terças, teatro II | 12h30 e 18h30
Banco do Brasil apresenta e patrocina
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O amor, a poesia e a saudade
Mendelssohn e Homenagem a Claudio Santoro Casimiro de Abreu e Vinícius de Moraes Daniella Carvalho | Luciana Costa e Silva | Reginaldo Pinheiro Inácio de Nonno | Flavio Augusto | ator Fernando Eiras
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A exaltação da natureza, da vida e da pátria Canções Brasileiras Gonçalves Dias e Elisa Lucinda Adriana Clis | Gilberto Tinetti | atriz Eliza Lucinda
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A solidão, o amor e a morte
Schumann | Álvarez de Azevedo e Viviane Mosé Luiz Fernando Benedini | Michel Bessler Gabriel Marine | Alceu Reis | atriz Viviane Mosé
de 18 de agosto a 8 de setembro de 2009
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O amor pela humanidade e a indignação social
Liszt | Castro Alves e Ferreira Gullar Orlando Alonso | ator Emílio de Mello
Rua Primeiro de Março, 66 - Centro - RJ, CEP 20010-000 Classificação Livre
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Realização
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Se tives s e a tez mo rena, Os o lho s c o m expres s ão , Negro s , negro s , que matas s em, Que mo rres s em de paixão , Impo ndo s empre tirano s U m jugo de s eduç ão ;
Se es s a mulher fo s s e linda Co mo o s anjo s lindo s s ão , Se tives s e quinze ano s , Se fo s s e ro s a em bo tão , Se inda br inc as s e ino c ente Des c uido s a no gazão ;
Se eu s o ubes s e que no mundo E xis tia um c o raç ão , Que s ó po r mim palpitas s e De amo r em terna expans ão ; Do peito c alara as mágo as , B em feliz eu era então !
fragmento
DESEJO | Casimiro de Abreu
O NAVIO NEGREIRO | Castro Alves fragmento
Era um sonho dantesco... O tombadilho Que das luzernas avermelha o br ilho, Em sang ue a se banhar, Tinir de ferros ... estalar de açoite ... Leg iões de homens neg ros como a noite Horrendos a dançar... Neg ras mulheres , suspendendo às tetas Mag ras cr ianças , cujas bocas pretas Reg a o sang ue das mães; Outras , moças , mas nuas e espantadas , No turbilhão de espectros arrastadas , Em ânsia e mágoa vãs!
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ROMANTISMO
O Romantismo foi um fenômeno urbano,
que
começou em finais do século XVIII e durou até meados do século XIX, como uma reação ao culto da razão no Iluminismo. Ao invés da valorização da inteligência,
conhecido pela escolha de repertórios desafiadores. Orlando apresenta-se freqüentemente com as principais orquestras das Américas do Norte e do Sul, e da Europa. Vencedor de concursos internacionais nos EUA, Espanha, Itália e Cuba, estudou na conservatório de Havana e nas prestigiadas Juilliard School e Manhattan School of Music.
da objetividade, do universal, o romantismo valoriza a emoção, o mistério, a subjetividade, o particular. Há, ali, o predomínio do sentimento sobre a razão, culminando em um culto da subjetividade e em um lirismo apaixonado. Um dos traços característicos do romantismo é a exaltação da natureza. Mas, em vez de uma natureza idealizada, o culto romântico se dirige para a paisagem agreste, exótica, para a selva virgem com seus excessos e impetuosidades.
O amor pela humanidade e a indignação social
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Liszt Castro Alves e Ferreira Gullar Orlando Alonso Emílio de Mello
piano ator
Ao contrário dos clássicos, o romântico se deleita no sofrimento e se refere preferencialmente a situações de dor e de melancolia, valorizando o entardecer, o escurecer, a noite, os sonhos, a morte.
Liszt Três Estudos Transcendentais S 139
Além disso, os autores e compositores românticos procuram exaltar tudo quanto é nacional e popular, adquirindo, em função disso, um caráter cívico e patriótico, enaltecendo nomes da história e da cultura local. Algumas vezes,
“Harmonies Du Soir” n.11 “Mazeppa” n.4 “Chasse Neige”n.12 Sonata em si menor S 178
dedicam-se à denúncia social e ao envolvimento político. Com o romantismo a obra de arte deixa de ser um mundo fechado de valores para eleitos e o artista agora não precisa estar sujeito a normas rígidas, e voa nas asas da imaginação, dos sentimentos e instintos. Mas o romantismo não é, somente, uma escola literária do início do século XIX, mas uma das principais manifestações artísticas que deixou suas marcas na cultura moderna. Enquanto estrutura sensível e visão de mundo, ele se manifesta em todas as esferas da vida cultural – literatura, poesia, arte, música, religião, filosofia, idéias políticas, antropologia, historiografia etc. Em função disso optamos por apresentar poetas significativos do romantismo brasileiro no século XIX, seguidos por poetas que de algum modo ainda apresentam traços deste importante movimento.
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O AMOR, A POESIA E A SAUDADE
A Palavra
Num tom pessoal, com uma poesia mais comunicativa e espontânea do que a neoclássica, o romantismo fala do amor, da saudade, da poesia. O lirismo amoroso de Casimiro de Abreu, com sua linguagem simples e musical, e que se tornou um dos poetas mais conhecidos do romantismo brasileiro no século XIX, se encontra aqui com Vinícius de Moraes, carinhosamente chamado de “poetinha”, e que marcou a cultura brasileira no século XX, tanto na música quanto na poesia. Essencialmente lírico, Vinícius ficou conhecido por seus sonetos, forma que se tornou quase associada ao seu nome. A poesia lírica, tanto de Casimiro de Abreu, quanto de Vinícius de Moraes encontra sua expressão em uma linguagem simples, quase coloquial e de forte plasticidade. Uma das aquisições do romantismo, e que ainda é bastante marcante nos dias de hoje, foi colocar os sentimentos do autor no centro da criação artística. Casimiro, ultra romântico, sentimental, beirando a tristeza e a angústia, e Vinícius, o sedutor, eterno apaixonado, se colocam neste lugar. São poetas muito diferentes um do outro, mas que têm em comum a valorização dos sentimentos, dos afetos, ao invés da razão. O amor romântico, a saudade da infância de Casimiro de Abreu conversam com o romantismo boêmio e apaixonado de Vinícius de Moraes. O ator Fernando Eiras fala o poema mais conhecido de Casimiro de Abreu “Meus oito anos”. E fala também o poema “Desejo” e o poema “Cena íntima”. Dos reflexos do romantismo no século XX, de Vinicius de Moraes, traz os poemas ”Ausência”, “Para viver um grande amor”. Vinícius de Moraes, nasceu no Rio de Janeiro em 1913. Foi diplomata, jornalista, poeta e compositor. Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, teve como principais parceiros Tom Jobim,Toquinho, Baden Powell e Carlos Lyra. Morreu em 9 de julho de 1980.
A Música
MENDELSSOHN E HOMENAGEM A CLÁUDIO SANTORO
Casimiro de Abreu nasceu em 1839 na Barra de São João, R.J. e faleceu no mesmo local em 1860. Estudou Humanidades em Nova Friburgo, curso que não completou.Viajou para Lisboa, lugar onde viveu entre os anos de 1853 e 1857 e viu sua peça “Camões e o Jau” obter um certo êxito. Morre em 1860, vítima de tuberculose, na fazenda de sua família.
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O primeiro compositor homenageado nesta série de concertos é Jakob Ludwig Felix Mendelssohn-Bartholdy que este ano é celebrado pelos seus 200 anos de nascimento. Nasceu no dia 3 de fevereiro de 1809, em Hamburgo, Alemanha. No programa escutaremos uma coleção de “Lieder” (Canções) onde veremos como este compositor tratava a poesia de forma casual. Assim como Brahms, Felix focava sua atenção musical na melodia de suas canções e quando suas melodias tomavam vida própria ele passava por cima da estrutura e da forma do poema deixando sempre a melodia vencer. Ele repetia palavras e frases para que suas idéias musicais pudessem chegar ao ponto desejado mesmo quando as possibilidades sobre o texto do poema já tivessem sido esgotadas. Na canção Suleika, que escutaremos neste concerto, a última seção da música é construída em torno de uma frase repetida da mesma forma que Beethoven preenchia sua estruturas musicais com palavras repetidas. As belíssimas melodias de Mendelssohn, que serão ouvidas ao longo de todo este concerto, são desta forma o que há de mais importante em suas canções. A forma e a direção da frase melódica são sempre dominantes focando a atenção na linha vocal e deixando subordinado o texto e o acompanhamento do piano. Nosso segundo homenageado deste dia é Claudio Santoro. Em 2009 lembramos os 20 anos da morte deste compositor brasileiro, considerado um ícone da nossa música erudita, que também completaria 90 anos este ano. No programa ouviremos duas peças da série de treze “Canções de Amor”,
Mendelssohniano, ou seja, é elegante e clássico permitindo as cordas passearem em seus pouco explorados registros médios e graves. Requer especial atenção o suntuoso solo de violoncelo no início do Andante que tem a estrutura de uma “canção sem palavras” típica de Mendelssohn; e para o contagiante e veloz “Scherzo”.
A solidão, o amor e a morte
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Schumann Álvarez de Azevedo e Viviane Mosé Luiz Fernando Benedini Michel Bessler Gabriel Marine Alceu Reis
piano violino viola violoncelo
Viviane Mosé
atriz
Schumann Arabesque op.18 em dó maior Phantasiestücke para violoncelo e piano op.73
Tendre et avec expression, em lá menor Vif et léger, em lá maior Vite et avec feu , em lá maior
Quarteto para piano, violino, viola e violoncelo em mi bemol maior, op.47
Sostenuto assai, allegro ma non troppo Scherzo : molto vivace Andante cantabile Finale : vivace
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A EXALTAÇÃO DA NATUREZA, DA VIDA E DA PÁTRIA
A Palavra
A CANÇÃO BRASILEIRA
A Música
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O foco poético deste espetáculo são os grandes sentimentos, a exaltação da natureza, o amor pela pátria e a paixão pela vida. Aqui, a natureza adquire especial significado, uma natureza exuberante, que chega a compor a cena poética com a força de um personagem. Mas também a volta ao passado histórico e a idealização do índio como representante da nacionalidade brasileira, estão especialmente presentes nas obras de Gonçalves Dias. Ele é considerado o maior poeta indianista brasileiro e possui em sua obra poemas como “I-Juca Pirama”, onde a figura do índio é heróica e idealizada. Elisa Lucinda, poeta do século XX, também é movida pela força dos grandes sentimentos e emoções. O país, a cidade, a natureza são para ela motivo de júbilo e alegria. Em “A fúria da beleza”, assim como em seus diversos poemas de amor, Elisa Lucinda manifesta sua intensidade apaixonada, em versos vigorosos, emocionais. Mesmo representando a nova geração de poetas brasileiros Elisa ainda se vincula, de algum modo à tradição romântica. Elisa Lucinda homenageia Gonçalves Dias, representante do século XIX, dizendo “Canção do Exílio”, “ Minha terra”, e “ Olhos verdes”, e declama suas próprias poesias, como “Só de sacanagem” e “A fúria da Beleza”, que refletem o romantismo ainda presente no século XX.
primeiro concerto desta série, Cláudio Santoro, Camargo Guarnieri, Lorenzo Fernandez e Edmundo Villani Côrtes que expressam a riqueza de uma música que expõe a própria a alma brasileira e que revelou um Brasil sentimental, romântico, expressivo e poético.
Elisa Lucinda
atriz
Elisa Lucinda, poetisa, atriz e cantora capixaba têm 10 livros publicados, entre eles Eu Te Amo e Suas Estréias, O Semelhante, A Fúria da Beleza, Contos de Vista e os infantis A menina transparente, que possui o selo de altamente recomendado pelo MEC, O órfão famoso, Lili, a rainha das escolhas e O menino inesperado, todos da Coleção Amigo Oculto, da editora Record.
Jayme Ovalle
1894-1955
Antônio Gonçalves Dias Nascido no Maranhão, formou-se em Coimbra. Foi à Europa em 1862 para tratar da saúde; reduzido à miséria, decidiu voltar, morrendo em naufrágio próximo à costa do Maranhão. Delicado e melancólico. Seus versos encerram eloqüência e unção, lirismo, grandiosidade e harmonia. Escreveu: Primeiros cantos; Segundos cantos; Últimos cantos; Sextilhas de Frei Antão; I-Juca-Pirama, entre outros.
Neste programa fazemos uma homenagem à canção brasileira apresentando obras de diversos compositores nacionais focadas neste repertório de um gênero semi - erudito que se forma ao longo dos anos 20, atravessando décadas e influenciando compositores como Tom Jobim. No programa escutaremos a música de compositores que se inspiraram na Semana de 22 tais como Villa-Lobos, o paraense Valdemar Henrique (1905-1995) e Jaime Ovalle (1894-1955). Este último, autodidata, na música e na profissão de diplomata onde ocupou cargos em várias capitais do mundo. Foi autor de duas belíssimas canções brasileiras ambas apresentadas nesta série com letra de Manuel Bandeira: “Azulão”, e “Modinha”. Valdemar Henrique é outro que marcou a formação musical de sua época. Em 1958 compôs música tema para “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Mello Netto, mas sua versão acabou em segundo plano quando o jovem compositor Chico Buarque musicou a peça. Sua música mais conhecida era o Uirapuro, que escutaremos aqui “certa vez de montaria / eu desci o Paraná / o caboclo que remava / não parava de falar…”. Para homenagear os 50 anos de morteVilla-Lobos escolhemos uma de sua mais famosas canções,“Melodia Sentimental”, última composição gravada porVilla em 1959. A obra faz parte da suíte A Floresta do Amazonas, composta atendendo a uma encomenda dos estúdios MGM para um filme (Green mansions) que tinha no elenco Audrey Hepburn e Anthony Perkins. Além destes já citados escutaremos também obras de compositores brasileiros brilhantes como Ronaldo Miranda, o já homenageado, no
A exaltação da natureza, da vida e da pátria
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Canções Brasileiras | Gonçalves Dias e Elisa Lucinda Adriana Clis meio-soprano Gilberto Tinetti piano
Modinha Manuel Bandeira Azulão Manuel Bandeira
Francisco Mignone 1897-1986 Dona Janaína
Villa-Lobos
Manuel Bandeira
1887-1959
Melodia sentimental
Lorenzo Fernandez
1897-1948
Toada para você
Camargo Guarnieri
1907-1993 Waldisa Russio
1919-1989
Luar de meu bem Amor em lágrimas
Ronaldo Miranda
Mário de Andrade
Canção ingênua
Cláudio Santoro
Cantares
Dora Vasconcellos
Vinicius de Moraes Vinicius de Moraes
1948
Walter Mariani
Edmundo Villani – Côrtes
Canção de Carolina Júlio Bellodi Casulo Júlio Bellodi Valsinha de roda Villani-Côrtes
Waldemar Henrique
1930
1905-1995
Abaluayê Tamba-tajá Maracatu Uirapuru
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A SOLIDÃO, O AMOR E A MORTE
A Palavra
O sofrimento amoroso, as perdas, a morte, quando tratados pelo Romantismo, trazem à tona o que chamamos de “mal do século”, ou seja, a angústia e o sofrimento como referência maior da literatura e da vida. Considerado um poeta maldito, por seu tom ácido e direto, Álvares de Azevedo é um poeta que encarnou os aspectos sombrios do romantismo. Desde os presságios da morte, como no poema “Se eu morresse amanhã”, como nas insistentes angústias sobre o sentido da vida. Abordou em suas obras temas como descrença, anticlericalismo, prazer pelo sofrimento, amor e morte. Viviane Mosé representante de uma nova geração de poetas brasileiros do fim do século XX, ainda mantém vestígios deste romantismo ácido de Álvares de Azevedo em poemas que tratam da morte, da doença, do amor não correspondido, como nas diversas “Cartas”, e do vazio, e da solidão existencial, como em “Prosa patética”. Além de ter como característica a exaltação romântica da natureza e da vida, em poemas como “A vida anda passando a mão em mim”. Viviane Mosé fala “Se eu morresse amanhã” e trechos de “Macário” de Álvares de Azevedo, como representante do século XIX, e fala seus próprios poemas. Viviane Mosé nasceu em Vitória, Espírito Santo, em janeiro de 1964. Em 1992 mudou-se para o Rio de Janeiro onde ainda reside. É psicóloga, mestra e doutora em Filosofia.Tem quatro livros de poemas publicados, “Escritos”, “Toda Palavra”, “Pensamento chão” e “Desato”. Escreveu e apresentou o quadro de filosofia “Ser ou não ser?” no Fantástico, da TV Globo.
SCHUMANN
A Música
Álvares de Azevedo nasceu em 1831 em São Paulo. Poeta, dramaturgo e contista, é considerado um dos principais nomes da segunda fase do romantismo brasileiro. Escreveu a “Lira dos vinte anos”, poemas. Traduziu Parisina, de Lord Byron, e fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano. Com tuberculose, criou um de seus poemas mais famosos, Se Eu Morresse.
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Robert Schumann, um dos maiores compositores do romantismo alemão, irá completar 200 anos de nascimento em 8 de junho de 2010. Para homenageá-lo, e abrindo as celebrações deste bicentenário, apresentamos neste concerto obras camerísticas importantes deste compositor compostas em períodos diferentes da vida dele. Começamos o programa com “Arabesque para piano solo, op.18”, uma peça em forma rondó onde episódios recorrentes contrastam com o tema principal. Em seguida ouviremos o “Phantasiestücke, op. 73”, escrita em 1849, obra que faz parte de um período de ebulição criativa deste compositor, que apenas neste ano de trabalho completaria mais de 40 peças, muitas de tamanho considerável. Seu rendimento financeiro quadruplicou no período e sua capacidade física e psicológica estavam excelentes. Sete anos antes, em 1842, foi o período da música de câmara para Schumann. Após mergulhar nas análises dos quartetos de Haydn e de Mozart, Robert, em escassos doze meses, compôs diversos quartetos de cordas. Como exemplo desta época apresentaremos o Quarteto em Mi Bemol, op. 47 para cordas e piano que tem somente três exemplos anteriores (dois de Mozart e um de Beethoven). Sua produção anterior era basicamente pianística e era, até certo ponto, natural que ele buscasse integrar seu instrumento básico no domínio da música de câmara. Pode-remos perceber um certo destaque do piano em detrimento das cordas e que estas em geral são quase sempre obrigadas a tocar em seus registros médios e graves quando conduzem as melodias. Essa são justamente duas das características mais impressionantes deste peça. O brilho da parte de piano assume um caráter bastante
obra composta por Cláudio sobre textos de Vinicius de Moraes. Nesta obra percebemos a maestria de Santoro na junção da poesia com a música criando um ciclo de canções impregnados de um profundo lirismo. Os comentários musicais dos poemas de Vinicius foram realizados com fonética apropriada para o cantor solista, conseguindo atingir a verdadeira atmosfera romântica do lied. O ciclo se beneficia da espontânea musicalidade do poeta, bem captada e interpretada pelo compositor que deixou um acervo musical de cerca de 500 obras, entre solos, trios, quartetos, 14 sinfonias, concertos, cantatas, ópera, música eletroacústica, e uma atuação a nível artístico e educacional que influenciou várias gerações brasileiras.
O amor, a poesia e a saudade
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Mendelssohn e Homenagem a Claudio Santoro Casimiro de Abreu e Vinícius de Moraes Daniella Carvalho Luciana Costa e Silva Reginaldo Pinheiro Inácio de Nonno Flavio Augusto
soprano mezzo-soprano tenor barítono piano
Fernando Eiras
ator
F. Mendelssohn Canções Suleika op.34 nº 4 Luciana Erster Verlust op. 99 nº 1 Daniela Venetianisches Gondellied op.57 nº 4 Nachtlied op. 71 nº 6 Inácio
Reginaldo
Duetos Ich wollt, meine Lieb ergrösse sich op. 63 nº 1
Daniela / Luciana
Grüss op. 63 nº 3 Daniela / Inácio Herbstlied op. 63 nº 4 Reginaldo / Inácio Abendlied Reginaldo / Inácio Wasserfahrt Reginaldo / Luciana Aus Psalm 95 op. 46 Daniela / Luciana Homenagem a Cláudio Santoro Canções selecionadas do Ciclo “Canções de Amor” de Cláudio Santoro e Vinícius de Moraes
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O AMOR PELA HUMANIDADE E A INDIGNAÇÃO SOCIAL
A Palavra
O romantismo também é caracterizado pelos anseios libertários que na Europa foram muito influenciados pela revolução francesa, e no Brasil pela independência do país e pela abolição dos escravos. Castro Alves é nosso maior representante deste afã libertário, mas é também um poeta apaixonado. Seus principais poemas são “Os escravos”, “Espumas flutuantes” e “O navio negreiro”. Já Ferreira Gullar, muito influenciado pela poesia concreta, não deixa de apresentar aspectos semelhantes aos do romantismo libertário. Em uma linguagem pessoal e intensa, Gullar se mostra um poeta sensível à problemática do homem e da sociedade. Podemos dizer que Gullar de algum modo se vincula ao romantismo revolucionário, bastante marcante na década de 60, no Brasil e no mundo. O ator Emílio de Melo representa a indignação dos poetas quanto ao sofrimento alheio por meio da denúncia social em Castro Alves, com poemas como “O Navio negreiro”, representando o século XIX e, em Ferreira Gullar, poemas como “Boato”, e “Meu povo meu poema”, representando o século XX.
“ Toda Palavra é Música - Um retrato poético e
Ferreira Gullar nasceu em 1930, em São Luís, Maranhão. Lançou seu primeiro livro, Um Pouco Acima do Chão, em 1949. Mudou-se para o Rio de Janeiro. Tem diversos livros publicados além de textos em vários jornais e revistas. Assumiu a diretoria da Funarte entre 1992 e 1995, período durante o qual publicou o polêmico “Argumentação Contra a Morte da Arte”.
um autor do século XIX e um nome representativo
LISZT
A Música
Castro Alves Antonio Frederico de Castro Alves nasceu na Bahia, no ano de 1847. Estudou Direito no Colégio Abílio César Borges, onde foi colega de Rui Barbosa. Escreveu poesia lírica e também poesia de caráter social, em favor da abolição da escravatura. Em 1868, numa caça, feriu-se com tiro no pé direito e teve o mesmo amputado. Em 1870, publicou “Espumas Flutuantes.” Falece em 1871 aos 24 anos, na Bahia.
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Neste concerto apresentamos duas obras representativas do virtuosismo pianístico de Franz Liszt “Três Estudos Transcendentais S. 139” e a “Sonata para piano em si menor”. A versão inicial desses estudos, “Estudo em Doze Exercícios”, foi escrita em 1826, quando Liszt tinha 15 anos. Em 1837, lançou em Paris, Milão e Viena uma outra versão desses Estudos, com o nome de Douze Grandes Études. A terceira versão é a que apresentamos neste concerto. É a mais famosa e foi lançada em 1852 recebendo o nome de Estudos de Execução Transcendental, sendo mais conhecida por Estudos Transcendentais tendo sido dedicada a Carl Czerny, um dos professores de piano de Liszt ao longo de sua vida. A primeira versão já era uma obra desafiadora. Porém, as demais versões deram um salto no nível de virtuosismo que contrasta com trechos líricos e sentimentais. A Sonata em si menor S 178 foi composta em 1852-1853, e executada pela primeira vez em 27 de janeiro de 1857 em Berlim. Ela foi atacada por conservadores críticos tais como Eduard Hanslick e Brahms, que adormeceu durante a execução da obra. No entanto, a sonata foi elogiada de forma entusiasmada por Richard Wagner. A obra foi dedicada a Robert Schumann, em contrapartida à dedicatória que Schumann havia feito na Fantasia em Dó Maior, Op.17 (1836) para Liszt. A peça explora todas as regiões do piano e o intérprete necessita toda sua técnica, paixão, emoção, e estrutura para executá-la. Nosso solista para este concerto é o pianista cubano Orlando Alonso, re-
musical do romantismo” traz ao palco do CCBB uma abordagem das inspirações e encantamentos de grandes compositores e poetas brasileiros reunidos nesse projeto pela essência romântica de suas obras. O lirismo manifestado na música apresenta aqui também sua contrapartida em palavras. Na palavra dos poetas românticos do século XIX e nos reflexos do romantismo ainda presentes em nossos poetas contemporâneos. Na leitura de cada poesia, realizada por atores e poetas, relacionando sempre da poesia do século XX, e nas apresentações musicais executadas por grandes intérpretes, integraremos estas manifestações artísticas de forma direta e intensa. Uma viagem através de poesias e textos de Castro Alves, Ferreira Gullar, Gonçalves Dias, Elisa Lucinda, Casimiro de Abreu, Vinicius de Moraes, Viviane Mosé e Álvares de Azevedo, e a música de compositores atemporais como Franz Liszt, Francisco Mignone, Robert Schumann, Claudio Santoro,Villa-Lobos e Felix Mendelssohn. Para realizar esta viagem foram convidados os atores e poetas Fernando Eiras, Viviane Mosé, Elisa Lucinda e Emilio de Melo que, ao lado dos sopranos Daniella Carvalho e Adriana Clis, do mezzo-soprano Luciana Costa e Silva, do tenor Reginaldo Pinheiro, do barítono Inácio de Nonno, dos pianistas Luiz Fernando Benedini Flavio Augusto e Gilberto Tinetti, do violinista Michel Bessler, do violista Gabriel Marine, do violoncelista Alceu Reis, e do renomado pianista cubano radicado nos Estados Unidos Orlando Alonso irão percorrer, junto com o público, este caminho pelo romantismo musical e poético.
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Patrocínio Banco do Brasil Realização Centro Cultural Banco do Brasil Equipe Técnica Direção Musical
Lilian Barretto Curadoria de poemas
Viviane Mosé Coordenação Geral
Gabriele Ilse Leib Pablo Castellar
Ouvir a palavra
dos poetas românticos brasileiros do século XIX
ecoada no romantismo de nossos poetas contemporâneos. Escutar a música dos mestres do período romântico, e perceber os reflexos presentes na obra
Produtor Executivo
de grandes compositores nacionais do século XX que expressaram a alma
Iza Gilz
brasileira e sua essência romântica.
Assistente de Produção
Leonardo Caetano Design gráfico
Angélica Carvalho Fotografias do Programa
Toda palavra é música na inspiração e no encantamento do romantismo atemporal presente nas obras apresentadas nesta série. O Centro Cultural Banco do Brasil, com este projeto, convida o seu público a embarcar em uma
Guido Paternò Castello
viagem pelo romantismo musical e poético. Nesta paisagem simbólica, uma
Assessoria de Imprensa
nova percepção sobre este fenômeno que valoriza a emoção e o mistério e
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que cultua a subjetividade e o sentimento sobre a razão.
Sonorização
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