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Panrotas 1.551 - Edição Especial 20º FÓRUM PANROTAS 2023

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ANO 31 | 1.551 | 6 a 12 de março de 2023

www.panrotas.com.br

22 a 28 de agosto de 2022 — PANROTAS

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ÍNDICE

ANO 31 | 1.551 | 6 A 12 DE MARÇ0 DE 2023 | www.panrotas.com.br | R$ 11,00

Página 06

Editorial - O que nos transforma?

Página 14

Página 142

As empresas que mais venderam aéreo internacional em 2022

Viaje pelos 20 anos de Fórum PANROTAS

Página 150

Página 88

Página 154

Página 92

Página 158

Página 96

Página 162

Página 100

Página 164

O que você tem feito para transformar a vida de seus clientes? O “biscoito fino” do Turismo brasileiro, a Embratur e a Abear Agências e Abav mudaram 100% em 20 anos Sua História - Viviane Pio e a hora certa

Eventos resilientes e com propósito Que o Nordeste siga a evolução dos últimos 20 anos A linha do tempo das conquistas do Turismo LGBT Para abandonarmos de vez a tal da síndrome do impostor Como os cruzeiros evoluíram nas últimas duas décadas

Página 108

Como a colaboração é capaz de revolucionar o agenciamento

Página 112

O G4 da Consolidação e sua história

Página 116

A transformação do corporativo gerada pelo avanço da tecnologia

Página 120

Hotelaria - BWH Hotel Group traça panorama do cenário hoteleiro atual

Página 126

PRESIDENTE

José Guillermo Condomí Alcorta GESTÃO José Guilherme Condomí Alcorta TECNOLOGIA Ricardo Jun Iti Tsugawa EDITORIAL Artur Luiz Andrade

Quatro perguntas aos líderes da indústria de Turismo e Hotelaria

Página 136

Como está sua capacidade de reconhecer o outro?

Página 138

Quando o luxo se compromete com a transformação Media Partner

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Parceria Estratégica


ESPECIAL FÓRUM PANROTAS — 6 a 12 de março de 2023

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EDITORIAL

O QUE NOS

TRANSFORMA?

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efinitivamente as experiências. E entre elas a habilidade e o hábito de escutar, dialogar e debater ideias. Trocar. E a partir daí filtrar, refletir, analisar, deixar ficar o que for mais relevante. Nem que seja a dura realidade se mostrando à nossa frente sem qualquer... filtro. O Fórum PANROTAS nasceu, em 2003, para que os players do Turismo debatessem, juntos, o seu futuro e as tendências do setor. Até então, os eventos onde havia alguma interação de ideias se limitavam a forçar embates entre dois lados, como agências de viagens x empresas aéreas ou cruzeiros marítimos x resorts. Na virada do milênio o Turismo brasileiro precisava se transformar e essa foi a nossa contribuição (ou uma delas) para essa nova trilha da indústria. Nos transformamos como queríamos, sonhávamos ou planejávamos? Ninguém previu uma pandemia, mas algumas quebras de companhias aéreas estavam mais que na cara, não é mesmo? A bolha da virada do milênio se repetiu outras vezes e alguns aprenderam, outros caíram no

mesmo golpe. Para se transformar, falta registrar tudo na memória e não apagar e esquecer e vida que segue. A vida segue e mas com cicatrizes, tatuagens, rugas, marcas do tempo e das experiências. O que nos transforma? Em primeiro lugar o desejo de mudar. Estar aberto. Sair da bolha. Em segundo, a necessidade. Que muitas vezes vem ligeira, sem pedir licença. A terceira opção, a mais dolorida, é a mudança causada por fatores externos, que vão desde uma pandemia até a chegada de uma nova tecnologia. Nesse caso, é preciso estar atento, forte, preparado. A transformação goela abaixo pode matar. Ou te deixar muito infeliz, lembrando de como era “feliz” e não sabia. O que nos transforma? Não temos todas as respostas. Mas muitas delas (ou muitos caminhos) estão aqui, na frente de vocês: no Fórum PANROTAS 2023, nessa edição especial da Revista PANROTAS, na repercussão do evento nas redes sociais e no Portal PANROTAS, na troca e no diálogo entre os participantes. Bom Fórum PANROTAS a todos. Boas transformações. n

Artur Luiz Andrade Editor-chefe e Chief Communication Officer da PANROTAS artur@panrotas.com.br

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PATROCINADO

UM MATO GROSSO DO SUL

PARA CADA DESBRAVADOR

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xistem destinos surpreendentes em Mato Grosso do Sul, além de Pantanal e Bonito/Serra da Bodoquena. O Estado tem regiões de belezas naturais inacreditáveis e que ainda são pouco conhecidas como, por exemplo, a arte rupestre encontrada em sítios arqueológicos milenares, principalmente na região turística Rota Norte, nas cidades de Rio Verde, Costa Rica e Alcinópolis. Lá também é lugar de esportes de aventura, de um incrível visual que pode ser visto de cima dos morros, com direito a um pôr do sol cinematográfico, paisagens naturais surreais e plantas raras. Mato Grosso do Sul é um dos principais pontos de pesca de água-doce do País. Atrai milhares de turistas e pescadores amadores que buscam suas águas piscosas, como as dos rios Coxim, Taquari, Jauru, Piquiri, Sucuriú e Paranaíba, além dos rios da região do Pantanal. Passagens históricas do Brasil, como a Guerra do Paraguai, também aconteceram no Mato Grosso do Sul. Na região de fronteira, as opções de lazer vão desde o Turismo de compras a passeios em atrações urba-

nas como no Museu da Erva Mate em Ponta Porã, na fronteira seca com o Paraguai. Tudo isso aliado a cultura, gastronomia e preservação ambiental. Ofereça Mato Grosso do Sul a seus clientes. O Estado é o destino perfeito para a próxima viagem de todos os tipos de desbravadores! n ESPECIAL FÓRUM PANROTAS — 6 a 12 de março de 2023

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PATROCINADO

UNITED AIRLINES INCENTIVA PAUTAS SOCIAIS E AMBIENTAIS PARA FUTURO MAIS SUSTENTÁVEL E DIVERSO

1ª edição do Girls in Aviation Day no Brasil

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United Airlines é uma companhia aérea global, guiada pelo propósito de conectar as pessoas e unir o mundo. E, olhando adiante, querem chegar ainda mais alto: estão comprometidos em fazer a sua parte para que os ambientes de trabalho – e as comunidades que servem – sejam mais diversos, equitativos e inclusivos. JORNADA EM DIVERSIDADE, EQUIDADE E INCLUSÃO Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) fazem parte do DNA da United Airlines. A abordagem à DEI é essencial para uma cultura forte e uma grande vantagem competitiva. O objetivo da United é ser líder global em DEI e continuar trabalhando para garantir que as pessoas, políticas e processos representem os clientes e as comunidades atendidos em seus voos. APOIO À COMUNIDADE LOCAL Nos últimos anos, a United reforçou o apoio à comunidade local com o patrocínio de instituições e eventos que dis8

cutem e promovem ações para a transformação da sociedade. Confira abaixo alguns deles: Vozes das Periferias A United se juntou ao Vozes das Periferias no objetivo de democratizar oportunidades nas favelas e periferias. O Vozes das Periferias trabalha para: • Inserir jovens no mercado de trabalho; • Capacitar jovens para atuar em diversas áreas; • Atender crianças, jovens e adultos em atividades de esporte, cultura, qualificação profissional, empregabilidade, comunicação e ações humanitárias. O Vozes das Periferias realizou o 1º evento de captação de recursos em Nova York e a United foi a companhia aérea parceira que transportou os representantes do Vozes para o evento. O Vozes também foi parceiro da United na 1ª edição do Girls in Aviation Day no Brasil, evento que reuniu meninas adolescentes entre 14 e 18 anos, selecionadas pela instituição, cujo objetivo é educar e apresentar às meninas as muitas possibilidades de carreira em áreas relacionadas à aviação.

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PATROCINADO

Women On Top A United é a companhia aérea oficial do maior encontro de CEOs e alta liderança feminina de negócios da América Latina, evento anual que reúne mulheres presidentes de empresa e da alta liderança executiva do Brasil e da América Latina para debater temas atuais de empoderamento feminino. Conferência Empresarial ESG Racial A United Airlines patrocinou a 1ª Conferência Empresarial de ESG Racial, em 2022, evento realizado pelo Pacto de Promoção da Equidade Racial. Durante dois dias, painéis formados por CEOs de grandes empresas, autoridades nos temas referentes a racismo estrutural, indicadores ESG, diversidade e inclusão discutiram e trocaram experiências e informações atualizadas sobre o protocolo ESG Racial e sua aplicação na prática.

Onçafari Instituição criada para promover a preservação e a conservação das espécies e do meio ambiente. O Onçafari atua em seis frentes de trabalho (Ecoturismo; Ciência; Educação; Reintrodução; Social; Florestas), todas com objetivo majoritário de conservar a biodiversidade e desenvolver economicamente as regiões nas quais estão inseridos.

Edu Fragoso

COMPROMISSO AMBIENTAL A United assumiu o compromisso de ser 100% verde, eliminando as emissões de gases de efeito estufa até 2050 sem contar com as compensações de carbono tradicionais. Para chegar lá, a United tem investido agressivamente em investimentos estratégicos para produção de SAF (Sustainable Aviation Fuel), que é o Combustível Sustentável de Aviação, tecnologias revolucionárias, incluindo a captura de carbono, motores elétricos a hidrogênio, aeronaves regionais elétricas e táxis aéreos. Além disso, a United investiu em mais produção de SAF do que qualquer outra companhia aérea no mundo. No Brasil, a United iniciou o apoio a instituições que trabalham pela conservação ambiental e em iniciativas que promovem o debate e as ações urgentes em sustentabilidade. São elas:

Jacqueline Conrado, country manager da United Airlines no Brasil

Brazil Climate Summit A 1ª edição do evento, que aconteceu em Nova York, reuniu grandes marcas e representantes de diversos setores para discutir a urgência de ações em sustentabilidade. A United foi a única companhia aérea presente e patrocinando o evento, e a Country Manager do Brasil, Jacqueline Conrado, participou do painel “Pathways to decarbonize hard to abate sectors”. Saiba mais sobre o compromisso da United em sustentabilidade: united.com/100green n ESPECIAL FÓRUM PANROTAS — 6 a 12 de março de 2023

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PATROCINADO

INOVAÇÃO: A PALAVRA DA VEZ NA VP

Renato Alves e Renato Kido, os sócios e diretores da ViagensPromo

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o mundo atual, cada vez mais volátil e incerto, ressignificar atitudes é primordial para o sucesso. Basta desacelerar o ritmo do trabalho por um segundo, analisar o mercado e refletir. Tudo mudou. Você mudou. Nós mudamos. A forma como nos relacionamos também mudou. Foi-se o tempo em que a sua jornada de compras passava apenas pela “Lei da oferta e da demanda”, onde apenas o preço e o produto desejado importavam. Hoje, a percepção de valor agregado em cima de produtos e serviços está muito mais latente e visível aos nossos olhos, seja você consumidor ou vendedor. Por isso, ter apenas bons produtos à disposição não é mais garantia de sucesso. O caminho das pedras está, indubitavelmente, na construção de relacionamentos sólidos com as suas bases. Um bom exemplo disso é a ViagensPromo. Desde a sua estreia no mercado, há quase 5 anos, a empresa tem exercitado a sua vocação natural para servir e auxiliar ao constituir laços fortes, concisos e

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duradouros com os agentes de viagens. Durante a pandemia, um dos períodos mais desafiadores da história recente da humanidade, poucas empresas tiveram a coragem necessária para antecipar de imediato o processo de reembolso das viagens canceladas pela situação epidemiológica. Na concorrência, o prazo estipulado pelo governo foi seguido à risca. O ato de se manter firme ao lado dos agentes de viagens, os grandes responsáveis por fazer rotacionar as engrenagens do Turismo, se tornou um dos pontos chaves na história recente da empresa. Ali, o mercado pôde comprovar que os valores defendidos pela VP, de prezar sempre pelo atendimento humanizado, não eram da boca para fora. No fim das contas, ater-se a sua própria personalidade e construir narrativas que conversem com o seu público parecem ser até mesmo mais importantes que a venda direta. Confiança não se compra. Se conquista. E partindo desse pressuposto, a inovação é só uma questão de tempo. n

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Edu Fragoso

CONFIANÇA QUE GERA INOVAÇÃO!

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PATROCINADO

A EVOLUÇÃO DO B2B DA CVC CORP NA CONEXÃO COM AS AGÊNCIAS DE VIAGENS

Através do B2B, 12 mil agências se conectam com 90 empresas aéreas do mundo, 13 mil hotéis e resorts, 17 locadoras, 22 companhias marítimas, 45 parques e outros 735 fornecedores de viagens Rodrigo Sienra, diretor geral B2B da CVC Corp

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B2B da CVC Corp, canal 100% dedicado às agências de viagens parceiras da RexturAdvance, Trend, Visual, Esferatur e Multimarcas CVC, registrou R$ 4,4 milhões em reservas confirmadas de janeiro a setembro de 2022, o que significa aumento de 76% em relação ao mesmo período de 2021. Rodrigo Sienra, diretor geral do B2B da CVC Corp, conta sobre esse que é o melhor momento da unidade de negócios do grupo, e as inovações e ampliação de ofertas e serviços às agências. QUAIS AS PRINCIPAIS EVOLUÇÕES QUE O B2B FEZ NO ATENDIMENTO ÀS AGÊNCIAS PARCEIRAS PÓS-PANDEMIA? Tivemos um período crítico, que já foi superado, com a pandemia. O mercado B2B voltou com demanda forte, nossos clientes estão confiantes, a nossa equipe foi reestruturada com pratas da casa e profissionais de mercado para fortalecer o atendimento, e a nossa capacidade de atendimento voltou ao patamar de qualidade, com todas as chamadas sendo atendidas em até 30 segundos de espera e ainda o apoio do núcleo 24 horas. QUAIS AS ENTREGAS RECENTES MAIS RELEVANTES DO B2B? Tivemos muitas entregas importantes, todas voltadas à experiência do agente de viagens. Modernizamos nossa central de atendimento, integramos sistemas operacionais e de back-office para facilitar o pós-venda das agências. Além disso, lançamos o ConecTaaS, plataforma para integração de APIs que aumenta nossa conectividade e facilita o acesso das agências para venda dos nossos produtos. A plataforma é plug and play, com portfólio modu-

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larizado. Neste momento, estão disponíveis os produtos de Hotelaria (nacional e internacional), Carros e todo o portfólio de Locação de Casas (com VHCStay, nos EUA e Brasil). Estamos levando às agências mais gestão e mais produtos, com apoio do nosso time de profissionais versáteis especialistas na ponta. COMO O INVESTIMENTO DA COMPANHIA EM TECNOLOGIA TEM APOIADO A UNIDADE B2B? Em 2022, nosso grupo fez investimento recorde em tecnologia e inteligência de dados. No B2B, esse conhecimento se traduz na forma como oferecemos as melhores oportunidades para os agentes, com produtos segmentados, mais assertivos e ampliando a possibilidade de cross sell, para atuar na propensão de compras e necessidades dos clientes agentes e complementar, por exemplo, o atendimento ao agente, que já tem o ReservaFácil e seus sistemas derivados, levando mais eficiência aos clientes, na completa gestão das viagens. O QUE ESPERAR DO B2B DA CVC CORP PARA ESSE ANO? Cada vez mais conexão com as agências parceiras. O B2B conecta os agentes às melhores ofertas e produtos, serviços, atendimento e experiência. Nossa missão é oferecer a melhor experiência às agências, seguimos fortes com capacitações, famtours e visitas presenciais, alinhados à nossa visão de longo prazo: “mais pessoas, em mais lugares, com a melhor experiência”. Para saber mais sobre o B2B da CVC Corp, acesse: https://b2b.cvccorp.com.br/ n


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HISTÓRIA

20 ANOS DE

FÓRUM PANROTAS N

as próximas páginas, você verá recortes e entenderá, por meio da evolução de edição por edição, por que o Fórum PANROTAS se consagrou como um marco no calendário do Turismo brasileiro. O evento se tornou o lugar onde todos querem e devem estar. Lideranças empresariais, ministros, celebridades, hoteleiros, operadores e agentes de viagens se cruzaram

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pelos corredores nesses últimos 20 anos, e não à toa há poucos locais tão interessantes para networking no mercado de Turismo brasileiro como esses dois dias de fórum. Respostas a perguntas complicadas, provocações e momentos inesquecíveis foram protagonizados por profissionais da nossa indústria em nosso palco. As imagens e os tópicos a seguir remetem a encontros históricos que, no mínimo, serviram

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Repercussão do primeiro Fórum no Guia PANROTAS, em 2003

de bússola para a indústria se guiar nesse cenário tão desafiador que é empreender no Turismo brasileiro. Repare que dificilmente há alguma edição em que não se fale de crise. Obstáculos maiores e me-

Capa da Revista PANROTAS 2022 repercutia o sucesso do evento em período de retomada

nores, mas sempre à nossa frente, e o sucesso do Fórum PANROTAS é muito devido ao fato de que nós não fugimos desses problemas. Muito pelo contrário, buscamos ferramentas para solucioná-los. n

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FÓRUM PANROTAS

20 03

Walfrido dos Mares Guia, o primeiro ministro do Turismo, com José Guillermo C. Alcorta, presidente da PANROTAS, e Eduardo Sanovicz, presidente da Embratur (hoje na Abear)

T

Tudo começou em 25 de março de 2003 no Grand Hyatt São Paulo. Foi a primeira etapa do que viria a se tornar o evento de referência do setor.

José Guillermo C. Alcorta cumprimenta o ministro do Turismo Walfrido dos Mares Guia

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Luiz da Gama Mór, da Tap, Chieko Aoki, da Blue Tree, e Bernardo Feldberg

Juarez Cintra, da Ancoradouro, e Goiaci Guimarães, da Rextur

Valter Patriani, da CVC

Foram 950 participantes, dentre os quais Walfrido dos Mares Guia, ministro do Turismo, líder de uma pasta que acabava de ser criada. Era seu primeiro encontro com toda a indústria. Uma nova forma de remuneração aos agentes de viagens, sugerida pela Tap, além do processo acelerado de verticalização da CVC estiveram entre os temas mais relevantes.

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Extinção dos agentes de viagens? Sim, essa era uma discussão diante do avanço tecnológico do início do século. Curiosidade: Naquele ano, as inscrições custavam R$ 60 para assinantes e R$ 80 para não assinantes. No dia, R$ 100.

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DOS MESMOS CRIADORES DO MAIOR AQUÁRIO MARINHO DA AMÉRICA DO SUL VEM AÍ...

INOVAÇÃO

IMERSÃO

EDUCAÇÃO

Um novo empreendimento

23.000 m² de área construída

+300 espécies

Trazendo toda a expertise do AquaRio, maior aquário marinho da América do Sul, o AquaFoz nasce com a missão de ser um importante centro de conservação da biodiversidade, apoiado nos pilares de Educação, Pesquisa, Conservação e Entretenimento.

Localizado próximo às Cataratas do Iguaçu, sua arquitetura foi projetada com a intenção de criar um verdadeiro oásis integrado à paisagem, que garante ao visitante uma experiência confortável, segura e imersiva.

Entre espécies de água doce e de ecossistemas marinhos, o novo aquário dará ao público a oportunidade de conhecer seis biomas, com destaque para os dois principais rios paranaenses, o Paraná e o Iguaçu.

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FÓRUM PANROTAS

20 04

Oziel Lima, Luciano Guimarães e Cássio Oliveira

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m 2004, o Fórum PANROTAS aconteceu no Hotel Unique, com destaque para o economista e ministro da Fazenda no fim da década de 1980, Maílson da Nóbrega.

Walfrido dos Mares Guia, Eduardo Sanovicz e Milton Zuanazzi: MTur, Embratur e Anac

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O presidente da Vasp, Wagner Canhedo, com o presidente da PANROTAS, José Guillermo C. Alcorta

O economista Maílson da Nóbrega

Público atento na segunda edição do Fórum PANROTAS

"A recuperação da economia está contratada", afirmou Nóbrega, defensor da "política econômica de centro" de Lula no primeiro mandato do atual presidente. Mesmo três anos depois dos atentados de 11 de setembro, o terrorismo ainda era a grande crise global vivida pelo Turismo, até porque remanescia a Guerra do Iraque.

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Na aviação comercial, as principais companhias do País eram Gol, Tam, Varig e Vasp, líderes das quais subiram ao palco para debater os "corujões" e as expectativas de crescimento do tráfego para aquele ano.

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Valter Patriani, da CVC


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FÓRUM PANROTAS

20 05

O jornalista William Waack, e Antonio Palocci, ministro da Fazenda

Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar

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ntonio Palocci era ministro da Fazenda e pela primeira vez participava de um evento do trade na terceira edição do Fórum PANROTAS, ao lado de Walfrido dos Mares Guia, ministro do Turismo. Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar. O Fórum PANROTAS, neste ano, estreava na FecomercioSP.

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Capa do Jornal PANROTAS de 2005 destavaca José Guillermo C. Alcorta com os ministros Palocci e Mares Guia


Fernando Pinto, da Tap, com o jornalista William Waack

David Neeleman, da JetBlue

Evento acontecia pela primeira vez na Fecomercio São Paulo

“Estamos no meio da guerra entre as companhias aéreas e os GDSs. Se cada companhia resolver montar seu próprio sistema de distribuição vai cada vez mais dificultar o trabalho do agente”, declarou Goiaci Guimarães, da Rextur/ Favecc.

Hoje presidente do conselho da Azul, David Neeleman participou da edição como presidente da JetBlue, e surpreendeu ao falar bom português.

Uma das presenças mais prestigiadas da edição de 2005 foi a do presidente do Conselho do Pão de Açúcar Abílio Diniz.

Valter Patriani, da CVC

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FÓRUM PANROTAS

20 06

José Guillermo C. Alcorta, da PANROTAS, homenageia o ministro do Turismo Walfrido dos Mares Guia no palco, com outras personalidades

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pós quatro anos do pentacampeonato de futebol de 2002, o técnico Felipão levou sua experiência ao palco para falar sobre liderança dentro e fora dos gramados.

Quatro anos depois do penta, Felipão falou sobre liderança no Fórum PANROTAS

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Discussão das empresas aéreas em formato de debate político

O então presidente da Iberostar, Miguel Fluxá, e o hoje presidente do Conselho da Marriott International, David Marriott, falaram com otimismo do Brasil para a hotelaria internacional. Fluxá, no entanto, reclamou da burocracia para se fazer negócio no Brasil.

O espanhol Miguel Fluxá, presidente do Grupo Iberostar

Agentes de viagens do Rio de Janeiro tentavam criar uma nova entidade em resposta a uma insatisfação com a Abav estadual, chamada Associação Fluminense de Agentes de Viagens Independentes (Afavi). Valter Patriani, da CVC

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FÓRUM PANROTAS

20 07

Roger Dow, da US Travel Association, José Guillermo C. Alcorta, presidente da PANROTAS, e o ministro Guido Mantega

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uinto Fórum PA N R O TA S , quinta participação de Walfrido dos Mares Guia, mas em tom de despedida. Do Turismo, ele foi para as Relações Institucionais, também como ministro.

Goiaci Guimarães, da Rextur, com Luiz da Gama Mór, da Tap

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Magda Nassar, Olga Arima e Sandra Passetto

Gérard Jean Bourgeaiseau e Alexandre Sampaio

Time da American Airlines, com Lenita, Cecília, Trinca, Daniela, Cátia e Júlia

Outro ministro a participar desta edição foi Guido Mantega, da Fazenda, assistido pelo embaixador dos Estados Unidos Clifford Sobel.

Da América também veio a importante figura de Roger Dow, presidente da extinta Travel Industry Association of America, hoje U.S. Travel Association, entidade responsável pelo evento IPW, que ele presidiu até 2022.

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FÓRUM PANROTAS

20 08

O ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel, autor do livro que inspirou Tropa de Elite

"

Este é o encontro mais importante do Turismo e todos querem estar aqui, e eu também", afirmou a nova ministra do Turismo Marta Suplicy, que substituiu Walfrido dos Mares Guia.

Marta Suplicy, ministra do Turismo

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Orlando Miami

Cancún

Punta Cana

Paramaribo

Boa Vista

Macapá

Quito

Jericoacoara Fortaleza São Luís

Belém Manaus

Santarém

Teresina

Marabá Carajás

Juazeiro do Norte

Maceió

Palmas

Aracajú

Porto Velho Rio Branco

Lima

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Fernando de Noronha

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Salvador

Cuiabá Brasília Goiânia Caldas Novas Santa Cruz de La Sierra

Vitória da Conquista

Ilhéus Porto Seguro

Montes Claros Uberlândia Belo Horizonte Vitória Presidente Juiz de Fora Cabo Frio Prudente Rio de Janeiro Campinas São Paulo Londrina

Campo Grande Araçatuba Dourados

Maringá Cascavel Foz do Assunção Iguaçu

Curitiba

Joinville Navegantes Chapecó Florianópolis Passo Fundo Caxias do Sul

Córdoba

Porto Alegre

Mendoza Santiago

Rosário Montevidéu Punta del Este Buenos Aires

Novos tempos no ar, sempre. ESPECIAL FÓRUM PANROTAS — 6 a 12 de março de 2023

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Fábio Mader e Edmar Bull

Paulo Henrique Pires e Carlos Augusto Bezerra, da Localiza

Alceu Vezozzo com Guilherme Paulus

Participações internacionais em 2008: Adam Goldstein, presidente da Royal Caribbean International, Craig Parsons, vice-presidente da Disney, e Andréas Huettner, diretor de Vendas do Google, responsável pelo mercado de Turismo da empresa.

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Tropa de Elite era o filme nacional mais aclamado do momento, e, portanto, a presença do ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel foi uma das mais aguardadas daquele Fórum.

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Em 2008, aconteceu a primeira edição do Fórum PANROTAS com dois dias de duração.


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FÓRUM PANROTAS

20 09

O Rei Pelé com o presidente da PANROTAS, José Guillermo C. Alcorta

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il vezes Pelé. Tivemos o privilégio de contar com o Rei do Futebol no palco do Fórum PANROTAS de 2009.

Edu Bernardes e Luciane Leite

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Dupla da consolidação: Marcelo Sanovicz, da Advance, e Carlos Vazquez, da Esferatur

Os parlamentares Otávio Leite e Afonso Hamm

William Waack entrevista a presidente da Anac Solange Vieira

"Crise nada mais é do que o estado de ânimo do cenário que vivemos. Não podemos mexer na crise, mas no cenário sim. É preciso mudar, inovar", incentivou o presidente da PANROTAS, José Guillermo C. Alcorta.

O painel das aéreas foi representado por Constantino de Oliveira Jr. (Gol), David Barioni Neto (Tam), German Efromovich (OceanAir), José Mario Caprioli (Trip), Pedro Janot (Azul) e Wagner Ferreira (Webjet).

Deputados da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara Federal participaram do evento.

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FÓRUM PANROTAS

20 10 D

evido à conjuntura econômica vivida pelo Brasil, era sobre a "nova classe média" o motivo de todo otimismo que tomava conta do Fórum PANROTAS 2010.

José Guillermo C. Alcorta, presidente da PANROTAS

Fecomercio São Paulo foi o local que mais sediou edições do Fórum PANROTAS

Magda Nassar já subia ao palco do Fórum PANROTAS em 2010. Na foto, ela fala ao público de 1,2 mil pessoas

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ESPECIAL FÓRUM PANROTAS — 6 a 12 de março de 2023


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Como sempre o Fórum PANROTAS leva lideranças ao palco para debater o Turismo no Brasil e no mundo

Guilherme Paulus, a jornalista Christiane Pelajo e José Guillermo C. Alcorta celebram no palco

O economista Marcelo Côrtes Neri, da FGV, dividiu o palco com Roland de Bonadona, então na Accor, Pedro Janot, então na Azul, e Eduardo Bernardes, da Gol, para debater o novo consumidor brasileiro. No ano anterior, o Brasil batia recorde do número de desembarques domésticos, chegando aos 56 milhões - um crescimento de 15% em relação a 2008. Também houve redução média de 34% nos preços das passagens aéreas domésticas.

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ESPECIAL FÓRUM PANROTAS — 6 a 12 de março de 2023

O ministro do Turismo Luiz Barretto Filho comemorou, no palco da Fecomercio São Paulo, a realização da Olimpíada de 2016 no Brasil, que era confirmada naquele 2010.


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Nas pontas, José Guillermo C. Alcorta, da PANROTAS, e Marcio Favilla, da OMT, com painelistas do Fórum 2011

FÓRUM PANROTAS

Philip Wolf, fundador da Phocuswright

20 11

Mais de 1,2 mil profissionais se credenciaram para a edição de 2011

U

m dos momentos mais emocionantes e surpreendentes do Fórum PANROTAS 2011 foi o flash mob da Tap, que reuniu mais de 40 artistas e levantou a plateia.

Gary Sain, do Visit Orlando

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Surpresa da Tap aconteceu no meio de um painel... poucas pessoas sabiam o que aconteceria

O painel Dinâmica do Novo Canal de Distribuição e Análise do Consumidor com a presença de Alceu Vezozzo Filho (Bourbon), André Monegaglia (Allia Hotels e Fohb) e Paulo Salvador (WorldHotels) foi um dos mais comentados.

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"Para 2011, uma das grandes tendências é a inclusão de algumas empresas brasileiras de maneira mais internacionalizada no segmento, em primeiro momento na América Latina. Também vejo como caminho sem volta a profissionalização tanto operacional como comercialização”, avaliou Sidney Alonso, da Avant Garde.

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FÓRUM PANROTAS

20 12

José Guillermo C. Alcorta homenageia parceiros do Fórum PANROTAS

M

inistros do Turismo de países latino-americanos fizeram o principal painel da 10ª edição do Fórum. Argentina, Chile e México enviaram os principais representantes para falar de desafios e conquistas.

Painel entre os ministros de Argentina, Brasil, Chile e México

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Maria Camilla Alcorta, José Guillermo Alcorta e Marianna Alcorta entre Mário Carvalho e Luiz da Gama Mór, da Tap

Gloria Guevara, então ministra do Turismo do México, agora no Turismo da Arábia Saudita

Angel Boschi, do Turismo de Rio Negro, com Claudia Gonzalez e Adrián Bertini, do Ladevi, parceiro da PANROTAS na Argentina

O Brasil foi representado por Gastão Vieira, que não agradou o público ao dar informações desencontradas e errar a cifra da arrecadação brasileira com Turismo, trocando bilhões por milhões de dólares.

Um dos destaques foi Glória Guevara, então ministra do Turismo do México, que posteriormente foi presidente do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) e hoje é peça importante do ministério do Turismo da Arábia Saudita.

Valter Patriani, da CVC

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FÓRUM PANROTAS

20 13 O

Marina Silva, ministra do Meio Ambiente

José Guillermo C. Alcorta, da PANROTAS, faz as vezes de fotógrafo

Ministério do Turismo, comandado por Gastão Vieira, comemorava dez anos de existência, mas a ministra de grande destaque foi a do Meio Ambiente, Marina Silva.

Luís Ferrinho, da Omnibees, e Daniel Santos, então na Trend

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Ana Clévia Guerreiro, do Sebrae, e Patrícia Servilha, da Chias Marketing

Uma das presenças mais notáveis de 2013 foi de David Scowsill, então presidente do WTTC. Àquela época, a contribuição de Viagens e Turismo para o PIB Mundial era de 3%, segundo o WTTC. Pouco antes da pandemia, esse índice era de aproximadamente 10%.

Emerson Souza, fotógrafo mais conhecido do Turismo, somando mais uma cobertura do Fórum PANROTAS

Na abertura do evento, o presidente Guillermo Alcorta comemorava o pico de acesso ao Portal PANROTAS dias antes: 14 mil usuários únicos por dia. Hoje esse é um número bem corriqueiro no site.

Valter Patriani, da CVC

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FÓRUM PANROTAS

20 14

A apresentadora Izabella Camargo com o ministro do Turismo Luiz Barreto

P

ara homenagear os 40 anos da PANROTAS, a abertura do evento naquele ano contou com uma apresentação musical de um conjunto formado por representantes do Turismo. O presidente José Guillermo C. Alcorta foi pego de surpresa por Frances Pina, da American Airlines, Andréa Leone, da Agaxtur, Klaus Kühnast, da Bek Up, e Alberto Moane, da Atatur JTB. Saudação entre o ministro do Turismo, Vinicius Lages, e José Guillermo C. Alcorta

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O turismo transforma cidades, pessoas, empresas e resultados. E a gente conecta sua empresa e nossos Clientes à melhor experiência.

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Jean-Charles Odelé Gruau, da Iata, Edmar Bull, da Copastur, Jeremy Jameson, da Farecompare, Rui Alves, da Gapnet, em painel sobre tecnologia e distribuição

Homenagem feita por profissionais do Turismo pelos 40 anos de PANROTAS. Surpresa para José Guillermo C. Alcorta

Antonio Dias, do Royal Palm Plaza

Com Copa do Mundo no Brasil, 2014 começava cheio de otimismo para o Turismo nacional.

Um dos principais painéis daquele ano foi protagonizado por Claudia Sender, da Tam, Luiz Eduardo Falco, da CVC, e Paulo Kakinoff, da Gol. Um tema que começava a ser discutido na época era o NDC, nova programação de distribuição da Iata.

Valter Patriani, da CVC

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Foto: Kaio Fragoso

Foto - Kaio Fragoso

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FÓRUM PANROTAS

20 15

O presidente da PANROTAS, José Guillermo C. Alcorta, abre o Fórum PANROTAS 2015

R

ecorde de público. Pela primeira vez no Golden Hall do Sheraton WTC, o Fórum PANROTAS credenciou 1.421 profissionais.

A apresentadora Izabella Camargo com Matt Teixeira, do BWH Hotel Group

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Luiz Eduardo Falco, Aldo Leone Filho, Carlos Vazquez e Ricardo Ferreira, em painel com mediação de Artur Luiz Andrade

Luciano Macagno, da Delta Air Lines, prova a cabine executiva da companhia aérea, exposta no Fórum PANROTAS José Guillermo C. Alcorta, Ana Maria Berto e Luiz Eduardo Falco 04

1o a 7 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS

"Nos interessamos muito pela Tap e, inclusive, chegamos a encaminhar uma proposta ao governo de Portugal, mas, na última hora, a negociação foi declinada”, palavra de José Efromovich, então líder de uma Avianca Brasil que não existe mais.

Eventos

A força do turismo

Uma perigosa combinação entre dólar alto, preço dos combustíveis e variação cambial era discutida no painel de aviação em 2015.

Guillermo Alcorta discursou para um Golden Hall lotado

Na abertura do Fórum PaNrotaS 2015, o PreSideNte da PaNrotaS editora, JoSé Guillermo CoNdomí alCorta, deStaCou à Plateia de exatoS 1.421 ProFiSSioNaiS de turiSmo Não aPeNaS a Produção de NotíCiaS que a emPreSa oFereCe Para o SeGmeNto, como também o quão estratégica ela é para o desenvolvimento dos negócios no setor. “Em um cenário como esse, de muitas mudanças no mercado, vocês têm de estar bem informados e por isso vale ressaltar o trabalho de análise do Jornal PANROTAS, o único semanário da área no País”, afirmou. E ao JP se somam diversas outras publicações,

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como o Portal PANROTAS, os eventos e as ações variadas, além do próprio Fórum PANROTAS, que mostrou este ano, mais que nunca, no palco e na plateia, a força do turismo brasileiro. Presidentes e diretores das maiores e mais relevantes empresas de turismo do Brasil estiveram no evento não para cumprir agenda, aparecer em fotos, agradar a imprensa. Em qualquer conversa nos horários de descanso ou nos lounges criados na nova casa do fórum, o WTC Events Center, ouvia-se a repercussão do que era debatido ou apresentado no palco. Opiniões concordantes ou opostas. Opiniões de decision makers da nossa indústria. Opinião de quem não tem medo de opinar.

“A PANROTAS, como empresa líder na distribuição de conhecimento e notícias à indústria do turismo, sente um dever e uma responsabilidade ainda maiores depois de receber, em dois dias, a melhor plateia que um evento pode ter. Uma plateia com inteligência, capacidade e vontade de dialogar, desejo de aprender e experiência para ensinar. Nós nos esforçamos por todo um ano para levar ao palco o melhor conteúdo, pois sabemos que assim a plateia do fórum, formada por profissionais e empresários da indústria, é exigente e tão importante quanto os debates e apresentações”, disse Guillermo Alcorta, comemorando o sucesso da adaptação do evento ao novo local e o recorde de inscritos, apesar

de quantidade não ser um objetivo prioritário do evento.

PORTAL

A responsabilidade a que se refere também vem dos números da empresa. Ao abordar o portal de notícias, Alcorta disse que o site vem “quebrando recordes de audiência, com mais de 13 mil visitantes únicos por dia”. Para enfatizar esse dado, mostrou uma tela do Google, que mostra o Portal PANROTAS líder absoluto em audiência, muito distante do segundo e terceiros veículos. Alcorta também falou de capacitação ao apresentar o curso “Estratégias de Turismo On-line”, concebido em parceria com a PANROTAS e sob a consulto-

27/03/2015 14:50:13

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Aldo Leone Filho (Agaxtur), Carlos Vaz quez (Esferatur), Luiz Eduardo Falco (CVC) e Ricardo Ferreira (Alatur JTB) dividiram o palco para falar de investimento, fusões e aquisições, que era o tema do encontro.


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FÓRUM PANROTAS

20 16

José Guillermo C. Alcorta, presidente da PANROTAS, o muralista Eduardo Kobra e Patrick Mendes, então presidente da Accor

O

case da 99 Táxis era emblemático sobre disrupção para a indústria de Viagens e Turismo, e o Fórum PANROTAS convidou o empreendedor Juliano Fatio, co-criador do app, para mostrar suas inspirações e desafios.

Heloisa Prass, da PANROTAS, e Jurema Monteiro, da Abear

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O parlamentar Herculano Passos com Luiz Eduardo Falco, Magda Nassar e Marco Ferraz

Fabiana D'Atri, economista coordenadora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco

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Arena Fórum PANROTAS Marianna Alcorta e Ricardo Tsugawa aguardavam a chegada de Gustavo, primeiro neto de José Guillermo C. Alcorta

Mais um ministro do Turismo marcou presença no evento. Henrique Alves falava sobre a Olimpíada no Rio, e o futuro da pasta, queixando-se da pouca verba destinada ao ministério à época.

Levado pela Accor ao palco, o muralista Eduardo Kobra falou sobre sua trajetória de arte e superação e presenteou o presidente da PANROTAS, José Guillermo C. Alcorta, com uma camiseta com seus traços e cores característicos.

A indústria de Viagens e Turismo debatida em diversas formas e plataformas

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18/03/2016 12:07:22


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FÓRUM PANROTAS

20 17

Tomás Perez, da Teresa Perez Tours, e Apoorva Gandhi, da Marriott International

O

atual CEO da PA N R O TA S , José Guilherme Alcorta, foi oficializado no cargo pelo presidente José Guillermo C. Alcorta no palco do 15º Fórum PANROTAS, que voltava ao Grand Hyatt, onde tudo começou.

José Guilherme Alcorta é oficializado como CEO da PANROTAS pelo presidente José Guillermo C. Alcorta

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ESPECIAL FÓRUM PANROTAS — 6 a 12 deFoto marçocortesia de 2023 by Silversea 67


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Diversidade de conteúdo, opiniões e participantes

15a edição do Fórum PANROTAS reúne mais de 1,3 mil líderes em dois dias pelo desenvolvimento do Turismo no Brasil

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André Alves, da Decolar, Rosangela Gonçalves, do Windsor, Marcelo Bicudo, da Allpoints, e Luis Paulo Luppa, do Grupo Trend, com mediação de Gustavo Syllos, da Costa do Sauípe

Mobilidade nas grandes cidades ou oportunidades em mercados secundários? Franquia ou OTA? Hotelaria ou marketing de destinos? Experiência do viajante ou investimento em startups? Aviação nacional? Aviação internacional? As discussões giraram em torno desses temas em 2017.

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16/03/2017 22:14:25

Raffaele Cecere, da R1, e José Guillermo C. Alcorta, da PANROTAS

A consultora holandesa especialista em experiências Nienke Bloem, o executivo especialista em multiculturalismo Apoorva Gandhi (Marriott), Luis Justo (Rock in Rio) estiveram entre os destaques, tal como foi a "aula de vendas" de Valter Patriani ao falar sobre franquias de Turismo.


Muito obrigado a você que participou do LACTE - 18ª edição! Foram dois dias de muita troca entre os maiores players do mercado de eventos e viagens corporativas. Tivemos inúmeras oportunidades para fortalecer as nossas conexões, aprender uns com os outros e contribuir para um mercado mais transparente, ético e justo.

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FÓRUM PANROTAS

20 18

Sabrina Parlatore foi a apresentadora dessa edição

D

e Simoninha a Deltan Dallagnol; de William Waack a Fernando Gabeira; do futurista Tiago Mattos a Sabrina Parlatore. O Fórum de 2018 foi abrangente em termos de participação e de temas.

Deltan Dallagnol, hoje deputado federal

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Heloisa Prass entre José Guilherme e José Guillermo Alcorta testando as poltronas da Gol + Conforto

Edição nº 1.313 - Ano 26 | 28 de março a 03 de abril de 2018 | www.panrotas.com.br

Indústria engajada Fórum PANROTAS 2018 mostra que o futuro do setor de Viagens e Turismo virá de sua diversidade, da ousadia e visão de líderes de vários segmentos, gerações e interesses, e da união de todos pela mudança do País, especialmente na política e em como ela se relaciona com os setores econômicos

Capa_Revista Panrotas_1.313.indd 1

22/03/2018 22:24

A pesquisadora Mariana Aldrigui com Artur Luiz Andrade, da PANROTAS

"Como fazer negócios em 2018" foi o assunto em ano de turbulência política e eleições presidenciais, de um futuro disruptor no radar tecnológico e de uma recuperação econômica ainda lenta. O evento mostrou que inspiração e técnica andando juntas, a mescla das gerações, o respeito ao passado mas com a estratégia mirando o futuro, e o respeito e entendimento da multicanalidade podem ser elementos para a construção do melhor caminho para a nossa indústria.

Fernando Gabeira

Simoninha

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FÓRUM PANROTAS

O ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio, com José Guillermo C. Alcorta

20 19 C

rianças, adolescentes, a juventude roubou a cena da última edição antes da pandemia. Pedro Miranda, do The Voice Kids, animou o público na abertura e Maísa, a adolescente mais seguida no Instagram, arrancou muita risada e, por que não, trouxe muito ensinamento aos mais experientes. José Guilherme Alcorta, da PANROTAS, entre Marcelo Marques e Fillipi Nobre, da ELO

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John Rodgerson, da Azul, Jerome Cadier, da Latam, Eduardo Sanovicz, da Abear, e o jornalista William Waack

Gustavo Alcorta, primeiro neto de José Guillermo Alcorta, roubou a cena no "show do avô", como ele chama o Fórum

Fórum PANROTAS 2019 Artur Luiz Andrade

1,3 mil participantes nos dois dias de 17o Fórum PANROTAS

OTIMISMO E PRODUTIVIDADE A 17ª edição do Fórum PANROTAS recebeu 1.310 profissionais da indústria de Viagens e Turismo, que saíram de lá com muito o que pensar. Mais que isso, com muito o que planejar. Ver como usar tanta informação em seu negócio, absorvendo o que é mais imediato e urgente, deixando na gaveta à mão outros dados para projetos que sairão em breve, e até descartando alguns pontos, já decidindo que algumas alternativas não farão parte da sua estratégia. Afinal, hoje mais que nunca, há caminhos diversos e nem todos devem escolher o mesmo. A hotelaria é um exemplo disso, com as marcas tendo que criar produtos para cada consumidor ou focando nos que lhe interessam mais. Na distribuição, há sim quem queira estar no topo das opções digitais, brigando centavo a centavo, clique a clique, com as gigantes do Brasil e no mundo, mas também quem quer ser especializado ou focado na personalização do atendimento. Na aviação, há quem aposte em mais players no Brasil, com as recentes medidas de fim do visto para quatro mercados (Estados Unidos, Japão, Canadá e Austrália) e de abertura de 100% de capital estrangeiro para as aéreas nacionais, mas existem os que acreditam que o custo Brasil, e 6

German Carmona, da Gol, com Maísa, a adolescente mais seguida no Instagram à época

E na hora de falar de negócios, o Fórum PANROTAS de 2019 foi direto: o que falta para o Brasil ser protagonista no Turismo global? Líderes de Decolar, Localiza, CVC Corp e Gol ressaltaram que infraestrutura, segurança e mais atenção aos negócios do setor eram o básico.

sua burocracia intrínseca, são entraves para novos players (haja vista a situação da Avianca Brasil e de outras que já se foram). Tudo isso e muitos outros aspectos da indústria foram debatidos no evento, que mostrou como o encontro de gerações pode ser inspirador e enriquecedor, e também quais seus desafios. Abordamos também o tema da retenção de talentos nas empresas, assim como diversos aspectos da tecnologia impactando nosso dia a dia e muitas vezes o virando de cabeça para baixo. Como no caso do NDC, tema ainda nebuloso para a distribuição do produto aéreo, e que a vice-presidente do Sabre para o assunto, Kathy Morgan, ajudou a esclarecer. E depois do painel, constatamos que ainda há muito a ser debatido, testado e decidido. É sim um assunto técnico, árido, mas fundamental. Depois não adianta reclamar que não sabia, foi pego de surpresa, não foi chamado ao debate... O Fórum PANROTAS 2019 manteve o nível de palestrantes no palco e ouvintes interessados e de qualidade na plateia. Via Whatsapp (o mesmo número em que recebem a revista PANROTAS digital toda sexta-feira), muitos enviaram perguntas e comentários,

PANROTAS — 27 de março a 2 de abril de 2019

6 e 8.indd 6

Privatização de aeroportos e liberação de vistos, pautas levantadas pelo governo Jair Bolsonaro, então em seus primeiros meses, também foram ressaltadas.

25/03/2019 17:45

E se em 2014 ouviu-se falar em NDC pela primeira vez no Fórum PANROTAS, cinco anos depois o evento trouxe uma especialista do Sabre no assunto, Kathy Morgan, para desmistificar o novo padrão de distribuição.

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FÓRUM PANROTAS

20 21

Artur Luiz Andrade, da PANROTAS, entre Leonel Andrade e Valdecyr Maciel Gomes, da CVC Corp

Painel de aviação do Fórum PANROTAS 2021, com Paulo Kakinoff, Sidnei Piva, John Rodgerson e Jerome Cadier, mediado por William Waack

E

m local diferente, mês diferente, com distanciamento social, máscaras, comprovantes de vacina e álcool gel. Ainda assim, os olhos estavam à mostra e foi muito bom poder vê-los sendo cruzados, em novembro, no Expo Center Norte. O Fórum PANROTAS 2020, que ocorreria em março, não aconteceu naquele ano, por conta da pandemia.

Elisa Carneiro e Esteban Velasquez, do Sabre

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Camisetas do Barcelona foram sorteadas pelo executivo do Barça Academy, Domènec Guasch

CVC Corp Rodrigo Vieira

GRATIDÃO, MEA-CULPA E PROMESSAS

Leonel Andrade, CVC Corp

Sidnei Piva, da ITA, semanas antes de a jovem companhia paralisar suas operações

Edição 1.500

6 a 12 de dezembro de 2021— PANROTAS

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Guilherme Paulus com o presidente da PANROTAS, José Guillermo C. Alcorta

No tradicional painel de aviação, a inédita participação da ITA. O CEO do Grupo Itapemirim se queixava que a companhia praticava preço abaixo do que o custo exige. Apesar disso, Sidnei Piva falava na chegada de mais aeronaves e expansão de malha mas, menos de um mês depois, as operações foram canceladas.

O Fórum de 2020 foi oportunidade para o CEO da CVC Corp, Leonel Andrade, agradecer a parceria do trade no duro período de pandemia, mas também de pedir desculpa pelos desencontros durante a transformação tecnológica do grupo, que atrapalhou a vida dos que o têm como fornecedor B2B.

Curiosidade: O CEO José Guilherme Alcorta teve de pausar sua participação no 18º Fórum PANROTAS por um motivo inesquecível. Nasceu, durante o primeiro dia do evento, sua segunda filha, Laura. “Os netos são a sobremesa da vida”, disse o avô de Laura e mais duas crianças, José Guillermo C. Alcorta.

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Aviva intensamente. 83

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FÓRUM PANROTAS

20 22 D

Celso Ferrer e Paulo Kakinoff, da Gol, entre José Guillermo e José Guilherme Alcorta, da PANROTAS

Miguel Falabella se emocionou ao falar de sua trajetória no Fórum PANROTAS

e volta a um palco conhecido, a edição do ano passado buscava saber de... retomada. Os mais de 1,3 mil participantes foram para a Fecomercio São Paulo para falar de coisa boa, de oportunidade, olhar para o presente e saber como seria o futuro dali em diante.

Aline Mafra e Jerome Cadier, da Latam, testam a poltrona da companhia exposta no evento

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José Guillermo C. Alcorta, Ricardo Sidaras, José Guilherme Alcorta, Heloisa Prass, Ricardo Tsugawa e Artur Luiz Andrade, da PANROTAS

Damián Scokin, do Grupo Despegar

Grandes players da América Latina

PASSAGEM DE COMANDO Celso Ferrer, de COO a CEO da Gol Linhas Aéreas

N

o Fórum PANROTAS 2022, Celso Ferrer fez sua primeira aparição pública após ser anunciado como novo CEO da Gol Linhas Aéreas. Ele assumirá o cargo em 1 de julho. Acompanhado de Paulo Kakinoff, que encerra um ciclo de dez anos à frente da aérea, o executivo prometeu estar muito próximo do trade, e mostrou os bons números al18

cançados pela aérea em março deste ano, assim como o cenário otimista da empresa após dois anos de dificuldades. BONS NÚMEROS Ferrer e Kakinoff apresentaram os bons resultados de março de 2022, explicando que a Gol foi muito "conservadora e pé no chão" na retoma-

da de suas rotas. "Tomamos cuidado para escolher um momento tranquilo para realizar a transição. E a fizemos nos "cinco minutos" entre o fim do impacto da pandemia e o começo da guerra entre Rússia e Ucrânia. Sempre tivemos internamente a confiança de que tudo vai voltar e vai ser melhor do que antes. O mundo vai requerer empresas mais simples, com

PANROTAS — 27 de junho a 3 de julho de 2022

Gabriel Sater abriu o Fórum de 2022

Dados da Latam apontavam passagens 70% mais caras do que em 2019 e esse alto custo já impactava na demanda, com o passageiro pisando no freio e buscando alternativas de datas, destinos e modais.

O CEO da mesma Latam, Jerome Cadier, não poupou as palavras para declarar guerra às agências de viagens que vendem milhas de seu programa de fidelidade. "Câncer do Turismo", disse ele, ao responder pergunta da plateia.

A Gol usou o evento como palco para uma passagem de comando importante entre o CEO Paulo Kakinoff, que encerrava um ciclo de dez anos à frente da companhia, para Celso Ferrer. n

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A experiência de um resort sustentável à beira-mar BRASIL • MÉXICO • REPÚBLICA DOMINICANA • JAMAICA 86

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Star Camp

Honest Food

Fit & Fun Projetado para desafiar os padrões da indústria, quando se trata da nossa coleção de resorts à beira-mar, não deixamos nenhum detalhe de fora. • Resorts com completa infraestrutura • Sistema All inclusive • Entretenimento • Restaurantes temáticos com rica gastronomia

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O QUE NOS TRANSFORMA?

ARTIGO

EU SOU PORQUE NÓS SOMOS Por Bia Moremi, CEO e diretora criativa da Brafrika Viagens

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ocê já foi transformado por algum lugar que visitou? Ou já teve a sensação de a sua presença transformar algum lugar? Meu nome é Bia Moremi, e eu sou uma pessoa transformada por todos os lugares onde passei. O Turismo é uma das poucas indústrias que têm a magia de oferecer aos seus clientes um pacote repleto de vivências com potencial de transformar a vida dessas pessoas de múltiplas maneiras, seja por meio das experiências mais extravagantes ou das trocas mais silenciosas; às vezes uma conexão muito profunda se dá por uma comida típica experimentada em um simples restaurante local ou ao vislumbrar uma peça de arte que destrava memórias afetivas. Nós que trabalhamos nessa indústria não temos a noção do quão potente pode ser a transformação pela qual um viajante passará ao cumprir o roteiro que desenhamos dentro de nossos escritórios, e eu acredito que é aí que mora a magia do que fazemos, criamos produtos para que essas pessoas passem por uma roda gigante de emoções e conexões, sem saber exatamente quando será o momento de “UAU” de cada participante. Eu ainda não te falei, mas trabalho com Afroturismo, um setor que coloca a vivência negra no centro das narrativas e experiências que vivemos ao viajar. O Afroturismo tem um potencial gigantesco de conexão e transformação independentemente da cor da pele do viajante. Ouvir profissionais negros falando sobre pontos históricos importantes para a constituição do que conhecemos de Brasil e da população negra e africana que ergueram esse País traz momentos que elevam à décima potência uma viagem de lazer em um destino conhecido por suas belas praias. Tivemos uma cliente de 60 anos que parou de fazer tratamento químico no seu cabelo crespo após uma das nossas viagens; tivemos uma chef de cozinha local que abriu o próprio restaurante depois de testar o seu cardápio afro-diaspórico com o nosso público; tivemos uma jovem de 15 anos comemorando seu aniversário no norte da África; tivemos até uma cliente que se apaixonou pelo guia e hoje eles são uma família linda com uma neném chamada Dandara, tal qual a líder feminina de Quilombo dos Palmares, e isso não é nem 1% do que tenho pra contar.

Agora eu te convido para a reflexão e tomo a liberdade de fazer uma provocação: o que você enquanto profissional dessa indústria incrível tem feito para transformar a vida das pessoas? Comece hoje, agora, com o que você tem nas mãos, e perceberá que o maior beneficiado de todas as transformações é você e a sua história, o seu legado. n

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O QUE NOS TRANSFORMA?

ARTIGO

O ‘BISCOITO FINO’ DO TURISMO BRASILEIRO, A EMBRATUR E A ABEAR Por Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas

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(Abear)

á 20 anos, em 2003, era lançado o Fórum PANROTAS na mesma época em que eu havia assumido a presidência da Embratur. Minha missão era iniciar um programa de trabalho sob muita expectativa e muitas interrogações nas mentes das pessoas do setor se, de fato, entregaríamos aquilo que estávamos propondo. Creio que da mesma forma esse era o dilema que vivia a equipe da PANROTAS, que lançava um produto inovador para discutir o Turismo e reunir lideranças para promover um debate de qualidade sobre cenários presentes e futuros do nosso mercado. Da mesma maneira, eu propunha a criação de uma agenda diferente para a Embratur: que a gente deixasse de atuar e lidar com temas relacionados ao mercado interno, como eventos regionais, fiscalização e classificação de hotéis, para citar alguns exemplos. Isso porque era o início do primeiro governo Lula que, com a criação do Ministério do Turismo, permitiu uma reestruturação importante das políticas públicas do setor, pois a pasta assumia as ações e os programas de capacitação, desenvolvimento de destinos nacionais, infraestrutura, obras e fomento do Turismo doméstico.

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Partimos para uma das aventuras mais lindas da minha carreira profissional, que foi construir o novo modelo da Embratur, voltado para a promoção, marketing e apoio à comercialização de produtos, serviços e destinos turísticos brasileiros no Exterior. Quatro anos depois, quando deixava a Embratur, tínhamos dobrado o ingresso de dólares na balança comercial brasileira com o Turismo, para mais de US$ 4 bilhões. O Brasil saltou da 21ª posição como realizador de eventos internacionais para o top 10 da ICCA (International Congress and Convention Association). Consolidamos um plano estratégico de marketing, o Plano Aquarela, e a marca Brasil, já espalhada pelo mundo, com ampla agenda de eventos e ações articuladas em parceria com CVBs, Secretarias de Turismo, Bureau de promoção temáticos e entidades do trade. Na sequência, fui para a Reed Exhibitions, uma das maiores empresas globais de eventos, onde tive a oportunidade de participar de outra grande jornada empresarial, a incorporação da Alcântara Machado pela Reed, resultando na construção da então maior empresa de feiras e eventos da América Latina. Naquela ocasião, o Fórum PANROTAS já era um evento consolidado e referência importante para o mercado, se tornando tradicional na agenda do País. Eu passava a olhar para o Fórum não mais como responsável pela promoção do Brasil no Exterior, mas como um dos gestores da empresa que tinha em seu portfólio as feiras de negócios mais importantes do País naquela época, como o Salão do Automóvel, a Feira da Mecânica, a Bienal do Livro, entre tantas outras. O Fórum PANROTAS tornou-se uma espécie de biscoito fino, expressão eternizada por Oswald de Andrade para definir o que é seleto, diferenciado. Gosto da expressão “biscoito fino do Turismo brasileiro” porque o Fórum é um evento muito agradável e uma marca que eu vi consolidar-se na sua segunda década, um espaço plural onde estão presentes todas as pessoas que tomam decisões no nosso mercado, um evento que virou referência entre os líderes desse setor. Em 2012, estruturei e passei a dirigir a Abear e voltei para uma atividade mais di-

retamente vinculada e indutora do Turismo. A aviação vivia seu grande momento. Chego na associação quando a aviação estava no sétimo para o oitavo ano de uma década gloriosa, de 2003 a meados de 2014 e 2015, na qual mais que triplicamos o número de passageiros, de 30 milhões para 100 milhões, e a tarifa média caiu pela metade, de cerca de R$ 930 para R$ 430. Aviação é um tema sempre presente no Fórum PANROTAS e posso dizer que nos últimos anos estive em todos eles. Tive o prazer de ter sido convidado a participar da mesa de debates algumas vezes e o dever de acompanhar uma parte da agenda ligada direta ou indiretamente ao setor aéreo. Esses últimos anos, tendo completado uma década da Abear, foram de desafios muito fortes, especificamente a partir de 2017, com a disparada dos custos estruturais, notadamente do querosene de aviação (QAV), que daquele ano até 2022 registrou alta de 207,5%. O câmbio, por sua vez, acumulou alta de 61,7% no mesmo período de comparação. Em outras palavras, não temos gerado o volume de boas notícias que observávamos na primeira década do Fórum. Contudo, temos uma agenda pública que novamente é colocada à cadeia produtiva do Turismo, por meio desse nosso evento anual. É uma agenda por meio da qual entendemos que podemos retomar as condições da década passada em tarifas e crescimento da malha aérea, desde que sejam observadas duas premissas: a retomada do ambiente de custos que vivemos na primeira década deste século e a implementação de um conjunto de políticas econômicas que permitam uma recuperação vigorosa da capacidade de consumo da população e dos investimentos das empresas, condições vitais para que viagens, tanto de lazer como de eventos e negócios retomem àqueles patamares que já demonstramos ser possível e entregamos ao Brasil. Isso terá impacto bastante positivo para a oferta de tarifas mais competitivas, o que permitirá uma retomada da ampliação consistente da quantidade de pessoas com acesso ao transporte aéreo, alcançando mais destinos e promovendo o crescimento econômico e social do País. n

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O QUE NOS TRANSFORMA?

ARTIGO

AS TRANSFORMAÇÕES NO AGENCIAMENTO DE VIAGENS Por Magda Nassar, presidente da Abav Nacional

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agenciamento de viagens teve uma transformação profunda nos últimos 20 anos. Entretanto, nem sempre aparente para todos. Passamos de técnicos e informantes valiosos na construção de uma viagem a competidores contra algoritmos e ferramentas tecnológicas que poderiam ter nos dizimado. Enquanto tínhamos de ressignificar as formas com que entregamos o nosso trabalho e o nosso papel no mercado, nos deparamos com desafios de reconsiderar quais parcerias continuariam a ser construtivas e quais foram fragilizadas com imposições de interesses de um elo do setor em detrimento de outro. Houve ainda a incorporação do on-line na nossa realidade e atuamos com criatividade para nos recolocarmos, unindo tecnologia ao profissionalismo e ao conhecimento técnico. Coexistimos nos dois mundos. Após todo esse movimento de adaptação e resiliência, 20 anos passados, o espírito aguerrido dos profissionais do Turismo nessa indústria crescente - que representa 11% do PIB mundial - continua ileso, e o agenciamento, que é o grande canal global de distribuição, às vezes ainda é pouco reconhecido. Prova dessa importância é a passagem do setor por esta pandemia, que comprovou que

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o agente, o operador, o vendedor de viagens, é imprescindível. O suporte, a técnica e o atendimento deste profissional foram extremamente necessários para os passageiros, e quem não teve essa assistência em um momento incontrolável como a crise da covid-19, sentiu na pele a dificuldade de não ter com quem contar nos momentos mais difíceis de uma viagem, onde situações básicas, como voltar para casa, não eram possíveis. Além disso, constatação da importância de uma compra humanizada transformou ainda mais a indústria e implicou em mais modernização, trazendo multicanais de atendimento sem perder a essência de aperfeiçoamento contínuo no detalhamento técnico e na bagagem profissional. Tudo isso ao mesmo tempo em que criou megaempresas, trouxe também boutiques de vendas. Estamos mais do que nunca no caminho da curadoria de fazer a viagem do passageiro. A Abav também passou por inúmeras transformações e provou que a união séria, engajada e profissional promove mudanças profundas e significativas. A entidade precisa que essa luta tenha mais representatividade também em números, e conseguiu reunir diversas pontas do Turismo e seus associados, para chegarmos até o momento em que estamos agora. Chegamos no patamar atual inclusive pelos benefícios que a Abav trabalhou e alcançou para o mercado como um todo. São as empresas associadas da entidade que entenderam em primeira mão o quanto a união faz a força e continuam a lutar, por meio dela, por todas as importantes pautas do setor. A Abav leva essas vozes para todos os setores, da economia à política, inclusive promovendo regulamentações importantíssimas, em outras palavras: ouve e acolhe a dor, tentando promover soluções. A entidade é muito bem posicionada, muito influente e muito forte, além de fazer o maior evento do Turismo do Brasil. A Abav Expo, apesar de todos os desafios, manteve essa representatividade como evento nas últimas duas décadas, inclusive mudando todo o seu formato na pandemia e mantendo sua frequência anual. Acredito que todas as mudanças que estavam para acontecer nos últimos 18 anos acabaram sendo implementadas nos últimos dois

anos, por necessidade e porque quem optou por olhar os desafios de frente fez acontecer, apesar de tudo. Isso tudo é muito forte. Tenho 40 anos de Turismo e fico impressionada em ver o quanto mudamos e evoluímos nos últimos dois. Imagino que os próximos 20 serão desafiadores também, mas tenho certeza que temos muito mais ferramentas e experiência para lidar com o que vem por aí e já provamos que somos resilientes e rápidos para trazer soluções. Parabéns ao Fórum PANROTAS, ao Guillermo Alcorta, ao José Guilherme Alcorta, ao Artur Andrade, à Heloísa Prass, ao Rodrigo Augusto Vieira e a toda a equipe PANROTAS que caminham nessa indústria de forma tão importante desde seu primeiro evento. Ficamos honrados e orgulhosos em fazer parte dessa histórica parceria que temos com o Fórum PANROTAS ao longo dos últimos 20 anos. n

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SUA HISTÓRIA:

VIVIANE PIOVARCSIK CVC Corp


A HORA CERTA Artur Luiz Andrade

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iviane Piovarcsik, ou simplesmente Vivi Pio, na CVC Corp há 24 anos, foi anunciada, na última reestruturação de lideranças da empresa, como nova diretora de Vendas para as franquias, em uma dobradinha com o novo líder do B2C, Túlio Oliveira, diretor executivo da área. A notícia caiu como uma bomba entre as franquias e masterfranqueados da CVC Corp: uma bomba de alegria. E alívio. Não foram poucos os elogios de franqueados, master e fornecedores, além dos colaboradores CVC Corp, que ficaram radiantes com a (merecida) promoção. Depois de um período difícil de mudanças (muitas delas forçadas pela pandemia), desafios (até para sobreviver) e da chegada de uma nova administração, Vivi Pio foi vista pela rede de franquias como a pessoa certa, na hora mais necessária. Com longa história na companhia (mais de duas décadas), Pio sempre se dedicou a ensinar, apoiar e coordenar uma estrutura de suporte para lojas, vendedores e master-franqueados. Nos últimos anos, vinha se dedicando a esse departamento de atendimento às lojas e conhece como poucos na companhia as necessidades e urgências dos profissionais que estão na ponta da venda da rede. Para que sonhava em ser piloto de avião (sim, desde pequena), Viviane viu no Turismo uma paixão (para voos como passageira e outros tipos de decolagens), que descobriu depois de fazer um curso técnico de Turismo no Senac. Foi vendedora da MB Turismo, em São Caetano, onde o próprio Valter Patriani havia trabalhado, e depois executiva de contas da lendária filial 100 da CVC. Guilherme Paulus nessa época tinha sua mesa no meio da loja, o que, não precisamos dizer, era uma aula diária para quem iniciava na carreira.

De lá, foi “descoberta” por Roberto Vertemati, que a convocou para a diretoria de Vendas, comandada por Patriani. Ficou por lá de 1999 a 2002 e depois rodou algumas lojas da CVC, como a do Shopping Anália Franco, na Zona Leste paulista, onde foi supervisora e gerente.

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AJUDANDO OS VENDEDORES Em 2007, Valter Patriani realizou uma reestruturação de seus famosos Gs (gerentes regionais) e Vivi passou a fazer par com Luis Tossi na gerência de São Paulo, ficando com as zonas Norte e Sul. Ela lembra que quem cuidava do ABC na época era Carlos Souza, então master em Osasco. Quem a indicou para a posição foi Fernando Paulo, então regional de São Paulo na CVC. Na DV, Vivi Pio descobriu uma paixão – na verdade, um dom. Ela tinha prazer em ajudar os vendedores a vender. Facilitar a venda, explicar os processos, ter proximidade com o cliente, algo que era natural para ela na época de vendedora. “Ficava íntima dos clientes. O olho no olho gera confiança e isso não mudou. Já vendi pacotes e lojas, e essa relação com o cliente é fundamental. E passei a ensinar isso aos vendedores da CVC, ajudar a destrinchar os processos, melhorar a venda... Descobri um grande prazer”, conta ela. E de onde vem esse dom? “Sempre fui curiosa. Gosto de contribuir com os processos, sou inconformada. Sempre enviei e-mails e mensagens com sugestões sobre processos nas lojas, estava sempre dando ideias”, relembra. Ela ficou nessa posição até 2012, ou seja, pegando uma das fases mais emblemáticas da empresa, a venda para o Carlyle, em 2009/2010. Nessa fase, a CVC passou a estruturar a rede de lojas, criar um modelo de franquias e, assim, implantar novos processos e procedimentos, algo que já animou a curiosa Vivi Pio. Em 2012, passou a gerente executiva São Paulo e Grande São Paulo, na gestão de Xico da Rocha Campos, então CEO da empresa, que ainda não tinha o Corp no

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Vivi Pio e o time da filial CVC no Grand Plaza Shopping, em Santo André (SP)

nome. Passou a gerenciar uma equipe mais sênior, muitos vindos da gerência de lojas. A executiva elogia as oportunidades que a CVC oferece a seus colaboradores de crescerem pessoal e profissionalmente. Ainda em 2012, ficou grávida e tirou licença para ter o filho, Felipe, hoje com dez anos. Voltou em agosto de 2013 já com nova diretoria no comando da CVC: a dobradinha Luiz Eduardo Falco/Valter Patriani, que retornou à companhia depois de uma saída polêmica. Ficou na mesma cadeira até outubro de 2015, quando passou para a área de suporte direto ao franqueado. A CVC estava novamente reformulando a estrutura de franquias, baseada nas normas da ABF, e Viviane era a pessoa ideal para ajudar as lojas nesse processo.


CRISES SEQUENCIAIS Foi assim nos últimos sete anos, que foram agravados por crises sequenciais: Copa do Mundo e greve de caminhoneiros em 2018; quebra da Avianca, óleo no Nordeste e manifestações no Chile em 2019; e início da pandemia em 2020. Logo na sequência, mais uma troca de comando, com a chegada de Leonel Andrade como CEO da CVC Corp. Na pandemia, o apoio aos profissionais e às lojas, para que pudessem consequentemente apoiar seus clientes (muitos repatriados pela CVC), foi fundamental. Saúde mental, atualização de produtos, bem estar, capacitações para quando as vendas voltassem foram alguns dos temas do período mais crítico da pandemia. No time de Vivi para esse atendimento às lojas, eram 60 profissionais, incluindo call center exclusivo para os franqueados. A CVC Corp lançou, durante a crise, um plano de incentivo com empréstimos às lojas e de

acordo com Viviane, mais de 50% aderiram. E muitas receberam parte do dinheiro das parcelas de volta ou até 100% (caso de 80 lojas), de acordo com as metas batidas no período. A gestão de Leonel, com Daniela Bertoldo à frente do B2C, iniciou nova reformulação na rede, com reestruturação de alguns master, aumento dos produtos na prateleira das lojas, digitalização e mais tecnologia de integração entre as unidades e os canais on-line. Foi uma fase difícil, de adaptações, com fechamento de algumas lojas (cerca de 200), mas que preparou a rede para esse momento de volta das vendas, do retorno de nomes como Fabio Mader, e da chegada de Vivi Pio à direção de Vendas para as franquias. “O foco agora é cuidar do franqueado. Na pandemia, a meta era manter a estrutura funcionando. Agora, estamos de novo perto das lojas.”

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Tudo que você precisa para tornar o seu evento

incrível!

Técnologia, sustentabilidade e inovação!

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Sonorização Iluminação Painel de LED Mapping & Design Cenografia sustentável Tradução simultânea Palcos Estandes Holografia Realidade virtual Realidade aumentada Anamórfico Metaverso

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O QUE O FRANQUEADO QUER? A resposta está na ponta da língua de Viviane Piovarcsik: Marketing (para promover localmente para clientes e não clientes as ofertas CVC), Produtos (Vivi é mais uma a celebrar a Fábrica de Produtos criada por Fabio Mader), Formas de Pagamento (para a loja ser competitiva em relação a OTAs e ao varejo em geral) e um sistema que funcione (o Atlas, de acordo com ela, está entregando muito bem). “Nossa entrega hoje em relação a esses quatro pontos está excelente, não dá para comparar com o passado. Somos hoje uma organização diferente, com transparência e compliance, com manuais para os franqueados, com novos contratos, com inteligência de dados... e com foco na venda, no cliente”, explica. “Hoje 50% do que chega ao cliente é via inteligência artificial. O viajante chega na loja com as ofertas personalizadas. E essa personalização, com esse banco de dados inteligente, segue melhorando a relação do vendedor com o cliente até o pós-venda.”. Ou seja, tudo com o que ela sempre sonhou desde o início das vendas na filial 100. A relação com os master-franqueados, segundo ela, também está ótima. São 38, responsáveis por 57% das vendas e mais de 600 lojas CVC. As perspectivas para o ano, de acordo com ela e com os números divulgados em janeiro, são muito boas, tanto em vendas como em novas lojas. Aliás, a meta é fechar o ano com 64 das lojas já com o novo design da loja do futuro, lançado ano passado.

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É SOBRE ISSO

MODELO HÍBRIDO: “Tem desafios, mas está bom. O treinamento de processos é mais difícil, pois era mais rápido no presencial. Mas o bom é que podemos nos conectar com o cliente de qualquer lugar, e temos equipe em todo o Brasil.” TÚLIO OLIVEIRA: “Tem sido uma delícia trabalhar com ele. A interação tem trazido vários insights para as franquias. Estamos em lua-demel.” QUEM TE INSPIRA: “Roberto Vertemati, meu gestor durante anos. Valter Patriani, referência máxima em vendas. Guilherme Paulus, desde a experiência da filial 100, de onde assistimos aos atentados de 11 de setembro de 2001". “É um empresário resiliente. Várias operadoras fecharam depois de 2001 e continuamos atendendo e crescendo.” Emerson Belan, “que tinha uma energia muito boa”. E Leonel Andrade, “um líder sensacional, segurou a CVC na pandemia com mão firme, incentiva o time, é um agregador.”

Casada há 17 anos com Bruno, Vivi tem 47 anos, 24 dos quais na CVC. O casal tem um filho, Felipe, de dez anos. Aqui nesse álbum de família vemos a viagem dos três a Luxemburgo, México e Itaimbezinho (RS).

RECADO AOS FRANQUEADOS CVC: “Acreditem em vocês, na empresa, nos produtos. Mantenham o brilho no olhar, pois o mundo é de vocês. A CVC voltou.” EXPERIÊNCIA DE VIDA: “Durante um tempo fui voluntária no Centro de Valorização da Vida (CVV) e isso me ajudou a olhar a minha vida de outra forma. Parar de reclamar dos desafios, das pequenezas. Posso e preciso fazer melhor, mas não tenho do que reclamar.” O Turismo e os franqueados CVC agradecem, Vivi. n

Casada há 17 anos com Bruno, Vivi tem 47 anos, 24 dos quais na CVC. O casal tem um filho, Felipe, de dez anos. Aqui nesse álbum de família vemos a viagem dos três a Luxemburgo, México e Itaimbezinho (RS)

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O QUE NOS TRANSFORMA?

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COLABORAÇÃO, UMA REVOLUÇAO SILENCIOSA Por Inês Melo, CEO da Unav

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que nos transforma? Bela pergunta o Fórum PANROTAS deste ano nos faz, mas sua beleza é diretamente proporcional à dificuldade de respondê-la. O mundo vem passando por transformações tão profundas que, dizem os mais letrados, se congelassem alguém no ano de 1500 e o descongelassem no ano de 1800 ele não sofreria um impacto tão profundo quanto alguém que tivesse sido congelado durante as últimas três décadas. Estamos falando de 300 versus 30 anos. O mundo mudou mais nos últimos 30 ou 50 anos do que nos 300 anos anteriores. Como isso impacta nas nossas vidas? De nós, que trabalhamos em um mercado tão difícil e competitivo como o Turismo? Muitos vão dizer que a tecnologia revolucionou a maneira como o consumidor compra viagens, que a internet mudou a maneira como as agências têm de se apresentar ao cliente, que sem tecnologia não se pode construir um negócio. Que uma agência sem presença on-line não tem como existir mais. E tudo isso é verdade. Tecnologia e sistemas hoje são a base de qualquer nova empresa. Todas as novas ideias e inovações existentes no mercado se baseiam nestes dois pontos. Contudo, todavia, entretanto, existe algo mais que também está mudando a maneira como se fazem negócios no mundo. É uma revolução muito mais silenciosa do que a tecnologia. Não faz alarde, não tem players gigantes envolvidos, é construída no contato pessoal (como antigamente), um a um. De pessoa para pessoa. Esta revolução é a colaboração. Quando eu coloco no Waze, por exemplo, que tal via está com fluxo intenso ou com um acidente, quando eu coloco uma opinião sobre um restaurante para ajudar o estabelecimento ou os próximos usuários, quando eu compartilho um conhecimento nas redes sociais para ajudar outras pessoas, estou usando a tecnologia para estimular a colaboração. Este movimento tende a ser tão poderoso quanto o movimento tecnológico. Há seis anos eu tive esta visão para o mercado de agenciamento. De que várias agências

trabalhando em conjunto, como colaboradores, não como concorrentes, poderiam revolucionar o mercado do agenciamento. Assim surgiu a UNAV, União Nacional das Agências de Viagens, um grupo pequeno que foi crescendo e se fortalecendo com o intuito do bem comum e ganha x ganha, entre agências e fornecedores. Então, há um ano e meio encontrei mais três “malucos” dispostos a me ajudar a desenvolver este sonho e transformá-lo em um projeto, uma empresa, de onde surgiu a UNAV Central de Negócios SA. O principal ativo da UNAV é a colaboração entre as agências de viagens e seus fornecedores. Esta palavra está presente a todo o momento e em todas as ações que propomos e fazemos, é uma empresa, então visa ao lucro, mas sempre baseado no ganha x ganha, em agregar valor a todos os envolvidos. Então respondendo e propondo uma reflexão adicional, acredito que o que nos transforma hoje em dia é a relação pessoal e a colaboração entre indivíduos, acredito que esta é a chave do desenvolvimento para o futuro, mas acima de tudo me pergunto: Como nós transformamos o nosso entorno? n

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O QUE NOS TRANSFORMA?

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AS DUAS ÚLTIMAS DÉCADAS NA CONSOLIDAÇÃO Por Juarez Cintra, sócio-diretor e fundador do Grupo Ancoradouro

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elembrar as últimas duas décadas no setor da consolidação é revigorante. Como o setor mudou neste período! Perdemos grandes companhias aéreas nacionais e internacionais, assisti a fusões bem-sucedidas e outras nem tanto, vi muitas consolidadoras nascerem e crescerem, testemunhei empresas muito fortes fecharem e pequenas se fortalecerem. As sucessivas crises mundiais e também no Brasil, impactaram todos os segmentos e, notadamente, o da consolidação. Na década de 2000 acompanhamos, com tristeza, a Vasp e a Varig terem a falência decretada, respectivamente, em 2005 e 2007. Cito especialmente a Varig, pois cerca de 40% a 45% do movimento das consolidadoras vinha desta companhia, no corporativo, no nacional e no lazer. Foi um grande baque, que levamos algumas temporadas para assimilar. Na época, para se ter sucesso na consolidação, era obrigatório que a Varig constasse do portfólio! Durante este período assistimos a fusões muito importantes – e só para lembrar algumas: Lufthansa/Swiss, Air France/KLM, Iberia/British Airways, Tam/Lan, entre muitas outras. E também o nascimento de grandes empresas: a Gol - que começou como low cost e low fare, e se consolidou como uma companhia tradicional - e a Azul que, para minha alegria, tornou Campinas, em São Paulo, o seu hub, fazendo com que Viracopos se transformasse em um dos maiores aeroportos do Brasil. Nestas mesmas duas décadas, a tecnologia também se preparava para revolucionar a consolidação. Os extraordinários sistemas de back e front office nos permitiram integrar e gerir todos os setores da empresa de forma incrivelmente ágil e eficiente. Há 20 anos operávamos com fax e achávamos que éramos felizes. Seria totalmente inviável, com a tecnologia que tínhamos na época, mantermos o fluxo de vendas que registramos atualmente. O volume aumentou de 10 a 15 vezes. Os grandes consolidadores do País buscavam sistemas eficientes. Neste cenário, nasceu um grupo que apelidamos de “G4”, formado pela Rextur, de Goiaci Guimarães, a Flytour, de Elói D´Ávila, a Advance, de Marcelo Sanovicz, e a Ancoradouro. Foi uma parceria espetacular, pois aprendi muito com eles. Para mim, Góia, Elói e Marcelo foram os três maiores visionários da consolidação no Brasil.

O G4 tomava decisões e até negociava com as companhias aéreas em conjunto. Lógico que éramos concorrentes, mas a ética sempre permeou este relacionamento, de muito sucesso. No quesito sistemas, o Marcelo, sempre muito focado, saiu na frente. Hoje, contudo, os portais são muito semelhantes nas suas configurações e eficiência. ANCORADOURO Três princípios podem definir por que a Ancoradouro venceu, cresceu e se consolidou nestas duas décadas: perseverança, foco e ética. Sempre mantivemos o agente de viagens como nosso único cliente. Nunca miramos o B2C. Sempre fomos muito conservadores com o caixa, sem que isso impedisse os investimentos e a modernização da empresa. Jamais quisermos ser a maior, mas sempre buscamos ser a mais rentável! Na pandemia, fomos a primeira empresa a agir, o que foi fundamental para mantermos a nossa saúde financeira. Sabemos que hoje a Ancoradouro é citada como case de sucesso pelo mercado, inclusive pelas companhias aéreas, o que muito nos orgulha, principalmente ao atingirmos 35 anos de fundação em 2022. É um grande estímulo para as próximas décadas! n

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A TRANSFORMAÇÃO DO CORPORATIVO GERADA PELO AVANÇO DA TECNOLOGIA Por Luiz Strauss, presidente da Abav-RJ e do conselho curador do Rio CVB

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setor de Turismo no Brasil vem passando por diversas transformações ao longo dos anos, impulsionadas pelas mudanças no comportamento do consumidor e, principalmente, pelas transformações digitais que modificaram significativamente o mercado, criando oportunidades e desafios para as empresas que atuam nessa indústria. No segmento de viagens corporativas, a pandemia acelerou muito a adoção de tecnologias que permitissem a realização de reuniões e eventos on-line, o que poderia ter gerado um impacto negativo no setor de viagens de negócios. Entretanto, os dados mostram que a crise ficou para trás. Segundo a Abracorp, o setor de viagens corporativas no Brasil fechou 2022 com um faturamento de R$ 11,2 bilhões, apenas 1,6% inferior ao registrado em 2019, antes da pandemia de covid-19. Com a retomada das viagens de negócios, passou a ser ainda mais essencial o uso de ferramentas que oferecessem uma gestão mais eficiente e integrada das viagens dos clientes, assim como serviços personalizados e mais eficientes.

Conhecer bem o perfil do cliente do mercado de viagens corporativas é essencial para as agências que prestam serviços nesse segmento, permitindo que elas possam oferecer soluções personalizadas e assertivas. O cliente atual de uma Travel Management Company (TMC) espera por eficiência e economia, por políticas de viagem claras, por segurança e flexibilidade e precisa de soluções flexíveis que possam se adaptar às suas necessidades, permitindo alterações de última hora e outros ajustes. Por isso, o mercado investe constantemente em plataformas e ferramentas que permitam a análise das necessidades do cliente, planejamento e reserva, gestão das despesas, suporte ao viajante e análise de dados. A inteligência artificial e o uso de chatbots e de aplicativos móveis também têm se mostrado fortes aliados quando utilizados para a análise de dados para melhorar a comunicação e para oferecer suporte em tempo real durante as viagens. As empresas que souberam se adaptar a essas mudanças e oferecer soluções inovadoras e eficientes, mantiveram uma vantagem competitiva no mercado. n

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Hotelaria O brasileiro Matt Teixeira é diretor sênior global de Vendas do BWH Hotel Group

BWH HOTEL GROUP TRAÇA PANORAMA SOBRE CENÁRIO HOTELEIRO ATUAL

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BWH Hotel Group, com suas 18 marcas e mais de 4,7 mil hotéis espalhados pelo mundo, acredita que a hotelaria está vivenciando novos modelos de negócios, que exigem mais qualificação dos operadores e agentes de viagens. A rede promete novidades para os brasileiros, sobretudo voltadas para o mercado de luxo, no qual espera continuar evoluindo. A Revista PANROTAS entrevistou o diretor sênior global de Vendas do BWH Hotel Group, Matt Teixeira, que falou sobre o cenário da empresa no segmento de alto padrão, parcerias B2B, estratégias no Brasil e na América Latina, retomada, entre outros temas.

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PANROTAS — Superado o pior período da pandemia, em que momento o BWH Hotel Group se encontra agora em termos de retomada? MATT TEIXEIRA — Estamos em um ótimo momento de aumento de portfólio globalmente. Estamos com um WorldHotel novíssimo no Aeroporto de Haneda, em Tóquio, por exemplo, e abrindo muitas unidades no Canadá também. Nos preparamos agora para o verão europeu: temos uma propriedade para abrir próxima à região de Puglia, na Itália, e, aqui no Brasil, tivemos recentemente a migração de marca do Majestic Natal para WorldHotels.

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Hotel Majestic Natal agora tem a bandeira de luxo WorldHotels, do BWH Hotel Group

Hotel Arya, BW Premier Collection Garage, em Miami

PANROTAS — Quais são os principais desafios vividos pela hotelaria no momento? TEIXEIRA — As pessoas ainda estão se redescobrindo enquanto viajantes nessa retomada. O mercado ainda está tentando adivinhar qual será o próximo destino esperado. O que as pessoas vão querer? Uma viagem de luxo? O Turismo massivo vai retornar? O que entendemos é que não podemos mais considerar tudo o que vivemos no pré-pandemia como base. O mundo mudou. Não falamos em retomada na BWH, mas sim em um novo modelo de negócio, voltado para uma população que teve a experiência única de atravessar uma crise sanitária global. Algo totalmente novo. PANROTAS — O que está no pipeline do BWH Hotel Group para este ano? TEIXEIRA — Aumento de hotelaria na América Latina, com certeza, e podemos esperar também maiores inves122

timentos de marketing para os parceiros B2B. Com mais de quatro mil hotéis, conseguimos trabalhar com diversos canais sem comprometer nossos clientes. Cada cliente tem um foco e estratégia de negócio e a BWH está aqui para atendê-los da melhor forma possível. Queremos ser o parceiro para cada um e de cada um. PANROTAS — Como está o trabalho no sentido de evoluir a percepção de cada marca do grupo tanto no B2B quanto no B2C? TEIXEIRA — Estamos trabalhando cada vez mais com as redes sociais para aumentarmos o engajamento dos consumidores mais jovens, já que por anos a empresa teve nos Baby Boomers os principais consumidores. É inegável que o marketing já mudou e os hóspedes também fazem parte desse cooperado. O marketing de cooperação segue sendo nosso lema, assim como trabalhar com os destinos para desenvolver o Turismo

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como um todo. Entendemos que o ideal é passar as informações completas aos operadores e agentes de viagens de maneira didática, para que estes com sua expertise possam tomar as melhores decisões de acordo com o passageiro sentado à sua frente. Com a novidade agora do AI (inteligência artificial) é importantíssimo estar bem informado e capacitado na hora da venda. PANROTAS — Quais são as marcas que mais merecem destaque e quais são as marcas de maior perspectiva de futuro? TEIXEIRA — O crescimento vai em todas as direções, mas temos uma dedicação mais acentuada no mercado de luxo, já que foi o último nicho em que a BWH entrou. Temos ainda muito a crescer e desenvolver com a WorldHotels, afinal são três anos contra quase 80 anos de Best Western, então é onde de-


Gulf Court Hotel Business Bay, em Dubai, um dos hotéis do portfólio WorldHotels, marca de luxo que é uma das grandes apostas do grupo

vemos esperar um crescimento maior. PANROTAS — Como foi o desempenho do corporativo em 2022? Já retomou totalmente? E as expectativas para 2023? TEIXEIRA — O ano de 2022 foi de aumento de pequenas e médias empresas, o que possibilitou um crescimento inesperado atingindo quase os níveis pré-pandemia de 2019. A probabilidade é que em 2023 tenhamos uma alta mais significativa se as companhias aéreas reduzirem o valor dos tíquetes, algo que entendemos que tem muito mais a ver com fatores políticos e econômicos que com a vontade delas naturalmente. PANROTAS — E o Brasil? Qual é a análise, planos e prioridades em relação ao nosso mercado? Existe a possibilidade de aumento do portfólio em 2023? TEIXEIRA — Trabalhamos com o Ricardo Manarini em duas frentes que são atrair a hotelaria individual e a migração de redes. Estamos com algumas negociações já em andamento, temos uma propriedade com 77 quartos em Campos do Jordão, chamada Wanderlust, que deverá ser um sucesso para o inverno brasileiro, pelo menos para os paulistas. n

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O QUE NOS TRANSFORMA?

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A NOVA ERA DOS LÍDERES TRANSFORMACIONAIS DO TURISMO Por Gabriela Otto, CEO da GO Consultoria e presidente HSMAI Brasil

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Turismo é uma força incontestável na transformação mundial e impacto global. Junto com a descoberta de novos lugares, vem a responsabilidade de fazer escolhas que preservem essas experiências para as gerações futuras. Estar no negócio já é um desafio por si só. Não é fácil desenvolver uma empresa turística, torná-la sustentável, lucrativa e ainda operar em alinhamento com práticas de negócios conscientes. A aventura de uma viagem está no seu propósito e nos efeitos que os viajantes têm sobre o destino, sobre eles mesmos e o coletivo. A aventura dos negócios segue a mesma regra. Não há nada mais poderoso do que um grupo de líderes conscientes em uma mesma indústria. Uma vez criada, essa conscientização é um componente poderoso que estimula o engajamento muito depois do fim da viagem. Em um mundo faminto por conexões significativas, viajar em busca de um propósito pode ser uma força de transformação e impacto global positivo. Com base nisso, seguem quatro perguntas para você, líder da indústria de Turismo e hotelaria, afinal Poder é Competência. COMO ESTÁ O GERENCIAMENTO DO SEU CAOS? O que mais as empresas turísticas temem são flutuações, distúrbios e desequilíbrios. Claro que precisamos de um mínimo de ordem nas nossas vidas e empresas, mas essas são fontes primárias de criatividade. Ordem em excesso acaba com os ideais de grandeza que existem em nós, pois a busca pela conformidade gera, ao longo do tempo, a apatia típica de um burocrata. E na urgência, tudo o que você não precisa é a formalidade, hierarquia rígida e cerimoniais. O senso de urgência se expande ao valorizarmos a informalidade. Portanto, treine sua admiração pelo desconforto. COMO ESTÁ SUA VULNERABILIDADE? Todo líder tem vulnerabilidade, mas grandes líderes têm autoconsciência para reconhecer esse fato, se conectar com os outros de

forma genuína e se sentir à vontade para expressar suas fraquezas. “Os maiores líderes que conheço se sentem muito à vontade para falar sobre suas fraquezas, sobre o que precisam trabalhar, melhorar e fazer melhor”, Geoff Ballotti, Presidente e CEO da Whyndam Hotels. Em um negócio turístico, tudo é sobre curadoria de uma experiência customizada para cada pessoa com quem você interage. Manter-se criativo, aberto aos disruptores do setor, principalmente os tecnológicos, e gerenciar os custos associados à mudança fazem cada vez mais diferença. COMO ESTÃO SEUS VALORES? Alguns valores são inegociáveis nos negócios turísticos: melhoria contínua, construir uma equipe apaixonada e comprometida, surpreender o viajante e, por fim, compartilhar e sustentar o sucesso. Simplifique seus valores. Se são pessoas, dê flexibilidade e autonomia para fazerem seus trabalhos, mas também cuidar de si mesmos. A cultura da capacitação e confiança não é complexa, mas exige seu compromisso. Deixe que eles encontrem as soluções. Você vai se surpreender. COMO ANDA SUA FELICIDADE? A vida não é uma lista de conquistas e aquisições. Sua empresa, currículo e qualificações profissionais não são sua vida, embora você deva conhecer muitas pessoas que confundem as coisas. A vida não é fácil, se complica e foge do nosso controle o tempo todo. Seja humilde ao reconhecer isso. ‘Sua concepção de fracasso pode não estar tão longe da percepção de alguém comum sobre sucesso’, J.K. Rowling. n

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NA RETOMADA DO TURISMO, EASY TRAVEL SHOP MOSTRA QUE EXPERIÊNCIAS VIERAM PARA FICAR

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022 não ficou apenas marcado como o ano de retomada para o setor. Prova disso são os números que a Easy Travel Shop, presidida por Michael Barkoczy, contabilizou. Com um crescimento dez vezes maior em relação a 2021, a empresa, que está prestes a completar três anos no mercado, mostra que o modelo de negócio voltado para a venda de experiências vai muito bem, obrigado. Lançada em meio à pandemia, a ETS entendeu que o período era transformador na cultura de venda dos serviços que poderiam ser oferecidos por quem mais entende de viajar. Para aqueles que antes acreditavam que só as vendas de aéreo e hotel funcionavam, os resultados de 2022 mostram o contrário. Foram mais de 147 mil atividades e serviços comercializados para mais de 98 mil passageiros embarcados. Para se ter uma ideia, isso são 518 aviões Boeing cheios de passageiros, em uma média de 1 voo e meio por dia de atividades. GRANDES ALIANÇAS Os números não param por aí. A Easy Travel Shop conseguiu alcançar esse resultado tão expressivo graças à confiança de mais de 150 fornecedores no mundo todo, 111 produtores de conteúdos, 2.253 agentes de viagens e grandes franquias do mercado do Turismo que acreditaram no projeto da ETS, como: Unav, Tix Turismo, Clube Turismo, TZ Viagens, além da grande aliança comercial com a ViagensPromo. TECNOLOGIA PARA UMA MELHOR EXPERIÊNCIA E os planos para 2023 são ainda mais ambiciosos. A empresa segue investindo na tecnologia para encorpar sua operação e continuar mapeando e distribuindo experiências do Brasil e do mundo. Além do novo portal do fornecedor, no ar desde o

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início do ano, a empresa lançará seu novo site até o fim do primeiro semestre e seguirá conectando seus produtos via API com grandes empresas do setor, que já firmaram acordos e em breve serão anunciadas. Sem esquecer, é claro, do seu modelo disruptivo que conecta o B2B ao B2C em uma única plataforma online. Para saber mais sobre a ETS acesse o site www.easytravelshop.com.br. n

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ESSA FOI A NOSSA EXPERIÊNCIA EM 2022!

QUAL SERÁ A SUA EM 2023?

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LOS ANGELES OU NOVA YORK? VIAJAR PARA ESSES DESTINOS NUNCA FOI TÃO FÁCIL

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primeiro voo desenhado pela Delta Air Lines e pela LATAM, após a aprovação da joint-venture, será uma operação entre São Paulo e Los Angeles, três vezes por semana, a partir do início de agosto de 2023. A nova rota oferece aos clientes acesso ao maior mercado corporativo dos Estados Unidos a partir de Los Angeles, onde a Delta possui a maior presença global entre as demais companhias aéreas. O voo será operado em aeronaves Boeing 777, com capacidade para 410 passageiros. Ele decolará do aeroporto de São Paulo (Guarulhos) às 23h05 às terças, quintas e sábados, chegando a Los Angeles às 7h do dia seguinte. De Los Angeles, os voos decolarão às 13h às, quartas, sextas-feiras e domingos com chegada prevista em Guarulhos às 5h20 do dia seguinte. De Los Angeles, os clientes poderão se conectar aos principais destinos da Delta na Costa Oeste dos Estados Unidos, incluindo São Francisco, Las Vegas e Seattle. Os passageiros, por sua vez, poderão se conectar a partir do Hub em São Paulo com os diversos destinos da rede doméstica LATAM Brasil, além de conexões para os diversos destinos atendidos pelo grupo na região.

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NOVA YORK - RIO DE JANEIRO Em breve, os nova-iorquinos poderão voar sem escalas para outra cidade que nunca dorme, o Rio de Janeiro, quando a Delta lançar o serviço sazonal entre Nova York-JFK e o Aeroporto do Galeão (GIG), no Rio, em 16 de dezembro. A nova rota, terceira que a Delta e a LATAM anunciam desde que a joint venture foi aprovada, operará diariamente partindo às 10h20 do Galeão e às 20h30 do JFK. Juntas, Delta e LATAM são a parceria número 1 em joint venture partindo da cidade de Nova York, oferecendo o maior serviço entre a Big Apple e a América do Sul, com voos entre JFK e São Paulo, Brasil; Lima, Peru; Santiago, Chile; Bogotá, Colômbia; e, em breve, Rio de Janeiro. A joint venture entre LATAM e Delta também está melhorando a experiência de viagem para passageiros e clientes de carga. A aliança entre as companhias teve início em 2019, quando anunciaram seu primeiro acordo para acúmulo/resgate de milhas/pontos, terminais compartilhados em aeroportos como JFK, Guarulhos e Santiago, acesso recíproco a 53 salas Vip Delta Sky Club nos Estados Unidos e cinco salas LATAM na América do Sul. As rotas da Delta e da LATAM entre os Estados Unidos e a América do Sul podem ser reservadas nos sites delta.com ou latam.com. n

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As melhores das Américas, agora juntas.

A Joint Venture entre a LATAM e Delta oferecerá

voos diretos entre São Paulo e Los Angeles Os passageiros terão conexões para os destinos mais importantes da Delta na Costa Oeste dos Estados Unidos. O voo direto entre as cidades de São Paulo (Brasil) e Los Angeles (Estados Unidos) terá início em agosto de 2023, conectando as Américas do Norte e do Sul como nunca antes. Esta operação faz parte dos primeiros anúncios após a aprovação de seu acordo de Joint Venture com a Delta, em setembro passado.

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AOS 35 ANOS, GRUPO ANCORADOURO SE ORGULHA DE SER UMA EMPRESA FAMILIAR

Anthony Bringhente, Luís Quaggio, Roberto Garbin, Juarez Cintra, Juarez Neto, Soraya Romano, Daniela Donatoni, Edson Ruy, Marcelo Rolim, Daniel Castanho e Leonardo Coutinho

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Grupo Ancoradouro é uma empresa familiar e muito se orgulha deste aspecto. Criada pelo meu pai, Juarez Cintra Filho há 35 anos, com a filosofia de trabalhar pelo agente de viagens, a Ancoradouro conquistou sua posição com muito trabalho, perseverança e, acima de tudo, ética. Sempre estivemos na empresa – na verdade na mesma sala - diariamente, envolvidos em todas as etapas de planejamento, desde a estratégia financeira até a de vendas. E pretendemos seguir assim por muitos anos. O relacionamento com os agentes foi construído cotidianamente, com total respeito: nunca nos inclinamos ao B2C. Acredito que este DNA impresso em todas nossas ações só tenha contribuído para o crescimento e solidificação do nome da empresa na indústria turística nacional e internacional. Ao mesmo tempo, sempre procuramos investir na modernização do Grupo para oferecermos as melhores soluções aos nossos clientes, em especial na tecnologia. Hoje, contamos com um portal ágil e eficiente, que facilita muito o trabalho dos agentes de viagens. Contudo, prezamos muito o conta-

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Juarez Neto e Juarez Cintra, sócios diretores do Grupo Ancoradouro ao lado de Silvia Cintra

to pessoal, que mantemos através de nossos gerentes de bases e suas equipes e de nossos promotores, constantemente capacitados para atender, levar novidades e condições comerciais especiais e esclarecer dúvidas. A valorização do contato direto com nossos clientes também é evidenciada no Agente Com A Gente, nosso programa especial de capacitação que traz os agentes para que conheçam a matriz da Ancoradouro in loco. Um dia inteiro, imersos em nossa filosofia, ao lado de fornecedores tradicionais da empresa. Outro aspecto importante: não existe muita disposição para nos rendermos a fusões e vendas – embora surjam propostas vez ou outra. Acredito que esta linha de conduta contribua para o fortalecimento do relacionamento com os agentes de viagens, que vêem no Grupo um forte aliado para o crescimento. Transmitimos, assim, mais credibilidade e deixamos nossos clientes tranquilos, pois sabem que o Grupo Ancoradouro é sinônimo de uma parceria promissora. n

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O QUE NOS TRANSFORMA?

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SOMENTE A MUDANÇA É PERMANENTE Por Mariana Aldrigui, pesquisadora da Universidade de São Paulo

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pergunta tema do Fórum PANROTAS 2023 deve ser entendida como uma provocação que cada um de nós precisa se fazer com alguma frequência se o objetivo é aceitar que a única certeza que temos em qualquer dos setores de nossa vida: somente a mudança é permanente. Entretanto, conforme vamos nos apropriando de conhecimentos, teóricos, práticos, emocionais e até espirituais, mais facilmente nos ouvimos repetindo, ainda que silenciosamente, frases como “agora eu já aprendi” ou “com isso eu já sei lidar”. O ponto é que o aprendizado é sempre individual, da mesma forma que os nossos referenciais, enquanto as mudanças são coletivas e aceleradas por uma série de fatores que acontecem com forças distintas em velocidades incompatíveis com o nosso tempo de aprendizado. De onde estou hoje, provocada por esta pergunta, ouso selecionar apenas uma recomendação que, de tão simples, é também extremamente abrangente e desafiadora: o que nos transforma é reconhecer o outro. Para reconhecer o outro, é necessário entender que existem diferenças e é no encontro e no convívio com diferentes que se criam os ambientes mais propícios para as soluções inovadoras que tanto buscamos. Confesse que você já não se surpreendeu com as mais divertidas e perspicazes soluções dos brasileiros que deveriam ser “estudados pela Nasa”? Ao descartar seus preconceitos de observação, encontrará criatividade, inteligência, uso racional de recursos, sustentabilidade, reuso, ressignificação mas, principalmente, solução. E em geral solução que nasce de uma inspiração a partir de algo inicialmente fora do alcance. Nossas músicas são assim, nossas piadas e memes são assim, nossa forma de falar e de mandar mensagem é assim. E, obviamente, nosso trabalho é assim. Enquanto um grupo ainda muito significativo se recusa a aceitar mudanças já consolidadas, e outras em processo de consolidação, há outros já dedicados a enxergar OS

MUITOS OUTROS, que já não estarão mais invisíveis. Ao enxergar as ausências, por exemplo, seremos capazes de ampliar a diversidade, de gênero, de cor, de religião, de origem, de pensamento. Ao levantar o olhar e deixar de contemplar nossos iguais (e nossos umbigos), e verificarmos os muitos exemplos de riqueza nas trocas, estaremos nos transformando e, por consequência, transformando tudo ao nosso redor. Enxergar o outro, reconhecer o outro como diferente, e por isso mesmo indispensável para dar cor e sentido ao mundo, é um movimento transformador de indivíduos cujas consequências são, sempre, positivas. E, não custa lembrar, são justamente as diferenças que fazem milhões de pessoas embarcarem em viagens inesquecíveis por cores, sabores, aromas e texturas nesse mundo em constante transformação. n

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O QUE NOS TRANSFORMA?

ARTIGO

O QUE NOS TRANSFORMA É JUSTAMENTE O ATO DE TRANSFORMAR Por Marina Gouvêa, CEO da Primetour

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omo parte do debate levantado pelo Fórum PANROTAS deste ano, fomos desafiados a pensar na pergunta “O que nos transforma?”. Olhando para tudo o que temos partilhado nos últimos anos, e para o caminho que temos trilhado, a resposta que temos vivido dentro da Primetour é: nós nos transformamos justamente quando nos comprometemos a ajudar a transformar – a vida de outras pessoas, suas carreiras, nosso mercado, nosso planeta... Ou seja, ao tentarmos transformar o “lá fora”, acabamos por transformar também o “aqui dentro”. Atuando no mercado do Turismo de luxo há mais de três décadas, há uma primeira camada muito visível para se entender o que significa “ajudar a transformar a vida das pessoas”. Viagens, todos sabemos, têm esse poder. De mexer com nossa perspectiva, de ampliar nosso olhar, ao conhecermos a realidade de outros. De construir e reconstruir laços com aqueles com quem compartilhamos a jornada. É como a escritora Mary Anne Radmacher disse: “Não sou a mesma pessoa após ter visto a lua brilhar do outro lado do mundo”. Viajamos muito, e proporcionamos muitas, muitas viagens, e é claro que, a cada passo, a cada memória que construímos ou ajudamos a construir, algo se transforma em nós. Mas há uma camada menos visível, e essa é uma escolha. Escolha que fizemos como empresa e como pessoas ao optar por ajudar a amparar – e, com isso, transformar – a vida de pessoas em situação de vulnerabilidade. Damos suporte total à AFATEC, que atende a 100 famílias (alimentação, educação, roupas, reformas, festas, oficinas, cuidados a pessoas com deficiência...), e apoiamos diversas outras causas sociais. É possível passar por isso e não se transformar? Se me permitem citar outra frase, esta, ao que parece, derivada de um provérbio chinês: “um pouco do perfume sempre perdura na mão de quem oferece a rosa”. De maneira parecida, é transformador abrir os olhos e tomar consciência da situação climática global. É preciso sair da zona de conforto tanto para olhar essa realidade de frente quanto para agir. E, desde 2020, temos encarado esse desconforto e atuado nele ao transformar a nossa empresa em

um negócio que compensa a pegada de carbono gerada por sua operação em escritório, como os gastos energéticos, por exemplo, e suas publicações, como nossos livros de fotos e nossa nova revista LUXURY TRAVEL. Fazemos essa compensação plantando, com a ajuda de ONGs especializadas, árvores nativas na Mata Atlântica. Fazemos a nossa parte para regenerá-la, para transformá-la. E ainda plantamos uma árvore para cada cliente que compra uma passagem aérea internacional conosco. E “plantar uma semente” não é o melhor símbolo da potência da transformação? Temos, sempre que possível, debatido esse tema com o trade, tentando construir pontes para ajudar a transformar, tornando mais “verde” o nosso mercado. Da porta da nossa empresa para dentro, também vivemos muitas transformações. Temos nos provocado mais e mais a sermos agentes transformadores na vida de nossos colaboradores – escutando, proporcionando amparo para a saúde mental, desenvolvendo planos de bonificação. Temos estudado e estimulado o estudo. Algo pode transformar mais do que a educação? E de que outros modos podemos nos transformar – com a transformação digital, por exemplo – para atender a um cliente que está, ele também, transformado? Ainda mais exigente, com outra relação com o tempo e as informações, também ele em busca de transformações no modo como é atendido e na maneira como vivencia a sua viagem? Bem, a resposta até que é simples: seguindo comprometidos com o próprio conceito de transformação, sem resistirmos a ele. n

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O FUTURO ESTÁ ABERTO

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Mercado Artur Luiz Andrade

VIAGENS INTERNACIONAIS NA METADE DO CAMINHO:

VEJA OS MAIORES VENDEDORES EM 2022

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egundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), 900 milhões de pessoas fizeram viagens internacionais em 2022, o que representa 63% do total de chegadas de 2019. Ou seja, sequer chegamos nos números do pré-pandemia e estamos três anos sem o crescimento que era esperado, se não tivesse existido a crise de saúde mundial. Os Estados Unidos, por exemplo, que são o principal destino internacional para os brasileiros (segundo dados de 2019), receberam 51,8 milhões de visitantes, ou 65% do recebido em 2019. A projeção para 2023 (antes da pandemia) era de passar dos 90 milhões de turistas estrangeiros. Mais uma prova de que estamos bem atrás de onde poderíamos estar. Em 2019, o Brasil enviou aos Estados Unidos 2,1 milhões de visitantes. Em 2022, 1,2 milhão. Este ano a previsão é passar de 1,4 milhão e só voltar aos mais de 2 milhões em 2026.

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Os motivos para esses números aquém dos resultados de 2019 são muitos: a malha aérea internacional está menor, as tarifas bem mais altas, alguns viajantes ainda reticentes em voltar a viajar para o Exterior, outros esperando usar o crédito recebido na pandemia (mas que não compra mais a mesma passagem de antes), demora para conseguir um visto americano (a família não viaja se um dos membros não tem o visto), guerra na Europa, disrupções em aeroportos dos Estados Unidos e Europa (de greve a atrasos), crises políticas (em países como Chile e Peru), economia ainda pressionada... Ou seja, tem muita coisa dizendo para o consumidor: não viaje agora. Enquanto isso, a malha aérea doméstica no Brasil já passa dos 100% em relação a 2019, mesmo com tarifas também mais altas. O Carnaval foi a prova do sucesso da retomada, com os principais destinos lotados e a população celebrando essa volta à “normalidade”.


MAIORES VENDEDORES Feita essa importante contextualização, vamos às vendas de bilhetes internacionais no Brasil em 2022. No ano passado, as empresas nacionais venderam 98 milhões de passagens aéreas, das quais 15 milhões internacionais. Como elas representam de 25% a 30% do mercado, podemos estimar mais 25 a 30 milhões nesse montante de viajantes internacionais. A reportagem da PANROTAS teve acesso ao relatório Smash, baseado em vendas Iata, que, de acordo com estimativas, representa cerca de 70% do mercado. Isso porque algumas companhias não compartilham seus dados com o programa. Também vale destacar que alguns grandes players, de OTAs a TMCs, não emitem diretamente com companhias aéreas e sim via consolidadoras, o que mascara a configuração real de mercado. Por exemplo, as empresas de milhas 123Milhas ou MaxMilhas não têm condição diretamente com as aéreas e compram via consolidadores. O mesmo vale para OTAs como Hurb e Viajanet, que não necessariamente possuem condição com todas as aéreas. Portanto, os rankings a seguir são um balizador do mercado, uma indicação dos players mais robustos, e uma amostra do comportamento do setor. Vemos que, em 2022, houve uma queda nas vendas no final do ano, especialmente devido à Copa do Mundo e eleições no País. Também a tarifa média continua alta, com leve queda nos últimos meses do ano. Em janeiro de 2023, alta temporada, o mercado já respirava aliviado, com as vendas crescendo. Por fim, como o relatório Smash é personalizado por empresa aérea, se uma companhia não tem acordo com um distribuidor, ela não consegue identificá-lo. Dessa forma, o relatório a que tivemos acesso não conseguiu a origem de US$ 322 milhões em vendas. A tarifa média foi de US$ 713 (R$ 3,7 mil, com o dólar médio de 2022 ficando em R$ 5,23) e o número de bilhetes emitidos foi de 3,4 milhões. As vendas totais da indústria passaram de R$ 12 bilhões no relatório Smash.

PRODUÇÃO AÉREA INTERNACIONAL

01/JAN/22 - 31/DEZ/22

* valores em dólares

VALOR TOTAL (EM MM) VS TKT MÉDIO - 2022

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DE SHOWS A CONGRESSOS. Capital da cultura e dos negócios, São Paulo é referência na realização de eventos. São centros de convenções, espaços, pavilhões, hotéis e resorts. Seu evento ficará na memória para sempre. Tem SP para todos os tipos e tamanhos Secretaria de Turismo e Viagens de encontros. Escolha a melhor opção para o seu.

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RAN KING

MAIORES VENDEDORAS INTERNACIONAIS*

1 – CVC Corp

US$ 430 milhões ou R$ 2,24 bilhões Inclui vendas da Rextur Advance (US$ 285 milhões), CVC Operadora (US$ 74 milhões), Esferatur (US$ 64 milhões), e Submarino Viagens (US$ 7 milhões).

2 – BeFly

US$ 331 milhões ou R$ 1,73 bilhão Inclui vendas da Flytour Consolidadora (US$ 258 milhões), Flytour Business Travel (US$ 66 milhões), Belvitur (US$ 6 milhões) e Queensberry (US$ 1,2 milhão)

11 – BCD

3 – Decolar

US$ 34 milhões

US$ 240 milhões ou R$ 1,25 bilhão Inclui vendas da Decolar (US$ 230 milhões) e da Viajanet (US$ 10 milhões)

US$ 39 milhões

12 – Copastur 13 – Voetur US$ 24 milhões

4 – Confiança

14 – Tyller

5 – Sakura

15 – Frontur

6 – Ancoradouro

16 – Tour House

7 – Sky Team

17 – Maringá

8 – BRT

18 – Interpac

9 – CWT

19 – Kontik

10 – CNT

20 – Avipam

US$ 237 milhões ou R$ 1,4 bilhão US$ 115 milhões ou R$ 601 milhões US$ 110 milhões ou R$ 575 milhões US$ 70 milhões ou R$ 366 milhões US$ 67 milhões ou R$ 350 milhões US$ 59 milhões ou R$ 308 milhões US$ 48 milhões ou R$ 251 milhões

US$ 24 milhões US$ 24 milhões

US$ 23 milhões US$ 18 milhões US$ 18 milhões US$ 18 milhões

US$ 16 milhões

*Janeiro a Dezembro de 2022/Relatório Smash – somente bilhetes aéreos internacionais

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RAN KING

EM BILHETES VENDIDOS + TARIFA MÉDIA*

1 – Decolar

490 mil bilhetes, com tarifa média de US$ 469

2 – RexturAdvance

418 mil bilhetes, com tarifa média de US$ 682

3 – Flytour Consolidadora

292 mil bilhetes, com tarifa média de US$ 884

4 – Confiança 273 mil e US$ 870

5 – CVC Operadora 164 mil e US$ 450

6 – Ancoradouro 148 mil e US$ 745

7 – Sakura

14 – Frontur

8 – BRT

15 – Tyller

9 – Sky Team

16 – BCD

10 – Esferatur

17 – Copastur

11 – Flytour Business Travel

18 – Voetur

12 – CNT

19 – Interpac

13 – CWT

20 – Maringá

130 mil e US$ 883

35 mil e US$ 698

99 mil e US$ 678

27 mil e US$ 890

98 mil e US$ 717

25 mil e US$ 1,58 mil

84 mil e US$ 768

43 mil e US$ 1,52 mil 51 mil e US$ 949 41 mil e US$ 1,42 mil

25 mil e US$ 1,4 mil

15 mil e US$ 1,67 mil 16 mil e US$ 1 mil

15 mil e US$ 1,28 mil

*Janeiro a Dezembro de 2022/Relatório Smash – somente bilhetes aéreos internacionais

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O QUE NOS TRANSFORMA?

ARTIGO

EVENTOS RESILIENTES E COM PROPÓSITO Por Raffaele Cecere, CEO do Grupo R1

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O

setor de eventos vem se reinventando como todos os outros no Turismo. No Brasil, o segmento passou por grandes desafios, em especial as crises vividas em 2008, 2014 e, mais recentemente, em 2020, com a pandemia, que acredito ser a pior das crises, pois tudo ficou paralisado. Contudo, ao longo do tempo os eventos sempre foram se adequando aos objetivos e necessidades. Hoje, por exemplo, não temos mais pequenos encontros, pois a tecnologia acabou por suprir algumas necessidades de deslocamentos. As empresas também investiram na criação de espaços internos, o que teve impacto direto para as áreas de eventos em hotéis em determinados tipos de atividades, em especial treinamentos. Eventos hoje têm um propósito muito mais estratégico do que há 20 anos, até porque em alguns setores é a única maneira de se aproximar de seus clientes diretamente, que é o caso da indústria farmacêutica, por exemplo, que por sua vez tem restrições amplas com relação ao marketing. A indústria automobilística descentralizou em vários eventos durante ao ano, pois não fazia mais sentido manter uma feira anual, tendo em vista que o lançamento de veículos tem um ciclo muito menor, e as novidades precisam de uma resposta muito maior diante a velocidade do setor, além obviamente dos custos que são menores em relação ao antigo salão do automóvel. Os eventos estão cada vez maiores e mais bem produzidos. Os shows e festivais caíram no gosto do público. Por exemplo, esse ano o carnaval do Rio de Janeiro ganhou uma produção diferenciada, com um show de luzes na Passarela do Samba, ou seja, quando não havia escola de samba na avenida, o sambódromo virou um grande espetáculo. As tecnologias estão mais acessíveis e as empresas estão cada vez mais profissionais e nesse sentido, nosso grupo vem acompanhando as tendências e se adaptando para estas novas demandas.

Ainda temos grandes desafios, pois há uma grande concentração de demanda, porém vejo que isso está melhorando a cada ano e eventos certamente são uma grande ferramenta para que as empresas e pessoas possam se conectar da melhor forma possível, com grandes experiências e conteúdos extraordinários. n

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O QUE NOS TRANSFORMA?

ARTIGO

QUE O NORDESTE SIGA A EVOLUÇÃO DOS ÚLTIMOS 20 ANOS Por Ruth Avelino Cavalcanti, jornalista e ex-presidente da PBTUR

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I

ngressei na Empresa Paraibana de Turismo – PBTUR em 1991. Nessa época, João Pessoa tinha apenas dois ou três hotéis na orla. No interior da Paraíba, os meios de hospedagem de ponta eram os que pertenciam ao Governo do Estado. Nos anos 1960 e 1970 muitos Estados construíram e administraram hotéis no interior, como forma de receber autoridades que viajavam a trabalho ou a lazer. Restaurantes, bares e boates eram raros, mas sempre cheios de paraibanos e pouco frequentados pelos turistas que chegavam na capital da Paraíba naquele tempo. A malha aérea era composta por dois voos, um da Vasp e outro da Varig, que faziam conexão em Recife. Sair e chegar na Paraíba era complicado demais. No Nordeste, os Estados mais "avançados" eram a Bahia e Pernambuco, que saíram na frente na promoção, em uma demonstração de força e sabedoria dos governos estaduais que viram no Turismo um filão econômico com imenso poder de geração de emprego e renda para seu povo. Depois deslancharam o Ceará, Rio Grande do Norte e por fim Alagoas. A Paraíba veio ter um pouco mais de visibilidade justamente há cerca de 20 anos, quando surgiu o Fórum PANROTAS, referência para o trade turístico nacional e mundial. Obviamente muita coisa mudou no meu Estado e no Nordeste ao longo dessas duas décadas. Hotéis, resorts, parques temáticos, restaurantes de primeira qualidade, empresas de receptivos bem equipadas e cheias de novos produtos, surgiram em todos os nove Estados da região. Aeroportos, em sua maioria privatizados e modernizados, hoje têm uma malha aérea em franca ascensão. Destinos novos sendo lançados no litoral e no sertão e o avanço de um Turismo mais voltado à experiência, à natureza e à valorização dos povos originários do Brasil. Nunca o ecoturismo, o Turismo rural e o de aventura estiveram tão em alta no Nordeste como agora. Há quem afirme que é reflexo da pandemia, o que seria pelo menos um legado positivo dessa tragédia que dizimou tantas vidas.

Com as novas tecnologias, vieram muitas mudanças na promoção e divulgação dos destinos. Minha profissão, o jornalismo, continua viva, embora sofrida, mas os veículos mudaram demais. Jornais e revistas deram lugar a blogs e sites. Os influenciadores digitais estão na "crista da onda" e hoje são os mais solicitados para promover destinos e equipamentos. As redes sociais são aclamadas e viraram febre. Mídia barata e com grande força e engajamento. As transformações e inovações continuam acontecendo diariamente no Nordeste e no mundo todo, e, logicamente, o Turismo é muito impactado por todas elas. Que as mudanças tão necessárias continuem acontecendo, mas sem nunca perder de vista os pilares da sustentabilidade. Que todos ganhem dinheiro com essa atividade, mas sempre com respeito às pessoas e ao meio ambiente. n

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O QUE NOS TRANSFORMA?

ARTIGO

O TURISMO LGBT EM 20 PRIMAVERAS Por Ricardo Gomes, presidente da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil

A

legislação, os decretos e as decisões da Suprema Corte do Brasil contribuíram significativamente para o desenvolvimento do Turismo LGBT no País. Por mais que os direitos da Comunidade LGBTQIAP+ ainda não estejam todos garantidos e muitos deles não serem leis, é inegável o avanço das conquistas da comunidade na última década. Direitos garantidos e segurança são dois fatores preponderantes para que o turista LGBT escolha um destino para viajar. Então podemos dizer que avançamos bem nas últimas duas décadas. O Brasil ocupava a 28ª colocação no ranking anual que retrata o “Índice de segurança em viagens LGBTQ +” organizado pelo site Asher & Lyric, e em 2021, por conta dos avanços dos direitos da comunidade, avançou para o 14º país mais seguro, em termos de leis, para o turista LGBT. O Turismo LGBT em alta e o avanço dos direitos desta população têm contribuído para que cada vez mais empresas e destino brasileiros invistam na atração do turista desta comunidade. Temos avançado no incremento do Turismo LGBT, no entanto precisamos de uma política de Estado para a promoção, dentro e fora do País, deste nicho turístico que é um dos mais rentáveis e promissores de acordo a OMT.

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O Turismo LGBT no Brasil evoluiu muito nos últimos 20 anos e em algumas empresas a orientação e a identidade de gênero do turista nada mais são do que um dos seus marcos identitários e estão cada vez mais longe de disparar o gatilho do preconceito. Temos que avançar mais na sensibilização e capacitação para atender o turista LGBT. A falta de conhecimento é uma das raízes do preconceito que é cafona, ilegal e acima de tudo inadequado aos dias atuais e a qualquer ramo de negócio e, no Turismo então, que é a arte de receber bem, nem se fala. OS PRINCIPAIS AVANÇOS DA COMUNIDADE LGBT NO BRASIL NOS ÚLTIMOS 20 ANOS: 2002 – Presidente Fernando Henrique Cardoso usa, publicamente, o termo homossexual, ao defender a união civil entre pessoas do mesmo sexo; 2004 – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança o Programa Brasil Sem Homofobia (BSH) com a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH); 2009 – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT; 2009 – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva cria a Coordenação-Geral de Promoção dos Direitos Humanos e em seguida o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos LGBT e Coordenação-Geral do Conselho LGBT; 2011 – Presidenta Dilma Roussef em conjunto com a Ouvidoria de Direitos Humanos da SDH lança o módulo LGBT no Disque 100, oportunizando a sistematização de dados de violência LGBTfóbica no País; 2011 – Supremo Tribunal Federal (STF) equipara as uniões estáveis heterossexuais às uniões estáveis homossexuais; 2013 – Criação do Sistema Nacional de Enfrentamento a Violência contra LGBT; 2016 – Presidenta Dilma Roussef assina o decreto 8.727 que prevê o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional;

2016 – Ministro do Turismo Marx Beltrão lança cartilha “Dicas para atender bem Turistas LGBT”; 2017 – Presidente Michel Temer lança INSTRUÇÃO NORMATIVA No 1.718 - 18 de julho de 2017 que "Altera a Instrução Normativa RFB nº 1.548, de 13 de fevereiro de 2015, que dispõe sobre o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), que permite o uso no nome social da pessoa travesti ou transexual também no documento de identidade; 2018 – STF autoriza mudança de nome no registro civil sem a necessidade de judicialização para a mudança de nome e sexo no registro civil; 2018 – Ministro do Turismo Vinicius Lummertz e presidente da Embratur Tete Bezerra assinam acordo de cooperação por cinco anos com a Câmara LGBT para a promoção do Turismo LGBT dentro e fora do Brasil; 2019 – STF criminaliza a LGBTfobia no Brasil; 2020 – STF derruba normas que proibiam gays e população LGBT de doar sangue; 2023 – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva cria a Secretaria Nacional LGBT junto ao Ministério de Direitos Humanos. n

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Melhor que oferecer aluguel de carro a seus clientes é oferecer aluguel de carro com diária de 27 horas.

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Na Movida, além de contar com os carros mais novos e modernos do Brasil e com 3 horas a mais na diária, seus clientes ainda têm: • Sem Parar • Web Check-in • Diversidade de frota

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O QUE NOS TRANSFORMA?

ARTIGO

COMO O SETOR DE OPERADORAS SE TRANSFORMOU NAS DUAS ÚLTIMAS DÉCADAS? Por Roberto Haro Nedelciu, presidente da Braztoa

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H

á 20 anos, você precisava de um operador ou agente de viagens para adquirir uma viagem. Hoje, comprar por meio de um desses canais é uma escolha. Lendo assim, assusta. Parecemos frágeis, não é mesmo? Mas quero dizer que os últimos anos e seus desafios caíram como uma luva - difícil de ser vestida em alguns momentos - para abandonarmos de vez a tal da síndrome do impostor e nos apoderarmos do nosso real valor. Não preciso ir muito longe no túnel do tempo para visualizar isso. Vivemos dez anos em dois na pandemia. Isso nos fortaleceu. Antes, havia uma discussão sobre a intermediação e mostramos, na prática, principalmente com o cuidado e atenção na hora de lidar com cancelamentos e adiamentos de viagens, como a nossa atuação é importante e intransferível. Antes, as operadoras trabalhavam dentro dos seus nichos e das suas caixinhas. Com a pandemia, ampliaram sua atuação e começaram a vender diversos tipos de produtos. Agora, essas empresas se consolidaram como especialistas, buscando conhecimento aprofundado e experiencial para conquistar e fidelizar seus clientes. Antes, o conceito de viagem era pautado pelo pacote. Hoje, ele é apenas uma referência, porque o que as pessoas buscam é a real customização. E as operadoras estão cada vez mais oferecendo viagens personalizadas, com base nas preferências dos consumidores. Isso é possível principalmente pelo contato próximo, de humano para humano, que permite entender e transformar desejos e roteiros reais. Claro, não podemos deixar de citar o avanço da tecnologia, que sempre contribui e otimiza os processos. Outra mudança é o acesso facilitado às viagens pela internet. Aqui, temos dois pontos: o primeiro é o trabalho das operadoras para marcar presença no território digital, fator que está acontecendo, talvez não na velocidade ideal, mas os avanços são reais. O segundo, que é o que nos fortalece: as operadoras estão trabalhando para construir relacionamentos mais duradouros com os consumidores, com atendimento humanizado e personalizado, além de total suporte pós-venda e soluções para contratempos

que podem ocorrer durante a viagem. A cultura da sustentabilidade também é uma grande mudança e evolução nessas décadas. Aqui está o verdadeiro trunfo dos especialistas em viagens, como nós. As viagens com propósito, que envolvam experiências junto à natureza e vivência com a comunidade da região visitada ganharam holofotes e protagonismo nos últimos tempos. Só quem conhece bem o que está vendendo pode proporcionar essa troca tão rica entre destino e viajante. A Braztoa e sua atuação também mudaram muito nos últimos anos. Fomos em busca do nosso lugar e implantamos o Prêmio Braztoa de Sustentabilidade, seguimos a tendência de geração de dados com nosso Anuário e com os boletins com números do mercado; passamos a atuar com ainda mais força na em programas de capacitação, como a Academia de Excelência Braztoa, e tivemos papel ativo junto ao governo e às outras entidades em prol dos pleitos do setor. Saímos da nossa caixinha e abrimos novos caminhos. Dicas para os próximos 20 anos? Antecipem-se, saibam o que os outros estão fazendo. Leiam newsletters, sites, vejam pesquisas, conversem, se relacionem. Comunicação é tudo. A vida é movimento. Naturalmente, nada fica parado. Por que nosso setor ficaria fora disso? n

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O QUE NOS TRANSFORMA?

ARTIGO

COMO OS CRUZEIROS EVOLUÍRAM NAS ÚLTIMAS DUAS DÉCADAS Por Ricardo Amaral, CEO da R11 Travel

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om o passar dos anos, o período de férias deixou de ter seu foco no luxo e, gradualmente, assumiu como eixo principal a necessidade de se vivenciarem experiências autênticas, ter momentos de conforto, relaxamento ou mesmo de aventura. Neste cenário, os cruzeiros despontaram como a opção com melhor relação custo-benefício, integrando elementos de transporte, hospedagem, entretenimento e alimentação. Ao expandirem essas vertentes, se tornaram verdadeiros resorts flutuantes com a vantagem adicional de trocarem o cenário e destino a cada dia, em um deslocamento durante o qual não é necessário fazer e desfazer malas, check-ins ou checkouts, um conforto que permite ao hóspede aproveitar ainda mais o tempo dedicado à sua viagem. Em um ciclo altamente positivo, o aumento da demanda trouxe também a necessidade de se expandir as atrações e atividades a bordo. A resposta da indústria foi com navios maiores, com melhores preços, mais opções e uso intensivo de tecnologia. Esta ampliação permitiu refinar o serviço e criar experiências inigualáveis em todas as áreas, aumentando a expressividade do segmento de cruzeiros. Os novos mega navios não apenas são capazes de acomodar um maior número de hóspedes, mas de oferecer um leque de atividades direta-

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mente proporcional a esse crescimento. A ampliação das áreas dedicadas ao entretenimento e gastronomia, aliada à forte valorização da novidade pelas novas gerações, proporcionou o desenvolvimento de diversas experiências inéditas até então. Em 2009, a Royal Caribbean lançou o Oasis of the Seas, primeiro navio da classe Oasis, com 225 mil toneladas e capacidade para quase seis mil hospedes. No quesito espaço interno, os navios dessa classe seguem inigualáveis – o Wonder of the Seas, inaugurado em 2022, tem 236,8 mil toneladas e recebe quase sete mil hóspedes, repleto de inúmeras atrações exclusivas da Royal Caribbean. São novidades em todos os campos. Desde gastronomia, hospedagem, serviços e entretenimento, com atrações que antes eram impensáveis, como simuladores de surfe ou queda livre, no meio do oceano, criando momentos únicos e inesquecíveis. Mas as transformações nas últimas duas décadas não envolveram apenas renovar e aumentar as frotas, senão modernizar o próprio conceito de cruzeiro marítimo de forma profunda e abrangente. A Celebrity Cruises, por exemplo, escalou um dream team internacional de arquitetos, designers, engenheiros e outros profissionais, entre os melhores e mais renomados do mundo, para romper os limites do design e conectar os hóspedes ao mar e os destinos visitados de uma forma totalmente nova em termos de arquitetura, portfólio de entretenimento e gastronomia. Hoje, o hóspede pode encontrar em um cruzeiro mais de 20 opções de restaurantes, alguns assinados por chefs premiados com estrela Michelin na Celebrity Cruises, e pode até tomar drinques preparados por bartenders robóticos no Bionic Bar em alguns navios da Royal Caribbean, ou seja, um salto de inovação se compararmos ao início dos anos 2000, quando as opções estavam limitadas ao buffet e à noite de gala na sala de jantar principal. Além do charme das grandes travessias com jantares formais e passeios nos decks dos navios, há duas décadas existiam poucas opções de atividades e restaurantes, em cruzeiros que costumavam ter suas cabines divididas em pri-

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meira, segunda e terceira classes. Hoje, com exceção do charme, tudo isso ficou para trás. Agora os hóspedes podem optar entre atividades para Chill (relaxar) ou Thrill (emoção), incluindo em seu menu de opções pistas de patinação no gelo, teatros com performances aquáticas, shows da Broadway, entre outras atrações de padrão internacional. Nessa evolução, as acomodações também mudaram para oferecer aos hóspedes suítes modernas, luxuosas, com vantagens exclusivas e acesso a áreas privativas. A evolução nas últimas décadas também veio acompanhada de inovações em sustentabilidade. Não por acaso, o Icon of the Seas, próximo lançamento da Royal Caribbean, será movido a gás natural, um combustível de queima mais limpa, iniciativa que reforça o amplo esforço de descarbonização da empresa, que vai além da propulsão. Pensando especificamente no Brasil, notamos que o público passou a viajar mais em cruzeiros pelo Exterior. Na sua busca por férias com experiências únicas, um número crescente de brasileiros adota os cruzeiros em seus planos de viagem. Um bom indicador desta satisfação é que 90% dos viajantes pretendem voltar a fazer um cruzeiro em até dois anos e diversos navegam todos os anos, em família, casais de amigos ou singles, uma opção versátil e moderna. O desafio para os agentes de viagens é se manter atualizado e poder contar essa história de forma correta, apresentando os benefícios dos cruzeiros, entendendo qual tipo de itinerário, companhia e estilo deve ser o mais adequado aos seus clientes e, para isso, ele conta com treinamentos, visitas aos navios e cruzeiros inaugurais, onde todas essas novidades são apresentadas. E para bem atender os clientes precisamos estar em constante evolução. Os últimos 20 anos demonstraram ser dinâmicos em termos de evolução e decisivos para nosso setor, e os próximos, com toda certeza, trarão ainda mais inovação para quem quer navegar por todo mundo. Desse modo, é muito curioso olhar para o futuro e imaginar o que vem nas próximas duas décadas. n

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