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UTAD (Chaves) – Proverbios de Chaves - Grupo5

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Índice Introdução....................................................................................................................................2 Objectivo dos provérbios..............................................................................................................2 Diagnóstico...................................................................................................................................2 Situação Geográfica e Realidade económica................................................................................3 Estabelecer prioridades................................................................................................................3 Metodologia.................................................................................................................................3 Calendarização.............................................................................................................................3 Recursos.......................................................................................................................................3 Recursos humanos....................................................................................................................3 Recursos Materiais...................................................................................................................4 Análise sobre a recolha dos dados através das entrevistas..........................................................4 Conclusão e análise às entrevistas................................................................................................4 Conclusão Final.............................................................................................................................5 Bibliografia...................................................................................................................................5

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Introdução No âmbito da unidade curricular Métodos de Estudo e de Investigação em Animação Sociocultural, do 2º Semestre do 1º Ano, da Licenciatura em Animação Sociocultural – Universidade de Trás – os – Montes e Alto Douro - Pólo de Chaves, foinos proposto, pelos docentes Isabel Costa e Xerardo Pereiro, a elaboração de um projeto sobre os provérbios em uso na região do Alto - Tâmega. A nossa opção, nesta unidade curricular, foi para os provérbios ditos em estabelecimentos comerciais na zona de Chaves, uma vez que os nossos conhecimentos nesta área eram reduzidos e pretendíamos, assim, desenvolvê-los e perceber o papel de um animador na recolha destes. Apresentação ao projecto Este projecto de animação sociocultural foi escolhido por ser um estímulo que possa ter interesse, tanto na sua temática, como pelo seu conteúdo. Embora não se considere perfeito, pode ser útil e servir de guia prático para aqueles que têm de aprender a tarefa de elaborar um projecto de investigação social. Este projecto trata, por isso, da recolha dos provérbios utilizados na região do Alto Tâmega. Os objectivos que definimos para nós próprio foram: analisar criticamente; identificar as diversas modalidades de implementação e desenvolvimento dos projectos no meio social, importância que os ditados têm na fala portuguesa, explorar e investigar ditados e provérbios na sua acção social. Os protagonistas do trabalho social são os entrevistados e os entrevistadores. Os primeiros são aqueles que quiseram deixar o seu contributo para a formulação deste trabalho, sendo estes funcionários de estabelecimentos comerciais. Os segundos são os autores deste trabalho, os quais puseram em prática a entrevista. -Este trabalho foi um consenso geral da parte dos membros da equipa com o objectivo de atingir os objectivos a que foram propostos, no entanto, de facto, esta vontade de trabalho de equipa vê-se obstaculizada pela diferenciação de funções e pela 2


facto de cada um ter os seus próprios objectivos pessoais, provocando um trabalho individualizado e compartimentado. Com base nestas reflexões nasceu a ideia de criar e potenciar um trabalho que respondesse as seguintes necessidades:  Fomentar o projecto  Coordenar diferentes experiências  Formular, elaborar, e difundir alternativas  Gerar recursos para a informação neste âmbito  Assumir e pôr em prática a animação sociocultural, dado que este

promove a consciencialização, a participação, e a integração necessárias para se alcançar as transformações e mudanças requeridas para uma melhor qualidade de vida

Objectivo dos provérbios

Transmitir conhecimentos comuns a respeito da vida, tendo a autoria, muitas vezes, ignorada, expressam opiniões e conceitos a respeito de assuntos universais. O carácter polissémico, visto que, de acordo com o contexto podem ter os mais variados significados, faz deles textos de uso consagrado na sociedade. Há situações, no entanto, em que devem ser evitados. Na construção de uma argumentação, por exemplo, é necessário ser o mais objectivo e concreto possível, por isso, deve-se evitá-los.

Diagnóstico

Esta fase desempenha um papel relevante dentro do processo, pois implica o conhecimento da realidade que será objecto da mudança que vamos propor. Tivemos, portanto que estudar os entrevistados, o contexto onde se movem, as características e circunstancias que incidirão no desenvolvimento do projecto, etc. Neste caso concreto o processo foi o seguinte:

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Situação Geográfica e Realidade económica

A experiência foi levada a cabo na cidade de Chaves, que é composta por 45 mil habitantes. A partir dos anos 80 do século 20 sofreu uma aceleração em todos os aspectos, provocada pela política económica nacional. Esta circunstância foi motivo de grandes mudanças que afectaram tanto a nível de população como a sua configuração, começando a surgir um grande número de urbanizações especialmente nas áreas circundantes da zona industrial.

Estabelecer prioridades

Partindo desta primeira aproximação o projecto de recolhas de provérbios foi orientado para a consciencialização da população, da sua própria realidade sobre as perda deste conhecimento cultural. A prioridade destes termos foram:  Consciencialização da população para uma potencial perda deste tipo de

conhecimento cultural popular;  Participação na formulação de propostas para contrariar esta possível perda;  Recolha de informação através de entrevistas a estabelecimentos

comerciais;

Metodologia

A metodologia não é independente dos objectivos, por isso na hora de aplicar a metodologia adequado os ditos objectivos, decidiu-se que deveria ser activa e participativa. Para isso por consenso geral decidiu-se aplicar o método de entrevistas a funcionários de estabelecimentos comerciais. Assim através das entrevistas foi efectuada a recolha dos dados para a formulação deste projecto

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Calendarização

Este projecto distribuiu-se em quatro reuniões para a realização das entrevistas e três reuniões para a análise dos dados e formulação do projecto, com duas horas de duração, num período de tempo de três meses.

Recursos

Os recursos com os quais se conta foram os que ofereceram uma certa garantia de que poderíamos levar a cabo o projecto. Recursos humanos

A formulação da entrevista foi constituída por três estudantes do curso superior de Animação e os mesmos para a formulação deste projecto. O grupo reuniu-se, ocasionalmente para o desenvolvimento das entrevistas e do projecto. Na entrevista participaram três funcionários de estabelecimentos comerciais diferentes: um café - restaurante, uma livraria e uma ourivesaria, sendo estes de faixas etárias diferentes. Recursos Materiais

Como recursos materiais foram utilizados três computadores, um gravador, papel diverso, lapiseira, material literário de duas bibliotecas e internet.

Análise sobre a recolha dos dados através das entrevistas

Esta face foi realizada após a conclusão das entrevistas tomando como base a reflexão crítica dos diferentes pontos que configuraram as mesmas.

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No modelo que se descreve é apresentada a seguinte temática: a recusa pela parte dos comerciantes em ser entrevistado, a falta de conhecimento da parte dos entrevistados. Para a formulação das entrevistas debatemo-nos com a problemática da recusa por parte dos funcionários dos estabelecimentos, que inicialmente confirmaram que dariam a entrevista, mas que por variados motivos como a exemplo a intimidação perante o gravador, a falta de tempo ou então por achar que não iriam qualquer dar contributo, recusaram as entrevistas. Após a recusa pela parte dos comerciantes, recorremos a outros estabelecimentos comerciais (11 no total) situados no centro histórico de Chaves, contudo a maioria continuou a recusar, perante esta situação revelou-se da parte dos entrevistadores uma desmotivação para o desenvolvimento deste projecto. Porém os dados recolhidos das entrevistas foram favoráveis para o desenvolvimento deste projecto. Os cinco funcionários dos estabelecimentos entrevistados mostraram interesse e grande empenho na formulação da entrevista, mas revelou-se um maior interesse da parte das entrevistadas com 28 e 33 anos e esta entrevista foi também muito mais rica em conteúdo, pois estas mencionaram mais provérbios que os outros entrevistados mais velhos. No entanto, convém salientar que a informação obtida deu para ter uma visão geral daquilo que procuramos, ou seja, sobre a recolha dos provérbios na dita região.

Conclusão e análise às entrevistas

Através das entrevistas podemos concluir que os provérbios alteram o seu significado consoante o estabelecimento comercial e também consoante a idade do entrevistado. Podemos também concluir que, conforme os entrevistados, estes são utilizados na sua maioria pelos idosos e sobretudo pelas pessoas provenientes do meio rural. Segundo os entrevistados de uma forma unânime estes são ditos pelos clientes contudo alguns destes referiram que quando ouvem um dito popular têm tendência para responder também com um dito popular. 6


Contudo numa minoria referiram que não utilizam qualquer tipo de provérbios no seu atendimento aos clientes, sendo que estes também não utilizam. Reflectindo sobre esta visão, relaciona mo na com o tipo de cliente que frequenta o estabelecimento, de classe social acima da media, sobre o qual referiu a não utilidade destes, porém nos outros tipos de estabelecimentos comerciais é de salientar que são frequentados por todo o tipo de classes sociais. Aos funcionários dos estabelecimentos envolvidos foi lhes proposto por nós que explicassem o significado do provérbio “ pelo voo se conhece a ave”. Independentemente da diferença do tipo de estabelecimento comercial, as respostas dos funcionários foram todas de encontro umas às outras. Após a explicação do dito provérbio questionamos sobre os provérbios que conheciam e utilizavam, sendo este que referiram os seguintes:  Devagar se vai ao longe;  Grão a grão enche a galinha o papo;  Em Junho foice em punho  Maio pardo e ventoso, faz o ao formoso

Para finalizar foi lhes proposto que referissem, caso soubessem, provérbios típicos da cidade de chaves. A maioria negou a existência de provérbios típicos ou originais desta zona, contudo num dos estabelecimentos foram referidos dois dos mais se ouvem e são típicos desta zona:  De Espanha nem bom vento nem bom casamento  Quem bebe água das termas, fica cá.

Conclusão Final

Ao realizar uma revisão de todo o progresso do projecto, comprova-se que ao longo do mesmo surgiram complicações que se tentaram corrigir na sua maior parte. Este projecto, limitado em recursos humanos e materiais, deveria servir para levar a sociedade a encarar estes ditos populares como património exclusivamente português, assim como para motivar as mesmas a passarem este património para as novas gerações.

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Estes projectos podiam ser patrocinados por entidades públicas, já que, a escassa iniciativa das pessoas da terceira idade, a iniciativa privada ou não existe ou pode aparecer com interesses que poderiam alterar os verdadeiros objectivos dum projecto como este. Como aspecto negativo pode-se destacar a escassa colaboração da parte dos comerciantes da zona, negando-se a ser entrevistados ou gravados. Como compensação, após algumas negas, revelou-se a disponibilidade da parte de quatro funcionários de três estabelecimentos comerciais distintos. Como aspecto positivo destaca-mos o facto a recusa da parte dos comerciantes foi-nos favorável em termos de aprendizagem.

Foi-nos bastante útil a realização deste trabalho uma vez que nos permitiu pensar num tema que apesar de fazer parte da nossa identidade enquanto pessoa que vive em sociedade e enquanto portugueses, nunca tinha sido alvo de investigação e aprofundamento da nossa parte. Devemos realçar que de acordo com as actividades e os objectivos propostos parecem-nos ainda um pouco ambiciosos, tendo em conta a nossa inexperiência no campo do trabalho. Esperamos ter conseguido alcançar os objectivos a que nos propusemos.

Bibliografia

http://aorigemdosproverbios.blogspot.com/ http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rle/n12/n12a10.pdf http://www.lusofonias.net/A%20origem%20de%20alguns%20proverbios.pdf http://proverbios.weblog.com.pt/arquivo/039995.html Pérez Serrano, Gloria (2008). Elaboração de Projectos Sociais. Porto: Porto Editora.

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FICHA DO INFORMANTE E DA ENTREVISTA ENTREVISTADO -Nome completo: Maria José Ferreira -Alcunha: -Nome da casa: não permitiu -Morada completa: Outeiro Seco, Chaves

-Telefone: Não permitiu -Local de nascimento: Hospital de Chaves -Data de nascimento: 12.05.1959

Idade: 51

-Profissão: Empregada de balcão (livraria) -Local de residência: -Estado civil: Casada -Justificação da escolha do informante: predisposição para ser entrevistada

ENTREVISTA -Data da entrevista (s): 28.04.2010 -Lugar e local da entrevista: Cidade de Chaves, rua direita -Condições da entrevista: Dentro do estabelecimento comercial -Hora da entrevista: 17h30m

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-Duração: Total – 4m19s -Tipo de registo ou gravação: Registo com gravador -Tipo de transcrição: Transcrição através do gravador para o computador -Palavras ou temas chave: provérbios/ saberes populares -Breve resumo dos conteúdos: Com que regularidade ouve e utiliza os provérbios? Em que circunstancias os utiliza? Que significado tem para si? ENTREVISTADOR -Nome: Lúcia Duarte, Elisabeth Carvalho, Emanuel Ribeiro -Idade: 25; 20; 19 -Curso: Animação Sociocultural -Ano: 1º -E-mail: lmc iol.pt

ETIQUETA -ENTREVISTAD@: _______________________________ -ENTREVISTADOR@:_____________________________ -CURSO: _________________________________________ GUIÃO DA ENTREVISTA

FORMULÁRIO 1: Dados biográficos fundamentais -Nome: Maria José Ferreira -Endereço: Outeiro Seco, Chaves -Data e local de nascimento: 12.05.1959 11


-Estado civil: Casada -Ocupações e profissões: Empregada de balcão, ver televisão -Nível educacional: 7º ano - Quem são os padrinhos? Casal vizinho dos pais -História residencial: morava em Lama de Arcos na cidade de Chaves -Data da mudança: Dezembro de 1984 -Motivos: Compra duma casa na cidade de Chaves - Pessoas que partilhavam a casa consigo: Pai, madrasta, uma irmã -Por quê? Casou com o actual marido

Formulário 2: Questões colocadas durante a entrevista        

Com que regularidade ouve e utiliza os provérbios? Em que circunstancias os utiliza? Que significado tem para si? Que tipo de clientes utilizam mais os provérbios? Idosos, crianças, jovens, adultos Quem os utiliza primeiramente? Quais os que mais usa? O que entende por “Pelo voo se conhece a ave”, segundo cada cliente.

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FICHA DO INFORMANTE E DA ENTREVISTA ENTREVISTADO -Nome completo: Estela Jesus Ferreira -Alcunha: -Nome da casa: não permitiu -Morada completa: Lama de Arcos, Chaves

-Telefone: Não permitiu -Local de nascimento: Hospital de Chaves -Data de nascimento: 06.06.1961

Idade: 49

-Profissão: Empregada de balcão (livraria) -Local de residência: -Estado civil: Casada -Justificação da escolha do informante: predisposição para ser entrevistada

ENTREVISTA -Data da entrevista (s): 28.04.2010 -Lugar e local da entrevista: Cidade de Chaves, rua direita -Condições da entrevista: Dentro do estabelecimento comercial -Hora da entrevista: 17h30m -Duração: Total – 4m19s -Tipo de registo ou gravação: Registo com gravador 13


-Tipo de transcrição: Transcrição através do gravador para o computador -Palavras ou temas chave: provérbios/ saberes populares -Breve resumo dos conteúdos: Com que regularidade ouve e utiliza os provérbios? Em que circunstancias os utiliza? Que significado tem para si? ENTREVISTADOR -Nome: Lúcia Duarte, Elisabeth Carvalho, Emanuel Ribeiro -Idade: 25; 20; 19 -Curso: Animação Sociocultural -Ano: 1º -E-mail: lmc iol.pt

ETIQUETA -ENTREVISTAD@: _______________________________ -ENTREVISTADOR@:_____________________________ -CURSO: _________________________________________ GUIÃO DA ENTREVISTA

FORMULÁRIO 1: Dados biográficos fundamentais -Nome: Estela Jesus Ferreira -Endereço: Lama de Arcos -Data e local de nascimento: 06.06.1961 -Estado civil: Casada -Ocupações e profissões: Empregada de balcão, estudante de RVCC 14


-Nível educacional: 7º ano - Quem são os padrinhos? Amigos dos pais -História residencial: Lama de Arcos na cidade de Chaves -Data da mudança: não mudou de casa, ficou com a dos pais - Pessoas que partilhavam a casa consigo: Pai, madrasta, uma irmã

Formulário 2: Questões colocadas durante a entrevista        

Com que regularidade ouve e utiliza os provérbios? Em que circunstancias os utiliza? Que significado tem para si? Que tipo de clientes utilizam mais os provérbios? Idosos, crianças, jovens, adultos Quem os utiliza primeiramente? Quais os que mais usa? O que entende por “Pelo voo se conhece a ave”, segundo cada cliente.

Entrevista na livraria Elisabeth - Ah… D. Maria José e D. Estela! O que entende, ou que acha o que é um provérbio para vocês? Maria José - um dito popular que esta muito bem fundamentado. Lúcia - E, e em que circunstancias… Ah em que contexto ou nas conversas, porque é que utilizam os provérbios. Maria José - Ah… Sei lá Lúcia - Mas utilizam mais numa brincadeira Maria José e D. Estela - também.. também Maria José - também mais numa brincadeira Emanuel - E acha que ainda hoje se aplicam os provérbios… Ah… que se pode aplicar? 15


Maria José- Sim Emanuel - Embora não sejam muito conhecidos Estela e Maria José - Alguns…Mas nunca se perdem Maria José - Ah aqueles mais populares que nunca se perdem Emanuel - Se calhar pessoas da minha idade Maria José - Ainda bem que nas escolas estão a obrigar a fazer assim recolha destes ditados do povo. Lúcia - Que é para também não nos esquecermos. Estela - nos também temos um dicionário de ditos transmontanos, se calhar não conhecem, que nos vendemos muito, só com termos transmontanos. Elisabeth: Que tipo de cliente utilizam mais os provérbios Maria José - Ah… Ah o cliente do meio rural Lúcia - São os que mais utilizam as pessoas do campo Maria José - É os da cidade já utiliza termos mais modernos Lúcia - Mas quem utiliza mais os homens ou as mulheres, os mais velhos Maria José - Não faço ideia Lúcia - Mas quando vêem cá Maria José - Os mais velhos Lúcia - E na conversa… Ah.. sai mais depressa um homem a dizer um provérbio numa brincadeira ou uma mulher. Maria José - Acho que é um homem, ah tem mais sentido de humor Lúcia - E quem os utiliza primeiro? Ah.. São vocês a falarem com os clientes, ou os clientes quando falam para vocês Maria José - Acho que é um cliente Lúcia - É quando um cliente fala para si e diz um provérbio, você responde? Ah com outro provérbio? Maria José - Não, Não é sempre fácil ( rir-se ) responder a letra, A gente faz uma análise ( riem-se)

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Elisabeth - E quais os que mais usam assim? Lúcia - No seu dia a dia tem assim algum que utiliza mais que os outros Maria José - É os do tempo o os dos meses do ano que nos levam mais a dizer um provérbio Lúcia - Quais? Maria José - Agora o Maio disse que se quer pálido Lúcia - Quer quê? Maria José - Palido, você não conhece? Lúcia - Não Maria José - Esta o sol muito aberto, não se que assim é prejudicial Lúcia - Ai é não sabia Maria José - Que o sol esteja encoberto Maria José - E se reparar agora na agricultura, tem influencia, as coisas estão muito viçosas com este sol Lúcia - Ah Maria José - E em Junho ceitoura em punho. Conhece? Lúcia - Como? Maria José - Em Junho ceitoura em punho É quando se fazem as cegadas, também não sabia? Lúcia - Não Lúcia - E aqui em chaves.. ah assim algum que se utiliza mais, que seja típico daqui, um que tenha nascido aqui, que.. Maria José - Não… Não Neste momento não me recordo de nenhum Elisabeth - E o que entende pelo provérbio, pelo voo se conhece a ave? Lúcia - Quando vem cá um cliente.. ah..se você pensa no provérbio, pelo voo se conhece a ave Lúcia - Ah… como você explica Maria José - Teria que conhecer a ave 17


Lúcia - Mas em relação ao cliente? Ah… Emanuel - entra um cliente pela loja dentro Maria José - Sim … Sim.. Emanuel - Acha que este provérbio vai nesse sentido Lúcia - Acha que se aplica? Quando entra assim um cliente? Maria José - Sim mais calmo Sim.sim acho que sim Lúcia - sim … sim é isto Maria José - Agora se quiser fazer recolha de provérbios, é capaz de haver muita coisa onde apareça provérbios Lúcia - O nosso trabalho é em estabelecimentos comerciais, nos já estivemos num café, num talho. Maria José - Ainda bem que pude ajudar Todos - Obrigado…

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FICHA DO INFORMANTE E DA ENTREVISTA ENTREVISTADO -Nome completo: Sofia Maria Sousa -Alcunha: -Nome da casa: não permitiu -Morada completa: Vila Verde, Chaves

-Telefone: Não permitiu -Local de nascimento: Hospital de Chaves -Data de nascimento: 13.11.1982

Idade: 28

-Profissão: Empregada de balcão (café-restaurante) -Local de residência: -Estado civil: Solteira -Justificação da escolha do informante: predisposição para ser entrevistada

ENTREVISTA -Data da entrevista (s): 28.04.2010 -Lugar e local da entrevista: Cidade de Chaves, rua direita -Condições da entrevista: Dentro do estabelecimento comercial -Hora da entrevista: 16h30m -Duração: Total – 4m29s -Tipo de registo ou gravação: Registo com gravador 19


-Tipo de transcrição: Transcrição através do gravador para o computador -Palavras ou temas chave: provérbios/ saberes populares -Breve resumo dos conteúdos: Com que regularidade ouve e utiliza os provérbios? Em que circunstancias os utiliza? Que significado tem para si? ENTREVISTADOR -Nome: Lúcia Duarte, Elisabeth Carvalho, Emanuel Ribeiro -Idade: 25; 20; 19 -Curso: Animação Sociocultural -Ano: 1º -E-mail: lmc iol.pt

ETIQUETA -ENTREVISTAD@: _______________________________ -ENTREVISTADOR@:_____________________________ -CURSO: _________________________________________ GUIÃO DA ENTREVISTA

FORMULÁRIO 1: Dados biográficos fundamentais -Nome: Sofia Maria Sousa -Endereço: Vila Verde, Chaves -Data e local de nascimento: 13.11.1982 -Estado civil: Solteira -Ocupações e profissões: Empregada de balcão, escuteira 20


-Nível educacional: 12º ano - Quem são os padrinhos? Irmã mais velha e tio da parte do pai -História residencial: Vila Verde na cidade de Chaves - Pessoas que partilhavam a casa consigo: Pai, Mãe, duas irmãs e um irmão

Formulário 2: Questões colocadas durante a entrevista        

Com que regularidade ouve e utiliza os provérbios? Em que circunstancias os utiliza? Que significado tem para si? Que tipo de clientes utilizam mais os provérbios? Idosos, crianças, jovens, adultos Quem os utiliza primeiramente? Quais os que mais usa? O que entende por “Pelo voo se conhece a ave”, segundo cada cliente.

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FICHA DO INFORMANTE E DA ENTREVISTA ENTREVISTADO -Nome completo: Nicole Sofia Pereira Antunes -Alcunha: -Nome da casa: não permitiu -Morada completa: Santa Cruz da Trindade, Chaves

-Telefone: Não permitiu -Local de nascimento: Hospital de Chaves -Data de nascimento: 01.04.1977

Idade: 33

-Profissão: Empregada de mesa (café-restaurante) -Local de residência: Santa Cruz da Trindade -Estado civil: Casada -Justificação da escolha do informante: predisposição para ser entrevistada

ENTREVISTA -Data da entrevista (s): 28.04.2010 -Lugar e local da entrevista: Cidade de Chaves, rua direita -Condições da entrevista: Dentro do estabelecimento comercial -Hora da entrevista: 16h30m -Duração: Total – 4m29s -Tipo de registo ou gravação: Registo com gravador 22


-Tipo de transcrição: Transcrição através do gravador para o computador -Palavras ou temas chave: provérbios/ saberes populares -Breve resumo dos conteúdos: Com que regularidade ouve e utiliza os provérbios? Em que circunstancias os utiliza? Que significado tem para si? ENTREVISTADOR -Nome: Lúcia Duarte, Elisabeth Carvalho, Emanuel Ribeiro -Idade: 25; 20; 19 -Curso: Animação Sociocultural -Ano: 1º -E-mail: lmc iol.pt

ETIQUETA -ENTREVISTAD@: _______________________________ -ENTREVISTADOR@:_____________________________ -CURSO: _________________________________________ GUIÃO DA ENTREVISTA

FORMULÁRIO 1: Dados biográficos fundamentais -Nome: Nicole Sofia Pereira Antunes -Endereço: Santa Cruz da Trindade -Data e local de nascimento: 01.04.1977 -Estado civil: Casada -Ocupações e profissões: Empregada de mesa 23


-Nível educacional: 9º ano - Quem são os padrinhos? Irmãos da Mãe -História residencial: Morava na cidade de Chaves - Pessoas que partilhavam a casa consigo: Pai, Mãe, três irmãos

Formulário 2: Questões colocadas durante a entrevista        

Com que regularidade ouve e utiliza os provérbios? Em que circunstancias os utiliza? Que significado tem para si? Que tipo de clientes utilizam mais os provérbios? Idosos, crianças, jovens, adultos Quem os utiliza primeiramente? Quais os que mais usa? O que entende por “Pelo voo se conhece a ave”, segundo cada cliente.

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Entrevista no café (ruídos do café) Lúcia – Sónia e Nicole (ah) o que é que acham ou o que entendem o que é um provérbio? Sónia- Eu acho que em provérbio é uma lição de vida muito antiga e acho que num provérbio querem dizer, pelo menos os antigos não é? Eu levo muito isso a peito que os antigos eram lições que eles nos iam dizendo. Lúcia – Houve-se (ah) todos os dias? Sónia – De vez em quando acho eu não é? Nicole – ahhh não ser quando a lua nasce. Todos – Risadas Nicole – Que eles ligavam-se muito pelas luas antigamente não é? E acho que faziam um provérbio de cada vez que semeavam alguma coisa, ou quando as crias queriam nascer, se era na lua velha ia nascer na lua nova, e assim qualquer coisa assim. Lúcia - Hum portanto, com que regularidade vocês ouvem e utilizam os provérbios aqui no estabelecimento? ( Ruídos do café, entre cliente e a funcionária, neste caso a Sónia que estava a ser entrevistada.) Lúcia – Ah com que regularidade vocês ouvem e utilizam os provérbios? Nicole – Acho que com certa regularidade, é com certa regularidade. Lúcia – Mas vocês utilizam? Nicole – Costumo utilizar quando tenho um dia menos bom e que digo… Nicole e Sónia – Grão a Grão enche a Galinha o papo. Nicole – Tem de ser devagar e tal, de resto assim não utilizo nada. Lúcia – E aqueles que os clientes utilizam, vocês respondem com um provérbio, ou respondem normal, ou então dizem oh está bem assim. Nicole – Eh. É assim, as vezes depende do provérbio não é? ( Dificuldade em perceber desde o minuto 1 e 23 até ao minuto 1 e 43) Sónia – Depende, se os clientes responderem, com um não é? Ás Vezes tenho outro para responder. Lúcia – E, e em que circunstâncias os utilizam? 25


Sónia – Normalmente quando estou enervada. Saiem 3 ou 4 seguidinhos.(risadas) Nicole – Eu não, é mais num momento de inspiração, tem que haver um (hum) sentido para cada coisa para se estar a utilizar se não, não utilizo. Lúcia – E acham que os provérbios ainda se aplicam nos dias de hoje? Sónia – Sim acho, principalmente os antigos, que os jovens acho que não há nenhum. Lúcia – Assim quais? Quais é que vocês acham mais utilizados e que ainda se aplicam? Nicole – Sim (ah) ás vezes em conversas (ah), quem tudo quer tudo perde, (ah) grão a grão enche a galinha o papo, acho que hoje em dia… Sónia – Já se vê na aragem o que vai na carruagem. Lúcia – E aqui no estabelecimento, quais são os provérbios que vocês mais usam e ouvem? Emanuel – Vocês ás vezes não costuma dizer, os ditados das pessoas antigas? Nicole – Nós aqui é tudo jovens. (risadas) Sónia – É, é, isto agora aqui é todos… Lúcia – E que tipo de clientes é que utiliza mais os provérbios? Sónia – Oh, as pessoas mais antigas, claro, as novas não sabem tipo eu (risada) nunca os sei. Lúcia – Mas quando estão dois clientes a conversar, ah, dois jovens, nunca os ouviram a dizer entre eles um provérbio? Nicole – Eu acho que se está a perder muito isso… pelo menos eu falo pelas minhas crianças que não, não… Lúcia - Acham que são coisas que se vão perdendo com o tempo? Sónia - Eu acho que sim… Nicole – Acho que são mais usados por pessoas que… (devido ao ruído de um cliente, não se percebe do minuto 3 e 20 até ao minuto 3 e 28) Lúcia – E aqui em Chaves acham que há algum provérbio que é, (ah), mais característico da Zona? Sónia – Aqui só se for aquele, de Espanha nem bom vento nem bom casamento(risadas). 26


Nicole – E há um também que não está nos livros mas que, quem vem cá beber água das termas das caldas geralmente fica cá. Sónia – Fica cá é. Lúcia – Ai é? Nicole – pronto esse é o único que a gente… Sónia – Por isso não bebas se não ficas cá (risadas). Lúcia – Ok, e quem os utiliza assim em primeiro, são vocês a falarem com os clientes, ou são os clientes quando falam com vocês? Sónia – ás vezes é os clientes. Lúcia – E (ah), nós escolhemos um provérbio (ah, ah) que gostávamos de saber se pegando nos vossos clientes (ah) o que é que vocês dizem? Pelo, pelo voo se conhece a ave? Vocês aplicam ao dia a dia? Sónia – Basta olhares para a pessoa já conheces. Nicole – Hum, ás vezes não é bem assim (risadas). Sónia – Mas normalmente… Emanuel – (Ah) pelas atitudes das pessoas… Sónia – é pelas atitudes. Lúcia – (Sorrindo) Pronto Obrigada… Sónia e Nicole – De nada de nada.

FICHA DO INFORMANTE E DA ENTREVISTA ENTREVISTADO

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-Nome completo: José Manuel Pereira -Alcunha: -Nome da casa: não permitiu -Morada completa: Santa Maria Maior, Chaves

-Telefone: Não permitiu -Local de nascimento: Hospital de Chaves -Data de nascimento: 21.02.1941

Idade: 69

-Profissão: Ourives -Local de residência: Santa Cruz da Trindade -Estado civil: Casado -Justificação da escolha do informante: predisposição para ser entrevistado

ENTREVISTA -Data da entrevista (s): 28.04.2010 -Lugar e local da entrevista: Cidade de Chaves, rua direita -Condições da entrevista: Dentro do estabelecimento comercial -Hora da entrevista: 17h -Duração: Total – 2m51s -Tipo de registo ou gravação: Registo com gravador -Tipo de transcrição: Transcrição através do computador para o papel -Palavras ou temas chave: provérbios/ saberes populares

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-Breve resumo dos conteúdos: Com que regularidade ouve e utiliza os provérbios? Em que circunstancias os utiliza? Que significado tem para si? ENTREVISTADOR -Nome: Lúcia Duarte, Elisabeth Carvalho, Emanuel Ribeiro -Idade: 25; 20; 19 -Curso: Animação Sociocultural -Ano: 1º -E-mail: lmc iol.pt

ETIQUETA -ENTREVISTAD@: _______________________________ -ENTREVISTADOR@:_____________________________ -CURSO: _________________________________________

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FORMULÁRIO 1: Dados biográficos fundamentais -Nome: José Manuel Pereira -Endereço: Santa Maria Maior -Data e local de nascimento: 21.02.1941 -Estado civil: Casado -Ocupações e profissões: Ourives, ler -Nível educacional: 9º ano - Quem são os padrinhos? Tios – irmã da mãe e irmão do pai -História residencial: na cidade de Chaves -Data da mudança: Março de 1961 -Motivos: Compra duma casa na cidade de Chaves - Pessoas que partilhavam a casa consigo: Pai, Mãe, dois irmãos -Por quê? Casou com a actual esposa Formulário 2: Questões colocadas durante a entrevista        

Com que regularidade ouve e utiliza os provérbios? Em que circunstancias os utiliza? Que significado tem para si? Que tipo de clientes utilizam mais os provérbios? Idosos, crianças, jovens, adultos Quem os utiliza primeiramente? Quais os que mais usa? O que entende por “Pelo voo se conhece a ave”, segundo cada cliente.

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Entrevista na ourivesaria Emanuel - Pronto Sr. José, vamos então começar com as nossas perguntas. (ri-se) Pronto..ah.. nós gostávamos primeiro de saber o que é que você entende pelo que é um provérbio? José – os provérbios são ditos de antigos. Emanuel – mas que tem alguma função? José – que alguma função talvez de..de..de..de..vá lá. (riem-se) José - ..fazer ver às pessoas o provérbio, que é, tá ligado a alguma coisa. não é? Lúcia – e acha que esses provérbios tão certos? José – acho não precisas de dizer mais, porque ta certo, tão certos sim senhor. (riem-se) Lúcia – mas acha que eles se utilizam nos dias de hoje? José – alguns sim, não se utilizaram tanto como se calhar se utilizava no tempo do meu pai ou do meu avô. Lúcia – e acha que ainda têm lógica? José – têm. Lúcia – o que eles dizem, que se aplica. José – o que eles dizem tá certo, tá. Lúcia – ainda, mas acha que são todos, ou… José – quase todos menina, na generalidade quase todos os provérbios têm a sua lógica, acertado. Lúcia – mmm que espectáculo. Ah você utiliza provérbios? José – não. Lúcia – não? José – não utilizo, gosto de ler, gosto de ver e analiso a seu espaço aberto. Lúcia – e aqui no seu estabelecimento? José – não, no meu estabelecimento não uso. Lúcia – nem mesmo a conversar, ahah. José – não. Conversar é raramente, raramente. Lúcia – mas quando você ouve um provérbio ou quando ouve alguém a utilizar um provérbio, quem é que utiliza mais? As crianças, os jovens, os velhos.. 31


José – as pessoas de mais idade Lúcia - as pessoas de mais idade é que utilizam.. e aqui em chaves acha que há, conhece algum provérbio que seja característico daqui de chaves, que se utilize com muita regularidade? José – não. Lúcia – ahah, não conhece assim nenhum mais.. José – não Emanuel – mas daqui de Espanha.. José – eu conheço os provérbios que já toda a gente, que toda gente conhece, não é? Lúcia - de ouvido, auql é que conhece mais? José – conheço aquele “devagar se vai ao longe”. E agora fez-me uma pergunta, e se calhar eu sabia mas agora assim não me lembro, é como nos concursos. Não é? É igual. Lúcia – claro.. (riem-se) José – mas sei alguns, não é? Mas não me lembro agora, agora por tar a precisar não me tou a lembrar de nenhum, talvez por tar a gravar. (riem-se) Lúcia – mas não lhe assusta o gravador? José – não, não me assusta. Lúcia – pronto, nós escolhemos aqui um provérbio e que gostávamos de lhe perguntar se vi-se um cliente a entrar, se se lembra-se do provérbio que é “ pelo vou se conhece a ave”. Acha que conseguia aplicar isso? José – conheço sim senhor, tá certo Lúcia – acha que tá certo? José – tá, ta tudo certo. Emanuel – e o que quer dizer? José – quer dizer que é a mesma coisa que dizer.. Elisabeth - que o ciente vem para comprar ou não.. José – sim, sim, este vai comprar ou não e depois depende ou não, não sei, é capaz de não comprar, só vem ver Lúcia – ok..tira pela pinta José – pela pinta é como isso mesmo, tira-se pela pinta Lúcia – ok pronto Emanuel – pronto é só estas perguntinhas 32


Lúcia – olhe obrigada Emanuel - muito obrigada José – não precisa de mais nada? Todos – não, não José – pronto

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