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Vitrine Lojista setembro 2015

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PUBLICAÇÃO DA FEDERAÇÃO DAS CÂMARAS DE DIRIGENTES LOJISTAS DO RIO GRANDE DO SUL | SETEMBRO 2015

VAREJO

Ato público contra aumento de impostos une empresários e trabalhadores

NEGÓCIOS Momento econômico causa queda das vendas varejistas

Convenção Estadual Lojista Oportunidades que driblam incertezas


ÍNDICE

Capa

46ª Convenção Estadual Lojista leva a Qualidade no Comércio a 1.500 participantes em Caxias do Sul

Varejo

Empresários e trabalhadores realizaram ato público contra aumento de impostos

Negócios Momento econômico causa queda das vendas varejistas


EDITORIAL No dia 22/09/2015, ocorreu um evento lamentável na história do Rio Grande do Sul. Gostaríamos de esquecer, mas não podemos. No dia 22/09/2015, o Poder Executivo e o Legislativo Gaúcho deixaram claro que estão divorciados de seu povo. No dia 22/09/2015, a maioria dos deputados estaduais decidiu aprovar a proposta do governo de aumentar o ICMS a partir do ano que vem.

vizinho, os consumidores do norte do Rio Grande do Sul não hesitarão em cruzar a fronteira estadual para fazer compras. Os catarinenses certamente serão gratos pela renda e emprego que estamos proporcionando a eles, especialmente em um período histórico no qual tanto precisamos melhorar nossos indicadores sociais e econômicos. No dia 22/09/2015, os parlamentares gaúchos decidiram pela continuidade da estagnação da economia do Rio Grande do Sul. Com impostos mais altos. Ao invés de recebermos investimentos, estamos perdendo investidores, o que não é nenhuma novidade no nosso passado recente.

No dia 22/09/2015, com intenção de prorrogar a agonia de um setor público estadual desestruturado e sem sustentabilidade, o Governo Estadual e os parlamentares decidiram pelo confisco de milhares de reais de cada família gaúcha, que atualmente já enfrenta os desafios No dia 22/09/2015, teríamos mais da queda de renda por conta da uma vez a propriedade de entoar desaceleração da economia. os versos de nosso hino Rio-granNo dia 22/09/2015, a classe dense: “Sirvam nossas façanhas de política gaúcha foi ovacionada pela modelo a toda terra”. A pena é que população do sul de Santa Cata- as façanhas do dia 22 de setembro rina. Com impostos ainda mais al- de 2015 não são de causar orgulho, tos do que o praticado no estado mas de vergonha.

Vitor Augusto Koch, presidente da FCDL-RS

DIRETORIA EXECUTIVA

CONSELHO FISCAL

CONSELHO DE ÉTICA

Presidente Vitor Augusto Koch

Presidente Daltro Viega da Rocha

Presidente Airton Vitalico Giordani

1° Vice-Presidente Fernando Luis Palaoro

Titular André Passini

Titular Milton Gossler

Edição Vitrine Lojista PlayPress Assessoria de Imprensa

Vice-Presidente Jorge Claudimir Prestes Lopes

Titular Vandenir Antonio Miotti

Titular Osmar Anildo Kerschner

Jornalista Responsável Marcelo Matusiak MTB: 10063

Vice-Presidente Davenir Darci Dreher

Suplente Walter Roberto Nickhorn

Suplente Glodomar Guitel

Rua Dr. Flores, 240 Cj 21 CEP 90020-120 | Porto Alegre-RS (51) 3213-1777 www.fcdl-rs.com.br fcdl@fcdl-rs.com.br

Impressão Impressos Portão Tiragem 3 mil exemplares

Vice-Presidente Cladimir Coppini 1° Diretor Secretário Marcos Rogério Carbone 2º Diretor Secretário Pedro Jacó Schneider 1º Diretor Financeiro Moacir Paulo Lodi 2º Diretor Financeiro Affonso Flávio Angst

Suplente Renato Spultaro Corso


VAREJO

PERFIL CDL Q COMÉRCIO PELO RS GERAL

Pelo RS Programa Q Comércio mobiliza empresas pelo RS

Geral

Crise econômica reflete em empregos e vendas no varejo gaúcho

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PERFIL

CDL Gramado

Voltada sempre para o sucesso dos empresários gramadenses a CDL criou serviços que beneficiam os lojistas e seus colaboradores. A entidade oferece treinamentos do sistema SPC, atendimento ao cliente, vendas, treinamento de gestores e palestras motivacionais, com o apoio do Sebrae/RS. A CDL Gramado se destaca pelo alto nível de confiança junto a comunidade e órgãos públicos, possibilitando melhores soluções para os problemas de nossa cidade. Tailor Hermann, presidente da CDL Gramado

Gestão 2015/2017 Presidente: Tailor Hermann 2º Presidente Itamara Bertulucci Ramm 1º Financeiro: Marcelo Décio Broilo 2º Financeiro: Rafael Davi Kleinkauf 1º Secretário: Humberto Benvenutti 2º Secretário: Éder Mapelli 3º Secretário: Xisto Pierre Bertoluci

A CDL

Divulgação

A CDL Gramado foi fundada em 05 de agosto de 1988 e mantém-se fiel ao objetivo de prestar serviços de qualidade auxiliando os empresários do comércio e prestadores de serviços. Dentro da comunidade, a CDL possui forte parceria com o poder público municipal, entidades representativas e instituições que tratam de ações sociais. Atualmente, congrega 200 associados do comércio, indústria e prestação de serviços, ofertando aos seus clientes diversos produtos, serviços e convênios.

Turismo

O turismo é o principal fator de desenvolvimento de Gramado. Por isso, foram criados vários empreendimentos e eventos que buscam aumentar a visitação e a permanência de turistas na cidade. Isso aumentou muito a receita do município, considerado um dos mais empreendedores desta área no Brasil.

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Economia A forte mentalidade empreendedora da população gramadense é uma das características da cidade. Isso ajuda a fazer a diferença na hora de movimentar a economia local, que é marcada por períodos de sazonalidade.


Q COMÉRCIO Supermercado Razia Frederico Westphalen

Segmento de atuação: Supermercado Endereço: Rua Theobaldo Schorr, 445 No Q Comércio desde: Desde 2014 Certificada no selo: Bronze

Por que aderiram ao Q Comércio? O Q Comércio é uma programa fantástico para ajudar a melhorar e qualificar a gestão das empresas. Como presidente da CDL de Frederico Westphalen, tive a oportunidade de alinhar com o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, a realização da iniciativa em nossa cidade. O Supermercado Razia não poderia deixar de participar deste grande projeto.

Quais as modificações aconteceram após a adesão ao Q Comércio? Passamos a nos organizar melhor e o Scopi nos possibilitou analisar os números de uma forma mais eficiente. Apenas com algumas informações conseguimos reduzir despesas que oneravam muito a empresa.

Como utiliza o SCOPI?

Mensalmente. No início de cada mês fazemos nossos fechamentos e alimentamos o sistema com os dados obtidos para melhorar o A qualidade, tanto no atendimento quanto planejamento. nos produtos oferecidos, é o que faz a diferença dentro do universo da competitividade. Responsável Q Comércio na empresa Juliano Razia del Paulo

Por que dar ênfase à qualidade?

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ESPAÇO EMPREENDEDOR

Diferpan Distribuidora A Diferpan, localizada no município de Cachoeirinha, trabalha no segmento de materiais de construção. Distribui um mix de aproximadamente 10 mil produtos. Entre os destaques está a marca própria, a Dtools, com foco no varejo dos materiais de construção. A empresa foi fundada em 1987 e hoje trabalha nos mercados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. De acordo com o gerente Administrativo e Financeiro da Diferpan, Michael Cunha, o espírito empreendedor sempre esteve presente na empresa. Mudanças de sede, desenvolvimento de marca própria, implantações de ferramentas de última geração e ampliações constantes marcam seus 28 anos de existência. Não foi por acaso que a empresa alcançou o sucesso. A fórmula adotada é simples: trabalho, comprometimento e respeito. A matriz em Cachoeirinha abriga modernas instalações em uma área com mais de 32.000m², representando maior capacidade para atender aos clientes com a mesma excelência. O foco empresarial da empresa baseia-se na distri-

buição de produtos nas categorias de ferragens, ferramentas, material hidráulico, elétrico, tintas e impermeabilizantes. Uma das maiores dificuldades pela qual a empresa passou, foi em 2005, quando ocorreu a mudança de sistema de logística. A Diferpan ficou mais de um mês sem conseguir faturar. A dificuldade só foi superada devido ao grande comprometimento da equipe de colaboradores e pela parceria de respeito e admiração mutua existente entre a empresa e seus clientes. Para os próximos anos, a empresa prevê algumas dificuldades, em função da atual conjuntura econômica do país e em especial no estado do Rio Grande do Sul, onde a Diferpan concentra boa parte de suas operações. Apesar dos percalços, o grupo está otimista quanto ao seu futuro, acreditando que o momento é importante para ajustar e melhorar as operações e serviços. A perspectiva é tão otimista que a Diferpan acabou de adquirir novos caminhões para melhorar e aumentar, ainda mais, a frequência de entregas para seus clientes. Divulgação Diferpan


PELO RS

CDL Bento Gonçalves recebe prêmio na Convenção Estadual Lojista A capacidade de mobilização e engajamento do setor lojista bento-gonçalvense rendou reconhecimento especial durante a 46ª Convenção Estadual Lojista, promovida pela FCDL-RS, em agosto, na cidade de Caxias do Sul. Com a maior comitiva presente no encontro, a CDL-BG recebeu premiação de destaque, outorgada pela organização. A menção destaca o compromisso dos profissionais do segmento em investir e aproveitar as oportunidades de qualificação e acesso à informação, contribuindo para alcançar níveis de crescente excelência nos serviços prestados ao Anúncio FCDL 20x13,25cm_Outubro_V02.pdf 1 09/10/14 público.

- O comércio deve estar preparado para enfrentar os desafios de um cenário mercadológico cada vez mais competitivo. A participação expressiva do setor de Bento Gonçalves no evento demonstra o interesse em se aperfeiçoar, buscando caminhos para garantir o desenvolvimento de seus negócios - destaca Marcos Carbone, presidente da CDL-BG e coordenador da Convenção Estadual Lojista. Os lojistas e representantes de CDLs do estado presentes no evento conseguiram enxergar um cenário mais favorável e com ideias para buscar maneiras de driblar o receio com a insta16:06 bilidade econômica.


PELO RS Setembro é mês de Liquida Tchê Campo Bom Promovido pela CDL Campo Bom para comemorar o Dia do Cliente (15/09), a campanha entende que o cliente é a única razão de ser da existência de todos os produtos e serviços, das empresas, das profissões e de todos os postos de trabalho do mundo. Desta forma, a entidade faz a homenagem. O Liquida Tchê especial mês do cliente ocorre entre 1º e 30 de setembro com promoções nas lojas participantes. As empresas parceiras são Intercapital Seguros, Yázigi Campo Bom, Clean Net Campo Bom, Ótica Carmo, Jane Modas,

Mania D’ Mulher, Arte Básica, Óptica Bella Vista, Thati Complementos e Confecções Arco Íris. As promoções e ações diferenciadas das empresas parceiras podem ser conferidas no site da CDL Campo Bom - www.cdlcampobom.com.br. São iniciativas como descontos nas compras, descontos progressivos, sorteio de vales presentes, distribuição de brindes e muito mais.

Palmeira das Missões lidera ranking de novas adesões ao Q Comércio O município de Palmeira das Missões, localizado no Norte do estado, foi o destaque em número de novos participantes no programa Q Comércio. A cidade agregou 11 novas empresas que participam do programa destinado a qualificar a gestão e a intenção para o ano que vem é repetir esse número. Uma das fórmulas adotadas pela CDL foi trabalhar na conscientização dos associados para importância de qualificar a gestão.

destaques positivos a CDL São Leopoldo, CDL Uruguaiana e CDL Estância Velha e Ivoti. As inscrições encerraram no dia 14 de agosto e totalizaram 185 novos participantes no Rio Grande do Sul. O programa já beneficiou 954 empresas oferecendo 700 horas de treinamento e 800 horas de consultoria. Foram entregues 912 prêmios nas categorias Ouro, Prata e Bronze para 562 empresas ao longo dos 4 ciclos

- Procuramos conscientizar os empresários da importância do micro e pequeno empresário estar preparado para enfrentar o cenário econômico atual e para isso é fundamental que se tenham boas ferramentas. O Q Comércio proporciona isso aos lojistas. Fizemos visitas às empresas e pudemos perceber a importância desse trabalho - afirmou o presidente da CDL Palmeira das Missões, Walter Roberto Nickhorn.

A solenidade de premiação 2015 está prevista para o dia 8 de dezembro no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre.

Além de Palmeira das Missões, também foram

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Entre os diferenciais oferecidos estão a capacitação presencial de 4 semanas; software on line de planejamento estratégico (Scopi) e gerenciamento de projetos, processos e indicadores; consultoria presencial de 6 meses e diagnóstico e avaliação presencial de gestão.


PELO RS

Capacitações do Q Comércio mobilizam empresas do RS Com o objetivo de qualificar o comércio no Rio Grande do Sul, a FCDL-RS está promovendo, ao longo do mês de setembro e no início de outubro, treinamentos do programa Q Comércio em diferentes cidades do estado. O programa, criado pela entidade, conta com apoio do SEBRAE/RS e visa capacitar, instrumentalizar e reconhecer o comércio que adotar o modelo de gestão da qualidade, com base nos critérios da excelência da FNQ (Fundação Nacional da Qualidade). Neste ano, são 185 os novos empreendimentos que se agregaram ao programa. Os encontros ocorrem até o dia 2 de outubro, em 20 cidades gaúchas.

Q Comércio já beneficiou cerca de 1.000 empresas oferecendo 700 horas de treinamento e 800 horas de consultoria

- O Q Comércio, é sem dúvida, uma das iniciativas mais destacadas que a FCDL-RS coloca em prática. As aulas práticas, o uso do software de gestão (Scopi), o diagnóstico e as consultorias permitem que o empresário e seus colaboradores ampliem seus conhecimentos nas técnicas de gestão, além da melhora na lucratividade do negócio, a melhora do nível da qualidade dos serviços prestados e o aumento da participação no mercado e nível de competitividade - aponta o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch. O dirigente lembra que, em quatro anos de atividades, o Q Comércio já beneficiou cerca de

1.000 empresas oferecendo 700 horas de treinamento e 800 horas de consultoria. O consultor do SEBRAE/RS, Júlio César Bastola Norte, é responsável pelo treinamento das empresas em Porto Alegre, nas terças-feiras, e em Novo Hamburgo, nas quintas-feiras. Para ele, o Q Comércio é uma iniciativa extremamente valiosa, pois permite que as empresas possam caminhar rumo ao controle total da gestão, com organização e planejamento. - Para tanto, é fundamental que os empreendimentos utilizem o Scopi, pois essa é uma ótima forma de manter o trabalho organizado e atualizado. O empresário deve estar sempre disposto a manter dados e números atualizados, para obter a excelência do negócio - ressalta Júlio César. Os empresários Décio e Silvana Braga, diretores da Escola de Educação Infantil Voando Alto Ltda, de Porto Alegre, destacam a importância de participar do Q Comércio, especialmente pelo avanço que representa utilizar ferramentas de gestão da qualidade na administração do empreendimento. - Trabalhamos com o desenvolvimento e crescimento integral da criança em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social complementando a ação da família e comunidade. Então, também podemos trabalhar o desenvolvimento e o crescimento da nossa empresa para atingirmos o objetivo de nos tornarmos um ponto referencial nessa área - salientam Décio e Silvana. Os municípios onde estão ocorrendo as capacitações do Programa Q Comércio são os seguintes: Porto Alegre, Uruguaiana, Jacutinga, Caxias do Sul (com duas turmas) São Leopoldo, Santa Cruz do Sul, Ijuí, Santa Rosa, Novo Hamburgo, Rio Grande, Lajeado, Pelotas, Passo Fundo, Palmeira das Missões, Alegrete, Santo Antônio da Patrulha, Ibirubá, Santa Maria, Carazinho e Agudo.

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GERAL

Saldo negativo na geração de empregos no mês de julho

Para o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, o fenômeno negativo da extinção de postos de trabalho no comércio está fortemente vinculado a adoção, pelo Governo Federal, de medidas que contrariam a boa prática de consumo, como o aumento dos juros e dos preços da energia e combustíveis, que reduzem a capacidade de compra. - As notícias insistentes estão sendo nocivas às pessoas e aos setores produtivos. A população se contamina e retrai o consumo, inclusive de itens que atendem às suas necessidades. Urge a adoção de medidas anticíclicas para combater esse contexto. O aperto tributário e dos juros é consequência direta do desequilíbrio das contas públicas federais. É preciso, rapidamente, encontrar formas menos danosas de resolver tal problema. E não é com a ampliação do desemprego que iremos combater o atual estágio recessivo do país - aponta Vitor Augusto Koch. O dirigente alerta que os lojistas gaúchos precisam seguir se precavendo com a mudança dos hábitos de consumo da população. Para Koch, é importante que a classe empresarial varejista concentre esforços na construção de estratégias e planejem suas empresas visando à fidelização do cliente, mecanismo que considera o mais eficiente para enfrentar a atual crise econômica. - Precisamos construir alternativas de forma conjunta, envolvendo os fornecedores nas negociações, porque eles também estão passando por dificuldades - ressalta.

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O levantamento realizado pela FCDL-RS mostra que dos 38 gêneros do comércio varejista gaúcho, apenas dois (produtos farmacêuticos e artigos de óptica) registraram aumento do número de postos de trabalho em julho, diante de 35 segmentos em queda e um neutro. O que chama a atenção é que a concentração de dispensas segue ocorrendo em lojas cujas vendas são estruturalmente impactadas pelo crédito, como veículos, móveis, eletrodomésticos e vestuário. A FCDL-RS acredita que a partir de setembro os indicadores de emprego comecem a melhorar, por conta do início das preparações das festas de final de ano e percepção de que o consumidor está começando a assimilar o efeito psicológico do contexto de crise e buscará normalizar suas compras. Se no comércio varejista os dados de julho não foram bons, em termos gerais, o emprego no Rio Grande do Sul apresentou, no mês, um saldo bastante negativo, com a extinção de 17.818 vagas de empregos com carteira assinada, o que coloca o estado com a terceira queda mais expressiva do Brasil, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Marcelo Matusiak

Os indicadores de emprego no comércio gaúcho registraram, no mês de julho, a extinção de 3.628 postos de trabalho no setor em todo o Rio Grande do Sul. O levantamento realizado pelo Departamento de Pesquisas da FCDL-RS, mostra que mesmo sendo sazonal o recuo da empregabilidade lojista em julho, está clara a existência de aceleração negativa do indicador, o que é reflexo direto da redução de atividade da indústria, serviços e construção civil.

Período registrou a extinção de 3.628 postos de trabalho no varejo em todo Rio Grande do Sul


GERAL

FCDL-RS lamenta a aprovação do aumento do ICMS e teme danos para o varejo gaúcho

- Reiteramos a nossa contrariedade ao aumento do ICMS, pois entendemos que esse fato vai atingir diretamente o orçamento das famílias gaúchas, retirando o poder de consumo, e, consequentemente, fomentando o ciclo recessivo que já se percebe no estado. Medidas que elevam tributos causam prejuízos sérios para o setor varejista do estado e nós, que defendemos a classe lojista, não podemos entender que a velha prática de aumentar impostos quando o governo não consegue se autogerir volte a ser validada - ressalta Koch. Para o presidente da FCDL-RS, o Estado poderia implementar melhorias na sua gestão que renderiam uma redução de custeio e amenizariam a crise financeira. Além disso, estudo realizado pela entidade mostra que as famílias de baixa renda serão profundamente afetadas com o aumento da alíquota básica do ICMS de 17% para 18%, além do aumento de 25% para 30% do imposto sobre gasolina, álcool, telecomunicações e energia elétrica. Um dos dados da pesquisa mostra que o ICMS passará a corresponder a quase dois meses dos recursos destinados ao consumo das famílias entre 1 e 6 salários mínimos. O estudo pretendeu identificar a influência de tal aumento da carga fiscal sobre a sociedade gaúcha. De acordo com esses parâmetros e considerando uma pessoa com consumo mensal líquido de R$

2.000,00, chegou-se a uma alta 9,36% no gasto com ICMS. Esta pessoa irá gastar ao final de um ano R$ 3.723,02 unicamente com o tributo em questão. - Esta é mais uma comprovação de que, além de tecnicamente equivocado, o aumento do ICMS aprovado pela assembleia é socialmente inconveniente. Em razão de que na medida em que penaliza os segmentos populacionais de mais baixa renda, em um período de queda do nível de emprego e, consequentemente fragilização da renda familiar de grande parte dos gaúchos destaca Vitor Augusto Koch. Na visão da FCDL-RS, o momento atual não permite que os gaúchos sejam onerados com elevação de impostos, pois a sociedade não pode arcar com erros que geraram a crise financeira no estado. Além disso, esse fato vai, certamente, gerar mais inflação e aumentar os índices de desemprego, agravando o atual momento ruim da economia do Rio Grande do Sul. César Moraes

O aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ), proposto pelo Executivo Estadual e aprovado pelos deputados estaduais no dia 22 de setembro, durante longa sessão na Assembleia Legislativa do Estado, é avaliado pela FCDL-RS como uma medida ruim para a sociedade gaúcha. O presidente da entidade, Vitor Augusto Koch, acompanhou a votação no plenário e lamenta que o legislativo não tenha sido sensível aos apelos contra a elevação de tributos.

Presidente Vitor Augusto Koch diz que a medida irá aumentar o ciclo recessivo que já se percebe no estado


GERAL

Aumento de impostos une empresários e trabalhadores

O varejo do Rio Grande do Sul esteve presente no ato “Agora Chega de Imposto!”, realizado no dia 27 de agosto, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Porto Alegre.

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lhas formas de resolver problemas de caixa com o repasse da conta para a população - declarou.

O evento mostrou a forte mobilização e a certeza de que empresários e trabalhadores não aguentam mais a prática de elevar impostos. Líderes de diversas entidades empresariais condenaram a elevação de impostos como saída encontrada pelo governo para superar a crise financeira. O presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, alertou para importância da manifestação.

A mobilização contou com a participação de diversas entidades empresariais e sindicais. Entre os que se manifestaram estiveram o presidente da OAB/RS, Marcelo Machado Bertoluci; o vice presidente da Fiergs, Claudio Afonso Amoretti Bier; o presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do sul (Ajuris), Eugênio Couto Terra; o presidente da CUT/RS, Claudir Antônio Nespolo; o presidente da Força Sindical, Marcelo Avencurt Furtado e o presidente do Creci, Flávio Koch, entre outros.

- Nos últimos meses assistimos várias manifestações públicas clamando pelo fim da corrupção e outras bandeiras. Mas está claro que também um dos grandes flagelos são os impostos elevados e que não param de subir. Este ato não é oposição ao Governo Estadual legitimamente posto e que tem uma difícil tarefa de construir uma organização de fato na gestão do Rio Grande do Sul, mas sim um repúdio às ve-

- Vivemos neste momento um simbolismo profundo em nosso estado. Esse ato marca a história porque não queremos mais conviver com situações absolutamente simplórias de administração. Aumento da carga tributária é uma solução simples demais, vindo de alguém que esperamos muito, que são nossos gestores. Vivemos uma crise ética sem precedentes, mas é também política e econômica. Portanto temos

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FCDL-RS participou de ato realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS) no Centro de Porto Alegre


GERAL Coordenador do movimento “Agora chega de Imposto!” e vice-presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia

que buscar soluções de gestão - afirmou o coordenador do movimento e vice-presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia. O manifesto assinado pelo participantes do ato “Agora Chega de Imposto” foi entregue ao Governo do Estado e aos deputados estaduais gaúchos.

2° Diretor Secretário da FCDL-RS, Pedro Jacó Schneider, participou do ato junto aos representantes da CDL Estância Velha / Ivoti

Representantes da CDL São Leopoldo, Campo Bom e Sapiranga participaram do ato público

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GERAL

Tradicionalismo oportuniza bons negócios para o varejo Marcelo Matusiak

FCDL-RS lembra que a celebração da data maior do Estado pode impulsionar as vendas

Neste mês, o sentimento de amor ao Rio Grande do Sul é ainda mais forte com as comemorações da Semana Farroupilha e do 20 de setembro. Esse fator faz a FCDL-RS, lembrar aos lojistas que a data é uma excelente oportunidade não apenas para reforçar a venda de produtos ligados ao tradicionalismo gaúcho, mas, também, de fidelizar clientes e fortalecer o relacionamento com o consumidor. Para o presidente da entidade, Vitor Augusto Koch, a Semana Farroupilha é um momento de grande significado para todos os gaúchos. Isso ajuda a elevar a estima da população, ao mesmo tempo em que pode propiciar o impulso nas vendas. - Vivemos, hoje, um período em que a fé nas nossas tradições e nos valores arraigados que o gaúcho possui, pode representar a recuperação do nosso estado. Quando falamos em aumentar as vendas nesta data tão representativa, lembramos que mesmo lojas que não trabalham com artigos como pilchas, bombachas, cuias ou outros artigos que simbolizam o Rio Grande do Sul podem se beneficiar desse espírito - lembra Koch. O dirigente ressalta que a FCDL-RS recomenda 6 passos para o empresário obter êxito em datas especiais: definir público alvo a ser atendido; definir o mix de produtos / serviços que será ofertado; desenvolver as pessoas que trabalharão/atenderão; criar promoções e motivos;

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organizar o ponto de venda e divulgar as ações comerciais que ele está fazendo. A vitrine da loja é outro item que merece atenção e destaque. Se o estabelecimento não tem relação com itens comuns da cultura do gaúcho, podem ser estabelecidas cores que associem à bandeira do Rio Grande do Sul ou serem colocadas chamadas para as promoções relacionadas à data. - Na vitrine a ideia é não poluir, ou seja, não encher muito de informação o que não seria adequado. Além disso, fidelizar o cliente é importante e as datas ajudam a isso. É possível mandar um email, ligar ou enviar mensagens saudando o cliente e apresentando as oportunidades de compras para ele - completa o presidente da FCDL-RS. Um erro considerado comum nessa época é também não avaliar corretamente a expectativa do cliente. Um brinde muito simples, concedido na compra de um item muito caro, pode reverter negativamente na imagem da empresa. Entre as dicas que a entidade oferece aos lojistas gaúchas com foco na Semana Farroupilha, está a criação de motivos e promoções onde os benefícios podem ser produtos gauchescos, como cuia, bombacha e erva-mate. Também é possível usar o motivo Revolução Farroupilha para promover algo e realizar parcerias para atrair clientes.


CAPA

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Obstinação para fortalecer o varejo gaúcho

Redação: Mariana da Rosa e Marcelo Matusiak Fotos: Alencar Turella

esde os cuidados mais simples na loja até tomadas de decisão na gestão dos negócios, a excelência deve estar presente. Esse foi o espírito da 46° Convenção Estadual Lojista, promovida pela FCDL-RS. O evento tornou-se referência para o comércio gaúcho e do sul do país, reunindo mais de 1.500 pessoas nos pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS).

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CAPA

Enquanto alguns empreendedores falam em crise e dificuldades, no sentido oposto há caminhos que passam pela criatividade, novas tecnologias e qualificação profissional. Os elementos foram apontados por especialistas nas palestras da 46° edição da Convenção Estadual Lojista, realizada em Caxias do Sul (RS) como indispensáveis para buscar a tão desejada oportunidade no cenário de crise. O evento realizado nos Pavilhões da Festa da Uva, voltado a dirigentes lojistas e lojistas, teve início no dia 13 de agosto e encerrou no dia 14 com sucesso de público. Foram mais de 1.500 pessoas que acompanharam com atenção cases de sucesso e exemplos de motivação para o mundo dos negócios. Para o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, a 46° Convenção Estadual Lojista foi muito importante para que os lojistas entendam de que jeito o momento da economia brasileira pode afetar nos negócios de cada setor. - O momento da economia deixa muitas pessoas nervosas. Temos que ter em mente que já passamos por crises muito piores em outros momentos. A crise de hoje é muito mais política do que econômica. As palestras foram importantes para que o lojista veja que existe um mundo de oportunidades, mesmo quando abrimos o jornal

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e as notícias são negativas – enfatizou Vitor Augusto Koch. Foram dois dias de debates que envolveram política economia e excelência no comércio e que deixaram satisfeito o coordenador da Convenção Estadual Lojista, Marcos Carbone. - Fala-se muito da dificuldade na economia, mas quem buscar qualificação e treinamento para sua empresa e para sua equipe vai se destacar. Destaco alguns momentos marcantes como a homenagem às CDLs de São Leopoldo e Caxias do Sul que completaram 50 anos. Também fica marcada para história uma visão tão qualificada do cenário econômico e político que os palestrantes trouxeram. Além disso, a inovação e tecnologia foram muito presentes. Vamos já começar a planejar a 47a edição da Convenção Estadual Lojista - disse. Seminário SPC Novas ideias para fortalecer a atuação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) e impulsionar os serviços de proteção ao crédito foram destaques na 46ª edição do Seminário Estadual de SPC. A coordenadora da Assessoria Técnica Estadual do Serviço de Proteção ao Crédito, Raquel Scheid, lembrou que os presentes no Seminário do SPC estão mais preparados para

Abertura do 46º Seminário Estadual de SPC


CAPA – FCDL-SC e da Federação das Associações Comerciais do Estado do Paraná – FACIAP. - A capacidade de recuperação de crédito tem sido muito importante. Em dívidas com atraso de até 13 dias, é possível recuperar em torno de 35%, em menos de um mês. Em 60 dias, o índice é superior a 60%. Isso acontece porque as operações estão muito ligadas aos bancos. Nossa informação é compartilhada na Serasa e os bancos vão consultar e enxergar as nossas informações - relatou o superintendente da FCDL-RS, Leonardo Neira. Maior FCDL do Brasil em número de associados, a entidade de Santa Catarina está vinculada a 70% das cidades catarinenses. O sucesso, segundo o gerente geral da FCDL-SC, Ademir Ruschel, é resultado da força do associativismo e do trabalho intenso da entidade. - Estamos vinculados e associados a 207 CDL em Santa Catarina, dos 295 municípios do estado. Ou seja, representamos aproximadamente 70% do varejo catarinense. Temos um sistema próprio, além do SPC Brasil, que é um diferencial dentro da federação. Em Santa Catarina, as cidades são próximas e o conceito do associativismo é muito forte – relatou Ademir Ruschel.

Presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch participou da abertura da 46º Seminário Estadual de SPC

encarar instabilidades econômicas do que quem não pôde participar. - Nós compartilhamos e adquirimos conhecimento sobre as melhores práticas de gestão para entidades e buscamos aproveitar todas as oportunidades que o mercado está nos oferecendo. O Seminário é o maior encontro de entidades usuárias do SPC do Rio Grande do Sul. Este ano ainda contou com a participação de Santa Catarina e Paraná, o que nos deixou muito contentes. A troca de experiências nos faz perceber o quanto é essencial estar unido para fortalecer nosso setor – disse. No primeiro painel, intitulado de “Bases Operadoras da Região Sul do Brasil”, foram apresentados casos de sucesso em gestão, comercial e capacitação da FCDL-RS, da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina

Com 252 entidades vinculadas e representando o varejo do Paraná, o diretor financeiro da Federação das Associações Comerciais do Estado do Paraná – FACIAP, Edson Araújo Filho, falou sobre a estabilidade dos dados de inadimplência do estado paranaense. - Apesar do momento difícil para todos os setores, percebemos que algumas regiões conseguem avançar nos negócios. Por isso, é necessário observar a concorrência. Sempre há o que melhorar. No Paraná, a intenção de compra e credito hoje está estável em comparação ao ano passado. No primeiro semestre foi difícil, mas agora estamos melhorando - revelou Edson Araújo Filho. O segundo painel, “Segmentação de Mercado, Argumentação Consultiva, Tecnologia da Informação, Produtos e Marketing”, trouxe detalhes sobre produtos e serviços oferecidos. A gerente de marketing do SPC Brasil, Katya Bertolozzi, falou sobre a importância da comunicação no diaa-dia e nas relações entre as entidades.

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CAPA Abertura oficial da Convenção Lojista Autoridades e líderes do segmento partilharam vivências e expectativas para o varejo na solenidade de abertura da Convenção Estadual Lojista. O coordenador da edição de 2015, Marcos Carbone, destacou a necessidade de o comércio estar preparado cada dia mais, para enfrentar o cenário econômico e político atual. - Muitos acreditam que estamos fadados a sofrer com a crise, mas não devemos ficar de braços cruzados diante das oportunidades que o momento oferece. Acreditamos que as empresas que investem em qualificação no desenvolvimento, como investimentos no Q Comércio, por exemplo, vão passar pela crise mais facilmente. Não esqueçam que depois da tempestade, vem a bonança - afirmou Carbone. O presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, saudou a realização de mais uma Convenção Estadual Lojista que virou uma tradição e importante momento de encontro de líderes de CDLs, gestores e lojistas. O empreendedor falou sobre o momento da economia brasileira e pediu para o varejo gaúcho não esmorecer. Abertura oficial da 46º Convenção Estadual Lojista

- Alguns dizem que estamos na maior crise que o Brasil já viu. Estes são esquecidos ou não viveram uma inflação de 80%, com os depósitos

acumulando mercadoria e as pessoas cada dia mais pobres. Nós temos duas opções: ou nos aliarmos aos difusores do caos; ou podemos reagir. Que bom que vamos reagir. Só podemos fazer isto com planejamento e com organização - discursou Koch. A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina – FCDL-SC foi citada como referência pelo trabalho desenvolvido com o SPC. O presidente da entidade, Ivan Tauffer, destacou a importância do encontro como forma de manter unido o movimento lojista. - É preciso sempre lembrar que grande parte da população de Santa Catarina é descendente de famílias gaúchas. Foram muitas gerações de trabalhadores e empreendedores que levantaram suas culturas e seus hábitos para o estado catarinense. Nossos estados são irmãos nas causas e nos ideais. Em comum, queremos uma nação que valorize o trabalho e a dignidade. Historicamente as duas entidades tem trabalhado juntas em busca de um movimento lojista mais forte - declarou Tauffer. A cidade de Caxias do Sul recebeu a Convenção Estadual Lojista com imensa satisfação. O município havia sediado o encontro pela última vez em 2006.


CAPA - Queremos dar as boas vindas a todos que estão em nossa cidade para este grandioso evento. É uma oportunidade ímpar para avaliar o cenário econômico. Nossa palavra não é de receio, mas de esperança no trabalho para reverter o momento de instabilidade - afirmou o prefeito de Caxias do Sul, Alceu Barbosa Velho. O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Honório Pinheiro, reconheceu a importância do trabalho desenvolvido pelo movimento lojista no Rio Grande do Sul e destacou a importância do encontro para que os lojistas aprendam mais a cada dia. Segundo ele, o conhecimento faz com que as pessoas sejam ainda melhores. O ano de 2015 marca também a comemoração dos 50 anos da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Caxias do Sul.

Presidente da CDL Caxias do Sul, Analice Carrer, na abertura da 46º Convenção Estadual Lojista

- Desde sua fundação a CDL desempenhou papel fundamental na organização dos propósitos da classe. Foi decisiva em momentos críticos na economia e esteve sempre junto criando soluções, apontando caminhos e iluminando decisões com a luz da razão, do consenso e da união – disse a presidente da CDL Caxias do Sul, Analice Carrer.

Encontro de CDLs Jovem As dinâmicas de grupo, os debates e as risadas eram perceptíveis antes mesmo de entrar na sala onde ocorria o encontro de CDLs Jovem, realizado durante a 46ª Convenção Estadual Lojista. Com a participação de aproximadamente 40 empreendedores de sete municípios, o evento demonstrou a importância da participação dos jovens para o desenvolvimento do varejo gaúcho. O presidente da CDL Jovem da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do RS – FCDL-RS, Marcos Jacoby, comemorou a grande procura para a participação no encontro. Segundo ele, as dinâmicas de grupo fizeram com que o ambiente ficasse descontraído e com uma linguagem simples de entender assuntos sérios. - Foi um prazer receber os integrantes de CDLs Jovem. Trabalhamos uma dinâmica de grupo diferente porque acreditamos que o jovem precisa estar envolvido com a sociedade, mas de uma forma mais leve. Por isso, optamos por esse modelo com tópicos de cenários atuais, inovação no varejo que precisa desse fortalecimento. Desde o início do ano a CDL Jovem intensifica encontros e fortalece o papel do departamento. Estou muito satisfeito pelo número grande de participantes e engajamentos dos jovens. Todos compartilham ideias entre as cidades e atuam de forma conjunta criando mais força em cada uma das atividades – relatou Marcos Jacoby. A CDL Jovem de Sapiranga participou do encontro das CDLs Jovem. O departamento foi criado na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Sapiranga no início de 2015 e já colhe frutos do trabalho que está sendo desenvolvido. - Houve uma troca de experiências muito boa entre as cidades e regiões. Observamos que cada região foca em um tipo de ação ao mesmo tempo que trabalhamos um alinhamento com o que está sendo feito nacionalmente. O formato do trabalho, mais descontraído, foi muito bom porque em CDL Jovem ser mais eclético se torna importante para o interesse do grande grupo afirmou o presidente da CDL Jovem Sapiranga, Matheus Hermann. A maioria dos departamentos de CDL Jovem, atualmente, estão localizados na região da Serra.

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A única representante do Vale dos Sinos é Sapiranga, o que torna possível planos de expansão.

A matemática que resolve os problemas do varejo

- É nosso primeiro ano de trabalho e acreditamos que nossa participação aqui é um fomento para que cidades próximas de Sapiranga se sintam estimuladas a também abrir uma CDL Jovem. Sempre é bom lembrar que são formados novos líderes e nossa diretoria vê a importância disso – lembrou.

Estudos mostram que 42% dos problemas das empresas estão diretamente ligados à falta de planejamento ou da ausência de objetivos definidos. Outros 30% das dificuldades ocorrem em virtude da ignorância e da falta de preparo para os desafios. Já problemas com ambientes e condições físicas de trabalho ficam com 14%. A dúvida da maioria dos empreendedores é: como solucionar todos os problemas que aparecem no dia-a-dia e tomar as melhores decisões? A resposta do Doutor em Administração de Empresas, consultor e expert em treinamento empresarial, Jerônimo Lima, é puramente matemática.

Bastante animada com o encontro, a presidente da CDL Jovem de São Sebastião do Caí, Ana Thaís Ledur destacou o compartilhamento de experiências como diferencial para o encontro, pois conheceu pessoas de todo estado. - O encontro foi muito bom. Conseguimos interagir com diversas CDLs Jovem que não conhecíamos, além da diretoria da CDL Jovem mesmo. Foi muito gratificante ter contato com pessoas que recém entraram e também com aqueles jovens que estão há mais tempo – afirmou Ana Thaís Ledur. Para ela, manter o diálogo com outras entidades varejistas possibilita uma visão mais ampla das necessidades de todos. A jovem empreendedora já pensa em ações para colocar em prática na sua cidade.

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Segundo o palestrante da 46ª Convenção Estadual Lojista, as empresas necessitam de controle total da gestão, com organização e planejamento. Assim, qualquer problema pode ser solucionado a partir da matemática que a organização apresenta no papel. Porém, isso só é possível se os números forem reais e atualizados com frequência e exatidão. Um dos exemplos citados pelo especialista foi o software de gestão utilizado no programa Q Comércio, da FCDL-RS, o Scopi. - Nenhum empreendedor sabe como está sua empresa se não conseguir atualizar dados,

46º Convenção Estadual Lojista contou com o Encontro das CDLs Jovem


CAPA números e aprender a observar as tabelas geradas pela sua empresa. Eu vi que o Q Comércio utiliza o Scopi, uma ótima forma de manter o trabalho organizado e atualizado. Entretanto, o empresário não pode ter preguiça para manter estes dados em dia. Isso é o que faz a diferença. Isso que traz a excelência do trabalho – afirmou.

Outra abordagem trazida por Lima foram as principais atitudes que um bom líder precisa ter para conquistar a excelência tão almejada.

Intitulada de “Gestão pela Qualidade”, a palestra de Jerônimo Lima mostrou aos lojistas presentes a importância da rotina para obter excelência. Ele destacou que é preciso ser bom para atrair bons funcionários. A excelência só é alcançada com a repetição de um trabalho excelente.

- Ser formador de equipe: escolher quais funcionários “sobem” o ônibus e quais funcionários ficam pelo caminho. Para conseguir uma boa equipe, o empresário tem que ser bom formador de equipe. O palestrante que essa é uma competência que tem que aprender.

- Com capacitação e com métodos, conseguimos aprender quais são as melhores formas de abordagem aos clientes. Essa é a diferença entre o amador e o profissional. Tenho que escutar as pessoas, os clientes, os concorrentes. A partir disso, construo a melhor forma de abordagem. Assim, alcançamos a excelência no atendimento – relatou. O palestrante aconselhou os presentes a observar seus hábitos e buscar uma vida com mais simplicidade de atitudes, de opiniões. Assim, é mais fácil trabalhar a gestão de forma simplificada. Entender quais são as prioridades e o que realmente importa. Depois disso, o próximo passo é se desfazer de objetos e objetivos menos importantes.

- Ser visionário: ter visão no futuro. Pensar mais que simplesmente a curto prazo. Lima afirmou que algumas empresas não têm planejamento para um ano ou dois. Assim, cada vez menos este empresário vai ter tempo para pensar e solucionar problema e cada vez mais crise.

- Ser tomador de decisões: não é difícil tomar uma decisão correta, desde que esta seja embasada em números. As opiniões dos empreendedores precisam estar vinculadas à matemática. Se tomar decisão sem matemática, é possível que tome a decisão errada. Lima relatou que, se não tem uma planilha no Excel, por exemplo, não consegue visualizar todo contexto. - Ser símbolo vivo: é essencial dar exemplo. Ninguém vai dar bom exemplo se não for bom profissional. Pessoas boas contratam pessoas boas. Não pode ter uma lacuna entre a ação e a palavra. Se não administro minha vida, como vou administrar uma empresa?

Doutor em Administração de Empresas, consultor e expert em treinamento empresarial, Jerônimo Lima


Revelamos o segredo da Croasonho! Mas só do sucesso, não dos croissants Com apenas seis anos de existência, a rede de alimentação Croasonho prevê faturamento de aproximadamente R$ 100 milhões em 2015. Há quatro anos, não ultrapassava a marca dos R$ 13 milhões. . A receita do sucesso do empreendimento não é um segredo. O único segredo da empresa é a receita dos croissants, elaborados pelo casal de surfistas André e Regina. A história da Croasonho começou com a receita secreta da Regina, que começou a vender seus croissants recheados nos verões de Atlântida, RS. Com sucesso, o casal ampliou o negócio para outras praias. Porém, sem uma qualificação empreendedora, a loja não evoluiu para algo maior que isso. Foi quando a dupla de amigos Eduardo Silva e Gustavo Susin passaram suas férias no litoral de Santa Catarina e conheceram a Croassonho, ainda com dois “S”, em Jurerê. A paixão foi imediata e a dupla começou a pensar como abrir uma filial do restaurante em Caxias do Sul, RS, terra natal deles. - Eu e o Gustavo queríamos abrir uma franquia em Caxias do Sul. Pesquisamos franquias de alimentos que deram certo na cidade e percebemos que todas eram multinacionais. Então, existiam muitas barreiras para vencer. Começamos a pensar em qual segmento seguiríamos e descobrimos a Croassonho, com dois “S”, nas férias. A loja durou apenas uma temporada por lá. Conversamos com o André e a Regina. Em junho de

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2009, abrimos a loja no centro da cidade – afirmou Eduardo Silva, que palestrou durante a 46ª Convenção Estadual Lojista.

Diretor executivo da Croasonho, Eduardo Silva

A intenção inicial da dupla de empreendedores era vender aproximadamente 3.000 croissants por mês. O planejamento começou errado. Só no primeiro dia, foram vendidos mais de 500 produtos. Com este início surpreendente e animador, Eduardo e Gustavo perceberam que tinham um grande potencial em suas mãos. -Depois do sucesso da loja no centro de Caxias do Sul, ficamos até preocupados, pois pessoas de todos os cantos do país começaram a procurar o André e a Regina para abrir outras franquias. Então em setembro, alguns meses após a abertura da primeira loja, viramos sócios deles. Abrimos a empresa e viramos franqueadores – revelou. A primeira franquia foi aberta em Farroupilha, RS. Um ao e meio depois, já eram 15 lojas. Conheça a Croasonho - 67 lojas em 14 estados - Previsão de seis inaugurações em 2015 - Acordo de até 13 novas lojas no Brasil por ano - Cinco milhões de croasonhos serão consumidos em 2015 - Fábricas em Caxias do Sul e em Porto Alegre - Produtos são dobrados manualmente, garantindo a qualidade - Quatro milhões de clientes em 2015 - Mais de 1.000 colaboradores diretos - Faturamento de R$ 100 milhões em toda rede


CAPA - Fomos estudar sobre as franquias do Brasil. Queríamos entender todos os casos. Assim, fomos minimizando problemas que as outras empresas passaram. Subimos um degrau de cada vez. Uma franquia com cinco lojas tem uma demanda, enquanto uma rede de 2º lojas precisa de outra postura. Estamos em constante apren-

Crescer sempre com planejamento e uma boa execução. Toda empresa precisa se preocupar com a parte estratégica. O aconselhado é que o operacional seja feito todos os dias para a empresa não perder o rumo. Isso faz a diferença diretor executivo da Croasonho, Eduardo Silva

dizado – destacou. O empreendedor lembrou aos presentes que não se pode deixar que as oportunidades escapem. O lojista tem que ter atitude e não ter medo de errar. Sem os erros, segundo ele, não conseguimos chegar onde queremos. Adaptação é a palavra de ordem para sobreviver às mudanças Quando a palestra de Jean Philippe Rosier iniciou durante a 46ª Convenção Estadual Lojista, a grande maioria dos presentes provavelmente não conhecia sua empresa, suas ideias ou seus métodos de trabalho. Ao final da explanação, os lojistas e representantes de CDLs se mostraram encantados com o jeito simples e diferente de transmitir informação de qualidade. Jean é diretor da Escola Criativa Perestroika. É também empresário, professor e consultor. O palestrante falou sobre como os empreendedores precisam estar em constante qualificação para observar as mudanças que ocorrem no mundo. Só assim, conseguirá realizar transformações dentro da própria empresa.

- Dizer que o mundo mudou já virou clichê. Nós, que nascemos antes dos anos 1990, fomos educados numa lógica industrial. Mas a forma de ver as coisas está mudando. Vivemos uma nova revolução e um exemplo clássico é a briga dos taxistas com o aplicativo Uber – destacou. Segundo ele, muitos conceitos estão mudando e as empresas precisam se adaptar a isso. - O conceito de família já não é o mesmo de alguns anos atrás. O conceito de carreira e sucesso profissional está diferente também. Será que queremos trabalho ou emprego? Tem tantas pessoas que fazem duas coisas ao mesmo tempo. O modelo a ser seguido antes era da Revolução Industrial. O que vemos hoje são em-

Jean Philippe Rosier, da Perestroika, falou sobre a importância da adaptação para mudanças


46ª Convenção Estadual Lojista reuniu 1500 pessoas nos Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul

presas baseadas em novos modelos. Temos que estar predispostos a nos adaptar ao que está vindo, ao invés de brigar contra. A onda que vem é maior que tudo isso – salientou. Uma das informações que impressionou quem estava na palestra foi o dado, apresentado por Jean, das empresas do futuro. Estudos revelam que 75% das empresas que estarão entre as 500 maiores organizações em 2020, ainda não existem. - Esse dado choca mesmo. Falamos em sucesso, mas até quando a empresa faz sucesso? Um caso bem conhecido é do BlackBerry. Era líder em telefones celulares até 2007. Porém, hoje, com a entrada do iPhone, a empresa quase evaporou. Eles não souberam se adaptar à tecnologia que a Apple estava lançando – afirmou. Jean Philippe Rosier alertou aos empresários para que observem as mudanças da sociedade. - Vários fatos nos mostram uma mudança na postura da população e esses fatos estão interligados. Eles têm algo em comum, que é o propósito. Todas as histórias de pessoas que se unem para alguma colaboração seguem esta

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Mas o que é, afinal, a Perestroika? - É uma escola livre de atividades criativas. Desenvolve cursos nas mais diversas áreas para quem busca conhecimento de uma forma diferente. Somos livres, divertidos e colaborativos. Temos, por exemplo, cursos de empreendedorismo criativo e cursos sobre a vida e inspiração. Entre nossos diferenciais, trazemos profissionais renomados de todos os lugares do mundo. Mas somos mais do que isso também.

linha de pensamento. Podemos não concordar com o propósito, mas devemos entender e aceitar que ele existe – ressaltou. Uma das principais lições da palestra é que os empreendedores precisam entender quais são seus propósitos, que vão muito além de escolher qual a missão, razão e os valores da organização. Estes princípios precisam estar enraizados e vividos a cada dia pelos colaboradores. Crise: como iniciou e para onde vamos? O assunto da crise política e econômica está na pauta de qualquer veículo de comunicação, presente na conversa de bar, no bate papo do jantar e em todos os lugares. Tão importante quanto ouvir as diversas explicações para esse


cenário é saber quais os rumos o país deve seguir para sair disso. A provocação foi trazida pela jornalista do Grupo RBS em Brasília, Carolina Bahia. - O objetivo foi explicar o que está acontecendo, por que chegamos na atual situação e para onde vamos porque é um momento de insegurança de toda sociedade. O curioso é que parece que o Brasil nunca havia passado por uma crisa antes. Já passamos por situações bem recentes com o Fernando Henrique, Lula e agora Dilma. Neste contexto houve uma opção equivocada do Governo que gastou, infinitamente, mais do que arrecada e vivemos isso no Brasil e no Rio Grande do Sul, também. Isso tudo coloca a economia numa situação muito difícil porque agora é preciso um ajuste fiscal e parar de investir em áreas importantes - afirmou. Uma diferença apontada pela palestrante em relação à crises do passado é que se em outros momentos o foco era apenas econômico, dessa vez a instabilidade política é muito impactante. As diversas ações da Operação Lava Jato acabam

O importante seria que a sociedade pressionasse para que fossem levadas adiante as reformas estruturantes. São aquelas que o RS e Brasil precisam para que na próxima crise a gente não precise de aumento de impostos jornalista Carolina Bahia fragilizando todos os partidos e, naturalmente, atinge o da presidente da República. Essa conjuntura resulta em uma instabilidade e gera muita dúvida a respeito do futuro. - Para onde nós vamos é que devemos refletir porque da mesma maneira que o Brasil saiu de outras crises, terá que sair desta também fazendo o dever de casa que passa por vários fatores.

jornalista Carolina Bahia falou sobre momento econômico brasileiro

Fazer o dever de casa é fundamental. A sociedade precisa entender que o Estado tem limite no seu orçamento. O orçamento não pode ser um poço sem fundo para várias categorias. É preciso colocar a economia nos eixos. Na política é importante uma reorganização que passa por um cenário que ninguém sabe o que vai acontecer com a Operação Lava Jato e quais serão os próximos passos e se isso não vai desestruturar tudo que temos. Todos trabalham com hipóteses muito diversas que vão desde renúncia, Impeachment até a continuidade da presidente Dilma no cargo até 2018, mesmo enfraquecida. O mais importante de tudo, acredito, é a estabilidade. Respeitar as regras do jogo e as normas existentes. Se isso for garantido, será possível sair da crise - completou Carolina.


CAPA Para qualquer empresário, uma palavra traz sempre preocupação: impostos. A medida é sempre a mais fácil a ser tomada pelos governos quando o caixa está apertado e é preciso cobrir os gastos da máquina pública. Na visão da jornalista Carolina Bahia isso acaba prejudicando o setor produtivo e o Brasil já paga uma carga tributária muito elevada que é superior a 35% do PIB. Embora tenha um desgaste muito grande, porque ninguém aguenta mais pagar uma carga tão elevada em tributos, ela aposta que a equação é a mais imediata e dificilmente vai se conseguir sair disso no curto prazo. Planejamento estratégico é a chave para abrir portas no varejo Considerado um dos cinco melhores palestrantes do Brasil, o economista Carlos Hilsdorf foi mais uma atração da 46ª Convenção Estadual Lojista. Em sua palestra, ele falou sobre a necessidade de obter conhecimento para abrir novas empresas. O planejamento estratégico, segundo ele, é essencial para avaliar o mercado e perceber quais são as chances de o negócio dar certo na prática. - Não existe empreendedorismo sem planejamento. Para iniciar um negócio, é importante fazer plano de negócios e um planejamento estratégico, para então encarar o mercado. Se não der certo na teoria, não vai dar certo na prática. Se quebrou na teoria, vai quebrar mais rápido ainda no mercado – avaliou. De acordo com economista, o cenário de desemprego atual não deve fazer com que as pessoas abram novos negócios sem conhecimento. - O empreendedorismo é uma competência, não nasce do dia para a noite, não basta eu me encontrar em uma situação ruim e criar meu próprio negócio. Isso requer conhecimento do ramo e do setor, networking, apoio, conhecimento. O Sebrar sempre lembra que não se empreende por desespero. Estamos em uma era que o conhecimento faz total diferença em qualquer setor – destacou. Hildorf lembrou que já se empreendeu muito no mundo sem conhecimento, apenas no tato. Porém, não podemos imaginar que vamos iniciar um negócio e virar empreendedores natos.

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Quando abre um negócio, se vira empresário. Para ser empreendedor precisa ir atrás de capacitação. economista Carlos Hilsdorf

Planejamento estratégico foi tema trazido pelo economista Carlos Hilsdorf ao evento


CAPA

em imagens

Convenção ocorreu entre os dias 13 e 14 de agosto

Presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch

Coordenador da 46ªConvenção Estadual Lojista, Marcos Carbone

Público visita expositores durante o evento

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CAPA

Exposição dos 50 anos da CDL Caxias do Sul

Confraternização durante a abertura oficial do evento

Participantes da Convenção aproveitam para fazer network

Seminário SPC contou com bate-papo

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CAPA

Grande público prestigiou o segundo dia de evento

Profissionais trocaram experiências durante almoço

Grupo Girotondo animou almoço do segundo dia

Encontro do varejo gaúcho ocorreu nos Pavilhões da Festa da Uva

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CAPA

Homenagens aos palestrantes

Presidentes de CDLs empossados oďŹ cialmente durante o evento

Presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, entrega homenagem pelos 50 anos das CDLs SĂŁo Leopoldo (e) e Caxias do Sul (d)

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NEGÓCIOS JURÍDICO ECONOMIA AGENDA

JURÍDICO Contrato e sua aplicação nas negociações empresariais

ECONOMIA Momento econômico causm queda das vendas varejistas


JURÍDICO

A função social do contrato e sua aplicação nas negociações empresariais A liberdade de contratar é guiada pela supremacia do bem-estar social e pela função social do contrato. Em regra, prevalece a vontade dos contratantes, baseada no princípio da autonomia privada, no sentido de que às partes é garantido o poder de manifestação conforme a sua própria vontade. Todavia, tal manifestação de vontade, nas relações privadas, encontra limites na intervenção que o Estado realiza para garantir os princípios da coletividade. Um exemplo deste dirigismo é a função social do contrato, exposta no artigo 421, do Código Civil. Em relação às contratações empresariais há inúmeros fatores a se considerar, principalmente porque o direito empresarial possui concepções próprias que não são aplicáveis às demais espécies contratuais. Uma das razões é justamente porque os contratos empresariais são celebrados entre partes que possuem idêntico conhecimento técnico da questão, qual seja, a atividade empresária. Há princípios que são aplicados tanto às contratações civis como às celebradas entre empresários, entre eles o da função social do contrato, o qual, porém, deve ser aplicado não em sua plenitude, mas levando-se em consideração os costumes empresariais.

Presume-se que os contratos empresariais são travados entre iguais, não se podendo falar, portanto, que uma parte seja mais fraca ou vulnerável que a outra, devendo prevalecer a autonomia da vontade das partes e a força obrigatórias das contratações. Então, como já dito, em que pese a especificidade dos contratos empresariais, há princípios básicos que são atinentes a todas as espécies contratuais, entre eles o da boa-fé objetiva e da função social do contrato, previstos nos artigos 421 e 422, do Código Civil, os quais são plenamente aplicáveis aos negócios jurídicos entre empresários, com as respectivas adaptações visando atender às particularidades destes. Embora a função social do contrato limite a liberdade de contratar, nos contratos celebrados entre empresários esta liberdade é ampliada, porém restrita a objeto que não ofenda terceiros. O Superior Tribunal de Justiça, com brilhantismo, vem decidindo disputas judiciais em contratos empresariais, fazendo a devida diferenciação com contratações civis, limitando a aplicação dos preceitos do Código Civil à análise de cada caso concreto, sob pena de unificar indevidamente as duas espécies distintas de contratos.

Mariana Galvan Denardi advogada especialista em Direito Empresarial do Lamachia Advogados Associados

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Economia

Dificuldades econômicas causam queda das vendas durante 2015 Uma grande mistura de fatores e números impulsiona a retração econômica do Brasil. E gera dificuldades em todos os setores, incluindo o comércio varejista do Rio Grande do Sul. O consultor de economia da FCDL-RS, Eduardo Starosta, diz que a junção desses ingredientes eleva o custo do dinheiro para consumidores e empresários, fazendo cair o nível de emprego no país e no estado, reforçando o processo de queda das vendas varejistas. Para o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, o que era desaceleração de crescimento até o ano passado, se transformou em queda efetiva do número de postos de trabalho a partir do início de 2015.

- Esse último dado nos permite fazer uma conta interessante: subtraindo o número de vagas fechadas no mercado de trabalho gaúcho no decorrer de 2015 pelo aumento do número de MEIs temos uma desocupação líquida de 24 mil pessoas, o que corresponde a cerca de 0,77% do total da força de trabalho do Estado no fechamento de 2014. Considerando o dado original de queda do emprego (54 mil), o percentual fica em 1,74%, o que quer dizer que 98,26% dos empregos existentes no final do ano passado continuaram existindo até julho – ressalta Eduardo Starosta. Vendas do varejo gaúcho

- Em julho, por exemplo, verifica-se que, nos últimos doze meses, um saldo de quase 900 mil vagas de emprego deixou de existir no país. No Rio Grande do Sul, a perda em 12 meses ficou próxima a 54 mil empregos, o que corresponde a 6% do total nacional - destaca Koch.

Julho de 2015 representou o décimo mês consecutivo de queda das vendas do varejo gaúcho. Na avaliação da FCDL-RS, a postura conservadora dos consumidores é influenciada por juros do rotativo do cartão de crédito na ordem de 372% ao ano, e do cheque especial que alcançam, em média, 216%.

Um fator que chama a atenção é que as pessoas não ficaram sem reação diante desse quadro. Ao mesmo tempo em que o Rio Grande do Sul perdia 54 mil postos de trabalho, foram registradas ao redor de 30 mil novas microempresas individuais (MEIs) no Estado.

O fator que mais preocupa a entidade neste momento é que julho apresentou retração em praticamente todas as atividades do comércio. Exceção à regra é o setor de estabelecimentos farmacêuticos, que registrou crescimento de 1,77% na comercialização de produtos.

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Segmento que inclui livros, jornais e papelaria registrou redução de 5,96% na comercialização dos artigos


Economia

Startup Stock Photos

Proprietária da Farmácia do Povo, em Cacequi, Leila Silveira destaca que as vendas de medicamentos se mantêm estáveis em seu estabelecimento, ressaltando que os indicadores poderiam ser melhores. - Para o atual momento econômico do país e do estado, as vendas até que estão satisfatórias – diz. O setor de materiais de construção, porém, aponta queda robusta de 11,32% na comparação de julho deste ano com o mesmo mês de 2014. A atividade do ramo vem registrando grandes oscilações entre crescimento e quedas mensais no decorrer de 2015. Sócio-diretor da Madeireira Tarumã, de Viamão, Valter João da Cunha aponta o aumento dos preços praticados pelos fornecedores como um grande fator para auferir indicadores negativos em suas vendas. - Não conseguimos evitar o repasse dos aumentos aos produtos que vendemos e isso causa queda nas vendas, pois a população não acompanha a elevação dos preços na comparação com sua renda familiar – fala Valter. Setores enfrentam retração nas vendas O ramo de veículos e acessórios é um dos que enfrenta maiores dificuldades na comercialização. O setor registra reduções significativas de vendas, sendo que a queda, em julho, foi de 21,97%, fechando o décimo mês consecutivo de retração.

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O quadro apresentado reflete predominantemente o comércio de carros novos. Em contraposição a redução de vendas destes modelos, o mercado de automóveis usados e de autopeças está prosperando. A busca por produtos mais baratos e a opção pela manutenção dos veículos antigos embasam esse comportamento. Um setor que registra queda de vendas, mas ainda se constitui no segundo gênero mais próspero do varejo gaúcho é o de artigos de uso pessoal. Em julho, apurou-se uma redução de 4,37% na comercialização, na comparação com o mesmo mês de 2014. Já em 2015, o segmento registra três meses de crescimento, outros três de queda das vendas e um com estabilidade. O segmento de informática, material de escritório e comunicações, por sua vez, contabilizou em julho o quarto mês consecutivo de queda de vendas. A retração de 8,66% foi a mais intensa de 2015 e pode ser explicada conjunturalmente pela retração do uso do crédito e alta de preços de vários produtos do ramo, em função das recentes desvalorizações do real. Mais um segmento que enfrenta queda de vendas nos últimos meses é o que inclui livros, jornais e papelaria. Em julho, registrou-se redução de 5,96% na comercialização dos artigos. A retração do setor não é novidade, já ocorrendo há alguns anos por conta da mudança do perfil do mercado. A diretora comercial da Livraria e Papelaria Goris, de Gravataí, Danielle Pisoni, lembra que muitos dos produtos que comercializa em sua

Segmento de informática, material de escritório e comunicações contabilizou em julho o quarto mês consecutivo de queda de vendas com retração de 8,66%


Economia

As lojas gaúchas que comercializam móveis e eletrodomésticos registraram queda de 16,03% nas vendas do mês de julho, na comparação com igual período de 2014. Assim, fecharam o oitavo mês consecutivo de retração. Além dos problemas referentes ao crédito, o ramo é afetado pela diminuição de atividade do mercado imobiliário, também em baixa no atual contexto conjuntural. O varejo de vestuário e calçados também enfrenta queda de vendas. Em julho, totalizou redução de 15,23% na relação com a base comparativa. A inviabilização do crédito dos bancos e operadoras de cartão e o inverno com temperaturas acima do esperado frustraram expectativas de vendas mais expressivas. Os super e hipermercados também contabilizam quedas nas vendas desde fevereiro. Os percentuais, entretanto, são mais moderados do que os outros segmentos. Em julho, a retração foi de 4,7%. Além de trabalharem com maior intensidade com vendas à vista e crediário próprio, os empresários do setor estão sendo hábeis em adaptar rapidamente as lojas à realidade do mercado, dando destaque a gêneros alimentícios de menor ticket médio. Em meio a série de notícias negativas, uma boa nova dá esperança de fortalecimento da economia do Rio Grande do Sul. O Beltrame Supermercados, de Santa Maria, pretende abrir, em 2016, uma nova filial, com previsão de gerar 150 novos empregos no município. Segundo um dos sócios do Beltrame, Raymundo Beltrame Neto, a nova filial tem previsão de abertura para o 2º semestre de 2016. A queda nas vendas também atinge o comércio de combustíveis e lubrificantes. Em julho, o setor registrou redução de 11,36% na comercialização de produtos. Apesar deste percentual impressionar, de uma maneira geral, o setor está trabalhando em patamares similares a 2014. A sócia-proprietária do Posto da Figueira, em Viamão, Juliana da Silva Fracasso, aponta que

realmente ocorreu uma redução de consumo na litragem adquirida por cada cliente, mas o ticket médio, em torno de R$ 50,00 vem se mantendo. Perspectivas para os próximos meses O presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, lembra que o momento atual não permite vislumbrar melhorias da atual crise fiscal e política abrangendo o governo federal. - Entendemos que a melhor saída para os lojistas é buscar alternativas de vendas cuja dinâmica independa das variáveis macroeconômicas controladas pelo setor público – diz Koch. O dirigente aponta alguns aspectos importantes para estimular o varejo gaúcho. O primeiro deles é que, apesar da queda do nível de emprego, mais de 98% dos trabalhadores contabilizados no final de 2014 continuam em atividade. Outro fato é que com ou sem recessão o nível de empregabilidade no Rio Grande do Sul sempre aumenta entre setembro e dezembro. Em 2015 não será diferente, o que deve alavancar a melhoria das vendas no último quadrimestre. Jeff Sheldon

loja são importados e tiveram seus preços aumentados por causa da elevação do dólar. Segundo Danielle, ocorreu uma redução de 30% no valor do ticket médio comercializado, pois os clientes seguem comprando, mas buscam artigos de preços mais básicos.

A inviabilização de crédito dos bancos e operadoras de cartão e o inverno com temperaturas acima do esperado auxiliaram a queda de vendas no setor de vestuário com redução de 15,23%


AGENDA

II Fórum Nacional do Comércio 27 e 28 de outubro Distrito Federal

Mérito Lojista da FCDL-RS 3 de dezembro Porto Alegre

Evento Premiação Qcomércio 8 de dezembro Porto Alegre


MOVIMENTO COMPRE DO PEQUENO NEGÓCIO. ESSE NEGÓCIO TAMBÉM É SEU. PARTICIPE DA SEMANA DE CAPACITAÇÃO E PREPARE-SE PARA VENDER MAIS. Para valorizar as micro e pequenas empresas, lançamos o Movimento Compre do Pequeno Negócio. E para ajudar o empreendedor a não perder nenhuma oportunidade neste novo momento, o SEBRAE/RS preparou a Semana de Capacitação. Uma programação diferenciada com atendimento especial e atividades gratuitas de 21 a 26 de setembro, nas seguintes cidades e endereços: • • • • • •

Região Centro – Santa Maria: Praça Saldanha Marinho Região Fronteira Oeste – Uruguaiana: Rua XV de Novembro (em frente à Prefeitura) Região Metropolitana – Porto Alegre: Largo Glênio Peres Região Sul – Rio Grande: Largo Doutor Pio Região do Sinos – Novo Hamburgo: Praça do Imigrante Região Planalto – Passo Fundo: Praça da Mãe (Av. Brasil)

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21 a 26 de setembro SEMANA DE CAPACITAÇÃO #compredopequeno


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Vitrine Lojista setembro 2015 by PlayPress Assessoria e Conteúdo - Issuu