Page 1

Jornal da AGR

SETEMBRO 2012 - ANO 19 - Nº 93

Encontro reúne mais de 600 profissionais da radiologia em jornada no Rio Grande do Sul

INTERNACIONAL

Médica americana fala da importância do controle de radiação nas crianças A pedido

ESPORTE

Tecnólogo afirma que radiologia do RS está preparada para atender atletas mundiais

ASSITÊNCIA À VIDA Pré-Jornada levou conhecimentos para atendimentos de urgência


02

Jornal da AGR

Palavra do Presidente

uma rica troca de experiências e tenho certeza que todos ficaram satisfeitos, já aguardando a oportunidade de, no próximo ano, participar novamente deste evento. Durante a Jornada, foi feita uma pesquisa entre os participantes e as empresas que patrocinam o evento, que revelou que a maioria prefere que o mesmo permaneça sediado em Porto Alegre; portanto, a partir deste levantamento, as próximas Jornada Gaúchas de RaDr. Silvio Cavazzola, Presidente da diologia serão realizadas em PorAssociação Gaúcha de Radiologia to Alegre. Isto não significa que iremos abandonar a tradição de Nossa XXIII Jornada Gaúcha realizar um evento em Gramado; de Radiologia e X Jornada Sul foi estamos planejando retomar as um sucesso, em grande parte de- atividades no interior do estado, e vido ao apoio de todos vocês. Ti- iremos realizar sempre no final do vemos cerca de 600 participantes ano um Evento fixo em Gramado, nesta que foi a maior jornada de em local a ser definido, para martodas e que vem crescendo ano a car o encerramento das atividades ano em número de participantes; da AGR, com temas científicos de todos puderam trocar experiên- interesse geral e uma programacias e rever e fazer novas amizades, ção social para que todos possam neste que é um evento tradicional levar suas famílias e confraternina radiologia de nosso país. zar. Aguardem, pois temos certeA participação de renomados za que todos irão aprovar. professores estrangeiros, junto Paralelamente as atividades com colegas de outros estados e científicas, também estamos ende colegas gaúchos, proporcionou volvidos com as eleições do CBR,

Setembro de 2012

onde temos dois membros da atual diretoria da AGR concorrendo na chapa 1. Contamos com o apoio de todos; participe, vote e exerça seu direito democrático de escolher seus representantes para dirigir o CBR no próximo biênio. Estamos encerrando no final deste ano nosso biênio a frente da AGR, e gostaria de agradecer aos meus companheiros de diretoria pelo esforço e empenho incansável em todas nossas atividades frente a AGR, em especial na organização das Jornadas Gaúchas de Radiologia de 2011 e 2012; sem a participação de todos, elas não teriam atingido o sucesso obtido. Sabemos que ainda há muito a ser feito, principalmente nas questões relacionadas à remuneração e defesa profissional; estaremos atentos e sempre buscando lutar por valorização real de nosso trabalho e em defesa de nossos associados. Desejo também agradecer, em meu nome e de toda a nossa diretoria, a todos que de uma forma ou de outra nos auxiliaram neste biênio: Muito Obrigado a todos vocês!

EXPEDIENTE A Associação Gaúcha de Radiologia é filiada ao Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por imagem. O jornal da AGR é uma publicação oficial, semestral, com distribuição gratuita a todos os médicos radiologistas do Rio Grande do Sul, Sociedade de Radiologia do Brasil e demais países do Mercosul. Presidente: Dr. Silvio Cavazzola Edição do “Jornal da AGR”: Tesoureiro: Dr. Ildo Betineli Playpress Assessoria de Imprensa Vices-presidentes: Tomografia Computadorizada: Dr. Rodrigo Duarte Ressonância Magnética: Dr. Gustavo Luersen Radiologia Geral: Dr. Thiago Krieger Angiologia e Radiologia Intervencionista: Dra. Simone Valduga Densitrometria Óssea: Dra. Beatriz Amaral Medicina Nuclear e Radioterapia: Dr. Osvaldo Estrela Administração: Dr. Everton Kruse Ultrassom: Dr. Carlos Roberto Maia Mamografia: Dr. Dakir Duarte

Jornalista Responsável: Marcelo Roxo Matusiak Registro: MTB/RS: 10063 Fones: (51) 3361.6016 / (51) 9775.6084 / (51) 9865.8868 E-mail: playpress@playpress.com.br Redação, fotos e edição: Rafael Dias Borges, Mauro Plastina, Débora Perez Lucas Aleixo e Suamy Sejanes

Sede da AGR: Av. Ipiranga, 5311- Sala 205 - Jardim Botânico - POA / RS - CEP: 90610-001 - Fone/Fax: (51) 3339.2242


Setembro de 2012

Jornal da AGR

Brasil mantém alto nível em tratamento de lesões de atletas Mauro Plastina

Em época de Olimpíadas e preparação para Copa do Mundo de 2014, o atendimento médico a

atletas deve ser impecável. Conforme o tecnólogo em radiologia, Paulo Roberto Abreu, diversas clínicas e hospitais de Porto Alegre estão preparados para atender os competidores de alto nível com relação a exames de imagem. O assunto esteve em pauta em evento recente promovido pela Associação Gaúcha de Radiologia. O estado conta com a mais alta tecnologia em ressonância magnética, que facilita a detecção de lesões de menor porte, difíceis de diagnosticar apenas com os raios-X. Exames de alto nível, disponíveis em solo gaúcho, disponibilizam imagens em alta resolução e são fundamentais para que os médicos do esporte recomendem a prevenção de novas lesões, diagnosticando o tratamento adequa-

03

do, bem como o retorno apropriado às atividades físicas. - A seleção brasileira de futebol, quando esteve aqui há dois anos, utilizou este tipo de trabalho. Atletas nossos que estão na Alemanha e Inglaterra e até no Leste Europeu acabam muitas vezes pousando em Porto Alegre para fazer exames conosco - afirma Paulo Roberto. Além dos praticantes do esporte que é paixão nacional, adeptos de outras modalidades como vôlei e ginástica olímpica adotam os departamentos médicos e exames de imagem de clínicas rio-grandenses. O tema foi abordado durante a XXII Jornada Gaúcha de Radiologia, realizada pela Associação Gaúcha de Radiologia.

Criatividade diminui exposição humana à radiação em exames A necessidade de proteção do paciente e de todos profissionais envolvidos na realização de exames radiológicos é algo que não vai mudar nunca. Porém, com criatividade, é possível estabelecer práticas que ajudam a diminuir essa exposição. O tema foi levantado pelo tecnólogo em radiologia, Adriano Lima e Silva, que mostrou iniciativas simples que ajudam a melhorar esse processo. - O profissional preocupado com proteção radiológica, mesmo não tendo equipamentos ou artefatos necessários, pode buscar com criatividade desenvolver maneiras de suprir essa necessidade - afirmou. Um exemplo é o uso de ante-

paros fixos que dispensam a permanência do profissional segurando algumas placas. Com o uso de rodinhas, a estrutura pode facilmente ser deslocada para o local adequado. O uso de uma banqueta abaixo da maca pode servir também como substituto do profissional que teria que segurar as pernas do paciente. Outra medida singela, mas que pode colaborar, é solicitar ao paciente que segure a placa, desde que, obviamente, ele esteja em plenas condições para isso. Todo exame que utiliza radiação ionizante deve ter proteção tanto para o paciente, acompanhante e para o profissional se estiver acompanhando em sala. - É preciso usar a criatividade

e nisso todos sabem que o brasileiro é mestre. Soluções simples podem buscar a proteção do paciente e do próprio profissional que vai trabalhar, em muitos casos, cerca de 20 ou 30 anos com radiação ionizante - completou Adriano. Um dos temas que sempre preocupa os médicos, técnicos e tecnólogos é a necessidade constante de debater o tema da proteção radiológica. O objetivo é criar a cultura de educação continuada em que se relembre isto sempre. A necessidade se impõe, já que no dia-à-dia o comodismo pode levar a determinados trabalhadores da área a não manterem a rotina de colocação das luvas, coletes e proteções no corpo.


04

Jornal da AGR

Setembro de 2012

Curso prepara médicos para atuação em situações de reações adversas ao contraste radiológico A medicina evolui cada vez mais na área da radiologia e se utiliza de métodos de contraste para o diagnóstico de doenças importantes. No entanto, conforme essa técnica aumenta, se faz cada vez mais necessária a qualificação profissional dos médicos para lidarem em uma situação de algum tipo de procedimento alérgico aos componentes utilizados. O tema foi abordado em atividade realizada ao longo da quinta-feira (12/07), no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. O curso, chamado Assistência à Vida em Radiologia (AVR), fez parte da programação Pré-Jornada da Jornada Gaúcha de Radiologia. A coordenadora do curso e diretora cultural do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Adonis Manzella dos Santos, iniciou a apresentação fazendo uma revisão histórica dos elementos usados em contraste e explicou reações adversas e riscos nos exames. - A evolução melhora não só para uma imagem com melhor qualidade, mas evita efeitos tóxicos oriundos do contraste. Hoje os exames são muito mais seguros do

Marcelo Matusiak

que eram antigamente, além do surgimento de novos contrastes que permitem diagnóstico com ultrassonografia e ressonância magnética afirmou. Os problemas mais comuns acontecem com alteração na função renal, apesar de não ser tão frequente. Segundo a médica, esse tipo de situação, pode ser amenizado através da correta hidratação do paciente e uso de outras medicações para minimizar esse impacto. Como regra geral, os médicos sempre devem usar o mínimo de contraste possível. Um tema que divide opiniões é a utilização da palavra óbito no documento chamado “Termo de Consentimento”, que o paciente assina antes de ser submetido ao exame.

- Realmente pode gerar uma ansiedade no paciente por saber que está fazendo um exame que poderia, ainda que numa hipótese muito remota, levá-lo à morte. O recomendado é que não se use o termo óbito e sim parada cardiorespiratória. Se o paciente não entende isso, a gente sempre pede que ele venha conversar e explicamos que é algo necessário para constar no documento, mas que é uma hipótese muito improvável - completa Adonis. O curso já acontece no Brasil há vários anos, mas essa foi a primeira vez que foi realizado no Rio Grande do Sul. No turno da tarde, os médicos foram submetidos a uma aula prática usando manequins e equipamentos que simulam atendimentos de emergência.

A médica da vice-presidência de angiologia e radiologia intervencionista, da Associação Gaúcha de Radiologia, Simone Valduga, comenta a importância da iniciativa por aproximar os médicos de uma atuação que não é rotina. - Hoje estamos muito distantes da parte prática e de como fazer uma correção numa situação adversa. Passamos muito tempo em cima de análise de exames. Por isso temos de estar preparados porque são 15 minutos, muitas vezes, nos quais é preciso estar com tudo muito esclarecido e bem organizado. É importante que os médicos também se mantenham atualizados porque muitas coisas mudam com o passar do tempo - afirma.


Setembro de 2012

Jornal da AGR

05

Jornada Gaúcha de Radiologia promove fortalecimento da classe e apresenta novidades na área Marcelo Matusiak

As atividades iniciaram na quinta-feira (12/07) com o curso pré-congresso chamado Assistência à Vida em Radiologia (AVR) que capacitou médicos para lidarem em uma situação de algum tipo de procedimento alérgico aos componentes utilizados em contraste radiológico Na sexta-feira (13/07), entre os destaques da programação esteve a aula ministrada pelo médico e professor chefe da divisão de medicina nuclear da Universidade de Washington, Barry Siegel, que abordou o uso do PET-CT na oncologia. O médico da Universidade de Standford, nos Estados Unidos, Scott Atlas, falou sobre neuroradiologia e a professora de radiologia pediátrica da universidade de Washington, Marilyn Siegel trouxe a discussão de temas ligados à radiologia pediátrica. No sábado, o destaque foi o Curso de Gestão, promovido em parceria com o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR). O mais polêmico debate foi em torno da baixa remuneração dos médicos

em atendimentos com planos de saúde. - O que precisa ser feito é o médico se dar conta do seu valor e reassumir a sua dignidade. Nós que fazemos exames, que diagnosticamos e que salvamos vidas. Os planos de saúde todos são comerciais e que visam apenas o lucro e estão cada vez maiores cobrando cada vez mais do associado e pagando cada vez menos aos médicos. Hoje não existe nenhum hospital que possa funcionar sem um médico radiologista para um diagnóstico. Então por que nós nos submetemos a isso? Chega. Não podemos mais ser explorados e precisamos dizer isso - defendeu enfático o presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia, Manoel Aparecido Gomes da Silva. Na área da mama, o destaque ficou por conta da presença do presidente da Sociedade Chilena de Radiologia, Miguel Pinochet, que fez elogios ao trabalho desenvolvido na especialidade no Brasil. - O Brasil é líder no controle de qualidade em mamografia na América Latina. É um trabalho

muito sério com equipamentos, qualidade de revelação e de películas. No Chile também há uma preocupação grande e consciência do tema. São feitos controles da equipe, do processamento e do profissional que está fazendo o procedimento - comentou. O secretário estadual da saúde, Ciro Somoni, participou da cerimônia de abertura do evento na noite de sexta-feira e ressaltou a importância do encontro para médicos e para sociedade. - A radiologia e todas as especialidades de imagem estão sofrendo uma evolução tecnológica muito grande. O Rio Grande do Sul tem acompanhado muito de perto esta evolução e isto faz com que o atendimento também evolua. Um diagnóstico bom facilita um tratamento adequado. O trabalho depende ainda de equipamentos que são vendidos a preços muito elevados, mas felizmente nossos serviços e hospitais têm conseguido fazer com que toda essa evolução possa acontecer aqui no estado - comentou. Além das aulas, os visitantes puderam conhecer equipamentos, experimentar e ouvir de especialistas os diferenciais de grandes marcas fabricantes. A feira reuniu 25 empresas entre expositores e patrocinadores. O presidente da Associação Gaúcha de Radiologia, Silvio Cavazzola, fez um balanço positivo do encontro. - Os profissionais e as empresas ficaram muito satisfeitos. Conversei com alguns expositores e eles disseram que estiveram com volume bom de visitantes e a expectativa de negócios foi muito boa - disse.


06

Jornal da AGR

Setembro de 2012

Radiologistas se mobilizam para impedir aprovação de projeto que proíbe médicos de fazerem exames

Médicos radiologistas de todo o país estão unidos na tentativa de sensibilizar políticos a não aprovarem a proposta que pode retirar o direito de médicos fazerem exame de ultrassom, tornando a atividade privativa a técnicos, tecnólogos e bacharéis. O Projeto de Lei, número 3661 de 2012, está em tramitação na Câmara dos Deputados, em Brasília. O presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia, Manoel Aparecido Gomes da Silva, não poupa adjetivos e afirma que a medida é um crime contra a sociedade. - Isso não é somente uma ameaça a nossa especialidade e sim uma

ameaça à população. É preciso reconhecer a especialidade de cada um. Eu sou médico, por exemplo, especialista em diagnóstico e me especializei em ultrassonografia e não faço cirurgia, assim como o médico que faz cirurgia não pode dar o diagnóstico dos exames. Então, tem quer ser médico e tem que ser especialista. Como um técnico de radiologia vai poder fazer isso? É uma reserva de mercado que querem puxar por lei uma competência que ele não tem - afirmou o presidente do CBR. O projeto foi apresentado pelo senador Paulo Paim, do RS. Pela medida, o médico também

ficaria impedido de operar qualquer aparelho de ressonância, tomografia e PET-CT. - O Projeto de Lei tem, inclusive, a petulância de proibir a atuação dos médicos nos aparelhos que forem desenvolvidos daqui para frente. Estamos pedindo a participação de todos os médicos radiologistas para nos dirigirmos a todos os deputados para que façam a sua parte, para que consigam demonstrar aos parlamentares a gravidade do assunto completa o presidente do CBR, Manoel Aparecido Gomes da Silva. O presidente da Associação Gaúcha de Radiologia, Silvio Cavazzo-

la, reforça a importância do assunto. - Por mais qualificado que seja o técnico/tecnólogo em radiologia, e sabemos que eles existem no mercado, o médico tem que fazer 6 anos de faculdade de medicina e mais 3 de especialização em Radiologia e Diagnóstico por Imagem para poder efetuar o exame com segurança. Como o técnico/tecnólogo, que se forma em 2/3 anos, sem conhecimentos mais profundos de fisiopatologia, fisiologia, anatomia e patologia poderá fazer o que levamos 9 anos para aprender? - questiona.


Setembro de 2012

Jornal da AGR

07

Crianças precisam de radiação específica nos exames radiológicos Marcelo Matusiak

O exame radiológico em uma criança deve ser realizado com exposições diferenciadas de um adulto, o que ainda não vem sendo feito em muitos casos. O alerta é da médica norte americana Marilyn Siegel que participou da Jornada Gaúcha de Radiologia. - As crianças são mais sensíveis à radiação porque as células crescem rápido. Além disso, é preciso considerar que

elas viverão por muito tempo. Se você é exposto à radiação, pode levar de duas a três década para aparecer o risco de câncer; então, essa exposição na criança, se iniciado agora, será sentida ao longo da vida adulta explicou a médica e professora de radiologia pediátrica da universidade de Washington, Marilyn Siegel. Para ajudar nisso, os médicos trabalham com

o controle de radiação. O primeiro estudo que é feito é a real necessidade de um determinado exame e avaliação para saber se não há outro exame alternativo que possa ser feito. Segundo a professora dos EUA, há estudos que mostram que o número de exames está diminuindo por causa desses métodos alternativos. - O interessante é que isso está acontecendo em hospitais universitários em número mais significativo do que hospitais públicos e clínicas privadas. Por isso eu reforço a importância da educação e qualificação profissional, como a realizada na Jornada Gaúcha de Radiologia - completou. A especialista acrescenta que o risco de ex-

posição à radiação é um tema atual, importante e que preocupa as pessoas. Como administrar isso é um tema que envolve diversos aspectos. O primeiro é o uso de equipamentos adequados, que possuem tecnologia para reduzir os índices de exposição. A segunda condição é que é preciso entender a maioria das características e tecnologias presentes nos aparelhos atuais. Hoje é possível regular a velocidade, a voltagem e a quantidade de radiação. O que os físicos precisam entender, segundo a médica, é a importância da educação e qualificação de como operar os equipamentos, porque são eles que operam os scanners e podem ajudar a controlar a quantidade de radiação.

Avanços em Radioterapia permitem precisão ainda maior no tratamento de tumores A radioterapia tem alcançado resultados cada vez mais efetivos, especialmente nos últimos cinco anos, quando novas tecnologias surgiram e outras foram aprimoradas. O objetivo da radioterapia é o tratamento do tumor. Ela significa, na prática, a fusão do exame de imagem com o tratamento. Se em práticas regulares é feito um exame para depois ser avaliado pelo médico, na radioterapia esse

processo é simultâneo, conforme o físico Telpo Dias. - As novas tecnologias têm entrado no mercado brasileiro de uns anos para cá com bastante ênfase. Um dos desafios ainda é mudar um quadro no qual o equipamento moderno de radioterapia que busca ser guiado por imagem gira em torno de US$ 2 milhões e US$ 6 milhões. Este é um custo muito alto para a so-

ciedade, tornando-se o maior empecilho hoje explica. Apesar da máquina fazer muito pela promoção da saúde, é o ser humano que tem a missão de potencializar isso. - O que se busca é usar melhor os recursos tecnológicos potencializando-os ao máximo. Por isto, o ser humano nunca será deixado de lado - completou Telpo.

Uma das novidades que tem chamado a atenção pela sua eficiência é a chamada IGRT, ou radioterapia guiada por imagem, que permite o tratamento com alvos em movimento. É o caso da respiração do paciente. Nesse caso, o equipamento calcula de forma precisa o movimento de um tumor, emitindo radiação apenas no momento em que o mesmo entra no campo determinado.


Jornal da AGR

Setembro de 2012

Legislação em Medicina Nuclear oferece proteção, mas prestadores de serviços são insuficientes Com as novas exigências aprovadas em agosto de 2011, os serviços de medicina nuclear estão obrigados a cumprir um total de 354 itens, entre medidas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério do Trabalho e Emprego e Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O elevado número de normas e resoluções é considerado importante pelo grau de complexidade dos serviços, segundo o especialista em medicina nuclear Adelanir Barroso, que trouxe o assunto recentemente em evento realizado pela Associação Gaúcha de Radiologia. - O serviço de radiologia nuclear tem uma legislação extensa e complexa, mas extremamente necessária. Tem sido possível, mas ainda não do jeito que gostaríamos, influir na lógica do dia a dia dos profissionais envolvidos. Lei não

se discute para aplicar, mas sim como ela deve ser - explicou. Um dado que chama a atenção da especialidade é a alta concentração em poucos estados do país. Hoje, aproximadamente 67% dos serviços são realizados apenas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Apesar de estar

em crescimento, existem apenas 362 médicos especializados no país. Entre os 354 itens a serem cumpridos pela legislação para estabelecimento de uma clínica especializada há 108 itens estabelecidos pela Anvisa, 38 pelo Ministério do Trabalho e Emprego e 210 pelo CNEN.

Agenda AGR 5 de setembro - Grupo de Estudos em Radiologia Torácica Local: AMRIGS

3 de outubro - Grupo de Estudos em Radiologia Torácica. Local: AMRIGS

17 de outubro - Grupo de Estudos em Abdômen Local: AMRIGS

13 de novembro - Grupo de Estudos em Músculo Esquelético Local: AMRIGS

11 de setembro - Grupo de Estudos em Músculo Esquelético Local: AMRIGS

9 de outubro - Grupo de Estudos em Músculo Esquelético Local: AMRIGS

7 de novembro - Grupo de Estudos em Radiologia Torácica. Local: AMRIGS

21 de novembro - Grupo de Estudos em Abdômen Local: AMRIGS

19 de setembro - Grupo de Estudos em Abdômen Local: AMRIGS

18 de outubro - Clube Hugolino Andrade Local: Galeteria Casa do Marquês

8 de novembro - Clube Hugolino Andrade Local: Galeteria Casa do Marquês

9 de dezembro - Prova de Residentes Local: AMRIGS

Jornal AGR 93  

Edição setembro 2012