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Folder 3 Óperas em um Ato

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Banco do Brasil apresenta e patrocina Sāvitri Inspirado num episódio do Mahābharata Música e libreto de Gustav Holst Brasília 18 a 27 de outubro de 2007 Quinta a sábado às 21h, domingo às 20h

Sāvitri Liora Grodnikaite (Rio) / Carolina Faria (Brasília) A Morte Leonardo Neiva Satyavān Marcos Paulo Vozes internas Érika Muniz, Karla Danielle Araújo, Priscila Duarte e Carolina Faria

Rio de Janeiro Teatro I 8 de novembro a 2 de dezembro de 2007 Quarta a sábado às 19h30, domingo às 18h30

Uma Educação Incompleta Une Education Manquée Música de Emmanuel Chabrier / Libreto de E. Lettrier et A Van Loo Gontram de Bois-Massif Flavia Fernandes Hélène de la Cerisaie Carolina Faria Maître Pausanias Leonardo Neiva

O Diário do Desaparecido Zápisnik zmizelého Música de Leoš Janáček / Poemas de Osef Kalda Janik Marcos Paulo Zfeka, a cigana Liora Grodnikaite (Rio) / Carolina Faria (Brasília) Vozes internas Érika Muniz, Karla Danielle Araújo e Priscila Duarte Doppiones Érika Muniz, Karla Danielle Araújo, Marcelo Sader & Murilo Neves SCES, Trecho 2, Conjunto 22 - Brasília DF CEP 70200-002 Tel. (61) 3310-7087 Ônibus gratuito a partir das 11h, confira os horários no site bb.com.br/cultura Rua Primeiro de Março, 66 - Centro CEP 20010-000 - Rio de Janeiro RJ tel. (21) 3808-2020 bb.com.br/cultura

Realização

Linda Bustani piano Direção cênica André Heller-Lopes Andre Heller-Lopes - Diretor Geral Especializado em Ópera, trabalhou na San Francisco Opera, MET de Nova York e Royal Opera House, Covent Garden de Londres. No Brasil dirigiu Idomeneo (TMRJ), Andrea Chenier e A Filha do Regimento (TMSP). Coordenador de ópera da Prefeitura do Rio e professor da UFRJ, cursa doutorado com bolsa da CAPES. Flávia Fernandes - Soprano Natural do Rio de Janeiro, vem recebendo elogiosas críticas pela beleza do timbre e refinamento ao cantar. Foi solista de importantes orquestras do Brasil, como a Petrobrás Pro-Música, a Sinfônica Nacional, a Sinfônica do Teatro Municipal do RJ e a Amazonas Filarmônica. Carolina Faria - Mezzo Soprano Natural do Rio de Janeiro, trabalhou sob regência de grandes nomes da música e do teatro, como Gabriel Yared e Sérgio Britto, e já esteve à frente das mais conceituadas orquestras do país, como OSESP, OSB e Petrobras Sinfônica. Leonardo Neiva - Baritono Leonardo Neiva vem se destacando pela qualidade impar de seu material vocal e desenvoltura cênica. Estudou com Francisco Frias e Rita Patané (Milão/Itália). Participou do Curso Internacional de Verão no Teatro Colón, trabalhando repertório lírico com Susana Cardonnet.

Marcos Paulo - Tenor Considerado uma das mais belas vozes de tenor do Brasil, estudou com Graziela di Salerno e, em 1995, foi vencedor do "Luciano Pavarotti International Vocal Competition", na Filadélfia. No ano seguinte foi convidado para cantar com Pavarotti a ópera Stravaganza. Linda Bustani - Piano Vencedora do Prêmio Carlos Gomes de 2003 como melhor pianista do ano, Linda é uma das mais importantes musicistas sul-americanas de projeção internacional, se apresentando nas maiores e melhores orquestras do mundo. Liora Grodnikaite - Soprano A cantora lituana de apenas 29 anos já se firmou como um dos mais promissores talentos, atuando nos maiores palcos da Europa. Recentemente apresentou o papel principal de “Carmen”, de Bizet no Teatro Bolshoi, na Rússia e foi “principal artist” no The Royal Opera House de 2004/2006. Figurinos Marcelo Marques (Savitri e Uma Educação Incompleta) e André Heller-Lopes (O Diário do Desaparecido) Iluminação Fabio Retti Cenário André Sanches e André Heller-Lopes Concepção original de cenário em “O Diário do Desaparecido” (Royal Opera House Covent Garden, 2004) Fernando Américo de Souza Concepção e direção de vídeo Angélica de Carvalho Edição e câmera Eduardo Sanchéz e Angélica de Carvalho Tradução e adaptação de diálogos falados (Uma Educação Incompleta) André Heller-Lopes Fotos (programa e divulgação) Angélica de Carvalho e Cesar França Design gráfico Angélica de Carvalho Cenotécnico André Salles Legendas Eddynio Rossetto Caracterização Deborah Levys Epstein Assessoria de Imprensa Eli Rocha e Liliane Schob Concepção e direção geral André Heller-Lopes Direção Musical Linda Bustani e André HellerLopes Assistentes de Direção Julianna Santos e Menelick de Carvalho Produção GL Produções Culturais Direção de Produção Pablo Castellar Assistente de Produção Miriam Gleitzmann Agradecimentos especiais Royal Opera House, Covent Garden, ROH Holst Foundation Agradecimentos Alexandre Magno, Carl Root, Colin Matthews, Copacabana Hotel ResidenciaDavid Gowland, Deborah Levys Epstein, Eliane Padmore, Eva Maras, Felipe Porto, Fundação Theatro Municipal Rio de Janeiro, Ingrid Brack, Ira Levin, Jette Parker Young Artist Programme, OSB, Roberto Minczuk, Richard Jarmann, Siri Fischer Hansen, Restaurante Piantella, Querubina Pizza D.O.C, Kryolan Professional Make-up

Sāvitri Gustav Holst

Uma Educação Incompleta

Apoio

Emmanuel Chabrier

O Diário do Desaparecido BRASÍLIA - DF

Leoš Janáček


Três Óperas em um Ato Uma ópera em três atos: um espetáculo para imponentes teatros, com seus vastos palcos e grandes públicos. Assim, geralmente, ela é pensada, desde o seu início, há exatos 400 anos quando, em 1607, o compositor italiano Claudio Monteverdi encenou “L'Orfeo” em Mantua, na Itália. Ao longo dos séculos, a ópera evoluiu em sua forma e seu conteúdo, despertando emoções em platéias mundo afora. Há, no entanto, uma outra manifestação operística que, apesar de pouco difundida, é representativa da variedade musical e dramática desse gênero. São as “óperas de câmera”, realizadas em apenas um ato, onde dois ou três solistas são acompanhados por um piano ou um pequeno grupo instrumental. O Banco do Brasil apresenta aqui três dessas preciosas peças, compostas por artistas de tempos e de lugares diferentes, unidas por sua temática universal: o amor e as diferentes maneiras de conquistá-lo. A temporada de “Três Óperas em um Ato”, que o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta, vem mostrar ao público brasileiro que a música lírica pode ser apreciada, também, em diferentes formas de espetáculo, não menos grandiosas e imponentes. CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

Óperas em um ato: idéias e argumentos Três óperas, reunidas em um espetáculo, cada qual em um ato único e dotada de uma linguagem musical original e independente. Eis o 'doce desafio' que o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília (outubro) e do Rio de Janeiro (novembro) nos propicia: precioso exercício de estilos e 'variações sobre o tema' ópera. Sāvitri, Une Education Manquée & Zápisnik zmizelého são óperas de câmera que compartilham a singularidade de terem sido compostas originalmente para vozes solistas e acompanhamento de piano; dividem também o fato de terem sido compostas entre 1879 e 1920, num período em que a música ocidental quebrava as barreiras do tonalismo e de suas formas, reinventando-se. Mais importante ainda, têm paixão e descoberta como tema central. Se na primeira destas pequenas 'jóias líricas' vemos a trágica luta de uma mulher contra a Morte, que vem buscar seu marido, na segunda ópera o tom é diametralmente oposto, o inocente 'drama' de um casal de recémcasados às voltas com a moral de sua época e a descoberta do desejo sexual. Finalizando nossa 'aventura lírica' talvez a mais fascinante e misteriosa ópera da noite, a sufocante, tórrida e apaixonada história de um jovem e seu amor proibido por uma mulher cigana, estranha; não podendo fugir ao seu destino, despede-se do mundo que conhece parta viver um grande amor. Inspirado num pequeno episódio do grande épico indiano Mahābharata, “Sāvitri” foi composta entre 1908 e 1909, tendo sido estreada apenas em 1916, na “London School of Opera”. Ao adaptar a história e compor a música, Gustav Holst (1874-1934) procurou concentrar suas forças, fugindo de um falso 'orientalismo', utilizando-se do mínimo de recursos e debruçando-se sobre apenas dois aspectos essenciais da trama: sua humanidade e seu misticismo. Mais do que uma exótica lenda vinda de uma Ínida de sonho, Sāvitri é a história de uma mulher, indiana ou alguém que conhecemos e que vive perto de nós; seu drama, a morte da pessoa que ama, é igualmente universal. Acima de tudo, devemos poder compartilhar ou compreender sua dor como se fosse a nossa e por isso a encenação propõe um visão 'moderna', atemporal da obra. Quando o Deus da Morte vem buscar Satyavān, marido de Sāvitri, esta o recebe com respeito e doçura, o que faz com este lhe conceda um pedido qualquer coisa menos a vida do marido. A 'saída' que Sāvitri encontra é enganar ao Deus da Morte fazendo com que este lhe prometa filhos e filhas, com os quais poderia espalhar 'vida' pela terra. É nessa presença 'material' da Morte, no diálogo que a heroína trava com o deus, que reside a mágica e o fascínio da obra; e como Sāvitri, gostaríamos todos de poder lutar contra

nossa própria mortalidade e a dos que amamos. O desfecho da história é simples, com o Deus sendo forçado a devolver a vida de Satyavān para que sua palavra empenhada seja cumprida. Porém, como os personagens da ópera repetem diversas vezes, tudo é parte de “Maya”, da ilusão, de sonhos: nossa vida, nossos corpos são partes de uma visão e assim sendo, será que a vitória de Sāvitri não é também um sonho passageiro, ninguém podendo escapar a seu destino? Com canta Satyavān, “What remaineth? Who can say?” -- somente o amor é real. Se ao final da ópera Satyavān parece retornar à vida, talvez seja apenas por breves momentos: como diz a Morte em sua última aparição, os poderes de “Maya” estendem-se mesmo para onde os homens sonham que estão vivos ou pensam que estão mortos; até a morte é parte da ilusão. Essa talvez seja a descoberta de Sāvitri: a vida passa por momentos de crise, sofrimento, e perda; ritos de transformação e passagem -- mas é essencialmente eterna, como a arte. Um universo diametralmente oposto, bem humorado e leve, envolve “Une Education Manquée”, do francês Emmanuel Chabrier (1841 - 1894). Obra elogiadíssima por Poulenc, de um compositor admirado por Ravel e Debussy feito digno de nota, um compositor ser admirado pela geração seguinte “Uma Educação Incompleta” (ou 'Equivocada', 'Falha') trata da noite de núpcias dos educadíssimos jovens Gontram, Conde de Bois-Massif e Hélène de la Cerisaie. Depois de anos de refinada educação, aprendendo com o tutor Pausanias “tudo que um homem deve saber” ou na severa criação de um convento, os jovens vêm-se recém-casados e deixados a sós pela primeira vez, sem ninguém por perto para dizer-lhes o que fazer e isto em plena noite de núpcias. Tanta 'liberdade' torna-se fonte de contrariedade para Gontram que efetivamente não sabe como proceder na situação, ao passo que Hélène não poderia dar 'o primeiro passo'-- mesmo talvez sabendo mais que o noivo. Eis a educação incompleta, “manquée”, do título da ópera: aquilo não lhes foi ensinado. “Education” narra uma bem humorada transgressão dos códigos de moral de uma época, onde os jovens descobrem que a refinada educação vitoriana, ao sabor da época da composição da ópera pouco vale face às demandas da natureza....é o descoberta do amor e do sexo. Paixão, amor, sexo e destino são o resumo de “Zápisník zmizelého”, do grande compositor tcheco um dos maiores de todos os tempos -- Léoš Janáček. (1854-1928). Terminada em 1919, “O Diário do Desaparecido”, é uma obra autobiográfica, onde o compositor deu voz, pela primeira vez, à paixão que lhe havia inspirado desde seu primeiro encontro, em 1917, sua 'musa' Kamila Stösslová. Nem a diferença de idades nem o fato de ser Kamila uma mulher casada e fiel ao marido impediram a Janáček de apaixonar-se por essa mulher judia, de olhos

escuros, dedicando-lhe algumas de suas mais importantes obras. Numa carta endereçada a sua musa em 1924, o compositor diz claramente: “...e a cigana escura de Diário do Desaparecido era você. Eis porque essa peça tem tanto fogo e emoção...Enquanto compunha, pensava em você!.” Obra de grande originalidade, híbrida entre ciclo de canções e mini-ópera, onde o compositor prevê a existência de uma iluminação sombria ou avermelhada, bem como a entrada e saída de seus 'personagens', “O Diário do Desaparecido” mostra as dúvidas e buscas de um jovem que se vê perdidamente apaixonado por uma mulher estranha. Ela é Zefka, uma cigana morena, de traços escuros e olhos profundos, negros, que fascinam irremediavelmente a Janík “Janíčku”, como ela o chama carinhosamente. Através de 21 canções e 1 'interlúdio erótico', acompanhamos sua indecisão, seu desejo angustiante, sua felicidade com a descoberta do amor, da paternidade e, ao final, sua necessidade de partir. Antes de fazê-lo, abandonando para sempre família, cidade natal e tradições tudo em que acreditava , fugindo na calada de noite, Janík escreve este 'diário', de forma compulsiva, explicando e tentando entender seus próprios atos. Nos poemas que compõem a ópera estão, aliás, outro grande mistério acerca de sua composição. A coletânea de poemas que inspirou Léoš Janáček era conhecida como a “Z péra samoukova” ( algo como 'da caneta de um autodidata'), tendo sido publicada originalmente no jornal “Lidové noviny”, em 1916, de onde o compositor recortou-os. Rezava a 'lenda' que eram poemas folclóricos, escritos numa mistura de dialeto e Tcheco coloquial, de autoria de um certo “J.D.”, um camponês que havia desaparecido, deixando sua família inconsolável. Somente em 1998, oitenta anos após a publicação e num estudo biográfico de J. Mikeska, foi esclarecida a lenda que cercava a obra e a autoria dos poemas atribuída ao poeta Ozef Kalda. Antes de terminar, desejando a todos um bom espetáculo, um agradecimento às equipe dos CCBBs que apostaram no projeto de trazer estas três estréias latino americanas ao Brasil, tornando um antigo sonho possível; meu muitíssimo obrigado também a uma brilhante equipe de amigos e parceiros, artistas e produtores que toparam sonhar em conjunto. Finalmente, meu muito especial “THANK YOU” a “Holst Foundation” e a todos da “Royal Opera House, Covent Garden” em Londres, onde minha encenação do “Diário” estreou originalmente em novembro de 2004. Eis toda a história, aliás, todas as histórias. Três vezes um ótimo espetáculo a todos. André Heller-Lopes


Três Óperas em um Ato Uma ópera em três atos: um espetáculo para imponentes teatros, com seus vastos palcos e grandes públicos. Assim, geralmente, ela é pensada, desde o seu início, há exatos 400 anos quando, em 1607, o compositor italiano Claudio Monteverdi encenou “L'Orfeo” em Mantua, na Itália. Ao longo dos séculos, a ópera evoluiu em sua forma e seu conteúdo, despertando emoções em platéias mundo afora. Há, no entanto, uma outra manifestação operística que, apesar de pouco difundida, é representativa da variedade musical e dramática desse gênero. São as “óperas de câmera”, realizadas em apenas um ato, onde dois ou três solistas são acompanhados por um piano ou um pequeno grupo instrumental. O Banco do Brasil apresenta aqui três dessas preciosas peças, compostas por artistas de tempos e de lugares diferentes, unidas por sua temática universal: o amor e as diferentes maneiras de conquistá-lo. A temporada de “Três Óperas em um Ato”, que o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta, vem mostrar ao público brasileiro que a música lírica pode ser apreciada, também, em diferentes formas de espetáculo, não menos grandiosas e imponentes. CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

Óperas em um ato: idéias e argumentos Três óperas, reunidas em um espetáculo, cada qual em um ato único e dotada de uma linguagem musical original e independente. Eis o 'doce desafio' que o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília (outubro) e do Rio de Janeiro (novembro) nos propicia: precioso exercício de estilos e 'variações sobre o tema' ópera. Sāvitri, Une Education Manquée & Zápisnik zmizelého são óperas de câmera que compartilham a singularidade de terem sido compostas originalmente para vozes solistas e acompanhamento de piano; dividem também o fato de terem sido compostas entre 1879 e 1920, num período em que a música ocidental quebrava as barreiras do tonalismo e de suas formas, reinventando-se. Mais importante ainda, têm paixão e descoberta como tema central. Se na primeira destas pequenas 'jóias líricas' vemos a trágica luta de uma mulher contra a Morte, que vem buscar seu marido, na segunda ópera o tom é diametralmente oposto, o inocente 'drama' de um casal de recémcasados às voltas com a moral de sua época e a descoberta do desejo sexual. Finalizando nossa 'aventura lírica' talvez a mais fascinante e misteriosa ópera da noite, a sufocante, tórrida e apaixonada história de um jovem e seu amor proibido por uma mulher cigana, estranha; não podendo fugir ao seu destino, despede-se do mundo que conhece parta viver um grande amor. Inspirado num pequeno episódio do grande épico indiano Mahābharata, “Sāvitri” foi composta entre 1908 e 1909, tendo sido estreada apenas em 1916, na “London School of Opera”. Ao adaptar a história e compor a música, Gustav Holst (1874-1934) procurou concentrar suas forças, fugindo de um falso 'orientalismo', utilizando-se do mínimo de recursos e debruçando-se sobre apenas dois aspectos essenciais da trama: sua humanidade e seu misticismo. Mais do que uma exótica lenda vinda de uma Ínida de sonho, Sāvitri é a história de uma mulher, indiana ou alguém que conhecemos e que vive perto de nós; seu drama, a morte da pessoa que ama, é igualmente universal. Acima de tudo, devemos poder compartilhar ou compreender sua dor como se fosse a nossa e por isso a encenação propõe um visão 'moderna', atemporal da obra. Quando o Deus da Morte vem buscar Satyavān, marido de Sāvitri, esta o recebe com respeito e doçura, o que faz com este lhe conceda um pedido qualquer coisa menos a vida do marido. A 'saída' que Sāvitri encontra é enganar ao Deus da Morte fazendo com que este lhe prometa filhos e filhas, com os quais poderia espalhar 'vida' pela terra. É nessa presença 'material' da Morte, no diálogo que a heroína trava com o deus, que reside a mágica e o fascínio da obra; e como Sāvitri, gostaríamos todos de poder lutar contra

nossa própria mortalidade e a dos que amamos. O desfecho da história é simples, com o Deus sendo forçado a devolver a vida de Satyavān para que sua palavra empenhada seja cumprida. Porém, como os personagens da ópera repetem diversas vezes, tudo é parte de “Maya”, da ilusão, de sonhos: nossa vida, nossos corpos são partes de uma visão e assim sendo, será que a vitória de Sāvitri não é também um sonho passageiro, ninguém podendo escapar a seu destino? Com canta Satyavān, “What remaineth? Who can say?” -- somente o amor é real. Se ao final da ópera Satyavān parece retornar à vida, talvez seja apenas por breves momentos: como diz a Morte em sua última aparição, os poderes de “Maya” estendem-se mesmo para onde os homens sonham que estão vivos ou pensam que estão mortos; até a morte é parte da ilusão. Essa talvez seja a descoberta de Sāvitri: a vida passa por momentos de crise, sofrimento, e perda; ritos de transformação e passagem -- mas é essencialmente eterna, como a arte. Um universo diametralmente oposto, bem humorado e leve, envolve “Une Education Manquée”, do francês Emmanuel Chabrier (1841 - 1894). Obra elogiadíssima por Poulenc, de um compositor admirado por Ravel e Debussy feito digno de nota, um compositor ser admirado pela geração seguinte “Uma Educação Incompleta” (ou 'Equivocada', 'Falha') trata da noite de núpcias dos educadíssimos jovens Gontram, Conde de Bois-Massif e Hélène de la Cerisaie. Depois de anos de refinada educação, aprendendo com o tutor Pausanias “tudo que um homem deve saber” ou na severa criação de um convento, os jovens vêm-se recém-casados e deixados a sós pela primeira vez, sem ninguém por perto para dizer-lhes o que fazer e isto em plena noite de núpcias. Tanta 'liberdade' torna-se fonte de contrariedade para Gontram que efetivamente não sabe como proceder na situação, ao passo que Hélène não poderia dar 'o primeiro passo'-- mesmo talvez sabendo mais que o noivo. Eis a educação incompleta, “manquée”, do título da ópera: aquilo não lhes foi ensinado. “Education” narra uma bem humorada transgressão dos códigos de moral de uma época, onde os jovens descobrem que a refinada educação vitoriana, ao sabor da época da composição da ópera pouco vale face às demandas da natureza....é o descoberta do amor e do sexo. Paixão, amor, sexo e destino são o resumo de “Zápisník zmizelého”, do grande compositor tcheco um dos maiores de todos os tempos -- Léoš Janáček. (1854-1928). Terminada em 1919, “O Diário do Desaparecido”, é uma obra autobiográfica, onde o compositor deu voz, pela primeira vez, à paixão que lhe havia inspirado desde seu primeiro encontro, em 1917, sua 'musa' Kamila Stösslová. Nem a diferença de idades nem o fato de ser Kamila uma mulher casada e fiel ao marido impediram a Janáček de apaixonar-se por essa mulher judia, de olhos

escuros, dedicando-lhe algumas de suas mais importantes obras. Numa carta endereçada a sua musa em 1924, o compositor diz claramente: “...e a cigana escura de Diário do Desaparecido era você. Eis porque essa peça tem tanto fogo e emoção...Enquanto compunha, pensava em você!.” Obra de grande originalidade, híbrida entre ciclo de canções e mini-ópera, onde o compositor prevê a existência de uma iluminação sombria ou avermelhada, bem como a entrada e saída de seus 'personagens', “O Diário do Desaparecido” mostra as dúvidas e buscas de um jovem que se vê perdidamente apaixonado por uma mulher estranha. Ela é Zefka, uma cigana morena, de traços escuros e olhos profundos, negros, que fascinam irremediavelmente a Janík “Janíčku”, como ela o chama carinhosamente. Através de 21 canções e 1 'interlúdio erótico', acompanhamos sua indecisão, seu desejo angustiante, sua felicidade com a descoberta do amor, da paternidade e, ao final, sua necessidade de partir. Antes de fazê-lo, abandonando para sempre família, cidade natal e tradições tudo em que acreditava , fugindo na calada de noite, Janík escreve este 'diário', de forma compulsiva, explicando e tentando entender seus próprios atos. Nos poemas que compõem a ópera estão, aliás, outro grande mistério acerca de sua composição. A coletânea de poemas que inspirou Léoš Janáček era conhecida como a “Z péra samoukova” ( algo como 'da caneta de um autodidata'), tendo sido publicada originalmente no jornal “Lidové noviny”, em 1916, de onde o compositor recortou-os. Rezava a 'lenda' que eram poemas folclóricos, escritos numa mistura de dialeto e Tcheco coloquial, de autoria de um certo “J.D.”, um camponês que havia desaparecido, deixando sua família inconsolável. Somente em 1998, oitenta anos após a publicação e num estudo biográfico de J. Mikeska, foi esclarecida a lenda que cercava a obra e a autoria dos poemas atribuída ao poeta Ozef Kalda. Antes de terminar, desejando a todos um bom espetáculo, um agradecimento às equipe dos CCBBs que apostaram no projeto de trazer estas três estréias latino americanas ao Brasil, tornando um antigo sonho possível; meu muitíssimo obrigado também a uma brilhante equipe de amigos e parceiros, artistas e produtores que toparam sonhar em conjunto. Finalmente, meu muito especial “THANK YOU” a “Holst Foundation” e a todos da “Royal Opera House, Covent Garden” em Londres, onde minha encenação do “Diário” estreou originalmente em novembro de 2004. Eis toda a história, aliás, todas as histórias. Três vezes um ótimo espetáculo a todos. André Heller-Lopes


Três Óperas em um Ato Uma ópera em três atos: um espetáculo para imponentes teatros, com seus vastos palcos e grandes públicos. Assim, geralmente, ela é pensada, desde o seu início, há exatos 400 anos quando, em 1607, o compositor italiano Claudio Monteverdi encenou “L'Orfeo” em Mantua, na Itália. Ao longo dos séculos, a ópera evoluiu em sua forma e seu conteúdo, despertando emoções em platéias mundo afora. Há, no entanto, uma outra manifestação operística que, apesar de pouco difundida, é representativa da variedade musical e dramática desse gênero. São as “óperas de câmera”, realizadas em apenas um ato, onde dois ou três solistas são acompanhados por um piano ou um pequeno grupo instrumental. O Banco do Brasil apresenta aqui três dessas preciosas peças, compostas por artistas de tempos e de lugares diferentes, unidas por sua temática universal: o amor e as diferentes maneiras de conquistá-lo. A temporada de “Três Óperas em um Ato”, que o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta, vem mostrar ao público brasileiro que a música lírica pode ser apreciada, também, em diferentes formas de espetáculo, não menos grandiosas e imponentes. CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

Óperas em um ato: idéias e argumentos Três óperas, reunidas em um espetáculo, cada qual em um ato único e dotada de uma linguagem musical original e independente. Eis o 'doce desafio' que o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília (outubro) e do Rio de Janeiro (novembro) nos propicia: precioso exercício de estilos e 'variações sobre o tema' ópera. Sāvitri, Une Education Manquée & Zápisnik zmizelého são óperas de câmera que compartilham a singularidade de terem sido compostas originalmente para vozes solistas e acompanhamento de piano; dividem também o fato de terem sido compostas entre 1879 e 1920, num período em que a música ocidental quebrava as barreiras do tonalismo e de suas formas, reinventando-se. Mais importante ainda, têm paixão e descoberta como tema central. Se na primeira destas pequenas 'jóias líricas' vemos a trágica luta de uma mulher contra a Morte, que vem buscar seu marido, na segunda ópera o tom é diametralmente oposto, o inocente 'drama' de um casal de recémcasados às voltas com a moral de sua época e a descoberta do desejo sexual. Finalizando nossa 'aventura lírica' talvez a mais fascinante e misteriosa ópera da noite, a sufocante, tórrida e apaixonada história de um jovem e seu amor proibido por uma mulher cigana, estranha; não podendo fugir ao seu destino, despede-se do mundo que conhece parta viver um grande amor. Inspirado num pequeno episódio do grande épico indiano Mahābharata, “Sāvitri” foi composta entre 1908 e 1909, tendo sido estreada apenas em 1916, na “London School of Opera”. Ao adaptar a história e compor a música, Gustav Holst (1874-1934) procurou concentrar suas forças, fugindo de um falso 'orientalismo', utilizando-se do mínimo de recursos e debruçando-se sobre apenas dois aspectos essenciais da trama: sua humanidade e seu misticismo. Mais do que uma exótica lenda vinda de uma Ínida de sonho, Sāvitri é a história de uma mulher, indiana ou alguém que conhecemos e que vive perto de nós; seu drama, a morte da pessoa que ama, é igualmente universal. Acima de tudo, devemos poder compartilhar ou compreender sua dor como se fosse a nossa e por isso a encenação propõe um visão 'moderna', atemporal da obra. Quando o Deus da Morte vem buscar Satyavān, marido de Sāvitri, esta o recebe com respeito e doçura, o que faz com este lhe conceda um pedido qualquer coisa menos a vida do marido. A 'saída' que Sāvitri encontra é enganar ao Deus da Morte fazendo com que este lhe prometa filhos e filhas, com os quais poderia espalhar 'vida' pela terra. É nessa presença 'material' da Morte, no diálogo que a heroína trava com o deus, que reside a mágica e o fascínio da obra; e como Sāvitri, gostaríamos todos de poder lutar contra

nossa própria mortalidade e a dos que amamos. O desfecho da história é simples, com o Deus sendo forçado a devolver a vida de Satyavān para que sua palavra empenhada seja cumprida. Porém, como os personagens da ópera repetem diversas vezes, tudo é parte de “Maya”, da ilusão, de sonhos: nossa vida, nossos corpos são partes de uma visão e assim sendo, será que a vitória de Sāvitri não é também um sonho passageiro, ninguém podendo escapar a seu destino? Com canta Satyavān, “What remaineth? Who can say?” -- somente o amor é real. Se ao final da ópera Satyavān parece retornar à vida, talvez seja apenas por breves momentos: como diz a Morte em sua última aparição, os poderes de “Maya” estendem-se mesmo para onde os homens sonham que estão vivos ou pensam que estão mortos; até a morte é parte da ilusão. Essa talvez seja a descoberta de Sāvitri: a vida passa por momentos de crise, sofrimento, e perda; ritos de transformação e passagem -- mas é essencialmente eterna, como a arte. Um universo diametralmente oposto, bem humorado e leve, envolve “Une Education Manquée”, do francês Emmanuel Chabrier (1841 - 1894). Obra elogiadíssima por Poulenc, de um compositor admirado por Ravel e Debussy feito digno de nota, um compositor ser admirado pela geração seguinte “Uma Educação Incompleta” (ou 'Equivocada', 'Falha') trata da noite de núpcias dos educadíssimos jovens Gontram, Conde de Bois-Massif e Hélène de la Cerisaie. Depois de anos de refinada educação, aprendendo com o tutor Pausanias “tudo que um homem deve saber” ou na severa criação de um convento, os jovens vêm-se recém-casados e deixados a sós pela primeira vez, sem ninguém por perto para dizer-lhes o que fazer e isto em plena noite de núpcias. Tanta 'liberdade' torna-se fonte de contrariedade para Gontram que efetivamente não sabe como proceder na situação, ao passo que Hélène não poderia dar 'o primeiro passo'-- mesmo talvez sabendo mais que o noivo. Eis a educação incompleta, “manquée”, do título da ópera: aquilo não lhes foi ensinado. “Education” narra uma bem humorada transgressão dos códigos de moral de uma época, onde os jovens descobrem que a refinada educação vitoriana, ao sabor da época da composição da ópera pouco vale face às demandas da natureza....é o descoberta do amor e do sexo. Paixão, amor, sexo e destino são o resumo de “Zápisník zmizelého”, do grande compositor tcheco um dos maiores de todos os tempos -- Léoš Janáček. (1854-1928). Terminada em 1919, “O Diário do Desaparecido”, é uma obra autobiográfica, onde o compositor deu voz, pela primeira vez, à paixão que lhe havia inspirado desde seu primeiro encontro, em 1917, sua 'musa' Kamila Stösslová. Nem a diferença de idades nem o fato de ser Kamila uma mulher casada e fiel ao marido impediram a Janáček de apaixonar-se por essa mulher judia, de olhos

escuros, dedicando-lhe algumas de suas mais importantes obras. Numa carta endereçada a sua musa em 1924, o compositor diz claramente: “...e a cigana escura de Diário do Desaparecido era você. Eis porque essa peça tem tanto fogo e emoção...Enquanto compunha, pensava em você!.” Obra de grande originalidade, híbrida entre ciclo de canções e mini-ópera, onde o compositor prevê a existência de uma iluminação sombria ou avermelhada, bem como a entrada e saída de seus 'personagens', “O Diário do Desaparecido” mostra as dúvidas e buscas de um jovem que se vê perdidamente apaixonado por uma mulher estranha. Ela é Zefka, uma cigana morena, de traços escuros e olhos profundos, negros, que fascinam irremediavelmente a Janík “Janíčku”, como ela o chama carinhosamente. Através de 21 canções e 1 'interlúdio erótico', acompanhamos sua indecisão, seu desejo angustiante, sua felicidade com a descoberta do amor, da paternidade e, ao final, sua necessidade de partir. Antes de fazê-lo, abandonando para sempre família, cidade natal e tradições tudo em que acreditava , fugindo na calada de noite, Janík escreve este 'diário', de forma compulsiva, explicando e tentando entender seus próprios atos. Nos poemas que compõem a ópera estão, aliás, outro grande mistério acerca de sua composição. A coletânea de poemas que inspirou Léoš Janáček era conhecida como a “Z péra samoukova” ( algo como 'da caneta de um autodidata'), tendo sido publicada originalmente no jornal “Lidové noviny”, em 1916, de onde o compositor recortou-os. Rezava a 'lenda' que eram poemas folclóricos, escritos numa mistura de dialeto e Tcheco coloquial, de autoria de um certo “J.D.”, um camponês que havia desaparecido, deixando sua família inconsolável. Somente em 1998, oitenta anos após a publicação e num estudo biográfico de J. Mikeska, foi esclarecida a lenda que cercava a obra e a autoria dos poemas atribuída ao poeta Ozef Kalda. Antes de terminar, desejando a todos um bom espetáculo, um agradecimento às equipe dos CCBBs que apostaram no projeto de trazer estas três estréias latino americanas ao Brasil, tornando um antigo sonho possível; meu muitíssimo obrigado também a uma brilhante equipe de amigos e parceiros, artistas e produtores que toparam sonhar em conjunto. Finalmente, meu muito especial “THANK YOU” a “Holst Foundation” e a todos da “Royal Opera House, Covent Garden” em Londres, onde minha encenação do “Diário” estreou originalmente em novembro de 2004. Eis toda a história, aliás, todas as histórias. Três vezes um ótimo espetáculo a todos. André Heller-Lopes


Três Óperas em um Ato Uma ópera em três atos: um espetáculo para imponentes teatros, com seus vastos palcos e grandes públicos. Assim, geralmente, ela é pensada, desde o seu início, há exatos 400 anos quando, em 1607, o compositor italiano Claudio Monteverdi encenou “L'Orfeo” em Mantua, na Itália. Ao longo dos séculos, a ópera evoluiu em sua forma e seu conteúdo, despertando emoções em platéias mundo afora. Há, no entanto, uma outra manifestação operística que, apesar de pouco difundida, é representativa da variedade musical e dramática desse gênero. São as “óperas de câmera”, realizadas em apenas um ato, onde dois ou três solistas são acompanhados por um piano ou um pequeno grupo instrumental. O Banco do Brasil apresenta aqui três dessas preciosas peças, compostas por artistas de tempos e de lugares diferentes, unidas por sua temática universal: o amor e as diferentes maneiras de conquistá-lo. A temporada de “Três Óperas em um Ato”, que o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta, vem mostrar ao público brasileiro que a música lírica pode ser apreciada, também, em diferentes formas de espetáculo, não menos grandiosas e imponentes. CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

Óperas em um ato: idéias e argumentos Três óperas, reunidas em um espetáculo, cada qual em um ato único e dotada de uma linguagem musical original e independente. Eis o 'doce desafio' que o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília (outubro) e do Rio de Janeiro (novembro) nos propicia: precioso exercício de estilos e 'variações sobre o tema' ópera. Sāvitri, Une Education Manquée & Zápisnik zmizelého são óperas de câmera que compartilham a singularidade de terem sido compostas originalmente para vozes solistas e acompanhamento de piano; dividem também o fato de terem sido compostas entre 1879 e 1920, num período em que a música ocidental quebrava as barreiras do tonalismo e de suas formas, reinventando-se. Mais importante ainda, têm paixão e descoberta como tema central. Se na primeira destas pequenas 'jóias líricas' vemos a trágica luta de uma mulher contra a Morte, que vem buscar seu marido, na segunda ópera o tom é diametralmente oposto, o inocente 'drama' de um casal de recémcasados às voltas com a moral de sua época e a descoberta do desejo sexual. Finalizando nossa 'aventura lírica' talvez a mais fascinante e misteriosa ópera da noite, a sufocante, tórrida e apaixonada história de um jovem e seu amor proibido por uma mulher cigana, estranha; não podendo fugir ao seu destino, despede-se do mundo que conhece parta viver um grande amor. Inspirado num pequeno episódio do grande épico indiano Mahābharata, “Sāvitri” foi composta entre 1908 e 1909, tendo sido estreada apenas em 1916, na “London School of Opera”. Ao adaptar a história e compor a música, Gustav Holst (1874-1934) procurou concentrar suas forças, fugindo de um falso 'orientalismo', utilizando-se do mínimo de recursos e debruçando-se sobre apenas dois aspectos essenciais da trama: sua humanidade e seu misticismo. Mais do que uma exótica lenda vinda de uma Ínida de sonho, Sāvitri é a história de uma mulher, indiana ou alguém que conhecemos e que vive perto de nós; seu drama, a morte da pessoa que ama, é igualmente universal. Acima de tudo, devemos poder compartilhar ou compreender sua dor como se fosse a nossa e por isso a encenação propõe um visão 'moderna', atemporal da obra. Quando o Deus da Morte vem buscar Satyavān, marido de Sāvitri, esta o recebe com respeito e doçura, o que faz com este lhe conceda um pedido qualquer coisa menos a vida do marido. A 'saída' que Sāvitri encontra é enganar ao Deus da Morte fazendo com que este lhe prometa filhos e filhas, com os quais poderia espalhar 'vida' pela terra. É nessa presença 'material' da Morte, no diálogo que a heroína trava com o deus, que reside a mágica e o fascínio da obra; e como Sāvitri, gostaríamos todos de poder lutar contra

nossa própria mortalidade e a dos que amamos. O desfecho da história é simples, com o Deus sendo forçado a devolver a vida de Satyavān para que sua palavra empenhada seja cumprida. Porém, como os personagens da ópera repetem diversas vezes, tudo é parte de “Maya”, da ilusão, de sonhos: nossa vida, nossos corpos são partes de uma visão e assim sendo, será que a vitória de Sāvitri não é também um sonho passageiro, ninguém podendo escapar a seu destino? Com canta Satyavān, “What remaineth? Who can say?” -- somente o amor é real. Se ao final da ópera Satyavān parece retornar à vida, talvez seja apenas por breves momentos: como diz a Morte em sua última aparição, os poderes de “Maya” estendem-se mesmo para onde os homens sonham que estão vivos ou pensam que estão mortos; até a morte é parte da ilusão. Essa talvez seja a descoberta de Sāvitri: a vida passa por momentos de crise, sofrimento, e perda; ritos de transformação e passagem -- mas é essencialmente eterna, como a arte. Um universo diametralmente oposto, bem humorado e leve, envolve “Une Education Manquée”, do francês Emmanuel Chabrier (1841 - 1894). Obra elogiadíssima por Poulenc, de um compositor admirado por Ravel e Debussy feito digno de nota, um compositor ser admirado pela geração seguinte “Uma Educação Incompleta” (ou 'Equivocada', 'Falha') trata da noite de núpcias dos educadíssimos jovens Gontram, Conde de Bois-Massif e Hélène de la Cerisaie. Depois de anos de refinada educação, aprendendo com o tutor Pausanias “tudo que um homem deve saber” ou na severa criação de um convento, os jovens vêm-se recém-casados e deixados a sós pela primeira vez, sem ninguém por perto para dizer-lhes o que fazer e isto em plena noite de núpcias. Tanta 'liberdade' torna-se fonte de contrariedade para Gontram que efetivamente não sabe como proceder na situação, ao passo que Hélène não poderia dar 'o primeiro passo'-- mesmo talvez sabendo mais que o noivo. Eis a educação incompleta, “manquée”, do título da ópera: aquilo não lhes foi ensinado. “Education” narra uma bem humorada transgressão dos códigos de moral de uma época, onde os jovens descobrem que a refinada educação vitoriana, ao sabor da época da composição da ópera pouco vale face às demandas da natureza....é o descoberta do amor e do sexo. Paixão, amor, sexo e destino são o resumo de “Zápisník zmizelého”, do grande compositor tcheco um dos maiores de todos os tempos -- Léoš Janáček. (1854-1928). Terminada em 1919, “O Diário do Desaparecido”, é uma obra autobiográfica, onde o compositor deu voz, pela primeira vez, à paixão que lhe havia inspirado desde seu primeiro encontro, em 1917, sua 'musa' Kamila Stösslová. Nem a diferença de idades nem o fato de ser Kamila uma mulher casada e fiel ao marido impediram a Janáček de apaixonar-se por essa mulher judia, de olhos

escuros, dedicando-lhe algumas de suas mais importantes obras. Numa carta endereçada a sua musa em 1924, o compositor diz claramente: “...e a cigana escura de Diário do Desaparecido era você. Eis porque essa peça tem tanto fogo e emoção...Enquanto compunha, pensava em você!.” Obra de grande originalidade, híbrida entre ciclo de canções e mini-ópera, onde o compositor prevê a existência de uma iluminação sombria ou avermelhada, bem como a entrada e saída de seus 'personagens', “O Diário do Desaparecido” mostra as dúvidas e buscas de um jovem que se vê perdidamente apaixonado por uma mulher estranha. Ela é Zefka, uma cigana morena, de traços escuros e olhos profundos, negros, que fascinam irremediavelmente a Janík “Janíčku”, como ela o chama carinhosamente. Através de 21 canções e 1 'interlúdio erótico', acompanhamos sua indecisão, seu desejo angustiante, sua felicidade com a descoberta do amor, da paternidade e, ao final, sua necessidade de partir. Antes de fazê-lo, abandonando para sempre família, cidade natal e tradições tudo em que acreditava , fugindo na calada de noite, Janík escreve este 'diário', de forma compulsiva, explicando e tentando entender seus próprios atos. Nos poemas que compõem a ópera estão, aliás, outro grande mistério acerca de sua composição. A coletânea de poemas que inspirou Léoš Janáček era conhecida como a “Z péra samoukova” ( algo como 'da caneta de um autodidata'), tendo sido publicada originalmente no jornal “Lidové noviny”, em 1916, de onde o compositor recortou-os. Rezava a 'lenda' que eram poemas folclóricos, escritos numa mistura de dialeto e Tcheco coloquial, de autoria de um certo “J.D.”, um camponês que havia desaparecido, deixando sua família inconsolável. Somente em 1998, oitenta anos após a publicação e num estudo biográfico de J. Mikeska, foi esclarecida a lenda que cercava a obra e a autoria dos poemas atribuída ao poeta Ozef Kalda. Antes de terminar, desejando a todos um bom espetáculo, um agradecimento às equipe dos CCBBs que apostaram no projeto de trazer estas três estréias latino americanas ao Brasil, tornando um antigo sonho possível; meu muitíssimo obrigado também a uma brilhante equipe de amigos e parceiros, artistas e produtores que toparam sonhar em conjunto. Finalmente, meu muito especial “THANK YOU” a “Holst Foundation” e a todos da “Royal Opera House, Covent Garden” em Londres, onde minha encenação do “Diário” estreou originalmente em novembro de 2004. Eis toda a história, aliás, todas as histórias. Três vezes um ótimo espetáculo a todos. André Heller-Lopes


Banco do Brasil apresenta e patrocina Sāvitri Inspirado num episódio do Mahābharata Música e libreto de Gustav Holst Brasília 18 a 27 de outubro de 2007 Quinta a sábado às 21h, domingo às 20h

Sāvitri Liora Grodnikaite (Rio) / Carolina Faria (Brasília) A Morte Leonardo Neiva Satyavān Marcos Paulo Vozes internas Érika Muniz, Karla Danielle Araújo, Priscila Duarte e Carolina Faria

Rio de Janeiro Teatro I 8 de novembro a 2 de dezembro de 2007 Quarta a sábado às 19h30, domingo às 18h30

Uma Educação Incompleta Une Education Manquée Música de Emmanuel Chabrier / Libreto de E. Lettrier et A Van Loo Gontram de Bois-Massif Flavia Fernandes Hélène de la Cerisaie Carolina Faria Maître Pausanias Leonardo Neiva

O Diário do Desaparecido Zápisnik zmizelého Música de Leoš Janáček / Poemas de Osef Kalda Janik Marcos Paulo Zfeka, a cigana Liora Grodnikaite (Rio) / Carolina Faria (Brasília) Vozes internas Érika Muniz, Karla Danielle Araújo e Priscila Duarte Doppiones Érika Muniz, Karla Danielle Araújo, Marcelo Sader & Murilo Neves SCES, Trecho 2, Conjunto 22 - Brasília DF CEP 70200-002 Tel. (61) 3310-7087 Ônibus gratuito a partir das 11h, confira os horários no site bb.com.br/cultura Rua Primeiro de Março, 66 - Centro CEP 20010-000 - Rio de Janeiro RJ tel. (21) 3808-2020 bb.com.br/cultura

Realização

Linda Bustani piano Direção cênica André Heller-Lopes Andre Heller-Lopes - Diretor Geral Especializado em Ópera, trabalhou na San Francisco Opera, MET de Nova York e Royal Opera House, Covent Garden de Londres. No Brasil dirigiu Idomeneo (TMRJ), Andrea Chenier e A Filha do Regimento (TMSP). Coordenador de ópera da Prefeitura do Rio e professor da UFRJ, cursa doutorado com bolsa da CAPES. Flávia Fernandes - Soprano Natural do Rio de Janeiro, vem recebendo elogiosas críticas pela beleza do timbre e refinamento ao cantar. Foi solista de importantes orquestras do Brasil, como a Petrobrás Pro-Música, a Sinfônica Nacional, a Sinfônica do Teatro Municipal do RJ e a Amazonas Filarmônica. Carolina Faria - Mezzo Soprano Natural do Rio de Janeiro, trabalhou sob regência de grandes nomes da música e do teatro, como Gabriel Yared e Sérgio Britto, e já esteve à frente das mais conceituadas orquestras do país, como OSESP, OSB e Petrobras Sinfônica. Leonardo Neiva - Baritono Leonardo Neiva vem se destacando pela qualidade impar de seu material vocal e desenvoltura cênica. Estudou com Francisco Frias e Rita Patané (Milão/Itália). Participou do Curso Internacional de Verão no Teatro Colón, trabalhando repertório lírico com Susana Cardonnet.

Marcos Paulo - Tenor Considerado uma das mais belas vozes de tenor do Brasil, estudou com Graziela di Salerno e, em 1995, foi vencedor do "Luciano Pavarotti International Vocal Competition", na Filadélfia. No ano seguinte foi convidado para cantar com Pavarotti a ópera Stravaganza. Linda Bustani - Piano Vencedora do Prêmio Carlos Gomes de 2003 como melhor pianista do ano, Linda é uma das mais importantes musicistas sul-americanas de projeção internacional, se apresentando nas maiores e melhores orquestras do mundo. Liora Grodnikaite - Soprano A cantora lituana de apenas 29 anos já se firmou como um dos mais promissores talentos, atuando nos maiores palcos da Europa. Recentemente apresentou o papel principal de “Carmen”, de Bizet no Teatro Bolshoi, na Rússia e foi “principal artist” no The Royal Opera House de 2004/2006. Figurinos Marcelo Marques (Savitri e Uma Educação Incompleta) e André Heller-Lopes (O Diário do Desaparecido) Iluminação Fabio Retti Cenário André Sanches e André Heller-Lopes Concepção original de cenário em “O Diário do Desaparecido” (Royal Opera House Covent Garden, 2004) Fernando Américo de Souza Concepção e direção de vídeo Angélica de Carvalho Edição e câmera Eduardo Sanchéz e Angélica de Carvalho Tradução e adaptação de diálogos falados (Uma Educação Incompleta) André Heller-Lopes Fotos (programa e divulgação) Angélica de Carvalho e Cesar França Design gráfico Angélica de Carvalho Cenotécnico André Salles Legendas Eddynio Rossetto Caracterização Deborah Levys Epstein Assessoria de Imprensa Eli Rocha e Liliane Schob Concepção e direção geral André Heller-Lopes Direção Musical Linda Bustani e André HellerLopes Assistentes de Direção Julianna Santos e Menelick de Carvalho Produção GL Produções Culturais Direção de Produção Pablo Castellar Assistente de Produção Miriam Gleitzmann Agradecimentos especiais Royal Opera House, Covent Garden, ROH Holst Foundation Agradecimentos Alexandre Magno, Carl Root, Colin Matthews, Copacabana Hotel ResidenciaDavid Gowland, Deborah Levys Epstein, Eliane Padmore, Eva Maras, Felipe Porto, Fundação Theatro Municipal Rio de Janeiro, Ingrid Brack, Ira Levin, Jette Parker Young Artist Programme, OSB, Roberto Minczuk, Richard Jarmann, Siri Fischer Hansen, Restaurante Piantella, Querubina Pizza D.O.C, Kryolan Professional Make-up

Sāvitri Gustav Holst

Uma Educação Incompleta

Apoio

Emmanuel Chabrier

O Diário do Desaparecido BRASÍLIA - DF

Leoš Janáček


Banco do Brasil apresenta e patrocina Sāvitri Inspirado num episódio do Mahābharata Música e libreto de Gustav Holst Brasília 18 a 27 de outubro de 2007 Quinta a sábado às 21h, domingo às 20h

Sāvitri Liora Grodnikaite (Rio) / Carolina Faria (Brasília) A Morte Leonardo Neiva Satyavān Marcos Paulo Vozes internas Érika Muniz, Karla Danielle Araújo, Priscila Duarte e Carolina Faria

Rio de Janeiro Teatro I 8 de novembro a 2 de dezembro de 2007 Quarta a sábado às 19h30, domingo às 18h30

Uma Educação Incompleta Une Education Manquée Música de Emmanuel Chabrier / Libreto de E. Lettrier et A Van Loo Gontram de Bois-Massif Flavia Fernandes Hélène de la Cerisaie Carolina Faria Maître Pausanias Leonardo Neiva

O Diário do Desaparecido Zápisnik zmizelého Música de Leoš Janáček / Poemas de Osef Kalda Janik Marcos Paulo Zfeka, a cigana Liora Grodnikaite (Rio) / Carolina Faria (Brasília) Vozes internas Érika Muniz, Karla Danielle Araújo e Priscila Duarte Doppiones Érika Muniz, Karla Danielle Araújo, Marcelo Sader & Murilo Neves SCES, Trecho 2, Conjunto 22 - Brasília DF CEP 70200-002 Tel. (61) 3310-7087 Ônibus gratuito a partir das 11h, confira os horários no site bb.com.br/cultura Rua Primeiro de Março, 66 - Centro CEP 20010-000 - Rio de Janeiro RJ tel. (21) 3808-2020 bb.com.br/cultura

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Linda Bustani piano Direção cênica André Heller-Lopes Andre Heller-Lopes - Diretor Geral Especializado em Ópera, trabalhou na San Francisco Opera, MET de Nova York e Royal Opera House, Covent Garden de Londres. No Brasil dirigiu Idomeneo (TMRJ), Andrea Chenier e A Filha do Regimento (TMSP). Coordenador de ópera da Prefeitura do Rio e professor da UFRJ, cursa doutorado com bolsa da CAPES. Flávia Fernandes - Soprano Natural do Rio de Janeiro, vem recebendo elogiosas críticas pela beleza do timbre e refinamento ao cantar. Foi solista de importantes orquestras do Brasil, como a Petrobrás Pro-Música, a Sinfônica Nacional, a Sinfônica do Teatro Municipal do RJ e a Amazonas Filarmônica. Carolina Faria - Mezzo Soprano Natural do Rio de Janeiro, trabalhou sob regência de grandes nomes da música e do teatro, como Gabriel Yared e Sérgio Britto, e já esteve à frente das mais conceituadas orquestras do país, como OSESP, OSB e Petrobras Sinfônica. Leonardo Neiva - Baritono Leonardo Neiva vem se destacando pela qualidade impar de seu material vocal e desenvoltura cênica. Estudou com Francisco Frias e Rita Patané (Milão/Itália). Participou do Curso Internacional de Verão no Teatro Colón, trabalhando repertório lírico com Susana Cardonnet.

Marcos Paulo - Tenor Considerado uma das mais belas vozes de tenor do Brasil, estudou com Graziela di Salerno e, em 1995, foi vencedor do "Luciano Pavarotti International Vocal Competition", na Filadélfia. No ano seguinte foi convidado para cantar com Pavarotti a ópera Stravaganza. Linda Bustani - Piano Vencedora do Prêmio Carlos Gomes de 2003 como melhor pianista do ano, Linda é uma das mais importantes musicistas sul-americanas de projeção internacional, se apresentando nas maiores e melhores orquestras do mundo. Liora Grodnikaite - Soprano A cantora lituana de apenas 29 anos já se firmou como um dos mais promissores talentos, atuando nos maiores palcos da Europa. Recentemente apresentou o papel principal de “Carmen”, de Bizet no Teatro Bolshoi, na Rússia e foi “principal artist” no The Royal Opera House de 2004/2006. Figurinos Marcelo Marques (Savitri e Uma Educação Incompleta) e André Heller-Lopes (O Diário do Desaparecido) Iluminação Fabio Retti Cenário André Sanches e André Heller-Lopes Concepção original de cenário em “O Diário do Desaparecido” (Royal Opera House Covent Garden, 2004) Fernando Américo de Souza Concepção e direção de vídeo Angélica de Carvalho Edição e câmera Eduardo Sanchéz e Angélica de Carvalho Tradução e adaptação de diálogos falados (Uma Educação Incompleta) André Heller-Lopes Fotos (programa e divulgação) Angélica de Carvalho e Cesar França Design gráfico Angélica de Carvalho Cenotécnico André Salles Legendas Eddynio Rossetto Caracterização Deborah Levys Epstein Assessoria de Imprensa Eli Rocha e Liliane Schob Concepção e direção geral André Heller-Lopes Direção Musical Linda Bustani e André HellerLopes Assistentes de Direção Julianna Santos e Menelick de Carvalho Produção GL Produções Culturais Direção de Produção Pablo Castellar Assistente de Produção Miriam Gleitzmann Agradecimentos especiais Royal Opera House, Covent Garden, ROH Holst Foundation Agradecimentos Alexandre Magno, Carl Root, Colin Matthews, Copacabana Hotel ResidenciaDavid Gowland, Deborah Levys Epstein, Eliane Padmore, Eva Maras, Felipe Porto, Fundação Theatro Municipal Rio de Janeiro, Ingrid Brack, Ira Levin, Jette Parker Young Artist Programme, OSB, Roberto Minczuk, Richard Jarmann, Siri Fischer Hansen, Restaurante Piantella, Querubina Pizza D.O.C, Kryolan Professional Make-up

Sāvitri Gustav Holst

Uma Educação Incompleta

Apoio

Emmanuel Chabrier

O Diário do Desaparecido BRASÍLIA - DF

Leoš Janáček


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Sāvitri Liora Grodnikaite (Rio) / Carolina Faria (Brasília) A Morte Leonardo Neiva Satyavān Marcos Paulo Vozes internas Érika Muniz, Karla Danielle Araújo, Priscila Duarte e Carolina Faria

Rio de Janeiro Teatro I 8 de novembro a 2 de dezembro de 2007 Quarta a sábado às 19h30, domingo às 18h30

Uma Educação Incompleta Une Education Manquée Música de Emmanuel Chabrier / Libreto de E. Lettrier et A Van Loo Gontram de Bois-Massif Flavia Fernandes Hélène de la Cerisaie Carolina Faria Maître Pausanias Leonardo Neiva

O Diário do Desaparecido Zápisnik zmizelého Música de Leoš Janáček / Poemas de Osef Kalda Janik Marcos Paulo Zfeka, a cigana Liora Grodnikaite (Rio) / Carolina Faria (Brasília) Vozes internas Érika Muniz, Karla Danielle Araújo e Priscila Duarte Doppiones Érika Muniz, Karla Danielle Araújo, Marcelo Sader & Murilo Neves SCES, Trecho 2, Conjunto 22 - Brasília DF CEP 70200-002 Tel. (61) 3310-7087 Ônibus gratuito a partir das 11h, confira os horários no site bb.com.br/cultura Rua Primeiro de Março, 66 - Centro CEP 20010-000 - Rio de Janeiro RJ tel. (21) 3808-2020 bb.com.br/cultura

Realização

Linda Bustani piano Direção cênica André Heller-Lopes Andre Heller-Lopes - Diretor Geral Especializado em Ópera, trabalhou na San Francisco Opera, MET de Nova York e Royal Opera House, Covent Garden de Londres. No Brasil dirigiu Idomeneo (TMRJ), Andrea Chenier e A Filha do Regimento (TMSP). Coordenador de ópera da Prefeitura do Rio e professor da UFRJ, cursa doutorado com bolsa da CAPES. Flávia Fernandes - Soprano Natural do Rio de Janeiro, vem recebendo elogiosas críticas pela beleza do timbre e refinamento ao cantar. Foi solista de importantes orquestras do Brasil, como a Petrobrás Pro-Música, a Sinfônica Nacional, a Sinfônica do Teatro Municipal do RJ e a Amazonas Filarmônica. Carolina Faria - Mezzo Soprano Natural do Rio de Janeiro, trabalhou sob regência de grandes nomes da música e do teatro, como Gabriel Yared e Sérgio Britto, e já esteve à frente das mais conceituadas orquestras do país, como OSESP, OSB e Petrobras Sinfônica. Leonardo Neiva - Baritono Leonardo Neiva vem se destacando pela qualidade impar de seu material vocal e desenvoltura cênica. Estudou com Francisco Frias e Rita Patané (Milão/Itália). Participou do Curso Internacional de Verão no Teatro Colón, trabalhando repertório lírico com Susana Cardonnet.

Marcos Paulo - Tenor Considerado uma das mais belas vozes de tenor do Brasil, estudou com Graziela di Salerno e, em 1995, foi vencedor do "Luciano Pavarotti International Vocal Competition", na Filadélfia. No ano seguinte foi convidado para cantar com Pavarotti a ópera Stravaganza. Linda Bustani - Piano Vencedora do Prêmio Carlos Gomes de 2003 como melhor pianista do ano, Linda é uma das mais importantes musicistas sul-americanas de projeção internacional, se apresentando nas maiores e melhores orquestras do mundo. Liora Grodnikaite - Soprano A cantora lituana de apenas 29 anos já se firmou como um dos mais promissores talentos, atuando nos maiores palcos da Europa. Recentemente apresentou o papel principal de “Carmen”, de Bizet no Teatro Bolshoi, na Rússia e foi “principal artist” no The Royal Opera House de 2004/2006. Figurinos Marcelo Marques (Savitri e Uma Educação Incompleta) e André Heller-Lopes (O Diário do Desaparecido) Iluminação Fabio Retti Cenário André Sanches e André Heller-Lopes Concepção original de cenário em “O Diário do Desaparecido” (Royal Opera House Covent Garden, 2004) Fernando Américo de Souza Concepção e direção de vídeo Angélica de Carvalho Edição e câmera Eduardo Sanchéz e Angélica de Carvalho Tradução e adaptação de diálogos falados (Uma Educação Incompleta) André Heller-Lopes Fotos (programa e divulgação) Angélica de Carvalho e Cesar França Design gráfico Angélica de Carvalho Cenotécnico André Salles Legendas Eddynio Rossetto Caracterização Deborah Levys Epstein Assessoria de Imprensa Eli Rocha e Liliane Schob Concepção e direção geral André Heller-Lopes Direção Musical Linda Bustani e André HellerLopes Assistentes de Direção Julianna Santos e Menelick de Carvalho Produção GL Produções Culturais Direção de Produção Pablo Castellar Assistente de Produção Miriam Gleitzmann Agradecimentos especiais Royal Opera House, Covent Garden, ROH Holst Foundation Agradecimentos Alexandre Magno, Carl Root, Colin Matthews, Copacabana Hotel ResidenciaDavid Gowland, Deborah Levys Epstein, Eliane Padmore, Eva Maras, Felipe Porto, Fundação Theatro Municipal Rio de Janeiro, Ingrid Brack, Ira Levin, Jette Parker Young Artist Programme, OSB, Roberto Minczuk, Richard Jarmann, Siri Fischer Hansen, Restaurante Piantella, Querubina Pizza D.O.C, Kryolan Professional Make-up

Sāvitri Gustav Holst

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Folder 3 Óperas em um Ato by Pablo Castellar - Issuu