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SuperVarejo - Dezembro/2025

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www.supervarejo.com.br

DEZ

283

2025

ANO XXV Nº 283

DEZEMBRO 2025

EFICIÊNCIA e ATENÇÃO AO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR Essas serão as palavras-chaves na visão de executivos da indústria e do varejo supermercadista para obter o sucesso em 2026

Dayane Titon Baly Brasil

Belmiro Gomes Assaí Atacadista

Maria C. M. Silva Philco

Bernardo O. Preto St. Marche

Gabriel Ferreira Bold Snacks

Raphael M. Frazão GoodBom

Valdir Carneiro Doce D’ocê

Dioner dos Santos Covabra

Cristiane Clausen Britânia

Marcelo S. Guimarães Selmi

Giorgeo Zanlorenzi Zanlorenzi

Ricardo Sabatine Heineken

Thomaz Machado Scanntech

Erlon Ortega Serve Todos e APAS


S U M Á R I O | Edição 283

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6 8

COLUNA

G E S TÃO

EDITORIAL

Perdas e rupturas

VA R E J O

Checkout

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CA PA

G E S TÃO

CEOs

Padaria

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48

MARKETING

MARKETING

Perfil Ganhadores Prêmio Apas Acontece

Cobertura Prêmio Apas Acontece

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MARKETING

G E S TÃO

L A N ÇA M E N T O S

O que rolou na SV... Novembro

FFLV

Vitrine

E R R ATA No Ranking as 5 Mais Escolhidas, publicado na edição de Novembro, houve um erro nas marcas citadas na categoria de lâmpadas. Abaixo tabela correta:

LÂMPADA

TOTAL BRASIL CENTRO OESTE

INT-SP

MET-SP

MG, ES E RJ

NORDESTE

NORTE

SUL

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ELGIN

1

ELGIN

1

TASCHIBRA

1

ELGIN

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ELGIN

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BELPRO

1

ELGIN

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PHILIPS

2

PHILIPS

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AVANT

2

ELGIN

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PHILIPS

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TECHLUZ

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AVANT

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TASCHIBRA

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LEDVANCE

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TECHLUZ

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GALAXY

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OUROLUX

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BLACK MAIS DECKER

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FORTLED

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LUMANTI

3

PHILIPS

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MUNDILUX

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FORTLED

4

FOXLUX

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PHILIPS

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ONLUX

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FOXLUX

4 TRAMONTINA 4

AVANT

4 TRAMONTINA

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BULBO

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EMPALUX

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RAYOVAC

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LUZ SOLLAR

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EMPALUX

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5

GALAXY

5

ENCE

FFKR


EDITORIAL

Adeus, 2025!

A

DIRETOR-GERAL Carlos Correa DIRETOR DE MARKETING E NEGÓCIOS Fabiano Benedetti fabiano.benedetti@apas.com.br GERENTE DE MARKETING E NEGÓCIOS Maria Amélia Serafim Abdalla

última edição da SuperVarejo do ano chegou! Ao longo dos meses, procuramos retratar o momento vivido pelo varejo alimentar brasileiro, bem como as principais tendências que têm impulsionado o crescimento do setor supermercadista. Entre os destaques do ano, estiveram as pesquisas publicadas em parceria com a Scanntech Brasil, bem como as edições que trouxeram como “pano de fundo” a APAS SHOW! De qualquer maneira, o objetivo foi sempre um só: trazer conteúdo rico para você, leitor! E agora vamos falar dela, a última edição da SV do ano. A publicação de Dezembro (283) destaca como matéria de capa, reportagem que aponta as perspectivas de CEOs da indústria e do varejo para suas companhias e mercado de consumo em 2026. Outros destaques da edição são a matéria sobre a seção de frutas, flores, legumes e verduras (FFLV). Tradicionalmente visto como setor de reposição diária e itens de compra rápida, o hortifruti passou a ocupar um papel estratégico no supermercado nos últimos anos, assim como a padaria. Nos últimos anos, a seção se tornou cada vez mais estratégica, espaço no qual conveniência, qualidade e experiência se encontram. Ambas reportagens trazem dicas de como obter o melhor na operação e fidelizar o consumidor. Espero que você, nosso leitor, tenha acompanhado as nossas edições ao longo de 2025. E que elas, de certa maneira, tenham contribuído para o seu crescimento pessoal e da sua empresa. Boa leitura, bons negócios e nos vemos em 2026!

EDITORA-CHEFE Daniela Guiraldelli daniela.guiraldelli@supervarejo.com.br ASSISTENTE DE REDAÇÃO Laura Hidalgo laura.hidalgo@supervarejo.com.br ESTAGIÁRIA Nina da Gloria nina.gloria@supervarejo.com.br ANALISTA DE MARKETING PLENO Karolaine Caine karolaine.caine@supervarejo.com.br SUGESTÕES E CRÍTICAS redacao@supervarejo.com.br Tel.: (11) 3647-5000 GERENTE COMERCIAL Rafael Suarez COORDENADOR KA Rubens Bernardi COORDENADORA SÃO PAULO E OUTROS ESTADOS Valéria Spirito COORDENADOR INTERIOR SÃO PAULO Ricardo Vieira COORDENADORA INTERNACIONAL Gabriela Meucci INTELIGÊNCIA COMERCIAL Jessica Araujo - Analista, Rosângela Rodrigues - Analista, Cleiziane Ribeiro Assistente, Stephen Harrison - Analista EXECUTIVOS Joselina Bartolomeu - Executiva KA, Adriana Gadducci - Executiva KA, Simone Sicuto - Executiva KA, Flavio Ramos Executivo KA, Danilo Sobral - Executivo Sul do Brasil, Camila Loureiro – Executiva Guarulhos/ SP Leste e Norte, João Luis - Executivo Norte e Nordeste Brasil, Paulo Farias - Executivo SP Oeste e Sul, Fernando - Executivo ABC, Helena Nogueira - Executiva Campinas 1, Thays Souza - Executivo Campinas e Juliana Franco - Executiva São José do Rio Preto

DANIELA GUIRALDELLI EDITORA-CHEFE

SUPERVAREJO é uma publicação mensal da APAS – Associação Paulista de Supermercados, dirigida e distribuída gratuitamente a profissionais ligados ao setor. Os artigos assinados e as entrevistas não refletem, necessariamente, a opinião da revista.

GERENTE DE PRODUTOS Eduardo Guena Camargo

NOSSA MISSÃO Oferecer aos interessados no setor supermercadista brasileiro informações atualizadas quanto às melhores práticas desenvolvidas pelos supermercadistas nacionais e internacionais.

PRODUÇÃO Pluvia Comunicação pluviadigital.com.br contato@pluviadigital.com.br (11) 98131-7500 DIRETORIA PLUVIA José Augusto Neves e Marcella Anghinoni DESIGN Danielle Garcia Lima Leo Melo REVISÃO Maurício Pedroso

supervarejo.com.br facebook.com/revistasupervarejo SuperVarejo SuperVarejo

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PARA ANUNCIAR: ( 1 1 ) 3 6 47 - 5 0 0 0 comercial@apas.com.br

IMPRESSÃO: Coan Gráfica DISTRIBUIÇÃO: Nacional. TIRAGEM: 17.000 exemplares.


G E S TÃ O | Perdas e rupturas

Operação

cuidadosa

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TEXTO • IGOR FRANCISCO • redacao@supervarejo.com.br

Com tecnologias de monitoramento, gestão de dados e parcerias mais transparentes, indústria e varejo supermercadista avançam na redução de perdas e rupturas, equilibrando o mix de perecíveis e a margem de lucro com a operação

R

eduzir perdas e rupturas não é apenas uma questão operacional, mas sim, uma estratégia essencial para garantir rentabilidade e sustentabilidade nos resultados do supermercado. Em um cenário em que o consumidor valoriza qualidade e frescor - principalmente no setor de hortifruti - ao mesmo tempo em que a concorrência exige eficiência, indústria e supermercadistas têm se aproximado para transformar o desafio em oportunidade, principalmente no universo dos perecíveis. Em um contexto desafiador, indústria e varejo vêm apresentando resultados a partir da integração entre tecnologia, processos e propósito, o que tem ajudado o setor a evitar prejuízos, aprimorar o mix de produtos e consolidar uma nova cultura de gestão de perecíveis, mais precisa, sustentável e lucrativa para todos os elos da cadeia.

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G E S TÃ O | Perdas e rupturas

PERECÍVEIS EM FOCO Em 2025, a rede GoodBom Supermercados reforçou a cultura voltada à gestão de perdas em todos os departamentos, com destaque para o FFLV (flores, frutas, legumes e verduras). “Investimos em sistemas de controle de estoque e relatórios diários de quebras e validade, que permitem decisões mais rápidas e assertivas”, explica Ricardo Cobacho Medeiros, gerente comercial. Além disso, a gestão adotou planilhas de acompanhamento por categoria, garantindo visibilidade total ao processo. “Implementamos parcerias com fornecedores para revisão periódica de mix, ajustando à demanda real de cada loja”, detalha. O executivo explica que o acompanhamento do giro e da validade dos produtos é pensado justamente para evitar rupturas e desperdícios. “Fazemos o monitoramento através do sistema de compras e de relatórios que indicam a cobertura de estoque por produto”, explica. Dessa maneira, as equipes de cada setor podem realizar, diariamente, a conferência visual e o registro de produtos próximos do vencimento para garantir ações preventivas, como remarcação, exposição prioritária ou devolução, se necessário”, afirma. Foto: shutterstock

Para Ricardo Franco, gerente de compras do Supermercado Pague Menos, o sucesso para reduzir desperdícios e evitar falta de produtos passa por uma gestão baseada em dados, treinamentos contínuos e parcerias colaborativas com fornecedores. Nas mais de 30 lojas da rede no Estado de São Paulo, a redução começa com a gestão de abastecimento: “Em parceria com áreas de apoio, como o departamento de supply chain, que hoje conta com tecnologias facilitadoras dos processos antiperdas, podemos avaliar alguns fatores, como o período de venda, clima e preço, o que permite uma previsão de demanda assertiva, evitando rupturas e, principalmente, perdas”, explica. O executivo explica que a empresa utiliza um sistema Business Intelligence (BI) para acompanhar diariamente as vendas e identificar possíveis prejuízos. “Quando necessário, realizamos ações direcionadas e com apoio do fornecedor, porque temos como premissa realizar negociações colaborativas para garantir o giro do produto e minimizar as perdas, especialmente na área de perecíveis, onde controle e agilidade são fundamentais”, completa.

“NÃO SE TRATA DA MENTALIDADE ULTRAPASSADA DE EMPURRAR SKU PARA O PONTO DE VENDA PARA TIRAR PEDIDOS. É SOBRE SUSTENTAR MARGEM, NEGÓCIO E PARCERIA. O FUTURO DAS RELAÇÕES ENTRE INDÚSTRIA E VAREJO SERÁ DEFINIDO NÃO POR QUEM VENDE MAIS, MAS POR QUEM DESPERDIÇA MENOS, COM GESTÃO E GOVERNANÇA E, ASSIM, MAIS LUCRO”, AFIRMA ANDERSON OZAWA, CONSULTOR E CEO DA AOZAWA CONSULTORIA.

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tópicos: PARCERIA • TECNOLOGIA • PERECÍVEIS

INDÚSTRIA RESPONDE COM TECNOLOGIA Nessa perspectiva, a estratégia das fabricantes deu “um salto” para apresentar resultados, conforme explica Anderson Ozawa, consultor de negócios e CEO da Aozawa Consultoria. “A indústria evoluiu muito, mas o grande salto não está na tecnologia para evitar perdas e rupturas, e sim, na intenção por trás do uso dela”, analisa. O especialista explica que o desafio vai além de prolongar a vida útil dos produtos perecíveis. Também é necessário não afetar seu sabor original e garantir a preservação de sua essência inicial. Para ele, tem havido avanços importantes em tecnologias que tratam de atmosfera modificada, barreiras ativas e revestimentos naturais para retardo da oxidação e sem interferência na experiência sensorial dos produtos perecíveis. Também tem havido um movimento consistente de integração com a ciência alimentar, em que os processos de conservação passam a respeitar o tempo natural dos alimentos e não apenas o tempo da logística, visto que eles são completamente diferentes.


Foto: shutterstock

G E S TÃ O | Perdas e rupturas

A tecnologia também tem sido a melhor aliada da redução das perdas e desperdícios. “Os sensores de temperatura e umidade, que estavam acessíveis apenas na logística internacional, hoje estão acessíveis e aplicáveis ao dia a dia do varejo e da indústria nacional”, destaca Ozawa. Sistemas dessa natureza garantem rastreabilidade térmica da origem dos produtos ao PDV e, assim, permitem identificar onde a perda realmente tem seu início, o que é muito importante em um cenário no qual, geralmente, os problemas são tratados de forma genérica, sem uma ação focada na causa/origem. Segundo o especialista, quando o assunto é rastreabilidade digital dos produtos para evitar desperdícios, o avanço na indústria tem sido significativo. “Com as 12 |

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tecnologias disponíveis, é possível que cada lote carregue uma identidade própria que permita saber não somente sua origem, mas como foi todo o seu ciclo de vida até chegar na loja”, pontua. A indústria, em geral, parece adotar uma combinação de boas práticas de fabricação, controle de processo e tecnologia. É possível identificar algumas iniciativas que se destacam, como seleção rigorosa de matérias-primas; processos de fabricação controlados; boas práticas de fabricação (BPF), APPCC e programas de pré-requisitos, garantindo higiene e rastreabilidade em todas as etapas. Segundo Pedro Ciccotti, CEO da Power1One, o objetivo da indústria que atua dessa maneira é aumentar o shelf life sem uso excessivo de aditivos, preser vando sabor e

textura naturais. Ciccotti ainda revela que a Power1One conseguiu reduzir perdas logísticas quando integrou dados de estoque e vendas, permitindo produção e distribuição mais precisas. “O compartilhamento de informações de sell-out e o planejamento conjunto tornam a reposição mais eficiente e evitam excessos e rupturas. Além disso, a coordenação de promoções e previsões de demanda melhoram a previsibilidade e reduzem custos operacionais em toda a cadeia”, revela o executivo. A indústria pode e deve apoiar o varejo na gestão do mix de perecíveis, oferecendo inteligência de dados, suporte técnico e ações conjuntas. “Nós, por exemplo, analisamos o giro e a margem por SKU, sugerindo ajustes no


portfólio e no planograma para equilibrar rentabilidade. Também podemos compartilhar previsões de demanda e cronogramas de produção para otimizar pedidos e reduzir rupturas ou vencimentos”, detalha.

EQUILIBRANDO O MIX Nas categorias mais sensíveis de perecíveis, pequenas variações no manuseio geram grandes distorções no resultado e, por isso, o apoio que a indústria pode oferecer aos supermercadistas na hora de garantir o mix ideal precisa ir além da entrega. “É fundamental apoiar o varejista com o compartilhamento, por exemplo, de inteligência sobre shelf life dos produtos, performance detalhada por região e estratégias de sortimento que equilibram variedade e giro”, diz Ozawa. O especialista ainda destaca que, muitas vezes, o varejo supermercadista não erra por falta de

Foto: shutterstock

tópicos: PARCERIA • TECNOLOGIA • PERECÍVEIS


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G E S TÃ O | Perdas e rupturas

“PARA GARANTIR RESULTADOS QUANDO O ASSUNTO É PERDAS E RUPTURAS, O TREINAMENTO DAS EQUIPES TEM PAPEL FUNDAMENTAL NA PREVENÇÃO. POR MEIO DE CAPACITAÇÕES E DO PROJETO LOJA ESCOLA, OS COLABORADORES DA NOSSA REDE APRENDEM BOAS PRÁTICAS DE MANUSEIO, ARMAZENAMENTO, EXPOSIÇÕES E CONTROLE DE VALIDADE, GARANTINDO QUE PRODUTOS PERECÍVEIS MANTENHAM QUALIDADE ATÉ O MOMENTO DA VENDA”, AFIRMA RICARDO FRANCO, GERENTE DE COMPRAS DO SUPERMERCADOS PAGUE MENOS

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método, mas sim, por excesso de suposição e falta de dados complementares na hora tomar uma decisão. “Em categorias sensíveis, como laticínios, frios e congelados, o maior apoio que a indústria pode oferecer ao varejo é clareza, principalmente sobre o comportamento dos produtos, suas condições ideais de armazenamento e os impactos da exposição e da precificação na margem e resultado”, detalha. Para os supermercadistas, equilibrar o mix de produtos exige uma gestão baseada em dados e análise de desempenho por categoria. “Buscamos oferecer variedade ao cliente, porque é um diferencial do canal varejo diante da concorrência, mas sempre alinhamos o mix à demanda real de cada loja e analisando os detalhes de cada categoria, evitando excessos que possam gerar perdas”, explica Franco, da rede Pague Menos. No GoodBom, o objetivo também é equilibrar a variedade e a rentabilidade por meio de uma gestão baseada em dados. “Avaliamos o desempenho de cada

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item considerando giro, margem e perfil de consumo de cada loja. Assim, ajustamos o sortimento de forma dinâmica, mantendo itens de imagem em volumes controlados e reforçando a presença dos produtos de maior saída”, comenta Cobacho. A empresa utiliza análises de curva ABC e planogramas adaptados à sazonalidade e ao poder de compra local, garantindo uma oferta atrativa para o cliente e sustentável para o negócio. Entre os maiores desafios para o supermercadista está o equilíbrio entre oferta e demanda, principalmente em períodos de instabilidade climática e econômica, que afeta diretamente o consumo e o abastecimento. “A inconsistência nas entregas de alguns fornecedores também exige acompanhamento constante e ajustes rápidos nas compras e na exposição. Como resultado das novas estratégias implantadas, conseguimos reduzir de forma significativa o índice de perdas em perecíveis nos últimos 12 meses, além de ampliar a margem de rentabilidade e a satisfação do cliente”, finaliza o Cobacho.


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G E S TÃ O | Perdas e rupturas

EMBALAGENS INTELIGENTES Ao longo do tempo, as embalagens deixaram de desempenhar um papel estético e de comunicação de marca e também se tornaram um elemento indispensável na gestão dos desperdícios. A indústria garantiu importantes avanços no desenvolvimento de embalagens inteligentes, com sensores visuais que indicam frescor e que utilizam filmes antimicrobianos e atmosferas controladas para manter o equilíbrio gasoso dentro do produto. Essas inovações, ex plica Ozawa, permitem ampliar a vida útil e reduzir devoluções, especialmente em proteínas frescas e FLV, produtos classificados na maioria dos varejistas alimentares como de alta quebra/desperdício. Outro ponto forte, segundo o especialista, é a combinação 16 |

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equilibrada entre sustentabilidade e performance, uma vez que as embalagens passaram a ser produzidas com novas estruturas multicamadas biodegradáveis, que são mais leves, reduzem o impacto ambiental e mantêm o alimento íntegro e próprio para o consumo, e para a venda, por mais tempo. Entretanto, a verdadeira ino-

vação em embalagens pode ser encontrada a par tir do equilíbrio saudável entre design e per for mance operaciona l. “A embalagem certa deve comunicar frescor, reduzir manuseio incorreto e facilitar o controle no PDV. Embalagem, hoje, não pode ser considerada como parte do custo de produção. A embalagem faz parte do resultado da mar-


G E S TÃ O | Perdas e rupturas

especialmente no segmento de perecíveis. A combinação entre tecnologia, gestão baseada em dados e capacitação contínua das equipes tem permitido avanços concretos na previsibilidade da demanda, na otimização do mix e na rastreabilidade dos produtos. Ao mesmo tempo, a indústria amplia seu papel como parceira do varejo, compartilhando inteligência de dados, inovações em conservação e soluções em embalagens que prolongam a vida útil sem comprometer a qualidade. O resultado é uma cadeia mais eficiente, colaborativa e orientada por governança, na qual reduzir desperdícios também significa gerar valor sustentável e fortalecer a rentabilidade.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

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gem, porque impacta o ciclo de vida do produto e, quem entende isso, transforma as embalagens em parte fundamental da estratégia”, afirma Anderson. Na Power1One, por exemplo, isso já é realidade. As embalagens possuem sleeve termoencolhível e são resistentes à umidade. ”A comunicação visual das embalagens é 360° com nítida percepção de qualidade, além do lacre estendido até a tampa, que funciona como lacre inviolável”, explica Ciccotti. O cenário é de integração entre indústria e varejo supermercadista, um contexto que tem se consolidado como diferencial competitivo e estratégico para o controle de perdas e rupturas,

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VA R E J O | checkout

Inaugurações

E MOVIMENTAÇÕES DAS REDES PELO BRASIL

GRUPO PERUZZO INAUGURAÇÃO O Grupo Peruzzo irá inaugurar sua terceira loja em Dom Pedrito (RS), no prédio do antigo supermercado Nacional. O local será totalmente modernizado, desde layout, equipamentos e fachada. Essa será a 31ª operação do grupo, no ano em que celebrará seu 31º aniversário.

GRUPO ANGELONI INAUGURAÇÃO O Angeloni inaugurou loja em Jurerê Internacional, Florianópolis (SC). O novo ponto de venda tem 1.200 m² de área e traz opções, como áreas de food service (pizzas, sushi), além de adega, deck externo e 11 checkouts (entre pontos de autoatendimento e convencionais). A unidade reforça o plano de expansão do grupo ao norte da ilha catarinense. O espaço foi pensado para oferecer convivência, gastronomia e conveniência.

OBA HORTIFRUTI IINAUGURAÇÃO A rede abriu sua segunda loja na Vila Mariana (SP) com o conceito “farm”, que recria uma atmosfera rural de fazenda. A unidade tem 970 m² de vendas e apresenta produtos de hortifruti selecionados, frescos, além de áreas de conveniência. O objetivo é oferecer uma experiência acolhedora e próxima da natureza.

A rede inaugurou sua primeira unidade em Votorantim (SP), na avenida Antônio Castanharo, Parque Jataí, com 1.400 m² de área de vendas. A loja reúne açougue, padaria, hortifruti, rotisseria, peixaria, pizzaria, entre outros setores. A loja também operará com vendas via e-commerce e programa de relacionamento para os clientes.

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

BOA SUPERMERCADOS INAUGURAÇÃO


G E S TÃ O | Padaria

pão

O poder do

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TEXTO • TATIANA FERRADOR • redacao@supervarejo.com.br

Crescimento acima da média e margens elevadas mostram a força estratégica da categoria na padaria do supermercado

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ntrar em um supermercado e sentir o cheiro de pão é uma experiência universal. Mas, nos últimos anos, ela deixou de ser apenas agradável para se tornar estratégica. A padaria se converteu no coração emocional e operacional do autosserviço: um espaço no qual conveniência, qualidade e experiência se encontram. A transformação não surgiu do acaso. Ela respondeu a tendências, tais como, a busca por frescor, a retomada das compras de conveniência, a valorização do artesanal, a necessidade de margens mais saudáveis e a pressão competitiva que exige diferenciação além do preço. Neste cenário, padarias e confeitarias dentro do supermercado se tornaram protagonistas de um varejo que precisa encantar o consumidor todos os dias.

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Foto: shutterstock

G E S TÃ O | Padaria

O setor de padaria e confeitaria transcendeu o papel de mero coadjuvante para se tornar um protagonista estratégico no autosserviço, impulsionando não apenas o faturamento, mas, também, a percepção de qualidade e a fidelização de clientes. Em um mercado cada vez mais competitivo, a seção se consolida como um poderoso diferencial, atraindo fluxo diário e elevando o tíquete médio graças a uma combinação de frescor, conveniência e experiência sensorial. “A padaria tornou-se um dos setores mais estratégicos do supermercado moderno”, afirma Rafael Mendes, fundador da Ultrapão Alimentos e da Leviassa. Ele explica que, em um varejo altamente competitivo, “a diferenciação deixou de ocorrer apenas via preço: hoje 24 |

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são os perecíveis, especialmente a padaria, que definem a percepção de qualidade e fortalecem a identidade da loja”. Mendes ressalta que a padaria pode atuar como um pilar de diferenciação, com oferta de produtos frescos e artesanais e, também, como “geradora de tráfego e recorrência, mostrando como ela é um dos maiores motores de fluxo dentro das lojas”.

CRESCIMENTO E MUDANÇA DE PAPEL O setor de panificação e confeitaria nos supermercados cresce entre 6% e 8% ao ano, acima do varejo alimentar. A Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP) registrou faturamento de R$ 153,36 bilhões em 2024, com margem

bruta entre 48% e 60% quando há produção própria. Para Marcelo Lopes, diretor de food solutions da AB Mauri, a padaria deixou de ser “serviço essencial” e se tornou “centro de lucro”. Ele destaca que 33% dos carrinhos possuem, ao menos, um item da categoria, reforçando seu papel de geradora de tráfego. Além da ABIP, entidades, como NielsenIQ e GS Ciência do Consumo, reforçam que, entre os produtos mais vendidos no país, o pão francês segue soberano, seguido por pão de queijo, pães de forma, bolos caseiros e itens de consumo rápido. Já pães artesanais, premium, integrais e de fermentação natural crescem entre 6% e 8% ao ano. O consumidor moderno busca


GRUPO PEREIRA: PROFISSIONALIZAÇÃO E ESTRATÉGIA No Grupo Pereira, a padaria já é pilar estratégico. Para Sandro Corrêa, gerente nacional de operações de alimentos, a padaria deixou de ser um serviço básico e tornou-se um dos principais motores de fidelização e vendas. O pão quente a qualquer hora gera memória afetiva, reforça conveniência e diferencia a loja. A produção própria, segundo ele, é crucial para garantir margens melhores e controle de qualidade. A exposição deve explorar sentidos, como olfato e visão, com vitrines iluminadas, cheiro de pão fresco e organização estratégica - manteigas e sucos ao lado dos pães, por exemplo, estimulam compras por impulso. O mix combina clássicos com itens saudáveis e pães de fermentação natural, acompanhando hábitos regionais e análises por horário. Embalagens práticas e kits prontos ampliam a conveniência. Para aumentar a lucratividade, Corrêa destaca degustações, fidelização e ações sazonais, além de ofertas exclusivas com o Vuon Card. A ambientação — música suave, iluminação quente, aroma constante — e o posicionamento da padaria em áreas de alto fluxo completam a estratégia. Ele afirma que o setor vive forte inovação,

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tópicos: PANIFICAÇÃO • CONFEITARIA • CONVENIÊNCIA

com fornecedores lançando produtos semiacabados e congelados que garantem reposição rápida e padronização. O Grupo Pereira tem 179 unidades de negócio, incluindo 36 lojas da rede de supermercados Comper, 70 lojas do Fort Atacadista (atacarejo), 2 lojas Schmit, 21 unidades do restaurante Trudy’s e uma steakhouse, 3 filiais do Atacado Bate Forte (atacadista de distribuição), 28 lojas SempreFort (varejo farmacêutico), um Broker (distribuidor oficial da Nestlé), 5 agências de viagens, 2 postos de combustível e um centro de distribuição.


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G E S TÃ O | Padaria

CAMPESTRINI, GRUPO TOP: “NOS SUPERMERCADOS, A PANIFICAÇÃO SEGUE EM FORTE EXPANSÃO E REPRESENTA 8,60% ENTRE DO FATURAMENTO TOTAL DAS LOJAS, SENDO JÁ CONSIDERADA UMA DAS SEÇÕES MAIS RENTÁVEIS POR M²”

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por conveniência, mas, também, frescor, apresentação atrativa e produtos que transmitam cuidado. Para Mayara Shervis Nardi, diretora comercial e de marketing da Costa Lavos, as padarias ganharam popularidade porque oferecem mais do que produtos: oferecem experiências. Para ela, o aroma do pão quentinho, as vitrines temáticas, as degustações e os lançamentos locais criam conexão emocional e impulsionam vendas. “O supermercadista precisa se reinventar e agregar valor ao dia corrido do consumidor. A padaria é um ponto de encantamento”, diz. Mayara lembra que a pandemia mostrou a força da categoria: a empresa teve crescimento superior a 35%. E reforça o poder do cross selling: o pão francês é o item mais vendido e a muçarela costuma ser o segundo. “Posicionar itens complementares próximos ao pão aumenta o tíquete, pois o cliente quer a experiência completa”, explica

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O crescimento é impulsionado pela alta recorrência. Mendes complementa e cita dados da Neogrid, que revelam que “o pão está presente em mais de 50% das cestas de compras no varejo brasileiro”. Além disso, o estudo da ABIP mostra que 76% da população brasileira consome pão pela manhã, confirmando a categoria como uma das principais responsáveis pelo tráfego matinal nas lojas. “Nos supermercados, a panificação segue em forte expansão e representa 8,60% do faturamento total das lojas, sendo já considerada uma das seções mais rentáveis por m²”, atesta Douglas Campestrini, diretor comercial do Grupo TOP, composto pelas marcas Rede TOP, ObenCard e Preceiro Atacadista. Ele reforça que a popularidade das padarias vai muito além da praticidade: “O aroma do pão quente e a sensação de produto artesanal criam conexão emocional e aumentam o valor percebido, atraindo não apenas fluxo, como impulsionando vendas cruzadas com cafés, frios e laticínios”, diz Campestrini.


tópicos: PANIFICAÇÃO • CONFEITARIA • CONVENIÊNCIA

O setor de panificação e confeitaria é, hoje, um dos mais robustos do país: R$ 153,36 bilhões de faturamento da panificação em 2024 (IDEAL/ABIP). Crescimento de 10,9% em relação a 2023. Margem bruta média entre 48% e 60% nas operações próprias. 33% de penetração nos carrinhos que passam pelo caixa. De 5% a 8% do faturamento total dos supermercados. Crescimento entre 6% e 8% ao ano no autosserviço.

Em confeitaria e bolos, os números impressionam: Bolos cresceram 15,7% em valor e 8,3% em volume, em 2025. Pães industrializados chegam a 95% dos lares. Classes C, D e E impulsionam a expansão do consumo. Jovens de até 40 anos aumentam participação no segmento.

É um mercado vigoroso, movido por práticas cotidianas — do café da manhã ao consumo on the go — e pela busca do consumidor por sabor, qualidade e conveniência. Fonte: Abimapi

95%

DOS LARES BRASILEIROS CONSOMEM PÃES INDUSTRIALIZADOS, COM MAIOR ADESÃO ENTRE JOVENS E CLASSES C, D E E.


G E S TÃ O | Padaria

INDÚSTRIA: INOVAÇÃO, SAUDABILIDADE E DIFERENCIAÇÃO

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Além dos pães frescos, os produtos industrializados evoluíram e ganharam protagonismo dentro do setor. A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) registrou crescimento de 15,7% em valor na categoria de bolos industrializados e avanço de 7,8% no segmento de pães prontos. (1) “Saudabilidade, indulgência controlada e praticidade moldam o futuro da panificação no varejo”, sugere Claudio Zanão, presidente executivo da entidade, que apresenta um panorama das indústrias que atuam no setor. No Grupo Bimbo, o gerente executivo Décio Novaes destaca o papel da tradição aliada à tecnologia. As marcas Pullman, Plusvita e Artesano mantêm a liderança ao combinar qualidade, inovação e estratégia de longo prazo. A companhia também investe

na área científica BNutrition, voltada a educar consumidores sobre escolhas nutricionais. A Bauducco, por sua vez, reforça sua identidade na fermentação natural. Segundo Luis Iannini, diretor de marketing, a Massa Madre - iniciada há mais de 70 anos - é a base dos pães da marca, garantindo sabor e textura únicos. A empresa também lançou embalagem selada inédita no Brasil, que preserva o frescor dos produtos por mais tempo. O segmento free from ganha relevância com a Grani Amici. Graziela Luchini, diretora-executiva, diz que cresce a busca por produtos sem glúten, sem lactose e veganos. A empresa ampliou seu portfólio com minipães de seis gramas de proteína por porção e itens voltados ao consumo rápido, os chamados “on the go”. A Interbrands Food aposta em dois caminhos: sofisticação e tradição. A gerente de marketing Giselle Fontana Silva explica que a linha S’OUi traz brioches premium para um consumidor que busca novas ex-

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periências, enquanto a Santa Edwiges une memória afetiva e inovação. Na Panco, a gerente de marketing Érika Junqueira destaca duas frentes: a linha Artesanale, que remete ao pão “feito em casa” com fatias grossas e textura macia, e a linha Vida, que traz ingredientes, como castanha-do-pará, maçã e canela, quinoa e outros componentes voltados à saudabilidade, sem conservantes artificiais.

ESTRATÉGIAS DE LUCRATIVIDADE O consumidor moderno valoriza frescor, mas também busca acolhimento, estética e prazer. A padaria do supermercado se tornou um espaço emocional, capaz de influenciar decisões de compra que vão muito além do pão francês. Vitrines iluminadas, ambientações temáticas, degustações e lançamentos regionais ampliam o tíquete médio e ajudam a construir identidade de marca. As tendências apontam para a expansão de cafe-

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tópicos: PANIFICAÇÃO • CONFEITARIA • CONVENIÊNCIA


GPA: CONVENIÊNCIA COM INOVAÇÃO

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A padaria tornou-se uma das áreas mais estratégicas do Grupo Pão de Açúcar (GPA). Segundo Robson Parreiras, diretor comercial, o sucesso vai além da praticidade: “a somatória de conveniência, qualidade e inovação impulsiona o crescimento”. De janeiro a setembro, a categoria avançou em dois dígitos, com destaque para as lojas de proximidade, onde clientes chegam a retornar duas vezes ao dia pelo pão fresco. O grupo ampliou o sortimento com fermentação natural, croissants recheados, sobremesas individuais e itens sazonais. As centrais de produção garantem padrão e frescor, enquanto parcerias, como a We Coffee, elevam a oferta premium. O pão francês segue líder, acompanhado por pão de queijo e pão de cará. Na rotisseria, feijoada e pratos prontos sustentam o desempenho. A estratégia inclui exposição técnica, embalagens adequadas e degustações. O GPA lança cerca de 10 itens anuais e renova 50% das safras sazonais. “A padaria gera fluxo, fidelização e define a experiência da loja”, afirma Parreiras. O GPA está presente em 11 Estados e no Distrito Federal. São 726 lojas das bandeiras Pão de Açúcar, Extra Mercado, Minuto Pão de Açúcar, Mini Extra e Pão de Açúcar Fresh.

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G E S TÃ O | Padaria

terias acopladas, produtos de fermentação natural em maior escala, soluções “grab and go”, embalagens inteligentes, redução de desperdício e maior regionalização do sortimento. O varejo também tende a integrar dados de consumo às suas estratégias de produção, afinando fornadas e reduzindo perdas com algoritmos preditivos. Mas, acima de tudo, a padaria continuará sendo o espaço onde a loja conversa com o cliente de maneira sensorial e afetiva. É o primeiro cheiro, a primeira imagem e a primeira sensação que acompanham o consumidor na jornada de compra, Para aumentar a lucratividade, o varejista deve focar em diferenciação e gestão. Mendes é enfático: “o melhor mix deve ser escolhido com diferenciação, pois produtos superiores geram mais valor, maior margem e


tópicos: PANIFICAÇÃO • CONFEITARIA • CONVENIÊNCIA

mais fidelização”. Ele aponta que os grupos de maior expansão incluem: pães premium e artesanais, fermentação natural, pães embalados de maior valor agregado, soluções práticas e prontas. Mayara reforça que o fornecedor moderno é um parceiro estratégico: “Não dá para sermos apenas fornecedores de produtos, somos também fornecedores de serviços (...) pensando naquilo que o consumidor busca e entregando essas soluções completas ao cliente”. Ela exemplifica com o sucesso do “Mesão expositor” próximo aos caixas, que funciona como um ponto de compra por impulso, e a estratégia de cross selling: “montar cenários próximos à padaria, com itens que combinam com o pão, é garantia de venda de, pelo menos, mais um item”.


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G E S TÃ O | Padaria

O PAPEL DO SUPERMERCADISTA NA NOVA LÓGICA DA PADARIA Mesmo com o apoio da indústria, o sucesso da operação ainda depende diretamente das escolhas do varejista. Isso inclui desde o mix de produtos — que deve equilibrar clássicos, como o pão francês, com itens especiais de maior valor agregado — até a ambientação da loja, passando pela estratégia de comunicação com o cliente. A escolha do mix, aliás, é um dos pontos mais sensíveis. Se o supermercado oferece apenas o básico, perde seu diferencial competitivo e passa a competir exclusivamente por preço. Para que a padaria cumpra seu papel estratégico, o consumidor precisa perceber valor e singularidade. Outro fator crítico é o gerenciamento das fornadas, que reduz perdas e assegura frescor ao longo do dia. A Marquespan, por exemplo, mostra como a operação integrada pode impactar o desempenho. Com logística refrigerada, transporte em caixas apropriadas, acompanhamento técnico e treinamento contínuo, a empresa garante que cada loja mantenha a qualida32 |

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de ideal dos produtos. “O reflexo aparece no fluxo: para cada 500 pães franceses adicionais produzidos por dia, cerca de 80 novos consumidores entram na loja e não compram apenas pão, ou seja, tem um impacto direto na venda casada”, ressalta João Paulo Lima, gerente comercial da empresa. Na prática da operação, o pão francês segue como protagonista, sendo o produto mais vendido e o responsável por atrair o f luxo diário. Mas também cresce o espaço para indulgência e praticidade — pão de queijo, bolos caseiros, sobremesas e produtos porMENDES, DA cionados. Robson Parreiras, ULTRAPÃO: “A diretor comercial do Gr upo PADARIA TORNOUPão de Açúcar (GPA), relata que SE UM DOS SETORES MAIS há consumidores que visitam ESTRATÉGICOS DO suas lojas duas vezes ao dia SUPERMERCADO MODERNO” buscando pão fresco. O grupo investe em centrais de produ-


G E S TÃ O | Padaria

GRUPO TOP

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Para Douglas Campestrini, diretor comercial do Grupo TOP, a força das padarias no autosserviço não se limita à praticidade. O consumidor busca conveniência, frescor e experiência — o cheiro do pão, o visual artesanal e a possibilidade de resolver tudo no mesmo lugar. “O aroma dos assados aumenta fluxo e tíquete médio”, diz. A produção própria é apontada como a maior oportunidade do setor, garantindo melhor margem e diferenciação. Combos prontos, embalagens familiares, rotulagem “feito aqui”, degustações e ofertas personalizadas via clube de vantagens completam o potencial de crescimento. O mercado vive expansão: segundo a ABIP, o setor movimenta mais de R$ 105 bilhões e cresceu 8% em 2024. Nos supermercados, já responde por 8,60% do faturamento, com destaque, também, para confeitaria e sobremesas prontas, que avançaram 15%. Os itens mais consumidos incluem pão francês, pão de forma, bolos caseiros, cucas e salgados. Embalagens transparentes, kits prontos e produtos porcionados reforçam a conveniência. Para ampliar lucratividade, o gestor recomenda controle de produção, ilhas sazonais e degustações, além de comunicação humanizada. “A padaria precisa ser diferencial competitivo e criar vínculo emocional com o cliente”, destaca. Ao todo, o Grupo conta com 29 lojas, sendo 23 Rede TOP (varejo) e 6 Preceiro (atacarejo). .

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ção capazes de padronizar qualidade e ampliar portfólio, incluindo fermentação natural, croissants recheados e parcerias, como a We Coffee, que elevam a percepção premium do setor. “Com isso, conseguimos manter o mesmo padrão de qualidade em formatos distintos de loja, do Pão de Açúcar às bandeiras de proximidade, e essa estratégia permite entregar pães de fermentação natural, croissants recheados, itens sazonais e produtos de confeitaria com consistência e frescor, mesmo em locais com menor estrutura interna”, afirma Parreiras. No Grupo TOP, Campestrini reforça que a padaria é, cada vez mais, um espaço de conveniência e encantamento, e destaca estratégias, como embalagens econômicas, comunicação da produção local (“feito aqui”), degustações e personalização via clube de vantagens. Segundo Douglas, o pão de queijo é o item de maior giro e sua exposição estratégica estimula compras por impulso. Já o Grupo Pereira enxerga a padaria como ponto de diferenciação. Para Sandro Corrêa, gerente nacional de operações de alimentos, a localização da seção tem impacto direto no desempenho. “A padaria deve explorar visão e olfato logo na entrada ou próxima aos setores de maior fluxo, como o FLV”, afirma. Ele ressalta que a produção própria proporciona padronização e melhores margens e que ações sazonais e degustações trazem resultados expressivos. A padaria tornou-se o cartão de visita do supermercado. É nela que o consumidor forma uma das primeiras impressões sobre a loja, reconhece cuidado, sente frescor e avalia a qualidade do estabelecimento. Quando a experiência é positiva, ela se expande para toda a jornada: ele compra mais, volta com mais frequência e cria vínculo com a marca. E quando o varejo combina técnica, exposição e emoção, apoiado por fornecedores altamente especializados, a padaria deixa de ser apenas uma seção. Ela se transforma em símbolo, assinatura e diferenciação. E, no cenário competitivo atual, poucos setores têm o poder de impactar tanto a jornada completa do consumidor como este.

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2026, o ano da eficiência:

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IA, oferta de serviços e a tendência da proximidade no centro das decisões

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TEXTO • TATIANA FERRADOR • redacao@supervarejo.com.br

Líderes da indústria e do varejo alimentar preveem competição intensa, consumidor mais racional e investimentos em automação para sustentar margens e crescimento

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m u m cená r io de i n f lação estabilizada, queda gradual dos juros e confiança do consumidor em leve recuperação, o varejo supermercadista e a indústria entram em 2026 com expectativas positivas, mas atentos a desafios estruturais. Após anos de forte volatilidade com pandemia, inf lação elevada, choques logísticos, reacomodação do consumo e mudanças tributárias, a cadeia de abastecimento projeta um ciclo mais previsível, porém, exigente. A perspectiva é de que a inflação desacelere, os juros comecem a ceder e o mercado de trabalho siga aquecido, fatores que devem contribuir para uma melhora gradual da confiança do consumidor. Ainda assim, o alto nível de endividamento das famílias deverá impor limites ao poder de compra, o que deve

tornar o shopper mais racional, planejado e sensível no momento de ir às compras. Nesse contexto, 2026 se desenha como um ano em que eficiência e diferenciação serão palavras-chaves. O setor supermercadista deve avançar para uma operação cada vez mais orientada por dados, com uso crescente de inteligência artificial no abastecimento, previsão de demanda, CRM, precificação dinâmica, prevenção de perdas e automação do ponto de venda. Simultaneamente, as lojas físicas, longe de perder espaço, devem ganhar novos papéis: tornar-se hubs logísticos, pontos de experiência e ambientes de serviços integrados. Modelos como proximidade, lojas compactas e especializadas devem continuar em expansão, enquanto marcas próprias, saudabilidade e conveniência seguirão moldando o sortimento.

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Um cenário de omnicanalidade real, no qual o cliente transita entre canais físicos e digitais sem barreiras, exigindo consistência operacional e comunicação mais fluida, define o varejo supermercadista. Assim, no próximo ano, os supermercados deverão buscar por equilíbrio entre eficiência operacional, digitalização do ponto de venda, ampliação de serviços, fortalecimento das lojas de proximidade, expansão regional e aprimoramento do sortimento. E tudo isso aliado a outros fatores de igual importância: focar em saudabilidade, conveniência e nos novos rituais alimentares. E não se pode esquecer de dois eventos importantes que acontecerão em 2026 e que deverão gerar impactos diretos no consumo: a Copa do Mundo e as eleições que, somadas à reorganização tributária, também devem influenciar fluxo, hábitos de compra, sazonalidade e planejamento comercial ao longo do ano. Em meio a esse cenário multifacetado, líderes de bandeiras supermercadistas, indústrias e atacarejos compartilham suas projeções para 2026. Os depoimentos revelam uma visão unânime: será um ano de oportunidades relevantes para quem quer combinar eficiência, inovação, proximidade e velocidade de execução. Acompanhe a seguir:

Erlon Ortega Diretor da Rede Serve Todos e Presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS)

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“2026 tende a ser um ano positivo para o setor supermercadista. Com inf lação estabilizada, juros mais baixos e desemprego em queda, o consumidor volta a comprar com mais confiança. A loja física segue sendo o principal ponto de credibilidade do cliente, principalmente diante da expansão de plataformas digitais, cuja procedência nem sempre é clara. As lojas de proximidade devem continuar crescendo puxadas pela conveniência e o interior terá papel importante na expansão. A agenda de tecnologia avança com foco em eficiência, prevenção de perdas e automação. O setor também precisará se preparar para a reforma tributária, que exigirá revisão de processos e maior profissionalização.”


M AT É R I A D E CA PA

Maria Cristina da Matta Silva Vice-Presidente Comercial da Philco

“Para a Philco, 2026 será marcado pela continuidade da estratégia de inovação com foco no consumidor final. A empresa apostará na modernização do portfólio de eletrodomésticos com produtos mais eficientes, conectados e alinhados às novas rotinas de consumo. O fortalecimento dos canais digitais segue como prioridade, assim como uma logística mais ágil e integrada para acompanhar o avanço do e-commerce. Investimentos em automação industrial e em eficiência energética acompanham a demanda por consumo consciente. A expectativa é que a combinação de produtos de maior valor agregado, experiência multicanal e operação otimizada gere crescimento sustentável ao longo do ano.”

Valdir Carneiro Thomaz Machado

CEO do Grupo Doce D’ocê

CEO da Scanntech

“2026 será ainda mais exigente em preço, conveniência e propósito. A saudabilidade continuará crescendo, puxando categorias como zero açúcar, FLV, proteínas alternativas e bebidas funcionais. A premiunização seletiva conviverá com a busca por promoções. A proteína animal seguirá central nas decisões dos lares. O mercado pet manterá forte expansão, impulsionado por famílias menores e maior humanização dos animais. Tudo isso impactará fortemente o sortimento do varejo. Quem usar dados de forma estratégica estará mais preparado para capturar crescimento.”

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“O setor de panificação congelada vive um crescimento acelerado. Em 2025, muitas empresas avançaram entre 20% e 30% e nós consolidamos a posição de segundo maior player nacional. Para 2026, o cenário é mais estável, principalmente porque o preço da farinha não deve pressionar os custos. Isso melhora previsibilidade e margens. A inovação continuará forte, com destaque para pães proteicos, tapioca, fermentação natural e linhas especiais. Os desafios estão na logística e nas mudanças tributárias. Mas as oportunidades em food service, varejo e distribuidores regionais são enormes.”


tópicos: PERSPECTIVAS • CONSUMIDOR • MUDANÇAS

Giorgeo Zanlorenzi CEO da Zanlorenzi

“O consumidor vive uma transição importante: busca equilíbrio entre saúde, celebração, praticidade e autenticidade. Isso impulsiona bebidas funcionais, versões low, não-alcoólicas e a premiunização. A jornada digital evoluiu e exige mais personalização. Para nós, 2026 será um ano de evolução com coerência, tradição, inovação e proximidade com o público. O desafio é compreender essa nova mentalidade de consumo, mais consciente e fluida.”

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M AT É R I A D E CA PA

Marcelo Schlittler Guimarães Diretor Comercial da Selmi

Ricardo Sabatine Diretor Sênior de Vendas do Grupo Heineken

“2026 deverá trazer grandes oportunidades, principalmente nas linhas premium, zero álcool, zero glúten, low carb e craft. Continuaremos investindo em dados, tecnologia e retail media para fortalecer o relacionamento com o varejo. A nova cervejaria de Passos/MG ampliará nossa capacidade produtiva e logística. Lançamentos como a Mamba Water Protein reforçam nossa aposta em saudabilidade e inovação. O foco é construir valor e acelerar categorias estratégicas.”

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“Há muito otimismo para 2026. A competitividade das empresas dependerá da capacidade de investir em automação, tecnologia e inteligência de dados. Estamos ampliando nossa estrutura industrial de forma significativa. Em Rolândia/PR, já operamos a maior máquina de massas cortadas do mundo e, até 2026, teremos a maior linha de espaguetes do planeta. Em Sumaré/SP, ampliamos em mais de 40% nossa capacidade de produção de biscoitos. Essa expansão reforça nossa estratégia de unir tradição, eficiência e inovação. O varejo também precisará evoluir: menos ruptura, mais dados e logística mais integrada.”

Dayane Titon Diretora Comercial e de Marketing da Baly Brasil

“2026 será um ano de ruptura no comportamento do consumidor. Quem continuar fazendo mais do mesmo ficará para trás. A Baly cresce porque analisa profundamente o consumidor real e entrega inovação em velocidade. O Baly Muscle Protein, primeiro energético proteico do mundo, e a linha Celebre mostram como unimos propósito e brasilidade. O desafio é manter ritmo, identidade e proximidade com o varejo. As marcas que entenderem o que realmente move o shopper, prosperarão.”


M AT É R I A D E CA PA

Gabriel Ferreira CEO da Bold Snacks

“A proteína seguirá como uma das maiores tendências de 2026. Os consumidores desejam conveniência, sabor e funcionalidade nutricional. Nosso foco é democratizar o acesso à proteína de qualidade, com preço competitivo e alta recompra. O varejo tem grande oportunidade ao fortalecer categorias de alto valor agregado, como snacks proteicos e produtos funcionais.”

Dioner dos Santos Presidente do Covabra Supermercados

“A inflação alimentar mais baixa reduz a pressão de preços, mas desloca o crescimento para volume. A Copa do Mundo e as eleições devem impulsionar o consumo. O endividamento das famílias ainda preocupa. A inovação terá destaque, especialmente no uso de inteligência artificial para CRM, operações e eficiência das lojas.”

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Belmiro Gomes CEO do Assaí Atacadista

“Entramos em 2026 com três prioridades: marcas próprias, entrada no mercado farmacêutico com o Mundo Saúde e ecossistema financeiro Assaí Pay, com cartão, conta digital e maquininha. Criamos uma diretoria dedicada a novos negócios e inovação e esperamos resultados já no primeiro semestre. Focaremos em margens, experiência e aceleração digital. Devemos inaugurar cerca de dez lojas e investir, aproximadamente, R$ 700 milhões.”


M AT É R I A D E CA PA

CEO do Grupo St. Marche

“2026 será complexo e estratégico: Copa do Mundo, eleições, feriados prolongados e forte competição no delivery, com gigantes digitais acelerando. O consumidor migrará para compras delegadas a agentes de IA, o que exige reinvenção do e-commerce. Nosso foco será maturar as lojas abertas entre 2022 e 2023, aprimorar a experiência e treinar pessoas, um grande desafio com mercado aquecido. O varejo terá de balancear eficiência e encantamento.”

Cristiane Clausen Diretora-executiva da Britânia

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Raphael Martins Frazão Supermercados GoodBom

“Será um ano de fortalecimento da marca e dos projetos iniciados. Crescimento sustentável, eficiência operacional e uma cultura forte continuarão norteando nossas decisões. A digitalização seguirá como ferramenta estratégica, mas sempre como meio, não como fim. O diferencial está na experiência simples, humana e coerente com nossos valores. Pessoas seguirão como nosso maior ativo.”

“Vemos 2026 como um ano de consolidação e transformação. Projetamos um crescimento de cerca de 20%, impulsionado pela expansão da fábrica de Joinville/SC, que elevará a capacidade industrial e abrirá novos empregos. A inovação seguirá no centro da estratégia, especialmente em produtos com eficiência energética e tecnologia embarcada. A inteligência artificial será aplicada em toda a cadeia: desenvolvimento, previsão de demanda e relacionamento com o consumidor. As categorias de cozinha e cuidados pessoais continuarão fortes, assim como as soluções multicanal e voltadas ao e-commerce. O objetivo é entregar produtos que realmente façam diferença na rotina das pessoas.”

FOTOS: 1 DIVULGAÇÃO

Bernardo Ouro Preto


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M A R K E T I N G | COBERTURA PRÊMIO APAS ACONTECE

Premiação consolida o poder do relacionamento entre varejo e indústria

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TEXTO • HELOÍSA NORONHA • redacao@supervarejo.com.br

Evento evidenciou ações, trajetórias e performances que vêm movimentando o varejo alimentar paulista

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elebração, agradecimentos, conquistas e fortalecimento de vínculos marcaram a 25ª edição do Prêmio APAS Acontece, evento realizado na primeira semana de dezembro, no Espaço APAS, em São Paulo, que reuniu representantes da indústria e do varejo em um clima de reconhecimento e valorização das trajetórias que impulsionam o setor. Promovido pela APAS (Associação Paulista de Supermercados), tendo como base dados da Scanntech, a premiação apresenta uma abrangência estadual, no qual o levantamento considera exclusivamente empresas que atuam em território paulista. A metodologia envolve o cruzamento de diversas informações de mercado, permitindo identificar aquelas com melhor desempenho em suas respectivas categorias. Todo o processo de apuração e classificação é conduzido

com base em dados, métricas e total transparência, sob a supervisão técnica da Scanntech. Além das grandes marcas, durante a premiação, a APAS faz questão de reservar espaço especial para indústrias regionais, que tradicionalmente contribuem para o fortalecimento dos pequenos e médios supermercadistas — agentes fundamentais no abastecimento das comunidades locais. No caso das premiações regionais, o critério é rigoroso: pelo menos 80% do volume de vendas da empresa precisa ser realizado dentro do Estado de São Paulo. Na edição 2025, a premiação contemplou 16 categorias, entre elas Bebidas Não Alcoólicas, Cerveja, Bebidas Alcoólicas, Higiene e Beleza, Limpeza, Mercearia Doce, Mercearia Salgada, Mercearia Commoditie, Perecíveis Industrializados, Leite UHT, Lácteos, Produtos Pet, Suplementos Nutricionais, Eficiência no Abastecimento de Gôndola, Açougue e Fabricante Regional.

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De acordo com Carlos Correa, diretor-geral da APAS, o prêmio é uma forma de prestigiar a relevância da indústria como peça-chave para o dia a dia dos supermercados. Ele reafirmou o compromisso da entidade com essa parceria. “A APAS é principalmente um hub de conexão. O varejo alimentar se move através das pessoas e isso impacta a vida dos consumidores. O Prêmio APAS Acontece é uma forma de gratidão”, ressaltou. Durante a abertura da premiação, Correa - que em 2025 completa 29 anos na APAS - apresentou ao público o conceito do troféu. “Inspirado na chama do varejo, o troféu simboliza determinação, força e o esforço de cada empresa presente. Seu design conta com um mecanismo que permite o movimento e a possibilidade de ser moldado em diferentes formatos, reforçando a ideia de dinamismo e individualidade. Afinal, cada empresa constrói sua própria trajetória, de forma única, criativa e guiada por propósito”, explicou. E concluiu. “O formato de chama representa um símbolo vivo de crescimento e evolução. Ao recebê-lo, desejamos que cada homenageado se sinta não apenas reconhecido, mas também inspirado a continuar brilhando e fortalecendo o nosso setor”, afirmou, sob aplausos. 50 |

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Erlon Ortega, presidente da APAS, iniciou seu discurso com uma celebração: “Viva a indústria!”. Ele destacou a relevância da premiação para dar visibilidade e impulso às indústrias regionais. “Não existe varejo forte sem uma indústria igualmente forte. O que seriam nossas 27 mil lojas no estado de São Paulo sem a parceria estratégica da indústria? Hoje, celebramos os campeões de vendas e também os destaques indicados pelos nossos diretores regionais como grandes parceiros locais. Tenho plena certeza de que esses parceiros regionais, pelo trabalho que realizam, em breve estarão entre os principais fornecedores do estado e serão reconhecidos nas demais categorias”, afirmou.


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TRAJETÓRIAS DE EMPENHO E SUCESSO A ntes do anúncio dos vencedores, Pr isci la Ariani, diretora de Marketing da Scanntech Brasil, apresentou as metodologias utilizadas para a premiação, divididas em quatro modalidades: Maiores Indústrias, Açougue Bovino, Indústrias Regionais e Maior Eficiência de Abastecimento. Ma noel Ma r t i ns Ju n ior, v ice-presidente de Ma rket i ng da M BR F, empresa vencedor a na categoria Perecíveis Industrializados, destacou que a conquista está diretamente ligada à estratégia de elevar o nível de serviço e entregar cada vez mais valor aos clientes. “Um exemplo é o programa Mestre do Fatiador Sadia, criado justamente para garantir ao consumidor acesso ao melhor produto, com qua l idade de emba lagem e fat ia mento, proporcionando uma experiência superior em casa”, explicou. Para 2026, o executivo afirma que o supermercadista pode esperar uma companhia cada vez mais comprometida com o desenvolvimento do setor e com o crescimento dos próprios supermercados, oferecendo produtos e soluções que realmente fazem diferença. Ele reforçou que a conquista também é dos cerca de 130 mil colaboradores da empresa.

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Andréia Alvares, gerente de Marketing da Italac, vencedora da categoria Leite UHT, comentou que o Prêmio APAS Acontece é uma espécie de “Copa do Mundo do Varejo”. “É uma alegria enorme sermos reconhecidos, não apenas como indústria, mas junto de todo o nosso ecossistema. Temos muitos parceiros envolvidos nesse trabalho: fornecedores, produtores rurais, supermercadistas e todos que colaboram para que a Italac chegue à mesa do consumidor. Nosso sentimento é de gratidão por todos que fazem parte dessa jornada”, agradeceu. “Mesmo sendo uma categoria de alta penetração, ainda há espaço para crescer. Por isso, seguimos i nv e s t i ndo n a s f ábr ic a s , a mpl i a ndo no s s a capacidade produtiva e preparando um crescimento ainda maior para 2026. Apostamos fortemente em inovação, no desenvolvimento de novos produtos e na expansão da distribuição”, completou. Gui l her me Façan ha, diretor Comercia l Key Accounts da Coca-Cola FEMSA Brasil, dedicou o prêmio à equipe. “Trata-se de uma conquista que envolve d i st i nt a s á r e a s . Re c eb er e s se reconhecimento pelo segundo ano consecutivo, vindo de uma instituição tão relevante como a APAS, demonstra que toda essa estrutura está t raba l ha ndo com um foco muito gra nde em


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atender, de fato, as necessidades dos clientes e dos consumidores. Nossa excelência é o nosso padrão de entrega”, afirmou. O empenho coletivo também foi mencionado p o r R i c a r d o Zu c c o l l o , V i c e - P r e s i d ente d e Vendas da Unilever, empresa reconhecida pelos supermercados do estado de São Paulo como a mais importante em duas categorias: Higiene e Beleza e Limpeza. “O Prêmio APAS Acontece expressa a confiança que o varejo deposita no trabalho que construímos juntos. Ele valoriza a dedicação de nossas equipes e parceiros e reforça atributos essenciais como inovação, sustentabilidade e excelência na execução”, declarou. Na categoria Fabricante Regional, três indústrias foram contempladas: Kim Pães, Da Terrinha Alimentos e Fantástico Alimentos. Josue Evangelista, diretor e sóciofundador da Da Terrinha, emocionou o público ao contar sua trajetória de superação enquanto recebia o troféu. “Esta premiação é a certificação de que estamos no caminho certo. É uma alegria compartilhar que estamos próximos do nosso primeiro bilhão”, comemorou. Antes de seguirem para o coquetel especial no Espaço APAS, subiram ao palco para receber placas honoríficas os representantes de 16 indústrias regionais indicadas pelos diretorias Distritais da associação. A iniciativa reforçou o compromisso da APAS em impulsionar o avanço do varejo alimentar no estado de São Paulo.

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VALORIZAÇÃO DE TODA A CADEIA Para Acácio Maciel, diretor da Regional Campinas da APAS e diretor-Presidente do Poupe Real Supermercados, de Paulínia (SP), o Prêmio APAS Acontece representa um reconhecimento essencial para toda a cadeia de abastecimento. Segundo ele, o evento valoriza o trabalho realizado pelos fornecedores ao longo do ano, não apenas pela entrega de produtos de qualidade, mas também pelo apoio institucional e pelos investimentos realizados no desenvolvimento do setor. Na visão do executivo, a iniciativa é uma forma justa de destacar essas contribuições e de fortalecer a cultura de parceria entre indústria e varejo. “É uma demonstração de gratidão e de reconhecimento pela parceria construída ao longo de todo o ano”, afirma. Já Márcio Eduardo Cavalaro, diretor da Regional Presidente Prudente da APAS e gerente Comercial do Hiper Cocipa, salientou que o

Prêmio APAS Acontece vai além de uma cerimônia de premiação e cumpre um papel estratégico de conexão entre todos os elos da cadeia. Na avaliação do executivo, o evento contribui não apenas para fortalecer, mas também para ampliar a proximidade entre supermercadistas, indústrias e distribuidores. Segundo ele, reunir todos esses “atores” em um mesmo ambiente cria uma dinâmica de relacionamento que ultrapassa o viés comercial e gera vínculos importantes para o cotidiano do varejo. “É um espaço de convivência e troca, que nos aproxima e fortalece as parcerias”, afirma. Para o dirigente, essa interação constante se reflete diretamente na operação das lojas, facilita negociações, ativações no ponto de venda e o desenvolvimento de ações promocionais mais assertivas. Cavalaro destaca ainda que a relação próxima e saudável com fornecedores é um dos pilares do varejo alimentar. Ele ressalta que experiências como essa acabam sendo levadas para o dia a dia, influenciando visitas, estratégias comerciais e projetos conjuntos.

EMPRESAS DO ESTADO DE SÃO PAULO HOMENAGEADAS

ABC:

Campinas:

Guarulhos:

Ribeirão Preto:

Araçatuba:

Distrital Leste:

Marília:

São José do Rio Preto:

Baixada Santista:

Distrital São Paulo:

Osasco:

Sorocaba:

Distrital Sul:

Presidente Prudente:

Vale do Paraíba:

Sabor & Minas

Café Brasil

Escudo Real

Bauru:

Massa da Feira

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Duratto

Sabor da Mama

Costa Lavos

De Marchi

SMP Contabilidade

Grespan

Wally Alimentos

Salvatore

Zinho

Bebidas Poty

MNS

Combrasil


tópicos: INDÚSTRIA • PARCERIA • MERCADO

“Quem ganha com tudo isso é o consumidor final”, conclui, defendendo que iniciativas como o evento deveriam acontecer mais de uma vez ao ano. Para Omar Abdul Assaf, proprietário do Supermercado Pirâmide, na Baixada Santista, a premiação representa um marco simbólico para o setor. Com 40 anos de atuação na APAS, o executivo vê a 25ª edição como uma verdadeira “coroação” do trabalho construído ao longo de décadas. Em sua visão, o evento materializa o reconhecimento a um tripé essencial do varejo: fornecedores, consumidores e colaboradores. Segundo ele, a homenagem aos parceiros da indústria vai além do desempenho anual e simboliza uma trajetória construída em conjunto. “É emocionante poder reconhecer


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o trabalho que não foi feito apenas em um ano, mas ao longo de uma vida inteira de parceria”, afirma. Para o dirigente, a relação próxima entre indústria e varejo é decisiva para enfrentar os desafios do setor e sustentar a competitividade. O executivo também reforçou o papel estratégico da APAS como elo central desse ecossistema. Na sua avaliação, empresas que participam ativamente da associação, da feira e das plataformas institucionais tendem a estar mais preparadas para os próximos ciclos do mercado. “O guarda-chuva da APAS fortalece as relações comerciais e mostra quem está realmente comprometido com o setor”, destaca. Para ele, a tendência é que 2026 seja um ano desafiador, e a união entre indústria e varejo será ainda mais determinante. Com vasta experiência à frente do Supermercado Castanha e mais de 30 anos de trajetória no varejo, Shirlei Castanha tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de vice-presidente da APAS, marco que reforça sua relevância e liderança no setor. Para a executiva, o evento representa muito mais do que uma premiação: é um espaço estratégico de aproximação entre indústria e varejo. Segundo ela, momentos de encontro informal fortalecem vínculos, estimulam o diálogo e constroem relações que se transformam em resultados ao longo do tempo. “Nós somos parceiros de verdade, e eventos como esse criam um ambiente de conversa e conexão que gera frutos”, afirma. Shirlei também destaca a importância de abrir es-

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PREMIADOS POR CATEGORIAS 25ª EDIÇÃO DO PRÊMIO APAS ACONTECE Bebidas Não Alcoólicas: Coca-cola FEMSA

Perecíveis Industrializados: MBRF

Cerveja: AMBEV

Leite UHT: Italac

Bebidas Alcoólicas: Diageo

Lácteos: Lactalis

Higiene e Beleza: Unilever

Produtos Pet: Mars Petcare

Limpeza: Unilever

Suplementos Nutricionais: Supley

Mercearia Doce: Mondelez

Eficiência no Abastecimento de Gôndola: Panco

Mercearia Salgada: PepsiCo

Açougue: Friboi

Mercearia Commoditie: Camil

Fabricante Regional: • Kim Pães • Da Terrinha Alimentos • Fantátisco Alimentos


tópicos: INDÚSTRIA • PARCERIA • MERCADO

paço para a indústria regional. Na sua visão, a participação de empresas menores amplia a diversidade do setor e fortalece o ecossistema supermercadista. Para ela, iniciativas que integram os regionais representam uma oportunidade concreta para que essas indústrias conquistem visibilidade e espaço no mercado.

A FORÇA DAS REGIONAIS Além das 16 categorias principais, a 25ª edição do Prêmio APAS Acontece dedicou um espaço especial para valorizar quem sustenta o varejo no dia a dia: as indústrias e empresas regionais. Ao final da cerimônia, 16 companhias foram homenageadas por seu desempenho ao longo de 2025, selecionadas pelos presidentes das distritais da APAS — um reconhecimento que reforça o papel estratégico dessas empresas na capilaridade do abastecimento e na proximidade com o consumidor local.


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do Real Contábil e Auditoria, da Baixada Santista. Para o CEO José Augusto Soares da Silva, a homenagem representa o coroamento de mais de cinco décadas de atuação próxima ao setor supermercadista. “O Prêmio APAS Acontece é o Oscar do varejo para nós”, declarou, ressaltando o papel do time interno e a parceria com clientes como pilares dessa trajetória. No segmento de frutas e legumes, a De Marchi Indústria e Comércio de Frutas, de Jundiaí, também foi homenageada. Com 85 anos de história, a empresa destacou a importância da parceria com as regionais da APAS na aproximação com supermercadistas locais. Rachel De Marchi, diretora de Qualidade, celebrou o reconhecimento inédito e ressaltou o papel da APAS como ponte entre indústria e varejo. “Essa proximidade tem sido fundamental para levar nossos produtos com mais eficiência até o consumidor”, afirmou. Mais do que uma homenagem, o reconhecimento às regionais reforçou um dos pilares do Prêmio APAS Acontece: valorizar quem conhece de perto o consumidor, entende as particularidades de cada mercado e contribui diariamente para o fortalecimento do varejo paulista.

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Entre as homenageadas, a Combrasil Alimentos, no Vale do Paraíba, representada por Daniel Azevedo, celebrou o marco inédito. Com 76 anos de atuação, a empresa recebeu a distinção pela primeira vez. “Essa homenagem reflete o fortalecimento da nossa parceria com a APAS e o crescimento da própria companhia”, afirmou o gerente nacional de vendas, destacando que a empresa já incluiu o estado de São Paulo como foco estratégico de expansão para os próximos anos, com lançamento de novos produtos previstos para 2026. A Salvatore Cosméticos, de Presidente Prudente, também figurou entre as empresas reconhecidas. Segundo Emerson Fachiano, proprietário, a premiação simboliza o amadurecimento de um projeto recente voltado ao varejo alimentar. Após 17 anos de atuação no mercado profissional e apenas três anos atendendo supermercadistas, a companhia vê o reconhecimento como a confirmação de um movimento bem-sucedido. Para 2026, a estratégia passa por maior agilidade na leitura de mercado e adaptação rápida às novas tendências de consumo. Outro destaque veio do setor de serviços, com a Escu-

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E o prêmio

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APAS Acontece 2025 vai para...

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TEXTO • HELOÍSA NORONHA • redacao@supervarejo.com.br

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rganizado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS), o prêmio APAS Acontece tem como propósito reconhecer empresas e lideranças que se destacam por iniciativas inovadoras, boas práticas e pela contribuição ao avanço do setor supermercadista e do mercado de consumo como um todo. Em sua 25ª edição, a premiação se consolidou como uma das principais referências do calendário do varejo, valorizando as conquistas da indústria e a construção de parcerias sólidas com o varejo, que se refletem diretamente na qualidade do atendimento e na experi-

Conheça as trajetórias, bem como as estratégias, das empresas vencedoras em cada categoria durante o ano de 2025 ência oferecida ao consumidor final. Na edição de 2025, a premiação novamente contou com a parceria da Scanntech Brasil, responsável por conduzir uma ampla análise de desempenho das indústrias. As empresas foram avaliadas e premiadas em 16 categorias, a partir de indicadores de performance e relevância para o setor. A revista SuperVarejo conversou com executivos das companhias vencedoras, que compartilharam as estratégias adotadas ao longo de 2025, a visão sobre a atuação junto ao varejo e os principais aprendizados do período, além das expectativas e planos para 2026.

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Com 256 centros de distribuição e cerca de 2,2 milhões de PDVs em todo o Brasil, a Coca-Cola FEMSA Brasil é a maior engarrafadora do sistema Coca-Cola no mundo em volume de vendas. Segundo Guilherme Façanha, diretor comercial key accounts, a soma da robustez do portfólio com a postura de parceria estratégica da empresa foi o que levou a companhia a ser reconhecida novamente pelos supermercados do Estado de São Paulo como a mais importante na categoria de bebidas não alcoólicas. O executivo salienta que, embora a categoria premiada seja a de não alcoólicos, que engloba bebidas, como refrigerantes, sucos, chás e energéticos, hoje a empresa atua como uma companhia de portfólio total, com uma ênfase cada vez maior também em alcoólicos, com marcas de cervejas e RTDs. “Isso amplia muito as opções para o varejo”, diz Façanha. “Além disso, buscamos ser muito mais do que fornecedores; atuamos como consultores de negócios. Além de colaborar com estratégias de marketing e experiências em loja, trabalhamos lado a lado com a rede na gestão de abastecimento e no combate às rupturas. É esse olhar 360º, focado em eficiência logística e em garantir o produto na gôndola que gera os melhores resultados conjuntos”, destaca.

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Para Façanha, o prêmio APAS Acontece coroa o trabalho e a dedicação de muita gente. “É fundamental dar os créditos à nossa equipe, pois é uma conquista que envolve áreas distintas. Receber esse reconhecimento pelo segundo ano consecutivo, vindo de uma instituição tão relevante como a APAS, demonstra que toda essa estrutura está trabalhando com um foco muito grande em atender, de fato, as necessidades dos clientes e dos consumidores. Mostra que a nossa excelência não foi pontual, mas é o nosso padrão de entrega”, declara. Para 2026, os planos da Coca-Cola FEMSA Brasil incluem ampliar o que está funcionando bem e somar a isso novas soluções. No ponto de vista do executivo, o mercado está em constante atualização e a ideia é seguir investindo em tecnologia, eficiência e práticas sustentáveis. “O objetivo é manter o cliente no centro da nossa estratégia para que possamos crescer de forma saudável e conjunta no próximo ano”, finaliza.


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A Ambev é a maior cervejaria do Brasil e uma das maiores da América Latina, resultado da fusão, em 1999, entre Cervejaria Brahma e a Companhia Antarctica Paulista. Com sede em São Paulo (SP), faz parte do grupo global Anheuser-Busch InBev (AB InBev), o maior produtor de cerveja do mundo, e conta com mais de 50 marcas em seu portfólio, que também inclui refrigerantes, águas, chás e bebidas não alcoólicas. De acordo com Fábio Martini, diretor Off Trade da empresa, a Ambev se destaca no mercado por ter uma estratégia consistente, baseada em relacionamento próximo com os clientes e execução disciplinada no ponto de venda. “Trabalhamos para oferecer um portfólio equilibrado, que combina marcas tradicionais muito presentes no dia a dia do consumidor com novidades que ampliam as ocasiões de consumo”, explica.

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No Brasil desde 1997, a empresa de origem britânica atua no mercado nacional de bebidas premium com destilados, vinhos e cervejas, como Johnnie Walker, White Horse, Smirnoff, Captain Morgan, Tanqueray e Guinness, entre outras. No ano passado, a Diageo também venceu a categoria de Bebidas Alcóolicas, no prêmio APAS Acontece. “Na m in ha v isão, receber novamente essa premiação simboliza a consolidação de uma parceria duradoura e sólida com o segmento supermercadista. Nos últimos anos, temos nos aproximado muito porque não existe estratégia que funcione isoladamente, nem da indústria, nem do varejo. O que realmente gera resultados é a união dos dois, alinhando direção, propósito e entendendo claramente os pontos em comum. Também é importante ter transparência sobre o que faremos ou não juntos. Mas acredito que o maior valor está, sobretudo, nas pessoas: nossas equipes talentosas, trabalhando de forma integrada e comprometida com o mesmo propósito”, declarou André Muller, vice-presidente da Diageo.

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Neste cenário, cer vejas como Skol, Brahma, Budweiser, Spaten, Corona e Original seguem ganhando relevância e impulsionando resultados ao lado do portfólio Balanced Choice, que inclui as cervejas não alcoólicas (Bud Zero, Corona Cero e Brahma 0,0%) e as low carb, com destaque para Stella Pure Gold (sem glúten). “Além disso, temos o Guaraná Antarctica e nossa divisão de drinks prontos, impulsionada por Beats. Esse conjunto, aliado a uma presença forte no varejo e a iniciativas que ajudam o supermercadista a vender mais e melhor, contribuiu diretamente para o reconhecimento via prêmio APAS Acontece. É uma conquista que reforça a importância do trabalho feito por muita gente boa que atua junto à cadeia supermercadista”, conta o executivo. Martini completa que a empresa tem um perfil empresarial colaborativo e orientado para o longo prazo. “Ser reconhecida pelos parceiros que estão na linha de frente com o consumidor mostra que estamos entregando valor de forma consistente e que nossas decisões que conectam marcas, serviços e inovação estão se mostrando acertadas”, diz. Para 2026, a estratégia da companhia deve mirar no avanço na premiunização do portfólio, fortalecendo as marcas Balanced Choices e ampliando a divisão Beyond Beer.

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Presente em mais de 100 países e alcançando mais de 3 bilhões de consumidores por dia, a Unilever é uma das maiores companhias de bens de consumo do mundo - e essa força global também se reflete no mercado brasileiro. Com portfólio robusto e atuação destacada em categorias essenciais para o varejo, a empresa foi reconhecida pelos supermercados do Estado de São Paulo como a mais importante nos segmentos de Higiene e Beleza e Limpeza. Para Ricardo Zuccollo, vice-presidente de vendas, esse resultado é consequência direta de dois pilares estratégicos: excelência na execução em loja e performance superior de um portfólio cada vez mais premium. Segundo ele, a escala global da companhia, combinada à relevância da operação brasileira, amplia a capacidade de inovação e consolida a presença das marcas no dia a dia do consumidor. “Temos trabalhado intensamente para elevar a jornada no ponto de venda, com visibilidade estratégica, inovação em exposição e soluções que criam novas ocasiões de consumo. Essa atenção ao detalhe no PDV fortalece

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a conexão com o shopper e gera valor para o varejo”, afirma. A estratégia de premiunização - com produtos de maior valor agregado, alta performance e inovação - também foi determinante para reforçar a liderança da Unilever junto aos supermercadistas paulistas. O prêmio APAS Acontece, segundo Zuccollo, tem um significado especial. “Esse reconhecimento expressa a confiança que o varejo deposita no trabalho que construímos juntos. Ele valoriza a dedicação de nossas equipes e parceiros e reforça atributos essenciais, como inovação, sustentabilidade e excelência na execução.” Para 2026, a empresa pretende aprofundar ainda mais a colaboração com o varejo brasileiro. A agenda inclui governança, transparência e fortalecimento das relações estratégicas, sempre com foco em gerar valor para toda a cadeia. “Vamos investir em uma superexecução orientada por dados, com inteligência analítica para decisões mais assertivas e resultados mais consistentes. Nosso objetivo é alcançar o máximo desempenho em cada ponto de contato com o consumidor e com os clientes”, finaliza o executivo.

Com atuação destacada no mercado brasileiro de snacks e presente em mais de 150 países, a Mondelez reúne algumas das marcas mais queridas e reconhePÃES cidas do consumidor, como Lacta, Oreo, Bis, Trident, PÃESEssa força de portfólio, combinada Halls e Club Social. a relevância da operação no país, contribuiu para que a companhia fosse reconhecida pelos supermercados do Estado de São Paulo com o prêmio APAS Acontece, na categoria Mercearia Doce. Segundo Bianca Horbe, head da Mondelez Brasil, o reconhecimento é resultado direto de um planejamento de longo prazo. “No início do ano passado, estruturamos nosso plano estratégico com visão até 2030. Nossa ambição é seguir liderando o crescimento do mercado de snacks no Brasil, apoiados em dois grandes pilares”, explica.


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O primeiro pilar é a regionalização. Conforme a executiva, a empresa tem aprofundado a leitura do comportamento e das preferências do consumidor em diferentes regiões do país e, especialmente, dentro do próprio Estado de São Paulo, cuja diversidade demanda abordagens distintas. “Estamos desenvolvendo campanhas altamente segmentadas e estratégias adaptadas às realidades regionais, entendendo hábitos, ocasiões de consumo e características culturais. Quanto mais entendemos o consumidor local, mais consistentes serão as nossas entregas”, afirma. O segundo pilar é a expansão do potencial das categorias. Bianca destaca o caso dos chocolates: apesar de amplamente presentes nos lares brasileiros, ainda existe grande oportunidade de aumentar o consumo per capita. “Quando comparamos com países, como a Argentina, ainda estamos muito abaixo. Por isso, estamos investindo em desenvolver a categoria no ponto de venda, ampliando espaço, segmentando por ocasião de consumo e trazendo mais clareza e atratividade ao shopper.” Para Bianca, o prêmio APAS Acontece tem um significado que vai além do desempenho comercial: ele simboliza a evolução da relação da Mondelez com o varejo nos últimos anos. “Temos avançado muito na proximidade com nossos clientes. É uma jornada intensa baseada em confiança mútua e colaboração. Esse prêmio representa justamente o quanto nossa parceria está fortalecida e o quanto isso nos torna mais preparados para seguir crescendo juntos.”

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Presente em mais de 190 países e dona de um portfólio global que inclui algumas das marcas mais icônicas do mundo de snacks e bebidas, como Lay’s, Doritos, Ruffles, Cheetos e Elma Chips, a PepsiCo reforçou sua liderança no varejo paulista ao ser reconhecida pelos supermercados do Estado como a empresa mais importante na categoria de Mercearia Salgada. Para Rodrigo Borges, diretor de vendas da PepsiCo Brasil, o prêmio reflete um trabalho construído a muitas mãos e sempre em parceria direta com o supermercadista. “O resultado do cliente também é o nosso resultado”, afirma. Segundo o executivo, o destaque da companhia é fruto de uma combinação de fatores operacionais e estratégicos. Em 2024, a PepsiCo aprofundou o desenvolvimento de seu portfólio, tornando-o mais completo e aderente às diferentes ocasiões de consumo. Isso incluiu desde novos sabores até tamanhos variados de embalagens, ampliando giro e rentabilidade para o varejo. Um dos principais impulsionadores foi a expansão


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A força das marcas da Camil Alimentos e a conexão diária com os consumidores foram determinantes para que a companhia fosse reconhecida pelo prêmio APAS Acontece como a mais importante na categoria de Mercearia Commodities. Segundo Caue Cunha Nascimento, diretor-executivo comercial, “a Camil Alimentos tem em seu portfólio marcas e produtos que são top of mind para os consumidores e clientes, o que é fundamental para consolidar a companhia como uma das maiores plataformas de marcas alimentícias da América Latina”. Ele destaca que a atuação multicategoria, que inclui grãos, açúcar, massas, biscoitos, pescados e café, aliada ao relacionamento próximo, transparente e colaborativo com o varejo paulista, “reforça a relevância da companhia em um dos mercados mais competitivos do país”. Para o executivo, o prêmio APAS Acontece representa a confirmação da confiança que o varejo deposita na empresa. “O reconhecimento reforça a credibilidade construída ao longo dos anos, valorizando o trabalho conjunto realizado com os supermercados do Estado”, afirma. Ele acrescenta que a premiação Foto: shutterstock

da plataforma de Pimenta Mexicana, agora presente em Doritos, Ruffles, Cheetos e Torcida, marcando a entrada da companhia nesse perfil de sabor. Outro caso de sucesso foi o forte crescimento de Cheetos no Nordeste, impulsionado por uma estratégia robusta de verão e Carnaval. Borges também ressalta o foco consistente em inovação e execução no ponto de venda. “Trabalhamos para garantir que cada metro quadrado do varejista gere o máximo de faturamento. Isso só é possível com uma execução impecável e uma gestão de categoria orientada por dados, experiência de campo e proximidade com o cliente”. A excelência logística é outro diferencial da companhia: sua ampla rede de centros de distribuição e frota integrada assegura agilidade e abastecimento completo em um mercado de grande volume como São Paulo. Para a PepsiCo, o prêmio APAS Acontece possui um valor especial. “Ele é um voto direto dos supermercadistas. Não é um prêmio da indústria, é o varejo dizendo que estamos no caminho certo. Isso nos dá clareza da solidez da parceria, da eficácia das negociações e da qualidade da nossa entrega”, celebra o executivo. O reconhecimento reforça, ainda, a posição de liderança da empresa e seu compromisso contínuo com inovação e com o consumidor, que permanece no centro das decisões. Olhando para 2026, a companhia projeta acelerar crescimento e fortalecer sua visão de ser a líder global em alimentos e bebidas. A companhia deverá ampliar o foco em portfólio de maior valor agregado, opções mais leves (incluindo bebidas zero açúcar e produtos better-for-you) e lançamentos estratégicos em marcas-chaves. A agenda de sustentabilidade pep+ (PepsiCo Positive) segue como norte: agricultura regenerativa, uso eficiente de água, transformação tecnológica e melhorias contínuas em embalagens seguirão como prioridades. “Em 2026, esperamos que o investimento em eficiência, inovação e expansão de mercado se converta em uma performance ainda mais robusta, com ganhos de market share e um go-to-market cada vez mais assertivo. Queremos estar nos melhores pontos de venda, de forma complementar e estratégica”, conclui o diretor de vendas.


valida não apenas a força da marca no mercado, mas também a consistência com que a companhia atua. “É a confirmação de que nossas marcas seguem presentes, relevantes e fortalecidas junto aos varejistas e consumidores de São Paulo.” O olhar para o futuro também segue definido. Nascimento afirma que, em 2026, a Camil continuará investindo na consolidação de seu portfólio multicategoria e no fortalecimento de suas marcas. “Mantemos o foco em reforçar nossa presença e distribuição por meio do ponto de venda e de experiências conectadas às necessidades dos nossos shoppers e clientes”, diz.

A presença da MBRF como destaque na categoria Perecíveis Industrializados reflete uma estratégia clara: elevar o nível de serviço oferecido ao varejo paulista e, consequentemente, ao consumidor final. Segundo Manoel Martins Junior, vice-presidente e marketing da empresa, esse movimento envolve um conjunto de iniciativas integradas. “Aumentar o número de promotores e fortalecer os pontos de venda é um meio. O nosso objetivo central é entregar mais serviço ao cliente”, afirma. Para isso, a companhia vem expandindo tanto sua capacidade logística quanto sua atuação em loja, garantindo execução qualificada e disponibilidade contínua. Um dos exemplos desse investimento é o programa Mestre Fatiador Sadia, criado para aprimorar a experiência do consumidor nos balcões de frios. “Queremos que o shopper leve para casa o melhor produto, com a melhor qualidade de fatiamento e embalagem, e tenha sempre uma experiência superior”, explica Martins Junior. Na visão da MBRF, iniciativas desse tipo desenvolvem não só a categoria, mas também fortalecem a operação do próprio supermercado, que passa a oferecer um serviço mais especializado e consistente. Ser reconhecida pelo prêmio APAS Acontece reforça esse compromisso de evolução contínua. Para a companhia, o resultado simboliza a dedicação de toda a 74 |

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operação: uma força de trabalho que supera 100 mil colaboradores. “Esse prêmio fecha o ano mostrando que todo o nosso comprometimento com o setor teve impacto real. É motivo de muito orgulho para todos nós”, destaca o executivo. Para 2026, a MBRF segue com foco em ampliar serviços, intensificar parcerias e impulsionar ainda mais a qualidade percebida pelo varejo e pelos consumidores. Vale lembrar que, em setembro deste ano, Marfrig e BRF anunciaram a conclusão do processo de fusão que deu origem à MBRF. Com receita líquida anual de cerca de R$ 160 bilhões, sendo 38% do portfólio composto por produtos processados, a MBRF reúne marcas, como Sadia, Perdigão, Qualy, Bassi e Banvit, consolidando presença em 117 países. Sua plataforma multiproteínas amplia a competitividade, aumenta as opções para seus clientes e fortalece a capacidade de inovação para atender às necessidades dos consumidores.


O reconhecimento da Friboi na categoria Açougue reflete uma estratégia construída a partir de uma relação profunda com o varejo e de um entendimento claro do papel da marca no setor. “A atuação da Friboi vai além da compra e venda. Temos a missão de capturar as oportunidades, entregar valor e experiência para o consumidor”, explica Renato Costa, presidente da empresa. Essa proposta se materializa em um abastecimento consistente com abrangência nacional, presença PÃES ativa no PDV e parcerias de longo prazo orientadas por resultados. O investimento contínuo na educação do consumidor também fortalece a percepção de qualidade e confiança, consolidando a Friboi como referência número um em carnes e churrasco e garantindo à marca o reconhecimento top of mind pelo sexto ano consecutivo. Sobre o prêmio APAS Acontece, Costa reforça a importância da chancela em um mercado tão competitivo. Para ele, a premiação tem um peso especial porque nasce da visão dos varejistas: “Este prêmio é muito significativo para nosso negócio, afinal, ele nasce do olhar dos nossos parceiros. Esse momento reconhece que nosso trabalho possui profundidade, consistência e impacto real no setor”, comemora. O executivo destaca que a validação reforça que a companhia está no caminho certo, com estratégias eficazes e foco contínuo no desenvolvimento da categoria. 76 |

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Para 2026, a Friboi projeta fortalecer ainda mais o pacote de valor entregue pelo Programa Friboi+. Segundo Costa, estudos recentes da Nielsen confirmam o papel da categoria bovina na atração de fluxo para o ponto de venda e, mais do que isso, mostram que “lojas com Friboi+ têm um resultado ainda mais expressivo nas vendas, não apenas de carne, mas de outras categorias que pegam carona nesse crescimento”. Ele relembra que a história da empresa, hoje com 72 anos, começou dentro de um açougue e afirma que essa essência segue guiando suas ambições: “Queremos ser reconhecidos como o principal parceiro estratégico da categoria de carne e da gestão de açougue”, avisa.

A Lactalis Brasil conquistou a categoria Lácteos no prêmio APAS Acontece, resultado da relação construída com os supermercados paulistas e do trabalho consistente da companhia. Para o CEO Roosevelt Junior, conhecido no setor como Junico, o reconhecimento do varejo reforça a importância da proximidade, da parceria e do crescimento conjunto. Segundo ele, a liderança global e nacional da Lactalis foi estruturada a partir de relações ganha-ganha com todos os elos da cadeia do leite: produtores, fornecedores, distribuidores e supermercadistas. A empresa impulsiona o desempenho do varejo ao ofe-

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A Italac foi uma das vencedoras do prêmio APAS Acontece 2025, consolidando sua posição como uma das marcas de lácteos mais presentes nos lares brasileiros. Reconhecida pela forte preferência do consumidor, a companhia construiu uma trajetória baseada em qualidade, confiança e proximidade com o varejo, fatores que têm sustentado o crescimento da marca e fortalecido sua presença nas gôndolas dos supermercados em todo o país. A relação estratégica com os supermercadistas e a consistência do portfólio têm sido pilares para a expansão da empresa. Com alto índice de penetração nos lares, a marca segue investindo em inovação, ampliação de capacidade produtiva e expansão de distribuição, com foco em atender novas demandas do consumidor e sustentar seu ritmo de crescimento. Mesmo em um cenário econômico desafiador, a empresa mantém uma visão otimista sobre o mercado brasileiro e aposta na evolução contínua da categoria. Segundo Andréia Alvares, gerente de marketing da companhia, “o consumidor já escolhe a Italac de olhos fechados e isso nos torna uma marca de preferência no varejo”. Para 2026, a executiva destaca que “seguimos fazendo investimentos em nossas plantas, apostando em inovação e ampliação de distribuição, porque ainda há muito espaço para a categoria crescer”. 78 |

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A Mars Incorporated, por meio da divisão Mars Pet Nutrition, foi vencedora da categoria Produtos Pet do prêmio APAS Acontece 2025, reforçando sua posição de liderança no mercado brasileiro de nutrição para animais de estimação. A companhia atua com o propósito de promover saúde, bem-estar e longevidade para cães e gatos, aliando ciência, tecnologia e um profundo cuidado com os animais. No Brasil, o portfólio reúne marcas amplamente reconhecidas pelo consumidor, como Pedigree, Whiskas, Royal Canin e Nutro, que atendem diferentes portes, idades e necessidades nutricionais. Com presença em mais de 130 países, a empresa baseia sua estratégia em pesquisa científica, sustentabilidade e desenvolvimento contínuo da categoria pet. No mercado brasileiro, mantém operações industriais, investimentos constantes em inovação e projetos voltados à melhoria da qualidade dos produtos e ao estímulo à posse responsável. A atuação próxima ao varejo tem sido um dos principais pilares do crescimento da companhia no país, impulsionando parcerias de longo prazo e o fortalecimento do relacionamento com supermercadistas. Segundo Caio Pinheiro, gerente de vendas da Mars Petcare, “o prêmio representa o trabalho diário de presença, diálogo e construção conjunta com o varejo”. Para os próximos anos, a estratégia está focada em inovação e expansão do consumo de categorias de maior valor agregado. De acordo com o executivo, “a inovação da categoria passa por alimentos úmidos, sachês e petiscos, que são nossas principais apostas e onde vemos maior potencial de crescimento”. PÃES

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recer produtos de qualidade, investir em inovações e manter uma execução sólida nas lojas, fatores que sustentam sua atuação no Brasil. Junico destaca que esse modelo de parceria tem sido essencial para fortalecer as categorias de lácteos e ampliar oportunidades no mercado paulista. Ele reforça que a Lactalis segue comprometida em avançar junto ao varejo, apoiando o desenvolvimento das categorias em que atua. Para 2026, a companhia prevê continuar acelerando esse movimento, com foco em gerar mais valor agregado por meio de segmentos estratégicos, como iogurtes, queijos, spreads e nutrição esportiva.


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A Supley foi a vencedora da categoria Suplementos Nutricionais, reforçando sua posição como uma das principais marcas do segmento no varejo alimentar. Especializada em suplementos voltados à performance, bem-estar e saúde, a empresa se consolidou no mercado com um portfólio que inclui creatina, proteínas, barras e soluções práticas de nutrição, ampliando, nos últimos anos, sua atuação para além do canal especializado e aproximando a suplementação do dia a dia do consumidor. O objetivo da companhia tem sido transformar o varejo alimentar em um canal de destino para a categoria, por meio de forte presença em loja, comunicação clara e ampla capilaridade de distribuição. Com marca forte e alta disponibilidade no ponto de venda, a Supley vem trabalhando para tornar o acesso à suplementação mais simples e democrático, acompanhando a crescente demanda por produtos voltados à saúde e ao estilo de vida ativo. A ampliação da malha de distribuição para médios e pequenos varejos faz parte do plano de expansão e consolidação nacional. “A estratégia é ter o produto certo, no lugar certo, com o preço correto, sempre com foco total no consumiPÃES dor final. Para 2026, vamos avançar fortemente na categoria de snacks saudáveis, que já representa uma fatia relevante do mercado de nutrição”, conta Marlon Andrade, gerente nacional de vendas.

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A eficiência na ponta da operação foi o diferencial que garantiu à Panco o título de vencedora da categoria Eficiência no Abastecimento de Gôndola do prêmio APAS Acontece. A companhia se destacou pela combinação entre planejamento preciso, alta performance logística e forte atuação em campo, assegurando frequência de entregas, capilaridade e disponibilidade contínua dos produtos no ponto de venda. Por trás desse desempenho está uma engrenagem integrada entre produção, área comercial, logística e equipes de merchandising, que atuam de maneira coordenada para sustentar o nível de serviço oferecido ao varejo. Segundo Cristina Azambuja, gerente de trade marketing & merchandising, “o nosso diferencial fundamental é o nível de serviço da equipe de promotores, que garante a presença dos nossos produtos nas PÃES gôndolas dos varejistas”. Ela ressalta, ainda, que “o prêmio simboliza a relação de confiança construída com os supermercadistas ao longo de décadas”. O reconhecimento chega em um momento de expansão do portfólio e fortalecimento das marcas da companhia. Para 2026, a estratégia está centrada na consolidação da liderança nas categorias que já atua e no avanço em novos segmentos, com produtos que reforçam o posicionamento de qualidade da empresa, como a linha de pães Artesanale e os biscoitos cobertos Chococlássicos, que já apresentam forte aceitação junto ao varejo e ao consumidor final.


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A companhia foi uma das vencedoras da categoria Fabricante Regional do prêmio APAS Acontece 2025, sendo reconhecida PÃES pelos supermercadistas do Estado de São Paulo como uma das empresas de maior destaque do ano. Fundada em 2011, a companhia construiu sua trajetória com foco em qualidade, inovação contínua e respeito às pessoas, consolidando sua presença no mercado por meio de um portfólio que atende às demandas do consumidor e fortalece a indústria regional. Com apenas 14 anos de atuação, a empresa se destaca pela fabricação de produtos voltados à praticidade e ao consumo diário, com ênfase em sua tapioca, considerada por muitos consumidores como referência na categoria. A Da Terrinha mantém uma cultura organizacional pautada por valores, como proximidade com parceiros, responsabilidade social e compromisso com a excelência, direcionando seus esforços para a melhoria constante dos processos, do portfólio e da experiência do consumidor. O reconhecimento recebido reforça a relevância crescente da indústria regional no abastecimento do varejo paulista. Segundo Josué Evangelista, diretor e sócio-fundador da companhia, “esta premiação é a certificação de que estamos no caminho correto”. Para os próximos anos, a estratégia é ambiciosa. De acordo com o executivo, “estamos engajados em alcançar nosso primeiro bilhão de faturamento e continuar expandindo a marca pelo Brasil e pelo mundo, sempre com foco em qualidade e inovação”.

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Para a empresa, o reconhecimento recebido simboliza uma verdadeira validação do mercado. Com 39 anos de história, a empresa familiar, que iniciou suas atividades focada na produção de pão sovado e pães para hambúrguer, conseguiu transformar um projeto simples em uma operação de maior escala, com presença em diferentes Estados. “A homenagem representa não apenas o crescimento alcançado ao longo dos anos, mas também a abertura de novas oportunidades e desafios. O prêmio reforça a trajetória construída com trabalho, dedicação e espírito empreendedor, projetando a marca para novos ciclos de expansão. É o reconhecimento de uma família que começou há 39 anos e que hoje enxerga horizontes ainda maiores”, destacou Vagner Reis, gerente comercial da companhia.


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“O prêmio APAS Acontece é uma grande conquista para nós”, festejou Alexandre Oliveira Ruston, sócio-diretor da Fantástico Alimentos. A empresa iniciou sua trajetória em 1975, em Jacareí (SP), com a produção de arroz. Hoje, também fabrica feijão e massas e, desde 2024, vem se empenhando na expansão como fornecedora de alimentos em âmbito nacional. “Esse reconhecimento reforça a força do nosso trabalho diário, o compromisso com a qualidade e a dedicação de cada colaborador, parceiro e cliente que acredita no nosso propósito. Ser destaque em um setor tão competitivo é resultado de uma construção coletiva, feita com esforço, inovação e, acima de tudo, parceria. Nosso objetivo é seguir avançando, fortalecendo o setor supermercadista e levando alimentos de qualidade para cada vez mais famílias brasileiras”, destacou o executivo.

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QUEIJO PRA TODA HORA A Tirolez lançou o Coalho Bites, snack de queijo coalho em cubos que combina sabor, alto teor de proteína e preparo rápido. Em embalagem de 150 g, o produto traz cerca de 20 unidades e pode ser preparado na air fryer, frigideira, grill ou churrasqueira, reforçando a proposta de conveniência.

CREMOSO & PRÁTICO A Mondelez Brasil apresentou a marca 7Days, croissant que estabelece a entrada da empresa no segmento de snacks assados. Disponível nos sabores Lacta ao Leite e Laka e Morango, o produto chega em embalagens de 45 g, unindo sabor e praticidade.

SABOR NATURAL

A marca Vida Veg lançou seu primeiro multivitamínico infantil, o shake “Kids”. O produto é composto por fórmula à base vegetal, que reúne 8 g de proteína, além de 12 vitaminas e minerais, e é indicado para crianças de 2 a 10 anos. O produto chega ao mercado disponível nas versões chocolate e morango, em embalagem de 250 ml.

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EXPANSÃO DE PORTFÓLIO O Grupo Marilan lançou o Choco+Biscuit, um biscoito de baunilha duplamente crocante com base de chocolate. A versão expande o portfólio da companhia e une as categorias de biscoitos e chocolates. A novidade reforça a estratégia multicategoria da empresa.

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CRIANÇA E SAÚDE

A Kitano lançou a linha Tempera & Refoga, que une praticidade e sabor em três versões: para refogar, carne e frango. Feita com 100% de ingredientes naturais, a linha não contém sal adicionado, glutamato, transgênicos ou conservantes.


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Hortifruti ganha

PROTAGONISMO

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e redefine a experiência de compra

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TEXTO • NEIDE MARTINGO • redacao@supervarejo.com.br

Da fazenda à gôndola, abastecimento inteligente, logística sincronizada e parcerias estratégicas ajudam o setor a ampliar qualidade, conquistar o consumidor e minimizar desperdícios

A

seção de frutas, flores, legumes e verduras (FFLV) vive uma das maiores transformações da história recente do varejo alimentar brasileiro. Tradicionalmente vista como setor de reposição diária e itens de compra rápida, ela passou a ocupar um papel estratégico: fideliza clientes, gera fluxo constante, comunica a identidade da loja e serve como termômetro de cuidado, qualidade e frescor. Hoje, a performance do hortifruti muitas vezes define o retorno do consumidor ao supermercado. A mudança é reforçada por fatores locais e globais: maior conscientização sobre alimentação saudável, busca por sabor, conveniência, preocupação com rastreabilidade, embalagens mais sustentáveis e operações

mais sofisticadas, tanto na colheita quanto no PDV. Um consumidor mais informado e exigente elevou o padrão de entrega nas lojas, pressionando produtores, distribuidores e supermercadistas por processos mais eficientes, margem sustentável e equipe treinada para lidar com um setor perecível, dinâmico e extremamente sensível a falhas operacionais. Dessa forma, na estratégia do supermercado, hoje, o hortifruti deixou de ser apenas um departamento e se tornou uma ferramenta de diferenciação, rentabilidade e experiência. As consequências dessa evolução se desdobram no campo, no transporte, nas câmaras frias, na compra, na exposição, no treinamento e, por fim, na percepção do consumidor no ponto de venda.

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HORTIFRUTI X DECISÃO DE COMPRA

Luis Henrique Stockler, sócio da Y Consultoria, diz que, impulsionada pela busca crescente e constante por alimentos mais frescos e saudáveis, a participação do FFLV no faturamento aumentou significativamente. Antes da pandemia, representava cerca de 7% a 8% das vendas e, atualmente, já é reportado em torno de 10% a 12%, um crescimento de, aproximadamente, 40% a 50% em 3-4 anos, demonstrando forte e veloz expansão. “O setor de FFLV é o principal responsável por impulsionar o tráfego de clientes e pela fidelização. A percepção de qualidade do cliente sobre a frescura dos perecíveis é, muitas vezes, a primeira impressão e o principal fator de decisão para a escolha da loja”. Foto: shutterstock

Para Danilo Moura, gerente nacional de vendas da Itaueira, o FFLV assumiu posição de destaque na jornada de compra e na jornada emocional do cliente dentro da loja. “É uma das categorias com maior recorrência e já serve, muitas vezes, como cartão de visita do PDV. Ao posicionar o setor logo na entrada, causa impacto visual, remete a consumo saudável e incentiva compras frequentes”. Essa percepção também é compartilhada por Jean Felipe, gerente de FLV do Covabra Supermercados, que destaca que a seção, hoje, influencia diretamente a fidelização. “O cliente que encontra frutas, legumes e verduras frescos, bem apresentados e com proce-

dência confiável, tende a voltar mais vezes”. No GoodBom Supermercados, o diretor comercial Ricardo Cobacho observa que o hortifruti define a primeira impressão e influencia até a percepção de preço e qualidade de todo o supermercado. “É uma das primeiras seções visitadas pelo cliente e ajuda a reforçar a imagem de cuidado e frescor da loja”. Dessa forma, o setor deixou de ser apenas destino de reposição e passou a ser elemento estratégico na construção de valor da marca no varejo. O setor representa, em média, de 8% a 12% do faturamento total da loja. No entanto, sua compra, que é quase diária, e o tempo gasto para realizá-la, potencializam as vendas de outras categorias.

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tópicos: FFLV • QUALIDADE • DESPERDÍCIO

CONSUMIDOR MAIS EXIGENTE

de quantidades controladas e sempre repostas e a manutenção de produtos em refrigeração com exposição menor no ponto de venda são boas práticas comerciais. Da mesma forma, tornar o ambiente atraente (organização por cores, oferta de diversidade e variedade, degustações) também contribui para estimular as vendas. “As altas temperaturas

aceleram o amadurecimento, favorecendo a produção de etileno (o hormônio da maturação) e provocando mudanças importantes na perda da hidratação e turgescência de muitos produtos, o que leva ao amarelecimento, murchamento e outros efeitos afins. Também são importantes na facilitação do desenvolvimento de doenças provocadas por fungos e bactérias”.

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O perfil de compra mudou. O cliente passou a observar mais detalhes e está menos disposto a fazer concessões. Procurar aparência impecável já não basta: o consumidor quer sabor, rastreabilidade, confiança, segurança alimentar e experiência consistente, seja na compra do tomate para a refeição do dia ou da salada pronta para consumo imediato. Uma vez que o consumidor está mais atento à qualidade, à saudabilidade e à origem, para atender as expectativas, o supermercado precisa trabalhar com rastreabilidade e parcerias sólidas com produtores. Além da procedência, Moura, da Itaueira, acrescenta outra exigência crescente: “o cliente quer qualidade e sabor sem pagar um preço tão alto por isso”. Ou seja, a equação do setor agora envolve entrega com controle de custo, um desafio enorme quando se trata de produtos perecíveis, sensíveis a clima, transporte, sazonalidade e logística. Já Cobacho, do GoodBom, observa que essa exigência também elevou o padrão de exposição, comunicação e ambientação: “melhoramos processos, exposição e organização para tornar a seção mais atrativa e alinhada às expectativas do consumidor”. Para Helio Junqueira, da Hórtica Consultoria, todas as formas que inibam ou reduzam a manipulação dos produtos no ponto de venda são recomendadas para a redução das perdas. Assim, a formação de pilhas, a exposição

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EMBALAGENS X DESPERDÍCIOS

e aumentar o tempo de consumo, entregando uma experiência melhor”, analisa. Reduzir perdas no hortifruti exige mais do que uma boa compra. O processo é sistêmico e precisa funcionar em diversas etapas. Uma delas é a gestão e o controle diário, que compreendem a verificação constante de frescor, rodízio e rotatividade, ajustes de exposição e compras menores e mais frequentes. Segundo Moura, “entregas frequentes e gestão de estoque são o básico. Além disso, investimos em tecnologia e processos pós-colheita para maior vida útil”. Uma equipe treinada e capacitada faz toda a difeFoto: shutterstock

Para atender diferentes perfis de clientes, redes e fornecedores reforçam a importância de um mix equilibrado. Três frentes se destacam. Entre elas, estão os itens de alto giro, como banana, tomate, batata, cebola, cenoura, folhas frescas, além de frutas tropicais, como melão e melancia, que permanecem como pilares da seção. São produtos que sustentam visitas frequentes e mantêm giro constante nas gôndolas. Outra frente são os processados e a necessidade de conveniência. A vida urbana, a correria e a mudança no tamanho das famílias impulsionaram as opções prontas para consumo. Destacam-se saladas lavadas, legumes cortados, frutas porcionadas, opções higienizadas e embalagens unitárias ou menores. Cobacho, do GoodBom, destaca que este movimento cresceu de forma consistente. “Há forte avanço de itens minimamente processados, que trazem praticidade e prolongam a vida útil”. No que se refere a embalagens modernas e sustentáveis, o setor evoluiu com foco em bandejas de papelão e plásticos recicláveis. São embalagens biodegradáveis, materiais que valorizam a apresentação e soluções que ampliam a vida útil do produto ou o shelf life. Para Moura, da Itaueira, isso gera valor real, tanto para o consumidor, quanto para o varejo, uma vez que “a embalagem precisa valorizar o produto, ser sustentável

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tópicos: FFLV • QUALIDADE • DESPERDÍCIO

rença. Manuseio inadequado, corte errado, temperatura incorreta, armazenamento incorreto ou até exposição mal planejada podem ampliar perdas. Jean Felipe, do Covabra, é enfático. “Quando o colaborador conhece o produto, reduz significativamente o desperdício”, diz. Já Cobacho chama a atenção para outro ponto importante, que é o cuidado rigoroso no recebimento. “Perdas começam, muitas vezes, antes do produto chegar à área de vendas”, alertou. É preciso ressaltar o avanço em pós-colheita. A maturação, acondicionamento, cadeia de frio e tecnologia de embalagens ajudam a

prolongar a durabilidade, reduzir as perdas, assegurar o sabor constante e melhorar a experiência do cliente. Essa evolução tem beneficiado o varejo e o consumidor simultaneamente. O hortifruti é uma categoria de margens ajustadas e custos altamente sensíveis. Chuvas, secas, oscilações de safra, logística, distância dos centros consumidores e variação de preço pressionam toda a cadeia. Danilo Moura resume bem o quadro e afirma que “o produtor precisa melhorar sem aumentar custo e o varejo precisa ajustar margens para manter consumo e frequência.” Já para Cobacho, o

desafio é atender expectativas crescentes em ciclos produtivos irregulares. “O cliente espera aparência, sabor e durabilidade, mesmo em épocas de sazonalidade e escassez. Isso exige precisão na compra, entendimento de comportamento de mercado e ações rápidas de reposição e exposição”, analisa.

CADEIA: COOPERATIVAS E FORNECEDORES A profissionalização do setor também depende de proximidade e colaboração entre produtores e supermercados. Nos últimos anos, redes passaram a trabalhar com volume maior de produção


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regional, entregas mais frequentes, logística mais curta, padrões técnicos mais consistentes, acompanhamento da cadeia de frio, rastreabilidade e certificações. Além de reduzir o tempo entre colheita e exposição, essa relação fortalece o giro e melhora a percepção de frescor no PDV. Moura reforça que os fornecedores assumiram papel mais ativo. Ele destaca que “há investimentos em tecnologia, equipes de trade marketing, apoio na gestão das lojas, treinamento e apresentação em PDV, inclusive por meio de degustações”. Ao mesmo tempo, produtores e cooperativas passaram a dividir conhecimento técnico, padrões de colheita, temperatura, embalagem e transporte, etapas que antes ficavam concentradas no varejo. Mesmo com margens sensíveis e custos instáveis, a categoria segue com enorme potencial de expansão. Entre as estratégias que mais ampliam desempenho, estão o mix ajustado e o sortimento correto nos momentos certos, a exposição organizada, limpa e convidativa, a experiência sensorial (degustações, aromatização, cortes), sugestões de consumo e receitas, materiais visuais e comunicação no PDV, 94 |

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tópicos: FFLV • QUALIDADE • DESPERDÍCIO

ITENS MAIS CONSUMIDOS E PROCURADOS NA SEÇÃO

Frutas-coringas: banana, maçã, laranja, mamão

Legumes essenciais: tomate, batata, cebola, cenoura

Folhosas fresca

Produtos tropicais, como melão e melancia

Ovos, que ampliaram consumo como item cotidiano

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além de ações de sazonalidade e linhas premium de maior valor agregado. O hortifruti deixou de ser uma seção de compra recorrente e se transformou em indicador de qualidade, impulsionador de fluxo, diferencial competitivo de marca, elemento central da experiência de compra e extensão da estratégia comercial da loja. O foco do supermercadista é a união de produtos saborosos, operação eficiente, exposição bem planejada, equipe treinada, parcerias fortalecidas, logística rápida, embalagens sustentáveis e controle rigoroso de ruptura e desperdício. Apesar de oscilações de preço e deflação em alguns itens, o mercado projeta perspectivas positivas. A Itaueira planeja crescimento de 20% em 2025, em comparação a igual período de 2024. O GoodBom afirma que vai registrar evolução consistente sobre 2024. E o Covabra prevê aumento de volume, ainda que a receita possa não crescer na mesma proporção, devido à queda de preços de alguns itens. Todos reforçam que o diferencial competitivo será a capacidade do varejo de registrar melhores resultados e fidelizar o cliente.

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M A R K E T I N G | O que rolou na SV em... novembro

INSTAGRAM Grupo Bimbo anuncia aquisição da Wickbold no Brasil O Grupo Bimbo confirmou a compra da Wickbold, fortalecendo sua presença no mercado brasileiro de pães e alimentos. A operação inclui a marca Wickbold, suas fábricas no Sul e Sudeste e dois centros de distribuição, além da incorporação de mais de 2,5 mil colaboradores.

Assaí Atacadista reporta lucro líquido no 3T25 O Assaí registrou lucro líquido de R$ 152 milhões no terceiro trimestre de 2025, uma queda de 1,5% em relação ao ano anterior. Esse desempenho reflete o esforço de ajuste em seu mix de produtos e o controle de despesas em um cenário desafiador.

LINKEDIN MBRF registra avanço após fusão: A MBRF apresentou crescimento de 3,7% em volume e 9,2% em receita no 3T25, em um trimestre marcado pelo início do processo de integração pós-fusão entre BRF e Marfrig. O desempenho reflete ganhos de eficiência nas cadeias produtivas, avanço em sinergias industriais e reorganização operacional, elementos que começam a consolidar o novo posicionamento da companhia no mercado global de proteínas.

A Diageo confirmou a nomeação de Dave Lewis, ex-diretor da Tesco, como novo CEO global. A chegada do executivo simboliza uma nova fase de gestão, marcada por maior foco em desempenho operacional, reposicionamento estratégico e fortalecimento das principais marcas do portfólio. A mudança ocorre em um momento em que a companhia busca acelerar eficiência e ampliar competitividade no cenário internacional.

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Diageo anuncia Dave Lewis como novo CEO:


M A R K E T I N G | O que rolou na SV em... novembro

NO SITE Reforma Tributária: desafios para supermercados de pequeno e médio porte Especialistas da FGV alertam que a transição para a nova legislação tributária, que entra em vigor em 2026, exigirá dos supermercados revisão de sistemas, classificação de produtos e reforço no compliance fiscal. A mudança no modelo de impostos deve alterar a apuração e o crédito tributário nos próximos anos.

BH Supermercados segue expansionando com nova loja na capital mineira A rede Supermercados BH inaugurou mais uma unidade em Belo Horizonte, com 3 mil m², 18 caixas e estacionamento para 195 carros, atendendo tanto atacado quanto varejo. A inauguração reforça a estratégia da rede de crescimento em Minas Gerais com foco em proximidade e escala.

SV TÁ ON Fernando Ramalho — Grupo São Luiz se aproxima dos 100 anos No episódio #97, Fernando Ramalho fala sobre a trajetória quase centenária do Grupo São Luiz, destacando o desenvolvimento da empresa, o papel da gestão familiar e as estratégias que sustentam seu crescimento no varejo alimentar. Ele também comenta os principais aprendizados da operação e como a companhia mantém relevância após décadas de atuação.

Fernando Ramalho

Fernanda Dalben

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Fernanda Dalben aprofunda como o varejo pode evoluir sua experiência do cliente por meio de dados, comunicação e presença digital. Ela compartilha insights sobre construção de marca, fidelização e integração entre canais, mostrando caminhos para tornar o relacionamento mais fluido, personalizado e eficiente.

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Fernanda Dalben — Experiência do cliente e estratégias digitais


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