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Jornal PANROTAS 1214

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www.panrotas.com.br

R$ 11,00 - Ano 24 - nº 1.214 20 a 26 de abril de 2016

REDESCOBRINDO A FRANÇA Em tempos de crise e cliente conectado, é preciso investir cada vez mais em conhecimento. Operadores e agentes de viagens brasileiros buscam mais produtos e novos ângulos de um dos destinos mais diversos do mundo > Páginas 11 a 14


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20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

Check-IN

PERFIL DO

TURISTA QUE VISITA NATAL(RN)

LEIA NESTA EDIÇÃO Página 04 Diretor da Travelport fala de oportunidades para agências no mundo digital

brasileiros

82,4% viajando com a família

Página 05 Best Western terá hotéis administrados pela Blue Tree

51%

82,4% passeio

permanência média

Páginas 06 a 09 Aviesp comemora interesse dos profissionais em feira em Campinas

homens

2016

8 DIAS

92%

gasto médio por dia

R$ 208,41

Fonte: IPDC/Fecomércio-RN

Páginas 16 e 17 Visit USA mostra aos agentes alternativas contra a crise Páginas 18 a 20 Como o mercado de luxo mudou com a crise brasileira

Páginas 22 e 23 Iberostar reúne parceiros nos seus dez anos na Bahia Página 24 Projeto Âncora dá novos saltos com apoio do Turismo

E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br

Conhecimento e valor agregado Você conhece a França? Com certeza, muitos irão dizer. Mas se pedirmos uma dica de um bom restaurante aberto recentemente, ou de um passeio diferente no sul, talvez algo para quem goste de natureza, mas sem muito esforço, as repostas cairão para percentuais de um dígito. O que fazer então? Apelar ao Google? Mas estamos falando de profissionais de Turismo, consultores cujo conselho, indicação e expertise têm de agregar valor e exceder a expectativa de clientes cada vez mais exigentes e “sabichões”. E se é para usar o Google, o Tripadvisor ou outros sites e blogs não se preocupe, o próprio passageiro sabe fazer isso. E muito bem. Uma solução é conhecer o produto e, mais que isso, se atualizar constantemente. E replicar, multiplicar e compartilhar esse conteúdo com todos da agência e operadora. Na

última edição do Rendez-vous en France, evento que tem como objetivo vender a França para operadores e agentes estrangeiros, os participantes brasileiros, como vocês podem notar em nossa reportagem de capa, se surpreenderam com novidades e produtos que desconheciam. E que os ajudarão a incrementar a oferta sobre França e a sair do lugar comum. E olha que foram operadores experientes — e humildes, pois foram para aprender, descobrir, conhecer... E reconhecer que precisam sempre fuçar feiras e eventos para acompanhar os hábitos de seus clientes e surpreendê-los. Mais uma vez é importante também retornar e multiplicar e dividir esse conhecimento com os demais funcionários de sua equipe. O profissional brasileiro tem se demonstrado mais interessado (até

pela preocupação com a crise e com as descobertas de seus clientes em apps e afins) e já vimos isso na WTM e na Aviesp. Cabe aos eventos no Brasil e no Exterior mostrar essas oportunidades, sair do lugar comum e até pegar na mão e mostrar como ter um novo olhar sobre um destino. A própria feira da França decidiu ser itinerante (e voltar a cada três anos a Paris) para dar oportunidades a todo o País. O Brasil não tem ainda um grande evento com esse objetivo. Mas nunca percamos a esperança. Vale o mesmo (pesquisar, experimentar, conhecer e multiplicar) para o próximo IPW, em Nova Orleans, para os eventos individuais de destinos, para aquele fornecedor que você acha que já conhece bem e bastante... Não, nunca é o bastante. E seu cliente agradecerá por você ser tão bem informado. #ficaadica.


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20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass

S

E U Q A DEST >

DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

DO PORTAL

PANROTAS

7 a 13/4

1 Nova taxa pode acabar com cruzeiros no Rio; entenda – em 7/04

2 Europa exigirá visto a norte-

REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Coordenador: Danilo Alves Reportagens: Henrique Santiago, Rodrigo Vieira, Karina Cedeño, Rafael Faustino, Fernanda Cordeiro (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Pedro Moreno e Thalya Brito Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Flávio Sica (sica@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

PARCEIRAS ESTRATÉGICAS

MEDIA PARTNER

LACTE 11 LATIN AMERICAN CORPORATE TRAVEL & Events E XPERIENCE

ASSOCIAÇÕES

americanos e canadenses – em 12/04

3 Conheça 12 das estradas mais perigosas do mundo – em 08/04

4 Hospede-se no Museu de História Natural de Londres – em 08/04

5 Flytour e Gapnet se juntam em 4

capitais e lançam site – em 08/04

6 Paulo Bispo deixa a Gapnet após 21 anos – em 11/04

7 Brasil receberá feira de aviação para 100 mil pessoas – em 13/04

8 Saiba quais são cidades mais ensolaradas do mundo – em 08/04

9 Novo navio da Norwegian

11 Jorge Souza deixa diretoria de Marketing da MMTGapnet – em 08/04

12 Empresas sem contato humano perdem clientes; entenda – em 12/04

13 Frederico Pedreira assume presidência da Avianca Brasil – em 11/04

14 Blue Tree encerra operação

Cruise Line terá pista de kart – 11/04

de resort em Búzios (RJ) – em 07/04

10 Descubra os mercados de rua mais

15 Blue Tree vai administrar 15 Best

famosos do planeta – em 08/04

Western no País – em 12/04


04 A

g rti

20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

o

O consumo de viagens está mudando... já mudou!

Luis Carlos Vargas é gerente geral da Travelport no Brasil

Enquanto discutimos, procurando vilões ou culpando a crise, modelos alternativos de transporte individual ganham espaço no Brasil, o mundo do cinema está ao alcance do controle remoto e as redes sociais fizeram o consumidor assumir o protagonismo na formação de opinião e nas relações de mercado. No setor de Turismo não é diferente. Quando muitos creem em uma revolução em curso, ela já chegou, sentou na janela e exige de companhias aéreas e agências um olhar absolutamente novo sobre o negócio. Se ainda há alguém que considere merchandising e serviços auxiliares como acessórios no modelo de distribuição de viagens, recomendo ler até o fim. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) realizou, no ano passado, um estudo sobre o comportamento dos usuários da internet com a participação de mil entrevistados. Deste total, 69,8% afirmaram planejar as viagens de lazer pela internet, dos quais 57,2% concluem a compra pelo site da fonte de pesquisa — seja empresa aérea, portal da agência de viagem ou OTA. Cerca de

40% apontaram os preços acessíveis na internet como justificativa para cultivar este hábito. O que estamos fazendo com essa tendência? A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) estima que, em duas décadas, teremos uma média de 3,74 bilhões de passageiros por ano em todo o mundo. O crescimento global é de 4,2%, com maior alta entre os mercados emergentes — América Latina, África, Ásia-Pacífico e Oriente Médio. Já em 2018, a expectativa da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) é de um movimento superior a R$ 43 bilhões com este gênero de Turismo. Até 2020, serão seis bilhões de usuários de celulares no mundo e uma pessoa terá em torno de dez dispositivos conectados à internet. Os brasileiros serão proprietários de um em cada três tablets comercializados na América Latina. São números em demasia, mas essenciais para vislumbrar o potencial nítido de crescimento. O segredo está na expansão da distribuição via agências de viagens, explorando cada vez mais os chamados ancillaries (serviços auxiliares). Não é tão complexo entender este caminho. O lucro líquido da indústria da aviação, de acordo com a Iata, girou em torno de US$ 8,27 por passageiro. Sozinha, a tarifa média não consegue absorver o custo total por passageiro, mesmo se levadas em conta as receitas com carga aérea. Logo, é mais do que necessário incentivar a aquisição dos serviços auxiliares. Não à toa a receita global do setor nesta seara quase dobrou nos últimos cinco anos. Nosso balanço anual revelou uma receita líquida de mais de US$ 49 bilhões com este segmento, representando US$ 16 por passageiro contra US$ 6 da receita líquida geral. Como um autêntico protagonista, o consumidor, especialmente os mais jovens, busca se beneficiar de uma compra mais adaptada aos seus gostos para tornar ainda mais prazerosa a sensação de voar. Para esta geração, em especial, o voo não é apenas o meio, e sim o início da experiência de viagem. Algo que não difere dos viajantes mais maduros, que por muitos anos conviveram com o serviço tudo incluído proporcionado pelas companhias aéreas tradicionais. Mas se a tecnologia permite ao consumidor uma independência quase plena na organização da viagem, por que caberia ao agente de viagens um papel mais estratégico neste contexto? Simples. Basta entender que o internauta pode dominar as ferramentas para viabilizar sua viagem, mas quem ainda pode deter o privilégio do conhecimento e da especialização? Como exemplo, mais de 100 empresas aéreas investiram nas nossas tecnologias para enriquecer conteúdo de vendas e as ações de merchandising, incrementando substancialmente a oferta de opções ao cliente. Ante inúmeras alternativas, é preciso que experts entrem em ação para assegurar uma escolha certeira de viagem, minimizando a hipótese de uma experiência frustrante. Para as agências, a utilização dessas ferramentas implicará em um aumento de produtividade, além de uma valorização dos serviços por conta do acesso a uma plataforma de vendas com todos os produtos e serviços disponíveis de forma detalhada e visual. Desta forma, é possível maximizar a venda de acordo com as preferências do cliente. Com este serviço, toda a cadeia de distribuição poderá obter mais receitas, preservando as agências como um canal estratégico.p


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Hotelaria

20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

>> Artur Luiz Andrade

Best Western by Blue Tree Chieko Aoki, presidente da Blue Tree Hotels, Carlos Achong, diretor executivo da Best Western para a América do Sul, e Maria Cecília Zon Rody, diretora-presidente da Incortel

A BLUE TREE ANUNCIOU SEU INGRESSO NO MERCADO MULTIMARCAS EM PARCERIA com a Incortel. A rede vai administrar 15 hotéis da Best Western Hotels & Resorts no Brasil até 2020. Os negócios estarão focados em São Paulo e no Rio de Janeiro. A intenção é lançar três novos hotéis por ano, com um ativo que chega a R$ 1 bilhão em investimentos. “Cultura e valores são a base de tudo. Aqui temos uma grande sintonia e a parceria, de juntar competências e crescer juntas, criar tendências, resultados e rentabilidade”, avaliou a presidente da Blue Tree, Chieko Aoki. “A escolha da Blue Tree veio da nossa afinidade com o DNA de excelência. Compartilhamos visão semelhante nos produtos da Incortel. Essa parceria reafirma o compromisso da Best Western com a qualidade e é a promessa de mais uma etapa de sucesso no mercado hoteleiro do País”, afirmou a presidente da Incortel, Maria Cecília Zon Rody. O diretor executivo da Best Western para a América do Sul, Carlos Achong, aposta no potencial de negócios e lazer do Brasil. “A Incortel, em vários momentos, já mostrou sua capacidade de gerir essa expansão e hoje é uma empresa estratégica para o sucesso da Best Western no Brasil.” Para se diferenciar dos hotéis Best Western já existentes, as novas unidades levarão a assinatura Blue Tree Hotels nos nomes juntamente com a da BW.p


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Eventos

20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

>> Karina Cedeño e Rodrigo Vieira, Campinas (SP)

Pacotão paulista PREMIAÇÃO, INSPIRAÇÃO, MOTIVAÇÃO E CAPACITAÇÃO. A COMBINAÇÃO DE TUDO ISSO, somada a muita mão na massa, tem como resultado a 39a edição da Aviesp — Expo de Negócios em Turismo, um verdadeiro pacotão a serviço do agente de viagens do Estado de São Paulo. Segundo a organização, 5.447 profissionais passaram pelo Expo Dom Pedro, em Campinas (SP), entre 8 e 9 de abril para prestigiar o evento, o que representa cerca de 5% de aumento em comparação com a edição do ano passado. Foram 3.682 agentes de viagens paulistas, 1.382 profissionais expositores e 383 convidados. Cerca de 700 profissionais usaram as caravanas oficiais como forma de acesso e quase dois mil foram capacitados entre seminários e arenas de turismo. “Esse é definitivamente o caminho. Os agentes de viagens têm buscado cada vez mais nosso evento para se capacitar”, avaliou o presidente da Aviesp, Fernando Santos, ainda apontando que 60% dos participantes foram agentes multimarcas. “Há três anos estamos estudando e aprimorando este que é o nosso principal evento, e essa categoria de profissional tem demonstrado muito interesse em conteúdo, e não apenas em networking e exposição. Por isso dispusemos mais uma vez de duas arenas exemplares, além das palestras de

manhã, para capacitar e motivar.” Realizada quase uma semana depois da WTM Latin America, a feira mais internacionalizada do Turismo brasileiro, a Aviesp garante que não tem medo de perder público e tampouco prestígio para o evento da Reed Travel Exhibitions. Cada feira tem um perfil diferente, e ambas acabam sendo complementares, segundo Fernando Santos. “A Aviesp se diferencia cada vez mais em combinar networking com exposição e conteúdo. Prova disso são os nove destinos internacionais, dentre os quais a China, que nunca expôs seu produto em outro evento no Brasil até hoje. Além dos chineses, tivemos Alemanha, Aruba, El Salvador, Kissimmee, Nova Zelândia, Peru, República Dominicana e St Martin. São produtos interessados no agente de viagens multimarcas do interior de São Paulo, o segundo maior mercado emissivo do Brasil, atrás apenas da capital”, completou o presidente. Vale lembrar que o Visit USA fez sua terceira rodada deste ano durante a Aviesp, após Rio de Janeiro e São Paulo (leia mais nas páginas 16 e 17). A Aviesp e a WTM Latin America se complementam também em termos de público, na opinião de Santos. “Eles reúnem operadores, executivos e fornecedores, mas não têm tanto apelo do agente de viagens como nós.

Fernando Santos, presidente da Aviesp

Temos um evento muito específico, segmentado, voltado a essa categoria de profissional.”

CAMPINAS

A Aviesp tem interesse em manter o evento em Campinas, mas depende do feedback dos associados e participantes, segundo o presidente. “Somos parceiros

da Secretaria de Turismo desta grande cidade e, para nós, seria ótimo manter a Expo aqui, porém, ouviremos os associados e agentes participantes antes de tomar a decisão sobre o destino anfitrião do ano que vem”, afirmou. A cidade foi responsável por um grande salto na quantidade de agentes desde que voltou a receber a Expo, em 2015.”p

EXPER I Ê NCI A S E NICHOS ENTRE OS SEMINÁRIOS DA PARTE DA MANHÃ, SOB A CURADORIA DA DIRETORA DA GO ASSOCIADOS, GABRIELA OTTO, QUE TAMBÉM É DO HSMAI E BLOGUEIRA PANROTAS,

No estande PANROTAS, José Roberto Pitol, da Aviesp, Michel Tuma Ness, da Fenactur, Jonas Donizette, prefeito de Campinas, Edmar Bull, da Abav Nacional, Marianna e Guillermo Alcorta, da PANROTAS, Fernando Santos, da Aviesp, e Alexandra Caprioli e Samuel Rossilho, da Setur Campinas

Público assiste atento ao painel sobre agências de viagens e nichos

destaque para o sócio-diretor da Publicarte Propaganda, Manoel Carlos Júnior, na sexta-feira (8), e o painel sobre segmentação das agências de viagens, no sábado (9). Júnior ressaltou a importância de os agentes de viagens pararem de trazer apenas os preços mais competitivos do mercado a seus clientes. O publicitário defende a venda de experiências, pois é isso que o consumidor atual busca, em sua opinião. “É fundamental bater um papo para descobrir as preferências pessoais do cliente, como hobbies e estilos musicais. Essa é uma excelente oportunidade para gerar informações fundamentais que direcionem os produtos adequados ao perfil do comprador”, afirmou o palestrante. Para falar sobre nichos foram chamados Natália Bonavita, da Due B, de viagens para casamento; Devanir Campos, de campeonatos de poker; e Marcelo Coltro, de maratonas. Para este último, vender nichos para grupos específicos é a única maneira de uma agência de viagens ganhar muito dinheiro, a não ser que ela seja uma dessas gigantes de mercado. “Porém, não adianta escolher qualquer nicho e ir adiante, é preciso estar mergulhado naquele universo. Eu, por exemplo, sempre amei maratonas, portanto sei o que o atleta quer, o que ele gostaria de viver durante a viagem.”p


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20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

TOP AVIESP 2016

VOTADO PELOS AGENTES DE VIAGENS DO ESTADO DE SÃO PAULO, O TRADICIONAL PRÊMIO TOP AVIESP, CUJO INTUITO É RECONHECER OS PRINCIPAIS NOMES DA CA-

deia turística, foi entregue em cerimônia na noite anterior à abertura da feira. A PANROTAS figura mais uma vez na lista como o melhor veículo de mídia do setor, prêmio que recebe desde a primeira edição. “Temos uma relação estreita e antiga com o agente de viagens do Interior de São Paulo, desde a época do Guia PANROTAS. Hoje, fazemos questão de prestigiar esse profissional distribuindo o Jornal PANROTAS semanalmente a todos os associados Aviesp e de fazer uma cobertura ampla dos principais assuntos da região e de interesse para o crescimento e desenvolvimento dos agentes de viagens e da indústria do Turismo. Muito obrigado por esse reconhecimento e essa parceria”, disse o presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta, que esteve na feira e na entrega do prêmio, acompanhado dos filhos Guilherme e Marianna, e de funcionários da editora. “A premiação é o reconhecimento aos parceiros que trabalham com ética, respeito, oferecem boas condições comerciais e serviços aos agentes de viagens”, avaliou Fernando Santos.p Mídia especializada de Turismo: PANROTAS Aérea internacional: American Airlines Aérea nacional: Azul Linhas Aéreas Rede hoteleira: Accor Hotels Resort: Iberostar Hotels & Resorts Cruzeiros: MSC Cruzeiros Operadora América do Norte: RCA Turismo Operadora América do Sul: CVC Operadora Ásia, África e Oceania: Queensberry Operadora Brasil: Visual Turismo Operadora Caribe: New Age Operadora Europa: Abreu Turismo especialidade: Ambiental Consolidador aéreo: Ancoradouro Consolidador hoteleiro: Trend Destino Brasil (Estado): Rio Grande do Norte Destino Brasil (Cidade): Natal Destino internacional (País): Estados Unidos Cartão de assistência de viagem: GTA Despachante de vistos consulares: Schultz Receptivo: Luck Receptivo Sistema de gestão – Back Office: Monde Sistemas Transportadora turística rodoviária: Monte Alegre Locadora nacional: Localiza Locadora internacional: Hertz

Fernando Santos, da Aviesp, e Juarez Cintra, da Ancoradouro > Continua na pág. 08

Wagner Silva, Ariel Marmol e Janaina Vieira, da Visual, Shigeo Shimabukuro, da Aviesp, e José Roberto Pezzopane e Roberto D'Andréa, também da Visual

Thais Medina e Everaldo Pereira, da Trend, e Wellington Cordeiro, da Aviesp

Mauricio Tambasco, da Aviesp, entre os representantes da Localiza Mark Bryan e Marcelo Ribeiro

José Guilherme, Marianna e Guillermo Alcorta, da PANROTAS, recebem o prêmio de Fernando Santos, da Aviesp


< Continuação da pág. 07

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20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

pelos

corredores da Aviesp FRETADO CVC

A Secretaria de Turismo do Ceará fechou com a CVC voos fretados a partir do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP) até Fortaleza, em todos os sábados, a partir de maio. De acordo com a coordenadora de Marketing da Setur-CE, Livia Rolim, os voos não têm data limite e farão a rota enquanto houver passageiros interessados. Para ela, a parceria é importante por incentivar o passageiro do interior paulista a ir ao Ceará sem precisar ir à capital. São Paulo é o maior emissor de turistas para o destino. p Yanna Guimarães e Livia Rolim, da Setur-CE

MUDANÇAS NA MMTGAPNET

Jorge Souza não é mais diretor de Marketing, Promoção e Eventos da MMTGapnet. O executivo anunciou durante a Aviesp que deixa o cargo para assumir a diretoria da Consolid Brasil, e na nova casa cuidará do receptivo de turistas estrangeiros. A Consolid Brasil é parte do Grupo Gapnet, desta maneira Jorge Souza segue na empresa. O profissional pode ser contatado no jorge.souza@ consolidbrasil.com.br.p

Renata Medeiros e Emerson Camilo, da Flytour Gapnet

UNIFICAÇÃO FLYTOUR GAPNET

Agentes de viagens de Fortaleza, Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba que trabalhavam com as Flytour e/ou Gapnet agora trabalham com as duas empresas juntas, ou Flytour Gapnet. Essas são as quatro primeiras praças em que as consolidadoras juntaram operacional e comercial após a fusão, anunciada em dezembro. Salvador, Recife e Campinas (SP) devem ser os próximos a integrar os escritórios de Flytour e Gapnet. Segundo o CEO da Flytour Gapnet, Emerson Camilo, as equipes de todo o Brasil devem ser integradas até o fim do primeiro semestre. Durante a Aviesp, a Flytour Gapnet lançou o Maisfly, um portal feito para oferecer aos agentes a busca, reserva e emissão em um ambiente único, além de integração com todos os sistemas de back-office existentes no mercado e ainda com acesso mobile. Por fim, a unidade da Flytour Gapnet na região de Campinas (SP) conta agora com um novo coordenador. Seu nome é Marcos Yamada, que estava na American Airlines, mas já tem passagem por empresas como Advance, Trend e outras no setor de intercâmbio durante seus 22 anos de carreira no Turismo. Yamada responderá diretamente ao gerente da base campineira, Gustavo Marengo.p

Gelson Popazoglo, da GTA, e Thais Mahalen, da Axa

NOVA SEGURADORA

A GTA anunciou em Campinas uma nova seguradora por trás de seus produtos de assistência ao viajante. Trata-se da francesa Axa Seguros, que, além de proteção, dará ao passageiro GTA um serviço de concierge nos destinos, isto é, consultoria não só apenas sobre bem-estar e cobertura de acidentes e imprevistos, mas também prestação de serviços. Com a novidade, a empresa de Celso Guelfi deixa de trabalhar com a HDI Seguros, mas segue com a QBE.p


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20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

Alexandre Milessis

CAMPANHA

Paloma Garcia e Roberto Sanovicz, da 55 Destinos

Entre as novidades, a Milessis Operadora deu destaque à nova campanha Você Vale Mais, destinada aos agentes de viagens. Baseada em resultados de vendas, a promoção bonificará o agente com pontos que poderão ser trocados por prêmios disponíveis no site da campanha, onde também deverá ser efetuada a inscrição.p

Menos de um mês após sua abertura, a operadora de lazer da Alatur JTB, 55 destinos, tem agradado seu diretor, Roberto Sanovicz, que diz que a aceitação da empresa nas agências de viagens tem surpreendido, e que o respaldo da Alatur JTB colabora com isso. A operadora deve lançar seu sistema on-line em breve. "Pretendo ter a plataforma de reserva pronta até o final da semana que vem", afirmou o diretor no final de semana da Aviesp. "Nossa repercussão tem sido excelente entre as agências. Estamos explicando aos agentes que se eles pedem um destino ainda não existente em nosso portfólio, podemos inclui-lo e, aos poucos, aumentando nosso leque. Nossa equipe de Produtos trabalha para isso."p

DOBROU O FATURAMENTO

A Nova Operadora, do Grupo Forma, comemorou o fato de ter dobrado o seu faturamento no primeiro trimestre desse ano. “Enquanto todo o mercado estava retraído, a empresa investiu, contratou e inovou, reforçando a confiança dos agentes, que contam também com o respaldo da Forma e sua experiência de quase duas décadas no mercado”, destaca o diretor da Nova Operadora, André Pereira. A empresa divulgou roteiros de lua de mel, que contemplam desde o aéreo à cerimônia no local desejado, além de apostar em roteiros exóticos, dentre eles as Ilhas Maldivas e Zanzibar (Tanzânia), além do Leste Europeu e Escandinávia, que contam com roteiro diferenciado e guia brasileiro.p

55 DESTINOS

André Pereira, da Nova Operadora

Victor Van Oorschot, da Bestbuy Hotel

INTERNACIONALIZAÇÃO

A Bestbuy está dando seus primeiros passos fora do Brasil. A consolidadora hoteleira adquiriu partes da operadora chilena First Premium com o intuito de operar no Cone Sul. Prestes a completar dois anos, a empresa do CEO Victor van Oorschot tem meta de fechar 2016 com faturamento de R$ 120 milhões, o que representaria 12% de crescimento em comparação com o ano passado. “Nesses primeiros dias de abril já tivemos alta de 23% de aumento em número de vendas, em comparação com o mesmo período no ano passado. Em tempos é preciso se reinventar e é o que estamos fazendo. Estamos indo bem neste ano de crise graças a uma série de boas novidades. Uma delas é o crescimento de pequenas associações independentes de agentes de viagens no interior que se unem para fazer parceria com um fornecedor, e assim conseguir descontos. Com eles fazemos workshops e damos condições especiais. Eles nos retornam com volume de vendas”, afirmou Oorschot. O CEO também credita o crescimento ao portfólio nacional de hotéis, além da entrada de novos produtos, como aluguel de carros, casas e contratação direta no internacional.p

Kleber Yoshida e Flavio Louro, da E-HTL

CARRO NA E-HTL

Este é o ano da E-HTL fortalecer as vendas de locadoras de veículos, segundo seu diretor, Flávio Louro. Para isso, a plataforma on-line para agentes de viagens destaca as parcerias com a Avis e a Budget, que dão, respectivamente, descontos até 15% e upgrade automático no aluguel. “Nossa principal meta neste ano é deslanchar o departamento de veículos. Não consigo entender por que conseguimos vender o hotel onde o cliente se hospeda, mas não somos tão fortes em veículos, uma vez que, fazendo o cálculo, o transfer aeroporto/hotel fica mais caro do que a diária do veículo”, analisa Louro. “A ideia é fazer parceria com as locadoras para capacitar os agentes tanto no nacional quanto no internacional. Estamos também reforçando as promoções com Avis e Budget, mas vale ressaltar que trabalhamos com todas as principais locadoras do mundo”, aponta o gerente de Marketing da empresa, Kleber Yoshida.p > Continua na pág. 10


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< Continuação da pág. 09

Flashes

20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

39 a Aviesp

1 Representantes das empresas que compõem o ABR Resorts Brasil 2 Sebastião Pereira, da Aviesp, e Alexandra Caprioli, da Setur de Campinas 3 Vitor Hugo Nascimento, da Gol, Mariana Watzeck, da Delta, Alexandra Cruz, da Gol, Renata Mirandola, da Delta, Claudia Brasil, da Gol, e Danillo Barbizan, da Delta 4 Carla e Ingrid Davidovich com o presidente da Aviesp, Fernando Santos, e a equipe New Age 5 Equipe da Agaxtur 6 Rene Contreras, do Turismo da República Dominicana 7 Junior del Moro, Newton Santos, Mário Borges, Pedro Augusto Santos e Bruno Cordaro, da MSC Cruzeiros 8 Juliana Molina e Alberto Cestrone, do Infinity Blue Resort 1 2

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15 9 Equipes Azul, Tap e United: Ulysses Cortez, Claudia Marinaro, Luis Quaggio, Adriana Tolentino e Renata di Bernardo 10 Marcelo Souza, Ramon Munhoz, Marcos Menezes, Kleber Silva e Amanda Gamero, da Abreu 11 Marisa Guilger, Michele Oliveira, Naiene Costa e Mariana Medeiros, todas do Meliá 12 Viviane Amadei, Fernando Machado e Karen Schmidt, da Best Western Hotels & Resorts 13 Cinthia Marques, do Ministério do Turismo 14 Marco Ferraz, presidente da Clia Abremar, e Magda Nassar, presidente da Braztoa 15 Eduardo Uchoa, Osorio Fernandes e Paulo Machado, todos da Lusanova 16 Marcos Balsamão, da Abav São Paulo, e Rubens Schwartzmann, da Abracorp

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Eventos

20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

>> Alexandre Campbell, Montpellier, França

A força do Sul

(da França)

Entrada do Rendez-vous en France 2016, no Parc des Expositions, em Montpellier

Carole Delga, presidente do Escritório de Turismo da Região Languedoc Roussillon Midi Pyrénées, discursa na abertura do coquetel de boas-vindas

Mesas de negócios estiveram ocupadas durante todo o evento

ACONTECEU EM MONTPELLIER, NO SUL DA FRANÇA, EM 5 E 6 DE ABRIL, O RENDEZ-VOUS EN

somente em Paris, mas também no interior, e com isso fazer os convidados conhecerem melhor o país e suas atrações. A cada evento realizado em Paris, dois outros acontecem no interior da França. Vinte tours aconteceram pela região, e um total de 46 em toda a França, abordando temas que percorreram o turismo aventura, de natureza, charme, lugares históricos, rotas de vinhos, dentre outros. A Atout France e os comitês regionais de Turismo se mobilizaram para que as delegações internacionais descobrissem a diversidade e a riqueza do patrimônio cultural e natural francês. E todos se encontraram em Montpellier para o início dos trabalhos. Na

France 2016, o salão francês de Turismo voltado para agentes de viagens, operadores e jornalistas de todo o mundo. Durante esse dois dias, a Atout France, organizadora do evento, mostrou para cerca de 900 profissionais tudo o que a França tem de melhor e inovador, com especial ênfase à região do evento. Foram 740 expositores das mais diversas atividades. Representantes de simples (e charmosos) albergues até hotéis de luxo e castelos; organizadores de passeios de barco, balão, bicicleta, cavalo, caminhadas, trem, ônibus, receptivos; órgãos oficiais e

de promoção de pequenos vilarejos, cidades e regiões turísticas, apresentando seus atrativos e vantagens para visitação, enfim, opções para enriquecer e diversificar uma programação voltada para o destino França. Os encontros entre expositores e operadores se sucediam a cada 20 minutos, em um total de 22.746 “rendez-vous” (reuniões) em dois dias. Os agentes e operadores tiveram acesso prévio a todas as opções do salão, podendo escolher com calma quais seriam os seus pontos de interesse. A escolha de Montpellier, situada na região Languedoc Roussillon Midi Pyrénées, como sede do evento deste ano, faz parte de uma estratégia da Atout France de realizar a feira não

noite precedente ao salão, a presidente do Escritório de Turismo da Região Languedoc Roussillon Midi Pyrénées, Carole Delga, ofereceu um coquetel e jantar para quase mil convidados, com direito a discurso exaltando as suas atrações, e a noite seguinte correu por conta da Atout France, onde dois mil convidados e expositores puderam se deliciar com um apanhado da culinária francesa dividido por regiões, shows de música, performances lúdicas e acrobáticas sob o tema “A Conquista dos Tesouros da França”. A próxima edição do evento, a ser realizada nessa mesma época, em 28 e 29 de março de 2017, será na cidade de Rouen, na Normandia.p > Continua na pág. 12


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PARCERIA QUE DÁ CERTO

Jean-Philippe Pérol no estande da Atout France

Pedro Adour, da Portfolio Travel

Carlos Henrique Dezen, da Senator Turismo

Pablo Bernhard, da TT Operadora, mostra folheto de passeios de barco

“É COMO UM GRANDE MERCADO ONDE SE ENCONTRA DESDE A BATATA COMUM ATÉ, E PRIN-

clusive é bem querida no Brasil. Isso quer dizer que, entre os 740 expositores e suas atrações, se os agentes ou operadores souberem escolher, encontrão raridades e peculiaridades fora do comum. Pedro Adour, da Portfolio Travel, confirma a tese de Pérol. Segundo ele, o salão é como se fosse uma feirinha regional do interior, onde se encontram aqueles produtos regionais típicos, deslumbrantes, novos e autênticos, que não são achados normalmente em qualquer lugar. “Quando se trabalha com um operador baseado em Paris, ele nos dá uma generalidade do que a Fran-

ça tem, agora eu descobri coisas que nunca imaginava existir. Por exemplo, as Grutas de Padirac, que ficam perto de Rocamadour, onde é possível fazer um passeio de barco subterrâneo em águas azuis cristalinas. Eu nunca tinha ouvido falar. Portanto, eu descobri um tesouro escondido que só mesmo essa feira pôde me mostrar”, diz ele. Carlos Henrique Dezen, da Senator Turismo, que trabalha com produtos sob medida, tanto para grupos ou individuais, entende que o brasileiro tem uma forte atração pelos castelos. Portanto, se interessou em casar a visita de um castelo a passeios de

contemplação de paisagens, parques e até piquenique, que é tradicional na França, com cesta, toalha vermelha, vinho, champanhe e os deliciosos pães e queijos franceses. “É esse o nosso diferencial, sair dos grandes circuitos e preparar uma viagem sob medida”. O mesmo objetivo de sair dos grandes centros, mas explorando o Turismo de luxo voltado para a natureza, é o que Renata Braghetta, da Alternatur, quer propor aos seus clientes. Segundo ela, a França é o best-seller de sua agência, e após vários encontros com fornecedores ela pensa em continuar sempre vendendo Paris, mas incrementando o roteiro com pequenas atrações, como caminhadas, passeios de bicicletas e cavalgadas. Pablo Bernhard, da TT Operadora, especialista em viagens de trem, está focado em uma volta ao mundo em trens de luxo atravessando os Estados Unidos, a Europa e o Oriente. Segundo ele, os trens na França são espetaculares e a feira chamou a sua atenção para os cruzeiros pelos canais do país. Ele pensou em misturar passeios de trem com cruzeiros em barcos pequenos, que comportam de quatro a 15 pessoas e percorrem os canais franceses. “Encontrei três boas empresas que trabalham com esses minicruzeiros por todos os rios da França. No Brasil eu acredito que ninguém está vendendo esse passeio casado entre trens e pequenos barcos. Há embarcações em que o passageiro pode até ser o capitão. Vou criar esse produto”, afirma ele.

cipalmente, o foie gras”. Foi dessa forma que o diretor para as Américas da Atout France, Jean-Philippe Pérol, definiu o Rendez-vous en France. É esse o espírito do salão: reunir expositores importantes e outros bem pequenos e fazer com que o profissional do Viagens e Turismo negocie, por exemplo, com a Paris Vision, empresa tradicional que faz os grandes city tours de Paris, e com uma empresa pequena da cidade de Lisieux, especializada em visitar o túmulo da Santa Tereza, que in-

Renata Braghetta, da Alternatur, nos corredores do Rendez-vous en France 2016


13 TODOS OS TAMANHOS As pequenas agências também souberam tirar o seu proveito do salão. Harumi Yoshida, da Hikari Travel, participou pela primeira do Rendez-vous en France e o seu foco foram os hotéis que, segundo ela, são o produto que mais preocupa o viajante. “Tive a oportunidade de conhecer vários hotéis que não são oferecidos por operadoras ou que essas operadoras nem sabem que eles estão reformados. Por exemplo, o Citadine para mim era um produto velho, ultrapassado, mas eu pude constatar que eles foram comprados por uma rede de Cingapura e hoje oferecem até opção cinco estrelas. Muitas vezes a operadora não consegue passar todo o potencial que existe no destino. O evento é muito bem organizado e ajuda muito o profissional, além de ser possível fazer um ótimo network”, exalta ela. Outra estreante, Barbara Resende, da Qualita Turismo, uma agência pequena especializada em turismo religioso, aproveitou o pós-tour para visitar cidades que tivessem a ver com o tema. Os agentes de viagens e operadores brasileiros aprovaram o evento e saíram da França enriquecidos com o que viram. A delegação, formada por 38 profissionais do Turismo de vários Estados brasileiros, é motivo de orgulho para JeanPhilippe Pérol, que aproveita a ocasião para relacionar os planos de promoção da Atout France no Brasil.

FRANÇA NO BRASIL “A prioridade continuam sendo as ações com o trade, o B2B, capacitação de agentes de viagens, apoio a operadoras. Assim como convidamos 38 pessoas para esse salão, teremos um salão específico para vinhos, chamado Destination Vignoble, que acontece a cada dois anos, e a gente convida bastante brasileiros também, além de um outro evento especifico para viagens de negócios ”, diz ele. Pérol aproveita para anunciar a segunda edição do “Encontros à Francesa”, que acontecerá em setembro, no Sofitel Guarujá, em cooperação com a Gol. Este ano, assim como no ano passado, a Atout France espera receber os mesmos 120 profissionais do trade de todo o Brasil. “Não nos interessa trabalhar somente com operadoras concentradas em São Paulo, teremos representantes

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de vários Estados brasileiros. Cada vez mais estamos investindo nos eventos com hora marcada, já que nos grandes salões muitas vezes as pessoas tentam achar as outras pelos corredores e muitas vezes não conseguem. Todo mundo que se inscreve sabe que vai ter entre 40 e 50 reuniões com pessoas realmente qualificadas no destino França”, completa ele. O “Encontros à Francesa” terá os mesmos três seminários, sendo um deles sobre enoturismo na Bourgogne. O Taiti continuará com a promoção, assim como a Martinica, Guadalupe e St. Martin. A região da Champagne, a Alsace e Paris também terão atenção especial no evento.p --- O Jornal PANROTAS

viajou a convite da Atout France, com proteção Flycard

Grupo de agentes de viagens, operadores e jornalistas estrangeiros na cidade de Carcassonne, durante o pré-tour que percorreu lugares históricos do sul da França > Continua na pág. 14


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ESTATÍSTICAS FAVOR ECEM

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O B R A SIL

PARIS SE RENOVA PARA O MUNDO

Pierre Schapira, presidente do Paris Convention and Visitors Bureau

Grupo de operadores, agentes brasileiros e representantes da Atout France durante o Rendez-vous en France 2016

O PLANO DE TURISMO DA FRANÇA É CHEGAR EM 100 MILHÕES DE VISITANTES EM 2020 (ANTES DOS ESTADOS UNIDOS, COM AMBIÇÃO DE

atingir a marca em 2021). Em 2015, foram 85 milhões. A estratégia da Atout France (antiga Maison de la France) continua sendo investir a médio prazo nos países com potencial de crescimento. Desde 2010, os mercados emergentes e prioritários são os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China). O mercado chinês era praticamente inexistente há 20 anos e começou a crescer rapidamente. O russo, que é um mercado importante, sofreu queda este ano por causa da moeda, e o indiano demora mais para crescer, são apenas 300 mil que entram na França por ano. A Índia, de todos, segundo Pérol, é o que cresce menos porque eles não gostam muito de viajar e têm muitas restrições religiosas e alimentares. “O Brasil continua sendo um dos mercados

que a Atout France acredita. Esperamos chegar a 1,5 milhão de visitantes brasileiros em 2025. Em 2015 foram 600 mil, número um pouco abaixo, em relação ao ano anterior de 2014, que foi 660 mil por causa da queda do real e da crise, que é mais um problema de preocupação do que de dinheiro propriamente dito”, ressalta Pérol. Segundo ele, o viajante de luxo, que tem dinheiro, não tem viajado tanto por preocupação com os negócios, com a empresa. A França ainda é o primeiro destino de brasileiros na Europa, seguida por Portugal, com 85% dos pernoites em Paris e Nice, Bordeaux, Lyon e Marseille, que está subindo bastante, pois está virando um ponto importante de cruzeiros. Já o Vale do Loire, muito visitado por brasileiros, não registra muitos pernoites, pois o turista consegue fazer a viagem em um mesmo dia, e muitas vezes de carro ou trem de alta velocidade.p

CONSTRUÇÃO E RENOVAÇÃO DE MUSEUS E MONUMENTOS, DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO À CULTURA, MUDANÇA DO FOCO NO TURISMO, CRENÇA NO enorme potencial, e resistência. Essas foram as palavras de ordem que o presidente do Paris Convention and Visitors Bureau, Pierre Schapira, passou para dezenas de jornalistas estrangeiros durante a coletiva de imprensa realizada durante o Rendez-vous en France de Montpellier. Nesse momento especial, diante da imprensa mundial, era Paris que interessava vir à tona. Paris e toda a sua magia, riqueza e potencial cultural, o carro-chefe de um país ferido pelo terror, mas otimista e absoluto. “Saibam que esse momento é um pouco complexo, mas a França, que já passou por algumas revoluções e muitos dramas, suportará bem mais esse baque e certamente conservará o seu lugar de destaque dentro do turismo mundial”. Dito isso, Schapira não demorou a listar números impressionantes e medidas que só ajudarão o turista a amar cada vez mais Paris. Paris tem 138 museus, mil galerias de arte, 70 mil lugares em 208 teatros e cafés-teatros, alguns deles com espetáculos traduzidos para o inglês por meio de legendas, três óperas, 240 “bouquinistes” que vendem livros e afins à beira do Sena. Em se tratando de concertos, balés, festivais, música, ou melhor, espetáculos e atividades culturais, são 300 opções por dia na cidade. E ainda 14 museus municipais importantes, de diferentes tamanhos, que são gratuitos e oferecem belas exposições permanentes e temporárias. As novas medidas só facilitam e ajudam o turista a amar cada vez mais a cidade e seus arredores. A principal delas é o Passaporte Le Grand Tour, que sugere diversos programas e destinos, festivais, entradas grátis em alguns museus, descontos em outros, onde o turista vai poder com a mesma entrada visitar vários monumentos. Embaixadas e consulados de todo o mundo já estão aptos a divulgá-lo. Essa iniciativa visa fazer com que mais pessoas visitem museus e monumentos menos tradicionais. O Louvre é o museu que concentra a maior parte dos visitantes de Paris. O brasileiro, por exemplo, é a segunda nacionalidade que mais o visita. Com esse passaporte, o turista terá entrada grátis em outros museus e isso fará com que ele varie as suas atrações visitadas. Outra medida é mudar o foco do turista, principalmente o que revisita a cidade. Esse turista já conhece os lugares tradicionais, e pode ampliar a sua visão da cidade indo para a periferia. A intenção é promover atrações nos arredores de Paris. A Igreja de Saint Denis, por exemplo, é fora e muito visitada, assim como o Palácio de Versailles. Paris vai também incorporar a Normandia como periferia e investir na região através do gancho do impressionismo e levar cada vez mais turistas para conhecerem os jardins e o museu de Giverny, a casa de Claude Monet, além de outros locais, como a cidade de Roeun, Fontainebleau e Auvers-Sur-Oise, dentre outros. Ainda mantendo o foco na periferia, Schapira diz que o Turismo de Paris trabalhará em cima de cinco temas para oferecer ao turista um apanhado de atrações culturais que o faça sair do centro turístico tradicional. A noite de Paris, Paris cosmopolita, Paris e a natureza, a arte de rua e a arte contemporânea. O bairro de Barbes será incrementado, museus como o Picasso, Rodin, Galliera, a Fundação Vuiton, o Cinema Luxor, o Museu do Homem, o do Perfume Fragonard e a Filarmônica foram uns inaugurados, outros modernizados, e ainda está por vir o projeto de uma igreja ortodoxa russa a ser construída nos moldes dos grandes projetos arquitetônicos que enchem a vista de todos.p


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Viagens corporativas

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Henrique Santiago

Além do trabalho O ESTRESSE DE UMA VIAGEM CORPORATIVA TEM LÁ SEUS BENEFÍCIOS. SE-

gundo estudo conduzido pelo Booking.com com mais de 4,5 mil viajantes de oito países revela que esse público procura conhecer a cultura e as particulares do destino que visita. O número corresponde a 46% dos entrevistados. Isto significa que os dias de trabalho são estendidos para lazer ou férias (20%). Após dias de reuniões, o melhor que 18% do público corporativo procura se isolar do mundo, ou, em outras palavras, aproveitar o momento sozinho em outro país. Ao falar sobre os negócios, porém, a aproximação com executivos se faz necessária. Cerca de 60% prefere reuniões presenciais com colegas de fora do escritório, embora uma parcela menor (46%) realmente o faz com regularidade. A análise da OTA traz mais números interessantes. Um total 66% dos respondentes acredita que encontros presenciais contribuem para um relacionamento mais sólido e conversas honestas. E 62% acredita que essas reuniões favorecem uma melhor troca de informações. A Alemanha (28%), segundo os viajantes corporativos, é o país mais fácil de viajar. Logo atrás vem Singapura (27%), que também detêm os títulos de aeroporto mais conveniente (32%) e melhor comida de terminal (30%).

CINCO PAÍSES COM A MELHOR CULINÁRIA

CINCO PAÍSES MAIS HOSPITALEIROS

Itália

36%

Tailândia

29%

França

35%

Japão

28%

Taiwan

27%

Taiwan

26%

Argentina

25%

Canadá

25%

Tailândia

25%

China e EUA (empatados)

19% Fonte: Booking.com


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Mercado

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>> Diego Verticchio, Henrique Santiago e Rafael Faustino

Resposta à crise 4o maior mercado internacional (atrás de Canadá, México e China) Gera mais de 30% de todas as visitas da América do Sul Em 2014, foram 2,26 milhões de brasileiros; em 1998, 960 mil Também neste ano, os viajantes gastaram R$ 13,4 bilhões (6o) No primeiro semestre de 2015, mais de 1,1 milhão de turistas (+5,3%) Flórida, Nova York, Califórnia e Nevada estão entre os destinos favoritos Fonte: Departamento de Comércio dos Estados Unidos Números referentes a 2014 e ao primeiro semestre de 2015

Steve Knode, do Consulado dos Estados Unidos, Jussara Haddad, do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Karen Schmidt, da Best Western, Ricardo Zuniga, cônsul geral dos Estados Unidos no Brasil, Claudia Lobo, do Visit Orlando, e Edmar Bull, da Abav Nacional, em encontro na capital paulista

COM O AUMENTO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO E A DESACELERAÇÃO ECONÔMICA DO BRASIL, OS ESTADOS UNIDOS PREVEEM PARA 2016 um impacto nos números deste que é o maior mercado sul-americano. Para responder ao momento de improbabilidades, o consulado norte-americano reuniu uma delegação de cerca de 40 expositores no Rio de Janeiro, em São Paulo e Campinas (SP) para atualizar os agentes de viagens e operadores sobre seus respectivos produtos. A edição 2016 do Visit USA acon-

teceu na primeira semana de abril e reuniu mais de 1,2 mil agentes de viagens e operadores. O evento deverá ocorrer em Porto Alegre, em outubro. Para a gerente de Desenvolvimento de Negócios do Consulado dos Estados Unidos e organizadora do evento, Jussara Haddad, o ano que passou foi repleto de desafios e, de certa forma, vitórias. Até o primeiro semestre de 2015, mais de 1,1 milhão de brasileiros desembarcaram em terras americanas, aumento de pouco mais de 5% em relação ao mesmo período de 2014. “Percebemos que o brasileiro tem escolhido ‘cidades-chave’ e depois parte para destinos pequenos”, analisou ela. “Os brasileiros eram acostumados a fazer muitas compras, mas o dólar mais alto freou esse comportamento. Muitos passaram a planejar melhor as viagens para, em vez de gastar tanto comprando, visitar museus, lugares históricos e aproveitar mais dos restaurantes”, complementou, mostrando que o foco na experiência da viagem chegou ao hábito do brasileiro nos Estados Unidos. O que poderia impulsionar a chegada de mais visitantes é a entrada do Brasil no programa Visa Waiver Program (VWP). A isenção do visto é encarada pelo cônsul geral dos Estados Unidos em São Paulo, Ricardo Zuniga, como uma questão de longo prazo. “A lei brasileira é complexa. É difícil para ambos os lados levarem isso para frente. Há uma série de troca de dados em termos legais e técnicos”, resumiu ele sobre a situação. Já o seu colega de trabalho, James Story, cônsul dos Estados Unidos no Rio, lembrou que a Lei de Reciprocidade exigida no Brasil atrapalha este processo. Para o breve futuro, o Visit USA pretende explorar novos nichos. Em suas próximas edições, o segmento de Reuniões, Incentivos, Convenções e Feiras (Mice, da sigla em inglês) poderá estar mais presente.


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Flashes Visit USA 2016

PEDIDO DE VISTOS A alta do dólar também está refletindo na procura de pedidos de vistos para os Estados Unidos. Segundo o consulado geral, nos três primeiros meses deste ano, o número de pedidos caiu 45% em relação ao mesmo período do ano passado. O cônsul geral James Story garante que a redução se deve à economia brasileira e à imagem “errada de que tirar visto é um processo difícil”. Durante o Visit USA, Story comandou a palestra mais disputada do evento, sobre vistos. De acordo com ele, um dos grandes desafios que tem à frente do consulado no Rio é desmistificar a imagem de que tirar vistos é difícil e demorado. Ele viaja pelo País para fazer palestras sobre a facilidade de se obter um visto de entrada para os Estados Unidos. “Tenho conversado com pessoas em eventos como este e sempre ouço que é complicado pedir um visto de entrada. Na verdade, o processo é muito simples, se você der início hoje, amanhã já pode tirar o visto. O brasileiro tem essa sensação de ser um processo difícil e não é”, atestou ele.

1 Karen Schmidt, da Best Western Hotels e Resorts, o cônsul James Story, Fernando Machado, também da Best Western, e Lula Amorim, da Ancoradouro 2 Ailton Lima, da Dollar Rent a Car 3 Julio Morais, Karla Haimenis, Neiva Jesus e Bruno Lamore, todos da AIT Operadora 4 Felipe Timmerman, Camila Monaco e Martim Diniz, do Sea World

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AMERICANOS NO

B R A SIL OS MESES DE AGOSTO E SETEMBRO SERÃO REPLETOS DE NORTEAMERICANOS NA CIDADE DO RIO

de Janeiro. Segundo o consulado geral do país no Brasil, a expectativa é que de 100 mil a 200 mil visitantes venham exclusivamente para os Jogos Olímpicos. “A não exigência do visto neste período contribui para o aumento”, garante o cônsul geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, James Story. “Na Copa foram 85 mil norte-americanos. Mas como consumimos mais a Olimpíada, estamos na expectativa de que esse número chegue a 200 mil visitantes”, afirmou. Por conta do excessivo número de turistas e do evento, os consulados funcionarão em esquema especial de pessoal e Story pede para que quem quiser tirar visto não faça durante este período.

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10 5 Jessica Oliveira e Juanita Ariza, do Florida's Space Coast 6 Alexandre Cavalcanti, Daniella Barros e Ricardo Silva, da American Airlines 7 Gabriele Lopes, do Visit Tampa Bay 8 Roberto Sanches, Keila Caldas e Reno de Paula, da Orinter 9 Patrick Yvars, da Disney Destination 10 Tiago Fantini e Amanda Gamero, da Abreu 11 Neto Fernandes, do Visit Orlando

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>> Artur Luiz Andrade

Divulgação

O mapa do luxo passa pelo Brasil A SEXTA EDIÇÃO DA TRAVELWEEK SÃO PAULO BY ILTM OCORRERÁ DE 3 A 6 DE MAIO, na Bienal, na capital paulista, prometendo reunir de 450 a 500 marcas do segmento de viagens, que negociarão diretamente com agentes de viagens selecionados e convidados pelos organizadores. Este ano, a Travelweek tem como tema "Live the Journey" (Viva a viagem) e terá representantes de países como Japão, África, México, China, Rússia, Reino Unido, França, entre outros. O Jornal PANROTAS, media partner do evento em mais uma edição, conversou com o gerente da Travelweek São Paulo by ILTM, Simon Mayle, sobre as novidades para o encontro e as tendências das viagens de luxo em todo o mundo.

Simon Mayle, gerente da Travelweek by ILTM

JORNAL PANROTAS — Como a ILTM, que tem eventos ao redor do mundo e conta com a presença de expositores e compradores brasileiros em alguns deles, vê e é impactada pelo

atual momento econômico do Brasil? SIMON MAYLE — A ILTM vê essa crise (do Brasil) como viu todas as crises anteriores ao redor do globo, incluindo a recente crise financeira global na Europa e nos Estados Unidos. Elas são cíclicas. Em tempos de crise, tendemos a ver que o middle market é mais afetado. No topo do mercado, há mais proteção (ou reservas) que protegem os mais abastados. Além disso, à medida em que as pessoas tendem a trabalhar mais duramente e sob circunstâncias mais estressantes nesses períodos de crise, a qualidade do tempo (em viagens) com a família e as pessoas amadas se torna algo muito mais importante e precioso. Acreditamos que aqueles que se mantêm positivos, verdadeiros consigo mesmo e em relação ao que oferecem, que trabalham não apenas mais duramente, mas também com mais inteligência, saem mais fortes de situações como essa. Confiança é crucial. Sobre nossos planos em relação ao mercado brasileiro, eles continuam mais fortes e com mais atenção que nunca. Nossos pensamentos já estão em planos animadores para o evento de 2017 e os seguintes. O Brasil e a América Latina têm uma lealdade incrível na indústria de viagens internacionais de luxo. JP — E a crise político-econômica do Brasil tem influenciado como os fornecedores nos veem ou nossos viajantes afluentes continuam em seus radares? MAYLE — O maior atrativo do mercado brasileiro tem sido a diferença na forma com que o consumidor brasileiro mais perspicaz viaja. A média de estada, por exemplo, é bem maior do que a do viajante americano (devido à quantidade de férias e feriados e à cultura). A preferência do brasileiro por quartos mais espaços e suítes premium também garantem que o mercado continue atraente. A tendência crescente de viagens com múltiplas gerações e a maneira como os brasileiros gostam de mergulhar em culturas e experiências quando viajam significam que os viajantes brasileiros permanecem, sim, no radar dos fornecedores de luxo ao redor do mundo. Dito isso, é óbvio que os hábitos mudam em tempos de crise. Viagens mais perto de casa e ligadas à ancestralidade são mais comuns e temos visto maior interesse de brasileiros de alta renda pela Colômbia e por Portugal. Também em época de crise, os consumidores estão mais conscientes em relação ao


19 preço e menos fieis a marcas. As pessoas buscam um valor maior para seu dinheiro, por isso há um aumento das buscas por destinos na Ásia, como a Tailândia, Camboja, Vietnã e Myanmar. De qualquer forma, temos uma responsabilidade enquanto indústria, de incentivar a transparência dos efeitos econômicos nas viagens, e não sermos sensacionalistas. Acredito que em condições de mercado mais adversas a maioria dos fornecedores entende a importância de continuar a investir na construção de relação no mercado e adaptar suas ofertas ao novo comportamento do consumidor. JP — E o que podemos esperar como novidades na Travelweek by ILTM este ano? MAYLE — Além dos novos fornecedores, os compradores convidados encontrarão novidades para os inspirar e educar. Nossa cerimônia de abertura estará focada em apresentar as tendências e os comportamentos do mercado de alto padrão na América Latina. Receberemos alguns jovens brasileiros famosos no palco, que representam a face moderna do viajante do País. Nosso papel é apoiar compradores e fornecedores a construir relações mais fortes e fazemos isso por meio de nosso sistema de reuniões pré-agendadas. Cada participante terá até 65 encontros nos três dias, 20 mil no total. O networking em eventos noturnos também é importante e por isso criamos uma happy hour nas noites dos dois primeiros dias de evento, quarta e quinta-feira, e todos os participantes são bem-vindos para o network no lounge patrocinado pela Small Luxury Hotels of the World. Na área de exposições, além desse lounge, os compradores encontrarão espaços diferenciados do Turismo da Espanha, Turismo de Portugal, Turismo da Suíça e da rede Four Seasons Hotels & resorts, em um verdadeiro festival dos sentidos, com arte, comida e vinho. A Argentina, o México e a rede Mandarin Oriental terão sua oferta diversificada, com apresentações ao vivo aos participantes. JP — Que destinos estão mais entusiasticamente procurando fazer negócios com o Brasil? MAYLE — Como mencionei antes, vemos uma crescente procura de fornecedores da Colômbia e de Portugal,

apoiados pelos seus ativos órgãos de Turismo (assim como o da Suíça), além de Londres, Japão e diversas ilhas ao redor do mundo. No último ano, recebi bom feedback de crescimento de negócios com o Brasil de destinos como os Emirados Árabes Unidos, Maldivas, Tailândia e os países escandinavos (Dinamarca, Finlândia e Noruega), com incremento de dois dígitos. JP — Tomando como base as edições da ILTM ao redor do mundo, quais as tendências, os produtos e destinos que se destacarão nos próximos anos? MAYLE — De acordo com o que deseja o consumidor, acho que personalização, bem-estar e interesses especiais definem as atuais tendências em viagens de luxo. Focando em nichos específicos, as empresas podem criar experiências

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com alvos certeiros e oferecer um valor maior ao viajante. Enquanto não se trata de algo necessariamente novo, a recente tendência do consumidor em direção às experiências (em detrimento de “coisas”) tem levado muitos fornecedores a diversificar seus produtos com programas excitantes e/ou educativos que podem ser promovidos diretamente a uma parcela da população. Novos spas, menus mais saudáveis, exercícios, ioga e diversos níveis de crescimento pessoal e de programas de saúde também estão virando componentes principais para os viajantes afluentes. Não há carência de segmentos sendo agressivamente mirados pelo mercado de luxo: LGBT, gastronomia, esportes, espiritual, religioso, histórico... basicamente qualquer tipo de interesse pode ser adaptado a itinerários customiza-

dos. Para os fornecedores de viagens de luxo, isso representa uma oportunidade de re-empacotar e fazer a curadoria de produtos específicos para viajantes com alto poder aquisitivo. Em relação a destinos que são tendência, o Japão parece ser o do momento para os brasileiros. JP — Como vender viagens de luxo em momento de crise? MAYLE — Essa indústria continua a crescer e muitas marcas estão focando nesse mercado resiliente. Como resultado, a competição também aumenta. Os operadores de viagens terão de se estabelecer firmemente como marcas autênticas, em quem o consumidor pode confiar. Os consumidores atuais têm expectativas mais altas, esperam qualidade e serviços im> Continua na pág. 20


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pecáveis. Eles entendem melhor o que é valor e pesquisam suas compras mais profundamente. Também há evidência de que esses viajantes de luxo estão mais jovens, o que é explicado em parte pelo crescimento dos jovens afluentes e dos jovens executivos ao redor do mundo. Os agentes de viagens do segmento de luxo têm de trabalhar mais para se engajar como esse mercado mais perspicaz e conhecedor. O sucesso pós-recessão dependerá não apenas da qualidade de serviço soberba, mas também de fortes reputação e presença on-line. JP — Como a Olimpíada pode ajudar o Brasil a consolidar seus produtos de luxo? MAYLE — Com pessoas do mundo todo viajando para o Rio de Janeiro, o Brasil deve experimentar novo aumento de popularidade enquanto destino de viagem. O Rio de Janeiro é, sem dúvida, um ponto alto e uma cidade obrigatória em qualquer viagem ao Brasil, mas deveríamos considerar a cidade como um portão de entrada para um Brasil belo e diverso, com atrações sofisticadas e bem desenvolvidas, como Inhotim (MG) e Foz do Iguaçu (PR), e fornecer grandes exemplos de como o Brasil opera bem o luxo, enquanto o mundo estará de olhos voltados para cá. JP — Como a viagem de luxo é consumida por diferentes gerações? MAYLE — Mesmo a palavra luxo passou por uma revolução. Luxo para os baby boomers se referia exclusiva-

20 mente comprar algo, como bolsas ou joias. Para os millennials, luxo inclui não apenas viagem, mas também produtos mais caros em sua mesa, vindos diretamente das fazendas, e cervejas artesanais. É interessante vermos que 35% da população brasileira é formada por millennials, contra 25% na Europa Ocidental. Quando em viagem, o millennial usa as mídias sociais não apenas para explorar suas opções, mas também para buscar opiniões de seus pares. Já os baby boomers talvez só façam as buscas iniciais (on-line). A consultoria personalizada sempre será vista como algo de valor por viajantes de todas as idades, especialmente pelos millennials (hoje em torno dos 35 anos). Buscando a satisfação imediata, esperam que os agentes tenham respostas rápidas e que os hotéis tenham material bem completo em seus sites. Do contrário, eles mesmos buscarão respostas usando o Google ou sites como o Tripadvisor. Por que usar um concierge e ter uma conversa com um indivíduo quando o app pode fazer o mesmo? Para o baby boomer, o prazer da viagem está na preparação e em conversar sobre a mesma. JP — Como as agências de viagens podem competir com a venda direta na internet? MAYLE — É uma questão de claramente comunicar o valor da proposta de um agente de viagens de alto nível. Algo que a Travelweek quer apoiar, assim como fazem grupos como o Virtuoso, Signature e Traveller Made.

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Vista parcial da edição 2015 da Travelweek

O cliente tem o poder de escolha e o agente de viagens precisa demonstrar seu valor. A arma mais poderosa que temos no mercado de luxo é o boca a boca. Os agentes devem continuamente lutar para exceder a expectativa dos clientes, garantindo uma experiência de ponta a ponta que simplesmente não pode ser encontrada on-line. Engajar-se em uma relação forte e contínua com o cliente, não apenas antes, durante ou após a reserva, é uma forma de a comunidade (de agentes e consultores) evoluir com a mudança das necessidades do cliente. Já vi muitos agentes e operadores no Brasil fazerem isso muito bem: de desfiles de moda a experiências culinárias em seus escritórios até concertos e outros eventos culturais para clientes — elas estão constantemente engajando os clientes com os diversos sabores do mundo das viagens. O que também traz o benefício de continuamente relembrá-los de alto nível dos serviços e do acesso único a

experiências que apenas um agente de viagens e operador de luxo pode oferecer. Em resumo, garantir que seus clientes são seu foco estratégico, usando informações e ferramentas para conhece-los, atendendo da melhor forma por meio de parcerias e fornecedores e oferecendo a melhor experiência de ponta a ponta para promover tanto as vendas como a fidelidade contínua. JP — Quais as experiências de luxo mais cobiçadas atualmente? MAYLE — Simplicidade é luxo. De volta às origens e à natureza. Os tours de bicicleta estão crescendo continuamente em popularidade, seja durante oito dias aproveitando as delícias gastronômicas do Alentejo, em Portugal, ou algo mais aventureiro, em uma viagem de Bogotá a Cartagena, ou ainda uma jornada esotérica, como nas montanhas e colinas das rotas do Tour de France. Da mesma forma, os brasileiros começaram a descobrir o Ártico, seja no inverno, em busca da aurora boreal, ou viajando para a Lapônia (na Finlândia) durante o verão, quando o sol nunca se põe. Construir seu próprio barco e descer o rio, aprender a fazer fogo sem usar fósforos, pescar sua comida e finalmente dormir em um abrigo construído com suas próprias mãos ao lado de pastores de renas são outras atrações (desejadas pelo novo viajante). No lado oposto do espectro, os destinos de casamento e lua de mel são um fenômeno entre os brasileiros com dinheiro, e quanto mais cobiçado ou disputado o destino, melhor. Seja no Marrocos ou no Ponta dos Ganchos e no Txai Itacaré.p

BANCODEDADOS Travelweek São Paulo by ILTM

ll Quando: 3 a 6 de maio ll Onde: Bienal São Paulo (capital paulista) ll Marcas esperadas: 470 fornecedores

de 70 países ll Compradores: de 450 a 500 agentes e consultores de viagens de 14 países da América Latina e 30 cidades brasileiras ll Reuniões pré-agendadas: cerca de 20 mil Fonte: Travelweek by ILTM

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Destinos

20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

>> Danilo Teixeira

Neve amiga Ricardo Almeida e Ricardo Margulis, do Valle Nevado, com Marília de Marco, da Latam

A TEMPORADA 2016 DE INVERNO DO VALLE NEVADO SKI RESORT, que vai de 24 de junho a 22 de setembro, visa manter o número de brasileiros de 2015, quando fomos o maior público da estação chilena, seguidos de americanos e argentinos. “Recebemos 350 mil clientes no ano passado, sendo 60% deste volume só de turistas do Brasil. Para 2016, mesmo com a crise que o País vive, vamos trabalhar para alcançar os melhores resultados”, afirmou o gerente comercial e de Vendas do Valle Nevado, Ricardo Almeida. “O dólar não deve impactar bastante, até porque ele já está caindo, em relação ao real. Pensando na gama de serviços, lazer e hospedagens que o Valle Nevado oferece, o custo benefício para uma viagem individual, casal ou família é muito grande”, concluiu. Para atrair turistas, a estação anunciou uma série de novidades. Uma das facilidades vem da parceria com a Pagtur, para oferecer o parcelamento no cartão de crédito em até 12 vezes para o mercado brasileiro (com taxas a partir de 3,14% ao mês). A outra é a implementação do sistema de bilhete eletrônico para os meios de elevação que dão acesso às pistas. O novo cartão, chamado Valle Plus, permite carga e recarga on-line. Pode ser comprado pela internet, evitando filas nas bilheterias. O cartão tem um chip que permite identificar o cliente e transmite a informação para abertura das entradas dos teleféricos evitando, assim, perda de tempo e problemas como perdas, defeitos ou falta de saldos. Site: www.vallenevado.comp


22 Hotelaria

20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

>> Danilo Alves, Mata de São João (BA)

Hospitalidade à baiana

Os premiados Estrellas 2016 da Iberostar Hotels & Resorts

NO COMEÇO DO MÊS, A REDE IBEROSTAR HOTELS & RESORTS COMEMOROU UMA DÉCADA DE OPERAÇÃO DO IBEROSTAR BAHIA, O seu primeiro resort no País, inaugurado em 2006 e um ano após a estreia do navio Grand Amazon. Segundo o diretor da companhia no Brasil, Orlando Giglio, os primeiros dez anos do empreendimento foram marcados pelo o apoio do trade turístico e pelo desafio da “tropicalização” do resort, algo jamais visto em outros países. “O Iberostar Bahia passou por momentos diferentes do navio. Enquan-

to o Grand Amazon encarou logo de cara a pior seca dos últimos 68 anos na região, o resort começou muito bem, com 403 apartamentos e com a ajuda principalmente de duas empresas: CVC e Visual Turismo”, disse. Valter Patriani e Afonso Louro foram os primeiros operadores a receberem uma visita de Giglio para a promoção do hotel. “Na época, aquilo era diferente de tudo o que já existia no Brasil. O Patriani chegou até dizer que, em termos de all inclusive, existiria dois tempos na hotelaria do País: antes e depois do Iberostar”, relembrou o diretor.

Danilo Alves, da PANROTAS, com Bruna Neves, Elaine Accacio, Carla Reis e Camila Cruz, todas da Iberostar

TROCA DE PÚBLICO Os desafios do Iberostar Bahia começaram em 2007, um ano após a sua inauguração. Quando o hotel foi aberto, a Bahia recebia sete charteres da Europa. Mas eles foram gradativamente cancelados e não sobrou nenhuma operação. “Os fretamentos não foram para frente, o estrangeiro, que correspondia a 70% da nossa ocupação, deixou de chegar ao nosso hotel e tivemos que mirar no mercado brasileiro”, explica Orlando. Sendo assim, a rede decidiu, de forma inédita, “tropicalizar” os serviços e a administração do Iberostar Bahia. O rum foi trocado pelo uísque, a água de coco industrial foi substituída pela natural, a paella por feijoada e a piña colada por chope. “Precisamos mudar também os horários das refeições. O brasileiro não chega às 7h30 da manhã para o café e às 20h para o jantar. Eles dormem um pouco até mais tarde e assistem à novela antes da refeição noturna”, aponta o hoteleiro, que foi o primeiro colaborador da Iberostar no Brasil. Outra peculiaridade do hotel baiano em comparação com outros produtos da rede no Exterior é a área dedica-


23 da às crianças. “Nos outros países, a média de crianças/ano é de pouco mais de 30 mil. No Brasil, esse número ultrapassa os 70 mil. Isso comprova que o Iberostar Bahia e o Iberostar Praia do Forte são resorts para a família, e não para solteiros”. Com todas essas mudanças e manutenções feitas anualmente nos dois empreendimentos, a rede, segundo Giglio, consolida sua posição de “melhor all inclusive do Brasil”. Atualmente, 70% dos hóspedes do Iberostar Bahia são brasileiros, principalmente de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

PARCEIROS

A nona edição do Estrellas Iberostar, evento anual que premia e reconhece os principais vendedores da companhia no País, reuniu no Iberostar Bahia mais de 40 parceiros entre empresas multinacionais, operadoras e agências de viagens, receptivos e OTA´s. “Além de agradecer ao mercado, que foi o grande responsável pelo nosso sucesso em 2015, também celebramos o aniversário de dez anos do hotel, nosso primeiro resort aqui no Estado”, disse Giglio.

20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

“Queremos proporcionar muita alegria e diversão aos nossos hóspedes em uma data tão importante para nós. Vamos comemorar uma década de atividade com bons resultados, sempre trabalhando para oferecer o melhor serviço”. Segundo ele, todas as empresas presentes foram “velhas conhecidos da rede”, parceiras que sempre estiveram lado a lado com o

Iberostar Bahia e que contribuíram com os bons resultados do empreendimento durante essa primeira década de operação. “No Estrellas 2016 mostramos o melhor da “baianidade” do Estado, através de suas músicas, gastronomia e cultura”, explicou o diretor. p --- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Iberostar Hotels & Resorts

Renato Kido, da Visual Turismo, reconhecida mais uma vez

CR ISE ? SE EXISTE CRISE NO TURISMO, ELA AINDA NÃO CHEGOU NA REDE IBEROSTAR. NO ANO PASSADO, A

Claiton Armelin, da CVC, recebe troféu das mãos de Enrique Noguer e Davi Malagelada

soma das vendas dos três produtos Iberostar no País cresceu 15% acima do previsto. “Se ela existe, não impactou a gente. O que fizemos foi mirar no turista que ia para fora e agora resolveu ficar

BANCODEDADOS PREMIADOS ESTRELLAS (EM ORDEM ALFABÉTICA)

ll Complexo Iberostar Praia do Forte Golf & Spa Resort - Azul Viagens - CVC - Flytour Viagens - Iberoservice - Litoral Verde - MMTGapnet - Tam Viagens - Turnet - Viagens Master - Visual Turismo ll Iberostar Hotels & Resorts

- Cone Sul

- Almundo - All Seasons - ADS Mundo - Consult House - Interlands - Juliá Tours - Lantours - Top Dest ll Iberostar Hotels & Resorts - Incoming - Journeys - Infinitas - Principios Brazil - Tourmed

ll Centro de Convenções

ll Iberostar Grand Amazon

- Alatur - Biolab - Incentivare - IT Mídia - M Travel ll Iberostar Hotels & Resorts - E-commerce (OTA) - Booking - Decolar.com - Groupon - Hotel Urbano - Zarpo

- Berkana - Blumar - CVC - Transmundi - Viverde ll Empresas parceiras homenageadas - Grou Turismo - Tao Engenharia - TCH Turismo - Zum Brazil ll Mídia parceira - PANROTAS

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Orlando Giglio sobre 1T16: “tá tranquilo, tá favorável”

dentro do Brasil. Com o preço adequado, qualidade do nosso produto e promoções na hora certa, graças a um sistema de early booking bem feito, conseguimos incrementar nossos resultados”. Sobre o primeiro trimestre do ano, Giglio brinca. “Tá tranquilo, tá favorável”. Mas, apesar do salto de 12% a mais de vendas, se comparado com o mesmo período do ano passado, o momento é de cautela. “Isso não significa que vamos alcançar todos esses resultados ao longo do ano, mas estamos trabalhando para isso. Estamos olhando algumas oportunidades e alguns mercados, no entanto, ainda não estou autorizado para falar sobre isso”, disse ele, sem dar mais detalhes. Em relação ao tão sonhado resort em Maceió, Orlando Giglio disse que falta apenas uma autorização do Governo de Alagoas para que as obras comecem. “Com o aval do governo, começamos a construir o empreendimento e inauguramos 14 meses depois. O que eu posso adiantar é que é um hotel com 250 apartamentos, salões de eventos para 450 pessoas e uma ótima localização”. p


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20 a 26 de abril de 2016 JORNAL PANROTAS

Divulgação

Projetos sociais

Com um pé no Turismo LOCALIZADO EM COTIA, NA GRANDE SÃO PAULO, E PRESIDIDO POR WALTER Teixeira, do Grupo TX, o Projeto âncora, que desenvolve a inclusão social pela educação de crianças e adolescentes, e que foi criado pelo ex-presidente da Abav, Walter Steurer (já falecido), tem no Turismo um de seus pilares e quer cada vez mais ser abraçado por essa iundústria, que pode e deve ser a porta de entrada para diversos jovens profissionais. Em 2012, foi realizado um antigo sonho do fundador do Projeto Âncora: inaugurar uma escola de ensino fundamental com uma inovadora filosofia educacional, inspirada na Escola da Ponte de Portugal, trazida pelo professor José Pacheco, para somar esforços às atividades já realizadas. O próximo passo, já em desenvolvimento, é expandir essa experiência para além dos muros da entidade, para que o espaço de aprendizagem de crianças, adolescentes e adultos seja ampliado para toda a cidade. Em entrevista ao Jornal PANROTAS, José Pacheco e Walter Teixeira falam sobre os sonhos e planos, sobre a realidade do projeto e como o Turismo e outras indústrias colaboram e podem ajudar ainda mais. JORNAL PANROTAS — Quais os principais objetivos do Projeto Âncora? JOSÉ PACHECO — Os objetivos do Projeto Âncora decorrem dos valores matriciais do seu projeto de escola e sociedade. No exercício de práticas coerentes com esses valores e princípios de ação, a escola do Projeto Âncora consegue lograr que os seus alunos atinjam excelência acadêmica com inclusão social. E, paralelamente, no quadro de uma nova concepção de educação. Constitui-se em comunidade de aprendizagem, promovendo um desenvolvimento local sustentável. O conhecimento produzido traduz-se, de algum modo, na melhoria da qualidade de vida da comunidade de que faz parte.

JP — Qual a ligação do Âncora com o Turismo atualmente, já que foi fundado por um ex-presidente da Abav? PACHECO — Existe a expectativa de que, no médio prazo, o Âncora seja pretexto para o turismo cultural e educacional, base de geração de renda da comunidade. Já se percebe a possibilidade de isso suceder, dado o elevado número de pessoas que já visitam a escola do Projeto Âncora e no projeto buscam formação. Muitos dos seus alunos expressarão dons, talentos que os levarão para práticas sociais relacionadas com a indústria de viagens e turismo. JP — Que tipo de apoio o Âncora busca? Quem pode ajudar? Como? PACHECO — O Projeto Âncora vem buscando sustentabilidade financeira. Os doadores podem ajudar. Mas não será suficiente. O projeto deverá gerar renda através da prestação de serviços e outras vias. JP — Quais os projetos e planos para o Âncora e o que precisa e será mudado para obter melhores resultados? WALTER TEIXEIRA — Temos várias frentes de ação, todas rumando para o mesmo norte. Contribuir para a política pública educacional na formação de comunidades de aprendizagem e na construção de escolas públicas autônomas. Esta é nossa visão de futuro. O conceito de comunidade de aprendizagem remete à apropriação da cidade como um território educador. Quantos clubes, bibliotecas, praças, centros comunitários e parques ficam ociosos durante o dia? Escolas não são prédios. Escolas são pessoas. Acreditamos que todos somos educadores e aprendizes. Nossa visão é de construir algumas escolas públicas com modelos de inovação e autonomia, para que possamos multiplicar as práticas que já acontecem no Âncora. As imersões de transformação vivencial, que consistem em experiências educativas de uma semana, no mínimo, na hospedaria do Âncora, são uma estratégia para que

Sede do Projeto Âncora

possamos, em rede, promover as transformações que o Brasil merece e precisa na área da educação. Essa vivência tem atraído educadores de todo o País e também do Exterior e certamente, se multiplicada, começará a gerar fluxo de Turismo educacional. Temos o know-how e a tecnologia que prima pela personalização de cada instituição. Estas vivências precisam de divulgação e estamos buscando recursos para promovê-la em larga escala. JP — Que comprometimento e responsabilidade o empresariado deve ter com projetos sociais em um País onde os impostos são mal gastos e, como vemos nos jornais, os desvios de verbas são quase uma rotina? PACHECO — Há quem diga que o sistema educativo é uma empresa falida. O empresariado poderá apoiar projetos efetivamente de boa qualidade, escutando educadores autorizados em prestar contas de indicadores de boa qualidade da educação. E, enquanto cidadãos, os empresários deverão agir para impedir que R$ 56 bilhões sejam desperdiçados no sistema, por via da corrupção. Dados de pesquisa da Fiesp. JP — Quais os parceiros atuais do projeto e contatos para quem quer colcaborar e conhecer mais sobre o Âncora? TEIXEIRA — No projeto Cidade Educadora, que foi apoiado pela Petro-

brás, conseguimos incentivo para demonstrar as nossas práticas de Comunidades de Aprendizagem. O Citiesperança, órgão de responsabilidade social do Citibank, investiu nas imersões de Transformação Vivencial em rede, enxergando a inovação necessária da proposta. As doações de imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas também muito auxiliam na saúde financeira da instituição. O segmento do Turismo, desde o nascimento do Projeto Âncora, também reúne vários empresários solidários que são doadores mensais há anos. Por exemplo, a Ancoradouro reverteu no final do ano uma verba publicitária para divulgar o Âncora, a Tivolitur e a Flytour sempre nos presenteiam com ativos importantes, o Grupo TX fez com seus funcionários uma gincana para arrecadação de alimentos não perecíveis no final do ano, o Skal São Paulo é um continuo apoiador e divulgador e através dele vários skalegas, empresas como, o Grupo Accor e Agaxtur, recolhem notas fiscais que participam do programa NF Paulista, a CH Travel, do Eduardo Bittencourt, faz uma interessante mecânica onde para cada cliente brasileiro que utiliza seus serviços na Florida reverte US$1 para o Âncora, o Lide, liderado pelo João Dória, nos apoia com importantes recursos do Natal do Bem... Em nosso site www. projetoancora.org.br os colegas do trade turístico têm ampla informação de como participar.


Destinos

Terra do fogo Divulgação

Trade paulista será capacitado sobre o “Fim do Mundo”

NA ÚLTIMA SEMANA DE MAIO, O TRADE DE SÃO PAULO TERÁ OPORTUNIDADE DE CONHECER o produto da Tierra del Fuego, região argentina cujo carro-chefe é o destino de Ushuaia. Um workshop e uma capacitação estão agendados para o evento, que ocorrerá na Casa Argentina, na capital do Estado. O programa de estreitamento comercial do “Destino Fim do Mundo”

terá três etapas. Na primeira, serão identificados os aspectos gerais da província, com destaque ao clima, geografia e todos os macetes necessários para vender o produto. Também serão abordados detalhes de alojamentos, aluguel de automóveis, acessibilidade e rotas disponíveis para o terrestre. A segunda etapa será uma capacitação sobre experiências, o que, segun-

do a organização, é uma maneira de ensinar sobre as distintas excursões e demais produtos existentes. A intenção é ampliar a estada do brasileiro nos destinos da Tierra del Fuego. Alguns desses passeios são “Histórias do Fim do Mundo”, “Rumo a Antártida”, “Atravessando os Andes em um 4x4”, entre outros. Esportes de inverno, gastronomia, compras e pesca esportiva também são opções.

Uma rodada de perguntas e respostas fechará a terceira e última parte do evento. “Queremos que um mercado emisor tão importante possa conhecer as características de um destino tão especial como o nosso”, apontou o secretario de Política Externa do Instituto Fueguino de Turismo, Diego Nola. Conheça mais em: www.tierradelfuego.org.ar.p


SurFACE

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Despedida

John de Denghy não faz mais parte do quadro de colaboradores da IHG. O executivo, que ocupava o cargo de diretor de Key Accounts da rede para as Américas, é o novo vicepresidente de Desenvolvimento de Negócios da Hotel Connections. “É uma empresa que se encarrega de conseguir hotéis para as tripulações de companhias aéreas no mundo inteiro”, explica o executivo, que ficou por 20 anos na IHG. O e-mail de John é: john@ hotelconnections.com.

José e German Efromovich com Frederico Pedreira, na festa da Avianca Brasil no ano passado

Ex-New Line

Presidente

A Avianca Brasil tem um novo presidente. Trata-se de Frederico Pedreira, que ocupava o cargo de vice-presidente executivo e era responsável pelas áreas operacionais e financeira. José Efromovich, sócio co-fundador, assumirá a presidência do Conselho de Administração. Pedreira trabalha na Avianca Brasil há seis anos. Formado em Engenharia Aeroespacial pela Universidade de Lisboa e pela Supaero, na França e possui mestrado em Administração pela Insead (França e Cingapura). O executivo acumula mais de dez anos de experiência em aviação comercial, tendo atuado nas empresas aéreas Avianca (Colômbia) e Taca (El Salvador).

Paulo Finger foi contratado pelo Grupo BRT para comandar a operadora da companhia, a BRT Operadora. Segundo o diretor comercial da empresa, Marco Aurelio Di Ruzze, Finger ajudará no processo de expansão de portfólio de produtos e na revisão do modelo de negócios da operadora. Já o presidente do Grupo BRT, Eraldo Palmerini, ressalta que o novo contratado terá autonomia de gestão. "Conheço o Paulo (Finger) há anos, e sei da dedicação e competência dele. Por isso não limitamos sua atuação à gerência operacional, mas concedemos a ele o cargo de diretor da BRT Operadora." Finger fundou a New Line Operadora, em 1993, e encerrou as atividades da empresa no ano passado.

De saída

Antonio Marçal não é mais o gerente de Experiências e Operações Turísticas da Valetur Viagens, operadora oficial do Grupo Rio Quente. O executivo ocupava o cargo desde 2010. Marçal, que também acumula passagens pela PNX Travel e Sigma Turismo, considera ter cumprido um ciclo na empresa, na qual atuou para consolidar a região de águas quentes, no Centro-Oeste do Brasil. Fale com Marçal pelo af.mar@hotmail.com.

Só para mulheres

Um casal de Massachussets (Estados Unidos) criou um aplicativo similar ao Uber, só que totalmente voltado a mulheres. O Chariot for Women (“Carruagem para Mulheres”) conta apenas com motoristas mulheres e os passageiros também deverão ser do sexo feminino, ou crianças de até 13 anos. A ideia surgiu após o número de denúncias de assédio sexual no Uber terem se tornado cada vez mais frequentes. Para garantir ainda mais a segurança das passageiras, o Chariot for Women checa os antecedentes criminais de cada motorista.

Paulo Finger e Luciano Palmerini Neto entre os sócios do Grupo BRT, Eraldo Palmerini e Marco Aurelio Di Ruzze

Ponto a ponto  A Tap confirmou o fim de suas operações em Campinas, no interior paulista.  Fábio Doneda de Camargo foi promovido a gerente sênior nacional de Vendas da Tam.  Silvana Nascimento deixou a Secretaria de Turismo de Minas Gerais.  A Airbnb tem 70 mil usuários no Brasil, e não 70 milhões, como informou sua assessoria de imprensa.


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Desafio

Exonerado

Responsável por grandes contas da Iberia na América Latina desde 2014, Carmen Lage, que antes disso já havia sido a gerente de Vendas da companhia aérea espanhola no Brasil, vai assumir a empresa no Chile. A executiva foi nomeada no último dia 14, em Santiago, como a nova country manager da Iberia no Chile, respondendo pela área comercial e gestão da companhia no país. Com experiência de mais de 25 anos na aviação, a carioca deixará São Paulo para morar em Santiago.

A presidente Dilma Rousseff exonerou quatro ministros, entre eles, Mauro Lopes (foto), da Secretaria da Aviação Civil. A ação foi publicada no último dia 14 no Diário da Oficial da União (DOU). Além de Lopes, deixam os cargos Celso Pansera, da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelo Castro, da Saúde, ambos do PMDB, e Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Agrário, do PT. Lopes deixa o cargo com menos de 30 dias após sua posse.

Nova área

O estrelado time de blogueiros da PANROTAS utilizam não só uma nova plataforma web, mais dinâmica e moderna, como também conquistou um novo espaço na página principal do Portal PANROTAS. Antes posicionados ao lado do Plantão de Notícias, com destaque para as cinco últimas postagens, os autores agora aparecem abaixo da lista de notícias, em uma seção maior e agora com oito destaques. As mudanças fazem parte do pacote de novidades que o Portal PANROTAS reserva para este ano. Agência Brasil

Projetos pessoais

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Após 21 anos de serviços prestados à Gapnet, sendo os últimos dez na gestão da consolidadora no Nordeste, Paulo Bispo anunciou o seu desligamento da empresa para se dedicar a projetos pessoais. “Agradeço à Gapnet e sua diretoria pela oportunidade, aos colaboradores que tivemos a oportunidade de capacitar, aos agentes de viagens que depositaram confiança em nosso trabalho e a Deus, por me dirigir até aqui”, disse ele. Anote os seus contatos: (71) 988896359 ou p.bispo@ebonytours.com.br.


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