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O Balido 2016

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Realização

Tutor, Cotutor e Apoio: Valdo R. Herling e Marcelo M. L. O. Ribeiro

Edição, Produção e Imagens: Iago V. T. Carraschi e Lais S. Mariscal

Autores: Araújo Filho, R. R. M. A.; Bium, B. F.; Carraschi, I. V. T.; Fantini, M. S.; Galvão, A. L. C. O.; Gonçalves, M. N.; Irún, B. I. G.; Lima, G. C.; Maganhe, B. L.; Malheiros, B. A.; Mariscal, L. S.; Nishida, N. T.; Pizol, J. V.; Silva Filho, C. G. S.; Herling, V. R. ; Ribeiro, M. M. L. O.

Distribuição: PET-Zootecnia USP

Patrocínios: Açaí Mais Vida; Cirúrgica e Dental Pirassununga; CNA; Colchões Ortobon; Comercial Barbosa; Computec; CR Casa de Rações; Equitage Guabi; Fernando Eletrônicos; Maxjet; Nono Pety; e Pastelaria Fuji.

Agradecimentos: Agradecemos aos patrocinadores e demais colaboradores, cuja participação foi essencial para a concretização dessa edição.

petzoousp@outlook petzoofzea.com.br PET Zootecnia USP– FZEA


Palavras do tutor

O

lá a todos, é um satisfação ter você como leitor de ¨O Bali-

do¨, revista que ao passar do tempo toma cada vez mais a cara do Grupo PET - Zootecnia. A transformação de relatos de simples matérias para uma revista criativa com assuntos diversos e de interesse da comunidade acadêmica deste Campus da USP em Pirassununga representa desafio aos seus componentes. Não há tema e nem matéria escrita que tenha algum tipo de exigência pelo tutor do Grupo. Os temas são democraticamente discutidos e selecionados para compor uma nova edição da revista do PET - Zootecnia. Escrever sobre assuntos diversos relacionados ao ensino agrário no país e mesmo na instituição de origem de cada um de seus autores passou a ser desafio de responsabilidade e habilidade. As matérias inseridas nesta edição de ¨O Balido¨ não apresenta profundidade de discussão e nem era esse o objetivo. A proposta sempre foi lançar os assuntos polêmicos e muitas vezes desconhecidos pela maioria e convidar seu público a discuti-los em eventos abertos na FZEA/USP. Assim, as matérias aqui publicadas e de responsabilidade do Grupo PET – Zootecnia representa uma pequena semente lançada para que germine forte e cresça com a participação de todos. Boa leitura e venha discutir com a gente........


RETROSPECTIVA 2015

Recepção de calouros

Sudeste PET (Ouro Preto/MG)

Projeto AMMA

PET na escola

Aula Bixo VI Interagrárias

Dia de Campo -Manejo Racional de Bovinos de corte

XIII Epetusp

Processo Seletivo

ZooPET


Sumário

Conheça o PET-Zootecnia USP — — — — — — — — 06 A Experiência do Processo Seletivo — — — — — 07 Entrevista com Egresso do PET — — — — — — — — — 08 Palavras dos Ex-Alunos — — — — — — — 10 O Ensino Superior Agrícola — — — — — — — — — — 12 Os Cursos das Ciências Agrárias— — — — — — 14 Projeto de Lei 1016/15 — — — — — 16 A História da FZEA — — — — — — — — — — 17 Divirta-se — — — — — — — — — — — — — — — — — 19 A Modernização do Ensino — — — 20 Relação Pesquisa e Ensino — — — — — —- — — — — 18 O Papel do GAP na FZEA-USP — — — — — — — — 22 Leia Mais! — — — — — — — — — 24 PPP e DCN: O que são? — — — — — — — 25 “Grade” só no nome — — — — — —26 Respostas — — — — — — — — — — — — — — — 27


Conheça o PET-Zootecnia USP O Programa de Educação Tutorial (PET) é formado por estudantes de graduação de diversas áreas e está presente nas Universidades de todo o país. O intuito do programa é trazer ao aluno uma formação de excelência, contemplando o tripé da Universidade: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO. O grupo PET-Zootecnia USP foi criado em 1994 e atualmente é composto por 11 alunos bolsistas, 3 alunos voluntários, um tutor e um cotutor. Para entrar no PET, é necessário participar do Processo Seletivo, que avalia se o perfil do candidato se encaixa ao do grupo. O PETiano é mais preparado para o mercado de trabalho, pois já é treinado para isto no cotidiano do grupo PET, que ensina a trabalhar em equipe, organizar eventos, atividades de pesquisa, ações sociais e apresentações de trabalho, aprimorando sua capacidade de comunicação e capacitação técnica. Além disso, o PETiano estabelece diversos contatos na área acadêmica e demais profissionais influentes da área.

Ana Luisa

Bianca

Carmo Gabriel

Gustavo

Mariana

Valdo Herling Tutor

06

Bruna

Iago

Nathalia

Bruna Larissa

Bruno

José Vítor

Lais

Matheus

Roberto

Marcelo Ribeiro Cotutor


Autores: Bruno Irún, Mariana Fantini e Matheus Napolitano

O grupo PET Zootecnia é reconhecido pela grande força dos seus membros. Para que seja mantida essa força é necessária a reposição de bons integrantes, onde na qual entra a importância do processo seletivo. Esse processo é realizado duas vezes por ano, conforme a necessidade de substituição dos integrantes. Os candidatos são submetidos às atividades individuais e em grupo para análise de seu comportamento e habilidades. Diante da oportunidade de participarmos do processo seletivo enxergamos a possibilidade de nos desafiarmos, nos prepararmos para futuras seleções e ingressar nesse grupo que tanto admirávamos estando do la-

do de fora.

de em duas partes, quando inicialmente, respondemos uma prova composta de perguntas sobre o edital do grupo PET e do MEC, e uma redação dissertativa. Em seguida, realizamos uma dinâmica em grupo, ondena qual todos os candidatos trabalhavam em conjunto para criação de uma estratégia de marketing para inserção de um novo produto no mercado. Ao término do processo seletivo, mesmo com a incerteza do resultado, sentimos a sensação de satisfação por termos superado esse desafio, pelo crescimento pessoal que obtivemos e pela experiência adquirida em participar de um processo de seleção dessa natureza. Assim Contudo, não restou dúvidas de que foi uma grande experiência e que valeu muito a pena ter participado do processo seletivo do PET Zootecnia. Enfim, a participação no processo seletivo do PET é uma experiência que recomendamos a todos os alunos do curso de Zootecnia que tenham interesse no trabalho do grupo, pois sabemos que independente do resultado final, ingresso é um grande aprendizado.

Desde de o dia da inscrição, alimentávamos grande expectativa para os dias da seleção, que é constituída de duas etapas de um dia cada. No primeiro dia, fomos submetidos às atividades individuais, quando os petianos, o tutor e professores convidados elaboravam perguntas sobre nossas experiências, nossos interesses, e nossas características pessoais. Em seguida, participamos de uma dinâmica na qual onde precisávamos solucionar um problema dentro de uma empresa. No segundo dia, o processo de seleção consistia

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Entrevista com Egresso do pet Autor: Carmo Gabriel Silva Filho Nasci em Casa Branca, interior do estado de São Paulo em 1977, aos 14 anos fui para o Colégio Técnico em Agropecuária em MuzambinhoMG em sistema de internato de 1992-1994, que foi de extrema importância para minha formação, não é fácil sair de casa aos 14 anos. No colégio técnico conheci as diferenças entre os cursos de Ciências Agrárias e percebi que meu interesse era em Zootecnia. Com decisão tomada me dediquei e só prestei vestibular para Zootecnia, felizmente em 1996 passei em todas que prestei o vestibular e fiz opção pela FZEA/USP, agradeço todos os dias pela decisão, me orgulho de ter estudado na FZEA, admiro o Campus de Pirassununga, tanto que batalhei e alcancei meu objetivo, ser docente da FZEA.

Arlindo Saran Netto

Onde fez seu estagio obrigatório? Realizei meu estágio obrigatório Na Agropecuária Verde Sol em Planaltina de Goiás, próximo a Brasília – DF, que na época contava com Seleção de Marchigiana e cruzamento Marchigiana x Nelore. Também realizei estágio na ZOOFORT com nutrição de ruminantes em Rondonópolis - MT

Já atuou no mercado de trabalho? Se sim, onde e como foi a experiência? Se não, porque não ingressou no mercado de trabalho?

Eu decidi durante o estágio obrigatório que deveria seguir carreira acadêmica, já tinha um pouco de experiência pela origem familiar e por ter cursado colégio técnico em agropecuária. Portanto, foi decisão por afinidade a opção pela Pós-Graduação e seguir a carreira como docente.

Houve algum fato durante a graduação, que fez com que decidisse atuar no ensino superior agrícola?

Eu sempre gostei de pesquisa e desenvolvimento, durante a graduação fui membro do grupo PET e desenvolvi pesquisas de iniciação científica, que foram grandes propulsores para atuar no ensino superior.

Há quanto tempo você trabalha em instituições de ensino superior em ciências agrárias?

Eu iniciei minha atividades no Ensino Superior logo após finalizar o Mestrado em 2003, ministrando aulas em Universidades e Centros Universitários, portanto, 13 anos de engajamento no ensino superior, em 2010 iniciei como docente na FZEA/USP

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Houve algum fato durante a graduação, que fez com que decidisse atuar no ensino superior

Eu sempre gostei de pesquisa e desenvolvimento, durante a graduação fui membro do grupo PET e desenvolvi pesquisas de iniciação científica, que foram grandes propulsores para atuar no ensino superior.

agrícola?

Quais são as dificuldades encontradas ao trabalhar no ensino superior agricola de caráter público? E no privado?

Quando se faz o que gosta não é “trabalho” é prazer, eu sempre me dediquei para ser Professor da USP, se possível na FZEA/USP, pois tenho orgulho da Instituição em que me formei e gostaria de alguma forma poder contribuir com a formação de outros alunos. As dificuldades foram basicamente em entender os processos, como alavancar recursos para pesquisas e desenvolvimento de projetos que permitam publicações em revistas com bom fator de impacto para credenciamento na Pós-Graduação, pois a Universidade de São Paulo é reconhecida pela excelência em ensino e pesquisa. No ensino privado a cobrança é basicamente em qualidade de aula, não sendo necessário envolvimento em pesquisas quando seu contrato é como professor.

Como o PET contribuiu em sua trajetória profissioO PET foi essencial, pois permitiu um treinamento em extensão, além de exigir trabalhos em equipe, aprendendo a lidar com divergências de opiniões e tomar decisões em situações divergentes. O PET ajudou muito na minha formação pessoal e profissional.

Como você avalia à participação das mulheres no ensino superior agrícola?

As mulheres estão cada vez mais inseridas no ensino superior agrícola e a cada dia ocupando posições de destaque no mercado agropecuário. A cada dia tem sido provado que a capacidade profissional independe do sexo.

Por fim, o que você considera importante durante a graduação? Que dica daria para os gra-

A graduação é um momento único em nossa vida, temos que ter planejamento e organização para saber aproveitar todos momentos e oportunidades. A dica é viver cada momento após a tomada de decisão com sabedoria, não agir por impulso sem pensar, dedicar-se ao máximo para ser o melhor na profissão que escolheu, mas não esquecer que o lazer e a integração são momentos importantes.

duandos de Zootecnia da FZEA?

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Palavras dos ex-alunos Autora: Bruna Alves

Estar sempre envolvida em atividades complementares ao longo de minha graduaçao em Zootecnia pela FZEA/USP seja como integrante do Grupo PET-Zootecnia, estagiaria ou como bolsista de Iniciaçao Científica proporcionou-me aprender sobre a importancia da proatividade, do trabalho em equipe, da organizaçao, da resiliencia e diversas outras características importantes a todo profissional. Nao tenho duvidas que foi atraves da realizaçao destas diversas atividades que surgiu a oportunidade de realizar meu Estagio Curricular Supervisionado na University of Florida nos Estados Unidos da America, na area de forragicultura e pastagens. A realizaçao deste estagio no exterior possibilitou nao so o desenvolvimento profissional no setor que caracteriza a pecuaria de corte brasileira, como tambem um grande desenvolvimento pessoal, cultural, etico e de relacionamento humano. Hoje sou Daniele Perez da Silva Zootecnista e mestranda do Programa de Ciencia Animal e Pastagens da ESALQ/USP. A vo-

ces futuros Zootecnistas, Medicos Veterinarios, Engenheiros de Alimentos ou de Biossistemas, lembrem-se sempre: Somos o que repetidamente fazemos. A excelencia, portanto, nao e um feito, mas um habito” (Aristoteles).

Desenvolva suas habilidades pessoais!! A graduaçao em Zootecnia apresenta uma diversidade de caminhos a seguir. Desde o início do curso busquei me envolver em atividades de estagio, passei por diversos setores sendo que minhas principais areas de atuaçao sao bovinocultura (corte e de leite) alem de interesse em apicultura e piscicultura. Tive a oportunidade de realizar intercambio na University of Manitoba – Canada e estagio na JBS Foods Canada trabalhando com qualidade de peles. Foi uma otima oportunidade de desenvolvimento profissional e pessoal. A definiçao da area de estagio e difícil pois e quando descobrimos a quantidade de opçoes disponíveis. Muitas empresas apresentam programas de estagio que normalmente exigem conhecimentos de língua portuguesa, inglesa e basicos de informatica. Portanto, e importante conhecer previamente os Wecksley Souza

processos seletivos e preparar-se.

Aproveite as oportunidades de intercâmbio que as universidades oferecem!

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Aproveite muito o que a FZEA tem a oferecer!!

Calouro gostaria de deixar um conselho: Aproveite todas as oportunidades que aparecerem (a USP fornece muitas). Estude, faça estagio dentro e fora da FZEA, faça parte de uma agremiaçao, seja representante discente, faça I.C, faça intercambio, conheça os professores, conheça a nossa FZEA (ela e linda demais!), conheça as pessoas (faça o tal do Network – vai te ajudar nos estagios), conheça os funcionarios, respeite as pessoas (qualquer uma!), va nas festas, divirta-se, aproveite, cresça, ah e nao precisa ser um semideus, mas aproveite o maximo que puder! Bárbara K. Ramos

No meu caso escolhi tres empresas da qual admirava Danone, Premix e Lei-

Estou saindo para estágio obrigatório e agora??

tissimo, priorizei lugares que me tirassem da zona de conforto afinal o estagio e a ultima chance de aprendermos ainda na condiçao de aluno. Sendo assim iniciarei essa nova etapa na Premix (que por coincidencia ou nao foi umas das primeiras empresas que visitei no meu primeiro ano, e naquela epoca pensei comigo um dia vou voltar! E nao e que deu certo mesmo?). Depois vou para fazenda Letíssimo na Bahia. Tambem nesse percurso levei um nao da Danone afinal nem sempre as coisas saem como planejado, mas nao vale desistir ou desanimar, pois a experiencia e o aprendizado tambem valem muito! E nao e um discurso de conformismo, mas que as vezes a vaga nao tinha muita a sua cara ou voce nao estava preparada o suficiente, por isso encare uma resposta negativa como incentivos para melhorar sempre! E o que mais me ajudou nesse processo? As atividades que participei extraclasse e de tudo que fiz na graduaçao o que mais me ajudou a desenvolver o meu perfil profissional foi o PET, e nao estou falando pelo grande carinho e admiraçao que tenho pelo grupo, mas sim pela diversidade de experiencia que foi proporcionado, tais como trabalho equipe, desenvolvimento da escrita e oratoria e senso critico...

Mellory Martins

Dificuldades? Nossa nao sabia direito como fazer um currículo profissional, fiquei insegura de como me portar em uma entrevista, e a ansiedade tambem e um fator preocupante nessa fase. Minhas sugestoes sao: Desenvolvam essa parte na graduaçao e participem efetivamente das oportunidades que faculdade oferece, isso faz toda a diferença!

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O Ensino Superior Agrícola Autores: Carmo Gabriel Silva e Ana Luisa Galvão

ANTES DE 1945

As primeiras tentativas de se insta-

A segunda metade do século XIX foi

lar o ensino superior agrícola no Brasil ti-

distinta por apresentar uma alta acelera-

veram como base os ideais positivistas, o

ção da acumulação de capital. A guerra de

qual se apoiava na abertura de novos mer-

1914 acabou gerando um avanço acelera-

cados para produtos tropicais a na abolição do

do da industrialização, pois direcionava as ativi-

sistema escravocrata. Com o fim do governo mo-

dades agrícolas para exportação, agravando o

narca, distintas frações da elite agrária buscaram

desabastecimento interno. E a agricultura desta-

atender seus interesses no Estado, através da

ca sua importância como solução ao momento

criação das escolas agrícolas. Porém, a grande

enfrentado, suprindo a indústria com matéria

tomada de força para o surgimento da maior

prima e os grandes centros urbanos com alimen-

parte das escolas agrícolas ocorreu depois da

tos. Essas circunstâncias impulsionaram o surgi-

Proclamação da República.

mento de novos cursos.

Em 1877, surge à pioneira no ensino

As escolas, a princípio, formariam de do-

agrícola no país, a Imperial Escola Agrícola da

nos de cultura, administradores de proprieda-

Bahia, a qual era voltada a filhos da oligar-

des rurais e filhos de agricultores como agrô-

quia canavieira a fim de modernizar e reduzir

nomos. Porém, a estrutura curricular e os con-

custos de produção de açúcar. Por motivos

teúdos programáticos que seriam ministrados

poucos conhecidos, após a Proclamação da

nas escolas eram uma consequência da sele-

Republica, em 1890, a Imperial Escola Agrícola da

ção e distinção das frações da elite agrária brasi-

Bahia encerrou a maior parte de suas atividades.

leira, tanto para o corpo discente quanto para o

Todavia, promoveu novas iniciativas e acabou

corpo docente. De um lado, filhos de agriculto-

perdendo sua exclusividade.

res e de outro os próprios trabalhadores rurais.

As ações de se criarem os primeiros cur-

Portanto, é possível dizer que as escolas

sos agrícolas de nível superior no Brasil foram

tiveram função importante ainda antes de 1930

atos que aconteceram isolados entre si, em tem-

na centralização dos conteúdos que interessa-

pos e espaços dispersos. Além disso, o desempe-

vam para estabelecer a base teórica da agricultu-

nho dessas escolas e cursos foi de imediato, pior

ra, que estava dispersa entre outros profissionais

do que o previsto. O número de profissi-

e ramos distintos desde o século XIX, o que

onais formados era mínimo e vinha dimi-

pode ser entendido como um processo con-

nuindo ao decorrer do tempo, culminan-

tínuo de especialização da agronomia.

do na falência de metade dos cursos antes de 1910.

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As décadas seguintes foram de grandes

APÓS 1945

avanços. Iniciando com a promulgação do Estatuto da Terra, em 1964, que além de A década de 1950 compreende o

reorganizar a distribuição de terras, tam-

início da participação da União (governo

bém incentivava a formação de profissio-

federal) na formação dos profissionais de

nais para o campo. Foi neste período em que a

ciências agrárias, que se deu através das chama-

visão sobre os conhecimentos técnicos acerca

das “federalizações”. No entanto, tal processo

da agropecuária mudaram, ou seja, reconheceu

possui a gênese algumas décadas antes, mais

-se que os conhecimentos até ali obtidos não

precisamente nos anos 1910 e 1931.

eram suficientes, e que era necessária à qualifi-

Em 1910 sofreu sua primeira regulamen-

cação profissional.

tação pelo decreto 8.319, de 20 de outubro; se-

O sucesso dos investimentos pode ser

guidas de diversas reformas, como a Reforma

observado no surgimento dos cursos de pós-

Francisco Campos. Estas garantiram à ane-

graduação e de graduação na década de

xação do ensino agrícola ao ensino nacio-

1960. Além disso, têm-se hoje ótimas insti-

nal, uma vez que esse era subordinado ao

tuições de ensino, com a pesquisa conside-

Ministério da Agricultura e respondia à

rada uma das mais avançadas do país. Po-

suas diretrizes. Portanto a partir da déca-

dendo assim concluir que as ações governa-

da de 30, o ensino agrícola passa a responder as

mentais do referido período foram de grande

diretrizes de regulamentação do ensino do Mi-

êxito.

nistério da Educação. Apesar disso, o ensino agrícola ainda era visto como algo de pouca im-

Apesar dos reconhecidos avanços, as ações que

portância.

os sustentaram foram de caráter elitista, ou seja, toda a estruturação dos cursos atendia aos

Na toada das discussões pós-guerra, o

interesses dos latifundiários, refletidos no ensi-

governo brasileiro intensifica os investimentos

no das principais culturas exportadoras e na

em educação superior. Assim, em 1950 federali-

especialização. Aparentemente, um processo

za diversas instituições, incluindo às de ensi-

democrático, mas que beneficiou somente

no agrícola.

a elite agrária, deixando de lado a peque-

As ditas “federalizações” se carac-

na empresa agrícola.

terizaram como as melhores ações gover-

O que nos resta afinal é contemplar e usu-

namentais do período, pois garantiram

fruir dos resultados alcançados. No entan-

aporte de recursos financeiros às instituições.

to, ainda nos resta um questionamento: para

No entanto, encontravam-se muitas situações

quem o investimento no ensino superior agrí-

que precarizavam o ensino. Percebendo-se, por-

cola atualmente estaria retornando?

tanto, que o ensino agrícola ainda não ganhara importância significativa.

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OS CURSOS DAS CIÊNCIAS AGRÁRIAS Autores: Iago V.T. Carraschi e Roberto R.M. Araújo Filho

Em função do grande potencial agrícola existente no país, diversos cursos foram criados visando promover o desenvolvimento do Brasil. O primeiro curso agrário instalado foi o de Agronomia que teve início no ano de 1877, seguido do curso de Medicina Veterinária em 1913, Engenha-

Engenharia agronômica ou agronomia

ria Florestal em 1960, Zootecnia em 1966 e Engenharia Agrícola em 1973. Mais recentemente foram criados os cursos de Engenharia da Pesca e Engenharia de Biossistemas. No trabalho de Capdeville (1991) é possível notar o surgimento e a

Engenharia florestal

evolução dos cursos no período analisado .

M. Veterinária

Zootecnia

Os cursos das agrárias têm como responsabilidade a conscientização ambiental, visando diminuir os impactos antrópicos sobre o meio ambiente. Além disso, o desenvolvimento e investimen-

Engenharia de pesca

to nestes cursos podem gerar reflexos diretos na economia nacional. O PIB brasileiro, que é a soma de todas as riquezas produzidas no país durante certo período, sofre grande impacto do agronegó-

Engenharia agrícola e ambiental

cio. Segundo dados da CNA, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, em 2013 o PIB gerado por esse setor representou 22,8% do total, culminando em um montante de aproximadamente 1 trilhão de reais para os cofres brasileiros.

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Engenharia de biossistemas


Tais cursos, por fazerem parte da área agrá-

mas (USP), Engenharia da Pesca (UNESP), Enge-

ria, possuem algumas disciplinas em comum, fato

nharia Agrícola e Ambiental (UFV) e Medicina

que cria um sombreamento entre eles. Neste senti-

Veterinária (FMVZ-USP). Posteriormente foi feita

do, foi feita uma pesquisa que baseou se em um

uma análise comparativa entre as disciplinas bási-

levantamento das grades curriculares dos cursos de

cas e específicas da Zootecnia com as dos demais

agrárias citados anteriormente.

cursos. Com os resultados obtidos foi possível esti-

Para isso, foram escolhidos cursos de Zootecnia (USP), Engenharia Agronômica (USP), Engenharia Florestal (USP), Engenharia de Biossiste-

A partir dos resultados, é possível notar que os cursos mais antigos, como Medicina Veterinária e Engenharia Agronômica, possuem o sombreamento geral e específico maior em relação aos demais cursos, que são relativamente mais recentes. Além da relação cronológica, pode-se perceber que todos os cursos das agrárias possuem alguma relação interdisciplinar com Zootecnia. Entretanto, é evidente que essa relação ocorre de forma menos

mar percentualmente o sombreamento da grade destes cursos com a grade de Zootecnia. Veja a o gráfico a seguir.

ja, aquelas que caracterizam cada curso. Tendo em vista a importância de tais cursos no âmbito econômico e ambiental, o entrelaçamento entre eles é imprescindível para o bom funcionamento do sistema produtivo brasileiro, uma vez que, embora haja pontos de sombreamento como visto anteriormente, cada curso tem sua área distinta de atuação.

significativa com as disciplinas específicas, ou se-

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ZOOTECNISTA É SOMENTE AQUELE GRADUADO EM ZOOTECNIA! Autor: José Vitor Pizol

Tramita, atualmente, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 1016/2015, sobre as atribuições dos profissionais graduados em Zootecnia. O PL, proposto pela deputada federal Júlia Marinho, tem por objetivo revogar a alínea “c” do artigo 2° da lei 5.500/1968 sobre o exercício da profissão de Zootecnista, que pode ser exercido também pelos engenheiros agrônomos e médicos veterinários diplomados na forma da lei. Caso o PL seja aceito, será restringido o exercício da profissão no Brasil, que, atualmente, pode ser exercido por agrônomos e veterinários mesmos que estes não possuam a formação especifica para tal. Muito vem sendo discutido pela classe de agrônomos e veterinários de que o PL restringe as atividades apenas aos Zootecnistas. De acordo com a Professora Doutora Célia Orlandelli Carrer, presidente da Associação Brasileira de Zootecnistas – ABZ, “O PL não objetiva prejudicar outros profissionais, impedindo a atuação na ciência zootécnica, que admite, pela sua amplitude, inclusive outros profissionais para além dos Zootecnistas, Engenheiros Agrônomos e Médicos Veterinários, a exemplo dos Engenheiros de Pesca, de Alimentos, de Biossistemas, Agrícolas, Biólogos, Administradores, dentro outros”; visando apenas a independência do Zootecnista.

A fim de se discutir o PL com as classes de agrônomos, veterinários e afins, foi realizada uma audiência pública no dia 22 de Outubro de 2015 na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural – CAPADR. A audiência foi marcada com divergências de opiniões entre as classes, onde o ponto mais mencionado foi à questão do PL retirar atribuições privativas de agrônomos e veterinários. Após a audiência, a relatora Elcione Barbalho publicou o parecer sobre o Projeto de Lei, dizendo que, como não há um entendimento entre as classes, sugere um substitutivo para alteração da lei 5.500/68. Contudo, para a Professora Célia, presidente da ABZ, esse parecer é equivocado, pois continua dando garantias de atuação de Zootecnistas aos agrônomos e veterinários, principal ponto que o PL quer alterar. Após o parecer da relatora, o projeto passará para as conclusões das Comissões da Câmara que estão envolvidas no projeto, e deve ser retomado o trâmite no início de 2016.

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Assine a Petição em:

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História da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos- Campus Fernando Cota Autores: Carmo Gabriel Silva e Ana Luisa Galvão

A criação do Instituto do Café, as importações de material genético de diversas raças de diferentes espécies e o controle de pragas agrícola tiveram a importante participação de Fernando de Souza Costa, então ministro da agricultura.

Fernando Costa assumiu cargos de prefeito, vereador, deputado estadual, secretário e ministro da agricultura. Em 1941 foi nomeado interventor do Estado de São Paulo, pelo então presidente Getúlio Vargas. Preocupado com a educação do homem do campo, em 1942 criam-se as EPAs (Escola Práticas de Agricultura), com o objetivo inicial de instruir os trabalhadores rurais, ensinando-lhes as técnicas necessárias à prática agrícola. Uma delas foi criada em Pirassununga, SP. Este ideário caiu no esquecimento, resultando em 1956 no fechamento das escolas. O espaço de Pirassununga vinha sendo visado por alunos da Faculdade de Medicina Veterinária da USP. Devido as fortes disputas pelo local, em cinco de novembro de 1957, o governador Jânio Quadros cria o Instituto de Zootecnia

e

Indústrias

Pecuárias

“Fernando Costa” (IZIP), anexando-o à Faculdade de Medicina Veterinária da USP, responsável pela formação em nível técnico e médio.

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Apesar do ambiente harmonioso, o IZIP, mantinha os cursos técnicos e enfrentava alguns empasses, principalmente com a própria Escola de Veterinária. Por conta disso, em 1974 é transformado em Centro Intraunidade de Zootecnia e Indústrias Pecuárias (CIZIP), cuja principal função era assessorar as atividades dos departamentos da FMV – USP. Além disso, para melhor o uso da área, cria-se em 1978 o curso de Zootecnia.

Em 1989 extingue-se o CIZIP, transformando-o em campus da USP. Por fim, após longas discussões, em 1992, desloca-se para Pirassununga o curso de Zootecnia, dando inicio ao processo de criação da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos. Nove anos mais tarde cria-se o curso de Engenharia de Alimentos, e em seguida no ano de 2009, os cursos de Medicina Veterinária e Engenharia de Biossistemas.

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DIVIRTA-SE! 01– Planta com órgão reprodutor oculto.

02

01 03

02– Ave que não voa. 03– Curso natural de água. 04

04– Vaso condutor que sai do coração. 05

05– Parcela representativa de uma população. 06– Tipo de tecido com função de fornecer energia e proteção mecânica.

06 07

07– Principal produto apícola.

08

08– Gordura suína (pop). 09

09– Menor granulometria do solo. 10– Vitamina com função de ácido ascórbico.

10

11– Animal representativo da classe oligochaeta. 12– Peixe utilizado como alimento, ornamento e arte.

11 12

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A Modernização do Ensino Autora: Lais Mariscal

A modernização dos métodos de ensino está avançando e novos conhecimentos passam a fazer parte da prática pedagógica. Ou pelo menos deveria. Os professores encontram grande dificuldade abandonar o método tradicional e expositivo de dar aulas. Poucos professores se dispõem a sair de sua zona de conforto e explorar outras metodologias e recursos disponíveis. Em pesquisa realizada na FZEA, 66,2% dos alunos relata que a metodologia de seus docentes está atrasada, assim como a didática (88,2%) não é satisfatória. Infelizmente este não é um dado isolado, se repetindo em diversos locais de ensino do país. Em seu início, os cursos da nossa faculdade contavam com um número de horas práticas muito maior, porém houve um aumento relevante de pesquisas e consequentemente, de conhecimento, que substituiu o tempo antes dedicado às aulas práticas. Uma forma do aluno tentar suprir a escassez de aulas práticas é por meio de estágios e atividades extras, porém ao fazer isso o aluno tende a ficar sem a supervisão direta do professor, o que dificulta a aplicação direta dos conceitos aprendidos em sala de aula. Como dito pela professora Luciana Pereira da Silva em seu artigo "A Utilização dos Recursos Tecnológicos no Ensino Superior": Acadêmicos e professores devem ter sempre em mente que a teoria será sempre usada, mas é a prática que transforma o acadêmico em profissional.

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BASES HISTÓRICAS DE NOSSA METODOLOGIA ---Década de 20:

Uma das primeiras ondas de modernização do ensino, na qual se propunha que universidades tivessem principalmente a formação em ciências básicas e pesquisa, e não somente foco na formação profissional e técnica. Foi neste molde que a Universidade de São Paulo foi criada em 1934. --Década de 50: Criada a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (CAPES) e o Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPQ), que com o oferecimento de bolsas, estimula o aumento de pesquisadores, mestres e doutores nas universidades. Juntamente, houve um acréscimo na remuneração dos docentes que se dedicavam a atividades de pesquisa. Este processo persiste até o término do período militar no país. --Década de 80: O término da ditadura gera nos centros de ensino uma revolta contra os sistemas vigentes, consequentemente, levando a uma desvalorização pelos valores acadêmicos. Ao mesmo tempo, foram criadas diversas agências de fomento a pesquisa, como uma tentativa de manter e ampliar a competência acadêmica, é o caso da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de são Paulo (FAPESP). --Anos 90 em diante: Como resposta aos programas de incentivo a pesquisa, aumentou o número de docentes com nível de mestrado e doutorado e em 96 foi introduzida a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que entre outros, exige atividades integradoras entre ensino e pesquisa, além de garantir excelência de docentes, ensino e avaliação da instituição.


A RELAÇÃO DA PESQUISA E O ENSINO Autor:es Bianca Freire e Nathalia Nishida

A

relação entre ensino e pesquisa mostra-se muito importante para o meio acadêmico. Esta promove crescente expansão da transmissão dos conhecimentos e da inovação dos mesmos dentro da comunidade universitária. Todavia, a atuação desta integração torna-se desconexa e, muitas vezes, facilmente dissociável dentro da academia.

Uma pesquisa aberta foi realizada com os alunos da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos no período de dezembro de 2015 a janeiro de 2016, como é mostrada nas figuras abaixo:

Em relação a pergunta anteVocê acha a metodologia de

De modo geral, os seus profes-

rior, isso reflete na qualidade

ensino dos professores ultra-

sores são mais compromissa-

das aulas ministradas?

passadas ?

dos com:

De acordo com os resultados, evidencia-se que cerca de 79% dos alunos acreditam que os professores estão compromissados apenas com a pesquisa. A opção entre ensino ou pesquisa pode ocasionar uma falha na metodologia aplicada e uma conseguinte defasagem no aprendizado dos discentes: 93% reconhecem que a escolha do compromisso do professor afeta diretamente a qualidade de suas aulas.

nhecimento científico e o segundo, a forma como esse saber é transmitido e interpretado. O reconhecimento dos docentes sobre a importância desta articulação torna-se de grande valia para o aprimoramento dos projetos políticos pedagógicos, os quais podem ser conformados em prol de uma reestruturação da educação.

Com a articulação entre pesquisa e ensino equilibrada, propaga-se a ciência aos alunos, tendo em vista que, são complementares: a primeira responsável pelo crescimento do co-

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O PAPEL DO GRUPO DE APOIO PEDAGOGICO NA FZEA-USP Autores: Profa. Dra. Lia de Alencar Coelho e Prof. Dr. Marcelo Machado de Luca de Oliveira Ribeiro

A partir da criação das Comissões Coordenadoras de Cursos (CoCs) mediante a resolução CoG nº 5500, de 13/01/2009 foi possível a institucionalização de espaços específicos de aperfeiçoamento docente considerando a gestão e a prática pedagógica. O GAP-FZEA, criado a partir da Portaria Interna da Pró-Reitoria de Graduação nº 04/2004, tem a finalidade de dar subsídios para que a Comissão de Graduação (CG), as comissões Coordenadoras de Curso (CoCs), os docentes e os pós-graduandos da FZEA possam renovar e aprofundar conhecimentos necessários ao aprimoramento da gestão e da prática pedagógica, com vistas à valorização do ensino de graduação. Atualmente o GAP-FZEA é composto por quatro docentes e os respectivos suplentes, sendo um representante de cada curso da FZEA, indicados por cada CoC, dois docentes e os respectivos suplentes, indicados pela CG e um representante discente da graduação e respectivo suplente, indicados pelo Centro Acadêmico da FZEA. Naquela época, a gestão pedagógica se dava no âmbito do Departamento e da Comissão de Graduação, existindo apenas a “figura” do Coordenador de Curso. Essa disposição não permitia que os docentes de um dado curso refletissem em conjunto sobre o ensino de graduação.

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Antes da resolução que instituiu as CoCs, as ações do GAP-FZEA se concentraram principalmente a promoção de eventos que propiciassem aos docentes a renovação e aprofundamento dos conhecimentos necessários à gestão pedagógica. Partindo desse princípio, o GAP-FZEA desenvolveu uma programação articulada de três encontros (Workshops) sequenciados com a finalidade de incitar os docentes a refletirem sobre o ensino de graduação da Zootecnia e da Engenharia de Alimentos, cursos vigentes na época.


são abertos para os estudantes de graduação e pós -graduação. Recentemente, o GAP-FZEA realizou uma consulta aos docentes da FZEA para conhecer como eles têm desempenhado a prática docente em termos de metodologias de ensino, avaliação da aprendizagem e utilização de programas institucionais voltados para melhoria do ensino de graduação como Programa PEEG, Ensinar com PesquiDessa forma, o GAP-FZEA exercia parcialmente o papel que hoje está destinado às CoCs. Embora o foco na prática pedagógica tenha sido incipiente durante esse período, o GAP-FZEA promoveu alguns eventos envolvendo Metodologias de Ensino e Tecnologias de Informação e Comunicação.

sa, PAE, etc. Também foi realizada uma consulta sobre as percepções dos docentes da FZEA em relação à respectiva formação pedagógica para o desenvolvimento docente. Os resultados de ambas as consultas serão divulgados durante o I Simpósio de Graduação da FZEA que será realizado em setembro de 2016. Mais informações em: Após a implantação das CoCs e com a criação de dois novos cursos na FZEA, Medicina Veterinária e Engenharia de Biossistemas, a atuação do GAP-FZEA se concentrou em promover eventos que propiciem o desenvolvimento do professor nos diversos âmbitos da carreira docente. O GAP-FZEA tem organizado eventos com a finalidade de auxiliar as CoCs dos cursos de graduação da FZEA a reestruturarem as grades curriculares em consonância com o Projeto Político Pedagógico. Embora o público-alvo desses eventos seja prioritariamente os docentes da FZEA, os eventos

Rua Amador Bueno, 18 Esquina com a Newton Prado Pirassununga– SP

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Leia Mais!

Fomos Maus Alunos Gilberto Dimenstein e Rubem Alves Ed. Papirus Sete Mares O livro traz as experiências e reflexões de dois pensadores a respeito da educação, e os contrastes que ela pode adquirir de acordo com a família, religião e a criação. De forma que possamos tomar as rédeas de nossa própria educação.

A Revolução dos Bichos George Orwell Ed. Companhia das Letras Uma sátira ao stalinismo, mas que ainda é moderno, na forma de alegoria sobre como as fraquezas humanas corroem a revolução política. De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens.

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Ensaio Sobre a Cegueira José Saramago Ed. Companhia das Letras Após se descobrirem subitamente cegos, e resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essencia humana, numa verdadeira viagem às trevas. Uma fantasia que nos faz lembrar “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam”.

Campus de Pirassununga da USP: Memória e Histórioa: Memória e História Zilda Marcia Gricoli Iokoi eTeresa Cristina Teles Ed. Edusp O livro recupera a história do campus, relacionando-a ao processo histórico da cidade e do Estado de São Paulo. O espaço, além de ter servido ao ensino rural , foi também utilizado como campo de concentração para prisioneiros alemães durante a 2ª Guerra Mundial.

A Metamorfose Franz Kafka Ed. Companhia das Letras Uma das novelas mais importantes da literatura, nos mostra um caixeiroviajante que se transforma em um inseto, narrada com realismo e um senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana.


PPP e DCN

Autora: Bruna Maganhe

O que são, para que servem e o que eles têm a ver comigo? Você já parou alguma vez para pensar sobre

Apesar da autonomia referida acima, os currícu-

a sua formação acadêmica? Você já tentou

los dos cursos devem seguir certos padrões,

relacionar as demandas do atual mercado de

para que os profissionais ao ingressarem no

trabalho, os conhecimentos e habilidades que

mercado de trabalho possuam as mesmas ba-

você deveria adquirir ao longo do curso e o

ses.

que realmente é oferecido pela sua instituição

No caso da Zootecnia, por exemplo, nossa DCN

de ensino?

diz que o curso deve propor ações pedagógicas

O Projeto Político Pedagógico (PPP) de

com base na responsabilidade técnica e social,

uma instituição refere-se a sua proposta edu-

respeito à fauna e à flora, conservação de re-

cacional baseada nas necessidades de toda a

cursos, emprego de raciocínio reflexivo, crítico e

comunidade acadêmica.

criativo, dando-se ênfase à necessidade de va-

Cada instituição pode elaborar e executar seu próprio PPP, de forma que, apesar de todas se basearem nas mesmas normas, cada unidade reflete em seu

É projeto porque une propostas de ação ao la a longo de um período. É projeto porque une propostas de ação ao longo de um período. É político por considerar a instituição como formadora de cidadãos conscientes, responsáÉ político por considerar a instituiveis e críticos. ção como formadora de cidadãos

lorizar a criatividade e autonomia intelectual do estudante e a importância do trabalho em equipes multidisciplinares, sendo estes capazes de desenvolver e coordenar projetos e atividades de ensino, pesquisa e extensão, com visão empreendedora e perfil proativo, capacitando o profissional a adaptar-se às novas situações. Além disso, o currículo deve se adequar com a realidade nacional e internacional, relacionadas com os aspectos políticos, econômicos, sociais,

conscientes, responsáveis e críticos. É pedagógico porque define e organiza as atividades referentes ao ensino e aprendizagem.

ambientais e culturais, utilizando tecnologias

É pedagógico porque define e organiza as atividades referentes ao ensino e aprendizagem.

Afinal, você acredita que ao término de nossas

inovadoras.

graduações, somos capacitados de acordo com o que esperam de nós?

PPP suas necessidades e princípios específi-

Você, futuro Zootecnista, acredita que o PPP da

cos.

FZEA atua de forma a cumprir os requisitos pre-

As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) são normas obrigatórias que dirigem o planejamento curricular, o PPP e as expectativas de aprendizagem de cada curso. Visando manter a autonomia da proposta pedagógica, as DCNs incentivam as instituições a montar seu próprio currículo, complementando o currí-

ditos pela nossa DCN? E você, aluno de algum outro curso oferecido em Pirassununga, já parou para ler a DCN do seu curso? Não? Corre lá, e conta pra gente!

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“GRADE” só no nome ! Quebra de paradigmas na construção de uma nova matriz curricular Autores: Bianca Bium e Gustavo Lima

Agora que o leitor já se faz entendido do que é o projeto político pedagógico e sua relação com a Diretriz curricular nacional, podemos esclarecer como ambas acompanham toda a trajetória do estudante dentro de sua Universidade, através da formação da grade curricular, didática de professores e até mesmo a mudança da infraestrutura da instituição. Nossa matéria mais especificamente, irá abordar a construção de novas formas de” grade curricular”, como já é feito em outros cursos, a exemplo da Escola de Enfermagem da USP. A “Grade” Curricular que só pelo nome já nos passa a ideia de algo que aprisiona, é sempre grande fonte de discussão dentro dos cursos, onde vez ou outra procuram readequa-la---, seja seu nome, carga horária ou período em que é oferecida. Porém, readequações como essas ainda estão atreladas a uma visão compartimentada e superespecialista das nossas instituições que não promovem a real articulação dos conteúdos oferecidos dentro de cada disciplina. O estudante que pensa em apenas construir o projeto político pedagógico sem engajar-se com a inter-relação desses conteúdos e a instituição, não atingira o propósito de mudar o ensino superior dentro de sua escola. A mudança de tal vem com a combinação desses fatores além de muita cooperação entre professores, funcionários e claro, nós alunos. Seguindo o exemplo citado anteriormente, a Escola de enfermagem da USP conseguiu mudar este cenário com base em uma série de medidas coordenadas por um grupo de professores.

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As alterações nesse processo foram as mais diversas, partindo de um curso bastante tradicional indo até o que é hoje, um curso utilizado como exemplo de modernização de ensino e valorização do aprendizado do estudante. Entretanto a EEUSP enfrentou dificuldades em seu caminho para o estabelecimento dessa nova matriz curricular, dificuldades essas que são bastante comuns a quase todas as instituições, tais como: trabalho em grupo, construção de consenso, integração de pessoas e departamentos, disponibilidade dos docentes para graduação, resistência, falta de preparo pedagógico, tempo longo do processo, mudança de paradigma, implementação e avaliação do novo currículo e prosseguir e manter o processo de discussão, de reflexão e de propulsão da mudança curricular. Viu alguma semelhança? Se sim, não se esqueça de que é a partir das dificuldades que surgem novas ideias e propostas. Reflita.

Para maiores informações leia: “A mudança curricular do bacharelado em enfermagem da Escola de Enfermagem da USP:Análise documental e vivência dos participantes” por Vilanice Alves de Araújo Puschel.


Respostas 1– Criptógama

7- Mel

2- Ratita

8- Banha

3- Rio

9- Argila

4- Artéria

10- C

5- Amostra

11- Minhoca

6- Adiposo

12- Carpa

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