v
Ano 2012 Nº 16
v
POLÊMICAS Você realmente conhece os dois lados dos mais temidos debates? Enriqueça seu lado crítico e aprenda a se defender.
Uso de ANIMAIS em LABORATÓRIO PÁG. 10
COTAS nas Universidades PÁG. 18
O Novo CÓDIGO FLORESTAL PÁG.22
RESPONSÁVEL
AUTORES E PUBLICAÇÃO
Prof. Dr. Valdo Rodrigues Herling
Bárbara Roqueto dos Reis Brunna Garcia de Souza Leite
EDIÇÃO
Daniela Atilio Vianello
Danieli Perez da Silva
Danieli Perez da Silva
Karina Perez da Silva
Fernando de Oliveira Busseman Hugo Felipe da Costa Santos
COLABORADORES
João Gustavo Rebelato Forti
Fernanda Capone Buzatto
Karina Perez da Silva
Letícia de Abreu Faria
Karla Carolina de Oliveira Luísa Alvim Borher Paloma Yuri de Araujo Uanderson Henrique Barbieri Pateis Vanusa de Souza Godoy Victor Favaretto Pinto Antonialli Yuri Mizuno
Destaques:
Uso de Animais em laboratório pág. 10 Autor: Victor Favaretto Pinto Antonialli
Sim
ou Não para as Cotas nas Universidades? pág. 18 Autora: Brunna Garcia de Souza Leite , Danieli Perez da Silva, João Gustavo Rebelato Forti
Novo Código florestal pág. 22
Na FZEA/USP: O que é o PET? pág. 7 Autores: PETianos
Pesquisa na FZEA pág. 13 Autora: Vanusa de Souza Godoy
Diversos:
Autora: Karina Perez da Silva
Passatempo pág. 14 Autor: Hugo Felipe da Costa Santos
Cadê? pág. 16 Autora convidada: Fernanda Capone Buzatto
Retrospectiva 2011 pág. 28
Intercâmbio pág. 20
Autora: Daniela Atilio Vianello
Autora: Karla Carolina de Oliveira
Acorda Bixo! pág. 8
Biosseguridade Animal: qual a sua importância? pág. 26
Autores: Bárbara Roqueto dos Reis, Fernando de Oliveira Busseman , Paloma Yuri de Araújo
Autores: Luísa Alvim Borher, Uanderson H. Barbieri Pateis, Yuri Mizuno
6
N
esta edição do Balido, vários assuntos polêmicos e atuais são tratados e colocados à vista da comunidade
para melhor conhecimento e avaliação: cota na universidade, ética na utilização de animais experimentais, o código florestal, entre outros. Mais surpreendente que as matérias publicadas é a redação fácil, limpa e bem direcionada para o público alvo, corpo discente, professores e funcionários do Campus. As matérias estão impressas, leiam! Conhecer o PET e saber de sua importância na formação completa de seus participantes, alunos e tutor, sempre remete o grupo a veicular em sua revista anual o significado desse importante programa mantido pelo MEC/SESU e institucionalizado pela USP. Há pouco tempo houve um problema relacionado à participação ou não do petiano em iniciação científica, ou seja, se o aluno quando faz parte do grupo realiza iniciação científica. Diria que o petiano faz mais que iniciação científica e ainda corre o risco de ser penalizado. Prova disso está em seu conteúdo, e principalmente na página 13 desta revista. Felizmente, o desconhecimento virou conhecimento e hoje não há dúvida que o petiano, além de praticar o ensino e a extensão, também faz iniciação científica, e recebe muito menos por isso. O grupo vai continuar veiculando conhecimento pelo Campus e se tornar cada vez mais transparente em suas ações. Novo ano, e novas almas estão chegando ao nosso convívio e devemos dar boas vindas a elas. Nossa grande vantagem perante qualquer profissão é o rejuvenescimento constante a cada ano. Disso não podemos reclamar. É isso aí bixo. Mostre para o que veio. A Zootecnia é uma profissão linda. Ela lida com ecossistemas complexos e a cada dia temos que desvendar o desconhecido. Os animais fazem parte deste ambiente. Devemos respeitar nossos animais, tratá-los dignamente, mesmo que contrário aos nossos instintos ao sacrificá-los ao final de cada pesquisa. A Comissão de Ética é realidade e está aí para fazer os controles. Mas cada um tem sua opinião e devemos sempre aprimorar pelo debate. Nossa faculdade está na vanguarda do conhecimento e os alunos que realmente aproveitam quando passam por aqui têm encontrado lugar ao sol no mercado de trabalho ou estão procurando uma melhor colocação na área que traçou como objetivo. A diversidade é o berço para um futuro melhor. Ter alunos de outros países convivendo com nossos alunos e conhecer como cada um pensa e age é algo impressionante. Somos também responsáveis pela sua formação e estamos correspondendo. Como nem tudo é só ensino, pesquisa e extensão, o petiano também é estimulado a participar e organizar eventos, festas, atividades esportivas que possam congraçar a comunidade. Isso é alguma coisa do PET........o PET é muito mais.....Venha nos conhecer!
Tutor Prof. Dr. Valdo Rodrigues Herling
7 V A N U S A
O Programa de Educação Tutorial (PET) é um grupo formado por estudantes de graduação e que está presente em Universidades públicas e particulares de todo país, abrangendo cursos das áreas de humanas, exatas e biológicas. O intuito do programa é moldar o aluno para atingir uma formação de excelência, conciliando o tripé que compõe a Universidade: o ENSINO, a PESQUISA e a EXTENSÃO. A partir disso e do convívio diário, o aluno petiano torna-se bastante diferenciado. Dentro da FZEA-USP existe o grupo PET do curso de Zootecnia, que é composto atualmente por dezesseis membros, sendo estes bolsistas, voluntários e um professor Tutor. Para entrar no grupo é preciso passar por um processo seletivo, o qual avalia se o candidato está apto a fazer parte desta equipe, isto é, se possui o perfil para se tornar um petiano. Ao participar do PET-ZOOTECNIA o aluno é preparado para o mercado de trabalho já que realiza diversas atividades que o ensinarão a atuar em conjunto, organizar eventos, desenvolver pesquisas particulares e em grupo e ainda projetos sociais dentro da comunidade, aprimorando cada vez mais a sua capacidade de comunicação. Além de acrescentar contatos na área acadêmica e com pessoas influentes do ramo, também oferece condições,
K A R I N A
H U G O
D A N I E L A
K A R L A
B Á R B A R A
L U Í S A
B R U N N A
P A L O M A
D A N I E L I
U A N D E R S O N
F E R N A N D O
V I C T O R
através de bolsa mensal, de o aluno investir ainda mais na sua formação, facilitando o seu sucesso profissional. Vamos lá bixos da Zoo! Venham fazer parte deste grupo!
J O Ã O
Y U R I
8
Festas, cervejadas, happy hour... É somente isso ou é preciso encarar uma rotina maçante de estudos sem ter vida social? Uma combinação dos dois é a melhor saída! O jeito é pensar que o temido vestibular já passou! Mas
será que o comprometimento
deve ser somente com as festas e cevejadas? Todo calouro da USP é chamado, pela própria instituição, a ter uma mente mais ativa, uma postura que seja condizente com o título USPiano. Assim, cabe a você calouro, ser mais proativo na graduação, participar de todo tipo de atividade, desde festas até palestras, cursos e afins. É preciso se envolver com projetos de pesquisa, grupos de discussão, fazer estágios dentro e fora da FZEA, pois é essencial usufruindo dos convênios e parcerias que a sua faculdade possui com diversas empresas. Desta forma, você acrescentará enormes benfeitorias ao seu futuro acadêmico e profissional.
9
A
participação nas festas é muito boa, pois permite uma interação entre você calouro e
os veteranos; entre o seu curso e os demais. Contudo, dar atenção as disciplinas e estar presente nas aulas, é essencial para manter boas notas. Não que você precise sempre de um 10, mas é de extrema importância ter um bom desempenho, para garantir o sucesso na hora de tentar uma bolsa de iniciação científica, por exemplo, ou para passar em algum processo seletivo dentro dos diversos grupos estudantis que existem dentro da FZEA. Além disso, você poderá desfrutar um final do semestre sem recuperações e dor de cabeça. Não há necessidade de se alienar do mundo sem lembrar do restante “extra acadêmico”, mas conciliar as duas coisas é ESSENCIAL. Para você, que se dedicou muito para entrar na USP: PARABÉNS! Mas acorda! Não fique pensando que agora é só festa e farra. Aprenda a manter o equilíbrio! Conheça de fato o que é estar na USP e aproveite esta oportunidade e lembre-se: “Equilíbrio,objetivo, organização e determinação são a chave do sucesso para tudo.” NILSON HURAN
Autores: Bárbara Roqueto dos Reis (Suruba) Fernando de Oliveira Busseman (Lazarento) Paloma Yuri de Araújo (Mingole)
10
UTILIZAÇÃO DE ANIMAIS EM LABORATÓRIO PARA PESQUISA
11
A
utilização de animais para pesquisas em laboratório tem um papel fundamental para
o desenvolvimento de futuros tratamentos em seres humanos como testar a eficácia de uma vacina, novas técnicas cirúrgicas, elaboração de novas drogas e terapia gênica. Nestas pesquisas os principais animais utilizados são roedor devido a velocidade de procriação e por possuírem anatomia semelhante a dos seres humanos. Dentre estes roedores os mais utilizados são: camundongo, ratos, coelhos e porquinhos da índia. Porém, esta utilização de animais como cobaias é um assunto que levanta há muito tempo discussões. A doutra Odete Magalhães, médica cardiologista e professora da Faculdade de Medicina do ABC na Grande São Paulo, alega que grande parte destas pesquisas serve para elevar o ego de cientistas e de grandes laboratórios, os quais precisam se destacar com novas descobertas, deixando em segundo plano o bem estar animal. Ela complementa: "Não é ético matar um ser vivo em benefício de outra população. Não fazemos isso com nossos próprios pares (os humanos)". O advogado Daniel Braga Lourenço, membro do Animal Legal Defense Fund (ALDF) e diretor jurídico do Instituto Abolicionista Animal (IAA), também se opõe a utilização de animais em pesquisas. Ele declara que o experimentador, contaminados por uma filosofia cartesiana, é comumente insensibilizado ante o sofrimento de seus pacientes. A dor e o sofrimento, segundo Lourenço, são manifestações primariamente orgânicas que se revelam igualmente tanto em humanos quanto em animais.
12
Em contra partida, outros cientistas reforçam a importância da utilização de animais como cobaias. A presidente da Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE) Regina Pekelmann Markus, afirma que as cobaias serão fundamentais, por exemplo, em estudos no desligamento de genes que causam algum tipo de doença. Questionada sobre a hipótese de os cientistas agirem de forma antiética ao considerar as cobaias um meio para o conhecimento humano, Markus afirma: "O homem não é inferior nem superior. Mas é vencedor sobre a natureza, disso você não tenha dúvida". Entretanto, Markus alega a necessidade de uma legislação mais severa, uma vez que não há leis destinada a utilização de animais em laboratório. Um projeto de lei sobre o assunto tramita a 12 anos na Câmara dos Deputados, sem nunca ter entrado em votação. Com isso, a função de
"O homem não é inferior nem superior. Mas é vencedor sobre a natureza, disso você não tenha dúvida".
estabelecer parâmetros para a prática fica a cargo das comissões de ética de universidades e instituições de pesquisa. O Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (Cobea) é uma das instituições que estabelece as regras e limites para o uso dos animais em pesquisas. Dentre estas regras estão a aplicação de anestésicos e analgésicos para melhorar o conforto das cobaias. Outra regra estabelecida é garantir um ambiente seguro e limpo, com temperatura e umidade controladas. Segundo Marcel Frajblat, presidente do Cobea, “a dor e o estresse podem afetar experimento. É preciso evitar isso para que os resultados sejam precisos.” Por fim, os conceitos sobre o tema são vagos, ainda que eles existam. Autor: Victor Favaretto Pinto Antonialli (Bocó)
13
PESQUISA NA FZEA Desempenho e rendimento de carcaça na progênie proveniente de matrizes suplementadas com vitaminas e minerais
A avicultura tem alcançado excelentes resultados em sua produção devido ao progresso nas áreas de nutrição, a qual exerce grande influência desde a fisiologia da matriz até a eclosão. Os efeitos de deficiências de vitaminas sobre a eclosão de ovos férteis não são facilmente quantificáveis, exceto quando há deficiências múltiplas. Os minerais também são nutrientes vitais para a manutenção do equilíbrio homeostático. O manganês e o zinco, por exemplo, desempenham função enzimática similar, a qual é requerida para diversas funções. O objetivo desta pesquisa, realizada na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA/USP), foi avaliar a suplementação de vitaminas e minerais na dieta de matrizes e seus efeitos sobre sua progênie. Para isso, foram utilizadas 1.200 aves, com idade de um dia, distribuídas aleatoriamente em box contendo, em cada um,15 animais. Foram utilizados 10 tratamentos com 8 repetições, os quais se diferenciavam através de suas composições minerais e vitamínicas. O período de criação dos frangos de corte foi dividido em quatro fases:
1º) Fase Inicial (0 – 14 dias); 2º) Fase de Crescimento (15 – 26 dias); 3º) Fase final (27 – 35 dias); 4º) Fase de retirada (36 a 42 dias). Após este período foram analisadas as seguintes variáveis: desempenho (consumo de ração, ganho de peso e conversão alimentar) e rendimento de carcaça. Feita avaliação, constatou-se que aves provenientes de matrizes suplementadas com manganês orgânico apresentaram melhor ganho de peso quando comparado com os demais tratamentos; porém quanto aos resultados de conversão alimentar e consumo de ração não se observou efeitos significativos. Também pôde-se observar que rendimento de peito e de sassami (filé de frango cortado em tiras) não sofreu influência da suplementação de vitaminas e minerais nas dietas das reprodutoras. Este experimento concluiu que a suplementação de manganês orgânico nas dietas das matrizes proporcionou melhores resultados quanto aos parâmetros produtivos e de rendimento da carcaça da progênie. Experimento realizado por: Roberta A. Silva1, Vanusa S. Godoy1, Claúdia C. Silva2, Natália B Petroli2, Cristiane S.S. Araújo3, Lúcio F. Araújo4 1Alunos
de Graduação em Zootecnia da FZEA - USP de pós-graduação Departamento de Nutrição e Produção Animal da FMVZ - USP 3Professor do Departamento de Nutrição e Produção Animal da FMVZ - USP 4Professor do Departamento de Zootecnia da FZEA - USP Apoio FAPESP 2Alunos
Autora: Vanusa de Souza Godoy (Bollor)
14
Sudoku
Enumere com nĂşmeros de 0 a 9
Caça palavras
Palavras para serem encontradas:
15
Autor: Hugo Felipe da Costa Santos (Melocoton)
Respostas:
16
Letícia de Abreu Faria Zootecnista formada pela FZEA/USP (2006 – XXIV Turma), mestre em Qualidade e Produtividade Animal pela mesma instituição e doutoranda em Solos e Nutrição de Plantas pela ESALQ/USP.
Onde fez seu estágio obrigatório? Realizei meu estágio no Frigoestrela - Frigorífico Estrela d’Oeste Ltda na área de “Controle de Qualidade” sob orientação do Prof. Dr. Pedro Henrique Cerqueira Luz, Prof. Dr. Albino Luchiari Filho e supervisão do Med. Veterinário João Paulo Vicente Brunassi (janeiro a abril de 2006 - 535 horas). Já atuou no mercado de trabalho? Se sim, onde e como foi a experiência? Se não, porque não ingressou no mercado? Não atuei no mercado de trabalho até o momento. Desde o inicio da graduação participei de estágio e iniciação científica na área de forragicultura e pastagem sob orientação do Prof. Dr. Valdo Rodrigues Herling e o Prof. Dr. Pedro Henrique Cerqueira Luz. No entanto, no ultimo ano de graduação, resolvi “investigar” outras áreas de atuação, e acabei participando de estágios na área de controle de qualidade de carnes (estágio obrigatório). Após graduada tive uma oferta de trabalho na área de controle de qualidade de carnes, mas decidi retornar a área de atuação inicial, a qual tive a oportunidade de ingressar na pós graduação. Quando e porque decidiu ingressar na pós-graduação? O maior fator decisório na tomada de decisão em ingressar na pós graduação foi tomada com base na experiência vivida com a iniciação ciêntifica e a vontade de atuar futuramente como pesquisadora. Houve algum fato durante a graduação, que fez com que decidisse a sua área de pesquisa? Durante a graduação tive a oportunidade de estagiar em dois segmentos distintos da zootecnia, assim, a partir das experiências desse período, foi possível construir uma perspectiva de que área eu gostaria de atuar.
17
Você considera a sua área de atuação crescente no mercado de trabalho? Minha área de atuação é altamente conflitante com a área da engenharia agronômica, o que reforçou minha decisão em me especializar na área de fertilidade do solo e adubos e adubação da ESALQ. O Brasil ainda apresenta-se muito incipiente no que se diz respeito a adubação de plantas forrageiras, principalmente pastagens, porém é um perfil que deve ser mudado o mais rápido possível considerando a pressão mercadológica e ambiental, assim, acredito que a integração de conhecimentos visando a produção vegetal e animal, o que é pertinente a um Zootecnista proporcionará boas oportunidades num mercado futuro. Dentro das áreas que um zootecnista esta habilitado a atuar, qual área esta deficiente em profissionais? A partir de depoimentos de colegas de profissão, tenho observado grandes avanços na área de comportamento animal, principalmente com animais de companhia (Pets) e a área de controle de qualidade de produtos de origem animal. Quais são as dificuldades encontradas ao trabalhar com pesquisa? Felizmente, acredito que uma das maiores dificuldades em trabalhar com pesquisa vem sendo superada vagarosamente no Brasil, que seria a inserção de um profissional de alta capacitação proveniente dos programas de pós-graduação no mercado de trabalho em empresas privadas, e não somente em instituições estaduais. Outra questão relevante e muito importante na área de pesquisa é a dificuldade em estender seus resultados para o campo. A pesquisa brasileira é muito rica, porém o produtor rural ainda permanece distante das informações obtidas. E por fim o que você considera importante durante a graduação? Qual dica daria para os graduandos de zootecnia da FZEA? O período de graduação nos permite “experimentar” todas as áreas de atuação da profissão, e consequentemente decidir em qual se pretende atuar, quanto mais cedo for tomada essa decisão, maiores as chances de se especializar, pois não há maior banco de informações e oportunidades como existe dentro da Universidade. A FZEA possibilita aos aluno ter contato próximo com professores de elevada competência, estágios, programas como PET, ZOOT Jr., entre outras oportunidades que devem ser exploradas com seriedade, pois tenho contato com alunos que passam toda graduação sem participar de estágios e acabam tendo grandes dificuldades de inserção no mercado de trabalho.
Autora: Convidada Fernanda Capone Buzatto Graduanda do Curso de Zootecnia FZEA/USP
18
Afinal...
Escolha o seu lado e veja como defendĂŞ-lo.
19
NÃO AS COTAS?
SIM AS COTAS?
COMECE AQUI
COMECE AQUI
DIGA De acordo com a Constituição Federal “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Dessa forma, as cotas ferem o principio de igualdade.
DIGA ELE VAI DIZER ELE VAI DIZER
O sentido de igualdade, abordado na Constituição Federal, não abrange somente a descrição formal apresentada na Lei. Visa também a igualdade de oportunidades, a qual é proporcionada pelas cotas.
REBATA
REBATA Enquanto não for reconhecido o esforço de cada grupo étnico que compõe nossa população, seremos sempre o país do amanhã. Enquanto não houver uma igualdade de oportunidade para todos os grupos étnicos, a concretização do Brasil como nação verdadeiramente democrática estará cada vez mais distante.
O racismo está intrínseco nas instituições públicas e privadas, agindo de forma silenciosa no Brasil. O mesmo acontece com as universidades, com a implantação das cotas.
A inclusão de políticas de ações afirmativas é uma conquista dos movimentos negros, que a anos denunciam a desigualdade social e racial no Brasil. Tratar de maneira diferenciada um grupo que teve menos oportunidades é uma tentativa de diminuir essas desigualdades, restituindo direitos há muito negados. Ponto final!
A adoção deste sistema, não resolve o verdadeiro problema do nosso país, que é a péssima qualidade de ensino.
ELE VAI DIZER É um grande erro pensar que os avanços se produzem de forma sequencial. Tanto a melhoria da educação básica, quanto a democratização das universidades são desafios urgentes e precisam ser assumidos de forma simultânea.
REBATA O que ocorrerá simultaneamente é a injustiça. É injusto, para alunos que tiraram nota maior, que o cotista tenha preferência no ingresso das universidades publicas. Ponto final!
20
Intercâmbio Quem nunca sonhou estudar em Harvard, Wharton, Texas A&M University ou alguma outra universidade estrangeira?
Se você nunca sonhou estudar em alguma universidade estrangeira não tem muita ambição! Afinal a maioria dos alunos possuem o sonho de estudar no exterior. Infelizmente entre o sonho e a realidade há um grande e profundo abismo, em geral as principais “pedras no caminho” são a falta de oportunidade e renda insuficiente.
Os principais programas de intercâmbio internacional que a FZEA participa são CAPES/FIPSE, com universidades americanas; CAPES/BRAFAGRI, com universidades francesas; Bolsa Santander (Portugal e países ibéricos); Bolsa da União Europeia e Bolsa AUGM Asociación de Universidades do Grupo Montevidéo (Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai).
E considerando que você — assim como eu – não nasceu em berço de ouro, não ganhou na loteria, não vai receber uma herança milionária ou algo do tipo, que chances tem? Se você realmente quer pertencer a uma universidade no exterior, anime-se! Você já deu um grande passo rumo ao seu sonho! Sim! Você estuda na UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO! Quer oportunidade maior? A Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP mantem contatos internacionais justamente para que VOCÊ aluno da FZEA tenha oportunidades de cursar disciplinas ou realizar estágios no exterior, com ou sem bolsa auxílio, essas relações fazem com que o nome USP seja ainda mais reconhecido no mundo como uma das melhores universidades. Com essas oportunidades é só arrumar as malas, o que pra mim é uma tarefa bem difícil...
No seu país há interesse, dos alunos, em cursar disciplinas no Brasil? Por que escolheu o Brasil? Há muito interesse! Muitos alunos querem o Brasil. Em Moçambique o Brasil tem uma ótima reputação (alto desenvolvimento do ensino e pesquisa). No convenio CNPQ tem cerca de 50 vagas para os estudantes cursarem disciplinas no Brasil, porém, mesmo com esse número de vagas, muitos ficam de fora, ou seja, muitas pessoas concorrem, eles realmente querem estudar no Brasil, não só pela facilidade encontrada pela língua portuguesa que também é utilizada em Moçambique, mas pelas oportunidades oferecidas, o Brasil é um grande exemplo para nós!
21
1. Qual era a sua opinião sobre o Brasil antes de viajar? E o que mudou agora que está em contato com os brasileiros? Eu Nasci no México, e agora moro nos EUA. Então minha opinião sobre o Brasil era que o Brasil era mais como o México. Na forma de vida, a infraestrutura do país, entre outras coisas. Na cultura eu achava que ia ter muito futebol por todos os lugares, pelas ruas, e as quadras de futebol. Outra coisa que eu esperava ver muito no Brasil era muita carne na comida. Eu achava que os Brasileiros só comiam carne, e não tinham salada, então eu estava muito feliz por isso. E agora que eu já morei no Brasil descobri novas coisas. Uma delas é que o povo brasileiro é muito bom, sempre nos trataram (os estrangeiros) com muito respeito, e nos ajudaram sempre que precisamos. Eu não tinha visto uma cultura tão amistosa como a dos brasileiros. Algumas coisas que esta experiência me ajudou a mudar, foi o pensamento de que Brasil é um país de segundo mundo. Eu acho que Brasil é um país bem desenvolvido, que tem muitas cidades grandes, com uma boa infraestrutura. Acho que economicamente a vida nos Estados Unidos e no Brasil não são muito diferentes, e que o Brasil tem um grande potencial cultural e econômico no mundo. Outra coisa que eu aprendi sobre Brasil é que sua comida é bem diversificada, com arroz, feijão e bife. Além disso, tem sobremesa e salada na refeição.
Autora: Karla Carolina de Oliveira (Pink)
22
... DE QUE LADO VOCÊ FICA
23 ATENÇÃO: Em negrito está destacado o que está sendo proposto para a NOVA LEI! Mudanças para as
Áreas de Preservação Permanentes (APPs)
Código Florestal Atual (Lei 4.771/65) “Vegetação nativa de margens de rios, lagos e nascentes, tendo como parâmetro o período de cheia. Várzeas e mangues; matas de restingas; encostas; topos de morros; e áreas com altitude superior a 1800 metros. A vegetação nativa obrigatória nas margens de rios e outros cursos d’água: - 30m para matas ciliares em rios de 10m de largura; - 50m nas margens de rios entre 10 e 50m de largura, e ao redor de nascentes de qualquer dimensão; - 100m nas margens de rios entre 50 e 200m de largura; - 200m para rios entre 200 e 600m de largura; - 500m nas margens de rios com largura superior a 600m; - 100m nas bordas de chapadas. Exige autorização do Executivo federal para supressão de vegetação nativa em APP e para situação onde for necessária a execução de obras, planos, atividades ou projetos de utilidade pública ou interesse social.”
Texto do novo Código Florestal “Vegetação nativa de margens de rios, lagos e nascentes, tendo como parâmetro o nível regular da água. Várzeas, mangues e matas de encostas, topos de morros e áreas com altitude superior a 1800 metros podem ser utilizadas para determinadas atividades econômicas, agrossilvopastoris. A planície pantaneira passa a ser área de “uso restrito”, abertas a atividades econômicas específicas. A vegetação nativa obrigatória nas margens de rios e outros cursos d’água: - 30m para matas ciliares em rios de 10m de largura; Quando houver área consolidada em APP de rio de 10m de largura, reduz-se a largura mínima da mata para 15m. - 50m nas margens de rios entre 10 e 50m de largura, e ao redor de nascentes de qualquer dimensão; - 100m nas margens de rios entre 50 e 200m de largura; - 200m para rios entre 200 e 600m de largura; - 500m nas margens de rios com largura superior a 600m; - 100m nas bordas de chapadas. - Permite a supressão de vegetação em APPs em atividades consolidadas até 2008, desde que por utilidade pública, interesse social ou de baixo impacto ambiental, incluídas atividades agrossilvipastoris , ecoturismo e turismo rural; - Outras atividades em APPs poderão ser permitidas pelos estados, por meio de Programa de Regularização Ambiental (PRA), se não estiverem em áreas de risco; -A supressão de vegetação nativa de nascentes, de dunas e restingas somente poderá se dar em cãs de utilidade pública.”
24 Código Florestal atual (Lei 4.771/65) “- Na Amazônia Legal: •80% em área de florestas; •35% em área de cerrado; -Demais regiões e biomas do país: •20% - Cálculo de Reserva Legal excetua APPs. - Para o registro de Reserva Legal, a averbação se dá na inscrição de matrícula do imóvel rural no cartório de imóveis competente.”
Texto do novo Código Florestal “- Na Amazônia Legal: Mudanças para as •80% em área de florestas; Áreas de Reserva Legal (RL) •35% em área de cerrado; •20% em campos gerais. -Demais regiões e biomas do país: •20% - Cálculo de Reserva Legal admite soma com APP, desde que esteja preservada ou em recomposição e não implique mais desmatamento. - Imóveis rurais de até quatro módulos fiscais são desabrigados de recompor a RL, podendo limitá-las à vegetação remanescente em 22 de julho de 2008. - Exploração econômica permitida, desde que a propriedade esteja no Cadastro Ambiental Rural e que o Sisnama autorize a atividade. -Fim à exigência de averbação da RL em cartório. A RL, -porém, deverá ser registrada no Cadastro -Ambiental Rural.” Mudanças para as Áreas rurais consolidadas Código Florestal atual (Lei 4.771/65) “- Não contempla conceito de área consolidada -Recomposição, regeneração e compensação são obrigatórias.”
Texto do novo Código Florestal “- Estabelece o conceito de área consolidada. - Imóveis de até quatro módulos fiscais não precisam recompor a vegetação nativa. - Quem desmatou antes de a RL ter percentual aumentado (a partir de 2000) não precisa recompor além do exigido na época.”
25 Mudanças para as Competências para permitir licença para desmatamento
Código Florestal atual (Lei 4.771/65) “- Para área da União ou empreendimento com impacto regional ou nacional, a competência é do Ibama; - No caso de área de estados, órgão estadual do Sisnama; - Para área municipal, competência de órgão ambiental municipal.”
Texto do novo Código Florestal “- Órgão federal concederá licenças no caso de florestal públicas ou unidades de conservação criadas pela União ou de empreendimentos que causem impacto nacional ou regional ao meio ambiente; - No caso de área do Estado: Órgão estadual integrante do Sisnama; - Órgão municipal concederá licença no caso de florestas públicas ou unidades de conservação criadas pelo município e por um consórcio de municípios.”
Código Florestal atual (Lei 4.771/65) “- Pena de três meses a um ano de prisão simples e multa de 1 a 100 vezes o salário mínimo; - Decreto 7029/09 prevê sanções pata o produtor que não tiver reserva legal averbada no registro de imóveis até 11 de junho de 2011.”
Mudanças para as Punições
Texto do novo Código Florestal “- Isenta os proprietários rurais das multas e demais sanções previstas na lei em vigor por utilização irregular, até 22 de julho de 2008, de áreas protegidas; - Produtor que se inscrever no Cadastro Ambiental Rural e aderir o programa de regularização fundiária terá suspensas sanções administrativas.”
Autora: Karina Perez da Silva (Boo) Informações retiradas do site da Reforma do Código Florestal do Jornal do Senado. Importante: Essas informações podem ser alteradas a qualquer momento já que o código florestal ainda está sendo discutido. Por isso é importante manter-se atualizado.
26
O termo Biosseguridade é relativamente novo e surgiu numa época em que o mundo enfrentava um expressivo aumento dos riscos de contaminação do homem e dos animais por microrganismos de alta periculosidade. É definida pelo conjunto de procedimentos efetuados na propriedade que visam minimizar a entrada de patógenos tanto no meio externo (granja) como no meio interno (rebanho), diminuindo assim os impactos. Com o aumento da importância na sanidade dos rebanhos para melhorar a produtividade, segurança na cadeia alimentar e comercialização de produtos de origem animal, a biosseguridade é uma ferramenta imprescindível nas modernas instalações de criação. Impulsionados pelas exigências dos consumidores, aspectos ligados a controle de resíduos e rastreabilidade são também incluídos na abrangência da biosseguridade.
27
APLICAÇÃO BÁSICA EM SUÍNOS
Possíveis formas de introdução de microrganismos causadores de doença na suinocultura RAÇÃO/ÁGUA
Em produção de suínos, biosseguridade significa o desenvolvimento e implementação de normas rígidas que terão a função de proteger o rebanho contra a introdução de qualquer tipo de agentes infecciosos, sejam eles vírus, bactérias, fungos e/ou parasitas. Para o desenvolvimento de um programa efetivo de biosseguridade, vários aspectos devem ser analisados, como a transmissão de doenças, monitoramento do estado de saúde do rebanho, roupas adequadas, transporte de animais, alimento fornecido, entre outros. Outro aspecto muito importante é o destino dos animais mortos, que podem constituir um grande risco para a entrada de doenças no rebanho. A melhor maneira de se dispor de animais mortos é a incineração. Se o método não é disponível, é necessária a construção de uma fossa séptica dentro do perímetro das instalações. O desenvolvimento e implantação de um programa de biosseguridade tecnicamente efetivo e economicamente viável é uma tarefa que exige muito planejamento, dedicação e, sobretudo, uma grande dose de disciplina por parte de todos aqueles envolvidos em um sistema de produção de suínos, sejam eles proprietários e\ou funcionários. É necessário ter sempre em mente que biosseguridade é um trabalho a ser realizado 24 horas por dia, 365 dias por ano. Vale lembrar que quanto maior o tamanho do rebanho de suínos, maiores serão as chances de contaminação, acarretando em maiores prejuízos.
PALHA (MARAVALHA)
VEÍCULOS
ROEDORES
VISITANTES
MOSCAS
CADÁVERES
CONDIÇÕES AMBIENTAIS Autores: Luísa Alvim Borher (Beija) Uanderson H. Barbieri Pateis (Manolo) Yuri Mizuno (Clin)
28
RETROSPEC Festa dos Bixos (Fevereiro)
II InterBixos (Março)
JIZ (Abril)
Festa organizada pela Atlética – AAAFC, com objetivo de recepcionar os calouros.
Workshop “Conhecendo a universidade” (Abril)
Evento realizado pelo grupo PET com o objetivo de orientar os alunos dentro da graduação para a realização de: iniciação científica, estágios, intercâmbio; e também na pós-graduação.
Evento esportivo anual realizado pela Atlética – AAAFC, com a participação dos bixos dos quatro cursos da FZEA.
Feijoada com Pagode (Abril)
Bonobos (Maio)
Festa à fantasia organizada pelo 4° ano de Zootecnia, com o objetivo de arrecadar fundos para a festa de formatura.
Feijoada organizada pelo 5° ano da Engenharia de Alimentos, com objetivo de arrecadar fundos para a festa de formatura.
Evento esportivo anual realizado pela Atlética – AAAFC, em que os alunos da Zootecnia dos 1°,2°,3°, 4° anos e pósgraduação disputam o topo do pódio.
Semana da Zootecnia (Maio)
Evento organizado por alunos da Zootecnia, o qual tem como objetivo comemorar o Dia do Zootecnista: 13 de Maio.
29 Churrasco do Zootecnista (Maio)
tiva Workshop de Chocolate (Maio)
Curso de Formulação de Ração RLM (Agosto) Churrasco organizado pelo Centro Acadêmico da faculdade em que tem como objetivo reunir estudantes, formados e professores da área.
Evento realizado pela Engenharia de Alimentos, onde foram oferecidas palestras sobre variados temas relacionados ao cacau.
1ºArraia das Repúblicas (Junho)
InterReps (Outubro)
Curso organizado pela Zoot Jr e o PET-Zootecnia, abordando aula teórica-prática sobre formulação de ração de lucro máximo – RLM, ministrado pela equipe da Esalq/USP, fundadores do software.
Campeonato esportivo entre Repúblicas da FZEA. República masculina campeã : Mukifu República feminina campeã : Havaianas
CaipirUSP (Novembro)
Evento esportivo organizado pelos campi USPianos do interior promovendo integração com jogos, festas e muita diversão.
Festa do Bordel (Novembro)
Festa Junina organizada pelas Repúblicas de Pirassununga com intenção 100% beneficente.
I Simpósio Internacional de Avaliação Animal e Qualidade de Carcaça da Carne (Setembro)
Festa com objetivo de arrecadação de fundos para a formatura do 4° ano do curso de Zootecnia.
Simpósio realizado no campus da USP de Pirassununga com parceria das Faculdades FZEA e FMVZ.
Autora: Daniela Atilio Vianello (Miabraça)
Programa de Educação Tutorial Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos Universidade de São Paulo
Patrocínio Pira Gráfica