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R$ 11,00 - Ano 24 - nº 1.221 8 a 14 de junho de 2016
A PANROTAS fez um levantamento de quantos voos domésticos (e destinos) os aeroportos e Estados brasileiros perderam com o corte de oferta de mais de 10% das empresas aéreas nacionais. E também ouviu os principais afetados sobre quais ações estão sendo tomadas para reverter o quadro > Páginas 04 a 09
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8 a 14 junho de 2016 JORNAL PANROTAS
Check-IN QUE SERVIÇO O HÓSPEDE BRASILEIRO PROCURA EM UM HOTEL : LEIA NESTA EDIÇÃO Páginas 16 a 19 EXCLUSIVO Ministro do Turismo, Henrique Alves fala de seu “segundo mandato”
A TRABALHO
A LAZER ·HOTEL·
Internet wi-fi de alta qualidade 92,58% Internet w-ifi gratuita 91,68%
Internet wi-fi de alta qualidade 85,14% Internet wi-fi gratuita 83,84%
Café da manhã incluído na diária 78,56%
Café da manhã incluído na diária 82,39% Café da manhã farto
Opção de alimentação saudável 60,45%
74,14%
ITENS MAIS IMPORTANTES NO APARTAMENTO : Página 10 O primeiro ano de Magda Nassar à frente da Braztoa
A TRABALHO
Cama grande A LAZER
85,07%
78,82%
76,95%
76,01%
A TRABALHO A LAZER
73,05%
A LAZER
Abundância de tomadas
Ducha de alta pressão A TRABALHO
Silêncio
A TRABALHO
77,97%
A LAZER
61,30%
65,98%
Fonte: Pesquisa Mapie/ O futuro da hotelaria
E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br Página 14 A proposta da Zen Rooms para a hotelaria mundial
Página 20 Maringá Turismo apresenta reestruturação e investimentos Página 21 Avianca destaca prêmios de atendimento
O copo só não pode quebrar Quer analisar o atual cenário da aviação brasileira como catastrófico? É possível. A reportagem de capa traz detalhes do corte de mais de 10% da oferta nos últimos oito meses, com vários destinos sofrendo perda de conectividade e o passageiro com menos opções para voar. Ao mesmo tempo as companhias aéreas acumulam prejuízos há alguns anos e para reverter a situação tiveram de demitir, devolver aeronaves, diminuir voos e tarifas. Quer analisar esse mesmo cenário de uma maneira mais otimista (ou realista)? Sim, estamos em crise, mas os mais de 90 milhões de passageiros (ou de trechos voados) em 2015 ainda são três vezes maiores que os 34 milhões de clientes da aviação na-
cional no ano 2000. E ainda existem pelo menos 30 milhões de brasileiros que nunca voaram e que têm potencial para fazer uma viagem de avião. Também as empresas aéreas fazem a sua parte, profissionalizando a gestão e priorizando o mercado corporativo durante a semana e o lazer nos momentos ociosos. A verdade há de estar na fina linha de água que define o momento em que o copo está cheio ou vazio, mas fato é que, olhando pelo ângulo que seja, são as atitudes que definirão se o nível da água subirá ou descerá, e com que qualidade ela estará. Informações e análises são fundamentais para que as decisões sejam tomadas no Turismo e esperamos que os dados apresentados em nossa re-
portagem de capa ajudem ainda mais a indústria a se movimentar adiante. Opinião também é fundamental, e por isso fomos atrás do ministro Henrique Alves, que retornou ao Ministério do Turismo, e nos recebeu com exclusividade para falar sobre os rumos do setor, mesmo com tão pouco dinheiro disponível. Se não há dinheiro, há de haver boa vontade e articulação pela aprovação de leis, seja em relação à regulamentação de cassinos, seja quanto às tributações exageradas do País. Entre outros temas. E com a participação da indústria, que, vale repetir, é quem segura os números do setor há décadas. E o seu copo? Está meio cheio ou meio vazio? Você tomaria um gole dessa água agora?
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PANROTAS — Versão digital das publicações da editora
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8 a 14 junho de 2016 JORNAL PANROTAS
Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass
S
E U Q A DEST >
DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa
DO PORTAL
PANROTAS
26/5 a 1/6
1 São Paulo receberá a maior exposição sobre os Beatles – em 27/5 REDAÇÃO: redacao@panrotas.com.br Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Reportagens: Henrique Santiago, Rodrigo Vieira, Karina Cedeño, Rafael Faustino, Renato Machado, Fernanda Cordeiro (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Pedro Moreno e Thalya Brito Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Flávio Sica (sica@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Rene Amorim (rene@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)
PARCEIRAS ESTRATÉGICAS
MEDIA PARTNER
LACTE 11 LATIN AMERICAN CORPORATE TRAVEL & Events E XPERIENCE
ASSOCIAÇÕES
6 Maringá investirá R$ 700 mil em tecnologia e em lazer – em 30/5
7 Lago cor de rosa é atração turística
2 Brasil tem 3 no Top 20 mundial de
em país europeu – em 27/5
parques aquáticos – em 27/5
8 Freelancer: MEI ou autônomo,
3 Veja os 10 erros mais cometidos no início do expediente – em 30/5
Coordenador: Danilo Alves
quartos baratos – em 31/5
4 MK Travel reestrutura e São Paulo vira home-office – em 31/5
5 Conheça Zen Rooms, o “Uber” de
qual o melhor? – em 30/5
9 Semana Argentina tem inscrições gratuitas; confira – em 31/5
10 França transforma vagões de metrô em obras de arte – em 27/5
11 Accor, Trend e Hostway abrem vagas; confira – em 1/6
12 Turistas poderão dormir na Torre Eiffel na Eurocopa – em 27/5
13 Latam lança pulseira para menores desacompanhados – em 23/5
14 Pesquisa: Brasileiros querem viajar, mas gastando menos – em 30/5
15 Após Pullmantur, Empress retorna aos mares da Royal – em 31/5
04 Aviação
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> Renato Machado
Malha aérea
menor
VOOS SEMANAIS E SEM ESCALA ABRIL 2016 / AGOSTO 2015
BOA VISTA
Destinos: 4 l Voos: 19 Variação: -20% l -24%
MACAPÁ
Destinos: 6 l Voos: 53 Variação: -50% l -5%
BELÉM
Destinos: 21 l Voos: 265 Variação: -34% l -28%
FORTALEZA
MANAUS
Destinos: 22 l Voos: 196 Variação: -26% l -25%
Destinos: 18 l Voos: 367 Variação: -21% l -19%
SÃO LUÍS
Destinos: 12 l Voos: 111 Variação: -25% l -35%
PORTO VELHO
Destinos: 10 l Voos: 152 Variação: -33% l -15%
JOÃO PESSOA
Destinos: 7 l Voos: 112 Variação: 16% l 9%
TERESINA
Destinos: 16 l Voos: 87 Variação: -5% l -12%
Destinos: 11 l Voos: 96 Variação: -15% l -18%
RECIFE
PALMAS
Destinos: 8 l Voos: 77 Variação: -33% l 5%
RIO BRANCO
Destinos: 3 l Voos: 28 Variação: -62% l -17%
NATAL
CUIABÁ
Destinos: 25 l Voos: 513 Variação: -7% l -2%
SALVADOR
Destinos: 20 l Voos: 562 Variação: -37% l -19%
MACEIÓ
Destinos: 11 l Voos: 134 Variação: 22% l 0%
BRASÍLIA
Destinos: 26 l Voos: 323 Variação: -18% l -7%
Destinos: 46 l Voos: 1.329 Variação: -9% l -13%
ARACAJU
Destinos: 9 l Voos: 102 Variação: 0% l 2%
GOIÂNIA
Destinos: 16 l Voos: 283 Variação: -27% l -11%
CAMPO GRANDE
Destinos: 8 l Voos: 153 Variação: -33% l -1%
VITÓRIA
Destinos: 8 l Voos: 262 Variação: -27% l -19%
CURITIBA
Destinos: 16 l Voos: 619 Variação: -27% l -11%
FLORIANÓPOLIS
Destinos: 9 l Voos: 269 Variação: -10% l -13%
PORTO ALEGRE
Destinos: 24 l Voos: 627 Variação: -4% l -4%
Confins Destinos: 38 l Voos: 888 Variação: -11% l -14% Pampulha Destinos: 4 l Voos: 53 Variação: -20% l -29%
RIO DE JANEIRO
SÃO PAULO
Queda nacional: 10,21% Agosto de 2015: 15.635 voos/semana Abril de 2016: 14.039 voos/semana
BELO HORIZONTE
Congonhas Destinos: 36 l Voos: 1.729 Variação: 2% l 0% Guarulhos Destinos: 46 l Voos: 1.708 Variação: -9% l -8% Viracopos Destinos: 57 l Voos: 1.088 Variação: -5% l -4%
Galeão Destinos: 31 l Voos: 857 Variação: 0% l -10% Santos Dumont Destinos: 19 l Voos: 977 Variação: -5% l -7%
Fonte: PANROTAS
05
MERGULHADO EM UMA (DEMORADA E AGUDA) CRISE ECONÔMICA, O Brasil vem colecionando desde o ano passado números negativos nos mais variados segmentos. Em 2016, com certo atraso, enfim chegou a vez da demanda na aviação doméstica, já que a oferta já vinha sendo cortada preventivamente por Gol e Latam, as duas maiores companhias do País. Rotas foram canceladas, a frequência de voos alterada e aeronaves saíram de circulação. São medidas necessárias postas em prática pelas companhias aéreas, que viram suas receitas caírem, resultando em prejuízos operacionais. As duas aéreas citadas, por exemplo, amargaram prejuízos líquidos em 2015: a Gol, com R$ 4,3 bilhões, e a Latam, com R$ 808 milhões. Levantamento realizado pelo Jornal PANROTAS mostra o quão abrangente foram os cortes na oferta de assentos realizados pelas companhias aéreas no mercado nacional nestes primeiros meses do ano. No estudo, foram considerados apenas voos diretos sem escala para os aeroportos das 26 capitais estaduais, além do Distrito Federal. Belo Horizonte (Confins e Pampulha), Rio de Janeiro (Galeão e Santos Dumont) e São Paulo (Congonhas, Guarulhos e Viracopos) foram as cidades com mais de um aeroporto contabilizado no estudo. Nacionalmente, a queda de oferta de voos semanais foi de 10,21%, no comparativo de agosto de 2015 com abril de 2016 – de 15.635 para 14.039 voos. O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, explicou que historicamente o transporte aéreo é um segmento que reage tardiamente a mudanças econômicas. “Assim como os aviões, o mercado da aviação não faz curvas bruscas”, afirma. Para Sanovicz, “o cenário do ano é muito ruim, absolutamente alinhado com o cenário nacional”. A presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), Magda Nassar, comenta a relação entre o faturamento das companhias aéreas e o corte na oferta de assentos. “A crise é tão profunda, as pessoas estão tão sem dinheiro, que
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Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear)
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VOOS 2015
é tão profunda, as pessoas estão tão sem dinheiro, que hoje tudo é mais barato. Isso é decorrência da oferta que está muito maior do que a procura. Isso é ruim para os empresários do setor? Claro que é, mas para o consumidor, por outro lado, é um excelente momento para viajar”, explica. Dessa forma, a maioria das empresas de transporte aéreo se viu obrigada a reduzir custos e adaptar suas malhas à demanda enfraquecida.
REAJUSTES
Segundo a Gol, sua nova malha ajustada, que entrou em vigor em 1º de maio, teve redução de 15% a 18% no número de decolagens, além da suspensão de rotas e a alteração de horários. A aérea também anunciou o fim das operações nos aeroportos de Altamira (Pará), Imperatriz (Maranhão), Bauru e Ribeirão Preto (São Paulo). A projeção do grupo Latam para 2016
1.708 1.088 1.134
977 1.052 702 562
262 326 96 118
28 34
87 99
111 173
152 179
196 263
77 73
53 56
134 134
283 321
367
269 311
112 102
153 156 19 25
53 75
102 100
265
323 349
371
458
513 527
619
627 658
699
857
888
959
1.038
1.329
1.539
1.729 1.729
1.875
2016
é ligeiramente inferior à da rival, com diminuição de 10% a 12% na oferta doméstica nacional. A companhia afirma que “seguirá conservadora na sua oferta de voos domésticos no Brasil para enfrentar os desafios do cenário atual no País”. A Azul iniciou o ano com um corte de 7% na oferta de assentos e ainda retirou da sua frota aproximadamente 20 aeronaves. Os ajustes da companhia aérea em sua malha também resultaram em re-
dução de frequência para alguns mercados, ainda que outros destinos mais rentáveis para a empresa tenham tido o número de voos ampliado. A Avianca informou à reportagem não ter alterado a oferta de voos ou o número de aviões em operação, mas garante que está “acompanhando a conjuntura econômica e o comportamento do mercado”. Se o tempo é de cautela para as maiores companhias aéreas do País, o cenário é desafiador — ou até mesmo impraticável — para empresas de menor porte. A goiana Sete Linhas Aéreas, que atuava com oito aeronaves em rotas entre os Estados de Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins é um dos exemplos. Em dezembro de 2015, o Grupo Sete, por meio de nota assinada pelo presidente da companhia, Luiz Roberto Vilella, anunciou a suspensão total dos serviços da empresa aérea. No comunicado, afirmou que “devido a atual conjuntura econômica do País, faz-se necessário a reestruturação do segmento de transporte regular de passageiros”. Assim, restou à empresa focar nos serviços prestados pela Sete Táxi Aéreo. O presidente da Abear reitera que a diminuição de oferta “é o movimento mais visível. E isso vai seguir até o final do ano”. O dirigente lembra que as aéreas “começaram o ano falando em 5% de redução, depois 10% e hoje há empresas falando abertamente em mais de 15% de reajuste”. “Esse ajuste é uma saída das companhias para manter sua sustentabilidade financeira”, afirma. “O aumento de custos em 24% e a diminuição de receita de 19%, em 2015, fez com que alguns destinos tivessem operação inviabilizada”. Sanovicz lembra, no entanto, que a prioridade das empresas foi manter o número de rotas. “Cerca de 95% do ajuste é em frequência de voo. Há 4% ou 5% dos ajustes em destinos por inevitabilidade”, conta. p
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DESTINOS 2015
O COPO
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HÁ ESTADOS, NO ENTANTO, QUE TIVERAM APENAS RECUOS SENSÍVEIS NAS ROTAS OFERTADAS, O QUE NÃO foi suficiente para enfraquecer o Turismo local. “A situação no Tocantins é considerada boa, se comparada com aeroportos nacionais que perderam até 15% dos seus voos”, afirma o superintendente de Desenvolvimento Turístico da Seden-TO, James Possapp. Sua capital, Palmas, perdeu quatro voos diretos para outras capitais (-33,33%), porém teve um incremento de 5,48% no número voos semanais. O superintendente lembra que, nos primeiros meses, o Estado registrou aumento no número de embarques (3,04%) e desembarques (10,17%). “Nos meses seguintes, março fechou estável (-0,55%) e abril registrou a maior queda do ano (-12,47%), o que pode ser reflexo do atual momento socioeconômico brasileiro”, explica. Pernambuco tem notado um cenário
ainda melhor, de acordo com o secretário de Turismo, Esportes e Lazer, Felipe Carreras. “A chegada de mais turistas internacionais tem promovido uma boa movimentação econômica”, conta, garantindo que o aumento foi, em média, de 10% nos três primeiros meses de 2016. A vantagem que diferencia Pernambuco de alguns locais no País seria o potencial turístico para o mercado internacional, razão pela qual o Estado não tem sofrido tanto com a crise econômica. “A vinda de mais turistas estrangeiros e a valorização do dólar frente ao real também provocaram um aumento no gasto médio individual (16%)”, afirma Carreras. “Porto de Galinhas chegou a contar com cerca de 75% da sua ocupação hoteleira apenas de argentinos. A ilha de Fernando de Noronha nunca esteve tão procurada como nos últimos 15 meses”, garante Carreras. Divulgação Seden-TO/Emerson Silva
Felipe Carreras, secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco
CAPITAL ESTRANGEIRO É A SOLUÇÃO
Henrique Eduardo Alves, ministro do Turismo
Em entrevista exclusiva ao Jornal PANROTAS, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, defendeu o aumento da participação estrangeira nas companhias aéreas brasileiras, quando questionado sobre o cenário de redução da malha aérea doméstica das principais empresas nacionais. Para ele, a medida poderia representar uma capitalização, ajudando as empresas a enfrentarem o cenário de crise econômica. “Em razão da crise, da alta do dólar, tivemos um grande impacto na questão do combustível das companhias aéreas. No passado, já discutimos a participação de capital estrangeiro nas empresas aéreas nacionais, limitando em 20%. Agora, pelo momento, de-
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MEI O CHEI O
James Possapp, superintendente de Desenvolvimento Turístico da Seden-TO
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vemos analisar a ampliação para até 49% da participação estrangeira nas aéreas, o que poderia fortalecer economicamente nossas companhias”, disse. Henrique Alves falou também da aviação regional, lamentando o adiamento do projeto de integração aérea nacional. “No ano passado houve um projeto de integração aérea, da Aviação Civil, com 280 aeroportos regionais, que não foi levado adiante pela falta de recursos, dentro da crise que estamos vivendo, mas é um caminho a ser seguido”, analisou. “Precisamos dar melhores condições de acesso, especialmente no Norte do Brasil, que tem malha aérea muito escassa.” (Leia mais na página 16) > Continua na pág. 08
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CORPORATIVO INTACTO
Gervásio Tanabe, diretor executivo da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp)
Nilo Sergio Felix, secretário de Turismo do Rio de Janeiro
A ESTRATÉGIA DE CORTAR VOOS OU CIDADES SERVIDAS IMPLICA NO FORTALECIMENTO
pacta tão negativamente a ponto de afetar os negócios”, afirma Tanabe. Quanto aos preços praticados, Gervásio Tanabe também não vê mudanças significativas. “Algumas tarifas promocionais que existiam no passado você não encontra hoje, mas isso não significa aumento no preço das passagens”. O diretor executivo da Abracorp afirma que,
de alguns destinos em detrimento de outros. O segmento de viagens de negócios, que é baseado majoritariamente em rotas ligando o País ao Sudeste e vice-versa, “não tem sido influenciado”. Pelo menos é o que afirma o diretor executivo da
Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), Gervásio Tanabe. O diretor concorda que, “para alguns destinos, aos finais de semana, realmente tenham tido mudanças, mas durante os dias comerciais não há redução entre as ponte aéreas mais movimentadas”. “Para o mercado corporativo isso não im-
“se houve alguma alteração [nos preços], em 2016, não passou de uma queda de 5%”. Prova dessa preferência por rotas de negócios está na adequação da malha aérea da Gol. A companhia iniciou a operação de novos voos partindo de Brasília, Congonhas, Guarulhos, Galeão e Santos Dumont. Só Congonhas, por exemplo, terá 19 novas rotas diretas ligando a capital paulista a outros 15 Estados. Os passageiros de lazer, muitos mais acostumados a conexões e voos longos, ficam com o excedente e com as oportunidades fora da malha corporativa. A priorização dos grandes centros suaviza os efeitos da crise nos balanços financeiros das companhias aéreas, porém é extremamente prejudicial a destinos pouco acessíveis. Este é o caso do Acre, que teve sua capital ainda mais excluída da malha aérea nacional.
À MARGEM
Rio Branco perdeu cinco rotas diretas e atualmente possui apenas três voos ligando o Acre a outros Estados (Brasília, no Distrito Federal, em voos operados por Gol e Latam, e Rondônia, da Latam). Foi a maior queda percentual (-62,5%) dentre as capitais estaduais analisadas pelo Jornal PANROTAS. Para garantir a continuidade de um voo interno (Rio Branco/Cruzeiro do Sul), o governo estadual negociou com a Gol uma redução do ICMS para o querosene de aviação (QAV), de 25% para 3% no trecho. “Arcar com essa redução é complicado para um Estado ainda em desenvolvimento como o Acre”, reclama a secretária de Estado de Turismo e Lazer do Acre, Rachel Moreira. A situação do Estado nortista é ain-
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da pior devido a problemas em reformas do Aeroporto de Rio Branco. “Por conta de questões financeiras, as obras estão paradas desde dezembro”, conta Rachel Moreira, explicando que este é o motivo para os voos na capital acreana serem operados apenas durante a noite e na madrugada. “Estamos buscando a captação de eventos [para lidar com o cenário econômico], mas o impacto da redução de voos é ainda maior. Como vou atrair pessoas com essa falta de conectividade?”, questiona.
INCENTIVOS
Diminuir a taxação do ICMS sobre o QAV é a solução padrão dos Estados para negociarem com as companhias aéreas. “O Rio de Janeiro tem uma das menores taxas de ICMS para o combustível do País (12%), porque entendíamos a importância de manter isso”, afirmou o secretário de Turismo fluminense, Nilo Sergio Felix. Cuiabá, capital do Mato Grosso, perdeu neste ano a ligação com oito destinos em relação a 2015 (-18,75%). A saída, explica o secretário adjunto de Turismo da Sedec-MT, Luis Carlos Oliveira Nigro, também foi baixar o ICMS para as companhias aéreas que trouxessem mais voos para a região. “Isso fez com que a Azul passasse a operar para três novos destinos no Estado. Os voos começam em junho, agosto e outubro”, conta. Barra do Garça e Sorriso são os destinos já definidos. Rachel Moreira, da Secretaria de Turismo do Acre, reclama de soluções que demandam do Estado a abrir mão de sua arrecadação. “A gente precisa pensar em uma política nacional para a aviação. Discutir a baixa do ICMS para o Estado arcar é muita desvantagem, chega a ser desleal par nós”, insiste. O secretário de Turismo do Rio acredita que a união entre as entidades estaduais seria uma saída para a melhoria do setor aéreo brasileiro. “Nós tivemos a reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo [Fornatur] e, após o evento, foi entregue ao ministro Henrique Alves demandas e pleitos tratados ali. Entre eles a discussão da política regional de voos, melhorias aeroportuárias e a
necessidade de dar musculatura para as malhas domésticas”, diz Felix, que também preside o fórum. A capital fluminense teve uma redução tímida de voos semanais, se comparada com outros aeroportos do País (-10,64% no Galeão e -7,13% no Santos Dumont). Mesmo assim, para o secretário, ainda é cedo para fazer prognósticos. “A gente precisa ter primeiro certeza se essas políticas que estão sendo praticadas são temporárias ou definitivas”, diz. “Qualquer perda de rota ou voo impacta o destino. Agora, dizer qual volume que isso representa ainda é cedo”.p
8 a 14 de junho de 2016 JORNAL PANROTAS
Seneri Paludo, secretário de Desenvolvimento Econômico do MT, e Luiz Carlos Nigro, secretário de Turismo do Estado
10 Entida des
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> Renato Machado
365 dias de
Braztoa MAGDA NASSAR COMPLETOU, EM MAIO, UM ANO À FRENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS OPE-
radoras de Turismo (Braztoa). Em entrevista ao Jornal PANROTAS, a executiva falou das tratativas com o governo sobre o IRRF, comentou os projetos realizados neste período e revelou quem ela prefere que a suceda na presidência da entidade. Dividindo o tempo entre a sua operadora de viagens, a Soft Travel, e a presidência da Braztoa, Magda Nassar é irônica ao comentar as “vantagens” que possui por estar à frente da associação. “Eu não ganho nada para estar aqui, no máximo umas viagens de graça para Brasília para conversar com deputados”, diz, em referência à ponte aérea que tem realizado com certa frequência para debater o futuro da taxação para remessas internacionais. Esses encontros com políticos, aliás, seguem um rumo muito mais compatível com o status de consultoria
Magda Nassar completou um ano na presidência da Braztoa
do que de negociações, segundo Magda Nassar, que, por exemplo, esteve no último dia 18 na capital federal ao lado do presidente da Clia Abremar, Marco Ferraz, e do presidente da Abav Nacional, Edmar Bull. O trio é o mais frequente no lobby com Legislativo e Executivo, depois do fim da isenção do IRRF
sobre remessas para o Exterior. Sobre a Medida Provisória 713/16, que estipulou o IRRF em 6% para as remessas internacionais (ou seja, nem a isenção anterior, nem os 25% que assustaram o mercado no início do ano), a presidente da Braztoa afirma que “tem que seguir os trâmites normais”. “A gente não tem receio [que o imposto em 25% volte]. Mas temos a certeza? Também não”. A votação, prevista para a semana passada, ficou para 7 de junho. Magda Nassar culpa a situação política “em polvorosa” para não garantir um acerto. No entanto, ela se mostra otimista com os encontros realizados com o ministro do Turismo, Henrique Alves, além do relator da MP 713/16, o senador Dalirio Beber (PSDB-SC), e os deputados federais Herculano Passos (PSD-SP), Otávio Leite (PSDB-RJ) e Pauderney Avelino (DEM-AM). “A gente não tem nenhum impedimento, nós conseguimos resolver todos os problemas da MP. Está super tranquila, é uma MP do bem”, diz.
LEGADO
A liderança exercida por Magda Nassar na luta pelas demandas do segmento é um dos legados da dirigente nesse um ano de gestão. Além disso, a presidente da Braztoa celebra a aproximação com outras associações. “Algo que a gente fez desde o começo nesta gestão foi se unir com outras associações, trocar experiências”. A executiva afirma viver “uma nova era de presidentes de associações”, capaz de entender suas próprias diferenças. “Todos os ranços ficaram no passado”, decreta. Internamente, Magda Nassar também comemora. A atual gestão, segundo ela, teve “um primeiro ano muito intenso. Mesmo assim, a gente está entregando a associação financeiramente muito bem, todos os projetos feitos foram super bem sucedidos, acho que a gente não deixou nada para trás”. Os elogios aos profissionais da gestão são constantes. “A grande marca do primeiro ano é o trabalho dessa equipe”, afirma. Principalmente em relação à atual CEO da Braztoa, Monica Samia. “Ela conhece absolutamente todos os assuntos a fundo, ela toca a maior parte do dia a dia da associação, ela faz toda a diferença aqui dentro”, diz Magda Nassar. “A grande presidente da Braztoa hoje é ela, não sou eu. Meu grande sonho e meu grande desejo é que a Monica realmente se torne a presidente executiva, que assuma esse cargo definitivamente ao final do meu mandato”.p
11 Pa rques te mát ico s
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> Henrique Santiago
Preferência mundial Divulgação
OS DEZ MAIORES GRUPOS DE ENTRETENIMENTO
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Walt Disney Attractions - 137,9 milhões (+2,7%) Merlin Entertainments Group - 62,9 milhões (+0,2%) Universal Parks and Resorts - 44,8 milhões (+11,8%) OCT Parks China - 30,1 milhões (+7,8%) Six Flags Inc- 28,5 milhões (+11,4%) Cedar Fair Entertainment Group - 24,4 milhões (+4,9%) Chimelong Group - 23,5 milhões (+26,4%) Fantawild - 23 milhões (+77,4%) Sea World Parks - 22,4 milhões (+0,3%) Soncheng Worldwide - 22,3 milhões (+53,4%)
OS DEZ PARQUES TEMÁTICOS MAIS VISITADOS
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Magic Kingdom (Walt Disney World, Flórida) - 20,4 milhões (+6%) Disneyland (Anaheim, Califórnia) - 18,2 milhões (+9%) Tokyo Disneyland - 16,6 milhões (-4%) Universal Studios Japan (Osaka)- 13,9 milhões (+17,8%) Tokyo Disney Sea - 13,6 milhões (-3,5%) Epcot (Walt Disney, Flórida) - 11,7 milhões (+3%) Animal Kingdom (Walt Disney World, Flórida) - 10,9 milhões (+5%) Hollywood Studios (Walt Disney World, Flórida) - 10,8 milhões (+5%) Disneyland Paris (Marne-la-Vallée)- 10,3 milhões (+4,2%) Universal Studios (Universal Orlando, Flórida) - 9,5 milhões (+16%)
OS DEZ MUSEUS MAIS VISITADOS Louvre (Paris) - 8,7 milhões (-6,5%) National Museum of China (Pequim) - 7,3 milhões (-4,5%) National Museum of Natural History (Washington, DC) – 6,9 milhões (-5,5%) National Air Space Museum (Washington, DC) – 6,9 milhões (+3%)
5 British Museum (Londres) - 6,8 milhões (+1,9%) 6 Metropolitan Museum of Art (Nova York) - 6,3 milhões (1,6%) 7 Vatican Museums (Vaticano, Itália) - 6 milhões (-2,8%) 8 Shanghai Science & Technology Museum (Xangai, China) - 5,9 milhões (+40,9%) 9 National Gallery (Londres) - 5,9 milhões (-7,9%) 10 National Palace Museum (Taipei, Taiwan) - 5,3 milhões (-2,1%) Disney segue soberana entre os grupos de entretenimento
DISNEY, DISNEY E MAIS DISNEY. A DOMINÂNCIA DO CONGLOMERADO DE MICKEY MOUSE FOI mais uma vez digna de destaque no cenário internacional. Os parques da marca, liderados pelos de Orlando, na Flórida, receberam no ano passado um total de 137,9 milhões de visitantes, quase o dobro do segundo colocado, a Merlin Entertainments Group, responsável por Legoland, Madame Tusssauds, Sea Life, entre outros parques, museus e atrações. Os números foram divulgados recentemente pela Themed Entertainment Association (TEA). De acordo com o relatório, os 25 parques temáticos e de diversão mais importantes do globo têm andado em uma montanha-russa que só sobe. Houve alta de 5,4% em público, o que representa 235,6 mi-
lhões de turistas para o período. Presente não apenas nos Estados Unidos, a Disney se consolidou em demais mercados, como em Tóquio e Hong Kong. E se prepara para chegar a Xangai este mês. Mas não apenas de bichinhos camaradas e princesas vivem os asiáticos. Entre os 25 mais visitados, parques da Coreia do Sul e China tiveram incrementos de deixar as orelhas do Mickey de pé. O Songcheng Romance Park, em Lijiang (China), decolou com 170,4% de alta em público. Isso se resume a mais de 4,6 milhões de entusiastas em 2015, enquanto, no ano anterior, a importância era de 1,7 milhão (quando ainda estava em período de abertura). Capital mundial do entretenimento, a cidade de Orlando ganha atrações diversas ano após ano e não para de
Fonte: TEA
crescer. No ano passado, 66,1 milhões de turistas fizeram uma parada no destino e aproveitaram o que os parques têm a oferecer. Orlando Eye, Sea Life Aquarium e um Madame Tussauds são apenas alguns dos “upgrades”. Harry Potter, Frozen e novas montanhasrussas também ajudaram. E muito. A revigorada montanha-russa do Hulk e a Skull Island, a área do gorila mais famoso do cinema, King Kong, são duas apostas da Universal para as próximas semanas. Isso depois de Harry Potter ter dado ânimo bem-vindo aos parques de Orlando e Hollywood (este em 2016). Voltada mais para o entretenimento além dos shows de golfinhos e baleias, o Sea World também inaugura duas novas montanhas-russas neste mês: Mako e Cobra’s Curse. Dentro da América do Norte, a TEA
garante que os maiores operadores totalizaram US$ 18,3 bilhões em faturamento em 2015, aumento de 10,4%, em comparação com o ano retrasado. A alta em visitação foi considerada “menos forte, mas saudável”, passando de 186,8 milhões para 199,5 milhões de turistas (+6,8%). A Disney abocanha mais da metade da receita dos seis maiores grupos. Com 57% da fatia, a companhia criada por Walt Disney guardou no caixa US$ 10,9 bilhões (+9,9%). Somente nos parques dos Estados Unidos, a gigante recebeu 86,1 milhões de visitantes. Os 60 anos da Disneyland, bem como atrações voltadas para personagens de filmes de seus estúdios (da Pixar à Lucasfilm, da Disney Animation à Marvel), são alguns dos temperos para tal feito. > Continua na pág. 12
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Divulgação
Universal tem alavancado em número de visitas e receita
ESPAÇO PARA A ARTE Se por um lado o entretenimento é o forte dos Estados Unidos, por outro, a cultura também tem boa presença. Mas a Europa é uma concorrente que se sobressai. E uma palavra basta para justificar: Louvre. O museu francês sofreu com a queda de turistas pós-atentado, em novembro de 2015, mas mesmo assim se manteve na lideran-
ça como o mais visitado do mundo: 8,7 milhões, ante 9,3 milhões no ano retrasado. O segmento como um todo apresentou retração no período analisado pela associação. Foram 800 mil visitantes a menos (-0,7%), o que reflete na entrada de 106,5 milhões de entusiastas e curiosos pela arte em espaços pagos e gratuitos ao redor do mundo. A divisão entre museus na faixa e com ingresso é justa: cinco para cada lado. Até mesmo os gratuitos, como o National Museum of China e o National Gallery, de Londres, declinaram em público: 7,2 milhões (-4,5%) e 5,9 milhões (-7,9%), respectivamente. O único a subir dois dígitos entre os dez mais importantes é o Shanghai Science & Technology Museum, com 5,9 milhões de entradas (+40,9%). O termômetro para as Américas não inclui o Brasil e nenhum outro latino-americano, limitando-se apenas aos Estados Unidos. O país atingiu 57,4 milhões de amantes de arte e ciência (+2,6%), com destaque para o National Museum of Natural History e o National Air and Space Museum, ambos da capital Washington, DC. Eles dividem a liderança com 6,9 milhões de visitantes cada.p
1 Chimelong (Guangzhou, China) - 2,3 milhões (+4,1%) 2 Typhoon Lagoon (Walt Disney World, Flórida) - 2,2 milhões (+5%) 3 Blizzard Beach (Walt Disney World, Flórida) - 2,1 milhões (+5%) 4 Bahamas Aquaventure (Nassau, Bahamas) - 1,8 milhão (1%) 5 Thermas dos Laranjais (Olímpia, São Paulo) - 1,7 milhão (-9,2%) 6 Aquatica (Sea World, Orlando) - 1,6 milhão (+2%) 7 Ocean World (Gangwon-Do, Coreia do Sul) - 1,5 milhão (-5,9%) 8 Caribbean Bay (Gangwon-Do, Coreia do Sul) - 1,4 milhão (-4%) 9 Aquaventure Water Park (Dubai, Emirados Árabes) - 1,4 milhão (0%) 10 Wet'n Wild (Orlando, Flórida) - 1,3 milhão (+2%) 11 Hot Park Rio Quente (Caldas Novas, Goiás) – 1,2 milhão (0%) 19 Beach Parch (Aquiraz, Ceará) – 970 mil (+2,2%) Fonte: TEA
EO
B R A SIL ? Divulgação
À parte de seus hotéis e da unidade em Tóquio, os negócios da Universal em 2015 ultrapassaram US$ 3 bilhões em faturamento (+20,5%). Com a “magia” de Harry Potter, os parques da marca receberam 26,8 milhões de turistas. Entre os grandes, o Sea World foi o único a obter números negativos, com leve queda de 0,5% no faturamento. A Themed Entertainment Association ainda revela dados interessantes. O poder de consumo dos fãs de entretenimento aumentou no comparativo entre 2014 e 2015. Com alta de 3,4%, a receita por passageiro dentro a América do Norte chegou a US$ 91,79.
OS PARQUES AQUÁTICOS MAIS VISITADOS
O CRESCIMENTO NA AMÉRICA LATINA COMO UM TODO FOI MODESTO. EM 2015, FOI DE APENAS 1%, O QUE REPRESENTOU 14,7 MILHÕES
visitantes em parques temáticos da região. De acordo com o relatório, a volatilidade política e econômica tem sido evidente no desempenho. No geral, a TEA diz que o ano dos parques não foi dos melhores. Em um cenário de “águas congelantes” para a maioria, o desempenho para este segmento se resume em uma palavra: decepcionante. Mesmo assim, o Brasil foi responsável por 4,9 milhões de 9,4 milhões de turistas interessados no segmento aquático. Isso explica, por exemplo, a queda de mais de 9% no Thermas dos Laranjais, em Olímpia, no interior de São Paulo, em número de visitas no ano passado. Além da economia fragilizada, os dois acidentes na “Bolha Gigante”, uma das atrações mais concorridas, também foram frisados pela associação. O brinquedo foi interditado logo após o ocorrido. A instabilidade do Hot Park Rio Quente, em Caldas Novas (Goiás), também é destacável. O parque aquático não saiu do zero em relação a público, registrando os mesmos 1.288 milhão no ano anterior. Outros dois que “empacaram” foram o Wet n’ Wild, em São Paulo, e Rio Water Park, no Rio de Janeiro. Juntos, os dois receberam quase 900 mil visitantes. Mas nem tudo esteve perdido em 2015. Como a indústria diz a plenos pulmões, a alta do dólar faz com que o viajante procure opções mais viáveis para o seu bolso. De preferência dentro do seu próprio país. O relatório afirma que, embora o dólar tenha afastado o brasileiro de Orlando, o Beto Carrero World, em Santa Catarina, cresceu dois dígitos em público, alcançando a marca de dois milhões, atrás apenas do Six Flags Mexico em relação a visitantes. O Hopi Hari fecha o pódio da América Latina e do Caribe. Não subiu e nem desceu, registrando 1.668 milhão em 2015.p
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> Karina Cedeño
Expansão Starwood CERCA DE 60 AGENTES DE VIAGENS BRASILEIROS PUDERAM ESTAR EM CONtato com diretores regionais da Starwood Hotels and Resorts no último dia 31, em São Paulo. Provenientes da Europa, África e Oriente Médio, os profissionais aproveitaram a ocasião para fortalecer o relacionamento com o trade e, claro, falar sobre os diversos empreendimentos da rede que estão sendo lançados ao redor do mundo. Para citar alguns exemplos, até o final deste ano será aberto um Sheraton em Tel Aviv (Israel), um na Sicília (Itália), dois novos empreendimentos no Cairo (Egito), dois em Dubai (Emirados Árabes Unidos), novas aberturas em Paris e Londres, entre outras. Para o Brasil, haverá a abertura do Sheraton Santos (SP), no ano que vem. O empreendimento terá 213 apartamentos e ficará localizado junto ao Shopping Praiamar. “Ainda que o Brasil esteja passando por um momento de crise, nossa expectativa é manter o crescimento em vendas no mesmo patamar que o do ano passado, que foi de 12% a 15% maior do que o ano anterior”, afirmou a diretora regional de Vendas da Starwood para a América Latina, Cristina Nersessian, ressaltando que o maior problema do País, neste momento, é a instabilidade da moeda. “Mas é preciso lembrar que a crise não é exclusividade do Brasil. Ela está presente em diversos países do mundo, e crescer em diferentes mercados, com diferentes necessidades e adversidades, é o nosso maior desafio neste momento”, destaca o vice-presidente da Starwood para Vendas na Europa, África e Oriente Médio, Asad Ahmed. Além dele, também estiveram presentes no evento os diretores regionais de Vendas Gavin Maloney (Sul da Europa), John Freudenthaler (Europa Ocidental), Evert Schuele (Leste Europeu e Europa Central) e Amit Arora (Oriente Médio).
FACILIDADES PARA BRASILEIROS
Os diretores concordaram que, se por um lado há problemas como a alta do dólar e do euro, que dificultam a ida de brasileiros para o Exterior, por outro há
diversas facilidades para que eles se hospedem nos hotéis da Starwood. “Os voos diretos para o Oriente Médio têm resultado em um volume muito maior de brasileiros aos hotéis da rede nos últimos anos”, lembrou o diretor regional de Vendas da rede, Amit Arora. Espanha e Portugal também registraram um aumento na visitação de brasileiros, por conta da segurança que oferecem, enquanto na França a busca foi reduzida por conta dos atentados terroristas, de acordo com o diretor regional de Vendas da rede para a Europa Ocidental, John Freudenthaler.p
Os diretores regionais de Vendas da Starwood Hotels and Resorts: Gavin Maloney (Sul da Europa), John Freudenthaler (Europa Ocidental), Asad Ahmed (Europa, África e Oriente Médio), Cristina Nersessian (América Latina), Evert Schuele (Leste Europeu e Europa Central) e Amit Arora (Oriente Médio)
14 Hotelaria
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> Henrique Santiago
Bom, bonito e barato NOVAS IDEIAS DEMANDAM CERTO TEMPO ATÉ ENGRENAR. MAS UMA STARTUP QUE CHEGOU AO
Detalhe de suíte no Rio de Janeiro
Marcel Santos, da Zen Rooms
Os diferencias da Zen Rooms não se limitam apenas ao quarto
Brasil há pouco mais de um mês já tem caído no gosto do consumidor. Surgida na Ásia, a Zen Rooms trabalha com o conceito de compartilhamento. Como um Airbnb da hotelaria, a empresa atrai quartos de hotéis independentes e hostels para seu inventário e os oferece com preços competitivos. A empresa mantém uma parceria – não foram reveladas informações sobre a duração de contrato – com os empreendimentos e dá a sua “própria cara” à habitação: almofadas vermelhas com o logotipo da companhia e um kit de amenidades para o quarto. Em seu próprio site, a startup compara o preço da pernoite com o valor comum da unidade. A economia ultrapassa os 30%, com unidades que custam entre R$ 140 e R$ 300 em São Paulo e no Rio de Janeiro. “Nós juntamos a cadeia [hoteleira] e passamos para os clientes”, resumiu o executivo responsável pelas operações no Brasil, Marcel Santos. Segundo ele, as exigências para que um quarto entre no catálogo da companhia são bem claras: duas camas confortáveis, ar-condicionado, wi-fi gratuito, chuveiro e, sobretudo, um padrão exemplar de limpeza. Afinal, o barato está atrelado à qualidade de serviço. Santos afirma que não havia momento melhor para chegar ao Brasil. E sua presença aqui não foi à toa. Assim como a Ásia, o País é um mercado emergente que viveu o melhor de sua economia na última década para, no último ano, descer a ladeira. Mas isso não impossibilita o consumidor de viajar. “Por mais que exista essa crise, há capital. Existe essa mudança da indústria, nós passamos por essa transformação”, opinou ele. Com cerca de 60 quartos no Brasil atualmente, a Zen Rooms mantém seus planos de expansão em total segredo. Uma coisa é certa: a aproximação da Olimpíada guarda uma parceria com os hotéis independentes do Rio de Janeiro. Após a consolidação em terras paulistas e fluminenses, passando por cidades como Búzios (RJ) e Ilha Grande (SP), a startup já mira o Sul e o Nordeste do País. “Dos dez mil hotéis do Brasil, 90% deles são independentes. É um mercado muito fragmentado. A indústria [do Turismo] tem muito potencial e volume. Há muitos turistas vindo para cá e os brasileiros também tem viajado”, finalizou. p
INFORMAÇÕES www.zenrooms.com/pt
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> Artur Luiz Andrade
Tecnologia na Abav PARA TENTAR ENTENDER UM POUCO DO QUE ESTÁ ACONTECENDO dentro da Abav Nacional, especialmente nos projetos de tecnologia, entrevistamos o diretor de Tecnologia e Integração da entidade, Luís Vabo (foto). Segundo ele, diversos projetos irão mudar a estrutura da Abav, que tem em Edmar Bull um líder empresarial e político.
e o posicionamento junto à esfera política federal, apenas para citar alguns exemplos. JP — O que sua diretoria já realizou nestes cinco primeiros meses? VABO — Entre os oito projetos iniciais divulgados na candidatura (hoje já são mais de 20), considero o mais importante o "Somos uma Abav", do pilar "Gestão participativa", que o próprio Bull indicou, no post Coesão e Foco (publicado em 29/04/16) do Blog Espaço Abav, no Portal PANROTAS, como sendo a âncora para todos os demais projetos e ações, pela sua abrangência e importância estratégica. Inspirado neste conceito, implementamos ações importantes que envolvem todo o sistema federativo, como melhoria na gestão da marca, preservação da identidade visual, unificação dos domínios de internet, padronização de e-mails, recadastramento de agências associadas, alinhamento da comunicação associativa, desenvolvimento de novos portais (Abav Expo, Iccabav, Portal
Abav com 27 portais das regionais), além de outros projetos de mais longo prazo, que estão sob a liderança ou são apoiados pela nossa diretoria. JP — Dá para adiantar alguns? VABO — Vou citar os principais em andamento, como o projeto "Big Data Abav", do pilar "Gestão participativa", que busca inteligência de mercado na gestão do associado, um conceito que demanda cadastro individual dos empresários agentes de viagens, de seus funcionários, das atividades e dos resultados de todas as agências associadas. Estamos na fase inicial da etapa de recadastramento, que alimentará um banco de dados acessável dentro do novo portal Abav, e que será integrado ao nosso novo back-office e oferecerá gestão individual pelo associado. O objetivo final será a geração de dados estatísticos consolidados, abrangentes e confiáveis, para consumo do mercado, com gráficos e relatórios on-line sobre o universo das três mil agências de viagens associadas Abav.
JORNAL PANROTAS — Como está estruturada a diretoria de Tecnologia da Abav? LUÍS VABO — Além das vice-presidências, Edmar [Bull] criou duas diretorias: a Jurídica, ocupada pela colega Rose Larrat, e a de Tecnologia e Integração. Observe que a letra "I" não é de Informação nem de Inovação, como costumam ser as diretorias de TI. Neste caso, a letra "I" é de Integração mesmo, pois este é o maior desafio estrutural do sistema Abav: integrar todas as regionais de modo que a Abav seja reconhecida e percebida como uma única entidade.
JP — As Abavs não são mesmo várias? VABO — A Abav é uma só. Por uma questão de compartilhamento de poder e prestígio locais, associado ao fato de as eleições serem diretas nas Abavs estaduais, criou-se uma cultura de total independência nos Estados. Esta autonomia é positiva no que diz respeito às especificidades de cada região, mas torna-se danosa ao sistema Abav, se ampliada para outros temas, como planejamento estratégico e o plano de ações e de metas, a unificação de processos, a comunicação institucional, o marketing associativo
Já com o projeto "Agente On-line", do pilar "Agente empreendedor", desejamos democratizar o acesso às novas tecnologias e gerar a oportunidade de transformar cada agência de viagens em uma OTA, através do Abav-Res, um sistema a ser desenvolvido e mantido sob gestão da Abav. Faremos este projeto com mais cuidado do que pressa, pois não temos nenhuma margem para errar neste quesito, devido à sua atual criticidade. O conceito do Abav-Res está apontando para um e-marketplace on-line, uma plataforma inexistente no Brasil até este momento.
Iccabav, estamos completamente envolvidos em apoiá-lo nas atividades de mapeamento de processos por segmento de agências de viagens (turismo, receptivo, operadora, corporativo, consolidação etc) para criar um padrão de qualidade Abav, focando na automação de processos onde for possível.
JP — Você falou em padronização nacional. Como a questão da qualidade está sendo abordada? VABO — O projeto "Agente de Qualidade", também do pilar "Agente empreendedor", visa estabelecer uma política nacional de qualidade, padronização e automação de processos nas agências de viagens. Apesar de ser um projeto sob liderança do
JP — E sobre as metas do grupo de trabalho recém-lançado? VABO — O grupo de trabalho de tecnologia da Abav será balizador para a criação de outros grupos de trabalho, conforme previsto no pilar "Agente profissional". É virtualmente impossível contar com todos os players do mercado em um grupo de trabalho, mas estamos seguros de termos reunido as melhores cabeças de tecnologia do mercado que faz a distribuição de serviços de viagens e turismo no Brasil. Podem esperar muito trabalho e os resultados decorrentes, porque trabalho sem resultados é perda de tempo e a Abav tem pressa. Não há tempo a perder.p
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> Maria Izabel Reigada – Brasília
“O que o Turismo pode fazer pelo Brasil? ”
NO DIA EM QUE ENCAMINHOU À CASA CIVIL A ATA DE NOMEAÇÃO DE VINÍCIUS LUMMERTZ PARA A PRESIDÊNCIA DA EMBRATUR (EM MAIS UM RETORno), o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (foto), recebeu o Jornal PANROTAS em seu gabinete no Ministério do Turismo para conceder sua primeira entrevista desde a volta à pasta. Durante meia hora, Henrique Alves falou sobre o setor, os Jogos Olímpicos, o Congresso Nacional e os desafios que o País tem pela frente.
JORNAL PANROTAS — Esperava-se mais da promoção internacional do Brasil nos anos prévios à Olimpíada do Rio, mas especialmente neste ano. O orçamento da Embratur limita suas ações. Pensa-se em um novo modelo de financiamento do instituto? HENRIQUE ALVES — A Embratur é muito restrita, não pode buscar parcerias privadas, como autarquia. Tem uma limitação operacional muito grande para o trabalho que ela se propõe a fazer, de promoção internacional do Turismo brasileiro. Há um projeto, que vem amadurecendo, de transformação da Embratur em uma agência, como a Apex, o que daria maior flexibilidade para buscar parcerias e recursos. Vamos finalizar a proposta desse projeto, tecnicamente e juridicamente, para encaminhar ao governo. Hoje, a estrutura de recursos da Embratur faz com que seu trabalho fique muito aquém do que se espera da divulgação do Brasil lá fora. JP — Temos essa situação na Embratur, um cenário político ain-
da de certa instabilidade, a epidemia de zika vírus e uma série de notícias tristes e negativas do Brasil e do Rio de Janeiro repercutindo internacionalmente. O Brasil está desperdiçando a oportunidade que a Olimpíada poderia representar? ALVES — Esses problemas que tivemos, como a ciclovia no Rio de Janeiro e a epidemia de zika vírus, não acontecem só no Brasil. O País está fazendo a lição de casa, punindo culpados e reduzindo a contaminação pelo zika vírus a níveis suportáveis, que serão ainda mais reduzidos na época do frio, quando acontecem os Jogos do Rio. São problemas que acontecem em muitos países, o zika vírus tornou-se uma questão mundial. Outros incidentes acontecem aqui, na França, na Espanha, na Itália. Não é por isso que o Brasil deixará de fazer uma grande Olimpíada. O evento será transmitido para cinco bilhões de telespectadores, trará ao Brasil representantes de 206 países e mais de 25 mil jornalistas. Quero lembrar que na Copa do Mundo também havia protestos e
questionamentos, que foram enfrentados democraticamente, sem impedir que o evento fosse um amplo sucesso. Nossas pesquisas mostraram que 91% dos visitantes que estiveram aqui aprovaram a Copa de 2014 e mais de 70% disseram querer voltar ao Brasil. A Olimpíada pode deixar um grande legado, não apenas do esporte, das medalhas conquistadas, mas também mostrando o País ao mundo todo e especialmente aos visitantes que virão e poderão conhecer mais que o Rio de Janeiro. JP — A isenção temporária do visto para cidadãos dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão pode ser comemorada como uma conquista pré-Olímpica. Ela está sendo amplamente divulgada nesses mercados? ALVES — A intenção inicial era isenção para os cidadãos dos Estados Unidos, país campeão em medalhas olímpicas, fãs de esportes, e a segunda nacionalidade que mais nos visita. É o turista que mais tempo permanece no Brasil e que mais gasta em suas visitas. Percebe-
mos que o visto era um obstáculo, pela escassez de consulados para emissão. A Embaixada dos Estados Unidos criou um blog abordando a isenção do visto e fizemos um documento com perguntas e respostas, em inglês e espanhol, esclarecendo como ela funciona. Outros países se interessaram e foram incluídos. Além disso, conseguimos que a isenção alcançasse um período longo, de quatro meses, o que tem o objetivo de estimular esses visitantes a chegarem antes, a ficarem mais tempo, a visitarem muito mais que o Rio de Janeiro. Espero que os bons resultados da isenção temporária possam fazer com que ela se torne perene, comprovando que abrir as portas traz principalmente benefícios. JP — Em 2014, com a Copa do Mundo, o Brasil alcançou seu recorde de turistas estrangeiros, com 6,4 milhões. No ano passado, no entanto, esse número caiu em 100 mil visitantes. A Olimpíada vai recuperar isso? Ela pode fazer com que o Brasil entre em uma escala ascendente de visi-
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tantes internacionais? ALVES — O ano passado foi prejudicado pelo vírus da zika. Ele explodiu no País e pegou o governo despreparado para essa realidade. Isso já foi normalizado e esperamos agora, para a Olimpíada, um público de 500 mil turistas. Acho que faltam, ainda assim, investimentos na divulgação, inclusive na questão da isenção do visto, fruto da falta de recursos da própria Embratur. Estamos tratando com o governo para lançar campanhas específicas de convite a visitantes, mas temos consciência do cenário de crise econômica internacional e também aqui. Mas existe ainda um paradoxo na variação cambial. A valorização do euro e do dólar faz com que o Brasil fique mais barato, o que torna nosso País mais atrativo para os visitantes internacionais. Juntando isso, acho que faremos uma Olimpíada inesquecível no Brasil. JP — Foi uma escolha sua voltar
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desenvolvimento. Falta ao Turismo brasileiro, no entanto, essa relevância na questão orçamentária, na atração de empreendedores e de investimentos. Neste cenário, em que o País precisa de emprego, renda e crescimento, o Turismo tem a capilaridade ideal para auxiliar na solução dos desafios. Não é hora de perguntar o que o Brasil pode fazer pelo Turismo, mas sim o que o Turismo pode fazer pelo Brasil. É isso que quero mostrar ao governo.
ao Ministério do Turismo, apesar da limitação orçamentária da pasta? ALVES — Eu nem precisei pedir o ministério, foi uma decisão do presidente Michel Temer, uma vez que entreguei o cargo quando o PMDB decidiu deixar o governo. Sempre digo que eu não nasci ministro, mas nasci PMDB. É minha história de vida de 44 anos. Após o Michel ter essa oportunidade, ainda tran-
sitória, de assumir a presidência, já ouvi dele, na montagem do governo, que me queria novamente no Turismo. Acho que o setor tem de ocupar um espaço na política, na economia e na sociedade brasileira de modo relevante. Os grandes países do mundo, como França, Estados Unidos e Japão, têm fortes segmentos turísticos a impulsioná-los. Todos têm no Turismo grande fonte de renda, emprego e
JP — O senhor diria que o Turismo encontra, na Câmara e no Senado, essa relevância econômica? ALVES — Sim, os parlamentares têm dado grandes contribuições. Quem ainda não tem essa visão é o Executivo, que faz com que o Ministério do Turismo seja o penúltimo na escala orçamentária. Os parlamentares engordam nossa receita com as emendas parlamentares, mas espero convencer o governo Michel Temer para que o > Continua na pág. 18
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Turismo possa crescer do ponto de vista pragmático, em recursos. JP — Sobre os cassinos e a liberação do jogo, que vêm sendo debatida no Congresso, há algum Projeto de Lei que exprima melhor o que defende o Ministério do Turismo? ALVES — Criamos um grupo de estudo há oito meses, com a Casa Civil, a Justiça, a Fazenda e o Planejamento para prepararmos um projeto que está sendo debatido na Câmara e no Senado e deve ser colocado em votação. Recolhemos a experiência de vários países, prós e contras, e temos esse projeto em preparo, mas ainda não houve proposta apresentada ao presidente Michel Temer ou ao ministro Meirelles (da Fazenda). Tudo será feito de forma clara e democrática para votação na casa do povo, que é o Congresso Nacional. JP — O Ministério do Turismo criou o Cadastur, para conhecer as empresas e pessoas físicas que atuam no setor. Como fica a fiscalização do setor por parte do MTur? Vemos casos de empresas de Turismo que fecham, lesam consumidores e parceiros, e
tinham Cadastur... ALVES — Esse trabalho não é o ideal ainda. Está longe da perfeição, mas é um sinalizador de que temos o perfil e origens de cada empresa. A seriedade, o alcance, mas é apenas um dado inicial. Infelizmente não temos o quadro de funcionários necessário para essa fiscalização, mas é um passo que
deve ser aperfeiçoado, criando-se estruturas para acompanhamento eficiente. É uma questão que estamos devendo ainda, para um melhor resultado. JP — É possível listar três prioridades para o Turismo, neste momento? ALVES — A primeira é a Olimpíada,
pela proximidade. Na conquista de medalhas e na captação de turistas estrangeiros, mas também fazendo o brasileiro viajar pelo País. A segunda prioridade é nosso projeto de criação de “áreas especiais de interesse turístico”. O exemplo que temos para esse projeto é Cancun, que em 40 anos transformou uma área deserta no principal destino turístico do México. Estamos elaborando projeto que inclui legislação tributária específica, com incentivo aos investimentos, um licenciamento ambiental mais simples, mas responsável, para induzir o empreendedorismo e ter o Estado como indutor do desenvolvimento. A terceira questão é a segurança pública, que atinge muito o Turismo brasileiro. É uma questão de segurança nacional, mas, provavelmente, o Turismo é o grande beneficiado na solução desse desafio. Também acrescentaria a qualificação da mão de obra, como uma quarta prioridade. JP — Como o senhor vê o País dentro de um ano? ALVES — O Brasil está mostrando extrema vitalidade democrática neste momento duro, de dificuldades econômicas, inflação e desemprego. Com toda essa crise, com um processo de impeachment , temos mostrado o vigor da democracia. O governo Temer tem apenas 20 dias, mas tem trabalhado para atender às expectativas dos brasileiros. Tem competência, sabedoria e responsabilidade para fazer isso, conheço bem sua história. Para termos avanços econômicos, precisamos pacificar a política, e é isso o que está sendo feito nesse momento de elucidação de fatos e respeito ao cidadão. p
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ALÍQUOTA DO IRRF REGULAMENTADA O DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO PUBLICOU EM 31 DE MAIO A INSTRUÇÃO NORMATIVA NÚ-
mero 1.645, da Receita Federal, que regulamenta a alíquota de 6% do IRRF no envio de divisas para o Exterior das operadoras e agências de viagens. A instrução normativa esclarece o texto da Medida Provisória 713/16, que trata do mesmo tema e que tem previsão de ter parecer final da Comissão Mista de parlamentares no dia 7 de junho. “Os bancos tinham um entendimento complicado do texto da MP, por isso já vínhamos trabalhando junto à Receita Federal para que fosse publicada uma instrução normativa esclarecendo todas as dúvidas em relação à alíquota do IRRF para o setor”, explica o presidente da Clia-Abremar, Marco Ferraz. A MP, para se tornar lei, precisa da aprovação em votação na Câmara e no Senado. O atraso na apreciação da comissão preocupa o setor. “Fizemos todo o trabalho para que o texto do senador Dalírio Beber (PSDB-SC), relator da MP, seja votado. Ele recebeu sugestões de 70 emendas, aprovando apenas cinco, e traz exatamente o mesmo texto que a instrução normativa publicada hoje pela Receita Federal esclarece”, diz Marco Ferraz. “Nosso objetivo é de que até 9 de junho a MP seja encaminhada ao Senado”, diz Ferraz. Sobre a publicação da instrução normativa, o ministro do Turismo, Henrique Alves, comemorou a manutenção do acordo com o trade. "Tenho acompanhado pessoalmente o trâmite da Medida Provisória 713/16 para garantir que o acordo com o mercado seja mantido, porque sei da importância desta medida para preservar empregos e garantir a retomada do crescimento da economia por meio do Turismo", comentou. O imposto de 6% vale para as remessas de valores destinados à cobertura de gastos pessoais, no Exterior, de pessoas físicas residentes no País, em viagens de turismo, negócios, serviços, treinamentos ou missões oficiais. Ainda segundo o texto, ficam isentas da cobrança as remessas para fins educacionais, científicos ou culturais, e também para a cobertura de despesas médicas com tratamento de saúde no Exterior.
EXCEÇÕES
A instrução normativa da Receita Federal apresenta valor diferenciado no teto que pode
ser enviado dentro dessa alíquota para os destinos considerados paraísos fiscais. “O limite de R$ 20 mil nas remessas é facultado às pessoas físicas. Para as operadoras, não há esse limite”, explica o presidente da Clia Abremar. “No entanto, o temor é em relação aos paraísos fiscais. Nesse caso, a instrução normativa coloca um limite de R$ 10 mil nas remessas de agências e operadoras ao Exterior”, esclarece. A lista de paraísos fiscais, segundo a Receita Federal, inclui das Ilhas Cayman e do Panamá a destinos turísticos mais populares no
Brasil, como os Emirados Árabes Unidos. “Isso representa uma certa dificuldade na operação desses destinos, especialmente quando imaginamos o valor de uma viagem de lua de mel no Taiti, por exemplo, que também está na lista”, exemplifica Ferraz. Nos destinos considerados paraísos fiscais, segundo a instrução normativa, “as operadoras e agências de viagens (...) sujeitam-se ao limite de R$ 10 mil ao mês por viajante”, conforme o texto. Ainda há dúvidas sobre como ficam os acordos de bitributação que o Brasil tem com diversos países. p
Marcos Ferraz, da Clia Abremar, é um dos principais articuladores do trade com o governo
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Dividindo responsabilidades HÁ 46 ANOS EM OPERAÇÃO, PELA PRIMEIRA VEZ EM SUA HISTÓRIA O GRUPO MARINGÁ — composto por Maringá Turismo, Central de Eventos e Lemontech — fez importantes mudanças em sua estrutura organizacional (veja abaixo), com o objetivo de descentralizar a tomada de decisões e de quebrar os paradigmas inerentes a uma empresa familiar. Para apresentar o novo organograma, o presidente do grupo, Marcos Arbaitman, recebeu a imprensa na sede da companhia, em São Paulo, para falar das novidades. “Apesar de um cenário de crise econômica, o Grupo Maringá projeta crescimento em todas as suas unidades de negócios. Esse sucesso se deve à descentralização e à profissionalização de toda a empresa, com a criação de três vice-presidências e promoção de colaboradores antigos a cargos de diretoria”, destaca o empresário. As três vice-presidências foram ocupadas por Siderley Santos, Alexandre Castro e Rafael Arantes, este último responsável exclusivamente pela Lemontech, empresa de tecnologia que atende a Maringá Turismo e outras grandes corporações, de dentro e fora do Turismo. Sob a responsabilidade de Siderley está toda a gestão da Central de Eventos, unidade de eventos e incentivos do grupo. Além disso, o vice-presidente também coordena três diretorias da Maringá Turismo: Infraestrutura e Compras, Financeiro e Administrativo e Comercial, ocupadas por Reinaldo Arbaitman, Alexandre Ferreira e Marcos Cláudio. Alexandre Castro cuidará das diretorias de Relacionamento e Marketing, comandada por Demetrius Miguel, e Relacionamento Estratégico, do diretor Nelson Filippi. Além destas, abaixo de Castro também estão as diretorias de RH, Operações e Lazer, Concierge
O presidente do Grupo Maringá, Marcos Arbaitman entre seus vice-presidentes Alexandre Castro, Siderley Santos e Rafael Arantes
e Tecnologia, comandadas por Sandro Pires, Daniel Matias, Ana Fagundes e Alexandre Agostinho, respectivamente. De acordo com Arbaitman, essa reestruturação não envolveu demissões de colaboradores. “O DNA do Grupo Maringá é de serviço e consultoria. O nosso turnover não passa de 2%, enquanto a média do mercado ultrapassa dois dígitos. Ter funcionários tão envolvidos com a empresa nos dá a segurança de oferecer um serviço de qualidade para os nossos clientes, sejam eles corporativos, eventos ou tecnologia”, comentou. Tal sucesso, ainda segundo o empresário, pode ser notado com a conquista recente de algumas contas. “Seis meses depois de ter nos deixado, o Grupo Bandeirantes voltou a ser nosso cliente. Conseguimos também que a Central de Eventos seja a agência da Bayer em seus encontros”, revelou Siderley Santos.
DE OLHO
MARCOS ARBAITMAN REVELOU TAMBÉM AS PROJEÇÕES DA COMPANHIA PARA OS PRÓXIMOS MESES. EM 2016,
a meta do Grupo Maringá é faturar R$ 924 milhões, contra os R$ 780 milhões de 2013, e crescer 5,6% , em relação ao ano passado. Esse crescimento será sustentado principalmente pelas ações presentes dentro do Plano de Marketing 2016/2017 da empresa. Entre as medidas anunciadas estão um investimento de R$ 700 mil em tecnologia e a criação de uma plataforma de e-commerce dedicada ao lazer. “Não queremos ser uma OTA da vida. O que desejamos é ser a escolha dos nossos clientes corporativos em suas viagens de lazer”, explicou Alexandre Castro.
MARCOS ARBAITMAN Presidente Siderley Santos
Rafael Arantes
Alexandre Castro
Vice-Presidente
Vice-Presidente Lemontech
Vice-Presidente
Reinaldo Arbaitman Range
Central de Eventos
Infra/Compras
Alexandro Ferreira Financeiro na ADM
Sandro Pires RH
Marcos Clauda Comercial
Demetrius Miguel
Nelson Filippi
Relacionamento vendas/ Marketing
Relacionamento estratégico
Daniel Matias
Operações/Lazer
Ana Fagundes Concierge
Alexandre Agostinho Tecnologia
NO L A ZER
Marcos Arbaitman
“Atualmente, o lazer representa 2% do nosso faturamento. Nossa meta é que, já no ano que vem, isso salte para 5% e movimente mais de R$ 30 milhões”, completou. Se o lazer é um dos focos do Grupo Maringá, não podemos dizer o mesmo quanto o assunto é compra ou fusão com outra empresa do mercado. “Não nos interessa adquirir uma agência, a gente conquista o cliente dela. Eu também não gostaria de ver a Maringá fazendo parte de um grupo internacional. Nossa gestão sempre foi bastante consciente e inteligente. Nós temos reserva para pagar mais de 25 anos de salário. Vender e comprar não está nos nossos planos”, concluiu Arbaitman.
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Excelência reconhecida A 17ª EDIÇÃO DO PRÊMIO CONSUMIDOR MODERNO DE EXCELÊNCIA EM SERviços ao Cliente premiou a Avianca Brasil como melhor companhia aérea brasileira. A pesquisa, realizada pelo Centro de Inteligência Padrão, em parceria com a consultoria SAX, avaliou a qualidade de atendimento de serviços prestados aos consumidores de diversos segmentos. O processo de apuração e análise das estratégias de cada empresa e de avaliação técnica de seus canais de comunicação (telefone, internet, e-mail e redes sociais) durou sete meses. Na última etapa, os finalistas de cada categoria foram submetidos a um teste feito por um cliente fictício, que utilizou todos os mecanismos de atendimento. Segundo o vice-presidente comercial, de Marketing e Cargas da Avianca Brasil, Tarcísio Gargioni, o reconhecimento da empresa se deve a um conjunto de diferenciais do produto e um deles é a “abordagem carinhosa” com o cliente. “Isto significa que ele será atendido com um sorriso no rosto em todas as etapas de sua experiência, sejam elas antes, durante ou depois do voo”, comenta. Para medir o trabalho de quem lida com o cliente na empresa, são realizados feedbacks constantes, avaliações e pesquisas internas de satisfação. Para Gargioni, o sucesso está na equipe. “Se a gente não treinar e definir a excelência como prioridade, temos grandes chances de fazer um atendimento ruim. O maior investimento da Avianca Brasil está nas pessoas que trabalham nela”. Com o objetivo de melhorar ainda mais sua comunicação com o cliente, a companhia prepara para este ano uma série de novidades. “Agora que já consolidamos nossa operação na Star Alliance, lançaremos para o mercado várias ferramentas e aplicativos que facilitam a vida do passageiro e a forma que ele se comunica com a empresa. Ele terá mais
alternativas para a compra de passagens, novas operações via dispositivos móveis e opções de check-in. Vamos trabalhar fortemente em avanços tecnológicos nos próximos meses”, anunciou o executivo.p
Tarcísio Gargioni, vice-presidente comercial, de Marketing e Cargas da Avianca Brasil
SurFACE
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Agora só home-office
Em meio à crise econômica do País, a operadora MK Travel anunciou o fechamento de seu escritório físico em São Paulo, mantendo atendimento em home-office. A operadora carioca filiada à Braztoa tem buscado a reestruturação de sua operação e a contenção de gastos para lidar com o momento incômodo da economia brasileira. Segundo o diretor comercial da MK Travel, Guilherme Reis, “não tem sentido fácil manter um escritório em São Paulo se o nosso operacional está aqui [no Rio]”. A maior parte das vendas (80% do volume) também vem do Rio de Janeiro, onde a empresa está em novo endereço, na rua São José, no Centro.
Aviesp em março
A 40ª Aviesp: Expo de Negócios em Turismo e o 10º Seminário Aviesp para Profissionais de Turismo acontecerão em 30 e 31 de março, no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP). Segundo os organizadores, a feira será antecipada em relação ao calendário de anos anteriores, quando ocorreu em abril, devido ao grande número de feriados que estão marcados para o quarto mês de 2017. “Muitas agências montam grupos de lazer e ficariam impossibilitadas de comparecer à expo. Também alteramos os dias para quinta e sexta-feira, pois identificamos este anseio entre expositores e agentes de viagens, que estão cada vez mais focados em fazer negócios, deixando o final de semana para o convívio familiar”, disse o presidente da entidade, Fernando Santos
Seu pet em Brasília
As famílias que possuem cachorros entre seus membros têm agora um lugar para se hospedar em Brasília. A rede Hplus de hotéis anunciou que, a partir de 6 de junho, os estabelecimentos do grupo estarão aptos a receber os pets. Fazem parte do Hplus o hotel Athos Bulcão Hplus Executive e os apart-hoteis Life Resort Hplus Long Stay e Premier Residence Hplus Long Stay. A rede aceitará cães com até 12 quilos. Mais informações sobre as políticas e restrições são encontradas pelo telefone 0800-601-3888 ou no email reservas@hplus.com.br.
Novos gerentes
Vânia Dezordi, que atuava como gerente de Eventos nos hotéis Transamérica Comandatuba, passa a ser a gerente nacional de Vendas do Transamerica Hospitality Group, que tem 21 unidades no País. Sandro Reis, que desde 2009 é o gerente de Vendas Lazer do Transamérica Comandatuba, assume agora também a gerência de Eventos no resort e será auxiliado pela subgerente Diana Krull. Já Rodrigo Tort é o novo subgerente de Vânia.
Brasil sem vistos
Começou a valer a isenção de visto de Turismo temporário para cidadãos dos Estados Unidos, Austrália, Japão e Canadá que visitarem o Brasil. A facilidade segue até 18 de setembro. Segundo o Ministério do Turismo, com base em dados da OMT, a não exigência de vistos pode resultar em aumento de até 20% no fluxo de turistas entre os destinos, o que representaria acréscimo de 75 mil turistas internacionais no País – e uma injeção de US$ 80 milhões na economia brasileira. De acordo com o MTur, a Embaixada dos Estados Unidos disponibilizou um blog para informar cidadãos americanos interessados em visitar o Brasil durante esse período que o governo brasileiro facilitou a entrada no País. Os Estados Unidos foram, em 2015, o segundo principal emissor de turistas para o Brasil, com 575.796 visitantes, ou 33% do total de turistas. Juntos, os quatro países com isenção temporária de visto enviaram ao Brasil 759.087 visitantes em 2015, segundo o Anuário Estatístico do Turismo.
Ponto a ponto A presidente da Alagev, Patricia Thomas, é a nova titular do blog Viagens Corporativas no Portal PANROTAS. Acesse em blog.panrotas.com.br/viagenscorporativas. O diretor de Turismo de Portugal, Bernardo Barreiros Cardoso, acaba de assumir a presidência da Comissão Europeia de Turismo (ETC) no Brasil.
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Menores na Latam
A Latam Airlines Brasil anunciou um novo sistema de monitoramento e acompanhamento de menores voando sozinhos na companhia. A facilidade já é utilizada desde o check-in, quando o viajante menor de idade recebe uma pulseira com código. Além disso, uma etiqueta diferenciada para identificação de bagagens, seja de mão ou despachada, é entregue ao desacompanhado. Em seguida, um funcionário acompanha a criança ou o adolescente a todo e qualquer momento. Por meio de um celular específico para a leitura do código, o status da viagem é atualizado. Este processo é repetido por cada funcionário envolvido no acompanhamento (equipe do aeroporto de origem, tripulação e equipe do aeroporto de destino). Com o uso de celular, computador ou tablet, os responsáveis têm acesso às informações do voo em tempo real. Esse serviço tem um custo de R$ 129 por trecho.p
Em Campinas
A Ancoradouro Operadora apresentou dois novos gerentes: Luiz César Dantas (ex-Turnet), em Produtos, e Henrique Diniz (ex-Gapnet), em Vendas. Eles reforçam a equipe do diretor Cacalo Destro, que conta também com Márcia Novaes, como gerente operacional, e Camila Tambellini, como gerente de Marítimo.p
Fim do voo de Barbados
O Turismo de Barbados decidiu suspender seu voo direto semanal partindo de São Paulo, operado pela companhia aérea Gol. Segundo comunicado, a suspensão é temporária e será a partir de 28 de agosto. "A companhia aérea tem feito algumas decisões difíceis nos últimos meses, incluindo a redução de frequências para vários de seus principais destinos", explicou o diretor comercial da companhia aérea, Eduardo Bernardes Neto. "Apesar do difícil cenário político-econômico brasileiro, a Gol ainda acredita no potencial do mercado de Barbados", acrescentou. "Continuamos otimistas que o Brasil e, por extensão, a América Latina é um mercado com um futuro brilhante e eu deixei isso claro para a liderança da Gol. O adiamento é, portanto, uma oportunidade para se reorientar e se reagrupar, a fim de que possamos continuar a desenvolver este mercado muito promissor", disse o ministro de Barbados, Richard Sealy.p