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R$ 11,00 - Ano 24 - nº 1.223 22 a 28 de junho de 2016
MAKO Sea World inaugura hypercoaster cheia de superlativos e aposta na efetividade de um dos principais predadores dos mares para caçar ainda mais visitantes. Embarcamos de primeira classe nessa aventura. Confira! > Páginas 14 a 17
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22 a 28 de junho de 2016 JORNAL PANROTAS
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O Portal PANROTAS completou 16 anos este mês. Fundado em junho de 2000, o principal portal de conteúdo para os profissionais da indústria de Viagens e Turismo no Brasil registra números expressivos.
Página 04 a 06 Portugal se exibe além de Lisboa e Porto
Páginas 08 a 12 PANROTAS Next: os próximos passos de Salvador e do Turismo baiano
IDADE MÉDIA USUÁRIOS:
PAGEVIEWS/MÊS:
32%
18 a 24 anos: 8% 25 a 34 anos: 35 a 44 anos: 27% 45 a 54 anos: 14% 55 a 64 anos: 12% Mais de 65 anos: 7%
2,3 MILHÕES Visitantes únicos/dia: + 16,5 mil
ACESSO VIA DESKTOP:
55,67% Via mobile: 40,49% Via tablets: 3,84%
Página 18 Livelo chega para concorrer com Multiplus e Smiles Página 19 HRS aposta em compra inteligente (de hospedagem) contra a crise
Página 20 “De quem é o cliente?” foi uma das discussões de evento da Travelport Páginas 24 e 25 Fórum Costa Brava debate, em Campinas (SP), o momento das viagens corporativas
Com esta edição circula o Suplemento Especial Descubra The Palm Beaches FPO 2016 2016
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E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br
Marketing de destinos Paris e os atentados. O Aeroporto de Bruxelas e outros atentados. Nova York e os atentados de 11 de setembro, que ainda assombram o mundo. Os atentados de Madri. Os de Istambul... O terror passou a fazer parte da rotina de grandes destinos com mais frequência e o impacto na imagem de cada um deles é preocupante e enorme, seja no curto prazo, quando viagens são canceladas e podemos quantificar as perdas de negócios, seja no longo — mas aqui fica difícil saber o quando um destino deixou de crescer por causa de problemas com a imagem. Problemas que não necessariamente estão ligados ao terrorismo, mas que envolvem a violência urbana, como a de Nova York e do Rio de Janeiro de anos atrás (sendo que no Brasil isso ainda é algo que afugenta visitantes), a saúde pública (da gripe aviária na Ásia á suína no México e mais recentemente o zika, que assombra a Cidade Maravilhosa e sua Olimpíada), os direitos humanos (do Apartheid da África do Sul à situação política de vários países pelo globo), questões político-econômicas (Grécia, Portugal,
Venezuela, Brasil... são muitos os exemplos), situações de guerra... até os mais recentes revezes sofridos por Orlando: um massacre em uma boate LGBT, onde foram mortas 49 pessoas, o assassinato de uma cantora na porta de uma casa de shows e a tragédia do menino assassinado por um jacaré em Walt Disney World. O que fazer quando o inesperado acontece e em proporções trágicas e que causam medo, pânico, consternação, incredulidade e espanto? Transparência e respostas rápidas, ações emergenciais e medidas de segurança, a união da população local, a solidariedade como força necessária para a reconstrução (por exemplo, em casos de catástrofes naturais, como no Nepal, na Indonésia, no Equador)... E ainda orações e/ou sorte. Pois o imprevisível está sempre à espreita. Pode ser um vulcão no Chile ou na Islândia, um fundamentalista suicida, um vírus, um assassino solitário, uma histeria coletiva, um animal no local errado (ou alguém no espaço do animal, como o caso do gorila no zoo de Cincinnati)... As redes sociais têm sido mais rápidas
que as autoridades e os órgãos competentes (sempre mais cautelosos) e pode-se aprender muito com a indústria aérea, mais acostumada a resolver crises de imagem, seja depois de um trauma causado por acidente aéreo, uma disrupção de voos, greves ou qualquer outra crise. Os destinos brasileiros ainda não sabem reverter essas crises (nem o Rio, que vive da negação no lugar da ação; nem Minas Gerais, que nada fez para explicar que suas Cidades Históricas estão abertas; nem o DF, para apresentar algo além de um ambiente corrupto). Há cases de destinos que se recuperaram e fizeram muito bem todos os seus processos de gestão de crise. Nossos cartões-postais e o próprio País precisam urgentemente se inspirar nesses exemplos. Para crescerem, amadurecerem e não dependerem da sorte, da simpatia do povo ou de grandes eventos que por ventura voltem a cair em nosso colo. A profissionalização dos destinos brasileiros (e da Embratur, com seu modelo enferrujado) é algo urgente e necessário. Quem dará o primeiro passo?
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PANROTAS — Versão digital das publicações da editora
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22 a 28 de junho de 2016 JORNAL PANROTAS
Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass
S
E U Q A DES T >
DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa
DO PORTAL
PANROTAS
9 a 15/6
1 CVC faz promoção de câmbio com dólar a R$ 2,84 – em 9/6
2 Sea World faz preview de Mako;
REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br)
atração estreia amanhã – em 9/6
3 Korean Air encerra operações no Brasil em setembro – em 10/6
Coordenador: Danilo Alves Reportagens: Henrique Santiago, Rodrigo Vieira, Karina Cedeño, Rafael Faustino, Renato Machado, Fernanda Cordeiro (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Pedro Moreno e Thalya Brito Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Flávio Sica (sica@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Rene Amorim (rene@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)
PARCEIRAS ESTRATÉGICAS
MEDIA PARTNER
LACTE 11 LATIN AMERICAN CORPORATE TRAVEL & Events E XPERIENCE
ASSOCIAÇÕES
4 Nova rodovia poderá ligar Londres a Nova York – em 15/6
5 Compras: 13 locais obrigatórios para
conhecer nos EUA – em 10/6
6 Latam Travel, Azul Viagens e CVC contratam; confira – em 15/6
7 Veja os motivos que influenciam no valor do bilhete aéreo – em 9/6
8 Wi-fi na Gol também terá opção gratuita – em 15/6
9 Menino é arrastado por jacaré e desaparece na Disney – em 15/6
10 No fundo do mar: conheça sete hotéis submersos – em 10/6
11 Ubercopter, serviço de helicóptero da Uber, chega a SP – em 14/6
12 Justiça manda Flyways devolver aeronave; aérea recorre – em 14/6
13 Jet Blue dá voo grátis a parentes de vítimas de Orlando – em 14/6
14 O que os recrutadores odeiam e amam nos candidatos – em 13/6
15 Assist Card, Beach Park e Hostway têm vagas; veja – em 9/6
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Mercado
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> Alex Souza – Coimbra (Portugal), especial para o Jornal PANROTAS
Oportunidades na crise Divulgação
O CORTE EM PARTE CONSIDERÁVEL DA OFERTA DE VOOS INTERNACIONAIS E A QUEDA BRUSCA
Divulgação
dos gastos dos turistas brasileiros no Exterior, registrados nos últimos meses, são dois dos principais motivos que, em tese, desaceleram o interesse de destinos estrangeiros pela captação de viajantes do Brasil. Ainda assim, o potencial de um país de 205 milhões de habitantes, que apenas há pouco passaram a experimentar viagens e gostaram do que sentiram, não pode e não deverá ser deixado de lado por empresas e escritórios internacionais de Turismo. O trabalho deles, neste momento delicado, é o de fazer a melhor leitura do contexto para, assim, enxergar as oportunidades que pipocam mesmo diante das adversidades econômicas e políticas. Apostar no preço? Investir em nichos do mercado? Na criação de novas ligações aéreas? Onde estão as oportunidades no mercado brasileiro para os destinos internacionais? No início do mês, o Jornal PANROTAS ouviu opiniões de players da indústria portuguesa de viagens, que, historicamente, é uma das mais interessadas no turista do Brasil. Eles estiveram reunidos na cidade de Coimbra para o fórum “Vê Portugal”, organizado pelo escritório da maior região turística do país, o Centro de Portugal, para debater majoritariamente o turismo interno, mas também aspectos referentes à captação de viajantes internacionais. A diretora de Desenvolvimento e Inovação do Turismo de Portugal, Teresa Ferreira, avalia que as oportunidades no mercado brasileiro começam em uma ação básica: a capacitação dos operadores. “Temos um técnico do Turismo de Portugal em São Paulo [Bernardo Cardoso] e ele nos transmite que ainda há um grande desconhecimento dos operadores brasileiros em relação a Portugal. Eles têm a ideia de Portugal de algumas décadas atrás que, sendo um país pequeno, a procura por ele não seria importante ou relevante”, diz. No geral, o interesse do turista brasileiro por Portugal concentra-se em Lisboa, a capital e portão de entrada; Fátima, pela prerrogativa religiosa; Coimbra, devido à centenária universidade, para onde rumam milhares de estudantes do Brasil todos os anos; e Porto, grande cidade que mescla o moderno e
Ana Abrunhosa, presidente da CCDRC
o clássico, com forte apelo dos vinhos. Tanto o viajante quanto o profissional do Turismo brasileiros têm pouquíssima ou nenhuma informação sobre outras regiões e atrações turísticas portuguesas, como as Aldeias Históricas, as Aldeias do Xisto e as Aldeias de Montanha, todas no centro do país e caracterizadas, principalmente, pelo caráter genuíno, autêntico, do produto turístico. “São regiões turísticas enraizadas nas comunidades locais, que participam da governança dos produtos turísticos e coabitam com o turista. O viajante não vai encontrar ali um resort cinco estrelas com tudo à disposição, mas um guia local, uma gastronomia artesanal. As comunidades locais promovem aquilo que muitos procuraram: a experiência única e a capacidade de surpreender”, destaca o presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado.
SABER ANTES
O dirigente ressalta que a oportunidade para o mercado português em relação ao Brasil está, também, na necessidade de a indústria portuguesa conhecer os anseios do turista brasileiro e, ainda, na promoção dos potenciais das regiões turísticas alternativas. “A oportunidade está em conhecer as preferências e motivações que, antes de vir a Portugal, o turista brasileiro tem com relação ao país.
Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal > Continua na pág. 06
06
< Continuação da pág. 04
Divulgação Divulgação
O que ele gostaria de ver e visitar? Para onde gostaria de viajar? O brasileiro provavelmente não sabe que em Coimbra nós temos uma universidade com a maior comunidade de estudantes brasileiros fora do Brasil. Não sabe que em Coimbra nasceu a língua portuguesa, que foi aqui que ela começou a ser escrita. São estas pequenas histórias que precisamos contar ao mercado brasileiro para apresentarmos uma alternativa ao produto tradicional que ele já conhece”, sublinha Machado. Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro de Portugal (CCDRC), Ana Maria Abrunhosa vai na mesma linha de Pedro Machado quanto à necessidade de se apostar na genuinidade dos destinos da região central do país, no trabalho de captar os turistas brasileiros. “A estratégia deve estar alicerçada na nossa autenticidade, na identidade dos nossos territórios. Nossa genuinidade diz muito aos brasileiros. O fato de podermos, em contextos locais, possibilitar experiências riquíssimas de gastronomia, natureza, com passeios de bicicleta, turismo religioso, entre tantas outras possibilidades, é o nosso diferencial”. Ela reconhece a crise no Brasil mas é taxativa: “Ainda há um percentual importante da população brasileira com poder de compra. E nós estamos falando de destinos turísticos de qualidade que, em termos de
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Evento reuniu 600 participantes em cada um dos dois dias
preço, apresentam valores muito competitivos: nossa relação qualidade x preço é bastante interessante. Portanto, esta é uma das formas que temos de atrair um mercado que continua importante e que tem um potencial de crescimento mesmo diante da crise”, finaliza. --- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Turismo Centro de Portugal.
Fórum “Vê Portugal” foi realizado no Convento São Francisco, em Coimbra
CONHEÇA O CENTRO DE
P O RT U G A L
Viana do Castelo Braga
O TURISMO DE PORTUGAL DIVIDE O PAÍS EM CINCO REGIÕES TURÍSTICAS: PORTO E NORTE, CENTRO, LISBOA, ALENTEJO E ALGARVE. A MAIOR DELAS, ABRANGENDO 100 MUNICÍPIOS, É O CENTRO, CHAMADO DE “UM PAÍS DENTRO DO PAÍS”, NO QUAIS DESTACAMSE REGIÕES E MUNICÍPIOS COMO COIMBRA, FÁTIMA,
Aveiro, Serra da Estrela, Belmonte, onde nasceu Pedro Álvares Cabral, Nazaré, a terra das ondas gigantes, e Peniche, sede da etapa portuguesa do Mundial de Surfe. De Lisboa, o acesso se dá principalmente de carro ou trem – não há aeroportos na região. Devido à extensão territorial, o Centro possui atrações diversificadas, de praias a montanhas, passando pelo turismo religioso, entre outros nichos. É ideal para viajantes que valorizam o contato com a cultura local, em termos de gastronomia, costumes, história e convivência com moradores. Não é, portanto, uma região para o turismo de multidões. “O Centro não tem a pressão dos aeroportos, que atraem nichos de mercado massificados. Temos autenticidade e diversidade como trunfos e podemos ser um destino complementar aos mais massificados. Se Porto e Lisboa têm aeroportos pelos quais entram milhares de turistas, nós podemos conviver bem com a realidade de o viajante estrangeiro passar três ou quatro noites em Lisboa ou Porto e mais uma ou duas no Centro”, analisa o presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado.
INFORMAÇÕES www.turismodocentro.pt.
Porto Aveiro
Bragança Vila Real
Viseu
Coimbra
Guarda
Leiria Castelo Branco
Lisboa Santarém Setúbal
Portalegre Évora
Beja
Faro
07 Te c n o l o g i a
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> Henrique Santiago
Ferramentas para o futuro FUTURO E TECNOLOGIA SÃO PALAVRAS QUE ANDAM JUNTAS. NÃO APENAS NA VIDA PESSOAL, como também no trabalho. O Google realizou na última semana, em São Paulo, e com transmissão em tempo real pelo Youtube, o Atmosphere Brasil. No evento, executivos do alto escalão da empresa discutiram os próximos anos no ambiente corporativo e, claro, como as companhias podem se beneficiar das facilidades da gigante da tecnologia. Para o vice-presidente e diretor geral do Google Brasil, Fábio Coelho, uma empresa tem de seguir a linha da inovação. E, atrelada a isso, investir em profissionais com mentes atuais. “Os jovens não entendem como se trabalha sem colaborar, sem postura aberta para o mundo e sem que não tenha a oportunidade de ter insights”, disse ele, atribuindo o sucesso da empresa a esse conceito. Essa abertura significa, necessariamente, que o individualismo não interessa para o Google. Segundo o diretor de Negócios e gerente geral do Google Apps for Work, Alessandro Leal, o profissional disruptivo, ou seja, aquele que quebra as barreiras do convencional, é requisitado. “O mais importante é a capacidade de se adaptar à vontade de compartilhar e colaborar. Não acreditamos na expertise individual. Talvez não seja a melhor pessoa para trazer à nossa casa”, salientou. A criatividade coletiva gerou, por exemplo, o Google Apps for Work. A plataforma reúne para o público corporativo toda a gama de produtos que o consumidor utiliza no dia a dia: Gmail, Hangout e Drive, entre tantos outros. O preço é competitivo: de US$ 5 a US$ 10 por profissional ao mês. O diretor de TI e engenheiro de Soluções do Google Apps for Work para a América Latina, Fernando Teixeira, assinala que a facilidade transforma o escritório em qualquer lugar, seja em um táxi, no aeroporto ou em um café. “Cada vez mais as pessoas
estão engajando em qualquer lugar. O conceito [de fazê-lo] em uma reunião, ter de ir à empresa, é coisa do passado.” O único porém, segundo Teixeira, é a baixa mobilização do mercado em geral para mudanças e aderir a ferramentas funcionais. Como concretizou o Google, quem não se adapta perde espaço e cai no ostracismo. p
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>> Renato Machado
O próximo passo para Salvador
Amauri Morais
Lucas Foster
DO SUL AO NORDESTE. O PANROTAS NEXT, EVENTO CRIADO PELA PANROTAS PARA LEVAR conhecimento, debates e tendências práticas para mercados ao redor do País, inspirados pelo Fórum PANROTAS, viajou mais de dois mil quilômetros pelo mapa brasileiro, saindo de Porto Alegre, onde foi realizado o primeiro evento de 2016, em maio, rumo a Salvador. O fórum de debates sobre Turismo regional levou mais de 120 profissionais da indústria ao hotel Golden Tulip, da rede BHG, no bairro de Rio Vermelho, na capital baiana. O evento foi viabilizado pela parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e FBHA, além da Hard Rock Hotels, Iberostar Hotel & Resorts, Ilhas Seychelles, e apoio da Abav-BA, da rede BHG e ainda da Grou Turismo. A realização foi da PANROTAS e Imaginadora. Debater o atual momento do Turismo nacional é também relativizar o cenário com o aprofundamento da crise econômica e, principalmente,
com a reorganização estrutural que vem sendo propiciada pela atuação da tecnologia. Um cenário de incertezas é delicado e capaz de tirar do mercado importantes atores do segmento. Por outro lado, é das dificuldades que surgem grandes oportunidades. Foi com esse discurso que Amauri Morais abriu o PANROTAS Next Salvador com sua palestra “O abacate, a Hotelaria e o Turismo, uma analogia para o desafio de vendas”. Morais mostrou as origens da sua veia comercial e como ela foi fundamental durante toda sua carreira, que culminou em sua entrada na plataforma Hotel Quando, onde hoje é diretor de Vendas. Lá, o portal inova ao propor um formato de comercialização de hospedagens não mais baseado em diárias, mas sim em horas utilizadas – ideal para pessoas em viagens de negócios que ficarão por um curto período, podendo contratar um quarto de hotel por três, seis, nove ou 12 horas. Da infância, moldada pelas adversi-
Gisele Abrahão
dades, veio o “abacate” do título de sua apresentação. A fruta, que dava pé no quintal da casa da família, representa a infância de dificuldades. Obstáculos estes que o levaram para a área comercial e, aos poucos, o introduziram na área que se tornou obsessão: Hotelaria. “Não basta apenas vender. Venda aquilo que você gosta, confia e compraria”, sugere Morais, que apresentou diversas dicas essenciais para quem atua no mercado. O diretor de Vendas do Hotel Quando foi enfático ao pregar ao público que “recuse aceitar a rejeição como se fosse pessoal. Este é um fato normal e que acontece frequentemente”. Citando um mentor do passado, Morais sugeriu: “seja sempre humilde e prestativo”. E diante de desafios, aos quais ele afirmou adorar, o palestrante recomendou a autocrítica. “Se questione. É o momento certo? O mercado está preparado para mudanças? Reavalie sempre”. Ao fim, Morais mostrou quatro formas de expandir seus negócios. Primeiro, o
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José Guilherme Alcorta, da PANROTAS
aumento do mercado, com a revisão de segmentação. “É fundamental ter seu produto, investigá-lo e definir a necessidade de lançar novos produtos”, afirmou. Depois, o aumento da participação do mercado, atraindo clientes dos concorrentes e, principalmente, não perdendo seus próprios para os rivais. Além disso, o executivo citou o aumento da frequência de compras, usando novas formas de vendas: “deve-se unir o tradicional com as novas tecnologias”. E, por fim, o aumento do valor médio de compra. “É preciso fazer com que clientes gastem (mais) enquanto estão com você”.
PLATAFORMAS DE VENDA Formas de se aplicar tais medidas foram tratadas em duas outras palestras do PANROTAS Next Salvador. No palco do Golden Tulip, Gisele Abrahão, sócia da GVA Turismo, que representa as Ilhas Seychelles no Brasil, falou sobre “o que quer o viajante?”. Na apresentação, exemplos
de sua própria experiência pessoal e de sua trajetória profissional serviram como condutores do enredo. Gisele Abrahão mostrou como o serviço de apoio ao cliente pode agregar valor aos pacotes fornecidos. Aplicativos móveis, filmes com imagens dos destinos, palestras sobre a cultura local ou blogueiros de viagens foram as dicas dadas como “essenciais” para despertar o interesse de um potencial cliente. “A informação está em todos os lugares. Assim como a inspiração está disponível. É só buscar”, disse. Outro a tratar da tecnologia como facilitadora do trabalho de um agente de viagens foi Lucas Foster. O psicólogo e fundador do Project Hub, primeira rede internacional para empreendedores da economia criativa no Brasil, provocou o público presente abordando o uso das redes sociais, de forma profissional, em seu favor. Questionando se as pessoas sabiam formas de extrair o máximo do potencial das tecnologias, ele brincou com a plateia.
Michele Grave (Sheraton)
“Quem usa uma foto profissional no Whatsapp? Quem envia dicas, imagens e novidades de destinos para seus clientes? Quem os separa por interesses de destinos?”. “Vivemos um momento de crise das
instituições”, disse Foster ao abordar essa era de mudanças dinâmicas. “Agora é a hora de reconstruir essas instituições. Inovação é ruptura”, completou. p > Continua na pág. 10
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PÚBLICO ATUANTE UM DOS PONTOS ALTOS DO PANROTAS NEXT SALVADOR FOI A PARTICIPAÇÃO DO PÚBLICO nos debates. Os mais de 100 profissionais presentes ao Hotel Golden Tulip aproveitaram a oportunidade e o contato com autoridades promovido pelo evento para discutir os rumos do Turismo local. Um tema inicialmente abordado no painel com os palestrantes Amauri Morais e Gisele Abrahão, e mediado pela consultora Jeanine Pires, foi o da capacidade dos prestadores de serviços de atingir as expectativas dos mais diversos tipos de clientes que o mercado hoje oferece. A gerente de Vendas do Hotel Sheraton da Bahia, da GJP, Michele Grave, lembra que a rede sempre foi buscada para realizar eventos da população local e, por isso, tem um apelo simbólico para os soteropolitanos, o que ocasionalmente leva a famílias inteiras para negociações com o hotel. “Outro dia eu estava negociando com uma família um evento e prometi o envio de um material por e-mail para um rapaz. Sua avó também queria, mas disse: ‘para mim pode ser por carta mesmo’”, conta. “A gente [do Turismo] deve estar preparado para atingir todos esses perfis de venda”, explica. Em outro painel, o debate foi todo voltado para o mercado de Turismo baiano. Novamente com moderação de Jeanine
Claudia Mota (Express Hotels), Mena Mota (Grou) e Rodrigo Galvão (CVC)
Pires, dessa vez estiveram no palco a sócia-diretora da Express Hotels, Claudia Mota, a diretora da Grou Turismo, Mena Mota, e o gerente de produtos Bahia na CVC, Rodrigo Galvão. “Precisamos falar do todo da Bahia, precisamos criar corredores de acesso à Bahia”. Foi dessa forma que Mena Mota abordou um tema caro aos presentes: a necessidade de Salvador ser uma “porta de entrada” para a grande variedade de locais disponíveis no Estado. Rodrigo Galvão ouviu críticas da pla-
teia sobre a alta concentração de pacotes na cidade de Salvador. Locais fora da capital baiana, como Chapada Diamantina, Arraial d’Ajuda e Morro de São Paulo, ficariam fora do alcance de potenciais turistas. “Nosso principal desafio é criar algo novo, contar histórias diferentes”, concordou o gerente de Produtos. Ele também defendeu mudanças que mostrem ao público “outro conteúdo de Salvador”. Além disso, reforçou a necessidade de um órgão centraliza-
do de fomento ao Turismo, causado pela “ausência de uma entidade que promova a Bahia como um todo”. O presidente da Abav-BA, José Alves, aprofundou a discussão citando as ações da Bahiatursa no passado em prol da promoção do mercado no Estado. “É o momento da gente se unir pelo bem do Turismo local”. Fernando Tochete, gerente de Vendas do grupo Golden Tulip, lembrou que “atualmente Salvador não é o destino dos investimentos, devemos nos esforçar”. Para ele, este “é o momento de trabalhar com mais urgência”. Como em todo debate de qualidade, o direito de resposta foi dado à Bahiatursa. Cristina Mendonça, gerente de Mercado da entidade, pediu a palavra e concordou com as críticas feitas, principalmente em relação à carência de ações como as do passado. “Nós mudamos, não somos mais uma empresa, mudamos a estrutura de promoção”, explicou. “É preciso dar um voto de confiança e ter paciência de que nós vamos melhorar a promoção da Bahia”, disse Cristina Mendonça, que finalizou: “todo o trade é convocado para sugerir”.p
Cristina Mendonça (Bahiatursa) > Continua na pág. 12
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< Continuação da pág. 10
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Flashes PANROTAS Next Salvador
1 Guillermo Alcorta, da PANROTAS, com a cúpula da Abav-BA: José Alves, Jorge Pinto e Roberto Tullio 2 Laís Boeker, gerente de Vendas da Iberostar Hotels & Resorts, durante apresentação da marca 3 A diretora de Vendas do Hard Rock Hotels, Carla Cecchele, apresentou os destinos da rede no México e na República Dominicana 4 Gisele Abrahão, da GVA, representante das Ilhas Seychelles no Brasil 5 Claudia Mota, sócia-diretora da Express Hotels, durante painel sobre o Turismo baiano 6 Fernando Tochete, gerente de Vendas da BHG, grupo que administra os hotéis Golden Tulip 7 Os palestrantes Mena Mota, diretora da Grou Turismo, e Rodrigo Galvão, gerente de Produtos Bahia da CVC 8 Juliana Bordin e Ana Gabriella Barreto, da Imaginadora, posam com Guillermo Alcorta, da PANROTAS 9 Ricardo Sidaras, executivo de Contas da PANROTAS, e Nelson Daiha, gerente jurídico da Fecomércio-BA 10 Iuri Barreto, Mena Mota e Elisa Mota, da Grou Turismo, com Guillermo Alcorta, da PANROTAS
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Aviação
Nem Coreia, nem Cingapura A DEMORA DO BRASIL PARA RETOMAR O CRESCIMENTO ECONÔMICA TEM feito as empresas aéreas estrangeiras sumirem com a mesma rapidez com que chegaram, ao aproveitaram o boom dos emergentes de alguns anos atrás. Em menos de uma semana, a Korean Air, que voava para Seul a partir de São Paulo, com escala em Los Angeles, e a Singapore Airlines, que fazia a ligação São Paulo-Barcelona-Cingapura, anunciaram que jogaram a toalha. Não aguentaram os resultados aquém do necessário em seus voos e estão deixando a operação on-line no País O mercado asiático a partir do Brasil cada vez mais fica nas (ricas) mãos das empresas aéreas do Golfo, que ainda têm fôlego financeiro (mas não tanto, haja vista a queda no preço do petróleo), e nas europeias que estão há décadas no País, como Air France e Lufthansa, que, apesar das dificuldades do momento, têm presença consolidada por aqui. A Korean Air confirmou o fim das operações no Brasil a partir de 26 de setembro. O voo era operado desde 2008, e agora a ligação com Los Angeles, direta, tem apenas a opção da American Airlines. Já os três voos semanais da Singapore Airlines entre São Paulo e Barcelona, na Espanha, e de lá para Cingapura, serão interrompidos a partir de 20 de outubro. De acordo com a companhia aérea asiática, a rota demonstrou fraco desempenho e as suspensões estão de acordo com a política de coincidir a capacidade e a demanda do mercado. “A Singapore Airlines continuará a servir o Brasil, utilizando conexões com as companhias aéreas parceiras da Star Alliance, por meio de vários outros pontos da Europa operados pela companhia”, apontou, em comunicado. Some-se a isso um corte considerável de voos internacionais em todas as operadoras aéreas e também na malha doméstica, como o Jornal PANROTAS mostrou há duas edições, e voltamos a níveis de antes do boom bra-
sileiro. Ainda somos o maior mercado da América Latina, nossos números de viajantes são disparados os mais altos e cobiçados da região, mas espera-se para 2017 um fôlego econômico maior, que traga, mesmo que aos poucos, essas aéreas e voos que se foram durante a crise.p
14 Pa rques te mát i co s
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> Danilo Alves, Orlando (Estados Unidos)
Tubarão voador
O PARQUE TEMÁTICO SEA WORLD ORLANDO, NA FLÓRIDA, INAUGUROU, NO ÚLTIMO DIA 10 UMA ATRAÇÃO QUE DESAFIA ATÉ os mais apaixonados por montanhas-russas. A Mako, uma hypercoaster de 61 metros de altura, é a mais rápida, mais alta e mais veloz montanha-russa de Orlando. A atração é a peça central de uma área de oito mil metros quadrados, a Shark Wreck Reef, que apresenta ainda a já existente atração Shark Encounte (com tubarões), agora renovada, algumas exibições interativas e educacionais, opções gastronômicas e lojas. Quinta montanha-russa do portfólio do Sea World Orlando, a Mako atinge uma velocidade de 118 quilômetros por hora enquanto transporta seus passageiros por um trilho de 1.451 metros de extensão. Seu design e seus movimentos foram inspirados na espécie de tubarão homônima à atração, que é conhecida por sua velocidade e por mudanças bruscas de curso enquanto persegue uma presa. São quase três minutos de circuito, repleto de subidas e descidas, quedas e curvas. No momento em que os visitantes entram na atração, já é possível escutar os ruídos do fundo do mar e sentir os estrondos da montanha-russa que passa a poucos metros da via onde caminham os pedestres e bem em cima de uma lagoa. Elementos ricos em design, cores e texturas fazem com que os visitantes se sintam parte do ecossistema do fundo do mar. A nova montanha-russa é também um das poucas verdadeira hypercoasters, tipo de montanha-russa caracterizada por velocidades extremas, quedas íngremes e subidas e descidas que proporcionam a sensação de gravidade zero, a conhecida air time. Alguns experts em montanhas-russas
dizem que as hypercoasters resumem a essência da experiência extrema de uma montanha-russa. “Por aproximadamente três emocionantes minutos, todos terão a sensação de ser um exímio predador”, disse o vice-presidente de Design e Experiência de Parques Temáticos do Sea World, Brian Morrow. “Os passageiros surgem da água em alta velocidade, fazem mergulhos profundos e perseguem uma presa em meio a um volumoso arrecife de corais”, completou. O executivo garantiu ainda que a Mako e Manta, outra montanha-russa do Sea World, são produtos totalmente diferentes. “A Manta é forte e ao mes-
mo tempo suave, levando todos a voarem com uma arraia gigante. E a Mako é inteiramente diferente de tudo isso. É aerodinâmica e rápida, assim como um tubarão Mako. Não há movimento desperdiçado, tudo é velocidade e queda”.
EDUCANDO OS VISITANTES Por meio de várias estações educacionais na área em que a Mako está localizada, os visitantes podem conhecer as diferentes espécies e classificações de tubarões e descobrir,
por exemplo, como os tubarões se alimentam. Essas divertidas e interativas exibições desvendam alguns mitos sobre os tubarões, incluindo a informação de quantas pessoas são mortas em ataques de tubarões (dez em 2015) comparando com quantas morrem por picadas de insetos (725 mil) ou por doenças causadas por parasitas (dez mil). Essa preocupação com a educação dos visitantes é uma das premissas do Sea World e suas atrações. As estações também explicam como o comportamento humano está
O artista Guy Harvey pintou um painel que ficará exposto na área da Mako. Harvey fez uma parceria com Sea World para ajudar a lançar luz sobre questões importantes, como a saúde dos oceanos e sobre a situação de tubarões na selvagem
15 colocando em risco alguns tubarões ao ponto de extingui-los. Os tubarões são caçados por causa de sua barbatana – conMike Denninger, vice-presidente siderada uma iguaria Corporativo de em alguns países, Desenvolvimento, Design e especialmente na Engenharia do Ásia – e também aciSea World dentalmente mortos por longas linhas de pescas ou redes comerciais. “Não desenvolvemos uma atração apenas por desenvolver. Aqui, eles poderão conhecer um pouco mais sobre as espécies de tubarões, curiosidades sobre suas barbatanas, de como preservar a vida deles em seu habitat”, explica o vice-presidente Corporativo de Desenvolvimento, Design e Engenharia do Sea World, Mike Denninger. Segundo ele, assim como em outras áreas do parque, os visitantes assumem a perspectiva do animal. “É realmente uma maneira de alertar a todos sobre como os tubarões estão sofrendo na vida selvagem”, disse. “Nós acreditamos que quanto mais pessoas tiverem acesso a essas informações, mais pessoas podem tomar decisões que ajudarão no aumento da sobrevivência dos tubarões.”
O assento da Mako prende o visitante apenas no quadril > Continua na pág. 16
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Brian Morrow, vice-presidente de Design e Experiência de Parques Temáticos do Sea World: “Na Mako, não há nenhum movimento desperdiçado, tudo é velocidade e queda”
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< Continuação da pág. 15
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A GEND E - S E PARA CELEBRAR O NOVO REINO, O SEA WORLD APRESENTA O SUMMER OF MAKO, UM EVENTO QUE APROVEITARÁ AS NOITES DE VERÃO E AMPLIARÁ A DIVERSÃO DO
parque. Durante o dia, os visitantes terão ainda mais oportunidades de encontrar os animais do Sea World, poderão agendar sessões de alimentação (desses animais) e conversar com os embaixadores, educadores e especialistas. Os visitantes poderão ainda participar de um desafio baseado em mensagens de texto chamado, o Mako Challenge; para cada desafio realizado o Sea World irá doar US$1 em nome do participante para o Sea World and Busch Gardens Conservation Fund. O parque também irá oferecer edições limitadas de produtos inspirados no tubarão Mako, incluindo cookie de baunilha e mel – Honey Vanilla Mako Shark –; uma exclusiva máquina de mistura de refrigerantes da Coca-Cola Freestyle; o Mako Blast (14 de Junho) – um drinque alcoólico disponível apenas no Shark´s Underwater Grill; e a Mako American Red Ale, uma cerveja exclusiva do Sea World disponível em diversos locais espalhados pelo parque. Já a Shark Touch Pool permite aos visitantes que sonham em tocar em um tubarão a oportunidade de realizar isso
O Verão Mako trará uma série de atividades para os visitantes
durante sua passagem no verão no Sea World Orlando. Já uma área de descanso localizada ao lado do Wild Artic será a sede de uma inédita experiência educa-
cional onde os visitantes terão a chance de aprender e interagir com tubarões das espécies: bamboo marrom, tubarão-ponta-branca e epaulette. p
BANCODEDADOS A MAKO EM NÚMEROS:
ll Inauguração – 10 de junho de 2016 ll Tipo – Hypercoaster ll Fabricante – Bolliger & Mabillard (Suíça) ll Altura – 61 metros ll Velocidade máxima – 118 km/h ll Extensão – 1.451 metros ll Altura mínima de visitantes – 1,34 m ll Trilhos sobre a água – 568 metros p
ENCONTRO COM SERPENTES O BUSCH GARDENS TAMPA, PARQUE DO GRUPO SEA WORLD ENTERTAINMENT, TAMBÉM ESTÁ COM ATRAÇÃO
nova para 2016. Em 17 de junho Seria inaugurada a nova montanha-russa Cobra´s Curse. Essa atração de giros e rodopios é a única do tipo no mundo e apresenta uma subida vertical e, em seguida, um turbilhão de emoções em uma empolgante exploração. Localizada na área do Egito, essa nova atração dá aos visitantes a oportunidade de ficarem cara a cara com uma cobra de 24 metros de altura, deslizar em trilhos por cima da Serengeti Plain e descobrir os mistérios de uma escavação arqueológica egípcia. Havia a previsão de que o brinquedo fosse inaugurado na mesma semana da
O presidente do Busch Gardens, Jim Dean
abertura da Mako, do Sea World. No entanto, alguns ajustes técnicos impossibilitaram a estreia da atração. O elevador que levará os visitantes a uma altura exata de 21,3 metros funciona de forma similar a um elevador tradicional, só que ao ar livre e erguerá os visitantes já dentro do carrinho até ficarem cara a cara com as presas da cobra gigante. A atração terá três minutos e meio de duração e também contará com uma segunda subida inclinada que levará para o giro final. Os aventureiros percorrerão mais de 640 metros de trilhos a uma velocidade de 63 quilômetros por hora. Além disso, no trajeto da fila os participantes ficarão a poucos centímetros de
um habitat de serpentes que terá 11 metros cúbicos. Lá viverão as espécies: mamba-de-Jameson, píton-angolana, víbora-rinoceronte e víbora-do-Gabão. O design desse habitat não só reflete o tema da atração, como também apresenta vários componentes que foram elaborados tendo em vista o bem-estar e desenvolvimento dos animais, com elementos naturais e controle de umidade e temperatura. “Essa não é uma montanha-russa de rodopios convencional. Com o verdadeiro estilo Busch Gardens, a atração ganhou um gingado diferente, que levará os visitantes para uma emocionante e inesquecível jornada", destacou o presidente do Busch Gardens, Jim Dean. "A chegada de uma montanha-russa para as famílias incre-
menta a seleção de atrações emocionantes oferecida pelo Busch Gardens. Sabemos que essa aventura irá atrair visitantes do mundo todo", completou Dean. "Nós estamos continuamente buscando novas e empolgantes maneiras de oferecer aventuras para a família toda, e temos certeza que a Cobra´s Curse irá consolidar o Busch Gardens como líder em atrações desse tipo na Flórida." É mais uma atração do Bush Gardens, parque reconhecido por grandes montanhas-russas como a Cheetah e a Sheikra, para a família. Crianças com 1,22 metro poderão ir sozinhas na Cobra´s Curse ou a partir de 1,07 metro acompanhado dos pais ou de um responsável. p
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EXPERIMENTAMOS AS CURVAS E DESCIDAS DA MAKO SEMPRE GOSTEI DE EXPERIÊNCIAS MAIS RADICAIS, AINDA MAIS AQUELAS QUE ENVOLVEM VELOCIDADE OU ALTURA. Se as duas coisas estiverem juntas em uma atração só, melhor ainda. Talvez por isso eu tenha me entusiasmado tanto com o convite do Sea World para acompanhar a inauguração de sua nova atração. Inclusive, desde que ela foi anunciada, em maio do ano passado, eu tenho feito pedidos para participar desta abertura. E eles foram atendidos. Antes de chegar na entrada da Mako, tive a oportunidade de conversar com alguns executivos do Sea World, que, cheios de entusiasmo e orgulho, contaram mais detalhes do projeto. “Na Mako, todos viverão a experiência de ser um superpredador atravessando a água em alta velocidade e perseguindo sua presa ao longo de um imenso arrecife. Ela é uma mescla selvagem de medo, emoção e diversão”, garantiu o vice-presidente Corporativo de Experiências, Design e Engenharia de Parques Temáticos do Sea World, Brian Morrow. Não precisou dizer mais do que isso para a minha ansiedade aumentar e eu me dirigir na mesma hora para a atração. Assim que assinei o termo de compromisso, que permitiria ao parque usar minhas imagens na Mako, me pediram para me posicionar na fileira quatro, pois minha turma “seria a próxima a inaugurar o brinquedo”. Assim que ouvi os barulhos das travas, tentei relaxar e apreciar a cara das pessoas que ainda aguardavam na fila. Uns, assustados; outros, felizes como eu. Logo em seguida, o “sinal verde” foi dado e o carrinho começou a subir. A cada metro elevado, a vista da cidade de Orlando ficava cada vez mais linda. Depois de alguns segundos, a queda começou e a partir daí eu fui consumido por uma adrenalina. Êxtase era o que exalava do meu corpo e de cada grito que eu dava a cada subida, descida ou curva. Os quase três minutos de percurso se tornaram segundos, de tanto que era a minha euforia. Quando saí do carrinho e olhei para trás, vi que a próxima turma tinha sofrido um “desfalque” e de quatro pessoas que cada fileira comporta, só tinham três no último carrinho. Não pensei mais que duas vezes, larguei minhas coisas com o restante do grupo e entrei novamente na Mako. Eu precisava sentir aquela adrenalina novamente.
Na noite de inauguração oficial da atração, tive a oportunidade de andar mais algumas (lê-se seis) vezes na Mako, sendo três delas no primeiro carrinho. Cair de uma altura de mais de 60 metros dá uma sensação de liberdade única. Os gritos não eram de medo, mas de alegria, que não cabia em mim. Não importa se você é corajoso ou não, se vai levantar as mãos ou se agarrar nas travas, a experiência da Mako é uma mistura de sentimentos que faz as pessoas extravasarem. A única coisa que sei é que eu quero voltar muitas e muitas vezes na montanha-russa mais rápida, mais alta e mais longa de Orlando.
NOTA: 10
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Sea World e da Azul Linhas Aéreas
18 Mercado
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>> Renato Machado
Guerra pela
fidelidade
O BANCO DO BRASIL E O BRADESCO SE UNIRAM, EM 2010, NO PROJETO QUE CULMINOU na criação de uma bandeira nacional de cartões de crédito, a Elo. Os últimos anos foram de expansão de serviços e criação de negócios. Na semana passada foi anunciada a chegada do Livelo, o programa de fidelidade da marca, que chega para concorrer diretamente com a Multiplus e o Smiles, duas empresas que nasceram dentro de companhias aéreas e hoje são mais rentáveis que suas “mães”. A Livelo nasce com cerca de dez milhões de usuários e prometendo inovações em uma plataforma de e-commerce. Apesar de seguir o padrão de nomenclatura dos produtos do conglomerado, com o “elo” no final, o Livelo não se restringirá ao usuário da bandeira nacional. Aliás, uma das marcas do novo programa será a flexibilidade na hora de trocar pontos. “O Livelo é multiopções, multimoedas, multiban-
Raul Moreira, do Banco do Brasil, Marcelo Noronha, do Bradesco, e Eduardo Gouveia, da Livelo
deiras, multiparceiros”, contou o vice-presidente de Negócios de Varejo do Branco do Brasil, Raul Moreira. O Livelo pode ser acessado por meio de site, aplicativos móveis, teleatendimento e chat on-line. São mais
de 500 mil produtos disponíveis para troca de pontos e a novidade da precificação dinâmica. O diretor vice-presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, explica que “nós vamos trabalhar com big data. Teremos o perfil do consumidor, se ele é engajado no programa, a relação que ele tem com o banco”. Dessa forma, complementa o líder do projeto da Livelo, Eduardo Gouveia, “poderemos oferecer um preço atraente para um produto que tenha valor simbólico a determinado cliente”. “Já se foi a época em que era bom que os pontos expirassem. Nós não queremos isso, queremos um público engajado, utilizando seus pontos”, completou. Gouveia reforçou que o mercado de fidelização ainda engatinha no Brasil. Como exemplo, citou o caso do Canadá, onde 44,4% da população economicamente ativa participa de tais programas – no Brasil, esse número é de apenas 8,6%.
CVC É PARCEIRA
Um dos grandes trunfos do Livelo é a parceria com a operadora CVC, que será a fornecedora exclusiva de pacotes de viagens, aluguéis de automóveis, passeios e outros serviços de suporte ao turista. “O Turismo é uma âncora do nosso projeto”, garantiu Gouveia. O diretor da CVC.com, Alípio Camanzano, afirmou que a parceria "vai contribuir para que as pessoas consigam ir além de trocar pontos apenas por passagens ou hotéis, mas sim pela construção completa de todos os serviços necessários para a viagem". De acordo com Eduardo Gouveia, estarão disponíveis para resgate por pontos passagens aéreas de mais de 750 companhias de todo o mundo. “Além de voar com as companhias locais que o público já está acostumado, você também vai encontrar passagens para trechos fora do alcance das aéreas locais. É possível comprar um voo entre Itália e Grécia, por exemplo”, conta. Seguindo o padrão de OTAs, o portal de viagens do Livelo terá uma caixa de pesquisa com informações do voo desejado. Os resultados poderão ser filtrados da maneira que melhor servir ao cliente e preços serão comparados entre as empresas parceiras do programa.p
19 Hotelaria
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>> Artur Luiz Andrade, Miami (Estados Unidos)
Reserva inteligente É NISSO QUE APOSTA A HRS GLOBAL HOTEL SOLUTIONS PARA CRESCER NO BRASIL NA venda de hotelaria para o viajante corporativo, seja via OBTs ou TMCs. Em momento de crise econômica e custos controlados, saber gastar com hotelaria corporativa é fundamental e a empresa alemã, que está no Brasil há pouco mais de três anos, promete tarifas negociadas nos destinos mais pedidos e ferramentas que ajudam o viajante e sua empresa a economizar, aliando praticidade e gestão. A vice-presidente para as Américas da HRS Global Hotel Solutions, Suzanne Neufang, que esteve no Brasil na semana passada, falou ao Jornal PANROTAS durante a Conferência de Clientes da Travelport para as Américas, em Miami, da qual foi a maior patrocinadora. Segundo ela, a expertise, experiência e o portfólio da HRS estão sendo muito bem aceitos na América Latina e no Brasil neste momento. A HRS tem 300 mil hotéis em 190 países em seu sistema e dez milhões de noites com tarifas negociadas por sua equipe, em 50 mil propriedades. "Neste momento, as parcerias são fundamentais. A gestão da viagem precisa ser melhor, a produtividade tem de aumentar, as tarifas têm de ser as melhores do mercado, as necessidades dos clientes precisam ser precisamente atendidas e é preciso haver segurança nas transações", explicou Suzanne. Segundo ela, as tarifas HRS têm descontos médios de 10% a 15% em relação ao mercado. “E nas 100 principais cidades, negociamos ainda mais fortemente e o viajante a negócios terá uma tarifa ainda melhor". Os descontos em relação à tarifa média de mercado podem chegar, assim, a 30%. A HRS tem 380 especialistas em negociação com hotéis em 50 mercados do mundo. Um diferencial são os 180 mil hotéis independentes, que geralmente não estão em sistemas tradicionais. Se nos Estados Unidos os hotéis independentes respondem por 40% da indústria hoteleira, em outras regiões esse índice é bem maior: 91% na América Latina, 88% na Europa e 95% na Ásia/Oceania.
COMISSÃO
Outra vantagem, segundo a vice-presidente, é que a HRS faz todo o recolhimento das comissões para as agências de viagens corporativas. "Nossa eficiência está em 99%. Isso significa economia para as TMCs, que podem se dedicar a atender os clientes", explica. Ao integrar com os GDSs, Suzanne Neufang diz que as agências, usando a HRS, economizam cerca de 50% em custos processuais e não precisam ficar consultando diversos fornecedo-
Suzanne Neufang, vice-presidente para as Américas da HRS Global Hotel Solutions
res (o que significa US$ 1,75 de produtividade para a agência por reserva feita). Uma TMC busca de dois a cinco fornecedores a cada vez que vai fazer uma reserva hoteleira. A HRS, garante ela, seria o ponto de vendas único. Outra forma de acesso é diretamente pelas ferramentas de reservas on-line. Os segmentos que mais crescem atualmente, de acordo com Suzanne, são as vendas via GDSs (onde a HRS tem cinco milhões de quartos disponíveis) e OBTs. A empresa tem integração com o Travelport, anunciada em março, e também com Sabre, Amadeus e os asiáticos Abacus e Travelsky, um diferencial importante quando todos estão fazendo (ou
ONDE ESTÁ O
querem fazer) negócios com a China. Parcerias globais incluem as on-line booking tools da Concur, do Get There e Cytric, além de várias regionais, como Lemontech e Argo no Brasil. Outras ferramentas ganharão integração ainda este ano no mercado brasileiro. A HRS também tem estreito relacionamento com centenas de TMCs, como as globais Amex Global Business Travel, HRG e BCD Travel. Com 31 mil hotéis na América Latina, sendo 14 mil no Brasil, a HRS tem dois focos paralelos no momento na região: captar mais hotéis para seu portfólio, e trabalhar com as TMCs e corporações para que passem a usar as ferramentas disponíveis.p
V I A JANTE ?
CLIENTES DA HRS TÊM À DISPOSIÇÃO O LOCALIZADOR DE PESSOAS, APLICATIVO QUE ENCONTRA VIAJANTES
comerciais que fazem reservas através da empresa. O sistema permite selecionar um período de viagem, destino e usar ainda outros filtros. A ferramenta oferece também a função de busca por país, destino, distância de um ponto determinado, data de viagem e nome do hotel. A localização é mostrada em um mapa, a lista contém o nome completo dos viajan-
tes, todos os detalhes de contato e endereço do hotel, tendo a possibilidade de fazer o download dessa lista para futuras necessidades. Caso o passageiro tenha informado o e-mail no momento da reserva, o gestor também poderá enviar um e-mail a partir dessa mesma tela. Alguns clientes da HRS incluem Siemens, Allianz, Barilla e China Mobile. Para mais informações, acesse corporate.hrs.com/pt-br ou ligue (11) 28530000.p
BANCO DEDADOS HRS NO MUNDO Os 12 maiores inventários da HRS (65,2 mil hotéis)
ll China - 18,2 mil hotéis ll Brasil - 14 mil ll Alemanha - 12,7 mil ll Áustria - 7,9 mil ll Japão - 5 mil ll Itália - 2,9 mil ll EUA - 2,8 mil ll França - 2,5 mil ll Espanha - 2,3 mil ll Polônia - 2 mil ll Turquia - 1,5 mil ll Rússia - 1,2 mil ll Hotéis no mundo: 300 mil em 190 países ll Funcionários: 1,6 mil em 26 países (no Brasil são 23, metade para negociação com hotéis) ll Quartos nos GDSs: 5 milhões ll Descontos sobre tarifas médias corporativas: até 30% ll 10 milhões de room nights com tarifas negociadas em 50 mil hotéis
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> Artur Luiz Andrade, Miami (Estados Unidos)
De quem é o cliente? A CONFERÊNCIA DE CLIENTES AMÉRICAS DA TRAVELPORT, EM MIAMI, NO COMEÇO DE JUNHO, debateu tendências da indústria de viagens na região e no mundo: a tecnologia aliada ao relacionamento e à transparência, o engajamento e o ambiente multigeracional, conteúdo relevante, pagar pelo que se quer e usa e interfaces amigáveis são algumas delas. Pensando na complexidade do mundo atual, com acesso à compra de viagens por múltiplas plataformas e com diversos players buscando atender o mesmo cliente, a própria Travelport mudou seu posicionamento de GDS (o “antigo” sistema global de distribuição) para plataforma tecnológica, onde, segundo seu CCO, Stephen Shurrock, cabem todos os players da indústria. A grande questão — de quem é o cliente? — também foi debatida no evento, e a melhor resposta veio do vice-presidente de Distribuição e Cross Channel da Marriott, Oral Muir. Em linhas gerais, ele disse que o cliente pode ser (e é) de todos, mas ele (o viajante) tem de saber que, dependendo do canal que escolher (ou da tarifa paga), terá benefícios e/ou ônus, como taxas (ou a isenção de), preços melhores ou piores, mimos gratuitos (como wi-fi na hotelaria), entre outros itens a serem considerados na hora de gerir a viagem. Muir disse, ainda, referindo-se às OTAs e novos canais de distribuição, que a hotelaria cansou de ser convidada para as festas e sempre ter de levar a bebida e a comida. “Não vamos pagar pelo que não queremos”. A Travelport, segundo Shurrock, quer ter o melhor conteúdo para que as agências de viagens possam ter competitividade frente aos diversos players que surgiram. E para que o cliente seja atendido da melhor forma. A personalização das soluções oferecidas pela Travelport é uma aposta, como no acordo com a E-Fácil Plus (como detalhamos em reportagem publicada na última edição) e no trabalho de consultoria que a empresa faz para as agências, para ajudá-las a trabalhar e competir no mundo on-line (mundo off-line, aliás, é algo que não existe mais, pois os fornecedores e especialmente os clientes vivem conectados 24 por sete). A compra de empresas do mundo digital (como a MTT) mostra que a Travelport quer estar presente em todas as soluções para aéreas (o CCO citou o contrato com a Aeromexico como um marco nesse novo momento), TMCs (a BCD é o benchmark nesse segmento) e outros players, como os integradores, dos quais a empresa está bem próxima no Brasil, por exemplo com a Wooba e T4W.
Stephen Shurrock, CCO da Travelport
MOBILE
Os investimentos da Travelport em mobile podem parecer contraditórios e um contrassenso para quem investe na venda via agências de viagens, mas Shurrock garante que não. “Não acredito que o mobile acaba com as agências de viagens. Claro que a compra via mobile existe, mas nossa intenção é trabalhar, juntamente com as agências, para que o dia de viagens de seu cliente seja o melhor. O mobile agrega valor ao que as agências oferecem, como fizemos ao trazer o rich content para o front office das agências. Com nosso produto elas podem vender ancillaries e ter acesso a um conteúdo antes disponível apenas nos sites das aéreas”, explicou. A busca por uma melhor experiência de compra e por mais conteúdo também está focada em produtos fora do aéreo, como hotelaria. Hoje, cerca de 25% da receita da Travelport vem de produtos fora da aviação e, segundo o CCO da empresa, as taxas de crescimento são bem generosas. Sobre os investimentos na América Latina, Stephen Shurrock, que, por ter trabalhado na Telefonica, conhece bastante a região, disse que a Travelport está comprometida a longo prazo. “Temos investido tempo, dinheiro e profissionais e vamos continuar, pois, assim como na Ásia e no Oriente Médio, vemos grandes
Stephen Shurrock (CCO), Erica Moore (diretora América Latina) e Bret Kidd (VP Américas), todos da Travelport
Debate sobre quem é o “dono do cliente”
oportunidades na América Latina”. O vice-presidente para as Américas, Bret Kidd, acredita que há atualmente um resgate dos valores dos agentes de viagens e empresas como a Travelport podem ajudar a agregar na venda pelos profissionais. “Acho que chegamos (nos Estados Unidos) a um equilíbrio entre venda dire-
ta e indireta. Cada uma tem seu valor. Há mitos na indústria, como a de que a geração millennial não usa agências de viagens ou não valoriza as relações pessoais. O grande desafio é juntar o high tech com o high touch”.p --- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Travelport, com proteção GTA
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Destinos
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> Carla Lencastre, Liverpool (Reino Unido), especial para o Jornal PANROTAS
Com e sem os
No fim das contas, o amor que você recebe é igual ao que você dá. A frase (em tradução livre) encerra a canção dos Beatles The End e funciona como um mantra em Liverpool. Ao final de alguns dias, a gentileza da população faz com que o turista volte para casa apaixonado. Além de gente simpática, a bonita cidade ao noroeste de Londres, às margens do rio Mersey, está repleta de atrações variadas. Com a chegada do verão, tudo fica ainda mais convidativo. A duas horas e vinte minutos de trem da capital inglesa, Liverpool é cheia das histórias, principalmente por conta de um importante passado portuário e mercantil. Hoje oferece numerosas opções culturais, incluindo uma filial da Tate e seu acervo de arte moderna; boas lojas e restaurantes, e dois estádios de futebol com jogos da Premier League, o principal campeonato inglês. A Albert Dock, área à beira-rio com armazéns em pedra de meados do século 19, é patrimônio mundial pela Unesco. E, claro, tem os Beatles. Os quatro rapazes de Liverpool são o motivo que leva boa parte dos turistas (muitos brasileiros, inclusive) à chuvosa cidade inglesa de quase meio milhão de habitantes. O melhor lugar para começar o roteiro é no início da história da banda, no Cavern Club. Como o nome dá a entender, o clube fica em uma espécie de caverna, em um subsolo da Matthew Street, uma pequena transversal da movimentada North John St. No nível da rua há hoje um centro comercial. O Cavern abre cedo, às dez da manhã, mas uma vez lá embaixo é sempre noite.
22 O bar funciona animadamente, servindo uma cerveja depois da outra. Os visitantes se espalham por mesas coletivas ou ficam em pé mesmo. Uma camisa da seleção brasileira de futebol, autografada por Zico e emoldurada, faz parte da decoração. No famoso palquinho, cercado por paredes de pedra, alguém canta Beatles. A entrada é gratuita durante o dia, de segunda a sexta-feira, e nas manhãs de sábado e domingo. Também há shows no Cavern Lounge, com acesso pelo Club, e no Cavern Pub. O pub está no nível da rua, em frente à entrada do clube. Tem música ao vivo todas as noites e uma estátua de John Lennon encostado no muro. Na mesma parede, vê-se o bronze do escultor britânico Arthur Dooley “Four lads who shook the world”. Logo ao lado, na esquina de Matthew e John, fica o hotel temático Hard Days Night, com 110 quartos. Seu logotipo representa o acorde inicial da canção que o batiza, mas também pode ser visto como um mapa da posição dos músicos no palco. Há estátuas de John, Paul, George e Ringo na fachada e o interior é decorado com memorabilia dos Beatles e trabalhos originais inspirados na banda. O restaurante Blakes ganhou o nome em homenagem a sir Peter Blake, artista precursor do pop britânico e autor da capa do álbum de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. O Cavern Club é o ponto final do Magical Mystery Tour. A visita guiada de duas horas em um ônibus amarelo passa pelas casas onde John, Paul, George e Ringo moraram e por lugares que inspiram suas canções, como Penny Lane e o orfanato Strawberry Field, ambos nos subúrbios da cidade. Além do Magical Mystery Tour, o Cavern Club também organiza roteiros individuais e para pequenos grupos. O ponto de partida do ônibus amarelo fica em outra área de interesse para os fãs dos Beatles, a Albert Dock, a 15 minutos a pé do Cavern Club. Em um de seus galpões encontra-se o Beatles Story, um museu multimídia que conta a história da banda. Há audioguias em dez línguas, incluindo português do Brasil, com depoimentos de pessoas impor-
tantes na vida do grupo. O museu reúne memorabilia, fotos e reproduções de ambientes significativos, como o próprio Cavern Club. Este ano, em homenagem aos 75º aniversário de John Lennon, está exposto o piano branco com o qual ele se apresentou ao público pela última vez. Há ainda uma emocionante coleção de fotos do músico em Nova York, entre 1971 e 1980, feitas por Bob Gruen. Ao final do percurso, uma loja bem abastecida garante as lembranças de viagem. Perto dali, no Pier Head, foi inaugurado em dezembro passado mais um monumento aos Beatles em homenagem aos 50 anos da última apresentação do quarteto na cidade. Doadas pelo Cavern Club e inspiradas em uma foto feita no local, são quatro estátuas em tamanho natural dos rapazes que atraem tantos peregrinos a Liverpool.
LIVERPOOL OFF-BEATLES Os Beatles podem ser a principal razão que leva um visitante a Liverpool, porém, uma vez lá, é fácil constatar que eles não são o único motivo. A bonita cidade é orgulhosa de seu passado, inclusive do passado anterior a 1960. Os dados mais recentes divulgados pelo Visit Britain mostram que
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605 mil visitantes estrangeiros chegaram a Liverpool em 2014, um aumento de 8% em relação a 2013. O melhor ponto da história para começar um roteiro além dos Beatles é em meados do século 19, na Albert Dock, à margem do rio Mersey. Naquela época foram erguidos os armazéns em pedra avermelhada, tijolo e ferro, sem estrutura em madeira. À prova de fogo, os galpões hoje formam um conjunto considerado patrimônio mundial pela Unesco. Atingido durante a Segunda Guerra Mundial, o porto entrou em declínio até ser fechado em 1972. O processo de restauração começou no início da década de 1980. Em um dos imensos armazéns está instalado o museu multimídia Beatles Story. Outro abriga uma filial da Tate e sua coleção de arte moderna. Um terceiro é a sede do Merseyside Maritime Museum, que conta a história naval da cidade, incluindo lembranças tristes e vergonhosas, como o comércio de escravos. A área é repleta de barcos e pequenas lojas, bares, cafés e restaurantes, com destaque para concorrido italiano Gusto. Ao ar livre, há esculturas de arte contemporânea e banquinhos para apreciar o rio nos dias menos frios desta época do ano. Seguindo a pé rumo ao norte pela
beira-rio, logo se encontra o moderno prédio do Museum of Liverpool, inaugurado em 2011 para apresentar a história da cidade, e o terminal de onde partem os ferries do Mersey. Por conta da nona Bienal de Liverpool, de 9 de julho a 16 de outubro deste ano, um dos barcos que faz a rota panorâmica de uma hora de duração (um ótimo programa) teve o seu exterior pintado com uma espécie de camuflagem colorida criada por Sir Peter Blake, o artista pop britânico que assina a capa do álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. O psicodélico desenho que embaralha a visão foi batizado de “Everybody razzle dazzle” e cobre o ferry Snowdrop. No píer ficam também as Three Graces. Três edifícios comerciais do início do século 20 dão forma um espetacular conjunto arquitetônico. As graças do período eduardiano são os prédios do Porto de Liverpool, da Cunard e da Royal Liver, uma companhia de seguros. No momento as atenções estão voltadas para o Cunard Building, antiga sede da companhia de navegação de mesmo nome. Além de cenário da prequel da saga Harry Potter, “Fantastic beasts and where to find them”, com estreia no Brasil prevista para novembro, o edifício vai abrigar ainda este ano a British Music Experience, uma espécie de museu da música pop britânica. No acervo, por exemplo, estão as roupas de David Bowie como Ziggy Stardust. O mais novo monumento aos Beatles, reunindo quatro estátuas em tamanho natural dos rapazes, fica também nesta área, chamada de Pier Head. Saindo da beira-rio para o Centro, sempre a pé, um dos caminhos passa pelo Liverpool One, um grande centro comercial ao ar livre com mais de 160 lojas. Mais adiante fica o St. John’s Gardens, com outro bonito conjunto de prédios históricos. Perto dali encontra-se o Empire Theatre, onde os Beatles se apresentaram pela última vez na cidade, em 5 de dezembro de 1965.
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Bem mais ao norte de St. John’s Gardens e a uns 20 minutos de carro da Albert Dock estão o Anfield Stadium, a casa do Liverpool FC, e o Goodison Park, estádio do Everton FC, dois times de futebol da Premier League inglesa. Outros 20 minutos de carro pela beira-rio, acompanhando o curso do Mersey, levam à foz do rio e à diferente paisagem da Crosby Beach. Com uma grande variação entre as marés alta e baixa, a praia banhada pelo Mar da Irlanda abriga a incrível instalação “Another place”, reunindo 100 esculturas em ferro de Antony Gormley. Todas representam um corpo humano em tamanho natural, no caso, o corpo do próprio artista londrino. Na direção oposta, no sul da cidade, a principal atração turística é a gigantesca Catedral de Liverpool, da Igreja Anglicana, inaugurada em 1978 depois de 74 anos de obras. Com arcos neogóticos e impressionantes abóbodas, a imponente catedral é hoje a maior da Grã-Bretanha e a quinta maior do mundo. E detém um notável primeiro lugar no site Tripadvisor, como a principal atração da cidade. Quando Liverpool foi capital europeia da cultura, em 2008, a artista britânica Tracey Emin criou para uma das paredes em pedra no interior da igreja, logo na entrada, uma controversa instalação em neon cor-de-rosa. Os dizeres: “I felt you and I knew you loved me” (“Senti você e soube que me amava”, em tradução livre).
EXPLORE GB
O maior evento anual do Visit Britain, o Explore GB foi realizado em março na cidade inglesa. Durante dois dias, 300 compradores de 40 países participaram de 30 mil reuniões pré-agendadas com 300 expositores do Reino Unido e da Irlanda. A delegação brasileira, com 12 representantes de operadoras e agências de viagem de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Brasília, ficou hos-
pedada no novíssimo Pullman Liverpool, da Accor Hotels. Inaugurado em fevereiro deste ano, o hotel fica na Kings Dock, em frente ao Rio Mersey e adjacente à Arena and Convention Center (ACC).
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Instalado em um prédio novo, com fachada envidraçada e vistas espetaculares para o rio e a cidade, o Pullman Liverpool tem 216 quartos de três categorias diferentes e duas suítes; lounge, bar e um restaurante aberto o dia inteiro, o Duke. A decoração contemporânea é inspirada no passado marítimo local. O hotel fica a uma curta caminhada da histórica Albert Dock. Para o vice-presidente de Luxo e Marcas Intermediárias da Accor Hotels, Jonathan Sheard, “a abertura do Pullman Liverpool é um passo significante para a marca, que está inaugurando seu segundo hotel no Reino Unido (o primeiro fica em Londres). Os hóspedes verão o mesmo design de alto padrão e a vibração cosmopolita que são sinônimos da Pullman”.
SERVIÇO Cavern Club: Aberto diariamente a partir das 10h, com entrada gratuita de segunda a sexta-feira até as 20h. Ingressos à noite e nos fins de semana com preços entre 2,50 e quatro libras. Música diariamente a partir do meiodia. 10 Matthew Street. www.cavernclub.org Magical Mystery Tours: Ônibus diários com saída às 10h30 da Albert Dock, perto do Beatles Story, e chegada às 12h30 no Cavern Club. Há horários extras em determinadas épocas do ano. Tíquetes: 16,95 libras. www.cavernclub.org Beatles Story: Museu multimídia na Albert Dock. Aberto das 9h às 19h, entre abril e outubro, e das 10h às 18h, entre novembro e março. Ingressos: 14,95 libras. www. thebeatlesstory.com Albert Dock: A Tate e o Merseyside Maritime Museum abrem diariamente, com entrada franca. Os armazéns têm várias lojas, cafés e restaurantes. www.albertdock.com
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>> Rodrigo Vieira, Campinas (SP)
Expansão com identidade
CRESCER, ULTRAPASSAR FRONTEIRAS, MAS NÃO PERDER A ESSÊNCIA. A CRISE EXIGE CAUTELA,
sim, mas está longe de frear o ímpeto da Costa Brava Viagens e Eventos, de Campinas (SP), pertencente à família do atual presidente da Abracorp, Rubens Schwartzmann. Com uma diretoria jovem, já que o bastão foi passado para os filhos de Mauro e Juliana Schwartzmann, Rubens e Carlos, a TMC anunciou, durante seu maior evento anual, o Fórum Costa Brava, ocorrido no Royal Palm Plaza, seus primeiros passos para fora do Brasil. Curiosamente, os rumos da empresa campineira parecem estar refletindo seu DNA familiar. Enquanto os jovens filhos demonstram ideias arrojadas e modernas, os mais maduros concordam em encarar o desafio, mas demonstram a importância de se conservar as raízes iniciadas há 27 anos. Esses passos rumo ao Exterior vêm graças à parceria com a companhia de gestão de viagens global Radius Travel, que desenvolve e entrega programas de viagens a empresas multinacionais por meio de sua rede de agências em importantes mercados espalhados em todos os cantos do mundo. Ser um membro do grupo permite à Costa Brava expandir sua presença em cerca de 85 países, oferecendo ainda mais qualidade e customização no atendimento aos seus clientes, consolidação de dados gerenciais, tecnologias e ferramentas para dar suporte à gestão global de viagens. “Integrar uma rede de agências de viagens como a Radius nos dá maiores condições de participar de concorrências globais que as empresas executam para escolher seus fornecedores. Elas muitas vezes exigem uma única empresa para o mundo inteiro. Agora, se uma multinacional europeia, asiática, norte-americana ou de qualquer outra região abre um processo de concorrência para escolher uma agência de viagens, teremos uma oportunidade enorme de atender a esse cliente, levando em conta o favoritismo da Radius em ganhar a concorrência”, comemora Rubens Schwartzmann, hoje diretor geral da TMC. “Isso nos dá opção de concorrer com agências globais, mas sem perder nossa essência em atender de maneira personalizada e de dar total atenção às demandas de cada cliente. Esse é o principal ponto.” Por outro lado, a Costa Brava pode colaborar com a Radius indicando suas contas globais cujo contrato é local. Samsung, 3M e Bic são só alguns dos exemplos de empresas que podem
Os novos parceiros Fernando Marcomini, da Radius Travel, e Rubens Schwartzmann, da Costa Brava
ser intermediadas pelas agências Radius de outros países também possam atender a esses clientes em uma plataforma de globalização. A conversa entre Costa Brava e Radius vinha acontecendo desde o começo do ano e, consequentemente, a TMC já vinha negociando a chegada de novos clientes. Aproximadamente cinco empresas já foram convencidas sobre a parceria e estão “na fila” para que suas viagens sejam gerenciadas pela agência de Campinas. “Já iniciamos o processo de implantação do primeiro ambiente conjunto entre nós e a Radius, e agora temos em andamento o processo de homologação do primeiro cliente fruto da parceria. Quando ele for homologado, podemos receber os próximos”, aponta o diretor de Marketing e Vendas, Carlos Schwartzmann, sem revelar nomes. “Além disso, já enviamos os preços e as condições para atender as contas de clientes de concorrências que a Radius participa globalmente.” Já a integração de sistemas será feita apenas parcialmente. Esse não é o mote principal da parceria, mas também não pode ser assunto descartado, de acordo com Rubens Schwartzmann. O diretor de Vendas Globais da Radius para América Latina, Fernando Marcomini, afirma que toda a oferta tecnológica da empresa está disponível para a Costa Brava. A intenção na Costa Brava é de que
os clientes sigam atuando como já vem sendo feito, mas sem descartar a possibilidade de usufruir da parceria. “Hoje temos uma ferramenta de self-booking para nossas empresas atendidas que vem tendo excelente resultado. Porém, se identificamos que para o perfil de determinada empresa seja necessária outra ferramenta, a Radius pode ajudar”, avalia Schwartzmann. O que não será alterado por enquanto, garante Carlos Schartzmann, é a estrutura e a forma de faturamento da Costa Brava. Aí entra a proposta de não fugir da essência. “Não podemos querer ter estruturas físicas tão robustas fora de nossa matriz, por isso temos profissionais atuando em home office fora daqui. Já tivemos bases internas em nossas empresas clientes, mas hoje preferimos adotar o que chamamos de low cost low risk”, explica. “Não é porque agora estamos com a Radius que vamos mudar nossa maneira de trabalhar. Se uma empresa entra em contato dizendo que só atua com faturado de 60 dias, não podemos aceitá-la, já que hoje 90% dos nossos pagamentos são realizados com cartão de crédito diretamente com os fornecedores on-line.” A Radius Travel gerencia mais de US$ 30 bilhões em gastos anuais de viagens corporativas. Seus escritórios estão localizados em Washington, Londres, São Paulo e Cingapura.
CONCORRÊNCIA SAUDÁVEL A Costa Brava não será a primeira empresa do País a compor o portfólio da Radius. Até hoje, a Maringá Turismo era a única afiliada brasileira, e agora ambas fazem parte da lista. “Estamos integrando a Costa Brava para fazer parte da representação no Brasil junto com a Maringá. Por ser um mercado-chave da região latino-americana, por gerar muitos negócios, por seus projetos em consolidação, sentimos que o Brasil tinha potencial de ter duas empresas no nosso portfólio sem concorrência”, aponta Fernando Marcomini, garantindo que houve todo um planejamento antes do anúncio ser consolidado. “No momento em que a Costa Brava identificava essa necessidade de fazer parte de uma agência global, nós identificávamos a viabilidade de ter mais uma agência e expandir nossa presença no Brasil.” Ainda segundo o executivo, a concorrência entre as duas é mínima, pois ambas têm perfis diferentes. Para Carlos Schwartzmann, a concorrência será saudável, tendo em vista o tamanho do mercado brasileiro e o terreno a ser percorrido. p
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ENXUGAR CUSTOS, EVITAR DESPERDÍCIOS UM DOS DESTAQUES DO CONTEÚDO DO FÓRUM COSTA BRAVA FOI O COO do Reserve, Sidney Lima Filho. Ele deu ao público uma lista de dez soluções “nem tão complexas assim” para facilitar um objetivo essencial de todo gestor de viagens corporativas: reduzir custos e evitar desperdícios. O executivo apresentou um conjunto de dez pesquisas globais para provar que ainda há inúmeras falhas em pequenos detalhes na gestão de uma viagem a negócios, o que, no passar da régua torna-se dinheiro jogado fora pelas empresas. Fraudes, erros de cálculos, busca pela menor e não pela melhor tarifa, entre outras falhas das agências e TMCs são alguns desses detalhes. “São dez pontos que podem parecer simples, mas que muitos dos players do setor corporativo não o aplicam”, ponderou.
CONFIRA:
● Crie uma política de despesas e viagens de forma simples e objetiva em que os colaboradores tenham fácil acesso; ● Simplifique o processo de adiantamento, reembolso e pagamento agilizando o processo de recebimento de relatórios; ● Permita que o viajante registre suas despesas quando ele quiser e que elas sejam aprovadas a qualquer momento pelo gestor; ● Os gestores precisam ser responsáveis pelos relatórios de despesas de seus viajantes. Eles precisam se envolver no processo e ter conhecimento da política da empresa envolvida; ● Adiantamentos, reembolsos e pagamentos têm de ser feitos pontualmente nas datas estipuladas; ● Explore ferramentas que automatize os processos e agilize o trabalho do viajante e do gestor. Preencher planilhas e formulários de papel só atrasará a produtividade ● Toda despesa precisa ter uma pré-aprovação; ● Automatize o processo
de conciliação de faturas com métodos de pagamento inteligentes; ● Simplifique a emissão de relatórios de despesa e a aprovação deles em qualquer local, não necessariamente no escritório; ● Auditore os processos e relatórios de despesas continuamente. Isso melhorará o desempenho. p Sidney Lima Filho, do Reserve
SurFACE
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Mais um ano na Tap
O vice-presidente executivo da Tap, Luiz da Gama Mór, anunciou que irá permanecer na aérea até o final de 2017, prorrogando o prazo anteriormente anunciado, que seria 31 de dezembro deste ano. Mór revelou que, durante reunião do Conselho de Administração, realizada no último dia 8, recebeu a proposta de ficar mais um ano. “A notícia da minha saída foi muito exagerada, eu diria que temos um ano de cada vez”, afirmou o vice presidente executivo da Tap. Mór havia confirmado ao Portal PANROTAS e durante o Fórum PANROTAS que ficaria até dezembro deste ano. Agora, o prazo se estende até 2017.
Rumo ao Senado
Fora do MTur
Na quinta-feira passada (16), o então ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pediu demissão do cargo. Alves teria recebido R$ 1,55 milhão em propina da Transpetro entre 2008 e 2014, de acordo com a delação premiada de um dos expresidentes da empresa de transporte, Sérgio Machado. O valor seria relacionado ao esquema investigado pela Operação Lava Jato. Essa foi a segunda passagem de Alves pela pasta. Ele havia ocupado o cargo por 11 meses, de abril de 2015 a março deste ano. “Estou seguro de que todas as ilações envolvendo o meu nome serão esclarecidas. Confio nas nossas instituições e no nosso Estado Democrático de Direito. Por isso, vou me dedicar a enfrentar as denúncias com serenidade e transparência nas instâncias devidas”, afirmou ele, em carta de demissão.
Alguns deputados foram contrários, alegando prejuízos ao Turismo doméstico, mas o Plenário da Câmara aprovou na semana passada a Medida Provisória 713/16, que reduz a alíquota do IRRF de 25% para 6% nas remessas para o Exterior. A alíquota reduzida vale para envio de dinheiro para pagamento de gastos pessoais de viagens de Turismo e negócios, para treinamentos ou missões oficiais e para operadoras de Turismo e agências de viagens. A redução da alíquota entrou em vigor no último dia 2 de março e, segundo a MP, é válida até 31 de dezembro de 2019. A medida segue agora para votação no Senado, o que está previsto até o final de junho. Operadoras e agência de Turismo devem estar cadastradas no Cadastur, do Ministério do Turismo, para terem acesso à alíquota. Segundo o governo, a redução representa renúncia fiscal de R$ 627,35 milhões neste ano; R$ 746,66 milhões em 2017; e R$ 771,9 milhões em 2018. O trade argumenta que, com a alíquota, as perdas seriam maiores, com o fechamento de empresas e a redução das viagens dos brasileiros.
Hub Latam
O Ceará apresentou uma nova cartada para levar o hub da Latam Airlines, adiado por causa da crise econômica do País. O governo do Estado e a prefeitura de Fortaleza estão dispostos a ceder R$ 1,4 bilhão em isenção de impostos estaduais e municipais durante 25 anos para a concessionária que faturar o leilão do governo federal para operar o Aeroporto Internacional Pinto Martins. Segundo o projeto, a isenção só será concedida se o hub for instalado em Fortaleza. Por ora, a intenção é que a concessionária lute para atrair o centro internacional de conexões de voos da aérea para Fortaleza. Recentemente, o Ceará colocou o aeroporto Pinto Martins na lista de concessões do governo, uma das exigências da Latam.
Ponto a ponto Fernando Fischer e Juan Pablo de Vera
Na Reed
Juan Pablo De Vera, agora vice-presidente sênior de Desenvolvimento de Negócios da Reed Exhibitions na América Latina, apresentou oficialmente seu sucessor na Reed Brasil, Fernando Fischer,, destacando os 40 eventos no Brasil (em sete cidades e 27 setores). Segundo Fischer, a diversidade de segmentos de atuação da área de feiras da Reed, sua estrutura no Brasil e no mundo e os desafios de integrar o mundo digital com o face to face pesaram em sua decisão de ingressar na empresa, que tem sede na capital paulista. Já Juan Pablo promete buscar novas oportunidades para o grupo, especialmente no Brasil e no México, maiores mercados, e também em outros países da América Latina.
O Chief Executive Board da Star Alliance nomeou Jeffrey Goh como CEO da Aliança a partir de 1º de janeiro de 2017, para suceder Mark Schwab, que se aposenta no fim deste ano. O Grupo Trend assinou um contrato com mais de 50 hotéis long stay (empreendimentos de longa permanência com estrutura hoteleira) localizados em Campinas, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Santo André (SP) e São Paulo. Cássia Mazella, até então gerente de Vendas regional para São Paulo da rede Hotéis Othon, foi desligada da empresa, onde trabalhou por 13 anos.
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Wi-fi na Gol: pago e gratuito
A Gol revelou que terá opções de acesso gratuito e pago no wi-fi a bordo de suas aeronaves. O diretor de Produtos da aérea brasileira, Paulo Miranda (foto), disse que o passageiro poderá assistir a todo tipo de conteúdo. Ao entrar no avião, o cliente abre o dispositivo móvel - seja celular, notebook ou tablet - e já é notificado do sinal de internet e acessa o portal da aérea. O entretenimento de bordo, como filmes e séries, estará disponível gratuitamente. Os detalhes de preços para navegar pela internet e ter acesso a outros conteúdos ondemand, segundo Miranda, são estudados com a fornecedora da tecnologia Gogo. O modelo de cobrança também é analisado. O executivo destacou que o pagamento será feito no momento do acesso ao portal da Gol, inteiramente on-line. A primeira aeronave a receber o serviço de internet de alta velocidade retorna em poucos dias de Miami, nos Estados Unidos. Os demais aviões terão a conectividade instalada no centro de manutenção. da Gol, em Confins (MG). Assim que completar dez aviões conectados, a Gol irá iniciar as operações comerciais. A previsão é que aconteça até o fim de ano. Até lá, os voos serão realizados em “modo beta”. Os cerca de 140 aviões da frota devem estar prontos para decolar com internet em dois anos.
Ubercopter
São Paulo ganhou na semana passada o Ubercopter, serviço de helicóptero da Uber. Congonhas, Guarulhos, Viracopos (Campinas), Campo de Marte e cinco outros helipontos (Sheraton WTC, Blue Tree Faria Lima, Hangar ABC, Hotel Transamerica e Helicentro Morumbi) poderão servir de base para uso do transporte. Ainda em fase de testes, o projeto-piloto funcionará por um mês. Para solicitar, basta entrar no app e solicitar o voo. Um Uber Black busca e leva o passageiro até o local. O valor do voo é tabelado, diferentemente do transporte Uber em terra.
Braztoa sustentável O Prêmio Braztoa de Sustentabilidade deste ano contará com novas categorias, sendo uma delas a Projetos Inovadores, que abre oportunidades para estudantes de nível técnico e superior, e a outra a Parceiros do Turismo, resultado da fusão entre as categorias Parceiros do Trade e Parceiros Institucionais. O sistema de cadastro para o prêmio também foi simplificado, com o intuito de poupar o máximo de tempo dos interessados, que deverão responder a seis perguntas, fazer um breve resumo e enviar uma apresentação que ajude a demonstrar os benefícios de seu projeto. Serão indicados três projetos por categoria, e um único vencedor em cada uma delas, lembrando que a iniciativa que mais se destacar entre as cinco categorias também será ganhadora do troféu Prêmio Top Sustentabilidade. As inscrições para a premiação estarão abertas até 3 de outubro no site da entidade.