OLHARES SOBRE JIM DEL MONACO
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Olhares sobre Jim Del Monaco
Colecionador de BD – 2019
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Introdução
As páginas que se seguem são apenas um olhar pessoal sobre alguns aspetos da série, inspirado pela sua relevância ou evidência, e não uma análise exaustiva sobre as múltiplas cambiantes que a envolvem. Não é uma análise detalhada sobre Jim Del Monaco, mas um pequeno passeio por alguns aspetos desta série que se tornou um clássico da banda desenhada portuguesa. Quando surgiu, em 1985, Jim Del Monaco foi uma pedrada no charco da banda desenhada pela inovação que trazia, fosse no aspeto gráfico, fosse no argumento, que quebrava algumas regras de “bom comportamento”. Num ambiente em que os autores mais clássicos, e mesmo alguns mais novos, optavam por uma banda desenhada histórico-documental, Simões e Louro avançavam num novo campo, onde o erotismo, a linguagem menos erudita, por vezes brejeira, o tema das relações rácicas e o machismo entravam de rompante nas páginas da série, primeiro no Diário Popular, de seguida em algumas revistas e finalmente em álbum. Não faz sentido clamar contra a série, afirmando a brejeirice da linguagem o racismo ou o seu sexismo. É um absurdo querer pegar numa caricatura e dizer que ela reflete a realidade. As personagens da série são caricaturas de comportamentos sociais, e, como em qualquer anedota, o seu objetivo é divertir e fazer rir através de alguns excessos. Uma caricatura é excessiva e se não o for não cumpre o seu papel. Não se deve ir além dessa análise da caricatura e partir para grandes abordagens sociológicas dos argumentos dos episódios. O importante é que o leitor se limite a ler, desfrutar e divertir-se. Quando se lê toda a obra, nota-se o trabalho de investigação que os autores efetuaram. Pesquisa essa plasmada nos muitos episódios, através do texto e das imagens. Também que não se pretenda, perante tantas referências e inspirações, considerar que se está perante um plágio. É apenas inspiração e admiração dos autores pelos trabalhos que são referenciados no conjunto dos episódios. Colecionador de BD – 2019
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O conjunto completa-se numa obra que merece ser lida de espirito aberto e sem preconceitos nenhuns, pensando apenas que se trata de um produto divertido que os autores se recrearam a construir: no argumento, no desenho e na conceção da simbiose desses dois aspetos que se constitui a arte da banda desenhada.
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Os autores Luís Louro, Luís Alexandre Santos Louro, nasceu em Lisboa em 14 de junho de 1965, e, além dos trabalhos realizados como autor de banda desenhada e ilustrador, também tem a atividade de fotógrafo. Fazendo parceria com Tozé Simões criou em 1980 a sua primeira banda desenhada. Entre 1985 e 1993, com argumento de Tozé Simões, desenhou a série Jim Del Monaco. Esta mesma dupla, entre 1989 e 1992, publicou a série Roques & Folques. Nos dez anos que se seguiram a 1993, individualmente, ou fazendo diferentes parcerias, criou vária sobras: O corvo, Alice na cidade das maravilhas, Coração de papel, O halo casto, Cogito Ergo Sum e Eden. Em 2015, para comemorar os 30 anos da criação da série, e retomando a parceria com Tozé Simões, lançou um novo álbum de Jim Del Monaco, O cemitério dos elefantes, a que seguiria Ladrões do tempo. Em 2018 criou Watchers, um álbum com duas versões finais, e mais uma excelente inovação no que concerne ao argumento. Tozé Simões, António José Simões Pinheiro, também nasceu em Lisboa no ano de 1965, em 15 de agosto, e além da banda desenhada seguiu uma carreira profissional de gestor. Tendo colaborado ativamente com Luís Louro até 1993, fazendo os argumentos das séries Jim Del Monaco e Roques & Folques, abandonou a carreira de argumentista, seguindo carreira profissional na banca e na gestão. Em 2015 ressurgiu como argumentista de Jim Del Monaco no relançamento da série, nos álbuns O cemitério dos Elefantes e Ladrões do tempo.
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A origem da série A série surgiu em 12 de outubro de 1985 no Tabloide, suplemento do jornal Diário Popular. Os autores assinavam como Dois Eles & Piñero. Na semana seguinte, a 19 de outubro, quando surgiu a segunda página do episódio, já se publicavam os verdadeiros nomes dos autores, desvendando de quem se tratava. Dois nomes já conhecidos do mundo dos fanzines, das tertúlias e do meio restrito da banda desenhada. A legendagem deste episódio era de Carlos Dias e a publicação decorreu semanalmente até ao dia 2 de novembro de 1985. Do Diário Popular a série passou para a revista O Mosquito, pertencente à Editorial Futura, que publicou quatro álbuns. Em 1991 a editora Asa ficou com a série. Republicou a cores os primeiros álbuns que tinham saído a preto e branco na Futura e editou mais três álbuns originais. A grande inspiração para a criação da série foi a personagem saída das mãos de Alex Raymond, Jim das Selvas, Jungle Jim na designação original, numa homenagem prestada logo na primeira vinheta da série, onde a postura corporal de Jim Del Monaco remete para a imagem de Jim das Selvas, nas mãos do desenhador que o criou. Inserida na designada escola da linha clara, as influências gráficas de Daniel Torres são as mais evidentes, embora os traços do português Fernando Bento possam ser encontrados nos primeiros episódios da série, num estilo anguloso que se tornaria posteriormente mais plástico e com os cenários a ficarem enriquecidos com múltiplos elementos, que no início da série eram ainda um pouco vagos. Sendo Jim das Selvas o modelo inspirador, há outras influências, nem sempre evidentes na obra, de filmes dos anos 50, como As neves do Kilimanjaro, autores como Rudyard Kipling, obras como As minas de Salomão, na tradução de Eça de Queirós, e viagens de exploradores como Livingstone e Stanley. Os primeiros episódios foram criados num estúdio que foi feito numa cave lisboeta, onde os dois autores se instalaram para sossegadamente poderem dar azo á sua liberdade criativa. Colecionador de BD – 2019
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Das restantes personagens com presença assídua na série, Gina, que pode considerar-se uma figura que rompe com as conveniências que imbuía a imagem da mulher em Portugal. Realce-se, no entanto, que embora aparente ter comportamentos ninfomaníacos, a verdade é que em momento algum coloca a hipótese de traição a Jim Del Monaco, reagindo até violentamente, por vezes, quando assediada fisicamente por outros, o que não deixa de atestar algum conservadorismo moral. Começando os autores a desenhar o primeiro episódio sem expectativas de um sucesso muito longo, Jim Del Monaco acabou por se converter na série de maior longevidade criada por autores portugueses, sempre com um humor, que Luís Louro classifica como humor estúpido. Pode considerar-se, no seu surgimento, uma série de vanguarda em Portugal, pelo arrojo do traço, incomum nos autores portuguese na época, pela temática e pelo abordar, numa publicação sem restrições de público, de alguns temas tabus. O discurso politicamente correto em voga no que se refere a colonialismo, ao machismo e até á sexualidade, poderia ter morto a série à nascença, se esta surgisse nos dias de hoje, no contexto politicamente correto que se vive.
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As personagens As personagens são estereótipos, onde são evidenciadas, de modo acentuado, algumas das suas características, ou sejam tornam-nas ainda mais caricaturais nos aspetos que se pretende que elas representem de um ponto de vista sociológico. E sendo caricaturas não será correto interpreta-las de um ponto de vista realista e factual. Jim Del Monaco é um pretensioso, que não dá a atenção sexual devida à sua companheira Gina, que surge como uma loira frívola e pouco inteligente, que embora anseie por sexo, se mantém fiel ao seu companheiro Jim. Tião, o criado preto, mistura matreirice com ingenuidade no seu falar de sintaxe errada. Jim Del Monaco recebe o seu primeiro nome da série criada por Alex Raymond. O apelido surgiu quando os autores, já decididos pelo nome Jim, viram na rua um indivíduo com uma T-Shirt que tinha escrito Del Monaco. Tinha nascido a identificação da personagem. A personagem Gina tem o seu nome inspirada numa revista pornográfica que existia em Portugal na década de oitenta do século passado. Existiam duas revistas: Tânia e Gina, mas os autores da série consideraram o nome da primeira com pouca sonoridade comercial e literária, optando por atribuir à personagem o nome da segunda. Aristides tem o seu retrato físico inspirado no ator britânico Basil Rathbone. Esta personagem é o vilão da série, tendo o papel de opositor de Jim Del Monaco nos episódios em que surge. Aparentemente terá morrido em O cemitério dos elefantes, como o seu grito e a situação em que ocorre parecem evidenciar. Aliás, no álbum seguinte, ele não surge na série. Branca de Neve é uma das personagens que também surge alguns episódios. Trata-se de uma empregada de Jim, que mais tarde se vem a saber ser rainha de uma tribo. Depois desse episódio embora tenha regressado com Jim Del Monaco abandona a série, não se percebendo os motivos para que tal tenha ocorrido.
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Há ainda mais uma personagem que repete a presença. Trata-se de um sósia de Jim, Taylor, que tem um papel antagónico em relação á personagem principal da série, que acaba morto ao ser confundido com o protagonista, acabando por desta forma, involuntariamente, lhe salvar a vida.
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Os episódios Nesta análise considera-se que a série teve publicados 23 episódios. Poderiam ser mais se fosse utilizado um critério diferente. O dragão vermelho e Ladrões do tempo encontram-se divididos em capítulos que poderiam ser considerados episódios distintos, mas como nenhum deles constitui uma sequência narrativa autónoma, auto conclusiva, foi aqui considerado que cada conjunto constituía um único episódio. A ordem apresentada na listagem é a da publicação em álbuns. Consideram-se os primeiros 4 álbuns publicados pela Editorial Futura e depois os originais pela da das Edições Asa. Os quatro primeiros foram também republicados de modo intercalar pelas Edições Asa, entre os trabalhos originais. São estes os 23 episódios considerados.
Álbum Jim Del Monaco – Editorial Futura
O souvenir O elixir do amor O doente que caminha Um é pouco dois são demais Os homens-leopardo
Álbum Menatek Hara – Editorial Futura
O último macaco branco Menatek Hara
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Álbum O dragão Vermelho – Editorial Futura
O dragão vermelho
Álbum Em busca das minas de Salomão – Edições Asa
Little Jim? A tia Penelope Em busca das minas de Salomão
Álbum A criatura da lagoa negra – Edições Asa
Little Jim II Os bastelos A criatura da lagoa negra Os barbacus
Álbum A grande ópera sideral – Edições Asa
A grande ópera sideral
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Álbum baja África – Edições Asa
Baja africa Rocky
Álbum O cemitério dos elefantes – Edições Asa
“Stalking Dead”As bordabundas O cemitério dos elefantes O macaco de Bili
Álbum Lladrões do tempo – Edições Asa
Ladrões do tempo
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O conteúdo dos episódios Os argumentos da série chocaram, na época da sua aparição, com todas as regras de bom comportamento, mas, na verdade, também surgiram num tempo em que se tolerava a transgressão, não a criticando de forma destrutiva e ostracizando-a, colocando-lhe rótulos depreciativos e de rejeição. Os vinte e três episódios têm sempre um fundo humorístico que não abandona nunca a série, em caricaturas textuais e imagéticas, envolto em diálogos brejeiros e cenas que sugerem ambientes eróticos. Não ocorre qualquer mudança temática fundamental entre os episódios publicados até à interrupção da série, em 1993, e a sua retoma em 2015. Apenas algumas das fontes de inspiração são diferentes, até porque na publicação dos episódios da primeira fase, essas fontes ainda não existiam. Muitos episódios centram-se em factos reais, que tiveram existência comprovada e registada, e que depois são colocados, como um elemento quase acessório, na ficção que os autores desenvolvem. Jim Del Mónaco é um guia, no continente africano, que não mata animais, numa perspetiva de respeito pela natureza. A vertente ecológica é ainda também muito evidente em Baja África onde se associa esta problemática ao poder associado aos grupos que dominam o mercado dos combustíveis fosseis, neste caso o petróleo, mostrando-se o poder possuem e a forma como o conseguem utilizar. No álbum O cemitério dos elefantes a ação por vezes ocorre de modo quântico, com as situações a nem sempre terem a continuidade desejada e com personagens a surgirem de um modo muito inesperado, como em As bordabundas, como se houvesse necessidade de fazer uma referência externa, ou resolver a situação narrativa rapidamente. Quase todos os episódios se passam em África, muitos deles em zonas indeterminadas. Há alguns com referências a países, mas sem indicações muito precisas, a não ser num ou noutro caso, mais isolado, com menções a cidades ou zonas mais vastas. Pode, no entanto, pelas indicações existentes, constatar-se que as aventuras
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decorrem entre o Egito e a África do Sul, a maior parte na zona ocidental do continente africano. Há três exceções. Em O dragão vermelho, Jim Del Monaco está na Ásia. Macau, Hong Kong e Xangai são os locais da ação. No último episódio publicado, Ladrões do tempo, parte da ação decorre em Londres, e em A grande ópera sideral, num planeta fora da Terra e numa nave espacial. Sendo uma série com características humorísticas e baseada em episódios curtos que decorrem em plena selva, fazendo recurso das diferenças culturais para criar o humor, os autores aventuraram-se na ficção científica, em A grande ópera sideral, ou mesmo em ação mais pura, embora mascarada no humor, em O dragão vermelho. Como curiosidade, verifica-se que O dragão vermelho, A grande ópera sideral e Ladrões do tempo, são os três episódios mais longos da série. No episódio com argumento mais elaborado, O dragão vermelho, os autores colocam Jim Del Monaco em plena Ásia, combatendo bandidos em situações que envolvem a política internacional associada ao tráfico de droga. Apesar de humorístico pode considerar-se que este é o argumento mais realista de Jim Del Monaco, situação que rapidamente seria abandonada nos episódios seguintes, fugindo sempre os autores a situações que pudessem ser reais, e envolvendo-se novamente em argumentos caricaturais. Ainda neste episódio, O Dragão vermelho, Louro e Simões introduzem uma personagem portuguesa, Joaquim Costa, que tem uma fugaz participação no episódio. A sequência narrativa assenta nas vinhetas, onde pontuam essencialmente balões representando diálogos, surgindo, no entanto, algumas situações em que os autores sentem a necessidade usar texto em legenda para fazer avançar a ação. Em alguns casos verifica-se que essas legendas seriam desnecessárias, pois o ritmo da imagem justifica a sequência, havendo outros em que a legenda poderia ter sido substituída por mais uma vinheta a sequenciar a ação.
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A extensão dos episódios Os episódios têm uma extensão muito diversificada, apresentando a série um total de 398 páginas publicadas. Episódio
Páginas
O souvenir
6
O elixir do amor
7
O doente que caminha
8
Um é pouco dois são demais
9
Os homens-leopardo
11
O último macaco branco
12
Menatek Hara
29
O dragão vermelho
46
Little Jim?
4
A tia Penélope
8
Em busca das minas de Salomão
33
Little Jim II
5
Os bastelos
9
A criatura da lagoa negra
20
Os barbacus
11
A grande ópera sideral
45
Baja africa
30
Rocky
13
“Stalking Dead”
15
As bordabundas
9
O cemitério dos elefantes
16
O macaco de Bili
6
Ladrões do tempo
46
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Nota-se um início de série em pequenos passos de curtos episódios, que foram crescendo em extensão até os autores conseguirem construir um argumento longo em O dragão vermelho. Apesar de haver alguns episódios acima das 20 páginas, a maior parte tem um número inferior, mostrando que os autores se sentiam mais à vontade na construção de histórias que não fossem muito longas. Essa tendência é perfeitamente visível na distribuição gráfica apresentada abaixo, mostrando a extensão dos episódios.
Distribuição de episódios por páginas 12
Nº de páginas
10
8
6
4
2
0 4 a 10
11 a 20
21 a 30
31 a 40
41 a 50
Nº de episódios
Além do número de páginas de cada episódio, pode ainda analisar-se o número de vinhetas por página, e, nesta análise, ressalta uma mudança temporal na forma de os autores construírem as narrativas. Existe uma evidente diminuição do número de vinhetas em cada página a partir de A grande ópera sideral, que pode ser observada no aumento da dimensão das vinhetas, e que permitiu ao desenhador aprimorar a sua arte, criando mais elementos de pormenor. Falta saber se o aumento da dimensão das vinhetas é causa de uma alteração no desenho ou o desenho que Louro pretendia fazer teve como consequência aumentar a dimensão das vinhetas. Realce-se que já após os primeiros episódios, os que Colecionador de BD – 2019
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se inserem no primeiro álbum, e O último macaco branco, do segundo, se notava um ligeira diminuição do número de vinhetas por página, o que parece levar a concluir que à medida que Louro se foi sentindo mais à vontade a desenhar, aumentou o tamanho das vinhetas. Essa evolução é percetível no gráfico que se segue, com os episódios colocados
Vinhetas por página
no eixo horizontal por ordem cronológica de publicação. 9,5 9,0 8,5 8,0 7,5 7,0 6,5 6,0 5,5 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0
Episódios
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A relevância das personagens Existem três personagens que marcam presença em todos os episódios: Jim Del Monaco, Gina e Tião. Branca de Neve foi introduzida na série no episódio O elixir do amor e surgiu ainda em O último macaco branco, Little Jim?, Little Jim II e Em busca das minas de Salomão. Depois de Em busca das minas de Salomão desapareceu sem justificação, tendo só uma aparição fugaz em Little Jim II, mas num sonho de uma das outras personagens. Aristides aparece no episódio Os homens-leopardo. A partir daí tem uma presença regular surgindo também em Menatek Hara, Little Jim?, Little Jim II, Em Busca das minas de Salomão, A criatura da lagoa negra, Baja África e O cemitério dos elefantes. Taylor, o sósia de Jim Del Monaco, que surge em Um é pouco, dois são demais, acaba por ser o involuntário salvador do protagonista, ao tomar o seu lugar, e morrendo em O dragão vermelho. Posteriormente surge em Little Jim II, mas mais uma vez, tal como sucedera com Branca de Neve, está-se num sonho, neste caso de Jim Del Monaco, pelo que o seu ressurgimento post-mortem na série é credível. Uma outra personagem surge em dois episódios. Um inesperado carteiro que distribui a correspondência na selva. Surge em A tia Penélope e Em busca das minas de Salomão. Todas as restantes personagens vão surgindo apenas em um episódio. A relevância de cada personagem na série ou nos diferentes episódios pode ser analisada pela presença que tem nas vinhetas. Essa presença foi contabilizada considerando-a existente sempre que fosse visível o seu corpo, ou parte dele, a silhueta, ou um balão com diálogo, mesmo que não fosse visível a imagem da personagem. Essa presença foi contabilizada não em valor absoluto de presença em vinhetas, que teria de ser sujeita a uma contagem reconfirmada cuidadosamente, mas percentual em relação ao total das vinhetas do episódio, o que relativiza qualquer pequeno erro de contagem por defeito ou por excesso.
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O gráfico seguinte mostra a percentagem em que foi referenciada cada uma das
% de ivnhetas com a personagem
três personagens principais da série, em cada episódio 70 65 60 55 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0
Episódio Jim
Gina
Tião
A análise do gráfico de barras mostra de forma evidente que Jim Del Monaco é o elemento mais preponderante nos diferentes episódios. Há dois, Little jim II e Os barbacus, em que Gina se torna a personagem com mais presenças, e outros dois onde há uma repartição do protagonismo entre Jim e a sua companheira, O elixir do amor e O último macaco branco. Há uma evidente mudança no principal papel secundário das personagens entre os episódios da primeira vida de Jim Del Monaco, anos 80 e 90 do século passado, e o ressurgimento nos álbuns O Cemitério dos elefantes e Ladrões do tempo. Gina passou a ter uma presença menor que Tião nas vinhetas que compõem os episódios. Tião, em As Bordabundas e O cemitério dos Elefantes, ultrapassa, ainda que muito ligeiramente, a presença do protagonista Jim Del Monaco. Se retiramos alguns episódios com menos páginas, em que a personagem mais preponderante se vê obrigada, para que haja alguma narrativa coerente, a estar em mais vinhetas e que terão por isso menos relevância estatística, e pelo peso que mais duas Colecionador de BD – 2019
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ou três vinhetas têm na presença relativa, o protagonista está sempre em menos de metade das vinhetas, o que demonstra que o argumentista distribui a ação pelos diferentes papéis, não a centrando só numa personagem. Numa análise global à preponderância de cada uma destas três personagens, que povoam todos os episódios, verifica-se que a média de presenças no total das páginas publicadas é 42% para Jim, 26% para Gina e 22% para Tião. Das outras três personagens que estão em vários episódios, Branca de Neve, Aristides e Taylor, a quantificação da presença nos diferentes pode ser verificada no gráfico seguinte, mostrando que, apesar de não serem nunca os protagonistas, do episódio também têm um papel não despiciendo. O gráfico que se segue, mostra a presença dessas personagens, que persistem
% de presença em vinhetas
em vários episódios, em cada um deles.
70 65 60 55 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0
Episódio Jim
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Gina
Tião
Branca de neve
Aristides
Taylor
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Quando se analisa a percentagem de presença das diferentes personagens da série nas vinhetas, verifica-se que nenhum deles têm por norma uma presença maioritária, corroborando a distribuição de protagonismo já antes referida. Para se poder concluir que as restantes personagens dos episódios também têm percentagens de presença nos desenhos, com valores que obedecem a esta semelhança com os que já foram referidos, publicam-se os gráficos com as personagens de cada episódio que registam presenças com algum significado. Valores inferiores a 5% foram, por norma, desprezados, pelo que algumas das personagens não são qui referidas. Estes gráficos permitem verificar que há episódios em que algumas das personagens, com presença num só episódio, têm um papel de relevância semelhante aos principais protagonistas da série.
% de presenças em O Souvenir 60 50 40 30 20 10 0 Jim
Gina
Tião
Whitetorp
% de presenças em O elixir do amor 60 50 40 30 20 10 0 Jim
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Gina
Tião
Branca de Neve
20
% de presenças em O doente que caminha 50 40 30 20 10 0 Jim
Gina
Tião
Mr. Falkner Mrs Falkner Dr. Walker
% de presenças em Um é pouco dois é demais 40 30 20 10 0 Jim
Gina
Tião
Taylor
Renato
Padre José
% de presenças em Os homens-leopardo 50 30 10 Jim
-10
50
Gina
Tião
Prof saraiva
Aristides
% de presenças em O último macaco branco
40 30 20 10 0 Jim
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Gina
Tião
Branca de Neve
Lawson
John Calvinstoke
21
% de presenças em Menatek Hara 50 40 30 20 10 0 Jim
Gina
Tião
Aristides
% de presenças em O dragão vermelho 50 40 30 20 10 0 Jim
Gina
Tião
Rosemary Fat Williams Blue
Liu
% de presenças em Little Jim ? 70 60 50 40 30 20 10 0 Jim
Gina
Tião
Branca de Neve
Taylor
Aristides
% de presenças em A tia Penélope
70 50 30 10 -10
Jim
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Gina
Tião
Tia Penélope
Carteiro
22
% de presenças em As minas de Salomão 50 40 30 20 10 0 Jim
Gina
Tião
Branca de Neve
Aristides
Joao Quartelmar
Laura Quartelmar
% de presenças em Little Jim II 60 40 20 0 Jim
Gina
Tião
Aristides
% de presenças em Os Bastelos 60 40 20 0 Jim
Gina
Tião
Luca Beiroli
% de presenças em A criatura da Lagoa Negra 50 40 30 20 10 0 Jim
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Gina
Tião
Aristides
Prof. Calamar
Baxter
23
% de presenças em Os Barbacus 50 40 30 20 10 0 Jim
Gina
Tião
% de presenças em A grande ópera sideral 40 30 20 10 0 Jim
Gina
Tião
Leia
Darth
Mingos
Chewingum Dr. Zarpov
% de presenças em Baja África 35 30 25 20 15 10 5 0 Jim
Gina
Tião
Aristides
Mark
Feiticeiro
% de presenças em Rocky 50 40 30 20 10 0 Jim
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Gina
Tião
Rocky
Frank
24
% de presenças em Stalking Dead
40 30 20 10 0
Jim
Gina
Tião
Dr. Strangelove
% de presenças em As Bordabundas 40 30 20 10 0 Jim
Gina
Tião
% de presenças em O cemitério dos elefantes 40 30 20 10 0 Jim
Gina
Tião
Aristides
W.C. Selnick
N. Barkl
Gracie
% de presnças em O macaco de Bili 60 50 40 30 20 10 0 Jim
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Gina
Tião
Militar
25
% de presença em Ladrões do tempo 40 30 20 10 0 Jim
Gina
Tião
John
Emmett Brown
Greta
Herman Grenat
Das personagens que apenas pontificam uma vez na série, faça-se realce para Rosemary Blue, em O Dragão Vermelho, que tem uma presença nas páginas equivalente à de Jim Del Monaco, e até superior em termos da importância narrativa, do fluir e do desenlace da trama. Também em Baja África o piloto Mark surge com uma presença quantitativamente semelhante à de Jim Del Monaco. O mesmo acontece, embora seja um episódio curto, em O macaco de Bili, onde a personagem representada pelo militar, amigo de Jim, reparte com ele o protagonismo. Em As minas de Salomão a presença de Branca de Neve é decisiva no desenlace, mas a sua presença, num episódio que é longo, é muito reduzida, o que faz parecer que o fim do episódio aparente ser forçado. Em Rocky é a personagem que dá o título ao episódio quem marca maior número de presenças nas vinhetas, o que se coaduna com o conteúdo do argumento. Tendo em conta a importância de Gina no desenlace, talvez fosse de esperar uma maior presença desta personagem neste episódio. Em jeito de conclusão pode-se verificar que nem Jim Del Monaco nem as restantes personagens monopolizam os episódios, com o argumentista a conseguir distribuir a relevância de cada uma na trama, e o desenhador a colocar as figuras de cada uma delas ao longo de todo o episódio.
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As alusões a outras obras Jim Del Monaco é uma série que está cheia de referências a outras formas de arte, à própria banda desenhada, a eventos históricos e a personagens reais. Eis a lista das que foi possível identificar a partir de indicações dadas pelos autores, de referências bibliográficas já existentes e da análise e interpretação que aqui é feita do conjunto dos episódios publicados. Não se entenda que estas referências como plágios, mas sim inspirações perfeitamente assumidas pelos autores, que eles adaptam a um ambiente diferente, constituindo-se um elemento gerador do ambiente de comicidade.
O doente que caminha
A ligação à fonte de inspiração faz-se pelo título, pelo nome das personagens e pelas imagens. O Fantasma, foi uma série de banda desenhada criada em 1936 por Lee Falk e Sy Barry. O Fantasma é um justiceiro mascarado que vive na selva, sendo também conhecido por Duende que caminha. Neste episódio um doente psiquiátrico veste um fato semelhante ao de O Fantasma e vai para a selva, sendo o doente que caminha. Há também alguma semelhança de sonoridade nos nomes das personagens. O nome de O Fantasma é Walker e o doente que caminha é Falkner, havendo ainda o seu médico psiquiatra que se chama Walker. No final do episódio, na última vinheta, surge a referência à outra série de banda desenhada da autoria de Lee Falk, Mandrake.
Os homens – leopardo
Aqui, remete-se a série Tiger Joe, uma criação em de Vitor Hubinon e Jean-Michel Charlie em 1960, em que há um episódio com o mesmo nome, também passado em África. No episódio de Jim Del Mónaco está por detrás da situação Aristides, apenas um
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homem, cujo nome só se virá a saber em episódios futuros, enquanto na série Tiger Joe é um grupo maior. Tal como em Tintin no Congo há uma máquina que permite desviar as setas dos indígenas, embora com origem diferente.
O último macaco branco
Um episódio onde é parodiada a criação de Edgar Rice Burroughs, Tarzan, o rei dos macacos, que é um nobre inglês, Greystoke, alterado aqui para um jovem herdeiro de uma grande fortuna, que resolve abandonar a família e ir para a selva, John Calvinstoke. Numa vinheta do episódio também está desenhada uma encadernação de O Mosquito, revista de banda desenhada, e um quadro com Tintin e o seu cão Milou Há ainda referência a Sherlock Holmes com a adaptação da frase “Elementar, meu caro Watson (Buana)”.
Menatek Hara.
Não são de excluir neste episódio influências de O mistério da Grande Pirâmide de Edgar Pierre Jacobs no grafismo e nos cenários.
Little Jim
Há dois episódios com este nome e em ambos são evidentes as influências de Little Nemo in Sumberland, a banda desenhada criada em 1905 por Winsor McCay. Tal como na série original o episódio acaba com o acordar de um sonho, na cama ou junto dela. Em 1984 Vittorio Giardino criou Little Ego, série erótica, também inspirada no trabalho de Winsor Mccay. Dadas as características de Jim Del Monaco e o teor erótico Colecionador de BD – 2019
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dos sonhos, não será de excluir que os autores conhecessem este trabalho, embora ainda não tivesse sido publicado em Portugal, e que ele lhes tenha também servido de inspiração. De qualquer modo Little Nemo in Slumberland será sempre o mote principal para estes dois episódios.
A tia Penelope
Está presente a canção de Elvis Presley, Its now or never
Em busca das minas de Salomão
Inspiração na obra, As minas de Salomão, traduzida pelo escritor Eça de Queirós. Os nomes dos protagonistas, além da ideia de base para a narrativa, são mote para o argumento de Simões. João Quartelmar e Laura Quartelmar são os dois irmãos que vão em busca do tesouro, tal como na obra original, Allan Quatermain é o aventureiro que se embrenha na selva. Também a transformação de Branca de Neve em rainha da tribo está em concordância com Umbopa, o nativo que acompanha Quatermain e a restante comitiva, ser o rei da tribo que os ataca.
Os bastelos
Neste episódio surge a atriz porno Cicciolina, muito conhecida na década de 80 do século XX, aqui identificada como Criolina.
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Os barbacus
Há um cartaz do filme Casablanca na parede da sala Surge ainda a referência a Shakespeare com a frase Ser ou não ser, eis a questão.
A grande Ópera Sideral
São inúmeras as abordagens ao cinema e à banda desenhada neste episódio. Todo o episódio é um cruzamento personagens inspiradas na série Flash Gordon, criada por Alex Raymond em 1934, e a trilogia fílmica Guerra das Estrelas. Da banda desenhada vêm Mingos, Imperador Ming em Flash Gordon, Dr. Zarpov, um irmão gémeo do Dr. Zarkov, companheiro de aventuras de Flash Gordon. Desta banda desenhada surge ainda inspiração para algumas cenas com outras personagens. É assim que o Principe Barin inimigo de Ming em Flash Gordon, e os seus aliados, que vivem numa cidade nas árvores, se transferem para Jim Del Monaco. O mesmo sucede como os homens que voam com asas nas costas, Homens Abutre: Homens Falcão em Flash Gordon. Também a tentativa de retirar o anel de Mingos surge na banda desenhada Flash Gordon. A personagem que dá origem à série também surge, mas apenas pela voz, ouvida de um prisioneiro que assim se identifica numa das celas do palácio de Mingos. Em Flash Gordon tem-se o planeta Mongo, neste episódio de Jim Del Monaco o planeta Bongo. Da trilogia Star Wars vem a princesa Leia e o pequeno Darth, inspirado no maléfico Darth Vader da trilogia. O fortíssimo Chewingum, que não fala, sempre a mascar pastilha elástica, inspira-se em Chewbacca, o ser de linguagem ininteligível em Guerra das Estrelas. O comandante da nave, Luca, tanto pode ser uma referência á personagem Luke Skywalker como ao produtor George Lucas, responsável pelos filmes. Colecionador de BD – 2019
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Mas as referências não se ficam por aqui. Plythus, o ser de quatro braços é inspirado na obra John Carter de marte, onde alguns dos habitantes deste planeta têm esta característica. Jim Del Monaco faz ainda uma referência a Indiana Jones, a personagem cinematografia de vários filmes de aventuras do século passado.
Baja áfrica
Há duas referências cinematográficas. A primeira, ao filme Gorilas na bruma. Surge a atriz Sigourney Weaver, com o visual e a atitude violenta que usara num outro filme, Alien 3, com o cabelo rapado. A segunda referência surge, quando no deserto do deserto do Kalahari, uma das personagens deixa uma garrafa de Coca-Cola, que foi o objeto encontrado por um indígena em Os deuses devem estar loucos, e que o leva a uma série de aventuras. Há também um diálogo entre os nativos que abordam o título do filme. Um navio chama-se Menatek Hara, uma referência a uma aventura anterior de Jim Del Monaco Referência ainda à série de banda desenhada Asterix, e às frequentes lutas no mercado, quando surge uma briga provocada por uma discussão pela qualidade do peixe. Neste contexto surge ainda a referência à divindade Toutatis.
Rocky
Paródia ao ator Sylvester Stallone, intérprete da série de filmes Rocky, e ao surgimento de Arnold Schwarzenegger, também ator de filmes de ação baseados na força muscular. Surge também a referência à atriz Brigitte Nielsen, que fora casada com Stallone. No final do episódio ainda é feita alusão ao filme Rambo e a Um polícia no jardim-escola, protagonizados, respetivamente, por Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. Colecionador de BD – 2019
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“Stalkindg dead”
Paródia à série televisiva, adaptada da banda desenhada, Walking Dead. A personagem Dr. Strangelove poderá ser, devido a ser um nome incomum, inspirada no filme e personagem com o mesmo nome, de 1964.
As bordabundas
Mais uma ligação cinematográfica. Neste caso ao filme Homens de negro, de 1997, com os dois atores, Will Smith e Tommy Lee Jones, a surgirem nas derradeiras vinhetas do episódio.
O cemitério dos Elefantes
Mais uma ligação à série Tiger Joe, com um episódio com o mesmo nome deste de Jim Del Monaco, e o mesmo princípio narrativo: seguir um elefante a morrer para descobrir um gigantesco depósito de marfim. A personagem do produtor de cinema W.C. Selnick tem semelhanças físicas, além da similaridade do nome, com o produtor de Hollywood David Selznick. Referência a um episódio anterior de Jim Del Monaco, Em busca das minas de Salomão, com o surgimento de um crocodilo que tinha engolido um relógio, e que agora quando abre a boca se ouve Tic Tac.
Ladrões do tempo.
Regresso ao futuro e Parque Jurássico são filmes de evidente inspiração. O Regresso ao futuro, porque uma das personagens se chama Emmett Brown, o nome do Colecionador de BD – 2019
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cientista do filme, e o Parque Jurássico pelos múltiplos dinossauros que surgem no neste episódio. Também a série televisiva portuguesa Major Alvega parece inspiradora da dupla nazi, Greta Magdburgo e Herman Grenat que surgem no episódio, por algumas características que as aproxima das personagens da série televisiva, Fräulein Helga Schmidt e Helmut Von Block.
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As referências a personalidades e a eventos da história Além das referências artísticas referidas anteriormente, os autores de Jim Del Monaco colocaram nos episódios algumas personalidades que a história universal reconhece como relevantes e fazem alusão a eventos históricos.
Menatek Hara.
Neste episódio surgem três personagens que tiveram existência real. O cantor português Luis Piçarra, o rei Faruk do Egito e Nasser, o político egípcio. São também feitas referências a orgias, que terão existido e onde participaram o rei e o cantor, à luta de Nasser para atingir o poder e às manobras inglesas para que Faruk não fosse destituído. Estas referências permitem localizar temporalmente este episódio entre 1951 e 1952.
O dragão Vermelho
Stanley Ho, um milionário chinês, com grande influência económica e política na época em que o argumento foi escrito, surge neste episódio. Stanely Ho aparece, ainda criança, mas manifestando grande apetência por negociar e ganhar dinheiro. Há algum anacronismo nesta situação, uma vez que na Ho nasceu em 1921 e na época em que decorre a série já não seria uma criança. Há também referências à política internacional, com o apoio dado pelos Estados Unidos a Chiang Kai-shek, o chinês que fugiu de Mao Tse Tung, refugiando-se em Taywan.
Baja África
Neste episódio surge a princesa Margareta, uma evidente alusão à inglesa Margarida, princesa da casa real. Colecionador de BD – 2019
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O macaco de bili.
Referência ao lançamento para o espaço da cadela Laika pelos russos. O episódio passa-se pouco tempo antes do evento, o que o permite localizar em 1957.
Ladrões do tempo
Referência ao campo de concentração nazi de Treblinka. Ainda é feita referência a dois cientistas britânicos do século XIX, responsáveis, na sequência da rivalidade que existia entre ambos, pela grande evolução da paleontologia: Othniel Marsh e Edward Cope.
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As onomatopeias Há um recurso elevado dos autores às onomatopeias. Nota-se, no entanto, alguma desorganização. Parece não terem feito um registo que lhes permitisse fazer uma utilização coerente. Tanto podemos ter a mesma onomatopeia com significados distintos como TUP, a significar um soco na cabeça e também o barulho dos pés em corrida, como o mesmo barulho ser representado por onomatopeias diferentes, como um soco numa pessoa que é traduzido por PAF, SOC e TUM. Segue-se a lista das onomatopeias encontradas nos 23 episódios da série. Onomatopeia
Ruido reproduzido
AAAAAHHHHH
Grito de dor
AH AH AH
Gargalhadas
AAARRRGHHH
Som gutural
AUCHH
Grito de dor
BAM
Disparo
Episódio
O cemitério dos elefantes Little Jim? Baja África A grande ópera sideral O dragão vermelho O dragão vermelho, Little Jim? O dragão vermelho,
BANG
Disparo
Little Jim II, Baja África, O cemitério dos elefantes
BANG
Pancada de rinoceronte num automóvel
BING
Som de murro
BIP BIP
Buzina de veículo automóvel
BLAM
Bater de porta
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Os barbacus
Rocky O elixir do amor, Little Jim II Little Jim II
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Onomatopeia
Ruido reproduzido
BOF
Sopro de enfado
BONG
Pontapé em chapa metálica
A tia Penelope
BOUM
Explosão
Menatek Hara
BOUUMM
Explosão
Menatek Hara
BREEETT
Flatulência
Os barbacus
BRMM
Ruido produzido por elefante
BROOM
Pousar de uma a nave na Terra
BROOOMM
Flatulência Som produzido pela garganta em
BRRRR
resistência ao esforço de um movimento forçado
BBBBRRRRUUUMMM
Ruido de manada de elefantes
Pancadas fortes no solo
CABRUM
Queda
CABRUMM
Barulho de trovoada
Catrapum
Queda Grande quantidade de água a cair sobre uma pessoa
CHUAC
Beijo
CLAC
Estalo com os dedos
CLANG
Porta de madeira a partir
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O elixir do amor, Little Jim II
Em busca das minas de Salomão A grande ópera sideral Os barbacus O doente que caminha Baja África
em corrida
BUM BUM BUM
CHUÁÁ
Episódio
A criatura da lagoa negra A criatura da lagoa negra Baja África Em busca das minas de Salomão Baja África O dragão vermelho, “Stalking Dead” O dragão vermelho A grande ópera sideral 37
Onomatopeia
CLIC
CLIC
CLIC CLIC CLIC
Ruido reproduzido
Episódio
Soltar de lâmina numa navalha de
Um é pouco, dois
mola
são demais
Desligar de botão Disparo do botão da máquina fotográfica Fecho de porta a abrir Armar a fechar os canos de uma arma
Os homensLeopardo O dragão vermelho O dragão vermelho A tia Penelope Em busca das minas
CLIC
Engatilhar de arma
CLIC
Desligar o interruptor
CLIC
Carregar num botão
CLIC
Desbloquear de mecanismo
CLIC
Som da máquina fotográfica
Rocky
CLICK
Interruptor a desligar
O dragão vermelho
de Salomão Os barbacus Em busca das minas de Salomão A grande ópera sideral
Em busca das minas CRAC
Objeto a quebrar
de Salomão, A grande ópera sideral
CRAC
Corpo humano a ser esmagado
CRACK
Objeto a quebrar
CRÁS
Objeto rígido a partir
CRASH
Queda
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Em busca das minas de Salomão A grande ópera sideral Menatek Hara, O dragão vermelho A grande ópera sideral
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Onomatopeia
Ruido reproduzido
CRASH
Objeto a ser partido
CREECK
Porta de sarcófago a abrir
CROOARR!
Som emitido pelo monstro
CRUM
Ruídos guturais
FSSS
Objeto a encher com substância gasosa
Episódio
A grande ópera sideral Menatek Hara A criatura da lagoa negra Em busca das minas de Salomão O souvenir O último macaco branco, Em busca
FUUÉÉÉÉ
Imitação do bramir do elefante
das minas de Salomão, O cemitério dos elefantes O cemitério dos
FUUUEEEEERRGG
Bramir do elefante
FZZZZZ
Gato assanhado
GASP GASP
Motor a falha no arranque
Os barbacus
GLUB
Engolir líquido
Little Jim?
GLUP
Crocodilo a engolir
GROOOAARR
Voz do Leopardo
GRUNF
Ruido produzido por macacos
O último macaco
assutados
branco
GRUNF
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Ruido de rinoceronte a investir
elefantes Em busca das minas de Salomão
Em busca das minas de Salomão Os homensLeoprado
Os barbacus, Baja África
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Onomatopeia
Ruido reproduzido
GRUNF
Ruido produzido por Chewingum
GRUNF GRUNF
Sons emitidos por Rocky
HUUUU HUUUU
Apupos
IAHUUU
Grito de alegria
IAUUUUU
Grito de espanto e medo
IEEEERRRKKK
Grito de monstro
IEEEERRRKKK
Som de monstro metálico
IIIIAAAAUUUUU
Grito de dor
IH IH IH IH
Riso
IIIIIIIII
Pneus a travar
IIKK
Guinchar dos macacos
IUUHUU
Gritos
Episódio
A grande ópera sideral Rocky A grande ópera sideral O dragão vermelho Em busca das minas de Salomão A criatura da lagoa negra A grande ópera sideral Os Bastelos O dragão vermelho, Little Jim? O dragão vermelho O último macaco branco A criatura da lagoa negra Em busca das minas
NHAC
Dentada
de Salomão, O cemitério dos elefantes
OH OH OH
Gargalhadas
OOOOHHHH
Som de frustração
OOUUUUUMMMMHHH
Som de meditação
O dragão vermelho
OPS
Som de surpresa
A tia Penelope
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Little Jim? A grande ópera sideral
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Onomatopeia
Ruido reproduzido
PAF
Pancada corporal
PAF
Pancada na face
PAF
Murro
PAN
Disparos
PANG
Disparo
PATAP PATAP
Saltos contínuos
Rocky
PFFFF
Flatulência
Os barbacus
PLOP
Puxar um fio que liberta um orifício
O Souvenir
PLOP
Pastilha elástica a rebentar
A grande ópera sideral
PRRRRR
Flatulência
Os barbacus
Ruido de um pulverizador
O último macaco
PSSST
Episódio Menatek Hara, O dragão vermelho O dragão vermelho Rocky, O dragão vermelho Em busca das minas de Salomão O souvenir, Menatek Hara
branco
PSSST
Chamamento
Menatek Hara
PUERRT
Flatulência
PUM
Flatulência
Os barbacus
RAAAAGH!
Grito
O dragão vermelho
RASP
Retirar rápido de um pano
Menatek Hara
RATAKA-KATAK
Rajada de metralhadora
O dragão vermelho
ROOAARR
Rugir do leão
ROM ROM
Ronronar do gato
SLAC
Estalar de chicote
SNIF SNIF
Cheirar
Os barbacus, A grande ópera sideral
O cemitério dos elefantes Em busca das minas de Salomão A grande ópera sideral Baja África, O dragão vermelho O souvenir,
SNIF SNIF
Fungar
Em busca das minas de Salomão
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Onomatopeia
Ruido reproduzido
Episódio
SNIF SNIF
Elefante a chorar
Os Bastelos
SOC
Murro no queixo
O elixir do amor
STOCK
Pancada com madeira na cabeça
O doente que caminha
STOCK
Murro no queixo
Menatek Hara
TAM TAM TAM
BATER DE TAMBORES
O souvenir
Dedo a bater nas costas para chamar
O elixir do amor, Baja
a atenção
África
TAP TAP
TAP TAP
Dedo a bater num cartão
TCHAC
Lança a enterrar-se no solo
TCHIBUM
Queda de corpo em água de altura
O último macaco branco O souvenir Em busca das minas de Salomão Em busca das minas
TIC TAC
Relógio
de Salomão, O cemitério dos elefantes
TING TING
Campainha de balcão de hotel
O dragão vermelho
TLING TLING
Campainha de sino
“Stalking Dead”
TOC TOC
Nós dos dedos a baterem na porta
TOIN
Descoberta importante
O dragão vermelho, Little Jim II O dragão vermelho O souvenir; Um é
TONC
Pancada na cabeça
pouco, dois são demais; O dragão vermelho
TONC TONC! TUM
Choque entre corpos de pessoas
O dragão vermelho
Recipiente metálico a bater na
Um é pouco, dois são
cabeça
demais
Murro
O dragão vermelho A tia Penelope, Em
TUM TUM TUM
Tambores
busca das minas de Salomão, Os Bastelos, Os barbacus
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Onomatopeia
Ruido reproduzido
TUMP
Pancada corporal
Episódio Menatek Hara, O dragão vermelho Menatek Hara, O
TUMP
Queda de corpo no chão
dragão vermelho, A tia Penelope A criatura da lagoa
TUMP
Pancada forte no chão
negra, Em busca das minas de Salomão
TUMP
Murro na cabeça
O dragão vermelho
TUMP
Pés a correr
Little Jim?
TUMP
Pontapé em pessoa
Little Jim?
TUNC
Choque de cabeças
Menatek Hara
TUP TUP
Sirene de navio
Menatek Hara
TUP TUP
Motor de Scooter
A tia Penelope
TZOING UUFF
Ativação de campo de defesa eletromagnética Grito de dor
A grande ópera sideral O dragão vermelho O último macaco
VROOM
Motor de veículo
branco, O dragão vermelho
VRRRRRRR
Motor de camioneta
A tia Penelope
WRUNCHFFFF
Som de elefante
VRRRRRRR
Pedras a deslizarem umas nas outras
ZAC
Movimento de sabres no ar
A grande ópera sideral
ZAK
Corte rápido de cabeça
“Stalking Dead”
Em busca das minas de Salomão Em busca das minas de Salomão
A grande ópera ZAP
Situação que ocorre a grande
sideral, As
velocidade
bordabundas, A grande ópera sideral
ZUT
Arma que apaga a memória
As bordabundas
ZZMMMMT
Remissão de um raio
A grande ópera sideral
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Onomatopeia
Ruido reproduzido
Episódio
ZZ Z
Som de aparelho elétrico a funcionar
A grande ópera sideral O Souvenir, O elixir do
ZZZ
Dormir
amor, Menatek Hara, Rocky
ZZZZZZ
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Máquina a fotografar
Os homens-Leoprado
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As tribos Existem várias tribos de africanos que saíram da imaginação dos autores de Jim Del Monaco. Se algumas ficaram anónimas, sem que se soubesse a sua designação, a outras foram dados nomes. Os nomes e as características físicas dos seus elementos são em geral os fatores que as distinguem. Segue-se a lista das tribos identificadas, com o episódio onde surgem, ficando a curiosidade de apenas uma não iniciar o seu nome pela letra b.
Bugalus – O souvenir Boerobós – O elixir do amor Burguetes – A tia Penelope Beireles – A tia Penelope Cuecuanas – Em busca das minas de Salomão (só mulheres) Bastelos – Os Bastelos Barbacus – Os barbacus Baluartes – Stalking dead Bordabundas – As bordabundas
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Os animais Sendo uma série que decorre na selva africana seria de esperar maior evidência da fauna daquele continente. No entanto, existindo animais nos vários episódios, não têm uma presença demasiado persistente, estando quase ausentes em alguns. Sendo a fauna africana de uma enorme riqueza, essa diversidade não se traduz nos desenhos de Jim Del Monaco. O primeiro animal desenhado surge, cronologicamente, em O doente que caminha Segue-se uma lista de vários animais que surgem ao longo dos episódios. Aparecem também desenhadas algumas aves que não foi possível identificar. De todas as apenas se poderiam classificar como garças ou cegonhas as aves que surgem Baja África e Os homens-Leopardo. Animal
Episódio
Antílope
O último macaco branco, Rocky
Avestruz
O último macaco branco, Rocky
Babuíno
A criatura da lagoa negra
Búfalo
Rocky, “Stalking Dead”
Cão
O dragão vermelho
Crocodilo
Menatek Hara, Em busca das minas de Salomão, Little Jim II, O cemitério dos elefantes
Dromedário
Menatek Hara, Baja África O doente que caminha, Os homens-Leopardo, O último
Elefante
macaco branco, Em busca das minas de Salomão, Baja África, Rocky,“Stalking Dead”, O cemitério dos elefantes
Facochero
A criatura da lagoa negra¸ Rocky
Gato
Em busca das minas de Salomão
Girafa Gorila Colecionador de BD – 2019
Um é pouco, dois são demais, A tia Penelope, Baja África, “Stalking Dead” Baja África 46
Animal
Episódio
Hipopótamo
Os barbacus, Baja África, Rocky, As bordabundas
Iaque
Baja África
Impala
O doente que caminha
Lagarto
Os barbacus
Leoprado
Os homens-Leopardo, Em busca das minas de Salomão, Baja
Leão
África, Rocky Os homens-Leopardo, Baja África, Rocky, O cemitério dos elefantes
Macaco
Os bastelos, O último macaco branco,
Porco
O doente que caminha
Rinoceronte
Os homens-leopardo, Os barbacus, Baja África, Rocky, “Stalking Dead”
Serpente
Menatek Hara, Os bastelos, Os barbacus, Rocky
Zebra
Os homens-leopardo, Baja África, Rocky, “Stalking Dead”
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Os nus Uma das características mais evidentes desta série é o seu tom erótico, quase sempre numa perspetiva de criar comicidade. A série colocou, e ainda coloca, em questão muitos tabus que existem em torno do sexo, nos diálogos entre as personagens e com as imagens de nus integrais ou parciais. Pode notar-se que os autores foram arriscando cada vez mais nesta temática, à medida que a série ia sendo aceite e reconhecida pelo público leitor. O erotismo começa cedo na série. Logo na segunda página do episódio O souvenir surge a imagem de Gina, apenas vestindo cuecas, e numa visão lateral dos seios. Esse tipo de imagem foi-se mantendo, até que em Menatek Hara, surgem nus femininos integrais e frontais, embora ainda usando uma imagem pequena que não permite pormenorizar o corpo. Também o nu integral masculino surge neste episódio. Nu masculino integral, em visão lateral, com visualização do pénis, mas também em imagem pequena Em O dragão vermelho surge o nu integral da agente dos serviços secretos americanos. Os nus femininos repetem-se a partir daí frequentemente em episódios, sejam de corpo inteiro ou apenas da cintura para cima, já sem ser em imagens de pequena dimensão.
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Fontes consultadas bdbdblogue. (9 de fevereiro de 2014). BDBD. Obtido de HERÓIS INESQUECÍVEIS (23) JIM DEL MONACO: http://bloguedebd.blogspot.com/2014/02/heroisinesqueciveis-23-jim-Del-monaco.html Cleto, P. (20 de maio de 2017). Leitura Nova: Jim Del Monaco - Ladrões do tempo. Obtido de As leituras do Pedro: http://asleiturasdopedro.blogspot.com/2017/05/ leitura-nova-jim-Del-monaco-ladroes-do.html De Sá, L., & Deus, A. D. (1999). Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugak. Amadora: Edições Época de Ouro. Dias, J. M. (17 de maio de 2015). GAZETA DA BD #42 – NA GAZETA DAS CALDAS – O REGRESSO DE “JIM DEL MONACO” – TOZÉ SIMÕES E LUÍS LOURO VOLTAM À BANDA DESENHADA. Obtido de Kuentro2: http://kuentro.blogspot.com/2015/ 05/gazeta-da-bd-42-na-gazeta-das-caldas-o.html Lino, G. (28 de setembro de 2015). Jim Del Monaco. Obtido de Divulgando Banda Desenhada: http://divulgandobd.blogspot.com/search/label/Jim%20Del%20 Monaco Louro, & Simões. (1986). Jim Del Monaco. Lisboa: Editorial Futura. Louro, & Simões. (1988). Jim Del Monaco - O Dragão Vermelho. Editorial Futura. Louro, & Simões. (1991). Jim Del Monaco - A Criatura da Lagoa Negra. Porto: Edições Asa. Louro, & Simões. (1991). Jom Del Monaco - A grande ópera sideral. Porto: Edições Asa. Louro, & Simões. (1992). Jim Del Monaco - Menatek hara. Porto: Edições Asa. Louro, & Simões. (1993). Jim Dek Monaco - Em busca das minas de Salomão. Porto: Edições Asa. Louro, & Simões. (1993). Jim Del Monaco - Baja África. Porto: Edições Asa. Louro, & Simões. (2015). Jim Del Monaco - O cemitério dos elefantes. Alfragide: Edições Asa II. Louro, & Simões. (2017). Jim Del Monaco - Ladrões do tempo. Alfragide: Ediões Asa II. Louro, L., & Simões, T. (2017 de agosto de 2017). Entrevista de Verão a Luís Louro e Tozé Simões. Diário De Notícias. (J. C. Silva, Entrevistador) Moura, P. (20 de dezembro de 2015). Jim Del Monaco: O cemitério dos elefantes. Tozé Simões e Luís Louro (ASA). Obtido de Ler BD: http://lerbd.blogspot.com /2015/12/jim-Del-monaco-o-cemiterio-dos.html
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Índice Introdução ..................................................................................................................................... 2 Os autores ..................................................................................................................................... 4 A origem da série .......................................................................................................................... 5 As personagens ............................................................................................................................. 7 Os episódios .................................................................................................................................. 9 O conteúdo dos episódios ........................................................................................................... 12 A extensão dos episódios ............................................................................................................ 14 A relevância das personagens ..................................................................................................... 17 As alusões a outras obras ............................................................................................................ 27 As onomatopeias......................................................................................................................... 36 As tribos....................................................................................................................................... 45 Os animais ................................................................................................................................... 46 Os nus .......................................................................................................................................... 48 Fontes consultadas...................................................................................................................... 49 Índice ........................................................................................................................................... 51
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