boletim da intercel Informativo da Intercel
- 15 de agosto de 2016 -
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N27
paralisacao , Comunicado da Celesc é mais uma forma de desmobilizar trabalhadores Novamente a diretoria da Celesc utilizou a comunicação oficial com os trabalhadores para tentar maquiar a verdade das negociações com os sindicatos da Intercel. Então, novamente esclarecemos aos celesquianos, ponto a ponto, os motivos da paralisação que acontecerá nesta terça-feira, dia 16: 1- A diretoria não tem negociado com os sindicatos da Intercel a PLR 2016. O que ela tem tentado, de todas as formas, é rebaixar o benefício dos trabalhadores, com propostas que podem ser consideradas uma afronta à categoria. A busca por um bom acordo, que a diretoria afirma estar encaminhando é, na verdade, a busca por um bom acordo só para ela, às custas dos celesquianos. 2- As mudanças que a Diretoria afirma ter acatado em nada melhoram a condição da PLR 2016. De fato, não houve flexibilização nenhuma. O que, na verdade, a diretoria apresentou foi uma proposta com uma série de ataques à direitos já garantidos nas PLR´s passadas. Por exemplo, a diretoria tentou cortar pela metade a PLR de trabalhadores com carga horária de 4 horas (atendentes e médicos do trabalho). A multiplicação dos contratos de gestão, que a Diretoria afirma ter mantido, foi conquistada pelos sindicatos da Intercel, pois a proposta era de rebaixar o percentual para 20% e dificultar sua conquista, impondo um “gatilho” de 100% das metas, quando hoje é de 70%. 3- É absoulutamente vergonhoso que a diretoria utilize o “momento delicado” da empresa para negar o reajuste dos valores da PLR quando, há pouco tempo atrás, aumentou o teto da sua própria PLR, podendo chegar até 6 remunerações (R$ 180 mil). Assim temos o cenário de 0% de aumento para os celesquianos e 20% para os Diretores. Então querem dizer que o momento só é delicado quando é para beneficiar os trabalhadores? 4- A Diretoria esquece-se de falar do principal: sua própria falta de palavra. Na negociação da Participação nos Lucros e Resultados de 2015 os trabalhadores deram mostras de responsabilidade e consciência ao aceitarem incluir na PLR deste ano indicadores relacionados às metas da concessão. E cumpriram sua palavra. A Diretoria, vergonhosamente, não cumpriu com a sua, que era avançar na distribuição linear, grande anseio dos celesquianos. Além de não inspirar confiança alguma (afinal, quem confia em quem uma hora diz uma coisa e outra hora diz outra), a diretoria prepetua uma injustiça que parece ser a política com a qual quer conduzir a empresa. Pagar mais para quem já ganha mais. Inclusive houve, este ano, uma proposta da Diretoria de Planejamento para pagar mais PLR para chefias, às custas dos trabalhadores. A defesa dos sindicatos da Intercel é que a PLR deve ser distribuida 100% linear entre os trabalhadores. Não é seu cargo, seu salário ou a chefia que ocupa que mede a sua contribuição para a produção do lucro e alcance dos resultados. Todos são igualitáriamente importantes para isso. Todos devem ganhar da mesma forma. Ao longo dos últimos 10 anos evoluímos muito rumo à este objetivo.
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Saímos de uma parcela 30% linear para 60%, tendo claro que não podemos estacionar e reconhecendo que a progressão gradativa rumo aos 100% é fruto de nossa luta. A Diretoria deu sua palavra em mesa no último ano. Que a mantenha. Que negocie honestamente, com seriedade e respeito aos celesquianos. Ao não cumprir o acordado, se escondendo e mentindo para a categoria os diretores põe em xeque todas as negociações que virão pela frente. 5- Utilizar o momento político e econômico do Brasil para negar avanços em uma proposta que, não só mede o lucro da empresa, mas também o seu resultado operacional evidencial uma grande má-fé da administração da empresa. O resultado de revés deste primeiro semestre (que deve ser divulgado hoje) está diretamente ligado a uma penalização imposta pela Aneel na revisião tarifária desse ano por uma eventual exposição voluntária da Celesc, que ocasionou a necessidade de provisionamento de R$ 256 milhões no nosso resultado. A Celesc não reconhece esta multa e está recorrendo administrativamente e judicialmente. Ou seja, se a própria empresa não reconhece o problema, como pode responsabilizar os empregados? NÃO É CULPA DOS TRABALHADORES. Além disso, a PLR não mede apenas o lucro, mas o alcance de resultados. E nisso os trabalhadores estão demonstrando que deveriam receber muito mais do que a Diretoria quer pagar. Mesmo com uma série de dificuldades, com falta de gestão e com condições de trabalho precárias (é só ver os relatos do Linha Viva Especial - Diagnóstico das Regionais e do Boletim do Conselheiro Especial - Relatório dos Seminários Regionais), os trabalhadores tem melhorado os índices da concessão e melhorado a imagem da empresa perante à sociedade. 4- O movimento dos trabalhadores é também pela falta de respeito à outros pontos fundamentais para a categoria, como o Plano de Cargos e Salários. A condução equivocada e lenta de uma das maiores expectativas dos celesquianos dá, novamente, impressão de que o engodo, a fantasia e a maquiagem são os argumentos da Diretoria. A postura apresentada pelo Diretor de Gestão de minimizar a importância desta discussão, sugerindo a continuidade do trabalho somente para depois da negociação do ACT, é prova de que a diretoria não tem respeito nem interesse pelo ponto que mais aflige os celesquianos. A correção de erros e desvios do PCS tem que ser prioritária para que o futuro da empresa, que depende da carreira e do trabalho dos eletricitários, seja rumo ao alcance das metas da concessão. 5- A paralisação desta terça-feira é sobre o direito de ter um Acordo de PLR que respeite os trabalhadores. Isonômico e alinhado com o resultado do nosso trabalho, que vai muito além do exercício de 2016. A verdade é que podemos ter um excelente resultado para os indicadores de qualidade com baixo lucro. Aliás, essa é a nossa defesa: QUALIDADE NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO E DEFESA DO CARÁTER SOCIAL DA EMPRESA PÚBLICA. Por estes fortes motivos, amanhã estaremos fechando os portões da empresa. Quanto à preocupação da Celesc sobre metas e indicadores, se fosse séria a Diretoria daria melhores condições de trabalho aos celesquianos. De nossa parte, faremos, como sempre, uma manifestação responsável, resguardando o atendimento emergencial à sociedade catarinense. E, já que a Diretoria faz em seu texto um “pedido para os celesquianos”, faremos também um pedido à todos os Diretores: é passada a hora de deixar de tentar ludibriar os celesquianos com palavras bonitas. Não adianta tentar fazer terrorismo nem pregar o discurso do medo. O que precisa é que a Diretoria tenha palavra. Que volte atrás na decisão de desrespeitar o que foi acordado e que, efetivamente, destrave a negociação da PLR e a revisão do PCS. Temos uma negociação de Acordo Coletivo de Trabalho que deve ser baseada em respeito mútuo e seriedade. Por isso é importante que a Diretoria tenha bom senso neste momento. Nós, os trabalhadores da Celesc, temos demonstrado bom senso, trabalhando em prol do alcance das metas da concessão, da manutenção da Celesc Pública e do bom atendimento à sociedade. O que se espera da diretoria é, no mínimo, respeito e reconhecimento. Até lá, braços cruzados nos portões da Celesc, em todo o estado.
Celesc Pública Bom para todo mundo
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