Eletro AcĂşsticas Rodrigo Cicchelli Velloso
Rodrigo Cicchelli
Velloso Sempre admirei a obra de Rodrigo Cicchelli Velloso. Ao longo da minha trajetória como compositor tive o privilégio de ter como professor este grande nome da música eletroacústica brasileira. Agora como produtor deste projeto nossas vidas voltam a se entrelaçar graças a esta iniciativa que apresenta o primeiro CD integralmente dedicado às composições deste artista premiado internacionalmente. Cada qual no seu tempo, os trabalhos aqui reunidos representam peças eletroacústicas (acusmáticas e mistas) que caracterizam sua trajetória criativa. Uma seleção vigorosa que registra um valioso acervo de obras executadas e difundidas ao redor do mundo. Eletro-Acústicas foi gravado, mixado e masterizado utilizando avançados processos tecnológicos, trazendo assim qualidade e fidelidade ímpares que permitem aos ouvintes apreciar em detalhes a riqueza sonora deste trabalho. No encarte, textos do próprio compositor oferecem informações valiosas sobre o universo criativo e o contexto em que as peças foram produzidas.
I have always admired Rodrigo Cicchelli Velloso’s oeuvre. During my music composition studies, I had the privilege to study with this important figure in Brazilian electroacoustic music. Now, as the producer of this project, our lives have become once more entwined in this initiative - the first CD entirely dedicated to the compositions of a significant artist, one who has been awarded a number of international prizes. The works gathered here provide a representative selection of the electroacoustic (mixed-media and acousmatic) pieces that are characteristic of his output, a number of which have been performed and broadcast worldwide. Eletro-Acústicas was recorded, mixed and mastered using advanced technology, resulting in an exceptional quality and fidelity to the sonic riches on offer. The composer has provided the enclosed texts, which describe the creative context in which these pieces were composed.
Pablo Leib Castellar
Pablo Leib Castellar
Esboço de Thétis BR D98 08 00001
M úsicas
Biografia
Rodrigo Cicchelli Velloso was born in Rio de Janeiro in 1966. He graduated in Music Composition from the Instituto Villa-Lobos of UNIRIO in 1990, and also studied with César Guerra-Peixe and Hans-Joachim Koellreutter. Aided by a Brazilian government grant, he moved to Europe in 1991 in order to study for a PhD in Music Composition at the University of East Anglia (Norwich, UK) under the supervision of Denis Smalley. Subsequently, he attended IRCAM’s Cursus de composition et d’informatique musicale in Paris funded by a French government grant and followed courses with Tristan Murail, Jean-Claude Risset and Brian Ferneyhough, among others. After completing post-graduate studies in Europe in 1997, he returned to Brazil and became a full-time lecturer at the Escola de Música at Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) in 1998, where he has been teaching music composition, music technology and contemporary music. His compositions have been performed and broadcast worldwide and he has been awarded numerous prizes including: Concurso Villa-Lobos de Composição Musical (UFRJ, 1987), Concorso Internazionale Luigi Russolo di Musica Elettroacustica (Fondazione Russolo-Pratella, 199394-95), Tribune internationale de musique électroacoustique (IMC/UNESCO, 1994), Prêmios ALV’1999 and ALV’2001 (FUJB).
Esta peça foi composta a partir de versos de Homero - “Os deuses se disfarçam como viajantes de outras terras, e perambulam por nossas cidades em todo tipo de forma” - e de uma frase sobre a deusa Thétis - “Thétis era uma Ninfa do mar”. Estes fragmentos foram submetidos a diferentes traduções que gravei nas vozes de meus colegas do Cursus de composition et d’informatique musicale, que freqüentei no IRCAM entre 1995 e 1997. Esboço acusmático de um projeto de música mista de maior envergadura (As Vozes de Thétis), a peça foi estreada em 5 de junho de 1999 durante o 29eme Festival International des Musiques et Créations Electroniques: Synthèse 99, em Bourges (França). Nela, faço uso das vozes dos compositores Sandeep Bhagwati, Giuseppe Gavazza, Eliane Aberdam e Alla Zagaikevitch, além de minha própria voz, que anexei ao início deste CD. Como material de base, debrucei-me ainda sobre uma série de sons de percussão metálica, gentilmente cedidos pelo compositor inglês Wood, bem como sons de síntese vocal e síntese por modelos de ressonância que produzi com o software Chant. Trato, portanto, do tema da transformação sob diferentes ângulos: como variações de timbre/harmonia, de ritmo e de forma. Busquei, assim, produzir uma teia de relações sonoras e poéticas, numa espécie de resposta à crítica do Platão da República aos poetas que insistiriam em falar das transformações dos deuses (A República II / 381b-382a).
4’15” 1999 - acusmática
Esboço de Thétis
Rodrigo Cicchelli Velloso nasceu no Rio de Janeiro em 1966. Formado em composição musical pelo Instituto Villa-Lobos da UNIRIO em 1990, foi também aluno de César Guerra-Peixe e Hans-Joachim Koellreutter. Entre 1991 e 1997 realizou o doutorado em composição musical na University of East Anglia (Norwich, Inglaterra) como bolsista da CAPES sob a orientação de Denis Smalley, e participou do Cursus de composition et d’informatique musicale do IRCAM (Paris, França) como bolsista do governo francês, tendo freqüentado cursos com Tristan Murail, JeanClaude Risset e Brian Ferneyhough, dentre outros. Concluindo seus estudos de pós-graduação na Europa em 1997, retornou ao Brasil e tornou-se professor da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1998, onde leciona disciplinas ligadas à composição musical, às novas tecnologias e à música contemporânea. Suas obras vêm sendo executadas e difundidas ao redor do mundo e sua produção vem sendo premiada em diversas ocasiões e eventos como o Concurso Villa-Lobos de Composição Musical (UFRJ, 1987), o Concorso Internazionale Luigi Russolo di Musica Elettroacustica (Fondazione Russolo-Pratella, 1993-94-95), a Tribune internationale de musique électroacoustique (IMC/ UNESCO, 1994), os prêmios ALV’1999 e ALV’2001 (FUJB), dentre outros.
Two verses from Homer form the main vocal material for this piece: “The gods disguise themselves as strangers from abroad, and wander our towns in every kind of shape” – and a short phrase about the goddess Thetis “Thetis was a Sea Nymph”. These fragments were translated into a number of languages and recorded with the voices of my colleagues at IRCAM’s Cursus, which I attended from 1995 to 1997. The piece is an acousmatic sketch of a larger mixed-media work-in-progress (The Voices of Thetis), and was premiered on 5th June 1999 at the 29eme Festival International des Musiques et Créations Electroniques: Synthèse 99 (Bourges, France). In Esboço de Thétis, I use the voices of composers Sandeep Bhagwati, Giuseppe Gavazza, Eliane Aberdam and Alla Zagaikevitch, together with my own voice, which can be heard at the beginning. The other source materials are a series of sounds made with metallic percussion that were kindly given to me by composer James Wood. Also, vocal synthesis and resonant models synthesis were undertaken using the software Chant. I deal, therefore, with the theme of transformation from different angles: as variations of timbre/harmony, of rhythm and of form. The result is a web of sonic and poetic relationships, in answer to Plato’s criticism of the poets who insisted in talking about the transformations of the gods. (The Republic II / 381b-382a).
BR D98 08 00002
Esta obra para piano e sons eletrônicos é dedicada ao pianista inglês Philip Mead e foi por ele estreada em 10 de fevereiro de 1995 no Barber Institute of Fine Arts (Birmingham, Inglaterra). Sua versão revista foi estreada por Jean-Marie Cottet em 19 de janeiro de 1997 no Espace de projection do IRCAM (Paris, França). Nesta peça desenvolvo uma série de variações em torno da seqüência solo inicial do piano. O título sugere um jogo de palavras, uma vez que o 15º parcial de um som do piano seria igual a 16 vezes a fundamental, sendo desta forma inharmônico. A maior parte dos sons da parte eletrônica é oriunda de amostras do piano, mas uma flauta e diversos instrumentos de percussão brasileira foram também utilizados, tais como tamborim e agogô. Estes sons foram retrabalhados por diferentes técnicas de filtragem – filtragem “passa-banda” ou síntese “cruzada” do tipo “fonte-filtro” – tendo por objetivo a imposição de uma linguagem harmônica comum para a escrita instrumental e a parte eletrônica, e a criação de sons “híbridos”, concebidos como extensões do instrumento solista. Esta gravação foi realizada no Estúdio Sinfônico da Rádio MEC em 12 de agosto de 2007.
10’30” 1995 rev. 1996 piano e eletrônica piano Marina Spoladore This work for piano and electronic sounds is dedicated to the English pianist Philip Mead, who gave its first performance on 10th February 1995 at the Barber Institute of Fine Arts (Birmingham, UK). The revised version was first performed by the French pianist Jean-Marie Cottet on 19th January 1997, at the Espace de projection at IRCAM (Paris, France). In this piece, I develop a series of variations based around the initial solo sequence performed on the piano. The title suggests a play on words – the 15th partial of a note struck on the piano is roughly equal to 16 times the fundamental frequency, being therefore inharmonic. The majority of sounds in the electronic part come from samples of the piano itself, but a flute and various instruments of Brazilian percussion, such as tamborim and agogô, were also sampled. All of these were transformed through a variety of filtering techniques – band pass filtering or source-filter crosssynthesis – in order to impose a common harmonic language for the instrumental writing and the electronic part. In addition, ‘hybrid’ sounds were created to function as extensions of the solo instrument. This recording took place at the Estúdio Sinfônico of Rádio MEC on 12th August 2007.
Fagotes Bifurcados BR D98 08 00003
FagotesBifurcados
150 Harmônico
15º Harmônico
“É a bela natureza com seus ouros, / relembranças incertas, noviciados, / fagotes bifurcados e barrocos.” Enquanto lia estes versos de Jorge de Lima (Invenção de Orfeu, Canto II, XX) e enquanto ministrava um curso de extensão universitária para músicos profissionais na Escola de Música da UFRJ no ano de 2004, denominado Oficina Contemporânea, desenvolvi a composição desta peça para fagote e eletrônica. Enquanto o instrumento solista realiza um processo de permutação constante de alturas e ritmos (um mecanismo barroco?), a parte eletrônica atua fornecendo suportes de pulsações em permanente transformação, ou permitindo um jogo de filtragens e delays dos sons do fagote, controlados pelo próprio instrumentista em tempo-real, por meio de pedais MIDI e do software Max/MSP. A obra é dedicada a Marcio Zen e foi estreada por Elione Medeiros em 5 de novembro de 2005 na Sala Baden Powell (Rio de Janeiro), durante a XVI Bienal de Música Brasileira Contemporânea. Esta gravação foi realizada no Estúdio Sinfônico da Rádio MEC em 13 de agosto de 2007.
8’43” 2004 fagote e eletrônica fagote Marcio Zen
“It is beautiful nature with its riches, / distant memories, apprenticeships / baroque and forked bassoons.” These verses by Jorge de Lima (Invenção de Orfeu, Canto II, XX) inspired me to develop this work for bassoon and electronics while I was teaching a course for professional musicians at Escola de Música of UFRJ in 2004. While the soloist follows a process of constant permutation of pitches and rhythms (a baroque mechanism?), the electronic part provides a background of pulses in a permanent state of transformation. It allows for the interplay of filtering and delays within the sounds of the bassoon, and is controlled by the performer himself in real-time, using MIDI foot pedals and the software Max/MSP. The work is dedicated to Marcio Zen and was premiered by Elione Medeiros on 5th November 2005 at Sala Baden Powell (Rio de Janeiro, Brazil) during the XVI Bienal de Música Brasileira Contemporânea. This recording took place at the Estúdio Sinfônico of Rádio MEC on 13th August 2007.
BR D98 08 00004
Emaranhadas
A estreita colaboração que desenvolvi com a violoncelista inglesa Judith Mitchell, a quem a obra é dedicada, muito beneficiou a produção desta que é uma de minhas primeiras composições de música mista. Pude, assim, explorar intensamente uma variada gama de técnicas instrumentais estendidas. Os sons eletrônicos fixados sobre a fita têm origem não só em amostras do violoncelo, mas também em muitas outras fontes, destacando-se os instrumentos de percussão sinfônica. O título faz menção ao fato do violoncelo por vezes desempenhar seu papel como solista, envolvido por uma variedade de fontes sonoras transformadas. Ele pode, porém, envolver o que acontece na fita, expandindo o campo espectral, ou pode ser convidado a fundir-se com os sons gravados, desta maneira criando um terceiro universo sonoro. Este jogo entre violoncelo e fita - o constante emaranhamento - é por vezes confinado a latitudes estreitas, mas pode também espraiar-se por outras, mais amplas. É um constante esforço de cruzar limites, misturá-los ou simplesmente aboli-los. A obra foi estreada por Judith Mitchell em 14 de junho de 1993 no Concert Room da University of East Anglia (Norwich, Inglaterra) e recebeu o 1º Prêmio no XVI Concorso Internazionale Luigi Russolo (Varese, Itália) em 1994. Esta gravação foi realizada no Estúdio Sinfônico da Rádio MEC em 25 de agosto de 2007.
14’30” 1993 violoncelo e eletrônica violoncelo Fabio Presgrave The composition of this piece – one of my first works for mixed media - benefited greatly from close collaboration with the English cellist Judith Mitchell, to whom the work is dedicated. This collaboration enabled me to explore thoroughly a variety of extended instrumental techniques. The electronic sounds on tape have their origins in cello samples, as well as in sounds of orchestral percussion. The title therefore refers to the fact that the cello is at times invited to perform the role of a soloist, surrounded by a variety of transformed sonic sources. It can however itself surround what happens on tape, expanding the spectral field, or it can be invited to fuse with recorded sounds, thereby creating a third sound universe. This interplay between cello and tape – a constant ‘entanglement’ – is at times confined within close zones, but also spreads out into wider ones – there is a constant effort to cross boundaries, mix them, or simply to abolish them. The work was premiered by Judith Mitchell on 14th June 1993 in the Concert Room of the University of East Anglia (Norwich, UK), and received 1st prize at the XVI Concorso Internazionale Luigi Russolo (Varese, Italy) in 1994. This recording took place at the Estúdio Sinfônico of Rádio MEC on 25th August 2007.
Song
Latitudes
Latitudes Emaranhadas
Song sobre poema de William Blake BR D98 08 00005
Nesta composição, busco fornecer uma ambiência sonora para a narração de uma das belíssimas songs de William Blake – “Love and Harmony combine, / And around our souls intwine / (…).” Ao reduzir os elementos característicos de uma canção ao que é essencial, procurei estabelecer um conjunto de relações entre as forças que compõem a peça de forma a criar uma contrapartida musical para as ricas metáforas e imagens poéticas contidas no poema. Assim, as idéias de amor e harmonia, entrelaçamento, ramificação, inocência e virtude, frutificação, entre outras, são espelhadas nas próprias tramas sonoras da peça. Composta durante outro curso de extensão oferecido na Escola de Música da UFRJ, a Oficina de Criação Eletrônica, nesta canção dialogo ainda com o minimalismo e o experimentalismo norte-americanos, por suas células repetitivas e pela abertura de muitas de suas estruturas. A estréia da obra se deu em 4 de abril de 2003, no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música da UFRJ (Rio de Janeiro) com o grupo Ofelex. Nesta versão, utilizei uma série de tomadas individuais gravadas no Estúdio Sinfônico da Rádio MEC entre os dias 11 e 14 de agosto de 2007.
7’25” 2002 vozes, instrumentos e eletrônica barítono Inácio de Nonno mezzo-soprano Carolina Faria guitarra e violão Marcos Campello contrabaixo Alexandre Antunes percussão Rodrigo Foti sintetizadores Rodrigo Cicchelli Velloso This composition provides a sonic ambience for the narration of one of William Blake’s most beautiful songs – “Love and harmony combine, / And around our souls intwine / (…).” When reducing the elements that characterize a song to its bare essentials I tried to establish a set of relationships which create a musical counterpart to the rich poetic images and metaphors of the poem. Thus, the ideas of love and harmony, entwinement, ramification, innocence and virtue, fructification, etc are mirrored in the sonic fabric of the piece. Composed during another outreach course offered at Escola de Música of UFRJ, the Oficina de Criação Eletrônica, in this song I also draw on the language of North-American minimalism and experimentalism, for the repetitive cells and for the openness of many of its structures. The premiere took place at the Salão Leopoldo Miguez of the Escola de Música of UFRJ (Rio de Janeiro, Brazil) on 4th April 2003 with the group Ofelex. In this version, I made use of a series of individual takes recorded at the Estúdio Sinfônico of Rádio MEC from 11th to 14th August 2007.
Cymbals: Reminiscência
15’02” 1993 - acusmática
BR D98 08 00006
Cymbals: Reminiscência
Composta nos estúdios de música eletroacústica da University of East Anglia (Norwich, Inglaterra), esta peça está dividida em duas partes – Ostinato (7’45”), que começa com uma frase ritmicamente reiterativa executada por um par de pratos, e Reminiscências (7’10”), que se desenvolve a partir de um pedal grave. Nesta composição, trabalho com as sonoridades de diversos instrumentos de percussão sinfônica, sobretudo os pratos metálicos (cymbals) a que faço referência no título, mas também com sons oriundos de fontes variadas. Exploro, ainda, diferentes materiais com comportamentos espaciais muito particulares e contrastantes, muitas vezes ocorrendo simultaneamente. O grau em que esta “polifonia de espaços” é desenvolvida varia consideravelmente ao longo da obra. Ela pode ser exposta de forma contínua, de maneira a permitir que o ouvinte identifique os diferentes cenários espaciais, ou ela pode evoluir por situações mais intricadas como, por exemplo, quando as mudanças se intensificam e interpenetram. Este jogo é dramaticamente explorado com as complexas texturas criadas ao longo da peça, de forma a fazer de Cymbals: Reminiscência uma densa e intensa experiência de escuta. A peça recebeu sua primeira apresentação no Adam Concert Room da Victoria University of Wellington (Wellington, Nova Zelândia) em 30 de julho de 1993 e foi premida no XV Concorso Internazionale Luigi Russolo (Varese, Itália) em 1993 e na 5e Tribune internationale de musique électroacoustique (IMC/UNESCO) em 1994.
Composed in the Electroacoustic Music Studios of the University of East Anglia (Norwich, UK), this work is divided into two parts – Ostinato (7’45”), which starts with a rhythmically reiterated phrase performed by a pair of cymbals, and Reminiscências (7’10”), which develops from a low drone. In this composition, I work mostly with orchestral percussion sounds, and in particular, cymbals as mentioned in the title. I also explore the simultaneous presentation of different materials with similar and contrasting spatial behaviours. The degree to which this “spatial polyphony” is developed varies considerably. It may be exposed continuously, enabling the listener to pinpoint the different spatial scenarios, or it may evolve into more intricate configurations, when changes of perspective intensify and interpenetrate. This interplay is dramatically explored within the complex textures created throughout the work, hoping to make Cymbals: Reminiscência a dense and powerful listening experience. The piece was first performed at the Adam Concert Room of the Victoria University of Wellington (Wellington, New Zealand) on 30th July 1993, and was awarded prizes at the XV Concorso Internazionale Luigi Russolo (Varese, Italy) in 1993 and at the 5e Tribune internationale de musique électroacoustique (IMC/UNESCO) in 1994.
Ficha Técnica Músicos Marina Spoladore (piano), Marcio Zen (fagote), Fabio Presgrave (violoncelo), Inácio de Nonno (barítono), Carolina Faria (mezzo-soprano), Marcos Campello (guitarra e violão), Alexandre Antunes (contrabaixo), Rodrigo Foti (percussão) e Rodrigo Cicchelli Velloso (eletrônica) Gravação (instrumentos e vozes) Local: Rádio MEC (Estúdio Sinfônico Maestro Alceo Bocchino) Datas: 11, 12, 13, 14 e 25 de agosto de 2007 Responsáveis: Luiz Tornaghi e Rodrigo Cicchelli Velloso Edição e Mixagem Rodrigo Cicchelli Velloso e Luiz Tornaghi Masterização Luiz Tornaghi (Batmastersom) Textos Pablo Leib Castellar (apresentação) e Rodrigo Cicchelli Velloso (notas sobre as peças) Versão em inglês Rodrigo Cicchelli Velloso Projeto Gráfico e fotografias Angélica de Carvalho Foto de capa Cesar França Produção Pablo Leib Castellar
Agradecimentos Ricardo Tacuchian (Academia Brasileira de Música), Orlando Guilhon, Marcelo Brissac e Roberto Montero (Rádio MEC), André Cardoso (Escola de Música da UFRJ), Ambrose Field, Ana Virgínia Laporta Serra, Ingrid Brack, Patrick Ozzard-Low, Paulo Pinheiro.
Patrocínio Petrobras