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FUNDAÇÃO CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS

L I R AB O I A

M JU

O H N


PRO GRA MA ÇÃO


O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho? O meu trabalho é um diário de imagens e a escrita desse diário é feita através da cor. É um registo do dia-a-dia, dos acontecimentos, do tempo, das pessoas que estão à minha volta. Qual é a pulsão que a impele a trabalhar? Além dessa necessidade de transformar o meu dia-a-dia em produção artística, existe algo que tem a ver com a representação teatral. Sinto-me como uma actriz de teatro e o meu palco são as telas. No dia da estreia eu estou presente através das minhas telas. Sinto uma grande urgência em comunicar, penso sempre em quem vai estar no outro lado, no espectador. Segue mais a intuição ou tem um lado racional sempre presente? Há um lado muito intuitivo, o traço, o gesto. Há uma dimensão física muito forte, mas está sempre ligada à construção do diário, do registo da realidade que me rodeia. E essa realidade pode ser, por exemplo, algo que vi a caminho do ateliê, como flores a despontar na Primavera ou um tronco de árvore. Cada vez mais sinto que o meu trabalho tem a ver com a beleza. É o realçar a banalidade e transformá-la em algo maior. Pode falar-nos 4


acerca da exposição? Esta mostra reúne cerca de 60 peças, pintura e desenho, dos últimos 10 anos do meu trabalho e tem encenação de José Manuel Reis. Foi criado um percurso que vai guiar o espectador, que coloca em diálogo obras de fases distintas permitindo assim novas leituras. É uma exposição concebida como uma peça de teatro em que as personagens são as pinturas. As muitas cidades da Lisboa cosmopolita estão presentes na exposição Transporto sempre uma viagem. Partindo do universo de Maria Gabriela Llansol, da condição de exilado, de nómada, de migrante e de estrangeiro, a mostra apresenta artes plásticas, performance, música, cinema, literatura e conferências, reunindo nomes de diferentes gerações como Ângela Ferreira, Carla Filipe, Francesco Rocchini, Igor Vasconcelos, Júlia de Carvalho Hansen e Rafael Bordalo Pinheiro, entre muitos outros. No dia 16 de Abril, às 17 horas, estão agendadas conferências por Daniel Ribeiro Duarte e João Sousa Cardoso e o lançamento do livro Transporto sempre uma viagem, com projecto gráfico de Ana Luísa Bouza. A Culturgest apresenta três exposições individuais simultâneas – Hermann Pitz (Alemanha, 1956), Michael Snow (Canadá, 1929) e Bernard Voïta (Suíça, 1960) – que dialogam entre si, podendo ser lidas como uma exposição colectiva, a segunda de uma série de exposições que se baseiam nesta premissa. Com curadoria de Friedrich Meschede, a mostra, que reúne fotografia, filme e instalação, apresenta três conceitos individuais de ateliê, que têm no entanto um factor em comum: o ateliê entendido como algo para além do espaço público, permitindo ao artista um lugar privilegiado de reflexão, de retiro e de criação. A exposição, que ocupa os dois pisos da galeria, propõe um olhar ao espírito e à arte revolucionária de Emory Douglas, ministro da Cultura do Black Panther Party (partido formado em 1967 que, até à sua dissolução em 1982, teve como objectivo reivindicar os direitos civis da comunidade afroamericana nos Estados Unidos). A mostra, comissariada por Natxo Checa, inclui, além de inúmeros murais que ilustram o imaginário gráfico de Emory Douglas, material documental áudio e vídeo da época, jornais radicais, cartazes, panfletos, fotografias e literatura referencial. A iniciativa é acompanhada por um ciclo de cinema, concertos e conversas com Emory Douglas, Billy X Jennings, Robert King e Rigo 23. All power for the people – Então e agora A ARTE REVOLUCIONÁRIA DE EMOR Y DOUGLAS E OS PANTERAS NEGRAS galeria zé dos bois. Até 24 de Abril Avenida Brasília, Edifício Central Tejo / 210 028 120 Formada em Oslo, na Noruega, em 1989, a firma de arquitectura Snøhetta foi já reconhecida com diversos prémios internacionais. Responsável por projectos como a Nova Biblioteca de Alexandria, no Egipto, e o novo edifício da Ópera e Ballet Nacional da Noruega, em Oslo, o ateliê Snøhetta está actualmente a desenvolver uma série de projectos em diferentes países, entre os quais o Centro de Conhecimento e Cultura Rei Addulaziz na Arábia Saudita e o Pavilhão do Museu do Memorial Nacional do 11 de Setembro em Nova Iorque. A exposição agora apresentada mostra alguns dos trabalhos desenvolvidos ou em desenvolvimento, que projectaram o nome Snøhetta a nível mundial. O que hoje denominamos de “Palácio de D. Manuel” é parte diminuta do que constituiu o magnífico complexo real de Évora, desdobrado a partir do espaço conventual de São Francisco e cuja história está indelevelmente ligada à do Paço. Em 1387, D. João I manda fazer duas câmaras com trans-câmara e privada junto do convento, além de murar um ferragial e horta e plantar laranjeiras, assinalando-se assim a muito provável génese arquitectónica do edifício real. D. Afonso V iria continuar a alargar os domínios palacianos, despoletando inclusive uma longa contenda entre os soberanos portugueses e os frades da Ordem de S. Francisco. Para amenizar a supressão de espaços conventuais em benefício da Coroa, o Africano legará uma promessa: a de reedificar a igreja do convento, um acto que irá ter repercussões nos três reinados subsequentes e cujo resultado ainda hoje admiramos. O apogeu do espaço régio D. João II foi, na sequência dos soberanos anteriores, um homem atento à sua moradia eborense. Com efeito, foram tantas as obras e intervenções, quer no palácio, quer no espaço conventual, que se ajusta definir o Príncipe Perfeito 5


como um dos grandes definidores do edifício régio. O frontispício do foral manuelino de 1501 imortalizou, aponte-se, o “paço joanino”, bem como o importante local dos jardins palacianos, da autoria do notável jardineiro Gomez Fernandez. D. Manuel irá continuar a alargar o palácio. Entre 1507 e 1525, são conhecidas inúmeras campanhas de obras. Estas, mais do que valorizar o palácio num sentido individualizado, irão estruturar e interligar um monumental complexo régio, coroado pela Igreja de São Francisco e cujos paralelos estruturantes encontramos no célebre Paço da Ribeira e no requintado Paço de Sintra. O pavilhão que subsistiu é sintoma da primeira metade do século XVI, e faria parte, muito provavelmente, de um conjunto de galerias avarandadas com ligação aos jardins do complexo. D. João III viria igualmente deixar a sua marca, erguendo um conjunto de edifícios dos quais resta somente uma memória difusa, e que se localizavam onde hoje temos o Mercado Municipal. No complexo intervieram alguns dos mais notáveis arquitectos da história portuguesa, como Martim Lourenço, Diogo, Miguel e Francisco de Arruda, possivelmente Diogo de Torralva e o escultor Nicolau Chanterenne. No palácio se celebraram inúmeras reuniões de Cortes, tanto no século XV como no XVI. E, em 1536, Gil Vicente apresentou a sua derradeira peça numa das suas salas. A Floresta de Enganos, nome que o dramaturgo atribuiu a esta obra final é, ironicamente, metáfora sublime do estado actual do edifício, pois o pouco conhecedor manterá a sua atenção somente no pavilhão encravado entre o Jardim Público de Cinatti e a grande praça coroada pela Igreja de S. Francisco, ignorando a verdadeira riqueza do subsolo envolvente. O declínio do espaço régio Em 1621, Felipe II assina a doação da maior parte do paço aos franciscanos. Em 1626, nova doação precipita e principia a destruição de volumoso conjunto de dependências palacianas, e alteração funcional de tantas outras. Ficará resistente um único pavilhão que foi, a partir de data incerta, incorporado nos bens do Exército Português. Até ao primeiro quartel do século XIX, viria a servir como depósito de guerra, enfermaria dos cavalos, padaria do regimento e museu arqueológico, entre outras funções. Viria a assistir, ruinoso à delineação do Jardim Público no seu entorno e à construção do Mercado Municipal, que traria por terra o que ainda restava do complexo régio. Em 1910 seria classificado, com a Igreja franciscana a que no século XVI se ligava, deMonumento Nacional. Um projecto de restauro dos anos 40, levado a cabo pela ex-Direcção dos Edifícios e Monumentos Nacionais, concedeu- lhe a imagem actual e hoje ergue-se, altivo, como única reminiscência de uma singular realização na nossa história da arquitectura. Houve uma profunda revolução no modo como nos situamos perante a imagem. Recentemente a imagem ainda desembocava na biografia do autor, ou em ideias como escola e tendência, subsistindo num espaço dividido entre belas artes, artes aplicadas e populares. A expansão da imagem impressa, a fotografia e a imagem em movimento, o desenvolvimento da arte moderna e contemporânea, o acesso generalizado ao museu e o encontro com culturas nãoOcidentais, revolucionaram de forma significativa a nossa percepção. As imagens tornaram-se rebeldes em relação às intenções dos seus autores e a fronteiras hierárquicas e disciplinares; passaram a mostrar o seu lado heterogéneo, anacrónico e contraditório. O trabalho iniciado por intelectuais franceses de ’68 e prosseguido tanto em língua francesa como em alemão, entre outros idiomas, foi essencial para a assunção crítica da revolução da imagem. Belting, Didi-Huberman e Rancière constituem autores centrais da crítica contemporânea da imagem. Efectivamente têm vindo a pensá-la em termos inovadores, explorando com grande liberdade e pertinência as suas relações com as mais diversas problemáticas, saberes, crenças e práticas. Porém, os objectos de estudo e as abordagens protagonizadas por estes autores são razoavelmente diferenciadas, oscilando entre o tratamento da imagem enquanto fenómeno molar, e as imagens na mais ampla extensão das suas expressões. Por ocasião da publicação de traduções de suas obras, Rancière e Belting reúnem-se para exporem e debaterem a imagem e as imagens do seu pensamento. razões para tal.

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MÚSICA 10

délibad Vitor Ramil

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Jorge Vaz de Carvalho e João Paulo Santos

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Sidsel Andresen

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Alan Bishop & Richard Bishop apresentam the Brothers Unconnected

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Hype Williams

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Platform 1

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Ná Ozzetti Balangandâs

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Evan Parker

CONFERÊNCIAS 28

Estado de Guerra - Todos contra Todos Ciclo Comissariado por Rui Trindade

PERFORMANCE / INSTALAÇÃO 32

A Vénus de Pistoletto #4

34

No Performance’s Land?

DANÇA 38

Vamos al tiroteo, versiones de un tiempo pasado pela Compañia Rafaela Carrasco

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Icosahedron de Tânia Carvalho / Tânia Oak Tree

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Solo para Sílvia Real (título provisório)

CINEMA 46

Indie Lisboa’11 Festival Internacional de Cinema Independente

48

Gravitar à volta do centro: cinema húngaro contemporâneo

VISITA ENCENADA 52

Por detrás da cortina: a caixa mágica

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TEATRO 56

PANOS palcos novos palavras novas

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Três Homens Sós Um espectáculo de André Murraças

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Overdrama Um espectáculo the TEAM EXPOSIÇÕES

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1+1+1=3 Hermann Pitz, Michael Snow, Bernard Voïta

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Gedi Sibony

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Pedro Diniz Reis De A a Z

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O modo como não foi (celebrando dez anos de castillo/corroles, Paris)

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Luísa Correia Pereira A convocação de todos os seres

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José Pedro Croft CONVERSAS

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Hans Schabus O espaço do conflito

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Conversas com Willem Oorebeek e Aglaia Konrad

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SERVIÇO EDUCATIVO

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INFORMAÇÕES


PROGRAMAÇÃO ABR - JUN’2011

Ú

I S

A C


MÚSICA

délibad Vitor Ramil

MÚSICA SEG 4 DE ABRIL Grande Auditório 21h30 . Duração: 1h15 M12 . 15 Euros Até aos 30 anos: 5 Euros

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Voz e Violão Vitor Ramil O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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MÚSICA

Jorge Vaz de Carvalho e João Santos Ciclo Concertos no Palco

MÚSICA SAB 9 DE ABRIL Palco do Grande Auditório 18h00 . Duração: 1h00 com intervalo - M12 . 10 Euros Até aos 30 anos: 5 Euros

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa.

Programa Robert Schumann (1810 - 1956) Der arme Peter, op. 57, nº 3 Der Hans und die Grete In meiner Brust Der arme Peter wankt vorbei Gustav Mahler (1860 - 1911) Rückertlieder Ich atmet’ einen linden Duft! Liebst du um Schönheit Blicke mir nicht in die lieder! Ich bin der Welt abhanden gekommen Um Mitternnacht Jacques Ibert (1890 - 1911) Chansons de Don Quichotte Chanson du départ de Don Quichotte Chanson à Dulcinée Chanson du Duc Chanson de la mort de Don Quichotte

Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

Francis Poulenc (1890 - 1962) Chansons gaillardes l a maîtresse volage Chanson à boire Madrigal Invocation aux Parques Couplets bachiques L’Offrande Sérénade La belle jeunesse 13


MÚSICA

Siedsel Endresen Ciclo “Isto é Jazz?” Comissário: Pedro Costa

JAZZ QUA 27 DE ABRIL Pequeno Auditório 21h30 . Duração: 1h00 com M12 . 5 Euros (preço único)

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Voz Sidsel Endresen O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista.

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MÚSICA

Platform 1 Ciclo “Isto é Jazz?” Comissário: Pedro Costa

JAZZ TER 24, QUA 25 DE MAIO Pequeno Auditório 21h30 . Duração: 1h20 com M12 . 5 Euros (preço único)

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Saxofone tenor Ken Vandermark Trombone Steve Swell Trompete Magnus Broo Contrabaixo Joe Williamson Bateria Michael Vatcher O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista.

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MÚSICA

Alan Bishop & Richard Bishop apresentam the Brothers Unconnected Um tributo aos Sun City Girls e a Charles Gocher

Ciclo de concertos comissariado por filho único MÚSICA SEX 6 DE MAIO CULTURGEST PORTO 22H00 . Duração: 1h00 M12 . 5 Euros (preço único)

Bilhetes à venda n os locais habituais (ver informações e reservas n no final deste programa) e na Culturgest Porto, Av. dos Aliados 104, no horário de funcionamento da galeria e no dia do espectáculo, até à hora início do mesmo

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Voz e guitarra acústica Alan Bishop Voz e guitarra acústica Richard Bishop O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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MÚSICA

Hype Williams Ciclo de concertos comissariado por filho único

MÚSICA SEX 20 DE MAIO CULTURGEST PORTO 22H00 . Dur. aprox. 50 min. M12 . 5 Euros (preço único)

Bilhetes à venda n os locais habituais (ver informações e reservas n no final deste programa) e na Culturgest Porto, Av. dos Aliados 104, no horário de funcionamento da galeria e no dia do espectáculo, até à hora início do mesmo

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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MÚSICA

Ná Ozzetti Balangandãs

MÚSICA SEX 17 DE JUNHO GRANDE AUDITÓRIO 21h30 . Duração: 1h10 M12 . 18 Euros Até aos 30 an os: 5 Euros

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista.

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MÚSICA

Evan Parker Ciclo de concertos comissariado por filho único

MÚSICA SEX 6 DE MAIO CULTURGEST PORTO 22H00 . Duração: 1h00 M12 . 5 Euros (preço único)

Bilhetes à venda n os locais habituais (ver informações e reservas n no final deste programa) e na Culturgest Porto, Av. dos Aliados 104, no horário de funcionamento da galeria e no dia do espectáculo, até à hora início do mesmo

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Saxofones Evan Parker O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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PROGRAMAÇÃO ABR - JUN’2011

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E F N S O A I C


CONFERÊNCIAS

Estado de Guerra Todos contra Todos Ciclo de Conferências comissariado por Rui Trindade

CONFERÊNCIAS TERÇAS - FEIRAS 5, 12, 19, 26 DE ABRIL Pequeno Auditório 18h30 . Entrada Gratuita Levantamento de senha de acesso 30 minutos antes de cada sessão, no limite dos lugares disponíveis. Máximo por pessoas: 2 senhas

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa.

5 de Abril Fernando Ilharco Um mundo sem centro, pós-ocidental, pós-democrático e biopolítico

12 de Abril António Granado Os media em estado de Guerra 19 de Abril

Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

Mário Baptista Coelho Guerras e crises globais de energia a transição em curso para novos modelos e novos mix energéticos mais sustentáveis 26 de Abril Viriato Soromenho - Marques A crise global do ambiente e as novas fronteiras da paz e da guerra 29


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PROGRAMAÇÃO ABR - JUN’2011

E C N A O M Ã R AÇ O L F A R T E P NS 31


PERFORMANCE / INSTALAÇÃO

A Vénus de Pistoletto # 4 Ciclo Vinte e sete sentidos Organização: Granular

CONFERÊNCIAS QUA 13 DE ABRIL Sala 2 . 18h30 Duração: 1h00 . M12 3,50 Euros (preço único)

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

Granular é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes

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PERFORMANCE / INSTALAÇÃO

No Performance’s Land? O título, que serve de mote ao PANORAMA – Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivamnos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras

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emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / Semente-Socialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?


O título, que serve de mote ao PANORAMA – Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivamnos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neorealismo com uma das suas obras O título, que serve de mote ao PANORAMA – Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa.

nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / Semente-Socialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho? emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante.

Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam35


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PROGRAMAÇÃO ABR - JUN’2011

A Ç

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DANÇA

Vamos al tiroteo, versiones de un tiempo pasado pela Compañia Rafaela Carrasco

DANÇA SEX 15 DE ABRIL Grande Auditório 21h30 . Duração: 1h05 M12 . 20 Euros Até aos 30 anos: 5 Euros

Programa Zorongo Gitano / Anda Jaleo / Sevillanas del siglo XVII / Los Cuatro Muleros / Nana de Sevilla / Romance Pascual de los Peregrinos En El Café de Chinitas / Las Morillas de Jaén Romance de los Mozos de Monleón Las Tres Hojas / Sones de Asturias / Aires de Castilla 38


O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista.

Uma Obra doce e delicada Luis Román Foi assim que Rafaela Carrasco saiu de si própria e se deixou amar.

O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

Silvia Calado Setenta intensos minutos de auténtica genialidade. Francisco Sánchez Múgica

www.rafaelacarrasco.com 39


DANÇA

Icosahedron de Tânia Carvalho / Tânia Oak Tree ESTREIA

DANÇA SEX 29,SÁB 30 DE ABRIL Grande Auditório 21h30 . Duração: 2h00 com Intervalo . M12 . 15 Euros Até aos 30 anos: 5 Euros

No dia 29, após o espectáculo, haverá uma conversa com a coreógrafa na sala 1.

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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DANÇA

Solo para Sílvia Real (título provisório) ESTREIA

DANÇA QUA 1, QUI 2 DE JUNHO Grande Auditório 21h30 . Duração aproximada: 1h00 M12 . 15 Euros Até aos 30 anos: 5 Euros

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

Eira é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes 43


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PROGRAMAÇÃO ABR - JUN’2011

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N I C

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CINEMA

Solo para Sílvia Real (título provisório)

CINEMA DE QUI 5 A DOM 15 DE MAIO Grande Auditório 21h30 . Duração aproximada: 1h00 M12 . 15 Euros Até aos 30 anos: 5 Euros

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa.

5 de Abril Fernando Ilharco Um mundo sem centro, pós-ocidental, pós-democrático e biopolítico

12 de Abril

Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista.

António Granado Os media em estado de Guerra

O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. 19 de Abril A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos Mário Baptista Coelho Guerras e crises globais de energia e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 a transição em curso para novos modelos e novos mix energéticos anos. Como definiria o seu trabalho? mais sustentáveis 26 de Abril Viriato Soromenho - Marques A crise global do ambiente e as novas fronteiras da paz e da guerra

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CINEMA

Gravitar à volta do centro: cinema húngaro comtemporâneo

CINEMA DE QUA A SÁB 18 DE JUNHO Grande Auditório 21h30 . Duração aproximada: 1h00 M12 . 15 Euros Até aos 30 anos: 5 Euros

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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PROGRAMAÇÃO ABR - JUN’2011

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VISITA ENCENADA

Solo para Sílvia Real (título provisório)

VISITA ENCENADA QUA 15, QUI 16 DE JUNHO Grande Auditório 21h30 . Duração aproximada: 1h00 M12 . 15 Euros Até aos 30 anos: 5 Euros

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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PROGRAMAÇÃO ABR - JUN’2011

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TEATRO

PANOS palcos novos palavras novas

TEATRO SEX 20, SÁB 21, DOM 22 de maio Pequeno Auditório 21h30 . Duração aproximada: 1h00 M12 . 15 Euros Até aos 30 anos: 5 Euros

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O título, que serve de mote ao PANORAMA – Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivamnos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neorealismo com uma das suas obras O título, que serve de mote ao PANORAMA – Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade.

enos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / Semente-Socialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho? emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante.

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TEATRO

Três Homens Sós Um espectáculo de André Murraças ESTREIA

TEATRO DE SÁB 4 A QUA 8 DE JUNHO Pequeno Auditório 21h30 . Duração aproximada: 1h00 M12 . 15 Euros Até aos 30 anos: 5 Euros

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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TEATRO

Overdrama Um espectáculo da mala voadora ESTREIA Integrado no Festival de Almada

TEATRO DE SÁB 4 A QUA 8 DE JUNHO Pequeno Auditório 21h30 . Duração aproximada: 1h00 M12 . 15 Euros Até aos 30 anos: 5 Euros

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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PROGRAMAÇÃO ABR - JUN’2011

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EXPOSIÇÕES

1+1+1=3 Hermann Pitz Michael Snow Bernard Voïta

EXPOSIÇÕES ATÉ 22 DE MAIO Galeria 1 2 Euros As galerias encerram nos dias 22, 24 de Abril e 1 de Maio

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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EXPOSIÇÕES

Gedi Sibony

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista.

EXPOSIÇÕES

O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

ATÉ 22 DE MAIO Galeria 1 2 Euros As galerias encerram nos dias 22, 24 de Abril e 1 de Maio 67


EXPOSIÇÕES

O modo como não foi (celebrando dez anos de castilho/ corrales,Paris)

EXPOSIÇÕES CULTURGEST PORTO ATÉ 23 DE ABRIL

Entrada gratuita

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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EXPOSIÇÕES

Luísa Correia Pereira A convocação de todos os seres

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

EXPOSIÇÕES CULTURGEST PORTO DE 14 DE MAIO A 14 DE AGOSTO Entrada gratuita 71


EXPOSIÇÕES

José Pedro Croft

EXPOSIÇÕES CHIADO 8 DE 6 DE MAIO A

Entrada gratuita

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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PROGRAMAÇÃO ABR - JUN’2011

S A

S R

O C

N

E V


CONVERSAS

Willem Oorebeek Aglais Konrad

CONVERSAS Sテ。 2 DE ABRIL Pequeno Auditテウrio 21h30 . Duraテァテ」o aproximada: 1h00 Entrada gratuita

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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CONVERSAS

Willem Oorebeek Aglais Konrad

CONVERSAS Sテ。 30 DE ABRIL Pequeno Auditテウrio 21h30 . Duraテァテ」o aproximada: 1h00 Entrada gratuita

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O título, que serve de mote ao PANORAMA –Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo. Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivam- nos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / SementeSocialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista. O universo plástico de Sofia Areal, composto de cores e de formas, vai ocupar o espaço do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição – SIM – patente de 28 de Abril a 10 de Junho, promovida pela Câmara Municipal de Lisboa e pelos Artistas Unidos e comissariada por Emília Ferreira, apresenta obras dos últimos 10 anos. Como definiria o seu trabalho?

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SERVIÇO EDUCATIVO


(és) Passos da Caixa - lll acto Visita em movimento em torno do edifício

O título, que serve de mote ao PANORAMA – Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos

ramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. enos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de

no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo.

participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / Semente-Socialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista.

Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivamnos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neorealismo com uma das suas obras O título, que serve de mote ao PANORAMA – Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemo-

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Actividades para adultos Percursos e conversas na galeria

O título, que serve de mote ao PANORAMA – Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos

fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar.

documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo.

Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril.

Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa.

Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivamnos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril.

Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neorealismo com uma das suas obras O título, que serve de mote ao PANORAMA – Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. enos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse

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Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo.

Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante.

Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática.

O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / Semente-Socialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista.


Actividades para Famílias Oficinas para pais e filhos

O título, que serve de mote ao PANORAMA – Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos documentários que serão exibidos, feitos

ramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. enos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de

no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo.

participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neo-realismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista e do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo. Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática. O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular

Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa. Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivamnos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neorealismo com uma das suas obras O título, que serve de mote ao PANORAMA – Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemo-

em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / Semente-Socialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista.

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Grande Audit贸rio

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INFORMAÇÕES

GALERIAS

LIVRARIA

O título, que serve de mote ao PANORAMA – Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. É também o que reflectem vários dos

livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar.

BILHETEIRA documentários que serão exibidos, feitos no rescaldo do 25 de Abril, nesses meses de grande convulsão e de todos os sonhos, que reinventaram o nosso país. Foi em Portugal há 37 anos, é hoje em vários países do Sul do Mediterrâneo, lá como cá uma vontade de agir transformando o destino colectivo.

Uma outra perspectiva sobre a importância de intervir é dada pela exposição A Voz das Vítimas que, no edifício do Aljube, revela o percurso de tantos que resistiram à ditadura e dessa forma contribuíram também para a construção da liberdade. Uma exposição que deixa antever uma faceta do que poderá vir a integrar o futuro museu dedicado à resistência e à liberdade a criar naquela antiga prisão de Lisboa.

CAFETARIA Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril. CULTURGEST Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neorealismo com uma das suas obras emblemáticas, Apertado pela Fome de 1945, foi um dos expoentes do movimento surrealista .

CULTURGEST PORTO - GALERIA do abstraccionismo lírico que cultivou a partir de meados dos anos 50. Foi também um dos raros pintores nacionais a desenvolver uma obra consistente marcada por uma estética do erotismo.

CHIADO 8 ARTE COMTEMPORÂNEA ASSINATURAS Abril é também o mês dos livros. As bibliotecas municipais, através de um empenhado programa que invade a cidade, incentivamnos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o livro também é. E dessa forma levam cada vez mais miúdos e graúdos a crescer por dentro e a interiorizarem a importância de agir, de participar e questionar. Homenageando da forma mais consistente o ideal de Abril.

Marcelino Vespeira (1925-2002), um dos mais importantes artistas plásticos portugueses da segunda metade do século XX, marcou o Neorealismo com uma das suas obras. DESCONTOS

O título, que serve de mote ao PANORAMA – Mostra do Documentário Português, ganha um sentido especial no mês em que comemoramos a Revolução de Abril, uma forma de sublinhar a importância da nossa participação cívica activa na vida da cidade e do país. enos a “ler em todo o lado”, fazendo jus a esse fantástico instrumento de intervenção que o 86

Irreverente, foi autor de slogans que fizeram história: “A arte fascista faz mal à vista” ou “Não guardes para amanhã o amor que podes fazer hoje”. No domínio do design gráfico, o trabalho de Vespeira, embora menos conhecido, foi igualmente relevante. INFORMAÇÕES E RESERVAS

Em 1974, inspirado na simetria que caracterizava a sua pintura desta fase, concebeu o celebrado logótipo do MFA: um cravo emerge de uma corola, em verde e vermelho, sobreposto à sigla do Movimento das Forças Armadas, numa composição circular e perfeitamente simétrica de grande impacto visual e eficácia mediática.

O cartaz–logótipo, sobre fundo azul, popularizou-se de imediato e passou a circular em dísticos e autocolantes ou em versões impressas aliadas a slogans criados pelo pintor como “Flor – Libertação / Fruto – Democracia / Semente-Socialismo” ou “Forças Armadas / Raízes de uma Revolução” inscritos em lettering de sugestão de stencil, conferindo-lhes uma pioneira dimensão grafitista.


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