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O Balido 2014

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EDIÇÃO 18 MARÇO/2014

REVISTA ANUAL

O BALIDO AVICULTURA VS. HORMÔNIOS: QUAL A VERDADE?

p.

10

REPRESENTAÇÃO ESTUDANTIL NA FZEA

7 . p

LINHAS DE PESQUISA NA ZOOTECNIA


UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ZOOTECNIA E ENGENHARIA DE ALIMENTOS PIRASSUNUNGA/SP

REALIZAÇÃO:


Equipe O BALIDO

O BALIDO

RESPONSÁVEL E APOIO NA REDAÇÃO Prof. Dr. Valdo Rodrigues Herling EDIÇÀO, PRODUÇÀO E IMAGEM Amanda Aparecida Dorta (Torta) 3º Ano/Zootecnia • Joyce Carolina Souza (Judiada) 3º Ano/Zootecnia • Bruna Alves (Dóris) 2º Ano/Zootecnia

Palavra do TUTOR

É sempre um prazer poder escrever algo no editorial de qualquer revista. O Balido é a revista anual do Grupo PET – Zootecnia, que me dá muito prazer em opinar e,

AUTORES E PUBLICAÇÀO Amanda Aparecida Dorta (Torta) 3º Ano/Zootecnia • Ana Luiza Galvão (Filhote) 3º Ano/Zootecnia • Bárbara Roqueto dos Reis (Suruba) 4º Ano/Zootecnia • Bruna Alves (Dóris) 2º Ano/Zootecnia • Brunna Maia (Asteca) 2º Ano/Zootecnia • Carmo Gabriel (Berne) 2º Ano/Zootecnia • Danieli Perez da Silva (Tchan) 4º Ano/Zootecnia • Giovana Gambagorte (Narizinho) 2º Ano/Zootecnia • Graziela Valini (Pitu) 3º Ano/Zootecnia • Joyce Carolina Souza (Judiada) 3º Ano/Zootecnia • Marília Silva (Gir) 3º Ano/Zootecnia • Mellory Martinson (Mell) 3º Ano/Zootecnia • Paloma Yuri (Mingole) 4º Ano/Zootecnia

variados, e neste ano de 2014 o grande

DISTRIBUIÇÀO

desafio está sendo tornar mais transparente

PET Zootecnia ¦ USP

possível as linhas de pesquisa de nossos

PATROCÈNIO

Professores, que também comandam

• Agropecuária Santa Bárbara • Maxjet • Dagam • Camafeo • CR Casa de Rações • Tecnágua Piscinas • Ótica Batel • Fernando Eletrônicos e Games • Gráfica Pirassununga

principalmente, assinar embaixo de tudo aquilo que nossas meninas e meninos, carinhosamente chamados, batalham em pesquisas e entrevistas, para oferecer aos Graduandos desta FZEA/USP a melhor matéria possível. Os assuntos têm sido

graduandos em Iniciação Científica e PósGraduandos em seus mestrados e doutorados. No Curso de Pós-Graduação

AGRADECIMENTOS

existem seis linhas de pesquisa, nas mais

Aos patrocinadores, professores da FZEA-USP, PETianos e ao tutor Valdo Herling.

v a r i a d a s á r e a s d o c o n h e c i m e n to e m Zootecnia. Espero que todos gostem da leitura

CONTATO: petzoousp@outlook.com Facebook.com/petzootecnia.fzeausp

e dos assuntos tratados de forma séria, profissional e com o compromisso de

sumário

despertar o interesse pela pesquisa de nossos

•Conheça o PET p. 4

estudantes.

•Retrospectiva 2013 p. 5 •Por onde andam os ex PETianos?p. 6 •Projeto Carroceiro p.14 •Histórias de terror da FZEA

Boa

leitu

ra a

todo

s!!!

p. 19

•Você sabia?

Curiosidades do mundo animal p. 23 •Agenda PET 2014 p. 29

CAPA Representação estudantil na FZEA p. 7 Avicultura vs. Hormônios: qual a verdade? p. 10

Valdo Rodrigues Herling Professor FZEA/USP Tutor do PET - Zootecnia

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o

Conheça o PET ZOOTECNIA Programa de Educação Tutorial (PET) é um grupo formado

por estudantes de graduação e que está presente em Universidades públicas e particulares de todo o país, abrangendo cursos das áreas de humanas, exatas e biológicas. O intuito do programa é moldar o

Joyce

aluno para atingir uma formação de excelência, conciliando o tripé que compõe a Universidade: o ENSINO, a PESQUISA e a

Amanda

EXTENSÃO. A partir disso e do convívio diário, o PETiano tornase bastante diferenciado. Dentro da FZEA-USP existe o grupo PET do curso de Zootecnia, desde 1994, que é composto atualmente por treze bolsistas e um professor Tutor, e completa em 2014 incríveis 20 anos de existência.

Brunna

Bárbara

Para entrar no grupo é preciso passar por um processo seletivo, o qual avalia se o candidato está apto a fazer parte desta equipe, isto é, se possui o perfil para se tornar um PETiano. Ao participar do PET-ZOOTECNIA o aluno é preparado para o mercado de trabalho, já que realiza diversas atividades que o

Mellory

Graziela

ensinarão a atuar em conjunto, organizar eventos, desenvolver pesquisas particulares e em grupo e ainda projetos sociais dentro da comunidade, aprimorando cada vez mais a sua capacidade de comunicação. Além de acrescentar contatos na área acadêmica e com pessoas influentes do ramo, também oferece condições, através de bolsa mensal, de modo que o aluno invista ainda mais na sua

Bruna

formação, facilitando seu sucesso profissional.

Paloma Marília

Danieli

Giovana Carmo

Ana Luiza 4


Retrospectiva Por/ Graziela Valini ABRIL

FEVEREIRO

Workshop

Recepção dos calouros 2013 MAIO

Feira Feirada daBarganha Barganha JUNHO

Pastagem: Avaliação e Manejo OUTUBRO

SEMAC

Churrasco do zootecnista

ZOOTEC 2013

AGOSTO

III SIMPÓSIO XI EPETUSP NOVEMBRO

BORDEL

WORKSHOP 5


PO OS R O EX ND PE E A TIA ND NO AM S? ?

Texto/Ana Luiza Galvão

Por onde andam os alunos que se formaram na FZEA?

Ana Paula Gaiato - “Borrega” ZootECnIA - turmA XXIV/2006

 Onde fez seu estagio obrigatório? Fiz em dois lugares, na EMEPA (Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba), em Soledade, na Paraíba e na Capritec, em Espírito Santo do Pinhal, em São Paulo. Já atuou no mercado de trabalho? Se sim, onde e como foi a experiência? Se não, porque não ingressou no mercado de trabalho? Ainda não. Resolvi seguir carreira acadêmica, portanto desde que terminei a graduação, já iniciei um estágio no laboratório onde fiz meu mestrado e faço o doutorado. Quando e porque decidiu ingressar na pós-graduação? Não sei exatamente o momento, mas a pesquisa sempre exerceu certo fascínio em mim. Enquanto fiz parte do PET pude acompanhar algumas pesquisas que realizamos no grupo e o exercício de pensar e indagar (afinal quem faz ciência tem que ser curioso) passou a ser bastante agradável a mim. Houve algum fato durante a graduação, que fez com que decidisse a sua área de pesquisa? Tinha dúvidas se pesquisaria sobre nutrição ou produção propriamente dita. Acredito que a nutrição é a base da Zootecnia e o que nos diferencia de outros profissionais das ciências agrárias e, antes disso, a fisiologia pra se compreender os porquês e o funcionamento do organismo dos animais. Por esse motivo escolhi a pesquisa com fisiologia, afinal entender como as “coisas” funcionam e a sinergia e coordenação com que elas acontecem me atrai.

Você considera a sua área de atuação crescente no mercado de trabalho? A pesquisa, se for de uma linha interessante, sempre crescerá. Através de novas descobertas e confirmações, podemos nos guiar em novos enfoques, ora mais modernos, ora mais adequados. Quais são as dificuldades encontradas ao trabalhar com pesquisa? Eu acredito que existem grandes facilidades, afinal as agências de fomento, quando se trata de algo interessante, financiam as pesquisas. Não tive dificuldades para trabalhar com que escolhi, creio que em outros lugares possam existir dificuldades maiores. E por fim, o que você considera importante durante a graduação? Que dica daria para os graduandos de Zootecnia da FZEA? FOCO!!! Não condeno os graduandos por farrear, mas tem que ter foco. Estamos na Universidade formando profissionais. Estudem!

A dica: Façam estágios pra não terem dúvidas do que realmente querem. Façam contatos, Sejam conhecidos pelos professores não por serem bagunceiros ou bajuladores, mas por terem méritos de verdade. Se vocês se propuserem a fazer, façam! Não “queimem seus filmes” com os professores e nem os queiram enganar, afinal, professor já fez graduação!

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CAPA A importância da representação estudantil na trajetória acadêmica

A

o ingressar na universidade, o estudante deve estar atento ao conjunto de oportunidades formativas que possibilitam o desenvolvimento de competências para a adequada atuação no mundo do trabalho. Competência significa transformar conhecimentos e habilidades em realizações. Para ser competente em determinada área é necessário, ao longo da trajetória acadêmica do estudante, desenvolver concomitantemente os seguintes aspectos:

1 - SABERES: representado pelo domínio da informação e das estratégias cognitivas. Esse é o aspecto que muitos estudantes entendem como o único importante para sua formação. Compreende o estudo dos conteúdos reunidos em uma disciplina, que se dá principalmente na relação do alunoprofessor, e quase sempre é construído dentro da sala de aula. Sem dúvida, esse componente da competência é valorizado pelo ambiente profissional e deve merecer esforço e empenho do estudante.

2 -

SABER FAZER: representado pelo

domínio de habilidades motoras e intelectuais. Corresponde ao treinamento prático associado aos conteúdos ministrados e estudados. Este aspecto é de fundamental importância na capacitação do futuro profissional para o entendimento das dificuldades inerentes ao setor e qualificá-lo para colaborar na procura de soluções aos problemas de diferentes complexidades.

3 – SABER SER: representado pelo domínio emocional, integrativo e das atitudes. Vários estudos têm demonstrado que este componente da competência é o que tem maior impacto na escolha do profissional pelas empresas. Retidão de caráter, alto padrão moral e ético, flexibilidade para lidar com diferentes situações, liderança e bom relacionamento interpessoal, capacidade comunicativa com agentes de diversos níveis hierárquicos, iniciativa e pró-atividade, espírito empreendedor, saber tomar posições, defender ideias e trabalhar em grupo são atributos que o empregador avalia e que determinam a ocupação de postos de trabalho. O “saber ser” considera características que são aprendidas dentro e fora do ambiente acadêmico, também no núcleo familiar e no viver. Todavia, deve ser aperfeiçoado e treinado ao longo da vivência universitária. Este é um ponto. Como desenvolver estas características no ambiente estudantil? Todas as atividades propostas, dentro das disciplinas, que estimulem a participação em grupo são muito bemvindas: seminários, práticas de campo e de laboratório, estudos dirigidos, entre outros, criam ambientes propícios para este desenvolvimento.

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“Participar dos colegiados instituídos ou das demais agremiações estudantis faz parte do desenvolvimento pleno das competências exigidas pelo mundo do trabalho...”

Representantes Discentes: COC: titular/Mellory Martinson suplente/Carmo Gabriel Departamento de Zootecnia: titular/Joyce Carolina Souza suplente/ Dayse Dias

Mas, é na participação complementar nas diferentes instâncias de tomada de decisão da universidade que as oportunidades mais evidentes são criadas. Quais são estes espaços? Aqui chegamos à questão central desta conversa. A Universidade de São Paulo e a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos são compostas de diferentes colegiados que organizam, direcionam e decidem os rumos a serem seguidos. São exemplos desta estrutura organizada os Conselhos dos Departamentos, as Comissões Estatutárias e Regimentais (graduação, pesquisa, cultura e extensão, pós-graduação, biblioteca e informática), a Congregação, entre outras. Os estudantes fazem parte destes colegiados e são fundamentais para defenderem o ponto de vista da parcela mais expressiva da comunidade. Não se concebe a universidade sem que se ouçam seus alunos. Ser representante estudantil nestes colegiados é uma grande responsabilidade e exige um exercício permanente do diálogo e do saber conviver e valorizar as diferenças. A escolha dos representantes é feita por votação dos seus pares e para um mandato de um ou dois anos.

Por outro lado, vários outros espaços de debates e de convivência produtiva permitem, ao mesmo tempo, aliar o desenvolvimento da percepção do ambiente universitário com atitudes concretas e colaborativas para o crescimento pessoal e do corpo social da faculdade. Exemplos são as empresas juniores, o centro acadêmico, a atlética e o PET. Participar dos colegiados instituídos ou das demais agremiações estudantis faz parte do desenvolvimento pleno das competências exigidas pelo mundo do trabalho e possibilita uma efetiva atitude cidadã na medida em que busca o bem coletivo. Informe-se sobre como participar destas oportunidades. Invista parte do seu tempo na construção de uma universidade melhor. Saia da acomodação egoísta. Seja pró-ativo! Profa. Dra. Célia Regina Orlandelli Carrer Coordenadora do curso de graduação em Zootecnia

Apoio Mellory Martinson

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Aplicação das Ciências Fundamentais em Zootecnia Texto/Mellory Martinson Paloma Yuri

A

busca por respostas tem motivado o desenvolvimento da ciência e incentivado cada vez mais o anseio pelo saber, considerando que estamos em tempos onde não há prevalência de verdades absolutas e sim a construção do conhecimento, de teorias e tentativas que buscam sanar nossas indagações. Dessa forma, a grande solução para responder tantas questões, sem dúvida é seguir no caminho da pesquisa, que possibilita o desenvolvimento do país, assim como a evolução da humanidade em seu modo de vida. Dentro do cenário da pesquisa no Brasil a USP é referência e na FZEA (Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos) não poderia ser diferente. Dentre as linhas de pesquisas desenvolvidas, temos a aplicação das ciências fundamentais em Zootecnia, tendo como colaborador da matéria o Professor Doutor Flávio Vieira Meirelles, docente da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, que possui como linha de pesquisa, desde sua chegada em 1999, a herança citoplasmática, que envolve parte da genética assim como suas áreas não correspondentes, mas que também são consideradas características herdáveis a partir da herança de proteínas e organelas, que vem do citoplasma do oocito. Portanto, é estudada a herança da mitocôndria do DNA mitocondrial e de proteínas que vieram da mãe, que dão ao óvulo a capacidade de se transformar em um ser vivo. Também é

Todos os professores relacionados à área foram convidados via e-mail para participação na matéria

pesquisado como o óvulo modifica o DNA e as células que interagem com ele, podendo ser o espermatozoide ou células somáticas. Do ponto de vista da interdisciplinaridade foi ressaltado a importância da união entre outras áreas para melhor assistência e compressão do projeto realizado, afinal não se faz mais ciência sozinho, pois o conhecimento não está centralizado em um só indivíduo. Dentre os estudos realizados ao longo de sua carreira, podemos ressaltar o trabalho da clonagem, onde foi desenvolvido o primeiro clone do Brasil a partir de células somáticas. Esse projeto merece destaque pois foi onde houve a pesquisa, consequentemente sua aplicação com criação dos clones e passando também pela etapa de regulamentação. No que se diz respeito ao perfil dos alunos, o professor menciona que o que se procura tanto no aluno graduando, como no pós-graduando é a curiosidade, os alunos que buscam saber o porque das coisas e buscam o conhecimento se atentando a todas as oportunidades oferecidas. Portanto, se a área despertou seu interesse vá em busca de estágio, iniciação cientifica, desfrute das oportunidades oferecidas pela faculdade, faça uma excelente graduação.

Contato: Prof. Dr. Flávio Vieira Meirelles meirellf@usp.br

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CAPA Texto/Graziela Valini

O mito do hormônio E a carne de frango U

m dos maiores mitos, que, ainda, persiste no imaginário de parte dos brasileiros, é que os frangos, no país, são criados com a utilização de hormônios. Isto, segundo a lenda, explicaria o rápido desenvolvimento dessas aves, tornando desaconselhável o consumo do frango brasileiro. Na verdade, o crescimento da produção de carne de frango no Brasil é fruto do grande desenvolvimento técnico da indústria avícolas nas ultimas décadas, em decorrência do desenvolvimento genético das linhagens comerciais de frangos de corte, da maior disponibilidade de novos produtos, da melhoria do manejo e do ambiente de criação, incluindo instalações e condições sanitárias. Assim, deve-se deixar claro que hormônios de crescimento, ou substâncias anabolizantes, não são empregados na criação de aves. O que há é o uso de compostos promotores de crescimento que são antibióticos usados em dosagem muito menor do que a recomendada para fins terapêuticos. Por melhorarem as condições do intestino do animal, evitando diarreias, os produtos fazem com que ele aproveite melhor o que come, não deixam resíduos ou não ameaçam à saúde humana.

Desse modo, o frango industrial é fruto de: Melhoramento Genético, Nutrição e Manejo adequados. Segundo o Plano Nacional de Resíduos e Contaminantes (PNCRC) do Ministério da Agricultura, nos últimos quatro anos (até 2011), foram realizadas mais de 2,8 mil análises em frangos, nos quais não houve indícios da utilização dessas substâncias nas carnes de aves. No Brasil, por lei é proibida a aplicação de qualquer tipo de substância hormonal na criação de animais. Há uma fiscalização rígida por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sobre o uso de nutrientes e de aditivos na alimentação animal. Só a avicultura consome aproximadamente 32 milhões de toneladas de ração/ano. Assim, é impossível, em função deste volume de ração consumido, não detectar irregularidades em algum momento.

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Há outras várias razões para a não utilização. Uma, de aspecto prático e simples, é que não há tempo suficiente, ao longo da criação do frango, para que haja efeito significativo do

hormônio. O ciclo de produção do frango é de aproximadamente 42 dias, enquanto a substância sintética demora pelo menos 60 dias para apresentar algum resultado. Isto é economicamente inviável!

Portanto, não há razões que impeçam o consumo da carne de frango, que é um produto extremamente saudável e barato, além de ser saboroso, nutritivo e com baixíssimos índices de gordura – destacando-se dentre os variados tipos de carne.

“Não há razões que impeçam o consumo da carne de frango, que é um produto extremamente saudável e barato”

!

Saiba mais: Prof. Douglas Emygdio de Faria - e-mail: defaria@usp.br Prof. Lúcio Francelino Araújo - e-mail: lfaraujo@usp.br

União Brasileira de Avicultura (UBABEF) - www.ubabef.com.br

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Melhoramento Genético e Reprodução Animal Texto/Ana Luiza Galvão Bruna Alves

A

linha de pesquisa na qual a Professora e Pesquisadora Claudia Lima Leal, e sua equipe trabalham não é focada em genética, mas no uso de tecnologias para responder como a produção in vitro poderá ser aprimorada com base nas pesquisas básicas realizadas pelo grupo. Além de ser aprimorada, a pesquisa “tem grande potencial para o incremento do melhoramento genético de rebanhos”. Afirma a professora doutora Claudia, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA/ USP). A equipe que trabalha na linha de pesquisa “Melhoramento Genético e Reprodução Animal” investiga, de forma a compreender melhor, os fatores e as vias de sinalização celular envolvidas no controle da meiose do gameta feminino e os fatores que afetam a qualidade dos ovócitos. O foco maior é na espécie bovina, mas a equipe também trabalha com camundongos e suínos. Segundo a Professora:“Um ovócito de boa qualidade é aquele que adquiriu a competência para o desenvolvimento, ou seja, que se tornou apto a passar pelo processo de fecundação e

desenvolvimento embrionário inicial.” . A equipe é composta por Biólogos, Zootecnista, Médicos Veterinários, Químicos e Estatísticos, para análises mais detalhadas de dados. As pesquisas são básicas, pois visam compreender melhor o que controla a função celular. Mas é importante destacar que pesquisas básicas são de grande importância para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas e podem vir a ser utilizadas futuramente. Devido ao cunho básico das pesquisas realizadas, os resultados não são imediatamente incorporados para o sistema produtivo. Porém, alguns já foram implantados em casos específicos: “Poderíamos dizer que os trabalhos com o uso de bloqueio temporário da meiose já está sendo utilizado em sistemas comerciais de produção in vitro de embriões para o transporte de ovócitos, quando o rebanho de doadoras é distante do laboratório.”

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É importante destacar que os trabalhos de nossa equipe são feitos, prioritariamente, com células de cultivo in vitro, que obtemos através do material de abatedouro comercial. Além disso, buscamos seguir as normas e as melhores práticas com os camundongos que utilizamos em nosso trabalho. Esses animais utilizados tiveram uma recente aprovação do Comitê de Ética da FZEA. Os resultados obtidos pelas pesquisas do grupo são divulgados em eventos científicos nacionais, internacionais e em periódicos. Portanto, ainda não é acessível ao pequeno produtor. “No momento, nossa linha de pesquisa não é acessível a pequenos produtores e nem mesmo aos grandes, visto ser mais básica. No entanto, já temos alguns estudos que poderão vir a ser aplicados, e se viáveis para uso comercial, com o tempo, poderão reduzir os custos da produção in vitro comercial, para que esta tecnologia deixe de ser utilizada apenas por grandes produtores, e passe a ser também viável para os pequenos proprietários de animais de produção.”, ressalta a Professora Claudia. O pós-graduando e o graduando deve se guiar pela curiosidade e pela busca de novos conhecimentos. “A pesquisa é a busca de respostas para as perguntas que formulamos. Ou seja, com base no conhecimento existente, temos que perguntar: Será que é assim mesmo? Por quê? Pode ser de outra forma?”, afirma Claudia.

Certamente qualquer pessoa interessada em pesquisa deve gostar de estudar e aprender novas coisas, daí a curiosidade e a capacidade de analisar uma informação de forma crítica. Além disso, é importante apresentar a capacidade de realizar trabalhos em equipe, ter iniciativa, ser organizado e responsável. E, por fim, é de suma importância o aluno apresentar a capacidade de expressão tanto oral como escrita, seja no idioma português ou inglês. “Essas características mencionadas como importantes para o trabalho científico são também essenciais, especialmente nos dias de hoje, para a formação dos nossos graduandos que irão atuar no mercado de trabalho e não só para futuros pesquisadores. Os nossos estudantes devem ter claro que deverão continuar, mesmo após a formatura, na busca contínua – e crítica - de novos conhecimentos, de forma a progredir não somente como profissional, mas também como cidadão inserido na busca por uma sociedade sempre melhor para todos.”, aconselha.

Todos os professores relacionados à área foram convidados via e-mail para participação na matéria

Contato: Profa. Dra. Claudia Lima Leal clvleal@usp.br

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O Projeto Carroceiro Texto/Brunna Maia

O

Projeto Carroceiro da FZEA USP teve suas atividades iniciadas no segundo semestre de 2011. Ele vem crescendo durante esse curto espaço de tempo e já conquistou dois prêmios nesse segundo semestre de 2013: 1° lugar no Simpósio de Cultura e Extensão da USP e o Equine Hero da empresa Alltech, tudo devido ao grande trabalho realizado pelos alunos. O projeto atua através de atitudes nobres em pról do bem estar dos equídeos e concomitantemente dos proprietários, o projeto também tem grande valor para os estudantes do curso de Medicina Veterinária da FZEA pois através do projeto os alunos tem a oportunidade de aperfeiçoar suas habilidades clínicocirúrgicas tendo grande papel na extensão universitária dos mesmos. Além de fornecer materiais necessários para os alunos através de doações.

O projeto tem influenciado diretamente na vida dos carroceiros, uma vez que estes não possuem condições financeiras para fornecer cuidados veterinários e medicamentos a seus animais. Além de oferecer um atendimento clínico e cirúrgico, fornece também medicamentos para o tratamento de diversas doenças infectocontagiosas, problemas do sistema locomotor, controle de parasitas, vacinas contra raiva, tratamento cirúrgico quando necessário, deixando o proprietário isento se qualquer custo. O Projeto oferece orientações essenciais aos proprietários sobre manejo, bem estaranimal, zoonoses, nutrição, vacinação, diagnóstico de gestação, cuidados odontológicos dentre outros. Os serviços ao animal são oferecidos em domicílio, onde estudantes acompanhados de um médico veterinário colaborador vão até a propriedade quando solicitado. Como o aluno pode participar do projeto? A princípio, deve estar cursando Medicina Veterinária, podendo estar em qualquer período do curso. Se houver interesse pelo projeto, basta falar diretamente com a Docente responsável. Empresas se tornam parceiras também ajudando com a doação de medicamentos e divulgação do projeto.

Contato: Prof. Dr. Renata Gebara Dória redoria@usp.br

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Texto/Amanda Dorta Carmo Gabriel Silva

PRODUÇÃO E MANEJO DE ANIMAIS, ETOLOGIA, BIOCLIMATOLOGIA, CONSTRUÇÕES E AMBIÊNCIA

P

ara que se obtenha uma produção animal de excelência é necessário que todos os fatores que a compõe estejam em perfeita harmonia. Nos últimos anos, os profissionais envolvidos com a área de nutrição animal têm dado atenção especial ao bemestar devido, principalmente, às exigências de mercado para o consumo de produtos de origem animal. E, é em torno dessa temática que se encontra uma das linhas de pesquisa da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP). Esta linha de pesquisa possui como frentes de trabalho a Bioclimatologia (efeito do ambiente sobre o animal), Etologia (comportamento animal) e Construções e Ambiência, áreas que estão diretamente ligadas ao bem-estar animal, já que estudar o efeito do ambiente e do clima sobre o animal mostra como isso afeta o seu comportamento e fisiologia, indicando assim, quais seriam as instalações zootécnicas mais adequadas para alojar ou manejar as criações. As frentes de trabalho de Bioclimatologia e Etologia são desenvolvidas no Laboratório de Bioclimatologia e Etologia (LABE), que possui como responsáveis a professora Dra. Cristiane Gonçalves Titto e Prof. Titular Evaldo Antonio Lencioni Titto. Atualmente, o laboratório conta com experimentos envolvendo as mais diferentes espécies de animais domésticos – desde gatos a bovinos – além de auxiliar

no desenvolvimento de projetos em outras linhas de pesquisa. Os experimentos consistem em simular as possíveis condições de clima e ambiente em que o animal se encontra e avaliar suas respostas funcionais e fisiológicas. Estas ações experimentais são desenvolvidas por pós-graduandos (mestrandos e doutorandos), pertencentes ao Programa de PósGraduação em Zootecnia e em Biociência Animal da FZEA, juntamente com alunos de outros programas (Iniciação Científica, Estágio, etc.). A tendência, segundo a Prof. Dra. Cristiane Gonçalves Titto, é de que os novos projetos se desenvolvam em torno da genética relacionada com a Bioclimatologia e a Etologia, procurando avaliar se as repostas dos animais envolvidos estão ligadas ao fator hereditário. Na área de Bioclimatologia, a pesquisa no LABE está partindo para esta área no estudo da proteína do choque térmico (HSP – Heat Shock Protein) em ovinos e bovinos de leite e corte. Esta proteína está relacionada à capacidade do animal em tolerar o calor. O resultado desta pesquisa permite melhor seleção do rebanho, já que há variação natural entre os animais, como os mais reativos, por exemplo, que tendem a se estressar mais facilmente. Também está sendo estudado o efeito do resfriamento pósexercício em equinos Puro Sangue Inglês que participam de provas de polo equestre.

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Dentro da área de comportamento também está sendo feito um experimento que avalia a resposta de equinos ao manejo diário nos haras.

O Laboratório de Biometeorologia e Etologia também atua em conjunto com outras áreas, como estudos relacionados à nutrição animal, no campo do comportamento ingestivo de animais confinados. Nesta linha, é possível trabalhar com várias espécies. Atualmente, ocorrem estes estudos em suínos, bovinos de corte, ovinos, equinos, cabras e coelhos.

De acordo com a Profa. Dra. Cristiane, a linha de pesquisa tem evoluído muito por conta da preocupação com o bem-estar animal, o que aumentou a sua importância e visualização, principalmente na área de Bioclimatologia, que possui poucos pesquisadores no Brasil. Complementando a linha de pesquisa pode-se mencionar a área de Construções e Ambiência, que são desenvolvidas pelo Laboratório de Construções e Ambiência, tendo com responsáveis os Professores Doutores Holmer Savastano Júnior e Juliano Fiorelli. O laboratório estuda os materiais e as estruturas que fazem parte de uma construção ou de uma instalação zootécnica, a correlação entre o microclima gerado pela construção e o desempe-

-nho animal e a viabilidade econômica da atividade zootécnica. Os estudos são realizados em projetos de pós-graduandos do programa de Zootecnia e de outros cursos, que buscam avaliar a eficiência das construções, nas suas mais variadas finalidades. A linha de pesquisa trabalhada atualmente pelo professor Juliano Fiorelli, no Laboratório de Construções e Ambiência, do Departamento de Engenharia de Biossistemas, envolve o desenvolvimento, produção e caracterização de materiais de construção não convencionais. Nessas pesquisas são utilizados resíduos da agroindústria como matéria-prima para produção de painéis de partícula, como proposta de substituição parcial ou total da madeira comercialmente utilizada pelas indústrias de painéis. É uma linha de pesquisa implantada na FZEA no ano de 2009. “A nossa proposta é pesquisar novas matérias-primas para a produção de painéis de partículas com ênfase na aplicação em construções rurais. Produzimos painéis utilizando fibra da casca de coco verde, casca de amendoim, bagaço de cana-de-açúcar, saco de cimento, bambu etc”, afirma o Professor Juliano. Os resultados obtidos atendem as recomendações dos documentos normativos para diferentes aplicações e os trabalhos desenvolvidos estão sendo aceitos pelo meio científico, por meio da publicação de artigos em periódicos nacionais e internacionais. Além da construção civil, tais matérias-primas podem também, ser empregadas na indústria de embalagens, para transporte de alimentos, indústria moveleira e áreas afins. Dentro desta linha de pesquisa, alguns trabalhos merecem destaque em relação a sua aplicação para o meio produtivo, como por exemplo: a) painel modular estrutural para fechamento lateral

Amostras de paineis

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de tronco coletivo de centro de manejo; b) forro ecológico à base de saco de cimento para aplicação em galpões avícolas e c) sistema de isolamento térmico painel + espuma poliuretana, para uso em bezerreiros.

É uma ferramenta promissora, já que não é invasiva e de fácil manuseio, podendo ser tomada à distância ou no próprio local, sem necessidade de contenção.

“Resultados Porém, para ser interpretada No programa de envolve conhecimentos não Engenharia de Alimentos, há um relacionados à somente do Zootecnista, mas experimento sendo desenvolvido termografia e pela Zootecnista Débora Caroline também de profissionais que temperatura G. Oliveira, que avaliará o entendam do processamento de corporal podem conforto térmico em suínos em imagem, como Engenheiros de fase de terminação através da indicar se o animal Biossistemas. construção de uma câmara é mais eficiente em A análise de dados como climática, onde, em cada produtividade e consumo de termos de compartimento haverá três tipos matéria seca estão sendo de sistema de resfriamento: consumo analisados pela lógica Fuzzy que nebulizador, sprinkler e alimentar” diferentemente da estatística ventilador. Os sistemas serão rotacionados, e através da preferência dos animais, tradicional, simula o raciocínio humano “indica se permitirá dizer qual seria o mais indicado. Haverá está muito quente, ventando muito, por exemplo”, também avaliação avaliação de desempenho afirma a Profa. Luciane. zootécnico, qualidade de carne, ganho de peso e Juntamente com os Professores Doutores conversão alimentar. Os equipamentos do Saulo Luz e Paulo Leme, tem-se estudado nesses experimento, que está previsto para ocorrer no animais a qualidade de carcaça, qualidade de carne início de março de 2014, serão fornecidos pela (maciez e cor), já que todos os processos que empresa Big Dutchman, de Araraquara. envolvem estresse e temperatura estão ligados à Já no programa de Ciência de Materiais, a qualidade do produto final e produtividade. Zootecnista Erika Yukari Nakanishi realizará um De acordo com a Profa. Luciane, os experimento com leitões, em que serão avaliados resultados relacionados à termografia e escamoteadores com dois tipos de material e temperatura corporal podem indicar se o animal é aquecimento (piso aquecido com resistência mais eficiente em termos de consumo alimentar e elétrica e lâmpada incandescente). isso tem gerado interesse por vários pesquisadores Em complemento a essas áreas exploradas, no exterior e também da FZEA, onde se utiliza há a de Zootecnia de Precisão, desenvolvida pela bovinos da raça Nelore, a mais utilizada no Brasil, Profa. Dra. Luciane Silva Martello, que tem como retratando uma realidade próxima ao produtor de objetivo otimizar as perdas ocorridas ao longo da bovinos de corte. Tem-se percebido que animais cadeia produtiva. Atualmente, os projetos com maior temperatura corporal de superfície são envolvem conforto térmico – principalmente de mais eficientes devido à habilidade de dissipar o animais confinados. Pesquisas afirmam que calor, já que o animal aumenta a temperatura de animais com dificuldade para manter o sistema superfície para diminuir a interna. termorregulador em equilíbrio produzem menos. Outra linha promissora, de acordo com a Pensando nisso, tem se desenvolvido pesquisas Profa. Luciane envolve o melhoramento genético, relacionadas a medidas não invasivas para bem-estar e às novas normas na produção animal. mensurações de temperatura. Nos dias de hoje tem se falado muito em dar mais como no caso dos suínos e aves, porém a questão é: Essas medidas são retiradas através de uma este material genético desenvolvido para ficar imagem termográfica, que consiste basicamente confinado suportaria um ambiente maior? em um perfil de variação de temperatura corporal, exibida por várias cores que correspondem a certa

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COMO PARTICIPAR? É possível participar destes experimentos através de estágios e bolsas de Iniciação Científica disponíveis na faculdade. Portanto, você que é calouro da FZEA, não perca estas oportunidades! Caso esteja interessado procure os professores responsáveis e participe das atividades dos laboratórios!

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO Nestas áreas, o perfil do pós-graduando exigido é o interesse pela pesquisa, e para isso a pessoa precisa se dedicar lendo muitos artigos; também é importante ter iniciativa, ser organizado, ter um bom relacionamento com os colegas; ser bom em transmitir os resultados em uma informação, fazendo com que as pessoas que estão fora do meio acadêmico consigam entender, e além isso, é necessário ser um bom aluno. “O conhecimento é importante, mas isso pode ser desenvolvido e aprofundado ao longo do curso de pós-graduação”, afirma a Profa. Luciane. Para ter certeza da área de interesse que deseja atuar, é importante que o futuro pós-graduando leia a respeito da linha de pesquisa e também da espécie de interesse para a realização de um experimento, para que, baseando-se em artigos, estabeleça um projeto. Ao entrar na pós-graduação, o aluno é direcionado a algumas disciplinas para cumprir os créditos em relação à área em que estará desenvolvendo seus projetos. Alunos do exterior também podem concorrer à pósgraduação, no LABE há, por exemplo, uma mestranda da Colômbia. Há também a possibilidade de pós-graduandos brasileiros estudarem no exterior. Todos os professores relacionados à área foram convidados via e-mail para participação na matéria

EXTENSÃO: QUER SABER MAIS? As pesquisas feitas aqui na faculdade são geralmente divulgadas em congressos nacionais e internacionais, como Congresso Animal Science (EUA), Congresso de Produção Animal Europeu (EAP), Congresso de Engenharia em Ciências Biológicas. Os trabalhos também são divulgados como artigos em revistas de alto impacto como International Journal of Biometeorology, Small Ruminant Research e outras. Há também na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos Workshops, SIICUSP (Simpósio Internacional de Iniciação Científica da USP) e alguns eventos da Pós-Graduação, onde são apresentados os projetos ou os pré-projetos. Além disso, os laboratórios promovem parcerias com propriedades rurais e empresas para o desenvolvimento de projetos.

Contatos Profa. Cristiane Gon≈alves Titto/e-mail: crisgtitto@usp.br Prof. Evaldo Antonio Lencioni Titto/e-mail: titto@usp.br Prof. Dr. Juliano Fiorelli/e-mail: julianofiorelli@usp.br Prof. Dr. Holmer Savastano Júnior/e-mail: holmersj@usp.br Profa. Dra. Luciane Silva Martello/e-mail: martello@usp.br Dr. Débora Caroline G. Oliveira/email: debora_zoo@yahoo.com.br Mestranda Erika Yukari Nakanishi/e-mail: tyou.eyuna@gmail.com

ACESSE O SITE DO GRUPO DE CONSTRUÇÕES E AMBIÊNCIA: http://www.usp.br/constrambi/ 18


HISTÓRIAS DE TERROR NA FZEA VOCÊ TEM MEDO? Texto/Marília Silva

Setor da cobrança Há muitos anos atrás, em frente ao Setor da Equideocultura ocor reu um assassinato... Em uma noite de lua cheia, fria e nebulosa um vigia foi assassinado à tiros por seu companheiro. A razão seria seu seguro de vida, pois matando seu companheiro o vigia repartiria o dinheiro com a viúva, a qual foi à mandante do crime. Dizem que em noites do mesmo aspecto o vulto de um homem é visto rapidamente pelo setor, e são ouvidas vozes masculinas de vez em quando.

Zumbidos ocultos Há

muitos

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alto,

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prédio

central em sua moto, porém não conseguiu completar o seu destino, pois morreu logo após passar o pontilhão do ZAZ. A causa da sua morte se deu por ele ter levado ferroadas de abelhas e ser alérgico a elas. Algumas pessoas já disseram ter passado pelo pontilhão a pé e terem escutado o zumbido de abelhas, porém nunca foram vistas abelhas no local.

Lambreta desgovernada Há muitos anos uma estudante perdeu o controle de sua lambreta, por motivo desconhecido, e foi encontrada morta durante a manhã no sentido do prédio central. Existem relatos, que de vez em quando escuta-se passos, vozes femininas e até mesmo vultos de uma moça morena e jovem pelo alojamento e pelas redondezas do prédio central. Por isso, preste atenção, não abra a porta do seu quarto para batidas na porta sem resposta, pois isso é um convite para a sua entrada.

Correntes do Além O

UNICETE

a n t i g a m e n t e e r a a s e n z a l a d a Fa z e n d a , o u s e j a , e r a l á q u e

os escravos dormiam, comiam, sofriam castigos, enfim, viviam quando não estavam trabalhando. Por todo sofrimento que ocorreu no local, se você parar lá por alguns instantes durante a madrugada, principalmente às 3h00, você poderá escutar cor rentes arrastando e sons desconhecidos. Então se você for esperto, não passe por lá essa hora.

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Texto/Danieli Perez Bárbara Roqueto Marília Silva Joyce Souza

Nutrição e Alimentação Animal, Avaliação de Alimentos e Exigências dos Animais; Produção e Tecnologia de Alimentos O Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da FZEA/USP, ao longo de vinte anos de atuação, vem aumentando sua posição de excelência, sendo hoje conceituado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES com nível 5. Com a consolidação dos cursos de Mestrado (1994) e do Doutorado (2001). O Programa conta com um corpo docente e técnico altamente qualificado, com laboratórios nas mais variadas especialidades e equipados de acordo com rigorosos padrões de qualidade, além de uma Biblioteca que serve a todo o Campus. Atualmente, articulam-se seis linhas de pesquisa, dentre elas: Nutrição e Alimentação Animal, Avaliação de Alimentos e Exigências dos Animais; Produção e Tecnologia de Alimentos;

Estas linhas são contempladas com um corpo docente composto por diversos professores, os quais desenvolvem diversas pesquisas, abrangendo os mais diferentes e atualizados temas. Com o objetivo de informar a vocês leitores e atualizá-los sobre as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas nesta área da pós-graduação, nós do Grupo PETZootecnia resumiremos em poucas linhas os principais projetos desenvolvidos pelos professores envolvidos nesta área.

RUMINANTES Professor Dr. Arlindo Sar an Netto: possui experiência na área de Bioquímica, Fisiologia, Nutrição, Qualidade e Produtividade Animal. Sua linha de pesquisa é voltada para a nutrição de ruminantes, tendo como objetivo principal verificar a influência da nutrição na produção e composição do leite e da carne e seu impacto na remuneração do produtor e saúde do consumidor. Junto com Prof. Dr. Marcus Antonio Zanetti, atualmente vem desenvolvendo projetos para verificar os efeitos da inclusão de óleo de girassol, selênio e vitamina E na dieta de bovinos confinados e de vacas em lactação, a fim de verificar seus efeitos na composição do leite e da carne e sua influência na nutrição e saúde humana. Segundo Zanetti, “esses dois estudos – de enriquecimento do leite e da carne de bovinos por meio da suplementação da ração – são pioneiros no mundo, ao associarem a área de zootecnia e nutrição animal com a de saúde humana”. No primeiro momento, Netto e Zanetti suplementaram vacas em lactação com concentrado contendo óleo de girassol, selênio orgânico e vitamina E para aumentar a disponibilidade do mineral no leite produzido pelos animais. O leite das vacas suplementadas foi fornecido a crianças de primeira à quarta série que estudam em período integral na Escola Professora Stela Stefanini Bacci, no município de Casa Branca (SP). Pelos resultados das análises há evidências que, além de trazer benefício à saúde das vacas e aumentar a produção leiteira, a ração enriquecida melhorou a conservação do produto e aumentou os níveis de selênio e vitamina E no sangue das crianças que consumiram este leite. Em bovinos confinados, as pesquisas ainda estão sendo concluídas, mas já se sabe que a suplementação de

bovinos da raça Nelore com uma dose elevada de selênio orgânico, além de aumentar a quantidade deste no sangue dos animais, o teor desse mineral na carne produzida chegou a ser quase seis vezes maior do que a carne de bovinos não suplementados. Atuando, também, na área de Ciência e Tecnologia dos Alimentos, o Prof. Dr. Carlos Augusto Fernandes de Oliveira possui experiência em toxicidade e resíduos de micotoxinas em alimentos. Em tecnologia do leite e derivados tem trabalhado, principalmente, com os seguintes temas: qualidade do leite, aflatoxinas, fumonisinas, resíduos e contagem de células somáticas. Dentre seus projetos de pesquisa que estão sendo realizados no momento, “Facilidades Laboratoriais para Pesquisas em Micotoxicologia de Alimentos” tem se destacado por ser um projeto que tem como objetivo principal a aquisição de equipamentos e serviços para complementação de infraestrutura do Laboratório de Microbiologia e Micotoxicologia de Alimentos do Departamento de E n g e n h a r i a d e A l i m e n t o s d a F Z E A / U S P. O s equipamentos e serviços solicitados representarão avanço considerável nas pesquisas, em função das melhorias pretendidas para facilitar o preparo de amostras para análises micotoxicológicas, além de incrementar o grau de automação e robustez de marchas analíticas para determinação de micotoxinas em alimentos e materiais clínicos, e fazendo a adequação do ambiente de trabalho nas salas de cromatografia do laboratório.

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Pesquisadores da bovinocultura na área de gado de corte: Prof. Dr. Paulo Roberto Leme: atua principalmente nos seguintes temas: confinamento, características de carcaça e exigências nutricionais. Atualmente, seus estudos estão voltados para a utilização de aditivos alimentares com capacidade de estabilização da fermentação ruminal, visando diminuir a formação de precursores da acidose, o que pode viabilizar o fornecimento abrupto de alto concentrado no início do confinamento. Os resultados finais permitirão verificar como o uso de diferentes aditivos interferem no desempenho, qualidade de carcaça e parâmetros de saúde ruminal, quando ocorrem mudanças abruptas em dietas de alto concentrado, situação que freqüentemente tem ocorrido em confinamentos comerciais. Prof. Dr. Saulo da Luz e Silva: junto com outros pesquisadores, vêm desenvolvendo pesquisas que futuramente poderão alterar o cenário da pecuária de corte brasileira. Sendo especialista também na área de bovinos de corte, características de carcaça, ultra-sonografia e qualidade da carne, dentre seus projetos de pesquisa que estão sendo realizados no momento, “Beta-agonistas e imunocastração sobre o desempenho e qualidade da carne de bovinos nelore

confinados” tem se destacado, uma vez que estes compostos estavam proibidos para uso no Brasil. Dessa forma, são poucos os dados disponíveis sobre as respostas dos Beta-agonistas em bovinos terminados em condições brasileiras, não havendo ainda dados em literatura sobre a qualidade de carne de zebuínos tratados com este tipo de composto. A bubalinocultura é também uma atividade que contribui muito para o fornecimento de carne e leite no Brasil. Entretanto, existe uma carência acentuada de dados sobre a nutrição e alimentação na espécie bubalina em nossas condições. O Prof. Dr. R aul Franzolin Neto vem desde 1984 desenvolvendo pesquisas nesta área, principalmente as relacionadas com o metabolismo ruminal e a fisiologia digestiva destes animais. Raul possui também experiências nos temas relacionados à população de protozoários ciliados no rúmen, técnica in vitro de produção de gás, produção de bubalinos e avaliação do uso de aditivos, sendo um pesquisador que se destaca nesta área na linha de pesquisa da “Nutrição e Alimentação Animal, Avaliação de Alimentos e Exigências dos Animais” da pósgraduação.

NÃO RUMINANTES Sendo formado por quatro professorespesquisadores, o corpo docente que contempla o programa de pós-graduação em Zootecnia nas áreas da nutrição, alimentação, avaliação de alimentos e exigências dos animais monogástricos, vêm contribuindo com os enormes avanços apresentados por este setor nos últimos anos, principalmente devido á seriedade com que estes profissionais encaram a responsabilidade de fazer pesquisa de qualidade. São eles: Prof. Dr. Douglas Emygdio de Faria: possui experiência em Avicultura Comercial, principalmente em frangos de corte, matrizes pesadas e poedeiras comerciais. Suas pesquisas visam encontrar formas de melhorar ainda mais o desempenho do setor avícola, devido à necessidade de redução dos custos e aumento de produtividade, tentando com isso não perder a competitividade do setor de produção. Segundo Faria, esta alta competitividade é o que notabiliza a avicultura industrial brasileira, propiciando a produção, tanto de ovos como de carne, com baixos custos, o que transformam estes produtos em fontes proteicas

acessíveis e extremamente importantes para a alimentação da população. Dessa forma, suas pesquisas são voltadas para as áreas de avaliação de aditivos, programas nutricionais e avaliação de ingredientes para frangos e poedeiras, bem como para o desenvolvimento dos ovos com perfil nutricional diferenciado. Prof. Dr. Lucio Francelino Araújo: possui experiência na área de zootecnia, com ênfase em nutrição, alimentação e produção tanto de aves como de suínos. Suas linhas de pesquisa estão voltadas para as exigências protéicas e aminoacídicas de aves e suínos; efeitos da nutrição na composição de carne, leite e ovos; Composição do crescimento - estruturas óssea e muscular; avaliação de alimentos e exigências nutricionais para animais monogástricos e aditivos na alimentação animal. Dentre suas pesquisas realizadas na área da suinocultura, destaca-se a utilização de complexos enzimáticos na dieta de suínos. Segundo Lucio, este tópico é de grande importância, uma vez que a cada dia que passa é preciso buscar novas alternativas na alimentação destes animais, a fim de reduzir o custo sem perder a eficiência na produção.

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Profa. Dra. Elisabete Maria Macedo Viegas: possui experiência na área de Aquicultura e Recursos Pesqueiros, com ênfase em Piscicultura. Atualmente vem desenvolvendo na FZEA duas linhas de pesquisa com peixes, sendo uma voltada para a nutrição e alimentação de peixes e a outra voltada para o processamento pós-despesca. Na área da Nutrição e Alimentação de peixes, a professora Elisabete vem avaliando, desde 2012, o desempenho zootécnico, a composição química e o processamento de lambaris alimentados com dietas contendo diferentes fontes lipídicas (óleo de soja, linhaça, gergelim e óleo de resíduo de peixe). Já na área de processamento pós-despesca vem desenvolvendo métodos de abate humanitário em peixes de água doce, visando avaliar sua influência nos aspectos comportamentais e na qualidade da carne destes peixes. Em entrevista concedida a nós do grupo P E T-Zootecnia, Elisabete ressalta a importância da responsabilidade, disciplina, dedicação, pró-atividade e compromisso dos alunos junto ao desenvolvimento de cada pesquisa. Profa. Dra. Roberta Ariboni Brandi: especialista em nutrição de equinos e em nutrição e alimentação de cães e gatos. Atualmente vem desenvolvendo trabalhos na área de nutrição animal, uso de subprodutos na alimentação de equinos, fisiologia do exercício, comportamento alimentar de equinos e nutrição e alimentação de cães e gatos. É coordenadora do GEPEEAC (Grupo de Pesquisa e Extensão em Equídeos e Animais de

Companhia), no qual atualmente vem desenvolvendo o projeto de extensão denominado “O cavalo faz amigos”, que tem como objetivo apresentar os benefícios da interação da comunidade com os equinos, utilizando o cavalo como ferramenta para estimular o autoconhecimento, a auto-estima, a confiança e a socialização dos participantes. Profa. Dra. Catarina Abdalla Gomide: possui experiência na área de Zootecnia, com ênfase em Avaliação de Alimentos para Animais. Suas linhas de pesquisas estão voltadas para os seguintes temas: adubação nitrogenada e potássica, capim setária, fibra em detergente neutro, composição química e composição mineral, comportamento de organismos aquáticos, extensão rural na atividade aquícola, nutrição e alimentação de organismos aquáticos e tecnologia de produtos de origem animal. Também desenvolve projetos de extensão rural na atividade aquícola, a fim de promover a adequação das pesquisas às realidades da produção, preparar material de divulgação para diferentes grupos de produtores, propor alternativas de produção a partir dos resultados técnicos obtidos e elaborar cartilhas para pequenos produtores. Embora seja fundamental conhecer os principais trabalhos de cada pesquisador do Programa de PósGraduação em Zootecnia da FZEA/USP, é de suma importância também que o aluno compreenda e busque atingir todos os requisitos que se façam necessários para fazer parte deste programa e posteriormente possuir um bom desempenho como pós-graduando.

Contatos: Prof. Dr. Arlindo Saran Netto : saranetto@usp.br Prof. Dr. Carlos Augusto de Oliveira : carlosaf@usp.br Profa. Dra. Catarina Abdalla Gomide: cbgomide@usp.br Prof. Dr. Douglas Emygdio de Faria: defaria@usp.br Profa. Dra. Elisabete Macedo Viegas: emviegas@usp.br Prof. Dr. José Carlos Machado Filho: jocamano@usp.br Prof. Dr. Lucio Francelino Araújo: lfaraujo@usp.br Prof. Dr. Marcus Antonio Zanetti : mzanetti@usp.br Prof. Dr. Paulo Roberto Leme: prleme@usp.br Prof. Dr. Raul Franzolin Neto: rfranzol@usp.br Profa. Dra. Roberta Ariboni Brandi : robertabrandi@usp.br Prof. Dr. Saulo da Luz e Silva : sauloluz@usp.br

Todos os professores relacionados à área foram convidados via e-mail para participação na matéria

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Você Sabia?

Cangurus não andam para trás

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Texto/Amanda Dorta

“Eles usam a cauda, grossa e pesada, como ponto de apoio para seus saltos”, descreve Mara Cristina Marques de Ângelo, bióloga do setor de mamíferos do Zoológico de São Paulo. Ela poderia dificultar seus movimentos caso os bichos quisessem usar a marcha ré. “Isso não acontece com freqüência, mas é possível que o canguru salte para trás, especialmente se estiver em perigo”, completa a bióloga.

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Escorpiões brilham no escuro Quando são iluminados pelos raios ultravioletas de uma luz negra, algumas espécies adquirem uma cor azul brilhante. Segundo alguns pesquisadores, isso acontece porque os raios que atingem os escorpiões são convertidos pelas proteínas de seus exoesqueletos em luz. Pode também ser um mecanismo de defesa para medirem a quantidade de luar que brilha sobre eles. Por serem criaturas noturnas, os escorpiões preferem ficar escondidos em noites muito iluminadas.

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Uma sanguessuga possui mais de 30 cérebros Todas sanguessugas têm 32 segmentos no corpo e cada segmento possui seu centro nervoso, isso significa que esses bichinhos estranhos possuem 32 cérebros.

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Prazo de Inscrição: 11/04/2014

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PRODUÇÃO, MANEJO E AVALIAÇÃO DE PLANTAS FORRAGEIRAS E PASTAGENS Texto/Graziela Valini Brunna Maia Giovana Gambagorte

H l onqsº mbha da interdisciplinaridade:

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Devido ao papel do Zootecnista na criação, produção e alimentação dos animais domésticos, a área de Produção, Manejo e Avaliação de Plantas Forrageiras e Pastagens se tornou muito importante para a multidisciplinaridade do curriculum dos profissionais atuantes na área, reproduzindo, deste modo, uma produção animal de excelência, minimizando os custos e visando a sustentabilidade de todo o sistema. Assim, deu-se o início da participação da área das ciências agrárias nos cursos de graduação e uma linha de pesquisa do programa de Pós-graduação da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA/USP). Em 1995, o Grupo de Pesquisa das Ciências Agrárias foi formado, e contou com a participação dos Professores Doutores Célia Regina Orlandelli Carrer, José Carlos Machado Nogueira Filho, Neli Marisa Azevedo Silva, Pedro Henrique de Cerqueira Luz, Sérgio Ari Ribeiro e Valdo Rodrigues Herling. Com o tempo, houve o distanciamento de seus integrantes, aposentadoria de três deles, e o grupo ficou restrito aos professores Doutores Pedro Henrique de Cerqueira Luz e Valdo Rodrigues Herling. Em 2012 chegou o professor Doutor Fabrício Rossi para participar do grupo, mesmo sendo de outro departamento da FZEA.

Os objetivos desta linha de pesquisa são avaliar o comportamento das plantas forrageiras quanto a sua fenologia e o potencial de recuperação após corte ou pastejo, mediante a avaliação de variáveis como produção de massa seca, dinâmica de perfilhamento, eliminação do meristema apical e o fluxo de tecidos. Além disso, pretende oferecer ao pós-graduando e alunos de demais programas (iniciação científica, por exemplo) em Zootecnia, a oportunidade de aprimorar seu conhecimento em aspectos relacionados à produção de massa de forragem das principais plantas forrageiras tropicais e temperadas e utilizar-se de ferramentas apropriadas, com base no conhecimento, para melhor manejá-las e assim conseguir obter das pastagens o melhor para a produção animal. Atividades do grupo de pesquisa: Até o momento, o grupo realiza pesquisas compostas por diferentes áreas do conhecimento, como solos, fertilidade do solo, adubos e adubação, forragicultura e pastagens, conservação do solo e de forragens e irrigação. Alguns trabalhos em andamento consistem em representar a produção, manejo e conservação de plantas forrageiras, observando as suas relações com a produção de forragem e recuperação após o corte; outros estão envolvidos com a tecnologia da aplicação de fertilizantes e corretivos e a nutrição mineral de plantas cultivadas.

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As principais pesquisas destacadas pelo grupo foram: a patente gerada para os estudos de visão artificial (SVA) do estado nutricional de plantas cultivadas, a classificação específica de plantas forrageiras pela visão artificial (o método consegue ter acerto de 100% apenas com um pedaço de folha – com o uso de método matemático com modelos fractais para a identificação). O estudo da avaliação da produção e valor nutritivo de Brachiaria brizantha cv. Marandu influenciados pelo uso de reguladores vegetais (stimulate) num primeiro estudo e de microorganismos fixadores do nitrogênio atmosférico num segundo estudo, os primeiros resultados são animadores. Nas pesquisas com animais em pastejo foram citados: o desafio de cordeiros mestiços recriados em pasto de Brachiaria brizantha cv. Marandu, recebendo 1% de seu peso em suplemento de baixo e alto teor proteico com e sem aditivo (óxido de zinco e cloreto de colina) e o estudo do uso de uma tecnologia de custo zero. Momento de entrada de animais nos pastos Devemos mudar de piquete os animais em pastejo pela manhã ou pela tarde? Para a realização desses experimentos, o grupo conta com duas áreas de pasto, com divisão em piquetes, sendo uma para pequenos ruminantes como caprinos e ovinos (área de 2,5 ha) e outra para grandes ruminantes como bovinos de corte ou de leite (área de 25,2 ha), com toda infra-estrutura necessária. Os professores relataram também que no princípio os experimentos eram em casa de vegetação e também em parcelas no campo, sem a influência dos animais.

Divulgação e Extensão: Os resultados das pesquisas são divulgados em dias de campo, palestras e em revistas e periódicos. O que mais importa ao pesquisador, segundo os professores, é que sua pesquisa seja referência em sua linha de pesquisa, reconhecida e citada por outros pesquisadores e isso mostra a evolução da pesquisa. Para se ter ideia dos obstáculos encontrados, para se publicar um trabalho de animais em pastejo, as boas revistas exigem ao menos dois anos de experimentação, enquanto que trabalhos científicos de outras áreas, por exemplo, em avicultura e suinocultura, um ciclo de produção de 42 e 90 dias são suficientes, comentam os professores. Para isso é preciso fazer pesquisa de relevante valor científico e que ela seja publicada em revista de impacto, mesmo porque a forma como são avaliados os cursos de pós-graduação pela Capes, passa necessariamente pela publicação e a importância dela. Foram citadas as revistas Ciência Rural, Revista Brasileira de Ciências do Solo; Tropical Grassland, Crop Science, entre outras. Além disso, o grupo usa de Simpósios, Congressos de alcance popular, bem como de veículos eletrônicos da Universidade. De lá, os jornalistas de todo o Brasil retiram as matérias de maior interesse e publicam em suas revistas e jornais, facilitando o acesso dos pequenos produtores.

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O Programa de Pós- graduação e o pós-graduando: Os cursos de pós-graduação têm procurado fazer o processo de seleção para as turmas de mestrado e doutorado, respeitando normas previamente estabelecidas. Os candidatos, antes de qualquer coisa, devem passar por esta etapa. Obviamente que, antes do processo, o candidato identifica o seu provável orientador e o procura na espera de ser orientado em sua linha de pesquisa, na expectativa do professor manifestar interesse em orientá-lo. O curriculum para esse programa é importante. O candidato que teve interesse em realizar um trabalho científico, com bolsa ou não, tem grande probabilidade de ser escolhido. Outro fator importante é o conhecimento prévio do perfil do candidato, de sua pró-atividade, que somente pode ocorrer se o professor já o conhecia anteriormente. A orientação se dá em conversas diárias, de como está o projeto de pesquisa, que linha quer seguir, a facilidade em redigir, de interpretar. O pós-graduando em atividade, além de sua carga em aulas, de redação do projeto, passa a ter responsabilidades frente ao grupo de pesquisa, como orientar da melhor forma possível os estagiários do setor e se for doutorando, até mesmo a colaborar em pesquisa de iniciação científica.

O grupo de pesquisa: Professor Dr. Valdo Herling: Iniciação Científica: Bárbara K. de Almeida, Jéssica Coldebelo e Victor Marto; Mestrado: César de Oliveira Rocha, Gabriela Strozzi, Glaucia Malvestiti, João Marcelo Dalmazo Sanchez, Kathya Padovani; Doutorado: Damião Nguluve (Moçambique), Fábio Cortez de Oliveira Leite, José Carlos G. Pacheco, Syeda M. Houssein (Paquistão), Vanessa Piotto; Professor Dr. Pedro Henrique Luz: Mestrado: Celso Bonafé Perez, Hugo T. Costa, Mário Antonio Marin, Jessica Bete; Doutorado: Fernanda de Fátima Silva Devechio, Liliane Maria Romualdo, Thiago P. Motta. Todos os professores relacionados à área foram convidados via e-mail para participação na matéria

Contatos:

Prof. Valdo Rodrigues Herling: e-mail: vrherlin@usp.br Prof. Pedro Henrique de Cerqueira Luz e-mail: phcerluz@usp.br

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AGENDA PET 2014 Fique ligado nas atividades!!! Texto/Carmo Gabriel Silva

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tornar um

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PETiano!

IV SIMPÓSIO DE PRODUÇÃO ANIMAL O grupo PET –Zootecnia realiza desde 2008 o “Simpósio de Produção Animal”, que neste ano completa sua quarta edição. Com um intervalo de dois anos a cada edição, o evento traz discussões em torno do cenário atual da produção animal, visando fornecer informações para todos os elos da cadeia produtiva.

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IV INTERAGRÁRIAS – 24 de maio de 2014 O InterAgrárias consiste no encontro dos PET da USP e UNESP pertencentes à área de agrárias, com o intuito de discutir ações e medidas pertinentes aos grupos.

Em 2014 será realizado pelo grupo PET-Zootecnia, na

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•35654335 Cantina ZAZ •35654150 PET •35654178 Sala CEBER •35654352 Sala Pró-Aluno •35654243 Seção de Eventos •35654363 Secretaria do ZAB •35654036 Secretaria ZAZ •35654343 Secretaria ZEA •35654340 Serviço de Graduação •35654232 Serviço de Graduação •35654141 Setor de Serviços Gerais

TELEFONES ÚTEIS NA CIDADE DE

PIRASSUNUNGA →Bombeiros: 193

→Correios: (19) 3561-1787 | 0800 570 0100 →Hospital de Pirassununga: (19) 3565-8100 →Prefeitura Municipal: (19) 3565-8000 →Pronto Socorro: 192 →Delegacia de Polícia: (19) 3561-1799 → Táxi (central): (19) 3561-1188

Você conhece a ABZ? Saiba mais sobre a Associação Brasileira de Zootecnistas e sua importância para a zootecnia: www.abz.org.br

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PIRAGRテ:ICA

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O Balido 2014 by PET ZOO USP - Issuu