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O Balido 2013

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revista anual

SAIBA ONDE ESTテグ AS OPORTUNIDADES NA FZEA PET NEWS p. 27

EXCLUSIVO p. 08

Eventos na Agenda PET

Entrevista com Zootecnista Beryk

MELHORES MOMENTOS p. 06 Retrospectiva 2012


Uma realização de:


EQUIPE O BALIDO

A

E AÍ, 03 TUTOR?

Sumário

presentamos o Balido 2013. O formato é de revista anual Revista, sempre com notícias e informações importantes para a Comunidade USPiana do Campus de Pirassununga. Neste número o enfoque é a discussão das principais criações domésticas ou em R E S P O N S Á VE L E A P O I O N A R E D A Ç Ã O Prof. Dr. Valdo Rodrigues Herling domesticação, que o Brasil tem importância para o E D I Ç Ã O , P R O D U Ç Ã O E I M A G E M Amanda Aparecida Padimundo e também têm para a sua economia. lha Dorta (Torta) 2º ano/Zootecnia • Yuri Mizuno (Klin) 3º Desde a abertura do cerrado, na década de 1970, ano/Zootecnia que o Brasil tem experimentado índices expressivos C O L A B O R A D O R E S Haléxia dos Santos Mandatto (logotide crescimento na agropecuária. De fato, o país po) • Pedro Henrique Freiras de Souza Pereira (logotipo) A U T O R E S E P U B L I C A Ç Ã O Amanda Aparecida Padilha Dor- cresceu a olhos vistos, no entanto, iniciativas ta • Bárbara Roqueto dos Reis (Suruba) 3º ano/ Zootecnia governamentais e também de institutos de pesquisas, Brunna Garcia de Souza Leite (Forasteira) 3º ano/ Zootecuniversidades e porque não dizer de instituições de nia • Danieli Perez da Silva (Tchan) 3º ano/Zootecnia • Erifomento como Fapesp que nasceu antes de CNPq e ka Sayuri Suzuki (Xaixang) 2º ano/Zootecnia • Luisa Alvim Capes, no governo paulista de Carvalho Pinto, em 18 Borher (Beja) 4º ano/Zootecnia • Paloma Yuri de Araujo (Mingole) 3º ano/Zootecnia • Uanderson Henrique Barbide outubro de 1960, ajudaram essa grande máquina a eri Pateis (Manolo) 3º ano/Zootecnia • Victor Favaretto se movimentar e para frente. Pinto Antonialli (Bocó) 4º ano/ Zootecnia • Yuri Mizuno Em todos os campos do conhecimento houve avanços. Nós, estudantes e professores, precisamos FALE COM A GENTE: sustentar esse crescimento pelo aprimoramento de petzoofzea@yahoo.com.br Avenida Duque de Caxias Norte,225 – Campus da USP novas técnicas, saídas da academia, para ganhos em FZEA | Pirassununga/SP | CEP 13635-900 produtividade. Há necessidade de se conhecer o que se tem DISTRIBUIÇÃO IMPRESSÃO USP – PET Zootecnia sedimentado e planejar e conduzir pesquisas de Piragráfica P A T R O C Í N I O CNA, Ciclo Avenida, Fernando Eletrônicos e ponta em todos os campos para melhor produzir Games, G7 Nutrição Esportiva, Lee Tattoo, Loja Carange, Max proteína animal. Precisamos de estudantes atentos, Jet, Ophicina, Piragráfica, Pirassom, Thalita Musetti Studio curiosos no saber, especulador nas atividades Hair. R E A L I Z A Ç Ã O F O T O D E C A P A Imagem retirada do práticas de campo dentro de sua unidade. Precisamos Manual do calouro 2012 de gente interessada em melhorar seu conhecimento, A G R A D E C I M E N T O S Patrocinadores, Victor capaz de intervir para a coragem de outros e também Antonialli (em especial) e demais PETide dar ao seu mestre, que tanto preza o saber, a anos,Tutor Valdo Herling e aos leitores! certeza que novos tempos estão chegando. O Brasil depende de ações de cada dia, de cidadãos honestos e comprometidos, que ame antes de tudo sua gente e tenha orgulho de estar fazendo CONHEÇA p. 05 parte de um grande time. O que é o PET Zootecnia FZEA-USP? Estudantes da FZEA, vamos em frente, de cabeça RETROSPEC 2012 p. 06 erguida e pensando no bem que pode fazer a Grande FIQUE POR DENTRO p. 07 USP, porque tenha certeza que o fato de você estar ENTREVISTA p. 08 estudando nessa grande uniCadê? Por onde andam os alunos que versidade, ela já faz o seu se formaram na FZEA? com Beryk Salab papel desde sua fundação. CAPA p. 09 Agronegócio:10 • Animais Silvestres:11 Abraço a todos. Avicultura: 13 • Bem-estar animal:14 • Bovinocultura:16 Valdo Rodrigues Herling Pastagens: 22 • Piscicultura:24 • Suinocultura: 26 Professor FZEA/USP PET NEWS p. 27 Tutor de PET/Zootecnia Agenda PET e Você Sabia? PASSATEMPO p. 29

BOA LEITURA!


• musculação


CONHEÇA

O que é o PET Zootecnia FZEA – USP? Programa de Educação Tutorial (PET) é um grupo formado por estudantes de graduação e que está presente em Universidades públicas e particulares de todo

o país, abrangendo cursos das áreas de humanas, exatas e biológicas. O

PETianos

intuito do programa é moldar o aluno para atingir uma formação de excelência, conciliando o tripé que compõe a Universidade: o ENSINO, a PESQUISA e a EXTENSÃO. A partir disso e do convívio diário, o PETiano torna-se

Brunna

bastante diferenciado. Dentro da FZEA-USP existe o grupo PET do curso de Zootecnia, que é composto atualmente por nove

Luisa

bolsistas e um professor Tutor.

Para entrar no grupo é preciso passar por um processo seletivo, o qual avalia se o candidato está apto a fazer parte desta equipe, isto é, se possui o perfil

Yuri

para se tornar um PETiano. Ao participar do PET-ZOOTECNIA o aluno é preparado para o mercado de trabalho, já que realiza diversas

Uanderson

atividades que o ensinarão a atuar em conjunto, orga-

nizar eventos, desenvolver pesquisas particulares e em grupo e

Amanda

ainda projetos sociais dentro da comunidade, aprimorando cada

Erika

vez mais a sua capacidade de comunicação. Além de acrescentar contatos na área acadêmica e com pessoas influentes do ramo, também oferece condições, através de bolsa

Danieli

mensal, de modo que o aluno invista ainda mais na sua

Bárbara

formação, facilitando seu sucesso profissional.

VAMOS LÁ BIXOS DA ZOO! VENHAM FAZER PARTE DESTE GRUPO!

Paloma Victor


06

RETROSPEC 2012

por/Amanda Dorta,Yuri Mizuno Colaboração: Bruna Maganhe

JANEIRO RECEPÇÃO DOS CAULOUROS

ABRIL

MAIO

OUTUBRO

BONOBOS 2012 CHURRASCO DA ZOOTECNIA

AGOSTO COMEMORAÇÃO 20 ANOS FZEA

SETEMBRO

CAIPIRUSP

NOVEMBRO

PASSEIO CICLÍSTICO


TEXTO/PALOMA YURI DE ARAUJO

o curso de zootecnia foi criada há pouco tempo a disciplina “Formação Complementar em Zootecnia”, cujo objetivo é estimular o aluno a não somente assistir aulas, fazer trabalhos e provas durante a graduação, mas também a conhecer o Campus e fazer atividades extracurriculares. A cada semestre é necessário se inscrever nessa disciplina. COMO FUNCIONA? Existe uma tabela de contendo descrições sobre todas as atividades: palestras, cursos, estágios e etc. que você pode realizar aqui no Campus, e a cada hora dessa atividade deve ser convertida em horas para a matéria. Por exemplo: a participação em um congresso equivale a 10 horas da matéria, desta forma deve ser feito as demais conversões seguindo a tabela até completar 30 horas semestrais. Ao final do semestre deve ser feito um relatório referente as atividades com a conversão e os certificados em anexo. Desta forma, o profissional é preparado não somente com aulas teóricas, mas com atividades extracurriculares para que possa adquirir mais conhecimento e prática. PARA MAIS ESCLARECIMENTOS CONSULTAR A COORDENADORA DO CURSO PROFª DRA. CÉLIA REGINA ORLANDELLI CARRER TEXTO/ UANDERSON PATEIS

Epetusp 2013

FIQUE POR DENTRO !

N

O

encontro dos grupos PET da Universidade de São Paulo (EPETUSP) contempla atividades interativas e questões relevantes em áreas de atuação do PET na USP, objetivando não só melhorar a comunicação, como também promover a continuidade dos trabalhos discutidos nos encontros regionais e nacional. Além disso, pretende-se promover o aprimoramento do programa, incentivar o estabelecimento de colaborações e parcerias e discutir tópicos importantes para a sociedade e para a educação tutorial. O primeiro evento foi realizado em 2003, na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, em Pirassununga. Com a duração de um fim de semana, a programação do EPETUSP contou com palestras e debates nos grupos de trabalho (GTs), estrutura esta que vem sendo mantida como base das edições seguintes até hoje. A intenção do encontro foi unificar a voz dos alunos da USP, estabelecendo o diálogo e a formação de opinião. Neste ao de 2013 o EPETUSP será sediado, pela segunda vez, pelo PET-Zoo (Zootecnia) no Campus da USP em Pirassununga – FZEA.


ENTREVISTA Por onde andam os alunos que se formaram na FZEA? TEXTO/ BRUNNA GARCIA

Formada em Zootecnia TURMA XXIX/ 2011

 Você considera a sua área de atuação crescente

no mercado de trabalho? Sim. É uma área em ascensão, mas que carece de bons profissionais e maior compromisso do setor Mestranda na Universidade industrial. O Brasil está investindo em programas de Estadual de Maringá- PR. qualidade de carne, e isso nos traz oportunidades, essa mudança é necessária; não podemos continuar a ser reconhecidos por produzir carne em quantidade e  Onde fez seu estágio obrigatório? Na Universidad de la Republica Oriental del sem qualidade, estando sujeitos a embargos de todos Uruguay, onde acompanhei por quatro meses os tipos. atividades de pesquisas relacionadas a detecção de  Quais são as dificuldades encontradas ao genes para qualidade de carne de bovinos Aberdeen trabalhar com pesquisa? Angus do Uruguai. A maior dificuldade que encontrei foi a cobrança por  Já atuou no mercado de trabalho? Se sim, onde publicações e produção científica. O pesquisador é e como foi a experiência? Se não, porque não “obrigado” a produzir, produzir e produzir, muitas vezes, coisas sem qualidade. Pesquisa é negócio ingressou no mercado? Não. Decidi ingressar no mestrado assim que sério! Gasta muito dinheiro público e deve ser realizada a fim de beneficiar a população e a terminei a graduação. melhoria da vida, não apenas para beneficiar o  Quando e porque decidiu ingressar na pós- currículo Lattes do pesquisador. graduação?  E por fim o que você considera importante Ingressei em 2012, pois penso em seguir a carreira de docente. Acredito que sendo professora posso durante a graduação? Qual dica daria para os trabalhar mais livre, expressar meus pensamentos e graduandos de Zootecnia da FZEA? influenciar mais pessoas a construir um país melhor. O que eu levo de mais importante, além do conhecimento técnico, são as relações pessoais.  Houve algum fato durante a graduação, que Fazer contatos, ter boa aparência, mostrar fez com que decidisse a sua área de pesquisa? capacidade, seriedade com o curso e manter boas Sim. Em 2010 tive a oportunidade de realizar um relações pessoais são fundamentais, pois é sempre intercâmbio nos Estados Unidos, estudei na Texas positivo ter com quem contar. Participar das A&M University, através de um programa organizações como o PET, a Zoot Jr. e o Conselho financiado pela Capes, chamado Capes/Fipse; lá, de Graduação foi muito importante para estreitar a cursei matérias relacionadas a produção de gado de minha relação com os docentes e profissionais da corte, qualidade e marketing da carne. Foi então que área. Os professores nos conhecem. É um erro nosso eu decidi aprimorar meus conhecimentos nesta área. achar que passamos despercebidos, seja nas coisas boas, ou ruins. Outro ponto importante é estar sempre cursando um idioma estrangeiro. A FZEA nos oferece muitas oportunidades de intercâmbio que devem ser aproveitadas, é um privilégio de poucas universidades essa facilidade de acesso a mobilidade


CAPA

SAIBA ONDE UAU! ESTÃO AS QUE CAMPUS ! OPORTUNIDADES NA FZEA Pirassununga é o maior Campus da USP em terras contínuas. São mais de 2.300 hectares, onde se alternam áreas de pastagens, agricultura, matas virgens, lagos e laboratórios – tudo a serviço da busca por novas técnicas de criação de animais, que levem à maior produção de alimentos para o país. Ali está instalada a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos.

Retirado de: Manual do calouro 2012 USP

1. Prédio principal, Prefeitura do Campus, Diretoria FZEA 2. Assoc. de Docentes 3. Transportes, oficinas, almoxarifado, galpão agrícola 4. Praça de Esportes 5. NAP GAMA 19. Piscicultura 6. CEPTOX 20. Laticínio 7. Posto de pedágio Km 215 21. Estábulo Leiteiro 8. Ovino e Caprinocultura 22. Fábrica de Ração 9. Assoc. dos Funcionários 23. Estábulo Experimental 10.Bubalinocultura 24. Equideocultura 11.Curral de gado de corte 25. Abatedouro 12.Parque “Fernando Costa” ZAB-FZEA 26. Suinocultura 13. Hospital Veterinário 27. VPS-FMVZ 14. Clube de Campo 28. Cunicultura 15. Portão de Acesso 29. Reprodução animal VRA-FMVZ 16. Piquetes Gado Leiteiro 17. Avicultura 18. Edif. João S. Veiga, Depto VNP-FMVZ, Depto. ZAZ-FZEA C. Estrada Municipal ÍNDICE DE VIAS A. Estrada Principal de Acesso D. Estrada de Acesso a Colônia da Horta E. Estrada de Acesso a Colônia dos Mestres B. Estrada do Povo

LEGENDA MATA CAMPO CORPOS D’ÁGUA RUAS E PÁTIOS

PCAPS FMVZ FZEA

RODOVIA ANHANGUERA ESTRADAS E VIAS DE ACESSO CURSOS D’ÁGUA LIMITES DO CAMPUS

F. Estrada de Acesso a Lagoa do Barrajão G. Estrada Municipal


TEXTO/YURI MIZUNO

y

desenvolvimento sustentável e a competitividade do agronegócio em benefício da sociedade brasileira. No cumprimento de sua missão, o MAPA formula e executa políticas para o desenvolvimento do agronegócio, integrando aspectos mercadológicos, tecnológicos, científicos, organizacionais e ambientais, na busca do atendimento às exigências dos consumidores brasileiros e do mercado internacional (Portal do Agronegócio). O Brasil possui inúmeros produtos agropecuários que possuem um significante valor estratégico em nossa economia, sendo os principais o álcool e açúcar, café, carnes e couro, produtos de origem bovina, suína e de aves, soja, fruticultura e produtos florestais. O agronegócio é o motor da economia nacional, registrando importantes avanços quantitativos e qualitativos, que se mantém como setor de grande capacidade empregadora e de geração de renda, cujo desempenho médio, tem superado o desempenho do setor industrial, ocupando, assim, a posição de destaque no âmbito global, o que lhe dá importância crescente no processo de desenvolvimento econômico, por ser um setor dinâmico da economia e pela sua capacidade de impulsionar os demais setores (MAPA, 2011). Nosso país é considerado o celeiro do mundo, por ter em mãos um solo de qualidade, clima favorável e grande mão de obra. Possui grandes distritos industriais, e com isso forma os cluster para melhorar a demanda do mercado nacional e possíveis vendas para o exterior. O Brasil, como celeiro mundial, tem a grande responsabilidade de formar profissionais, principalmente Zootecnistas, e produzir alimentos para gerenciar a revolução da produção de alimentos, principalmente os derivados de proteína animal, que já está em voga. Cabe, então, ao Zootecnista estar preparado para enfrentar os desafios dessa “revolução”, em prol da melhoria significativa do bem-estar de milhares de pessoas e, dessa forma, ser ator primário da ciência do novo século. O agronegócio brasileiro vem crescendo anualmente em velocidade superior a média nacional, grande parte desse crescimento deve-se a atuação do Zootecnista, tanto àqueles que estão nas instituições de Ensino e Pesquisa, desenvolvendo novas tecnologias para melhorar a Nutrição, a Genética, as Instalações, o Manejo, as condições de Bem estar e rentabilidade dos animais, sejam àqueles profissionais que estão no campo, aplicando essas técnicas inovadoras, para transformar o Brasil na maior potência produtora de alimentos do Mundo.

conceito de Agribusiness foi proposto pela primeira vez em 1957, por Davis & Goldberg, como a soma das operações de produção e distribuição de suprimentos agrícolas, processamentos e distribuição dos produtos agrícolas e itens produzidos a partir deles. Assim, de acordo com o conceito de Agronegócio, a agricultura passa a ser abordada de maneira associada aos outros agentes responsáveis por todas as atividades, que garantem a produção, transformação, distribuição e consumo de alimentos, considerando assim, a agricultura como parte de uma extensa rede de agentes econômicos. O agronegócio é fundamental para a economia do país, pois representa cerca de um terço do nosso PIB e tem dado grande contribuição às exportações de commodities e produtos agroindustriais. O Brasil caminha para se tornar uma liderança mundial no agronegócio e para consolidar nessa atividade é preciso ampliar sua competência para atuar de modo eficiente no controle das cadeias de produção agropecuária de modo a garantir qualidade e segurança dos produtos e das cadeias de produção. Já exportamos hoje para 180 países. Podemos conquistar novos mercados, mas para isto precisamos alcançar padrões elevados de certificação e qualidade sanitária e fitossanitária, mantendo assim elevada competitividade no mercado internacional com melhor enfrentamento das exigências e barreiras . O Brasil ainda enfrenta situações oriundas da imposição de barreiras sanitárias e fitossanitárias que precisam ser superadas. Além disso, está sob ameaça constante do avanço e severidade de pragas e doenças de plantas e animais já existentes no país e daquelas quarentenárias que podem ser introduzidas no país a qualquer momento se medidas preventivas competentes e eficazes não forem delineadas e implementadas pelo poder público e pelo setor produtivo. A missão institucional docente relacionado: Prof. Celso da Costa Carrer do Ministério da Agricultura, Pecuária e telefone:(19) 3565-4338/4005 Abastecimento (MAPA) é promover o e-mail: celsocarrer@usp.br




CAPA

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TEXTO/AMANDA DORTA

COLABORAÇÃO: ANTONIO BORDIGNON

A

TENÇÃO aspirantes à Zootecnistas e à Médicos Veterinários, agora a natureza chama por vocês: os profissionais capacitados para preservar as espécies! Apresentaremos nesta matéria as iniciativas que a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos – USP Pirassununga vem tendo para ajudar na preservação, estudo e aprendizagem sobre a fauna silvestre, identificando seus hábitos e habitats, tentando estabelecer medidas que possam contribuir para que a atividade humana do Campus não ameace esta forma de vida. Graças à contribuição da Docente Maria Estela e do Biólogo Antonio Bordignon, o Campus da USP Pirassununga vem desenvolvendo projetos visando a preservação e o reconhecimento da fauna nativa do Campus, uma vez que este se situa em uma área de transição do Cerrado para a Mata Atlântica, tornando-se uma área rica em fauna dos dois ecossistemas. É claro que a participação dos alunos nesses projetos é essencial para sua manutenção, uma vez que sem o apoio de vocês os projetos não podem ser mantidos. A importância desses projetos envolve principalmente a atualização de um inventário de espécies da região, proporcionando assim, melhor visão quanto aos impactos do contato entre essas espécies e o homem, alguns desses projetos são:

Consiste na atualização de dados sobre a população de serpentes do Campus de Pirassununga, esse projeto vem sendo conduzido desde 2004. Tal projeto consiste na captura de exemplares através de armadilhas, buscas periódicas e através de doação de terceiros. Com a ajuda de um GPS é registrada a localização de onde o exemplar foi capturado; a captura é datada, levando-se em consideração, inclusive, a hora exata. Infelizmente, durante as buscas são encontrados exemplares mortos nas estradas do Campus, isso se deve ao fato de as serpentes, muitas vezes, serem atropeladas durante sua travessia.


Tais exemplares também são armazenados, participando assim dos dados estatísticos. O projeto também conta com uma descrição detalhada do animal: tipagem, sexo, espécie e idade. As doações recebidas de fora do Campus são também armazenadas, porém não participam das estatísticas, uma vez que quem as captura, pode não levar em consideração a importância da anotação dos dados sobre o local de captura e hora, o que tornaria problemática a inserção destes animais nas estatísticas, resultando em uma amostragem imprecisa. Este projeto terá a duração de dois anos, e nesse período muito trabalho será feito, oportunidades não faltarão para aqueles que se interessarem e quiserem participar: basta procurar o coordenador do projeto, Antonio Bordignon.

Trata-se de um levantamento da população de aves que habita o Campus de Pirassununga, seja de forma permanente ou passageira, durante esse projeto, técnicas de busca limitada por tempo e auditivas serão utilizadas com o intuito de cobrir a maior área possível do Campus, fotografando as aves avistadas, que serão identificadas.

O objetivo do projeto é catalogar as espécies e a diversidade do campus, o que contribuirá na noção do status de conservação da região. Futuramente todo o material fotográfico será recolhido e identificado, dando origem a um livro inteiramente ilustrado com as aves encontradas na região. Vale ressaltar que tal projeto já vem sendo praticado há algum tempo, tendo sido realizado em faculdades como UFSCAR, UFLA e UEPB. O trabalho é dividido em quatro campanhas que ainda irão ocorrer, levando-se em consideração a estação, uma vez que grupos de aves são influenciados pela variação das estações, sendo assim, algumas espécies poderão ter sua aparição limitada apenas a épocas específicas do ano, o que torna importante as campanhas serem dispostas em estações diferentes. Além dos projetos situados, outros projetos andam acontecendo no Campus da USP Pirassununga, alguns ainda se encontram no papel, apenas necessitando de financiamento e pessoal disposto a contribuir. É essencial que você, Bixo, que está interessado em seguir para a área de silvestres ou que tenha ficado interessado com nossos projetos se informe, entre em contato com a Professora Doutora Maria Estela Gaglianone Moro, responsável setor de Animais Silvestres do Campus ou o Biólogo Antonio Bordignon! Haverá sempre vagas para pessoal bem disposto que queira ajudar!

Antonio Bordignon Biólogo, herpetólogo e-mail: abordignon@gmail.com


CAPA TEXTO/ PALOMA YURI

A

produção de frangos no Brasil começou mais ou menos em 1860 na cidade de Minas Gerais e se espalhou para Rio de Janeiro e São Paulo, mas as criações eram campestres, fazendo com que demorasse mais no tempo de abate, pois eram necessários seis meses em média para se obter o mesmo peso de abate de hoje. Com o crescimento populacional e aumento na demanda, o objetivo tornou-se uma produção em menos tempo com melhor qualidade. Assim começaram os vários avanços em estudos na avicultura, na nutrição (melhor conversão alimentar), no melhoramento genético, no manejo, controle sanitário e na infraestrutura das instalações. O crescimento é notório e o método de criação desenvolveu-se para a automação. Com todos esses avanços, o abate atual de frangos se dá, em média aos 42 dias com o peso médio de 2,4 Kg. O mercado consumidor interno começou a mudar seus hábitos alimentares, consumindo muito mais carne de frango do que bovina, por motivos de produção com qualidade, e com a propaganda de um produto mais saudável e de preços acessíveis. Hoje essa atividade emprega mais de 4,5 milhões de pessoas direta ou indiretamente, corresponde a 1,5% do PIB, sua produção encontra-se mais em cidades do interior das regiões Sul e Sudeste tendo muitas vezes como a principal atividade econômica. Desde 2004 o Brasil é o maior exportador do mundo, em 2009 atingiu a marca histórica de 10,9 milhões de toneladas. As condições do país colaboraram muito para esse crescimento como: espaço, água, clima (épocas do ano não tão distintas) e mão de obra. Conquistando assim tanto o mercado interno como o externo. E esses avanços só foram possíveis pelas inúmeras pesquisas de instituições como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) atuando juntamente com instituições de ensino.

A Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, conta com estruturas para as pesquisas tanto em frangos de corte como de postura, tendo sempre pesquisas sendo desenvolvidas por professores e pós-graduandos. Existem muitas possibilidades para o graduando interessado em adquirir novos e melhores conhecimentos nesta área, pois este pode fazer uma atividade curricular complementar nos galpões da Prefeitura do Campus pela secretaria do ZAZ (Departamento de Zootecnia), junto aos professores responsáveis Prof. Dr. Lúcio Francelino Araújo que atua na área de: Manejo, nutrição e alimentação de aves e suínos, Prof. Dr. Douglas Emygdio de Faria atuando: Avicultura, Industrial Nutrição e alimentação de frangos de corte e poedeiras comerciais e manejo de aves comerciais , ou pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, tendo como responsável Prof. Dr. Ricardo de Albuquerque.

Setor de Avicultura FZEA/USP

Além dessa nova experiência a ser adquirida, essas horas de atividade serão contabilizadas no currículo escolar. Porém, as estruturas oferecidas são somente para pesquisa, não dando ao aluno conhecimento em relação à produção comercial. Mas oportunidades de visita a esses locais não faltarão durante o curso. docentes relacionados:

Prof. Douglas Emygdio de Faria telefone: (19) 3565- 4065/ e-mail: defaria@usp.br Prof. Lúcio Francelino Araújo telefone: (19) 3565- 4286/e-mail: lfaraujo@usp.br Prof. Ricardo de Albuquerque telefone: (19) 3565- 4053/e-mail: ricalbuq@usp.br


CAPA

Bem-estar animal Até que ponto o bem-estar influencia na produção? TEXTO/LUISA BORHER

pecuária deve haver a busca constante para se aumentar a eficiência da produção, reduzir custos de produção e adquirir escala de produção com aplicação de novos recursos tecnológicos. Produtores e pesquisadores que almejam aumentar a produção não podem pensar que animais são máquinas e sim levar em conta o bem-estar destes. O bem-estar tem efeito na saúde dos animais, na eficiência produtiva e na qualidade dos produtos, além de ser uma demanda para os consumidores. O bem-estar deve estar presente em todos os tipos de produção, desde animais silvestres ou a animais cativos em fazendas produtivas a zoológicos, à animais de experimentação ou à animais nos lares. Existe certo consenso de que os animais domésticos, pelo fato de terem sido domesticados e por estarem sendo criados em cativeiro e servindo de alguma maneira à humanidade, merecem níveis mínimos de bem-estar.

Nos países desenvolvidos, cresce a preocupação com o mau trato dos animais domésticos em áreas urbanas e com o bem-estar dos animais utilizados na pesquisa e na agricultura. Bem-estar animal deve ser definido como o "estado de harmonia entre o animal e seu ambiente, caracterizado por condições físicas e fisiológicas ótimas e alta qualidade de vida do animal".




O bem-estar refere-se, então, ao estado de um indivíduo do ponto de vista de suas tentativas de adaptação ao ambiente. Em outras palavras, refere-se ao que é preciso fazer para que o animal tenha excelente adaptação ao ambiente e ao grau de sucesso com que isto está acontecendo. Nesse contexto, a produtividade, sucesso reprodutivo, taxa de mortalidade, comportamentos anômalos, danos físicos, incidência de doenças, entre outros fatores, podem ser medidos para avaliar o grau de bem-estar dos animais. Alguns cientistas consideram que o bem-estar animal refere-se, principalmente, ou até mesmo totalmente, aos sentimentos dos animais.

“

...

O BEM-ESTAR ANIMAL

REFERE-SE [...] AOS SENTIMENTOS DOS ANIMAIS A capacidade de sentir é um prérequisito necessário para o bem-estar. A saúde, adaptação ou ausência de estresse são necessidades, mas o perfeito funcionamento do organismo em harmonia com o ambiente não promoverá bem-estar, se não atender aos interesses dos animais. O bem-estar é reduzido quando os animais têm sentimentos negativos, sofrimento, e inclui entre estes sentimentos frustração, medo, dor, solidão, aborrecimento e talvez até sentimentos que não ocorrem em seres humanos. Os principais motivos que se deve preocupar com o bem-estar de animais de fazenda são inquietações de origem ética, o efeito potencial que este possa ter na produtividade e na qualidade dos alimentos e, por último, as conexões entre bem-estar animal e comercialização internacional de seus produtos de origem animal.

”

DOCENTE RELACIONADA Professora Dra. Cristiane Gonçalves Tittto Laboratório de Biometeorologia e Etologia telefone: (19) 3565.4204 e-mail: crisgtitto@usp.br

Som Automotivo


CAPA

O

TEXTO/BÁRBARA ROQUETO

leite está entre os seis primeiros produtos mais importantes da agropecuária brasileira. O Agronegócio do leite e seus derivados desempenha um papel relevante no suprimento de alimentos e na geração de emprego e renda para a população. Além disso, o Brasil é o sexto maior produtor do mundo e cresce a uma taxa anual de 4%, superior à de todos os países que ocupam os primeiros lugares. Porém, para que o animal seja capaz de manter seus processos metabólitos, como a produção de leite, crescimento e reprodução, uma grande quantidade de elementos inorgânicos é necessária. Estes são referidos em gramas e como macrominerais, por exemplo: cálcio, fósforo, sódio, cloro, potássio Já os elementos inorgânicos são referidos em miligramas ou microgramas são denominados microminerais (Cobalto, Cobre, Iodo, Ferros, Manganês, Molibdênio, Selênio e Zinco). As exigências de minerais pelos bovinos variam de acordo com o tipo e nível de produção, a raça, a idade e o grau de adaptação dos animais, o nível e a forma química do mineral no alimento e suas relações com os outros nutrientes da dieta. No caso de deficiências ocorrem, as chamadas doenças metabólicas, decorrentes do desequilíbrio entre ingestão, absorção e exigências. Os minerais presentes nas forragens e concentrados não são tão bem absorvidos pelos animais, um exemplo disto é que somente 30 % do cálcio contido nas forragens são absorvidos. A disponibilidade dos minerais é maior nos sais usados (calcário e cloreto de sódio).

Além disso, existem interações entre os minerais no rúmen e no intestino do animal. A quantidade de minerais necessária para garantir a mantença de um animal, acrescida daquele presente no leite e o necessário para o feto, define o requerimento de uma vaca leiteira. A soma total dos minerais disponíveis na dieta menos o requerimento do animal define a necessidade ou não da suplementação. Dentre os macrominerais, o cálcio desempenha uma função importantíssima para a vaca leiteira, já que está presente em grande quantidade no leite, além de atuar na formação de ossos e dentes. Para vacas em lactação a quantidade exigida é o dobro daquela necessária para animais não lactantes. Para vacas gestantes, a necessidade é maior nas últimas semanas de gestação, uma vez que ocorre maior calcificação dos ossos e dentes. O mineral que tem mais funções no corpo em relação a todos os outros é o fósforo, destacando em suas funções: atua na formação de dentes e ossos, participa do metabolismo dos glicídios, age na contração dos músculos. A suplementação em excesso não causa impacto ao animal, porém sua deficiência leva à infertilidade. Os microminerais, zinco, cobre e selênio são os mais importantes e estudados. A suplementação destes é recomendada quando se observa respostas na saúde do animal, como melhor qualidade do casco, baixa contagem de células somáticas e melhoria na queratina no teto do úbere. O método mais eficiente de fornecer minerais para bovinos é pelo uso de suplementos minerais combinados com concentrados. O sal comum é usado para dar palatabilidade à mistura mineral e funciona como regulador de consumo. Quando fornecido separadamente, o mineral deve sempre estar disponível. Na forma orgânica, o mineral é ligado a um carboidrato, aminoácido ou proteína e são chamados de mineral quelatado. Em suma, é papel do Zootecnista a determinação da quantidade adequada de mineral a ser suplementado na dieta. O atendimento pleno às exigências minerais de bovinos leiteiros é premissa de saúde e produtividade.


CAPA

CONFINAMENTO EXPERIMENTAL DE N

ão é novidade que o estágio é um dos principais instrumentos para uma boa formação profissional, em que o aluno amplia e aprofunda a integração entre os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos no decorrer da graduação, minimizando o impacto da passagem de estudante para a vida profissional. Dessa forma, é de suma importância a realização desta atividade logo no início de seu curso, o que proporcionará a oportunidade de desenvolver habilidades e complementar o processo de ensinoaprendizagem. Dentro da universidade, diversas oportunidades de estágios são oferecidas aos alunos, as quais se iniciam pela procura do professor ou pós-graduando responsável pelo setor no qual se deseja realizar o estágio. Na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, destaca-se o estágio no Confinamento Experimental de Bovinos de Corte. Nele, a compreensão da importância de cada manejo que o aluno desempenhará no dia a dia é fundamental para a realização adequada destas atividades, sendo estes esclarecimentos, o objetivo central dessa matéria. Monitoramento da qualidade da mistura da dieta, fracionamento da dieta, leitura de cocho, avaliação da agressividade do animal no cocho, observação do consumo de água, limpeza dos bebedouros e dos cochos são exemplos de manejos que interferem diretamente no consumo de cada animal e, consequentemente, no seu desempenho final. Destaca-se assim, a importância do estagiário em se empenhar com as atividades diárias relacionadas a cada etapa do experimento, tendo em vista que, qualquer deslize pode comprometer os resultados. Para melhor compreensão de tais atividades serão descritos a seguir os principais manejos realizados no confinamento experimental da FZEA/USP que são essenciais para o monitoramento do consumo e desempenho final dos animais: MISTURA DA DIETA Animais com livre acesso aos alimentos geralmente separam os ingredientes por tamanho e consomem os preferidos. O objetivo de fornecer uma dieta bem misturada é garantir que em cada bocado, o animal ingira algo muito semelhante ao do que foi formulado, conforme suas exigências nutricionais.

BOVINOS DE CORTE Por isso, observar a dieta após passar pelo misturador e misturá-la melhor caso necessário, evita à seleção de ingredientes, importante principalmente em dietas ricas em concentrado1. Essas, quando não misturadas ao volumoso2 adequadamente, podem resultar em distúrbios metabólicos, como acidose ruminal. FRACIONAMENTO DA DIETA Animais de alta produção apresentam maior exigência em nutrientes, particularmente de energia, para suportar os elevados índices de produtividade. Dessa forma, a alimentação desses animais baseada em volumosos torna-se limitante, uma vez que os volumosos apresentam baixa concentração de nutrientes e lenta taxa de degradação e escape. Baseado nisso, a dieta de um boi confinado pode conter um nível baixo de fibra. No entanto, estar em níveis reduzidos pode refletir em ingestão muito rápida de grande quantidade de concentrado, o que poderia provocar distúrbios digestivos nos animais, pois o declínio no pH ruminal, associado ao aumento do amido na dieta, afetam as bactérias ruminais, resultando na redução da digestão da fibra e do consumo da dieta total (CATON & DHUYVETTER, 1997). Estudos têm mostrado que o fornecimento fracionado da dieta pode ser uma alternativa satisfatória, uma vez que esta prática reduz problemas ruminais. LEITURA DE COCHO A leitura do cocho é uma prática realizada para reduzir as variações no consumo dos animais através do planejamento e controle do fornecimento da dieta. Essa ferramenta pode ser utilizada independente do tamanho ou nível tecnológico do confinamento. Para criar uma forma de leitura de cocho, primeiro é necessário estabelecer quais quantidades (%) serão utilizadas para acréscimo ou diminuição de fornecimento da ração. Lembrando que é muito importante não haver mudanças bruscas no consumo. Abaixo, segue exemplo de notas para ser realizada a leitura de cocho: NOTA AÇÃO A SER SEGUIDA -2 -1 0 0,5 1 1,5 2 3

Adicionar 15% de ração Adicionar 10% de ração Adicionar 5% de ração Adicionar 2,5% de ração Manter o fornecimento Reduzir 2,5% de ração Reduzir 5% de ração Reduzir 10% de ração

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Fonte: Adaptado de Premix, 2012.

TEXTO/DANIELI PEREZ


AGRESSIVIDADE DO ANIMAL A observação da agressividade do animal no cocho evita que os animais dominantes possam vir a apresentar um consumo excessivo da dieta. CONSUMO DE ÁGUA Na alimentação de ruminantes os nutricionistas se prendem, muitas vezes, apenas à qualidade e à composição química dos ingredientes para balanceamento de dietas de modo a suprir as exigências dos diversos nutrientes, como proteína, fibra, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais, esquecendo-se da qualidade da água, nutriente tão importante quanto os demais. Restrição de água, seja por disponibilidade limitada ou por baixa qualidade, pode reduzir a ingestão de matéria seca3. Portanto, deve-se garantir água de boa qualidade para os animais confinados, realizando a limpeza dos bebedouros, de acordo com a necessidade.

SOBRAS Em muitos confinamentos brasileiros o fornecimento da dieta é feito de forma que se obtenha em torno de 5 a 10% de sobras no cocho, garantindo assim que não houve restrição ao consumo livre de alimentos. No entanto, o acúmulo de sobras no cocho pode levar à proliferação de organismos indesejáveis como os fungos, por exemplo, produtores de micotoxinas, que, quando presentes em grandes quantidades nas dietas, podem acarretar redução no consumo. Por isso, é importante identificar dietas deterioradas e de má qualidade, para determinar o momento da retirada das sobras. O ideal é sempre manter o cocho limpo, com dietas de boa qualidade e sem resíduos de pedras, fezes ou terra. Por fim, o responsável pela alimentação e nutrição dos animais confinados deve sempre supervisionar todo o processo de elaboração das dietas, desde a obtenção da quantidade dos ingredientes até sua retirada do cocho.

GLOS SÁRIO 1Concentrado:

são alimentos com menos de 18% de fibra bruta na matéria seca e podem ser classificados como proteicos ou energéticos. Concentrados Proteicos têm mais de 20% de proteína na matéria seca, como é o caso das tortas de algodão, de soja etc. Já os concentrados Energéticos têm menos de 20% de proteína na matéria seca, como é o milho, triguilho, farelo de arroz etc. 2Volumosos: são alimentos que possuem teor de fibra bruta superior a 18% na matéria seca, como é o caso dos capins verdes, silagens, fenos, palhadas etc. 3Matéria Seca (MS): é a fração do alimento excluída a umidade natural deste. Os alimentos são usualmente descritos ou classificados com base na matéria seca, de forma a poderem ser comparados quanto as suas características nutricionais, custo de nutrientes etc.

Fonte: Embrapa Gado de Corte, 1996. - CARDOSO, E. G. Engorda de bovinos em confinamento: aspectos gerais. Embrapa Grado de Corte. Campo Grande – MT, 1996. - TAKIGAWA, T. M. Y. Manejo de cocho: sua importância e como fazer. 2012. Artigo - Técnico Premix. 8ª Ed. Disponível em: http://premix.com.br/site/conteudo/artigos/download/formula_ x_Fevereiro_2012_.pdf


CAPA TEXTO/ERIKA SAYURI

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bovinocultura de corte tem se destacado na economia nacional e vem assumindo posição de liderança no mercado mundial de carnes. O Brasil possui hoje o maior rebanho comercial do mundo; é o segundo maior produtor mundial de carne bovina, com cerca de 8 milhões de toneladas, e a partir de 2003 passou a ser o primeiro exportador mundial, com destaque tanto no comércio de carnes frescas como no de industrializadas. Diversos fatores foram determinantes para a conquista de liderança brasileira no comércio internacional da carne bovina. Fatores como valorização da produção de um alimento seguro, solo, clima e recursos humanos, passaram a constituir vantagens comparativas que, somadas à extensão territorial, tem permitido ao país oferecer, aos mercados nacional e externo, carne bovina de alta qualidade, em volumes crescentes e a preços competitivos. Além desses fatores, a iniciativa de rastreamento da carne bovina destinada à exportação, especificamente para a União Europeia, tem contribuído de maneira significativa para o atendimento das expectativas dos consumidores internacionais, quanto à segurança dos alimentos.

De acordo com a Beefpoint que lançou em sua página na web uma matéria sobre “os níveis avançados da pecuária nacional 2012” (www.beefpoint.com.br), os níveis tecnológicos estão mais avançados do que o esperado para todo o Brasil. Esse material foi fornecido pelos organizadores do Rally da pecuária 2012, - no qual, houve apoio da Beefpoint - mostrando que fatores como o baixo nível de degradação das pastagens e utilização de adubação são exemplos deste avanço na pecuária. Através desse Rally, foi possível coletar informações confiáveis para a formulação e calibração de um sistema de avaliação por satélite, permitindo assim uma análise de todo o país. Concluiu-se que, o nível tecnológico adotado pelos produtores superou as expectativas dos organizadores. As inovações zootécnicas estão sendo mais utilizadas do que tecnologias agronômicas e, na projeção de dez anos, esta diferença aumentará.

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“2° maior produtor mundial [...] com cerca de 8 milhões de toneladas”


BOVINOCULTURA DE CORTE NA FZEA/USP A grade curricular do curso de Zootecnia oferecido pela Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP compreende, no 9º semestre, a disciplina voltada especialmente à pecuária bovina, a Bovinocultura de corte, administrada pelos professores docentes Paulo Roberto Leme e Saulo Luz e Silva. A disciplina visa orientar o aluno reconhecer a realidade da pecuária de corte nacional e as formas de melhorar a eficiência da atividade. O profissional tem de conhecer todos os segmentos da cadeia produtiva de carne, para planejar adequadamente a atividade. As boas práticas de planejamento, aliada ao adequado manejo de nutrição de animais em pastejo ou em confinamento, definem os diferentes sistemas de produção. Dentre os assuntos abordados em aulas, têm-se: Raças e sistemas de produção de bovinos de corte; dietas para confinamento, dietas de custo mínimo e de lucro máximo, nutrição de bovinos de corte em pasto, suplementação mineral e alimentar, etc.

mais informações: Claiton André Zotti e-mail: claitonzotti@usp.br

O Zootecnista e os cuidados com a dieta do animal Com a grande demanda do comércio mundial, o Zootecnista tem a responsabilidade de melhorar e aprimorar os estudos na área de nutrição animal e alimentação, melhoramento genético, administração, buscando, dessa maneira, aumentar a produção e melhorar a qualidade dos produtos de origem animal. Visando esses princípios, o doutorando e mestre Claiton André Zotti vem atuando na área de nutrição e fermentação ruminal, junto com seu orientador, o professor Paulo Roberto Leme, trabalhando em cima do projeto “Uso de monensina e óleos essenciais de mamona e caju em dietas de alto concentrado fornecidas de forma abrupta para bovinos Nelore confinados”, financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) que visa avaliar o fornecimento de dietas de forma abrupta a bovinos nelore, recebendo diferentes aditivos alimentares como a monensina – antibiótico ionóforo que promove alteração dos padrões de fermentação ruminal e óleos essenciais, que vem sendo testados como uma alternativa aos antibióticos, visto sua comprovada função antimicrobiana. Esse foi um dos projetos que está em desenvolvimento no setor de bovinocultura, porém, há uma infinidade de projetos, sendo elaborados por Zootecnistas e ainda assim, há muito que se estudar e descobrir. A busca de uma Iniciação Científica uma dissertação ou tese é o fator que mais atrai estudantes à universidade pública, principalmente à Universidade de São Paulo – por ser a melhor universidade de América Latina buscando reconhecimento e espaço no mercado de trabalho.


CAPA PASTAGENS – ENTENDA A SUA IMPORTÂNCIA E A FUNÇÃO DO ZOOTECNISTA NESSA ÁREA TEXTO/UANDERSON PATEIS

A

pecuária no Brasil desenvolveu historicamente baseada no uso de pastagens de forma extensiva e raramente tecnificada, onde o aumento do rebanho estava diretamente ligado ao aumento da área da pastagem. Embora esse ainda seja o modelo de exploração aplicado em grande parte do país, muito se tem avançado com a implantação de técnicas que permitam a verticalização nos sistemas de produção animal baseados em pastagens. A verticalização dos sistemas busca elevar a capacidade de suporte das instalações sem a necessidade de aumento da área. Atualmente a intensificação dos sistemas pecuários tem sido estimulada graças à pressão exercida pela população mundial sobre os sistemas de produção no que se refere à preservação do meio ambiente e a legislação ambiental brasileira que tem se tornado mais rigorosa. Esse processo tem sido conseguido principalmente com uso correto das técnicas de manejo das pastagens. Os baixos índices zootécnicos médios brasileiros evidenciam a carência de profissionais manejadores de pastagens em inúmeras regiões. O valor médio de taxa de lotação nas pastagens brasileiras é em torno de 0,84 unidades animais (UA) por hectare (Instituto FNP, 2006). Esse quadro é influenciado pelo sistema totalmente extrativista, onde a pastagem é formada após a derrubada das matas, ou após a exaustão do solo por atividades agrícolas. O principal agravante desse sistema é a pouca ou nenhuma reposição de nutrientes e a utilização de espécies resistentes a solos ácidos e de baixa fertilidade que influenciam o conceito de que a atividade necessita de pouco ou até mesmo nenhum investimento tecnológico.

O manejo de pastagens tem caráter multidisciplinar, devido à complexidade de fatores que interagem sobre o crescimento da planta forrageira e sobre a resposta nos animais que consomem esse alimento. É, portanto uma atribuição do Zootecnista, já que este possui conhecimentos sólidos de fisiologia vegetal e animal, atributos físicos e fertilidade do solo, climatologia, etologia e nutrição dos ruminantes, além de forragicultura e conservação de forragens. Atualmente os conceitos de manejo da pastagem consideram a interação entre solo, planta e animal, buscando-se máxima produção com sustentabilidade. Dentre os fatores de solo estão a fertilidade, aspectos físicos, compactação, capacidade de retenção de água, conservação, entre outros. Os fatores de planta referem-se ao desenvolvimento, valor nutritivo, resistência à desfolha, capacidade de rebrota, perfilhamento, emissão de folhas, e muitos outros fatores inerentes a cada espécie de planta forrageira. Alguns dos fatores devidos ao animal são a severidade e frequência de desfolha, pisoteio, seleção de plantas e componentes da planta, e dejeções (fezes e urina). ...“os



conceitos de manejo da pastagem consideram a interação entre solo, planta e animal, buscando-se máxima produção com sustentabilidade”...


Esses inúmeros fatores estão relacionados e dependem de fatores ambientais como temperatura, luminosidade e pluviosidade. Toda pastagem, natural ou cultivada, deve ser entendida como um ecossistema cuja estrutura é formada por componentes bióticos e abióticos, onde seu equilíbrio depende sua sustentabilidade. As ações praticadas ao se manejar a pastagem influenciam diretamente toda essa gama de fatores interdependentes, e devem ser consideradas ao estimar-se a resposta esperada à determinada ação. Através dessa pequena citação, pode-se perceber que além do conhecimento técnico específico e da metodologia de trabalho, o Zootecnista manejador de pastagens deve ter condição de tomar decisões rápidas sobre adequações no manejo adotado, visto que o processo é dinâmico e não há um pacote fixo definido para se manejar pastagens. Os ajustes e adequações devem ser frequentes em pastagens intensivamente exploradas, visando um aumento na produção forrageira, do desempenho dos animais e diminuição dos custos, com sustentabilidade. VALE LE MBRAR: Grande parte desses conhecimentos é obtida mediante realização de estágios práticos de vivência e pesquisa, fundamentais ao entendimento e fixação de conhecimentos teóricos. Na FZEA você conta com um completo departamento com profissionais especializados na área e diversas frentes de pesquisa. Saiba mais, não fique para trás.

DOCENTES RELACIONADOS

*Fonte: Ensilagem

Prof. Dr. Valdo Rodrigues Herling e Pedro Henrique de C. Luz Departamento de Ciências Agrárias Grupo de Estudo em Forragicultura e Pastagens

telefone: (19) 3565.4267 / e-mail: vrherlin@usp.br


CAPA

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TEXTO/VICTOR ANTONIALLI

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iscicultura é uma técnica milenar que se iniciou na China, onde estes utilizavam o esterco de bovinos para fertilizar os tanques em que se criavam os peixes, a fim de aumentar a produção do pescado. A piscicultura é um ramo específico da aquicultura voltada para criação de peixes em cativeiro e vem sendo apontada por especialistas como promissora atividade no mundo e principalmente no Brasil, em decorrência da malha hidrográfica e do clima propício. Desde 1970, a aqüicultura mundial vem apresentando índices médios anuais de crescimento de 9,2%, comparados com apenas 1,4% da pesca extrativista. A China é o maior produtor mundial, com 71% do volume e cerca de 50% do faturamento, conforme a Organização das Nações Unidas. A mesma tendência mundial de crescimento se mostra no Brasil, contudo, de forma mais intensa, em que a pesca extrativa apresentou uma redução de 1,4% na produção de pescado, no período de 1990 a 2001, enquanto a pscicultura, um aumento de 924,9% no mesmo período, saltando de 20,5 mil toneladas de pescado cultivado em 1990 para 210 mil toneladas. Esses valores representam um aumento significativo para a produção nacional, uma vez que a produtividade em nível mundial teve um aumento de 187% dentro do mesmo período. Isso levou o Brasil a ocupar o 2º lugar no “ranking” de produção de pescado da América Latina (BORGHETTI et al., 2003) e o 19º lugar no ranking. O Brasil tem se destacado por possuir um imenso potencial para o desenvolvimento da piscicultura por meio dos 8,4 mil km de litoral e 5,5 milhões hectares de reservatórios de águas doces, representando aproximadamente 12% da água doce disponível no planeta, graças estas condições ambientais favoráveis somando-se com o avanço

da tecnologia que permitiu que os cultivadores brasileiros pudessem desenvolver técnicas reprodutivas para peixes reofílicos, os quais se reproduzem apenas quando estão em rios. Esta técnica consiste em uma indução hormonal (técnica a qual foi desenvolvida em cachoeira de emas – Pirassununga), para a maturação dos ovos da fêmea e estimular a espermatogênese dos machos, porém esta é mais eficaz justamente nos momentos de piracema que vai de outubro a março. Estima-se que seja produzido anualmente no Brasil, ao redor de 200 milhões de alevinos, tendo uma estimativa de produção nacional de pescado cultivado da ordem de 60 mil toneladas ano. Sendo que somente os 30% dos alevinos comercializados serão abatidos com peso médio de 1 Kg. O governo divulgou os resultados de um estudo que revela aumento no consumo de pescado por pessoa no país. Houve um crescimento anual de 6,46 quilos para 9,03 quilos por habitante entre 2003 e 2009, o que representou um aumento de 39,78% nos últimos sete anos. O aumento foi comemorado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, que superou em 2009 a meta de consumo de 9 quilos por habitante/ano, prevista inicialmente para 2011. Apesar disso, o consumo dos brasileiros ainda está abaixo do patamar considerado ideal pela OMS (Organização Mundial de Saúde) de 12 quilos por pessoa ao ano, ou seja, a tendência é que se mantenha o forte crescimento. Com este avanço, o Brasil recentemente iniciou um programa de melhoramento genético em peixes através da hibridização que consiste em cruzar espécies diferentes para explorar características desejáveis de cada uma das espécies. Resultados da hibridação são mais evidentes quanto mais diferentes forem os grupos genéticos utilizados. Trabalhos experimentais têm apontado melhor desempenho dos híbridos em relação aos puros em condições de produção.


O uso da hibridação permite agregar, de forma rápida, num mesmo grupo genético, características desejáveis de espécies ou linhagens diferentes; com apenas uma geração de acasalamentos é possível obter indivíduos adaptados a determinadas situações de cultivo e que tenham produção superior aos progenitores. Contudo, a manutenção desta superioridade, é dependente da continuidade dos acasalamentos de indivíduos geneticamente distintos e que apresentem superioridade para as características de interesse.

EXEMPLOS DE HÍBRIDOS BRASILEIROS: NOME COMUM

NOMES COMUM E CIENTÍFICO (FÊMEA)

NOMES COMUM E CIENTÍFICO (MACHO)

Tambatinga

Tambaqui Colossoma macropomum

Pirapitinga Piaractus brachypomus

Tambacu

Tambaqui Colossoma macropomum

Pacu Piaractus mesopotamicus

Paqui

Pacu Piaractus mesopotamicus

Tambaqui Colossoma macropomum

Cachapira

Cachara Pseudoplatystom areticulatum

Pirarara Phractocephalus hemiliopterus

Cachapinta

Cachara Pseudoplatystom areticulatum

Pintado Pseudoplatysto macorruscans

Pintachara

Pintado Pseudoplatystom acorruscans

Cachara Pseudoplatysto mareticulatum

Piaupara

Piauçu Leporinus macrocephalus

Piapara Leporinus elongatus

DOCENTE RELACIONADA Profa. Elisabete Maria Macedo Viegas telefone: (19) 3565 4159 e-mail: emviegas@usp.br

Porém os híbridos podem nascer inférteis, no caso este cruzamento é terminal ou podem ser férteis, onde estes indivíduos podem trazer sérios problemas ambientais caso estes animais sejam liberados de forma acidental na natureza. Relatos demostram a ocorrência de híbridos em rios do Brasil e da venda de animais híbridos como reprodutores “puros”, indicando que cuidados devem ser tomados na utilização destes animais, falta uma legislação mais eficaz. Os híbridos podem conduzir a resultados positivos na piscicultura brasileira, incrementando o desempenho, porém podem causar grandes impactos nos estoques naturais, reduzindo a biodiversidade existente.


CAPA

TEXTO/BRUNNA GARCIA Colaboração: Prof. Dr. Lúcio Francelino Araújo

Suinocultura no Brasil

A

suinocultura brasileira, a exemplo de outras cadeias produtivas do agronegócio, cresceu significativamente, nos últimos anos. Esse crescimento é notado quando se analisa os vários indicadores econômicos e sociais, como volume de exportações, participação no mercado mundial, número de empregos diretos e indiretos, entre outros. A criação de porcos do passado evoluiu também na técnica e no modelo de coordenação das atividades entre fornecedores de insumos, produtores rurais, agroindústrias, atacado, varejo e consumidores. Passou a ser uma cadeia de produção de suínos, explorando a atividade de forma econômica e competitiva. Apesar de disponibilizar de todos estes itens citados, a prática da suinocultura, o comércio e a exportação e até mesmo a competitividade brasileira é desconhecida em grande escala pelos próprios brasileiros, o desconhecimento da competitividade das exportações brasileiras de carne suína e as respectivas implicações que essa carência de informações possui nas necessidades de conhecimentos para a tomada de decisão, tanto nos setores público (governamental e terceiro setor) como entre os privados e seus coletivos (associação de empresas, cooperativas etc.), e o numero de empregos e a renda que este ramo pode gerar.

a s p ectos d a s u inocultura b rasileira As atividades relacionadas à suinocultura ocupam lugar de destaque na matriz produtiva do agronegócio brasileiro, destacando-a como uma atividade de importância no âmbito econômico e social. Segundo estimativas, mais de 730 mil pessoas dependem diretamente da suinocultura, sendo essa atividade responsável pela renda de mais de 2,7 milhões de pessoas (ROPPA, 2002). Em termos econômicos, a suinocultura não contribui apenas através de sua dinâmica econômica interna, mas também através da geração de divisas via mercado externo. O Brasil possui atualmente o terceiro maior rebanho mundial de suínos com mais de 32 milhões de cabeças, sendo superado apenas pelos Estados Unidos, com um rebanho superior a 60 milhões de animais, e pela China que possui o maior rebanho de suínos, com mais de 460 milhões de animais. Em 2006 o número de cabeças já ultrapassava os 36 milhões de cabeças. s e tor d e S u inocultura d a F Z E A Com uma estrutura que permite a criação semiconfinada, o setor de suinocultura tem como objetivo atender ao ensino, pesquisas e extensão das unidades locadas neste Campus. O plantel de suínos das raças Landrace e Large White das melhores linhagens genéticas e seus cruzamentos são destinados para a produção de carnes e seus derivados, que são consumidos no Restaurante Universitário da USP. No campus da FZEA há uma suinocultura experimental, que tem como objetivo receber projetos de pesquisa ligados a essa criação, com projetos de Iniciação Científica até a Pós-Graduação, que estudam a nutrição, melhoramento genético, taxa de desmana, qualidade de carcaça e muito mais. DOCENTES RELACIONADOS Profa. Dra. Jacinta Diva Ferrugem Gomes Nutrição e Produção de Suínos, Alimentação Fibrosa na Produção de Suínos, Curvas de Desenvolvimento dos Tecidos Corporais de Suínos telefone: (19) 3565 4092/ e-mail: jacintaf@usp.br Prof. Dr. Lúcio Francelino Araújo Manejo, Nutrição e alimentação de aves e suínos Laboratório de Nutrição Avícola telefone: (19) 3565 4286/ e-mail: lfaraujo@usp.br


PET NEWS

TEXTO/UANDERSON PATEIS

PET PREPAREM-SE, EM 2013 O PET ZOOTECNIA ESTÁ CHEIO DE NOVIDADES PARA VOCÊ! Dando continuidade à tradição do Grupo, no início do semestre letivo será realizado o 5º Workshop “Conhecendo a Universidade”. Venha e conheça um pouco mais sobre as oportunidades que a USP pode lhe oferecer.

Buscando o aprimoramento técnico e científico dos alunos da FZEA, o Grupo PET-Zoo dará inicio em 2013 à um ciclo de Dias de Campo. A qualidade e a confiança que você já conhece agora em uma nova área.

Neste ano de 2013 o X EPETUSP será sediado, pela segunda vez, pelo PET Zootecnia na FZEA – Consolidando-se como o maior encontro dos Grupos PET da USP, o EPETUSP tem como objetivo discutir assuntos ligados ao Programa, abrangendo desde as atividades realizadas pelos grupos até discussões sobre metas, objetivos, ações e políticas do Programa. PROJETO SOCIAL OFICINA DO SABÃO – Projeto iniciado em 2012 tem como objetivo conscientizar as crianças do Programa “AMA” em Pirassununga sobre a importância da reutilização do produto e os benefícios dessa ação. Fique atento, apoie essa ideia. Deposite no ponto de coleta (Sala PET) seu óleo descartado. PET na Escola – Projeto realizado anualmente com o objetivo de informar os alunos de escolas públicas do ensino médio sobre as datas dos principais vestibulares do país e também lhes mostrar um pouco mais da Zootecnia e da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos.


TEXTO/YURI MIZUNO

Você Sabia? TEXTO/PALOMA YURI

O

Plano Diretor tem como principal finalidade orientar a atuação do poder público e da iniciativa privada na construção dos espaços urbano e rural na oferta dos serviços públicos essenciais, visando assegurar melhores condições de vida para a população. O grupo PET-Zootecnia participa no desenvolvimento do núcleo gestor de Resíduos e Educação Ambiental.

OBJETIVOS

O que é o Plano Diretor? Ministério das Cidades, 2004

 Integração das atividades socioambientais do Campus;  Estimular a participação de pessoas nas ações existentes e possibilitar a criação de grupos que incrementem a percepção e melhoria dos aspectos socioambientais no Campus;  Realizar o levantamento, ordenamento, coordenação e monitoramento do planejamento socioambiental do Campus;  Definir diretrizes e instrumentos para orientar a Política Socioambiental das Unidades de Ensino presentes no Campus. ASSESSORES RECURSOS HÍDRICOS USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

FAUNA E FLORA

RESÍDUOS

pesar do grande avanço tecnológico e da globalização, 11% da população do planeta não tem acesso à água potável e há milhares de pessoas sem saneamento básico, que é direito de todos. E grande parte disso provém do desperdício de água, afetando principalmente os países mais pobres. Com base nisso, a ONU proclamou 2013 sendo o Ano Internacional para a Cooperação pela Água, em que durante um ano serão realizados eventos com o intuito de combater alguns dos principais problemas, como falta de saneamento básico e água potável, causas de milhares de mortes por dia.

RESÍDUOS DE SAÚDE COMO FUTUROS ZOOTECNISTAS,

NÚCELO GESTOR

GRUPOS DE APOIO

RESÍDUOS DE LABORATÓRIO

A

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

EMISSÃO DE GASES

VAMOS FAZER O USO CONSCIENTE DOS RECURSOS NATURAIS E ESTAR POR DENTRO DE TUDO QUE ACONTECE.

MAIS INFORMAÇÕES: http://www.unwater.org/watercooperation2013/

OS INTERESSADOS EM PARTICIPAR DOS NÚCLEOS BASTA ENVIAR UM E-MAIL PARA pdpiras@usp.br MANIFESTANDO A(S) ÁREA(S) DE ATUAÇÃO OU SE APRESENTAR A ALGUM MEMBRO DO NÚCLEO GESTOR


PASSATEMPO POR/AMANDA DORTA


resposta cruzadinha

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PATROCÍNIO DA GRÁFICA


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O Balido 2013 by PET ZOO USP - Issuu