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Jornal PANROTAS 1235

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R$ 11,00 - Ano 24 - nº 1.235

www.panrotas.com.br

14 a 20 de setembro de 2016

www.pancorp.com.br

LA CITA Brasileiros mais uma vez comparecem em peso à feira de Rick Still, dessa vez em Miami, e prometem retomada nas vendas. Com o afastamento de Dilma Rousseff da presidência da República, a tendência é que o País volte a experimentar momentos menos turbulentos. É o que o mercado norte-americano espera > Páginas 17 a 21


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LEIA NESTA EDIÇÃO

14 a 20 de setembro de 2016 JORNAL PANROTAS

Check-IN

Páginas 04 a 06 La Torre Resort: destinado a porto seguro

TECNOLOGIA E

HOTELARIA como se preparar para o futuro

MÍDIAS

Páginas 08 e 09 GBTA Rio: Tecnologia para o invisível Página 10 Mais dados do Cadastur

Páginas 12 e 13 Voo executivo — como foi a Labace 2016

Apenas um a cada sociais três hotéis utiliza vídeos no Youtube como forma de alcançar clientes. O vídeo é previsto para ser o formato on-line responsável por 80% do tráfego global da internet em 2019.

Uma série de pesquisas relacionando a indústria da hotelaria e novas tecnologias foram agrupadas pelo grupo irlandês Ard na Sidhe Country House. Nestes estudos, pesquisadores abordam soluções para que o setor mais bem aproveite as mudanças que devem ocorrer no futuro. Algumas delas podem surtir efeito hoje mesmo. Confira!

80%

Para dos usuários, um hotel que posta respostas oficiais aos feedbacks se importa mais com o cliente.

REVIEWS

Páginas 22 e 23 O calor da Flórida na Universal Orlando Páginas 24 e 25 Festa da inclusão no Rio

Redes

5G

95% dos compradores on-line acreditam que as reviews foram censuradas de alguma forma quando não veem uma opinião negativa.

Exploração por imagens 3D, self-check-in e treinamento de equipes são algumas opções a serem desenvolvidas para a indústria nos próximos anos. A possibilidade de uma internet móvel ultrarrápida também abre o caminho para o treinamento de pessoal em tempo real, utilizando softwares de análise de rendimento e monitoramento da evolução do profissional.

No Tripadvisor, mais de 60% dos usuários afirmam que um bom gerenciamento de respostas a feedbacks negativos faz deles mais propensos a fechar a reserva no local.

E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br

Nos vemos na Abav Às vésperas de mais uma Feira da Abav (que algum marqueteiro inteligente cismou em rebatizar de Expo Internacional Abav ou algo parecido), vemos outra vez a discussão: participar ou não? Na verdade, em ano de crise e depois de algumas edições decepcionantes, a pergunta na verdade é: investir ou não? Pois participar a maioria dos grandes players da indústria de Viagens e Turismo com certeza o fará. Não dá para ignorar um evento que reúne tantos profissionais do Brasil e do mundo, tantas marcas, tantos decisores e ainda mais em um momento que muitos estão vendo e que todos querem perceber como de retomada: da economia, do País, do próprio evento. Relacionamento, lançamentos, troca de experiências, negócios renovados e novas parcerias, saber as tendências, ouvir e ver cases, concorrentes e novos players, mostrar a força da indústria. São muitos os motivos para participar e já abordamos 25 deles em reportagem

há algumas edições. A poucos dias do evento, vemos o esforço do presidente Edmar Bull, que vem de uma experiência de sucesso na Abracorp, e seus desafios para levar o Brasil à feira. Como? Com as parcerias com outras entidades (como a Braztoa e a Air Tkt, que levarão agentes de todo o País), com os Estados e municípios, com o apoio de Avianca, Azul, Gol e Latam, com a mobilização dos presidentes regionais de Abav, com transparência e mente aberta a novas ideias. Os críticos chegaram a dizer que Edmar estava “abracorpizando” a Abav e que o corporativo estava tomando conta do evento e da entidade. Nada disso. A Ilha Corporativa continua firme e forte, mas vemos um esforço para entender e incluir todos os segmentos (como o receptivo, combalido e esquecido) no mesmo espaço, que é o espaço do Turismo brasileiro. As aéreas estrangeiras precisam voltar a acreditar no evento, assim como os destinos internacionais,

ainda mais atraídos pela força de outro grande evento, a WTM, no primeiro semestre, mas acreditamos que há espaço para todos e se tiver de haver uma divisão de produtos ou atuações em alguns casos, não vemos isso como algo grave ou fatal para um dos dois lados. Pois enquanto há escolhas, há também o que os une, com as operadoras Braztoa, as grandes empresas, as discussões que atingem a todos, a vontade de desenvolver cada vez mais a indústria e, claro, os profissionais, que querem crescer, vender mais e satisfazer seus clientes com um atendimento e expertise que se constrói também visitando eventos como a WTM ou a Abav. Vai na Abav? Claro que sim. Está difícil investir neste ano difícil? Também. Mas apostamos, sim, na retomada, do País, da economia e do evento Abav, e também na força do empresariado, que faz desse e de outros encontros momentos únicos de nossa indústria. A parte governamental continua irregular:

alguns mostram a que vieram, outros não sabem por que estão no Turismo; alguns ajudam e surpreendem, outros atrapalham (e não é surpresa). Uma feira como a Abav, com suas discussões e players reunidos, é uma ótima oportunidade para quem não sabe o que fazer e ainda desconhece a força do Turismo. A PANROTAS, como faz há 40 anos, ininterruptos, em anos de crise ou bonança, estará lá mais uma vez, com seu estande, que é um ponto de encontro da indústria, seus parceiros, seu Suplemento Diário na Abav (edição 40!) e o projeto Agência do Futuro, cujos detalhes daremos em breve. Tudo isso para nossos mais de 18 mil visitantes únicos por dia no Portal PANROTAS, para os milhares de assinantes do Jornal PANROTAS, para os participantes de nossos eventos pelo País, para nossos milhões de amigos nessas 40 edições da Abav. Nos vemos lá.

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PANROTAS — Versão digital das publicações da editora


03 Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta

14 a 20 de setembro de 2016 JORNAL PANROTAS

S

E U Q A DEST

DO PORTAL

DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta

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DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

PANROTAS

1/9 a 7/9

1 Governo de SP lança rota trekking com 92 quilômetros – em 2/9

2 Hotel da Finlândia busca “caçador”

REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Coordenador: Rodrigo Vieira Reportagens: Brunna Castro, Felippe Constancio, Henrique Santiago, Karina Cedeño, Rafael Faustino, Renato Machado e Roberta Queiroz Estagiários: Fernanda Cordeiro, Janize Viana e Vitor Ventura Fotógrafos: Emerson de Souza, Jhonatan Soares e Marluce Balbino (RJ) MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Katia Alessandra, Pedro Moreno e Thalya Brito Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Flávio Sica (sica@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Rene Amorim (rene@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

PARCEIRAS ESTRATÉGICAS

MEDIA PARTNER

LACTE 11 LATIN AMERICAN CORPORATE TRAVEL & Events E XPERIENCE

ASSOCIAÇÕES

de aurora boreal – em 2/9

3 Vídeo: veja como será o maior parque temático do mundo – em 6/9

4 Com nova política, Tap vende trechos por 32 euros – em 1/9

5 O que o agente sabe melhor que o viajante? Confira – em 1/9

6 Crianças desacompanhadas são trocadas em voo – em 5/9

7 Navio com turistas naufraga em Antalya, na Turquia – em 5/9

8 Agentes de sucesso dão 8 dicas para ampliar as vendas – em 4/9

9 R11 Travel anuncia Pullmantur e inova em evento; fotos – em 1/9

10 Bancos do País vão criar serviço de proteção ao crédito – em 5/9

11 Compra por agentes de viagens cresce em 2016 nos EUA – em 1/9

12 Juarez Neto abre loja da Azul Viagens em Orlando – em 6/9

13 Tá na hora de mudar de emprego? Confira evidências – em 5/9

14 Conheça as 10 cachoeiras mais lindas do mundo – em 2/9

15 American Airlines tem nova gerente no GRU; conheça – em 5/9


04 Hotelaria

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14 a 20 de setembro de 2016 JORNAL PANROTAS

Karina Cedeño – Porto Seguro (BA)

Destinado a

porto seguro UM HOTEL QUE SE ENCONTRAVA À BEIRA DA FALÊNCIA E FOI TRANSFORMADO EM PORTO SEGURO, JUSTAMENTE NA CIDADE BAIANA QUE LEVA O MESMO NOME. Assim começa a trajetória do La Torre Resort, hoje 20 vezes maior em tamanho do que há sete anos, quando foi apresentado ao mercado. A transformação, aliás, foi iniciada desde que Luigi Rotunno assumiu o empreendimento. Um feito mais do que notável, considerando que o empresário nem cogitava trabalhar no ramo hoteleiro. “Nasci em Luxemburgo e vim para o Brasil em 2001, onde comecei a organizar fretamentos internacionais para Porto Seguro (BA). A cidade nunca havia recebido um fretamento da Europa naquela época, só alguns provenientes da Argentina, então eu percebi o potencial do destino, reforçado pelo fato de que o europeu comprava muitos produtos tropicais no Brasil”, conta Rotunno. Ao organizar o transporte de diversos estrangeiros vindos de Portugal, Amsterdã, Milão e Paris, Rotunno viu o próprio destino transportá-lo para

outro ramo. O Apart Hotel La Torre, que era um de seus fornecedores na cidade baiana, estava encerrando operações em plena alta temporada de 2003/2004, justamente quando um grupo de holandeses chegava para se hospedar no hotel. “Se quiser vê-lo aberto, vá você mesmo tocar o negócio”, afirmou o proprietário a Rotunno, que, na época, lembra que não viu outra alternativa a não ser assumir o empreendimento, mesmo sem ter a mínima noção de hotelaria. Mas a ousadia não poderia ter dado mais certo: aos oito meses de vida, o pequeno hotel de 80 quartos começou a crescer de forma vertiginosa, com expansão de cinco mil metros quadrados para 100 mil metros quadrados. A multiplicação dos espaços não veio sem a divisão de conhecimentos e a somatória de forças: ao todo, 200 pessoas trabalharam nas obras do resort, que hoje possui 270 quartos. O estirão, claro, veio acompanhado de amadurecimento. “O La Torre Resort chegou à maturidade de infraestrutura no que se refere ao número de apartamentos. Durante a Copa do Mundo de

Durante a Copa do Mundo de 2014, o La Torre foi escolhido pela Fifa para hospedar a seleção da Suíça e a diretoria da delegação da Alemanha. A escolha do resort se deu em meio a 800 estabelecimentos no Brasil, e levou em conta diversos critérios, como o fato de o clima de Porto Seguro ser ideal para a recuperação física dos jogadores, já que apresenta pouca variação entre o dia e a noite, sem contar a localização da cidade, próxima a Salvador, onde foram realizados alguns dos jogos. Cada jogador tinha, na porta de seu quarto, uma placa personalizada com seu nome, mas este mimo não é mais encontrado no local, já que os esportistas quiseram levá-las de recordação. 

Praia do Mutá, onde está localizado o resort

2014 decidimos reposicionar o resort na direção de um produto de charme, o que significa que teríamos de reduzir o número de quartos e investir mais em serviços. Do ano passado para cá, diminuímos o número de apartamentos em dez unidades, e de leitos em 150”, conta Rotunno. Isso porque, dentro do contexto de charme, está a exclusividade. “O que significa que o hóspede não encontrará fila em lugar nenhum, seja para comer, beber ou simplesmente ao buscar um lugar para relaxar. Se o La Torre tivesse mais 200 hospedes, ficaria lotado e não daria aos clientes a sensação de poder aproveitar os espaços com conforto”, ressalta Rotunno. Porém, ser all inclusive e ao mesmo tempo produto de charme parece um objetivo bastante desafiador. “É uma meta extremamente complicada, para não dizer ambiciosa, pois nem sempre all inclusive combina com charme ou qualidade, mas quanto mais desafiante, mais interessante fica trabalhar para alcançar este objetivo”, anima-se o diretor do La Torre.

Ala das suítes superiores do resort

O Kid's Clube é um dos espaços mais recentes inaugurados pelo hotel. Destinado a crianças de até três anos, o local oferece bonecas, carrinhos, brinquedos de montar e piscina de bolinhas, além de atividades o dia todo e monitores disponíveis até as 21h no local. Logo ao lado, as mães podem utilizar o espaço de copa com diversos utensílios e ingredientes para prepararem papinhas, além de terem à disposição um fraldário. 


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MUDANÇAS NO RESORT Ao andar pelo resort em meio a tantas árvores frutíferas que atraem pássaros de todas as espécies, é possível perceber que os planos de ampliar as áreas de serviço já começam a sair o papel. Um parque de 20 mil metros quadrados foi inaugurado recentemente, e o local se prepara para abrigar um novo centro de convenções de médio porte, que ocupará uma área de cinco mil metros quadrados e terá capacidade, em formato de auditório, para duas mil pessoas, oferecendo 980 lugares em mesas de jantar. Enquanto soluções como esta saem do papel, outras tiram o papel de cena. Isso porque, até o final deste ano, o La Torre substituirá todos os seus informativos e menus em papel por tablets, que serão acoplados no criado-mudo dos quartos e permitirão aos hóspedes realizar consultas, acessar cardápios e informações sobre o resort, além de comprar passeios, alugar carros e até opinar sobre o La Torre em tempo real. A inovação é um dos projetos lançados pelo novo Centro de Pesquisas Tecnológicas, inaugurado recentemente no resort. Com o objetivo de realizar estudos no setor de Viagens e Turismo, o local funciona também como um laboratório para testar novidades e tendências junto aos hóspedes. “Isso vai flexibilizar o trabalho dos colaboradores, já que todos os setores do resort estarão conectados aos tablets, podendo solucionar problemas e tomar medidas de forma mais rápida após receberem os chamados”, explica Rotunno. Mas os visitantes mais atentos poderão notar que as mudanças no La Torre vão muito além da estrutura, e se estendem também ao público que frequenta o local. Ao circular pelos restaurantes e áreas comuns do resort, é muito provável que uma bola atravesse o caminho e você tenha que devolvê-la a uma criança que brinca na piscina, enquanto bebês recheiam o local com

gritos animados durante as brincadeiras no Kids Clube, observados pelos pais, claro. “O resort caiu no gosto do público mais jovem, e hoje vemos muitos grupos de amigos e casais com o primeiro filho. Enquanto nosso público principal sempre esteve dentro da faixa etária de 35 a 45 anos, hoje nossos seguidores nas redes sociais e frequentadores do resort têm de 25 a 35 anos”, conta. Por outro lado, o público de eventos em resorts vem se retraindo cada vez mais, já que os organizadores preferem despender menos tempo e orçamento em eventos e optam por realizá-los em centros de convenções situados em cidades grandes, ou mais próximas ao local de trabalho. “Este mercado dificilmente retomará o crescimento dentro dos resorts”, afirma Rotunno. Não que isso interfira de alguma forma na ocupação do hotel. Pelo contrário: a meta para este ano é chegar aos 84%, superando os 80,1% do ano passado, quando o resort recebeu 42 mil hóspedes. Estrangeiros, inclusive, não param de chegar. O perfil internacional do resort se limita à América do Sul, e a recente implantação da rota entre Porto Seguro (BA) e Buenos Aires (oferecida pela Aerolíneas Argentinas) tem trazido um fluxo permanente de argentinos e uruguaios ao La Torre. “A ocupação destes voos já está acima dos 80%, e os turistas vêm a Porto Seguro (BA) toda semana”, destaca Rotunno. O que é fácil perceber durante o passeio de barco oferecido pelo resort, no qual a maioria dos participantes é composta por argentinos. Já no que se refere a turistas de outras localidades, como a Europa, por exemplo, a situação fica mais difícil. “O turista que vem de continentes mais distantes não quer fazer duas escalas para chegar a Porto Seguro (BA), ainda mais depois de uma viagem longa, e prefere já ficar na cidade que é destino final do voo”, relata.

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Luiggi Rotunno

Entrada do Clube de Praia do resort

> Continua na pág. 06 O novo parque do La Torre possui 20 mil metros quadrados

Montanha

Mães com o primeiro filho e crianças pequenas compõem o novo público do hotel

O La Torre conta com 400 colaboradores, e evita-se ao das Sete Cores, em máximo chamá-los de funcionários. “Isso porque entenPurmamarca demos que eles são o verdadeiro coração da empresa, que ao Nascer fazem a empresa funcionar de fato”, afirma Rotunno. p do sol


< Continuação da pág. 05

Entrada do La Torre Resort

À FRENTE DA ABR

Todos os turistas que chegam ao La Torre Resort carregados de bagagens trazem um pouco de Rotunno no início de sua trajetória. O europeu, filho de italianos, também chegou a Porto Seguro (BA) com uma imensa bagagem, só que cultural. E os conhecimentos tão amplos em mercado internacional contribuíram, segundo ele, para que fosse eleito como presidente da Associação Brasileira de Resorts (ABR), no final do ano passado. O convite para fazer parte da diretoria veio por parte de tantos associados que se tornou irrecusável, e a candidatura de chapa única já era um prenúncio da vitória. “Desde que o La Torre se associou à ABR, há dois anos, recebi a proposta de assumir a entidade. Vim acompanhando os trabalhos realizados por ela, até tomar posse do cargo”, conta.

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Logo no início do dia, o La Torre oferece um passeio de barco, que sai do Clube de Praia e navega pela Praia do Mutá até o Parque Marinho, onde os visitantes mergulham para observar a vida marinha junto aos recifes de corais. Com duração de quatro horas, o passeio oferece a bordo frutas tropicais, sanduíche natural, água e refrigerante, além de equipamentos e instrutores para quem não sabe nadar. p Hoje, à frente da associação, ele sente os desafios da posição. “Já que o Ministério do Turismo não tutela a marca resorts, cabe a nós fiscalizar o mercado e orientar o cliente a escolher uma hospedagem que leva a chancela ABR Resorts Brasil, para que ele tenha a certeza de que estará se hospedando em um local que passou pela matriz de classificação”, afirma Rotunno. Atualmente a ABR conta com 51 associados e tem prevista a entrada de mais dois resorts nos próximos meses. No que se refere à adesão de agentes de viagens nas capacitações oferecidas pela associação, foi registrado um aumento de 13% no número de cadastros, no comparativo com os dois últimos anos. A cada capacitação, são treinados cerca de 120 profissionais. A entidade também conta agora com novos

comitês temáticos: o Comitê de Recursos Humanos, o Técnico e o de Qualidade. Este último ficará responsável por avaliar o nível qualitativo dos resorts associados, incluindo o índice de satisfação dos hóspedes.

SONHOS INCLUÍDOS Satisfação, na visão do diretor do La Torre, também deve fazer parte do sistema all inclusive. “Para o La Torre, all inclusive não é somente um único tipo de pensão, no sentido de alimentos e bebidas. Significa que os sonhos de férias dos hóspedes também estão incluídos e não encontrarão nenhuma barreira”, destaca. E tão importante quanto manter a satisfação dos hóspedes, para ele, é manter também a dos colaboradores – alguns deles, inclusive, trabalham no local há 12 anos. “Considerando que o tempo de permanência média dos colaboradores no resort é de quatro anos, este é um período longo. Temos orgulho de dizer que o La Torre é um desejo de emprego, fator que faz com que cheguem até nós os melhores currículos”, afirma. Além dos colaboradores com carteira registrada, o resort promove uma série de ações junto às comunidades locais, e nisso se incluem os ambulantes, que vendem seu artesanato nos arredores do hotel. No mínimo duas ou três vezes por ano, eles participam de palestras de capacitação promovidas pelo resort, onde são lembrados da importância do turista, de como ele deve ser tratado, e do quanto é prezada a honestidade e o preço justo, para que se tornem parceiros dos turistas do destino na hora da abordagem. “E funciona muito bem”, comenta Luigi. Para ele, um resort não deve se restringir apenas às suas necessidades internas, e sim observar as demandas externas, que podem ser muitas. “Toda empresa deve levar em consideração o que está ao redor dela. Não pode olhar só da porta para dentro. Deve analisar, conviver e tentar solucionar as realidades sociais ao seu entorno”, afirma. O fator humano presente na fala do diretor do resort é o mesmo que se encontra lá no início da história, quando ele optou por não deixar os turistas holandeses sem hotel e assumir o Apart La Torre. De lá pra cá, o espírito de acolhimento continua vivo em cada ambiente do hotel. “Esse pode ser considerado um dos grandes diferenciais do resort: ser um produto no qual o hóspede sente o calor humano e o atendimento personalizado. Mesmo sendo um hotel grande, o cliente não tem a sensação de imensidão, muito menos de ser visto como apenas mais um hóspede, um número. Ele tem um nome para as pessoas que trabalham aqui, e isso é importante”, salienta Rotunno. Quando questionado sobre o futuro do resort e se pensa em vender o empreendimento, a resposta é negativa. “O La Torre se tornou um projeto de vida”, conclui, em seu escritório com vista para o mar.p

INFORMAÇÕES www.resortlatorre.com.br


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14aa13 7 20de desetembro setembrode de2016 2016 JORNAL PANROTAS

corporativo

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Eventos

>> Felippe Constancio — Rio de Janeiro

Tecnologia para o invisível

O presidente do conselho da Abracorp, Rubens Schwartzmann, e o diretor de Vendas da United para América Latina e Caribe, Alex Savic

AS FERRAMENTAS PARA GESTÃO DE DESPESAS EM VIAGENS CORPORATIVAS SÃO UMA VERdadeira tecnologia para ver o invisível. Pelo menos é o que mostraram os cases de sucesso apresentados por executivos de desenvolvedoras de programas de expense management na última GBTA Rio, que aconteceu no

final de agosto, no Windsor Marapendi, no Rio de Janeiro. Para falar dos desafios das empresas em combinar as palavras compliance e saving em uma gestão de viagens eficaz, o primeiro painel do simpósio de viagens Energy, Resources and Marine 2016 contou com a executiva de Contas do Amadeus, Kátia Loca-

O diretor de Negócios Corporativos da Reserve, Sidney Lima Filho, e a executiva de Contas da Amadeus, Kátia Locatelli

telli, o diretor de Negócios Corporativos da Reserve, Sidney Lima Filho, e o gestor de Viagens da Petrobrás Distribuidora, Bruno Melo. A executiva do Amadeus explanou que as tecnologias de gestão de despesas facilitam o processo e controle a partir do viajante. Com uma self booking tool, o viajante deduz seus gastos por meio do aplicativo, tirando uma foto do recibo pelo expense reader, que envia a informação à OBT (on-line booking tool). "Há uma timeline para os gastos e há perfis de viajantes. Só um diretor, que está no perfil de uso de lavanderia, por exemplo, tem a liberação para o processo de pagamento." Kátia ressaltou o papel das ferramentas de gestão a favor de uma parametrização das políticas das empresas, fazendo com que os custos "invisíveis" passem a ser de fácil manuseio. "Perdas de recibos, relatórios imprecisos, gastos fora da política, submissão tardia do relatório... tudo isso é gasto descontrolado que o gestor precisa analisar. 'Qual a melhor maneira

de impulsionar essa política corporativa?' A tendência hoje é ter uma integração única de ponta a ponta que feche o ciclo do viajante. Isso é bom porque o colaborador também se beneficia muito." Segundo a executiva, há uma redução média de 65% nos custos indiretos quando a empresa passa a usar ferramentas de controle de gastos em viagens. "A gente realmente vê cases de sucesso de savings. É só ter a informação em uma OBT, tendo a gestão dentro de casa." Contudo, 80% das corporações hoje não controlam seus gastos indiretos, segundo Kátia.

ECONOMIA DA GESTÃO Com a palavra, Sidney Lima, da Reserve, frisou os gastos com gestões de viagens que poderiam ser melhores. "Nos Estados Unidos, entrevistaram 1.216 profissionais que fazem gestão de viagens. O custo médio para


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uma viagem toda ser processada é de US$ 58 (hora do profissional, custo administrativo etc). Além disso, 19% de cada viagem contem erros, o que necessita reprocessamentos e adiciona mais US$ 52 ao custo médio total. Olha só o custo de você não ter uma tecnologia bem implantada. É um gasto indo pelo ralo e que não está aparecendo." Lima diz ainda que mais de 40% das empresas usam planilhas para reportar os gastos e, dessas, metade leva duas horas para registrar a viagem. "A tendência é dar ferramentas ao funcionário." "Se você não tem uma plataforma para integrar tudo, como tempo para reservar, pedir adiantamento a empresa, hotel, cada hora você vai para um lugar procurar. Se você tem tudo integrado na plataforma, não tem que ficar garimpando na internet."

FIM DAS FRAUDES E COMEÇO DOS CASES Ao comentar o impacto da implementação total das políticas de gastos com uma ferramenta de controle de despesas, o executivo da Reserve cita um exemplo de empresa que reduziu em 43% do valor de R$ 12 milhões gastos anualmente com viagens corporativas só no primeiro ano. No segundo ano, a economia foi de mais 15%. "Isso sem diminuir o número de tíquetes ao ano. De fato há saving se você automatiza seu compliance. Há detalhes que você só tem se tiver uma ferramenta para auditar. Há solicitações de reembolso por uso do carro particular que não informam a distância exata, e cerca de 25% dos viajantes, mesmo sem saber, fraudam a despesas." Perguntado sobre o domínio do histórico das viagens de uma agência, Sidney Lima lembra que este está associado à propriedade da ferramenta. Se a empresa não tem uma própria, fica dependente das agências nesses termos. "A maioria vem através da agência porque ela traz consultoria. No meu feeling, quando você tem um nível recorrente de viagem, a partir de 100 ou 150 ao mês, já é interessante a empresa ter sua própria ferramenta. Isso quer dizer que você já tem o uso de custos indiretos. Se você coloca R$ 600 de tíquete médio de aéreo e R$ 400 de alimentação, você já tem um volume de R$ 60 mil. Se 10% corresponder a mau uso, os R$ 6 mil justificam a preocupação. p --- O Jornal PANROTAS viajou com apoio da Rede Windsor

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Wellington Costa, presidente da GBTA Brasil

A LEI DA

MEN O R TA R I FA OUTRO PONTO IMPORTANTE DA BUSCA DE SAVINGS POR PARTE DE GESTORES DE VIAGENS DEBATIDO NO SIMPÓSIO DA GBTA RIO FOI AQUELE REFERENTE ÀS POLÍTICAS DE VIAGENS FOCADAS

na tarifa de menor custo e voos com conexão como mandatórios cada vez com mais frequência. Se de um lado a busca da menor tarifa por parte do gestor coloca as aéreas em "saia justa" - por terem o dilema de negociar contratos de exclusividade muitas vezes descumpridos ou não fazêlos e arriscar seu share -, por outro ela pode minar a performance do viajante, fundamental para atingir o propósito da missão empresarial. "A hora do executivo vale mais do que qualquer economia pequena com o aéreo. Por isso, também é visto o oposto: empresas preocupadas com o bem-estar do colaborador. A empresa precisa avaliar se quer economizar na viagem ou que o funcionário vá à reunião", lembra o presidente do conselho da Abracorp, Rubens Schwartzmann, que participou do debate sobre o relacionamento dos gestores com

Público qualificado compareceu ao evento no Rio

linhas aéreas ao lado do gestor de viagens da Philips, Fernão Loureiro, e o diretor de Vendas da United para América Latina e Caribe, Alex Savic. Uma recente pesquisa da Associação dos Executivos de Viagens Corporativas confirmou que a importância da condição do voo importa menos na hora em que o gestor negocia contratos com aéreas. Contudo, boa parte dos 212 entrevistados para o estudo disse que o conforto pode se tornar mais importante às empresas nos próximos anos. No painel, Savic, da United, compartilhou da visão de mais cuidado das empresas com a qualidade do deslocamento do viajante - e da busca pela melhor tarifa. "Acredito que as companhias estão mudando porque estão vendo que o investimento está baseado não só nos custos, mas no valor do tempo, que é importante para o novo viajante". Para ele, os millennials são cientes das opções de conforto e praticidade que as tecnologias móveis têm trazido." p


10 Mercado

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Maria Izabel Reigada

ORGANIZADORAS DE EVENTOS

TRANSPORTADORAS TURÍSTICAS

Mais dados do Cadastur Acre

19

23

Alagoas

27

91

Amazonas

43

56

Amapá

16

1

Bahia

128

188

Ceará

143

84

Distrito Federal

179

164

Espírito Santo

85

138

Goiás

112

502

Maranhão

37

48

Minas Gerais

210

2.066

Mato Grosso Do Sul

54

159

Mato Grosso

29

196

Pará

43

79

Paraíba

37

49

Pernambuco

84

63

Piauí

17

132

Paraná

137

778

Rio de Janeiro

229

440

Rio Grande do Norte 35

96

Rondônia

3

23

Roraima

11

9

Rio Grande do Sul

86

2.046

Santa Catarina

113

413

Sergipe

35

118

São Paulo

346

970

Tocantins

7

62

ESTADO

A EDIÇÃO 1.233 DO JORNAL PANROTAS APRESENTOU OS NÚMEROS DO CADASTUR, O CADASTRO NACIONAL DO Turismo, do Ministério do Turismo, em agosto. Dinâmico, o cadastro é constantemente atualizado, uma vez que sua validade é de apenas dois anos. Das sete categorias obrigatórias, a matéria apresentou três delas: agências de viagens (e o número total de agências no Cadastur é de 19.278 no País, e não 18.872 como publicamos), meios de hospedagem e guias de turismo. Aqui, mostramos o mapa de outras duas categorias compulsórias para registro no Cadastur: organizadoras de eventos e transportadoras turísticas. Confira ao lado.

Total de empresas organizadoras de eventos: 2.265 Total de transportadoras turísticas: 8.994 Fonte: Cadastur/MTur (dados de agosto/2016)


11 Hotelaria

14 a 20 de setembro de 2016 JORNAL PANROTAS

>> Diego Verticchio

Pronto para 2017 O CLUB MED JÁ ESTÁ COM A CABEÇA NO PRÓXIMO ANO, QUANDO TERÁ CERca de 500 quartos extras para vender em dois novos villages (Lake Paradise, no interior de São Paulo, e o Exclusive Collection, um hotel 5 Tridentes dentro do village Rio das Pedras, no Rio de Janeiro), além dos três já em operação: o próprio Rio das Pedras, Itaparica e Trancoso (ambos na Bahia). As duas novas unidades entram em operação ainda este ano. O Lake Paradise, em Mogi das Cruzes (SP), passa a operar a partir de novembro com sistema all inclusive e também para grupos. Hóspedes individuais só a partir de 15 de dezembro. Já o Exclusive Collection entra em operação em 20 de dezembro e terá 33 suítes, incluindo seis penthouses. O Exclusive Collection, aliás, será o único 5 Tridentes (categoria de alto luxo) da América Latina. Por conta das aberturas e, consequentemente, maior oferta, o presidente e CEO do Club Med, Janyck Daudet, espera um aumento de 50% no faturamento do Club Med Brasil. "É uma meta ousada em um período de instabilidade econômica, mas totalmente viável diante do cenário que temos à frente”, garante. Já o diretor comercial e de Vendas, Marco Antônio Oliva, acredita que dá para ir além. “Janyck (Daudet) está sendo conservador. A gente consegue crescer em 60% o faturamento”, aposta. Ele garante que o novo Lake Paradise dará mais opções de vendas, principalmente aos paulistas. Ele usou exemplo do Grupo Forma Turismo, maior operador mundial de Club Med e responsável por “fechar” por 45 dias do ano o village Rio das Pedras. “A partir de 2017, metade das operações da Forma vai para o Lake Paradise, abrindo mais opções para vendas de grupos. Antes, ficávamos com parte de setembro e quase todo mês de outubro reservados para a Forma, agora teremos mais datas para vender”, afirmou Marco Oliva.

As novas metas em relação ao próximo ano foram anunciadas por Janyck Daudet na apresentação da nova sede da rede hoteleira francesa no Rio. A apresentação contou com a presença do CFO Global do Club Med, Michel Wolfovski, que elogiou a equipe brasileira pela entrega em um momento marcado pela dificuldade econômica. p

Janyck Daudet, Michel Wolfovski e Marco Oliva


12 Aviação

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14 a 20 de setembro 2016 JORNAL PANROTAS

Renato Machado

Voo executivo

Cessna Citation Latitude, que custa a bagatela de US$ 16 milhões

A CADA ANO A FEIRA LABACE (LATIN AMERICAN BUSINESS AVIATION CONFERENCE & EXHIbition) promove o encontro do público envolvido na aviação geral. Fabricantes de aeronaves, representantes de marcas, empresas de tecnologia e prestadores de serviços são algumas das figuras no evento que se intitula o maior da América Latina. Em sua 13ª edição, a Labace hospedou 130 marcas e expôs 43 aeronaves – queda em relação a 2015, que teve 154 marcas e 50 modelos –, em um ambiente propício para a realização de negócios e parcerias, como a organização frisou com frequência. Um espaço, também, de valorização do segmento que, segundo a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), arrecada por ano R$ 1 bilhão em impostos, empregando cerca de 194 mil pessoas, entre produção, operação e manutenção. Apesar de um 2016 difícil para a aviação geral, reflexo do cenário econômico desfavorável do País, o segmento nota tendências positivas para o futuro próximo. “A aviação geral anda em linha com o desempenho do País. Quando as coisas não vão bem, ela sofre. Se está bom, a aviação aproveita o em-

Durante a Labace, Leonardo Fiuza se dividiu entre a presidência do conselho da Abag e a presidência da Tam Aviação Executiva

balo”, conta o presidente do conselho administrativo da Abag, Leonardo Fiuza. “Nós tivemos um 2015 difícil e este ano não foi diferente. Esperamos que melhores momentos venham ainda no final de 2016, mas ainda assim será um momento de cautela. Esperamos ter mais tranquilidade a partir de 2017.”

FROTA NACIONAL

Uma característica de mercados em crise, e que foi tônica da aviação geral nacional nos últimos meses, é a tendência de venda e exportação de aeronaves por conta da desvalorização da moeda frente ao dólar. Característica essa que vem diminuindo, como conta o especialista em comércio de aeronaves, Cassio Polli, da Aerie Aviação Executiva. “Aqueles que venderam suas aeronaves aproveitando a oportunidade do câmbio ou mesmo em razão da crise, devem recomprar em breve, talvez partindo para modelos maiores, mais novos, com capacidade para mais pessoas ou de maior alcance.” O Brasil, com suas 11 mil unidades, segue como a segunda maior frota do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Regiões fora do eixo Rio-São Paulo podem ser consideradas as responsáveis pela manutenção da robustez da

No interior, todo o luxo do Dassault Falcon 2000, que pode transportar até 12 passageiros

frota nacional. Dados da Abag mostram que, em comparação com 2014, no ano passado Centro-Oeste (3,6%), Norte (3%) e Sul (2,6%) foram as regiões com maior aumento de frota, enquanto o Sudeste amargou queda de 1,1%. Para Fiuza, “o crescimento de outros mercados mostra a força da aviação geral no País”. “O Centro-Oeste tem essa força pujante porque o homem do agronegócio utiliza muito a aviação geral”, conta. A importância do segmento para o desenvolvimento econômico, principalmente, alcançando locais em que o acesso por outros modais é inviável, dá o tom do discurso do presidente do conselho da Abag. “A capilaridade promovida pelo segmento é fundamental. O único modal capaz de conectar o País todo é a aviação geral. Tem lugares que você não chega por terra, nem por água, mas um avião consegue levar.”

QUANTO CUSTA

No entanto, fazer parte desse “clube” realmente não é para qualquer um. Dentre as 12 aeronaves expostas pela Tam Aviação Executiva, o Cessna T206H Turbo Stationair, monomotor para até seis pessoas, era o mais em conta. E, por “mais em conta”,

entende-se US$ 664 mil. Além disso, os valores podem chegar facilmente aos US$ 16 milhões, como é o caso do Cessna Citation Latitude, jato para nove passageiros com alcance máximo de 5,2 mil quilômetros. Como foi enfatizado pelos organizadores desde o primeiro dia, a Labace tem um forte viés comercial, e a realização de negócios não só é possível, como também buscada pelos expositores. Prova disso foi o anúncio da Tam Aviação Executiva de que mesmo antes do fim da feira já haviam sido fechadas duas vendas de helicópteros – ambos modelos da Bell, um 429 WLG (US$ 6,7 milhões) e um 505 Jet Ranger X (US$ 1,1 milhões). Agora no papel de presidente da Tam Aviação Executiva, Leonardo Fiuza comentou as vendas. “A Labace sempre foi uma feira que ajudou a impulsionar os negócios. Diante do cenário de crise econômica do País, fechar vendas durante o evento é um excelente resultado.”

LABACE 2017

A organização não perdeu tempo e já solicitou aos presentes para que reservem as datas da 14a Labace, em 2017. O evento ocorre entre 15 e 17 de agosto.


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COMPARTILHANDO O LUXO UM MODELO DE NEGÓCIO QUE PODE ATRAIR AQUELES QUE NÃO ESTÃO DISpostos a arcar com todos os gastos que envolvem as operações da aviação geral é o de propriedade compartilhada de bens de luxo. Também nos arredores do Aeroporto de Congonhas, onde foi a Labace, o Prime Fraction Club abriu sua nova base, que antes era no Campo de Marte. Foi investido R$ 1 milhão na aquisição de equipamentos, em infraestrutura e equipe. Serão 15 pessoas alocadas na operação, de engenheiros mecânicos a equipe para acompanhamento diário das aeronaves. “Esta base de Congonhas representará não só maior conveniência, mas também menores custos para os nossos clientes, devido à diminuição dos trajetos e do número de voos decorrente da integração das rotas aéreas”, conta o presidente do Prime Fraction, Marcus Matta. Em clubes de compartilhamento de bens, o cliente (ou sócio) é dono da sua propriedade e têm redução de custos com combustível e seguro, por exemplo, já que o ativo é gerido pela empresa em questão, com contratação de tripulação, hangaragem e administração do bem. De acordo com Matta, “a mudança está atrelada tanto ao nosso crescimento, quanto à proposta de facilitar o deslocamento dos clientes que fazem conexão entre os voos comerciais do aeroporto de Congonhas e os voos executivos”. Com um esquema de divisão de cotas, o proprietário pode escolher o período e a data em que irá utilizar o equipamento. Em casos de alta frequência de utilização ou indisponibilidade (por manutenção ou por estar em uso com outro cliente), a empresa é a responsável por disponibilizar outro equipamento ao cliente. No caso do Prime Fraction, o clube afirma ter 14 ativos compartilhados, dentre aviões, helicópteros, embarcações e carros premium, no valor total de R$ 180 milhões.p

Marcus Matta, presidente do Prime Fraction Club

O Dassault Falcon 8X era uma das maiores aeronaves expostas na 13ª Labace


16 Destinos

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>> Renato Machado

Cores no concreto A EVOLUÇÃO DA ARTE URBANA É NÍTIDA NA CIDADE DE SÃO PAULO. A MAIOR METRÓPOLE DA AMÉRICA LATINA, COM SEUS MÚLTIPLOS ESPAÇOS PÚBLICOS,

Patrick Mendes e Franck Pruvost, da rede Accor, posam com Eduardo Kobra, autor da obra na Faria Lima

tem uma relação quase que maniqueísta com a chamada street art. Uma conexão que envolve ódio e amor por suas diferentes formas de se expressar, da pichação e do grafite aos murais. Na última semana, a capital paulista ganhou mais uma obra de seu pupilo mundialmente conhecido, Eduardo Kobra. O artista foi o responsável por dar cor a “Universo das Bicicletas” na fachada lateral do Ibis Styles, em plena avenida Faria Lima. Patrocinada pela rede Accor Hotels, que comemora a chegada em 100 cidades do Brasil, a obra de 60x15 metros escancarou o interesse da iniciativa privada na arte de rua, outrora marginalizada por diversos setores da sociedade paulista. “É uma surpresa até”, afirma o artista plástico, que iniciou a carreira em 1987 como pichador. “São mais de 28 anos, mas parece que foi ontem. Uma mudança de comportamento mesmo, do momento em que eu era chamado de vagabundo para hoje.” Para Kobra, “isso aconteceu conforme os artistas foram se desenvolvendo”. “Pode ser que melhore ainda mais, mas eu acho que hoje vivemos o auge da street art no mundo, com todo esse destaque”, completa. Com os olhos voltados para essa modalidade, o Turismo vê na arte urbana uma brecha para atrair público e investimentos. Em 2012, a SP Turis criou um roteiro com a temática da street art. Mapa, contexto histórico e maiores expoentes do grafite fazem parte do folheto que promove um tour pelas paredes decoradas por tinta e spray de São Paulo (baixe o guia no link: http://bit.ly/1inZfY7). CEO da Accor Hotels para a América do Sul, Patrick Mendes se mostrou um entusiasta do grafite e afirmou ter sido um dos executivos da rede que mais se envolveram na parceria com Kobra (que começou no Fórum PANROTAS 2016). “São Paulo tem se tornado um atrativo turístico mundial da arte de rua, mais que Nova York ou Londres”, conta. “São marcos da cidade de São Paulo que podemos aproveitar ainda mais.” Eduardo Kobra, que cresceu no bairro do Campo Limpo, tem cerca de 30 murais expostos em São Paulo – dentre eles o famoso retrato de Oscar Niemeyer, na avenida Paulista, e o “Muro das Memórias”, na avenida 23 de maio. Apesar do patrocínio, Kobra afirmou que não houve qualquer influência da rede Accor na produção da obra, “nem um por cento”. Durante a cerimônia de inauguração do mural, o secretário de Turismo do Estado de São Paulo, Laércio Benko, exaltou a parceria. “Me sinto no século 21. O investimento em arte, como a Accor fez, é o que é efetivamente a economia criativa”, comentou. É a prova da aceitação de uma arte que, como escreve Mary Beth Willard em seu ensaio, “Vândalos ou visionários? O Criticismo ético da Street Art” (2016), “não possui um mundo artístico ou curadores entre as decisões do que ocorre na rua. Assim, trabalhos de street art desafiam normas a respeito do uso correto do espaço público, por isso criticar os trabalhos sem a devida atenção a essa comunicação [dos artistas] negligencia o intricado e enigmático diálogo que ocorre nas paredes”.p


17 Eventos

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Diego Verticchio — Miami (Estados Unidos)

Negócios e amizade

Vista parcial da área de expositores do La Cita

A CIDADE DE MIAMI FOI SEDE DA QUARTA EDIÇÃO DA LA CITA DE LAS AMÉRICAS, FEIRA QUE POSsui como objetivo prioritário ligar compradores da América Latina a fornecedores norte-americanos. Ou, como explicou o organizador do evento, Rick Still, “criar novos relacionamentos e tornar uma cadeia de amigos”. Realizada entre 30 de agosto a 1º de setembro, no luxuoso Trump National Doral, a feira reuniu expositores da Flórida e da Califórnia. A delegação de Las Vegas, presente nas outras três edições, foi a ausência sentida. Já a cidade de Nevada optou por não participar desta edição por ter sido realizada em uma das propriedades de Donald Trump, candidato à presidência dos Estados Unidos. Os principais países latino-americanos foram representados na La Cita. O Brasil mais uma vez liderou a maior delegação, levando para o evento 37 pessoas. Destes, 20 foram agências associadas à Abracorp que viajaram a convite da Azul Linhas Aéreas, patrocinadora do evento, em parceria com o destino Fort Lauderdale. Rick Still elogiou a parceria e afirmou que este modelo continuará sendo adotado nos próximos anos, tanto com a entidade brasileira ligada às agências corporativas quanto a outras similares na América Latina. “A Abracorp tem feito um trabalho fantástico com a Marina Barros (re-

presentante da La Cita no Brasil) e, assim como ano passado, voltaram ao evento fazendo uma viagem de familiarização. É muito importante negociar com fornecedores e conhecer os produtos, e é isso que a Abracorp tem proporcionado aos seus associados”, destacou Still. Liderados pelo diretor-executivo da Abracorp, Gervásio Tanabe, os 20 agentes de viagens chegaram na Flórida via Fort Lauderdale, onde a Azul mantém suas operações. Os representantes visitaram os principais provedores no destino focados no segmento Mice. De acordo com Tanabe, o ponto alto foi a inspeção no centro de convenções da cidade. O dirigente destacou ainda outras ações do grupo nos Estados Unidos. “Fizemos uma reunião Abracorp Mice, no qual discutimos temas de qualificação e desenvolvimento do nosso setor e tivemos um encontro com o presidente da Ampro, Wilson Ferreira Jr., para que as duas entidades possam trabalhar em conjunto. A finalidade é fazer com que o setor de Mice possa evoluir e capacitar-se melhor”, destacou.

ESPERANÇA RENOVADA

Organizada no estilo norte-americano de feiras, em formato de appointments, a La Cita teve um dia e meio de agendamentos e reuniões entre

A T É 2 0 17 A EDIÇÃO 2017 DA LA CITA DE LAS AMÉRICAS JÁ TEM DIA E LOCAL PARA ACONTECER. A FEIRA VIAJA PELO ESTADO DA FLÓRIDA E DESEMBARCA NAS PARADISÍACAS CIDADES DE ST. PETERSBURG E Clearwater, dois dos destinos mais procurados no verão norte-americano. Itinerante desde a sua primeira edição, em Fort Lauderdale, a La Cita vai parar no balneário norte-americano por um motivo simples, segundo Rick Still. “Eles querem fazer negócios e relacionamento, os dois princípios básicos da La Cita. Estamos orgulhosos em anunciar o evento nesta região. Os destinos estão próximos dos nossos portões de entrada na Flórida e temos certeza que será uma bela edição”, garantiu o organizador da feira. A região está a 39 quilômetros de Tampa Bay e a 172 quilômetros de Orlando. Clearwater Beach foi escolhida a praia número um nos Estados Unidos e a 20ª no mundo, segundo o Tripadvisor. Já St. Pete Beach detém o título de quarta praia mais bonita dos Estados Unidos.

buyers e suppliers. A cada 20 minutos os buyers se revezavam cumprindo a extensa agenda a qual tiveram que preencher. O momento de relaxamento, se assim podemos dizer, foi quando o sistema de som da feira anunciou o afastamento permanente da presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Coube ao presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta, dar o anúncio em espanhol e português. Rick Still foi quem anunciou em inglês a notícia. O impeachment de Dilma trouxe um ar de renovação entre os expositores norte-americanos. “Esperávamos esta definição com certa ansiedade. Enquanto o processo caminhava, sentíamos o Bra-

sil parado, mas agora que se tem uma definição é trabalhar e fazer com que os brasileiros voltem com mais força para a Flórida”, afirmou Rick Stiil. Um dos destinos mais visitados por brasileiros, Orlando sentiu a crise e viu a presença de viajantes brasileiros diminuir. O diretor do Visit Orlando, Patrick Yvars, lembra que que há seis meses, quando Dilma foi impedida de governar, o dólar teve uma queda. “Vamos ver como a economia do Brasil vai receber esta notícia, mas para Orlando ter uma definição é muito bom e vamos torcer para o dólar baixar ainda mais”, afirmou. > Continua na pág. 18


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H OT E L B I L I O N Á R I O UM DOS HOMENS MAIS RICOS DO MUNDO, O EMPRESÁRIO E AGORA CANDIDATO À CASA BRANCA, DONALD TRUMP, NÃO POUPOU dólares para o Trump National Doral Miami. Adquirido em 2012 por US$ 150 milhões, a propriedade, que tem 805 acres, é um dos maiores hotéis em extensão territorial dos Estados Unidos, e ganhou US$ 280 milhões (cerca de R$ 907 milhões) em melhorias desde o início da administração Trump. Sede da quarta edição da La Cita de las Américas, o empreendimento foi elogiado pelo organizador da feira, Rick Still, que escolheu a dedo a propriedade. “Ao lado do aeroporto e próximo aos shoppings de Miami, tudo que os buyers latinos precisam”, brincou. Entre os superlativos do hotel estão os quatro campos de golfe, todos com 18 buracos, e o peso de receber por 55 anos consecutivos uma etapa da PGA Tour, liga norte-americana de golfe. Quem ad-

Rick Still, criador da La Cita, com David Feder, diretor do Trump National Doral Miami

ministra os campos de golfe é o brasileiro Paulo Machado, que por anos liderou a Stella Barros em Miami. “É definitivamente o melhor complexo

de golfe dos Estados Unidos.” O hotel conta com 650 quartos, quatro restaurantes, bares, duas grandes piscinas (uma com mini toboágua) e

uma ampla área ligada ao bemestar, incluindo spa, fitness center, piscina coberta e aquecida, salão de beleza, entre outras áreas. O empreendimento ainda tem um espaço voltado para as crianças. Na área de eventos, a propriedade tem quatro grandes salas, além de diversas mini salas para pequenos eventos e reuniões. Para se deslocar pela propriedade, os hóspedes podem utilizar carros de golfe ou alugar uma bicicleta. Os quartos estão divididos em vilas, todas com três andares e com nomes de grandes jogadores de golfe dos Estados Unidos. Os cuidados com detalhes foram pensados na construção, como carpetes antialérgicos, guardas chuvas à disposição, acesso para portadores de necessidades especiais, além de elevadores. O wi-fi está disponível para todos os hóspedes e funciona bem em todo complexo. Ao Jornal PANROTAS, o diretor do hotel, David Feder, lembrou que a reforma feita dentro do hotel foi completa, passando por todas as instalações. “Construímos um novo hotel dentro de um já existente. Tudo foi renovado, desde os 650 quartos ao spa, passando pelo jardim e pelas áreas comuns. Mudamos a parte interna, quebramos parede, trocamos toda estrutura. Essa reforma terminou em 2016 e o que temos é um hotel 100% novo”, garantiu Feder. p


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FLÓRIDA NA CABEÇA MIAMI, ORLANDO E NOVA YORK SÃO AS TRÊS CIDADES MAIS VISITADAS pelos brasileiros nos Estados Unidos. Em comum, as três estão na costa leste norteamericana e concentram maior número de frequências aéreas. Miami e Orlando, no entanto, estão na Flórida, região escolhida por 63% dos viajantes brasileiros como destino principal ou de passagem no país, segundo o Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Horas antes da abertura da La Cita de las Américas, o gerente do órgão federal norte-americano, Ron Erdmann, revelou alguns dados em relação à América Latina. A cidade de Miami é o portão de entrada de 40% dos viajantes. Já Orlando representa 16% das chegadas. Miami também é a preferida dos colombianos, argentinos e mexicanos (que viajam de avião para os Estados Unidos). Erdmann revelou que 26 milhões de latino-americanos estiveram nos Estados Unidos em 2015, dos quais 18,4 milhões procedentes do México (cerca de 2,5 milhões por via aérea). Da América do Sul foram 5,6 milhões, sendo o Brasil responsável por mandar 2,2 milhões de viajantes, 2% a menos do que em 2014. No continente, o Brasil lidera o número de envio de turistas, seguido pela Colômbia (854 mil), Argentina (792 mil) e Venezuela (591 mil). Em relação a 2014, a presença de sul-americanos cresceu 3%, principalmente pelo bom desempenho dos mercados chileno e argentino, que apresentaram aumento de 24% e 16%, respectivamente.

BRASIL

Entre os brasileiros, 79% tiveram férias como objetivo principal, mostrando a força do país como destino de lazer. Os meses que mais registraram visitantes brasileiros foram dezembro (11%), janeiro (10,2%), julho (8,8%) e outubro (8,7%). Miami foi a cidade mais visitada, seguida por Orlando, Nova York, Las Vegas e Los Angeles. Os brasileiros continuam gastando mais dinheiro em compras do que em hotéis e

restaurantes, por exemplo. O estudo revelou ainda que os viajantes entenderam que comprar no cartão de crédito acaba saindo mais caro e diminuíram os gastos nessa modalidade. Em 2015, segundo os dados, 53% usaram o dinheiro como método de pagamento, e apenas 28% optaram pelo cartão de crédito, o menor índice entre os principais emissores da América Latina.p --- O Jornal PANROTAS viajou com apoio da Delta Air Lines, com proteção Intermac

Ron Erdmann > Continua na pág. 20


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Flashes

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La Cita 2016

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1 Comitiva de agentes da Abracorp 2 Anderson Serafim e Gaston Rodriguez, da A zul, com Rick Sttil e Guillermo Alcor ta, da PANROTAS 3 Bianca de Oliveira e Sabrina Bull, da Copastur, Bruno Waltrick, da Maiorca Turismo, Sérgio Linares, da BK21, e Gisela Maranhão, da Casablanca 4 Ginger e Rick Still, organizadores da La Cita 5 Equipe PANROTAS na La Cita com José Guilherme, Simone Araujo, Guillermo Alcor ta e Helene Chalvire 6 Paulo Machado, gerente de Vendas do Trump National Doral, e Oswaldo Freitas, da TPI 7 Frank da Costa, vice-presidente de Vendas e Marketing da VPI Hospitality Group 8 Brian Wong, gerente geral do Celebration Suites, de Kissimmee 1 2

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9 Rick e Heather Still, responsável pelo marketing e comunicação da La Cita 10 Simone Araujo e Adriana Parra-Simon, da IG Travel Center 11 Joe Docal, diretor de Vendas para América Latina e Caribe do Greater Miami CVB 12 José Guilherme Alcor ta, da PANROTAS, Nara A zevedo, gerente de Vendas e Marketing da Hard Rock Cafe, e Rodrigo Trujillo, diretor do The Palm Beaches CVB 13 Melissa, do Visit Kissimmee, Simone e Helene Chalvire, da PANROTAS, Marisol Berrios, e Alessandra Maia 14 Fernando Harb, vice-presidente de Vendas do Greater For t Lauderdale CVB 15 Patrick Yvars, diretor para América Latina do Visit Orlando


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NOVIDADES DOS EXPOSITORES Rodrigo Trujillo, de The Palm Beaches

TJ Jackson, gerente em ATL

AEROPORTO DE ATLANTA Aeroporto mais movimentado do mundo, o Hartsfield-Jackson Atlanta International Airport (ATL) passou da marca dos 100 milhões de passageiros em 2015. Segundo a administração do aeroporto, foram 101 milhões de pessoas que embarcaram ou desembarcaram no aeroporto, um crescimento de 7% em relação a 2014. Principal hub da Delta Air Lines, Atlanta tem hoje 2,5 mil voos por dia. De lá saem aeronaves para 150 destinos domésticos, além de 70 cidades internacionais, entre elas São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo dados apresentados pela gerente do aeroporto, TJ Jackson, o equipamento conta com mais de 300 pontos de gastronomia, entre restaurantes, lanchonetes e quiosques; 13 locadoras de automóveis; está a dez minutos do centro de Atlanta; além de estar a duas horas de voos de algumas das principais cidades norte-americanas. “Soma-se a isso o fato de termos sete checkpoints de segurança, um número elevado em comparação a outros grandes aeroportos. E para os que chegam, o tempo médio na imigração é de 17 minutos, bastante rápido”, afirmou a gerente.

CH TRAVEL A Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) dará início neste segundo semestre (provavelmente em novembro) a uma série de ações segmentadas voltadas para o segmento Mice. A ideia é proporcionar às agências associadas, através de viagens de familiarização, mais qualificação ao setor de incentivos. A iniciativa é uma parceria da Abracorp com a CH Travel, de Eduardo Bittencourt, empresa sediada em Orlando. A primeira viagem de familiarização será para o Texas, e terá como tema principal o agronegócio. Eduardo Bittencourt afirmou que o diretor da La Cita, Rick Still, está apoiando a iniciativa e buscando uma parceria na Flórida, destino que deve abrigar a segunda viagem de familiarização. “O Mice era um segmento tratado, há quatro anos, como algo dentro do corporativo, mas isso mudou. O Mice reúne experiência, corporativo e lazer. É um mix e por isso tem sua

importância”, explica Bittencourt. Dentro da Abracorp, as viagens de Mice representam 25% das receitas das associadas, percentual com potencial para crescer, segundo Tanabe.

PALM BEACHES A Região de Palm Beaches, no coração da Flórida e vizinha a Miami, se prepara para receber um boom de investimentos ligados à área turística. A região, que contempla cerca de 20 cidades, entre elas Boca Raton, muito procurada por brasileiros, ganhará novos hotéis, entre eles o luxuoso Mandarim Oriental e um Hilton. “Serão cerca de mil novos quartos até final de 2017, além de outros novos empreendimentos, como restaurantes, novos endereços para compras, além de um grande investimento que está sendo feito na região”, explicou o vice-presidente do The Discover The Palm Beaches, Rich Basen, ao lado do diretor de Marketing, Rodrigo Trujillo. As novidades foram anunciadas em primeira mão durante um jantar promovido pelo The Palm Beaches Convention & Visitors Burau, que contou com a presença de Guillermo e José Guilherme Alcorta, presidente e diretor da PANROTAS, respectivamente.

TREND A Trend Travel USA trouxe da Booking.com Alessandra Maia, executiva que tem no currículo também passagem pela Hotelbeds, por onde ficou por oito anos antes de se juntar à equipe da OTA hoteleira. Alessandra passa a responder pelo cargo de desenvolvimento de mercado (Estados Unidos e Canadá) e atua ao lado de Michelle Perez-Farinha, responsável exclusivamente pelo mercado da Flórida e contratada no primeiro semestre. Ambas respondem ao vice-presidente de Novos Mercados da Trend USA, Jay Santos. No escopo do projeto da dupla está a contratação de novos produtos, visando ampliar o serviço da Trend Travel USA, principalmente em hotelaria, nos Estados Unidos. “Buscamos novos contratos e acordos com hotéis sem precisar passar nem prejudicar os brokers”, resumiu Alessandra Maia, no cargo há 15 dias. p


22 Pa rques temát ico s

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>> Simone Araújo, especial para o Jornal PANROTAS

No calor da Flórida

Perspectiva artística do Volcano Bay, previsto para junho do ano que vem na Universal Orlando

FOI NO HOTEL CABANA BAY, COM VISTA PARA AS OBRAS DO VOLCANO BAY, QUE UM DE SEUS idealizadores, o vice-presidente do Universal Creative, Dale Mason, recebeu a reportagem do Jornal PANROTAS. O que hoje está em construção, em menos de um ano será a estrela da alta temporada na Universal Orlando. E mais do que isso, o Volcano Bay vem com a promessa de ser um parque aquático diferente de tudo, algo jamais visto no mundo. “Essa é a expectativa que o público pode ter com o Volcano Bay, previsto para ser inaugurado em junho de 2017, início do verão no hemisfério norte”, garantiu Mason. “Viajei o mundo com minha equipe para conhecer todos os principais parques aquáticos fora dos Estados Unidos e asseguro que o Volcano Bay tem um projeto diferente, nunca visto ou realizado por ninguém.” Não apenas parques. A equipe do Universal também visitou vulcões e cenários paradisíacos em busca de inspiração ao Volcano Bay. Carimbaram passaporte em Bali, Taiti, Nova Zelândia e Vietnã, e foi na Indonésia que encontraram o protagonista, a peça central da nova atração. Trata-se do histórico vulcão Krakatoa, que já registrou algumas das maiores erupções do mundo. “Ele será o coração e alma do Volcano Bay”, explica Mason. “Não será apenas um vulcão, é um vulcão místico. Terá essa relação dualista


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Skull Island: Reign of Kong, recém-aberto no Universal Studios, da Universal Orlando

de água durante o dia e fogo à noite. Serão 61 metros de altura. Gosto de afirmar que teremos o maior pico da Flórida. Por exemplo, a queda d’água que corre em frente tem quase 52 metros de altura, mais alta do que as Cataratas do Niágara”, apontou Mason, que já tem 26 anos de Universal e carega no currículo projetos como as atrações de Harry Potter e o Islands of Adventure. Mason e sua equipe não ficaram encantados apenas com a natureza desses destinos, mas também foram inspirados por seus povos e culturas. Daí surgiu a temática do parque: os waterians (povo da água), que vivem em Volcano Bay. Uma antiga lenda diz que eles estavam em busca de um novo lar e que a única maneira deles acharem esse lar seria encontrando um peixe mítico. Volcano Bay terá área de 13 hectares e contará com 18 escorregadores divididos em quatro “vilas”, cada uma com variadas atrações. Mason assegura que o parque tem perfil para todas as idades. “Desde os mais ávidos por adrenalina até os visitantes mais chegados em um descanso serão contemplados.” Algumas vantagens destacadas pelo vice-presidente da Universal Creative são os armários próximos às piscinas, água aquecida no inverno e o fato de não ser preciso subir nos escorregadores carregando boias. “Os visitantes também podem contar com toda infraestrutura de ponta da Universal. Operações, segurança, tematização e histórias. Reunimos tudo o que as pessoas amam em parques aquáticos”, ponderou, acrescentando a expectativa para com o público brasileiro. “Esperamos mais uma invasão. Os brasileiros são sempre muito bem-vindos”, concluiu Dave, que no fim do ano participará do encerramento do Wet'n Wild, também do grupo Universal. Parece que os visitantes de Orlando ganharão um aliado de peso para encarar o calor da Flórida.

KING KONG E MAIS PROMESSA

Dois gigantes. Um acaba de ser inaugurado, enquanto outro é apenas uma mera expectativa. O JP também falou com o produtor executivo da Universal Studios, Mike West, sobre o recém-aberto Skull Island: Reign of Kong, no Universal Studios, em Orlando, e perspectivas de futuro. “Tudo o que posso dizer é que estou envolvido em um novo projeto e daremos mais detalhes em breve”, afirmou, com a serenidade no olhar de quem vai deixar os fãs agitados de tanta expectativa. Enquanto tentam controlar a ansiedade com Volcano Bay e o “gigante” ainda desconhecido, porém, os visitantes já podem desfrutar do novo espaço de King Kong, inaugurado nesse verão norte-americano. A trama se passa em 1933, ano do lançamento do filme desse que talvez seja o gorila mais famoso do mundo. À época,

o longa foi visionário em suas narrativas de monstros e aventuras, e os criadores da atração tentam seguir o tom revolucionário ao criar um caminho “sem trilho”, em que o público é levado em um veículo híbrido de ônibus com caminhão. “É a primeira atração sem trilhos lançada pelo Universal”, afirmou Mike West, um dos idealizadores do Skull Island: Reign of Kong. “A história começa logo na fila, fator muito importante. O visitante se torna parte de uma aventura e fica ansioso para explorar a Ilha da Caveira, e logo na fila ocorre algo nunca visto antes”, completa, alegando que dessa maneira o tempo de espera passa desapercebido. A atração mistura projeções em 3D com atores, trilha sonora, cenografia e uma série de sensações, como água ou material gelatinoso espirrado nos aventureiros e o contraste entre calor e frio. “Cinco motoristas, um deles sobrinho do ator que dirigiu na expedição de 1933, participam da trama, e este fato

proporciona experiências diferentes para quem volta mais vezes”, aponta West, ainda garantindo que o projeto abrange todas as idades. “É uma atração para toda família. Não existem cintos e os visitantes podem sentar juntos”, apontou o produtor executivo. Para ele, o maior desafio para colocar a Ilha da Caveira de pé foi a escala. No pico da construção, 300 pessoas estiveram envolvidas na atração, que tem mais ou menos a mesma dimensão do estádio do Maracanã. West se mostrou entusiasmado com “seu novo filho”. “Este projeto se tornou meu nome do meio. Tudo em relação a esta atração foi gigantesco, e me encanta a ideia de trazer à nova geração a história de Kong.” Coisas fantásticas é tudo o que se pode esperar do líder de times responsáveis por atrações como The Simpsons, Despicable Me: Minion Mayhem e Transformers: The Ride - 3D.

INGRESSOS

Embora venda ingressos na portaria, o parque dá pelo menos três vantagens ao consumidor que adquire as entradas antes mesmo de seu embarque para os Estados Unidos: exclusividade, pois os Explorer Tickets e Bonus Tickets somente estão disponíveis para compras antecipadas; economia, pois ingressos comprados na bilheteria do parque podem custar até US$ 20 a mais; e redução de tempo, pois filas podem ser evitadas. O parque também anunciou uma série de mudanças nos passaportes anuais. A partir de agora, os visitantes que tem o passaporte Premier e o Preferred podem entrar uma hora antes do parque abrir para o público geral. Além disso, os visitantes não têm mais seus passes de entrada bloqueados no verão e podem visitar os parques mesmo na alta temporada, a qualquer dia.p Mike West, produtor executivo da Universal e um dos maiores nomes da marca atualmente

--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Univesal Orlando


24 Jogos Paralímpicos

14 a 20 de setembro de 2016 JORNAL PANROTAS

>> Diego Verticchio Divulgação RIO 2016

Festa da

inclusão

Aaron Wheelz mostrou habilidade e coragem em um salto na cerimônia de abertura

realizada na noite do último dia 7, nenhuma delas sobressaiu mais do que, apesar das limitações físicas, somos todos, sem exceção, iguais. Mais do que abrir o maior evento paralímpico esportivo, a cidade do Rio de Janeiro marcou o mundo pela celebração à inclusão, com direito a uma festa recheada de beleza, alegria e poesia. A ideia de que não há barreiras para os portadores de necessidades especiais ficou clara logo no início do evento. A abertura da festa teve como primeiro ato a chegada do presidente do Comitê Paralímpico Internacional (CPI), Philip Craven, ao Brasil. Depois de percorrer cidades brasileiras, ele chega ao Maracanã e abre a contagem regressiva. É nesse momento que começa o show protagonizado pelo norte-americano Aaron “Wheelz” Fotheringham, praticante da modalidade chamada WCMX, uma variação do skate para cadeirantes. “Mr. Wheelz” encerrou a contagem regressiva literalmente voando. O atleta desceu uma megarampa de 15 metros pilotando sua cadeira de

Divulgação RIO 2016

ENTRE TODAS AS MENSAGENS EXPRESSAS NA ABERTURA DOS JOGOS PARALÍMPICOS RIO 2016,

Fogos de artifício marcam o início da cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016

rodas e, quando atravessou o número zero, exibiu-se com um “mortal”, pousando em segurança, para delírio dos expectadores. “Eu nunca nem sonhei que isso iria acontecer. Nem acredito que estou aqui na Paralimpíada e que me de-

ram essa oportunidade maravilhosa. Não consigo agradecer o suficiente às pessoas, como Bob Burnquist, que é uma lenda e minha inspiração”, afirmou o atleta, em referência ao skatista brasileiro inventor da megarampa. Na sequência, samba, o ritmo prefe-

rido dos cariocas e dos turistas que visitam a cidade. Logo depois da apresentação, protagonizada por ícones como Monarco, Pretinho da Serrinha e Diogo Nogueira, o gramado do Maracanã virou uma piscina. A projeção foi ilustrada pelo nadador Daniel Dias,


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Dados e curiosidades

14 a 20 de setembro de 2016 JORNAL PANROTAS

NÚMEROS países Nesta edição, 4.023 atletas de 160 competirão em esportivas. 528 provas de 23 modalidades

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ORIGEM

O evento, que surgiu a partir da ideia de Ludwig Guttmann, um neurologista alemão que propunha realizar competições esportivas entre veteranos de guerra com lesão na medula espinhal, somente entrou na modalidade olímpica em 1960, em Roma (Itália). E somente 18 anos depois, em Seul (Coreia), que a competição paralímpica aconteceu no mesmo local que uma Olimpíada.

BRASIL

Dono da festa, o Brasil pensa grande e quer terminar a competição entre os cinco melhores. Em Londes, o #TimeBrasil ficou em sétimo.

FORMATO

Divulgação Agência Brasil

Divulgação RIO 2016

O formato atual dos Jogos Paralímpicos surgiu em 1988, na Olimpíada de Seul. Foi também a primeira vez que o evento foi chamado com esse nome.

ESPERANÇA

Vem de Campinas nossa maior esperança de medalha. O nadador Daniel Dias tem nada mais, nada menos do que 15 medalhas paralímpicas e, na Rio 2016, compete no mínimo em seis provas, todas com chances de medalha. Ele, aliás, é o maior atleta paralímpico do País. o “Michel Phelps” da natação paralímpica. A piscina se transformou em praia e aristas camuflados de vendedores ambulantes, embalados pelo funk, agitaram a multidão que foi ao Maracanã assistir à celebração. Depois, um dos momentos mais emocionantes da noite: no Dia da Independência do Brasil, o maestro João Carlos Martins, acompanhado do seu piano, fez uma das mais belas performances do hino brasileiro. Na capela, fazendo todo estádio cantar junto. Na sequência, quem brilhou foram os atletas. O palco da festa foi tomado pelos astros do evento. Ao som de Gonzaguinha, a delegação brasileira, última a entrar no estádio, apareceu no Maracanã sob aplausos e gritos.

Coube à atleta goiana Shirlene Coelho, medalhista de ouro nos Jogos de Londres 2012 e prata em Pequim 2008 no lançamento de dardo, na categoria F37 (atletas com paralisia cerebral), ser a porta-bandeira. Depois de alguns discursos e vaias para Michel Temer, mais um momento emocionante. Uma das estrelas da noite, Amy Purdy, modelo e medalhista de snowboard nos Jogos de Inverno de Sochi 2014 e participante do programa "Dança dos Famosos" nos Estados Unidos, fez uma exibição de dança. Sob chuva, brilhou ao misturar música clássica e samba para falar da relação do homem com a máquina. A apresentação da dança foi a deixa para o momento mais importante da

noite, aquele que fez todos se orgulharem dos nossos atletas. A chama paraolímpica chegou ao estádio pelas mãos de Antônio Delfino. Dono de três medalhas em Jogos (ouro nos 200 metros e nos 400 metros rasos, em Atenas 2004, e prata nos 400 metros, em Sidney 2000), Delfino entregou o fogo para Márcia Malsar, primeira atleta paralímpica do país a conquistar uma medalha de ouro no atletismo, na prova dos 200 metros rasos, com paralisia cerebral, em 1984. Márcia então passou a tocha para Ádria dos Santos, detentora de 13 medalhas olímpicas e do título de maior medalhista feminina paralímpica do Brasil. Já sob forte chuva, Ádria passou o fogo para as mãos do

TOM

Nos Jogos Olímpicos quem esteve presente foi o mascote Vinicius. Agora, quem recebe os Jogos Paralímpicos é o mascote Tom.

“tubarão” Clodoaldo Silva, também apelidado de “Clodoagua”. O nadador tem 13 medalhas paralímpicas e coube a ele acender a pira olímpica. Antes, porém, percorreu com sua cadeira de rodas as rampas de acesso à pira. Sozinho e bastante emocionado, superando obstáculos como a chuva e rampa escorregadia, tal qual fez durante toda sua carreira, Clodoaldo acendeu a pira, emocionando a todos no estádio. O fogo olímpico que deu origem ao sol, voltou a brilhar no Maracanã para os Jogos Paralímpicos e, depois de alguns dias de refresco, o Rio de Janeiro volta a viver o clima olímpico. Saem os atletas e entram os heróis, aqueles que transformam dificuldades em vitórias.


SurFACE

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Soft opening

Previsto inicialmente para ser inaugurado na primavera, o Hotel Prodigy Gramado, o quarto da GJP na Serra Gaúcha, será aberto ainda na temporada de inverno, mais precisamente em 21 de setembro, uma quartafeira. Pelo menos é o que prevê a incorporadora Colina S/A, parceira do grupo hoteleiro de Guilherme Paulus no projeto. Aliás, o local já está recebendo hóspedes em soft opening. Uma das principais características do hotel é o fator sustentabilidade, devido ao alto aproveitamento de luz natural e utilização de lâmpadas led. O Prodigy Gramado tem também vidro duplo, projetado para garantir a privacidade dos hóspedes, e calçadas construídas com indicação para deficientes visuais. Com a abertura do Hotel Prodigy Gramado, de 156 apartamentos, a GJP torna-se a segunda maior operadora de hotéis da cidade gaúcha. São 537 quartos em quatro padrões diferentes. O cálculo da GJP é que 30% da oferta do destino gire em torno de sua marca, ao lado da rede Laghetto e da rede Encantos, com 16 edifícios e mais de 1,8 mil quartos. O Prodigy Gramado, de 14,3 mil metros, está localizado na rua João Petry, no centro da cidade.

Design à altura

A estilista Gloria Coelho foi a escolhida pela Best Western para desenvolver toda a ambientação, decoração e styling do novo Best Western Premier Arpoardor, no Rio de Janeiro. A decoração do espaço conta com muitos fluxos de luz, madeira, vidro e jardins verticais. O lançamento do Best Western Premier Arpoador Fashion Hotel by Glória Coelho aconteceu em 1º de setembro. A estilista disse que o projeto de decoração do local foi uma experiência única. "Estou fazendo este projeto com muito amor, para que todos possam se sentir em um espaço novo, aconchegante e cheio de elementos que proporcionem aos frequentadores experiências únicas e agradáveis."

Fim do imbróglio

Magda Nassar, presidente da Braztoa

Bellissima

A MSC Cruzeiros divulgou o nome do segundo transatlântico da geração Meraviglia: MSC Bellissima, que começa a navegar na primavera de 2019. A embarcação terá capacidade para 4,5 mil passageiros. O anuncio foi feito no último dia 2, durante a cerimônia de float-out do MSC Meraviglia, o primeiro transatlântico dessa próxima geração de navios da armadora, que começará a navegar em junho de 2017. O CEO da MSC Cruzeiros, Gianni Onorato, disse que o nome escolhido contempla toda a beleza que o navio terá. “MSC Bellissima incorpora a beleza e a magnificência de toda essa próxima geração de mega transatlânticos ultramodernos da MSC Cruzeiros, tão rica e repleta de instalações e comodidades para hóspedes de todas as idades e diferentes preferências.”

A Azul Linhas Aéreas comemorou, no final de agosto, o fato de o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) considerar improcedente a denúncia feita pela Braztoa contra a companhia. A queixa da principal associação de operadoras do País baseava-se no fato de a empresa aérea oferecer tarifas até 30% menores que a concorrência à sua operadora, Azul Viagens. Entretanto, a Braztoa acredita que seu papel foi cumprido “no que diz respeito à determinação de que a Azul passe a exercer atividades turísticas em pessoa jurídica autônoma à concessionária de transporte aéreo, além da aplicação de multa de R$1,4 milhão à Azul e no reconhecimento de que a companhia pratica discriminação, em bases subjetivas, do serviço público do qual é concessionária”.

Ponto a ponto  Juarez Cintra Neto (Ancoradouro) e William Salim inauguraram uma loja da Azul Viagens em Orlando.  A Turkish reduziu a operação diária entre IstambulSão Paulo-Buenos para cinco vezes por semana.  Laurymar de Souza deixou a Chanteclair Travel, do Grupo Gapnet, após 12 anos.


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corporativo

www.pancorp.com.br

Espaços preenchidos

A Ilha Corporativa da Abracorp na 44ª Abav Expo Internacional de Turismo & 46º Encontro Comercial Braztoa, marcada para ocorrer entre 28 e 30 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, já tem confirmada a presença de 18 estações (quiosques) de provedores de soluções, produtos e serviços. Assim, todos os espaços reservados na ilha estão previamente preenchidos, segundo a Abracorp. Para o evento, as TMCs associadas estão programando encontros com grupos de clientes, enquanto que a associação tem planejado ações de relacionamento. Mais uma vez, neste ano, o patrocínio à Ilha Corporativa é da Gol Linhas Aéreas, que repaginou o local tanto esteticamente quanto funcionalmente, ao prever um novo lounge com os 18 lugares que serão usados a partir de agendamentos pré-definidos. Nesta edição, a PANROTAS marcará presença permanente na ilha com a reportagem do PANROTAS Corporativo, trazendo novidades com exclusividade e em tempo real, além de apresentar o www.pancorp.com.br aos visitantes.

400% em 10 anos

O número de eventos internacionais no Brasil cresceu 400% em dez anos, passando de 61 para 315 por ano. Atualmente, 54 cidades brasileiras sediam esses eventos, mostrando expansão de 154% em relação aos 22 municípios registrados há uma década. Os dados, do Ministério do Turismo, foram divulgados durante o Encontro do Setor de Feiras e Eventos, realizado no último dia 30, no Rio de Janeiro, com a presença de autoridades e executivos de vários segmentos do Turismo de negócios. O mercado de eventos mostra crescimento médio de 14% ao ano no Brasil, com movimentação de recursos de R$ 209,2 bilhões e um total de R$ 48,69 bilhões em impostos arrecadados. O setor gera em torno de 7,5 milhões de novos postos de trabalho diretos, indiretos e terceirizados.


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