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INVERNO 2012

AFORESTDESIGN | LAB

THE BIRDWATCHERS O observador de pássaros está liberto dos pormenores. Reconhecendo-se parte integrante da Natureza, ele age em intimidade com ela, numa relação de respeito que é tanto mais engrandecida pelo estímulo da sua actividade. Mesmo com um alto padrão de vida, o luxo mais desejável continua hoje a ser a simples satisfação da solidão. O simples constatar desta continuidade entre si próprio e a Natureza. É esta relação uma relação primordial para a aforestdesign que conduziu recentemente ao encontro com a marca Burel. Nascida na Serra da Estrela, no seio de um projecto social que compreende a dinamização da produção e a comercialização de produtos oriundos da Vila de Manteigas. The Birdwatchers surge em forma de colecção de produtos, acessórios e algumas peças de vestuário em Burel, matéria-prima tradicional portuguesa, 100% lã, produzida na antiga fábrica Império, ainda em funcionamento na Vila de Manteigas. Os tons da Serra predominam nesta colecção: verdes, cinzentos, mel, branco, em silhuetas e objectos que traduzem um estilo de vida em harmonia com a Natureza, como um birdwatcher.


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ALEKSANDAR PROTIC

A colecção Outono/Inverno 2011/12, como habitualmente, é a continuação lógica das colecções passadas, desta vez com jogo entre tecidos mais nobres e tecidos desportivos. MATERIAIS - Lã, Algodão, Sedas, Pele CORES - Preto, Nude PATROCÍNIO – COMUNICA+A


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ALEXANDRA MOURA

POVO DAS ESTRELAS Como os próprios índios dizem, são uma civilização que provêm das estrelas para nos encorajar, a nós caras-pálidas, no nosso crescimento espiritual. A colecção desenvolve a história da fusão de 2 civilizações, a da Terra e a do Céu, criando ao mesmo tempo uma imagem forte e inocente, doce e guerreira, infantil e sábia. Resgata algumas silhuetas e detalhes dos Índios norte-americanos, juntando um pouco do transcendentalismo do “povo das Estrelas”. Como alguém disse um dia: “Somos pó das estrelas e pó nos tornaremos. Olhemos as estrelas portanto… No seu silêncio está a voz maior: a harmonia galáctica.” SILHUETA - Uma silhueta que brinca com contrastes entre o rectângulo e o quadrado. Cinturas mais descaídas. Os detalhes são subtis, e o jogo entre as misturas de materiais e sobreposições de peças traçam a profecia desta colecção e de toda a sua imagem. TECIDOS - Malha, jersey, ganga, pêlos e neoprene CORES - Azul índigo, amarelo, branco sujo, verde água, verde seco, preto CALÇADO E MALAS - Alexandra Moura + Goldmud AGRADECIMENTOS Cristina Peixoto e Equipa (Cabelo) Antónia Rosa e Equipa (Maquilhagem) Miguel Cardona (Música) Alexandra Cruchinho, Gabriel Barbi e Pedro Marques Mendes Toda a equipa do atelier AM Associação ModaLisboa Todos os fornecedores da AM


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ANA SALAZAR

PROTECTION A colecção Outono/Inverno 2011/2012 tem como base temática a densidade das florestas e os pássaros, traduzindo os seus elementos nas cores, texturas e formas utilizadas. Com origem nestes elementos explora-se uma temática de protecção e camuflagem, suavizada por uma atmosfera etérea e delicada que lhe confere feminilidade. A silhueta é envolvente e protectora. Brilhos de metais e de materiais “pailletados”, utilizados tanto nas peças como nos acessórios, conferem brilho e glamour. CORES - Preto, verde musgo e castanho carvalho, cinza, estampados floresta e vermelho sangue. MATERIAIS - Lãs, feltros, jerseys, sablés, mousselines, couros, tecidos brilhantes e acabamentos metálicos. ACESSÓRIOS - Sapatos, malas, cintos e luvas.


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DINO ALVES

RECONSTRUÇÃO - À PROCURA DO LUGAR CERTO O curso da vida é marcado por dificuldades que nos destroçam ou estilhaçam e obrigam a seguir novos caminhos. Tentamos, a cada passo, reconstruir o futuro, pegar em cada bocado partido e colá-lo, encaixá-lo e reconfigurá-lo, mesmo que haja bocados que se perderam para sempre. É assim que seguimos em frente: com menos nexo, mas sempre novos e diferentes. Esta colecção é a metáfora das vidas desmanteladas, desmembradas e destruídas – como vidros, espelhos ou bibelôs que caem no chão. Uma colecção que fala da reconstrução das peças de roupa e da ilusão de estarem montadas e desmontadas, com as suas diferentes partes, soltas e suspensas. À procura do lugar certo. CORES - Preto, cinza, pérola, bege, verde-escuro, verde-seco, lilás, vermelho, amarelo, beringela, bordeaux, cor-de-vinho, castanho, ferrugem, azul-cobalto. DETALHES - Peças de roupa que parecem desmontadas; efeito painéis soltos; transparências e opacidades; partes de peças mal encaixadas; mistura de moldes de peças diferentes; pregas de duas cores; ausência de painéis (partes das peças), com espaços vazios ou preenchidos com transparências. SILHUETA - Austera e fluida num mesmo look; minimal, cingida; longilínea, rectangular. MATERIAIS - Fazendas de lã, jersey; lã de merino, viscose, seda, organza-seda, algodão. ACESSÓRIOS - Carteiras, cintos, colares.


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FILIPE FAÍSCA

BONJOUR TRISTESSE “À peine défigurée” Adieu tristesse, Bonjour tristesse. Tu es inscrite dans les lignes du plafond Tu es inscrite dans les yeux que jaime, Tu nes pas tout à fait la misère Car les lèvres les plus pauvres te dénoncent Par un sourire. Bonjour tristesse, Amour des corps aimables Puissance de lamour Dont lamabilité surgit Comme un monstre sans corps Tête désappointée Tristesse, beau visage. ELUARD, Paul. La vie immédiate. Paris: Gallimard, 1981.

SILHUETA - Masculina, 60’s/70’s. MATERIAIS - Mousseline e crepe de china em seda. Sarja de lã, lã fria e feltro. Malha de viscose. Cabedal e mouton rasé. CORES - Preto, cinza, castanho, areia e rosa pele. Dourado e prateado. PADRÃO - Xadrez e risca. AGRADECIMENTOS - Associação ModaLisboa, Madalena Moniz Pereira. PATROCINADOR - Triumph Internacional


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KATTY XIOMARA

ILUSÃO “Ilusion is the first of all pleasures” - Oscar Wilde A colecção transmite o encanto elegante da figura dum mágico no início do século, todos os clichés são arguciosamente abordados nesta atmosfera fantástica, decadentemente elegante, e descontroladamente austera que contornam esta figura e a época do seu apogeu. A ilusão do brilho é transmitida em padrões de estrelas e materiais cintilantes. A magia resulta das transparências e sobreposições, vemos a decadência nas rendas e nas cores envelhecidas e a austeridade nos padrões masculinos. Preto, malva, azul noite, cinza pó e falso branco, são as cores que pintam o cenário.


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LANIDOR

SLEEK ARCHITECTURE Aborda acima de tudo o luxo e a elegância. Materiais e acabamentos são seleccionados para as roupas com propósitos regulares. Os tecidos são macios, leves e com óptimo cair – simplesmente impecáveis. O aspecto é preciso e perfeito, feminino e sensual ao mesmo tempo. As cores são ténues – o essencial para o estilo é a matériaprima. Cada peça é claramente pensada e investigada. Tecidos que mantêm a forma. Feltrados e dupla-face constroem uma silhueta escultural ou casulo, em contraponto com uma silhueta mais fluida. Os tons neutros e límpidos contrastam com o branco árctico, o preto mate e o vermelho escuro.

TAKE YOUR TIME Explorando a relação entre o espaço citadino e o natural, as técnicas industriais fundem-se com as artesanais. Urbano lado a lado com o rural, orgânico lado a lado com o artificial. Tons frios lado a lado com quentes. Industrial lado a lado com o artesanato. Nada é baseado na nostalgia ou pormenores retro, mas sim num gosto pelo design clássico, pela sua beleza e execução. A silhueta é descontraída, ampla e confortável. As cores dominantes são os cinzas, castanho, camel, verde e cru.


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LARA TORRES | LAB

AN IMPOSSIBLE WARDROBE FOR THE INVISIBLE Um projecto de pesquisa baseado numa abordagem experimental, intitulado “Um guarda-roupa impossível para o invisível”. Esta abordagem experimental, significa aqui que, qualquer uma das acções que terá tido lugar durante o projecto tem um resultado imprevisível. Significando isto que cada peça é única e não poderá ser repetida. Sendo o resultado sempre diferente a cada vez que são interpretadas. Lara Torres apresenta as gravações/documentação de sete performances numa projecção de vídeo que apresenta sequencialmente os seguintes vídeos: 1. Woman in the water; 2. Two man hug; 3. Man sinking to the floor; 4. The older man sitting; 5. Young couple; 6. Women crossing the water; 7. Self portrait Estes vídeos têm por base a criação de peças de vestuário temporárias, que foram produzidas com o objectivo de ser destruídas. Referem-se a uma perda do objecto e à documentação desta perda. A acção de “apagar” as peças deixa um vestígio (as costuras) traduzindo uma forte relação com a memória e com o esquecimento. CRÉDITOS Realização e conceito: Lara Torres Co-realização: Pedro Fortes Primeiro assistente: Yann Gibert Actores: Joana Areal, Miguel Bonneville, Diogo Bento, Yann Gibert, Eduardo Petersen, Sofia Dias, Vitor Roriz, Andrea Brandão, Liz Vahia, Sofia Pimentão, Teresa Nobre, Lara Torres Assistentes: Frederica Santos, João Barata, Mauro Cordeiro Apoio: Este projecto foi realizado com a bolsa de especialização da Fundação Calouste Gulbenkian Agradecimentos: Fundação Calouste Gulbenkian, Associação ModaLisboa, Yann Gibert e Pedro Fortes por todo o apoio e ajuda e a todos os performers, sem os quais o projecto não seria possível.


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LIDIJA KOLOVRAT

OCIDENTAL ORIENTAL Duas culturas do panorama emergente, tão diferentes, pedem uma a outra inspiração, apegam-se a elementos de ambas para as representar. Formas geométricas e ornamentos que recriam o corpo como que a galgar a silhueta. Recortes, por vezes criando camadas à superfície, por vezes sobrepostas, outras vezes vazias, ambas as peles novas e peles reutilizadas, e pêlos, são usados, estruturados por lãs. Superfícies de pele atapeada, pêlos, lãs e sedas; Coloridos e sofisticados matizes que variam dos verdes, laranjas, encarnados, azuis e amarelos. SILHUETA - Silhuetas definidas, peças com novas funções e propósitos. Dominando a relação entre o triângulo e o circulo como uma nova linguagem corporal. MÚSICA - Desenvolvida em workshop. Swirl Turkey inspired.


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LUÍS BUCHINHO

TEMA - Reinterpretação do tema náutico num ambiente casual sofisticado, inspirado em uniformes navais e vestuário de pescador. FORMAS - A silhueta é trabalhada em formas rectas e longilíneas, que acompanham o corpo de uma forma natural. O retorno ao longo, expresso através de saias midi ou longas, calças estreitas, com uma forte temática sport. O conforto é reforçado pelo uso de malhas grossas, de contorno gráfico, que sugerem elementos alusivos ao tema – cordas, tranças, riscas, barras. DETALHES - Zips, pêlos, acabamentos em pele, renda. CORES - Branco, preto, ouro, azul royal, vermelho, bordeaux. MATERIAIS - Flanelas de lã, crepe de lã, crepe stretch, renda, cabedal, pêlos, malhas tricotadas em jogos variados, em misturas de mohair com seda.


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MARIA GAMBINA

TAKE ME HOME Para o Outono/Inverno 2011/12, Maria Gambina apresenta uma colecção jovem, confortável e colorida. Mudança física (espaço) e mudança interior são a base da colecção TAKE ME HOME. Uma viagem numa carrinha, objectos embrulhados em tapetes, cobertores, lençóis riscados e de xadrez são o mote de uma sobrecarga de texturas e padrões. Acolchoados e tecidos brocados remetem-nos para colchões empilhados. Detalhes de entrelaçados localizados nas peças materializam cordas que seguram objectos. O tapete de Arraiolos (em bordado, jacquard e estampado) surge como símbolo da mudança física. A imagem gráfica de um coração, assim como <3, representam a fuga interior. A colecção feminina varia entre o oversize e o right size. Já a colecção masculina, que tem como fonte de inspiração Mick Jagger, é composta por camisolas grossas de lã, pullovers em bico, camisas Oxford, cachecóis de xadrez e a bombazine que nos transportam para o universo pós-Mod Londrino. Maria Gambina reinterpreta clássicos como o duffle coat, o bomber jacket e o trenchcoat em falsas peças estampadas. O cerise de um cobertor, o salmão do cetim que o remata, o verde luminoso de uma carrinha, o verde tropa de uma parka, o azul da risca Oxford e o camel de quem nunca quer deixar de ser clássico são as cores da colecção.

AGRADECIMENTOS Isabel Branco - sempre o meu braço direito Catarina de Sá - a minha querida estagiária Anita Gonçalves - a artista dos acessórios Florentina Figueiredo - a artista dos bordados Acácio Pacheco - o meu braço esquerdo Augusto Morais - amigo e cúmplice nos cabelos João Rola, Cláudia Garrido e Pedro Figueiredo - sempre prontos a ajudarem-me Custoitex - pela simpatia e disponibilidade no colorido das meias ESAD - a minha escola de coração Tentoes - Sapatos


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MIGUEL VIEIRA

O PERFEITO ANFITRIÃO? O cenário poderia ser uma sumptuosa mansão aristocrática, de jardins infindáveis e decoração esmerada. O champanhe borbulha e a música compõe o ambiente perfeito. Nos seus jardins infindáveis, homens e mulheres, chiques e elegantes, de porte quase real, circulam animadamente nos seus fatos impecáveis e vestidos glamourosos. O moderno e o clássico fundem-se, originando um look actual, mas que não dispensa detalhes, decididamente, elegantes. Um estilo artístico, quase poético mas moderno, para homens e mulheres com personalidade e com um apurado sentido estético em que a essência do estilo é serem eles próprios. O perfeito anfitrião? Um homem contemporâneo, que não tem medo de arriscar, gosta de se divertir e é ousado na sua maneira de vestir, mas não prescinde dos acessórios de luxo, dos seus modos refinados, o perfeito cavalheiro. É o novo Dandy... SILHUETA - Em Mulher existe uma composição de silhuetas de forma tubular, que embora não evidencie as formas femininas, não deixa de ser chique e sensual, e uma silhueta mais ampla e comprida. Para Homem a silhueta é mais seca, pura alfaiataria com pormenores requintados. CORES - Bege baunilha, rosa vinho, lavanda, amarelo ovo, azul aqua-marine, castanho tabaco. MATERIAIS - Sedas estampadas, sedas, cetins, veludos, brocados, metalizados, rendas, tecidos camisaria, tecidos gravateiros, pura lã virgem 180, tecidos jacquard, caxemiras, penas. DETALHES - Sedas estampadas; Tecidos desenvolvidos pelo atelier; Golas e bandas em veludo; Pormenores avivados; Forros estampados. AGRADECIMENTOS Lúcia Piloto Cabeleireiros - Cabelos Antónia Rosa - Maquilhagem Xana Guerra - Música


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NUNO BALTAZAR

PORTRAITS “Portraits” tem como ponto de partida o estudo sobre os retratos femininos na obra de Gustav Klimt. Referência incontornável associada ao movimento Art Nouveau, Klimt desenvolveu ao longo do seu percurso inúmeros estudos e retratos de senhoras da sociedade vienense que rapidamente se tornaram não só controversos mas também ícones de uma nova cultura feminina. Para o próximo Inverno a colecção reflecte a dualidade entre imagens urbanas e looks sofisticados. Propostas loose com encaixes geométricos como contraponto a projecções e perspectivas nas silhuetas formais. A paleta divide-se em cores quentes, sépia, sanguínea, ocres luminosos e amarelo açafrão coordenados em ton-sur-ton ou em contraste com cores sombrias como carvão, chumbo e marinho. Silhuetas anatómicas, Y e H coabitam em propostas onde os motivos geométricos são enriquecidos com toques de ouro e brilho. Estruturas com movimento em cupro easy care, cadys de seda, cetim, lãs compactas, tules e pailletes metálicos. Peças de carácter depurado e citadino contrastam com elementos decorativos. Os acessórios reforçam o look luxuoso com cintos e pulseiras de inspiração Art Nouveau. Botins, botas altas e malas em peles clássicas em castanho e preto com textura. Coordenação de desfile - Luís Pereira assistido por Fernando Bastos Pereira e Marta Duarte Coordenação de Sala - Lira Lessa e António Ribeiro assistidos por Rita Ferreira Júnior Designer - Joana Monteiro Costa Hair stylist - Vasco Freitas com produtos L’Oréal Profissional Make-Up Artist - Antónia Rosa Banda Sonora - Francisco Leal Patrocínios - Riopele (Tecidos) Apoios - Seat; Belinda (Sapatos) OBRIGADO - António Ribeiro . Arminda Pereira . Belinda . Carla Oliveira . Colete Brites . Eu.Sei.Que.Vou.Te.Amar . Francisco’s . Francisco Leal . Frederico Vilaça . Joana Monteiro Costa . Lira Lessa . Malas Amante . Maria do Céu Soares . Maria Eugénia Azevedo . Paulo Cravo . Ricardo Oliveira . Rita Ferreira . Susana de Castro . Drª Teresa Lameiras . Vasco Freitas . Vera Vasconcelos Às nossas famílias, à nossa incansável equipa e todos os nossos amigos!!! ModaLisboa


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NUNO GAMA

TESTOSCRACIA TestosCratas, são os novos ditadores cosmopolitas, que fazem do elitismo anatómico, o pilar da filosofia da sua sociedade. Cruzamento cultural de proclamada testosterona, como novos códigos de comportamento destes Vencedores. À garupa destes Centauros Urbanos, assistimos fascinados por esta inebriante hormona masculina à chegada destes atletas de alta competição, que exibem gloriosos corpos, revelados por entre conjugações multidisciplinares. A confirmada elegância do clássico e feito à mão; detalhes confortáveis do relax e Sport; apontamentos másculos do Regimental e Equestre, culminando sem qualquer pudor num “q.b.” saudável do códigos Leather. Do encontro desta adrenalina masculina, repleta de mensagens positivas, de amor e paixão pela vida surge uma silhueta “Healthy” de Testoscratas poderosos e viris, que oscila entre o Slim/oversized, revelando o árduo trabalho físico e a hábil mistura de tipologias de peças, meticulosa e confortavelmente estudada. Matérias com contrastes subtis de baço/brilhante. O cetim ou a pele, sob misturas de algodões e de lãs nobres em confronto com novos técnicos, num ritmo de revelações subtis ao encontro de uma valorização individual, tanto dos materiais como dos detalhes. O amêndoa, o pedra e o azul celestial harmonizados com uma paleta de castanhos, cinzas e verdes mescla. Incendiados por vezes, por um varonil sangue de boi, ou revigorado pelo enérgico brilho metálico do dourado, que nos recorda que este homem contemporâneo busca a perfeição.


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OS BURGUESES | LAB

IV ACTO | INVERNO NUCLEAR “Após uma viagem de descobertas, Jane regressa a casa. O reencontro com as origens é quebrado ao deparar-se com um cenário de destruição, caos e revolta. Os Homens-Máquina invadiram a cidade, construíram nova História e apagaram o passado...” Assim começa o libreto do quarto e último acto d’A SAGA DE JANE DOE. Inspirados em “The Book of Eli” e “Everything is Illuminated” reflectimos sobre a necessidade de preservar as memórias e recordar os passos que nos moldam o futuro. Quem somos não fomos sozinhos. A colecção foi construída tendo como base um jogo de contraste: Justo vs. oversize e estruturado vs. drapeado. A paleta de cores vai do preto ao borgonha, azul petróleo, bege, cinzas e gun metal. Os tecidos usados são sarja de algodão, feltro, peles sintéticas, sedas estampadas e malhas tricotadas. Para este Inverno Nuclear explorámos detalhes como construções em leque, cortes à faca, punhos franceses e a desconstrução do vestuário. FICHA TÉCNICA Styling: Luís Pereira Cabelos: Hairstation Sapatos: Stivali Música: João Eleutério Intérprete: Maria Madalena Santos AGRADECIMENTOS IMV e ARTinPARK


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PEDRO PEDRO

AMBIGUOUS RULES Dualidade Feminino/Masculino, Formal/Descontraído para uma colecção de Inverno que propõe uma mulher andrógina, forte e independente, sem esquecer, ainda assim, o seu lado mais delicado e vulnerável. A riqueza dos materiais, como lãs, cupros, veludos e pele, joga em oposição com o minimalismo das peças, contribuindo para um look despojado onde prevalece a silhueta longilínea. Em contraponto, peças largas e descontraídas dão origem a looks mais masculinos. Paleta quente, de cores densas, que vai dos castanhos ao rosa velho. Apontamentos gráficos e formais em azul, verde, preto e branco. Destaque ainda para as peças estampadas, inspiradas na pintura modernista norte-americana do início século XX. PATROCÍNIOS Riopele Griffe Hairstyle Juvenália


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RICARDO ANDREZ | LAB

A colecção reconhece o poder da fábula ancestral, fascinante e pagã, detentora dum misto de entretenimento e máximas morais, ao encontrar-se neste ponto de entre os mundos real e imaginário, cidade e floresta, adulto e infantil, num estado relacional, vaivém contínuo de entre elementos visuais gráficos contrastantes e que paradoxalmente se encontram, tal-qual a necessária coexistência do mundo real e do multiverso imaginário. Estes contrastes evidenciam-se na colecção que avança ritmada, utilizando o paradoxo das geometrias e assimetrias presentes em cada peça, e na colecção como um todo coerente, todavia antagónico, detalhes de uma certa contemporaneidade. A aplicação de 15 mil cubinhos de madeira, em formas ritmadas, contudo sob padrões distintos, com aplicações de cotoveleiras com zippers, zippers de metal dourado e maxi-print "empoeirado" são expressões deste mundo fabulista. As cores seleccionadas tanto nos situam no mundo real urbano, com o uso dos tons cinza, como também nos conduzem ao espaço intemporal da floresta, da natureza, um contexto tão apropriado à nossa relação com os seres inorgânicos, através do uso de tons cremes, tons madeira clara e azul noite, salientando-se o confronto de entre quietude e aventura, real e imaginário, que paralelamente coexistem: o espírito viaja por mundos longínquos; o corpo está presente num dado momento do real, num dado ponto da cidade. A linguagem das peças ancora-se na fábula, não só sob a perspectiva da antagonia real-imaginário, mas também da intemporalidade. Fundando-nos nesta instância mítica e persistente da fábula, também esta é uma colecção que tem a sua batida num continuum. Com o passar do tempo, transmuta-se, e com a deterioração das peças alcança novos comportamentos, novas formas de estar, tal como a fábula que se transmuta ao longo dos tempos, expressão das diferentes realidades produzidas pelo homem. Texto: Cristina Novo, Socióloga. Foto: Aloísio Brito


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RICARDO DOURADO

A GIRL LIKE A BOY LIKE A GIRL Dark Ghost Nomadic Slim Austere Rude Boy Gigger

APOIOS Riopele Polopique, S.A. Red Hot footwear AGRADECIMENTOS Cristina Peixoto e a toda a equipa Ant贸nia Rosa e a toda a equipa Solange Costa Catarina Vieira Sara Maia Aguiar Stefano Carmelo


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RICARDO PRETO

FLORES DE INVERNO Jardins, monumentos, música, luz, cheiros,...esta é uma linha sóbria e ao mesmo tempo colorida, com bastante detalhe no corte, riqueza nos tecidos e em todos os complementos. No seu todo, representa um bonito jardim de Inverno com surpresas, tanto de coloridos, como de monocromáticos. O contraste dos tufados com linhas extremamente direitas e minimais relembra por vezes as silhuetas da Idade Média, adaptadas ao século XXI. As cores predominantes são o branco, os azuis, os verdes, os encarnados, o castanho e o preto. Os tecidos utilizados são a seda, a lã, a caxemira, os marroquins e as fazendas.


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VALENTIM QUARESMA

ALQUIMIA A riqueza e a longevidade são dois dos quatro objectivos que os alquimistas tentaram alcançar através de um processo criativo interligando a Química, Antropologia, Astrologia, Magia, Filosofia, Metalurgia, Matemática, Misticismo e Religião. Utilizando algumas destas ciências como metáforas criei uma colecção com o intuito de obter resultados que me irão permitir conhecer melhor o que está no núcleo do meu trabalho, para obter resultados quanto a um desenvolvimento de novos processos criativos e maneiras de abordar temas que são inspiradoras para o meu universo criativo. MATERIAIS - Vidro, plexiglass, alumínio anodizado, latão niquelado.


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VÍTOR | LAB

TANZJING Tanzânia, situada na costa oeste de África, conta com a maior comunidade de Albinos. Albinos, devido a falta de pigmentação em sua pele, pêlos e olhos, são vistos como diferentes, levantando reacções ambíguas ao resto da população: o medo por acreditarem ser portadores de poder mágico e, por outro lado, a inveja dos que almejam este poder. Comparando isto com outra população vista como diferente: a comunidade Chinesa. A reacção é a mesma. Por um lado alguns temem uma forma de colonização contemporânea e falam mais de exploração do que de colaboração. Pelo outro, a China é considerada um salvador económico, um parceiro para o desenvolvimento - esta perspectiva tem influência social, quando mulheres Tanzanianas recorrem ao clareamento da pele para seduzir imigrantes chineses. Essas reacções podem ser comparadas com o QR Code em diferentes formas. De facto, este código de barras bidimensional é uma tecnologia crescente já que pode conter bastante informação e provém uma breve descrição de forma rápida. Mas oferece só uma explicação superficial. Esta colecção é desenvolvida sob o conceito de slow response sobre os Tanzanianos e seus pontos de vista sobre as comunidades Albina e Chinesa. Observando as reacções imediatas e explorando-as em detalhe. Os materiais são impressos com padrões de QR Code em corrosão sobre jersey de composição mista em cor de pele, e em estrutura de tricotagem em lã de merino verde água (em analogia a estamparia africana em ton-sur-ton). Estes coordenados com mistura de couro de salmão (midnight e Olive Green) e de cordeiro em tom de pele, e fio de merino tricotado a mão de alta gramagem em castanho-escuro. Como suporte de materiais o piquet e a fazenda em navy).

FICHA TÉCNICA - Conceito: V!TOR (Vítor Bastos); Parceiro de colecção: Dapit; Produção: Dapit / Fernanda Morais ; Calçado: Adidas AGRADECIMENTOS - Associação ModaLisboa, Ângela Azevedo, António Bastos, Arlete, Eng. Arantes, Faduma Abukar, Fernanda Morais, Manuela Carneiro, Manuela Cunha, Nelson Vieira, Pedro Mendes, Reto Crameri.


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WHITE TENT

Para a estação de Outono/Inverno 11/12, a White Tent inspira-se em peças icónicas de vestuário de trabalho. A abordagem foi feita a peças que podem ser imediatamente identificáveis, quer seja um fato de piloto ou um casaco operário pré-guerra. Através da escala ou da introdução de novos elementos, as peças de vestuário tornam-se versáteis, adaptáveis ao seu utilizador. Em termos cromáticos, a colecção evolve por diferentes tons de castanho, caqui, verde, cor-de-rosa, cinzento e preto em materiais como lã, lã/algodão, algodão e caxemira.

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