Boletim do
Conselheiro
06 Julho/22
Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc | Paulo Guilherme Horn | pghorn@gmail.com / (47) 9 9992-0036
Mobilização histórica
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Na quinta-feira, dia 21, a reunião do Conselho de Administração ocorreu em meio à uma moblilização histórica dos trabalhadores da Celesc. Aproximadamente 500 celesquianos da ativa e aposentados ocuparam a Administração Central em busca da retomada das negociações sobre a criação de um novo plano de saúde e de alterações na forma de custeio do atual plano, encerradas abrupta e unilateralmente pela Diretoria da Celesc, com a promessa de que o tema seria retomado em novembro. Em um clima extremamente desconfortável e sob pressão, a mobilização esteve presente durante toda a reunião, apesar do cuidado dos Conselheiros de não abordar o tema. Onipresente, o barulho dos trabalhadores fez com que a reunião do Conselho fosse ainda mais difícil de ser realizada, levando o Presidente da Celesc a se ausentar da sala por diversas vezes. A intenção parecia ser ignorar a mobilização, como se, ao não reconhecer o que estava acontecendo, o problema magicamente sumisse. É óbvio que uma manifestação que une 500 aposentados e trabalhadores da ativa e que pede por diálogo não pode e nem deve ser ignorada. Também não devem ser utilizados artifícios para impedir o direito legítimo de manifestação dos celesquianos. É inadmissível que a polícia seja chamada sob o falso pretexto de que a mobilização era violenta e de que haveira quebra-quebra e impedimento de acesso ao prédio da Administração Central. Chamar o
aparato policial, desligar elevadores e deixar de prontidão segurança particular nas portas do "quinto andar" demonstra uma tentativa de associar uma imagem de baderna a um movimento legítimo, ordeiro e democrático. Infelizmente, essa narrativa já ultrapassou os portões da empresa. A Diretoria da Celesc tem apostado em uma campanha de mídia para convencer a sociedade de que a proposta apresentada é perfeita e que há intransigência das entidades sindicais. Há, ao meu ver, intransigência de quem se nega a continuar debatendo. Como Representante dos Empregados no Conselho de Administração, registrei na reunião a mobilização, solicitando à Diretoria da Celesc que retome o debate com os sindicatos, uma vez que as questões que envolvem o plano de saúde são bandeiras de luta da categoria, além de serem importantes para o próprio Conselho, que visa a redução do passivo atuarial. O desfecho da mobilização foi uma grande vitória para os trabalhadores: a Diretoria da empresa formalizou correspondência, reabrindo as negociações com uma rodada agendada para o dia 29 de julho. É necessário negociar e encontrar caminhos que levem à redução do passivo atuarial, mas sem ameaçar direitos dos empregados, além de garantir melhores condições para que todos os celesquianos tenham acesso ao plano de saúde.
" Registrei na reunião a mobilização, solicitando à Diretoria da Celesc que retome o debate com os sindicatos, uma vez que as questões que envolvem o plano de saúde são bandeiras de luta da categoria, além de serem importantes para o próprio Conselho"
Caravana abre caminho para o ACT 2022/23 Desde o dia 19, tenho percorrido os locais de trabalho ao lado de dirigentes dos sindicatos da Intercel, para conversar com a categoria sobre a negociação do ACT 2022/23. Historicamente, a Caravana da Intercel acontece após as Assembleias Regionais, com dirigentes sindicais apresentando aos celesquianos a conjuntura política e econômica que aguarda os trabalhadores na negociação coletiva. A percorrida
serve, também, para estreitar os laços de companheirismo e mobilizar os trabalhadores para a Assembleia Estadual, onde a pauta de reivindicações será debatida e unificada para a negociação com a Diretoria. Diante dos bons resultados operacionais e financeiros, é mais do que necessário reconhecer o papel dos trabalhadores neste processo, com respeito aos direitos conquistados e avanços no ACT.
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Sumário RESUMO .....................................................................................................................................................................................................................................................4 INFORMAÇÕES..................................................................................................................................................................................................................................5 Relato do Presidente ...................................................................................................................................................................................................5 Relato dos Comitês .......................................................................................................................................................................................................5 DELIBERAÇÃO ....................................................................................................................................................................................................................................6 Indicação CA e CF – SCGÁS ..........................................................................................................................................................................7 Aumento de Capital – Direito de Subscrição CASAN ....................................................................................................7 Aprovação Relatório e Publicação ESG ...........................................................................................................................................7 Alienação de Imóvel Luiz Alves .........................................................................................................................................................................8 Leilão de energia nova A5 e A6 ...................................................................................................8 Aprovação Aditivo Execução Contrato BID ...............................................................................................................................8 Atualização Orçamento de Investimento da Celesc Distribuição para o ano de 2022 .... ..................................................................................................................................................................................................................................................................9
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Resumo
A reunião do Conselho de Administração de julho foi realizada no dia 21, quinta-feira, de forma presencial, em meio à uma forte manifestação dos celesquianos pela retomada das negociações com a Diretoria da Celesc sobre o plano de saúde da categoria. A reunião contou com 07 pontos de pauta para deliberação. O destaque desta reunião foi a aprovação de aditivo ao contrato com o BID, prorrogando o prazo de conclusão de obras, além do remanejamento de orçamento, devido aos impactos da pademia de COVID-19. Três pontos foram retirados da pauta, com destaque para a revisão do orçamento 2022 para investimentos, que deverá retornar em reunião extraordinária, junto com o debate acerca da revisão da política de distribuição de dividendos da Celesc. DELIBERAÇÕES: 1. Indicação CA e CF – SC Gás – APROVADA 2. Aumento de Capital – Direito de Subscrição CASAN – RETIRADO DE PAUTA 3. Aprovação Relatório e Publicação ESG – APROVADA 4. Alienação de Imóvel Luiz Alves - RETIRADO DE PAUTA 5. Leilão de energia nova A5 e A6 – APROVADA 6. Aprovação Aditivo Execução Contrato BID – APROVADA 7. Atualização Orçamento de Investimento da Celesc Distribuição para o ano de 2022 – RETIRADO DE PAUTA
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RELATO DO PRESIDENTE
Informações
A reunião iniciou com um relato do Presidente acerca dos impactos de questões geopolíticas como a guerra na Ucrânia, o assassinato do ex-primeiro ministro japonês, a queda do primeiro ministro Britânico e a recessão nos Estados Unidos na economia e, consequentemente, na Celesc. O Presidente também abordou os reflexos da pandemia de COVID-19 e impactos regulatórios que podem acontecer em decorrência da eleição no Brasil. Apesar da forte mobilização durante a reunião, o presidente não fez nenhum comentário ao Conselho. RELATO DOS COMITÊS Comitê de Auditoria Estatutário (CAE) abordou os seguintes assuntos: 1 - Apresentação da Metodologia de Apuração dos Resultados do Contrato de Gestão, onde foram auditados os procedimentos de monitoramento do contrato, por meio do Sistema Channel. O tema surgiu em reunião do Conselho ainda no mês de maio, por conta de um erro de cálculo no Contrato de Gestão que impactou diretamente a PLR do Presidente da Celesc. Com a auditoria confirmando o erro e garantindo a confiabilidade da apuração do Contrato, o Conselho de Administração deliberou pela correção da PLR do Presidente. 2 - Apresentação Alterações Estatuto Social CELOS. Este tema é de fundamental importância para os trabalhadores, uma vez que pode significar o fim da paridade nas votações do Conselho Deliberativo da Fundação Celos e risco aos direitos de celesquianos da ativa e aposentados. O tema também foi abordado no Comitê Estratégico, onde detalharei o ponto e minha manifestação. 3 - Resultado Gerencial. Comitê de Elegibilidade abordou o tema Indicação de CA e CF – SC Gás, tendo verificado os requisitos e vedações das indicações apresentadas. Comitê Estratégico, Regulatório e de Sustentabilidade analisou os itens: 1 - Indicações CA e CF – SC Gás. 3 - Aprovação Relatório e Publicação ESG. No Comitê foi realizada a apresentação sobre as alterações no Estatuto Social da Celos. A alteração do instrumento busca a implementação da Resolução 35/2019 do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), alterando a correlação de forças dentro do Conselho Deliberativo da fundação, instituindo o “voto de qualidade”, ou seja, o voto de desempate pelo Presidente do Conselho, indicado pela patrocinadora. O artigo 3º da Resolução 35/2019 prevê: “As deliberações dos conselhos Deliberativo e Fiscal serão tomadas por maioria simples dos seus membros presentes à reunião, devendo o estatuto prever quórum mínimo para o funcionamento dos conselhos”. Em material divulgado para esclarecer a aplicação da resolução a PREVIC determina que eventuais desempates devem ser feitos com a atualização do voto de qualidade. E é aí que está o perigo para os participantes. Atualmente, o Conselho Deliberativo da Celos é formado por 6 membros. Destes, 3 são eleitos pelos participantes e 3 são indicados pela Diretoria da Celesc. O Estatuto da Celos não prevê o “voto de qualidade”. Como muitas vezes os interesses da Patrocinadora e os interesses dos participantes não são os mesmos, a única garantia dos trabalhadores de manter o peso da balança equilibrado é justamente que alterações de Estatuto e possíveis punições a membros da Diretoria e Conselho Deliberativo e Fiscal não tenham o voto de qualidade, mas sim que, para essas decisões, sejam necessários, no mínimo, 04 votos, justamente como estabelece o atual Estatuto da Celos. Com a aplicação do voto de qualidade, toda votação de assuntos que interessem aos trabalhadores e que possam atentar contra seus direitos passam a ter domínio da patrocinadora. O que está sendo forçado pelo órgão fiscalizador (PREVIC) é, exatamente, retirar dos participantes a segurança de que seus representantes no Conselho Deliberativo tenham possibilidade de frear mudanças prejudiciais aos interesses dos participantes. Ainda em março de 2022, os Conselheiros eleitos pelos trabalhadores, apoiados pelos sindicatos
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Informações que compõem a Intercel e pela Associação dos Aposentados e Pensionistas da Celesc (APCelesc), votaram contra a alteração do Estatuto Social da Celos e contra a imposição governamental pelo voto de qualidade, reafirmando que é direito dos participantes a representação no Conselho Deliberativo, com efetivo poder de decisão e não somente para figurar como peça decorativa. Já os 03 membros indicados pela Diretoria da Celesc no Conselho Deliberativo, votaram a favor da alteração do Estatuto. Com o empate na votação, o Estatuto não foi alterado e o resultado do debate no Conselho Deliberativo da Celos, foi encaminhado à PREVIC. Em conjunto, os sindicatos da Intercel e a APCelesc ingressaram com ação judicial questionando a obrigatoriedade da aplicação do voto de qualidade e alteração do Estatuto da Fundação. Este processo ainda corre na justiça e não teve seu mérito julgado. Na reunião do Comitê, alguns Conselheiros registraram o entendimento de que o assunto impacta a Celesc como patrocinadora e que a alteração deveria ser realizada. Compreendendo que o tema não é de competência do Conselho de Administração da Celesc, mas sim do próprio Conselho Deliberativo da Celos, registrei o seguinte: O Conselheiro Paulo Horn registrou que este Conselho não detém competência para definir assuntos de governança na CELOS. A referida entidade possui estrutura própria definida em legislação específica por meio das LC 108 e 109/2001, a qual define e estabelece exclusivamente ao Conselho Deliberativo (COD) da Entidade Fechada de Previdência Complementar a competência para deliberar sobre, entre outros, reforma do Estatuto. Como órgão máximo de decisão, não se sujeita a nenhuma interferência da patrocinadora na gestão da entidade, ressalvado, pela evidência e dentro dos ritos próprios, os votos das respectivas representações indicadas pelos participantes e patrocinadora nos órgãos de governança (COD, Conselho Fiscal e Diretoria Executiva) definidos pela legislação de regência. Acrescento, ainda, que a matéria em questão encontra-se judicializada e o próprio COD, à unanimidade, já exarou manifestação sobre o tema conforme consta da Ata COD 15/2022. Os trabalhadores devem permanecer atentos e mobilizados, uma vez que a alteração do Estatuto Social da Celos pode trazer enormes prejuízos em discussões como a do Plano de Saúde, considerando que ela permitiria a alteração de regulamentos e normas à revelia da representação dos trabalhadores na Celos. Comitê de Finanças e Comercialização analisou os seguintes pontos delberativos da pauta: 2 Aumento de Capital – Direito de Subscrição CASAN. 4 - Alienação de Imóvel Luiz Alves. 5 - Leilão de energia nova A-5 e A-6. 5 - Leilão de energia nova A-5 e A-6. 7 - Atualização Orçamento de Investimento da Celesc Distribuição para o ano de 2022. Comitê de Ética: foram apresentadas as estatísticas do Comitê de Ética referente ao 2° Trimestre de 2022. Comitê de Recursos Humanos: Foi realizada a apresentação Dupont – Cultura e Gestão de Segurança da Celesc, que abodou o diagnóstico e status da avaliação da empresa acerca dos procedimentos de segurança na Celesc. O diagnóstico encontra uma série de similiaridades com a avaliação dos sindicatos sobre o Acordo firmado entre a Celesc e o Ministério Público do Trabalho (MPT) decorrente de Ação Civil Pública que tratava da saúde e segurança dos trabalhadores, principalmente na falta de comprometimento gerencial, falta de fiscalização e aplicação de política de consequência para gestores. Solicitei que seja realizada uma apresentação ao Conselho sobre os pontos do Acordo da ACP, contemplando a visão da administração e dos sindicatos da Intercel sobre o cumprimento dos mesmos. O projeto de Cultura e Gestão de Segurança pode auxiliar, mas deve considerar o Acordo, uma vez que já existem ações em curso que, se priorizadas pela Diretoria da empresa, diminuirão a triste realidade dos acidentes de trabalho na Celesc. Registrei, ainda, no Comitê, dois casos de movimentação de pessoal com orientações ao DPGP, além de reforçar a cobrança para que sejam convocados Assistentes Sociais para as regionais que permanecem sem estes trabalhadores, desrespeitando o previsto no Quadro de Dotação.
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Deliberações INDICAÇÃO CA E CF – SC GÁS O primeiro ponto de pauta tratou da orientação de voto da Celesc, na qualidade de acionista da SC Gás, para o Conselho Fiscal e Conselho de Administração da empresa. Para o Conselho de Administração foram indicados pela Gaspetro: Alisson Chen Yi Chien (Titular), Alyne Valentim Muniz (Suplente), Luzimar Queirolo Thorstensen (Titular) e Vitor Calazans Baroni (Suplente). A Mitsui indicou Ricardo Antônio Cavalcanti Araújo para a suplência do Conselho. Ao Conselho Fiscal foram indicados pela Mitsui Rafael Antônio Bettini Gomes (Titular) e Márcio Musso de Góes (Suplente). Os indicados passaram pela aná-
lise do Comitê de Elegibilidade que avaliou os requisitos e vedações para todos os casos, não encontrando impedimentos às candidaturas, com apenas um registro de orientação referente ao Sr. Rafael Antônio Bettini Gomes. Considerando que o mesmo foi, até março deste ano, Diretor Administrativo-Financeiro da SC Gás, o Conselho orientou que o mesmo se abstenha ou oportunize a participação de seu suplente na apreciação dos resultados do 1º Trimestre da companhia. O Conselho de Administração aprovou por unanimidade as indicações aos Conselhos Fiscal e de Administração da SC Gás.
AUMENTO DE CAPITAL – DIREITO DE SUBSCRIÇÃO CASAN A Diretoria apresentou ao Conselho de Administração proposta de orientação de voto sobre Aumento de Capital da Casan, empresa da qual a Celesc detém 12,97% do Capital Social total. Em 29 de junho de 2022, a Casan publicou Aviso aos Acionistas acerca da proposta, em função da necessidade de novos investimentos a serem feitos pela Companhia e aos desafios impostos pela alteração da legislação do setor O Plano Diretor da Celesc considera os investimentos em água e saneamento como de baixa prioridade, tendo posicionado a Casan como oportunidade de desinvestimento. Desta
forma, a Celesc não tem exercido o direito de subscrição em propostas de aumento de capital anteriores, tendo, desta forma, suas ações diluídas gradativamente. Em que pese o histórico recente, o Conselho de Administração solicitou que seja apresentado um estudo acerca do valor justo da ação da Casan, para que seja possível avaliar se a proposta apresentada para o aumento de capital está em conformidade com o valor de mercado. Desta forma, o assunto foi retirado de pauta e retornará na próxima reunião ordinária do Conselho.
APROVAÇÃO DO RELATÓRIO E PUBLICAÇÃO ESG Meio Ambiente, Social e Governança. Estes são os três pilares do ESG, relatório que a Celesc elaborou para divulgação ao mercado. O relatório engloba os indicadores ambientais e o compromisso da Companhia com o meio ambiente, além dos indicadores sociais, indicadores e estrutura de governança na empresa e, por fim, os objetivos do Desenvolvimento Sustentável. O crescimento do ESG significa uma maior preocupação com todas as partes interessadas da companhia, deixando de focar exclusivamente no retorno financeiro aos acionistas. Desta forma, o objetivo do relatório é "mostrar como a evolução da Celesc caminha em conjunto com a contribuição para o desenvolvimento sustentável, gerando im-
pactos positivos para o mundo nos aspectos ambiental, social e de governança". A publicação do relatório ESG também amplia a transparência da empresa, fundamental para uma empresa pública que presta um serviço essencial à população catarinense. Considerando que o ESG tem sido constantemente discutido em painéis regulatórios, financeiros e está atrelado a questões de responsabilidade social, ambiental e governança, o avanço da Celesc na produção e publicação é fundamental. O relatório, muito bem produzido, foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Adminitração e, a princípio, será publicado anualmente no site de Relações com Investidores da Celesc.
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ALIENAÇÃO DE IMÓVEL LUIZ ALVES Foi apresentado ao Conselho a proposta de alienação de um imóvel considerado inservível, na cidade de Luiz Alves. Antigamente, o imóvel abrigava o escritório da Celesc na cidade, mas encontra-se com grandes problemas estruturais, já tendo passado por 3 processos licitatórios que foram frustrados. A nova proposta seria realizada por dispensa de licitação, uma vez que a alienação seria
feita à Prefeitura Municipal de Luiz Alves. O tema foi retirado de pauta e será deliberado na próxima reunião do Conselho, após emissão de parecer da área de Compliance da empresa. O Conselho também orientou alteração na atual Política de Compliance, para que haja a previsão de emissão de pareceres no início dos processos de alienação de bens para órgãos e entes públicos.
LEILÃO DE ENERGIA NOVA A5 E A6 A Celesc tem a obrigação legal de assegurar contratos de compra de energia elétrica para o atendimento da totalidade do mercado consumidor, incluindo as perdas não-técnicas. A compra de energia elétrica é realizada em leilões regulados e contratos de geração distribuída, além dos contratos de compra de energia de Itaipu, contratos de contas de garantia física, cotas de energia nuclear e Proinfa. A Portaria 41 do MME, de 14 de abril de 2022, estabelece as Diretrizes para a realização dos Leilões de Compra de Energia Elétrica Provenientes de Novos Empreendimentos de Geração, denominados Leilão de Energia Nova "A-5" de 2022 e Leilão de Energia Nova "A-6" de 2022. As declarações de necessidade das distribuidoras deverão ser apresentadas até 29 de julho de 2022 e considerar o atendimento à totalidade de seu mercado, com início de suprimento
de energia elétrica a partir de 1º de janeiro de 2027 para o A-5 e 1º de janeiro de 2028 para o A-6. Neste cenário, foi apresentado ao Conselho de Administração o Balanço Energético 2021-2028 com premissas, montante de reposição e recuperação de Mercado, assim como o Portfólio de Contratos 2021-2028 e Estratégias de Contratação da empresa. Considerando que o montante de reposição estabelecido para 2027 e 2028 é suficiente para adequar o nível de contratação da distribuidora e que este poderá ser contratado em Leilão de Energia em um momento mais próximo a realização do mercado, o Conselho aprovou, por unanimoidade, a declaração de de necessidade de compra igual a 0,0 MWm, não sendo necessária, no momento, contratação de energia adicional (energia nova) para os anos de 2027 e 2028.
APROVAÇÃO ADITIVO EXECUÇÃO CONTRATO BID A Diretoria apresentou ao Conselho de Administração a proposta de prorrogação em 18 meses do prazo de execução, a prorrogação em 12 meses do prazo de início das obras e o remanejamento de valores entre os componentes financeiros, a fim de assegurar as condições necessárias para a conclusão integral do Programa BID. A proposta de prorrogação se dá por conta dos impactos da pandemia de COVID-19 no cronograma das obras, dada a adoção do isolamento social que alterou o ritmo de trabalho dos agentes envolvidos em todo o processo para a implementação desses empreendimentos, além de comprometer a condução das obras de todo o setor elétrico devido à insegurança
no fornecimento de equipamentos, materiais e matéria prima, gerando a escassez de insumos e o aumento de seus preços. Para o integral cumprimento dessas metas do Componente 1 falta ainda licitar, contratar e executar 16 obras já programadas no âmbito do Programa, que compreendem: a implantação de 4 novas subestações (173,34 MVA); as obras de ampliação de capacidade de transformação de 7 subestações existentes (162,52 MVA); e as obras de implantação de 5 linhas de distribuição de alta tensão (90,39 km). Em decorrência da escassez de insumos no mercado e do aumento de seus custos, a empresa buscou o reequilíbrio entre os valores dos recursos ainda disponíveis entre os Componentes do
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Programa, podendo ser remanejados US$ 9,2 milhões para o Componente 1, sendo US$ 8,0 milhões do Componente 2 e US$ 1,2 milhão de saldo do Componente 4, sem prejuízo do cumprimento das metas estabelecidas para esses Componentes. Para isso é necessária a alteração do fixado no Artigo Primeiro do Instrumento de Alteração Contratual, celebrado
entre o BID e a Celesc, que sinalizou positivamente para a alteração. Considerando que a prorrogação do prazo permite uma maior segurança na plena utilização do recurso proveniente do BID, que possui melhor custo financeiro, o Conselho de Administração aprovou, por unanimidade, a celebração de aditivo no contrato do BID.
ACRÉSCIMO DE ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO DA CELESC DISTRIBUIÇÃO O último ponto de deliberação da pauta tratava da proposta de acréscimo no orçamento de investimento da Celesc, apresentada pela Diretoria da empresa. Segundo o exposto, a revisão do orçamento aprovado em novembro de 2021 seria necessária por conta de fatos extraordinários que fogem ao controle da empresa, pressionando os valores de investimento aprovados para o ano de 2022. Entre os principais fatores citados estão a inflação acima da projetada, a elevação exponencial das commodities em razão da pandemia, impactos da guerra da Ucrânia e Rússia e a crise mundial do petróleo, além do atraso na entrega de equipamentos de obras de linhas de transmissão e subestações, ocorridas também em decorrência da crise mundial. Apesar da relevância do tema, o assunto não chegou a ser debatido, por conta de uma assunto pendente. Há tempos existe a cobrança dos acionistas minoritários para a revisão da política de distribuição de dividendos da Celesc, com o compromisso da Diretoria de apresentar ao Conselho um estudo detalhado
sobre o tema. Na prática, o que se busca é revisar a política da administração, aumentando percentual distribuído que, nos últimos anos, tem sido o mínimo legal de 25%. A distribuição de dividendos aos acionistas é um tema bastante importante e, na nossa visão, deve ser debatida na realidade da Celesc: uma empresa pública que prima por investimentos que garantam um bom atendimento à sociedade catarinense. Por solicitação de alguns Conselheiros, o tema deverá retornar antes da reunião ordinária de setembro, sendo apresentado em conjunto a revisão do orçamento e a proposta da administração para a política de dividendos. Em que pese o debate conjunto, é preciso deixar explícito que um não pode ser condicionante do outro. Embora seja válida a discussão sobre os dividendos, é ainda mais urgente a necessidade de revisão do orçamento de investimentos, decorrente das incertezas do negócio e da necessária busca por garantir investimentos que permitam o bom atendimento à população de Santa Catarina.
A distribuição de dividendos aos acionistas é um tema bastante importante e, na nossa visão, deve ser debatida na realidade da Celesc: uma empresa pública que prima pelos investimentos que garantam um bom atendimento à sociedade catarinense"
VAMOS À LUTA! Abraços, Paulo
Leia a ATA ao final do Boletim
EXPEDIENTE Boletim do Conselheiro é uma publicação do Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc Jornalista Responsável: Paulo Guilherme Horn (MTE 3489/SC) Revisão: Jair Maurino Fonseca, Leandro Nunes e Ingrid Voigt Telefone / Whatsapp: (47) 9 9992-0036 Email: pghorn@gmail.com https://www.facebook.com/PauloHornConselheiroCelesc
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CENTRAIS ELÉTRICAS DE SANTA CATARINA S.A. COMPANHIA ABERTA CNPJ nº. 83.878.892/0001-55 NIRE 42300011274 REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO REALIZADA EM 21.07.2022 SUMÁRIO DAS DECISÕES Comunicamos aos Senhores Acionistas e ao mercado em geral que, na Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A., realizada nesta data, com início às 09 horas, na sede da Companhia, foram apreciados os seguintes assuntos: DELIBERAÇÕES: 01 - Indicações CA e CF – SCGÁS. Aprovada nos termos da NE-CA n° 084/2022 e Deliberação n° 063/2022. 02. Aprovação Relatório e Publicação ESG. Aprovada nos termos da NE-CA n° 083/2022 e Deliberação n° 065/2022. 03. Leilão de energia nova A-5 e A-6. Aprovada nos termos da NE-CA n° 081/2022 e Deliberação n° 210/2022. 04. Aprovação Aditivo Execução Contrato BID. Aprovada nos termos da NE-CA n° 086/2022 e Deliberação n° 212/2022. Florianópolis, 21 de julho de 2022.
Marcos Antonio Pacheco Diretor de Finanças e de Relações com Investidores
Celesc RCA 21.07.2022