As Sementes no Jardim Acreditar na formação em arte e cultura é também transformar. Muitas vezes, o trabalho parece ser de formiguinha: cada um fazendo a sua parte e todos fundamentais nesse processo de construção de uma vida boa. E nada melhor do que ser formiguinha em um jardim que é cheio de esperança. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) é um exemplo de que a transformação está em todos nós: desde o professor-educador que se compromete a compartilhar o que sabe, até o pai que se organiza para que os filhos tenham acesso a aulas voltadas para a arte. Com a arte e a cultura, o retorno não é imediato, mas pode ser decisivo. Quem faz aula de teatro, por exemplo, não necessaria-
mente vai “viver do teatro”, mas certamente “viver o teatro” amplia a capacidade de enxergar o mundo de uma forma valiosa. É uma semente. E isso vale para outras linguagens artísticas. O Governo do Estado do Ceará tem investido recursos do Tesouro Estadual – Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop) , na formação em arte e cultura por acreditar que as políticas públicas ajudam a florescer o jardim. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) é gerido pelo Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC), vinculado a Secretaria de Cultura do Ceará. Maninha Morais Presidente do Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC)
Uma Questão de Crescimento A cada ano que passa sentimos a magia que cerca o Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ). Vislumbramos sensíveis diferenças nos curiosos que aqui passam. Sou uma dessas transformações. Aqui praticamos diariamente a arte de aprender a viver. O cotidiano efervescente dos cursos e das programações culturais provoca sensação de urgência e de que o tempo é sempre pouco para darmos conta de tudo que pode acontecer por aqui.
exige da equipe que aqui trabalha, concentração e atitudes de compromisso com os objetivos específicos, as metas e ideais da comunidade. Estamos descobrindo a gentileza. Parece que nos lugares onde a gentileza é praticada a magia acontece. Ser gentil é levitar, é promover a felicidade. Nós aqui estamos apostando nessa possibilidade de crescimento com gentileza. Ser gentil é crescer.
Nesse cenário de responsabilidade social e cultural, qualquer ação pode movi- Diana Pinheiro mentar as possibilidades de uma vida em Gerente Administrativa do CCBJ formação. É portanto, um desafio que
Arte que Liberta O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ), por meio de seu Núcleo de Formação, oferece a comunidade do Grande Bom Jardim oportunidades para que se conquiste inclusão social, através da realização de formação em arte e cultura, democratizando o acesso aos meios de produção artístico-culturais, promovendo geração de renda, economia cultural solidária, consciência ecológica, formação e a ampliação do número de multiplicadores culturais no bairro e a criação/ circulação de bens culturais.
depois de frequentar nossas atividades. Torna-se desafiador e instigante convencê-los da importância de uma formação ampla, que possa, antes de transformá-los em trabalhadores, transformá-los em sujeitos ativos na sua história. Assim, convencendo-os do caráter libertador das artes. Hoje já observamos crianças, jovens, adultos e membros da terceira idade apropriando-se desse espaço de formação, sabendo que podem ser ainda mais proativos nas diversas situações da sua vida. É como se fosse um resgate de dignidade.
Em uma comunidade tão carente, encontramos a ansiedade por cursos e/ou oficinas que capacitem diretamente para o mercado de trabalho. Mães nos procuram e perguntam: - “O que meu filho vai fazer com isso?”. Lina Luz Elas querem saber onde o filho vai trabalhar Coordenadora do Núcleo de Formação do CCBJ
Pés Firmes no Chão Carolina Pereira, 15 anos, prefere balé contemporâneo ao clássico “porque a gente fica mais com os pés no chão”. É assim: no clássico, explica a menina, a bailarina tem por obrigação permanecer quase todo o tempo suspensa, flutuando no ar como se não existisse força da gravidade empurrando o corpo de volta pro solo. Definitivamente, isso não a interessava. Carolina queria ter os dois pés bem firmes no chão. No começo, porém, porque era a única modalidade que a escola perto de casa oferecia, Carolina chegou a tomar aulas de balé clássico. Depois, veio o acidente com o pai, que ficou sem trabalhar. A mãe, sozinha, não tinha como bancar a paixão da filha. Carolina, a caçula de três irmãs e um irmão, acabou interrompendo precocemente uma carreira. A vocação estava ali. Faltava a oportunidade. Algum tempo passou. Era 2007, e um primo de Carolina lhe soprou nos ouvidos: vá bem depressa até a rua Três Corações. O endereço ficava a alguns quarteirões de casa. Ora, a menina seguiu o conselho do primo,
que fazia bicos de servente na construção civil. Na Três Corações, deu de cara com o Centro Cultural Bom Jardim, em cuja construção o primo havia trabalhado. Hoje, Carolina rodopia no curso de dança do CCBJ. Está matriculada há quase três anos. Além das aulas de dança, auxilia a bibliotecária do CCBJ contando historinhas para as crianças, como voluntária. “Depois da sala de dança, a biblioteca é o lugar que mais gosto”, diz. Lá, ela descobriu uma paixão por Fernando Pessoa e Edgar Allan Poe. Seu conto predileto? “O gato preto”, responde ligeiro. Moradora do Bom Jardim desde sempre, Carolina torce o nariz quando escuta falar que seu bairro é mal-visto no restante da cidade. “Nasci aqui, praticamente. Não acho que o Bom Jardim seja ruim e violento. Pra mim, ele não tem essa cara de mau. O bairro tem muita coisa boa. Você vê uma escola com um muro pichado e acha que não presta. Mas tem que entrar na escola. Tem muita coisa boa nela.”
Dividir Faz Bem O que há em comum entre desenhar modelos de vestidos e operar uma câmera de vídeo? Absolutamente nada. Quem sabe tenha sido por isso que Diná Lima Diogo, 21 anos, escolheu matricular-se em dois cursos tão diferentes. Primeiro, audiovisual. Depois, design de moda. De algum modo, explica a caçula de uma leva de quatro meninas, os dois campos de trabalho irão um dia se encontrar. Enquanto esse dia não chega, ela vai se desdobrando. Depois de participar dos cursos de audiovisual e informática básica e de se tornar uma costureira habilidosa logo no começo do curso de design, Diná viu seu tempo dividir-se. Hoje, além da gravação de cinco vídeos, a menina tem no currículo o videoclipe de uma banda de rock do Bom Jardim. Na seara das tesouras e tecidos, participou, em dezembro do ano passado, de desfiles no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e no CCBJ. Não apenas ajudou a
desenhar as roupas, mas também desfilou. Parece muito, e realmente é. Mas ainda falta um detalhe. No CCBJ, Diná pode ser encontrada também atrás de uma mesinha com computador na sala da administração. Lá, ela ajuda a tornar o Centro Cultural Bom Jardim um espaço ainda mais acolhedor para os jovens e adultos do bairro e adjacências. “É meu primeiro emprego, sim”, ela responde, sorrindo. Pela frente, alguns desafios. O principal deles tem relação com a infância e adolescência da nova funcionária do CCBJ. “Tinha amigas que se prostituíam e outras que usavam drogas. Não queria essa vida.” Além de inventar peças de vestuário elaboradas e manejar equipamento de cinema, Diná quer transformar essa realidade.
A Invenção do Saber Levi de Lima Vieira quer ser engenheiro, desenhista, escritor, cineasta, professor e jogador de xadrez. Um dia, ele montou um avião de papel que queria realmente voar, mas não conseguia. Insatisfeito, desmontou o avião. Usou o mesmo material para fazer um navio. Deu certo. O barco não voava, claro, mas se esforçava. De onde vem a inspiração para os inventos? Ele não sabe, mas suspeita que algumas ideias nasçam entre um desenho animado e outro. Ou entre um livro e outro, que lê nos finais de noite e de manhã na biblioteca do CCBJ. Ou ainda: entre uma partida de xadrez e outra. Na escola, Levi ganhou cinco medalhas de campeão de xadrez. Além de jogar, ele gosta de outras coisas. “Escrever e ler”, exemplifica. Também gosta de árvores de Natal. Tem uma em casa. Como toda árvore de Natal, ela fica o ano inteiro no armário, enfurnada. Quando é armada, enche tudo de felicidade.
A rotina do menino, que vem crescendo junto com o CCBJ, é cansativa. Uma parte do dia é dedicada a escrever histórias em quadrinhos.“O meu personagem se chamava de Davi. Depois chamei de Aleph. Eu contava a vida dele. Era como se fosse eu mesmo com 16 anos. Tinha um amigo com esse nome e não conhecia história em quadrinhos com esse nome”, relembra. De manhã, faz as tarefas e, depois, assiste um pouco de televisão. De tarde, aula. De noite, alguma atividade no CCBJ. Levi mora com a mãe, tem duas irmãs (Eva e Iasmim) e um irmão (Mateus). Não gosta de futebol, mas joga de vez em quando. Não gosta de raia. Nem de vez em quando. Gosta de videogame, principalmente dos jogos de zumbi. É bom aluno? “Pra professora de português, não. Para a de matemática, sou.”
Amizade e Cidadania Paula Mendes, 29, e Danielle Freitas, 22, são alunas do curso de teatro do CCBJ e integram grupos independentes. Lado a lado, elas se confundem. São amigas há tempo suficiente para que uma complemente o que a outra quer falar quase sem querer. Assim, quando Paula começou a contar o episódio do nome, Dani deu risada. Havia algum caroço debaixo daquele angu. Um dia, Paula, que nasceu Lucilene Mendes, estava na rua. Era menina, e, ao menos naquele tempo, as brincadeiras duravam o dia inteiro. Mesmo àquela altura, já não gostava do nome. O que fez? Tomou emprestado da menina que ia passando, sem pudores. “A mãe dela, que ia atrás, deu um grito: Paulaaaaaaaaaa!!!”. Ficou Paula. Para ela, soa melhor que Lucilene. “É mais artístico”, justifica-se. Dani é Danielle mesmo, ela garante. O que importa é que as duas chegaram ao Bom Jardim há um bom
tempo e logo se interessaram pelo CCBJ. Queriam estudar alguma coisa, fosse o que fosse. Bom, por que não teatro? Do curso, aprenderam que o bairro onde vivem é bem mais do que aquilo que a televisão mostra nos programas policiais. É que o CCBJ também funciona como um grande centro de discussões, de cidadania. Entra-se lá de um jeito; sai-se de outro. Para elas, o Bom Jardim é um lugar como qualquer outro de Fortaleza.“Em todo canto tem menino de rua. Pode até ser violento, mas aqui tem arte”, reflete Dani. Paula completa: “É violento, mas nunca fui assaltada aqui. As pessoas acabam julgando muito mais pela fama”. Juntas, elas querem uma fama diferente para o bairro. E sabem que o CCBJ vem colaborando para isso. “As pessoas se assustam quando digo por aí que no Bom Jardim tem teatro”, admite Dani. “Aqui tem muita coisa boa”, responde Paula. Tem muita gente boa, concluem.
A Menina Que Virou Bailarina “Chamava isto aqui de disco voador”, lembra Antônia Cidiane Pereira Bezerra, 18 anos, a caçula de sete irmãos. Frequentemente, o CCBJ é comparado a algum objeto estranho. Disco voador, ferro de engomar, raia gigante etc. Ora, o desenho do lugar foi feito pra isso mesmo: causar espanto nas pessoas, que, como Cidiane, acabam se perguntando: o que será que tem ali dentro? E vão entrando sem nem perceber. Quando vêem, estão lá dentro, preenchendo algum formulário para fazer um curso a sua escolha. Pronto, é assim. Cidiane fez a si mesma a pergunta. Como os demais, ficou curiosa. “Uma vez, entrei pra ver. Entrei sem querer. Tinha uma fila grande, queria saber o que era. Fiquei esperando. Lembro bem direitinho: era uma sexta-feira.”
Hoje, é bailarina. Antes, havia o interesse pela dança. “Tinha 12 anos quando comecei a dançar”, adianta. Uma das irmãs é instrutora de forró numa academia. Foi com ela que a menina aprendeu a dançar. Mas ela também estuda. Aliás, sua rotina é tão preenchida quanto à de Levi. Por ali, quase todo mundo é assim, muito ocupado. A bailarina Cidiane não é diferente. Além de estudar numa escola – ela faz o 3º do Ensino Médio -, cursa enfermagem. “Entro às 7 da manhã e saio às 17 horas”, confessa, rindo. Depois, ainda toma as aulas de dança no CCBJ.
Sonhos Possíveis Era uma vez um bairro que tinha fama de mau. Notícias de violência eram constantes e muitos jovens e crianças não conseguiam chance de mostrar que eram bem maiores, e mais especiais, do que a realidade exposta nos noticiários de TV. Um dia tudo mudou. Carolina, Diná, Levi, Paula, Danielle, Cidiane e muitos outros receberam uma sorte em comum. Os moradores do bairro Bom Jardim ganharam um vizinho importante, que mudou a rotina de cada um. Em dezembro de 2006 eles viram nascer a oportunidade de desenvolver talentos e ampliar as perspectivas. Quando o Governo do Estado construiu o Centro Cultural Bom Jardim, muita gente nem sabia o que ele era ou para que servia. Foi a curiosidade que atraiu grande parte da comunidade. A notícia chegou como chega qualquer outra notícia espalhada de um ouvido para o outro nos bairros de periferia das grandes cidades, onde as calçadas ainda guardam cadeiras no final da tarde. Ainda bem. Foi dentro do equipamento
que meninos e meninas viraram artistas, técnicos, professores, cidadãos. Não é exagero chamar o CCBJ de oásis. E não é porque ele fica num bairro com dificuldades, em Fortaleza, capital do Ceará, no Nordeste do Brasil. Seria um oásis em qualquer bairro, de qualquer cidade. Um oásis de cultura, de arte, de alegria e de futuro para quem quer ter um futuro. Quem chega até esse oásis, tem a certeza de que existem sonhos possíveis.
HISTÓRIA DO CENTRO CULTURAL BOM JARDIM Nascido Para Transformar Quem é apresentado ao Centro Cultural Bom Jardim em pleno funcionamento fica impressionado. Com uma estrutura física diferente, que estimula a circulação de pessoas e de ideias, o local abriga variados espaços divididos em salas de aula, ateliê, teatro, cinema e estúdio de gravação de áudio. Atrás de cada porta que se abre é possível enxergar um rosto satisfeito de alguém que está naquele exato momento fazendo alguma coisa pra mudar o curso de sua própria história. Mas para que hoje o local tenha todo esse poder de transformação, foi preciso muito trabalho para que tudo chegasse até aqui. Jota Ferreira tem 35 anos e é mais um que pode dizer que teve a vida modificada pelo Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ). Mas no caso dele a história é bem diferente. Funcionário de mais de 10 anos do Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC), o órgão gestor do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), da Escola de Artes e Ofícios Thomaz
Pompeu Sobrinho (EAO) e do CCBJ, ele foi convidado a participar do novo projeto antes mesmo dele sair do chão. “O local onde hoje funciona o centro cultural era um símbolo do que era o Bom Jardim”, lembra. Ele fala do terreno baldio, que era usado como ponto de tráfico e consumo de drogas e de prostituição. O gerente de operações fez mais do que trabalhar no projeto. Jota se mudou da Praia de Iracema para o Bom Jardim. “Percebemos que muitas pessoas da região não tinham ideia do que iríamos fazer ali e por isso achamos que a aceitação seria maior se eu fizesse parte do bairro”, explica. E foi mesmo. Jota passou a frequentar as reuniões das associações comunitárias, mantinha contato direto com os líderes da região, virou cliente do comércio local e passou a fazer parte do Bom Jardim. “Aqui era o bairro do ‘vixe’, que ficou marcado como sendo uma expressão eu sempre vinha seguida da informação de que você era de lá. Mas o
‘vixe’ também pode ser uma expressão que significa uma coisa boa demais e é nisso que estamos transformando o Bom Jardim”, explica com um orgulho de quem faz parte dessa mudança. O gerente faz questão de dizer que o CCBJ foi implantado por causa da demanda da própria população do local, que, num manifesto documentado, pedia a instalação de um centro cultural. “O manifesto está lá, para quem quiser ver”, avisa. Mas talvez Jota não tivesse a consciência do que o novo equipamento cultural iria significar na vida dos novos vizinhos. “Mas dava pra imaginar que qualquer coisa no bairro com o pior IDH de Fortaleza, e na área mais perigosa e complicada desse bairro, seria importante”, avalia. E o resultado deixa o gerente satisfeito. Ele fala das mudanças que vivenciou. Fala e conhece cada menino e menina, homem e mulher que já passou por ali e teve a vida modificada. Mas o trabalho de manutenção técnica, segurança e limpeza no CCBJ fizeram Jota desen-
volver um olhar apurado para o futuro. “Isso aqui é um projeto geracional. Talvez nem sejam tantas as mudanças agora, mas com certeza, os filhos dessas crianças que hoje frequentam o centro cultural, vão viver num outro Bom Jardim”, prevê satisfeito.
Dignidade, Coragem e Otimismo Diana Pinheiro acredita em amor à primeira vista. Foi assim com o Centro Cultural Bom Jardim. Psicóloga de formação e envolvida com cultura por vocação, ela conheceu o CCBJ quando foi organizar a inauguração do equipamento, e desde esse dia está trabalhando lá como gerente administrativa. Diana conta que tem o trabalho mais importante do mundo porque recebe dois salários. “Um é o financeiro e o outro vem em forma de reconhecimento profissional”, declara. O reconhecimento vem de diversas formas até ela. Pode ser com o final feliz de uma história de de-
sentendimentos entre mãe e filha, que começaram a reconstruir a relação em meio às salas de aula do CCBJ. Mas pode ser também com as pequenas mudanças observadas no comportamento das alunas das aulas de dança do centro cultural. “Antes elas andavam descalças, os cabelos eram despenteados e as brincadeiras eram cheias de gritos. Hoje são meninas amáveis, que tem consciência de seus corpos e de suas atitudes”, explica. Para Diana, a equipe que trabalha no CCBJ tem um astral especial, pautado na amizade, na boa convivência e na percepção da importância do que está sendo realizado ali. “Estamos dando à comunidade um espaço que eles tem direito”, avalia. E a administradora lembra a qualidade deste espaço. “É um espaço digno de qualquer pessoa, de qualquer cidadão, digna da comunidade do Grande Bom Jardim, que é feita em sua imensa maioria por pessoas dignas, corajosas e otimistas”, conclui.
2.693 Certificados Conhecimento e Futuro
O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) atua em diversas áreas. Com cursos e atividades para todas as idades, promove formação profissional e cultural para os moradores da região. Conheça as opções ofertadas pelo CCBJ. Alguns cursos funcionam regularmente, outros em determinados períodos. Todas as atividades do CCBJ são gratuitas.
Cidadania e Práticas de Economia > O curso de Cidadania e Práticas de Economia foi criado com a intenção de ajudar no desenvolvimento econômico e social dos moradores do Bom Jardim. Situações práticas vivenciadas no dia a dia são abordadas durante o curso para orientar as pessoas a organizar sua vida financeira e conhecer seus direitos e deveres como cidadão. Educação Ambiental > Os monitores do Projeto Lagarta Pintada recebem formação em Arte-Educação e Meio Ambiente, com o professor Felipe Gregório. Replicando esses conhecimentos nas oficinas que oferecem às crianças do Bom Jardim, animando os fins de semana do Centro Cultural. preciação de Arte > Os educadores desta área planejam
visitas monitoradas a ONG’s que trabalham com metareciclagem, reciclagem feita com componentes eletrônicos, além de desenvolver projetos para obras de arte com materiais naturais. Leitura e Produção Textual > Esta área é liderada pelos quadrinhos. O professor e autor da revistinha As Desventuras de Davi, Valdeci Carvalho possui duas turmas: nas noites de quarta-feira, a nossa Biblioteca abre espaço para a produção de tirinhas; já às quartas e sextas, é a vez do Sítio Betesda, instituição parceira do CCBJ, recebe nosso educador através de leituras das HQ’s, proporcionar aos alunos conhecer os principais elementos desta arte: balões, onomatopeias, sequências, expressões, personagens e narrativas. Este forte movimento no CCBJ originou a formação de um Grupo de Produção em História em Quadrinhos, que se reúne toda noite de terça-feira, também na Biblioteca do Centro Cultural. O grupo desenvolve diversas atividades e já teve oportunidade de conhecer a Gibiteca de Fortaleza, que fica na Biblioteca Municipal. O professor Deivid Pereira planeja oficinas nesta área fo-
531 Oficinas
cando nos aspectos da Comunicação (elementos, falha de comunicação, línguas diferentes), Oralidade (registros artísticos: trovadores, repentes) Escrita (registro artísticos), Literatura Brasileira (incluindo Infanto-juvenil), e ainda tópicos em pontuação, acentuação e ortografia (incluindo o novo acordo ortográfico). Venha Ler > O Venha Ler tem por objetivo incentivar a leitura e a produção textual de crianças e adolescentes do Grande Bom Jardim, através da recepção deles na Biblioteca do CCBJ e da realização de um conjunto de atividades lúdico-pedagógicas de contato com o livro. Entre essas atividades destacamos Conhecendo a África e suas histórias, com a Professora Angélica Rodrigues, para os alunos da Capoeira. Podemos citar também a professora Luana Oliveira, a qual desenvolve dois projetos: Ziraldo, trabalhando várias obras do autor como O Planeta Lilás, O Menino Marrom e a Bela Borboleta; e Ave Poesia, uma atividade interdisciplinar de leitura, canto e dança que culminará com um recital homenageando Patativa do Assaré e outros poetas nordestinos.
Música e Canto > Com o objetivo de musicalizar a população do Grande Bom Jardim, favorecendo a socialização e o desenvolvimento integral, o CCBJ mantém há cerca de três anos as turmas de Canto Coral. Este ano, desde o mês de março e com previsão até Dezembro, temos o Coral Infantil e o Coral Adulto, com as professoras Vera Barros e Rosalina Roseno. Para qualificar o desenvolvimento vocal destes “alunos-cantores”, contamos também com o curso de Técnica Vocal, onde os alunos são orientados, entre outros temas, sobre técnicas de respiração, impostação, interpretação e cuidados com a voz. E colaborando com o Movimento de Saúde Mental do Bom Jardim, o Centro Cultural mantém funcionando na Casa Ame mais uma turma de Coral Adulto. Para quem ao invés de cantar prefere tocar, o CCBJ oferece aulas de percussão e violão assim como as aulas de Prática de Conjunto, com o professor Gabriel Nunes. Com aulas teóricas e práticas, as oficinas musicais buscam a vivência e o encontro de músicos e interessados que já desenvolvam um estudo musical, com o objetivo de desenvolver a prática musical coletiva.
424 Professores Todas essas atividades contribuem na formação artística e profissional de uma comunidade que participa ativamente de movimentos musicais, em que muitos alunos possuem suas próprias bandas, contando inclusive com a disponibilidade de um estúdio de gravação de áudio em nosso Centro Cultural, onde podem produzir material de divulgação de seus trabalhos, como CDs, por exemplo.
Prática de Leitura > Esta área tem como objetivo desenvolver nas crianças e os jovens do Bom Jardim o gosto pela leitura, algo que não ocorrerá de uma hora para outra, mas no decorrer de toda uma vida. Isso trará imensos benefícios os quais tornarão os nossos alunos agentes ativos no processo de interação, socialização, criatividade. Sendo assim, o CCBJ desenvolve atividades de Prática de Leitura nas áreas de Cordel, Fanzine e Quadrinhos, não só se utilizando do espaço de sua Biblioteca (sempre bem frequentada), como também atendendo nossas Instituições Parceiras: o ABC do Bom Jardim (bem como o Protejo, projeto do Governo Federal que funciona naquela entidade), a Associação Beneficente Ideal, Associação Deus te
Pague e em escolas do Grande Bom Jardim, como a Escola Dom Lustosa e a Escola Educador Paulo Freire. Os alunos do Curso de Multiplicadores Culturais e os funcionários do CCBJ (a maioria moradores do Grande Bom Jardim) também recebem formação nesta área, permitindo uma melhora no uso da Língua Portuguesa e Literatura de Brasileira e, em consequência disto, uma melhoria em seu desempenho profissional dentro e fora do centro cultural. Dança > No Centro Cultural Bom Jardim, poderíamos dizer que “quem dança os males espanta”. Esta atividade movimenta o centro e muitas crianças e jovens que estariam ociosas em casa ou nas ruas, aprendem e se divertem com nossas aulas de Capoeira, Dança de Rua e Dança Clássica. Os Contra-mestres Paulo Roberto (conhecido como Macaco) e Eduardo dos Santos (conhecido como Locão) põem os alunos para gingar nas rodas de capoeira (sempre cheias) na Praça Central do CCBJ, inclusive na modalidade Benguela, forma mais lenta da Capoeira Regional. Além dos movimentos básicos, os alunos aprendem a tocar os instrumentos utilizados, como o berimbau, bem como o
s
1.096 Eventos
Maculelê, dança diretamente relacionada a este tradicional “jogo-luta-dança”. Já nas noites de dança no Centro Cultural quem manda é Hip Hop Free Style, modalidade da Dança de Rua. O professor Luiz Alexandre trabalha a origem histórica, movimentos básicos e avançados, e composições coreográficas desta dança. Os alunos iniciantes aventuram-se em seus primeiros movimentos de Popping e Locking, enquanto os avançados já formaram um grupo e já fazem apresentações. A Dança Popular, com o professor Christiano Pontes, também é contemplada. Durante as aulas (bastante cheias e animadas), os alunos se preparam para animar a festa de São João do Centro Cultural Bom Jardim, misturaram passos de balé clássico a movimentos de coco e xaxado. Aulas de Dança de Salão também estão programadas, para que os papais e mamães “caiam na dança”. Teatro > No bairro do Siqueira, em parceria com a Telhoça Sim à Vida, que faz parte do Movimento Saúde Mental do Grande Bom Jardim, o Centro Cultural Bom Jardim começou com a turma de Iniciação Teatral para
crianças, onde os “pequenos atores” são estimulados à criatividade, à interdisciplinaridade, ao trabalho coletivo e à pesquisa, sendo possibilitados a ter uma formação integral, desenvolvendo aspectos sociais, afetivos, estéticos, éticos e cognitivos, ao mesmo tempo em que refletem e relacionam as questões que envolvem o seu cotidiano com a realidade social mais ampla. As oficinas curtas contemplam ainda os teatros grego, romano, medieval, moderno e contemporâneo, passando pelo teatro popular, culminando em apresentações, como a do Auto de Natal, no fim de 2009.
Moda e Design de Moda > A moda é um segmento que cresce cada vez mais. A tecnologia de tecidos, moldes e modelos acompanha as mais modernas técnicas, de maneira sustentável e contemporânea. A demanda por produtos relacionados ao mundo da moda cresceu e continua crescendo, aumentando também a procura por profissionais de moda capacitados. Pensando nisso, o Centro Cultural Bom Jardim oferece o curso de Design de Moda, oferecendo dois espaços: um Ateliê e uma Sala de Costura.
16.816 Visitas nas Exposições
Os alunos, jovens e adultos, recebem uma formação completa nas áreas de História da Moda, Desenho de Moda, Técnicas de Confecção, Modelagem, Estamparia, Customização, Editorial de Moda, Antropologia da Moda, Desenvolvimento de Coleção de profissionais já ativos no mercado da Moda como Silvânia de Deus, Enrico Rocha, Humberto Kelvin, Mary Freitas, Fábio Azevedo e Jared Domicio. Ao final do curso, as turmas são incentivadas a produzir dois desfiles, sendo um no Centro Cultural Bom Jardim e outro no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Artes Visuais, Design e História da Arte > Crianças, jovens e adultos movimentam o CCBJ nos cursos desta área. Os menores arriscam seus primeiros traços nas aulas de Desenho Básico com o Professor Domingos Audenízio. As manhãs das artes visuais são dos jovens que formam o grupo de Grafite. O professor Robezio Marqs, que faz parte do Laboratório Acidum, uma experiência pratica/reflexiva sobre Grafite, Arte Urbana e Design, busca trabalhar as variações desta arte, abordando temas como conscienti-
zação enquanto manifestação artística-cultura, potencialidade profissional, assim como o papel na intervenção e composição da paisagem urbana. Jovens e pessoas da terceira idade também “pintam o sete” nas aulas de Pintura em Tela. Os módulos avançados são orientados pelo professor Jared Domicio, que também ministra oficinas de Desenho em Anatomia Humana e os módulos de Xarpi A palavra como forma de expressão e A palavra como forma de expressão dentro do curso de Grafite. E para mostrar que é possível fazer arte no computador, o CCJB realiza a oficina Álbum Digital, onde a professora Luana Oliveira mostra como, através de efeitos, transições e sobreposição, transformar fotos comuns em arte digital. Um curso com módulos integrados de Desenho, Pintura em Tela e História da Arte, também faz parte dos planos para quem procura uma formação mais completa. E ainda um curso na área de fotografia, em parceria com o Instituto de Fotografia (Ifoto), ministrada pelos professores Thiago Santana, Marcos Vale, Sheila Oliveira e Silas de Paula.
2
22.666 Inscritos Informática e Mídias Digitais > Sendo talvez aquela que tem os cursos mais concorridos, a área de Informática e Mídias Digitais conta com dois laboratórios, a Ilha Digital e a sala de Audiovisual, e com professores Ney Wendell, Marques Filho e Renan Costa, que atendem as turmas de Informática Básica. Estas turmas visam incluir “digitalmente” a comunidade do Bom Jardim, uma vez que muitos alunos não possuem computadores em casa e sequer conhecem seu funcionamento básico. E já que o CCBJ faz arte, por que não fazê-la no mundo virtual? Estes cursos também têm o objetivo de tornar aqueles alunos que saíram da Informática Básica aptos a participar dos cursos de Web Design, que capacitam os alunos a fazer, de várias formas, sites básicos e profissionais, blogs e redes sociais, tanto em Windows quanto em Software livre, estimulando o desenvolvimento de habilidades artísticas envolvidas no processo criativo destes ambientes. Os cursos promovem conhecimento e oportunidade profissional à população do Grande Bom Jardim, já que hoje as empresas de pequeno ou grande porte necessitam um ambiente on line (site ou blog) para
expor e/ou vender seus produtos e serviços. Mantendo o foco em atender a outras instituições que trabalham para e pelo Grande Bom Jardim, e sabendo que é fundamental conhecer e saber utilizar as ferramentas administrativas, serviços que hoje fazem parte do dia-a-dia de grande parte dos usuários corporativos, o CCBJ ministra o curso Ferramentas Administrativas para os Educadores do ABC do Bom Jardim, capacitando esses profissionais para que eles possam melhor atender a comunidade.
Artesanato e Gastronomia > O Centro Cultural Bom Jardim investe ainda na formação dos “artistas da panela” com o curso de Gastronomia. As oficinas são em áreas como Higiene dos Alimentos, elaboração de doces artesanais, doces finos para festas, comidas típicas nordestinas, sobremesas geladas, chocolate e trufas. Estes cursos serão ministrados em parceria com o curso de Graduação em Gastronomia da Universidade Federal do Ceará – UFC. Já no artesanato, a diversidade de trabalhos é grande. A professora Danielle Andrade mostra como fazer cadernos
1.319 Artistas e caixas artesanais; o professor José Wellington apresenta a arte das miniaturas com palitos de picolé; e o professor Emanuel Souza o artesanato com as cestas de jornal. Já o curso completo de Mosaicista tem como professores os artistas Carlos Amaro e Reginaldo Figueredo, que ensinam ao artista/profissional a origem dos mosaicos, como confeccioná-los em diversos materiais (do papel à madeira) das formas mais simples às mais complexas e, por fim, como idealizar, elaborar e confeccionar as peças e painéis em mosaico. Multiplicadores Culturais > Este curso é voltado para desenvolver as competências necessárias para que os jovens da Comunidade do Grande Bom Jardim possam atuar como agentes culturais. Os monitores participantes recebem formação no que diz respeito à Gestão Cultural, recebendo orientação de como elaborar projetos socioculturais, sobre captação de recursos para execução dos mesmos, bem como prestação de contas do projeto realizado. Além disso, recebem paralelamente capacitação nas áreas de Língua Portuguesa, Informática, Meio Ambiente e Vivência
Ética. Os alunos deste curso são alunos ou ex-alunos, monitores e professores do Centro Cultural Bom Jardim, em outras áreas. Audiovisual,Tecnologia do Som, Iluminação e Cenotécnica > As atividades do Audiovisual foram iniciadas com o Curso de Animação Básica. Os alunos do Professor Thiago Nascimento tem a oportunidade de iniciar a produção de vídeos em animação, utilizando as principais técnicas e tendo uma introdução à produção de roteiros, storyboards, composição e iluminação fotográfica e Photoshop. Na oficina de Iniciação Cineclubista, os alunos e o professor Alex Fedox debatem sobre a evolução das percepções do homem diante da imagem em movimento, aprendem um pouco da história do cineclubismo mundial e do brasileiro por meio de sessões de filmes seguidas de debates. No Cine Clube do CCBJ, os educandos aprendem como lidar com os equipamentos e a logística de uma sala de exibições.
R do
R$ 495.840,00 em investimentos do Tesouro Estadual No Estúdio do CCBJ, acontece o curso de Técnico de Som para formar profissionais do áudio. Entender os fenômenos do som, operar, montar e cuidar de equipamentos de áudio, incluindo os cuidados durante a operação destes, são os temas das aulas do professor Serginho Freitas. Acontece ainda no Centro Cultural Bom Jardim o curso TV Comunitária, um curso básico de realização audiovisual para produção, realização e exibição de programas de televisão. A equipe de professores formada por Carlos Rocco, Thiago Nascimento, Marina Mapurunga e Mauro Monteiro apresenta os módulos deste curso que incluem produção de roteiros, fotografia e iluminação, operação de câmera, edição de vídeos, desenho de som. Este projeto visa produzir quatro peças audiovisuais de aproximadamente quinze minutos, com a participação de jovens do Grande Bom Jardim, capacitando-os à leitura e produção da linguagem audiovisual e incentivando outras perspectivas de áreas profissionais. Outra importante parceria firmada pelo Centro Cultural Bom Jardim é com o Núcleo de Cinema e Animação da
Casa Amarela Eusélio Oliveira - NUCA, onde acontece o Curso de Cinema e Animação, ministrados pelos professores Diego Akel, Carolinne Oliveira, Mariana Medina e Telmo Carvalho, que trabalham com a história do cinema de animação mundial e brasileiro; os princípios básicos da animação 2D tradicional e aplicações digitais; Introdução ao roteiro, storyboard, criação de personagens e cenários; Animação Experimental e Animação 3D digital.
210.296 Público
geral que participou de atividades no C C B J
As conquistas Em 2009, o CCBJ foi contemplando pelo Ministério da Cultura, Governo Federal, como um Ponto de Leitura pelo projeto “Venha Ler”. O concurso Pontos de Leitura foi desenvolvido no âmbito do Programa Mais Cultura, pela Coordenação Geral de Livro e Leitura.
O CCBJ foi contemplando também pelo edital Cine Mais Cultura, do Ministério da Cultura. O Cineclube Bom Jardim é mais uma opção de acesso a cultura dentro do CCBJ.
GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ Governador Cid Ferreira Gomes
CENTRO CULTURAL BOM JARDIM Gerente Administrativo-financeiro Diana Pinheiro
Vice Governador Francisco Pinheiro
Gerente Operacional Jota Ferreira
Secretário da Cultura Francisco Auto Filho
Coordenação do Núcleo de Formação Weslay Mendonça / 2009 Lina Luz / 2010
Secretária Executiva da Cultura Alda Araújo INSTITUTO DE ARTE E CULTURA DO CEARÁ Presidente Maninha Morais Diretora de Ação Cultural Isabel Fernandes Diretora de Museus Valéria Laena Diretora Administrativo Financeira Valéria Sales Assessora de Comunicação e Marketing Dalviane Pires
Jardim de Gente Jornalista reponsável Dalviane Pires Textos Henrique Araújo e Henriette de Salvi Fotos Marina Cavalcante Projeto gráfico Paulo Amoreira Tiragem 3 mil exemplares
EQUIPE DO CCBJ Viviane, Cristina, Daniele, Aurineide, Silvana, Katiana, Alana, Helano, Gleiciane, Ícaro, Ketilla, Marcos Vinícios, Mariane, Maiara, Dilma, Wagner, Joelma, Angélica, Edvânia, Valdeci, Luana, Joab, Gerson, Tico, João Paulo, Junior, Nélio, Tiago, Josefa, Miquéias, Ricardo, Abreu, Fagner, Freitas, Farias, Maurício, Márcio, Fábio, Junior, Alves, Linhares, Genivaldo, Mendes, Rodrigues, Carlos, Eduardo, Aila, Elizabeth, Júnior, Sebastião, Geovana, Caroline, Márcio, Paulo Victor.
PROFESSORES DO CCBJ EM 2009 Rosalina Roseno, Vera Barros, Ângelo Márcio, Walter Célio, Valdeci Carvalho, Jorge Nogueira, Angelica Rodrigues, Carol Oliveira, Fátima de Souza, Fernanda Meireles, Ítalo Rovere, Arnaldo César, Luís Alexandre, Paulo Roberto, José Eduardo, Silvana Marques, Katiana Pena, Pedro Gonçalves, Sâmia Bittencourt, Orlângelo Leal, Marques Filho, Renato Anchieta, Silvânia de Deus, Paulo Amoreira, Jared Domício, Nilvan Auad, Reginaldo Pereira, Augusto Oliveira, Júlio Lira, Renato Pinto, Wellika Pinto, Vilani Barbosa, Robinson Aragão, Estênio Rocha, Luciane Goldberg, Maiko Vinícius, Anderson Carvalho, Rafael Abreu, Ney Wendell, Marcos Rudolph, Juciê Sabino, Ana Candelária, Jocélia Ferreira, Antônio Pinto, Sólon Ribeiro, Marcelo Faris, Luciana Costa, Alan Mendonça, Zé Maria de Fortaleza, Ricardo Salmito, Ana Elizabeth, Emmanuele Rodrigues, Éden Oliveira, Jorge Andrade, Def José, Euclides Souza, Alethea, Fujiwara, Ícaro Amorim, Sílvia Moura, Tiago Nascimento, Josy Correa, Aparecida Cavalcante, Gleilton Silva, Bruno Sousa, Elizabete, Edivaldo Batista, Mary Brito, Neo dos Santos, Lú de Souza, Míqueas dos Santos, Marina Viana, Elvis Mattos, Márcio Mattos, Jéssica Lima, Fernando Prado, Jonnanthan Freitas, Emanuel Souza, Klévisson Viana, Jesus Sabino, Elizângela Batista, Danielle Andrade, Wilma, Marcos Levi.
PARCEIROS DO CCBJ Curso de Design Lenox do Brasil (na pessoa do sr. Lee), Iprede, Curso de Áudio Visual da Casa Amarela, Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho, CTC, Regional V, Pronasci, Shopping Bom Mix, escolas ABC do Bom Jardim, Circo Escola, Liceu Icaro de Sousa, Casa AME, CAPS do Bom Jardim, CRAS do Bom Jardim, CAIC Sérvulo Mendes e Luis de França e Pro Jovem.