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Revista setembro 2007

Belém - Pará - Brasil

www.paramais.com.br

ISSN 16776968

Edição 68

3,00

PROJOVEM PROJETO UCA INTEGRAÇÃO ENTRE REGIÕES

NÃO

SAIRÉ 2007

SIM


Orgulhosamente paraense! O PROGRAMA NACIONAL DE INCLUSÃO DE JOVENS GOVERNO PROMOVE INTEGRAÇÃO ENTRE REGIÕES

A FESTA DO SAIRÉ

Iniciativa do governo federal vai atender, até 2010, a 4,2 milhões de jovens que estão fora da escola ou sem acesso à formação profissional. Trata-se do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem)...

Cerca de 30 mil pessoas lotaram as arquibancadas e camarotes do sairódromo, na vila de Alter do Chão, a 32 quilômetros de Santarém (oeste do Pará). Para assistirem a disputa entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa...

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Pág. 06 PROJETO UCA - UM COPUTADOR POR ALUNO

A VINGANÇA DOS NERDS

MARKETING DE PERNAS PARA O AR Lições de Silvio Minciotti têm efeito de terremoto em conceitos edificados pelo senso comum Internet, globalização e aumento do nível de exigência dos consumidores transformaram profundamente o ambiente de negócios no Brasil. Em reflexo, o marketing — definido como a arte de conquistar e manter clientes — também passou por alteração radical...

por André Marcel de Lima

por Ricardo Jordão

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Pág. 26 OS LADRÕES DE TEMPO

TOQUE DE FUNERAL PARA A AMAZÔNIA BRASILEIRA É quase impenetrável barreira de silêncio que sempre separou a Amazônia brasileira do restante do território nacional, não vem permitindo que o povo do nosso país, a não ser ocasionalmente, tome conhecimento da criminosa agressão a que o meio ambiente amazônico vem sendo submetido...

Pág. 42

porTOM COELHO

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

Í N D I C E

PUBLICAÇÃO

por CAMILLO VIANNA

Pág. 44

Foto: Arquivo PMS

DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; REVISÃO: Paulo Coimbra da Silva; COLABORADORES: Acyr Castro, André Marcel de Lima, Camillo Martins Vianna, Edir Gillet, Garibaldi Nicola Parente, José Vilhena, Maria Marini, Ricardo Jordão Magalhães, Sérgio Martins Pandolfo, Thiago Cássio D’Ávila Araújo, Tom Coelho; FOTOGRAFIAS: Arquivo PMS, André Souza, Carlos Sodré, Claudio Magalhães, Helvio Silva, Mirna Antunes, Rodolfo Oliveira, Roberto Lisboa, Taés Sodré; DESKTOPING: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios

*Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores

ANATEC ASSOCIAÇÃO DE PUBLICAÇÕES


O Boto no SairĂŠ


erca de 30 mil pessoas lotaram as arquibancadas e camarotes do sairódromo, na vila de Alter do Chão, a 32 quilômetros de Santarém (oeste do Pará). para assistirem a disputa entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa, duas agremiações folclóricas que foram incluídas na programação da tradicional festa do Sairé, que ocorre há mais de 300 anos na região. O boto Tucuxi, campeão do ano passado, levou para o sairódromo 970 brincantes e abordou o tema “Apologia Cabocla”. Já o Cor de Rosa teve a participação de 700 brincantes e falou do tema Amazônia,Pátria Cabocla”. Ambos deram um show de dança e malemolência, não decepcionaram o público, pelo contrário, ficaram ouriçadíssimos. Em dois dias, foram quase oito horas de espetáculo folclórico. Ao som de músicas regionais, era difícil o público ficar parado. A apresentação dos botos chamou a atenção pela beleza das alegorias, a desenvoltura dos dançarinos e a

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Sairé festa do

Fotos de Ronaldo Ferreira e Arquivo PMS

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interpretação dos personagens da mais famosa lenda da Amazônia. Cada grupo teve o tempo de uma hora e 45 minutos para mostrar seu trabalho. O júri, formado por cinco pessoas, julgou 16 quesitos, incluindo a animação das torcidas. Com tanta beleza na arena, ficou difícil escolher o melhor. A disputa dos botos consiste em contar a mesma história por meio da música e da dança, mas com performances diferentes e criativas, que inclui um figurino alinhado, passos firmes e, como o próprio boto faz - diz a lenda -, ter poder de seduzir o público, principalmente os Frente ao Morro do Piroca jurados. Ganha quem os barqueiros assobiam e os tem a melhor rainha da Botos aparecem, é imperdível festa, quem ousou nas alegorias e inovou nas coreografias. O objetivo do festival dos botos é divulgar a cultura e a identidade do povo amazônico. Outro ponto que se destaca na festa é o apelo para a preservação do meio ambiente. Através das danças e da música, os brincantes contam as alegrias e as tristezas vividas pelo povo da região. Na arena, personagens das histórias, lendas e costumes amazônicos se encontram e encantam pela magia do folclore popular. Cobra Grande, Matinta Perera e Curupira dividem o mesmo espaço de peixes, índios, pescadores, quilombolas e caboclos. A dança do pajé e das rainhas também são parte do espetáculo. O ponto alto da apresentação é a dança do boto animal

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Interpretação dos personagens da mais famosa lenda da Amazônia A Prefeita e o Mastro

Pelas ruas de Alter-do-Chão


e do boto homem que seduz a cabocla ribeirinha. Neste momento, prevalecem o chame e a sensualidade do casal de dançarinos. O clima é de festa. Tem muita música e muita dança de carimbó. Outro ponto forte é quando os brincantes das duas agremiações apresentam o ritual de acasalamento do boto com a moça cabocla, o público vibra...

As torcidas organizadas deram o brilho no espetáculo que conta a lenda do boto da Amazônia. Cerca de duas mil pessoas participaram das performances na arena e mostraram um figurino colorido. As fantasias das rainhas e dos pajés foram as mais elaboradas e ricas em detalhes. Quem viu a disputa dos botos este ano ficou na dúvida sobre o vencedor.

Fone: (91) 3248-5651 EDIÇÃO 68 [SETEMBRO 07]

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O objetivo do festival dos botos é divulgar a cultura e a identidade do povo amazônico. O deputado Paulo Rocha (PT-PA) fez questão de prestigiar o Festival e lembrou da importância de se preservar a cultura amazônica. "Uma festa tão rica como é o Sairé faz com que nós parlamentares busquemos sempre recursos que possam dar incentivo a cultura de cada município", reiterou o deputado. Paulo Rocha é o autor da PEC 150/2003, que destina recursos do Orçamento à Cultura.

Crianças vivenciaram a experiência da arte popular

Crianças na primeira noite de festejo do Sairé

Crianças apresentaram coreografias e vivenciaram a experiência da arte popular que é cultivada, em Santarém, desde os tempos da colonização na primeira noite de festejo do Sairé. A dança do boto prendeu a atenção dos espectadores e dois adolescentes contaram, por meio da expressão corporal e da música, a lenda do homem que seduz donzelas nos rios da Amazônia.

A ladainha do Divino Espírito Santo é o elemento essencial da festa religiosa do Sairé. Trata-se de um ritual simples que mistura devoção e crenças indígenas. A liturgia começa com uma pequena procissão na praça onde estão fincados dois mastros ornamentados com frutas, simbolizando a fertilidade. Os mastros foram erguidos durante a abertura do evento, e foram derrubados no último dia dos festejos. Na chegada ao barracão de palha do Sairé, os devotos

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A beleza das alegorias

do Divino rezam uma ladainha em latim e entoam hinos tradicionais, acompanhados do som de um violino. Três mulheres rezadeiras se encarregam de animar a oração, que dura cerca de uma hora. Os participantes da ladainha ficam compenetrados durante o ato religioso. “Ora pro nobis” é a expressão que mais se compreende dentro do barracão. “Eu me sinto bem (rezando a ladainha)”, afirma Terezinha Lobato de Souza, 74 anos, que participa do ato, como animadora, desde 1973. “Alcanço sempre o que desejo”, completa a devota que nasceu e se criou em Alter do Chão. Atualmente, a participação na ladainha do Sairé ficou reduzida a pouco mais de 30 devotos. Um número extremamente pequeno, se comparado com o passado. A maioria dos fiéis de hoje são pessoas da terceira idade, mas crianças e jovens, em número menor, claro, ainda se ocupam com essa prática devocional. Para alguns, esse é o principal sentido da festa do Sairé e não pode acabar. Mas houve um período em que a festa religiosa foi interrompida por determinação dos padres franciscanos, que consideraram o Sairé uma idolatria. A festa deixou de ser realizada em Alter do Chão entre os anos de 1943 e 1973. Portanto, 30 anos. Quando a ladainha voltou a ser realizada, saiu do controle da Igreja Católica. Hoje, o Sairé é coordenado apenas por leigos da comunidade, sem a presença de um padre. Os

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Vivenciando a arte popular

O Mastro tem simbologia especial

protagonistas da ação se distinguem entre capitão, juizes, procuradores, mordomos e a líder da festa, saraipora, que só deixa o cargo de condutora do Arco da Santíssima Trindade quando morrer.

A derrubada dos mastros encerra a festa religiosa do Sairé. O ritual de encerramento envolve música, dança e confraternização entre os participantes. Os mastros serão derrubados por mulheres e homens da comunidade, chamados de mordomos, os mesmos que ergueram no primeiro dia do festejo. Após a derrubada, o ritual segue com a dança 'quebra macaxeira', em que é servido o Taruba, suco extraído da mandioca. A bebida é natural, mas alguns acrescentam álcool para ficar mais forte. Por fim, acontece a “Cecuiara” , que é a partilha de alimentos. Nesse último ritual, todos os presentes são convidados a participar do almoço oferecido pela coordenação da festa do Sairé. O coordenador geral, Marlison Soares, considerou positiva a festa no ano em que ocorreram algumas mudanças. Ele acha que a terceirização do evento, antes organizado pela prefeitura, foi importante para alcançar os objetivos. "Tudo correu dentro de nossa expectativa", disse Marlison, ao afirmar que o Sairé deste ano atraiu cerca de 100 mil pessoas à vila de Alter do Chão.

A coordenação do Sairé é quem procede a apuração das notas do júri que avaliou o desempenho dos botos Tucuxi e Cor de Rosa. Os jurados levam em consideração 16 quesitos, incluindo a organização das torcidas.

O boto Cor de Rosa foi o campeão do Festival do Sairé deste ano. Após o anúncio feito pela comissão apuradora, houve festa da torcida pelas ruas da vila. O boto Cor de Rosa recebeu 1.572 pontos, 51 a mais do que o Tucuxi.

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Haja torcida...


Beleza Paraense para ninguém dividir

A agremiação que já foi campeã cinco vezes, em nove anos de festival, teve o melhor desempenho nos 16 quesitos avaliados pelo júri. O presidente da comissão apuradora, Henrique Andrade, disse que a harmonia e a coerência com o enredo foram determinantes para a conquista do título.

Este ano, o governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e da Companhia Paraense de Turismo, liberou 350 mil reais para a festa do Sairé. A Paratur liberou 150 mil reais para os dois botos do Sairé. A

A presidente da Paratur adorou

Deputado Paulo Rocha e a prefeita de Santarém, Maria do Carmo, homenageiam dançarinos do Sairé

apresentação do Tucuxi e Cor de Rosa teve início em 1997 e foi criado como forma de atrair turistas para Alter do Chão.

Grupo da terceira idade mostrou energia, durante apresentação de danças regionais

Os organizadores informaram que este ano a vila recebeu a visita de cerca de 100 mil pessoas. O coordenador do Sairé, Marlison Soares, considerou positiva a parte religiosa e profana do evento.

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Ártico: Espelho de Vida

Papa pediu aos países industrializados que não repitam os erros cometidos no passado e não prejudiquem o meio ambiente, na mensagem enviada ao Simpósio sobre o tema "Ártico: Espelho de Vida", realizado na Groenlândia. "Os países industrializados não são moralmente livres para repetir os erros cometidos no passado, e assim seguir imprudentemente prejudicando o meio ambiente", disse o Papa na carta dirigida ao patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, promotor do Simpósio. O Papa expressou que "o cuidado com o meio ambiente, a promoção de desenvolvimento sustentável e a atenção particular à mudança climática têm que ser temas de grave preocupação para a família humana". "As pesquisas científicas recentes demonstram com clareza que o impacto das ações humanas em qualquer lugar ou região pode ter efeitos mundiais", disse. Por isso, "as conseqüências de degradação do meio ambiente não podem ser limitadas a uma área determinada ou a um povo" pois "danificam a coexistência humana, traem a dignidade humana e violam os direitos dos cidadãos que desejam viver em um ambiente seguro". O Papa encorajou a "toda a humanidade - crianças e adultos, indústria, Estados e organismos internacionais - a levar a sério as responsabilidades sobre o meio ambiente". "Os países devem compartilhar 'as tecnologias limpas' e assegurar que seus próprios mercados não contribuam para a proliferação da p o l u i ç ã o " , acrescentou. O Pontífice tem feito ultimamente vários apelos em favor do meio ambiente. O EDIÇÃO 68 [SETEMBRO 07]

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Papa pede que ricos protejam meio ambiente último deles foi, quando pediu aos cristãos que "rezem e trabalhem" com ele para defender "as maravilhas da Criação". Também durante a reunião com os jovens no santuário de Loreto (leste da Itália), lembrou que o cuidado com a natureza "é justamente missão da juventude”. Bartolomeu I, patriarca ecumênico de Constantinopla

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Fotos Carlos Sodré/Ag Pa

Dentre os instrumentos facilitadores: o Planejamento Territorial Participativo (PTP); o projeto Sala das Prefeituras; o Fórum de Prefeitos; a nova orientação para a aplicação do Fundo de Desenvolvimento do Estado (FDE) e a nova operacionalização do programa Luz para Todos, se destacam no processo de desenvolvimento. No primeiro semestre deste ano o PTP realizou, nas regiões de integração e nos 143 municípios, plenárias e assembléias municipais que contaram com a participação de quase 100 mil pessoas. As consultas do PTP definiram as prioridades dos municípios - tendo como base as diretrizes do planejamento regional do governo - e elegeram os conselheiros, bem como seus suplentes, que representarão a sociedade civil do município nos Conselhos Regionais e Estadual. “O PTP é o principal instrumento de integração do governo estadual. A sua metodologia democrática e territorial fez com que o povo paraense se sentisse pertencente e protagonista de sua história. Os

GOVERNO PROMOV

O

Governo do Estado, por meio de sua Secretaria de Integração Regional (SEIR), estabeleceu desde o início de sua gestão um novo relacionamento com as 143 prefeituras do Pará. Inserida nesta relação, a SEIR apresenta uma série de instrumentos facilitadores para o desenvolvimento regional sustentável, garantindo que o conjunto de políticas públicas chegue a todas as regiões do Estado.

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conselhos permitirão a sociedade atuar como fiscalizadora do nosso governo, além de nos ajudar com as próximas ações a serem tomadas, trazendo para o centro das discussões a realidade de cada região, de cada município”, disse o secretário de integração regional,André Farias. Outro instrumento facilitador para o processo de desenvolvimento, o Fórum de Prefeitos já conseguiu atender algumas demandas dos municípios. Temas como: educação, saúde, transporte, infraUm novo relacionamento com as estrutura e dívidas municipais com o 143 prefeituras do Pará Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará (IGEPREV), foram discutidos entre presidentes da federação, associações e consórcios municipais e secretários de Estado. “Nos governos passados os prefeitos não conseguiam ser atendidos pelos secretários. Na maioria das vezes, nossos prefeitos ficavam horas esperando nos gabinetes e o máximo que conseguiam era falar com meia dúzia de iluminados (secretários especiais)”, disse o secretário. Farias destacou ainda que foi uma orientação da própria governadora Ana Júlia, que todos os prefeitos recebam o mesmo tipo de tratamento, sem considerar as suas cores partidárias.


Desde que a SEIR iniciou com o projeto do Fórum dos Prefeitos foram vários os comentários positivos por parte dos gestores municipais. De acordo com o presidente da Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (Famep), Helder Barbalho, o fórum é uma iniciativa louvável e que busca solucionar de maneira efetiva os entraves para o processo de desenvolvimento. Para que a política de integração não se centralize apenas na região metropolitana, a SEIR lança mão de alguns instrumentos de apoio. Os agentes, os centros e núcleos de integração estarão espalhados pelas 12 regiões do Estado, dando suporte técnico e conhecimento real dos problemas e potencialidades de cada município paraense. O objetivo principal dos instrumentos de apoio é fazer com que as políticas das diversas áreas de atuação governamental, como a saúde e educação, se articulem no território. “Estamos partindo de uma concepção

André Farias, Secretário de Integração Regional com a Governadora Ana Júlia Carepa

territorial de desenvolvimento, a qual deverá definir regiões e territórios, além de realizar ações conjuntas entre o governo e sociedade nestes espaços”, concluiu o secretário.

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A governadora Ana Júlia Carepa instalou o Conselho Estadual do Planejamento Territorial Participativo PTP, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia. O Conselho Estadual terá como função acompanhar e fiscalizar a execução e aplicação das demandas aprovadas no Planejamento Plurianual PPA

A instalação do Conselho por Edir Gillet

Fotos: Rodolfo Oliveira/Ag Pa

O Conselho é qui não interessa a responsável pelo filiação partidária, acompanhamento e mas o compromisso fiscalização da aplicação que a população lhes do dinheiro público, que conferiu". Com esta declaração, entre outras aplicações a governadora Ana Júlia Carepa será utilizado na considerou instalado o execução das demandas Conselho Estadual do aprovadas pela P l a n e j a m e n t o Te r r i t o r i a l população durante as três Participativo (PTP), em evento etapas do Planejamento realizado nesta tertça-feira (28), Territorial Participativo". no Hangar. O Conselho é "Hoje é um dia histórico Fontes,Superintendente do Planejamento Territorial formado por representante da Edilza para o Pará: quase 100 Participativo, durante a instalação do PTP. O Conselho Assembléia Legislativa, de Estadual terá como função acompanhar e fiscalizar a mil pessoas contribuíram p r e f e i t u r a s e c â m a r a s execução e aplicação das demandas aprovadas no para a definição do PPA m u n i c i p a i s , m o v i m e n t o s Planejamento Plurianual –PPA (Plano Plurianual). Nós sociais e populares, queremos ouvir vocês trabalhadores, empresários, entidades profissionais, (conselheiros) sobre o que priorizar no orçamento acadêmicas e de pesquisa, organizações nãoestadual e também para tirar nosso Estado do noticiário governamentais e pessoas físicas, que não integram sobre trabalho escravo, violência e desmatamento", organizações da sociedade civil. disse a governadoraAna Júlia Carepa.

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A instalação do Conselho Estadual do Planejamento Territorial Participativo PTP, no Hangar

A superintendente do PTP, Edilza Fontes, disse que as bases do planejamento estão nas ações de forma articulada, participação popular e democracia participativa. Para Fábio Castro, coordenador de Comunicação Social do governo do Estado, um dos desafios agora é o compromisso de informar os desdobramentos do PPA para os 3.600 Conselheiros Regionais. "Queremos que a estrutura de comunicação do governo seja pública e não apenas governamental. Precisamos, além de informar, saber também ouvir a André Faria, Secretário sociedade", disse. de Integração Regional André Faria, secretário de Integração Regional, disse que o "PTP só foi possível de ser realizado porque houve competência, espírito de luta e solidariedade entre os integrantes do governo". O secretário de Planejamento, Orçamento e Finanças, José Júlio, destacou "o esforço e a logística do segundo maior Estado do Brasil para a realização de plenárias nos 143 municípios paraenses". O Conselho Estadual é formado por 104 integrantes e é presidido pela governadora Ana Júlia Carepa.

O PPA, com a proposta de orçamento do governo para o quadriênio 2008-2011, será entregue na próxima quinta-feira, (30), para os deputados na Assembléia Legislativa. O prazo legal para para o recebimento do PPA pelo Poder Legislativo encerra no dia 31 de agosto. Os deputados têm até o dia 30 de setembro para a aprovação do PPA.

Rodolfo Oliveira/Ag Pa

Estadualdo Estadual doPTP PTP

Fábio Castro, Coordenador de Comunicação Social

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Eunice Pinto/ Ag Pa

O deputado Airton Faleiro, líder do governo na Assembléia Legislativa, disse que "tem certeza de que os deputados terão a sensibilidade necessária para respeitar a vontade popular, expressa na formulação do Plano Plurianual".


O Programa Nacional de Inclusão de Jovens

I

niciativa do governo federal vai atender, até 2010, a 4,2 milhões de jovens que estão fora da escola ou sem acesso à formação profissional. Trata-se do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), lançado nesta quarta-feira, que vai beneficiar pessoas de baixa renda entre 15 e 29 anos. O novo ProJovem nasceu da unificação de seis programas do Governo voltados para a juventude: Agente Jovem, ProJovem, Saberes da Terra, Consórcio Social da Juventude, Juventude Cidadã Cristã e Escola de Fábrica. Atualmente, os seis programas atendem a 467 mil adolescentes e jovens adultos com até 24 anos. Dividido em quatro modalidades - ProJovem Adolescente, ProJovem Urbano, ProJovem Campo e ProJovem Trabalhador -, o programa vai garantir integração no gerenciamento de iniciativas direcionadas à juventude e a continuidade ao acesso a outros programas federais, como o Brasil Alfabetizado e o Aula Passeio ao Museu Emilio Goeldi Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, o valor do auxílio financeiro oferecido pelas iniciativas será fixado em R$100 e a carga horária e os currículos dos cursos serão unificados. O ProJovem vai oferecer aos jovens a oportunidade de voltar à escola ou nela permanecer, concluir o ensino fundamental, participar de cursos de formação e qualificação profissional e de ações comunitárias. O programa terá gestão compartilhada entre a SecretariaGeral da Presidência da República e os ministérios do

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Trabalho e Emprego, da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que a adoção de ações para elevar o grau de escolaridade e aumentar o acesso à formação profissional dos jovens brasileiros é imprescindível. O estudo Trabalho decente e juventude na América Latina constata que 10 milhões de jovens da região entre 15 e 24 anos estão desempregados, 30 milhões atuam na economia informal e aproximadamente 22 milhões não estudam nem trabalham.

ProJovem O que é o ProJovem – É um novo programa unificado de juventude que visa ampliar o atendimento aos jovens excluídos da escola e da formação profissional e foi criado a partir da integração de seis programas já existentes - Agente Jovem, Saberes da Terra, ProJovem, Consórcio Social da Juventude, Juventude Cidadã e Escola de Fábrica. Hoje, esses programas atendem a 467 mil jovens. Com a unificação, serão ofertadas vagas para atender a 4,2 milhões de jovens até 2010. Público-alvo – Jovens que vivem em situação de vulnerabilidade social (fora da escola e dos cursos de formação e qualificação profissional). Objetivos do ProJovem – Reintegrar esses jovens ao processo educacional, promover sua qualificação profissional e assegurar o acesso a ações de cidadania, esporte, cultura e lazer. Faixa Etária – Antes era de 15 a 24 anos, agora foi ampliada para os jovens de 15 a 29 anos. Subdivisões do ProJovem – O ProJovem tem quatro modalidades: ProJovem Adolescente, ProJovem Urbano, ProJovem Campo e ProJovem Trabalhador. Previsão de investimento - Nos próximos três anos (até 2010) a previsão é de R$ 5,4 bilhões. Previsão de vagas – O Governo Federal vai oferecer a oportunidade de elevar a escolaridade e de formação profissional para 4,2 milhões de jovens. Gestão do ProJovem – Será compartilhada entre a Secretaria-Geral da Presidência da República e os ministérios do Trabalho e Emprego, da Educação, e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Auxílio Financeiro – Será unificado em R$ 100,00 e estendido aos jovens do campo. Apresentação PLA - 2ª Estação Belém


O ProJovem vai assegurar: } retorno ou permanência dos jovens na escola; } elevação de escolaridade e cursos de formação } profissional; } aumento do número de vagas; } maior integração na gestão; } fim da sobreposição dos programas. Palestra gravidez precoce e DST

Subdivisões do Projovem

Agente Jovem e tem como objetivo contribuir para o retorno à escola dos jovens que abandonaram precocemente os estudos e assegurar proteção social básica e assistência às famílias. O ProJovem Adolescente é voltado para os Semana do Meio Ambiente jovens de 15 a 17 anos, que vivem em situação de vulnerabilidade social, independentemente da renda familiar, ou que sejam pertencentes a famílias beneficiárias do Bolsa Família. Bolsa Família – Ao mesmo tempo, nas perspectiva de fortalecer a relação dos jovens 2008 2009 2010 TOTAL com suas famílias e as estratégias 250.000 300.000 350.000 900.000 ProJovem Urbano de combate à pobreza e à desigualdade, o Governo Federal irá ampliar os limites de idade 35.000 70.000 85.000 190.000 ProJovem Campo para a concessão de benefício do ProJovem Trabalhador 320.000 334.400 349.448 1.003.848 p r o g r a m a B o l s a F a m í l i a , passando a incluir jovens de 16 e 670.200 1.000.400 2.168.775 17 anos que estejam freqüentando ProJovem Adolescente 498.175 a escola. Para cada jovem nessa 1.103.175 1.374.600 1.784.848 4.262.623 condição a família receberá um benefício extra de $ 30,00 até o limite de dois programas Consórcio Social da Juventude, Juventude benefícios por família, ou R$ 60,00. Cidadã e Escola de Fábrica e visa a qualificação profissional, desenvolvimento humano e facilitar a Mais informações: Assessoria de Comunicação da inserção no mundo do trabalho. Secretaria-Geral da Presidência da República Telefone: 4 - ProJovem Adolescente – É uma reformulação do (061) 3411-1407 ou www.planalto.gov.br/secgeral 1 - ProJovem Urbano – É uma reformulação do atual ProJovem e tem por objetivo promover a reintegração dos jovens ao processo educacional, elevação de escolaridade, com a conclusão do Ensino Fundamental, qualificação profissional, e desenvolvimento de ações comunitárias. 2 - ProJovem Campo – O Programa modifica o Saberes da Terra e tem como objetivo elevar a escolaridade dos jovens da agricultura familiar, com a conclusão do Ensino Fundamental, em regime de alternância dos ciclos agrícolas , qualificação e formação profissional. 3 - ProJovem Trabalhador – É unificação dos

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Idealização e Exclusão na

Independência

do Brasil por Garibaldi Nicola Parente

V

ários motivos contribuíram para o fim do domínio português no Brasil. Dentre tantos, citamos: os entraves ao monopólio comercial da corte portuguesa, a cobrança de altos impostos; as revoltas da Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana, a Revolta Pernambucana de 1817 e outros. Em 1820 a Revolução do Porto expulsou os ingleses de Portugal e estabelece um governo temporário e adota uma constituição provisória. Seu principal objetivo era retomar e ampliar a supremacia comercial de Portugal em vista de enfraquecer o comércio entre Brasil e Inglaterra já em franco desenvolvimento. Esta situação impele D. João VI a regressar a pátria e para não deixar definitivamente o Brasil nomeia o príncipe herdeiro Pedro de Alcântara, de apenas 21 anos, regente do Brasil, através de um decreto assinado

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em 21 de abril de 1821. Quatro dias depois D. João VI retorna a Lisboa. Em Portugal D. João VI é pressionado pelos revolucionários do Porto, acuado, decide recolonizar o Brasil. A primeira providência, então, é convocar o príncipe regente D. Pedro a retornar imediatamente a Portugal. Neste momento já existiam algumas agremiações partidárias formadas por grupos sociais distintos. O Partido Brasileiro composto pela aristocracia rural do sudeste, classe dominante, poderosa e conservadora. Seus integrantes, cognominados “cabeças coroadas” defendiam a unidade territorial, a escravidão e seus privilégios de classe. Idealizavam a criação de uma monarquia dual Brasil-Portugal e com tal atitude preservar a autonomia administrativa e a liberdade comercial. O Partido Português integrado por ruralistas do nordeste, latifundiários auferia o usufruto das terras, pertencentes ao rei por direito divino. Cognominados de “pés de chumbo”, não queriam a independência. Os Liberais Radicais, de classe-média, formavam um grupamento de funcionários públicos, profissionais liberais, comerciantes, etc., almejavam a independência e mais, a democratização da sociedade. Para apoiar a permanência do príncipe regente entram em cena o Partido Brasileiro e os Liberais Radicais.


Organizaram um abaixo assinado com 56% de assinantes da população de homens livres residentes no Rio de Janeiro. O documento pedia a permanência do príncipe e foi entregue no dia 09/01/1822 por José Clemente Pereira, presidente do Senado da Câmara do Rio de Janeiro. Entusiasmado com tal apreço Dom Pedro decide ficar no Brasil. Portugal não aceita esta decisão, considera-a uma ilegalidade. As tropas portuguesas tentam coercitivamente fazê-lo embarcar, mas a decisão estava tomada, D. Pedro não voltaria a Portugal. Em 16/01/1822 D. Pedro nomeia José Bonifácio de Andrada e Silva, Ministro dos Negócios do Interior, da Justiça e dos Estrangeiros e em 13 de junho do mesmo ano convoca a Assembléia Nacional Constituinte. Entretanto, antes desta convocação, em 16 de fevereiro, é decretada a criação do Conselho de Procuradores da Província do Brasil com a finalidade de auxiliar o governo. Porém, tratava-se de uma manobra dos conservadores liderados por José Bonifácio para evitar a convocação da Assembléia

Nacional Constituinte e se opor aos liberais radicais liderados Joaquim Gonçalves Ledo que idealizava uma constituinte eleita pelo povo para legitimar democraticamente a unidade político-territorial do Brasil. Não satisfeito José Bonifácio através de um novo “arranjo” consegue descaracterizar a Assembléia Nacional Constituinte propondo eleição indireta e, por esse meio, faz prevalecer seus objetivos espúrios e anti-populares. Portugal não declinava. D. Pedro deve retornar imediatamente. Uma tropa de seiscentos soldados lusitanos já havia desembarcado na Bahia e outra tropa estava a caminho do Brasil. D. Pedro viajava pela Província de São Paulo, tentava acalmar os ânimos, lutas internas agitavam os paulistas contra as manobras de José Bonifácio. A Regência do Brasil estava em mãos de Dona Maria Leopoldina. Chega ao Rio de Janeiro uma carta da Corte Portuguesa assinada por D. João VI exigindo a volta de D. Pedro, declarando nula a Assembléia Nacional Constituinte e rebaixando D. Pedro a mero delegado das Corte Portuguesas. Dona Maria Leopoldina envia pelo correio a carta de D. João D. João VI

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VI, uma carta do próprio punho na qual adverte. “O pomo está maduro, colhe-o senão apodrece”, e um ofício de José Bonifácio aconselhando D. Pedro a romper com a metrópole e apoiar o Conselho de Ministros. Esta circunstância impele D. Pedro a proclamar a Independência do Brasil às margens do Riacho Ipiranga. De volta ao Rio de Janeiro e aclamado Imperador do Brasil e em 1° de dezembro é coroado pelo bispo da cidade como D. Pedro I, isso aos 24 anos de idade. O Feriado Nacional de 7 de setembro foi criado através do decreto n° 1285 de 30 de novembro de 1853. Nesta data a ideologia política já começara a montar na mente do povo, no imaginário coletivo, alguns fatos inverídicos, obliterando-se nomes insignes, mitificando-se feitos não realizados tornando-os quase lendários; Na realidade a independência foi um compromisso entre o conservadorismo da aristocracia rural e o absolutismo de D. Pedro. Não foi um fato isolado, mas um processo de vida e de mortes. D. Pedro decidiu ficar não pelo povo, mas pela aristocracia que o apoiaria como imperador em troca da futura independência não alterar a situação sócio-econômica do Brasil. Joaquim Gonçalves Ledo abraçou a causa da emancipação política e lutou denodadamente pela Independência do Brasil com os verdadeiros princípios de uma Patriarca da Independência liberdade não sujeita José Bonifácio de Andrada e Silva a condicionamentos.

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Pedro de Alcântara

Em 20/julho/1822 como Primeiro Grande Vigilante da Loja Maçônica Grande Oriente do Rio de Janeiro, cujo Grão Mestre era José Bonifácio, profere eloqüente discurso, inflamado, expondo a necessidade de se proclamar a independência. Antes disso, Ledo e o Cônego Januário da Cunha Barbosa fundam o jornal “Revérbero Constitucional Fluminense” de extraordinária influência e inflame no movimento libertador, porta-voz do liberalismo radical contribuiu decisivamente para despertar na consciência dos brasileiros o espírito da liberdade. José Bonifácio cognominado o “Patriarca da Independência”, era em verdade contrário a independência plena do Brasil e sim a favor do Reino Unido. Discordava do grupo de Ledo que pugnava pelo rompimento definitivo e ainda mais já semeavam idéias republicanas. As hostilidades foram muito fortes e José Bonifácio utilizando seu poder de Ministro de Estado e sua influência sobre D. Pedro I, em 30 de outubro de 1822 armou um processo fraudulento contra o grupo de Ledo, conhecido como “Bonifácia”. José Clemente Pereira foi desterrado para a França, Ledo foi obrigado a fugir para não ser preso, refugiouse na Argentina. Eles e outros foram vítimas da truculência de José Bonifácio porque acreditavam na autodeterminação do povo brasileiro, acreditavam numa república democrata como instrumento de representatividade e liberdade de todos sem distinção.


Paraense apresenta-se no Intercom de Santos

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artigo elaborado por Rosa Kamada, ex-aluna do curso de Comunicação Social Jornalismo da Universidade da Amazônia (Unama), intitulado “Estudo Comparativo entre os dois jornais impressos paraenses: como o Diário do Pará e O Liberal abordam o tema meio ambiente na Amazônia”, foi aprovado para o Intercom – XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, a realizado de 29 de agosto e 2 de setembro p.p, em Santos (SP). “Fiquei feliz de ver o trabalho de conclusão de curso ser aprovado em um congresso de nível nacional”, fala Rosa que estudou também Meio Ambiente em universidade japonesa. O trabalho foi orientado pela profª da Unama, Alda Cristina Costa. O Intercom foi realizada nas Rosa o e coordenador do II Altercom, Adolpho Queiroz Universidade Monte Serrat da Universidade Metodista - (Unimonte), Universidade São Bernardo (SP) Santa Cecília de Santos (Unisanta) e Universidade Católica de Santos

Rosa e o diploma

(UniSantos) e no seu 30º Congresso reuniu cerca de cinco mil. Sobre o estudo elaborado ela comenta: “Escolhi este tema porque ainda é não é muito explorado por estudantes e pesquisadores locais, apesar do Pará estar situado em plena Amazônia e como sempre me interessei pela questão Meio Ambiente, não tive dúvidas quanto ao objeto de estudo”. Este é o terceiro artigo seu aprovado na Intercom. O primeiro foi um trabalho conjunto com a Kenny Teixeira e Júlia Garcia apresentado no Intrercom Nacional de Brasília (DF), no ano passado e o segundo, trabalho individual no Intercom Norte Regional, realizado em junho passado, em Belém.

O que é o Intercom? Intercom é a nomenclatura familiar do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação realizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, que neste ano completa a sua 30ª versão. È um evento anual que reúne pesquisadores e estudantes de todo Brasil e do mundo para discutir políticas nacionais de Comunicação desses países.

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Projeto UCA Um Computador por Aluno Ministério da Educação escolhe o Pará para projeto de tecnologia

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Pará é o segundo Estado do Norte a ser beneficiado com o Projeto UCA - Um Computador por Aluno, que o Ministério da Educação vem implementando de forma preliminar, em cinco escolas de várias regiões do país. A Seduc apresentou ao ministro da Educação, Fernando Haddad, quando esteve em Belém para lançar o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) proposta de implantar o projeto no Pará, através de um projeto piloto na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Palmira Gabriel, localizada no Tenoné. O MEC encaminhou documento a Seduc congratulando-se com o projeto "por demonstrar empenho em contribuir, no seu âmbito de atuação, para a melhoria da educação brasileira", diz o documento.

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O Projeto UCA encontra-se ainda em fase preliminar de estudos e avaliações de configurações de hardware e software, de viabilidade e de impactos didáticopedagógicos iniciais por vários centros de pesquisas acionados pelo MEC. O projeto desenvolvido na Seduc no Pará contou com o apoio da gestora, docentes e coordenadores do laboratório de informática da unidade de ensino, na qual se pretende realizar um estudo de caso, assentado sobre dois aspectos que são a qualidade de ensino e tecnologia com currículo e metodologia apropriada e de inserção social pela autonomia do aluno.


Eunice Pinto Ag/Pá

A qualidade de ensino decorrente da utilização individual de um computador por aluno impõe a gestão escolar e educacional um enorme desafio: a interatividade social na sociedade do Fernando Haddad, o Ministério da Educação conhecimento, na qual o aluno terá a oportunidade de utilizar coletivamente a tecnologia na escola, em casa, e na sociedade como mais um "articulador" e "promotor" de cidadania e para tanto precisando exercer o seu papel e prepará-lo para o movimento de inclusão social. Para o secretário de Educação, professor Mário Cardoso o aceno do MEC estimula a Secretaria de Educação do Pará para o envio de outros projetos "que possibilitem, de fato, a melhoria da educação em nosso Estado", avalia. O projeto vai destinar à escola Palmira Gabriel, num primeiro momento, cerca de 400 computadores que serão utilizados pelos alunos em sala de aula.

Ana Júlia Carepa, o ministro da Educação Fernando Haddad e o secretário estadual de Educação, Mario Cardoso no lançamento do PDE

Projeto UCA É uma iniciativa do Governo Federal que visa distribuir a cada estudante da rede pública do ensino básico brasileiro um laptop voltado à educação. A intenção do Programa é inovar os sistemas de ensino para melhorar a qualidade da educação no país.

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Acyr Castro

Balada para Setembro S

etembro chegou, gente, e é tempo de independência nacional nestes brasis, nossa varonil pátria amada, gentil. Independência política é claro, que a econômico-financeira deverá custar um pouco. A matriz só mudou na geografia: viajou de Lisboa a Washington, não digo de mala e cuia que isso não ia pegar bem em dias de globalização, não é exato? Agosto, mês do aniversário do Padre Veriano, nosso Antonio Moniz Vianna ao tucupi, se foi; com ele, a possibilidade de vir, para o Teatro da Paz ou para o cinema que no Memorial dos Povos traz meu nome, chique né? Mas dizia o crítico não vir mais a Belém o espetáculo teatral que reconta a vida de Dorian Gray, o personagem de Oscar Wilde (1856/1900) que permanecia jovem enquanto seu retrato de parede envelhecia. A estória, um romance sobre a beleza e o prazer acima de tudo, saiu em volume em Londres em 1891. Os moralistas de o plantão subiram nas tamancas. Resposta do poeta irlandês: O artista jamais é mórbido. O artista tudo pode exprimir. Pensamento e linguagem são para o artista instrumento de uma arte . Parece até que se está a antecipar a reação preconceituosa, em outra área, com relação ao filme de Ang Lee, sobre um amor que permitem que se declare, O segredo de Brokeback Mountain de 2005. Lógico que o cinema não perdeu chance de filmar O retrato de Dorian Gray , com Hollywood saindo na frente graças à requintada recriação (1945) de Albert Lewin (1894/1968) em que nos dá um dos grandes desempenhos da carreira de George Sanders (1906/1972). Embora dirigindo poucas fitas, Lewin era um craque; o filme de 1945, refinado, visualizando o caráter perverso do mundanismo social de nariz empinado e muita grana excludente, é pequena obra prima; bem que deveria ganhar um DVD. A montagem do teatro paulista deste 2006, esta não mais virá ao Grão-Pará; infelizmente, para quem gosta de boas estórias e poderia receber um bom espetáculo, quem sabe, para variar. Oscar Wilde sabia o que falava ou escrevia: A única coisa terrível que existe no mundo é o tédio, é o único pecado para o qual não existe perdão . Ser bom é estar em harmonia consigo mesmo (explicou o criador de A importância de Se Honesto ou de ser, no idioma inglês que perde na transposição para o português dos efeitos da pronúncia,

Ernesto ) o não ser bom nos obrigará a estar em harmonia com outros e apenas isso; já pensaram? Ah os perigos da prudência! Ia-me esquecendo. As más línguas adiantaram, na época, que a versão teatral do romance de Wilde foi na base de atores-cantores de tendência pop, acionando recursos de multimídia e um ar surrealista. Creio que o escritor iria adorar; vocês e eu somente conferindo e agora não vejo como. Na sucessão da minha escritura, como num bailado de futebol, lembro a bola daquele jogador Ronaldo que não é o maior do planeta nem fenômeno mas o Cristiano dos sonhos para além de Portugal. E como inserir, nesse balé um leitura que faço de texto sobre as atrocidades nazistas contra os judeus na Segunda Guerra, 1939/1945, sem ir à uma noticia para mim nova? e olhem que sou hitchcockiano de carteirinha: a colaboração essencial de Alfred Hitchcok (1899/1980) no documentário que Sidney Bernstein concluiu em 1985 acerca do Holocausto, segundo Bernstein uma ajuda inestimável. Não vi Um testemunho para o mundo que, dizem os que puderam ver mostra a mais pura realidade . Entre o que Hitchcok filmou figura uma seqüência longa focalizando amontoado de óculos, roupas, sapatos de tantas das vítimas do genocídio, infame como todo genocídio, que nostálgicos do hitlerismo e inúmeros neofacistas antijudaicos buscam negar mundo afora. Por que biógrafos do genialíssimo cineasta britânico sequer se reportam ou referem ao fato, por que? Vale a anotação em se t r a t a n d o d e u m r e a l i z a d o r, admiravelmente bem dotado artística e tecnicamente, autor de sensacional obra cinematográfica para todo sempre, Alfred Joseph Hitchcock, um dos inventores de formas visuais como jamais outro na História com a possível exceção digamos de Orson Wlles (1915/1985) e, 1895/1973, John Ford. Nele, a diferença: a forma não é o que enfeita o conteúdo e, sim, o que lhe dá a vida. Welles e Ford, também Murnau e Eisenstein, naturalmente. Escrevi em algum lugar aí em cima que Pedro Veriano é o Antonio Moniz Vianna nosso ao tucupi. Reescrevo: Antonio Moniz Vianna, o baiano mais carioca que conheço, é que é o Pedro Veriano que Rio nunca teve e, acredito nisso, merecia ter. Palavra de fundador da Associação Paraense de Críticos Cinematográficos. Beijo a irmãzinha Marilda, a Marildinha do coração meu, e digo cião a todos vocês. Até outubro, se os deuses do jornalismo, da literatura e da poesia quiserem e deixarem. A quem por acaso não saiba: o nome do jogador português é Cristiano Ronaldo Santos Aveiro. A quem me lê, bom dia e boa sorte. *Acyr Castro é escritor e jornalista

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Biblioteca itinerante chega ao Pará

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om o objetivo de estimular a leitura, o projeto BiblioSESC finalmente chega ao Pará nos meses de setembro e outubro. Durante estes dois meses, uma carreta com cerca de 3 mil livros estará passando por alguns dos bairros da periferia de Belém e Ananindeua e pelos supermercados Y. Yamada. Em cada bairro, a carreta ficará por 15 dias, não só disponibilizando livros, mas também jornais, revistas e gibis. Cada pessoa poderá ter acesso aos livros após fazer um cadastro, que é gratuito. A biblioteca itinerante estará aberta das 09 às 14 horas e das 14 às 17 horas. A primeira parada da carreta foi no dia 5, em frente ao SESC Boulevard, no Boulevard Castilhos França. O veículo estacionado no local ficou disponível para a imprensa. Desde então, o caminhão, além de passar pelos supermercados Y.Yamada, ainda vai visitar os bairros da Terra Firme, Guamá, Curió, Nova Marambaia, Sacramenta, Pratinha, Condor, Val-de-Cans, Paar e Bengui. Maiores informações pelo telefone: 4005-9553

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Marketing de pernas para o ar Lições de Silvio Minciotti têm efeito de terremoto em conceitos edificados pelo senso comum por André Marcel de Lima nternet, globalização e aumento do nível de exigência dos consumidores transformaram profundamente o ambiente de negócios no Brasil. Em reflexo, o marketing — definido como a arte de conquistar e manter clientes — também passou por alteração radical. Premissas outrora incontestáveis estão se desmanchando no ar, cedendo espaço a novos conceitos adaptados aos desafios do século XXI. E ninguém detecta esses novos ventos melhor do que Silvio Augusto Minciotti. Doutor em administração com ênfase em marketing pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, Minciotti leciona marketing no Imes (Universidade Municipal de São Caetano) e vai assumir a Diretoria de Comunicação da Prefeitura de São Caetano. Traz na bagagem experiência como consultor de empresas na área de decisões estratégicas, foi diretor-geral da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), presidente da Fepasa (Ferrovia Paulista S.A.), presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), diretor-geral do Imes, professor visitante do programa de mestrado em economia da Universidade do Porto, em Portugal, além de professor de marketing e sistemas de informação da Faculdade de Economia da USP. Recentemente Silvio Minciotti deu verdadeira aula sobre as transformações do marketing no século XXI para empresários reunidos em rodada de negócios promovida pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Caetano. Vale a pena reproduzir os principais trechos em tópicos, para preservar a forma original de apresentação.

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Todos pelo marketing

Foi-se o tempo em que marketing era encarado como atribuição exclusiva de um departamento especializado. Na visão moderna, marketing deixa de ser quadradinho no organograma para permear a empresa como um todo. "A adoção do marketing estratégico traz a atividade como uma filosofia empresarial interdepartamental. Conquistar e manter clientes se consolida como atribuição da totalidade dos funcionários" — destaca o especialista. "Continuarão existindo departamentos de áreas específicas como vendas, propaganda e pesquisa, as duas últimas em grandes empresas. Porém, a responsabilidade de pensar e planejar ações de marketing passa a ser tarefa de todos, não mais de alguém. As empresas que não aderirem à tendência do marketing como filosofia de gestão continuarão perdendo tempo e energia com briguinhas internas decorrentes da separação funcional de áreas como marketing, vendas, produção e finanças" — adverte.

Reinado limitado Atualmente se aceita sem pestanejar a idéia de que vale qualquer esforço para oferecer produtos que satisfaçam o consumidor. Mas a idéia está mudando graças ao fortalecimento do conceito de marketing societal. "O consumidor continua sendo o rei, mas com limites, porque o fato de muitas matérias-primas serem escassas e não-renováveis faz com que novas estratégias de marketing levem em conta a preocupação com o entorno, com a sociedade, a forma como o produto interfere no meio ambiente. Afinal, embora poucos se dêem conta, um produto é um conjunto de utilidades positivas e negativas. Ninguém discute que um jornal é algo positivo. Mas quantas árvores são abatidas para o periódico de domingo?" — questiona.


Pelo conceito societal, produtos são vistos pelo conjunto de utilidades positivas e negativas que precisam ser colocadas na balança e aceitas pelo conjunto dos cidadãos. "Trabalhar com matériasprimas alternativas ou desenvolver tecnologias que não agridem o meio ambiente representa custos adicionais, mas no futuro será uma questão de obrigação moral ou legal, não de opção. Por isso é bom ficar atento" — observa Minciotti, ao citar caminhão que polui menos, lançado recentemente pela DaimlerChrysler.

Abaixo a comoditização

Executivos de finanças acostumados a enxergar escala de produção como sinônimo de eficiência e competitividade, tremei. Escala continua importante em se tratando de commodities, ou seja, produtos de baixo valor agregado e com ampla oferta internacional. Mas nos segmentos industriais de produtos intermediários ou acabados é mais indicado trilhar o caminho inverso da personalização. "Durante muito tempo se falou em atender o maior número possível de consumidores e, com isso, ganhar escala. Essa idéia está perdendo terreno. A tendência é buscar atendimento diferenciado, de preferência individualizado. Diante da competitividade imposta pela globalização, não dá mais para resistir com uma estratégia de marketing indiferenciado. É preciso diferenciar ações, seja desenvolvendo um composto de marketing (produto, promoção, distribuição e preço) para cada segmento, ou, se isso não for possível, que se escolha um segmento para atender da melhor forma possível."

Além do material A noção de que especialização e diferenciação valem mais que escala resulta da seguinte constatação: a medida de valor de um produto é muito mais ampla do que julga quem só enxerga matérias-primas, fluxos produtivos e horas trabalhadas. "As pessoas não compram produtos; compram objetos, lugares e idéias que lhes permitam viver uma experiência de satisfação ou solucionar um problema. Para que serve uma caneta, por exemplo? Uma Bic custa R$ 2,00 e uma Montblanc custa US$ 3 mil. De que produto estamos falando, afinal? Se for para registrar algo no papel uma Bic é suficiente. Mas se a intenção é agregar status e se colocar como elemento diferenciado perante a sociedade, uma Bic já

não resolve. A necessidade passa a ser uma Montblanc" — expõe. Minciotti ilustra o valor abstrato dos produtos com outro exemplo: "Imagine um jovem executivo que se tornou pai há apenas um mês e é obrigado a passar uma semana fora de casa, viajando a trabalho. Obviamente, está se sentindo o pior dos pais. Ausente. Quando ele retorna, ao descer do avião, entra numa loja do aeroporto e compra um brinquedo. O que ele comprou? Alguém fabricou um brinquedo. Ele comprou o pedido de desculpa do filho, o alívio de consciência. E se alguém não se toca disto, não ia ter brinquedo naquela loja do aeroporto, porque ninguém vai sair de casa, em condições normais, para ir comprar um brinquedo naquele local". Minciotti enfatiza que a noção de que ninguém compra o que sai da fábrica não vale apenas para sabonete, mas para qualquer produto ou serviço, incluindo uma inóspita máquina de solda. "Quem compra uma máquina de solda? Ninguém. As pessoas compram um jeito de unir metal. Se um dia alguém inventar uma colinha que faça isso bem feito e com a mesma relação de custo, benefício e eficiência, adeus máquina de solda" — ilustra.

Casamento preservado

Quem disse que a maior atribuição de uma empresa é conquistar novos clientes? Pode ser a mais prazerosa para equipes carentes de auto-afirmação, mas a mais importante é manter quem já está na carteira. "Para investir na atração de novos clientes, a questão da manutenção dos antigos precisa estar bem resolvida. Conquistar cliente novo custa mais e é muito mais difícil porque vários concorrentes estão envolvidos nesse processo de sedução. Uma boa forma de aumentar as receitas é ampliar o portfólio de produtos para atender melhor os clientes que já tenho. Se os conheço bem, talvez perceba que existam produtos complementares que não precise fabricar, mas possa revender" — explica. Silvio Minciotti ilustra a inversão de sinais que pode ocorrer quando conquistar novos clientes se torna obsessão. "Certa vez fui dar assessoria a uma empresa do ramo editorial e eles estavam festejando porque tinham batido recorde de assinaturas novas naquele mês. Achei que estava no lugar errado, já que tudo caminhava às mil maravilhas. O problema, conforme soube alguns dias depois, é que mais de 60% das renovações eram desperdiçadas.” Em muitos casos, o desleixo sucede porque, assim como no casamento, nos negócios o que já foi conquistado perde valor. "Há empresas que dão tudo para os novos clientes e para os antigos nem santinhos EDIÇÃO 68 [SETEMBRO 07]

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dão. Aí o cliente mais antigo se toca, rompe a relação comercial e, ao ingressar na categoria de novos clientes depois de muito esforço para a reconquista, passa a usufruir as vantagens reservadas aos novatos" — explica, com ironia. A antítese desse raciocínio equivocado é a aceitação da hipótese de recompensar clientes mais lucrativos. "Não me refiro a abrir mão de parcela do lucro. A recompensa pode ser em serviço, em antecipações aos problemas que ele possa ter. Definitivamente, é imperativo identificar os clientes mais lucrativos e tratá-los como tal.Antes que alguém o faça."

Espingarda de chumbo A possibilidade de economizar com investimentos em mídia é outra vantagem de se especializar e conhecer bem os clientes. "A mídia de massa vai perder terreno cada vez mais para novas mídias qualificadas que atingem públicos específicos. Isso significa que as empresas poderão fazer campanhas promocionais a custos menores. Agora, se não tiveram a preocupação de escolher o público com que vão lidar, de nada vai adiantar tantas mídias qualificadas" — adverte Minciotti. "Existe mídia além da Rede Globo. É possível desenvolver um bom plano de mídia sem precisar recorrer ao horário nobre televisivo, embora muitas agências tendam — por comodidade — a priorizar o caminho tradicional.” Em linguagem figurada o raciocínio é o seguinte: o fenômeno da especialização da mídia torna cada vez mais viável acertar passarinho com espingarda de chumbo, em vez de desperdiçar munição com tiro de canhão.

Curva antecipada Vantagens competitivas cantadas em verso e prosa não garantem o Olimpo no mundo dos negócios porque

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são, e serão, cada vez mais rapidamente copiadas. Em pouco tempo, concorrentes imitam inovações. "Tal premissa permite deduzir que a efetiva vantagem competitiva é conseguir perceber, antes dos outros, quando vai mudar a curva, quando vai mudar o comportamento. Eis a única vantagem competitiva duradoura. Todas as outras são efêmeras. E, ao contrário do que parece, a capacidade de se antecipar e agir rapidamente não demanda muitos recursos financeiros. Pelo contrário, é uma questão de organização das informações. Tem mais a ver com cabeça, mentalidade, comportamento do empresário do que com recursos financeiros" — esclarece. Acima de tudo, a capacidade de se antecipar e se adaptar a novas situações está relacionada ao eterno inconformismo que caracteriza os vencedores em qualquer arena empresarial ou esportiva. "É preciso aceitar o desafio do questionamento. É preciso acordar todo dia de manhã e perguntar: como posso melhorar o que estou fazendo hoje? Vontade e disposição são as grandes bases da inovação, não recursos materiais" — insiste.

Vossa alteza, a informação "A matéria-prima de qualquer decisão é a informação. Ou se tem informação ou a decisão vai ser lotérica, pode dar certo ou não. Quando o futuro tende a ser a conseqüência do passado e do presente, pode ser que só a experiência ajude. Mas se o futuro não é a continuidade do passado nem tampouco do presente, será necessário ter informações suficientes. Investir em informação é decisivo. E


vou insistir novamente: não custa caro. Basta que a empresa cuide dos dados que tem dentro de casa e que ficam jogados pelo chão" — alerta. Exemplo: "Lá pelas tantas o empresário observa que há um grande volume de determinada mercadoria parada. Aí olha para o gerente e pergunta: temos algum orçamento pendente desta mercadoria? Se cada orçamento fosse registrado, seria possível chamar os vendedores e dizer: moçada, estou dando 15% de desconto e os clientes têm uma semana para decidir se vão comprar. Mas sem a posição dos orçamentos é impossível tomar decisão" — ilustra. Moral da história: "Não é preciso contratar instituto fantástico para formatar o que se chama tecnicamente de sistema de informação. Basta organizar os dados que se tem em casa".

Mundo pequeno O axioma moderno segundo o qual deve-se pensar globalmente e agir localmente dá margem a erros de interpretação. "Não significa que todos tenham de exportar, embora vender para mercados externos seja desejável. Significa que é preciso estar ligado nos acontecimentos mundiais que influenciam diretamente o negócio. Você vai precisar

saber o que acontece do outro lado do mundo para competir com o chinês na Santa Ifigênia" — afirma, citando o endereço paulistano conhecido pelo comércio de eletroeletrônicos. "Não é preciso ir à China. Os chineses vêm brigar com você e, se não pensar globalmente, não vai saber o que fazer como eles."

Varejo encantador Especificamente sobre varejo, quem pensar apenas em vender vai se dar mal. Contradição? De forma alguma. "Há uma tendência clara, embora pouco difundida, de transformação de lojas em lugares agradáveis para permanecer. Na livraria Fnac pode-se comprar um livro e começar a lê-lo ali mesmo, no café instalado dentro da loja" — ilustra Minciotti. A tendência pode ser pouco difundida no comércio independente, mas virou lei no universo dos centros planejados de compras. Shopping Centers se transformaram em verdadeiros centros de lazer e entretenimento, com ampla programação de eventos e cursos para magnetizar o público.

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Ecoturismo ou Greenwashing?

reenwashing é um termo em língua inglesa usado quando uma empresa, organização não governamental (ONG), ou mesmo o próprio governo, propaga práticas ambientais positivas e, na verdade, possui atuação contrária aos interesses e bens ambientais. Trata-se do uso de idéias ambientais para construção de uma imagem pública positiva de "amigo do meio ambiente" que, porém, não é condizente com a real gestão, negativa e causadora de degradação ambiental. O greenwashing tem sido uma prática de gestão (nociva, diga-se de passagem) muito adotada por empresas ligadas a diversos ramos da atividade econômica (corporate greenwashing). Em brilhante artigo intitulado "Green is the colour of money" ( www.goodmagazine.com ), a jornalista norteamericana Amanda Witherell denuncia que empresas estão investindo dinheiro em iniciativas ambientais para encobrir ofensas do passado ao meio ambiente. Organizações não governamentais, mal intencionadas, praticam greenwashing para captação de recursos públicos ou privados, que posteriormente serão em boa parte desviados para aplicação em atividades ou empreendimentos causadores de degradação ambiental. Governos praticam greenwashing para seduzir cidadãos e determinar os rumos da economia. O greenwashing, diga-se de passagem, não se confunde com o greenmarketing. Greenwashing é termo pejorativo, e é nocivo ao meio ambiente. No turismo, o greenwashing tem sido usado como instrumento para iludir turistas. De fato, muitos escolhem destinos turísticos acreditando que estão participando de projetos respeitadores da natureza e dos valores culturais locais, quando, na verdade, estão apenas contribuindo para destruição do ambiente. Por

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por Thiago Cássio D'Ávila Araújo

exemplo, é muito comum vermos hotéis divulgados como meios de hospedagem ecológicos, por estarem inseridos em uma floresta, quando na verdade tais hotéis não têm um programa de hospedagem sustentável e contribuem para a degradação do ambiente.

Há prática de greenwashing Em alguns casos concretos, temos visto até mesmo desentendimentos, existentes entre secretarias municipais de Turismo, de um lado, e secretarias municipais do Meio Ambiente, de outro, que acabam por gerar a prática de greenwashing governamental, para prevalência da atividade econômica em detrimento da efetiva política de proteção ambiental. É um absurdo, mas é verdade: governos têm praticado greenwashing! Para combater essa praga que pretende macular os verdadeiros propósitos ambientalistas do desenvolvimento sustentável, na atividade turística é preciso que haja verdadeira compreensão, principalmente por cidadãos e órgãos fiscalizadores, do verdadeiro entendimento do que seja ecoturismo. O "ecoturismo" conhece várias outras denominações correlatas, tais como: turismo de natureza, turismo verde, turismo ecológico, turismo ambiental, turismo


de aventura, turismo de selva, turismo antropológico, turismo étnico e turismo rural. Importante é identificar que o ecoturismo se insere no contexto maior do "turismo sustentável", uma idéia propagada a partir do conceito de "desenvolvimento sustentável" advindo do Relatório Brundtland de 1987. No ano de 2002, eleito pela ONU como "Ano Internacional do Ecoturismo", e também ano no qual se realizaria a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável em Joanesburgo (como prorrogação da ECO-92), foi expedida, no mês de maio, a "Declaração de Québec", após discussão de representantes de 132 países que formaram a Cúpula de Especialistas em Ecoturismo. A Declaração de Québec reconhece que o ecoturismo a b r a ç a o s princípios do t u r i s m o sustentável, adere aos princípios de contribuição ativa para a conservação do patrimônio natural e cultural, inclui as comunidades locais e indígenas em seu planejamento, desenvolvimento e exploração, contribuindo para seu bem-estar, interpreta o patrimônio natural e cultural do destino para os visitantes, e melhor se presta a viajantes independentes ou circuitos organizados para grupos de tamanho reduzido. Assim é que o verdadeiro ecoturismo proporciona emprego e renda de forma sustentável à comunidade local. Para evitar maiores engodos, o Ministério do Turismo vem incentivando expedientes de certificação em ecoturismo. Aliás, a certificação de empreendimentos e pessoas inclusive está prevista no Plano Nacional de

Turismo (2007-2010). Sou um entusiasta da economia de mercado e da apropriação econômica dos bens ambientais como meio de crescimento. O importante, porém, é que tal crescimento se dê sob a ótica do desenvolvimento sustentável. Abrir os olhos para os males causados pelo greenwashing é um passo importante para consagrarmos a adequada utilização dos recursos ambientais, inclusive no turismo. O Planeta Terra, a economia mundial e o turismo internacional não aceitam mais a mera maquiagem. Ecoturismo é turismo com ética, essa sim uma bandeira que, levantada por empresas, ONGs e governos, trará os verdadeiros benefícios, inclusive econômicos. * É advogado, membro da Advocacia-Geral da União, consultor jurídico da Embratur em Brasília/DF e exprocurador do INSS e do Incra. Autor dos livros "Direito Agrário" e "Direito Ambiental", ambos pela Editora Fortium

Entrega em domicílio

de

DE TERÇA À DOMINGO

Pariquis, 1981-B (entre Serzedelo e Padre Eutíquio ) EDIÇÃO 68 [SETEMBRO 07]

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Empreendedorismo é viver alguns por Ricardo Jordão Magalhães uerida(o)Amiga(o), Nós vivemos em uma era onde os soldados são despedidos por perder um rifle, mas o general não é mandado embora porque perdeu uma guerra. A dramática falta de pessoas com disposição para liderar outras pessoas é um dos maiores problemas do mundo. Tão grave quanto a fome, a corrupção, os conflitos armados, as doenças, as drogas, a educação inadequada e o crescimento da população. O governo, as empresas, o condomínio onde você mora, as ONGs, as famílias, até Deus está procurando

Q

anos da sua vida como a grande maioria das pessoas não viveria, para que você possa viver o resto da sua vida como a grande maioria das pessoas não poderá

Como fazer o líder liderar? por líderes para usar. Você está disponível? Uma das perguntas que eu mais recebo por aqui é: "Ricardo, como fazer o meu líder liderar? Ele parece no mundo da lua, avesso ao que acontece na empresa, sem energia para corrigir o trabalho medíocre dos meus colegas. Ele não assume responsabilidades, alguns funcionários são complacentes mas ele não toma nenhuma decisão a respeito. Além disso, ele não demonstra nenhuma vontade em querer mudar muita coisa ou mesmo ganhar mais dinheiro e expandir a empresa. Às vezes eu não o culpo. Se eu tivesse o carro que ele tem, morasse na casa que ele mora, e tivesse o dinheiro que ele tem para viajar para fora do Brasil todos os anos, eu também não investiria o meu tempo como babá de gente grande. Infelizmente, tem pessoas aqui na empresa que precisam de babá para trabalhar. É uma praga. O cara só faz o que tem que ser feito se alguém estiver vigiando. É depressivo." A habilidade mais importante que um líder tem que ter - segundo o RH, não eu - é a tal da inteligência emocional. "Nenhum líder será bem sucedido se não estiver em dia com a sua habilidade de se relacionar com outras pessoas. O líder tem que saber escutar, compreender, servir" Blá blá blá. Eu penso que não. Pessoas ambiciosas e talentosas não querem um monge como executivo, mas um líder visionário rebelde e arrojado.

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Eu não quero um paizão como chefe, ou um tiozinho para quem eu possa abrir o meu coração, eu quero um empresário que aponta caminhos, cobra resultados e seja implacável com a moleza. Mesmo porque, é mais fácil inventar a bomba atômica do que ser especialista em entender o que passa pela cabeça das pessoas.

Deixe as pessoas um pouco de lado, foco no negócio! Crie um calendário de projetos que o funcionário terá orgulho em trabalhar. A vida bate-estaca não estimula ninguém. A empresa deve praticar um calendário de eventos fora-da-caixa para estimular a energia das pessoas. Exemplo: Janeiro, integração da equipe; Fevereiro, evento para cliente; Março, lançamento de um novo serviço, Abril, redesenho do escritório (mude o layout do escritório a cada dois anos), Maio, treinamento dos funcionários, Junho, atualização das máquinas, notebook para todos, rede wireless, blackberry; Julho, apresentações de resultados de todos; Agosto, nova versão do web site no ar; Setembro, lançamento de novo produto; Outubro, contratação de novos funcionários e troca de cadeiras; Novembro, novos clientes; Dezembro, novas tecnologias, formulação do plano de negócios, celebração, distribuição de lucros.


Fora com metas sonhadoras, baixe a bola, meça sua performance, tenha objetivos atingíveis. Ninguém conhece o potencial que tem. Quando você determina para si a meta de escrever um livro na vida, você está limitando o seu potencial, além de talvez nunca conseguir fazê-lo. Tenha o objetivo de escrever um parágrafo por dia. No final de cinco anos, você terá cinco livros, no final da vida, você terá escrito muito mais do que imagina. Quebre a meta do mês aparentemente inatingível - em pequenos objetivos que podem ser alcançados por cada funcionário. Nunca cobre alguém por algo que está fora do seu alcance. Ao invés de falar sobre a meta de vendas do mês, meça o aumento de receita e lucratividade no cliente X, Y e Z por vendedor; ao invés de falar sobre a meta de vendas de produtos, meça o mix de produtos por canal A, B e C. Meça tudo, número de visitas a clientes, número de devoluções de produto, utilização de serviços de crédito, tempo de entrega de pedidos, número de inovações de tecnologia, número de clientes estratégicos, participação dos novos produtos nas vendas totais, número de casos de sucesso com clientes etc etc etc. Muitos meses atrás, os meus amigos da Microsoft Brasil foram surpreendidos com a política do apagão das sete. Para estimular os seus funcionários a fazer algo além do trabalho, a empresa resolveu apagar as luzes do escritório as sete da noite. Na Microsoft, todos gostam de trabalhar além dos limites aceitáveis por outras pessoas. Se a liderança deixar, os caras são capazes de trabalhar até as sete da manhã! Por que isso acontece? Será que é porque os funcionários da Microsoft são submetidos a palestras mensais à lá Roberto (ARGH!!) Shinyashiki ou sessões semanais sobre (ARGH!!!) O Segredo? NÃO!!! Se depender dos funcionários da Microsoft, o tal do segredo vai continuar no segredo. O funcionário simplesmente não tem tempo para se desmotivar, pensar em besteira ou ficar com a mente vazia; existem projetos arrojados a serem implementados e índices de performance a serem atingidos. Corta essa de tentar criar um clima "legal" para trabalhar. Felizes são aqueles que tem orgulho do que fazem, são submetidos a projetos relevantes, e são comandados por pessoas de fibra e moral elevada. O resto chama-se mediocridade. Revele os segredos. Onde queremos chegar esse mês? O que está pegando? O que deve pegar? O que cada um dos funcionários tem que fazer para atingir os resultados? Quais são os projetos? Qual é a minha parte? Pare de viver na sociedade do medo. Os números devem ser revelados e compartilhados com TODOS os funcionários via e-mails, quadros na parede, blogs, treinamentos, intranets, reuniões, feedbacks 1-a-1. Comunicação é tudo. Pessoas

precisam de feedback para renovar suas energias. Onde estamos com relação ao plano inicial. 50% dos negócios não são fechados porque o vendedor não dá continuidade ao negócio. Ele faz uma visita mas não faz duas, ele faz duas, mas não faz a terceira que é necessária. As nossas empresas têm projetos parados por que não existe acompanhamento semanal ou diário sobre eles. Escolha uma ferramenta para não te deixar perder as coisas pelo caminho, e vá para cima. Use uma simples planilha com datas, nomes, recursos e verbas, o Project ou Outlook da Microsoft, o MindJet da MindManager, ou mesmo o caderno da Tilibra que tem o super-homem na capa. Qual é a minha responsabilidade, qual é a sua. Eu sei que você é gerente de marketing, mas quem é responsável pela captação de novos clientes? TODOS não é resposta, não dá para cobrar TODOS, eu quero saber QUEM. Eu sei que você é gerente de negócios, mas quem é responsável pelos novos negócios em velhos clientes ou velhos negócios em novos clientes? TODOS não é resposta, não funciona, não rola, QUEM é o responsável? Eu sei que você é gerente de vendas, mas quem é responsável pelo aumento do ticket médio dos pedidos? TODOS não é resposta, a coisa não anda, não flui, você já viu que não funciona, QUEM é o responsável por essa atividade?

Em uma empresa formada por líderes, liderada por visionários rebeldes e arrojados, as prioridades são: 1° - A Missão 2° - A Empresa 3° - A Equipe 4° - Você 5° - Os Clientes Você quer mudar o comportamento do seu chefe? Mude o seu. Seja você o líder que deseja que ele seja. Tenha um calendário de projetos, meça a sua performance, revele os seus segredos, me diga onde você está com relação ao seu plano inicial e qual é a sua responsabilidade na missão. NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA! QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você? *Um homem com uma missão E-Mail e Messenger: ricardom@bizrevolution.com.br EDIÇÃO 68 [SETEMBRO 07]

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a vingançados

por Ricardo Jordão Magalhães

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uerida(o)Amiga(o), Era muito fácil reconhecer um nerd na escola. O nerd era aquele menino esquisito, fechado e tímido que nunca beijou uma garota ou nunca jogou uma bola. Em dias normais, ninguém queria saber dos nerds, e os nerds não queriam saber de ninguém. Somente em dias anormais, aqueles com provas difíceis (todas), é que todo mundo queria sentar perto de um nerd para copiar as respostas certas das provas de matemática ou história geral. Os nerds, como o próprio nome diz, eram nerds. Eles falavam apenas sobre coisas nerdianas como o Tetris, o TK-80 e um tal de Apple 2. Eles achavam toda a graça do mundo em um tal de Nintendo, Atari e Basic, enquanto a turma mais popular da escola combinava quem ia ficar com quem na próxima festinha do pijama, embalada pela trilha sonora da novela das sete, gravada nas revolucionárias fitas cassete de sessenta minutos laranja e preta da Basf. Os anos passaram, as meninas mais bonitas da escola ficaram gordas, os galãs ficaram carecas, os nerds ficaram ricos. Os nerds que eu conheci na minha infância, já construiram pontes que unem cidades inteiras, desenharam softwares que seguram milhões de

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transações em bancos transnacionais, lançaram campanhas publicitárias que ganharam Cannes, venderam milhões de reais em mesas de operação de bancos, lançaram livros, tiveram filhos, se transformaram em verdadeiros galinhas atrás da mulherada. Os nerds mudaram o mundo, porque o mundo mudou, e quem vai dirigir (e já está dirigindo) esse novo mundo são os NERDS!


Blackberry, aprende a pronúncia de uma palavra no Dictionary.com, participa de web palestras, grava podcastings, mantêm um blog, O primeir o e levador surgiu participa de um site wiki, é produtivo com RSS, em 1857. Quase um sé controla as vendas da sua empresa do seu culo depois, em 1950, o elevador foi notebook, e obviamente, LÊ e RESPONDE eautomatizado . Em 1955, mails na velocidade da luz. mais de 1 mil hão de pessoa Qualquer empresa consegue sobreviver alguns s em todo o m u n d o ti n ham o em anos sem um plano de negócios formal, mas pr ego de ascensorista nenhuma empresa consegue fazer alguma coisa de elevador. HOJE, essa p r o fi s s ã o se não tiver um Microsoft Office instalado nas n ã o e x is te m a is ! A máquinas dos seus funcionários. Tecnologia, d epois da vida Qualquer rede de lojas de varejo encontrará na sua , é o maior presente de Deus. É a filial de comércio eletrônico a sua melhor loja de mãe da civilização, d varejo (vide Ponto Frio, Americanas e Livraria as artes e da s ciências. Abrace a tecn Cultura); qualquer call center de sucesso ologia como vo encontrará nos novíssimos sistemas de cê abraça a vida. A tecn ologia não is reconhecimento de voz o seu futuro reinventado; o la humano dos o ser problemas, m qualquer loja de revelação de filmes fotográficos as o fa z mergulhar m encontrará no armazenamento de imagens e fotoais profunda mente na livros virtuais a próxima grande novidade; qualquer gráfica off-set sabe que a impressão digital vai transformar o seu mundo de papel; o futuro é

O líder do futuro resolve os problemas de hoje com tecnologia Os humanistas vão dizer que eu tô viajando, mas, infelizmente, é a mais pura realidade: a Tecnologia vai destruir milhões de postos de trabalho humano nos próximos dez anos, e abrir, logicamente, milhões de novas oportunidades para quem abraçar as mudanças. Você e eu estamos assistindo a construção de uma nova realidade, goste ou não. Todo problema de negócio pode, deve e será eliminado com o uso da tecnologia. Eu quero um líder NERD! Eu quero um líder que abraça tecnologia. Eu quero um líder que encontra endereços no Google Maps, lê e-mails no

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brilhante para os CEOs, Presidentes e Diretores de empresas que colocarem o universo da tecnologia no TOPO da lista das coisas que tem para fazer HOJE. Eu quero líderes que enfrentam os problemas de negócios de frente, e perguntam: "Qual é a tecnologia que resolve esse problema? Quanto custa? O quê é preciso fazer para implementá-la? Quando a teremos rodando com carga máxima? Qual é o plano para que isso aconteça?". Se as vendas da sua empresa estão baixas, é porque demos pouca bola para as tecnologias de automação de vendas que estão disponíveis há tempos, às vezes, até compramos, instalamos, mas não a levamos a sério o suficiente, pagamos caro para implementar e tiramos pouco proveito; se o marketing não consegue medir o retorno sobre os investimentos feitos nas suas atividades, é porque o líder deu as costas para o projeto de implementação de CRM na empresa; se os funcionários estão desmotivados, é porque o líder fez pouco caso sobre essa história de automação da avaliação de desempenho, universidade corporativa com e-learning, portabilidade de máquinas, mobilidade de pessoas e redes wireless; se não sabemos o quanto perdemos de dinheiro com o estoque de produtos que temos, é porque achamos "caro demais" essa história de business intelligence; se batemos cabeça, é porque fizeram sobre 152 empresas que cresceram dois esse tal de ERP não é prioridade. dígitos nos últimos dez anos. O resultado é Beleza, quebra! Toda empresa que despreza NERDIANO! 61% dos líderes dessas empresas tecnologia merece quebrar. Todo líder que vira as responderam que a raz��o do seu costas para as novas tecnologias merece crescimento está ligado ao fato Se as vendas da ser despedido. d e e s t a r e m Dias atrás, a CDW e a sua empresa estão baixas, profundamente O'Keeffe & Company envolvidos em d o s E U A , é porque demos pouca bola todas as decisões apresentaram os para as tecnologias de automação sobre tecnologia, resultados de um 59% desses estudo recente que

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líderes se consideram power users de tecnologia, 73% desses líderes se consideraram verdadeiros NERDs! 44% considera tecnologia como um investimento estratégico capaz de diferenciá-los no mercado, 35% vê tecnologia como uma maneira de vencer os maiores competidores e reter os melhores funcionários, daí a importância de estarem sempre escolhendo as melhores tecnologias disponíveis para assegurar que os funcionários possam realizar o trabalho que tem que ser feito da melhor maneira possível. A guerra dos negócios hoje em dia não é entre os mais famosos e os menos famosos. As pessoas não compram os produtos mais famosos e as empresas não fazem negócios com as empresas mais famosas, as pessoas e as empresas fazem negócios com os melhores do mundo. No fim do dia, nós compramos os melhores, não os mais famosos.

Enquanto a turma simpática, ligada no populacho e cheia de empatia, fica famosa e não passa da média, seja um menino esquisito, fechado e tímido, mergulhe nas soluções dos problemas mais difíceis do mundo, nem que isso te custe alguns anos da sua juventude. QUEBR A TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você? Um Nerd com muito orgulho! ricardom@bizrevolution.com.br

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Camillo Vianna

SEMANA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - JUNHO /1986

Toque de Funeral para a Amazônia Brasileira quase impenetrável barreira de silêncio que sempre separou a Amazônia brasileira do restante do território nacional, não vem permitindo que o povo do nosso país, a não ser ocasionalmente, tome conhecimento da criminosa agressão a que o meio ambiente amazônico vem sendo submetido. Em pouco mais de duas décadas, o sonho longamente acalentado da integração da região, vem se transformando em verdadeiro pesadelo. Tudo o que se fez em nosso país, em termos de agressão à fauna e flora, desde o Descobrimento, parecerá brincadeira de criança, quando a violentação ambiental e humana, apenas iniciada, alcançar seu apogeu. É quase inconcebível que se tenha que esperar mais cinco séculos para integrar, a ferro e fogo, aquilo que seria o Futuro Celeiro do Mundo. É inacreditável, que um dos maiores rios do mundo, que é o Trombetas, seja poluído por lama de lavagem de bauxita, que está escapando do Lago do Batata, um dos mais pródigos da região, já desativado. A colonização se transformou em um verdadeiro pandemônio, e a destruição da natureza vem sendo processada a qualquer nível, social, econômico e cultural. Não se conhece nenhuma providência concreta para impedir a destruição do meio ambiente amazônico. Basta lembrar que em 1984, foram exportados pelo porto

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de Belém, o equivalente a 83 milhões de dólares americanos em madeira e nenhuma árvore sequer foi replantada. A destruição de milhares de castanheiras, árvore protegida por lei, é uma constante nas áreas de ocorrência dessa excelente fonte de produção de alimentos e dólares como é o caso do pródigo Polígono dos Castanhais em Marabá, que começou a ser devastado. Milhões de hectares de mata vem sendo destruídos para a instalação de pastagens e a carne bovina é exportada, ficando cada vez mais distante da mesa do amazônida e do brasileiro. Não são conhecidos projetos que visem à preservação da fauna e da flora, ao mesmo tempo em que o desperdício representa nível de alta corrupção, nunca acontecidos por estas paragens. Somente na região do Projeto Grande Carajás estão sendo aprovados nove pólos siderúrgicos, que utilizarão 1,1 milhão de toneladas/ano de carvão vegetal, o que dará ao nosso país, o 1º lugar em devastação da natureza em todo planeta. Deus salve a Amazônia! Ainda haverá tempo! Camillo Martins Vianna Presidente da SOPREN * A partir do encarte no Boletim da SOPREN distribuído para toda a Amazônia Clássica.

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E-mail: serpan@amazon.com.br

Sérgio Pandolfo

TROVAS BELENENSES m edições anteriores de Pará+ publicamos seletas de trovas que tiveram como temas, o Círio (Trovas Cirianas), a Amazônia (Trovas Amazônicas) e o nosso Estado (Trovas Parauaras). Desta feita a temática prima é Belém, a bela capital paraense (ou coisas/gentes a ela ligadas), a Metrópole da Amazônia, com suas feições peculiares, algumas mesmo únicas. Nas oito trovas (que já se disse serem o “quarteto mágico” da poesia) escolhidas, um pouco da Belém de todos nós.

E

Ver-o-Peso de Belém é o mais completo cartão postal que retrata bem seu povo, cheiros e chão

Belém tem muito pra ver Ver-o-Peso, Ver-o-Rio. Presépio, que a viu nascer, Onze Janelas, o Gio

Uma mangueirinha a mais nunca é demais pra Belém; vai crescer como outras tais, sombrear, nos fazer bem.

Filho do Triunfo e Glória, o Leão Azul do Norte sempre estará na memória como o melhor, o mais forte

Sou a mangueira que Landi trouxe pra cá da Bahia, Lemos, cum tom que resplande, Belém depois cobriria.

Papão é filho do Remo na origem, no esporte; na baía, pebol, não temo: o Leão vai lá e... morte!

A Virgem de Nazaré é do Pará a rainha pro parauara ela é a sua doce mãezinha

Em Belém, ao que se veja, com música ao vivo a mil, espeto e boa cerveja, somente no Belém Grill.


e d s e õ r d a .” s i a L m s ca n u O an r t n o c en e s o N ã n ido

O P M E T

“O

erd p o p tem

1. Interrupções: significa que você tem valor, amigos ou detém informações de interesse dos outros. As interrupções acontecem por telefone, e-mail ou visitam você pessoalmente. Para reduzi-las: - aprenda a dizer NÃO e seja firme; - atenda às pessoas em pé; - mantenha a porta da sala fechada; - continue escrevendo enquanto atende alguém; - filtre telefonemas e e-mails; - evite ser receptivo a visitantes inesperados; - retire ou desloque cadeiras da sala dificultando a acomodação de terceiros; - use as palavras mágicas: desculpe-me, por favor e por gentileza. 2. Comunicação Deficiente: ocorre quando responsabilidades e autoridade não estão definidas com clareza na empresa ou quando há subordinados em excesso. A posologia consiste em: - defina com clareza metas e objetivos; - determine responsabilidades e atribuições; - utilize linguagem simples, concisa e sem ambigüidades;

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in) l k ran F n i am j n (Be

por Tom Coelho

o mundo corporativo, há uma legião de ladrões de tempo, os chamados desperdiçadores. Eles agem sorrateiramente, reduzindo sua eficácia, comprometendo suas metas, causando-lhe até mesmo stress. Veja a seguir os principais fatores mapeados e se estão presentes em sua vida. - na dúvida, pergunte: procure fazer certo na primeira vez; - forneça informações seguras para permitir tomada de decisão consistente e ação imediata; - lembre-se de que a regra de ouro chama-se delegar. 3. Reuniões: muitas são desnecessárias e agendadas sem critério. Duram muito tempo, tornam-se evasivas e não geram resultados. Para torná-las produtivas: - agende as reuniões com antecedência; - convoque apenas as pessoas diretamente envolvidas com o tema;


- defina a pauta e comunique a todos com antecedência; - determine horário de início e término; - mantenha a pauta e busque a objetividade; - não permita interrupções externas e mantenha celulares desligados; - promova debates, tire conclusões, tome decisões e determine como agir; - faça ata ou memorando com resumo da reunião constando a assinatura dos participantes; - faça reuniões curtas em pé. 4. Telefone: imprescindível na vida moderna, constitui-se no maior vilão das interrupções e, por conseguinte, numa das fontes mais significativas de desperdício de tempo. Algumas dicas: - reserve horários para fazer e receber ligações; - relacione os telefonemas a serem feitos em ordem de prioridade; - prepare-se para cada uma das ligações, munindo-se previamente de informações; - identifique-se no início da ligação – as pessoas não são obrigadas a reconhecer sua voz; - deixe recados claros e concisos; - concentre-se em ouvir a pessoa com quem estiver falando, evitando desviar a atenção;

- nunca prometa retornar uma ligação se estiver despreparado para tal ou não desejar fazê-lo; - nada de desculpas ou mentiras: use da honestidade dizendo que não pode atender naquele momento; - encerre suas conversas com cortesia, porém com objetividade. 5. Celular: na mesma proporção em que agiliza as comunicações, também atua como agente de interrupções, invadindo inclusive sua privacidade. Sugestões para otimizar seu uso: - desligue o aparelho quando estiver em reunião ou realizando tarefa que exija concentração; - mantenha-o em vibracall para atender urgências; - utilize o olho mágico para selecionar as ligações que merecem ser atendidas; - recolha mensagens na caixa postal duas vezes por dia e retorne as ligações em horários prédeterminados; - grave uma mensagem personalizada no correio de voz; - considere a possibilidade de habilitar um segundo aparelho apenas para emergências, mas divulgue o número com seletividade; - evite atendê-lo quando estiver em casa. 6. E-mail: substitui o telefone com objetividade. Entretanto, quando utilizado sem critério, torna-se fonte de interrupções, mal-entendidos e até disputas judiciais. Formas de gerenciá-lo: - instale um serviço anti-spam; - baixe suas mensagens no máximo quatro vezes por dia em horários pré-definidos; - responda de imediato as mensagens recebidas e determine um tempo para fazê-lo; - utilize o subject (assunto) para classificar as mensagens;

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- organize pastas diversas para arquivamento; - crie regras de mensagens; - tenha uma assinatura eletrônica; - utilize um corretor ortográfico. 7. Internet e Intranet: são instrumentos importantes para acelerar a comunicação e busca de informações. Mas vale lembrar que, às vezes, pode ser mais eficiente caminhar até a estação de trabalho de seu colega. Além disso: - avalie de maneira criteriosa o uso da intranet e de comunicadores como ICQ e Messenger; - tal qual o telefone e e-mail, seja seletivo e coerente no envio e recebimento de mensagens; - atenção com os sites navegados em virtude do risco de vírus e spys (programas espiões); - solicite suporte ao responsável pela manutenção da rede caso note alguma irregularidade; - deixe de assinar ezines e não autorize a divulgação de dados seus ou da empresa. Decerto há outros

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fatores de desperdício de tempo que poderíamos relacionar. Mas atentando para estes sete aspectos, é certo que sua produtividade pessoal aumentará. E esteja sempre a postos para a ocorrência de imprevistos. Eles são imponderáveis, por isso, deixe espaço em sua agenda para contratempos. Planeje seu dia e sua vida tendo em mente: “e se...”. *Com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, é consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting, Diretor Estadual do NJE/Ciesp e VP de Negócios da AAPSA. tomcoelho@tomcoelho.com.br


Serviço Florestal abre consulta pública para propostas nas concessões florestais

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stá aberta na página eletrônica do Serviço Florestal Brasileiro uma consulta pública sobre os indicadores que definirão as melhores propostas nas concessões florestais. Esses indicadores são exigência da Lei de Gestão de Floresta Pública para serem utilizados nos processos de licitação que combinam melhor preço com critérios técnicos. Sugestões podem ser enviadas pelo e-mail: info@florestal.gov.br. A consulta será feita apenas pela internet. Interessados podem conhecer a tabela com os indicadores pela internet até o dia 21 de setembro no sítio do Serviço Florestal: www.florestal.gov.br. Esses critérios levam em consideração quatro fatores: menor impacto ambiental, benefício social, eficiência no uso dos recursos florestais e agregação de valor. Para que esses critérios sejam efetivos, a Lei exige que indicadores claros e mensuráveis sejam estabelecidos para cada um desses Tasso Azevedo, diretor-geral quatro critérios. Os do Serviço Florestal Brasileiro indicadores poderão ser

usados para eliminação, classificação ou bonificação (desconto no preço durante a execução do contrato de concessão, de acordo com a performance do concessionário). Por exemplo, no critério benefício social, foi sugerido o indicador "número de empregos decorrentes da concessão". Já no critério impacto ambiental, foi proposto o indicador "Implementação de programas de conservação da fauna". "Essa discussão é importante porque esses indicadores definirão as propostas vencedoras nas licitações para concessões florestais", garante Tasso Azevedo, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro. "Trata-se de uma inovação da Lei de Lei de Gestão de Florestas Públicas, uma vez que na seleção das melhores propostas, os critérios técnicos terão sempre peso maior do que o critério preço", conclui Tasso.

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ÀS MULHERES

Como evitar

a

depressão

t

por Maria Marini*

odas sabemos que há problemas que não desaparecem de um dia para o outro. Mas tal não significa que nos molestem eternamente. Sugerimos-lhe estas ideias para que, dentro de si, comece a mudar situações ou estados de espírito negativos. Leia, medite e aplique no diaa-dia. Verá que vai pelo bom caminho! Não acumule problemas, enfrente-os. Não coloque sobre seus ombros todas as responsabilidades. Não alimente grandes expectativas. Não se isole. Exercite-se fisicamente. Busque companhia. Faça novas amizades.

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Pare de ser irracional. Perceba seus pontos fortes. Entre em contacto com suas falhas. Estabeleça prioridades. Evite relacionamentos negativos. Aprenda a dizer não. Procure gerir melhor o seu tempo. Descarregue suas emoções. Crie e tenha novos objectivos. Lembre-se: "O seu momento é agora!” *Psicóloga


BELÉM 01 a 16/10

SETE

Festival Internacional de Ópera da Amazônia Theatro da Paz 20h FONE: (91) 4009-8707

MBR

O

S U

CASTANHAL 02 a 09

CURRALINHO 13 a 16

Feira Agropecuária de Castelo Branco Agrovila Castelo Branco FONE: (91) 3721-2475 funcast@castanhal.pa.gov.br

XI Festival do Açaí Arena do Festival do Açaí FONE: (91) 3633-1404 / 3212-6565 FAX: (91) 3212-6565 pmcurralinho@hotmail.com

JACUNDÁ 14 a 16

ALTAMIRA 15 e 16

FEICAJ - Feira da Industria, Comercio e Artes de Jacundá Estádio Mulatão FONE: (94) 3345-1430 FAX: (94) 3345-1183

ORIXIMINÁ 15 e 16 Torneio Oriximinaense de Pesca Esportiva Lagos do Médio Rio Trombetas e Lago do Salgado no Rio Guamá FONE/FAX: (93) 3544-2072 sematur.pmo@bol.com.br

SALINÓPOLIS 16 e 17 Torneio de Pesca Esportiva da Galdina Vila da Galdina pmsturismo@hotmail.com

XIII Festival do Tacacá Instituto Maria de Mattias FONE: (93) 3515-1331 FAX: (93) 3515-3188

BELÉM 16 e 17 II Maratona Aquática Internacional (Belém Swim Maratona) Rio Guamá e Baia do Guajará FONE: (91) 3201-2300 FAX: (91) 3201-2319 www.seelpara.com.br

GOIANÉSIA DO PARÁ 17 Romaria da Libertação Memorial de Elineuza e Elizabete FONE: (94) 3779-1279 FAX: (94) 3779-1303 gabinete@goianesia-pa.org

SANTARÉM 13 a 17 Sairé Praça do Sairé FONE: (93) 3527-1171 / 9656-4041 FAX: (93) 3523-2434 secretario@netsan.com.br semtur@netsan.com.br

BREVES 15 a 30 Bregafó Danceteria Papy Dance Clube FONE/FAX: (91) 3783-1566

CURUÇÁ 16 Círio de Nossa senhora do Rosário Principais ruas da cidade FONE: (91) 3722-1196 FAX: (91) 3722-1569 tizaturcuruca@hotmail.com

MELGAÇO 17 a 29 Festividade de São Miguel Arcanjo Praça Matriz FONE: (91) 3637-1353 FAX: (91) 3637-1295 mai123@click21.com.br

BELÉM até 31 Prêmios “Professor Samuel Benchimol” e “Medalha do Conhecimento” Inscrições www.basa.com.br FONE: (91) 4008-3415

BOM JESUS DO TOCANTINS 14 a 16 9ª Grande Cavalgada Fazendas da região FONE: (94) 3341-1150 / 9149-8014 secultbjt@hotmail.com

CASTANHAL 15 e 16 Festival do Abacaxi 2 Agrovila Boa Vista FONE: (91) 3721-2475 funcast@castanhal.pa. gov.br

FLORESTA DO ARAGUAIA 16 a 30 Festa do Peão Sede do município FONE/FAX: (94) 3432-1305 www.pmflorestadoaraguaia.com.br

PEIXE BOI 17 Círio de Nossa Senhora de Fátima Principais ruas da cidade FONE: (91) 3821-1145 FAX: (91) 3821-1177 leilapst@yahoo.com.br


PARAUAPEBAS 18 e 19

SETE

Exposição do Comercio e Industria de Parauapebas Parque de Exposição de Parauapebas Associação Comercial e Industrial de Parauapebas FONE: (94) 3346-0311

MBR

REDENÇÃO 21 e 22 Redenção Folia Espaço Cultural FONE: (94)3424-1850 / 3491-0482

BELTERRA 27 Festival do Tucunaré Rio Tapajós FONE: (93) 3558-1178

BELÉM 17 a 24/10 Corrida do Círio Inscrições TV Liberal, Av. Nazaré, 350 09hs as 18hs (segunda a sexta) www.orm.com.br/corridadocirio

O TUCURUÍ 21 a 23

TUCUMÃ 22 e 23

XVII Festival do Tucunaré Escadarias da Rua Santo Antônio FONE: (94) 3787-2838 / 3787-2822 / 3787-3880

Prova de Laço em Dupla Parque Selva de Pedras FONE: (94) 3433-3362

BARCARENA 28 a 30 XXVII Festival do Abacaxi Centro de Exposição Cultural Maria Siqueira dos Santos Dias FONE: (91) 3753-1751 FAX: (91) 3753-1717 seculd@vco.com.br

BELÉM 17 Escola de Verão Internacional na Amazônia 2007 UFRA Fone: (91) 3210-5184 www.ufra.edu.br

BELÉM 19

BELÉM 28

Duo de Flauta e Piano Flautista Fabrício Aleixo e Pianista Verena Bechimol Igreja de Santo Alexandre às 20hs

XI Feira Pan-Amazônia do Livro HANGAR - Centro de Convenções da Amazônia FONE: (91) 4009-8715 imprensasecult@gmail. com

BELÉM 11 a 13 Encontro Nacional de Cultura Estação das Docas Inscrições: (91) 4005-9529 www.sesc-pa.com.br

BELÉM 21 IX Festival da Canção Mariana Inscrições Centro Social de Nazaré FONE: (91) 3222-4470

BELÉM 1/10 a 7/10 Exposição “Nazaré de Todos Nós” Shopping Iguatemi FONE: (91) 4009-8715 imprensasecult@gmail.

IGARAPÉMIRI 20 a 23 Feira do Açaí Centro Cultural FONE: (91) 8142-7389

SÃO FRANCISCO DO PARÁ 26 a 04/10 Festividade de São Francisco de Assis Praça Matriz FONE: (91) 3774-1384 FAX: (91) 3752-1103

BELÉM 23 a 15/11 Taça O Liberal de Futebol de Rua Inscrições prorrogadas 07 a 16/09 FONE: (91) 3246-1317 / 3228-1891

BELÉM 21 “Exposição Nazaré de Todos Nós” Galeria Findanza FONE: (91) 4009-8715 imprensasecult@gmail. com

BELÉM Setembro a dezembro Mostra “A Luz do Sol” Programação paralela, da qual constarão seminários, palestras e oficinas Casa das Onze Janelas FONE: (91) 4009-8715 imprensasecult@gmail.com


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CERPA. AGORA, AINDA MAIS GOSTOSA!

EMPRESA INCENTIVADA PELO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ


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