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Vitrine Lojista março 2014

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Índice

CAPA

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Q COMÉRCIO 2014

Ciclo deste ano contará com mais tempo de capacitação para integrantes

PELO RS

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CDL Caxias transmite ensinamentos da convenção varejista mundial NRF 2014

GERAL

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Convênio FCDL-RS e Banrisul qualifica o fornecimento de crédito no estado

ENTREVISTA

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Conversa com Secretário da Fazenda do RS, Odir Tonollier

TECNOLOGIA Computação Vestível é tendência para 2014

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Editorial FEDERAÇÃO DAS CÂMARAS DE DIRIGENTES LOJISTAS DO RIO GRANDE DO SUL

Rua Dr. Flores, 240 Cj 21 CEP 90020-120 | Porto Alegre-RS (51) 3213-1777 www.fcdl-rs.com.br fcdl@fcdl-rs.com.br DIRETORIA EXECUTIVA Presidente Vitor Augusto Koch 1° Vice-Presidente Fernando Luis Palaoro Vice-Presidente Flávio Santo Dallasen Vice-Presidente Milton Araujo 1° Diretor Secretário Jorge Claudimir Prestes Lopes 2º Diretor Secretário Remi Carasai 1º Diretor Financeiro Olavo Aloisio Steffen 2º Diretor Financeiro Zenir Gross Kellermann Presidente CDL Jovem RS Marcos Rogério Carbone CONSELHO FISCAL Presidente Daltro Viega da Rocha Titular André Passini Titular Vandenir Antonio Miotti Suplente Walter Roberto Nickhorn Suplente Renato Spultaro Corso CONSELHO DE ÉTICA Presidente Airton Vitalico Giordani Titular Milton Gossler Titular Osmar Anildo Kerschner Suplente Glodomar Guitel EXPEDIENTE Edição PlayPress Assessoria de Imprensa Jornalista Responsável Marcelo Matusiak MTB: 10063 Impressão Ideograf

Chamar alguém de maquiavélico, atualmente, soa a uma ofensa, destinada a caracterizar uma pessoa fria, calculista, sem coração. Mas a verdade é que Nicolau Maquiavel foi um dos maiores gênios da teoria política, sintetizada em seu livro “O Príncipe”. Um de seus dizeres mais famosos é aquele que orienta aos governantes que “as más notícias devem ser dadas ao povo de forma rápida; enquanto as boas de maneira lenta”. Essa é uma orientação que quase todos os governantes seguem, mas no Brasil o Governo Federal tenta adiar as más notícias e isso é um erro que pode ser imperdoável nas urnas.

Vitor Augusto Koch,

Na medida em que vão chegando os indica- presidente da FCDL-RS dores de desempenho da economia do final de 2013, fica cada vez mais claro que o ano passado não será lembrado de maneira agradável. O último dado da produção industrial (de dezembro) mostra uma forte queda de 2,3% em relação a dezembro do ano. Enquanto isso, as autoridades monetárias parecem ceder à pressão em aumentar a SELIC em mais 0,75 pontos percentuais. O problema disso tudo para o dia-a-dia dos lojistas é que esse tipo de “aperto gradativo” acaba gerando uma alta continuada nos juros de mercado. Acreditando que a SELIC vai continuar subindo no futuro, os agentes financeiros antecipam o custo futuro para o presente e isto acaba gerando evidentes problemas nas vendas à prazo, comprometendo o poder aquisitivo da população. Esse é o tipo de “más notícias” à conta-gotas que vai minando a paciência do eleitorado. A estratégia governista é minimizar desgastes demasiadamente impactantes. Os pontos positivos de campanha serão as baixas taxas de desemprego; o programa Minha Casa, Minha Vida; a importação de médicos estrangeiros; e um provável crescimento econômico frágil, baseado mais na fraca base comparativa do que em melhoria efetiva do ambiente produtivo. Isto é aparentemente pouco. A oposição – se tiver aprendido com os petistas como fazer comunicação política – terá importantes argumentos contrários para uma população que deixou de ser majoritariamente pobre e se transformou em classe média: desindustrialização minando boa parte dos melhores empregos; qualidade dos serviços públicos; deficiência na educação; falta de segurança; aumento de impostos; e por aí afora. O Governo Federal pode ainda reverter essa situação de crescente deterioração de sua base de apoio popular? Ainda dá tempo, mas exigirá coragem de mudar alguns pontos-chave de gestão pública como a racionalização e redirecionamento dos gastos de custeio, reviravolta na política de alta de juros e do câmbio. Finalmente, seria bom ousar na política fiscal, a partir da redução de IPI e definição de diretrizes claras de diminuição da carga tributária no longo prazo. Tais ações de Governo exigem coragem para sair de uma aparente situação de conforto cada vez mais desconfortável.

Tiragem 1,3 mil exemplares

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Fotos: Divulgação CDL São Leopoldo

Perfil

CDL Uruguaiana

“

Movimento Lojista

É muito importante que todo o lojista tenha uma entidade que responda por ele ou que se some a ele. A CDL é muito conceituada na cidade de Uruguaiana e a diretoria busca sempre benefícios para o comércio, além de deixar as portas abertas para todas as pessoas que queriam ajudar os negócios locais. Procuramos fazer com que todo associado tenha saúde, segurança e condições de se deslocar para reuniões e eventos importantes. Como entidade que une os lojistas, podemos buscar objetivos e representar os comerciantes em ações que sozinhos eles não teriam condições de participar.

História da CDL O pioneirismo de um grupo de empresários uruguaianenses iniciou, há 49 anos, a consolidação de um sonho: a criação de uma entidade que congregasse todo o comércio de Uruguaiana. Assim surgiu a CDL Uruguaiana. Pautada no dinamismo de suas ações é uma entidade que tem como objetivo maior representar a classe empresarial junto ao Poder Público e à comunidade local. Hoje, reunindo 380 empresas entre associadas à CDL e usuárias do sistema SPC, consolidou a missão de integrar e desenvolver as atividades comerciais de nossa cidade, oferecendo uma ampla gama de benefícios e soluções.

Diretoria 2006-2014

”

Presidente da CDL Uruguaiana, Jorge Rafael Urquiza

Economia do município

Uruguaiana tem fronteiras com os municípios de Itaqui, Alegrete, Quaraí, além de dois países: Uruguai e Argentina. Por isso, a cidade é a maior porta de entrada de turistas do RS, registrando mais de 100 mil turistas da Argentina, do Paraguai, do Uruguai e do Chile. A principal atividade econômica é agropecuária, com sua extensa lavoura de arroz e gado de corte e reprodução. A cidade foi pioneira no refino de petróleo no Brasil e hoje o gás natural proveniente da Argentina permite a Uruguaiana gerar 639 MW.

Presidente: Jorge Alberto Rafael Urquiza Vice-presidente: Luciane da Cunha Lopes Diretor financeiro: José Colpo Peruzzi Diretor administrativo: Jose Nilton da Cunha Silva Diretor de serviços e produtos: Manoel Olinto Vernes Barreto Diretor comercial e de expansão: Otilia da Costa e Silva Gomes Diretor para assuntos de comunicação e eventos: Clarindo Martins Barbosa Diretor para assuntos públicos e politícos: Read Barakat Mohamad Jabr Diretor de patrimônio: Valdir do Prado Pereira Diretor de estratégia e planejamento: Jorge Claudimir Prestes Lopes Diretor social e de protocolo: José Paulo Silveira Diretora do departamento das mulheres Cedelistas: Maria Mercedes Nebenzahl Urquiza 1° Diretor de lazer: José Luiz Urquiza 2° Diretor de lazer: Ernando Cidade Severo 1° Diretor de cultura: Agnaldo Reis 2° Diretor de cultura: João Boeira Serres


QComércio

Plena Comunicação Município: Nova Prata Segmento de atuação: Comunicação Endereço: Av. Borges de Medeiros, 924 / 104 Presente no programa: desde 2013 Selo de Certificação: Bronze

Por que aderiram ao Q Comércio? O programa apresentou, de forma objetiva e com investimento baixo, a possibilidade de fortalecer e sistematizar as práticas de qualidade. A adesão foi impulsionada pela CDL da Nova Prata. Por que dar ênfase a qualidade na empresa? Todo trabalho feito com qualidade, seguindo métodos e medindo resultados, contribui significativamente para o resultado financeiro da empresa e para o processo de melhoria contínua.

O que mudou após aderir ao Q Comércio? O programa tem contribuído em muitos aspectos, mas o que mais nos deixa satisfeitos é a possibilidade de medir resultados. Com o Scopi conseguimos dar o direcionamento preciso na questão do “planejamento estratégico” da empresa, além de melhorar os processos na questão tempo. O Scopi consegue minimizar riscos e nos conduzir a aproveitar melhor o tempo para cada trabalho.

Padaria Pão & Cia Por que aderiram ao Q Comércio? Achamos o projeto interessante, pois é mais um complemento para acertarmos nossas ações.

Município: Igrejinha Segmento de atuação: Padaria e confeitaria Endereço: Rua Eno Klein, 251 Presente no programa: desde 2012 Selo de certificação: Prata

Por que dar ênfase a qualidade na empresa? Pois temos que ficar atualizados para não ficarmos para trás. Procuramos acompanhar as novidades, pois a mudança sempre traz algo importante. O que mudou após aderir ao Q Comércio? As consultorias nos ajudaram muito com dicas que nos fizeram melhorar em diversas áreas. O Scopi nos facilitou a colocar projetos e processos, especialmente na área financeira.


Pelo RS

Cerca de 200 empresários associados à Câmara de Dirigentes Lojistas de Bento Gonçalves (CDL-BG) participaram, no dia 20 de fevereiro, de uma palestra que teve como objetivo impulsionar o comércio da cidade. O encontro, promovido em parceria com o Sebrae, ocorreu no Anfiteatro Ivo Antonio Darolt – Casa das Artes, e contou com a presença do coordenador estadual de projetos de qualificação de empresas para o setor e comércio e serviços do Sebrae/RS, Fabiano Zortéa. O palestrante falou sobre as novas tendências do varejo após a 103ª Convenção da National Retail Federation (NRF), realizada neste ano, em Nova York, nos Estados Unidos, e que teve a participação de seis empresários de Bento Gonçalves, entre eles o presidente da CDL-BG, Marcos Carbone.

Milena Schafer / Conceitocom Brasil

NRF 2014: como tornar o negócio mais relevante e competitivo

CDL-NH inicia criação de serviço para ingresso no varejo online

A partir de reunião realizada na Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo (CDL-NH) com uma nova associada, a agência de publicidade PHDS, a CDL-NH passou a estudar novas possibilidades de projetos para beneficiar o comércio local. A ação mais importante discutida no encontro foi a possibilidade de inserção das lojas locais em um portal de vendas. A CDL-NH está buscando uma ferramenta que possibilite a inserção dos lojistas da cidade no comércio virtual, sem um custo elevado. Para isso, a PHDS está desenvolvendo um projeto de portal de vendas que possa incluir diversas lojas, e tenha a administração da CDL-NH como organizadora.

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Palestra na CDL de Três Coroas tem sucesso de público Divulgação / CDL Três Coroas

Aconteceu no dia 13 de fevereiro a palestra Competência Emocional Como Diferencial em Carreira, ministrada pela administradora Maria Beatriz Monteiro, na Câmara de Dirigentes Lojistas de Três Coroas. A palestra foi promovida pelo Instituto Eneagrama, em parceria com a CDL, e obteve um sucesso de público, reunindo dezenas de lojistas no município. Dentre os temas abordados na palestra estava o Eneagrama, uma ferramenta de auto-conhecimento que objetiva melhorar os relacionamentos no âmbito pessoal e profissional.

Associados da CDL Carazinho terão mais benefícios em saúde

Na tarde de 14 de fevereiro, a direção da Câmara de Dirigentes Lojistas de Carazinho apresentou a seus associados o cartão de benefícios Personal Card, voltado à área de saúde. Segundo o presidente da CDL, Cláudio Hoffmann, a entidade tem hoje mais de 300 associados, mas mais de 10 mil pessoas poderão ser beneficiadas com o convênio. O presidente explicou que o

cartão faz parte das ações da entidade que objetivam agregar novos serviços, deixando-a mais atraente aos associados. Além do preço menor para as consultas pagas com o cartão, o principal diferencial é o atendimento preferencial.

CDL Garibaldi já planeja ações coletivas para o final de ano

Na manhã de 25 de fevereiro, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Garibaldi, Giliano Nicolini Verzeletti, apresentou uma proposta para uma mobilização que a entidade pretende realizar tendo como culminância as festas de Natal e Réveillon. Em sua primeira reunião de 2014, a diretoria da CDL de Garibaldi aprovou a ideia, que deverá ser apresentada a outras entidades do setor e ao Poder Público. De acordo com

Verzeletti, a intenção do Brilha Garibaldi 2014 é promover ações de embelezamento da cidade no final do ano, integrando-se às atividades já desenvolvidas em Garibaldi. O objetivo é ampliar o número de atrações para a comunidade, com a união de instituições locais, proporcionando uma programação especial e diversificada.

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Geral

Reunião Estratégica de CDLs discute diretrizes para 2014 Júlia Merker

promover melhorias nas lojas associadas. - Temos que buscar oportunidades para os lojistas e também fazer com que eles se sintam parte das CDLs, não apenas usuários de serviços, e essa proposta da Plena é mais uma opção que pode ajudar os associados - destacou o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch. A reunião seguiu com a apresentação do programa Q Comércio e as mudanças do projeto para 2014. O destaque repassado aos diretores presentes foi a possibilidade de incrementar a qualidade de empresas de qualquer tamanho.

As áreas de gestão de qualidade, marketing, proteção ao crédito e convênios foram discutidas no dia 19 de fevereiro, no auditório da FCDL-RS. Os temas foram tratados durante a reunião estratégica das Câmaras de Dirigentes Lojistas, que contou com apresentações e discussões de assuntos relevantes para os associados.

- Não existe um programa de qualidade no Brasil que atinja a quantidade e os tipos de empresa nas quais o Q Comércio tem seu foco. Mesmo que as lojas sejam pequenas e contem com poucos funcionários, é possível realizar essas mudanças que melhoram a gestão - explica a supervisora da FCDL-RS, Beatriz Sudbrack Lehmen.

A primeira palestra foi coordenada pela diretora distrital da FCDL-RS em Nova Prata e diretora da Plena Comunicação, Marly Petrykowski, que apresentou sugestões de ações em publicidade e marketing para

No turno da tarde, o superintendente da FCDL-RS, Leonardo Neira, apresentou dados do Sistema de Proteção ao Crédito (SPC) em 2013.

Vendas de fevereiro crescem 7,5% com o Liquida Tchê! Para reverter o pouco movimento enfrentado pelo comércio em fevereiro, a FCDL-RS, promoveu o Liquida Tchê!. A campanha esteve ativa entre 5 e 15 de fevereiro. Em 2014, onze cidades gaúchas aderiram à promoção, que beneficiou cerca de 700 mil consumidores. Campinas do Sul, Nova Prata, Machadinho, Santa Cruz do Sul, Canguçu, São Marcos, Encantado, São Leopoldo, Panambi e Uruguaiana tiveram uma aumento

nas vendas de, em média, 7,5%. Já Bom Jesus e São Gabriel, que não participaram da campanha no ano anterior, atingiram uma alta de 14%. Os produtos mais procurados durante a campanha foram os aparelhos de ar-condicionado e ventilação. Os setores de móveis, moda, eletrodomésticos e eletrônicos também registraram vendas elevadas para essa época do ano.


Ter dinheiro não significa mais conhecimento sobre finanças Uma pesquisa detectou que oito em cada dez brasileiros não sabem como organizar suas finanças. O estudo ouviu 656 consumidores em todas as capitais brasileiras. Para a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, a falta de organização financeira não está relacionada com a quantidade de renda a ser administrada, mas sim com a falta de hábito. - Hoje em dia existem muitos métodos para registrar as transações financeiras, como planilhas no computador ou aplicativos específicos, mas o tradicional caderno também é eficaz e pode ser organizado de forma simples, com anotações sobre os valores recebidos e gastos no mês - sugere o presidente da FCDLRS, Vitor Augusto Koch. O estudo foi realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A quantidade de pessoas que organizam suas finanças não é diferente de

acordo com o valor que recebem por mês. Entre as pessoas que têm renda domiciliar de até R$ 1.330,00, apenas 16% tem conhecimento pleno sobre as finanças, quase a mesma quantidade alcançada na população que ganha entre R$ 1.331,00 e R$ 3.140,00 (15%). O índice aumenta para 23% entre as pessoas que têm renda acima de R$ 3.141,00. - Esses dados mostram que o fato de ter mais dinheiro não impacta tanto na hora de organizar os gastos. O que preocupa é que a falta de conhecimento sobre os valores ganhos e gastos pode gerar endividamento ou esquecimento na hora de pagar as contas - ressalta o presidente da FCDL-RS. Apenas 9% dos entrevistados que têm total conhecimento de suas despesas afirmaram estar com saldo negativo nas contas correntes. O número de contas “no vermelho” entre os que não possuem qualquer conhecimento sobre as finanças pessoais aumenta para 31%.

Varejo gaúcho se prepara para adaptação ao e-Social

A FCDL-RS manifesta preocupação com as micro e pequenas empresas, que serão obrigadas a contemplar as exigências do e-Social. A plataforma digital, que gradualmente será colocada em operação pelo Governo Federal a partir de abril, deve unificar as informações previdenciárias, trabalhistas e tributárias dos empreendimentos.

- Nosso receio é com a falta de capital, quadro de funcionários enxuto e a grande carga tributária que esses micro empresários sofrem. Para alguns casos recomendamos a contratação de uma assessoria contábil para tentar amenizar esses gastos - analisa o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch. As empresas terão de informar todos os eventos trabalhistas na data em que eles ocorreram, a partir de abril. Os micro e pequenos negócios são obrigados

a aderir ao e-Social a partir de novembro. Será necessário informar a jornada de trabalho, folhas salariais, horas extras, demissões, afastamento por acidente, faturamento do negócio, entre diversos outros dados, através do sistema. Em tempo real, os órgãos responsáveis pelo controle terão acesso a estes números e informações, e através do cruzamento das mesmas pretendem inibir a sonegação de impostos. As obrigações acessórias para comprovação de tributos serão dispensadas a partir da implantação da nova plataforma digital. A FCDL-RS considera que o sistema é inovador e positivo, principalmente no sentido de simplificar a burocracia para o cumprimento das obrigações fiscais, mas acredita que o e-Social deve ser adaptado às MPEs e suas necessidades. Uma saída sugerida pela entidade gaúcha é a redução do volume de dados enviados por pequenos negócios.

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Geral

A FCDL-RS assinou na tarde de 27 de fevereiro, contrato com o Banrisul para a qualificação das operações de crédito. O presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, foi recebido pelo vice-presidente do Banrisul, Flavio Lammel, e pelo diretor de crédito e marketing da instituição, Guilherme Cassel, na sede do Banco, em Porto Alegre. O objetivo do convênio é valorizar o crédito e oferecer uma ferramenta de proteção para os empresários e consumidores por meio do Sistema de Proteção ao Crédito – SPC. - Estamos extremamente satisfeitos com a parceria, pois colocamos em prática aquilo que é o nosso discurso, valorizando o associativismo e fortalecendo o comércio. Com isso, estamos trabalhando para o desenvolvimento do estado e para que tenhamos uma economia cada vez mais forte – afirmou o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.

Marcelo Matusiak

FCDL-RS e Banrisul assinam parceria para qualificação

A FCDL-RS é gestora estadual do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), e conta, hoje, com um total de aproximadamente 25 mil associados em todo o estado.

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Ensinamentos da NRF 2014 são apresentados em Caxias do Sul O assunto “Tendências Mundiais para o Varejo - Pós convenção mundial em Nova York (NRF 2014)” foi tema do primeiro Cardápio do Comércio de 2014 da CDL de Caxias do Sul. Os painelistas que dividiram os ensinamentos do evento norte americano foram o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, o coordenador de projetos para empresas do comércio e serviços do Sebrae/RS, Fabiano Zortéa, a vice-presidente da CDL Caxias, Analice Carrer, e a diretora comercial e de marketing da NL Informática, Grasiela Tesser. O tema mais importante transmitido pelos palestrantes foi o resgate do atendimento à moda antiga, que busca conhecer o cliente na intimidade a ponto de chamá-lo pelo nome. Eles frisaram, no entanto, que é preciso modernizar essa ideia usando a tecnologia. Além das informações sobre a maior convenção lojista do mundo, o presidente Vitor Augusto Koch também projetou o cenário econômico para o varejo em 2014. De acordo com ele, o ano tende a ser melhor do que 2013 para o Brasil e para o Rio Grande do Sul. - Teremos crescimento mais acelerado nesse ano. As eleições, a Copa do Mundo, a perspectiva de uma boa safra agrícola e uma situação cambial favorável para a exportação aparentam ser os pontos chaves para os negócios em 2014. As projeções da FCDL-RS apontam alta ao redor de 7% no volume de vendas, lembrando que a economia do estado ainda está com base comparativa deprimida dada a recessão de 2012 - explicou Koch. Por outro lado, o presidente da entidade varejista pontuou alguns entraves do segmento que precisam ser superados, tais como: substituição tributária, ICMS de fronteira interestadual e atraso na regulamentação dos free shops de fronteiras.

O coordenador de projetos para empresas do comércio e serviços do Sebrae/RS, Fabiano Zortéa, apresentou dicas da NRF sobre como os lojistas podem tornar seus negócios diferentes e relevantes ao consumidor. - Precisamos conhecer o comportamento dos consumidores. Para isso, os empresários devem estar antenados, conversando com os vendedores, que, por sua vez, estão ouvindo o que os consumidores estão falando sobre as lojas, para assim ter mais efetividade nos negócios. Também se discutiu na feira que o email está obsoleto e que as lojas podem usar o Facebook não só para vender, mas para conversar com os clientes e se relacionar com eles - enfatizou. A vice-presidente da CDL, Analice Carrer, evidenciou a necessidade de resgatar valores antigos, como o atendimento atencioso e personalizado, e usar a tecnologia a favor disso. - O relacionamento com o cliente é o principal ponto. Ele quer atendimento único, quer ser chamado pelo nome e se sentir tão à vontade na loja como em casa - observou. O último painel do evento ficou por conta da diretora comercial e de marketing da NL Informática, Grasiela Tesser, que trouxe um olhar sobre as novidades tecnológicas apresentadas nos EUA. Ela também destacou que em um mundo onde todos compartilham e seguem muitas pessoas na internet, todos ficaram iguais, mas querem ser diferentes, por isso é tão importante promover a customização do atendimento. Alencar Turella


Secretário da Fazenda afirma: “O diálogo continua em 2014” Natural de Santana Livramento, Odir Tonollier é economista, pós-graduado em finanças, e auditor externo do Tribunal de Contas do Estado. Nascido em 25/05/1957, foi o segundo homem da Secretaria da Fazenda durante a primeira gestão de Tarso Genro na prefeitura de Porto Alegre e assumiu a Secretaria de 1999 a 2000, no governo Raul Pont. Deixou o cargo no ano seguinte para ser secretário adjunto da Fazenda no governo estadual. Rafael Borges

VITRINE LOJISTA – Depois de um longo período de negociação, a Secretaria da Fazenda abriu prazo para que as MPEs do Simples regularizassem sua situação sobre o diferencial de alíquota interestadual de ICMS. O prazo encerrou no dia 31 de janeiro, dando anistia de 100% da multa e parcelamento em até 10 anos. Como a Secretaria da Fazenda se articulou com as entidades varejistas para tornar isso possível, evitando grandes problemas aos pequenos empreendedores? ODIR TONOLLIER - O Governo do Estado considera os micro e pequenos empresários um segmento estratégico da economia gaúcha, afinal, são aproximadamente 270 mil empresas só no âmbito do ICMS. A Secretaria da Fazenda tem por obrigação zelar pela arrecadação, no entanto, isso foi feito com diálogo, ouvindo as entidades representativas que também se propõem a conversar. Nesse sentido, a FCDL RS cumpriu um importante papel: solicitou, diante do debate que causou dúvida aos nossos empresários, anistia da multa e parcelamento em condições diferenciadas. Com essa disposição para o diálogo, e também

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com interesse em regularizar a situação das empresas optantes pelo Simples, atendemos à reinvindicação. VITRINE LOJISTA – Qual a importância estratégica na medida adotada pela Secretaria da Fazenda, uma vez que esta permitiu que muitos lojistas mantivessem suas portas abertas? ODIR TONOLLIER - A Fazenda trabalha e aposta na regularização do setor e na segurança dos lojistas em relação aos seus negócios. Para tanto, este Governo aprovou já em 2011 uma medida de apoio – que foi o Simples Gaúcho – e consideramos que a mesma gerou grande resultado não só para as micro e pequenas empresas como para a economia do Rio Grande do Sul. O setor tem respondido satisfatoriamente, uma vez que em 2013 ocorreu um aumento de arrecadação na ordem de 18,8%, inclusive, bem acima da arrecadação média do ICMS das grandes empresas. O PIB do Rio Grande do Sul, por sua vez, cresceu 6,6%. Ressaltemos que pesquisa do Sebrae/CNI considerou o Rio Grande do Sul como o terceiro melhor Estado que tem o melhor sistema tributário para o setor.


Entrevista VITRINE LOJISTA – Acreditamos que a grande maioria deve ter regularizado a sua situação com relação ao Imposto de Fronteira. Como está a situação dos lojistas atualmente?

providências. Nesse momento ocorrem discussões sobre a alteração da Lei nacional e o Estado será parceiro no aperfeiçoamento da legislação naquilo que for possível.

ODIR TONOLLIER - Incialmente é preciso informar que a maioria dos optantes do simples estava recolhendo o tributo. Entretanto, diante das dúvidas, uma parcela menor dos empresários deixou de recolher e, para eles, abrimos este programa.

VITRINE LOJISTA – Outra importante conquista do varejo gaúcho é a permissão de free shops brasileiros nas zonas de fronteira. Como a Secretaria da Fazenda vê esta medida? O quanto será possível crescer e investir nessas zonas, que ainda enfrentam muitos problemas na busca de geração de emprego e renda?

VITRINE LOJISTA – Com relação ao varejo, a FCDLRS muitas vezes esteve presente em negociações na mesma mesa que o senhor, em busca do melhor para o Governo Estadual e para o desenvolvimento dos lojistas gaúchos. Quais são as expectativas para 2014, com relação a carga tributária que incide sobre as MPEs? Quais estratégias são pensadas para mantê-los ativos e quitando seus impostos em dia? ODIR TONOLLIER - As negociações com a FCDL/RS têm proporcionado bons resultados para o setor e com consequências positivas para o Estado. Tanto na arrecadação como no seu papel que exerce na economia do RS, como geração de emprego e renda. O diálogo continua em 2014, estamos sempre acompanhando o desempenho do setor e, em eventuais dificuldades, o Governo não deixará de tomar

ODIR TONOLLIER - A questão da concorrência desleal do nosso comércio de fronteira com as compras nos países vizinhos tem sido amplamente debatida. Recentemente, aprovamos uma medida no Confaz que busca resolver essas questões, na qual decidimos isentar completamente de ICMS as operações de lojistas nas regiões “fronteiriças”. Entendemos que isso dará oportunidade de crescimento também ao nosso comércio nessas regiões e com consequente impacto na geração e emprego e renda. É importante ressaltar que estamos tratando de uma região do Estado que necessita de atenção de Governos, pois ao longo do tempo vem perdendo espaço econômico. A medida agora se encontra no âmbito da Receita Federal. Marcelo Matusiak


QComĂŠrcio 2014

Novo ciclo contarĂĄ com mais horas de treinamento


O Programa da Qualidade no Comércio (Q Comércio) inicia em abril as capacitações do ciclo de 2014. As novidades para esse ano têm atraído novas empresas a aderirem ao programa, sempre visando o crescimento dos negócios. A principal mudança do novo ciclo é o aumento de horas de treinamento. Serão 36 horas de capacitação presencial, divididas em nove semanas. O ciclo anterior contava com oito horas de aula. A nova medida permite que a cada semana as empresas participantes apliquem os conhecimentos aprendidos e tirem dúvidas no treinamento seguinte. - Para implantar a cultura da gestão pela qualidade, o empresário necessita conhecer muito bem os conceitos e práticas envolvidos nos processos, então é importante que os lojistas participem ativamente, utilizando esta oportunidade para promover importantes mudanças visando à competitividade dos negócios – explica o coordenador de projetos para empresas do comércio e serviços do Sebrae/RS, Fabiano Zortéa. O treinamento mais longo também possibilita que as áreas de maior dificuldade sejam revistas, e que as empresas aprendam aos poucos o potencial do Scopi. O software online organiza ações como planejamento estratégico e gerenciamento de projetos, processos e indicadores. - Essa ferramenta é o suporte que os empresários pre-

cisam para acompanhar o desenvolvimento de seus estabelecimentos, pois registrando os índices é possível analisar as áreas que estão crescendo e as que necessitam mais atenção. Outra vantagem é ter as informações centralizadas, assim os números ficam disponíveis para todos que precisam acessá-los – ressalta o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas, Vitor Augusto Koch. Além dessas capacitações, o projeto também conta com diagnóstico presencial da gestão, com duas horas de duração, consultoria presencial durante seis meses e troféu de reconhecimento de acordo com a pontuação atingida. Os selos concedidos são bronze, prata e ouro. - O Q Comércio é um programa completo que ajuda os lojistas a melhorarem a gestão dos negócios. O projeto é destinado a todos os empresários, pois mesmo que a loja seja pequena e conte com poucos funcionários, é importante trabalhar o conceito de qualidade para que o estabelecimento cresça e se mantenha forte no mercado – destaca o presidente. Para atender mais lojistas, a FCDL-RS também facilitou as condições de pagamento do programa no novo ciclo. Até o final de março é possível aderir ao projeto. O cronograma de 2014 segue com as capacitações em abril, junho e julho. Os diagnósticos serão entregues até agosto, para premiação em outubro.

João Alves

Agraciados com Troféu Ouro no ciclo 2013


Espaço Jurídico A possível inconstitucionalidade da multa de 10% do FGTS Leonardo Lamachia . Advogado e consultor jurídico da FCDL-RS

O tema volta ao debate e ao centro das discussões jurídicas e empresariais em virtude da iniciativa do Congresso Nacional que, por meio de Projeto de Lei aprovado nas duas casas legislativas, acabava com o acréscimo de 10% da multa do FGTS. A lei foi criada para ressarcir os custos que a União teve em decorrência da condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal relativa aos planos Collor e Verão. Embora aprovado na Câmara e no Senado da República, o projeto de lei nº 200/2012, que acabava com o acréscimo de 10% na multa do FGTS nos casos de demissão sem justa causa, foi vetado pela Presidente Dilma. Com efeito, não obstante as razões que ensejaram o veto por parte da Presidente da República, sob o ponto de vista eminentemente técnico-jurídico, cumprenos demonstrar que há possibilidades de, em juízo, ser obtida declaração de inconstitucionalidade da referida multa. Neste sentido, cabe frisar que a Suprema Corte já decidiu, quando analisou Ações Diretas de Inconstitucionalidade propostas à época da criação do tributo, que o acréscimo dos 10% sobre a multa do FGTS tratava-se de nova contribuição, com base constitucional no artigo 149 da Constituição, sendo enquadrada na espécie de contribuição social geral. Partindo-se dessa premissa, é preciso destacar fato novo que, em tese, poderá acarretar a declaração de inconstitucionalidade da debatida contribuição adicional a multa de 40% do FGTS, reduzindo de forma direta e efetiva o custo das demissões para as empresas do país. Trata-se da limitação que a Emenda Constitucional nº 33/2001 fez em relação as hipóteses de incidência e alíquotas das contribuições cuja base e natureza decorram do artigo 149 da Carta Política de 1988, como é o caso sob exame.

Segundo a tese agora defendida, a nova redação do artigo 149, conferida pela Emenda Constitucional nº 33/2001, somente autorizaria a incidência das referidas contribuições (do artigo 149 da CF/88) sobre importação de petróleo e seus derivados e álcool combustível, além de não permitir a incidência sobre receitas decorrentes de exportação e fixar suas alíquotas da seguinte forma: ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta e o valor da operação; ou específica, tendo por base a unidade de medida adotada. A leitura do novo texto constitucional, portanto, de acordo com a tese que defende a inconstitucionalidade, somente permitiria uma contribuição com base no artigo 149 dentre as hipóteses acima e nas quais não se encaixa a atual contribuição destinada ao FGTS, que possui como hipótese de incidência a demissão sem justa causa e como base de cálculo o valor depositado na conta vinculada do FGTS. Conclui-se, portanto, que em breve os Tribunais pátrios irão se manifestar sobre a matéria e poderão declarar inconstitucional a multa de 10% do FGTS e a consequente inexigibilidade da sua cobrança, trazendo significativa redução do custo trabalhista nas empresas que já estão praticamente sufocadas pela pesadíssima carga tributária brasileira.


Gestão

Promoção exige treinamento e observação de habilidades Depois de algum tempo desenvolvendo a mesma função em uma empresa, muitos funcionários esperam uma promoção de cargo. Ao mesmo tempo, o chefe responsável por essa decisão precisa estar atento a fatores que vão além do número de anos em que a pessoa cumpre seu trabalho para que o crescimento na empresa seja bem sucedido. Treinamentos, cursos e análise de competência e experiência são alguns dos processos a serem desenvolvidos antes de promover um colaborador. Segundo a diretora de desenvolvimento humano da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional do Rio Grande do Sul, (ABRH-RS), Maria da Graça Costi, ao procurar um funcionário para ocupar uma nova função, é preciso avaliar suas habilidades técnicas, motivação e seu interesse em assumir um desafio. - Ele pode ser capacitado através de programas internos como treinamentos, capacitações e trainees para

preencher o novo cargo. Ao promover alguém, o gestor deve observar se o desafio dado está alinhado ao nível de competência do funcionário, para não transformar o estímulo e a motivação em fontes de ansiedade – ressalva. Para identificar o potencial e as fragilidades dos colaboradores, o gestor deve contar com a área de recursos humanos. O setor, usando ferramentas de apoio, pode orientá-lo sobre como promover um desenvolvimento adequado. - Uma forma de melhorar esse processo é ter um plano de carreira que possibilite ao líder desenvolver esse profissional aos poucos, sem pressa e urgência, mas também sem longas promessas – sugere a diretora de desenvolvimento humano. Em lojas, é comum que o vendedor com melhores resultados seja promovido a uma posição de gerência. Para a diretora da ABRH-RS, essa atitude requer cuidados. - Se o vendedor não tiver espírito de liderança, todos acabarão perdendo com essa decisão. Não basta ter um bom desempenho técnico para ser promovido a cargos de liderança, muito pelo contrário, se faz necessário competências específicas e relevantes para o sucesso da promoção – explica. Para ela, essa situação precisa apresentar momentos de orientação, oportunizando que o funcionário faça questionamentos. Também precisam ser apresentadas ao novo gerente a expectativa em relação à função, e as metas a serem cumpridas. A equipe de vendas também deve receber instruções, buscando o comprometimento e engajamento para superar o momento em que o melhor vendedor troca de posição.

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Tecnologia

Computação vestível é tendência para 2014 A presença da tecnologia como facilitadora de tarefas e no desenvolvimento de novos tipos de itens para nosso dia a dia é indiscutível e, essencial, nos dias de hoje. É difícil de imaginar o mundo sem componentes cotidianos como a energia elétrica, carros e internet. E quem sabe, então, unir o que parece ser dois caminhos distintos de tecnologia como o vestuário e sistemas operacionais de smartphones, tablets e computadores? É este tipo de evolução que ocorre no mercado mundial hoje que recebe o nome de “computação vestível”. O termo não é atual, mas em 2012/2013 que chamou a atenção do mundo com o anúncio dos óculos do Google e do relógio inteligente da Samsung. A tecnologia presente nestes equipamentos não precisa ser tão avançada para ser considerada computação vestível. Alguns exemplos menos tecnológicos incluem roupas com MP3 players, monitores de batimentos cardíacos, tênis com microchips, entre outros. Durante a Guerra Fria, por exemplo, o Governo dos Estados Unidos investiu muito dinheiro na corrida espacial, e parte desses recursos foram gastos nas roupas dos astronautas, que traziam consigo um poderoso aparato para sobrevivência e comunicação no espaço. Dessa pesquisa surgiram produtos como o Kevlar e o Teflon, desenvolvidos em parceria entre a Nasa e a DuPont.

computação vestível e suas diferenças conceituais em comparação com interfaces computacionais comuns.

Nos anos 80, nos laboratórios do MIT, um estudante chamado Steve Mann iniciou uma pesquisa sobre tecnologia acoplada as roupas. Durante muitos anos ele se dedicou ao assunto e hoje é reconhecidamente o pioneiro na pesquisa científica focada em Computação Vestível, sendo o responsável pela produção dos primeiros artigos da área.

Segundo o pesquisador, “um computador vestível é um computador que está alocado no espaço pessoal do usuário, controlado pelo usuário, e possui constância de operação e interação, ou seja, está sempre ligado e sempre acessível”. Além disso, o autor esclarece que todo projeto de computação vestível deve ter cinco caracte-rísticas básicas: não ser monopolizadora da atenção do usuário, não ser restritiva, ser observável pelo usuário, estar atenta ao ambiente e ser comunicativa. Estas premissas ajudam, hoje, os desenvolvedores a pensarem o design e interface de produtos.

No artigo Definition of “Wearable Computer”, de 1998, Mann trata sobre as questões que envolvem a

Com estes conceitos aplicados por Mann, hoje, gigantes da tecnologia desenvolvem projetos para alavan-


John Biehler

car o mercado de dispositivos que conversam com smartphones - como é o caso do relógio inteligente da Samsung, Galaxy Gear, ou da Sony, SmartWatch 2 – ou vão mais além no quesito pioneirismo, como o óculos inteligente Google Glass. A Apple, conhecida pelo pioneirismo em dispositivos, ainda não confirmou o desenvolvimento de nenhuma tecnologia vestível. Em entrevista durante a AllThingsD‘s D11 Conference em Palas Verdes, Califórnia, Tim Cook, CEO da Apple, deu a entender que se a maçã fizer algum, será algo mais que um relógio ou um óculos que “atrapalhem” o cotidiano do usuário. - Eu não uso óculos porque gosto, uso porque preciso. Não consigo enxergar sem eles. Geralmente, quem usa quer que eles sejam bem leves e não-intrusivos – conta. Após este ano em que se prepara a afirmação dos “wearable gadgets”, a Juniper Research, divulgou uma pesquisa que diz que o segmento já movimentou US$ 1,4 bilhão em 2013 e aponta uma previsão de US$ 19 bilhões para 2018. O autor do estudo, Nitin Bhas, afirma que há uma conscientização dos consumidores sobre as tecnologias vestíveis e o aumento da visibilidade dos produtos, principalmente com relógios inteligentes com o Galaxy Gear e o Smartwatch 2.

Conforme o webdesigner americano, Timothy Welles, a computação vestível é a nova era da tecnologia. Ele tem ideias de desenvolvimento de aplicativos para dispositivos com HUD (Head Up Display), que seriam telas que oferecem informação visual ao usuário – assim como o Google Glass. - Você pode fazer estes HUD tão pequenos que caibam em lentes de contato. Você pode controlar tudo por gestos, e isso não é possível com smartphones. Os smartphones ainda não atingiram seu limite, mas eu não con¬sigo imaginar muito mais coisas que possamos fazer com eles – explica. O engenheiro de software, Felipe Lima, brasileiro que mora em São Francisco, recém adquiriu o Google Glass e fala que no início é demorado se acostumar a fazer o movimento de inclinar a cabeça para ativar o dispositivo e falar ações para utilizá-lo. - As pessoas não estão habituadas a usarem comandos por voz, mas faz sentido para que seja o menos intrusivo possível. É bastante natural depois que se acostuma. A interface fica um pouco acima do olho e não atrapalha na visão. A única coisa que é um pouco estranha é a necessidade de fazer um movimento de cabeça até um certo angulo para ativar o Glass. Isso não é muito natural, além de ser um pouco estranho. Acho que poderia ser melhorado – explica.

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Apesar das dificuldades, muitas pessoas já estão se preparando, se adaptando e aguardando por estas tecnologias. Prova disto foi a Mobile World Congress que aconteceu no final de fevereiro em Barcelona. A Samsung e Huawei divulgaram seus novos dispositivos na computação vestível e a LG afirmou uma parceria com o Google para um futuro smartwatch em desenvolvimento para ser lançado ainda em 2014. Após pouco mais de seis meses do lançamento do Galaxy Gear, a Samsung anunciou os novos relógios inteligentes Gear 2 e Gear 2 Neo. Os novos aparelhos não rodam mais Android (agora oferecem a plataforma Tizen da empresa sul-coreana) e prometem ser compatíveis com dezenas de dispositivos da marca. Além de relógio, foi apresentado o Gear Fit, uma mistura de pulseira inteligente e monitor de atividades físicas. O dispositivo recebe notificações de e-mails, SMS e de apps de terceiros. Ele inclui pedômetro, cronômetro, timer, e mede intensidade de exercício e tempo de sono sendo resistente a água e poeira. Já a chinesa Huawei lançou o TalkBand, a pulseira inteligente que realiza chamadas telefônica e é com-

patível somente com smartphones da própria empresa. Enquanto diversas gigantes da tecnologia divulgam seus projetos, o Google aparece para desenvolver outro hardware na computação vestível. Desta vez, em parceria com a LG, o smartwatch é o alvo. Conforme afirmou o chefe de mobilidade da LG, Park Hong-Seok, ao Wall Street Journal, eles estão desenvolvendo o relógio inteligente da empresa americana e que este será compatível com diversos aparelhos presentes no mercado. A expectativa é a apresentação do produto durante a conferência Google I/O que acontece dias 25 e 26 de junho. Como Mann imaginou na década de 80, logo poderemos utilizar a tecnologia sem desviar bruscamente de nossas tarefas. Tirar celulares de bolso, digitar uma pesquisa no Google, e até usar o botão de ligar/desligar podem ser tarefas que não existam logo mais. O desenvolvimento de dispositivos cada vez mais inteligentes e sensíveis ao meio ambiente podem fazer nossa vida mais fácil e melhor, este pode ser a visão do que pensávamos do futuro.

Bin im Garten

Características da Computação Vestível 1) Não ser monopolizadora da atenção do usuário: uma Computação Vestível não funciona como um ambiente imersivo de um jogo, por exemplo, deve-se ter em mente que o usuário sempre estará fazendo outra atividade. 2) Não ser restritiva: além é claro da mobilidade que uma condição inerente de qualquer roupa, a Computação Vestível precisa ser versátil o bastante para permitir que o usuário veja seus e-mails enquanto corre no parque, por exemplo. 3) Ser Observável pelo usuário: ele pode utilizar a interface no momento que ele desejar. O sistema deve continuar funcionando normalmente quando o usuário desejar voltar sua atenção a alguma coisa na rua, por exemplo. 4) Estar Atenta ao ambiente: a Computação Vestível deve perceber o ambiente através de sensores de modo que possa melhorar a interação com o usuário e lhe oferecer informações relevantes sobre o que captou. 5) Ser Comunicativa: a Computação Vestível deve permitir que o usuário se comunique com outros quando ele desejar. Ela deve ampliar a capacidade comunicacional do usuário, e não restringi-la.


Saúde

Intervenção inédita reduz pressão arterial em pacientes A equipe médica de cardiologistas intervencionistas do Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre (RS), comemora os resultados do uso da técnica denominada denervação renal com cateter dedicado. Tratase de um procedimento minimamente invasivo que tem por objetivo reduzir a pressão arterial de pacientes, doença que atinge 24,3% dos brasileiros. A técnica é indicada para casos de hipertensão resistente ao tratamento com medicamentos, ou seja, nos casos de pressão muito elevada em que o uso de três ou mais fármacos são insuficientes para o controle da pressão – 15% da população hipertensa no país.

- Neste quadro, o cérebro manda um comando aos rins para reter mais água com objetivo de aumentar o volume de sangue, assim como produzir uma substância que causa estreitamento das artérias do corpo. Estes são os principais mecanismos de elevação da pressão arterial. O bloqueio desse fluxo de informações entre rim e cérebro promove a redução dos níveis pressóricos - explica Zago. A recuperação do paciente costuma ser rápida. Ele pode receber alta entre 48 e 72 horas, retornando às atividades normais. Já os resultados positivos podem ser notados logo após a intervenção. Em um dos casos atendidos no Mãe de Deus, a pressão arterial do paciente que variava de 17/11 a 19/11, considerada altíssima, imediatamente caiu para valores entre 15/10 e 17/10. A pressão continuou alta, no entanto em níveis onde já se podia utilizar medicamentos menos potentes e com menos efeitos colaterais ao paciente, para o qual até então nenhum medicamento possibilitava tamanha redução da pressão arterial.

Desde novembro de 2013, foram realizadas três cirurgias do tipo no hospital - segunda instituição do país a adotar a técnica. - Em menos de 24 horas, os pacientes submetidos ao procedimento já apresentavam redução da pressão arterial - informa o médico cardiologista Alexandre do Canto Zago, coordenador da equipe responsável.

Ao atingir o local desejado na artéria, o cateter é aberto e através de eletrodos em sua ponta libera pequenas descargas elétricas na parede do vaso, realizando uma espécie de cauterização. Com isso é interrompida a comunicação entre o rim e o cérebro. Uma das causas da pressão alta é justamente o erro de comunicação entre os dois órgãos, onde o primeiro informa equivocadamente que o nível da pressão arterial está baixa, quando na verdade é o contrário.

O uso do cateter para denervação renal, chamado de cateter dedicado foi autorizado pela Anvisa somente em novembro do ano passado. Conforme o Dr. Zago, a nova técnica está no momento indicada para casos severos de pressão alta, onde os medicamentos prescritos pelo médico não são suficientes para o controle adequado da doença. Divulgação HMD

O procedimento consiste na introdução de um cateter pela artéria da perna do paciente (virilha), similar ao método empregado para o implante de stents para a desobstrução das artérias do coração. Mas, ao contrário deste, na denervação renal o cateter é conduzido até a artéria do rim, um dos principais órgãos responsáveis pela regulação da pressão no corpo humano.


Saúde

Com o retorno das crianças à escola, volta a preocupação com a quantidade de itens levados pelos alunos nas mochilas. Os estudantes devem carregar uma mochila que pese, no máximo, 10% do peso do seu corpo. Além disso, os modelos também podem influenciar na postura da criança, provocando dores. O estilo mais adequado é o tradicional, com duas alças que passam pelos ombros e ficam na altura das costas.

Marcelo Matusiak

Peso da mochila não deve passar de 10% do peso da criança

- Os modelos com rodinhas são usados na tentativa de compensar o peso excessivo que as crianças costumam carregar, mas assim acabam sendo tracionadas por apenas uma das mãos, forçando o tronco em rotação e inclinação lateral para o lado da mochila. Isso prejudica a postura e força músculos e articulações - explica o ortopedista pediátrico da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Sizinio Hebert. Os riscos para os estudantes que usam a mochila errada e com peso acima do recomendado são o cansaço excessivo, que pode prejudicar a atenção nas aulas, e o desenvolvimento de má-postura e dores “nas costas”. Para evitar esses problemas, pais e professores devem estar atentos a quantidade de material solicitado. Manuel García Barros

- A tradicional agenda diária escolar pode orientar os pais a ajudarem dos alunos pequenos com a seleção apenas do que será necessário para cada dia de aula sugere o médico. Outra ação que pode minimizar o peso carregado pelos alunos é ter um espaço em sala de aula onde cada um possa deixar livros que não serão usados nas tarefas de casa. Além disso, a utilização de cadernos pequenos para cada matéria é mais indicada do que um caderno grande que precise ser levado para todas as aulas.


Dúvidas 1. Qual deve ser o procedimento em relação a registro de inadimplência em CPF Clonado?

(pois o consumidor não pode ser prejudicado, mesmo que o erro seja do órgão expedidor do documento).

A consulta realizada no site da Receita Federal não é efetivamente uma garantia contra fraude quando o assunto é clonagem. Quando constatado um caso, recomendamos a abertura de um procedimento administrativo, pedindo o comprovante da dívida e comparando as assinaturas entre o título e os documentos pessoais do consumidor. Caso haja divergência nítida entre as assinaturas, proceder o cancelamento e informar ao Associado/Credor. Sugerimos ainda, que sendo o reclamante o próprio consumidor, que seja orientado a abrir uma reclamação junto à entidade local, que deverá fazer uma conferência de sua documentação. Caso seja constatado que o documento foi emitido pela Receita Federal, ou que não é possível constatar sua invalidade, sugerimos que havendo o registro, este seja baixado independente da duplicação pela Receita Federal

2. Como funciona o registro de Débito Parcial? No caso de cheque, o cheque devolvido não é integralmente devido, e por esta razão não pode ser registrado em seu valor integral. O mesmo ocorre com duplicatas. Por outro lado, também não é possível que seja feito o registro no valor devido, tendo em vista que o cheque ou duplicata em poder do credor não trazem em si apenas o valor parcial. Desta maneira, sugerimos que toda negociação seja formalizada em documento que traga consigo os dados completos do credor, do devedor, do débito negociado, dos valores e datas de vencimento das parcelas. Se assim for, o associado pode fazer o registro de SPC da parcela devida, no seu valor exato e respectiva data de vencimento.

Agenda FCDL-RS PROGRAMA

DATA

LOCAL

2º Fórum SPED Porto Alegre

10 de abril

Porto Alegre

E-COM 2014

21 de maio

Porto Alegre

45ª Convenção Estadual Lojista

14 e 15 de agosto

Bento Gonçalves


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