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Pisca_Verão

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www.piscadegente.blogspot.com

Pisca de Gente VERテグ 2008

ANO XVI

Boa s Fテゥ ria s


PISCA DE GENTE

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Jogo do 24

Disputou-se mais uma sessão do Jogo do 24 na nossa escola. Participaram os alunos apurados do 5.º e 6.º anos.

O jogo do 24 consiste na realização de três operações matemáticas, com vista à obtenção do número 24. A velocidade de raciocínio com que os alunos efectuam esses cálculos mostra que a Matemática é, além de divertida, muito do seu agrado.

Aspecto geral com todos os participantes

Ficaram apurados os seguintes alunos: 1.º Gonçalo Homem (6º7), 2.º Guilherme Medeiros (6º5), 3.º Júlio Linhares (5º6), 4.º Golubev Dimitry (6º4), 5.º Xavier Medeiros (6º8), 6.º Fabiana Mendonça (5º6), 7.º João Narra (6º4) e 8.º Miguel Azevedo (5º6).

Outra vista geral da prova

A entrega dos prémios pela prof. Luísa Pacheco

Dois alunos que descobriram a resposta ao mesmo tempo

O juiz regista os resultados

Os craques ao sol, depois de um jogo renhido


ANO XVI

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Ortografíadas de língua Portuguesa Os professores de Língua Portuguesa do 1.º Grupo do 2.º Ciclo promoveram mais um concurso de Ortografíadas destinado a todos os alunos do 5.º e 6.º ano. O concurso tem como objectivo incentivar e promover o gosto pela utilização correcta da Língua Portuguesa. No final da primeira fase, apuraram-se os seguintes alunos: João Marques (5.º 1.ª), Ana Vieira (5.º 2.ª), Edgar Valadão e Mariana Fagundes (5.º 3.ª), Clara Alves (5.º 4.ª),

Liliana Martins (5.º 5.ª), Júlio Linhares (5.º 6.ª), Francisco Simão (5.º 7.ª), João Martins e Ruben Rocha (5.º 8.ª), Leandro Freitas (5.º 9.ª), Alice Matos e Renato Sousa (5.º 10.ª), Joana Esteves, Rodrigo Amaral e Tiago Sousa (5.º 11.ª), Cristiano Fagundes (5.º 12.ª), Sílvia Toste (5.º 13.ª) e Daniela Valadão (5.º 14.ª). Paulo Dias e Hugo Salazar (6.º 1.ª), João Nunes (6.º 2.ª), Renata Vaz (6.º 3.ª), André Toste (6.º 4.ª), Natália Carmo (6.º 5.ª), Fátima Melo (6.º 6.ª), Miguel Santos

(6.º 7.ª), Luís Toste (6.º 8.ª), Diogo Meneses (6.º 9.ª), Ana Luísa Oliveira e Patrícia Aguiar (6.º 10.ª), Doriana Andrade (6º 11.ª), Pedro Baptista (6.º 12.ª) e Marta Barata (5.º 13.ª). Estes alunos defrontaram-se na final, tendo saído vencedores: Mariana Fagundes (5.º 3.ª) e Miguel Santos (6.º 7.ª). A coordenadora da disciplina, professora Noé-

lia Guerreiro Horta, procedeu à entrega dos prémios conforme se pode ver pela foto.

Olimpíadas de história e geografia de Portugal Nunes (6.º 1.ª), João Nunes (6.º 2.ª), João Sousa (6.º 2.ª) e Maria Beatriz Rocha (6.º 3.ª). No final da segunda eliminatória apuraram-se os seguintes vencedores: Os professores de História e Geografia de Portugal do 1.º Grupo do 2.º Ciclo levaram a cabo mais um concurso de Olimpíadas destinado a todos os alunos do 5.º e 6.º ano. O concurso tem como objectivo incentivar e promover o gosto pela disciplina de História e Geografia de Portugal. No final da primeira fase, apuraram-se os seguintes alunos: Manuel Lucas (5.º 2.ª), Vitória Amaral (5.º 4.ª), João

Marques (5.º 1.ª), Inês Santos (5.º 4.ª), Vitória de Sousa (5.º 4.ª), Luís Ferreira (5.º 6.ª), Eurico Santos (5.º 7.ª), Rodrigo Amaral (5.º 11.ª), Beatriz Barbosa (5.º 4.ª), Dário Sousa (5.º 5.ª), Alice Matos (5.º 10.ª) e Sofia Livesay (5.º 11.ª). Margarida Silva (6.º 2.ª), Carolina Costa (6.º 2.ª), Maria Leonor Gonçalves (6.º 2.ª), Daniela Andrade (6.º 2.ª), Pedro Faria (6.º 1.ª), Leonardo Ormonde (6.º1.ª), Beatriz Costa (6.º 4.ª), João Narra (6.º 4.ª), (Doriana Andrade 6.º 11.ª), Filipe Castanheira (6.º 1.ª), João

5.º Ano 1.º lugar - Luís Ferreira (5.º 6.ª) 2.º lugar - Manuel Lucas (5.º 2.ª) 3.º lugar - Rodrigo Amaral (5.º 11.ª) 6.º Ano 1.º lugar - Margarida Silva (6.º 2.ª) 2.º lugar - João Pedro Narra (6.º 4.ª) 3.º lugar - Beatriz Costa (6.º 4.ª)


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Grupo de Educação Visual e Tecnológica

Atelier de Arte E.V.T. Pequenos Artistas

Comemoração do Dia Mundial da Criança No dia 30 de Maio, algumas turmas que frequentavam as aulas de E.V.T. (5.º e 6.º Anos) dirigiram-se com os seus professores de E.V.T. para o pátio da escola. Nesta actividade, os alunos utilizaram materiais de des-

perdício para construir esculturas e ilustraram os Direitos da Criança em papel de cenário. No final da actividade os alunos expuseram os trabalhos no recinto escolar.

CONCURSO DE PREVENÇÃO RODOVIÁRIA

N

o âmbito do Concurso de Prevenção Rodoviária promovido pelo Fundo Regional dos Transportes, no ano lectivo 2007/2008, junto das escolas do 2.º e 3.º ciclos, foram premiados dois trabalhos de alunas da Escola Básica Integrada da Praia da Vitória: o de Fabiana Aguiar e Filipa Benevides (6.º

1.ª) e o de Leonor Almeida e Liliana Ferreira (6.º 8.ª). Os trabalhos foram elaborados nas aulas de E.V.T.

A E.B.I. da Praia da Vitória recebeu um computador e uma impressora. Assim como, as alunas participantes nos trabalhos premiados receberam um Atlas Geográfico e um certificado de Vencedor. Ainda foram atribuídos Atlas Geográficos e Certificados de Participação a alguns alunos do 5º 1ª, 6º1ª e 6º12ª.


ANO XVI

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“nowadays

Men and Women: Changing Roles

it’s getting

Nowadays the idea that

the way, men and women

know that it will be hard, but

women can’t work and do all

have to share house chores so

if it’s something you like and

kinds of jobs is changing.

that both of them have the

really want, no one can stop

Today, women are doing

same chances.

you. The most important

find jobs, but

thing is to never give up!

like I said, you

whatever they want, but they

When I “grow up” I don’t

harder and harder to

still have to do house-

I also know that nowa-

must never

work, and some men just

days it’s getting harder and

give up”

don’t help around the

harder to find jobs, but

house. Some men still

like I said, you must never

have the (crazy) idea

give up something you

that women are the ones

really want.

who have to do house-

Having the job you want

hold chores and take

can make you happy and

care of the kids!

help you in all kinds of

First of all, women

ways, so study and work

have the same rights as men,

know what I want to be-

hard, because you can have it

secondly women have the

come.

all with a little bit of work!

same abilities and everyone in

Languages and my favourite

the world, being man or

subject is Portuguese. I know

woman should have the job

I want to go to the Univer-

and the career they want. By

sity so I can get a good job. I

I like History and

Tania Correia 9.º 4.ª

FINALEMENT LES VACANCES… Voyager par tout le monde Aventures avec les amis Camper avec les copains Activités sportives Nager à la plage, à la piscine Courses au centre commercial

Bonnes vacances à tous!!

Explorer la nature Se reposer beaucoup

9.º 3.ª


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My three options for the future

“I love working on computers and I think I will

I’m going to be an English teacher when I leave school because I love English and I think I will be very successful as a teacher. I’m going to be a computer teacher when I leave school because I love working on computers and I think I will be very happy as a computer teacher, because I love teaching other people. I’m going to be a vet because I love animals and I think I will be a good vet and I think would take good care of them. My favourite job and the one I expect to choose is

computer teaching because I think I’m good at it. Everything will depend on the future, on school, on my own decisions and effort.  Luciana Melo

I would like to be a geologist. This job requires an aptitude for science, chemistry and maths. I love the danger of being in the caves. I would like to be a computer engineer, because I love the new technologies and

discovering them. I would like to be a biologist because I love animals and the world around me and Science is my favourite school subject. The decision is difficult but we have to take it and I’m not worried because I still have a few years to choose.  Marsidia Melo

9.º 2.ª

be very happy as a computer teacher”

Difference between a Job and a Career In my opinion, a career is something that we have to construct along all our life. Through all this time, we have to develop our knowledge so we become better professionals. A job is an occupation; it’s something we do everyday for money, to survive. We get the experience but we don’t really need to study much or even to go to college. Lénio Machado 

9.º 2.ª

I think a job is an occupation, something we do everyday so we can earn some money. A career begins when we go to college and it is always under construction. A person who has a career can never stop updating his/her knowledge throughout life.

Gerson Aguiar 

9.º 2.ª

People work at jobs sometimes for a short time, for money only. It doesn’t require any special skills or studying. A career is working for your whole life in the same job. It requires a lot of hard work, studying and specialization.

Marcelo Aguiar 

9.º 2.ª


ANO XVI

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Relacionamentos: flirt e curtir Apesar de muita informação, ainda existem muitos mitos sobre a sexualidade e o relacionamento humano. Há pais, por exemplo, que se opõe à Educação Sexual dos filhos, pois ainda a encaram como um tabu, fazendo com que eles possam vir a enfrentar sérios problemas em se relacionarem com outras pessoas. Alguns adolescentes têm consciência do risco que correm, mas acabam por ser pressionados pelos amigos, e por vezes, têm a sua primeira relação sexual quase por obri-

gação. Aquando desta relação sem protecção a preocupação dos jovens foca-se na gravidez, colocando a hipótese de terem sido transmitidas as DST’s. Flirt é uma arte de sedução utilizada no nosso dia-a-dia que é momentânea. Relacionada com ela está o “curtir” que pode ser uma consequência da mesma. Normalmente “curtir” não compromete uma relação futura, apesar de em alguns casos envolver sexo. Este tipo de relação entre as pessoas actualmente é pre-

ferido a relacionamentos mais sérios, principalmente pela parte masculina. O limite de uma “curte”, à partida, devia ser imposto por cada pessoa que muitas vezes é influenciada pelo parceiro.

No Brasil, o termo “curtir” significa

Bruna Valadão Catarina Esteves Lucas Albernaz

diferenciado

9.º1.ª

apenas no nome,

“ficar”,

pois na prática é igual.

“Curtir” e “Flirtar” Na nossa opinião, curtir é passar um bom momento com alguém, sem compromissos. Pode envolver beijos e carícias. Pode ou não haver limites nas “curtes”, dependendo da pessoa com quem se curte e da intimidade que se tem com ela. Se for uma pessoa de quem gostamos, melhor. Aproveitamos melhor o momento e sentimo-nos mais à vontade.

Não há idade marcada para se iniciar uma curte, acontece quando temos vontade, mas quase todos os jovens, a partir dos 12 anos, começam a curtir. O “Flirt” é a arte de seduzir e pode envolver ou não uma curte, sem consequências futuras. Se os limites, quando os há, forem ultrapassados, devemos ser responsáveis e preve-

nirmo-nos para evitar as consequências que poderão surgir. Por exemplo, em caso de haver relações sexuais, devese utilizar o preservativo para protecção de doenças sexualmente transmissíveis ou mesmo, de uma gravidez indesejada. Carina Cláudia Luciana Rui 9.º2.ª

“Flirt” e “Curte” O “Flirt” é um simples jogo de sedução, enquanto uma “curte” é um envolvimento entre duas pessoas. Hoje em dia, é normal os adolescentes quererem curtir sem compromissos sérios, mas isso pode trazer várias consequências. Por exemplo, uma “curte” pode levar a relações sexuais, por vezes desprotegidas, e que podem provocar doenças sexualmente transmissíveis ou uma gravidez indesejada.

Muitos adolescentes começam a ter uma vida sexual activa, a partir dos 13 anos aproximadamente. Mas, alguns ainda não se sentem preparados ou não têm muitos conhecimentos sobre o assunto. Muitas vezes, as curtes acontecem porque as pessoas estão sob o efeito do álcool e, ou porque não o têm ou porque não o sabem colocar, não usam preservativo. Daí que haja comportamentos de risco, com con-

sequências graves que poderiam ser evitadas. Por vezes, nem se conhece o/ a parceiro/a com que se teve relações ou se esteve envolvido/ a. Existem vários limites para uma “curte”dependendo de cada pessoa. Pode ser uma simples noite, ou então levar a um relacionamento mais sério e duradoiro. Uma “curte”pode ser só beijos e carinhos, mas pode tam-

bém levar a uma relação sexual, tendo sempre em conta que devemos ser responsáveis. Um pouco de “egoísmo” é aconselhável e desejável. A saúde física e mental em primeiro lugar!

André Homem Jéssica Ávila Jéssica Charamba Ricardo Barbosa 9.º2.ª


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“Pretende-se estimular e

Canguru Matemático Sem Fronteiras

motivar o maior

No dia dez de Abril, pelas

número

catorze horas, decorreu a

possível de

prova do Canguru Matemático Sem Fronteiras dois mil e

alunos para a

oito, no qual participaram

Matemática”

noventa e cinco alunos apesar de se terem inscrito cento e catorze. A Associação Canguru sem Fronteiras é uma associação de carácter internacional que junta

personalidades

do

mundo da Matemática de diversos países. O seu objec-

tivo é promover a divulgação

Este concurso, na nossa

da Matemática elementar por

escola, baseava-se apenas em

todos os meios ao seu alcance

duas provas: "BENJAMIM"

e, em particular, pela organi-

para o 7º e 8º anos de escola-

zação de um concurso que

ridade e "CADETE" que se

tem lugar no mesmo dia em

destinava ao 9º ano de esco-

todos os países participantes.

laridade.

Pretende-se, assim, estimular

Os alunos deverão consul-

e motivar o maior número

tar os resultados através do

possível de alunos para a

seguinte endereço:

Matemática e é um comple-

http://www.mat.uc.pt/spmc/2008canguru/

mento a outras actividades, competições, etc ...

Panfletos de Matemática Na semana de 26 a 30 de

Projecto, no primeiro ou

Maio, o Departamento de

segundo

Ciências Exactas do 3º Ciclo

exposição constavam cerca de

apresentou uma exposição de

noventa panfletos e quem a

Panfletos

visitou tinha a possibilidade

de

Matemática

elaborados pelos alunos do 3º Ciclo, nas aulas de Área de

períodos.

de eleger o seu favorito.

Desta

olimpíadas,

do e fotos Textos atemática eM Grupo d .º Ciclo do 3


ANO XVI

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Comemorando o 25 de Abril

As turmas de 6º ano da EBI da Praia da Vitória viveram uma experiência inédita, que pretendeu retratar o ensino antes do 25 de Abril de 1974, de forma a despertar os alunos para as diferenças entre o Portugal do antes e do depois daquela data. Cumprindo rigorosamente as regras impostas pelo(a) professor(a), vestido de batina branca, os alunos entraram ao toque de entrada, em fila e em silêncio, sentaram-se, por ordem alfabéti-

ca, nas suas carteiras, organizadas em filas clássicas. Retiraram somente um lápis, uma borracha e uma caneta, juntamente com o caderno diário e o manual da disciplina. De seguida, levantaramse, sem fazer muito barulho, e cantaram o hino nacional. Iniciando-se a aula, o professor expôs a matéria, passou exercícios ou resumos que os alunos copiaram, rigorosamente, para o caderno diário. O não cumprimento dos ditames mencionados daria azo a falta (fictícia) e à atribuição de um castigo que seria efectuado numa sala

fechada, pelos agentes da PIDEDGS (professores), e que consistia em reter os alunos, no intervalo, cinco a quinze minutos numa sala, sem se poderem sentar ou falar. O Pisca esteve presente e constatou a reacção estupefacta de alguns alunos com as regras impostas pelos professores. No entanto, parecem ter compreendido o impacto da revolução de Abril de 1974, no ensino e na vida de cada um.

“Os alunos parecem ter compreendido o impacto da revolução de Abril de 1974, no ensino e na vida de cada um.”

Textos do Prof. Rui Espínola

A

feira

No intuito de promover o

do

livro

zou, entre os dias 21 e 24 de

Recursos, onde os lucros daí

Abril, a sua feira do livro, pelo

provenientes

terceiro ano consecutivo em

livros para o Centro de Recur-

parceria com a Editorial Cami-

sos da escola.

reverteram

em

nho. Um atractivo para peque-

O Pisca esteve presente e

nos e graúdos, onde se encontra-

pôde constatar o sucesso do

ram disponíveis diversos géneros

evento, atendendo ao entusias-

literários, embora preponderan-

mo e motivação dos alunos para

do a literatura infanto-juvenil, a

o manuseamento, aquisição e

preços acessíveis.

leitura dos livros.

contacto com o livro e de apelar

Segundo os responsáveis do

para a aquisição e desenvolvi-

evento, esta foi uma actividade

mento de hábitos de leitura, a

incluída no Plano Anual de

EBI da Praia da Vitória reali-

Actividades

do

Centro

de


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“as condições económicas da

Entrevista ao meu avô

altura é que tornavam a vida tão dura nos Açores, daí que muitas pessoas tivessem emigrado”

“Tive que prestar o meu serviço militar na Guiné”

25 de Abril

Liberdade é alegria Liberdade é fantasia Liberdade é ser livre Ser livre é ser feliz Maria Beatriz, 5.º 2.ª

- Boa tarde, como se chama e que idade tem? - Chamo-me Manuel Oliveira Fernandes e tenho 65 anos. - Onde nasceu? Nasci na freguesia de Agualva, onde vivo e sempre vivi, com excepção do meu tempo de tropa. - De certo que se lembra como era viver antes do 25 de Abril, pode contar-me a sua experiência? - Sim, antes do 25 de Abril de 1974, a vida era diferente em quase todos os aspectos. Nós açorianos não sentimos uma repressão tão acentuada como os continentais mas cá também tínhamos a PIDE (polícia) e uma data de proibições políticas, culturais e sociais. Não se podia ser contra o partido de Salazar, não se podia fazer manifestações, nem ler determinados jornais ou livros (grande parte deles eram censurados) até a própria vida em sociedade era mais regulamentada (eram proibidos os divórcios por exem-

plo). - Era difícil viver naquela altura? - Quanto a mim penso que as condições económicas da altura é que tornavam a vida tão dura nos Açores, daí que muitas pessoas tivessem emigrado, mais do que o regime político vigente, no entanto eu fui particularmente atingido porque tive que prestar o meu serviço militar na Guiné. - Porque teve de ir para tão longe? - Porque na altura do governo de Salazar houve grandes pressões internacionais para Portugal descolonizar as suas colónias, do mesmo modo que já tinha acontecido com a maior parte dos outros países colonizadores, mas Salazar não aceitou e os povos dos países colonizados por Portugal revoltaram-se. Começou a guerra e então foram enviados os militares portugueses para defender aquilo que se considerava ser português, não tínhamos escolha, quer concordássemos ou não. Morreram muitos, muitos outros ficaram deficientes e todos os que lá estiveram nunca mais foram as mesmas pessoas pois a guerra é uma experiência que nunca mais se esquece. - E quando foi que a guerra terminou? - Terminou com o 25 de Abril, que foi uma revolta feita precisamente pelos militares, ficaram conhecidos os “capitães de Abril”, homens de muita coragem que conseguiram derrubar

o governo sem grandes derramamentos de sangue, daí também ser conhecida como a “Revolução dos Cravos”. - Já ouvi dizer que agora existe “liberdade de mais” quer comentar essa expressão? - O que eu quero dizer foi que passamos de um extremo ao outro, no meu ponto de vista perdeu-se grande parte do espírito de entreajuda e de solidariedade que as pessoas desta ilha tinham, perdeu-se grande parte do respeito pelas pessoas não só pelas de mais idade, como pelos colegas, as pessoas já nem se respeitam a si mesmas. Há uma grande flexibilidade nas leis o que tem levado ao aumento dos crimes e à insegurança e neste momento, embora se viva muito melhor, há uma crise económica muito grande. Gostaria de lembrar uma frase que aprendi na tropa e que me tem guiado pela vida: “A nossa liberdade acaba quando começa a liberdade do outro”. - Muito obrigado pela sua entrevista. - De nada, é bom que os jovens saibam estas coisas para poderem dar valor àquilo que agora têm.

Entrevista de Manuel Lucas, 5.º 2.ª


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Texto de

Touradas à Corda As touradas à corda realizamse em quase todas as freguesias da ilha Terceira, de 1 de Maio a 15 de Outubro. É uma festa muito animada onde de vez em quando há marradas. Atira-se o foguete e sai o primeiro touro. As pessoas fogem à frente do touro, que está preso por uma corda manobrada por “pastores”. Por vezes, este investe e apanha algum mais descuidado ou salta o muro e entra nos quintais. Nestas ocasiões há

uma grande confusão e muita gritaria, de todos os lados e mais algum. Acontece que em algumas situações, as pessoas se magoam, mas não deixa de ser muito divertido. Em cada tarde, são corridos 4 touros numa ou mais freguesias e não há fim de semana que não haja tourada. Nos arraiais há vendedores de gelados e tascas com bons petiscos. Eu já me magoei numa tourada, na Rua Serpa Pinto, quando fui comprar um gelado com um

Marcos Lima, 5.º 2.ª amigo meu, no intervalo. Continuo a gostar de ver touradas mas nunca mais andei no caminho à frente do touro.

A Flor Que Brotou Numa Poluída Cidade Era uma flor que crescera na berma de uma estada, a quem ninguém dava importância. A flor pensava para si: «Será que nunca vai haver uma outra flor, ou ervas daninhas que falem comigo? Sei tanta coisa, podia ajudar quem precisasse». Um dia, em que a flor mais uma vez apreciava a triste e poluída cidade em que crescera, um homem muito pobre sentou-se num banco que havia perto dela e começou a desabafar: - Não haverá ninguém que me ajude? Por que é que não me dão emprego? Por ser pobre? - Ao ouvir isto, a flor ficou com vontade de falar, e sem saber que podia, disse: - Não fique triste, tudo se

há-de resolver, se quiser posso ajudá-lo. Sei que sou apenas uma flor, mas sei muita coisa sobre a vida, acredite. O homem ficou aterrorizado e quis levantar-se mas as pernas não lhe obedeciam e ficou imóvel. A flor, igualmente perplexa, calou-se por momentos, e, feliz com a sua descoberta, voltou a falar: - Não se assuste! Depois de muito conversarem, ficou combinado de que a flor, a quem o homem chamado Sebastião dera o nome de Felicidade, o ajudaria. - O primeiro plano de Sebastião e Felicidade era tornarem a cidade limpa. Felicidade deu-lhe muitas ideias e Sebastião decidiu ir falar com o presidente da Câmara para tentar convencê -lo a melhorar as condições

da mesma. Após muitas tentativas, Sebastião convenceu o presidente que o contratou para trabalhar na cidade e continuar a diminuir a poluição. Sebastião ganhou muito dinheiro e as suas condições de vida melhoraram muito. Assim ele apercebeu-se de uma coisa que lhe parecia parva: estava apaixonado por Felicidade. Foi ao seu encontro e disse-lhe: - Estou bem na vida e não vou poder vir aqui tantas vezes ver-te… De repente tocou-lhe e uma coisa maravilhosa aconteceu: a flor, Felicidade, transformou-se numa linda jovem. Os dois foram viver para casa de Sebastião e foram muito felizes.

Oriana Sousa, 5.º 3.ª

“Era uma flor que crescera na berma de uma estada, a quem ninguém dava importância.”


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AS TOURADAS À CORDA Touradas à corda!...

amarrado por uma corda que

que acaba a corrida dos ani-

Ai!... Lembra-me a ilha

é segura por dois grupos de

mais e as pessoas vão comer a

pastores, de camisola branca

casa dos amigos que moram

e chapéu preto.

naquela freguesia.

Terceira. Sim!...As touradas à corda são uma das festas populares

No caminho, os populares

Esta tradição, na Terceira,

correm quase todos à frente

remonta ao século XVI e

Os touros são criados em

do touro e os mais corajosos

tem evoluído com a passa-

pastagens, no interior da

gostam de fazer “passes” ao

gem do tempo. Já se fazem

Terceira.

animal com um guarda-sol

touradas fora dos centros das

ou peças de roupa.

freguesias, como por exem-

e tradicionais da minha ilha.

As nossas touradas são constituídas por quatro tou-

Nas janelas, varandas ou

ros e costumam guardar o

cerrados ficam as pessoas que

É um espectáculo alegre,

melhor para ser o último da

gostam de ver apenas o

muito movimentado e rico de

corrida.

espectáculo.

emoção.

Depois de estalar o fogue-

No final de cada corrida,

te, no fim de cada tarde, lá

há quem fale do “quinto

sai o bicho em correria,

touro”, pois é a altura em

plo à beira mar.

Cassiano Vieira, 5.º 14.ª

As festas do Espírito Santo na minha freguesia As festas mais importantes

cedência e à moda antiga.

depois em cortejo até à praça

de minha ilha são as festas do

Contratou dois cantadores de

da Vila Nova, onde mais

Espírito Santo.

cantoria e um senhor com

uma vez se ouviu os cantares

uma junta de bois.

da minha terra.

Estas festas têm tradição, principalmente

na

minha

No dia da recolha do pão

Ter participado nesta festa

freguesia (Vila Nova) onde

caseiro, as pessoas colocaram

foi muito importante para

se realizam todos os anos

-no num carro de bois muito

mim e foram momentos ines-

dois bodos. Já participei num

antigo, mas bem conservado,

quecíveis,

desses bodos, pois uma ami-

puxado por uma junta de

quando ajudei o meu pai a

ga dos meus pais foi mordo-

bois. Começámos com a

distribuir o pão, no dia do

ma num dos bodos e convi-

recolha de pão no início da

bodo, pois é um momento de

dou a minha família para

freguesia e parámos junto a

partilha entre todos.

participar. Esta senhora orga-

casa da mordoma onde se

nizou tudo com muita ante-

realizou a cantoria. Seguimos

principalmente

Pedro Gaspar 5.º 4.ª


ANO XVI

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A Praia

Sonetos de Verão

Quando chega o Verão, Eu gosto de ir nadar, Vou para a água saltar, Vou para lá de alma e coração. O mar num dia está bom, No outro dia está mau. Vi uma pessoa a atirar um pau E outra a atirar um bombom.

9 Ilhas Encantadas O mar separa As nossas 9 ilhas Calmas, tranquilas, Com vontade de se encontrar.

A ilha tinha uma árvore no meio, Que imagem fenomenal… E uma onda depressa veio.

E com o Verão a chegar Com calor, Com falta de amor, Nunca mais se vão encontrar.

Eu gosto de ouvir as ondas, O som é muito especial… E depressa vêm as sombras.

Calmas, tranquilas, Lindas de admirar São as nossas 9 ilhas.

Vanessa Toledo, 7º6ª

A nossa ilha Terceira É a mais bela, Cheia de brincadeira.

O Verão na Terceira Estamos na Primavera, Brevemente no Verão, Mas já apanhei um escaldão. Ora quem me dera Que não tivesse a pele vermelha Para a próxima ponho protector solar, Para não me queimar E parecer uma abelha.

Extremos, partilho o horizonte. Nada há que fazer! Por isso, embora lá a correr, Sua cabeça de bisonte!

Ilha Terceira, Ilha espectacular, Repleta de brincadeira.

Olho o arvoredo, O céu brilhante. Vejo uma estrela cintilante, Mas sinto medo…

Mariana Marques, 7º6ª Mar muito calminho, Fixe, limpo, parado e a escaldar, Para um golfinho.

Para lá do mar…

Joel Costa, 7º6ª

À beira-mar, Num dia de alegria, Na ilha de Santa Maria, Eu vou-te esperar.

O Verão na Ilha!

Amor e paixão, Dias de harmonia A cheirar a maresia, Verão do meu coração.

Verão! Tenho esperado por ti, Corri, corri, Para alcançar o teu coração.

Ando à tua espera, Para lá do mar, Ter-te já, quem me dera!

Esta ilha é maravilhosa! O céu reflecte-se no mar. É de maravilhar! E que comida deliciosa!

O sol brilha, para lá… O sol brilha, para lá do mar. Verão, vem até cá. Joana Guincho, 7º6ª

O Sol, o Mar e o Verão…

Para sempre haverá mar, Para sempre haverá Verão, Para sempre viverei a amar. Para sempre viverei nessa ilha, Para sempre no meu coração, Para sempre isto será uma maravilha! Filipa Amorim, 7º6ª

O Verão chegou Com o calor a escaldar, O mar acalmou. A ilha em festa, A escola vai acabar, O que ninguém detesta. Ana Garcia, 7º6ª


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“O soldado desceu, e lá fora, a velha tirou-lhe o isqueiro e fugiu. O soldado, curioso, foi atrás dela”

Um sonho tornado realidade Era uma vez um soldado muito pobre que tinha acabado de entrar de férias. Estava na sua varanda a descansar quando viu uma mulher com um vestido preto e uma cara muito enrugada. A velha, ao reparar no soldado, exclamou: - Um soldado!...como o senhor deve ser rico!...não é? - Não senhora. – respondeu o soldado. - Gostavas de ser rico? – inquiriu a velha. - Gostava muito, mas… – disse o soldado um pouco desiludido. - Então?! – disse a velha tens de arranjar uma corda para subires essa árvore que está à tua frente e deverás levar um manto porque vais ter muitas surpresas. - E, o que é que a senhora deseja que eu vá buscar lá cima para si? - perguntou o soldado. - Oh! Eu só quero que me tragas o isqueiro da minha avó – respondeu a velha. O soldado murmurou para si próprio: - Essa velha deve ter qualquer coisa na manga, mas lá vou eu. Então, quando o soldado subiu, olhou para o lado e viu uma porta grande, outra média e outra pequena. Entrou na mais pequena e disse: - Está tudo escuro! Vou acender a minha pequena lanterna de bolso.

Depois de o fazer, viu à sua frente um cão com uns olhos do tamanho de uma caneca e gritou com medo, gaguejando: - Oh velha, o que faço agora? O cão quer morderme. - Usa o manto que eu te mandei levar e faz com que o cão vá para cima dele!... - Ok- disse o soldado. - Depois de o fazer, apareceu uma mala cheia de moedas de cobre e exclamou: - Estou rico!... - A velha lá debaixo perguntou: - Já encontraste o meu isqueiro? - O soldado respondeu: - Não, só vejo moedas de cobre que me vão deixar rico!... - Então, se gostaste, vai à próxima porta – aconselhou a velha. Quando o soldado entrou no quarto da porta do meio, viu um prato, fez o que a velha lhe tinha dito e depois viu cinco malas de moedas de prata. - A velha lá debaixo continuou a perguntar: - Já viste o meu isqueiro? - O soldado respondeu: - Ainda não! Só vejo este dinheiro que é meu. - Então vai ao próximo quarto – aconselhou novamente a velha. Depois do soldado ter entrado no quarto da porta

maior, viu um cão com uns olhos do tamanho de um frigorífico, voltou a fazer o que a velha lhe tinha dito e apareceram dez malas cheias de moedas de ouro. - A velha continuou a perguntar: - Já viste o meu isqueiro? - O soldado respondeu: - Já!... Acabei de o encontrar!... - Então desce já! – ordenou a velha. O soldado desceu, e lá fora, a velha tirou-lhe o isqueiro e fugiu. O soldado, curioso, foi atrás dela e perguntou-lhe: - Para que quer esse isqueiro? Ela disse que era para ter dinheiro mágico. O soldado aí percebeu que a velha era bruxa, e que o dinheiro seria falso se eles não fossem amigos.

Assim o soldado e a velha tornaram-se bons amigos e velhos amigos para sempre.

Cassiano Vieira, 5.º 14.ª


ANO XVI

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O Tesouro, de Manuel António Pina Há muitos anos, no tempo em que o teu pai andava na escola, num país muito distante vivia um povo infeliz e solitário, vergado sob o peso de uma misteriosa tristeza. O céu era alto e azul, os campos férteis, o mar e os rios cheios de peixe e de vida, as cidades quentes e luminosas, mas as pessoas que passavam entreolhavam-se com olhos tristes, caminhando apressadamente e sumindo-se dentro das casas; e quando se encontravam umas com as outras, nos cafés, nos empregos, na rua, falavam baixo, como se alguma coisa, um segredo terrível, as amedrontasse. Quem, vindo de outras terras, chegava ao País das Pessoas Tristes, não compreendia. As pessoas eram boas e afectuosas, e aparentemente só tinham motivos para ser felizes. Mas quando lhes faziam perguntas, as pessoas afastm-se e não respondiam, ou mudavam delicadamente se assunto pedindo desculpa. Às vezes, porém, os visitantes demoravam-se mais tempo, e depressa faziam amigos, porque era muito fácil fazer amigos naquele país. E esses amigos levavam-nos então a suas casas e, depois de terem trancado as portas e fechado todas as janelas, revelavamlhes o segredo da sua tristeza. Contavam-lhes que o povo daquele país tivera um dia um imenso e belo tesouro e que alguém lho roubara. E que era um tesouro tão gran-

de e tão valioso que, sem ele, não podiam ser felizes. - Um tesouro?, perguntavam os visitantes muito surpreendidos. - Sim, um tesouro… A liberdade. - A liberdade? Um tesouro? Os visitantes não queriam acreditar porque, nas suas terras, a liberdade era uma coisa comum, quase sem importância. Toda a gente era livre de fazer o que quisesse desde que não fizesse mal a ninguém, e isso era tão normal que as pessoas nem davam pela liberdade. Eram livres do mesmo modo que respiravam e ninguém dá conta de que respira, respira e pronto. - Sim, a liberdade é como o ar que respiramos, diziamlhes os seus novos amigos tristemente. Só quando nos falta, e sufocamos cheios de aflição, é que descobrimos que, sem ele, não podemos viver… - E como pode alguém viver sem liberdade? Como é possível? Então explicavam-lhes: naquele país as pessoas não podiam fazer o que queriam, nem podiam dizer o que pensavam ou o que sentiam nem, como eles, partir e visitar outros países e conhecer outros povos, viviam fechados no seu país como se ele fosse uma prisão. Nem sequer podiam contar esse segredo a ninguém, porque seriam presas, ou até mortas.

- Mas isso deve ser uma grande infelicidade!, diziam os visitantes. – Não admira que vocês estejam sempre tristes! E os seus amigos, depois de irem espreitar de novo à porta para ver se alguém, lá fora, os espiava, contavam-lhes como era a vida de todos os dias no País das Pessoas Tristes. Havia polícias por toda a parte, não os polícias bons, que orientam o trânsito e prendem os ladrões, mas polícias para vigiar as pessoas e impedir que elas falassem entre si; polícias nas fronteiras para não as deixar sair; até polícias que abriam as suas cartas e ouviam as suas conversas para descobrir o que diziam e o que pensavam, e que as perseguiam e lhes batiam se elas não dissessem nem pensassem o que eles queriam que dissessem e que pensassem. Os meninos do País das Pessoas Tristes não podiam ouvir as músicas, nem ver os filmes, nem ler os livros e as revistas de que gostavam, mas só as músicas, os filmes e os livros que não eram proibidos. Nem sequer podiam beber Coca Cola, porque a Coca Cola também era (ninguém sabe porquê) proibida! As raparigas e os rapazes não podiam conversar nem conviver uns com os outros e tinham que andar em escolas separadas e brincar em recreios separados por muros

e por grades. As raparigas não podiam vestir calças nem andar sem meias, era também proibido; e os rapazes, quando cresciam, eram mandados para horríveis guerras em países longínquos e obrigados a matar gente que não conheciam e que nunca lhes tinha feito mal nenhum, e muitos deles morriam lá ou regressavam loucos ou estropiados. - Mas porque é que vocês não votam em governantes que acabem com todas essas coisas más e que vos restituam a vossa liberdade, o vosso tesouro?, estranhavam os visitantes. - Porque nós também não podemos votar! Era espantoso: - Não podem votar? Então como escolhem os vossos governantes? - Mas nós não escolhemos os nossos governantes… - Então quem os escolhe? - Ninguém sabe… Quem ouvia estas coisas ficava muito inquieto e, subitamente, o seu coração enchiase também de tristeza e de amargura. O Sol já não lhe parecia tão quente, nem o céu tão transparente e tão azul e, quando voltava à rua, olhava também em volta amedrontado, pensando que podia estar a ser vigiado e seguido e temendo até que alguém pudesse ler os seus pensamentos e sair da sombra para o castigar por causa deles. E, de regresso ao seu país, compreendia então como a sua liberdade era afinal um tesouro muito valioso e, a partir daí, passava a velar por ele como por um bem raro de que a sua felicidade e a sua própria vida dependiam, lembrando-se muitas vezes dos amigos que tinham deixado, sós e infelizes, no País das Pessoas Tristes.

Excerto de um conto de M.A. Pina, que a professora Mónica Monteiro contou aos seus alunos da EB1/JI Areeiro - Fontinhas


PISCA DE GENTE

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Ciência

O Altar

divertida

Texto de Micaela Aguiar, 2.º ano EB1/JI de Areeiro Fontinhas

Um dia diferente

As mães de alguns meni-

Os maios

nos, as senhoras auxiliares e

outras

senhoras

das

Fontinhas

fizeram

um

Na

ze dias. Quem trabalha connos-

O altar é grande e parece e cor-de-rosa. Foi feito para nós rezarmos a Nossa Senhora de Fátima todos os dias do mês de Maio, no final das aulas, antes de irmos para

No dia trinta de Abril estivemos a fazer Maios. A professora Durvalina trouxe roupa e sapatos e o pai da professora

Mónica

trouxe

palha. A senhora auxiliar esteve a fazer os Maios. A mãe da Maria

casa. O altar é lindo e nós estamos muito contentes.

feira, de quinze em quin-

escola. que tem degraus. É branco

escola

Ciência Divertida à sexta-

altar no ginásio da nossa

Sexta-feira, dia 2 de Maio de 2008 tivemos actividades diferentes na nossa escola. De manhã, tivemos uma sessão de capoeira. Primeiro dois senhores mostraram alguns passos a todos os meninos. Depois estivemos a cantar e a experimentar passos de capoeira. À tarde estivemos a ver um teatro de fantoches. A história era sobre a Rosa e o seu filho João, que fazia sempre asneiras. Gostámos muito deste dia.

nossa

e três meninos de cada vez também ajudaram. Fizemos três Maios e colocá-

co é a cientista Liliana. Fazemos muitas experiências divertidas. Gostei mais do dia em que fizemos o sabonete. O meu sabonete era verde, tinha a forma de um mocho e cheirava a baunilha. Gosto da Ciência Divertida!

mos na rua, para toda a gente ver, no dia um de Maio. Os meninos da pré também

Alunos do 1.º e 2.º ano da

fizeram um Maio, que prende-

EB1/JI de Areeiro,

ram na rede da escola.

Fontinhas

Os Maios ficaram bonitos.

5 - Maio - 2008

Bianca Pamplona, 2.º ano EB1/JI de Areeiro Fontinhas

Alunos do 1.º e 2.º ano da EB1/JI de Areeiro, Fontinhas 5 - Maio - 2008


ANO XVI

Página 17

A

camponesa

Era uma vez uma linda e pobre camponesa que encontrou, próximo de um rio cristalino, um maravilhoso anel mágico. Era maravilhoso porque era lindo, único, todo feito de diamantes. E era mágico porque fazia coisas extraordinárias. A linda e pobre camponesa, chamada Madalena, mais conhecida por Lena (nome que lhe davam os amigos e vizinhos que viviam na mesma aldeia que ela), era muito boazinha, honesta, ajudava todos aqueles que a rodeavam (mesmo quando o que tinha para si já era pouco) e era muito trabalhadora. Mas, no dia que Lena encontrou um anel mágico tudo mudou. Nesse dia tudo aconteceu assim: «Numa bela manhã de Verão, Lena aproximou-se de um rio cristalino que ficava perto de sua casa, para ir buscar água. Quando lá chegou ficou espantada ao ver um objecto muito brilhante à beira de água, e então decidiu pegar nele. Mas antes de lhe pegar, por incrível que pareça, a linda e honesta camponesa não se lembrou de que alguém poderia ter perdido aquele anel e estivesse a precisar muito dele. A única coisa que pensou foi que o deveria vender e com o dinheiro da sua venda compraria uma fábrica de roupas, e então daria muitos postos de trabalho a muitas pessoas. Quando Lena pegou no anel sentiu muita vaidade, pois achou que o anel lhe ficava muito bem no dedo. Levou-o para casa e durante

a noite pensou, pensou e repensou no que iria fazer com o anel. Dias depois já corria o boato na aldeia de que Madalena ia comprar uma fábrica e empregar muitas pessoas. No dia em que Madalena se dirigiu à cidade para vender o anel, pelo caminho tropeçou num rapaz. Ele, muito gentil, segurou-a pelo braço. Foi muito simpático e começou a meter conversa com ela: - Onde vai uma menina tão bonita a esta hora da manhã? Lena, ingénua, retorquiu: - Vou à cidade vender este lindo anel – disse-lhe a camponesa mostrando – lhe o dedo – e com o dinheiro da sua venda comprarei uma fábrica e empregarei muita gente. - Não posso deixar uma linda menina ir pela cidade sozinha, ainda por cima com esse lindo anel no dedo. Permita-me que a acompanhe? – sugeriu-lhe o rapaz. - Está bem, assim vendo mais depressa o anel, pois não sei onde ficam as ourivesarias. Esta cidade é muito grande comparada com a minha aldeia! Juntos, seguiram viagem até à ourivesaria mais próxima. Quando finalmente chegaram ao seu destino, foram corridos a pontapé pelo dono da loja, pois quando Madalena ia dar o anel ao dono da ourivesaria, ele não lhe saiu do dedo. O dono da loja pensou que estavam a brincar com ele e expulsou-os. Madalena voltou para sua

casa, após dois dias na cidade, e pensou, pensou em qual seria a razão para o anel lhe ter saído do dedo quando chegou a casa e não enquanto estava na cidade e surgiu-lhe uma razão: o anel poderia ser mágico e não queria ser vendido. Madalena voltou à cidade mais três vezes e só à quarta vez conseguiu vender o anel, mas mal sabia ela que o anel era mesmo mágico e a partir do momento em que o vendera ele amaldiçoaria a vida dela. Sabendo que Lena vendera o anel e agora possuía alguma riqueza, Samuel (rapaz que Lena conhecera) começou a iludir Madalena, dando-lhe ideias para que esta gastasse o dinheiro. Tais como: - Uma menina dona de uma fábrica a vestir-se dessa maneira? Não é que estejas mal vestida… E a pentear-se dessa maneira, e com uma casa assim tão velha?... Porque é que não vamos às compras? - Sabes… também acho, mas… – dizia Lena – tenho medo que o dinheiro não chegue para tudo… - Claro que chega. Vamos! Compraram de tudo: vestidos, sapatos, cordões, muitas jóias… tudo do melhor e foram tratar de tudo para o lindo castelo que Lena mandaria construir. Poucos dias depois Madalena já tinha gasto todo o dinheiro em coisas fúteis. Não foi preciso muito tempo para que esta tivesse perdido tudo o que tinha comprado pois estava cheia de dívidas

graças à influência de Samuel. Tinha gasto tudo o que tinha e o que não tinha. E não tinha meios de construir a fábrica que tanto prometera aos amigos da aldeia. Ao saber que Madalena estava falida, Samuel assim como muitas outras pessoas interesseiras, abandonou – a. A população da aldeia, que sempre confiou na jovem quando esta lhes dizia que mandaria construir uma fábrica para lhes dar trabalho, revoltou-se e negou-lhe ajuda quando Lena lhes pediu. Lena passou a viver sozinha, na rua, com muito pouco que comer. Apesar do esforço feito pela população para perdoar Lena, os camponeses deramlhe uma casa. Mesmo assim a camponesa continuava triste e sozinha, pois sentia que tinha sido vaidosa e egoísta, desrespeitando as pessoas a quem muito estimava e tinha faltado aos seus princípios. Assim, Madalena foi ajudar os pobres para se redimir e sentir-se útil.» Com tudo isto a jovem camponesa aprendeu uma grande lição: o dinheiro não traz felicidade a ninguém. O mais importante do mundo é o amor e a amizade… sempre.

Texto remetido ao concurso 'Escritores do Futuro' da Editorial Verbo.

Oriana Sousa, 5.º 3.ª


PISCA DE GENTE

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“Gosto muito da junção de todas

Entrada, de Amadeo de Souza-Cardoso

as cores que amadeo utilizou para pintar o quadro Entrada”

AMADEO DE SOUZACARDOSO

Nome: Entrada Ano: 1917 Tipo de pintura: Óleo sobre tela com colagem

Medidas: 93,5 x 76 cm

Nasceu a 14 de Novembro de 1887 em Manhufe, no concelho de Amarante. Fez estudos no liceu do mesmo e frequentou a Academia de Belas Artes de Lisboa em 1905, tentando seguir o curso de Arquitectura, que interrompeu para partir para Paris em 1906, instalando-se em Montparnasse. Frequentou ateliers preparatórios para o concurso de admissão às Beaux-Arts parisienses, ainda, com destino a Arquitectura, vindo, no entanto, a dedicar-se exclusivamente à Pintura, Frequentou a Academia Viti do pintor espanhol Anglada Camarasa. Nesta época realizou várias caricaturas e algumas pinturas marcadas por aspectos naturalistas e impressionistas. Em 1910 fez uma estadia de alguns meses em Bruxelas

e em 1911 expôs trabalhos no Salon des Indépendants, em Paris, havendo-se aproximado de artistas como Modigliani, Brancusi, Archipenko, Juan Gris, Robert e Sonia Delaunay. Em 1912 publicou o álbum XX Dessins, que expôs no Salon des Indépendants e no Salon d’Automne. Em 1913 expôs oito trabalhos, nos Estados Unidos da América, no Armory Show, e ainda hoje, restam algumas dessas obras, expostas nos museus americanos. Nesse ano participou ainda no Herbstsalon da Galeria Der Sturm, em Berlim. Em 1914 encontrou-se em Barcelona com Gaudí e partiu para Madrid onde é surpreendido pela guerra. Regressou a Portugal, instalando-se em Manhufe e casou no Porto com Lucia Pecetto que conhecera em Paris em 1908. Pintou com grande constância, refez algumas obras no seu atelier da Casa do Ribeiro, cultivou a amizade com Eduardo Viana, Almada Negreiros e os Delaunay. Em 1916 expõe no Porto 114 obras como título Abstraccionismo que serão também expostas em Lisboa, com novidade e algum escândalo. Em 25 de Outubro de

1918 Amadeo morre em Espinho vítima da pneumonia. Escolhi este quadro de Amadeo de Souza-Cardoso por quatro razões: •Gosto muito da junção de todas as cores que ele utilizou para o pintar, pois ao ver este quadro “entro” no mundo de Amadeo; •Acho fantástica a qualidade artística e plástica do mesmo; •Sabendo que este pintor português viveu apenas 31 anos, mas que realizou tanta arte faz-me admirar ainda mais os quadros dele; •A última razão que me fez realizar este trabalho sobre a Entrada foi a mistura do cubismo (trata as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando todas as partes de um objecto no mesmo plano), abstraccionismo (onde predominam sentimentos e emoções, as cores e formas são criadas livremente, e colocam-se nestes grande expressividade) e futurismo (as obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX.)

Maria Bettencourt, 9.º 1.ª


ANO XVI

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A Noite Estrelada, de Van Gogh Vincent Willem, Van Gogh, é o nome deste pintor expressionista, nasce a 30 de Março de 1853, na aldeia de Groot Zundert, no sul da Holanda. Em 1868, deixou os estudos trabalhando com o tio numa loja de artes, mas não se adaptou. Por não se ter adaptado, trabalhou como pregador nas minas de carvão, distribuindo os seus bens e caindo na miséria. Em 1885, pinta o seu quadro que foi o mais vendido, tendo como título “Os Comedores de Batatas”. Inicia os seus estudos em 1888, no sul de França, num atelier em Arles, pintando o único quadro que conseguiu render-lhe mais em toda a sua vida, a “Vinha Encarnada”. Enquanto estava na Holanda, convidou Gauguin, pintor francês impressionista, para morar com ele no sul da França, aceitando a sua ideia de fundar um centro artístico naquela região. No início, a relação entre os dois era tranquila, porém com o tempo, os conflitos foram aumentando e, quando Gauguin retornou para Paris, Van Gogh entrou em depressão, tendo ataques de violência e ficando muito agressivo, foi neste período que cortou a sua orelha. A sua doença tornou-se mais grave, tendo que ser internado numa clíni-

Lírios”, “Noite Estrelada”, “O Velho Moinho” de 1888 e “Oliveiras” de 1889. O quadro que escolhi é de Van Gogh. Chama-se Noite

Van Gogh

“O que mais gostei neste quadro foi o contraste das cores, as árvores das

Estrelada. Tem como corren-

florestas a

te artística o expressionismo.

arder em

O que mais gostei neste qua-

direcção aos

dro foi o contraste das cores,

céus”

as árvores das florestas a arder em direcção aos céus,

ca psiquiátrica. Na clínica havia um mosteiro que passou a ser a sua fonte de inspiração, as pinceladas foram deixadas de lado e as curvas em espiral começaram a aparecer em suas telas. No mês de Maio, deixou a clínica e voltou a morar em Paris, próximo de seu irmão e do doutor Paul Gachet, que o iria lhe tratar. Porém a situação depressiva não regrediu. No dia 27 de Julho de 1890, matou-se atirando ao seu próprio peito. Foi levado para um hospital, mas não resistiu, morrendo três dias depois. As principais obras de Van Gogh foram: “Os Comedores de Batatas” de 1885, “A Italiana”, “A Vinha Encarnada”, “A Casa Amarela” de 1888,“Auto-Retratos”, “ Retrato do Dr. Gachet”, “Girassóis”, “Vista de Arles com

os elementos da natureza que nele existem. É um quadro que representa a natureza sobre as coisas. Também o que mais me chamou a atenção foi a fantástica sobreposição de elementos reais e imaginários, e provençais e nórdicos que neste quadro estão representados e o uso de cores primárias e cores misturadas. As linhas unem -se em traços dinâmicos, com pinceladas de amarelo e branco, sobre o fundo azul-escuro fazendo com que as estrelas se abram. Este quadro é de 1889, quando Van Gogh se encontrava no asilo de St.Rémy.

Vanessa Fagundes, 9.º 1.ª

A Noite Estrelada 1889 óleo sobre tela 73 × 92 cm


PISCA DE GENTE

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“Gosto das cores vivas que

Mancha Negra I, de Wassily Kandinsky

depois contrastam com a grande mancha negra.”

Wassily Kandinsky

Nome: Mancha Negra I Ano: 1912 Tipo de pintura:

Óleo sobre tela Medidas: 115 x 96 cm

Nasceu em Moscovo, no dia 4 de Dezembro de 1866, no seio de uma família de classe média. Inicia as suas aulas de pintura com 8 anos e aos 20 frequenta a Universidade de Moscovo, onde estuda Direito e Economia. Anos mais tarde muda-se para Munique e dedica-se à pintura. Ao longo da sua carreira de pintor funda várias associações de pintores, como é o caso da “Phalanx”, da ”Nova Associação dos Artistas de Munique”, da “Der Blaue Reiter” (O Cavaleiro Azul) e da “Die Blaue Vier” (Os Quatro Azuis). Para além de pintor, Kandinsky foi também

escritor, músico e ocupou cargos no Estado Soviético. Em 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial volta para a Rússia, onde ocupa cargos de administração artística e cultural no Novo Estado Soviético. Mas devido a alguns desentendimentos com os principais artistas russos (seus rivais) abandona o Instituto de Cultura Artística de Moscovo, onde leccionava. Ainda tenta ir em frente com um projecto para a secção fisiopsicológica da Academia das Ciências Artísticas, mas em vão, porque acaba por abandonar a Rússia e estabelece-se em Berlim. Aí é convidado a fazer parte da Bauhaus, onde ,de 1922 a 1933, dirige um curso de iniciação e o Atelier de Pintura Decorativa. Com a ascensão nazi ao poder, Kandinsky vê-se obrigado a abandonar a Alemanha e parte para o exílio em Neully-sur-Seine, perto de Paris. Passa aí os últimos anos da sua vida, vindo a falecer no dia 13

de Dezembro de 1944, aos 78 anos de idade. O quadro “Mancha Negra I” foi pintado por Wassily Kandinsky, em 1912, e representa a arte abstracta (o Abstraccionismo). Este quadro apresenta uma mistura de inúmeras cores e formas, que foram desenhadas livremente. A sua característica principal e também a que chama mais a atenção é a grande mancha preta situada mais ou menos ao centro, que explica a atribuição do nome “Mancha Negra I” ao quadro. De entre todas as correntes artísticas admiro o Abstraccionismo, pois expressa sentimento transmitindo-me uma enorme sensação de liberdade e despreocupação. Gosto das cores vivas que depois contrastam com a grande mancha negra. Quanto a defeitos, não os encontro, daí ser o meu eleito. A grande contradição é que parece um quadro tão simples, e ao mesmo tempo tão complicado de pintar. A minha interpretação em relação a este quadro é baseada nos sentimentos: uma vida feliz e sem problemas (cores fortes e alegres) e que de repente pode ser alvejada por situações muito graves e complicadas (mancha preta).

Catarina Esteves, 9.º 1.ª


ANO XVI

Página 21

de Dalí

“Enquadrei o

Achei bastante interessante este quadro. O primeiro aspecto que me chamou a atenção foi o facto de o “ovo” ser a Terra. Depois de uma interpretação, o quadro suscitou-me ainda mais interesse: transmite-me o nascimento de um novo ser… um novo Homem, mais cruel (sangue que provém do ovo), um Homem que destruiu a Terra (paisagem deserta). Nasce na escuridão, sendo a sua chegada algo de novo para alguns (criança) e algo de esperado para outros (adulto). Foi este “novo Homem” que destruiu a sua casa, o seu lar, o seu planeta! A Mãe Natureza foi morta e tudo à volta perdeu a sua cor e o seu espírito natural. Os rostos das personagens são rostos de tristeza e miséria… A gota de sangue realça-me o papel do Homem, tanto nos cruéis problemas ambientais, como nos problemas sociais (guerras); a gota que se vê na costa de África dá -me a ideia de ser como uma lágrima da Terra ao ver-se destruída por um ser que depende dela; por último, a “dificuldade” com que o ser está a ter para sair de dentro do ovo (Terra) associei à dificuldade que o Homem terá para sair agora do enorme problema que causou à Terra com os seus actos inconscientes (poluição, desflorestação, …). Enquadrei o quadro nos problemas ambientais que o Homem tem causado ao planeta Terra.

quadro nos

Geopoliticus Child Watching the Birth of the New Man ,

Salvador Dalí nasceu a 11 de Maio de 1903, na cidade de catalã de Figueras (Espanha), vindo de uma família sólida da classe média, cujo pai era um prestigioso tabelião. Tornou-se uma figura popular pelo seu arrebitado e arrogante bigode. Era um artista showman na divulgação da sua própria obra. Estudou na escola pública (Colégio Salle), começando pelo desenho quando tinha 13 anos. Em 1919, participou numa exposição de pintura, obtendo reconhecimentos da Associação Catalã de Arte e, nesse mesmo ano, matricula-se na Escola de Belas Artes em Madrid, onde ficou até 1926, conhecendo Frederico Garcia Lorca. Surrealista desde 1928 (ano em que produziu, com Buñuel, o filme “Un perro andaluz” e se incorpora ao grupo surrealista em Paris). Este movimento, o Surrealismo, sediado em Paris, influenciado pelas teorias psicanalíticas, criava obras ditadas pelo inconsciente através dos sonhos. Em 1938, mantendo o mesmo tipo de pintura, modificou a sua orientação temática até chegar a um quase misticismo. Logo no ano seguinte, estabeleceu-se como membro do grupo com a ajuda de Gala Eluard, que seria não só sua amante como também esposa. Foi durante a época de 1923-39 que Dalí pintou as suas obras mais famosas e, provavelmente, as melhores, usando o "método críticoparanóico" que ele mesmo

Dalí imaginou. Este método envolvia várias formas de associações irracionais, notadamente imagens que variavam conforme a percepção do observador. Dalí, e outros artistas surrealistas, achavam que tinham a “missão” de dotar a humanidade com tudo o que escapava à consciência, dando importância ao irracional, ao sonho e à loucura. Dalí utilizava imagens duplas e objectos do quotidiano, como em "Construção mole com ervilhas cozidas", "Praia com telefone", "Premonições da guerra civil", "Canibalismo de Outono" e "O sono”. O início da Segunda Guerra Mundial e a vitória dos alemães contra França (1940), levaram Dalí a fugir para os Estados Unidos, onde ficou durante oito anos e onde pôde usar o seu lado exibicionista. Tornou-se uma celebridade, aparecendo até em anúncios de televisão. Dalí faleceu a 20 de Janeiro de 1989, na sua terra natal.

problemas ambientais que o Homem tem causado ao planeta Terra.”

Geopoliticus Child Watching the Birth of the New Man 1943 óleo sobre tela

Joana Lopes, 9.º 2.ª

45.5 x 50 cm


PISCA DE GENTE

TORNEIO BASQUETBOL 3X3 – COMPAL AIR – FASE DE ESCOLA No passado dia 3 e 4 de Abril

ras” e “Universal Basketball”,

de 2008, teve lugar na nossa

dos infantis masculinos partici-

escola, o torneio de basquetebol

parão na fase ilha os “Asas

3x3 Compal Air (fase de esco-

Brancas” e os “Forsakem”.

la), nos vários escalões (infantis,

Relativamente aos iniciados

iniciados e juvenis) e género.

masculinos, foram apuradas as

Deste torneio resultou o apura-

equipas “NBA” e “The Fantas”.

mento de equipas para a fase

No que diz respeito aos juvenis

ilha, assim no escalão infantil

masculinos participarão na fase

feminino foram apuradas as

ilha os “Chiquititas” e “Terceira

equipas “Aquelas tais jogado-

Prós”.

Textos e fotos do Grupo de Educação Física

Página 22


ANO XVI

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IV MEGA SPRINTER E MEGA SALTO ESCOLAR DA TERCEIRA No passado dia 6 de Mar-

Alunos apurados para a fase regional Infantis A Femininos

escalões

etários/género

dos alunos a partir das 9h30

ço de 2008, teve lugar na

Infantis A, para alunos nasci-

e as provas a terem inicio a

nossa escola, o IV Mega

dos em 97/98 – Infantis B,

partir das 10h, com duração

Sprinter e Mega Salto Esco-

para alunos nascidos em

prevista de 2 horas. Os alu-

lar da Terceira (fase de ilha),

95/96 – Iniciados, para alu-

nos apurados realizaram duas

com a participação de apro-

nos nascidos em 93/94.

vezes os 40 metros e dois

ximadamente 140 alu-

saltos em compri-

nos de várias escolas:

mento. Para efeitos

EBI da Praia da Vitória,

de

EBI

geral,

de

Angra

do

classificação contou

Renata Vaz (6.º 3.ª)

Heroísmo, EBI dos Bis-

somente a melhor

Infantis A Masculinos

coitos e Escola Secundá-

marca

ria Vitorino Nemésio.

Esta prova apura-

Eurico Simão (5.º 7.ª) Bruce Ávila (5.º 12.ª) Infantis B Femininos

Letícia Barcelos (6.º 6.ª) Carina Vitorino (6.º 8.ª) Infantis B Masculinos

Eduardo Soares (6.º 12.ª) Carlos Lima (CRE) Iniciados Femininos

Vanessa Fagundes (9.º 1.ª) Fabiana Silva (6.º 6.ª) Iniciados Masculinos

Vítor Gomes (9.º 1.ª) Hugo Oliveira (9.º 1.ª)

O aluno Vítor Gomes está no Ranking Regional, na prova de 40 Metros.+

O

alcançada.

Projecto

Mega

rou os alunos que

Sprinter/Mega

Salto

irão participar na

visa, entre outros objec-

Fase Nacional do

tivos, a detecção de jovens

Os tempos obtidos pelos

com capacidade ao nível da

alunos nesta fase (fase de

velocidade, já que esta é uma

ilha) foram colocados num

Os alunos integrados no

capacidade motora condicio-

ranking regional e os seis

Ranking Regional do Mega

nal

grande

melhores tempos por escalão

Sprinter e Salto realizaram,

modalidades

etário/género garantiram o

das 14h30 às 16h30, um

realizada

apuramento para a Fase

estágio de aperfeiçoamento

uma corrida na distância de

Regional do Projecto que se

técnico, com a orientação da

40 metros e um salto em

realizou no dia 14 de Abril

Directora Técnica da Asso-

comprimento.

Participam

de 2008, no Complexo Des-

ciação de Atletismo da Ilha

neste evento os alunos (as)

portivo Tomás Borba, em

Terceira, a Profª Paula Costa.

apurados (as) na fase de

Angra do Heroísmo, na ilha

escola distribuídos em três

Terceira, com concentração

transversal

maioria

das

desportivas.

à

Foi

Mega Sprinter e do Mega Salto.

Grupo de Educação Física


PISCA DE GENTE

Página 24

Núcleo de Actividades de Exploração da Natureza da ADREP

Grupo de Educação Física

CANOAGEM


Página 25

Bea Rocha Nova Vitória da Nossa 44ª!

ANO XVI

Especialistas em Educação Física visitaram a nossa Escola

Segura. Isso! Vamos lá, Bea! Força! Comentava-se em sussurro (…) E de novo um serviço certeiro! Nova vitória para a actual 44ª do Ranking Nacional em Iniciados Femininos! Segura. Tranquila. Muito bem, menina! De para-

Um grupo de 14 especialistas em Educação Física, oriundos de 10 países europeus visitou a nossa escola integrados num programa comunitário “Aprendizagem ao Longo da Vida”, no dia 17 de Abril de 2008. Os técnicos oriundos da Polónia, Inglaterra, Alemanha, béns está a nossa ADREP! De parabéns redobrados está a nossa campeã do V Torneio Juvenil da Ilha Terceira! Segura. Tranquila. Comedida. E a expressão de alegria num sorriso contido. Segura. Tranquila. Comedida. Feliz. É o jeitinho da nossa Bea!

O Resp. Técnico Rodolfo Franca

Itália, Eslováquia, Chipre, Espanha, Bélgica, Suécia e Roménia contactaram com os projectos desenvolvidos na área de Educação Física e do Desporto no âmbito escolar. Visitaram a nossa escola observando as instalações desportivas assim como actividades decorridas ao longo da manhã: Actividades Rítmicas Expressivas, Escalada, Basquetebol, Patinagem e Luta.


PISCA DE GENTE

Página 26

A Feira da Tralha chegou à escola 25 de Junho

É já na próxima quinta-feira, 25

res, bem como a comuni-

Rua de Jesus

de Junho, que se vai realizar a

dade escolar que o aprecia

Feira da Tralha.

e nele se revê.

9 -12horas

Este evento, que agora se

Estarão convidados para

retoma depois de um

mais

esta

curto interregno, decorre-

iniciativa

rá na rua de Jesus

escolar

todos

que o Departamento de Línguas

entre as 9 horas e

quantos nela quei-

do 3º Ciclo, mentor deste pro-

o meio-dia e con-

ram

participar,

jecto, deseja a toda a comunida-

tará com a parti-

pois

constitui a

de escolar um final de ano lecti-

cipação dos alunos do

mesma um significado de vitali-

vo repleto de sucesso e umas

3º Ciclo.

dade, abertura e participação da

óptimas férias que ora se aproxi-

escola no meio da qual faz parte

mam!!!

Crê-se, que à semelhança de anos anterio-

e, interagindo, nele participa.

res, este acontecimento

É, pois, com a certeza de que

vá galvanizar e entusias-

este momento não cairá no

mar alunos e professo-

esquecimento dos que o viverem,

Prof. Luísa Andrade

Decoração do Ginásio pelo Grupo de EVT


ANO XVI

Página 27

concurso para o logótipo do projecto (IN)Dependências

Texto Prof. Nuno Inácio

Terminou no dia 3 de Maio o prazo para entrega das propostas criadas no âmbito do concurso para o logótipo do projecto (IN)Dependências. Foi notório o empenho e envolvimento e motivação das professoras Eduarda Meneses, Fernanda Leal e Helena Louro de Educação Visual e Tecnológica e do professor José Espadinha de Educação Visual na sua divulgação e no acompanhamento do processo que resultou num elevado número de pro-

postas submetidas. A tarefa do júri não foi fácil, tendo sido seleccionados os três trabalhos que melhor obedeceram a critérios de originalidade, criatividade, mensagem e mancha gráfica. Os três projectos seleccionados serão expostos à comunidade e sujeitos a votação de onde sairão o 1º, 2º e 3º lugar. Os vencedores receberão os prémios correspondentes. A todos os que colaboraram o nosso muito obrigado.

A Festa - desenho de Simão Bessa, 4.º Ano


Escola Francisco Ornelas da Câmara http://srec.azores.gov.pt/dre/sd/115132020201/

www.piscadegente.blogspot.com

www.piscadegente.blogspot.com

Rua Nossa Senhora da Saúde 9760-423 Praia da Vitória Ilha Terceira - Açores

Bo a s Fé ria s

 295 454 470 piscadegente@gmail.com

http://piscadegente.blogspot.com/ No dia 8 de Março, dia

to Rico, República Checa,

O Pisca de Gente inclui

internacional da mulher, o

Rússia, Suécia, Suíça, Tai-

ligações quer para páginas

blog Pisca de Gente entrava

lândia, Timor Leste, Vene-

didácticas e lúdicas (a pen-

na blogosfera.

zuela). Além, claro, de gen-

sar nos mais pequenos),

Três meses depois já

te de muitas cidades do

quer para assuntos que

fomos visitados por gente

continente e das outras

podem ser do interesse dos

de muitos países (África do

ilhas.

adultos (pais, avós, tios,

Angola,

O blog Pisca de Gente é

Argentina, Austrália, Áus-

multidisciplinar e heterogé-

Com uma média diária de

tria, Brasil, Cabo Verde,

neo. Da saúde às ciências

75 visitas, tem ainda a par-

Canadá, Eslovénia, Espa-

da natureza, da música à

ticularidade de estar aberto

nha, EUA, França, Ingla-

arte, fotografia e literatura,

a comentários.

terra, Islândia, Itália, Japão,

da política à história e

Por tudo isso, cremos

Luxemburgo,

Moçambi-

sociologia, da actualidade

que vale a pena visitá-lo

que, Noruega, Nova Zelân-

às curiosidades, tudo é

diariamente.

dia, Paraguai, Polónia, Por-

motivo para um post.

Sul,

Alemanha,

etc.).


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