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Anuário sindicato dos metalúrgicos de gravataí 2013

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A luta por uma classe mais forte e unida

Negociação

Reajuste histórico de 48,3% acima da inflação

Geral

Conquistas das metalúrgicas de Gravataí

Fala Sindicalista A voz dos diretores do Sindicato dos Metalúrgicos


O FOCO - Formação com Competência - é um projeto social sem fins lucrativos, desenvolvido para promover a educação, qualificação, reciclagem técnica e educacional por meio de cursos profissionalizantes para jovens e adultos associados ao sindicato, dependentes de associados e pra a comunidade carente.

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Projeto Foco

(51) 3421- 4437


ÍNDICE 06

Negociação

Conquistado reajuste histórico de 48,3% acima da inflação

Protestos

08 17

Sogil teve garagem fechada durante reinvidicações em Gravataí

Qualificação

Projeto Foco capacita trabalhadores em Gravataí

18 25

Geral

Conquistas da Carlos Becker, TDK, Mundial e Dana

Social

Os momentos marcantes do Sindicato em 2013

26 30

Capa

12 União dos

trabalhadores conquistou vitória em 2013

Saúde

SMG busca melhor qualidade de vida para os trabalhadores

Fala Sindicalista A voz da diretoria do SMG

O Metalúrgico | Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí | 2013

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Expediente Diretoria Administrativa Executiva Diretor de Assuntos Jurídicos Edson Roberto Rosso Dorneles Diretor de Assuntos Financeiros Gualberto Cetrulo Dusser (Castelhano) Diretor de Assuntos Administrativos Valcir Ascari (Quebra Molas) Diretor de Assuntos Patrimoniais Noeldi Leal Trindade (Nando) Diretor de Assuntos Relacionados ao Esporte, Cultura e Lazer João Luiz Costa Filho Diretor de Assuntos de Formação Adão Silveira de Jesus Diretor de Assuntos de Imprensa e Comunicação Filipe Rosso Dorneles Diretor de Assuntos Relacionados a Prevenção da Saúde do Trabalhador Marcos Aurélio Dorneles

Diretoria Administrativa Adjunta Roberto Martins Antunes Adão Alves Pinto Rosimery Rodrigues de Fraga Elton da Cruz Ede Claudio Vinhas de Carvalho Francisco de Assis Ferreira Campos Gilberto da Silva Soares Aldo Ailto Bataioli

Conselho Fiscal Efetivo Rick Alves Camboim Rosalino Ascari Valmir Silva

Expediente

Conselho Fiscal Suplente

Jornalista Responsável Marcelo Matusiak MTB: 10063

Jader Maciel da Silva Lopes Maria Clari Guimarães Thiago Rosso Dorneles

Edição PlayPress Assessoria de Imprensa

Impressão Ideograf Tiragem 5 mil exemplares

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O Metalúrgico | Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí | 2013


Editorial O trabalhador é a razão de ser de qualquer sindicato e é para eles que o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí dedica esforço, organização e muita superação. Tudo é pensado para que sejam assegurados os direitos previstos na Constituição e nas Leis Trabalhistas. A democracia brasileira trouxe importantes conquistas para todos, mas infelizmente nem sempre a classe trabalhadora é respeitada e valorizada como deveria. É para essas horas que estamos presentes e erguendo a bandeira do trabalhador.

ou sob muita chuva. Nem as dificuldades climáticas e nem a irredutibilidade de empresários abateram os nossos ânimos. O lema é antigo, mas sempre presente: “Trabalhador Unido, jamais será vencido.” Não foram poucos os movimentos ao longo do ano que pudemos perceber o quanto a categoria unida conseguiu vitórias, seja na obtenção de melhores salários, participação de lucro nas empresas ou mesmo na proteção de direitos assegurados ao trabalhador.

do número de acidentes de trabalho que a medida provoca já que são inúmeros os casos de ocorrências causadas pelo cansaço do trabalhador. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) a redução da jornada pode gerar até 2 milhões de postos de trabalho em todo o país e por essa razão, lutamos o tempo inteiro.

O ano de 2014 está recém começando e em nossos planos estão muito mais melhorias para o trabalhador metalúrgico de Gravataí. Queremos ser A criação desse anuário tem o Uma das importantes bandei- valorizados e acima de tudo objetivo de mostrar um resumo ras foi a redução da jornada de respeitados por tudo que prode tudo que foi feito ao longo trabalho, visando a ampliação duzimos e geramos de riqueza do ano de 2013. Foram horas do tempo para lazer e até quali- para nossa cidade e para nosso de discursos em cima do carro ficação profissional de todos. estado. de som, seja sob sol escaldante Isso tudo sem falar na redução

Diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí

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Negociação Sindicato teve voz ativa em Brasília em 2013 pou de manifestação que contou com a presença de 60 mil pessoas na capital federal, em defesa dos direitos dos trabalhadores. Nesta luta, a entidade incentiva a juventude a dar amparo aos idosos. A cada década, mudam as regras da aposentadoria. Dizem que a Previdência Social está defici- Nosso sindicato esteve pretária, mas esquecem que o trasente em todas as ações que são de interesse dos trabalha- - Esse projeto de lei agride os balhador precisa estar seguro dores. Queremos pressionar direitos consagrados dos traba- na sua velhice. o Governo e o Congresso Na- lhadores, não podemos admitir cional e chamar a atenção da essa barbaridade, pois durante Em conjunto com outros sindisociedade brasileira para a muitos anos homens e mulheres catos filiados à Força Sindical, importância de se aprovar as foram perseguidos, torturados o Sindicato dos Metalúrgicos de reivindicações da classe tra- e até mesmo mortos para que Gravataí realizou protestos em balhadora – afirmou o diretor essa geração pudesse ter o frente ao Banco Central condo Sindicato, Filipe Rosso Dor- mínimo de dignidade – diretor tra os juros altos. A preocupado SMG, Noeldi Leal Trindade ção das entidades sindicais é neles. devido ao fato que o Brasil é o (Nando). país campeão mundial de juros A entidade participou dos protestos contra o projeto de lei O Sindicato também partici- reais. O Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí marcou presença em Brasília no último ano. Para proteger os direitos dos trabalhadores, nossos representantes defenderam algumas reivindicações perante o Governo Federal.

4330, que defende a legalização dos funcionários terceirizados. De acordo com o diretor Filipe, a terceirização não gera emprego e tem sido responsável pela subjugação dos funcionários terceirizados, inclusive não respeitando condições de saúde e segurança do trabalho.

Foto Cintia Rodrigues


Reajuste histórico para os metalúrgicos de 48,3% acima da inflação

Em setembro de 2013, o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí conseguiu conquistar uma das lutas mais importantes para os trabalhadores. Em reunião com o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, e de Material Elétrico e Eletrônico do Estado do Rio Grande do Sul (Sinmetal) no dia 25 de setembro, foi garantido um aumento salarial de 9% para a categoria, o que significou um valor 48,3% mais alto do que a inflação, com 2,77% de aumento real. O reajuste foi aplicado a partir de setembro, e a diferença será completada em março. - Nosso sindicato ao longo dos anos vem acumulando conquistas sempre lutando por

mais dinheiro para os trabalhadores e melhores condições de trabalho. A nossa missão é representar o interesse dos trabalhadores pautados pela democracia, inovação nas ações e transparência - afirmou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Edson Dorneles.

- A campanha salarial 2013 é reflexo da capacidade de negociação do sindicato, iniciamos nossa caminhada “no prejuízo”, pois o índice inflacionário do período que compõe a data base era inferior a de campanhas com fechamento em maio. Porém esse fato somente aumentou a disposição de luta do sindicato. A vontade da diretoria em querer mais contagiou a categoria que contribuiu para o desenvolvimento da mobilização. O sindicato durante todo o período das negociações manteve a mobilização na base, dialogando cotidianamente com os trabalhadores a cerca das dificuldades enfrentadas na mesa de negociação e as estratégias utilizadas a fim de garantir mais dinheiro no bolso dos trabalhadores. Os patrões perceberam que os Metalúrgicos de Gravataí estavam pronto para iniciar ações fortes na base - completou o diretor do SMG, Valcir Ascari, o Quebra Molas.

Na ocasião, o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí também assegurou avanços em cláusulas sociais que beneficiam mais de 10 mil trabalhadores. Essas conquistas cumprem com a missão da diretoria do sindicato, que sempre vai atrás de melhores salários e condições de trabalho para o setor.

A discussão de melhorias profissionais atinge trabalhadores de todas empresas metalúrgicas de Gravataí, exceto as que fazem parte do complexo automotivo que contam com uma negociação feita separadamente. O Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí representa cerca de 14 mil funcionários da categoria.

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Protesto Trabalhadores fecham garagem de empresa de ônibus Sogil em Gravataí cia da mobilização.

O Dia de Lutas no município de Gravataí foi marcado por ato organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí que fechou a garagem da empresa de ônibus Sogil. Durante toda a noite e madrugada trabalhadores fizeram mobilização em frente à empresa com um acampamento e colocação de um caminhão de som, em frente ao portão principal.

pauta de reivindicação contou ainda com o pedido do fim do Fator Previdenciário, jornada de trabalho de 40 horas semanais sem redução de salário, reajuste digno aos aposentados, mais investimentos para saúde, educação e segurança, fim do leilão do petróleo e fim do Projeto de Lei 4330 que amplia as possibilidades de terceirização.

Entre as reivindicações estiveram o transporte público de qualidade no município. A

O diretor do Sindicato dos Me- - É um fato único porque a societalúrgicos de Gravataí, Valcir dade é que fez esse movimento. Ascari, falou sobre a importân- Somos democráticos e conta-

- É um grande movimento que parou as empresas de ônibus e consequentemente as indústrias. Nossos movimentos sociais estão organizados. Todos estão de parabéns porque lutamos o tempo todo - disse. A mobilização foi considerada um fato histórico no município.

Foto Marcelo Matusiak


Foto Marcelo Matusiak

mos com a força dos sindicatos e trabalhadores que querem que a presidente da república e os deputados atendam aos nossos anseios porque o país só vai para frente com a nossa força e os trabalhadores estão insatisfeitos com o momento político e econômico que vivemos – afirmou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Edson Dorneles. Além dos metalúrgicos, participaram representantes do Sindicato da Borracha, Sindicato dos Municipários, Sindimetropolitano e Sindicato das Tintas e Vernizes.

Foto Marcelo Matusiak

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Fotos Marcelo Matusiak

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A união por uma categoria mais forte

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com aprovação unânime da pauta sugerida. A partir disso, o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí se dirigiu até a mesa de negociações, junto aos responsáveis pela parte da General Motors, a fim de apresenO Sindicato dos Metalúrgicos tar as condições reivindicadas de Gravataí também iniciou a pelos trabalhadores. busca por uma jornada de trabalho de 40 horas, sem redução Após 15 dias de negociações salarial, e pelo cumprimento entre o Sindicato dos Metalúrgiimediato do transporte fretado, cos e a General Motors, sobre que foi negociado anterior- a pauta de reivindicações do mente e ainda não havia sido Complexo Industrial Automotivo de Gravataí (CIAG), os trabaconcretizado pela empresa. lhadores reuniram-se em frente - Temos que destacar que a ao portão principal da empresa GM tenta enfiar goela abaixo a multinacional, onde realizaram - O preço do pneu é o mesmo questão do terceiro turno de jor- assembleia geral com os três em todo o Brasil, bem como nada de trabalho. Não aceitare- turnos. Com participação mastodos outros insumos. Aqui, mos isso. A empresa tem que siva, os trabalhadores já inia única diferença é o abismo sentar e negociar com o Sindi- ciaram gritos de greve, porém realizaram paralização de uma enorme com relação à questão cato - concluiu Edson. hora antes de iniciar suas jorsalarial e benefícios em geral. É importante denunciar que a GM A Assembleia Geral contou com nadas de trabalho, em protesestabelece o piso salarial 70% a participação de aproximada- to a resistência da montadora menor em Gravataí, quando mente 6 mil pessoas na soma em ceder às reivindicações do comparada com a montadora dos dois turnos de trabalho, chão de fábrica. Abaixo de chuva no fim de março, os trabalhadores do Complexo Automotivo da General Motors (GM) iniciaram as negociações para os reajustes salariais de 2013, com a intenção de lutar pela igualdade com outras plantas da empresa localizadas no país. O Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí realizou assembleia geral em dois turnos, aprovando a campanha de aumento da remuneração de todos trabalhadores em 12%, abono salarial de R$ 4.500 e Programa de Participação de Resultados (PPR) fechado em R$ 15.355.

em São Paulo. O Programa de Participação de Resultados gaúcho é 63% menor - apontou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Edson Dorneles.

Fotos Rafael Borges


- Nós temos dito, em alto e bom som, que a GM lucra como nunca em Gravataí, à custa dos baixos e péssimos salários dos trabalhadores. É uma real e vergonhosa situação que vivemos. O momento é de somar forças para fazer valer o direito e a vontade dos trabalhadores. Este sindicato está unido e determinado a enfrentar esta grande e poderosa empresa multinacional, mas quem tem o poder para sermos bem sucedidos é o chão de fábrica – atesta o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valcir Ascari (Quebra-Molas). A bandeira desta campanha salarial é a isonomia de direitos entre os trabalhadores da montadora gaúcha e a paulista. A diferença entre os pisos salariais chega a 70%. Atualmente, os metalúrgicos da montadora rio-grandense possuem piso salarial de R$ 1.022,00, enquanto em São José dos Campos (SP), o valor é de R$ 1.712,00. Outra luta é pelo reajuste salarial, em que os trabalhadores exigem aumento de 12%. Se as medidas forem contempladas, será

alcançada a igualdade de sa- Gravataí e representantes da lários e benefícios entre as direção da General Motors de Gravataí. A montadora ofereceu plantas. reajuste salarial de 8,29%, piso No final de março os diretores salarial de R$ 1.170,00, Abono sindicais levaram as reivindica- Salarial de R$ 2.800,00 e PPR ções para a classe patronal em de R$ 8.650,00. Dos valores de encontro realizado no Hotel In- Abono Salarial e PPR a fábrica tercity, em Gravataí. A isonomia prometeu antecipar para o dia foi adotada pelos trabalhadores 10 de maio, pagamento da como a palavra chave da ne- quantia de R$ 7.200,00. gociação, mas não houve qualquer intenção da montadora em Situados à frente do portão de ceder direitos aos trabalhadores entrada do complexo fabril da gaúchos. A empresa manteve General Motors, cerca de 2 mil propostas interpretadas pelos trabalhadores do turno da tarde sindicalistas como um irredutí- também aderiram a paralisação vel deboche ao chão de fábrica. total das atividades da unidade Em abril foi aprovada a greve instalada na Região Metropolipela maioria dos trabalhadores tana presentes na assembleia realizada em frente ao portão prin- No dia seguinte, após aprovada cipal. Mais de 1.500 pessoas a greve nos três turnos da Geestiveram concentradas em neral Motors de Gravataí, foi o frente à fábrica. O entendimen- momento de levar a reivindicato foi de que a proposta apre- ção às ruas. Aproximadamente sentada pela montadora ficou 500 trabalhadores da montadoainda muito distante do que os ra fizeram uma caminhada que iniciou às 7h saindo do portão trabalhadores reivindicavam. principal da fábrica e seguiu até A proposta da GM, rejeitada o centro da cidade. O protesto pela assembleia, foi construída culminou com um ato em frente após longa negociação entre o à Prefeitura de Gravataí. SegunSindicato dos Metalúrgicos de do os sindicalistas, o objetivo


foi sensibilizar o prefeito para a importância da valorização dos funcionários da unidade gaúcha, que apesar da alta produção contam com salários inferiores aos recebidos em outros estados. Com a paralisação, uma proposta na Justiça do Trabalho tentou dar fim à greve dos metalúrgicos da GM em Gravataí. O Sindicato dos Metalúrgicos estimou que, na ocasião, a fábrica da General Motors estava operando em 20% de sua capacidade. Em reunião de mediação no Tribunal Regional do Trabalho, em Porto Alegre, uma nova

proposta foi construída através da negociação entre as partes. O fim de abril foi marcado pela aprovação, em assembleia geral dos trabalhadores, da proposta elaborada em reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT4). A greve encerrou no dia 29. A proposta, considerada uma vitória pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, estabeleceu reajuste salarial de 9,5% (sendo 7,22% referente ao INPC e o 2,3% de ganho real), Piso Salarial de R$ 1.200,00, Abono Salarial de R$ 3 mil e PPR de R$ 9.650,00 para 100% das metas. Sobre a Jornada de Trabalho, a proposta garante

o exercício de 41 horas semanais a partir de 1º de maio e de redução para 40 horas a partir de abril de 2014. Também foi incluído quinquênio de 1% a cada cinco anos de emprego. Durante a reunião entre os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí e os representantes da General Motors, intermediada pelo TRT, ficou acertado que não seria imposto qualquer tipo de punição aos trabalhadores que aderiram a greve. Mesmo assim, os sindicalistas garantiram interceder caso existissem ocorrências do tipo.


SISTEMISTAS O final de abril marcou também a negociação com os trabalhadores das empresas sistemistas. Em assembleia no dia 25, trabalhadores das empresas sistemistas também votaram aderindo a greve e rejeitando a proposta patronal. Como são produzidas peças, o risco de parada total da linha de produção da GM foi iminente em função da greve, segundo os sindicalistas.

ONIX Em 2012, o Complexo Automotivo da General Motors, em Gravataí, atingiu a produção de 208 mil automóveis. Em 2013, a expectativa era de 338 mil unidades fabricadas, de acordo com informações do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí. O Onix, novo modelo produzido na unidade situada na Região Metropolitana de Porto Alegre, é o responsável pela ampliação destes índices. No entanto, ao contrário do ritmo de trabalho imposto ao chão de fábrica, os salários e benefícios dos trabalhadores não haviam aumentado.

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- É extremamente injusto. O custo de produção é o mesmo em qualquer região do país. A vantagem deles está em exigir altos índices de rendimento, pagando menos aos trabalhadores daqui do que em qualquer outra planta da GM no Brasil. Se o slogan da empresa é “Gaúcho, Conte Comigo”, só contaremos com eles quando os metalúrgicos receberem um salário justo e decente – alertou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Edson Dorneles, durante a campanha salarial.

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Qualificação Projeto FOCO: Qualificação gratuita para os trabalhadores

do Sul com a GM. Em 2005, foi implantado em Gravataí através do Sindicato dos Metalúrgicos O Sindicato, preocupado com da região e está situado no essa realidade gritante, fornece bairro Parque dos Anjos, onde gratuitamente cursos profissio- já foram beneficiadas mais de nalizantes em diversas áreas, 2.000 pessoas desde o início para os associados, dependen- das atividades. tes e para comunidade carente Todos os cursos são gratuitos. através do projeto FOCO. Informações adicionais pelo - O contexto econômico mun- O projeto iniciou em São Paulo telefone (51) 3421-6494 ou pelo projeto.foco@hotmail. dial e seu impacto sobre o mer- numa parceria do Sindicato dos e-mail cado de trabalho têm registrado Metalúrgicos de São Caetano com. evolução positiva nos países em desenvolvimento como o Brasil, constatou a organização internacional do trabalho. Os países desenvolvidos, por outro lado, estão em uma situação preocupante em razão da crise econômica na Europa gerando milhões de desempregos e reduzindo drasticamente o poder de consumo. Nosso país vem em um ritmo de crescimento vigoroso e consequentemente reduzindo o nível de desemprego. Porém não podemos afirmar que vivemos “o pleno emprego”, tendo em vista que este conceito, segundo economistas, se traduz em uma situação em que todo o indivíduo que se apresenta no mercado de trabalho em busca de uma ocupação a encontra. Porém, estamos no caminho certo. No Brasil temos ainda uma questão muito específica, que é o problema da qualificação profissional - comentou o diretor do SMG, Filipe Rosso Dorneles.

Divulgação SINMGRA

A qualificação profissional é, também, uma das principais bandeiras defendidas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí. Através da realização de cursos profissionalizantes no projeto FOCO, milhares de pessoas já tiveram a oportunidade de dar um novo rumo profissional para suas carreiras.

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Geral Na Metalúrgica Carlos Becker, reajuste é 10!

Divulgação SMG

A Campanha Salarial promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí conquistou 10% de reajuste salarial para os trabalhadores da empresa Carlos Becker. Essa é mais uma grande conquista do Sindicato para os trabalhadores.

Segundo o diretor de assuntos financeiros do Sindicato, Gualberto Cetrulo Dusser (Castelhano), a negociação mostrou que é possível buscar um ótimo acordo salarial para todos os trabalhadores, desde que haja mobilização. O diretor de assuntos jurídicos, Edson Dorneles, também reforça a importância da união dos trabalhadores. - Vimos em negociações passadas o quanto foi difícil para os sindicatos conseguirem seus objetivos, e acreditamos que estamos fazendo a nossa parte, e que chegou a hora dos trabalhadores virem junto na pegada. Unidos somos gigantes – ressalta Edson. O diretor de assuntos administrativos, Valcir Ascari (QuebraMolas), também comentou a luta por melhores salários.

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- Sofremos todo o tipo de ataque de pessoas que se passam por metalúrgicos para tentar ludibriar os trabalhadores, mas nosso Sindicato sempre foi aguerrido e nunca fugimos da peleia, por isso estamos acumulando conquistas em todas as nossas negociações – comemora. A Metalúrgica Becker completou recentemente 65 anos de existência. A empresa trabalha com a produção de silos armazenadores, secadores de grãos, moinhos, misturadores, peças agrícolas para reposição, transportadores de correia, entre outros produtos. Comercialmente a empresa atua em todo Brasil, diretamente ou por intermédio de representantes também exporta para os países da América do Sul.

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Após luta, jornada de trabalho de 40 horas semanais virou realidade O Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí fechou um acordo coletivo inédito com a GM com a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial. A conquista foi um dos marcos do

ano de 2013. Foi um longo processo de negociação, por 40 dias, com cinco dias de greve e a categoria totalmente mobilizada, pleiteando seus direitos e mais conquistas. Esse acordo coletivo foi fechado com o com-

plexo automotivo da GM e as empresas sistemistas. A medida beneficia, economicamente e socialmente, em torno dez mil trabalhadores.

Trabalhadores conquistam 10% na participação nos lucros da Mundial Na Mundial, o principal objetivo do ano de 2013 foi o aumento do prêmio de participação nos lucros para os trabalhadores. Nos últimos anos, esse índice vêm aumentando empresa. Em 2013, a luta dos sindicalistas e funcionários proporcionou um

do Sul, na Serra Gaúcha, em 1896, e a Zivi-Hercules que iniciou suas atividades em Porto Alegre, em 1931. Desde o final de 2003, a denominação do A Mundial S.A. surgiu da unifi- grupo passou a ser Mundial SA cação de dois grandes grupos Produtos de Consumo. – a Eberle, fundada em Caxias reajuste de 10% na participação nos lucros. Isso significa uma expansão 64,75% mais alta do que a inflação do período.

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O Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, após o encerramento da campanha salarial no mês de setembro, protocolou pedido de negociação com a Dana Holding Corporation Brasil, para discutir sobre a redução de jornada de trabalho sem redução salarial, pois entende que é possível que a companhia reduza a carga horária, tendo em vista outras plantas da Dana já trabalham com jornada reduzida.

Divulgação SINMGRA

Dana deve conceder reajuste isonômico a trabalhadores

Em resposta ao oficio do Sindicato, a Dana utilizou-se do argumento que a medida faz parte de uma convenção coletiva de trabalho que teve sua negociação finalizada, mas tem disponibilidade em dialogar com o Sindicato perante a entidade patronal. É muito importante que os companheiros da fábrica entendam bem as diferenças que existem entre a Convenção Coletiva e o Acordo Coletivo de Trabalho, pois a opção de um ou outro, influência diretamente no processo de negociação. Vejamos a seguir as diferenças: Convenção Coletiva: É um acordo celebrado entre dois Sindicatos, ou seja, é um acordo feito entre Sindicato dos Trabalhadores e o Sindicato Patronal, onde não são tratadas as particularidades específicas de uma determinada empresa,

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Assembleia Geral

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reajustes aos trabalhadores. A Dana faz parte dessa turma do “esconde-esconde”, nossa categoria tem diversas empresas multinacionais que pagam baixos salários, por estarem denAcordo Coletivo: É fruto de um tro de uma convenção coletiva acordo firmado entre a entidade que protege os interesses das sindical dos trabalhadores e grandes empresas. uma determinada empresa, nessa modalidade tem por ob- De acordo com o sindicalista, jetivo discutir assuntos que nor- a Dana tem o hábito de, em teiam a vida da empresa em época de campanha salarial, questão, sem a presença de in- reunir os trabalhadores para termediação de outra entidade tentar desqualificar o Sindicato sindical, ou seja, uma negocia- dos Metalúrgicos de Gravataí, deturpando informações imporção direta. tantes, por exemplo, o tema que O diretor do SMG, Marcos Ale- abrange o limitador do reajuste. xandre (Kabelo), diz que no Por causa da negociação feita caso dos trabalhadores da com o Sindicato, os diretores da Dana, o Acordo Coletivo seria multinacional alegam que não a melhor modalidade, tendo em podem conceder reajuste salavista que assim é possível obter rial linear aos trabalhadores que maiores conquistas, sem a in- tem um salário diferenciado. tervenção de agentes externos. Ao contrário do alegado, o SinAs grandes empresas da região dicato se manifesta reiteradatem costume de esconder-se mente que a Dana pode conatrás das pequenas empresas ceder reajuste igual para todos. para não conceder melhores Todos os anos, a entidade põe a negociação visa o macro, em outras palavras, busca abranger pontos em comuns das empresas, um exemplo, seria a reposição salarial.

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na pauta de reivindicações a igualdade de tratamento, pois se existe companheiros que ganham mais que a média da fábrica é porque se qualificaram e merecidamente tem seu salário diferenciado e devem também receber seu reajuste igual, em respeito à isonomia. Conforme os diretores do Sindicato, a redução de jornada é importante tanto para os trabalhadores quanto para a empresa. Com menos horas de serviço, os trabalhadores teriam mais tempo para o descanso, para o lazer, para a família, para estudar e para participar de cursos de qualificação profissional. A empresa ganha em produtividade, diminuição do consumo de energia, transporte, e refeição. Esta medida deve melhorar a qualidade do seu produto final, pois um trabalhador que tem uma qualidade de vida melhor rende mais no trabalho.

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Trabalhadores da TDK buscam melhorias com ajuda do Sindicato de alguns indicadores, como o de absenteísmo, que antes não garantia aos trabalhadores o direito um afastamento por incapacidade laboral, pois o mesmo era punido com o desconto de um percentual do prêmio.

juntos somos fortes – ressalta o diretor do Sindicato, Adão Silveira de Jesus.

As tratativas já vinham sendo feitas desde 2012 com intervenção do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí e o en- Somente por meio da união do gajamento dos trabalhadores chão de fábrica com o Sindicato colaboraram para um aumento é que as conquistas serão am- considerável no pagamento pliadas. Temos outras questões do Programa de Participação pontuais a tratar com a TDK, nos Resultados (PPR) da TDK. mas no PPR estamos avan- Apesar disso, no ano seguinte çando e queremos mais partici- a empresa quis negociar o valor pação dos trabalhadores, pois do prêmio. Foto Marcelo Matusiak

O ano de 2014 será decisivo para que o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí continue acompanhando as necessidades dos trabalhadores na empresa TDK. Nos últimos anos a classe trabalhadora tem se empenhado em conquistar os seus direitos, especialmente na discussão relativa ao Programa de Participação nos Resultados (PPR). Em 2013, o trabalho desenvolvido pela comissão da TDK em conjunto com representante do Sindicato garantiu um aumento de 25% no valor do prêmio do PPR. A negociação também conquistou a modificação

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Sindicato compra terreno para construir sede campestre

O Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí adquiriu, em agosto de 2013, um terreno onde será construída a sede campestre da entidade. A área tem 15 hectares e está localizada próxima da fábrica da GM, na parada 104 da rodovia RS-030. A localidade foi escolhida para

facilitar o acesso dos trabalha- piscinas, dos vestiários, da pavimentação e dos galpões. dores e seus dependentes. Depois, começarão as obras da A construção do complexo de cancha para tiro de laço e oulazer vai começar em 2014, e tros espaços de cultura, lazer e tem orçamento pré-aprovado esporte. O sindicato pretende de R$ 1 milhão para o início implantar diversos ambientes, das obras. A primeira parte do para agradar pessoas de todas projeto inclui a construção das as idades.

Sindicato acorda com a Continental: vitória contra a terceirização Em 2013, o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí conquistou uma importante vitória contra a terceirização na Continental. A entidade e a empresa acordaram em diminuir o número de funcionários terceirizados dentro da organização.

dor ser ligado diretamente a ela do que ser terceirizado. Quando o diálogo flui não há estresse e isso é positivo. Nesse ponto os homens estão sustentando a sua palavra, o que é muito importante para todos – afirmou o diretor do SMG, Valcir Ascari.

- A conversa foi positiva. Foi im- A Continental contratou 45 noportante, pois a empresa reco- vos trabalhadores diretos após nheceu que é melhor o trabalha- a negociação com o Sindicato.

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Erro no FGTS faz trabalhadores perderam bilhões entre 1999 e 2012 A revisão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é imprescindível para corrigir perdas que chegam a bilhões de reais, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí. Durante o mês de agosto, vans ficaram estacionadas em frente aos portões das fábricas, em Gravataí, com a intenção de juntar documentos dos trabalhadores para aderir à ação judicial encaminhada pela Força Sindical junto a Justiça Federal de Brasília. O argumento é que existem erros na correção da Taxa de Referência (TR), que incide no cálculo de juros do FGTS.

erro aconteceu novamente em 2009, quando a inflação foi de 4,11%, e as contas receberam apenas 0,7%. Desde setembro de 2012, não houveram mais correções nas contas. Sendo assim trabalhador que tinha R$ 1.000 no ano de 1999, com a correção errada da TR, possui apenas R$ 1.340,47. Os cálculos defendidos pelos sindicalistas indicam que a mesma conta deveria soma R$ 2.586,44. Neste caso, a diferença é de R$ 1.245,97.

- O governo transformou o FGTS em mais um imposto, pois, a cada mês, o dinheiro do De acordo com a ação, em trabalhador é desvalorizado, 2000, a inflação foi de 5,27% não chegando nem a repor as e o governo aplicou 2,09% nas perdas geradas pela inflação – contas. Em 2005, a inflação foi afirma Filipe Rosso Dorneles. de 5,05% e aplicaram 2,83%. O

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O FGTS foi criado na década de 1960 para proteger o trabalhador demitido sem justa causa. Com o fundo, o trabalhador tem a chance de formar um patrimônio, bem como adquirir sua casa própria. Porém, nos últimos anos, se transformou em sinônimo de perda para os trabalhadores, pois sua correção faz com que o ganho no fundo seja muito inferior à inflação. Estima-se que desde 1999 as contas do FGTS tiveram uma defasagem 88,3% maior. Caso o FGTS acompanhasse a variação da inflação, o rendimento teria sido próximo de 9% em 2012. O Instituto FGTS Fácil calcula que, em uma década, o FGTS tenha deixado de creditar R$ 127,8 bilhões nas contas dos trabalhadores.

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Social

Assembleia com empresas sistemistas

Reivindicação em frente ao TRT

Mobilização no centro de Gravataí

Duras batalhas nas mesas de negociação

Votações no Complexo Industrial

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Saúde “Outubro Rosa” e “Novembro Azul” marcaram cuidados com a saúde do trabalhador Com o objetivo de chamar a atenção de homens e mulheres sobre os cuidados com a saúde e a importância dos exames de prevenção, o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí incentivou os trabalhadores a participarem das campanhas “Outubro Rosa” e “Novembro Azul”. O tom rosa em prédios e residências durante o mês de outubro marcou a mobilização feminina contra o câncer de mama. O Sindicato apoiou a campanha e estimulou as trabalhadoras a fazerem seus exames periódicos, além de demonstrar como exames de imagem podem salvar muitas vidas, pois o câncer de mama é o que mais acomete as mulheres em todo mundo. No mês seguinte, foi a vez do Sindicato incentivar os homens a realizar exames preventivos contra o câncer de próstata. O “Novembro Azul” alertou os trabalhadores sobre as baixas taxas de mortalidade da doença devem realizar os exames preventivos – destacou o diretor quando descoberta no início. do Sindicato, Filipe Rosso Dor- É importante que os homens se neles. conscientizem dos males dessa doença, que vem vitimando mi- O Sindicato estimula os tralhares de pessoas por ano. O balhadores a sempre cuidarem câncer poder ser uma doença das suas saúdes e orienta as invisível e se manifestar quando mulheres a consultarem ginejá não existe possibilidade de cologistas e homens a procuratratamento. Por isso, os homens rem urologistas com frequência.

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Sindicato intensifica ações para dar mais qualidade de vida dos trabalhadores Pensando na qualidade de vida do trabalhador e na melhoria do desempenho dentro das empresas, o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Gravataí implantou diversos serviços durante o ano. Dentre as melhorias inseridas no cotidiano dos servidores está o novo centro odontológico, localizado na sede da entidade.

blemas físicos de origem ocupacional. Entre os recursos estão a eletroterapia, a crioterapia (gelo) por compressão, massoterapia e manipulação.

- Montamos um espaço terapêutico especial para eliminar os problemas físicos dos traba-lhadores. Contamos com mo-dernos aparelhos, mas lembramos que o atendimento - Estamos trabalhando para deve ser humanizado, buspropiciar melhor atendimen- cando entender a necessidade to para categoria. A atuação de cada um – garantiu o do sindicato no combate das fisioterapeuta Adriano doenças profissionais do tra- Daudt. balho é exemplo de como estamos preocupados com a preservação da saúde dos trabalhadores – destacou o diretor do Departamento de Saúde do Sindicato, Marcos Dorneles. Outra inovação do Sindicato em 2013 foi a contratação de um fisioterapeuta para evitar que os trabalhadores sofram com desconfortos corporais, como LER (Lesão de Esforço Repetitivo) ou DORT (Doenças Ocupacionais Relacionadas ao Trabalho). A entidade acertou com os serviços do Dr. Adriano Daudt após observar grande demanda de funcionários com pro-

Além da saúde dos trabalhadores, o Sindicato também se preocupou com questões de ordem legal em 2013. Para facilitar o acesso ao atendimento jurídico, foi aberto um escritório na sede do Sindicato, localizada na Avenida Ely Correa, n° 1001, segundo andar.


Sindicato atua na reintegração de trabalhadores

Fotos Divulgação SINMGRA

O Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí conseguiu conquistar reintegrações importantes para os trabalhadores ao longo de todo o ano. Entre os casos estiveram funcionários demitidos da General Motors, em Gravataí, que motivaram denúncia no Ministério Público do Trabalho. Após a intervenção do Sindicato, os afastamentos acabaram comprovando a importância da atuação sindical em defesa dos trabalhadores, comprometidos com a categoria.

reverter cenários negativos na GM. A ação trouxe boas indenizações – destacou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Valcir Ascari, o Quebra-Molas.

- Nosso departamento jurídico conseguiu duas reintegrações de cipeiros na empresa Gestamp. Além disso, conseguimos

Em outubro o funcionário da GM compareceu precisando de apoio, pois a GM o demitiu por justa causa. Imediatamente

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Um dos casos ocorreu com uma funcionária demitida em meio ao período de gestação. A colaboradora procurou o Sindicato, que prontamente entrou em contato com a área de Recursos Humanos da empresa comunicando-os da situação e exigindo sua reintegração imediata.

o Sindicato encaminhou um documento para o RH da companhia externando a posição da entidade. - Os patrões estão atacando furiosamente os direitos dos trabalhadores, a intenção das multinacionais é destruir com o movimento sindical organizado, pois, esses passam mais fácil à terceirização e a precarização do trabalho – destacou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Valcir Ascari. O departamento jurídico tem se movimentado muito firme em defesa dos trabalhadores. Todo o colaborador demitido deve procurar o Sindicato e a

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assessoria jurídica que irão tomar todas as medidas políticas e legais para denunciar o caso. - Estamos trabalhando para propiciar melhor atendimento para categoria. A atuação no combate das doenças profissionais do trabalho é exemplo de como estamos preocupados com a preservação da saúde dos trabalhadores – destacou o diretor do Departamento de Saúde do Sindicato, Marcos Dorneles.

dignidade humana, o direito de livre manifestação e a autodefesa, assegurando no direito de greve – destacou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Edson Dorneles. Um exemplo foi vivido pelo funcionário Evandro Benites, apresentado ao RH da GM para encaminhar a sua reintegração. Benites foi demitido após a greve, com a ação do Sindicato junto ao Ministério Público. O companheiro foi o primeiro a retornar para a fábrica, contente pelo fato de ter seu emprego de volta.

- Os sucessivos governos democráticos, ao invés de fortalecer a classe trabalhadora estão cada vez mais desmontando as organizações sindicais – completou Valcir Ascari, o Quebra-Molas.

A Federação dos Metalúrgicos também entrou firme na mesma luta do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí. O tema foi abordado em encontro na Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). A entidade assegurou que vai até as últimas consequências O diretor do Sindicato dos Mejuntamente com o Sindicato talúrgicos, Edson Dorneles, diz e se for preciso, encaminhar que os afastamentos são uma tentativa da GM enfraquecer e O movimento sindical tem denúncia na Organização Interdesmoralizar a luta dos traba- demonstrado atuação no Brasil nacional do Trabalhador (OIT). inteiro defendendo os trabalhalhadores e do Sindicato. dores contra o desmando dos - Esta atitude atenta contra a “patrões”.

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Fala Sindicalista

Filipe Rosso - Diretor de Assuntos de Imprensa e Comunicação Ano após ano, nosso sindicato vem acumulando conquistas. Seja nas negociações por fábricas ou por meio da convenção coletiva, sempre garantindo aos trabalhadores aumento real de salário. Em 2013, o sindicato lançou um projeto de grande importância: “O CIPEIRO”, que contempla a área da segurança, higiene e medicina do trabalho. O projeto tem por objetivo mapear a categoria, a fim de identificar e combater os agentes nocivos à saúde dos trabalhadores. Hoje, nosso sindicato é referência no município de Gravataí, e tem um papel expressivo na política sindical nacional. Como responsável da área de comunicação, estou sempre buscando novas formas de transmitir nossa informação, visando o melhoramento na relação com os trabalhadores.

Valcir Ascari (Quebra Molas) - Diretor de Assuntos Administrativos O sindicato avançou bastante em 2013. Tivemos várias conquistas, mas os trabalhadores também têm sofrido derrotas. As 40 horas semanais, por exemplo, estão só no discurso. Temos 20 empresas neste estágio, mas em nível nacional estamos lutando há anos e não conseguimos reverter o problema. Infelizmente, o trabalhador também tem que viver a vida inteira se defendendo do fator previdenciário. Os patrões do Governo são semelhantes aos fundamentos de boxe: um bate com a direita e outro com a esquerda. O consumismo está desmontando o mundo. Cada vez as pessoas estão mais descapitalizadas, mas continuam consumindo e comprometendo sua verba. O Sindicato tem que fazer a sua parte, mas as pessoas tem que rever os seus conceitos para que possamos avançar.

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Gualberto Cetrulo Dusser (Castelhano) - Diretor de Assuntos Financeiros: No ano de 2013 houve avanços na luta dos trabalhadores. Estamos começando esse ano 2014 com a mesma determinação de luta que sempre tivemos. Temos que avançar a cada dia e buscar soluções, pois não vamos conseguir vitórias sem o esforço e apoio de todos.

Noeldi Leal Trindade (Nando) - Diretor de Patrimônio: No ano que passou, ocorreram várias vitórias para os trabalhadores, como o maior reajuste salarial da história do nosso país e o trabalho firme para aumentar os valores dos Programas de Participação nos Resultados da nossa categoria. O exemplo foi um reajuste do PPR da GM de 38%, consolidando o nosso sindicato como um dos mais atuantes do nosso estado e do Brasil. Em 2014 vamos intensificar ainda mais as nossas ações, para buscarmos mais avanços para os trabalhadores.

Edson Dorneles - Diretor de Assuntos Jurídicos: O ano de 2013 foi de transformações nos mais diferentes campos: político, econômico e social, e nós crescemos com essas mudanças. O sindicato está mais forte do que nunca. Em 2013, pela primeira vez na história do município de Gravataí, um sindicato foi responsável pela paralisação total do transporte coletivo. Na campanha salarial do complexo automotivo, realizamos uma grande passeata até a praça central, em frente à prefeitura, exigindo isonomia de tratamento. Fomos exitosos na campanha salarial do setor metalmecânico e reparação de veículos, conquistamos o maior aumento real do Estado e um dos melhores do país. Investimos pesado em qualificação dos diretores e funcionários, para melhor atender nossos representados. Além disso, estivemos presentes nas mais importantes manifestações sindicais do país, em defesa da preservação dos diretos dos trabalhadores. A luta é árdua e continua, mas este sindicato é composto por homens e mulheres de fibra, comprometidos com os trabalhadores. O Metalúrgico | Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí | 2013

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Trabalhador em Primeiro Lugar! O SMG representa mais de 15 mil trabalhadores no segmento de montadoras de veículos, autopeças, metalmecânico, eletroeletrônico e reparação de veículos. Sindicato moderno, democrático e de resultado.


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