O BALIDO Edição 21 - 2017
“empreendedorismo e inovação no agronegócio”
SUMÁRIO ~ Conheça o PET [3] ~ Editorial [4] ~ Retrospectiva 2016 [5] ~ Experiência do tutor [6] ~ Entrevista com ex-petianos [7] ~ Relatos de ex-alunos [9] ~ Panorama do empreendedorismo do Brasil [11] ~ Empreendedorismo social: Uma nova abordagem unindo nossa realidade [14] ~ A importância do empreendedorismo no desenvolvimento social [16] ~ Estratégias para o desenvolvimento do espírito empreendedor na graduação [19] ~ Do açougue para a boutique de carnes [23] ~ Churrasco gourmet: A revolução na indústria da carne [25] ~ Camarão de água doce: Uma alternativa para incrementar a rentabilidade de sua piscicultura [27] ~ Tendências do avestruz no agronegócio do futuro [29] ~ Vai uma rã ai? [32] ~ Uso de tecnologia e inovação na piscicultura [34] ~ Um olhar mais detalhado para o nosso alimento [36] ~ Ações de Zootecnistas no mundo empreendedor [39] ~ STARTUPS do agronégocio: AGROINOVA [41] ~ STARUPS: Uso de inovação e tecnologia no agronegócio [44]
Conheça o PET Zootecnia! O Programa de Educação Tutorial da USP (PET-USP) faz parte de um programa nacional, do Ministério da Educação. No âmbito nacional, o programa é gerenciado pela Secretaria de Educação Superior e se faz presente em universidades públicas e privadas, espalhadas pelo território nacional. Hoje conta com mais de 800 grupos distribuídos entre 114 Instituições de Ensino Superior distribuídas entre as diferentes áreas do conhecimento e as diversas regiões geográcas do país. De acordo com o estabelecido na Lei nº 11.180/2005, e regulamentado na Portaria MEC 976 de 27 de julho de 2010, o PET é desenvolvido por grupos de estudantes, com tutoria de um docente, organizados a partir de formações em nível de graduação das Instituições de Ensino Superior do país, orientados pelo princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. É um programa existente desde 1979 e, atualmente, tem como objetivo atuar junto aos alunos de graduação, delineando metas e executando ações para contribuir com a melhoria dos cursos de graduação no país. O Programa PET é instituído nas universidades na forma de Grupos PET selecionados pelo MEC. O Programa PET possui encontros de âmbito nacional, regional e local (EPETUSP, no caso da USP). Nestes eventos são discutidos assuntos ligados ao Programa, abrangendo desde as atividades realizadas pelos grupos até discussões sobre metas, objetivos, ações e políticas do Programa.
Bruna (Miganha)
Mariana (Paquita)
Leonardo (Gabirete)
Ana Laura (D. Onça)
Julia (Taj Mahal)
Roberto (Cuíca)
Marcelinho TUTOR
Laura (Hilária)
Bianca (Glande)
Bruno (Paraguayo)
Valdo CO - TUTOR
Ilnara (Katinguelê)
Iago (Purunga)
Henrique (Tranquilo)
Matheus (Dei)
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EDITORIAL A Revista “O Balido” chega a sua 21ª edição, com o tema “Empreendedorismo e inovação no agronegócio”. A mim, coube o enorme prazer de apresentar a revista. O Balido, que nasceu como informativo, tem tradição e memória. Faz quase duas décadas que se apresenta, para contribuir com a formação em Zootecnia e para mostrar um pouco dos estudos e das reexões que os membros do grupo PET-Zootecnia elaboram e que querem compartilhar. Os petianos trabalharam para escolher, produzir, realizar entrevistas, enm, na concepção do projeto, do início ao m, e na sua realização, sempre na perspectiva de oferecer aos leitores suas melhores contribuições. O tema escolhido é consequência de discussões produzidas nas reuniões do grupo e procurou traduzir a preocupação em ampliar os horizontes da formação em Zootecnia. Buscou-se trazer um olhar mais abrangente, mais atento às novas oportunidades de realização prossional, procurando mostrar experiências bem sucedidas e novas dinâmicas produtivas, no campo da inovação, sempre a partir da discussão sobre o perl empreendedor que esperamos que o zootecnista possa desenvolver. A Revista oferece um painel, um conjunto de possibilidades. Não pretende esgotar nenhum assunto, nem mesmo ter conseguido englobar tudo de mais novo que existe no agronegócio brasileiro. Pretende sim, ampliar a compreensão sobre nossa prossão e trazer informações que permitem maior percepção sobre as múltiplas opções que temos, quando somos capazes de fugir dos caminhos mais óbvios e naturais. Experimentar! Ousar! abrir novos espaços de atuação! São esses os esforços aos quais “O Balido” desse ano quer se juntar. Tomara todos gostem da leitura e que ela cumpra com os objetivos que a tornaram possível. Prof. Marcelo Ribeiro Tutor do grupo PET Zootecnia
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RETROSPECTIVA 2016 Projeto ovinos
O BALIDO
XIV EPETUSP
XVI SUDESTPET
Dia de campo
V SimpOsio
USP na escolinha
PET NA ESCOLA
DSM DAY
VIVENCIAS
Aula bixo
Semana da Zootecnia
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EXPERIÊNCIA DO TUTOR! Assumi a tutoria do Grupo PET- Zootecnia no dia primeiro de agosto de 2016. Antes, acompanhei as atividades do grupo por um período de 06 meses. Nessa fase, pude conhecer melhor o programa, participar de alguns eventos e de muitas de suas reuniões. Nesse processo construí o plano de trabalho e o planejamento de atividades que apresentei junto com minha inscrição para concorrer à tutoria. Ao ser aprovado, herdei um grupo bastante estruturado e com uma dinâmica de trabalho consolidada e concretizada em vários projetos de longa duração, dentre os quais, se encontra a Revista O Balido. Essa comprovação me faz consciente do desao que assumi junto com a tutoria, já que não é fácil honrar a história que o grupo carrega e as vitórias que obteve em sua trajetória. Tive a felicidade de, através do PET, reencontrar um caminho mais consistente de reaproximação com a graduação, em especial, com a graduação em Zootecnia, que é meu curso de formação e, no qual desenvolvi toda minha carreira acadêmica. Sempre estive presente, mas por diversas circunstâncias, vinha me dedicando mais efetivamente a outras atividades na FZEA e na USP. Estou seguro de que o grupo representa um espaço de fortalecimento da graduação e de que suas práticas repercutem para todos os estudantes do curso e mesmo da FZEA. Também sei que fora da nossa faculdade, também ali, as atividades do PET nos fazem mais conhecidos e melhor representados. Considero que a USP é um ambiente bastante competitivo e, o fato de termos dois grupos PET em nossa faculdade, dentro de um total de 22 grupos ativos, contribuí para aumentar nossa presença na Universidade, mas também representa grande responsabilidade. Os desaos são enormes. Tanto para a Zootecnia no âmbito nacional, apesar de todas as conquistas dos últimos anos, quanto para o curso no interior da FZEA. N ó s n ã o podemos nos enganar com o fato desse ser o curso mais antigo da escola e de contar com os docentes mais antigos da instituição. Nossa faculdade precisou lutar muito para consolidar os novos cursos, precisamos nos empenhar para criar no Campus condições de suportar o crescimento que vivemos, mas as diculdades ainda se encontram em todos os níveis e, é certo que não estamos passando à margem das crises que o país, e a USP, em particular, enfrentam, nos dias atuais. Existe uma enorme desmotivação em nossa volta e, se não estamos imunes a esse processo, precisamos encontrar esperança e força na certeza de que trilhamos bons caminhos. É preciso trabalhar muito. É preciso seguir no busca pela participação efetiva do grupo PET- Zootecnia na FZEA, e na luta pela nossa prossão.Para mim, o PET é um programa que em seu espírito e, em sua prática, luta pela socialização do conhecimento, pela formação diferenciada de seus membros, pela perspectiva humanista na relação com a ciência e com o mundo do trabalho. Não poderia me sentir mais confortável e mais irmanado com o programa quando o vejo por essas perspectivas. Espero poder contribuir para a continuidade dessa caminhada e estar à altura da conança de seus membros e da FZEA quando me permitiram ocupar essa posição. Recebam meu abraço,
Prof. Marcelo Ribeiro.
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ENTREVISTA COM EGRESSOS
DO PET !
Luiz Sodré e Daniela Sodré é um casal de Zootecnistas graduados na FZEA que atualmente vem ganhando destaque no agronegócio através do trabalho desenvolvido na empresa “Perfarm“. Além de ser exalunos da FZEA, o casal de Zootecnistas também participou do PET durante suas graduações. E a 21° edição do Balido teve a honra de conhecer um pouco da trajetória percorrida por estes prossionais. 1) Qual a área prossional que atuam? Atuamos na área de Gestão do Agronegócio. Trata-se da intersecção de todo o conhecimento técnico que aprendemos ao longo da faculdade e aplicamos no campo junto à administração e economia. Envolve conceitos de nanças, recursos humanos, gestão da produção, análises de mercado, entre muitos outros. No nosso entendimento, o agronegócio ainda é carente de prossionais especializados no tema. Embora a produção agrícola e pecuária brasileira tenham se desenvolvido em diversos aspectos, principalmente o produtivo, muitos dos produtores não adotam práticas de gestão, mesmo essas sendo estudadas e aplicadas em outros setores por mais de séculos. 2) Na graduação vocês focaram em alguma área especíca onde já tinham interesse ou mantiveram sempre dispostos à novas experiências? Em ambos os casos (Daniela e Luiz), começamos a graduação com grande enfoque em aplicar na prática aquilo que aprendíamos em sala de aula. Desta forma, zemos estágio desde o primeiro ano da graduação. Por ainda não termos nosso direcionamento prossional completamente denido no início da graduação, acabamos fazendo estágio em diversos setores do campus e da Zootecnia, incluindo diferentes espécies animais. Com o decorrer da graduação, percebemos nossa vocação e gosto pela área de Gestão, e fomos, os dois, orientados do LAE nos anos nais da graduação. 3) Como foi a experiência da realização do estágio obrigatório? Eu, Daniela, z meu estágio na Informa FNP, empresa de consultoria no agronegócio, que foca em estudos de mercado. Trabalhei na área de Business Intelligence (Inteligência de Mercado), atuando em diferentes projetos de grandes empresas e escolhi estagiar na empresa em função da sua reputação no meio e área de atuação, justamente o que vislumbrava para a carreira prossional.
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4) De que forma o PET contribuiu em suas carreiras prossionais? Sem dúvida, o PET tem grande contribuição na nossa formação tanto enquanto na vida acadêmica, como hoje na prossional. Ao contrário de muitas outras iniciações cientícas que desenvolvemos ao longo da faculdade, o PET tem como característica principal o trabalho em equipe sem uma hierarquia denida. Foi uma ótima oportunidade para desenvolver senso de responsabilidade para com o trabalho e os demais, bem como consolidar qualicações em liderança e próprio trabalho em equipe. 5) Como decidiram ingressar no mundo do empreendedorismo? O ingresso no mundo do empreendedorismo se deu de forma natural. Principalmente pela percepção de uma lacuna no setor, que são empresas focadas na gestão de agronegócio que abarcam todas as áreas de uma empresa, e não somente na gestão da produção ou em aplicações técnicas. Não foi uma decisão fácil, assim como a vida que nos deparamos no dia-a-dia. Ambos tínhamos carreiras promissoras nas empresas em que trabalhávamos. O Luiz teve seu MBA concluído nos EUA patrocinado pelo banco em que trabalhava, e a Daniela, após cursar um programa de administração nos EUA, se dedicou integralmente ao projeto. 6) Quais são suas perspectivas para o futuro do Agronegócio? O Agronegócio passa por uma grande mudança e os novos prossionais tem que car extremamente atentos a ela, ao passo que oferece oportunidades de carreiras meteóricas para pessoas ainda no início de prossão. Assim como a revolução dos cerrados dos anos 70, que permitiu a expansão agrícola brasileira e a chegada da agricultura de precisão no nal do século passado, o Agronegócio agora passa pela onda da Agricultura Digital. Pela sua característica de estar diretamente associada à internet, esta tem tudo para ser difundida de forma ainda mais rápida que as demais fases que permitiram ganho de produtividade e desenvolvimento do setor. São inúmeras as tecnologias que emergem a cada dia, e será bem sucedido aquele produtor ou prossional que conseguir identicar aquelas com maiores potenciais de benefícios para ambos.
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Experiências e caminhos trilhados
pelos egressos de Zootecnia da FZEA !
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André Artin Machado Grupo Pão de Açúcar
Meu nome é André Artin Machado, sou zootecnista, o período da minha graduação foi entre 2004 e 2009 na FZEA, um período fantástico na minha vida. Nasci em São Paulo e nunca tive nenhuma ligação com o agronegócio antes da graduação, mas a produção animal sempre me atraiu, o que me motivou a estudar sobre o curso antes de prestar o vestibular. Já no início da graduação, comecei a procurar estágio nos setores da faculdade e a me relacionar com a empresa Junior. Sempre estava disposto a ajudar qualquer experimento, tese, ou iniciação científica que aparecia pela frente. Logo no início já comecei a ter grandes amizades, éramos um grupo de jovens maravilhados com essa nova fase da vida, sempre um apoiando o outro e vibrando com as conquistas de cada um. Éramos muito esforçados em aprender ao máximo sobre tudo que envolvia a Zootecnia, mas nunca abríamos mão dos eventos sociais, como festas e churrascos. Entrei no PET, no segundo ano e, junto com a Zoot Jr., pude ter experiências importantíssimas de trabalho em equipe e de relacionamento, pontos cruciais para minha modelagem como profissional. Desde o início da graduação, me interessava bastante pelas áreas de nutrição de ruminantes e forragicultura, temas principais dos meus primeiros estágios, porém como muitas coisas na vida, minha trajetória acabou indo para um outro lado do setor. Em 2006, surgiu uma oportunidade de bolsa pela CAPES para uma gradação sanduíche na França e me candidatei, sem saber precisamente o que eu poderia fazer nesse país, mas fui adiante. Após alguns processos de seleção, tive a felicidade de ser aprovado, mas a dúvida do que um aluno de zootecnia com interesses em nutrição de ruminantes poderia fazer em um país cuja produção animal é tão diferente, ainda persistia. Naquele momento, minha maior preocupação era tentar um estágio na França que pudesse ser vantajoso para uma futura oportunidade profissional no Brasil. Na época, as exportações de carne bovina já estavam no auge, e discutia-se muito sobre as barreiras técnicas do mercado europeu e principalmente sobre o rigor das exigências sanitárias e de rastreabilidade dentro do setor. Foi então que resolvi que tentaria me aprofundar neste assunto como estudante de zootecnia brasileiro na França. Durante meus estudos na França, desde o começo,“perseguia” os professores especialistas em gestão da qualidade, segurança sanitária, mercado da carne e rastreabilidade. Tive muita sorte em ter me relacionado bem com alguns deles, que mais tarde me ajudaram bastante no meu primeiro estágio por lá. Fui estagiar no Departamento de Qualidade em um dos maiores frigoríficos franceses, trabalhei com rastreabilidade e segurança sanitária e a partir daí, comecei meu romance com a indústria da carne. Voltei para o Brasil, com uma boa bagagem, fiz o último ano de graduação e consegui um estágio no frigorífico Bertin, um dos maiores grupos na época, dentro da área de Qualidade, onde em seguida acabou sendo meu primeiro emprego como zootecnista. Trabalhei em seguida na JBS por mais alguns outros anos. A indústria frigorífica é uma área apaixonante até hoje para mim, super intensa e que foi responsável por construir minha base como profissional. Atualmente, trabalho no varejo, pelo Grupo Pão de Açúcar, como responsável pelo desenvolvimento comercial do setor de bovinos, suínos e aves. Minha atuação vai de ponta a ponta, onde o desenvolvimento começa no campo, passa pela indústria e termina na estratégia de venda do produto nas gôndolas das lojas de todo o Brasil.
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Uma mensagem que gostaria de deixar para meus futuros colegas de trabalho é que aproveitem cada momento da faculdade, façam grandes amizades, frequentem festas e churrascos, se relacionem com as pessoas, se esforcem para conquistar seus anseios prossionais e pessoais e estudem bastante para se tornarem prossionais diferenciados dentro do mercado. A Zootecnia é apaixonante e o mercado é muito promissor.
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Marcelo Shimbo
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Prime cater
Quando eu entrei na faculdade a infraestrutura era muito diferente do que é hoje, e por existir somente o curso de Zootecnia havia poucos alunos. Como eu era oriundo de uma classe mais urbana, vindo de São Paulo, tinha uma certa desvantagem em relação a maioria da minha sala, que já tinha maior contato com a parte agrária, no que diz respeito a comunicação com produtores, o dia dia do campo, etc. Entretanto vi nisso uma oportunidade de crescimento: como não tinha nenhum tipo de vicio ou pré-conceito, pude desenvolver uma visão mais crítica em relação ao setor agrário. Além disso, para ir atrás dessa “desvantagem“ que tinha, sempre busquei fazer estágios para aprender na prática sobre todas as produções, então aproveitei todas minhas férias para fazer estágio em fazenda. Para me aprimorar ainda mais eu utilizava todos meus direitos à falta nas aulas para ir à palestras, cursos, encontros, buscando conhecimento além do que era ensinado na faculdade. Saindo da faculdade, percebi que era necessário sair da zona de conforto que um possível estágio dentro do próprio campus pudesse fornecer. Então ingressei em um estágio numa empresa pequena de consultoria muito promissora em Ribeirão Preto, porém, esta empresa acabou não dando certo. Posteriormente, mesmo com dificuldades de recurso, fui morar na Austrália, não por motivos curriculares, sim visando um desenvolvimento pessoal. Lá tive que “me virar”, aprimorei meu inglês, além de conhecer fazendas e métodos produtivos ligados à produção animal. Cheguei da Austrália e fui trabalhar em uma fazenda em Rondônia, onde era contratado por meu conhecimento técnico. Nesse ponto notei algo que foi preponderante para meu futuro, considerado um divisor de águas: escolher em ser um profissional sempre técnico ou me envolver em questões mais humanas, desenvolvendo negócios. Nessa empresa propus que abrissem uma filial em São Paulo, onde teria um showroom para aumentar a possibilidade de vendas. Vendo a oportunidade de maior aprimoramento profissional, decidi fazer um MBA em marketing ao mesmo tempo em que trabalhava, visando entender melhor o comportamento do cliente, ler o mercado, analisar suas demandas e baseado nisso aprimorar meus conhecimentos voltados ao empreendedorismo. Nesse aspecto entendi o ato de empreender não sendo somente a vontade de fazer algo inovador, muito além disso: baseia-se em abrir mão de um conforto, de uma posição concreta, um salário fixo (muitas vezes alto), para arriscar em seus projetos. Trabalhei também na empresa CFM, local que sempre ambicionei trabalhar durante minha graduação, e posteriormente na JBS, onde pude desenvolver um projeto no setor de carnes Premium, conseguindo estabilidade e conforto.
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Porém minha inquietude e vontade de desenvolver meu próprio negócio zeram com que eu saísse da JBS, abrindo mão da alta estabilidade que eu tinha adquirido, para fundar a Prime Cater, empresa onde trabalho atualmente.
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PANORAMA DO EMPREENDEDORISMO DO BRASIL Ana Laura Matos e Mariana Fantini
São inúmeras as oportunidades que o empreendedorismo trouxe consigo. O que torna fascinante referir sobre o assunto. Um deles é abordar o conceito de empreendedorismo, um passo importante para entender o cenário que o empreendedor está inserido. Outro ponto a mencionar é o número de empreendedores que estão atuando no mercado. Por conseguinte, apresentar os apoios que existem para auxiliar o indivíduo a iniciar o seu próprio negócio. Então caro leitor, venha conosco conhecer sobre essa área.
Em vista disso, o empreendedor possui um papel importante no sucesso dos negócios. Quando são levados em consideração alguns pontos para alcançar o êxito, reunindo: “imaginação, determinação, habilidade de organizar, habilidade de liderar pessoas e habilidade de conhecer tecnicamente etapas e processos” (SEBRAE, 2016). Referindo-se a alguns pontos
A propósito, o empreendedorismo é a necessidade de planejar, inovar e gerenciar empresas e negócios. Sendo possível identicar problemas e oportunidades a m de alavancar mudanças para obter como resultado um impacto positivo. Deste modo, isso permite ao empreendedor potencializar o seu autoconhecimento, suas habilidades e competências frente a um determinado ambiente prossional no qual sejam necessárias mudanças nas condições vigentes de uma empresa ou na sua própria empresa (ZAMPIER et. al., 2011).
por este fato, torna-se interessante
importantes, são muitas pessoas que abrem o seu próprio negócio, inspirados no espírito de mudanças e inovações. E abranger o empreendedorismo no Brasil e inteirar-se nos indivíduos ativos nesta área. Desse modo, o GEM é um projeto que compreende o papel do empreendedorismo no desenvolvimento econômico e social dos países. O Brasil participa desse projeto desde 2000. A pesquisa é conduzida pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produto (IBQP) e conta com o apoio técnico nanceiro do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).
imaginação;
habilidade de organizar;
determinação;
habilidade de liderar pessoas;
conhecimento técnico, de etapas e processos.
Para ser um empreendedor de sucesso. Fonte: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/o-que-e-ser-empreendedor,ad17080a3e107410VgnVCM1000003b74010aRCRD
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O projeto recorta o conceito de empreendedorismo de duas formas diferentes. Na primeira, é o indivíduo empreendedor que aparece, mais do que o empreendimento em si. E o segundo, apresenta uma visão ampla de empreendedorismo que visa captar os diferentes tipos de empreendedores (formais e informais). Ou seja, os dados que vamos mostrar aqui consistem em considerar qualquer tentativa de criação de um novo empreendimento, como, por exemplo, uma atividade autônoma, uma nova empresa ou a expansão de um empreendimento existente (GEM, 2015). De acordo com o gráco abaixo em 2015 a Taxa Total de Empreendedorismo no Brasil (TTE) foi de 39,3%. Estima-se, portanto, que em 2015, 52 milhões de brasileiros com idade entre 18 e 64 anos estavam envolvidos na criação ou manutenção de algum negócio, na condição de empreendedor em estágio inicial ou estabelecido. Quando comparada à TTE de 2014 (34,4%), observa-se que essa taxa sofreu um aumento signicativo, intensicando a trajetória de crescimento observada desde 2011.
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Como podemos ver no gráco, os dados sugerem que o fator determinante para o crescimento da taxa total de empreendedorismo (TTE) de 2014 para 2015, no Brasil, foi o signicativo aumento na taxa de empreendedores nascentes (GEM, 2015). Avaliando o envolvimento da população brasileira com empreendimentos em estágio inicial vemos que homens e mulheres são igualmente ativos: · Indivíduos na faixa etária dos 25 aos 34 anos são os mais ativos enquanto na faixa dos 55 aos 64 anos são os menos ativos. · Indivíduos com escolaridade de segundo grau completo são os mais ativos, porém indivíduos com curso superior completo são os menos ativos. · Indivíduos com renda familiar entre 6 e 9 salários mínimos são os mais ativos e indivíduos com renda inferior a 6 salários mínimos são os menos ativos.
Mas avaliando o envolvimento da população brasileira com empreendimentos em estágio estabelecido temos que os homens são mais ativos do que as mulheres: - Indivíduos na faixa etária dos 45 aos 54 anos são os mais ativos enquanto na faixa dos 18 aos 24 anos são os menos ativos. - Indivíduos com escolaridade inferior ao primeiro grau são os mais ativos, porém indivíduos com curso superior completo são os menos ativos. - Indivíduos com renda familiar entre 3 e 6 salários mínimos e acima de 9 salários mínimos são os mais ativos e indivíduos com renda inferior a 3 salários mínimos são os menos ativos. Ao analisar os valores, percebe-se que empreender tende a crescer no mercado brasileiro, isso devido a oportunidades de novas tecnologias. Além do interesse de independência nanceira e no trabalho. Como também o interesse de indivíduos na participação do desenvolvimento de inovações mercadológicas Também, se torna importante ressaltar os apoios destinados para os empreendedores que almejam ter o seu próprio negócio. Nessa perspectiva, destacamos dois: SEBRAE e BNDES.
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) é uma entidade privada que promove a competitividade dos empreendimentos. A partir disso, ele atende empreendedores que pretendem abrir seu próprio negócio, assim como pequenas empresas já consolidadas que buscam uma nova posição no mercado (SEBRAE, 2017). Outra opção de apoio importante é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). É uma agência de nanciamento em longo prazo. O banco apoia empreendedores de todos os portes, inclusive pequenos e grandes empreendedores do setor agropecuário, por exemplo (BNDES, 2017).
Diante desse quadro geral, percebe-se o importante crescimento do empreendedorismo no Brasil. Isto porque, são inúmeras as oportunidades que surgem na criação de novos negócios frente a diversas tecnologias e aplicabilidades no mercado. E para isso, é extremamente importante a atuação de apoios, como o Sebrae e BNDES, para que empreendedores possam assumir um espaço no mercado brasileiro.
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Estratégias para o desenvolvimento do espírito empreendedor na graduação. Iago Carraschi Atualmente, a demanda de prossionais que apresentam características e habilidades, tais como comportamento e atitudes adequados a um perl dinâmico e empreendedor tem sido observada mais frequência no mercado brasileiro (G1-GLOBO, 2017, 2015; MESQUITA, 2016; LOPEZ, 2011). Desta maneira, os estudantes que logo se tornarão prossionais, são estimulados pelos professores e colegas de curso para se manterem em um processo de aprendizagem contínua para o desenvolvimento de habilidades pessoais, utilizando como estratégias, as participações em grupos de trabalhos, representações discentes e agremiações na universidade.
E vem a 1ª dúvida: Qual caminho escolher na graduação: área acadêmica ou mercado corporativo? Do mesmo modo como o trabalho na universidade é organizado em três pilares principais: ensino, pesquisa e extensão, o aluno constrói uma base de formação e pode escolher trilhar diferentes caminhos conforme o esquema abaixo:
Área acadêmica
mercado de trabalho
aluno de graduação
Dentre esses caminhos, para seguir na área acadêmica, é necessária a construção de uma carreira que envolve: iniciação cientíca, participação em intercâmbios acadêmicos e publicações cientícas. Enquanto que, para seguir no mercado corporativo, o prossional precisa de formação ampla com visão interdisciplinar, construída com participação em agremiações, contato com empresas, intercâmbios acadêmico, trabalho social e empresarial. Apesar do estudante poder seguir caminhos diferentes, é importante considerar que esses caminhos não são totalmente distintos entre si. Existe uma conexão entre eles, como por exemplo, pesquisas aplicadas ao desenvolvimento de produtos nas empresas e empreendimentos que trabalham exclusivamente com pesquisas. Para se ter uma ideia sobre a pretensão dos graduandos, segundo um levantamento desenvolvido por uma aluna¹ da FZEA-USP, 51% alunos tem vontade de empreender, mas existe uma insegurança quanto à formação e o mercado no qual o negócio irá se desenvolver. Quanto à pretensão de trabalho depois de um período de 10 anos, o estudo mostrou que 32% dos alunos querem estar trabalhando em uma grande empresa e 30% querem administrar o seu negócio e 30% querem ter aberto um negócio.
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São objetivos da EJ, a elaboração de projetos de consultoria de pequena e média empresas, a contribuição com crescimento de pequenos e médios negócios e a valorização da imagem da instituição de ensino superior através das parcerias realizadas. Desta maneira, a aprendizagem do discente é construída por experiências de gestão, elaboração de projetos e cultura empreendedora . Figura 1 - Pretensão dos alunos depois de 10 anos formados. (FONTE: CEREZER, 2016)
Em outro dado da pesquisa m os trou q ue p a ra os a l unos q ue participam de agremiações (ENACTUS, PET, AIESEC, C.A e Atlética e EJ's), acima de 50% responderam que têm interesse em empreender. Isso mostra que o papel das agremiações é de fato importante para despertar o interesse no mercado empreendedor. Além disso, essa pesquisa mostra que a maioria dos alunos têm pretensão em atuar no mercado de trabalho, o que indica que será necessário o desenvolvimento de habilidades especícas para conseguir uma boa colocação no mercado. Geralmente as agremiações estudantis são divididas em cargos (presidência, diretoria, gerência e conselhos) e são tutoradas por um professor da instituição, que auxilia e orienta os alunos nas ações do grupo. No caso da empresa júnior (EJ), temos uma organização civil legalmente constituída e sem ns lucrativos. É formada por alunos de graduação, podendo ser de um curso especíco ou de caráter multidisciplinar.
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Exemplos de empresas júniores da FZEA/USP.
3. Entidade e associação de empresas juniores Existem também as entidades e associações das EJs, que tem como objetivo desenvolver, representar e integrar as empresas juniores. No caso do núcleo USP jr, se trata de uma entidade que reúne as EJ da Universidade de São Paulo e conta com 29 EJs liadas a mais 1.000 estudantes indiretamente envolvidos. Já a FEJESP é a Federação Paulista das EJ do estado de SP. Esta federação potencializa 52 EJs que estão presentes em 11 Instituições de Ensino Superior e 20 cidades. Em 2016, elas somavam 354 projetos comerciais e mais de R$ 1,9 milhões de faturamento, que impactaram diversas micro e pequenas empresas e estimularam ainda mais a cultura empreendedora em suas regiões. O processo continua e existem ainda mais de 100 empresas juniores em formação, em crescimento ou em processo para fazerem parte da FEJESP.
4. Empreendedorismo social No aspecto de desenvolvimento social, existem agremiações, sem ns lucrativos, que atuam diretamente com esse assunto e se dedicam a inspirar alunos através de ações empreendedoras que atuam na melhoria da comunidade. Sua medida de resultado é o impacto social e tem foco de trabalho na solução de problemas sociais. Para isso, podem participar alunos e professores de todas as áreas, executivos e prossionais. Um exemplo disso, é a Enactus que está presente no Brasil e mais 36 países ao redor do mundo. É constituída de uma plataforma de líderes executivos e acadêmicos e estudantes de graduação através da qual são provocados a criar projetos de desenvolvimento comunitário e com isso colocam o talento das pessoas em evidência. A participação de atividades como essa, é muito valorizada por multinacionais de forte expressão no mercado brasileiro.
Em complemento, quanto às atividades de cunho social também existem programas exclusivos de trabalhos voluntário, intercâmbio social e empreendedorismo global, como no caso da AIESEC (que surgiu de uma sigla francesa: Association Internationale des Etudiants en Sciences Economiques et Commerciales, e a partir de 1999, passou a ser uma marca, não sendo mais traduzida ).
A AIESEC tem como objetivo de cooperação internacional a função de desenvolver líderes, viabilizando experiências internacionais aos alunos e ajudando a descobrir habilidades que causem impacto positivo na sociedade. O estudante interessado poderá participar em startups em outros países e intercâmbios sociais em comunidades ao redor do mundo e trabalhos voluntários. Atualmente, conta com mais de 10.000 parceiros e atuando em mais de 1.100 universidades em 103 países. Para aqueles que já têm a vontade de empreender e gostariam de um acompanhamento durante o processo, existem organizações que ajudam alavancar seus projetos de negócio, como o centro de incubadora de empresa e aceleradoras de negócio. A UNITEC, em Pirassununga, é uma incubadora de empresa, ligada a uma universidade, que busca empreendedores que pretendam um diferencial de inovação. Além disso, faz parte de uma estrutura que conta com um laboratório de empreendedorismo e inovação da FZEA, com orientação de doutores da área, que tem o intuito de d i s s e m i n a r a e d u c a ç ã o empreendedora e fortalecer o comércio local. Para quem deseja incubar sua empresa, será necessário passar por processo de avaliação, quando concluído esse processo e, uma vez aprovada, a empresa poderá utilizar da infraestrutura do local com acompanhamento de prossionais.
Incubadora de empresas do Agronegócio de Pirassununga.
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7- Núcleo de empreendedorismo de criação de startups Para quem deseja um apoio para criação de uma empresa voltada para área de tecnologia, plataformas de informação e, criação de startups, o NEU (Núcleo de Empreendedorismo da USP) é um local adequado para este tipo de empreendimento. Eles oferecem cursos de criação de startups, estágios em startups e acompanhamento com diversos especialistas da área. No caso de alunos da USP existe também uma agência que atua e promove diretamente projetos que envolvam inovação. Ela fornece bolsas para alunos em projetos em suas unidades, bolsas de intercâmbio, empreendedorismo e fomento direto para desenvolvimento de projetos. Ela atua na proteção de patentes, marcas e software de materiais produzidos na USP e tem parceria com várias entidades como SEBRAE e incubadora de empresas.
8- Agência USP inovação: fomento bolsas Existem muitas formas OUTRAS de vivenciar experiências de empreendedorismo na graduação que NÃO foram citadas na matéria. É importante ressaltar que os exemplos citados de agremiações e grupos foram expostos em função da perspectiva de um aluno da USP. Além disso, o desenvolvimento do espírito empreendedor e de outras habilidades pessoais não se limita apenas na participação em grupos tais como os que foram expostos. É necessário que no indivíduo “desperte” o interesse no assunto e que ele busque sempre novas formas de ação e continue em aprendizagem contínua. E mesmos para aqueles que NÃO pretendem atuar no “mercado corporativo”, não se deve desconsiderar qualquer tipo de construção de conhecimento, pois tudo o que é aprendido pode ser utilizado em algum momento da vida pessoal e prossional.
Fontes: - AIESEC. Disponível em: http://aiesec.org.br/. Acesso em 03 de março de 2017. - CEREZER, C. S.. RIBEIRO, M. M. De L. O.. CARRER, C. C. LEVANTAMENTO SOBRE O EFETIVO POTENCIAL DE EMPREENDEDORES NA FZEA/USP. 24º Simpósio Internacional de iniciação científica e tecnológica da USP. 2016. Pirassununga-SP - ENACTUS. Disponível em: http://www.enactus.org.br/. Acesso em 03 de março de 2017. - Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo. Disponível em: http://www.fejesp.org.br/. Acesso em 03 de m-arço de 2016. - G1 GLOBO (Org.). Pesquisa mostra perfis buscados por empresas em profissionais de 9 áreas. 2017. Disponível em: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/concursos-e-emprego/noticia/2017/02/pesquisa-mostra-perfis-buscados-por-empresas-em-profissionaisde-9-areas.html. Acesso em: 28 fev. 2017. - G1 GLOBO (Org.). Empresas buscam perfis voltados para mercado dinâmico e incerto. 2015. Disponível em: <http://g1.globo.com/globonews/contacorrente/noticia/2015/01/empresas-buscam-perfis-voltados-para-mercado-dinamico-e-incerto.html>. Acesso em: 19 jan. 2017. - LOPEZ, Arthur. O que as empresas procuram nos candidatos: 2011. Disponível em: <http://estagio.ig.com.br/guiadocandidato/recrutamento/o-que-as-empresas-procuram-nos-candidatos/n1300006645822.html>. Acesso em: 28 fev. 2017. - MESQUITA, Eduardo Pitombo. As características do empreendedor nacional: o perfil comportamental de sucesso. 2016. Fundação Getúlio Vargas- Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, Centro de Formação Acadêmica e Pesquisa. 114 f. Dissertação de mestrado. - Núcleo de empreendedorismo da USP. Disponível em: http://www.uspempreende.org/ Acesso em 03 de março de 2017. -Sato, Kimberli Terumy, Eduardo Guilherme Satolo, and Timóteo Ramos Queiroz. Desenvolvimento de competências e valores organizacionais em discentes de uma Empresa Júnior. Revista Conexão UEPG 11.3 (2015): 282-297.
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Do açougue para a boutique de carnes! Henrique Cancian e Mariana Fantini
O Brasil produz e abate uma grande quantidade de cabeças de gado, sendo uma parte importante abastece os varejos do país e a outra parte, são exportados. Grupos de empreendedores brasileiros que se especializaram na produção e comercialização dos cortes especiais passaram a apostar e investir em butiques de carne, apresentando produtos diferençados. Essas iniciativas encontraram um mercado em busca de qualidade e foram um incentivo para consumidores que procuravam esse tipo de produto. No Brasil, essa tendência aparenta ser uma grande novidade, porém a primeira marca Premium de carne bovina nos Estados Unidos foi criada em 1978 pela Certied Angus Beef, fundada por um grupo de produtores familiares que permanecem até hoje no mercado e aumentam cada vez mais sua qualidade e sosticação. Mais informações são encontradas no site: http://www.certiedangusbeef.com/
Buscando inovações no mercado e delidade de público, a indústria da carne investe em novos produtos para clientes mais exigentes e também dispostos a pagar mais por uma qualidade superior. O intuito de agradar o paladar renado dos clientes deu tão certo que atualmente existem os Clubes de Carne, nos quais o consumidor paga uma mensalidade para receber, em casa, os cortes nobres de carnes.
Em busca de sabor, origem da carne e maciez, os consumidores sosticaram seu paladar e passaram a car mais atentos ao bem-estar dos animais, marcas e rótulos das carnes nobres. Ao exemplo do vinho, há um consumidor brasileiro que está disposto em aprender a comer carne. Segundo dados da Associação Brasileira de Criadores de Angus, em 2015, o abate de animais da raça cresceu 21% em comparação com 2014, isso nos mostra uma forte tendência de crescimento do mercado, mesmo em um momento de crise.
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Os açougues de antigamente, cuja decoração era marcada por carcaças penduradas e azulejos sujos, vêm perdendo espaço, desde a década de 1970, para as grandes redes de supermercados. Porém, nos últimos anos, é nítido o crescimento da presença de açougues gourmet ornamentados por diversos cortes de carne já limpos e porções embaladas a vácuo. “A ideia é vender artigos de excelência, seja para um jantar especial, churrasco ou mesmo para o dia a dia”, diz Danilo Jorge, sócio do ”Empório no ponto”, em Moema.
Ricardo Gabriel, dono do Prime Beef, é outro exemplo de empreendedor com experiência em cortes gourmet. A loja é mais uma que se encaixa no novo ramo de mercado de carne. Além da venda direta ao consumidor, o Prime Beef também organiza cursos que ensinam a preparar um bom churrasco. “Alguns alunos gostaram tanto que abriram suas próprias lojas”, conta Ricardo.
Portanto, podemos armar que o consumo de cortes especiais, de carnes gourmet e as boutiques de carne estão se tornando um desejo entre os consumidores brasileiros mais exigentes, que atualmente vêm encontrando esse nicho de mercado, que com o passar do tempo, possui grandes chances de se consagrar.
Imagem ilustrativa - Fonte:http://m.noticias.bol.uol.com.br/fotos/entretenimento/2014/07/31/acougues-gourmet.htm
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Churrasco Gourmet: A revolução na indústria na carne Bruna Maganhe e Bruno Gimenez
A crescente demanda pela carne bovina levou ao mercado a aproveitar a oportunidade e a diversicar os cortes comerciais e, ainda, à busca de novas maneiras de prepará-las com o objetivo de satisfazer a procura com preços semelhantes ou mais acessíveis. Hoje, existe um consumidor que não procura encher a churrasquei a com cortes “clássicos”, tais como picanha, contralé, maminha ou coxão mole. Não só porque os preços desses cortes estão muito elevados, senão porque o mercado hoje oferece alternativas de primeira qualidade, com preços muito atraentes para o bolso desse público. A indústria da carne esta atravessando uma verdadeira reinvenção devido aos avanços da ciência, que estabeleceu novos parâmetros de qualidade da carne e esses vão determinar o índice de aceitabilidade do consumidor. Para atender essa procura, cada vez mais exigente, que se traduzem por novas oportunidades de negócios, os produtores, frigorícos, comerciantes e restaurantes devem cuidar de aspectos que antes passavam despercebidos, tais como: como a raça do animal, a idade, o sexo, a forma de abate, a maturação da carne, a cocção adequada, etc. Entre os parâmetros de qualidade mais importantes podemos encontrar a textura, a sucosidade, o marmoreado (quantidade de gordura entre as bras musculares), a ternura ou maciez e o avour (combinação de sensações produzidas pelo sabor e pelo aroma).
Conquistando o paladar Muitos experts acreditam que essa revolução em torno do mercado da carne deve-se à divulgação de técnicas aplicadas na hora de maturar e cozinhar os cortes. Essa associação dos parâmetros de qualidade permitiu enxergar um universo de possibilidades para a indústria da carne. Um exemplo de técnica de maturação da carne que está sendo um sucesso em São Paulo é a utilizada por Rogerio Betti, dono do açougue deBetti, no bairro Cidade Jardim. Ele criou uma empresa que vai muito além dos açougues tradicionais, devido à técnica de maturação a seco ou dry aged, que deixa as carnes mais macias, com sabor intenso e suavemente adocicado. Essa técnica chamou a atenção do Rogerio que vem de uma família de açougueiros e, no ano 2013, decidiu empreender se distanciando um pouco do tradicional. O processo consiste em depositar as peças de carne com osso em câmeras de frio especiais. Para que o processo ocorra mantem-se uma temperatura constante entre 0 e 3 graus com umidade em torno do 70%. Nessas condições, a peça cria uma película seca que protege o interior da carne durante 70 dias, somente após esse período é que é retirada e preparada para o consumidor.
Figura 1 - Carne maturada em dry aged
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O açougue deBetti tem como slogan: “Coma menos, coma melhor” que representa com propriedade o ideal do investidor, que é utilizar carne de altíssima qualidade para prestigiar os momentos especiais com a família e os amigos. Na loja, podemos encontrar, além da especialidade da casa, carnes in natura e carnes recém saídas da churrasqueira para aqueles que querem levar o churrasco pronto para casa. Este é só um exemplo da revolução do mercado da carne, que ocorre em escala mundial. As inovações veem cada dia com mais força e os empreendedores vão aparecendo com novidades a cada momento, focados nas crescentes oportunidades de entrar nesse mercado que demanda por diversicação.
Como reage o mercado no mundo? A Itália tem uma das técnicas mais antigas do mundo para curar e maturar gordura suína, sim, a gordura. É de estranhar que a gordura seja submetida a processos longos de preparação, mas o resultado é realmente surpreendente. Trata-se da elaboração do “Lardo” que signica banha suína em italiano, e é extraída da camada subcutânea e previamente curada com especiarias para depois passar por uma maturação de 6 meses em uma caixa de 1 m³ aproximadamente de mármore. O segredo da maturação do Lardo está na porosidade do mármore que retira a umidade externa, mas não deixa perder liquido e, logicamente na especiaria selecionada especicamente para o processo. Outro grande exemplo do avanço no mercado mundial da carne está no Japão, que com sua pequena extensão territorial, possui a carne mais cara do mundo. Através de uma excelente campanha de marketing e publicidade, empresários patentearam a marca Kobe beef que proveem da raça Wagyu, cujo diferencial se dá no alto nível de marmoreio em sua carne, ou seja, uma quantidade signicativamente grande de gordura entremeando as bras musculares.
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Figura 2: Kobe beef
Figura 3: Lardo
Estes dois exemplos internacionais não são recentes, mas com o avanço das telecomunicações, chegaram aos ouvidos de todos e hoje estão marcando a tendência do mercado.
Há espaço para mais empreendedores no Brasil? O panorama mundial é positivo para o Brasil. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a receita de exportações de proteína de origem animal deve crescer neste ano de 2017. O ano 2016 fechou as exportações com um crescimento maior do que 11% em relação a 2015, o que representa um futuro promissor para a produção brasileira. Outras estimativas sugerem que até 2025 a produção nacional deve crescer 23%, acompanhada do melhoramento genético dos rebanhos. O expert e açougueiro de elite, Istvàn Wessel, olha com muito otimismo as mudanças que estão acontecendo e a modernização do mercado da carne. “Os brasileiros amam a carne e vão aprovar a popularização de outros cortes que antes eram pouco conhecidos. Essa diversicação é positiva, inclusive para balancear os preços praticados. Cabe observar que cada animal rende apenas uma picanha. Logo, se consumirmos um único tipo de carne, seu valor aumentará”, armou. Como se pode apreciar, a reinvenção do mercado da carne dá lugar a um universo de sensações e novas experiências para os consumidores e produtores.
Camarão de água doce: Uma alternativa para incrementar a rentabilidade de sua piscicultura. Bruno Gimenez e Roberto Ruy
O Brasil é um país privilegiado no cenário da aquicultura, tanto por causa do tamanho de seu território, quanto pela riqueza de suas bacias hidrográcas. Segundo dados da Revista Panorama da Aquicultura, destacam-se, a Bacia Amazônica, que contabiliza mais de 20% de toda a reserva de água doce mundial, e a extensa costa litorânea, com mais de 8 mil quilômetros de extensão. Dentre os setores produtivos da aquicultura brasileira que mais despontam, podemos citar os de criação de peixes de água doce(como a tilápia e o tambaqui), do camarão marinho, de moluscos, de ostras e mais recentemente a criação do camarão de água doce. O camarão de água doce é consumido em larga escala em todo o território brasileiro, e sua obtenção é basicamente proveniente de operações de cultivo- a carcinicultura. Existem diversas espécies nativas de camarão com alto potencial para a criação comercial. Entretanto, a mais utilizada atualmente, no Brasil, é a Macrobrachium rosenbergii (camarão da Malásia) por apresentar características zootécnicas positivas, tais como rápido crescimento, alta fertilidade e fecundidade.
Sua criação é, relativamente, mais simples do que a de camarões marinhos, podendo ser realizada em propriedades de pequeno, médio ou grande porte, localizadas em áreas próximas ao litoral ou no interior. Uma estratégia interessante que vem ganhando espaço nas propriedades de todo Brasil é o policultivo. Nessa técnica, o camarão é criado juntamente com espécies não carnívoras, como as tilápias, as variedades de carpas (comum, espelhada, cabeça grande, capim) e com peixes ornamentais. Os camarões adicionados nos viveiros destinados à piscicultura aproveitam os resíduos gerados pelos peixes e restos de ração, sem a necessidade de oferecimento de um alimento especíco. Como os principais custos de produção do camarão de água doce são referentes à contratação de mão de obra para a manutenção de viveiros e, também a alimentação, devido ao elevado valor da ração, o sistema de policultivo se mostra como uma excelente maneira de diversicar a produção e ampliar as oportunidades de mercado para o empreendedor.
Figura 1 - Despesca de camarão no sistema policultivo
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Pesquisas desenvolvidas comprovaram os efeitos sinérgicos do policultivo ligados também a melhora na qualidade da água de cultivo, notada nos teores de oxigênio dissolvido (O.D.), devido a movimentação do peixe na coluna d'água. Balanços econômicos realizados no ano de 2012, no Rio Grande do Sul mostraram que para se cultivar camarão nas piscigranjas em baixas densidades (20-30.000/ha), dispende-se cerca de R$ 200-300,00/ha (o custo por milheiro de pós larvas do camarão é de R$ 10,00), e, sem considerar outros custos operacionais, obtém-se uma receita adicional de R$1.750-3.000,00/ha (preço ao produtor de R$ 7,00/kg). Para os carcinicultores, utilizar a prática do policultivo, criando tilápias, por exemplo, pode ser uma boa saída nos momentos de crise, tais como um momento econômico desfavorável. Além disso, existem benefícios em relação ao controle de enfermidades virais que acometem os crustáceos através da presença do pescado.
Figura 2 - Camarão da malásia adulto
Sendo assim, o policultivo além de produzir ganhos adicionais ao aquicultor, sem praticamente aumentar os custos operacionais, melhora aspectos da ecologia dos viveiros, principalmente no que diz respeito à qualidade da água de cultivo, além de ser uma ótima maneira de prevenção às variações de mercado tanto do pescado como do camarão. Portanto, você, leitor, pensa em empreender no setor diversicando a produção, aumentando renda, tudo isso sem mudar a estrutura de sua propriedade? Lembramos que a criação de camarão, assim como ocorre com as demais culturas, exige rígido monitoramento e percepção por parte do produtor a toda e qualquer mudança nos cenários econômico e produtivo. Portanto, Fique atento sempre para inovações e para as variações no mercado, com olhar alerta a tudo que se passa no âmbito do setor.
Boa sorte!
Figura 3 - Camarão da malásia pronto para o consumo
Fontes: http://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-criar/noticia/2014/10/como-criar-camarao-de-agua-doce.html http://www.aquaculturebrasil.com/2016/03/28/policultivo-de-tilapias-e-camaroes-marinhos-uma-opcao-as-culturas-tradicionais/ CAVALCANTI, L. B.; CORREIA, E. S.; CORDEIRO, E. A. Camarão: manual de cultivo do Macrobrachium rosenbergii (Pitu havaiano - gigante da Malásia). Recife: AQUACONSULT, 1986. 143p. LOMBARDI, J. V.; LOBÃO, V. L. Receitas culinárias com o camarão gigante da Malásia. Boletim Técnico do Instituto de Pesca, São Paulo, v. 1, n. 5, p. 15, março, 1992. NEW, M. B. Freshwater prawn culture: a review. Aquaculture, v. 8, n. 3-4, p. 99-143, março, 1990.
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Tendências do avestruz no agronegócio do futuro. Leonardo Mazzero e Henrique Cancian
A Estrutiocultura, a exploração comercial de avestruzes, nasceu no ano de 1860, do interesse em suas plumas utilizadas como adornos principalmente na Europa, que levou a uma crise nas populações selvagens de avestruz e na criação de métodos de domesticação da ave na África do Sul seguida da Palestina e Arábia e posteriormente se espalhando para regiões como a Oceania e Estados Unidos.
Em razão de um colapso no mercado de plumas no nal dos anos 20 a atividade foi grandemente prejudicada, foi somente após a Segunda Grande Guerra que surge a estrutiocultura moderna, através de uma iniciativa de fazendeiros sul africanos de explorar outros produtos: a carne e o couro e a gordura. A criação de Avestruz deu-se início no Brasil a entre os anos de 95 e 96, e por favorecimento de seu clima e solo, é considerado um dos países de maior potencial para o crescimento da Estrutiocultura, pois os avestruzes têm-se adaptado muito bem nas condições climáticas encontradas nas diferentes regiões, principalmente, no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, nos biomas Cerrado e Caatinga.
No ano de 2005, a estrutiocultura sofreu com um golpe nanceiro praticado pela empresa Avestruz Master, que segundo o Ex-presidente da ACAB (Associação Criadora de Avestruz do Brasil) e professor da FZEA-USP, Celso da Costa Carrer, reete seus danos no mercado do Avestruz até os dias de hoje, pela imagem de desconança gerada sobre a atividade. A criação de avestruzes exige do criador um grande espírito empreendedor, levando em consideração as transformações de mercado e aumento da demanda de produtos dessa cadeia. Os derivados do avestruz possuem grande valor agregado, sendo que mundialmente há uma demanda gigante principalmente da produção de carne e couro, sendo uma atividade rentável para o criador. O empreendedor dessa área deve se informar muito sobre o mercado, fornecedores de aves e de assistência técnica especializada, além disso escolher uma região com características edafoclimáticas próprias (preferência no cerrado ou semi-árido) que auxiliem a biologia das aves para que os resultados zootécnicos sejam mais seguros e previsíveis. A carne de avestruz é um produto de altíssima qualidade por ser vermelha, como a carne bovina, possuir maciez, baixa concentração de lipídeos e proteínas de altíssimo valor biológico.
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O couro possui maior resistência e durabilidade principalmente em situações de umidade, além de uma característica marcante relacionada à presença dos folículos das penas da ave. As plumas têm como função adorno de fantasias, principalmente na época do Carnaval e outras festividades das diversas regiões brasileiras, outro uso das plumas é em indústrias automobilísticas, sendo que as plumas são usadas para um acabamento especial no processo de pintura.
Outro produto do avestruz que é bastante consumido é o ovo, que pode ser utilizado tanto na gastronomia como na cosmética e na decoração. Um novo cosmético feito da casca do ovo de avestruz chegou, recentemente, ao mercado mato-grossense. Trata-se de uma linha de esfoliante com cremes para o corpo, face e pés, que combina propriedades de higienização e hidratação da pele, desenvolvido pela marca Ostrich Cold Cream, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT).
Além de carne, pluma e couro, o Avestruz também pode fornecer um produto pouco divulgado no Brasil - o óleo. O óleo de avestruz é extraído da gordura do animal, e como a enfermeira e cosmetóloga Gláucia Camargo de Oliveira, em entrevista para a Revista Avicultura Industrial destaca o produto tem propriedades terapêuticas e estéticas muito poderosas. "O óleo de avestruz possui alto poder de hidratação, absorção e revitalização cutânea (...) Ele também pode ser utilizado como cicatrizante e antiinamatório em casos de contraturas e outros tipos de inamações cutâneas".
"Resultado do Edital Senai Sesi de Inovação, este é um produto regional, que está sendo colocado agora no mercado e que certamente fortalecerá a linha de produtos da indústria Companhia do Avestruz. Além disso, o cosmético é uma demonstração clara do quanto as empresas necessitam desenvolver a inovação em produtos, processos e serviços para ganharem competitividade, sobreviverem no mercado global e conquistar o sucesso no negócio", destaca o diretor regional do Senai-MT, Gilberto Figueiredo
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Na área da decoração e da criatividade, a artista plástica Thaís Ibañez inovou ao transformar a casca do ovo do avestruz em obra de arte [Figura 1]. Sua exposição conta com uma coleção com 20 ovos, personalizados pela artista. Com cores quentes e desenhos diversicados, as peças fazem referência aos símbolos tropicais da cultura brasileira. Dá para comprá-los e levá-los para casa depois do evento. R$ 1.400 é o preço médio de cada um. “Tudo começou quando recebi uma encomenda para restaurar uns ovos de avestruz. Uma cliente trouxe da África e as peças quebraram. Restaurei e, a partir daí, as ideias começaram a uir” disse a artista.
No Brasil, oportunidades novas para o setor como a abertura da exportação da carne e a demanda crescente pelos produtos no mercado interno poderão estimular a recuperação da estrutiocultura em nosso país no médio prazo. Inovações na área técnica e qualicação de pessoal também precisam ser trabalhadas para que a criação de avestruzes retome sua trajetória de sucesso no agronegócio brasileiro. Os estrutiocultores devem estar atentos ainda, para um bom levantamento dos futuros clientes e estratégia de comercialização dos produtos. Cercar-se de técnicos competentes para o treinamento de sua equipe operacional e medir com cuidado os investimentos e o capital de giro para garantir pelo menos três anos de prazo de carência para as primeiras receitas consistentes são cuidados essenciais para que o novo negócio dê certo.
Exposição em São Paulo mostra ovos de avestruz personalizados pela artista Thaís Ibañez.
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Vai uma rã ai? Bruna Maganhe e Júlia Mahalem
Certamente, você já ouviu falar sobre produção de rãs alguma vez na vida, mas você já teve oportunidade de experimentar ou mesmo conhece alguém que já provou a sua carne? Mesmo que sua resposta seja negativa, você já parou para imaginar o impacto desta atividade em nosso país? De acordo com o IBGE, o Brasil é o SEGUNDO maior criador de rãs do mundo, produzindo 160 toneladas por ano cando atrás somente de Taiwan. Na atividade comercial de criação, são utilizados animais conhecidos como “rãstouro”, de origem de norte americana, por ter como características diferenciais serem de rápido crescimento e de fácil manejo. Buscar investir nas criações comerciais de animais que não são os mais comuns no mercado brasileiro pode representar a possibilidade de realizar iniciativas empreendedoras altamente rentáveis. Para pessoas que procuram inovar no agronegócio, nessas criações podemos encontrar novos espaços para implementar inovações tecnológicas e de gestão capazes de gerar negócios bastante lucrativos. No caso da ranicultura, separamos algumas informações que podem ajudar a conhecer melhor o produto e as principais características da criação. No processo produtivo, as rãs podem ser aproveitas por inteiro, e por conter excelente composição nutricional, sua carne é capaz de auxiliar tratamentos alérgicos e de doenças gastrointestinais, além de serem de alta digestibilidade. Portanto, para crianças ou idosos, pessoas com problemas de desnutrição, de alergias alimentares, colesterol alto ou, para aqueles que pensam em emagrecer, a carne de rã representa um [32] alimento de excelente qualidade.
A carne de rã se tornou um produto de alto valor agregado, sendo um alimento que participa de um nicho especíco e por ter poucos produtores e, no caso brasileiro, apresenta demanda superior a sua produção. Devido a esse fator, países estrangeiros e até mesmo consumidores, no mercado interno, acabam pagando mais caro pelas rãs brasileiras. Estima-se o valor de R$55 por um quilo de rã inteira e R$80 pelo quilo da coxa, considerada a parte mais nobre da carcaça (Dados de 2016).
Figura 1 - Coxas de rã
Ao longo dos anos, muitos empreendedores foram obrigados a desistir da ranicultura a nível comercial por diversos motivos, e talvez por isso, seja difícil encontrar grandes produtores com facilidade. Segundo André Cribb pesquisador da EMBRAPA-, há 20 anos, existiam 200 ranários no Brasil, dos quais só restaram 36 devido à falta de conhecimento técnico dos produtores. Como forma de auxílio, foi desenvolvido pela EMBRAPA o “Manual Técnico de Ranicultura”, projeto que visa à construção de uma rede de interação, aprendizagem na tecnologia da cadeia ranícola brasileira, almejando suprir a falta de informações técnicas consistentes, sendo recomendado para quem pretende entrar no ramo ou aumentar sua eciência na produção.
Os poucos produtores que continuaram na ranicultura até os dias atuais trouxeram notáveis avanços tecnológicos na criação de rãs. Ainda naquela época, pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia propuseram o modelo de connamento em baias de recria, cujo sucesso resultou no abandono do Tanque-ilha, tipo de instalação que era até então utilizada. Mais recentemente, sob patente exclusiva da empresa Ranamig, foi introduzida no mercado o um sistema vertical de produção que permite criar rãs em gavetas plásticas sobrepostas a uma altura de até 3m. A técnica exige bem menos espaço do que os sistemas até então utilizados, permitindo lotações de até 1500 rãs por m², muito superior ao potencial da produção convencional, da ordem de 50 animais por m².
Já passou pela sua cabeça a ideia de pedir um hot-dog com carne de rã? Ou um sanduíche? Buscando inovar no desenvolvimento de produtos a base de rã, a pesquisadora Ângela Furtado da EMBRAPA busca alternativas para agregar valor a subprodutos de baixa importância comercial, como o dorso. "A fabricação de conservas, salsichas e patês com carne mecanicamente separada de dorso de carne de rã é tecnicamente viável e ainda não existe no mercado produtos similares", conta a pesquisadora. Seguindo a mesma linha, a empresa Ranasul frente à crise econômica, tomou uma iniciativa interessante: investiram na venda de pizzas, pastéis e rãggets (derivação dos nuggets de frango) à base de rã, obtendo vendas duas vezes superiores aos anos anteriores.
Figura 3 - Representação salsicha de rã.
Figura 2 - Ranário ”RANABOX”
No quesito produtivo, há ainda um grande gargalo na produção de rãs em relação à sua dieta. Atualmente, ainda é utilizada ração para peixes, pouco adequada ao modo de vida dos anfíbios. Com isso em mente, o pesquisador José Seixas e sua equipe não perderam tempo e já prevê a elaboração de uma ração comercial própria para girinos a base de farinhas de frutas, buscando a melhora no desempenho dos animais.
Apesar de existirem produtores e pesquisadores que notavelmente utilizam de todo seu potencial criativo para inovar na produção de rãs, há ainda espaço para novos empreendedores, principalmente para aqueles que reúnam condições de inovar nas áreas de nutrição, manejo e ambiência, além do melhoramento genético, que até o momento, é feito pelo critério visual, selecionando as fêmeas mais carnudas para a criação. O cenário da ranicultura no Brasil vem abrindo portas para novos empreendedores, e de acordo com esta projeção, a tendência para os próximos anos é de que o consumo de carne de rã e produtos relacionados se torne mais usual no Brasil, aumentando a demanda e abrindo espaço para novos produtores. E você? Vai perder essa oportunidade?
Vai uma rã ai? [33]
Uso de tecnologia e inovação na piscicultura: A máquina evisceradora de lambaris Iago Carraschi
O Brasil é um país privilegiado no que se refere a seus recursos pesqueiros, tanto em água doce como em água salgada (litoral), possuindo uma grande quantidade de espécies nativas com muito potencial para a aquicultura. No entanto, o uso de tecnologia para aquicultura se tornou um gargalo importante para toda cadeia produtiva do pescado. Isso acontece porque a produção de organismos aquáticos é crescente ano a ano e isso gera uma demanda constante para novas tecnologias que envolvem a gestão, nutrição, abate, processamento e comercialização do pescado (MAPA, 2015). Sendo assim, sistemas que diminuem perdas ou aumentam a eciência durante a cadeia produtiva são os mais procurados. Pensando desta maneira, o pesquisador Fábio Sussel do APTA de Pirassununga desenvolveu uma máquina para limpar peixes juntamente com a Branco Máquinas de BlumenauSC, direcionado para trabalhar com lambaris e outros peixes pequenos. Atualmente, os lambaris vendidos nas peixarias e mercados provêm praticamente da pesca extrativista realizada em rios e lagos, de maneira não sustentável. Lambaris que são produzidos na aquicultura são utilizados, em sua grande maioria, para o fornecimento de iscas para pesca e s p o r t i v a . Ai n d a , o u t r a p a r t e d a produção é destinada a uma demanda ascendente para petiscos.
Eu sabia que existia essa demanda e precisava criar outras alternativas para cadeia produtiva do lambari. Pode parecer estranho ouvir falar na criação de lambari. Mas não é porque a espécie é pequena que não pode ser rentável. Enquanto você tira 1 kg de tilápia por m²/ viveiro/ano, no lambari você tira 1,5 kg de lambari por m²/ viveiro/ano. - Fábio Sussel (Pesquisador do APTA)
Para conseguir empreender no desenvolvimento da máquina, vários fatores atuaram concomitantes e foram essenciais para construção do equipamento. No primeiro momento, o pesquisador teve que convencer a empresa a acolher sua ideia e começar a construção da máquina. Nesta etapa, o que foi fundamental foi a avaliação positiva do currículo e a carreira sólida do pesquisador na área (ser prossional conhecido na área de criação de lambari). Outro fator importante, foi a rede de contatos que o pesquisador possuía, que foram adquiridos durante a construção da sua carreira através de cursos ministrados e parcerias com pesquisas com APTA.
Figura 1 - Máquina evisceradora de lambaris
Fábio Sussel
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Zootecnista formado na UEM com mestrado (UNESP -Botucatu) e doutorado (USP- Pirassununga) em nutrição de peixes. Atualmente é chefe pesquisador da APTA em Pirassununga, Colunista da Aquaculture Brasil e Apresentador do programa AquaNegócios da FISH TV.
Tive que convencê-los para que se dedicassem a construção da máquina. Fui dando uma ideia inicial de como poderia ser a serra, a corrente, entre outras partes. Após muito trabalho e aperfeiçoamento os engenheiros chegaram à uma máquina com cara de equipamento industrial.- Fábio Sussel (Pesquisador do APTA). Hoje, o equipamento consegue processar até 200 kg de lambari por dia e isso comercialmente é representativo. Já uma pessoa, no máximo, consegue limpar 20kg de lambari por dia de forma manual. Para adoção do equipamento é necessário um certo planejamento, pois exige investimento e um local adequado, principalmente que ofereça condições para manter padrões de higiene e de limpeza. O gestor precisa se organizar para que máquina produza comercialmente e transforme a demanda em mercado. A expectativa é que, aos poucos, a máquina conquiste mercado. Será uma nova oportunidade na cadeia produtiva do Lambari, tanto para os que já estão no mercado, como para novos produtores. E quanto aos pescadores esportivos, que utilizam a atividade como hobby, será que têm dinheiro para comprar iscas vivas. E porque que produtores vendem as iscas com preço tão baixo? São fáceis as respostas: ainda falta informação, conhecimento de mercado e orientação técnica. Esse mercado está em fase de prossionalização.
Figura 2 - Retirador de escamas
É comum faltar lambari para pesca esportiva em feriados prolongados. O que vai acontecer é que se a máquina começar ser usada constantemente vai faltar mais ainda lambari e isso é ótimo para o produtor! - Fábio Sussel (Pesquisador do APTA). Na APTA Pirassununga, as pesquisas são voltadas para aquicultura, com foco para lambari, tilápia e camarão de água doce. Nem sempre as pesquisas têm o foco para desenvolvimento de máquinas. A criação da máquina de lambari, como percebido, foi sucesso por causa de diversos fatores, podendo ser destacados: a oportunidade, redes de contatos e um espírito empreendedor. Segundo o pesquisador, essas características pessoais podem ser natas ou adquiridas durante a sua carreira. Para os estudantes, é importante a participação em todos os tipos de grupos e agremiações de suas faculdades, sem distinção de área. É certo que não existe um perl totalmente pronto. Na sociedade, podem existir oportunidades de mercado para todos: empreendedores, comandados e proprietários. Conforme as pessoas vão entendendo a importância da tecnologia na produção dos alimentos, o perl do crescimento populacional em cada momento histórico, aparecem os prossionais que sabem identicar as oportunidades. São esses os prossionais que vão se destacar.
Figura 3 - peixe eviscerado (Foto: www.brancomáquinas.com.br)
Referências: MAPA. Ministério da pesca quer quadruplicar produção aquícola no Brasil. 2015. Disponível em http://www.brasil.gov.br/economia-eemprego/2015/03/ministerio-da-pesca-quer-quadruplicar-producao-aquicola-no-brasil. Acesso em 01 de abril de 2017.
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PARA O NOSSO ALIMENTO: ] [ UM OLHAR MAIS DETALHADO A RASTREABILIDADE Bianca Freire
Nos últimos anos, as exigências com relação a qualidade dos produtos alimentícios têm aumentado, tanto no mercado internacional como em âmbito nacional. O perl dos consumidores está mudando e é preciso que os produtores rurais se adequem a esta nova forma da população selecionar os alimentos que irão para a sua mesa. Para os produtores que desenvolvem um olhar mais empreendedor sobre seus negócios, essas mudanças criam novas oportunidades de investimentos e de apropriação das características do público consumidor de seus produtos. No caso da produção agropecuária, a disposição para inovar pode assegurar a permanência em mercados que mudam constante e rapidamente. Um estudo recente, feito pelo Food Marketing Institute and Grocery Manufacturers Association, caracterizou alguns fatores como inuenciadores no momento da compra. Os motivadores tradicionais que atuam sobre os consumidores, a saber: preço, sabor e conveniência, abriram espaço para as preocupações com segurança alimentar, transparência, saúde, bemestar e experiência com o produto. É neste cenário que entra a rastreabilidade e a utilização de rotulagens informativas, garantindo que o consumidor possa conhecer os processos pelos quais passou o produto, se mostrando-se como uma importante ferramenta de qualidade. Investir em programas de rastreabilidade pode ser um caminho para que produtores encontrem condições de viabilizar novos investimentos e, muitas vezes, se traduz em uma pré-condição para abraçar inovações no desenvolvimento de seus produtos.
O termo rastrear refere-se à capacidade de identicação do histórico e da localização de um produto, através da identicação sob a qual foi registrado. Portanto, a rastreabilidade deve uir continuamente a medida em que cada elo da atividade de produção for ocorrendo. Desta forma, cada animal possui um espaço no sistema que contém todas as suas informações, por exemplo, genéticas, nutricionais e de saúde. Esses dados irão se somar àqueles obtidos nas próximas etapas, como no abate, na refrigeração, processamento, estocagem e distribuição. No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) criou o Sistema de Identicação e Certicação de Bovinos e Bubalinos (SISBOV) que visa fazer os registros das propriedades rurais que optarem, voluntariamente, por comercializar carnes com qualidade garantida e, também realizar exportações, principalmente para o mercado da União Europeia, em que são obrigatórias as informações sobre a origem de toda a cadeia produtiva.
Mesmo que a adesão seja voluntária, o SISBOV desperta muito interesse nos produtores por conta das vantagens que o acompanham. Dentre elas, se destacam o controle e a segurança no processo produtivo, o maior valor agregado dado pelos frigorícos pela arroba do animal rastreado, a valorização de alimentos vindos de produção orgânica e agroecológica e o estímulo para a produção com menor gasto carbônico, já que o processo facilita o consumo de produtos locais.
De olho no futuro: Em 2015 foi apresentado no ExpoMilano pelo professor Carlo Ratti (Massachusetts Institute of Technology, Estados Unidos) uma tecnologia em que, o consumidor, ao apontar para o alimento, as informações sobre ele apareçem numa tela instalada sobre o balcão expositor. Desta forma é como se o alimento contasse sua história e assim seria possível saber quem plantou, onde, como foi o transporte e o impacto ambiental gerado.
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Ações de Zootecnistas no mundo empreendedor. Laura Barbosa e Ilnara Rodrigues
Empreender é perceber a necessidade de um determinado mercado e criar algo que satisfaça esses interesses. O empreendedor interpreta a realidade de uma forma particular, transformando ideias em projetos viáveis. Eles resolvem problemas de pessoas ou empresas promovendo respostas de qualidade, levando a um alto desenvolvimento. É possível perceber a congruência entre empreender e inovação: o ato de criar algo novo que pouco se parece com os padrões anteriores.
Pensando nisso, separamos a l g u m a s i d e i a s i n ova d o ra s d e empreendedores na área zootécnica:
A sericicultura, é uma atividade agroindustrial que engloba a cultura da amoreira, a criação do bicho da seda e a produção de os de seda para a indústria têxtil. Essa cultura é comum na região de Maringá no Paraná. O zootecnista, professor e mestre em sericicultura Gustavo Augusto Serpa Rocha, percebendo que os casulos defeituosos eram descartados pela industrial, resolveu inovar e criar seu próprio negócio. Então, em 1988, criou “O Casulo Feliz”, uma empresa com uma pegada empreendedora que desenvolveu uma maneira de aproveitar os casulos descartados, fazendo sua ação e a tecelagem manualmente, conseguindo agregar valor ao produto.
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Em um primeiro momento a empresa trabalhava somente com decoração, mas foi se modicando, até chegar ao designer de moda, fornecendo tecidos para grifes famosas como a Osklen. A empresa conta com 30 funcionários trabalhando na ação, tingimento, tecelagem manual e acabamento. Como é totalmente sustentável consegui o status de marca mundial em Seda Ecológica. Por ter todas essas qualidades manufatureiras e sustentáveis agregadas ao produto, o seu valor é mais elevado do que as sedas comuns, como a da China, que comparada a produzida pelo Casulo Feliz é de qualidade inferior. Em outro seguimento animal, o zootecnista Jorge Guilherme Palieraqui resolveu juntar as atividades do mundo canino em um só lugar, chamado Canil Mania.
Um centro situado em Campos de Goyatacazes no Rio de Janeiro, no qual oferece serviços de reabilitação de cães, educação canina, adestramento, hospedagem, asilo, creche e produtos pets. Ele percebeu que a demanda do mercado na questão de psicologia canina era alta e resolveu investir. Hoje é dono de uma empresa sólida. A proposta da empresa é identicar falhas no relacionamento entre o dono e seu cachorro, e orientá-lo para que possam conseguir melhorar o convívio.
Os proprietários são coadjuvantes nessa modicação de hábitos, e é de suma importância que se empenhem e aprendam a metodologia. O Canil Mania trata o uso de alimento como recompensa para ns de último caso, já que a recompensa maior que um cão pode ter é o afeto de seu dono. Em 1992, o zootecnista Carlos Abe assumiu a propriedade de sua família, localizada na Serra da Mantiqueira (SP), com extensão de aproximadamente 210 ha. Carlos não podia promover uma produção que se estendesse em grande parte do território da Fazenda Guirra porque 80% da área é considerada de preservação ambiental. A partir dessa diculdade, foi que ele decidiu produzir o fungo Shiitake. dado que na propriedade já havia disponíveis eucaliptos (matéria orgânica utilizada para o desenvolvimento desse cultivo) e a produção poderia ocorrer na própria oresta, pois não haveria prejuízo à natureza, anal esse fungo é nativo dessas orestas, com alto teor de umidade e clima temperado. Com o sucesso do primeiro cultivo, Abe passou a produzir o Cogumelo Champignon com compostagem produzida na fazenda, tendo um baixo custo e alta produtividade. Mais tarde, após um breve estudo do mercado japonês, Carlos iniciou a produção do fungo Agaricus Blazei Jun-17 que gera um cogumelo renomado no Japão, por ter princípios medicinais que atuam no sistema imunológico e promove a melhoria da saúde humana. Atualmente, a Fazenda Guirra é considerada um dos maiores produtores de cogumelos do Brasil.
Grande parte da sua produção é exportada para o Japão, Coreia e outros países do Oriente Médio. Além de ter “edicado” com sucesso a Fazenda Guirra, Carlos Abe agora direciona seu espirito empreendedor para o segmento das consultorias. Ele presta consultorias técnicas, oferecendo aos proprietários o privilégio de conhecer formas de produzir e garantir o desenvolvimento sustentável de suas propriedades rurais. Além de todos os seus produtos serem ecologicamente corretos, o empreendedor ainda “recicla” o resíduo gerado pelo Shiitake, que é a madeira podre. Com o auxílio de um forno de carvão a madeira é queimada gerando fumaça que é captada por um cano onde é condensada e pela gravidade é recolhida em um recipiente. O líquido é vendido para indústrias alimentícias que o usam para dar gosto de defumado aos alimentos. Também é vendido para chefes de cozinha que o utilizam como ingrediente na produção de molho barbecue. Recentemente, o Ministério da agricultura aprovou a pulverização de hortaliças com esse líquido para evitar a ação de insetos e outros predadores dos vegetais. É possível perceber, a partir desses casos de sucesso que os graduandos e o prossional zootecnista tem grandes oportunidades no “mundo do empreendedorismo”. Essas possibilidades são muitas e bastante variadas, mas aproveitá-las exige sair da zona de conforto e, procurar inovar com projetos e pesquisas que se concretizarão e terão um positivo efeito no mercado agropecuário.
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STARTUPS DO AGRONEGÓCIO
AGROINOVA
Leonardo Mazzero e Júlia Mahalem Já parou para pensar em usar os aplicativos do seu celular para melhorar a qualidade de seu produto? E para saber mais sobre o clima, cotações e notícias do seu setor de trabalho? Não há dúvidas que os aplicativos para smartphones vêm crescendo, tanto com o avanço da tecnologia quanto porque vai se tornando uma nova necessidade especíca dos seres humanos. Nos dias atuais os empreendedores que visam o crescimento de sua empresa não dispensam o uso dos smartphones. Desse modo, os celulares e tablets com internet têm se apresentado como grandes aliados no dia-a-dia de comerciantes, empresários e vendedores, devido a sua praticidade e sendo uma ferramenta multifuncional que cabe no bolso de qualquer pessoa. Aos que atuam no campo, o celular passou a ser um grande aliado por ser um instrumento de trabalho que permite maior mobilidade e acessibilidade. Alguns aplicativos são capazes de armazenar tabelas, importar dados de outros programas utilizados, como resultados de exames ou testes, além de promoverem informações sobre a gestão da produção agropecuária.
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Aqui, gostaríamos de apresentar uma empresa que faz dessas ferramentas um novo modo de organizar e gerir as atividades de produção no nosso setor. A empresa AgroInova, situada no interior de São Paulo, leva tecnologia para o agronegócio brasileiro e para o exterior também. Com origem no esforço de tecnólogos e zootecnistas, a empresa é capaz de facilitar o gerenciamento, execução e administração nas atividades de campo (como de manejo) e rotinas no negócio (como controle nanceiro), trazendo soluções inovadoras para o mercado aquícola e agropecuário do país.
Tudo começou em 2012, na Incubadora de Empresas do Agronegócio (Unitec) da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (USP), em Pirassununga – SP. Hoje, faz parte também da TechTrends, um grupo de investimentos do setor de tecnologia, que identica soluções inovadoras e exclusivas, aderentes às necessidades do mercado brasileiro, sejam elas marcas locais ou globais, e atua como facilitadora para a implantação das companhias no Brasil.
A Agroinova, iniciou suas atividades com softwares completos de gestão na produção agropecuária como o InovaPeixe e, posteriormente, InovaLeite e InovaCorte, os quais têm incluso o acompanhamento zootécnico, nanceiro, de estoque e outras informações, processando esses dados e gerando retorno para o produtor na forma de relatórios e grácos gerências. Essa capacidade do aplicativo permite mostrar o retrato da fazenda e programar o futuro do negócio como, por exemplo, mostrando a quantidade de ração diária a ser oferecida para atingir certa biomassa em um tanque ou o custo de produção atrelado a produtividade de uma vaca.
O InovaPeixe, é uma plataforma de gestão para piscicultura que tem como objetivo consultar o estoque de peixes e ração, realizar compras, inserir dados, planejar a criação, dentre outras funcionalidades. O software InovaLeite faz a integração de produtores que estão inseridos na área, podendo ser acessado a qualquer momento o dispositivo. O “app“ proporciona ao criador uma melhor gestão do rebanho de uma forma mais fácil. Além disso, na plataforma é possível registrar todos os dados produtivos individualmente de cada vaca, facilitando a compreensão das condições reprodutivas, sanitárias e qualidade deo leite.
O aplicativo InovaCorte pode ser acessado em qualquer dispositivo eletrônico. Tem como propósito a facilidade de monitorar em tempo integral o rebanho, ter o controle da fazenda e dos sistemas produtivos, visando uma melhor gestão em relação ao crescimento do rebanho e o aumento da produtividade. Alguns produtores tinham diculdades em utilizar a ferramenta, devido a necessidade de grande alimentação de informações diárias das produções e por se tratar de um sistema muito completo. A empresa, então, criou duas linhas inferiores de produtos com a ajuda de diversas empresas e professores da USP: os mobiles como o Fishmobile, que são aplicativos para a simplicação dessa gestão, e alguns programas gratuitos como o Qmilk para gestão de pequenas partes especícas de uma produção. A plataforma FishMobile pode ser acessada pelo celular, tablet ou notebook. O “app“ permite ao piscicultor monitorar a sua produção à distância, além de proporcionar ao produtor o controle total da sua criação desde o povoamento até a despesca e facilitando o controle do tanque, da mortalidade dos peixes, e a quantidade necessária de ração para cada lote, dentre outros benefícios.
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O aplicativo QMilk foi desenvolvido em parceria com o professor Dr. Marcos Veiga, que atua na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ/USP) e o laboratório Qualileite da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA/USP). O dispositivo tem como objetivo auxiliar na gestão da qualidade do leite, principalmente no que diz respeito ao controle de mastite bovina, ou seja, inamação da glândula mamária. O site da Agroinova utiliza um modelo de bate-papo, permitindo que os clientes interessados entrem em contato direto com a empresa. Com uma forte ação de marketing, a empresa conta com muita divulgação espontânea do seu trabalho, que avança pelo contato entre os produtores avança pelo contato entre os produtores que obtém sucesso com os programas e divulgam para conhecidos. A empresa oferece atendimento diferenciado com cursos presenciais e à distância para que os produtores se adaptem ao uso dos softwares, sendo que o tempo de treinamento varia para cada propriedade. O principal diferencial desse atendimento é a implantação inicial do software para cada propriedade, que se inicia quando o produtor envia as primeiras informações de sua fazenda e a empresa cria um banco de dados com o perl de cada produção. Dessa forma, o contratante já começa a utilizar o software de imediato.
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“Outro diferencial da AgroInova é a interface do sistema que. segundo os clientes, é a melhor que se encontra no mercado, utilizando telas ilustrativas e coloridas, ao invés de trabalhar somente planilhas, se apresentando mais amigável para o produtor“ conta Guilherme Colare, coordenador técnico da AgroInova. “Para o futuro, a empresa busca investir em aplicativos mais simples para imprimir maior facilidade na gestão por parte dos produtores nas diversas áreas de aplicação na piscicultura, bovinocultura de corte e de leite. A tecnologia de aplicativos para a agropecuária vem mudando a vida no campo, buscando novos modos de gestão de empreendimentos agropecuários de maneira mais simples, com mais facilidade para o trabalho do produtor e resultados mais rápidos. E você? Vai car fora dessa? Adapte-se e aumente sua produçaõ!
STARTUPS uso de inovação e tecnologia no agronegócio! Ana Laura Matos e Laura Ferreira O desenvolvimento tecnológico tem um papel preponderante no sucesso do agronegócio brasileiro. Crescentemente determina as condições de produção nas diversas cadeias produtivas. Sem dúvida, as inovações tecnológicas desenvolvidas no Brasil são signicativas com relação à gestão dos processos de produção e, nas melhorias das redes de informações acerca das possibilidades de avanços para serem aplicados nas atividades produtivas. E dentro desse processo, empreendedores estão ampliando o nicho do mercado tecnológico e investindo em boas ideias para novos negócios. Vemos que a cada momento são desenvolvidas novas tecnologias para os prossionais do campo. E quais são os players mais atuantes nesse meio? São os chamados Startups. E o que é exatamente Startup?
A palavra Startup foi popularizada no Brasil em meados de 2000 e tem como denição um modelo de negócio escalável (os custos aumentam lentamente) e repetível (há aumento da escala de pedidos), sendo constituída de um grupo de empreendedores que trabalham em eventos de extrema imprecisão. Ou seja, não há conrmação se a empresa dará certo ou não, desse modo, não há sucesso conrmado para uma startup. Por esse fato, uma empresa no modelo startup precisa sempre buscar novas ideias e novos modelos de negócios, e quando conseguem alcançar o sucesso em tais planejamentos, voltam a estudar outros projetos de pesquisas, retornando ao que se chamam raízes de startups (FONSECA,2016).
eficiência + inovação + tecnologia E falando em startups, nos dias de hoje, são inúmeras as empresas que estão atuando no mercado agropecuário brasileiro. Assim, a lista de empreendimentos que desenvolvem inovações tecnológicas para o prossional do campo é grande. Para compor esse artigo, selecionamos algumas empresas que atuam em diferentes modelos de negócios.
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A AEGRO, fundada em 2014, está localizada no da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. A AEGRO tem como propósito a facilidade no planejamento e no controle de safras, com a nalidade de evitar desperdícios, aumentar a produtividade e de otimizar os resultados, através de um software de gestão do sistema de produção agrícola. O acesso às informações pode ser em qualquer dispositivo (celular ou computador) (AEGRO,2016). Ainda, através do aplicativo ou do website, o produtor tem acesso às informações com relação à produção e aos gastos. Desse modo, tendo controle no planejamento das suas safras e registrando com precisão as atividades aplicadas e, também, encontrando opções para investimento na produtividade (AEGRO,2016).
Outra empresa startup a destacar é a AgroInova, que trabalha no desenvolvimento de softwares para a produção animal, visando maior precisão nas atividades de criação.
A AgroInova foi fundada em 2012, no Campus da USP de Pirassununga. A startup atua identicando soluções que são exclusivas e inovadoras para o mercado brasileiro (AGROINOVA, 2017).
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De acordo com o site da empresa, ela tem como propósito desenvolver tecnologia para o agronegócio, sendo seu corpo técnico formado por tecnólogos e zootecnistas e médicos veterinários, responsáveis pelas inovações. A plataforma da empresa fornece ao produtor uma melhor coordenação, execução e administração das atividades, como também proporciona ao produtor o controle nanceiro, o controle na compra e na venda. São diversos os aplicativos (“app's”) que a startup oferece ao produtor, tais como:
Já a empresa startup Agrosmart, tem como intento o aumento da produtividade, através do maior controle das atividades, da redução de custos e da economia de água. A startup foi fundada em 2014 e em 2015 associouse a diversas outras startups (AGROSMART,2017).
Através do software Agrosmart, o produtor pode fazer o monitoramento em tempo integral e real através de sensores espalhados pelo campo e por satélites, além do “app” proporcionar ao produtor decisões inteligentes.
Do mesmo modo, há outras empresas que obtiveram sucesso nas startups desenvolvidas, propiciando novas possibilidades no agronegócio de forma inovadora e ao mesmo tempo um grande passo no avanço agropecuário. Um dos destaques a ser referido é o progresso no desenvolvimento de drones destinados ao campo. O drone, aparelho não tripulado, era basicamente utilizado para fotograas recreativas. Nos dias de hoje, o aparelho possui diversos ns, desde a contagem do rebanho por meio de brincos de rastreamento e monitoramento de pragas, assim como o de tripular com câmeras com sensores de temperatura, possibilitando supervisionar as condições e alterações nas composições químicas das plantas. Devido às vantagens que a tecnologia oferece para a produção, a sua procura se dá pelo fato de possibilitar o aumento na produtividade, redução dos custos com insumos agrícolas e redução de danos causados por pragas. Exemplos de empresas que trabalham com desenvolvimento de drones são a Sensormap, que possui seus próprios modelos e tem como funcionalidade mapear e exportar os dados para computador de bordo de plantadeiras e colheitadeiras, e a XMobots que atua na área de agricultura de precisão e fundamenta sua tecnologia para o rastreamento de áreas agrícolas, permitindo que o agricultor saiba as condições topográcas de suas terras e o número de animais.
Analisando todo o conteúdo abordado, percebe-se que são inúmeras as tecnologias desenvolvidas no Brasil e que proporcionaram e ainda proporciona grande avanço no agronegócio, assegurando ao produtor novas oportunidades na produção. Além do mais, as inovações tecnológicas não param por ai e, é interessante apresentar uma startup brasileira que atua com gerenciamento empresarial, chamada de Pipefy. Tal empresa fornece seus serviços para pessoas que tem interesse em ter o seu próprio negócio, sendo uma ótima oportunidade para prossionais do setor agropecuário que tenham interesse em ter a sua própria empresa. O diferencial da empresa é sua atuação em 140 países, expressando as oportunidades que as startups podem aproveitar frente ao mercado externo, principalmente aquelas que conseguem desenvolver ferramentas que otimizem efetivamente as atividades a que se propõem.
A partir do que já foi retratado, também é importante reetir: quais são as possíveis tecnologias para o futuro? O que elas prometem para os produtores e para o agronegócio? Com base nas questões, podemos observar que a tecnologia que promete inovar o agronegócio é aquela que atua no desenvolvimento de sensores e monitores que promoverão facilidades na leitura e no registro de dados agropecuários, podendo ser vinculados e executados pelo maquinário, se necessário.
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Além disso, a Big Data é um mecanismo que precisa de modicações e com isso proporcionará o processamento de informações com maior facilidade, nos quais estão incluídas: informes sobre a lavoura com maiores detalhes; atualizações climáticas durante todo o período do dia (fator muito importante na produção); relatos de problemas nas culturas, tais como deciência de nutrientes; e também também recomendações em relação à calibragem de maquinários. Além do mais, os dispositivos eletrônicos (smartphones, tablets e computadores), são responsáveis pela comodidade dos usuários, possibilitando a consulta de informações da propriedade a partir de qualquer lugar. Dessa forma, são muitos os empreendedores que procuram explorar ainda mais esse meio, a m de garantir canais importantes entre uma empresa startup e as necessidades do produtor a qualquer hora, através da interconectividade favorecendo ao produtor uma visão mais ampla de toda a cadeia produtiva e todos os fatores que poderão inuenciar na sua produção.
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Juntamente com estas inovações, os drones, que mostramos anteriormente, ocupam espaço importante. A tecnologia possui um potencial para avanços maiores futuramente, passando por processos de atualizações no sistema, prometendo melhorias importantes para o agronegócio (PINELLI, 2015). Naturalmente, os smartphones, tablet's ou os sensores, e até mesmo os drones não podem fazer sozinhos com que uma produção aumente sem a assistência do maquinário, e este, por sua vez, deve evoluir igualmente trazendo maior comodidade e eciência no campo (PINELLI, 2015). Apoiado no que foi abordado, podemos armar que o mercado brasileiro vem evoluindo continuamente e trazendo novas tecnologias para o campo. Essas mudanças fazem parte de um processo contínuo, pois a cada momento surgem novos conhecimentos, se desenvolvem inovações tecnológicas e, assim, criam-se novas oportunidades para os produtores e maiores possibilidades de aumentar o desempenho do agronegócio.
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O romance narra a tocante história da amizade entre Amir e Hassan, dois meninos que vivem no Afeganistão da década de 1970. Durante um campeonato de pipas, Amir perde a chance de defender Hassan, num episódio que marca a vida dos dois amigos para sempre.
”A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original” - Albert Einsten
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