Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Pólo de Chaves Escola de Ciências Humanas e Sociais Licenciatura em Animação Sociocultural 1º Ano/2º Semestre
TEXTOS, USOS, CONTEXTOS E SIGNIFICADOS DOS PROVÉRBIOS E DITADOS PORTUGUESES: Um estudo de caso em Chaves Disciplina: Teorias e Métodos de Investigação
Docentes: Prof.ª Isabel Costa Prof. Xerardo Pereiro
Alunos: Carlos Sousa n.º 34744 Cátia Oliveira n.º 35595 Madalena Santos n.º35600 Sara Ribeiro, n.º34741
Chaves Maio 2010
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Índice
Agradecimentos …………………………………………………………………………3 Introdução …………………………………………………………………………….…4 Formulação do problema de investigação ………………………………………………5 Contexto de Investigação ………………………………………………………………..6 Metodologia e técnicas de investigação ……………………………………………..….9 Recursos ……………………………………………………………………………….10 Planificação do trabalho …………………………………………………………….…11 Avaliação da recolha de dados através das entrevistas ………………………………..12 Conclusão das entrevistas …………………………………………………………...…14 Conclusão individual de cada entrevista ………………………………………………15 Conclusão …………………………………………………..………………………….17 Bibliografia ………………………………………………….…………………………18 Anexos ………………………………………...……………………………………….19
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Agradecimentos:
Gostaríamos de expressar a nossa gratidão e reconhecimento a todos os que contribuíram e colaboraram para a realização deste Projecto. Este é fruto de horas de trabalho e reflexão e, em simultâneo, constitui o culminar do objectivo académico que nos foi proposto. Pelo apoio académico, agradecemos, em particular, aos professores Fátima Afonso e Marcelino Lopes, e aos alunos Manuela Alves e Maria Rocha pela disponibilidade e conhecimento transmitidos durante a realização deste trabalho. O trabalho apresentado não teria sido realizável sem a colaboração da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, que demonstrou disponibilidade, à acessibilidade dos materiais necessários para este trabalho. Não deixando esquecidas todas aquelas pessoas que de uma maneira particular, estiveram sempre prontas para ajudar, um obrigado muito especial à Manuela Alves. A estas pessoas dedicamos o nosso trabalho que, sem reservas, partilharam a sua experiência, deram apoio e ajuda durante todo o trabalho desenvolvido.
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1. Introdução Com o presente trabalho, pretendemos expor de que forma clara e sucinta os provérbios e ditados que a comunidade escolar nos transmitiu através das entrevistas abertas. Deste modo, podemos então definir esta questão de tão global problema, ou seja: Que provérbios se usam em Chaves? Porque se utilizam? De que modo se utilizam? O projecto tal como o seu nome indica, incide sobre a temática ―Textos, usos, contextos e significados dos provérbios e ditados portugueses: Um estudo de caso em Chaves‖ e tentaremos expor de forma exaustiva, esses provérbios e o porque da utilização destes. O projecto será desenvolvido com base na cidade de Chaves, por ser aquela em que nos inserimos e por ser fronteiriça com Espanha. O importante será seleccionar os provérbios usados na região do Tâmega. A nível de conhecimentos na área em questão, são muito poucos ou praticamente nulos, o que contribuiu com muita força, para a investigação do mesmo. Este trabalho vem com o objectivo de ter sido realizada uma candidatura a um prémio de investigação que representa algo de grande valor para a equipa de investigadores, que participam numa experiência pedagógica diferente do habitual.
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2. Formulação do problema de investigação Este projecto está inserido num projecto da disciplina de Métodos e Estudo de Investigação, no curso de Animação Sociocultural, do pólo de Chaves da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro. Desta forma, o projecto que nos foi pedido tem como objectivo estudar a área geográfica que estamos inseridos
2.1. Objectivos, hipóteses ou ideias prévias
Delimitar o que é um ditado ou provérbio para a comunidade escolar do Alto Tâmega. Descobrir que importância tem nas suas vidas estes provérbios. Analisar os significados dos ditados. Pesquisar o valor deste tipo de literatura oral para a população estudada.
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3. Contexto da investigação O estudo foi efectuado em Chaves na região do Tâmega e decorreu ao longo de 2 meses. As unidades em análise serão a comunidade escolar da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, aos professores, funcionários e alunos. A escolha das unidades de análise justifica-se por os objectivos primordiais do estudo passarem por pessoas nascidas em na região de Chaves, especificamente do Tâmega. No entanto, a experiência no terreno diz-nos que os provérbios utilizados na região do Tâmega são os mesmos utilizados nas regiões do Norte do País, exceptuando dois que nos disseram. Verificamos também, que existem poucos trabalhos dirigidos a este tema.
3.1. Unidades de análise A população do Tâmega que analisamos nestas entrevistas foi a comunidade escolar da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, mais especificamente os professores e alunos.
3.2. Contexto geográfico Chaves é uma cidade portuguesa do Distrito de Vila Real, Região Norte, subregião do Alto Trás-os-Montes, com uma população estimada (em 2005) de 17 535 habitantes no seu perímetro periurbano.[2] A cidade de Chaves em sentido restrito está dividida em três freguesias: Madalena, Santa Maria Maior e Santa Cruz - Trindade. É sede de um município com 591,22 km² de área e 44 039 habitantes (2008[1] ), subdividido em 51 freguesias. O município é limitado a norte pela Espanha, leste pelo município de Vinhais, a sudeste por Valpaços, a sudoeste por Vila Pouca de Aguiar e a oeste por Boticas e Montalegre. O Alto Tâmega é a área geográfica situada no curso do superior do rio Tâmega, cujo centro é o concelho de Chaves.
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Ponte de Trajano
Igreja da Madalena
Largo do Pelourinho
Igreja da Madalena Torre de Menagem vista do rio
Ponte de Trajano eCastelo Ex-Libris
Monforte
de Castelo
de
Santo
Estêvão
Biblioteca
Municipal
de Chaves
Madalena e o Tâmega - Chaves
História de Chaves: Os vestígios presentes na região de Chaves, legados da Pré-História, levam a admitir a existência de actividade humana no Paleolítico. São em grande quantidade os achados provenientes do Neolítico, do Calcolítico de Mairos, Pastoria e de S.Lourenço, dentre outros locais, e das civilizações proto-históricas, nomeadamente nos múltiplos castros situados no alto dos montes que envolvem toda a região do Alto Tâmega. As legiões romanas que, há dois milénios, conquistaram aquelas terras instalaram-se de essencialmente no vale fértil do Tâmega, exactamente onde hoje se ergue a cidade e, construíram fortificações pela periferia, aproveitando alguns dos castros existentes. Um estudo de caso em Chaves
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano Construíram muralhas protegendo o aglomerado populacional; construíram a majestosa ponte de Trajano; fomentaram o uso das águas quentes mínero-medicinais, implantando balneários Termais; exploraram minérios, filões auríferos e outros recursos naturais. Tal era a importância desse núcleo urbano, que foi elevado à categoria de Município no ano 79 d.C. quando dominava Tito Flávio Vespasiano, o primeiro César da família Flávia. Daqui advém a antiga designação Aquæ Flaviæ da actual cidade de Chaves, bem como o seu gentílico — flaviense. Calcula-se pelos vestígios encontrados que o núcleo e centro cívico da cidade se situava no alto envolvente da área hoje ocupada pela Igreja Matriz. Ainda hoje lembra a traça romana, com o Fórum, o Capitólio e o Decúmanus, que seria a rua Direita. Foi nessa área que foram e ainda são (2006) encontrados os mais relevantes vestígios arqueológicos, expostos no Museu da Região Flaviense, como o caso de uma lápide alusiva a um combate de gladiadores.
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5. Metodologias e técnicas de investigação A metodologia dominante foi à base de pesquisas e entrevistas à comunidade escolar, é um trabalho de campo, ou seja uma recolha de dados usando métodos de observação. Como trabalhamos na comunidade escolar, somos pertencemos a essa comunidade tornou-se mais fácil a comunicação com as pessoas e assim podermos utilizar espontaneamente a acção social quotidiana. Usamos a técnica da entrevista semi-aberta, que foi aplicada à comunidade escolar.
Realizamos estas entrevistas aos professores e alunos que se mostraram
disponíveis. Esta foi gravada em áudio por ser permitido pelos entrevistados, não tendo sido permitido o audiovisual. Registamos os dados, fizemos a transcrição, a classificação tipológica, a análise do conteúdo e a análise semântica que foram as ferramentas utilizadas neste projecto.
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6. Recursos
Recursos Materiais: Os recursos materiais utilizados foram papel A4, computador portátil e um cd.
Recursos Humanos: Os recursos humanos que foram necessários para este projecto foram o grupo de alunos que o realizou, nós, alunos de 1ºano da Licenciatura de Animação Sociocultural. Os professores e alunos da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, naturais de Chaves.
Recursos Técnicos: Os recursos técnicos utilizados neste projecto foi um gravador.
Recursos Financeiros: Não foram necessários nenhum tipo de bens monetários.
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7. Planificação do trabalho: Com este projecto queríamos realizar uma recolha de provérbios utilizados pela comunidade escolar, naturais da região do Alto-Tâmega em Chaves, com o objectivo de participarmos juntamente com os nossos colegas de turma, num projecto a nível Ibérico com base na recolha destes provérbios. Ao participar neste projecto estaremos habilitados a ganhar um prémio, e além disso ganharemos experiência no trabalho de campo e mérito. O trabalho decorreu durante os meses de Abril e Maio. Realizamos este projecto sem custos, mas sim com bens materiais fornecidos pela Utad, como por exemplo o gravador. Utilizando também a Biblioteca Municipal de Chaves e a Biblioteca da UTAD para uma melhor investigação.
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Avaliação da recolha de dados através das entrevistas
Entrevistado
Listagem de Provérbios “Grão a grão enche a galinha o
Prof. Fátima Afonso papo”
“ Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje” “ Casa de Ferreiro espeto de pau” “ Diz-me com quem andas, dir-teei quem és” “ Abril, águas mil” Prof. Marcelino Lopes
“Quem tudo quer tudo perde”; Conto “Saco das Nozes”; “Quem
semeia
ventos
colhe
tempestades”; Maria Rocha
Manuela Alves
“Não há uma boa terra sem um bom agricultor” “Água mole em pedra dura tanto que bate até que fura” “Grão a grão enche a galinha o papo” “Diz-me com quem andas e eu dirte-ei quem és”, ―Amor com amor se paga” “Mãos
frias,
coração
quente,
amor para sempre” “Mãos
quentes,
coração
frio,
amor vadio” “Espanha, nem bom vento, nem bom casamento” Os ditados para ela transmitem bastante em relação às relações de amizade que entrevistada têm. ―Abril àguas mil”
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano “Diz-me com quem andas, dir-teei quem és”.
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Conclusão das Entrevistas Encerramos com este trabalho de campo que nem todas as pessoas gostam de participar neste tipo de entrevistas e que nalguns preferem utilizar o anonimato para não serem reconhecidos. Concluímos que os provérbios utilizados nesta região do Alto-Tâmega são idênticos aos utilizados na Zona Norte do País. Verificamos que todos os entrevistados utilizam os provérbios, mas que os mais jovens estão a deixar cair em desuso. Os únicos que usam diariamente os provérbios são a população mais idosa, embora os adultos e alguns jovens considerem os provérbios muito importante e os usem por vezes.
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Conclusão Individual de cada entrevista Avaliação à entrevista da professora Fátima Afonso A entrevistada soube exprimir o que é um ditado e provérbio. E na sua opinião um dito, e provérbio, são a mesma coisa. Enquanto os provérbios têm uma questão de metáfora por trás. Concluímos, que um dito são ideias que ficam sem grande significado, um ditado já tem um sentido por trás mas muito mais claro. O provérbio já tem esta questão da metáfora envolvida e o adágio é algo semelhante ao ditado popular. Esta utiliza quando dá conselhos às pessoas para que estas tenham uma gestão de emoções mais funcional. Utiliza em questões de stress, nas relações próximas e nas aulas a título de brincadeira. Pensa que as pessoas mais velhas dão mais uso e significado aos provérbios, no entanto os jovens não se ligam a estas questões nem dão valor a estes provérbios.
Avaliação à entrevista do professor Marcelino Lopes Em conclusão a entrevista realizada ao docente Marcelino Lopes verificamos que este soube referir o que é um provérbio, salientando que era algo que faz parte da cultura oral e que nos reflecte vivências pessoais. Acrescentou ainda que todos os ditados e todos os provérbios se referem à individualidade das situações de vida de um individuo. Relativamente ao que se refere um refrão acrescentou em tom de brincadeira que não é dotado em música mas que de qualquer forma um refrão, é a repetição de um verso com o intuito de dar ênfase a algo que se quer dizer a alguém. Posteriormente refere que os provérbios tem lugar em todos os contextos. Cita alguns autores que recorrem ao uso do ditado para criações teatrais, nomeando em particular António Pires Cabral como um exemplo. Afirma que os provérbios sempre tiveram uma grande influência, pois a sua formação foi contada em histórias, lendas e ditados, pois vivia no meio rural. Um estudo de caso em Chaves
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Avaliação à entrevista da aluna Maria Rocha Em conclusão à entrevista realizada a discente Maria Rocha, verificámos que de uma maneira muito abrangente, esta respondeu assertivamente ao que era um ditado, um provérbio e um adágio. Refere ainda que um refrão é uma repetição de um verso como forma de realçar o sentido da música. Salienta que os provérbios não têm um peso muito relevante na sua vida, mas, que muitos deles se aplicam ao nosso quotidiano. Realça que muitos amigos e familiares recorrem ao uso dos provérbios como forma de aconselharem, ou, mesmo até de provarem algo, um acontecimento ou uma situação agradável ou menos agradável. Afirma que o uso do provérbio é mais frequente nos meios rurais, porque estes tem uma longa história no passado. Esta demonstra algum desanimo quanto á desvalorização do uso do provérbios por parte da população mais jovem. Por fim declara que é de estrema importância que se valorize o que advêm dos nossos antepassados, ou seja da história das nossas tradições e costumes, nomeadamente dos provérbios.
Avaliação à entrevista da aluna Manuela Alves Dado a idade que nota-se bastante saber em relação a estes temas. Explicou-nos de forma clara e sucinta o que é um ditado, um provérbio, um adágio e um refrão. Embora um dito não sabe ao certo o que é. Costuma utilizar os provérbios quando se encontra com os amigos.
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Conclusão Os objectivos inicialmente propostos foram desenvolvidos ao longo deste projecto por parte do nosso grupo de trabalho. Apesar das dificuldades, visto que o nosso projecto inicialmente tinha outro pressuposto, a nossa alteração relativamente ao tema não nos prejudicou ao ponto de não conseguirmos atingir os nossos fins. Durante este projecto, a nossa opinião no que diz respeito ao ―mundo‖ dos provérbios e afins ficou mais fundamentada. Os provérbios que até então eram vistos como algo que o povo dizia por dizer, agora passámos a vê-los com outro significado, com outra importância. Aprendemos que a sua utilização tem como finalidade transmitir algo, como os valores e saberes de uma cultura por exemplo. Relativamente à área geográfica que estudamos, nomeadamente a do Alto Tâmega, a nossa ideia foi tentar valorizar e compreender os saberes da população desta região e o que eles pretendem transmitir com os provérbios, ditados que são saberes que passaram de geração em geração. Falámos de compreender porque esta região está um pouco esquecida no nosso país e é importante descentralizarmos, ou seja, preocuparmonos mais com as regiões mais pequenas, pois as grandes cidades tem uma visibilidade exagerada. Concluímos assim um projecto. Foi um prazer para a nossa ―equipa‖ trabalhar estes aspectos da cultura destas gentes tão humildes. De realçar, que nem só de humildade transpira esta região. Como dissemos anteriormente, a alteração do projecto deveu-se à sincera e total indisponibilidade dos meios de comunicação.
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Bibliografia
Alves Pinto, Cecília (2000): Livros dos provérbios, ditados, ditos populares e anexins. São Paulo: SENAC. Ferreira, António (compilador) (1995): Mil e um provérbios, adágios e ditos populares portugueses. Macário Lopes, Ana Cristina (1991): ―Oralidade, literatura popular, conto tradicional‖, em Pais de Brito, Joaquim (coord.): Portugal Moderno. Tradições. Lisboa: Edições Portugal Moderno, pp. 115-120. O Livro dos Provérbios 1, António Mota, Edições Gailivro Recolha e Organização Alfabética e Temática de José Ricardo Marques da Costa, Editorial Presença http://www.semanariotransmontano.com/ http://proverbios.aborla.net/ http://paginas.fe.up.pt/~fsilva/port/proverbios_pop.htm http://www.prof2000.pt/users/filipe/pessoal/conta_um_conto/Proverbios.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_prov%C3%A9rbios http://www.malhatlantica.pt/aeiou/proverbios_1.htm http://folclore-online.com/proverbios/menu.html http://comodiziaaminhaavo.blogspot.com/2009/12/proverbios-e-ditados-populares.html htttp://www.fraseseproverbios.com
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Anexos
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Guião de Entrevista
1. Dados biográficos fundamentais -Nome -Endereço -Data e local de nascimento -Estado civil -Ocupações e profissões -Nível educacional
2. O que é para você um dito, um ditado, um provérbio, um adágio e um refrão?
3. Pode dizer-nos alguns exemplos? Que significam? Quem os diz? Quando? Onde? Em que situações? Quem os ouve geralmente? A quem se dirigem? Com que sentidos? Em que lugares e contextos?
4. Que importância tem esses ditados na sua vivência?
5. Exemplo de tipos de ditados: a) Sobre o tempo atmosférico. b) Sobre a personalidade de alguém. c) Sobre a personalidade colectiva (ethos) de uma comunidade (aldeia, bairro, cidade, concelho…).
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano FICHA DO INFORMANTE E DA ENTREVISTA 1
ENTREVISTADO -Nome completo: Fátima Afonso -Alcunha: ---------Morada completa: Santa Maria Maior - Chaves -Telefone: Dados não fornecidos -Local de nascimento: Santa Maria Maior -Data de nascimento: 20/07/1979
Idade: 31
-Profissão: Professora e Psicóloga -Local de residência: Santa Maria Maior -Estado civil: Solteira -Justificação da escolha do informante: o principal objectivo deste projecto era entrevistar a comunidade escolar, da região do Tâmega, logo a professora Fátima Afonso preenche esses requisitos.
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano ENTREVISTA 1 -Data da entrevista (s): -Lugar e local da entrevista: Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – Pólo de Chaves, sala n.º2 -Condições da entrevista: Foi realizada num local silencioso, embora por vezes se ouça o ruído dos telemóveis. -Hora da entrevista: 12h30 -Duração: 11minutos e 2 segundos -Tipo de registo ou gravação: gravador -Tipo de transcrição: suporte em papel -Palavras ou temas chave: provérbios e escola ENTREVISTADORES -Nome: Carlos Manuel Fernandes Sousa -Idade: 21 -Curso: Animação Sociocultural -Ano: 1º -E-mail: car.sou@hotmail.com -Telefone: 910181148
-Nome: Cátia Sofia da Silva Oliveira -Idade: 18 -Curso: Animação Sociocultural -Ano: 1º -E-mail: lost_sofi@hotmail.com -Telefone: 912014427
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-Nome: Maria Madalena Matias dos Santos -Idade: 26 -Curso: Animação Sociocultural -Ano: 1º -E-mail: lenamatias_230@hotmail.com -Telefone: 910423522
-Nome: Sara Filipa Costa Ribeiro -Idade: 19 -Curso: Animação Sociocultural -Ano: 1º -E-mail: sarac-r@hotmail.com -Telefone: 915011936
Entrevistada: Prof. Fátima Afonso EC1-Entrevistadora Cátia ES- Entrevistadora Sara EM- Entrevistadora Madalena EC2- Entrevistador Carlos Sousa
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Transcrição da entrevista 1: EC1- Boa tarde! Hoje é dia onze de Maio. Vamos entrevistar a professora Fátima Afonso para o trabalho de Métodos e Estudo de Investigação. Gostaríamos de saber o seu nome. Prof. - Fátima Afonso (risos) EC1- Onde mora? Prof. - Em Chaves. EC1- É natural de Chaves? Prof. Sim, sim… EC1- Hum… Data e local de nascimento. Prof. - Santa Maria Maior, Chaves. Ah local…ah… a data vinte e seis do sete de setenta e nove. EC1- Estado Cívil? Prof. - Solteira. EC1- Hum… a sua profissão? Prof. - Sou psicóloga e professora. EC1- Que ocupações é que costuma ter diariamente? Prof. - Em que nível? EC1- Desportos… Prof. - Sim, mais a nível a título pessoal mas sim. Música… também… ECM- Gosta de ir ao teatro? Prof. - Também. Cinema… EC1- E a nível vocacional? Prof. - Mestrado. Um estudo de caso em Chaves
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano EC1- O que é para você um ditado? Prof. - Um ditado? Ah… Um ditado popular? (Ruido de telemóvel) Hum…é um…como o próprio nome indica uma sentença qualquer coisa que o povo estipolou para se referir a determinados acontecimentos ou determinadas situações para dar uma ideia a esses acontecimentos. EC1 - Muito bem. E um dito? Prof. - Um dito? EC1 - Sim! Prof. - Acho que é a mesma coisa… (risos) hum… acho eu (risos). EM - Um dito deve ser qualquer coisa… sei lá… um dito… (Risos). Prof. - Eu penso que é a mesma coisa é, é assim, secalhar não tem a mesma… ah… não tem a mesma configuração que tem o ditado no sentido de não estar tão estabelecido. Há os ditados populares que já estão muito definidos, muito bem definidos. E os ditados secalhar são alguma coisa que secalhar não estão assim… tão estabelecido, tão definido exactamente! Mas que acaba por ser a mesma coisa, não é? Um dito são… lá está sentenças que ficam em termos da crença popular aaa…. Determinadas situações que acontecem ou que poderão acontecer ahh…circunstante as circunstancias, acho que acaba por ser a mesma coisa. EC1 - E um provérbio? Prof. - Um provérbio? Acho que é a mesma coisa… (rindo-se) EM- Um provérbio é, é secalhar é dizer…Não acha setora? Eu acho que sim! Dizer por meias palavras aquilo que… Prof- Secalhar um provérbio, secalhar os ditados são menos metafóricos, os provérbios tem mais esta questão da metafóra envolvida e a duvida por trás, ou seja não são tão explicitos… ah, tem mais esta questão da metafóra por trás, acho, penso que é essa a grande diferença entre eles. EC1- Um adágio?
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano Prof. - Um adágio é… um adágio é … pode ser um provérbio. Pode ser um ditado popular ou pode…hum… algo relacionada com a música! Ou então um yogurte. (Risos) Ah… pode ser ah… É assim, pra mim… se, quer que lhe diga eles para mim são todos sinónimos ah…só a única grande diferença em relação a eles todos tem a ver com estruturação. O dito é, é muito mais ahh… ideias que ficam sem grande significado. O ditado já tem um sentido por trás mas muito mais claro. O provérbio já tem esta questão da metafora envolvida e o adágio, eu acho…eu assemelho muito ao ditado popular, em termos… neste sentido não é? Porque depois há o adágio relacionado com a música…ahh…. mas neste sentido associo muito ao ditado popular, aliás eles até dizem que nos sinonimos no dicionário, portanto devem ter a relamente assim… Ah… E depois o refrão…Ahh… o refrão é uma estrofe? (risos) Um verso? Ou qualquer coisa…Ahh para realçar alguma ideia? EM- Sim senhora. EC1- Então diga-nos alguns exemplos que costuma usar no seu dia-a-dia? Algum provérbio? Ditado? Prof- Hum…exemplos? Por exemplo: ― Grão a grão enche a galinha o papo‖, ― Não deixes para amanha o que podes fazer hoje‖. (risos). Ah… ―Casa de ferreiro, espeto de pau‖. Eu uso muito esse pra mim, muito… muito em termos de… EC1- Em que é que utiliza? Em que sentido? Prof- Ah… eu utilizo no sentido que as vezes… por exemplo…ah… na questão…ah… em termos de gestão, por exemplo de emoçoes não é? Nós estámos sempre a dar conselhos e a tentar fazer com que as pessoas ahh… tenham uma gestão de emoções mais funcional e as vezes connosco próprios…ah… sendo eu psicologa não é? As vezes em situações de stress, de mais ah… de mais agitação se calhar não consigo fazer esta gestão em mim como poderia fazer. E eu acho que neste aspecto o povo tem muita razão, não é? As vezes… EC1- Dirige esses provérbios dedicados a si ou mesmo aos seus alunos?
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano Prof- Ah… em geral, em geral… sobretudo nas nas nas relações, nas relções mais próximas que eu tenho por exemplo, assim em termos de psicologia em consulta eu não uso muito essas coisas. Porque ah porque convém que as nossas ahh…ideia estejam tapadas de forma muito clara e os provérbios as vezes não são e depende muita da interpretação da pessoa e portanto não o faço. Mas por exemplo, nas minha relações pessoais ahh utilizo muito ahh com com vocês alunos também a título de brincadeira, muitas vezes…ah utilizo utilizo muito as as sobretudo nas minhas relções pessoais… mais ah mais a termos de brincadeira nas relações pessoais, não tanto a…como no ensinamento. EC1- E aqui em Chaves não se lembra de nenhum provérbio mesmo de… Prof- Dificil…Humm… Não estou a ver assim de repente. EM- Atão se não se lembra não vamos estar aí… Prof- Não estou a ver não… não (risos) EM- Conhece alguns ditados sobre a personalidade de alguém? Prof- A personalidade? EM- A colectiva, a personalidade da comunidade, aldeia, bairro, cidade ou concelho? Prof- Sobre a personalidade especificamente…não sei se este da ‖ casa de ferreiro espeto‖ se liga um bocadinho a isso? À personalidade de determinadas funções. Agora assim especificamente em termos colectivos eu gostei do que me está a perguntar ahh… EM- Professora… Prof- Ahh… EM- Não sei se é… diz-me com quem andas… Prof- E dir-te-ei quem és. Ah… sim…ah… que é das mais utilizadas não é? Eventualmente mas não que não vos digo… não sou assim não uso muito (risos) Ahh… o mais das relações pessoais… não sou grande adepta dos prpvérbios… alguns mas não é assim uma coisa que me disperte grande interesse e que tenha assim muitos conhecimentos. Não conheço grandes provérbios.
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano EM- Pois então… Prof- Se calhar então nos referir até posso, provavelmente ahh… falar sobre eles, mas assim. EC2- Acha que as pessoas dão muita importância aos seus ditados? As pessoas que já não tem a sua familia? Prof- Acho sobretudo os mais velhos, né? As… as também são crenças populares e e… e as pessoas mais velhas têm tendencia a ligar-se muito mais a estas aprendizagens a termos de… ah do que já aconteceu… do que os nossos avós diziam, os nossos pais diziam. Cada vez menos noto que os jovens s liguem a estas questões e que deêm valor a estas questões. E depois a uma serie de situações que… acabam por alterar os provérbios. Vou vos dar um exemplo muito claro, que tem a ver, por exemplo com a…a com os provérbios que tem aí com… com o tempo, não é? Por exemplo: ―Abril aguas mil‖. Em termos de…de… de ambiente, não é? A camada de ozono está a provocar aqui um desfazelamento muito grande em termos das temperaturas das ah… e isto acaba por alterar completamente, certo? Nós temos um Abril que não foi nada chuvoso, até foi extremamente quente para a altura, certo? EM- É mais Maio! Prof- Agora voltou o frio, ah portanto a provérbios que realmente na altura seriam e fariam algum sentido e que era mesmo assim, não é? Mas que agora já não tanta revelância, tanta importância como…como tinham então. E as pessoas cada vez mais conseguem fazer este… este entretenimento. Se calhar os mais velhos nem tanto mas os mais novos já conseguem fazer uma pequena adaptação e esta adequação. EC1- Está a entrar em dezuso? Prof- Ahh…se calhar, pelo menos alguns claro que acabam por cair por estas situçoes. EM- Acha que os provérbios são utilizados nas grandes ou pequenas cidades? Acho que… Prof- Eu acho que são sobretudo utilizados nas… pequenas culturas… onde têm muito valor aos saberes tradicionais, ás vivências dos mais velhos…ah, sobretudo, por exemplo na agricultura, não é? Não sei assim especificamente não sei dizer grande coisa Um estudo de caso em Chaves
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano mas tem de dizer que os antigos tinham muita questão de usar os provérbios, por exemplo pra revogar as sementeiras e coisas desse género. EM- Será que podemos dizer que o provérbio que vem de ―Grão a grão enche a galinha o papo‖, ou seja… Prof- Há aqueles que nunca caem em dezuso e eu nunca vão cair, não é? EM- Sim, mas podemos dizer que esse se associa por exemplo à agricultura? Das pesspoas que cultivam aqui? Cultivam ali? Prof- Pode. Pode pode-se dizer, eu acho que esse é um provérbio que se associa a qualquer… a qualquer situação e a qualquer cultura, não é? Porquê? Porque as vezes mais vale ir fazendo aos bocadinhos porque o que é que isto quer dizer? Que se acaba por alcançar um objectivo e uma meta não é? Do que não fazer nada, certo? E a ideia é um bocadinho essa… esse e dos tais que nunca caírá em dezuso e nunca vai ser desadequado. Porque realmente é verdade. As vezes se fizermos um bocadinho hoje e um bocadinho amanha, eu costumo dizer até aos meus alunos, não é? Ah, eu não tive tempo, que vamos aqui… vou pra casa estou cansado, ainda tenho que estudar, trara as vezes se fizerem cinco minutos hoje, cinco amanha, no final da semana dá meia hora e tem o trabalho feito, nem mais. Ah, e acho que é que nunca vai caír em dezuso. EM- Então muito obrigado professora! Prof- De nada. EM- Pela sua disponibilidade. Prof- Lamento não poder ajudar. EM- E até a próxima. Prof- Eu não sou perita em provérbios.
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano FICHA DO INFORMANTE E DA ENTREVISTA 2
ENTREVISTADO -Nome completo: Marcelino de Sousa Lopes -Alcunha: ---------------Morada completa: Dados não fornecidos -Telefone: Dados não fornecidos -Local de nascimento: Vale de Santa Couva, concelho de Valpaços. -Data de nascimento: Dados não fornecidos -Profissão: Professor Doutorado -Local de residência: Santa Maria Maior -Estado civil: Casado -Justificação da escolha do informante: o principal objectivo deste projecto era entrevistar a comunidade escolar, da região do Tâmega, logo o professor Marcelino Lopes preenche esses requisitos.
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano ENTREVISTA -Data da entrevista (s): -Lugar e local da entrevista: Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – Pólo de Chaves, sala n.º1 -Condições da entrevista: Foi realizada num local silencioso -Hora da entrevista: 11h00 -Duração: 4 minutos e 49 segundos -Tipo de registo ou gravação: gravador -Tipo de transcrição: suporte em papel -Palavras ou temas chave: provérbios e escola
Transcrição da entrevista: Entrevista 2 – Professor Marcelino Lopes
EM – Bom dia Professor Marcelino! Prof. – Bom dia! EM – Ah…ah…! Nós queríamos entrevistá-lo para o nosso trabalho de métodos. Podianos dizer o local onde nasceu? Prof. – Vale de Santa Couva, concelho de Valpaços. EM – É casado? (risos) Prof. – Sim. EM – Ocupações? Prof. – Ocupações? Várias. Ao longo da minha vida, não é! Grupo de trabalho – Sim…sim…
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano Prof. – Fui moço de recados, empregado de café, animador sociocultural, actor, encenador, animador teatral, professor do secundário e agora professor universitário. EM – Ah…qual é o seu nível educacional? Prof. – Sou doutorado em Pedagogia pela Universidade de Pontifícia de Salamanca. EM– O que é para o professor um dito, um ditado, um provérbio e um adágio? Prof. – É algo que faz parte da cultura oral e que nos reflecte vivências de …das pessoas, não é? Acho que todos os provérbios, todos os ditados tem um pouco a ver com a vivência e individualidade de…das pessoas em diferentes contextos. EM – E um refrão? Prof. – Um refrão, não sou dotado em música mas de qualquer maneira um refrão é uma repetição de…de uma…de um verso que se pretende dar ênfase ou que pretende entrar melhor no ouvido da pessoa. EM – O professor pode dar alguns exemplos de ditado e o que significam? Prof. – Por exemplo que…‖ Quem tudo quer tudo perde‖. Não é? EM – O que é que isso significa? Prof. – Ah…é quando as pessoas querem muito e acabam por perder tudo. Quando as pessoas são gananciosas…quando as pessoas são demasiado ambiciosas, acho que a ambição tem de fazer parte do Ser Humano, agora ser ganancioso é uma coisa que…acho que não. EM – Ah…e em que lugares ou contextos é que normalmente usam esses provérbios? Prof. – Eu acho que os provérbios, eles têm lugar em todos os lugares e tem lugar em todos os contextos. Eu conheço muitos escritores por exemplo que…fazem obras teatrais
e
até literárias
a partir de provérbios…por exemplo aaah…Pires
Cabral…António Pires Cabral tem uma peça de teatro que se chama ―Saco das Nozes‖…e que o ―Saco das Nozes‖ deriva de um conto de raiz po…popular que é o Saco das Nozes! EM – O professor conhece algum provérbio aqui em Chaves…assim? Um estudo de caso em Chaves
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano Prof. – Provérbios regionalistas não…não conheço…mais provérbios aahhh! EM – Ditados? Prof. – Nacionais não é!!! EM – Conhece algum ditado daqui de Chaves? Prof. – Não de Chaves não!!! Sou pouco jornalista (sorri) EM – Que importância tem...que importância esses ditados nas suas vivências? Prof. – Na minha vivência? EM – Sim! Se era algum… Prof. – Ah! Tiveram porque eu venho do meio rural…onde a minha formação foi muito na base de…de histórias, lendas, de ditados, de provérbios. Ah! Porque a minha mãe é praticamente analfabeta, mas tem uma memória muito boa. Ehhhh…e transmitiu-me sempre que há canções de trabalho, que há…que há rituais, quer lendas, quer…quer pronto isso faz parte do património cultural de qualquer comunidade! EM – O professor pode…ahhh…dizer-nos alguns provérbios que estejam relacionados com a agricultura, com o tempo atmosférico ou com a personalidade colectiva ou de uma comunidade? Prof. – Há um provérbio muito giro que é… ―quem semeia ventos colhe tempestades‖ não é…tem uma grande profundidade não é? EM – Mas esse aplica-se a tudo? Prof. – A tudo. Quer ao meio rural, quer ao meio urbano. Porque acho que nós quando semeamos discórdia não podemos esperar a concórdia não é? Por exemplo quando semeamos ódio não podemos esperar amor não é? Pronto…acho que isso tem um pouco a ver com a natureza Humana e que nos dá indicações de como seguir este caminho Humano. EM – Ok! Queria agradecer ao professor por ter aceite este nosso convite. Pronto…não sei se os meus colegas querem dizer algo? Prof. – Muitíssimo obrigado! Um estudo de caso em Chaves
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano Grupo de trabalho – Não…só queríamos agradecer a disponibilidade. Prof. – Eu é que agradeço! EM – Muito obrigado!
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FICHA DO INFORMANTE E DA ENTREVISTA 3
ENTREVISTADO -Pseudónimo: Maria Rocha -Alcunha: Cabeça-Santa -Morada completa: Edifício Flavius, Avenida Nuno Álvares, Santa Maria Maior Chaves -Telefone: Dados não fornecidos -Local de nascimento: Santa Maria Maior -Data de nascimento: 14/02/1990
Idade: 20
-Profissão: Estudante -Local de residência: Santa Maria Maior -Estado civil: Solteira -Justificação da escolha do informante: o principal objectivo deste projecto era entrevistar a comunidade escolar, da região do Tâmega, logo a aluna Maria Rocha preenche esses requisitos.
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano ENTREVISTA 3 -Data da entrevista (s): -Lugar e local da entrevista: Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – Pólo de Chaves, sala n.º1 -Condições da entrevista: Foi realizada num local silencioso -Hora da entrevista: 15h00 -Duração: 10 minutos e 23 segundos -Tipo de registo ou gravação: gravador -Tipo de transcrição: suporte em papel -Palavras ou temas chave: provérbios e ditados
Transcrição da entrevista 3: EC2 – Bem antes de começarmos ahh…queria dizer que o nosso trabalho destina-se à disciplina de métodos à qual estamos estamos a fazer uma recolha de ditados. Aaa…continuaremos com as entrevistas aos docentes da escola e a colegas de turma. Neste caso estamos perante uma…uma colega da nossa universidade, a qual desejo-lhe já uma boa tarde. Entrevistada – Boa tarde! EC2 – Humm…poderia-me dizer o seu nome? Entrevistada – Maria. EC2– Aaa…poderia-me dizer a sua data de nascimento? Entrevistada – 14/02/1990. EC2 – Onde é que nasceu? Entrevistada – Eu nasci na Serra da Estrela.
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano EC2 – Quais são as suas ocupações, as su…os seus hobbies, o que é que costuma fazer nos tempos livres? Entrevistada – É assim eu sou estudante, estou a fazer o curso de Animação. Aaaa…no fim de semana trabalho. Trabalho numa instituição. Quando posso faço desporto, caminhadas, saio com os meus amigos. O que qualquer um jovem faz. EC2 – Faz tudo normal. Por exemplo…qual é o seu nível literário? Entrevistada – Tenho o 12º. Tenho vários cursos de…tenho um curso de nível III de animação sociocultural e uns cursos assim de meses. Uns cursos básicos. Informática, animação e lazer. Mais nada. EC2 – Muito bem, ou seja, como tinha…pode continuar… Entrevistada – Sim. E estou a fazer a licenciatura em Animação. EC2 – Pois. Como tinha dito anteriormente o nosso trabalho destina-se à recolha de provérbios, ditados, aaa…ditos, ou seja, o que é que…o que tem a dizer acerca disto? O que é que acha? O que é para si um ditado? Um provérbio? Entrevistada – É assim. Um provérbio acho que é algo que dizemos ou expressamos de uma maneira prática e rápida. Alg…aaa…ou seja uma verdade mas uma verdade reduzida. Um…um dito penso que é algo que expressa…que se expressa de uma forma secalhar reduzida não…não sei. Secalhar será a mesma coisa. EC2– E…o que é que entende por um adágio? Entrevistada – É assim eu tive aulas de música e…acho que pelo que eu percebi e o que me foi ensinado um adágio é um andamento musical mas também ouvi…já ouvi dizer não é…de pessoas assim de minha terra, os mais idosos, que…que um adágio pode ser um provérbio ou também um dito…acho que é…está tudo relacionado. EC2 – Ou seja, tudo parecido. Tudo idêntico. Entrevistada – Sim, sim. EC2 – Aaaa…ou seja, pronto falamos sobre o ditado, sobres os ditos, sobre os provérbios mas também háaa…neste tipo de…de ditados e isso há o refrão também…
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano Entrevistada – É assim o refrão… EC2 – O que é que entende por isso? Entrevistada – Pelo refrão? Eu acho que o refrão pode ter a ver com música, não tenho a certeza mas…tenho a certeza, normalmente uma música tem um refrão e essa mús…esse refrão é repetido várias vezes, secalhar é…é algo que…que acontece normalmente…não sei explicar assim detalhadamente mas acho que as músicas populares nós ouvimos muito não é…O Malhão malhão… EC2 – Normalmente é a ideia que temos do refrão. Aquelas frases que ficam e que as pessoas cantam mais. Entrevistada – Também se calhar é para…para dar mais ênfase não sei ou mais sentido à música se calhar. EC2– Aaaah…que importância é que…que um ditado, os provérbios tem na tua vida? O que é que isso aplica na tua vida? Entrevistada – É assim eu não diria que são…são totalmente importantes mas à ditados que muitas vezes se aplicam às pessoas não é… EC2 – Conheces algum ditado que isso aconteça? Entrevistada – Por exemplo acho que aaah…por exemplo aquele que nós dizemos muitas vezes ―Diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és‖, ou seja, tem a ver com, se calhar com relações não é…em que nós…nós temos com as pessoas que por exemplo, às vezes as pessoas com um ditado dizem que o facto de se andarmos com uma pessoa e se essa pessoa por exemplo, se essa pessoa for uma pessoa bem sucedida e isso, talvez com a companhia dessa pessoa ou então com o…exemplo dessa pessoa nós possamos a ser uma pessoa com carácter e bem sucedida EC2 – Ahhh…bem já deste um exemplo mas sabes mais algum provérbio ou ditado que as pessoas usem, que os teus familiares usem, ou seja, mais conhecidos? Entrevistada – É assim ahhh…por exemplo conheço aquele ―Água mole em pedra dura, tanto que bate até que fura‖, ou seja, as pessoas por exemplo, se…se…nós sabemos que uma pessoa não está a agir correctamente não é…podemos aplicar esse provérbio porque por exemplo aaah se eu acho que ela não está a agir e se vou e chego junto dela e Um estudo de caso em Chaves
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano dou… aviso muitas vezes, ou seja, várias vezes aah…sei lá durante quanto tempo, essa pessoa se calhar não…não logo no inicio mas mais tarde vai perceber que realmente só…só está a ser aconselhada e vai…e vai aceitar e claro o provérbio diz ―Água mole em pedra dura tanto que bate até que fura‖ uma pessoa até pode ser casmurra, casmurra mas no fim pode ceder. EC2– O que é que entendes pelo provérbio ―Grão a grão enche a galinha o papo‖? Entrevistada – É assim as pessoas hoje em dia pensam muito alto, ou seja, pensam em ter grandes coisas mas também não sabem como é que hadem adquirir essas coisas. Então acham que hoje…nós também achamos que as coisas caem do céu mas não, acho que nós temos de fazer um esforço e com passinho a passinho não é, se calhar conseguimos fazer algo que tanto desejámos não é, acho que esse ditado significa isso, que as pessoas aos poucos, ou seja, não precisamos de ir logo ao encontro daquilo que queremos e que muitas vezes não conseguimos, muitas vezes nãum…na…como é que hei-de dizer não temos sucesso e acho que o…o facto de a gente aos pouquinhos não é, o ditado é grão a grão, é aos pouquinhos conseguimos chegar a algum lado. EC2– Conseguimos atingir os nossos objectivos… Entrevistada – Sim ,sim. EC2– Pronto. No inicio da entrevista eu tinha-te perguntado donde…onde é que tu nasceste e o que fazias. Tinhas-me dito que estudavas, que estavas a tirar o curso de Animação em Chaves, podias-me dizer algum provérbio que já conheças, já que estás aqui há um ano certo? Entrevistada – Sim…sim. EC2 – Conheces algum provérbio, ditado aqui de Chaves? Que já tenhas ouvido falar? Entrevistada – É assim eu tenho uns tios aqui em Chaves que trabalham na agricultura e muitas vezes eu chegava lá e diz…ai o meu tio…o tio tem um quinta tão bonita e não sei que e ele costuma dizer que ―Não há uma boa terra sem um bom agricultor‖, ou seja, se as pessoas que…isto porque estamos num meio pequeno não é Chaves e as pessoas normalmente nos meios pequenos cultivam e acho que ele…diziam de uma forma que as pessoas só tem…por exemplo uma boa hortaliça se cuidarem bem dela, e eu só
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano conheço mesmo esse. Não há uma boa terra sem um bom agricultor. Não conheço mais porque esse o meu tio repete várias vezes. EC2 – Pois…achas que os provérbios adequam-se nos meios rurais ou nos meios urbanos? Achas que é uma coisa só das aldeias? Entrevistada – Acho que é mais nos meios rurais porque o provérbio já vem entre aspas do passado, tipo dos nossos antepassados. E acho que isso são normalmente as pessoas do povo que usam, não se vê tanto no meio urbano porque as pessoas andam mais atarefadas, não ligam tantas…e se calhar isso já está em desuso, já não ligam ao provérbio e acho que…é assim e também por nós, os jovens…acho que é uma pena nós também não valorizamos essas coisas, porque foram coisas que foram sendo criadas ao longo do tempo não é…e são coisas que devem permanecer. EC2 – Aaah…achas que os provérbios, os ditados, os adágios, essas coisas…achas que…achas que é importante continuar a manter com este tipo de tradições, com este tipo de… Entrevistada – Acho que sim porque acho que isso tem um pouco do que é nosso não é. E não se deve apagar assim os…ditados surgiram por algum motivo. Se calhar porque as pessoas antigamente não sei…se calhar não…não tinham aquele à vontade de dizer assim frontalmente de dizer o que pensavam das pessoas não é…e isso é uma maneira de não indirectamente de as chamar à atenção ou de dar um elogio até… EC2 – Passar uma mensagem. Entrevistada – Sim..e acho que isso é importante para nós porque é, é, é…nosso, são as nossas raízes, são os nossos antepassados e acho que nós devemos cultivar não é…e guardar isso. EC2 – Bem…penso que…penso que está tudo. Penso que a entrevista está finalizada. Gostaria muito de agradecer a tua disponibilidade, a tua participação, e pronto desde já muito obrigado. Entrevistada – Eu é que agradeço. Muito obrigada e boa sorte. EC2 – Tá. Obrigado eu.
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FICHA DO INFORMANTE E DA ENTREVISTA 4
ENTREVISTADO -Pseudónimo: Manuela Alves -Alcunha: -------------Morada completa: Edifício Flavius, Avenida Nuno Álvares, Santa Maria Maior Chaves -Telefone: Dados não fornecidos -Local de nascimento: Santa Maria Maior -Data de nascimento: 17/04/1990
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-Profissão: Estudante -Local de residência: Santa Maria Maior -Estado civil: Solteira -Justificação da escolha do informante: o principal objectivo deste projecto era entrevistar a comunidade escolar, da região do Tâmega, logo a aluna Maria Rocha preenche esses requisitos.
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano ENTREVISTA 4 -Data da entrevista (s): -Lugar e local da entrevista: Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – Pólo de Chaves, sala n.º1 -Condições da entrevista: Foi realizada num local silencioso -Hora da entrevista: 16h30 -Duração: 3minutos e 35 segundos -Tipo de registo ou gravação: gravador -Tipo de transcrição: suporte em papel -Palavras ou temas chave: provérbios e ditados
Transcrição da entrevista 4: ES - Boa tarde! Vamos dar inicio a nossa entrevista. Podes-nos dizer o teu nome. E- Boa tarde! Chamo-me Manuela Alves. ES- O teu endereço? E- Bem, ah sou daqui de …natural de Chaves mas desde pequenina que vivo no Porto. ES- Data e local de Nascimento E- Ah nasci aqui em Chaves e nasci em 17 de Abril de 1990. ES - O teu estado civil? E-Ah sou solteira. ES- AH ah…as tuas ocupações e profissões E- Ah ah estudo. Ah.. Gosto de passear com os meus amigos, familiares, gosto de ler e ver televisão e ouvir minha música. A minha profissão é estudante. ES- O que é para ti um dito…hum…um dito? Um estudo de caso em Chaves
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano E- Ora um dito é algo que é dito por alguém como por exemplo uma frase, uma palavra. ES- Um ditado? E- Ah um ditado, um ditado é do género de um provérbio, é algo dito popularmente, ou seja, a nível popular, em poucas palavras, e tornada vulgar que por certa forma seja expressa uma ideia ou um pensamento que maior parte das vezes acaba por ser um provérbio. ES- E já, agora um provérbio? E- O provérbio é mesmo ditado, para mim é a mesma coisa. ES- Um adágio? E- É um género de um provérbio, mas… mas musical e de andamento lento. ES- E o que é para ti um refrão? E- São versos que se repetem no final de cada estrofe musical. ES- Podes dar-nos alguns exemplos de ditados? Ou provérbios? O que significam para ti? Quem os diz? Quando? Onde? Em que situações? E- Ora por exemplo, ah ah, ” amor com amor se paga‖, é um provérbio que eu, que eu pego bastante quando falo com os meus amigos e assim, ah por exemplo quando é para pagar, fazer um favor, então ah com ―amor com amor se paga‖, porque eles são meus amigos e amigos deles eu tenho que ser. Ah… há um que eu acho muito engraçado, ―mãos frias, coração quente, amor para sempre”, “mãos quentes, coração frio, amor vadio”, ou seja, há muita gente que tem as mãos frias e então quando a vez vou a pegar nas mãos dessas pessoas é muito engraçado porque ah, porque acabamos sempre por dizer esse provérbio, e e quando é as mãos quentes e depois o coração frio, coração vadio as pessoas ficam sempre com aquela ideia de… de que estamos a ofende-las, e essas coisas assim do género. E eu aqui como sempre vivi em chaves, conheço bastante aquele provérbio ‖Espanha, nem bom vento, nem bom casamento”, como que de Espanha não há nada de bom, nem…nem de tempo, nem de vida. É mesmo a nível disso. ES- Que importância têm esses ditados na tua vivência? Um estudo de caso em Chaves
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Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – 1ºano E- Bem ah… com amor, amor se paga tem muito de, reflecte, como a gente tem de ser, como a gente deve fazer para com os nossos amigos, se os nossos amigos, são nossos amigos, como o próprio nome já diz então devemos ser amigos deles. Acho que devemos, pronto como o próprio ditado diz‖ amor, com amor, se paga‖. ES- Ah podes-nos dar alguns exemplos de ditados sobre o tempo atmosférico? E - Um que eu conheço muito, que se ouve muito frequentemente é ―Abril águas mil ‖ ES - E sobre a personalidade de alguém, ou personalidade colectiva ou de uma cidade? E - Personalidade colectiva não conheço muito, mas a nível de personalidade assim de alguém apenas ― Diz-me com quem andas, que eu dir-te-ei quem és‖. ES - Ah obrigado, pela disponibilidade. E- Não tem de quê, obrigada eu, não custou nada.
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