boletim da intercel
Informativo da Intercel - 29 de setembro de 2017 - N62
QUEM DEFENDE A CELESC PÚBLICA NA ALESC? APÓS CONQUISTA DA CATEGORIA NO CASO BID, É HORA DE OLHAR DE QUE LADO ESTÃO OS DEPUTADOS ESTADUAIS
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Na tarde de quarta-feira, dia 27, uma grande conquista dos trabalhadores foi sacramentada na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc). Após uma grande manifestação, que levou aproximadamente 300 celesquianos a ocuparem os corredores da Assembleia, os projetos de lei que autorizam a Celesc a contratar financiamento com o Bando Interamericano de Desenvolvimento (BID) foram aprovados em plenário, após também serem aprovados nas Comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Tributação e Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia. Ao todo, 30 deputados votaram os projetos, sendo que 28 se manifestaram a favor da Celesc Pública e 2 deles contra. Apesar da acachapante votação, é preciso dizer que ela só se concretizou por conta de um intenso trabalho político que mobilizou os dirigentes sindicais da Intercel e os trabalhadores da empresa. Até o último minuto um grupo de deputados pressionava os seus pares para rejeitarem o projeto. A sina dos derrotados, no entanto, é o discurso vazio, utilizado como uma profecia para botar medo nos demais. E esse foi o papel a que se prestaram alguns dos deputados de próprio bloco do Governo, autor dos projetos e controlador da Celesc. Um dos que mais atrapalhou a tramitação dos projetos, obstruindo a discussão nas comissões permanentes foi Jean Kuhlman (PSD). Kuhlmann, sentou em cima dos projetos por 5 semanas, quase que inviabilizando a aprovação do financiamento dentro do prazo estabelecido pelo BID. Somente a pressão dos trabalhadores da Celesc, que lotaram os corredores da Assembleia Legislativa do Estado na terça-feira, dia 26, fez com que o Deputado pautasse os projetos para discussão da Comissão de Constituição e Justiça, da qual é presidente. A demora em apresentar parecer e pôr em votação os projetos era mascarada com questionamentos dissimulados, todos respondidos pelos próprios membros do governo e pelos dirigentes sindicais da Intercel e pelo Representante dos Empregados No Conselho de Administração da Celesc, Leandro Nunes da Silva, que conversaram com o Deputado em, pelo menos, 2 oportunidades. Não satisfeito em ter travado a pauta da CCJ, na votação em Plenário Kuhlmann novamente utilizou a palavra para levantar suspeitas infundadas e os mesmos questionamentos que já haviam sido respondidos. Também no Plenário, outro Deputado do partido do Governo utilizou a palavra para se declarar contra a Celesc Pública. Em um teatro dos horrores, fazendo caras e bocas, Kennedy Nunes (PSD) foi além de seus correligionários, que derrotados votaram a favor à contragosto: foi um dos 2 votos contrários à liberação do BID. O discurso ensaiado era o mesmo de Jean Kuhlmann, com informações distorcidas e suposições lançadas para gerar medo e tentar comprometer os demais deputados. Apesar do papel patético de Kenedy Nunes, ninguém esperava nada mais dele. O histórico do deputado é cheio de eventos onde ele se posicionou contra os trabalhadores. Para deixar claro como age, vamos citar apenas um: durante a luta pela aprovação do Projeto do então deputado Estadual, Pedro Uczai (PT) que previa a realização de plebiscito popular em caso de privatização da Celesc, os dirigentes sindicais procuraram Kennedy Nunes, que disse
MERÍSIO, KUHLMANn E KENNEDY: INIMIGOS DA CELESC PÚBLICA
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estar indo para o Gabinete onde os receberia. Chegando no gabinete, os sindicalistas foram recebidos pela assessoria do Deputado, que informou que ele havia ido embora. E esse foi o máximo de apoio que Kennedy Nunes já deu aos trabalhadores e à Celesc Pública. Teve ainda o caso estranho do Deputado Rodrigo Minotto (PDT), que ajudou em duas Comissões, votando a favor dos projetos para, depois, no Plenário, votar contra os projetos. A incoerência dos atos permanece sem explicação até agora.
O caso mais preocupante, no entanto, é o do Deputado Gelson Merísio (PSD). Merísio é Presidente Estadual do PSD e virtual candidato ao Governo do Estado. Tem até um diretor indicado na Celesc. Pela liderança que exerce no PSD, seu discurso contra os projetos de financiamento à Celesc deve ser constantemente lembrado. Buscando a simpatia dos celesquianos que estavam acompanhando a sessão, Merísio afirmou que sempre defendeu a Celesc e até tentou se passar por autor do projeto do plebiscito (uma grande mentira. Como já dissemos antes, o responsável pelo projeto é o Deputado Federal Pedro Uczai). Tudo para preparar o terreno para o golpe. Na mesma lógica dos seus companheiros de partido, Merísio não se contentou apenas a criticar os projetos e o Governo, mas do alto da tribuna, demonstrou que nem ao menos os leu antes de atacá-los. As preocupações levantadas estão todas resguardadas dentro dos projetos! Então, ou o deputado demonstrou uma incrível incompetência, ou então sua postura era meramente política, ou seja, era uma fala de quem é contra a Celesc Pública! A vontade de ser Governador do Estado acende um alerta ainda maior nos trabalhadores: se como deputado Merísio não defende a Celesc Pública, o que esperar dele se for eleito? Por via das dúvidas, é preciso que os trabalhadores da Celesc lembrem desta quarta-feira na hora de escolher seu candidato para a próxima eleição. Ao mesmo tempo em que criticamos aqueles que são contra a Celesc Pública, precisamos agradecer ao trabalho dos Deputados Dirceu Dresch (PT), Luciane Carminatti (PMDB), Darci de Matos (PSD), Mauro de Nadal (PMDB), Valdir Cobachini (PMDB), Fernando Coruja (PMDB), Marcos Vieira (PSDB), Cesar Valduga (PC do B), Maurício Eskudlark (PR) e Manoel Mota (PMDB), que se manifestaram nas comissões e no plenário em defesa da aprovação do financiamento do BID à Celesc, trazendo mais investimentos para o estado de Santa Catarina e melhores condições para manutenção da concessão da Celesc. Todo o trabalho feito junto aos deputados, no entanto, só surtiu efeito por conta da forte mobilização dos trabalhadores, que atenderam prontamente a convocação da Intercel para pressionar os deputados. Os 300 trabalhadores que estiveram presentes na Alesc e os demais companheiros que ficaram trabalhando para continuar a atender a sociedade com excelência são os verdadeiros responsáveis por esta conquista. Com o financiamento do BID garantido, os sindicatos que compõem a Intercel continuarão o trabalho conjunto com o Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc, para garantir que o financiamento seja utilizado para melhorar ainda mais a qualidade da energia distribuída no Estado. CELESC PÚBLICA, BOM PARA TODO MUNDO!
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