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EDITORIAL silêncio ensurdecedor. E começa a ser notório que falta um desígnio que aglutine vontades, a tão desejada luz ao fundo que nos desperte desta letargia e nos ponha a trabalhar para um futuro com menos apatia. Talvez esteja na hora de a escola começar a apostar de facto na cidadania. Trabalhando valores e atitudes, promovendo a participação cívica de todos. Cidadãos Zacharias Dimitriadis
apáticos e acríticos são um peri-
Às vezes chega-se ao fim com a
nas na nossa ilha, vivemos sob
go para a democracia e esta faz-
vaga sensação de que se deve-
a do fim da base americana,
se de responsabilidade, na ace-
ria estar a começar. E quando
cujo peso no PIB local é enor-
ção traçada por George Steiner,
assim é fica-se com a ideia de
me.
ou seja, faz-se de respostas e de
que o novo ano vai ser um fes-
A escola tem trabalhado para
ações.
tim. Infelizmente, dizem que
minorar essas nuvens que
Vai sendo tempo de os alunos
não, ainda não. Que em 2015
pesam sobre muitos alunos,
estarem conscientes de que a
vamos continuar a empobrecer
mas as consequências só daqui
democracia é um exercício quoti-
e, portanto, a assistir a mais
a uns anos serão visíveis. Para
diano e não um dado adquirido.
misérias. A emigração, o
já, tentamos fazer de conta que
Um exercício onde regras e direi-
desemprego, a fome devem
tudo isto é normal e que não
tos andam a par.
continuar, juntamente com
podia ser de outra maneira.
De resto, como nos recorda
outras ameaças. Pensando ape-
Mesmo que seja evidente o tal
aquele autor, sem a nossa gra-
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PISCADEGENTE |3
mática da esperança soçobra-
cadas na década de 1990 nesse
ríamos numa atitude estática,
jornal, da autoria de Francisco
tolhidos pelos sonhos desfeitos.
Barcelos. E damos destaque, em
A linguagem é o instrumento
suplemento próprio, à cerimónia
essencial da recusa humana de
de entrega dos prémios de valor
aceitar o mundo tal como é.
e excelência, quer pelo aumento
Sem esta recusa estaríamos
significativo de alunos que, ano
condenados a fazer girar para
após ano, os recebem, quer pelo
sempre a roda do presente,
quanto houve de festivo nesse
numa «densa ilusão de liberda-
fim de tarde em que pais, alunos,
de». Mas como o ser humano
funcionários, professores e
habita o tempo verbal do futu-
demais membros da comunidade
ro e a nossa sintaxe transborda
se juntaram à volta desse desíg-
de amanhãs, é possível falar e
nio democrático que é a educa-
sonhar.
ção.
Assim, deixamos aqui algumas
A capa e contracapa desta edição
amostras de falas e de sonhos
são da autoria da professora
levadas a cabo pelos alunos
Susana Pestana, a quem deixa-
desta escola. É sempre emocio-
mos aqui o nosso muito obriga-
nante ver como a fala e o
do.
sonho tanto podem morar nas
Como estamos no fim do primei-
palavras como nas imagens. Ou
ro período, a equipa do jornal
até na educação física.
deixa aqui também a todos os
Em resultado da nossa parceria
leitores os votos de boas festas.
editorial …………………………. 2
pré-escolar …………………….. 4
1.º ciclo …………………………. 6
2.º ciclo …………………………. 8
cursos form. vocacional …. 17
notícias …………………………. 20
leituras…………………………... 26
com o Jornal da Praia, incluímos algumas caricaturas publi-
ÍNDICE
Carlos Bessa (coordenador do Pisca de Gente)
natal ………………………………. 27
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pré-escolar
ATIVIDADES JARDIM DE INFÂNCIA F.O.C.
empenho que dedicaram a esta atividade, contribuindo de forma significativa na vida do jardim-deinfância. Foto 4
Foto 1
Comemoração do dia Mundial infância, no refeitório da nossa
da Alimentação Os meninos e as meninas comemoraram o dia Mundial da Alimentação executando diversas atividades relacionadas com a importância de um bom pequeno-almoço, realçam
escola (foto 1, 2) e a exposição
Vivenciar a tradição “Pão-por-
de diferentes pequenos-almoços
Deus”
elaborados pelas crianças com a
Foram elaboradas as tradicionais
sua família, utilizando materiais
saquinhas do Pão-por-Deus e os
reutilizáveis/recicláveis e outros.
meninos e meninas foram pedir
(fotos 3, 4)
ao comércio próximo da escola. Agradecemos a colaboração de
-se o pequeno-almoço que foi
todos. (foto 5, 6)
servido pelos educadores de
Foto 3
Os pais e encarregados de educação estão de parabéns pelo Foto 2
Foto 5
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Foto 6
Dia Mundial da Ciência
Para comemorar o Dia Mundial da Ciência, os educadores de infância preparam diferentes experiências as quais foram apresentadas e participadas por todas as crianças. As experiências abrangeram diversas vertentes, incidindo sobre questões relacionadas com a “Luz”, tema do PAA da nossa escola. (foto 7) Educadora Margarida Paim
Foto 7
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1.º ciclo
DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO
Vamos as crianças bem alimentar, E da sua saúde bem cuidar. Em qualquer fase da vida, A alimentação deve ser bem medida. Para se ter um corpo são, É preciso uma boa alimentação. Que sendo bem balanceada, A vida será bem aproveitada. Tomás Borba Quando acordo pela manhã e arredo a cortina, Como logo uma maçã cheia de vitaminas. Há maçãs de várias cores, Umas grandes e outras pequenas, Todas elas de cem sabores, Todas elas belas e serenas. Samuel Coelho Gosto de castanhas, Boas e quentinhas. Assadas ou cozidas, Boas e docinhas.
Sou a melancia grande e redondinha. Por fora sou verde como as folhas das árvores. Por dentro sou vermelhinha como os deliciosos morangos. Ajudo a limpar os rins e a diminuir o açúcar no sangue. Por isso sou uma amiga e uma excelente companhia. Afonso Costa Depois do almoço Vem a bananinha desafiar Come, come, por favor Para eu não me chatear. Gonçalo Matos A pera é um fruto muito bom para a saúde. Que nos faz crescer. E dá-nos força para viver. Letícia Martins Almeida Costea Banana, querida banana. Amiga da nossa barriga. Banana verdadeira, Como-te, como inteira.
A fruta é saudável, E faz muito bem. Como todos os dias, E tenho crescido bem!
Rafaela Faria
Gustavo Landeiro
Eu sou uma banana Sou doce e saborosa Sou a fruta preferida da Ana Que é linda como uma rosa! Cristiano Leal
O morango É tanto, E tanto bom, Que até rima no tom. Simão Ferreira Sou de cor alaranjada Faço os teus olhos brilhar. Na sopa ou na salada, Podes-me saborear. Luana Cunha
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A maçã é saudável para a nossa alimentação. Tem lá dentro muitos nutrientes e além disso é saborosa. Se nós comermos pelo menos uma maçã por dia é bom para a nossa alimentação. Eu adoro maçãs! E se tu não gostas, passa a gostar, porque elas são muito saudáveis. Miguel Sousa Eu escolhi a cenoura porque é o meu legume preferido. Eu gosto de comer com casca e sem casca. Porque é muito saborosa! Bruno Miguel Amaral dos Reis A minha pereira deu uma grande pera. Eu gosto muito de peras e de um mito. A pereira não tem nem um irmão, A pera é velha e vermelha. Renata Faria
A rapariga Ana Gosta de banana. Ela é amarela E não se põe na panela. Ela gosta de canela Nós podemos comê-la. Tiago Wang
Com a fruta a rimar, Aprendemos a nos bem alimentar. Júlio Ourique Gosto dela verde ou amarela, Com casca ou sem ela. Como de bom agrado até Acabar com ela. Tiago Morais
Banana querida, Banana amiga da nossa barriga. Banana verdadeira te como toda, Te como inteira. Gonçalo Teófilo
Turma 4.º A Outubro 2014
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2.º ciclo
DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO ciências da natureza
Concurso de ementas
No dia 16 de Outubro celebrou-se o Dia Mundial da Alimentação, realizando-se, no Centro de Recursos da Escola Francisco Ornelas da Câmara, uma exposição/concurso de ementas. Esta exposição, na qual participou um número significativo de alunos do 2º ciclo, consistiu na elaboração de cartazes nos quais os alunos fizeram a descrição de uma dieta diária saudável, equilibrada e diversificada. Tendo sido um êxito pelo elevado número de participantes e qualidade dos cartazes, tanto na sua apresentação como na informação dos conteúdos, o Departamento de Ciências Exatas do 2.º ciclo elegeu como vencedores os seguintes alunos: Melissa Vieira e Marta Câmara do 6.º A, Miguel Franca do 6.º B e Pedro Silva do 6.º C. Prof. Duarte Mendonça
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2.º ciclo
O HALLOWEEN PASSOU POR AQUI - hats off! inglês
Este ano, o grupo de inglês do 2.º ciclo preparou a tradicional festa de outono com que todos os alunos deliram - o Halloween - com um concurso de chapéus. Dia 30 de outubro iniciou-se a exposição e no dia 31, dia de Halloween, teve lugar o Concurso de Chapéus – Hats Off! na galeria do auditório da Escola. Nesse dia, os alunos do 2.º ciclo e das turmas do Programa Oportunidade votaram no seu cha-
1.º 3 4 5 6
péu preferido.
7
Concorreram chapéus marados, bor-
8
dados, cónicos, achatados, orelhu-
9
dos, bicudos, loucos, esguios, pon-
10
tiagudos, cómicos, fantásticos e hor-
1
ríveis, com folhas, frutos e flores,
2.º
com esqueletos, teias e aranhas,
13
vampiros, dentes e olhos ...
14
Os vencedores:
15
1.º Lugar – Gonçalo Meneses – 6º H
13
2.º Lugar – Marta Câmara 6º A
14
3.º Lugar – Tomás Ferreira 6º F Parabéns a todos os participantes e em especial aos vencedores! Prof. Maria João Vieira
15 13 14 1 5
3.º
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2.º ciclo
Projeto eTwinning “CHRISTMAS around EUROPE” educação visual e tecnológica
Os alunos do 6º ano, turma A, com a colaboração das disciplinas, Educação Visual e Tecnológica, Inglês e Cidadania participaram neste projeto de curta duração para conhecer outras tradições natalícias em países da Europa. O projeto pretende levar os alunos a desenvolver os seus conhecimentos de outros países, culturas e tradições relacionadas com o Pai Natal, Natal e Ano Novo. Os alunos criaram trabalhos utilizando a sua imaginação e criatividade. Os trabalhos produzidos pelos alunos foram enviados para os restantes parceiros europeus por correio. Como produto final, os professores nas diferentes escolas, farão uma exposição de modo a apresentar os trabalhos levados a cabo pelos alunos dos outros países. Prof. Helena Louro
Algumas imagens dos trabalhos criados pelos alunos
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TÉCNICAS de PINTURA turmas B e G, 5.º ano educação visual e tecnológica
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2.º ciclo
LOGÓTIPOS - Concurso Biblioteca Escolar educação visual e tecnológica
Colaboração dos alunos do Clube das Artes
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DIA DA NÃO VIOLÊNCIA CONTRA as MULHERES educação visual e tecnológica
Exposição da equipa “Evocação de datas” no átrio da escola Em pleno século XXI, somos obrigados a conviver com uma mentalidade que remete a humanidade ao seu período mais violento, ignorante e sombrio. Nesse pesadelo que se recusa a acabar, as mulheres continuam a ser a vítima preferencial.
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2.º ciclo
A IMPORTÂNCIA da EDUCAÇÃO FÍSICA no educação física
A Educação Física (EF), enquan-
homem.
tuições paralelas à escola, onde
to disciplina curricular, propor-
Atualmente, devido ao estabe-
os seus movimentos e o seu
ciona às crianças um alargado
lecimento de rotinas de vida
espaço de ação estão muito mais
leque de experiências, capazes
extremamente rígidas, à cres-
limitados.
de lhes desenvolverem um con-
cente utilização de material ele-
A escola, por si só, e a EF curricu-
junto de capacidades e habili-
trónico pelas crianças, ao
lar, em particular, não são os úni-
dades motoras, que lhe permi-
aumento da densidade e tráfe-
cos meios capazes de correspon-
tem tornarem-se autónomas,
go urbanos, o que provoca
derem a todas as necessidades
contribuindo para que sejam,
menos espaço e maior
no futuro, adultos fisicamente
insegurança, temos
ativos e desportivamente cul-
assistido a um aumen-
tos. Além disso, tem um enor-
to dos hábitos seden-
me valor cultural e social, pelo
tários da população e
facto de se constituir como um
de uma forma particu-
meio de socialização e de
lar da população infan-
desenvolvimento da autoesti-
til. Isto faz com que o
ma.
hábito de brincar livre-
As vivências de uma atividade
mente pela rua, de
física regular e sistematizada na
explorar a natureza
infância e juventude, capazes
com e sem jogos de
de ensinarem às crianças o
aventura, de experi-
saber fazer, são fundamentais
mentar com o grupo
para se formarem adultos fisi-
de amigos uma infini-
camente ativos, com hábitos de
dade de jogos, muitas
vida saudável. É ao nível das
vezes inventados por
aprendizagens e vivências posi-
eles, seja substituído
tivas proporcionadas que a EF
por uma forma organi-
dá um contributo precioso para
zada de ocuparem os
o desenvolvimento global do
tempos livres em insti-
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CURRÍCULO ESCOLAR
de desenvolvimento motor e
necessidade de lhes proporciona-
isso, é fulcral, mais do que com-
de atividade física evidenciadas
rem as aulas de EF a que têm
parar o grau de importância
por uma criança. No entanto,
direito, como também, equacio-
entre as diferentes áreas, desco-
sabendo-se que as crianças pas-
nar momentos de atividade física
brir que elas se complementam
sam a maior parte do dia na
para além dos tempos curricula-
no desenvolvimento integrado da
escola, sendo este, por vezes, o
res. Caso contrário, a escola
criança. Estando os alunos numa
único lugar onde têm oportuni-
poderá estar a perder uma opor-
fase crucial de maturidade do
dade de se confrontarem com
tunidade de criar hábitos de vida
organismo, é necessário aprovei-
uma atividade física regular, há
ativa nas crianças, condicionando
tar este momento para propor-
-lhes o futuro, pois o
cionar a interação desejável
desempenho e a perfor-
entre crescimento, aprendizagem
mance de um indivíduo
e desenvolvimento. O seu não
num dado conjunto de
aproveitamento pode ter conse-
tarefas, está diretamente
quências irreparáveis na forma-
relacionado com as suas
ção da criança, porque as fases
competências motoras.
de crescimento não se repetem,
O valor da EF no currículo
criando-se mais tarde barreiras
escolar é dado pela sua
por vezes intransponíveis.
especificidade, uma vez
A existência da EF cria condições
que os objetivos que nela
favoráveis ao desenvolvimento
se desenvolvem não são
social da criança, principalmente
abordados por nenhuma
na interação com os companhei-
das outras áreas. Como
ros e no cumprimento de regras
se sabe, o percurso edu-
que as atividades próprias da EF
cativo é tanto mais rico
proporcionam. Em qualquer nível
quanto melhor integrar
escolar, alunos com melhores
os diferentes aspetos em
competências físicas são melhor
que assenta o desenvolvi-
aceites e adaptam-se com maior
mento da criança, por
facilidade às diversas situações.
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2.º ciclo
Os alunos considerados menos
como também contribui para o
aptos fisicamente deparam-se,
seu crescimento social, para a
por vezes, com um conjunto de
sua motivação, para a sua melhor
problemas de exclusão, que os
integração no grupo de amigos e
afasta das atividades físicas,
para a sua autoimagem. No
pois ninguém se sente atraído a
entanto, esta formação inicial só
realizar uma atividade para a
ganha toda a sua dimensão, se
qual não se sente competente
incluirmos como objetivo a per-
e onde a comparação lhe é des-
seguir a prática de atividades físi-
favorável.
cas para toda a vida, transfor-
Acreditamos que, ao realizarem
mando esta rotina num valor
-se aula de EF regulares, esta-
para os adultos.
mos a proporcionar aos alunos a oportunidade de adquirirem
Prof. Rui Martins
habilidade, técnicas e conceitos
Departamento de Educação Físi-
que lhes permitem relaciona-
ca
rem-se com os outros através das atividades físicas e do desporto. Além disso, uma prática regular de atividades físicas, poderá provocar uma melhor aparência nos jovens, aumentando assim a sua autoestima. Em síntese, podemos considerar que a prática de atividades físicas e o ensino de habilidades e procedimentos não só é importante para a formação desportivo-corporal da criança,
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cursos de formação vocacional
EXPERIÊNCIAS DE INOVAÇÃO PEDAGÓGICA
O nível de ensino do curso
Os alunos do Subprograma Opor-
¶ têm uma média de idades de
tunidade II e III com frequência
16 anos;
O funcionamento de dois cur-
do ano suplementar e não reinte-
¶ apresentam forte desmotiva-
sos de formação vocacional, em
grados no ensino regular por fal-
ção ou dificuldades de integração
regime de experiência pedagó-
ta de aproveitamento escolar
na comunidade educativa;
gica são dirigidos aos alunos do
apresentam os seguintes cons-
¶ manifestam um elevado índice
2º e 3º ciclos do ensino básico,
trangimentos:
de abstenção;
provenientes do Programa
¶ evidenciam grande falta de
Oportunidade, com frequência
expectativas relativamente à
do ano suplementar e não rein-
aprendizagem e ao futuro;
tegrados no ensino regular por
¶ A maioria destes alunos corre o
falta de aproveitamento escolar
risco de abandonar a escola sem
e aos alunos do ensino regular
certificação formal e sem disposi-
com duas retenções no mesmo
tivos de integração social.
ciclo ou três retenções em diferentes ciclos do ensino básico. Os Cursos contemplam uma formação geral, complementar,
¶ na sua maioria nunca concluí-
vocacional com prática simula-
ram um ciclo do ensino básico
da e visam o desenvolvimento
com aproveitamento;
integrado de capacidades e ati-
¶ revelaram dificuldades acresci-
tudes. São de natureza vocacio-
das e reiteradas no percurso cur-
nal conducentes à certificação
ricular do ensino básico;
Relatório do despiste e avaliação
do 6.º e 9º ano de escolaridade.
¶ possuem um baixo nível de
vocacional dos alunos a integrar
escolarização;
no curso, com indicação das
Informações dos alunos alvo
¶ fizeram transição direta do
áreas vocacionais a oferecer
deste encaminhamento e as
subprograma I para o subprogra-
razões que legitimam a fre-
ma II e III sem aproveitamento;
quência do curso
Foi realizada uma sessão de Orientação Escolar e Profissional
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cursos de formação vocacional
junto de 16 alunos do Progra-
tante que a componente voca-
o desenvolvimento integrado de
ma Oportunidade II. O objetivo
cional do Curso privilegie ativi-
capacidades e atitudes. Foram
da sessão era fazer o levanta-
dades que se realizem ao ar
então sugeridas algumas estraté-
mento de interesses dos alu-
livre, tendo em conta que mui-
gias conducentes a uma mais
nos. Foi aplicado um questioná-
tas das profissões salientadas
fácil aquisição de conhecimentos
rio, com o objetivo dos alunos
têm essa característica. Tam-
e práticas e a um maior envolvi-
se caracterizarem e traçarem
bém atividades que visam dar
mento/compromisso dos for-
um projeto para o futuro. Tam-
uma resposta às necessidades
mandos, a saber:
bém lhes foi aplicado uma
mais prementes da sociedade,
adaptação de um teste de inte-
através da prestação de servi-
¶ Uso de analogias e exercícios
resses (COPS).
ços diversos. Trata-se de profis-
de simulação de contexto labo-
Através do questionário foi
sões que implicam o trabalho
ral;
possível verificar que as profis-
manual em contextos como a
¶ Utilização generalizada do com-
sões que mais despertaram
construção, a manufatura, a
putador e das tecnologias a ele
interesse foram: mecânico (13),
instalação ou reparação de pro-
relacionadas;
lavrador (7), técnico desportivo
dutos. De salientar também
¶ Realização de Visitas de Estudo;
(7), carpinteiro (6), padeiro (4),
profissões que proporcionam
¶ Elaboração de mapas de con-
técnico de informática (4), téc-
um maior bem-estar físico e
ceitos, com vista à sua aplicação
nico de eletrónica (3) e cabelei-
psíquico, funcionando como
integrada e transversal entre os
reiro (2).
prevenção de eventuais proble-
Módulos afins/complementares;
Com a aplicação da adaptação
mas do corpo (atividades liga-
¶ Resolução de problemas e
do COPS destacaram-se as
das ao desporto).
tomadas de decisão para uma
seguintes áreas de interesse:
intervenção individual e comuni-
tecnologias e serviços, negó-
Adequação aos perfis dos alu-
tária responsável e produtiva;
cios, artes e atividades de exte-
nos:
¶ Adoção de metodologias de
rior. Tendo em linha de conta
trabalho e de aprendizagem
os recursos humanos da escola
Os Cursos contemplam forma-
visando a participação ativa nas
e dos parceiros, assim como os
ção geral, complementar, voca-
diferentes tarefas;
interesses dos alunos é impor-
cional e prática simulada e visa
¶ Pesquisa, seleção e organização
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cursos de formação vocacional
de informação de modo a com-
¶ Valorizar as dimensões relacio-
capacidades dos formandos;
preender as diferentes verten-
nais da aprendizagem e dos prin-
¶ Valorizar o desempenho e o
tes e perspetivas de uma dada
cípios éticos que regulam o rela-
trabalho escolar dos alunos em
situação-problema.
cionamento com o saber e com
áreas essenciais à sua formação
os outros (vertente extremamen-
em contexto de trabalho;
Visando dar resposta a estes
te importante para a formação
¶ Adequar as atividades letivas e
alunos(as), foi considerado
em prática simulada e a futura
respetivas estratégias e metodo-
pelo Conselho Pedagógico e
integração no mundo do traba-
logias ao tipo de formação pre-
pelo Conselho Executivo, que
lho);
tendida;
estes cursos poderiam consti-
¶ Respeitar e valorizar a diversi-
¶ Adequar as atividades de enri-
tuir uma oportunidade inte-
dade dos indivíduos quanto às
quecimento curricular às necessi-
grando-se nos vetores estrutu-
suas opções, apetências e capaci-
dades e interesses dos forman-
rantes do Projeto Educativo de
dades;
dos e objetivos gerais do curso;
Escola, nomeadamente na con-
¶ Favorecer a construção de uma
¶ Proporcionar a aquisição de
cretização dos seguintes aspe-
identidade pessoal e social res-
competências na utilização das
tos:
ponsável e informada que permi-
TIC’s;
ta ao aluno reconhecer qual o
¶ Valorizar as aprendizagens sig-
Domínio sócio afetivo:
seu papel e contributo para a
nificativas para a área de forma-
¶ Valorizar as diferentes formas
sociedade;
ção que permitam a continuação
de conhecimento, comunicação
¶ Fortalecer valores e fornecer
de estudos (nessa mesma área)
e expressão;
informações que possam contri-
ou o ingresso na vida ativa.
¶ Desenvolver a curiosidade
buir para a integração dos alunos
Prof. Amílcar Cabral
intelectual e o gosto pelo saber
no mundo do trabalho;
e pelo trabalho;
¶ Educar para a cidadania.
¶ Promover o desenvolvimento
da consciência crítica, da auto-
Domínio cognitivo:
nomia, da responsabilidade, do
¶ Minorar o insucesso escolar
respeito, da autoestima e con-
repetido
fiança dos formandos;
¶ Valorizar os conhecimentos e as
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notícias
FUNÇÃO DA PROTEÇÃO CIVIL clube da proteção civil
Pensar que proteção civil é da
Açores (SRPCBA), sediado na
O SRPCBA conta ainda com a
responsabilidade das equipas
cidade de Angra do Heroísmo,
cooperação, em regime de volun-
de socorro, como os bombeiros
estando em permanente ligação
tariado com o Corpo Nacional de
ou a polícia é muito redutor. A
com os respetivos agentes de
Escutas e com as Associações de
proteção civil é uma responsa-
proteção civil, que são, de acordo
Radioamadores.
bilidade e dever de todos: cida-
com as suas atribuições próprias:
Segundo a lei de Bases da Prote-
dão, empresas e entidades
os corpos de bombeiros; as for-
ção Civil, esta define-se como a
públicas. O lema
atividade desenvolvi-
de “A prevenção
da pelo estado,
começa em si!”,
regiões autónomas,
espalhado nos inú-
autarquias locais,
meros panfletos
pelos cidadãos e por
informativos, mos-
todas as entidades
tra, claramente, a
públicas e privadas,
importância de
com a finalidade de
cada individuo da
prevenir riscos coleti-
sociedade no com-
vos inerentes a situa-
primento das
ções de acidente gra-
medidas de auto-
ve ou catástrofe, de
proteção em caso
atenuar os seus efei-
de algum risco
tos e proteger e socor-
coletivo. Como prevenir e atuar
ças de segurança; as Forças
rer as pessoas e bens em perigo,
perante uma catástrofe poderá
Armadas; as autoridades maríti-
quando aquelas situações ocor-
evitar, principalmente, a perda
ma e aeronáutica e os serviços de
ram. Ou seja, todos nós somos a
de vidas humanas. Contudo a
saúde. Entidades como a Cruz
proteção civil.
gestão e operacionalização da
Vermelha poderão exercer fun-
Pensar que a proteção civil só
proteção civil é da responsabili-
ções nos domínios da interven-
atua quando ocorre uma catás-
dade do Serviço Regional de
ção, apoio, socorro e assistência
trofe, é esquecer todo o trabalho
Proteção Civil e Bombeiros dos
sanitária e social.
que prevenção dos riscos e ocor-
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rências graves. A proteção civil
Em suma, de facto a proteção
faz, continuamente, um levan-
civil é uma tarefa de cada um de
tamento, previsão, avaliação e
nós, sendo que quanto mais
prevenção dos riscos que ocor-
informados e preparados estiver-
rem sobre as populações.
mos, melhor poderemos evitar
Nos últimos anos a Proteção
situações de perigo ou agir de
Civil tem dado a conhecer ainda
modo seguro e eficaz perante
mais o seu papel na comunida-
uma catástrofe.
de, através de fortes campa-
O coordenador do Clube de Pro-
nhas de sensibilização, mas
teção Civil
principalmente pela criação dos Clubes de Proteção Civil nas escolas dos Açores, de modo a incutir desde tenra idade uma postura de proteção civil, nos alunos. Na nossa escola desde de 2011, que o CPCFOC (Clube de Proteção Civil da Francisco Ornelas) tem tentado cumprir os objetivos dos clubes, sensibilizando os alunos para um cultura de proteção civil, promovendo atitudes de comportamentos adequados em situações de emergência. Dinamizando palestras, exposições, pedipaper, jornal de parede e cursos para os funcionários da escola.
Prof. Rafael Coutinho
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notícias
CLUBE DO AMBIENTE da f.o.c.
Funciona na nossa Escola aque-
É também nossa preocupação o
Para além das reuniões semanais
le que é, muito provavelmente,
estudo e a proteção do patrimó-
temos planeadas várias ativida-
o mais antigo clube escolar dos
nio natural do arquipélago,
des de campo, como visitas à
Açores, o Clube do Ambiente
nomeadamente a flora natural e
Resiaçores (tratamento de resí-
FOC. Encontramo-nos em ativi-
endémica dos Açores e as nossas
duos), à Etar da Praia da Vitória,
dade, sem qualquer interrup-
aves de rapina, bem como os
aos Viveiros dos Serviços Flores-
ção, desde o ano letivo de
pássaros e as aves migratórias
tais, observação e fotografia de
1994/1995.
marinhas que por cá passam ou
aves e uma exploração na flores-
O objetivo primeiro do Clube é
vêm nidificar.
ta natural da ilha Terceira.
a educação ambiental dos seus
Reunimo-nos às terças-feiras,
Se quiseres juntar-te a nós ainda
membros, abordando-se pri-
pelas 15,30h, ou às quartas, pelas
o podes fazer. Basta pedir e
meiramente a questão do tra-
14,40h, conforme as disponibili-
preencher uma ficha de inscri-
tamento dos resíduos e depois
dades de horário dos alunos ins-
ção, na Biblioteca, e aparecer na
a poupança e a gestão de
critos. A nossa sede é um gabine-
sede do clube nos dias e horas
recursos naturais tão importan-
te, devidamente identificado, ao
atrás referidos.
tes como a água e a energia.
lado da sala CN2.
Prof. Álvaro Areias
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notícias
ESCRITORA CRISTINA CARVALHO na Terceira biblioteca
Por iniciativa conjunta da Esco-
damentais para dar consecução
por três turmas, a A, B e F – aqui
la Básica Integrada da Praia da
aos propósitos desses planos,
com a preciosa colaboração da
Vitória e da Câmara Municipal
que, em suma, pretendem for-
experiente professora Teresa
da Praia da Vitória, a escritora
mar leitores críticos e assumir a
Meneses, a quem agradeço des-
Cristina Carvalho esteve na Ter-
leitura como factor de desenvol-
de já o seu trabalho colaborativo
ceira de 5 a 9 de novembro,
vimento individual e de progres-
e incondicional – possibilitando
promovendo sessões literárias
so nacional.
que os alunos ao longo da leitura
nas bibliotecas escolares intitu-
Nesse contexto, a escritora pro-
fizessem, também eles, a sua
ladas “Histórias para o mundo.
moveu na biblioteca da nossa
própria viagem pela peculiar e
Hoje, os Açores”, colocando
escola uma sessão literária para
universal história de Elvis e Agn-
centenas de alunos em contato
três turmas, na qual os nossos
neta, duas personagens do imagi-
com a escritora e com as suas
alunos apresentaram as suas
nário sueco do século XVII – his-
obras. No âmbito do evento
impressões sobre a obra e os tra-
tória de amor, de amizade, de
cultural “Outono Vivo”, promo-
balhos que produziram decorren-
coragem, de determinação, de
vido pela Câmara Municipal da
te da exploração da mesma. Assi-
sonho... – que nos indica, como
Praia da Vitória, no dia 8 de
nale-se a qualidade e a criativida-
muitos alunos depreenderam da
novembro, a escritora dinami-
de dos seus trabalhos que deixa-
sua leitura, entre tantos impera-
zou ainda uma sessão pública
ram visivelmente comovida a
tivos, o respeito pelos idosos e
intitulada “Ana de Londres e
escritora.
até, quase todos os alunos o con-
outras obras literárias de Cristi-
Aproveito a oportunidade para
cluíram, a obrigatoriedade de
na Carvalho”.
relatar a minha experiência como
estimarmos os animais, isto a
Sabemos que a leitura é uma
professor na leitura da obra sele-
propósito naturalmente do gato
prioridade nacional da educa-
cionada para exploração com os
sem nome desta história.
ção – decorre como todos
alunos de 6º ano, “O gato de
Como se depreende este conto
sabemos um Plano Nacional de
Uppsala”, obra recomendada
deu pano para mangas na sua
Leitura e aqui nos Açores um
pela Plano Nacional de Leitura. A
exploração. A curiosidade dos
Plano Regional de Leitura –
obra foi lida e explorada pelo Clu-
alunos foi enorme em torno das
pelo que todos os esforços para
be de Leitura em quatro sessões
auroras boreais relatadas na
a promoção da leitura são fun-
e ainda em sede de sala de aula
obra, dos dias sem noite na
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Escandinávia, - aqui a Ciência -
gamento das sessões literárias a
nho na atividade de receção à
as cidades de Estocolmo, Kiru-
mais seis escolas; à professora
escritora nas suas escolas.
na e Uppsalla – aqui a Geogra-
Rosa Medeiros por me ter dado
Um agradecimento muito espe-
fia - a Guerra da Suécia com a
as pistas para chegar à Cristina
cial a todos os colaboradores da
Prússia e a monarquia sueca, o
Carvalho; à minha colega Teresa
Biblioteca da EBI da Praia da Vitó-
Vasa e o Museu com o mesmo
Meneses pelo seu apoio na
ria, professores e funcionários,
nome em Estocolmo, aqui His-
exploração da obra e no suporte
não esquecendo naturalmente o
tória, as tradições e até a fauna
à iniciativa; à professora Joana Yo
seu Conselho Executivo.
da Escandinávia, e, o mais
de Educação Musical, pelo seu
À Papelaria 96 e ao responsável
importante, a universalidade da
compromisso na preparação das
pela Feira do Livro, Srº Carlos
vida e dos valores que a susten-
músicas e canções cantadas
Lima, o meu reconhecimento
tam - entre muitos outros aspe-
pelos alunos.
pelo empenho em garantir na
tos que a obra aborda e nos
Agradeço a todos os alunos o seu
feira do livro as obras da escrito-
permitiu, a nós leitores, um
empenho, não esquecendo os
ra.
enriquecimento ímpar, o que
que integram o Clube de Leitura,
À Porto Editora uma palavra de
faz do “Gato de Uppsala”, a
nas atividades associadas à
apreço pela oferta de três obras
meu ver, uma obra recomenda-
exploração do livro “O gato de
da Cristina Carvalho a todas as
da para todas as idades.
Uppsala” e que em muitos casos
bibliotecas escolares das sete
Concluo com os justos e mere-
contou ainda com o apoio dos
escolas da Terceira, e ainda à
cidos agradecimentos a todos
pais/encarregados de educação.
biblioteca pública da Praia da
aqueles que contribuíram para
Uma palavra de apreço para os
Vitória.
a presença da escritora Cristina
coordenadores das bibliotecas
Prof. Augusto Oliveira
Carvalho na Terceira: ao Sr.º
escolares da ES Vitorino Nemé-
Vereador Tibério Dinis, por
sio, da EBI dos Biscoitos, da EBI
aceitar a proposta da EBI da
Ferreira Drumond, da EBS Tomás
Praia da Vitória e integrar a visi-
de Borba, da ES Emiliano de
ta da Cristina Carvalho no pro-
Andrade e da EBI de Angra do
grama do “Outono Vivo”, possi-
Heroísmo, pelo interesse
bilitando dessa forma o prolon-
demonstrado e pelo seu empe-
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CRISTINA CARVALHO biblioteca "Quatro Cantos do Mundo" publicado em maio de 2014 pela editora Planeta Manuscrito. Prof. Augusto Oliveira
Cristina Carvalho nasceu em
mendados pelo Plano Nacional
Lisboa, a 10 de Novembro de
de Leitura (PNL): "O gato de Upp-
1949.
sala" - 4ª edição - publicado em
Publicou o seu primeiro livro,
2009 pela Sextante/Porto Edito-
"Até Já Não É Adeus" em 1989.
ra; "Noturno, o romance de Cho-
É filha do professor de Físico-
pin" - publicado em 2009 pela
Química e poeta Rómulo de
Sextante/Porto Editora; "Lusco-
Carvalho (António Gedeão) e
fusco, breviário dos mundos ele-
da escritora, ensaísta e traduto-
mentares" - publicado em 2011
ra Natália Nunes. Publicou con-
pela Sextante/Porto Editora;
tos em várias revistas e jornais,
"Rómulo de Carvalho/António
nomeadamente no Jornal de
Gedeão - Biografia" - publicado
Letras e revista Egoísta.
em 2012, pela Editorial Estampa;
Cristina Carvalho publicou treze
"Ana de Londres" publicado em
obras, dos quais seis são reco-
2013 pela Edições Parsifal;
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leituras
O GATO DE UPPASALA lido pelos alunos
O gato de Uppsala é um livro
no “Grande Vasa”, tendo eles
que fala de um jovem que via-
aceite com entusiasmo essa pro-
jou de Kiruna até Estocolmo
posta.
para ver a grande inauguração
Após diversos passeios pelo cais
do lançamento do Vasa e pelo
de Estocolmo, Elvis apercebeu-se
Passado algum tempo, Agnetta
caminho encontrou o seu amor
que o cesto que levava estava
olhou para Elvis e disse-lhe que
a Agnetta em Uppsala.
mais leve. Espreitou para dentro
iria ter um bebé.
Após a morte do pai de Agnet-
do cesto e o seu gato não se
Acabaram por ficar muito felizes.
ta, já em Uppsala, ambos con-
encontrava ali presente.
Rodrigo Aguiar e Miguel Franca,
cretizaram um sonho que
Elvis largou o cesto e disse a
6º B
tinham: ver o mar e o “Grande
Agnetta que o seu gato desapa-
Vasa”.
receu e partiram do porto, em
Quando chegaram a Estocolmo
pânico, à procura do gato.
Cristina Carvalho visitou a Escola
foram convidados pelo coman-
Correram todas as ruas e nada do
Francisco Ornelas da Câmara,
dante do navio para irem viajar
gato! Decidiram voltar ao porto
quinta-feira, 6 de Novembro de
de Estocolmo, em direção ao
2014, pelas 9:30m. As turmas A,
Vasa, com alguma esperança de
B e F do 6.º ano foram recebê-la.
que ele aparecesse.
Oferecemos-lhe um ramo de flo-
Ao chegarem ali, Elvis espreitou
res, um caderninho com uma
outra vês para o cesto e, para seu
fotografia da cidade da Praia e
espanto, o gato estava a ronro-
um gatinho, muito fofinho, feito
nar.
de feltro, dentro de um cestinho
Encontraram o gato mas perde-
de vimes.
ram o Vasa que havia partido
As opiniões sobre o livro foram
momentos antes de ali chega-
muito boas porque toda a gente
rem.
gostou de ler “ O gato de Uppsa-
Felizmente, graças ao desapareci-
la”.
mento não naufragaram junto
Mariana Dâmaso, 6.º F
dos outros passageiros do Vasa.
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O PAI NATAL cidadania O nosso trabalho é sobre o Pai
que tem hoje.
comerciante falido que tinha três
Natal e algumas das suas carac-
O fato do Pai Natal já teve várias
filhas e que, perante a sua pobre
terísticas. Como por exemplo,
cores. Antigamente, o mais
situação, não tendo dinheiro
como se diz Pai Natal em várias
conhecido era verde com alguns
para casar bem as suas filhas,
línguas.
prateados ou brancos. Agora não
estava tentado a prostituí-las.
Na Alemanha ele é chamado de
conseguimos ver o Pai Natal sem
Quando Nicolau soube disso,
Kriss Kringle, termo cuja tradu-
ter o seu fato vermelho e branco.
passou junto da casa do comer-
ção literal é Criança do Cristo.
Foi Thomas Nast, um cartunista
ciante e atirou um saco de ouro e
Em França chamam-lhe Père
(desenhador e pintor) americano,
prata pela janela aberta, que caiu
Noël. Nos países de língua
que representou pela primeira
junto da lareira, perto de umas
espanhola o bom velhinho é
vez o Pai Natal com a sua ima-
meias que estavam a secar.
geralmente designado de Papá
gem atual. Os seus desenhos sur-
Assim, o comerciante pôde pre-
Noel. Santa Claus é o nome
giram em 1863, na revista Har-
parar o enxoval da filha mais
dele nos Estados Unidos e no
per’s Weekly. Em vez de dese-
velha e casá-la. Nicolau fez o
Canadá. Em Inglaterra, o nome
nhar um homem alto e magro
mesmo para as outras duas filhas
do bom velhinho é Father
vestido de verde, como era cos-
do comerciante, assim que estas
Christmas e tem o casaco e bar-
tume na altura, criou um Pai
atingiram a maturidade.
ba mais longos. Na Suécia, Jul-
Natal rechonchudo num fato ver-
Quando o bispo de Myra da altu-
tomten é o nome da famosa
melho e branco.
ra morreu, os anciãos da cidade
figura natalina. Na Holanda,
E por fim vamos falar sobre
não sabiam quem nomear para
chama-se Kerstman. Na Finlân-
quem foi São Nicolau.
bispo, colocando a decisão na
dia, Joulupukki. Na Rússia, é
Nicolau, filho de cristãos abasta-
vontade de Deus. Na noite
Baboushka. Na Itália, Belfana
dos, nasceu na segunda metade
seguinte, o ancião mais velho
ou Babbo Natal. Para os poucos
do século III, em Patara, uma
sonhou com Deus, que lhe disse
cristãos do Japão ele é conheci-
cidade portuária muito movi-
que o primeiro homem a entrar
do como Jizo. Na Dinamarca,
mentada. Conta-se que desde
na igreja no dia seguinte seria o
chama-se Juliman.
muito cedo Nicolau se mostrou
novo bispo de Myra. Nicolau cos-
De seguida vamos falar sobre
generoso. Uma das histórias mais
tumava levantar-se cedo para lá
quem o vestiu com as cores
conhecidas relata a de um
rezar e foi assim que, sendo o
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natal
primeiro homem a entrar na
branca e vestido de vermelho,
pontos do mundo, escreverem
igreja naquele dia, se tornou
que conduz um trenó puxado por
uma carta ao S. Nicolau, agora
bispo.
renas, que esta carregado de
conhecido como Pai Natal, onde
S. Nicolau faleceu a 6 de
prendas e voa, através dos céus,
registam as suas prendas preferi-
Dezembro de 342 (meados do
na véspera de Natal, para distri-
das. Nesta época, também se
século IV) e os seus restos mor-
buir as prendas. O Pai Natal pas-
decora a árvore de natal e se
tais foram levados, em 1807,
sa por cada uma das casas de
enfeita a casa com outras deco-
para a cidade de Bari, em Itália.
todas as crianças bem comporta-
rações natalícias. Também são
É atualmente um dos santos
das, entrando pela chaminé, e
enviados postais desejando Boas
mais populares entre os cris-
depositando os presentes nas
Festas aos amigos e familiares.
tãos.
árvores de Natal ou meias pen-
Atualmente, há quem atribua à
S. Nicolau tornou-se uma tradi-
duradas na lareira. Esta imagem,
época de Natal um significado
ção em toda a Europa. É conhe-
tal como hoje a vemos, teve ori-
meramente consumista. Outros
cido como a figura lendária que
gem num poema de Clement
vêm o Pai Natal como o espírito
distribui prendas na época do
Clark More, um ministro episco-
da bondade, da oferta. Os cris-
Natal. Originalmente, a festa de
pal, intitulado de “Um relato da
tãos associam-no à lenda do anti-
S. Nicolau era celebrada a 6 de
visita de S. Nicolau”, que este
go santo, representando a gene-
Dezembro, com a entrega de
escreveu para as suas filhas. Este
rosidade para com o outro.
presentes. Quando a tradição
poema foi publicado por uma
de S. Nicolau prevaleceu, ape-
senhora chamada Harriet Butler,
Sítios:
sar de ser retirada pela igreja
que tomou conhecimento do
http://www.presentedenatal.com.br/
católica do calendário oficial
poema através dos filhos de
em 1969, ficou associado pelos
More e o levou ao editor do Jor-
natal-papai-noel
cristãos ao dia de Natal (25 de
nal Troy Sentinel, em Nova Ior-
http://dezinteressante.com/?p=22230
Dezembro)
que, publicando-o no Natal de
A imagem que temos, hoje em
1823, sem fazer referência ao seu
dia, do Pai Natal, é a de um
autor
homem velhinho e simpático,
Hoje em dia, na época do Natal, é
de aspeto rechonchudo, barba
costume as crianças, de vários
papai_noel_diversas_linguas.htm~ http://natal.com.pt/lendas-sao-nicolau-pai-
Ana Espínola, Inês Correia, Mariana Rocha, Mariana Lima, 6.º I
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EMENTA DE NATAL E PRESÉPIO cidadania
O que significa a palavra Natal? Natal tem origem latina e quer dizer nascimento. Por isso essa palavra representa a festa em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Qual o significado do presépio? O presépio é um conjunto de figuras que simboliza o nascimento de Jesus Cristo, é a personagem típica do
Entrada:
Natal da fé cristã.
Canja
Qual a origem do presépio?
Pratos principais:
A primeira representação do presé-
Bacalhau Cozido
pio foi montada por São Francisco
Peru com recheio
de Assis no Natal de 1223. Como foi a evolução do presépio?
Sobremesas:
Antigamente as pessoas construíam
Pudins
os seus presépios com objetos que
Bebidas:
tinham em casa (rolhas, palitos…).
Vinho Tinto/Branco
Atualmente, com o desenvolvimen-
Sumos Água
to do comércio, compramos as figuras do Presépio feitas em barro. Peças do Presépio: Menino Jesus; Virgem Maria; José; Burro, vaca e
Catarina Amaral, Leandro Pavão, Luana Toste, Pedro Silva, 6.º I
outros animais; Anjos; Pastores; Reis Magos. No entanto, as figuras da Sagrada Família são: Menino Jesus; Virgem Maria; São José Webgrafia
Carolina André, Laura Rego, Rita Coelho, Simão Sousa, Francisco Santos, 6.º I
http://www.reflexoesevangelicas.com.br/2011/12/ qual-o-significado-da-palavra-natal-e.html http://www.significados.com.br/natal/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Natal http://www.jacuipenoticias.com/religiao/dezembro/ natal.htm
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DECORAÇÕES DE NATAL cidadania Decoração de mesa: usam-se melhores loiças, azevinho e velas de natal.
Música ambiente: Noite feliz, noite feliz Ó senhor, Deus de amor Pobrezinho nasceu em Belém Eis na lapa, Jesus nosso bem Dorme em paz, ó Jesus Dorme em paz, ó Jesus Noite feliz, noite feliz
Decoração da sala: Árvore de natal, azevinho, presépio, luzes de natal, velas de natal e bonecos de neve, botas de natal, bonecos de pais natal.
Eis que no ar vem cantar Aos pastores os anjos dos céus Anunciando a chegada de Deus De Jesus, Salvador! De Jesus, Salvador! Noite feliz, noite feliz Ó senhor, Deus de amor Pobrezinho nasceu em Belém Eis na lapa, Jesus nosso bem Dorme em paz, ó Jesus Dorme em paz, ó Jesus Noite feliz, noite feliz Noite feliz, noite feliz Aos pastores os anjos dos céus Anunciando a chegada de Deus De Jesus, Salvador! De Jesus, Salvador!
Diogo Pereira Gonçalo Lima Rúben Santos Verónica Moutinho, 6.º I
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memórias da Praia
CARICATURAS de FRANCISCO BARCELOS
Auto-caricatura de Francisco Barcelos
Havia, no tempo em que a Região era governada pelo PSD e Mota Amaral desempenhava o cargo de presidente do governo regional, uma forte oposição, aqui, na ilha Terceira. Oposição que aparecia nos jornais locais, quer sob a forma de artigos de opinião, quer através de caricaturas. No verão passado estivemos na sede do Jornal da Praia (JP), a folhear o arquivo e descobrimos a obra de Francisco Barcelos (1926-1993), artista plástico natural da Praia da Vitória, que hoje dá nome à rua em frente à Escola Secundária Vitorino Nemésio. Em jeito de homenagem, incluímos algumas dessas caricaturas, bem como dois diplomas de obras locais, gentilmente cedidas pelo JP. Como se pode ver, estão assinadas e datadas, algumas com indicação de terem sido feitas em Fall River, localidade norteamericana onde o autor viveu, depois de ter iniciado atividade na Base das Lajes.
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