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A Voz da Glória Ano 6 Edição 11

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Boletim semanal - Ano VI - Edição 11 - 6º Domingo do Tempo Comum

Bem Aventurados vós que agora chorais

Porque havereis de rir

IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA

LARGO DO MACHADO - RIO DE JANEIRO - RJ


Pascom Nossa Senhora da Glória Pároco - Padre Geovane Ferreira da Silva Dirigente espiritual - Diácono Jorge Coordenação - Elydia Sérgio Fadul Jr

Agentes - André Pessôa Flávia Mascarenhas Maria das Graças Luciana Gonçalves Colaboradora - Monica Bezerra

IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA

LARGO DO MACHADO - RIO DE JANEIRO - RJ

Capa - foto: Cena do filme Filho de Deus

1 - Missa com orações pela Árvore Genealógica Dia 16/02, quarta feira, às 20 h. 2 - Missa com oração de Cura e Libertação Dia 23/02, quarta feira, às 20 h. 3 - Bazar Neste domingo, exclusivamente, teremos o bazar no estacionamento da paróquia, de 10 h às 17 h. 7 - Rifa de um colchão de solteiro Ajude a nossa Igreja comprando uma rifa, disponível na lojinha ou secretaria. 8 - Creche Monsenhor Franca Os colaboradores que ainda não pegaram o seu carnê, ou aqueles que desejarem colaborar, podem procurar a secretaria.

Você sabia que que o Credo foi elaborado pelos apóstolos? No primeiro livro de Tessalonicenses, no capítulo 3 e versículo 15, São Paulo afirma que a Igreja é a coluna e o alicerce da verdade, por isso, precisamos acreditar fielmente naquilo que a Igreja ensina. A oração do Credo é a base de toda a doutrina da Igreja Católica, que são os doze dogmas que contém o ensino da fé católica.

As bem-aventuranças são os ensinamentos que, de acordo com o Evangelho segundo Mateus, Jesus pregou no Sermão da Montanha, Mateus 5,1-12, e, que de acordo com o Evangelho segundo Lucas, Lucas 6, 20-49, Jesus pregou no Sermão da Planície, para ensinar e revelar aos homens a verdadeira felicidade.


Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda feira eterna? A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto. O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar. Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida. O encanto alivia a existência...Aprisionado, ela o possuia, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto! Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto... Por vezes, insistimos em capturar o encantador, e então o matamos de tristeza. Amar talvez seja isso: Ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também.

Precisamos descobrir, que há um encanto nosso de cada dia que só poderá ser descoberto, à medida em que nos empenharmos em não reter a vida. Viver é exercício de desprendimento. É aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas. Há uma beleza escondida nas passagens... Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir. Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida em que os dividimos... E enquanto dividimos, eles passam, assim como tudo precisa passar. Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando... Uma redenção está sendo nutrida nessa hora... Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só pra você. Ele só é encantado porque você não o possui. E nisto consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o passaro encantado, quando você menos imaginar, voltar a pousar na sua janela. Padre Fábio de Melo

13 - São Martiniano 14 - São Cirilo e São Metódio 15 - São Cláudio de la Columbiere 16 - Santo Onésimo 17 - Santos Fundadores da Ordem Servita 18 - São Teotônio 19 - São Conrado 20 - Santo Euletério Santos Francisco e Jacinta Marto


Conrado Confaloniéri nasceu em 1290. Nobre, rico, feliz no casamento, era aficionado pela caça. Um dia em que andava com outros caçadores perseguindo uma presa, vendo-a embrenhar-se num espesso bosque onde lhe era impossível penetrar, resolveu lançar fogo no matagal, para escorraçar o bicho. Sucedeu, porém, que o incêndio não pôde ser extinto nem controlado, alastrando-se e destruindo muitas colheitas e granjas das redondezas. Conrado e os cúmplices da façanha entraram na cidade sem serem notados, e não havia nenhuma testemunha que os pudesse acusar dos prejuízos causados involuntariamente. Mas os proprietários lesados denunciaram o caso às autoridades, que fizeram um inquérito e, como resultado, um pobre caseiro, que vivia nas proximidades do sítio onde se ateara o fogo, foi preso e condenado à morte. Na praça da cidade, pouco antes da execução do condenado, Conrado não pôde resistir aos remorsos da consciência: reconheceu publicamente ser ele o culpado, embora, até certo ponto, involuntário, e assim, salvou uma vida inocente. Foi então ele condenado, não à morte, mas ao pagamento de todos os danos causados. Cumpriu a sentença vendendo todos os bens próprios e os da esposa. Desta forma, ficaram os dois absolutamente sem nada, numa miséria total. Mas não se desesperaram, e aceitaram mesmo essa

provação como um sinal do céu. Separaramse de mútuo acordo, fazendo o ‘voto josefino’, e enquanto a mulher ingressou no mosteiro das clarissas, no convento de Piacenza, ele emigrou para a Sicília e na vizinhança de Noto encetou uma vida eremítica, fez-se terceiro franciscano e viveu em austeridade e oração durante 36 anos, tornando-se famoso pelo rigor da penitência que se infligia. Como frade, trocava constantemente de mosteiro, mas era conhecido por ser muito bom e piedoso. Passou para além do estreito de Messina; em 1343 chegou a Siracusa e estabeleceu-se na cidade de Noto. Escolheu como habitação uma cela ao lado da igreja do Crucifixo. A fama de sua santidade seguia-o como a sombra e comprometia a paz e o silêncio de que tanto gostava. Às sextas-feiras descia à cidade para visitar doentes no hospital e fazia prolongada oração diante dum célebre crucifixo da catedral. Foi agraciado com o dom dos milagres. Quando percebeu que as muitas visitas perturbavam sua vida de oração, frei Conrado levantou acampamento e foi humildemente para uma solitária gruta dos Pizzoni, que foi depois chamada de gruta de são Conrado. Alí morreu a 19 de fevereiro de 1351. Pela veneração que os notoenses têm para com o eremita, oriundo de sua terra natal (Piacenza), a morar no meio deles, frei Conrado foi sepultado na mais bela entre as esplêndidas igrejas de Noto: a igreja de são Nicolau que em 1844 tornou-se a catedral da nova diocese. Assim Conrado abandonou a vida de incendiário de floresta e teve a vida toda incendiada no amor de Deus e para o bem das almas.


Estimados irmãos e irmãs, bom dia! O Evangelho da Liturgia de hoje leva-nos às margens do lago da Galileia. A multidão aglomera-se à volta de Jesus, enquanto alguns pescadores desiludidos, incluindo Simão Pedro, lavavam as suas redes após uma noite de pesca que correu mal. E eis que Jesus entra precisamente na barca de Simão; depois convida-o a fazer-se ao largo e a lançar de novo as redes (cf. Lc 5, 1-4). Façamos uma pausa nestas duas ações de Jesus: primeiro entra na barca e depois, a segunda, convida-o a fazer-se ao largo. Aquela noite correra mal, sem peixe, mas Pedro confia e faz-se ao largo. Antes de tudo, Jesus entra na barca de Simão. Para fazer o quê? Para ensinar. Pede precisamente aquela barca, que não estava cheia de peixe mas que regressara vazia à margem, depois de uma noite de fadiga e desilusão. É uma bela imagem também para nós. Todos os dias a barca da nossa vida deixa as margens da nossa casa para navegar no mar das atividades diárias; todos os dias procuramos “pescar ao largo”, cultivar sonhos, perseguir projetos, viver o amor nas nossas relações. Mas muitas vezes, como Pedro, experimentamos a “noite das redes vazias” – a noite das redes vazias – a desilusão de nos esforçarmos muito e não vermos os resultados desejados: «Trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos» (v. 5), diz Simão. Quantas vezes também nós ficamos com uma sensação de derrota, enquanto o desapontamento e a amargura surgem no coração. Dois carunchos muito perigosos. O que faz então o Senhor? Escolhe precisamente entrar na nossa barca. Dali quer anunciar o Evangelho. Aquela barca vazia, o símbolo da nossa incapacidade, torna-se a “cátedra” de Jesus, o púlpito do qual ele proclama a Palavra. O Senhor gosta de fazer isto – o Senhor é o Senhor das surpresas, dos milagres nas surpresas: entrar na barca da nossa vida quando nada temos para lhe oferecer; entrar nos nossos vazios e enchê-los com a sua presença; servir-se da nossa pobreza para proclamar a sua riqueza, das nossas misérias para proclamar a sua misericórdia. Lembremonos disto: Deus não quer um navio de cruzeiro, uma pobre barca “escangalhada” é suficiente para ele, desde que o acolhamos. Isto sim, acolhê-lo; não importa em que barca, acolhêlo. Mas nós – pergunto-me – deixamos que ele entre na barca da nossa vida? Será que lhe pomos à disposição o pouco que temos? Por vezes sentimo-nos indignos d’Ele, porque somos pecadores. Mas esta é uma desculpa de que o Senhor não gosta, porque O afasta de nós! Ele é o Deus da proximidade, da compaixão, da ternura, e não procura o perfeccionismo:

procura acolhimento. Também a ti diz: “Deixame entrar na barca da tua vida” – “Mas, Senhor, olha...” – “Assim, deixa-me entrar, tal como é”. Pensemos nisto. Deste modo o Senhor reconstrói a confiança de Pedro. Tendo entrado na sua barca, depois de ter pregado, diz-lhe: «Faz-te ao largo» (v. 4). Não era um momento adequado para pescar, em plena luz do dia, mas Pedro confia em Jesus. Ele não se baseia nas estratégias dos pescadores, que conhecia bem, mas na novidade de Jesus. Naquela admiração que o levava a fazer o que Jesus lhe dizia. É assim também para nós: se acolhermos o Senhor na nossa barca, podemos fazer-nos ao largo. Com Jesus, navegamos no mar da vida sem temor, sem ceder à desilusão quando não pescamos nada, e sem ceder ao “não há mais nada a fazer”. Sempre, tanto na vida pessoal como na vida da Igreja e da sociedade, há algo de belo e corajoso que pode ser feito, sempre. Podemos recomeçar sempre, o Senhor convida-nos a pôr-nos sempre em questão porque Ele abre novas possibilidades. Aceitemos então o convite: afastemos o pessimismo e a desconfiança e façamo-nos ao largo com Jesus! Também a nossa pequena barca vazia testemunhará uma pesca milagrosa. Oremos a Maria, que como ninguém acolheu o Senhor na barca da vida: que ela nos encoraje e interceda por nós. Foto: Vatican News Texto: Angelus 06/02 - Papa Francisco


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O Catecismo da Igreja Católica ensina-nos que “as bem-aventuranças” estão no centro da pregação de Jesus. O seu anúncio retoma as promessas feitas ao povo eleito, desde Abraão. A pregação de Jesus completa-as, ordenando-as, não já somente à felicidade resultante da posse duma terra, mas ao Reino dos céus. As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus Cristo e descrevem-nos a sua caridade: exprimem a vocação dos fiéis associados à glória da sua paixão e ressurreição; definem os atos e atitudes características da vida cristã; são as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações; anunciam aos discípulos as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas; já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos. (CIC, 1716-1717). As bem-aventuranças (Mt 5, 3-12) - Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus. - Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. - Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. - Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. - Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. - Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. - Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.

- Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos céus. - Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal de vós. Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos céus a vossa recompensa». 1ª Bem-aventurança: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus”. O domínio das Bem-Aventuranças começa onde termina o do Decálogo. Cristo convidanos a um desinteresse verdadeiro. Pede aos menos favorecidos que fechem, resolutamente, o seu coração a qualquer cobiça. Ordena aos privilegiados que se desfaçam do supérfluo, em proveito dos que não têm o necessário, e convida-os a exercer esta medida obrigatória, porque um cristão não pratica a virtude da caridade quando socorre os outros: só começará a amar os seus semelhantes a partir do momento em que se privar de si próprio em favor deles. Não falamos, evidentemente, do simples desinteresse de pessoas honestas e justas, se bem que a probidade e o respeito dos outros levem mais de uma vez a um empobrecimento notável. Quando é que Jesus Cristo foi honesto e justo? Com quem? … Com a pecadora pública, com o bom ladrão, pagou os impostos como qualquer cidadão …

2ª Bem-aventurança: “Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra” A palavra grega que traduzimos por «mansos» aplica-se àqueles que possuem diversas qualidades, desde a doçura até à tolerância. Mas não são, em caso algum, nem os moles nem os amorfos. A mansidão evangélica supõe firmeza de caráter. «Que o vosso coração não se perturbe» dirá Cristo (Jo 14, 1, 27). E acrescentará noutra ocasião «Por causa da vossa paciência salvareis as vossas almas» (Lc 21, 19). Não é uma questão de temperamento, de uma tendência natural para a indiferença ou para a apatia; também não é o hábito de capitular perante as opiniões ou vontades dos outros, para evitar complicações. É uma virtude e, portanto, um ato de força. Não nos iludamos com o seu aspecto calmo e até sorridente, que só adquiriremos usando de severidade para conosco próprios. Quando é que Jesus Cristo viveu a mansidão? Com quem? … Com os pecadores, com os fariseus hipócritas, durante a Paixão …


3ª Bem-aventurança: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. A quem tiver confiança em Deus, mesmo nos dias que não forem felizes oferecerão a sua pequena alegria: a energia sorridente na adversidade ou a canção simples que dá ritmo ao trabalho; o impulso interior que resiste ao perigo e à tristeza, ou simplesmente a poesia que transfigura as pequenas misérias de cada dia. Os homens são tristes porque não compreendem ou porque não aceitam. O cristão abandona-se ao Pai, que sabe e que decide; ao Deus que distribui os dias de sol ou de nevoeiro; ao Artista delicado que imaginou os espinhos para proteger as rosas; mas muito mais ao «Deus que se fez homem para que o homem se tornasse Deus». E nesta frase de Santo Agostinho vai todo o «segredo gigantesco» da alegria cristã. Quando é que Jesus Cristo manifestou alegria? Com quem? … Com as crianças “deixai que se aproximem de mim”, com as pessoas simples, com os seus amigos, descansando …

4ª Bem-aventurança: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”. A santidade carateriza-se pela união com Cristo. União de vida, de graça e de glória: é a obra exclusiva de Deus. União de pensamento, de louvor, de obediência, de amor: é a nossa parte. A fome de santidade é, pois, um tormento irresistível de formar uma única coisa com Ele; um desejo sempre vivo de conformar os nossos pensamentos com os seus; de identificar a nossa vontade com a sua, o que exige uma determinação sempre contínua de nos fazermos semelhantes a Ele nas nossas ações. Esta fome, sempre insatisfeita, Cristo acalma-a e alimenta-a ao mesmo tempo, pela sua graça, até a saciar completamente na união do céu.

verdadeiramente o mal. Perdoar é um poder divino. Quando é que Jesus Cristo perdoa? A quem? … Sempre e a todos.

6ª Bem-aventurança: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”. Cristão verdadeiro é aquele que assina cristão em todas as circunstâncias. É o homem de palavra; vai até ao fim nas suas convicções, sem se deixar dominar por qualquer compromisso. As suas atitudes, decisões, tentativas, revelam-no, “caraterizam-no” como cristão. Esta mesma integridade de caráter deve ser cultivada em todos os discípulos de Cristo. Ela esbarra com o que hoje se chama conformismo, esse hábito que leva a pautar a conduta pelas ideias ou exemplos da maioria. Este existiu sempre, e apenas é mais sensível na nossa época, que desenvolveu ao mesmo tempo o espírito de carneiro e os meios de publicidade. Hoje espalham-se as opiniões e impõem-se os costumes da mesma forma que os produtos alimentícios ou uma marca de sabonete. Hoje tudo se fabrica em série. Os habitantes do planeta não tendem apenas a moldar a mesma silhueta num fato de corte idêntico; a uniformidade não é menos rigorosa no domínio do pensamento. Quando é que Jesus Cristo atua sem duplicidade nem engano? Com quem? … Com os seus Apóstolos, amigos e inimigos…

Quando é que Cristo recorria ao seu Pai? Com quem? … Antes de tomar decisões, perante as dificuldades, com os seus amigos e ensinando-nos a rezar o Pai Nosso …

5ª Bem-aventurança: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”. A misericórdia é, por último, um ato de justiça para connosco próprios. “Não quero pensar mais nisso, dizemos, mas não perdoo”. Mas, apesar de tudo, continuamos a pensar, encerramo-nos numa frieza calculista, tornamo-nos desconfiados, azedos e sufocamos a bondade. Só saberemos esquecer quando perdoarmos. A maneira de triunfar da ofensa é recusarmo-nos a considerar-nos ofendidos: é a maneira de Deus, que destrói

7ª Bem-aventurança: “Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”. As bem-aventuranças anteriores puseramnos a espada na mão para cortarmos pela raiz as paixões humanas. Se nos libertarmos das peias do dinheiro e do orgulho; se nos imunizarmos contra a dor; se nos arrancarmos à mediocridade, à dureza e à duplicidade, então a paz de Cristo pode expandir-se em nós e brilhar à nossa volta. Se é possível, na medida em que depende de vós, tende paz com todos os homens (Rm 12, 18).


S. Paulo, exortando os fiéis de Roma a mostrarem-se pacíficos, não lhes promete que as suas tentativas amigáveis hão de ser retribuídas na mesma moeda. “Se é possível, na medida em que depende de vós”. Para viver em paz com outra pessoa, é preciso que ambas o queiram. E o Apóstolo apenas tem em vista aqui as relações habituais da vida. Que será, ao tratar-se de manter a paz pública, quer entre cidadãos da mesma pátria, quer entre os diferentes povos da terra? Mas, os receios, as próprias probabilidades de um desaire não dispensam o cristão de tentar tudo, de atrever-se a tudo, para fazer reinar a paz no mundo. E só com esta condição é que merecerão ser chamados filhos de Deus. Quando é que Cristo transmite a paz? Com quem? … Dialogando inclusivamente com os seus inimigos, perante as discussões dos seus Apóstolos, nos momentos de tensão e de sofrimento…

8ª Bem-aventurança: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos céus”. Cristo interroga o auditório: “Estais decididos a lutar pelos direitos de Deus e pelos direitos dos vossos irmãos, a opor-vos ao mal sob todas as formas?” Para dilatar o reino de Deus, precisa de discípulos corajosos. Os que vierem depois d´Ele não deverão contentar-se em ensinar e praticar a “justiça” – terão ainda de a defender e de sofrer por ela. Este apelo à coragem é dirigido aos homens de todos os tempos, a todos os que quiserem ser cristãos. Lembremo-nos de que Ele nos recruta para um combate cujo resultado não é incerto: “Eu venci o mundo”. Devemos estar alegres, pois apesar da fadiga, da denúncia e da injúria, estamos certos da vitória do Evangelho. Quando é que Jesus Cristo foi valente? Com quem? … Diante do mar, diante da dor e do sofrimento …

9ª Bem-aventurança: “Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal de vós. Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos céus a vossa

recompensa”. Cristãos, reparai que temos mais do que Moisés e os Profetas. Alguém veio das esferas eternas, de onde os homens não voltam. O Filho de Deus fez-se homem para nos fazer participar da sua filiação divina. Toda a sua pregação foi orientada para esta vida nova e eterna, concedida àqueles que acreditavam nele. Aos céticos que o intimavam a dar provas do que dizia, respondia que dava apenas uma. Ele próprio sofreria a morte e depois retornaria, animado daquela Vida que comunicaria aos homens regenerados. Os acontecimentos deram-se como Ele anunciara. Notai que a nossa fé não assenta em teorias, mas em factos históricos. E o facto principal é a ressurreição de Cristo. Os apóstolos começaram por não acreditar na realidade de semelhante prodígio. Hesitaram e duvidaram. Finalmente, em presença das aparições repetidas do Salvador a eles mesmos e aos outros – numa delas estavam reunidos mais de quinhentos irmãos – renderam-se à evidência. E proclamaram até à morte aquilo de que tinham sido testemunhas: “Vimo-lo com os nossos olhos; tocámo-lo com as nossas mãos; comemos e bebemos com Ele depois da ressurreição de entre os mortos”. Inutilmente, os outros recorrem a ameaças para os fazer calar: “Não podemos deixar de dizer o que vimos e ouvimos”. Não só Paulo, como ainda os outros apóstolos tiraram as consequências do triunfo de Cristo sobre a morte. A ressurreição é a prova suprema da sua divindade e da verdade da sua doutrina, e além disso inclui a certeza da nossa própria ressurreição. Como as primícias são a prova da futura ceifa, também a vitória dos cristãos está contida na vitória de Cristo. Quando é que Jesus cristo viveu o otimismo profundo? Com quem? … diante de aparentes fracassos, com os traidores … Opus Dei


O Papa Francisco enviou uma breve mensagem em vídeo aos membros do “Movimento por um Mundo Melhor”, que celebra seu 70º aniversário. A criação do Movimento foi devido à intuição do jesuíta Riccardo Lombardi e à iniciativa do Papa Pio XII, expressa publicamente em 10 de fevereiro de 1952 em sua "Proclamação por um Mundo Melhor". Na mensagem Francisco fala de passar de um mundo "selvagem" a "divino" e sobretudo "mais humano", portanto próximo às dores do povo, especialmente dos idosos e das crianças. O Papa toma emprestadas as palavras de Pio XII para indicar a "transformação" que ele espera para este mundo ferido por guerras e injustiças. Papa Pio XII e Padre Ricardo Lombardi Foto de ACI Digital - site

Francisco se refere a Pio XII quando incentiva os membros do Movimento a continuar a missão realizada durante estas sete décadas, seguindo "uma visão de vida, uma visão de criação". O Papa Pio XII falava de "transformação". Em particular, dizia uma palavra referente ao mundo: "selvagem", que deve tornar-se mais humano, mais "divino", mas acima de tudo mais humano, porque o Senhor está sempre próximo do humano. Avancem, não desanimem, continuem a trabalhar para provocar esta transformação no mundo". Acima de tudo, o Papa Francisco incentiva as pessoas a "trabalhar pela justiça, pelas crianças, pelos idosos e pela paz", para que "o mundo melhor que queremos seja um mundo de paz". O Movimento, recordamos, nasceu em 1952 como resultado do contínuo relacionamento e diálogo entre Pio XII e o Padre Riccardo Lombardi, ambos concordavam sobre a necessidade urgente de a Igreja intervir em meio a situações humanas complexas. A época era a de uma Europa em recuperação da devastação da influência fascista, da ocupação nazista e da ameaça da ideologia

comunista. Com efeito, na "Proclamação" Pio XII afirmava: "Há um mundo inteiro que deve ser reconstruído a partir de seus fundamentos, que deve ser transformado de selvagem para humano, de humano para divino, de acordo com o coração de Deus". Uma proposta universal que, no entanto, teve a Itália como ponto de partida graças ao Padre Lombardi que, diante do horizonte de destruição do totalitarismo, se opôs com apenas uma forma de resposta: a fraternidade universal. Essa mesma fraternidade, fundada sobre o sentido do humano e sobre a relação dada através da figura de Cristo, à qual hoje o Papa Francisco confia o destino da humanidade como uma "âncora de salvação". Salvatore Cernuzio – Vatican News Fotos: Vaticano - site e blog


ESPAÇO DAS CRIANÇAS Falou Jesus lá na montanha Para uma enorme multidão Palavras que ninguém estranha Quando vivem a sua missão Bem aventurados sabem a ganha De viver como cristão (SCFJ)

PENSE E RESPONDA O QUE FOI O SERMÃO DA MONTANHA? QUEM SÃO OS BEM AVENTURADOS? VOCÊ SE IDENTIFICA COMO UM BEM AVENTURADO? O QUE VOCÊ ACHA QUE FAZ PELO MUNDO? COMO PODEMOS MUDAR AS COISAS AO NOSSO REDOR?

VAMOS PINTAR?

DECIFRE A MENSAGEM A

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V W X

Y

Z

A B C D E F G HIJ K L M N O P Q R S T U V W XY Z

SAIBA QUE VOCE E UM BEM AVENTURADO


DESCUBRA OS SETE ERROS. JESUS SOBE A MONTANHA E FAZ UM DISCURSO SOBRE ESTE MUNDO E O MUNDO QUE HÁ DE VIR. VOCÊ CONSEGUE ACHAR AS DIFERENÇAS ENTRE OS QUADROS?

DESCOBRINDO LIGUE AS FRASES QUE SE COMPLETAM BEM AVENTURADOS... OS POBRES DE ESPÍRITO OS QUE TEM FOME E SEDE DE JUSTIÇA OS PUROS DE CORAÇÃO OS MANSOS OS MISERICORDIOSOS OS QUE CHORAM OS PACIFICADORES

PORQUE... HERDARÃO A TERRA ALCANÇARÃO MISERICÓRDIA É DELES O REINO DOS CÉUS SERÃO CONSOLADOS SERÃO CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO SERÃO CHAMADOS FILHOS DE DEUS VERÃO A DEUS


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