de Dia dos Pais’, maior tende a ser a conversão”, afirma. O CRM e o histórico de compras permitem à rede ativar clientes no momento certo, sugerir combinações e estimular compras mais completas, impactando diretamente no aumento do tíquete médio.

O fio condutor entre todas essas redes é o mesmo: o uso crescente de dados de comportamento de compra para personalizar a comunicação, identificar os clientes com maior propensão a comprar categorias premium e acionar o cliente no momento certo. O retail media deixou de ser um complemento para se tornar parte estrutural das campanhas sazonais — e o Dia dos Pais, com seu perfil de comprador planejado e disposto a gastar mais para a ocasião, é um dos momentos mais rentáveis para ativar esse canal.

DA GÔNDOLA À COMEMORAÇÃO

Se o varejo organiza o ambiente e a jornada, é a indústria que abastece as prateleiras com novidades capazes de elevar o valor da cesta e criar razão de compra. Para o Dia dos Pais de 2026, as empresas ouvidas chegam com lançamentos que apostam em dois vetores convergentes: a expansão do ritual do churrasco e a diversificação das ocasiões de consumo, especialmente o happy hour em casa impulsionado pela popularização da air fryer.

A MBRF, holding que controla as marcas Sadia e Perdigão no Brasil, aposta na data como uma das principais oportunidades do ano para reforçar a liderança no varejo em proteínas para churrasco. Para 2026, a Perdigão Na Brasa expande o portfólio com lançamentos que incluem a linguiça toscana de picanha, o hambúrguer de linguiça toscana, tulipas in natura e com alho e ervas e linguiças fininhas nas versões toscana, apimentada e chimichurri. Já a Sadia endossa dois novos sabores de linguiça frescal — apimentada e chimichurri — sob o guarda-chuva Sadia Bassi, linha de cortes bovinos premium.

Luiz Franco, diretor de marketing e inovação da MBRF, destaca o papel estratégico da data. “O Dia dos Pais se consolidou como uma das principais ocasiões para o chur-

“NESTAS DATAS, O SUPERMERCADO CUMPRE MAIS

UM PAPEL DE CONVENIÊNCIA DE ÚLTIMA HORA E DE ABASTECIMENTO PARA AS CELEBRAÇÕES FAMILIARES, MAS ISSO PODE SER A ALAVANCA PARA A VENDA DE PRESENTES, DESDE QUE EXISTA PLANEJAMENTO”, DIZ FERNANDO FARO, DIRETOR DE OPERAÇÕES DA VAREJO 360

“O VINHO DEIXOU DE SER APENAS UM PRESENTE E PASSOU A FAZER PARTE DA CELEBRAÇÃO. MUITOS CLIENTES PREFEREM VIVER A EXPERIÊNCIA COMPLETA, SEJA EM UM ALMOÇO, DEGUSTAÇÃO, PASSEIO OU MOMENTO EM FAMÍLIA, E ISSO FORTALECE MUITO O CONSUMO IMEDIATO E EMOCIONAL”, DIZ LUCIANA MARTINS, GERENTE DE MARKETING DAVINÍCOLA GÓES.

rasco, o que nos permite destacar estrategicamente os produtos de nossas marcas líderes e reforçar nossa liderança no varejo”. As expectativas são sustentadas pelo crescimento de 39% no mercado de churrasco em 2025, segundo o Instituto de Foodservice Brasil (IFB).

A Pamplona Alimentos chegará ao Dia dos Pais com um olhar específico sobre a transformação dos hábitos domésticos. A empresa identificou no crescimento da air fryer — presente em 44% dos lares brasileiros, segundo dados da Kantar — uma oportunidade para criar uma nova linha de aperitivos práticos e compartilháveis. Os lançamentos incluem CrocPork (em versões de carne íntegra e carne moída), suíno a passarinho, panceta em cubos e linguiça toscana mini — todos preparáveis em até 15 minutos e com até 15 g de proteína por 100 g.

Ronaldo Müller Kobarg, diretor-presidente da Pamplona, descreve o contexto. “A expectativa é que o Dia dos Pais continue ganhando relevância dentro do calendário promocional do varejo alimentar, especialmente em categorias ligadas a encontros em família, happy hours em casa e consumo compartilhável”.

No universo das bebidas, a Zanlorenzi apresentará para o Dia dos Pais uma novidade de origem: Portugal. A empresa, que já distribui os vinhos Campo Largo, Toro Centenário, Toro Los Laburantes e Caballo Chileno, expande o portfólio para consolidar sua oferta como solução completa ao varejo. Um destaque adicional é a chegada de uma linha de frisantes da marca Campo Largo, produzida com uvas do Vale do São Francisco pelo método charmat, posicionando espumantes como categoria estratégica para o segundo semestre.

Edson Martins, COO da Zanlorenzi, resume a visão da empresa sobre o canal alimentar. “O varejo alimentar representa o principal canal impulsionador de vendas para as empresas do segmento de bebidas. É nele que ocorre o primeiro contato na busca por soluções para ocasiões de consumo, como o almoço ou o jantar de Dia dos Pais”, afirma. A expectativa é de crescimento mínimo de dois dígitos para o período.

A Vinícola Góes, produtora paulista, vê no Dia dos Pais uma data de forte apelo emocional para o vinho. Para 2026, a empresa trabalha campanhas voltadas ao presente afetivo, com kits especiais, ativações e possíveis edições limitadas. Luciana Martins, gerente de marketing da vinícola, descreve a mudança de comportamento que observa: “o vinho deixou de ser apenas um presente e passou a fazer parte da celebração. Muitos clientes preferem viver a experiência completa, seja em um almoço, degustação, passeio ou momento em família, e isso fortalece muito o consumo imediato e emocional”. No segmento de cervejas especiais, a Dama Bier apostará em dois kits exclusivos desenvolvidos para o Dia dos Pais e reforçará a visibilidade dos chopes frescos em pet de 1 litro — produto não pasteurizado que reproduz a experiência do bar dentro de casa. Renato Bazzo, CEO da Dama Bier,

NÚMEROS REVELADORES

Segundo dados do Instituto Foodservice Brasil (IFB), o mercado de churrasco movimentou R$ 1,2 bilhão em 2025, alta de 39% em relação a 2024. No varejo alimentar, dados da Scanntech mostram que o Dia dos Pais registrou crescimento de 8,2% em faturamento em 2025. Na cesta de alimentos para a data, os destaques em volume foram pão de alho (+5,5% em unidades), farofa (+3,3%) e os cortes de churrasco. Na cesta de bebidas, vinho domina com 73% da participação em valor, mas whisky e licor cresceram mais em unidades — 4,0% e 4,6% respectivamente, indicando busca por opções premium. Em perfumaria, fragrâncias cresceram 15,9% em valor e 8,1% em unidades numa categoria com alto apelo presenteável que, frequentemente, fica em corredor pouco destacado fora de perfumarias.

sintetiza a transformação da data: “para 2026, vemos o Dia dos Pais como uma data em crescimento, cada vez mais conectada a momentos de celebração e convivência em que a cerveja se torna parte dos encontros, das histórias e dos brindes que marcam a ocasião”, observa.

O conjunto de lançamentos e ativações da indústria aponta para uma data cada vez mais rica em razões de compra. Produtos pensados para o churrasco tradicional, aperitivos para a air fryer, vinhos com nova origem, kits presenteáveis de cerveja especial e espumantes para brindar: a gôndola de agosto tem muito a oferecer. Cabe ao varejo construir o ambiente, a jornada e a comunicação que transformem esse arsenal em vendas e em memória afetiva para o cliente que voltará no próximo ano.

PARA TODOS OS MOMENTOS

A Perdigão Na Brasa amplia seu portfólio com o lançamento do Hambúrguer de Linguiça, feito com 100% de carne suína. A marca também apresenta uma ferramenta digital que ajuda os consumidores a organizar uma “hamburgada”, calculando a quantidade ideal de hambúrgueres e pães, além de sugerir acompanhamentos e molhos. A novidade reforça a linha, que passa a contar com quatro versões de hambúrgueres.

PARA A CRIANÇADA

A Orquídea Alimentos amplia seu portfólio com o lançamento de uma linha de macarrões coloridos temáticos com o de Bob Esponja, desenvolvido em parceria com a Paramount Global. A novidade chega em embalagens de 500g e traz ainda formatos inspirados em personagens da Fenda do Biquíni. Integrante da linha Mais Molho, o produto é elaborado com vegetais e ovos de galinhas livres de gaiolas, unindo apelo lúdico e qualidade nutricional.

LOUCOS POR TEMPERO

A Sazón, marca da Ajinomoto do Brasil, amplia seu portfólio com o lançamento do Tempero para Batata Frita nos sabores Cheddar & Bacon e Páprica com Tomate, ambos em embalagens de 60g. A novidade reforça a aposta da marca em soluções práticas para incrementar o sabor de snacks e acompanhamentos no dia a dia.

PRATICIDADE E SABOR

Zinho amplia seu portfólio com a linha Zinho Toda Hora, composta por pães recheados em embalagens de 150g, com seis unidades. Desenvolvidos em co-branding, os produtos chegam nos sabores Catupiry, Provolone Tirolez, Manteiga Aviação, Leite Moça e Nestlé Prestígio. Apresentam preparo rápido na airfryer ou forno e foco em conveniência.

Varejosupermercadistaacelera transformaçãoguiadaporsaúde,

conveniência e novos hábitos de consumo

Foto: Eliane Cunha

Estudo mostra avanço do consumo saudável, crescimento do mercado pet, força das compras rápidas e oportunidades para o varejo em eventos, como a Copa do Mundo

Atransformação do comportamento do consumidor brasileiro já impacta diretamente as decisões estratégicas do varejo supermercadista. Dados inéditos da pesquisa “Tendências do Varejo 2026”, apresentada durante a coletiva de imprensa do festival APAS SHOW 2026, mostraram que saúde, praticidade, conveniência, socialização e consumo consciente passaram a redefinir o carrinho de compras e abrir novas oportunidades para supermercados e indústrias em todo o país.

O estudo foi desenvolvido pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Shopper Experience e a Scanntech, combinando as entrevistas de 1.009 consumidores com a leitura de 15 bilhões de tíquetes do varejo brasileiro.

Os números apresentados no evento evidenciam que o consumidor brasileiro não apenas mudou hábitos, mas passou a reorganizar completamente sua relação com alimentação, bem-estar e experiência de compra. Segundo Carlos Correa, diretor-geral da APAS e do festival APAS SHOW, compreender esse novo cenário será decisivo para a competitividade do setor nos próximos anos. “Os números mostram que o brasileiro não está apenas mudando hábitos, e sim, reescrevendo a relação com o alimento, e quem entender a leitura desses dados vai conseguir oferecer exatamente o que o consumidor quer comprar”, afirmou.

O levantamento apontou que viver mais e melhor deixou de ser tendência para se tornar realidade no Brasil. Nos últimos 44 anos, o brasileiro ganhou 31 anos de expectativa de vida, enquanto o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) cresceu 22% nos últimos 33 anos. Além disso, 86% das pessoas afirmam ter com quem contar, indicador que avançou cinco pontos percentuais desde a pandemia.

Essa mudança comportamental já aparece diretamente dentro dos supermercados. Hoje, 62% dos

consumidores priorizam uma boa noite de sono, 51% praticam atividade física regularmente e 42% realizam check-ups frequentes. Entre os entrevistados que afirmaram ter mudado hábitos nos últimos 12 meses, 64% passaram a consumir produtos mais saudáveis.

O impacto dessa transformação já pode ser observado no desempenho das categorias dentro das lojas. Segundo o estudo, 53% dos consumidores reduziram o consumo de açúcar e doces, enquanto 49% aumentaram a ingestão de proteínas e 45% ampliaram o consumo de frutas, legumes e verduras. O sell-out confirma essa tendência: categorias ligadas à indulgência perderam espaço nos últimos anos, com queda de 21,2% no volume de açúcar, 19,3% em biscoitos e 15,7% em chocolates, no comparativo entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período de 2022.

Outro movimento destacado pela pesquisa é a consolidação dos produtos zero açúcar no varejo alimentar. Os dados mostram que esses itens já representam um terço do faturamento da categoria de refrigerantes e seguem crescendo em diferentes segmentos de bebidas, refletindo a busca crescente por equilíbrio,

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saudabilidade e bem-estar.

Dentro desse cenário, perecíveis e congelados ganharam relevância estratégica para o varejo. Os perecíveis passaram a representar 44,3% do faturamento do varejo alimentar e foram a única cesta a registrar crescimento em volume em 2025. Um dos destaques foi a categoria de frutas congeladas, que avançou 48,9% em volume no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025 e mais do que triplicou de tamanho desde 2022.

As mudanças de hábito também alteraram a dinâmica das compras nos supermercados. As chamadas compras “express”, voltadas à reposição rápida e compras menores ao longo da semana, cresceram 9% em 2025, indicando um shopper mais pragmático, frequente e orientado à conveniência.

A digitalização da jornada de compra também apareceu entre os pilares da transformação do setor. A pesquisa mostrou crescimento da influência de aplicativos, programas de fidelidade, mídia digital e personalização das ofertas sobre o comportamento do shopper. Segundo a Scanntech, o uso de inteligência de dados passa a ser decisivo para entender hábitos de consumo, ajustar mix, definir promoções e ampliar rentabilidade em um ambiente de competição cada vez mais intensa. Nesse cenário, a inteligência artificial e a análise preditiva foram apontadas como ferramentas estratégicas para o futuro do varejo supermercadista, principalmente nas decisões relacionadas à precificação, abastecimento, ativação promocional e comportamento do consumidor. O estudo também destacou o avanço

do retail media como nova frente de monetização para os supermercados, transformando fluxo de clientes, canais digitais e dados de consumo em plataformas de mídia capazes de gerar receitas adicionais e ampliar relacionamento com a indústria.

A pesquisa ainda apontou transformações geracionais importantes no consumo. Consumidores mais jovens aparecem como públicos mais conectados à conveniência, propósito, experiência e saudabilidade, enquanto gerações mais maduras seguem priorizando abastecimento tradicional e forte sensibilidade promocional. A leitura apresentada pela Scanntech é a de que os supermercados precisam equilibrar múltiplas jornadas de compra dentro da mesma operação, conciliando eficiência, experiência e personalização.

Foto: Eliane Cunha

EFEITO COPA DO MUNDO

A pesquisa aponta, ainda, que saúde e conveniência não caminham sozinhas. A socialização segue exercendo papel importante no consumo, principalmente em categorias ligadas a encontros, entretenimento e experiências compartilhadas. Nesse contexto, a Copa do Mundo de 2026 aparece como uma das principais oportunidades comerciais para o setor supermercadista.

Com base em análises históricas de grandes eventos esportivos, a Scanntech identificou que o fluxo nas lojas pode subir até 8,3% na véspera dos jogos, sendo a sexta-feira anterior às partidas de sábado o principal pico de movimentação, com crescimento de até 18,8%. Considerando o período completo da competição, o varejo pode registrar crescimento de até 8,6% em volume, caso o Brasil avance às fases finais do torneio.

Os dados ainda mostram que a cesta da Copa será marcada pela combinação entre conveniência, indulgência e praticidade. Entre os produtos com maior crescimento projetado em volume nos dias de jogos aparecem churrasqueira (+227%), pipoca para micro-ondas (+120%), air fryer (+112%), amendoim sal-

gado (+86%), espetinho bovino (+67%), frango inteiro (+60%), salgadinhos (+55%), maminha bovina (+53%), salame (+43%), tábuas de frios (+41%) e chope (+29%).

A pesquisa também apontou tendências ligadas ao avanço do consumo de produtos preparados em air fryer, snacks, itens pré-prontos, proteínas e bebidas zero açúcar e zero álcool, categorias que devem ganhar ainda mais espaço nas estratégias comerciais das redes supermercadistas durante grandes eventos e ocasiões de socialização.

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Eliane Cunha
Foto: Eliane Cunha

Outro destaque do levantamento foi a consolidação do mercado pet como um dos motores de crescimento do varejo alimentar. O segmento avançou 12,8% em valor e 12,3% em volume em 2025, com destaque para a ração para gatos, que registrou crescimento de 26,2%.

Os dados revelam, ainda, que 54% dos consumidores já compram produtos pets em supermercados, enquanto 39% afirmam ter deixado de comprar em alguma rede por falta de variedade ou indisponibilidade desses itens. Outros 24% disseram já ter deixado de frequentar estabelecimentos que não permitiam a entrada de pets.

Segundo a pesquisa, esse comportamento reforça que a ruptura na categoria representa perda direta de vendas e pode acelerar a migração do shopper para concorrentes ou canais especializados. O estudo aponta que o varejo alimentar precisará se adaptar rapidamente à relevância crescente do universo pet dentro das estratégias de fidelização e experiência de compra. Para Thomaz Machado, CEO da Scanntech Brasil, o uso inteligente dos dados será decisivo para que supermercados consigam antecipar tendências e

transformar informação em vantagem competitiva. “Na Scanntech, acreditamos que dados e inteligência sobre o comportamento do shopper são o que transforma tendências em decisões concretas. Essa parceria com o festival APAS SHOW reforça nosso compromisso em entregar insights que realmente ajudam o varejo a antecipar o futuro”, afirmou.

Fabiano Benedetti, diretor de marketing, negócios e CRM da APAS e do festival APAS SHOW, destacou que os dados apresentados oferecem uma ferramenta estratégica para orientar decisões de mix, exposição, precificação e experiência de compra. Segundo ele, o varejo precisará ampliar espaço para proteínas, itens zero açúcar, frutas congeladas, snacks, produtos voltados à praticidade e categorias ligadas ao bem-estar. “O estudo é uma ferramenta estratégica fundamental para o varejo supermercadista, já que permite que o setor antecipe demandas, otimize o mix de produtos e crie experiências que realmente atendam ao consumidor de hoje e de amanhã”, diz Benedetti. “O varejo que não acompanhar essa virada vai perder share para quem já está oferecendo o que o consumidor realmente quer”, ressaltou.

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CANETAS EMAGRECEDORAS

Entre os temas que mais chamaram atenção durante a coletiva, esteve o impacto crescente das chamadas “canetas emagrecedoras” sobre o consumo alimentar. De acordo com os dados apresentados, consumidores usuários de medicamentos à base de GLP-1 já começam a alterar de forma significativa suas cestas de compra. O levantamento mostrou que 43% desses consumidores reduziram o consumo de doces e sobremesas, enquanto 32% diminuíram a compra de snacks e produtos indulgentes.

Ao mesmo tempo, a pesquisa identificou aumento da procura por itens proteicos, alimentos funcionais, bebidas saudáveis e refeições prontas com apelo nutricional. Outros 41% passaram a buscar produtos com menor teor de açúcar, enquanto 37% ampliaram o consumo de itens ligados à alimentação equilibrada e controle calórico. Já categorias, como chocolates, refrigerantes tradicionais, biscoitos recheados e ultraprocessados, aparecem entre as mais impactadas negativamente.

Segundo os especialistas da Scanntech, embora o movimento ainda esteja em estágio inicial no Brasil, ele já provoca atenção da indústria e do varejo supermercadista pelo potencial de alterar estruturalmente os hábitos de consumo para os próximos anos. A avaliação apresentada durante o evento é a de que supermercados capazes de antecipar essas mudanças terão vantagem competitiva ao ajustar sortimento, comunicação e estratégias promocionais.

Outro ponto debatido durante a apresentação foi a redefinição do papel físico das lojas. Mais do que ambientes de abastecimento, os supermercados

PRINCIPAIS REVELAÇÕES DO ESTUDO

Longevidade e bem-estar: nos últimos 44 anos, o brasileiro ganhou 31 anos de expectativa de vida. O IDH cresceu 22% nos últimos 33 anos e 86% das pessoas afirmam ter com quem contar, alta de 5 pontos percentuais desde a pandemia.

Saúde incorporada à rotina: 62% priorizam uma boa noite de sono, 51% praticam atividade física e 42% realizam check-ups regulares. Entre os que mudaram de hábitos nos últimos 12 meses, 64% passaram a consumir produtos mais saudáveis.

Mudança alimentar: 53% reduziram o consumo de açúcar e doces, 49% aumentaram a ingestão de proteínas e 45% ampliaram o consumo de frutas, legumes e verduras.

Impacto no carrinho de compras: a indulgência caiu 6,2% em volume, açúcar 21,2%, biscoitos 19,3% e chocolates 15,7% no 1º trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2022.

Avanço do zero açúcar: produtos zero açúcar já representam um terço do faturamento da categoria de refrigerantes e seguem crescendo em diferentes segmentos de bebidas.

Perecíveis em destaque: os produtos já representam 44,3% do faturamento do varejo alimentar e foram a única cesta a crescer em volume em 2025.

Explosão dos congelados: frutas congeladas cresceram 48,9% em volume no 1º trimestre de 2026 versus 2025 e mais do que triplicaram de tamanho desde 2022.

Mercado pet em expansão: o segmento cresceu 12,8% em valor e 12,3% em volume em 2025, com destaque para ração de gatos, que avançou 26,2%.

Novos hábitos sociais: bebidas zero álcool e categorias ligadas a aperitivos registraram crescimento impulsionado por novas formas de socialização e consumo.

caminham para se consolidar como espaços de experiência, relacionamento, conveniência e serviços. Comunicação personalizada, integração entre canais físicos e digitais, programas de fidelidade e experiências mais fluidas aparecem como fatores cada vez mais relevantes para retenção e fidelização dos consumidores.

A pesquisa também reforçou os impactos do cenário macroeconômico sobre as decisões de compra. Inflação, juros elevados e pressão sobre renda seguem influenciando diretamente o comportamento do shopper, exigindo equilíbrio maior entre competitividade, margem e percepção de valor. Segundo a Scanntech, categorias essenciais continuam sustentando volume, enquanto itens de maior valor agregado dependem cada vez mais de ativação promocional e personalização para manter o crescimento.

Além dos insights sobre o comportamento do shopper, a coletiva reforçou a dimensão econômica do festival APAS SHOW 2026. A edição deste ano projetou movimentar R$ 17,8 bilhões em negócios, crescimento nominal de 7,9% em relação

aos R$ 16,5 bilhões registrados em 2025. O evento reuniu cerca de 900 expositores de 24 países e recebeu mais de 150 mil visitantes ao longo dos quatro dias de programação no Expo Center Norte, em São Paulo.

A projeção da APAS também apontou média de R$ 752,63 mil em fechamento de negócios por visitante, alta de 4,3% sobre a edição anterior, além de impacto relevante no turismo da capital paulista, com gasto médio estimado em R$ 3.080 por turista durante o período da feira.

O varejo alimentar brasileiro entra em um novo ciclo de transformação acelerada. A combinação entre tecnologia, dados, mudança comportamental, novos formatos de consumo e pressão econômica deve redefinir estratégias comerciais, operacionais e de relacionamento nos próximos anos. Para a Scanntech, os supermercados que conseguirem unir eficiência operacional, inteligência analítica e conexão genuína com o consumidor estarão mais preparados para crescer em um ambiente cada vez mais competitivo e dinâmico.

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Oprotagonismo dossupermercados

diante dos desafios da economia brasileira foi destacado na cerimônia de abertura

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Autoridades políticas e representantes do varejo defenderam medidas para ampliar competitividade, garantir abastecimento e fortalecer o setor supermercadista

Aabertura oficial do festival APAS SHOW 2026 reuniu, na manhã de 18 de maio de 2026, autoridades políticas, lideranças empresariais, executivos da indústria e representantes internacionais em uma cerimônia que consolidou o protagonismo do varejo supermercadista brasileiro diante dos principais debates econômicos do país. Realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, a solenidade marcou o início da 40ª edição daquele que é considerado o maior festival supermercadista do mundo e principal encontro de alimentos e bebidas das Américas.

Com foco em inovação, negócios, transformação do varejo e fortalecimento das relações comerciais, a solenidade reforçou a importância estratégica do setor supermercadista para o abastecimento da população, geração de empregos, estímulo ao consumo e desenvolvimento econômico nacional.

O encontro também evidenciou o fortalecimento do diálogo entre o varejo e o poder público em temas considerados prioritários pelo segmento, como inflação, competitividade, modernização das relações trabalhistas, segurança no varejo e políticas de abastecimento.

ABERTURA DO EVENTO

A cerimônia foi iniciada pelas palavras de Eduardo Ariel Grunewald, diretor de serviços aos supermercados e relações internacionais da Associação Paulista de Supermercados (APAS), que recepcionou os participantes destacando as oportunidades de conexões e geração de negócios proporcionados pelo evento, além da relevância estratégica da feira para o desenvolvimento do autosserviço brasileiro.

Na sequência, o jornalista econômico Fernando Nakagawa apresentou um panorama sobre o cenário econômico do país e os impactos dos conflitos internacionais nas relações de consumo, incluindo a perspectiva de aumento de preços. Apesar do contexto desafiador, Nakagawa ressaltou a capacidade de adaptação e resiliência do setor supermercadista.

“O supermercado virou pop e, se antes era considerado o vilão da inflação, hoje provou que traz confiança e credibilidade, sendo um amortecedor e uma alavanca da economia, estando cada vez mais na vanguarda tecnológica”, afirmou.

Durante a cerimônia, Carlos Corrêa, diretor geral da APAS, enfatizou a importância da 40ª edição do festival e o processo de consolidação do evento ao longo das últimas décadas. Segundo o executivo, o encontro tornou-se o “melhor festival para abrir a mente e fechar negócios”, reunindo inovação, relacionamento e transformação para o varejo supermercadista.

AUTORIDADES PRESENTES

A cerimônia de solenidade contou com a presença de diversas autoridades, como o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes. Também marcaram presença o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), André do Prado, e o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França.

Também participaram da abertura o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), João Galassi, Fábio Prieto, Ivo Dall’Acqua e Tirso Meirelles, além de executivos de grandes indústrias e representantes internacionais ligados ao varejo e ao abastecimento.

Foto: Eliane Cunha
Foto: Eliane Cunha

EMPRESAS HOMENAGEADAS

A solenidade de abertura também contou com uma homenagem a empresas que contribuíram para o crescimento e fortalecimento do festival desde suas primeiras edições. Os exe-

Erlon Ortega, presidente da APAS, reforçou a relevância do evento em seu discurso. “Chegar à 40ª edição do festival APAS SHOW reforça a relevância que o setor supermercadista conquistou no Brasil, pois o evento se consolidou como um espaço estratégico para debater temas centrais para o país, como desenvolvimento econômico, abastecimento, consumo, geração de empregos e os desafios que impactam diretamente o setor e a população brasileira”, afirmou.

cutivos da APAS - Carlos Corrêa, Pedro Lopes, Pedro Celso e Shirlei Castanha - receberam no palco representantes de grandes indústrias parceiras do setor. Entre as empresas homenageadas, estava a Ambev, representada por Fábio Martini, diretor geral off trade, e Gustavo Longo Viana, diretor corporativo. Também foram reconhecidas a MBRF, com Marcos Molina, presidente do conselho de administração, e Manoel Martins, VP comercial da companhia, além da Nestlé, representada por João Kalil, diretor trade marketing, e Natália Campos, gerente de desenvolvimento de categoria.

Em outro momento do discurso, Ortega destacou a dimensão econômica e social do segmento supermercadista. “O setor supermercadista emprega mais mulheres do que qualquer outro setor e, hoje, receberemos aqui 150 mil empresários do mundo todo para gerar mais de R$ 17 bilhões em negócios”, declarou. “E só não recebemos mais porque não cabe”.

O executivo também ressaltou o papel institucional conquistado pelo festival ao longo das últimas décadas. “O fato de reunirmos representantes do poder público, lideranças empresariais e entidades de diferentes áreas demonstra a força e a responsabilidade do segmento dentro da economia paulista, o que comprova que o festival APAS SHOW se consolidou como um ambiente de diálogo qualificado sobre políticas públicas, competitividade e futuro do setor”, completou.

Durante a abertura, a relevância econômica do varejo supermercadista foi um dos principais temas abordados pelas lideranças presentes. Segundo representantes do setor, os supermercados representam cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, além de desempenharem papel central no abastecimento da população, na geração de empregos e na sustentação da cadeia produtiva nacional.

As discussões também avançaram sobre os desafios enfrentados atualmente pelo segmento. Entre as pautas defendidas pelo varejo estavam medidas de combate à inflação, estímulos à competitividade, combate aos furtos nas lojas e flexibilização das relações trabalhistas diante do déficit de mão de obra enfrentado pelas empresas.

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João Galassi, presidente da ABRAS, defendeu modelos mais flexíveis de contratação e citou a necessidade de avanço nas discussões relacionadas à chamada PEC do horista. O executivo também alertou para os impactos provocados pelo aumento de furtos no varejo supermercadista.

O debate sobre modelos de trabalho e transformação do mercado também esteve presente no discurso de Ortega. “Precisamos modernizar essa discussão, pois, hoje, o jovem quer trabalhar cedo, ser empreendedor à tarde e estudar à noite; ou seja, ele tem outra demanda e outra visão do mercado de trabalho”, destacou.

O prefeito Ricardo Nunes destacou no seu discurso a relevância econômica do festival para a capital paulista e reforçou a importância do varejo supermercadista durante períodos críticos, como a pandemia. “A APAS SHOW se tornou fundamental no calendário de eventos da cidade, porque movimenta a economia e impulsiona novos negócios”, disse. O prefeito também defendeu o reconhecimento do setor supermercadista como atividade essencial diante de sua atuação no abastecimento da população. Na mesma linha, o presidente da Alesp, André do Prado, ressaltou a importância econômica do segmento e defendeu responsabilidade nas mudanças regulatórias que impactam o varejo e a cadeia de abastecimento.

Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reforçou a proximidade entre o setor supermercadista e o consumidor final, defendendo políticas que garantam melhores condições de abastecimento e competitividade. “O setor supermercadista é a ponta da linha, que está em contato direto com a população e, por isso, precisa de condições adequadas para ampliar seu alcance e garantir qualidade no abastecimento”, afirmou.

Freitas também defendeu a manutenção da alíquota zero para produtos da cesta básica e destacou a integração entre supermercados, indústria e agronegócio. “O supermercado é a ponta do agronegócio, da indústria e é onde as pessoas se encontram”, disse.

Encerrando a solenidade, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ressaltou medidas voltadas ao fortalecimento da atividade supermercadista, entre elas, a redução de taxas no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), ações de estímulo ao consumo e discussões sobre ampliação de serviços oferecidos pelos supermercados.

Alckmin também afirmou que levará ao presidente da República a proposta de reconhecimento do setor supermercadista como atividade essencial. “A capacitação é o caminho para fazer um bom casamento entre a necessidade do mercado e a qualificação profissional. Quanto mais gente capacitada, mais pessoas terão oportunidades no mercado de trabalho”, declarou ao abordar a importância da formação profissional para o crescimento econômico.

Dentro dessa estratégia de desenvolvimento de mão de obra, a cerimônia também foi marcada pelo anúncio de uma parceria entre a Escola APAS e o Instituto Demarchi, iniciativa voltada à qualificação profissional e ao desenvolvimento de talentos para o varejo supermercadista.

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PAVILHÃO ITALIANO AMPLIA PRESENÇA

Outro destaque da abertura foi a participação da Italian Trade Agency, representada por Milena Del Grosso, diretora para o Brasil da entidade. A executiva destacou a expansão do Pavilhão Italiano na edição de 2026, que reuniu 31 empresas expositoras com portfólio voltado ao autosserviço e estratégia de crescimento no mercado brasileiro.

O avanço da presença italiana na APAS SHOW evidencia o fortalecimento das relações comerciais entre os países. Em 2022, a participação oficial contou com 12 empresas. Agora, em 2026, o número mais que dobrou, refletindo o amadurecimento da iniciativa e o interesse crescente das marcas italianas em ampliar sua atuação no Brasil. “Mais do que uma vitrine, a APAS SHOW integra uma engrenagem relevante no desempenho comercial italiano no Brasil”, destacou Milena.

Com foco em negócios, relacionamento e tendências, a abertura do festival APAS SHOW 2026 reforçou o protagonismo do setor supermercadista brasileiro diante dos desafios econômicos e das transformações no comportamento de consumo, consolidando o evento como uma das principais plataformas globais para geração de oportunidades no varejo.

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Conexão humana como diferencial competitivo

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Bob Phibbs, especialista

conhecido como “The Retail Doctor”, compartilhou estratégias práticas para o varejo supermercadista e reforçou que tecnologia só gera resultado quando acompanha atendimento de qualidade

Ode congresso da APAS SHOW 2026 recebeu, no seu primeiro dia, uma das palestras mais aguardadas da programação: a apresentação de Bob Phibbs, especialista internacional em varejo, vendas e experiência do consumidor. Conhecido mundialmente como “The Retail Doctor”, o executivo conduziu uma palestra dinâmica e bastante interativa, incentivando a participação do público e promovendo reflexões sobre o futuro do varejo supermercadista. Durante a apresentação “Paixão em ação: como supermercados encantam os clientes”, Phibbs destacou que “vendas é algo que você não faz para alguém. Você faz com alguém”.

Em um cenário cada vez mais automatizado, o diferencial competitivo, segundo Phibbs, continuará sendo a conexão humana. O palestrante afirmou, ainda, que supermercados que investem apenas em tecnologia, sem fortalecer o relacionamento com o cliente, correm o risco de perder relevância.

Entre os principais pontos abordados, o especialista reforçou a importância de equipes preparadas para criar experiências memoráveis dentro das lojas. Para Phibbs, o consumidor atual não busca apenas preço competitivo, mas, também, conveniência, acolhimento e confiança na jornada de compra.

A palestra também trouxe exemplos práticos de comportamento no ponto de venda, atendimento consultivo e estratégias para aumentar engajamento e conversão. Em diversos momentos, o executivo interagiu diretamente com os congressistas, promovendo perguntas, exercícios rápidos e discussões sobre situações reais do varejo. Outro tema trazido pelo especialista foi o uso e a importância da tecnologia no setor supermercadista. Phibbs defendeu que a tecnologia deve funcionar como apoio para potencializar o trabalho humano, e não o substituir. “O futuro do varejo pertence às marcas que conseguirem unir eficiência tecnológica com relações autênticas”, destacou o palestrante.

Com atuação em mais de 16 países, Bob Phibbs já treinou mais de 250 mil profissionais de vendas ao redor do mundo e trabalhou com grandes empresas globais, como Google, LEGO, Seiko e Brother. Além de consultor e autor, Phibbs é reconhecido internacionalmente por suas palestras voltadas à performance de equipes, experiência do consumidor e transformação do varejo

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diferencial dovarejo Painelreúnesupermercadistas e destaca o fator humano como

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Executivos e empresários do setor defenderam que tecnologia e inovação precisam caminhar ao lado da proximidade com o consumidor, da valorização das pessoas e da essência construída nas lojas ao longo de décadas

Durante o congresso, o painel “Coração Supermercadista: paixão que transforma o varejo” reuniu importantes empresários do setor supermercadista para discutir justamente aquilo que, segundo eles, continua sendo o principal diferencial do segmento no Brasil: o fator humano. Os empresários Chalim Savegnago, presidente-executivo do Grupo Savegnago, José Koch, fundador e CEO do grupo Koch, e Pedro Lourenço, fundador e controlador da rede Supermercados BH, participaram de um painel que destacou a trajetória empreendedora e a gestão no varejo alimentar.

Com mediação de Erlon Ortega, presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS), o encontro lotou o auditório e colocou em evidência trajetórias construídas a partir de um trabalho intenso, proximidade com o consumidor e dedicação diária à operação. Atualmente, a inteligência artificial, a automação e a transformação digital dominam as conversas do varejo. E o painel trouxe um contraponto importante: a tecnologia pode apoiar o crescimento, mas não substitui relações de confiança.

A proposta do debate foi justamente refletir sobre como o setor supermercadista pode avançar em inovação sem perder a essência que o transformou em um dos segmentos mais próximos da população brasileira. E, para os participantes, essa essência continua diretamente ligada às pessoas. “O supermercado é um ambiente em que o cliente encontra não apenas produtos, mas segurança, credibilidade e atendimento qualificado”, destacou Erlon. Segundo ele, o setor possui uma característica única dentro do varejo: a construção de vínculos de confiança no cotidiano. “O cliente encontra a loja física, o gerente e, muitas vezes, o próprio dono. Isso fortalece a

percepção de responsabilidade e proximidade”, afirmou.

A discussão ganhou ainda mais força ao reunir empresários que começaram suas trajetórias em cidades do interior e transformaram pequenos negócios familiares em grandes redes supermercadistas. Histórias diferentes, mas atravessadas por valores semelhantes: disciplina, trabalho e contato permanente com a operação. “São empresários que chegaram a quase mil lojas somadas e não perderam a simplicidade nem a essência”, comentou Erlon durante o encontro. “Se não tivesse coração supermercadista, eles não estariam onde estão hoje.”

O conceito apresentado no

painel dialoga diretamente com o momento atual do varejo. Nos últimos anos, o setor passou por profundas transformações impulsionadas pelo avanço tecnológico, pela digitalização das relações de consumo e pelas mudanças de comportamento dos consumidores. Ainda assim, os participantes defenderam que o crescimento sustentável continua dependendo da capacidade de manter relações genuínas com clientes, fornecedores e colaboradores.

Para Erlon, o equilíbrio entre eficiência operacional e sensibilidade humana sempre fez parte do DNA supermercadista. “É um setor altamente competitivo, com margens apertadas e necessidade permanente

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de foco em resultado. Mas, ao mesmo tempo, existe uma proximidade muito grande com o consumidor, que valoriza conveniência, confiança e relacionamento”, explicou. Segundo ele, justamente essa combinação entre gestão rigorosa e conexão humana é o que permite ao supermercadista crescer sem perder relevância junto ao público.

Ao longo da conversa, os empresários compartilharam experiências acumuladas em décadas de atuação no varejo alimentar. Eles destacaram a importância de acompanhar a operação de perto, conhecer clientes e entender as necessidades das comunidades atendi -

das pelas lojas.

Em um dos momentos mais marcantes do painel, o empresário Chalim resumiu aquilo que considera a principal característica do setor. “O mercado não tem segredo. Você tem que ter o DNA na veia. Muito trabalho, dedicação e transparência em tudo que vai fazer”, afirmou. A fala arrancou aplausos da plateia e sintetizou o espírito do encontro: a defesa de um varejo que continua valorizando relações humanas em meio à modernização acelerada.

Savegnago também fez um alerta sobre o risco do setor se deixar seduzir excessivamente pela tecnologia sem preservar

sua essência. “Tem muita modernidade, internet, inteligência artificial. Mas as pessoas esquecem que a modernidade entra como componente, não como a essência do bolo”, declarou.

A observação dialoga com uma preocupação crescente entre empresários do varejo: como utilizar ferramentas tecnológicas sem transformar o relacionamento com o consumidor em algo impessoal. Embora o avanço digital seja considerado inevitável e necessário, o painel reforçou que o supermercado continua sendo, acima de tudo, um negócio de pessoas.

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repetidamente ao longo da discussão. Para os participantes, supermercados possuem um papel social que vai além da comercialização de produtos. Em muitas cidades, especialmente no interior, as lojas fazem parte da rotina afetiva das famílias, geram empregos, movimentam economias locais e funcionam como espaços de convivência.

“Primeiro faça a loja ser rentável para depois crescer. Senão a pessoa trabalha enxugando gelo, e ninguém merece”, destacou Koch.

A valorização das pessoas foi apontada como um dos pilares centrais para o futuro do setor. O debate destacou desde a importância da formação de

equipes até a necessidade de desenvolver lideranças mais próximas e humanas. Outro ponto levantado foi a transformação dos formatos de loja. “Fui me reinventando onde ninguém queria”, disse Pedro Lourenço. Com consumidores mais exigentes e jornadas de compra cada vez mais híbridas, o varejo precisou se adaptar rapidamente. Ainda assim, os participantes defenderam que, independentemente do formato, hipermercado, supermercado de bairro, atacarejo ou loja de conveniência, a experiência do cliente continua sendo decisiva.

O painel também serviu como uma espécie de homenagem à

cultura supermercadista construída ao longo de décadas no Brasil. Um setor marcado por histórias familiares, empreendedores que começaram pequenos e redes que cresceram sem abandonar características regionais. Segundo Erlon, existe uma paixão muito própria entre supermercadistas, algo difícil de encontrar em outros segmentos econômicos. “O supermercadista gosta da operação. Ele fala que vai parar e, no mês seguinte, compra um terreno e monta outra loja”, brincou, arrancando risos do público.

A declaração reforçou outro aspecto presente no debate: o varejo alimentar exige dedica-

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ção permanente. Diferentemente de outros setores, o supermercado lida diariamente com milhares de itens, fluxo intenso de consumidores, perecibilidade, logística complexa e mudanças constantes no comportamento de compra.

Mesmo diante desses desafios, os participantes demonstraram otimismo em relação ao futuro do setor. A avaliação é a de que o varejo brasileiro continua extremamente resiliente, justamente porque consegue unir eficiência operacional com capacidade de relacionamento.

Ao trazer o “coração” como elemento central da discussão, a APAS SHOW 2026 também sinalizou uma mudança importante na própria narrativa do varejo. O painel mostrou que competitividade e humanidade não são conceitos opostos.

A plateia, formada por empresários, executivos, fornecedores e profissionais do varejo, acompanhou atentamente o debate.

Em diversos momentos, o público reagiu com identificação às histórias compartilhadas no palco, especialmente às lembranças sobre o início das operações, os desafios

das primeiras lojas e a importância do atendimento próximo ao cliente. O encontro acabou funcionando como uma reflexão sobre identidade. Afinal, em um setor pressionado por velocidade, tecnologia e transformação constante, preservar valores históricos pode ser tão estratégico quanto investir em inovação. O painel terminou sob aplausos justamente porque conseguiu traduzir um sentimento comum entre empresários do segmento: o de que, apesar das mudanças no varejo, continuam sendo as pessoas que sustentam os negócios.

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Em conversa com Erlon Ortega e Débora Ortega, apresentadora abordou temas, como comunicação, liderança, responsabilidade social e o papel das relações humanas no futuro do varejo

No terceiro e último dia do congresso do festival APAS SHOW 2026, na abertura do Grande Auditório, foi o momento de Erlon Ortega, presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS), e Débora Ortega, diretora de responsabilidade social, receberem a apresentadora, cantora, atriz e empresária Angélica Huck.

O encontro, ou painel, foi marcado por histórias pessoais e reflexões sobre os desafios das empresas em um cenário marcado pelo excesso de informação e pelo avanço da tecnologia. Ao longo do bate-papo, Angélica defendeu que marcas e negócios precisam preservar a autenticidade, a coerência e a verdade para construir relações duradouras com o público.

A programação contou, ainda, com um vídeo enviado por Luciano Huck. Na gravação, ele falou sobre o projeto “Familhão” - clube de benefícios e plataforma de fidelidade criado por ele, que é marido da apresentadora - e relembrou sua relação afetiva com os supermercados desde a infância. Também destacou a importância do setor supermercadista na vida dos brasileiros, ao abastecer milhões de pessoas diariamente e gerar o primeiro emprego e oportunidades de crescimento para muitos profissionais.

Durante a conversa com Erlon e Débora Ortega, Angélica afirmou estar feliz por participar do festival APAS SHOW e ressaltou a dimensão do evento. Para a apresentadora, o varejo é formado por pessoas que trabalham diretamente com outras pessoas, o que torna a capacidade de escuta um elemento essencial para fortalecer vínculos com os consumidores.

Ao falar sobre sua trajetória profissional, iniciada ainda na infância, Angélica destacou a importância de preservar a própria essência diante das pressões e transformações do mercado. “A gente se perde no meio do caminho, às vezes, por vários motivos. Então, sempre é bom relembrar de onde você veio, o porquê de tudo aquilo”, afirmou.

Segundo ela, trabalhar com pessoas exige afeto, presença e propósito. Em um ambiente no qual consumidores recebem informações de diferentes canais, a comunicação direta, o olho no olho e a atenção genuína continuam relevantes para criar proximidade e credibilidade.

A apresentadora também comentou os desafios da liderança jovem dentro das empresas. Na avaliação de Angélica, não se trata de falta de ambição, mas de uma mudança de modelo, que exige das organizações mais abertura para ouvir as novas gerações, compreender suas prioridades e criar ambientes mais naturais para que jovens profissionais se sintam estimulados a assumir posições de liderança.

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Outro tema abordado foi a presença feminina no varejo. Ao comentar a forte participação das mulheres no setor supermercadista, Angélica defendeu que os números precisam se traduzir em prática, com profissionais ocupando espaços de decisão, criação e liderança. Para ela, empresas que reconhecem a sensibilidade, a intuição e a competência feminina encontram um diferencial relevante em suas operações.

A apresentadora também deixou uma mensagem direcionada às mulheres que atuam no segmento. Ela ressaltou a importância de acreditarem no próprio potencial, valorizarem a intuição e não permitirem que sejam desrespeitadas ou diminuídas em suas trajetórias profissionais.

Na área de responsabilidade social, Angélica afirmou que marcas e empresas que entram na casa das pessoas carregam uma responsabilidade significativa. Segundo ela, toda comunicação produz impacto e as iniciativas sociais devem estar conectadas a um propósito verdadeiro. “A gente tem esse poder de entrar, comunicar, influenciar. Então, é lindo quando você tem um impacto social na vida de alguém”, disse.

Ao ser questionada sobre os caminhos da comunicação no varejo, a apresentadora ponderou que o ponto central não está apenas na escolha entre televisão, redes sociais, influenciadores, retail media ou materiais impressos. Para Angélica, o diferencial está na capacidade de estabelecer uma relação verdadeira com o consu-

midor e preservar a dimensão humana, mesmo diante das mudanças tecnológicas. “Pode chegar a inteligência artificial, pode vir a tecnologia, mas a gente não pode perder a humanidade”, destacou.

A reflexão também alcançou o atendimento nos supermercados. Angélica afirmou não acreditar que máquinas e robôs substituirão completamente as relações humanas, pois a experiência do consumidor ainda depende da presença, da escuta e da troca entre pessoas. Durante o encontro, ela comentou ter ficado surpresa ao conhecer a proposta do caixa lento, criado para permitir que o cliente faça compras com mais calma e converse com o operador de caixa.

A construção de marcas também esteve entre os assuntos discutidos no painel. Angélica defendeu que supermercados de diferentes portes busquem coerência entre discurso e prática para não depender apenas

de preço ou de ofertas pontuais. Na visão da artista, credibilidade se consolida com verdade, transparência e consistência ao longo do tempo.

Em tom descontraído, Angélica compartilhou histórias sobre sua relação com os supermercados e sobre a experiência de fazer compras em família. Contou que, em casa, é ela quem costuma retirar os produtos do carrinho e brincou que Luciano Huck “não tem limites”. Também lembrou que um dos sonhos dos filhos era conhecer o supermercado Guanabara, experiência que a família realizou junto.

Ao encerrar a participação, a apresentadora dirigiu uma mensagem aos profissionais que acordam cedo e trabalham para manter o varejo em funcionamento. Angélica falou sobre energia, gratidão e confiança no próprio potencial, reforçando que o supermercado permanece como um espaço de memória afetiva, convivência e conexão com as pessoas.

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Eficiênciaoperacional, IA,automaçãoe

sustenta bilidade

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Auditório

reuniu temas

por meio de debates construtivos que geraram diversos insights para o setor

Atransformação operacional do varejo supermercadista esteve no centro das discussões do auditório “Execução harmônica”, durante o congresso de gestão da APAS SHOW 2026. Ao longo dos três dias de programação, especialistas, executivos, consultores e representantes do varejo alimentar debateram os impactos da tecnologia, da automação e da inteligência de dados sobre a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade das operações supermercadistas.

A agenda de conteúdo concentrou palestras e painéis ligados, principalmente, aos eixos “eficiência operacional” e “automação e produtividade”, reunindo discussões sobre logística reversa, inteligência artificial, gestão automatizada de estoques, retail media, digitalização das operações B2B e o equilíbrio entre tecnologia e atuação humana no varejo.

Mais do que apresentar tendências, os conteúdos apresentados mostraram como soluções tecnológicas e modelos operacionais baseados em dados já fazem parte da rotina do setor supermercadista, impactando áreas, como abastecimento, prevenção de perdas, experiência do consumidor, gestão logística e comunicação no ponto de venda.

Entre os temas mais debatidos esteve a crescente utilização da inteligência artificial operacional como ferramenta estratégica para ampliar eficiência e reduzir desperdícios. O avanço da cultura data driven, a digitalização das lojas e a automação de processos apareceram de forma recorrente nas apresentações, evidenciando um varejo cada vez mais orientado por análise de dados, integração de sistemas e tomada de decisão em tempo real.

LOGÍSTICA REVERSA GANHA ESPAÇO ESTRATÉGICO

A sustentabilidade aplicada à operação prática dos supermercados abriu espaço para uma discussão relevante do congresso. Na palestra “Boas práticas em logística reversa”, Maria Fernanda Pelizzon Garcia, gerente do departamento de sustentabilidade da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), apresentou como a logística reversa vem deixando de ser apenas uma exigência ambiental para assumir um papel estratégico dentro do varejo supermercadista.

A especialista abordou como supermercados podem estruturar processos mais eficientes para devoluções, reaproveitamento de embalagens e gestão de resíduos, reduzindo impactos ambientais e, ao mesmo tempo, ampliando ganhos operacionais e reputacionais.

Durante a apresentação, Maria Fernanda destacou que o avanço da economia circular vem colocando os supermercados em posição estratégica dentro da cadeia de reaproveitamento de

materiais. Segundo ela, o varejo alimentar pode atuar como elo entre indústria, cooperativas e consumidores, funcionando como ponto de coleta e retorno de embalagens e resíduos.

A executiva também ressaltou que estudos e análises recentes mostram que práticas de logística reversa contribuem diretamente para a redução de perdas, o fortalecimento da relação com os consumidores e a melhoria da eficiência operacional das empresas. “Quando sustentabilidade e eficiência caminham juntas, a logística reversa deixa de ser custo e passa a ser investimento em competitividade e reputação para o supermercado”, ressaltou.

Outro ponto abordado foi a necessidade de integrar sustentabilidade às operações diárias, transformando iniciativas ambientais em parte da estratégia operacional dos supermercados. O debate reforçou uma das tendências presentes em toda a APAS SHOW 2026: a incorporação de soluções sustentáveis diretamente ligadas à rotina operacional do varejo alimentar.

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INTELIGÊNCIA DE DADOS AVANÇA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO

A utilização estratégica de dados nas operações supermercadistas também esteve entre os principais assuntos discutidos no auditório. Na palestra “Tomada de decisão baseada em dados”, Vera Bermudo, CFO, conselheira de administração certificada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e membro dos comitês de ética e compliance, expansão, finanças e gestão de riscos da Plurix, vertical de varejo alimentar do Grupo Pátria Investment, discutiu como a inteligência analítica vem transformando a maneira como os supermercados planejam, executam e monitoram suas operações.

A apresentação mostrou como grandes volumes de informação gerados diariamente (envolvendo vendas, estoques, comportamento do consumidor e operação) podem ser convertidos em inteligência prática aplicada ao negócio. Segundo Vera, o avanço das ferramentas analíticas e da cultura orientada por dados permite que decisões estratégicas deixem de depender apenas da percepção humana e passem a ser sustentadas por indicadores concretos e análises de comportamento do consumidor.

A especialista destacou que a democratização das plataformas de análise tornou mais acessível a utilização de dados em áreas fundamentais do varejo supermercadista, como precificação, abastecimento, gestão de estoque, prevenção de perdas, fidelização e experiência do cliente. “Dados, por si só, não transformam negócios. O diferencial está na capacidade de traduzir informação em decisões práticas, rápidas e conectadas à operação”, explicou a executiva durante a apresentação.

A palestra ainda evidenciou como o varejo supermercadista vem acelerando investimentos em inteligência operacional para ganhar eficiência e ampliar competitividade em um cenário marcado por margens pressionadas e mudanças constantes no comportamento do consumidor.

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RETAIL MEDIA E DIGITALIZAÇÃO

TRANSFORMAM O PONTO DE VENDA

A integração entre tecnologia, mídia digital e operação no ponto de venda também ganhou espaço na programação. A palestra “Integrando tecnologias de mídia e a operação no PDV” reuniu Richard Albanesi, fundador da The LED, e Jonatas Calábria, head of retail media & trade marketing do Assaí Atacadista, para debater como a digitalização das lojas está modificando a comunicação entre supermercados, marcas e consumidores.

A discussão apresentou como soluções de retail media e painéis digitais podem contribuir para melhorar a comunicação promocional, apoiar decisões comerciais e ampliar o engajamento dos shoppers dentro das lojas físicas.

O debate destacou que a evolução da mídia digital no varejo vai além do impacto visual, passando a desempenhar papel importante na eficiência operacional e na experiência de compra. Segundo os participantes, a integração entre mídia digi -

tal, dados e operação permite respostas comerciais mais rápidas e comunicação mais dinâmica dentro do ambiente físico das lojas. “A tecnologia no ponto de venda precisa gerar impacto visual, mas, também, eficiência operacional e conexão real com o consumidor”, destacou Albanesi.

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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL AVANÇA SOBRE DIFERENTES ÁREAS DA OPERAÇÃO

A inteligência artificial apareceu como um dos temas centrais do congresso de gestão da APAS SHOW 2026. No painel “Aplicando a IA para a eficiência operacional dos supermercados”, especialistas discutiram como soluções baseadas em IA vêm sendo incorporadas à rotina do varejo alimentar.

Moderado por Luis Ricardo Marques Pedro, o painel reuniu Edmilson Varejão, Gilson Jordão e Tatiana Mendonça, que apresentaram aplicações práticas da inteligência artificial em áreas, como abastecimento, logística, manutenção, previsão de demanda e prevenção de perdas.

Os participantes defenderam que a IA vem ampliando a capacidade operacional das empresas ao permitir análises mais rápidas, previsões mais precisas e maior eficiência em processos complexos. Ao longo do debate, os especialistas ainda destacaram que a inteligência artificial não deve ser vista apenas como ferramenta tecnológica, mas como elemento capaz de apoiar decisões estratégicas e reduzir desperdícios operacionais. “A inteligência artificial não substitui a estratégia humana, mas amplia a capacidade das empresas de tomar decisões mais rápidas, eficientes e sustentáveis” foi uma das mensagens centrais discutidas no painel.

A conversa também abordou desafios ligados à implementação tecnológica, à adaptação das empresas e à capacitação das equipes para utilização das novas ferramentas digitais. Os painelistas defenderam que a transformação tecnológica depende não apenas da adoção de sistemas, mas, também, da construção de uma cultura organizacional preparada para operar em ambientes cada vez mais digitais.

AUTOMAÇÃO DE ESTOQUES SE CONSOLIDA COMO PRIORIDADE ESTRATÉGICA

A gestão automatizada de estoques foi outro tema que mobilizou o público do auditório. Na palestra “Automação na gestão de estoques do seu supermercado”, Christiane Cruz apresentou como tecnologia, automação e inteligência operacional vêm transformando a cadeia de abastecimento do varejo alimentar.

Com experiência acumulada em empresas, como Unilever Brasil, Nestlé Brasil, Carrefour Brasil e GPA, e, atualmente, liderando a unidade de negócios de supply chain da Neogrid, Christiane explicou como soluções tecnológicas permitem maior previsibilidade na gestão de estoques, evitando rupturas, excessos de produtos e perdas operacionais.

Segundo a executiva, a evolução da cadeia de abastecimento transformou o estoque em um elemento estratégico para rentabilidade e experiência do consumidor. “O estoque deixou de ser apenas uma área operacional. Hoje, ele é um elemento estratégico para garantir eficiência, rentabilidade e melhor experiência para o consumidor”, afirmou.

Outro ponto debatido foi a importância da integração entre indústria e varejo para ampliar previsibilidade de demanda e melhorar processos de reposição inteligente. A palestrante também destacou que a automação não representa apenas ganho de produtividade, mas, também, uma oportunidade para tornar as equipes mais estratégicas. “Automatizar processos não significa apenas ganhar produtividade. Significa liberar equipes para decisões mais estratégicas e construir operações mais ágeis e sustentáveis”, ressaltou.

DIGITALIZAÇÃO AMPLIA PRODUTIVIDADE

NAS OPERAÇÕES B2B

As transformações digitais nas operações B2B também fizeram parte da programação. Na palestra “Produtividade em foco nas operações B2B do varejo”, Maggie Aquino, do Mercado Livre, apresentou como plataformas digitais, integração entre canais e automação estão remodelando as relações comerciais dentro do varejo supermercadista. Executiva responsável pelas categorias de supermercados e pet shop no Mercado Livre Brasil, a especialista discutiu como a integração digital

pode simplificar processos, melhorar gestão de pedidos, ampliar eficiência logística e fortalecer o relacionamento comercial entre indústria, distribuidores e supermercados.

A apresentação mostrou como o avanço dos ecossistemas digitais e dos marketplaces vem acelerando mudanças operacionais no varejo alimentar. “Produtividade não significa apenas fazer mais em menos tempo. Significa criar operações mais inteligentes, conectadas e preparadas para responder às mudanças do mercado”, destacou Maggie.

As discussões também abordaram como operações B2B mais integradas vêm reduzindo fricções operacionais e ampliando a velocidade de resposta dentro da cadeia de abastecimento.

O DESAFIO DE EQUILIBRAR TECNOLOGIA E FATOR HUMANO

Encerrando a programação ligada à automação e produtividade, o painel “Limites e fronteiras entre homem e a máquina” reuniu especialistas e executivos para discutir os impactos da digitalização sobre a atuação humana no varejo supermercadista.

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O debate foi mediado por Marcelo Domingos e contou com a participação de Marcos Gilliano Zat, diretor de planejamento comercial do Grupo Zat, Alexandre Ribeiro, da R-Dias, empresa de assessoria voltada ao varejo, Alexandre Pinheiro, diretor-executivo, comercial e de marketing do Supermercado Pinheiro, e Monique Pizzetti, CEO da Rede Moniari. Ao longo da conversa, os participantes discutiram como equilibrar inovação tecnológica, produtividade operacional e valorização das pessoas dentro das operações supermercadistas.

Os especialistas defenderam que, embora automação, inteligência artificial e análise de dados ampliem eficiência e acelerem processos, o fator humano permanece essencial em áreas ligadas à liderança, relacionamento com consumidores e experiência de compra. “A tecnologia pode acelerar processos e aumentar eficiência, mas são as pessoas que dão significado, relacionamento e propósito à experiência no varejo”, resumiu uma das mensagens centrais debatidas no painel.

A discussão também destacou que o grande desafio do setor não está apenas em adotar novas ferramentas digitais, mas em construir modelos capazes de integrar tecnologia, cultura organizacional e desenvolvimento humano dentro de operações cada vez mais automatizadas.

Ao final dos três dias de programação, o auditório consolidou um dos principais debates da APAS SHOW 2026: a transformação operacional do varejo supermercadista passa, cada vez mais, pela combinação entre tecnologia, inteligência de dados, automação, sustentabilidade e valorização das pessoas.

As discussões mostraram que eficiência operacional deixou de ser apenas uma meta ligada à redução de custos e passou a ocupar posição estratégica dentro das empresas do setor. Em um ambiente marcado por mudanças aceleradas, pressão competitiva e evolução constante do comportamento do consumidor, o varejo supermercadista busca operações mais inteligentes, conectadas e sustentáveis para manter crescimento e competitividade nos próximos anos.

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Auditório discutiu liderança, atração de talentos, cultura organizacional e retenção de equipes em um setor cada vez mais dependente do fator humano

Osetor supermercadista é conhecido pela alta competitividade, margens apertadas e intensa pressão operacional. Por conta disso, um tema ganhou destaque na APAS SHOW 2026: pessoas. Ao longo de três dias de programação, o auditório “Gente que vibra” reuniu empresários, executivos, especialistas em gestão e lideranças do varejo alimentar para discutir os desafios e as oportunidades de construir equipes mais engajadas, preparadas e conectadas aos objetivos das empresas.

A proposta do espaço foi clara desde o início: mostrar que o desempenho das organizações está diretamente ligado à capacidade de desenvolver lideranças, atrair talentos, fortalecer culturas organizacionais e criar ambientes de trabalho capazes de gerar pertencimento e propósito.

Os debates revelaram experiências práticas de empresas que convivem diariamente com os desafios de recrutar, formar e reter profissionais em um dos segmentos que mais empregam no Brasil. O primeiro dia foi dedicado à liderança, tema considerado fundamental para enfrentar as transformações aceleradas que impactam o setor supermercadista.

A abertura contou com Rafael Haddad, especialista em desenvolvimento de lideranças e gestão de equipes, que apresentou a palestra “A jornada do liderado ao líder”. Com uma trajetória dedicada à formação de profissionais do varejo, Haddad abordou a importância de preparar líderes capazes de influenciar, desenvolver pessoas e gerar resultados sustentáveis.

Sua experiência à frente de programas que já capacitaram mais de 25 mil colaboradores em mais de 1.500 empresas serviu como ponto de partida para uma reflexão sobre o papel da liderança em ambientes cada vez mais complexos e dinâmicos. “O RH é o novo coração da empresa. Trata-se do pilar central de qualquer negócio”, destaca Haddad.

Na sequência, Rogério Chér ampliou o debate ao destacar a relevância do propósito e da cultura organizacional na construção de equipes de alta performance. Fundador da Devello e sócio da Winx, o executivo defendeu que empresas capazes de conectar seus colaboradores a um propósito claro tendem a apresentar melhores índices de engajamento, clima organizacional e produtividade.

Com ampla experiência em recursos humanos, empreendedorismo e desenvolvimento organizacional, Chér trouxe ao público uma visão que vai além dos indicadores financeiros, reforçando que relações significativas e culturas sólidas são fatores decisivos para a sustentabilidade dos negócios. “O desafio não está em medir melhor, mas em decidir melhor. A maturidade de uma organização aparece quando os dados deixam de ser registros e passam a orientar escolhas”.

Foto: Eliane Cunha
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O tema também esteve presente no painel “O novo líder de supermercados”, moderado por Adriana Muratore. Com uma carreira construída em grandes organizações, como Unilever, Carrefour, Walmart e Hypermarcas, a executiva conduziu uma discussão sobre as novas competências exigidas dos gestores do varejo.

Participaram do debate lideranças representativas de diferentes regiões do país, como Shirlei Castanha, vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS) e diretora do Supermercado Castanha, Alexandre Simioni, presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats) e líder do Grupo Passarela, Lindonor Peruzzo Jr., presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS) e vice-presidente do Grupo Peruzzo, e Jorge Portugal, presidente da Associação Paraense de Supermercados (ASPAS) e CEO das Lojas Portugal.

O painel evidenciou uma percepção comum entre os participantes: o líder do futuro precisa ser capaz de equilibrar resultados, tecnologia e sensibilidade humana. Em um cenário marcado pela transformação digital e pela mudança das expectativas dos colaboradores, a gestão de pessoas tornou-se uma competência estratégica para o sucesso das organizações.

O SUPERMERCADO COMO PORTA DE ENTRADA PARA CARREIRAS DE SUCESSO

O segundo dia do auditório trouxe para o centro das discussões um dos principais desafios do varejo brasileiro: a atração de talentos. Com o tema “Primeiro emprego, infinitas possibilidades”, os debates mostraram como o setor supermercadista continua sendo uma das maiores portas de entrada para o mercado de trabalho formal, especialmente para jovens em busca da primeira oportunidade profissional.

A palestra “Crescer nos supermercados” foi conduzida por Fábio Sant’Anna, diretor de people & culture da Arcos Dorados Brasil. Sua própria trajetória profissional, iniciada em funções operacionais e construída ao longo de diferentes setores da economia, serviu como exemplo de que o varejo pode oferecer caminhos consistentes de desenvolvimento e ascensão profissional.

Ao abordar formação de lideranças, diversidade e desenvolvimento de carreiras, Sant’Anna destacou a importância de criar ambientes em que as pessoas consigam visualizar perspectivas concretas de crescimento. “Gerenciar uma operação do tamanho da Arcos Dorados no Brasil, com 1.230 restaurantes e mais de 70 mil colaboradores, nos traz uma responsabilidade única: a de liderar pelo exemplo. Mais do que preencher vagas em um

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cenário de mercado tão dinâmico, nosso papel é atuar como uma verdadeira rede de apoio estruturada, conectando o dinamismo do negócio ao acolhimento e formação”, afirma.

A inclusão também ganhou espaço com a apresentação de Fabiana Fuzari, gerente executiva de gestão de pessoas do Covabra Supermercados. Em sua palestra “Diversidade: oportunidade para todos”, a executiva compartilhou experiências voltadas à construção de ambientes mais inclusivos e capazes de valorizar diferentes perfis profissionais. Para o setor supermercadista, que emprega pessoas de diferentes gerações, origens e formações, a diversidade deixou de ser apenas uma pauta institucional e passou a representar uma ferramenta importante para inovação, criatividade e conexão com os consumidores.

A discussão foi aprofundada no painel sobre atração de talentos, moderado por Sandra Benvenuti, coordenadora de treinamento e desenvolvimento da APAS e responsável pela Escola APAS. Participaram do debate Jocy Astolphi Cassimiro, CEO da Rede Plus de Supermercados, Jaciani Rizziolli, diretora de recursos humanos do Grupo Savegnago, e Antônio Koch, fundador do Grupo Koch e atual diretor de recursos humanos da companhia. As experiências compartilhadas revelaram que a disputa por profissionais qualificados exige uma atuação cada vez mais estratégica das empresas. Benefícios competitivos, oportunidades de desenvolvimento, programas de capacitação e fortalecimento da cultura organizacional surgem como elementos indispensáveis para atrair e fidelizar talentos.

CULTURA ORGANIZACIONAL COMO VANTAGEM COMPETITIVA

O terceiro e último dia foi dedicado a um tema que permeou praticamente todas as discussões anteriores: a cultura organizacional. Na palestra “Medir, reconhecer, motivar”, Maria Emília Velloso apresentou uma reflexão sobre a necessidade de equilibrar indicadores de desempenho e valorização humana.

Com três décadas de atuação em gestão de pessoas, a executiva destacou que resultados consistentes dependem da capacidade das organizações de reconhecer contribuições, estimular o desenvolvimento e promover ambientes saudáveis.

Segundo ela, empresas que investem no bem-estar e na felicidade corporativa tendem a alcançar maiores níveis de engajamento e desempenho sustentável. “Em um setor no qual, em 2025, no Estado de São Paulo, o turnover foi de 67%, precisamos repensar os modelos atuais de gestão para que possamos mudar este índice e ter maior produtividade e lucratividade no Ponto de Venda”, diz a especialista.

A relação entre cultura e operação também foi abordada por Alice Miranda, executiva do GoodBom Supermercados, durante a palestra “Diversidade de lojas, unidade de cultura”. A especialista compartilhou os desafios de manter

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valores e comportamentos alinhados em uma rede composta por diferentes unidades, equipes e realidades regionais. Sua apresentação mostrou como tecnologia, comunicação e liderança podem atuar como ferramentas para fortalecer uma identidade organizacional comum.

Encerrando a programação do auditório, o painel “O desafio da retenção de talentos no varejo” trouxe um dos assuntos mais sensíveis para o setor. Moderado por Nágela Maromba, diretora de estratégia corporativa da Casa Rena, o debate reuniu profissionais com ampla experiência na gestão de pessoas e operações supermercadistas.

Participaram da conversa Severino Neto, presidente do conselho consultivo do Grupo MSLZ, Elizene Andrade, gerente de recursos humanos do Supermercados BH, Ana Paula Cestari, diretora da rede Supermercados Pessotto, e Lu Alves, executiva de recursos humanos reconhecida nacionalmente por sua atuação em transformação cultural e desenvolvimento de talentos.

As discussões evidenciaram que a retenção de profissionais vai muito além da remuneração. Aspectos como propósito, reconhecimento, qualidade da liderança, oportunidades de crescimento,

flexibilidade e clima organizacional aparecem cada vez mais como fatores decisivos para a permanência dos colaboradores nas empresas.

Os participantes também destacaram que reduzir a rotatividade representa ganhos diretos para os negócios, uma vez que equipes mais estáveis contribuem para elevar a produtividade, melhorar a experiência do cliente e reduzir custos operacionais relacionados à contratação e treinamento.

Ao final dos três dias de programação, uma mensagem ficou clara para os participantes da APAS SHOW 2026: a gestão de pessoas deixou de ser uma atividade de suporte para se tornar um dos principais pilares estratégicos do varejo supermercadista.

Em um momento em que tecnologia, automação e inteligência artificial avançam rapidamente, os debates do auditório reforçaram que o diferencial competitivo continua sendo construído por pessoas. Da formação de líderes à retenção de talentos, passando pela diversidade, pelo desenvolvimento profissional e pela construção de culturas organizacionais sólidas, os temas discutidos mostraram que o futuro do setor depende, cada vez mais, da capacidade das empresas de criar ambientes onde as pessoas possam crescer, contribuir e encontrar propósito.

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Inovarpara crescer: daprateleiraao algoritmo

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Programação do auditório

“Inovação vibrante” mostrou que o futuro dos supermercados será construído pela combinação entre inteligência artificial, análise de dados, colaboração, cultura inovadora e foco permanente no consumidor

Ainovação deixou de ser uma escolha para se tornar uma condição de sobrevivência no varejo alimentar. Os consumidores, cada vez mais conectados, exigem que o varejo quebre os próprios limites e priorize avanços acelerados da inteligência artificial e novas formas de relacionamento entre marcas e clientes. Os supermercados são desafiados diariamente a repensar processos, estratégias e modelos de negócio.

Foi justamente para discutir esse novo contexto que a APAS SHOW 2026 reuniu especialistas,

executivos, empreendedores e lideranças do setor no auditório “Inovação vibrante”. Durante três dias de intensa programação, o espaço se consolidou como um dos principais fóruns do congresso ao abordar temas que vão desde hiperpersonalização e retail media até inteligência artificial, inovação aberta e tendências globais de consumo.

Os debates mostraram como a inovação vem transformando a forma de operar supermercados, compreender consumidores e construir vantagem competitiva em um mercado cada vez mais dinâmico.

A programação teve início com uma reflexão importante: a transformação digital só faz sentido quando aproxima empresas e consumidores. Em sua palestra sobre novas tecnologias na relação com o cliente, Valéria Berlfein apresentou uma visão construída ao longo de três décadas de atuação em empresas, como Unilever, PepsiCo, Kantar e Scanntech. Especialista em comportamento do shopper e desenvolvimento de soluções orientadas por dados, ela destacou como inteligência artificial, algoritmos e ferramentas analíticas estão permitindo compreender melhor as necessidades dos consumidores.

A executiva mostrou que a tecnologia não substitui a relação humana. Pelo contrário: quando utilizada corretamente, amplia a capacidade de empatia, personalização e construção de vínculos duradouros entre marcas e clientes. “O desafio é fazer com que o shopper se sinta reconhecido, e não, monitorado”, destacou Valéria Berlfein.

Na sequência, Fernando Gibotti aprofundou um dos temas mais discutidos atualmente no varejo

mundial: a hiperpersonalização. A tendência vem ganhando espaço à medida que empresas passam a utilizar dados, automação e inteligência artificial para criar experiências individualizadas.

A hiperpersonalização não se limita a segmentar públicos; ela busca compreender preferências específicas de cada consumidor, oferecendo comunicações, promoções e experiências alinha -

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das ao seu comportamento de compra. “O varejo que deseja crescer precisa ir além, entendendo profundamente o seu shopper, usando dados de forma inteligente e criando experiências personalizadas que geram vínculo real com o consumidor”, afirma Gibotti.

Se a tecnologia é fundamental, ela, sozinha, não garante transformação. Esse foi um dos principais pontos debatidos no painel “Integrando o humano e o digital para inovar”, moderado por Regiane Romano, referência nacional em inovação, inteligência artificial e cidades inteligentes. “A transformação digital no varejo transcende a implementação de novas ferramentas, exigindo profundas mudanças culturais e sociais, com a educação e a capacitação das equipes como pilares fundamentais.”

Participaram da discussão Amanda Perin, head de mídias sociais e propósito de marca do Mairinque Supermercados, Rafaela Quinelato, representante da terceira geração do Supermercados Quinelato, e Fernando Gambôa, sócio-líder de consumo & varejo da KPMG na América do Sul.

As experiências compartilhadas mostraram que inovação depende de uma combinação equilibrada entre tecnologia, processos e pessoas. Amanda Perin apresentou iniciativas que integram marketing, CRM e análise de dados para fortalecer o relacionamento com os clientes por meio do Clube Meu Mairinque. Sua experiência reforçou que os dados ganham valor quando são transformados em conhecimento sobre comportamento e preferências do consumidor.

Rafaela Quinelato destacou como ferramentas de inteligência artificial vêm apoiando a expansão dos negócios da rede, especialmente em áreas como prevenção de perdas, análise operacional e tomada de decisões.

Já Fernando Gambôa trouxe uma visão ampla sobre os desafios enfrentados pelo varejo latino-americano, ressaltando a necessidade de alinhar transformação digital, sustentabilidade e evolução dos modelos de gestão.

ESTRUTURANDO A INOVAÇÃO DENTRO DAS EMPRESAS

O segundo dia trouxe uma abordagem prática sobre como transformar inovação em rotina corporativa. A palestra de Alfredo Lopes, executivo responsável pelas operações de tecnologia do Grupo Pereira, apresentou os desafios de criar estruturas permanentes de inovação dentro das organizações.

Com mais de 25 anos de experiência em tecnologia e operações logísticas, Lopes destacou a importância de construir ambientes capazes de testar ideias, validar soluções e gerar impacto efetivo nos resultados do negócio.

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A mensagem central foi clara: inovar não pode depender apenas de iniciativas isoladas. É necessário desenvolver processos, indicadores e uma cultura organizacional que estimule a experimentação contínua. Para Lopes, “transformar pessoas e o ambiente ao nosso redor é um dos pilares do Grupo Pereira. Por isso, a inovação está no centro de nossas estratégias”.

O tema ganhou novos contornos no painel “Ecossistemas de inovação para o varejo”, moderado por Fabio Camparini, profissional com ampla experiência em marketing, branding e inovação. O debate reuniu Julio Cesar Lohn, diretor de marketing do Grupo Mundial Mix, Justino Júnior, fundador da FCJ Venture Builder, e Filipe Guimarães, head de corporates & special projects do Cubo Itaú.

A discussão evidenciou a importância da inovação aberta e das conexões entre empresas, startups, universidades, aceleradoras e centros de pesquisa. Julio Cesar Lohn apresentou iniciativas voltadas à integração entre CRM, inteligência artificial e automação comercial. Justino Júnior compartilhou sua experiência na criação de startups e modelos de venture building. Já Filipe Guimarães mostrou como grandes empresas vêm utilizando o ecossistema do Cubo Itaú para acelerar projetos e se aproximar das tecnologias emergentes.

Um dos momentos mais aguardados da programação foi o painel “O que os supermercados podem aprender com o varejo mundial”. Moderado por Rodrigo Mariano, diretor de operações, projetos e inovação da Associação Paulista de Supermercados (APAS), o debate reuniu profissionais com ampla vivência internacional e conhecimento profundo das transformações que estão moldando o setor globalmente. “A IA deve ser vista como ferramenta estratégica, não como solução isolada”, destacou Mariano.

Participaram Hugo Bethlem, uma das maiores referências do varejo brasileiro, Romano Pansera, especialista em tendências globais e organizador de missões internacionais de negócios, Clemente Bahniuk, CEO do Grupo Bahniuk, e Ronaldo Padovani, executivo da Italian Trade Agency.

As discussões passaram por temas, como automação, experiência do cliente, ESG, integração omnichannel, eficiência operacional e novos formatos de loja. Os participantes destacaram que o varejo brasileiro já apresenta iniciativas de alto nível em diversas áreas, mas que ainda existem oportunidades importantes de aprendizado em temas, como uso avançado de dados, inteligência artificial aplicada à operação e integração total entre canais físicos e digitais.

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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: DA TEORIA À PRÁTICA

O terceiro dia foi inteiramente dedicado ao tema que domina as discussões empresariais em todo o mundo: a inteligência artificial. A programação começou com Luís Guedes, pós-doutor em inteligência artificial pela Universidade de São Paulo (USP) e uma das principais referências brasileiras no assunto.

Em sua palestra sobre ética e transparência, o especialista abordou um tema cada vez mais relevante para empresas que utilizam algoritmos em processos de negócio. Questões relacionadas à privacidade, proteção de dados, transparência e responsabilidade corporativa estiveram no centro do debate. “Sobre a importância da ética no uso da inteligência artificial, procurei transmitir, na palestra, o conceito de que a tecnologia, por si só, não tem compromisso com a moralidade ou com a ética. Esse compromisso deve ser fundamentalmente da liderança, que deve se preparar para isso”, diz.

“O futuro da competição passa necessariamente pela combinação de conhecimento tecnológico e atuação fundamentalmente humana, calcada em valores e comportamento ético”, destaca Guedes. “Concluí minha participação sugerindo que as lideranças desenvolvam competência técnica em inteligência artificial, pois não é possível liderar essa revolução sem conhecê-la”.

Para Guedes, a ética é uma atribuição humana e nunca será das máquinas, razão pela qual a liderança precisa se aprimorar no conhecimento dos padrões éticos e formas éticas de atuar.

Na sequência, Jaime de Paula discutiu um dos maiores desafios enfrentados pelas organizações: preparar pessoas para trabalhar ao lado da inteligência artificial. A palestra destacou que a transformação digital não depende apenas da adoção de ferramentas tecnológicas, mas da capacidade de desenvolver competências e habilidades que permitam extrair valor dessas soluções.

O encerramento do auditório ocorreu com o painel “Como a IA irá transformar os supermercados”, moderado por Caio Camargo, um dos principais especialistas em inovação e varejo do país. O debate reuniu Ricardo Pastore, Alexandre Caramaschi, Roberto Hoelz Stern e Karol Babadeira.

Ricardo Pastore apresentou aplicações práticas da inteligência artificial em áreas como pricing, produtividade, gestão de estoques, personalização e retail media. Alexandre Caramaschi trouxe reflexões sobre visibilidade algorítmica e os impactos dos motores de IA na construção de marcas e na comunicação empresarial.

Roberto Hoelz Stern contribuiu com sua visão sobre transformação digital e inovação aplicada aos negócios, enquanto Karol Babadeira mostrou como conteúdo digital, influência e novas formas de comunicação estão modificando a relação entre supermercados e consumidores.

Ao final dos três dias de programação, uma conclusão se tornou evidente: a inovação deixou de ser um tema restrito aos departamentos de tecnologia para ocupar posição central na estratégia das empresas. Os debates realizados no auditório “Inovação vibrante” mostraram que o futuro dos supermercados será construído pela combinação entre inteligência artificial, análise de dados, automação, experiência do cliente e desenvolvimento humano.

Os varejistas presentes foram convidados a refletir sobre como transformar conhecimento em ação e tecnologia em resultados concretos. Inovar não significa apenas adotar novas ferramentas, e sim, desenvolver uma nova forma de pensar o negócio, compreender o consumidor e criar valor. E foi exatamente essa visão que marcou as discussões do auditório “Inovação vibrante” durante a APAS SHOW 2026.

Auditórioapontouestratégias parafidelizaroshopperemum

varejocadavez mais conectado

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Programação reuniu especialistas para discutir categorias emergentes, experiências sensoriais, marketing conversacional, escuta ativa, marcas fortes e atendimento humanizado

Consumidores mais conectados, exigentes e atentos às experiências oferecidas pelas marcas estão levando os supermercados a repensar estratégias de relacionamento, sortimento e atendimento. Ao longo da programação do auditório “Paixão pelo cliente”, realizado durante a APAS SHOW 2026, especialistas e executivos apresentaram caminhos para compreender novos hábitos de compra, integrar canais físicos e digitais e fortalecer vínculos duradouros com diferentes perfis de clientes.

As discussões mostraram que o varejo precisa acompanhar transformações que ultrapassam a oferta de produtos e preços competitivos. Dados, cura -

doria, comunicação, tecnologia e presença humana passaram a ocupar um papel cada vez mais relevante na jornada de compra, especialmente em um cenário no qual os consumidores esperam conveniência, personalização e coerência nas interações com as marcas.

Os trabalhos foram iniciados com o painel “Consumidor físico-digital”, realizado em 19 de maio, que reuniu especialistas e representantes do setor para debater mudanças que já influenciam o sortimento e a experiência nas lojas. Com moderação de Valéria Rodrigues, CEO da Shopper Experience, o encontro abordou categorias emergentes, hábitos de consumo e a necessidade de compreender melhor o cliente a partir das informações disponíveis.

Na abertura, Valéria destacou que algumas categorias precisam entrar no radar dos supermercadistas por sua capacidade de gerar fluxo e ampliar o relacionamento com o público. Entre os exemplos citados esteve o universo pet, que avança com alimentos, brinquedos, itens de higiene e cuidados, além da saudabilidade, impulsionada por produtos proteicos e por consumidores mais atentos ao bem-estar.

Outro ponto apresentado pela moderadora foi a influência da geração alfa, formada por crianças e adolescentes de 1 a 16 anos, nas decisões de compra das famílias. Segundo Valéria, o varejo precisa conhecer melhor o perfil do cliente de cada loja e utilizar dados para construir ofertas personalizadas e adequadas às expectativas de diferentes públicos.

Cyntia Antonaccio, CEO BHB Food (Olegário), apresentou o tema “Tendências alimentares que irão transformar os supermercados” e destacou que o

varejo brasileiro passou a ser influenciado não apenas por grandes nomes das redes sociais. Curadorias, prescritores, nutricionistas, creators e comunidades saudáveis também interferem diretamente na jornada de decisão dos consumidores, movimento que a executiva relacionou ao conceito de “food noise”.

Para Cyntia, a gôndola deixou de ser o único espaço de comunicação com o cliente. O ponto de venda físico precisa estar integrado ao digital e se transformar em um ambiente de encontro, troca e confiança para consumidores interessados em

saúde, nutrição e bem-estar.

Fátima Merlin, CEO do Connect Shopper, ressaltou que o consumidor atual é centrado em tecnologia, mas não abre mão do protagonismo humano. “Entre as tendências, estão saúde, bem-estar, longevidade, premiumização, conveniência, praticidade e velocidade. O desafio é deixar de pensar apenas em canais isolados e construir um ecossistema integrado, capaz de atender o cliente no momento, no formato e no ambiente que ele escolher”, afirmou.

Dando sequência à programação do auditório, Fernando Luiz, CEO do Barracão Supermerca-

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dos, abordou a importância da gestão de mix e das curvas ABCD para melhorar a rentabilidade das operações. Segundo o executivo, a análise de relatórios por produto permite identificar onde “pouco faz muito” e onde “muito não faz nada”, contribuindo para decisões mais assertivas sobre o sortimento.

Ao falar sobre categorias emergentes, o especialista citou o bazar como uma área que pode representar um problema quando mal trabalhado, mas que também pode representar uma oportunidade de margem e performance quando conduzido de forma adequada. Em sua avaliação, ainda que a margem oriente decisões, é a lucratividade que sustenta o negócio no dia a dia.

André Plana, diretor comercial e trade da Alpargatas, ampliou a discussão ao defender que as oportunidades não estão restritas às categorias novas. Segmentos maduros também podem gerar resultados relevantes para os supermercados quando recebem visibilidade, experimentação e estratégias orientadas por dados. Ao apresentar o exemplo de Havaianas e chinelos, o executivo destacou que a marca vendeu mais de um chinelo por habitante no Brasil. A reflexão pro -

posta aos supermercadistas foi compreender se essa compra ocorre dentro da loja ou em outro canal, especialmente porque 50% das vendas da categoria acontecem de forma não planejada.

Leila Okumura, fundadora da Local.e, ressaltou o papel das pequenas indústrias de alimentos e bebidas na renovação do varejo alimentar. Segundo ela, essas empresas apresentam produtos diferenciados, especialmente ligados à saudabilidade, capazes de atrair consumidores, fidelizar clientes e aumentar o tíquete médio das categorias.

Na avaliação da executiva, os supermercados ainda precisam ampliar a abertura para marcas menores e para tendências trazidas por empresas inovadoras. Leila também destacou o papel educativo do varejo na apresentação de novas categorias, ajudando o consumidor a conhecer produtos, entender benefícios e incorporar novidades à rotina.

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Marcio E. Cavalaro, gerente comercial da Cooperativa de Consumo de Inúbia Paulista, reforçou que as oportunidades em produtos emergentes passam por saudabilidade, mudanças de hábitos, poder de compra e novas gerações. Entre as demandas em crescimento, ele citou itens com mais proteína, menos gordura, menos açúcar, sem glúten e com baixa caloria, além de bebidas sem álcool.

O executivo também chamou atenção para categorias não alimentares, como o universo pet, que ganha relevância à medida que os animais de estimação passam a ocupar o lugar de complemento familiar, especialmente nos grandes centros. Para Cavalaro, exposição, experimentação e ativações são recursos importantes para envolver o cliente nas transformações do consumo.

Outro eixo da programação foi a experiência sensorial como ferramenta de relacionamento e venda. Fernanda Dalben, diretora de marketing do Dalben Supermercados, mostrou como aromas, sons, iluminação, cores e identidade visual podem fortalecer o vínculo emocional com o consumidor e contribuir para transformar a visita à loja em uma experiência mais acolhedora.

Durante a palestra “Experiência sensorial como estratégia de venda”, Fernanda abordou exemplos de como os supermercados podem utilizar estímulos sensoriais para trabalhar permanência, percepção de qualidade e conexão com o público. A discussão integrou o tema “Experiências que encantam” e reforçou a importância de pensar o ponto de venda como um ambiente capaz

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de gerar memórias e sensações. “O con sumidor não se conecta apenas com preço ou produto. Ele se conecta com a sensação que a loja transmite e com a experiência que vive dentro dela”, pontuou Fernanda.

DIÁLOGO DIGITAL APROXIMA MARCAS E CLIENTES

A comunicação direta e personalizada também esteve no centro da palestra “O uso do marketing conversacional no varejo”, ministrada por Fabrizzio Topper. A apresentação tratou de ferramentas, como WhatsApp, chatbots, assistentes virtuais e plataformas digitais de atendimento, que ampliam as possibilidades de interação com os shoppers.

Ao integrar o tema “Experiências que encantam”, Fabrizzio mostrou como o diálogo digital pode funcionar não apenas como canal de suporte, mas também como ferramenta estratégica de relacionamento, venda e construção de marca. Automação inteligente, personalização de ofertas e integração entre canais físicos e digitais estiveram entre os assuntos apresentados.

“O consumidor quer ser ouvido, compreendido e atendido no momento que precisa. O marketing conversacional aproxima marcas das pessoas e transforma atendimento em experiência”, destacou.

A importância de ouvir o consumidor foi aprofundada no painel “O que aprendemos ouvindo o cliente”, mediado por Marcelo Salum. Executivos de varejo e de marketing discutiram como feedbacks dos shoppers podem contribuir para inovação, eficiência operacional e crescimento sustentável, a partir de dados e experiência do cliente.

Daniel Khouri apresentou a perspectiva do varejo alimentar

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e do atacarejo no Vale do Paraíba. À frente do Grupo Máximo, o executivo lidera iniciativas relacionadas à expansão, modernização operacional e desenvolvimento de novos formatos de retail, combinando estratégia financeira, experiência do consumidor e tecnologia.

Daniele Motta também integrou a discussão. Com mais de 30 anos de experiência em empresas, como Assaí Atacadista, Mambo Supermercados, Unilever, Coca-Cola Brasil e Nestlé Brasil, a executiva atua no POPAI Brasil e leciona na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), contribuindo para a formação de lideranças voltadas a estratégias centradas no shopper. Para ela, ouvir o cliente não é apenas medir satisfação. “É transformar percepções reais em decisões capazes de melhorar operação, relacionamento e crescimento sustentável”.

O painel contou, ainda, com Leonardo Badotti, fundador da Solvis, que atua há mais de duas décadas na coleta e análise de feedbacks de consumidores em lojas físicas. Tiago Ferreira, responsável pela transformação digital e estratégia de dados da companhia, apresentou a experiência do programa Costa 360, voltado à integração entre marketing, tecnologia e inteligência operacional para mapear a jornada do consumidor.

No último dia do congresso e do auditório, a programação avançou para o tema “Construindo relacionamentos duradouros”. Moderado por Fabiano Benedetti, da Associação Paulista de Supermercados (APAS), e Fátima Merlin, o painel reuniu espe-

cialistas e executivos para discutir como os super mercados podem fortalecer vínculos e estimular o retorno dos consumidores às lojas.

Ao contextualizar o encontro, Fátima destacou que o auditório “Paixão pelo cliente” foi estruturado ao longo de três dias. A programação abordou o novo shopper, hábitos de consumo, conhecimento do cliente, relacionamento, experiências sensoriais e uso de canais, mecanismos e ferramentas de comunicação.

Na palestra “Construindo relações de longo prazo com o cliente”, Clilson Filippetti, founder da CL Consultoria Comercial, defendeu que a conexão humana precisa voltar ao centro do atendimento. Para ele, o ponto principal é “conectar o ser humano ao atendimento com as pessoas”, especialmente porque ainda existe uma lacuna no relacionamento cotidiano.

Filippetti afirmou que a tecnologia deve apoiar a operação, mas não substituir o contato direto com o consumidor. A recomendação apresentada pelo consultor foi “deixar a tecnologia no back office e colocar as pessoas mais à frente do atendimento”, reforçando a importância de equipes preparadas para acolher, escutar e criar vínculos.

A construção de marcas relevantes foi outro tema debatido. Vanessa Sandrini, founder da Vas Continuum, conduziu a palestra “Construção de uma marca forte para o seu supermercado” e destacou que uma marca de valor nasce da conexão com sua essência, da clareza sobre sua proposta e da capacidade de comunicar por que existe.

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Segundo Vanessa, o varejo alimentar precisa evitar um erro comum: priorizar o cliente sem manter atenção à identidade da própria marca. Esse movimento pode enfraquecer a proposta de valor e comprometer o posicionamento do negócio. “Quem é para todo mundo não é para ninguém”, resumiu. A especialista defendeu marcas com identidade clara, posicionamento específico e proximidade constante com os consumidores.

A palestra também abordou a transição dos modelos de negócio e a chegada de uma nova economia de consumo. Vanessa propôs reflexões sobre a permanência de empresas, marcas, produtos e serviços nesse cenário, além da necessidade de diagnosticar os níveis de maturidade da gestão e da governança.

Outro ponto levantado foi a diferença entre consumir conteúdo e “se letrar”. Segundo a especialista, participar de feiras, viajar e acompanhar referências internacionais são movimentos relevantes, mas não garantem avanço se o conhecimento não for internalizado e aplicado. “Consumir não vai fazer você se letrar e se letrar vai fazer com que você avance”.

Presença no varejo não garante performance.

A Thaga conecta dados, categoria, execução e tecnologia para transformar operação comercial em crescimento mensurável.

No varejo alimentar, vender mais depende de decisões melhores sobre sortimento, exposição, execução e conversão. A Thaga atua entre inteligência de mercado, trade marketing, gestão de categorias, operação em campo e performance digital para ajudar indústrias e varejistas a transformar informação em ação — e ação em resultado.

Thaga GC

O painel também incluiu a discussão “Atendendo diferentes perfis de clientes na mesma loja”, com Celso Furtado, CEO e diretor geral da Coop, Aline Carvalho, diretora de operações de proximidade do Grupo Pão de Açúcar (GPA), Sergio Biagioli, CEO do Pague Menos, e Murillo Zanerato, head executivo comercial do Barbosa Supermercados. A proposta foi ampliar o debate sobre a diversidade de consumidores e a necessidade de estratégias capazes de responder a diferentes expectativas dentro do mesmo ambiente de compra.

Ao reunir discussões sobre dados, sortimento, sensorialidade, tecnologia, escuta ativa, marca e atendimento, o auditório “Paixão pelo cliente” mostrou que a fidelização depende de uma atuação integrada. Em um mercado cada vez mais físico-digital, compreender o consumidor deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ser uma condição para que os supermercados mantenham relevância, fortaleçam relacionamentos e ocupem um papel mais estratégico na jornada de compra.

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Colaboração,experiência einteligênciadedadospautamauditório

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Painéis discutiram colaboração entre indústria e varejo, creators, CRM, experiência do consumidor e uso de dados para ampliar competitividade nos supermercados

Oauditório temático “Ritmo de vendas” reuniu executivos, especialistas e lideranças do varejo alimentar durante os três dias de congresso do festival APAS SHOW 2026 para discutir estratégias comerciais, relacionamento com consumidores e novas ferramentas capazes de impulsionar crescimento e rentabilidade no setor supermercadista. Ao longo da programação, os debates abordaram colaboração entre varejo e indústria, influência digital, programas de fidelidade, experiência no ponto de venda e uso estratégico de dados na tomada de decisões.

O primeiro dia teve como tema “Alianças que geram valor” e destacou como colaboração, creators e planejamento conjunto vêm ganhando protagonismo na construção de

resultados mais sustentáveis para os supermercados. A abertura do painel trouxe o avanço das collabs entre marcas como ferramenta de diferenciação no ponto de venda. Fernando Sodré, CEO da Eiprice, ressaltou que o varejo vive uma transformação impulsionada pelo uso estratégico de dados e pela integração entre indústria, canais físicos e ambiente digital. Para o executivo, o consumidor atual busca conveniência, propósito e conexão com marcas que dialoguem entre si, tornando as iniciativas colaborativas ferramentas importantes para ampliar fluxo, gerar engajamento e aumentar percepção de valor das categorias. Sodré também destacou a importância da inteligência de mercado e da precificação dinâmica para apoiar decisões comerciais mais assertivas e sustentáveis.

A influência dos creators no varejo alimentar também esteve no centro das discussões. O segundo palestrante, Abraham Briseño, brand partnerships manager do TikTok, apresentou caminhos para que supermercados utilizem influenciadores de forma estratégica e conectada à jornada de compra. O especialista destacou que autenticidade, identificação cultural e conteúdo voltado à experiência do consumidor vêm sendo fatores determinantes para impulsionar conversão e vendas.

Durante a palestra, Briseño explicou que os creators passaram a ocupar papel relevante na descoberta de produtos e tendências de consumo, aproximando marcas e consumidores

de maneira mais orgânica. “O TikTok movimenta o comportamento dos usuários e a sua audiência abre o aplicativo em média 11 vezes ao dia com os mais variados objetivos, como notícias, lifestyle, compras e entretenimento”, afirmou.

De acordo com Briseño, para o varejo supermercadista, a estratégia representa uma oportunidade de fortalecer posicionamento, ampliar alcance digital e criar campanhas com maior potencial de engajamento e mensuração de resultados. Encerrando a programação do dia, o painel sobre Joint Business Plan (JBP) reforçou a relevância da colaboração estruturada entre varejo e indústria. Mediado por Ana Fioratti, dire -

tora-geral da Advantage Group para Brasil e América Latina, o debate reuniu Bruno Felippe, da rede Supermercados São Vicente, Guilherme Auger, diretor-executivo da Midfy, e Mateus Alencar, vice-presidente comercial da M. Dias Branco.

Os participantes defenderam o JBP como uma das principais ferramentas para alinhar metas, investimentos e estratégias comerciais entre supermercados e fornecedores. O painel destacou que decisões orientadas por dados, integração entre áreas e construção conjunta de objetivos vêm se consolidando como pilares para ampliar rentabilidade, eficiência operacional e crescimento sustentável no varejo alimentar.

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Como mencionou Ana, a execução do JBP é vista como a maior oportunidade no processo, mas que os indicadores da pesquisa JBP360 apontaram que, em 40% das empresas, a logística não participa ativamente do JBP e que, em 45% das empresas, não existe um responsável pelo processo como um todo que atue como um facilitador. Ao longo das discussões, executivos enfatizaram que o fortalecimento das relações colaborativas será cada vez mais decisivo para enfrentar um consumidor mais exigente, digital e sensível à experiência de compra. O primeiro dia do auditório “Ritmo de vendas” reforçou, assim, a importância de inovação, colaboração e inteligência comercial como motores para o futuro do setor supermercadista.

SEGUNDO DIA

Na sequência, esteve em alta o tema “Supermercado além da gôndola” que promoveu o debate de como o varejo alimentar vem transformando o ponto de venda em espaço de relacionamento, experiência e conexão emocional com os consumidores. As discussões abordaram programas de fidelidade, conteúdo digital e experiências capazes de fortalecer vínculos e ampliar o engajamento dos shoppers.

Abrindo a programação, Graziela Schmoller apresentou a palestra “Programas de fidelidade nos supermercados”, destacando a importância do uso de dados e personalização para aumentar recompra e retenção de clientes. Segundo a executiva, os programas de fidelidade deixaram de ser apenas ferramentas promocionais para ocupar papel estratégico no relacionamento com o consumidor. “O varejo precisa colocar as pessoas no centro das decisões e desenvolver experiências relevantes e consistentes para fortalecer a conexão com os shoppers e o CRM tem que fazer parte da cultura da empresa para funcionar”, afirmou. Na sequência, Cibele Regis abordou o papel do conteúdo e das redes sociais na construção de marcas mais próximas dos consumidores. A executiva destacou que os supermercados podem transformar sua presença digital em um canal

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de inspiração, informação e relacionamento. “Os supermercados podem transformar sua presença digital em um canal de inspiração, informação e relacionamento, utilizando narrativas capazes de gerar identificação e engajamento”, afirmou. Ao abordar o futuro do varejo, concluiu: “O futuro do varejo é colaborativo e não isolado”, concluiu.

Encerrando a programação do segundo dia, o painel “Supermercados como espaço de experiências”, mediado por Bruno Busquet, reuniu executivos do setor para discutir como o ambiente físico das lojas pode se tornar um diferencial competitivo. Participaram do debate Alexandre Poni, Fabio Martini, Rodolfo Antunes e Elizabete Freixedelo Ponce.

Os participantes destacaram que ambientação, eventos, ativações e experiências sensoriais vêm ganhando relevância na construção de valor para o consumidor e no fortalecimento da fidelização. O painel também reforçou a importância de integrar loja física, canais digitais e estratégias de branding para transformar os supermercados em ambientes mais humanos, emocionais e conectados aos novos hábitos de consumo.

ETAPA FINAL

Para começar os trabalhos do terceiro dia, o auditório “Ritmo de vendas” teve como eixo “O poder do uso de dados”, colocando a inteligência analítica no centro das estratégias do varejo alimentar. As discussões abordaram precificação, comportamento do shopper, CRM e gestão de clientes como fatores decisivos para ampliar competitividade e eficiência operacional.

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Abrindo a programação, Fernando Menezes, CEO da Pesquiseja e da Eiprice, falou sobre a precificação baseada em dados e a necessidade de utilizar inteligência analítica para ampliar a rentabilidade. O executivo ressaltou que dados de qualidade precisam ser tratados como investimento estratégico. “Dados de qualidade não são despesas, são investimento”, afirmou.

Segundo Menezes, a combinação entre monitoramento ampliado, plataformas de precificação e tecnologias integradas, incluindo etiquetas eletrônicas, permite ganhos reais de margem e maior agilidade nas decisões comerciais.

Na sequência, Léia Sena trouxe ao debate os desafios relacionados à gestão de dados de clientes. A executiva destacou que as informações dos consumidores se tornaram um dos ativos mais valiosos das empresas e exigem processos estruturados de coleta, organização e proteção. “As condenações por infringir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já são uma realidade e tendem a se intensificar, caso não tenhamos o devido cuidado”, enfatizou.

O painel principal do dia, moderado por Patricia Quintiliano, reuniu Bruna Fallani e Domenico Tremaroli Filho para discutir como decisões orientadas por dados vêm impactando as estratégias comerciais e de marketing do varejo alimentar.

Bruna Fallani ressaltou a importância de compreender o consumidor em profundidade para direcionar crescimento, posicionamento e relacionamento, defendendo o uso mais humano e conectado dos dados na experiência do shopper. Já Domenico Tremaroli Filho destacou o papel da inteligência de mercado na leitura de tendências de consumo e na construção de estratégias mais eficientes para varejistas e indústrias, enfatizando como o cruzamento de informações melhora a previsibilidade e contribui para decisões mais seguras em um ambiente cada vez mais competitivo.

Ao longo dos três dias, o auditório “Ritmo de vendas” consolidou-se como um espaço complementar de conteúdo estratégico dentro do congresso do festival APAS SHOW 2026, reforçando debates sobre colaboração, fidelização, experiência do consumidor, creators, CRM, precificação e inteligência de dados como pilares para o futuro do varejo supermercadista.

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Do retail media à sucessão familiar:

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Painéis trouxeram temas sobre inovação, experiência do consumidor, profissionalização da gestão e impactos da tecnologia no varejo supermercadista

Oauditório temático “Visão que pulsa” foi um dos espaços de debates estratégicos do festival APAS SHOW 2026. Ao longo dos três dias de programação, os painéis abordaram temas ligados à sucessão empresarial, governança, consumo, tecnologia, retail media, marcas próprias, ambiente de negócios e o futuro do varejo alimentar.

O primeiro dia teve como tema “Sucessão: novos olhares, mesma paixão” e colocou em pauta os desafios da continuidade das empresas familiares no varejo supermercadista. A abertura foi conduzida por Bruna Habka, diretora-executiva do Grupo Big Box/Ultrabox, que falou sobre a capacitação de sucessores para posições de liderança. A executiva destacou que a sucessão exige preparo técnico, visão estratégica e habilidades comportamentais capazes de garantir sustentabilidade aos negócios no longo prazo. “O varejo supermercadista precisa desenvolver sucessores conectados à inovação, mas comprometidos com os valores e o legado das empresas familiares”, afirmou.

Durante a apresentação, Bruna ressaltou que formar novos líderes vai além da transferência de cargos, envolvendo mentoria, construção de cultura organizacional e preparo para tomada de decisões em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico. E mais: que a governança protege empresa e família, além de construir legitimidade, e que, quando se capacita sucessores, se garante a perenidade da empresa.

Na sequência, Márcio Roldão, conselheiro de administração e professor da Inova Business School, abordou os impactos da entrada de novos integrantes nas empresas familiares. Segundo ele, o fortalecimento da governança e da profissionalização tornou-se essencial

para preservar patrimônio e competitividade. “Além da obtenção de resultados financeiros consistentes e sustentáveis, o grupo familiar busca sempre o caminho da longevidade do negócio”, destacou. “A entrada de novos integrantes pode gerar crises e instabilidades, mas também pode se tornar o diferencial competitivo que a empresa necessita no longo prazo”, complementou Roldão. Para o especialista, a longevidade das empresas familiares depende da capacidade de estruturar processos de governança, definir papéis e planejar a transformação contínua do negócio. O executivo enfatizou, ainda, que a profissionalização da gestão é um dos principais caminhos para preservar patrimônio, garantir perenidade

e fortalecer a competitividade das empresas supermercadistas ao longo das gerações.

Encerrando a programação do primeiro dia, o painel “O sucessor e o desafio da legitimidade”, mediado por Elismar Álvares, professora da Fundação Dom Cabral, reuniu Murilo Savegnago, diretor de trade e marketing do Savegnago Supermercados, Eduardo Gomes, chairman da Board Academy, e Xênia Pinheiro, diretora executiva de gestão e pessoas do Supermercado Pinheiro. Durante o debate, os participantes defenderam a sucessão como agenda estratégica para garantir continuidade e crescimento sustentável.

Durante o painel, Xênia destacou que o processo sucessório exige preparo contínuo e

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alinhamento entre família, gestão e propriedade. “Ser sucessor vai muito além de assumir uma posição: é construir legitimidade todos os dias e essa legitimidade não é herdada, ela é conquistada por meio de atitudes, decisões consistentes e pela capacidade de equilibrar o respeito ao legado com a necessidade de evolução”, afirmou. Xênia também ressaltou que a sucessão precisa ser encarada como uma agenda estratégica para garantir crescimento sustentável e continuidade das empresas familiares. “Em um ambiente onde família, gestão e propriedade se misturam, as divergências são inevitáveis, mas podem se tornar um diferencial quando bem conduzidas, e o de-

safio é preparar o futuro com intencionalidade, profissionalização e coragem para evoluir”, completou.

Para Savegnago, empresas que tratam a sucessão como um processo estratégico são mais longevas. “A sucessão não é um evento de crise, e sim, uma agenda de valor”.

O primeiro dia do “Visão que pulsa” evidenciou que, diante de um mercado em constante transformação, o futuro das empresas supermercadistas passa pela capacidade de formar lideranças preparadas para preservar legados, impulsionar inovação e garantir crescimento sustentável nas próximas gerações.

No segundo dia, o painel trouxe o tema “Transformações que

moldam os supermercados”, que discutiu mudanças no comportamento do consumidor, digitalização e novos modelos de negócios. A programação começou com a palestra “Supermercados em 2050 e o novo padrão de consumo”, ministrada por Arthur Motta, pesquisador do Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e CEO da Attom. O especialista apresentou reflexões sobre as transformações que devem impactar o relacionamento entre consumidores e supermercados nas próximas décadas, destacando o avanço da tecnologia, das novas jornadas de compra e do papel do varejo na vida das pessoas.

Em seguida, Thaise Hagge,

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fundadora e CTO do Compra Agora, debateu o avanço dos marketplaces B2B como alternativa estratégica de compra para o varejo alimentar. Para a executiva, a digitalização da cadeia vem reduzindo ineficiências históricas do abastecimento no Brasil e vem ganhando relevância. “Os marketplaces B2B deixam de ser apenas uma tendência e passam a ocupar um papel estratégico, organizando a complexidade e aproximando indústrias, distribuidores e varejistas em um ambiente mais eficiente e conectado”, destacou Thaise, que também ressaltou que o formato amplia previsibilidade para a indústria, melhora a eficiência operacional dos distribuidores e aumenta a competitividade do pequeno e médio varejista.

Finalizando as atividades do segundo dia, o painel “Am -

biente de negócios e o impacto nos supermercados”, mediado por Eduardo Ariel Grunewald, diretor de serviços aos supermercados e relações institucionais da Associação Paulista de Supermercados (APAS), reuniu Leonardo Tonelo, Ricardo Meirelles e Marcos Cavicchiolli. As discussões abordaram cenário macroeconômico, governança, profissionalização das empre -

sas familiares e avanço das fusões e aquisições como estratégia de expansão diante do aumento da concorrência e dos custos operacionais.

Para Tonelo, o ambiente de negócios do varejo alimentar se tornou mais dinâmico e exigirá maior preparo estratégico dos supermercadistas. “A estratégia tradicional de crescimento orgânico apenas via abertura de novas lojas tem se demonstrado menos eficaz do que a expansão via M&A por diversos fatores, dentre eles, juros elevados, dificuldade de contratação de colaboradores e rápido aumento da concorrência”, destacou. Já Marcos Cavicchiolli compartilhou a experiência do Grupo São Vicente na profissionalização da gestão e na adoção de novos canais e formatos de negócio como pilares para garantir crescimento sustentável e aumento da competitividade no setor.

O terceiro e último dia do auditório temático teve como eixo “Supermercados além da

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venda de produtos”, reforçando a ampliação do papel do varejo alimentar como plataforma de relacionamento, serviços e monetização. A abertura foi conduzida por Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail, que abordou o avanço do retail media como nova fonte de receita para o varejo. O especialista explicou como os supermercados podem transformar ativos já existentes - como lojas, canais digitais, tráfego, dados e relacionamento com clientes - em novas oportunidades de receita e monetização. “Trata-se da capacidade de monetizar ativos existentes nos negócios de varejo, ou seja, lojas, canais digitais, tráfego, base de clientes e dados, gerando receitas incrementais de alta margem potencial”, pontuou.

O executivo explicou, ainda,

que o crescimento do retail media exige qualidade dos ativos, domínio das ferramentas de ativação e conversão, além da construção de plataformas capazes de estruturar produtos de mídia para a indústria e parceiros comerciais. Com mais de 35 anos de atuação no setor, Serrentino ressaltou que o movimento já vem transformando grandes redes internacionais e tende a ganhar ainda mais espaço no varejo alimentar brasileiro.

Logo após, Neide Montesano, CEO da Montesano Negócios e presidente da Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (ABMAPRO), falou sobre marcas próprias como diferencial competitivo. A executiva destacou que as marcas exclusivas vêm ganhando relevância como estratégia de

fidelização, rentabilidade e fortalecimento de identidade dos supermercados.

Durante a apresentação, Neide reforçou que o desenvolvimento de marcas próprias exige visão integrada entre fornecedor, varejo e consumidor, além de planejamento estruturado e atenção às demandas de qualidade, sustentabilidade e posicionamento de mercado. “O que proponho é uma reflexão direta sobre o novo papel das marcas próprias no varejo: deixar de ser apenas uma alternativa de preço para se tornar uma estratégia central de posicionamento, fidelização e rentabilidade”, afirma.

Mais do que acompanhar tendências, o debate trouxe insights práticos sobre como dados, curadoria e inovação estão sendo utilizados para fortalecer

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a percepção de valor das marcas próprias, gerando diferenciação real no ponto de venda. Um tema essencial para quem busca entender como competir em um mercado cada vez mais exigente e orientado por confiança. A especialista também compartilhou experiências relacionadas à construção de negócios no segmento.

Encerrando o auditório, o painel “Perspectivas para o varejo alimentar do futuro”, mediado por Jorge Herzog, reuniu Pablo Lorenzo, CEO do Grupo Carrefour Brasil, e Belmiro Gomes, CEO do Assaí Atacadista. Os executivos discutiram transformação operacional, novos formatos de consumo, digitalização e expansão do atacare-

jo, além dos desafios ligados à competitividade e à construção de eficiência no varejo alimentar brasileiro.

Entre os painelistas, Lorenzo destacou os movimentos de transformação do varejo alimentar, impulsionados por digitalização, novos formatos de proximidade e integração de serviços. O executivo, que também atua como diretor-executivo Latam do Grupo Carrefour, compartilhou experiências relacionadas à expansão de operações e à adaptação do setor às novas demandas de consumo.

Já Gomes abordou o crescimento do atacarejo e a consolidação do formato como um dos motores do varejo alimentar brasileiro. À frente do Assaí Ata-

cadista desde 2011, o executivo ressaltou os desafios ligados à expansão, eficiência operacional e fortalecimento da experiência de compra em um ambiente de forte competitividade.

Ao longo dos três dias, o auditório “Visão que pulsa”, reforçou que o supermercado do futuro passa por múltiplas transformações, incluindo novas fontes de receita, fortalecimento de marcas próprias, uso estratégico de dados e maior integração entre experiência, conveniência e relacionamento com os consumidores, e que acompanhar toda essa transformação bem informado e cercado dos melhores profissionais e ferramentas é estratégico para o crescimento do varejo supermercadista.

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Espaçoconectou

lançamentos, tecnologiaenovos negócios

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De alimentos funcionais a soluções de automação, área evidenciou a diversidade de produtos, serviços e estratégias voltadas ao setor supermercadista

OPavilhão Branco da APAS SHOW 2026 mostrou como a indústria de diversos setores busca ampliar negócios com o varejo por meio de produtos mais práticos, saudáveis, sustentáveis e conectados à eficiência operacional. Além de expor portfólios, as empresas aproveitaram a participação no festival para rever clientes, iniciar conversas comerciais e validar movimentos estratégicos. Diante de consumidores mais atentos à praticidade, saudabili-

dade, sustentabilidade e à experiência de compra, os expositores apresentaram soluções capazes de combinar inovação, eficiência operacional e geração de valor no ponto de venda.

A Riberalves apresentou pratos prontos e bolinhos gourmet à base de bacalhau, com maior percentual do ingrediente, crocância e maciez no recheio. “Temos recebido vários clientes, que é justamente o que buscamos no evento”, afirmou Michelle Santos, coordenadora administrativa da companhia, presente na feira há mais de dez anos.

Já a Trebeschi levou mais de 60 itens, como tomate cereja Rama, Sweet milho, pimentão Block, pimentão longo doce Palermo e alhos selecionados manualmente, para ampliar sua presença nos supermercados. “Nosso objetivo é chegar ao consumidor final com variedade, qualidade e sabor, além de fortalecer relacionamentos, fechar grandes parcerias e gerar resultados para a empresa e para os clientes com os quais trabalhamos”, disse Adriano Novaki, responsável pelo estande da companhia na feira.

Estreante, a Ducoco Alimentos mostrou o facelift das marcas Menina e Ducoco, novas embalagens de água de coco e Blend e uma linha de food service. “Todas as nossas expectativas foram superadas”, resumiu Rafael Marques, diretor comercial da fabricante, ao relatar negócios, reativação de clientes e interesse em retornar com um estande maior na próxima edição.

Em sua sexta participação, a Mantiqueira Brasil apresentou uma linha de bebidas proteicas prontas à base de clara de ovo hidrolisada. Desenvolvida após dois anos e meio de pesquisa, a N.OVO também contribui para o aproveitamento de excedentes da matéria-prima. “Este ano trouxemos a N.OVO, inaugurando uma categoria no mercado de nutrição funcional”, explicou Márcio Utsch, CEO global da companhia.

Após a fusão, a MBRF fez sua estreia com a identidade consolidada e reuniu lançamentos de Sadia, Perdigão e Qualy. O portfólio incluiu bandejas biodegradáveis para lasanhas, opções voltadas ao churrasco e air fryer, além da Qualy Fácil, disponível nas versões tradicional e alho e cebola. “A APAS SHOW é um espaço estratégico para mostrarmos como a MBRF vem transformando tendências de consumo em inovação com escala,

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relevância e impacto para o varejo e para os consumidores”, afirmou Manoel Martins, VP de mercado Brasil e marketing da companhia.

Focada em ampliar a presença da Nat no canal supermercadista paulista, a Vibra Foods reuniu quatro linhas estratégicas: Nat Verde, Nat Food Service, bandejas resfriadas e empanados Nat Pronto Já!. “As proteínas apareceram com destaque no evento deste ano. Trouxemos um portfólio de carne de frango que traduz atributos muito valorizados pelo mercado, como saudabilidade, conveniência, qualidade e sabor”, analisou o diretor comercial, Gerson Mantovani.

Voltada à praticidade no preparo e na finalização de receitas, a Casa Gallo apresentou o extravirgem clássico “Do Seu Jeito”, em embalagem squeeze com bico dosador, além do extravirgem intenso e de uma nova garrafa para a linha. “Nossa participação na APAS SHOW é fundamental para estreitarmos o relacionamento com nossos parceiros e apresentarmos como a inovação pode gerar valor real para a categoria de azeites”, afirmou Pedro Gonçalves, diretor de marketing global da companhia.

Com 90 anos de mercado e presença no evento há mais de uma década, a Florestal Alimentos levou balas de café, balinhas de coração, ursinhos de goma cobertos com chocolate, chicletes energéticos com taurina e cafeína e barrinhas de carboidrato. “A edição atual foi sensacional, com movimento muito grande”, exaltou Fabris Riboldi, diretor administrativo financeiro da fabricante.

BEBIDAS E NUTRIÇÃO FUNCIONAL

Marcando o 17º ano de presença no evento, a Italac reuniu lançamentos proteicos, opções sem lactose, leite A2, itens para confeitaria e uma collab com Hershey’s. Entre os destaques, estavam Italac & Hershey’s ProPlay proteína 15 g, bebidas lácteas UHT, manteiga zero lactose, leite A2 zero lactose semidesnatado e doce de leite 15 g proteínas zero lactose e zero adição de açúcar. “A APAS SHOW é um encontro estratégico para fortalecer relações e compartilhar as inovações da Italac. Estamos lançando produtos proteicos, funcionais e saudáveis com o objetivo de estar cada vez mais nos lares dos brasileiros”, afirmou Andréia Alvarez, gerente de Marketing.

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Fruto da parceria com a Piracanjuba, a Milky Moo ampliou a linha Maromba com milkshakes proteicos e estreou o Whey Protein ProForce Milky Moo em lojas físicas. “A APAS SHOW é um espaço estratégico para acompanharmos os movimentos do varejo e apresentarmos os nossos novos passos ao mercado, sem perder a nossa essência de indulgência”, disse Alice Urbanetto, CMO da marca.

Presente desde 2007, o Grupo Piracanjuba reuniu queijos premium, bebidas funcionais, produtos infantis, gelados proteicos, whey e collabs. “Estamos ampliando nossa atuação em categorias estratégicas com um portfólio cada vez mais diversificado e conectado às novas demandas de consumo”, explicou Lisiane Campos, diretora de marketing da companhia.

Voltada às novas demandas de consumo, a Verde Campo apresentou oficialmente os iogurtes das linhas A2 e tradicional, com

foco em digestibilidade e redução de açúcar, além de projetar crescimento de 50% nos negócios gerados durante o evento. “Nesta edição, chegamos com lançamentos que refletem as transformações do consumo alimentar e reforçam nosso posicionamento em saudabilidade, nutrição e bem-estar”, ressaltou o CEO, Fábio Ferreira.

O Café Orfeu levou cafés especiais, como clássico, intenso, forte e uma linha de varietais para estimular o conhecimento do consumidor brasileiro sobre a categoria. “A participação na feira foi muito rica, com muitos contatos e oportunidades de networking”, analisou Caio Marcio Sena, analista de inteligência de mercado da marca, presente há, aproximadamente, oito anos.

Reforçando a conexão com sua origem, a Cia. Müller de Bebidas apresentou o novo rótulo da Cachaça 51, que evidencia Pirassununga e incorpora o conceito “Uma Boa Ideia”. Outro

destaque foi o reposicionamento da Terra Brazilis, agora em garrafa de 1 litro. “O novo rótulo evidencia ‘Pirassununga’, origem da marca e legado da companhia. Pela primeira vez na história, o slogan ‘Uma Boa Ideia’ passa a integrar diretamente a embalagem, fortalecendo o posicionamento institucional da marca”, pontuou Marina Flávia da Silva, head de marketing e trade marketing da empresa.

Para marcar o aniversário, a Leão lançou a promoção nacional “Momento Extraordinário”, com leõezinhos de pelúcia colecionáveis e sorteios de viagens associados à compra de chás e infusões. “Ao completar 125 anos, buscamos criar uma campanha que traduzisse nossa conexão emocional com os brasileiros de forma simples e tangível”, resumiu Simone Oliveira, gerente de Trade Marketing,. Em sua décima participação consecutiva, e no ano em que completa 75 anos, a Poty Cia. de Bebi-

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das mostrou a água Levity Saborizada, Trieste Lager em lata e projetos, como Levity Pro e a collab Dona Elza com Turma da Mônica. “Apresentamos lançamentos, ativações de marca e estratégias voltadas à ampliação de parcerias com os supermercadistas como parte do nosso plano estratégico”, disse o diretor-presidente, José Luiz Franzotti. Presente no evento desde 2001, a Velho Barreiro apresentou a linha Beach’s & Sun e sua tradicional cachaça em lata de alumínio de 350 ml, buscando ampliar a presença no autosserviço, no atacado e em mercados internacionais. “A expectativa é ampliar e realizar grandes negócios com importantes players do setor de autosserviço, atacado e varejo da América Latina, Estados Unidos e mercado europeu”, afirmou Cláudio Garcia, gerente de Marketing da marca. Após anos sem expor, a Zanlorenzi Bebidas retornou com Campo Largo Oh Tea!, frisantes, novos rosés e a Jurupinga incorporada ao portfólio, com foco em inovação e rentabilidade no ponto de venda. “Retornamos em 2026 com a proposta de gerar negócios, impulsionar resultados e criar novas oportunidades para todos os nossos parceiros”, pontuou Edson Martins, COO da marca.

Em sua quarta participação, o Pavilhão Korea/ AT Center reuniu nove empresas com marmitas práticas, doces e bebidas coreanas. “A participação na APAS SHOW ajuda bastante na entrada das empresas coreanas no mercado brasileiro”, afirmou Joyce Kim, analista de mercado e responsável pelo espaço.

Em sua 11ª edição, o ProChile trouxe 22 companhias com vinhos, frutas, cervejas, pisco, azeites e lácteos. “A feira é uma oportunidade estratégica para fortalecer relações comerciais”, ressaltou Hugo Corales, diretor da instituição no Brasil.

CUIDADOS PESSOAIS E SOLUÇÕES DOMÉSTICAS

Pelo quarto ano no evento, a Búfalo Ind. Com. Químicos apresentou produtos para lavar roupas com novas fragrâncias, cosméticos e esmaltes com efeito gel. O desinfetante de dois litros, carro-chefe do portfólio, também ganhou destaque. “Estar na feira e ser visto pelos clientes tem grande relevância para nós”, explicou o gestor comercial, Robson Camilo. Inspirada na tendência dos perfumes árabes, a Politriz levou três fragrâncias de limpadores perfumados da Casa Flor - linha árabe. “É, disparadamente, a melhor feira da América Latina para o setor”, pontuou Tarcísio Bravo, CEO da companhia.

Voltada a ampliar sua presença no canal alimentar, a Viveo reuniu Cremer, Topz e Piquitucho, com destaque para o projeto Farmacinha no

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Supermercado e o lançamento da Topz Femme. “Essa é a oportunidade ideal para apresentar ao varejo como nossas marcas podem ampliar o tíquete médio através de um mix de produtos de alta demanda, que alia qualidade técnica e confiança do consumidor”, explicou Patrícia Wawruch Amaral, gerente de Categorias, Inovação e Marcas Corporativas.

Com foco em praticidade e sustentabilidade, a Santa Maria reuniu itens das marcas Esfrelux e Corpus, como mops e pano reutilizável, além de uma solução patenteada para a gestão da categoria de sacos de lixo em material reciclado e do Santa Maria Talks. “Na APAS SHOW 2026, mostramos como se transforma limpeza em ato de cuidado com o planeta e com as pessoas”, afirmou Tiago Garcia Leal, gerente de Marketing.

Guiada pelo conceito “Tekbond tem de tudo”, a Tekbond Saint-Gobain reuniu colas, adesivos e fitas em ativações que convidaram o público a testar diferentes aplicações. O principal destaque foi a versão lavável, transparente e reutilizável. “Participar da APAS SHOW reforça essa proximidade com o varejo e nos permite acompanhar de perto

o comportamento do consumidor, fortalecer parcerias e mostrar, na prática, como nossas soluções entregam valor no dia a dia”, concluiu Vinicius Araújo, diretor sênior de Estratégia e Marketing da Saint-Gobain Brasil.

TECNOLOGIA COMO MEIO

Ao completar dez anos de participação e duas décadas de atuação, a VR Software apresentou atualizações de monitoramento e o VR Master integrado a bancadas de parceiros. “Aqui, conseguimos avançar em negociações, realizar fechamentos e gerar novas possibilidades comerciais”, resumiu Rebeca Miranda, analista de Eventos da desenvolvedora.

A TOTVS mostrou aplicações de inteligência artificial para estoque, análise de dados, cobrança e recursos humanos com abordagem baseada em governança e chamou atenção para a reforma tributária. “O uso da IA precisa gerar performance e contribuir para os resultados do varejista”, pontuou Anderson Souza, head de Desenvolvimento de Varejo e Distribuição da empresa.

A Bluesoft Sistemas apresentou agentes autônomos integrados ao Bluesoft AI, avanços no planejamento e controle de produção e recursos relacionados à reforma tributária. “Não queremos apresentar apenas tecnologia, queremos mostrar resultados concretos”, analisou André Faria, CEO da companhia.

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Desde a primeira edição da feira, a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil demonstra soluções para ampliar a rastreabilidade no varejo. Neste ano, o QR Code Padrão GS1 ganhou destaque por reunir dados, como procedência, lote e validade dos produtos. “Hoje, o consumidor busca acesso à informação, entender a origem, verificar autenticidade e ter confiança no que está consumindo”, explicou João Carlos de Oliveira, presidente da entidade.

Na prevenção de perdas, a Inwave mostrou a evolução da plataforma Darwin, com inteligência artificial baseada em visão computacional para identificar padrões de risco e gerar alertas na operação. “A principal expectativa está na ampliação de oportunidades comerciais por meio da visibilidade junto a varejistas interessados em tecnologia, potencializando os impactos positivos que a feira trouxe desde a primeira participação, especialmente no relacionamento com o setor”, disse Adriano Sambugaro, diretor de Marketing e Vendas.

A Nextop lançou o X-Vision Protect, solução proprietária para self-checkout que detecta itens não registrados em tempo real e integra a plataforma Gênesis. “O X-Vision Protect resolve esse problema sem fiscal, sem confronto, sem risco jurídico, em tempo real”, exemplificou Juliano Camargo, fundador e CEO do Grupo Nextop.

Com o lançamento da Wetail, a LedWave apresentou uma unidade que integra mobile, retail media, DOOH, dados, inteligência artificial e loja física no conceito retail live journey. “O ponto de venda deixa de ser apenas transacional e passa a operar como uma plataforma contínua de influência, relacionamento e geração de receita”, afirmou o CEO, Tiago Brito.

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Orientada por dados, automação e execução em tempo real, a Selbetti apresentou um conceito de supermercado do futuro com precificação inteligente, etiquetas eletrônicas, retail media, checkout e experiência omnichannel. O estande também reuniu o sommelier digital, aplicação de IA que recomenda vinhos conforme as preferências do consumidor. “Em vez de apresentar soluções isoladas, reproduzimos etapas reais da operação supermercadista”, disse Paulo Moratore, head da Selbetti Retail Experience.

EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURA

Voltada a diferentes perfis de lojas, a Mais Frio apresentou soluções com motor acoplado, eficiência energética e uso de gases naturais. Criada em 2018 e presente desde 2021, a marca reforçou o valor comercial do encontro. “A feira é um evento fantástico e a principal do segmento na América Latina. Recebe um fluxo muito grande de visitantes e reúne um público altamente qualificado, o que a torna um ambiente estratégico e muito importante para fazermos negócios”, afirmou o diretor comercial, Giovani Albertoni.

Na Nacional Frio, empresa do Grupo Refrimate, estiveram em evidência o Terminal Infinito e uma solução de padaria self-service com iluminação em LED e sistema de gerenciamento. “Para a empresa, o evento é um dos principais do calendário, pois gera muitos contatos e oportunidades de negócios”, analisou Eduardo Peiter, assistente de Marketing da marca.

Com um portfólio voltado ao canal supermercadista, a Elgin apresentou soluções em climatização, refrigeração, eletroportáteis, pilhas Sonic e lâmpadas Super Bulbo LED. “A APAS SHOW é um momento estratégico para fortalecermos nossa presença no canal supermercadista, que vem ganhando cada vez mais relevância dentro da nossa operação”, definiu Anderson Bruno, vice-presidente.

Já a Engepoli destacou recursos de iluminação e ventilação natural aplicados à arquitetura sustentável, com foco na redução do consumo de energia e no conforto térmico. “O varejo busca cada vez mais eficiência aliada à experiência do cliente e é exatamente nisso que atuamos”, pontuou Cássio Pissetti, diretor Comercial.

Parceira da feira há quase 40 anos, a Toledo Brasil levou tecnologias de pesagem e equipamentos para food service. “A APAS SHOW, para nós, é uma ótima oportunidade para encontrar clientes e fazer novos”, ressaltou Gustavo Cruz, coordenador de Produtos da companhia.

SEGURANÇA E GESTÃO DE NUMERÁRIO

Presente há 15 anos, a Brink’s Brasil destacou a solução digital para o varejo, com cofres inteligentes, acompanhamento em tempo real e integração com sistemas de conciliação e ERP. “Participar da APAS SHOW é uma oportunidade estratégica para reforçarmos nosso compromisso com inovação, eficiência operacional e segurança no varejo”, afirmou Rafael Genova, diretor comercial da companhia.

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Pela 16ª vez na feira, a Prosegur Cash estreou, no Brasil, o Cash Today Front Office, equipamento instalado no ponto de venda para automatizar a gestão do numerário, validar cédulas e fornecer troco. “A automação no tratamento do numerário não é apenas uma conveniência, mas um caminho para assegurar eficiência operacional e controle rigoroso sobre cada cédula que entra na loja”, disse Sérgio França, diretor-geral da companhia no Brasil.

Em sua décima edição, o Grupo Protege apresentou o Protege One, primeiro cofre inteligente desenvolvido e integrado pela empresa, além de soluções em segurança eletrônica, monitoramento e consultoria. “Nosso foco é trazer inovação com aplicação prática”, explicou Rodrigo Marchini, diretor comercial da organização.

COMPRA COMPLEMENTAR E RELACIONAMENTO COM O CONSUMIDOR

Presente Unindo sustentabilidade e melhor exposição na gôndola, o Paper Blister foi o principal lançamento da Copag. A embalagem para baralhos reduz o uso de plástico e facilita a visualização do produto, enquanto jogos e colecionáveis completaram o portfólio. “A APAS SHOW é uma feira clássica, muito estratégica para nós, tanto que já faz 10 anos que participamos, sempre renovando o portfólio no evento”, disse Lucas Missi, gerente de Marketing digital.

A Havaianas mostrou o portfólio 26/27 e soluções para ampliar sortimento, visibilidade e conexão com o consumidor no varejo alimentar. “Queremos fortalecer nossa parceria com o canal alimentar e mostrar o quanto acre-

ditamos no potencial de crescimento conjunto com o setor”, afirmou Fernando Rosa, presidente da Havaianas LATAM.

Para agregar valor às flores no ponto de venda, a Cooperativa Veiling Holambra levou arranjos prontos, novas cores de alstroemérias e rosas, tulipas e embalagens desenvolvidas pelos cooperados. As opções buscam estimular o giro da categoria ao longo do ano. “Para nós, que temos um foco importante em supermercados e autosserviço, esta é uma das principais feiras, pois reúne clientes de todo o Brasil em um único local. É uma oportunidade muito relevante tanto para fortalecer o relacionamento com os parceiros atuais quanto para prospectar novos clientes”, analisou Mara Cristina Capass,i gerente comercial. Durante a feira, o espaço também recebeu o lançamento do livro “R.E.L.A.C.I.O.N.A.R. - Você vende. Mas se relaciona?”, de Bruna Fallani, fundadora da Shopper 2B, consultora estratégica e especialista em comportamento do consumidor. “Falo sobre a importância de construir relações intencionais com os consumidores. As empresas precisam alinhar fidelização, governança, cultura e rentabilidade aos valores defendidos pela marca para criar vínculos mais consistentes com o público”, explicou a autora, ao ressaltar a necessidade de preservar princípios inegociáveis nas decisões do negócio.

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Pavilhão Verde

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De alimentos e bebidas a tecnologia, limpeza e higiene, o espaço reuniu estratégias voltadas à rentabilidade, fidelização e novas ocasiões de consumo

OPavilhão Verde do festival APAS SHOW 2026 reuniu, em um único espaço, inovação, experiência e geração de negócios nesta edição, agregando empresas nacionais e internacionais ligadas à alimentação, panificação, bem-estar, higiene, saudabilidade, food service e soluções para o varejo. O espaço mostrou como os supermercados vêm ampliando seu papel estratégico na experiência de consumo, na conveniência e na rentabilidade das lojas.

Ao longo dos quatro dias de evento, fornecedores apostaram em lançamentos, ativações interativas, produtos premium, saudabilidade, acessibilidade, sustentabilidade e eficiência operacional para conquistar espaço nas gôndolas e fortalecer relacionamento com supermercadistas.

Entre os destaques esteve o Grupo Marilan, que apresentou uma ampla plataforma de inovação voltada ao crescimento em categorias estratégicas. A companhia reforçou sua atuação multicategoria com lançamentos em indulgência, snacks, saudabilidade e produtos premium. A empresa levou ao festival a entrada da Casa Suíça no segmento de biscoitos premium, com linhas de cookies, amanteigados e choco biscuits, além do lançamento da linha Maizena premium, do wafer proteico Marilan, com 17 g de proteína por porção, do amanteigado milho e as novidades proteicas de Teens.

“Os lançamentos refletem nossa estratégia de crescimento em múltiplas categorias, com inovação como eixo central para capturar novas ocasiões de consumo e gerar valor para nossos parceiros comerciais”, afirmou Rodrigo Garla, diretor-presidente do Grupo.

A transformação da padaria em área estratégica para supermercados apareceu como uma das principais tendências. A Gold Pão apostou em uma experiência imersiva para demonstrar como o setor pode ampliar fluxo, rentabilidade e fidelização dentro das lojas. A empresa montou uma padaria funcional dentro da feira e realizou degustações em parceria com Queijos Scala, Marba e Filippo Berio.

Além das experiências gastronômicas, a empresa lançou sua nova linha de pão de queijo voltada ao consumidor final, incluindo broinha de milho com erva-doce e palitinho três queijos. “Trouxemos inovação

e atratividade por meio da simulação de uma padaria completa montada na feira, gerando conexão com o público a partir de experiências gastronômicas e fortalecendo nossa parceria com marcas de prestígio”, destacou Lucas Capua, CEO da companhia. A empresa também apresentou o projeto “Conversa de Padaria”, iniciativa itinerante em formato de podcast voltada à capacitação de supermercadistas, minimercados e operadores de food service.

A panificação congelada avança como solução operacional, segundo a Costa Lavos, que apresentou soluções voltadas à eficiência operacional, redução de perdas e padronização da categoria de padaria dentro dos supermercados. “Quando a padaria é bem estruturada, ela deixa de ser apenas uma área de apoio e passa a influenciar fluxo, percepção de loja, recorrência de compra e resultado comercial, e o nosso papel é ajudar o supermercadista a enxergar essa categoria com mais método, mais controle e mais estratégia”, afirmou Jaime Shervis, vice-presidente comercial.

A empresa também apresentou seu novo projeto industrial em Elias Fausto (SP), que ampliará sua capacidade produtiva e logística. “A decisão de avançar com a nova fábrica nasce de uma necessidade concreta do mercado, pois o varejo precisa de parceiros que consigam sustentar crescimento com regularidade, qualidade e previsibilidade”, explicou Aline Cheves, presidente da Costa Lavos.

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SAUDABILIDADE E BEM-ESTAR

O segmento de saudabilidade e cuidados pessoais ganhou espaço com a participação da Sinter. A indústria apresentou a nova linha Hair Biocare da Farnese, composta por 15 produtos capilares desenvolvidos com tecnologia prebiótica e expandiu a linha Cloy com sabonetes e hidratantes prebióticos voltados ao equilíbrio da microbiota da pele. “Esse lançamento representa um importante movimento estratégico para Farnese, ampliando a presença da marca no universo de cuidados pessoais para atender às diferentes necessidades dos consumidores”, afirmou Rafaela Côrte Real Miana, diretora de marketing e inovação. No segmento de bens de consumo, a Flora aproveitou para reforçar sua estratégia de crescimento no varejo supermercadista, destacando a força de marcas consolidadas nas categorias de higiene pessoal, limpeza doméstica e cuidados com a casa.

A fabricante apresentou ativações e iniciativas voltadas ao fortalecimento da experiência no ponto de venda, além de reforçar investimentos em exposição de categorias e aproximação com diferentes perfis de consumidores. Durante o evento, a empresa evidenciou o papel estratégico do autosserviço

alimentar na expansão de marcas do portfólio e na conexão direta com o shopper. A participação da Flora acompanhou o movimento do varejo de ampliar o protagonismo de categorias ligadas a bem-estar, limpeza e cuidados pessoais dentro das lojas, setores que seguem ganhando relevância no mix supermercadista.

Já no segmento farmacêutico e de bem-estar, a Cimed aproveitou o evento para anunciar oficialmente sua entrada no canal alimentar, ampliando sua atuação para além do varejo farmacêutico. João Adibe, CEO da indústria, apresentou, durante um encontro com 350 supermercadistas, a visão estratégica para o canal alimentar e as expectativas da companhia para a expansão no segmento. “A entrada no canal alimentar é um passo natural dentro da nossa estratégia de crescimento e da ambição de tornar a Cimed cada vez mais presente na rotina dos brasileiros, reforçando a nossa capacidade de inovar e de levar conveniência, saúde e bem-estar para onde as pessoas estiverem”, afirmou Adibe. A expectativa da farmacêutica é que as categorias voltadas ao canal alimentar representem 25% do sell-in nesse segmento, já no primeiro ano de operação.

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PREMIUMIZAÇÃO E EXPERIÊNCIA DE CONSUMO

A busca por produtos de maior valor agregado e conveniência também foi destaque no estande da RAR Agro & Indústria, que apresentou o queijo ralado RAR gastronomia, produzido a partir de blend entre parmesão e gran formaggio RAR, primeiro queijo tipo Grana produzido fora da Itália. “O consumidor brasileiro está cada vez mais atento à qualidade dos ingredientes e à experiência gastronômica dentro de casa. Desenvolvemos um produto que une conveniência, tradição e diferenciação”, afirmou Angelo Sartor, CEO da RAR.

A empresa também reforçou ações ligadas à sustentabilidade e acessibilidade, incluindo embalagens biodegradáveis da linha Rasip Kids, logística reversa com a Eureciclo e integração de produtos ao aplicativo Alia Inclui. “A APAS SHOW é uma vitrine importante para apresentarmos como a inovação pode caminhar junto com sustentabilidade, inclusão e responsabilidade”, destacou Sartor.

No setor de alimentos básicos, a Kicaldo utilizou o evento para anunciar sua entrada no mercado de arroz, com linhas nas versões branco e parboilizado. O movimento acontece após a aquisição de unidades da antiga cerealista Rosalito e reforça a estratégia da empresa de expansão em categorias

complementares. “Já temos uma trajetória consolidada na categoria de grãos e agora levamos essa expertise para uma nova frente, com o mesmo compromisso com qualidade, consistência e excelente custo-benefício”, afirmou Maurício Bortolanza, diretor de novos negócios.

Já a Orquídea Alimentos apostou em experiência de marca, interatividade e conexão emocional com o consumidor. O estande trouxe ativações voltadas tanto ao varejo quanto ao público final. Entre os destaques, estiveram o Biscoito Que Vira Oito, a linha Massa Mais Molho e a nova Massa Mais Molho Bob Esponja, produzida com vegetais e formatos inspirados nos personagens da Fenda do Biquíni. O espaço contou, ainda, com áreas instagramáveis, distribuição de brindes personalizados, experiências de degustação e o ambiente “Recheie sua Tortíssimas Xtra”, onde visitantes podiam criar combinações de recheios na hora. “Mais do que apresentar produtos, queríamos proporcionar experiências e mostrar ao varejo como a inovação também pode criar conexão emocional com o consumidor”, destacou Vanessa Sousa, coordenadora de marketing e relações públicas da empresa. A marca também promoveu encontro com creators e influenciadores, incluindo Bontalvão, Milene Pavorô, Dragbox, Bia e Clara e Suelen Micheline.

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Com o maior estande do setor de bebidas da feira, ocupando 423 m², o Grupo Petrópolis apostou em experiências imersivas, ativações e degustações para fortalecer o relacionamento com supermercadistas e ampliar a visibilidade de suas marcas. A companhia destacou novidades das marcas Petra, Black Princess, TNT Energy e Crystal Ice, reforçando tendências ligadas à saudabilidade, praticidade e novas experiências de consumo.

Entre os destaques, estavam a nova Petra Ultra, cerveja puro malte low carb, sem glúten e de baixa caloria, além das versões em lata das cervejas especiais Black Princess IPA e Doctor Weiss. A companhia também ampliou o portfólio de energéticos com os sabores TNT pêssego, Focus Berry zero açúcar e Juice Tropical Vibes, além de lançar uma edição limitada de latas colecionáveis da NBA finals.

Já no segmento de drinks prontos, a novidade é a Crystal Ice sabor caju, feita com suco natural da fruta, proveniente de produtores do Nordeste.

“A APAS SHOW é uma plataforma onde as tendências ganham escala e escolhemos este espaço para anunciar nossos lançamentos justamente porque acreditamos que as inovações devem ser apresentadas para o mercado onde elas terão uma presença maior”, afirma João Netto, diretor de marketing e trade do Grupo.

INTELIGÊNCIA DE CATEGORIA

Criando espaços gastronômicos com chefs, áreas dedicadas à saúde, longevidade e nutrição, além de iniciativas sustentáveis envolvendo logística reversa e uso de madeira de reflorestamento no estande, a Nestlé apresentou o conceito “Central de inovação e soluções para o varejo”, com foco em experiência, acessibilidade e inteligência de categoria. Entre os destaques, esteve o aplicativo “Rótulos que Falam”, desenvolvido em parceria com a startup Alia Inclui, que permite leitura em voz alta das informações nutricionais de mais de 1,2 mil produtos do portfólio. “Hoje, o varejo busca parceiros que unem conhecimento de mercado, execução e soluções que tragam resultados reais no ponto de venda, com iniciativas adaptáveis a diferentes formatos de loja, combinando experiência, eficiência e inteligência de categoria”, afirmou o diretor de trade marketing, João Kalil.

A Copacol também reforçou sua estratégia de expansão no varejo alimentar por meio de produtos voltados à praticidade e ao consumo cotidiano, ampliando presença em proteínas e industrializados. A linha de produtos desenvolvida exclusivamente para air fryer aposta em cortes íntegros, menor nível de processamento, especiarias naturais e porções voltadas ao consumo cotidiano, alinhando conveniência, qualidade e naturalidade. Segundo Alexandre M. Lachi, gerente de

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marketing, a proposta atende a um consumidor que busca praticidade sem abrir mão de transparência e confiança. Além da linha para air fryer, a empresa apresentou lançamentos, como petisco de tilápia empanado, salsicha long dog e choripan.

A Aurora Coop aproveitou o evento para reforçar sua estratégia de valor agregado em categorias premium e de conveniência. A cooperativa apresentou lançamentos das marcas Aurora Premium, Gran Mestri, Nobre e Alegra, com foco em frios premium, petiscos, assados, lácteos e produtos prontos para consumo. A participação ainda marcou a ampliação da presença da Gran Mestri após aquisição pela cooperativa. “Temos avançado na construção de um portfólio de alto valor agregado, com produtos que entregam qualidade superior, conveniência e diferenciação”, afirmou Ricardo Chueiri, diretor de mercado e consumo.

Já a Canção utilizou o Pavilhão Verde para ampliar relacionamento com supermercadistas e reforçar sua atuação em categorias de alto giro e consumo cotidiano. A empresa destacou produtos voltados à praticidade, conveniência e abastecimento do lar, além de refor-

çar ações de posicionamento de marca e visibilidade no varejo. Entre os destaques apresentados, esteve a associação da marca a Neymar Jr., utilizada como estratégia para ampliar a conexão com o consumidor e fortalecer o reconhecimento nacional da marca.

A M. Dias Branco levou um dos maiores estandes do pavilhão, com 429 m² e mais de 20 marcas do portfólio, e apostou em conveniência, saudabilidade, sazonalidade e food service com lançamentos das marcas Vitarella, Piraquê, Adria, Jasmine, Frontera, Isabela e Richester. Entre os destaques, estiveram os lámens inspirados na Copa do Mundo, snacks Frontera, produtos juninos da Vitarella, cookies Piraquê, massas premium e a ampliação da atuação em food service com as marcas Medalha de Ouro, Finna e Boulanger. “A APAS SHOW também marca o fortalecimento da atuação no food service, já que, após criarmos uma área dedicada exclusivamente ao canal em 2025, trouxemos à feira soluções da linha M. Dias Branco Profissional, com degustações ao vivo de pães, pizzas e focaccias preparados com produtos das marcas Medalha de Ouro, Do Padeiro, Boulanger, Imperial,

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Finna e Finna Mix”, explica Anna Carolina Teixeira, diretora-executiva de marketing. As soluções são voltadas a restaurantes, pizzarias, padarias, confeitarias e indústrias alimentícias, reforçando o avanço além do varejo tradicional.

Outra empresa que apresentou várias novidades foi a Seara, que também reforçou a tendência de conveniência e consumo rápido, destacando soluções voltadas aos alimentos prontos e congelados, categorias que seguem crescendo no varejo alimentar. Entre os destaques para a categoria churrasco, estiveram a linguiça com queijo coalho, a american grill (salsicha feita com carne 100% bovina), os minihambúrgueres bovinos para churrasqueira, o coração de frango congelado individualmente e a nova pasta de alho, desenvolvida para acompanhar carnes, pães e cortes preparados na grelha. A estratégia da companhia buscou posicionar a Seara como protagonista do chamado “primeiro tempo” do churrasco, ampliando presença em ocasiões de confraternização e consumo compartilhado. “A APAS SHOW aconteceu em um momento bastante oportuno para o impulsionamento da categoria churrasco da Seara”, afirmou Rafael Palmer, diretor de marketing.

Além da categoria churrasco, a Seara estreou no segmento de refeições congeladas com a nova linha Marmita Seara, desenvolvida sob o conceito clean label e com foco em conveniência aliada à comida caseira. Já a Visual Mix apresentou sua nova identidade institucional e reforçou o posicionamento como parceira estratégica do varejo supermercadista. “Trinta anos de história nos trouxeram até aqui, mas o futuro exige mais e essa evolução reforça nosso compromisso em acompanhar o ritmo do mercado”, afirmou Lucas Rosa, gerente de marketing da empresa.

LIMPEZA, TISSUE E AUTOMAÇÃO

A Kärcher reforçou sua aposta em automação e produtividade operacional. A empresa apresentou a limpadora autônoma Kira B200, voltada à limpeza profissional em lojas de grande porte. Segundo a fabricante, a crescente pressão por eficiência, redução de custos e padronização operacional vem acelerando a adoção de tecnologias autônomas no varejo alimentar.

Já a Bracell ampliou sua presença nas categorias tissue e personal care com as marcas Supra, Absoluto e Fofura. O principal lançamento foi a nova versão da

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fralda Fofura Baby e a expansão da linha Fofura Shortinho. “A APAS Show é uma vitrine estratégica para fortalecer nosso relacionamento com o varejo”, afirmou Jonas Naranjo, head de marketing da empresa.

A Suzano também participou do evento reforçando iniciativas ligadas à sustentabilidade, bioeconomia e inovação industrial com uma série de lançamentos voltados às categorias de higiene e consumo, reforçando sua estratégia de inovação e diferenciação no varejo supermercadista.

A companhia apresentou novidades das marcas Neve, Mimmo, Grand Hotel e Scala, ampliando presença em diferentes ocasiões de consumo e perfis de consumidores. Entre os destaques, estão o lançamento do papel higiênico Neve Care

Toque das Ondas, com folha tripla, a expansão da linha com o neutralizador de odores e o lenço umedecido Neve On The Go, além do papel higiênico colorido da Mimmo e o novo papel toalha

Multifuncional folha tripla Grand Hotel. “Nosso compromisso é ir além da funcionalidade, combinando qualidade, rendimento e acessibilidade com inovação e cuidado em cada detalhe”, afirma Patrícia Macedo, CMO da empresa.

ITÁLIA REFORÇA PRESENÇA PREMIUM NO VAREJO BRASILEIRO

A internacionalização também ganhou protagonismo no espaço. Escolhida como país anfitrião da APAS SHOW 2026, a Itália levou 31 empresas aos pavilhões Verde e Vermelho do Expo Center Norte. A participação foi organizada pela ICE, agência para a promoção no exterior e a internacionalização das empresas italianas, que reuniu marcas reconhecidas por produtos premium, tradição familiar e certificações DOP e IGP. Entre as empresas participantes, estiveram Caseificio Cavola, Agromonte, Alimenta Produzioni, Callipo, Casa Rinaldi, Coppola Foods, Costa d’Oro, Flamigni SRL, Gruppo Milo SPA, La Molisana, Mazzetti L’Originale, Monari Federzoni SPA, Mulino Caputo, Novi, Pasta Sgambaro, Pasticceria Fraccaro 1932, Rizzoli Emanuelli, Selektia Tartufi, Simonini, Sud Italia Alimentari SRL e Wadi El Nile Italia.

Os expositores apresentaram azeites, massas, farinhas, vinagres balsâmicos, chocolates, conservas, trufas, embutidos e produtos gourmet voltados ao varejo premium brasileiro. “A presença das empresas italianas no evento reafirma o Brasil como parceiro estratégico prioritário para o setor de food & beverage da Itália”, destacou a ICE durante o evento.

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As novas cores do consumo

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De bebidas sem açúcar a carnes rastreadas, expositores revelaram como inovação, experiência, eficiência e sustentabilidade passaram a orientar as estratégias da indústria e do varejo

No Expo Center Norte, o festival APAS SHOW 2026 parecia ter sido organizado por uma caixa de lápis de cor gigante. Cada pavilhão ganhou uma identidade cromática própria.

E para quem desembarcou nos pavilhões Azul e Azul B, não havia como escapar da imersão. O piso azul acompanhava os passos dos visitantes, guiando executivos, supermercadistas e fornecedores por corredores que refletiram, de certa forma, o espírito das tendências ali reunidas: inovação com propósito, tradição reinventada e negócios que buscam cada vez mais conexão com o consumidor.

Entre cafés especiais, bebidas naturais, alimentos tradicionais e soluções voltadas à eficiência operacional no ponto de venda, o espaço revelou algumas das transformações mais evidentes do varejo alimentar atual. A premiumização de categorias antes consideradas commodities, a busca por produtos mais saudáveis e transparentes e a crescente valorização da rastreabilidade apareceram de forma consistente nos estandes. O espaço acabou simbolizando um setor em movimento que combinou tecnologia, qualidade e experiência para responder a um consumidor cada vez mais exigente.

Com corredores e estandes lotados, as expectativas dos fabricantes eram bastante positivas. A força das bebidas sem açúcar e o avanço da busca por saudabilidade estiveram entre os temas mais presentes nos corredores. Exemplo disso foi a participação do Grupo RFK, que aproveitou o evento para apresentar novidades alinhadas às novas demandas do consumidor. Entre os lançamentos, estiveram o energético Furioso tangerina e limão zero, em lata de 473 ml, e a ampliação da linha Tubaína zero, da Refriko, que também passa a contar com embalagens de 300 ml e 2 litros. Segundo a companhia, os lançamentos refletem uma mudança consistente no comportamento de consumo, marcado pela procura por produtos sem açúcar, mais leves e conectados a conceitos de bem-estar, juntamente com experiência e sabor. A empresa avalia que categorias, como energéticos, bebidas zero açúcar e produtos voltados à conveniência devem liderar seu crescimento em 2026. A APAS SHOW também foi vista como uma oportunidade estratégica para ampliar relacionamentos com varejistas, distribuidores e parceiros comerciais, reforçando o posicionamento do grupo como uma plataforma multibebidas em expansão nacional.

Para a RFK, o varejo brasileiro vive um momento de transformação acelerada, exigindo das indústrias maior capacidade de inovação, leitura de dados e rapidez na adaptação às mudanças de comportamento

dos consumidores.

Se a busca por produtos mais saudáveis apareceu como uma das principais tendências do Pavilhão Azul, o crescimento dos produtos premiums foi outro movimento impossível de ignorar. Em diferentes categorias, a indústria mostrou que o consumidor está disposto a pagar mais por itens que entreguem qualidade, origem, experiência e história.

Um dos exemplos mais emblemáticos foi a Weber Haus, que levou para o evento a cachaça Diamant 21, edição ultrapremium avaliada em R$ 16 mil. Envelhecida por 21 anos em barris de carvalho francês e bálsamo, a bebida é apresentada em uma garrafa com diamante incrustado e simboliza a aposta da empresa no crescimento do mercado de destilados de alto valor agregado. Ao mesmo tempo que exibe produtos voltados ao segmento de luxo, a companhia mantém o foco em categorias de maior giro no varejo supermercadista. “O portfólio apresentado inclui cerca de 80 rótulos, entre cachaças, licores, vodca, rum e bebidas mistas, com destaque para os rótulos Prata, 7 Madeiras, Amburana e para o licor de doce de leite”, afirma Evandro Weber, CEO da empresa. Após um reposicionamento comercial realizado em 2025, a cachaça Weber Haus Prata registrou crescimento de 48% nas vendas, ampliando a presença da marca entre consumidores que buscam produtos com melhor relação entre qualidade e preço. Na APAS SHOW, a expectativa da empresa foi

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acelerar negociações com grandes redes supermercadistas, ampliar a distribuição nacional e fortalecer a presença da marca em novos canais de venda. Mas o Pavilhão Azul não foi ocupado apenas por produtos e marcas em busca de espaço nas gôndolas. Em muitos estandes, a discussão estava voltada para os bastidores da operação supermercadista e para um desafio que se tornou recorrente no setor: como ganhar eficiência em um cenário de margens apertadas, escassez de mão de obra e consumidores cada vez mais exigentes.

Nesse sentido, a Toledo do Brasil apresentou soluções voltadas à automação, conectividade e inteligência operacional. A empresa estruturou suas novidades sobre três pilares considerados essenciais para o varejo contemporâneo: eficiência operacional, segurança contra fraudes e automação. Equipamentos de pesagem de maior precisão, sistemas integrados de gestão capazes de fornecer dados em tempo real e soluções de etiquetagem eletrônica que automatizam processos, antes realizados manualmente pelas equipes das lojas, foram os chamarizes da empresa. Segundo a companhia, a adoção dessas tecnologias deixou de ser apenas uma vantagem competitiva para se tornar uma necessidade de sobrevivência em um mercado cada vez mais pressionado por produtividade e redução de custos. O discurso dialoga diretamente com algumas das tendências observadas ao longo da feira.

Se o consumidor busca por mais rastreabilidade, transparência e informações sobre os produtos que

leva para casa, os varejistas precisam investir em sistemas capazes de garantir precisão nas informações, controle operacional e confiabilidade dos dados. A Toledo aponta a integração entre tecnologia, inteligência artificial e análise de dados como uma das principais frentes de investimento da companhia. Hoje, mais de 200 profissionais atuam em suas áreas de engenharia e inovação, desenvolvendo aplicações que vão desde a identificação automática de produtos na pesagem até análises preditivas de vendas e monitoramento de possíveis fraudes. “A expectativa da companhia é ampliar sua presença, principalmente nas áreas de food service, perecíveis e automação de frente de loja, segmentos que acompanham a rápida modernização dos supermercados brasileiros e a crescente digitalização das operações”, diz Douglas Vian, CSO da companhia.

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PRESENÇA URUGUAIA

A valorização da origem dos alimentos e a busca por rastreabilidade também ganharam espaço entre os expositores internacionais. Representando a cadeia de carnes do Uruguai, o Instituto Nacional de Carnes (INAC) utilizou a APAS SHOW 2026 para reforçar atributos que vêm se tornando cada vez mais relevantes para consumidores e varejistas: procedência, sustentabilidade, segurança alimentar e transparência em toda a cadeia produtiva.

Por meio da marca Uruguay Meats, responsável pela promoção internacional das carnes uruguaias, a entidade destacou diferenciais, como a criação dos animais a pasto, a produção sem uso de hormônios e antibióticos e o sistema de rastreabilidade bovina que acompanha os produtos desde a origem até o consumidor final. A estratégia encontrou sintonia com uma das tendências mais evidentes da feira: o interesse crescente do mercado por alimentos cuja história e procedência possam ser comprovadas.

A participação na APAS SHOW também serviu para ampliar o reconhecimento da carne uruguaia junto ao consumidor brasileiro. O mercado nacional é considerado um dos mais importantes para as exportações do setor, especialmente nas categorias premium. Segundo o INAC, o consumo de carne de cordeiro nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro está fortemen-

te associado a atributos, como qualidade superior, padronização dos cortes e boa relação entre preço e experiência gastronômica. Embora mais de 80% do cordeiro importado consumido nessas duas capitais tenha origem uruguaia, a entidade avalia que ainda existe espaço para ampliar o reconhecimento da marca junto ao consumidor final.

Para isso, além das tradicionais degustações de carne bovina e ovina que atraíram grande fluxo de visitantes ao estande, a entidade apostou em ações interativas e de fortalecimento de marca. Uma campanha de comunicação iniciada no Brasil em 2025 já começa a apresentar resultados concretos. De acordo com medições realizadas pelo instituto, o reconhecimento da origem uruguaia do cordeiro entre os consumidores passou de 4% para 23% entre 2024 e o início de 2026. O desafio agora é ampliar a disponibilidade contínua do produto nos pontos de venda, transformando o interesse crescente pela categoria em consumo recorrente. A presença do Uruguai no Pavilhão Azul reforçou uma percepção compartilhada por diversos expositores da feira: em um mercado cada vez mais competitivo, qualidade e preço continuam importantes, mas atributos, como origem, rastreabilidade, sustentabilidade e confiança, passaram a exercer papel decisivo na construção de valor das marcas e na escolha dos consumidores.

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HIGIENE EM ALTA

As mudanças no comportamento do consumidor não ficaram restritas aos alimentos e bebidas. A categoria de higiene pessoal também mostrou como temas, como autocuidado, bem-estar e personalização, vêm influenciando o desenvolvimento de produtos e a estratégia das indústrias.

A Mili aproveitou o evento para apresentar novidades voltadas a diferentes fases da vida, reforçando uma tendência observada em diversos segmentos da feira: a busca por soluções que combinem funcionalidade, conforto e experiência. “O principal lançamento da companhia foi a linha Hora do Banho, destinada ao público infantil e composta por sabonetes líquidos e em barra, shampoo e condicionador. A proposta é transformar a rotina de higiene em uma experiência mais leve, divertida e afetiva para as famílias”, ressalta Denise Pires, gerente de marketing.

A empresa também destacou produtos de higiene feminina e cuidados para adultos, além da nova fralda Grandinhos, criada para atender uma demanda crescente de crianças que permanecem por mais tempo no processo de desfralde ou que necessitam do uso prolongado de fraldas. O produto foi

desenvolvido para oferecer conforto e praticidade sem abrir mão de uma identidade visual alinhada ao universo infantil.

Os lançamentos refletem um consumidor cada vez mais atento à qualidade de vida e ao autocuidado. Segundo a empresa, categorias ligadas à higiene infantil, higiene feminina e bem-estar devem liderar o crescimento do mercado em 2026. O avanço das discussões sobre saúde íntima, dignidade menstrual e cuidados pessoais também tem ampliado o interesse por produtos que ofereçam segurança, conforto e praticidade no dia a dia.

Limpeza doméstica e home care também seguem incorporando atributos antes associados apenas a produtos de beleza e bem-estar. A Ypê mostrou como perfumação, experiência sensorial e conveniência vêm ganhando espaço em categorias tradicionalmente ligadas à limpeza da casa, refletindo uma mudança importante no comportamento do consumidor. Entre os lançamentos apresentados na APAS SHOW 2026, estiveram as novidades da linha Tixan Ypê, com destaque para as versões Power Act e Cores Perfeitas, além da ampliação do portfólio de cuidados pessoais com as marcas Banho a Banho e Flor de Ypê. Na categoria de lim-

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peza doméstica, a empresa apostou na linha Multiuso Perfumes, inspirada na perfumaria árabe, e no novo Limpador Perfumado chá branco, produtos que reforçam a tendência de transformar tarefas cotidianas em experiências mais agradáveis e sensoriais.

Os lançamentos acompanham um consumidor que continua atento ao preço, mas que também valoriza desempenho, praticidade e experiência de uso. Para a companhia, o desafio atual do varejo é equilibrar custo-benefício e valor percebido, oferecendo produtos que entreguem resultados concretos sem abrir mão da qualidade e da diferenciação. Esse movimento ajuda a explicar o crescimento de categorias relacionadas ao autocuidado e ao bem-estar dentro do ambiente doméstico, uma tendência observada em diferentes corredores da feira. Outro destaque da participação da Ypê foi a forte aposta na integração entre os canais físico e digital. Em uma demonstração de como as fronteiras entre varejo, entretenimento e comércio eletrônico estão cada vez mais tênues, a companhia montou um estúdio de transmissão dentro do próprio estande e realizou 14 horas de lives no TikTok durante os dois últimos dias do evento.

A iniciativa reflete o avanço do social commerce e do live commerce no Brasil, fenômenos que vêm alterando a forma como marcas se relacionam com consumidores e impulsionam lançamentos. “A estratégia está alinhada aos investimentos da empresa em tecnologia e inteligência de dados. Ferramentas de leitura do ponto de venda por imagem, integração com plataformas digitais dos varejistas e ações voltadas ao comércio social fazem parte dos projetos prioritários da companhia. A APAS SHOW foi utilizada como um ambiente de fortalecimento das relações comerciais com supermercados e distribuidores, reforçando o papel da feira como espaço de geração de negócios e construção de parcerias de longo prazo”, explicou Gabriela Pontin, VP comercial da Ypê.

EFICIÊNCIA E OLHAR ÀS TENDÊNCIAS

A busca por eficiência, aliás, extrapolou as gôndolas e os sistemas de gestão. A preocupação crescente do varejo com consumo de energia, redução de custos operacionais e adoção de soluções sustentáveis também ficou evidente. A Ourolux apresentou um portfólio voltado justamente para essas demandas, mostrando como temas tradicionalmente ligados à infraestrutura passaram a ocupar espaço estratégico nas decisões dos supermercadistas.

A empresa apresentou soluções para armazenamento de energia (BESS), sistemas de iluminação solar plug and play, estações de recarga para veículos elétricos, além de novas linhas de iluminação eficiente, filtros de linha, extensões e pilhas. A proposta da companhia é atender um varejo cada vez mais atento à necessidade de reduzir despesas operacionais ao mesmo tempo que responde às exigências de consumidores e investidores por práticas mais sustentáveis.

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“Os lançamentos acompanham tendências que apareceram de forma recorrente ao longo da feira, como eficiência energética, automação, praticidade e sustentabilidade. Para a empresa, o consumidor atual valoriza cada vez mais economia, confiabilidade e boa experiência de uso, atributos que influenciam diretamente os investimentos da indústria em produtos mais inteligentes e tecnologicamente avançados”, ressalta Bruno Felipe, gerente de marketing.

Outra tendência foi o esforço das indústrias para tornar categorias tradicionais mais acessíveis e presentes no cotidiano dos consumidores. No segmento de vinhos, a Vinícola Galiotto apresentou uma estratégia voltada à ampliação das ocasiões de consumo, apostando em bebidas mais leves, versáteis e alinhadas às transformações do mercado brasileiro. O principal lançamento da empresa foi o rosé suave, desenvolvido para atender um consumidor que busca praticidade, leveza e novas experiências de consumo. A novidade dá continuidade a um movimento iniciado pela vinícola na edição anterior da feira, quando apresentou seu espumante zero álcool, ampliando a presença da marca em categorias que dialogam com estilos de vida mais diversos e com consumidores que, até pouco tempo, não faziam parte do universo tradicional do vinho.

A estratégia acompanha uma tendência observada em diferentes segmentos: a busca por produtos capazes de se adaptar a múltiplas ocasiões de consumo. Segundo a empresa, categorias, como vinhos suaves,

rosés e espumantes, devem liderar o crescimento do setor nos próximos anos justamente por sua capacidade de atrair novos públicos e reduzir as barreiras de entrada para consumidores menos familiarizados com a categoria. A experiência continua sendo um fator importante na decisão de compra, mas passa a ser combinada com atributos, como praticidade, acessibilidade e conveniência.

A participação no evento também teve como objetivo ampliar relacionamentos com varejistas, distribuidores e importadores, fortalecendo a presença da marca em mercados estratégicos. As expectativas da companhia para a feira foram positivas tanto na geração de novos negócios quanto na expansão das negociações já em andamento, impulsionadas pelos lançamentos e pela crescente procura por produtos alinhados aos novos hábitos de consumo.

A edição de 2026 ainda teve um significado especial para a empresa, que celebra 60 anos de atuação.

A mensagem apresentada ao mercado foi a de uma companhia que preserva a tradição familiar que marcou sua trajetória, mas que segue investindo em inovação, desenvolvimento de produtos, inteligência comercial e modernização de processos.

A Galiotto mostrou que o crescimento não depende apenas da criação de novos produtos, mas da capacidade de interpretar transformações culturais e comportamentais que estão redefinindo a forma como os consumidores se relacionam com alimentos e bebidas.

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Tenda e Túnel

reuniramconveniênciaeinteligência de mercado em iniciativas voltadasaovarejoalimentar

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Expositores apresentaram soluções, lançamentos, estratégias de expansão e tendências que reforçam a transformação do varejo supermercadista

Localizados entre os pavilhões Azul, Azul B e Amarelo, a área da Tenda e do Túnel esteve movimentada durante os dias do festival. O Mercado Livre marcou presença no túnel destacando sua atuação como um dos principais ecossistemas de tecnologia, logística e comércio eletrônico da América Latina. A empresa aproveitou a oportunidade para estreitar relacionamento com o varejo alimentar, acompanhar tendências de consumo e discutir soluções voltadas à transformação digital do setor.

A companhia vem ampliando sua presença em iniciativas ligadas ao omnichannel, logística, meios de pagamento e experiência do consumidor, áreas que têm ganhado protagonismo no varejo supermercadista. Com forte presença no comércio eletrônico brasileiro, o Mercado Livre também tem investido em ferramentas de publicidade digital, inteligência de dados e soluções financeiras por meio do Mercado Pago, acompanhando as mudanças no comportamento do consumidor e o avanço da integração entre lojas físicas e canais digitais. “Nossa presença na APAS SHOW foi uma grande oportunidade para reforçar o papel do Mercado Livre como parceiro estratégico e atuante no varejo supermercadista. Mais do que apresentar soluções, buscamos criar um estande que fosse também espaço de diálogo e conexão, aproximando sellers, marcas e líderes do setor. Como o único player digital presente na feira, mostramos na prática como a tecnologia, a logística e o ecossistema podem impulsionar novos negócios, ampliar canais de venda e gerar valor para toda a cadeia, com soluções desde a venda direta ao consumidor às vendas profissionais do B2B”, afirmou Magali Aquino, head de CPG.

A Lavateria também esteve presente na área da Tenda e reforçou sua estratégia de crescimento e relacionamento com o canal supermercado. Com forte presença no segmento de lavanderias self-

-service, a marca aproveitou o evento para ampliar networking, fortalecer parcerias comerciais e apresentar suas soluções voltadas à praticidade e conveniência, acompanhando as transformações no comportamento do consumidor e a busca do varejo por serviços agregados.

Fundada por Leandro Silva, a empresa nasceu a partir de uma demanda identificada no mercado e inaugurou sua primeira unidade em São José do Rio Preto (SP), consolidando um modelo operacional focado em praticidade, tecnologia e experiência do consumidor.

“A APAS SHOW é um ambiente estratégico para troca de experiências e geração de negócios. Estar presente em um evento dessa dimensão fortalece nossa marca e amplia as oportunidades de crescimento junto ao varejo”, afirmou Silva, CEO da empresa.

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Segundo o executivo, a participação da companhia acompanha o movimento de expansão da marca e a crescente demanda por serviços que tragam conveniência ao consumidor moderno. “O varejo está cada vez mais conectado à experiência e à oferta de soluções que facilitem o dia a dia das pessoas. Nosso objetivo é contribuir com esse ecossistema por meio de um modelo acessível, eficiente e alinhado às novas necessidades do mercado”, destaca.

O Grupo Ki Carvão também esteve presente e participou pela primeira vez do evento. Apresentou uma série de lançamentos voltados ao universo do churrasco, em sinergia com o clima da Copa do Mundo. A empresa apresentou embalagens comemorativas, novos produtos para churrasco e identidade visual renovada para fortalecer presença no varejo

Além da linha especial para a Copa, a empresa revelou seu novo projeto de reposicionamento visual para as embalagens do carvão tradicional. “Nossos produtos passam

a contar com uma identidade visual segmentada por cores e tamanhos, desenvolvida para facilitar a identificação pelo consumidor e aumentar o destaque no ponto de venda”, explicou Rafaela Santos Cardozo, diretora da empresa.

A estratégia busca ampliar a diferenciação da marca nas prateleiras e tornar a experiência de compra mais intuitiva dentro do canal alimentar. “Os lançamentos deste ano foram pensados para conectar duas grandes paixões do brasileiro: o churrasco e o futebol. Queremos transformar os momentos de torcida em experiências ainda mais especiais, oferecendo produtos que dialogam com o clima da Copa e fortalecem a presença da marca no dia a dia dos consumidores”, afirmou Rafaela.

A executiva destacou ainda que a renovação das embalagens acompanha uma estratégia de modernização da marca. “As novas identidades visuais foram desenvolvidas para gerar mais impacto no ponto de venda, facilitar a escolha do consumidor e apoiar

o varejo na organização e exposição dos produtos”, completou.

A AGP Pesquisas também esteve presente e reforçou sua atuação no desenvolvimento de inteligência de mercado e análise de comportamento do consumidor para o varejo supermercadista. Especializada em pesquisas de mercado e opinião pública, a companhia aproveitou o evento para ampliar conexões estratégicas, acompanhar tendências do varejo e fortalecer o relacionamento com empresas e executivos do segmento.

A companhia atua com soluções voltadas à análise de marca, comportamento do consumidor, experiência de compra, pricing e inteligência de dados aplicada à tomada de decisão. “O ambiente da APAS SHOW proporciona uma troca muito rica entre empresas, indústria e varejo. Estar presente em um evento desse porte é fundamental para acompanhar as transformações do mercado e fortalecer relacionamentos estratégicos”, afirmou Antonio Perina, sócio e diretor comercial.

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Pavilhão Amarelo traduzavançodovarejo emsaudabilidade,inovação eexperiência

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De alimentos funcionais, suplementos à sustentabilidade, cuidados pessoais, produtos premium e soluções para o ponto de venda, empresas transformaram o espaço em um retrato das novas demandas do consumidor

Aedição de 2026 da APAS SHOW mais uma vez consolidou o festival como principal plataforma de negócios e tendências do varejo supermercadista na América Latina e no mundo. Dentro desse ecossistema, o Pavilhão Amarelo se destacou como um dos espaços mais representativos das transformações em curso no consumo, reunindo empresas que apostaram em saudabilidade, conveniência, inovação funcional, experiência de marca, sustentabilidade e premiumização para ampliar relevância nas gôndolas e fortalecer relacionamento com supermercadistas.

Entre os movimentos mais perceptíveis, esteve o crescimento de categorias ligadas ao bem-estar e à alimentação funcional. O avanço desse segmento apareceu em diferentes frentes, seja por meio de snacks proteicos, até suplementos alimentares e produtos naturais. A tendência reforça um comportamento já consolidado entre consumidores que buscam por conveniência sem abrir mão de saudabilidade.

A Prático fez sua estreia na APAS SHOW apostando justamente nesse movimento. A empresa apresentou um mix de frutas amarelas congeladas, composto por abacaxi, manga e maracujá em pedaços, mantendo a proposta de trabalhar com produtos 100% naturais, sem conservantes ou aditivos. A participação marcou um passo estratégico para ampliar presença no varejo supermercadista. Segundo Patrícia Luvisotto, fundadora e CEO da empresa, o evento representa uma oportunidade direta de aproximação com o canal supermercadista. “Nossa expectativa é ampliar oportunidades de negócio, fazer contato direto com os supermercadistas e aumentar a exposição e reco-

nhecimento da marca”, afirmou.

A executiva também destacou a importância estratégica da estreia da companhia no festival. “A APAS SHOW é um evento extremamente relevante para o setor e entendemos que era o momento ideal para apresentarmos a Prático ao varejo supermercadista nacional”, comentou.

O crescimento da categoria de suplementos e produtos de alta performance também esteve entre os destaques do pavilhão. O Grupo Supley reforçou sua estratégia de expansão no varejo alimentar, apostando na democratização do acesso a suplementos. A companhia levou ao evento marcas já consolidadas no mercado fitness e apresentou iniciativas voltadas à am -

pliação de presença em supermercados, acompanhando um cenário em que produtos antes restritos a lojas especializadas passaram a ganhar espaço em grandes redes varejistas. De acordo com representantes da empresa, o objetivo foi aproximar a suplementação do consumo cotidiano. “O supermercado se tornou um canal estratégico para democratizar o acesso aos suplementos e aproximar a categoria do consumidor que busca praticidade no dia a dia”, destacou a companhia durante a feira.

Na mesma linha, a Caffeine Army falou sobre sua expansão dentro do varejo supermercadista, reforçando o posicionamento ligado à performance,

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energia e conveniência. A marca mostrou como o segmento de bebidas funcionais e suplementação rápida se tornou estratégico para supermercados que buscam atender consumidores cada vez mais atentos à rotina saudável e à praticidade. Segundo Bruno Lima, CEO da Caffeine Army, o varejo alimentar passou a enxergar a categoria de forma diferente. “Os supermercados entenderam que produtos funcionais e de performance deixaram de ser nicho e passaram a fazer parte da rotina de consumo das pessoas”, afirmou.

Premiumização em alta Outro segmento que ganhou força no Pavilhão Amarelo foi o de alimentos premium e indulgência sofisticada. A Laticínios Scala utilizou o evento para apresentar no -

vidades voltadas ao consumo diferenciado, como o fondue gouda e o snack de parmesão. O movimento evidencia uma tendência importante do varejo alimentar: a premiumização de categorias tradicionais e a ampliação das ocasiões de consumo dentro de casa. Segundo a empresa, os lançamentos refletem mudanças no comportamento do consumidor, uma vez que existe uma percepção cada vez maior de um consumidor mais aberto a experiências gastronômicas dentro do lar, buscando por conveniência sem abrir mão de qualidade e sabor.

A busca por diferenciação também se destacou no setor de importados. A The Forties apresentou um portfólio de vinhos e azeites premium, apostando em produtos de maior valor agregado para atender consumidores interessados em experiências gastronômicas mais sofisticadas. A presença da empresa reforçou como o varejo supermercadista vem ampliando espaço para as categorias gourmet e internacional. Para a companhia, o avanço da categoria premium acompanha uma mudança de perfil do consumidor brasileiro. “Hoje, existe um público muito mais interessado em origem, qualidade e experiência de consumo, inclusive dentro do supermercado”, destacou um dos representantes da marca.

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Já a sul-coreana ILHWA aproveitou a receptividade do consumidor brasileiro para ampliar a exposição de produtos ligados ao bem-estar e à tradição oriental. A participação da companhia também refletiu o aumento da internacionalização da APAS SHOW e o interesse crescente do mercado brasileiro por itens associados à saúde, funcionalidade e consumo globalizado. Representantes da companhia destacaram o potencial do mercado nacional para produtos funcionais asiáticos, uma vez que o consumidor brasileiro demonstra abertura para experimentar novidades e possui forte interesse por produtos ligados ao bem-estar.

INDULGÊNCIA, EXPERIÊNCIA E CUIDADOS PESSOAIS

No setor de doces, a Terra Brasil apostou em variedade e conveniência ao apresentar uma proposta que reúne diferentes sabores em uma única embalagem. A estratégia dialoga com o consumidor em busca de praticidade, compartilhamento e experimentação. Segundo a empresa, a proposta busca ampliar possibilidades de consumo. “Queremos entregar praticidade para famílias e também incentivar a experimentação de diferentes sabores em um único produto”, explicou.

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A experiência sensorial também ganhou protagonismo durante o festival. A parceria entre Casa Kliner e Arcor chamou atenção ao transformar doces icônicos em fragrâncias para automóveis. A iniciativa mostrou como o licenciamento de marcas e o marketing sensorial vêm sendo utilizados para ampliar a conexão emocional com consumidores e criar novas oportunidades comerciais, além das categorias tradicionais. “A memória afetiva tem um papel importante na construção de marca. Transformar aromas conhecidos em experiência sensorial aproxima ainda mais o consumidor”, destacaram representantes das empresas. No segmento de higiene e cuidados pessoais, a GUM destacou investimentos em inovação sustentável e ampliação de portfólio de higiene bucal. A companhia apresentou soluções alinhadas ao crescimento da preocupação dos consumidores com saúde preventiva e sustentabilidade, duas pautas cada vez mais presentes no varejo. Aspectos, como inovação e sustentabilidade, caminham juntos dentro da estratégia atual da marca, pois, na visão da empresa, o consumidor está mais atento não apenas à eficiência do produto, mas também ao impacto ambiental das escolhas de consumo.

Já marcas tradicionais do mercado brasileiro apostaram em renovação de portfólio para manter relevância diante das mudanças de consumo. Leite de Rosas e Barla apresentaram novidades em fragrâncias e produtos, como talcos, reforçando estratégias de atualização sem perder a conexão histórica com o consumidor. Essas marcas destacaram que o objetivo é renovar a imagem, preservando atributos tradicionais e buscando um equilíbrio entre modernização e manutenção da identidade histórica.

PET E SUSTENTABILIDADE

O universo de produtos para animais de estimação ou domésticos, que segue em forte expansão dentro do varejo alimentar, também teve espaço relevante no pavilhão. A Amigo Meu Pet Feliz apostou em produtos naturais e funcionais para atender tutores cada vez mais atentos à saúde e ao bem-estar animal. O movimento acompanha uma tendência consolidada de humanização dos pets e de crescimento das categorias premium dentro do segmento.

A sustentabilidade apareceu como um dos principais eixos transversais do Pavilhão Amarelo. Em meio à crescente pressão por práticas ambientais mais responsáveis, empresas mostraram como a sustentabilidade deixou de ser apenas diferencial de imagem para se tornar parte da estratégia comercial e operacional.

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A Eureciclo utilizou a APAS SHOW para apresentar o programa “Reciclar Compensa”, reforçando as vantagens competitivas de empresas comprometidas com logística reversa e compensação ambiental. A iniciativa dialoga diretamente com a evolução das exigências regulatórias e, também, com consumidores mais atentos ao impacto socioambiental das marcas que consomem. Na visão da companhia, o varejo passou a enxergar valor competitivo em ações ambientais estruturadas e sustentabilidade não é mais apenas discurso institucional. Hoje, ela impacta competitividade, reputação e relação com o consumidor.

Além dos lançamentos e ativações, a APAS SHOW também serviu como termômetro das mudanças estruturais do varejo supermercadista. O crescimento de produtos funcionais, o fortalecimento da conveniência, a premiumização, o avanço das categorias pets e a incorporação da sustentabilidade como estratégia de negócios apareceram de forma consistente entre diferentes empresas presentes no Pavilhão Amarelo.

O ambiente refletiu, ainda, um varejo cada vez mais orientado à experiência. Mais do que simplesmente expor produtos, as marcas investiram em degustações, ativações sensoriais, branding e relacionamento comercial qualificado. O objetivo foi transformar os estandes em espaços de conexão entre indústria, supermercadistas e consumidores.

Essa lógica acompanha uma tendência já percebida no evento: a transformação em uma plataforma de experiências e relacionamentos. O avanço de ações ligadas a retail media, experiências imersivas e estratégias de engajamento reforçou o entendimento de que o ponto de venda moderno vai além da exposição de mercadorias e passa a funcionar como ambiente de descoberta e construção de valor.

Em paralelo, o crescimento das categorias saudáveis demonstrou como o consumidor brasileiro vem alterando hábitos de compra. Produtos proteicos, naturais, funcionais e voltados ao bem-estar ganharam protagonismo não apenas em nichos especializados, mas também dentro do varejo de massa. Esse movimento foi percebido em diferentes empresas presentes no pavilhão, desde alimentos congelados naturais até suplementos, snacks funcionais e bebidas energéticas.

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Outro aspecto importante observado durante a cobertura foi a busca das empresas por maior proximidade com supermercadistas. Em praticamente todos os segmentos, a APAS SHOW foi tratada como espaço estratégico para abertura de canais, fortalecimento de relacionamento e geração de negócios.

A fala da executiva Patrícia Luvisotto, da Prático, sintetiza esse movimento ao destacar a importância do contato direto com o varejo. Da mesma forma, as empresas presentes utilizaram a feira para reforçar posicionamentos, ampliar distribuição e mostrar capacidade de inovação em um mercado cada vez mais competitivo.

O Pavilhão Amarelo terminou a edição de 2026 como um retrato claro das prioridades atuais do setor supermercadista: conveniência, saudabilidade, experiência, sustentabilidade e diferenciação. Mais do que tendências isoladas, os movimentos apresentados pelas marcas revelaram mudanças estruturais na forma como a indústria se relaciona com o varejo e com o consumidor final.

Ao reunir empresas de segmentos tão diversos (de alimentos funcionais a cuidados pessoais, passando por suplementos, pet care, importados e soluções sustentáveis), o espaço demonstrou que o futuro do varejo supermercadista passa pela capacidade de unir inovação, propósito e valor agregado em produtos capazes de dialogar com novas demandas de consumo.

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Pavilhão Vermelho

reforçaavançodovarejoemsaudabilidade, conveniênciaevaloragregado

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De alimentos funcionais e indulgentes, soluções para retail media, novidades em snacks, lácteos premium e bebidas wellness, empresas apostaram em lançamentos, experiência e fortalecimento de categorias estratégicas para o supermercado.

OPavilhão Vermelho reuniu empresas que apostaram em saudabilidade, conveniência, indulgência, produtos premium e diferenciação de categorias como pilares para ampliar presença no varejo supermercadista. Ao longo dos quatro dias do evento, indústrias de alimentos, bebidas, organização, food service, tecnologia e produtos funcionais apresentaram estratégias voltadas ao aumento de giro, rentabilidade e conexão emocional com o consumidor. Entre os destaques do espaço, estiveram lançamentos alinhados às tendências de wellness, alimentos proteicos, indulgência premium, funcionalidade, sustentabilidade, retail media e experiências de consumo, reforçando o movimento do varejo alimentar em ampliar valor agregado dentro das lojas.

A DaColônia apresentou 14 lançamentos voltados às tendências de saudabilidade, indulgência e conveniência. Com mais de 250 SKUs e atuação focada em produtos derivados de amendoim, a empresa reforçou o posicionamento alinhado ao mercado wellness, com produtos certificados pelos selos Orgânico, Vegano e Abicab. “É na APAS SHOW que conseguimos traduzir nossa estratégia em produtos, mostrando ao varejista como unir saudabilidade, conveniência e giro no ponto de venda. A feira é uma oportunidade direta de gerar negócios e fortalecer parcerias”, afirmou Willian Freitas, diretor da empresa.

Já a Danone utilizou o festival para reforçar sua estratégia de inovação nutricional, funcionalidade e sustentabilidade, celebrando os 55 anos da companhia no Brasil com a apresentação de novidades das marcas

YoPRO, Activia, Danoninho e Danette, reforçando produtos alinhados às demandas por proteínas, baixo teor de açúcar, fibras e conveniência nutricional.

Entre os destaques, estiveram o YoPRO sabor cheesecake de frutas vermelhas, com 15 g de proteína por porção, o Activia triplo zero frutas vermelhas e a reformulação do Danoninho, que passou a contar com o menor teor de açúcar do mercado na categoria petit suisse. “Na Danone, a inovação começa na ciência, mas só ganha sentido quando chega à vida das pessoas, e nosso time combina pesquisa, consumidor no centro e muito trabalho colaborativo para transformar conhecimento em produtos que fazem parte da rotina dos brasileiros, com mais nutrição, qualidade e praticidade”, afirmou Roberto Carrelas, VP de vendas da Danone Brasil.

A Korin destacou o avanço da demanda por alimentação consciente e apresentou lançamentos, como caldo de ossos, molho orgânico e a Lanchicha, produto desenvolvido para ampliar o portfólio de conveniência saudável. “Os lançamentos apresentados na APAS SHOW refletem essa transformação do mercado e ampliam nossa presença em categorias estratégicas sem renunciar aos princípios que fazem parte da história da Korin”, disse Edson Matsui, presidente do Grupo.

O Grupo Vale Fértil, com sua linha de azeitonas recheadas especiais das marcas Vale Fértil e Rivoli, mostrou em seu estande as linhas com recheios, como jalapeño, tomate seco, alho, limão, cebola, presunto, anchova, queijo azul e salmão. Produzidas no Brasil com tecnologia que permite o preenchimento completo das azeitonas com recheios líquidos solidificados no interior do fruto, as novidades apostam em ingredientes naturais e ausência de aditivos processados. Segundo Martin Nucete Hernando, gerente nacional de vendas do Grupo, a produção nacional permite oferecer produtos competitivos sem abrir mão da qualidade e da saudabilidade. Produtos voltados à praticidade e ao consumo saudável, como o Olivito, azeitona sem salmoura e com baixo teor de sódio desenvolvida para crianças, e o Oliv snack natural e preta natural, snack energético sem conservantes voltado ao público esportivo, também tiveram destaque.

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PRODUTOS DE MAIOR VALOR AGREGADO

O Grupo Ipanema Lácteos apresentou ao mercado sua nova estrutura de governança e o reposicionamento da marca Ipanema Queijos, além da integração da recém-adquirida Serra das Antas. “Este ano, a APAS SHOW marcou um novo capítulo para o Grupo Ipanema Lácteos, pois chegamos à feira com movimentos concretos do nosso planejamento estratégico, desde o rebranding de Ipanema, a aquisição da Serra das Antas e uma estrutura de grupo preparada para crescer com consistência e propósito”, afirmou Raul Menocci, co-CEO da empresa.

Estreante no festival, a Laticínios Bom chegou com um objetivo bem definido: fazer conexões e reforçar sua estratégia de expansão no varejo alimentar e fortalecimento da categoria de lácteos de búfala. Para isso, a empresa apresentou as linhas de burratas, mozzarellas, cremes, manteigas, defumados, produtos zero lactose e soluções para food service, além de lançar o primeiro leite em pó de búfala do Brasil e snacks proteicos para consumo fora de casa. “Além da presença da proteína A2A2, reconhecida por proporcionar uma digestão mais leve e confortável para muitas pessoas, o leite de búfala também apresenta

menor teor de colesterol e concentra maiores índices de ácido linoleico conjugado (CLA), substância associada a propriedades antioxidantes”, explica Aurélio Sousa, diretor-executivo.

A Tirolez apostou em lançamentos voltados à conveniência, nutrição e bem-estar, em busca de aumentar o giro da categoria de queijos no varejo supermercadista. Entre os destaques, estiveram a nova linha PRO+, inaugurada com o requeijão cremoso PRO+ com maior teor proteico, o creme de leite fresco em embalagem de 250 g, o requeijão zero lactose em versão familiar e o pão recheado de provolone, em co-branding com a marca Zinho, desenvolvido para preparo em air fryer.

“A APAS SHOW é uma vitrine importante e estratégica de fortalecimento do relacionamento com os parceiros varejistas, nos permitindo trazer experiências e trocas relevantes, demonstrando que o queijo ainda tem um alto potencial de consumo a ser explorado no Brasil”, afirmou Marcel de Barros, CEO da empresa. Também tiveram destaque as soluções para food service com a plataforma Tirolez Profissional, em parceria com Pizza Prime e New Dog, incluindo o lançamento da pizza de fondue Tirolez. Outra novidade foi a edição colecionável de São João do Queijo Reino, criada em

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collab com a artista pernambucana Paula de Aguiar. A Filippo Berio reforçou sua estratégia de produtos premium e ampliação do portfólio voltado ao varejo alimentar brasileiro. “Temos observado um consumidor cada vez mais interessado em origem, qualidade e diferenciação, e o varejo supermercadista tem papel fundamental na valorização dessas categorias premium”, afirmou José Eduardo Casarin, diretor comercial.

No evento, a empresa apresentou ao varejo uma série de lançamentos voltados à praticidade e à experiência do consumidor, incluindo o formato spray de 200 ml nas versões extravirgem e azeite de oliva, o novo squeeze de azeite de oliva de 500 ml e a linha de glacês de vinagre balsâmico. “Destacamos a ampliação do portfólio em categorias complementares, como molhos de tomate, pestos e produtos à base de vinagre balsâmico, acompanhando o avanço do consumo de itens premium e da gastronomia mediterrânea”, explica Casarin. Para ele, o evento funcionou como plataforma estratégica de relacionamento com o varejo, reunindo experiências gastronômicas, harmonizações e apresentações conduzidas pelos chefs Antonio Maiolica e Izabela Dolabela.

Também focada em ofertar produtos premium, a ViniPortugal participou com o estande “Vinhos de Portugal”, espaço que reuniu 21 produtores de dife-

rentes regiões vitivinícolas portuguesas. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a presença dos vinhos portugueses no mercado brasileiro e ampliar o relacionamento com importadores, distribuidores e redes supermercadistas. Entre as vinícolas participantes, estiveram Casa Ferreirinha, Esporão, Bacalhôa Group, Quinta da Pacheca e Ribafreixo Wines, entre outras. A participação reforçou a estratégia da ViniPortugal de valorizar a marca “Vinhos de Portugal” e impulsionar o crescimento sustentável dos rótulos portugueses no mercado internacional e no varejo brasileiro.

A Olé Alimentos apresentou a evolução de seu processo de rebranding, que contempla mais de 90 SKUs do portfólio e reforça o novo posicionamento da companhia nos segmentos premium e gastronômico. O movimento, iniciado pela linha Olé MasterChef, já avança para categorias, como frutas em calda e geleias, com previsão de conclusão em até 12 meses. “O rebranding representa um passo importante na evolução da Olé Alimentos, pois estamos marcando uma nova etapa na trajetória de 56 anos da marca”, afirmou Renata Auricchio, diretora-executiva.

A empresa também reforçou sua parceria estratégica com a Endemol Shine Brasil, consolidando a linha Olé MasterChef no mercado premium de atomatados com a presença do chef Erick Jacquin no estande da marca, participando de ativações e

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experiências gastronômicas.

Já a Santa Helena apostou em inovação, experiência e ampliação das ocasiões de consumo para impulsionar a categoria de produtos à base de amendoim no varejo supermercadista. Em um estande de mais de 100 m², a companhia apresentou novidades das marcas Paçoquita, Mendorato, Crokíssimo e Santa Helena. Entre os destaques, estiveram a collab entre Paçoquita e Fini, a Paçoquita Speculoos, a Paçoquita maçã do amor e a reformulação da Paçoquita aveia, agora com claim de fonte de fibras. A companhia também apresentou a linha Chokante, da Crokíssimo, e ampliou sua atuação na categoria de pastas de amendoim com foco em saudabilidade, performance e conveniência. “Estruturamos nossa presença na APAS SHOW não só para apresentar lançamentos pontuais, mas um portfólio completo, capaz de gerar novas oportunidades para o varejo ao longo de todo o ano”, afirmou Sabrina Torquato, head de marketing. Com presença garantida no evento desde 2011, a Peccin consolidou sua estratégia de expansão no varejo alimentar com foco em distribuição, fortalecimento de parcerias comerciais e inovação no portfólio. Entre os destaques desta edição, estiveram os lançamentos em edição limitada Tribala roxa, com combinações de amora, mirtilo e jabuticaba, e o Blong Gamer, pirulito com dois sabores no mesmo produto, voltado

ao público jovem, além do Crock Roll, wafer crocante com recheio cremoso nos sabores chocolate ao leite, chocolate branco e paçoca. Para Alexandre Nedel, diretor comercial, o evento acompanha a trajetória de crescimento da companhia e segue sendo um dos principais momentos de conexão com o varejo. “Participamos desde 2011, no mesmo momento em que lançamos Trento, e, de lá para cá, a marca cresceu de forma muito consistente, ganhando espaço no varejo brasileiro, o que significa que a feira acompanha essa trajetória e segue sendo um momento-chave para acelerar negócios, fortalecer parcerias e sustentar esse crescimento”, conclui o executivo.

SNACKS, INDULGÊNCIA E NOVAS EXPERIÊNCIAS

A Mars apresentou ao mercado brasileiro a integração de seu portfólio Mars Snacking, reunindo categorias de chocolates, snacks e alimentos, com suas marcas M&M’s, Pringles, Snickers, Twix, Skittles, Sucrilhos, Minueto e Parati. “A união desses portfólios fortalece nossa capacidade de inovação e amplia as oportunidades de crescimento junto ao varejo brasileiro”, afirmou Adriana Hartmann, general manager da Mars Snacking.

Já a Biscoitos Bela Vista apresentou novidades das marcas Tuc’s e Fazendinha, fortalecendo sua estra-

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tégia de crescimento no varejo alimentar. Entre os destaques, foram apresentados a nova linha de rosquinhas Fazendinha nos sabores coco e chocolate, os minicookies em embalagens individuais e a evolução da linha Tuc’s Crush, que ganhou embalagens mais modernas e exposição voltada ao consumo on-the-go, além do Tuc’s Snack, ampliando a presença da marca no segmento de snacks práticos e compartilháveis. “A APAS SHOW é uma plataforma estratégica para apresentarmos nossas inovações e ampliarmos o relacionamento com clientes e parceiros”, afirmou Jorge Conti, CEO da empresa.

Focada na ampliação de categorias e fortalecimento das marcas Renata, Galo e Todeschini, a Selmi lançou, no evento, o Renata Saltix, com proposta híbrida entre biscoito e snack, apresentou o novo formato Fusilli da linha Protein+, a nova linha de minibolos Renata e a nova embalagem dos recheados Divertix no formato “deitado”, que passou a circular simultaneamente com a versão tubete. “Participar do evento foi mais uma oportunidade

estratégica para a Selmi, pois a feira nos permitiu fortalecer o relacionamento com o varejo, apresentar nossas inovações e reforçar nosso compromisso em acompanhar as transformações do mercado e as novas demandas do consumidor”, destacou Marcelo Guimarães, diretor comercial.

De olho na ampliação das ocasiões de consumo, a Docile expôs uma série de lançamentos voltados à inovação, como a “pulseira da sorte”, gelatina em formato de pulseira inspirada no universo esportivo e na brasilidade, com combinações de cores e sabores, como açaí e banana, melancia e jabuticaba, além de limonada e abacaxi. Como explica Jaqueline Hartmann, gerente de marketing da Docile, a proposta busca conectar a marca aos momentos de torcida, celebração e compartilhamento entre os consumidores. Lançamentos, como Tortinhas, balas de gelatina inspiradas em sobremesas, como cheesecake, limão e banoffee, e Estrelinhas, novo formato da linha Regaliz, também tiveram a atenção dos visitantes no estande da marca.

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A Vapza Alimentos enalteceu, em seu estande, o avanço das refeições prontas saudáveis como resposta às mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros. De acordo com dados da NielsenIQ citados pela empresa, 87,3% dos consumidores estão mais atentos à saúde na hora de se alimentar, impulsionando a busca por soluções que conciliam praticidade e qualidade nutricional. De olho nesse perfil de público, a empresa reforçou a aposta na linha “Só Aquecer”, composta por refeições embaladas a vácuo e prontas para consumo após dois minutos de aquecimento. O portfólio inclui pratos, como strogonoff, arroz integral, feijoada, lentilha com bacon, feijão e canja. “A proposta é atender à crescente demanda por conveniência sem comprometer a qualidade da alimentação”, explica Enrico Milani, CEO da empresa.

FUNCIONALIDADE, BEBIDAS E TECNOLOGIA NO VAREJO

Com um estande verde e amarelo, formado por latinhas de energéticos, a Baly Brasil levou ao evento uma estratégia baseada em wellness, funcionalidade e democratização da categoria de energéticos. Por lá, apresentou os lançamentos Baly Free, produto 3x zero,

sem taurina, sem cafeína e sem açúcar, e Baly PRO, linha voltada à funcionalidade e disposição. “Baly tem democratização, sabor, criatividade e experiência, já que, além de entregarmos aquilo que o consumidor deseja, também entregamos para o nosso parceiro varejista um produto de alta qualidade”, afirmou Dayane Titon Cardoso, diretora comercial e de marketing da Baly Brasil.

A Timbaúba S.A levou ao evento suas marcas OQ, OQ Mais+, JUQ e Lumi, reforçando categorias voltadas à hidratação e bebidas funcionais, além de lançar sua nova marca, GUSHY, uma bebida refrescante, voltada ao consumo diário das famílias. “Queremos estar presentes em todas as categorias de sucos prontos, além de avançar para outras de bebidas, como os chás, ampliando o portfólio, oferecendo uma solução completa e atendendo amplamente à demanda dos nossos clientes das redes varejistas e supermercadistas”, revela Sydney Tavares Pereira, presidente da Timbaúba S.A, que espera que a nova marca represente 5% do faturamento da companhia no ano de 2026 e 12% nos próximos 3 anos.

A Castelo Alimentos reforçou sua estratégia de expansão e inovação com o lançamento da linha Vintástico, primeiro vinagre com 10% de acidez do Brasil,

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além da incorporação da marca Palhinha. “Trouxemos para a APAS SHOW um conjunto de iniciativas que reflete nossa estratégia de atuação em diferentes frentes”, destacou Gislaine Freitas, gerente de marketing.

A Pamplona Alimentos destacou sua nova linha de aperitivos para air fryer, alinhada à crescente demanda por praticidade e conveniência no consumo doméstico. “Estamos atentos às mudanças de comportamento do consumidor e às oportunidades que surgem dentro das novas ocasiões de consumo”, afirmou Cleiton Pamplona Peters, diretor comercial da empresa.

Já a The LED apostou em experiências imersivas e soluções de retail media para o varejo supermercadista, destacando dashboards, gôndola virtual, tecnologias lift and learn e estratégias de comunicação digital no ponto de venda. “A APAS SHOW é um ambiente estratégico para mostrarmos como tecnologia, dados e experiência podem transformar a jornada de compra dentro do varejo alimentar”, afirmou Bianca Saad, head de marketing da empresa.

ORGANIZAÇÃO, CONVENIÊNCIA E FOOD SERVICE

A Ou reforçou sua expansão no canal alimentar com soluções voltadas à organização, praticidade e funcionalidade. Entre os destaques, estiveram a ampliação da linha Flow para lavanderia, produtos com tecnologia Ultra Click e o avanço internacional da marca. “Estar na APAS SHOW pelo segundo ano consecutivo reforça nossa intenção de estreitar relações com o varejo e mostrar como nossas soluções podem gerar valor real dentro das lojas”, afirmou Vinícius Martini, gerente de marketing e produto. Com um estande de 250 m² inspirado em naturalidade, frescor e bem-estar, a Bem Brasil tinha como objetivo fortalecer sua presença no varejo e impulsionar novas oportunidades de negócios. No espaço, os visitantes puderam degustar os lançamentos mais recentes da empresa, entre eles a batata palito rústico e a linha de dadinhos de batata nos sabores queijo, bacon e vegetais, ampliando o portfólio voltado tanto ao varejo quanto ao food service. De acordo com Gustavo Amaral, head de marketing, o evento se consolidou como uma importante plataforma estratégica para a companhia. “É na APAS SHOW que destacamos a inovação constante do nosso portfólio, colecionando resultados positivos na quantidade de visitantes alcançados e oportunidades de negócios”, afirmou o executivo.

Também focada na expansão dos negócios, a rede de fast food Bob’s direcionou sua atenção na plataforma Bob’s em Casa e na ampliação da presença da marca no varejo por meio de licenciamentos e parcerias estratégicas com empresas, como Seara, Cepêra, Atlhetica Nutrition, Grupo Lamoia e WFB/Agristo. “O consumidor busca cada vez mais por conveniência e praticidade, sem abrir mão de sabor e experiência, e seguimos ampliando nossa plataforma de licenciamentos e estamos abertos a desenvolver novas oportunidades com indústrias e varejistas”, afirma Marcelo Tristão, diretor de novos canais e transformação digital da empresa.

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Internacionalização ganhaforçaeampliaprotagonismo globaldaAPASSHOW2026

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Com presença de 24 países, crescimento das delegações estrangeiras, foco em produtos premium, inovação e diversificação de sortimento, festival reforça seu papel como principal plataforma internacional de negócios do varejo supermercadista

Anualmente, a internacionalização da APAS SHOW se consolida como um dos principais movimentos estratégicos da maior feira supermercadista do mundo. Realizada entre os dias 18 e 21 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, a 40ª edição do evento ampliou a presença de delegações estrangeiras, fortaleceu conexões comerciais e evidenciou o interesse crescente de empresas globais no potencial do varejo brasileiro.

Neste ano, a feira reuniu mais de 900 expositores e representantes de 24 países, incluindo a Itália, que foi o país anfitrião desta edição, além de Argentina, Bélgica, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Egito (Câmara Árabe), Emirados Árabes Unidos, Espanha, França, Holanda, Índia, Indonésia, México, Polônia, Portugal, Suíça, Tailândia, Tunísia, Turquia, Ucrânia e Uruguai. A presença internacional crescente reforça, a cada edição, o festival como vitrine global para alimentos, bebidas e soluções voltadas ao autosserviço.

O avanço da participação estrangeira acompanha um movimento mais amplo de abertura do varejo nacional para categorias premium, produtos com maior valor agregado e itens voltados à diferenciação das gôndolas. Para os expositores internacionais, o Brasil aparece como um mercado estratégico tanto pelo tamanho do consumo quanto pela força e capilaridade do setor supermercadista, e que possui cenário positivo para investimento.

A Itália, escolhida como país anfitrião da edição de 2026, simbolizou esse novo momento da feira. Com um pavilhão reunindo 31 empresas, o país levou ao evento um amplo portfólio voltado ao varejo alimentar, incluindo massas, azeites, atomatados, vinagres, queijos, embutidos, biscoitos e panificados premium.

Segundo Milena Del Grosso, diretora para o Brasil da Italian Trade Agency (ITA), a presença italiana na APAS SHOW faz parte de uma estratégia estruturada de crescimento no mercado brasileiro. “A feira reafirma a importância estratégica do Brasil para o setor agroalimentar italiano e consolida a APAS SHOW como uma plataforma central para ampliar negócios, fortalecer marcas e aprofundar o relacionamento com o varejo nacional”, afirmou a executiva.

O crescimento da participação italiana nos últimos anos reforça essa estratégia. Em 2022, o país estreou oficialmente na feira com 12 empresas, em 2026, esse número saltou para 31 expositores. Entre 2022 e 2025, as importações brasileiras de alimentos e bebidas italianas cresceram 47,5%, passando de US$ 278 milhões para US$ 410 milhões. Atualmente, o Brasil já ocupa a terceira posição entre os principais destinos das exportações italianas nas Américas, atrás apenas de Estados Unidos e Canadá.

A presença europeia ganhou força com Portugal e Polônia. Os portugueses apostaram, principalmente, na expansão da categoria de vinhos premium e na aproximação com importadores e redes supermercadistas brasileiras. Já a Polônia utilizou a APAS SHOW como vitrine para destacar a qualidade e diversidade de seu setor agroalimentar.

De acordo com Agnieszka Fidler, especialista sênior do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Polônia, o objetivo foi ampliar o reconhecimento da produção polonesa no mercado brasileiro. “O nosso objetivo é destacar a diversidade e a qualidade do setor agroalimentar da Polônia, apresentando produtos já reconhecidos por seu excelente sabor”, afirmou. O portfólio polonês apresentado no festival incluiu carnes, frutas, vegetais, laticínios e doces premium, como chocolates, wafers, biscoitos e pralines, em linha com a busca do varejo brasileiro por itens diferenciados e categorias de maior valor agregado.

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PRESENÇA ASIÁTICA

Outro destaque da edição foi a ampliação da presença asiática. A Indonésia participou da feira com foco em produtos industrializados, snacks, bebidas e alimentos voltados à exportação, enquanto a Coreia do Sul reforçou sua estratégia de expansão no país a partir da crescente receptividade do consumidor brasileiro a itens asiáticos. Empresas sul-coreanas aproveitaram o ambiente da feira para apresentar produtos ligados à saudabilidade, bebidas funcionais e conveniência (segmentos que ganham espaço nas gôndolas nacionais).

Um bom exemplo foi a presença da empresa sul-coreana Ilhwa. A estreia da empresa como expositora na APAS SHOW marcou um novo passo da companhia coreana no mercado brasileiro. Depois de participar da edição anterior do festival para entender o comportamento do consumidor e avaliar o potencial do país, a empresa voltou, neste ano, com estande próprio e um portfólio de bebidas asiáticas voltado ao varejo nacional. Segundo Daniele Castellon, responsável pelas áreas de marketing e comercial da operação brasileira, a feira de 2025 foi decisiva para a entrada efetiva da marca no Brasil. “No ano passado, viemos para a APAS SHOW fazer uma pesquisa de mercado para entender se existia público para os nossos produtos no Brasil. A resposta foi muito positiva. Há oito meses, começamos a importar oficialmente e agora retornamos como expositores”, afirmou a executiva.

A empresa trouxe para o festival refrigerantes sul-coreanos com sabores diferenciados e forte apelo de experiência, acompanhando o crescimento do interesse dos consumidores brasileiros pela cultura asiática e por bebidas importadas.

Daniele destacou que a APAS SHOW foi estratégica para ampliar a presença da empresa junto ao varejo supermercadista e distribuidores brasileiros. “A feira nos conecta diretamente com compradores e parceiros que conseguem enxergar valor em produtos diferentes, com apelo internacional e potencial de gerar experiência para o consumidor”, comentou.

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AMÉRICA LATINA

A região também teve papel relevante na edição deste ano. A comitiva chilena apostou em produtos premium e na valorização da origem para ampliar negócios no Brasil, especialmente nas categorias de vinhos, frutas secas, azeites e alimentos gourmet. O movimento reforça uma tendência crescente de regionalização qualificada das importações, em que países vizinhos utilizam a APAS SHOW como plataforma para ampliar distribuição e consolidar presença no varejo brasileiro. “Os consumidores brasileiros estão cada vez mais atentos a experiências diferenciadas e dispostos a explorar novas categorias de bebidas para acessar novos sabores”, afirma Hugo Corales, diretor do ProChile no Brasil.

A cerimônia de abertura do espaço chileno no festival reuniu autoridades chilenas, como o cônsul Juan Alonso Gutiérrez, a diretora nacional do ProChile, Lorena Sepúlveda Villa, e o diretor do ProChile no Brasil, Hugo Corales Cofré, além de representantes das empresas participantes. Entre os destaques do estande, estiveram 13 exportadores de vinho com blends e espumantes que combinam tradição, produção familiar, inovação e sustentabilidade.

A Viña Siegel, por exemplo, localizada no Valle de Colchagua, representou a força do terroir chileno. Nas bebidas, a Cervejaria Austral apresentou a “cerveja do fim do mundo”, produzida com água de degelo da Patagônia, enquanto a Valdiviana apostou em cervejas craft. O pisco, patrimônio nacional chileno, foi representado pela Companhia Pisqueira do Chile.

Na área de lácteos, a Colun apresentou portfólio com leite em pó, manteiga, doce de leite e queijos.

Já a Ocean Spray levou cranberries e a Chile Food apresentou nozes, conservas e frutas secas. Segundo Corales, essa foi a 11ª participação no festival e as expectativas foram muito positivas, especialmente diante do crescimento consistente das exportações chilenas para o Brasil e do interesse cada vez maior do consumidor brasileiro por produtos premium, sustentáveis e com identidade de origem.

“O festival é uma oportunidade estratégica para fortalecer relações comerciais, ampliar a presença das empresas chilenas em diferentes regiões do Brasil e apresentar toda a diversidade da nossa oferta exportável, de vinhos e frutas frescas e secas a lácteos, azeites de oliva, cervejas e pisco. O Brasil é, hoje, um parceiro prioritário para o Chile na América Latina e queremos seguir aprofundando essa conexão por meio de negócios, inovação e experiências de consumo de alto valor agregado”, finaliza o diretor.

Além da presença chilena, Argentina e Uruguai também marcaram presença na APAS SHOW 2026, com espaços dedicados à apresentação de inúmeros produtos para o público brasileiro.

Foto: Eliane Cunha
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IMPORTADORAS AMPLIAM ESPAÇO E REFLETEM MATURIDADE DO CONSUMO BRASILEIRO

A presença crescente de importadoras na APAS SHOW também reforçou o movimento de internacionalização: a consolidação do Brasil como um mercado cada vez mais receptivo a produtos premium, experiências gastronômicas e categorias internacionais de maior valor agregado.

Entre os destaques da feira, esteve a The Forties, empresa especializada na importação de vinhos, azeites e alimentos premium. Durante o evento, a companhia apresentou um portfólio voltado à sofisticação do consumo e à ampliação da presença de produtos internacionais nas gôndolas brasileiras, com foco em itens vindos da Europa e de mercados tradicionais do segmento gourmet.

O avanço de empresas importadoras no festival acompanhou mudanças importantes no comportamento do consumidor brasileiro. Categorias, como vinhos premium, azeites extravirgens, conservas especiais, molhos artesanais e produtos com origem certificada, ganharam espaço nos supermercados nos últimos anos, impulsionadas pela busca por conveniência associada à experiência gastronômica.

Nesse cenário, importadoras passaram a desempenhar um papel estratégico não apenas no abastecimento do varejo, mas também na curadoria de tendências internacionais. O evento se transformou em um ambiente central para esse movimento ao aproximar distribuidores, supermercados e marcas globais interessadas em ampliar presença no país.

A própria diversidade internacional da edição de 2026 reforçou esse ambiente favorável. Países, como Itália, Portugal, Chile, Polônia, Tunísia e Coreia do Sul, aproveitaram a feira para apresentar produtos alinhados à demanda brasileira por diferenciação, saudabilidade e premiumização.

Mais do que ampliar o acesso a produtos estrangeiros, empresas importadoras ajudam o varejo a diversificar o sortimento, agregar valor às categorias e oferecer experiências mais sofisticadas ao consumidor final. Na APAS SHOW 2026, esse movimento ficou evidente nos corredores da feira e reforçou a maturidade do mercado brasileiro dentro do cenário global de alimentos e bebidas.

DELEGAÇÃO ÁRABE EXPANDE PRESENÇA

Vale destacar que a edição de 2026 registrou forte avanço da presença árabe. A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira participou da feira com dois estandes coletivos reunindo 21 empresas da Tunísia, Egito e Arábia Saudita. O grupo apresentou produtos, como azeites, tâmaras, frutas congeladas, vegetais e batatas para fritura, buscando ampliar a inserção desses itens no varejo nacional.

Segundo Mohamad Orra Mourad, secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, a feira se tornou estratégica para aproximar os exportadores do varejo brasileiro. “A feira oferece às empresas árabes contato direto com varejistas brasileiros e a chance de inserir seus produtos na nona maior economia do mundo, que é o Brasil”, afirmou.

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APAS SHOW 2026

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Especialistas discutiram os desafios da gestão de estoques, as mudanças no ambiente regulatório da segurança e o impacto de tecnologias, como inteligência artificial e visão computacional, na proteção das margens do varejo

Aprevenção de perdas deixou de ser um tema restrito aos bastidores das operações supermercadistas para assumir um papel central nas estratégias de crescimento e rentabilidade do varejo. Essa transformação ficou evidente durante o fórum da Abrappe, que reuniu executivos, especialistas e líderes do setor para discutir desafios cada vez mais complexos relacionados à eficiência operacional, segurança corporativa e inovação tecnológica.

Pela quarta vez presente na maior feira supermercadista das Américas, a Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe) levou ao evento uma programação voltada a um dos temas mais sensíveis para o setor: a proteção dos resultados em um cenário marcado por margens pressionadas, transformação digital acelerada e novas exigências regulatórias.

A condução dos trabalhos ficou a cargo de Carlos Eduardo Santos, presidente da Abrappe da Asociación Latinoamericana de Prevención de Pérdidas (ALAPPE), profissional com mais de três décadas de atuação no varejo. Ao longo da programação, os debates evidenciaram que a prevenção de perdas, hoje, está diretamente ligada à competitividade das empresas e à sustentabilidade dos negócios.

A agenda foi estruturada em três grandes eixos: gestão de estoques e vencimentos, impactos do novo estatuto de segurança e aplicação de tecnologias, como inteligência artificial, internet das coisas (IoT) e visão computacional.

ESTOQUES EFICIENTES SÃO DECISIVOS PARA A RENTABILIDADE

O primeiro painel, “Gestão de estoques e vencimentos: da estratégia ao resultado”, trouxe uma discussão prática sobre um dos principais desafios do varejo alimentar: equilibrar disponibilidade de produtos, controle de validade e redução de desperdícios.

A mediação ficou sob responsabilidade de Ger-

naldo Gomes, gerente nacional sênior de prevenção de perdas do Grupo Pão de Açúcar (GPA) e diretor estatutário da Abrappe. Ao lado dele, participaram Lília Coelho, controller e assessora do conselho da Rede Jaú Serve, Thiago Venzol, executivo com trajetória em empresas, como Walmart, GPA e OXXO, e Patrícia Machado, diretora executiva do Supermago Supermercados.

O debate mostrou que a gestão eficiente dos estoques deixou de ser apenas uma atividade de controle para se tornar uma ferramenta estratégica de geração de resultados. O consumo está cada vez mais dinâmico. E pequenas falhas na reposição, na previsão de demanda ou no acompanhamento dos vencimentos podem representar perdas financeiras expressivas. “A prevenção de perdas deixou de ser uma área de suporte para ocupar uma posição estratégica dentro das empresas. Hoje, falamos de eficiência operacional, gestão de estoques, redução de desperdícios, tecnologia e proteção da rentabilidade. O grande desafio é transformar dados em decisões e envolver toda a organização nessa cultura”, ressaltou Gomes. Os participantes destacaram a importância de

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decisões baseadas em dados, do monitoramento contínuo dos indicadores e da integração entre áreas, como operações, compras, logística e finanças. A tecnologia apareceu como uma aliada importante, mas os especialistas ressaltaram que os melhores resultados surgem quando os processos são acompanhados por uma cultura organizacional orientada à disciplina operacional.

Outro tema que ganhou destaque foi a crescente adoção do código bidimensional (2D), que promete ampliar a rastreabilidade dos produtos e oferecer informações mais precisas sobre validade, origem e movimentação de mercadorias. A tecnologia vem sendo apontada como uma ferramenta relevante para reduzir perdas administrativas e operacionais, além de aumentar a eficiência em toda a cadeia de abastecimento.

A experiência prática apresentada pelos painelistas reforçou que combater desperdícios não significa apenas reduzir custos. Trata-se de uma estratégia capaz de melhorar a experiência do consumidor, otimizar o capital investido em estoque e fortalecer a competitividade das empresas.

NOVO ESTATUTO DE SEGURANÇA AMPLIA DEBATE SOBRE RISCOS

O segundo painel abordou um tema que vem mobilizando empresas de diversos segmentos: o novo estatuto de segurança. Com o título “Risco ou oportunidade?”, o debate foi mediado por Gustavo Leal, executivo especializado em governança corporativa, compliance e gestão de riscos. Participaram da conversa Nicolle Mendonça, coordenadora jurídica e de relações governamentais do Grupo Carrefour Brasil, Rafael Camargos, gerente nacional de segurança patrimonial da RD Saúde, e Roberto Longo, vice-presidente executivo da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

A discussão evidenciou como o ambiente regulatório tem se tornado cada vez mais complexo e exige das organizações uma postura preventiva e estratégica. As empresas precisam desenvolver modelos de governança capazes de antecipar riscos, proteger ativos e preservar a reputação corporativa. “O novo estatuto de segurança traz oportunidades importantes para profissionalização do setor, mas também exige atenção das empresas.

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O debate precisa considerar que prevenção de perdas, hoje, é uma disciplina estratégica, integrada à operação, à tecnologia e à governança corporativa”, lembra Leal.

Os participantes destacaram que segurança deixou de ser uma responsabilidade exclusiva das áreas operacionais. Hoje, ela está conectada à gestão de pessoas, à proteção de dados, à continuidade dos negócios e à própria experiência dos consumidores. O novo marco regulatório foi apresentado não apenas como um conjunto de obrigações, mas também como uma oportunidade para revisão de processos, fortalecimento de controles internos e modernização das estruturas de gestão de riscos.

A integração entre departamentos jurídicos, compliance, segurança patrimonial e operações apareceu como um dos caminhos para transformar exigências regulatórias em vantagem competitiva. O consenso entre os participantes foi de que empresas preparadas tendem a responder com mais agilidade às mudanças e a reduzir impactos financeiros decorrentes de incidentes ou passivos.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL DEIXA DE SER TENDÊNCIA E VIRA REALIDADE

Encerrando a programação, a palestra “IA, IoT e visão computacional como centro da transformação: disrupção ou sobrevivência?” trouxe uma reflexão sobre o futuro da prevenção de

perdas. A apresentação foi conduzida por Paulo Rogério Ribeiro da Silva, head de prevenção de perdas, auditoria e riscos do Grupo Petz e diretor de inovação e tecnologia da Abrappe.

A mensagem principal foi clara: a transformação digital já não é uma escolha para o varejo. Ela se tornou uma condição necessária para manter a competitividade em um mercado cada vez mais complexo. “Inteligência artificial, IoT e visão computacional já não são projetos de futuro. São ferramentas que ajudam o varejo a antecipar riscos, reduzir desperdícios, aumentar eficiência operacional e proteger margem.

A prevenção de perdas passa a atuar cada vez mais de forma preditiva, baseada em dados e decisões em tempo real”, diz Ribeiro da Silva.

Durante a apresentação, foram

exploradas aplicações práticas de inteligência artificial, sensores inteligentes, internet das coisas e sistemas de visão computacional capazes de monitorar operações em tempo real, identificar comportamentos de risco e gerar alertas preventivos antes que ocorram perdas significativas.

A combinação dessas tecnologias permite uma gestão mais precisa das operações, reduzindo a dependência de análises retrospectivas e ampliando a capacidade de tomada de decisão baseada em dados. Outro ponto priorizado foi a mudança de perfil dos profissionais da área. A prevenção de perdas passa a exigir competências relacionadas à análise de dados, tecnologia, gestão de riscos e visão estratégica de negócios, ampliando significativamente o escopo tradicional da função.

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UM NOVO PAPEL PARA A PREVENÇÃO DE PERDAS

Ao final do fórum Abrappe, ficou evidente que a prevenção de perdas vive um momento de evolução acelerada. O tema, historicamente associado ao controle de furtos e quebras operacionais, passa a ocupar uma posição muito mais abrangente dentro das organizações.

Os debates mostraram que eficiência operacional, segurança corporativa, conformidade regulatória e inovação tecnológica estão cada vez mais conectadas. Nesse cenário, prevenir perdas significa proteger margens, melhorar processos, fortalecer a governança e criar condições para um crescimento sustentável.

Ao reunir especialistas de diferentes áreas e empresas, o fórum Abrappe reforçou seu papel como espaço de discussão e disseminação de conhecimento para um varejo que busca ser mais eficiente, seguro e preparado para os desafios do futuro. Em uma APAS SHOW marcada pela busca por produtividade e inovação, a prevenção de perdas demonstrou que já não é apenas uma área de apoio, mas um componente essencial da estratégia empresarial.

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Do bem-estar àprodutividade:

gestãodepessoas ganhapapel estratégiconovarejo supermercadista

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Fórum ABRH-SP debateu temas, como saúde mental, novas jornadas de trabalho e estratégias de atração e engajamento para enfrentar os desafios da transformação do setor

As transformações que vêm remodelando o varejo nos últimos anos não passam apenas pela tecnologia, pela digitalização ou pelas mudanças no comportamento do consumidor. Elas também estão alterando profundamente a forma como as empresas atraem, desenvolvem e retêm talentos. Foi justamente esse cenário que pautou o fórum de pessoas para supermercados APAS SHOW by ABRH-SP, realizado durante a APAS SHOW 2026. O fórum reuniu especialistas em gestão de pessoas, saúde e segurança do trabalho e executivos do varejo e trouxe ao centro do debate um tema que vem ganhando espaço nas estratégias empresariais: a necessidade de priorizar pessoas nas decisões de negócios.

Ao longo da programação, os participantes discutiram temas que desafiam diariamente as empresas do setor supermercadista, como a adaptação às novas exigências da legislação trabalhista, a crescente importância da saúde mental, a adoção de modelos de trabalho mais sustentáveis e as estratégias para atrair e engajar profissionais em um mercado cada vez mais competitivo. A principal conclusão foi clara: o varejo mudou e a gestão de pessoas precisa acompanhar essa transformação.

Um dos destaques do fórum foi o debate sobre os impactos das atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que amplia a atenção das empresas para os chamados riscos psicossociais. A discussão foi

conduzida por Eduardo Marcatto, especialista em saúde e segurança ocupacional, ergonomista certificado e referência nacional em gestão de riscos ocupacionais.

O tema é uma preocupação crescente das empresas com questões relacionadas ao estresse, à sobrecarga emocional, ao assédio e ao bem-estar dos colaboradores. Durante anos, saúde e segurança no trabalho estiveram associadas, principalmente, à prevenção de acidentes físicos. Hoje, entretanto, o conceito tornou-se mais amplo e passou a incorporar fatores emocionais e psicológicos que podem impactar diretamente a produtividade, o clima organizacional e os resultados do negócio. “O desafio não está apenas em cumprir uma exi -

gência regulatória. Está em construir ambientes de trabalho mais saudáveis, sustentáveis e produtivos. Quando citamos os riscos psicossociais, estamos falando de fatores que impactam diretamente engajamento, absenteísmo, turnover e desempenho das equipes”, diz Marcatto.

O fórum reforçou que cuidar das pessoas não é apenas uma obrigação legal. Trata-se de uma estratégia empresarial capaz de reduzir afastamentos, melhorar o engajamento e fortalecer a cultura organizacional. A elevada participação do público na rodada de perguntas mostrou que muitas empresas ainda buscam compreender como transformar as novas exigências regulatórias em práticas efetivas dentro de suas operações.

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A ESCALA 5X2 E A BUSCA POR UM TRABALHO MAIS SUSTENTÁVEL

Outro momento de destaque foi o painel “Escala 5x2 no varejo: caminhos para um modelo de trabalho mais sustentável”, que apresentou a experiência do Grupo Savegnago na implementação de uma das mudanças mais relevantes da gestão de pessoas no setor.

A conversa contou com a participação de Jaciani Rizziolli, diretora de recursos humanos da companhia, e trouxe reflexões sobre os impactos da adoção de uma jornada que busca equilibrar produtividade, qualidade de vida e necessidades operacionais.

O Grupo Savegnago substituiu a tradicional jornada 6x1 pela escala 5x2 em todas as suas lojas, após um projeto-piloto bem-sucedido em Indaiatuba. Com a mudança, os colaboradores mantêm a carga horária legal de 44 horas sema -

nais, trabalhando de segunda a sexta-feira por 8h48 diárias e folgando aos fins de semana. O objetivo é promover o bem-estar, reduzir o desgaste físico e emocional e melhorar significativamente a qualidade de vida da equipe.

O case demonstrou que mudanças estruturais desse porte exigem planejamento, análise de indicadores, envolvimento da liderança e uma profunda

compreensão da cultura organizacional. A iniciativa foi apresentada como parte de uma estratégia voltada à sustentabilidade humana dentro da empresa.

Os resultados observados apontam para benefícios importantes, como a redução dos índices de absenteísmo, diminuição da rotatividade e fortalecimento do vínculo entre

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colaboradores e organização. “A implantação da escala 5x2 exige planejamento, análise de indicadores e muito diálogo com as equipes. Não é apenas uma mudança de escala. É uma transformação cultural que impacta toda a organização e exige liderança preparada para conduzir esse processo”, afirma Jaciani.

O debate também mostrou que a discussão sobre jornada de trabalho ganhou novos contornos após a pandemia. As novas gerações passaram a valorizar aspectos, como equilíbrio entre vida pessoal e profissional, propósito e qualidade de vida, exigindo que as empresas revisitem modelos historicamente consolidados. O desafio das organizações não está apenas em preencher vagas, mas em criar ambientes capazes de atrair e reter talentos de forma consistente.

O DESAFIO DE MANTER EQUIPES ENGAJADASS

A atração e retenção de profissionais foi o foco do painel “Gente certa, energia alta: estratégias de atração e engajamento no varejo”. A discussão reuniu especialistas da área de recursos humanos para abordar uma das

maiores preocupações atuais do setor supermercadista: como formar equipes comprometidas em um mercado marcado pela escassez de mão de obra em determinadas funções e pela crescente concorrência entre empresas por talentos.

O painel destacou que a pro

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posta de valor oferecida ao colaborador vai muito além da remuneração. O ambiente de trabalho, as oportunidades de crescimento, a qualidade da liderança e a experiência proporcionada ao funcionário tornaram-se fatores decisivos para a permanência dos profissionais.

Também foi debatido o papel estratégico dos líderes na construção de equipes de alta performance. Em um cenário de mudanças rápidas, os gestores assumem cada vez mais a responsabilidade de promover desenvolvimento, reconhecimento e engajamento.

A tecnologia apareceu nova-

mente como aliada importante, especialmente no uso de dados para compreender comportamentos, medir indicadores de clima organizacional e apoiar decisões relacionadas à gestão de pessoas.

RH ESTRATÉGICO

PARA UM VAREJO EM TRANSFORMAÇÃO

Um dos pontos de convergência entre todos os painéis foi a percepção de que a área de recursos humanos deixou de atuar apenas como uma área de apoio administrativo para ocupar posição estratégica dentro das organizações.

Há pouco tempo, o foco estava concentrado em processos, como recrutamento, folha de pagamento e treinamento. Hoje a área participa diretamente das decisões relacionadas ao crescimento, à produtividade e à competitividade das empresas.

As discussões realizadas durante o fórum ABRH-SP evidenciaram que temas, como saúde mental, qualidade de vida, desenvolvimento de lideranças e engajamento, estão diretamente conectados aos resultados financeiros das organizações. Investir nas pessoas deixou de ser apenas uma questão de cultura organizacional. Tornou-se uma necessidade de negócio.

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Fórum debateu sucessão,profissionalização econtinuidadedasempresas supermercadistas

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Especialistas discutiram os desafios da longevidade empresarial, organização familiar e fortalecimento da governança no varejo alimentar

Aprofissionalização da gestão e a construção de modelos empresariais sustentáveis estiveram no centro das discussões do fórum de governança para supermercados da APAS SHOW 2026. Realizado no auditório APAS Governança, o encontro reuniu executivos e especialistas para discutir sucessão empresarial, estruturação patrimonial e os desafios da continuidade das empresas familiares no varejo supermercadista.

Ao longo da programação, os debates abordaram temas cada vez mais estratégicos para o setor, especialmente em um cenário de expansão, transformação digital e mudança geracional nas empresas familiares brasileiras. As discussões acompanharam uma tendência crescente no varejo supermercadista brasileiro: o fortalecimento da governança corporativa como ferramenta para sustentar crescimento, profissionalização e longevidade empresarial.

O primeiro painel, “A empresa sobrevive sem o fundador?”, contou com mediação de Claudia Colnago e participação de Ricardo Valente, Stella Natrielli e Alvaro Torquato. O debate trouxe reflexões sobre os desafios da sucessão em empresas familiares, especialmente no varejo alimentar, segmento historicamente marcado pelo protagonismo dos fundadores e pela forte centralização das decisões. “A grande virada de uma empresa familiar acontece quando ela deixa de depender exclusivamente de uma pessoa e passa a construir processos, cultura e liderança capazes de garantir continuidade”, destacou Claudia Colnago durante a discussão.

Os painelistas também abordaram os impactos da profissionalização da gestão e da preparação de novas lideranças para preservar crescimento, cultura

empresarial e competitividade ao longo do tempo.

Na sequência, o painel “Governança não é burocracia” discutiu como estruturas de governança podem fortalecer agilidade, segurança e sustentabilidade dos negócios. A mediação ficou a cargo de Andrea Zanini, com participação de Marcelo Nicoluci, Antonio Abdalla e Carlos Ely. O encontro reforçou que a governança corporativa deixou de ser uma pauta restrita a grandes corporações e passou a integrar a agenda estratégica de empresas supermercadistas de diferentes portes. “Governança não significa criar barreiras ou excesso de processos. Significa construir clareza, alinhamento e capacidade de decisão sustentável”, afirmou Andrea Zanini. Os especialistas discutiram, ainda, como conselhos consultivos, definição de papéis e pro-

fissionalização da gestão podem contribuir para reduzir riscos e fortalecer a tomada de decisão nas empresas familiares. Encerrando a programação, o fórum promoveu o painel “Como organizar a família, a empresa e o patrimônio para garantir continuidade, reduzir conflitos e preservar valor ao longo das gerações”, mediado por Paulo Lopez. Participaram da discussão Gabriel Deveikis, Thereza Frauches, Aline Pardi e Leonardo Tonelo. O debate abordou temas ligados à organização societária, sucessão familiar, preservação patrimonial e construção de mecanismos capazes de reduzir conflitos entre gerações dentro das empresas. “Planejar a continuidade de uma empresa familiar é proteger não apenas patrimônio, mas também relações, cultura e legado”, destacou Paulo Lopez.

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Encontro realizado durante a feira destacou como inteligência operacional, comunicação de valor e colaboração podem reduzir perdas, ampliar margens e fortalecer a conexão com o consumidor

Osetor de frutas, flores, legumes, verduras e ovos ganhou protagonismo durante o Fórum IFPA - FFLVO para Supermercados, promovido pela International Fresh Produce Association (IFPA), no Expo Center Norte, em São Paulo. Com o tema “As rotas do FFLVO de resultado: da inteligência operacional à paixão que gera valor”, o encontro reuniu executivos do varejo, produtores, fornecedores e especialistas para discutir caminhos capazes de ampliar a eficiência, a rentabilidade e a competitividade da categoria.

Alinhada ao conceito central da APAS SHOW 2026 - “Coração supermercadista: paixão que transforma o varejo”, a programação apresentou os alimentos frescos como um ativo estratégico para os supermercados. Além de contribuir para a fidelização dos consumidores, o setor reúne atributos, como frescor, saudabilidade, bem-estar e experiência de compra, que podem fortalecer a relação das lojas com o público.

Dados apresentados durante o encontro reforçaram a relevância da categoria para o resultado dos negócios. O FFLVO pode responder por até 40% do faturamento dos supermercados brasileiros, enquanto lojas com maior participação de produtos frescos podem alcançar até 15% mais lucro.

O potencial, no entanto, convive com desafios relacionados à redução de perdas, à eficiência logística, à previsibilidade de demanda e à valorização dos produtos diante do consumidor. Ao longo de três painéis, o fórum discutiu como tecnologia, dados, comunicação e colaboração podem contribuir para transformar oportunidades em resultados concretos. “Estamos diante de uma grande oportunidade de reposicionar o FFLV como uma categoria verdadeiramente estratégica dentro do varejo. O fórum trouxe uma visão prática e integrada de como capturar valor em toda a cadeia, conectando inteligência, comunicação e colaboração. É sobre transformar potencial em resultado concreto”, afirmou Valeska de Oliveira Ciré, country manager da IFPA no Brasil e moderadora de um dos painéis.

DADOS E TECNOLOGIA CONTRA AS PERDAS

O primeiro painel, “Rota da inteligência: da compra estratégica à exposição que vende”, abordou o uso de tecnologia, inteligência artificial, análise de dados e gestão operacional para melhorar o desempenho do setor. Moderado por Nilson Gasconi, da GS1 Brasil, o debate reuniu Marco Perlman, da Aravita, Giampaolo Buso, da Paripassu, e Christiano Sanguinetti, da Cencosud Brasil.

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Entre os principais temas, esteve a necessidade de utilizar melhor as informações disponíveis para combater perdas, aumentar a previsibilidade e proteger as margens. Segundo dados apresentados no fórum, a média de perdas no FLV brasileiro chega a 4,73%, enquanto mercados internacionais registram índices ainda mais elevados, como 10% nos Estados Unidos e 8% na Europa.

Giampaolo Buso, diretor-executivo e sócio-fundador da Paripassu e membro da diretoria de rastreabilidade da GS1 Brasil, destacou que o setor vive transformações profundas. Envelhecimento populacional, mudanças climáticas, novas gerações de consumidores, instabilidade geopolítica e expansão do uso de tecnologia estão entre os fatores que exigem uma gestão mais precisa.

Na avaliação do executivo, a alta perecibilidade dos produtos requer acompanhamento rigoroso de compra, estoque, perdas e qualidade recebida. Sem esse controle, o varejo perde clareza sobre o desempenho da categoria e encontra mais dificuldade para identificar os pontos que precisam de ajustes. Buso também chamou atenção para a necessidade de reconhecer os itens com maiores índices de perdas, avaliar a sazonalidade e compreender as diferenças entre lojas com melhor ou pior gestão. Diante de margens apertadas e de uma conjuntura macroeconômica exigente, a operação demanda método, atenção aos detalhes e decisões tomadas “na ponta do lápis”.

Perlman ressaltou, ainda, que a inteligência artificial já pode contribuir para melhorar a previsibilidade da demanda, observar a sazonalidade e otimizar margens. O uso das ferramentas, segundo a discussão, precisa ser acompanhado por indicadores claros e ações práticas dentro das lojas.

Sanguinetti, diretor comercial de perecíveis da Cencosud, afirmou que o FFLV desempenha um papel importante para gerar tração e recorrência nos supermercados. Ao mesmo tempo, a complexidade de trabalhar com produtos vivos e perecíveis exige equipes especializadas, reposição diferenciada e decisões rápidas baseadas em informação. “A tecnologia deve ser vista como aliada para desenvolver a categoria, especialmente em um cenário de transformação do mercado e de desafios de mão de obra”, destacou o executivo. Outro ponto de consenso foi a necessidade de simplificar os indicadores de perdas, priorizar itens críticos e transformar dados em estratégias de exposição mais eficientes.

COMUNICAÇÃO AMPLIA VALOR ALÉM DO PREÇO

A segunda rota colocou em pauta um desafio histórico do setor: comunicar valor para além da disputa baseada exclusivamente em preço. O painel “Rota do valor: da comunicação estratégica à conquista do shopper de FFLVO” teve mediação de Fernanda Dalben, dos Supermercados Dalben, e participação de Guilherme Armanhe, da Label Rouge, Simone van Oene, da Joost Kalanchoe, e José Eduardo Carmagnani, da Zespri Brasil.

Saudabilidade, experiência de compra, storytelling, microsegmentação e comunicação emocional estiveram entre os temas discutidos. A conversa destacou que os consumidores buscam mais infor-

mações sobre os alimentos e demonstram interesse crescente por atributos relacionados à qualidade, à procedência e ao bem-estar.

Representando o segmento de ovos, Guilherme Armanhe, diretor de operações da Label Rouge, afirmou que o varejo precisa fugir da guerra de preços e apostar na diferenciação. Para ele, agregar valor depende de três pilares: qualidade, inovação e comunicação. “Não adianta a gente trazer uma narrativa maravilhosa se não sustentarmos isso na hora do produto, no ponto de venda”, afirmou. O executivo também destacou o papel das redes sociais como ferramenta de comunicação em massa e avaliou que o mercado está sólido, com crescimento consistente e conquista de novos consumidores.

Produtos anteriormente percebidos como nichados, como ovos caipiras premium, passaram a receber maior atenção de consumidores interessados em procedência, valor nutricional e bem-estar animal. O movimento reforça a importância de apresentar diferenciais com clareza e garantir coerência entre mensagem, produto e experiência no ponto de venda.

No segmento de flores, Simone van Oene ressaltou a necessidade de transformar esses produtos em uma categoria estratégica ao longo de todo o ano. Organização da exposição, regionalização da experiência e comunicação emocional podem contribuir para gerar conexão com os consumidores e ampliar o papel das flores nas lojas.

José Eduardo Carmagnani apresentou o case da kiwi Zespri e destacou como embalagem, saudabilidade e comunicação no ponto de venda podem elevar a percepção de valor. Segundo ele, mais de 60% dos consumidores reconhecem a marca pela embalagem, resultado que reforça a importância do branding para o desenvolvimento da categoria.

COLABORAÇÃO CONECTA PRODUÇÃO E VAREJO

O painel de encerramento, “Rota da colaboração: fornecedores e supermercados construindo juntos o FFLVO que gera resultado”, abordou a integração entre produção, logística, trade marketing e varejo.

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Moderado por Valeska Ciré, da IFPA, o debate reuniu Rafaela Fava, da Bananas Fava, Felipe Turcheto, da A Verdureira, e Marcel Hiroi, do Sam’s Club Brasil.

Rafaela Fava destacou os investimentos realizados em inovação e refrigeração para reduzir as perdas de banana, que chegam a apenas 2% em sua operação. A executiva ressaltou a importância do compartilhamento de dados entre lojas e fornecedores, além da necessidade de compradores técnicos conhecerem de perto a realidade da produção agrícola.

Felipe Turcheto chamou atenção para os desafios logísticos e de manuseio, responsáveis por uma parcela relevante das perdas do setor. Durante o painel, ele apresentou iniciativas ligadas à sustentabilidade, ao cultivo protegido em estufas climatizadas e ao manejo integrado, além de mencionar o impacto social da atividade agrícola.

Marcel Hiroi enfatizou que a proximidade entre varejo e produtor é fundamental para garantir constância de entrega, qualidade e melhor curadoria de produtos. Para ele, os consumidores procuram mais informações no ponto de venda, enquanto as marcas de FFLVO precisam conquistar maior espaço e visibilidade dentro das lojas.

A construção de metas conjuntas e o compartilhamento de informações também apareceram como caminhos para aprimorar a eficiência da cadeia. Ao aproximar fornecedores e supermercados, a colaboração permite compreender gargalos, reduzir desperdícios e desenvolver estratégias mais consistentes de exposição e relacionamento com o shopper.

NOVOS HÁBITOS ABREM OPORTUNIDADES

Outro tema que despertou atenção no fórum foi o impacto dos medicamentos da classe GLP-1 sobre o comportamento alimentar dos consumidores. Segundo os participantes, médicos têm incentivado dietas mais saudáveis, com maior presença de saladas, frutas e proteínas, como ovos, movimento observado como uma oportunidade para o crescimento do setor de alimentos frescos.

A mudança reforça a necessidade de acompanhar novos hábitos de consumo e comunicar os diferenciais da categoria com mais clareza. Em um mercado que reúne produtos perecíveis, operações complexas e demandas crescentes por qualidade, transformar informação em estratégia pode ampliar resultados ao longo de toda a cadeia.

Ao reunir varejistas, produtores, fornecedores e especialistas, o Fórum IFPA mostrou que o protagonismo do FFLVO depende de uma visão integrada. Inteligência operacional, comunicação de valor e colaboração não devem funcionar como iniciativas isoladas, mas como rotas complementares para aumentar eficiência, reduzir perdas e fortalecer a conexão com o consumidor. A mensagem central do encontro foi a de que os alimentos frescos podem alcançar um novo patamar dentro do varejo alimentar. Quando frescor, qualidade, dados e experiência orientam a gestão da categoria, supermercados e fornecedores ampliam a capacidade de transformar potencial em rentabilidade.

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Discussões promovidas pela
Amicci reuniram

executivos

do varejo e da indústria para debater confiança, diferenciação e conexão com o consumidor

As marcas próprias deixaram de ser apenas uma alternativa de preço competitivo e passaram a ocupar um papel estratégico na construção de vínculo e confiança com o consumidor. Essa foi a principal mensagem debatida no fórum “O cliente no centro: marcas próprias que criam vínculo e confiança”.

Abrindo o encontro, os representantes da Amicci apresentaram o ecossistema da empresa e destacaram o crescimento do segmento no país. A plataforma conecta mais de 4 mil indústrias e 300 varejistas em projetos voltados ao desenvolvimento e execução de marcas próprias, consolidando-se como uma das principais iniciativas do setor no Brasil.

Durante a apresentação inicial, Eduardo Couto, CHRO & partner da Amicci, ressaltou que o avanço das marcas próprias depende da integração entre pessoas, tecnologia e operação. Segundo ele, o varejo vive um momento de transformação na relação com o consumidor. “Hoje, a marca própria não é apenas uma estratégia comercial. Ela se tornou uma ferramenta de fidelização e construção de confiança”, afirmou.

Na sequência, Lucas Lanzoni, sócio e CRO da Amicci, destacou que o crescimento das marcas próprias está diretamente ligado à capacidade de inovação e colaboração entre varejo e indústria. “O consumidor está mais atento à qualidade, propósito e experiência. As marcas próprias evoluíram porque passaram a entregar valor real, e não apenas preço”, comentou.

O painel também reuniu executivas de grandes grupos supermercadistas para compartilhar experiências sobre desenvolvimento de portfólio, gestão de categorias e diferenciação competitiva.

Vivian Rocha, head de desenvolvimento de produtos de marca própria no Grupo Carrefour Brasil, destacou a importância da construção de produtos alinhados ao comportamento do consumidor. “Desenvolver marca própria é entender profundamente a jornada de compra e criar produtos que gerem identificação e recorrência”, disse.

Já Viviani Menezes, responsável pelas áreas de marcas próprias e importação food e non food da Cencosud, reforçou que o segmento também

representa oportunidade de ganho de margem e fortalecimento das bandeiras varejistas. “As marcas próprias permitem criar um sortimento mais estratégico, competitivo e conectado às demandas do consumidor atual”, afirmou.

Os conteúdos compartilhados evidenciaram que as marcas próprias seguem ganhando espaço nas estratégias dos supermercados brasileiros, impulsionadas pela busca do consumidor por qualidade, confiança e diferenciação.

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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Outro tema debatido no auditório Amicci foi a inteligência artificial, que já deixou de ser tendência para se tornar ferramenta estratégica no varejo supermercadista. Esse foi o principal ponto do fórum “Marcas próprias com inteligência artificial: decisões mais rápidas, margem mais inteligente”.

Executivos das áreas de tecnologia, varejo e inovação discutiram como a IA vem acelerando processos, melhorando a tomada de decisão e ampliando a competitividade das marcas próprias no setor supermercadista.

Representando a Amicci, Juliemar Berri, CPO da empresa, abriu as discussões destacando o papel da tecnologia na transformação do desenvolvimento de produtos e da relação entre varejo e indústria. “A inteligência artificial permite decisões muito mais rápidas e assertivas, reduzindo desperdícios e aumentando a capacidade de responder ao comportamento do consumidor quase em tempo real”, afirmou.

Segundo Berri, a combinação entre dados, automação e plataformas escaláveis tem mudado a dinâmica das marcas próprias na América Latina, tornando os processos mais eficientes e orientados à geração de valor. O painel também contou com a participação de Fabiano Pivotto, CEO do Grupo Imec, que trouxe a visão operacional do varejo alimentar e os impactos da tecnologia na gestão do negócio. “O varejo vive uma transformação contínua. Quem conseguir usar inteligência artificial para ganhar eficiência sem perder conexão com o cliente terá uma vantagem competitiva muito relevante”, destacou Pivotto.

Com mais de três décadas de atuação no setor supermercadista, o executivo ressaltou, ainda, que a velocidade na análise de dados e na tomada de decisão será cada vez mais determinante para margens mais sustentáveis. Já Luiz Martins, CIO da ALLOS, falou sobre a integração entre tecnologia, experiência do consumidor e eficiência operacional em operações de grande escala. “Tecnologia não

pode ser apenas suporte operacional. Ela precisa gerar impacto direto no negócio, melhorar a experiência do consumidor e criar inteligência para decisões mais estratégicas”, afirmou Martins.

INOVAÇÃO COMO CARRO-CHEFE

As transformações no comportamento do consumidor e o crescimento das marcas próprias ao redor do mundo estiveram no centro das discussões do fórum “Tendências globais: insights da maior feira de marcas próprias do mundo”. O encontro reuniu especialistas em varejo, dados e inteligência de mercado para apresentar tendências internacionais e discutir como o setor supermercadista brasileiro pode acelerar sua evolução a partir de estratégias mais orientadas ao consumidor, tecnologia e diferenciação.

A abertura foi conduzida por Antônio Sá, sócio-fundador da Amicci. Durante sua apresentação, o executivo destacou que o segmento vive uma nova fase global, marcada por inovação, posicionamento de marca e maior conexão emocional com os consumidores. “As marcas próprias deixaram de competir apenas por preço. Hoje, elas disputam preferência, experiência e relevância dentro da jornada de compra”, afirmou.

O especialista também ressaltou que os movimentos observados nas principais feiras internacionais apontam para um consumidor mais atento à qualidade, sustentabilidade, conveniência e propósito dos

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produtos. Participando do debate, Renan Pessim, diretor Latam da Dunnhumby, destacou a importância da inteligência de dados na construção de estratégias mais assertivas para o varejo. “O consumidor muda constantemente e os dados ajudam o varejo a entender esses movimentos com mais profundidade e velocidade”, comentou.

Segundo Pessim, o uso de ciência de dados e inteligência comercial permite decisões mais precisas sobre sortimento, precificação e desenvolvimento de marcas próprias, ampliando competitividade e fidelização. Eduardo Finelli, head de marcas próprias do Plurix, reforçou que o varejo precisa transformar informação em ação prática para acompanhar as mudanças do mercado. “O grande diferencial competitivo está na capacidade de transformar dados em experiências relevantes para o consumidor”, afirmou.

O fórum evidenciou como as tendências globais vêm impactando diretamente o varejo supermercadista brasileiro, especialmente no fortalecimento das marcas próprias como ferramenta estratégica de diferenciação, fidelização e crescimento sustentável.

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Retailexperience

apontacaminhosparasupermercados diantedanovadinâmicadoconsumo

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Fórum reuniu especialistas para discutir inteligência artificial, cultura chinesa, disciplina na execução e integração omnicanal no varejo

OFórum Retail Experience reuniu lideranças do setor para discutir como a inteligência artificial, a cultura de inovação e as jornadas híbridas podem ampliar a eficiência e recriar valor no varejo. A programação abordou transformações tecnológicas e mudanças na relação entre supermercados, marcas e consumidores. Com mediação de Romano Pansera, o fórum foi dividido em três painéis. Os debates apresentaram diferentes perspectivas sobre inovação, desde o uso da inteligência artificial nas alavancas mais adequadas para os negócios até a influência de modelos culturais na capacidade de execução das empresas e a integração entre canais físicos e digitais.

O primeiro painel, “Inovar na era da IA: é sobre preditividade nas alavancas certas”, reuniu Fabrizzio Topper e Fernando Penna. A conversa colocou em pauta o avanço da tecnologia e as possibilidades de aplicação da inteligência artificial no mercado brasileiro, considerando a necessidade de direcionar recursos para áreas capazes de gerar resultados relevantes.

Ao abordar o tema, Penna destacou que a feira permitiu compartilhar experiências sobre China, tecnologia e comparações entre o Brasil e outros países da América Latina. Para ele, o cenário brasileiro oferece diferentes oportunidades, especialmente em um momento marcado pela expansão das ferramentas de inteligência artificial. “Temos muito valor a agregar, principalmente porque temos data center, presença local e ferramentas de IA a nosso favor”, afirmou. A avaliação reforçou a importância de observar como a tecnologia pode ser utilizada de forma alinhada às necessidades do varejo, sem perder de vista as particularidades de cada mercado.

Mais do que adotar novas soluções, o debate apontou para a necessidade de identificar as alavancas adequadas para cada operação. O conceito de preditividade esteve no centro da conversa, relacionando o uso da inteligência artificial à capacidade de direcionar decisões e ampliar a eficiência dos negócios.

CULTURA CHINESA E CAPACIDADE DE EXECUÇÃO

O segundo painel, “Cultura que desenvolve tecnologia de vanguarda há milênios: disciplina, mérito e foco”, ampliou a discussão ao relacionar inovação, comportamento e capacidade de execução. Participaram da conversa Hugo Bethlem, Bruna Habka, Rafael Haddad e Fernando Penna.

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Bruna Habka, diretora-executiva do Supermercado Big Box, do Distrito Federal, destacou características da cultura chinesa que ajudam a compreender a velocidade de implantação das inovações. Segundo ela, o coletivo é valorizado acima do individual e o erro não é tratado como um obstáculo definitivo, mas como parte do processo.

Na avaliação da executiva, valores, como ética, honestidade e disciplina, também contribuem para explicar a capacidade de trabalho e execução observada nessa cultura. A reflexão levou ao fórum uma dimensão que ultrapassa a adoção de ferramentas tecnológicas e alcança a maneira como empresas e profissionais se organizam para colocar ideias em prática.

O debate mostrou que inovação não depende apenas do acesso à tecnologia. A capacidade de implantar mudanças, avaliar resultados e continuar avançando também está relacionada à cultura das organizações e ao modo como as equipes lidam com desafios, aprendizados e ajustes necessários ao longo do caminho. Ao colocar disciplina, mérito e foco no centro da discussão, o painel apresentou a inovação como um processo que exige consistência. O avanço tecnológico pode oferecer novas possibilidades, mas a execução permanece como uma etapa decisiva para que essas soluções gerem valor no dia a dia das empresas.

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JORNADAS HÍBRIDAS E INTEGRAÇÃO ENTRE CANAIS

O terceiro painel, “Jornadas híbridas inteligentes que recriam o valor no varejo: interação omnicanal, categorias ampliadas e marcas próprias”, reuniu Fátima Merlin, Karol Babadeira, José Flávio Fernandes e Francisco Silva. A conversa tratou da necessidade de acompanhar consumidores mais conectados, exigentes e orientados por conveniência.

A integração entre canais esteve entre os principais eixos da discussão. Em uma jornada que pode envolver diferentes pontos de contato, o va -

rejo passa a observar como experiências físicas e digitais se relacionam e de que maneira essa conexão pode tornar o atendimento mais adequado às expectativas do público. O painel também abordou a ampliação de categorias e o fortalecimento de marcas próprias. Esses movimentos foram apresentados como estratégias relevantes para supermercados interessados em responder às novas demandas de consumo e ampliar as possibilidades de relacionamento com os clientes.

A omnicanalidade apareceu, portanto, como parte de uma transformação mais ampla. Não se trata apenas de disponibilizar diferentes canais, mas de pensar como esses ambientes podem funcionar de forma integrada para acompanhar as escolhas e as necessidades dos consumidores ao longo da jornada.

Ao reunir inteligência artificial, referências culturais e jornadas híbridas em uma mesma programação, o Fórum Retail Experience apresentou a inovação como um tema multidimensional. Tecnologia, disciplina na execução e integração entre canais foram discutidas como frentes que podem contribuir para ampliar a eficiência e fortalecer a capacidade de adaptação dos supermercados.

Os três painéis também evidenciaram que a transformação do varejo não depende de uma única resposta. Enquanto a inteligência artificial ofe-

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rece ferramentas para apoiar decisões e identificar oportunidades, a cultura organizacional influencia a velocidade de implantação das mudanças e as jornadas híbridas exigem atenção ao comportamento de consumidores cada vez mais conectados.

O fórum ainda reforçou a importância de observar experiências de outros mercados sem perder de vista a realidade brasileira. As comparações com a China e com países da América Latina contribuíram para ampliar a discussão sobre oportunidades, desafios e caminhos possíveis para o setor supermercadista. Nesse contexto, inovar envolve mais do que acompanhar tendências. A reflexão proposta ao longo da programação destacou a necessidade de direcionar esforços para as alavancas adequadas, fortalecer uma cultura voltada à execução e construir experiências capazes de integrar canais, categorias e marcas de forma coerente.

Ao final, o Fórum Retail Experience mostrou que tecnologia e relacionamento precisam avançar de maneira conectada. Em um mercado marcado por mudanças constantes, compreender o consumidor, avaliar possibilidades e transformar estratégias em práticas consistentes são movimentos importantes para recriar valor no varejo.

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Reconhecimento destacou soluções em conceito de estande, comunicação visual, jornada do cliente, visual merchandising, sustentabilidade e presença internacional, além de homenagear montadoras

Oprêmio Stand APAS SHOW by POPAI 2026 reuniu representantes do varejo, da indústria e do marketing no ponto de venda para reconhecer os melhores estandes do festival. Realizada em 20 de maio, a cerimônia destacou projetos que buscaram transformar os espaços expositivos em ambientes de experiência, relacionamento e conexão entre marcas, varejistas e shoppers. A iniciativa é da Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a SHOP! Brasil, antiga POPAI Brasil - Associação Brasileira de Marketing no Varejo. O objetivo da premiação é incentivar e reconhecer os esforços envolvidos no planejamento e na execução das soluções apresentadas pelas empresas expositoras.

Os estandes participantes concorreram em seis categorias: Melhor Conceito de Estande, Melhor Comunicação Visual, Melhor Jornada do Cliente, Melhor Visual Merchandising, Melhor Estande Sustentável e Melhor Estande Internacional. As disputas foram divididas em quatro portes, pequeno, médio, grande e mega, com exceção da categoria internacional, que reuniu os concorrentes sem distinção de tamanho. Cada estande inscrito recebeu a visita de uma comissão de jurados no primeiro dia da feira. Os avaliadores, previamente selecionados pela SHOP! Brasil, atribuíram notas de 1 a 10 de acordo com os critérios estabelecidos e as categorias escolhidas pelas empresas participantes.

Na abertura da cerimônia, Bruno Busquet, presidente da SHOP! Brasil, destacou a relevância da iniciativa para o reconhecimento das soluções desenvolvidas pelo setor. “É uma felicidade enorme estarmos mais um ano organizando e chancelando, com muita credibilidade, a maior feira varejista do mundo. Nós temos o ‘Oscar do varejo’”, afirmou.

Uma das novidades da edição foi o troféu desenvolvido a partir de uma parceria com o projeto Transf@rma, da Casa da Moeda, e a Equipa Group. A iniciativa reforçou o conceito de economia circular e ampliou a conexão da premiação com o debate sobre sustentabilidade. “Acho isso interessantíssimo porque mostra toda preocupação da APAS de poder construir esse valor também. Não estamos falando só de uma premiação, e sim, de reconhecimento e de construção de reputação para todos que estão aqui”, ressaltou Busquet.

JORNADA DO CLIENTE

ESTREIA ENTRE AS CATEGORIAS

A edição de 2026 também marcou a estreia da categoria Melhor Jornada do Cliente. Criada para reconhecer estratégias estruturadas e integradas, a modalidade avaliou a forma como os expositores atraíram, receberam e conduziram o atendimento comercial aos visitantes, além da apresentação dos produtos e serviços ao longo da experiência.

Para Paula Valduga, representante do prêmio POPAI, os estandes mostram que as marcas vão além da exposição de produtos. “A premiação enaltece o conceito das marcas, o propósito delas e como se conectam com o shopper na loja. As empresas querem se conectar com o cliente de forma diferente, mostrando fragrâncias, sabores, pesquisa e sustentabilidade”.

A importância do julgamento para a construção de referências também foi ressaltada por Paulo

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de Tarso Marques, representante da POPAI. Segundo ele, a análise dos projetos não se restringe à escolha dos vencedores, pois contribui para identificar ideias capazes de inspirar pessoas, fortalecer marcas e transformar experiências. “Não é apenas escolher, é enxergar além da superfície. E isso conversa profundamente com a função que exerço hoje como vice-presidente de relações institucionais”, afirmou. Para Tarso, o júri desempenha um papel relevante ao reconhecer soluções que ajudam a elevar o varejo brasileiro.

Durante o discurso, ele também reforçou a importância da ética, do critério e da credibilidade ao longo do processo de avaliação. Na visão do representante, um júri deve reunir experiência, repertório e diversidade, mas também preservar a capacidade de ouvir, ponderar e reconhecer méritos com justiça. “Os prêmios passam. Os troféus ficam nas estantes. Mas o critério, a ética e a credibilidade de um júri permanecem como legado para todo um setor”, destacou. A reflexão ressaltou o papel da premiação na construção de reputação e na valorização de iniciativas que podem se tornar referências para o mercado.

EMPRESAS CELEBRAM RECONHECIMENTO

A cerimônia contou, ainda, com depoimentos de representantes das empresas finalistas e vencedoras. Giane Costa Dourado, da equipe da diretoria da Gulozitos, destacou a satisfação de participar da premiação em memória do pai, apresentado como o mais antigo diretor da empresa. Segundo ela, a conquista reforçou o compromisso de honrar esse legado e tornou a presença no evento muito gratificante.

Fabiana Cartaxo, gerente de eventos da M. Dias Branco, também celebrou o reconhecimento. “Realização, de novo, de dever cumprido. Trabalhamos com muito zelo, pensamos na experiência do nosso cliente, então esse reconhecimento retrata que estamos no caminho certo. E ganhar em sustentabilidade é um grande marco para nós, porque realmente isso é um dos pilares da nossa empresa. Então faz todo o sentido”.

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A sustentabilidade também esteve presente no depoimento de Vanessa Souza, coordenadora de marketing e relações públicas da Orquídea Alimentos. Ao comentar a segunda participação da empresa na feira com ênfase em iniciativas voltadas ao tema, ela destacou o compromisso da marca com esse propósito. “Preparamos muitas iniciativas e protegemos muito essa questão, pois temos um pilar de alimentar o futuro”.

Natalia Guarisi, diretora de trade e merchan da Danone, afirmou que a premiação é resultado de um trabalho árduo aliado à estratégia da marca. Murilo Silva, gerente de eventos nacional da Red Bull, também avaliou positivamente a conquista e ressaltou que o reconhecimento valoriza a empresa, os profissionais envolvidos e o conjunto do trabalho realizado. Luiza Rafanhim, head de trade marketing da Red Bull, destacou a felicidade da equipe por comunicar a filosofia da marca e transmitir aos varejistas a proposta construída para o estande. Os depoimentos reforçaram a importância dos espaços expositivos como ferramentas de posicionamento, relacionamento e aproximação com o público.

CONFIRA OS VENCEDORES

Na categoria Melhor Conceito de Estande - pequeno porte, a Eureciclo conquistou o primeiro lugar, seguida por Café Orfeu e Verde Campo. No médio porte, a Red Bull ficou na primeira posição, com The LED em segundo e Companhia Muller em terceiro.

Entre os estandes de grande porte, a Danone foi a vencedora em Melhor Conceito de Estande, seguida por Coca-Cola FEMSA e Orquídea Alimentos. Na disputa entre os megaestandes, a Unilever alcançou a primeira colocação, enquanto M. Dias Branco e Marquespan ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugares.

Em Melhor Comunicação Visual - pequeno porte, a Guimarães Alimentos venceu a categoria, com Froneri na segunda posição e Verde Campo na terceira. No médio porte, a Red Bull conquistou o primeiro lugar, seguida por Companhia Muller e Cooperativa Veiling Holambra.

A Danone foi reconhecida em Melhor Comunicação Visual - grande porte, à frente de Orquídea Alimentos e Coca-Cola FEMSA. Entre os megaestandes, a M. Dias Branco ficou na primeira posição, com Unilever em segundo lugar e Grupo Petrópolis em terceiro.

Na categoria Melhor Visual Merchandising - pequeno porte, o Café Orfeu conquistou o primeiro lugar, Verde Campo ficou na segunda colocação e Polico Alimentos, na terceira. No médio porte, a Red Bull foi a vencedora, seguida por Companhia Muller de Bebidas e Inwave.

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MONTADORAS TAMBÉM RECEBEM RECONHECIMENTO

A cerimônia reservou uma premiação especial às montadoras responsáveis pelos estandes que receberam as quatro maiores notas.

Entre os estandes de grande porte, a Danone alcançou a primeira posição em Melhor Visual Merchandising. Ypê ficou em segundo lugar e Cepêra em terceiro. Na disputa entre os megaestandes, a M. Dias Branco venceu a categoria, seguida por Unilever e Nestlé.

O Pavilhão da França recebeu o reconhecimento de Melhor Estande Internacional, Sovena/Andorinha conquistou o segundo lugar e La Paulina ficou na terceira posição.

Na estreia da categoria Melhor Jornada do Cliente, a Verde Campo venceu entre os estandes de pequeno porte, Doce de Leite Rocca ficou em segundo lugar e Santa Maria, em terceiro. No médio porte, a Red Bull alcançou a primeira colocação, seguida por Kärcher e The LED.

A UN Cenografia foi reconhecida na categoria mega, enquanto a Duo Cenografia recebeu o prêmio referente ao grande porte.

A Think Ideias foi a vencedora entre as montadoras responsáveis pelos projetos de médio porte. Na categoria pequeno porte, o reconhecimento foi destinado à Trevo Cenografia.

Ao valorizar conceito, comunicação, experiência, merchandising e sustentabilidade, o prêmio Stand APAS SHOW by POPAI 2026 demonstrou como os espaços expositivos podem ampliar o diálogo das marcas com o varejo. A diversidade de projetos reconhecidos mostrou que os estandes ultrapassam a função de apresentar produtos e se consolidam como ambientes estratégicos para construir relacionamento, reputação e conexão com os shoppers.

Entre os projetos de grande porte, a Danone conquistou o reconhecimento de Melhor Jornada do Cliente, Bracell Papéis ficou em segundo lugar e Orquídea Alimentos em terceiro. Na categoria megaestande, o Grupo Petrópolis foi o vencedor, com Ambev na segunda colocação e M. Dias Branco na terceira. Em Melhor Estande Sustentável - pequeno porte, a Eureciclo conquistou a primeira posição, seguida por FoxPDV e Verde Campo. No médio porte, a Gulozitos venceu a categoria, com Companhia Muller de Bebidas em segundo lugar e Doce D’Ocê em terceiro. A Orquídea Alimentos foi reconhecida como Melhor Estande Sustentável - grande porte, Heineken ficou na segunda colocação e Danone na terceira. Entre os megaestandes, a M. Dias Branco conquistou o primeiro lugar, seguida por MBRF e Grupo Petrópolis.

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Marcas Campeãs2026

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Campanha da APAS ultrapassou dois milhões de participações, premiou consumidores, supermercadistas e indústrias e consolidou-se como uma das principais plataformas de ativação e relacionamento

Oterceiro dia do festival APAS SHOW 2026 foi marcado por um dos momentos mais simbólicos da relação entre indústria, varejo supermercadista e consumidor. A cerimônia da Marcas Campeãs 2026 reuniu executivos, supermercadistas, parceiros comerciais e representantes das principais indústrias do setor para celebrar os resultados de uma campanha que, ao longo dos últimos meses, movimentou lojas, ampliou vendas, fortaleceu marcas e intensificou a conexão com os shoppers dentro do ambiente supermercadista.

Mais do que premiar consumidores e redes participantes, a iniciativa evidenciou como ações integradas no ponto de venda vêm se tornando ferramentas estratégicas

para ampliar competitividade, gerar fidelização e criar experiências de compra mais relevantes para o consumidor. Consolidada como uma das principais plataformas promocionais do varejo alimentar brasileiro, a Marcas Campeãs encerrou sua 11ª edição reforçando o protagonismo da colaboração entre indústria e supermercados na construção de resultados sustentáveis para o setor.

Realizada entre 28 de janeiro e 5 de abril de 2026, a campanha mobilizou consumidores em supermercados participantes por meio da compra de produtos das marcas envolvidas e do cadastro dos cupons fiscais na plataforma oficial da promoção. A dinâmica estimulou recorrência de compra, aumento de fluxo nas lojas e maior interação entre consumidores, marcas e varejistas.

Os números apresentados durante a cerimônia demonstraram a dimensão alcançada pela edição deste ano. A campanha ultrapassou a marca de 600 mil consumidores cadastrados e superou dois milhões de participações, além de distribuir mais de 4,5 mil prêmios ao longo da ação. O desempenho digital também chamou atenção: foram mais de 5,1 milhões de visualizações de conteúdos, alcance superior a 2,3 milhões de contas e uma base acima de 157 mil seguidores nas plataformas da campanha.

Na prática, os resultados refletiram diretamente no ambiente de loja. Supermercadistas e indústrias destacaram ganhos relacionados ao aumento da visibilidade das marcas no ponto de venda, crescimento do sell-out, incremento no tíquete médio e fortalecimento das estratégias de relacionamento com o consumidor. “A campanha também ampliou a integração operacional entre varejo e fornecedores, criando um ambiente mais colaborativo para execução de ações promocionais e planejamento comercial”, comemorou Fabiano Benedetti, diretor de marketing, vendas, novos negócios e CRM da Associação Paulista de Supermercados (APAS).

Durante a premiação, o clima foi de reconhecimento ao trabalho conjunto desenvolvido pelas redes supermercadistas e pelas indústrias participantes. A apresentação de um vídeo institucional

com os principais indicadores da campanha ajudou a dimensionar o alcance da operação e o impacto gerado ao longo da edição de 2026.

Ao longo da cerimônia, os representantes da APAS destacaram que a campanha vem se consolidando como uma plataforma estratégica para fortalecer a conexão entre indústria e varejo, impulsionar resultados comerciais e ampliar a experiência do consumidor no ponto de venda. “É nítido o crescimento consistente da iniciativa ao longo dos últimos anos, refletido tanto no aumento do número de participantes quanto na expansão das ativações e do engajamento digital”, pontou Carlos Corrêa, diretor geral da APAS.

Entre os associados premiados na categoria Clientes Cadastrados, estiveram Tauste, da regional Marília, representado por Vanessa de Araújo Kassada, Nagumo, da regional Guarulhos, Supermercado Shibata, do Vale do Paraíba, representado por Tamires Alves Lemes, Coop, da regional ABC, representada por Vanessa Ruiz, Confiança Supermercados, da regional Bauru, representado por Eduardo Amaral, Covabra Supermercados, da regional Campinas, representado por Renata Martins Monteiro Scursoni, Comercial Esperança, da regional Guarulhos, representado por Patrícia Gloriano Sandanelli, e Violeta Supermercados, da regional Osasco, representado por José Eduardo Carvalho.

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Na categoria Clientes Cadastrados em Loja, os troféus foram entregues ao Mercadinho Piratininga, da regional Vale do Paraíba, representado por Vinicius Chuluck, Cocipa, da regional Presidente Prudente, representada por Marcio Eduardo Cavalaro, Chama Supermercados, da regional Leste, representado por Fabio Hiroyuki Iwamoto, Santo Supermercado, da regional Sorocaba, representado por Rafael Muniz de Castro, e Supermercado São José, da regional Ribeirão Preto, representado por Airton Cesar Colombo.

Já na categoria Destaque em Premiações, os reconhecimentos foram concedidos ao Jaú Serve, da regional Bauru, representado por Rafael de Oliveira Gonçalves, e à Rede São Roque, da regional Sorocaba, representada por Alex de Oliveira Leite.

INDÚSTRIA EM PESO

A campanha ainda contou com forte participação da indústria, envolvendo empresas, como Nestlé, Coca-Cola, Danone, Seara, Yoki, Panco, além do Supermercado Shibata e da Rede Fonte Nova. O engajamento das marcas foi apontado como um dos fatores responsáveis por ampliar o alcance da ação e potencializar as ativações realizadas nas lojas participantes.

Outro ponto destacado durante a cerimônia foi a robusta operação de monitoramento da campanha. Ao longo da iniciativa, foram realizadas mais de 454 mil verificações em loja e mais de 260 mil registros fotográficos, reforçando o acompanhamento contínuo das ativações e a padronização da execução nas redes participantes. Dentro do setor, esse modelo operacional vem sendo percebido como um diferencial importante para garantir maior controle das ações promocionais, previsibilidade de resultados e alinhamento entre indústria e varejo.

Representantes do varejo e da indústria também destacaram que a campanha contribuiu para fortalecer o relacionamento entre fornecedores e supermercadistas, ampliando oportunidades de exposição de marcas, incremento de vendas e construção de estratégias conjuntas voltadas à fidelização do consumidor. A percepção predominante entre os participantes foi de que ações colaborativas, como a Marcas Campeãs, tendem a ganhar ainda mais relevância diante de um consumidor cada vez mais atento à experiência de compra e à conexão com as marcas.

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Além dos reconhecimentos às empresas participantes, a cerimônia também premiou consumidores contemplados nos sorteios da campanha. Entre os vencedores anunciados, estiveram Thiago Luiz, ganhador do principal prêmio da promoção, uma casa, Anderson Pereira, contemplado com um automóvel, Willian Aparecido de Oliveira, vencedor de um videogame, Silvio Xavier, premiado com R$ 500, Rosana Caroline, contemplada com R$ 200, e Thatiane Caroline, vencedora do prêmio de R$ 100. Os resultados da campanha também foram destacados pelos participantes como um importante instrumento de fortalecimento da relação entre supermercados e fornecedores. Na avaliação de Tamires Lemes, gerente de marketing do Supermercado Shibata, a campanha contribuiu diretamente para ampliar o engajamento dos consumidores no ponto de venda. “A participação do Supermercado Shibata foi bastante estratégica e engajadora”, afirmou. Segundo a executiva, a rede trabalhou com ativações, comunicação visual destacada e ações promocionais alinhadas às marcas participantes, o que gerou maior interação dos consumidores com os produtos expostos. “Observamos um impacto positivo na interação dos clientes no ponto de venda, com maior visibilidade para os produtos destacados pela campanha e, consequentemente, tivemos um incremento no sell-out”, destacou.

Tamires também ressaltou os aprendizados operacionais proporcionados pela iniciativa. “A campanha gerou aprendizados importantes e reforçou a importância de ações bem integradas entre o varejo e fornecedores”, afirmou. Segundo ela, um dos momentos marcantes da edição foi a premiação de um consumidor da rede Shibata na cidade de Caçapava (SP), vencedor do carro da promoção, fato que ampliou a visibilidade local da campanha e da própria rede supermercadista.

Na Rede Fonte Nova Supermercados, o gerente de operações Emerson Lopes do Nascimento atribuiu os resultados ao planejamento estruturado e ao engajamento das equipes. “Procuramos fazer uma campanha muito positiva e bem planejada”, afirmou. Segundo o executivo, antes mesmo do início da ação, a rede promoveu mobilização interna para ampliar a divulgação dos produtos participantes, aumentar pontos extras e expandir o espaço de gôndola destinado às marcas da campanha.

Como resultado, a rede observou impacto direto nos indicadores comerciais, especialmente no tíquete médio. “Houve uma evidente melhora no tíquete médio com o investimento na campanha Marcas Campeãs”, afirmou Nascimento. O executivo também destacou ganhos relacionados ao relacionamento com clientes, equipes e fornecedores, e que a iniciativa ajudou a fortalecer o engajamento interno,

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com os clientes e, também, com os fornecedores parceiros, o que deixa claro que a campanha exerce papel importante no fortalecimento da cadeia supermercadista. “A campanha Marcas Campeãs ajuda muito a estreitar o relacionamento entre indústria e varejo”, completou. Do lado da indústria, Cristina Azambuja, gerente de trade marketing & merchandising da Panco, destacou que a campanha já se consolidou como uma importante ferramenta estratégica para aumentar a visibilidade e impulsionar as vendas no PDV. “A Panco teve, mais uma vez, uma participação de destaque na campanha Marcas Campeãs 2026, figurando entre as top 3 marcas da iniciativa”, afirmou. Segundo ela, o desempenho foi resultado do alinhamento entre estratégia comercial, vendas e excelência na execução em loja. “Esse resultado é reflexo do forte engajamento das equipes de vendas e merchandising, que atuaram com excelência na execução das categorias participantes”, avaliou. A executiva ainda ressaltou que as redes participantes apresentaram desempenho superior às que ficaram fora da ação, reforçando o impacto da campanha na conversão e na exposição das marcas. “As redes envolvidas na ação apresentaram desempenho superior quando comparadas às não participantes”, analisou Cristina.

Outro ponto destacado pelos participantes foi o papel da coleta de dados ao longo da campanha. O grande volume de auditorias, registros em loja e acompanhamento das ativações ampliou a capacidade analítica das empresas envolvidas, permitindo ajustes mais rápidos durante a execução e transformando a iniciativa também em uma ferramenta de gestão comercial e operacional.

PDV FORTALECIDO

A avaliação entre varejistas e indústrias é de que os resultados obtidos em 2026 criaram uma base sólida para expansão da iniciativa, fortalecendo o papel da Marcas Campeãs como uma das principais plataformas de ativação, relacionamento e estímulo ao consumo no varejo supermercadista brasileiro.

Ao encerrar mais uma edição da campanha, a Marcas Campeãs reforçou não apenas sua relevância promocional, mas também seu papel estratégico para o varejo supermercadista. Em um cenário cada vez mais competitivo e orientado por experiência, relacionamento e fidelização, a iniciativa mostrou como a integração entre indústria, supermercados e consumidores pode gerar resultados concretos, ampliar engajamento e fortalecer o ponto de venda como espaço de conexão entre marcas e shoppers.

A expectativa entre os participantes é que a edição de 2027 amplie ainda mais o número de redes, indústrias e consumidores envolvidos, expandindo o alcance das ativações e fortalecendo o papel da campanha como uma das principais ferramentas de relacionamento e geração de negócios do varejo alimentar brasileiro.

Foto: Eliane Cunha
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Eliane
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Espaço“Conexão deNegócios”

ampliaoportunidadesentre compradoresefornecedores

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Área utiliza matchmaking para promover reuniões direcionadas entre empresas expositoras e potenciais compradores nacionais e internacionais

Oespaço “Conexão de Negócios” aproximou compradores e fornecedores durante a APAS SHOW 2026 por meio de uma dinâmica estruturada de matchmaking, processo de conectar duas ou mais partes com interesses complementares, facilitando parcerias, negócios ou a tomada de decisões estratégicas. No espaço, as reuniões foram agendadas antecipadamente e conectaram diretamente quem oferece produtos e serviços aos potenciais compradores, garantindo encontros objetivos e rápidos, com duração máxima de 30 minutos.

O processo foi baseado no perfil preenchido pelas empresas durante a inscrição, o que assegurou encontros direcionados e otimizou as oportunidades dentro do festival. Essa dinâmica permitiu contatos únicos com empresários e empresas que, dificilmente, seriam acessíveis pelos meios tradicionais. Durante o período do festival, foram realizadas cerca de 162 reuniões entre marcas expositoras e o setor varejista, promovendo networking e a expectativa de gerar mais de R$ 114 milhões em transações entre os participantes.

Diferentemente de uma visita espontânea aos estandes, o formato organizou encontros direcionados entre participantes com interesses compatíveis. A proposta permitiu que compradores conhecessem soluções relacionadas às suas demandas e que fornecedores apresentassem seus produtos e serviços de forma mais objetiva, com espaço para aprofundar conversas e avançar em possíveis negociações.

Segundo Karen Rodrigues, diretora da contatos eventos de negócios, cada reunião teve duração média de 20 a 30 minutos. O período foi planejado para que os participantes pudessem apre-

sentar suas empresas, demonstrar produtos e avaliar possibilidades de negócios com mais atenção.

A expectativa desta edição era receber cerca de 40 compradores e 80 fornecedores. O público incluiu potenciais compradores nacionais e internacionais, o que ampliou as possibilidades de contato para as empresas expositoras e fortaleceu a aproximação entre diferentes elos do mercado.

Criado há, aproximadamente, cinco anos, o projeto acompanhou a evolução do festival e registrou aumento no número de expositores, compradores e oportunidades geradas ao longo desse período. A estrutura tam-

bém passou por melhorias para oferecer mais privacidade e conforto aos profissionais durante as conversas comerciais. “Foram várias mesas, em um ambiente privativo, então foi possível fazer essas reuniões privadas, com mais tranquilidade”, afirmou Karen. A organização do espaço buscou proporcionar condições adequadas para que os participantes conversassem com maior concentração, apresentassem seus diferenciais e identificassem oportunidades em comum. Para os compradores, a rodada representou uma alternativa mais focada à circulação tradicional pelos estandes. Em vez de depender apenas de encontros

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ocasionais, os participantes chegaram às reuniões com interesses previamente alinhados, o que favoreceu uma comunicação mais direta e o conhecimento aprofundado das soluções apresentadas.

Alcides Neto da Silva, gerente comercial do Supermercado Moranguinho, no Ceará, avaliou que o formato facilitou a proximidade com as indústrias. Segundo ele, os profissionais chegaram preparados e compartilharam a mesma linguagem, condição que contribuiu para uma troca mais eficiente e para a realização de bons negócios.

A experiência também foi positiva para os fornecedores. Reginaldo Agostinho, gerente comercial da Sulbeef, participou do projeto pela segunda vez e destacou como alguns diferenciais, a oportunidade de ampliar contatos, reencontrar profissio nais, fortalecer o networking e se aproxi mar de novas empresas. “A edição deste ano foi ainda melhor que a anterior”, afirmou Agostinho. A avaliação reforça o papel da iniciativa como um ponto de encontro voltado à construção de relacionamento comercial dentro da programação da feira.

Ao reunir fornecedores e potenciais compradores em reuniões previamente organizadas, o “Conexão de Negócios” contribuiu para tornar as interações mais produtivas. A dinâmica possibilitou que os participantes aproveitassem o tempo disponível para apresentar demandas, conhecer produtos e serviços e identificar possibilidades de parceria.

O modelo de matchmaking também ajudou a direcionar o contato entre empresas que podem ter interesses convergentes. Em um evento que reuniu diferentes segmentos e perfis de negócios, a organização das reuniões ofereceu um caminho para que compradores e fornecedores estabelecessem conversas mais qualificadas.

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Em palestra no Grande Auditório, professor, escritor e filósofo relaciona responsabilidade social, legado e atuação empresarial às decisões que constroem o presente e preparam o futuro

Oprofessor, escritor e filósofo Mario Sergio Cortella conduziu a palestra “Ética, pessoa, empresa e sociedade” durante o evento de responsabilidade social e sustentabilidade da Associação Paulista de Supermercados (APAS), realizado no Grande Auditório. Ao longo da apresentação, ele convidou o público a refletir sobre o papel das pessoas, das lideranças e das organizações na construção de uma presença capaz de permanecer de forma positiva na sociedade.

Desde o início da conversa, Cortella relacionou a ética ao cuidado com a vida e à capacidade de produzir impacto coletivo. Para o palestrante, a reflexão não deve se limitar à busca individual por resultados ou ao desejo de “ganhar a vida”, mas alcançar uma pergunta mais ampla: de que maneira cada pessoa, empresa ou instituição contribui para sustentar a vida de forma mais fértil, decente e significativa?

A provocação colocou a responsabilidade social no centro do debate. Em vez de tratar o tema apenas como um compromisso formal ou institucional, Cortella ressaltou que as escolhas feitas diariamente revelam a maneira como cada organização se posiciona diante da sociedade. Decisões empresariais, relações profissionais e atitudes pessoais deixam marcas que ultrapassam o momento que são tomadas e ajudam a definir a qualidade da convivência no presente e no futuro.

O conceito de legado também ganhou espaço durante a palestra. Segundo Cortella, não basta pensar pelo que uma pessoa deseja ser lembrada, porque a construção de uma trajetória depende daquilo que ela faz hoje para que sua existência tenha sentido além dos próprios interesses. “O que desejo para mim é que, quando eu me for, as pessoas possam dizer: fará falta”, afirmou.

Ao abordar o tema, o filósofo associou a ética à capacidade de fazer diferença na vida de outras pessoas. A ideia vale tanto para relações individuais quanto para a atuação de empresas e instituições, já que o impacto de uma organização não se restringe aos resultados imediatos. Sua presença também é percebida pela forma como conduz escolhas, estabelece prioridades e se relaciona com a sociedade.

A responsabilidade sobre o futuro apareceu como outro eixo da apresentação. Cortella citou a frase atribuída ao ator francês Pierre Dac, segundo a qual “o futuro é o passado em preparação” para reforçar que as decisões tomadas agora serão avaliadas pelas próximas gerações. A reflexão evidencia que o amanhã não surge de forma isolada, mas é construído por atitudes cotidianas, inclusive por aquelas que podem parecer pequenas no momento em que ocorrem.

No ambiente empresarial, essa perspectiva amplia o olhar sobre responsabilidade social e sustentabilidade. Para Cortella, pessoas e organizações precisam considerar não apenas aquilo que desejam realizar, mas, também, os limites, as consequências e os compromissos envolvidos em cada decisão. O impacto coletivo, portanto, não pode ser separado da conduta adotada no presente.

Em outro momento da palestra, o professor recorreu à metáfora dos “dois cães” que habitam em cada pessoa. Um deles seria bruto, egoísta e destrutivo; o outro, bondoso, generoso e fraterno. Ao perguntar qual vencerá, Cortella apresentou uma resposta ligada ao comportamento cotidiano: prevalece aquele que cada indivíduo escolhe alimentar mais.

A imagem sintetiza a dimensão prática da ética. Mais do que um conceito abstrato, ela se manifesta em decisões recorrentes, na

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maneira como cada pessoa reage aos desafios e nas escolhas feitas quando interesses individuais entram em contato com responsabilidades coletivas. Para empresas e lideranças, a metáfora também funciona como um convite à coerência entre discurso e prática.

Ao tratar diretamente do conceito de ética, Cortella retomou uma de suas formulações mais conhecidas: ética é o conjunto de valores e princípios utilizado para responder às três grandes questões da vida: quero, posso e devo. A relação entre essas perguntas exige reflexão, porque nem tudo o que se quer fazer pode ser realizado e nem tudo o que se pode fazer deve necessariamente ser colocado em prática.

A formulação vale para diferentes dimensões da vida. Cortella destacou que a ética está presente nas relações pessoais, familiares, políticas, empresariais e sociais, sempre que uma escolha demanda responsabilidade, avaliação de limites e consciência sobre os efeitos produzidos. O tema, portanto, não se restringe a códigos, normas ou declarações institucionais.

Para as empresas, essa abordagem reforça a necessidade de observar como valores e princípios se traduzem em comportamentos concretos. A responsabilidade social não se revela apenas em mensagens públicas, mas também na forma como decisões são tomadas, impactos são avaliados e relações são conduzidas. O compromisso com a sociedade depende da consistência entre o que se afirma e aquilo que se pratica diariamente. Com linguagem acessível e exemplos do cotidiano, o filósofo aproximou o debate da realidade vivida pelo público. Sua fala apresentou a ética como uma escolha contínua, presente tanto em grandes decisões quanto em atitudes aparentemente simples. Em ambos os casos, o resultado contribui para definir o tipo de convivência que pessoas, lideranças e organizações ajudam a construir.

A palestra também reforçou que o legado não deve ser tratado como uma ideia distante. Ele começa a ser formado no presente, por meio das escolhas que orientam a atuação de cada pessoa e de cada empresa. Ao conectar responsabilidade social, sustentabilidade e conduta diária, Cortella mostrou que a construção de um futuro mais decente depende da capacidade de equilibrar desejos, possibilidades e deveres.

No encerramento, o filósofo deixou uma mensagem direta para o ambiente empresarial: ética não é um discurso reservado a ocasiões específicas, mas uma prática permanente. Para pessoas e organizações, fazer diferença na sociedade exige avaliar as consequências de cada decisão e escolher, todos os dias, quais valores serão alimentados.

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Dafeiraparaamesa:

APASSHOW2026arrecadaquase94 toneladasdealimentoseprodutospara famíliasemvulnerabilidade

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Campanha promovida pela APAS transforma excedentes da feira em apoio a centenas de entidades sociais e comunidades atendidas em diferentes regiões do país

Amaior feira supermercadista do mundo também mostrou, mais uma vez, a força da solidariedade. Ao encerrar sua 40ª edição, a APAS SHOW alcançou um resultado histórico em sua tradicional campanha de arrecadação de alimentos e produtos de higiene e limpeza, consolidando uma iniciativa que une varejo, indústria e organizações sociais em torno de uma causa comum: combater a fome e reduzir o desperdício.

Ao longo dos primeiros meses do ano e durante os quatro dias do evento, foram arrecadadas 93,96 toneladas de alimentos e produtos, volume recorde que supera com folga os resultados registrados nas edições anteriores. O montante foi destinado a organizações da sociedade civil que atuam junto a famílias em situação de vulnerabilidade social, ampliando o alcance social de um dos principais encontros de negócios do país.

A campanha começou em janeiro, muito antes da abertura dos portões do festival, realizado entre 18 e 21 de maio. Nesse período, 16 empresas parceiras e cinco redes associadas já haviam contribuído com 74,38 toneladas de produtos. Durante a feira, os expositores aderiram em peso à iniciativa, doando mais 19,58 toneladas diretamente de seus estandes.

O resultado refletiu o amadurecimento de uma ação que chega ao seu quarto ano consecutivo dentro da APAS SHOW. O que antes era uma mobilização focada no aproveitamento dos excedentes da feira, tornou-se uma ampla corrente de colaboração que envolve empresas, supermercadistas, entidades sociais e centenas de voluntários.

Segundo Marcelo Souza, diretor de responsabilidade social da Associação Paulista de Supermercados (APAS), a estrutura criada nesta edição foi a maior já realizada para atender ao crescimento das doações. “Montamos uma operação robusta para garantir que tudo fosse coletado, separado e encaminhado rapidamente. Contamos com 350 voluntários, caminhões refrigerados, caminhões convencionais e áreas específicas para recebimento das doações dentro da feira. O crescimento da arrecadação mostra o engajamento crescente do setor com as causas sociais”, destaca.

Toda a logística de coleta, triagem e distribuição foi realizada em parceria com a Associação Prato Cheio, o programa Sesc Mesa Brasil e a organização Amigos do Bem. O trabalho garantiu que os produtos chegassem de forma rápida e segura às instituições beneficiadas.

A ação representa um importante mecanismo de combate ao desperdício. Produtos que poderiam perder valor comercial após o encerramento do evento encontram um novo destino, beneficiando milhares de pessoas em diferentes regiões do país.

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As doações foram destinadas a dezenas de organizações sociais atendidas pela Associação Prato Cheio e pelo Sesc Mesa Brasil. Além disso, cerca de 300 comunidades do Nordeste receberam apoio por meio do trabalho desenvolvido pela Amigos do Bem. Outro destaque foi a destinação de, aproximadamente, três toneladas de produtos para famílias da comunidade Zaki Narchi, localizada no entorno do Distrito Anhembi, em parceria com o Instituto Center Norte.

Para Núria Braão Chaim, presidente da Associação Prato Cheio, os resultados refletem uma mudança importante na forma como as empresas enxergam seu papel social. “Estamos completando 25 anos de atuação e percebemos um envolvimento cada vez maior das empresas. Hoje, existe uma compreensão muito mais clara sobre a importância de evitar desperdícios e direcionar esses produtos para quem realmente precisa. É um movimento que cresce a cada ano”, afirma.

O reconhecimento conquistado pela entidade também contribuiu para ampliar a adesão à campanha. Segundo Núria, a conquista recente de um prêmio de responsabilidade social ajudou a abrir portas e atrair novos parceiros para a causa.

No sertão nordestino, o impacto das doações também é significativo. Fernando Sánchez, diretor institucional da Amigos do Bem, ressalta que os alimentos arrecadados reforçam uma rede de assistência que atende milhares de famílias mensalmente. “Hoje, distribuímos cerca de 30 mil cestas básicas por mês. A arrecadação realizada na APAS SHOW fortalece diretamente esse trabalho e permite ampliar nosso alcance junto às comunidades mais vulneráveis”, explica.

A iniciativa também reforça outro aspecto cada vez mais valorizado pelo setor supermercadista: a responsabilidade social integrada aos negócios. Em um ambiente tradicionalmente voltado para lançamentos, networking e geração de oportunidades comerciais, a campanha demonstra que o impacto positivo pode extrapolar os corredores da feira.

Por trás das quase 94 toneladas arrecadadas, houve uma grande operação colaborativa. Além da participação de expositores e empresas parceiras, cerca de 350 voluntários atuaram na coleta, organização e encaminhamento dos produtos, garantindo que cada doação encontrasse rapidamente seu destino.

Ao transformar excedentes em solidariedade, a APAS SHOW 2026 deixou um legado que vai além dos resultados econômicos. O recorde alcançado nesta edição mostra que, quando indústria, varejo e terceiro setor atuam juntos, é possível gerar impactos concretos e duradouros para milhares de brasileiros. Afinal, entre negócios e inovação, também há espaço para algo essencial: fazer a diferença na vida de quem mais precisa.

A estratégia por trás do conteúdo do congresso APAS SHOW 2026 - Artur Motta e Olegário Araújo

No episódio do SV TÁ ON apresentado por Fabiano Benedetti, diretor de marketing, negócios e CRM da APAS, os curadores Olegário Araújo e Artur Motta compartilharam os bastidores da construção do congresso APAS SHOW. Durante a conversa, destacaram o papel do evento como uma plataforma estratégica de conhecimento, insights e apoio à tomada de decisão para o varejo alimentar em um mercado cada vez mais competitivo.

Quimivida e o mercado de produtos químicos e práticos para limpeza

Marcos Rodrigues, diretor de novos negócios da Quimivida, e Celso Riso, diretor comercial da empresa, participaram do SV TÁ ON para apresentar a trajetória da fabricante de produtos de limpeza e higiene. Durante a conversa, os executivos falaram sobre inovação, desenvolvimento de produtos, crescimento da marca e os desafios da categoria no varejo supermercadista. O episódio também destacou a importância da APAS SHOW para ampliar negócios e fortalecer o relacionamento com o setor.

A história e os desafios da Marco Boni no segmento de higiene e beleza Nilson Ribeiro, diretor de marketing e sócio da Marco Boni, participou do SV TÁ ON para contar a trajetória da empresa, que nasceu há 45 anos e, hoje, está presente em 37 países. O episódio abordou inovação, expansão do portfólio e a importância da categoria de higiene e beleza para o varejo supermercadista.

SV TÁ ON
Olegário Araújo e Artur Motta
Marcos Rodrigues e Celso Riso
Nilson Ribeiro

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