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Cris Peres

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Por uma arqueologia do descarte CRIS PERES

Curadoria Robson Xavier


Por uma arqueologia do descarte A apropriação de objetos do cotidiano é prática corrente na arte contemporânea, o uso de materiais descartados como suportes ou meios para produção artística está presente desde a primeira colagem cubista no início do século XX, o uso de embalagens e de objetos de descarte se mantêm como um terreno fértil para produção artística. Ao longo do tempo, a “embalagem” serviu como tema para diversos artistas, entre os quais destaco: Andy Warhol com o seus objetos e silkscreens; os empacotamentos de Christo e Jeanne-Claude; o enfrentamento político nas trouxas de Artur Barrio, nos anos 1970; a crítica ferina ao consumo da Jac Leirner ao se apropriar de embalagens plásticas para a série “nomes” de 1989, entre outros. A artista Cris Peres com seu olhar clínico e político, utiliza a gravura como técnica inicial, redesenhando sua produção, a partir da gravura no campo ampliado, experimentando técnicas e suportes variados, saindo do plano para o espaço. Seus trabalhos partiram das marcas deixadas pelas embalagens plásticas em suportes planos, para a criação de “gravuras-objeto”.

Utilizando gesso e cimento, a artista molda marcas arqueológicas de objetos ausentes/presentes, produtos plásticos que potencialmente duram mais de 400 anos para se decompor no meio ambiente, são capturados como marcas sobre outros suportes. Cris Peres é uma artivista que ao se apropriar de embalagens plásticas descartadas no cotidiano e da gravura como meio, foca seu trabalho nas marcas dos corpos sobre os suportes, seu trabalho limpo e preciso, quase cirúrgico, reordena os destroços e reconstrói o caos, captura os rastros, mobiliza e questiona a invisibilidade das coisas comuns descartadas e reforça a presença marcante das mulheres na gravura brasileira. Ao optar pelas marcas pretas (positivo) e uso de suportes claros (negativo), e pela tectónica brutalista do cimento e gesso, a artista também aponta para seu lugar de fala, a gravura como ato político, como afirmação feminina e preta. Seu trabalho em curso se configura como indício de uma arqueologia do descarte na arte contemporânea brasileira.

Curadoria Robson Xavier


Maneira banca. Monotipia sobre Eucatex e tinta acrĂ­lica. 2020


Um segundo por vez. Monotipia offset sobre canson. 0,5 x 0,5 cm. 2020


Um segundo por vez. Monotipia offset sobre canson. 0,5 x 0,5 cm. 2020


Da série Territorialidades residuais. Gravura-objeto- Gesso e plástico. Dimensões variadas. 2019


Matriz de cabeça. Monotipia corporal, guache e papel. Dimensþes variadas. 2020


Da sĂŠrie ImpressĂŁo Errada. Monotipia offset sobre glassine. 100x 80 cm. 2019


Da série Os vales abrigam. Impressão offset sobre papel. Dimensões variadas. 2020


Da série Os vales abrigam. Concreto, plástico e tinta offset. Dimensões variadas. 2020


Da série Arqueologia do amanhã. Concreto, plástico e pigmento industrial. 50 x 50 cm 2019


CafĂŠ preto. Concreto, plĂĄstico e pigmento industrial. 35x35 cm. 2019


Da série Área de risco. Concreto e plástico. Dimensões variadas. 2020


O tempo entre as coisas. Concreto e plĂĄstico. DimensĂľes variadas. 2020


Sem título. Concreto e plástico. Dimensões variadas. 2019


Hibrido. Concreto e plĂĄstico. DimensĂľes variadas. 2019


Hibrido. Concreto e plĂĄstico. DimensĂľes variadas. 2019


EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL 2019 Vocabulário do vazio - Galeria Casarão 34. JP/PB C O L E T I VA S 2 0 2 0 Art In Progress - Galeria Janete Costa. PE Entre cânones e desvios- Mulheres na Pinacoteca UFPB. JP C O L E T I VA S 2 0 1 9 Panapaná 2019 - Poéticas Relacioanis - Espaço Relacional - Galeria Archydi Picado. JP EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2018

Cris Peres - Artista Visual

Cris Peres é artista visual, pesquisadora e concluinte do bacharelado em Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba. Tem o trabalho voltado para a experimentação, partindo do princípio da gravura no campo ampliado. Utiliza o produto industrial, principalmente o plástico, como plataforma de processo. Interessa-se pela inquietude do ser no meio em que ele se projeta, discutindo o liame produto/ individuo. Participou de exposições coletivas na cidade, sendo sua primeira individual realizada em julho de 2019 na Galeria Casarão 34, titulada Vocabulário do Vazio.

Galeria Casarão 34 - Art in Progress II - JP/PB Galeria Archidy Picado - Panapaná – Novembro das artes visuais - JP/ PB 2019 Pinacoteca UFPB - Concha - JP/PB SALÕES 2018 Salão de Artes Visuais - Sesc Paraíba 2019 XVI SAMAP – Salão Municipal de Artes Plásticas I Galeria casarão 34 I JP- PB RESIDÊNCIA ARTÍSTICA 2019 Movimento Arapuca arte residência


@crisperesdias crisperesdias@outlook.com

(83)99610-8685 https://crisperes.wixsite.com/crisperes


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Cris Peres by PinacotecaUFPB - Issuu