Banco do Brasil apresenta
OBR AS R AR AS VOZES,
CORDAS
&
UM CRAVO agosto de 2004
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R O G R A M A Ç Ã O
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CONJUNTO CALÍOPE
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BRUNO PROCÓPIO
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QUARTETO CAMARGO GUARNIERI
24 T R I O G U E D E S , P R E S G R A V E & A R Z O L L A
Patrocínio e Realização
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OBR AS RARAS VOZES, CORDAS & & UM CRAVO A música tem uma linguagem universal. O manejo revolucionário da voz e o desenvolvimento da arte musical ao longo dos séculos permitiu a diversificação e a integração de instrumentos, timbres, sons, ritmos e estilos.
É nessa riqueza cultural que, ao selecionar seus eventos musicais, o Banco do Brasil apresenta uma programação variada, criando possibilidades para que o público tenha contato com diversos gêneros e suas influências no mundo contemporâneo.
Os eventos divulgam possibilidades sonoras de instrumentos e ritmos, promovem intercâmbios e contribuem tanto para a difusão da cultura universal quanto para a valorização das raízes musicais brasileiras. Incentivam ainda a aproximação de artistas de diferentes vertentes e gerações como ingrediente para a inovação.
A música reflete questões culturais, políticas e sociais. Dessa forma, o Banco do Brasil convida o espectador a interpretar e refletir sobre tais aspectos, em busca de um novo olhar. Assim, contribui para a formação do público, além de promover e difundir suas formas de expressão.
Centro Cultural Banco do Brasil
A música européia culta composta desde o fim do Renascimento até nossos dias constitui um vastíssimo repertório de dimensões incomensuráveis. É certamente uma ponta muito pequena do i c e b e r g que costumamos ouvir na vida dos concertos e mesmo nos discos. A série Obras Raras pretende preencher lacunas e aguçar a curiosidade, propondo ao público obras de menor circulação de compositores consagrados e peças compostas por nomes não tão conhecidos da história da música ou por compositores vivos – para alargar horizontes e depurar ouvidos.
AS OBRAS CONJUNTO CALÍOPE Dia 3
O ROMANTISMO E O PÓS-ROMANTISMO produziram uma generosa colheita de música coral acompanhada ou a cappella. Pela própria natureza do trabalho com a voz, voltado para a tradução em música e palavras do universo de poetas célebres ou anônimos, a canção coral não enveredou muito pela experimentação que caracterizou a música moderna – não pelo menos até Berio ou Ligeti. A presença de compositores do século XX como Holst e Johansen não significa, no programa de hoje, afastamento da melodia e de harmonias consonantes em sua maior parte. Mesmo no caso de Bartók, a escrita harmônica mais dissonante não chega a ser angulosa. Gustav Hols Holstt compositor profundamente identificado com a tradição coral britânica – musicou os Hinos corais do Rig Veda indiano, os mais antigos poemas religiosos conhecidos, em sua própria tradução do sânscrito. De inspiração panteísta, a série de quatro hinos para vozes femininas e harpa aqui apresentada, concluída em 1910, transpõe em sonoridades diáfanas a adoração aos elementos. Hugo W olf ficou conhecido na maturidade e na posteridade como mestre Wolf da canção (Lied), mas entre suas criações da juventude os coros são considerados precursores de seu verdadeiro gênio. Em Im stillen Friedhof (Na paz do cemitério), sobre poema de Ludwig Pfau, o compositor nos leva a um passeio melancólico e questionador, enquanto Die Stimme des Kindes (A Voz da criança, Nikolaus Lenau) mexe fundamente no tema pungente do silêncio de uma criança morta. Franz Schubert também teve sua produção coral – muito mais vasta que a de Wolf – eclipsada pela sombra portentosa de seus Lieder, que praticamente constituem a invenção de um gênero. Ständchen (Serenata) de 1827 , sobre poema de Franz Grillparzer, para coro feminino e contralto solista, mistura leveza e ardente melancolia contra o pano de fundo de um acompanhamento ondeante do piano; também para coro feminino e piano, Gott ist mein Hirt (O Senhor é meu pastor, o Salmo 23) parece evocar a idéia da redenção no ostinato do acompanhamento, enquanto as fulgurantes evasões nas regiões harmônicas mais afastadas da tonalidade fundamental de lá bemol maior sublinham as passagens consagradas ao fardo da fragilidade terrestre. Para coro masculino, Im Gegenwärtigen Vergangenes (Lembrança do passado no presente) é uma pequena cantata sobre poema de Goethe, na qual os efeitos de crescendo são calculados em função do aumento progressivo do número de vozes; e Der Gondelfahrer (O Gondoleiro) evoca a fluidez das ondas e o vivo balanço da gôndola na lagoa através do vai-e-vem das semicolcheias na voz superior.
Para coro misto, An die Sonne (Ao Sol) alternando o canto polifônico e o homofônico em um plácido andamento adágio e Die Geselligkeit (Camaradagem) são duas pequenas odes de adoração ao astro-rei e de exaltação do convívio harmonioso. As Quatro canções populares eslovacas foram compostas por Bela Bartók em 1917, evocando com temas folclóricos cenas da vida camponesa – a colheita, o casamento, a dança, a comida e a bebida. Elas alternam com freqüência as vozes em uníssono com uma escrita mais polifônica. Sven-Eric Johansen pertenceu a um grupo de compositores que começaram a criar na década de 40 sob a influência de Hindemith e Bartók. Em suas canções sobre textos de Shakespeare, Fancies, mostra uma linguagem tonal rica em dissonância, permanecendo no entanto alegre e lírica.
Dia 10 BRUNO PROCÓPIO
A SUÍTE DE DANÇAS para instrumento de teclado começou a florescer em diferentes países europeus já no século XIV, mas só adquiriria sua forma mais conhecida no barroco – uma sucessão de peças uniformemente constituídas, com certa unidade temática ou tonal - no início do século XVII. Foi então que Johann Sebastian Bach conferiu ao gênero sua máxima coerência e expressividade, não sem deixar-se permear por influências de compositores não só alemães, como franceses e italianos, cujas obras constavam de sua bem fornida biblioteca musical. Alguns dos mais importantes dentre eles são abordados neste recital. Jean-Henri D’Anglebert (1635-1691), cravista na corte de Luís XIV durante quase trinta anos, até sua morte, escreveu o mais completo “quadro de ornamentos”, introduzindo notações inovadoras que em muitos casos ainda hoje estão em vigor. Sabemos que Bach dispunha desta fonte quando escreveu seu próprio quadro de ornamentos. Girolamo FFrescobaldi rescobaldi (1583-1643) é considerado um dos mestres fundadores da música para teclado européia, tendo criado e inovado tanto na escrita de órgão quanto na de cravo. As tocatas de seu Primeiro Livro, publicado em 1615, ostentam uma virtuosidade que em suas características de complexidade rítmica, risco harmônico e dramatismo seria aprofundada nos cadernos mais tardios. Bach copiou pessoalmente grande parte de sua obra. Johann Jacob FFroberger roberger (1616-1667), o mais influente compositor de música de teclado na Alemanha de sua época, visitou a Itália (onde estudou com Frescobaldi) e a França, criando um novo estilo alemão através da síntese dos estilos musicais desses dois países. Em suas suítes inspiradas na tradição francesa, infundiu uma intensidade expressiva tipicamente germânica. Compôs prelúdios com uma escrita mensurada mas para serem tocados “ao gosto”, de maneira livre, o que nos permite hoje imaginar como os franceses tocavam os “préludes non mesurés” que davam ao intérprete liberdade de ritmo e andamento.
Giovanni Salvatore (morto em 1688?) foi padre, organista, compositor e maestro di cappella em Nápoles. Tendo-se destacado tanto na música vocal quanto para teclado, compunha num estilo semelhante ao de Frescobaldi. L ouis Marchand (1669-1732) foi organista da corte do rei de França, e passou à posteridade sua famosa saída precipitada da cidade alemã de Dresden para fugir a um confronto com Bach ao órgão. Suas Suítes são obra da juventude e constavam da biblioteca musical de Bach, cuja interpretação extremamente rápida das danças para teclado do compositor francês foi registrada por um biógrafo. Q U A R T E T O C A MA R G O G UA R N I E R I Dia 17
O LANGSAMER SATZ
(Movimento lento) para quarteto de cordas foi composto por Anton W Webern ebern em 1905, sob a influência de Schönberg, de quem era aluno, mas também de Brahms, Mahler e Wagner. Com duração de cerca de dez minutos, caracteriza-se pelo forte sentido de exploração harmônica mas também da escrita polifônica, fazendo ressaltar já os elementos de economia de meios e trabalho depurado de sonoridades pelos quais o compositor ficaria conhecido na maturidade.
Composto em 1944 e de duração igualmente breve (aproximadamente 12 minutos), apesar de conter três movimentos, o Quarteto nº 2 de Camargo Guarnieri começa com a indicação “Enérgico” tão cara ao compositor, músico de convicções fortes e temperamento expressivo de grande relevo. É obra impregnada de elementos nacionais brasileiros, desde a expressividade típica das toadas paulistas no primeiro movimento à utilização de ritmos dançantes no animado allegro final, passando pela “expressão recôndita e penetrada da mágoa de nossos cantos populares” (Eurico Nogueira França) do movimento intermediário. O Quarteto nº 5 de Heitor Villa-Lobos também é das expressões mais tipicamente impregnadas de brasileirismo de sua música de câmera. Já no movimento inicial, Poco andantino, reconhecemos a melodia da canção de roda “Fui no tororó”. Era, em 1931, depois de um longo intervalo de permanência na Europa, a retomada do compositor com os vínculos nacionais e com a música para quarteto de cordas. Com sua escrita freqüentemente linear e seu ethos “inocente”, para não dizer ingênuo, comparável em artes plásticas aos quadros de um Heitor dos Prazeres ou de uma Djanira, esta obra de grande frescor foge às complexidades da música de quarteto para nos levar por um passeio pela imaginação brasileira mais tradicional. Composto em 1932, o Quarteto nº 2 de Silvestre Revueltas utiliza temas folclóricos mexicanos, mas é basicamente atonal, ao mesmo tempo exibindo ritmos complexos que têm paralelo em Strawinsky, Bartók e Janacek. O primeiro movimento alterna uma parte de caráter bem rítmico e de dinâmicas contrastantes com outra lenta, “molto cantabile ed espressivo”. Certos motivos utilizados neste movimento aparecem também no segundo, que, oscilando entre o forte e o fortíssimo, se caracteriza pela
agressividade, com súbitas e surpreendentes mudanças de tempo e caráter. O terceiro movimento, de curta duração, também permanece na região dinâmica do forte, enveredando por um fugato aparentemente caótico que acaba conduzindo ao consenso.
Dia 24 D AN IE L G U E D E S, FA B IO P RE SGRAV E , A N T O N IO A RZ OL L A
O DUETO PARA VIOLONCELO E CONTRABAIXO foi composto por Gioacchino Rossini a pedido de um violoncelista amador que queria tocar com o grande contrabaixista das primeiras décadas do século XIX, Domenico Dragonetti. Com a habitual mistura de humor e melodismo do compositor, a peça joga admiravelmente com todas as gradações de cor dos dois instrumentos mais graves da família das cordas, e constituía na época (1824) um notável esforço de inovação na escrita para o contrabaixo. Composto em Budapeste em 1914, o Duo para violino e violoncelo opus 7 de Zoltán Kodály é uma das obras em que a associação do brilho do violino com a melancolia do violoncelo teve mais feliz expressão. Sua linguagem, não raro confiando ao instrumento mais grave o papel de acompanhamento em geral assumido pelo teclado, é a do contraponto que chegou a sua máxima expressão em Bach. Mas a expressividade tipicamente novecentista do compositor se faz sentir na força dramática ou declamatória de vários momentos, na sonoridade generosa, na liberdade melódica e rítmica e também nos perfumes folclóricos húngaros. As Danças folclóricas húngaras para violino e violoncelo de Bela Bartók apresentam o “cheiro da terra” da nacionalidade do compositor em climas variados que vão do dançante propriamente ao melancólico. A primeira delas joga com a alternância tonal/modal e com a variedade métrica – donde sua indicação “irônico”. Na segunda, o tema repetido pelo cello tem a cada vez harmonização diferente no violino. A terceira, com escansão métrica muito peculiar, passa do violino ao violoncelo um tema sempre acompanhado de bordão. A quarta é um coral em escala dórica e a quinta apresenta pela primeira vez o característico ritmo húngaro obtido com colcheia seguida de semínima pontuada. A sexta tem um tema único “con motto” e a última também adota um ritmo característico húngaro. O Duo para violino e violoncelo composto por Pablo Castellar em 1999, em Nova York, utiliza movimentos contrastantes que exploram as sonoridades desta formação, aliados a um jocoso tempero nacionalista. A obra, dedicada a Daniel Guedes e Fabio Presgrave, foi executada em muitas salas de concerto do Brasil e dos Estados Unidos.
Clóvis Marques
OS
ARTISTAS
Conjunto Calíope
Fundado em 1993 e ganhador do Prêmio Carlos Gomes 2002, já apresentou programas dedicados a compositores como Claudio Monteverdi, Henry Purcell, Johann Sebastian Bach, Georg Philipp Telemann, Gioacchino Rossini, Anton Bruckner e Benjamin Britten, e programas temáticos com música colonial brasileira e latinoamericana, villancicos ibéricos, óperas barrocas, música norte-americana, música coral brasileira, etc. Lançou quatro CDs: Música Brasileira e Portuguesa do século XVIII (1999)), Sábado Santo (2001), Quinta-Feira Santa (2002) e Música Fúnebre (2003). Em 2003, a convite da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Orquestra Petrobras Pró-Música, o grupo ampliou suas atuações, criando o Conjunto Calíope, que pode chegar a oitenta cantores, com o objetivo de realizar obras do período clássico ao contemporâneo.
Julio Moretzsohn
Professor de Regência Coral e Música de Câmera na Universidade do Rio de Janeiro, onde se formou, especializou-se em regência coral com Carlos Alberto Figueiredo nos Seminários de Música Pró-Arte, tendo-se aperfeiçoado com Cees Rottewell, John Poole, Martin Schmidt e Erick Erickson. Desde 1993 é diretor musical do Conjunto Calíope, com um repertório que vai da música barroca e colonial brasileira até obras contemporâneas, quer na sua versão original de 16 vozes, quer na sua formação sinfônica de até 80 vozes. Desde 1999 dirige o projeto Orquestra de Vozes Meninos do Rio para as Secretarias Municipais de Educação e Culturas, formando um coral de 1.100 crianças da Rede Municipal de Ensino.
Bruno Procópio Mineiro, aluno de Marcelo Fagerlande no Rio e de Pedro Persone em São Paulo, aperfeiçoou-se no Conservatoire National de Région de Paris com Cristophe Rousset e Pierre Hantaï e com Patrick Cohen (pianoforte) no Conservatoire National Superieur de Paris, além de trabalhar a música de câmera com Blandine Ranou e Kenneth Weiss. Apresentando-se como solista ou camerista em auditórios parisienses como a Salle Gaveau, a Cité de la Musique e o Théâtre des Champs-Elysées, organizou e dirigiu concertos na Índia e no Irã. Ministrando aulas na Universidade Católica do Chile e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio), gravou as Partitas de J. S Bach em CD (La Guilde des Musiciens) que terá continuidade num segundo volume, completando a integral. Quarteto Camargo Guarnieri Elisa Fukuda Natural de São Paulo, iniciou os estudos de violino aos 4 anos com seu pai, Yoshitame Fukuda, prosseguindo-os com Johannes Oelsner e Maria Vischnia. Graduou-se em 1974 no Conservatório de Música de Genebra (Suíça), na classe de Corado Romano, e em 1975 obteve o Primeiro Prêmio de Virtuosidade. Entre 1975 e 1979 aperfeiçoou-se com Nathan Milstein, Henryk Szering, Arthur Grumiaux e Sandor Vegh. Apresentando-se nas mais importantes salas do Brasil e da Europa como solista e recitalista, formou em 1992, com o pianista Giuliano Montini e o violoncelista Peter Dauelsberg, o Trio Dell’Arte, com o qual gravou dois CDs (Dvorak, Nepomuceno, Brahms e Schubert) e excursionou pela Argentina e a Europa. Além da atividade didática que desenvolve na Escola Fukuda, é diretora artística da Camerata Fukuda.
Maria Fernanda Krug
iniciou seus estudos de violino aos 7 anos com sua mãe, Maria Lúcia Krug, na Escola de Música de Piracicaba. Posteriormente, estudou com Nelson Rios, Elisa Fukuda e Evgenia-Maria Popova. Em 2000, ingressou na Escola Superior de Música de Colônia, Alemanha, e na Academia Walter Stauffer em Cremona, Itália, na classe do violinista Salvatore Accardo, com quem se aperfeçoa desde então. Solista de
várias orquestras brasileiras, apresentou-se em master classes e festivais internacionais. Em 2001, ingressou na Orquestra de Câmera Solistas de Salzburgo, na Áustria, participando de concertos na Áustria, na Holanda, na Itália, no Líbano e na Finlândia, e atuando como sua solista em turnê no Japão. Em 2002 passou a integrar o Quarteto Ariadne, apresentando-se em importantes salas na Europa e no Brasil.
Renato Bandel , depois de formação inicial em piano e violino, iniciou seus estudos de viola com Elisa Fukuda, ingressando no curso de Música da USP em 1992, sob orientação de Marcelo Jaffé, ao mesmo tempo em que trabalhava com Paulo Bosisio no Rio de Janeiro. Integrava então a Camerata Fukuda e atuava como líder do naipe de viola da Orquestra Experimental de Repertório. Depois de dois anos de estágio na Orquestra Filarmônica de Berlim, passou a aperfeiçoar-se em 1997 na Escola de Artes de Berlim (Hochschule der Künste Berlin) com Hartmut Rohde. Nos sete anos em que permaneceu em Berlim, integrou o Ensemble Oriol Berlin, além de ter atuado como músico convidado na Orquestra Gulbenkian (Lisboa). Atualmente integra a Orquestra Sinfônica da USP, a Orquestra Sinfônica de São Bernardo, o Quarteto Camargo Guarnieri e o Duo Violapso, além de exercer atividades didáticas.
Raïff Dantas Barreto nasceu em João Pessoa. Depois de começar seus estudos de violoncelo aos 14 anos com Nelson Campos, em 1989 foi aperfeiçoar-se com Enrico Contini no Conservatório Arrigo Boito de Parma, Itália, onde ficou até 1992, trabalhando também com o pianista Dario De Rosa (Trio de Trieste) e com o Nuovo Quartetto Italiano. Voltando ao Brasil, foi por três anos primeiro violoncelo da Orquestra Sinfônica da Paraíba. Em 1996, assumiu a cadeira de primeiro violoncelo da Orquestra do Norte em Portugal. Foi violoncelista do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo na temporada de 1997 e atuou como solista sob a regência de Eleazar de Carvalho, Fred Gerling, Lutero Rodrigues e Günter Arglebe, dando recitais no Brasil, na Espanha e na Itália. Em 1999, realizou a estréia brasileira do Concerto n° 2 para violoncelo de D. Chostakovich com a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Além de intensa atividade camerística, é professor titular na Universidade Livre de Música Tom Jobim de São Paulo. Toca o violoncelo “Príncipe do Brasil”, gentilmente cedido pelo príncipe Pedro Gastão de Orleans e Bragança.
Daniel Guedes
Nascido em 1977 no Rio de Janeiro, venceu aos 13 anos o IX Concurso Jovens Concertistas Brasileiros, aperfeiçoando-se na Guildhall School of Music em Londres e na Manhattan School of Music de Nova York (onde é hoje professor assistente), com Detlef Hahn e Pinchas Zukerman, entre outros. Vencedor de concursos nos EUA, tem-se apresentado como camerista e solista de orquestras brasileiras, norte-americanas e canadenses.
Fábio Presgrave
Depois de estudar no Rio de Janeiro com Fernando Bru e Alceu Reis, bacharelou-se em Nova York pela Juilliard School of Music, onde completou seu mestrado com distinção máxima em violoncelo. Solista de várias orquestras brasileiras, apresentou-se como recitalista em palcos americanos e brasileiros. Integrou o Rio Cello Ensemble, com o qual realizou tournées pela Inglaterra, França, Portugal, Argentina e Brasil. Depois de integrar como primeiro violoncelo a Orquestra Sinfônica Brasileira, está hoje na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).
Antonio Arzolla nasceu em Piracicaba onde estudou com Sandor Molnar. Graduou-se pela UFRJ, estudando com Sandrino Santoro. Fez mestrado na Uni-Rio, onde é professor desde 1988. Freqüentou master classes com vários professores internacionais. Integrando a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro desde 1990, atua como camerista e recitalista, tendo realizado primeiras audições de várias obras brasileiras. É membro da Sociedade Internacional de Contrabaixistas.
PROGRAMA
Dia 3
CONJUNTO CALÍOPE H UGO W OLF (1860-1903) Im stillen Friedhof, Op.10 Coro misto e piano Die Stimme des Kindes, Op. 10 Coro misto e piano
B ELA B ARTÓK (1881-1945) Quatro Canções Eslovacas (Sz. 70) Coro misto e piano Hochzeitslied aus Poniky Heu-Erntelied aus Hiadel Tanzlied aus Medzibrod Tanzlied aus Poniki
G USTAV H OLST
(1874 -1934)
Choral Hymns from the Rig Veda op.26 Coro feminino e piano
Julio Moretzsohn
maestro Katia Baloussier
piano
sopranos Ana Flavia Albuquerque Doriana Mendes Helen Heinzle Laila Oazem Sylvia Salusti
mezzos Alessandra Hartkopf Ana Madalena Nery Carolina Faria (solo em Ständchen de Schubert)
Denize Vieira Natália Decotelli
Hymn to the Dawn Hymn to the Waters
tenores
Hymn to Vena
Fernando Moura Geilson Santos
Hymn to the Travellers
S VEN -E RIC J OHANSEN (1919 - 1997)
(solo em Im Gegenwärtiges Vergangenes de Schubert)
José Mirabeau Rivelino Aquino Ronaldo Victório
Fancies I - Shakespeare Songs Coro misto e piano Sylvia Under The Greenwood Tree Blow, blow, Thou Winter Wind Fancy Mistress Mine
F RANZ S CHUBERT (1797 - 1828) Der Gondelfahrer, op.28, D.809 Coro masculino e piano Gott ist mein Hirt, D.706 Coro feminino e piano Im Gegenwärtiges Vergangenes, D.710 Tenor solo, coro masculino e pian o
Ständchen, D. 920 Alto solo, coro feminino e piano An die Sonne, D. 439 Coro misto e piano Die Geselligkeit, D. 609 Coro misto e piano
barítonos Antônio Guapiassú Daniel Albuquerque Ezequiel Decotelli Fabrício Claussen Rafael Thomas
Dia 10
BRUNO PROCÓPIO cravo
J EAN -H ENRY D’A NGLEBERT (1635-1691) Suite em sol maior prélude allemande courante double de la courante 2° courante sarabande gigue 2° gigue gaillarde chaconne rondeau gavotte menuet
G IROLAMO F RESCOBALDI (1583-1643) Toccata em mi del primo libro 1615
J OHANN J ACOB F ROBERGER (1616-1667) Suite VI em do maior (livre de 1656 ) lamento gigue courante sarabande
G IOVANNI S ALVATORE (? 1688 ) Toccata del primo tuono
L OUIS M ARCHAND (1669 - 1732) Suite em re menor prélude allemande courante 2° courante sarabande gigue chaconne
Dia 17
QUARTETO CAMARGO GUARNIERI Elisa Fukuda
violino
C AMARGO G UARNIERI (1907-1993) Quarteto n.2 Enérgico Nostálgico Alegre
S ILVESTRE R EVUELTAS (1899-1940) Quarteto n.2 Allegro giocoso Molto vivace Allegro molto sostento
A NTON V.W ERBEN (1883-1945) Langsamer Satz para quarteto de cordas
H. V ILL A -L OBOS (1887-1959) Quarteto n.5 Poco Andantino Vivo e Enérgico Andantino Allegro
Maria Fernanda Krug
violino Renato Bandel
viola Raïff Dantas Barreto
violoncelo
Dia 24
T R I O G U E D E S P R E S G R AV E
E
ARZOLLA
Daniel Guedes
violino
P. C ASTELL AR (1976-) Duo para violino e violoncelo Largo Andante Allegretto
Fabio Presgrave
violoncelo Participação especial
Antonio Arzolla
contrabaixo
G. R OSSINI (1792-1868) Dueto para violoncelo e contrabaixo Allegro vivace Andante cantabile Allegretto Moderatto Allegreto Piu Mosso
B. B ARTÓK (1881-1945) Danças folclóricas húngaras para violino e violoncelo Allegro irônico Allegretto Moderato Choral (Andante) Allegretto Con moto Vivace
Z. K ODÁLY (1882-1967) Duo para violino e violoncelo Allegro serioro, non troppo Adagio Maestoso e largamente, man non troppo lento
Direção artística Gaby Leib
Produção Executiva Pablo Castellar
Produção Administrativa Eduarda Fadini
Design Gráfico Angélica de Carvalho
Assessoria de Imprensa Bemelmans Comunicações
Textos Clóvis Marques
Patrocínio e Realização Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo