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Panrotas 1.549

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ANO 30 | 1.549 | 13 a 19 de fevereiro de 2023

www.panrotas.com.br

22 a 28 de agosto de 2022 — PANROTAS

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PANROTAS — 10 a 16 de outubro de 2022


John Rodgerson Azul Linhas Aéreas

Jerome Cadier Latam Brasil

Gianni Onorato MSC Cruzeiros

Denise Fraga Atriz & Colunista

Celso Ferrer Gol Linhas Aéreas

Carolina Sass de Haro Mapie e TRVL Lab

Bruno Lasansky Localiza & Co

Leonel Andrade CVC Corp

Paulo Loeb Fbiz

Pedro Janot Executivo

Luigi Cani Atleta, produtor e apresentador

Tiago Mattos Aerolito

Salim Arkuch Expedia Group

Alessandro Cunha Aviva

Mauricio Parise Delta Air Lines

Renato Kido ViagensPromo

10 a 16 de outubro de 2022 — PANROTAS

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Ana Maria Berto Orinter Tour & Travel

Pedro Telles Movida

Giulliana Mesquita Azul Viagens

Elisa Carneiro Sabre Corporation

Edson Ruy Mondiale by Ancoradouro

Andrea Panisset BeFly

Guilherme Luck Grupo EcoCharme

Guilherme Mercês CNC

Thomas Dubaere Accor

Karen Schmidt BWH Hotel Group

Manuel Flahault Grupo Air France-KLM

Damián Scokin Grupo Despegar/Decolar

Conheça as profissionais convidadas como mestres de cerimônias

Ana Clévia Guerreiro Sebrae Nacional

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Beatriz Moremi Brafrika Viagens

PANROTAS — 10 a 16 de outubro de 2022

Karla Tanaka

Giro Pelo Mundo Viagens

Valeria Gordilho Armação Resort


10 a 16 de outubro de 2022 — PANROTAS

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ÍNDICE

ANO 30 | 1.549 | 13 A 19 DE FEVEREIRO DE 2023 | www.panrotas.com.br | R$ 11,00

Página 08

Editorial - Não estamos à venda, mas quanto quer pagar?

Página 09

Tunísia, uma joia árabe que se estende do Mediterrâneo ao Saara

Página 19

Entrevista - Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, fala sobre tarifa aérea

Página 25

O que as operadoras brasileiras buscaram no Florida Huddle 2023?

Página 34

Em Madri, Fitur 2023 apresenta oportunidades em timing impecável

Página 50

Tudo sobre a nova fase internacional da Orinter

Página 55

Visite o Caribe - Atrativos para ficar de olho na região

PRESIDENTE

José Guillermo Condomí Alcorta GESTÃO José Guilherme Condomí Alcorta TECNOLOGIA Ricardo Jun Iti Tsugawa

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EDITORIAL Artur Luiz Andrade

Media Partner

Parceria Estratégica


Explore novos horizontes

Descobrir, inovar e aprender. Faça parte da construção da nova indústria do turismo.

3 - 5 April 2023 Expo Center Norte, São Paulo

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LATIN AMERICA 6 a 12 de fevereiro de 2023 — PANROTAS

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Editorial

NÃO ESTAMOS À VENDA, MAS QUANTO QUER PAGAR? A compra da Orinter pela americana Mondee mostra que 1) não é só empresa endividada ou falida que é vendida; 2) é uma ótima notícia vermos dinheiro forte americano interessado em investir no Turismo brasileiro; 3) os bons profissionais e suas equipes continuam sendo diferenciais em qualquer empresa e negociação; 4) e o B2B está mais vivo que nunca, mostrando que aderiu às inovações tecnológicas e aos serviços que pede o consumidor e o mercado em geral. A venda por mais de R$ 220 milhões é equivalente à transação da compra da Esferatur pela CVC Corp. Uma operadora, para alguns até então um elo mais frágil na cadeia do Turismo, valendo o mesmo que uma consolidadora. E uma operadora que só vende via agentes de viagens. Investimentos como esse deverão ser tendência na indústria, com oportunidades tanto em empresas combalidas (mas com marca e histórico que fazem valer a pena a aposta) quanto em companhias fortes que servirão de base e alavanca para se tornarem conglomerados mais poderosos e que atravessem as fronteiras brasileiras. Há mais empresas com o perfil da Orinter, que não estão à venda, mas, pelo valor certo, podem passar a estar, e abrirem o Brasil, o mercado e uma janela de oportunidades para seus investidores. Há investidores como a Mondee, de olho em possíveis portas para entrar no Brasil e no Turismo brasileiro, querendo investir e sem saber onde. Exemplos como esse servem para trazer luz a esse novo momento do Turismo brasileiro. E luz às empresas que podem ganhar um caminho mais robusto e subir a outros patamares com a ajuda de investidores, talvez inesperados. Há um Turismo novo a ser desbravado no pós-pandemia. Há tecnologia. Há forças regionais e globais que talvez não conheçamos. Há vontade. Há dinheiro. Que venha para o Turismo brasileiro. Artur Luiz Andrade Editor-chefe e Chief Communication Officer da PANROTAS artur@panrotas.com.br

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PANROTAS — 13 a 19 de fevereiro de 2023


Tunísia

ENTRE MAR E DESERTO

Victor Fernandes

Tunísia é uma joia árabe que se estende do Mediterrâneo ao Saara

A

fricano e árabe. Mediterrâneo e Saara. Já parece difícil atribuir um destes conjuntos de palavras a um único país, atribuir ambos, então, parece impossível. Até conhecer a Tunísia. Localizado no norte do continente africano, o país árabe e islâmico contempla belas praias no mar Mediterrâneo, assim como um pedaço do extenso deserto do Saara. A localização estratégica também fez da Tunísia um caldeirão de influências culturais. Muitos conflitos históricos tomaram sede no país. Três Guerras Púnicas entre Roma e Cartago, invasão árabe, domínio otomano, colonização francesa, Campanha da Tunísia na Segunda Guerra Mundial e, mais recentemente, a Primavera Árabe. Tantas incursões imprimiram marcas únicas no país, desde os sítios arqueológicos de Cartago

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Karim Jatlaoui, diretor do escritório de Turismo da Tunísia (ONTT)

até a primeira mesquita na África localizada em Kairouan. Hoje, a Tunísia tenta aproveitar todas essas heranças para potencializar o crescimento de uma nação que se tornou independente em 1957. Habib Bourguiba, que liderou a independência do país sobre a França, é inclusive tido como o fundador da Tunísia moderna. Bourguiba atuou como presidente do país por 30 anos, entre 1957 e 1987, e promoveu a estruturação da educação no país, construção de múltiplas escolas e hospitais, e, ainda mais importante, tornou o país laico. Ou seja, mesmo com cerca de 98% da população muçulmana, a Tunísia é tida como a mais democrática entre as nações islâmicas, com mulheres fazendo parte da vida política e podendo optar pelo uso do hijab, por exemplo. Atualmente, uma mulher, Najla Bouden Romdhane, é a primeira-ministra do país. E se as diversas incursões no território tunisiano geraram atrações 10

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turísticas com muita história, a modernidade instaurada por Bourguiba auxilia na hospitalidade tunisiana. Atualmente, os jovens chegam aos 15 anos de idade já falando árabe, francês e inglês; podendo optar ainda por uma quarta língua, sendo as preferidas espanhol, italiano e, mais recentemente, o mandarim. A Tunísia está fabricando uma geração de poliglotas. E hoje, em qualquer hotel, o hóspede conseguirá se comunicar em inglês ou francês, pelo menos. Além do árabe, claro, que é menos comum entre brasileiros. Aliás, a hospitalidade tunisiana não se faz só de seu povo gentil e educado, mas também das renomadas marcas hoteleiras que figuram nos principais destinos do país. Anantara, Four Seasons, Movenpick, The Leading Hotels of the World e The Residence promovem luxo tanto em destinos litorâneos, como Tunis, Hammamet e Sousse, como na boca do Saara, em Tozeur, por exemplo.


Sidi Bou Said é um charmoso vilarejo no Mediterrâneo

Hospitalidade, cultura, história e diversidade de produtos. Estes são os quatro pilares em que a Tunísia se apoiará ao intensificar a promoção do destino no Brasil. Karim Jatlaoui, diretor do escritório de Turismo da Tunísia (ONTT), espera que dessa forma, o país volte a receber seu número recorde de brasileiros em um ano - 30 mil - ainda em 2023 ou em 2024. Karim defende que a Tunísia pode ser um destino muito atrativo para os brasileiros e deu como exemplo a satisfação de operadores que a conheceram em famtrip. "A Tunísia é um país exótico onde a cultura e a história podem atrair brasileiros. Estamos felizes em ter operadores importantes conosco e receber esse interesse. Notamos muita surpresa e satisfação destes profissionais ao conhecer a qualidade de serviços e diversidade de produtos tunisianos", afirmou. O famtrip "Vamos Tunísia" contou com a participação de Felipe de Sá, da Ásia Total,

Eduardo Barbosa e Guilherme Campos, da Flot Viagens, Aroldo Schultz, da Schultz, e Fabian Saraiva, da Une World. A Revista PANROTAS acompanhou o grupo em um roteiro de sete dias que contemplou os principais atrativos turísticos do país. Confira abaixo os destaques de Tunis, El Jem, Matmata, Douz, Tembaine, Tozeur, Kairouan e Hammamet. TÚNIS A capital Túnis é a principal porta de entrada para turistas na Tunísia com o Aeroporto Internacional de Túnis-Cartago (TUN). Com 297 hectares, a Medina de Túnis é a principal atração da capital. Conhecida como a "antiga Túnis", a medina contempla a Mesquita de Ez-Zitouna, o principal centro religioso da cidade, hotéis, restaurantes, e, claro, uma infinidade de lojas vendendo artigos típicos tunisianos, desde pratos e mosaicos até roupas e souvenirs.

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Cartago abriga ruínas que remetem ao Império Romano

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Anfiteatro romano El Jem

Fora de seu centro, a capital conta com dois distritos muito atrativos aos turistas: Cartago e Sidi Bou Said. O primeiro é um sítio arqueológico que remonta ao ano 814 a.C. quando foi sede do Império Púnico. Na época, a área foi sede de três guerras com os romanos e hoje se resume às ruínas de antigas termas, teatros e palácios. Já Sidi Bou Said é um charmoso vilarejo no Mediterrâneo com restaurantes e lojas que lembra Santorini, na Grécia, por suas construções brancas e azuis. EL JEM Esta cidade na região do Sahel leva o mesmo nome que o seu principal atrativo: o anfiteatro romano El Jem. Considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o coliseu foi construído no século III pelo império romano com comprimento de 148 metros, largura de 122 metros e uma altura de cerca de 35 metros; sendo assim o segundo maior coliseu de todo o mundo, atrás apenas do de Roma. MATMATA No caminho para o deserto, Matmata é uma aldeia berbere no sul da Tunísia, famosa pelas suas tradicionais casas trogloditas escavadas na rocha, muitas delas ainda em uso. Inclusive, é possível se hospedar ou ter uma refeição em uma casa troglodita no Hotel Les Berberes. Alguns aldeões também abrem suas casas para turistas, mostrando seu estilo de vida, culinária e vestimentas.

Restaurante do Hotel Les Berberes, em uma casa troglodita

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Acampamentos, como o Camp Mars, permitem imersão no deserto

SAARA Douz é a "porta do deserto tunisiano". Para visitar o Saara, é preciso passar por essa vila que abriga uma zona turística com lojas e restaurantes, além do Museu do Saara. De Douz, são cerca de três horas em um carro 4x4 até acampamentos no coração do deserto, como o Camp Mars e o Tiniri Camp. Estas tendas promovem uma verdadeira imersão no deserto e permitem passar uma noite sob o céu mais estrelado que você já viu. A época de visitação é mais que importante aqui, já que os acampamentos não abrem no verão devido ao calor extremo, e

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o inverno também não é agradável devido ao frio extremo. As meias estações são o ideal. TOZEUR Em um lado do lago salgado Chott el Jerid está Douz, no outro está Tozeur. Um pouco mais ao norte que Douz, mas ainda no deserto, Tozeur tem localização estratégica para visita de atrações turísticas como Chibika, um oásis ao pé do Atlas saariano; e Nafta, que abriga cenários de filmes no deserto, como um cenário construído para filmagens da saga Star Wars, sendo a última deles para a série Obi Wan Kenobi (2022).


Chibika, oásis ao pé do Atlas saariano

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Grande Mesquita de Kairouan é a mais importante do país

KAIROUAN Entre o deserto e o mar está Kairouan, uma das cidades mais importantes para o mundo islâmico por sediar a Grande Mesquita de Kairouan. Também conhecida como Mesquita de Sidi Oqueba em homenagem ao seu fundador, a sua fundação data do ano 671, sendo a primeira mesquita na África. Devido à Grande Mesquita, e outras mesquitas da região, Kairouan mantém até hoje o cunho de principal cidade sagrada da Tunísia, assim como do Magrebe, atraindo muitos fiéis da Argélia e Marrocos. HAMMAMET A cidade litorânea de Hammamet é uma das melhores opções para curtir a praia na Tunísia. Com ótimos hotéis à beira mar, a cidade também se beneficia de ótima localização, com Sousse a uma hora de carro ao sul e Túnis a uma hora de carro ao norte. Inclusive, é possível fazer passeios em Cartago e Sidi Bou Said saindo de Hammamet, podendo ser uma alternativa à hospedagem na capital.

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Hammamet é um dos principais destinos de praia da Tunísia


VAMOS TUNÍSIA O f a m t r i p fe z p a r t e d a i n i c i a t i v a " Va m o s Tu n í s i a" , p o o l f o r m a d o p o r Á s i a To t a l , B RT, F l o t V i a g e n s , M o n diale by Ancoradouro, Nova O p e r a d o r a , S c h u l t z , Te r r a m u n d i e U n e Wo r l d . C o m parceria do operador receptivo Gold Experiences e do O NT T, o g r u p o p r e t e n d e a l i mentar a venda do destino no norte da África com condições especiais e roteiros que exploram o país como um todo, assim como comb i n a a Tu n í s i a c o m o u t r o s destinos, como Marrocos, A r g é l i a , E g i t o , Fr a n ç a , I t á lia, Malta e Portugal. Slim Fsili, diretor da Gold Experiences, explicou que o objetivo do pool é "unir forças para promover o país, obtendo bons resultados que nos ajudem em negociações com o govern o d a Tu n í s i a e t e r u m a verba melhor de promoção do destino. O pool também o fe r e c e r á m a i o r f o r ç a d e negociação com hotéis e companhias aéreas para alcançar preços mais competitivos e atrair cada vez mais brasileiros. Espero que o número de brasileiros n a Tu n í s i a s e j a c i n c o v e z e s maior do que é atualmente n o s p r óx i m o s c i n c o a n o s " .

Eduardo Barbosa e Guilherme Campos (Flot Viagens), Aroldo Schultz (Schultz), Fabian Saraiva (Une World) e Felipe de Sá (Ásia Total)

Guilherme Campos e Eduardo Barbosa, da Flot Viagens

Aroldo Schultz, da Schultz Operadora

A R e v i s t a PA N R OTA S v i a j o u a convite do pool de operad o r a s , O NT T e o r e c e p t i v o Gold Experiences com seg u r o v i a g e m G TA n

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Slim Fsili, da Gold Experiences, entre os operadores

Fabian Saraiva, da Une World

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Aviação Artur Luiz Andrade

E O PREÇO DAS PASSAGENS AÉREAS, HEIN?

Q

ue as passagens aéreas no Brasil estão mais caras, não há o que discutir. As estatísticas estão aí para comprovar esse aumento pós-pandemia. Em fevereiro de 2017, a tarifa média doméstica atingiu R$ 430 e hoje está em R$ 630. Longe ainda dos R$ 900 de 2003, primeiro ano da liberdade de preços na aviação brasileira, depois de décadas de bandas tarifárias que simplesmente reduziam a competição entre as empresas a quase zero. O sucesso da liberação tarifária foi visível: além da queda nos preços dos bilhetes aéreos (média caiu de R$ 930 a R$ 430), o número de passagens vendidas disparou. De 30 milhões em 2003 para um recorde de 117 milhões em 2014 e 2015 (dentro do Brasil e para o mundo). A partir daquele ano houve quedas em 2016 e 2017 e estabilização em 2018 e 2019, quando chegamos a 119 milhões de bilhetes vendidos (entre doméstico e internacional).

Quais são as perspectivas para que os bilhetes aéreos voltem a ser mais acessíveis e o número de passageiros aumente? A equação é complicada, mas possível, segundo o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, em conversa exclusiva com a PANROTAS. A primeira vez que a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear) projetou 200 milhões de passagens vendidas por ano no Brasil tinha como meta o ano de 2020. Com a crise do setor entre 2014 e 2019 esse marco passou para 2027. Agora, a entidade nem ousa cravar uma nova data. Mas sim as condições para que o setor volte a crescer e possa novamente ser democrático e não para poucos endinheirados. Os números de 2022 mostram uma recuperação óbvia do mercado, ainda mais depois de uma pandemia, mas as metas adiadas da Abear e os R$ 200 de crescimento da tarifa média mostram que estamos ainda com muito a recuperar e conquistar.

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Mesmo assim, Sanovicz faz questão de mostrar, em números, que a aviação no Brasil não vive apenas de passagens caras. Elas estão mais caras, mas, com planejamento, pode-se achar preços mais acessíveis. Os números da Anac comprovam isso: Em outubro de 2012, a tarifa média era de R$ 558,43. 57% eram tarifas de até R$ 500. 31% entre R$ 500 e R$ 1.000. 12% acima de R$ 1.000. Em outubro de 2022, o quadro piorou, mas não tanto como se imagina. 47,6% (queda de dez pontos percentuais) são tarifas abaixo de R$ 500. 37,2% entre R$ 500 e R$ 1.000. E 15,2% são tarifas acima de R$ 1.000. A tarifa média nesse mês ficou em R$ 638,36.

Eduardo Sanovicz

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AUMENTO DOS CUSTOS PREÇO DO QAV Querosene de aviação (RS/L) - Produtores/Importadores 6,00

4,92

5,00 4,00 3,00

2,20 1,85

1,94

2,00

1,62

1,41

1,60

2016

2017

O PREÇO DO QAV AUMENTOU CONSIDERAVELMENTE:

2,85

2,23

VARIAÇÃO: + 121%

1,86

Comparação de 2022 com 2019

1,00 0,00 2013

2014

2015

* Até dez/2022

2018

2019

2020

2021

QAV (RS/L)

Taxa de câmbio (RS/US$) 6,00

CÂMBIO

5,16 3,34

4,00

(RS/US$) 2013 - 2022

Fonte: ANP

2022

2,16

2,35

2013

2014

3,48

3,19

3,66

5,40

5,16

3,95

TAXA DE CÂMBIO

VARIAÇÃO: + 31% Comparação de 2022 com 2019

2,00

0,00

Fonte: BACEN 2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

2022

* Até dez/2022

Distribuição de tarifas domésticas (ANAC)

Outubro 2012

Outubro 2022

Tarifas até R$ 500

57%

47,60%

Tarifas entre R$ 500 e R$ 1000

31%

37,20%

Tarifas acima de R$ 1000,00

12%

15,20%

Ticket médio do período

R$ 558,43

R$ 638,36

As causas para esse aumento de tarifas são conhecidas e promovidas aos quatro ventos pela Abear: • aumento do combustível de aviação: litro do QAV pulou de R$ 1,85 em 2013 para R$ 4,92 em 2022. • aumento da taxa de câmbio: o dólar comprava R$ 2,16 em 2013 e R$ 5,16 em 2022, depois de um pico de R$ 5,40 em 2021. • as perdas da pandemia, que precisam ser recuperadas, já que o Brasil, ao contrário dos Estados Unidos e outros países, não teve um programa para a retomada do setor, em muitos casos com injeção de recursos; • a falta de alinhamento das regras do setor no Brasil em relação ao resto do mun-

do, como foi o caso da cobrança da bagagem (já resolvido), mas ainda não em casos como a precificação do combustível no País e questões que levam à judicialização da aviação, por exemplo no caso de intempéries naturais que paralisam as operações – só no Brasil, segundo a Abear, a companhia aérea é responsabilizada por esses atrasos; • também o ICMS, cobrado pelos Estados, é um imposto que, de acordo com a Abear, só existe no Brasil e encarece ainda mais o valor final do combustível. “Se nos Estados Unidos o combustível responde por 22% do preço do bilhete e na Europa por 24%, no Brasil ele é 40%”, explica Sanovicz.

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TARIFA AÉREA VAI BAIXAR? Como voltamos então a uma aviação mais competitiva, com preços acessíveis e mais voos e passageiros? Para Sanovicz, quando as companhias aéreas conseguirem resolver os gargalos citados acima, quando as condições de competitividade voltarem e, para tornar ainda mais difícil o processo, quando o brasileiro voltar a ter o poder de compra de anos atrás. Por isso, tanto ele quanto os presidentes das associadas à Abear já fizeram um verdadeiro tour pelos novos ministérios, pois tudo isso depende desde a política econômica liderada por Fernando Haddad, passando pela ministra do Turismo, Daniela Carneiro, para pleitear mais voos e mais competitividade para o setor que é um dos pilares da indústria que representa, até os ministérios de Minas e Energia e Portos e Aeroportos. Não esperem, portanto, uma redução para amanhã, mesmo com a reposição dos voos perdidos na pandemia. Os custos nas alturas, os brasileiros endinheirados ou os viajantes corporativos lotando aviões e a economia ainda cambaleando não são o céu de brigadeiro esperado pelo setor. O presidente da Abear acrescenta ainda a importância de um programa de promoção do Turismo tanto internamente quando internacionalmente, para apoiar essas condições de crescimento. Confira abaixo parte do bate papo com Eduardo Sanovicz, presidente da Abear sobre o tema do preço dos bilhetes e outros que estão na pauta da aviação, como a situação dos aeroportos de Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ) e Galeão (RJ).

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PANROTAS — 13 a 19 de fevereiro de 2023

Ministro Márcio França e Eduardo Sanovicz


PANROTAS – São vários pontos que o senhor elencou para que o setor volte a ser mais democrático, incluindo o alinhamento a práticas internacionais, aproximando os custos das aéreas brasileiras a suas concorrentes globais... Ou seja, uma equação muito complexa. Mas é viável? EDUARDO SANOVICZ – Não tem muita escolha. Ou esse alinhamento é feito ou seguimos com legislações diferentes e assumimos custos mais altos. É uma questão de escolhermos que aviação queremos ter. PANROTAS – Temos visto algumas medidas de redução do QAV pela Petrobras e também de diminuição do ICMS em alguns Estados. Mas em uma dessas ocasiões o senhor disse que ainda era insuficiente. Quando o senhor vai ficar satisfeito? SANOVICZ – É insuficiente pois, todos esses processos, embora positivos, não enfrentam o coração da encrenca, como no caso da precificação do combustível. Se retornarmos os custos de uma década atrás, os dados mostram que podermos voltar a dar acesso a mais pessoas (na aviação). São vários

aspectos, como disse anteriormente: querosene, infraestrutura, capacidade de consumo do brasileiro... De 2013 para cá o querosene subiu 121%. Uma redução de 11% é insuficiente para cobrir esse aumento. O câmbio (do dólar) pulou de R$ 2,16 para R$ 5,16. O setor carrega um prejuízo de R$ 40 bilhões com a pandemia e não tivemos um pacote de ajuda do governo como em outros países. Cada companhia escolheu seu caminho de recuperação. A medida de isenção do PIS/ Cofins sobre a receita do bilhete (que precisa ser votada até maio) vai gerar uma economia de R$ 530 milhões ao setor por ano, segundo cálculos da Receita Federal. Ou seja, meio bilhão de reais. E os outros R$ 39,5 bilhões? PANROTAS – O senhor pede o alinhamento às regras mundiais da aviação. As companhias aéreas nacionais, por outro lado, estão alinhadas aos índices e melhores práticas da aviação mundial? SANOVICZ – Nós seguimos o parâmetro norte-americano, que é o que mais se aproxima de nossa indústria. A pontualidade das empresas aéreas

13 a 19 de fevereiro de 2023 — PANROTAS

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PANROTAS – O alinhamento de algumas medidas ao padrão internacional da indústria acaba gerando esse tipo de percepção? Uma certa impopularidade, como no caso das bagagens que deixaram de ser gratuitas... SANOVICZ – Infelizmente quando houve a mudança da bagagem para um sistema em que o preço (da bagagem) não é diluído para todos, logo após veio a explosão de custos. Mais uma vez é uma questão de decidirmos que aviação queremos. E não estou sendo teórico e sim bastante objetivo. Com as condições certas, voltaremos a entregar produtos com tíquete médio menor, transportaremos mais passageiros... Nós não estamos satisfeitos com essa realidade de mercado. Queremos chegar aos 200 milhões de pessoas viajando. Mas as empresas precisam estar vivas para isso.

PANROTAS – Qual o posicionamento da Abear em relação ao imbróglio Santos Dumont/Galeão, que estão com a concessão paralisada, e também em relação ao aumento de voos em Congonhas, que já tem uma estrutura de atendimento ao viajante bem limitada? SANOVICZ – Com relação a Congonhas, somos uma atividade regulada e cumprimos o determinado pelas autoridades. Mas defendemos que a Anac deveria condicionar esse aumento de oferta a uma melhora na infraestrutura. Ainda é tempo de fazer isso, com ajustes envolvendo todas as partes. Se isso não for feito, todos os agentes envolvidos terão de estar mais atentos e alertas, para não ocorrerem casos como os recentes do jatinho que fechou o aeroporto ou o drone que atrapalhou as operações. Somos favoráveis ao programa de concessão de aeroportos do governo, as experiências se mostraram positivas para os passageiros. Os custos para operar nesses aeroportos subiram para as empresas aéreas, mas mesmo assim achamos que vale a pena. Quanto ao caso de Galeão e Santos Dumont, estamos acompanhando, mas sem um posicionamento ainda, pois não sabemos qual a proposta, o modelo. Pessoalmente, acho que o modelo deveria levar em conta a demanda no Galeão, que depende da recuperação econômica do Rio, dos problemas de mobilidade, do custo de operação e da questão de promoção turística perene.

PANROTAS – Falta uma quarta empresa aérea no País para pressionar os preços para baixo? SANOVICZ – O mercado é aberto, inclusive para investidores estrangeiros (desde 2018). Quando o mercado está crescendo, todos se sustentam, como foi o caso da Avianca, que cresceu nos anos em que a indústria ia muito bem. Quando esse mercado para de crescer e os custos sobem, alguns não conseguem ficar em pé. Apoiamos a competição, incluindo com a abertura de capital para estrangeiros, mas repito que o que precisamos são das condições para voltarmos a crescer.

PANROTAS – A aviação, via Abear, tem buscado diversas soluções junto ao governo de forma isolada. Em outros casos, se junta ao Turismo. Como o senhor vê esse trabalho Aviação e Turismo juntos? SANOVICZ – Nós nos somamos e seguimos apoiando as iniciativas conjuntas do G20. Mas nem sempre é possível termos medidas que atendam a todos os setores, pois temos estruturas de negócio distintas. Mas devemos seguir juntos e aprofundar essa proximidade e as agendas conjuntas. E entender quando há medidas que não se adequam à aviação ou vice-versa. n

brasileiras é superior às americanas. Tivemos duas empresas nacionais, Azul e Latam, entre as mais pontuais do mundo. Nossa taxa de entrega de bagagem se equipara à dos Estados Unidos e supera a europeia. Temos números para nos orgulharmos. PANROTAS – É injusto então que muitos vejam a aviação como vilã nesse momento, por conta das tarifas altas? SANOVICZ – Quando os preços sobem, e vimos que subiram, o consumidor vê o que está na sua frente. Que são as empresas aéreas. Ele não vê a Petrobras, a judicialização, que custa R$ 100 milhões ao setor por ano, não vê as regras que só existem no Brasil.

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PANROTAS — 13 a 19 de fevereiro de 2023


Florida Huddle 2023 Rodrigo Vieira, West Palm Beach (Flórida)

QUAL É A SUA

PRÓXIMA FLÓRIDA?

Paisagens de West Palm Beach, onde aconteceu o Florida Huddle 2023

13 a 19 de fevereiro de 2023 — PANROTAS

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Dana Young, presidente do Visit Florida

Em 2022, 709 mil brasileiros visitaram a Flórida, volume que coloca o País como o terceiro maior emissor de estrangeiros ao Estado norte-americano. Há duas maneiras de interpretar este índice, a otimista e a realista. O "copo meio cheio" é o posicionamento em si. Esse terceiro lugar é notório, põe o Brasil como primeiro colocado da América Latina e é ainda mais relevante considerando que o líder é o Canadá, vizinho dos Estados Unidos e um dos países mais ricos do mundo. Positivo também é o crescimento de 436% ante 2021, mas há de se convir que a base comparativa é injusta, pois há dois anos a pandemia ainda era um impeditivo enorme em termos de viagens internacionais. A base comparativa mais correta, portanto, é com 2019, ano pré-pandemia, quando 1,3 milhão de brasileiros visitaram a Flórida. Então, 2022 registrou queda de 46% da presença dos nossos visitantes na Flórida, a mais acentuada entre os dez maiores emissores. O líder Canadá, o segundo país de maior que26

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da na comparação com o pré-pandemia, teve 32% de baixa. Em resumo, no último ano, o Brasil enviou praticamente metade dos visitantes que enviava antes da crise sanitária, e ainda assim permanece como um importante mercado global para o Estado de tanta vocação para o Turismo. O potencial de recuperação é enorme, do tamanho da estima que os destinos norte-americanos têm com nossos turistas, que estão entre os que permanecem mais tempo e entre os que mais gastam durante a estada. De acordo com a entidade responsável pelo Turismo do Estado, o Visit Florida, o tempo de espera para poder emitir um visto estadunidense no Brasil é o principal motivo pela lentidão na recuperação no Brasil. Segundo o diretor de Análise de Consumo do órgão, Jacob Pewitt Yancey, Miami e Orlando são, geralmente, destinos onde brasileiros fazem suas estreias, as primeiras viagens de suas vidas, quando o assunto é Estados Unidos, por isso acelerar a emissão de vistos é algo tão relevante nesse caso.


A presidente do Visit Florida, Dana Young, garante estar fazendo o possível para agilizar o processo e desta maneira fazer o Brasil superar a casa do milhão de turistas em seu Estado. "Recentemente fiz uma apresentação para nosso comitê executivo, que foi muito repercutida na mídia local. Insisti na questão da demora pelo visto e do quanto as exigências de vacinação ou teste de covid-19 são um atraso. Logo depois recebi um e-mail do Departamento de Estado querendo vir à Flórida para falar sobre isso", afirma Dana, que é membro do board da US Travel Association, a organização líder em lobby do Turismo dos Estados Unidos. "A USTA veio a público para se posicionar com indignação pelo tempo de espera no visto. Dessa vez, a entidade foi mais dura nesse tema e agora acredito que isso possa pressionar os responsáveis por agilizar as filas para emissão de vistos. Da maneira que está, é um desastre. É uma loucura que no Brasil, um mercado chave para nós, tenha de se esperar 500 dias para tirar um visto", queixa-se. Tem de ser tratado como estratégico um país onde as pessoas ficam por mais tempo e gastam mais do que a média, na visão de Dana. "Continuaremos fazendo a nossa parte, até porque as expectativas com o Brasil são altas

em 2023. Cremos que será um ano de recuperação mais rápida, pois estaremos novamente fortalecendo nosso relacionamento com o trade", garante ela. Enquanto esses assuntos tramitam, o Visit Florida faz sua parte no sentido de manter renovada a prateleira das operadoras de seus principais mercados globais. No começo de fevereiro, aconteceu em West Palm Beach mais uma edição do Florida Huddle, um dos principais eventos feitos para conectar fornecedores do Estado a compradores de mercados-chaves como o Brasil, que foi representado por dez empresas na feira. Agaxtur, Azul Viagens, BWT, CVC Corp, Diversa, Easy Travel Shop (ETS), FRT, Hurb, New Age e Orinter foram os convidados do evento neste ano. No total, foram 186 compradores internacionais de 16 países, que fizeram desta a maior edição de todas do Florida Huddle. Para o anfitrião, The Palm Beaches, o evento foi uma oportunidade de mostrar a vastidão de atrativos de suas 39 cidades. Golfe, atividades esportivas, resorts, museus, alta gastronomia, outlets e marcas de grife, além de um clima ameno durante o ano inteiro, fazem de The Palm Beaches um destino atrativo e uma alternativa sedutora às grandes cidades da Flórida. 13 a 19 de fevereiro de 2023 — PANROTAS

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THE PALM BEACHES O diretor de Marketing do Discover The Palm Beaches, Milton Segarra, aponta o Brasil como o terceiro mercado internacional mais importante para o destino (em 2019 foram 26 mil brasileiros), e promete um 2023 de campanhas agressivas tanto para o trade quanto para o público final para atrair os mais diveros perfis de turistas brasileiros que visitam o Estado anualmente. Nos últimos oito anos, foram acrescentados mais de três mil quartos de hotel às cidades de The Palm Beaches, graças a 21 novas propriedades, incluindo o Hilton West Palm Beach, hotel conectado ao centro de convenções onde aconteceu o Florida Huddle, além do The Ben, da Marriott Autograph, o Canopy by Hilton Downtown West Palm Beach, o The Ray Hotel in Delray Beach, o The White Elephant Palm Beach e o AKA West Palm. Vale considerar também reformas em dois dos resorts mais importantes do destino, como o The Boca Raton e o PGA National Resort, com novas experiências para os visitantes. As cidades, praias, lagos, trilhas, parques, shoppings e restaurantes de The Palm Beaches são muito procuradas pelo visitantes norte-americanos e canadenses, sobretudo no inverno do hemisfério norte, por ter clima ameno nesta época do ano. Durante o Huddle, em pleno inverno em West Palm Beach, fez um sol digno de verão na cidade, com temperatura média de 25ºC. The Palm Beaches, em suas 39 cidades, tem 75 quilômetros de praias, mais de 200 hotéis e resorts, outlets, shoppings, 3,2 mil restaurantes, três aeroportos de fácil acesso, que somam mais de dois mil voos diários em média. Golfe, outros esportes, museus e mais opções culturais e de compra são grandes destaques do destino, que agora pode ser acessado por meio do trem Brightline (pouco mais de uma hora de distância de Miami). Todas as informações, inclusive com aba para o trade e em português, estão no thepalmbeaches.com/ 28

Fernanda Paranhos, da CVC Corp

NA SACOLA DOS BRASILEIROS O Florida Huddle foi uma boa oportunidade para as operadoras brasileiras abrirem seus horizontes para a Flórida. O Estado costuma ser um destino em que a maioria dos clientes já chega à agência de viagens com uma lista pré-definida de desejos, na qual dias nos parques de Orlando são figura carimbada. Portanto, uma feira focada em Flórida é uma maneira de vender um Estado complementar, alternativo às atrações consagradas. Por mais que Miami e Orlando costumem ser portas de entrada para brasileiros estreantes nos Estados Unidos, essas cidades são também local onde muitos clientes gostam de repetir a visita. The Palm Beaches e outros desti-

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Barbara Picolo, da ETS

nos próximos a Miami e Orlando, como Tampa Bay, St. Pete/Clearwater, Naples, Key West expuseram suas novidades na feira. "Conheci produtos que ainda não vendemos. Feiras dedicadas a uma região são importantes para isso. O Florida Huddle foi importante para encontrar formas de vender uma Flórida complementar a passageiros que buscam alternativas aos parques", afirma Christina Marfara, da FRT. "Outra oportunidade foi de me atualizar sobre o trem Brightline. Já temos contrato com eles, mas a procura virá realmente quando a estação de Orlando estiver aberta", conclui ela. Os destinos da Flórida são os líderes de vendas da CVC Corp quando o assunto é Estados Unidos. A executiva Fernanda Paranhos acredita que após o Huddle leva ao Brasil boas negociações. Segundo ela, reuniões efetivas para negócios marcaram a feira. "Me encontrei com fornecedores de atrações diferenciadas, algumas das quais já trabalhamos, mas via intermediários, então é uma oportunidade de fazermos negociações diretas", aponta Fernanda, destacando diálogos com Icon Park, Island H2O Water Park, em Kissimmee, entre outros. Jorge Souza, da Orinter Tour & Travel, é outro que no Florida Huddle reforçou a ideia de sair do eixo Miami-Orlando. "Existem combinações próximas, sobretudo para o passageiro que já conhece essas cidades e seus atrativos. St. Pete/Clearwater, por exemplo, é bem similar ao que se encontra no Caribe, com água transparente, areia branca, mas

é um destino com vida mais calma, uma outra proposta aos resorts all inclusive do Caribe", afirma ele, acrescentando ainda opções gastronômicas de alta qualidade e cervejarias como diferenciais. Pela Agaxtur, Vilmara Souza conta que esses produtos complementares são importantes principalmente aos clientes que vêm à Flórida para uma longa estada mas não querem passar todos os dias em parques. Já Alexandre Badial, da New Age, falou sobre parques como Legoland e o da Peppa Pig como opções para famílias com crianças menores, além de ter mencionado um lado rural da Flórida, como West River Ranch. Por fim, Mariana Sylos, da Diversa Turismo, diz que também volta ao Brasil com uma Flórida dinâmica. "Teremos um evento sobre Flórida nos mesmos moldes do Descubra, que incentiva os agentes a criar pacotes com as informações que ele recebe. O Florida Huddle vai nos ajudar nesse sentido, vai ser uma oportunidade de levar produtos para que eles façam uma festa diferente, incluindo mais do que Orlando e Miami, acrescentando St. Pete/Clearwater, Kissimmee, Tampa e mais." Bárbara Picolo, da ETS, se anima com as possibilidades captadas na feira. “Destaques para o Westgate River Ranch com rodeios, shows de cantores famosos de Nashville com hospedagem em tendas e carroças do velho oeste. Também fechamos acordos com parques aquáticos, empresas de airboats, esportes náuticos e até mesmo piqueniques pelas praias e parques de St. Pete/ Clearwater”, aponta.

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BRIGHTLINE Entre os fornecedores, uma das grandes estrelas do Florida Huddle 2023 foi o Brightline, com um dos estandes mais movimentados, presente nos discursos, expectativas, nos negócios e... nos trilhos. Muitos dos participantes do evento fizeram sua estreia no novo serviço de trem da Flórida, que já conecta Miami a Fort Lauderdale e West Palm Beach. Todavia, a mais vantajosa das conexões será lançada neste ano: de Miami a Orlando. Em Orlando, a estação será localizada dentro do Aeroporto Internacional da cidade. O vice-presidente de Canais de Distribuição do Brightline, Gabriel Martinez, afirma que a meta é lançar o serviço Miami-Orlando entre julho e agosto, mas que a data precisa ainda não é possível de ser cravada, por uma série de fatores. Diariamente, o Brightline trabalhará das 5h à 0h, em 16 viagens em cada sentido, totalizando 32 viagens por dia. O trem será capaz de conectar Miami a Orlando, e vice-versa, em três horas de viagem. De carro, o mesmo trajeto dura cerca de quatro horas. Haverá duas maneiras de profissionais do Turismo venderem o produto Brightline, aponta o vicepresidente de Canais de Distribuição, Gabriel Martinez. "Por enquanto, apenas a venda manual está disponível, e é com tarifa fixa. Os operadores têm de chamar a mim, alguém da equipe Brightline ou até mesmo um receptivo parceiro na Flórida", afirma o VP de Canais de Distribuição.

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"No entanto, a empresa já está trabalhando no desenvolvimento de uma ferramenta XML para conectar o motor de vendas por meio de API no sistema das empresas brasileiras", completa Gabriel Martinez. Segundo Martinez, "esse Florida Huddle foi importante para mostrar o produto. Pelo feedback que tivemos, quem experimentou gostou". O viajante poderá ex-

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Gabriel Martinez, vice-presidente de Canais de distribuição do Brightline

perimentar o Brightline em duas classes: a Smart, mais econômica, e a Premium. As tarifas serão dinâmicas, similar à precificação aérea. Na classe Smart, custará de US$ 80 a US$ 100 por pessoa no trecho Miami-Orlando. Na classe Premium, será aproximadamente US$ 160. Nesta última, há um lounge exclusivo pré-embarque além de gratuidade nos produtos servidos a bordo.


FONTAINEBLEAU MIAMI BEACH A reforma da Tresor Tower do Fontainebleau Miami Beach foi concluída há algumas semanas e os hóspedes já podem aproveitar o espaço totalmente renovado neste que é um dos resorts preferidos dos brasileiros na cidade da Flórida. Tudo foi transformado na Tresor Tower, como explicam os executivos Vanessa Garcia e Andrew Toole. Foi a reforma de mais alto investimento nos 18 anos de Fontainebleau Miami Beach. Cores, design, mobília... quem visitou a Tresor Tower no passado vai se surpreender com as mudanças, garantem os executivos. ST. PETE/CLEARWATER Os esforços de St. Pete/Clearwater, na Flórida, serão mais fortes do que nunca em 2023 no Brasil. O destino, que conta com algumas das melhores praias dos Estados Unidos de acordo com o TripAdvisor, tem expectativas altas no mercado brasileiro e vai investir para que sua marca fique no radar do trade e que os viajantes incluam algumas noites em St.Pete/ Clearwater em seu roteiro. "Estamos voltando mais fortes do que nunca", garante a gerente de Vendas para América Latina do Visit St. Pete/Clearwater, Andrea Gabel. "Vamos buscar parceria com operadoras brasileiras que façam sentido para colocar nossa marca o mais forte possível no mercado. Sabemos que somos um destino secundário para o brasileiro, até porque não temos voo direto, mas a ideia é que incluam algumas noites na região quando exploram a Flórida." Andrea Gabel vai a São Paulo para a realização da WTM Latin America 2023. Ela aproveita a ocasião para comunicar ao trade que o destino terá representação da Aviareps em oca-

Vanessa Garcia e Andrew Toole, do Fontainebleau Miami Beach

siões pontuais no País. "Faço muitas visitas ao Brasil, em feiras, roadshows e eventos, e quando voltar à Flórida o Rodrigo Pereira, da Aviareps, dará continuidade ao meu trabalho", conclui ela. A PANROTAS viajou a convite do Visit Florida, com seguro viagem GTA n

Andrea Gabel, gerente de Vendas para a América Latina do Visit St. Pete/Clearwater

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FLASHES FLORIDA HUDDLE 2023

Profissionais brasileiros e seus parceiros na festa de abertura do Florida Huddle 2023

Paulo Biondo, da Azul Viagens, e Vilmara Souza, da Agaxtur

Jorge Souza, da Orinter, e Juanita Ariza, do Visit Central Florida

Dana Young, Lindsey Norris e Lauren Pace, do Visit Florida, com Andrea Gabel, de St.Pete/Clearwater

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José Guilherme Alcorta, da PANROTAS, Erick Garnica, do Turismo de The Palm Beaches, e Adrian Bertini, da PANROTAS/Ladevi

Fernanda Paranhos, da CVC Corp, Lia Coutinho, da Hurb, Célio Iribarren, da Trip.com, e Bruno Delfini, da BWT

Jorge Souza, da Orinter, Stefanie Zinke, do Visit Tampa Bay, e José Guilherme Alcorta, da PANROTAS

Patrick Yvars, do Visit Orlando


FLASHES FLORIDA HUDDLE 2023

Oswaldo Freitas, da Easy Time Travel

Bruno Delfini, da BWT, Felipe Hernandez, da Universal Orlando, Marianna Silva, da Personal RGE Tours, e Oswaldo Freitas, da Easy Time Travel

Rafaela Gross Brown, do Visit Florida, e Paulo Biondo, da Azul Viagens

Andrea Gabel em reunião com Lia Coutinho, do Hurb

Janniel Negron e Rafaela Gross Brown, do Visit Florida

Livia Cohen, do Walt Disney World Swan e Dolphin

Vilmara Souza, da Agaxtur, e Joyce Cordeiro, do Visit Tampa Bay

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FITUR 2023

OPOR TUNI DADE

Victor Fernandes, Madri

EM TIMING IMPECÁVEL

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ealizada entre os dias 18 e 22 de janeiro, em Madri, a Fitur 2023 terminou com um saldo de 222 mil visitantes, representando um crescimento de 99,6%, quase o dobro do registrado em 2022. Com base no perfil dos participantes, foram contabilizados 136 mil profissionais do setor, o que representa um crescimento de 68% e uma estimativa de 86 mil visitantes nos dois dias abertos ao público final, o que praticamente multiplica por três os dados do ano passado. A feira reuniu 8,5 mil empresas, 131 países e 755 expositores nos oito pavilhões do evento, que representaram uma área de exposição de 66,9 mil metros quadrados, igualando a ocupação de 2020. Estima-se que este movimento gere um impacto na economia madrilenha de cerca de 400 milhões de euros. Desta forma, a Ifema Madrid, organizadora da feira, defende que o evento serve de reflexo dos dados de recuperação registrados pelo Turismo em nível mundial. A evolução da Fitur marcou também a tendência como principal feira de Turismo no circuito internacional, criando as melhores expectativas para 2023, especialmente para os brasileiros. O foco na concretização dos negócios, o contato com fornecedores globais e o momento de realização da feira, no início do ano, foram fatores destacados por operadoras brasileiras como Abreutur, CVC Corp, Orinter e ViagensPromo. "Para nós, a feira está sendo muito boa. Aqui está o cara que decide. Não existe conversa fiada, é negócio", afirmou Fabio Mader, diretor executivo de Produtos e Operações da CVC Corp. "Não é a maior feira do mundo, mas é a melhor para nós brasileiros, porque o negociador de Caribe está aqui, a pessoa que negocia Dubai para o Brasil está aqui, por exemplo. Em outras feiras europeias, você não consegue fazer negócios como aqui", completou. Renato Alves, da ViagensPromo, elogiou o tamanho, a organização e, principalmente, o timing da Fitur. "Essa é nossa primeira participação no evento e estamos muito satisfeitos. É uma feira enorme, bem organizada e todos os fornecedores estão aqui. Algo importante da Fitur também é o momento, porque o que vemos e negociamos aqui é o que vale para o ano todo. As metas e par-

cerias fechadas. Fitur está no topo de feiras do ponto de vista de negócios", explicou. A Orinter foi outra operadora brasileira que celebrou sua participação na feira. "Fitur foi uma grata surpresa, principalmente depois da pandemia, por ser uma feira relevante com todos os destinos mundiais. Foi uma oportunidade de reforçar parcerias com fornecedores do mundo, assim como buscar novas oportunidades em meio a uma exigência cada vez maior dos clientes brasileiros", disse o diretor de Produtos e Operações da Orinter, Waldemir Junior. Liliane Jacob, da Abreutur, também elogiou a Fitur. "Percebi esse ano que a feira está muito maior em número de estandes e negócios. Pessoas estão otimistas e confiantes com o Turismo. A cada ano que passa e participamos, percebemos um olhar diferente sobre aquilo que parecia trivial. E também conseguimos ter uma visão melhor de cada destino. Sempre uma bela e grande surpresa a participação na Fitur", finalizou. ABREUTUR A Abreutur participou da Fitur 2023 buscando novas negociações e estreitando relacionamento com fornecedores. Representante do escritório brasileiro da operadora, Liliane Jacob afirmou que a Abreu continuará apostando no agente de viagens e pretende levar especialistas internacionais para capacitar agentes no Brasil. "Como donos dos circuitos, temos a formação dos nossos guias, que vão até o Brasil realizar treinamentos", explicou. Liliane também destacou alguns destinos que a Abreu trabalhará em 2023. "Com a queda das vendas para o México, por causa da questão do visto, República Dominicana, Aruba, Bahamas e Cuba são destinos caribenhos que vêm muito forte. Também apostamos no Canadá com vários parceiros estratégicos e saídas, e continuaremos forte com os Estados Unidos. Além disso, teremos novidades nos nossos tradicionais circuitos europeus e estamos vendo muita procura por Turquia e Grécia", afirmou. BUENOS AIRES Presente na Fitur 2023 para posicionar o destino Buenos Aires entre os europeus, a diretora executiva do Visit Bue13 a 19 de fevereiro de 2023 — PANROTAS

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Maria Laura Pierini e Karina Perticone, do Visit Buenos Aires

nos Aires, Karina Perticone, explicou que o preço das passagens aéreas ainda são um empecilho na hora de levar europeus à Argentina. Por isso, ela diz esperar pela retomada de rotas internacionais, assim como a inauguração de novas, para poder atrair melhor estes turistas ao destino argentino. "Somos um destino de longa distância e um destino em que o aéreo é caro para espanhóis, e europeus no geral. Ainda assim, temos três companhias aéreas voando de Madri para Buenos Aires: Aerolíneas Argentinas, Air Europa e Iberia. Agora esperamos pela retomada da rota da British Airways com voos diretos a partir de março deste ano e a inauguração da rota Buenos Aires-Istambul a partir de setembro com a Turkish", afirmou Karina Perticone. Atualmente, Buenos Aires conta com diversas conexões diárias com São Paulo, voos diários da Copa Airlines para a Cidade do Panamá, voos diários da Aeromexico para Cidade do México e conexão da Delta Air Lines com Atlanta. Em dezembro deste ano, a Delta também voará diretamente de Nova York para a capital argentina. Karina disse que os próximos passos são recuperar as conexões com a Austrália e a Nova Zelândia.

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Liliane Jacob, gerente de Produtos da Abreutur para as Américas


Maria Camilla Alcorta, Paolo Delfini e Zena Batocchi, da Carrani Tours

CARRANI TOURS Pioneira no Turismo italiano, a Carrani Tours conta com produtos "fechados", que são saídas garantidas inclusive com guia em português; assim como produtos premium e sob medida, em que a operadora oferece "o que o passageiro quiser na Itália toda". Os roteiros premium, inclusive, foram lançados na pandemia a partir da pergunta: "Como as pessoas gostariam de viajar?". E o resultado foi positivo, principalmente entre brasileiros, que configuram maior quantidade de clientes nos produtos high end da Carrani. Segundo Maria Camilla Alcorta,

quando as conexões entre o Brasil e a Itália voltaram as passagens aéreas estavam muito caras, então o viajante foi principalmente de alto padrão desde então. "Quando a Itália reabriu em 2022, as maiores vendas foram para hotéis de 4 ou 5 estrelas e experiências premium como dirigir uma Ferrari ou fazer uma degustação de vinhos", explicou. Estes roteiros premium, explicou Maria Camila, são voltados para aqueles que já conheceram a Itália em certo momento e querem fazer algo diferente. Algumas das novidades em produtos incluem circuito de oito noites por Puglia e de quatro noites pelos Lagos do Norte. 13 a 19 de fevereiro de 2023 — PANROTAS

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CATALUNHA Com novo diretor para a América do Sul, a Agência Catalana de Turismo já está com o planejamento pronto para 2023 e buscará continuidade das ações propostas junto ao trade nos últimos anos. Jordi Solé, presente na Fitur 2023, explicou que mesmo com um reajuste de orçamento, pretende realizar diversas ações, estar presente em diversos eventos e mostrar resultados positivos o quanto antes. "Sou novo no cargo e no setor e tomei decisões buscando continuidade de ações que fizemos nos últimos anos. Uma primeira ação será um famtour aproveitando este evento estratégico que é a Fitur 2023 para levarmos duas agências colombianas de luxo, duas agências argentinas de luxo, CVC, Ladevi Espanha e Vivir y Viajar para a Catalunha. Meu objetivo é poder mostrar resultados o quanto antes. Será difícil, mas a meta é sempre crescer", explicou Solé. Dentro do planejamento, o novo diretor já conta com ações aprovadas para o primeiro semestre, incluindo presstrip com dois influencers de atletismo para a maratona de Barcelona em março; participação em eventos como a ILTM, Fit Argentina e Anato Colômbia; famtrip de luxo para o mercado colombiano; ação com programa de TV brasileiro para gerar episódios de 20 minutos sobre a viagem; e um possível fam para o mercado argentino com foco no esqui e hotel do jogador Lionel Messi.

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Jordi Solé, diretor da Catalunha para a América do Sul


FORTALEZA Com o maior orçamento de promoção e marketing na história de Fortaleza, R$ 15 milhões para promover o destino em feiras nacionais e internacionais entre 2023 e 2024, o secretário de Turismo Alexandre Pereira busca turistas internacionais de mercados com voos diretos para a cidade e promove potencial da capital cearense para o Turismo náutico. "Temos a grata satisfação de figurar entre os três destinos mais procurados do Brasil em todas as pesquisas, então Fortaleza é um destino altamente consolidado, principalmente quando se trata do Turismo doméstico, nosso principal impulsor. Mas também temos conexões diretas com Portugal, Espanha, França, Miami e Orlando. Isso nos permite focar em alguns mercados internacionais. É um trabalho de consolidação", explicou o secretário de Turismo. Segundo Pereira, Fortaleza está pronta para receber estes turistas após "um trabalho nos últimos anos de infraestrutura turística e capacitação do destino. Hoje temos uma Beira Mar totalmente requalificada, com gastronomia e experiências náuticas. Temos a nossa Ibiza também na Praia do Futuro, com bares e parque aquático. Praia de Iracema onde está sediada a secretaria de Turismo. Somos um hub aéreo também, o aeroporto de Fortaleza é o mais moderno, mais pontual do Brasil".

Alexandre Pereira, secretário de Turismo de Fortaleza

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LADEVI ESPANHA A Fitur 2023 marcou o lançamento oficial da Ladevi Espanha ao mercado, tornando- se o sétimo país a contar com a publicação especializada em Turismo, sendo o primeiro europeu. A empresa de mídia, que é parceira da PANROTAS, agora conta com publicações na Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Espanha. O projeto é dirigido por dois experientes profissionais do Turismo: María Corinaldesi e Roberto Palais, que serão responsáveis por liderar a equipe de jornalistas locais e desenvolver outras marcas Ladevi como o portal Viajando, destinado ao B2C, e o Horeca y negocios, destinado aos setores de hotelaria e gastronomia. MELIÁ A Meliá Hotels International registrou seus dois melhores trimestres da história na segunda metade de 2022 e busca consolidar seu crescimento em 2023. Foi o que Manuel Riego, VP de Marketing e Distribuição da rede, afirmou ao Portal PANROTAS durante a Fitur 2023. Para tanto, o grupo já anunciou a criação de duas marcas: Zel, em parceria com o tenista Rafael Nadal, e Falcon's, que combina hotel e parque temático no Caribe. O Falcon's Resort by Meliá & Katmandu Park, inclusive, foi a principal novidade anunciada pela rede durante a feira Fitur. "Resortainment" foi a palavra criada pela rede para atribuir à novidade, já que a marca pretende combinar as experiências de resort, com all inclusive, praias e piscina, com a experiência de entretenimento de um micro parque temático com nove atrações que permitirá uma "experiência mais intimista" a apenas três minutos do resort.

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José Guilherme Alcorta, da PANROTAS, entre Gonzalo Yrurtia, Fabian Manotas, Claudia Gonzalez, Maria Corinaldesi e Roberto Palais, da Ladevi

7. Fernando Gagliardi e Manuel Reigo, da Meliá Hotels


ORINTER Após Fitur 2023, a Orinter agora espera abastecer suas prateleiras e promover os novos produtos contratados durante a feira. "A Orinter retomou o internacional em 2022, mas agora é hora de intensificar os destinos mais vendidos e promover novos negócios", explicou o diretor de Produtos e Operações da operadora, Waldemir Junior. "Negociamos na Fitur forte campanha para os circuitos clássicos da Europa. Também temos lançamento de novos produtos como Turquia e combinados, Portugal, Escandinávia, Armênia, Geórgia, Azerbaijão; aumento no portfólio de circuitos pela Itália; e consolidação com os nossos principais parceiros de circuitos na Europa e Ásia", informou Juventino Netto, coordenador de circuitos europeus e asiáticos na Orinter. Junior completou afirmando que a Orinter também trouxe “muitas oportunidades de capacitação com viagens de conhecimento para destinos ainda não tão conhecidos. Conseguimos muito famtrips e ações durante a Fitur". Alguns dos destinos que receberão visitas da operadora e agentes parceiros são Itália, Portugal, Tunísia, Turquia com Egito e Dubai.

Waldemir Junior e Jorge Souza, da Orinter

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Jesús Sobrino e Abel Matutes Prats, do Palladium Hotel Group

PALLADIUM GROUP O Palladium Hotel Group celebrou um 2022 melhor que o pré-pandemia na Fitur 2023. No ano passado, a rede hoteleira atingiu a marca de 948 milhões de euros em volume de negócios gerados, valor 13% superior aos 752 milhões de euros de 2019. Na venda direta, o grupo também registrou um share de mercado de 32%, representando um crescimento de 33% comparado a 2021. "A alta demanda compensou os maiores custos de operação em 2022. A fórmula para subsistir não é tanto pela ocupação, mas pelo preço da tarifa", explicou o CEO Jesús Sobrino. Sobrino também afirmou que o grupo pretende, pela primeira vez, ultrapassar a marca de 1 bilhão de euros em volume de negócios gerados, apesar dos desafios. Para atingir a marca inédita, o Palladium já anunciou as primeiras duas novidades de 2023: a reabertura do Grand Palladium Kantenan Resort & Spa, no México, com 252 quartos renovados, com 170 suítes convertidas em family selection; e a reabertura do Grand Palladium Palace Ibiza Resort & Spa, em Ibiza, com 411 quartos renovados. Sobrino explicou que o grupo conseguiu cumprir uma meta de investir 160 milhões de euros em reformas e renovações em ativos existentes para 2023 e 2024.

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SABRE Na Fitur 2023, a Sabre teve participação importante ao ser uma das empresas expoentes da área FiturTechy, inclusive promovendo palestras sobre tecnologia em um palco que levava o nome da empresa. Nestas palestras, os assuntos abordados foram aqueles que a Sabre considera como as principais tendências para o Turismo em 2023: personalização e automatização "Todas as agências e aéreas querem ampliar seus serviços e acreditamos que a personalização da Sabre pode ser uma grande ferramenta, então aproveitamos essa tendência. A partir de um acordo de colaboração com o Google, promovemos a colaboração entre empresas para criar novos produtos e ajudar agências a atingir um certo nível de customização", explicou Álvaro de Simón, diretor da Sabre Espanha e Portugal. Sobre automatização, o executivo afirmou: "De acordo com um estudo de consultoria que fizemos há um ano, 70% da força de trabalho em agências de viagens é manual, então é uma oportunidade para agências automatizarem, aumentarem sua receita e maximizar a produtividade do agente de viagens", afirmou. O executivo também ressaltou que esses 70% é trabalho repetitivo das agências em atividades que não geram receita. "Não estamos tirando empregos, estamos tirando atividades repetitivas para potencializar receitas das agências e agentes", ressaltou.

Álvaro de Simón, diretor da Sabre Espanha e Portugal

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SÃO PAULO De acordo com o novo secretário de Turismo do Estado de São Paulo, Roberto de Lucena, o Turismo de São Paulo já se recuperou da pandemia e, apesar dos obstáculos econômicos gerais, a projeção é de crescimento na participação do PIB do Estado. "Em 2021, representamos 7% da economia com R$ 220 bilhões. Ainda estamos fechando os números de 2022, mas a projeção em 2023 é de que possamos chegar a 8% de participação com entre R$ 270 a R$ 290 bilhões gerados pelo Turismo", explicou. Para alcançar essa meta, a primeira ação já foi realizada: a redução do ICMS do combustível de aviação para 12%, o que deve gerar um incremento de centenas de voos semanais no Estado. Além dos voos, a medida também deve impulsionar a utilização de mais aeroportos no Estado, construindo uma malha aérea mais densa e investindo em aeroportos como o de São José dos Campos, que pode ser uma alavanca para impulsionar o distrito turístico de Campos do Jordão, segundo Lucena. Além do ICMS da aviação, Lucena afirmou que avançará a discussão da redução da alíquota para a indústria naútica, com o objetivo de "aquecer o setor". Lucena afirmou que dará atenção aos cruzeiros e acompanhará conversa com o governo federal sobre o porto de Santos. No mais, o Setur-SP também planeja fomentar a indústria no interior do Estado com a criação de 11 estruturas náuticas de água doce ainda no primeiro semestre de 2023.

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Roberto de Lucena, secretário de Turismo do Estado de São Paulo


VIAGENSPROMO Participando pela primeira vez da Fitur, a ViagensPromo aproveitou para estreitar relacionamentos, rever o que já fizeram e planejar o que vão fazer. De acordo com Renato Alves, sócio diretor da operadora, o foco deste ano é aumentar o share da operadora em viagens internacionais e cruzeiros enquanto mantém o seu share nacional. "O nosso planejamento para 2023, em primeiro lugar, são os nosso colaboradores que fazem a máquina girar. O nosso foco será aumentar o nosso share internacional e cruzeiro, e manter o nosso share nacional. No internacional, a gente vem estruturando o departamento com remanejamento e novas contratações. Agora o departamento está separado por regiões dentro da operadora: Caribe, Exóticos, Europa e Américas. Em cruzeiros, adquirimos uma ferramenta on-line, então a ideia é incentivar que agências comprem os cruzeiros de forma on-line. Hoje, com um clique consegue ter a resposta de todos os orçamentos", explicou Alves. A PANROTAS viajou a convite da Fitur, com seguro viagem GTA n

Andrea Kubo e Renato Alves, da ViagensPromo

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FLASHES FITUR 2023

Maria Camilla Alcorta e Zena Batocchi, da Carrani Tours, com Eduardo Barbosa e Guilherme Campos, da Flot Viagens

Flavio Louro, da E-HTL, e José Guilherme Alcorta, da PANROTAS

Eduardo Zorzanello, do Festuris Gramado

Roberta Werner, do Visit Rio, e Renan Artur Pretto, do Embratur

Oswaldo Freitas e Daniela Basseto, da Easy Time Travel

Ana Cristina Clemente e Roberto de Lucena, do Setur-SP, com Rose Larrat, da First Trip, e Alexandre Panosso Netto, professor e pesquisador da USP

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Danielle Roman, da Interamerican


FLASHES FITUR 2023

Aroldo Schultz, da Schultz, com Elsa Rodrigues e Miguel Andrade, do Portuguese Hospitality Collection

Patty Leone e Aldo Leone, da Agaxtur

Sylvio Ferraz, da BeFly, entre Paolo Delfini, Zena Batocchi e Maria Camilla Alcorta, da Carrani Tours

Marcus Vinicius Campos, do Bahia Turismo

Claudio Junior e Ana Paula Floriano, da BBC Eventos/BTM

Regina Ahmed, Setur-BA, Mena Mota, Grou Turismo, Luci Cleide e Elisa Mota, da Grou Turismo

Mauricio Vianna, da Sky Cana, Carla Silva, da Pinhal Tour, e Joana Gomes e Francisco Almeida Gomes, da Cristal Hotéis

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FLASHES FITUR 2023

Antonio Carlos Melo e Claudia Bustamante, da World Experience, com Michael Barkoczy, da ETS, e Antonio Cavados, da Hurb

Jerusa Hara e Lais Mosco, da Abav Nacional

Carlos Vazquez, da LTN Brasil, e Alonso Monsalve, presidente LTN Global Previous

Fabio Mader e Paula Rorato, da CVC Corp

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Jordi Solé, do Turismo da Catalunha, entre Bruna Basile e Vivian Bertachini, da New Age


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DOHA COMO VOCÊ NUNCA VIU

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se viajar de avião fosse uma aventura recompensadora? Quando os passageiros voam com a Qatar Airways a partir do Brasil a caminho de mais de 150 destinos em todo o mundo, uma escala de 12 horas pode se transformar em uma experiência fascinante em Doha, capital do Qatar. A viagem é surpreendente antes mesmo de chegar ao destino. Eleita sete vezes a companhia aérea mais bem avaliada do mundo, a Qatar Airways proporciona estilo e serviço superior aos clientes, com camas reclináveis, portas para maior privacidade, iluminação ambiente e comodidades inigualáveis. Ao aterrissar no Aeroporto Internacional de Hamad, os viajantes ficarão impressionados com o que os espera. Confira opções de roteiro para descobrir o melhor desta joia do Oriente Médio.

EXPLORE UM DESTINO ONDE A HISTÓRIA ENCONTRA A MODERNIDADE Doha é uma mistura deslumbrante de design hipermoderno combinado com arte e cultura que remonta a séculos. É um lugar incrível de se ver - como se você estivesse simultaneamente voltando no tempo e olhando para o futuro. Reserve um tempo para percorrer os mercados do velho mundo e admirar a elegante arquitetura contemporânea que se eleva no alto. Comece o dia em um passeio guiado pelo Museu de Arte Islâmica, com um acervo de peças históricas, tapeçarias e porcelanas. Em seguida, faça uma visita ao Souq Waqif, repleto de lojas de especiarias e tecidos, além, é claro, de uma rica variedade gastronômica. EMBARQUE EM UMA AVENTURA NO DESERTO OU NA VIDA MARINHA No Qatar, o que não falta é aventura. Vivencie uma experiência off-road pelas dunas de areia do deserto Sealine ou encare um passeio de caiaque em

um cenário com garças, flamingos, crustáceos e até tubarões-baleia. APROVEITE ATÉ O ÚLTIMO MINUTO Considere prolongar a estada para aproveitar ainda mais as diversas ofertas culturais que fazem de Doha uma cidade tão fascinante. Os aficionados por história e cultura não podem deixar de conhecer o Museu Nacional do Qatar e o Katara Cultural Village, que promove festivais, exposições e peças de teatro ao ar livre. E para completar o roteiro, a Qatar Airways - que facilita a chegada ao destino com dois voos diários saindo de São Paulo - oferece o Discover Qatar, programa de stopover com city tours de três a cinco horas pelos principais pontos da cidade até uma parada de quatro dias de duração. Agentes e demais profissionais do Turismo encontram mais informações aqui: https://bit.ly/qatar_tradeportal n 13 a 19 de fevereiro de 2023 — PANROTAS

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Mercado Artur Luiz Andrade

ORINTER INICIA FASE INTERNACIONAL

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ma das principais operadoras do País, a Orinter Tour & Travel foi comprada na semana passada pela Mondee Holdings, empresa de tecnologia em viagens com ações na Nasdaq e sede em Austin, Texas, nos Estados Unidos. A Mondee é uma empresa de tecnologia voltada para agências de viagens, 100% B2B, com um forte marketplace de viagens. Uma soma de consolidadora com empresa de tecnologia para a distribuição de viagens e mais algumas plataformas e serviços agregados. A empresa viu na aquisição

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da Orinter uma forma de entrar no Brasil com a força e penetração necessárias. A compra foi fechada em mais de US$ 40 milhões (ou mais de R$ 220 milhões). O valor será pago aos sócios da Orinter em dinheiro e ações da Mondee (MOND), além de incluir bônus futuros dependendo dos resultados de crescimento do EBITDA. O portfólio da Orinter também estará disponível nas mais de 50 mil agências de viagens da rede de vendas da Mondee, chegando a 125 milhões de membros. A Mondee também planeja trazer


ao Brasil sua plataforma tecnológica e adicionar possibilidade de receita, como sua FinTech e soluções para ancillaries. Novas aquisições também estão no radar da Mondee Brasil/Orinter. COMENTÁRIOS DOS CEOs O fundador e chairman da Mondee, Prasad Gundumogula, disse estar “entusiasmado em dar as boas-vindas ao time da Orinter, que se agrega à família Mondee, e em iniciar as aquisições de 2023 com um player de tanta sinergia e que expande a pegada geográfica e os produtos hoteleiros da Mondee, além de adicionar conteúdo relevante de experiências.” CEO da Orinter e da Mondee Brasil, Ana Maria Berto comentou a alegria de fazer parte da Mondee, que, segundo ela, representa a próxima geração de modelo de negócios em Viagens e Turismo. Ela se diz ansiosa para ver a Orinter crescer ainda mais com a integração à Mondee, tanto no Brasil quando em outros mercados. "Alguns pontos nos fizeram ir adiante com a negociação, iniciada em outubro: o DNA B2B da Mondee, do qual não abrimos mão, a alta tecnologia que será oferecida aos agentes de viagens, para que tenham competitividade e conteúdo à disposição, a autonomia comercial, financeira e administrativa, mantendo a gestão de sucesso da Orinter, e também a forma para que o crescimento da Orinter se dê de maneira contínua, sustentável e consolidada", analisa Ana Maria Berto. TRAJETÓRIA Com vendas anuais de quase R$ 900 milhões (dados de 2022), a Orinter foi vendida por mais de R$ 220 milhões para a Mondee, quase o mesmo valor da venda da Esferatur, também de Beto Santos, para a CVC Corp, em 2018/19 (a transação foi de R$ 245 milhões à época). Com a venda, Ana Maria Berto mantém-se à frente da operadora, assim como Beto Santos e Roberto Sanches, como diretor comercial. A Orinter foi fundada por Beto Santos em Blumenau (SC), há 32 anos, e funcionava como operadora do grupo

sulista, até a fusão com a MixTur, de Elza Breia, de Campinas (SP) e a chegada de Ana Maria Berto, em 2015, oriunda da MMTGapnet e com grande experiência no mercado, como na Dimensão Turismo. "Ninguém chega em São Paulo sozinho e trouxemos a Ana Maria e Roberto Sanches, nos fundimos com a MixTur e nos tornamos nacionais", disse Beto Santos. Com a venda da Esferatur para a CVC Corp, Beto Santos manteve a Orinter, que, com Ana Maria e Sanches na dianteira, se tornou uma das líderes e referências do mercado para os agentes de viagens (um exemplo foi a quantidade de prêmios recebidos pela Orinter no Unav Awards 2022, nos 100+ Poderosos do Turismo PANROTAS e no Melhores do Turismo PANROTAS).

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O QUE MUDA Negociação guardada a sete chaves e fechada em tempo recorde (do final de de outubro de 2022 a janeiro de 2023), a venda da Orinter para o grupo americano Mondee, grande consolidador e empresa de tecnologia para agentes de viagens sediado no Texas (EUA), deixou o mercado surpreso e na expectativa do que vem por aí. Afinal, um grupo que investiu mais de R$ 220 milhões para entrar no mercado brasileiro não vai parar por aí. A PANROTAS conversou com três dos sócios que venderam a Orinter – Beto Santos, Ana Maria Berto e Roberto Sanches – para esclarecer como fica a empresa após a venda. • A Mondee comprou 100% da Orinter. É a nova dona sozinha. • Ana Maria Berto é a CEO da Orinter e da Mondee Brasil. • Toda a estrutura Orinter no Brasil continua: do diretor Beto Santos ao diretor comercial Roberto Sanches, passando pelas equipes em São Paulo e no restante do Brasil. Mudanças serão pontuais, para atender a nova estrutura. • A venda se deu pela oportunidade encontrada pela Mondee: o valor proposto foi alto e com a possibilidade de continuidade da diretoria e das equipes. Para se ter uma ideia, a consolidadora Esferatur, também de Beto Santos, foi vendida quase pelo mesmo valor à CVC Corp (R$ 245 milhões). A Orinter era vista como mais um membro da família dos donos da Esfera, mas se mostrou tão valioso quanto. Portanto, a proposta financeira falou mais alto. • Além do dinheiro, também pesou o fato de a Mondee ser B2B e querer continuar a estratégia de venda via agências de viagens no Brasil. Ou seja, o legado Orinter fica mantido. • Como uma megaempresa global, capitalizada e com ações na bolsa americana, a Mondee traz uma garantia de investimentos para a Orinter e também promete ampliar a holding com mais aquisições. • A PANROTAS apurou que já há negociações avançadas para a compra de mais uma empresa, com forte portfólio de ho-

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telaria. O anúncio pode ser feito ainda este mês. • A Orinter não tinha dívidas, mesmo depois de dois anos da pandemia, e está com toda a empresa regularizada, batendo recordes de vendas mês a mês. No ano passado, vendeu quase R$ 900 milhões e este ano deve ultrapassar o R$ 1 bilhão com facilidade. Por isso a negociação foi tão rápida. • Uma outra empresa que chegou a se interessar pela Orinter confirmou à PANROTAS que os números da operadora realmente eram atraentes, daí a pressa e a avidez da Mondee. • As vendas da Orinter pularam de R$ 350 milhões antes da pandemia para R$ 900 milhões em 2022. O nacional, que representava 5% das vendas, ganhou participação e gerou a criação de novos departamentos. “Os agentes de viagens viram ainda mais na pandemia que estamos do lado deles. Criamos equipes separadas para cuidar de reembolsos/remarcações e das vendas novas, não deixamos de fazer ações e promoções e rapidamente reconstruímos as equipes, além de contratar novos colaboradores para acompanhar o crescimento”, disse Ana Maria Berto. A Orinter tinha 165 funcionários antes da pandemia, chegou a 100 no auge da crise sanitária do País e hoje tem 280 colaboradores. A venda para a Mondee garante estabilidade e condições melhores para a manutenção desse crescimento, segundo Ana Maria Berto, que também terá uma cadeira no Conselho da Mondee. “Foi um casamento perfeito, pois eles tinham interesse em entrar no Brasil com a melhor operadora e com pegada B2B”, resume Beto Santos, que tinha como meta fazer da Orinter uma das cinco maiores do País. A meta agora mudou com toda a estrutura da Mondee e os investimentos que virão por aí. A Orinter tem um novo dono. Essa é a grande mudança. As demais, como novos produtos e investimentos, e empresas co-irmãs, virão em ritmo acelerado nos próximos meses. n


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CRUZEIROS DA COSTA NO CARIBE NAVEGAM POR PAISAGENS PARADISÍACAS

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aisagens paradisíacas para escapar da rotina e um mar de águas azuis e cristalinas. Esse é o cenário que espera o turista a bordo dos cruzeiros da Costa no Caribe. A companhia marítima oferece roteiros de 7 a 14 noites pelas mais belas ilhas caribenhas, com embarques dos destinos de La Romana/Santo Domingo, na República Dominicana; Martinica e Guadalupe. A temporada de cruzeiros no Caribe é realizada sempre entre os meses de dezembro e março. Com a Costa, o viajante tem a oportunidade de desfrutar o Melhor da Itália a bordo em hospitalidade, gastronomia e entretenimento ao mesmo tempo em que visita pequenos paraísos na terra. Os cruzeiros da Costa no Caribe têm paradas nas ilhas de Santa Lucia. Barbados, Antigua, Tortola, Aruba, Curaçao, St. Maarten, e outras.

OFERTA EXCLUSIVA PROGRAMA CONEXÃO COSTA Pensando em atender a demanda do mercado brasileiro, a Costa oferece uma oferta especial para o Caribe a bordo do navio Costa Pacifica durante sua temporada atual na região. A companhia acaba de lançar um pacote Air&Sea, dentro do programa Conexão Costa, que garante ao hóspede Costa uma condição exclusiva para navegar pelos mares caribenhos. O pacote inclui o cruzeiro marítimo de sete noites, os bilhetes aéreos, saindo e voltando de São Paulo com a Copa Airlines e os transfers terrestres entre o aeroporto de Punta Cana e o porto de La Romana, na República Dominicana. O embarque no cruzeiro acontece no dia 12 de março de 2023, no porto de La Romana, e visita as ilhas de Santa Lucia, Barbados, Guadalupe, Antígua e Tortola até alcançar novamente La Romana em 18 de março de 2023. 56

A viagem completa em cabine interna sai a partir de 12 vezes de R$ 649 por pessoa. Todos os cruzeiros da Costa e o pacote Air&Sea no Caribe, do programa Conexão Costa, podem ser adquiridos em até 12 vezes sem juros no cartão de crédito por meio do portal Costa Extra, exclusivo para as agências de viagens. SAIBA MAIS SOBRE O NAVIO COSTA PACIFICA Navio inspirado na música, o Costa Pacifica presta homenagem a artistas consagrados como Mozart, Beethoven, Beatles, Frank Sinatra, Vinicius de Moraes e Tom Jobim, tem 114.500 toneladas, capacidade para 3.780 passageiros e 1.508 cabines, sendo 521 com varanda. O navio reúne nove piscinas e hidromassagens, um spa com 6 mil metros quadrados, academia com vista para o mar, quadra poliesportiva, teatro, cassino, Squok Club para as crianças, nove bares como o Aperol Spritz Bar e nove restaurantes, entre eles a Pizzeria Pummid´oro e a Gelateria Amarillo, que servem as pizzas 100% Made in Italy e os gelatos italianos produzidos diariamen-

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te; o Sushino, um verdadeiro “sushi bistrô” à beira-mar e o Teppanyaki, onde os hóspedes podem apreciar o show culinário dos chefs acrobatas. O Costa Pacifica oferece ainda o sofisticado restaurante gourmet Archipelago, onde o viajante pode experimentar os menus criados para a Costa por três chefs internacionais renomados, e que juntos somam 17 estrelas Michelin: Bruno Barbieri, Hélène Darroze e Ángel León. n


Aproveite o novo pacote Air & Sea, do Programa Conexão Costa, e descubra as belezas do Caribe!

Embarque em La Romana, na República Dominicana, no navio Costa Pacifica. Saída em 12 de Março de 2023. Cruzeiro de 7 noites pelas mais belas ilhas caribenhas: Santa Lúcia, Barbados, Guadalupe, Antigua e Tortola.

Com voos da Copa Airlines, saindo de São Paulo, e transfers entre o aeroporto de Punta Cana e o porto de La Romana!

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*Preços por pessoa em categoria dupla com as taxas portuária e serviço incluídas. Os voos não podem ser modificados e o cancelamento da parte aérea não é reembolsável.


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HARD ROCK HOTEL RIVIERA MAYA: TUDO É POSSÍVEL NO PARAÍSO

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ejam bem-vindos ao Hard Rock Hotel Riviera Maya, um imponente hotel all inclusive de 1,2 mil quartos com vistas magníficas para o mar do Caribe e uma praia privativa de areia branca. Seja no Heaven, oásis só para adultos, ou no Hacienda, ambiente familiar que supera todas as expectativas, a estrela principal é o hóspede. Aproveite para experimentar serviços incomparáveis e embarcar em uma verdadeira viagem gastronômica autêntica em nove restaurantes - de pratos brasileiros e cozinha mexicana à culinária asiática - e um novo conceito de sabores que mesclam salgado e doce, ácido e picante. Mergulhe na diversidade de atividades que o parque aquático Rockaway Bay proporciona com seus nove tobogãs e desfrute de um bom drink admirando a praia rodeada de águas cristalinas. E como até as estrelas do rock merecem um bom descanso de vez em quando, as acomodações elevam o patamar de conforto, com amenidades de primeira, produtos de banho da marca RockSpa®, minibar e serviço de quarto 24 horas. Porque no Hard Rock Hotel Riviera Maya, toda estada é inigualável. n

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SAN JUAN: A PORTA DE ENTRADA PARA O CARIBE

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m apenas alguns meses, as águas cristalinas do Caribe ganharão um novo visitante: o Norwegian Viva, segundo navio da Classe Prima, que vai se dedicar a criar momentos inesquecíveis nos mares de seu novo porto de embarque em San Juan, Porto Rico. No final do ano o irmão gêmeo do Norwegian Prima parte de San Juan para St Thomas, nas Ilhas Virgens Americanas, e depois para St Maarten, Aruba, Curaçao, Bonaire, St Lucia e St Kitts, antes de voltar a San Juan, em uma viagem de nove dias. Semanalmente até o início de abril de 2024, navega pelo Caribe em roteiros de ida e volta desde San Juan com destinos paradisíacos, além de paradas locais em Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, St John’s e Barbados até St Thomas. Se os idiomas são vários, as belezas são comuns a todas as ilhas com praias de areia branca, mar que vai do azul turquesa ao verde esmeralda e clima tropical durante o ano todo. Ao embarcar com a Norwegian, todos se sentem livres. Livres para desfrutar de uma gastronomia ímpar quando quiser, livres de códigos de vestuário e de horários pré-determinados. Aproveite para dedicar horas a tratamentos de beleza e rejuvenescimento no spa do navio e também conhecer o complexo esportivo, o toboágua e a pista de kart com direito às emoções de um verdadeiro piloto. À noite é hora de assistir a um show premiado da Broadway, cantar no piano bar, rir de um show de comédia, dançar, jogar no cassino ou ainda desfrutar de uma ótima conversa nos bares. Depois de tanta diversão, as cabines confortáveis estarão à disposição para que todos os passageiros tenham um sono reparador e se preparem para mais um dia no mar do Caribe. A bordo do Norwegian Viva, liberdade é a palavra-chave. n

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Junte-se aos mais importantes players do mercado no maior encontro do setor de Eventos e Viagens Corporativas da América Latina! 100 palestrantes

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E uma causa muito especial: Enfrentemos todos o racismo. Se você não enfrenta, sua omissão permite.

Seja agente dessa transformação no LACTE - 18ª edição! Confira a programação completa e inscreva-se em:

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PANROTAS — 17 a 23 de janeiro de 2022


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